Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04944


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Afino de 1843.
Ter$a Fe ira 25
L rtit egttre depende de noe saeemoe : di nosss prmlencie audrrira. energa : con
tinatMOa como principensele e aeremos eponiadns cum admirai ao enlre Nacae mai
cull!. < Proclameou de Assembli'e Gerel do BsUXIL. )
PARTIDAS DOS CORIIEIOS TERRESTRES.
Goiuint Paraliiba e Rio grande do Norte segunda e aexiaS feiraa.
Bonito o Geranhune e 41) e '24
CaOt, ? S:tinhem, Rio Formoeo PortoCalro Macei e Alegte no 1. 11
Bua->M<<-' Floree a 3 e 23 Sent Ant.in. quintes feiree. Olinde todoa o diae.
DAS DA MEMANA.
34 e; N. fenflorados Pratcrc*. Re. And. do J de D de 3. T.
25 aero s. Mrcoa Eaelista. Aud. do J de D. da 2. .
3C Guau. '. Pedro 27 ','t.in,. f, Tertuliano B. And do J del), de 3. ?.
Jtj Sen. i. Vital M Aud do J. de D de y.
i 3i. Pedro M. And do J. de 1). de 1 t.
Q Dou>, ''n Itorn pastor. Fgida den. O
de'Abril
Atino XTX. N. 91;
O Dierio publice-M todoa oa riiasqnen.ln fom Senlificedoe : o preeo de eaiignature le>
de tree mil rea por qnarlel pa;oi adantedna. Oa ennnncioa dos aastgnanlea eio inaerido
grana e oa tloe que o in forem retan de 80 reia por linhe. As reclmameles deere eer din.
(Ciclas e este '1 y>., ru das (>,,. N Jt.ng i prei-e ^e Intendencia loje de lieros N. 6 o.
Ciuotos.iNudia .4 ite Abril.
Cambio snbre I-ondree \~ Nominal. Ooko-Moede de 0,400 V.
Parta bu reispur trenco.
Lisboa 100 por 1U0 de premio
N.
de 4,000
PliTe.-1'ataeee
Petoe Cuiumneree
* ditoe Mexicanoe
compra
15,O0
id,7J
8,800
1,S3"
1,830
1,630
Tanda.
16 1,0
15 000
y o io
i,-50
i.85i>
Moeda de cobre 2 por cento
dem de letras de boaa firmas 1 j por ".
PHA&ESUA.LUANOMIZ DE MiRIL.
La Cheia I i, s 9 m. da tard I La ora 29, a 1 tora e 59m. da tard.
Qutrt.ming. 4 i1, e 10 horas e 5 o. de m, | uart. creeo. a 7, s huras 46 m. de tard.
Prtamar de /oje
1. a 1 horas e IS na. de aanhSa. | t. ai horas a 42 m. da tarde.

w
iA> u>;
PSEMAMS1IC
PARTE OFFICIAL,
Govcrno da Provincia.
CONTIXCACAO DO EXPEDIFNTE DO DA 19 DO
CORRKNTE.
Offlcio Ao inspector interino da thesoura-
ria das rendas provinciaes ordenando que
mande pagar aos membros da assemba legis-
lativa provincial declaradas na relami, que
ihe remette as respectivas diarias vencidas no
jnez de marco ultimo,
dem do da 19.
Offlcio Ao inspector do arsenal de mar-
nha ordenando que mande pagar ao pratico
Manoel do Nascimento a quantia de >0g ruis ,
porque {Yira engajado para eondusir ao briguc
escuna Fidelidade do porto dos Touros paia o
desta cidado.Communi>.ou-se ao commandan-
te do dito brigue-escuna.
Dito Ao commandante das armas determi-
nan lo em consequencia de informacao sua, que
mande desligar do balalhao de inlantaia de(i.s
N 'destacado os guardasJoaoPaulo dos Santos,
c Jos6 Alvesda Silva llego;-e queexija doseom-
mandantes dos corpos que ellos perlencem,
outros, que os substituao.
Portara Ao commandante do patacho Pi-
rapama ordenando, que mande desembarcar,
e por a disposicado engenheiro em chefe das
obras publicas a pedra do tallar que condu-
sio da liria de Fernando.Officiou-se a respei-
to ao engenheiro em chefe.
Dita Concedendo ao alferes de primeira li-
nha Raimundo Jos de Sousa Lotihoa demis-
sao que pedir d > posto de tenente quartel-
mestre do batalho deinlantara de guardas na-
cionaes destacado.Participou-se ao comman-
dante das armas, e ao inspector da thesouraria
ila fasenda.
Oilicio Do secrelario da provincia ao pri-
meira da assembla legislativa provincial, ac-
cusando a remessa das tabellas, sob ns. t. e 2,
dos novosimpostas, creados pela cmara mu-
nicipal desta cidade acompanhadas de um of-
icio da mesma cama a, em queexpe os pode-
rosos motivos que Ihe dictrad esse procedi-
mento, e o augmento alias mu necesssarios,
que os ditos impostas trar s suas rendas.
dem do DA 20.
Oicio Ao commandante geral interino do
corpo de polica autorisando-o demittir do
corpo do seu interino commai.do e remettei
ao eemmandanta das armas aflu de ser alis-
tado em algum dos corpos de primeira linha
desta provincia o soldado Manoel Ignacio da
Conceica que partecipa ter desenvolvido pes-
sima conducta e toinado-se inconegivcl.
Ofliciou-se resucito ao commandante das ar-
mas.
Dito Ao primeiro tenente Joao Mannel do
Moraes Valle ord mando que se aprompte pa-
ra seguir para a Baha na primeira occasiao op-
portuna, aflm de em cumprimento do aviso da
secretaria da marinhade 3 do presente ir servir
no brigue-escuna Caliope que ali se acha es-
tacionado.
Dito Ao inspector da theourariada fasen-
da remetiendo a nota relativa ao contribu-
ido paFa o monte pi geral dos servidores do
estado Joaquim Jo di; Miranda Jnior, the-
sour:irod'allandega desta provincia ; para que
tendo-a em vista, proceda a respcitodelL o que
com outros se ha praticado. Commumcou-se
ao director secrelario do dito monte-po.
Portara Aocommandant.- do brigue-escu-
na Leopoldina, determinando em cumprimen-
to de ordem imperial, que mande desembarcar
o remita II >que I'ereira da Cunha, que se a-
t-ha com pracu no navio de scu commando.
Ti.isouria da Fazenda.
KXPKDIF.XTE DE 4 DO COMIENTE.
OTlco Ao Exm. Presidenta informando
o requerimenio do major Florencio JosCarnci-
ro Mpnteiro em que pedio a gratificado mar-
nadano decreto e i.slruicoes do 6 de abril de
18 pdos recrutas que anteriormenle hava
apresentado.
Pito Ao mesmo Exm. hr. sobre a con-
tinuado da despesa de tarcas de linha e guar-
da :::::iu:;3 9 d'Sg*1* elns par? o
destacamentos quarteis e fortalesas.
Dito Aos agentes do Brasil em Londres com
a letra do I. st. 2 fl00---a 90 das vista sa-
cada por M.e Calmont $ C.a, abonada por i-uiz
Antonio Vieira sobre M.c Calmont Brox ^ C",
daquella cidade para mandarem abonar esta
importancia, logo que recebida em conta do
tribunal do thesouro publico nacional deste im-
perio.
PortaraAothesoureroda fasenda para en-
tresrar aos ditas M.cCalmont ^ C., a quantia de
17:"'7"S""7rs- corrcspondenle al. st. 2,000---
a ica:nbio de 27 dinlieiros por mil res, valor
da letra deque trata o pieccdente officio.
dem no da ,'.
Oflicio Ao Exm. Presidente do tribunal do
thesouro publico nacional, com aconta classi-
ficada por exercicios das despesas que se tem
feito com as obras do edificio da alfandega des-
ta cidade, desde o sen comeco at Janeiro do
cotrenta anno ; orcamento do que ainda lie ne-
cessario dispender m asditasobiaspara a sua
ronclusfio e orfamenlo das desposas prova-
veis com o concert do trapiche da dita al-
fandega.
DitoAo mesmo E nase coinmunicar sea desposa, que de longo
lempo se faz por a thesouraria com os degre-
dadosna ilha de Fernanth de Noronha por-
tando ao ministerio da guerra ou ao da,ju.'ti-
fa ; vista que tondo sido sompre contemplada
nos orcamontos deste ministerio, altada no cr-
rante anno financeiro nao se hava dado con-
slgnacio pora ella.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. com o offlcio
do administrador da mesa do consulado desla
cidado o tabellas que aeompanliarao mostran-
do circumslanciadami-nte a necessidade de ser
alterado o crdito concedido pola ordem do the-
souro de 9 de setembro, para as despesas da
mesma mesa nocorrente anno financeiro.
Dito Ao Exm. Presidenta da provincia a
cerca da indi mni.acao a o arsenal de guerra da
quantia de I:373g200 res quedespendeo com
os object isconstantes daconta que acompa-
nhnva f que a reoue, imento do Exm. Presi-
dente do Cear forfio a este remettidos.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., sobre o paga-
mento d"s ordenados dos juizes municipaes
Francisco Rodrigues Sette, e Vicente Ferreira
Comes, que se achilo exercendo oslugaies de
juizes de direito do civel.
l,toAo mesmo Exm. Sr., Qnvhpdo ascon-
tasdas despesas taitas pola delftgatpra do tormo
do Cabo por nao estarem cc*forfl>es como
nformou o commissario fiscal Bo ministerio da
guerra aflm de dignar-se mandar dar a direc-
co que julgasse conveniente.
dem do da 6.
Oflicio Ao Exm. ministro c secretario de
estado dos negocios da justica participando
que nao sendo sufllcicntc a quantia marcada po-
la ordem do tribunal do thesouro publico para as
despesas do telgrafo da torre do Collegio no
crrante ftnno financeiro se dignasse aulorisar
esta matar despesa ou ordenar o que julgasse
conveniente.
Dito Ao Exm. Presidente do tribunal do
ihesouro puhlico* nacional sobre o objecto do
precedente oflicio.
DitoAo Exm. Piesidenle da provincia pa-
ra djgnar-se de communicar so na ordem da
presidencia para a continuagao do pagamento
das despesas militares tamb.;m se comprehen-
ilia a da companhia de artfices; pois que estan-
rJu "as mesmas circumstaneias de tarcas de li-
nha forma va com tudo rubrica separada.
