Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04939


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Full Text
Armo de 1843.
Quarta Fera 19
Brm
Tarto agora depende de na Beimoi ; da non prudencia, aoderirao. energa : con-
iinuemoa como princijiiaui.il a jeremos apontadoa com admiraeo entre as Nacee aaie
coiuf. ( Procl.m.co da Aasembl'e Geral do BnitlL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiannc Parahib Rio grande do Norte eegnnda a leitas feiraa.
Bonito e Garanhune a 10 e 24.
Cabo, SniBin, RioFormoso Porto Cairo Macei, a Alago aa no i. 41 a J4
Boa-rifte Florea a i3 a 28. Santo Ante, quintas feiraa. Olinda todos oa dina.
DAS da semana.
47 Seg. 4.oiUTa Aniceto P.
48 'lerc. 2. oitava *. Caldino B.
49 Quari a. Heruiogens M Re. Aud. do J. de D. da 1. t.
20 Quiat. i. Ignet de Monte Puliauo M. And. do J. de D. da 3. r.
21 Seat, a Anselmo Aro. Aud. do J. de D. da 2. r.
2 Sab, a, Soter e Caio M Aud do J. de D. oa i y,
3 Don.. dePascoella a Jorge M.
de Abril
Anno XIX. N. 86.
O Diario publiea-aa todoa oa di., qu. nSo tora* beatificaba: o preco da aaaigaatur., h
de tres mil reia por qu.rtel napa adiantadoa. O. annuncio. do, aaa.gnantea aio .naer.do
cr.lia.e o. do.que o n3o forera 4 rt.So de Oris porl.rt. A. recl.a.coe. derem ae d,n-
gidaa a aata Typ., ra da. Cm. N 3.nn prC d. 1,,1,,-endencia loj. de hrroa N. a 5.
Cmbios.No da 10 de Abril.
Cambio eobre Londroi 27 l|t. 27.
a Paria 350 reia por raneo,
LiaboalOO por 400 depreaaio
Ocao-Moed. da 8,400 V.
a N.
a a da ,000
PluTA-Patecfee
Peoa Coluranarai
a ditoa Meiic.nua
compra
45,800
45,60J
8,800
4,800
4JSU0
4,800
yenda-
46 00
45.800
OOO
4,820
4.820
4,820
Moada da cobra 2 por rento.
Idea de letras da boaa firmas 1 ji'ir ".
phasesdalanomez deahril-
La Cheia i, 9 aa.d. t.rd I Loa nr>re i 20, a i hora e 50m da tard.
Qutrt.ming. 24, fa 40 bor.a a 5 a. da m. | ^uar. oreae. 7, a 8 horaa a 4b a, da tard.
Preamar de hoje
1. a 8 horas 30 a. da anhie. | Z. a 8 horaa e 54 nr. da tarda.
r \ C
PARTE QFFICIAL.
Thesouria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 10 DO PASSADO.
Odicio p- Ao Exm. presidente do tribunal do
ihesouro publico nacional com a tabella pela
qual se mostra que a quantia marcada pela
ordem do dito tribunal de 9 de setembro ultimo
para as despesas do ministerio da marmita' por
esta provincia no correnteanno financeiro nao
era suficiente.
Dito Ao Exm. ministro e secretario de es-
tado dos negocios da marinha, sobre o mesmo
objecto.
dem no da 13.
DitoAo Exm. presidente da provincia in-
formando o requerimento de Joao Baptista
Guimaraes Peixoto eJosAnionio da Silva
Cirilo cm que como administradores de suas
mulheres nicas herdeiras do fallecido sargento
mor Jas Fernandes Portugal, pedirae os ven-
eimentosque este deixou de roceber de marco
Jezembro de 1817.
DitoAocomm. das armas da provincia en-
riando no proprio original o officio que aca-
bava de dirigir o commissario fiscal do ministe-
rio da guerra relativamente as diversas coritas,
que devia prestar o commandante da compa-
nhiadecavallaria >ehastio Lopes Guimares ,
para a compra de cavallosda mesma companbia.
DitoAo inspector do arsenal de marmita
obre a continuacao do fornecimento das quan-
ias indispensaveis |)ara as desposas do arsenal e
dos navios de gorra surtos no porto por ordom
do Exm. presidente da provincia at decisao do
governo imperial.
DitoAo contador da thesouraria partici-
pando a nomeacao do Dr. Antonio Jos Coelbo
para exercer interinamente o lugar de director
do curso jurdico de Olinda em quanto esti-
ver n'assemhla provincial, de que he mem-
bro o Reverendo Miguel do Sacramento Lopes
Gama.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SUS. DEPUTA DOS.
