Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04958


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Full Text

Auno de 1843.
Sabbado 13
Tudo gora depende de no ffltimoi ; aoaaa prudencia moderar3o, a sargia : con-
linuenioj como principiamni, seremos apontadoa com admirro entre aa Nac6ea maii
cullM- ( Proclamado da Assemble Geral do BaaiIL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Parahilia Biogrande do Norie segundas a sextas fairai.
Bonito e Garanhona 40 e 24.
Cabo ? Serinhaem, Rio Frmoso ,
PortoCaWo, Macelo, a Alagoaa no i. 11 21
Boa-Tista e Florea a H e 38. Santo Ante, quintal feirai. Olinda todo oa das.
DAS DA SEMANA.
8 Seg. Apparigo de i Miguel Arcanjo. And. do J. de D. da 2. r.
9 lerc. a. Gregorio Namianieno Rol. Aud. do J. de D. da 3. t.
10 Qnari a. Antonio Are. Aud. do J. de D. da 1. r.
11 Omat. a. Anasiacio M. Aud. do J. de D. da i. t.
12 St a Joanna Princesa. Aud. do J. de D. da 2. y.
13 Sab. N. Senhora dos Mirlyros. Rol. And. do J. de D. da 1 t.
d D, a. Gil. a. Bonifacio.
de Maio
Anno XIX. N. 105.
O Diario publica-a* todoa oa diaa que nao [oran Santifioadoa: o pr.co da aiaigaatora fe*
de tres mil reis por quartel pagos adiantadoa. Oa annuncios doa aaaignantes aio inserido*
grana, e oa dos que o n5o forem raio de 80 reis por linhs. As reelamaooee dereas ser diri.
gidas a esta Typ., roa das Crasas N. 34,ou a praca da Independencia loja da litros N. Oa o.
casillo*.No di* 12 de Maio;
Cambio sobra Londres 2 C d. por 1U.
Paria 360 res por franco,
Lisboa 100 por 100 d premio.
Mondada cobre 2 por cento.
dem de letras de boas firmas 1 | a |.
Ouio-Moeda de 6,100 T.
N,
de 4,000
PlATA-Patacdes
c Petos Columnsres
ditos Mexicanos
compra
16,300
16,100
8,900
1,880
1,880
1,880
reala;
16,600
16,300
9,100
1,900
i,90O
1,000
PHASES DA LOA NO MEZ DE MAIO.
Loa Cbeia 1 ?, i, H horas 15 na. da tard. I La ora i 29, as 4 horas 35m. da msnh.
Quart.ming. 21,1 Ihora cSaa. dam. | Quart. creso, a 7, ia6 hora 5,*. da msnh,
Prtamar de hoje
1. a 3 horas a 42 a. da manhaa. | 2. a 4 horas a 6 ai. da larda:
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 5 DO CBRENTE.
GfficioDo secretario da provincia ao p-
meiro da assembla legislativa provincial, di-
sendo, que o Exm. Sr. Presidente em F,atisfa-
cao ao que a mesma assembla exigi acerca
do requerimento do vigario da fregu a da Ta-
quara em que pede o pagamento ,je SUa co.n_
gra que foi supprimida pela ',e do orgamen-
to vigente, manda declarar-lhj0> que o lio Abi
servio sempre de limite a e-ata provincia, e a da
Parahiba.e que a parochi;d d0 supplicarite se acha
a quem do dito no ; ; que tendo a carta
regia de 1775, que cfl,ou 0 municipio d'AIhan-
dra chamado a aita freguesia da Tafquara
para iaser parite desse municipio pertencen-
le provir,lCa fja Parahiba deixou grande
duvida Vespeito dos limites destas duas pro-
vincias t que s o poder central, a vista da
dita'arta regia, pode decidir; que em con-
S'iqujncia dessa uniao da freguesia mencio-
nada ao municipio d'lhandra o respectivo vi-
gario apenas recebia asua congrua por esta pro-
vincia entretanto que concoma com todos os
actos clvis e polticos inherentes ao seu empre-
go como seja eleicSs parocliiaes etc. para a
provincia da Parahiba de acord com as or-
dens das autoridades daquella provincia ; e que
nao parocendo S. Ex. estas informages satis-
fatorias, quanto aos limites em questo das
duas referidas provincias tem pedido aoEm.
Presidente da Parahiba os esclarecimentos, que
lie poder fornecer osse respeito.
to dos que s8o despodidos sem terem o farda-
monto vencido.
Portara Aomesmo, mandando excluir o
sargento Antonio dos Anjos Pessoa e soldado
Cosme Jos Cabral, em attencao a terem ser-
vido bem por espago de 11 meses, o seren ca-
sados com tilhos.
DitaAocommandanto do batalhao de ar-
tilheria a pe, mandando levantar a nota do de-
sorejo do Soldado Amaro Francisco dos Santos,
em consequencia dos documentos que apre-
sentou.
dem do da 27.
Officio Ao Exm. Presidente, dando-lho os
esclarecimentos que podira acerca do forneci-
mento d'agoa dos corpos, fortalesas, e guar-
das por meio de arremattacao, e sobre a quali-
dade d'agua dos pocos do quartel do Hospicio.
Dito Ao commandante do batalhao de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado re-
commondando-Ihe que tivesse em boa arrecada-
cao o faldamento rico, que sdeveria ter uso nos
das de grande gala, o as grandes paradas, ro-
Havendo por erro typograflco faltado urna
linha no oHcio abaixo transcripto, com o
que soffreo ello grave alteracao ; de novo o pu-
blicamos.
Commando das Armas.
EXPEDIENTE DE 2S DO PASSADO.
Officio Ao Exm. Presidente, enviando o
mappa da forca que nao pertencendo a linha
do exercito se acha nesta provincia empre-
gada a cargo da reparticao di guerra e duas
relaeoes nominaos, urna dos officiaes que as
mesmascircumstancias servem em dita forca,
o outra dos officiaes do exercito empregados em
commissdes civis, conforme a exigencia feita
cm aviso de 31 de margo ultimo.
DitoAomesmo Exm. Sr., signiflcando-Ihe
em resposta ao seu officio de 2-2 do crrante, que
o corneta Jos Francisco de Paula assentara
praga com idade de 17 anuos.
DitoAq mesmo Exm. Sr., enviando-lheo
requerimento do soldado Manoel Francisco de
So-usa no qual pedia sua demicao ao governo
imperial, por ter finalisado o engajamenlo.
"DitoAo detembargador chefede polica,
disendo-lho em resposta ao seu officio desta da-
ta que os recrutas Antonio Manoel Bizerra ,
Jos Fideles da Silva e Manoel Pereira Leitao
assentaro praca.
dem do da 26.
Oflicio Ao Exm. Presidente, acerca do
fardamento pequeo do batalhao de infantaria
de guardas nascionaes destacado.
Dito Ao director do arsenal de guerra, exi-
gindo urna ola da importancia de cada urna
das pessas de fardamento feito para o batalhao
de infantaria de guardas nacionaes destacado,
separando as do grande uniforme do pe-
queo.
Dito Ao commandante do batalhao de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado exi-
giodo urna notada importancia do quantitativo
de50 reis diarios marcado para fardamento,
que caberia a todas as pragas de pret do bata-
lhao desde a sua organisagao.
Dito Ao mesmo determinando-lhe que
quandotiverordem para excluir qualquer praga
de pret do batalhao do seu commando nao fl-
zesse efoctiva a ordom, sem que essa praga te-
nha indemnisado o valor do fardamento que
hottvessfl r.-cobido cstrasado, ou extraviado,
sem ter completado o lempo marcado para sua
duragao.
Dito Ao mesmo dhendo-Iho que com o
p-uarda Manoel Jos Ribeiro deviaprem pra-
tJ,Ua, V |UV liVJtO, UOIU |JV> 1V VllWH'l
co!hendo-se logo as reservas finias estas e
aquellos e que os capotes tambem deviSo ser
dados aos soldados em occasiao de servigo em
dias invernosos.
i i aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
PERNAMSUCO.
COMPANHIA DO BEBIRIBE.

Relatorio do conselko-deliberativo da Compa-
nhia do Bebiribe na reunido geral de 10 de
Maio de 1843.
Srs. Um anno ha docorrido depois da vossa
ultima reunioem assembla geral: um anno
ha que o Consolho-deliberativo da Companhia
vos assegurou, que tudo se achava dsposto pa-
ra se comegar a por em execugo o plano adop-
tado : ecomeieo Srs. o Conselho dando-
vos agora conta dos seus trahalhos vai mos-
trar-vos que obtidas as concessSeS a que a
Companhia tinha direito e vencidos os obsta-
culos que por mais de tres annos embaragaro a
rcgularidade da sua marcha nenhuma rasao
havia para ser retardada por mais tempo a fac-
tura das obras do encanameato do rio da Prata.
Gontractado o engenheiro conforme vos foi
annunciado e feita a nomeagao dos emprega-
dos indisponsaveis o Conselho encarregou a
dous dos seus membros a immediata fiscalisaciSo
dos trahalhos autorisando-os a ajustar-e des-
pedir obroiros e serventes e a comprar os ma-
teriaes e mais objectos necessarios quando fos-
sem de importancia tal que nao exigisse a nter-
venci do mesmo Conselho. Julgou alm disto
dever contractar o mostr VVilmer nao s para
os trahalhos de sua profissao, como tambem pa-
ra todos aquellos para quo se achasso habilitado
e podesse ser til a empreza. Esta acquisicao
tornou-se logo mui proficua, porque fallecendo
o engenheiro Kersting a sua falta seria muito
maissensivel Companhia se aquello a nao su-
prisse immediatamente, continuando na direc-
gao das obras sem que ellas soflressom a menor
interrupgao.