Lito Ao commandante das armas rogan-
do satisflzessea requisicao do commissario fis-
cal do ministerio da guerra sobre a falta da
guia, quedevia acompanhar o alfares Manoel
i'lainlino dcOliveira Cruz, quando veio do Rio
de Janeiro.
PortaraAo contador da thesouraria remet-
iendo por copia para sua intellgencia o ofli-
dodoExm. Presidente da provincia que a-
ompanhou o aviso da secretaria de estado dos
negocios do imp rio mandando abonar ao bo-
lel do curso jurdico de (linda, as gralifica-
;6os estabelccidus |M'Ios estatutos o le vigente.
Di;a Aocollectorde diversas rendas do mu-
nicipio do Bonito dando os esclarecimcntos,
pie pedio em sen offlcio de 5 de desenibro ulli-
iio, sobre a etecucSo do regulamonto para a
'trr.d" nos cofres d"* hnns do"; nrfos.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sesillo de 0 de marfo.
Falli sobre a materia em discussao os Srs.
Carneiro da Cunha, Magalhes o Castro e Fon-
coca
O Sr. P. de Brilo : Sr. Presidente, tai-
voz alguem me considerasse teimoso quando ,
em urna das sessos anteriores podi a palavra
dopos de a liaverem militas dos nobres deputa-
dos dispensado impedindo assim qiioseen-
corrasse a dsCussSo do objecto que ora nos oc-
cupa ; masen declaro casa oue fui a istole-;
vado porque entendi que a discussao naotinlia
ainda chegndo ao estado de c'areza deque se de-1
vem revestir discusses que so roferom s attri-
lnii'ocs e limites das asomhlas provinciaes ,
porque sao estas discusses que vo orientar as
referidas nssomli'as o porque eu vi que na
negativa do direito que ulgou n assemblea pro-
vincial <\,: Sorgipe pertencer-lho do conceder
pcnsoe<, tambem se noz em llovida o direito do
aposenfadorias e uliilaooes ; pareceu-nio pois ,
como disso. que a ilsciio devin continuar,
principalmente porque e minlia eonvieoiio que,
de so nao lerom bem definido o bem extremado
as attriliuiros das assemblas provinciaes 6
que tom apparecido ilapartedollasalgnmas exor-
bilancias al'm daipiollas que silo inherentes a
lodos os poderos que como sabemos tondem
sempro a alargar o circulo de suas affrihuicos.
(Teio que tenlio a*sim ustilieaoo o mou proce-
dimonfo, e que a augusta cmara aeollicr ini-
nhas desculpas.
Sr. presidente com bastante receio que
vou bmiltir na casa meus pensamontos a rospei-
to do objecto que se discute peron ouvi um
Sr. ilepufa questiio ero ou cenlrflisadoros ou anarehisfas;
en tomo milito que mecaiba qnalquor dos epi-
hetos, e farei por livrar me dollos: mas, quan- '
do me caib i algum o que nao sera a primeira
vez appellarei para o tempo que um gran-
de vingador.
Senhores, seja-me pormittido entrar em al-
ojumas considorat-es coraos que servind de fun-
damento s minbas redexcs; eu o farei do ma- j
neira que nao enfade a casa.
A CnnsMlii'cao. amonarchia, oimperioem-|
fim nao podem sustentar-sc nao poilem ser
durarais e rospoitados sem a unio de (odas as
provincias '.apoiadon); so com esta unio que
nos tornaremos seguros das faccoes e seguros das
ambiedes extornas; ijo necessita de maiorde-
senvolvimento urna vrdade que cala nos cora-
'es de todos os Rrazileiros que quizeriiosem ,
llovida ser antes cidadaos de um grande imperio j
do que cidadaos de um pequeo cantao f apnia- \
dos^ ; mas. senhores. tambem preciso reco-
nhecermos outra verdade que ''esconde desfa ,
o vem a ser que em urna monarchia bem cons-
tituida o governo urra grande machina desti-
nada a levar o seu movimento, a justica a u-
niformidade a ordem- e a harmona a todas as
partos do corpo social e que o monarcha com
as duas cmaras se dovem reputar como o ponto
central ou a principal roda ; mas, assim como
os movimentos do coraco precisosersuppridos
polos das arterias e raas distribuidas por todas
as partes do corpo humano assim igualmente
a aceo deste primeiro movel do corpo social
precisa ser supprida e ajudada por administra-
rnos lcaos distribuidas pelas diflerentes partes
do territorio.
Nao foro outros cortamente os principios
que doterminro os nossos legisladores a re-
formaren) a constitnioo do imperio e isto fi-
'ero quando a experiencia os convencen di-
que cortos interesses do localidade nao podiao
ser suppridos convenientemente pelos poderes
geraes nao so por falte dos conhecimentos n-
dispensaveis a respeito das circumstaneias l-
caos que diversificiio de provincia a provincia ,
onmn Ijerhii nnrnilo pin rtnvnria tempO par."
curar da inlinidade do conveniencias locacs ; c
em verdade se nos vemos que o corpo legisla-
tivo nos quatro mezes de sessiio apenas po-
de cuidar das tanas do mar e torra e da le
do orcamento, tendo sompre nocessidade de>
prorogacoes como poder prever as pontos ,
as estradas, as navegaedes interiores as obras
publicas, etc. ? Porlanto era preciso que so
dcixasse s provincias aquillo que s a ellas de-
ve competir.
Apparecou o acto addicional constituido
do imperio e na minlia opinio nao tai elle o
resultado uestes nocessida ios reconheeidas; por-
que bastara que convortesse os concelhos de
provincia em assemblas deliberativas, mas nao
com tantas altribuicoes; nao foi mesmo o re-
sultado di reforma decretada poique a legis-
latura que roconhoceu a nocessidade da re-
forma dosignou como devia constitucio-
nalinento os arligos refrmanos ; mas a legis-
latura reformadora dominada do espirita po-
ltico daqucllc lempo, que pronunciava a maior
anxielade por introduzir o systema feder. tivo
no Brazil nao se importou com o termo que
se havia marcado pira as reformas e entendeu
que podio passsaralii) dos artigos reformaveis,
oquasi que reformou toda a oonstitui'cao do
imperio [apoiados] ; concoileu s assemblas
provinciaes poderes extraordinarios com ma-
l i fes ta oflnsa de artigos da tons ituifiio que
no se tinho considera-lo rolormaveis e, es-
tabelecomlo urna tlislimio de emprogados ge-
raes e provinciaes, dividi assim as classes mais
importantes da sociedaile que dovem ser re-
guladas o governadus por um.i s lei : Icito as-
sim o acto addicional entendern e enten-
dern bem, as assemblas provinciaes, que po-
diao alterar a sua organisaco policial c mesmo
judiciaria ; onlerniro que podiio legislar so-
bre a guarda nacional; que podiao os presiden-
tes de provincia nomear eonegos, vigarios, jui-
zes de direito ote ; a posto que eu reconhe-
ca que aquillo que foi reformado por algumas
assemblas praviocioes foi feito com grande pro-
veito o vanlagem das respectivas provincias ,
porque Pernambuco porexemplo fez a lei
de H de abril que foi urna lei salvadora para
a provincia muito acommodada s suas cir-
cumstaneias e melhor do que a reforma do
cdigo pelo menos igual e agora me recor-
d de um aparta do nohre deputado por Per-
nambuco o Sr. Urbano que disse seren el-
las a mesma cousa ; posto que reconheca que
tai tamliem muito hoa a altoracao da nomeaco
dos olliciaes da guarda nacin.ial, posto que re-
conheca que, para bem da estabilidade dos jui-
zes de direito seria melhor que ellos fossem
provinciaes; poique o mais que Ibes poda u-
contecer era rom para a comarca mais longui-
qua da provincia e mesmo nao seria muito f-
cil que a intriga ou qualquer outro motivo ig-
nobil desse lugar remocao de um juiz honra-
do e bem conceituado no lugar ; porque de-
la i xo elle das vistas immediatas do presidente ,
nao seria fcil solTrer urna remocao injusta e ser
condemnado a um exilio.
Eu poderla fallar de mim mas niio o foco ,
porque j i o proteste! casa, e muito receio que
alguem diga que estou fazendo a minha suppli-
ca devendo sompre advertir que quem como
eu nao teme de que se Ihe aprsente alguma
falta como magistrado nao precisa de supplica
[apoiados) mas eu me relerirei a um facto a-
contecido na minha provincia um facto novo
na magistratura bra/ilcira, onde os lugares sao
vitalicios. O gabinete de 23 de julhodemit-
tiu o juiz de direito < o crime da comarca do
Rio Formoso ; digo que demittiu porque, es-
tando este uiz naquelle lugar mais de seis an-
uos bem conceituado para com os habitantes,
exercendo o seu emprego com tanto zelo que
at pelos mappas que a presenta va ao presidente
mereca sempro elogios, com muita honra (nao
sei se me ser pormittido fazer-lbe este elogio ,
porque boje ja vai passando por mxima que ,
em sendo magistrado prevaricador ) foi
i*m taes circumstaneias arraneado do seu lugar
;.> mi tf> lliP d. so Olllr<> n ntin irnport? 'J!T!H
Jemissao. Deixomos o acfo Jo ministerio de ju-



Iho que hasta ser contado para revoltar a todos
que o ouvein (apotados). Entrou o ministerio
de 23 de marco durou quasi dous annos: em
quanto adiuinistrou o paiz, vagaro muitos lu-
gares de juiz de direito nao so em lodo o im-
perio como mesmo na provincia de Pernamhu-
co foro olios prvidos por hachareis que an-
da nao pertcneio magistratura, e o jui/. a que
rae refiro anda esti sein lugar.
O gabinete de marco soube muto bcm deste
facto nao s porque elle foi patenteado nesta
-asa, como porque at; aconteceu acircums-
tanoia de vir positivamente a esta corto o Dr.
lbiapina a ver scobtinha um lugar para oseu
amigo e foi oheio de boas promessas; mas as
vagas da provincia foro posteriores e preenchi-
das, e elle nao foi contemplado. A assembla
provincial de Pernamhuco encarregou-se gene-
rosamente de reparar em parte to revollante
injustica do governo geral mandando pagar
ao juiz de direito os seus ordenados at dczem-
bro de 18U ; porm nao o pide fazer de Ja-
neiro de 12 era diante par tcrem passado estes
pagamentos para os cofres geraes, e existe esse
juiz sera lugar e sem ordenado com mulhere
ilhos e com bons servicos equera Babosate
se u meios para vir a corte sollicitar ura lugar.