S es sao de 2 de margo.
Conclusao.
OSr. Rezende: para mim doloroso teral-
gumas veses descordado do meu nobre amigo.
Voto contra a resoluca do senado o direi ao
meu nobre amigo que urna das causas dos ma-
les que soffremos nasce de querermos destruir
um principio por causa do um abuso. Nao se
quer que as assemblas provinciaes tenhao o di-
reito de conceder pensos por servicos feitos as
suas provincias e allega-seo direito do impe-
rador de conceder pensoes ; mas qual a lei
que limita o poder das assemblas provinciaes
a este respoito ? Pelo acto addicional as assem-
blas provinciaes podem croar empregos ; quem
pode orear empregos, pode marcar ordenados,
e podendo ascr isto, pode aposentar os em pre-
gados, dar urna pensao, que urna recompen-
sa. No exercicio de um emprego provincial po-
de inutilisar-se um homem um engenheiro,
por exemplo; e neste caso / "por que nao hado
a assembla provincial dar alguin meio do sub-
sistencia n este homem ?...
O Sr. C. da Cunha:Podo pedir ao governo
geral.
OSr.Rezendc:Ss assemblas provinciaes po-
dem legislar em todas as cousas que csto dcbaxo
de suasattribuices; mas quando nosta legislacio
on'ra a recompensa do empregados, ou urna pen-
sao diz-se:isto vai de encontr ao acto addicio-
nal! vai de encontr attribuicao do poder mode-
rador___Nao vejo senio um argumento que
que as assemblas provinciaes tem abusado ou
podem abusar. Mas por isso ha de so destruir
um principio? temos feito melhores cousas que
as assemblas provinciaes ? nao temos aqui ap-
provado tantas pensos ? nao lomos creado tan-
tos cmDrCSOS Com grandes ordenados '.' nSo te-
mos por toso sido causa doemprego-mawal Se-
nhores j as attribuicoes das assemblas pro-
vinciaes tem sido corteadas; estao ellas hoje re-
duzidasa meras commisses de pontes o calla-
dlas; e uciii mesmo sio se quof q 5"< :i""r_
se priva-las de tratar do pagamento do um em-
preado que se arruinar as obras provinciaes.
Ha poucos dias passou aqui urna resoluca
approvando pensos a algumas pracas que se
inulilisarao na guerra da Babia ; allegndole
que a assembla provincial tinha decretado pen-
soes paia esteshomens; nunca sedisputou isto,
o se so allcgou este argumento foi para Se alli-
viar os cofres provinciaes e niio para so negar
a assembla o direito de acudir s necessidados
de um benemrito.
O nobre deputadocitou um facto da sua pro-
vincia em queuinaloi provincial aposentou com
ordenado um em pregado que tinha alguns mo-
zos de servico. Admiti que loi um abuso.....
O Sr. (.'. da Cunhu: Nao argumente! s com
abusos argumenteicom a constituiciio.
O Sr. Rezrndr:Mo basta dizer: a eonsti-
luieao nao d s assemblas provinciaes este di-
reito; necessario mostrar quo ellas nao tem
essse direito....
O Sr, C. da Cunha:Parccc-mc que o mos-
trei.
O Sr. Rc;ende:\s assembfas provinciaes,
como disse podem crear empregos marcar-
Ibes ordenados ; nenhum artigo limita o direi-
to de legislar a este respoito ; ellas portanto po-
dem decretar que o empregado possa ter a soa
aposentadoria depois de tantos annos do servico:
ora urna aposentpdoria urna pensao nina
remuneracao de servicos. A assembla de Por-
nambuco quorendo chamar para a thesoura-
ria provincial alguns individuos nfandou con-
tar como servico provincial todo aquello que es-
ses individuos tinh3o as repartiees geracs ;
de maneira que podiao com um anno do servi-
co as repartiees provinciaes ser aposentados
com o ordenado por inteiro-----
Nao se coarcta com isto o direito do impera-
dor de dar pensoes porque o imperador pode
dar quantas quiser pode dar a este mesmo in
dividuo a quem a assembla geral agraciou : se
so dissesse:a assembla provincial doo a pen-
sao, o imperador tica inhibido de poder dar ou-
tra, bem ; mas o que rosta a provar.