Fallando das obras o Conselho devia anf ci-
pa r-se em roferir-vos que no inezde Julho pre-
trito cornecarao os trahalhos preparatorios, e
que dous mezes depois, no felis anniversario da
nossa Independencia foi collocada a primeira
pedracom asolemnidade que muitos de vos
presenciastes o que foi dcscripta em urna ex-
posico publicada pelo Diario. Em menos de
quatro mezes forao concluidas as obras do acu-
de e da caixa d'agoa do Prata despendendo-
so menos de dous tercos da quota marcada para
a conecco deltas. Em seguida tratou-se de
preparar o terreno para a collocaco dos canos
de ferro fasendo-se um atierro sobro o acude
grande, aim de os trazer nivellados e em linha
recta at quasi Povoagao,d'Apppucos. Este
trabalho foi mais diflicil do que a principio se
presuma, por se ter encontrado na linha do
atierro um pogo de profundidade mui superior
que se havia calculado : com tudo o atterro
acha-se vencido em quazi toda a extencao do a-
cude e com despeza inferior ao custo dos ca-
.tiwi enn
omnrnnfir
nriifkr
distancia do encanamento por fora do mesmo
acude ; nao sendo esta economa a maior van-
tagom que rosulta d'esse atterro e nivollamen-
to, pois que, segundo as domonstraoos hydrau-
licas outras existen) mais apreuiaveis.
A vista das propostas para o fornecimento dos
canos de ferro, o das informagos obtidas a so-
molhante respeito o Conselho assentou que
n3o convinha adoptar nenhuma d'aquella's e
preferio antes mandar vir do Inglaterra por con-
ta da Companhia 1000 bracas dos mosmos ca-
nos; o quo, mediante o crdito e relaeoes com-
merciaes do presidente do Conselho, foi promp-
tamente satisfeito sendo all justo o ferrosa
razao do L S, 17, 6 por tonelada : custo este
a que se dove addicionar 20 por cento pouco
mais ou menos para o frote seguro direitos
o mais despezas at o porto desta Cidade ; aon-
tle j so acha desembarcada a maior parte da en-
comend inclusive a sida correspondente, e
urna torneira de registro. O meio preferido
pelo Conselho he sem duvida o mais prompto o
mais econmico para so obtetem os objectos que
a Companhia tem de mandar vir de fora ; por-
que tendo os seus agentos retacos directas
com as pragas que costumio fornecer taes ob-
jectos e sendo interessados em promover o
crdito e adiantamento da empresa para que
contribuem com seus capitaes e recursos se
prestarlo de boa vontado logo que a necessida-
dc se manifest sem depender de ajuste em
que quasi sompro se despende muito tempo*,
nem de outra soguranca alm d'aquella que a
Companhia pode por si mesma offrecer ; re-
vertendo em beneficio desta as commissdes que
outro qualquer agente devo necessariamente
percebor. Comparando as propostas de que a-
cima se tracta com as facturas que acharis so-
bre a mesa, vos podereis avaliar quanto lucrou
a Companhia em n3o contractar o fornecimen-
to dos canos visto quo deveis encontrar nota-
vet differenca entre as exageradas exigencias de
L. 14 por tonelada e de 110 e 8o por Ib. de
forro, e o prego da encomenda; o qual ao cam-
bio de 28 p. c. por 1000 nao excede de 27 reis
porlib.; sem motter em linha de conta osadi-
antamentos e condicccs onerosas que a
Companhia se deveria sujeitar para rcalisar o
contracto. Releva nao obstante diser-vos quo
o prego do ferro declinou consideravelmente
depois do feitas as propostas e que o das fac-
turas he tao baixo que nao so podia contar com
esta vantagem nem com o cambio quo regu-
lou a primeira remessa.
Nao tendo o Conselho fundadas esperancas
de que a haixa do forro, occasionada talvez por
circunstancias eventuaes, se conserve por mui-
to tempo sent sobremaneira que a Compa-
nhia nao possa aproveitar esta quadra para so
abastecer da quantidade que llio he precisa ,
em razao de carecer para isso de fundos que
nao so poderio realisar com a necessaria pres-
teza : tendo sido as ultimas entradas da pri-
meira prestacao tao demoradas que o caixa
se vio na prcciso de adiantar a maior parte dos
dinheiros que remotteo para pagamento da pri-
meira remessa de canos; o que impossibilitou
o Conselho de exigir parte da 2.* prestacao e
de fazer nova encomenda como convinha aos
inleresses da Companhia. A vos cumpre, Srs.
sanar para o futuro os inconvenientes quede
taes demoras resulto : no entretanto que o
Conseibo procurou minoral-os nomcando um
cobrador para ir receber as prestaces a casa
dos Srs. accionistas, ou dos seus corresponden-
tes nesta praca sem que esta medida possa i-
sentar da pona marcada nos estatutos aos que ,
depois de feitos os avisos e a chamada nominal
pelos jomaos, nao realisarem as suas entradas.
Logo que chegou a primeira remessa dos ca-
nos o Conselho convidou ao Coronel Conra-
do para vir assistir a collocacao d'elles marcar
os fundamentos do reservatorio da Boa-vista ,
que convem seja quanto antes edificado e de-
cidir sobre algumas mudancas indicadas como
preferiveis na direccao do encanamento; tendo
o Conselho cm vista que as obras sejao ins-
ninda nn fnssn or r.nrfn -
..... ---------------"
r>'>...../,ri!lil;K
paco de tempo dirigidas por esto hbil e ex-
perimentado engenheiro ; e quo nenhuma al-
teragao se faga no plano sem previo conheci-
monto do atgum dos seus autores. Para que
a Companhia nao licasse inteiramente depen-
dente da realisaeo deste convite o prosidente
do Conselho incumbio-so de entrar em ajuste
com o engenheiro Bauhman, que at agora tem
sido empregado na fabrica de fundig5o desta Ci-
dade fim de o oncarregar das obras logo
que for necessario tractar-se do assentamento
dos tubos: no entretanto que os trabalhos po-
dem continuar sob a direccio do mestre Wit-
mer quo os vai desempenhando satisfatoria-
mente.
Srs? Com a sucinta exposigao que acabaes
de ouvir, o concolho suppoo ter-vos feito ver
o estado em que so achilo as obras do encana-
mento e o que tem disposto para que el-
las continuem com a mesma rcgularidade ,
quando nao posso ser executadas com mais
prestesa e se possivel for com melhor succeso:
elle passa agora a manifostar-vos o estado da
companhia pelo que respeita ao estado financei-
ro. Antes porem de o fasor, cumpre-lhe corti-
municar-vos que sendo conveniente marcar
um ponto fixo'aondo so tratasse dos negocios
com n companhia, e se fisessem as reunios dos
socios eassesses do conselho ; tonjou por
conta d'ella a casa em que ora vos achaffereuni-
dos e mandou-a preparar com os arranjos n-
dispensaveis para prehencher esses fins e para
o expediente dos trabalhos relativos a escriptu-
ragao ; designando para as dispesas de alaguel
ede escriturarios a quantia annual de 1:2008
rs. Outro sim que, seguindo o systema de que
be necessario pagar bem ao serventuario para
que se possa esperar que elle seja probo e se
dedique todo ao trabalho de que for incumbido;
ou tendeo que nao devia estipular menos de 100#
rs. por me/ ao administrador das obras ; a fim
de que elle empregasse todo o seu tempo no
servico da companhia e tivesse maior empe-
nho em cumprir as suas obrigaces para assim
conservar o se emprego. Pelas mesmas ra
ses estipulou ao apontador sobre quem pesa
menor trabalho e responsabilidade, mas em
quem se requer nao menos inteiresa e assidui-
dade,o voncimentode50$rs. mensaes. Quanto
ao Mestre Wilmer foi elle justo por 1:2008 rs-
por anno, inclusive a gratificacao de 2008 rs.
em quanto os trabalhos forem executados fora
da cidade. Convem alem disto communicar
vos, que tendo os encarregados da fiscalisacao
immediatados trabalhosde so transportaren) con
assiduidade aos lugares em que se executao as
obras o conselho marcou- Ihes para as despezas
de transporte a quantia de 508 rs. mensaes, a
qual devo percebor somonte o que se achar em
exercicio.
Sao estas as despesas fixas quo actualmente
se fasem por conta da companhia, devendo
notar-se que esteve ao servico d'ella por alguna
me-es um desenhista encar regado de tirar a
limpo em ponto grande a planta do encanamen-
to ; e que anda nao foi marcada urna gratifi-
cacao que deve ter o caixa para um fiel que o
coadjuve em seus trabalhos.
Da conta corrento que vos be apresentada ,
veris quo se tem arrecadado por conta da 1. pres^-
tagao rs. 37:7228 e despendido at 30 de a-
bril prximo lindo rs. 35:9168996 havendo
em poder do caixa o saldo de rs. 1:8058004 *
Clacificando a despesa acharis que se des-
penden com as obras do acude e da caixa d'a-
goa inclusive a compra das nascencas do Pra-
ta rs. 15:238^372 ecom a escavaefio e atter-
ro em continuagSo rs. 5:1698960 com ca-
nos de fesro remessa de 1000 ao c. d 28
rs. 8:5718430, e com despesas geraes even-
tueose administrativas rs. 6:937234, oque
tudo somma a mencionada quantia de reis
35:916.>996. Se estes esclarecimentos anda
vos nao sao suTicentes podis examinar os
livros, e ahi encontrareis as despesas escriptu-
radas com claresa e individuacao.
Posto que a receita esteja por si mesma cla-
rififulo m crtnciiiiiinio Aa *m* 4 a -.--*-
' ?_ .. .i i. i -_.. ...~. a* ^a VSV
*>m >flnconnoniia Aa *


.rm
coaunioa fonted'ella releva com tudo di-
ser-vos que a quantia arrecadada he proveniente
de 10 p. % sobre o vaor de 5570 accoes de 6
p. % sobre o valor de 2101 e de 4 p % sobre o
valor de 1890 : de modo que ainda se nao po-
de saber ao certo o numero de acodes com que
se deve contar tanto mais nao estando linda
a prorogaco do praso marcado para se com-
pletar aquella prestaco ; praso que convem
ainda ser prorogado por que est nos interes-
ses da companhia condescender at um certo
ponto com todas as pessoas que tem contribuido
para a empresa do encanamento.
