Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04967


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Full Text
Armo de 1843.
Quarta Fera 24
Tudo agora dependida nj mesmoi ; di nona prndincii, audeucao, anargia : oon-
tiauanoa cobo principimoi icrenoi iponlidoi cum idmirico entre ai Pir.oei mili
eultaa. ( Proclinacao da Aiiemble Geni do BlAUL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Guimn PiraMba e Rio grande do Norte legundis textil fiirai.
Bonito o Grnhun a 10 e 24.
Cabo Ssrinbem, Rio Formoso Porto CiWo Miciio e Alagoaa no 1. ',11,
Boa-Yiste Florea a 13 e 28. Santo Antas, quintil feiris. Olinda todoi ol dial.
DAS da semana.
22 Seg. i. Rile de Caiiii Via. Aud. do J de D. di 2. y.
23 i*rc n. Bisileo Are Re. Aud. do J. de D di 3. y.
24 Quari jejum i. Afra M. Aud. do J. de D. da 1. y.
25 yuini 4- Ascenqiio do Senbor.
2d San i. Felippe Nery F. Aud. do J. de D. da 2. y.
57 Sal), i. Joao r>. M. Re. And. do J. do D. da i: y,
28 Doro. a. Germino B.
de Maio
Aun XIX. N. 1U
O Diario puMioa-ea todoi oa diaa qna nao iota Santificado!: o praeo i* Mgmamriib
de tre mil reii por quiriel pigo idimtidoi. Os nuncios doi iiiignantea aao inaenaoa
gritia, e o doi que o nao forem ratao da 80 reii por linbi. Ai reclimacdei deYom aer din-
gidaa a alta Tfp., ra du Craiaa N. 34,oni preci da Independaneia loja d Uytoi N. O a O.
gid
cmiioNo da 23 de Maio.
Cambio lobreLondrai26 d. por 1U Onao-Moadada 6,400 V.
k Paria 360 res por (ranoo.
k Liaba 100 por 100 da premio.
Moada da cobra 2 por cento.
dem de latxn da bou finan 1 t a | .
N.
a da 4,000
PlATA-Pitacoei
Patos Columnarai
ditoi Mexicano*
compra
i,3oa
16,100
8,900
1,880
1,810
1,880
Yindi.
16,400
16,300
9.100
1,900
l.fO
1,900,
PHASES DA LA NO MEZ DE MAIO.
Loa Cheia i 13, 1 8 horasel5m.da tard. I Lu non 29, ae4horaa 36. dimanh.
Quart.miag. 21, Ihora a 5 m. da m. | (juiri. craio. 7, i 6 hora* &.. d man.
Preamar de hoje
| 2." a 0 horas a 541
1. a 0 boras a 30 m. da manhaa.
tai. da urda.
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 19 DO CORRENTE.
OlTlcio Ao commandanto do batalho da
guarda nacional de Bzcrros, devolvendo a pro-
posta de offlciaes para o mesmo batalho quo
acompanhou o seu olicio do 13 desto me*, a
liin d ser organisada do conformidade com as
instruccoes do 14 de setembro do 1838 e mo-
delo que ellas se referem; e remettida a Pre-
sidencia por intermedio do coronel chefe da le-
gia" da fuelle municipio segundo determina o
artigo l. 2. do decreto do 14 de julho de
1834.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras pu-
blicas aecusando recepca do seu olicio de 12
do presento em que participa, que o arremat-
tantedos reparos da ponte e atierro dos Afro-
gados fra impedido por meios judiciaes, por
parte deCaetano Pereira Goncalves da Cunlia, de
demolir o antigo caes do lado do ca da dita pon-
te e que deve ser substituido por um novo ; e
SiniBcando em resposta que este caso devo ser
levado ao procurador fiscal, para que o mesmo
proceda nos termos da lei, se elle for daquelles,
em que tem lugar a autora.
Ditos Ao Ex.mo bispo diocesano, e ao
presidente interino da relajad remetiendo um
exemplar ( cada um ) da falla com que Sua
Magestade o Imperador abri a segunda sesso
da assembla geral legislativa no da 3 do andan-
te mez.Igual remessa se fez ao commandante
das armas aos inspectores das thesourarias,
ao chefe de polica interino eaosjuizes dedi-
reilo do crime do Re Ib. .
lllm. eExm. Sr.Em nomo da directora do
Monte Pi dos servidores do estado, tenho a ro-
gar a V. Ex., se digno faser constar na provin-
cia a cargo de V. Ex., que a mesma directora,
em sesso de 27 do abril ultimo lomou o fez
publicar o seguintc deliberaco.
' A diiectoria do Monte Po dos servidores do
estado faz saber a todos os Srs. contribuintes
a do mesmo estabelocimento que segundo a
verdadeira iotelligencia do artigo 6. do plano
a respectivo dovem os ditos Srs. faser os pa-
a gamentos desuas inensalidades dentro de 3
a meses contados da dataem que recebem seus
vencimentos, os da corte, c dentro em seis
meses os das provincias sob pena de sorem
riscados da matricula ha forma do dito artigo.
Assim os Srs. contribuintes da corte, que
recebem seus ordenados por mez, tem qua-
tro de espera e os que recebem a quarteis
<( tem seis ; e os das provincias os primeiros
tem sete meses, e os segundos nove. Aos con-
tribuintes que nao vencom ordenados, secon-
ta o tempo conforme as declaraces que fisc-
rem de quererem pagar a meses ou a quar-
teis na forma que Ihes permitte o 2. do ar-
tigo'5. E novamenle so Ihes adverte, que na6
fasendo o pagamento de suas mensalidades
na forma ordenada no plano, e ora mais ex-
u plicada serao infalivelmente riscados da ma-
tricula, como ordena o citado artigo 6., que
a aqu vai transcripto.
a Os contribuintes que deixarem de pagar
a as quotas a que forem obrgados, trez meses
a depoisdasepochas marcadas os da corte ,
a e seis os das provincias serao riscados da
matricula, e reverter a beneficio do Monte
Pi, o producto de suas entradas ; com tudo
a podero ser reintegrados so, no espaco do 8
diasdepois de Iluminados, inteirarem o co-
fre das quantias com que dcixaro do contri-
< bu ir, com o juro do 1/2 por cont ao mez.
Dos guarde a V. Ex. secretaria do estabelo-
cimento no Rio de Janeiro em 1. Jo maio de
1843.Ulm. e Exm. Sr. Presidente da provin-
cia de PernambucoO director secretario, Jo-
ao Jacques da Silva Lisboa.
Comniando das Armas.
EXPEDIENTE DE 4 DO CORRENTE.
OlicioAo Exm. Presidente, disendo-lhe
pin resposta ao seu officio de 20 do mez antece-
dente, que na actualidade existem como refor-
mados empregados no servico um tenente-co-
ronel, eumtenente, na ilha de Fernando de ^
Seronda e deas alcres na cempsahia de sr ti-1
F.
fices, sendo um destes o segundo tenentc J.
dos S., que tinha a seu cargo o laboratorio.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requorimentodo alferes reformado Jos Joaquim
do Nascimento, que pedia ser nomeadoquartel-
mestre do batalho de infantaria de guardas na-
cionacs destacado que acabava de ser exercido
pelo alferes R. J. de S. Lobo.
Dito Ao mesmo Exm. Sr, informando o
requerimento de Joaquim Jos deSant'Anna,
soldado do batalho de infantaria de guardas na-
conaes destacado, que pedia a sua exeluso ,
por ser casado com fillios.
Dito Ao desembargador chefe de polica,
participando-lhe a lusa dedous calcetas que es-
tnvoa servico do hospital regimciital, evadin-
do-secom els a sentine'lla que os guardava.
Dito Ao commandante do batalho dearti-
Iheria disendo-lhe, que a vista da grande fal-
ta de offlciaes que actualmento experimenta-
va o batalho, ficava autorisadoparadar'ocom-
mando de urna dascompanhias ao ajudante, e
de outra ao quartel-mestre, at quo as circums-
tancias melhorassem a este respeito.
dem do da 5.
OfficioAoExm. Presidente, encaminhan-
do-lhe o requerimento do major Joaquim Cae-
tano de Sousa Cosseiro, que a S. M. I. suppli-
cava a graca de o remover da terceira para a
primeira classe do exercito promovendo-o a
tenente-coronel, em vista da preterico que sof-
frera.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., transmittindo-
Ihe o requerimento do alferes Quintiliano Hen-
riques da Silva Primavera que supplcava a S.
M. I. a merc de o passar da terceira para a
primeira classe do exercito.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., Informando-o
requerimento de Germano Ferrelra Pita quo
tendo servido no extincto regiment de artllha-
ria desta provincia por espaco de 22 annos, e
achando-sena idadede 66 annos, sem forcas
l para promover a sua sustentaco implora-
va a S. M. I., a graca de o reformar com os
vencimentos de cabo deesquadra queoutr'ora
tinha.
Dito Ao coronel commandanto interino da
fortalesa do Rrum autorisando-o a incluir na
tabella das salvas da fortalesa as tres de 21 ti-
ros no anniversario d'abertura d'Assembla le-
gislativa provincial, conformo dispe a lei
1 de 29 de marco de 1835.
Dito Ao inspector da thesouraria, rennvi-
ando-lheos papis do contabilidade do destaca-
mento do Ronito pertencenles aos meses, ou-
tobro, novembro, e desembro do anno prximo
passado, e Janeiro do corrente que haviaO si-
do recambiados por inexactdes.
pito Ao delegado do segundo destricto "do
termo desta cidade, disendo-lhe que absenta-
ra praca o recruta Manoel Joaquim do Sant'Ao-
na remettido no da 2.
DitoAo delegado supplente do termo do Ro-
nito prevenindo-o que acontada despesa quo
se houvesse de faser com agoa, luz e quartel do
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPTADOS.
SessGo do dia 25 de abril.
Julga-so objecto de deliberaco e vae a impri-
mir una projecto da commissao dojustica civil,
deliberando que flea competilo aos juizes do
civel e municipaes a nomeaca!) que outr'ora
pertencia as cmaras de nomear aos avaliadores
