Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04964


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Full Text
Afino de 1843.
Sabbado 20
ludo Soi depende <* noe aseemos; da nossa prudencia moderacSo, a anecia : con-
tinuemos como principian! seremos aponladoa cum admiraran entre aa Macoca maia
callan. ( Proclamac.10 da Assemhla Geral do BiiiL. )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Galano Parahiba a Kio grande do Norte segunda e seita reirs.
Biiuitu o Garanhuna a 40 e 24
Cabo Sninhaem, RioFonnoao tyrto Cairo Maceii Alagoas no II e 24
Boa-\i'ait Florea a 13 o 28. Santo Ante, quinta! feirai. Olinda lodos o dial.
DAS da i>e vi a na.
45 S6 Ixidoro Laerador. Aud. do J de D. da 2. r.
46 iirc e. Joi NeMgMo Re. Aud. do J de I) da 3 t.
47 Quan a. l'ncoaM Aud do J. de D. da 1. t.
48 yui. VenanfioBlJid. do J de I), da 3. .
4'J Sai- a. Pedro CelelRho P. Aud do J. de D. da 2. t.
20 baii. i. Bernardinod* Sena F Re. Aud. do J. de O. da 4- r.
91 Don i. Manen B. M.
de Maio
Armo XIX. N. 111.
O Diario publica-a. todo, oa dial qna nSo toran
de trea mil reis por quartel pa^oa adiantadoi. <
Santificados : o preoo da aagnainf
annuncioi doa assignantes lo miando"
din-
,tia,eosdsqueo nao forem razo de 80 reia por luiha. Aa reclamacoederemaei diri-
gidas a asta Typ., roa daa Cuites N. 34,oo a prara da Intendencia loja de Irnos oe o,
cambios.No da i* de Mato.
CambioaobraI.ondr.aiCd. por 4U Ooo-Moada d. ,400 V.
Pan 3(i0 rail por (raneo. N.
i Lisboa lU porlOdeprenio. <> da 4,000
PsATi-Patacoea
Pezoa dimanarse
ditoa Meiicanos
Moada d. cobra 2 por cento
Id.m de letras da boaa firmas 1 { J .
compra
1,30U
16/J
&,900
i,ssa
1.8S0
4,880
randa.
16,500
16,300
y -j
1,900
1 P0O
1,900
PHASEbALANO MEZ DE MAlO.
Loa Chei 4 ", s 8 horase 45 m. da urd I La ora i 29, aa 4 horas e 35m. da manh.
Quart.ming. 24, 4bora a c5 m. da m. | .Juan, creac. a 7, s 6 horas e 5 e. da man.
4. a 9 horas a 48 m. da manh ia
Preamar de hoje
oras a 42 m. da tarde.

sa^,'>>>J
,i
>>;
i > r? ^r^>
i J J 'JM. V
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 16 DO COMIENTE.
Offlcio Ao juiz de dircilo da comarca do
Brejo acensando rocebido o seu ofllcio do 6 do
correte, no qual pergunta se o esurivao pri-
vativo do jury he exclusivamente competente pa-
ira escrevor nos-processos de orlaos capollas c
residuos que tem de ser procedidos pelo juiz
de direito emcorreicSo, e so o juiz municipal ,
achando-se a correicao aberta podo continuar
a trabalhar nos feitos, quo tem de ser submettido
ao juiz de direit t em correico e que por seu
descui lo nao tenhao tido o andamento necessa-
rio e respondendo 1. que dos artigos 204 ,
207, 208, e 209 do regulamonto numero 120 se
infere ser oescrivao do jury o da correicad e o
competente para escrever em todos os processos
crimes, de que o juiz de direito tomar conhe-
cimento no acto da correicao e para lavrar to-
dos os termos de rovisa de processos tanto
criminaes como de oraos; quando porem o juiz
de direito nos termos do artigo 36 do regula-
rnento n. 143, entender, que dove tomar con-
tas a s tutores e formar por consequencia um
processo novo, quesempro foi da c impotencia
dos escrives de orlaos, ou antigos escrives da
provedoria, nao pode oescrivao do jury, aquem
nem a le da reforma do cdigo d> processo, nem
o legubmento deo attribuicao de faser proces-
sos civeis escrever nesses processos ; o que
onvem conservar a ulica praticadescrem tacs
cotilas tomadas com oescrivaSdos orfas em-
quanto o governo imperial nao resolver esta du-
vida respeito das atttibuicoes civeis do cscri-
vaodojury; 2. que o juiz de direito daquella
comarca nao pode faser correicao a respeito de
capellas, e residuos, emquanto nao forextinc-
taa vara de juiz de direito do civel;c 3. que, per-
tencendo ao juiz de direito o exame dos proces-
sos crimesorganisadospelos jtiizes inunicipaes,
e devundo estes serem-lhe submeltidos, assiin
que se abrir a correicao f nao podemos juizes
municipaes deixar le remcttel-os no estado, em
que estiverem, com o fim de Ihe faserem emen-
das e correcces em tempo que s ao juiz de
direito competen, taes diligencias, na forma dos
artigos 2a 3., e 26 1. da sobredita lei.
Dito A cmara municipal desta cidade, re-
metiendo o ollicio do engenheiro em chee em
que participa que nos dous lados do atterro
dos Affogados, que so estao concertando, existem
terrenos de marinha oceupados por particula-
res quedellesnao tem ttulos legacs: c orde-
nando que nao conceda cordeacao para se e-
dilicar nos ditos terrenos, quem nao apresen-
lar o competente titulo de aforamento, assigna-
do pela Presidencia.
Dito Ao inspectorda thesouraria da fasen-
da enviando copia da analise feila por Per-
icias Bacons # C. acerca de urna nota lalsa de
58000 reis apparecida em Londres.
Dito A cmara municipal do Limocito, sig-
nificando que nao approva o contracto que
fez com Joo Jos de Pinho para condusir os of-
ficios daquella cmara pela quantia de 24# reis
por anuo ; pot nao ter a lei do orcamento mu-
nicipal consignado quantitalivo algum para des-
pesas desta naturesa.
Portara Nomeando o capitao Luiz Jos
Corroa da Silva subdelegado da Iregaesia do Ta-
cara t. Ofliciou-se respeito ao chele de po-
lica interino.
Ollicio Do secretrrio da provincia ao pri-
meiroda assembfa legislativa provincial re-
inettendo os autgrafos dos actos legislativos da
mesina assemblo, que pelo Exm. Sr. Presi-
dente forao sanecionados.
------------
Illmc' e Ex.mo Sr. Com a maior dor !% ao
conliccimenlo de V. Ex.*, quenodialO do
crrente, pela urna hora da tarde, foi assassin..-
do com um tiro de emboscada o subdelegado do
2."districtoda freguezia do Hom-Jardim Mi-
guel Joaquim Vjlho de Mello, enuna travs
sa do caminho que sao dlagaiwta para a
sua casa. He at onde pode cltogar a perversi-
dade de homens, que, tomando a especie de fe-
ras, (lusapiuiladamento assassinao a cidadao ,
prestantes as suas lamillas e patria como
este, de que vonhode fallar Miguel Joaquim
Velhode Mello, Exm. Sr. era odiado d'um
bandodindividuos, que fazadesgraca desta
comarca, e estimado dos cidadaos pacificos, por
nao dar guarida a ladroes, e malfa/ejos, e sem-
pre disposto a persegu-los, e por ssj a ellos
nao convinha que elle fbsse subdelegado e
tanto mais para nao descobrir, o processar aos
assassinos do honrado cidadao Antonio Jos do
Amaral, de cujo roceio, segundo a voz publi-
ca proveio a sua barbara morte. O infeliz a
pouco tinha sido avisado que em um club Ihe
decretirao a morte; mas tranquillo em sua cons-
ciencia despresou o aviso e neste despreso a
miio feroz, e matreira poz em oxccuco o quo
muito projectava.satisfazendoassim aoseo ban-
do anarchico e assassino que ousadamento
hostilisa ao governo, e os amigos da legalidade,
aqui nesta malfadada comarca. Ualdado* se-
no os esforcos, empregados pelas autoridades
policiaes do lugar, a fim de descobrirem os per-
petradores deste horroroso crime, porque, an-
da sendo descobertos como j apparecem al-
guns indicios, terao os, que com sciecia sou-
berem de donde elle parti do se negarem a
jurar com medo de nao terem igual sorte e
quando jurem faltaro verdad. Permittao
os cos que em breve nao tenhamos novos de-
cretos de mortes para outras victimas He pois
oque tenho de participar a V. Ex. rogando-
Ihe se digne mandar um forte destacamento
para esta comarca. Approveito esta mesma oc-
casiao para dizer a V. Ex. e pedir esclareci-
mento que nao tendo ainda supplcntes a 2.
subdelegatura se o 1." subdelegado daquella
freguezia poiler policiar a 2.a, de que era sub-
delegado o finado Miguel Joaquim. Dos G.
a V. Ex. Delegatura da comarca do Limociro
13 de maio de 1848. IMm. c Exm. Sr. Barao
da Boa-vista, bem digno presidente da provin-
cia. Joao de Moura Borba delegado da co-
marca.
RIO DE JANEIRO.
Tevehoje(3) logar oactosolemne doencerra-
menlodaprimeiraeaberturada segunda sessao da
quinta legislatura. S. M. o Imperador, acom-
panbadodeS. A. I. a Senhora D. Januaria ,
chegou em grande estado ao paco do senado a
1 hora da larde.
Duas deputaces da assembla gera! osvie-
rao receber ao vestbulo, e acompanharad ,
urna a S. A. I. respectiva tribuna e a ou-
tra ao Imperador que com os officiacs mo-
res e criados da sua casa se encaminhou para
o throno onde tomou assento. 9. M. man-
dando que os senadores e deputados sesentas-
sem Ihos dirigu o seguinto discurso :
Augustos e EignissimosSrs. representantes
da Naco I
Tenho a satisfacao de communicar-vos que
nodia l.do corrente mez foi celebrado n'esta
capital o casamento de minha presada Irmaa ,
a Princeza D. lrancisca com S. A. R. o
Principe de Joinville. De tanto mclhor von-
tade dei o meu consentimento a esta allianca ,
porque estou certo de que concorrera ella para
estreitar ainda irais os lacos de mutua benevo-
lencia c amizado queja existem entre o Brasil
e a Franca.
