Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04962


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Full Text
Auno de 1843.
Qnnta Feira 18
jii i
Tuclo iRora depende .1* ni mu da nuil prudencia nileniJu energa con
linuemu orno principiamos seremos apon.edoe cum adsiirac ao en.r* ai Naces mai.
eultai. ( ProcIamac.iu di Aaaeinbl* Geral do BiaiiL )
PARTIDAS DOS COHREIOS TERRESTRES.
Guiinn Parabibs Riogrd do Norte segunda iinm (eirai
Bonito o Garaaham n B e 24 '
Caoc Sirinhem, Rio Foroao Porto Cairo Maceio ,
i.mViUi Florte a '3 o 2. Saolo Anlae, qu.nla feiraa
l)US DA >KUANA
45 jag Isidoro Lerrador. Aud do J de D. da 2. r.
46 Urc a. Juu > Neponmceno Re. Aud do J de U da 3. t.
17 JLali a. Pascual ylao F. ud do J de D. da 4 t.
1S 'Juit Venancio M. Aud do J de D. da 3. .
l'J Wr t Pedro Celestino R Aud do J. de D da t.
20 3.1.. Bernardiao de Sena i' Re. Aud. do J. de D. di 1 T.
91 O. $. Maacoa B. M.
Alagoae no 1. 8 11
Olinds lodoa o dii.
de Maio
Anno XIX. N. 109.
O U.ar.o publica a. .odo. o. du. qu. nio (ore- cuneado. P? da ^^u
da .re. -.1 r.i. por qu.r.,1 pago. ad.an.ado. 0. .nnunc.o. do.'*J^
,,.,,., e o. du. que o nao fo,e r.rio de 80 re., por !..... A. ?U"!'*\"N"et 8.
gtda. a ts.s lyp., a da. Crn.,. N M.no a pr.o. lnd.pende.ca loj. de lwiw oe c
venda.
Ifl.SOO
6,300
9 100
cansos.No dis 17 de Ma.o.
Csmbiosobre LondresG d. por ll) Oeno-Moede de 6,100 V.
Parta 360 rea pui franco.
Lisboa 10U por 100 de premio
Moeda de cobra 2 por cenlo
Idea de letra, da boa. hrn.a \ t a } .
N.

de M00
PnaTa-Petacee
a Petos Columnarea
a dito. Menanos
compra
1,300
16/00
8,900
t,s80
l,o"W
1,680
li'OO
1,900
PHAOb&UALANO MEZDEMaI.
Lu. Chei. i U S horas. 15 .. da I.rd I Lu. no, i9, .. 4 *r.s *?-UV^
Qu.n.-.ng. 21, Ib.. .5 .. d. | u.,.. oreso.. 7, .. 6 or.. 6 .. d *,
Preamar de lioje
7 hora. 42 .. da rn.nh.ia I .* S horas 6 dn lar*.
INTERIOR
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Na sesso do 1. de abril, depois do discurso
do Sr. Vasconcellos publicado na Sentinella n.
330, pronunciou-so nos seguintes termos o Sr.
Ministro da Guerra :
O general em chele atravessou o Camacu-
uncom 4,000 cavallos quo crao os que havia;
mas continua a comprar cavallos e logo que se
possa communicar com o Uruguay, poder re-
cber mais. Entretanto os que tem sao suflici-
entes para com elles abrir a cartipanba se 6
que se acho em bom estado ; porque todos sa-
bem que o costume d'aquelles homens estra-
ar muito os cavallos. Quasi sempre quan-
o acaba a campanba os partidos esto a p ,
nao porque os cavallos tenhao sido mortos as
acedes mas pela impossibilidade que ha de o-
brigar aquella gente a andar nos cavallos de mo-
do que os n5o estropiem. Em outro tempo ,
quando a subordinado era mUito grande, e
que at se mandava castigar com pranchadas
qualquer soldado que nao trouxesse o cavallo a
passo, urna vez que o servico nao exigisse maior
marcha, elles todava sempre andavSo galope,
3 isso quo destre muito a cavalhada. Por
ora, como disse, ha cavalhada para comecar as
operaces; porm se ella nos faltar tambem
faltar aos rebeldes; e tomramos nos que elles
5o tivesscm nenhuma porque ento temos
os a superioridade em infantaria.
Apezar do que se tem dito eu sempre acho
que a infantaria a base de todo o exercito : a
infantaria a arma de todos os tempos ; as es-
ta c5es. quersejo calmosas quer sejao frias
ou chuvosas nao podem acabar com ella; a
infantaria combate as planices e as monta-
nhas. A cavallaria nao est n'este caso : ella
mesmo quando ha muito bons cavallos, nem
sempre pode entrar em combate ; sirva de
exemplo o que aconteceu no Rosario, onde um
terror pnico se apoderou da cavallaria. Mas
isto n8o agora para aqui. Digo s ao nobre
senador que temos cavalhada e que se tem to-
mado todas as medidas para que ella nao falte.
Euprofesso os rigorosos principiosdaeconomia
e desejo muito seguil-os; mas neste ponto nao
ha econumia nenhuma; sem mobilidade as
Jorcas nada se podo conseguir: no Rio Grande
o que tem atrazado as operaces tem sido a fal-
ta de mobilidado. Nao irei agora esmerilhar
de que tem procedido esta falta porque isso
nao vem ao caso : conten lar-me-e om denun-
ciar esta falta como a causa do atrazo das ope-
racoes afim deque para o futuro se eviteesse
inconveniente.
Perguntou o nobre senador se eu assentava
que a G.N. era forca additiva ou supplementar.
Eu assento quo addittiva e Deus me livre
que o nao fosse I Querom-se fazer grandes cou-
sas com pequeos meios I... oxal que isso
fosse possivel, que nao precisassemos d'esses
24,000 homens! Mas eu assento que precisa-
mos d'elles isto dos 20,000 mencionados
noart. 1., o dos 4,000 de cavallaria da G. N.
O nobre senador quo ha pouco fallou achou
demasiada esta forca comparativamente com as
das naces da Europa ainda das mais guerrei-
ras. j o nobre orador que me precedeu res-
ponden a alguns dos argumentos que esse no-
bre senador havia apresentado a este respeito ;
ello j mostrou que essas nares nao guardavo
essa proporcao de forca quando se acbavo em
um estado do desordem semelhante aquello em
que nos vemos. Nos temos a guerra civil e ou-
tros males que ninguem ignora : as cousas es-
to de lal sorte organisadas entra nos que succe-
do que aquellos mesmos que estao encarre-
gados da seguranca pessoal dos cidadaos sao os
qce matao livremente, como succedeu na pro-
vincia de Pernambuco e no Rio Grandodo Nor-
te Ora, quando succede isto, ha grande vi-
cio na sociedade porque o presidente diz :
mandei um capito esc elle chegasse a lem-
po talvez nao se tivesse commcUio o assassina-
to Parece pois que em muitos perigos a u-
nica cousa com que so podo contar com a for-
ca bruta militar e as circunstancias presen-
tes a forca pedida torna-se indispensavel.
Na comparacao das for?as feita pelo nobre
senador ha urna reflexao que talvez possa fa-
zer algum peso nos espiritos. O nobre senador
disse que a Russia sendo urna nacao tao con-
sideravel, tinha apenas um exercito do 400,000
homens ; mas nao contou com os Cossacos do
Don, que formao urna especie de repblica mi-
litar ; nem com varios outros estados mais ou
menos independentes. Na Prussia contarao-se
120,000 homens; mas d-me o nobre senador
8,000 homens da qualidade d'esses 120,000 ,
qne eu nao Ihe peco mais forca alguma ; por-
que esses 120,000 homens, a simples voz do
monarcha convertem-sc em 480,000 como
que surgindo debaixo da trra Mas pde-
se fazer isto no Rrazil ?... De certo que nao.
O nobre senador ba-de recordar-se que eu
apresentei um projecto para diminuir-aneces-
sidade de grandes recrutamentos. Esse projec-
to quando foi lido mereceu muita attencao
da cmara e recebeu muitos apoiados ; mas
depois nao entrou mais em discusso. Era
urna heresia fallar n'aquelle tempo em cou-
sas militares !
Disse o nobre senador que na Franca ha
300,000 homens de tropa. O marechal Soult
apresentou um projecto para ter 350,000 ho-
mens em tempo de paz; mas como as conscrip-
ces de 80,000, em sete annos, que andao em
560,000 segue-se que ha sempre urna reser-
va de 260,000 que acode a primeira voz; estao
lodos a distancia tal, que se torna isto muito
fcil, alem de que, tal alli a organisacao so-
cial que todos obedecem. Mas entre nos vo
dar licenca a soldados do Maranhao para irem
sua provincia 1... E por ventura a mesma
a nossa organisacao social? Parece-me que
nao. Temos ainda que trabalhar muito ; e
bom investigar a causa dos nossos males para
remedial-os.
O nosso exercito nSo tem a disciplina que de-
ve tr mas n3o podemos emendar as cousas de
repetente. Porm, como o exercito nao ve-
terano o como os recrutas nao sao bons, qual
a consequencia ? que para representar a
mesma forca 6 preciso maior numero. Tal-
vez se tivossemos o exercito que j tivemos ,
bastassom 16,000 homens e ellos ropresentas-
sem mais que estes24.000; mas pde-se isso
fazer s com os bons desejoso diligencias de al-
guem ? Creio que nao. As cousas entre nos
sao muito mais dificeis do que as outras nacoes.
Se o nosso exercito estivesse todo espalhado
entre a Bahia ou mesmo Pernambuco e Rio de
Janeiro muito mais fcilmente so organisaria,
do quo n'essas distancias immonsas para onde
se mandao ordens que mal se podem executar ;
sendo menor a distancia as ordens iao com
mais brevidade ea execucao poda ser muito
rpida. Mas nao succede isto e d'aqui pro-
vm muitos males ao recrutamonto males que
bom examinar, n3o para dizer: Se vos
nao tendes foito senao errar deveis tr esta e
aquella sorte ; mas sim para remedial-os.