dos bons movis o de raz para servirem nos in-
ventarios execuedos, o quaosquer processos
judiciaes.
Julga-se mais objocto de delibera?o e vae a
imprimir urna resoluco da mesa que diz assim:
Art. nico. Os ministros de estado que
nao forem deputados ou senadores podero
assistir sdiscussos publicas ou secretas de
ambas as cmaras, o tomaro parto as suas
diseussoes na forma quo for estabolocida pelos
respectivos rogmentos, etc.
Contina a discussao do orcamonto na parte
relativa ao ministeiio da justiga.
Tomfto parte na discussao 'os Srs. Reboucas ,
ministro da justica e
O Sr. Vertir da Silva:Sr. presidente, co-
mo V. Ex. declarou que quera que a discus-
sao versasse sobre as differentes verbas do orea-
monto do ministerio da justica e que unica-
monto podessem os oradores que tivessem de
fallar faser aquellas consideracus polticas que
julgassem concernentes reparticao de que se
trata como puramente accossorias cu confor-
mar-me-hei com a oidem de V. Ex., econjunc-
tamente com a exposicao de minhas ideas sobre
o parecer da Ilustre commissao desenvolverei
[.pnta a resposta a urna ou outra prepo9iea5 do
nobre deputado pela Baha que falln hoje pri-
neiroe quedoixasse do sor combatida pelo Sr.
ministro da justica.
O primeiro parigrapho comprehende a secre-
taria de estado. Devo declarar que approvo o
artigo tal qual foi concebido pela commissaS-
Ellajulgou devef approvar a reforma feita na se.
crctaria da justifa cortando entretanto certas
gratilicacSos qu so haviao concedido ao officlal
maior e chela das differentes seccSes creadas.
Cunipre que eu diga quo minha opinio que
as secretarias de estado nao forao reformadas
icoma parcimoniaeeconoma que, nascircums-
" tancias em que se achava o paiz devio presi-
dir as reformas; os ex-administradoros de 23
de marco cortarao nesta parlo largo, eelles pro-
prioso tem confessado ; comtudo mister ma-
nifestar quo a secretaria da juslica foi amis e-
conomica a mais bem organisada, e que o se-
nhor ministro que a reformou leve mais que os
seus collegas em vista a economa dos dinhei-
ws pblicos ; e com nesta secretaria de esta-
do o accressimode despesa fni pequeo e cor-
tando-so as gratificacos de que trata a nobre
commissao torru-se nenhum quasi, e sempre
o servico publico ganhou com a reforma ; eu
nao tenho duvida em'approva-la em honra
tambem do nobre ex-ministro da justica, a quera
destacamento devia ser organisada. e remetJ tanto estimo t respet0 e venero.
tida directamente ao Exm. Sr. Presidente, para
a mandar satisfaser.
DitoAo delegado Thomaz AI ves Maciel
O nobre actual Sr. ministro da justica decla-
rou quo queria que se approvassem as gratifica-
cos porque elle pretenda diminuir os emolu-
de modo que os olliciaes,
disendo-lhe em resposta ao seu officio de 23 jrnentos da secretaria
que assentaro praca os recrutas Antonio Affon- .tendo menos emolumentos, poderid ter os or-
so da Silva Manoel Cabral deFaria Felicia-I topadoscom as gralificacoes annexas. Persua-
no Jos Ribeiro Clemente Reinaldo Jos Rarjr-1 So-meque os offlciaes da secretaria estaS omito
bem pagos com os ordenados que tem e que
[*essas gralificacoes nao sao precisas sao dema-
siadas; persuado-me mais que so deve ainda di-
minuir-lhes os emolumentos, fasendo quo elles
revertas em parte para os cofres pblicos e
na6 pertenco s aos offlciaes ; e quo elles em-
flm com o seu ordenado e metade, por exem-
plo dos emolumentos actuaos fico muilobem
pagos do seu servico ; tudo o mais luxo
despender dinheiro publico sem necessidade;
os ordenados sao de 1:2008000 rs. annuaes, os
emolumentos annuaes soben) a muito loaisdes-
saquanlia ; nao se podem por ventura manter ?
nao at de mais ? Economa e mais economa,
Sr. presidente ; eis o meu desejo o meu fim ;
-o paiz est em tristes circumstancas flnanceiras,
.cumprecercear as desposas publicas compre
nao gastar seitil seno em necessidades urgbn-
tissimas (apoiados) ; a economa a verdadei-
ra medida financeira. Assim nao posso neste
paragrapho acceder totalmente aos desejos do
nobre Sr. ministro, e voto com a Ilustre com-
missao.
deira, o Manoel Themoteo Nogueira.
Dito Ao commandante da comianhia de
cavallaria mandando castigar ao soldado Ma-
noel Forreira Escovr pela culpa de haverej-
pancado a um preto escravo do major Faria Le-:
mos.
Dito Ao commandante do batalho de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado mas-
dando castigar por igual motivo ao guarda Ma-
noel Quaresma do Espirito Santo.
Portara Ao major commandante interino
do segundo batalho de artilbaria a p man-
dando dar baixa ao soldado Jos Correia dos
Santos e Araujo acceitando com praca em seu
lugar ao paisano Manoel Fcrreira de Mello.
Dita Ao mesmo mandando passar para o
deposito ao primeiro sargento aggregado Joao
Antonio Pereira, visto que porsuaincapacidade
fsica nao poda continuar no activo servico.
Dita Ao commandante do deposito, para
recebar com passagem o primeiro sargento de
que tracta a portara precedente.
A cerca do 2. paragrapho do artigo eu vo
tarei com o Sr. ministro da justica. S. Ex.
provou que a somma consignada pela commis-
sao nao era sufficiente para o servico porque
na verdade faltava um membro do tribunal su-
premo de justica mas ello foi poroutro m-
mediatamento substituido e assim se devi
consignar os vencimentos de mais um coose
Iheiro.
Tambem concordo com o Sr. ministro no
3o. porque conheco que a commissao contou
com menor numero de desombargadores do
quo o numero existente e logo que se achilo
nomeados c trahalho deve-se-ihes pagar.
A cerca do 4. sobre as justfcas da i."
instancia, concorda o parecer da nobre com-
missao com a opinio do Sr. ministro da justi-
ca e tambem com ambos.
Aproveito a occasio para lembrar ao Sr. mi-
nistro a necessidade urgente de um cdigo de
commercio para o paiz doom cdigo que fixe
a legislaco ecrieum tribunal especial do com-
mercio ; rogo encarecidamente a S. Ex. quo
promova para que passe o mais breve possi-
vel um cdigo de commercio qualquer no-
vamente organisado ou algum de paiz estran-
geiro interinamente adoptado; nao ha leis fixas
sobre o direito commcrcial ; o al vara de 16 de
dezembro de 1761 autorisa a recorrer legis-
laco dos povosvizinhos ecivilisados nos pon-
tos nao fixados por lei patria ou por usos mer-
cantes. Leis especiaes nao temos, e os usos
mudo; dahi um continuo recurso aos cdi-
gos francez hespanhol portuguez &c. ts
como em maitas doutrinas elles se oppoem,
cada juiz segu a opinio que quer; dahi nasce
a confusao a desordem de deeisSes contradic-
torias ; dahi o capricho, o patronato, a impu-
nidado nos delictos de banca-rota as faltas de
f o garanta no commercio; e o paiz muito sof-
fre de-tal estado verdadeira mente acephalo de
legislaco especial, e to importante para um
povocrvilisado. Peco ao governo imperial coad-
juvo apresse a confeceo do cdigo do com-
mercio que venha acabar com os obstculos que
apparecem c que causo grande damno ao paik
( apoiados ).
05.tratadaguarda nacional. Nao pos-
so nesta parte deixar de louvar o Sr. ministro ,
quando declarou que approvava a redueco do
11 contos que a commissao tinha feito pro-
vando o espirito do economa que o anima.
Para mim urna das necessidades mais clamoro-
sas a reorganisaco da guarda nacional, por
que ella est actualmente organisada de um mo-
do que nao pode quasi dar garantas aos olli-
ciaes nem quasi que prestar servicos aopaiz ,
salvo em urna ou outra circunstancia extraordi-
naria em que exaltado seu patriotismo ella,
correr a defender o paiz como succedeu ulti- .
mmente durante as duas terriveis rebelioes de
Minas o S. Paulo. E' necessario que se Ib*
d urna organisaco mais propria ; a lei exis-
tente do 1831 o suas subsequentes reformas sao
defeituosissimas. Est regulada de modo que o
governo nao tem influencia na guarda nacional,
que puramente a expressao do conselho de
qualificaco no que diz respeito aos guardas ,
c nao da garanta alguma aos officiaes que cor
rendo o risco das demissoes, e de descera sim-
ples guardas, nao se prestac*de todo o coraco a
tudo que dellesso exige. Se contina a subsistir
legislaco actual, nos estamos ameacados de ver
a insubordinacoenlranbar-se nomeio da guar-
da nacional, e temo que terriveiseqnsequenca*
posso dabi resultar. Dabi que nasce a di
soluco de parte da guarda nacional de Minas
que o nobre deputado pela Babia ceasurou ,
dissoluc.ao que foi necessaria porque ella n-
subordinou-se e deu o mais terrivel exemplo
de indisciplina. Urna lei provincial da o direi-
to aos guardas de propr ao presidente seus offi-
ciaes inferiores feitos por eleicao delles, afina
de receber sua approvagao e nomeaego. A.
guarda nacional de cortos municipios depon
da rebellio mostrou-se por tal sorte insubor-
dinada que nomeou os mesmos que tinhao
sidopeio governo enuttidc*; [altando assim a