O actual gabinete j principia a preencher luga-
res vagos, e mesmo em Pernambaoo talvez te-
nhade vagar algiira vejamos o que lan. Sr.
presidente, perdJe-mo Y. Ex. e a casa esta di-
vagado e estou que me perdoari se se lem-
brarem que umo!i;io milito nohreode quera
se encarrega de objeclos desta ordem. izia
eu que apelar de conhecer a maneira vanta-
josa por que algumas assembleas tinhao legisla-
do a respeito de lies objectos todava por
amor dj unilormidade |ue deve haver nos cdi-
gos e por amor da unio entenda que ella
dest arte muito se enfraquecera e era me
pude conformar cora certas atlribuicoes dadas
s aaseinlilas provinciaos e algumas tao im-
portantes que o inesrno poder legislativo geral
nao as tem bera como a r'e se converter era
tribunal judiciario para suspemler e demitlir
ministrados, sendo escusado mostrar os gran-
des perigos e abusos que se poifom seguir do se-
iiiL'lli.intesattribui-oes (apoiados) ; emlim, se-
nhores, o grande deleito do acto addiconal
consisti era sor elle feito lora das regras que
Ihe forao proscriptas no dominio dos partidos.
MuJ rao-se os tempos e com elles as opi-
nioes, pde-se com calma ver que o estado do
paiz nao era bom e que os correctivos estabe-
Jecidos na constituico para as exorbitancias das
assenbeas provinciaes nao cro suficientes ;
porque n.lo era possivcl trar-lhes das maos o
iRtinenso poder fundado nos rticos do acto e
enao pela interpretado cahir-*e no extremo
opposto, tirando quasi todas as attribucoes das
assembleas provinciaes derrogando-so mesm a
titulo de interpretaco artigo* expressos, que
nao admittio a menor duvida e isto mesmo
se fez cora tanta ob-curidade que contino
as assembleas as inesmas duvidas sem sabe-
rem hem em que terreno podera pisar seguras e
quaes os objectos sobre que podera legislar;
portanto similores essa* exorbitancias nao
pirtem tanto da vontade que lein essas assem-
ble.is de alargaren) seus direitos como da falta
de luz a respeito de suas funeces legislativas ,
e oraaisqueeu s vejo umunho meio que
ode seren bera claras nossas discussdes a res-
peito diquellas leis provinciaes que tiverem de
ser rengadas. ...
() Sr. Presidente O nobre deputado es-
t fra da ordem queira cingir-se a maUria
era discusso.
O Sr. I*, de Brilo : Eu entenda estar
na ordem ; mas obedeco a V. Ex. e passarei
questo que se discute que saber-se se a
assembla da provincia de Sergipe legislou hera
concedendo una pensao, e se as outras tambera
o podem fazer. Nao entrarei na questo da
conveniencia e justica da pensao como fez um
illustre deputado por Alagas porque entciulo
que n js s somos autorisados a conhecer do di-
reito da attrihuico da asscmbla e quanto
justica da pensao nao temos direito de o fazer.
Senhores, cu devo principiar por confessar
i cmara que ahrindo o acto addiconal, nao
vejo um artigo no qual diga o legislador que
compete as assembl -as provinciaes conceder
pensos ; mis ser novo que se exerco atlri-
buicoes que nao sejo claramente designadas
na lei in is que se inlrao de suas disposices ,
masque se exerco antes de uina furnia do que
de outra. procurando-se o lado que evite o ab-
surdo do legislador ?
Nao ser ura direito reconhecido todos os dias
que aquelle quo faz certoi servicos relevantes ao
estado, ou as familias daquelles (jue os fizarlo,
devem ter urna pensao ? Creio quo basta re-
correr aoarl. 102 da constituico, 11; creio
que basta recorrer aos actos diarios do poder
executivo e do legislativo, porque sao estes dous
poderes, e nao s o rnonareba como se disse,
os psesadare! Amm ArviMg ,-Jo qUt> faa u
constituico do imperio; mas disse-se que a
constituico do imperio fallou de todos os ser-
vicos prestados ao paiz e nom podia fallar de
outros porque ento nenhuma divisao havia
de servicos geraes e servicos provinciaes; mas
hoje que a constituico faz esta divisao no
cessario quo indaguemos a quem compete o di-
reito do apreciar e recompensar os servicos pro-
vinciaes. Torno a repetir, senhores, quepa-
lavras da constituico que dem este direito s
assembleas provinciaes nao .encontramos ; mas
me persuado que este direito pode muito bem
ser entendido como o de aposentadoras e
ubilaces, como sao outros muitos de que es-
ta.) de posse as assembleas provinciaes osten-
dendo-se um pouco mais o argumento ; por-
que se o direito de aposentadora se funda ,
nasce como consequencia do direito que tem as
assembleas provinciaes de crear, supprimir em-
pregos provinciaes, e marcar-Ibes seus orde-
nados tambem este argumento pode coirtpre-
hender as pensoes sendo ollas como eu en-
tendo, recompensas de servicos feitos provin-
cia que poiL'in ser tanto e s vezes mais impor-
tantes mesmo do que alguns feitos a todo o im-
nerio nao po lendo descobrr outra diToronca
le pensoes a aposentaras seno que estas ob-
t.n-se pelo decurso de certos annos entretidos
nm servicos designados e ordinarios, em quan-
to aquellas sao dadas por servicos extraordina-
rios e de urna ordem mais relevante.
' e assm nao se deve entender a constituico
do imperio, ento nao sei como compete s
assemblas provinciaes o organisaco dos corpos
le polica os postos dos olTiciaes e etc. e
outras muitas attribucoes que nao precisa enu-
merar, que ninguem Ibes disputa, e que mes-
mo nao se Ihes podem negar porque dar-se-
lia o absurdo de imp V-se-lhe o cumprimento
de um fim sem que Ihe dm os meios precisos ;
alm disto senhores eu entendo que seria
urna injustica que tendo as assembleas pro-
vinci es um cofre sua disposico e tendo
era pregados seus e destinados para certos ser-
vicos proprios da provincia venha o onus da
precisao recahir sobre o cofre geral e quem
nos asegura que algum cidadao ou alguma
viuva ou orphos em taes crcumstancias ve-
nhao pedir urna pensao aos poderes geraes, c
pie estes se neguem a isto por sercm os servi-
os provinciaes ? V. 'muito provavel que assm
cont ;ca, visto a pouca justica, o mesmo igual-
ladecomque tem procedido os poderes geraes
iara com as assembleas provinciaes. Ate ago-
ra dous nicos argumentos tenho ouvido na
casa contra este direito quo se nega s assem-
bleas provinciaes : o primeiro no raou en-
tender de nenhuma forca e at pouco usado
as argumrmtacs de direito porque com a-
liusos se nao argumenta. Consiste elle no re-
ceio que tem os nohres oradores de que as as-
serables provinciaes peder converter todo o
rendiraento provincial em pens*? : eu nao ve-
jo mesmo para que os diputados provinciaes se-
jo qualifcadosde prdigos; pois senhores ,
as provincias nao ha tambem quem zele os di-
reitos pblicos ? muitos dos nobres deputados
que se apresento aqu nao sao deputados pro-
vinciaes e nao achar as provincias outros
cora quem se reuno para fazer barreira a essa
imaginada pro ligalid^dc ?
Senhores, eu creio que a cmara a assem-
bla geral nao deve ser muito severa a este
respeito ; eu nao sei se pode notar em disper-
dicios de dinheiros pblicos quem encheu as
maos de Guilherme Young ? ( potados. )
Outro argumento tambem foi produzido na ca-
sa dizendo-se que nao era possivcl que um di-
reito que s concedido ao monarcha tambem
se d s assembleas provintuaes ; primeiramen-
mente devo notar que ha engao quando se
diz que o direito de conceder pensoes do mo-
narcha ; recorra-se constituico o ver-se-ha
que elle pertence ao poder executivo com ap-
provacuo do legislativo e nao vejo nenhuma
attribuico das assembleas provinciaes que ou-
tras iguaes nao tenha a assembla geral: eu ve-
jo mais vejo as assembleas provinciaes com
atlribuicoes que s o monarcha tem como
poder modertdor hem como o direito de sus-
pender os magistrados, e o mais que este di-
reito concedido s assembleas provinciaes anda
maior porque o poder moderador pode sus-
pender os magistrados smente ; mas ohriga-
reito de conceder pensoes, como o de aposen-
tadoras e juhilaces, e se este segundo se negar
s assembleas provinciaes ser uina injustica
clamorosa ficaro ellas privadas do bem esta-
tuir a instrueco primaria e privadas dos seus
melhorcs empregados : emlim eu j receio
que tambem so approvar urna resoluco que
ha de vir do senado revogando urna lei provin-
cial quo concede privilegios : so estes privile-
gios oflendem ao que pertence ao geral en-
tendo que as assembleas provinciaes nao os po-
dem conceder : mas se frcm puramente pro-
vinciaes e como meios para levarem a effeitos
suas estradas communicaces interiores por
meio de encanamentos etc. ento declaro
desde j que hoi de votar contra seinelhante
resoluco.
Senhores, se se tirarem estes meios s assem-
bleas provinciaes a que liciio ellas reduzidas ?
nao basta que por via de urna interpretaco an'i
constitucional tenhao ellas perdido quasi todas
as suas atlribuicoes ? Poderei cu consentir que
se negu s assembleas provinciaes o direito de
conceder privilegios, quando vejo quo sao elles
o meio proprio de obter certos beneficios para as
provincias, por meio do emprezas ? Pornambu-
co, por exemplo, sendo urna das primeiras pro-
vincias do Imperio nao tem ainda hoje agua
potavel fornecida por chafarizes, obrigada a po-
oulaco a servir-se de agua conduzida em ca-
ndas e s vezes to m que oliendo a saude,
o agora que, por meio do privilegio, pode con-
seguir o contracto do encanamento d'agua po-
tavel, que prin ipiou a terexecuco, ha de ficar
privado desse beneficio? Nao; jamis concorre-
rei com o meu voto para semelhante injustica.
