Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04968


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Full Text
Auno de* 1843.
ir
Sexta Fera 26
Tuo r;ora depend. de n nnnoi, 4 Bolsa prudencia .oderayau eneris con
(Ruerno! como principiemos eremos apuntados com admuacao entre Nacoei i.
culUl- _____________( Proclamacjo da Assembles Gerl do Baaillo
PARTIDAS DOS CORREIUS TERRESTRES.
Coianna Parahiba f Rio grande do Norte segunda lextat ftiraa.
Bonilu o Garanhum a 10 e 24
aoi S;rinbaem, Ri Formoeo Porto Cairo Maceio AI.ro.
oa-:stac. florea a '3 e 28. Sanio Ante, quinta* feiras. Olimla l
C
B
DAS d%eviana
3? eg Rila de Cassia Vio. Aud. do J de D. da 3.
23 ierc i Kasileo Are Re. And do J de D da 3
24 U>an jejum a. Afra M. ud do J. de U. da 1 y.
25 ')\iin\ + A arencan do*Senhor.
S MV a. FelippeNery F Aud do J. de D da 2. T.
27 ">. i. Jo o, I'. M. Kel. Aud. do J. de D. de t T.
28 Do, e. Germano B.
no., 11
lodos o dias.
r.
T.
de Malo
Anno XIX. N. 115,
O Uiario pubiica-ee lodos os dias quo nao {orem Santificado! : o proco da assignaturiim
de tres mil res por quariel pagos achantados. Os anauncios dos assignenle! eio maeridoa
gratis. e os dos que o nao forera rsto de 80 rea por linhs. Ae reclamacSes derese sel' **""
gules a asa lyp., ra dasCroirs N 34.no a praca da Independencia loja de litros N. oe o>
cambios. io da 24 de Maio.
Cambio sobra Londres 26 -i-. Oomo-Moada de 6,400 Y.
Paria 3 Lisboa lUO por 1U0 de premio.
N.
a de 4,000
PlaTa-Patacdes
Peos Colomnare
ditos Meneaos
compra
1,1,400
16..0J
y,ooo
1,90.1
1.90J
i.yoo
venda.
1O.600
16.400
9 200
i,9:0
1.920
1,920
Moeda de cobre 2 por cento
dem de letraa de boas firmas { a | .
PHASE&ALDAlNO MEZ DE MaIO.
La Cheia 1 ?, S horaso 15 m. da tard I La ora 29, a 4 horas e 38m. da msab.
Quart.ming. 21, i lbora e .5 m. da ra. | Prtamar de hoje
1. a 2 horas e 6 m. da auhia i; | a 2 borai e 31 as. da tarda.
PABTE OFFICIAL.
BISPADO DE PERNAMBUCO.
DomJoSo da Purificaco Marques Perdigao ,
conerjo regrante de S. Agostinho pela grapa
de Dos e da S. S Apostlica hispo de
Pernambuco e do conselho de S. Magtstade
Imperial e Constitucional, /c.
A todos os nossos diocesanos saudo paz e
bencao em Nomo de Jess Christo.
Sendo o ministerio da palavra a primeira
attribuico inherente ao oflcio pastoral, e co-
vindo exercel o de boa mente no anniversario
deNossa SagracSo ( em* 26 do maio ) firmes
naesperanca, que gosamos d'obter a reforma
dos costumes pela constante mortificacao das
paixoes e magnnima repressao dos vicios ;
oportunamente nos dirigimos ao rebanho que
apasecntamos em nome e virtude do supremo
pastor cujas veses exercemos acreditando a
generosa disposico que predomina na Grey ,
a que presidimos para escutar a voz paterna ,
posto que annunciada por intormedio do mni-
mo prelado da santa igreja cujos sentimentos,
repetidas veses manifestados imlidio ingenua-
mente o maior interesse pela salvacao das al-
mas i confiadas sua vigilancia.
Este da firmando nossa decenal adminis-
tracao e excitando-nos ao cumprimento dos
.deveres, que esta nos mp5e firma igualmen-
te nossa expectacoem favor do designio, que
os propomos.
He verdade ( com cordial magoa o dizemos)
exhortaces, nem sempre tcm conseguido fe-
liz resultado sendo esta a causa por que al-
guns de nossos diocesanos nos estranhema falta
de providencia as occasies urgentes ; cuja
estranheza desejamos prevenir persuodindo ,
que o dever da caridosa ropresentacf'o exercido
com a discricao e recato que o zelo o a
verdadeira piedade exigem produsiria melhor
elfeito que qualquer extraordinaria vocifera-
cao sendo evidente quo nao podem ser ar-
gidas as faltas sern que sejo manifestadas -
..uelle que as deve fazor cessar quando che-
guem ao seo conhecimento se ja o de sua com-
petencia oestejona possibilidade de serem
orrigidas.
A frequento declamaeo contra os ministros
da religiao, dirigida mais particularmente
contra aquelles com quem governamos a igre-
ja pernambucana os Rds. parodies nossos
coadjuctores, he sem duvida digna de notar-se,
quando o recurso ao parocho dos pa;odios d-
te ter o primeiro lugar.
Ministros da nica verdadeira religiao que
presids s conscioncias do vossos penitentes c
as deveis dirigir segundo vossa melhor intclli-
gencia evitai por todos os meios ao vosso al-
cance toda o qualquer occasiao em que
possaos escandalisar os que devem ser instruidos
por vossos edificantes exemplos e pelas dou-
trina que Ihes deveis onsinar, exercendo vos-
eo ministerio alheios dos cuidados superfinos ,
e segregados dos objectos que vos devem ser
ostra nhos.
Vos, que voluntariamente vos dedicastes ao detestadas, e abominadas
ministerio sacerdotal contrabindo ohrigacoes,
que nao deveis ignorar recordai-vos da for-
midavel pena commun cada aos prevaricado-
res de tao santo ministerio eaos ocasionado-
res da relaxacao do povo christao. Recordar-
los disemos quo sendo collocados sobre a
montanba designados luz do mundo, econs-
tituidos superiores aquellos a quem sobrepu-
jaos em dignidade deveis ser irreprehensiveis
em vosso procedimento servindo-vos de nor-
ma o Evangelho que quotidianamento reci-
tis,, para que este forme vosso carcter.
Vos sois responsaveis pola carencia de virtu-
de e sabedoria com que deveis ornar o es-
tado sacerdotal Iluminando, e esclarecendo
os quevivem as trevas e sombra da morte.
Recita i o Ofiicio Divino de maneira que
rossa oracrt n/jen. rnnvp.rta nm neceado. Mo-
far dos que cumprem este dever ou persuadir
sua omissao he sempre a mais criminosa ou-
sadia.
O Sacratissimo Corpo de Jess Christo quo
frequentemente tendes em vossas muios para ap-
placar a Divina Justina ; como mediadores en-
tre o eterno esposo e os filhos da esposa meli-
tante deve ser para os quo dignamente ore-
cebem hum salutar antidoto, que os fortifi-
que contra o assaltn das tontacoes e infunda o
insaciavel desojo de progridir no exercicio das
virtudes.
Lembrai-voscom frequencia do terrivel jui-
zo fulminado pelo Apostlo contra a indigna
recepcBo do po anglico !
Os dictamos, e mximas Evanglicas, este-
jao insculpidas em vossos coraces cerlosde
que todo o christSo, por mais rolaxado que
sija jamis secompraz na irregularidade de
conducta, que podis manifestar em vossas
palavras e acedes. Nos vos exhortamos a
que prestis ao vosso ministerio a maior atten-
cao o a mais assidua vigilancia esforcando-
vos a evitar todo e qualquer vituperio que
I he posssais irrogar.
Sde circunspectos na celebracao do incru-
ento sacrificio e solcitos na administraco dos
Sacramentos aos quaes deveis- tributar o mais
profundo rospeito e fervorosa devpco re-
pellindo qualquer acceleracSo indecorosa, som-
pro demonstrativa da falta de reverencia com
que procedem aquellos, que Ihe devem vene-
rnc5o.
Se qualquer quo tem d'exercer algum em-
pregodeve ter a necessaria illustracSo para dig-
namente cumprir seos doveres quanto mais
vos para exercitardes um ministerio superior
no dos mesmos onjos, quo exige a maior eru-
dicOo !
Covencdos que as menores faltas perpe-
tradas pelos Reverendos Sacerdotes sao dignas
de m> ior censura que as maiores comettidas
pelos que nao gosuo tao honrosa preeminencia ,
estai sempre attentos aos deveres que esta vos
prescreve, scientes de que nenhuma maior
injuria soflre Dos sobre a trra que o escn-
dalo dado por aquelles, que ello instituio para
o reprimir. S. Grog. Hom. 17.
Tende em vista o numero dos indignos mi-
nistros da igreja catholica que em todo o lem-
po e por todo o universo tem occasionado
os maiores males religiao divinamente ins-
tituida mesma santa igreja e aosrostados
orthodoxos. Considerai-os presentemente sub-
mergidos no caos do eterno horror bebendo
as feses d-'aquelle calix que a justa severidado
dos divinos juizos derrama sobre ellos para
castigar sua impiedade bem como a corrup-
ta o e a immoralidade dos que transgredirao
os preceitos evanglicos. Doscei com a medi-
taco a este lugar onde o infinito poder se
faz sentir em tod'a sua magntude, para que
outra seja a vossa sorte.
Evangelisai o Reino de Dos. Na"o abando-
nis a causa que deveis defender. Nao vos
impliquis com negocios temporaes, alheios
de vossa profissao e desnecessarios vossa de-
cente subsistencia. Entregai ao despreso os
objectos e affeicSes Ilcitas, que devem ser
recordando-vos da
eminente santidade de que deveis estar reves-
tidos para que se vos nao impute cumplicida-
de nosdelictosd'outrem e nao caa sobro vos
o opprobrio, e a irrisao.