expressa determinadlo da lo provincial, que
ordena que os oficiaes demiltidos nao poder
ser reeleitos o lamliem dando o exemplo o
mais forte de desmoralsaeSo : o governo ac-
tual pois dissolveu-a e fez muito bem. A re-
forma como eu entendo alem de dever con-
firmar os postos de oficiaes como os antigos me-
licianos, para Ibes dar gosto deservir ga-
ranta no futuro deve cojlocor a guarda na-
cional dobaixodas immediatas vistas do governo,
chama-la a urn centro arranca-la aos conse-
Ihos de qualificacao.. ..
( Continuar-se-ha.,)
PERNAMBUCO
FACTOS DIVERSOS.
O cter brazileiro Vieira que tinha sahido
dcste porto no dia dezesete para o da Baha,
socobrou na madrugada de sexta feira 19
do corrente na altura de Porto de Galnhas ;
morrero seis pessoas, e salvarao-se, o cap-
tao contra-mestre e um marujo.
Varedade.
O CARAPUCEIRO.
As senhorassoberbs.
Certas meninas,a quem lisonjeiao.e incensao
desd'os primeiros assomos da sua intelligencia,
pouco, e pouco se vao enchendo de vaidades
at que ebegando idade das granas e dos en-
cantos vendo-se cortejadas de innmeros ado-
radores parece se considero outras tantas
deosas e eilas militas vezes insuportavelmen-
te arrogantes, e soberbas. Nao peso o mal,
que azem todas as pessoas, que desd'os ten-
ros annos enchem de gabos, e louvaminhas as
enancas mormente se sao do bello sexo. Do
ordinario as mais as amas as madrinhas, as
comadres, as escravas, e agregadas da casa nao
elogiao da menina se nao os dotes corporaes ,
em pouco ou nada estimando a ndole, o ge-
nio o carcter. A Yaya, Dondom, a Ninha-
zinha sempre he muito bonita, muito bem fei-
ta e garbosa. Quem louva-lhe a bocea, que
he um cravo quem os olhos, que sao dous
brilbantes, quem exalla-lhe o torneado dos
bracos, o bem feto das maos e ps a es-
trecteza da cintura &c. &c.
Os dotes do espirito as qualidades do cora-
cao d'ordinario nao merecem nenhum disvello.
Quer-se com grande empenho que a menina
pize e ande airosamente, que danse com gra-
ta que toque e canto com bom gosto que
traje com garbo e elegancia : mas quem ha ,
que cuide em formar-lhe o temperamento e
infundir Ihe no coraco o germen das virtudes ?
Quem he que faz ver menina ja com pala-
vras e j principalmente com exemplos, que
a formozura he cousa passageira o caduca ,
que as prendas, e os proprios bens corporaes
sao vacilantes e efmeros, finalmente que so
a virtude nao emurchesse nao se fana nem
perece ? Nao se cuida se nao em gozos ma-
teriaes, eo que diz respeito ao espirito quasi
que nenhuma attencao nos merece.
Emconsequenciade tal educacaovai a menina
crescendo em annos, ecrescendo proporcaoem
vaidades esoberba.Repare-se para oarpresumi-
do, com que ellas por ahi ando. Veja-se como
se remeneio desdenhosas,:omo se apaxonao de
seus adornos como j pretendem ser vistas, e
aplaudidas Em quanto a joven se persuade ,
que est a merecer, e -que os seus encantos vo
desabotoando como as flores entende que
deve olhar para tudo com sobranceria e des-
pre/o arribitando o nariz a quantas pessoas
nao tem a ventura de merecer a sua sympathia.
Logo porm que a mo irresistivel do tempo vai
entrando por ella logo que o verniz do carao
se embacia e o rosto se enruga logo que vao
de cabida os encantos tao efmeros da modela-
do eila s cuidando em arrancar as terriveis
cans, 'queja Ihe vao matizando a cabeca, ei-
la mais reportada mais accessive! e conversa-
vel. Aquella que desdenhosa desprezava mi-
Ihares de pretendentes aquella que nao h
muitos annos regeitra mais de um que aco-
rava-se por ser seu esposo, boje um idolo deca-
hido, nao tem mais "doradores e arde por que
-Ihe appareca algum estuporado, que a tome por
consorte!
Que motivos podemos ter para a soberba ? O
que somos nos para nosjulgarmos superiores a
tudo? Quem atienta para a caducidadedos
bens deste mundo quem reflecte as miserias
da nossa natureza, na inconstancia da fof tuna,
na pequenez das nossas forcas na versatilidade
' emfim das cousas humanas em vez de conce-
berorgulho, devehumilhar-se, e reconhecer
o seu proprio nada. Hoje D. Mariquinhas,
por ex. he urna belleza que voa nasazasda
fama. Como a rosa ao desabrochar do botao ,
ella est em lodo o seu verdor a todos encan-
ta e leva os olhos: mas amanha urna consti-
iw>Sn nm fpnrA. nlialnnap mitpi nnfarmlAn
r_r ,-------- , de, e a final os annos emmurchessem-lhe as fa-
ces, desbotSo-lho a cor, consomem-lhe as car-
nes, empano-lhc os olhos de maneiraque de
objecto do adoracoes e roquebros ost tornada
em objecto de mera piedade, ecompaixao. D.
Anninha tinha um par de olhos to certeiros ,
que ferio para logo a quantos a contomplavao,
e nao faltavSo amantes que Ihe afrmassem ,
que nelles se aninhava urna legiao de traquinos,
e bolicosos Cupidinhos. Sobreveio-lhes po-
rm urna ophtalmia e os olhos da deosa per-
derlo todo o brilho todo o encanto, e ora sao
duas fontes de nauseosa ramella !
Que importa, que D. Chiquinha se appre-
sentasse outr'ora como modelo, ou figurino dos
bailes, e as esquipaces da quadrilha fosse
maisligeira, que a Ninfa Camilla, de quem
diz Virgilio.
Illa vel intacta segetis per sutnma volaret
Gramina nec teeras cursu laesisset aristas ,
Vel tnare per mdium fluctu suspensa tumenti.
Era capaz de voar sobre um campo coberto
d'altas ervas ou d'espigas sem as dobrar de-
baixo dos seus passos, ou do abrir caminho pe-
lo meio do mar e correr sobre as ondas sem
molharas plantas dos ps ? Que importa digo
se um reumathismo, urna erisipella a ferropeio
de sorte que mal pode mover-se na casa ?
Quantas mulberes jazem hoje em total abando-
no e vivem na mais lastimosa indigencia, que
outr'ora alardeavo de formosas e erao tidas
em foro de deosas !
D'aqui bom se conclue a grande necessidade
de dar boa educacSo s meninas (azendo-lhes
ver sobre tudo que excepco da virtude, tu-
do o mais he transitorio fallivel efemero :
que a soberba nao se compadece com a verda-
deira modestia. Urna cousa he ser a senhora
grave o circunspecta o outra he ser altiva ,
soberba, earrogante. Emfim seassenhoras
sao chamadas por seus aduladores anjinhos da
trra devem ellas lembrar-se que a soberba
foi, que precipitou nos infernos innmeras le-
gies de espiritos celestes, que de anjos, que
erao, tornar5o-se demonios.
A remita seria o maior dos nossos males.
Nos Governos despticos, onde a opposico
silenciosa se gera c silenciosa rumina os seus
planos; porque nenhum outro meio Ihe resta
desacodiro jugo que a molesta, eopprime,
a revolta he s vezes urna dessas necessidades
imperiosas, a que de desesperados recorremos
povos; eassim mesmo que de males horriveis
nao sao ellas ordinariamente accompanhadas !
Mas em o rgimen representativo onde a opi-
niao publica he tudo o prelo e a tribuna sao
os verdadeiros campos tJe batalba, onde se sus-
tcnto e debellao principios, onde uns des-
ce, e outros sobem, sem que seja mister per-
turbar a ordem publica e expor.o paiz aos in-
calculaveis horrores da revolta e da guerra ci-
vil. O triunfo dos bons pr ncipios ainda que
tardo he infallivel, e soguro ; os resultados
porm de urna revolucao sao sempre funestos.
Em verdade, que proveito colhemos nos das
sedicoes, e revoltas, porque ha passado o
nosso bello Pernambuco ? Que de vidas
sacrificadas, que brilhante mocdade perdi-
da que parausadlo do commerco que
emigraco de capitaes que per la de fortunas ,
que odios, qm inirnTsades, que intrigas. Quan-
tas, e quantas familias jazem hoje na indigen-
cia, ena mendcidade por causadas revolucoes,
porque desgraciadamente temos passado I Alm
de tao graves prejuizos materiaes as sedicoes, e
revollas trazem apoz si o pior de todos os males,
que he a desmoralisacao dos povos. Sim !ogo
que se perturba a ordem social, logo que se sol-
ta dos infernos o demonio da guerra civil, en-
tilo verifica-se em todo o seu rigor a terrivel sen-
tenca da Divina Sabedoria Regnum in se di-
vism desolabitur : o flho arma-se contra o
pai, oirmo quer beber osanguedo irmao, o
amigo torna-se rancoroso inimigo, rompem-se
todos os lacos da sociedade e da familia, des-
brido-se todas as paixoes, a vinganca, e a mor-
te pairao sanguisedentas sobre todas as cabecas,
fazenda, vida, e honra nada tem segurarica ,
e tudo est exposto a ser abysmado na voragem
dasdesordens publicas.
Por vezes hei dicto com os melhoresPublicis-
tas e com o exemplo dos Fastos humanos, e
nao sessarei de repetir que toda a revolueSo ,
que nao he feita gradual, e pacificamente as
ideias nos sentimentos nos hbitos do povo ,
he urna loucura be um meio violento, que se
nao compadece com a marcha da natureza he
como se um facultativo, querendo curar de re-
pente urna gastrite, urna interite, &c. nao re-
corresse s bichas s bebidas antephlogislicas,
s papas emolientes &c. porm sim tractas-
se de abrir o estomago, e mais entranhas do en-
fermo para ir sarar o mal em sua propria o-
rigem.
Compulsem-se os annaes dos Reinos, e dos