Eu nao fallo s de Pernamhuco, refiro-me tam-
bem s outras provincias.
Senhores, entendo que a unio nao deve per-
der a sua forca : mas tambem entendo que nao
e cerceando-se inteiramente as faculdades das
assembleas provinciaes prohibindo-lhes todos
os recursos, que se conservar esta forca ; ao
contrario, estando as provincias na posse de cer-
tas atlribuicoes, e vendo que Ihes ?o arranca-
das injustamente, devem necessariamente re-
sentir-se e ento podern nascer nellas alguns
desejos perigosos.
Senhores, as provincias formo suas qucixas.
e algumas sao muito razoaveis ; eu me referirei
s provincias do norte e principalmente de
Pernamhuco. Foi urna injustica, urna desigual-
dade para as provincias a maneira por que, por
virtude do acto addiconal, se fez a divisao das
rendas e despezas geraes e provinciaes ; porque,
destinando se para as provincias pequeas ren-
das foro ellas sobre-carregadas de grandes
onus de muitas despezas ; verdade que de-
pon a assembla geral reconheceu esta injustica
dando um supprimento ; mas nao foi elle sufi-
cicnte e as provincias esto lurtando todos os
annos com ura dficit ; e, para occorrer s des-
pezas tem a necessidade de impr sobre a po-
pulacho. Formo queixas as provincias pela ma-
neira porque foi interpretado o acto addicional,
e augmentro estas queixas quando viro que .
passando a ser geral urna multido de emprega-
dos que, sondo provinciaes, ero pagos pelos
cofres provinciaos bem como os conegos, pa-
rochos, osjuizes de direito etc. nao fossem
elles pagos pelos cofres geraes como consequen
ca necessaria da nova distineco e a este res-
peito cabe dizer que a ussembla provincial de
Pernamhuco procede sempre com muito bom
senso; porque, mostrando-se bastantes dese-
jos do nao se determinar na lei do orcamento
quota para ti es empregados, ella recuou para
que nao passasse como reactora : mas ella espe-
ra como todas que os cofres geraes. paguera
a empregados sobre osquaes nao tem ellas a me-
nor ingerencia.
Tambem nao me pareceu prudente a medida
tomada pela assembla geral devanear um im-
posto sobre as lotcrias concedidas pelas assem-
bleas provinciaes ; nao s indica isto muita an-
xiedade por impr em tudo como me parece
que procedeu com pouca justica privando as as-
sembleas provinciaes deste imposto, que podio
aproveitar para si, e embarazando assim as lo-
teras que muito concorrem para se levar a ef-
feito algumas obras muito importantes.
Releva tocar tambem no direito que tem ar-
rogado o governo geral de mandar suspender as
doaenviarasqueixasconlraellessrelacoesdos leis provinciaes direito que Ihe nao compete
districto, para prorederem na forma das leis; pela constituico do imperio,e que Ihe nao pido
rar vista desta que cortamente muitissimo
Coreada.
Tambem so queixo as provincias do norte da
desigualdado que observo no recrutamento,
pesando sobre ellas em muito maior quantidade
este imposto do sangue. A este respeito nao Ihes
acho razo quando o paiz so acharem casos ex-
tremos quando se achar com guerra aberta ,
porque entendo que o recrutamento deve vir do
lugar que r mais fcil, e sendo certo que elle
deve ser mais fcil vindo das provincias liinitro-
phes e contiguas aquella que se acha rebellada,
observo que do anno de 41 a 42, em quanto a
provincia do Minas deu cento e tantos recrutas,
e a de S. Paulo pouco mais, que fico muito
perlo da provincia do Rio Grande a provincia
do Maranhodeu mil e tantos, a de Pernamhuco
novecentos e tantos, e a da Rabia mil e tantos ,
queseacho em muito maior distancia; por
tanto, esta desigualdade injustica ; mas disse-
se que as provincias que se rebollao sao as que
do mais recrutas. Rem: primeramente eu re-
pillo a idea quanto provincia de Pernamhuco,
que ha muitos annos Fe nao rebolla ; mas esla
idea me faz conceber muito boas esperancas de
que as provincias do norte terao de ser alliviadas
por muito tempo do recrutamento; porque Mi-
nas que se rebellou deve dar seguramente
tres mil e tantos recrutas [apoiudos) S. Paulo
mil e tratos (apotados) ; portanto ter o exer-.
cito do sul de receber esta grande leva de mais
de quatro mil homens.
A d istri bu cao das gracas tambem oliendo mui-
to as provincias no norte....
O Sr. Presidente : Rogo ao Sr. deputado
que se cinja materia em discusso.
O Sr. P. de Rrilo : Isto muito impor-
tante Sr. presidente ; bom que a cmara ou-
ca estas queixas das provincias do noito, isto sao
lions conselhos; verdade quo me nao foro pe-
didos, mas e ditado antigoque quem me avisa
meu amigo
A pezar porm destas olensas, nenhum re-
celo inteiramente devoraos ter a respeito das.
provincias do norte : ellas se acho em perfeita
paz, e sao sem duvida muito empenhadas na
unio do imperio ; ellas gozo de urna grande
prepopderancia poltica, proveniente do nume-
ro das provincias que maior proveniente
do numero de seus deputados que tambem
maior de muitas illustraces que tem e, fi-
nalmente, da grande quantidade de seus solda-
dos de que se compe o exercito ; portanto, nao
se deve receiarnada a seu respeilo; outro tanto
podessemos nos dizer a respeito das provincias
do sul, onde se tem manifestado, e mesmo rea-
lisado os desejos de descentra I isaco. Eu vejo
que a Cisplatina separou-se, que a rebclliao do
Ro Grande esforca-se para sto e obra neste
sentido; que as rebellies de Minase S. Paulo
tambem tvero o mesmo fim; pelo menos o Cacto
do incendio da ponte do Parahybuna o mostra
[risadas). Em urna palavra para o sul que
llevemos applicar vistas atientas.
Sr. presidente eu nao voto pela resoluco ,
porque, ou as assembleas provinciaes podem
conceder aposentadoriase pensoes ou nao po-
dem nem una cousa nem outra.
Fallo depois os Srs. G. de C'arvalho, e Souza
Franco e fica a discusso adiada pela hora.
PERNAMBUCO.
|TT
-
peno, e que me nao p
competir por lei alguma ordinaria, e me admiro
que se queira Cundar semelhante direito no art.
20 do acto addicional porque determina que
as leis provinciaes sejo remettidas ao governo.
Ora senhores, na verdade urna illaco muito
entretanto que as assembl -as provinciaes podem
at demitlir os magistrados direito este que
ellas exercio antes da interpretaco para com
os proprios desembargadores, o que me pareca
absurdo e ainda hoje o considero como tal re-
lativamente aosjuizes de direito ( apotados) ; Coreada a que se tira da remeta das leis para
portanto nao pode proceder o argumento Cun- fundar-se o direito de suspende-las e neste
dado na igualdadc e importancia das attribui- mesmo artigo que a constituico designa o poder
cues. Outros muitos direitos importantes exer- que pode revogar as leis, e nos cass que o pode
cera as assembleas provinciaes cumulativamen- fazer sera fallar em suspenso, que s compe-
te cora o poder executivo e legislativo geral; um toaos presidentes das provincias, como ex-
elles 6 o de suspender as garantas individuaos presso no acto addicional: e entretanto ha qwm
'T3 CiuSS* etc. se admire do direito de pensos dedusido de il-
Senhores,eu entendo que to fundado o di- laces! Creio que nenhuma illacao deve admi-
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSaO DR 21 DE ABI.IL.
Presidencia do Sr. Paula Lacerda.
s 11 horas e meia Cez-seachamada, eachan-
do-se presentes 19 Srs. deputados o Sr. pre-
sidente declara aberta a sesso, e convida ao Sr.
Dr. Padilha para oceupar o lugar de 2. secre-
tario por estar este servindo de 1." na Calta do
r, Carnero da Cunda; o Sr. Padilha pede dis-
pensa e o Sr. presidente Iha conc-de Horne-
ando em seguida ao Sr. Dr. Rodrigues, que oc-
cupando a cadeira do 2. secretario Cez a leitura
da acta da sesso antecedente que foi approvada
sem discusso.
O Sr. 1. secretario declara nao bavor expe-
diente, e por isso IC o seguinte parecer da com-
misso de constituico e poderes que se achava
adiado:
A commisso de constituico e poderes atten-
dendo ao requerimento que com os estatutos do
seminario episcopal de Olinda Ihe fra submet-
tido para dar seu parecer, acerca de competir ou
nao a esta assembla legislar sobre o formal e
scientifico d'aquelle estabelecimento, he de opi-
nio que sendo o mesrao seminario destinado
para educaco dos fiis que se dedico ao mi-
nisterio sagrado, parece indubitavel que. o re-
gime econmico e scientifico d'aquelle pi esta-
belecimento deve exclusivamente competir ao
prelado diocesano como mantenedor e pri-
meiro vingador da disciplina ecclesiastica, pela
quG, ene oiiri^uiio a regui a educaco o'os
seus seminaristas conforme mui gravemente Ihe
incumbe o sagrado consilio tridentiuo scssw 2i


cap. 18 de ref.; obrigacao nunra disputada mas'cao e nos deixou a !ci interpretativa do acto
antes confirmada pelo soberano temporal na rar-1 addicional.
ta regia de 26 de marco de 1796. Outro siroco- Felizmente hei dado sullicientes pravas da
io o seminario he inquestionavelmente ar.nexo minha dovoe3o pela integridade do imperio.
cathedral segundo est expresso na legisla-! Prezo muito a cent ralisacfio ; porem de tal
fO citada e no direito cannico, deve por isso sorte nao jorcamos os recurs os locaes, que nos
conservar como a caihcdral a nature/h de es-
tabelecimento geral, sobre quem nao pode esta
assembla legislar. E quando fosse reputado es-
tabelecimcnto provincial ainda assim seria do
numero d'aquelles a quem nao pode esta as
semidea dar ou tirar attribuicoes art. 2 da in-
trepetai So do acto addicional. Portanto a com-
missao de parecer que o projecto offcrocido nao
deve entrar. em discussao tornando-se desta
sorte excusado qualquer juizo a respeito do seu
mrito intrinseco. Paco da assmbla &c.
O Sr. presidente declara estar o parecer em
discussao, .em virtude do que o Sr. Lopes Ga-
ma pede a palavra e recita o seguinte discurso.