Ambicionai vosso bom nome, e honrai o
tremendo sacerdocio que vos foi conferido ,
para serdes exactos nos proprios deveres entre
os quaes deveis numerar a administradlo gra-
tuita dos sacramentos principalmente na ho-
ra extrema quando obrigados por justca ou
caridade.
Como exemplares, e directores do povoesco-
Ihido evitai quo este tropesse no caminho ,
que deve trilhar. He mistar que vos Iho de-
monstris condusindo-o como pela mi cer-
tos de que se vos precipitardes.na cova de
que o evangelho nos falla deveis temer que as
tas vos arrojem no abismo com aquelles, a quem
negastesa scienca da salvacao. O pao da ce-
lestial doutrtna deve ser por vos distribuido -
quelles que o suplico quando nao possa
ser igualmente administrado anda aos que o
nao sollicito.
Aprefciai esta maravilhosa e prodigiosa dis-
tribuidlo e nesta vos exorcitai de maneira .
que pela parte que vos pertence os agracia-
dos sinlao os admiraveis eUeitos desta distribui-
dlo.
Persuad o doce sabor, que em si contem es-
te suave alimento, subtrahido aos que rcus5o,
ou despresao tao apreciavel iguaria. Lamen-
ta i com nosco a sorte dos que deligenciando
com a maior avidez o p5o corporal, abandono
o alimento espiritual, quando deste temos
maior necessidade que d'aquelle e mais f-
cilmente o podemos conseguir.
Publica, e particularmente persuadi a'ssis-
tencia da santa missa nos das de preceito fa-
zendo ver a decencia que se deve prostar ao
mais nobre o augusto misterio de nossa reli-
giao. -^
Convencei do desobedientes qs que nao tem
cumprido o preceito pascal decretado no con-
cilio latoranense ao qual todos os (ilbos da
igreja universal estao sugeitos sob a pena d'ex-
comunhao maior ainda em vigor ou nao
revogada demonstrando-lhes a urgencia na
exacco deste dever, para serem isentos dos
terriveis cffoitos desta pena, na qual estao
comprehendidos na presenca de Dos, posto
que ( por motivos) nao convenha presentemen-
te a declaraco da mesma pona por um uso mal
entendido.
Coopera i com tod'a forca do vosso espirito,
e com o esforco de que sois capazes para que
cessem e inteiramento deixem d'existir o as-
sassinio o roubo, o falso testemunho o en-
redo e a intriga pois que o exercicio de tao
abominaveis paixoes ho prohibido pela reli-
giao quo professamos e com a mesma elTica-
cia vos suplicamos, que reconciliis os dissi-
dentes, capasigueis as discordias aplanando
todas as difliculdades, que impedirem 01 ina-
preciaveis ructosd'uma paz permanente para
que o paiz da Santa Cruz seja digno desto
nome. Em vossas conversacSes o visitas da-
mizadd inspirai aquella harmona fraternal ,
que deve roinar entre o pbvo christao a quem
deveis (azer ver quo horrorosa he a dilacera-
cao das familias e a dissoluco do vinculo da
caridade. Bem aventurados seris se assim o
praticardes.
Chefes de familia que sois responsaveis a
Dos, e sociedade pela educaco de vossos
filhos c fmulos, estai dignamenso attentos
sobre vossa conducta instruindo com o exem-
plo ecom a palavra as familias, que go-
vernaes.
O temor do Dos principio de tod'a sa-
bedoria seja por vos infundido no animo de
vossos subditos e domsticos. A propria
experiencia vos tem feito ver que a falta deste
saudavel temor causa a morte eterna.
Nao'espcreis que da irregular conducta de
vossas familias vos resulte aquella gloria que
convem aos que diligenceiao a estima deseos
concidados pelo cumprimento de seos domes-
ticos deveres.
Nao pensis, quo amaes vossas familias,
quando Ibes subtrahs ou negaes a instrueco
necessaria, caproporcionada reprehendi nasoc-
casioes, em que nenhuma autoridade vos pode
dispensar deste essencial dever.
Se os filhos educados segundo a doutrina e-
vangclica algumas vezesaberrao da obediencia
paterna que far aquellos que forem nu-
tridos na rclaxac5o e escandalosa desemvoltu-
ra em que podem progredir de da em da ?
Se sois insensiveis ao irregular comportamento
de vossas familias e censura publica que
deste vos pode resultar presenciareis factos ,
de que vossa consciencia vqs deve argir.
Apreciai a decencia e honestidade d'aquel
les a quem presids e tende presentes nos-
seja esta a ultima que caldosamente vot*
dirigimos com afTecto verdaderamente pater-
nal, e sincero interesse pela vossa prosperidav
de temporal, e eterna ventura.
Admoestai vossas familias a cumprirem o*
deveres christaos. Rccomendai-lhes a obedien-
cia que devem tributar aos preceitos da lev de
Dos, e da Santa Igreja de quem sao filhos.
Antes de consentirdes, que vossos filhos com
suas futuras esposas ou vossas filhas com seos
futuros esposos so unao em matrimonio certi-r
ficai- vos da probidado e honradez dos estra-
nhos, que pertendeis unir pelo sangue s vosssas
familias quaes deveis conservar em pleno re-
cato, demonstrando a necessidade desta virtude.
Aos filhos ja designados esposos fase i ver
como nao devem receber o Sacramento do ma-
trimonio sem previa recepcao do da Peniten-
cia para quo so nao privem a si mesmos das
gracas, e auxilios, quo aquello Sacramento
confero aos que dignamente o receberem pa-
ra se amarem licitamente viverem em perfeita
concordia e armona, educarem sua prole na
piedade christ e cumprirem as do mais ohri-
gacSes inherentes a um contracto que Jess
C. elevou a Sacramento para causar os eflei-
tos ora mencionados.
E que se pode esperar dos consortes, que re-
cebom o Sacramento do matrimonio em estado
de culpa mortal ? Ah Elles pela profanadlo
deste Sacramento so constituem indignos de que
Dos confirme a bencSo, que o proprio Sacer-
dote implora em seo favor.
Eisa causa que promove o odio que ex-
cita as rixas, que fomenta as dissenySes que
nutre as discordias e mantem a separaco en-
tre os ligados com este vinculo indissoluvel.'Que
funestas consequencas nao experimentfio os es-
posos que se unem matrimonialniente sem
quecm primeiro lugar se santifiquen) pelo Sa-
cramento da Penitencia E nao devemos at-
ribuir a esta omissao a desordem entre as fa-
milias seo desregramento seos desastres,
seos infortunios, o infeliz xito em seus neg1-
cios e todos os mais terriveis acontecimentos ,
quoquotidianamente presofteiamos ? Podere-
mos dser acaso o que realmente be disignio
da Providencia atienta a corrigir a infraeco
de seos preceitos pela severidado de seos rectis
simos juisos ?
Carissimos filhos meditai nestas importan-
tissimas verdades em quanto oramos por vos ,
cumprindoo nosso dever para que a Divina
miseracao desea sobre o Paiz da Santa Cruz ,
permittindo que alguns de seos habitantes, nao
obstem s pas intences'dos que verdadera-
mente se interessao na fruico da tranquilidade
publica. Residencia Episcopal no Palacio da
Soledade aos 26 de Maio de 1843.
Joo Hispo Diocesano.
INTERIOR.
Mm jrnrM m trevas e auo p- > pxhortacfles lerubrando-vos eme talvez
ASSEMBLEA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sesso do dia 25 de abril.
(ConclusSo.)
O Sr. Wanderley : Faze-Ia guarda do
governo.
O Sr. P. da Silva: Nao quero guarda
do governo ; Sr. deputado, quero guarda na-
cional mas composta de cidadaos que devem
ser guardas nacionaes verdadeiros e nao com-
posta de individuos que os conselhos de qualifi-
cacao julgarem que devem nicamente ser qua-
lificados guardas nacionaes. O conselhos de
qualificacaoou nao se reunem e assim se nao
cumprealci, ou reunindo-se se deixSo mal-
tas vezes levar por espirito de partido, por es-
pirito de intrigas locaes qualificao guardas*
miseraveis expellem os melhores cidadao ,
nnllicao ascompanhias eos balalboes [apoim-
dos ) por sisanias muncipaes e de freguezias
( apoiados ). Eu quero pois que a guarda na-
cional seja organisada de modo que ao mes-
nio tempo que tenha snbnrrlinacao. seia snieit
r ',


"*

a um centro commum; deste modo poder.'.
prestar o servico que a causa publica della re-
clama.
Sobre os outros periodos do orcamento nao
tenlio observacSes a Tazer porque vejo tam-
hem que tanto o Sr. ministro como a commis-
sao combinao.
Aproveito-me agora da concesso que me di
S. Ex. para os accessorios de poltica e passo
a responder a algumas proposices enunciadas
pelo nobre deputado da Bahia queencctou bo-
je a discussao, e a que o nobre Ministro enten-
deo dover nao responder.
O nobre deputado pela Bahia fallou sobre de-
portacoes em geral censurou o gabinete pas-
sado por ter usado do meio de deportar a cida-
daos da provincia do Rio Grande do Sul com o
pretexto de se acharem suspensas as garantas.