Cabe aqui scientificar-vos, senhores, que
a assembla legislativa provincial solicita em
promover os interesses da provincia e animar
a companhia habilitou o governo para ser ac-
cionista de 600 acedes ; cujos lucros dever
ser applicados compra de novas apolices a
proporcao que se serem os devidendos : me-
dida esta to proficua a companhia como til a
provincia; por queaomesmo lempo que urna
adquire um forte contrihuinte e um poderoso
concurrente para animar o preco das suas apo-
lices no mercado, a outra, adquirindo succes-
sivamente novos ttulos pode dentro em pou-
cosannos resgatar em beneficio do publico, sem
despender mais do que os fundos ora decreta-
dos e sem causar prejuizo nem violencia aos
accionistas.
Convem, afina), diser-vos, que se acha so-
bre a meza o parecer da commissao especial
nomeada para rever e disculir os projectos de
estatutos, que vos foi apresentado na ultima reu-
nio; osquaes deverao ser postos em execucao
logo que forem definitivamente approvados de
conformidrde com a vossa decisao a semilhante
respeito.
Senhores! Oconselho convencido de voshaver
ministrado a cerca da companhia todosos escla-
recimentos que podio interessar-vas, conclue o
seu relatorio convidando-vos a eleger o novo
conselho que o deve substituir ; o qual, sendo
digno da vossa escolha e confianca nao pode-
r deixarde envidar todas as suas forcas para le-
var a effeito urna empresa de tanta utilidadee
magnitude : entretanto que o actual sent que
os seus esforcos nao fossem bastantes para de-
sempenhar de um modo mais satisfactorio e
mais conforme aos seus desojos a missao de que
o haveis encarregado. Recile 10 de maio de
1843.
Com mullicado.
A LEGITIMIDAD!- D.v PRESIDENCIA DO SR. BARA
DA BOA-VISTA CONTESTADA PELO D-N.
OD-n. em urna pergunta interessante que
publicou nodia 4 e nocommunicadonao me-
nos importante do seu intrpido de 6 do cor-
rente acaba de aventurar um grande meio de
opposicS administraco da provincia. OEx.mo
Sr. Ha rao da Boa-Vista diz elle como mem-
bro que he da cmara dos deputados, nao pode
vista da lei fundamental do estado conser-
varle na Presidencia desta provincia ; he ame
autoridade Ilegitima cujos actos trasem coin-
sigo o cunho da nullidade. O manhso gabine-
te de Janeiro, conservando acintementeS. Ex.
na administraco de Pernambuco rasga o c-
digo sancto da naco : resistencia pois esse
direito he sagrado e asendo-a estamos na r-
bita das leis. Alerta, Brasileiros alerta Per
nambucanos!
Despertar a attencao do publico sobre o que
enceria de subvertvo e perigoso a doutrina do
jornal opposicionista, que alto e bom som acon-
M'lha c recommenda a resistencia, cconseguin-
temente a perlurbaco da ordem he cousa em
que por intil, me nao metto ; pois que d'a
milito a opinnula provincia se nao a de todo
o imperio avalia devidamente o D-n. e o seu
systema havendo j passadoem julgadoa sen-
tenca que irrevogavelmenteocondemna como
oryao de urna opposica') nao de principios, qual
convem ao governo representativo mas de no-
mes proprios de egosmo e de interesse, op-
posico, que nao tem porfim urna so ideia, u>n
s pe n.saine i, lo mas he empregada como mo-
do de vida e mi io de subsistencia. O meu de-
signio he apenas examinar os lundamentos, com
que o intrpido declara a Presidencia do Sr. Ba-
ro Ilegitima e nullos os seus actos depois de
aherta a assembla geral. Nem a letlra, nem o
espirito dos aitigos ;i>, 33 e :l da constituico,
citados pelo intrpido apoia as consequencias,
que elle dedusio para alertar Pernambuco, e o
Brasil inteiro.
O artigo 32 da lei fundamental ( censurado
por autores nao suspeitos causa da democra-
cia ) estabelece a incompatibilidade das func-
ces (a) de deputado ou senador, e as de qual-
(a) Funcco, exercicio de faeuldades fisicas.
De fatuidades moraes; as e vezes do ma-
gistrado : Moraes diccin.
Funcco ( Lat. functio, onis, de fungor, i ,
catar um officio um dever c. ) exercicio de
exefaculdades fsicas, ou moraes. Funccoes vi-
taes. Funccoes do cargo. Constancio diccin.
Certamente se a constituico entendesse por
funccoes de depuiado a egisiatura e deier-
quer outro emprego que nao sejo os de con-
selheiroo ministro de estado, mandando que
cesse interinamente o exercicio do emprego cm-
quanto o empregado estiver no senado ou na
cmara temporaria. O artigo pois, prohibe a
accumulaco das funccSes legislativas e as de
qualquer outro emprego. Mas se o Exm. Baro
da Boa-Vista nao accumula "se nao est exer-
cendo um tempo as funccoes de Presidente des-
ta provincia e as de membro da cmara dos
deputados, cessando necessariamente as primei-
rasiogo que elle parta para a corte afim de exer-
cer as segundas, a que vem o artigo 32 da cons-
tituico e que applicaco tem sua disposico
) caso, de que se trata ? Recea por ventura o
intrpido, queS. Ex., usurpando attributos,
que s Divindade pertencom esteja ao mes-
mo tempo no Bio de Janeiro e em Pernambuco,
e assim tenha a lembranca o desejo de exercer
effectivamente actos de administrador e legisla-
dor caso em que se daria inraceo do artigo
32 da constituico ? Se a questo he de lgica,
e nao de corageme intrepidez pode o commu-
nicante do D-n. confessar que o artigo 32 da
lei fundamental foi arrnstado para a questo
com manifesta violencia de seus termos nao
menos que de seu espirito.
Igual repugnancia descobre-se no artigo 33
da constituico em prestar ao intrpido o servi-
co que delle querextorquir para provar a illc-
gitimidade da conservaco do Sr. Baro da Boa-
Vista na Presidencia desta provincia. Este arti-
go consagra urna medida de prevenco prohi-
bindo que no intervallo das sesses o Monarcha
possa empregar algum senador ou deputado, e
que vo exercer as provincias seus empregos ,
se Isto os impossibllitar de se reunirem em as-
sembla geral ordinaria, ou extraordinaria. A
constituico porem suppoe evidentemente, co-
mo bem se collige de suas palavras que o se-
nador ou deputado tenha j tomado assento na
respectiva cmara e S6 ache preenchendo func-
coes legislativas. Ora estas circumstancias nao
sedo na conservaco do Sr. Bara na Presi-
dencia desta provincia : nao estamos em inter-
vallo de sesses o Sr. Baro nao foi emprega-
do forado imperio Pernambuco nao dista tan-
to da corte, que a commissao do presidir pro-
vincia imposslbilitasse S. Ex. de chegar ao Bio
no tempo da convocacaSda assembla nem fi-
nalmente o Sr. Baro era deputado da actual le-
gislatura quando foi nomeado presidente de
Pernambuco. Assim he forca reconhecer que
o artigo 33 da constituico nao rege de modo al-
gum a hypothese que o intrpido se propoz
averiguar. Nenhum raciocinio ou disposico le-
gislativa at aqui apresentou o intrpido com
que possa to cathegoricamente declarar illegal
a Presidencia do Sr. Bara5 da Boa-Vista, e nul-
los os seus actos depois que se abri a assem-
bla geral. Prosigo na analise do communi-
cado.
Escreve o intrpido com afoutesa correspon-
dente ao seu nome, que he opposta lei funda-
mental a conservaco do Sr. Baro da Boa-Vis-
ta na Presidencia da provincia urna vez que se
nao tem impetrado a licenca de que trata o
artigo 31 da constituico. Eis um erro grossei-
ro em que cahio o celebre communicante do
D-n.
He sabido que da cmara vitalicia ou tem-
poraria se obtem licenca para ser o senador, ou
deputado encarregado de alguma commissao ;
mas isto se entende quando o senador ou depu-
tado para exercer tal commissao deixa a cmara
em que j est prestando serviros ao paiz. A li-
cenca da cmara necessaria se o desumpenho
da nova commissao obriga o representante da
naco sahire sua cmara sendo posterior a
eleica o suspendendo a tarefa do legislador. A
lettra da lei oxelue toda duvida a esto respeito,
pois qui; assim se exprimea constituica Se....
for indispensavel que algum senador ou depu-
tado saia para outra commissao a respectiva c-
mara o poder determinar Logo se o indivi-
duo j est encarregado da commissao ao tem-
po em que he eleito representante da naca,
pode permanecer em sua commissao edesempe-
nhal-a sem licenca ou determinaca da cmara.
Esta consequencia que corre das palavras da
lei, he tambem conforme ao seu espirito.
Certa deseonfanca ou suspeita que alguns
louvao outros condemnao presidio a redac-
Ca do artigo 34 do nosso pacto-social. Conhe-
cendo o pendor do coracao do homem estimar
aquelles de quem recebe beneficios, desculpan-
do-lhe os deleitos e at condescendendo com os
seus crimes.quiz o legislador prevenir que o po-
der com os lugares e commisses de que dispe,
chamasseao seu partido, ou desviasse doseioda
ropresentaca nacional o senador ou deputa-
do que defendendoali os interesses do estado, e
clamando cmtra os abusos do governo oppusesse
um dique aos-'seus desmandos;e desta arte adqui-
risse illicitamente amigos polticos ou se des-
cartasse de importunos adversarios. Bem ou
minasse que oessava intciramcntequalquer em-
prego durante a legislatura e nao durante o
exercicio do emprego de deputado, que he em
(iianto est elle com assento na cmara seria
redundante e ocioso o preceito de que nao
lossem exercer seos empregos os deputados que
cslivessem longe da capital e contraditoria a
faculdade de os poderem exercer os que os tives-
semem logares prximos desorte que nao emba
racassem a sua volta para a seguinto reuniSoda
essembla geral.
