Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04961


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Full Text
Atino de 1843.
Quarta Feira 17
Tudo gara depsadada no mibui ; da aosaa fradchcia nodertf&o, t anargia : on
linueraos como principiamos ,, seremos apootados com adairsco entre as Nacis asi
corta. ( Prclama$Jo di Aisembl Oaral do BftAilI..)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiann Paiabifea Rio grande do Norte segunda mil! feira*.
Boailo o Garanhaai a 40 e 24.
Cab? Sirirtaem, RioPormofo Porto Cairo MiceiJ,
Bofrfltta c Plore* a
,--... ,
29. Siato Amas, quintas feiras.
DAS da SEMANA.
15 Seg. n, Itidor* Larrador. Aud. do J. de D. da 2. t.
i6 l'ern a). Joai Nepomuceno Re. Aad. do J. de D da 3. t.
47 Oaai .. fameal Kaylao F. Aud do J. de D. la 1. t.
4^ Ouisjt. a. Venancio Si. Aad. do J. de D. da 3. r.
49 San i. Pedro Celestino P. Aad. do J. de D. da 2. T.
20 Sb. s. Bernardino de Sena F Re. Aad. do J. de D. d 1 T,
Ji Be, i; M.nco. B. M.
e AUgoai no 1. 44
Olinda todos o dia*.
de"Maio
Anno XIX. N. 108,
O iario publica-, todo, ot dial qne n3o foraa Santificados : o preco da .igualari te
de tiea mil rail por qoartal pago, adiantados. O annoaeioa doa assignautes sao sendos
gratis, e os do que o nao forem a raxao de 80 rei. por linha. Aa re.-lamacoes JeTemsei diri-
gida a asta Typ., raa das Crui. N. M.on a prac. da Independencia loja de lirro. N.BiS.
ciMBios.No dia 46 de Maio.
Cambio obra Londre26 d. por *U Odo-Moada de 8,400 V.
Pari360 reipor (raneo.
Lisboa 400 por 400 de premio.
Moeda d cobre 2 por cento.
dem de letras de bou firma 4 { a f .
a N.
a a de 4,000
1'BiTi-Patacoe
Petos Columnatas
ditos Mexicanos
compra
4,3UU
46/10
8,900
4,880
4,840
4,880
T.ada.
40,100
6,300
9.400
I.90Q
I.C0O
t,90O
PHASESDALUANO MEZ DE MAIO.
Lu Cbeia 4 *, i, 8 horase 45 m. da tard | La ora 29, as 4 horas e 36m. da maab.
Qaart.miag. 24, d no/a a I a. da m. | Ijuart. cr.se. il, is 6 boras a 5
Prtamar de hoje
i. 6 boras e 54 a. da aanbSa. | 2. a 7 boras e 48 a. da tarda.
I
da nianH"
PARTE OFFICIAl.
sa=
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 12 DO CORRERTE.
Oficio -r- Ao commandante das armas, orde-
nando que mande desligar do batalho de in-
fantaria de guardas nacionaos destacado, rogo
que lhe for apresentado outro om seu lugar o
guarda Monoel dos Santos Sousa sobre cujo
requerimento S. S.a infonnou em ofllcio de 7
dedesembro do anno Ando.
Dito Ao mesmo autorisando-o conceder
ao primeiro tenehfce Manoel Ferreira de Almeida
a licenca que pede para ir residir no lugar de-
nominado Riacho comarca do Bonito ; caso
nao naja servico em que possa ser emprogado
convenien (emente.
Dito Ao mesmo determinando em cum-
primento de ordem imperial que mande dar
baixa do servico Antonio Caetano Tavares
particular, e sargento quartel-mestre do segun-
d batalho de artilharia a p.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes approvando o contracto da il-
luminacodo caes do Collegio eda frente do
palacio da Presidencia, pelo qual obrigou^se o
cidado Pedro de Alcntara dos Guimores Pei-
xoto encarregar-so della pelo proco diario de
138 res por cada lampio.
Dito A cmara municipal de Goianna, sig-
nificando em resposta aos seus cilicios de 4 e 20
d fevtero desto mo, que tem resolvido
mandar acabar por arremattaco a obra da ca-
deia daquella cidade.
MaaaMaaalBaaaBBjBBaB^MijBBMa
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Sr. Redactor:Peco a V. S." queira dar lu-
gar no seu peridico inclusa tradcelo de um
artigo do Tintes do dia 20 do mez passado. Este
artigo que sem receio caacterisare! como injus-
to parcial e inexacto nem seria digno de re-
futacSo se nao se achasse inserto n'um papel de
(ao estenea circulaco e de tanta influencia.
Poucas observaces bastarao sem duvida para
justificar a minba ussercao e para habilitar pe-
lo, menos o publico portuguez comparando as
opinioes do Times com as diarias, maliciosas ,
e feriis dclamaces da imprensa da opposico
portuguesa a julgardo crdito que tanto urnas
cmo as outras, que mutuamente se destrocm,
lhe devem merecer.
O artigo do Times o seguinte:
. Alevantao-se queixumes de todos os lados,
cm rasao da demora que teem tido as negocia-
ces com Portugal acerca das promettidas reduc-
coes na sua pauta e todos anhellam ver que o
governo inglez adopte por fim medidas conveni-
entes para por termo ao estado de incertesa em
que se acha este assumpto. Por parte da Ingla-
terra fizera-se propostas as mais liberaes. A re-
ducco dos direitos nos yinhos tintos do Porto
foi de 5s e 6d a 3s e 6d por gallao com a ulte-
rior redueco de 3 sbillings logo que o direito
de exportaco acabe. Os direitos dos vinhos
brancos de Portugal, que sao .inhos ligeiros
depouco corpo porem de ptimo paladar e
quasique desconbecidos actualmente no nosso
mercado ficao redusidos a trez shillings. To-
dos os outros gneros de exportaco de Portu-
gal teria similhantemente aproveitado com a
medida. Com estas reduccSes junta ao aug-
mento provavel do consummo, o governo Inglez
armuiu a urna diminuico na renda publica de
300,000 libras por anno nos direitos do vinho e
das agoas-ardentes ao passo que os rendimen-
tos duPortugal augmentariao consideravelmen-
te,na proporcodas importacoes. Tudo. quanto
a Gram-Bretanha pedia era urna reduccao nos
absurdos direitos prohibitivos sobre as nossas
las, algodos, ferragens, e alguns outros artigos
que pagad entre 125 e 200 por cento ad valorem,
de modo q^ue viessem a pagar direitos modera-
dos na alfandega em vez destes flearem as
m&os dos contrabandistas. Estas exigencias fo-
rao attendidas por parte dos commissarios por-
tugueses chegando s a sua condescendencia
a preievar sobre as las 75 por cento ou 20 por
cento menos do que o direito actual ; e ao pas-
so que insistio em conservar os subidos direitos
sobre o bacalhu pedirao a liberdade da pesca
na Terra Nova com a faculdade de secarcm o
peixe em trra ; como se por ventura concedi-
do isto aos portugueses, nao tivesseln asoutras
nacoes direito para exigrrem outro tanto? Go-
sao o direito de pesca naquellas costas a Franca
e os Estados-Unidos, porque este foi especial-
mente reservado aquella potencia quando ella
cedeu assuas coTonias da America do norte e
concedido aos Estados-Unidos quando .estes ob-
tiverao a sua independencia ; mas nao tendo
Portugal direito fundado para exigir o mesmo,
segue-se que se se lhe fizesse esta concesso ,
seria necessario estende-la a todas as deinais
nacoes.
Parece nao admittir duvida que os interes-
ses privados de certas pessoas influentes em Por-
tugal que se acho mais ou menos interessa-
das na companhia nacional das pescaras, o as
miseraveis fabricas do paiz, fora5 bastantes pa-
ra comprometter os grandes interesses do reino,
para engaar o ministro britannico cm Lisboa,
o para malograr um dos grandes objectos do
tratado do anno passado. Por aquello tracta-
do este paiz ( a Inglatrrra ) renunciou parte dos
seus mais importantes e especiaos privilegios ,
confiando na seguranca que se dera e que fra
inserida no tractadoque as pautas dos douspai-
zes serlao immediatamente revistas, e coorde-
nadas pelo modo mais proprio e conveniente
aos interesses mutuos, e a&antigas relacSes que
existirao sempre entro Portugal e a Inglaterra.
Propor pois direitos de 75 por cento, em com-
pensaco das reduccoes que a Inglaterra ofle-
rece'u urna desviacao manifesta desta estipu-
lacad c por conseguinte urna violaco directa
do proprio tractado. Nada pois resta actual-
mente ao nosso governo para fasersenao inti-
mar aos negociadores portugueses que do ora
em diante devem adoptar por base urna escal-
la de direitos entre 20 e 30 por cento sobre as
nossas diversas manufacturas, ou alias dar as
negociacfis por acabadas.
Quaes possSo ser as consequencias desta
deciso para Portugal ueste ultimo caso, nao
6 fcil prever com quanto anticipamos sejaS
de mui seria naturesa. Os ltimos acontecimen-
tos do Porto mostro que o povo est reduzido a
um estado medonho de miseria; e cujaesquer
que sejao os inconvenientes desse estao ou-
tros mais terriveis se seguiriao se nao se attender
ao ramo principal do nico corhmcrcio impor-
tante de Portugal, negociando em termos ra-
soaveis com o seu mais antigo adiado, e com
o nico grande comprador dos seus productos.
0 goslo a favor dos vinhos portugueses nasceu
com o tratado de Mettiueii: tem diminuido des-
de que se igualaroos direitos sobro os vinhos
dos outros paizes; ecomo nao provavel, que
os outros paizes rejeitem por muito tempo as
offertas quo baldamente se fisero a Portugal,
as produeces do Porto ficar por vender no
mercado inglez, ainda dado o caso de nao ser
gravadas pelo governo com um direito prohibi-
tivo que porcerto merecem. Similhanles re-
sultados podem ter serias consequencias polti-
cas em um paiz falto de recursos e aonde a
autoridade nao tem forcacomo acontece em Por-
tugal.