Srs. pasmo de ver o espirito contradictorio,
que me parece vai-se desenvolvendo nesta casa.
trez annos que neste mesmo recinto sojvo as
mais elsticas proposicoes a respeito das nossas
attribuicSes. Ento tudo podiao as assemblas
provinciacs e em consequencia destes princi-
pios produsimos a lei de 14 de abril, pela qual
criamos urna nova polica, cstabelecemos novos
juizes, meltemos a mao na guarda nacional, &c.
(&c. entao se entenda, que Tora das excepces
que vem declaradas no acto addicional, tudo era
da compotencia das assemblas provinciacs, o
que em vcrdade seria urna porta aborta a inn-
meros abusos.
Hoje parece que nos arrojamos no extremo
opposto ; hoje nao ouco dizer se nao que as as-
semblas provinciaes nada podem aqu mesmo
seproferio que eramos corpos administrativos !
Gorpos administrativos as assemblas provinci-
aes a quem a constituicao reformada outorgou
os primeiros dos poderes polticos O legislati-
vo Eu entendo Srs. muito pelo contrario: cu
cntendo que as assemblas provinciaes dentro
da rbita de su, s attribuicoes sao to sobera-
nas relativamente aos objectos legislaveis das
suas. respectivas provincias quanto o he a as-
sembla geral para todo o Brazil fmuitos apoia-
4o).
A lei interpretativa do acto addicional, a-
lis mui precisa para tirar-nos do labirinto, em
que estavamos cerciou muilas das attribuii
coes que exerciamos : e ainda queremos aliri-
mo dessas poucas que nos icaro ? Se formos
ueste abandono de nossos foros, e regalas ;
dentro de pouco tempo lempo talvez (quemo-
jedu/.idos a menos do que ero os conselhos de
provincia. De mais Srs. o parecer em discus
sao vai de encontr ao que a poucos dias legis-
Jou esta assembla, marcando quota para hono-
rarios dos professores do seminario de Olindu.
E o quefai agora esta mesma assembla ap-
provando o parecer da Ilustre commissao? Con-
fcssarq'mandou pagar de seus rditos a empre-
gados que o parecer quer que sejao geiaes (
nao provinciaes? Sr. presidente, o seminario
de Olinda desde a sua criaco nunca fui mera
mente episcopal, porem mixto, isto he ; regio ,
e episcopal.
Este seminario nao he da mesma natureza
d'aquelles deque trata o sagrado concilio de
Trento citado pela Ilustre commissao. "cus
professores sempre orao pagos pela fazend.-
real, ho|e nacional : o provimenlo das cadei-
ras sempre pertenceo aos governadores civiz de
accordo com os eclesisticos ; mas tudo em vir-
tude de ordens do soberano.
Os seminarios meramente episcopaes deque
tracta o citado concilio estao todos a cargo do.-
bispos diocesanos e sao sustentados pelos re-
ditos da mitra, como foi a principio o da Hahia.
mas consta-me que hoje he mantillo pelos co-
fres provinciaes segundo o tem determinado a
assembla provincial d'aquella provincia. O
acto addicional he hem expresso quando na
maior amplidao nos roncedeo o direito de legis
Jarmos nao *' sobre os e.-tudos como sobre as
associaedes religiosas; exceptuando tao somon-
te os cursos jurdicos academias do medicina ,
&c., &c conirmou a regra. Sou catlico ro-
mano sou alein disto ministro da Roligo :
respeito infinitamente ps sagrados caones e
sobejas provas hei dado disto: mas os estatutos
do seminario de Olinda nao se referem se niin a
pontos de mera disciplina e disciplina que na-
da tem com o dogma : e portanto o meu cano-
ne he o acto addicional, que tao consti-
tuicao como a nossa primitiva pelo que en-
tendo que ainda quando o seminario de Olinda
fosse simples c meramente episcopal, e da classe
concedeo a constituicao. Desojo tanta contra
Iisacio quanto seja bastante para sustentar-se a
un3o e integridade do imperio ; piasceq-
tralisacao de mais em tao vasto territorio, nao
me parece praticavel, nao ulgo conveniente ,
antes prejudicial e perigosa urna especie
de recolonisaco.
Sustentemos pois o nosso posto a nossa dig-
nidade os nOssos foros. Nao ultrapassemos ,
mas tambem nao retrogrademos. \ oto portan-
to contra o parecer da commissao.
( O Sr. Cameiroda Cunha entra na salla e
oceupa o seu lugar de 1. secretario.)
O.Sr. IVelo.^r. presidente assim como o nobre
doputado, que me precedeo (oSr. Lopes Gama)
tenho serios receiosdas tendencias retrogradas ,
da guerra decidida, que vejo fazer-se as assem-
blas provinciaes do imperio para se I lies arran-
car as poucas atribuices deixadas a ellas pola
segunda reforma da constituidlo disfarcada
sol o modesto titulo de intrepetracao do acto
addicional.
Nao ha muiros annos nos ltimos lempos
do reinado do Sr D. Pedro 1. proclama ta-
se a necessidade de cerciar o elemento democr-
tico da nossa lei fundamental. Ministros capri-
chosos csujeitosaos prejuisos do governo da
metropole aconceilhavao o augusto fundador
do imperio para de uro golpe acabar com as
nstituicoes livres que conquistamos a custa
dos maioressacrificios ; mas encontrando estes
ulanos tenebrosos invenciveis obstculos no pa-
riotsmo esclarecido da grande maioria dos
'irazileiros, tiverao por immodiat.i consequencia
COMMERCIO.
A lan (lega.
Rendimento do dia 22......... 12:3358391
Desvarrego hoje 25.
(embreas provjneiaes se revistan da precisa ener- Brigue / rogress carvao.
;ia para mantor seos foros e defender com as Patacho ,-lperade Palket vinhos.
mas pieciosas attribuicoes adignidadedas pro-' Brigue Conceicu Flor de. I isboa
vamos
) enfraqiiccimento da popularidadedo augusto | curamos cnfraoiieocr-nos de proposito, ou pa-
fundadorda monarchia e abdicaciio inespera-
la de 7 de abril de 1831 Nova era abrio-so
entao nos annnes do Brazil. Opartdo liberal
embriagado pelo triunfo queacbava deob-
'er, quis aproveitar-seda fraquesa do governo
regencial, eda menoridado do Sr. D. Podro
i. para dar maior elasticidade ao elemento
omoeratieo da constituid fio (o nobre orador faz
do Brasil com mais forca talvez, ou pe. menos por iruito quedgao suas dispo3ccs esto ro-
com pioiesaiisnicios doque se soltara anterior- voladas pola nossa logislaciio moderna; e seja
ment o de federaco como no tempo do Sr. I), esta a ra/ao que me dispense do sensurar aqui a
Pedrocomcssou-sea hradar contra o liberalis- nimia confi mea nella depositada pela eomms-
mo da constituicao. Um partido proniinciou se sao. Quanto tenho expendido sobeja para com-
com enthusiasmo por todas a- ideas retrogradas, bater a outro argumenlo da illtislre commiss8o
e desde esta poca infausta as assemblas pro- relativo uniao do seminario cathedral de U-
vinciacs forao o alvo constante de seus Uros .linda, cuja sorte llie parece dever seguir,
crucis. (Conlinuar-se-h.J
Cada dia se I lies contesta" nm direito impor-
tante; no seioda representadlo naciCPal mps-
mo se tem e aborad os elementos de sua ru ;."?'<;
e o governo querondo exceder a tudo quanto
contra ella se ha obrado tocou o extremo de
suspender ltimamente a Id piovincial do or-
camento vigente cuja i onslitiirionalidade nao
Ihe caba por corto julgar. Ne-to apur cumstancias Sr. presidente cumpre que as as-
sem
(ti
suas pieciosas attribuicoes adignidadedas pro-1 Brigue Concet\o Flor de /isboa lages.
vinrias que ropresentiio contra as usurpacos de BrigueMargara i viuho, azeite pedra
qualquer dos poderes poli leos da nacac
No circulo de urna resistencia legitima tumos
meios sullcientes para oppor barroiras a es-es
escandalososexcessos ; osea miseria do pal'
nao" permittiro triunfo de tao justa o rao sa-
grada causa ao monos eonhocao aquellos que
emprehondorno a difcil tarofade escravisa-lo ,
ono os IVrnanibucaros repelloin com imligna-
cao os dourados ferros que se Ihos pretende lau-
car e sentem ainda palpitar-Ibes os coracoes
pela liberdado em cuja defesa tem barateado
as vidas em todos os campos do gloria do Bra-
sil. Periiiitta-me a nobre commissao deemsti-
tuciio que levado do taes sontimentos me pro-
nuncie inteiramente contia o pare -erque se dis-
cu'e e declare que por honra da casa e por
utilidade da provincia deve elle ser regeitado,
nflm de que se nao entolda que nos nao so dor-
mimos o S0ll.no da indiferonoa durante esta
tremenda lula travada secunda vez entre o
governo e a nacao*. msale abrindo maO das
attribuicSes, que nnguem nos conloslou pro-

niannore, drogas, e miude/.as.
Brigue Fe iz Aurora la/.onda, rap, cha-
rutos e junco.
Barca Emilg lazendas sabao, e louca.
Brigue Dronu ferro.
Brigue Rival bacalho.
AloYmcnto do Porlo.
Nariosmhidos no dia 21.
Rio d Janeiro; brigue nacional 5 Manoel Au-
gusto capilao .Manuel imes carDa g-
neros do paiz.
Macei ; brigue ingle/ Margarit Parker ca-
pitao W.1" Ready em lastro.
Avisos diversos.
mais outra obsorvaco que nao nos foi possive
tomar pela rapidez com que falla e continua
uestes termos.)
Pe toda parte surgirao volos para tao nobre
1m ; e muilosdos que disgracadamente hoje se
mo-trao mais tcnazes no desojo de nulificaras
assemblas provinciaes, pa> tilharao estas icleias
i'om o maior intusiasmo. Sociedades federaos
foraestabelecidas em diversas provincias para
lerramarom na populaca os pensamentos do
partido dominante : nellas, nos jornnes e ati-
nas reunios particulares clamava-se de publico
pela urgencia da reforma da constituicao nos'e
sentido: e pouco tardou que o acto addicional
\iese coroar os dosejos incessantes da nacao,
(llevando os concelhos de provincia a cathego-
ria de corpos legislativos com atribuices im-
portantes e encarregados de promoverem o
nelhoramento moral e material das respectivas
orovinrias mclhoramento que para estretoiza
do periodo das sessos annuaes, e carencia quase
absoluta de dados precizos nao poda ser de-
senvolvido na escala necessaria pela assembla
geral legis'aliva do imperio.