ISuiu ua xicaciuc.
mal o autor da constituico suppoz que o
representante que acceita urna commissao do
p idetexecutivo, tendo j entrado em suas func-
Ces legislativas muda de posico pessoal,
um nova homem e j nao merece a mesma
confianca ordenando porisso que se alcancas-
se licenca da respectiva cmara a qual com
sua permissa abona solemnemento o carcter
de seu membro e assegura que a sabida delle
nao heum mal para o paii.
Taesconsidcracoes porem so nao applicao ao
caso em que a commis?ao he anterior elei-
Ca5 do representante como succedeu ao Snr.
Bara da Boa-Vista que j era Presidente des-
ta provincia quando foi escolhido membro da
actual cmara temporaria. O individuo quo es-
t encarregado de urna commissao do poder exe-
cutivo ao tempo de sua eloica j amigo da
administraco a sua adhesad e apoioem qual-
quer commissao de conflanca eoseu voto co-
mo membro di corpo legislativo nao podem
ser duvidosos ao ministerio. Assim nao he para
recear seja-lhe ofTerecida ou conserve-se-lhe
urna commissao para corrompel-o pelo interes-
se ou deste modo distrahil-o da representacao
nacional.
Os eleitores por outro lado nao ignoro ,
que o individuo encarregado de urna commis-
sao merece toda confianca do governo e se a-
pesar disto o nomeo deputado, ou senador he
porque esto convencidos do carcter do eleito
{ ou de sua capacidado) por ser ao mesmo tempo
amigo do governo e da naco. Este testemu-
nho da urua como que despensa e he mais va-
lioso que a permissa da cmara. A raso
por tanto que torna necessasia a licenca de
que trata o art. 3i da constituico para o se-
nador ou deputado ser encarregado pelo gover-
no de alguma commissao nao se d quando o
individuo era empregado "do poder antes de ser
eleito da naco. Assim he (nao sei se o intr-
pido m'acceitar a analoga ) que a pasta o flo-
recida um deputado d lugar um appello pa-
ra a naco a fim de que ella declare, se continua
ter confianca em seo mandatario nao acon-
tecendo o mesmo se antes de eleito j o indivi-
duo fasia parte do ministerio.
Ignora o intrpido que alias decide todas as
questescom auloridade papal pelo tom de in-
fallibilidade, com que diz ninguem me con-
testar, ignora, repito, o communicante
do D-n. que as prohibices que se compre-
hendeu nos artigosda constituico que citou ,
nao se entendem a cerca do representante da
naca que nao est na cmara e aindn nao
exerceo funccoes legislativas, parecendo ao
mesmo tempo estar plenamente convencido de
que o eleito deputado he obrigado tomar as-
sento no corpo legislativo sendo que nao ha
lei (ao menos assim se tom entendido na prati-
ca) que constranja alguem sor legislador.
Eis a origem das incoherencias e absurdos do
intrpido.
Os periodos que deixo escriptos, authori-
so-me concluir que recebendo o Exm.
Sr. Baro da loa vista do chefe do poder exe-
cutivoa commissao do administrar esta provin-
cia antes de ser escolhido membro da actual c-
mara temporaria pode ser legtimamente con-
servado na presidencia sem licenca dacamaradns
deputados. A permissa somento seria neces-
saria se S. Ex, estivesse como deputado na
corte e houvesse de trocar as funccoes de le-
gislador pela melindrosa tarefa de presidir e ad-
ministrar sua provincia. Como porem assim
noaconteceo nao be necessaria a licenca em
que insiste o intrpido bu S. Ex. urna auto
ridade legitima e sao validos todos os seus
actos. Salte embora o intrpido pelos limites
de urna legal opposco, propale doutrinas
subversoras diga quo o gabinete imperial
conserva com manha o Sr. Baro da Boa-vista
na presidencia desta provincia proclame a.
resistencia comodircito eatcomo im dever.
O intrpido como quem be pode escrever
o que Ibe parecer, queo publico Ihe faz a me-
recida justica e eu direi sempre d'elle e dos
seos correligionarios polticos aos incautos e
aos quo ainda nao os conhecem bem : ex
fructibus eorum cognoscetis eos.
Variedade.
CARAPUCEIRO.
Os homem bananas.
Se o estado conjugal he por assim dizer, a
grande fabrica das associaces humanas; se da
harmona das familias nasce principalmente a
prosperidade dos Estados ; quem h que nao
reconheca a vantagem antes necessidade, do
amor entre os casados ? Se o marido, ou a mu-
iei ainda nos objectos mais pequeos, e insig-
nificiintes cerro-se banda e vivem a rixar
sempro como o cao com o gato pode haver
neste mundo um transsumpto mais fiel do in-
ferno do que a vida de casado ? He indubi-
tavel, que o homem deve amar a sua mulher ,
sem o que tudo na familia he desordem, confu-
zao c iiiieiiuuauc.
Criao os paisurna filha com os maiores dis-
vellos e carinhos : trabalho incessantemonte
por Ihe inspirar o pudor, a modestia a can-
dura virtudes., que tantoadorno o bello se-
xo. A pudibunda, e graciosa virgem passa da
casa paterna para a de um homem que Ihe
dero por esposo o qual vidamente colhe as
primissas de seus encantos, e tornando-a mai,
rouba-lhe grande parte destes, pe-lhe em ris-
co a propria existencia. Tal esposa nelle tem
depositado toda a sua confianca nelle empre-
gado todo o seu amor, e delle espera proteceo,
e amparo. Que iniquidade que ingratidao ,
que crueza nao he o desamar e desprezar esta
mulher I Nem as molestias nem a velhice
sao motivos para que o homem se considere
quite do affecto dos cuidados e attences ,
que deve sua companheira.
At aqui nao h discrepancia deopinies,
e estou certo que as senboras acharao mui a-
certado quanto hei dicto. Mas no que vou a
dizer he que est o buzillis : e para ento fi-
co as zanguinhas e talvez as pragas, &c. &c.
Ten bao porm paciencia as ininbas Ilustres
leitoras ; porque repetirei o rifo das Escolas
4m\cw Plato amicus Scrates; sed magis a-
mica vertas. Sao meus amigos Plato, e S-
crates ; com tudo mais amiga he a verdade.
Sendo pois a familia urna pequea sociedade,
forcosamente deve ter um cabeca um ebefe ,
a quem todos respeitem e obedeco ; porque
no seio das familias o rgimen constitucional
representativo he impraticavel ; e creio que o
nao querer para a sua ainda o mais fervoroso
republiqueiro. He pois indispensavel que
as casas haja alguem que governe e de tal
modo que tenha em todos os negocios o veto
absoluto : e este governador he sem duvida o
homem assim por dispozico da natureza, que
o fez mais forte e com mais capacidade intel-
ectual como at por preceito Divino. Quan-
do nossa mi Eva j de curiosa ,x o bisbilhotei-
ra deo ouvidos s sugestes da serpentc e in-
duzio nosso pai Ado a quebrantar o preceito
doSenhor este em castigo de seu peccado Ihe
disse sub viri potestate eris et ipse dominabi-
tur tui: estars sob o poder de teu marido e
elle te dominar. Logo a sujeico e obedi-
encia da mulher ao marido he preceito do pro-
prio Dos.
Tanto he isto verdade que S. Paulo na sua
1." Epstola a Timotheo diz =Mulier in silen-
tio discat cum omni subjectione. Docere a-
tem mulieri non permiti eque dominari in
virum sed esse in silentio = A mulher apren-
da em silencio com toda a sujeico; pois eu nao
permiti mulher, que ensine nem que te-
nha dominio sobre o marido se nao que este-
ja em silencio. Eis-aqui como o mesmo Dos,
nao quer se nao que a mulher seja sujeila ao
marido ; donde por necessaria consequencia so
deduz que o homem, quo se deixa dominar
de sua mulher vai contra o expresso manda-
mento do Creador inverte a ordem da natu-
reza, e s merece o eptheto de homem banana.
Adao foi homem banana quando por con-
descender com Eva comeo do pomo prohibido ,.
e incorreo na reprovaoo do Senhor, reprova-
co que se extendeo por todos os seus descen-
dentes. Longe de mim o pretender, que o ma-
rido trete com sobranceria e crimeza a sua
mulher cortando imprudentemente por todas
as suas vontades tendo-a finalmente como es-
crava. Pelo contrario reprovo toda a selvati-
queza para com o bello sexo e entendo quo
nao desfcxo em vo os agrados, e boas ma-
neiras do marido a respeito da mulher com a
qual rasoavel, e justo be, que condescenda em
tudo, que for conveniente, e licito: mas sem-
pre de tal geito que ella nao chegue a des-
lembrar-se de que Ibe he subordinada. Para
isto releva, que o marido faca lodo o estudo por
conhecer os entresolbos do coracao de sua mu-
lher afim de bem a poder aquilatar e saber
dirigilla antes com geito, do que forca des-
coberta ; pois tarde e a ms horas sobrechega
o rigor onde melhor fora empregar a brandura.
Mal e muito mal pela familia em quo ,
como casa de Goncalo a ga.inha pode mais ,
que o gallo e a mulher olha de soslaio para as
ordens do marido fazendo-se o que aquella
quer e nao o que este manda. Nao he in-
vento do Carapuceiro he sim preceito expres-
so de Dos que a mulher esteja sob a domi-
naco do homem c Ihe obedeca. Entretan-
to nao falto maridos to pastranos, to mani-
nellos to bananas, que em tudo, e por tu-
do se deixo governar por suas mulheres as
quaes por isso adqurem um tom to auctorita-
tivo que mette medo gente. Eu nao digo ,
que o homem cm varios negocios de familia des-
ea de seu posto por tomar concelhos de sua es-
posa ; pois muitas vezes he esta dotada de bom
senso e naturalmente deve ser zelosa da pros-
peridade da casa. Nao faca pois o marido re-
traco dos alvitres de sua mulher; antes ouoa-os
com attenoo e peze-os com madureza : mas
caso se convenca, que os deve abracar assel-
Ic-os com a sua auctoridade de maneira que


!
a medida mais pareja partir delle, do que della.
