Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04942


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Full Text
Auno de 1843.
Sabbado 22
li'rio srots dcpeaac ja nos miinoi; da rom prudencia taodaraco, a sargia : con -
MI JO nos cobo principiamos a seremos apuntados com admiraco entre as [Nacoes mais
culi. ( Proclamaban da Assembla Geral do BltrlL. j
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gairaaa J Farshiba a Rio grande do Norte segunda^ a sextas fairai.
Bonito o Garanhnas a 10 e 24.
(."abo 3-rinbaem, Rio Formlo Porto CaNo Maceia ,
Boa-iisTac Flores a 13 e 28. Sanio Antas, quintas feirss.
DAS da semana.
47 Sog. i. oists s Aniceto P.
48 Tere. 2. oitavs i Galdiao R.
i'.l Quarl. ". Hermogens M Re. ud. do J. de D. da i. .
2 juinl, Ignei de Monte IVlir.no M. And. dn J. de U. da S. r.
$i 6il, Anselmo Aro Aud. do J. de D. da 2. T.
2 Sal, ss Sntcr e Caio M Aud do J. de D. da 1 t.
33 Dcn, rf: Pascoelli Jorge M.
e Alague* lol., H
Olinda todos ol diai.
de Abril
Anno XIX. N. 89.
O Diario publicase lodoa os diss qne nio foresa Santificados : e praco da as.ignatars, b
de lre.mil re. por qnartel pago, sdiantados. O. snnuncio, do, "'Rnin'M '5 ,n"".
gratis, e osdoaqneo Sotare, r.to de 80res porhnha. As recl.maeoes de^em se. dm
gid.s a asta Typ., ra dss CtRM N S4,o prac. da Independencia Iota de litros O a o
Cansos.Nodia 11 de Abril.
Caaibio sobra Londres27 Nominal.
a k Pars 350 res por (rsneo.
a Lisboa 100 por 100 de premio.
Moeda de cobre 2 por cento.
dem de letras de boas firmas 1 f por .
Omo-Moedade 8,400 V.
N.
a de 4,000
PlaTt-Pataces
a Peins Columnares
ditos Mexicanos
compra
15,000
1,70J
8,800
1,830
1,830
1,830
yenda;
16.ICO
16,'JOW
y ooo
.850
.850
4,850
PHASESALDANOMEZDE MllUI..
.tia Chela 14, a 9 m. da lard.
Quart. mtng. .1, :'u 10 horas e 5 a. da m.
II.ua nora 29, a 1 hora e 59ra, da tard.
(Juarl. cresc. 7, ..a > huras e 4fi m. da lard.
1." a 10 horas a 54
Prtamar de hoje
.. da manhas. | 2. a 11 horas e 1S m. da Urde.
'J 1~ !
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 8 DO CORRENNE.
OfTicio Ao chefo de polica interino re-
corr mendando, em consequencia de representa-
cao de varios recrutadores toda a severidede.
e escrpulo na admissao das aPcgacdes, que a
seu favor fl/.ercni os rucrutados e que im-
preque for possivelouca sobre ellas os recruta-
dos, para que senao frustem as delgencias c
trabalhos.cm verdade dignos de toda attencao.
Offlciou-soa respeitoao commandante das ar-
mas; e porticipou-se ao delegado de Garanhuns.
DitoAo inspector interino da thesouraria
Jas rendas provinciaos ordenando que mande
pagar pessoa designada por S. Exc. R.m",
a quantia votada por lei para a coremonia do
Java-pedes.
Portara Supprimindo e.n virtudo da lei
provincial n. 9, de 7 de mao de 18t2 a cadei-
ra de primeiras letras do Ex por constar de
informaciio do director interino do lyco que
fallecer mais de um anno o professorde pri-
meiras letras da Assumpcao, quefora para ella
removido.Communicou-se ao primeiro secre-
tario daassembla legislativa desta provincia,
ao inspector interino da Ihesouraria das rendas
provinciaes, e acamara municipal da Boa-vista.
POLICA.
O commandante geral di> corpo policial par-
ticipou nodia 6 do corrente que tinho sido
presos ordem ;lo sub-delegado de Santo An-
tonio Luis Bajista Cabral e Jos Mora por se
liaverem 5spancudo; a ordem do sub-delega-
do de 5, Fr. Pedro Goncalves o escravo Podro,
p: tentativa de roubo e para recentas os pai-
sanos Antonio de Frcitas e Francisco Gregorio
Marques; que o chele de policia interino deo
destino ao recruta Francisco Quirino das Cha-
gas e Francisco Gomes Jardim e o men-
cionado sub-delegado da freguesia de S. Anto-
nio cuja disposico jinda se achava o escra-
vo Manoel, ao escravo Francisco: que anda es-
va detento o disposico do delegado do ter-
mo desta cidade Joo Francisco de Sousa Pei-
xe: e que ordem dochefede policia interino,
porsuspeitos na tentativa d'assassiniode Joa-
qun. Pereira Homem forao presos Agostinho
lavares Rodovale, Joao Leito Rodovale, Joa-
qun lavares Rodovale, e Francisco Tavares
Rodovale: e que no da 7 orao presos, pelo
delegado do 1. termo desta cidade o paisano
Hermenegildo Eduardo Reg, e ordem do
sub-delegado de Santo Antonio o escravo Chris-
tovao : assim como que este sub-delegado dera
destino Luis Baptista Cabral, JosMaria [Mas,
Manoel Angelo da Cruz e ao escravo Manoel,
e odeS. Fr. Pedro Goncalves ao escravo Pedro.
Com mando das Armas.
EXPEDIENTE DE 8 DO CORRENTE.
Ofllcio Aodcsembargadorchefc de policia,
cornmunicanjo-lheem resposta aos seus oflcios
de 4 e 5 do corrente que assentara praca o
recruta Manoel da Cruz c finara em custodia ,
para provar isompcous que allcgou o de nome
Francisco Quirino das Chagas.
Hito Ao delegado do termo do Limoeiro ,
disendo-lhe a vista do seu ofllcio de 6 do cor-
rente que assentaro praca os recrutas Fran-
cisco Jos Gomes Manoel Simplicio Soares, e
Alexandre Ferreira cando em custodia Fran-
cisco Pinheiro eAlexandre de Sousa do Nas-
clmento, para serem inspeccionados.
DEM DO DA 10.
Ofliofb AoExm. Presidente, enviando-lhe
a rclacao nominal dos individuos, que volunta-
rios e recrutados assentaro praca no moz de
margo p. p. .
DitoAo mesmo Exm. Sr. significando-
lhe que quondo recebera a sua ordem para a
soltura do recruta Francisco Quirino das Cha-
gas iellc se achava em custodia para provar
que era guarda nacional do terceiro batalhao do
municipio prompto para o servico e de bom
comportamento devendo serem os seus docu-
mentos, ou a reclamacao de sua soltura, cnca-
minbada pelo chele da guarda nasional como
Va determinado em lei; masque o mesmo Qui-
rino era nesta data solt a vista do oflkio do
commandante superior; que S. Ex. enviara.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., respondendo o
.=.... .""-i" <"< <*" <-nrrenle i\ant\n as causas
porque muitos recrutas erao postos em liberda-
de contra a espectativa dos encarregados do
recrutaroento que menos escrupulosos, pren-
diiio a cidados, que pelas instruccoes e or-
dens do governo esto izemptos do servico do
exercito \ no entretanto que estava no seu direi-
to quando os soltava porque pelas ditas n-
truccocs o ordens, Ihe competa avallar das pro-
vas apresentadas, direito que sempre tinhacom
discripcao exercitado, ficandoS. Ex. certoque
se alfOm recruta foi solt sem odever, tal pro-
cedimentose apoiou na melhorboa f emface
dos documentos recebidos.
ITlcio Ao Exm. vco-presidento da pro-
vincia das Alagoas para que Ihe houvesse de
eommunicaro destino de 21 pracas que o ba-
talhi.0 de artilhcra contava ali destacadas,
desde o anno de 18*1; (asendo-as recolher a es-
ta provincia no caso de existirem e serem seos
servicos desnecessarios ali.
Ddo Ao desemhargador chele de polica ,
disendo-lhe que n5o obstante as rellexocs que
fasia o delegado do primeiro districto do termo
desta cidade a respeito do recruta Antonio de
Freitas, fora posto em custodia para provar
que o nico arrimo de sua numerosa lamilla ,
camposta de pas pobres e ja idosos e de 11
irmaos menores dos quaes elle recruta ora o
mais vclho e nao tinha ainda completado 15
annos conforme allegou o pai.
Dito Ao commandante do batalhao de arti-
Iheria. mandando passar guias ao cadete Joa-
quim Nerv da Fonceca primeiro sargento Eu-
genio Luis Franco e segundo dito Ignacio J >-
s da Assumpcao que e*t.o estudando na es-
colla militar e autorisando-o a promover a
primeiro sargento official um dos inferiores dos
mais habilitados em bigardo sargento Fran-
co que consta ter marchado para o sul, o de-
via passar a aggregado.
Dito Ao mesmo. disendo-lhe que o recru-
ta Vicente Ferreira das Chagas ass que fora solt o de nome Zacaras Soares de Bri-
to por apresentar documento legal de que
menor de 16 annos, e posto em custodia Felip-
po de Santiago AI ves Monteiro, e Francisco Do-
mingues das Mercfis a este por ser casado com
Albos o aquello por ser menor do 17 annos ,
e ter a seu cargo a sustentaco de sua mai e
de dous irmaos menores.
Thesouria da Fazcnda.
' KXPKD1ENTE DE 20 DO PASSADO.
OMicioAo inspector da alfandega para in-
formar que numero de guardas be indispensa-
vcl para aquella reparticao, e musmo se he pos-
sivel diminuir o numero que actualmente tem .
afim de saptisfaser a exigencia do Exm. Presi-
dente da provincia em offlciode 28 do corrente.
Igual olllcio foi dirigido ao administrador da
mesa do consulado.
dem do da 30.