Nos temos pago o nosso tirocinio; tcm-se gri-
tado muilo contra as assemblas provinciaes ;
ollas forao creadas debaixo do milito bons prin-
cipios por interosso das necessidados lcaos que
nao podiao ser attendidas pelo governo central;
tero tidoseus abusos como tem tido todos os
empregados que temos creado. Gritamos anti-
gamente contra os desembargadores creamos
os jurados ; hoje estamos zangados com osjura-
dos e queremos voltar para os desembargado-
res. Devenios contar com todos esses inconve-
nientes do nosso tirocinio; em urna palavra, nos
representamos o estado do paiz; quando vamos
para a assembla geral ou provincial levamos
todos os vicios todos os inconvenientes da po-
pulaciio ; se ha immoralidade nao a viemos
adquirir aqui Iroucemo-la de l ; mas nos
pensamos que limitamos esses males cortando
direitos. Nao vou para ahi.
O orador faz ainda algumas observaces e
concluc votando contra a resoluca.
O Sr, C. da Cunha (para responder';:O no-
bre deputado disse que eu nao tinha mostrado
quo as assemblas provinciaes nao podiao dar
pensoes ou mesmo aposenladorias; mas o no-
bre deputado nao mostroutambem donde vlnha
esse poder as assemblas provincias. Eu disse
que as assemblas provmcieas podiao abusare
tinhao abusado ; mas nao foi esto o meu argu-
mento mais valioso ; no quo insist mais foi que
nao va na constituiciio do imperio essf *ttri-
buicao de dar pensoes. Se acaso o acto addicio-
nal quizesse conceder quo as assemblas pio-
vinciaes dessem pensoes devia ao menos ser
por ura mcio anlogo ao que existe aqui, isto.
que os presidentes das provincias conhecendo
os servicos dos empregados, podiao recompen-
sal-os, submettendo o seu acto a approvacao da
assembla. Nao da attribuicao da assembla
geral conceder pensos ; do governo que es-
t mais habilitado para conhecer seo servico do
empregado moroce urna pensao-----
O orador depois de responder a alguns ou-
tros argumentos do senhor Rezendc conclue
assim:
Lembre-se o nobre deputado queeu nao que-
ro tolher, nem as assemblas provinciaes, nem
a oorporacio nenhuma que exercio em toda
plonitude aquillo que ollas podem faser pelas
lois constitutivas ; mas aquillo que fiserao con-
tra a lei hade ser por mim reprovado.
f\ Sr Gareia de \hneida:?.u votara polo
projoctosc visse que elle comprohendia to so-
monto urna disposicao da assembla provincial
de Sergipe so esta cevogacSo se estendesse so-
mente pensao ; mas como a doutrina que faz
o objecto da resoluca so ostende a todas as pro-
vincias do imperio, importa a revogacao de to-
dos os actos das assemblas provinciaes quo tom
legislado a tal respoito ; como sei que a da Ba-
ha nesta parte tem oxercido o direito que julgo
pertcncer-lhe, eu faltara ao mandato dos meas
constiluintcs se nao pugnasse pela conservacao
desse direito.
Nao soudaopiniodaquellosqucquorem sus-
tentar em toda a sua latitudo a supremaca das
legislaturas provinciaes nem a accSo demo-
crtica que nelles prevalece; pelo contrario; sou
sectario da centralisaca do poder na maior es-
cala que forpossivel, quo Rff compativel com a
ndole do systcma constitucional com as rega-
las das provincias. Entendo que esta centrali-
saca deve ser augmentada na rasao directa da
distancia em que estao as mesmas provincias ,
da mesma forma que na mechanica a foreja mo-
triz deve sor augmentada tanto mais quanto mais
distantes cstivorem os pontos da sua resistencia,
para que ahi possa chogar a influencia benfica
do governo e so augmente o nexo a unio
das provincias. Mas nesto caso me parece que
as assemblas provinciaes osto no seu direito.
Quando ellas forao autorisa-las polo acto addi-
cional aerear as suas rndaseos seusemprega-
dos tambem forao autorisadas a distribuir, a
applicarcssas rendas da maneira que entendes-
som mais conveniente. Domis me parece que
urna decisao destas saluda desta casa podor as
provincias Ir do corto modo agorentar o espirito
dolas principalmente do norte que nao sei
porque motivse tem mostradoqueixosasde se-
ren mal attendidas....
O Sr. Ferros: vendade.
O Sr. Garri de Almeida:Todos nos sabe-
mos que a constituico nao se sustenta s polos
artigos quo nolla se contem ; parece-me que s
por isso olla Ilusoria ; se nao for sustentada
pelas instituices secundarias polas leis regU-
lamentares que Ibes dao existencia, de nada
servir. Ora urna decisao destas chegando
as provincias quando se espora vantagens, be-
neficios da assembla geral, pode ser prejudi-
cial a ordom publica-----
O Sr. C. da Cunha: E eu entendo o con-
trario.