O nobre deputado entendeu que a suspenso de
garantas no Rio Grande do Sul nao importava
ao governoodireito de deportar os individuos
cuja conservarlo ali pareoesse ao governo preju-
dicial causa e ordem publica. Creio que o
nobre deputado nao leu um decreto imperial ,
porque se o fizesse, veria que o governo sus-
pendeu tambem essa garanta que lem os cida-
daos de residir onde quizerem e que a cons-
tituido da esse direito ao governo nos casos de
rebeilio como desgracadamente o esta-
do da provincia do Rio Grande. Se o go-
verno entende que nao se deve ali gozar de
todas quantus garantas no resto do imperio
se goza porque a causa publica o nao permit-
te, c a conservacao de certos homens pode con-
tinuar a causar damnos ao paiz o governo es-
t noseu direito e nao pode ser censurado.
Disse o nobre deputado que nao lalla ja no
direito de deportacao mas no direito que
julgou o governo arrogar-se.de delegar este po-
der. Permita o nobre deputado que lhe diga
que se o governo responsavel pela deporta-
cao feita por elle mesmo tambem responsa-
vel pela deportacao que o presidente por or-
deni sua, praticar visto que foi o governo que
o mandou. E se entende que o governo poda
deportar, nao pode negar que pode delegar es-
ta faculdade ao seu delegado ao chefe do po-
der executivo no RioGrandedoSul (apoiados).
Disse o nobre deputado: mas em Franca,
so nos tempos revolucionarios se langoumo do
meio da deportacao e na Inglaterra nunca.
Sr. presidente quando se trata do estado do
Brazil, bom poder estabelecer a opinio com
factos occorridos em diversos paizes mxime
m paizes civilisados ; mas nem todos os Tactos
geraes occorridos nesse centro da civilisacao de-
vem necessari&mente repetir-se no Brazil; nem
todos os exemplos da Inglaterra e Franca po-
dem ser trazidos para o Brazil. As circuns-
tancias sao muito diversas, e por isso podem
esses exemplos nao ter muita relacao quando se
trata dos negocios do Brazil para que so en-
tenda que aquillo que l se fez, se deva necesa-
riamente fazer aqui.
Um Sr. Deputado:Exemplos so quando faz
conta.
O Sr. P. da Silva:Vou responder a este a-
parte do nobre deputado ; entro no exame des-
ees exemplos. Disse o nobre deputado que na
Inglaterra eem Franca nao se fez uso da depor-
tacao mas porque ? Porque na Inglaterra e
em Franca ha leis rigorosas contra aquclles que
perturbo o socego publico ; porque na Ingla-
terra e na Franca se cumprem essas leis, e nao
ha juizes e jurados que absolvo rebeldes confes-
eos do cri.ne.
Um Sr. Deputado:E os cartistas ?
OSr. P. da Silva:Os cartistas sao presos,
levados aos tribunaes e condemnados rigorosa-
mente e nao ha amnistas promptas para el-
les. E que comparaco tem os cartistas da In^
glaterra com os rebeldes do Brasil ? Nenhuma
nteiramente.
S8o obreiros a quem persegue a fome, ou mi-
6eraveis phanatisados por espirito de demago-
gia, que corremos campos e as ras das peque-
as villas commettendo um ou outro excesso ,
e fasendo pequeas destruices ou incendios ,
sem formarem planos de poltica ; entretanto
que os rebeldes do Brazil se apresentao desgra-
cadamente movidos por clubs, animados por
partidos sustentados por ambiciosos, sabem
o que querem estabalecem governo seu cal-
cio aos ps a constituica do estado declaro-
se poderindependente, e quando sao presos e
levados peranteojury sao absolvidos com es-
cndalo!....
O Sr. P. deBrito d um aparte que nao ou-
vimog.
O Sr. P. da Silva:Nao ouvl o seu aparte.
Queira repetir, que eu desejo responder-lhe.
OS. P. deBrito:SaoSympathias da popu-
lacaS.
O Sr. P.da Silva: Nao... (batendo forte-
'mertena archibancada) nao...nao sao sympa-
thias da populacho {apoiados), nao ; se ofos-
m, a populaco nao os repelliria todas as ve-
tes que se tem presentado com as armas na
ma (apoiados); nao os repelliria quando, com
armas fratricidas, derramaras o sangue de Bra-
sileros e procuraras cavar a ruina perpetua
deste paiz.
OSr. P. de Jfruo;ntaS o que sao ?
O Sr. P. da Silva:SaG certas Ideas desgra-
cadiis que fasem com que haja mal entendida
piedade da parte do partido da ordem; sao pro-
teccSes escandalosas que individualmente elles
obtem de seus mesmos adversarios, que por a-
misades. parentescos, movem-e, pedem cho-
ro e alliancao arrependimentos ; sa5 influen-
cias de certas doutrinas que nao querem ver
criminosos nos delinquentes polticos; sao fra-
quesas do proprio governo que rege os destinos
do paiz ; sao todo esse desgracado estado em
que nos achamosdepoisdeuma I >ngae tormen-
tosa minoridade p irque o poder nao tem a
forca necessaria para obrar, nao tem coragem
para vingar a lei da sociedade [apoiados).
( Ha muitos apartes dos diversos lados que se
nao podero colner.)
O Sr. P. da Silva:E por esta raa8 que
quando alguns deputados accusaS o ministerio
passado de ter ultrapassado as leis e de ter ex-
rnelo urna tyrannia que pesou sobre o paiz du-
rante o longo periodo porque o administrou, e
de ter sido perseguidor de todos os cidadaos, eu
pelo contrario o aecuso por sua fraquesa, tibie-
sa e indecisas O ministerio de 23 de marco me-
rece censura pelos actos do primeiro periodo da
sua existencia,pola condescendencia com que tra-
tou aquel les que elle muito bem sabia e devia sa-
ber que no poder erao despotas, e lora do po-
der era5 conspiradores e rebeldes. (Apoiados.)
) ministerio passado foi muito fraco quando
conservou na presidencia de S. Paulo ao Snr.
Rafael Tobas (apoiados), e consentioqueos re-
beldes fossem todos os dias preparando os ma-
teriaes da rebellia reunindo Torcas para ga-
nhar seu plano plano que o governo nao po-
da ignorar, porque elles o patenteavo clara-
mente e a mensagem horrorosa da assembla
provincial de S. Paulo bem o denunciava e
com que elles mesmos ameacarao desde que cah io
o ominoso ministerio de julho de 1840, que era
o ministerio de sua feico. Sim o ministerio
de marco merece censuras pela fraquesa com
que se portou no primeiro periodo de sua exis-
tencia ; naodesconheco porem e altamente o
proclamo, nao desconfen) a energa que de-
senvolveu durante a rebeilio : nao ; o ministe-
rio passado merece elogios otemos de todos os
Brasileiros pelo seu comportamento durante
a rebeilio (muitosapoiados).
O Sr. Pacheco:E que comportamento teve
depois da rebeilio ?
O Sr. P. da Silva:Devo tambem confessar
ra acabar de urna vez com a desordem moral
que existe nos espirltos ; proponha o governo
leis que ortalecoas instituida s polticas, dem
segurance aos Individuos e estabeleco a paz
publicado modo que os qje se quiserem rebel-
lar soffro um castigo severo rigoroso e'Cxein-
plar. Esteja certo que a cmara o o pal* p ho
desustentar (apoiados).
Eu poderia desenvolver ainda as observacSes
que emetti ; estou porem cansad; limtar-me-
hei agora a estas, e depois serei mais explci-
to quando tiver de responder.
Sao apoiadas as seguintosemendas additivas:
Com os corpos policiaesou municipaes per-
manentes em todo o imperio com os parochos
e cathedraes.Henrique de Resende.D
O governo flea autorisado a augmentar o
numero dos amanuenses de secretarias de poli-
ca aquellas provincias onde julgar convenien-
te. Paco da cmara dos deputados, 25 de abril
de 1843.Pereirada Silva.
O Sr. Rezende.t/landel urna emenda & me-
sa, e em abono della direi o que a minha raso
me dictar; depois descerei ao incidente na casa
occorrido.
A emenda quo mandei a mesa reduz-se a que
a despesa com os corpos policiaes, ou perma-
nentes, com os parachos e comas cathedraes,
sejao fcitas pelo ministerio da justica. A raso
porque a isso fui levado porque os cofres pro-
vinciaes s devem faser despesas com aquillo
que da attribuicodasassemblas provinciaes.
Desde a interpretaco do acto addicional se en-
tendeu que os parochos pertencem ao governo
geral, o que os conegos sao de nomeaco do
governo geral; pois urna consequencia neces-
saria que o governo os pague. Se as assemblas
provinciaes nao podem legislar sobre polica lo-
cal se os corpos policiaes sao para execuco de
leis geraes o governo geral o deve pagar.
esta a minha opinio ha muito ternpo e foi
por mim sustentada na assembla provincial de
Pernambuco. Ento disse eu que, se os paro-
chos devem ser apresentados pelo governo geral,
devem ser igualmente por elle pagos. Contra
isto se allcgou que, na5 estando no orcamento
decretada consignaco para esta despesa seria
deixar os parochos sem recursos deixando de
votar consignaco para elles; e creo que em at-
tenoao a isto a assembla provincial decretou
fundos para pagamento dos parochos e conegos.
Mas desde que o govorno geral tem chamado a
si a apresentaco dos parochos e conegos e a
ralidadee ordem quando todos os subditos fa-
zem timbre de se insubordinar contra aauton-
dade superior.
orador contina a fallar sobre objetos do
que trata o relatoriodo ministro e a discussao
tica adiada pela hora.
COMMERCIO.
cabada a desordem material, devia saber que
cumpria executar a le para fazer desappare-
cer a desordem moral dos espiritos ; que devia
castigaros criminosos e nao perdoar-lhes afim
de salvaros bons cidadaos que se tinho sa-
crificado em favor da ordem publica, eque com
oexemploda impunidade nao so sacrificario
mais tulvcz....
O Sr. Presidente:Estas consideracoes nada
tem de commum com a materia que se discute:
o ministerio passado nao est agora em dis-
cussao.