Continuo a manter relacoes pacificas e ami-
gaveiscom as naces estrangeiras ; e reconhe-
cendo os embaracosque nos podem causar os
graves acntecimentos quo agitam algumas re-
publicas visinha|, nao se descuida o meu go-
verno 3e on.tender nos meios que a prudencia
aconselha para defender nossos legtimos in-
teresses e sustentar a honra e dignidade na-
cional.
A constancia e bravura de que tantas pro-
vas tem dado nossas tropas na provincia do Rio
Grande do Sul merecen, minha particular
consideracao. D'ellas c das medidas que te-
nho empregado espero eolher felizes resulta-
dos que ponham em lim termo aos males d'a-
quella parte do imperio.
O estado de nossa agricultura e commercio
reclama serias providencias : dosveladatnente
procuro dar-lhe a proteccao e desenvolvimento
de quo carecem.
Melhorar os negocios de fazenda creando
novos impostos parasupprir, ao menos o d-
ficit das despe/.as ordinarias c indispensaveis ,
torna-se cada da mais imperiosa necessidade.
Chamo pois de novo vossa atlencao para esto
ramo vital da administradlo publica.
Meus ministros e secretarios de estado vos
apresentarao varias propostas paramelhora a ad-
minstralo e reformar algumas disposicoes im-
portantes da nossa legislaeao.
A ordem e a paz publica alm do screm
urna necessidade social sao elemento indis
pensavel do engrandecimiento e prosperidade do
Brasil. Estabelecel-a sobre bases solidas e du-
radouras deve ser nosso commum empenho ;
mas impossivel fura conseguil-o sem acord o
harmona entre os poderes puliticos do estado.
De vosso esclarecido patriotismo espero pois ef-
ficaz caudjuvac3o na dfficil bwn que gloriosa,
tarefa de promover a felicidade dos Brasilci-
ros. /
Est encerrada a primeira e aberta a se-
gunda sessao da actual legislatura.
D. PEDRO II,
Imperador Constitucional e Defensor Perpe-
tuo do Rrasil.
Terminada a Icitura o Imperador e S.
A. Imperial se retiraram do senado, com o
tnesmo acompanhamento. Foro presentes,
na tribuna dos diplmalas em frente a da Prince-
za, os Srs. Barao de LangsdorC, e Conselhei-
roBayard ministros de Franca e de Portu-
gal, _1 ( Sentinella da Monarchia. )
PARAHIBA,
lllm. eErm. Sr.Havendo cu recebido da
rclacao do districto o arcordaS que por copia
junto e nao podeiido eu nem faser a remessa
do preso sem que seja elle posto a ninha dis-
posicao e nem ordenara prisao do tenente-co-
roncl sem previo consentimento de V. Ex.,
como seu chele dirijo-mc portanto a V. Ex.,
para que se sirva dar as p> ovidencias que o caso
pede. Dos guarde a V. Ex cidade da Parahy-
ba22de abril de 1R43.lllm e Exm. Sr. te-
nente-coronel Ricardo Jos Gomes Jardim, pie-
sidentc da provinciaO juiz municipal supplen-
te da cidade, Manoel Profiro Aranho. Confor-
me, Jos Lucas de Sousa Rangel.
Illm. e Exm. Sr. Recebendo a ordem de
V. Ex. de honlem, mandando-mo responder
com urgencia ; 1. se tenho actualmente, ou te-
nho tido as prisoes do quartel do corpo do meo
commando, o por ordem ou requisicade quem,
presos nao militares, e nomeadamente Alexan-
dre Francisco de Seixas Machado; e 2. se me
foiou nao intimada em devida forma e lugar ,
argoma ordem de habeas rorpus da relacao do
destricto o no caso de aTirmativa se obedec ,
ou nao e a rasad porque e se dei conta disso
ao Evm. governo ou ao juiz cuja requsica
conservava o preso na prisao militar cumpre-
m : responder V. Ex., quantoa primeira par-
te que por ordem do Exm. Presidente da pro-
vincia cntao o Sr. doutir Pedro Rodrigues Fer-
nandes, Chaves, em 22 de agosto de 1841 forao
recolhidos as prisoes do meu quattel o dito Ale-
xandre Francisco de Seixas Machado e seu cu-
nhado Joa lavares de Mello em consequencia
de requsica que fez o prefeito da primeira co-
maica que tinha entao as attribuicoes de che-
fe do polica e depois em diversas datas e
pela mesma forma Thomaz dos Santos Roclia ,
Antonio Joaquim de Sousa Manoel Francisco
de Dos, o Manoel Theodoro de Almcida eAI-
buquerque declarando aquellas ordens que
deviSo ser conservados em segu anca, o que foi
transmittido aos oficiaes do estado-maior para
o faserem executar por a guarda do quartel.
Tivc ordens por diversas occasioes para entre-
gar a disposicao do prefeito, emquanto esto
existi e depois do chefede polica os cinco
ltimos o que fiz cumprir, ea respeito do pri-
meiroAIcxandre Francisco de Seixas Machado
nenlnimaoidem tivepara o transferir, antes em
data de 2 de marco deste anno ordenou o Exm.
vice-presidente da provincia, que elle fosse con-
servado na prisao da frente do quartel.-Quan-
toa segunda parte devo declarar a V. Ex. que,
nao me foi intimada.em forma edevido lugar
ordem alguma de habeos Corpus expedida pe-
lo tribunal da rejacad do destricto, e someote
teve lugar o seguinto: No da 10 de marco des-
te anno vindoeu pela ra direita desta cida-
de prximo ao lugar da gruja Misericordia ,
e bastante preocupado com njinhas obrigacoes
vi sabir de urna I ojo, ou taberna, oescrivao An-
tonio Henriques do Almoida e com altas vo-
zes o tom ameacador ordenar que esperasse
pjra ouvirler urna ordem ; ma> apunas perce-
b diser que devia-llie entregar o preso Seixas,
aoquo respondi-Ihe que na") tinha naqunlle
lugar obrigacao de attendel-o passando entao
elle a maltratar-me com termos injuriosos
taogrosseiros que foi-me preciso repellir dan-
do-lhe a voz de preso a ordem do governo da
provincia ; ao que nao obedeceo e refugou-
se em casa de Joao CoeHlO Bastos, ondo flcou.-
Recolhi-me inmediatamente ao quartel do cor-
po, e d'ali queixei-.iie ao Exm. vice-presiden-
te da provincia por escripto e consta-me que
foi minha queixa reiouttula ao doutor chefe de
polica. Nalui procurado mais por tal escri-
va e nem por outro algum offieial de justl-
ca. Se aquello csrriva trasia alguma ordem de
habeas corpas nao me ez inliinarad della pois
o que praticou foi o que exactamente tenho re-
ferido sabendo elle quo exis o sempre em meo
quartel, e durmo nelle ondo Ihe era'facilimo
achar-me para me intimar qualquer diligencia,
por os meios que a lei tem proscripto o que
nao praticou sendo certo que nao fugi a qual-
quer intiinacao que se me pretendesse faser em
tormos, por aquello escrivad, ou por outio
qualquer oilicial. Habituado a respeitar as leis,
e a executar suas disposicoes nao sei me fur-
tar a prestar o respeito as ordens emanadas de
autoridades legitimas do que tenho dado pro-
vas desde que sirvo. Se porem outra qualquer
cir.umstancia liouver de se relerir nao me foi
presente, o nem communicada devida e legal-
mente. Parece-me que obedecendo a ordem de
V. Ex. tenho cumprido o que devo. Dos guar-
de a V. &C. quartel do corpo da guarnco da
Parahyba do .Norte 23 de abril de 1843.lllm.
e Bsm. Sr. Ricardo Jos domes Jardim pre-
sidente desta provinciaJoao Sabino Monteiro
de Mello tenente-coronel e commandante do
corpo da guarnicao. Conforme, Jos Lucas de
Sousa Rangel.
A ordem junta por copia dirigida ao tenente-
coronel Joao Sabino Monteiro satislaz a parte
principal da requsica que Vm.co fez a este go-
verno em ollicio de ant'hontem. Nao posso po-
rem annuir a pristo do mesmo tenente-coronel,
visto nao estar elle pronunciado e nem adiar-
se comprthendido nos casos em que permitti-
da a prisao sem culpa formada ; pois que, ad-
mit indo peesos civis na prisao militar do quar-
tel a seu cargo sob requisico do respectivo
juiz criminal, eautorisacao superior, naocons-
tituio-se por isso no caso do carcereiro de ca-
deia publica nem no de detentor em casa par-
ticular ou cartero privado e nao tinha, como
empregado militar obrigacao de dar curpri-
mento ordens directas, mesmo do habeas cor-*
pus, dos magistrados civis ou tribunaes sem
levarem o competente cum pra-se; nem pode-se
por consequencia applicai-lhe literalmente as*
disposicoes dos artigos 347, 348, 349 do codi-r
go do processo que servein de fundamento a
ordem de prisao contra elle expedida ; mxime,
nao tciido-llie a ordem de habeas corpus nao
cumplida sido intimada em termos conveni-
entes nem em lugar competente: o que tudo
representar Vm.c0 como convier, relacao do
destricto. lieos guarde a Vm.c0 palacio do govjr-
no da Parahyba 24 de abril de 1843. Kicardo/
Jos Comes JardimSt. Manoel Profiro Ara-
iilia juiz municipal supplentedos termos reu-
nidos desta cidade, villa do conde e Albandra.
Conforme, Jos Lucas de Sousa Rangel.