O Sr. G. de Almeida:Nio sei o que se pas-
sa em outras provincias; mas, pelo quo diz
respailo Baha ella so acha em tal atraso ,
cm tal decadencia, o seu commercio o industria
osfata deflnhados que parece-me quo essas
pensoes se devem considerar como o recurso de
que aquella provincia laocoa mao em falta do
outras medidas do governo geral para aecudir
a cortas necessidados de seus habitantes; olla
don pensoes a viuvas cujos maridos tem sido
assassinados a homens mutilados em comba-
te que se tornara inuteis para ganhar a subsis-
tencia de suas familias, e at mesmo existe um
empregado que nao sei o motivo que a assem-
bla tevo para aposonta-lo. Ora quando esta
provincia espera da assembla geral medidas
que va dar alent sua agricultura animar
o seu commercio quando Ihe mandamos es-
ta que vai tirar o pao as familias. Parece-me
que nos nao devenios approvar semelhante re-
solocO.
O nobre deputado disse que esse direito tai-
vez devesse pertencer aos presidentes das pro-
vincias o nao as assemblas provinciaes-----
O Sr. C. da Cunhu:Por analoga.
O Sr. G. de Almeida:Mas nao vejo que isto
estoja consignado cm lei ; at agora as assem-
blas provinciaes tem estado na posso do ejer-
citar esta attribuicao ; a interpretacao do acto
addicional nao Ibes tirou este direito ; ellas de-
vem continuar no exercicio delle emquanto nao
houver urna le que o tolha. Voto contra o pro-
jecto do sonado.
OSr. Ferra::Vejo-mona necessidade, meus
senhores, de empenhar-me nesta discussa ,
nao tanto por amor do seu objecto quanto pe-
lo que o honrado deputado pela Parahyba aca-
bou dedizer que nao pode doixar de ser com-
batido.
Em algum tempo se tevo como cousa muito
aecessaria dar-sc a maioi larguesa possivel ao
espirito de localidade; scconsiderou que au-
nia e integridade do Brasil s podia ser manti-
da tomando a si as provincias a direccSo do seus
interessos peculiares : destos principios parti
a lei da reforma da constituico, com a qoal
muitos homens se persuadirs cstava resolvid
o problema da felicidade do Brasil. As vanta-
gens da centralisaca nao entraraem calculo ,
o at mesmo adoptou-se o systoma de dcixar-se
aos presidentes das provincias o prover sobre
ccrtaseousasqueerada attribuicao do poder
central. Ghegou a cegueira a tal pmto que se
considerou aguarda nacional objecto provincial,
a um ministro declarou que a despesa que de-
mandava a sua instrucco os prets dos corne-
tas o dos clarins deviSo ser pagos pelos cofres
provinciaes! Do governo imperial parti ainda
urna ordem para as thesourarias das provincias,
declarando que os omptogados geraes nao deve-
rio cuidar o nem oceupar-so da escriptura-
cO da receita o despesa a cargo das assemblas
provinciaes ; o o que mais admirou meus se-
nhoies, loi ordenar-se que os eolios provinciaes
indemnisassem aos geracs as diarias dos depu-
lados provinciaes, que, sondo empreados ge-
racs optavo os seus ordenados Mil outros
actos como osles, que manifestavfio o desojo do
tornar muito indopendontes as provincias do
governo central partirn do dilTerentes minis-
tros da coroa ; do corla apocha porem para ca
tim espirito contrario so tem desenvolvido ; es-
tamos no extremo opposto : o que so quer ago-
ra ludo centralisar, o eu julgo que grande
servico farcinos oppon.io urna barreira de ferro
a esse espirito centralisador, maniendo as fran-
quesas das provincias conforme o espirito da
constituico.
No caso presente diz o nobre deputado que as
assemblas provinciaes nao podem conceder
pensos nem aposentadorias o jubilaecs; que
esta attribuicao privativa do chele do governo.
Eucrcioque as assemblas provinciaes tem o
direito de docrotarem impostos c de applicarem
o sou producto conforme as necessidades das
provincias e nao enconlro prohibico em
viltude da qual nao posso ellas socconer ao
empregado que perdeu sua saule no servico da
provincia ou aquello que gastou a maior parto
do seu tempo no ensino da mocidade &c., &c.
