Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04948


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Full Text
Armo de 184.,.
Sabbado 29
Turto agora depende .le non nimoi; da'noeea prudencia moderaeau, i acarpa : con-
tiojorco como principiamos e seremos apontadoe cUm ailmirac&o entre as Nacoes mais
U,," ( Proclamado di Assenhl'a Geral do Bia'iil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna ; Parahiba e> Rio grande do Norte eegnnJa sextas feirae.
Bonito o Garanhune ^ t 24.
Cabo ? 3;rnhera, Rio Formse Porto Cairo Marein e Alacian no 1. 11 t Jl
Bu-\ittc Flores a 3 e 28. Sinto Anta, quintas ieiras. Olinda todoi o dial
DAS DA SEMANA.
34 Sog. N; Senhorados Fraieres. And. do J de I), da 2. t.
Jfi lerfi. .. Marcos Evn'elisla. Re. Aud. do J. de D da 3. Y.
S6 Qua'il. >. Pedro 27 yuim. Tertuliano B. Aud. do J. de D. da 3. t.
28 Sen. q. Vital M Aud. do J. de D. di 2. .
'2\> Sal), s. Fedro M. Re. Aud. do J. de D. da t.
0 l)oui, dobom pastor. Fgida de N. S.
11 mmBaasamstat^^BHm
de Abril
l\f!
Anno XIX. N. 95.
...
...,.i^ aaM.aaaaaaaaaaaa.jaaMMM.illu'11 vfsraan&ammcmmmmmmmammm
O Diario punlica-ee todoa os diat que n~io (orem Santificados : o preeo da asaignatura b
de trea mil res por quartrl pagos sdiantadoa. Os annuncios dos assignantes sao inserido*
gratis, e os dus que o nao fnrem i raao de 80 res por liaba. As reclamacoes derem ser din"
jli ^ gidaa a asta Tjp., roa das C.mae-a N 34.ooa praca Ha Independencia loja de TfOi N. 6a 8"
I Cambio sobra Londres J7 Nominal.
Paria 350 reia por franco
Cambios.No dia 2S de Abril.
Lisboa 4UU por 1UU de premio.
Ooao-Moeda d 6,400 V.
N.
da 4,000
PsaTa-Patacoaa
Petoa Columiiares
ditos Mexicanos
coaapra
14,200
Hi.uOJ
8,800
i,bliJ
1,800
l,b6i)
tanda
46 400
16 200
9 0Ul>
*.W
1.880
1,880
Moeda da cobra 2 por cento.
dem de letras da boaa firmas 1 j a { .
PHASESOA LA NO.MEZ DE AHRIL.
Ua Cheia 14, as9m.da tard. I La ora i 29, 1 hora e 59 m. da lard.
(u.rt.ming. 4 21, a 10boras a 5 a. da m. | i^uarl. rese, 7, S boraa a 4(i a. da tird.
Preamar de hoja
i. al boraa a 30 aa. da manbla. | 2. a 4 boras a 54
da tarda.
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aawaaaj. jearn un
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MINISTERIO DA JUSTIQA.
3. secfo. Illm. e Exm. Sr. Entrando V.
Exc. em duvida como fez chegar ao conheci-
mento do governo imperial cm seu cilicio de 2
de Janeiro ultimo, sob n. 10, so, tendo sido
abolido pela lei provincial de li do abril de 18:16
o jury de revista da gualda nacional, passando
os recursos iuterpostos por indevida qualifica-
Cio para os profertos das respectivas comarcas ;
e tendo ficado extinctos estes lugares, depois da
execucaG da lei de 3 de desembro de 18.1 de-
via continuar nessa provincia o dito jury de re-
vista criado pela lei de 18 de agosto de 1831 ,
afim de conhecerde tacs recurs..s: S. M. o Im-
perador ficando scientedeste objecto me or
denou que respondesse V. Exc. que nao se
podendo entendor revogada a citada lei de 18 de
agosto de 1831 sem que a assembla goral le-
gislativa expressamente assim o declare o ha-
vendo cjssado o motivo que impedia a execti-
ca5 dosartigos 21 e 22 dola nenhuma din i la
occorre para que ellos nao sejao guardados e
cumpridos. O que communico a V. Exc. para
suaintelligenciaeexecucao. Dos guarde a V.
Exc. Palacio do Rio de Janeiro em 4 de abril de
1841. Honorio Mrmelo Car miro Ledo.Sr.
Presidente da provincia de l'ernambuco.
3.a seccao. Illm. e Exm. Sr. Ordenou-me
S. M. o Imperador, que cm resposta ao offi-
ciodcV. Exc. n. 27 de 18 de marco prximo
passado declarasse a V. Exc., que em vista do
artigo 108 da lei n. 261 de 3 de descubro de
1841, que manda crear un s escrivao para o
jury, e execuco.'s criminaes, f,i bem decidi-
da por V. Exc. a duvida do juiz dedireito in-
terino da comarca do Rio Formoso sobre poder
ou na5 cncarregar ao escrivao do jury as exe-
cuces ; e bem assim a queversava sobre o po-
der-se encarregar interinamente ao mesmo es-
crivao o escrever nos processos do termo visinho
que, ainda se acba reunido outro. que par-
ticipo a V. Exc. para sua intelligencia. Dos
guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Janeiro cm
5 de abril de 1843.Honorio Hermeto Carneiro
Leo.Sr. Presidente da provincia de Pernam-
buco.
3.a seccao. Illm. e Exm. Sr.Ern resposta
aoofliciodeV. Exc. n. 23 de 10 de marco pr-
ximo passado no qual participa liaver resolvi-
do queao escrivao do jury eexecucoes perlen-
ia escrever em todas as de sentencas proferidas
pelo respectivo juiz municipal, do que du vida-
va o que eslava exercendo a segunda vara desse
cargo nessa capital da provincia; tenho de com-
municar a V. Exc. que a resolucao assim
tomada he legal, e a nica admissivel no ca-
so. Dos guardo a V Exc. Palacio do Rio de
Janeiro 6 do abril de 1843. Honorio Hermeto
Carneiro Ledo.Sr. Presidente da provincia de
l'ernambuco.
Dito Ao inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes ordenando que a vista
dascondiccoes, que Ihe romolte e pela forma
estabeloclda faca por em arrematacao as obras
do 7. lanco da estrada do Pao do Alho. Purti-
cipqu-se ao engenheiro em chefe das obras pu-
blicas.
Dito Ao presidente interino da relacao ,
communicando terS. VI. o Imperador acceita-
do por decreto de 30 de agosto do anno passado
a renuncia que do oicio de escrivao do nivel
da mesma relacao Osera Antonio Joaquim Piulo
Pereira Botelho.
Dito Ao commandante das armas remet-
iendo diversos exemplares da provisao do conse-
Iho supremo militar do 6 de marco ultimo, que
marca as continencias e honras militares, para
que faca publical-a em ordem do dia, edar-lhe a
devida execucao.laual rcmessa se fez ao com-
mandante geral interino do corpo de polica e
a commandante superior da guarda nacional
do Recife.
CircularAs cmaras municipaes de Seri-
nnaem Rio Formoso, Cimbres e Brejo aos
iuizes de direito, e aos municipaes do Rio For-
moso e Brejo, remetiendo uin exemplar do de-
creto n. 278de 24de marco prximo passado,
que em addiamento e declaracao dos regala-
mentes nmeros 120, e 143 d varias disposi-
efles sobro os termos reunidos e que se houve-
rem de reunir.
CommaiiSo das Armas.
KXPEDIF.NTE DE 11 DO COIIREXTE.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 2- DO CORRENXE.
Ofllcios Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, e ao presidente interino da relacao, com-
municando ter o governo imperial concedido trez
meses de licenca com os respectivos vencimen-
tos ao bacharel Cactano Jos da Silva Santiago,
juiz dedireito do crirno da comarca do Limo-
eiro.
Ditos Ao chefe do polica interino e aos
juizes de direito e municipal do Rio Fonnosp ,
intelligenciando-os do ter S. M. o Imperador ap-
provado as providencias que se tomarao de
pesquisarem-se os autores do assassinato de An-
tonio Francisco do Reg Barros do engenho
Ginipapo e responsabilisarem-se os emprega-
dos, que tinhao mostrado negligencia no ein-
pregodas medidas que poderiao talvcz previ-
nir aquelle attentado ; e resolvido, queso Ihe
dfi parte do resultado desses processos c re-
commende-se s autoridades policiaes, que nao
desistaodoempenho dedecobrir os autores do
assassinato t; proees-al-os em qualqucr tompo
dcbaixo da mais stricla responsabilidade.
Dito Ao oogenhero'em chefe das obras pu-
blicas autorisando-o em attencao ao que re-
presenlou em o'iicio de 5 desle mez i fechar
com o cidada Jos6 Antonio Pereira pela quan-
tia de 950S reia o tracto cujas condicedes ei-
poe em dito ofllcio aflu de proceder inmedia-
tamente aos reparos dos estragos relies na estra-
da de Santo Antao pelo rio Jaboatdo.
Ofllcio Ao Exm. Presidente, enviando-lhc
competentemente informado o requerimento do
fenoiite quartel-mestredobatalhaode infantera
de guardas nacionaes destacado Raimundo Jos
de Sousa Lobo que pedia demicao por Ihe
nao convir continuar no servico.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento do soldado do segundo batalhao
de artilheria a p Jos Gomes de Carvalho que
a S. M. o Imperador supplicavademi'cao alle-
gando ser casado com filhos, e como tal impro-
priamente recrutado.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o re-
querimento do reverendo Joaquim Jos de Me-
tieses que a S. M. o Imperador pedia ser des-
pachado capcllao para o batalhao segundo de
artilheria a p. ,
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento pelo qual o alferes Manoel Claudi-
no de Oveira Cruz supplicava a S. M. o Im-
perador a sua passagem da terceira para a pri-
ineira classe do exercito.