O Sr. tenente-coronel Joao Sabino Monteiro,
mande entregar a requsica do juiz municipal
supplente da cidade Manoel Profiro Aranha ,
o t>reso de juslica detido na prisao do quartel
a seu cargo, Alcxandre Francisco de Seixas Ma-
chado; ministrando ao mesmo juiz por escrip-
to as informacoes que possa dar sobre os mo-
tivos da delenco. Palacio do governo da Para-
hyba 24 de abril de 1843.Gomes Jardim. Con-
forme, Jos Lucas de Sousa Rangel.
O Dr. Gregorio da Costa Lima Belmont, ca-
valleiro da ordem de Christo desembargador ,
e presidente interino da rellaco desta Cidade
faco saber ao juiz municipal do termo da Cidade
da Parahiba que Alcxandre Francisco de Sei-
xas Machado pre/.o na mesma Cidade diri-
gi ao dito tribunal da rellaco urna sua pet.


1 w
m
....
c3o allegando que tendo seu cunhado Joo
Coelho Bastos alcancado do mesmo tribunal
urna ordem de habeas-corpus em favor del le
supplicanto fora ella devidatnente intimada na-
quclla Gidade ao tenente coronel Joo Sabino
Monteiro, detentor delle snpplicantc que se a-
cha recolhido ao calabouce do trem de guerra ;
e como o dito tenente-coronel ouzasse desobe-
decer a mencionada ordem de habeas-corpus ,
tentando at prender o escrivao que Ih'a inti-
mou depois de dizer em altas vozes que se nao
mportava com ordens da rellacao corno se
maniestou dos documentos que apresentou :
requera ao mesmo tribunal houvesse por bem
de mandar ordem de prisao contra o desobedi-
ente visto se baverem preenchido as solemnida-
des prescriptas pelo artigo 347 do cdigo do
processo criminal, afim de nao s fazer respei-
t do o Imperador acerca de sua soltura queja
foi absolvido como para se realisar o necessa-
rio castigo do mencionado tenente-coronel: e
sendo a predito requerimento aprezentado ao
mesmo tribunal da rellacao foi deferido por
accordo da data desta que na conformidade
do artigo 348 do cdigo do processo se passasse
ordem de prisao contra o detentor desobediente
Joo Sabino Monteiro para ser apresentado oes-
te tribunal na conformidade do artigo 349 do
mesmo cdigo do processo, equeojuiz muni-
cipal do termo fan cumprir a ordem de habe-
as-corpus j expedida. Em observancia pois
do sobredito aesordao ordeno ao mencionado
juiz municipal faca por ern execucao a ordem
de habeas-corpus de que se trata como nella se
acha determinado e faca prender ao detentor
Joao Sabino Monteiro e condnzil-o ante este
tribunal; roquisitando ao Exm. Presidente da
Provincia ou outra qualquer authoridade a
quem for necessario todo o auxilio precizo para
execucao desta ordem. Assim o cumpra sob
pena de sus responsabelidade. Recife 14 de a-
bril de 1843. No impedimento do secretario da
rellacao Joaquim Jos Ferreira de Carvalho es-
crivao de appellacocs a escrevi Gregorio da
Costa Lima Bclm nte presidente interino. Na-
da maisse continha em dita provisao aqui copi-
da, que eu escri*ao fielmente copiei da propria,
a qual me repo to nesta Cidade da Parahiba do
Norte aos 21 de abril de 1843 Escrevi e as-
signei o escrivao do jury e execuces Felinto Le-
oncio Vctor Pereira. Conformo Jos Lu-
cas de Si'usa [ngel.
ideas produx em nossos cerebros o frenes ,
x a demencia : que anarchia dos ventos op~
postas empolla as ondas motiva as tempes-
tades e naufragios; em fim que a anarchia
um germen diablico de todos os excessos ,
que o inferno mesmo se pode considerar ,
como a anarchia dos demonios ; mas o que
se Ihe da desta verdade se o fim a que attin-
gem suas vistas vidas, e c mcupiscentes,
encher-se do ouro do mando e poder ? Sao
precisa ser muito otilado para penetrar este
segredo.
Reflicta o intrpido do D-n. as consequen -
cias da sua propaganda. A populaco desta
provincia conhece tudo isto e despreza os gri-
tos da sucia da praia ; o governo est conven-
cido desta verdade est certo de que a voz do
intrpido do D n. vox clamantis in deserto ;
conhece bem que esta sucia nao passa de vozes
a acto algum que possa comprometter de fac-
to a seguranca e tranquillidade publica, a qual
a missao suprema do governo. Quando esta
ousadia se der o governo far calar os tribu-
nos da anarchia eabortar seos planos, assim
como j fez malograrem-se os planos de maio ,
e de junho doanno passado.
Na parte oficial deixamos transcripto o oflicio
do delegado do Limooiro em que refere o as-
sassinato do subdelegado do Bom-Jardim Mi-
guel Joaquim Velho de Mello. Mello se depre-
hendo e sabemos particularmente, que se nao
seguirao ao attentado os horrores referidos pelo
D.-novo, que sem duvida tem prazer em afear
o que j i he bastantemente vorgonhoso para to-
dos os Pernambucanos. Diz-so que este cri-
me foi executado por um sujeito recrutado por
aquelle Miguel Joaquim o qual fdra aqui dis-
pensado em consequencia de urna justicacao,
para que concorrerao pessoas da opposicSo ;
qual pertencem os que, segundo a voz publica,
induzirooassassinu elhearmarao o braco: o
certo he que poucos das antes do attentado ap-
pareccono mesmo D.-n. urna correspondencia
<|ue insultava atrozmente esse subdelegado co
ipregoava como um facinoroso;eelle veio a ser
victima do bacamarte, tal vez... de algum ho
mem honrado ?....
DWilll DE l'EIIYllll JCO.
O intrpido do D-n. de 16 do corrente con-
cita as massas chama-as s armas contra o
Governo. Prega o D-n. aauarchia!
QuediTerencaha entre elle e o novo diario de
Sabino na Baha quando quiz levar aquella
florescente cidade desonLm para mergu
Jhal-a na desgraca de que ainda hoje vic-
tima ?
Todas as imputaces, que a opposicao faz
aos homens da pilitica de 1837 todas essas
aecusacoes, que o intrpido plagiou em alguns
artigos do D-n. j foro completamente des-
truidas pelo Ilustrado senador o Sr. Vasconcel-
os no discurso que publicamos a 18 do presento
mez. Repetir por outras palavras o que dice
este eloquente representante da afio arre-
medar o intrpido que tira dos discursos dos
oradores da opposicao o brilhantismo engaador
das palavras. Confessou o Ilustresenador, que
o Brazil est individado mas queessa divida
j era mui grande em 1837 e comecou a ag
gravar-se desde 1824. Que temos a guerra do
Sul maisessa estava em piores circunstancias
em 1837 quando o governo s tinha 3 pontos
oceupados na provincia de S. Pedro serri ter
exercito algum. Tem havido desordens, ha pou-
ca obediencia ao governo mais antes de 1837
houve a Septembrisada a carnefcina do Para ,
e de Matto Grosso que nao tem comparaco
com desordem alguma das mais que tem havido
no Brazil. Entretanto o ministerio da maiori-
dade amnistiou Vinagre Sabino e os devas-
tadores de Caxias.
De 1831 at 1836 houve um verdadeiro in-
terregno em queo povo de tudo decida.
De 1837 por diantecomecou a apparecer a
aecao do governo para chamar o paiz paz e
tranquillidade, chamando o povo a obediencia.
Os males da anarchia dessa propaganda do
D-n. sao incalculavis medite elle no resul-
tado da desordem que o novo diario pregou
e levou a efleito na Babia Nao necessario a-
feiarmos as consequencias do que prega e desoja
o D-n. : hastao as palavras do intrpido Elle
c sabe bem eu foco a juslica de nttosuppol-o
lOo ignorante, sabe bem que a anarchia
dissolve todos os locos e convencoes sociaes;
que seos effeitos so graves, funestos e ine-
vitareis e que se pode ella considerar como
a a peste dos cor pos polticos. Sabe bem que a
anarchia dos humores no corpo humano ope-
x ra a sua destruico: que a anarchia das
Tivemos algumas f >lhas pelo brigue Fiel,
que chegou hoje (19) do Rio de Janeiro com 10
das de viagem: sob a rubricaRio de Ja-
neiio deixamos transcripta a falla do
throno objecto de maior interesse que acha-
ros as folhas. O Sr. principe de Joinville ha-
via j casado com a Sra princesa D. Francisca.
A corte fleava em tranquilidade.
Correspondencia.
Sr*. Redactores.
Tendo corrido que o Sr. Dr. Felippe Lopes
Netto quizera tomar sobre si a responsabilidade
das correspondencias do Abyssinio, logo que el-
las apparecerao, eque o nao fizera por Ihe le-
rem lemhrado seus numeroso* amig >s que com
a pronuncia que teria nao poderia tomar
assento na assembla provincial, onde pretenda
dizer mui bellas cousas,edesmascarar alguns em-
pregados, ej se adiando elle fra da assem-
bla esperamos que esse corajoso Atleta da
Liberdade nao faca partida de lio e parada de
sendeiro, que se aprsente impvido e corus-
cante sustentando o quediziaoAbssynio.Com
isto confirmar o que se espalhou e atar
mais urna palma de louro a sua embastecida e
patritica coroa. ou ic. O Incrdulo.
Varedade.
O CARAPUCEIRO.
Somos mais civilisados, que os nossos maiores ?
Nao leio em os nossos peridicos nao ouco
por toda a parte, se nao encarecimentos do pro-
gresso da nossa civilisacao. He verdade que
confrontando o tempo de hoje com o passado ,
sem me remontar a mais do que aos dias de mi-
nha adolescencia observo que muito nos a-
vantajamos dosantigos em luxo em divert-
montos, cm commodidades da vida. As socie-
dades os bailes, os theatros os carrinhos, e
traquitanas surgem a cada canto : mas ao pas-
so que me espanto deste progresso assusta-me
o progresso do egosmo, das perfidias, das trai-
coes das facadas dos tiros dos assassinos ,
e de toda a laia de crimes. A vista do que pa-
recc-me que poderemos resolver o problema
proposto, dizendo que hoje somos sim mais po-
lidos, porm menos civilisados, que nossos pais.