A admittir-se o principio do nobre deputado ,
a sorte do empregado provincial seria a mais
mesquinha a mais miseravel que pode dar-se.
Nunca serioattendidos os seus servicos, e nem
o poder geral deveria ser obrigado a pagar pe-
los sffus cofres os servicos prestados por estes em-
pregados ; porque de razo que sejo pagos
pelos provinciaes, e daqui necessariamento re-
sultara que o empregado e prfessor publico ,
depois de ter gasto 30e.mais annos no ensino
da mocidade vor-sc-hia na velhice na necessi-
dade oude mendigar o pao ou de continu-
ar sem poder pelo seu estado de (raqueza ,
polo abandono do suas (oreas ou onfraqueci-
mento de suas (acuidades no seu magisterio,
o ganhariao com isto as provincias e deverio
tolerar a continuacao do ensino por taes ho-
mens? deverio domitti-los ? e haveria alguem
que se sujulasse a una vida to m e a urna
profisso to desprolcgida 1 Certamente que
nao.
O nobre deputado fez urna censura acre a to-
das as assemblas provinciaes ; disse que na
va um beneficio um fructo dessas assemblas.
O contrario enxergo eu na maior parte deljas ;
os maiores bons se tem feito s provincias ,
bons quo nao terio se acaso os interesses locaes
estivessomoo cuidado do corpo legislativo geral;
porque o corpo legislativo geral nao teria tempo
de promov-los. Porconsequoncia nao posso ad-
mirar por maneira alguma esse espirito dema-
siadamente centralisador do nobre deputado ,
porque em um imperio to vasto como o do Bra-
zil levara o desalent e a morte as provincias.
O nobre deputado loi muito severo para a
minha provincia : sealguma assembla provin-
cial tom sido respeitadora dos direitos do poder
geral a da Babia loia o nobre deputado a
collecco de suas leis, veja se ella tem peccado
em alguma cousa, se tem imitado-*s assemblas
provinciaes que tom revogado actos geraes se
tem ostabelccido novo systcma policial, novo
svslemajudiciario se tem admittido substitu-
tos do juizes de direito &c.
Mas, disse o nobre deputado : as assem-
blas provinciaes esbanjo os dinheiros pblicos;
I






'

n



nos todos os annos damos quotas para as suas
despezas. O nobre deputado dcve ser muito
Jinpareial, deve examinar o estado de rada urna
provincia. A miaba provincia nao foi a me-
Juor aqumhoada nessas quotas; as despezas que
passrao seu cargo forio maiores do que a re.
eita que se Ihe deu. Der5o-se a minha pro-
vincia os imposlqs inais meSquinhos de difficil
arrogadaco, ou que nada produziao como o
tliz.mo do gado (avallar e vacurn dcima de
predios urbanos; impostos sobre as lojas de mo-
das sobre as que venden espirito fortes &c.;
de sorte que a assembla geral vio-se na neces-
sidade de ceder-lbe depois o meio dizimo do as-
sucar na exportaeo. E com que nao licou a
provincia da Haba ? Com despezas enormes e
com despezas de empreados que julgo geraes;
por exemplo nao sao empregados geraes os da
v metropolitana ? nao sao empregados geraes
os vigar.os ? nao erao empregados geraes os jui-
zes de direito ? Mas meus senhores a as-
sembla provincial da Babia carrefrou com estas
despezas, < ainda mais com a dos concerlos ,
asse.o e ornato do palacio do governo que
proprio geral com a de armamento para a
guarda nacional com que se despendeu nao
pequea quanta e com omitas mitras, que
.seria fastidioso o,enumera-las. Porconscquen-
tia o nobre deputado foi muito severo para com
ii assembla da Babia.
Eu poderia trazar outros servicos que ella
tem feito causa da centralisacao como por
exemplo, carregar com 1,000 e tantas pracas
de tropa para substituir a tropa de linba que to-
da foi (irada da provincia {'apoiados) ; olla o
fez, meus senhores, e com que (m? Nao era
para conservar a uniao a integridade do im-
perio ?
O Sr. C. da Cunta d nm aparte.
O Sr. Ferraz: Creio que o nobre debu-
tado com esse espirito acanbado de ccntralisar
tudo nao pode facer senao desservicos.
O Sr Carneiro da Cunha : Acanbado o
nobre deputado.
O Sr. Ferraz:Acanbado digo porque e
estril de bens; porque, guiado por elle o
nobre deputado muito errara. O nobre depu-
tado sempre se lanca aos extremos....
O Sr. C. da Cunha : O nobre deputado
que nao (juera observancia da constitu.ao.
