Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04954


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Full Text
Auno de 1843.
Terca Feira 9
Tuilo gora depende .le nos meemos; da nesli prudencia moderac5o, enerpia : eon-
linuemof coico principian* e serenos apontados Com admiracfio entre aa Naccs alais
cullai. ( Proclamado da Assembla Geral do BriiIL )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Golanns Parahiba e Riograade doNorle segundar sextas feiras.
Boaito o Garanhuns a 40 e 24.
Cabo Sjrinbuem, Rio Formoso Porto Cairo Macei Alagoas no 1. 11
Boa-vista e Flores a 13 e 23. Santo Antas, quintas feiras. Olinda todos usdiu.
DIAS DA SEMANA.
8 Sf. Apparigaode i Mijuel Arcanjo. Aod. do J. de D. da 2. .
'J 'ierc. n. Gregorio Naniiuntcno Kel. Aud. do J. de 1) da 3. Y.
10 Qualt. s. Antonio Are. Aud do J. de 1). da 1. y.
di Quiai. *. Anaslicio M. Aud. doJ. de D. da 3. y,
42 I*', s Joanna frincesa Aud. doJ. de D. da i. r.
-1 i bab. N. enbora dos Marlyros Re. Aud. do J. de D. da 1 y.
t\ Dou, s. Gil. s. Bonifacio.
de Maio
Atino XIX. N. 101.
O Diario puMiea* lodosos das o So fot. Ssntiloadns: o pre?o da eeaagneiura U
drtresi.ilre..r*rquar..lp.Su, ad.ant.dos. O. annuneu,, ds ..sanantes sao .ns.ndos
.ti., e o. .1. que o nao torea i ratao de SO reis por linba. A. ,eclum.;..i-, dereo,, seir diri-
gid, a asta Tto., JasCrui>sN.34,oa pMCi da Independencia loj.
cansos.No da 8 de Maio:
Canbio sobre Londres2G d. por 1U. OoKo-Mosda da 8,400 V
D__:. Yia t~__>
Pars 3(i Lisboa 100 porlOOdtoprenio.
Moada de cobre 2 por cento.
ldtm de letras de boas firmas 1 ,i | .
. N.
de 4,000
pBiTa.-FaUcoe
k Peioa(.!unjnares
a ditos Mexicanos
compra
16,40l>
8,900
i,h8d
1.8S0
4,880
Yenda.
48,500
40.3U
'J.lti:'
4,900
l.'.'OO
i >J0O
PHASESUALDANO MEZ DE'MAl.
La Cbeia 4 as 8 horase 15 m. da tard I La nors 29, as 4 Horas e 35>n. da msnh
Qu.rt.aung.l. 1 hora e.Om. dam. | (Joan, oreao. 7, 4s 0 horas a da nunti.
Preamar de hoje
1. a 0 horas a 30 ai. da m.nbie. | a 0 ooras 54 a. da tarda.
C^j
^*,^,">gi >>>, O. %^J
EXTERIOR.
tra elle se manifestao reounciou por decreto
de 29 do passado os ttulos de Nosso Ilustre
Restaurador de ere do Deserto e mandn
MONTEVIDEO 5 DE ABRIL DE 1843. que o mez de outubro nao se chamasse mais
Nenhum successo notavel occorreu ainda en- j mez c Rosas. ]Vfns so faz esto pequeo sacrifi-
tre os beligerantes. Rivera permanece na mar- | ciode paloma, marcha directamente cousas;
gem esquerda do rio Santa Luzia e o cxercito de fortjfica CQ(|a yoz majg 0 ^ der absoluto e
ttttSS^BMS& J fW, 5 enyiou o Paraguay or-
na a sitiar esta praca da qual sahem diaria-! denou que tiraJSM0 la,c nacional dessa rePub,Ir
mente algumas guerrilhas para baterem as a- c0 c pozesse o da confederacao argn tina, pots
vaneadas Inlmigas. \ que o Paraguay he parte integrante daquella
Maldonado foi oceupado por urna divisao do confederacao.
general Rivera, fugindo precipitadamente a guar- No anniversario natalicio do general Rosas
nicao rosista. Este porto foi Tranqueado ao com- salvarao todos os navios surtos neste porto. No
mercio das carnes com Montevideo o que deu campo ,je Oribe deo-se o numero de tiros que
motivo a que com data de 20 do passado expe- compelem a9 U:stas cornadas,
disse Rosas um decreto declarando bloqueado o. D' Buonos A vierao esle to a,_
porto de Montevideo para as carnes salgadas,! -J .___. 0Jj M
carnes frescas, aves entonte* de guerra. gun commwano. encarrogados de seduz.r os
commodore inglez nao quiz reconhecer este blo- emigrados argentinos e separal os dos seos mi-
queio sui generis, e exigi do ministro inglez migos ; o general Rosa* mostra i
em Buenos-Ayres a suaopiniad terminante so-
bre a conducta que deve seguir-se a respeito da
intimaran de Rosas pois que admittida como
precedente nao so submetteria ao direito de vi-
sita os navios de todas as potencias eitraogei-
ras se nao que arruinara o commcrcio ci; ro-
peo na America porque, sendo o estado de
guerra civil o estado normal das repblicas cre-
publiquetasem que so dividirao as antigs co-
lonias hcspanliolas he evidente que, reconhe-
cido uestes paizes o direito de bloqueio cm tuda
a sua extensao e por parcelas nao baveria a
menor seguranca para expediccao alguma coin-
mercial seriao todas capturadas com falso;; e
frivolos pretextos ou repellidas com enormes
prejuisos.
O brigue de guerra inglez Phantom foi levar
esta cornmunicaco do commodoreaoSr. Mnn-
deville. Quanao nhegava a Ituenos-Ayres sabia '
o paquete, e por isso nao sabemos anda a res-
posta que dar o ministro inglez. No entretan-
to sabemos ja pelo paquete que o general Ro-
sas teniendo o nao reconhecimento modif-
cou de acord com o Sr. Mandeville a sua
intimaran pevenindoquo a prohibicao de car-
nes se entendera somente das importadas as cos-
tas da repblica oriental e no de ultramar e
que a execucao dosta medida ficaria a Cargo dos
vasos de guerra das diversas
empenho.
Hontem noite houve nova reuniao de cs-
trangeiros e mu tos gritos demorra Oribe !
Havia mais de 5,000 pessoas e muitos oradores.
( Jornal do Commercio. )
INTERIOR.
ASSEMRLA GERAL
CMARA DOS SRS. DBPUTADOS.
SessSo de 15 de Marco.
Contina a 3."discuss8o da proposta do go-
verno, que flxa as forcas de torra com as emen-
das apoiadas a qual rica adiada depois de fal-
lar o Sr. Carneiro da Cupha.
Contina a discuss5o do artigo 1. da propos-
ta do governo sobre o crdito com as emendas
apoiadas. Fallo os Srs. Reboucas, Carneiro da
Cunha, Pereira Rocha Vianna ( ministro da
fasendaje Franco de S, e Sea a discussao adia-
da pela hora.
Jdem de 16.
Contina a 3.a discuss da proposta do go-
yorno sobre a flxacao das forcas de torra com
as emendas apoiadas.-
O Sr. Alves de Atevedo (pela ordem)requer
1 o encerramento da discussao urna voz que se
commercio com Montevideo. Estaidecisao do ge- ( h_ pronunciado os discursos marcados no
neral Rosas tem um inconveniente nao peque- : reD.menf()
no, que he o de constituir bloqueadores os vasos j j^ onren
de guerra ncutraes.
O dia designado para principiar o bloqueio
das carnes era o 1. do corrente, mas como ain-
da nao foi reconhecido tem continuado a en-
trar barcos do Maldonado carregados de carne
fresca.
Em consequencia da intimacaode Rosas ex-
pedio o governo oriental urna circular aos cn-
sules estrangeiros, prevenindo-se de que se re-
conbecesseui o general Rosas na plenitudo dos
scusdireitos de sitiador*, exigira o governo o-'
riental o ser reconhecido tambem com todos os (
direitos de sitiado ; que, a prohibir-se a en-
encerramento 6 posto a votos c regeitado
[ por 38 votos contra 34.
Contina a 3.a discussao da proposta.
OSr. Fernandos Chaves tem a palavra para
responder, e assim o pratica fasendo varias ob-
servacoes sobre o que disse em outra sessao o
Sr. Peixotode Brito.
O Sr. Barbosa requer o encerramento da dis-
cussao e posto a votos rejoitado.
O Sr. presidente da a palavra ao Sr. Peixoto
de Rrito para responder mas como tenha dado
a hora declara a discussao adiada.
dem de 17.
Contina a 3.* discussa5 da proposta do go-
trada de vveres para urna populado composta vorno sobf0 a fl das f de terra eom
principalmente de estrangeiros lancaria m5o M emcndas apoada
o governo oriental do direito que tem de faser Q Sf ^ de ri(() :_AgTde40 a augus.
sahir dai praca sitiada todas as bocas mutas, con-1 ta camara a COntemplacao com que me tratou
siderando como taes todos os que nao pegaren.; hontonif quando naoconsentioque scencerrasse
em armas par fa. I urna discussao que pareca terchegado ao seu
estrangeiros e percorrerao as ras da cidadecom
bandeiras msicas dando vivas ao governo,
o pedindo-lhe armas para atacareni Oribe. Es-
to desde hontem de inanhaa, ou por esta de-
monstraca ou por motivos que ignoramos ,
assentou o seu campo no cimo do Ceri ito, que
principiou logo a intrincheirar corno se temesso
um ataque : temos pois dous exercitos respec-
tivamente sitiados.
Hontem e hoje puhlicou-se parte do processo
da conspirado que dcyia rebentar nesta cidade
nu dia 9 do passado 'eque foi denunciada ao
governo desde o seo principio. Um dos au-
tores principaes era o negociante Rapbael Ma-
chado que foi peruiiuu
cun na auwa
depois de ter implorado a clemencia do go-
verno.