DitoAo inspector da alfandega, participan-
do para seu conhecimento e em cumprimen-
to do ofllcio do Exm. Presidente de 29 do oor-
rente que seja considerado como navio de
guerra pertencente ao governo dos Estados-Uni-
dos d'America o brgue Chipla comprado pe-
lo Comodoro Morris para servir de transporte.
Igual oflco fol dirigido ao administrador da
mesa do consulado.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPDTADOS.
Sesteo de 3 de margo.
Conclusao.
Sr. presidente, as nimbas ideas a respeito dos
direitos das asscmblas provinciaes, a respeito
de centralisacao ou nao centralisacao sao a
constituicSo c o acto addicional tal qual foi
constitucionalmente interpretado ; porque, Sr.
presidente em minlia opiniiio, todos os prin-
cipios, todos os systemas, todas as doutrinas por
melliores que sejo, tornSo-se pessimas pela exa-
geracfto; o resultado ordinariamente que pou-
co ou nada se tem quando se quer mui!o, quan-
do se quer aquillo que se no deve. querer. J
aprsente! algn* argir, -ntos que me parecrao
bastantemente fortes c concluientes para que se
vote pela resoluco vinda do senado ; mas a dis-
cussao que tem havido, me obriga a dar-lhes
mais algum desenvolvimento.
Eu nao sou dos que enxergao s males as as-
semblas provinciaes ; conheco que muitas tem
feito beneficios, e grandes beneficios as respec-
tivas provincias: nao dundo mesmo que em al-
gumas circunstancias tenha resultado bem de ter
urna ou outra assembla exorbitado ; mas esses
bats se poderiao sem tluvida alcanear pelos meios
regulares, pelos meios que a constituico esta-
beloce; e por consequencia nem essa mesma
eonsidoracao nos deve tolher de corrigir tantos
abusos 0 excessos que se tem commettido e de
procuramos evitarqueasasscinhlas provinciaes
conlinuem na mesma marcha.
O nobre deputado que me precedeu mostrou
com toda a evidencia a maneira porque so deve
entender o acto addicional. Quasi geralmente se
tem querido tirar do art. 10 do acto addicional o
argumento de que as asscmblas provinciaes po-
dein legislar sobre tudo que nao offonder os tra-
tados com os nacoes ostrangeiras ou os interes-
ses de mitras provincias mas claro que nao
pode ser concludente um argumento tal, que,
aproeder, invalidara inteiramentc o art. 12,
no qual se determinou mili terminantemente-
tpie nao podero legislar soltre impostos de im-
portacao nem sobre objectos nao comprelie-i-
di.los nos dous artigosprecedentes. Ora.nosarts.
10 e 11 est marcada a linlia do autorisaeao das
asscmblas provinciaes; logo, parece-me que
ollas nao p'odem legislar senao sobre os objectos
que estao especificados nesses irtigos.
A continuaeao e frequente repeticao dos abu-
sos porm e que vao passando como casos jul-
gados, tem feito com que muita gente se va re-
gulando por taes precedentes e nilo attenda nem
procure estudar o acto addicional ; ese minias
assembioas procorSo alargar o circulo desuas al-
tribuici.es, mal maior. ao meu ver, tem feito
alguns presidentes sanrcionando todas as leis in-
distinctamente : hoje as assemblas provinciaes
tem at empregado um meiodeinutilisaraanc-
Clodos presidentes, enxertando em leis que nao
proeisriodelladisposiceSsobrcohjectossobrcque
nao devem legislar sem o concurso do presiden-
te, e leis taes se tem exocutado. Presidentes pois
tem havido que niio se importao dos entreves e
obstculos que se po r administracao ; sao de-
masiadamente condescendentes com as assem-
blas provinciaes e nenhum valor tem dado
omnente prerogativa da sanecao
O Sr. D. Ifanoel faz signal afirmativo.
OSr. Atbuquerque : Aceito oaceno de
approvaco do nobre deputado presidente do Rio
Grande do Norte porque parece-me que sua
provincia urna das que esfao nesse caso-----
O Sr. D. Vanoel: Esta nao est ma!....
O Sr. Jlbuqnerque : Eu o provarei. Sr.
presidente eu sou adversario da instabilidado
das cousas ; gosto muito de que em tudo baja
estabilidade como principio le ordem e de sega-
ranea ; mas nunca approvarei urna estabilidade
tal como a que se oiganisou no Tlio Grande do
Norte a ponto de ficar a provincia ingover-
navel.
O Sr. D. Manoel: Ingovernavel !....
O Sr. Mbuquerque : Sim ingovernavel,
porque, segundo a legislacaodaquella provin-
cia parece-me que o presidente que para l for
nao poder governar ; limitar-se-ha a vergover-
nar. Ora, ser governavel a provincia em que
por urna lei sao vitalicios todos os empregados
pblicos5 Euentendo que urna provincia tal,
em que o presidente nao pode ter a menor influ-
encia nao pode ter aecao sobre os empregados
pblicos, nao se pode dizer governavel. Sr. pre-
sidente, sobre cortos empregados como o secre-
tario da provincia empregados de fazenda em
geral e outros semelhantes o governo deve ter
certo arbitrio, deve exercer algum poder discri-
cionario. Nao invejo a soite do nobre presidente
"overnando urna provincia com leis semelhantes.
' OSr. D. Manoel.-Tenho-me dado muito
bem. .
O Sr. lhuquerque : L verdade ; mas por-
,,,,,. ten) i (je a fortuna de viver confraternalmen-
te com aquella gente; mas quem para l for al-
gum dia succederao nobre deputado, talvez nao
seja to feliz ; e quando quizerobrur aclur-se-
((mas maos atadas. O nobre deputado teria
I eitO um mi vivo uiaiS v.CTSC.
se empregado sua bem merecida influencia para
que taes leis lossem revogadas.
Sr. presidente en nao posso concordar com
a opiniao do nobre deputado pelas Alagoas ,
quando dlsse que o servico de secretario do go-
verno o outros nao se podem considerar feitos ao
estado e como taes n8o devem ser remunera-
dos pelo governo geral. Euentendo que todo o
servico prestado ao Brazil feito ao estado. E
verdade que em todos os tem pos liouvero em-
pregados cojos servicos nao se reputnvSo rp-
inuneraveis; entretanto hoje as assomblas pro-
vinriaes esto aposentando portelros de audito-
rios, estilo l.-vando em conta para a aposenta-
dona os servicos de escrivaes do judicial etc.
Tudo isto mostra que as assemblas provinciaes
nao sao as mais aptas para exercer o direito de
conceder pensiles e aposentadoras.
Arguinentoii-se Sr. presidente, com o di-
reito que tem as asscmblas provinciaes de dar
graduacoes aos ollciaes da forea polcial. Disse-
se : Se asasseiubl.is provinciaes tem este di-
reito direito que a constituico parece reservar
s ao poder executivo entSo tainbem nao so
Ihes pode disputar o direito deoonceder pen-
sos, Paiece-ine, Sr. presidente, que o ar-
gumento nao procede ; e ainda quando nao se
possa demonstrar com toda a evidencia que elle
nao procede parece-me que posso combate-lo
com r.izao mili forte. Se as asscmblas provin-
ciaes exercem odireilo de conferir graduacoes
aos offlciaes de policia, porque a constituico
Ihe dou expressainenle o poder de fixar osla lor-
ca; e esta claro qne nao pode haver Torca sem
organisaco sem ter commandantes, sem ter
ollciaes etc
Domis, sea constituico deu ao poder exe-
cutivo o direito de conceder pensos, fez depen-
Ider isto da approvaco da assembla geral. Go-
m pois se pode pensar que o acto addicional
i queira fazer este direito exclusivo das assemblas
provinciaes sem intervenclodo poder executivo,
quer geral, quer provincial? Como se poder.
dizer racionalmente queos legisladores do acto
! addicional quizessom conceder esse direito a de-
;zoilo assemblas provinciaes, quizessem por
tal modo baratear tanto o poder de remunerar
os servicos feitos ao estado ?
O orador he interrouipido pelo Sr. presiden-
' te que a final declara : a discussiio est adiada
1 pela hora.
Contina a dscussao do artigo segundo da pro-
posta do governo que lixa as torcas de trra, com
as emendas apoiadas e mais a seguinte :
Emenda atldiliva. O governo distribuir
o numero dos recrutas por todas as provincias
do imperio, na ra/ode sua populaco livre r
publicando-se com antecedencia a quota que
cada una dever fornecer. Franco de S.
Faao sobre a materia os Srs ministro da
guerra D. Manoel, Cruz Ros, Coelho, eCan-
sansao, c Oca a discusso adiada pela bora,
baha.
ELEICO PARA SENADOR.
Resultado de 32 rnllegtos.
Conselbeiro Jos Carlos.............. 881
Dito Tbomaz Xavier................ 615
Dito Manoel Antonio Galvao.......... 576
Dito Eustaquio Adolfo............... 541
or\ ni / C lv.
ALAGOAS.
E.EIQO PARA SENADOR.
Resultado de 0 collegios.
Dr. Antonio Luiz Dantas Barros Leite..
Presidente Caetano Silvestre da Silva...
Dr. Agostinho Moreira Guerra........
392
380
326
PEBN&ftlBUCO.
ASSEMBLA
PROVINCIAL.
Acta da mso ordinaria da Assembla Legisla-'
tira Provincial de Pcrnambuco em 19 de o-
brildeiSW.
Presidencia do Sr. Oliveira.
Fcita a chamada charao-se presentes 12 Srs.
deputados, altand >com participacao oSr. Bi-
rerra Cavalcanti, e sem ella os Srs Domlngues,
Machado Ros Carnciro da Cunha Manoel
Cavalcanti, Barros Cavalcanti Paula Lacerda,
Lopes Gama (iuimares, Figueiredo, Faria ,
Leal, Costa Mello Barao de Suassuna o
Pinto de Almeida; o Sr. presidente deelarou nio
h:iviT joaa- o nnra rntaktar <*!?.YrO!! a nr?S22S,

'
V

1


mSrSS? dePaula Cawlcamite Albuquer-\tos; portante, Sr. presidente, muito me revol-
ee Ueerda, vlce-prosideote -Anlonw Jos de lou a nolicia de qu/um |)acha're| formado hava
Oliveira, i. secretario interino. Bernardo
Rebello da Silva Perera,i. secretario interino.