O Sr. Ferraz : Engana-se ; a constitu-
ste 6 sempre a minha divisa.
O nobre deputado bern ve que moco como
sou anda nao pcrlenci a nenhuma dessas re-
volucoos que stragro a eonstituico que a
rasgaran inteiramente....
O Sr. C. da Cunha : Nem eu enga-
na-se.
OSr. Ferraz : O nobre deputado fallou
aqu sobre a oposentadoria do ex-secrelario do
gorerno da Babia o Sr. Amaral. Eu votei
contra essa aposentadoria ; mas o nobre depil-
ado scestivesse na assembla provincial da
Babia havia de votar por ella porque esse
empregado apresentou servicos de mais de 25
annos Nao quero justificar o procedimento da
assembla provincial mas elle se pode muito
]>em justificar. O nobre deputado que est
nesta casa ha tanto tempo que v os actos do
corpo legislativo que lem sua visla a collec-
aode leis, poder dizer que a assembla ge-
ral lem sido innocente no esbanjamenlo dosdi-
nheiros pblicos? Lea a colleceo das leis, at-
ienda ao que se passa ,- veja as grandes pensos
que se tem dado, esse augmenlo da legiao de
emgregados augmento que at na allandega
da minha provincia tem havido em demasFa.
\ eja o nobre deputado tudo isto todas essas
indemnisacoes que se tem decretado e nao se
queixe quando se disser a verdade....
O Sr. C. da Cunha: Nao me queixo ;
son o maisamigoda verdade.
O Sr. Ferraz : Aquelle que (em sido por
muito tempo depulado nao pode usar do conse-
Jho do Divino Mestre, nSo poder ser o primei-
ro em tancar podras sobre a mulher adultera.
Por consequencia nao poder consurar as as-
semblas provinciaes de esbanjar os dinheiros
pblicos de suas provincias. Eu pertenco a u-
ma provincia do norte ; e quando se trata des-
te espirito demasiadamente centralisador, de-
vo assim como todos os deputados das pr'ovin-
ciar do norte combater tal fda ( apoiados ) ;
porque na verdade a sua sorte tem sido quas
sempre mesquinha.Permitta-se-meesta fran-
queza devo dizer quanto sinto em beneficio
los meus contribuintcsnao se cuida muito
dos inleres-.es dessas provincias ( apoiados ), e ,
sem buscar outras provas, basta que chame a
attencao da casa sobre a nomcaeao de alguns
presidentes que para ellas partem simiente com
o destino depromovercma sua eleico e de al
nao cuidao.
O S. C. da Cunha : Assim como o nobre
deputado havia de promover a sua.
O Sr. presidente: Ordem Isto est mui-
to fra da ordem.
OSr. Ferraz: Kn^nm-sc, nao devo a
minha reeleicao inflnencia de autoridade.
OSr D. Manocl: Hade terresposta: I querer habililar-se para de consciencia quieta
ia idea nericrosa. _____:__ ....... ^
urna idea perigosa.
O Sr. Ferraz : Nao fujo ao combato e
nem essa ameaca me desorienta : o nobre de-
putado que interesse tem pelas provincias do
norte ? vai para a que tem dirigido arranja a
sua eleicao e volta e tudo est feito.
O Sr. C. da Cunha : Como o nobre de-
putado arranjou a sua.
O Sr. presidente : Ordem !
OSr Ferraz: Com muita dignidado ;
fui combatido lutei com forcas superiores s
minhas, e sesou deputado pela Babia devo-o
aos meus amigos e a algum merecimento so por
ventura o tenho ( apoiados ).
\ Ha alguns apartes, e o Sr. presidente cha-
ma ordem os Srs. deputados.)
Quero que os nobres deputados me digo at
onde vamos nos com este espirito declarado aqui
na casa, o que o senado tem algum modo der-
xado apparecer. O senado, como se v aqni
ueste parecer agora distribuido at quCr pri-
var as assemblas provinciaes de conceder pri-
vilegio exclusivo para a navegacao por vapor
nos rios das provincias sob pretexto de que
nao esl isto no acto addicional! E' melhor que
sejamos francos, que digamos-o acto addicio-
nal nao existe mais as assemblas provinciaes
devem ser rcduzidas a commissoes de pontos e
raleadas, a commissoes de obras publicasOn-
de iremos parar com isto meus senhores? Pois
a eonstituico nao deu direito s assemblas
provinciaesde promover o bem das provincias ?