Nem pareca isto repugnante ; porque a po-
lidez considerada nos povos nao he se n5o a
perfeicao, ou antes o adiantamento das Artes ,
e a civilisacao a perfeicao das Icis. Assim em
os pule e por ultimo os corrompe da mesma
sorte que o attrito dos corpos duros tambem os
pule, eafnalos deteriora, odestroe. He fo-
rado duvida, que esta identidade as ideias foi,
que introduzio esta identidade d'espresscs as-
sim no moral como no fizico. Um povo po-
lido he um povo, em o qual as Artes, e as ma-
neiras estao em um estado continuo de investi-
gado, o apuro. Um povo civilsado he aquel-
le que tem boas leis ; povo bom por conse-
quencia ; porque se o individuo he bom por
seus costumos he bom um povo pela pratica
das suas leis : e d'aqui fcilmente so conclue ,
que um theatro por ex., e urna Academia sao
instituidles d'um povo polido pelas Artes : es-
tabelecimentos porm destinadosaoalivio de to-
das as fraquezas da humanidade sao monu-
mentos d'um povo civilisado.
Alm disto colocando nos a civilisacao as
leis temos urna regra fixa e certa, pela qual
podemos julgar do grao de civilisacao dos po-
vos, e avaliar at certo ponto o quanto cada um
se aproxima ou se aparta da perfeicao. Mas
se a pozermos na polidez, e as Artes nao te-
remos mais medida commum; porque cada po-
vo estar no caso de nao ver a civilisacao se
nao na Arte que ha cultivado com mais pro-
veito. Os Gregos a farSo consistir n'arte do
estatuario e d'architetura ; os Romanos n'ar-
te da guerra os Inglezcs, e mrmente os A-
mericanos noCommercio outros povos final-
mente em outras artes. Deste modo achar-se-
ha mais civilisacao em as Capitaes onde rei-
no as Artes, e o luxo do que as Provincias,
onde ha melhores costumes; e muito menos em
alguns povos Christos pouco adiantados as
artes, do que entre os antigos Grogos e Ro-
manos onde s'encontrav5o as leis mais falsa? ,
e corrompidas. Cada homem mesmo tomar
como regra da sua opiniSo a este respeito a Ar-
te, que cultiva, por mais frivola, que ella seja.
No faltao polticos que mais que muito a-
balados das desordens passagniras, e locaes, que
sempre a mudanea das leis traz apoz si pre-
tenden) que um povo nunca dove mudar as
suas leis quer srqo boas quer sej5o ms ; e
que para a sua felicidade e gloria hasta que
elle trabalhe na perfeicSo das suas Artes. Mui
prudente, e acertado seria este concelho se
nodnsse ser abracado e s'uma sociedade po-
desse conservar leis, que nao a conservao. Taes
politicos estao no caso do'Medico, que para pou-
par ao seu enfermo urna crise saudavel mas
dolorosa, Ihe prescrevesse o conservar cuida-
dosamente urna ulcera no polmo, ou qualquer
outro vicio notavel de constituicSo. Toda a Ici
falsa pois na constituicao d'um Estado bem
como todo o vicio orgnico na constituicflod'um
individuo, he spmpre um germen deenfermi-
dade e um principio de morte de mancira
que depois de Ibngos avisos a forca das cousas .
e as leis geraes da conservaco destroem e s
vezes com violencia o que os homens nao soubc-
ro corrigir.
EssesGregos, e csses Romanostao policiados,
e polillos obedecio s mais falsas leis que se
pode imaginar. Entre elles as desordens mais
destruidoras da ordem publica ou domestica
erao constituidas por leis ou auctorisadas por
costumes que tinhao forca de le. Nao du-
vidarei confessar que elles tinhao bellas esta-
tuas bellos quadros grandes monumentos de
architectura ardinsaformoseados com muito
custo modelos de poesa, e eloquencia e at
doulos tractados de filosofa : mas os costumes
dos Germanos taes quaes os descreve Tcito ,
erao muito melhores, do que as leis dos Gre-
gos e Romanos de sorte que os povos da na-
tureza valio mais, do que os povos d'arte.
Se podessemos cprrar por um momento os
olhos ao brilho seductor, que lancSo as artes
sobre os povos que as cullivo e pezar na
balanca d'uma razo ndependente o mrito de
bem talhar pedras de representar no pao as
scenas que a na tu reza poe-nos debaixo dos
olhos com muito mais verdade anda mesmo
o de procurar forca d'arte persuadir mais ve-
zes o erro erro, do que a verdade em como-
ver antes por desgracas imaginarias, do que
por males reaes ; adiaramos que esses povos
tao elogiados com as horriveis desordens de seus
costumes, de suas leis ede seus governos cro
verdadeiros barbaros, e da pior de todas as
barbaridades, quero dizer ; dessa barbaridade
polida e sabia que faz que todas as artes,
e at as do espirito sirvlSo para ultrajar a na tu-
re/a e atormentar a sociedade ; mais barba-
ros que os povos simples e sem cultura, que
elles infamavo com este nome odioso ; mais
barbaros que esses Scythas de quem alguns
authores ecclesiasticos referem, que n"o tinhao
nem artes nem cidades nem commcrcio ,
nem agricultura nem escrever sabiSo e que
havendo recebido a F Christa, simples de cos-
tumes pralicavo as puras, e severas mximas
um individuo a polidez consiste na grac.os.dade da sua moral. E na verdade havia i
das maneiras que tambem sao um'arte ea dadoira civilisacao em as missoesdoParaguay.ou
v.rtudeest na bondade des costumes que sao cm ospequenoscantoes Helvticos, doque nunca
a prat,ca das hm A anro.matS do, hnm?ns \ LuuveeraRoma.emAihenas.ou emCorinto,
as-
sim como ha menos barbaridade no selvagem
que na sua choupana recebeo os dogmas do'
Christianismo do que ern o Chinez ou Ja-
ponez de baixo de seus toctos de porcelana.
O Christianismo que mudou ou aperfei-
coou os costumes e as leis das nacoes, e quo
confirmando a Divindado da revelaco primitiva
das leis undamentaes fez que as leis secun-
darias participassem deste grande carcter, ho
indubitavelmente a nicafonto da civilisacao dos
povos ou antes he toda a sua civilisacao. Em
toda a sociedade em que est no lugar que
deveoecupar, he elle o complemento das boas
leis, ou o correctivo das ms. Elle torna
excedente a realeza e a propria democracia
supportavel : elle embelleza a paz ou adoca a
guerra ; e levando todas as instituicoes per-
feicao da ordem faz das letras urna funeco,
das sciencias um meio e das mesmas artes un
instrumento. Deste modo o Christianismo d
sociedade a maior forca possivel de conserva-
cao colocando-a as leis mais naturacs da or-
dem social. Os povos pois que se nao guio
por esta luz, quer ignorantes, quer polidos
sao todos povos barbaros, conseguintemente
fracos a quem a Christandade expelle de d-
ate de si como o vento dispersa o p.
Para avaliar com seguranca o grao de bonda-
de ou de civilisacao dos povos nao basta com-
pulsar os registros de seus tribunaes criminaes,
e tomar nota dos paizes onde se comette no
mesmo tempo menor numero de delictos contra
a ordem publica : releva saber tambem em que
lugar se praticao mais virtudes ; por que pode
dar-se um povo sem vicios sim, mas destituido
de virtudes. De mais os vicios fazem-se repara-
dos ; por que aparto-se da ordem commum ;
as virtudes porm conformes ordem, e po-
de-se dizer, que ao andamento commum d'uma
sociedade christa, sao, e at devem ser ignora-
das de sorte que he prova de decadencia a
de pobreza moral em urna nacao o ver-so nella
esmerilhar e recompensar extremosamente as
irtudes. A sociedade obra ento como a po-
bre viuva do evangelho, que acende a alampada,
e busca por todos os cantos da casa a dracma u-
nica que perder Cumpr pois, que para
julgar do estado mora! d'um payz alm do exa-
:ne dos delictos se atiente para os bons hbi-
tos e virtudes nacionaes. A fraude, c a m f,
por exemplo sao na China vicios endmicos ,
assim como no JapSo a crueza, e ferocidade.
Quem poder desconheccr, que ji forao mui-
to melhores do que hoje sao os costumes do
nosso Brasil? Nossos pais forao indubitavelmen-
te mais obedientes mais fiis, mais honestos,
mais respeitadores das leis mais cumpridores
de sua palavra mais firmes em seus principios,
mais briosos, e honrados: e por que ? Por quo
tinhao crenca religiosa, e nelles predominava o
salutar principio do temor de Dos. Ent erao.
os homens melhores pais filhos maissubmis-
sos esposos mais aflectuosos, irmos mais uni-
dos amigos mais fiis, e conseguintemente
melhores ciiiadaos, melhores subditos. Mas de-
pois que por c se nos encampou a malvola fi-
losofa do seculo passado depois que entre nos
se derramou, como a boceta de Pandora, o sen-
sualismo e a doutrina do interesse material ,
depois finalmente que preponderancia do e-
lemento diristao succedeo o funesto individua-
lismo tudo mudou de face s cuidamos de
gozos materiacs, s ambicionamos prazeres,
postergamos todas as nossas obrigacoes, e s pe-
amos a mira em lograrmos hunsaos outros.
De balde bravateamos, e nos apa.onamos da
Ilustrados e livres de balde fallamos muito ;
pois nada de bom obramos e somos um povo
miseravelmente escravo ; escravo do luxo, cs-
cravo das nossas paxoes, escravo de nossos maos
hbitos escravo de nossos vicios escravo em
urna palavra; por que j descremos, e nao teme-
mos a Dos. Embora nao gozassem os nossos
maiores do rgimen representativo, embora do-
minasse entao o svstema colonial; ousarei aven-
turar, que elles assim mesmo rao de faci mais
livres que nos. Antigamtnte quem erao os,
que entrabo na confecco das leis ? Erao ma-
gistrados dalla calhegoria homens ame Irados
na theoria e na pratica do direito, ecidadaos
ordinariamente respeitaveis por seu carcter, e
virtudes : hojo porm para ser legislador basta
andaremdousps, esaber entrar na inferna
caballa das eleicoes. Outr'ora o legislador era
por via de regra um arciao experimentado; ho-
je qualquer joven sahido do banco das escolas he
apto e eleito para fabricante de leis I E qua
ideia se pode formar da civilisaco de um po-
vo, onde nos mais altos cargos do estado so po-
dem indigitaf homens estigmatiza los pela des-
honra e cobertosde crimes vergonhosos? On-
de no seio da represenlaco nacional chega a ter
Miento o magistrado corrompido e venal e
ate o reo de polica que em outras eras vivira
foragido ou desterrado ?