Imperios e ver-se-ha, que ainda nao medrou
urna s revolucao que nao estivesse preparada
alteraces do mundo poltico sao como as do
mundo fizco : fazom-se lenta e impercepti-
velmente ; e quando appareccm os fenmenos,
sao urna consequencia necessaria da naturezadas
cousas, n3o sendo os bomens as grandes revo-
lucoes se n5o instrumentos da providencia.
E para que se hade recorrer revolta ? Para
que nos havemos de expr s horriveis vicicitu-
des de urna guerra civil? Ah que esses popu-
laceiros, que assim pensao, e assim fallao, nao
medita o nem veem a olhos tendidos os males,
que se nos preprao em taos desordens. Nao sa-
be a miio que atira a pedrada onde ir parar
a pedra ; assim ignoro, e desconhecem os pro-
motores de revolucoes o medonho paradeirodes-
tas. Urna vez quebrados os lacos da subordina-
cao e das leis urna vez desenfreadas as paixoes
da multidao quem ha, que possa prever com
seguranca os seus resultados ? Quem pode con-
tar, que sobrevivir aos estragos d'uma torrente
caudalosa que tudo leva adiante do si, e tudo
revolve indistinctamente no torvelino de suasa-
guas ? Todo o bomem, que sabe pensar, e tem,
que perder foge por ps d'uma revolucao, como
do maior de todos os flagellos: apenas devisa no
horisonte o negrume, que ameaca desfechar
em tempestado, tracla de pdr a bom recado a
sua fortuna emigra com os seus capitaes, di-
zendo com o cantor de Mantua Fuge crude-
les trras fuge litus avarum.
O que ser de nos se (quod Deusavertat)
nos virmos a bracos com a guerra civil ? E ima-
gino os loucos, que a querem, e provoco,
que as cousas sahird medida de seus dezejos ?
Pensao que empolgando o poier dello go-
zars a seu bel prazer, e de tudo disporao a seu
talante ? Ah quanto se enganao Elles nao
reflectem cortamente que as comoces polti-
cas produzem homens que parecem tigres sa-
bidos do inferno para devastar a trra, para des-
pedazar todos os lacos sociaes, todas as leis, to-
dos os usos para esmagar com a mesma miio
tanto os que defendem a liberdade, como aquel-
les, que a combaten); quo estes cegos agentes
da morte e do cabos longo de formar partido
estao promptos a vender o seu furor a todos ,
que Ih'o queirao comprar. Muitos, que con
citaran as massas para a revolucao franceza, e o
proprio Mi rabea u nao previno seguramente ,
que ella produziria Marats Dantons Saint-
Justs Cbabots, Frerons Carriers Fabres
d'Eglantine Camilles Desmoulins, Vergni-
auds, Lebons, Babeufs e Bourdons de l'Oi-
sic do qual at o faccnoroso Rohespierre ra-
zia o seguinte retracto as Este homem passeia
sempre com o ar d'um assassino que mcdta
um crime atroz, e parece perseguido a cada
momento pela imagem do cadafalso, e das fu-
rias. S3
Que cidado honesto haver, que se nao hor-
rorize, e nao recue perante a ideia da anarqua?
Medonho estado em que em vez de se ser livre
com as leis todos querem ser livres contra ellas,
em que o que era mxima chama-se rigor, o
que era regra chama-se oppresso, o que era
crime chama-se virtude ; em que a forra nao
mais, do que o efemero poder d'alguns indivi-
duos, e a licenca o poder de todos; estado mi-
serando em que o que resta de liberdade tor-
na-se insuportavel e em que o povo a final,
passando ordinariamente ao jugo d'um tyranno,
perde at a vantagem da sua corrupeo.
Sob o rgimen representativo, em que a tri-
buna, e o prelo sao livres, e onde se debatem
as opinioes e os partidos nenhum pretexto ,
nenhuma desculpa tem o recurso das armas. Sob
tal systema s a opinio publica he a soberana
absoluta ; o em esta se decidndo tudo se Ihe
cruza tudo Ihe obedece. Se o governo vai mal,
e nao prehenche a sua misso ninguem ha in-
violavel entre nos se nao o Imperador : for-
me-se urna opposico conscienciosa, e justa con-
tra esse governo denunciem-se nacao seus
erros, ou malversacoes, combatao a sua poli-
tica se olla for prejudicial ao bem publico ;
que infallivclmentc elle cabir, e ser substitui-
do por outro, que melhor desempenhe a sua ta-
refa &c. &c. Tudo isto he licito he rasua-
vel, he justo: mas concitar o povo anarqua,
pregar a insubordinacao promover a guerra
civil he s proprio do demagogo furioso o de
quem nada tem que perder.
Que aproveitou causa dos mesmos opposi-
conistas a revolta de Minas, e S. Pbulo ? Elles
devio reflectir nesta incontesfavel mxima de
Thyers = Chaqu mouvement d'un parti qui
n'er pas fort pour vaincre ne fait que hater sa
perte. = Cada movimento d'um partido que
nao tem forra bastante para vencer, nao faz
mais, do que apressar a sua propria ruina. Se
tinhao provas se tinhao factos para debellar o
governo produzissem tudo por meio do prelo,
perseguissem-no legalmente, que se elle de facto
houvesse perdido o arrimo da opiniao publica ,
desceria infallivclmentc do poder, sem sangue ,
sem mortes sem estragos pacifica, e ordina-
riamente como deve ser em o rgimen repre-
sentativo. Fora deste caminho eu nao vejo op-^
ptivSu iegiuia ; s vejo ambiciosos s vejo
homens cegamentc vingalivos e proletarios,
que anhelao desordens a ver, se pescuo alguma
cousa e se saem da despresivel conxa da sua
nullidade. A opposico qual eu a concebo e
deve ser merece attencoes, e respeitos: mas
agitadores pblicos nao sao opposicionistas ,
sao reos de polica e os piores flagellos das li-
berdades patrias.
COMMERCO.
AI fon dega.
Rendimento do dia 23......... 15:3818153
DescarregUo hoje 24.
Barca Venezia farnha, eijao, vellas, sa-
bo, e fatendas.
Barca Felice? carvSo, e miudezas.
Brigue Primavera barris com azeite, car-
nes ferragens e fazendas.
Brigue Thomaz fiathersey maqumismo ,
e taxas de ferro.
Brigue escuna Hannah barricas com fa-
rinha bollaxinhas, caixas com vel-
las barris com banha de porco, di-
tos com manreiga e caizas com
cha.
IMPORTACA.
Primavera, brigue portuguez vindo do Por-
to, entrado no corrente mez, consignado a An-
tonio Joaqum de Souza Ribeiro, maniostou o
seguinto : 4 barris com enchadas de ferro 2
caixas fechaduras 4 ditas o 2 pacotes fio de
vella barquinba e porrete, 5 cunhetes vellas
de cebo 1 barril pre/untos, 1 dito salpicos ;
a Francisco Xavier Martins Bastos.
3 caixas palitos 4 ditas fio porrete, de bar-
quinba e de vella, 50 cunhetes vellas dece-
bo, 1 barril prezuntos 4 ditos enchadas; a
Antonio Jos Rodrigues do Souza.
1 caixa castanbas pilladas taixas de ferro e
ditas amarellas ; a Jos Ferreira da Si.va.
5 caixas tamancos 1 dita arcos de ferro e
garrunchos ; a Joao Gomes.
4 caixas chapeos de braga, 1 barril salpicos;
a Bernardo Jos Mendes.
4 barris castanbas piladas; a Antonio Jos
Francisco Veiga.
3 barris enchadas 1 caixa tamancos, 1 di-
ta servico de prata para cb ; a Mendes & Ol
veira.
1 caixao castanbas pilladas, panno de Iinbo
ecaturnos; a Antonio Francisco Gerdeira.
19 barris enchadas 36 ditos e 2 cunhetes
pregos 4 caixas fechaduras, 2 ditos tamancos
5 ditos linhas de roriz e guimaraes, 10 barris
rolhasde corlica 25 cunhetes de cebo, 1 cai-
xa chapeos grossos de la 1 pipa e 2 meias di-
tas vinho, 2 meias ditas vinagre 48 barris a->
zeite doce ; a Joaquim da Costa Faria.
1 commoda de pao doli ; a Manoel Vieira
da Roza.
. 4 caixas Chapeos grossos de laa 1 dita cal-
cado 3 barris prezuntos; a Manoel Ignacio
de Oliveira.
1 cunhete folhetos mpressos com estampas;
a Hermogenio Jos Baptista.
40 molbos arcos de pao, 5 barris e 10 cu-
nhetes machados e enchadas de ferro ; a Emy-
dio Jos de Oliveira.
10 cunhetes fouces, 178 molhos d'arcos de
pao ; a Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
7caixas calcado 2 ditos linha grossa, 1 dita
caturnos 1 dita contas e rosarios, 1 dita co-
eiros de algodSo 9 barris 4 caixas e 6 cu-
nhetes machados enchadas fechaduras. en-
xs varrumas, martellos e pregos, 24 cadei-
ras do pao preto 10 cascos de mezas dito 1
meza 1 tocador e 24 cadeiras de cerdeira ; a
Jos Affonco Moreira.
1 ancoreta salpices: a Joao Maria Seve.
1 condeca caturnos o roupa 1 barril azeite
doce ; a Vicente Jos Gomes.
5 caixas tamancos, 36 barris e 1 caixa pre-
gos, enchadas, tizouras frcios, esporas, e pen-
tcs d'asso ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
17cunhetes e 1 barril fouces machados,
enxs, enchadas, dobradissas e tizouras, I bar-
ril prezuntos; a Joao Jos de Carvalho Moraes.
1 caixa botes de retros e de metal asso-
vios de estanho pedras de afiar e do croas, 1
caixa linhas e tremoia, 2 ditas chapeos vareiros;
a Jos Carlos Ferreira Soares Jnior.
5 caixas pomada 10 ditas fechaduras 15
ditas tamancos; a Miguel Antonio da Costa e
Silva
4 caixas fechaduras, 1 barril carnes; a Dcl-
fino dos Anjos Teixeira & Ribeiro.
2 saceos com nozes e castanbas pilladas ;
a Joao dos Santos Nunes de Oliveira.
1 commoda de pao prelo 2 mezas de jogo ,
12cadeiras e 1 soff 1 caixa obras de piala ,
panno de linho e cstoupas; a Francisco Car-
dozo de Gouveia.
1 caixa pallitos 2 barris prezuntos e salpi-
ces, i barril vinagre; aLaetano Pereira Gon-
calves daCunha.


