Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04945


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Full Text
m./ m /
i 11(1
Armo de 1848.
Quarta Fera 26
1 .rio i|tfl dej'*nije da n neinoi ; da nos prudencia mqdaracSo, a anargia : con -
fjauumus cobo principiamos e aereanoa apontadoa con admiraco entre as Nac8e mais
cli ( Proelamaco da Aaaembla Garal do BtAiIL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiMOt, Fabiba e RiojTande do Non ..ganda' a aeiiat (aira*.
Bon.il o Garanhoqa a 10 e 24.
Cano Srinkem, RioFormoao Porto CaWo Macei a Alagoaa no 1. 11 a 21
Boa-'1** Flora a l3 e 28. Santo Antas, quintas feirt. Olinda lodo o dita.
DAS DA EMANA.
34 %. N. Stnhora.dosPrar.eres. Aud do J de D. da 2. ..
J6 Uro. s. Mrco Evngelista. Re. Aud. do J. de D. da 3. y.
,J6 Qua'ri. Pedro le Rtei. Aud do J. de D. da 1. t.
27 yutat. i. Tertuliano B. Aud. do J. dD. da 3. .
28 Sttl. t. Vital M Aud. do J. de D. da 2. r.
jy Sab. s Pedro M Re. Aud. do J. de D. da 1- y.
50 Don, rlobom pastor. Fgida de N. S.
de Abril
Auno XIX. N. 92.
O Diario publican ludoa o dial qu.nSo forera Santificado. : o preoo da aHignatura be
de tre. mil rei por qu.rtel paeos adiantados. O annuncio .los tjsiRnantea .ao inser
eratt., e o do. que o nao (orem S raio de 80 rei. por linh.. A. recl.macdenderea, atir airi-
gida. a asta Typ., ra daa Crai. N. 3a.oo a praca Ha Independencia loja de lmo W. o* <*
cambiosNo da 25 di Abril.
Cambio sobra Londraa 27 Nominal.
u ii Paria 350 re por tranco,
a Liab. 100 por 00 de premio.
Obro-Mo.i1 da B,400 V.
a N.
da 4,000
PluTi-Patacea
a Peina Columnaree
ditoa Mexicr-nua
compra
15,900
15.70J
8,800
i,3U
1,830
1,830
Tanda.
16 1ui
15,i0O
y.ootf
1,850
l,S5l
1,850
Moed. da cobre 2 por cerno.
I ilra de letras de boa. firma. \ j por g.
PHASESUALUAlNOMEZDEAliRlL.
La Chela i 14, s9m.da tard I La nova 2'J, a 1 I ana e 59m. d tard.
Qu.rt.ming. i a lOiioras a S m. da m, | (uart. creac. a 7, a t horaa a 40 m. da tard.
Prtamar de Isoje
i. a 2 horas t m. da manhaa | i. a 2 horas a 31 m. da tarda.
PARTE OFFICIAL.
Carta declaratoria de excummunhdo.
O Doutor Manoel do Rosario Tavares presb-
tero secular, vigariogeral, ejuizdos casa-
mentos em todo este bispado por S. Exc.
R." o Sr. D. Joao da Purificabas Marques
Perdigan, por merce de Dos, e da Santa Se
Apostlica Bispo de Pernarnbuco, do conse-
lho do S. M. I. e C. a quein Dos guarde etc
Aos que esta minha carta declaratoria de ex-
cumunho virem, e noticia tiverem saude paz
para sempre em Jess Chisto Nosso Senhor ,
que de todos he verdadeiro remedio e salvado.
Faco saber que tendo sido denunciado o percur-
sor publico Joaquim Baptista de Mello Oxal ,
pelo rev?rendissimo promotor dojuizoo cone-
go arcediago Ignacio Luiz de Mello pelo cri-
me de tr o dito res Oxal postas mao violen-
tas atraicQada, e escandalosamente no reveren-
dissimo ddtor Antonio Jos Coelho presbte-
ro secular, mestro escola da cathodral, e len-
te da academia jurdica desta cidade, as dez
horas do da quatorse de setembro do anuo pr-
ximo passado (1842) no corredor, que vaj
ter da portara a sacrestia do mosteiro de Sao
Bexto desta mesma cidade espancando-o com
instrumento contundente, de que resultou con-
tusocs, ferimentos, comefusa de sangue e
perda da primeira falange do dedo polegar da
mao" s'querda a violencia do instrumento com
qu foi mutilada eesmagadaa mesma falan-
ge, como constou do acto de vistoria dos fa-
cultativos que se acha junto aos autos a vis-
ta pois desta prova, e dos depoimentos das tes-
temunhas claramente se mostrou e provou-se
que p mesmo r6o Oxal perpetrara o delicto
de que ra denunciado, eaceusado, corro-
borada esta prova pela revelia e contuma-
cia em se na5 ter querido defender, para oque ti-
vera sido cita lo, e nao ter pedido pcido do seu
norme delicto,tendo-se-lhe leito as tres admoes-
tafoes cannicas como se mostrou: hei por tanto
o reoJoaquim Baptistade MeltaOxal, por de-
clarado excummungado ipso faci desde o
momento da injusta atraicoada, e escanda-
losa percursao dooffenddo dito reverendissimo
doulor Antonio Jos Coelho, presbtero secular,
e mestre escola desta cathedral na conformida-
d do capitulomadente diabulo do consilio tri-
dentino, maldito e a maldicoado da mao de
Dos Padre Todo Poderoso e dos bemaventu-
rados apstalos S. Pedro e S. Paulo e de
todos os santos da coi te do co, e mando to-
das as pessoas assim eclesisticas como secu-
lares evitem ao dito excummungado declara-
do c nao communiquem com elle tanto in
divinis como in humanis salvando-o e con-
servando-o comendo bebendo e tratan 1o-o
ou fasendo cousas semelhantes, nem cummuni-
quem com elle nos sacramentos e sanio sacre-
flcio da missa debaixo da pena de excummu-
nhao menor que Incurri por direito: debaixo
da mesma penu mando aos reveiendos paradlos
das rn-guesias desta cidade e das mais da ci-
dade do Recifc leio e publiquen! aos seus fre-
gueses esta minha presenta carta declaratoria
de excummunha e depois de alixada os dias
do estillo as rcmettao com suas certides. pa-
ra proceder-sc com as penas que parecer justas,
conforme a sua rebelda: assim cumpr3oeob-
servem. Dada e passada nefta cidade de dun-
da e sellada com o sello deste meu juizo ou
valha sem sello ex-causa sob meu signal so-
mente aos 20 dias do mei de abril do anno do
Nascimento de Nosso Senhor Jezus Cliristo de
1843 vigsimo segundo da Independencia e do
imperiodo Brasil. Eu Joa Goncalves Rodri-
gues Franca escrivo a escrevi e subscrevi.
P." Manoel do Rosario Tavares.
Thesouria da Fazcnda.
ICXPED1ENTE DE 8 DO CORRENTE.
Ollicio ~~ Ao Ex,n Presidente do tribunal do
tresouro publico nacional participando que
nao podendo a thesouraria em cumprimenta
daordemdo dito tribunal de 21 dedesernbro
pro timo passado, dispender com o pagamento
do jure da divida interna maior quantia do qu
c iarcou e importando esta em mais como
>u va da demonstrado que acompanhava se
di?nasseautorisaresta maior despesa ou de-
terminar o que julgasse mais conveniente.
Dito Ao Exm. Presidente da provincia ,
enviando a folha do pagamento dos ofllciaes da
guarda nacional destacada com a duvida posta
pelo commissario Qscal do ministerio da guerra,
sobre os vencimentos do tenente-coronel com-
mandante.
Pito Ao commandante das armas da pro-
vincia com a informacao do commissario fiscal
do ministerio da guerra e copias das ordens ,
queexistem na thesouraria relativas a refor-
ma do ex-soldado Jos do Carino Oliveira e
0 utros.
Dito Ao director do arsenal de guerra, ro-
gando para poder saptisfascrao que rcqaisitou
o commissario fiscal do ministerio da guerra,,
c este ao que llie exigi a contadoria geral da
guerra enviasse a thesouraria a copia da or-
dem do Exm. Presidente da provincia,'em vir-
ti da qual se abonasse por aquella aparlicao ,
fardamento em especie ao batalhao de guardas
nacionaes destacado ; e infonnasse que appli-
raco sedeu a "200 pares desapatos constante
do documento em que o mesmo commissario fis-
cal poz o seu corrente em 13 do passado.
EXTERIOR.
FRANQA.
CMARA DOS DEPUTADOS.
SessSo em 27 de Janeiro.Discusso do
tolo de gracas.
O Sr. DeLamartine:Sonhoros o hon-
rado orador que abri esta disoussao com um
discurso tao brilhante e tao solido di/ia anda
agora que o vicio nao estava no systema mas
sim no proprio ministerio
Nisto discord eu inteiramente do honrado
orador e dio : o vicio a meus olhos nao
esti no ministerio ; nao esti nem no ministe-
rio actual nem naquclle que o preceden, nem
talvcz naquelles que sao destinados a sqcceder-
Ihc : o vicio vem de mais alto ; a dificuldade da
situacao a gravidade do perigo da Franca tern
outras causas e essas causas sao o systema to-
do inteiro [exclamacoes no centro.)
Estas poucas palavras vos dizein sufficientc-
mento que nao venlio como costumava, com-
pater simplesmcnte alguns paragraphos do vo-
to de gracas submettido boje a vossas delibe-
ra cues.
Nao ; venlio combater o voto de gracas todo
inteiro. Venho combat-lo no seu espirita e
as suas palavras ; venho combat-lo em todos
os seus paragraphos excepto naquelle que as-
socia todos os nossos sentimentos, toda a nossa
inteligencia e toda a nossa lealdade naquelle
digo que associa a dr e a affelcio do paiz
dynastia que vos fundastes c dosgraca que nel-
la" nos erio [grande approracao.)
E ilii" isto seja-me permittido entrar na
discusso do voto de gracas.