Que importa, que possuamos o excedente re-
gimen monrquico constitucional representa-
tivo, se na pratica ningucm cumpre as leis, uin-


guem respeita as authoridades e cada un Taz
o que bem Ihe perece? Nao ha despotismo mais
intolleravel do que aquello que se atavia, e
disfarca com as formulas da liberdad a assim
como em religiiio he menos odioso o fantico ,
do que o hypocrita. He intil pois cuidar em
artes em commercio e administradlo se se
nao cuida om reformar a moral ; porque em
quanto os homens acharem conveniencia em ser
velhucos, nao devemos esperar grande cousa
dos tralialhos methodicos : asss experiencia te-
nho deslas cousas. Assim se exprime o conde
Pecchio na sua Historia da Ecconomia Poltica
da Italia.
Que aproveita para a verdadeira civilisacao ,
que tenhamos boje sociedades, bailes, quadri-
Ihas; que sejamos hui.s macaquinhos rancezes,
se vamos piorando a respeito de costumes? Te-
mos he verdade muito mais carros carrinhos ,
traquitanas, e cabriols do que nunca tiverao
os nossos maiores ; mas boje dao-se mais tiros,
e facadas em urna semana comettem-se mais
homicidios em um mez do que antigamente
emdous, outresannos. Do que serve possuir-
mos boje incomparavelmente mais arrapos e
commodidades da vida, do que nossos pas, se o
direitode propriedade he muito mais atropela-
do pela corrupcao ia justica e a nossa propria
vida est d spozicao de qualquer inimigo, que
ola manda tirar por sicarios professionaes ?
Nao nos queixemos da canalha ; por queesta
nada pode, e nada faz per si mesma. O mal
ve ni de ns mesmos, de nos, que nos dizemos
gente da classe media e superior. Nos he, que
nos entregamos cegamento s nossas paixoes dcs-
regrads, nos he, que alardeando de Ilustra-
da e livres, queremos saltar por todas as leis
a bel prazer de nossos caprichos ; nos he, que
assoldadamos o assassino e o nrvoramos em
ministro das nossas vingancas; nos he que com-
pramos a justica para nos assenhorearmos dos
bens do orfo desvalido e da viuva desampa-
rada ; nos finalmente he, que deixamos jazer
na obscuridade o cidadao instruido prestante ,
e honesto para elegermos deputados chichime-
cos, bisborrias e tractantes que outr'ora ne-
nhum homem sisudo os quercria se nao para
laca i os de sege.
Nao se diga que declamo, nem que de
pensado procuro desacreditar o Brasil, minha
cara patria. Os factos ahi esto e estes fallao
mais alto, que os meus pobres escriptos. SFo
tantos os crimes entre nos, he tal a repetico de
assassinios que parece caminhamos a largos
>passos para o estado de selvagens. Ninguern ja
quer saber dos recursos legaes : cada um arma-
so como pode e procura vingar-se por suas
maos: o bacamarte, e a faca sao os ltimos em-
bargos em quulqucTpleito importante. Onde ha
morigeradlo e virtudes o .ssassino he um
homom apestado he um inimigo publico a
quem todos perseguem e dezejao ver segrega-
do da sociedade: entre nos pelo contrario ha
homicidas profissionaes e estes sao acolbidos ,
sustentados, e protegidos, por muita gente, que
se diz boa, e que passeia entre nos de cabecn
levantada. Esses malvados sao conhecidos sao
indigitados ; mas ninguern ousa perseguilos, de
maneira que s (alta haver na habitacode tacs
monstros taboletas com este Ictreiro Aqui ha
quem faca mortes por prego commodo e de
pressa.
E o que devemos concluir de tudo isto ? A
meu ver nenhuma outra cousa mais, do que que
depois que entre nos se foi enfraquecendo oele-
mento religioso temos sim mais commercio,
porm mais cobica, mais dinheiro, porm mais
precisos, mais gozos, porm ruis paixoes, mais
systemas porm mais incertezas, mais livros,
porm mais erros, mais prazereres pblicos ,
porm menos felicidade domestica, maisbrilho,
porm menos estabilidade a final de.contas ,
temos perdido em civilisac'io o que havemos ga-
nhado tm polidez. Dos nos queira acodir.
Antilhas; barca franceza Camelia, capitao Guil-
bert carga lastro.
Entrado no mesmo dia.
Rio do Janeiro ; 10 das, brigue brazilciro Fiel,
de 201 toneladas capitao Manoel Marciano
I cireir equipagem 16 carga varios g-
neros ; a Firmino Jos Felis da Roza.
Edital.
Jacome Gerardo Maria Lumacki de Mello es-
crivao d'alfandega, servindo de inspector da
mesma &c.
Faz saber que no dia 22 do corrento mez se
bao de arrematar em hasta publica ao meiodia
na porta d'alfandega 5 cartes com thezouras,
apprehendidas pelo guarda da meza do Consu-
lado Jos Goncalves da Silva Bastos : sendo a
arremataco livre do direitos. Alfandega 18de
maiode 1843. Jacome Gerardo Maria Lu-
macki de Mello.
Oeclaracoes.
Pela subdelegatura da freguezia dos Af-
fogados fui remetido a este juizo de auzentes,
o preto Jacob por andar fgido e dizer que
seu senhor era um homem que foi curar-se fora
da trra, sera dizer o nome, e q je ficara em po-
d :r de outra pe.cso i que'tambem nao disse o no-
me ; quem ao dito preto tiver dominio queira
comparecer ni.'ste juizo para Ihe ser entregue
com as formalidades da lei. Recife 16 de maio
le 1843. O escrvao, Galdino Temisto Ca-
bral de Vasconcellos.
Obras publicas.
O engenhoiroem chefe das obras publicas ,
interinamente encrregadodo reconhecimento,
demarcacao e medico dos terrenos demari-
nha avisa as pessoas interessadas nasquestes
letigiosas suscitadas para o afforamcnto dos ter-
renos do bairro' novo da Boa-vista compre-
hendidos entre as ras da Aurora Formoza e
do Hospicio e os alagados de Santo Amaro ,
que sendo-lhe absolutamente necessario para
tratar as ditas questes conhecer com toda a
exactido as conrontacoes dos terrenos a cada
um pertencentcs e nao se podendo isto fazer
vista dos titulos que existem em poder do dito
engenheiro em chefe he preciso que as ditas
pessoas apresentem-lhe quanto antes todos os
titulos legaes que possao esclarecer o assump-
to eao mesmo passo sirvao-se comparecer na
reparticao das obras publicas no dia 24 do cor-
lente ao meiodia para dar-Ibes as necessa-
rias explicacoes verbaos Repartirlo das obras
publicas 19 de maio de maio de 1843.
O engenheiro em chefe, L. L. Vauthier.

COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 19.......... 5:0388724
DescarregSo hoje 20.
Barca Prescilla lazendas.
Baroa Felice carvio.
Barca Venezia farinha, feijo, caixas com
velas, sabo e azeite.
Brigue 'Ihomaz Itathersey maqumismo ,
o taxas do ferro.'
Movilcenlo do Porto.
Navio sahido no dia 19.
l'almoutb ; brigue ilargerit Parker, capitao
W.m Uiddy com a mesma carga, que trou-
ce de Macei..
Philadelphlti ; patacho americano R. F. Loper,
capitao Abrabam Alien Sheed carga assu-
car.
Avisos martimos
Para Lisboa o I rigue portuguez S. Do-
mingos, segu impreterive mente no da 25 do
corrente ; ainda recebe alguma carga, e pas-a-
geiros; trata-fe com o seu consignatario'I ho-
maz d'Aquino Fonceca na ra Nova n. 41 ,
ou rom o capilo Manoel Goncalves Vianna na
pra( do Commt rcio.
=Para Lisboa segu com brevidade o brigue
portugnez Josefina capitao Paulo Antonio da
Bocha tem excellentes commodos para passa-
geiros ; quem no mesmo quizer carregar ou
hir de passagem dirija-so ao dito capitao ou
a Mendos & Oliveira na ra do Vigario n. 9,1.
= Para o Aracaty a sumaca Estrella do Ca-
bo, no dia 26 do corrente por Ihe faltar pouca
carga ; os pretendentes para carga dirijo-se ao
proprietario Manoel Joaquim Pedro da Costa ,
ou ao mestre Jos Joaquim Alves.
Precisa-se de urna mulherque se queira
encumbir de lavar roupa para 18 ou 20 negros ;
quem Ihe convier dirija-se a ra Nova loja de
caldereiro n. 27.
Leilao.
a
O corretor Oliveira far leilao por cont
e risco de quem pertencer de grande e variado
sortimento de fazendas inglczas, fruncezas&c. ,
de seda l, e algodao ; terca feira 23 do cor-
rente s 10 horas da manh em poni, no ar-
mazem que foi do Sr. Stwart na ra da Craz.
Hoje 20 do corrente haver leilao na por-
ta do armazem do Sr. Das Ferreira de 125
caixinhas de figos, que se venderao por conta e
risco de quem pertencer.
j beneficio d'uma orfa, menor.
O corretor Oliveira continuar segunda
feira 22 do corrente, na ra Nova loja do relo-
joeiro Fatton.o leilao do espolio do finado Per-
ret, consistindo em relogios de cima de meza ,
e dalgiboira e joias trastes livros, e instru-
mentos de relojoeiro, e oservicodedoisescra-
vos &c. &c
Avisos diversos.