Ha todava rasao para esperar que o ulti-
mtum do governo inglez e o rompimento das
conferencias, que provavelmente se seguir, pos-
sa Iraser urna crise e apoz ella um resultado mais
favoravel. imposivel deixar de aecusar o du-
que de Palmella de certa duplicidade para com
o negociador britnico; e os motivos que se lhe
attribuem nao ero por certo honrosos. Mas se
as circumstancias derem a Costa Cabral mais in-
fluencia directa na poltica commercial do gover-
no ns suas relaccs exteriores, relacionado
como elle se acha com o Porto pode-se espe-
rar que o estado daquella provincia e os ver-
daderos interesses do paiz, traro urna renova-
cadas negociaces sob mais favoraveis auspi-
cios. O ultimtum do governo britnico ser
com tudo a nica base, sobre a qual taes nego-
ciagoes poderao ser renovadas. .
Aat aqui o peridico inglez cujas princi-
paes arguices se redusem 1. a dar a entender
que os propostas feitas pela Inglaterra forao des-
de o principio as mais liberaes, sendo portan-
to absurda a resistencia do governo portuguez
em as nao acceitar desde logo ou para melhor
dser corto que os interesses privados de certas
pessoas influentes em Portugal interessadas na
companhia nacional das pescarase as misera-
veis fabricas do paiz fbrao bastantes para com-
prometter os grandes interesses do reino. 2.
Que estas mesmas causas fiscrao com que fosse
engaado .o ministro britnico em Lisboa. 3.
grandes objectos do tractadido anno passado.
i. Que o dito tratado se acha violado directa-
mente pelo simples facto de haver o negociador
portuguez querido conservar direitos do setenta
e cinco por cont ( segundo o calculo do escrip-
tor inglez ) sobre alguns lanoflcios britnicos
emeompensacodas reduccoes quo a Inglaterra
offerecera. 5. Quepossivel deixar de aecusar
o duque de Palmella de certa duplicidade para
com o negociador britnico o que os motivos
que se lhe attribuem nao sao por certo hon-
rosos.
A estas divorsas arguices poderia responder-
se no mesmo espirito ern que ellas sao feitas ,
aecusando o seu auctor pela ignorancia dos fac-
tos da negociacao sobre os quaos argumenta,
ou pela m f com quo os transtorna se que
os nao ignora. Pela arrogancia com que porten-
do se dictem as leis a urna nacao independento ,
e pela calumnia imperdoavel postoque om alto
grau absurda que levanta ao negociador por-
tu:ez.
iespondendo porem de sangue fro a cada um a
das arguices cima notadas bastar dizer quan-
to 1.a e 2. Que nao 6 exacto quo as propos-
tas feitas por parte da Inglatorra no principio
da negociacao e as attribuicosquodanossa par-
te se exigio (ossem desde logo as que indica o
escriptor inglez por quanto tem acontecido
neste caso, como em quasi todos os ajustes do
similhante naturesa, que cada urna das duas
partes contractanctos vai successivampnto tran-
sigindo as suas exigencias e ampliando as con-
cesses at chegar ao ponto ou de concordarern
no ajuste ou de reconhecerem a impossibilida-
de de conciliar as suas mutuas pretences. Este
6 o andamento que tem tido a um anno a nego-
ciacao pendente entre Portugal e a Gram-Breta-
nha,o que demonstra a efflcacia e a independen-
cia com que de parto a parte tem sido preenchida
pelos negociadores a obrigaco do zelar o promo-
ver os interesses dos seus respectivos paizes,
sendo certo quo bem longo de haver um dos
dous plenipotenciarios tentado engaar o outro,
nunca houve negociado condusida com maior
lisura nem com mais vivo desejo de attingir um
resultado honroso e til. Desta verdade ser
provavelmente juiz o publico quando so chegue,
como bem de desejar que brevemente aconte-
ce ao termo da mesma negociacao que 6 de
esperar seja favoravel.
A 3.a aecusacao do Times, relativa asuppos-
ta violaco do tratado do anno passado basta-
r responder com a citaco do artigo segundo do
mesmo tratado que diz o seguinte: Convern
Sua Magostado Fidelissimae Sua Magestade Bri-
tnica em tomar em consideraca os direitos
ora impostos sobre os artigos de producca ou
de manufactura de qualquer dos dous paizes,
com o intuito de fasor nesses direitos as reduc-
coes quo possao ser compavcis com os respec-
tivos interesses das altas partes contractantes.
pois de simples intuico que as reduccoes pro-
mettidas de parte a parte foro sujeitas ao que
se ulgasse compativel com os interesses de ca-
da urna das nages e por certo ninguem po-
der imaginar que um dos dous governos haju
de se constituir juiz dos interesses do outro. O
exercicio de urna similhante tutella seria um ca-
so nunca visto e o tractado de 1841 nao ha-
vendo fixado nenhum principio definido para
taes reduccoes em nada coarcta sobre esse ob-
jecto o livre arbitrio de cada um dos governos.
A 4.a arguieao refere-se ao excessivo direito
de 75 por cento sobre oslaneficios nacionaos,
cm que se suppe que o plenipotenciario portu-
guez insiste. Este calculo exaggerado mas
quando nao fosse parece impossivel que um
escriptor inglez ignore que os principaes pro-
ductos portuguezes pago em Inglaterra direitos
de duzentos e quatrocentos por cento e que
quando mesmo os primeiros se reduzissem a
metade e os segundos aos dous tercos ainda
fcario n'urna extrema desprporcao com os di-
reitos da pauta portugueza ; e em todo o caso
nao pode cortamente tolerar-se o despejo com
que se pertende inculcar que a execuco do ul-
timo tractado do commercio exija a reduceo
dos direitos de todos os gneros inglezes as
nossas aifandegas a 20 ou 30 por cento.
A 5.a arguieao quasi que nao 6 susceptivel
de resposta seria pois que na supposicao mes-
mo de que os mais accintosos detractores dodu-
que de Palmella chegassem ao ponto pondo
era capaz de traliir por motivos de interesse
pessoa! os seus deveres os mais sagrados nSo
ousariao de certo dizer que taes interesses con-
sistissom mais as aeros que possue na compa-
nhia nacional de pescaras, ou nessas que o re-
dactor ingle/, chama miseraveis fabricas nacio-
naos ou quaosquer outras emprezas ( em que
o duque s tem entrado como bom portuguez
com o fim de is animar) antes do quo na pros-
peridade do commercio dos vinhos, de que elle
o a sua familia sao por ventura os maiores pro-
prietanos da estremadura. Esto argumento ad
absurdum: nao porm necessario justificar o
duque de Palmella de urna aecusacao a que res-
ponde toda a sua.vida poltica.
Depois das observares que acabo de fazer
poder o publico imparcial lormar conceito do
valor que deve dar-se s calumnias da revolu-
cao de selembro quando diz : Que o duque
de Palmella acceitou a pasta dos estrangeiroa
para nos sacrificar Inglaterra.
Um amigo da verdade.
(Diario do Governo.)
DIARIO DE PERMilBUCO.
Alguns boatos da opposico'.
Tem-se pertondido ltimamente fazer acre-
ditar ao publico que as comarcas do Cabo e Na-
zareth e a freguezia da Mar i beca prxima a
esta cidade se aclao em desordem e que o Go-
verno tem por essa rasao feito marchar tropa
para sses lugares. Podemos aflirmar que a
tranquillidado publica nao foi alterada em parte
alguma da provincia pelo que consta das partes
alucaos : as duas citadas comarcas foro re-
movidos os destacamentos que aqui se recolhe-
rao nos fins da semana passada por que assim
o julgou conveniente o governo ; e para a Mu-
riheca foro alguns soldados de cavallaria ofim
decoadjuvarcm as diligencias contra urna qua-
drilha de ladros, alguns dos quaes forao cap-
turados ea maior parte dos soldados ja sere-
colherao quartos. Tudo o mais sao falsida-
des da nossa oposico que anciosa por ver esta
provincia ern anarchia inventa perturbares ,
ja que as nao pode realizar.
PRNAMBUCO.
Que ellas concorrerao para malograr um dos' oe pane iouw uescrupuiu ue insinuar que ene
Tribunal daRela<5o.
SESSA DE 16 DE MAIO DE 1843.
Na appellacao criinc desta cidade appellan-
te Joao Anastacio da Cunha appellado o Dr.
Felis Peixoto de Brito e Mello escrivo Reg
Rangel; se mandou vista ao promotor pu-
blico.
Na appellacao crime desta cidade appellan-
te o procurador da cmara municipal appella-
dos Candido Francisco de Salles e Antonio
Francisco Romo : nao tomaro conhecimento
da appellacao.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Manoel Luiz Goncalves e appellado Jos
Goncalves de Faria escrivo Ferreira; se jul-
gou pela confirmaco da sentenca.
Na appellacao civel de Macei appellante
Antonio Jos Martins appellado o procurador
fiscal da fazenda publica provincial das Alagoas,
escrivo Jacomo ; foi a sentenca reformada.
Na petico do prezo Faancisco Pereira da Sil-
va Moraes pedindo ordem de abeas corpas ,
se mandou informar o juiz, a cuja ordem se a-
char prezo.
ESTATUTOS
DA
22:?13t22& 3>3> 353&!B2!Ji23Ba.
DA 0RGAMSAQ0 E FINS DA COMPANHIA.
Art. 1. -V Companhia do Bebiribe eom-
pe-sc dos possuidores d'Acces emittidas
na forma estabelecida por estes Estatutos.