= 5
1 caixa assovios de chumbo; a Jos Francis-
co do Araujo Guimaraes.
8 quartos e 8a barris vinho 1 pipa e 1 bar-
ril vinagre, 4 moias pipas e 12 quartos azeite
doco ; a Charles Roope & Companhia.
2 latas salpicos; ao Padre Antonio Carnoiro
de Almeida.
1 barril carne de porco 10 ditos prezuntos
e salpicos, 1 caixa botoes d'osso 2 ditas no-
zes, 10 dito.'' pentes caixas de chifre e pal
titos 6 ditos e 2 pacotes fo porrete, de vella,
e linha de barquinha 8 barris, 13 caixas o 1
cunhote ferragens, 4 caixas chapeos vareiros;
a Silva Barroca & Andrade.
1 barril carne de porco ; a Joaquim Jos
Ludy.
1 fardo estrados compridos e redondos d'es-
arto 6 barris prezuntos e carnos ensacadas; a
[anoel Fernandes Guedes.
1 caixa coeiros de algodao e papel de em-
brulho ; a Joaquim Jos da Costa Leitao.
15 caixas pomada ; a Jos Duarto das Noves.
1 barrica nozes; a Joao da Costa Lima J-
nior.
6 caixas alchotes, 1 dita lampreias; a Hen-
rique Bernardo de Olivcira.
1 barril presos, 1 pacote panno de lirho, vo-
lante e palheta ; a J. P. de Lemos & Filho.
30 molhos d'arcos 2 barris enchadas, e
pregos ; a Antonio Francisco dos Santos Braga.
1 sacca linhaca ; a Francisco Jos da Costa
Campelo.
1 barril prezuntos, 1 dito vinho; a Joaquim
Ferreira Sampaio.
4 ditos prezuntos a Jos Goncalves da Fonte.
17 ditosditos;aFranciscod'Azevedo Campos.
1 dito ditos; a Antonio Jos da Silva.
1 barril, o 1 lata prezuntos, e salpicos; a
Jos Antunes Guimoriics.
10 barris pregos, 3 pacotes fio porreto ; a
Jos de Oliveira.
6 poltronas do castanho, 12 cadeiras 1 ca-
nap 1 marqueza 4 cadeiras para meninas
de cerdeira a Jos Alves da Silva.
4 barricas castanhas ; ao capitao.
2 cunhotcs livros; a Antonio Francisco do
31oraes.
1 fardo.com latas de salpicoes; a Jos de A-
zcvedo Andrade.
70 Hacas; a Joaquim Cardozo Rodrigues.
2 caixas carneiras, 2 ditas ignora-se; a An-
tonio de Oliveira Maia.
1 cnixao com latas de paios. 1 dita ditos, 1
barril vinho 6 gaiolas com merlos 1 caixao
com 1 arbusto; a Ordem.
6 caixas tamancos 444 cadeiras 6 cama-
pf's 1 sof 18 cadeiras de bracos, 8 com-
modas de diversas madeiras, 2 caixas com qua-
dros ; a Jos Antonio de Carvalho.
w'*' --------- ..... .. i ...
II ovimento do Porto.
pi do 1. do julho do corrente anno ao fim de
junho do 18^6 as rendas das seguintes casas :
Em. terceira praca.
N. 2 na ra do collego.
do Sebo do bairroda Boa-vista,
do Rozario dito.
da Madre de Dos do bairro Rec fe.