Preciza-se de 2 caixeiros para encenho
no largo do Carmo renda n. 1.
O ARTILHEIRO N. 46. |
J^adio hojea luz em grande formato, ty-
po novo ntida impressao e vende-se a,
60 res no lugar do costume. As materias sao
as seguintes:
Ode pindarica ao Exm. Sr. Baro da Boa-
Vista.
O novo trajo do artilhbiro.
Tributo de gratidao.
Os leoes convidados a perderem as garras.
As ameacas e sonhos da opposicao.
O guarda em delirio.
Soneto aos escriptores da opposicao.
Mais urna patifaria.
Segunda carta do Calvo ao Careca.
= Annuncia-so ao publico que o sitio do
manguinho pertencente ao cazal da finada Jose-
fa situado defronte do sitio do desembargador
Maciel Monteiro, pertence tamhem a uns me-
nores, portanto quando qualquer herdeiro des-
se cazal queira vender a parte que tem saiba
qualquer comprador que deve ser respeitada a
parto dos menores que representao um herdeiro.
= Os Srs. Antonio dos Santos Siqueira Ca-
valcante Francisco Manoel de Siqueira, Ma-
noel Jos de Siqueira, por si, e Antonio de Si-
queira Cavalcante Leonardo Bizerra de Si
queira Cavalcante Lourenco Bizerra de Si-
queira Cavalcante Izidro Camello Pessoa Ca-
valcante Pantalio de Siqueira Cavalcante ,
como administradores de suus mulheres; queirao
ter a bondade dedirigir-se ao patio da Ribeira
de Santo Antonio n. 19 para o mesmo nego-
cio para o qual ja forao chamados,e compareceo
um procurador o Sr. Sena.e at hoje nenhuma
resolucao deo ao negocio e como toda a de-
mora seja prejudicial, assim aos annunciados ,
como annuncianto faz se o presente rogan-
do aos ditos Srs que por si ou por seus pro-
curadores hajo de vir decidir similhante nego-
cio com a possivel brevidade \Jargarida /lo-
za e Silva.
A pessoa que annunciou no Diario de
Terca feira querer vender ou trocar duas ne-
grinhas de 7 a 8 annos; dirija-se defronte da
igreja da Solidade n. 8 pata so tratar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado si-
to na praea da Boa-vista n. 6 ; quem o perten-
der dirija-se ao primeiro andar do mesmo a
fallar cem o capitao d'artilheria Anecleto Lopes
de S. Anna.
= Antonio Cahral, subdito portuguez, reti-
rase para Portugal.
= Precisa-se alugar neste bairro urna casa
terrea, que tenha quintal, e cacimba, as ras
seguinles patio do Carmo, ra de Hortas, A-
gas-verdes ra das Flores, patio da Bibeira;
quem tiver dirija se ao patio da Ribeira de S.
Antonio n. 19, ou annuncie para ser procurado.
A casa terrea sita na ra do Rozario da
Boa-vista n. 31 ( e nao 21 conforme sabio no
Diario de hontem) acha-se justa e contratada a
venda da dita casa para desonerar urna hypothe
ca se houver algucm de reclamar sobre a dita
casa annuncie no prazo de 3 dias.
Ninguern compre a olaria e as casas si-
tas na camha do Remedio, annunciada noDi-
ario de 18 do corrente por quanto o seo pro-
prietario nao possue outros bens e se acha o-
brigado ao juiso dos orfaos pelos bens doauzen-
te Vicente Bernardo que importo quasi em
2 contos de reis.
Quom dezeja saber a pessoa que vai a
Parahyba e promete tomar dividas para co-
brar; dirija-se ao sobrado de 2 andares confron-
te o calabouce velho que l achara com quem'
tratar.
OSr. Henrique JosBrainer de Souza
Rangel, queira no prazo da data deste a 3 dias
ir resgatar os penbores que o3o ignora na ra
Bella n. 37 quando nao serio vendidos para
pagamento, e para nao baver ignorancia faz-so
o ultimo annuncio.
Preciza-se de um homem que entenda de
forneiro de padaria e que saiba bem dezem-
penhar o seu lugar : a tratar na praca da Boa-
vista n. 10.
Boga-se ao Sr. quetirou do correio, urna
ou mais cartas vindas do Maranhao, com o no-
me de Miguel Jos Rodrigues Vieira ; queira
ter a bondade de enlregal-as nobotequim da es-
trila o no mesmo receber urna carta vinda
do Rio de Janeiro que por haver urna pessoa
de igual nome se havia tirado.
Dezapparecco da ilha de S. Amaro ou
por outra ilha dos ratos, urna canoa de um pao
so que representa ter 30 a 32 palmos de com-
primento e 3 palmos de largo no lugar do
banco pintada de verde por dentro e preto por
fra com gio chato, porm arrufada na poupa,
e na prfla tem 2 bancos sendo s um para vel-
la; qualquer pessoa que da mesma souber, po-
de dirigir-se ao trapiche novo a casa dos Srs.
Roope & Companhia qua ser gratificado.
OSr. Alexandre Lopes Ribeiro ; queira
dirigir-se a ra Bella, que j foi da Florentina
n. 37 ou annuncie sua morada que se Ihe de-
zeja fallar a negocio de importancia.
= Na loja de Garnier relojoeiro, na roa
Nova n. 22 acha-se um grande sortimento do
obras de ouro que ello acaba de receber pelo
navio francez Camelia consistindo este em a-
derecos, brincos, allinetes, e pulceiras tudo
cravado do brilbantes, opalas, perolas e rubina
do ultimo gosto correntes para senhoras, re-
logios de ouro e de prata, cadeiazinhas para re-
logios, caixas de mzica, &c. &c. etudo por
preco muito commodo.
=Piranteo llm. Sr. Dr. juizde orfaos seiha-
he armatar em praca publica umu pro-
predade no lugar dos Remedios delronte da
igreja com excellte casa de pedra e cal eoi-
toes dobrados tendo 80 palmos de fundo, e
40 de frente cosinha fora e duas casinhas
de taipa no mesmo sitio para escravos, 250
palmos de terreno proprio tendo de mais lu-
gar para dous viveiros e mais de mil palmos
de fundo forno pequeo para cozer louca e
grando de tijollos (.o alvenaria e olaria, ja
tendo bavido l.1 praca, e altima no dia se^
gunda feira 22 do corrente.
= Aluga-se o armazem do sobrado n. 15 da
ra da Cadeia de Santo Antonio, o qual bas-
tante grande, e ptimo para qualquer estabe-
lecimento ; quem o pretender diri|a-se ao se-
gundo andar do sobrado cima, das 9 horas da
manha s 4 */ da tarde. No mesmo sobrado ci-
ma, aluga-se o segundo andar dosobiado da
esquina, que volta da ra larga do Rozario para
a estreita do mesmo nome o qual do muito
commodo preco.
= Segunda vez se roga ao Sr Joaquim Jo-
s de Pinho morador que foi do Affogado,
que queira quanto antes aparecer na ra da Con
ceicao da Boa-Vista n. 43 a fim dedarcom-
primento ao que nao ignora visto ser tempo
sufficientc de espera.
Francisco Jos Rodrigues, pertende ira
Corte do Rio de Janeiro a tractar dos seu
particulares.
Lotera da matriz da Boa-vista.
As rodas desta lotera correm impreteri-
velmente no dia 23 do corrente, vendao-se, ou
nao se vendao o restante dos bilbetes, e os
quaes se acho ;i venda nos lugares do cos-
tume.
Mr. Joze' Evans ARTISTA NO DA-
GUEKREOTYPO respetosamente annuncia
no publico que pode ser procurado todos os dias
das 9 horas da manh as 4 da tarde na ra No-
va n. 14 onde continua ainda a tirar retratos
admiraveise perfeitos do mesmo modo que al
aqui os quaes tem sido to applaudidos e com
(o geral satisfaro.
Mr. Ev.ns adverte aquelles senhores quede
sejarem obterd elle urna copia fi-1 de si mesmos,
ou poroutras pnlavras a sua propria sombra ,
ou urna segunda imagem esimilhanca sua, que
devero procralo quanto antes pois queja
se tem demorado em Pcrnambuco mais do que
pretenda quando aqui ebegou e nessaria-
mente se ha de retirar com muita brevidade.
Aluga-so urna molala que faz todo o ser-
vico de urna casa com asceio e prestesa fax
comprase muito intelligentc pelo preco de
dez mil reis por mez; quem pretender dirja-
se a venda de Joo Jacintbo Morera na ra das
Cruzes que dir quem aluga.
Oabaixoassignado fazeerto,que est ex ti neta
a sociedade de Manoel Jos RodriguesdeAndrade
&C. ,no armazem demolhados na praca do Com-
mercio n. 9, e que o mesmo abaixo assignado
continua com o mesmo estabelecimento em seu
omesomente, e est autorizado para liqui-
dar as contas da extincta sociedad, e pagar o
que ella d'ever por obrigacSes de sua firma, e
na conformidade do contrato social, e annun-
cio eito 'quando se intaholou.
Jos Maria Palmeira.
Lotera de N S. do Livramento
As rodas desta lotera ando impreteri-
velmente no dia 30 do corrente e os bilhetes
acbao-se a venda nos lugares ja annunciados.
= Joo Martins da Cunha, Portuguez, re-
t ra-se para fora do imperio.
= Arrenda-se um sitio junto ao riacho'A
gua-fria de Bebiriba, distante desta praca urna
legua com boa caza de vivonda padaria e
estribara para cavallos, bons arvoredos de frue-
to boas baixas plantadas de capim banhei-
ro no mesmo riacho e boa lavagem de roupa 9
grande plantacao de macacheira mandioca ,
midobins e inhames ; os pertendentes dir
jao-se a ra do Caldereiro casa n. 2.