O Sr. P. da Silva:V. Ex. tem rasao, mas
eu fui chamado a este campo por muitos apartes
de diversos lados da casa e entend dever res-
ponder-lhes.
Eu desejara agora interpellar o Sr. ministro
cerca da opiniaS que faz das diversas e escan-
dalosas absolvicoes que tem tido lugar em S.
Paulo e Minas em crimes de rebeilio ; se nao
entende o Sr. ministro que, sendo ellas umper-
feltoescndalo, cumprc ver um remedio qual-
quer que o faca cessar. Para mim entendo que
o remedio seria que os crimes polticos fossem
julgados por um tribunal excepcional e haja
urna especie de aleada particular compost de
homens que, separados dos interesses de parti-
do posso julgar com consciencia dando aos
cidadaos a garanta de que os aecusados sabe-
nao fazer justica. Eu desejava que o Sr. minis-
tro attendesse a esta exigencia e que a reco-
nhecer a enormidade do mal, resultante das
escandalosas absolvieses e a apoiar o remedio
que aprsenlo fizesse todos os esforcos para
traser consideracaoda casaalgum projecto que
tendesse a arrancar do juiso do jury a decis8o
dos processos polticos; porque, se os dose ju-
rados sorteados saS inimigos dos aecusados ,
podem exercer rigores e condemnar de mais,
e a lei pe de; e se sao amigos, os absolvem com-
pletamente e a lei tambem perde. Por conse-
quencia um projecto que estaheleca urna al-
eada especial particular para certos crimes po-
lticos como na Franca dar mais garanta
sociedade c aos mesmos aecusados.
Desejo saber se S. Ex. acquiesce ou nao a
proposta do seu antecessor exigindo urna lei
que comprima os excessose abusos da liberda-
de da imprensa; o estado do paiz tambem re-
quer imperiosamente urna lei que ponha frcio as
faccSes que notendo outro cumpo a que re-
correr lanco mao da imprensa formaS del-
la urna arma destruidora e immoral, ondegui-
Ihotino as reputacoes <> calumnias as institui-
eSes polticas, fasendo-as perder do seu pres-
tigio levando o veneno de suas malvolas in-
tencoes a coracSes inexpertos, a espiritos nao
preparados, resultando dahi bem funestas con-
sequencias.
Sr. presidente temos sofTi ido desordens e re-
bellSes nascidas da imprensa, e tambem de
principios anarchicos s veses escapados da tri-
buna publica que devera dar o bom exemplo ;
cumpre faser desapparecer as causas para evi-
tar no futuro sua repiticao ; leis fortes que sus-
que dormio osomno da indolencia, quando a- polica local, evidente que deve carregar com
a despesa; para o que cumpre que esto anno
passo urna disposico na lei do orcamento e
fundos para isso.
Passarei agora a faser outras consideracoes.
Primeiramente permitta a cmara que eu di-
ga alguma cousa sobre um aparte que escapou
na casa. Eu sioto queelle sahisse da boca de
um magistrado (apoiados).
Sr. presidente, se eu entendesse que as sym-
pathias do paiz estavo para c# revoltosos e as
rebellioes, eu nao seiqual seria a minha sorte.
Se eu me persuadisso que o paiz sympathisava
com semelhantes acontecimientos e que esta
sympathia nao poda partir se nao dos desejos
de....nao sei qual seria a minha sorte Sr. pre-
sidente se nos, pela absolvico dos sedicio-
sos podamos dizer, que o paiz sympathisara
com elles e com suas ideas, entao nos de-
viamos diser que o paiz sympathisa com os
facinorosos, assassinos e ladres, por que
tambem o jury os absolve desgracadamente
muito mais geralmente do que se pensa (apoia-
dos). Oh senhores! seguramente seria muito
pouco honrosa para a naco brasileira esta sym-
pathia.
Eu portantodovo entender que outra raso ha
pela qual se tem dado estas absolvieses. A ra-
so dessas absolvieses talvez sejaS estas pala-
vras sahidas da cmara que vo persuadir
ao povo que as sediccSes merecem as sympathi-
as do paiz. Nota-se que sao tratados de perse-
guidores todos osexecutores da justica, todo o
homem encarregado da execuco das leis que
persegue os criminosos;assim se lanca o estigma,
a infamia de certo modo sbreos que procuro
cumprir as leis. Por isso muita gente recua pe-
rante o dever que tem de punir os criminosos e
dar execuco as leis, e as testemunhas ante a
santidade do juramento. Oxal podessemos ba-
nir do paiz semelhante idea.
O que eu entendo que o paiz nao sympa-
thisa com esses Tactos e a prova a facilidade
com que essas faccSes sao comprimidas desde
que o governo seinteressana sua compresso ;
o se algumas tem por ventura resistido mais al-
gum tempo s forcas do paiz porque o go-
verno at corto tempo tinhadeixado deempre-
gar todo o zelo preciso.
Tenho agora de chamar a attenco do Sr. mi-
nistro sobre alguns Tactos de Pernambuco. Eu
nao sou professional, nao estou acostumado a
manejar a legislaeao do paiz nao sei at on-
de ella chega mas eu sempre entend que nos
casos do desobediencia em materias espirituaes
a autoridade ecclesiastica podia applicaro cdi-
go do processo aos subditos desobedientes o
recalcitrantes. Um ecclesiastico por exemplo
resiste s penas espiritiracs affronta a auto-
ridade ecclesiastica e apiesenta-se em ex-
ercicio ecclesiastico; eu entendo que a pena que
o cdigo estabelece para os desobedientes pode
ser applicada pela autoridade ecclesiastica; sem-
pre o entend assim ; e se se entende que a au-
toridade ecclesiastica nao pode prender um cle-
riio recalcitrante ento so deve reformar a le-
teniem o pofler, eis o que nos cumpre iazer pa- [ gislaco do paiz, porque naS pode haver mo-
Alfandega.
Rendimento do dia 24.......... 4:4678705
DetcarregUo hoje 26.
Brigue Primavera fazendas vinho
ferragens.
Barca Cornelia Tarinha de trig o.
Brigue escuna Hannah cha, bani'ia, men-
te iga velas, bolaxinhas, o fon-
- nha de trigo.
Barca Felice carvSo, (o resto.)
Brigue Fiel fumo, e miudezas.
Brigue Thomaz Bathtrsey carne agur-
dente gigos, e macbinismo.
IMPORTACAO.
Pylades S Orestes brigue Sardo, ?iodo de
Buenos-Ayres entrado no corrente mez, con-
signado a Manoel Joaquim Ramos e Silva, .lia-
niTcstou oseguinte : 2490 quintaos de car.no
de charque, 20 couros secos, 50 arrobas de cfc>m
bo ; ao consignatario.
Hannah brigue Americano entrado no'
corrente mez vindo de Baltimore consig-
naco de Henry Forstcr & Companbia man-
festou o seguinte : 900 barricas e 38 meias di-
tas com (arinha de trigo 50 caixas e 10 meias.
ditas de cha yson, 40 caixas vellas de esperma-
cete 100 barris bolaxinhas, 47 ditos mantei-
ga, 100 ditos dita de porco; a James G. Mmith.
Cornelia barca Americana vinda de Ri-
chmond entrada no corrente mez, consigna-
da a Henry Forster & Companhia maniTestou
oseguinto": 2569 barricas e 338 meias ditas,
com Tarinha de trigo marcaGallego; aos,
consignatarios.
^-
lovmcnlo do Porlo.
Navio sahido no dia 24.
Londres; barca ingleza Persian, capito Tho-
maz Milliman com a mesma carga, quo
trouce do Londres.
Philadclphia ; 53 dias brigue escuna ameri-
cano Combalant, de 155 toneladas, capito
Adany equipagem 7 ,. carga varios gene-
ros.
ObservacSo.
O vapor S, Salvador, suspendeo de noite 4o
lameiro.
Editaes.
O lUm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes manda Tazer publico quo em
virtudeda lei perante a mesma thesouraria se
ho de arrematar por tempo do 3 annos a con-
tar do 1. de julho do presente em hasta pu-
blica a quem por menos fzer nos dias 19, 20,
e 22 de Janeiro prximo vindouro pelas 11 ho-
ras da manba, as illuminacSes.dacidade de
01 inda eda povoaco dos Aflogados, avaliado
o Tornecimento diario de cada um dos lampies
da de Olinda em 144 rs. o da dos Aflogacfes
em 195 rs.
As pessoas que se proposerem a estas arre-
matantes comprenlo na salla das sessoes da
mesma thesouroria nos dias cima indicados
munidas de fiadores idneos, e competente-
mente habilitadas. Secretaria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 10 de maio de 1843.
O secretario
Luiz da Costa Portocarreiro.
Olllm. Sr. inspector da thezouraria das
rendas provinciaes manda Tazer publico qus
cm virtudc da lei perante a mesma thezourao
ra se ho de arrematarem hasta publicaa quem
mais der nos dias 19, 20 o 22 de junlio pr-
ximo vindouro pelas 11 horas da manba os
seguintes impostos:
Por tempo de 3 annos a contar do 1. de ju-
lho futuro,
Taxa da barreira do Giqui avahada an-
imalmente em........4:1008000
Taxa da barreira da Magdalena avahada an-
nualmente em...... 2:652f000
Taxa da barreira do Motocolomb avahada
annualmentc em.......1:6008000
Taxa das passagens do rio nos lugares do
Cordeiro c do Caldereiro dem 808000
Furo das caixas, e Techos d assucar
idem...........l:080S00O
Por tempo de 2 annos a contar da dita epo-
cha.