E-mc penoso senhores, dizer oque venho
de dizer cmara e ao meu paiz. E-me penoso
nao poder continuar a combater como sempre
tnbo eito questo por questao ; mas desco-
br j tarde que esta maneira de defender os n-
teresses do meu paiz podui ter alguns inconve-
nientes porque a longanimidade de nossas
consciencias induz o governo a commetter no-
voserros. Sim cumpredize-lo quando os
erros do governo, quando as aberracoes se tor-
no um systema a opposicao deve tornar-se
(impartido (exclamaces e approracao naes-
querda.)
Eiso que me traz boje a esta tribuna Isema-
co). E tranquillisem-se os amigos deqnem
me separo. No venho fallar sobre bases di Afe-
rentes daquellas que me eonhecrao (piando no
meio delles me sentava. Contino a consagrar
os mesmos sentimentos de afTeico arrazoada ao
governo dynastia que elles querem salvar e
fundar. Nos temos dous pensamentos mas
nio temos duas palrias. Julgamos dever ser-
vi-la por differentes meios; eis-ahi toda a dif-
lerenca. E ouso appellar para as vossas recor-
il.i'ocs no meio de vos nao fiz eu sempre a im
portante reserva dos prinuipios que ora vou de-
fender ?
Senhores, penalisao-mc os murmurios que
ouco. {No centro : no se murmura.) Jul-
guei ouvir alguns murmurios. (,\o .' no! )
Senhores a minha vida toda inteira vos res-
ponder. Eu provarei a lealdade de meus sen
timentos e das minhas intencoes. [yinguem
os contesta). E se me engao terei o direito
de dizer aos meus amigos: IVrdoai-mc, por-
que me engao conscienciosainente. Se me
engao so a mim me perco ; se so a mim fa-
co mal nenhum mal larci ao meu paiz.
E depois que importa o erro de um espirito
sincero e dedicado Aquillo que julga ser hem ?
A nao do estado ser um haixel tO frgil e tao
vacillante que o peso de um lioinem que se
desloca possa fazer-lhe perder o equilibrio o
submergi-la ? ( Muito bem! muito tem!) Nao,
(' um navio solido e \asto que leva em si inte-
resses immensos e que nao se rsente como
quer julgar o nosso orgulho da dcslocaco de
ligninas miseraveis individualidades [bracos u-
nanimes).
Nao vos inquietis pois dos resultados do meu
erro no caso que cu me engae. {Muito bem!
muito bem!)
Volto ao voto de gracas e digo : combato to-
do o voto de gracas no seu espirito. Porque ?
porque encerra um certo sentimento de felici-
dade poltica um certo sentimento de congra-
lulaifio ao paiz e cora ao qual, conscicn-
ciosamente nao posso associar-me [approva-
cao na esquerda).
Digo-o e provo-o porque esse dissenti-
mento da minha intelligencia com as palavras
do vosso projecto de \oto do gracas resulta do
pensamanto de toda a minha vida poltica. Di-
go que isso resulta da maneira porque cu e cada
um de nos tinhamos entendido a marcha geral
do governo desde a revolucao do julho at boje.
Eu me explico.
Nao julgueis senhores, e respondo aquia
pensamentos que nao se exprimen! alto e bom
som mas cuja cxpresso tenho. ouvido aqu p
em outras partes ; nao julgueis digo eu c-
mara c aos meus antigos amigos, bem como -
quelles homens cuja politica d'oiavante quero
apoiar com todas as minhas forcas; nao jul-
gueis que a revolucao de julho fosse para mim
urna sorpresa. A revolucao de julho que calvez
nfligisse os meus sentimentos como bomem ,
nunca assombron a minha razao nem pertur-
bou a minha intelligencia.
Comprehendi logo mesmo sob o jogo dos
acontecimenlos o que traba comprebendido
na minha inocidade o que tinha compreben-
dido no reinado da restauraco ; isto que o
mundo poltico e moral est suspenso entre dous
principios entre o governo da autoridade e o
governo de liberdade entre os principios que
absorve os thronos as aristocracias c as dynas-
tias bo nico grande interesse nacional, eo
principio que absorve todos os grandes interes-
ses permanentes lo paiz no interesse passageiro
das dvnastias dos thronos e das aristocracias
de toda a casta; comprehendi ento que o mun-
do se tinha decidido entre estes dous principios,
e que tinha escolhido o mellior. [/cclama-
ces na esquerda. Rumores irnicos em alguns
bancos).
E ontao disse comigo mesmo : eis-ahi um
governo nascidoda cxplosao de urna id ;a libe-
ral, que deve ser um governo seriamente cons-
titucional e seriamente popular, ou (pie nao
ser cousa alguma ou que ser destinado a ca-
hir um < ia. {JVa esquerda com enthusiasmo :
Muito bem muito bem ) E que dove- fa-
zer um tal governo ? dizia eu comigo. B di-
na tambem : eis-ahi um governo que tem o
seu mandato escripto sobre a mesma bandeira
da revolucao popular donde sahio. Cumpre-
Ihe ter um principio ; esse principio o de
una judi iosa e crescentc democracia. Ou se-
r o governo das massas o governo da intel-
ligencia o governo do traballio, ou entao nao
ser nada !
Elle quera paz porque a razao dos povos
a quer. Por sem duvida que existen deseon-
lianyas mas se ellas degenerasen em exigen-
cias ou em ilumina uc, tcm o gCtCTSC psra
intimida-las ou dissolv-las esse mesmo im-
pulso de una revolucao que apenas pode com-
primir una reserva deum nilhao de homens,
e emlim a omnipotencia das ideas liberaes ,
quando nao degeneran em propaganda quan-
do nao escrevem as suas bandeiras : Conquis-
ta mas sim: Defensa do solo a da liberdade
da patria ( Muito bem muito bem )
()ue deve o governo lazer ? (Jppr-se aos
excessosde inipulsao que una conimoeao revo-
lucionaria imprime sempre s colisas e aos es-
piritas ; impedir que algun choque imprevista
da Franca o da Europa nao despedace ludo e
sobretudo nos nao despedace a nos, em urna
palavra dar lempo ao lempo deixar assentar
essa poeira de urna monarchia desmoronada ,
atraz da qual julgavo ver as potencias um a-
Itysmo de revolucao e de demagogia para que
lenhao tempo de ver urna ordem nova sim, mas
una ordem real anda que librale popular,
um foco de libeidadc, mas nao de incendio pa-
ra a Europa. {Uracos na esquerda).
Direi com franqueza que at 1N3V durante
osquatro anuos inaisdillicieis que succodrao
sua exaltaco o governo de julho nobre e co-
rajosamenle preenebeu a sua misso ; comba-
leu triuiiiphou. Mas a datar de 1834 e
aqui que reclamo da cmara toda a sua alten-
cao a datar do 1834 vencidos os obstculos
graves comecou u governo de julho a formu-
lar a sua poltica essencial ; o seu systema co-
mecou a revelar-se symploma porsymptoma .
acto por acto. E ento fraco tomo eu era ;
ento eu (pie nascia para a politica parlamen-
tar levantei-me desconliei dos seusprinci-
pios o combat as suas tendencias.
A primeira tentativa que trahia publicamen-
te as suas tendencias foi a tentativa do restabe-
lecimento da hereditariedade do paralo. Com-
bati-o porque comprehendi que o governo nao
tinha a consciencia dosseus ileveres o conbe-
pimento da sua misso o segredo da sua forca,
e que procurava nao sei que elemento de de-
mocracia em um acto aristocrtico.
A segunda tentativa. ... Senhores, vou tal-
lar das res de setembro [Agilaco). Essas leis
eu as combat com os homens mais sinceramen-
te dedicados liberdade e i dynastia, com o Sr.
Rover Collard, que osymbolo vvente do es-
pirito de perseveranca com o Sr. Odilon Bar-
rol com esse homem que da tantos penhores ,
que prodigalisava tantas provas do seu amor aos
principios, as osttucdes e ao governo de ju-
lho. Muito bem! mutta beml )
Vos sabis o que conlm as leis de setembro,
as inmensas penas com queesmaga a imprensa,
o pensamento a consciencia : esses obstcu-
los essas penas de tudo isso vistes vos o ef-
feito ludo isso vos assustou mas tudo isso
existe [mocimento).
A lerceira tentativa a le das fortiicaces
[mocimento em sentidos diversos). Sei que a
quest 10 delicada e que pode despertar mu-
tas susceptibilidades. Hespeto todas as con-
vieces porque lenho o senlimento do respeito
que devido s minhos mas quero dizer que
amigo sincero e dedicado das liberdades publi-
cas nao segu o exmplo de homens alias inde-
pendentes, sinceramente votados aos principios
constitucionaes que lancaro um veo sobre o
perigo que essas instituicoes podio correr um
dia e que com quanto me lembrasse muito
da independencia nacional preoecupei-me
mais dos perigos eventuaes da constituidlo no
futuro ; confesso que me foi mais fcil acredi-
tar na omnipotencia da honra nacional para sal-
var o meu paiz, do que na sinceridade, na
liberdade das instituicoes e de una tribuna do-
minadas um dia por bastics !
Grande numero d membros *. Muito bem!
muito bem [Murmurio em alguns bancos).
) Sr. De Lamartine: Um sentimento
dubitativo se trabe no murmurio de urna parte
desta cmara ; mas lenibrare quo foi poucus
meses depois da votacio da le das fortificacoes
queseousou fazera primeira applicacao de urna
lei que aqui nao quero quallicar de urna le
. .n-ii". I1A ll Mi'l i!! \n -.f .wnl.a-n ...ilirr Aflata


I
I

applicncSo vos a acharis na sentenca do um
grande corpo poltico c judioiaro applicando
a um fauto de imprensa a criminalidade a pe-
Jialidade dos assassnos [profunda sensagtio).
Lembr.irei ainda que foi pouco depois da vo-
tacaoda lei das fortilicaees que o governo se
recujou obstinadamente a toda a amplcacao
regular do circulo eleitoral ; (|ue desdenhosa-
mente repellio loda a proposicao de melhora-
incnto legitimo e que quasi tratou como fac-
ciosos os horneas que querido fazer concorrer
um elemento novo, poderoso, necessario a ac-
eito eleitoral.