Os abaixo assignados administradores da ex-
tincta casa de Roberts Pelly & Companhia, pelo
presente annuncio fazemsciente aos Srs. deve-
dores a mesma casa quenopraso de tres me
zes da presente data, hajao de remir os seos d-
bitos com os referidos administradores para
se poder ultimar a liquidacao final, e termina-
do que seja o prazo cima os administradores
farao publicar pelos Diarios alista dos deve-
dores e sua quantias, para serem arrematadas
em hasta publica a quem mais der. L. A.
Dubourq Jos Antonio Alves da Silva-m
Guilherme Esmeth,



ilfHn mi
4
'EPOSITO de farinba de mandioca, na
raa da Cadeia do bairro de S. Anto-
nio casa n. 19 ; este novo estabelecimento
bedo primeira utilidade nesta provincia nao
para evitar as faltas deste genero de primeira
necessidade, quede vez em quando nos ata cao,
como tambem para por termo ao escandalozo
monopolio que a tal respeito exercem indivi-
duos que nao tem profisso algtim. O ad-
ministrador do deposito cmpregar todo o dis-
vello para que os freguezes se conscrvem satis
feitos encontrando ali farinha sempre da me
Ibor, que aqu appareccr e o mais barato
que poder ser, sendo de admirar que ha-
vendo em outras provincias depsitos desta na-
tureza caja ne essidade tem sido reconhecida,
so nesta provincia se depare com esta to sensi-
Tel falta. Convido-se por tanto aos compra-
dores para que ali se dirijao e assegora-se ,
que os procos s'.-rao constantes sendo annun-
ciados todas as semanas pelas fnlhas o que
tende a impedir as fraudes dos portadores.
N. B. = Os procos deta semana sao os se-
guintes: farinha de primeira qualidade a 2240
e de segunda dita a 1920.
J. B. G. Tresse avisa ao respeitavel pu-
blico e particularmente aos Srs. Thesoureiros,
e pessoas encarroadas das Igrejas que abriu
una tenda onde fabrica orgaos de todos os ta-
manhos para Igrcja com trombeta clarim
cromorno, voz humana e rouxinol ; dito
orgao ( que sendo ouvido nao tem apare
cido aqu ) duas finas a clavier e a chave
.d realejo, para falta de organista, ou por
falta de saber toca-Ios, ento se toca com a
chave como se fosse um realejo obtendo a
niesn.a voz de um orgao de Igreja contendo
nos cilindros a missa os hvmnos para todas
as Testas e dias sanctos do anno todo reu-
nido na mesma obra ; orgo para recreio "de
casas com machina tocando s a clavier e a ci-
lindro tudo reunido na mesma obra; realejos
com tambor e trombeta para recreio de casas,
com quadrilbas para dancar pantaln cit ,
poulcs, trenis (nales, e valsas, nutro realejo de
todas as dimences para Igrcja, com a missa, e
os hymnos com a mesma voz de um orgao de
Igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenca acharad ja em sua casa algumas
obras promptas ; tambem conserta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgaos e realejos ja usados : no
atierro da Boa-vista n. 3.
A pessoa que annunciou a compra de
um boi manco para carroca dirijase a cam-
pia de S. Auna antes de chegar o engenho
do meio, casa aonde morou Francisco Cam-
pello, trras pertencentes ao engenho da Torre.
Roga-seaoSr. que for correspon i en-
te do Sr. Jos Mauricio Wanderlei, propie-
tario do engenho Ginipapo de quando viera
esta praca annunciar sua morada.
Um bomem de capacidade offerece o seu
prestimo para qualquer administrado de ne-
gocio do que tem bastante piat'ca, e mesmo
para cobranzas, quem o pretender dirija-so ao
beco do Sarapatel, n. 12.
Quem quizer aluyarum moleqUo de 18
onnos, cozinbeiro dirijase a ra da Madre
de Dos, n. 20.
a= Quem precisar de urna pessoa capaz para
caixeiro >e engenho e dirigir ao mesmo tem-
po urna grande destilaran por ter disto bastan-
te pratica d i r i jaso a ra Nova n. 67
= Um dos ramos mais iitteressantes da
agricultura do Brasil besemduvida a cultu-
ra do caf. Na provincia mais Ilustrada do
Imperio cabalmente se tem reconhecido su)
superiorida Je sobre todas as outras nossas gran-
des producoes exticas ou indgenas ; sendo
a base dessas fortunas milhonarias, que con or-
rem ao engrandecimento das provincias do Sul,
exemplu desses grossus fazefldeiros das Anti-
Ihas e do Mxico.
. Admira, que a Provincia de Pernambuco
dotada de um terreno to rica to aza Jo para
o caf, que o produz to bom como o do Rio
de Janeiro, nao tenha animado este (ocroso
ramo, preferindo-lhe odsvozes mais traba-
lboo, e menos rendozo, o fabrico do assucar ;
seo le de mais a mais o fabrico de assucar mui-
to despendioso, quando a cultura de caf de-
pende sim /lesmentede bracos, de urna peque-
a machn para tirar a casca e da terreno
accommodado a esta planta oque todo pode
importar em um terco dos fundos necesarios
para uinenyenlio he qnanto hasta para qussi
cowi infalibilidade rendar o duplo de um re-
gular engenho ; as rendas do estado a respeito
deste importante ramo de agricultura bem pro-
va asta verdade. Gomo pois nesta provincia ,
iiiq poucos sao os que so bem mi ti ver o caf
perfeiiameftte ; urna pessoa capaz que tem dis-
to inteira pratica eseja-se engajar com al-
gn* Sf. Agricultor para effectuar urna planta-
cao m grande ponto lazendo ao annunciantc
Igiaifatesw"; qesaiftcv-Eipridc depende
bom xito da empreza ; a quem convier diri-
ja-so a ra Nova toja de traites n. 67.
O procurador do Snr. Joaquim Lopes
Chaves, morador as Alagoas, queira diri-
girse casa de Lourenco Bezerra Cavalcanti
de Albuquerque, na ra do Hospicio, primei-
ra quina do lado direito.
*^i Quem precisar de roupa lavada e en-
gommada com aceio e perfeicao, tanto de bo-
mem como de senhora, e por preco muito
commodo dirija-se a ra de Hortas, n. 17.
Urna pessoa bastante hbil e que tem
muito uso de ensinar primeiras letras se oflere-
ce a dar lices em casas particulares ; quem do
seu prestimo se qui/er utilizar annuncie.
= Preeisa-se de urna rapaz estrangeiro ,
que saiha 1er esorever e contar e que quei-
ra servir de caixeiro em um engenho, prefe-
rrndo-se algum que tenha principio de ollicio
de carpina ou tanoeiro: na ra estreta do
Bozario n. 31, terceiro andar.
= Da-se a quantia de 2008 reis a juros, so-
bre penhores de ouro ; na pracinba do Livra-
mento loja n. 44.
- = A pessoa desta praca que em levereiro
deste anno teve ordem de um negociante da ci-
dadede Macei para dar Antonio Pereira Pin-
to de Faria a quantia de 1 S$ reis; pode di-
rigir-se a ra estreita do Rozario n. 27 que
ahi achar pessoa authorisada para recebar dita
quantia, e passar recibo.
=0 Dr. Joo Ferreira da Silva vai ao Rio
de Janeiro.
= OCrurgio J. D. da Silva mudou a sua
residencia para a ra de Hortas, n. 118.
Compras.
=. Compro-se 3 escravos, sendo dous mo-
loques e urna negrinha que sejo de naco,
ile 8 a 12 anuos : na ra de S. Rita Nova, n.
91 de manli at as 9 horas e das duas as o
da tarde.
= Comprao-se dous caixilhos, que sirvao
para alcova que tenho de 5 a 6 palmos de
largura com suas competentes banderas ou
sem ellas: na ra das Cruzes, venda de Joo
Jacintho Moreira.
Gom; ra-se urna 'pa usada : no largo
do (armo venda n. 1.
Compro-se 6 cadeiras com assento de
pal h i i)ha e um selim com cabecadas tudo
com algum uso : na ra de S. Rita n. 36.
Comprao-se duas ou 4 libras de prata ve-
Iha c ,nforme a qualidade se far o proco : na
ra da Cadeia de S. Antonio n. 19
Compra-se 1 violo celo novo ou em bom
uso ; na ra do Cabuge loja do Snr. la n -
deira.
Comprao-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 20 anuos e mesmo mulatinbas ; na
roa do Fogo, ao p do Rozario n. 8.
Vendas
= Nos armazens de Manoel Antonio do
Jess di Filho por traz do theatro n. 18 e 19
Jende-se a excellonte larnha de trigo SSSF e
SSF por preco commodo.
se Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca a 4000 rs. ; na ra da Cadeia u 35.
ss Vendem-se presuntos inglezes, queijos
londrinos conservas de todas as qualidades,
mustarda latas de sopas c carnes prepara-
das I rutas em conserva proprias para pastis ,
tudo muito fresco e chegado ltimamente,
Cbarpanhe superior vinhos do Porto Ma-
deira Claret, outras qualidades, licores,
servoja branca e preta em barricas e a retalho ,
iingoas e carnes salgadas em barris pequeos de
meia e orna arroba : na ra da Alfandega ve-
Iha, armazcm n. 34.
= Vendem-se carnes d America do Norte
120 presuntos inglezes a 320 e a retalho a
400 cevada nova a 80 rs. tapioca do Mara-
nbo a 120 caf do Rio a 160 espermacete
americano a 720 milho alpisla a 400 o quar-
teiro paince a 240, talbarma 200, cha
isson a 2240 batatas novas a 60 rs. banha
de parco muito nova e alva a 400 cavalla sec-
ca a 60 rs castanha pilada de Portugal muito
nova a 160 pacas a 169, azeite doce de Lis-
boa a kSO a garrafa dito de carrapato a 240 ,
e todo* os mais gneros por preco commodo :
na venda d esquina da ra do Arago que
volta para a S. Cruz n. 43.
= Vendem-sa appa rol hos para cha, azues
e de mais cores fina*, ditos para meza de di-
verses cores e do muito bom gosto mangas de
vidro lapidadas e lisas inglezas lanternas de
casquinha fiaa,campotairas lapidadas para doce,
garrafas para vinho copos para agoa calis
para vmho ditos para ehampanhe frascos de
boca larga chiearas douradas de porcelana
e outras omitas fazendas por preco commodo :
na ra do Livramento n. 6.