Mas que epitheto merece um homem de bar-
bas na cara que em ludo e por tudo est as
ordens de sua mulher cruzando-so encolhi-
prichos? Um pai de familia om cuja casa
nao te faz o que elle quer e manda, se nao o
que vem cabecadaSr." D. fulana, que se diz
a dona ou antes ra nha? Que respeito, que
ordem quo subordenago, que harmona po-
de dar-se em semelhante familia? Reconbeco,
que h homens tao moles, tao curtos de idoias,
e to apticos, que melhor fra, tivesscm nas-
cido mulhcres: taes homens porm sao excep-
tos da regra e a respeito delles as leis tem
providenciado permittindo, que suas mulhe-
res Ibes sirvao de tu toras : mas fra deste esta-
do d imbecilidade ou domencia todas as leis
divinas, ehumanasquerem que a mulherV
bedeca e o homem mande. quanto nao,
ho nauseoso e contra a natureza que baja
marido tal, que at sofra castigos corporaes de
sua mulher! Sim tom-os havido ( o anda os
h ) to chichmecos tao bananas tao estu-
porados que levao bolos supapos &c. &c.
de suas mulheres. Sendo eu estudantinho, co-
nheci um destcs bananas, que affectava extc-
riormente grande imperio sobre a familia; mas
rara era a semana, em que a bravia mulher (que
era urna virago temivel) lhe nao hia ao pello,
esfregando-o de palmatoadas. Por varas ve-
zea um vizinho que ouva os choros, queri-
monias e a batuta da frula perguntava-lhe
o que fora aquillo: ao que respondia-lhe o mi-
scravcl mu ancho, arrogante, e esfregando as
r*aos. Estive castigando a minha gente ; por
que a caza deve cheirar a homem
Mulheres ha que para dominarem os mari-
dos seguem outro caminho, talvez porconhe
cerem, que ellos nao se deixarao levar de mcios
violentos e neste caso o que fazem de matrei-
ras? Como Ihes haj8o ganhado ocoraco re-
correm s artimanhas dos namorados, isto he ;
ora chofr3o-se e agasto-sc (e entao fico
to serias, e politices!) ora cborao, pranteo,
e at carpem ora fingem deliquios, e des-
maios, e s so accomodao, quando levao avan-
te o seu intento. E se as suas vontades verso
sobre galas, e modas, perdidos estao os pobres
maridos ; porque ho de por para ali com lin-
gua de palmo quanto ellas desejao embora se
debitem, e arruinen). Taes mulheres nao atten-
dem s posses de seus maridos nem olhSo para o
futuro de suas familias. O que querem he ver
satisfeita a sua vaidade. Querem sedas, querem
ouros querem oias custem o quOcustarem,
saio donde sairem o os maridos bananas
promptos para annuir a tudo a fim de nao mo-
lestaren! as suas caras metades! Mas ao depois
o que acontece? Cahirem na ultima indigencia,
nao terem com que educar os filhos c forma-
rem-se geraces inteiras de proletarios. Sao in-
nnmeraveis as familias hoje a bracos com os hor-
rores da mendicidade, que nao devem a sua
dsgraca se n8o a seus pas, e avs, que foro
maridos bananas. Antes mil vezes pecassem es
tes por severos impertinentes e rigoristas ;
porque urna familia que teve a infelicidade de
cahir na indigencia est com a porta aborta
para todas as desgracas ; pois grandes esforcos
de virtude cabe que faca quem tem do arcar
com a neressidade.
O ciume como todos sabem parece urna
paixo congenita do bello sexo. A mulher de or-
dinario est persuadida, que nao veio ao mun-
do se nao para agradar ao homem ; e d'aqui
o continuo receio de perder o coraco d'aquelle,
a quem se afleicoou. Se a ciosa pois depara com
um esposo banana trallo em continua fragoa.
Espreita-lhe todos os passos, informa-se de to-
das as suas relaces, toma-lhe contas de todos os
scus actos e redullo a um apouquentado pu-
pillo. D. Mariquinhas por exemplo quer ,
que omarido nao passe por certa ra onde
mora urna moca, que elle teve a pequice de ga-
barem sua presenca. Se elle norte rccolhe-se
umpouco mais tarde, que de costume quer
imperiosamente saber onde esteve. De balde se
debate o pastrano por desculpar-se, de balde a-
firma com pragas e juramentos, que estivera
em urna roda d'amigos jogando o gamao, ou o
voltarete, ou vendo os cavallinhos de Joao Ber-
nab. Sinh Dondon nao admitte excusas; zan-
ga-se, ralba, falla, e rixa toda a noitc com o
triste banana que s vezes est to innocente ,
como Judas e mansamente procura tracas para
encobrir os seus embelecos.
Bem longe estou de approvar maganices mor-
mented'um homem casado, antes reconheco a
obrigaco que Ibc corre de guardar fideli-
dade a sua esposa : mas por ventura alguma ha,
que se caze s cegas ignorando o que sao os
horneas pela maior parte? S5o innmeras as
mulheres, que ainda solteiras sabem da vida dis-
soluta de seus pretendentes, nao ignorando at,
que estes muitas vezes tem barregs teudas e
manteudas e filhos destas. Entre tanto porque"
se ligro com taes homens, e tao deciddamen-
to tmm milita* nhm desorezao advortencias, e
bons concelhos, e rompem por excessos s a fim
de nao perder o lanco? Esperario milagros?
Dos raras vezes os permiti. Foro sem duvid|
temerarias foro imprudentes, em prendor-so
em matrimonio com homensdetaomsmanhas;
e depois querem convertelos fortiori! Os h-
bitos formo urna segunda natureza ; e conse-
guinlemento a moca que caza com um desses
homens enfrascados na devassido pouca ou
nenhuma rasao tem para queixar-se, e levantar
escarapellas de ciumes.
Seja porm, como for, nada ba mais despro-
positado do que, que a mulher governe o ho-
mem. A mulher sim tudo pode conseguir, tudo
vencer; mas he por meio da mansidao, da mo-
destia e docura armas proprias do seu sexo ,
e alias to poderosas, que raras vezes dcixao de
sair victoriosas. Quautos homens que corriao
redea solta pela estrada dos vicios nao tem
repodado o cahido em si pela moderaco, pa-
ciencia, e boas maneiras do suas esposas! E em
verdade que aproveito ciumes, que aproveitao
rallios, e desabrimentos a quem vive ceg e
descarroado do seus deveres ? Se he proprio do
bello sxo o ter geito, o labia para dobrar cora-
ces porque destes meios se nao ha de preva-
lecer a mulberpara desviar o marido do sua vida
desregrada? Alguns cazaes ha, em que tanto d
o marido na mulher como a mulher no mari-
do. Vivem em continuas escarapellas e como
se fossem cao, e gato. Que bello exemplo para
os filhos, para os fmulos o escravos.
Tambem pertencem triste classe de bananas
aquelles maridos, que do demasiada folga e
liberdadea suas mulheres, deixando-asscnho-
ras absolutas de suas aeces, hindo elles para
urna parte, e ellas para outra. Nunca approva-
rei, que o marido tenha sua mulher empare-
dada, e incommunicavel; e por isso sempre me
pareceu excessiva a recluzao, em que tinhao os
antigos as mulheres. Moca havia nesses tempos,
que nunca sahia, se nao com toda a familia para
a missa de madrugada. Tinhao as varandas com
os postigos pregados e nunca fallavao a gente
macho oxeepeo de seus pais, seus irmaos, e
algum primo, que por manembro, e moquenco
fazia-se muito piegas e simplorio, e assim hia
vivendo s mil maravilhas. E por ventura tantos
apertos, tantas privaces vedavao, que nessas
eras os maganos deixassem de fazer das suas ?
Em todas as aeces humanas o excessohesem-
pre prejudicial, e vicioso. A virtude nao esta,
se nao pa mediana. O marido nao deve nem
clauzurar sua mulher, nem dar-lho tantas.lar-
guezas, que parca ser-lhe urna pessoa intoira-
mente estranba. O que quer dizer, por exem-
plo, um marmanjo quasi grudado cadeira, em
que est urna senhora e com ella cochichando
as barbas de seu proprio marido ? Que segre -
dos tem com ella, de que este nao possa ser sa-
bedor? Para que sao essas intimidades entre
pessoas de diferente sexo, e que nao tem nego-
cios entre si ? Ja tenho ouvido dizer, que assim
o quer, e manda o ritual da cmlisacSo moder-
na : mas com o devido respeito ponho embar-
gos a tal sentenoa, e em minha humilde opiniao
entendo, quo o basbaque que essas e outras
cousas v, econsente muito a sangue fri, ser
muito urbano, e conversado as civilidades mo-
dernas; porm sempre o vou matriculando no
cnlhalogo dos maridos bananas a que outros
do epithetos menos massios, e mais dolorosos.
Por mais que queirao dar hombridade mu-
lher e revestilla dos caracteres do homem, ella
sempre foi, e ser mulher isto he ; um ente
mais sensivel, mais temo e mais raco ;^ e
como tal ha mister quem at certo ponto a vigi,
a guarde, e zele para sua propria felicidade.
A viuva cariciosa. Ancdota.