(guando a Franca viu a sua independencia
abalada o que fez ? Poz um milhao de ho-
mens em armas E quantos habitantes tinha
entao a Franca ? 24 milhSes- aqui temos a ra-
zSo de um para 24 e mesmo para muito mais,
porque 14exercitos fazio um milho do ho-
mens porque n'elles nao se comprchendio as
forcas que guarnecem o interior e as fortalezas
do paiz.
O nobre senador contou a polica como for-
ca armada ; mas preciso ver o que forca de
polica. Os nossos corpos policiaes nao sao
exercitos nao tem servido d isso. Urna ou
outra voz tem marchado alguma pequea par-
tida mas em gcral o servio que fazem os cor-
pos policiaes muito differentc do outro servi-
co militar tanto que entre nos esses corpos
completo-se voluntariamente ; e para os cor-
pos que compoc propiamente o exercito, quaes
sao os voluntarios que appurccew 1 Aquciies
esto em suas casas, tem maiores sidos, tom
nm servico moderado e nao correm os perigos
que os outros correm. Nao so podem por tan-
to considerar como tropa e nSo me parece
quo dovSo entrar no calculo que fez o nobre se-
nador. Nao ha pois ; entro a proporc3o do
exercito e populacao das mais nacSes. essa gran-
de differenca quo o nobre sonador uotou; mas,
baja ou nao temos a guerra do Rio Grande ,
e nao muita a forca quo representa esso map-
pa no estado em que nos adiamos. Digo-o cla-
ramente : esta forca de 24,000 homens nao me
parece muita. Eu bem dosejaria poder redu-
zil-a; individualmente, tanto se moda, que se
decretem 20.000 como 6,000 se decretarcm
5,000, 5,000 serio postes; se 20,000, por-
se-ao 20,000. Mas o que sou obrigado a di-
zer, que julgo aquelle numero necessario. Es-
te juizo j nao meu.foi do meu nobre anteces-
sor que fez a distribuico das forcas. Diz, porm,
agora que se poderia fazer o servicocom 17,000
homens de linhae 3,000 fra da linha; talvez o
pudesse conseguir, mas euassentoque mais pru-
dente o tr os 24,000. Elle ainda oceupa-
va os guardas nacionaes de infantaria e esses
guardas nacionaes de infantaria quero vfir se os
dispenso do servico ordinario, reservando-os
para as circunstancias extraordinarias quando
haja alguma invaso ou commooo interna.En-
tao nao so pode a G. N. dispensar de marchar ,
porque ella a seguranca da nossa propriedado;
grande parte da riqueza da nacao repousa sobre
ella. Mas o que quero que ella n5o seja sub-
jeita a impertinencia do servico diario.
O nobre senador disse tambem que a nacao
nao acompanhava o governo actualmente; que
era necessario arripiar carreira &c. Eu, pela
rninha parte nao vejo cousa nova. Ha urna
rebelliao armada com a espada na mo pre-
cis que nos com espada com bayoneta ou
com os projoctis olensivos tratemos de a desar-
mar. A experiencia tem mostrado que as ter-
cas, at agora empregadas nao sao sufficiontes ;
por consequencia, preciso que ponhamos em
campo urna terca respeitavel. Se houvesse ou-
tra maneira de destruir os rebeldes, de bom
grado a adoptara.
Tem-se tentado o mcio da conciliaco; mas
qual foi o resultado ? Escarnecerem elles da
nossa simpleza da nossa dignidade. Trate-
mos de acabar com elles, e veremos restabole-
cerem-se no Brazil a paz e todos os bens que el-
la traz e que nos todos tao vivamente anhela-
mos. O governu nao ica atraz dos mais cida-
daos brazilciros n'esses desejos. Se a nacao nao
acompanha o governo n'isto ou n'aquillo
mal muito antigo porque eu sempre tenho
visto a nacao nao acompanhar o governo so
que toma pelo vol nacional certos brados, cer-
tas opinies emittidas. Mas eu assento que a
boa massada nacao, mais d'esta, mais d'aquel-
la maneira, tem acompanhado o governo. Nao
temos podido evitar todos os males ; muitas ve-
zes o governo nao ter tirado lodo o partido da
naco ; mas a naco em geral tem corrido ao
appello. Eu vi no Rio de Janeiro estremecer
tudo com essas desordens... vi em Pernambu-
co at os estudantes pegarem em armas; e os
estudantes pertcncem a parte mais esclarecida
da populacao. Nos temos a rebelliao do Rio
Grande, temos um estado de incerteza em al-
gumas provincias apparecem em varios pon-
tos elementos de desordem ; preciso fazer de-
sapparecer esse estado esses elementos. ...
Eu estimarei muito que udo isto desappareca ;
mas em quanto os vir (talvez que por eu ser
soldado ), nao descubro presentemente outro
meio senao o emprego da torca.
Nao sei se ha alguma cousa a que nao tenha
respondido....
O Sr. Holanda Catbante: Se em Al-
grete ha forcas estrangeiras.
OSr. Ministro da Guerra : Ha das re-
cebi ollicios de tantos de fevereiro que dizeui
que nenhuma forca estrangeira se achava com
os rebeldes at aquella data. Ocio que isto
cousa inventada aqui, como se inventou que
. i. CI :?., :l.n nnni>1iM nnm r~
O CACIUVU UVUmutWMMU ,.>....- ......
tis quando do mappa remettido ao governo
consta que o exercito tinha at ponches1 e can-
tis de reserva....
OSr. Ministro da Justica e dos gstrangei-
ros diz algumas palavras quo se nao ouvir3o.
O Sr. H. Cavbante : O Sr. Ministro
dos negocios estrangeiros parece quo diz que ha
terca estrangeira no nosso territorio.
O 9r. ministro da justica e dos eitrangeiros:
. O Sr. ministro da guerra diz que unida com
os rebeldes nao ha terca nenhuma estrangeira ;
elle nao falla do resto do territorio.
O Sr Cavalcanti: Ento vem pedir hos-
pedagom !
Sr. ministro da guerra : Agora quan-
to a tratados as gazetas trazem-os. Infeliz-
mente aquella rebelliao tem sido alimentada pe-
la Cisplatina ; quando nao loria acabado no
Fanfaem 4 de Janeiro ; mas de l que tem
vindooselemuntos para os rebeldes fazerem a
guerra especialmeuse a cavalhada....-.
OSr. H. Cavalcanti: Esabe-se qual
o numero de tropas estransgeiras que estao no
nosso territorio ?
O Sr. ministro da justigaedos eitrangeiros:
Sabe-so que de 1,500 homens.
OSr. H. Cavalcanti : Em que logar ?
O Sr. ministro da justica e dos eetrangeirot:
Em Algrete.
O Sr. II. Cavalcanti: Ento estao com o
rebeldes.
O Sr. ministro da guerra : Em 17 ou 18
de fevereiro nao havia reuniao nenhuma d'elles
com tropas estrangeiras.
O Sr. Cavalcanti: Talvez o nobre
ministro da guerra nao esteja tao bem informa-
do ; essas informacOes sao mais pioprias da se-
cretaria dos negocios estrangeiros.
O Sr. ministro da guerra : Agora, quan-
to a essa difTerenga de terca que os nobres sena-
dores dizem que se nota nos mappas direi que
nunca se entoudeu que houvesse 9,000 horneo
fra a cavallaria do Rio Grande ; n'esses 9,000
homens estcomprehendida a cavallaria da guar-
da nacional....
) Sr. Clemente Pereira : Apoiado.
5,000 e tantos homens sao pracas de pret de
linha ; o resto cavallaria.
Na sesso do dia 3, fallando os Srs. Conde de
Lages e H. Cavalcanti ( que leve urna viya con-
tenda com o Sr. Mrquez de Paranagu, a res-
peito dos negocios da reparticao da marinba ) ,
oSr. Ministro da Guerra tratou de responder-
Ihes: toma tambem parte nos debates oSr.
Costa Ferreira ede novo o Sr. H. Cavalcanti,
cujasproposicoeso Sr. Clemente Pereira m-
pugnou.
Continuando na sessao do dia 4 esta discus-
so, e havendo orado em primeiro logar o Sr,
Paula Souza tomou ainda a palavra para res-
ponder-lbe o Sr. Vasconcellos :
a Sr. Presidente Pouco direi em abono da
proposices que emitti em outra sesso con-
trarias sem duvida ao que acabou de sustentar o
nobre senador por S. Paulo. Eu e outro no-
bre senador que nao esta presente sustenta-
mos que nao eram quantidades comparaveis
o Brasil e a Europaquanto ao numero da for-
ca ; por isso que o Brasil compreheode unta
grande estenco de terreno e muito pequea
populacao ; e as naces do Europa tanbam pe-
lo contrario muita populacao e pequea es-
tenco do terreno. E' pens que axiomaque
paizes de fronteiras mui vastas e mui pouco po-
voados sao de dillcilima defensa.Nao fallares
do equilibrio europeu, nem dos interesses que
sustentam esse equilibrio nem mesmo da ma-
neira por que elle considerado pelas nacoes
da Europa ; pouco interessa isto para o nosso
caso, e talvez, a tr alguma relacao com o
Rrasil fosse em favor da opiniSo que sus-
tente.
Disse o nobre senador se fosse verdade que
a defensa de um estado ; como o Brasil de
grande territorio e acanhada populacao exi-
gisse forcas muito superiores 6s propoces que
se do entre a populacao e as forcas dos estados
niirnnnns Antrt devia ser muito maior do que
s a


fia
2
X
o exercito do Brasil. Sem duvida eu son
tamhem d'esta opiniao : se tratassemos de de-
fender as nossas ironteins como esses ciados
da Kuropacuidamdas suas, nao eraa orfa podi-
da dlo governosulfi^iente para conseguir este
fim. Nos tratamos do habilitar-nos com nl^uns
recursos para defendcrmos os pontos que forem
atacados iiqui ou all. Ora bem se ve a falla
de communicacao que existe entre nos ne-
cessario termos forcas dispostas em dilTorontos
pontos do imperio para evitar maioros calami-
dades.