Acia da 32.* sesso ordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pernambucocm 20 de
: abrilde 1813.
Presidencia do Sr. Paula Lcenla.
Feita a chamada achariio-sc presentes 20
Srs. diputados, fallando os Sis. Pedro Caval-
canii Mendos, .Machado Rios, AITonso Ferrei-
ra, Pereira de Brito, Faria, Mello, Baro de
Suassuna Pinto d<; Almeida Dantas, l'eha
Cavalcanti, e Paula Mosquita. O Sr. vice-prc-
sidente declarou aberta a sessao; foi lida e ap*-
provada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Foilido, e approvado o siguilo parecer de
commissao de estatistica :
Foi tembem lida e approvada a rodaccao da
le que fixa a forca policial para oannotinan-
ceiro de 18i3 18, assim como a das postu-
ras da cmara municipal de Goianna e a da
!ei do orcamento provincial rom a sejuinte e-
menda do Sr. Neto ao artigo 41 qualquer au-
torisaca concedida ao governo por esta ou pe-
las leis anteriores de orcamento cessar etc. ;
o mais como esl no artigo.
ORDEM DO 1)1 A.
Entrando em discussao o parecer addiado da
commissao de constituico e poderes acerca da
reunio da commissao de S. Francisco a esta
provincia o Sr. Neto mandou a mesa ase-
guite emenda que foi appoiada : repregon-
tando-so tembem a cerca da enoorporacaS esta
provincia da povoaco de Pe Iras de FogO par-
te da qual est actualmente unida a provincia :
Cencerrada a discussao foi a approvadoo pare-
cer eom a emenda.
Foi lido appoiado e depois de descutid.),
rejeitado o seguate requerimento doSr. Figuei-
redo:requeiio que se remeta o parecer ap-
provado commissao de redaccao para formal
a ropiesunlaeao.
Forao approvados osseguintes : do Sr. Lobo
Jnior requeiro a urgencia da segunda discus-
sao do projecto de le do orcamsnto municipal
com preferencia a qoalquer ouira: do Sr. Lo-
pes Gama accreseento-se ao requerimento em
discussaonao preterindo a discussao do pro-
'jecto n. 17: do Sr. Figueiredo: requeiro .
que siga o parecer a commissao de constituicao
e poderes para formar a representacao.
Eotrou em primeira discussao o projecto n.
17 Ueste armo e flcou addiada por nao haver
casa. O Sr. vice-presidente deo para ordem do
dia a continuado da de hoje e pareceres addi-
ados, e levantou a sessao antes das duas horas.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albw/uer-
gue Lacerda, vice-prosidenteAntonio Jos de
Olmeira, 1." secretario interinofemardo Re-
tidlo da Silva Pereira 2. secretario interino.
B'ublcacao a pedido.
J SK. PEDKO CHAVES E O SR. 1'EIXOTO HE ItRITO.
Na sessao de 14 de marco tomando a pala-
vra o Sr. Peixotode Brito para reprodusir a e-
menda poi elle ollerecida nasegur.da discussao
das torcas de trra e que lora ento rejeitada,
aproteitou elle a occasiao para responder ao dis-
curso prolerido pelo Sr. Pedro Chaves, e queja
publicamos no n. 319:
Depois de haver apf asentado as rasos porque
julgavadever approvar-se a sua emjnda dis-
se o illustre deputado:
preciso que tacamos cffectiva a tai do re-
crutamenlo, nao essa que existe, que o incom-
pleta e deleituosa mas urna oulra mais bem
organisada, cpelo menos mais explcita, pa-
ra que nao d logar intelligencias absurdas de
Be considerar obrigad'>ao recrutamento um ba-
cliarel formado em direito como entendeo o no-
bre depuiado cx-presidenteda provincia da Pa-
rahybd. Sr. Presidente, no meu entender lo-
ra de duvida que as instrueces para o rcvruta-
mento nao compren ndem aos hachareis ; por-
que nao costumo entender as leis pelas suas ex-
press s escripias somonte e porque essa lei
nao precisava de compiehender em suas expres-
ses cidaJas que gosa de um logar dislincto
na bierarchia s tcial e por isto vemos que nao
exceptuou os senadores os deputados, os bis-
pos, os padres jfc; assim, entendo que nao
p.ecisava mencionar um bacharel formado, que
lain!) ni go>a de um
logar iniiil i distincto na
sociedade, que com sua carta se acha habilita-
do para es primeiros cargos do estado, que per-
tence grande sociedade de sabios e litteratos ,
que tein o direito de exeicer urna industria mui-
to nobre como a de advogado e que como
lalsdiipre foi considerada pela legislarlo anti-
ga; emite), que nao pode ser nein igual, quan-
to mais infer' r aquellcs que sao exceptuados
pela lei do recrutameoto; parque eu vejo izerop-
to o mustie sapatcno e alfaialc, o pescador, o
boiadeiro, o leitor jfe., e nao consentirei que
um hachan I esteja abaixo de toda esta gente.
Note-se mais que a lei isenta ao simples es-
tudante e nao se pede crerque, sentando ella
ao simples estudante, obrigas.se ao recrutamen-
to um exudante qualificadocom a carta il<- Lu-
chare! ; e se fosse permittido entender assim a
lei, entao cu tembem entendera que o art. 1."
da lei isenta ao-; prelosdo recrutamento, quan-
do Lilla em lira ricos e pardos: pnlretentn me
sido recrutado pelo nobre ex-presidente da Pa-
rahyba ; e mais me revoltou a circunstancia de
ser o nobre presidente bacharel, e o mesmo que
assim injuriara a sua propria classe e a si mesmo.
Snrs. eu nao tenbo espirito de classe para a-
padrinhar os maus feitos de qualquer bacharel
que se desvair do caminho da honra ; mas te-
nho esse espirito de classe que chamarei na-
tural, porque, asssim como as racasse amam, as-
sim eu sou inclinado a amar mais ao meu compa-
triota do que ao cidado de outro paiz, da mes-
illa sorte nos nos aleicoamos mais ao individuo
de nossa profissao temos mais facilidade em
abrirmosumacommunicaco com elle, eme-
Ihormente se desenvolvem os motivos de sym-
pathia ; portante o ser o nobre ex-presi-
dente bacharel reveste o seu acto de urna cir-
cumstancia muito aggravantc.
Eu considerei este acto como urna violencia ,
e estava mesmo persuadido que como tal o ha
via praticado o seu autor; mas hontem mudei
de pensar ao ouvir o discurso do illustre depu-
tado. F/ verdade que a principio, quasi me
firmo mais n'esta idea quando disse o illustre
leputado que teve necessidade de recrutar o ba-
charel para demonstrar provincia que tinha o
preciso vigor e l'orca para executar as leis, pa-
recendo-me antes que o illustre deputado com
a praticad'cssa acciio que considero Ilegal e
arbitraria quiz demonstrar que era um des-
pota ; mas o illustre deputado apressou-se em
declarar-nos que fundou o seu acto na lei, que
nao exclue expressamentc o bacharel e como
disse qne o mandara soltar logo que soube que
havia apresentado sua carta em audiencia dir-
Hie-ei quesemelhante desculpa, por fraca nao
pode relevar ao Ilustre deputado porqne esta
apresentacao da carta apenas a noticia que da
o bacharel de que vai advogar ao que Ihe d
direito a sua carta que na opinio do illus-
tre deputado nao o isenta do recrutamento.
Srs. eu nao devo insistir mais, vista a de-
clarado do illustre deputado de que o seu erro
nao foi de vontade e sim de entendimento ;
portento, apenas Ihe applicarci as palavras do
nosso Divino Mestre : Perdoai-lhes que
nao sahem o que fazem.
Sr. Presidente, ainda tenho de me referir ao
Ilustro reputado que entendo abusou inteira-
mente de sua posicao quando aproveitou-sc
d ella para injuriar a uns poucos de cidadaos
respeitaveis. Srs., a inviolabidade que nosd
a constituicao do imperio para sOrmos garan-
tidos as opinies polticas que emittirmos n'es-
la casa, e ella nao 6 to Ilimitada como se pen-
ga porque lem raias que nos sao escripias pelo
juramento que prestamos de delender o throno,
.i constituicao e as inslituiccs; portante, ser
um perjuro aquelle que por exemplo disser
n'este recinto que o paiz se deve gover.iar por
urna repblica: ora, se n'aquillo mesmo a que
se refere este inviolabilidade ella nao tao
estensa como poder qualquer deputado ,
com manifest abuso do logar que oceupa, lan-
car improperios e injurias sobre cidadaos res-
peitaveis e ausentes ? Eu niio me retiro Snr.
Presidente a esse illustre senador a quem o
nobre deputado chamou demagogo em dilirio ,
porque esse senador est cm posicao de respon-
der ao Ilustre deputado com armas iguacs e
nem precisa de minha defesa: c o mesmo acon-
tece com outros Ilustres senadores a quem o
nobre deputado chamou icbeldes ; devendo
sempre dizer-lhe que nao sci em que tribunal
foram ellcs julgados tees : mas refiro-me par-
ticularmente relaco de Pernambuco que ,
disse o nobre deputado se compe de desem-
bargadores venaes. A generalidade a manei-
ra porque se exprimi o illustre deputado para
com aquella respeitavel corporacao 6 muito of-
fensiva esobremaneira atroz, eestou persua-
dido que o illustre deputado s o faria na tribu-
na onde se cobre com a constituicao por
que se o fizesse por algum peridico com a
sua responsabilidade nao Ihe seria muito fcil
provar sua injusta assercao.