Havia em Efeso urna matrona mui honesta ,
que no fallecimento de seu marido fez por elle
os maiores extremos de dor e de saudade : e
nao se contentando com as ceremonias usadas
das mais viuvas foi-se sepultura do defuncto
(que era no adro da igreja) e ali icou a chorar,
a prantear, e carpir-se sem querer comer, nem
apartar-se d'aquelle sitio. Aconteceo terem ali
perto enforcado um facinoroso, para guarda do
qual deixra ajustca alguns soldados e um
sargento. Este como quer que tivesse noticia da
boa viuva a ella se dirigi levando-lhe de
sua ceia : e tanta foi a sua forca persuasiva, que
a senhora com o sargento comeo e icou por
momentos consolada da perda do caro esposo.
Dorramro- se entre tanto os soldados por a-
quelles sitios o que deo aso a os parentes do
justicado roubarem o corpo, tirando-o da forca,
onde estava pendurado. Ficou afflictissimo o
sargento: mas a caridosa viuva agradecida a
tantos favores, !embrou-lbe o remedio desubs-
tituirem aquelle pelo cadver do seu prezado de-
functo ; o assim ella, c o sargento desenterr-
rao-no e o pozero no patibulo em lugar do
criminoso. E digo que nao ha viuvas cari-
dosas!
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 12........... 5178268
DetcarregUo hoje 13.
Barca Nightingale ferro.
Barca Camelia fazendas.
Brigue Jozephina idem.
Brigue Thomaz lialhersey idem, ferro, e
louca.
Brigue Sophia fazendas.
IMPORTACA.
Camelia Barca francoza vinda do Havre
dcGraca, entrada no corrente mez, consig-
nada a Bolli & Cbavannes ; manilestou o se-
guinte :
1 caixa com selins 1 dita calcado 1 dita
sal amoniaco 5 ditas realejos 1 dita ins-
trumentos de msica 1 dita carneiras; a Di-
dierRobert&C.
1 caixa perfumaras, 1 dita couros do lustro,
1 dita phosphoros, 1 dita chapeos 1 dita flo-
res ; a B. Lansac.
1 caixa cal?ado e luvas, 1 dita fazendas de
seda e chapeos de sol; a L. Bruguiere.
1 caixa papel de pezo, 50 gigos vinho cham-
apgne; ali. Calmont&C.
2 caixas cartas do jogar, 2 ditas chitas 2
ditas papel 6 ditas vidros 2 ditas perfuma-
ras 4 ditas realejos, 1 dita fazendas de fil, 1
dita instrumeotos de msica 1 dita carneiras ,
1 barrica alfinetes; a V. Lasserre & 1. Colom-
bier.
22 caixas fazendas 1 dita ditas de seda 3
ditas lencos, k ditos chapeos, 1 dita papel de
pozo 1 dita retros ; a J. Keller.
1 caixa fitas, 50 barris manteiga; a N. O.
Bieber & C.
1 caixa miudezas; a J. J. Antunes.
dita ditas; a Ch. Chmerler.
1 dita merino ; a C. Roop. & C. .
2 fardos e 6caixas fazendas dalgodao 1
'caixa instrumentos de msica, 1 dita selins, 3
[ ditas agoa do colonia 2 ditas carneiras 2
ditas pedras de filtrar lditabotes, 1 dita o-
bras de metal; a Kalkmann & Rosemund.
4 caixas conservas, 2 ditas fazendas; a V.
Letellier.
1 caixa diferentes objoctos ; Sicard.
1 dita (foros ; a L. G Ferreira.
1 dita barretes ; a J. O. Elster.
1 dita livros ; a Bez Dcshais & C.
2 ditas miudezas ; a A. Millochau.
1 dita roupa ; a de la Hautiere.
1 embrulho gazetas a Wauthier.
2 caixas miudezas; a A. F. Carneiro.
1 dita obras de prata ; ao Exm. Barao da
Boavista.
2 ditas obreias 10 barris vinho 1 caixa
fazendas, 3 ditas louca 1 fardo carneiras ,
5 ditos fazendas, 1 bahu modas; aos consig-
natarios.
1 caixa joias ; aGarnier.
1 dita realejo, 4 ditas differentes objectos; a
M. G. da Silva.
7 caixas fazendas; a Tobler Freres & C.
2 ditas miudezas, 1 dita cadeiras; a J. B.
Herbsfer.
78 barris manteiga ; a B. J.asserre &. C.
50 ditos dita ; a Le Bretn Schramm & C.
3 caixas agoa de flor 1 dita dita de colonia,
3 ditas miudezas, 3 ditas papel pintado 1
dita bonets, 1 dita carneiras 1 dita chapeos ,
I dita calcado 1 dita perfumaras 1 dita se-
lins 1 dita chapeos para senhora; a F. Re-
gord & C.
5 fardos e 2 caixas fazendas d'algodao, 5 far-
dos ditas de linho 1 caixa suspensorios 3
ditas calcado 1 dita fitas 1 dita livros em
branco 4 ditas chapeos 4 ditas carneiras 4
ditas papel 1 dita perfumara ; aLenoirPu-
get&C
16 caixas calcado 2 ditas livros 1 dita
cohetes 5 ditas papel 1 dita carneiras 1
dita flores 3 ditas agoa de colonia 1 dita fa-
zendas 1 dita phosphoros 5 ditas miudezas,
5 ditas louca 1 dita algod5o de cores dita
selins, 1 dita vidros, 2 ditas pannos; a A-
vrial Freres.
6 caixas vinho 1 dita figuras de gesso ; a
AlvesVianna.
1 dita com estampas; a Berty Vincent.
1 lardo ditas ; a CMiveija.
1 dito ditas; a Montanaro.
II caixa lazendas;a A. Oliveira.
1 dita obras de papelao 1 dita merino 3
ditas miudezas 2 ditas ferragens 3 barricas
obras de lato 1 gigo vinho champagne ; a
L. Durand.
15 barris tintas 8 caixas drogas, 1 dita
phosforos 2ditas obreias 1 dita perfumaras,
2 ditas merciarias 1 dita chapeos 1 dita fa-
zendas ; a C. Kruger.
8 caixas papel 2 ditas fazendas 1 dita
sedas 1 dita ferragens 1 dita vaches 2
ditas chapeos 1 dita ditos para senhora 1
dita ditos de sol e luvas, 1 dita obras de ma-
deira 4 ditas calcado 1 dita miudezas ;
J. P. Adour & C.
20 barris com greda 1 caixa vidros, 2 di-
tas papel 1 barrica podra para lapis 4 cai-
xas drogas; a Saisset & C.
3 caixas joias e merciarias, 3 ditas ditas
calcado 3 ditas perfumara 1 bahu chapeos
de sol e chicotes 1 caixa pentes dita mus-
tarda 1 dita suspensorios, 800 gigos bata-
tas 151 barris man eiga 1 barrica queijog ,
27 caixas ditos, 18 ditas massas, 9 ditas con-
servas 3 barrisbanha ; a Ordem.
^_________- *
llovmento do Porto.
Navio sahido no dia 11.
Rio de S. Francisco; lancha nacional E$pe
ranea do A/aranhSo, mostr Manoel Jas
Soares carga varios gneros.
Navio entrado no dia 12.
Sidney; 16 das, barca ingleza Eagle de
438 toneladas, capitao John Bukley, e-
quipagem 24 caga la ; ao capitao : traz 21
officiaes, e 30 soldados.
Edital.
Pela administracao da meza do consula-
do se faz saber, que no dia 13 do corrente mez
se ho de arrematar porta da mesma adminis-
tracao duas caixas de assucar, urna de bran-
co, e outra do mascavado, aprehendidas pelos
respectivos empregados do trapiche do Angelo
por inexactido das taras; sendo a arrema-
tado livre dedespezas ao arrematante. Meza
do consulado de Pernambuco 11 de maio do
1843. O administrador interino ,
Antonio de Sonsa Reii.
Deca racoes.

Administracao do patrimonio dos orfttot,
Perante a administrao do patrimonio dos
orfaos se bao de arrematar a quem mais der -
por tempo do 3 annos que ho de ter princi-
pio do 1. de julho do corrente anno ao fim de
junho de 18i6 as rendas das seguintes casas.
N. 1 ne largo do collegio o V andar somente.
2 na ra do collegio.
5 das Larangeiras.
6 do Bangui.
8 \ elha da Boa-vista.
9 da Gloria dita.
ce 10 e 11 ra de S. Goncalo dita.
12 ra do Cebo dita.
13 atrs do acougue dita.
14 do Rozario dita.
16 da Cadeia do Recife.
17
18
20
21
22 da Madre de Dos.
23
26
27
28
As pessas, que propozerem arrematar di-
ta rendas podero comparecer na casa das ses-
soes da dita administracao nos dias 12, 15e
16 do corrente mez as 4 horas da tarde com
seus fiadores ; o adverte se aosinquelinos que
se acharem devendo rendas atrasadas que se
nao accei to seus leos, e nem por isso se Ihes
dar preferencia ao lanco que (or ofTerecido.
Salla das sesses d administracao do patrimonio
pos orfaos 11 do maio de 1843. J. M. da
Cruz escripturario.
FNgAO RICA, E MMICA.
Domingo 14 do corrente,
HA VER l'M LINDO DIVERTIMENTO
M"T A casa da Sociedad natalense de-
^^ baixo da direceo de Rafael Lucci, con-
L w sistindo em novas cantonas, danca, o
dois novos pantomimos.
Os bilhetcs vendem-se na loja da ra do
Crespn." 8; na ra do Queimado loja de
louca n. 32 ; e no botequim junto da casa da
Natalense pelos precos seguintes: primea-
ra gallera 1S500 res; segunda e terceira
galeras 18000 res ; platea lgOOO.
N. B. A segunda, e terceira galeras sendo
propriamente para as familias, nenhum homem
apezar de munido do competente bhete poder
nel las ter entrada salvo se se apresentar junto
com a sua familia ; e o mesmo ter lugar para
com qualquer Sra. que seapresentar individual-
mente.
Se chover continuadamente das 6 horas em
vanteno haverdivertmento, transferindo-so
o dia annunciado, por outro annuncio.
Avisos martimos.