Eu produzircis este exemplo ; como have-
mos de defender as nossas fronteiras do Rio
Grande d Sul ? Diz o nobre senador : nao
temos naco poderosa que nos possa inquietar
de modo que nos forco a tomar modidas taes
quaes parecem desejar os que sustenlam a opi-
niao contraria.-Mas eu perguntoseosestadosvi-
sinhosnonospodemmuitoinquietar. Oslngle-
zesteem-secomedidoalgum tanto a respeito dos
Estados-Unidos, ehoje os Estados Unidosjsao
respeitados pela Ing.; mas osvisinhosque maisos
temincommodado sao os barbaros dequeelles
tem sempre combado. Estamos as mesmas
circumstancias com os estados visinhos prin-
cipalmente o do Uruguay. Eu Sr. Presi-
dente nao sou d'aquelles que desejam que ja-
mis se incorpore ao imperio do Brasil essa pro-
vincia que foi separada d'elle em 1828 ; mas
um estado que esta constantemente ameacando
a tranquillidado do paiz : e a razao clara :
um estado muito pequeo nao se pode orga-
nisar ; as revoltas sao frequentes ha-de in-
commodar sempre os seus visinhos ; por conse-
guinte ha-de incommodar o imperio do Bra-
sil se nos nao decretarmos medidas apropia-
das para o conter em seus limites. Ora essas
grandes e immensas fronteiras do Rio Grande ,
quasi todas desertas vejamos se possivel de-
fendol-as sem ter consideraveis forras n'aqucl-
la parte do imperio. Sao necessarias fortifica-
ees ; sao necessarias tropas em nao pequeo
numero para evitar os males das invasoes de
nossos inimigos. Sea provincia do Rio Gran-
de fosse povoada como qualquer d'esses estados
da Europa, 6 evidente que este perigo nao exis-
tia : o exercito guardava a proporcao que na
Europa guarda com sua populacao; e que exer-
cito nao seria ? Sem duvida consideravel pois
seria proporcional ao numero dos habitantes ;
mas essa provincia 6 despovoada e nos temos
de cumprir com o dever que cumpririamos se
ella tivesse numerosa populaco. Portanto ,
bem se ve que nao podemos guardar a mesma
proporcao que a Europa guarda do exercito pa-
ra a populaco.
Mas ha um argumento que se tem produzido,
e que me parece que na discussao presente nao
pode fazer alterar as convieces ; porque nao
sabemos a quanto monta a populacao do impe-
rio ; nao temos dados estatisticos para calcular-
mos o numero de seus habitantes. Por conse-
guinte a este respeito cada um pode formar o
seu juizo segundo os dados que tem. O que
me parece muito conveniente averiguar se as
forras que se pedem sao necessarias para as cir-
cumstancias extraordinarias em que nos vemos.
Eu nao sei se em outra occasio disse que nos
achavamos em estado de guerra ; qiz sem du-
vida exprimir ou designar as circumstarveias ex-
traordinarias do paiz e perguntava eu se os
clculos de comparacao dos exercitos da Europa
e do Brasil com a respectiva populacao eram
feitos com attencao s circumstancias ordinarias
ou extraordinarias. Parece me que um paiz
que se acha em circumstancias extraordinarias,
que vameacada a sua existencia, empregara
as forcas que pode para vencer essas circums-
tancias extraordinarias at chegar ao ponto
de armar toda a nacao como o nobre senador
acabou de dizer que fez a Franca no tempo da
convencao. O exercito em taes circumstan-
cias nao pode ser comparado com e de outros
paizes; seria necessario averiguar primeiro se
as circumstancias extraordinarias do Brasil sao
iguaes aquellas em que se tem visto ou I ras na-
ces da Europa e entao comparar essa forca ;
e anda assim cumpriria averiguar as faltas que
temos de meios de communicacao de estra-
das &c.
Disse o nobre senadorque a Franca,quando
chamou toda a sua povoacao as armas tinha
dedelender a existencia nacional.Eu pecoao
nobre senador que me permita declarar que eu
vejo ameacada a existencia do Brasil as diver-
sas revoltas que tem havido e que anda nao
tem sido vencidas.
Por ventura nos campos do Rio Grande do
nao se trata de umi pequea rovolta do urna
sed cao; a quostio quasi? ventila se deve exis-
tir a nacao brasileira? Ea re*oiu;ao d'esta
questo hoje m.iis clara depo's que^e sabe quo
ateos robelle^ tem tratado con o governo visi-
nho e que pir consegu^nte n io quorcm mais
pertencer a uniao brasileira. Se elles tivessom
intenco de ser Brasileiros se nao tivesse n
renunciado a honra de pertencer nacao brasi-
leira nao toriam elles abitado a graca extra-
ordinaria que se Mies fez em 18-0 ? aceitara
elles a amnisiia ? Nao ; escarnecerlo d'ella.
Oque pretndemelas pois? ser Brasileiros? !
Devo ainda urna vez declarar ao senado que ,
quando trato do defender objectos que me nao
tocam pesssoalmente e em que se p6de con-
siderar interessado o governo nao sou o echo
do governo nao estou incumbido nem mes-
mo rogado fui por uenhum de seus membros,
de defender estas ou aquellas proposicoes ; nao
faco mais do que desempenhar como entendo,
o dever de senador. Esta explicacao eu a
julgo necessaria ; porque tendo tocado em
diversos pontos quo podom ser mal interpreta-
dos como por exemplo que os rebeldes do
Rio Grande do Sul tem tratado com o estado vi-
sinho, nao desejo que se entenda que ouvi par-
ticularidades do governo a este respeito ; ou
que n este caso exprimo as ideas, o sentimento
do governo.
O nobre senador disse que o governo tinha
conseguido abafar com poucas forcas, e sem
tantos despendios, todas as revoltas do Brasil
at 1837, e que mesmo a revolta do Rio Gran-
de reviveu em principio de 37. Eu nao me re-
cordode toda a historia da revolta do Rio Gran-
de do Sul ; mas, segundo a lembranca que
conservo de alguns factos, n3o estao elesem
harmona com a assercao do nobre senador. O
nobre senador dizquo em principios do 37,
reviveu a revolta queja tinha sido abafada.
Ora, a repblica dePiratinim foi proclamada
a 9 ou a 11 de novembro de 183G ; nlo te-
nho a acta da proclamaco d'essa repblica es-
ta acta ha de existir na secretaria de estado ;
mas tenho lembranca de ter visto urna carta de
corso passada pelo governo de Piratinim em
que declarava que aquella repblica tinha sido
proclamada a 11 de novembro de 1836. Mas
supponhamosque licou livre de rebeldes arma-
dos toda a provincia do Rio Grande do Sul.
Este facto serve-me para provar a necessidade
de conservarmosconsideravel forca no Rio Gran-
de porque todos esses rebeldes que so Ib-erad o
grande rev/, do Fanfaretiraram-se da provin-
cia por urn lado e entraram depois por outro,
logo que se oflereceu occasio e ento conso-
guirao o que se sabe.
Mas disse o nobre sonador que essa mesma
revolta do Rio Grande nao estava em 1837 as
circumstancias em que hoje se acha; na5de-
clarou se estas circumstancias eram entao mais
favoraveis do que hoje sao para a integridade do
imperio. ...
O Sr. P. Souza : Eram mais favoraveis
em 36.
O Sr. Vasconcellos : Eram mais favora-
veis em 37 a integridade do imperio. E' o que
me parece que nao exacto....
O Sr. P. Souza : Considere o nobre se-
nador o estado geral do paiz e os seus recur-
sos ciilao intactos, e hoje quasi exhaustos.
OSr. Vasconcellos: Eu me refiro ao es-
tado da guerra ; o governo nao oceupava senao
tres pontos d'aquella provincia; Porto Alegre ,
Rio Grande eS. Jos do Norte. Todos estes
pontos estavam estreitameute sitiados, de
maneira que os vveres custavam muito e-
Sul nao se jogam as inslituiees do Brasil ? se
se separar a provincia do Rio Grande do Sul ,
nio se separo outras ? nao ser a separacao to
Rio Grande um exemplo que outras provincias
imitaro? nao seenfraquecer o imperio, e
ram ranssimos, e nao se conseguiam senao
por um preco excessivo. Nao poda sabir urna
forca fra das trincheiras que nao fosse batida ;
ainda poucos dias antes de ser augmentada ti-
nham sahido 2,000 homens, e forao o seu
chefe e urna boa parto d elles passados espada.
A nossa (orea contando todas as pracas das
guarnicocs, pens que nao montava a mais de
2,000 ou 2500 homens e quasi toda esta for-
ca era da G. N. ; hoje parece que sobe a 11 ou
12,000 homens pelo menos a 11,000. As
circumstancias pois parece serem hoje muito
mais favoraveis integridade do imperio do quo
erao enta5.
Se fossemos a considerar o todo do paiz en-
tao outro seria o nosso juizo; eu o considero s
pelo lado da guerra....
O Sr P. Souza: Nao o deve s considerar
por este lado.
OSr. Vasconcellos: Reconheco que as
nossas cousas nao tem marchado bem ao me-
nos como era do esperar ; mas nao attribuo
todas as nossas calamidades s ao systema gover-
nativo isto ao poder executivo....
O Sr. P. Souza : S a elle nao.
O Sr. Vasconcellos: Entendo que os nos-
nao serao arruinadas as nossas mst.tu.ces? po- sos erros tem sido gravsimos e que nos te-
deremos dizer:existe nacao brasileiradepois
que se tiver assim dissolvido o imperio ? Pa-
rece que nao. Por tanto as nossas circums-
tancias sao muito criticas, sao mu arriscadas
mos descuidado das cousas mais importan-
tes....
O Sr. P. Souza : Apoiado.
O Sr. Vasconcellos : os passamos de um
governo colonial absoluto e portuguez.....
quando se falla em governo absoluto, dovele
accrescentarcolonial e p >rtuguez....
OsSr*. P. S>>iii e \lons Qrtiico: Vpoiado.
O sr. Vasconcellos Q ni dovia ser o nosso
prni3iro cuilaJo? Era hir.n >nsar a nossa ins-
truccao com as instituic. queacabavamjs de
adoptar ; porque, se os governos absolutos com
razo se receio das lues do pjvo os governos
livres com rao devem recear-se da ignorancia
do mesmo povo. Os governos livres crio mui-
tas necessi lales, que s p > lem ser satisfoitas
quando a massa da nacao 6 esclarociJa ; esta-
belecem militas faculdades, muitos direitos que,
o5o se sabendo exercer, tornao-se lagellos dos
povos. O que flzemos nos ? temos trabalhado
como cumpria para que nossas insttuic5es fa-
cao todo o bem, em esclarecer a massa do paiz ?