12
14
35
36
38
40
47
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
66
67
68
69
72
74
75
76
78
81
82
83
81
85
86
87
88
91
92
93







<(




ra



















da Lapa,
da Mocda.
do Amorim.


do Azeite de Peixo.



a
Em segunda praga.
da Cacimba.

do Burgos.

do Vigario.
do Encantamento.


da Sen/alia velha.

Em primeira praga,

da Guia.
<(
do Trapiche,
beco da Lingoela.
da Cruz.

Fra de Portas.


Navios sahidos no dia 23.
O vapor biazileiro S. Salvador-, sahido para o
Rio de Janeiro arribou por ceusa da ma-
quina.
Rio de Janeiro ; brigue escuna transporte bra-
zileiro linda commandante Marcos Jos
Evangelista.
Navios entrados no dia 23.
Baltimore ; 45 dias brigue escuna americano
Ilannah de 152 toneladas capitao J. G.
Smith equipagem 8 carga larinha de tri-
go, e mais gneros; a Henry Forster & C*
Bio Grande do Sul; 18 dias brigue brazilci-
' ro Feliz Destino de 207 toneladas, capitao
Manoel Pereira de S, equipagem 15, carga
carne secca ; a Pedro Dias dos Santos.
Cear ; 24 dias, brigue bremenso Uiran de
140 toneladas, capitao Frederick Jorge Was-
hsmester equipagem 10 carga lastro ; a
Kalkmann & Rosemund.
Bichmond ; 45 dias, barca americana Corne-
lia de 328 toneladas, capitao John B. Cr-
ner equipagem 11 carga farinha de tri-
go ; a Henry Forster & C
1
EdUaes.
As pessoas, que se propozerem a arrematar di-
tas rendas poderO comparecer na casa das ses-
soes da dita administracao no dia 24 do cor-
rente mez as quatro horas, da tarde com
seus fiadores ; e adverte-se aosinquelinos que
se acharem dovendo rendas atrasadas que se
nao aceitSoseus leos, e nem por isso se lhes
dar preferencia ao lanoo que or oferecido.
Sala das scss5es d'administracao do patrimonio
dos orlaos 23 do maio de 1843.J. M. do
Cruz escripturario.
Nos dias 29 c 31 do corrente mez e 2
de Junho prximo vindouro se hade arre-
matar as rondas das propiedades nacionaes an-
nunciadas no edital de 2 deste mez ; a excep-
co da renda do forto e quartel do Bom Jess
das Portas, que -por engao sa annunciou no
dito edital. Thesouraria da fazenda do Pcr-
nambuco 22 de maio de 1843.
Joaquim Francisco Bastos ,
Official maior.
Declaracocs
jddminislragoZo do patrimonio dos orfos.
Perantc i administracao do patrimonio dos
onau
uC rrcjioiur a qu
por tempo de 3 annos, que bao de ter princi-
Obras publicas.
O engenheiro em chofe das obras publicas ,
interinamente cncarregadodo reconhecimento,
demarcacSo e medico dos terrenos demari-
nha avisa s pessoas interessadas as questes
letigiosas suscitadas para o afbramento dos ter-
renos do bairro novo da Boa-vista compre-
hendidos entre as ras da Aurora Formoza e
do Hospicio e os alagados de Santo Amaro ,
que sendo-lhe absolutamente necessario para
tratar as ditas questes conhecer com toda a
exactidao as conrontaces dos terrenos a cada
um pertencentes, e nao se podendo isto fazer
; vista dos ttulos que existem em poder do dito
engenheiro em chefe he preciso que as ditas
pessoas apresentem-lhe quanto antes todos os
ttulos legaes que possao esclarecer o assump-
to e ao mesmo passo sirvo-se comparecer na
repartico das obras publicas no dia 24 do cr-
tente ao meiodia, para dnr-lhes as necess-
rias explicaces verbacs Repartidlo das obras
publicas 19 de maio de maio de 1843.
O engenheiro em chefe, L L- Vauthier.
Cartas seguras existentes no correio. Urna
para Luiz Jos de. S Araujo, contra para
Leonardo Bizerra de SiqueiraCavalcanti.
= O solicitador da fazenda abaixo assignado
previne a todas as pessoas que forem notifica-
das por mandados executivos para pagarem
os impostos que deverem mesma fazenda,
que o nao facao aos officiaes encarregados de
semelbantes deligencas visto nao serem com-
petentes para taes recebimentos esim ao abai-
xo assignado na forma do estillo e das or-
dens a respeito ; -oque j por diversas veses
tem declarado a alguns de ved ores.
Jos Ribeiro do Amoral.
Hoje quarta feira pelas 4 horas da tarde,
na praca da Boa-Vista n. 13, se ha de arrema-
tar em leilo a armacao e pertences de urna
venda ; e os gneros, que n'ella existem, per-
tencentes ao auzente Manoel Jos Rorlriges de
Andrade subdito de Sua Magestade Fidelissi-
ina : os licitantes poderao concorrer hora in-
dicada onde acharao o inventario do que exis-
te, e as mais condicoes d'arrcmataco. Con-
sulado de Portugal em Pernambuco 24 de maio
de 1843.Joaquim BuplistaMoreira, cnsul.
= O administrador da meza da recebedoria
das rendas geracs internas tendo por muitas
vezos convidado pelos Diarios os moradores do
t\ ^ A n^Anm nnre viMm no.
decima de mao
morta seges o canoas ninguom tem appa-
recido ; por isso pela ultima vez annuncia que
at o fim, do corrente espera para que venho
pagar ; por j se acharem promptas as relacoos
para serem remetidas para juiso no 1. de junho
protimo vindouro. Recebedoria 19 de maio
de 1843. Francisco Chavier Camlcante de
Albuquerque.
. Pelo juizo de orfos o auzontes dosta Ci-
dadese ha de arrematar na ultima praca que
ter lugar no dia 29 do corrente urna loja de
azendas e movis pertencentes a testamentaria
do finado Antonio Jos Vieira de Araujo, cujos
bens v3o a praca a requerimento do (escamen -
teirosobro as condicoes constantes do escripto ,
queseacha em mao do porteiro.
Avisos martimos.
Para o Porto a sahir com toda atrevida-
de a muito ligeira baten Espirito Santo; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagom
para o que tem excellentos commodos dirja-
se a ra do Rozario estreita n. 13 ou a bordo
uo capitao.
= Para Lisboa o briguo portuguez Concei-
caoFlor de Lisboa, com toda brevidade por
ter sou carregamento quazi completo recebe
alguma carga e passageiros tendo para isso os
melhores commodos; tracta-se com o consig-
natario Thomaz d'Aquino Fonceca, na ra No-
va n, 4l ou com o capitao Vicente Anastacio
Rodrigues na praca do Commercio.
= Para o Maranhao sahir no dia 26 do cor-
rento o patacho Maria Luiza mestre Jos Ro-
drigues podendo anda receber alguma carga
miuda e tendo bons commodos para passa-
geiros ; os pretendentes intendo se com An-
tonio Joaquim de Souza Ribeiro no seu escrip-
torio na ra da Cadoia ou com dito mestre a
bordo.
=Para o Ccar sahir no fim do andante mez
a somaca Folicidade mestre Jos Rodrigues
Pinhcro estando ja bstente adiantada em
seu carregamento podendo somente receber
cargas miudas e tendo bons commodos para
passageiros ; os pretendentes entendao-se com
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro ou com
dito mestre a bordo.
= Para o Rio de Janeiro o briguo brazileiro
S. Jo0,o Baptista para passageiros o escra-
vos ; trata-so na ra da Cadcia do Recifo n.
40 ou com o capitao Joo Goncalves Rocha.
Leilo.
... ,i~ ~-:r
gar os impostos de escravos
= O corretor Olifein far leilo porconta
e risco do quem pertencer, de grande o variado
sortimento de azendas nglezas, rancezas, &c.,
do seda, la, e algodao; Sexta-feira 26 do cor-
rente s 10 horas da manha em ponto, no ar-
mazem qne foi do Sr. Stewart, na ra da Cruz.
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 47.
J^ahio hoje a luz e vende-se por 60 rs.
no lugar do costume. Contem :
1 soneto aos Pernambucanos.
1 artigo conlendo a conversa do Artilheiro
com o seu commandante.
Outro analizando o Indgena.
A relaco dos empregados durante a segunda
administracao do Exm. ir. Barao da Boa-vista.
A justica do acaso.
O que querem os opposicionislas.
Resposta ao Cometa.
Quem precisar de roilpa lavada e en-
gommada com aceio e perfeicao tanto de ho-
mem como de senhora e por preco muito
commodo dirija-se a ra de Hortas n. 17.
= Aluga-se urna casa terrea na ra do Pa-
lacio velho defronte do Theatro novo : na ra
da Cadeia loja n. 40.
Offerece-se urna pcfsoa para trabalhar por
officio de chapeleiro a qual sabe fazer cascos e
cubri-los de seda, em fim prtr o chapeo promp-
to: e tambem trabalha em obra de ma'sa faz
caixas para os ditos, e mais algumas cousas per-
lencentes ao mesmo officio, tudo com perfeicao
e gosto, para o quo da fiador s pessoas que
quizerem entregar as ditas obras para as fazer em
sua casa ; quem precisor annunce sua morada.
Loteiia de N. S. do Guadlupe.
As rodas desta lotera concedida a favor
das obras da igre|a de N. S. do Guad'lupe, cor-
rem no dia 29 do presente mez como j tem
annunciado e o resto dos hilhetes achao-se
venda nos logares do costume.
ss OSr.VasconcellosCoimbra, muito se Ihe
preciza fallar por recomendacoes de seu mano
w i> de sua mai oue morao no Rio de Ja-
neiro ; por isso roga-se ao mesmo Sr. ou
possoa quo faca as suas vezes queira annun->
ciar por este Diario a sua morada, ou dirigir-se
a ra da Cadeia n.9, a fallar com A. J. Moreira.
= Urna Sr.'solteira se propoe a ensinar me-
ninas a ler, escrever contar, cozer chao e
bordar de todas as qualidades do marca e fa-
zer lavarinto tudo com muita perfeicao, e
por proco commodo ; na ra de S. Rita n. 27,
segundo andar.
= Offerece-se para ama de casa de algum
homemsolteiro ou de familia sendo pequea,
urna pret forra, quo sabe cozinhar muito bern,
e engommar; quem a pertender dirija-se ao
beco do Virginio sobrado de um andar n. 13 ,
que fica defronto do trem.
= Tendo apparecido e j aprovada a mu
til invenco dos assentamentos das caldeiras
para a fabricacao de assucaes nesta Provincia ,
de que be autor o senhor Regaire, e tendo este
senbor cima de fazer os ladrilhos dos ditos as-
sentamentos de cobre ou chumbo, o abaixo as-
signado olTerece-sc aos respeitaveis senhores de
engenho para o servico desses ditos ladrilhos ,
assim como para apromptamento da botada dos
engenhos de moer por vapor concertar laxas
lora do assentamento assim como no assenta-
menlo quando aconteca quebrar alguma con-
certa qualqucr maquina de vapor e assenta
lambiques tanto o aparelho de derosne como
toda a qualidado do que tem grande pratica ,
ej-i mostrado aos senhores Manoel Cavalcante,
Joao de Carvalho Paes de Andrade, Fr. Gau-
dino de S. Ignez, c outros muitos senhores com
quem pode provar, tanto a polidez das suas o-
liras como a sua conducta ; quem so quizer
utilizar do seo prestimo dirija-so a fabrica de
caldereiro do Sr. Manoel Carneiro Lial na
ra Nova n. 33. Jos faptista Braga.
Tenho a honra de communicar ao respeita-
vel publico, que a illustrissima cmara desta
cidade determinou em 13 de maio corrente ,
quo cu excrcia illegalmente o lugar de boti-
cario n'esta cidade, vejo-me pois obrigadoa
sahir da dita botica onde meaxava, como de
farto tenho sahido e ainda de pagar a quantia
de um cont e duzentos mil reis de multa ao
dono no cazo do ser eu esbulhado do numero
dos boticarios. Aflicto e desesperado do proce-
dimento Ilegal da cmara quaes sao os recur-
sos que me restao contra o acto o mais arbitra-
rio da mesma illuStre cmara. A justica cedo
ou tarde vira a triumar ; por accaso sre eu
culpado se os livros da cmara tem desappare-
cido ; c todo o publico geralmente sabe que
depois dos meus exames em 1823 abr a bo-
tica da ra Nova que foi vendida ao Sr. Pinto ,
qunrrdo fui fazer urna viagem a Franca em
182-; depois d'isto comprei outra botica, e
sempre estive n'ella at minha molestia mo-
tivo de ser ella vendida. Em fim nunca se vio
um acto mais arbitrario como aquello que vem
do ser praticado contra mim. Pode contar a
illustrissima cmara que pretendo recorrer
todos os meios legaes para que nao seja tSo a-
trozmente vilipendiado um boticario infeliz,
e pai de familia. Alberto Laveniere.
No dia 17 do corrento perdeu-se um qua-
derno de oraces escripto em letra de mo, com
capa de papel, azul guarnecido em roda de pa-
pel amarello dentro do qual tinha outro me-
nor com capa de papel verde : tambem de ora-
ces escripto em letra redonda dentro dos di-
tos quardernos tinha duas letras aceitas e assig-
nadas pelo Sr. Joao do Carvalho Paes de An-
drade sacadas a favor deThom Pereira La-
gos e por dito passadas finada D. Fran-
cisca Rita de Mello e por essa passada a La-
dislao Pinto que he o seu verdadeiro dono, am-
bas as letras sacadas em o mesmo dia a pri-
meira com o prazo do quatro mezes e a segun-
do de quartorze mezes a primeira do valor de
rs. 756$ e a segundado valor de 8448800 rs.,
ambas a muito vencidas Vencendo os juros de
dous por cento ao mez, e por isso ja oreando
em dous contos e tantos, achando-se a primeira
copiada no cartorio dojuiz de paz da povoacao
dos Affogados em o termo de conciliaco dan
do-se pela falta das ditas letras em 20 do cor-
rente prevenindo-se logo por uina carta ao
aceitante para que as nao pagasse a pessoa al-
guma que Ihe as apresentasse sem que fosse o
proprio dono, o qual nao deu -esposta por
escripta dizendo ao portador que ficava en-
tendido ; e para conhecimento do respeitavel
publico e do mesmo Sr Joao de Carvalho P.
de A. se faz o presento annuncio: roga se
a quem achou os ditos quadernos e letras, por
obzequio haja de restituir na praca da Indepen-
dencia n. 21 que ser recompensado; exis-
tindo to bem dentro dos quardernos um meio
Itilhcte do lotera da matriz da Boa-vista N.
1516.
Chiem respondeo ao annuncio da pessoa .
que oflereceo no Diario de 22 do corrente para
ensinar em algum engenho ou certao as pri-
meiras letras principio de grammatica latina ,
c francez queira annunciar com certeza a
sua morada ou deixa-la na ra do Rangel
n. 34,