Srs. eu me dou ao trabalho de fazer estas
observaces porque considero o illustre depu-
tado capaz de rellectir no que disse e de reti-
rar suas arguicoes: eu n, dj Ihediria se oconside-
rasse um lonco ; mas outro o conceito que
formo do illustre depu'ado.
Sr. Presidente voltando ao objeclo princi-
pal oflTereco a emenda de que fallei e espero
que a augusta cmara se dignara de approval-a
Km contestacao a este discurso disse
n oulra sessao o Sr. Pedro Chaves :
Sr. Presi lente Lm nobre deputado por
Pernambuco tratou me to desabridamente no
sen discurso que acaba de ser publicado no Jor-
na
tado o bacharel em cuja defesa elle se inte-
ressa. .
Alguna Serihores : Oh oh! essa boa !
Um Snr. Deputado: Quer recrutar na
casa ?
Sr. Fernandes Chaves:Nao quero recru-
tar ; mas nao quero que se me insulte; nao me
ontendeu talvezo nobre deputado ; eu respeito
muito a casa nao sei dirigir insultos a nin-
guem ; mas quando se me dirigen) aggresscs ,
desceria da minha posicao desconheceria os
meus sentimentos se as nao repellisse. Nao
quero recrutar na casa ; para suppOr isto pre-
ciso que o nobre deputado repute da] parte de
quem falla nenhum senso : o que disse que o
nobre deputado que me havia insultado tinha
tido o mesmo procedimento do bacharel a quem
cu recrutei; se recrutei este, foi porque me in-
sultou....
O Snr. Carvalho : Logo se nao esti-
vessemos na casa poderia recrutar-nos ? E' o
queseconclue....
O Snr. Chazes:S5o concluses de Matto-
Grosso....
O Snr. Carvalho: Sa<5 conclusOes da
Parahyba no tempo da sua presidencia. Res-
peite se quizer ser respeitado.
O Snr. presidente Ordem Snr. Car-
valho.
O Sur. F. Chavet: Eu disse a respeito do
nobre deputado de Pernambuco que teve o
mesmo procedimento que teve o bacharel que
foi recrutado : isto motivo para que se me di-
ga que quero recrutar ? Quem que insulta
aqu ? .. Mas deixemos este incidente que
6 muito uatural quando apparecem questocs
d'esta natureza.
Disse o nobre deputado a quem respondo
que no recrutamento do bacharel eu pece-
ra por erro de intendimento e nao por erro
de vontade ; e que n'este caso elle me applica-
va as palavras do Divino Mestreperdoai-lhes ;
Senhor que elles niio sabem o que fazem. .
O Sr. Carneiro da Cttnha : Elle que
niio sabe o que tem feito. Fez boas cousas em
Pernambuco.
O Sr. F. Chaves : Depois d'esta aggres-
sao desculpe a cmara se me escapar alguma
expressao mais forte em minha defesa. Eu nun-
ca presumi do meu sabor senhores; mas jul-
go incompetente para ser juiz d'elle o nobre de-
putado. Ainda assim antes quero que se d
um pouco menos a minha intelligcncia e um
pouco mais minha probidade__
O Sr. Carneiro da Cnnha : como forca ):
Apoiado.
O Sr. F. Chaves : Antes quero passar por
pouco Ilustrado do que dar direito pelo meu
procedimento a quejamais se diga que com a
minha pello devora ser forrada a cadeira da jus-
tica....
O Sr. C. da Cunha : Apoiado..
G Sr. Nabuco: Nao tem applicacao.
O Sr. A guiar : Tudo menos isto. Per-
nambuco todo o conhece.
O Sr. Urbano : Embora seja elle nosso
adversario injustica que se Ihe faz.
O Sr. F. Chaves : Eu nao faco allusao....
O Sr. N. Machado : Disse que ia fazer.
O Sr. F. Chaves : Sr. Presidente ape-
zar do altojuizo d'esse deputado ainda-eslou
na persuasao de que nao errei. Eu disse que
niio havia lei que isentesseo bacharel do recru-
tamento ; o nobre deputado concordou n'islo ,
posto que ao mesmo tempo julgou que eu tinha
commettido urna aeco arbitraria', urna vio-
lencia. O arbitrio suppe um acto fra da
lei ; ora se nao existia lei como disse o no-
bre deputado como commeti um acto arbi-
trario ? como posso ser rcsponsavel perante a
lei ? Mas, nao s nao offendi a lei na sua letra,
mas ainda nem no seu espirito....
Sr. N. Machado : Nao apoiado.
O Sr. F. Chaves: Por essa occasiao disse
o nobre deputado que elle estava acostumado ,
naos a entender a lei pela sua letra mas pe--)
lo seu espirito ; dando a entender que eu fazia
esta distincao quando tratava de executar a lei.
E1 preciso Sr. Presidente dizer como dis-
se ja um nobre deputado por Pernambuco
niio sejamos tao vaidosos concedamos alguma
cousa tembem intelltgencia dos outros.
Eu disse desde a primeira vez que se tra-
tou d'este olijecto que nao s tinha consulta-
do a letra da lei mas o seu espirito ; disse que
o bacharel nao estava comprchendido as ex-
pressoes da lei e ainda sustento esta proposi-
cao. Qual 6 o espirito da lei ? O nobre depu-
tado fundou-o na distinecao das classes, dizen-
do que os senadores eram isentos do recruta-
mento assim como os bispos e outros que oc-
cupam alto logar na jerarchia social pela sua
classes uteis e laboriosas, das classes que pres-
tan) servicos ao estado, Se os senadores os
bispos e outros que apontou estSo isentos do
recrutamento nao em razao da sua nobreza,
mas da sua alta missao das funeces que exer-
cem : seosapateiro, o boiadeiro &c. go,
zam da mesma isoneo porexercerem pro-
fisses proveitosas sociedade. N'este caso nao
eslava o bacharel de que fallei, porque elle
nao exercia emprego algum....
O Sr. Nabuco : Tinha sido ha pouco de-
mittido.
O Sr. F. Chaves : Eu nao podia consi-
derado como empregado publico visto que
elle, nao aceitando a aposentadoria tinba-so
despedido d'esta qualidade__
O Sr. IV. Machado : A carta de bacharel
d um carcter publico.
OSr. F. Chaves : A carta d habilitecao.
para exercer empregos pblicos, mas esse ba-
charel nao exercia como disse funecoes al-
gumas na sociedade ; por consequencia eu en-
tenda que ello nao esteva comprehendido no
espirito das instrueces. A constituicao esta-
belece privilegios mas em utilidade publica :
e pergunto : qual 6 a utilidade que resulte
de um bacharel sem profissao de um bacharel
vadio-e desordeiro?
Anda disse mais o nobre deputado que o es-
tudante estava isento e que elle nao suppu-
nhao bacharel em interior condicao do estu-
dante. Eu direi que nao ha paridade : oes
tudante trata do habilitar-se para ganhar urna
posicao ; ha este ponto de vista de utilidade
publica : o bacharel que nao exerce profissao
alguma nao tem motivo para que a lei o favo-
reca.
Parece-me que n'estes breves termos tenho
mostrado que nao houve violacao da lei da mi-
nha parte nem na sua letra nem no sou es-'
pirito ; se houve erro loi antes da parte da
nobre deputado ; por isso que niio comprehen-
deu o verdadeiro espirito das instrueces. E
como o seu erro nao foi de vontade mas de
entendimento, eu applicar-lhe-fli as mesma9
palavras que elle citou : pcrdoai-lhe Se-
nhor porque elle niio soube o que disse.
Ainda outra explicacao Sr. Presidenie. Dis-
se o nobre deputado que eu censurando a re-
laco de Pernambuco na minha censura n3o
fizera excepcao alguma. E' preciso que diga,
e o meu discurso que est impresso confirma
que nao fallei na relaciio de Pernambuco : fal-
lei nicamente d'aquelles magistrados que ti-
iiliam absolvido ou que tinham despronunciado
um dos principaes autores do assassinio do ex-
presidente da Parahyba.
Nao era eu quem estigmatisasse toda urna
classe quando reconheco que se n'ella exis-
ten) membros corruptos, existen) outros mui-
tos dignos de todos os respeito e de todas as at-
tcnces, pela sua alta probidade e intelligcn-
cia. Mas eu nao entendo o espirito de classe
como talvez entenda o nobre deputado ; eu nao
levo o espirito de classe ao ponto de sustentar
aquelles que deshonram a mesma classe ( apoi-
ados ) ; entendo que para a magistratura go-
zar de toda a influencia de toda a considera-
co que deve ter no paiz deve ser expulgada
dos membros que a desdouram ( muttos apoi-
ados).
E' bem notavel Sr. Presidente que esse
illustre deputado se mostrasse to possuido do
espirito do classe c ao mesmo tempo quando
se lauca um grande labro sobre a cmara dos
deputados quando se diz que ella nao a ex-
pressao do voto nacional nao Ihe escapasse u-
ma expressao em favor da mesma cmara a que
pertencu! Eu posso talvez explicar a razo da
differenca do procedimento do illustre deputa-
do ; porem nao o faroi; nao quero tomar mais
tempo cmara. Supponho que ja disse quan-
to era suficiente em minha defesa
[Sentinella da Monarchia.)
Variedade.
r
do Commercio que fui obrigado a pedir distinecao que o bacharel nao esteva abaixo
lam para respondei-lhc bem contra o das outras ciasses que as instrueces de 22 de
meu proposito de envolver-me em quesles que julho isentavam. E'muito de admirar que
tecm alguma cousa de pessoal. Esse nobre de- siga uma opiniao tao aristocrtica um deputa-
putadoexprimiu-se a meu respeito por maneira do que se preza de nada ter de aristocrtico.
rjuc me nntersa a dizer que ee *** r* mosmo P; ..-.
.!'-
. r--: -- !" "" ':-" u "-- h",; -- "" """ .u naociiicuiiii ;i i., c.sis tg.iOmu uniendo
no nosso exercito existem inultos soldados pre- j procedimento que deu motivo a que fosse m i u- j que a lei estabeleceu estes isences em favor das
CARAPUCEIRO.