Art. -2. O fim da Companhia he fornecer
d'agua potavel a cidade do Recife, e seu
arrebaldes segundo a lei Provincial n. 46, o
i contractos emvir tude della celebrados.


Art. 3. O fundo da Companhia forma-se do
producto das Acces que ella emittir.
DASACQESE DOS ACCIONISTAS.
Art. 4." Cada Acc3o ser do valor de cin-
coenta mil ris, representado n'huma sedu-
laassignada pelo Director, Caixa, e Secre-
tario da Companhia.
Art. 5. Nenhuma Acc3o ser representada
por mais de hum individuo; mas cada Accio-
nista poder possuir o numero que quizer.
Art. 6. As Acces da Companhia sero
transmissiveis segundo as regrasde direito;
salvo o caso de sess3o, a qual s poder ser
feita por escripto authentico.
Art. 7." O novo possuidor d'Acc3o n3o ser
reconhecido Accionista sem que faca certo o
seu direito por titulo legal perante o Direc-
tor, a lim de que este mande fazer as verbas
necessarias nos livros competentes.
Art. 8." He Accionista o propietario de
huma ou mais Aceces que estiverem averba
das nos livros da Companhia.
Art. 9. Perde o direito de Accionista aquel-
lo que em tempo no realisar a sua presta-
cao revertendo n'este caso em beneficio da
Companhia as contri bures, que tiver feito.
Art. 10. As prestaces no exceder de
dez porcento do valor das Aceces; e ser3o
exigidas scgundoas necessidades da empresa.
Art. 11. Para o pagamento das prestaces
a Administrac3o marcar hum prazo impro-
rogavel, nunca menor de trinta dias, e an-
nunciado, mais de seis vezes pelos peridi-
cos da Provincia.
Art. 12. O comprador de novas Acces no
acto de se averbar realisar as prestaces
vencidas at entao, seguindo d'ahi por di-
ante a regra estabelecida para os outros
Accionistas.
DA ASSEMBLA GERAL DOS ACCIONISTAS.
Art. 13. A Assembla compe-se de todos
os Accionistas, que tiverem direito de votar.
Art. 14. Tem direito de votar o Accionista
que possuir cinco ou mais Aceces, contan-
do-se hum voto por cinco Acces : todava
nenhum Accionista ter mais de dez votos
anda que possua mais decincoenta Acces.
Art. 15. Os Accionistas votar pessoal-
mente, sajvo no caso de eleicSo dos membros
da Administracao, no qual poder votar por
procuracao, outhorgada a outro Accionista :
ou por carta dirigida ao Director.
Art. 16. Nao haver sessao da Assembla
sem se reunirem duzentos votos presentes;
e as suas decises ser3o tomadas por maioria
absoluta de votos.
Art. 17. A Assembla se reunir ordinaria-
mente no principio dos mezes de Maio, e de
Novembro de cada anno; e extraordinaria-
mente quando a mesma Assembla o tiver
determinado na sessSo anterior, quando o
Director julgar conveniente; ou em fim
quando o requerer hum numero tal de
Accionistas, que componha ao menos cem
votos.
Art. 18. A convocado da Assembla ser
leita por meio dos peridicos da Provincia,
e suas reunies se repetir at que se con-
cluaoostrabalhos, para que tiver sido con-
vocada.
Art. 19. Compete a Assembla geral:
M. Eleger os membros da Administrado.
b 2. Vigiar sobre a observancia dos con-
tractos da Companhia, execuc3o das leis
respectivas, e dos presentes Estatutos.
Jj 3. Tomar contas Administrac3o, e
examinar os seus balancos, precedendo re-
Jatorio da Commissao que se nomear para
dar sen parecer a respeito.
S 4. Discutir edeliberar sobreoarcamen-
to de receita e despeza de cada semestre fi-
nanceiro apresentado pela Administracao: e
mandar proceder ao dividendo.
$ 5." Authorisar Administracao cele-
brar o Governo novos contractos; a mo-
dificar as condices dos j celebrados, tudo
segundo as bases indicadas pela mesma- As-
sembla ; e mandar emittir novas acces.
^ 6. Determinar o numero dos chafarises
que se houverem de construir, alm dos con-
tractados com o Governo.
7." Tomar quaesquer medidas, que fo-
rem a bem da Compauhia, e nlo estiverem
previnidas n'estes Estatutos.
DA ADMIJUSTRACA.
Art. 20. Agerencia dos negocios da Com-
panhia hca confiada a huma Administracao,
eomposta de hum Director, hum vice Di-
rector, hum Caixa, hum Secretario, e mais
cinco Adjunctos: E s poder ser eleitos
para estes lugares os Accionistas que tive-
rem voto activo nos termos do art. 14.
Art. 21. O Director, o vice Director, o
Caixa, e o Secretario serao individualmen-
te nomeados por escrutinio secreto por maio-
ria absoluta de votos : os outros membros
porem d'Admnistrac3oser3 conectivamen-
te nomeados por maioria relativa.
Art. 22 Na falta do Director far suas ve-
zes o vice Director, e na do Secretario, ou
de qualquer membro da Administracao ser-
vira interinamente o Accionista que a Ad-
ministracao nomear, convocando immedia-
tamente a Assembla geral, se a falta fr do
canea,
Art. 23 No primeirodia til de cada mez
se reunir ordinariamente a Administracao,
e extraordinariamente quando ella o deter-
minar, ou o Director a convocar.
Art. 24. Sem a concurrencia de ciriro mem-
nros nao navera sessao da administracao:
2
absoluta na raz3o de hum voto cada membro.
Art. 25. Compete Administracao:
$ i. Executare fazerexecutarcontractos,
e Estatutos da Companhia, e bem assim as
deliberaces da Assembla geral.
2." Authorisar os pagamentos; tomar
contas ao Caixa; examinar, approvar e re-
geitarosseus balancos; nomear, suspender
demittir, e responsabelisar perante as Au-
thoridades civis os Empregados que mal-
versare m.
3. Fazer o orcamento da receita e des-
pesa de cada semestre financeiro para ser
apresentado Assembla na formados arti-
gos 11 e 19 4.
4. Determinar o systema de escriptu-
rac3o da Companhia.
$5. Delinear a-ordem dostrabalhos, e con-
tractos feitos com os empregados as obras
da Companhia.
6. Ordenar as despesas -necessarias, e
economa da Companhia, salvas as attribui-
ces da Assembla geral.
Art. 26. A nova administracao comecar
as suas funeces depois de empossada pela
transacta a vista do balanco geral, e de todos
os livros da Companhia: do que se lavrar
termo com todas as declarares necessarias.
Art. 27. As funeces da Administracao
durara um anno a contar da data da sua elei-
Cfio, que ser feita na primeira reuniao or-
dinaria do anno.
DO DIRECTOR.
Art. 28. Ao Director compete:
1. Convocar ordinaria e extraordinaria-
mente a Assembla geral, e Administracao;
presidir suas sesses, dirigir os trabalhos
e discusses, e nellas manter a ordem.
2. Propr em nome da Companhia as
accOes civis que lhe competirem contra ter-
ceiros.
3. Assignar as actas da Assembla, e da
Administracao; rubricar, abrir, encerrar,
numerar, classificar os livros da Companhia;
e assignar a sua correspondencia.
4. Inspecionare dirigir os trabalhos da
empresa, e interinamente contractar obrei-
ros, e mais empregados indispensaveis.
5. Expedir as ordens necessarias para
execucao das deliberaces da Assembla ge-
ral, e da Administracao.
6. Apresentarna 1." sessao de cada reu-
niao ordinaria o relatorio do estado dos nego-
cios da Companhia, lembrando as providen-
cias que lhe parecer convenientes a sua pros-
peridade.
DO CAIXA.
Art. 29. Ao Caixa compete :
$ 1." Arrecadar e ter em boa guardaos
dinheiros pertencentes Companhia.
S 2. Fazer os pagamentos, precedendo
ordem do Director, na forma do artigo25 CS
9 e 4. 3l
3 Nomear e demittir os Fiis que servi-
rem debaixo de sua inspecc3o.
4." Apresentar a Administracao, de tres
em tres mezes, hum balancete de receita,
e despesa e estado do cofre; e depois de
approvado pela Administracao publicado
pela imprensa.
Art. 30. As contas do Caixa ser3o sempre
acompanhadas dos documentos respectivos,
ordens, e recibos.
DO SECRETARIO.
Art. 31. Ao Secretario compete:
$ 1.' Escrever, e mandar escrever os livros
da Companhia a seu cargo : e bem assim a
correspondencia da Administrado; dirigir
e com o Director assignar as actas d'esta, e
da Assembla.
2." Assignar assedulas e fazer as verbas
necessarias nos lugares e conforme fr deter-
minado.
$ 3.1 Terem boa ordem- e zelo o archivo
da Companhia.
DESP0SICES GERAES.
Art. 32. A Companhia ter huma casa mo-
bihada convenientemente, para suas ses-
ses, e archivo.
Art. 33. A Administrado poder contrac-
tar com os particulares, n3o s a edificacSo
de chafarises parciaes, como tam bem a ven-
da de armis e pennas d'agua.
Art. 34. A reforma d'estes Estatutos, ser
feita pela Assembla geral, sob proposta de
qualquer Accionista apresentada em reuniSo
ordinaria; e admettida pela maioria de votos
dos Membros presentes, ser remettida
Administrado para interpr seu parecer na
reuniao ordinaria seguinte; e entao discu-
tir-se-ha a proposta da reforma, queso-
mente passar pelo tripulo dos votos neces-
sarios para os casos ordinarios.
Cidade do Recite de Pernambuco 10 de
Maio de 1843. Francisco Antonio d'Olivei-
ra. Dr. Jos Bento da Cunhae Figueiredo.