= 4
=^J.o3o Jos Lopes ta Silva subdito portu-
gus retira-se para Portugal na barca Es-
pirito Santo.
= O Snr. Manoel da. Costa Noves Jnior ,
eira dirigir-so a travcjssa das Cruzes, venda
n; 8 para se Ihe entregar uma carta vinda de
Lisboa.
= Joaquim Soares d.e Moura Patoges, re-
tira-se para Portugal.
= Tendo desappare cido no dia 15 do cor-
lante da ponte da Magda!ena uma canoa aber-
ta, de lote de 600 tijolos de alvenaria, pinta-
da de preto, com 36 a 40 palmos d* compri-
mo e 7 8de largo tem no pao da poupa a
marca C impremida na madeira, branca ou
preta por ja se ter calafetado depois que te ve a
marca; quem della sonber, dirijase aosCoe-
Ihos, na ra dos Praz?res, n. 10, que ser
recompensa lo.
Arrenda-sc um sitio junto ao riacho A-
gtia-fria de Bbrrihe, distante desta praca uma
legua com boa caza do vivonda padaria e
estribara para cavallos, bons arvoredos de fruc-
to boas baixas plantadas de capim banhei-
ro no mesnio riacho e boa lavagem de roupa ,
grande plantaco de m.icachcira mandioca ,
midobins, e inhames; os pertendentes diri-
2o-se a ra do Caldereiro casa n. 2.
Dcej-se saber so existe nesta praca ou
fra d'olla o portuguez de nomo Francisco An-
tonio Pereira do Andrade vindo para esta c-
dade em 1841, e quem do mesmo souber ou
dr noticia dirija-se a ra da Senzalla Velha
ti. 100 ou annuncio a sua morada para ser
procarado.
=^ Acha-so em praca para sor arrematada, de-
vendo lindar os dias da le uma olaria em
trras foreiras ao encapellado do Monteiro ; que
confina cota a casa do sitio do fallescido Bastos ,
pinhorada em execuco que contra Manoel de
Alboquorque Barros Jnior, o seu irmao Jos
Bizerra de Barros Cavalcanti encaminha Jos
da Silva Braga pelo juiz da 2.* vara escrivSo
Santos, avaliada em um cont e duzontos mil
rcis.
Aluga-se um sitio em S. Amaro com ca-
sa de podra e cal 4 quartos duas salas, ca-
cimba de boa agoa de beber, bastantes ps de
fruteiras e portao na mosma estrada ; quem
o pretender dirija-se ao atierro da Boa-vista
n. 3.
Deseja-se fallar ao Sr. Domingos Kinoth
a negocio de seu interosse por isso queira an-
nunciar sua morada.
- Alugo-se pretas para venderem bolinhos
as tardes, e uma para vender Tato; quem qui-
zer dirija-se a ra Nova sobrado de va ran-
da de pao do fronte da Gonce icao.
= Constando a abaixo assignada quo o
proprierario do sobrado n. 26 sito na ra Au-
gusta do bairro de S. Antonio pretende ven-
de-la pelo presente declara a quem quer que
houver de comprar que o dito sobrado se ocha
legalmento hypothecado a abaixo assignada ,
por Urna escriptura de ohrigacSo de debito e
hypotbeca e vencendo ojuro na mesma escri-
ptura estipulado. = Justina Constanga de
Souza.
= No dia 17 do correte perdeo-se um re-
cibo de uns penhores de ouro que se deo por
flanea de um sobrado da ra da Gloria passa-
do esto pelo senhorio do dito sobrado o Snr.
JozeMariaMuniz ; quem o achou querendo
restitu lo, dirija-so a ra Direita sobrado
. 39, que se Ihe ficar agradecido.
- OSr. Ignacio Francisco dos Santos &
Companhia queira cntender-se com Manoel
da Cunba Guimaraes Ferroira a negocio de seu
interesse.
Uma pessoa bastante hbil propc-se a
ir para qualquerescriptorio por ter todos os
preparatorios, tambeni se obriga a qualquer
escripta que se ofrecer tanto singella como
dobraJa : nesta Typografi se dir.
- A Commisso administractiva da Socie-
dade Terpsichore convida aos Srs. Socios para
se reunircm hoje para approvaco de Candi-
datos.
= Aluga-se umaescrava cozinheira : na ra
do Gloria n. 77.
. Os Srs. Bernardo Joze Carneiro Fran-
cisco Goncalves Neto Joo Jos da Costa San-
tos Francisco Pereira da Silva Santos, quei-
rao procurar urnas cartas vindas do Porto na
loja de louca atraz do Corpo Santo 68.
A pessoa que annunciou no Diario de
23 docorrentc arrendar um sitio, com casa
de vivtnda e terreno para plantacocs e vacas de
leito dirija-se as 5 pontas, n. 24 ou an-
nuncie sua morada.
= ComprSo-se escravos de 12 a 40 annos,
com principios de habilidades: na ra d S.
Rita n. 27, primeiro andar.
Compr5o-se estando em bom uso as or-
denares do Reino do Portugal, e a traducao
feita pelo Dr. Rigueira Costa da parte da obra
de Mello Freir que tracta da pratica do
processo: na ra Cadeia de S. Antonio, n. 15,
segundo andar.
ComprSo-se mulatas, negtas, e m0-
leques de 12 a 20 annos, pagao-se bom pa-
ra fora da provincia: na ra Nova, loja de
ferragens n. 16.
Vendas-
Compras.
V Compra-se um Diccionario de Moraes
da quarta edico com algum uso ; nesta Ty-
pograa se dir.
- Comprao-se botijas vasias que fossem
de genebra : na dcstilacao da ra de S. Rila ,
u. So.
= Na ra Direita n, 39, vendem-se cai-
tas para chapeos de todo o tamanho e tambem
se lazom de foitio; assim como fatem-se e con-
certao-se chapeos ; e tambem de palbinha do
melhor gosto possivel para senhora tudo por
muito commodo preco.
Vende-se a venda da ra do Fogo com
poucos fundos, muito boa para vender para
a trra por nao tor outra naquelle sitio que
se Ihe oponha e sua posicao ser de esquina :
na ra da Calcada n. 12.
Nos armazens de Manoel Antonio de
Jess & Filho por traz do fbeatro ns. 18 e
19, vehde-se excellente fafinha de trigo SSF ,
por preco commodo.
Vehde-se uma preta de nacao Angica ,
propria para o arranjode uma casa afianca-se
nao ser vendida por deffeito mas sim por mo-
tivo que se dir ao comprador: na ra do Ce-
bo do bairro da Boa-vista n. 26.
Na pracinha do Livramento loja com
frente amarella n. 53 tem muito bom pa-
pel almaco aparado da melhor qualidade que
tem aparecido e com singularidad de vircm
em meias resmas, e boas pomadas do canudo a
160 rs. linha de marca encarnada muilo linas,
e outrosobjectos por barato preco a contento
dos compradores.
Vendem-se abotuaduras douradas finas
para casaca e pequeas para collete, ditas de
duraque grandes para casacas, botdes de Pe-
dro segundo, finos, e outras muitas miude-
zas por preco commodo : na ra do Cabuga ,
loja do meio n. 4.
Vendem-se duas camas de armaejo, sen-
do uma de Jacaranda e a outra de angico ,
nova e rica, com cupota; na ra da Cadeia
do Recie n. 37.
Vende-se um engenho de moderna in-
vencao para moer millio com todos os per-
te nees o machinismomoderno para trabalhar
com um cavallo : na ra da Cadeia do Recife
n. 37.
= Vende se'uma casa terrea na ra de S.
Miguel, nos Aflbgados ; a tractar na ra Di-
reita n. 83.
Vendem-se 370 oitavas de prata, consis-
tido em colheres para cha e soupa marac
de guises, por preco commodo ; na ra Bella
que ja foi da Florentina n. 37.
Vende-se uma barretina de pello com
todos os seus pertenecs uma dita de oleado,
uma banda de la um corrame de couro de
lustro e uma gravata tudo em bom estado ,
que pode servir para um inferior de guarda na-
cional ; na ra Nova loja n, 63.
= Vende-se uma canoa grande em bom es-
tado que carrega 800 tijolos, oulra dita pe-
quea de carreira tambem cm bom estado e
pintada de novo ; as 5 pontas, n. 44.
Vende-se no armazem de Antonio An-
nesJacomo Pires, defronte da escadinha da
Alandcga barricas com farclo superior obe-
ladas ltimamente de Lisboa, contendo cada
barrica 3 arrobas, pelo mdico preco de 3200,
e milho vindo do Rio de Janeiro em barricas
e saccas ; nos armazens de Francisco Dias Fer-
reira & Companiia, c Fernando Jos Braguez.
Vende-se uma boa casa terrea assobra-
dada no lugar dos Ceibos da Boa-vista, jun-
to a olafia do Sr. Miguel Carneiro, tendo por-
to de embarque e com bastante terreno no
fundo e com proporces para qualquer esta-
belecimento de fornos; a tratar no atterro da
Boa-vista loja de seleiro.
*s Vendem-se chapeos do Chile de aba lar-
ga a 6000 ditos de copa alta a 5000 borze-
guins gaspiados para homem c senhora sapa-
tos de couro de lustro para homem e senbora ,
borzeguins de seda para senhora e meninas ,
sapatos debezerrocom palla para homem e me-
ninos botins de bezerro francez, e de Lisboa,
sapatos de couro de lustro para meninas bo-
tins de dito para meninos, chapeos de sol de
seda para homem, espartilhos para senhora e
meninas a 1800 luvas de pellica com enfoites
para senhora e meninas pentes de tartaruga ,
garrafas de agoa de colonia lencos de seda
para gravata meias de seda brancas e pretas
para homem c senhora ; na praca da Indepen-
dencia ns. 11, 13. e 15. nheira perfeita ; na ra deS. Rita n. 27.
j Yuc-so um optha ierieu de planta-1 c= Vende-se umu piula de uSySw, Je i