Tdm outrosymptoma que me advertio alta-
mente do perigo foi a lei da regencia ( movi-
tnento : rumores no centro). Estavamos en-
tregues ainJ i nossa d)r quando no-la vie-
ro arrancar por ama grande audacia quando
vieraj pedir ao paiz que al>rissc mo de um di-
Tcito ile que a historia e a justica pareciao ter-
Jbe assegurado para sempre o exercicio do di-
reito deescolher, segundo as eventualidades e
as circunstancias polticas, a pessoa que o paiz
julgasse m is capaz de salva-lo ; qundn vierao
emlim pcdir-lhe i|ue abdicasse esse direitoqiic
Montesquicu que \ oltaire tinho reconhecido
incontestavel, o direito de designar o regente.
(.l/utlo bem muilo bem )
Depois d : todas estas tentativas, ja nao era
possivel duvidar senhores do contrasenso a
que o governo quera arrastar o pai/. ; se meus
olliosde antemo nao tivessem sido desvenda-
dos ter-se hio enlo aberto completamente
Nu foi individuo por individuo consciencia
porconsciencia loc>lidade por localidade que
o governo procedeu a desmoralisaco poltica do
paiz a abolico da consciencia eleitoral? Res-
peitou elle ein parte alguma a independencia
do voto ? nao apresenta elle como um titulo de
honra o haver alterado al a rai/ o patriotismo;
o sentimeiito popular e nacional, captando as
onsciencias ?
Em presenca de um semelhante systema era
me impossivel perseverar no apoio que al en-
to tinha prestado ao governo; nao poda se-
gui-lo no seu declivio nao poda ajuda-lo e
comprometter as nossas garantas a sua exis-
tencia os nossos diretos, e o seu proprio
porvir.
A-'nda agora prevena o honrado 'r. de Beau-
mont'., meu pensamento quando diza ao gover
no : Julgais vos com lorca de resistir ssoli-
ei. tacos egostas que vos mesmo provocastes ?
Julgais-vos lortescom essa opiniao chamada
publica quando essa opinao s vos repre-
sentada por consciencias cuja tarifa de algu-
ma sorte conheceis ? ( Agitac >. Vivo mov -
ment de adhesilo as extremidades.) Nao, nao,
vos nao vos sentis com essa forra que commu-
riiea o espirito publico, espontaneo, livre ;
nao vos nao sois fortes vos que s podis
invocar em vosso favor manilestaces parodia-
das de convieces sinceras sem valor moral,
mascuja tarifa moral se acha lixada de antemo
( accl .mages. )
E' ao Sr. ministro do interior que eu me di-
rijo epergunto-lhe se nos melhores pensa-
mentos que elle e o gahinete tem tido para o
desenvolvimenlo do nosso poder exterior c com-
mercial nao se sentio ferido duma sorte de im-
potencia radical perante a coalico dos interes-
se- materiacs provocados, excitados para um
iim eleitoral ?
Pergunto ao gabinete todo se sto gover-
nar o se obedecer( movimento geral).
Quan'o ao exterior fallarei ainda com mais
franqueza ( risa/Lis as extremidades ; signaes
muito cmicos de terror no centro.)
Esta Iranqucza nao ter senhores, perigo
algum para osinlercsses do meo paiz. Gratas a
Dos a Franca oceupa urna posico til no
mundo que nao tem interesse algum incom-
patvcl ooin os grandes interesses europeos.
A revolucao.... o governo de julho quiz pa7;
sou o primeiro a reconhecera gloria que dahi
Jhe resulta. Sempre fui e sempre serei partida-
rio da paz.
Nunca acreditei, o nunca acreditarei nesse
liberalismo engaador que quer marchar atravez
do fundo e da gloria para um despotismo certo.
O governo de juiho quiz a paz e fez bem ;
um reinado de negociador pode ser mais Ilustre
do que um reinado de conquistador. Em nada
partilho o systema de egosmo nacional que quer
isolar-nos no mundo e que julga pesar tanto
de per si como o mundo nteiro. Mas esta-
remos hoje mais prximos da paz do que esta-
vamos em 183i ? Temos nos urna allianca no
mundo? Respondo: nao. Estamos menos
pertos da paz do que em 1834 ; temos hoje me-
nos possihilidade de urna allianca do que ento
As nossas transacees tem sido de natureza
til que as alliancas cada vez mais se desviro
de fis; estamos mais distantes do que nunca
de arrustar algucm ou alguma cousa para o sys-
tema franecz. Isto evidente ( acclamaces ).
O circulo de antipathia de malquorenca
aperta e nos fere. J nos nao permittido es-
capar-lhe senao por urna loucura ou por urna
Iraqucza, pelo sol amento ou por urna explosio
inopportuna ( sensag&o ).
Fallar-vos-hei da Hespanha? Lancai os olhos
sobre esse desventurado paiz ; cu ja gritei do
alto desta tribuna : A Hespanha afoga-se no
seusangue, abysma-se na sua anarchia.Os
governos inimigos assoldadrao ahi a desordem.
Ah ahi tinheis vos para desnvolverdes a
vossa poltica um terreno normal e magnifico;
cumpria que vos recordasseis das grandes tra-
dicoes da poltica franceza, que fizessois um ap-
pello as analogas do interesse. Se tivesseis es-
cutadoa minha voz, nao vosacharieis na posi-
cao em que vos achais ; nao terieis ouvido o ca-
nhfio de Barcelona e o embaixador francez na
Hespanha nao estara sentado hoje nesses ban-
cos ( risadas e adhesao). Os homens da consti-
tuido de 1812, os homens de 1830, os ho-
mens do partido moderado todos vos abando-
nraosuccessivamenie, porque nao soubestes
estabelecer e mostrar a todos a grande o nobre
poltica franceza.
Se tivesseis cscutado a minha voz, nao terieis,
na questo do Oriente renunciado a um pe-
nhorde guerra antes de tedes regularmente se-
gurado um penhor de paz. Nao vos terieis a -
diado sos : terieis tido do vosso lado ou a In-
glaterra ou Russia ; nao terieis chegado de
erro em erro, a assignar prematuramente o tra-
tado do mez de julho. Se a minha voz tivesse
sido esctada a opiniao comprimida nos setls
nstinctos nacionaes ferida nos seus interesses
exteriores, nao se consumira em pequeo e
miseraveis aggravos alguma centelhas de
guerra. Ella procurara conquistar nobres sa-
lsfacfles de dignidade em melhor terreno ( ap-
plausos ).
Aps este dissentimunto radical entre apolti-
ca do governo de julho e a opiniao do paiz,
;>crguntamos tristemente uns aos outros, se-
nhores, qualomeio desahir da deploravel
-ituacao em que nos achamos e de arrancar a
Franca ao systema que a mina no interior e que
a compromette no exterior....
Que resta fazer senhores ? Urna s cousa.
E* sondar a s tuaco reunir no terreno da
ipposicao constituciodal todos esses homens de
independencia e de coraco a reuniao de
todos esses homens, sem se Ihe imporcondicao:
colher ahi salvar um a um todos os prin-
cipios impolticamente sublrahidos revolucao
le julho ; restituir a forca a essas insttuices
que devem assegurar um dia a nossa salvacao e
i nossa glora ; para que chegando o da....
o dia que permittido mas doloroso prever ,
o dia em que esse systema fatal tiver chegado a
suaperda, seja por deliquio completo, por
ihsorycnca do espirito eleitoral ,' do espirito
constitucional e publico, seja por interdicto
poltico em que o governo se deixe collocar pe-
la Europa ; para que, digo, o paiz nesse dia
necessario venha procurar a sua salvacao no
seio de urna opposico leal, constitucional e
forte, e nao v solicitar das faeces a felicdade e
a glora ( mocimento geral).
v_ei que esta opposiro a principio nao ser
muito numerosa.
IVo centro : Em massa. Ah Ah !
O Sr. De Lamartine : Sei que ella n5o
conseguir logo o favor publico ( interrupfao )\
mas isso nao me assusta. A travez do odio de
hoje descubro o sentimento que o paiz Ibe con-
sagrar amanhi [applausos ) ; houve um dia
orno hoje em que se podia dizer glorosa
opposico de quinze annos que era ella pouco
numerosa ; um honrado membro responda :
' paiz ahi est para nos seguir, calgunsdias
depois a revolucao dava razo ao honrado mem-
bro; toda a Franca segua a opposico de quin-
ze annos ( sensasao).
A opposico deve fundar urna doutrina, por-
que ao systema que venho combater n5o sera
dado matar legalmente todas as consequencias
leaes populares que nos juramos ; nao conse-
guir esse systema ( que forceja todos os dias
por augmentar o seu poder ) prevalecer
contra os esforcos feitos por um povo inteiro
ha cincoenta annos esforcos que dero ao
mundo poltico ao mundo religioso um aba-
lo tal que nao ha urna instituicao um impe-
rio que nao estremecesse que nao ha um po-
vo urna instituicao que delle nao participasse
pelo terror ou pela alegra pelo odio ou pela
sympathia ; nao conseguir esse systema oppOr
um dique a essa torrente que arrebata theocra-
cias e aristocracias urna ops outras ; nao con-
seguir prevalecer com tanta forca contra o fu-
turo e parar diante nao sei que interesse ex-
clusivo patrimonial dvnastico ( rumores ) ,
repito a palavra dvnastico murmurinho ;
sensasUo ) que nada contm de popular, quasi
que ia dizir de legitimo o. que leva a Franca
aodesfallecimento no intoror fraqueza no
exterior.