As discusses da tribuna nao podem muitas ve-
zes ser um perigo as circunstancias em que nos
achamos ?
Eu folgo de ver a liberdade com que cada re-
presentante da nacao emitte na Europa a sua o-
piniao ; nenhuma consideraco o contm, elle
abre o seu coracao sem nenhum escrpulo ; mas
quando a massa da nac3o n3o est suflciente-
mente esclarecida a tribuna nao pode muitas
vezes comprometter o seu socego a sua felici-
dade ? por ventura a tribuna espera escrupulosa
pela occasio propria para revelar direitos ? ser
por ventura urna obrigacao, que possa ser bem
desempenhada pelos representantes da nacSo es-
preitaras opportunidades de revelar este ou a-
quolle direito?!. ...
Como eu via que marchavamos sempre no
systema de desenvolver os direitos politicos, es-
quecendo-nos do auxiliar indispensavel, para
que elles pudessem fazer a elicidade publica ,
encostei-me ao que entao se chamou regresso.
Pareceu-me conveniente quedeixassemosde nos
oceupar exclusivamente da politica; julguei quo
era tempo de nos oceuparmos da outra parte es-
sencialissima do systema constitucionalo der-
rmamelo das luzes. N3o se tem dado, po-
rm providencia alguma a tal respeito, e con-
tinua-se com o mesmo systema !
Diz-se: faca-se a lei das eleices para evi-
tar os males que o paiz est soflrendo. Mas a
lei das eleices remediar algum dos males que
o paiz sofre? Sem que a massa da nacao aprecie
estes direitos sem que bem os conheca para os
poder apreciar, esperamos que a lei das eleices
evite os mules! O que temos presenciado at o
presente n'esse ramo do governo ? NSo sejo
mais habis para deputados os presidentes das
provincias. Cessar por ventura o suborno?
n3o continuar o mesmo estado de cousas ? Eis
a razo porque eu quando ouco attribuir os nos-
sos males ao que d'elles me n3o parece a causa,
entendo quedevoenunciar a minha opiniao con-
traria seja ou nao favoravel ao governo. Eu
estou convencido de que outra causa se deve
imputar esse mal, que todos reconhecem.
Quando se diz: reforme-so a constituic3o do
estado para cessar o mal, eu, que nao con-
sidero que a liberdade que a constituidlo do es-
tado deixou aos eleitores, seja a causa do mal,
devo oppr-me a esta proposic3o alm de ou-
tras razes, porque estou convencido de quo nao
convem tocar na constituicao a cada passo de
que nao convem promover ainda mais a insta-
bilidade das nossas cousas.
Quando eu em outra sessao, disse que con-
vinha recrutar mais as provincias queacabavo
de sofTrer rebellies e sedices n3o quera que
fossem recrutaveis todos os habitantes d'essas
provincias : a minha opiniao era que fossem re-
crutados s os que er3o recruveis. Mas o
nobre senador contrariando esta opini3o ,
suppoz, que n'essas provincias nao havia
recrutaveis sen3o um numero igual de rc-
crutas ao que acabou ossa provincia de dar para
o exercito, quando eu estou convencido deque,
em algumas provincias, alm do numero mar-
cado sobrao muitas pessoas recrutaveis; por
tanto, a opiniao do nobre senador nao condem-
na a minha opini5o seno porque as nossas pro-
posicoes sao diversas. Eu supponho que urna
provincia pode dar para o exercito nao s o
numero de recrutas que realmente se deve exi-
gir, mas muito maior....
O Sr. C. Ferreira : Verbi gratia, o Mara-
nhao 1213.
OSr. Vasconcellos : Se esses 1213 erao re-
crutaveis e tinhao tomado parte na revolta ,
fez-se um servico ao Maranhao em recruta-Ios.
A minha opini3o pois exclue o homcm de
50 annos e o proprietario que se diz tercm sido
recrutados....
OSr. Clemente Per eir: inexacto.
Alguns Senhores: verdade, pode-se pro-
var.
O Sr. Paula Souza: Eu afflrmo que ex-
acto.
O sr. Vasconcellos: Eu nao posso emittir a
minha opiniao sobre o facto; mas quanto ao di-
reito parece-me que o governo o n3o oflendeu
quando fez recrutamento n'essas provincias.
Eu disse que nos tinhamos sempre vivido com
dficit. Nasceu o imperio do Brasil sobre u peso
de um dficit; em 1824 era elle de 3,600 con-
tos ; em 1825 era de 4,000....
OSr. P. Souza:N'esse tempo era de mais.
OSr. Vasconcellos : Eu estou nprsiiadidn
que, se nos nao tivessemos contrahido o empres-
liun de Londre-- de 182-, as nossas circu istan-
cias nao serio boje taes quaes sao {anoiados.)
Esse emprestimo foi a maior calainidade quj po-
da calur sobre a nacao [apoiados). esde entaj
devia reuunciar-so s esperaneas de com as ren-
das do imperio fazer face sua .e.-peza a nao
li.iver urna marcha rap da para a prosperidde a
a quo o Brasil pode atting r.
Alm de contra&irtnos sem necessidade esse
emprestimo, foi grando parte d*elle esbanjado !
(apoiudos). Contrahiu-se o emprestimo, reco-
Ihero-se Os fundos a urna caixa ; com esses fun-
dos forlo-se pagando os juros e amortisaeao do
emprestimo, e em quanto houve dinheiro n'essa
caixa, amortisava-se a nossa divida. Mas, logo
que essa desordem ou revolta de Portugal em
1828, fez applicar para as despezas portuguezas
os nossos fundos na praca de Londres, cessou a
amortisaeao da divida! Eu nao entendo bem
estes o remenlos ; mas, como o nobre senador
pareceu contrariar o que eu tinha dito em outra
occasio vou combinar a tabella da divida ex-
terna, apresentada em 1831, quando cessou a
amortisaeao com a tabella da divida externa
que foi apresentada no orcamento deste anno..
O Sr. P. Souza : Nao sei a que vem isto.
OSr. Vasconcellos1: Vem para mostrar que
havia dficit n'esse tempo em que o nobre sena-
dor disse que se ia vi vendo com as rendas or-
dinarias.
O Sr. P. Souza : Entao n3o se pagava a
amortisaeao ; mas tamhem hoje nao se paga ;
e por isso nao entrou nos meus clculos.
O Sr. Vasconcellos: Bem : se durante o
ministerio doSr. Manoel do Nascimento elle nao
tivesse tido a recita extraordinaria e muito ex-
traordinaria de....
OSr. Castro e Silva : De 1,400 contos.
O Sr. Vasconcellos: ... de 1,400 contos,
nos teriamos de corto um grande dficit.
Senhores, quando em 1834 se distribuio a
renda em geral e provincial, ficou o governo ge-
ral com um dficit de 1,600 a 2,000 contos. Eu
dizia quo era necessario attender ao governoge-
ral ; mas o nobre ministro da fazenda eo.T,
inspector geral de entao dtziao : .Nao, nSo,
cao necessario attender ao governo geral igua-
lando a receita com a despeza ; este dficit de
2,000 contos ha de ser supprido pel augmento
de renda. E, perguntava eu: so o governo
geral ha de ter augmento de renda nao o bao
de ter tambem as provincias ? Mas a minha opi-
niao nao prevaleceu ; dislrtbuirao-se as rendas
pelas provincias (cando algumas com sobras
consideraveis outras com rendas iguaes des-
peza, e outras com as rendas muito inferiores
sua despeza. Lembro-me que, por exemplo o
Rio de Janeiro tinha do despeza 100 a 160 con-
tos de res, e a sua renda tem montado a oito-
centos contos de reis e mais, de maneira que eu
jaumaveztive a indiscricao de dizer quo um
dos grandes trabalhos quo pesavo sobre a as-
sembla provincial era descobrir meios de gastar
o seu dinheiro 1....
Existia pois um dficit desde 1823 e este de-
via necessariamente augmentar. Em 1834 era
elle na rjnda geral, de 2,000 e tantos contos
pelo menos. Ora apresentou-se logo a necessi-
dade do combater diversas rebellies.Houve a
rebelliao do Para...disse o nobre senador:Ver-
dade quo nao houve forca que se mandasse pa-
ra o Para mas o Para tranquilisou-se !Sim,
Iranquilisou-se; mas quantas lagrimas quan-
to sangue qantos incendios quantos atten-
tados se nao teriao poupado se se tivesse logo
mandado a forca necessaria para tranquilisar a
provincia? I...
O Sr. C. Ferreira:dh um aparte que nao ou-
vimos.
O Sr. Vasconcellos:O que eu sei que as
forcas forao batidas um general muito hbil
nao pode nem ao menos conservar a capital da
provincia Os crimes, os attentados de que foi
victima o Para s5o immensos. Nao digo que por
ir a forca nao os tivesse havido ; mas esses cri-
mes e esses atteotados seria em muito menor
numero.
Seguio-se a revolta de Matto Grosso (ou tinha
precedido aquella ), que tambem exigi despe-
sas extraordinarias. Nessa occasia foi necessa-
rio recorrer-se emisso do papel, ou por do
novo na circulacao o que se tinha inutilisado.
Seguio-se a revolta do Rio Grande, com que
hoje luamos e depois veio a da Bahia. O no-
ble senador disse que at 1835 houve muitas al-
teraces da tranquilidade publica no Brasil, e
que todas acabarao com facilidade porque a
nacao acompanhava o governo....
OSr. P. Sousa:Com enthusiasmol
O Sr. Vasconcellos:Mas essas revoltas n3o
tinhao um fim poltico, nao tinhaoo fim de se-
parar as provincias; todos queria aunia.