( O orador ainda faz outras obsorvacoes que
nao podemos apanhar e continua. ) Ou fosse
Sr presidente pela preveneao lavoravel da o-
pinied publica ou pola commissao profunda
de qudtes augustos legisladores Brazileiros ha-
viaO habilmenle remediado ao maior mal que
entao padeca o Brazil, o acto addicional foi
benignamente acolhido pela naca que desdo
logo eoma-ou a cncarailo com urna fonte pe-
rene de beneficios e um escudo de ac con-
tra os golpes do despotismo, que tao de porto
ouzara ameaca-la.
Mas o espirito vertiginoso da poca quiz en
xergar nesta parte da constituicao maior copia
de franquesas para as provincias do que na
realidade Ibes lora concedida por quem para is-
to se achava competentemente habilitado. Va-
rias assemblas provinciaes, entre asquaes for-
ca he ds-lo distingiiio-se a de l'cinainbuc ,
quasique naconhecerao lmites a suas attribui-
coes ; e diversas leis parlira logo do centro
dolas a cerca da administraciio da justica civil e
criminal, da guarda nacional, e outras mate-
rias dessa naturesa, lesorvadas pelo aetoaddiri-
Sempre o puder poltico moteo a mo cm os tra laes excessos, quecmtinw
pontos de mera dicnlin da igroia toda vez que mulgaca da lei Interpetrativa
he pe'o nosso pacto fundamental a assembla
provincial. Srs. tenbamos muito em vista o
nosso mndalo. NgO exoriiilomos nunca do nos-
sas atribuices ; mas tambem nao consintamos.
lei que nos mosirava o fio com que deviamos de
sair do labiiininem que nos chavemos foi u-
>iuado pela tendencia que logo so manifostou
naia anamar das mesmas asscmb'casi r. rrsHho-
rei attribuicoes, que Ihe baviao sido outorgadan
e em cuja posse pacilii ament se achavfio. O
quo se nos arranque o que nvs deo a constitu- b'rito errivei de regreco suuu em muiius pontos
ra melhor me explicar,
dar-nos.
Entondeo a commissao que sendo o semina-
rio o recinto destinado a edueaoao dos fiis qui-
so dedican ao ministerio sagrado acha-se fora
da aleada desta assembla em virtude do ron-
selho tridentino o deve sor exclusivamente re-
gido polo Exm. prelado diocesano
!Fntra o Si. Dr. .los Bontoe toma assenlo.^
O consilio que regula esta materia aos meiis
olhos o marca as nossas attribuicoes este .
( mostra a constitualo qne tem na nulo ) :
estudando o acto addicional em todas as suas
partes e comparando-as com a lei interpetra-
' iva que ha vemos oonhoeor se nos compete ou
nao losislarsobre osle eslabelen'mcnto de ins-
truccao publica existente na provincia.
Diz o$ 9 do art lo do acto nddfoional/fj
compote as assemblas provinciaes losislar
sobre instrtiecao publica e estabelerimontos
prnprios a promove-la nao comprohond ndoas
facilidades do medicina os cursos jurdicos ,
academias actualmente exisVnfes. o outros
qiiaosquor osti bolecinentos de instrucca que
para o futuro forem citados por lei peral =reco-
nhecoa nubre commissao que o seminario de
Olinda un ostahele'intento proprio a promo-
ver a instrucca publica ; e nao estando com-
prohondido na oxeopeao do citado ^ que con-
firmon a regra peral ni He estabolocirta como
diser-se que nos nao enmpre dar-lh-s os'atntos,
e legislar de modo algum a seu resuelto, ten-
do sido os respectivos professores pagos pelos
cofres provinciaes ehavendo esta mesma as-
sembla anda no projecto que acaba de passar
mu tercoira discussao para o oreamonto doan-
no vindouro roneiderado as cadeiras do semi-
nario, comoempregosmeramente provinciaes?
\if> posso conceber.
Vejamos se a lei interpretativa que (ao so-
vera (oi para as assemblas provinciaes, dei-
xcu-nos esta laculdadc que a nobre commis-
sao nos contesta.
Diz ella no art. 2. que a faeiildadc de legislar
acerca dos empreados provinciaes e muniei-
pacs concedida polo 2." do art. 10 do acto ad-
diei >nal, se entende somonte em quanto ao nu-
mero dos emprogados, sem projuizo de suas at-
tribuicoes quando forem creados por loisfrer es
o tivorom por attribuicoes materias, sobro qui-
nao puderom legislaras assemblas provinciaes
Mas compotindo s ditas assemblas legislar
acerca dos estaheleeimontos proprios. a promo-
ver a instruoco publica, quer civil, quor reli-
aiosa,nao exceptuados do R2 do art. 10 do acto
adicional.pode cortamente darostatulosaosemi-
nario de Olinda, que he estabolceimcnto de ins-
trucca, e marcar as altrituiicosdos professores
doli, que sao emprogados provinciaes por bem
mesmo do arto addicional.
Rom intoressnntes h religiao siio os conventos,
o as de mais associacoos religiosas e todava
nao se achao exclusivamente sugoitas aos ni-
cos vingadoros da disciplina ceolesiasM'ea ao
ver da commissao por nao competir legislar a
Francisco Mathias Poreira da Costa de-
clara ao Sr. que exige fallar-Ihe, e que nao tem
mo suci- apparocido no lugar, queja por este Diario Ihe
foi indicado, que nao receia a publicidade dos-
d'aquelles de que trata o citado concilio os; ()Iiai pyra assembla geral, como meios e(T-
nossos estatutos eslavao sugeitos a inspeccao ,, <-uses deestreitar a uniao das provincias.t man-
e superintendencia desta assembla a^sm o ter a integridade do imperio. I'osto que na pri-, ,
estara o de qualquer assoc:acao religiosa, mavera da vida pionunciei-me como pudo con- seu respeito por bem do ? 10 do art. 10 do acto
nt.-niiaia at a pro-
noy iiiuiniHnu n ni iuii:in-irat\a da reforma da
assim o julgou conveniente : e ho|e o poder po- Von!,t,ufca n,as l)rast'r qeaentl com esta
litieo a cujo cargo estao estas associacoos ,
Aluga-se um sitio em Santo Amaro, corn
asa de podra c cal i quartos duas sallas ,
GOsinha boa agua de beber bastantes ps do
arvorodosde frutas. e portiio na dita estrada ;
quem o pretender dinja-se ao aterro daBoa-
vistu n. 3, 1. andar.
Aluga-se o 2. andar e sotfio do sobrado
do atierro da Boa-vista n. 3 tem commodos
para familia: a tractar no premeiro andar do
mesmo.
Cjuem precizar de um rapaz hrazilciro ,
que sabe ler oscre\er e contar livredeG.
\. para caixeiro de qualquer arrumacao nes-
ta pra?a ou fora della annuncie o mesmo da.
fiador a sua conduela.
Aluga-se urna casa terrea na ra Direita
para venda ou loja ; quem pretender dirija-so
ao Mondego sitio n. 78, que achara com quem
tratar.
Aluga-se um sobrado deum andar e so-
tfio na ra Nova n. 42 a tratar na loja do
mesmo sobrado.
Troca se um par de malas de pregara
em meio uzo por um bah de 4a 5 palmos
tambem em meio uzo : na roparticiio do correio
a Joao Dias Barboza Macudum.
A luga-se o terceiro andar do sobrado da
ra do Livramento corn intuios bons commo-
dos para familia o por preco commodo em
lora do Portas n. 122.
Em fora do Portas casa n. 122, precisa-
se deum honrara para vender p3o equeen-
tenda de padaria.
A moza rogodora da irmandadedo Senhor
Bom Jess das Dores erecta na igreja de S.
Goncalo do bairro da Roa-vista penhorada de
gratdao e nao poilondo por seos muitos afa-
zeres pessoalmente dirigir-se a todos quantos
concorrerao para obrilbantismo de seos actos,
laura mao (leste meio para submissamente a-
gradecerao Exm. Sr. Barao Presidente, quan-
to se preslou concedendo-nos una brilhante
guarda de honra igual ngradecimento faje-
mos aos Srs. ofliciaes e bem assim a todas as
confrarias que honraro o nosso acto de Sesta
l-'eia Santa coma sua presenea asquaes pro-
le-tamos igual coadjuvacao da nossa parte: corn
especialidade nos dirigirnos aos hem foitores ,
que com suas estrilas nos ajudarao eso do
Dos podord receber a paga-de to pi como
caridozoacto.
Quem Ihe faltar um bote uzado que foi
adiado dando os signaos senos Ihe ser intre-
gue : na ra do Mondego n. 107.
Perdou-se desde o pateo da matriz al a
ra de lloilas um bonot de menino de velludo
encarnado ; quem o tiver achado querendo en-
addicional ; extravagante fra sem duvda, que|tregar levo-o a ruado Hortas casa de tartaru-
entrandonorcrinto dos conventos nao podesse- gueiro n. 36 que ter icOOO rs. de gratifica-
rnos lambem penetrar no seminario onde a mn- (.g() *
cidade se vai preparar pan, exorcor o ministerio umn a|(0na
sagrado. A caita regia citada pela nobre com-1 M muuuna ,
missao de 2G de marco do ITOf, que do bol- M P'opoe engajado con, alguma pessoa para
JcyuHtiiei na coiioicao ds extravagantes por '"::'r"!',:,'"; ''"' fonsiarCS ufniu da
Holgado nica que existe na casa nao sei so PWa > annuncie por osla folha para ser procu-
pde prevalecer contra a letra do acto addirio- "do ou dirija-se a ra Direita casa n. 2 quo
nal, que faz parte da nossa lei fundamental; 'se dir com quem se deve entender.


B^JI^T
a
= Urna tnulhcr de bons costumcs, se cn-
arrcga da criaeao de um menino de peilo ,
impedido ou desimpedido no que promete
esmerar-se no souzello : na rua da Concern o
da Boa-vista n. 10 ; na mesma casa vende-se
um excediente berco quasi novo, com arma-
cao assim como urna cama grande de angico ,
que ainda nao foiservida.