= tSICC SS lufv ue biiuuu uo mu wa |
qualidade e por preco commodo : na ra da
Cadeia do Recife loja de Joo Mara Seve.
ss Vende-se urna barcaca ainda em muito
bom estado, com todos os pertences, por pre-
co cmodo: na ra do Encantamento, loja por
baixo da casa do Sr. Vigario do Reoife.
= Vendem-se urna negrinha de naco de
18 annos, engomma, cose, o cozinha he re-
colhiJa ; outra dita boa cozinheira e doceira ;
e urna dita de idade: na ra de S. Rita n. 27.
Vende-se urna casa terrea no bairro do
Recife na ra dos Burgos n. 22, com chaos
proprios ; a tractar com Manoel Luiz Viraos.
Vende-se urna canoa de amarello com 55
a 60 palmos de comprido propria para abrir:
na ra da Cadeia do Recife n. 30.
Vendem-so 1200 alqueires deca supe-
rior para obra d'agoa ungidos beira e so-
boira cornijas ou outra qualquer obra de cir-
cunstancia : em Olinda sobrado do forno da
cal.
Vende-se urna preta de Angola moca,
cozinha e lava : na ra de S. Rita n. 10 ,
defronte do major Bezerra.
Vende-se seis coeiros de lavarintos, seis
ditos de babados, quatro carnizas de cassa, urna
cberta de chita tudo sem ser servido, uns pou-
cos de caxilhos proprios para armacao : na ra
do Queimado n. 11.
Vende-se urna escrava de 20 annos : na
ra do Livramento, venda n. 24.
= Vende-se urna preta de 25 annos, cozi-
nha engomma, e cose : defronte da Matriz
da Boa-vista n. 86.
Vende-se urna venda com os fondos de
400 a 5O0S000 rs. bem afreguezada para tr-
ra, a dinheiro ou por desbriga a praca: na
ruu das Cruzes, confronte a Tipografa.
Vende-se farinba de tapioca do Mara-
nbo muito boa a 80 rs. a libra : no largo do
Carmo n. 1.
Vende-se urna casa de sobrado de dous
andares u soto com cozinha sala para jantar,
e com muitos commodos sito na ra Nova ,
n. 37 : a tractar na ra das Flores n. 23.
Vende-se um sitio ao entrar da estrada
que vai para Olinda da parte esquerda, quem
vcmda Cruz das Almas, com urna boa casa
de vivenda, boa cacimba de agoa de beber, com
500 ps de laiangeiras de embigo e varios pes
da China um grande bananeiral de varias
qualidades sapotys limao doce lima de
embigo e da Percia, romanzeiras, manguei-
ras de Itamarac jaquoirasde varias qualida-
des bou baixa de capim umita macaxcira e
mandioca plant; da com 1200 ps de anana-
es e tamarindos e varios de fruta pao e ou-
tras umitas fruteiras: na ra das Flores, n.
23 do meio dia as 4 horas da tarde.
Na ra do Passcio n. 5, loja franceza
e frabica de chapeos de sol, vendem-se cha-
peos bordados para homem e senhora do me-
Ihor gosto e qualidade novamente chegados
de Pariz e achao-se chapeos dos mais fortes,
o feitos com a mesma perfeicao ; e mais um
sortimento d: sedas e pannos de todas as qua-
lidades para tobrir os mesmos ricos coberto-
res para cama e cabos para chapeos de sol ,
tambem se consertao e cobrem-se chapeos de
sol para homem e senhora por precos com-
modos ; ass.m como compro-se armaces ve-
Ihas de chapeos de sol.
Vendem-se meios bilhetes da loteria da
.Matriz d i Boa-vista que corro no dia 13 do
crrente a 4500 : na esquina confronte ao
arco de S. Antonio.
Vendem-se 3 canoas d'agoa muito boas,
por preco commodo ; e um i.cgro, ou alugo-
se : na ra das 5 pontos n. 2
Vende-se uin tanque grande de ferr'
batido com torneira de bronze para azeite ou
agoa : em casa de Fox &Stodart.
= Vende-se um sitio no lugar de S. Joo,
Freguezia da Taquaritinga com casa foila de
madera com urna sala grande 4 quartos ,
e cozinha fora tambem tem um curral peque-
no fcito de pao apique para botar vaccas e um
cercado para ter solt oscavailos, as trras sao
boas de criar e de plantar o terreno tem de
largura 52 bracas e urna logoa de fundo, tam-
bem vender-se-o com o gado: a tratar com o
Sr. Victorino Borge Pereia morador no mes-
mo sitio.
Fox Stodart tem para vender um grande
sortimento de machinas de vapor e tnoendas
para engenhos de*toda qualidade tudo da bem
conhecida fabrica Low Moor ; estes objectos
ellos olferecem com um grande abate oes pre-
cos que at agora se tem vendido; igualmen
te vendem taxas de ferro coado a 90 rs. a libra
editas batido a 200 rs.
Vende-se farel'o de Lisboa de superior
qualidade em barris e em saccas : no es-
critorio de Francisco Severiano Rabello.
Vende-se urna venda com poucos fun-
dos no atterro antes de chegar o viveiro do
Muniz n. 48 : a tractar na mesma.
Vende-se lajedo de Lisboa: no escripto-
rio de Francisco Severiano Rabello.
esa Vendem-se superiores charutos da Hava-
na: na ra do Trapiche n. 19 casa de J. O.
Elster.
Venderse um terreno com 300 pal-
mos na esquina do chor-menino com vistas
para as estradas que vio para o Manguinho o
Magdalena-, e outro terreno com 200 palmos ,
no lugar da Estancia : no sitio da Capelinha.
Vende-se urna armario de urna venda ,
com todos os seus pertences, e um grande cai-
xio envidracado ; na na da Senzala veiha ,
n. 46.
No largo do Collegio, loja de chapeos
n. 6 e na ra do Queimado loja de ferra-
gens n. 31, vende-se agoa de tingir os cbelos
e suiesas.
Vende-se urna porco de cebo preparado-
para se fabricar vellas ; no pato de S. Pedro
n. 14.
Vende-se estamenha para habito terceiro
de S Francisco ; assim como medidas de mar-
roqu m numeradas para alfaiate ; na ra Nova
n. 46, loja do Coimbra.
Vende-se urna cama de angico por com-
modo preco ; quem quizer annuncie.
Vende-se o precioso vinbo do Porto de
23 annos, em caixotes de 2 duzias de garrafas:
na praca do Commercio em casa de Domingos
Joze Vieira.
Vendem-se dous ptimos piannos che-
gados ltimamente, dos mclhores autores e
de ptima construeco por oreco commodo :
na ra da Cruz n. 10.
Vende-se urna grande pedra para soleira,
e urna pello de onca : na ra do Livramento ,.
venda n. 5.
Vende-se urna ptima cadeirinba de bra-
cos nova por preco commodo : no sitio da
Capelinha do Mondego, que Pica junto ao Cho-
ra-menino.
= Vende-se metade de urna casa terrea ,
em chaos proprios na ra da S. Cruz na Boa-
vista : na praca da mesma n. 18.
= Vende-se um negro peca para todo o ser-,
vico; no beco do Sarapatel, n. 16, segundo
andar.
= Vendem-se meios bilhetes da Loteria da
Matriz da Boa-vista, que corre no dia 23 do
corrente : na ra do Cabug loja de miude-
zas junto do Sr. Bandeira.
Vende-se um pianno forte de muifo boas
vozes, e por preco commodo ; na ra do Co-
dorniz n. 2.
Vende-se cal virgem em barris grandes o
pequeos ; no escriptorio de Francisco Seve-
riano Rabello.
= Vende-se a melhor venda da cidade de
Olinda, no lugar dos 4 cantos esquina do
norte com poucos fundos ou s a armacao,
ou tambem aluga-se a loja com armacio; a
tractar na mesma.
= Vendem-se bichas aos centos a 2 0 3000:
na ra da Cruz do Recife n. 62.
= A ende-se muito bom n p de Lisboa-
chegado no ultimo navio por preco commo ,
do : na ra da Cadeia do Recife, loja de loa q
da Cunha Magalhies.
Escravos fgidos.
n>ais objectos do machinismo para engenho:
nos seus armazens na ra da Senzala nova ,
n. 42.
Vende-se um moleque de naco de 12
annos: as 5 pontas a. 71.
Vendem-se urna sobrecasaca de panno
azul ; e um transelim de ouro tudo por preco
wummoo : quem quizer annuncie.
= No dia 30 do passado fugio um negro
de naco Congo altura regular cor fula ,
secco do corpo anda alguma coosa zambo ,
de rtorna Jos levou vestido camisa e calcas
de estopa desconia-se ter bido para o matto;
por iiso roga-se a qualquer pessoa ou mes-
mo capites de campo que delle tiver noticia
a sua appaehenco levando-o no atterro dos
AfTogados sobrado n. 7 t que generosamente
ftr recompensado ; tambem levou um trouxa
de um lenco encarnado contendo urna aque-
ta de chita encarnada urnas ceroulas de pan-
no de Hamburgo e rudaque de brim escuro
ja usado.
No dia 15 do corrate fugio a negra Jo-
auna Cacange, de 25 annos bastante al-
ta bem preta corpo regular com (arta do
cabello nomaioda cabeca de carregar peso,
olhos grandes nariz chato cara comprida ,
"cern urna mancha preta sobre o peitoesquerdo,
tem todos os denles na frente esta negra al-
formas de ferro l8um tempo vendeo futo, levou vestido camisa
de algodo vestido de chilla azul e panno da
costa supe-se ella ter mudado o vestido, por
tor levado outra de assento cor de ganga com
urisquadiosquasi roxos; quema pegar leve ao
Sr. Manoel Antonio Goncalves na ra do Ca-
bug a. 12, que ser recompensado.
_
Rbcir: juTtp. deM. F. dk Faria.=1843


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