Seguio-se depois a rebelliao do Rio Grande
do Sul. Recorreu-su a todos os expedientes pa-
ra tranquilisar essa provincia, e nao se tranqui-
lisou. Eu ja disse que em novembro de 1836 foi
proclamada a repblica de Piratinim e a re-
volta da Bahia estava pieparada muito tempo
antes que o poder passasse smaos de diverso
paitido....Ahi existem na secretaria da justica
|iiini.ij

egundo melembro, do da comarca da Cacho-
cha ao digno presidente da Bahia que cnto
rao nosso col lena o Sr. Paraso, informando-
oqueestava para romper uma eevolta expon-
do inuito circumstanc:adamente todos os dados
que tinha pira re eial-a. Portanto nao queha-
mos attribuir s a uns as desgeacas que o Bra-
sil tem solTeid >. Se ossas destacas teem vindo
por culpa dos homens nenhum partido se po-
le jul^.ir innocente.
Senhoees, tem havido desoedons sob todos os
govienosdo Brasil. Tem-so ensalada de mudar
de maecha a poltica: em 18V0estavo os rebel-
des nos ultimo ; apuros, e entonJou-se quo, ten-
do-se proclamado a maioiidade do Impoeadoe ,
naeonvinha peesegui-los pela forca; offereceu-
sc-lhe uma amnistya. F )i necessara a suspen-
do de armas e os rebeldes aproveitaeo essas
disposicoes favoeaveis para continuarem assuas
hostilidades, o evitarem os peeigos que ento
os ameacavao. Eu nao sei, portanto como se
possa dlser : saos homens do 1837 s
no seu systema que sedevem estes males.Eu
nao sei em que o systema de 1837 difforiu do
systema anterior.....
OSr. P. Soma:As differencas sao mui sa-
lientes : os resultados o provao.
O Sr. Vasconcellos:Nao pode instituir uma
discussao com triumplio. A pesar deque contie-
no a superioiidadede suas luses todava de-
claeo-lhe que, nesta parte, o nobee senador
nSo pode triumphar. O partido de 1837 que al-
teracoes fez ? Conservou todos os empregados
pblicos com excepeo de quateo ou cinco O
que mandou para o R. 6. do S.? Amnista e tor-
ca. Que despesas fez ? Diz-se que fez despesas
extraordinarias. Pois bem examinem-se os ba-
tneos e vejadse, poe exemplo o ministro do
imperio e da justica despendeu quanto Ihe foi
dado pela lu do orcamento ; vejao se nao des-
pendeu muito menosNao havia dficit ? En-
tao ja o ministro da fasenda do governo que
cessou em 1837 pedia s para as despesas de
sua repartica 2,400 contos ; os ministros da
guerra e da marinha todos elles tinhao de ir
apeesentae-se s cmaras a pedie um crdito
aupplementae, igual pelo menos ao qro pediu
o governo de 1837, de 4,500 contos ; poequan-
to o crdito apresentado em 1837 ( eu o repito ,
porque conveniente flxarem-se b9in estas ide-
as ), que foi s do ministerio da fasenda era
de 2,400 contos. O ministerio da guerra tinha
um dficit consideravol ; lembro-me de ter lido
um ofllciodo presidente do Rio Grande Feli-
ciano Nunes Pires, que disia ao ministro da
guerra :V Ex. consignou para as desposas
da guerra nesla provincia 60 contos mensres, e
eu actualmonte estou despendendo 160 contos ,
e nao posso faser economa alguma !O mesmo
aconteceu na marinha. Corno, pois, se pode di-
ser que essa administraca augmentou as des-
pesas publicas ? quaes tora as despesas exor-
bitantes que fez essa administraca ? ..Senho-
res, quando tratamos da salvaca do paiz, me-
ihor lora que nos csqucccssemos do passado.
O Sr. P. Sousa:O passado nos de ve servir
para acertar no futuro.
O Sr. Vasconcellos:Senhores os partidos
polticos, ou aexaltacSo delles, tem-nos.frito
muito mal (apoiados). Torna-nos irreconcilia-
veis, leva-nos a ponto que, ouvindo a verdade,
duvidamosdella (apoiados). Eu deejava mili-
to nao que cessassem os partidos, porque sao
necessarios; nao que cessasseaopposico, mas
que liouvesse em todas mais comedimento. As-
sim os homens r8o collocar-se no lugar emque
desejaS estar e nao se viria, por irntaco ou
por caprichos, postos em situaces Toreadas
(apoiados). Seoanno passado por exemplo ,
quando se examinava as cousas publicas, pai-
xcs fortes nao arredassem muitos individuos
poder-se-hia talvez ter seguido um caminho mais
rasoavel....
OSr. C. Ferreira:J vaicahindona rasa.
O Sr. Vasconcellos:O nobre senador que
nao querouvia rasad nao faz mais que pro-
por questes irritantes fados que fasem exal-
tar as paixdes.
( O nobre senador accrescenta em voz baixa
algumas outras palavras que nao percebemos.)
Sr. Presidente nos temos um dficit consi-
deravol as nossas cousas csto mal, e me pa-
rece que sem uma eesoluca muito lorie mui-
to enrgica o paiz nao se pode salvar (apoia~
dos). Temos um dficit considera vel, o qual vai
cada vez augmentando mais. Emitte-se papel
nioeda empobrece-sc o grande numero de ca-
pitalistas (disem algunsqueisto um beneficio,
porque os devedores teem menos a pagar ) e
nao se institue umexame sobre as nossas cou-
sas. Ha de me perdoar o nobre senador por S.
Paulo ; mas segundo a sua opinio, fcil
remidiarem-se estes males....
O Sr. P. Sousa:Nao disso que fosse fcil o
remedio.
O Sr. Vasconcellos:Eu, pelo que tenho ou-
vido de suas diversas peoposices concluo is-
to. Mas eu tenho perdido as esperanzas de um
mclhor futuro sem que o poder legislativo fe-
che os olhos a milhares de consideeaces e
trate de salvar o paiz....
OSr. P. Sousa:O poder executivo.
OSr. Vasconcellos:Eu digo poder legislati-
vo, porque no poder legislativo est o executi-
vo. Quando fallo em um considero-o traba-
Ihando de acord com o outro ; mas em quanto
pequeas consideraces nos governarem nao
teremos remedio....
OSr. II. Caoalcanti: verdade.
O Sr. Vasconcellos:Eu desdara que me dis-
sessem que remedio temos nos. X^devemos
tantis milhos ao estrameieo estamos ampo-
brocendo a naca; ual ser o noss > futuro ?
OS direitosdo im.wtaea, disjm aku t!.. O
dreitos de imp irtaca? ) que p > lerao* elles pro-
duzirdepoisrio t.;emos empobrecido o paiz?!....
OSr. H.Caoalcanti:r) paiz nao est ta
pobre a m >ral quo nao boa.
O Sr. Vasconcellos:Essas pr iposcs, ha
domep3rdoir, q'iems team a p pro limado ao
abysm ; contando con a riqua>a do paiz te-
mos tiJo muita (Ticili 11 le en dar....
OSr. H. Caoalmati: R tainbjtn te nos ti-
do facilidadeem desmoralizar.
OSr. Vasconcellos:Tudoisto generalida-
da e com ella nao Tasemos nada ; tratemos do
positivo; tratemos de salvar o paiz; eeu nao vejo
que se trate nem de urna nem de outra cousa :
vejo tratar-se s de aecusar este ou aquello par-
tido esta ou aquella idea ; mas nao assim
que nos podemos salvar....
O Sr. II. Caoalcanti:Sem que haja mora-
lidade no paiz nao nos havemos de salvar.
OSr. Vasconcellos:Eu nao duvido que a
moralidade soja indispensavel; um elemento
de toda a ordem social; mas oque dosejo 6 que
se prove que so tem tratado do dosmo. alisar a
nacaS....
O Sr H. Cavalcanli:Tom.
OSr. Vasconcellos:Nao sei como isso so
possa demonstrar.
Sr. presidento pelo que tenho dito, parece-
meque posso concluir que a forca do nosso ex-
orcito as actuaos circumstancias devo ser
tal que possa vencer a eebellio que possa de-
fondor a nossa fronteira, principalmente nosul;
porque at j se disse nesta casa que esteangoi-
ros tinhao invadido parte da provincia do Rio
Grande do Sul. Ru nao sei o lugar em que elles
soachn ; porque, pela desordem que tem ha-
vido em todas as nossas cousas nao sabemos
ainda hoje qual a divisa da provincia do Rio
Grande do Sul com a repblica do Uruguay; nao
sabemos qual essa divisa ouna estamos de
posse de todo o terreno que nos competo pela
convencao de 1819. Parece que houve om cor-
to tompo ali uns arranjos com o general da re-
publica do Urugy pelos quaes se considerou
pertencer ao Uruguay todo o territorio que fica
entie o Quarahim e o Arapchy. Nao sei so esses
emigrados le Corrientes esto no termo de Al-
grete que flea entre estes dous rios ; mas
corto que se diz que ha ali uns 1,500 homens, e
que se suspeita que so reunira aos rebeldes.
Portanto deve ter o governo todos os moios
necessarios para defondor aquella fronteira.
Parece-me em segundo lugar ter defendido a
administraca a que pertenci da imputaca de
ter augmentado consideravelmente a despesa
publica. Pedimos crditos verdade ; mas a
administraca a quesuccodemos j os principia-
va a pedir, e nSo serio inferiores aos quo se
pedirao.
Tenho explicado as outras opinies que emit-
ti na sesso passada ; restj-me s diser duas
palavras sobre as commisses militares.
Eu Sr. presidente, nao me lembro dos mo-
tivos pelos quaes o Sr. Caeneieo do Campos pro-
poz nesta casa que os crimes de robellio e se-
dicca commetlidos por militares devio ser
nlgados no juizo militar ; mas do que me lem-
bro o quo tenho em vista a letra da le : a
lei manda julgaros militares, por esses crimes
no juiso militar ; e as leis criminaes devem ser
entendidas litteralmente. Os milicianos sao con-
siderados militares, mesmo ainda depois da lei
da G. N., de maneira que at sao chamados pa-
ra vogaes dos conselhos de guerra e nao po-
dem ser obrigados a servir na guarda nacional
senao em servico, que nao seja, pelo menos pro-
prio de suas patentes. Conservaro-se-lhos to-
das as honrase privilegios de suas patentes....