= Para o Ro de Janeiro o brigue brazilei"
ro 5. Joao Baptista ; para passageiros, e es"
crasos trata-se na ra da Cadeia do Recife n-
40 ou com o capitao JoSo Goncalves Rocha*


I
Avisos diversos.
S
0 ARTILHEIRO N. 44.
no hoje, e-acha-se a venda.
= Aluga-se um sobrado novo do um an-
dar e soSo na ra Augusta ; e na mesma se
vende caibros; quem precisar dirija-se ra do
R&hgel, na esquina que volta para o Trem, von-
da n. 11.
Qualquer pessoa que quizer morar com ou-
tra em urna boa salla na ra do Rozario diri-
ja-se a travcssa do mesmo na padaria de bula-
eha n. 2 que achara com quem tratar.
Lotera de IV. Sr. de Guadlupe.
, Tendo-se annunciado o andamento das ro-
das desta lotera para o dia 15 do corrente elle
nao pode ter lugar em razo de se annunciarem
as da matri da Roa-Vista que tinha publi-
cado para o dia 10; e como agora mudasse pa-
ra 23 deste mesmo mez por essa razao a r-
mandade de N. S. de Guadlupe muda o an-
damento das rodas da sua lotera para o dia 29
do presente mez : roga-se aos amantes deste jo-
go concorro compra do restante dos bilhetes,
que so acbo venda nos lugares do costume.
Precisa-se de um forneiro que entenda
de massas e que saiba forniar ligeiro ; quem
estiver nessas circunstancias dirija-se a ra Di-
reita padaria n. 129, confronte torre do Ter-
co; e na mesma se compro escravos robustos,
e. fortes para a mesma officina da padaria.
, ~ ^luga-se urna boa sala com alcova ,
propria para oscriptorio ou para bornem sol-
teiro na ra da Cruz do Recife ; os preten-
dentes dirijao-se a botica n. 27 da mesma ra.
O Sr. Jos Leite Rodrigues Chaves, quei-
ra dirigirse a ra da Cadeia velha n. 12 ,
para se Ihe entregar urna carta viuda da Para-
hiba.
= Furtarao no fim da passada semana em
q bairro do Recite um botode ouro com dia
man te um anel com (irma dous pares de fi-
vellas de prata 3 resplandores de ouro e um
quadro com o retrato do Imperador com fita
venia e amarella ; quem souber de qualquor
destes objectos e participar na ra do Encan-
tamento n. 4 se ficar em agradecimento e
sendo offerecido por venda roga-se appre-
hencao.
- Na ra da Capunga arronda-se um sitio
pequeo com 65 palmos de frente, e 260 de
fundo com arvoredos de fruto casa de vi-
venda de taipa com sala adiante e atraz, 3
quartos, cozinha fora esta casa fica pegada
a urna nova do Sr. Bartholomeo : a tratar na
ra de S. Amaro n. 20.
Quem tiverumacasa as ras seguintes:
do Pillar em Fora de Portas Brum Guia ,
ououtra qualquer no bairro do Recife, junto
de Fora de Portas e a queira alugar reccbe-
r 10,000 rs. de luvas: na ra direita, n. 100.
Urna pessoa que tem de ir a Parahiba
por estes dias se offerece para encarregar-se
de cobrar dividas tanto na cidade como as
Villas pertenecntes a mesma ; annuncie.
Qualquer Sr. proprietario das comarcas
de fora, e mesmo para fora da provincia, que
quizer contractar com um cirurgiao obrigando-
sea azer um partido certo ; annuncie.
= O Se Jos Joaquim de S Pegado que i-
cou de fiador da casa na ra da Concordia, em
que morou a Sr.* Joanna Felicia do Nascimento,
antes de se retirar para o mato mande resca-
tar a carta de fianra e pagar 12660, que a-
inda resta a carta existe na loja n. 10 de-
fronte do oilo do Livrament.
=-F. Coulon subdito francez, retira-se
para Fora da Provincia
Dosipareceu no dia 8 do corrente urna
cabra(bixo)pretacom bastantes malhasbrancas,
he rtioxa ; a pessoa que a tiver em seu poder
queira manda-la levar ao atterroda Boa-vista
loja de Salles A Chaves.
= Precisa-se alugar urna preta para vender
fato e que disto tenha pratica : na ra Ve-
lha n.'ill.
Tira-se folhas corridas, e passaportes pa-
ra dentro e fra do Imperio; por preco muito
cdtnmodo na ra do Rangel n. 34.
= Paulo Poindonot, retira-se para fora
d Imperio.'
= J. O. Elster avisa ao respeitavel publi-
co quetendodese retirar para Hamburgo,
deixa a sua casa no mesmo giro cornmercial co-
mb dantos dbaixo da direco do Sr. George
HhriquePasche que fica encarregado de to-
dos seus negocios como seu procurador bastante
para em tudo fazer suas vezes.
Prciza-se de um aprendiz de charuteiro;
quem se qiser sujeitardando o tempo que de
costume, dirija-se a ra das 5 Pontas n. 23.
= Um rapa/ hra/iiero, que sabe fer escre-
ver, contar c muito abil, dezeja-se arranjar de
caixeiro em um enginho ou qualquer outro
arranjo excepto baleao, pois da fiador sua con-.
duota: pes* que o pretender anuncie.
Quem quizer dar 3 ou 2 contos de reis
a um por cento por 3 ou 4 annos, receben-
do todos os mezes os juros com hypotheca
em urna casa livre e desembarassada dirija-se
ao atterro dos Affogados, armazem de sal da
Francisco Xavier das Chagas.
A pessoa, que no Diario de 11 do cor-
rente annunciou querer comprar urna escra-
va de meia idade que cozinhe e engomme ,
querendo urna de 40 annos, perita em lavar ,
engommar e cozinbar muito fiel, sem vi-
cios nem achaques, e capaz de reger urna casa,
dirija-se a ra das Cruzes no cartorio do Snr.
Souza.
== Jos Tavares da Gama subdito Bra-
sileiro retira-se para o Rio de Janeiro.
Da-se 25*0,000 rs. a juros sobre ponho-
res de ouro : as 5 pontas casa de ourives;
na mesma casa vende-so urna alva para padre ,
bordada de susto com bico do mesmo borda-
do e um oitante.
A parda de 40 annos, que se offerece
no Diario n. 101 para ama de casa, e que
sabe perfeitamente cozinhar, fazer doces e &c. ,
dirija-se a ra do Mondego n. 147.
= Achou-se um embrulho com urna porcao
de garfos e facas de mesa novas ; quem for seu
dono dirija-se a ra da Guia sobrado de um
andar n. 46 que dando os signaes, e pagan-
do 720 que se deo ao negro quo as anda-
va vendendo, Ihe serao entregues.
Denuncia-s ao publico, que a agoa mi-
neral annunciada para cair os cabellos em 5
minutos, equeseachaa venda por Domin-
gos Garca Paramio na loja n. 22 da ra do
Queimado nao s deixa de produzir o effeito
que menciona, como inflama o lugar em que*
se aplica queima fere, e finalmente pro-
duz grandes e continuadas dores cujos terri-
veis effeitos est sofrendo urna pessoa que de
boa f se deixou Iludir de seus dolosos annun-
cios, pelo que roga-se a Cmara Fiscal ,
bora tenha algum uso : na reparticSo do cor-
reio a fallar com JoSo Barboza Macudum.
= Comprao-se toda e qualquer porcao de
tartaruga pentos velhos quebrados e ntei-
ro ; assim como conserta-se toda obra de tar-
taruga : na ra do Hortas casa de tartaruguei-
ro n. 36, defronte da torre de S. Pedro.
= Comprao-se para fora da provincia, mu-
latas negras e moloques de 12 a 20 annos :
na ra Nova loja de ferragens n. 16.
Vendas
ouaquem competir previna um imbusto to
perigoso, = M. P.
Roga-se a pessoa, que recebeo no dia 5
do corrente umasacca com caf, com a marca
R e diamante que um negro a entregou por
engao o favor de a entres-ar na ra Direi-
ta n. 14.
Quem por engao tirou do correio urna
carta de nomo Sebastiao Jos Ferreira Braga ,
baja por obsequio manda-la entregar na ra
da Cadeia velha loja n. 26.
Offerece-se um rapaz Brasileirode 18
annos quo sabe bem ler, escrever e contar,
para qualquer arrumacao para aqui ou fora
em algum engenho; quem o precisar annuncie.
= Procisa-se um caixeiro para urna venda,
que entenda deste negocio : na praca da Boa-
vista n. 7.
Quem quizer dar 500,000 rs. ajuros com
hypotheca em urna casa annuncie.
Quem precisar de um pequeo de 14
annos, o qual temalguma pratica de negocio
e d fiador a sua conducta, annuncie.
Roga-se ao Sr. J A. 8, V. haja de ir sa-
tisfazer a quantia de 340,000 rs. importancia
de urna letra queest vencida a muito tempo,
na loja da ra do Queimado, n. 5, se nao
quizer ter o desgosto de ver o seu nome por
extenco e outras mais cousas que tem pra-
ticado alim de que o publico fique conhe-
cendo os seus bons feitos.
A pessoa que procura urna ama para
casa de pouca familia dirija-se ao beco de
Joao de Barros, n. 52, defronte da Alfandega.
O Sr. Manoel da Costa Nevos Jnior ,
pode procurar urna carta na travessa da ra das
Cruzes venda n. 8.
Precisa-sede um armazem que seja gran-
de e ladrilbado, proprio para recolher e que
fique perto da alfandega ; quem o tiver dirija-
se a alfa ndega a tratar com Costa <% Onofre ou
no seu armazem na ra da Madre de Dos.
Quem annnunciou no Diario n. 103 de
11 do corrente querer vender urna escrava
engommadeira com duas crias filhas da mes-
ma dirija-se a ra das Flores n. 35 das
7 as 9 horas da manh ou das duas as 4 da
tarde.