O general Rosas querendo talvcz desarmar
MU
1-
njunas e ae msoioncias. Agora mesmo que-
ro dar a camara um signal do meu profundo re-
conhecimento portando-me com aquella mode-
racao....
O r. Fernandes Chaves:Pela primeira vez.
OSr. Peixoto de Brilo:....com aquella mo-
deraco que a camara deve querer se observe
as suas discusses com a moderaco propria
da dignidade da minha pessoa ( muitos apoi-
ados).
A nao ser esta consideracao senhores eu
mostrara a esse deputado que me injuriou com
tantas insolencias (com vehemencia ), que nao
me falta valore forca para repelli-lo aqu, em
qualquer outra parle e ainda mesmo naquel-
le lugar ondeos homens de brio e de honra cos-
tumao desalTrontar-se.
O Sr. Fernandes Chaves:Muito estimo.
OSr. Presidente:Ordem.
OSr. Peixoto de Brito: Bem podera Sr.
iip <-An_ I ..< .-.i,,.,i inr.mn nniinnrlf a to Grande rlissa-
_------ 11^.^. *_...., .. .. 4--....... ^
iiii i' i n' i
bor se eu tivesse a alma descocada pelo egos-
mo ; mas eu no possover impassivel os meus
amigos ludibriados: aqui, Sr. presidente es-
t menos Flix Peixoto do que os rcus concida-
daos Pcrnambucanos do que os sous amigos.
Se eu no meiode mais de quarenta hachareis,
naotties tomassea dianteira para defende-los da
injuria sobre olios Janeada ; se ou amigo co-
mo sou do Sr. Hollanda Cavalcanti, mas no
meio do muitos de seus amigos e mesmo dos
proprlos parentes nao fosse o primeiro a ar-
redar dellc a injuria que Ihe foi hincada talvez
n5o passasse pela amargura porquo passei desde
hontem at este momento cm que a augusta ca-
mara mepermittir um dcsabafo.
Eu ngradeco, romo ja disse, camara a con-
templadlo que tcvepara comigo e cumprindo
a minha primeira promessa mo relenrei ni-
camente a urna allusao atroz que na sessao de
hontem foi (aneada sobre a minha possoa e
que nao me persuad fosse ella em referencia a
mim, quando em urna das sesses anteriores foi
enunciada na casa por um outro deputado; por-
que o tranquillidade de minha consclencia ( a-
poiados] me fez persuadir aquillo de que se per-
suaden) os homens que so portao com dignida-
de que nao recuio mesmo diante da pobresa
para desempenharem com honra os cargos que
Ihe sao conferidos pelo estado ( muitos anota-
dos). Portante, esta allusao que foi Iancada na
rasa entend eu que era sobre outros e para
cortar entao o fim de urna discussao que pare-
ca.*.' dosagradavel a camara (apoiados),nZo quiz
entao defender a alguem sobre quem suppuz que
recahia a allusao. Nao suppuz que ella se referia
a mim ainda mais porque para assim ocrer,
era necessario suppor consummnda malvadesa
da parte de quem a lancou ; mas hontem pare-
ceu-me que esse deputado que fallou chamava
a allusao sobre mim, e como posso ter-me en-
gaado no juizo que formo a nspeito e acon-
tece que antes de assentar-me hoje aqui alguns
amigos mo procurarlo para diser-mc que eu
estava em engao, que esse deputado nao so
tinha referido a mim exijo que esse deputado
declare se lancou sobre mim essa allusao por
que a cmara me permitir o direito do res-
ponder-lhc como devo, c conforme a minha dig-
nidade___
OSr. F. Chaves:Appollo para a sua cons-
ciencia.
O Sr. Presidente:Ordem 6 de meu dever
declarar (com vehemencia) que se eu entendes-
se que o Sr. deputado pela Parahyba fasia allu-
ses com as palavras que proferir a algum
memoro desta casa te-lo-hia inmediatamente
chamado a ordem com toda a energa de quo sou
capaz [apoiados). Pareceu-me porem que ello
fallava em geie sem faser npplicacao do que
disia ao Sr. deputado por Pernambuco; e tanto
assim oi que mu positivamente declarou que
nao fasia alluses a ninguem, o queeu por certo
nao consentira e muito menos se taes allusdes
recahissem sobre qualquer dos Srs. deputados.
Em desempenho dos meus deveres, julgo me
obrigailo a faser esta dcclaracao explcita c ca-
thegorica.
O Sr. P. de frito:Muito obrigado a V. Ex.;
mas como esse deputado se refere minha cons-
cienca, dir-lhe-bei que ella s nao basta, por
quo na5 se pode manifestar senao por meio das
minhas palavras e que, se ha um hornero quo
duvideda maneira digna e honrada porque me
tenho portado na provincia de Peruambuco, des-
de que fui juiz tanto no centro como na sua ca-
pital cu chamarei a provincia inteira desdo
o primeiro at o ultimo Pernambucano em meu
apojo e para vingar desta calumniosa aecusa-
cao a honra ultrajada de um seu magistrado, e
ella dir : sois um calumniador, sois um as-
sassino da honra desse digno magistrado.--Mas,
como nao posso I raser para aqui a populacao de
Pernambuco invoco o lestemunho dos seus il-
lustrcs representantes que so assentao deste la-
do [muitos apoiados). Dizet vos tambem ( vol-
tdndo-se para otado ondeseassentoosSrs. Nu-
nes Machado, Urbano e Manoel Ignacio) ; disei
vos, que niio tendes urna linguagem suspeita
(apoiados).
O Sr. S. Machado:Fomos os primeiros a
deiendc-lo.
O Sr. P. de frito:Sr. presidente, seos mal-
vados pdirao a caneca de LuizXVI, se os mal-
vados pedirlo que Jess Christo fosse crucifica-
do que muito que pedissem a minha pelle
para forrar a cadeira da justica '. !
nSr. F. Chaves:Engana-sc.
O Sr. C. da Cunha: Malvados ?!.... aqui
esto'u eu para responder.
OSr.P. ie tito:Declaro tambera que nao
faco alluses___Sr. presid nte eu devo parar
aqui, e creio que a cmara approvar muito o
meu comportamento numerosos apoiados.) ; el-
la tem visto que usei do meu direito o menos
que me foi possivel.
Esta noite Uve por baixo de minha porta mul-
tas cartas que se referem a esse deputado, o
tenho aqui algumas ; mas nao quero servir-mo
dolas e somente me aproveitaroi da occasiao
para agradecer s pessoas que ufas enviarao.
0 Sr. C. da Cunha:Peco a palavra.
Muitos senhores:Votos! votos!
O Sr. Presidente:Eu devo declarar aos se-
nhores deputados a quem tenho de dar a pala-
vra que-nao posso consentir que a discussao
continu da maneira porque tem ido ; se qui-
serem fallar bao de se limitar materia em
discussao.
O Sr. C. da Cunha:Se V. Ex. nao me der
a palavra, guardar-mo-hei para outra occasi5o,
porque a divida que tenho com o deputado por
Pernambuco muito grande.
O Sr. S. Martins pode o encerramento da dis-
cussao.
A'pprova-se o encerramento da discussao.
approvada a emenda de redaeco da com-
missao do marinha e guerra e a sub-emenda
do Sr. Pacheco que dizem vez de 4008 rois
diga-se COOg res.
(Esta emenda c relativa aos recrutados)
Todas as mais emendas sao regeitadas
D-se por concluida a discussao da proposta,
o approvada e adoptada e reincltida a commis-
s5o do redaeco.
Contina a discussao do primeiro artigo da
resolucao sobre o crdito com as emendas apoi-
adas.
Tomao parte na discussao os Srs. Franco do
S, Vianna (ministro da fasenda) e Silva Forraz,
A discussao lica adiada pela hora.
NOTICIAS DIVERSAS.
O casamento da Senhora Princeza
D. Francisca.
Como dissemos tevo lugar quarta feira 19
do corrente no paco da cidade a audiencia
solemne dada ao Sr. Barao de LangsdorlT Mi-
nistro Plenipotenciario de S. M. o Jlei dos
Franceses, queem nome de seu soberano pe-
diu a S. M. o Imperador para consorte de S.
A. R. o Senlior Principe de Joinville a nossa
graciosa Prinzeza a Senhora I). Francisca en-
derecando a S. M. I. o seguinte discurso :
Senhor Em nome do Kei, meu augusto
soberano, en venlio pedir a V. M. a mao do
S. A. 1. a Senhora Princeza D. Francisca ,
irma de \. M. para o enhor Principe de Jo-
inville.
Nada ser tao grato ao coraeao do El-Rei
como esta allianca que estreitando os vn-
culos de familia que ligam j as tinas dynastias,
aportar ao mesmo lempo os lacos de amizade
que flnem um e outro paiz : abrevo me a espe-
rar que iguaes tejan os sentimentos de V. M.
Admittido algumas vezes honra do penetrar
nosanctuario da familia onde os soberanos
despein a pompa que hoje vos circunda Se-
nhor encontrei asmesmas virtudes privadas ,
as mesmas afleicoes to vivas o tao suaves que
a Franca tambem admira na augusta casa que
nos governa. Separando-se de um irmo,
cuja ternura com tanta sollicitude velou sua
juventudo e do urna irmaa querida recom-
mendada ao amor e respeito universal por tan-
tas virtudes a Senhora Princeza D. Francisca
ir habitar no seio d'essa famiilia real tao in-
tima e tao dedicada em seus sentimentos : sua
ventura s mudar de logar e receber, apoi-
ando-se em um esposo cujo nome j conbeci-
do no mundo os penhores de duracao que as
qualidades eminentes e as to encantadoras vir-
tudes de S. A. I. devem assegurar-lhe.
S. M. o Imperador dignou-se responder :
De mui boa vontade convenho nesta alli-
anca que me tao chara e pela qual todos os
Brazileiros se regosijarao.
Minha irmaa a quem vos dirigiris d
certo confirmar minha resposta pois estamos
todos persuadidos que ella encontrar as affei-


I
ccs da familia real de Franca grato conforto
ao scntimento de dejxar o paiz que a viu nas-
cer.
O Sr. Bario de Langsdorff dirigiu dej)ois a
S. A. a Senhora D. Francisca a seguinte al-
Jocucao :
Senhora! Nao ser completa a ventura
do Senhor Principe de Joinville se vos nao
dignardes confirmar a resposta que o Imperador
\osso augusto irmao acaba de dar-me. Tam-
bem de vos quer S. A. R. obter o sim. Mais
feliz que a mor parte dos principes elle pode
ver e apreciar por si uaesmo todas as <|ualidades
que distinguen) V. A. I. V'osso coracao Se-
nhora levar-lhe- a bem o seu procedi-
mento.
\o seris estranha, Senhora, no seio da
nova familia que com impaciencia Vos espera.
All encontrareis essas affeices fraternaes que
tao bemconheceis; encontrareis ainda a ter-
nura d'uma mai que vos ama ja comosua filha ,
e que mostrar a V. A. J. pelos mais tocan-
tes cxempios, quanto esplendor e santidado
dao as virtudes privadas as mais augustas silua-
cfls.
S. A. a Senhora D. Francisca dignou-se
a responder :
Sr. Miuistro Muito nie apraz confirmar
a resposta de meu augusto irmao.
Estou persuadida que as afleiccs da familia
real de Franca me consolaVao do pezar que terei
dcixandb a patria um irmo e urna irmaa que
lanto prezo.
Fiada d'esta sorte a audiencia o Sr. de
langsdorff se dirigiu bordo da fragata Bel-
lo Poule a fim de informar S. A. R. de res-
posta to grata quanto importante, e de romp-
i os vasos de guerra da esquadra Iranceza sur-
tos cm nossa bahia salvarain com 21 tiros a
bandera brasileira que ic irain no tope grande.
A Bolle Poule quando o Sr. Bario de
Langsdorff se retirou o salvou tambem.
O Senhor Principe de Joinville quasi ao es-
eurecer acompanhado nicamente doseu a-
judante de ordens veio para trra em um pe-
queo bote no qual os dous sos vinham em-
barcados e que S. A. R. diriga o governa-
va sob o incgnito de simples marinlieiro da
fragata.
No paco o csperavam o Imperador e as Prin-
eezas a quem acompanbou ao tbeatro francez,
onde bouve numerosa e briHiante concurrencia
de espectadores que apirihavam a sala e todos
i os camarotes para saudar a imperial familia e
a S. A. R.
No dia 20 de abril p. p. o Sr. Ministro da
fazenda a presentou cmara dos deputados a
segginte oroposta :
Augustos e Dignissimos Srs. Representan-
tes da Naca o.
Tendo sido pedida por S. M. o Rei dos
Francezesa mode S. A. a Senhora Princeza
D. Francisca Carolina para S. A. R. o Se-
nhor Principe de Joinville, sendo provavel que
esta unto se verifique : e devendo o governo
estar preparado para poder realizar as sommas ,
marcadas na le de 29 de setembro de 1840,
para seu dote e enxoval visto ter a mesma
augusta Sra. de'ir residir fia do imperio re-
eehi ordem de S. M. o Imperador para apre-
sentar-vosa seguinte proposta :
Art. nico. O governo autorisado para
realizar por quaesquur operacoes de crdito
que mais vantajosas forem.a soma de 750:0008
reis segundo o padrao monetario marcado
no art. 11 da lei de 29 de setembro de 1840
fara o dote de S. A. a Senhora Pinccza D.
'rancisca Carolina; e bem assim a de 100:000S
reis na moeda actual do Bra/il consignada no
artigo 4. da dita lei, para o enxoval da mesma
augusta Senhora e outros objcctos do servico
de S. A. e de seu augusto'Esposo.
Rio de Janeiro em 20 de abril de 1840.=^
Joaquim Francisco Yiana.
CASO HORROROSO.
Aconteceo hontom n'esta corte um d'aquel-
les casos que attestam cada vez mais quanto
marchamos atrazados na senda da civilisacao.
Nao obstou o sancto temor da rcligio de Jess
Christo : no principio mesmo da semana em
que os liis commemoram a morte e paixao do
seu Redemptor um novo crime veio manchar
a especie humana .' ,
Encontrou-se um sujeito de nome Antonio
Jos de Garvalho com a Montevideana D.
Anna Mara da Costa de 22 annos de idade ,
ao lado do theatro de S. Januario. Succedeu
urna scena desagradavel de palavras indecentes,
e inflammado na colera dociumc, puxou aquel-
Je por urna navalha de mola, com que feriu com
duas lacadas, no baixo vcntrc e em um dos la-
dos a victima infeliz. Nao satisfeito ainda ,
iirrancou da ferida o instrumento da morte ;
e sobrfi seu nrnnriQ coracao dcscarregcu tres fa-
cadas!
Um e outro forampromptamente soccorridos,
e levados para o hospital da Santa Casa onde
ao chegar expirou inmediatamente \o desgrana-
do Antonio Jos : a outra pore.n parece
I he sonrevir nao obstante] a gravidade do fe-
rimento.
----____
O Commircio de Porto^Alegre capital do
Rio Grande do >ul, d as seguintes noticias :
Deu parte de prompto, e seguio para o exer-
eito o tonente coronel Francisco Pedro que
Reara doente na Cachoeira.
Foi assassinado em Alagrete no dia 13 de
fevereiro o vice-presidente dos rebeldes Anto-
nio Paulo da Fontoura ; e affirmo que por or-
dem de Bento Goncalves! Tinha sido candidato
presidencia da Repblica na ultima eleicSo
do congresso.
O exercito imperial achava-se acampado no
dia 9 de marco, no lugar denominado Rondi-
nha junto ao rio S. Sop.
Foi fuzilado no dia 13 de marco, um cabo
deartilhariaacavallo, pelo crime de ter dado
um tiro em um alferes do2. regiment de caval-
laria ligeira.
Pelo vapor chegado do Rio Grande tivemos
noticias de Porto Alegre at 31 de marco.
Parece fora de duvida quo foi morto em ci-
ma da Serra por urna partida da legalidade, o
amigerado assassino (ueixada Branca.
Tendo marchado o official Jernimo Jacintho
ao encontr do rebelde Portinho que cons-
tava estar em cima "da Serra, naoo conseguio;
mas sim bateualgumas partidas do mesmo, das
quaesficrao no campo 11 pracas, e entre ellas
o rebelde capitao Sena. O official da legalidade
achava-se ja no exercito, tendo levado com sigo
alguns prisioneiros.
Canavarro Joao Antonio e Netto, frente
de 1,500 homens marchao na vanguarda do
exercito imperial, a 6 ou 7 leguas de distancia :
vio a rumo de Algrete.
Consta porm por outra via que o nosso
exercito eslava no dia 18 as immediaces
de S. Gabriel, e que os rebeldes o esperavo no
passo do Rosario com 4 pecas de artilharia.
No dia 19 passou no senado cm segunda
discussao o projecto de resoluco que declara
applicavel ao julgamento dos crimes dos mem-
bros deambas as cmaras o art. 170 do cdi-
go do processo considerando-se prejudicodas
as emendas offerocidas pelos Srs. Hollandas Ca-
valcanti o Paula Sonza.
Foi rejeitado o art. 2.da emenda additiva do
Sr. Paula Abuquerque e ficaram prejudica-
dos todos os mais artigos da emenda.
Tomaram assento no dia 25 na cmara dos
deputados, os seguintes Srs.: Jos Joaquim
Coelho, peloCear ; Francisco Sergio deO-
livei|a pelo Para ; Alvaro Barbalho de Uchoa
Cavalcanti, Pedro Francisco Cavalcanti de Al-
buquerque e Manoel IVfendes da Cunha e A-
zevedo por Pernambuco.
Em consequencia retiraram-se da casaoSr.
Graca supplente pelo Cear e os Srs. Nu-
nes Machado, e Carvalho deMendonca, por
Pernambuco.
Nao reparem : = urna expressao mathe-
matica.
O correspondente do D.-n. de 4, deo um
thema encommendado para o intrpido brilhar
no de 6 do corrente acerca do direito com que
o Sr. Barao da Boa-vista contina na Presiden-
cia desta Provincia ; deo mais urna oceusiao ,
ou antes um pretexto ao dogmtico Juriscon-
sulto para concitar as massas a desobedecerera e
resistirem ao Governo.
acintosa para a Nacao ineira ( diz o in-
trpido ) a manha com que o gabinete actual
tem conservado nesta Provincia e como Pre-
sidente della o Sr. Barao da Roa-vista 1 Des-
te communicado conclue-se que o intrpido
entende assim como deseja, que seja licito ao
gabinete^expellir da Provincia o Sr. Barao da
Boa-vista. Che liberal de mao cheia, que cen-
sura o gabinete por nao ter deportado um cida-
do ? Pos nao limita os seos desejos e seos
interesses demisso da Presidencia! Faz tan-
to embaroco a seos planos o prestante cidado ,
que preciso sahir da Provincia !
Nada observaremos a respeilo da impudencia
com que se attribuem a nacao inteira as tamu-
rias ". um deputado e um supplente desat-
tendidosda Cmara e cinco ou seis aspirantes
de umpregos e influencia despresados pela
maioria da Provincia c vamos aos artigos da
Constiluico com que argumenta o intrpido.
O art. 32 declara que o exercicio de quaiquer
emprego a excepcao dos de Ministro, e Con-
sclheiro d'Esado cessa interinamente errt quan-
to durarem as funeces de deputado. Nao se
pode pois exercer emprego algum durando as
funeces de Deputado. Funccao o acto pelo
oual se tenlai nm dever cu uih o!T5<*'0. Nic
ha duvida, que as funecoes de Deputado, isto
o exercicio deste emprego o acto de estar na
Cmara tomando parte na confeceo das leis ,
&c. ; excluo interinamente o exercicio de ou-
tro emprego que nao seja o de Ministro ou
Conselheiro d'Estado. So estes podem ter as-
sento as Cmaras respectivas ao mesmo tempo,
que tomo parte nos conselhos da Coroa ou
nos actos do poder executivo. A Constituicao
prohibe a acumulaco das funecoes mas nao
diz que o cidadao eleito Deputado nao possa
exercer emprego algum no tempo das sesses,
ainda que nao v tomar posse e entramo
exercicio do cargo de representante da Naco.
A mesma oxccpciSo, que hados Ministros e Con-
selheiros d'Estado, os quaes acoumulio o exer-
cicio d'um e d'outro emprego confirma que a
mais se nao extende a prohibicao. So na Cons-
tituicao se nao tomasse o termo funecoes
na accepcao propria do acto pela qual se exer-
ce o officio jamis o art. diria em quanto
durarem as funecoes de Senador sendo estes
como sao vitalicios. Esta duracao pois refere-
so ao tempo, em que o representante da Nacao
tem assento na Cmara respectiva.
QSr. Bario Deputado eleito na presente
legislatura mas ainda nao tomou posse ncm
assumio as funecoes de Deputado ; se estivesse
exercendo-as sim Ihe era vedado accumular as
de Presidenta de Provincia ou quaiquer outro
emprego.
O art. 33 tambem se refere aos Deputados,
que ja cntraro no exercicio do emprego de re-
presentante da Naco, para nao abandonaren)
a Corte era serem ohrigados pelo Governo
irem exercer seos empregos de modo que fi-
quom impossibilitados de voltarem a tempo de
continuarem em suas funeces. Todava este
artigo letra morta porque os Deputados do
Para de Goyaz e Matto Grosso que sao as
Provincias mais distantes da Capital do Impe-
rio vo quando querem para ellas, e muitas
vezes essa viagem os impossibilita de voltarem a
tempo, sem que por isso tenha-se declado nullo
o exercicio deseos empregos.
O que mais esclarece e tira toda a duvida ,
que algum sceptico podesse ter de que a Cons-
tituicao fallou smento dos que estivessem exer-
cendo o emprego de representante da Nacao ,
sem jamis tractar dos Deputados eleitos : de
que ella so quer prohibir que o representante
da Nacao accumule o exercicio de dous empre-
gos incompativeis, ou que largue as akas fune-
coes, em que se acha na Cmara para ir exer-
cer um emprego do Governo sem duvida o
art. 44 que o intrpido desapercebidamente
copia contra producentem. Diz este artigo que
se for indispensavel por seguranca publica ou
bem do estado que um Senador ou Deputado
saia para outra commissSo a respectiva Cmara
o poder determinar. Donde sae o Deputado,
ou Senador, se nSo da Cmara, em cujas fune-
ces se acha ? (a) Se o Sr. Rar3o nao est na
Cmara se nao est as funeces do Deputa-
do se nellas est o Sr. Noves, seo supplente,
como quer o intrpido que sem licenca da C-
mara nao possa elle continuar legtimamente no
cargo de Presidente desta Provincia ?
0 mesmo Sr. Ministro da Marinha de cu-
jas palavras tirarao-se as concluses escripias
no D.-n. dice que nSo era necessaria licenca
da Cmara para o Sr. Barao conservar-se na
Presidencia logo que nao era o Governo, que
exiga a sua estada fora da Cmara. Certamentc
desde que em vrtudeda Constituicao ha entre
nos Senadores e Deputados sempre os repre-
sentantes eleitos entenderao que Ihes era licito
deixar de ir tomar assento na Cmara respecti-
va e entrar as funeces de Senador ou De-
putado icando as Provincias no exercicio de
seos empregos.
O mesmo Sr. Barao da Boa-vista deixou de
tomar assento mais de urna vez na Cmara dos
Deputados para continuar na Presidencia desta
Provincia queregeo de dezembro de 1837 a
abril de 1841, e nuaca se Ihe contestou a lega-
lidade do exercicio de Presidente ; e assim j
tinha praticadoo Sr. Senador Jos Carlos Mai-
rink. O Sr. Barao de Suassuna Senador os
Srs. Pedro Cavalcanti, Dr. Mendes e Alvaro,
Deputados eleitos a Assembla Geral servirao
na Assembla Provincial, quando a Cmara dos
DepuJados se achava em sessao este anno sem
quo houvesse contestadlo quando se mandou
que elles tomassem assento. O Sr. Dr. Men-
des exerceo o seo emprego dejuiz de Direito
nos mezes de Janeiro o Fevereiro estando a
Assembla Geral installada e tao legal pareca
aos mesmos correspondentes do D.-n. o seo
exercicio que para elle recorrerao de sentenras,
que tivero por abuso da liberdade dimprensa.
Esta pratica admittida em todas as Provincias
do Brazil conforme letra e ao espirito da
Constituicao a qual nos artigos cima s leve
em vista prevenir que o Governo arredasse da
sessao da Assembla Geral quaiquer membro ,
cuja influencia temesse e assim frustrasse o
exame e inspeceo que pelo sistema repre-
sentativo compete a mesm Assembla sobre os
actos do poder executivo. Ao individuo po-
rm licito continuar no seo emprego e dei-
xar de tomar assento na Cmara. Esta esco-
Iha ainda mais licita ao Deputado eleito que
ainda nao apresentou o seo diploma nem to-
mou posse ; circunstancia esta que se d no Sr.
Barao da Boa-vista.
Essa mesma prevenco que se estabellece
contra o Governo nao applaudida pelo Juris-
consulto o Estadista mais inclinado a dar en-
sanchas ao elemento democrtico da nossa Cons-
tituicao as observaces que fez a ella e a
carta outhorgada pelo Sr. D. Pedro 4. ao Rei-
no de Portugal.
Contine o intrpido a declamar vagamente
que o Governo nao presta, que nao quer o Go-
verno porque essa trela por elle tao fcil-
mente desempenhada como pelo povo despro-
zada a sua arenga : nao se metta porm a a-
nalisar artigos da Constituicao nem a tirar
concluses, para que nao as tire sem meio termo,
como fez no 1. artigo antes de demonstrar que
o Sr. Barao estivesse as funeces de Deputado;
nem oscreva a galantera deque nao podiao
Deputado ser dispensado pela Cmara sem pre-
via licenga della sem advertir que licenca, e dis-
pensa a mesma cousa, na questao sujeita. Em
lim nao tenha o arrojo de gritar cathegorica-
mente depois de um raciocinio to manco.
Ninguem m'o constestar. Nosfica re-
futado, como todos hao de estar convencidos da
m f, ou da inepcia com que elle pretextou o
seo rebate de resistencia ao Governo legitimo.
O novo vapor Imperador chegou boje ( 8 )
a este porto tendo sabido do Rio a 28 do pas-
sado e tocado na Bahia e Macei. As
noticias mais importantes que nos trouce ficao
transcriptas no lugar competente.
Correspondencias.
Srs. Redactores. Chegando ao meo conhe-
cimento, quenestes ltimos das se tem de pro-
posito vulgarisado a ideia de que o julga-
mento dos dous processos do Abyssinio, queso
achaosubmeltidos ao Tribunal dos Jurados,
involve a decizo da causa do mestre do brigue
durara Antonio Machado de Faria o
devendo eu crcr que isto tem por fim Iludir
algum amigo d'aquelle Machado de Faria o
conseguir delle, que tome interesse pelas cau-
sas do mesmo Abyssinio apresso-me a decla-
rar para que todos saibao e se nao dcixem
engaar pelas prfidas insinuaces do autor
d'essa ideia que o processo do sobredito Fa-
ria be inteiramente distincto dos do Abyssinio ,
e que nenbuma relaco tem o seo julgamento
com o d'estes- ltimos acrescendo que a
quclle ( o do Faria ) se acha por via de appel
lacao submettido aoconhecimento do Superior
Tribunal da Rellacao, d'onde resulta, que na-
da ha de commum entre o seo julgamento, e o
dosoutrns, de que tenho feito mencio. Oc-
corre de m&is, que a aecusaco que eu pes-
soalmente vou faser ao Abyssinio refere-se ni-
camente a elle, e por isso os efeitos da senten-
ca quaiquer que ella seja tem de recahir so-
bre a sua ou a minha pessa. Procure pois o
delensor do mesmo Abyssinio, quem quer que
ella seja outro meio mais heroico de defeza ,
nao trate de illaquear os amigos do mestre do
brigue Aurora para o auxiliaren! na sua
empresa que tem earater especial e cont ,
que me ver sem falto na honrada casa do Tri-
bunal do Jury. Sou Srs. Redactores, *c
Francisco Carlos Brando.
(a) O Sr. Deputado Sabino j sahio sem li-
cenca da Cmara durante urna prorogacao, e
veio para aqu folgnr no seio de sua familia ,
sem que se julgassc infractor do art. Cons-
Utuouai,
Srs. Redactorts.
Se quando urna autoridade trilba a senda de
honra e da justica he justo que sejam paten-
liados seos feitos para por essa forma obter
os bem merecidos encomios de seos concida-
daos ; nao menos justo he que se palenleem
os actos daquelles, que transpondo os limites do
justo e do honesto.pretende a todo ocusto.ofus-
car o mrito alheio com tanto que posso in-
cutir sabedoria e retido : eu falo Srs. Re-
dactores de um caso que me foi confiado por
pessoa sizuda acontecido com o fr. Dr. juiz
municipal e de orlaos das villas do Porto Calvo
e de Pedras, na provincia das Alagas, a quem
tendo um juiz de paz do Passo de Camaragibe ,
officiado em termos comedidos a cerca de um
despacho pelo mesmo Dr. dado e que o juiz
do paz tendo de o cumprir achou a seo ver ,
incompetencia ou uniformidade de direito e
pediallx> Milu i- isso t'SolicacGcs esse su passo im-
prudente q' deo aquellejuizdepazem suporquo
o nosso Dr. nao marchava corrente com os prin-
cipios da justica deo lugar a ter em resposta
oselebre dspetoso officio aue abai trans-
crevo por copia fiel assim como a resposta do


jmesmo juiz do paz que com quanto seja autori-
dade do matto, retorquio-lhc como pode os in-
sultos nelle exarados e levando a deciso ao
conhecimenodo Dr. juiz do diroito tevca glo-
ria de ver ser ella a seo favor e o nosso Dr.
odisgosto, do tor completamente errado em
diroito.
O officio em questo he urna pessa digna de
ser analizada porem eu nao me quero dar a
esse traba! ho por que o publico judiciozo he o
melhor analizador ; mas sempre direi que este
horneo) que com tanta sanha menoscaba escan-
dalosamente as autoridades do matto com o fim,
talvez de se tirar dahi illacoes a seo favor ha o
mesmo que mandou por um seo dispacbo pas-
sar para a sala livro da cadeia de Porto de Po-
dras ( onde se acbava preso a ordem do digno
sub-delegado daquella villa ) a um assassino o
Jadrao evadindo-se no diascguinte ficando
assim livre de ser processado o punido apezar
mesmo das reflexocs que fez aoSr. Dr. o ins-
pector a quem estava entregue dito preso ; e
dizem valha a verdade, que elle dias depois pas-
sara em casa de sua Senhoria, tambem nao he
menos digno de sensura o ter o Sr. Dr sido
nomiado pelo vice presidento delegado dos men-
cionados dois termos, mas nao tendo o actual
presidente Ihe mandado dar posse dessc empre-
go com tudo me affirmo que elle em seos
mandados uza desse titulo sem se lembrar que
incorre por isso em alguma pena : se o erro ,
Sr. Dr. he a partilha do genero humano e
elle aparece mesmo nos homens de saber para
queho V. S. tao austero o fcil em aboca-
uliar com tanto escndalo as autoridades do
matto.
Sao estes os fados, Srs. Redactores, que
provarei se a isso for chamado rogando-lhe
no entanto a publicacao em sua conseituada fo-
Jha com o que muito obrigar ao seo cons-
tante leitor Huma autoridade do malto.
Officio a quo se refere a correspondencia a
cima.
Illm. Sr. em presenca de seo officio com
data de 21 do corrente so me cumpro dizer por
ora que estando a decizo de V. S. em lide,
e sendo essa lide na importancia de desoto mi>
res quantia que nao he da competencia de V.
S. mandar pagar foi V. S. excedente assim
como o sao em gcral todas as autoridades do mat-
to ndo ora impera a vinganca ora capri-
xo ora ignorancia crassa de direito ; por tanto
vai contra mandado por que rialmente lancei
o meo interlocutorio por ingano em outro feilo,
eo do outro neste porem nestc juzo ter de
ser agora desputada a questao e nella darei a
sentenca que julgar de direito nica norma
que sigo na mnha administraco. Dos guar-
de a V. S. Villa de Porto Calvo 24 de Janeiro de
1843.Francisco doBorjes Buarque, juiz muni-
cipal, e de orfaos das villas de Porto Calvo e
das Pedras. Illm. Sr. Antonio Lial de Bar-
ros juiz de paz do Passo de Camaragibe.
Illm. Sr., acuzo recebido o officio de V. S.
com data do hontem, e surprehendeo-me o des-
pejo com que V. S. atacou a probidade e in-
teligencia das autoridades do matto em cujo
numero est V. S. colocado quando genri-
camente falou. Pela parte que me dis respe-
to devo significara V. S. que foi muitoexcosi-
sivo quando se lembrou de refutar os actos de
minha autoridade por urna maneira tao desa-
brida comportamento este que no confuto em
que calcou as regras da decencia offondeo di-
rectamente todas as autoridades do lugar ; fi-
nalmente singindo me a materia em questao .
devo dizer a V. S. quanto eu posso entender ,
que a minha sentenca est na rbita da lei por
ser da quantia de dezaseis mil res e nao de
dezoito como V. S. erradamente diz em seo
officio por tanto posso segurar a V. S. que
Ihe nao compete tomar eonhecimento della co-
mo se ve do regulamento n. 143 de 15 de mar-
co de 1842, em que regula a parte civil da lei
n. 261 de 3 de dezembro de 1841 e outras: toda-
va eu encaminho o officio de V. -s. ao Sr.
Dr. juiz de direito com os respectivos documen-
tos para rno esclarecer da materia. Dos
guarde a V. S. Passo de Camaragibe 25 de
Janeiro de 1843. lUin. Sr. Dr. Francisco de
Borjes Buarquc juiz municipal e de orfaos
das villas de Porto Calvo edas Pedras.An-
tonio Lial de Barros juiz de paz do Passo de
Camaragibe.
baha.
cambios. 3 de meti de 18 -3.
Londres............ 27 a20' ,id. p. 1S000.
Franca............. 330 rs. o (raneo.
Lisboa............. 100 p. c.
Ro de Janeiro....... ao par.
Provincias do Norte. .. dem.
Dobroes hespanhoes... 318000 a 31 8500.
Mexicanos... 308300 a 3 l'SOOO.
Pecas de 68400...... 158800 a 16801)0.
MoeJas de 48000..... 88800 a 9$000.
Pezos hespanhoes..... 100 p. c.
Prata cunhadar. .../.. 100 p. c.
llovimento do Porto.
Navios sahidos no da 7.
Hamburgo pela Parahiba; patacho dnamar-
quez Assurad Paquete, capitao PaterHennet,
carga assucar.
Granja ; patacho brazileiro EmulacHo, caplao
Antonio Gomes Pereira carga diversos g-
neros.
Navios entrados no dial.
Maranhao ; 24dias, brigue escuna brazileiro
Laura, do 163 toneladas, capitao Luiz Fer-
reira da Silva Santos equipagem 10, carga
sal o mais gneros ; ao capitao.
Bremcn ; 69 dias, brigue lddmhurguez So-
phia de 136 toneladas, capitao M. Adi-
dicks, equpagem 10, carga varios gneros ;
aos Srs. Kalkmann & Roscmund.
Navios entrados no dia 8.
Rio de Janeiro, pela Bahia, e Macei ; 9 dias,
vapor brazileiro Imperador de 467 tonela-
das, commandantc Jos Mara FalcSo, equ-
pagem 30 carga lastro: a Joaquim Baptis-
ta Moreira.
Lisboa; 29 dias, brigue porlviguczJ ozcphina,
de 230 toneladas capitao Paulo Antonio da
Rocha equpagem 12, carga vnho, e mais
gneros ; a Mendes & Olivera.
Edital.
Pela thesouraria das rendas "provinciaes
em cumprimento d'ordem superior se arrema-
tar nos dias 8, 9, e 10 do corrente a quem por
menos fizer, a illuminaco do caes do Collegio,
eadoquatro lampioes, quo guarnecem osla-
dos do palacio do governo por tempo de tres
annos a contar d 1. de julho do corrente an-
no ; devendo a illuminaco do palacio do go-
verno comprehender mais os dias qnedecor-
rerom desde o, em que fr approvada a arre-
matado pelo Exm. Sr. Presidente da Pro-
vincia.
Declaracoes.
O vapor Imperador, recebe as mallas pa-
ra o Norte amanha 10 as 8 horas do dia.
Companhia do Bebiribe
= Os Srs. accionistas da Companhia sao
convidados parase reunrem em assembla ge-
ral no dia 10 do corrente pelas 9 horas da ma-
nila no escriptorio da mesma Companhia. Re-
cife 6 de maio de 1843. O secretario lien-
to Jos Fernandes Barros.
CQMWIERCIO.
Alfandcga.
Rendimento do dia 8........... 8:0778072
Descarrerjn hoje 9.
Brigue Sophia fazendas, o prezuntos.
Brigue laura pipas abatidas ditas va-
zias pipas com vnho e barris.
Barca Nightingale fazendas, ferra-
gens sabo, c monlciga.
Brigue Vencedor vinhos.
Avisos martimos
O brigue inglez Cora pretende sahir
por estes dias e como anda Ihe faltiio 200 a
250 saccas d'algodo, quem preterfder carregar
dirija-so aos consignatarios Diogo Cockshott &
C.a, ra do Trapiche Novo.
Para a Bahia com toda a brevidade o hia-
te Ligeiro, e a chalupa* Viva ; quem nos mes-
mos quizer carregar ou ir de passagem dirja-
se a Duartc V. Madail, ou rila do Trapiche
casa n. 32 1. andar.
Lcilo.
= J. O. Elsler tendo de retirar-se/para a
Europa far leilio por intervenco do coiretor
Olivera, de toda a esplendida mobilia crislaes,
&c da sua casa, inclusive um dos mais afama-
dos pianos desta praca nao s pela belleza das
vozes como da sua excedente construccao um
carrinho de duas rodas com molas elsticas, e
os competentes arreios, um cavallo para o mes-
mo e alguns escravos : Quarta-feira 10 do
corrente pelas 10 horas da manh na casa da
ra do Trapiche n.19.
Avisos diversos.
Pestes 15 dias por diante haver carne de
carneiro a to'.'o o preco no assougue de Joao
Dubois defronte da Cadeia assim como tem
dois carneini rapados, propros para mc-nins
montarem a 1,500.
Otiemachou dois pentes de tartaruga li-
zos de coco e os quizer restituir, annuncic ,
I ........ -..-rt.lrt n rn^nniir o rrr^!i''"'"~"
Em resposta ao annuncio publicado por
Germano do Careno Caldas no Diario de Per-
nambuco n. 100 de 8 do corrente cumpre di-
zer eflfeattencao ao raspcitavcl publico tao s-
mente que tendo-se procedido a partidlas no
inventario da finada D. Marianna Benedicta
Caldas tocou ao abaixo assignado a escrava
Joan na eseufilbo Ignacio, sendo por isso
que de ditos escravos pode dispor como bom Ibe
aprover o abaixo assignado. Emilio Chavier
Sobrea de Mello.
Aluga-se urna coxeira na ra do Hospi-
cio, que acomoda 12 carros ou para outro
qualquer estabelecimento; a tratar por sima da
mesma n. 21.
O abaixo assignado lendo no Diario n.
100 de 8 do corrente, um annuncio do Sr. An-
tonio Jos Babello Guimaraos em que pede
exclarecimento do que foi proveniente urna sua
letra que existe em podes do abaixo assignado ,
tem a responder Ihe quo nenhuma satislacao
Ihe tem a dar do quo proven esta quantia por-
que o deve saber melhor do que eu se a tem
pago aprsente o recibo; o abaixo assignado he
bem conhecido nesta praca, e nao tem por cos-
tume pedir o que se Ihe nao deve nem tem os
sentimentos do Sr. Rabello j bem conhecidos
nesta Cidade pola sua dccIaracS'o que fez pu-
blico a favor do Sr. Gaspar da Silva Frzem.....
do'anno p. passado; quemhecpaz de publicar
'perante o publico sentimentos taes-, nao poem
duvida negar o que deve como quer mostrar
pelo seo annuncio ; por conseguinto queira vir
pagar a sua letra vencida', e do contrario se Ihe
mostrar em juiso se deve ou nao. Francis-
co Joaquim Duarte.
= Arrenda-se um sitio junto ao riacho de
Agoa Fria estrada de Bebiribe com boa casa
de vivenda padaria, estribara, boas plantas
de capim o outras militas proporroes que com
a. vista se conhecero : na ra do Calderciro ,
casa n. 2.
=r. Aluga-se a casa que tem servido de thea-
tro publico desta cidade com todos os uten-
cilios que constar de seus inventarios; os
pretendentes dirijo-se ao seu propietario
Manoel Antonio de Jess na ra dos Quar-
teis, n. 18.
= A pessoa que annunciou querer com-
prar um mulato de boa figura, moco, bom
sapateiro e proprio para pagem dirija-se a
ra do Crespo loja n. 4 A.
No largo do Collegio segundo andar ,
casa nova precisa-se de urna mulher para o
servico interno de urna casa de pouca familia.
= Quem precizar de um rapaz pertuguez
para caxeiro de venda ou de outra qualquer
oceupaco ; dirija-se a ra do Padre Floriano
n. 72 ou annuncie.
Aluga-se ametade de urna casa com mui-
to bonscommodos para urna familia; a pessoa
que a pretender dirija-se ra do Jardim
n. 30.
Offerecc-sc um liomem, quetemuzo de
vender fazendas c molhados. para caixeiro de
venda ou qualquer outro estabelecimento to-
mando-o por balanco e offerece fiador sua
conducta; quem precisar delle procure-o na ra
da Cadeia do Recife em casa de Bernardo Fer-
nandes Vianna no primeiro andar do sobrado
n. 57.
O abaixo assignado fazsciente ao respei-
tavel, que 4e ora em diante deixa de ser seu
bastante procurador Manoel Adriano da Costa ,
e por isso fica sem valor algum a procuraco que
em seu poder tem e para nao haver qualquer
duvida em lempo algum faz o presente avizo.
JoBo Bernardo de Carralho Pinto.
O tenente coronel Ignacio Antonio de
Barros FalcSo, comprou por conta do reveren-
do conego Joao Rodrigues d'Araujo os bilhe-
tes inteiros de nmeros 63, 882, e 1026; o 1.
da 4.' parte do medio restante da 1.a nova lote-
ra da matriz da Boa-Vista ; o 2. da 1.a parte
da 1.a nova loteria do Livramento ; e o 3. da
2.a parte da 1.a loteria de N. S. do Guadelupe.
= Joao Gomes d'Almeida, brazileiro adop-
tivo, retira-se para Lisboa a tratar de sua saude.
Chrislovo da Rocha Wanderlei, senhor
do engenho Terra ^ ermelha na comarca de
Nazareth avisa aos credores do casal de seu fi-
nado filho Christovao de Olanda Cavalcanti,
morador que foi no engenho Paulista que na
qualidade de inventsriantc e tutor de seus ne-
tos vai dar a inventario pelo juizo de orlaos da-
quella comarca os bens daquella heranca ,
devendo ter lugar esse processo nos primeiros
dias do mez de Junho ou fins de Maio ; por-
tanto hajo os referidos credores de se prepara-
rem em termos, e com tempo, por aquelle
juizo.
Aluga- se um sotao proprio para homem
olteiro ; na ra do Livramento n. 3.
A pessoa que annunciou no Diario de
M'\ Roberto Jone? subdito Brtannico reti"
ra-se para fora da provincia.
Permuto-se por predios nesta praca dous
engenhos moentes e correntes, com casas de
vivenda situadas na freguezia da Escada, Aripi-
bue Bellomonte, os quaes raoem com animaes,
porem o Aripib tem excellentes proporces
para agua os quaes tem famozas mattas e boas
vargens, e o terreno bastante productivo o bons
cercados possuindo cada um maisdemeia le-
gua de trra em quadro, e distaode um a outro
tres quartos de legua pouco mais ou meos
ambos devidem um com outro, os quaes sem-
pre ostiverao livres e desembaracados de qual-
quer onus e tambem se vendem a moeda, em
razo de seu proprietario querer fixarsua resi-
dencia nesta praca ; quem pretender dirija-se a
esta praea s casas n. 50 na ra da Cadeia de
Recife, ra de Ilortas n. 9, 1. andar, podem-
se dirigir aos mesmos engenhos, aos lugares
cima onde se solicita a venda ou permuta.
A viuva do Joao Baptista Correia Nunes
abaixo assignada faz certo ao publico que a
sua propriedade de sobrado de tres andares na
ra Imperial onde ora habita, se acha em pra-
ca, porexecuco do Sr. Jos francisco de Aze-
vedo Lisboa, pela diminuta quantia de 12:0008
de reis, quando a propriedade estando somen-
te em caixiio, foi a primeira vez avaliada em
20:0008 de reis, a segunda vez por arbitros em
15:0008 de reis, a requerimento de um outro
seu credor, e estando o predio no estado em
quo se acha foi avallado em 22:000$ de reis a
requerimento do dito Sr. Azevedo que se op-
pondo a esta avaliaco requereu fosse avaliada
por arbitros, e foi avaliada em 12:0008 de rs. ;
a urna tal avaliaco se oppoz a annunciante com
embargos de lezo enorme allegando que de-
pois da 1.a e2-* avaliaco havia gasto com o pre-
dio 6:0008 de reis e que impossivel era que
o predio valesse agora menor quantia do quo
quando em caixo provando o que articulou
com documentos e lestimunhas, c tudo Ihe foi
despresado pelo Sr. juiz da execucao mandan-
do passar escripto, o edital pela referida quan-
tia de 12:000S de reis de cuja sentenca a an-
nunciante appelrou para o tribunal da rellacao ,
e espera dos dignos magistrados a reforma da
sentenca ea nulidade da arrematacao e par*
que os pretendentes ao predio nao se chamem
a ignorancia faco o presente annuncio. An-
ua Joaquina I.ins l/'anderleij.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de
relogios novos > e modernos : na ra das Cru-
zes n. 35.
A commisso administrativa da sociedado
Terpsichore avisa aos Srs. socios, que tem
marcado o dia vinte para a partida do corrente
mez e o dia dez para a approvac o de convi-
dados.
Ojiem precisar de um rapaz portuguez ,
para caixeiro de venda ou de outra qualquer
occupaio dirija-se ra do Padre Florianno
n. 72 ou annuncie.
Precisa-se de um bom cozinheiro, quem
estiver neste estado dirija-se defronte do Corpo
Santo n. 9.
= Aluga-se um armazem muito proprio pa-
ra qualquer estabelecimento, na ra estreita do
Rozario n. 30; os pretendentes dirijao-se ra
doQueimado loja n. 13.
= Jos Gomes Ribeiro, subdito Portuguez,
retira-se para fora do Imperio. .
Quem annunciou querer urna rotula, va.
na esquina da ra da Gloria, casa terrea n. 116,
que achara urna muito em conta.
Una pessoa se prope a engomar roupa
com toda a perfeicao, e asseio ; na ra de Hor-
tas n. 82.
r= A commisso administrativa da Socieda-
de Apolnea tem marcado a sua partida para o
dia 13 do corrente e avisa aos Srs. Socios que
qnizerem bilhetes para convidados os podero
procurar da commisso no dia 9 do corrente ,
em a casa da mesma Sociedade.
Offerece-sc urna crioula para casa do pou-
ca familia ; quem precisar annuncie ou diri-
ja se ra Direita n. 32.
L ni rapaz brazileiro de boa conducta of-
erecc-se para caixeiro de ra, ou de outra qual-
quer ocrupaco que Ihe convenha ; quem do
seu prestimo se quizer utilisar annuncie, ou di-
rija-se ra do Mundo Novo n. 17.
Precisa-se de urna ama para casa de pou-
ca familia ; na ra do Fogo n. 15.
\ O abaixo assignado tem a responder ao
Sr. Antonio Jos Rabello Guimares, que o seu
debito contrahido he proveniente de morro-
quim esapatus, que Ibe comprou em sua luja
da ra Direita, na importancia de 4,720 aba-
tendo 2,240 consistindo em 2 badamecos e
4 ilu/ias de livrinhos de oraces de N. S. do
Monte Serrado; julgo que dever estar bem
lembrado dcste negocio, perj tormos por vetes
^1
hbil para cobrancas fora desta praca dirija-se I fallado a respeito ; por tanto espeio que quan-
a ra da Glorian. 64, que adiar com quem toantes satisfar esta pequea quantia, cuja
tractar: tambem tira-sc passaportes e folhas
*, --.-Lie
I...I
...--------. r,v"v- I
11 .. I
ser de vergonba para o publico. Joaqun
Pereira Cnelann



I
-
Aluga-se urna estribara para 4 cavallos,
na roa da Senzala velha n. 24 que foi do
Dr. Inglez.
Oscredoresde Antonio Alvcs Teixeira
Bastos quiro ter a bondade mandarem ro-
ceber a casa do abaixo assignado o dividendo ,
que Ihes pertence em primoiro rateio. = Joa-
quim da Silva Castro.
Pelo Juizo de Orfos e Ausentes dcsta
cidade e em cumprimento do art. 18 do re-
gulamento de 9 de Maio de 1842 se ha de
vender em hasta publica o sobrado da ra de
Apollo pertencente a heranca do ab'intcstado
Antonio Joaquim Pereira com 46 palmos de
frente e 133 ditos de fundo com todo o tra-
vejamento correspondente a 2 .andares e mi-
rante quintal murado de ambos os lados ,
com porto de embarque avilado em 28 con-
t de rcis.
J. B. C. Tresse avisa ao rcspeitavel pu-
blico e particularmente aos Srs. Thesoureiros,-]
e pessoas encarroadas das Igrejas que abriu
urna tenda Onde fabrica orgaos de todos os ta-
munhos para Igreja com trombeta clarim ,
cromorno, voz humana e rouxinol ; dito
orgao ( que sendo ouvido nao tem aparpe-
cido aqui ) duas linas, a clavier. e a chave
do realejo, para falta de organista ou por
falta de saber toca-Ios, entao se toca com a
chave como se fosse um realejo obtendo a
mesma voz de um orgao de Igreja contendo
nosselindros a missa os hvmnos para todas
as Testas e dias sanctos do anno tudo reu-
nido na mesma obra; realejos com tambor,
ejtrombeta para recreio de casas com quadri-
lhas para Janear, pantaln at ponles, treo-
ris finales e valsas outro dito realejo de to-
das dimencoes para Igreja com a missa e os
hymnos com a mesma voz de um orgao para
Igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presenca achant ja em sua cafa algumas
obras promptas ; tambem conserta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgaos e realejos ja usados: no
atierro da Boa-vista n. 3.
= Peranteojuiz da .a vara do civel, es-
crivao Reg se ha de qrrematar em asta pu-
blica, a morada de casas cita no atterro dos Af-
fogados, de 2 andares e sotao, por execuco de
Jos Francisco de Azevedo Lisboa contra D.
A. Joaquina Lins Wanderley, sendo a primeira
ao entrar no dito atterro do lado esquerdo, cuja
arrematacao ter lugar por ultima praca no dia
9 do corrente mez de maio na porta do mes-
mo juiz.
OSr. Alexand re Lopes Ribeiro queira
dirigirse a ra Bella que ja foi da Florenti-
na n. 37 a negocio, que Iho interessa.
O Sr. Honrique Joze Braines de Souza
Rangel, queira dirigir-so a ra Bella que ja
foi florentina, n. 37, a negocio que nao
ignora.
= Herculano Maria Besson vai a Lisboa
tractar de sua saude.
Quem precisar de um homem para cai-
xeiro de qualquer oceupacao dirijase a ra
de Hortas, n. 48.
Aluga-so urna casa na ra do Jasmim no
Jugar do Coelho, acabada de novo caiada
pintada por preco commodo; quem a
tender dirija-se ao mesmo lugar na ra dos
Prazeres ; na mesma sealugao 3 canoas aber-
tas urna de mil tijolos e duas de 600 cada
urna.
Precisa-e para um engenho perto desta
cidade de um perito destilador ; na ra do
n. 147.
urna casa sita no Mondego ,
com excedientes commodos ; na praca da Boa-
7 legOas com mnito boas trras para plan la-
cees de canna eroca bom cercado paraani-
maes e com todas as proporcoes para qualquer
pessa que queira tirar interesse por so achar
prompto com todos os acbessorios e boas o-
bras ; quem o quizer dirija-se a rua'de'Hor-
tas n. 14 ao abaixo asignado para Ihe enca-
minhar ao seu legitimo propietario. Braz
Antonio da Cunha MagalhUes.
== Joaquim Ferreira Bamos, subdito Bra-
zileiro ; retira-se para fra do Imperio.
Oferece-se um homem para cobrar divi-
das nesta praca, at distante meia legua, ou ou-
tro qualquer seevico que se Ihe offerecer, para
o que d fiador a sua conducta ; quem do seu
prestimo se quizer utilizar annuncie por esta
folha.
= Offerece-se para ama de casa de portas
dentro urna parda 'e idado de 40 annos, que
sabecozinhar engommar ensaboar coser,
e fazer doces tudo com perfeicSo : na ra
do Vigario armazem de assucar, n. 1H.
= Tir3o-se folhas corridae passaportes pa-
ra dentro o fora do imperio por preco com-
modo, e com promptido ; na ra do Rangel
n. 34.
= J. O. Elster, retira-se com sua familia
para Hamburgo.
= Bernardo Joze Mendes CidadSo Por-
tuguez retira-se para Portugal.
Lotera *a Matriz da Boa-vista.
= As rodas desta Lotera correm infalivel-
mente no dia 10 do corrente mez do Maio, e
os bilhetes se achSo a venda nos lugares ja an-
nunciados.
Preciza-se de mocos amassadores, e um
bom forneiro, que entenda bem de cortar mas-
sas; na travessa da Madre de Dos na paderia
de Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Compras.
e
pre-
Mondego
Aluga-se
vista botica n. 20.
= Necessita-se com muita urgencia de urna
pessoa que compre cozinhe e sirva como
criado, e tome contada casa de um homem
solteiro devendo quem quizer dar antes do
ajuste fiador a sua conducta ; quem quizer
annuncie.
Quem precisar alugar urna canoa aberta.
que leva 500 ti|olos a qual se acha prompta ,
e por preco commodo ; dirija-se a praia de S.
Rita sobrado n. 1.
= Quem precisar de um homem para diri-
gir qualquer servico nesta praca o qual d fia-
dor a sua conducta ; dirija-se a Jos Goncalves
Ferreira Costa ou a ra da Cadeia do Recie
loja de Joaquim Goncalves Cascao.
= Preciza-se um official de charuteiro para
urna fabrica de charutos em Olinda ; quem es-
tiver nestas circunstancias, dirija-se a mesma
Olinda lugar do Varadouro a falar com Jos
Joaquim AiTonc.0 ou no Becifc no beco das
miudinhas na venda de Manoel Jos AI ves Vi-
anna.
= Aluga-se o segundo andar da casa n. 60 ,
da ra da Cadeia do Recife rom miiitos bons
commodos, esolo; os pretenden es dirijiio-
se na loja da mesma ou a Jos Antonio \ ei-
r de Sousa no caes da Alfandega.
= Arrenda-se o engenho Limociro no des-
teto dfi Agoa preta distante do Rio formozo
\
Comprao-se effectivamente para fora da
provincia, mulatinhas negras moleques e
negros de officios, sendo de bonisas figura
pago-se bem : na ra da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado do varanda pao n. 20.
Compra-se urna venda, om qualquer
dos bairros do Recife com poucos fundos e
que tenha commodos para urna pequea fami-
lia nella morar: annuncio.
== Compra-se urna negra de 16 annos,que
saiba cozinhar engommar, e ensaboar : na
Camboado Carmo n. 20, ao pdoestanque.
Compra-se o jogo da Gloria e no caso
de nao querer vender, querse-se ver para se
mandar fazer outro; quem tiver annnncie.
Compra-se um sitio, q*ue tenha urna ca-
sa sufrivel, e que nao tenha grandes commo-
dos e com arvoredos de fruto baixa para ca-
pim trras proprias, nos lugares Arraial ,
Monteiro Apipucos, Casa Forte e em ou-
tros lugares distante desta praca duas legoas,
que nao exceda de um cont 2:500,000 rs. ;
quem tiver annuncie.
x Compra-se a Theologia tanto Dogmti-
ca como Moral do Piselio: a fallar com o Padre
Bacalho na Boa-vista.
Compra-se urna cadeira de rebuco em
meio uso : na ra do Crespo, loja de Santos
Neves n. 17.
= Compra-se um jogo de vispora novo ,
ou em meio uso : as 5 pontas n:* 68
Compra-se um mulatinho de 12 a 16
annos, de bonita figura paga-se bem ; na roa
de Agoas verdes, n. 44.
Compra-se tartaruga e pentes velhos e
quebrabos ; e tambem conserta-se toda obra de
tartaruga ; na ra de Hortas n 82.
Compio-se apolices da contadoria ven-
cendo juros; na ra do Livramento n. 3.
v Compra-se urna obra de theologia moral
por Cumiliate em portuguez, e outra dita pe-
lo Exm. Bispo Monte; no armazem da, ra No-
va n. 67 ou annuncie por esta folha.
Vendas
Vendem-se 80 arebotes, urna pipa que
serve para azeite 150 garrafas pretas e 4
garraoes, tudo por preco muito commodo :
no principio do atterro dos AfTogados n. 9.
= Vende-se um engenho de bostas com
proporyao de ser d'agoa com partidos de var-
zea e boas distante 5 legoas desta cidade :
na ra do Sol sobrado da esquina da ra dos
Quarteis,'n. 13, que achara o proprietario
e o d por preco rasoavcl.
Vendem-se 3 canoas do agoa, e um
preto canoeiro: na ra do Bairro baixo, n. 22.
Vendem- se duas moradas de casas ter-
reas com chaos proprios, na ra do Cotovello
ns. 131 e 33 em muito bom iugr ua dita
ra : a tractar na praca da Boa-vista n. 30 ,
segundo andar.
= Vendem-se 18 barris vasios de 5 em pi-
pa : na rua de Hcrtas, n. *8
Vendem-se as seguintes propriedades quo
o major Jos Carlos Teixeira deu para paga-
mento dos seus credores seis casas torreas na
Capunga urna terrea no Mundo novo um
sobrado no atierro da Boa-vista um sitio com
casa do vivonda na Cruz do Almas na ponte
d'Uxoa quem quizer comprar algumas destas
propriedades, falle com Francisco da Silva, mo-
rador na rua da Gada velha do Recife que se
dir quem est autorizado para fazer a venda.
= Vende-se farellos em casa de L. G. Fer-
reira & Companhia.
= Vende-se vinho de madeira legitimo de
superior qualidade ; as amostras achao-se em
casa de L. G. Ferreira & C*
= No deposito de assucar refinado, esta-
belecido junto ao arco de S. Antonio, em fren-
te do caes do Collegio ha para vender assucar
refinado segundo o novo systoma de fabrica-
cao polo qual so extrae a potassa e cal, dei-
xando-se-o no seu estado de pureza ; sendo o
proco da libra do de primeira sorte e em pes
160 Ys. e o do segunda e terceira em p ,
a 120, e 80 rs.
= Antonio de Souza Rangel vende o seu
sitio da Magdalena; quem o pretender dirija-
se ao mesmo silio ou entenda-se com o escri-
vao Bandeira na rua estreita do Rozario.
= Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca por preco commodo : na rua da Ca-
deia do Recife n. 35.
= Vendem-se charutos da Havana de supe-
rior qualidade : na rua do Trapiche n. 19,
casa de J. O. Elster.
= Vende-se 1 cavallo russo bom carregador;
na rua do Vigario armazem n. 23.
= Vende-se urna negra boa cozinheira ,
moca e propria para o servico de casa : na rua
do Giespo loja n. 4 A.
= Vende-se um relogio inglez com caixa
de prata e bom regulador; e um transelim
de ouro tudo por preco commodo : na rua
Nova, n. 55.
- Vendem-se e alugo-se bixas por varios
precos e tambem se vendem aos centos: na
rua do Trapiche n. 28 loja de barbeiro de-
ronte do caes da Lingoeta.
= Vende-se urna marqueza de condur ,
de palhinha larga no assento por preco com-
modo : na praca da Independencia n. 21.
Vendem-se essencia de aniz primeira
qualidade e cha isson de todas as qualidades:
na rua da Cadeia velha n. 29 terceiro an-
dar e no ai mazem de Francisco Dias Ferrei-
ra no caes da Alfandega vendem-so presuntos
americanos para fiambre, primeira quali-
dade.
Vendem-se urna bagatela em, bom estado,
e vispora novo completo por preco commo-
do : na rua da Gloria n. ,11.
Vendem-se langoicas e carne de touci-
nho a 80 rs. a libra : na venda da esquina da
rua larga do Rozario n. 9.
Vendem-se duas"escravas crioulas mi e
filha sendo esta de 16 annos, bella figura ,
sem vicio e donzela propria para ser aper-
fcicoada em mucamba a mi he lavadeira e
trabalha de enchada : na rua Direita sobrado
n. 32 at as 8 horas da manha e de tarde
das 3 em vanto.
= Vende-se um negra ja idosa cozinha,
o he quitandeira e lavadeira i na rua da S.
Cruz, n. 36.
Vende-se um corte de capim de planta ,
na Solidado : na praca da Boa-vista n. 26.
Vende-se um escravo de elegante figura,"!
moco, comofficio de serrador e canoeiro ; no
principio do atterro dos Affogados, n. 13, de
manh das 6 as 8 horas e de tarde das duas as
7 horas.
Vende-se urna eacrava de 50 annos, de
nacao costa : as 5 pontas n. 23.
Vende-so urna porcao de sobo preparado
proprjo para vellas: na rua do 'Livramento ,
n. 22.
Vende-se um
duas frentes, urna para a rua nova do S. Ama-
ro e outra para a rua do Brum ; e outro
terreno com 60 palmos de frente e 300 do
fundo faz frente para a rua do Brum e para
o caes projetado a boira do rio, cada um terre-
no d 4 propriedades ; e tambem se vendem di-
vididos para quem quizer edificar urna ou mais
propriedades; annuncie.
Vendem-se assucar refinado de 3 quali-
dades a 160,100, e 80 rs a libra, charopes do
maracuj limito e ananaz licores superfi-
nos de muitas qualidades agoa de colonia ,
da Imperatriz superiores vellas de carnahuba
e de sebo a 6400 a arroba muito alvas e dao
boa luz e outros muitos productos: na rua
das Trincheiras, n. 22.
Vende-se urna canoa aberta quo car-
rega um milheiro de tijolos de alvenaria de
amarcllo, mui bem construida d-se por pre-
co commodo por precisar de algum conserto :
na rua da Palma armazem de madeiras, a fal-
lar com Joze Antonio de Moraes.
Vende-se farinha de tapioca do Maranhao
muito boa a 80 rs. a libra : no patio do Car-
mo n. 1.
Escravs fgidos.
quarto pasante bom
para carga por estar acostumado ; na rua
Nova venda n. 65 ao p da ponte.
Vendem-se relogios de patentes, de ou-
ro e prata e tambem horisontaes, e de pa-
rede com despertador : na rua das Cruzes ,
casa de relojoeiro Irancez n. 35.
as Vendem-se 3 casas sendo urna grande ,
e 2 pequeas todas na Cabanga con gran-
de quintal, no qual tem muitas fruteiras; e
tambem se vende um terreno no atterro dos
Allegados com 220 palmos de frente e fun-
do de mais de trez mil palmos tudo entulha-
do e botando os fundos para a Cabanga : a
tractar na Cabanga n. 50.
Vende-se um cavallo pequeo proprio
para menino: na rua da Coiiceico da Boa-
vista n. 22.
Vende-se um escravo de nacao moro .
e com aigumas habilidades: no rua da Con-
ceicao da Boa-vista n. 22.
Vendem se dous terrenos,em Fora de
Portas, por traz da Cpela do Pillar um com
Em Fevereiro de 1831 urtarao nesta
praca um moleque de nome Eutico de 9 an-
nos bem preto feicoes bonitas bastante
caneludo que m ostia ser alto. Em Maio do
1837 desapparecero do engenho trilieiitn na
freguezia de S. Migutd dos Barreiros comar-
ca do Bio Formozo quatro cscravos dos quaes
apparecerao dous faltando at hoje Verissi-
mo crioulo que hoje deve estar com "30 an-
nos cor pouco preta, estatura ordinaria, cor-
po reforcado Manoel ( por alcunho Tabuba)
do gento de Angola representa hoje a mes-
ma idade. estatura o corpo tendo a cor um
pouco mais preta do que aquelle. Em Maio
de 1838 faltarlo do mesmo engenho quatro
escravs dos quaes apparecerao dous faltando
Domingos (por alcunha Macoi por ter sido
comprado a um moco morador daquelle lugar)
do gento de Angola deve ter hoje 35 annos,
boa altura bom corpo bom preto e levava
urna ferida em urna perna.' Paulo do gento
de Angola dovo ter a mesma idade estatura
ordinaria cor preta dentes mui alvos, e
um.pouco acangulados. Nesta mesma occasio
sumiu-se urna preta de nome Francisca do
gento de Angola deve estar hoje com 32 an-
nos crum tanto fulla, boa altura, corpo
grosso ; estes escravs consto que forao ven-
didos para o sertao e que estiverao na Villa
do Urub em poder de um Fernandes que-
talvez os comprasse. Eml839 fugio ou ur-
tarao da cidade de Olinda ( estando servindo a
um estudante Felis Teotonio da Silva (usmjjo)
um moleque de nome Joze do gento de An-
gola cr bem preta dentes muito alvos es-
tatura baixa ps apalhetados por ter tido
muito hixo e levava urna ferida em urna per-
na deve estar boje com 20 annos; quem sou-
ber destes escravs, e quizer descubrir onde es-
tao depois de verificado isso ter 408000
rs. por cada um e se Ihe guardar um invio-
lavel segredo e aquella pessoa que souber
delles e os quizer trazer a seu Snr. Tbomaz da
Silva Gusmo morador na praca da Boo-vista
ou no engenho Massangana de l'ort > Calvo a
entregar ao Sr. Joaquim Boarque de S. Paio ,
ter SOgOOO rs. por cada um dos ditos escravs.
Do mesmo engenho Ariticum fugirao em No-
vembro e Dezembro do anno findo 3 escra-
vs Silvestre ( por alcunha Caisara ) do gento
de Angola, estatura ordinaria, reforcado do.
corpo, cor preta deve estar com 32 annos,
e he seg de um olho.. Juliao crioulo deve
estar com a mesma idade estatura ordinaria ,
cor bem preta e tem um calcanbar muito fo-
veiro de urna grande ferida que teve. Jorge,
dogentio de Angola alto boa figura re-
presenta a mesma idade e tem a cor bastante
fula ; quem souber destes e os entregar em
urna das duas partes a cima declaradas ter 50$
rs. por cada um. Pede-se encarecidamente ao
Sr. Vieente 'Lavaros da Silva Coutinho que
ho caso de ter algum dos escravs a cima de-
clarados se sirva participar para se mandar bus-
car e pagarem-se todas as despezas.
- No dia 3 do corrente desappareceo a es-
crava preta Quntina crioula da Parahiba ,
estura regular grossa do corpo com falta de
um dente na frente ; quem a pegar levo ao se-
gundo andar da casa n. 37 da rua da Cadeia do
Recife que ser recompensado.
Fugio no dia 8 do corrente do abaixo
as.signado o escravo Amhrozio, crioulo do
50 annos grosso do corpo barba feita lo-
vou vestido camisa e calcas de algodo da trra ,
e i i.ini'o de haeta : oueui o negar leve a rua da
Cruz n. 12, quesera recompensado. Joo
Leite Pita Ortigueira.
NA 1*1'. ua 1X1. J.
lb r f 111A. ----1U*CI


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