O sr. P. Sousa: Os privilegios nao se-
nhor.
Osr. C. Pereira:Sim, senhor, teem go-
sado do privilegio do foro constantemente.
Osr. P. Sousa:Eu fallo vista da lei.
O sr. C. Pereira:A. lei tem sido entendida
assim pela pratica.
Osr. P. Sousa:Mas nao isto o que sede-
prehende della.
O sr. C. Pereira:Esta a intelligencia que
se d lei.
Osr. P. Sousa:A intelligencia que seda a
lei nao he lei.
O sr. Presidente:Attencao I
Osr. Vasconcellos:Em naestava preparado
para esta discussao; emitto a minha opinio pe-
las ideas que tenho do muito tempo sobre este
objecto ; mas o nobro ex-ministro da guerra a-
caba de asseverar que a minha opinio confor-
mo intelligencia que sempre se deu a essa lei;
portanto nao intento justilicar-me mais a tal
respeito.
Eu quisera que o Sr. ministro da guerra ti-
vesse toda a forca necessaeia para salvar as ins-
tituicesdo paiz, queseacha ameacadas; mas
entenda que 20,000 pracas de primeira linha
dispensano aG. N. do servico extraordinario
em que seachaempregada. Maso nobro minis-
tro da guerra em outra occasiao disse que
nao era possivcl dispensar-se a G. N. na pro-
vincia do Rio Grande do Sul, porque nos falta-
ra cavallaria, arma a mais necessaria naquella
guerra. Nosse caso eu entenda que se devia
diminuir na forca de primeira linha tantas pra-
cas, quantas da G. N. fossem empeegadas na peo-
vincia do R. G. do Sul. Assim paeecia-me conci-
liar as duas opinies; dava-se ao goveeno as
20.000 pracas. Elle precisa do cayaUarin nru-
prla para combater no Rio Grande do Sul nao
a;ha osta cavallaeia sinio na ti. N.; poetanto
'ions'jeva essi avallarla a;um nt i-a m Mino ,
se for neoMMri* o re le na forca >1j lin'ia um
iriuro do praijm igual *>de guelas naci-
me*. Djsle in > I > uU > |ue (loara o govern>
habilita lo para leso npsnhar a alta misso do
\ jo est incumbido.
Tambora nao ei o que quer diso/ forca fra do
linha, ouaeasopirji >o ,'ovetn mi queecon-
s ievar as Torcas f ira la linlia. V i amen lo con >
ello peetande onpeegar um coep>de linha no
s.jevico quo at ao presente lasia os po losteos,
ou diviso, ou coepos fea da linha. Paeoce-mj
que a organisacade taos corpus devo soe muito
diversa que taos homens nao podom ostarsub-
joitos mobilidadoydo exeecito, quedevom es-
tar collocados nos logares onde teem um servi-
co permanente poique tora muito que faser.
Na provincia de Minas Geraes por exemplo ,
esses corpos fea da linha que em outeo tem-
po tinhao o nomo do divises, oceupavao-se em
abeir estradas para os pontos mais importantes,
em faser rocas para sustentar os Indios e em
defenderos cultivadores contra as aggresses dos
mesmos Indios. Bem se v que um corpo do li-
nha nao pode desempenhar estas funeces; alem
de que estes coepos sao divididos em mui pe-
queos destacamentos commandados poesae-
gentosou cabos deesquadea. Eis como so em-
peegao estes coepos; mas tem-se entendido o
conteaeio; baptisaeao-os em coepos do exercito
fra da linha e agora j nem isto se quer ; e
talvez assim se comprometa muito a tranquili-
dade das provincias em que ha Indios offensi-
vos.Voto pelo artigo.
qulpigem 12, carga lastro; ajames Cra
bteeo & C /
,Vv>o sakid no da 17.
Rio do laneieo ; patacho beaciloieo Felicidade,
capilo Jos Gulaeto caea diversos ge-
no eos.
I'dilal.
Jac-tmiGirardt Vfiria Lunichi di V/e//o,-
crii-m d'ulfiiletjH ser cinto de inspector
di nwmi ,fc.
Faz saber, quo no dia 18 do correnteao.
meloda na porta d'alfandega se hoarrematar
em hasta publica uma caixa com 12 ditas do
perfumara no valor do 508 rs. impugnada
pelo guarda Giminiano de Azevedo no dispa-
cho por lactura de Lenoir Puget & C. sob n.
4339 sendo o arrematante sujeito ao paga-
mento de direitos e expediente. Alandega 17
demaio de 18i3.
Jacome Gerardo Marta Lumachi de Mello,
DIARIO DE PEKNAMBUCO.
O vapor S. Salvador chegou hoje (17) dos
portos do Norte e deixou as provincias, om que
tocou om tranquillidado. Esta baeca tendo
solleido algum dosarranjo em suas maquinas
traz uma viagem muito longa : na sua ida para
o Norwdemorou-se 3 dias no Cear e 5 no
Maranhao donde sahio para o Para a 14 d"a-
bril, e onde ontrou do volta no dia 24 : d'ahi
sahio para o Sul a 26 mas arribando aquello
mesmo no dia 29seguio de novo para o Cear
no dia 4 do maio. A pezar da deterioragao do
suasimaquinas depois de alguns reparos, achar-
se-h em estado de seguir para os portos do Sul.
COMMERCIO.
Alandega.
Rendimento do dia 17.......... 8:319#223
DescarregSo hoje 18.
Brigue Jozephina o resto.
Barca Felice carv5o.
Barca Venezia farinha, azeite sabSo, e
feijo.
Baeca Prescilla (azendas.
Beigue Thomaz Rathersey maqumismo ,
e taxas de feero.
Brigue Sophia carvo de pedra.
Aloviiiienlo do Porto.
Navios entrados no dia 16.
Cutinguiba; 5 dias, patacho norueguense Argo,
de 13S toneladas, capitao Frederick Holst ,
equipagem 7 carga assucar; a Le Bretn
Schramm & C
Mar Pacifico, tendo sabido de S. Joao 40 me-
zes ; galera inglc/a Java, de 419 toneladas ,
capitao Grifls Lae equipagem 29, carga
azeite do pcixe ; ao capilao.
Rio de Janeiro ; 20 dias, patacho brazileiro
Aurora Feliz do 140 toneladas capitao
Manoel Balbino de Fre tas, equipagem 12 ,
carga carne secca ; a Manoel Joaquim Pe-
deo da Costa.
Sahido no dia 16.
Falmouth ; beigue inglez Francklim capitao
J. Cumming caega assucar.
Navios entrados no dia 17.
Para, Maeanhao, cCeae ; 20 dias sendo do
segundo porto 10, e do ultimo 5, vapor bra-
zileiro 5. Salvador, commandante Job II.
Otton equipagem 28 ;. a Joaquim Baptista
Moreira. Passageiros capitao tenente R.
Jos Ferreira, Jos Rodrigues Parriao, Anto-
nio de Moura Rolim, Elias Ferreira Gomes,
Jos Coreeia dos Santos, Antonio Heemeni-
gildo de Menezes Alhnqueeque Francisco
Severiano de MoraesCarneiro,e Paulo Fran-
cisco Brazileiros. Hcnrique Cals, e Ma-
dame Lebertom Francezes.
Bahia; 4dias, brigue inglez Vesla de 192
toneladas capitao George Sheerw equi-
pagem 10 carga lastro ; a Me. Calmont &
ompanhia.
Bahia ; 3 (Ijas, galera austraca Fideli, de 298
toneladas capitao Bartholomeu Gavaqui,
equipagem 11 carga lastro ; Ordem.
Dita ; 3 dias brigue inglez Terpsichore de
1QK tnnpladaa ranitfin Potarle Colleton. e-
-- i ,
Dcclaraco.
O arsenal de guerra compra porco de ca-
adas de azeite de caeeapato, dito de coco, es-
permacete om vellas e vassouras de timb ; &
quem convier compareca na sala da directora
com as competentes amostras no dia 18 do cor-
ren te as 11 horas da manha.
Avisos martimos.
= Para o Rio de Janeiro o brigue brazileiro
S. JoSo Baptista para passageiros e escra-
vos ; trata-so na ra da Cadeia do Recife n.
40 ou com o capitao Joao Goncalves Rocha.
Para Macei segu viagem uestes diaa
por ter parte da carga prompta o hiale S. Jos
Ribamar quem no mesmo quizee carregar, ou
i de pa-sageui dirijaso a bordodomesmo fun-
diaddefrontc do trapiche do Algodao, ou no
hoco da Lingoeta venda du Joaquim Jos Re-
bello.
Para a Bahia, o famozo biate Ligeiro ,
forrado e en a\ Ih do de cobre edepiimeira
marcha,sahii atsabado20 o crrenlo; quera
no mosmo quizer caeregar dirija-so a Duarte V.
Mada:l, ou rua do Irapixe n. 32, piimeiro
andar.
Para Lisboa o Itrigue portuguer 5. Do-
mingos, segu impreterive mente no da 25 do
correi.te ; ainda recebe alguma carga, e passa-
geiros; trata-fe c mi o seu consignatario Iho
maz d'Aquino Fonceca na ra Nova n. 41 ,
ou (om o capilo Manoel Goncalves Vianna na
prava do Commtrcio.
Leilo.
A beneficio de uma orfa menor.
= O corrector Oliveira continuar Quinta-
fera 18 do corrente na ra Nova loj'a do relo-
joeiro Fatton.o leilo do espolio do finado Per-
ret, consistindo em diversas joias para homem,
e para senhora ricos relogios de algibeira e
de cima de meza trastes uma cmara obs-
cura livros, estampas, ferramentas de relo-
joeiro, &c. &c. Espera-so que a commodidade
dos peecos, eosfins deste leilSo serio suffici-
entes estmulos para attrahir concorrencia de
compradores.
Adverte-se aquellas pessoas que arremataren!
alguns dosobjectos no leilo, que os deverd*
mandar buscar e pagar na mesma loja dentro
de 3 dias.
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N." 45.
k^AHio hoje, e acha-se venda.
Lotera da matriz da Boa-vista.