Beno Jos Fernandes Barros. Manocl
Goncahes da Silva. Joo Pinto de hemos.
Francisco Sergio de Mallos. Casimiro de Se-
na Madureira.Simplicio Antonio Mavignier.

mentar, nem cabem em resposta a argumentos
sem repfica, produzidos pelo meu amigo contra
o recrutamento de um bacharel formado em di-
reito ; porem o que mais me surprehendeo foi
dizer o Sr. Pedro Chaves que o Dr. Peixoto te-
ve o mesmo procedimento que deo motivo a
que fosse recrutado o bacharel, em cuja defesa
seoecupava, ousando premduvida a illibada
conducta de um magistrado honrado e integro,
por, cujas qualidades o escolhera o Exm. Sr. Ba-
r5o da Boa-vista para |uiz de direito desta capi-
tal. Foi um descomedimento imperdoavel no
Sr. Dr. Chaves, que alias tambem he magistra-
do ; foi urna muito feia accSo que s sob a capa
da irresponsabilidnde poda aventurar um ho-
mem que tanto menos desculpa tem quanto
era com justica e decencia censurado. Felizmen-
te o crdito do meu amigo nesta provincia nao
podo ser abalado nem pelo Sr. Pedro Chaves,
nem por outros que t8o facis sao em menosca-
bar a honra alheia, como susceptiveis em se da-
rem por olenddos coma mais levecontradiccSo.
Transcrevendo estas lnhas, Srs. R.R. darSo
Vm.0" umdosabafo ao seu &c. &c.
S.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
Os namorados de hoje comparados com os
antigos.
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Em um discurso proferido peloSr. deputado
pela Parahiba Pedro Chaves, publicado em
seu n. 89 em resposta a outro do meu amigo
o Sr. deputado por esta nrnvnoia Pnin
_ *** WMM \f k'V'l .1111 lilil fl I 1 i I
Isso de namorados creio, que he t5o antigo,
como a existencia dos dous sexos, e conseguin-
temente data dos tempos da creacao do mundo.
Antes da fatal desobediencia de nossos primei-
ros pas elles se amavao ; mas com um alecto
innocente, e puro sem perturbacao dos senti-
dos e sem os desordenados efeitos da concu-
piscencia tanto assim que segundo diz o
sagrado Gnesis eral autem uterque nudas,
Adam scilicet, et uxor ejus ; el non erubesce-
bant. Adi e sua mullicr andavo ns e
nao o envorgonhavao ; porque entao nao ha-
via o apetite sensual. Logo porm que elles
pelo peccado perderao a primitiva graca tudo
mudou de ace e prncipiou a malicia.
Parece que os amores entre os dous sexos
tem sempre tomado a cor do seculo em que
se elles derSo; e por isso houve tempo, em que
os amores erao como que debruados de certo
misticismo, que os tornava enigmticos, e mys-
teriosos. E quem ignora o que forao os na-
morados no famoso seculo dacavallaria andante?
Que sacrificios n3o faziio elles pelas suas ama-
das Ento havia amantes, que at amo-
ravao e requestavao bellezas ideiaes. Entao a
honra sobrava a tudo e parece que o amor
platnico muita^s vezes tomava o lugar de fizico.
Um cavalheiro desses tempos era um homem
cheio de brios, que deixando de mao a sua
propria fortuna armava-se da cabeca at os ps,
vagueava por trras desconhecidas, coava tra-
balhos e fadigas, travava-se de rases com
quem quer que fosse e brigava finalmentepa
ra desaggravar injurias esobre tudo defender
as primazias das donzellas. Qualquer desses
hernes namorava-se da sua; eai! d'aquelle im-
prudente que nao confessava ser ella a mais
formosa, e encantadora de todas as damas. Pa-
ra logo o valento afiava com o temerario e
eilos reciprocando-se e barateando-se panca-
daria velha. Ditosos lempos, om que urna
donzella sala por esse mundo de Christo cor -
ria montes e vales e tornava casa paterna
to virgem como a mSi que a pari !
_ Ncssas eras de hroes e valentes qualquer
riso, que assomasse nos labios da amada, qual-
quer donaire que ella soltasse anda mesmo
desdenhosamente, erao favores ineffaveis que
mais que muito se agradeciao ; porque entao as
mulhcres vivi5o em grande recolhimcnto, pou-
co ou nada conversavao com homens extranhos,
e desta mesma privacao parece que Ibes vinha
maor veneracao e estima. Nesses tempos ,
que chamamos gtbicos pensava-se que as
mulheres er5o uns dolos que cumpria trazer
sempre debaixo de cortinas e postes em certa
distancia para maior incentivo de seus adorado-
res e dolas s se exigSo, nao conhecimentos,
e sabencas se nao muito pudor milita ho-
nestidade, e as virtudes proprias de mais de fa-
inilia. Finalmente fosse pelo que fosse., os
namorados desses seculos erSo mais tenazes ,
mais firmes, mais constantes, o ao mesmo tem-
po mais respeitosos e comedidos.
Quam trocador, esto a este respeito os tem-
pos d'agora Quam dillerentemente pensa-
mos do que pensavao os nossos maiores J Hoje
dominao outras ideias. Hoje entende-se, que
as mulhcres cvcm sair desse acanhamento, de-
vem dedicar-se a estudos frequentar os espec-
tculos e estar em contacto com os homens.
. sraoqo ie-hes preciso aprender Linguas
estrangeiras e adquirir as prendas de dansar,
do entre nos tanto descuido cerca do estudo da
Lingua materna e tamanho empenho em que
as nossas meninas aprendao a fallar o Francez
e o Inglez succede, que estas fallando menos
mal edjomas extranhos, faIlem barbara, e pes-
simamente o proprio mesclado de innmeros
solecismos, e sobre tudo de i neo m porta veis 6a-
lecismos: mas que importa isso ? < > que he
hoje a Lingua Portugueza seno urna ban-
deira de relalhos ? E alm disto nSo he do bom
tom a francezar tudo ? E quanto nao he lindo
o fallar, e escrever em urna gerigonca luso-ga-
lica em vez da carunchosa locucao de Barros ,
Lucena Souza Arraes, Camoes Vi eir, e
outros barbaras inspidos a quem se d o no-
me de classicos !
Os namorados d'outro tempo erao pois mais
fantsticos, e romanescos, os de hoje mais ics-
ticos, (se assim me posso exprimir) e positivos.
Ento as propensSes e aleices dos dous se-
xos havia mais de ideal, hoje mais de material.
O positivismo he o pensamento dominante do
nosso seculo ; e parece, que d'aqui geralmente
se entende, que a mulber nao foi creada, se nao
para mero prazer fizico do homem. Alm uisto
nossos maiores poucos dlvertimentos, poucas
distraces tinhao e por isso os namorados de
entao empregavo todas as suas faculdades em
requestar, em idolatrar o objecto de sua predi
leccSo. Mas presentemente sao muitas, e mu
variadas as distraces. cxccpcao d'um ou
d 'outro estad isf a ,ord nanamente homem de mul-
tas letras de muitos serviros, e j asss ayan-
cado em annos, quem havia nessas eras, que
boquejasse em materias de poltica ? Hoje pelo
contrario quem ha hi, que nao cntenda, e falle
de poltica mais cathegoricamente que Lycurgo,
Soln, Platao, Aristteles, Cicero, ou Machi-
avel ? Hojo o medico j pouco, ou nada estuda
de Anatoma de Phisiologia ,, de Chimica, de
Pharmacia de Teraputica &c. e abando-
na as molestias corporaes para corar as do esta-
do ; o agricultor desampara o campo e passa
a cultivar o da poltica ; o commorciante abro
mao do negocio mercantil, e mette-se a tractar
dos negocios da patria ; o padre j nao cura dos
interesses do co se nao dos da trra, &c. &c.
O pedrero nao sabe fazer um muro ; mas sabe,
como se deve governar um paiz; o sapateiro he
muitas vezes um remendao o muzico he um
estafador dos ouvidos do seu prximo, o botica-
ro apenas arranja, e muito mal o seu cozimeo-
tinhod'ervas velhas, o alfaate bota a perder
quanto pao lhe cae desgraciadamente debaixo
da tezoura o barbeiro mal aprendeo a esfrgar
barbas e a sangrar quas que s pelo tacto ;
mas entre tanto todos sao uns sabiches todos
sao doctores quando se tracta de poltica. Em
verdade politica, e medicina nao ba quem dei-
xe de saber sem o menor estudo de mancira.
queja' se pode afirmar, que ba ideas innatas ;.
porque o homem mais ediota d alvitres para a
gerencia dos negocios pblicos o sugeito mais
holonio maislorpa, mais estupido applica re-
medios, d quinaus nos facultativos, e sabe cu-
rar as mais complicadas enfermidades l
No nosso antigo Pernambuco bem poucas rao
as distraeces, e divertimentos pblicos. Ape-
nas tinliamos urna baiuca chamada theatro, onde
a< enterravao as melhores produeces dramti-
cas. Sociedades nunca as houve, e menos bailes,
moars, e companhias. Em que se havio d'en-
treter os jovens dessas eras ? Farravao-se em um
namoro, como a sanguexuga se pega ao nosso
corpo. S do objecto amado se entretinho, s
dielle cuidavao.sprocuravo agradar-lhe. Con-
seguintemente tinhao firmeza, antes pertinacia,
e promptos estavao a fazer pela sua pastora os
ltimos sacrificios. Alm disto nesses tempos
dava-se grande aprero s forras (/.cas; e d'aqui
o empenho, que todos tinhao em vender-se por
destimdos e valentes. Os jovens desses tem-
pos erSo por va de regra cavaleirosos e espada-
chins nao negando luta a quem quer, que os
provocasse. Em materia de amores erao mu ci
sos, birrentos, o agastadicos. A mais leve sus-
peita de que outro magano queria disputar-
Ihe a preza, bastava para atcar-lbes o esto do
ciumo e eilos postos em desplante, e encapri-
chados por se despedacarem reciprocamente.