cao muito porto da Cidade ( no corredor do
Bispo ) com 600 at 800 palmos de fundo ,
pel proco de 15,000 o palmo dando-se ao
comprador a frente que quizar tendo alm
disto outras vantagens, como sejio di lloren tes
arvores de fruto boa agoa de beber, o estar
murado : a tractar com o major Mayer.
Vendem-se um fteiro com vidros, urn
relogio de cima de meza algodao em carosso
em grandes e pequeas poredes varios tornos
de pesos de ferro de moia arroba at uma quar-
ta bataneas para cima do halcfio com cor-
rentes urna faca apparelbada de prata uma
poucade dita para ourives, manteiga muito
nova a 560 a libra duas ancoras de vinho
branco superior uma gamela grande para 2
pessoas : as 5 pontas, n. 45.
- Na esquina da pracinha do Livramento
loja da viuva do Burgos, continua-se a ven-
der as seguintes ferragens o miudezas afin
do as concluir : cscovas para cavallos a 360 ,
almofacas a 60 rs. dobradicas direitas a 720
a duzia e o par a 140 rs. bridas estanhadas
a 120 rs. estajos de navalhas a 960 e finas
a 1600 caivetes para pennasa 160, 180, e
200 rs. e a duzia a 2200 iinhas de carretel
de papel encarnado a 400 rs. a duzia dita de
novello de cores a 960 a libra e 240 a quarta ,
baralhos de cartas a 140 sabonetes para bar-
ba a 40 rs. tinta para eserever de cores a 960
a duzia pennas para eserever a 3200 o m-
Iheiro e 100 rs. o quarteiro podras de amo-
lar caivetes a 140 rs. serrotes de 18 at 28
polcgadas, pregos batel pequeo pentes. de
alisar a 100 rs. fitas de seda e de garca a 40,
100. 120, 140, 160 180, 200,240, e 320
rs. a vara sapatos" para meninos a 300 rs. ,
creoes a 960 o milheiro traoselim de burra-
cha a 200 rs. botoes de duraque e oco ,
compassos para desenho aldabras para posti-
gos torcidas para candieiros, rap princeza
da Baha e Rio dito areia preta do Meuron
& Companhia e do outras qualdades.
Vende-se uma meia-agoa sita no prin-
cipio do beco do Padre n. 2 : a tractar com
Jofio Manoel Pereira de Abreo na pracinha do
Livramento.
= Vendem-se 6 garfos, 5 colheres, e 5
facas do prata bor preco commodo : na ra
do Amorim venda n. 36.
^ Vendem-se cortes do chitas (nasa 2800,
e 2400 ditos de cassa a 2i00 chales de la a
1500 chitas brancas a 160 180, e 200 rs. o
covado suspensorios de burracha bordados do
flores, ditos mas ordinarios lencos para pes-
co o tanto de quadros como de chita bran-
ca brim trancado branco a 560 a vara, e par-
do a 400 rs. lencos para mao de senhora a
500 rs. bico estreito a 200 rs. a vara renda
de um dedo a 60 rs. sabonetes a 60 rs. car-
tas portuguezas agoa de colonia fina e ordi-
naria : na ra Direita loja n. 30.
t- Vendem-se bichas grandes de Lisboa,
prximamente ebegadas : no beco da Lingoe-
ta, n. 8.
Vende-se cola fabricada em Pernambuco
a 200 rs. a libra e a 5800 a arroba : na ra
do Rangel n. 52.
Vende so uma fechadura grande de por-
ta de loja com segredo e todos os seus per-
tenecs : na ra do Queimado n. 26.
Vendem-se espirito de vinho agur-
dente do reino, e aoiz, genbra licores, ba-
ga de zimbro e essencia de aniz, tudo de
superior qualidade, e por pnces rasoaveis:
na ra de S. Rita restilacao n. 85.
= Vendem-se superiores caivetes finos ,
que em se metendo a peina sabe perfeitamen-
te aparada ; na ra do Gabug loja de miu-
dezas junto do Sr. Bandeira.
Vende-se um rico apparelho de porcela-
na fina dourada para jantar, por 400.000 rs. :
atraz do Corpo Santo loja de louca n. 68.
Vende-se uma negra de nacSo Rebollo ,
boa engommadeira e cozinheira : na praca da
Independencia loja n. 21 de Antonio Felipe
da Silva.
Na ra larga do Rozario, n. 46 ha pa-
ra vender um completo sortimento de louca
vindo de fora que se torna muito recomenda-
vel pelo commodo preco, tanto em porcSes ,
como a retalho por ser tambem muito forte ,
ede umita duraeo.
Vende-se uma cscravade Angola com
uma cria de 11 mezes muito sadia e robusta:
na ra larga do Rozario n. 48.
= Vendem-se 96 palmos de terreno na ra
Augusta: a tratar na ra da Cadeia n. 11 ,
segundo andar defronte do tbeatro.
Em casa de J. O. Elster na ra do Tra-
piche n. 19 tem para vender dous carri-
nhos de 4 rodas c um de duas com cavallo;
farellos em saccas 'grandes charutos de supe-
rior qualidade papel para desenho um co-
fre pequeo de ferro o lustres de bronzeeom
mangas bordadas tudo por preco commpdo
= Vendc-ie uma escrava de nac8o cozi-
annos bonita figura boa mucamba de uma
casa engomma e cozinha : na ra do Ca-
buga loja de miudezas junto ao Sr. Bandeira.
= Vendem-sea historia de Inglaterra; uma
grammatica Hespanhola e Alemo com os
seus competentes Diccionarios; e uma preta
moga com algumas habilidades: na ra do Li-
vramento n. 20.
= No deposito de assucar refinado esta-
belecido junto ap arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systemade fabrica-
co pelo qual se extrae a potassa o cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
roco da libra do de primeira sorte e em pes
60 rs. e o de segunda e terceira em p,
a 120, e 80 rs.
Mademoiselle Angeline Millocbeau, com
casa de moda na ra Nova n. 32 primeiro
andar tem a honra de participar ao publico ,
e com especialidade aos seus freguezs, que
acaba de receber de Franca pelo navio Camelia
um esplendido sortimento de fazendas da ulti-
ma moda e gosto a saber : um ptimo sorti-
mento de cassas lisas riscadas e de quadros
para vestidos, cassas adamascadas proprias para
bailes, colarinhos bordados para senhoras e me-
ninas cabecees guarnecidos de bicos, um
grande sortimento de bicos de todas as largu-
ras fitas muito novas e de boa qualidade, cha-
peos de palha para 'meninas do todos os tama-
nhos, e de seda para senhora e meninas ves-
tidos para crianzas de ambos os sexos, luvas
de pellica para homem e senhora, lencos bron-
cos para algibeira ditos de cores para rap ,
fitas de veludo encarnadas e de outras cores ,
ultima moda e muitfcs outros objectos que
tudo se vende por preco commodo, o que nao
desagradar aos compradores; assim como na
mosma casa se fazem ncomendas de chapeos ,
vestidos e outros objectos do moda.
= Cadeiras americanas cota assento de pa-
lhinha camas de vento Com armacao com-
modas de angico, ditas de amarellO marque-
zas do condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com diTerentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de J. Beranger n. 14
Escravos fgidos.
= No dia 29 do p. p. fugio o preto Baltha-
zar, de 45 a 50 annos alto secco do corpo,
bem preto com faltas de denles, por causa
de muito azougue que tomou tem na canela
da perna esquerda uma grande chaga a ponto
de quando anda puchar pela perna no p di-
reito faltaIhe o dedo mnimo levou vestido
calcas de brim trancado branco e camisa do
chita azul de quadros, foi cscravo de Lou-
renco de Bruno Rodrigues Luna e por alcu-
nha Calence foi a muito lavrador do engenho
S. Cosme da Varzea e ao depois mudou-se
para o engenho Poeta hojo ja fallecido cu-
jo escravo he muito conhecdo nestes lugares ,
em razo de ser muito regrista ou talvez te-
nha procurado a casa dos Srs. mocos herdei-
ros ilaquelle finado, que mudaro-so para S
Anto onde sao lavradorcs do engenho de Un-
na, pertencente ao Dr. Dantas perto da-
quella Villa o que se recomenda as authori-
dades daqueile lugar de o apprehenderem e o
mandar entregar na ra Nova n. 67 que
se gratificar.
No dia primeiro do corrente fugio da ra
daConceico da Boa-vista, n. 18, a preta
Maria de 21 annos, de nacSo Angola cor
meia lula estatura baixa grossa, tem bas-
tantes espinhas no rosto dente limados, pei-
tos pequeos e seceos marcas de bechigas nos
pernas levou saia de chita cor de caf com flo-
res, panno da costa ja velho e brincos de 3 es-
quinas amarellos com 3 pedras azues no meio,
quando sabio de casa levou um caneco de car-
regar agoa e sup5e-se estar oceulta ; quem a
levar a dita casa receber 25,000 de gratifi-
cacSo.
No dia 22 do corrente fugio o escravo
Joaquim Cacange ofllcial do alfaiate do
26 annos teve loja no beco do Padre anda-
va calcado a titulo de forro, estatura ordinario,
cara redonda e gago ; quem o pegar leve a
ra Direita n. 4 que ser recompensado ;
bem como so protesta usar de todo o rigor da
le contra quem o tiver a oitado.
ERRATAS.
No communicado do Diario n. 112 pag.
1." col. na lin. 16 em lugar de =
ga-se Ritos
Bispos
2.
di-
kcfe: naTyp. dbM. F. deFawa.=1843


Full Text
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