= Aluga-sc urna casa na rua do Cotovello ,
com boa sala 4quartos co/inha fora, quin-
ta! murado e cacimba so por commodo pro-
co : na roa Nova n. 5\.
LOTFJUADOTHEATRO.
As rodas desta Loteria ando impreterivcl-
mentc boje 2o do corrente fiquem ou nao
bilhetes por vender. Os que resto acho-sc
nos lagares j annunciados.
== Precisa-se alugar urna escrava para o
servico do urna casa de pouca fami.ia que
saiba comprar, cozinhar, ensaboar e en-
gommar, dando-se-lhe o sustento e 10,000
rs mensacs : na Solidada indo pela Trempe,
segunda casa nova n. 12.
= Roga-se ao senhor que no anno de
183!) pedio infonnaces do Snr. Oliver G.
Adamson ( ltimamente ROCO na casa de James
CrabtreeA Compnnhia ] a respailo do fallecido
Heorique Koster desta cidade que far o fa-
vor de app.irecor ou mandar ao Consulado Bri-
tnico nesta cidade, em razio de algumas per-
guntas recebidas de Inglaterra.
Desoja-so (aliar ao Sr. Jacinlho Joze Ca-
bra! daCunha que leve loja na pracinlia do
J-ivramento : amada Cadeia do Recife n.
5- loja do canto.
v)uem precisar de um rapaz brazileiro ,
para caixoiro de rua ou qualquer occupac.lo ,
excepto venda o qual di ador sua conduc-
ta dirija-se rua do Rangel n. 3i.
G. P, Fox, subdito Ingle/., retira-se pa-
ra fora do Imperio.
= Os administradores da ettincta casa de
Riberto Pelly'& Companhia convidjo aos Sis.
creJorns da m sini casa para se rcunirem no
dia quinta fera 27 do corrente as 10 horas
da miiilij no osoriptorio do Sr. \V. C. Smith,
na rua d i Trapiche n. 15 para tractar-.sede
ultimara final liquid.ic.Io di in.vsini casa.
= Na rua di Smznlla nava n. 7 precisa-se
de um menino portuguez de 11 a 12 annos de
iJile pira eixeiro de venda: e na mesma offo-
reco-se u n portuguei do 23 annos, pira caxci-
ro il. q.ulq i,-r OJCUpICJq, nesta (iraa, ou lo-
ra del la ; quom o pertender, annuucie por esta
/bf lia.
~ Precisa-se de um i ama que seja forra ,
que tnnha bom leite ; na araca da Indepen-
dencia loja n. 21, de Antonio l'olippe da Silva.
U r Joaquim Jos de Pinho que [ove
ven 11 no A Tag id >, queird declarar por esta fo-
Ih i sua niara la ou dirija-so a rua da Concei-
cao da Boa- Vista n. Vi, afio de se billar ne-
gocio deseu interesse, ou pessoa que suas ve/.cs
faca.
Quem precisar do urna aun para o ser-
vico de u n i,cisa dir'j i-se a rua da Concci-
icao di Boj-uista n. 23.
O ir. q IB oh.ti-O) 4 contos de reis
pela eir da ruado S. Rita, pode dirigir-se a
Camlioi do Carm >, n. 12 para ultimar o ne-
gocio ; na mesma casa vende-se por preco com-
m i lo um i porcao de barricas que forao de fa-
rinh.i de trigo.
s= Precisa-se alugir urna escrava para o ser-
vico de nina casa de pouca familia, que saiba
comprar, cozinhar, ensalmar, e engommir;
dan lo-se o sustento e 10,000 rs. mensaes :
na Solid le segunda casa nova n. 42 indo
pela Trempe.
Dase 230,000 rs. a juros sobre penho-
res de ouro ou prata: na rua das Cruzes n 42.
na rua eslreita do Rozario n. 31 terceiro
andar.
Compra-sc um Diccionario grande, In-
gle/. en historia de Inglaterra : na rua larga
do Ro/.ario n. 50,
Vendas
Compras.
= .J. O EUter compra duas ou 3 cabras
bcho>, que sejiio de boa raca e que deem
pelo menos duas ate 3 garrafas de le.te: na
ruado Trapiche n. 19.
Co nprao-se vidios, que tenhn servido
de Oppod.ddoc : na rua do Qucimado n. G.
Compra-se saceos vasios em bom esta-
do : na rua da Cadeia n. 40 segundo andar.
Comprao-se urna por.o de caixilhos pa-
ra janellas, e urna por o de sement de li-
man : na rua da Cadeia velha n. 9, terceiro
andar.
Compra-se meia duzia de cadeiras de pa-
Ihinha com pouco uso ; quem tiver annuncic.
Compra-se um pegra que seja boa
Vendem-se linba de carretel a 360 a du-
zia cohetes a 800 rs. a duzia e a 80 rs. a
cai*a papel do peso a 2500,2800 o 3400 a
resma dito meia holanda e almaco a 2-00 ,
banba franceza miii fina pennas de escrever a
i V') <> quarteirao. agulbas Irancozas a 320 a
i-aixinha transelim de borracha a 160 ineias
do algoda > para senhorj a 400 rs. o par ditas
de linho a 1000 titas lavradas e lisas, cartas
francezase portuguezas estajos de navalhas a
2000 rs. ditas ordinarias a 1200, talheres fi-
nos a iOOO a duzia ditos ordinarios a 2i00 ,
caivetes a 3200 a duzia e a rotalho a 320,
thesouras douradasa 500 js. ineias do laia
para homsin a 900 rs. o par agoa de colonia,
Inha de miada a 2500 e 3000 o masso luvas
de camurea branca e amarella a 320 o par, pe-
dras para meninos de escola a 120, pomada
franceza milito fina a 2200 a duzia e a 200
rs. o par c um completo sortimento do miu-
de'.as baratas a contonto dos compradores: na
pracnha do l.ivramenfo n. 53.
^ = \ endem-se lindos chales e lencos de se-
da muito ricas luvas compridas de pellica com
nfeites chiles adamascados guarnecidos de
renda muito finos lencos de cambraia para
mos, chapeos da ultima moda chegados l-
timamente, chapeos de sol de seda muito en-
cornados, e cabo i alm de fortes mui bem on-
feitadose dourados ricos cortes de cambraia,
l}HI grande sortimento de perfumaras mui Ircs-
cas clarinetes, llantas, trompas, pistn, cor-
netas de chaves c lisas rabocas violoes e
outros mui tos artigos de gosto : na rua Nova ,
loja nova n. 33.
"* Vendem-se pannos finos do todas as cores
a pre.-os sarjas pretas larcas e streitas se-
tinsde cores ditos lavrados para coletos leu
pos d seda pretos para grvala ditos de cores ,
chapeos pretos francotes da ultima moda ditos
de castor e de massa alm de outras inais fa-
zendas por pre.o muito commodo e a contento :
na rua do Qaeimado n. 11 loja nova de
A. L. G. ^ ianna.
>, Vondem-se os seguintes romances e no-
vellas cheg das ltimamente, Amanda e Osear;
V iiHilherou seis amares ; Conde de Toloza ;
9amido Lago; Joaninhaoua engaitada ge-
nerosa; Leonor de Ambrise, Evaristo e Theo-
lara ; Eugenio e Virginia ; Fermidoro e Ze-
linda ou cavalleiroda marte Fon te de S. Ca
thariha ; Kli/abeth ou os desterrados da Sibe-
ria ; Cecilia de Chateney ; Pamela ou a Vir-
tude recompensada; Salteador Saxono ; Me-
ninos il i pra a nova ; Julia ; Primavera ;
ttui Braz; Captivo de Fe/. ; Alfageme de
Santarem ; e urna colecSo dos quadros histri-
cos de Portugal : na rua das Cruzes n. 33.
Vendem-se botoes de Pedro segundo de
marinha o da allandega abotuaduras para
colletes amarellas e do malhor gosto ditas
para casacas amarellas, de duraque de to-
dos os lmannos de seda e de massa esto-
jos de navalbas finos, papel almaco chamado
meia holanda a 2 Vi);) a resma potes de tinta
prda a 8 ) rs. penles de tartaruga a 1410,
botos de ma Ireperola com urna pequea parte
prela a 320 a grosa bicos de linho, fitas de
seda e lavradas de todas as quididades c precos,
botoes grandes de oco para sobreCiisaca, bron-
cos e pretos escovas para fato e cbelo pes-
cocinhos de fil de linho proprios para meninas
a 320 cada um e outras umitas miudezas por
preco commodo: na rua do Cabug, n. 4.
^ \ endem-se pannos azues e de outras co-
res de boa qualidade a 22i0 e preto a 3000 ,
mediente! casemiras pretas e de cores a 1760 ,
franquelim preto e macednia a 480 o covado,
casinetas de cores para calcas a 560 e 6i0, pan-
nos para alcatifas a 320 c 2M) o covado me-
rinos; de cores enfeslados a 1000 is. luvas de
seda sem dedos a 400 rs. o par e de outras
qualidades por barato preco, sedas c sarjas,
tanto para forro como para ricos colletes e
vestido*, riscados azues americanos, encor-
pados a 1 V0 e ordinario a 100 rs. o covado,
(hitas escuras e claras entrefinas a 160 cober-
tores de algodao cncorpado da america a 560 ,
e o mesmo algodao proprio para vestir escrava-
tras muitas fazendas : na rua do Crespo lojas I = Acaba de chegar urna nova porcao do
daviuva Cunha Guimarcs, ns. 10 e 15. i pomada antimorrodial, o melhor remedio
Vondem-se urna commoda de amarello, at hoje apparecido contra a hemorridias, do
e urna poltrona tambem de amarello, feita na qual Os bons efleitos ja tem sido espenmenta-
terra, tudo por preco commodo: na rua es- do por muitas pessoas desta cidade acha-se a
treita do Rozario armazem n 32. 'venda na botica da rua Direita deronto do
Vendem-se um selim inglez com cabeca- Terco n. 131 pelo proco de 1000 rs. cada
da em bom estado ; urna meza de amarello latinha junto com a qual se dar um impres-
para jantar; e urna cadeirinha de rua em bom so que explica a maneira de usar della.