Reflexes ao requerimento do Snr. Deputado
Rocha na presente sessao.
Rcquereo este illustre Deputado se nome-
asse huma commissao de exame encarregada do
verificar e indicar as causas dos assassinatos ,
e violencias que se reproduzcm em alguma
Provincias e de propor remedio adequado a
tamanho mal.Materia lie este, a meu ver ,
de surnma dificuldade ; por que para tao gra-
ves males concorrem militas causas e todas de-
grande momento. Nao falta quem tudo atri-
hua somonte a duas causas isto he ; frou-
xeza das nossas leis penaos e falta de forca
dogoverno: mas, com a devida venia, nao he
este a minha humilde opiniao; por quanto o mal
nao vem tanto da exiguidade das penas, quan-
to da falte de applicacao dessas mesmas penas :
e a respeito do governo creio que revestido do
mais poderes, do que actualmente tem, o mes-
mo fra que dar cabo do rgimen representa-
tivo substituindo-o pela monarchia absoluta.
i


Donde provom esse espirito vingativo efe-l ses professorcs de direito de que oscontempo-
oz que se observa em a nossa populaco ? As
paixes tem-se exaltado a um ponto horroroso.
Para qualquer parte que volva os olhos., nao
vejo se nao assassinios : ninguem pode con-
tar-se seguro ; porque a sua vida est dispo-
zicao dos sicarios assoldadados por qualquer de
seus inimigos : e roparo que a mor parte dos
homicidios nascem ou d'intrigas eleitoraes ou
de pleitos no foro contencioso. Antigamcnte
varios assassinios provinho de ciumes de mari-
dos de amantos; &c. ; boje porm he muito
menor o numero desses crimes provenientes
te principal de tantos e tao horrorosos homi-
cidios, que diariamente se'tcproduzcm com um
progresso espantoso. Ja poucaspessoasaguardo
cm seus pleitos a decisao dos trbunaes de justi-
ca para se cruzarem a ella e bem assim as sen-
tencas dos jurados a respeito dos criminosos a
quem tem aecusado. O seu recurso summario
he o bacamarto a faca &c. &c. por cujo
ineio descartao-se sem maior encommodo do seu
contrario ou d'aquelle de quem se supne
ofler.didos.
Mas qual a rasao dito ? Qual o motivo "esse
furor que parece querer levar-nos no estado
le selvagens? Nao cnebergo outro mais imme-
Pedro persegue, e aecusa perante o jury no br-
baro assassino do seu pai ou de seu irmiio : o
malvado porm tem grandes pndrinhos o tal
he a proteccao que chega a ser absolvido de
toda a culpa Pedro ardendo em ira e so res-
pirando vinganca procura ontros assassinos, e
manda tirar a vida a aquelle, como fazendo por
suas maos a justica que Ihe negou o tribunal.
Corre Joao um pleito com Antonio : tem da
sua parle a rasao ; mas sabe que esta ser
desatendida no foro ; porque Antonio he rico ,
ou tem bons padrinhos: e o que faz de deses-
perado ? Manda tirar a vida ao seu contrario ;
c assim juiga concluida a sua demanda.
E d'onde provcm essa impunidnde? D'onde
nascem essas injusticas? Primciramente ohscr-
va-se, que todos fogem de jurar como testemu-
nhas de fados criminosos; por que tcmem
grandemente a ahsolvicao do reo pelos jurados,
que procure vingar-se de quem depoz contra
elle. Em segundo lugar todos esto vendo ,
que a mor parte dos pleitos decidem-se nao
conforme s regras da justica se nao por ve-
nalidade por protceces, &c. &c. Militas
sao em meu humilde pensar as causas da nossa
immoralidade urnas prximas outras remo-
tas ; porm una h que me parece ser a fon-
te de todas; e vem a ser a predominancia de
falsos principios em summa a doutrina sen-
sualista que dos grandes tem desodo s ulti-
mas classes da sociedade. Onde prepondera o
egosmo nao h outro pensamento que nao
seja o gozo de prazeres de regalos o com-
modidades da vida. Tal he em meu fraco en-
tender o manancial fecundo do nosso desprezo
das leis e da nossa escandalosa sympathia po-
los criminosos. Chic moral pode ser a do lio
mem quetudo refere a si, que nao tem outra
ideia se nao a de satisfazer as proprias pai
xcs &c, &c. ?
Alguns entendem que do governo c das
Auctoridades depende todo o remedio a esses
males que tanto nos prejudico c detirio-
rao. Nao ousarei negar, que muito podern
fazer as leis, e os governos relativamente rc-
pressao dos crimes o reforma dos costumes;
mas ainda (lea muito mais por fazer, se os prin-
cipios se as crencas quer filosficas, quer re-
ligiosas se oppe as suas dispozices e provi-
dencias.
Onde quer que os costumes nao houverem
prepado osespiritos (diz Mattcr) para as leis e
instituicoes, faltar sem pro n estns o essencial ,
que he a possibilidade da applicao. Se s os
costumes ( prosegue o mesmo auctor ) podem
preparar os espiritos para as boas leis s ellos
tamhem tem poder bastante para as conservar, e
manterem vigor. Nao h para as leis melhor
salva-guarda rrem maior garanta do que os
honscostuincs. Por mais fortemente constitui-
do que seja o poder, por mais puras que
sejao as suas intences, por mais legal, que seja
a sua marcha se se firma em leis que nao
assento igualmente sobre os costumes das na-
coes nem tem nelles vida raiz esanceo ;
a auctoridade publica ir semprc enfraquecen-
do nenhuma forca material ser capaz de o
sustentar.
Nada, nada absolutamente substituo os bons
costumes nada supre a sua vida o seu po-
der esse carcter de ordem e de grandeza ,
queelles imprimem as instituicee as leis,
nos homens, e nascousa.-.. Em os bons cos-
tumes estao a forra e unio ; fora deiles tudo
hedissolucao tudo ruina. Na decadencia do
Imperio Romano ainda appareccm sabios e
raneos de Theodosio, e Justiniano nao foro
se nao plagiarios. Os cdigos destes dous prin-
cipes oflcrecem urna legislarlo mais completa ,
do que tudo que os havia precedido. Toda-
va essa legislacao nao fo capaz de reformar a
nacao nem pode embaracar a queda do im-
perio Romano. O destino da humanidade quer,
que no momento ern que a moral, que Dos
fez, sesse de ser respeitada deixem do ser res-
peitaves as leis feitas pelos homens.
Em verdadedo que servem as melhores ins-
tituicoes que aproveitao as mais acertadas dis-
pessoas poderosas, que no reconhecem ontra
le, se nao a satisfaeo das suas paixoes. Aug-
menten!, comoquizerem, os castigos, despen-
sem mesmo mutas formalidades doprocesso cri-
minal : oque aproveitar todas estas medidas?
Nada em meu fraco entender; porque ah esto
os tribunaes dos jurados para absolver os assas-
sinos e malvados, a quem nunca faltao bons
pndrinhos. Finalmente como he possivcl por so-
lidos diques torrente dos crimes, e estabcle-
cef os bons costumes cm um povo que todos
os dias ve com os seus olhos serem exaltados e
oceuparem cmminentes cargos doestado homens
posiees, quoproduzem as leis mais provi- cheios de vicios vergonhosos c at cobertos de
dentes se careccm ser ejecutadas c encon- crimes normis homens que em eras mais
trao indifferenca repugnancia c at oppo-
sicao em seus mesmos executores ? Por ventu-
ra nao classifica o nosso cdigo por grave crime
oassassinio? Nao Ihe marca a devida pena, e
atea pena ultima ? E qual a razao do jury ah-
solver constantemente a qunntos malvados se Ihe
npprescnta s se portando severo, e inexora-
vel para com o desvalido escravo que tirou a
vida ascusenhor? Qual he esse principio hor-
rivel em virtude do qual tantas sympathias
nos mcrecem os maleitores
felizes jazerio em masmorrns, ou teriSo espiado
os seus deudos no patbulo? One fructo se pode
esperar de tantas reformas, de tantas leis hoje
feitas, e manh derosadas ? Muito temo, que
venhnmos a dizer o que a respeito de sua patria
dizia o profundo Tcito Ut olim /lagitius ,
re nunc legibus laboramus. Sofre-se hoje
tanto das leis, quanto outr'ora se sofra dos
crimes.
Mas ser o nosso estado tao desesperado, que
e perversos ? j no baja algum remedio, que nos alivie ao me-
D'onde nasce a nossa tao geral immoralidade ? | nos de urna parte desses males, que tanto las-
Em consequencia dessa tao commum e es- timamos? Sim.eu creio, que ainda se pode re-
candalosa proteccio aos malvados uns fogem
de aecusar e ontros chamados como teste-
que anda sep
correr alguns paliativos; e oprimeiro, quanto
a mim he urna reforma radical na lei das elei-
coes, fontes de grandes crimes. Alem disto cum-
pre, que o governo ponha de parte esse systema
que oxclusivode transacocs; e empregue o mrito,
e a virtude, onde quer que existo escondidos,
e deslembrados. Um governo que para man-
ter-se no poder nne s exigencias de taes e
taes legisladores influentes, sejo ellas deque
natureza forem suicida-se e esparge a larga
munhas escusao-se ou mentem ; por que
snbem que o facinoroso tom de ser solt e
livre ; e ninguem ha tao imprudente ,
queira ser victima.