As rodas desta lotera correm impeeteri-
velmente no dia 23 do corrente, vendo-se, ou
nao so vendo o restante dos bilhetes, e os
quaes se acho venda nos lugares do cos-
tume.
= O Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemente, queira dirigirse ra da Matrit
da Boa-vista, no primeiro andar do sobrado n.
26 que se Ihe dezeja fallar.
- Logo no principio da ra do Hospicio, jun-
to a casa do Sr. contador Lacerda acha-se
aberta uma coxeira para guardar- se carrinhos ,
e seges, tendo na mesma pessoa que trate
bem e concert todos os arreios necessarios, por
preco mais em conta do que em qualquer outra
parte.
- A pessoa que precizar de uma ama para to-
do o servico interno de uma casa prefeeindo-
se solteiro ou viuvo dirija-se na ra do Tor-
res outr'ora Bairro baixo casa n. 8 que
achara com auem tratar.
_


-'.
I
Mcg .j .. ..-l-i__________j_____
O Thesoureiro da socieda le
Apoline roga a todos os Srs. So-
cios quefej acho em atraso com
seus p'g-imentos pa-a com a mes
wn socied.de, tanto le jora oV
ntrala romo mensalidules hjo
de sitisfazerem al o da i5 do c-
rente, no caso contrario elle pre-
sentar a commissao administrati
va a 'lista dos seus nomes para ser
executado o disposto no artigo 8
dos mes ni os estatutos ; oul.ro sim
roga aos Srs. que ainda nao pa-
g'arao o corrente quartel, que ha-
jo igualmente de satisfazerem vis-
to que pelo art. ). dos mesmos es-
tatutos se acha vencido desde pri-
mira de Abril.
Quem precisar de roupa lavada e en-
gommada com aceio e perfeicao tanto de ho-
I mera como de senhora e por preco muito
com modo dirijase a ra de Hortas n. 17.
= Na ra da Conceicao da Boa-vista, n. 43
deseja-se fallar com a Senhora D. Anna Ma-
ri da Conceicao filha de Maria da Conceicao
t de Sebastiao Correia casada com Francisco
j^'ves Fetoza este residente no lugar de S.
Riti ^ provincia de Macoi ou pessoa que suas
vezos fofa para se tratar de negocio do gran-
de nfc, sse.
_ V luga-se a meia-agoa da ra da Alegra
n. 7, nc' bairro da Boa-vista. propria para
coxeira. : .na ra da Cadeia do Recife n. 37.
Constando a abaixo assignada que o
proprietario d!1 sobrado n. 26 sito na ra Au-
gusta do bairro Je S. Antonio, pretende von-
de-lo pelo prestte declara a quem quer que
touver de comprar, que o dito sobrado se acha
lgalmente hypothec'ado a abaixo assignada ,
por urna escriptura de obrigacao de debito e
hypotbecae voncendoo j'ro na mesma escri-
ptura1 estipulado. = Juti'*a Consanga de
Soua.
Lotera de N S. do Livramento
As rodas desta lotera andio impreteri-
velmente no da 30 do corrento e os bilhetes
achao-se a venda nos lugares ja annunciados.
- fterece-se um Portuguez casado com
Souca familia para caixeiro do loj'a de fazen-
a, ouderua, ou mesmo para armazem, pois
ja tem pralica de qualquer negocio e d fia-
dor a sua conducta ; quem precisar annuncie.
Um rapaz brusileiro que tem todos os
preparatorios, se oflerece para caixeiro de al-
guma casa ingleza mesmo gratuitamente ,
afim de aplicar-se ao commercio ; adverte-se
que o mesmo tem bastantes conhecimentos da
lingoa ingleza.
= Precisa-se de urna ama para urna casa
de pouca familia que saiba engommar cozi-
nliar o o mais arranjo de urna casa : na ra da
Cadeia,de S. Antonio armazem n. 19.
= Francisco Joao de Barros, retira-se pa-
ra Portugal a tractar de sua saude c declara
que nada ica devendo em Pornambuco alm de
obsequios e obsequios que bem gravados se
cimo no amago do seu coraeao pelo que se-
r eternamente grato aquellas pessoas que tao
generosamente lh'os tem prodigalisado.
Quem annunciou no Diario de 16 do
corrento querer vender ou trocar duas negri-
nhas do- 7 a 8 alios diriju-so a Solidado n.
8 deionte da Igreja.
A pessoa quo annunciou no Diario de
16 do corrente querer trocar ou vender duas
negrinhas e urna preta de 18 annos dirja-
se a ra do Hospicio casa que ica com frente
para o muro em seguimento da casa do Padre
Laurentino.
Precisa-sede um menino de 12 a 14 an-
nos para caixeiro : na ra Direita n. 49.
= Miguel da Cunha tem justo e contratado
a vendado seu sobrado sito na travessa do Quei-
mado o. 7 ( outr'ora n. 2 ) se alguem ti-
ver a reclamar algum direito do hypotheca ou
outra qualquer cousa annuncie ou dirja-
se a ra da Praia n. 32, no praso de 8 das.
= Preca-so fallar ao Srs. ConegO Ignacio
Ferreira Antonio da Costa de Figueiredo ,
Salvador de Souza e a Senhora Joaquina Ma-
ria do Reg ou seus herdeiros : na ra Nova ,
toja n 24.
= Precsa-se de urna rapaz estrangeiro ,
que saiba ler escrever e contar e que quei-
ra servir de caixeiro em um engenho prefe-
rindo-SR algum que tenha principio de officio
de carpina ou tanoeiro; na ra estreita do
Rozario n. 31 terceiro andar.
Deseja-se fallar ao Sr. Luiz Cezar Pinto {tira-se para fora do imperio.
4
Quem precisar de um sobrado calafetado
por preco commodo dirijase a ra do En-
cantamento n. 1. .
= Oferoce-se um rapaz brazileiro o qual
sabe escrever, contar sorivolinente para cai-
xeiro hosta praca, ou fura della ou mesmo pa-
ra algum engenho ; quem do su prostimo so
quizer utilizar, annuncio para ser procurado.
-= Arrenda-so um sitio junto ao riacho A-
aua-fria de Bebiriho, distante desta praca urna
legua com boa caza do vivonda padaria e
estribara para cavallos, bons arvorodos do fruc-
to boas baixas plantadas do capim banhoi-
ro no mesmo riacho e boa lavagem de roupa ,
grande plantaco de macacheira mandioca ,
mldobins, o inharns; os pertendentos diri-
jSo-se a ra do Caldereiro casa n. 2.
Preciza-se lugar urna casa de sobrado
de um andar em qualquer das ras principaes
do bairro de S. Antonio ; quem tiver queira
annunciar, ou dirija-se a ra do Encantamen-
to n. 4.
=0 abaixo ssignado faz sciente ao publico
que o annuncio inserido no Diario novo de 12
do corrente sobre o acrescim do seu nomo ,
he falso, e nem se entende com elle outro
sim declara que o seu nomo he como abaxo e
som nenhum outro appellido.
Perdeu-se um rologio patente Suico de ou-
ro e Sabonete desde a igreja de S. Jos at
o meio do arial das cinco Ponas; quem o achar
entregue na ra do Crespo loja n. 8. que ser
gencrosamene recompensado.
= Aluga-seo armazem que ica junto a
mar, por traz do sobrado n. 15 da ra da Ca-
deia de S. Antonio, o qual armazem tem gran-
de utilidade nao so pelos seus commodos ,
como para recolhimento de lenha madeira ,
taboas, &c. ; quem o pretender dirija-se ao
segundo andar do sobrado a cima das 9 ho-
ras da manha as 4 da tarde.
= Alugo-se dous sitios, na campia da
Casa Forte um delles com casa nobre re-
centemente edificada estribara cocheira ,
cozinhafora, 4 quartos, o duas salas e um
vasto terreno para plantaces, e pasto povo-
ado de arvoredos de fruto e o outro com os
mesmos commodos mas nao tem coxeira : a
tractar na ra do Vigario n. 18 ou no si-
tio do proprietario na estrada do Cordeiro
Em um dos dias da semana Santa p. p. a-
chou-se n'uma das ras do bairro do Recife u-
ma obrado ouro, quem so achar com direito
ella dirija-so a ra Augusta n. 50 que dando
os signaos certos Ihe ser enlregue.
= Jos Tavares da Gama, subdito Brasiloi-
ro retira-se para o Rio de Janeiro.
= L.'B.r Durand, retira-se para a Franca.
= Jos Trilho Fontes subdito Hespanhol
retira-se para o Rio d Janeiro.
' Declara-se ao Sr. Joaquim da Annunci-
acao Siqueira Varejao que o annuncio que
sabio no Diario n. 105 nao se entende com
o Sr. Varejao.
A viuva de Antonio de Albuquerque e
Mello aviza a todas as pessoas que sejulga-
rem credoras ao cazal do dito finado deapresen-
tarem suas contos para serem justificadas por-
que vai-sc proceder a inventario.
A casa annunciada venda no Diario n.
106 na ra Nova n. 37 acha -se hypotbeca-
da ao abaixo ssignado por isso que faz o pro-
zonto annuncio para conhocimento dos compra-
dores. Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Extraviou-se do poder do abaixo ssigna-
do um meio bilhete n. 1883 da lotera da Ma-
triz da Boa-vista, que tem de correr 23 do
corrente ; e por isso roga-se ao respectivo the-
zoureiro o obzequio de nao pagar qualquer
firemio que por ventura possa sair no mesmo bi-
llete se nao ao annuncunte e se fr ofiere-
cido por venda como ha toda a dcsconfianca, ro-
ga-se a aprehenco. Jos Gongalves Ferreira
Roza.
Quem precisar de um bom cozinheiro
para um botequim do que tem bastante pr-
tica ou para qualquer casa particular mes-
mo para tomar conta das compras dirija-se a
ra estreita do Rozario, n. 2 primeiro andar.
Precisa-se de duas e meia caadas de
muito bom leito que possa estar s 6 horas
no botequim da Estrella, defronte do caes do
Collegio.
Lotera a favor das memorias histrica.