= Joao Antunes Guimares, mudou sua
residencia da ra do Torres, para a da Senzalla
Velha sobrado novo n. 22.
Quem annunciou querer comprar urna
preta ja idoza e que cozinhe, engome e faca o
servico de urna casa dirija-se ra de Santa
Cruz n. 56.
= Aluga-se urna pteta cozinbeira; na ra
da Gloria casa n. 77.
Vende-se o bequim, que tem buhar
atraz da Matriz n. 7.
Vende-se urna pteta de idade por 190
mil rs. a qual d 320 por dia; urna meza de
jantar de amarello por oito mil rs. ; ma re-
doma com imagem por 5000 e 12 moldaras
de quadros de madeira preta.; atraz da Matriz
botequim n. 7.
Vende-se farinha de tapioca do Mara-
nhao muito boa a 80 rs. a libra : no patio
doCarmo, n. 1.
= Vende-se urna preta idosa boa lavadci-
ra quitandoira e faz todo o servico de Urna
casa : na ra da S. Cruz n. 56.
Vendem-se passas novas a 160 libra,
cera amarella a 320 caf em grao a 160, ce-
vada nova a 100 rs. cal branca fina a 1600 o
alqueire pela medida velha : no patio do Car-
mo esquina da ra de Hortas lado direito
n. 2.
Vendem-se 3 pares de rodas proprias pa-
ra carrocas; assim como se alugad ou vendem-
se canrocas de carregar pipas; na ra de Apollo
n. 32.
Vendem-se duas moradas de casos de
taipa no lugar do Assudo de Apipucos com
bastantes commodos, com grande porcao de
terreno cercado de limao com alguns ps de
arvores de fruto com urna excellente vista ,
bastante arejadas, e ptimas para se passar a
festa pelas boas commodidades, porserem per-
to do rio Capibaribe : nos Apipucos em casa de
Francisco Ambrozio.
Vendem-se 3 canoas de agoa; e um es-
cravocanoeiro; na ra do Bairro baixo, n. 22.
Vendem-se charutos da Havana em ca
xinbas de 125 por 3600, e a retalho a 30 rs. :
na ra do Cabug loja do Bandeira.
= Vende-se um crioulo muito bom carrei-
ro e serrador e entende de todo o servico
de engenho : a tratar com Jos Affonco Fer-
reira ou na ra do Aragao i. 26.
^ = Na ra do Passeio n. 5, loja franceza
e frabica de chapeos de sol, vendem-se cha-
peos bordados para homem e senbora do me-
Ihor gosto e quaiidade novamente chegados
do Pariz e acha-se chapeos dos mais fortes,
e feitos com a mesma perfeico ; e mais um
sortimento d sedas e pannos de todas as qua-
ldadas para cobrir os mesmos, ricos coberto-
res para cama, e cabos para chapeos de sol,
feitos com muita perfeicao tudo prxima-
mente chegado de Franca ; e|tambem se con-
sertao e cobrem-se chapeos de sol para homem
e senhora por precos commodos.
Acha-sea venda na ruada Praia arma-
zem n. 8 e na escadinha da Alfandega n. 5 ,
a Liberdade dos mares, ou os Crimes do Go-
verno Inglez descoberto, esta obra [he f digna de
attencao e para os curiosos fazerem
de 30 annos, boa quitandeira cozinbeira e
lavdeira propria para todo o servico fde urna
casa vende-se por precisSo: na ra de S.
Francisco n. 14.
Vendem-se anel5es modernos, com dia-
mantes o brilhantes um fiteiro para miude-
zas urna manga de vidro lisa urna bandeja ,
urna gamela muito grande e funda um relo-
gio para cima do mesa um realejo, que toca
dando-se corda urna marqueza grande com
assento de palhinha e de Jacaranda, taboasde
louro e de outras qualidades e de differentes ta- #
manhos e larguras o enchameis de diversos
tamanhos e duas baquinhas de Jacaranda :
as 5 pontas, n. 45.
= Vende-se urna casa terrea feita a moder-
na e travejada sala forrada com 3 portas
de frente : na ra da Conceicao da Boa-vista ,
n. 22.
= Vende-se um escravo de naco de boa
figura, com algumas habilidades, entende
deforno, cozinha, bota canoa, caa, e tre-
pa em coqueiro : ha ra da Conceico da Boa-
vista n. 22.
Vende-s urna escrava moca, muito boa
engommadeira e lavdeira cozinha e faz ren-
da : na ra Nova n. 15.
Vende-se azeite de carrapato a 600 a
caada, e a garrafa a 240 : na ra do Coto-
vello n. 27; na mesma precisa-se alugar %
negras ou moleques para venderem o mesmo ,
pagando-se por caada 320, e meia garrafa
para quebras.
Vendem-se ps de coqueiros em estado
de mudarm-se ; quem pretender annuncie.
Vende-so o resto da estamenha para h-
bitos de terceiro de S. Francisco ; na ra No-
va n. 46.
== Vende-se urna escrava de nacao de 17
annos bonita figura, cozinbeira, e com mui-
to bom leite para criar, por ter parido a 15
dias, sem a cria : no atterro da Boa-vista ,
n. 26, primeiro andar.
= Vende-se um mulato moco do bonita fi-
gura bom sapateiro ; entende de pedreiro e
ptimo para pagem : na ra do Crespo n. 4.
= Vende-se urna boa casa terrea nos Affo-
gados na ra de N. S. da Paz : n. 15 com
bons commodos : na ra da Gloria n. 24.
Vendem-so urna escrava de na?ao, de
25 annos, bonita figura perita cozinbeira ,
e doceira, lava bem de varrella ; um dita de
16 annos cozinha, e cose e ptima para
mucamba ; urna dita de meia idade lavdei-
ra com boa conducta, e da se a contento :
na ra de S. Rita n. 27.
= Antonia de Souza Rangel, vende o seu
sitio da Magdalena; quemo pretender dirija-
se ao mesmo sitio ou entenda-se com o escri-
vao Bandeira na ra estreita do Rozario.
Vende-se um bom terreno de plantacao ,
e com excellente agoa de beber muito perto
desta cidade ( pois he no corredor do Bispo ) ,
murado e com bastantes arvoredos de fruto ,
muito proprio para padaria ferrara, ou qual-
quer outra officina ou simplesmente para se
edificar casas, pois tem commodidades para tu-
do contendo 2000 palmos de frente e 680 do
lundo tambem se divide e da-se ao compra-
dor o numero de palmos, de frente que quizer ,
e por proco commodo : a fallar com o Major
Mayer.
=s No deposito de assucar refinado, esta-
uma pe-
quena ideia da grande obra se transcreve urna belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
Compras.
^ Comprao-se as obras de Horacio o Ou-
vidioem latim : na praca da Boa-vista n. 6.
Compr5o-sc dous moleques de nacao,
de 10 a 12 annos para o matto : na ra de
S. Rita nova n. 91 de manh at as 9 ho-
ras e das duas as 5 da tarde.
Cn
ppra-se geometra, de Eucle vi-
nota do autbor ( M. Barre ) preco 2000 rs.
No assougue novo da ra larga do Roza-
rio haver carne de carneiro gordo todos os
dias a prego de 160 ss. a libra como hoje 13
ha carne de vitella a 100 rs. a libra.
Vendem-se thesouras de Guimaraes pa-
ra barbeiro e alfaiate por preco commodo:
na ra Direita travessa de S. Pedro n. 16 ,
na mesma compra-se urna corrente para relo-
gio de ouro sem eitio.
Vende-se essencia de aniz superior : na
ra Direita n. 120 segundo andar.
Vendem-se um negro robusto ptimo
para enchada por 350,000 rs. ; euma negra
cose cozinha, lava e be quitandeira: na
na de Agos verdes, n. 70.
Vendem-se urna rica cadeirinha de bracos
dourada e forrada com muito boa seda e com
pouco uso ; urna escrava lavdeira urna dita
de 20 annos, muito boa figura ; um escravo
do elegante figura perfeito carreiro ; e duas
negrinhas de 12 annos, proprias para mucam-
bas : na ra de Fogo ao p do Rozario, n. 8.
Vende-se urna negra de naco Angola,
de 24annos, cozinha, lava, o he quitandeira:
na ra estreita do Rozario n. 22, primeiro
andar.
= Lima Jnior & Companhia tem para
vender excellente vinho do Porto de feitoria ,
em pipas 0 barris no armazem de Manoel Jo-
s Martins, na ra da Cadeia do Recife che-
gado ltimamente ; assim como cola da Baha,
no armazem de Dias Ferreira & Companhia ,
no caes da Alfandega.
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systema de fabrica-
co pelo qual se extrae a potassa e cal, dei-
xndo-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
preco da libra do de primeira sorte e em pes
160 rs. e o de segunda e terceira em p ,
a 120, e80rs.
Escravos fgidos.
\T.
- No dia 10 do corrente fugio da ra da
Cadeia de S. Antonio, a preta Mara, que
se intitula forra de-28 annos de naco Ca-
binda cor bem preta alta e gorda muito
ladina a ponto do passar por crioula foi vista
de saia preta e panno fino e levando um ba-
hu e um pilao desconfia-se tr hido ou estar
para ir para Bebiribe ; quem a pegar leve ao
segundo andar do sobrado a cima que ser
recompensado.
= No dia 3 do corrente fugio da casa de
Manoel Jos Correia Jnior, o moleque criou-
lo de nomo Miguel, de 15 annos, cor bem
preta olhos vivos beigos grossos ps al-
guma cousa cambados muito fiota e dado a
valentao costuma a botar o chapeo a banda ,
e tem em urna das pernas um signal de ferida
no meio da canella e quando fugio levou ves-
tido calcase camisa de algodao da trra, cha-
peo de palha; quem o pegar leve a ra da Cruz
venda n. 46 que ser recompensado.
i cuue-se urna escrava de nacao ^os*, Kecife: na Typ. de M. F. de ama. =1843


Full Text
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