nao Ihes deu direito de promover a inslrucco
publica? nao Ibes deu direito de promoveros
interesses docommercio e da industria? nao
disse que ellas lixaro a sua despeza decreta-
no a sua receita ? .... Perde-me V. Ex., per-
de-mc a casa se em alguma cousa tenho sido
um pouco forte ; acho que muito e muilo
necessario que cada um de nos promova os inte-
resses pblicos os interesses geraes de accordo
com os interesses provinciaes; porque estou
persuadido, como um grande escriptor, que
da apreciacao desses interesses locacs smente
poder colher-se o bem geral, que o interesse
geral nao pode ser outra cousa seno a somma
dos interesses locaes; porque tamhem estou
muito persuadido que esse espirito em demasa
centrasilador nos acarretar grandes males, que
nao podem por ora ser bem medidos, e eu de
todo o meu corado desejo o bem do meu paiz ,
oeste nao pode dar-sc sem o cumprimento da
eonstituico sem que se respeitem os interes-
ses e direitos das provincias quo ella reco-
nheceu.
O orador dopois de mais algumas refle-
xfies conclue votando coutra a resolucao do
senado.
A discussao fica adiada pela hora.
Continua a discussao do art. 2. da proposta
do governo que fixa as forcas de trra.
E' apoiado a segninte emenda :
Emenda ao artigo 2. da le de fixacao de
forcas.
Supprimao-se as palavrasmenos a parte
em que a mesma Ici exime &c. &c., at s
palavras400000 rs.Pacheco.
Acrescente-se o sogtiinle licando revea-
do o art. 2. da lei de 6 de outubro de i 835 e
o art. 5. do regulamento de 2 de Novembro'do
mesmo anno Pacheco.
Fallo sobre a materia os Srs. Mandel Feli-
zardo e U. Manoel.
E' I ida e apoiada a seguinte emenda :
Accrescente-se ao art. 2. o seguinte :__
Mas nao se Ihes permittiro suas escusas, quan-
do acontecer que indem o seu tempo achando-
se o paiz em estado de guerra interna ou exter-
na percebendo todava a gratificacao que Ihes
competir por le.Salva a redacao.Pcixoto
de /rito.
FaHaoainda os Srs. Pacheco, o Franco de
S ; e fica a discussao adiada pea hora.
SOC1EDADE DE MEDECINA.
Noticia necrolgica deJoaquim Jeronymo Ser-
pa, memhro correspondente d'esta sociedade,
pelo secretario perpetuo D.T Jos Joaquimde
Moraes Sarment.
Com repetidas experiencias nos tem provado
afeiarnorle, que tamhem entre nos se verifi-
oao os tristes clculos da estatistica, queportoda
a parte lem dado o termo medio da vida dos
mdicos muito inferior ao dos homens queto-
mao qualquer outra profissao.
assumir a immensa responsabilidade da nossa
profissao deve repartir o tempo entre os do-
entes nos hospitacs, e os morios nos amphithe-
atros respirando continuamente lethaes mias-
mas. Apenas subtrahido a tao activas causas do
deslruicao ei-lo que incetando a pratica vai
alargar as portas morto correndo de (lia e
de noite ao sol o chuva sem horas para co-
mer sem tempo para dormir, com o espirito
sompre inquiero, e o coraco sempro magoado.
Se estas causas permanentes de ruina encurtao
com todos os climas a vida dos mdicos quan-
to mais funestos nao deverao ser na Zona trri-
da seus eTeitos. Por isso ainda a sociedade nao
eslava constituida c j o Dr. Bocha desapareca
da scena do mundo. He hoje o segundo an-
iversario da vossa installaciio e nossos olhos
saudosos em dia to festivo de balde prOcurao
no recinto da sociedade os lugares de Classen ,
Ulisses, e Serpa. J satisfizerao o pesado tri-
buto que os mdicos anticipadamente pagiSo
natureza. Becordar a memoria e os fetos sci-
entficos dos collegas falescidos depois do pre-
cedente anniversario be triste dever que os es-
tatutos me impoem, e seria empreza anda mais
arriscada se a bondade de outro collega nao ac-
ceitasso o desempenho de parte d'esse devsr.
.Toaqum Jeronymo Serpa nasceo nesta Cida-
de aos 13 de Setembro de 1773. Seu pai, h-
bil cirurgiao destinou este ilho para successor
na sua arte. A pessoal experiencia Ihe havia
mostrado que um cirurgiao sem literatura, n5o
s fica privado de mcios de instrueco e o seu
amor proprio lia de ser por forca ameudadas ve-
zes olTendido mas at, por muito hbil que
ven ha a ser na sua profiss5o nunca adquire a
consideracao e raras vezes a confianca do pu-
blico instruido. A experiencia do pai aprovei-
tou ao filho e Serpa estudou as humanidades
nesta Cidade nao incompleta e precipitada-
mente para conseguir certificados passar exa-
mes ou obter diplomas, porque nenhuma lei
o obrigava a isso mas tao somonte para saber.