- Nao tendo podido effectuar-se o anda-
mento das rodas desta lotera no da 16 do cor-
rente como sehaviaannunciado.porse Ihe terem
anteposto outras loteras, ion oso he marcar um
novo da e este be designado para 30 deju-
nho prximo futuro infallivelmente ; achando-
so os respectivos bilhetes a venda nos lugares
ja annunciados.
= Joo Martins da Cunha, Portuguez, Te-
trada de Belern, com sulkiente casa bastan-
tes arve os de espinho e outros mu tos de di-
verjas qual dados, grande terreno para planta-
ces, e creacao de vaccas para lene; quom per-
tonder dirija-se ao Recife na ra da Gui i casa
n. 42 que achara o soo proprietario abaixo
ssignado. Silvestre Antonio de Laage.
Compras.
Compra-se um boi manco para carroca ;
quem tiver annuncie.
. = Compro-se 3 escravos, sendo dous mo-
loques e urna negrnha que sejo de nacao,
de 8 a 12 annos: na ra de S. Rita Nova, n.
91 de manha at as 9 horas, e das duas as 5
da tarde.
. Comprao-se urna a duas duzias de cadei-
ras, duas banquinhas urna meza de meio de
sala, de qualquer madeira mas com algum
uso, e um par de mangas de vidros; quem
tiver annuncie.
\ Compra-se o segundo tomo ou. a obra
da historia Ecclesiastica ; quem tiver annun-
cie.
* Comprase urna geometra de Euclidos-,
quem tiver annuncie.
Vendas
Vendern-se,urna carroca nova do carre-
gnr por baixo ; e 3 pares de rodas mui fortes ,
proprias para carroca por preco commodo, ou
troca-se por lijlos ou telbas: na ra de Apol-
lo n. 32.
Vendem-se meios bilhetes da Lotera da
Matriz da Boa vista que corre no da 2.3 do
corrente a 4300; na esquina confronte ao
arco do S. Antonio.
= Vende-se um negro de elegante figura ,
de naci bom canoeiro ; e urna porcao de
prata em varias obras antigs : no porto das
canoas do Recife no tanque de agoa
Vende-se urna olaria de pedra e cal sita
no lugar da camboa do Remedio cobert de
telha e com 3 casinhas tambera de pedra e
cal : na ra estreita do Rozario n. 45.
=Vende-se urna canoa que conduz 1400 li-
jlos : na ra da Cruz do Recife, n. 52.
Vende-se un costureiro de Jacaranda ,
a moderna proprio para qualquer senhora ,
e um horco de angico tambem a moderna, por
proco commodo ; quem quizer annuncie.
Vende-se um eseravo de 18 annos pro*
pro para qualquer servico por ser bastante
robusto : na ra da Cadeia do Recife arma-
zem n. 12.
Vendem-su 5 a 6 escravos acostumados ao
servico do engenho: na ra larga do Rozario
n. 37 segundo andar.
Vende-se superior vinho da Madeira
secca Malvasia e Bucellas de 1832 : na ra
da Cadeia do Recife n. 37.
= No atierro da Boa-vista loja n. 34 de
Joaquim Jos Pereira acaba-sede receber 1 no-
vo sortimento de calcado tanto francezes, como
inglezes sendo sapatSes de costura adianto r
ditos de palla e entrada alta com orelhas lar-
gas todos taxiados, tanto para homem, como
para meninos de todos ostamanhos, ditos da
mesmas qual iddessem serem taxiados, sapa-
tos de couro de lustro para homem e meninos
do 10 a 14annos, sapatos de palla adiante e
atraz do couro de lustro o de bezerro ditos
de entrada baixa de duas solas, ditos para me-
ninos botins e meios ditos de bezerro fian-
coz para homem sapatos de duraque mar-
roquim cordav5o, e setim para senhora e me-
ninas sapatos de marroquim e couro de lus-
tro com colxete e outras umitas q nal dados do
calcado que tudo se vende po/ preco com-
modOw
= Vende-se Colla fabricada em Pernam-
buco a 200 rs. a libra e a 5800 a arroba ;
na ra do Rangel, n. 52.
=Vende-se farinba superior da marca SSSF:
o SSF, chegada agora de Veneza : na ra da
Cruz, n. 55.
Faria negocio do seu interesse : na ra do
Livramento n. 6.
Aluga-se um quarto na ra da Praia
nrnnnn nnra homem SOlteirO
inania, arataasenp. 39.
a tratar na mes
= Na ra do Collegio casa n. 16, existe
urna crioula para alugar-se para ama de casa
de pouca familia e sendp de homem solteiro
melhor.
= Arrenda-se o sitio {Jo espinheiro oa cs-
Vende-se a muito aplaudida aria dedica-
da ao feliz despozorio de S. M. I. e so restad
15, e as excellentes modinhas, que tem por t-
tulos = Modernos cupidinhos ; os amantes de
Nezazinha ; pega na lira sonora ; foge de mi-
nha cabana; os melindres desinha; amor de
um bixinho ; vejo teos olhos ; estas pecas ven-
dem-se alguma cousa mais em conta : na ra
do Cabug loja de Bandcira e Mello onde
somonte as ha.
= Antonia de Souza Rangel, vende o seu
sitio da Magdalena; quemo pretender dirja-
se ao mesmo sitio ou entenda-se com o escri-
vao Bandcira na ra estreita do Rozario.
Vendefn-se meios bilhetes da lotera da
Matriz da Boa-vista a 4500 : na ra do Ca-
bug, loja de miudesas junto do Sr. Bandcira.
= Vende-se damasco roxo a 2000 rs. o
covado : na praca da Independencia n. 23.
Vende-se urna preta de nacSo*, de 18
annos cozinha engomma e faz todo o ser-
vico de urna casa : na ra do Cabug, loja de
miudezas junto do Sr. Bandcira, ou na ruado
Aragao n. 5.
= Vende-se um eseravo do gento de An-
gola com 22 annos de idade com os officios
de carnicero caiador, e he bom refinador do
assucar sem vicio, e nem achaque ; na ra
das Trinxeiras n. 34.
= Vende-se um mualo peca de 19 an-
nos olicial de sapateiro > na ra da Cadeia
deS. Antonio, n. 15, segundo andar, das
9 horas da manha as 5 da tarde.
Vendem-se chapeos de sol de seda o mais
modernos, com cabos mui delicados ditos de
castor branco tanto para homem como para
meninos, ditos pretos francezes com bonitas
formas casemiras de todas as cores merino
preto e azul, tapetes grandes para sala pan-
nos de cores de diversos precos, cambraias do
bom tom para vestidos, madapolao finissimo ,
um completo sortimento de chitas de todas as
qualidades e precos, e outras mu tas fazendas
tudo por preco muito vantajoso aos comprado-
res : na ra doQueimado loja n. 11 de A.
L. G. Van na.
Vende-se urna tipoia com urna rede no-
va do Mar nho e todos os seus pertences:
na ra do Rangel, n. 52.
Vende-se um moleque de nac5o Con-
go de 15 annos: na pracinha do Livramen-
to n. 44.
= Vende-se por precisSoum preto de na-
cao Cacange com officio de carnicciro : no
atterro da Boa-vista loja n. 48.
Vende-se um moleque crioulo de 16
annos: nos 4 cantos da Boa-vista n. 88.
Vendem-se meios bilhetes da lotera da
Matriz da Boa-vista que corre no da 23 do
corrente : na ra do Collegio, loja n. 1, junto
ao passo.
Vendem-se por preco muito commodo I
1500 tijolos de tapamento de boa marca no e Ps regulares andar banzeiro por ter
porto da olaria : na ra de Agoas verdes n. 21. do do matto e andava ganhando na ra cora
Vendem-se 20 vaccas paridas urnas i faltas de denles na frente e nos queixos as fa-
crioulas e outras acostumadas ao pasto, por |ces cavadas, e no lado direito tem um signal
preco commodo adinheiro ou a praso; na de fistola ja muito apagada, em cima da sobran-
rua do Queimado n. 4. se'na direita tem um talho ja sam do tamanho
= Vende-se urna venda na ra do Livra- de urna polegada pouca barba falla alguma
ment n. 2 com muito poucos fundos ou cousa discansada levou camisa de algodaozi-
s com armac3o, como melhor convier ao com- "lio calcas de ganga azul novas e na cabe-
prador : a tratar na mesma. ca um barrete todo rajado e afunilado com
Vende-se urna venda com poucos fun- urna belota na pona quem o pegar leve a
dos, e com commodos para familia e em um fua Nova armazem de trastes n. 67 que se-
dos melhores lugares do patio do Carmo es- ri recompensado.
011 na Aa rna <|i> Hnrtns ni trSCSr iu _-_^______
mesma. ] Recife: naTvp. deM. F. i>Ef)uuA*=184
Escravos fgidos.
- No da 2 do mez passado fugio a preta
Maria Congo alta magra com o cabello,
bastante grande e torcido tem alguns dos de-
dos das mSos tortos e as juntas dos mesmos
enchados levou vestido de chita cor de ganga
amarella com flores grandes encarnadas, ven-
da de manha em caixo pintado de verde em
cuja lampa levava lnguicas e de farde azeite
de carrapato levando quando fugio um (lan-
dres com urna cunada de dito, funil e as me-
didas ; adverte se que pode ter cortado o ca-
bello e mudado de vestido para melhor disfar-
car-so ; quem a pegar leve a travessa de S. Pe-
d o n. 8 junto ao sobrado em que mora o
Padre Thom da Silva Guimares, que ser
gratificado.
No da primeiro do corrente fugio da ra
da Conceicao da Boa-vista, n. 18 a preta
Mara de 21 annos, de nacao Angola cor
meia fulla estatura baixa e grossa tem bas-
tantes espinhas no rosto dentes limados, pei-
tos pequeos e seceos marcas de bechiga as
pernas levou saia de chita cor de caf com
flores, panno da costa ja velho brincos de 3
esquinas amarellos com 3 pedras azues no meio,
quando sabio de casa levou um caneco de car-
regar agoa e supoe-se estar oculta ; quem a
pegar leve a dita casa que receber 25,000
de gratificacao.
No da 13 do corrente fugio o negro Do-
mingos de nacao com officio do serrador,
de 30 annos cor preta altura corpo, maos
si-


Full Text
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