Nao ignoro turlo quanto podeconseguir-se of-
que tracrao em derredor de nos depois da nos- ferecendo-se interesse ao egosmo ; sei que os
a revnjnco streita-se todos os dias, ec r.cs jfavores tem m& imperio; mas os pequeuos
meios demorad sem nunca impedir, os gran-
des resultados. Na5 se pode opprimir eterna-
mente a independencia de um paiz, nao s:' p3-
de obstar eternamente as alliancas de um gran-
de p ivo. Simf i> vosso systema progridir f-
cil, nenie para a sua perda Julgais-vos conser-
vadores ; mas nao ha poder consoftiuof senflo
nos pensamentos conectivos nos *tinetos ge-
nerosos ; esses sentimentos sa5 O potaos con-
servadores ( Muito bem muito em !) Sois
conservadores, e ria obris se nao com elemen-
tos de morte! Os verdadeiros conservadores sao
os homens qu procurao a vida que a pedein
s cousas nobres aos coracoes grandes esco-
ragens grandes Nao vos encane o espirito pu-
blico apparente; Dos deu a certos homens ,
para felicdade de t-^dos os outros, as paitfes
das necessidades polticas ; esses homens a ji-
las se dedica em corpo e alma trabalho pa-
ra a 'jraridesa epara o futuro do paiz. Sim, atiaz
deste espirito publico oue parece perder-se ha
outro espirito publico Rscente outra geraco
do ideas que nao dormece que naenvelhece ;
que nao se arrependecoin os que su arrependem
que se nao ataicoa com os que se atraicoo a si
mesmos; esse espirito publico esta geracad
nova que ainda nao se acha adherente co -
nosco e se contenta em nos deixar passar, es-
tar algum dia comnosco/ longos applausos ).
Exprimo aqu convieces, senhores ; a am-
bico que mo impelle nao urna ambicao pes-
soal e vergonhosa ; ha outra que se refere intei-
ramente grandesa do paiz e esta chama-se de-
dicago; sim dedicado, e talvez achassemos
nessa Inglaterra, para cujo ex'smplota amiu-
dadas veses se nos aponta ambfcSes desta na-
turesa. Em Inglaterra a opposiea conhecida.
apreciada ; presta-se-lhe attencao ; nar> ca-
bimniada ; oannuncio da sua subida ao poder
nao faz baixar os fundos. Senhores, queremos
os tchigsde Inglaterra os whigs c alguma cou-
sa mais porque conliecemos as dilTerencas que
existem entre os dous paizes ( ?norintcnto em
sentidos diversos).
Quanto a mim eis-o que tenho a diser:
Creioque o meu dever separar-me de um go-
verno que arruinar a sua propria existencia ,
e alistar-me para sempre ( risadas no centro )
as flleiras dos homens da opposico onde a-
cho os principios que sempre prolessei reser-
vando-mesrnenteaquilloqueum homem qual-
quer se reserva, a independencia das suas con-
vieces em todos os negocios e sobretudo nos
negocios estrangeiros objecto essencial dos
meusestudos; sim alisto-me para sempre as
lileiras desta opposico ( o orador aponta para
os bancos da esquerda ; risadas no centro).
Repito que me uno para sempre opposic8o
(novas risadas no centro ) : provao-me essas ri-
sadas que iim homem fasendo o seu dev.ir ,
est multas veses exposto a funestas interpreta-
res. Deixando antros amigos talvcz possuidos
desses sentimentos vou collocar-me entre no-
vos amigos que podem duvidar da minha fideli-
dade da minha sinceridade. ..
Todaaesquerdu:Nno] nao! nao! ( Agita-
co geral).
Um membro: Nao respondemos da im-
prensa.
O Sr de Lamartine:Nao fallo da imprensa.
Pouco me importa as difllculdades de minha si-
tuaca5 poltica ; as situaces polticas, cres-
cera com as dilliculdades ( muito bem ). Pouco
me importa achar-me nessas ou naquellas fllei-
ras comanto que combata pela causa que
da minba convicgaedo meu coraca desde que
vivo desde que pens; pouco me importa, emfim
comtanto que eu combala pela causa organizado-
ra das Ii verdades do meu paiz.comtanto que a mi-
i.ha consciencia me approve. Nao ha dedicaca
poltica sem sacrificio ; isto o que nos esque-
cernoscom demasiada facilidade; confiamos de-
pois no tempoe as ideas e os individuos lor-
nao a sua missa demasiadamente pequea.
Augmentemos, senhores, o circulo dos nos-
sos deveres ; lembre-mo-nos desso brado subli-
me que sabio do recinto da asscmbla nacional
em um desses dias de crise em que um (iovo se
elevou cima de si mesmo : Perecao as nos-
sas memorias, comtanto que fiquem as nossas
ideas!
Este brado bello : torne-se, se preciso for,
a nossa divisa. Lembrar-me-heidella. D'ora em
diante poderei sofTrer, mas nao suecumbird
( nutrimento geral).
Senhores.....(Profundo silencio.) Conven-
cido de que o governo se afasia cada vez mais do
seu principio da sua origem ; que o pensa-
mento do remado todo intc-lroest em erro ( sen-
sacilo ) ; convencido de que todos os passosque
demos nesses oito annos sapassos retrgrados;
convencido de que a hora das condescendencias
passou ( vivos rumores no centro; sensaco ; ac-
clamaces ), trago aqu o meu voto conscien-
cioso contra o voto de gracas contra o espirito
que o redigio contra o espirito do governo to-
do inteiro no passado no presente o tal vez no
futuro. ( Acclamacesestrondosas e prolongadas
as extremidades. Itisadas irnicas e signaes de
confusdo no centro. Agitacdo geral e prolon-
gada. [J. do Commercio).
PERNAMBUCO.
SSEMBLEA PROVINCIAL.
SESSAO DE 21 DE All.II..
Presidencia do Sr. Paula Lacerda.
Concluso.
G Sr. Ur. neto : (Continuando). Se
na realidade foro em algum tempo ane-
xos por utilidade pnblica hoje se acho sepa-
rados pelo acto addiconal que, como ja disso
be o meu concilio tridentino a respeito dos es-
tabilecimentosde nstrucco pubrica da provincia.
Tudo porem, Sr. presidente perdoaria eu,
de boa vontade ao parecer da commisso que ora
so discute se ella indicando pouca confianca
nos seus argumentos o nao conclusse dizendo
qu se o seminario be estabelecimento provin-
cial est fora da nossa aleada quanto s suas
attribuicoes, em virtudedo art. 2 da.lei intre-
petativa do acto addiconal, isto he, em virtu-
de da propria lei, que na minha humilde opi-
niao nos inhibe de abracar o referido parecer
sem quebra da nossa dignidade. Por este art.
s nos he vedado tocar as attribuicoes dos era
pregados provinciaes, ou municipaes creados
por lei geral quando aquellas versa rom a respei-
to de materia excentricado nosso conhecimen-
to. O acto addiconal como j tive a honra de
demonstrar, authoriza-nos a legislar sobre a ns-
truccao publica, e estabelecmentos proprios de
proinore-la, nao comprehendendo os cursos ju-
rdicos &c. como o seminario de Olinda; logo
por esse mesmo art. da respectiva nterpretacao,
citado pela nobre commisso indubitavelmente
cabe-nos marcar asaltribuicesdosprofessoresdo
dito seminario alterar-las como julgarmos
necessario ; suprimir-Ibes as cadeiras se assim
conver; porversarem aquellas acerca de mate-
rias de nossa exclusiva competencia, muito em-
bora estes empregados mais volhos do que a
constituirn e do que o acto addiconal. fos-
sem creados por lei geral, como foro os da ns-
trucco primaria existentes na provincia.
(O orador depois de expender muitos outros
argumentos que nao nos foi possivel apanhar ,
conclue o seu longo discurco declarando que vota
contra o parecer da commisso).
Prehenchida a hora, o Sr. presidente decla-
ra addiada a materia.
O Sr. Neto, ma nda meza um requer monto
do urgencia o qual sendo apoiado o Sr. Lo-
pes Gama pede a palavra, pronuncia-se a favor
da urgencia justifica essa sua opinao dizendo
que tendo chegado o relator da commisso (o
Sr. Dr. Jos Bento), forcoso hera que ella con-
linuassc, e para o nobre relator ficar ao facto do
discurco feito em sua ausencia elle repele al-
guns dos seus argumentos, c conclui votando pe-
la urgencia.
Os Srs. Drs. Padilha, eBrito e o Sr. Lau-
rentino fazem pequeas reflexes a resptito o
posto o roquerimento a votos passou; tendo a
palavra o Sr. Dr. Jos Bento como relator, e sus-
tenta o parecer da maneira seguinte :
Sr. presidente eslava bem longe de pensar,.
que entrara hoje em discusso o parecer da com-
misso acerca do seminario episcopal de Olinda,.
acabando de chegar agora mesmo acho-me sur-
prehendido pelo nobre deputado que acaba de
fallar vigorosamente contra o parecer da comis-
so ; sinto-me mesmo fraquear vista dos seus
multiplicados argumentos, e dos que produsio o
nobre deputado o Sr. Lopes Gama, que fez-me
o favor de repetir quanto havia dito : na verda-
de o seu reconhecido talento, e conbeti-
mentos proficionaes na materia me deveriao im-
pr silencio, ou pelo menos obrigar-me a votar
contra a urgencia a fim de melhor me prepa-
rar para combater com to Ilustres c valenles
adversarios. Mas como, Sr presidente, a casa
se acha desejosa de continuar na discussao, eu
volei pela urgencia, e nao tenho remedio se nao
encarar o perigo e dizer oque me houver de
occorrerem sustentacao do parecer da commis-
so de que sou indigno membro. Sr. presidente
vejo-me obrgado a correr urna vista d'olhos so-
bre a instituicao dos seminal ios, sabem mui
bem os nobres oradores, que a instituicao dos
seminarios he toda ecclesiastica: ella vem desde
Jezus Christo, que reuni em torno de si mui-
tos discpulos, que congregados, ouvissem a
sua divina palavra para iransmitirem aos fiis
teslemunhas oculares da pratica deslas virtudes,
christas, a ensinassem por todo o orlie. A exem-
plo do seu divino meslre os apostlos tambera
congrcgro discpulos para o necessario minis-
terio, foro estas as duas primeiras escolas nor-
maes de donde sahirao os primeiros da doutrina
do christianismo; foro aquelles focos de luzes,
onde se assendro os primeiros archoles que
alumiro e que ainda alumio a igreja de
Dos. Daqui foi que muitas escolas estalielecC-
ro-se nos primeiros seculos do christianismo ,
como em Alexandria, em Anteochia, &c. &c. ,
(o orador produz outros argumentosquenao fo-
ro bem ouvidos.e contina). Entretanto as es-
colas ('eclesisticas comec;iro a degenerar a pon-
to de merecerem grave attunro dos soberanos
pontfices. Alexandre 3., em 1779 estabeleceo
no conselho de Latro cap. 19, se bem me lem-
bro que lias igrejns cathedraes huuvesse um
preceptor que a ttulo de um beneficio ensi-
nasse gratuitamente os ccclesiasticos.