Brio pundonar honra probidade vir-
tudes cvicas tem-se intibiado progressivamen-
te entro nos e cedido o passo ao mimozo prin-
cipio do interesse material. He este o idolo ,
que mais prezamos o ao seu culto sacrificamos nio funestas sementes de corrupeo, e immora-
tudo. Ninguem cuida, se nao em gozar,, ldade. S o que he justo, he que pode ser til
ninguem quer, se nao riquezas regalos, po-j s nacos.
der &c &. : eonde predomino taesprinci- Todava nao esperemos consideravel melho-
pios qual ser a legislacio que possa por | ramento da geraco actual. S outra cdiieaeo
liques torrente das paixes, e dos crimes ? | civil, e religiosa, s os principios saudaveis de
O que he a razao do dever o que he a cons-
ciencn ; o que pode o temor de Dos em co-
rneos saturados do sensualismo? Esta corrupcao
nao he nova sobre a trra : os costumes semprc
forSo bons ou maos na rnso das doufrinas
dominantes slo he ; do espiritunlismo ou
do sensualismo. Em quanto aquello propon-
derava no antigo Lacio Roma fo sobria foi
austera e teve Cincinatos Fabios Scevo-
las e Catos : mas depois que nbrneou a filo-
sofa de Epicuro depois que ns conquistas n-
froduziro em seu seio oexcessivo gosfo dos pra-
zeres c regalos asiticos a cidade eterna de-
turpou-se do din em dia as leis perderao toda
a sua forca e prestigio e a degrndncao dos
costumes chegou a um ponto nunca visto no
mundo, at que ossenhores do universo tive-
ro de curver o soberbo col ao jugo de povos ,
a quem semprc mennsprezro por barbaros !
Nao se infira desta minha humilde opiniao ,
que sou avesso ao movimento industrial do meu
pniz : pelo contrario entendo que prouvesse
a Dos elle se apoderasse de nos e se gene-
ralisasse sob felices auspicios, f-onge estou de
ndvognr o esplritualismo exclusivo : mas o que
asss reprovo be a doutrina contraria qual a-
tribuo a causa primordenl da nossa immoralidade.
Sojamos sim induslriosos e conseguintomente
ricos.e poderosos, procurmosos gozos matoriaos,
e todas as commodidades da vida ; porm no
nos persuadamos que s viemos no mundo
para desfructar prazeres, sacrificando a estes
honra probidade obrigaces, c tudo. Non
solo pane vivithomo disse a Summa \ erdade:
o em to pouc; s palavras est incluido o prin-
cipio da mais alta sabedoria.
O nobre deputado author do requerimento
diz, que esses assassinatos, e violencias repro-
duzem-se em algumas provincias: mas fcil fora
mostrar-lhe que em todas com mais, ou me-
nos progresso na razao de causas meramente l-
caos. Em todas dominiio quasi os mesmos prin-
cipios a educago he idntica e conseguin-
tomente os resultados sao os mesmos. He inega-
vel que o nosso Brazil nao eslava preparado
para o novo Rgimen, que as circunstancias re-
pentinamente Ihe troussero : e d'aqui, a meu
ver, outra causa concomitante de militas de nos-
sas desordens. E no meio de tantos elementos de
immoralidade e que remedio adequado, e ei-
caz poder applicar a tilo graves malos o corpo
legislativo? leis criminaos nao nos faltao: oque
nos falta he quem as execute na pratica he ,
que est todo o embaraco.
Do que serve multiplicar disposicoes legisla-
tivas do que serve aggravar as penas aos cul-
pados se os executores tem de ser os mesmos
homens, dominados dos mesmos principios, dos
mesmos caprichos, e das mesmas paixes ? En-
tre nos, assim como em toda a parte, os vicios
vem semprede cima para baixo, quero dizer;
Dosd'o reinado do ,los grandes he que ellos desccm at aos p-
Adriano florecem asprincipac; escolas de di- quenos. e s ultimas classes da sociedade. Esses
reiio, .lio-sea-; celebres caueini-. .r Seryu .homicidios iastimosos que se repeiom ianias
profundos jurisconsultos.
Adriano florecem as prir
reiio ii ifio-se M eeiebrt
d'Athenas e de Roma e estabelecem-so es- vezes sao de ordinario mandados perpetrar por
urna philosophia benfica e verdadeiramenU
social conseguir a grande obra dos bons costu-
mes da vindoura geraciio. Um dos graves orros
do acto addicionnl foi com o devido respeito ,
em meu fraco juizo o doixar a nstrucciio pu-
blica a cargo das assemblas provinciaes; donde
resulta nao haver uniformidade de doutrinas, o
que me parece mui disconveniente. Talvez fosso
mais acertado o que se nao fez, isto he ; que so
oVixasse a essas assemblas o legislar acerca da
polica; porque esta depende cm milita pnrte de
circunstancias lcaos: porm os estudos maio-
ros os principios filosficos evo. &c. estes
devrao partir do centro da nossa communhao
poli tica.
Invidem-se pois todos os disvellos para a im-
portante obra da educacao da mocidade mor-
mentc do bollo sexo. Proparem-se as nossas
meninas boas esposas, emais, infundo-sc em
seus tenros corneos a preciza instrucciio, o so-
bre tudo urna solida piedade; que dolas ao de-
pois vira em grande parte consideravel molho-
ramento aos nossos costumes Alm disto envi-
em-so para esses matos zolozos missionarios que
por ali progiiem a palnvra do Dos e exempli-
fiqiom com as bons obras. Hajn summo cuidado
na promoeo ao sacerdocio no se ordenando,
se no homens instruidos, e reconhecidamente
morigerados e ao importantsimo ministerio
de pastores s sejao promovidos padres no s de
saber, se no de costumes irreprehensiveis o
d'nm zolo Ilustrado. Um parodio immoral e
relaxado he mais perniciozo do que a colera
morbos.
Bem oonheco que estes remedios nao obro
de prompto, antes tem de ser detencozos os eus
bons effeitos, e conseguintomente sor tardo
o curativo : mas sor seguro ; que assim acon-
tece as molestias ebronicas. Quanto a meios
legislativos, se eu tivesse a honra de pertencer
reproscntnco nacional, insistira em urna re-
soluco pela qual nonhum presidente de pro-
vincia podesse ser eleito deputado, nenhum juiz
de direito podesse accnmular o emprego vitali-
cio o a deputnoao da mosma sorte os bispos,
e parochos, e outro sim icasse o deputado inhi-
bido de aceitar enrgos do governo no s du-
rante a legislatura se nio ainda na prxima
futura. E passaria tal projedo? Ha muito quem
duvide.
Brigue Conceico Flor de T.islioa vinho,
vinagro azeite, e encommendas,
RO DE JANEIRO.
Cambios no dia 7 de abril.
Pircos da ultima hora j<* tarde.
Cambios sobre Londres..... 20.
Pars....... 3tij.
Hamburgo.. 670 a 675.
Motaes. Dobres bespanhocs. 318-i00.
,, dn patria... 31$-i00.
Pozos bespanhocs.. 1 910.
da patria----- 18920.
) Pecas de CSWOvelhas 108300.
de novas 15,600 a 15,700
Moedas de SOOO.. 88980.
Prata ........... 102 por cont.
Apolces de 0 por rento..... 1 K
baha.
cambios. 12 de abril de 1843.
Londres............ 28 d. p. 1S000.
Franca............. 350 rs. o franco.
Lisboa............. 05 a 100 p. c.
Rio do Janeiro....... ao par.
Provincias do Norte. .. idem.
Dobres bespanhocs... 2!'t$500 em pagamento
Mexicanos... 298000
Pecas de 6800...... 158500
Moedas de 48000..... 8S500
Pazos hespanhoes..... 90 p. c.
Prata cunhada....... 90 p. c.
ilovimcnto do Porto.
Natos entrados no dia 20.
Macci ; 20 horas, barca ingleza James Stwart,
de 215 toneladas capito .1. Lavd oqui
pagem li,' carga assucar; a James Crabtre
&C.1
Rio Grande do Sul; 30 dias, sumaca brazileira
Aflamo Prmriro, de 141 toneladas, capi-
to Jos Antonio Martins Jnior, equipagem
10, carga carne secca ; a A mor m & Ir-
nios.
Rio de Janeiro ; 15 dias, brigue sueco jdol-
vho de 357 toneladas capito J. Peter
Wilkstram equipagem 10, carga lustro ; ao
capito.
Liverpool ; 47 dias, barca ingleza Emily do
208 toneladas, capito Gcoige Guillet, equi-
pagem 13 carga fazendas ; a Me. Calmont
&C.a
Ditos no dia 21.
Rio de Janeiro ; 19 dias, sumaca brazileira 14
de Noretnbro, de 108 toneladas, capito Joo
de Souza equipagem 8, carga carne secca ;
a Amorim & Jrmaos.
Morro de S. Paulo ; 5 dias brigue brazileiro
llestauradur de L15 toneladas, capito Jo-
s Francisco dos Santos, equipagem 12, car-
ga farinlia de mandioca c mais gneros ; a.
Manocl Joaquim liamos e >ilva.
Sal idos no dia 21.
Maranho; briguo inglez Romance, capito
Roberto Skerch carga lastro.
Macci ; brigue inglez Serem capitao W."
James carga lastro d'assucar.
Marnnhn ; barca ingleza Ambassador, capitao
John Smith Yots, carga a mesma que trouc*
do Rio de Janeiro.
COMMERCIO.
Alfandcga.
Rendimento do dia 21.......... 5:349S206
Descarrego hoje 22.
Patacho ylverade. Palket, miudeza*, al-
pista e papel.
Barca Nararte carne, e larinba.
Brigue Margarid papel drogas, mar-
more, paisas, o amendoas.
brigue itoma ferro.
Brigue Rival bacalho.
Avisos diversos.
SOCIEDADE NATALENSE.
OPrimeiro secretario, partecipa aos Srs.
socios em geral, que hoje (22) pelas6
horas da tarde ha sesso na casa competente ,
a espera que todos se dignem comparecer, para
se tratar de objectos tanto urgentes como impor-
ta n les.
O ARTLHEIRO N. 38.
S
Amo boje e acha-se venda.
Aluga-se a metade de urna casa na ra
dos Assoguinhos n. 10, sendo pessoa capaz ,
t que nao tenha meninos : dirijase a mesma,
casa.
O PAISANO N. 14..
JyAmo hoje, e est a venda no patio do
Collegio loja do Sr. Pinto, e no patio da
Santa Cruz do Snr. Jos Mara Freir Ga
meiro.
lotera dotheatro.
As rodas desta Lotera andao impreterivei-
mente no dia 25 do corrente flquem ou nao
bilhetes por vender. Os que restao achao-so
nos lugares j annunciados.
= Procisa-se de urna ama de lei'.e, ou eja
forra ou captiva, com tanto que tenha bom les-
te e se for captiva ser milhor ; na ra do A
ragao loja de barbeiro n. 30.
t^uem tiver e quizer alugar urna escrava.
para vender aeite de carrapato; dirija-se ra
de S. Jos n. 24.




;
-
= 4
I

= Aluga-se a casa de 2 andares na praca da
Boa-vista n. 6 com commodos suficientes
para qualquer familia acha-se consertada c
uceada : a tractar na ra do Hospicio n. 14,
ou na botica da mcsma casa.
= Aluga-se o 1. andar do sobrado de 3 di-
tos da ra do Rosario larga n. 30; quem o pre-
tender dirija-so mcsma ra no 1. andar da
rasa n. 26.
= Aluga-se o segundo andar da casa sita no
Itero do Azeite de Peixc hoje travessa da Ma-
dre de Dos com cxcellentcs commodos para
familia, adverte-sequest caiada e pintada
de novo ; a fallar no primeiro andar da mcsma
casa ou na praca da Independencia, n. 28.
=s Precisa-se alugar pretas para venderem
na ra sendo fiis e deligentes, paga-se bem:
no patio da Ribeira de S. Antonio n. 19.
O procurador da cmara municipal d'esta
cidade, abaixo assignado emvirtude dade-
liberaeoda mcsma cmara tornada ein scssao
de29 de marco p. p. faz publico para co-
nhecimento de quem convier que a aflerico
dos pezos e medidas d'este municipio tora co-
meco do dia 19 d'este mcz em diante, e se con-
cluir noultimo dejunbo p. futuro, devendo
;u i-viso te r lugar nos mezes do agosto e setcm-
bro. Os intcressados deve'o dirigir-se ao ex-
arrematante Joo llario de Barros, morador na
na do Arago casa n. 28, o qual se acba cn-
carregado d'este expediente sob a administra-
ren) do abaixo assignado.
sfntonio Joaquim de Mel'o Pacheco.
Precisa-se de um rapaz Portuguez de
10al2annos, para caixeiro: na ra do Li-
vramcnto n 38.
Da-se dinbeiro a juros sobre penbores
de relogios novos, e modernos: na ra das
Cruzes n. 83.
Precisa-se do quem se queira encarre-
gar de lavar roupa de 20 negros, dando-a la
vada de 8 a 13 dias : na ra Nova, fabricado
Caldereiro n. 27.
J. D. da F. Jnior comprou por ordem e
tonta dos Srs. Manoel de Saliese Souza o bi-
llieton. 801 da primeira paite da 13.a loteria
do theatro ; eporconta de Antonio Joaquim
de Lima o meio bilhete n. 3012 da mcsma lo-
teria eo meio dito i). 450 da segunda parte
da primeira loteria de N. S. de Guadelupe.
Offerece-se um bomem lirasileiro sol-
teiro, de 28 annos, para caixeiro de engenbo ,
011 administrador de engenbo ou qualquer
fabrica de escravatura o qual tom pratica di
agricultura ; quem do seu presimo se quizer
utilisar annuncic.
A commisso administrativa da socieda-
de Terpsicbore participa aos Srs. socios que a
partida deste auno be no dia 29 do corrente, o
nao a 22 como loi annunciado.
^uein precisar de una ama para portas
dentro de urna casa capaz de pouco familia,
dirija-se ao largo da ribeira do bairro do S. An-
tonio n. 9.
Tendo sido entregue pelo Major Joze
Antonio Pinto no Rio dnjanciro, ao finado
capitiode navio Joo Rodrigues Amaro para
ser entregue nesta cidade urna bimda com bor-
las de lio d'ouro, l liel para espada do mesmo
fio 2 pares de brincos de ouro com brilhantes,
dous anclos e una duziade lencos de seda
de di lloren tes cores, c como bouvesse falleeido
o mencionado oapitSo Amaro por issso roga-
se a quem se a possou deseus bens, queira de-
clarar se entre ellos achou as pecas que a cima
se menciona alim do sercm entregues a quem
pprtencer apresentando um documento por
onde se conheca a verdade e pagar-se qual-
quor despeza que se olTerecer.
= Roga-se ao senhor que no anno de
1839 pedio informaees do Snr. Oliver G.
Adamson ( ltimamente socio na casa de James
Crabtree & Companhia ) a respeito do fallecido
Henrique Kostcrdesta cidade que far o fa-
vor de apparecer ou mandar ao Consulado Bri-
tnico nesta cidade, cm razao de algumas per-
guntas recebidas de Inglaterra.
I esappareceo no dia ll do corrente urna
canoa aberta que cerrega 900 tijolos de alvc-
naria atravessando a volta do palacio velho
para o porto das canoas aonde tinha afunda-
do, tem na poupa,as seguintes letras I R R,
sendo este slgnal muito visivel ; quem a adiar
pode entregar no armazem de madeiras da ra
da Palma de Joaquim do Reg Barros que
ser gratificado.
Da-se 400,000 rs. a juros, sobre pe-
nhores de prata ou ouro ; e tambem com-
pra-se um corrente de ouro sem leitio : na ra
"doCollegio, botica n. 5.
Precisa-se de um bom amassador, c que
entenda de cortar massas: na travessa da Ma-
dre de Dos n. 11 padaria de Manoel Igna-
'cio da Silva Teixeira.
Roga-se a pessoa que por engao levou
um guarda sol de s..-de que se achava junto a
grade da sala do porteiro da tbesouraria geral ,
no dia 20 do corrente o lavor de o entregar ao
mesmo porteiro o qual be guarnecido de fita
na emenda quo tom sobro a coberta um cir-
culo prximo a ponteira.
O professor de geometra do collegio S.
Cruz nao tendo podido dar principio a suas l-
coes particulares, por ter estado fora da Cida-
de pretende em o dia 24 do corrente abrir em
sua casa na ra da Alegra n. 26 um curso de
goometria c oulro da lingoa ingleza o que
faz publico para conhecimento dos interessados
Precisa-sede um moco de 12 a 14 an-
nos, tendo pratica de venda, o quo de fiador a
sua conducta : na Solidado venda nova n. 2.
Precisa-sede um feitor para engenho ,
quo soja Portuguez e solteiro : no atterro dos
ATogados, armazem de sal de Francisco Xa-
vier das Chagas; no mesmo vende-se 4 vaccas
paridas o 4 prenhes.
A pessoa que se oforece a ir receber
dividas para Pedras do Fogo o Pajahu do Flo-
ros dirija-se a ra da Solidado n. 38, ou
annunciosua morada.
Alugao-se duas canoas abertas, urna
quecarrega 1200 tijolos e a outra 600 : na
ra do Caldereiro n. 56.
J. O. Elster faz sciente aos seus Ircgue-
zes que tem mudado a sua residencia e casa de
commercio para a ra do Trapicho n. 19.
Precisa-se de um rapaz do idade de 14 a
16 annos para caixeiro de miudezas da-se
preferencia ao que a entender deste negocio :
na ra do Queimado loja n. 3.
Na camboa do Carmo n 12 acha-se
urna mulher, que se prope a ciiar, e tom
bom loite.
Dpseja-se fallar ao Sr. Jacintho Joze Ca-
bral da Cunha que leve loja na pracinha do
Livramento : na ruada Cadeia do Recife n.
34 loja do canto.
I?a-se 200,000 a uros sobre penhores de
ouro ou prata : na ra das Cruzes n. 42.
Quem precisar do um rapaz Portuguez
para caixeiro de loja de ferragens venda ou
padaria, e que tem pratica de venda, dirja-
se a na da S Cruz n. 56.
= Os administradores da oxtincta casa de
Roberto Pelly& Companhia convido aos Srs.
(redores da mesma casa para se rcunirem no
dia quinta foira 27 do corrento as 10 horas
da manb no cscriptoriodo Sr. W. C. Smith ,
na ra do Trapiche n. 15 para tractar-sede
ultimar a final liquidaco da mesma casa.
Aluga-se por commodo preco o armazem
da rua do Amorim tambem se cede toda a
morada a quem della precisar ; no largo da ri-
beira n. 101 ; na mesma se vende azeite de
carrapato a seis patacas a caada e tambem se
da de vendagem e so alugo pretas por todo
odia.
= Arrenda-se ou vende-se a praso, e
tambem troca-se por predios nesta praca urna
olaria no Monteiro a margem do rio Capibari-
ie com barro para toda obra terreno para
capim o ter vaccas de leite e outros muitos
em poder do abaixo assignado cujos prasos
marcados a se vencerao a muito tempo na-
jSode os ir tirar no praso de 15 das contados
da data deste io contrario sero vendido, pa-
ra pagamento da divida e para que as mes-
mas pessoas ao depois se nao chamem a igno-
rancia faz-se o prosente aviso.
Florido Augusto de Meireles.
= G. F. Fox, subdito lnglez, retira-se pa-
ra fora do Imperio.
= O artista Jos dos Reis, retira-se para
fora da provincia levando em sua companhia
suasenhora Emilia Amanti, seu afilhado Joa-
quim Antonio de Carvalho, o Manoel Anto-
nio da Silva.
Compras
na rua Nova
segundo sobrado ao
Compro-se effectivamente para fora da
provincia mulatas negras, e moleques, em-
bora tenho vicios que agradando as figuras
pago se bem : na rua da Cadeia de S. Anto-
nio sobrado de varanda de pao n 20.
Compra-se urna cabra bixo que tenha
leite : na rua do Trapiche n. 8.
Compra-se urna burra do ferro prefe-
rindo-se batido e que naoseja muito grande;
quem tiverannuncie.
-= Compra-se urna corrente ou grilho ,
tendo 35 a 50 oitavas sendo ouro do lei, bem
feita paga-se mais alguma cousa : na rua do
Rangel, n. 54 a fallar com V ictorino Francis-
co dos Santos.
= Compra-se una cadeira de 2 bracos, com
correias, e que soja de bom gosto e em bom
estado ou mesmo nova : na rua da Cadeia do
Recife, n. 39, casa de Russell Mellors & Com-
panhia.
Compro-se vidros brancos vasios, de
agoa de colonia compridos: no botequim da
rua das Cruzes.
Vendas
commodos
pe da ponte do lado do norte.
Roga-se por favor a pessoa que por en-
gao tirou urna carta do correio vinda no ul-
timo vapor do norte, para Joo Cyprianno
Rangel, o favor de a levar ao atterro da Bo.-
vista loja de ferragens n. 76 que ser pago
o seu importe ou tornar a bota-la no correio.
Um Portuguez de capacidad moco e
com pequea familia deseja-se empregar em
qualquer oceupaco, assim como para fazer
cobranras, ou qualquer administraco e
mesmo de venda do que tem bastante pratica;
quem precisar annuncie.
= Quem precisar de um carreiro captivo ,
para andar com carroca tanto com bois co-
mo com cavallo por preco mdico, dirija-se
a estrada da Joo do Barros, no quarto sitio
contando do primeiro da esquina do beco que
vai para o Pombal; assim como vende-se um
cavallo mellado carregador baixo o largo ,
e muito proprio para-carro ou carroca por ser
muito manco e ardigo por barato preco, ou
troca-se por qualquer quarto.
= Aluga-se urna casa terrea sita na Cidade
do Olinda rua de Matbias Ferreira feita a
moderna com 6 quarlos 4 sallas cozinlia
fora, grande quintal, que vai at ao posso de-
nominado conselbo : na rua larga do Rozario ,
botica de Manoel Felippe da Fonseca Cande,
n. 42.
Tirao-se follias corridas e passaportes
para dentro e fora do Imperio por preco mui-
to commodo, o com promptidao: na rua do
Rangel n. 34.
=3 O abaixo assignado capellao da Ilha de
Fernando de Noronlia az sciente ao respei-
lavel publico, que de ora em diante deixa de
ser seu procurador Joo Joaquim de Figueiredo,
passando a Manoel da Silvn Tavares,
O Padre Joao Tarares de Mello.
= Joze de Bastos Ferreira subdito Por-
tuguez retira-se para o Rio de Janeiro.
= J. Hopo retira-se para fora da provin-
cia.
sr Roga-se as pessoas que tem penhores
= Vende-se um terreno com 110 palmos de
frente e 600 de fundo no lugar ba Baixa ver-
de estrada da Capunga com casa de telha e
cacimba : na rua da Cro?, n. 28.
= Vendem se os bilhetes do camarotes e
platea para Domingo 23 do corrente do ulti-
mo divertimento do circo olmpico pedido por
varios Srs. : na praca da Independencia n.
39 polo preco do costume.
= Vende-se urna parda de 12 annos com
algumas habilidades: na casa de Antonio da
Silva Gusmo na rua do Queimado.
Vondem-se rolas da India brancas ; no
beco do Quiabo n. 8.
Vendem-se travs e linhas de 35a 50 pal-
mos de comprmonto e de 8 a 11 polegadas de
grossura ; taxas de Ierro batido e coado por
proco commodo : na rua do Vigario, n. 3.
Vende-se urna negra de naco boa
quitandeira e ptima para todo o servico : na
rua da S. Cruz n. 56.
Vende-so um escravo moco, bom cano-
ciro : na rua larga do Rozario n. 36, se-
gundo andar.
== Vende-se urna sege prompa, ou osseus
cavallos: a fallar com o sogeiro Miguel.
Vende-se urna porco de bocetas de p-
nho em temos pelo pieco que se comprou:
na rua Drcita n. 62.
Vende-se a srmaco que existe na ca-
sa n. 10 na ruaDireita aopdo be.;o de S.
Pedro a qual serve para qualquer estabeleci-
mento pelo o lugar ser proprio para negocio ;
tambem se aluga urna casa terrea ao p do
Carmo : a tretar na mesma.
\ Vendem-se 12 quadros ordinarios, a his-
toria de Napoleao 7 v. ; Filho de minha mu-
lher, 3 v. ; 11 partes do Panorama de 1842,
e um retabolo para fabrica de charutos : na rua
do Caldereiro n. 56.
Vende-se urna venda com os fundos,
que convier ao comprador ou s com arma-
cao o pertences, sita na rua da Guia, n. 7 : a
tractar na mesma.
Vende-se um escravo de Angola de 20
annos, com officio de pintor preferindo se
para fora da provincia : na praca da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Vendem-se 3 moradas de casas terreas ,
as seguintes ras; travessa dos quarteis n. 31,
rua Imperial do alterro das 5 ponas, lado da
mr pequea defrontedo inspector Antonio
Luiz na rua daConceicoda Roa-vi&tn n. 62,
junto a Igreja do Rozario ; na praca da Inde-
pendencia loja de lvros de Joze Ribeiro Si-
moes.
Vende-se um guarda roupa de madeira
amarello com 4 portas e fechaduras, tam-
bera serve para escriptorio por estar dividido
em abecedarios, ou cubiculos de largura de fo-
Iha de papel e tem mais largura para grandes
livros de commercio a peca toda tem 10 pal-
mos de altura oito ditos de largura e dous
e meio cada cubliculo de vo muito proprio
para archivo de casa de commercio, por B0g
rs. : na praca da Independencia loja do livros
de Joze Ribeiro Sim5es.
Vendem-se urna escrava crioula, de 20
annos, cozinha e tem principios de costura ,
e ptima para agricultura ; a vista do compra-
dor se dir o motivo da venda : na rua de S.
Joze venda n. 2.
= FirminoJoze Fels da Roza tom para
vender farinhade trigo de superior qualidade ,
da marca Galego, e Rochemend c farinha
de mandioca em saccas a 3200, no armazem de
Francisco Dias Ferreira & Companhia, defron-
te da escadinha da Alfandega.
= Vendem-se duas escravas, urna engom-
ma com toda perfeicio e cozinha bem e a
outro cozinha e engmma bem liso ; urna dita
de meia idade, de Loa conducta o quo se afi-
anca: na rua de S. Bita n. 27.
= Vendem-se a retalho por preco rasoavel,
cal preta dita de caiar, tijolos de ladrilho .
dito de alvenaria, ripas, e urna porcao de
garrafas, frascos, c botijas vasias : em Olinda
no Varadouro venda da esquina n. 18.
= Vende-se um molecote de 18annos; com
principio de padeiro : na rua Direita pada-
ria n. 129 confronte ao oito do Ter?o i na
mesma continua-se a vender pao de folha de
superior qualidade tanto em farinha como de
bem trabalhado.
= Na rua da Praia armazem n. 80 vende-
se a obra intitulada a Liberdado dos Mares ou
o Governo lnglez descoberto.
= Na loja franceza de Afonco St. Martin ,
na rua do Cabug n. 16 vendem-se bons
selins elsticos francezes e inglezes, boas lam-
pas de relogios para sala, bandejas superiores
de casquinha e a mitaco de Jacaranda lila
franceza para batinas boas gravatas de setim,
e cbelo e tudo o mais que pertcnce a loja
franceza por preco barato.
= No atterro da Boa-vista n. 24, e na
praca da Independencia n. 33 acabao de re-
ceber um novo sortimento de calcado sendo
sapatoes inglezes, sapatos de palla taxiados to-
dos ditos de entrada baixa para homem, di-
tos de palla para meninos botins de bozerro
da mellior qualidade meios ditos, sapatos de
palla de couro de lustro para homem e me-
ninos de 8 a 12 annos, ditos com colxetes ,
ditos de marroquim pretos e de cores o do
lustro para senhora e meninas e outras mui-
tas qualidades do calcados.
= Vende-se urna venda no oitao do Livra-
mento n. 2 : a tractar na mesma.
= Vendem-se os seguintes livros era fran-
cez : Origine de tous les cuites em 13 tomos
por 17,000 rs. ; Emile ou De L'Education ,
4 tomos por 5000 ; Julie ou La Nouvelle He-
lojse 4 tomos por 6000 ; urna ptima espin-
garda do caca por 16000 rs. tudo em bom uso
e nao ha duvida dar-se por menos: na rua de
Agoas verdes n. 92.
= Vendem-se 4 escravos vindos da Cidade
do Aracaty, a saber um cabrinha de 12 annos;
um preto crioulo de 16 a 20 annos; um dito
de naco Angola de 30 a 35 annos ; e urna
parda de 30 a 33 annos : a tractar no largo do
Corpo Santo com Antonio Rodrigues Lima.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinba camas de vento com armaco com-
modasde angico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na rua da Florentina, em
casa de i. Beranger, n. 14
Escravos fgidos.
- Do engenho Mupan Froguesia do Ca-
bo fugio no dia 12 do corrente o moleque
Severino de naco Angola de 20 annos,
estatura baixa secco do_ corpo rosto redon-
do sarrapulhento e cheio de pannos brancos,
cor fulla olhos nariz, eboca regular per-
nas finas ps largos bastante ladino f o tem
um deffeito na mo esquerda", levou vestido
camisa e calcas de algodozinbo ; quem o pe-
gar leve ao dito engenho.
= Fugio no dia 17 do corrente o escravo
Cosme, crioulo de 23 annos, altura regu-
lar cor fula cara redonda olbos peque-
nos dentes limados com urna queimadura
de baixo do braro levou vestido camisa e cal-
cas de algodozinbo ^trancado e chapeo de
palha; quem o pegar leve a casa do Padre Joa-
quim Antonio Marques, no Recife no forte do
Mattos, que ser generosamente recompen-
ado.
Rkcife: na Typ. de M. F. de Fama. = 8*3


Full Text
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