Com umita razfio discursava Lucrecio, quan-
do dizia
Mutat enim mundi naluratn totius cetas,
' Ex al oque alius excipere omnia debet :
Muda o tempo nteiramente a face do mundo, e
nova ordem de cousas succede 6 primeira. Quam
outros estao no presente seculo os nossos usos,
e costumes. Hoje as sociedades surgem de lodos
os cantos compostas pela mor parte do vocabulo
grego Philo : Philo-armonica Philo-talia ,
e creio que at Philo-pansa, Os bailes sao con-
tinuados. De vez em quando apparecem por
aqi companhias estrangeiras, trazendo-nos pa-
ra vermos zebras, e camelos, ecavallos com pas-
mosas habilidades. Nao falto por ahi tbeatri-
nhos particulares, finalmente tem os nossos jo-
vens muitas cousas com que se entretenhao e
desenfadem alm da vasta materia da politica,
que chega a todos.


5^'""HW""""5
Nao sei, se a muita fatniliaridade com o bello
sexo tem-no tornado menos aprociavel, e d'a-
qui a rasao do serem hoje os homens muito me-
nos ciosos do que foriio nossos avs. Estes de
ordinario concebido urna s paixo emtoda asua
vida, paixo, que tomava ala das mesmas diffi-
culdades que se Iheoppunho. Aquelles, nao
encontrando tantos embaracos sao borholetas ,
que vagueiao de flor om flor sem pqusar em ne-
nhuma. A sensual doutrina do interesse parece,
que tom materializado tudo de maneira que at
em materia de amores hoje s se procura a pro-
prja conveniencia. Os namorados d'agora sao
especies de folios que saltinhao d'aqui para
ali. Trazem corda tres e quatro amadas e
desprezo-nas com o mesmo desfastio, com que
se I lio afeicoaro e passao a autras para logo
se rebotar deltas.
Ero os antigos nao s abarroados om suas
affeices seno grandemente respeitadores das
suas amadas a quem idolatravo : mas os na-
morados de hoje envoltos no rodopio de inn-
meras distracoes, e por outra parte sempre em
contacto com o bello sexo nao s mudilo de
incltnaces a cada passo como tambem trac-
tio as mulheres com muito menos melindre,
e por objectos familiares e triviaes. No se-
cuto dos Roldes dos Oliveiros, dos Ferra-
brazes dos Ricardos de Normandia &c. &c.
urna senhora formosa e honesta quasi que ti-
nha predicamentos e honraras de Soberana.
Ornis despejado cavalheiro nao ousava di-sen-
toar-se em sua prezenca antes teste m un ha va -
Ihe todos os signaes de summo respeito, de
veneracao summa. Mas nos nossos dias qual-
quer nazareno posto que as barbas, o no
trajar paraca um d'aquelles cortezos de Hcn-
rique 4. de Franca no seu tractar com o
bello sexo porta-se achamboadamente e como
que se aposta em parvoejar em sua prezenca.
nto o veo do mysterio e o mais inviolaval
segredo escondido escrupulosamente anda os
pequeos favores de qualquer beldado ; mas
hoje os nossos namorados alm da descautella ,
com que negoceiao os seus amores, de pensa-
do procuro assoalhalos por toda a parte es-
farrachandodesapiedadamente a reputaco d a-
quellas mesmas, a quem tem muitas vezes aca-
bado de fazer os mais encarecidos protestos d'a-
mkade.
Nesses seculos romanescos o grande tom esla-
va em barbatear e fazer proezas mormente
por causa do bello sexo. O mais leve signal
de rivalidade desafiava as airas desses hroes ,
em os quaes nada era capaz de fazer quebrar
os bros. O olbar muito de lito para urna se-
nhora era motivo sobejo para o amante desta
arder na fragoa do ciume desafiar o seu rival;
e arcar com elle at suecumbir, ou levallo de
vencida. O nossoseculo nao se conforma com
essas silvatiquezas, e a tanto h chegado o
apurada passuda tolerancia quo at alguns
maridos penso, que o ciume he utna paixo
brutal, e ignobil que nao est em harmoni-
com a philosophia do nosso sceulo. Outr'ora
o temerario que afemencasse urna dama em
prezenca do seu narnorndo ou marido preo
parasse-se para rixar com elle. Hoje porm
( gracas nossa civilisaco ) o namorado ou
o propro marido esto vendo soa mulher ou
a sua amada moca e bella conversando a pu-
ridade, e rindo-se ternamente com um macha-
caz ou passeando polo braco de qualquel ma-
gano em um baile e nao sentcm com isso o
menor alvoroco e vao fazer o mesmo com a
mulher de outrem Finalmente os namorados
do tempo antigo at punho de parceria os seus
amores e a Religiao ; os d'hoje pouco, ou
nada pratico da religiao e tem amores por
mero passatempo Os primeiros preferio mor-
rer a faltar palavra que urna vez tinhao dado
as suas amadas ; os segundos quanto mais jurao
mais mentem quanto mais promettem menos
cumprem.
Assim meu Carapuceiro, assim (exclamar
emeoro todasasminhasillustres leitoras.) Os ho-
mens d'agora sao todos uns falsos uns prfi-
dos uns inconstantes. Nao ha que fiar em
suas palavras e sao todos uns basoios e lin-
guarudos. Cantastes por tanto a palinodia ,
fazendo recta justica aos do vosso sexo. Mas
com o devido respeito, accaso as mulheres d'ho-
je sao do mesmo carcter que as do tempo
antigo ? Se hoje ja nao existem Ulysses Or-
pheos, e Phaons se j nao apparecem Petrar-
cas e Abeillards tambem nao se encontrao
mais Penelopes, Eurydiccs Saphos, Lau-
ras e Heloizas.
As mulheres prezentcmento mais em contac-
to com os homens parece que melhor os a-J
preciao e d'aqui como quor que Ibes co-
nllevo mais do perto as manhas em menos
estima os tem e mais fracamente se apaixo-
nao por elles. Fica conseguintemente urna cou-
-. i., ,,iiti-i <> Wn ivirli' n narf nao ha rnsn
de queixa.
As pestoas que dao desfructo.
Pessoas h que nao attentando para a sua
posico social nem mettendo em conta a ma-
lignidade da mor parte dos homens, nao se im-
porto de pflr-se como em oxp8ctaculo, e servir
de ludibrio e divertimento aos mais. Desses,
a que costumao chamar dosfructaveis.uns o sao
por basoios outros por novelleiros, outros
por prezumidos outros por mentirosos, &c.
&c. Taes pessoas sao ordinariamente parolciras,
e em seus discursos, e gestos esto manifes-
tando a miseria do seu juizo. Todos os procu-
ro todos Ihes fazem roda todos Ihes dao
corda e pensao fisses desfractaveis que os
aplaudem ; por que Ihes mostro boa cara ,
quando nao sao mais, do que objectos d'escar-
neo e verdadeiroscaturras da sociedade. D'a-
qui bem se v quanto importa ser sisudo e re-
primir os devaneios d'uma imaginacao desorde-
nada fallando como e quando convem sem
dar assumpto aos motivos do prximo.
Ancdota.
Chegou da Europa um sujeito muito reco-
mendado a certo homem aqui influente a fim
(leste o arranjar om algum modo de vida : e
como Ihe perguntasse a que ramo de negocio ,
ou industria desejava dedicar-se respondeo ,
que a oceupacao que mais desejava era ser
testamenteiro. Que tal a escolha ? Sera lucra-
tivo o officio de testamenteiro ?
COMMERCIO.
A lan doga.
Rendimento do dia 16......... 14:331S274
DesearregSo hoje 17.
Rrigue Thomaz Pathersey fazendas, lou-
ca, baris de carnes, e de soda.
Rarca Nightingale ferro.
Barca Prescilla fazendas.
Brigue Jozephina o resto da carga.
Rarca Venezia farinha, e azeite.
Brigue Sophia carro de pedra.
IMPORTACA.
Felice, barca sarda, vindade Liverpool, en-
trada no corrente mez, consignacao de L.
Rurguiere manifestou o seguinte :
170 toneladas de carvo de pedra, 200 gigos
com batatas, 100 arrobas ditas a granel, 11 cai-
xas com azeite d'oliveira engarrafado 1 caixa
com oculos de ver ao longe ; ao consignatario.
Venezia, barca austraca vinda de Veneza,
entrada no corrente mez, consignacao de Le
Bretn Scharamm & C.*, manifestou o se-
guinte :
102 accas com feijes, 21 cascos azeite d'o-
liveira, 5 barris azougue, 112 caixas com vellas,
120 ditas salino 1 parte fazendas, 2 caixas
tintas ,1814 barricas farinha de trigo ; Or-
dem.
ilovimenlo do Porto.
Navio sahido no dia 14.
Barcelona, com escala por Porto Rico ; mstico
hespanhol Palomo, capito Gabriel Remon-
te! ; carga algodao.
Navio entrado no dia 15.
Liveipool; 34 dias. barca ingle/.a Priscilla ,
de 218 ton .dadas cap to John Taylor, e-
quipagem 13 carga fazendas ; a R. Las-
serre&C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Genova; polaca sarda Margarida, cupito Am-
brozio Ncara carga assucur.
Hamburgo; brigue bamburguez Caravane, ca-
pito N. Hoblmann carga assucar.
22 da Madre de Dos.
23
26
27
28
Em segunda praca.
99
30 a
31
32
33
ii 34
35
36
37 do Torres.
38
Em primeira praca
40 da Lapa.
do Codorniz.
da Mocda.


doAmorim.