O Sr. Lopes Gama: Dignidade a que ho-
je chsmSo mestre escole.
O Sr. Dr. J. Bento : Creio que sim : o


-- -
/
m/ /
/
Iapa Alexandre 3., tambem no consclho de
Latraoem 1215, determinou que ein cada urna
groja cathedral houvcsse um mostr nomeado
pelo lii-po ou cabido para ensinar os clrigos
da mestna gruja e este hcru o u/.o das grojas
maiores em Franca,
O consilio tridentino na sessao.....nSo fez
mais do que restaurar essa antiga e saudavel dis-
ciplina determinando que junto as igrejasca-
tbedraes houvcsse um.seminario, onde os nos-
sos dedicados a vida ecclesiastica,estudassom sob
a inspeccao immediatl do bispo as materias the-
oJogicas.eseinslruissern nascerimoniasdo culto
externo (l o consilio que pedio da secretaria ,
e continua). Ja v pois esta Ilustre assembla ,
que os seminarios sao estabelecimentos pura,-
luente ecclesiasticos : e tanto isso o assim, que
o soberano que fez a duaeo a s da casa dos
extinctos jezuitas diz muito explcitamente, que
faz irrovogavcl duacaodo mesmo edificio para o
bispo entao o Exm. Sr. D. Jos Joaquim de
A/ercdo Coutinho, de saudoza memoria, esta-
fcelecer o seu seminario na forma do sagrado
jconsilio tridentino (le a carta de lei, que tam-
bem pedio).
Ora se o seminario be estabelecimcnto anne-
xo s, e se a s como ja demonstrei nesta
casa c isso j foi decidido, be um estabolecimen-
to geral, est claro, que o seminario tambem
o he comu accessorio, queaccerse ao principal.
O seminario smente nao pode deixar de ser
estabeleciment geral em vista mesmo do acto
addicional, c da interpretacao. Porque todo o
estabelecimcnto provincial pode, em presenca
desta legislaeo ser supprimido pela assembla
provincial como suprimir o seminario som se
ollender os decretos episcopaes? pelo decrelo
cannico deve haver junto As ss um semina-
rio regido pelo ordinario (falla o orador algu-
ruascou/as, que pelos muitose longos i partes
nao podemos apanbar, c contina); mas di/.om
os nobres deputados o Sr. Neto, e tambem o Sr.
Lopes-Gama, que na materia deque se trata,
seu canon, e o seu consilio o acto
addicional, que determina que asassemblas
provinciaes legislem sobre a in^trnecao publi :a,
e mesmo sobre as associaees religiosas. Com
effoito Sr. presidente nao estranhei muito ,
queoSr. deputado o Sr. Lopes Neto, se pro-
nunciare por esta forma porque em liin elle
he secular nao est ligado ao mesmo voto, que
o nobre deputado, o Sr. Lopes Gama que be
ccclesiastico e de alta gerarebia ; o nobre de-
putado que alias devia ser o primeiro defensor
das prorogativas da igreja : bem triste he na
verdade ler-se na historia ecclesiasticos terem
callado as armas da religiao contra a roligiao ,
e setornarom seusmaioresc maisencarnicados i-
nimigos: nao digo nem por pensamento, que o
nobre deputado estoja comprehendido nesta ob-
scrvaco ; mas lamento, que houvcsse acompa-
nhado em urna araumentaeao, que me arece
ao erronia, ao nobre deputado o ~r. Neto.
Senhores, nao posso ouvir dizor, que na ma-
teria de que se trata se deve somonte attendor
ao acto addicional descarnadamente.Convem no-
tar que a nossa constituido adoptou a religiao
oatholica, e apostlica romana como religiao
Assembla nao podo legislar sobro alies se nao
temporal e memoricamentc : pode decretar a
edilicacao de um convento dar-lhe consigna
cao, &c dec; mas dar-lhe e tatutos prescrever-
iiie regras espirituacs ( d orador continua a ser
intorrompido por muitos, e longos a partes dos
rs. I)r. Neto, e Lopes Gama, pedoao Sr. Pro-
zidente que maniendo a ordom n5o concinta
qtioelleseja enjcrroinpido; o Sr. Prezidente
chama a ordem ao Sr. Lopes Gama observa
que aquillo nao orao apartes e siin discutir
conjuntamente, &c. )
ir. Dr Jos Hento : ms dissero anda o?
nobres Deputados que o Seminario de Olinda
ero estabelecimcnto real e Episcopal e nao
Episcopal somonte, como o da Rabia; que en-
tre nos o Seminario era pago pelo thesouro pro-
vincial e nao pela Mitra e que o Soberano
temporal sompre metooja mao na disciplina. perio voto pelo parecer da commissao.
Assim o disse o nobre. Wpulado o Sr. Lopes
Edita es.
s, ......
chos queosjuizes do direto sao empregados'
provinciaes, contra a opinio dos nobres de-
putados que querem que sejao geraes, bom i
me tem visto clamar que nao abramos nio de
ompregos tao importantes que nao nos fora em cumrprineilto do oflfcfo do Exm. Sr. Presr
tirados pela interpretacao por Unto todos as d(,n,0 da provnca (|C 20 do corrente perant e*
suas argumentares sobre contralisacao e so- mesrna theaoararia sob as condicesj publica-
bre patriotismo provincial em nada me nao of- ; das ncsta |n,a n.o 57 de 2: do corrente, se con-
fondem antes estao conformes ao meo pon-, tratar no dia 2!) d'Abril corrento dou
sanenlo poltico. Eu tenho muitas vezes dito, leos de impedramento das areias do Giqui na
quede minhapartenoconvre jamis un quO estrada de Santo Antiio : <-orf a^a"'
sodeminuao TM ristrinjao asatriblenoshfg-1tl de 9:2318*64 res, eo 2. na de 9:341886*
timas das assemblcas provinciaes, assim como
O Ill.m0 Sr. inspector da theseuraria das
,ar ,,.. mu .... .... | provinriaes manda lazer publico qUe
portantes que nao nos orao em cumPpril|10Mt() do (>mcio do Exm. Sr. P.
rois.
Outro sim, que no dia 25 do mesmo mez d a-
pugnaroi sempro para que nao sopo alargadas br| fl ^ ^j^ publicadas no mesmo
1 ponto de embarasarein o movimento dama- n s'(j0 |)jar0 sc contractar o alcatroamenlu
quina social do que as assemblcas provinciaes da madeia da nonio da Boa-vista oreado na
sao urna roda e que por isso deve acudir ao
movimento que parto do centro como do im-
Gama. Entendo porm que nao tem razo, por-
doe-me se sou injusto Tanto Sr. Presidente ,
he o Seminario Episcopal, estabelecimcnto real,
da madeira da ponto da Boa-vista
quanlia d 1:1898**3 res.
A discripcAo o orcamentos destas obras pode-
rao ser consultados na repartico das obras pu-
O Sr. fjo'm* Gama pedo a palaln e pro- bitas pelos licitantes, os quaes devero. depois
duzoutras muitas rasoes contra o parecer da do competentemente habilitados, apresentar cora
rnmmissa que combate depois do que falla
anda o Sr, Dr. Neto, pronunciando um Ion-
antecedencia nesta tliosourana as suas propos-
tas em carta foixada para seren abertas em pre-
que elle se denomina Episcopal, e o Exm. Bispo go discurso que por sermos s e sem termos J5J?,}0dia1
Deooesano Jos Joa luim foi que Ihe deo os es- pessoa alguma que nos ajudasso alem do estar- Secretaria da
mos bastante cansado nao pudemos tomar em
tatutos pelos quaos ainda hoje se rege (10 a carta
rega).Tantoheepiscopal,que a soberana rainha
de Portugal na sua car'a deduacao, disseque
deixavaacasa dos Jesutas para ncl aestabelecero
prolado o seo seminario episcopal na forma do
consagrado consilioTridci tino (l). Quantopo-
rom Sr. presidente ao ser o seminario pago
pido thesouro convem notar que esta prote-
co do poder temporal nao pode dar-lhe direi-
to a ngerir-se naquillo que emodiatamenle
porlence as prerogativas do poder espiritual, a
quem protege; nao pode determinar sobro a
naturesa e forma dos estatutos thcologicos : do
contrario nao seria protecao mas invasao e
a scF-assim devia a igreja renunciar tal proleco,
e tal paga. He verdade que o imperante tem-
poral emeonst-quencia do direito de padroei-
ro e de suprema inspeccao, que deve ter a cer-
ca de tudo que se passa no imperio deve
vigiar sobre o seminario e todos os estabele-
cimcnto ecclesiasticos a ver se vao de conor-
inidado com suas rogras e se nao encontra aos
interesaos do estado; mas islo nao so entendo
a dar leis ecclesiasticos, o dichlinares mas
11 imped-las somonte quando so tornem preju-
diciaes no seo dominio : mas quoiro os nobres
deputados faserem dettIcio entro o olw daexe-
1 ucao c o direito de determinar. O obse pen-
tence ao monarca por meio do placlo regio e o
direito de delcrminar om materias ecclesiasti-
cas pertenceao poder espiritual.
O nobre deputado o Sr. Neto sobre ma-
neira maravilhou-se com diser a commisso ,
(ue quando o.seminario fosse mesmo concde-
rado estaholccimonlo provincial sera do nume-
ro d'aquolles, em cujas attrihocoes nao podiao
as assembleas provinciaes tocar. Eu porem en-
tendo que o nobre deputado maravilhou-se
sem rasao ; porque elle bem sabe que se-
gundo a interpretacao do arlo addicional ,
ompregos ha que sao puramente provinciaes
quanto ao numero : a respeito dos prmoiros
pode a assembla provincial legislar ainplamen-
do estado adderio seus dogmas, suas leis dis- te > cJorIlios attribuicocs; a respeito porem dos
iplinarcs, protege-as mesmo ; sendo por tanto
que de conformidade com ellas he que devenios
entender a conslituicao (responde aos apartes do
Sr. Dr. Neto e Lopes Gama e contina); at-
ienta a alianca que ella ostabelcceu entre a i-
gre.aeoimperio. H verdade, porem nao se
pode tomar que esta assembla pode legislar des-
creciunariamente sobre a instruccao publica ,
mas sobre aquella que diz respeito ao seo po-
der sobre a administracao temporal ou pro-
fana nao sobre a propramente ccclesastica ,
cuja emediata inspeccao pertence aoulro poder,
o espiritual. A educacao do Seminario he bo-
je toda ecclesiastica ; porque existen) s><> ali ca-
deiras Theologicas destinadas ao ensino d'a-
quolles que devem ser instruidos segundo a dis-
ciplina os dispensadores do ministerio da re-
ligio. O principal vingador emantonedorda
disciplina na sua Diocese he o Bispo; porconse-
guinte compete-Ihe inspeccionar o "entinarlo ,
dirigi-lo. Se se entende que esta Assoinblii
pode dar regra para instruccao ecclesiastica do
Seminario teremos que poder indicar as dis-
ciplinas que se dovom ensinar, e os compendios
que se devem adoptar, mesmo suprimir ca-
deiras crear outras e alterar inteiramente o
sistema recommendado pelos canonones de
modo que, em lugar de sahirem d'uli homens
proprios para o ministerio sagrado saiiio ho- .
inons prevenidos e la seria entorpecido o mais | gonuidade as Justinas do meus argumentos ,
grave mumis do poder Episcopal. Nao digo je apenas disse que tinha duvida eallegouo
que esta Assembla fosse capaz de tanto ; mas 1 risco de naoserem pagos os capitulares e pro-
fallo assim para indicar os absurdos, que se fessores do seminario, em quanto a assembla
podoin seguir da doutrina de legislar descrepci- 1 geral nao marcasse quola : e cu em attencao a
onariamonte sobre materias que pertoncem a I islo apresentoi urna emenda que cabio em 3.*
igreja, e que contendem com a sua disciplina, idiscussao 1 ainda produzalgumas razos econ-
Saliem mu bom OS nobres Deputados, que a elue 1. Srs. cu nao cedo o passo aos nobres
doutria influe na disciplina que a disciplina deputados, que se mostrarao propugnadores das
influie no do"ina. ) que digo acerca do So- regabas e franquezas das assemblcas provinciaes.
iiiuiario uigo luiiiuciii aviCa cs sMicim-uva i^- 1 *-s uuwcs H.-jiuiauo iiem lom oumuo a mina
jigiosas e dos conventos. Entendo que esta fraca voz ellevar-sc para sustentar que os paro-
egundos nao ; somonte podem crear ou su-
primir por seren as suas atrihuicocs da com-
petencia do poder legislativo ( l o art. 2. da
interpretacao).
Ora digo eu que o bispo he emregado
geral; ecomo poder a assembla provincial
dar-lhe alrihutees metendo francamente a
mao como quer o nobre deputado no for-
mal e scie.ntilico do seminario episcopal ? Nao
poder a assembla provincial dar at um outro
director ao seminario, como entende o o nobre
deputado ? E se pode nao ser isso tirar ou
(lar atrihuicocs a um empregado geral como o
hispo, que lem de eslondor os beneficios do
seo seminario, nao a provincia de Pernambu-
co somonte masa todo o hispado ? Senhores,
note-sc que o seminario nao recolhe somonte os
Pernamhucanos, mas a muitos filhos de outras
provincias pertenecntes ao hispado. E deverao
as outras provincias, ou disfrutarem somonte
de Pernambuco que carroga com o pe/o do se-
minario ou seren oflcndidas por Pernambu-
co no caso desta assembla o extinguir, como
pollera se s considerassc aquello cstabcleci-
niento provincial ? Senhores um dos nobres
memhros desta casa e autor do projecto nao
est longo de pensar assim e quando se tratou
aquida S elle reconheceo gracasa sua in-
tormos de ser publicado o orador vendo que
ja ero 2 horas e l/*da tarle concluio disendo ,
que a cmara j so achava bastante fatigada ,
que os Srs. deputados se retirlo o por conse-
guinlc conclua continuando a votar contr ao
parecer. Nao havendo numero na casa para
haver sessao o vr. presidente declara a ma-
teria addiada e levantou a sessao as 2 horas e
V* da tarde.
Tribunal da Hrlarao.
SESSAO DK 2o DE ABRIL PE 183.
Na appellacao civel desta cidade appollanle
\uno Mara de Seixas appellados Francisca
Ferreira de Mello e outros escriva Rogo Ran-
gel sojulgou pela reformada sentenca appol-
lada.
A appellaciio civel da comarca do Cabo ap-
pellante Jos Francisco Percira da Silva; appel-
lados Bernardo de Aloman Cisneiro e outros,
oscrivao Rogo Rangel ; se mandou descer ao
juiso da primoira vara do civel desta cidade pa-
ra se proced r a avaliaciio.
Na appellacao civel dosla cidade appellante
Jos Francisco Pinto Guimarnes e appellndo
Francisco Jos da Silva Mello, escrivao Posthu-
mo sc mandou ouvir o doutor curador geral dos
orfftos.
Na appellacao civel da comarca das Alagoas,
appollaricsCaetano da Silva Cardoso e Mara
Joaquina do Bomfim o outros, appellados Mi-
cbacilaTheresa do Boinfim o outros, escrivao
Pnsthumo; se mandou vista ao duutor cura-
dor geral.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Manocl de Jezus da Silva appcllado Manoel
('arlos da Costa escrivao Posliiunv, se man-
dou ouvir o curador yeral dos orfas.
Na appellacao civel da romaica do Cabo, ap-
pellante Francisco Alvos de Miranda Varejao .
appcllado Ant< nio Fernandos Ribei.o, como
administrador de sua mulher, escriva Posihu-
mosejulgou pela reforma da sentenca appol-
lda.
Na appellacaocrime da comarca do Goianna,
appellante Joo Francisco Valba-te Nossa Se-
nhora appellada a justi'ca escriva Posthu-
mo foi julgado improcedente o iceurco.
Na ap. ellaca crime da comarca de Goianna,
appllante Francisco de Paula Mondonga ap-
pcllado o promotor publico escriva Reg
Rangel, foi julgado improcedente o recurco.
thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco 35 de abril de 18*3.
O secretario,
Luiz da Costa Porto-Carrtiro.
Vicente Thomax Pires de Figueiredo Ca-
margo inspector d'alfandoga &c. &c. Faz
sabor que no dia 27 do corrente ao meio dia, se
ha de arrematar em hasta publica na porta da
alfandoga 26 pocas de seda para vestidos, no va-
lor do 6308000 res, e 50 cortes de seda para
coletea no valor do 2208OO0 res impugnados
pelo amanuense Gabriel Aflonso Regueira, no
despacho por factura de J P. Adour& C.\ n.
W)23, sendo o arrematante sugeito ao pagamen-
to dos direitos, e expediente Alfandega 25 de
abril de 1843. Vicente 'J'/iomas Pire de
Vi'igueiredo Camargo.
Ifceclaraces.
Pela Sub-Dolegatura da S de Olinda ,
se apprehendeo umcariieiro o qual so entre-
gar inmediatamente a vista dos signaos que
appresentar o seu dono.
Na cadeia desta comarca acho-se reco-
Ihidos tres prelos escravos quem lor os seus
Competentes senhores, poderlo annunciar, a-
presentando os signaes carecteristicos ou d-
rijao-se a esta dolegatura ; um ja se acha re--.
colhido dez mezes, e dois ha um mez pouco
mais ou menos. Dolegatura de polica da co-
marca do Cabo 7 de abril de 1843. O dele-
gado Manoel do llego Barrot.
Aviso-martimos.
= Para Buenos Ayrcs, segu em 30 do cor-
rente em consequencia d s das santos, o pa-
tacho nacional Especulador ainda tem lugar
para alguma carga e muito bons commodos
para passageiros; trata-se com o capitao na ra
Leilocs.
Alfandega.
Rendimento do dia 22......... 13:8948708
DetcarregSo hoje 26.
Brigue Conceico Flor de i isboa vi-
nho.
Barca Emily fazondas louca sabo ,
cominhos, que jos e prezuntos.
Brigue roma canos de ferro.
Brigue-- Margaridi o reslo.
Brigue Rival bacalho.
loyiuiento do Porto.
Navios sahidos no dia 23.
Rio de Janeiro; brigue brazilciroS. ManoeUu-
guslo capilo Manoel imoes car0a di-
versos gneros.
Marei ; brigue inglez Margarit Parker ca-
pitao W." Ready em lastro.
Obser tabes.
No dia 24 do corrente, nao entrro, nem sa-
sahiro embarcaees.
y arios entrados no dia 25.
Ass 3" dias sumaca nacional Bom Sucos-
so capitao Joao Antonio da Silva de 140
toneladas equipagom 12. carga sal; a Jo-
s Manee i 1 i u/a.
Quinta feira 27 do corrente as 10 horas
da manha no caes da Alfandega, far-se-ha
leilode 34ijarricas de carne salgada superiro
chogauas do Liverpool na galera Emy.
Leilo, que faz J. O. Elster de um com-
pleto surtiment de ferr.ignns e miudezas, no
dia quarta feira 26 do corrente pelas 10 horas
da manha na ra do Trapiche.
Avisos diversos.
=s Dcseja-se fallar com muita urgencia ao
Sr. Antonio da Costa Morato e caso ja nao
exista a algum dos seus parentes mais chega-
do ; na ra do Cabuga loja defronte da Ma-
triz.