Yintc p. % na agurdente de consumo nos
municipios de Goianna avahado trienalmente
em............i:O*7S000
Pao do Alho idem......27300Q



u
bmoeiroidem.......2*9,600 pessoas, que em conformado do artigo 9 do
?0n!,0l(,7...... 15-.00O ragul.o.ent... de-11.! ahril da I8Vj temt
^mbres.dem....... 848000 fazerem as devidas alten, o s em su ,s mttricu-
Fl'Z T 7-..... ?m ,as' tanto escravos T,e l,So -Jqaerio, ,,or
Flores e Tacaratu .dom .... 93,000 compra, ou as imonto, como dos le tem I,-
minuido por venda lil.erda le, ou inerte que
5
-vista idem...... 93j000
As pessoas que se proposerem a estas an ema-
itacoos compareco na salla das sesses da mesma
thesouraria nos das cima indicadas munidos
de liadores idneos, e competentemente habili-
tadas.
E para constar mandn o mesmo Illm. r
inspector aflixar o presente, o publicar pela
jmprensa. Secretaria da thesouraria das ren-
das provinciaes de Pernambuco 10 de maio de
J343. O secretario
I.uiz da Costa Portocarreiro.
=Pela tbesouraria das rendas prpvinciaes em
cumprimento de ordem superior se ha de con-
tractar no dia 3 de junho p. futuro sob as con-
diooes publicadas nesle Diario n. 100 as o-
bras do 7. lauco da estrada do Pao do Albo or-
eadas na quantia de 22:153*720 cuja des-
ripcao e orcamento podem ser consultadas na
aopartico das obras publicas. Os licitantes
devidamente habilitados deverao apresontar na
mesma thesouraria com antecedencia as suas
propostas em cartas fechadas, que serSo aberta
m presenca de todos no dia aprazado.
Declaracdcs.
jidministracao do patrimonio dos orfos.
Perante a administrado do patrimonio dos
orfaos se ho de arrematar a quem mais der,
por tempo de 3 annos que hao de ter princi-
pio do 1. de julho do corrente anno ao fim de
junho do 1846 as rendas das seguintcs casas:
Em terceira praca.
N. 2 na ra do collegio.
12 do Sebo do bairroda Boa-vista.
14 do Kozario dito.
35 da Madre de Dos do
36
38 ((
54 do Amorim.
55
66 ra da Cacimba.
67
68 do Burgos.
69
72 do Vigario.
74 do Encantamento.
75 a
76
78 da Senzalla velha.
81
Em segunda praga.
82
83 da Guia.
84
85 do Trapiche.
86 beco da Lingoeta.
87 da Cruz.
88
91 Fra de Portas,
92
93
Em primeira praga
94 a.
95
96
97 a
98 (C
99
100
101
102
103 a
devom comparecer nesta roeehedoria desde o
ateo ultimo do junh) prox mo futuro, aprc-
sentando um declara -ao por ellos signada ,
acompanhada de certidao de huptism >, ou bi-
to, esnriptos do liberdade compras, e vendas,
9{c. ; e ascertid.!sdi mitricuia didis por esta'
mesa, pa/a n'ollas se f.zerem as necessarias no-
tas. Francisco Xavier Cavalcanti d'Albu-
querque.
=Pelo juizo de orfaos e auientes dosta Ci-
dade se ha do arrematar na ultima praca, que
ter lugar no dia 29 do corrento urna loja de
azendas e movis pertoncentes a testamentaria
do finado Antonio Jos Vieira de Araujo, cujos
bens v8oa praca a requerimento do testamen-
teiro sobre ascondicoes constantes do escripto ,
que so acba em mao do porteiro.
FUNCg"oTYRICA,
Da casa da JVatalense Quinta-feira 1."
de Junho
IYMARINANGeli, Lucci e sua fiiha cantaro
seis pecas de msica com o seo anlogo
vestuario, haver tambem duas dansas oxecuta-
das por Wanimeil e sua mulher; esta ser a pri-
meira das 15 representacoes prometidas. Prin-
cipiar as 8 horas em ponto.
As asignaturas e os bilhetes acho-so na loja
de livros do Sr. Figuoira na praca da indepen-
dencia ; na noite do representado se vondorao
tambem junto da casa.
N. B. Se chover de 6 horas em dianto n5o la-
ver funeco.
Avisos martimos.
Para o Rio de Janeiro partir dentro de
poucos dias o brigue brazileiro Fiel, forrado c
encavilhado de cobre, e de muito boa marchaj caado pequeo, dinas grandes
de que he capitao Manoel Marciano Ferreira ,
cujo navio tem a maior parte do seu carrega-
monto prompto: para o restante da carga, pas -
sageiros e escravos a frete trata-se com Fir-
mino Jos Felis da Roza ou com o capitao.
- O vapor inglez Royal Soveringne capi-
tao Alfered Rrownles sabe impreterivelmen-
te no dia sahbado 27 do corrente para o Rio de
Janeiro e tem excellentes commodos para pas-
sageiros; quem quizer poder dirigirse ao
Consulado Britnico na ra da Cruz.
Leilo.
=0 porretor livcira far leilo porconfa
e risco de quem pertencer, de grande e variado
sortimento de azendas inglezas, rancezas, &c.,
de seda l, e algodo; Sexta-feira 26 do cor-
rente s 10 horas da manhSa em ponto, no ar-
mazem qne foi do Sr. Stewart, na ra da Cruz.
Avisos diversos.
As pessoas,que se propozerem arrematar di-
tas rendas poderd comparecer na casa das ses-
soes da dita administraco no dia 26 do cor-
Tente mez as quatro horas da tarde com
seus fiadores ; e adverte-se aosinquelinos que
se acharem deyendo rendas atrasadas que se
nao aceitan seus leos, e nem por isso se Ibes
dar preferencia ao lanco que or oferecido.
Sala das sesses d'administraco do patrimonio
dos orlaos 25 de maio de 1843.J. M. de
Cruz escripturario.
D'ordem do Sr. inspector do arsenal de
marinha faco publico que no dia 27 do cor-
rente pelas 11 horas da manba ter lugar a
terceira praca para a lenaco do casco apare-
Iho, e vellame da escuna Lbre, em consequen-
cia de nao poder ser realizada hoje conformo
se bavia annunciado por inconvenientes que
occorrerao. Secretaria da inspeceo do arsenal
de marinba de Pernambuco 23 de maio de
1843. Alezandre Rodrigues dos Anjos, se-
cretario.
A mala para o Rio de Janeiro em dircitu-
ra, pela barca de vapor ingleza Royal Seve-
reign ser fechada as quatro horas da tarde ,
sbado 27 do corrente.
O administrador da mesa d?. rrebedorin
de rendas internas geracs, faz saber a todas as
O Sr. Antonio Jos Fernandes quoira
procurar urna carta vinda do Porto que se t-
rou do correio por engao ; na ra do Kozario
larga n. 37.
O abaixo assignado tem a responder ao
Sr. Antonio Jos Nunes Guimares sobre o
seu annuncio n. 113 que relativamente ao
mudamento da assignatura do Diario pode ir
se queixar na Typographia, recebel-o pois que
tem estado em meunome porassim o determinar
o dito Sr. Dr. Nunes para lancar os annuncins
relativos a venda da taverna, na sua auzencia
poisj aalguns 8 ou 10 mezes e nunca isso
requizitou faltando so 2 mezes para se lindar o
prazo da assignatura ; porm antes do seu an-
nuncio publicado j cu tinha determinado a mu-
da.ica da assigntura,objecto estede redicularia,
relativamente ao prejuizo que menciona ter-lhe
eu dado na venda, nao foi por minha via, mais
sim por sua mesma pois se elle me nao man-
da sse os 6, e 8 hospedes para a venda, azendo-
se senhores della, porque no rol destesentra-
ro 2 irmos seus e um primo de certo ha-
veria ganhos. Fazendo-lhe eu ver que a ven-
da nao fazia negocio em consecuencia do dito
adjunto pois que so regulnva 2$ res, e 5 pa-
tacas c que o qual negocio me nao convinlia ,
elle me respondeo que a dessortia pois que so
cstava em p tho a sabida dos irmos para o
Porto, ora este mpale durou alguns quatro
mezes o em iodo este decurso de tempo nao
faltavo garrafas ahertas canjeres cheios de
vinho pois que j se n3o bebia por copo e
pareca casa de revellia ; porm eu que bavia de
fazer lembrando-mo queero seus parentes, e
que mesmo elle se achava pre?ente orator-
nei a dizer-lhe que o nremizo era certo nois
que o adjunto so punha na frente, e a casa ven-1 ra do Rangel u, 34,
dia irm rolicularia tornou a rospon l^r-mi
qo nio i!irn;ia l&litiuir as >lop'.|W dariis,
i| no elle Mva co Uo pfeu<0 e |'i? so e i ,ll
nao ^mhiv.i din 'i ;iro o gi lliria e n o itri no-
ionio ora chuna o Sr. I lift ftifr\w p\tn
dir bil meo :i i vito 11, e.mbf'n I; prdju: ,"0.S ruis ri .jo n > n ni > Invia \ a'urs'.i
orej'ii o a-ri n'in pilo |ii n i liono a <
run ia nlfl n I; tu I i-*to, e i | 11i | i <>. n iru
m I iva >r lirj cui lan I > o n reguo< do dito
Guimares.