'
c
40
42
45
46
47
8
49
50
(( 51
As pessoas, quesepropozerem arrematar di-
tas rendas podero comparecer na casa das ses-
ses dadita administraco nodia 17 do cor-
rente mez m quatro horas da tarde com
seus fiadores ; e adverte-seaosinquelinos que
so acharem devendo rendas atrasadas que se
nao acceitoseus leos, o nem por isso se Ihes
dar preferencia ao lanco que for offerecido.
Salla das sesses d'administracao do patrimonio
dos orlaos 16 de malo de 1843.J. M. da
Cruz escripturario.
Leilo.
Declaraces.
O patacho Constante Amizade recebe
a mala para o Rio de Janeiro manb 18 do
corrente as 10 horas do dia.
O hiate Ligeiro, recebe a mala para aRa-
hia no dia 20 do corrente as 10 horas do dia.
AdministracSo do patrimonio dos orfUos,
Perante a administraco do patrimonio dos
orfos se ho de arrematar a quem mais der ,
por tempo de 3 annos que ho de ter princi-
pio do 1. de julho do corrente anno ao fim de
junho de 1846 as rendas das seguintes casas.
Em terceira praca.
N. 2 na ra do collegio.
6 do Bangui.
12 ra do Cebo do bairro da Roa-vista.
14 do Rozario dita.
16 da Caduia do Recife.
17
18
20
21
Leilo de urna porco de charutos em cai-
xinhas chegados ressentemente da Rahia no
patacho Constante Amizade; hoje 17 do cor-
rente s 10 horas da manha defronte das
escadinbas d'alfandega no armazem de DiasFcr-
reira &C, por conta e risco de quem per-
toncer.
Leilo de urna porco de charutos em cai-
xinhas, e caixes ; e de urna porco de choco-
late por conta e risco de quem pertencer ; de-
fronte das escadinbas d'alfandega.
A beneficio de urna orftta menor.
= O corrector Oliveira continuar Quinta-
feira 18 do corrente na ra Nova loja do relo-
jociro Fatton,o leilo do espolio do finado Per-
ret, consistindo om diversas joias para homem,
e para senhora ricos relogios de algibeira e
de cima de me/a trastes urna cmara obs-
cura livros estampas ferramentas de relo-
joeiro, &c. 4c. Espora-so que a commodidade
dos precos e os fins deste leilSo ser su luci-
entes estmulos para attrahir concorrencia de
compradoras.
Adverto-se aquellas pessoas que arrematarem
alguns dos objectos no leilo, que os dever
mandar buscar e pagar na mesma loja dentro
de 3 dias.
Avisos diversos.
Joo Martins da Cunha, Portuguez, re-
tira-se para fora do imperio.
Lotera da matriz da Boa-vista.
As rodas desta lotera correm imprcteri-
velmente no dia 23 do corrente e os bilhetes
acbo-se nos lugares do costume.
Quem annunciou no Diario n. 103 de
11 do corrente, querer una pessoa capaz que
saiba coser e engommar para tomar conta de
urna casa de pouca familia para o matto, isto
he, distante desta praca duas legoas queira
dirigir-so na venda da esquina da ra larga do
Rozario n. 9.
= Aluga-se urna preta, que sirva para ven-
der na ra e fazer o servico de casa que seja
de boa conducta e nao seja ebria ; quem tiver
dirija-se ra de Santa Rita Nova n. 88.
Quem precisar de urna ama para servir
em casa de homem solteiro dirija-so ra do
Rangel n. 7.
__ Aluga-se urna escrava parida de pouco ,
com muito bom leite e bem sadia que anda
continua no resguardo ; a pessoa que a preten-
der dirija-se a ra de S. Rita nova n. 57, pa-
ra tratar-se do ajuste.
__ Roga-se ao Sr. Lourenco Jos Romao ,
o obzequio de vir ou mandar a ra Nova loja do
relogeiro Fatton buscar os objectos que arre-
matou no leilo a favor d'uma oraa menor, que
ali teve lugar no dia 6 do corrente.
__ Dao-se 600$ reis a premio de 2 por cen-
to ao mei, com hypotheca em algum predio l-
vre e desembaracado nesta praca ; na praca da
Roa-vista n. 18.
__ Lehmann & Companhia fazem sciente ao
publico, que Luiz Durand nao he mais seu ca-
xeiro desde o dia 11 do corrente, e quo nao
se responsabilizo por qualquer divida que o di-
to Durand possa ter contrahido.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra estroita do Rozario que faz esquina para
a ra das Larangeiras; a tratar no primeiro an-
dar do mesmo.
Quem annunciou a venda ou troca de 2
negrinhas de 7 a 8 annos, o umi linda mu-
camba de 18 annos; dirija-se a ra Direita n.
50 segundo andar.
O abaixo assignado vende a parte que
Ihe tocou por heranca de seu falescido pai Ma-
noel Pires Ferreira na divida da fazenda pu-
blica do Rio de laneiro a qual cora os juros
anda por mais de 5 contos de reis ; quera per-
tender, dirija-se atraz da Matriz da Roa-vista,
casa n. 2 i. Domingos Pires Ferreira.
O Sr. Vicente de Paula, haja de procu-
rar urna cart vinda da liba de S. Miguel; na
ruado Vigario n. 14.
Tendo dezaparecido do abaixo assignado
no dia 15 do corrente da officina de marcinei-
ro na ra Nova um molcque de idade de 13>
annos de nome Jos com carniza de algodio
trancado e calsa de riscado de algodozinho ,
e com um signal na testa procedido de ferida ;
raga a qualquer pessoa que delle saiba Ihe
participe em sua casa na ra da Alegra sobra-
do n. 8 porquo presume ter sido sedusido ,
e gratificar generosamente. Jos Joaquim
Rotelho.
Pode-se ao Hum irmo, que no soffria
tanto, auctor do annuncio inserido no Diario-no-
vo de 15 do corrente respeito a irmandade do
Terco, que millior fora iudisposesse o irmo
juiz contra |irma5s que tem sido omissos no
cumprimento dos seus deveres e que prestan-
do-so a diversas assignaturas para os actos da
igreja at o presente nao dero valia de sinco
reis, e nao contra um irma, que s teve em vis-
tas desabaar-sedas palavras atacantes que a
secretario Ihe dirigi perante a mosma irman-
dade que se deixe de tantos receios bem co-
mo temer que o Sr. irma juiz seja insultado r
assim como desejaria quo me apontasse qual o
artigo do compromisso que auctorisa o Sr. ir-
ma juiz a excluir da irmandade, ou da mesa
um irma s porque seus principios foi de to-
cador do sinos? Fique o Sr. umirmdo sciente,
que o mesario a quem dirije seu insulto tem
cumprido a risca com as obrigaces de seu car-
go a qne desde o dia 12 do corrente se con-
sidera demittido, por assim o haver requerido,
como consta do oflicio que nessa data dirigi ao
Sr.irmo juiz,e dentro do qual fet remessa da sua
joia marcada pelo compromisso cna praticou
como alguns, que quando mostro desgosto,
ou dimittem-se, nao do cousa alguma as-
sim como talvez venha acontecer cora o seu a-
migo por o haver praticado em outras corpo-
races, contra este he que S. S." deve declamar.
Hum Irmo.
-- Achou-se uns oculos de armaco com a-
ros de prata,assim com) um collete de casemi-
i\i verde ; quem der os signaes ccr'.os se Ihe
entregara : na ra do Encantamento do Reci-
fe no armazem n 11.
O Sr. que preciza de um caixero para Inja
de fazendas de idade de 15 a 16 annos, pro-
cure no largo da igreja do Terco casa n. 2. que
em tudo achara o que precisa tanto em platica
como em educaco.
Quem annunciou querer vender duas negri-
nhasde7a8 annos, e outra com 18 annos,
dirija-se a ra Nova loja n. 16.
Aluga-se urna preta para todo o servico de
uma casa cosinha, engoma e lava de sabio:
na ra Nova n. 58.
Aluga-se um grande armazem todo ladr-
llenlo c oulro mais pequeo de uma casa ter-
rea a qual he muito propria para recolher qual-
quer genero ou para soccar assucar por te
bom embarque no lundo do mesmo : na praia
deS. Rita n. 37 a fallar com o seu proprie-
tario.
Da-se dinbeiro a juros sobre penhores de
relogios novos, e modernos: na ra das Cra-
zes n. 35.
=Roga-se ao Sr. delegado da comarca Cabo,
a bondade de examinar se entre os escravos que
se acho prezos ha algum de nome Pedro de
naco Cabund ( segundo dizem seus paricei-
ros ) pouco ladino, representa ser de 22 annos,
pernas finas p 's pequeos descarnodo do>
rosto, beicos grossos e algum tanto puxadoa
para fra denles abertos e tem falta de di-
tos na frente; sendo algum dos ditos escravos
dossignaes declarados faro favor de annunciar,
ou mandar entregar seu senhor o Padre Gon-
calo Victorino Borges : em Olinda na roa da
Roa-ora casa n. 25 o qual satisfar as des-
pezas.
A pessoa que precisar de uma imagem da
S. Benedicto a qual est encarnada de novo ,
e he de malmo e meio; a qual se troca por pro-
co enconta : as pessoas que quizerem dirija-se
a ra dos Assoguinhos casa n. 8.