Aluga-se um sobrado no varaJouro na
Cidade de Olinda de dous andares : a tractar
na mesma Cidade na refinacao do Varadouro ,
com Manocl da Silva Amorim.
Aluga-sc o primeiro andar de um sobra-
do em urna boa ra no hairro de f>. Anto-
nio ou Boa-vista, eqne tenha commodos pa-
ra urna familia nao excedendo o aluguel a
16,000 rs. ; quem tiver annuncie.
Boga se ao Snr. que no dia sabbado
tractou a compra da venda no caso de haver
abatinienlo na armaco que se dirija a ra da
Calcada do Manoel (.oro n. 12, que seo dono
sc acha resobido a dar Ihe o abalimento por o
mesmo Sr. oflerecido do entrao se far ne-
gocio com outro qualquer que primeiro ap-
parecer
Ollrece-se una muiher para ama de casa
de portas a dentro ; na la da Boda n. 30.
Na ra do Queimado loja de ferragens
n. 31 c no largo do ( ollegio loja de cha-
peos vende-so agua ut- iiugr os cabeos e
suissas.


*
::
10TER1.4DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Tendo sido retardada a venda dos bilhetes
desta lotera pela grave enfermidaJe do actual
th'esoureiro que at foi privado de firmadlos,
no entanto pela segunda vez so oflerece ao
respeitavel publico o plano com que vai correr
dita lotera sobre a hondade do qual e pa
applicacao do producto nada, se tem a dizer
po,r ser geralmente sabido podendo certificar-
se que as rodas tem de correr infalivelmente no
dia 10 do prximo mez de maio e que os bi-
lOeles se acho venda nos seguintes luga-
res
No bairro do Recite ra da Gadeia casa
de cambio doSr. Vieira, e na lujado Sr. (lar-
dozo A y res Jnior.
Nobairro de Sonto Antonio ra do Colle-
gio laja do Sr. Jos de Menezes Jnior.
Ra do Cabug botica do Sr. Joo Morei-
ra Marques.
Bairro da Boa-vista largo da Matriz, venda
do Sr. Jos da Silva Saraiva e botica do Sr.
Victorino Ferreira de Carvalbo.
PLANO
Com que st pro por a irmandade do SS. Sacra-
mento da Boa-Vista, a fazercorrer o 4.
parte do medio restante da 1.' lotera conce-
dida pela Assembla Provincial, em favor
das obras da quella matriz.
3125 Bilhetes a 8*000......... 25:000,)
Beneficio de 12 */ 3:0004
Imposto de 8 % 2:000*
2,000 bilhetes inteiros 2;000.....
1.125 meios ditos 2:250.....
3,125 Sello de 80 rs. 4,250 340* 5:340.
19:660
1
1
1
2
4
6
8
757
2
Premio................... 6:000.)
Dito..................... 3:000*
Dito..................... 1:500.)
Ditos...............500*. 1:000*
?tos................200*. 800j
Ditos................100*. 600*
Ditos................ 50*. 400*
Ditos................ 8*. 6:056*
Ditos 1 e ultimo branco 152*. 304*
19:660;
782
2343 Brancos
9125
Aluga-se, ou vende-se a padaria n. 154
as 5 pontas de Joo Lopes de Lima, e tam-
bem vendem-se 500 barricas vasias que foro
de farinha de trigo ; e compro-se dous quar-
taos novos ainda mcsmo sendo magros: trata-
se na mesma.
O Sr. Joze Joaquim de S. Anna, ou
Joaquim Jozede S. Anna, queira dirigir-sc
ao patio deS. Pedro n. 16 que se Ihe deso-
ja fallara negocio d: seu interesse.
Hoje 26 do corren te as 11 horas da ma-
nila he a continuado da arrematado das fa-
zendas da loja de Carlos LuizR. de Lahautierc,
na ra do Cabug na mesma loja e em pre-
senta do Juiz do Civel interino da primeira va-
ra Antonio da Silva Neves.
Precisa-se de urna preta forra ou captiva
para o sen i -o de urna casa de hornero solteiro ;
na ra das Cruzes, n. 36
No dia 11 do correte desappareceo urna
canoa aberta que carrega900 tijolosde alve-
nria tendo na poupa pela parte de fora as
letras niciaes I R B sendo este signal muito
vsivel atravessando de palacio vclho para o
porto das canoas; quem achou ou tiver no-
ticia 'dirijase a ra da Palma armazem de
madeiras de Joaquim do Reg Barros Pessoa ,
que ser gratificado.
'= Joo Bernab retira-se com sua familia,
e companhia.
= Precisa-se de um rapaz portuguez de 12
a lGannos para caixeiro de venda ; na ra
do Livramento n. 38; na mesma vende-se
um viveiro proprio para canarios.
Aluga-se a casa do sitio do Exm. Snr.
Senador Manuel de Carvalbo Paes de Andrade,
nocorredordo Bispo juntamente algum pe-
daco de trra ou sem ella ; a tractor no mesmo
sitio.
. Precisa-se de um moco de 12 a 14 an-
nos que tenba alguma pratica de venda : na
Solidado venda nova n. 20.
= Precisa-se de um bom eozinhciro que
se queira sugeitar ao servico de urna casa de
pi^sto : na ra dos Quarteis, n. 12.
= Joo Baptista Crrela de Menezes sub-
dito Portuguez, retira-se para fora do Imperio.
s= O Thesoureiro da sociedad Theatral
Phrlo-Thalia principia a fazer a distribuico I
dos bilhetes para a recita do dia 30 do corre'nte,
nos das 27, 28, e 29 na casa de sua residencia '
na ra |arga do Rozario n. 33 primeiro an-
dar das 10 horas da manh s duas da tarde ,
tendo em vistas os Srs. Socios o 6. do art.
11 dos estatutos.
Pede -se encarecidamente ao Sr. Delega-
do da comarca do Cabo que em virtude do
seu annuncio no Diario n. 90 de segunda
feira 24 do corrente relativamente a 3 escravos,
que se acho presos na cadeia da dita comarca ,
veja so algum desses escravos tem os signaes se-
guintes ; Francisco, de naco costa, bem pre-
to com o rosto cheio de talhos da sua naco ,
os brancos dosolhosavermelhados, bero ladino,
alguma cousa baxo cheio do corpo com um
signal na cabeca a maneira de urna cotilada e
a unha do dedo polegar de urna das maos ma-
chucado este escravo foi canoeiro na V i Illa
de Macei e fugio desta cidade do Recife no
dia 6 de Marco prximo passado se com eflei-
to forelle o annunciante se obriga a pagar
toda a despeza at ser entregue na sua casa na
ra estreita do Rozario no terceiro andar,
em que mora Manoel Ferreira A n tu res Vil-
laca.
Aluga-se o tercoiro andarda casa da ra
do Queimado n. 8: a tractar na loja da mes-
ma casa.
as Antonio Joze Rabello Guimares, retira-
se para o Rio de Janeiro, a tractar dos seus
megocios.
= Precisa-se 'alugar urna escrava para o
servico do urna casa de pouca familia que
saiba comprar, cozinhar, ensaboar, e en-
gommar dando-se-lhe o sustento e 10,000
rs. mensaes : na Solidado indo pela Trempe ,
segunda casa nova n. 42.
= Na ra da Senzalla nova n. 7 precisa-se
de um menino portuguez de 11 12annos de
idade para caxciro de venda: e na mesma ofie-
rece-se um portuguez de 20 annos, para caxci-
ro de qualquer oceupaco, nesta praca, ou fo-
ra della ; quem o pertender, annuncie por esta
foi ha.
== Precisa-se de urna ama que seja forra ,
v que tenha bom leite ; na praca da Indepen-
dencia loja n. 21, de Antonio Felippe da Silva.
= O Sr. Joaquim Jos de Pinlio que teye
venda no AlTogado, queira declarar por esta fo-
Ihasua morada ou dirija-se a ra da Cpncei-
co da Boa-Vista n. 43 aim de se fallar ne-
gocio de seu interesse, ou pessoa que suas vezes
faca.
Muito se tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e de outros
mu i tos mil diflerenles; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evamantos, que
ninguem pode negar ser nos climas calidos
absolutamente necessario esobretudo quando
existe a diflicuIdade de fazer observar aoadoen-
tes a dieta necessaria e rigoroza que pede a
Homeopathica e pratica regular <&c. Somos
geralmente acostumados a comer muito mais
do que he necessario para o nosso sustento; o
resultado he flatos, ndigestoes, e inflama-
ces nos ligados, &c. Para remover e impedir
estes incommodos nuda he mais prompto que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as di Gerentes se-
curecSes.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades, que produzem seu efleito ,
sem dores e neommodo algum nao lie ne-
cessario dieta alguma e pode-se tratar dos
seus negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se smente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joo Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C., e atierro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
Roga-sc ao Sr. delegado da comarca do
Cabo para que tenha a bondade de examinar
se dos tres pretos que se acho presos na ca-
deia dessa comarca, se tem algum de nome An-
tonio de naco Congo idade que representa
35 a 40 annos, estatura baixa, e cheio do cor-
po pouca barba, rosto largo testa larga, ps
pequeos e um tantos largos, tem o dedo gran-
de do p esquerdo um pouco aberto nadegas
empeadas, passos miudos; est fgido desde
14 de maio do anno passado, sendo que algum
seja o proprio, ar o favor de annunciar para
o seu senhor apresentar os ttulos; ou remet-
ter a dclegatura desta cidade para provar
meu dominio ; e se Ihe entregue Francisco Jo-
s da Silva Maiyer.
O Sr. Joaquim de Almeida Catanho
queira procurar urna carta vinda do Rio Grande
do Sul na ra do Queimado loja de (azenda de
Manoel Joaquim Silveira n. 33 A.
A pessfla que tenha dividas para cobrar
fora desta praca e as queira por a execuco, an-
nuncie para se tratar do ajuste pois promete
dar fiador e adverte-se que a cobranza ser fei-
ta com a maior presteza pois para sso tem bas-
tante conhecimento.