Dito Ao Exm. vice-prcsiderito da provin-
cia das Alagoas, para que houvesse de mandar
regressar a esta cidade, as 21 pracas do bata-
lhao de artilheria que ali se acha destacadas
desde 1840 e no caso contrario communicar os
destinos que tiverao aflm d6 serem excluidos
do corpo.
DitoAo Exm. Sr. commandante das ar-
mas interino da corte requisitando a guia que
devia ter acompanhado o alferes da terceira clas-
se Manoel Claudino de Oliveira Cruz quando
daquella corle regressara a esta provincia em
Janeiro deste anno.
DitoAo mesmo Exm. Sr., envidando-lhe
o desertor Joaquim Jos Alvos e o soldado Sa-
lusliano Antonio Jos Soares, que se offerece-
ra para servir no Rio Crandedo Sul e fasendo
remessa das guias que a estas duas pracas di-
siao respeito.
Dito Ao coronel do estado maior JosTho-
maz Henriques, fasendo-lhe remessa da copia
das guias que roquesitara, pertoncentes ao sar-
gento quartcl-mestre Jos Alves Moreira e sol-
dado Manoel Gomes.
Dito Ao inspector da thesouraria a respei-
to do pagamento dos vencimentos dos almoxa-
rifes das fortalcsas quedo primeiro (leste mez
em diante seria addidos ao batatoa3 dcaitilhe-
ria como expresso no aviso imperial do 11 do
maio de 1833.
Dito Ao juiz municipal da 2.a vara disen-
(lo-lhe que fleavu passadas as convinientes or-
dens, para ser rocebido e conservado prc.o na
fortalesa do Bruna o alferes da extincta segunda
linha Joan Francisco de Sousa Peixe confor-
Dito Ao commandante do batalhao de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado orde-
nando-lhe que tlzesse doslribuir pelos guar las
destacados as comarcas o fardamento que exis-
tia em reserva ainda em estado de serventa ,
pertoncente as pracas que forao excluidas do ba-
talhao dan lo depois conta do que so achava
inteiramente arruinado.
Dito Ao mesmo para que solicitasse do
sub-delegado da freguesia de S. Pedro Martyr
da cidade de Olinda a rem-ssa do soldado
Jos Francisco da Silva que devia ser conser-
vado preso no quaitel, a disposicaoda compe-
tente autoridade civil at final jnlgamento.
Dito Ao major Aguiar, respondendo o seu
ofllcio desta data no qual (sera remessa de
quatro recrutas e disendo-lhe queum fora
solt, utn assentara praca e dous ficarao em
custodia.
Dito Ao commandante interino do batalliHo
de artilheria exigindo a guiado soldado Anto-
nio da Cruz que liia ser proposto para refor-
ma.
dem do da 12.
Ofllcio Ao Exm. Presidente, a cerca do
assentamento de piaea do recruta Jos Correia
dos Santos, vindo de Garanhuns.
Dito Ao mesmo Exm. S\, informando o
requerimento de Mara Jos da Coneeicao que
pedia fosse excluido do batalhao destacado seu
Albo Antonio Gomes de Faria.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando os
requerimentos dos guardas do batalhao destaca-
do JoSo Paulo dos Santos, e Jos Alvos da Silva
Reg que pediao por motivos justos, serem
desligados d-> dito batalbaO.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., a cerca do con-
cert r)a coberta da casa de residencia do ajudan-
le na fortalesa do Brum cujo tocto principia-
va a desabar por se achar arruinado.
Dito Ao mesmo Exm. Sr, enviando-lhe ,
em duplcale o mnppa daforca de linha e da
guarda nacional destacada pertoncente ao mez
prximo passado.
Dito Ao inspector da thesouraria disen-
do-lhe que no primeiro desfe tinha cessado a
commissaSem que se achava empregado o pri-
meiro tenentc Francisco Camello Pessoa de La-
cerda no expediente da inspecca da guarda
nacional do municipio.
dem do da 13.
Portara Ao commandante do batalhao do
artilheria a p, mandand) abrir a'sent de pra-
ca a 30prisioneirosdo Rio Grande do Sul.
Dita Ao mesmo mandando dar baixa ao
soldado da stima companha Joaquim Jos de
96 accetando com praca em Seu lugar o pai-
sano Manoel Joaquim dos Santos.
dem do da 18.
Portara Ao commandante do deposito ,
mandando excluir do mesmo o soldado Jos
Francisco, que se dava em deligencia no CearA,
por isso que esta praca recolhora e fora servir
como cffectiva no batalhao de artilheria ap.
dos a mais 3 mil conlos quo terao de emittir-
se faro a enorme somma de 40 mil contos.
Ha pois na praca do Uio de Janeiro esta consi-
deravel massa de fundos pblicos o certo tal
nao era o seu estado em pochas anteriores.
^uanto ao papel-moeda que circula o seu
computo enormissimo ; orea elle a mais de
quarenta mil contos !___Pelo que toca di-
vida externa longo de ter diminuido como
cumpria pelo contrario sua imporlancia tem
crescido na razio de novo emprostimo que na
praca de Londres foi conlraliido, c da aecumu-
lacao do montante da amortizacao em atraso ;
de maneira que sem divida fundada inscripta
o governo do Bra/.il devedor praca de Lon-
dres da quantia de mais de 5 milhoes esterlinos,
que trazidos em nossa moeda e ao cambio ac-
tual orea em ?>0 mil contos So accrescen-
tar-se a importancia da divida externa nao ins-
cripta, ser a divida total de porto de 8 milhes
sterlinos, que em najNa moeda sobein a mais
de 70 mil eontos
Em face desta succinta analyse ser possi-
vel sustentar que a nossa situacao financale
actualmente como era ha quatro annos, ha tres
annos ha dous annos etc. ? Nossos emba-
os nao tem crescido progressivamente e cada
vez nao se acha mais restringida mais apouca-
da a espliera dos nossos recursos? E nestas
circunstancias quo devemos atropelladamente
votar por um crdito ? Nao por corto ; e esta
grave consideracao tem o maior peso no meu
voto.
INTERIOR.
me reqnisitara ern seu o'!:c:o des!:: data.
Dito Ao delegadodo termo do ('abo, disen-
lo-lhe que Uvera conveniente destino o deser-
tor Manoel Mara que remetiera com o seu of-
Hcio do 10 do corrente.
ASSEMBLA GERAL
CMARA dos srs. deptados.
Conlinuaco da Sessao de 10 de marQo.
O Sr. IMaciel Monteiro: (Continuando).
Senhores esta difTorenca immensa ater-
radora Fxaminai attentamente nessa situacao
financial ; averiguai aprofundai esta situacao;
meditai em nossos embaracos, avaliai nossos
recursos e vos acharis a dilTerenca que pare-
ce ter escapado sagacidade do nobre ministro.
A despeza publica caminha cm um progresso
assombroso e o seu crescimento se amplia o
se avantaja de anno em anno ; as repetidas e-
missocs de apolices tem baixadc seu valor em lo
grande escala, queso com inauditasdificulda-
des se podo contar comalguma nova emissiio :
o papel-moeda, cuja amortizacSo ali^s fura de-
cretada em lei, tem novamente invadido o cam-
po da circuladlo que delle se acha saturado.
Emfm os recursos financeiros do paiz se a-
chSo completamente exhauridos, e pergunla-H'
(liTcrpni'.T [ |)n relator
aonde esta a difTorenca Do rehtorio (!;. dig-
no ex-Rlinistro da fazenda consta que at junho
le 18H) a> emissdes de apolices montavio a 2(i
mil coritos; e que at Janeiro ultimo subiaoa
mais do 37 mil contos os quaes addiciona-
Nao fallaroi, senhores, na existencia do d-
ficit, nao tratarei por ora da sua demonstraco,
porque entendQ que esta nao a questao. em
me farei passivel das censuras que a um digno
deputado pela Babia dirigi o nobre ministro
da fazenda quando insisti na existencia incon-
fcestavel do dficit, fundando-se em certos da-
dos em cerlos documentos que por ora ,
nao podem ser examinados. A questao dos
meios para mim a mais importante, a que re-
clama toda minliaattencao porque a conside-
ro summamonte diflkil espinhosa. Nao se
admire pois a cmara* noni reparem os meus a-
inigos d ministerio/.da minha votacao nesta
circumslancia.
Sr. presidente, nao iroi foleara constitaico
nem dosenlranherei della argumentos para con-
vencer a cmara do que devo necessariamentea-
doptar o requerimonto proposto pelo nobre de-
putado por Alinas. Na constituicao do impe-
rio nao se defino nem se oxlrema o que decre-
to ou resolucao ; porlanto nao se funde al-
guem na constituicao para estabelecer que a
materia bem cabida cmiim decreto nu em urna
resolucao. O quo aianco quo em todos os
escriptores que tenho consultado vejo marcada o
definida essa diflerenca como j observou um
nobre deputado pela Babia.
Todas as vezes que se confere primitivamen-
te um direito ou se prescreve primitivamente
urna ObrigacSo isso um decreto ; e quando
se tem de explicar a legislaco existente, ou ,
em urna palavra legislar sobre o legislado o
caso de una resolucao. Mas trata-se de es-
tabelecer primitivamente um direito, urna obri-
garo? Trata-se do corrigir ou emendar a legis-
laco existente? Nao; trata-se de mpor-se a po-
pularlo do Brazilum sacrificio consideravel, tra-
ta-se de tirar a popular fio una quota do seu tra-
halho parafazer face is despezas do estaco. isto
objeclo de urna resolucao? Nao o pode ser. Tenho
de fazer aqui urna qbservacao aos meus amigos
que se achao no ministerio. Permitlao-me que
Ihes diga que nao obr< rao nesta circumslancia
com a prudencia que os caracterisa. Nao Ihes
compre tomar dianteira nesta questao nem
imprimir ao debate a direceo que foi daua; de-
reriHo esperar da sabedoria da cmara urna se-
melhante docisao. Sr. presidente, anezar do
modo niui distlncto c muito terminante' porque
os nobres ministros se exprsalo nesta discussao,
cu entendo que a queslo nao governativa ,
nem ministerial. Digo mais que os nobres mi-
nistros ccrc ponto .uusua propnacau-


,-*-'
anw*'.*t-y"t'jwauaa.ii..t. *i.s.<+*r*.-i *. .BM*JBU3S4:mi
sa dando a esto assumpto urna natureza que
nao tcm.