Miguel da Cunha vendeo o seu sobrado
na travessa da ra do Queimado n. 7 se al-
guma pessoa se achar com direito ao dito sobra*
o ou por hypotheca ou de uula quaiqur
maneira; queira annunciar no prazo de 8 das,


M. WkPOSITO de farinha de mandioca na
ra da Cadeia o Bairro de S. Anto-
nio casa n. 19; este aovo estabelecimento
he de primeira utilidade nesta provincia nao
s para evitar as faltas deste genero do primeira
rfecessidade, que de vez em quando nos ataeao,
oemo tambem para por termo ao escandalozo
monopolio, que a tal respe i to exercem indivi-
duos que nao tem proissao alguna. O ad-
ministrador do deposito empregar todo o dis-
vello piara que os freguczes se conservem satis-
feitos encontrando a'li familia sempro da me-
Ifaor que aqui apparecer e o mais barato
que poder ser; sendo de admirar, que ba-
vendo.em outras provincias depsitos desta na-
tureza, cuja nocessidade tem sido reconhecida,
so nesta provincia se depare com esta to sonsi-
vtel falta; Convido-se portento ao* compra-
dores para que ali se dirijo, e assegura-se ,
que os preces sero constantes, sendo annun-
ciados todas as semanas pelas folbas, o que
tcnde a impedir as fraudes dos portadores.
N. B. =rOs precos desta semana sao os se-
guintes : farinha de primeira qualidadn a 2240
ao alquoire e de segunda dita a 1920.
A pessoa que annunciou no Diario de
16 do corrente ter duas negrinhas para vender
ou trocar, de 7 e 8 annos e urna dita de 18 ,
dirija-se a ra do Cabuga loja de miudezas
junto do Sr. Bandeira.
Na ra da Senzala velba n. 98, Ipreci-
sa-sede um preto, que saiba trabalhar na
masscira e para vender pao com um rapaz.
Hoje 17 do corrente se ha de arrematar
por ser a ultima praca, a porta do Sr. Dr. Juiz
da 2.* vara do civel pelas 4 horas da tarde a
preta Engracia penhorada a Cypriano Jos
Vital Ferreira Pinto por cxecucao de Anto-
nio Manoul liamos.
= Aluga-se a casa que serve de thcatro
nesta cidade com os utencilios que constaTdo
imrentnrio ; <|uem a pretender dirija-se a roa
larga do Rozario n. 18.
fea OCirurgiSo J. D. da Silva mudou a sua
residencia para a ra deHortas, n. 118.
Aluga-se urna sala de duas portas com
ama a'lcova muito grande com suficiencia
para qualquer negocio no atierro dos Affogados;
quem quizer dirija-se ao mesmo lugar, que se
loe dir com quem ha de tratar, n. 173.
Quem annunciou querer comprar um
casal de coelhos annuncie sua morada.
= Jos Tavares da Gama, subdito Brasilei-
to retira-se para o Rio de Janeiro.
Os abaixo assignados vendo o annuncio
inserto no Diario de 13 do corrente do calum-
niador M. P. em que s com o fim do fazer
mal aprsenla ao publico o seu embuste d-
zendo que a agoa mineral que so acha
venda na loja do Sr. Domingos Garca Para-
rnio nao s deixa de nao produzir o effeito ,
que menciona como inflama queima e fere
o lugar aonde se aplica sendo isto um falso
tostemunbo que o tal imbusteiro e calumnia-
dor M, P. levanta s com fins sinistros vao
os abaixo assignados por este fazer conbeeer ao
publico que he falso ludo o que diz o calum-
niador M. P. pois tendo ellos usado desta
agoa desde que se acha a venda anda nao fi-
caro inflamados, queimados, ou feridos r nem
tao pouco sofrido a mais pequea cousa a tal
respailo e para que o publico conheca a ver-
dade na dita loja da ra do Queimade n.
22 se acha um frasco aberto da dita agoa, para
se mostrar quanto he falso tudo quanto o tal
imbusteiro declara rogando-se-lhe queira
apparecer na dita loja para mostrar o seu fe-
runento producido por tal agoa para verificar
sua verdade pois tendo sido analisado por al-
gumas pessoas entendidas nao s aqui, como
em outras partes da Europa nao tem achado
nesta agoa eomposico alguma, que faca infla-
ma*, queimar e ferir. = Bento Pereira de
se de urna ama de leite, preferindo-se escrava,
na mesma vende-se papel primieir serte sita-
do a retal ho a 2,600.
Oferece-se um crioulo de ida de para
comprador de alguma casa, ou mesmo para
conductor de cartas para fora da praca : no fim
da ra Augustas, sobrado de um andar n. 94.
Aluga-se o sitio da cscate aonde mrou
o Exm. Sr. Bispo D. Thomaz de Noronha, com
bom sobrado estribara coxeira jardim ,
pomal de larangeiras e outras fruteiras: a
tractar na ra do Hospicio n. 21.
Compras.
Comprao-se efTectivamente para fora d
provincia, mulatinbas negras, moleques ,
negros de oficios, sendo de bonisas figura
pagao-se bem : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado de varanda pao n. 20.
fc Compra-se um compendio de philoso
pbia de Geruz em Francez annuncie.
Comprao-se effectivtth.ei.te pera fora da'
provincia mulatinhas crioulas e mais eacra-
vos de 13 a 20 annos, pagao-se bem sendo
bonitos ; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
miro andar.
Comprao-se escmvos podre i ros que se-
jao bons; na ra da Solidado n. 38.
Comprao-se frascos redondos que ser-
vissera de agoa de colonia em grandes e pe-
queas porcSes : na ra da Cadeia n. 17.
CompTao-se mulatas, negras, e mo-
leques de 12 a 20 annos: na ra Nova foja
de ferragens n. 16.
Vendas.
^ Vendem-se cortes de vestidos de chita de
trates seguras com 13 covados a 2560, 2880,
3000e 3500, ditos do cassa chita a 2400, 2880
e 3200, cassa chita a 240 o covado lencos de
cassa de quadrinhos de cores a 140 ditos de
cambraia de sercadura bordados a agulha mu
bem trabalhados tanto brancos como de co-
res a 400, 480, e B00 e com nomes a 600 ,
ditos de dita pintados a 360, luvas brancas
para homem a 140 suspensorios de burracfaa
a 240 280, e 320 o par pecas de chila azul
a 2880 ditas de algodaozinho liso a 2200,
chapelinhas para seniora a 1500, caixas de
(landres para as ditas a 1000 rs. brim tranca-
do branco a 320 o escuro a 360 dito de li-
nho superior a 1000 rs. a vara, chales ou len-
tos de lanzinha a 720 o 800rs. fustes para
colletesa 320 chitas escuras mui boas a 160
o covado e ordinarias a 140 e superiores a
a 200, 220, e 240 rs. pecas de cassas pretas
para luto com 30 covados a 5400 riscados
trancados para calcas a 240 o covado pecas de
paninho a 2 i-00 Cortes de gorguro de seda
achamalotados para rolletes a 1600 o corte,
cassas lisas superiores, entrefinas, e ordinarias,
cambraias lisas e de flores meias cartas e com-
pridas para sen hora o meninas, merino preto
de duas larguras todo de la o mais superior
que tem apparecido a 4200 o covado lenco de
seda para pescoco de senhora dito pretos ,
pannos fios a 2800, 3000, e 3200 o covado,
pannos de casemira bordados para cohortes de
mezas, cobertores de lgodo para escrotos a
800 rs. urna rede de palha de cores do Para,
rap do Meuron & Companhia dito da Ba-
bia e do Rio e de outras qualidades, e mais
fazendas muito baratas: na esquina da pracinha
do Livramente, n. 1 loja da viuva do Burgos.
Vendem-se urna casa terrea de tijolo e
eaf, no Poco da Panella perto do banbo ; um
das
- \ endem-se apolrces da exmete Compa- escravo moco, acostumado ao trabalho de sitio;
nhia ; em casa de Thomaz do Aquino Fonceca, e um mulatinho de 10 annos, vindo do serto :
Mendanha Jos Jorge Vianna Antonio Jos
Rodrigues Custodio Jos da Silva GuimarSes,
Jos Mara do Amaral Cardozo Manoel Joa-
qun) Vieica Joaquim A Ivs da Cunha Fr.
J.uiz .de S. Jgaez Baltbazar Lopes Pereira
Dias, Antonio Joaquim Baptista Joaquim
Bernado da Cunha.
=t= L'B/ Durand, retira-se para a Franca.
== Jos Trilho I'ontes subdito Hespanhol
rjira-se para o Rio de Janeiro.
. Quem precisar de um caixeiro Portuguez
de 16 aonos para venda do que tem prati-
ca a d fiador arrauncie.
Antonio Cardozo da Cunha Botelho Cer-
pa retira-se para fora da provincia.
..* (^uein annunciou querer vender o
Irpear 3 girabas urna de 7 annos ousra de
8T eaoutradel8, dirija-se a ra Direita ,
n, 8 ou annuncie sua morada.
Precisa de urna preta e de um moleque
paita todo o servio e agradando nao se repara
ojpteco sendo por mez : na ra do Queime-
do n. 32, segundo andar.
Na ra aig do ItO.iv i7 precisa-
na na Nota n. 41.
Vende-se urna preta de Angola de 27
annos, para fora da provincia; na Boa-vista
beco do Veras, n. 14.
- Vend-se um negrinha de 5 a 6 annos ;
na ra do Sebo n. 29.
' Vende-se chocolate a 320 a libra; a
praca da Boa-vista n. 18.
Vendem-se 3 canoas de carrogar agoa ,
ou alugo-se evende-se um preto canoeiro ;
na ra do bairro baixo n. 22.
= Veodem-se saceas eom farinha de man-
dioca a 4000 rs. ; na ra da Cadeia u. 35.
= Vendem-se bichas aos centos a 2e 3000:
na ra da Cruz do Rccife n. 62.
= Vende-se um mulato claro de 19 an-
nos ptimo para pagem traballia sofrivel de
sapateiro e alfaiate prefere-se para fora da
provincia, ao comprador se dir o motivo da
venda ; na travesea da Concordia, n. 5.
Vendese urna canoa de conduzir agoa ,
em muito bom uso ; na praca da Independen-
cia n. 39.
Vende-se a propriedade denominada Cas-
sote a qual divide pelo ongenho Giqui, pas-
so do dito e torras da Ibura, a qual tem qua-
si meia legoa com maltas e agoa ; atrz da
Matriz da Boa-vista n. 24, casa de Domingos
Pires Ferreira.
Vende-se Orna crioula, costureira, co-
zinheira e engommadeira : na ra [da Guia ,
sobrado de um andar n. 46.
- Vende-se um sobrado de dous andares e
sotao corrido formando 3 andares moito bem
construido, e bem repartido, eom muitos
commodos, eom 110 palmos de fundo, e 32
de frente ,e 150palmos de terreno no fundo,
com caes a roda e na frente com pedra de can-
tara o qual offerece grandes vantegens para
quelquerestabelecimento por ter embarque a
qualquer hora sem precisar de mar : na ra da
PraiadeS. Rite, n. 37.
Vendem-se urna endeirinha mui bem
feita dourada e em muito bom uso, e for-
rada de boa seda; um preto moco de 22 an-
nos perfeito carreiro ; urna preta de boa fi-
gura de 22 annos engomma cozinha e
lava ; duas negrinhas de 12 annos ; e um mo-
lequo de 14 annos : na ra do Fogo ao p do
Hozarlo n. 8.
Vendom-se meias de seda pretas de peso
para senhora e meninas de 6 a 12 annos, fa-
cas de marlim e oco para fechar cartas pentes
de marfim de di Aeren tes tmannos para tirar
bichos ditos de alisar de differentes modellos,
sapatos e botins de bezerro pera meninos de 6
a 12 annos, botins de duraque com ponte de
lustro para meninas e sapatos de duraque
com fitas meias e luvas de 15 para homem e
senhora cordoes para borzeguins e ataca-
dores brancos para espartilho caixas de tarta-
ruga de Lisboa linbas de marcar azul e en-
carnada em mradinhas, do Porto ocnlos de
armario de tartaruga com astins de prata, fai-
tes em Lisboa apitos grandes de marfim e
latas eom calda de tomates : na ra da Cadeia,
n. i7 ioja do Bourgard.
do
na ra larga do Rozario no terceiro andar
sobrad de 4 ditos, por cima da botica.
= Vendem-se dous cavallos mui bons de
carro e novos, um rudado e o outro mella-
do, e 1 c3o de filia muito bravo, com sua cor-
rente proprio para guardar algum sitio ; na
ra do Livramento, n. 67.
= Nos armazons de Manoel Antonio do
Jess & Filho por traz do theatro n. 18 e 19
vende-se a excellente farinha de trigo SSSF e
SSF por prego commodo.
-Vende-se urna canoa de conduzir agoa em
muito bom uzo: na ra da Guia n. 53.
- Na loja da esquina da ra do Crespo, que
vira para o Queimado tem pannos finos mui-
to encorpados e de muito boa qualidade a
preco de 3520 rs. o covado.
^Vende-se seis cooiros de lavarintos seis
ditos de babados, quatro carnizas de cassa, urna
coberta de chita tudo sem ser servido, uns pon-
eos de caxilhos proprios para armago : na ra
do Queimado n. 11.
=Vendm-se estojos de navalhas de cabo de
marfim o*e superior qualidade e talvez as me-
Ihoresque tem aparecido: na praca da Inde-
pendencia n. 5.
= Vendem-se todas as bem feitorias e casa
de taipa nova, n. 12, sita entre as duas pon-
tos da Magdalena com 640 palmos de frente,
e S00 de fundo e foreirof a tractar ao quar-
tel do corpu de polica, com o enfermeiro do
mesmo.
, Vendera-se meios bilhetes da lotera da
Matriz da Boa-vista a 4500 : na ra do Ca-
buga, loja de miudezas junto do Sr. Bandeira.
= Vende-se damasco roxo a 2000 rs. o
covado : na praca da Independencia n. 23.
Vende-se um molecote crioulo
annos: na ra da Alegra n. 36.
Vende-se urna preta de nacao de 18
annos, cozinha engomma e faz todo o ser-
vico de urna casa : na ra do Cabug, loja de
miudezas junto do Sr. Bandeira, ou na ruado
Arag5o n. 5.
Vende-se urna negra robusta ptima
para mumbanda ; e urna negra lavadeira ,
quitandeira e cozinha o diario a 300,000
cada urna : na ra de Agoos verdes, n. 70.
Vende-se urna preta boa para q servico
do campo : na ra da Solidade n. 38.
Vendem-so bichas de superior qualidado ,
chegadas prximamente de Lisboa : no atier-
ro da Boa-vista n. 44, junto a travessa do
Marti ns.
= Vendem-se 2 casas pequeas novas, de
pedra e cal no aterro dos Affogados, por preco
commodo: trate-se defronte do viveiro do Mu-
niz n. 85.
= Vendem-se outroc3o-se duas negrinhas
de 7 a 8 annos, urna linda mucamba de 18 an-
nos de nayo Baca coso veste urna senho-
ra trata de meninos e do arranjo interior de
urna casa tem prineipio de engommar, e
cozinha ptimamente o ordinario, e tem bom
comportamento ; quem pretender annuncie.
= Vende-se um mulato peca de 19 an-1
nos, offical de sapateiro : na ra da Cadeia j
deS. Antonio, n. 15, segundo andar
9 horas da manha as S da tarde.
=* Vende-se flm escrato do gento de An-
gora com 22 annos de iddb eom s Oficios
decarniceiro catador, he bom refinador do
assucBr, sem vicio, e nem achaque ; na ra
das TriMteiras n. 34.
Vende-se a rmiito aplaudida aria dedica-*
da ao feliz despororio de S. M. I., e s restad
15, e as exceHentes modinhas, que tem por t-
tulos Modernos cupidinhos; os amantes de
Nezainha ; pega na Kra sonora ; foge de mi-
nha cabana; os melindres de sinha; amor de
um bixinho ; vejo teos olhos ; estas pecas ven-
dem-se alguma coasa mais em conta : na ra
do Cabugft, loja de Bandeira e Meflo onde
so mente as ha.
= Na ra Nova loja n. 35 acaba de rece-
ber-se da Franca, pelo navio Camelia, 1 com-
pleto instrumental para msica militar con-
sistido em trombes baixos de harmona ,
trompas pistons, cornetas de chaves, clarins,
pelo autor Alary pares de pratos, e por Guod
Troy os seguintes instrumentos de pao; clari-
netes requintes, flautins flautas de obano,
e de bucho com bomba e 4 chaves e ordina-
rias de urna chave tudo se vendo por muito
commodo preco.
Vc= Vendem-se chapeos de sol de seda o mais
modernos com cabos mui delicados ditos de
castor branco tanto para homem como para
meninos, ditos pretos francezes com bonitas
formas, casemiras de todas as cores, merino
preto e azul, tapetes grandes para sala pan-
nos de cores de diversos precos, cambraias dp
bom tom para vestidos madapolo inissimo .
um completo sortimonto de chitas do todas as
qualidades e precos e outras muitas fazeadas
tudo por preco muito ventajoso aos comprado-
res : na ra do Queimado loja n. 11 de A.
L. G. Vianna.
=Vende-se farinha superior da marca SSSF
e SSF, chegada agora de Veneza ; na ra da
Cruz, n. 55.
=tt Vende-se urna boa mulata muito mo-
ra de bonita figura cose, engomma e co-
zinha e muito diligente para o servico de urna
casa de familia a viste do comprador se dir
o motivo porque se vende ; na ra Nova ar-
rnazom n 67.
= No deposito de assucar refinado, esta-
blecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
cao polo qual se extrae a potessa o cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em paes
160 rs. o o de segunda e terecira em p ,
a 120, e 80 rs.
= Antonio de Souza Rangel, vende o seu
sitio da Magdalena; quemo pretender dirija-
se ao mesmo sitio ou entenda-se com o escri-
vao Bandeira na ra streite do Rozario.
= Vendm-se um preto de naci de 26
nnos possante, e proprio para qualquer ap-
plicaoio mormente para embarcadisso por
ja ter dado muitas vagens de marinheiro he
alem disto canoeiro cozinha o ordinario e
lem bastante pratica de servico de Campo e-
de alfandega ; e outro de 17 annos cozinha ,
lem bastante adiantamento no oflicio de pedrei-
O e he canoeiro c sabe lidar com carros >
o carrocas: na ra d Cruz do Recife n. Bl.
Escravos fgidos.
No da 13 do corrente fugo o negro Do-
mingos de nacao com oflicio de serrador ,
de 18 j de 30 annos cor preta altura corpo, maos
enes regulares andar banzeiro por ter si-
do do matto e andava ganhando na ra com
faltas de dentes na frente e nos queixos as fa-
ces cavadas, e no lado direito tem um signa,
de fistola ja muito apagada, em eima da sobran-
selha direita tem um talho ja sam do tamanho
de urna polegada pouca barba falla alguma
cousa discansada levou camisa de algodaozi-
nho calcas de ganga azul novas, e na cabe-
ca um barrete todo rajado o afunilado cora
urna belota na ponte quem o pegar leve a
ra Nova armazem de trastes n. 67 que se-
r recompensado.
No da 14 do corrente desappareceo a
preta Benedicta Angica de 30 annos, alte.
e secca do corpo com talhos no rosto o s-
gnal mais visivel he ter urna perna bastante en-
chada proveniente de duas feridas que teve ,
de que anda tem fistolas fechadas de fresco ,
levou vestido branco e panno da costa foi es-
crava de Jos de Albuquerque Maranhao mo-
rador nos A (Togados para onde ha descofian-
ca ter ido venda verduras sendo este muito
conhecida tanto aqui aonde effectivamente an-
dava como nos Affogados ; quem pegar leve
na Trompe lugar da Boa-vista n. 26 que
sera recompensado.
Recife: na Ttp. de M. F. dbFabia.=1843


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