No principio da ra Direta n. 2 pri-
meiro andar a!uga-$e prctas e moloques para
venderem na ra e sendo bons vendedores pa-
ga-se milbor do que em outra qualquer parte.
sr Quem quiser roupa lavada e engom-
mada costuras chas, lavarinto obras de al-
faiate tudo com perfeicao e preco com modo ,
dirija-se a na atraz de S. Joze n. 18.
Compras.
Compro-se eflectivamente para fora da
provincia, mulalinhas negras moloques e
negros de oficios, sendo de bonisas figuras
pago-se bem: na ra da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado do varanda pao o. 20.
= Gompra-se um taxo grande de 30 a 45
libras, estando em bom estado: na ra do Ran-
gel, n. 54 a fallar com Victorino Franciso
dos Santos.
se Compra-se um almofaris de bronze, ou
ferro, proprio para botica : na Camboa do
Carmo n. 19 primeiro andar.
Vendas
= Vendem-se lindos chales e lencos de se-
da., muito ricas luvas corapridas de pellica com
enfeites chales adamascados guarnecidos de
renda muito finos lencos de cambraia para
mos, chapeos da ultima moda chegados l-
timamente chapeos de sol de seda mt'ito en-
corpados e cabos alm de fortes mu bem en-
eitados e dourados, ricos cortes de cambraia,
um grande sortimento de perfumaras mui fres-
cas clarinctas flautas, trompas, pistn, cor-
netas de chaves e lisas, rabecas violdes, e
outros muitos artigos de gosto : na ra Nova ,
loja nova n. 35.
Vendem-se pannos azues e de outras co-
res de boa qualidade a 2240 e preto a 3000 ,
cxcellentes casemiras pretas e de cores a 1760 ,
franquelm preto e macedonia a 480 o covado,
casinetas de cores para calcas a 560 e 640, pan-
nos para alcatifas a 320 e 240 o covado me-
rinos de cores onfestados a 1000 rs. luvas de
seda sem dedos a 400 rs. o par e de outras
qualidades por barato preco sedas e sarjas ,
tanto para forro como para ricos col leles e
vestidos, riscados azues americanos, encor-
pados a 140 e ordinario a 100 rs. o covado ,
chitas escuras e claras entrefinas a 160, cober-
tores de algodo encornado da america a 560 ,
e o mesmo algodo proprio para vestir escrava-
tura por bem mdico preco pecas de breta-
nha de algodo muito largo com 10 varas a
2000 e da estreita a 1900 cambraia lisa or-
dinaria a 360, e fina n 600 rs. e bordadas a
560 a vara ou a 4000 a peca de 8 varas, cas-
sa pintada a 140 e fina cores fixas a 200 rs. o
covado ganga azul boa at para saceos ou ves-
tidos de pretas a 80 e 100 rs. muito larga,
gravatas de setim e gorguro a 640 golas de
cambraia e de fil de linho para meninas e se-
nhora por diminutos prenos alem disto ou-
tras muitas fazendas: na ra do Crespo lajas
daviuva Cunha Guimares, ns. 10 c 15.
=5 Vende-se um apparelho para barretina
de guarda nacional do primeiro batalho : no
atierro da Poa-vista n. 48.
= Vende-se urna escrava crioula de 28 an-
nos lava co/.inlia engomma faz renda ,
e cose chao: na ra da Senzala velha no fim
como quem vai para o porto das canoas, n. 50.
= Vende-se um mulato robusto de 28
annos, proprio para todo o servico : na ra da
Cadeia do Recife loja de Joo da Cunha Ma-
ga I hes.
== Vende-se rap de Lisboa : na ra da
Cadeia do Recife, loja de Joo da Cunha Ma-
galhes.
= Vendem-se duas escravas mocas urna
cozinha e engomma com perfeicao, e a outra
de naeo perita cozinheira e doceira ; e outra
d'ta de 28 annos para todo o servico : na ra
de S. Rita n. 27.
A bordo do hrige Restauraco fundiado
defronte do largo da assembla se vende fari-
nha de mandioca de superior qualidade a 38520
res o alqueire velho e em porces ; trata-sc
com Manoel Joaquim Pedro da Costa na ra
da Cadca n. 46.
= Vende-se urna negra de naco de 18 an-
nos sabeconzinhar lavar, eengqmmar e
um negro ganhador que d 480 reis por dia ;
na Camboa do Carmo n. 20, junto ao estanque.
= Acaba de chegar urna nova porca de
pomada antimorrodial, o melhor remedio
at hoje apparecdo contra a hemorridias do
qual os bons efleitos ja tem sido esperimenta-
dos por muitas pessoas desta cidade acha-se a
venda na botica da ra Direta defronte do
Terco, n. 131 pelo preco de 1000 rs. cada
latinha junto com a qual se dar um impres-
so que explica a maneira de usar della.
Vendem-se as Alteraees de 12 de Janei-
ro e 13 de Fe ver i ro do corrente anno, a
Pauta das Alfandegas por quatro vintcns :
na praca da Independencia loja de iivros
n. 6 c 8.
Vendem-se taboado de louro, amarello,
e sedro serrado na serrara d'agoa no Montei-
ro o mais be
serrado
IUI
1.-
III.
JIW3JI
todas as grossuras em costado costad i n lio ,
assnalho, e forro e fora destas grossuras;
tambem se serra as grossuras que os fregue-
zes quizerem assim como acharSo um gran-
de sortimento de todas as qualidades para esco-
Iher : no deposito de taboado serrado defron-
te da ordem terceira de S. Francisco por bai-
xo do sobrado da sociedade Apolnea.
Veride-se a melhor venda da cidade de
Olinda no lugar dos 4 cantos esquina do nor-
te a qual chega a vender a retalho 18 a 20
milrs. por dia contendp poucos fundos: a
tractar na mesma.
Vendem-se cordase bordees para vio-
iSo e rabeca de superior qualidade : na pra-
ca da Independencia loja n. 3.
= Vende-se em Olinda um boa casa de po-
dra e cal, com quintal suficiente plantado de
fruteiras, cacimba com seu jardim ao lado :
a tractar na ra de Mathias Ferreira com Joze
Justino Fernandos de Souza ou na ra da
Boa hora i. 29.
Vende-se pennas para escrever, por
preco commodo ; na ra do Trapiche n. 19.
Vende-se urna venda com poucos fundos
e muito boa para vender para trra e seu alu-
guel he de 7000 rs. mensaes ; na ra da Cal-
cada de Manoel Cocd n. 12, a dinhoiro ou a
praso com boas firmas.
Vendem-se bichas superiores, chega-
das recentemente : no atterro da Boa-vista ,
venda n. 44 : junto a travessa do Martins.
Vende-se um carro de 4 rodas para 2
cavallos de construceo franceza com mui-
to pouco uso : na ra do Hospicio n. 21.
Vendem-se 20 enchameis por preco com-.
modo: na praca da Boa-vista botica n. 20.
Vende-se um corte de capim de planta ,
por 40,000 rs. : no atterro da Boa-vista n.
72 na mesma casa vende-se um rede com
varandas pintadas ieita no Maranho por
preco commodo.
= Vendem-se dous escravos de naco, pro-
pros para o servico de campo : na ra da Ca-
deia loja n. 40.
Vende-se um escravo de Angola moco,
ptimo para o servico de campo: na ra do Li-
vramento n. 36 segundo andar.
Escravos fgidos.
= No da 18 do corrento fugio do engenho
Paulista, o escravo Antonio de naco An-
gola alto grosso cara lalhoda Jeio, de
40annos, cor bem preta, c beicos pretos. No
fim de Novembro p. p. fugio outro de nome
Fidelles, alto, grosso do corpo bem bar-
bado cor bem retinta crioulo o qual per-
tenceo a Luiz Amavel Dubourcq ; quem os pe-
gar leve ao dito engenho que ser recompen-
sado pagando-se alm disto todas as dospe-
zas da conduco.
Fugio no dia 25 do corrente o mole-
que Vicente crioulo de 16 annos grosso
do corpo, baixo bastante fulo nariz grande
c chato loma tabaco, he muito regrista, com
urna cicatriz na cabeca a pouco Ieita do lado
esquerdo levou vestido camisa e calcas de i-
nhage costuma a trabalhar de servente de pe-
dreiro e ltimamente andava trabalhando no
calcamento do atterro da Boa-vista ; qum o
pegar leVe a seu Snr. Domingos Goncalves da
Cruz, nos 4 cantos da Boa-vista que ser
recompensado.
No dia 27 de Fevereiro fugio o negro
Paulo, naeo Congo de 40 annos cor fula,
pouca altura meio barrigudo, mos pequeas,
dedos curtos e com pouca unha, pernas finas,
ps pequeos com os dedos quasi pegados e sem
unhas; quem o pegar leve ao Tenente Co-
ronel Varejo na ra velha da Boa-vista que
ser gratificado; assim como se protesta con-
tra quem o tiver recolhido em seu sitio por
nao ser esta a primeira vez que se pega nos
ditos como alugadoou gratuito.
Qualquer snr. encarregado da polica ,
ou capito de campo poder apprehender um
escravo de nome Francisco de naco Mozam-
bique ceg de um olho, levou vestido calcas
e camisa de algodo da trra e chapeo de palha,
grosso do corpo, estatura ordinaria e sem
barba de o entregar na ra da Cruz do Reci-
fe, n. 12, que ser gratificado.
Fugio mais de umanno um mulato
acabocolado cambado das pernas, estatura
regular, de 45 annos, de nome Apolinario ,
entende bem do trabalho de sitio e desion-
fia-se que esteja em algum a titulo de forro ;
quem o pegar leve ao largo do Corpo Santo ,
n. ll que ser recompensado com 50,000 rs.
Fugio a 12 de Maio do p. p. o escravo
Jos Cacange de 40 annos baixo vesti-
do de camisa de baeta azul c calcas de ganga
tambem azul, e falla muito atrapalhada; quem
o pegar leve ao largo do Cqrpo Santo n. 11 ,
que ser gratificado com 100,000 rs.
Rkcife; na Typ. deM. F. deFabia.=843
L_


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