O Sr.Torres (ministroda marinha): -Mui-
to ohrigado.
O Sr. \f. Monteiro : Eu entendo que 6
altamente interessante para o governo que todas
as medidas que tem de executar sejo bem rece-
bidas pela populaco inteira ; e principalmente
quando se trata do impr saciilciospecuniarios.
Ora eu acredito que s por meio de maduro
exame da-materia s depois de se haver de-
monstrado a toda, a luz a necessidade do taes
sacrificios que se pode contar com a resigna-
rlo da populaco sobre quem va i gravitar o
peso das imposices, e o onus de qualqucr me-
dida : um tal resultado s se poder alcancar
mediante as discussoes que sao exigidas para
todos os assumptos graves e de superior im-
portancia.
Um nobredeputado pela provincia de S.Pau-
lo aflirmou ha pouco que urna discussao era
sufficiente para se esdarecerem todas asumi-
das ; Ilustraren) todos os pontos e emlim as-
sentar um jui/o solido sobre o crdito pedido
Pode ser que isso assim sej**; mas eu creio que
o nobre deputado attendendo smente para a
sua intelligcncia alias mui desenvolvida e
para o seu espirito mui acuminoso nao levou
em conta o apoucamento alheio e nem a exi-
guidade do intelligcncia de alguns dos seus col-
legas e minha cm particular. Pois possi-
vel seriamente que em una s discussao so
possa deparar com os meios indispensaveis para
lazer face aodilieit sem extraordinario grvame
dasclasses induslriosas c productoras do paiz ?
Pela minha parta eu declaro com toda a can-
dura que preciso de tempo para pensar para
examinar para esclarecer-me : tinha mesmo
telo do submetter consideracao algumas
ideas formuladas cm urna emenda additiva ou
substitutiva e certo rcjeiando-se o reque-
rimento altar-me-ha o tempo para elabora-
las, para coordena-las em forma de as poder
apresentar cmara Mas ahi est o nobre
ministro dos negocios da fazenda, que nos acaba
de afiiincar que nao ha seno um meio, um arbi
triounico, e que cumprc adopta-lo. Senhores.
para que to demasiada conianca na nossa in-
telligencia propria ? Para que tanta vaidade
para nao acreditar nos recursos da intelligcncia
alheia ? Senhores antes das formas repre-
sentativas, antes da proclamacao do systema
constitucional representativo os governos ,
quando queriao fundos dizio simplesmentc
' quero; mas lioje como bem observa um
escriptor francez a palavraquero est.
subs^tuidj pela palavra peco. Os arbitrio?
podem pois ser alguns e nao s este estabele-
cido pelo nobre ministro da fazenda.
O sr. Torres : E a opinio do Sr. minis-
tro da fazenda.
O Sr. Maciel Monteiro: Bem! mas nin-
guem disse ao nobre ministro da marinha que
tal opinio era opinio geral. Kstou pois di
accorJo; mas digo que nao se segu que, por-
que um ou outro arbitrio nos foi dado como in-
dispensavel e necessario outros arbi'rios nao
posso ser suggoridos. Eu nao desejaria que
bouvesse um governo no systema representivo
que quizesse iinpor um arbitrio.
Eu nao pretendo entrar na analyse dos meios
apontados pela Ilustre commisso, nem segui-
rei ao nobre ministrp ; mas nicamente direi
que os meios propostos pela Ilustre 'eommissao
sao meios inadmissiveis e que a materia exige
toda a pausa e reflexao.
O projecto da Ilustrecommisso comprehen-
de : 1., urna quota de imposto sobre todos os
2.'
emis-
nhecido como ruinoso sem que a imperiosa lei
da necessidade reclame tal sacrificio. Ora.quaes
sao os outros arbitrios propostos pela Ilustre
commisso ? A quola de imposico lancada
sobre os ordenados. Mas queror a cmara
tambem adoptar senlelhante moio, ou antes da
sua acquiescencia ;s consideracoes queja oro
produzidas na casa ?
A cmara nao pode approvar semclhante me-
dida; 1. porque os seus resultados nao podem
ser senao mesquinhos ; 2. porque ella tem
um carcter de desigualdade que ataca os prin-
cipios da constituicao do imperio e posterga
todas as regras e economias que regem o
lancamento dos tributos. Mais conveniente
fra por certo autorisar o governo para dimi-
nuir o numero dos empregados, para reformar
as estacos publicas, eliminando os empregados
i untis e cortanto todas as excrescencias e dahi
talvez resultasse maior vantagem do que da me-
dida da nobre commisso. Jase v que a il-
lustre commisso, tao intelligente comoe
tao sabia nao propoz outros meios : forcasa-
mente se deve considerar que a materia da
maior importancia e oque cumpre parar um
pouco e reflectir na gravidade da questo. E
cogitando nao ser possivel descobrir meios
menos onerosos e menos offensivos do crdito
publico ? nao ser possivel deparar com algum
meio nao digo que satisfaga inteiramente ,
que preencha inteiramenfe o dficit mas que
torne osacrificio menos penoso mais suave
populaco ? Nao ser possivel estabelecer urna
nova imposico ou modificar alguma j exis-
tente ?
Mas dir-so-ha : esta renda s pode ter
lugar na lei do orcamento e entao nao podo
servir para remediar o dficit actual ; mas ser
impossivel por ventura autorisar o governo a
emittir bilhetes com anticipaco (lerenda? Eu
ileejaria fazer alguma modificacao na imposi-
co do sello ; desejaria estende-la a todos os
documentse papis pblicos. Tambem que-
ra que se fizesse alguma modificacao na impo-
sico da tfncoragem na imposico lancada so-
bre os escravos ao mesmo tempo que so emit-
tissem bilhetes com anticipaco desta renda as-
sim creada determinadamente applicada so-
Inro ou pagamento de laes bilhetes.
Por consequencia se se houvesse de me-
Ihorar o systema de impostos; se se houvesse
de melhorar o imposto do sello, da ancoragem
e dos escravos nao poderiamos ter esporanca
ao menos de grande desenvolvimento na nossa
receita? Creio que sim. Pde-se autorisar o
sjoverno para emittir bilhetes mas como an-
ticipaco da receita ; o caso nico em que
comprehendo a utilidade da emisso de bilhe-
tes do thesouro imitaco do modo por que
se procede na Inglaterra donde importamos
esta pratica. Portanto | v a nobre commis-
so que, cogitando-se com madureza podem-
so achar alguns arbitrios que, quando nao
sirvo para resolver inteiramente o .problema ,
servem para obviar em parte os inconvenientes
a m/ios eTeits de qualquer medida violenta c
precipitada.
Para anda mais demonstrar a importancia da
questo, observarei a divergencia de opinio
dos tres dignos membros da Ilustre commisso
no parecer que se discute. Eu estou prompto a
dar ao governo o que necessario e o daria
mesmo outra administraca que nao tivesse
mesmo cm seu seio membros que sao meus par-
ticulares amigos; mas o que cu quero exame,
averiguaca estudo e acert.
O Sr. Torres dirige um aparte que nao ou-
vimos.
O Sr. M. Monteiro: O nobro ministro da
marinha nao pndedeixar de conhecer a gravida-
de destas questes supposto possa terojuizo
formado a respeito dellas porque naturalmen-
'e a administraca ha de ter combinado os meios
de fazer face a > dficit; todava pode ser que
modifique alguma cousa a sua opinio. Ora, se
Quaesquer que sejo as sympathias que se
posso ter pelo governo, qualquer que soja o
desejo que se tenha de acompanha-lo as suas
operacOcs e seus actos, os representantes da na-
co se achio muitas vezes collocados em situa-
cao muito seria. Por um lado eu desojara con-
descender com o nobre ministro da marinha, de
quem sou particular amigo, mas por outro lado
atiendo ao que devo ao meu paiz. Nestas cir-
cunstancias me considero eu agora ; e por isso
voto pelo requerimento do nobre deputado por
Minas Geraes.
Fallo ainda os Srs. Reboucas, Pereira da
Silva, Wanderlei:
O Sr. Aguiar:Sr. presidente, eu fui pre-
venido pelo nobre deputado pela provincia da
Bahia que me precedeu em algumas das ob-
servarles que tencionava produzir em favor da
emenda proposta pelo Ilustre deputado por Mi-
nas e especialmente na questo de constituci-
onalidade a respeito da formula que a commisso
quer que se siga na discussao do crdito pedido
pelo governo. Como nao de minhas intenedes
tomar o tempo a esta augusta cmara nem me
convenha repetir pensamentos e razes que j
foro produzidos, contentar-me-hei com affir-
mar que sou sectario dos mesmos principios que
professa o nobre deputado que acaba de sentar-
se, e accrescentarci que, se por ventura quizer-
mos subordinar a presente questo a preceitos
explcitos da constituicao do estado, certamente
nao acharemos ahi urna disposico formal em
que nos bascamos : toda a argumeutaco deve-
r assentar em dedueces, argumentaco que ,
a meu ver nao a mais asada e concludente ;
porm quando apezar disto, sequeira pender
para esse lado entao nao duvido dizer que a
constituicao desfavorece inteiramente os Ilustres
oradores que impugno a emenda ; porque a
terminante disposieodoart. 85 da mesma cons-
tituicao d todo lugar para que, segundo os r-
aorosos principios da s hermenutica, se con-
cla que a proposta deve ser discutida como de-
creto e nao como resolucao urna vez que
preceito ahi imposto para que as resoluces dos
conselhos geraes de provincias soffro urna s dis-
cussao em cada urna das cmaras legislativas .
devera ser olhado como excepeo a regra geral
sto que em regra as deliberacoes do corpo
legislativo devem ser adoptadas depois de tres
l;scusses o que sem duvida equivale, vista
do nosso regiment interno a decreto, e nao a
resolucao.
Mas, Senhores eu pens que este nao o
verdadeiro lado por onde nos cumpre encarar a
presente questo; eu pens que nao este o ver-
dadeiro campo em que devemos esgrimir. Tra-
ta-se nicamente de saberse ser maisconveni-
ente, se ser, mesmo justo que a proposta sof-
fra urna s discussao, tomando o carcter de re-
solucao ou que passe por tres discussoes como
decreto. Eu pronuncio-me pelo segundo alve-
drio e por consequencia voto pela emenda.
(Continuar-se-h.)
que se torne necessaria sem que prejudique a
validado da prezento em nenhum dos pontos a-
qui mencionados. Engenho Agua-fria em Se-
rinhaem aos 29 de agosto de 1842.Joaquitn
Francisco Dantas. Jos Bazilio de Freitas
Peixoto.
Como testemunhas Jos Venceslao yfjbnso
Regueira Pereiro de Bastos. Gaspar de Me~
nezes Vasconcellos de Dru mond. Jos Alaria
de Figueredo.
Varicdade.
ordenados de empregados pulilicos;
sao de papel-moeda, sem limitaco (apoiados) ;
3., a converso de bens das corporal oes reli-
giosas e de mo-morta em a plices da divida
publica. Ora, pergunto cu a qualquer depu-
tado que se assenta tiesta casa se com effito
possivel converter os bens de religiosos cm apo-
lices ? E ainda quando fosse, essa urna me-
dida para preenrher o dficit ? Nao.
O Sr. Nebias : Est a discussao aberta
O ."ir. ')/. Monteiro : Estou mostrando
a importancia da materia. Eu digo que a com-
misso prope um arbitrio que nao pode ser a-
doptado pela cmara e que encontrar muita
repugnancia fra della. Torno a reparar que
essn medida nao vnrdadeiramentc urna medi-
da inancial. Quer a cmara demonslraces ?
Creio que nao 6 necessario ; basta smente sa-
ber que, cm um paiz como o nosso onde nao
bacapiUes, onde oscapitaes valem 10, loe
20porcento, nao 6 possivel achar meios in-
termediarios assaz abundantes para verificar tal
conversan.
E quanto sto fAra possivel c praticavol nao
com ludo urna providencia para sanar o dfi-
cit pois que nenhum recurso pecuniario mi-
nistraria rila ao governo. Quer a eamaia a-
doplarsem reflexao sem o necessario exame ,
a outra medida proposta de emittir papel-mo-
da? A cmara 6 muito pratica muito es
clarecda para adoptar um moio semnrn rpm- toninr-f> rom urna discussao,
isto se d a respeito do nobre ministro', que
to esclarecido e que j tem demais formado
um juizo a respeito da questo, como nao acon-
tecer com outros?
Pela minha parte declaro que nao tenho ain-
da voto firmado a respeito desta lei ; declaro-o
com franqueza. Tenho vontadede instaurar urna
emenda que propux em 1839 modificando o di-
reito de ancoragem, e outra a respeito do im-
posto estabelecido sobre os escravos ; mas tenho
encontrado muitas difikuldades ;'e como pois
se poder negar o tempo necessario para as ven-
cer a um deputado que quer procurar auxiliar
ao froverno com os meios necessarios mas que
ao mesmo tempo quer responder peranteos seus
constituintes sobre o modo porque desempe-
nhouo mandato porelies conferido?
A' vista do que acabo de dizer, evidente que
esta cmara tem nbri?; cao de approvar o reque-
Publica^ao a pedido.
Nos abaixo assignados tendo feito urna so-
ciedade no engenho Ubaca por escriptura pu-
blica lavrada na notta do tabellio desta villa
de Serinhaem Jos Tiburcio Valeriano de No-
ronha aos desesete de abril de mil oitocentos e
quarenta e um o sob as condices declaradas
na mesma escriptura, temos convencionado
muito de nossas livres o espontaneas vontades
dissolver a mencionada sociedade e pela pre-
zente escriptura a dissolvemos desde j em todos
os seus artigos como se de cada um delles fi-
zessemos aqu expressa e fiel menso, c con
se nunca a tivssemos celebrado (cando por
isso de nenhum elTeito a mencionada escriptu-
ra publica.
E outrosim declaramos, que tendo ajusta-
do neste mesmo momento todas as nossas con-
tas nao s relativas a sobredita sociedade
como tobem particulares que linhamos, fica-
mos pagos e satisfeitos reciprocamente at hoje
de sorte que em tempo algum nenhum de nos
poder haver um d'outro couza alguma em juizo
ou fra dello debaixo de qualquer pretexto
e nem mesmo em prezenca d'algum documento
por mais legal que sejn e que por ventura pos-
sa apparecer de futuro o qual, cm tal caso ,
se tornar de nenhum valor. K emlim. que
todas as plantas de canas velhas e novas por-
toncentes a fezenda e a parte das dos lavra-
dores rossas utencilios boiada &c. que
existem no referido engenho Ubaca, fico per
tencendo ao abaixo assignado Joaquim Francis-
co Duartc por haver comprado e pago nesta
mesma data a terca parte que nos mesmos ob-
jectos tinha o tqbem abaixo assignado Jos Ba-
a qualidade de socio que foi do sobre-
zilio ..u .,..,
rimento do nobre deputado de Minas e que os (|i,o en ho E r cstarmos assjm COncor-
nobres depurados que vot rom contra o W'c- (les JqucrcrmosPque tenha inteira validado
monto vao ficar collocailos em mplmilrosa no-1 i i .
sicao; porque os considero oblados na dis- | "andamos passar a presente escr.ptura em du-
cussa que non ver a esclarecer os outros cerca ; p!'ta cm que ambos nos assignamos perante
de suasoonviccoes. Entao quererei que esclaie- as testemunhas tobem abaixo assignadas ; e
cao a cmara, e que provem que ella pode con-1 vallera como escriptura publica, a qual nos
a passar em quaiquer iempo
I--------ri
CARAPUCEIRO.
O Christianismo he amigo da liberdade ,
e das luzes.
Bossuet em o seu Ivro da Poltica tirada da
Escriptura Sancta livro, para o qual olhou
Voltaire com nimia leviandade tendo-o por
pouco digno do mesmo Bossuet pretendeo es-
tabelecer a necessidade do poder de um s com
exemplos da Historia Sagrada. Mas apezar do
respeito e admiraco de que se faz credor este
grande homem, fcil he oppr-lhea mesmaauc-
tori(.ade,em que se elle firma; por quanto o go-
verno dosJuizesfoiaepocha mais prospera, c glo-
riosa dos Hebreos, e aquelle em verdade mais se
aproximava aos Estados livres do que sim-
ples Monarchia. Taes systemas porem tem-se
tornado inuteis ; porque a Religio nao pres-
creve forma alguma de governo e sabe aper-
leicoar a todos.
He pois erro mui grosseiro o imaginar que
o Christianismo he favoravel aos governos ab-
solutos: pelo contrario muilo mais acertado f-
ra atribuir ao Christianismo como o fez o e-
loquente Chateaubriand aorigem, eduraco
da Monarchia Representativa. Escutemos por
um pouco a este grande homem. O costu-
me ( diz elle cm o Genio do Christianismo ) de
conceder o primeiro lugar ao Clero em as As-
semblas das Nacoes modernas provinha do
grande principio religioso que toda a antigui-
dade conciderava como o fundamento da exis-
tencia poltica. Nosei, dizia Cicero, sean-
niqular a pedade para com os deoses seria
tambem anniquilar a boa f, a sociedade do ge-
nero humano e a justca que he a mais ex-
collente das virtuds Ifaud scio an pietate
adversus dos subala fides etiam et societas
humani generis, et una excellentissima virlus,
justitia tollatur. Havendo-se pois crido-
at hoje que a Religio he a base da socieda-
de civil, nao se lance conta de crime a nossos
pas o terem pensado como Plato Arist-
teles Cicero Plutarco, e posto o Altar, eseus
Ministros no grao mais eminente da ordem
social.
Se queris conciderar em maior escala
(proseguc o mesmo autor) o influxo do Christi-
anismo sobre a existencia poltica dos povosda
Europa veris que elle prevena as fomes ,,
e salvava os nossos maiores de seus proprios fu-
rores proclamando essas pazes chamadas paz de*
Dos, durante as quaes recolhiao-se assearas,.
e vindimas. Muitas vezes os Popas em as com-
moces publicas moslrro-se grandissimos
Principes. Foro elles que acordando os
Res tocando o alarma, e fazendo ligas em-
baracro que o Occidente se tornasse preza
dos Turcos. Este s servico feito pela Igrejn ao
mundo mereca altares. Homens indignos do
nome de Cbrislos degolavo os povos do no-
vo Mundo cm tanto que a corte de Roma ful-
minava Bullas para prevenir essas atrocidades.
Quando a escravido era reconhecida legitima ,
a Igrcja nao reconhecia escravos entre seus
(I los.
Os mesmos excessos da corte de Roma servi-
ro para derramar os principios geraes do direi-
to dos povos. Quando os Papas punho os rei-
nos em interdicto, quando forcavo os Impera-
dores a ir dar conta do seu procedimento San-
ta S, arrogavosem duvida um poder quo
elles nao tinho : mas se por urna parte ferio
a magestade do throno por outra pode ser ,
que fizessem bem humanidade; porque os
Reis tornavo-se mais circunspectos; elles sen-
tio que tinho um freio, e o povo urna egi-
de. Se no meio da Europa existisse um tribu-
nal que em nome de Dos julgasse as nacoes,
e os Monarcas c previnisse as guerras e as
revolucoos ; esse tribunal seria o primor d'obra
da poltica e o ultimo degro da perfei'co so-
cial. Os Papas pelo influxo que exercioso-
bre o mundo Christo, cstivero a ponto de re-
alizar este bello sonho.
Foi urna grande, e fecunda ideia poltica essa
dviso das tres ordens. Totalmente ignorada
dos antigos ella produsio entre os modernos o
systema representativo que se pode por em o
numero desses fres ou qua'ro G'c;co!rirner!!os;
que criroum universo novo. E soja tambem
dito para gloria da nossa religio, que o systema
representativo dimana em parte das instituices
ecclesiastcas ; primeramente porque a reja
ollereco a primera imagem delle em seus conci-


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,i- .- -^~ :- '. --< .--,.-> ISMBtUMMHMKVIMeimi -i. #.i-r\i-.
MWf-
lios compostos do soberano Pontifico dos Pre-
lados, e dos deputados do Clero inferior; ede-
pois porque os padres christaos nao se havendo
separado do estado, derao nascimento a urna
novaordem de cidadaos que por sua rcunio
as outras duas arrastrou a representacao do cor-
no poltico.
A religiao de J. C. bem longe de favonear o
despotismo he eminentemente favoravel liber-
dade ; porque cstahelece como dogma a igual-
dade moral a nica, que se pode pregar sem
transtornar o mundo. Por ventura o polytheis-
mo procurou nunca em Roma persuadir ao pa-
tricio que elle nao era d'um p mais nobre ,
que o pleblo ? Que pontfice ousaria fazer che-
gar taes palavras as orelhas de ero, e do Ti-
berio sem que o seu corpo fosse exposto as ge-
inoniasl Entretanto sao estas as licoes, que os
potentados christaos todos os dias recebem nessa
cadeira tao justamente chamada cadeira da ver-
dade.
O christianismo nao be mais inimigo das ver-
dadeirasluzes que da verdadeira liberdade, c
em todos os tempos entendeu, que o estudo, e
a instruccao eriio favoraveis a sua nobre causa.
Km verdade quem nilo admira a vasta, e pro-
funda crudiccao dos primeiros escriptorescccle-
siasticos? N. Jeronymo na sua epstola a Pam-
machio combitecom singular eloquencia um
erro que ao depois se tem por mais vezes re-
produsido. Aquello, que blazona de imitar o
estilo dos apostlos (diz elle) comece primera-
mente por emitar as suas virtude"*;. A grande
sanctidade destes desculpava a simpcidade de
suas palavras e o morto, que ellos revooaviio f
vida, refutava todos os sylogismosde Aristteles,
e todas as subtilezas de Chrysippo. Mas be cousa
ridicula nao querer ser, se nao um orador selva-
geni no mcio das riquezas de Creso e das de-
licias de Sarpanapalo; como sea eloquencia fosse
partilha dos ladres e criminosos, e estes t-
vessem por costume oceultar osseus punbaes .
nao em os troncos das arvores se nAo entre os
Jivros dos filsofos. Aquelle que enlerra (diz
\ Francisco de Sales) o talento de escrever, ha
trava a seu real discpulo a ignorancia romo a
mais perigosa das enfermidadesd'alma, e Cont
de todas as mais. Fleury sustentava que a rc-
ligiao nao pode subsistir sem o estudo, e a ins-
truccao que conservao a doutrina, o a moral.
Floje a erudico do (Mero seria um immenf be-
neficio; porque ella faiia calar essa facilidade de
impiedade dos espiritos mediocres, ou limitados,
calamidadc da nossa pocha, e que produz o es-
cndalo as cidades e a barbaridade nos cam-
pos.
A vida do ebristiio que o precitado Bossuot
chama urna solemn^dade eterna, he principal-
mente sublime, quando se aproxima ao seu ter-
mo. Os romanos enchiao os seus testamentos de
injurias contra os seus inimigos. Germnico a
bora da morte exprime o seu resontimento con-
tra Pisao e faz jurar a seus amigos, que o hao
ile vingar : o ultimo Germnico nao.'abia. se
nao perdoar e pedir misericordia. O christi-
anismo religiao do sabio, e do ignorante, sa-
tisfazendo as diversas intelligoncias, nao he me-
nos udmiravcl no modo poique se proporcio-
na as precisos da sociedade. O Stoioismo con-
funda em seu odio os homens, e s vicios: gui
vitia odit, homines odit (dizia Th rascas) : o
christianismo separa-us, e asua caridade he ao
mesmo tempo mais elevada e mais social. Elle
mudou at as paixocs polticas dos povos, e fixou
por seclos em os maiores estados modernos
cssas formas de constituicoes tao frageis, tao va-
riaveis da cidadeantiga. E quam favoravel nao
tem sido esta religiao infamia a fraqueza, e
ao bello sexo O aborto, c a exposicao dos fi-
Ihos ro permittidos pelas leis de Sparta e de
Athenas : o christianismo porm rom os seus
doces e castos mysterios, ea ternissima nati-
vidade de seu Divino Fundador tornou respeita-
vel a menoridade dos Res e as regencias das
Rainhas. Oculto d'uma Mulher e d'um Me-
nino devia contribuir para esse principio conser-
vador das nossas sociedades desconhecido dos
antigos : pelo que os povosj* se nao espantarlo
de obedecer a urna magestade no berco depois
de baver adorado a um Dos menino no prese-
pio !
(v)uanto nao he bella quanto nao he favo-
ravel a verdadeira liberdade urna Religiao que
estabelece a F como a prime:ra das virtu-
des Eu vos declaro ( escrevia Rousseau )
que. se eu nascesse Calholico permanecera
Calholico ; porque sei mui bem que a vossa
igreja poe um freio salutarissimo aos desvarios
da rasao humana que nao acha nem fundo ,
nem mar^ens, quando quer sondar o abvsii>o
das cousas ; e lo convencido estou da ulilidade
deste freio que a mim mesmo tenho posto
um semclhante preserevondo-me para o resto
da minha vida regras de F de que nunca
mais pretendo sair. Assimqat'jrcvos,quenao
liquei tranquilo, se nao depois desse proposito, !
bem convencido de que se nao fora tal procau-j
,o nunca o seria cm toda u minha vida.
Os furiosos da revolucao Francezr, que tanto
preconisavo a igualdade p ticamente s
a fizerao apparecer na saiilliotina. S o Evan-
gelho vcio mostrar que o homens sao todos
iguaes na prezenca de Dos. Quanto he subli-
me quanto he edificante a meza da Sagrada
Communhao Ali o Pao dos Anjos lie reparti-
do por todos igualmente ali o rico o podj-
roso o nobre csto a par do pobre do fraco ,
do. indigente c desvalido ; e a igreja Santa de
J. C que a todos tem por seus lilhos nao
estabelece urna formula para o Baptismo do
Principe differentc da do ultimo de seus subdi-
tos e iguaes preces envia ao eco pelos que so-
frero o golpe da morte que a todos anivella.
Nao he livre o que faz o que quer, se nao
aquelle, quefaz o que deve. E haver bomcm,
que melhor cumpra os seus deveres do que o
verdadeiro Christao ? Logo no Christianismo
he que esta a legitima liberdade. Em quan-
to os filosofantes orgulbosos se tem afortuna
do tornear o manorca raslrejao a seus ps e
prompos esto a postergar todas as leis e as
nais sagradas obrigaces por Ihe satisfaceros ca-
prichos, e paixes ; o verdadeiro christao dir
sembr a verdade aos potentados da trra e
preferir encorrer no desagrado destes prefe-
rir a propria morte a fallar aos seus deveres, e
a ir contra a sua consciencia.' Dem-me urna
sociedade de verdadeiros christaos; que cu
mostrarei ao mundo o que he verdaderamente
ivre.
s
O PAISANO N. 15.
Alfandega.
Rendimento do dia 28......... 14:275<5U0
Descarrego hoje 29.
Brigue Treusurer plvora.
Briguc ConceicGo Flor de I isboa la-
gedo.
Barca Emilij fazendas.
Movimcnlo do Poiio.
Navios sahido* no dia 28.
Trieste ; barca austraca Perartina, capto
Marcos Seroch carga assucar.
Natos entrados no dia 28.
Babia; 8 dias brigue nglez Franehlim, de
230 toneladas capitao Cumming, cquipa-
gem 10 carga lastro ; ordem.
Edita!.
'*...... ""..... iqilillllll
O Illm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes cm cumprimento do olicio do
Exm. Sr. Presidente da provincia desta data man-
da faser publico que perante a mesma thesou-
raria se contratar no dia 8 de maio prximo
futuro sol) as novas condiccoes abaixo trans-
criptas a estrada desta cidade para a de Olinda
pelo val daTacaruna oreada na quantiade rs.
'(2:6808000.
A discripcao eorcamento destas obras pode-
ser consultadas na reparticao das obras pu-
blicas. Os licitantesdividamente habilitados de-
rerao apresentar com antecedencia nesla thesou-
raria as suas propostas cm cartas fcichadas, as
quacs serao abertas em presenca de todos no
dia aprasado. Secretaria da Ihesouraria das ren-
das provinciaes de Pcrnambuco, 27 de abril de
1843./-. da C. Porlocarreiro, secretario
ESTB A DAS DIVERSAS.
Estrada da cidade do Recife, para Olinda
pelo val da Tacantna.
Cf.ndicoos para a execucao das ditas obras.
1.' Os trabalhos o obras desta porco do estrada
serao (los pela forma debaixo das condicoes,
edo modo indicado na discripcao annexaaoor-
camento as plantas geraes e particulares ,
perfis longetudinaesclransversacs asstenados
a 30 de setembro de 1842 pelo engenheiro em
chefe das obras publicas e approvados pelo
Presidente da provincia ali deoutubrodo mes-
mo auno, pelo proco total de 42.680S res, cal-
cula lona rasao de 5^000rs. porcada urna das
8536 bracas quadradas que tem o leito da estra-
da ; e ficando somentc comprehendidas na em-
presa as obras de atierros da estrada exceptu-
ando-scas obras de alvenaria ou outras quacs-
quer que aos atierros nao forcm rolativas ; as-
sim como o atierro que pelo orcamento devia se
lser no caminho da ConceK'osinha.
2.a O arrematlante far estas obras e traba-
lhos debaixo da direceo e instruccao do enge-
nheiro ern ebefe das obras publicas que as vi-
giar por si ou por intermedio de um agente
desla reparticao a quem elle as encarregar, sub-
iiHendo-se lambem s mudancas que o en-
genheiro em chefe ou seu deb-gado prescreve-
rem na forma das obras, havendo indemnisa-
Co ou abale proporcional quando augmenten)
ou diminuao as aespesas das obras por causa
das ditas mudancas ; iipptuiio-se mormente
o que procede s diminuices que houver na su-
perflcie do leito da estrada pelas obras que man-
dar faser o gove no na camboa da Tacaruna e
dos Arrumbados para evacuacao das aguas.
3 a O arrematlante comecar ua uliras o mais
Amo hoje e est venda no patio do
Collogio lojado Sr. Pinto, e no patio da
Santa Cruz do Snr. Jos Maria Freir Ga-
. meiro.
__ A viuva do fallecido Antonio da Cunha
, Soares Guimaraes faz certo pelo presente an-
1 nuncio que, na reparticao dos negocios de sua
casa os que competem s lojas de fazendas na
ra do Crespo n. 10, e 15 continuao da mes-
ma forma sob a gestiio immedata do Sr. JosS
Joaquim de Frailas Guimaraes autorisados o
tardar no praso de dous mesesdepois da parti-
cipacao quo Ihe for feita da approvaco deslo
contracto pelo govern:), sob pena de pasar a
inulta de dous contos de res e de llcar sem
elTeito o presente contracto.
4.a As obras c justantes da presente arremat-
'acao devero ser acabadas no praso do dous an-
nos condados do dia da sobremencionada parti-
cipaco.
5. Nao acabando o arremattante as obras no
praso pota precedonte condico determinado;
ellas passarao sobre decisao do Presidenteda
provincia a sor executadas por administracao ,
cusa do arrematlante alem disto pagar o ar- a
remattanto paraos cofres das rendas provin- sobrescriptos com a firma deViuva Cunha
ciaes urna multa de dous contos de reis. : QHmargei__e COm quem d'ora cm vante so
6.a Quando estiverem as obras acabadas, se- j^^ ontender ,0(|0sosSrs. que por ena re-
rao ellas provisoriamente receidas por um ter- ... ( negocios. Pernambuco 22 de
mo lavrado na competente reparticao pelo enge- Pa l0 '^c.^,", "
nheiro em clief;, e o inspector fiscal, ficando | alri1 eiw. :.,
o arremattante.esponsavel pela invariab.lidade | == Dom.ngos Alvos Alfonso tem justo a
e conservacao das obras durante o ospaco de venda de urna morada de casa terrea na ra
dous meses depois da data do preseate termo, e | de S. Jos n. 2 e hoje n. 27 ; quem tiver de
sendo obrisado a lser sua custa neste praso | reclamar na dita venda, se haalguns herdeiros,
todos os reparos que precisarem afna to se- ponhora, ou hypotlieca reclame quanto antes
rem definitivamente as obras entregues em per-:-------1 inia rroc, An 5 rfta
feilo estado de conservacao. A entrega definiti-
va das obras ser feita por um segundo termo
da mesma forma que o precedente.
'
7.a A importancia da arrjinatacao ser paga
durante a execucao das obras de Iros em tres
meses por prestacoes iguaes motado do va-
lor estimado do servio leito na poca dos pa-
gamentos, e do que llcar para se pagar no mo-
mento do recebimento provisorio acceitar a
Ihesouraria provincial duas lelias de valor igual
pagaveis a nove e desoito meses da data do men-
cionado recebimento provisorio.
8.a O arremattante prestar llanca idnea pe-
la importancia da (piarla parte do valor orea-
do das obras a qual ficar responsavel pelas
multas em que o arremattante incorrerem vir-
tude da teiceira c quinta condicoes, edo exces-
so da despesa que houver de faser a adminis-
tracao em virtude do disposto por esta ultima
condico sobre o importe da arremataco, quan-
do passarem as obras a ser administradas.
9.a Para a execucao do disposto pelo presente
contracto, o arremattante se sugeitar inteia-
mente s decisoes provisorias do engenheiro em
chefe e as definitivas do Presidente da provin-
cia sem recorrer em caso nenhum aos tribu-
naos ordinarios.
Bapartico das obras publicas 27 de abril do
1843 O engenheiro cm chefe.
/.. L. Wauthier.
Hedaracocs
__O administrador da mesa da rebedoria das
rendas geraes internas satislazendo ao annuncio
inserido no Diario novo de 28 do corrente, res-
pondo que toda as pessoas moradoras nos sitios
e casas fora da cidade; mas comprehendidos no
lancamento da decima urbana estao obrigados
a darcm as relacoes dos escravos que possucm
conformo a doliberacao do Exm. Presidente da
provincia, em virtude da qual foi marcado o
prazo detrnta diasque findou a muito; porem
em virlude da deliberaeo da thezouraria ainda
se recebe at o ultimo do torrente como por
varias vezes j annun :iou pelas folhas. Rece-
bedoria 39 de abril de 1843.
FranHsco Xavier Cavalcanti de Albuguerqne.
__O sub delegado da freguezia de S. Fre
Pedro Gonsavcs, faz scientu qne achao-se re-
colhidos na cadeia do Rccifo dois escravos.Joa-
quim do Angola e menor de 14 annos e diz
ser escravo do Patricio do Mello lavrador do
engenho Taquara prximo a feira de Naza-
reth ; e Cosme preto crioulo e diz ser escra-
vo de Bartholameo Pereira de Carvalho mora-
dor na Barra Gramames, provincia da Para-
hiba assim como foi apreendido a um moleqne
duas peruas c quatro galos por constar screm
furtados a um maluto.
Aviso* martimos.
por esta lolha no praso de 3 dias.
Roga-se pessoa que comprou urnas o-^
bras, em urna loja de marcineiro na ra estreita
do Rozario, haja de as ir buscar, por se ter de
fazor mudanca da loja por estes 4 dias do con-
trario o nnnunciante nao so responsabeliza pela
a varia (pie as obras sofftvrem.
Os Srs. quo arrematro fazendas na loja
que foi de Carlos Lttil Ricardo Lahautire, ha-
Jao deas retirar para o que acharao a mesma
loja aberta desdo o dia 29 do corrente em diantc.
Aluga-se parte do sobrado de 4 andares,
com frente para a ra de Torres, e Alfandega
Velha a tractar na mesma casa n. 3.
Offerecc-se um homcm de boa conducta,
para qualquer administracao de engenho, ou
sitio ou mesmo olaria por ter disso inteiro
conhocimenlo ; a pessoa que pretender dirija-
so ra da Viracojunto casa de um marci-
neiro n. 13.
Precisa-sc arrendar um sitio perto da
praca quo tenha pasto para vacas ; quem o ti-
ver annuncie para sor procurado.
Na ra das Larangeiras n. 27 fazem-so
chapos para senhoras, vestidos, e toucados ,
tudo no ultimo goslo e tambem se engoma
com perfeicao tanto roupa de homcm como
de senhora', nesta mesma casa propoe-se a en-
sillar escravas de doze annos para cima destes
mesmos servaos dando as senhoras o sustento
e ficando oservico pelo ensino.
s= Na ra do (Rimado loja n. 3 precisa-
se de um caixeiro de idade de 14 a 16 annos ,
dando-se preferencia ao que jentenderdemiu-
dezas ; quem estiver nesta circunstancia dirja-
se mesma loja.
= D-se 200S000 reis a premio, sobre pi-
nhores do ouro, ou boa firma ; na ra dasCru-
zcs loja n. 34.
Preciza-se do urna ptela para vender na
ra ; quem a tiver dirija-so ao sobrado de
um andar defronte do sobrado do Muniz no at-
ierro dos Affogados.
LOTERA de n, senhora DO Ll-
VRJMENTO.
PLANO.
Para as novas meias loteras a favor das obras
da irmandado do N. S. do Livramonto desla
cidade aprovado pof S. Ex. o Sr. Presidente
da provincia.
4000 Rilhetes a 8,000......... 32:000*
Para Lisboa segu viagem o brigue Portu-
uez S. Domingos no da 15 de maio; quem
quizer carregar o ir de passagem trate com o
captao na praca, ou com o consignatario Tho-
maz de Aquino Fonseca na ra Nova n. 41. *
__ Para Parahyba com muila brevidade, a
chalupa nacional Prompta; quem na mesma
quiser carregar ou ir de passagem para o que
1 Premio...................6:000*
1
1
2
2
;;
Dte
Dito.....................
Ditos..............1:00ji.
Ditos................500.
Ditos................200*.
6 Ditos................150*.
9 Ditos................100*.
16 Ditos................ 50*.
:I2 Ditos................ 30*.
56 Ditos................ 20S.
2 Ditos le ultimo branco 296*.
3:000*
1:500*
2:000*
1:000#
1.000*
900 c
900*
800*
960*
1:1208
592*
1200 Ditos............. 10*190. 12:228$
32:000*
JN. B. No acto do pagamento se descontar
os 21 % a saber 12 a beneficio da casa, 8 do
i|uim>i wn"w" "" "" f"......p~'" i-"-- i imposto da fazenda c um emeode sello
tem excelentes commodos, dirija-se a travessa corre on(lenle a 6000 verbas,
da Uotnata venda n. 3, ou ao mostr Henrique .
Jos Vieira da Silva.
Lcslo.
Terca feira 2 de maio haver leilo na
porta doarmazem de Antonio Anncs de 34
harris com carne de porco, o 70 prezunlos mui-
to superiores chegados ltimamente na galera
Emily vinda de Liverpool.
Avisos cliverso
O ARTII.HEIRO N. 40.
J^aIIio boje c aclia-se venda.
Achao-se a venda no bairro do Recife loja
doSr. Vieira. Em Santo Antonio, ra do Col-
logio loja do "r. Menezes ra do Cahug bo-
tica do Sr. Joa > Moreira ra do Livrsmento
botica do thezoureiro. No bairro da Boa-vista
botica do Sr. \ eir ; e as rodas desta loteria
ando infalivclmcnle no dia 30 de maio do cor-
rente auno.
Descja-sc saber quem he o corresponden-
te nesla praca de Antoi io Pinto de Maltos a
negocio de seu interesse : na loja de Novaes Bastos, roa do Q""M"::do n. 29.
r= Quem precisar de um rapaz portuguez ,
de idade de 20 anuos para caixeiro de venda,
ou de outra qualquer oceupacao dirija-se ao
palio da Ribeira de Santo Antonio n. 19. ou an-
nuncie.
t



m
4
- Muito so tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e de outros
muitos mil diflerentes ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os cvamantes, que
ninguem pode negar ser nos climas calidos
absolutamente necessario esobretudo quando
existe a dificuldade de fazer observaraosdoen-
tos a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homeopathica e pratica regular <&c. Somos
gemmentoacosturnados a comer muito mais
do que ho necessario para o nosso sustento; o
resultado he flatos indigestoes, c inflama-
(des nos ligados &c. Para remover e impedir
estes incommodos nuda be mais prompto que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as diflerentes se-
curecSes.
O publico achar as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades que produzcm seu efleito ,
sem dores e incommodo algum nao he ne-
cessario dieta alguma e pode-se tratar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se sotnente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18 e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeja do Recife, em casa de
* Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva &C.\ e atierro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
Roga-se ao Sr. delegado da comarca do
Cabo que em virtude do seo annuncio no
Diario n. 90 de segunda feira 1\ do corren-
te relativamente a 3 escravos que se achao
presos na cadeia da dita comarca veja se al-
gum dosses escravos tem os signaes seguintes :
de nomo Francisco crioulo de 29 annos de
idade cor natural, boa estatura zarolho ,
bocea grande beicos grossos e vcrmelhos, den-
tes grandes porem nao muito unidos nariz pe-
queo gago, d^-dos polegares dos ps um tan-
meso tetp, orsoaboo tr do tem de costume
estar sempre com a cabeca de banda est fgi-
do desdo 27 de agosto de 1831-; o se algum
d'ollcs lor o proprio, far o favor de annuncr ,
para a sua sra. presentar os meios de seo do-
minio a delegatura desta cidade para se Ihe
entregar, pagando ella as despozas que hove-
rem feitas.
==Aluga-se a casa terrea n. 3 da ra do Ca-
rnario do bairroda Boa-vista com commodos
para grande familia ; quem a pretender dirja-
se ao atterro da Boa-vista n. 34.
= Aluga-se a sala e um quarto de urna loja
sita no largo da Riboira n. 19 propria para
qualquer negocio, por ser um dos melhores lu-
gares ja experimentado.
53 Prociza-so de um caxeiro que entenda de
venda*; quem estiver nestas circunstancias, di-
xija-sc a praca da Independencia n. 21.
= Manoel da Silva Maia retira-se para a
cidade do Porto na barca Espirito Santo ,
tractar de sua saude e deixa por seu bastante
procurador o Sr. Bernardino Pereira Ramos.
= Alugo-se uns escravos possantes, e dis-
j)ostos para qualquer servico por semana ou
inez conforme o ajuste de quem os pretender
alugar menos para serventes de podre i ro : na
ra dos Quarteis no segundo andar por cima do
boteqnim.
= Castor Joao de Alemo, subdito Prucian -
no; retira-se para o Rio de Janeiro.
ss Francisco Antonio Vieira da Silva com
casa de cambio na ra da Cadeia do Recife loja
n. 2- faz publico que Manoel Gomes da Cu-
j ha e Silva deixou de ser seo caxeiro desde o dia
13 docorrente mez.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da
ruado Livramento com muitos bonscommo-
dos para la mi lia ; em Fora de Portas 122.
Quem ileu para tingir 8 duzias de pecas
detransclins na ra do Mondego n. 107, ba-
ja de os ir buscar pois se achao promptas.
Algum snr. de engenho, que por en-
convenientes nao faz safra ou por falta de
forcas, ou por Iraqueza das trra ou final-
mente por falta de agoa para tirar as safras con-
venientes se prope a ser administrador urna
pessoa de qualid.ide e suficiente capacidade
para este mister que. 16 annos tem de pratica
desta agricultura ; como tambem levantar en-
genhos de agoa em qualquer parte com mais
algumas vantagens que a vista dos pretenden-
tes se dir, e que n8o pondo em exeeucao o
que dito vai nao quer pagamento de sua ad-
ministracao : na ra Nova segundo sobrado,
ultimo andar ao pe da ponte lado do norte.
O.lui/. da Irmandade de S. S. Sacra-
mento da Freguezia de S. Pedro Mrtir de
Olinda convida a todos os Irmosda mesma ,
para acompanharcm a procissao do Sr. aos en-
fermos no Domingo 30 do corrente, pelas 8
horas da manh e espora que nao faltem a
fim de que oste acto so torne com aquella so-
Jemnidade, que be devida ao mesmo senbor.
O Sr. que a dias foi no armazem d trastes da ra da Cruz edava por urna peca co do peixe frito loja n.
de obra 80,000 rs. sendo que anda a quei-
ra pode aparecer para se apromptar.
Roga-se ao Sr. Delegado da comarca do
Cabo : que por favor queira declarar se algum
dos escravos que se achilo presos a sua orden)
se chama Joze Rebolo e se o Sr. se chama
Felipe Duarte major que mora no bairro
da Boa-vista e tem urna engenhoca em Be-
biribe o dito negro tem os signaes seguintes:
estatura regular meio bucal, tem um cabello
branco em urna das faces, e signaes de ja ter si-
do surrado nastnadigas e fugio no dia dous do
Junho de 1842 o ter de idade 30 a 35 an-
nos sendo elle se pagar toda as despezas, que
se tiver feito.
Arrenda-se o segundo andar do sobrado
do patio da S. Cruz que fica confronte ao oi-
tao da Igreja ; a tractar no sitio da capelinha
do Mondego.
A pessoa, que annunciou saber cozinhar
perfeitamente fazer doces de todas as quali-
dades, e engommar e que se prope a ser
ama, dirija-se a pracinha do Livramento ,
n. 42, primeiro andar.
Aluga-se urna casa terrea sita no Monde-
go com excedentes commodos para grande
familia : na praca da Boa-vista botica n. 20.
Precisa-se alugar um escravo para leve
servico : na ra de Agoas verdes, sobrado n. 66.
== Thomaz Sail avisa ao respeitavel publico,
que continua a ter o seu mnibus e carrinhos
do mclhor gosto para aluguel e para este fim
tem a sua nova cocheira no patio da Matriz de
S. Antonio aonde o poderao procurar todos
os dias e horas do dia 29 em diante ; assim
como espera, que todos os seus freguezes o pro-
curem que promptamente serao servidos.
Lotera da Matriz da Boa-vista.
= As rodas desta Loteria correm infalivel-
mente no dia 10 do prximo mez de Maio, e
os bilhetes se achao a venda nos lugares ja an-
nunciados.
O Sr. Bento Jos Peroira pratico vindo
do norte no Vapor Bahiana queira annunciar
a sua morada, ou dirigirse a Camboa do Car-
mo sobrado n. 19 primeiro andar, que
se Ihe deseja fallar.
Aluga-se urna grande coxeira para 10
carros ou outro qualquer estabelecimento,
por preco commodo na ra do Hospicio : a
tractar na mesma ra casa n. 21.
A pessoa que annunciou no Diario de
27 do corrente, querer dar 2008000 rs. e
sua agencia para um negocio dirija-se a ra
de Hortas n. 82.
= Arrenda-se, ou vende-se um sitio na
estrada corredor do Bispo, bastantemente gran-
de chaos proprios com perto de dous mil
palmos de frente, e oito centos de fundo, gran-
de baixa para capim e muitos arvoredos de
fructo de diflerentes qualidades com urna
grande cacimba de excellente agoa do beber;
com urna grande casa de sobrado he quasi to-
do murado na frente tendo boa cerca nos li-
mites com os sitios visinhos e outras quali-
dades que a vista se di rao ; tambem se ven-
de retalbado com a trra, que se convencionar,
e da mano'ra que agradar e tudo por pro-
co commodo : a fallar com o Major Mayer.
= O Snr. Francisco GeraldoMoreira Tem-
Eioral queira dirigir-se a ra da Matriz da
loa-vista n. 26 primeiro andar que se
Ihe deseja fallar.
o abaixo assignado recomenda ao Snr.
thesoureiro da loteria do theatro de nao pa-
gar caso saia premiado o bilhete n. 174 da pri
meira prrteda 13.a loteria visto ter-se perdi-
do o mesmo hilhete se nao ao proprio dono
Manoel Romao Corroa de Araujo.
defronte do largo da assembla so vende fari-
nha de mandioca de superior qualidade a3a20
reis o alquere velho e em porcoes ; trata-so
com Manoel Joaquim Pedro da Costa na ra
da Cada n. 46.
Vendem-sc 15 pipas de agoardente de 2^
graos, por preco commodo : na da Cruz do
Recife armazem n. 8.
Vende-se merinos de cores a 1800 rs. 0
covado princoza de cores e duraques a 800
js chitas de assento escaros e cor fixas a 160
rs. hons cortes de cassas pintadas a 2800 rs.
cassa liza branca e fina a 480 rs. a vara dita
muito superior de quadro e de lista a 440 rs
riscados de lista algodaosinho azul proprio pal
ra vestidos de escravas pelo barato preco de 14o
rs. o covado, bretanhas muito largas com 10
te que ho boa ou sem ella com excellente varas a 2000 rs. ditas com 7 varas e tneia a
malta o trra sufliciente para so levantar ou- [ 1500 lila preta a mais superior a 320 rs. o c.
tro engenho, livre de questao : trata-se no lencos de chita a 140 o 160 xila azul e encar-
mesmo engenho com o seu proprietario Joao nada a 140 algodaosinho lizo a 160 e 180 rs
ou na ruadas Trincheiras 'algododobrado americano proprio para roup'
: de escravatura pela sua duraco e outras mais
Vende-se um negro que paga 480 por
dia : na ra do Trapiche novo casa da es-
quina segundo andar.
= Vende-se urna casa de 2 andares e so-
tao n. 21 sita na ra de Apollo, livie edes-
embarassada por preco commodo : na ra da
Guia n. 36.
Vende-se um sobrado de um andar e so-
tao em chaos proprios na ra do S. Rita ,
on troca-se por urna casa terrea : a tratar na
Camboa do Carmo n. 12.
Vendem-se farinha e milho da trra do
muito boa qualidade por preco commodo: na
ra da Praia n. 39.
Vende-se o engenho Terra Nova sito
na comarca de Nazareth distante da Villa duas
legoas moente e corrente com safra existen-
Compras.
= Compra-se um taxo grande de 30 a 45
libras, estando em bom estado: na ra do Ran-
gel, n". 54 a fallar com Victorino Franciso
dos Santos.
Compra-se algumas oitavas de ouro bom
ainda mesmo em pedscos; as 5 pontas n. 114.
- Compra-se urna cscrava que saiba coser,
engommar, e cozinhar ; na pracinha do Li-
vramento por cima da loja do Sr. Bastos.
** Compra-se urna Selecta e um Diccio-
nario Magnum Lexicn ; na ra das Cruzes
n. 21.
Vendas
Vendem-se barris vasios, que servem
para azeite de carrapato e agoardente : em
Fora de Portas, largo do Pillar, armazem n. 8.
Vende-se urna carteirinha de escrever ,
para cima de mez.a por 5,000 rs. : na ra es-
treita do Rozario loja domarcineiro defronte
da botica nova.
Vendem-se cortes de vestidos de cam-
ina de
Onnm
Antonio de Moura
sobrado n. 50 de Joze Antonio da Silva.
= Vende-se superior tinta para escrever,
engarrafada a prego de 440 : no atterro da
Boa-vista loja de miudezas n. 46 e na aula
de primeiraas letras na ra da Conccicaodo
mesmo hairro n. 8, onde tambem vende-se
a retalho a razo de 400 rs. a garrafa.
Vende-se urna barretina apparelhada pa-
ra guarda nacional de cavallaria e um par de
palatias tudo em meio uso e por proco com-
modo : na ra do Mundo novo n. 17.
Vende-se o Direito Mercantil primei-
ro e segundo volume por Joze da Silva Lis-
boa : na ra larga do Rozario loja de miu-
dezas n. 35.
Vende-so um cavallo alazao caxito, mui-
to bem feito carrega baixo at meio : no at-
iero da Boa-vista na venda que fica ao p da
ponte, n. 2.
Vendem-se urna corrente de relogio 4
aneloes dous aneis, dous crucfixos, um
botao de abertura e dous pares de botos de
punho tudo de ouro : coa Fora do Portas,
venda n. 139.
= Vende-se urna negra moca boa engom-
madeira cosee cozinha bem : na ra Dirci-
ta. n. 98.
Vende-se o sitio da capelinha do Monde-
go que fica junto ao chora menino e tam-
bem vendem-se terrenos com bastantes fundos
parase edificar casas; e urna boa cadeirinha
de bracos ; a tractar no mesmo sitio.
Vende-se farinha de boa qualidade a
bordo do Brlgue Restaurador a 3520, e em
saccas do 2alqueires v meios novos por 4000 ;
nos armazens de Antonio Annes, Dias Ferreira ,
ede Jos Gongalves Torres no becodo Capim ;
e em porcao tracta-se com Manoel Joaquim
Pedro da Costa.
x- Vendem-se luvas brancas de pellica ,
muito novase boas a 1280, ricos chales de
casemireta bordados de retroz, ditos de lan-
zinha de lindas cores e grandes chapeos de
sol pretos francezes de superior qualidade a
6400 e 7000, platilhasde linho finissimas e
muito largas, duraque o lanzinha de listras pa-
ra calcas a 500 e 600 rs. o covado casemiras,
franquelins, merinos e pannos finos do todas
as qualidades e cores; na ra do Queimado
loja de Carioca & Sette, n. 25.
= Vendem-sc chales de casemira muito
finos tapetes para sala casemiras de cores ,
chapeos de todas as qualidades, e precos, cam -
braias adamascadas e bordadas muito finas e
de bonitos padroes madapoloes finissimos ,
brins brancos e escuros trancados o lisos, chi-
tas de todos os precos, e outras muitas fazen-
das por preco muito em conta : na ra do
Queimado loja de A. L. G. Vianna jn. 11.
= Vende-se um al fin o te de ouro com um
brilhanto e cordao para peito de homem : na
ra Nova n. 31.
= Vende-se um escravo crioulo, de 20 an-
nos official de pedreiro: na ra Augusta ,
n. 50.
= Vendem-se caibros de 30 palmos, e um
par de caixilhos com vidros para janellas de pej-
lo : na ra Nova n. 20.
= Vende-se essencia de aniz superfina a
6500 a garrafa : na ra da Cadeia do Recife ,
loja n. 46.
Vende-se a armaco da loja da praca
da Independencia n. 16 propria para miude-
zas ou calcado por ser toda envidracada ; e 4
caixilhos grandes e 5 pequeos proprios para
alguma armac&o todos com vidro ; a tractar na
mesma praca n. 14.
= Vende-se urna casa de sobrado de um
andar esotao no atterro da Boa-viste n. 17,
com quintal at abaixa mar do rio capibaribe :
na ra do Fogo n. 27.
Vende-se por qualquer preco que se of-
fazendas : na ra do Crespo loja n. 12.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armaco com-
modas de angico, ditas de amarello marque-
zas do condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com diflerentes largu-
ras ecomprjmentos travs de pinho e bar-
rotes com di furentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de J. Beranger n. 14
= Na ra do Passeio n. 5 loja franceza
e frabica de chapeos de sol,- vendem-se cha-
peos bordados para homem e senhora do me-
Ihor gosto e qualidade novamente chegados
de Pariz e acha-so chapeos dos mais fortes
e feitoscom a rnesma perfeicao ; e mais um>
sortimento de seda para cobrir chapeos de sol ;
e tambem se conserta toda e qualquer chapeo
de sol com muita perfeicao o brevidade ; ven-
dem-se ricos cobertores para cama o cabos de
sol feitos com mnita perfeicao ; e tambem com-
pra-se armacoes velhas de chapeos de sol.
Escravos fgidos.
braia com diversas cores e bonitos padroes a ferecor a armaco que se acha "feita no ar-
ado esquina do be-
1
Vende-se um moleco : na ra da Ma-
triz da Boa-vista n. 26 primeiro andar.
uia/ain na ra da Senzala velha n. 116 em
consecuencia da pessoa que oceupa a casa ,
pretender mudar-se : a tractar na mesma.
= A bordo do brige Restaurando fundiado
No dia 25 do corrente sendo mandado a
Olinda por set; senhor levar urnas cartas, en-
tregou-as, de algumas recebeo respostas, o
desappareceu com ellas um mulato cor alaran-
jada de nome Antonio de 18 annos cabel-
los corridos e ruivos, pannds miudos pelos
queixos um dente falto na frente sabio com.
calcas de brim branco aqueta de franqueliut
verde e velha chapeo de castor branco tam-
bem velho ; sabe-se que anda pelas partes da
Solidade acostado a urna velha., que foi senho-
ra delle e com quem veio de Olinda ha dous
dias ou cntao lera voltado para Olinda onde
tem urna irma na ra do Bom fim e onde mora
a dita velha; roga-se pois aos Srs. inspectores
de um e outro lugar, ou a qualquer hajao de
manda-lo agarrar e conduzi-lo a travessa da
Concordia no. bairro de S. Antonio, n. 5, que
ser pago o seu trabalbo.
Fugio ou foi furtada no dia 26 do cor-
rente a negra Roza, crioula com 11 an-
nos ; quem a pegar ou tiver noticia leve a seu
senhor Manoel de Souza Rapozo no sitio dos
Afilelos, que ser bem recompensado.
No dia 26 do corrente fugio a escrava
Maria de 20 annos bem a figurada secca
do corpo cara redonda levou vestido de chi-
ta preta com urnas pequeas palmas brancas e
panno da costa usado, com algoras de prata
as orelhas ; quem a pegar leve a ra Nova
loja n. 67, que ser recompensado; assim
como se protesta contra quem a tiver pceulta.
== No dia 24 do corrente fngio do lugar
Arraial a escrava Roza Benguella, de 22 an-
nos alta secca do corpo, um pouco carcun-
da bem parecida de cara cor bem preta,
levou vestido de chita preta panno da costa ,
eem urna orelha urna argola de pedra esta
preta andou por Casa Forte Monteiro Api-
pucos eBarbalbo, vendendo azeite e outras
vetea com taboleiro ; quem a pegar leve ao
sitio de Panlino Augusto da Silva Freir na
estrada do Arraial para a Casa Forte que se-
r recompensado.
= Fugio do engenho Riachao, provincia
das Alagoas o escravo Antonio crioulo al-
to, grosso, bem preto, testa regacada, e no alto
da mesma para um dos lados tem um lobinho
pequeo pouca barba ; quem o pegar leve ao
mesmo engenho a seu proprietario Joao Mari-
nho FalcSo ou noRocife na ra da Cadeia
a Manoel Goncalvesda Silva auc ser recom-
pensado.
Recife: naTtp. dkM. F. deFaria18411


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