Escravos fgidos.
tura por bem mdico preco, pecas de breta-
costureira e engommadeira que nao seja nln do algodao muito largo com 10 varas a
velha e nem tenha vicios ; quom tiver annun- 2000 ,''e da eslreita a 1900, cambraia lisa or-
cio. diara a 360 e fina a 690 rs. e bordadas a
__ Compro-se efhsctivamente para lora da; 560 a vara ou a 4000 a peca de 8 varas cas-
provincia mulatinhas crioulas e mais es- H pintada a H0 e lina cores (xas a 200 ri. o
cravos le 13 a 20 anuos pagio se bem sen- covado ganga azul boa at pira saceos ou ves-
do bonitos: na rua larga do Rozario, n. 30 tidosde pretas a 80 c 100 rs. muito larga,
nrimeiro andar. gravatasde setim e gorgoreo a 610. colas d
Comprao-se escravos moros de 16 a 20 cambraia e de fil d linho para meninas e se-
minos, qn#rvSo para osvrvico de engenfao : nhora por diminutos procos, alom disto ou-
uso : na rua Bella n. 40.
Vende-seo sitio da Capelinha do Mon-
dego : que (ica junto ao chora menino : a tra-
tar no mesmo sitio.
Vende-se a armaco da loja da praca da Fu Q a viscondeca de Cama resi-
Independenc.a n. 16, propr.a para miude- dente na Corte > 0 eScravo Cielo natural da
zas por ser toda envidracada o tambem ven-!Bahjlj Cflbra ^ moco ^ n, cousa a|t0 e
dem-e4ca1xilhosgandese6 pequeos, to- | w do f com a barba f e bastante gag0 ^
dos.com v.dros, e proprios para qualquer ar- bo|eir0f etambem trabalha de alfaiate; em
macio : a tractar na mesma loja.
= Vende-se um apparelho para barretina
de guarda nacional do primeiro batalho : no
atterro da Roa-vista n. 48.
as Vende-se urna escrava crioula de 28 an-
nos lava cozinha engomma faz renda ,
e cose chao: na rua da Senzala velha, no fim
como quem vai para o porto das canoas, n. 50.
= Vende-se um mulato robusto do 28
annos, proprio para todo o servico : na rua da
Cadeia do Recie loja de Joao da Cunha Ma-
galhaes.
= Vende-se rap do Lisboa : na rua da
Cadeia do Recife, loja de Joao da Cunha Ma-
ga I hiles.
Vende-se urna porcao de castanha pila
a cm arroba ou libra por preco commodo :
na rua Nova n. 63 ao p da ponte.
Vcndc-se um estola preta muito rica ;
quem quizer annuncic.
= Vendem-se duas cscravas mocas urna
eozinha o engomma com perfeico, e a outra
de nacao perita cozinheira e doceira ; e oulra
Tta de 28 annos para todo o servico: na rua
de S. Rita n. 27.
Vendo se essencia de aniz de primeira
qualidade : na rua da Cadeia velha, n. 29,
terceiro andar.
Vende-se urna casa no atterro dos Alio
liados, pegada a casa onde tem fabrica de sa-
bao a qual tem os fundos at a mar : na rua
Direita n. 30.
Vende-se um rico aoprclho de porce-
lana dourada, para meza: na rua da Cruz n. 68.
No Recife na rua da Cruz n. 23 cs-
criptoriole Joze Antonio Gomes Jnior con-
tinua-se a vender por preco commodo, sacras
rom alqueire de l'arinha de mandioca muito
fina e alva feita na Muriheca.
Vendem-se diversos livros novellas, o
pecas theatraes, e dous annos do Universo Pit-
toresco, em um s volme tudo com al-
gum uso mas muito barato: na rua do Quei-
mado n. 14.
Vende-se um escravo do angola de 24
annos, ptimo para qualquer trabalho: na rua
do Cabuga loja de miudezas n. 5.
Vendem-se urna mulata de 20 annos,
rom boas habilidades ; duas mucambas reco-
ladas, de 16a 17 annos, cosem com perlei-
'io ; urna escrava de nacao de 22 annos per-
feitaengommadeira e cozinheira e faz doces
de todas as qnalidades ; 5 escravos para todo o
servico ; um escravo de nacSo Mocambique ;
un bonitomoleque de 18 annos, bom cozi-
nheiro ; um mulato sapateiro do 23 annos ; e
orna escrava perfeita cozinheira: na rua de
agoas verdes, n. 46.
=r Vendem-se urna corrente com 51 oitavas
de ouro de lei uns corazes encastoados para
braco de sen hora urna \olta de cordo* gros-
so de ouro de lei corarSes e aneis de difieren-
fes modellos, um rozarinho de ouro, pares
de brincos modernos de oure com diamantes e
sem elles, cassoletas de ouro de dilerentes mo-
delos urna pouca do prata de bom toque, co-
Iheres de soupa e cha urna faca aparelhada de
prata ponteiros de dita para meninos um
par de mangas de vidro urna dita sem paro-
dia um par de casticaes de vidro : as 5 pon-
tas n. 45.
Abordo do brige Rettauragao fundiado
defronte do largo da assembl ;a se vende fari-
nha de mandioca de superior qualidade a 38320
reis o alqueire ve!lio c em porcoes ; trala-se
rom Vfanoel Joaquim Pedro da Costa na rua
da Cadea n. 46.
= Vende-se um moleque de idade 14 an-
nos urna negra lula de idade 18 annos p-
tima lavadeira, couros de cabra escolbidos ,
grandes, dilos mais pequeos sola de muito
boa qualidade tudc por preco commodo ; na
rua da Cruz n. 51.
= Vende-se urna negra de naco de 18 an-
nos saheconzinW, lavar, eengommar o
um negro ganhador que di 480 reis por dia ;
na Camboa do Carmo n. 20, junto ao estanque.
= Vende-se ptimas bixas chegadas proxi-
mampntn i\i> lislin nn l>nrcn OfffCStC&v 1' !c,r :!,
Lida aos ceios, e cada urna depersi a 320
reis; na rua do Rozario estreita botica n. 10. Rkcifk: ra Tvt. de M. F. de Faria. =1843
urna ugida, que fez ha annos andava embar-
cado na carreira de Pernambuco para a Bahia ;
por isso talvez agora tornasse a embarcar, sen-
do possivel al que intitulando-se forro ande
em algum navio de guerra all ( Pernambuco )
estacionado ou dos que precorrem os portos ve-
sinhos; gratifica-so com 100$ rs. ao appre-
hendedor alm das despezas. que se fijerem
com o seu transporte para a corto ou qu>"*s-
quer outras, que occorrerem.
so No dia 9 do corrente mandei o meu es-
cravo ao Recife em um cavallo russo comprar
iiiantimeiitos para a casa e no regresso dahi
n 5 diaschegando ao engenho Larangeira de
Pedro velho de Mello descairegou o cavallo
em casa de Miguel Antonio filho do propie-
tario do mesmo engenho e fug'o montado
no mesmo cavallo dcixahdo a carga o escra-
vo he do naco Angola de nomo Antonio, de
38 annos secco do corpo os ps cheios de
cravos ; e o cavallo he russo tem em um p6
urna esfoladura que nao em cbelo ; quem o
pegar leve a casa do Padre Joahuim Joze de
Oliveira morador no engenho Arando fre-
grezia de S. Antao quo ser recompensado.
- Fugio em 9 de Setembro do anno p. p.
o mulatinbo Jacob de 13 annos, com urna
marca pequea ja s na niacS do ro.4o cor
natural, cbelo bom e carilindo reforrado do.
corpo e muito esperto, sem deffeito algum ,
com todos os dontes sabio com calcas do al-
Mao 'inho trancado de barguilha e camisa do
mesmo sem ponta de barba; supe-se ter hido
ara as parles de Un na aonde loi criado, ou
para o cabo, engenho liba d'onde foi vendi-
do para esta cidade ; quem o pegar leve a rua
do Fogo ao p do Rozario n. 8 que rece-
bera 50 000 de gratificante ; o mesmo cotu-
ma a se intitular por forro, e ja esteve preso na
cadeia de Goianna. *
No dia 18 do corrente fugio do engenho
Paulista, o escravo Antonio de naio An-
gola alto grosso cara lalhada feio, de
V0 annos, cor bem preta, e beicos pretos. No
fim de Novembro p. p. fugio oulro de nome
Pidolles, alto, grosso do corpo bem bar-
bado eflr bem retinta crioulo o qual per-
tcnceo a Luiz Amavel Dubourcq ; quem os pe-
gar leve ao dito engenho que ser recompen-
sado pagando-se alm disto todas as despe-
zas da conduco.
- No dia 26 de Dezembro de 1842 fugi-
rao do engenho Sibir do Cavalcanti na co-
marca do Rio Formozo dous escravos ladi-
nos um de nome Mauricio de nacao angi-
co de 40 annos alto, bem feito de corno ,
n sto secco tem marcas de sua Ierra as fon-
tes c testa desdentado adianto no oueixo de
rima, cor lula, levouebapeode carnahuba oleado
de branco uina pistola, jaqueta e calcas bran-
cas camisa de madapolo e de algodao da tor-
ra baeta encarnada e mais alguma roupa :
e oulro de nome Raimundo de naco Congo,
de 40 annos, baixo disdentado adiante ao
qucixodecima com o dedo polegar da mao
direita lascado e sem unha tem marcas de
chumbo na cabeca c levou urna espinga/da
lazarina curta com aneis de lato e guarda
coice do mesmo pregado com taxinhas chapeo
de palba novo, jaqueta de chita de assento
branco e flores encarnada calcas brancas, ca-
misa de madapolo e dealgodo da trra, bac-
a encarnada e mais roupa ; supe-se terem hi-
do para e serto e forao vislos na comarca do
Pod'Alho; quem os pigar leve ao dito enge-
nho ou nesja praca em casa de Manoel Felis
Ramos na rua de Hortas n. 130, que recebe-
r porcadi um 508 rs. de gratificarlo alm
das despezas que se fizerem.
Oualquer snr. encarregado da polica ,
ou capillo de campo poder apprehender um
escravo de nome Francisco de naco Mocam-
bique ceg de um olho, levou vestido calcas
e camisa de algodao da Ierra e chapeo de palba,
grosso do corpo estatura ordinaria o sem
barba de o entregar na rua da Cruz do Reci-
e, n. 12, que ser gratificado.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EB6ED0Y6J_Z31RBI INGEST_TIME 2013-04-12T21:56:34Z PACKAGE AA00011611_04944
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES