Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04941


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Full Text
Afino de i843.
Sexta Feira 21
T-;do agora depende de o mesmoa J di nos prudencie moderaco, e enerve : con-
tiBuomos como principiamos e aaremos eponl.doe eom admiraco entre > NacCea maia
'""a ( Proclamaco de asamblea Gerel do BaAilL.)
a Alagoaa no!. 11, t Jl
Olinde todoa o das.
IPARTIDAS DOS 0RRE10S TERRESTRES.
Goiannt Parthibt e Rio grande do Norte aegunda- t .nas feiree.
Bonito o Garanhons a ll) e 24.
Cebo 3;rnbaem, Rio Formoeo Porto CaWo Maceio,
Bca-visUc Florea il3e 28. Santo Antas, quinta feiree.
DUS DA SEMANA.
47 Seg. + l.oitav Aniceto P.
19 lerc. 2. oitav* i. Caldino B.
49 Ouart. s, Hermoens M Bel. *ud do J. de D. da i. .
'HU. ':. )nei de Monte Puliano M. Aud. do J. de D. da 3.
24 ht%l, i. Aoseloo Are Aud do J. de D da 2. t.
52 ShD. is Soler e Cajo M Aud do J. de da 1 t.
23 Dtir, /i. Pascoella a Jorge M.
de Abril
Anno XIX. N. 88,
O Diario publiea-aa todos os diasque n3o forem Santificados: o preco da assignalnraib
de Iros mil reis por qoartel paro, adiantidos. Os anouncios dos aiai'ninte* ao inserido,,
gralie, e oa do. que o nao (oren rerao de 80 rei. por linha. Ai reclamacdee derem aer diri.
gidaa a asta Typ., ra daa Ornee N 34.ou a praca da Independencia toja de hrroi N. Oa 8.
Canatos.No dia 50 de Abril. comora Tend.
Ooao-Moeda da 0,100 V.
Caaibio lobra Londraa 27 fita 27.
Paria 350 reii por franco.
. k Liaba 400 por 4 00 da premio.
N.
da 4,(Jl>0
FaaTa-Pataces
k Peoa Columnaree
dito* Mriii'anoa
compra
15,8M
5.0JJ
8,800
4,h0J
l,HOti
4,800
46.UII
15,81)0
'JOj
1,8?0
1,82 a
i,820
Mueda da cobra 2 por ccnlo.
Idea de letra, da boaa firma. 1 por .
PHASESUA LOA.NOMEZ DEABRIL.
Loa Cheia 14, Quart. ming. i, i 10 boras a a. da tn. | (art. <-. ", & hor" 4" w,
Preamar de ho\t
1." a 10 horas a 0 m. da aanhia. | 2.-. 10 hora 30 m. da larda.
aaaaaaa)
mAmmwL
vjh
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 6 DO COHRENXK.
Ofllcio Ao inspector da thesouraria da la-
senda aecusando recebido o seu oITlcio de 2.'1
que se acha acercado pagamento dos cornetas ,
e clarins da guarda nacional por ser pequeo
o crdito, que ha para isso e a respeito do
modo, porque hade haver algumas quantias
recebidas por instructores antes de seren des-
pedidos visto ter-sedado apenas a quantia de
2:1608 res para a instroccSo da gu\;ja nacio-
nal no corrente anno fwanceirq 0 ter-sc cotn
ello despendido 2:7688 WU quandoS. S. re-
ceben participacao da emicao de todos 17 do
referido mez demarco; e declarando cm res-
posta, priniciroqucse limito por ora a suspen-
sode qualquer pagamento que ainda preten-
da algurii dos referidos instructores, que por
ventura servisse antes da ordem do primeiro de
fevereiro deste anno em corpos para cuja ins-
trueco nenhum crdito se dco : segando que
nao mande pagar se nao os sidos que tive-
rem vencido e forem veneendo do primeiro de
levereiro do anno corrente em dianto os cornetas
daquelles corpos, para os quaes se deo crdito
na tabella que ncompanhou a dita ordem do
primeiro de fevereiro; c tereciro que so aoscor
netas, e clarins daprimeira legiao deste muni-
cipio mande pagar todos os sidos vencidos do
primeiro de julho do anno financeiro corrente
at 17 de mtirco em que orao despedidos os
rnelas mores e depois desta data aos que
stiverem incluidos na mencionada tabella.
DitoAocommandante das armas, aecu-
sando recepeo do seu ollicio do primeiro do
corrente, em que d conta do exame, que por
commissaoda Presidencia de accordo com o ar-
tigo 32 da lei de 18 de agosto de 1831 fez nos
corpos da guarda nacional deste municipio n-
meros 1., 2., 3. e 6., e esquadrao de (avalla-
ra ; e expende os motivos, pelos quaes julga
dillicil exammar-se tao cedo a matricula e o
estado dos batalhocs nmeros 4., c.; e que
acompanharao as relaces dos guardas, que exis-
tem dos ausentes, e dos, que nao tem o ren-
dimento exigido pela lei, assim como a do ar-
mamento que se acha nos ditos corpos, e a
do queelles tem recebido : louvando-o pelo ve-
lo com que se portou nesta commisso ; sig-
nificando-lhc que aprecia devidatnente o me-
liioramento, queja se nota na csciipturacao dos
ditos corpos devido as exigencias queS. S.a
cz para oexme, assim como as considera-
res que acaba de lser quanto as reformas ,
que convem introdusir na disciplina desta (orea
nacional; desonerando-o da dita commisso ,
como S. S.* requer: e scientillcando-o de que
a d por acabada respeito dos batalhocs 1.,
2., 3., e 6. de infantaria o esquadrao de ca-
vallaria ; e reserva para ulterior delibcraco o
modo de chamar a seu estado normal os corpos
*.. e5.
Dito Ao juiz de direito interino da segun-
da vara do crime nomeando-o para presidir o
andamento das rodas da primeira parte da 13."
lotera do theatro que (leve comecar 9 l> ho-
ras da manhaa do dia 10 do corrente mez no lu-
gar do costume.
Dito Aochefeda legao de Iguarass di-
sendo cm resposta ao seu ollicio de 30 de marco
Ando que o sentido das ordens da presiden-
cia acerca da qualillcacao dos guardas nacio-
naes foi conforme se declarou em ollicio cii-
calar de 91 de Janeiro do presente anno, que os
novos qualifleados naoseriao chamados servi-
co emquanto o governo imperial nao decidis-
se qual a autoridado que podia elies re-
correr da dita qualifiuacao.
Dito Do secretario da provincia admi-
nistrado dos estabelocimentos de caridade re-
metiendo urna icpresentacao de Joaquim Jos
Cardeiro em que se quexa de nao ter ainda
recebido o dote da exposta Joanna Mara, com
querncasara; afimdcqueem cumprimento de
resolucao da A. L. V. naja de informar res-
peito.
DECRETO N. 278 DE 24 DE MARCJ DE 18*3.
Em addiamenlo e dectorofdo dos regulamentot
/,-. 120 143 de 31 df Janeiro e todemar-
da no artigo 102 12daconstituicaodoimperio,
decretar o seguinte:
Art. 1. Nos municipios e termos que se acha-
rem ou forem reunidos a outros, por virturlc do
disposto no artigo 31 da lei de 3 dodesembro de
I8l continuar-se-ha a observar as disposi-
<,oesdosregulamentos ns. 120 c 143 formn-
doos ditos termos um so conselho do jurados
com aaucllcs a que forom reunidos o deixan-
do de ter em si lorocivel que passar para o lu-
ar que for designado para a reuniao do conse-
lho e da junta revisora.
Art. 2. Os municipios porein, quo for,:m ,
OH Macharen) reunidosdcbaixo*"da autoridade
de um so juiz municipal por virtude do dispos-
to no artigo 20 e livereni apurado maior nume-
ro de juizes de fado, que o declarado no arti-
go 31 da relerida lei continuarn a terfilroci-
vel, e cada um ter seu conselho de jurados se-
parado dos outros municipios a que forem an-
nexados, devendo a reuniao do dito conselho
vcrificar-.se na respectiva villa para o julgamen-
to de todas as causas que lhc pertencerem co-
mo se o municipio reunido nao lora.
Art. 3. Para cada um dos muni ipios, de que
trata o artigo antecedente serao nomeados os
juises Ftippl.mtcs, deque tratfto os artigos 219
da referida lei de 3 de desembro de 181 e po-
dar ser nomeado um delegado.
Art. 4. Osjuizes muiiicipaes cuja autori-
dade abrangerdous nutres municipios queesli-
verem as circumslancias do artigo 2. residi-
ro su'cessivamente em cada um delles segun-
do o exigirem as necessidades do survlco publi-
co e as ordens que Ihe forem transmitidas pelo
presidente da provincia.
Art. 5. nuando o juiz municipal sahirde um
dos ditos municipios para se pastara outro pro-
miscuomento sujeito a sua urisdieco dcixa-
r a vara ao supplente a quern tocar.
AM. 6. Emquanto os juizes municipaes resi-
direin e estiverem em exercicioem qualqucr dos
termos ou municipios reunidos sob sua autori-
dade a jurisdiccao dos supplentes quanto ao
crime nao comprehender as suntencas finaes
nos crimes em que compete o julgamento aos
jui/es municipaes e nem as pronuncias.
Procedendo os ditos supplentes a todas as di-
ligencias preparatorias remeltero aos juizes
lo tornar esta praca. Igual convieco parece ter
tambem o generiil Ro as. Oribe pedio para Bue-
os-Ayres alguma artilliaria grossa para hater
,is nossas fortificaces, o mandarao-lhe 6 pecas
le 24, que desembarcarlo por traz da ponta
carretas. Ali estilo ha j alguns dias, inais afo-
la se nao fez us> dolas, nem mesmo esta ain-
Ja montadas. Croio quo ficatem santo ocio,
porque Oribe sabe que onde quer quo levante
'ima batera contra a linha ser o sen fog >
respondido por triple ou qtiadruplo numero de
oecas do mesmo calibre. E depois ser mui dil-
lic il acertar um tiro de canilS'i em um mu o
que apenas tem dez palmos de altura; mas,
lado o caso que ahrisse lima brecha, quo tropas
traz Oribe para entrar por ella ? Nao as tem ,
em firror desta pretendo e o governo annuia
a ella em attenco ao Sr. Regs. Hontem foi
Machado posto em liberdade debaixo de llanca,
e dentro dedo/, idias saltlr.'i do paiz.
Tenho-lhes dado todas as noticias qoe podem
interessar os seus leitores ; o mais que lia acha-
se nos jomaos. Agora pelo ([lie toca resolu-
cao prompta do problema, 6 mioha opinio
que depende isso das operacOes de Rivera. So-
elle poder incommodar a cavallaria de Oribe,
ter este
la tal.
de
retiiar-sc e a retirada Ihe ser
(Jornal do Commercio.)
RIO GRANDE DO SL.
Temos noticia* recentes do theatro da guer-
acampado
no paso de S.
na margcni
nem em numero nem em qua idade.
Convencido disto, tem-se limitado Oribe, ha ra civil. O exercito
lempo a esta parte, aimp.'dit que entre por j direit.i do rio Jacuhy nopassodeS. l.ouren-
i erra carne fresca, verduras eleite; mas, como c0 deva seguir, no dia l.u de marco para
principiarao algumas expediccoes para ir buscar a fr(,ntc do inimigo que se dizia estar om
carne a Moldonado lembiou-se Oribe dediri- Snela Mara
gir a todos os agentes estrangeir..s urna nota Sogundo umtt cart. escripia d'alli em 19 de
que verSo nos diarios, na qual, mt.tu lando- f tran8Cr pta polo Jornal do
se presidente legal da repblica, Ibes inltmava en"re """ 'i J -. ,'. M
a probfblcad d traser viveros por trra ou por Commeroio o Sr. Bario da Coxias fo. on-
mar. Os cnsules nenhum caso lisera da inti- contrar o exercito desprovid. le tudo Uiziam
macad de Oribe como era de esperar e con- j haver em deposito 3,000 o tantos ardamentos,
tinuou o trafico. Entad tratou o general Rosos e nao achou um !. .3,Olio etantos ponches,
de por-lhe cobro e hontem chegarao commu-' c nao achou nenhum .' .. .Itatalhoes de 6 e 8
ni acrii's do ministio Arana a todos os consulus. | rompanliias promptos para marchar, porm
as quaes Ihe di/, que o governo de Huenos-Ay- n(||| 0 armamento todo voltio e sem um cantil
res podia ter bloqueado rigorosamente este por- para QS s0|dadus beberem agua .
to porque tem lo:ca para faz-lo mas que
em considoracao aos prejuizos que solfreriao os
estrangeiros, nao o tinha feltb; com tudo nao
quer que sombra dessa tolerancia se estoja in-
trodsindo na (traca carne fresa/, carne salga-
ili e imlit ii chissedeaves ; queesses viveros se
considerad em praca ciliada artigos de guer-
ra e que portan to ser prohibida asna entra-
da a datar do 1. de abril. Eu Ii as notas de
Arana e poss > asscgurar-llies que esta a sua
substancia.
\ao se estende pois a prohibicao aos vveres
O general em chele com tudo tratava com to-
da a diligencia do vencer essas dillcultlades.
Ja all se sabia da mudanca do ministerio de
23 de marco e a escolha do Sr. Maciel para a
pasta da guerra foi applaudida.
O Diario de boje traz oulra carta do
Rio Fardo datada de (i do passado. N'ella
se le :
O Bario tem providenciado conveniente-
mente a segura tica e conservadlo dos districtos ,
dos rios para dentro licuando em alguns ,
i.no vem do alto mar o os especuladores que ,
osfrouxerem encontrar aqu um bom mer-'"" o''s 'apa/es de repellir qualquer
cado.
diccao em que so acharem os processos ci irnos
que liverem de ser julgados afinal o aquellos
em queso tiver de proferir sentenca de pronun-
cia. Do mesmo modo sero remettidos aos jui-
zes municipaes as pronuncias dos delegados e
sub-delegados por Ibes competir a conirma-
cao ou revogacao.
Alt. 7. Nasciiusas civeise de orphaos em-
quanto o juiz municipal existir em qualquer
dos municipios de jurisdiccao os supplentes
nao pnderd proferir sentencas finaes nem inte-
riocutorias com forca de difinitiva nem des-
paichos de que caiba aggravo de peticao ou ins-
trumento e dever remoller os fcitosquando
esUvefwn no caso de se proerir taes sen tencas
e despachos ao ;uiz municipal em qualquer mu-
nicipio em que estiver para os despachar.
Despachados os autos o dito juiz os remet-
ter ao supplente para,os publicar na audien-
cia que fiser proceden lo este em tudo o mais
como praticarao es juizes pela lei as villas que
se achavad promiscuamente sujeitas a jurisdic-
cao deums juiz do foro, segundo o disposto
noalvarde28dejaneiro de 178o.
Art. 8. (Juando os juizes municipaes. cuja
autoridade abanger dous ou tres municipios ,
faltarem estiverem ausentes fra dos ditos
municipios ou impedidos os supplentes exer-
(oro nos respectivos municipios a jurisdiccao
plena que compete aos ditos juizes do mesmo
moda porque o fasem os supplentes nos termos
e municipios nao reunidos.
Honorio Hcrmclo Caineiro Leo conselhei-
ro de estado, ministro e secretario de estado dos
negocios da jUfrttca assim o tenha entendido o
faca execular. Palacio do Hio de Janeiro em
24 de marco de 18 W, vigsimo segundo da In-
dependencia e do imperio.Com a rubrica de
S. M. 0 Impciador. Honorio Inmeto Car-
neiro Ledo.'___________^^__
Chcgar sem duvida a essa :orto a noticia de
municipaes em qualquer das villas desua juris- urna oonspiracaS que aqui se india para ei.tre-
EVTsTBA'2
NOTICIAS DOMO DA PRATA.
Montevideo, 2o de marco de 1843.
Continuamos a resistir a Oribe, <|ue parece
ilei por bem usando da attribuico declara-1 ter-se iinalmente convencido da mpossiomuae i ciliar e uugavelmente
gar a Oribe. Dir-lhes-hei pois o que ha para
que possao instruir os seus leitores. Ha um mez
que Nunez Iratou desedusir um fulano Susvie-
la amigo seu para lser urna revolucao na
praca. Susvit la denunciou bigotudo ao gover-
no, e por ordem sua o sob sua dircica seguio-
se urna correspondencia longa entre o mesmo
Susviela Nunez o Oribe. Crendo este que a
colisa tinha algum caminho, largou cemoncas
de ouro para os supp< stos conjurados. Concer-
tou-seum plano e na noite de II paia 12 do
corrente devia vir Oribe com o seu exercito apo-
derar-seda praca que suppuulia vendida. ()-
ribo fez todos os signaos combinados e princi-
piou um ataque falso sobre a nossa esquerda ,
como se linha ajustado. De dentro da praca,
onde tudo eslava preparado para dar-lhe urna
boa ro epcao respondeu-se aos signaes ; mas
Oribe j porto dos muros acobardou-so e
retirou-se. Sochega a tentar a entrada teria
perdido muita gente.
Entretanto o resultado desta tentativa pro-
va com evidencia que Oribe nao pode cqnlar
com urna s pesada na praca e que o nico
dos seus amigos aquello que elle designou pa-
ra chefe I). Pedio Pablo Olave que est a
bordo do um navio e que do l mesmo conspi-
rava. Tambem nao achou quern Ihe adian-
tasse aqui cem oneas de ouro. No folheto que
o governo vai publicar cerca desta conspira-
cao e dos documentos annexos vent cartas de
pcssas a quern Olave pedio dinheiro e que re-
cusarao da-lo. A linal as com oncas vierao
do campo de Oribe e foro entregues por D..
Raphael Machado que era um dos agentes da
correspondencia dos conspiradores. Susviela
declarou ter recebido essas cem oncas de Ma-
chado e que llie passra um recibo em que se
dizia ser [ago esse dinheiro por conta e ordem
de Brown. Machado foi preso c hontem pedio
ao governo como graca especial, que sohr'es-
tivesse na causa pelo que lite dizia respeito, e
que elle se obrigava a sabir do paiz. O encar
regado de negociosdo Brasil interpz parti-
os seu;- im^ii oUMiioe i
bando que se elevante. Nao assim no districto
de cima da Sorra de S. Antonio onde o sujei-
to que (ica inteiramente incapaz da menor re-
sistencia.
Deste ponto marchar tambem o corpo de
Gs. Ns., commandado pelo tenentc coronel Jo-
ze Joaquim de Andrade Noves. No consenso de
todos este o corpo mais disciplinado o do
maior economa que ca temos, ainda mesmo
incluidos os dous do linha. Tambem oque
melhor o mais bem tratada cavalhada conserva.
Alcm da que Ihe portenec, seguirao mais 2,000
cavallos que aqui se envernaran! seo a vigilancia
d'este benemrito ofiicial os quaes esto em
oxcellente estado.
Da campanha falleccm noticias; masas pou-
cas (|uo correm dao iso a conjecturar que os
rebeldes se vao para a costa do rio Sancta Ma-
ra onde aguardarlo descansadamente que o
nosio exercito se aproxime paraentao, mon-
tados em cavallos de refresco, fjzerem-nos fos-
quinhas contando que nao poderemos l al-
cancar senfio com os cavallos pesados e estro-
piados pelasfadigas da marcha longa e lenta que
levaremos. Tambem dizem muito vulgar-
mente que a desmoralisaco lavra entre elles
prodigiosamente.
Nada adiantamos agora do Estado Oriental ;
mas cuido que, a ser corto a interferencia dos
nglezes en prol do partido de Fructo ja pode-
ser quo este caudillio possa guerrear na cam-
panha tendo quern Ihe segure e dofenda & ci-
liado : o que em tal caso faro aquellos pliilan-
tropos ?
A noticia da nova direccao da poltica no Pa-
raguay nao (leveser-nos tao indiilercnte que a
deixemos sem sondar a sua causa o calcular o
prevers suas consequencias; se nao certo
quo andamos ao acaso, sem calculo, nem pre-
videncia alguma, como muitos penso. E a
mim oue me importam essas nem mitras cou-
sas?
I'elo que vou observando muito se ter feito,
se o exercito se houver movido e posto em cam-
panha no principio de marco.
( SmtimiU un Monurchta.)


i
i.



I .^J^^BBKMIWtf H
ASSEMBLA GERAL
"CMARA DOS SRS. DEPUTA DOS.
Sessao de 3 de margo.
Continan discussao da rcsoluca do sonado
que rcvoga a lei de 9 do marro do 41 da assem-
bla de Sersipe.
O Sr. D,mtas:Sr. presidente, eu tonho si-
do um lorte sencurador dos abusos das assem-
blas provinciaes, mas hoje desculpo-as; por-
que nos que fisemos o acto addicional nos
que o interpretamos somos os primeirosa du-
vidarda sua inteligencia somos os primeiros
a animar com as nossasdiscussesesses abusos,
tes abusos e dos que mais sabemos poder-se-
ha dizer que nao 6 perigoso conceder as assem-
blas provinciaessemelhante direito ? Um no-
brodeputado pela Babia hontem encarregou-se
do fazer a apologa da assembla de sua provin-
cia ; cu nao duvido que ella assim como todas
as outras, tenba prestado alguns servicos;
mas 6 innegavel que ollas tamboril tem commet-
tido grandes abusos na applicaco dos seus di-
nlioiros ; ha bem pouco tempo um emprezario
arrcmatou a abertura ou aperfeicoamentodc u-
ma estrada por oito contos de reis que os re-
cebeu adiantados; este homem senhores, as-
severo-me que no annoscguinte aprescntou-
sc assembla provincial allegando quejha-
via consumido o dinhciro e que se achava im-
somos os primeiros a querer justifiea-los com
argumentos de conveniencia o deelamaces. Eu j possibilitado de continuar a obra e taos forao
nao admiti argumentos de conveniencia quan- 0s ompenhos o apertos, que se llie mandou dar
do posso argumentar com a lei. O acto addicio- mais oito contos dp rcs para a rererda estrada ,
nal diz no artigo 12 que as assemblas pro-
vinciaes nao podor legislar sobre objectos nao
romprehendidos nos dous artigos precedentes.
Ora, eu desojara que os nobres deputados que
defendem a presente Ici em discussao me dises-
sem em quaes dos pargrafos dos artigos ante-
cedentes se da s assemblas provinciaos a fa-
culdade de dar penses; polo contrario no
A. do art. 11., dizque as assemblas provin-
ciana regularo a administrarlo dos seus bons
piovincL-cs. Ora, se a TaculJade de regular a
admlnistracao dos seus bens nao a mesma de
dispr dollos claro o que as assemblas pro-
vinciaes naO pdem dispar dos seusdinheiros so-
nao para o lim, e para aquellas cousas sobre
que podem legislar. Domis Sr. presidente, a
constituicao, no9. do art. 102. dizque ao
imperador competo dar mercs pecuniares em
recompensa de servicos feitos ao estado, depen-
dendo da approvacao da assembla; eu dedu-
zodesla disposioo tres pensamentos que corro-
boro a mjnha opinia o primoiro 6 que se a
constituicaG, dando ao imperador, que est
muito cima do nos e muito mais das assem-
blas provinciaos o poder de dar pensos tor-
nou-as dependentes da approvacao das duas c-
maras romo possivel que esse poder fosse
dado as assemblas provinciaos, e sem limites;
o segundo que nao confiando a constituicao
a iniciativa dosle direito assembla goral, nao
era possivel que fosse confiado ,'is assemblas
provinciaos, onde nao ha um veto que faca es-
barrar urna deliberarlo menos justa e capricho-
sa ; o terceiroque a constituicao deu essa fa-
ouldade ao imperador para remunerar servicos
relevantes e do corta ordem que aflecta" ao bem
geral do estado, e no servicos que afTecto a
inoras localidades, pois ninguemduvidar que os
servicos prestados por um general que chama
Ordem ama provincia rebellada aflecta a todo
o imperio, poique todas as provincias resen-
tem-se com as dosordens das outras, o que nao
suceede com os servicos prestados por um se-
cretario de presidente de provincia ou de ou-
tros que seaeha nesta ordem. Sr. presidente,
eu nao sou inimigodas assemblas provinciaes,
talvez soja mais amigo do que aquellos que Ibes
querem dar tudo desojo que ellas se conser-
vem no circulo das suas attribuicoes e nao
creio que baja alguem que possa ou queira aca-
bar com ellas ; quemas ha de acabar hade sor
a anarchiac a desordem. Independente destes
argumentos deduzidos da constituicao eu po-
derla provar aos nobres deputados a desconve-
niencia dse conceder tal attribuicao as assem-
blas provinciaos. Se eu estivesso proparado ,
Se livosse tido tempo para ler todas as leis pro-
vinciaos aprosontaria nesta casa umadescrip-
cao do.todos os abusos relativamente a desper-
perdiciosde dinbeiros provinciaos; posso po-
rem relatar aos nobres deputados o que a este
respeitoha na minha provincia.
Snrs. o estado de inancas da minha pro-
vincia o maisdesgracado que se pode imagi-
nar ha emprogados provinciaes que ha dous
annos e mais nao sao pagos de seus ordenados,
e alguns para poderom subsistir tem rebatido
os seus ordenados a 20 30 e 40 por cont.
Esta calamidade nao tem sido bastante para fa-
zer esburrar a assembla provincial na earreira
do desperdicio foi nesto mesmo anno que ella
augmenlou os ordenados de todos os professo-
res foi ueste mesmo anno que olla augmentou
os ordenados dos empregados da thesouraria
provincial de urna thesouraria que devia ter
acabado foi neste mesmo anno que ella per-
doou dividas e deu urna ajuda docusto a um en-
carregado de felicitar a Sua Magcstade foi fi-
nalmente nesta occasiao que ella aposentou um
porteirodos auditorios e dobrou as suas diarias.
Eu sinlo senhores, apresentar estes factos
da assembla do minha provincia; mas silo ver-
dades que devo dizer para que se applique
remedio ao mal; consolo-me senhores por-
que nao 6 minha provincia a nica qne com-
mette estes abusos a provincia de Sergipe
frtil nelles lia bem pouco, tempo aqui se di-
vidirlo urnas leis impressas ahi vi urna lei que
mandava dar urna ajuda de cusi a um presi-
dente de provincia pelo cofre provincial ilm do
ajuda de cusi que se manda dar polo cofre ge-
ral ahi vi outra lei marcando urna quantia
pira so comprar instrumentos do msica para o
corno de polica assim como cadeiras creadas e
a que sogunuo consta ainda nao dou prin-
cipio. O mosmo succodeu a respeito de um
outro que contractou a illuminacao da cidado ,
o quo ten lo-se comprometido a fazo-la por
determinado preco c por urna oscriptura foi
reclamar assembla provincial urna indemni-
saeao nao soi de que o pelo que rceebeu
aiguns contos ; e vista disto poder-so-ha ne-
gar que assemblas provinciaos desperdicio
mio larga as suas rendas, e que se vao redu-
zindo a um estado calamitoso ? Creio que nin-
iriicm duvidar.i. O nobre deputado pela Bahia
disse hontem nosta casa que o governo nao o-
Ihava para as provincias que s tratava du cen-
tral isar. Ora, senhores, eu nao sei que par-
te tem o governo neste projecto vindo do so-
nado eque se passar nesta casa ha de ser
polos nossos votos, e nao pelos do governo.
(lomo pois se diz que o governo quOT nullificar
as assemblas provinciaes, ou acabar com ellas?
Silo doclamacoes que nada adiantao ao conho-
cimento da questo. A' vista pois do que tenho
dito voto pelo projecto vindo do senado.
O Sr. Wandelley : Sr. presidente pou-
co direi sobre a resoluco que se discute, eo
farci com toda a calma e sangue fro porque
me parece que a discussao se dever limitar ao
examee intelligencia das attribuicoes consti-
tucionacs das assemblas provinciaes ; do outra
sorto nao poderomos tirar resultado prolicuo e
discutiremos antes guiados pela paixo do quo
polos dictamesda razao.
Eu talvez nem tomasseni parte na questo ,
so nao visse que alguns honrados deputados,
comprohendondo as aposentadoras juhilaces,
&c no termopensao, (em querido negar
s assemblas provinciaes o direito de concede-
las ; outros fazendo mesmo a devida distine-
nio ataco esse direito das assemblas provin-
ciaes como nao expresso e permittido pelo
acto addicional. Isto o que nao me parece
exacto.
O acto addicional concede as assemblas pro-
vinciaes a attribuicao de crear empregados o
marcar-lhos os ordenados ; ora do direito do
crear empregadose fixaco de seus ordenados,
devemos doduzir nessariamente que as mosmas
assemblas podem ostabelecer as condiedes se-
gundo as quaes dever ser exercidos taes cm-
pregos, o tempo ou duraeao de servico as
vantagens dos empregados o suas attribuicoes ;
alias Ilusoria e intil seria semelhante attribui-
cao nao teria nenhum desenvolvimcnto pra-
tico.
6 assim que duvida haver de que as
assemblas provinciaos, ou por urna Ici an-
teriormente promulgada ou por um acto seu
especial, possao determinar que taes e taes em-
pregados depois de corto lapso de tempo ou
por impossibilidadedocontinuarem no servico,
liquem apresentados ?
Alm disto ha no acto addicional outro pa-
ragrapbo polo qual portence as assemblas pro-
vinciaes legislar sobre a instruccao publica.
Quando a assembla geral exercia por si s esta
attribuicao, sempre cntendeu competir-lhe com
toda a razao como conscqucncia o direito do
jubilar os professores ainda quando urna lei
anterior nao marcasse o termo ou a epocha em
que o professor poderia sor jubilado. Passan-
do s assemblas provinciaos a mesma attribui-
c80 me parece que dever passar com todas as
suas consequencias reconhecidas e adoptadas
pela assembla geral. Portanto vista dosta
segundaconsideracao creio que as assemblas
provinciaes nao estao inhibidas de conceder es-
tas vantagens aposentadorias c jubilacoes aos
empregados provinciaes.
Ueste outro paragrapbo que manda que as
assemblas provinciaos (ixcm a forca policir.l ,
nio doduzcm os nobres deputados que ollas po-
dem dar forca conveniente organisaeo e gra-
duaees, honras e mais vantagens aos milita-
res ? Sem duvida Ora a querer-ge entender
este paragrapbo restrictamente sem o seu de-
semolvimento natural contestaramos o direi-
to s assemblas provinciaes porque a con-
CessSode honras da competencia do nodor ere-
cto tirada do 11 do art. 102 da constitui-
cao o qual faz dependente as mercs pecunia-
rias da approvacao da assembla geral, nao
procedente ; porqunnto nao incompativel
nem desarrazoado que as assemblas provin-
ciaes gozem, em relacao s localidades assuas
respectivas provincias de certas attribuicoes
de que goza a assembla geral em relaco u-
niSoou ao imperio.
E domis senhores, o paragrapbo que ci-
tei falla do servicos prestados ao estado. A con-
cessao pois de qualquer merc para remunerar
esses servicos feitos pelas assemblas provin-
ciaes que se deve considerar urna invasao dos
direitos da assembla geral ; nao assim a remu-
neradlo daquclles que sao prestados s provin-
cias. E posto quo estes possao tambem ser con-
siderados como feitos ao estado comtudo no
o s5 absurdo que este parahrapho seja ontendido de
conformidade e em harmona com o acto addi-
cional que Ihe posterior, e a cuja intelligen-
cia de alguma forma est subordinado pelo
principio de que a lei posterior explica e clarea
a anterior.
Que razao pois haver para que as assemblas
provinciaes nao possao remunerar um soldado ,
um olTicial que tornou-se invalido no servico
da provincia um emprogado que envelheceu
no trabalho das repartic56s, &c. ? E qual se-
ria o resultado da asserco em contrario ? Ou
estes empregados ficariao depois de velhos de-
pois de impossibilitados, reduzidos mendici-
dade, sem nenhuma paga ou recompensa de
seus servicos, o que seria manifesta injustica ,
porque os servicos prestados s provincias nao
sao menos valiosos nem menos dignos de atten-
Cao do que os prestados ao paiz ; ou o governo
geral deveria remum-ra-los. Que encargo, que
faccrescimo de despeza aos cofres geraes nao
traria esta ultima hypothese ? Tal nao loi cor-
tamente a intencao dos legisladores quando fi-
xarao urna linda divisoria do que era geral e
do que provincial. Elles mui sabiamente com-
prehenderao que as assemblas provinciaes
mais em contacto com os interesses locaes ,
mais habilitadas por isso prra conhecerem a es-
tenso desses interesses ero tambem maisa-
propriadas para julgarcm e avaharen) com o
nocessario criterio do modo porque os seus em-
pregados cumprio os deveres inherentes a seus
cargos. Soguindo o fim que teve em vista o
acto addicional, devemos deixar a arbitrio das
assemblas provinciaes com a sanecao do pre-
sidente ludo quanto provincial ; e assem-
bla geraj, com a sanecao do podor moderador,
tudo quanto garal. As nicas limitacoes que
tem as assemblas provinciaes, no exercicio
dosle direito sao as marcadas no acto addicio-
nal ; c toda a ingerencia da assembla geral ,
quando as leis provinciaes nao offendem acons-
titUicSo aos tratados e aos interesses de outras
provincias abusiva e Ilegal.
Que nos importa a nos que as assemblas
provinciaos, no exerciode sous direitos, esban-
gem os dinheiros cuja distribuido Ibes por-
tence?
Alguns Seuhores : Oh oh !
OSr. Wanderlcy : Digo e repito que
nenhuma ingerencia podemos ter a respeito do
modo porque as assemblas provinciaes arreca-
dao e distribuem a sua renda. Ellas sao tao
independentes nisto como a assembla geral no
que Ihe portence. O mais que podemos (azer ,
quando conhecermos que as assemblas nao tem
espirito de economa c esbanjao as suas ren-
das nao Ihes darmos supprimentos ou di-
minui-los. Mas, porque as assemblas provin-
ciaes abusao aposento por patronato um
emprogado, dao qualquer soccorro a esta ou
Aquella pessoa podemos dizer nao tendes este
direito ?
Eu nao duvido, antes estou bem persuadi-
quo abusos tem apparecido e alguns es-
do
licenc-u aos pro'"- "- ;- .;-,:;.:; ,,nnos para cutivo. isto sorve igualmente para demonstrar
Ora senhores,
candalosissimos ; mas os abusos nao excloem o
direito; ese assim succedra a consequencia
seria dar-se tambem assembla geral um fiscal
de suas decises em artigo de despezas por-
que pens que ella nao tem sido isenta da mes-
ma arguicao.
Sr. presidente um nobre deputado pela
Parahyba e outro pelas Alagoas; fizerao al-
gumasoensuras assembla provincial da Ba-
ha Julgando que ella tem incorrido as mes-
mas aberracoes de outras. Eu sou o primeiro
a confessar que a assembla provincial da mi-
nha provincia em alguns pontos tem pago tribu-
to ao erro e mesmo a este espirito de patro-
nato o falta de economa quo partilha da -
pocha e nio sei se diga dos corpos deliberati-
vos. Mas sinto a necessidade de declarar que
olla tem sido das mais comedidas c que o mo
es.a^o das suas inancas deve ser ern grande par-
te attribuido a um motivo nobre e generoso ,
aos valiosos sacrificios que tem feito ao bem e
unio do imperio. Citarei para exemplo a lei
de lixacaodo "
jrem aprender.
i de
fr,r'T.S logo licpoi.s
I lili 111,11/ ui
novembro, que autorisou o presidente da
a vista des- | aos honrados membros que a sua argumenta- ; proxincia a elevar indeterminadamente a suar-
da policial, segundo o exigisse a seguranca pu-
blica Desta sorte a assembla provincial ante-
poz a unio do imperio a todos os seus interes-
ses locaes, aos alimentos de seus empregados ,
&c. Citarei todas as leis posteriores at a do
anno passado as quaes a assembla provin-
cial fixou um numero de forcas superior as ne-
cessidades internas e mesmo s posses da pro-
vincia at quo houvesse tropa de primeira li-
nha para guarnecer a cidade : carregamos as-
sim com despezas que deveriao estar a cargo do
imperio.
Notem os honrados deputados alm disso que,
se a assembla de minha provincia tem conce-
dido algumas penses por servicos prestados ao
estado, ella por este acto em vez de censuras,
digna dos maiores elogios porque sempre as
concedeu com a clausula de que subsislirio.
at que o governo imperial por sua munifi-
cencia remunerasse por qualquer forma a es-
ses individuos que tinho prestado servicos ese
inutilisro em combate por occasiao da rebel-
liao de novembro. Quanto aquellos outros ser-
vicos prestados especialmentea provincia a as-
sembla tem tomado a si remunera-los com
aposentadorias jubilacoes ou penses se as-
sim Ihe quizerem chamar. Julgando-se com
este direito tem no exercitado sem contesta-
cao. Agora se a assembla geral quer cha-
mar a si o direito de remunerar os servicos dos
empregados provinciaes da minha parle acho
que um bem e o aceito para a minha pro-
vincia porque desnudaremos os servicos do
empregado e quando impossibiltar-se c o
mandaremos para ser pago....
O orador, depois de mais algumas reflexes,
conclue dizendo queentendeque a materia nao
est liquida como julgao alguns nobres depu-
tados ; que votar pela resoluciio se ella se re-
fere ao direito que somonte tem o governo e a
asssembla geral de conceder pensos por servi-
cos do estado ; mais, se pela discussao conhe-
ccr que debaixo da palavra penses se in-
clue a doutrina de que as assemblas nao podem
conceder qualquer graca pecuniaria como t-
posentadorias juhilaces &c. votar con-
tra ; que entrctanln expe estas razes para ser
melbor esclarecido.
OSr. CansasSo : Sr. presidente, pre-
tendo dizer muito pouco sobre a materia. A
qucsla de que so trata urna resoluca do se-
nado que revoga um acto da assembla provin-
cial de Sergipe pelo qual se concedeu viuva
do juiz de paz da villa da Capclla daquelle mes-
ma provincia urna pensa de -00,) rs. annua-
es. Esta questo pode ser encarada debaixo
de dous pontos de vista ; o primeiro se a
concosso dessa pensa feita pela referida as-
sembla ou nao justa ; o segundo se essa
concessao pode ser considerada legitima.
( O nobre orador depois de mostrar a injus-
tica da Assembla provincial de Sergipe con-
tinuou o seu discurso. )
A questo versa pois sobre a discussao de um
principio constitucional, o qual vem a ser : a
assembla provincial de Sergipe ou qualquer
outra pode ou nao conceder penses ?
A minha opinio, senhores, que as assem-
blas provinciaes nao podem conceder penses
(apoiados). At agora parecc-me que esta dis-
cussao nao tem sido tratada convenientemente e
debaixo do seu verdadeiro aspecto ; porque os
nobres deputados que antes de mim tem fallado
nao cuidaro ainda de lazer urna distinecao que,
para clareza do objecto parece-me essencial-
monte necessaria ; pois que fallando de pen-
ses elles tem tambem fallado de envolta em
aposentadorias; elles tem confundido dous
principios que me parecem realmente distinc-
los e que devem ser cuidadosamente extrema-
dos ( apoiados ). Aposentadora senhores ,
ne meu modo de entender, a reforma de um
ompregodo publico ; urna paga que se faz por
servicos prestados de longo tempo aquello cida-
doque, tendo dedicado sua vida earreira
publica, no exercicio dola tem-se tornado
inhabilitado para qualquer outra profisso ou
ou porque com a idade tem perdido o vigor ne
cessario para continuar ; ou porque com o
longo habito dessa earreira lica privado dos
meios do se habilitar para outra ; por assim
dizer os juros do capital de suas lorcas em-
pregadas no servico do estado. A pensao, po-
rm parece-me que de natureza diflerente ;
pde-se dizer que um premio dado aquello
que faz um servico relevante um servico ex-
traordinario em utilidade puqlica. Ambos es-
tes beneficios senhores sao soccorros pbli-
cos e por esta razao talvez so conlundao ; mas
cada.um dellos tem natureza diversa. Aposen-
tadora strictamente fallando urna divida
do estado porque o estado tem rigorosa obri-
gaco de nutrir na velhice aquellos cuja moci-
dade loi quasi exclusivamente dedicada ao seu
servico. Pemao, com quanto seja urna divida
do estado e as veles nma divida ainda mais sa-
grada rigurosamente fallando nao urna di-
vida to obrigatoria : a primeira 6 o resultado
de urna obrigacSo civil a segunda de um sen-


timento generoso o effeito dos sentimentosde'
caridade
governojusiueiiuerui. luua uisuncvau sepooe prov
nteresses de suas respectivas provincias, e que,
procurando confonnar-sc com a natureza e n-
dole de sua instituicaof c.m cuidado de promo-
ver o desc'iivoivimento de scus mcihoramentos
Eu porm nao sigo nenhuma das duas opi-
e philanthropia que devem animar um! nies extremas ; julgo que algumas assemblas
justoeliberal. Outra distinccao se pode; provinciaes tem com efeito sido lavoraveis aos
ainda lser para mostrar-se que estas duas espe-
cies de soccorro publico nao sao semelhantes ,
e vema ser que aposentadoria s se concede a
empregados pblicos; a pensao pode ser dada a
um particular comtanto que esse tenha feito
um acto meritorio urna accao gloriosa o digna
da humanidade.
Talvez que outros argumentos se possao ain-
da einpregar para marcar differenca entre estes
4ous principios ; mas por ora estes sao os que
ineoccorrem ; com elles porm me julgo bas-
tante autorisado para entrar no oxame da qucs-
tao. Quanto ao dircito qne tem as assemblas
provinciaes para concederem aposentadorias a
6eus empregados, confesso cmara que ainda
nao tenho juizo formado com tal seguranca que
ouze ja sustenta lo ou negar ; ha muito desoja-
ra que a tal respeito tivessemos occassio de to-
mar urna resolucao. Confesso porm que bas-
tante fundamento acho as razes daquelles que
o sustentao. Pelo modo porque onlendo a na-
tureza da aposentadoria julgo que nao ser
Jilicil justificar o dircito que cerca dellas de-
vem ter as assemblas provinciaes em virtude de
sua lei orgnica que Ihes da attribuicao de
croar os empregos provinciaes, da qual aposen-
tadoria parece ser urna condieao. Como po-
rm este principio estoja presentemente fofa da
discussao, porque na resolucao de que tratamos
apenas so impugna o direito de conceder pen-
eao, delle especialmente que me oceuparei.
Os nobres deputados que conceden csso di-
reito as assemblas provi.iciaes fundao suas ra-
zes em um argumento de analoga e dizem :
assim como a assembla geral pode conceder
penses por servicos feitos ao estado, as assem-
blas provinciaes igualmente o podem pelos ser-
ricos prestados a suas respectivas provincias.
Este modo doargumentacao nao procedente ;
digo que nao procedente, porque a analoga
ao exacta como brevemente provarei. Os
obres deputados todas as ve/es que fallao das
attribuicoes das assemblas provinciaes, scr-
vem-se, como demonstrativo dessas attribui-
es do principio negativo e dizem : ludo
aquillo que nao expressamente prohibido pelo
acto addicional, cabe na aleada legislativa das
assemblas provinciaes ; daqui nasce tal ve/ o
differenca de nossas apinioes; porque senho-
resexam, no e dessas altribuicoes eu sigo um
principio contrario um principio que chama-
rei positivo e digo que as assemblas provin-
ciaes s podem legislar sobre aquellos pontos que
sao expressamente marcados no acto addicional
( muitos apoiados ) e a raziio clara. As as-
semblas provinciaes tem a origem do seu poder
somente no acto addicional. Grande parte das
attribuiccs que ellas hoje exercem pertencio
pela constituko do estado a assembla geral ;
a assembla geral porem movida pelo zelo dos
nteresses provinciaes, reconhecendo a necessi-
u'ade de levar o exercicio dessas attribuices as
differonles localidades, fez em beneficio das
provincias urna cessao dessas suas attribuicoes,
constituindo em maior grao de poder as repre-
sentaces provinciaes ja reconhecidas pela cons-
tituidlo, e conferindo-lbes parte de seus primi-
tivos direitos. Sendo por consoguinte o acto
addicional a origem dos poderes o attribuicoes
1 ssas assemblas, em minhaopiniao claro fora
nho ilesse acto tudo o que nao se achar nello
expressamente consagrado esta fora da aleada
legislativa das assemblas provinciaes.
Qualquer outro meioempregado para demons-
trar as attribuicoes desses corpos me parece a-
lm de infundado perij{oso: digo perigoso por
que cstabelcce um principio vago, que, nao po-
dondo servir de bussolas assemblas provinciaes
no exercicio de suas attribuicoes, dcixa-lhes um
campo infinito para duvidas e contestaces ;
abre-lhes a porta a mil excessos c abusos ; ex-
pe-nas a continuos conflictos com a assembla
geral, e finalmente, senhores, da lugar a essa
anarchia legislativa em que ellas se tem afama-
do, revogando, alterando e destruindo a regula
ridade e harmona das leis. geraes. Convencido
dequo essas assembl as tem sua origem no acto
addicional, e nao vendo eu artigo algum dessa
Jei pelo qual se possa nem ao menos inferir que
ellas tenhaotlireito de dar pensao ou pagar os
servicos extraordinarios prestados por qualquer
cidadao em favor do estado que a que chamo
pensao nao vejo porque deva ser impugnada a
resolucao do senado que repiova esse abuso
da asscmbla provincial do Sc'rgipe.
Sr. presidente tem se narrado aqui a his-
toria das assemblas provinciaes ; uns apregoo
incalculaveis beneficios por ellas feitos; outros
i noou mera veis males por ellas mus;..!..*. Se-
gundo a somma desses males ou beneficios cada
um dos nobres deputados formulando suas
opinies cerca da existencia desses corpos ,
tem ernitdo um juizo em favor ou desvantagem
la maior ou menor latitudc que se Ibes de\e
cenferir em poderes e attribuicoes.
nateriacs, fiscalisando suas rendas de um modo
mais ventajoso e applicando-as em publico be
neficio ; mas outras inteiramente desviadas
do seu principal fim tem causado immensos
males tem servido de foco s paixes mesqui--
nhas ao espirito de partido as intrigas as
desordens emfim ; nao tem cuidado de mclho-
rar suas rendas e o qu ainda peior que
tudo tem com a maior o mais ampia prodi-
gadade esbanjado-se dinheirodos contribuin-
tes em proveitodo particular nteresse a cro-
ando em sopregdesncessarios, ja augmentando
desordenadamente os ordenados de empregos
creados.
Senhores, eu fallo com o testemunho do que
sei e tem chogado ao meu conhecimento. J
um nobre deputado que antes de mim fallou ,
e que nesta casa representa tao bem a provincia
das Alagas mostrou alguns abusos de seme-
Ihanle natureza praticados pela assembla de
nossa provincia ; ja disse elle que essa assem-
bla o anno passado s cuidou de augmentar o
ordenado de certos empregados e de algumas
repartice indevidamente creadas, como thesou-
raria provincial que na sua opinio e tam-
hem na minha pode ser supprimida sem in-
conveniente do publico servico ; j elle provou
tamben) quanto a assembla de Sergipe tom si-
do fcil em commetter osses mesmos abusos da
mesma natureza com a creado de despezas in-
teiramente de luxo. O mesmo nobre deputado,
que censurou o procodimento da assembla das
Alagas pola concossao que o anno passado fez
de urna quotaparaasdespezasdeumenearrogado
do a representar nesta corte nao so lembrou
ainda de um novo abuso queme consta que a
mesma assembla j pratieou ou toncionava pra-
ticar, com a approvacao de urna indicacao con-
codondoa quantia de i:000$000 de rs. para as
despezas de um novo enviado encarregado do
a representar no prximo futuro casamento de
S. M. o Imperador.
OSnr. Dantas:Ainda nao soube disso.
O Snr. CansansBo: Posso afiancar cma-
ra que assim me assogurao correspondencias
que tenho das Alagas. Etudoisto, senhores,
e todo este dispordicio quando se d ? Quando
os cofres provinciaes se achao exhaustos, quan-
do as rendas deseressern o quando as circuns-
tancias do thesouro publico nao permittiao tal-
vez a continuacao do supprimento provincial.
Naosemelhante procedimento digno de lasti-
ma digno de ccnsuri:?
Senhores eu nao son inimigo das assem-
blas provinciaes; fui sempre defensor das ga-
rantas provinciaes. Foi sempre minha opinio
que o poder geral com o peso da ccntralisaeao
que Ihc confia a constituieao nao poderia im-
primir um movimento rpido e regular confor-
mo o nteresse das diversas localidades ; que
essa centralisaco longo de propicia uniao
das provincias seria um motivo para desgos-
ta-las para entorpecer a marcha da publica
administradlo. Foi sempre minha opiniao que
urna cessao dessas attribuiccs em favor das pro-
vincias seria de grande vantagem aos interesses
do estado; se ha um principio em que se possa
conservar urna conviccao inabalavel, este ,
porque ainda o defendo e sastento; mas, por
isso mesmo que eu o deffeiido, e sustentto; por
issso mesmo que cu nao quero que elle se torne
illosorio, que eu sustento tambem que as as-
semblas provinciaes se devem religiosamente
circumscrevcr aos limites que Ihc sao impostos
pelo acto addicional; porqae reccio que essa
liberdadeque se Ibes quer dar, degenerando
em fonte de abusos nao se torne perniciosa a
eonservaeSo dessa instituicao constiluicioual.
E' verdade que esse acto addicional, obra das
paixes em rermentaco nao desenvolveu co-
mo devia o principio regulador das assemblas
provinciaes; que, longede satisfazer-sc somente
com as attribuicoes concedidas s necessidades
das provincias creou novas faculdades sobre-
carregando as assemblas provinciaes de attri-
buicoes que nao sao as mais proprias^para o
desenvolvimento dos interesses provinciaes} que
sao fon tes do vas c esteris disputas &c., &c.
.Mas por isso mesmo que se fez um mal com
essas concesses nao devemos aggrava-lo mais
com interpretaces tao ampias e tao indifinidas.
A' vista pois de tudo quanto tenho dito, Sr.
presidente voto pela resolucao do senado.
Muitos senhores : Votos! votos !
O Sr, Albuqucrquc: Se a materia nao
fosse tao transcendente tao importante, cu ce-
doria da palavra ; mas paroce-me que se deve
discutir o mais que for possivel esta resolucao,
porque, segundo a direcco que tem levado o
debato, a adopeo ou rejeico deiia vem rmar
principios do nosso direito constitucional por
Sr. presidente, j fallei nestamateriai, ja
exprim com toda a franqueza a minha opiniao
a esSe rospeito; poderei pois parecer centralisa-
dor e cahir no desagrado de alguem ; poderei
ir mesmo contra essapopularidade que ordinari-
amente segu aquellos que defendem com to lo
o ardor as ideas que parecem mais favoraveis s
prelenoes do povo, ou aos interesses do gran-
de numero de individuos desta ou daquella pro-
vincia ; masem primeiro lugar julgo o meu de-
ver como deputado da naco.
[Continuar-se-h.)
RIO DE JANEIRO.
Noticias Huertas.
S. A. R. o principe Joinville chegou no dia2C
do passado ao Rio de Janeiro na fragata Uelle-
Voule, foi no mesmo dia cumprimentado polo
Sr. ministro dos negocios cstrangeiros o no dia
soguinte recebeu a vizita de S. M. o imperador.
A 28 recebeu S. M. a vizita do principo na quin-
ta da Boa-Vista; onde S. A. juntou no dia
31 : no dia 2 do correnle S. M. Impojial
o as augustas princeps forao em passeio a
cavallo ao jardim botnico em companhia do
principe ; e no dia G S M. Hieden um baile na
mesma quinta, edignou-sccondecora-Iocom a
Grao-Cruz da imperial ordcni do Cruzeiro.
O Exm. Sr. HonriqucEllis diz o Jornal da
Commerrio), que voio a esta corto em missao es-
pecia! de S. M. a rainha da Grao-Brotanha. re-
tira-se manba para Inglaterra na nao Mala-
bar. ,
S. Ex. nao pode concluir o tratado de com-
mercio que vinha encarreado de celebrar, sem
duvida porque as instruoces que trouee do seu
governo lhe nao permittirao acceder s mui jus-
tas propositos do governo brazileiro. Consta-
nos porm que as suas rolacos com o nosso go-
verno soube S. Ex. portal modo alliar a digni-
dade i moderaco, que a sua vinda a esta corte
muito poderia contribuir para aplainar quaes-
querdifficuldados que por ventura existissem, e
muito servir para facilitar o andamento das nc-
iociaces que, segundo se aiTirma, vaoentabo-
lar-seem Londres.
Se S. Ex. como ministro merereu de S. M. I.
edo seu governo todas as distineces, comoca-
valheiro grangeou a estima o rospeito de todos os
Rraziloirjs que o tratra. Desojamos a S. Ex.
nina prospera viagem.
OSr. Ellis fez as suas despedidas a S. M. o
imperador no dia 2.*i do passado e nessa occa-
zia proferio o soguinte discurso :
Senhor.E'com o mais profundo sent mon-
to que eu vonho pedir a permissao de despedir-
me de V. M. I.
A misso de que minha augusta soberana
houve por bem oncarrcgar-r:.o nao teve o re-
sultado immodiato que so poderia desojar ;
mas esporo que mediante as negociacos que
vao ser renovadas, chogar-sc- concluso de
um tratado do commercio entre os dousgover-
nos, fundado as bases de una permanente e
vantajosa reciprocidade.
Qanto a mim Senhor supplico a ^. M.
I. baja do permittir que ou Ihc aprsente as ho-
menagensde meu reconhocimonto pola honda-
de com que V. M. se tem dignado honrar-
me. Faco incossantes votos pela felicidade do
V. M. e da Familia Imperial e para que a
Provincia conserve dias to preciosos para a
ventura e prosperidade do povo brasileiro.
Kesposla de S. M. <> Imperador.
Podis assegurar minha chara Irniia que
nutro o maior desejo de estreitar ainda mais os
lacos de amizade que nos unem.
Corre noticia que o governo imperial resol-
veu mandar a Londres um agente diplomtico
encarregado de urna missao extraordinaria e es-
pecial junto a S. M. B. ; e diz-se que ser no-
meado o Sr. Araujo Ribeiro enviado extraor-
dinario do Brazil na corte de Franca.
No dia 21 do passado suicidou-se o cnsul
geral da Bussia Julio Wallenstein, fazondo em
si um forimento (com urna facarombuda de me-
za) de estensao de duas polegadas na regiao pe-
ricordial interessando as paredes do peito ,
pericardio e o terco inferior do coracao, cuja
loso por sua natureza mortal ez perecer o
dito Wallenstein.
Sobre a meza que estava na sala onde foi
encontrado o cadver foi adiada urna folha de
papel escripta por letra do fallecido, segundo
nos informan na qual elle pedia perdao sua
Luizinha (sua esposa),declarando-lhe que mor-
ria com o mais exaltado amor por ella eseus fi-
Ihos; porm que seus males nao podiao ter ou-
tro fim.
E mais abaixo, no idioma francez recom-
mondava a Mr. De Habhe, encarregado dos ne-
oocios da Russia sua mulher e seus filhos.
O cr. general Andrea havia chegadoa Minas
a 21 e tomado posse da presidencia a 23 do
passado.
tem tevo logar, soube, pelo relatorio de seu ge
ronte o Sr. Marcellino Jos Coelho o pelo ba-
lanco apresentado, que o estado desta sociedado
muito tinba molborado e tanto que um divi-
dendo de 18$000 por accao havia o conselho.
do direccao deliberado fazer. o primeiru
dividendo que faz esta companhia desde suacri-.
ac5o em 1837 !
Entrn do Inglaterra no dia 31 de marco ,
o vapor Imperador pertencento companhia,
brazileira do paquetes. da fon a de LO ca-
vallos, c de mais do iOO toneladas. Destina-so
carreira do Norte.
OSr. ministro do imperio (hVse naSffl-
tinella tem obtido a unaiiiinidado dosvotos pa-
; ra senador nos colegios condecidos por Goyaz.
Na Assembla Provincial do Bio de Janeiro
o Sr. Motta approsentou um projecto de repre-
senttacao ao tbrono podindo amnista para os
rebeldes de Minas e S. Paulo : a commisso es-
pecial nomoada para dar o seu parecer a respeito
dtstc projecto apresonlou o seu trabalho no dia
G do corrento o entendoo que semolhante re
presentacao nao devia ser levada ao Tbrono. Cl
parecer devia entrar em discussao no dia 10.
IIIAlilO DE PEIttAWll'CO.
O vapor S. Sebastian chogado dos portos do
Sul, trouce-nos jomaos do Rio at 7 do cor-
rente, delles deixainos oxtratado o que nos pa-
receu mais interossanto.
COMMERCIO.
Al Tan (lega.
Rendimento do dia 20.......... 7:6238393
Desea rregio hoje 21.
Rrigue Rival bacalho.
Briguc Drama fa/ondas e ferro.
Briguc Conceiciio Flor de I isboa iages,
lirigue Margarida, fazondas, e farinha.
Barca tilia fazondas.
Alovimcnlo do Porto.
,. _.| i__________. i. _.
A COmpailUlu uiiii;iia em scsso geral de accionistas que hon-
Navio entrado no dia 19.
Bio de Janeiro ; 12 dias, barca brazileira Fir->
meza de 224 toneladas capito Narcizo
Josa de Santa Auna equipagem 13 carga
carne secca : a Gaudino Agostinho de Bar-
ros.
Saludos no dia 20.
Babia ; brigue escuna do guerra brazileiro F-
delidade, coniiiiandantt! o capitao lente
Antonio Francisco Percira.
Macei ; brigue ingloz James IVatl capitao
John Desean ; carga lastro.
Entrado no mesmo dia.
Bio de Janeiro ; 12 dias, barca austriaca Ma-
ri/ de 381 toneladas, capitao Marco Bo-
nelich equipagem 12, carga lastro : ; or-
dem.
Rio de Janeiro, Bahia, e Macei ; 11 dias, va-
por brazileiro S Sebastiiio, commandante
Joao Melito Delinques.
Bio de Janeiro ; 13 dias, brigue brazileiro
Aurora Feliz do 162 toneladas capitao
Jo3oJoaquim da Costa, equipagem 11, car-
ga carne secca ; a Joaquim Baptista Mo-
reir.
Rio do Janeiro ; lidias, barca ingleza Am-
bassador de 323 toneladas capitao John
SmithYats, equipagem li, carga lastro de
carvo de pedra ; ao capitn.
S&cclaracoes.
O administrador da meza da recebedoria
de rendas internas geraes, faz saber a todas as
pessoas, que estao a dever o imposto de lanchas,
botes e canoas assim como o de seges e car-
rinhos que at o lim do correte mez ainda
recebe-se daquelles que qui/erem pagar, e que
no primeiro do mez prximo futuro ser remet-
tida para juizo a relacao de todos osdevedores,
a fim de screm executados judicialmente. Re-
cebedoria 19 de abril de 1843. Francisco
Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
O Vapor S. Sebastiao recebe as malas pa-
ra os Portos do Nortea manha (22) do cor-
rento as 9 horas do dia.
Avisos diversos.
Fdoinl. Auins ciuau dos Estado
Unidos, retira-se pura fora do Imperio.
Joe Bodrigues dos Santos Torres reti-
ra-se para fora da Provincia a tratar de seus
_~ran!nc Invnnilo f>m ciij CO!T!nBh!2 AltO
nio Joze Soares Jnior,

i


I


4
Em resposta ao annuncio feito pelo Sr.
Custodio Manoel Goncalves no Diario de 15
do correnlc n. 85 tem o abaixo assignado
a declarar, que nunca Ihc constou, que o
mesmo Sr. comprasse obras furtadas a escravos
seus ; e quando acontecer alguem assim as-
soalhar em taos boatos nenhuma parte tem elle,
antes contra os mesmos protesta.
Jos Antonio si Ivs da Silva.
= Quem precisar de um carreiro captivo ,
para andar com carraca tanto com bois co-
mo com cavallo por proco mdico dirijase
a estrada da Joao de Barros, no quarlo sitio
contando do primeiro da esquina do beco que
vai para o Pombal; assim como vonde-se um
cavallo mellado, carregador baixo e largo ,
muito proprio para carro ou carroca por ser
muito manco e ardigo por barato preco, ou
roca-se por qualquer quarto.
Na tarde de sexta feira da Paixao, achou-
N urna letra de 6 con tos de reis acceita por
Francisco Xavier da Silva cndocada por Joo
Luiz Vieira e assignada por Manoel Joze de
Lemos e Silva : na ra de S. Rita n. 44
Alllga se ou vende-sea padaria n. 154
as 5 pontas, a qual he de Joao Lopes de Li-
ma com todos os seus pertences, e estes mui-
to modernos, o tarabea 500 barricas vasias ,
que (orao de farinha de trigo ; na mesma faz-
se todo o negocio.
Dcseja-se fallar ao Sr. Padre Dezderio
Antonio de Miranda que chegou no ultimo
vapor do Norte : na praca da S. Cruz botica
do Joze Mara Freir Gamoiro n. 4, ou an-
iiinicic sua morada.
Precisa-sc de um guarda livros quo po-
lilla urna escripturacao atrasada e complica-
da emdia, com muitabrevidade: na ra do
Livramento venda n. 3.
= Aluga-se urna casa terrea sita na Cidade
de (linda, ruado Malinas Ferreira, feita a
moderna com 0 quartos 4 sallas, cozinlia
fora, grande quintal, que vai at ao posso de-
nominado conselho : na ra larga do Rozario ,
botica de Manoel Felippe da Fonseca Cande,
n. 42.
Francisco Mathids Pcreira da Costa faz
sciente a pessoa que Ihe deseja fallar que se
dirija a ra da Senzala nova n. 2, escri-
ptoriode Fox& todart, das 9 horas da ma-
nh as i da tarde.
Quem precisar de urna criada para coser,
engommar e tomar conta de una casa di-
nja-sc ao beco do Burgos no bairro do Recife ,
sobrado de un andar n. 2.
~ OEscrivc-da Irmandade do Santissimo
Sacramento da freguesia de S. Pedro Mrtir de
Olinda convida a todos os Irmiios da mesma
para urna mesa geral no diasabbado22do cor-
rente pelas 4 horas da tarde, alim de se tra-
tar de negocios interessantes a mesma Irman-
dade.
Pede-se segunda vez ao Snr. Francisco
Mathias Pcreira da Costa o favor de annun-
ciar a sua morada alias ver publicado o mo-
tivo porque tanto se Ihe deseja saber.
Domingos Augusto da Costa Guimaraes
azsciente que tendoem seu poder um valle
da qu ntia de 30$ rs. passado por Joze Maria
Placido Magalhcs, para ser pago por Joze
Justino escri\o e como este fosse desen-
aminhado, por isso sepede a quem o adiar
de o entregar, pois de nada valle visto esta-
rem sciente os Srs. devodores.
Da-se dinheiro a premio sobre penhoros
de prata o ouro em pequeas e grandes quan-
tias; assim como tambem se rebaten) letras com
firmas a contento : na ra do Queimado n.
13 primeiro andar, pegada a casa amarella,
escada pelo patio do Collegio.
-- O Snr. Fel da Cunha Navarro J,ins ,
queira dirigir-se ao beco da Lingoeta venda
dejoaquim Joze Rebollo, para receber urna
carta vinda do Arac:t\.
Tirao-se folhas corridas e passaportes
para dentro e fora do Imperio por preco mui-
to commodo e com promptido: na ra do
Rangel n. 34.
O Sr. que no da da procissao da Res-
surreicao levou da Matriz do Corpo S. 1 cha-
peo de castor novo tendo dado a guardar um
de massa ja velho a Justino Ferreira de S. An-
na queira por favor ir o restituir alias se
publicar o seu nomo.
= O abaixo assignado capello da Ilha de
Fernando de Noronha laz sciente ao respei-
tavel publico, que do ora em diante deixa de
ser seu procurador JoaoJoaquim de Figueiredo,
passando a Manoel da Silva Tavares.
O Padre Joo Tavares de Mello.
Joze Moroira Jnior menor, e subdi-
to Portuguez, retira-se para o Rio Grande do
Norte.
Quinta leira^O do corrente haver 1 lindo
divertimento na casa da Sociedade Natalense ,
de baixo da direccaO de Rafael Lucci consis-
tido em cantonas dancas e urna pantorni-
'" :; .;/.v.i niiuiua y '],\.-> I'uncipes de
alermo, composta por Joao Wanimeyl, ter-
minando por um novo Hymno Gratulatorio,
dedicado aos habitantes da Provincia de Per-
nambuco = cantado por M.c" Carmela Adelai-
de Lucci: composica de Rafael Lucci.
Os bilhetes vendem-sc na ra do Crespo, to-
ja n. 8 ; na ra do Quoimado, loja de louca n.
32 ; e no holequim junto da casa pelos pro-
cos seguintes: gallaras 1500, e platea 1000 rs.
N. B. A segunda e terceira gallaras sen-
do reservadas propriamente para as familias ,
nenhum homem apesar de munido do com-
petente bilhete poder nellas ter entrada, sal-
vo se se apprcsentar junto com a sua familia ; e
o mesmo ter lugar para com qualquer senhora,
que se appresentar individualmente. As en-
ancas menores de nove annos, pagarao 1000
ris.
Se porem chuver continuadamente das 6 ho-
ras em vante nao haver divertimento, trans-
ferindo-seodia annunciado por outro annun-
cio.
= Roga-se as pessoas que tem penhores
em poder do abaixo assignado cojos prasos
marcados ja se vencerao muito tempo ha-
jaode os ir tirar no praso de 15 dias contados
da data dcste do contrario sero vendidos pa-
ra pagamento da divida o para que as mes-
mas pessoas ao depois se nao chamem a igno-
rancia faz-se o presente aviso.
Florido Augusto de Heirejes.
Offerece-sc urna ama para casa estrangei-
ra cozinhae engomma : na ra dos Copiaos
na loja do sobrado n. 1.
Jacinlho Pires faz sciente que ninguem
empreste dinheiro ou faca negocio algum com
sua mulher Felicia porquanto o annuncian-
te pomada se responsabiliza.
- Precisa-se de urna ama do lete livre de
pensos; no principio da ra do Hortas, n. 9.
primeiro andar.
= Joze de Bastos Ferreira subdito Por-
tuguez retira-se para o Bio de Janeiro.
= J. Hope retira-se para fora da provin-
cia.
Compras.
= Compra-se escravos pedreiros carpinas,
o ferreiros : na ra da Cruz n. 64 em casa
de Lourenco Joze das Neves.
.-= Compra-se urna corrento ou grilho ,
tendo 35 a 50 oitavas, sondo ouro de lei, bem
feita paga-se mais alguma cousa : na ra do
Bangel, n. 54 a fallar com Victorino Francis-
co dos Santos.
\ Compra-se urna geometra de Euclides ,
om bomuso: annuncie.
Compra-se urna escrava que saiba en-
gommar e cozinhar, e de bons costumes ,
de idadede 20 annos: na ra da Trompe, na
Boa-vista, n. 11.
Compra-se urna tipoia prompta ou so-
mente a armaco e pao ; na ra do Quoimado,
n. 19, segundo andar.
Vendas
Vende-se boje no largo da praca da In-
dependencia um quarto pedrez, forte, gran-
de e em boas carnes.
= Vende-se um terreno com 110 palmos de
frente e 600 de fundo no lugar ha Baixa ver-
de estrada da Capunga com casa de telha e
cacimba : na ra da Cruz n. 28.
- Na esquina da ra do Livramento ,
lojada viuvado Bur.os tem havido bastante
concorrenca de compradores as miudezas e
ferragens pelos seus baratsimos procos ainda
continua -se a vender alim de as concluir en-
tro as quaes sao ; oscovas para cavallo a 360 ,
linhas de cores a 2 W a quarta peonas de es -
crevera 3200 ao milheiro, e a 100 rs. o quar-
teirio linha de carretel em papis encarnados
muito fortes a 400 rs. a duzia almoacas a 60
rs. estojos de navalhas a 900 rs. ditas su-
periores a 1600 sapatos de marroquim para
meninos a 300 o par, dobradicas direitas a 720
a duzia bridas cstanhadas a 200 rs. cai-
vetes entrefinos a 2200 a duzia, e cada um a
200 rs. aldrabas para postigos ou rotulas a
50 rs. argolas com parafuzos de lato a 60 rs.
o par, botoesde duraque a 100 e 160 a du-
zia, pontos do alisar a 100 rs. transelim de
burracha a 200 rs. fitas do seda o do garca a
i0, 60. 80, 100,120,160, 200 a 320 rs. ,
saboneles para barba a 40 rs. loques chine-
zes ou da India a 2000 botoes do oco a 360 a
grosa tinta de cores para escrevera 960 a du-
zia garralinhas de tinta para marcar roupa a
210 creioes a 1000 rs. o milheiro, bacas
pequeas de rame com ncqijonn doffoito a 800,
serrotes a 8200 a duzia', pregos, compacos pe-
queos de latao oaixasde flandre para obaptO
alOOOrs. chapelinlias para senhora a 10OO
rs. ; suspensorios de burracha a 220 240 e
3U; e diversos passaros em gaiolas mullo cara
tadores.
Vendem-se 100 resmas de papel alrnaco
branco primeira sorte : junto ao quartel do po-
lica n 17.
Vendem-se um escravo cozinheiro de
nacSo de 20 annos; um molequede !4 an-
nos hbil para qualquer servico ; urna negra
de 18 annos, ptima lavadeira: na ra da
Cruz n. 51.
Vendem-se caixas de tartaruga para rap
feitas no Aracaty e muito bem trahalhadas :
na ra da Cadeia do Recife na loja de ourives
doSr. Marinho.
= Vendem-se duas escravas urna engom-
ma com toda perfeico e coz i n lia bem e a
outro coz i n ha e engomma bem liso; urna dita
de meia idade, de boa conducta o que se afi-
anca: na ra de S. Rita n. 27.
Vendem-se dous moleques de 13a 16
annos proprios para officio ou pagens ; dous
pretos mocos, sendo um bom carreiro ; duas
protas mocas sendo urna boa lavadeira ; urna
negrinha ; e urna mulatinba de 12 annos: na
ra do Fogo ao p do Rozarlo n. 8.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
sita em um dos melhores lugares desta cidade ,
para vender para trra a dinheiro ou a praso
com boas firmas, ou desoneramento do que
a mesma dever ; tambem se da sociedade a um
rapaz que entre com iguaes fundos, e enten-
dado negocio dando conhecimento a sua con-
ducta : na ra da calcada de Manoel Coco n.
12, das 9 horas da manh as 3 da tarde.
^Vendem-se compendios de grammatica
portugueza, pelo professor S. H. de Albuquer-
que a 640 ; ditos de Doutrina christ a 800;
ditos de arithmetica para meninas a 240 : na
loja de livros de Antonio Joze Pereira Dias &
Companhia esquina enfrente do Collegio, e
na do arco da Conceicao da ponte do Recife ,
de Santos* Companhia.
= Vendem-se a retalho por proco rasoavel,
al preta dita de caiar tijolos de ladrilho ,
dito de alvenaria ripas e urna porcao de
garrafas, frascos, e botijas vasias : em Olinda
no Varadouro venda da esquina n. 18.
Vendem-se duas moradas de casas no
atierro dos Affogados da parte da sombra,
mui bem construidas, com tres portas de fren-
te 3 quartos, cozinba fora cacimba mu-
radas caixilho na alcova ; e outra casa nova
na Capunga om chaos proprios que ainda
nao est acabada : na ra Direita n. 119.
== Vende-se um molecote de 18,annos; com
principio de padeiro : na ra Direita pada-
ria n. 129 confronte ao oitao do Terco; na
mesma continua-se a vender pao de folha de
superior qualidade tanto em farinha como de
bem trahalhado.
Vende-se um negro proprio para o sor-
vico de campo ou sitio e para vender na ra :
na ra Nova n. 3.
Vendem-se sementes de ortalicede boa
qualidade, e prximamente chegadas de L;s-
boa : na praca da Boa-vista n. 32.
- Vende-se urna flauta de buxo em mui-
to uso e por proco commodo : na ra Direi-
ta n. 82.
Vende-se um mulato de 20 a 22 annos :
na Boa vista, armazem do Rufino.
^ .Vendem-se cassoletas de ouro de lei de
diferentes tamaitos, pares de brincos mo
demos, de cabacas lavradas de lilagrana e de
chapa com diamantes alfinetes para senhora ,
urna pouca de prata velba de bom toque 3
voltasdecontas do Rio de Janeiro, urna dita
de cordao grosso com 14 oitavas botoes para
punbo cortados e lavrados com diamantes pa-
ra abertura aneis do diferentes modellos, um
par de mangas, um dito de casticaes de vidro
lapidado urna bandeja um apparolho para
cha de porcelana dourada colheres de pra-
ta para soupa e cha coraces de ouro de diffe-
rentes modellos ; as 5 pontas n. 45.
Vende-se urna negra de nacao cose ,
engomma o cozinba bem : na ra do Livra-
mento n. 38.
Vendem-se vinbos engarrafados da Ma-
deira secca, Malvasia e de Bucellasde 1832:
na ra da Cadeia n. 37.
Vende-se una cadeira de arruar nova ,
o vinda prximamente da Babia : na ra da
Cadeia n. 37.
Nos arinazens de Manoel Antonio de
Jess & Filho por traz do theatro, n. 18 o
19, vonde-se excediente farinha de trigo de SSSF
e SSF por preco commodo.
= Na ra da Praia armazem n. 80 vende-
se a obra intitulada a Libordado dos Mares ou
o Govcrno Inglez descoberto.
Vondem-se relogios de patentes, de ouro
o prata e tambem horisontaes, e de parede
com despertador ; na ra dasJCruzes casa de
relojoeiro france.7 n .'15,
= Na loja franceza de Affoneo St. Martin ,
na ra do Cahug n. 16, vendem-se bons
selins elsticos francozos o inglezes boas lam-
pas de relogios para sala, bandejas superiores
de casquinha e a iinitaco do Jacaranda, lila I
e cbelo, e tudo o mais que pertence a loja;
franceza por preco barato.
^ = No atterro da Boa-vista n. 24, o na
praca da Independencia n. 33 acabao de re-
ceber um novo sortimento de calcado sendo
sapatoes inglezes sapatos de palla taxiados to-
dos ditos de entrada baixa para homem, di-
tos de palla para meninos btins de bezerro
da melhor qualidade metos ditos sapatos de
palla de couro de lustro para homem u me-
ninos de 8 a 12 annos, ditos com colxetes .
ditos de marroquim pretos e de cores e de'
lustro para senhora e meninas, e outras mui-
tas qualidades de calcados.
\ Vendem-se lindos cortes de chitas para
vestidosa 3500 chitas em covado a 160 di-
tas azues com flores brancas, o de cores escuras
a 180 riscadinhos de cores fixas para camisas o
jaquetas a 200 rs. chitas finas para coberta a
240, algodao trancado- americano branco e-
azui c listrado proprio para calcas e camisas do
trabalbadores, brim trancado de listras todo
de linho a 700 rs. a vara lencos de seda com
franjae sem ella, ditos dechalim cora franja pa-
ra senhora ditos de cambraia bordados e pin-
tados com letreiro no meio para mao breta-
nha de rolo em peca de 10 varas a 2000, meias
finas para homem e senhora alm de outras
muitas (azendas baratas : na ra do Quoimado.
esquina do beco do Peixe frito n. 1.
= Vendem-se 8 pipas de agoardente branca:
na ra do Livramento armazem de molhados
n. 20.
= Vonde-se superior vinbo de champanhe
a 1600 a garrafa e 16000 rs. a duzia : na
ra da Cadeia do Recife, armazem do Sr. Mar-
tin? Costa defronteda botica o Sr. Vicente.
= Vende-se o sobrado de 3 andares n. 30
na ra larga do Rozarlo edifficado a moderna:
na mesma ra n. 26 primeiro andar.
= Vende-se um carro de duas rodas com
lanternas e arreios em bom estado por preco
commodo : na ra do Hospicio n. 14.
= Vendem-se manteiga de porco ; o farel-
lo : no escriptorio de L. G. Ferreira & Com-
panhia.
= Vende-se urna venda no oitao do Livra-
mento n. 2 : a tractar na mesma.
= Vendem-se ladrilhos de marmore bron-
cos azues, com s seus competentes cantos'; e
pedras de superior marmore branco para tre-
mes e mezas de meio de sala, chegadas ago-
ra de Genova por preco commodo : na ra
Direita, n. 120, segundo andar," ou no ar-
mazem de Antonio Annes, na ra da Alfan-
dega.
=Vendem-sc urna excedente morada de casa
terrea sita na ruado Nogueira n. 1; um so-
brad inlio em.chaos proprios no beco do Pa-
dre n. 8; e metade de um sobrado de um an-
dar e sotao na ra Direita n. 1 : tracta-se na
ra da Senzala velba n. 116.
= Vende-se um Atlas de geografia, por pre-
co commodo : na ra Direita, botica defron-
te do Terco, n. 131.
= Vende-se urna preta de naca Angola ,
de 25 annos, propria para todo o servico, com
urna cria de9 mezes : na ra larga do Rozario
a fallar com Joao Manoel Rodrigues Valenca.
= Vende-se louca da Babia vidrada : na
ra da Cruz r. 64.
\= Vendem-se os seguintes livros em fran-
cez : Origine de tous los cuites em 13 tomos
por 17,000 rs. ; Emile ou De L'Education ,
4 tomos por 5000; Julie ou La Nouvelle He-
loiso 4 tomos por 6000 ; urna ptima espin-
garda do caca por 16000 rs. tudo em bom uso
e nao ha duvida dar-se por menos : na ra de
Agoas verdes n. 92.
= Vendem-sc 4 escravos vindos da Cidade
do Aracaty, a saber, um cabrinha do 12 annos;
umpretocrioulodel6 a 20 annos; um dito
de nacao Angola de 30 a 35 annos ; e urna
parda de 30 a 33 annos : a tractar no largo do
Corpo Santo com Antonio Rodrigues Lima.
Escravos fgidos.
= Fugio do engenho Mupan termo do
Cabo o molequo Severino bastante ladino ,
de 19 annos, suspeita-se estar nesta praca ;
quem o pegar leve a ra Augusta n. 1 se-
gundo andar, quesera recompensado.
Em Dezembro de 1838 fugio urna preta
denomeJoana ciioula de 40 annos, com
falta de denles estatura baixa tem um gei-
to no braco direito, que o nao pode levar a bo-
ca no anno em que fugio fallava-lhe urna
unhaemumdos ps ; quem a pegar leve no
principio da ra Direita, n. 2, primeiro andar,
que recebera 508000 rs. do gratificado assim
commo promete-se igual recompensa a quem
denunciar aonde ella se acha guardando se
um inviolavel segredo a tal respeito.
franceza para batiuas, boas grvalas de setim, J Recife: kaTyp. deM F. oeFaeia.=1843


Full Text
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