Relatvan'inte as divids que m^nnoni ,
elle as despre/.ou di/.endo perante pessoas qu,)
merecem todo o conceito que nao quera sa-
ber dos quadernos porque erao xexeiros, que
eu as recebosse para mim. Quando o Sr. Gui-
mares esteve auzente na Villa do Aracaty eu
recebi entre dinheiro do remessas que me fez ,
e dinheiro que recebi dos alugueis por cento do
sua sogra 5 contoso tanto no sei como elle
nao diz que Iho nao entreguei esto dinheiro ,
pois que tho nao recebi documento algum na
entrega que fiz como ou comprava na alfan-
dega em seu nome fiz um annuncio quando se
ven fleo a venda que nada devia a pessoa alguma
tanto em dividas contrahidas om meo nome. co-
mo em nomo delle e como de facto que nada
devo eadmira-me ello nao publicar ascontas
que Ihe aprezentaro em fim nao quiz mais
esta restituidlo; pois eu julgo que nenhuma Iho
seria aprezentada e se foi declare-o pelo Dia-
rio pois o meu carcter um s ; porm elle
bem sabe disso e nao deixou de publicar um
annuncio daquclla naturoza e mostr tanto
ser pura verdade o que oxponho que dias di-
zendo-lhe ou que sahia para o Rio de Janeiro ,
elle me respondeo que nao sahisse at o tempo
melhorar para o nozocio, e afim do eu ficar fal-
lou aos Srs. Mendes & Amorim para eu ir
para caixeiro dos ditos Srs. expondo-lhe aos
mesmos amigos fidelidade nao pretendo mais
sahir a terreiro, s se muito so precizar. Jo-
s de LimaSoares.
= No dia 23 de maio deste corrente anno
fugio um cavallo da estribara, na ra do fian-
gel com os signaes seguintes : russo pedrez ,
com urna
peladura em um dos quadriz tem um carrego
obrigado e passeiro ; quem o tiver pegado o
quoira entregar na ra das Trinxeiras sobrado
n.46, lado do poente, segundo andar quese-
ra recompensado.
sa Guilherme Purcell, retira-se para fra
do Imperio, por alguns me/es.
Quem precizar de urna ama do leite ; di-
rija so a ra do Fagundes n. 17.
Dezapareceo no dia 23 do corrento as 9
horas da noite um caxorro d'agua de cor
castanho com as orelhas e rabo compridos ,
malhado de branco que obedece ao nome de
quet ; quem o conduzir a ra da Cruz n. 24 ,
ser muito bem recompencado.
O abaixo assignado previne ao respeita-
vcl publico, que a escrava Victorina, crela, de
idadede 8 para 9 annos pertence a diversos
herdeiros, sendo um delles menor, do quem he
o mesmo abaixo assignado tutor, e que por isso
todo o negocio que sobre dita eserava se lizer
com Germana do Carmo Caldas ( em cujo po-
der est ) ou com outrem por ella he nullo; pois
que tal venda s poder ter lugar em hasta pu
blica na forma da lei.Emilio Xavier Sobrti-
rade Mfello.
Sociedade Amizade nos Une.
O primeiro secretario faz certo a todos os
senhores socios que domingo ( 28 do corrente )
pelas 4 1/2 horas da tarde haver sessao da
mesma sociedade em assembla geral, no
principio da ra Direita n. 2 no primeiro
andar.
O Sr. A. J. Moreira ; que annunciou
morar na ra da Cadeia n. 9 e dezejar fallar
ao tenente Vasconcellos este nao tendo podi-
do hontem encontrar declara ao mesmo Sr.
que o pode procurar no quartel do corpo po-
licial das 9 horas do dia as 2 da tarde e dcsta
hora por diante na casa terrea de sua residen -
ca, ruada Florentina n. 16, pois que a ser
oSr. Moreira quem eu julgo muito o deseja
ver o seo amigo.
OSr. Jos Antonio GoncalvesBastos, nao
he mais meo caxeiro do hoje em diante e re-
tirou-se sem motivo de qucixa.
Fernando de Lucca.
Ofcrece-se um homem para ser criado,
sugeitando-se a fazer todo o servico de urna ca-
sa menos o de cosinhar o qual becbegado
prximamente de Portugal e d fiador a sua
conducta no atierro da Boa-vista n. 20.
Precisa-se de urna pessoa diligente para
fazer arrecadates de dividas ditante d'esta pra-
ca 16 legoas o pretendente munido de sou
fiador poder dirigir-se a ra do Livramento
n. 3.
=Tirao-se folhas corridas, e passaportes
para dentro e fra do imperio ; assim como se
copia todo, e qualquer papel tudo por preco
muitn rnmmniln ; Quem per??nder diriia-so h
T)i-ss mt) -oit-) da res a juros, a dos pof
caito i) biacali, o i o ticit i; n I ruis ; qii:'inpro-
ten ter dirija-so i rm l> '}i<*inilo oj i n. 18
a fa'l ir <; n ; le n ) it ra df S. B i n le^us das Crioulas n. 3 que ao
1 r | i n o d i,
)si rnr-O) 'o lia \i br?i>rr>ote um
pi >i{ lio d i ri i !) filil. con m odi *o de
cn'fnte e Ii inj'to filia lor ; i|um o tiver
a-malo iirija-se i dita rui loja de fazendas- a.
M i|ii ser'i generosanante recompensado.
'Jn i:rio ilo d i 11 le o offtofl para e
servico de alguma casa nacional, ou estrangei-
ra : o mesmo sabe tratar do cavallos, e entende
de sitio ; no fim da ra Augusta sob'rado n. 94,
que tem entrada do lado do viveiro do Muniz.
Precisa-so fallar com o Sr. Antonio Joa-
quim Goncalves, official do chapeleiro a nego-
cio d; sou interesse ; na ra da Moeda n. 7.
A quem Ihe faltar dois chapeos de palhi-
nha de menina, com fitas, procure no atierro
da Boa-vista loja de ourives n. 57 que se di-
r quem os tem.
Perdoo-se urna certidao do titulo de doa-
co das torras da Estancia, e um officio do
Exm. Presidente da Provincia: quem achar fa-
ca o favor entregar a Joo da Costa Palma.
A serrara ao p da ponte da Boa-vista ,
precisa de serradores paga por linha de lourc*
640res, e do amaiello 18120; assim como
tem urna porcao de pranchoes para serrar en
travs para a ponte do Caxang.
Manoel do Amparo Caj, com loja de al-
faiate na ra Nova n. 32, avisa aquellas pes-
soas que fazem obras na sua casa, que alem de
tod^s as obras tendentes a alfaiate tem para
vender um completo sortimento de calcado de
todas as qualidades tanto para homem como
para senhora chapeos de seda com a beira de
merino e sem ella suspensorios de burracha ,
lencos para o pescoco e meias para homem ;
advertindo que at o mez de junho ter tam-
bem camisas, de sorte que a pessoa, que viera
esta casa sair prompta de todo o facto isto
tendente a homem e tudo por mais commodo
preco que em outra qualquer parte.
Na ra do Crespo loja n. 19 existem duas
cartas vindas do Porto urna para o Sr. Fran-
cisco Pereira da Costa e outra para o Sr. Rai-
mundo Carlos Leite.
O abaixo assignado faz publico, que nin-
guem contrete com Jos da Costa Albuquerque
e Mello, desta praca, sobre um curral dejpoi-
xc de fundo, e um terreno, que o mesmo Cos-
ta possue na povoaco do Rio oce, por quan-
to est obrigado ao annunciante por um titulo
passado pelo dito Costa em 23 de marco do cor-
rento anno, sobre a quantia do duzentos mil
res. Recife 24 de maio de 1843. P,
Muller.
O abaixo assignado faz sciente ao Sr. An-
tonio Teixeire de Borba senhor do engenho
Goit da comarca do Pao d'Albo como a pes-
soa encarregada de pagar o debito do Sr. Seve-
rino Gaudencio Furtado de Mendonca mora-
dor no Riacho de Sangue, que desappareceo do
poder do abaixo assignado as obrigaces de d-
bitos do dito Sr. Mendonca, depois de baver o
abaixo assignado recebido do referido Sr. Tei
xeira a importancia de 590*000 reis por con-
ta no dia 21 do corrente em Pao d'Albo, de cu-
jas obrigaces existem as publicas formas, pelo
que nao pagar a outra qualquer pessoa que
nao seja o abaixo assignado pois que de boa
f nenhuma outra pessoa se poder apresenlar
como credor, as quaes se acho passadas em un
s folio pelo mesmo devedor o Sr. Mendonca,
a saber: a primeira de 1:3938980reis, vencida
em 8 de outubro de 1840; e a outra de 676$600
reis, vencida em 6 de novembro de 1840, e no
verso das mesmas se acba acreditada pelo abai-
xo assignado a quantia de 1:0608000 reis por
conta em 12 de outubro de 1841. Recife 22 de
maio de 1843. Antoni Carlos Pereira d$
Burgos Ponce de Len.
Aluga se a casa, que servio de theatro
nesta cidade com os utencilios que constar de
inventario: quem a pretender dirjase ra
dosQuarteis n. 18.
OTerece-se um rapaz brazileiro, de idade
de 14 annos, para caixeiro de loja de miude
zas, fazendas, ou de ra dando fiador sua
conducta ; a fallar na ra dos Quarteis n. 18.
Na ra Nova n. 31, existe urna carta vin-
da de Lisboa para Bernardino de Sena da Silva
Guimares
Desappareceo um gato grande pintado;
quem o achar leve-o no atterro da Boa-vista n.
37 que ser recompensado.
Quem annunciou ter um casal decoelbos
para vender declare sua morada ou mande
levar o dito casal ao seminario de Olinda, obras
vclhas cubiclo u. 1.
J. P. Adour &C.*, convido s pessoas
que tem penhores na sua loja da ra Nova, de
os irem remir dentro de dez dias, contados de
boiP Sf)h nAnn lia no A. om nrooo norq con n-
gamento,
._ r._ wr. .^r.-,_r--------p



...... -
l i

"*f
4
=JoSo Jos Lopes da Silva subdito portu-
guez Mira-se para Portugal na barca Es-
pirito Santo.
. = Joaquim Soaros do Moura Patoges re-
tiro-se para Portugal.
=: Constando a abaixo assignada quo o
proprietario do sobrado n. 26 sito na ra Au-
gusta do bairro do S. Antonio pretende ven-
de-la pelo presente declara a quem quor que
houver de comprar que o dito sobrado se acba
legalmento hypothecado a abaixo assignada ,
por urna esoriptura de ohrigacao do debito
hvpotheca e venceodoojuro na mesma esori
ptura estipulado. = Justina Constanga de
Souts.
= No da 17 do corrente perdeo-se um re-
roo de uns penbores de ouro que se deo por
fianfa de um sobrado da ra da Gloria passa-
.do este pelo senhorio do dito sobrado o Snr.
Joze Mara Muniz ; quera o achou qucrendo
restituidlo, dirija-se a ra Direita sobrado
n. 39, que se lhe (toar agradecido.
= Aluga-6e urna escrava cozinheira : na ra
do Gloria n. 77.
= Urna Sr/solteira se propoe a ensinar me-
ninas a ler, escrever contar, cozerchEo, e
bordar de todas as qualidades de marca e fa-
jar lavarinto tudo com muita perfeicao e
por preco commodo ; na ra de S. Rita n. 27 ,
segundo andar.
=z Oflerece-se para ama de casa do algum
bomem solteiro ou de familia sendo pequea,
urna preta forra, que sabe cozinhar muito bem,
e engommar ; quem a pertender dirija-se ao
becodo Virginio sobrado de um andar n. 13 ,
que Cea defronte do trotn.
s= Tendo apparecido e j aprovada a mui
til invencSo dos assentamentos das caldeiras
para a fabrkaoao de assucares nesta Provincia ,
de que he autor osenhor Regaire, e tendo este
senhor cima de fazer os ladrilhos dos ditos as-
sentamentos de cobre ou chumbo, o abaixo as-
signado olerece-se aos respeitaveis senhores do
engenho para o 6ervico desses ditos ladrilhos ,
assim como para apromptamento da botada dos
engenhos de moer por vapor, concertar tasas
/ora do assentamento assim como no assenta-
mento quando aconteca quebrar alguma con-
certa qualquer maquina de vapor e assenta
lambiques tanto o aparelho de derosne como
.toda a qualidade do que tem grande pratica ,
ej mostrado aos senhores Manoel Cavalcante,
Joao de Carvalho Paes deAndrade, Fr. Gau-
1 dio de S. Igoez, e outros muitos sonbores com
quem pode provar, tanto a polidez das suas o-
.bras como a sua conducta ; quem se quizer
.utilizar do seo prestimo dirija-se a fabrica de
caldereiro do Sr. Manoel Carneiro Lial na
ra Novan. 33. Jos Baptisa Braga.
Muito se tem fallado do sistema Homeo-
pathico, do sistema de Broussais e de outros
muitos mil diflerentes ; pouco portanto ae tem
dito do mais essenoial os evacumantes, que
ninguem pode negar serem nos climas calidos
absolutamente necessarios, e sobretudo quando
existe a dificuldade de fazer observaraos au do-
tesa dieta necessaria e rigoroza que pede e
Homeopathica e pratica regular &c. Somos
geralmente acostumados a comer muito mais
cloque be necessario para o iosso sustento ; o
resultado he flatos, indigestes e inflama-
5 oes nos figados ic. Para remover impedir
estes incommodos, nada be mais prompto, que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as diflerentes sec-
crcoes.
Opublico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
sem dores e ioommodo algum nao be ne-
essario dieta alguma c pode-se tractar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
ore, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
oao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
$lva & C,\ e atierro da,Boa-vista, na deSal-
Jes & Chaves.
= Urna pessoa bastante hbil propoe-se a
ir para qulquerescriptorio por ter todos os
preparatorios tambem se obriga a qualquer
escripta queaeofferecer, tanto singella como
obrada; nesta Typografia se dir.
Aluga-ae o primeiro andar do sobrado da
jua do Amoriai, tambem se cede o segundo : a
tractar no largo da ribeira n. 39.
Precisa-se alugarum sitio perto da pra-
ca-: na ra da Solidado n. 52.
A Senhora D. Anglica Mara da Veiga
e Costa queira por favor mandar buscar urna
carta viuda do Brujo da Madre de Dos, na ra
o Crespo, n. 6.
ra 10 annos baixo, encorpado rosto redon-
do gordo e muito claro, cabello louioe as-
paro vestido de oalcasde brim pardo sapa-
tosejaqueta de duraque azul ferrete guarneci-
da de botos de retroz at aos taomb os; o abai-
xo assignado declara a qualquer .essoa que o
admittir em casa fioar responsavel por qual-
quer prejuiso que tenha havido e possa ha-
ver com a dita fuga; assim como qualquar
pessoa que o encontrar ou souber onde exis-
te participar na fabrica de chapeos da ra No-
va n. 43 defronte da Igreja da Concerno,
que sera gratificado. = Joaquim Jote Ptreira.
Quem precisar de 1:500*000 ps. dando
de hypotbeca alguma propriedado tivre e dea-
erabarassada procure a Antonio Barbosa de
Rrito na ra do Torres.
Precisa-se alugar 4 escravas mocas ou
idosas ou moleques para o servico interno
de urna casa : e para vender e comprar na ra,
obrigando-so seus Srs. pedos os extravos das
raesmas pagando-se 320 por dia a cada una;
quem os tiver annuncie.
ata Permuta-se urna casa de sobrado de 2
andares nova moderna e bem construida ,
sita no bairro de S. Antonio por outro so-
brado ou casas terreas quesejo no bairro
da Boa-vista ou mesmo por algum sitio per-
to da praca : no atterro da Boa-Avista sobra-
do n. 80. ;
= O escrivSo da Irmandade do Divino Es-
pirito Santo Erecta no convento dos Religiosos
de S. Antonio desta Cidade, convida a todos os
Irmaos da mesma para Domingo 28 do cor-
rente pelas 9 horas da manha comparece-
rem no seu consistorio para ali uhanimamen-
te se proceder a nova Eleicao de Juiz Escri-
vSo e mais Msanos que tem de dirigir dita
irmandade, oannovindouro.
- Arrenda-se um sitio que tenha casa de
morada com alguns commodos, e terreno pa-
ra criacao de vaccas ese tiver porto de em-
barque melhor, com tanto, que nao soja mui-
to longe da praca ; quem tiver annuneie.
sa Aluga-se urna carropa com cavallo e
conductor, para condocao de materiaes para
alguma abra ou para conduzir trastes, por
preco commo lo : na ra do Livramento de-
fronte da torre da Igreja n. 6.
Na venda da ra da Senzala nova n.
23 se diz quem precisa de um bom refinador
de assucar.
sea ra Augusta, n. 86.
__ O abaixo assignado declara que no dia
23 do corrente lhe desappareceo seu sobri-
uau de nm* -s~ Frjseiscs Carlos, de S
Compras.
Comprao-se efectivamente para fora da
provincia,, mulatinhas negras, moleques ,
negros de oflicios, sendo de bonitas figura
pagao-se bem : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado de varanda pao n. O.
Compra-seumcosmorama sendo de mais
de dous palmos: na ra do S. Francisco,
o.26.
Comprao-se 6 cadeiras ja usadas sendo
americanas, ou de outra qualidade, urna mar-
que/a e urna banca : na ra do Hozario, n.
8, ou annuncie.
Compra-se urna escrava de 15 a 18 ian-
nos : na ra da Conceicao n. 18.
Compra-se o vro Instrucca e Recreio ,
com estampas, novo ou usado : as 5 pon-
tas n. 62.
= Comprao-se escravos de 12 a 40 annos ,
com principios de habilidades: na ra de S.
Rita n. 27, primeiro andar.
Vendas
Vende-se urna flauta de bano com cha-
fe de prata com bjas vaos: na travessa das
Cruzas, antes beco da Pol, n. 12 tercei-
ro andar.
Vendem-se um Diccionario de Compo-
sico; um Magnum Lexicn; a obra de Vir-
gilio em latim 2 Salarios, daas Seloctas;
ospistolas de Cicero ; um novo Methodo de
Krammatica latna ; a obra de Horacio em la-
tim ; um Cornelio ; urna fbula; um Talema-
co e um 'iccionario om Irancez de Constan
ci tudo por preco commodo ; quem quizer
annuncie.
= Vendem-se dous cavados mestres de car-
ro e novos um rodado e outro mellado es-
curo dinas pretas; e um c8o de fila, bravo ,
proprio para guardar alguna sitio, com sua cr-
rante de ferro ; na ra do Livramento, de-
fronte da torre da Igreja n. 6.
- Vende-se um negro velho, de nac8o Ca-
binda eanoeiro e caiador proprio para si-
tio ou engenho por conhecer toda a qualidade
de plantaco : no assougue defronte da cadeia.
Vende-ae um fardamento de guarda na-
cional de cavallaria por mdico preco : n
ra das Cruzes n. 12.,
Vende-se toucinho com carne a 100 rs. a
libra : no bec da Pol n. 14.
= Vende-se um negro crioulo de 36 annos,
eanoeiro; na ra do Agoas verdes, n. I, se-
gundo andar.
Vendem-se taxas de ferro batido e coa-
dd em bom sortimento por preco barato ,
para se saldar contas: na ra do Vigario, n. 3.
Vendem-se travejamento e linhas de ma-
deira superior de 31 a 50 palmos de compri-
mento e grossura de 7 a 10 polegadas; na
ra do Vigario n. 3.
Vende-se por preciSo urna escrava de
na?ao de 19 a 20 annos, cozinha, cose lava ,
e engomma : na ra do Mondego n. 107.
Vendem-so 7 travs de qualidade, de
32 palmos que se acho na travessa da ra dafe
Flores: na praca da Independencia, n. 28.
= Vende-se urna crioula engomma, co-
einha borda e faz lavar i uto tudo com per--
feicao ; na ra da Guia sobrado de um andar
n. 46.
= Vendem-se chapeos de sol de seda che-
los ltimamente, obra delicada ditos de
castor brancos para bomem e meninos ditos
pretos francezes de muito boa forma e qualida-
de pannos de diflerentes cores e qualidades ,
casemiras para calcas de muito bom gosto, me-
rino preto e azul, lencos de seda de bonito
gosto tapetes para sala chitas de coberla
muito finas los de linbo brancos e pretos, cas-
sa lisa muito lina e outras muitas fazendas ,
tudo por preco commodo ; na rpa do Queima-
do loja n. 11 de A. L. G Vianna.
Vende-se permuta-se ou arrenda-se
por preco commodo um sitio pequeo muito
perto .por ser logo ao sabir da Solidado para
o Manguinho com nao poucos arvoredos de
fructo cbnos proprios com grande e decen-
te casa de sobrado toda envidracada conten-
do 14 quartos, um alegrte na frente, com
dous porteles de ferro, e no fundo outro ,
grande cocheira casa para pretos., cozinha ,
poco de agoa capaz de beber-se e tanque pa-
ra banho ; na ra do muro da Penha sobra-
do n. 36, das 6 borasas 8 da manh e das 3
da tarde em diante
V Vendem-se para liquidar contas chales
de grinaldina brancos,, e bordados de cores, di-
tos de seda mantas de linbo e de garca cha-
peos para senhora e meninas, de seda e de pa-
toucas, perfumaras finas escovas de
= No deposito de assucar refinado esta-
belecido junto ao.arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
co pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paes
160 rs. e o de segunda e terceira em p,
a 120, e 80 rs.
= Vendem-se 96 palmos de terreno na ra
Augusta: a tratar na ra da Cadeia n. 11,
segundo andar defronte do theatro.
vez: Vendem-se a historia de Inglaterra; urna
grammatica Hespanbola e Alemao com os
seus competentes Diccionarios; e urna preta
moca com algumas habilidades: na ra do Li-
vramento n. 20.
= Vendem-se 6 garios 5 colheres e 5
facas de prata por preco commodo : na ra
do Amorim venda n. 36.
= Na ra Direita n, 39, vendem-se ca
xas para chapeos de todo o tamanho e tambem sent de cadeiras por preco commodo :
1 J* *- f~T------
se lazem de citio; assim como fazem-see con-
Ouero precisar de um caixero para en- certao-se chapeos; e tambem de palhinba do
__ Ouem precisar de um caixero pora en- cenao-se cnapeos; e luuiuein u pnii.u Tomre-wuu.p. iv f -v..UU., .*
irenho do que tem bastante pratica dirija- melhor gosto possivel para senhora tudo por telhas, lijlos, e tudo mais pertencente a ola-
8______*.,.cQ fi milito (nmmodn nrMm. ria e tambem trabalhador de enchada e
muito commodo preco.
Vndese urna casa terrea na ra de S.
Miguel, nos Aflbgados ; a tractar na ra D-
roUn n ')
Iha
todas as qualidades urna porcao de grvalas
do seda para bomem,, camisas para bomem de
padro moderno, calcado de toda qualidade
para senhora e meninas, bicos e fitas, sedas
brancas chamolete e de flores a 1920 o co-
vado sarja preta a 1200 bonetes de panno
para bomem e meninos, Unas de pellica para
homem lloros muito finas com capella cai-
xos e guarnicoes para vestido tudo se vende-
r mais em conta do que em outra qualquer
parte ; no atterro da Boa-vista n. 11.
Vende-se um escravo crioulo, de 22
annos, de bonita figura para pagem com
principio desapateiro bolieiroe bom carrei-
ro, para fora da provincia: na ra dos Quar-
teis, n. 16, primeiro andar.
Vende-se a propriedade denominada Cas-
sote a qual divide pelo engenho Giqui, pas-
so do dito em trras da Ibura a qual tem
quasi me a legoa com mattas e agoa ; de-
Ira/, da Matriz da Boa-vista n. 24 casa de
Domingos Pires Ferreira.
Vende-se urna partida de Rotim para as-
em
casa de J. O. Elster, na ruado Trapiche, n. 19.
Vende-se um preto moco serrador, faz
ra todo o servico ; e um moleque tambem de
Angola de 18anhos; na ra Direita, n. 80.
Vende.-so um negro Aiigico de todo o
servico e proprio pura o matto ; na ra do
Nogueira n. 39.
O abaixo assignado vende a parte que
lhe tocou por heranca de seo fallecido pai Ma-
noel Pires Ferreira na divida da Fa enda pu-
blica do Rio de Janeiro a qual com os juros
anda por mais de 5 contos de res; quem pre-
tender dirija-se atruz da Matriz da Boa-vista ,
n, 24. = Domingos l'ires Ferreira.
- Vendem-se grilhoas do ouro para senho-
ra transelins para relogios, atfnetosde pelo,
paliteiros de prata colheres de dita para cb e
soupa f tudo ltimamente ebegade do Porto ,
o do melhor gosto; na ra do Crespo, loja
\12. ...
Vendem-se cortes de vestidos de chita
de tintas seguras padroes novos e muito lin-
dos com 13 eovados a 2560 2880 3000 ,
e 3500 ditos de cassa chita a 2400, 2880, e
3000, cassas chitas a 240 o covado chitas raa-
tisadas a 160 140, e superiores a 200, 220
e 240 lencos de cassa de quaarinhos de cores
a 160, e de cambraia com cercadura bordada
de agulha mui bem trabalhados tanto bran-
cos como de cores a 400, 480, e 500 o com
nomes mui bem feitos a 600, e pintados a 360,
luvas brancas para bomem a 140 meias com-
pridas para senhora a 320 o par e finas a 360 ,
e 400 rs. e para meninas a 360 curtas a/.ues
para homem a 160 e brancas a 180 suspen-
sorios de burracha a 240 280 e 320 ditos
branco de meia a 200 rs. pecas de madapol5o
de forro a 3400, e finos a 4000, 4500, e 5000,
e superiores a 5500 fustoes para cohete a 280
420, 360 e 400 o covado, lencos de seda com
franja para senhora a 1600 e adamascados a
3000 ditos pretos para homem pecas de chi-
ta azul com 24 eovados a 2880 ditas de al-
godozinho liso a 2200 e de paninho a 2400,
cortes de gurgurSo de seda achamalotados para
colletea 1600 riscados trancados para calcas
a 240 o covado brim trancado branco a 320
a vara e pardo a360 e de linbo a 1000 rs.,
e pardo :om listras brancas de linbo a 880, cas-
sas lisas cambraias lisas c de flores marin
preto de duas larguras o mais superior que tem
apparecido neste mercado a 4200 o covado ,
meios chales de lanzinha a 720, e 800 rs. pa-
nos finos a 2500, 2880, 3000, e 3200 res o
covado pannos de casemiras para cobertas do
mesa, cobertores de algodao para escravos a
500 urna rede de palba de cores feita no Pa-
ra e'outras muitas fazendas muito bararatas ;
na esquina da Pracinha do Livramento, loja da
viuva do Burgos.
= Vende-su rnarnielada superior e nova ,
que nao tem 60 dias de feita por preco com-
modo ; na ra daPraia, armazens ns. 17 e 19.
= Vende-se urna armaco propria para
qualquer estabelecimento ; no oit5o do Livra-
mento n. 2, a fallar com Domingos Percira
deMendanha.
- Vendem-se escravos ja costiados e fei-
tos ao servico de engenho ; na ra larga do
Rozario segundo andar por cima da botica de
Bartbolomeo Francisco de Suuza.
Vende-se um preto ci ipulo de 32 annos,
bom oflicial de funileiro vidraceiro pintor,
e caiador e tem todas os habilidades para o
servico de urna casa : no primeiro andar do
sobrado da quina da ra das Cruzes junto a
praca da Independencia se dir o motivo por
que se vende.
= Vende-se urna escrava de nacao cozi-
nheira perfeita ; na ra de S. Rita n. 27.
Em casa de J. O. Elster na ra do Tra-
piche n. 19 tem para vender dous carri-
nhos de 4 rodas e um de duas com cavallo;
Carelios em saccas grandes charutos de supe-
rior qualidade papel para desenho um co-
fre pequeo de ierro e lustres de bronze com
mangas bordadas, tudo por preco commodo
= Vendem-se superiores caivetes finos,
que em se metondo a penna sahe perfeitamen-
te aparada ; na ra do Cabug loja de miu-
dezas junto do Sr. Bandeira.
- Vendo-se urna escrava de Angola com
urna cria de 11 mezes muito sadia e robusta:
na ra larga do Rozario n. 48.
na c tambem trabalhador de enchada
machado ; na ra Nova loja n. 9.
Vende-se um preto do gento de Ango-
, de 25 ululo, uiu luusu propiu pa-
Escravos fgidos.
Josefa do gentio cor fula boa esta-
tura, secca ps alguma cousa cambados fu-
gio no dia 21 do corrento com vestido de chi-
ta azul saia de chita preta e panno da cos-
ta ; levou um taboleiro em o qual andava ven-
dendo milho ; quem a pegar leve a ra do
Queimado n. 52 ; consta que a dita escrava
se acha oceulta em certa casa e por isso roga-
se a pessoa que a tem em seu poder a man-
de levar a casa a cima para se poupar ao des-
sabor de haver tirada polos meios que facul-
ta a lei.
Recifb: naTtp. dbM. F. wFaria.=:1S43


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