Se niio foro seus estudos preliminares Serpa
ficaria inhabilitado para nosdeixar as diversas
produccoes que deu a luz. Ultimados esses
trabalbos preparatorios foi ao Hospital de S. Jo-
s de Lisboa adquirir os conhecimentos neces-
sarios para entrar no exercicio da cirurgia. De
volta a Prnambuco, guiado pelo dezejo de
socego que se observa em toda a sua vida, e que
he caracteristico dos homens que amao o estu-
do procurando meios de subsistencia que Ihe
deixassem o tempo lvre sem risco de necessida-
des conseguio ser nomeado cirurgiao-mr do
regiment de artilheria. Codescendentc sem
esforco amavel por natureza polido no mo-
do e na lnguagem, alegre e instructivo na con-
versa Serpa foi sempre nem com tao raras
qualidades podia dexardcscr, estimado por
todos quantos tiverao relaces com elle.
A emancipaco de todo o continente Ameri-
cano era na ordem dos fados sociaes successo
mcvitavel. A historia das Colonias Carlhag-
nczas Gregas e Bomanas assaz o provava ,
os recentes acontecimenlos occorridos em todas
as Colonias Americanas assaz mostravao que
era tamhem chegada a poca da maioridade pa-
ra o Brazil. Serpa, o pacifico Serpa, movi-
do pelo dcsc|o tao natural de contribuir para a
emancipaco da sua trra natal achou-se en-
volvido na revolucao de 1817. O sentimento
que arrastava o ingenuo Serpa era indubilavel-
mente generoso mas a propria ingenuidade
natural do bom cirurgSoo reduzia necessaria-
mentc condcao segundara de instrumento.
O tempo era inopportuno, os meios e as conse-
quenciasda empreza cstavao mal calculados e
Serpa tao quieto e soregado por natureza ex-
piou na pristi da Baha erros que nao erao
seus. O mais digno protesto do infeliz contra
a sortc adversa he a resignacao no infortunio.
Paciente e resignado se mostrou constantemen-
te em quatro annos de reclusao. Mitigando com
trahalhos uteis as privaedes e desgostos inevita-
veis nhuma prizao de estado all concluio o
primeiro escripto que publicou.
O andamento natural dossuccessos consum-
mou o faci da emancipaco do Brazil. Serpa
licou livre mas pobre e tao rndividado queso
poucos mezes antes da sua morte ac bou de pa
gar as obrigaces contrahidas na cada. Era
cirurgiao antes da Independencia, cirurgi5o li-
cou era pobre fieou individado quazi at a
hora da morte. Sincero nos sacrificios fcitos
. P -----
singular e con radictor.o parece na patria, nos males soflridos para fins generosos ,
Je os mimstmc da can A* ~..* *c !._ .- '
nunca com lao reaes scrvirns importunou ospo-
derozos nunca agitou a plebe atoando o lo-
go de paixoes desordenadas porque em alma
assim formada nao caba o calculo de fazer ser-
vir sacrificios voluntarios satisacao da cubica
ou do orgulho. Continuou retirado em Olin-
da no exercicio da cirurgia. consagrando ao es-
verdade que os ministros da saude que os ho-
mens mais habilitados para com salutares pre-
caucoes bygienicas manter a regularidade das
funecoes ou para annullar os efietos da sua
perturbacao quando incvitavel e declarada ,
sejao exactamente aquellos que pelo facto de
consagraren, a sua vida a combater a morte ..
ni yT mU ? mT ,] A"? "Wn0 lu,]o e meditacao os momentos que os pobres
segundo qualquer outra profissao. Mas natu- Ibes deixavao vago*
raile consentanea com a razao nos parecer essa Em 1828 publicou o Tratado de Educacao
rdade numrica se atendermos que apenas physico-moral dos meninos. Serpa nao quiz
um joven se ded.ca ao estudo H ,l,c,no ^i^;-osaulores que nao juntando urna so.dea
propria ao fundo commum dos conhecimentos
em algum ramo das sciencias chamao suas a
produccoes que nem pelo estylo diTerem das
que jexistem. Limitou-se ao modesto titulo
de traductor das obras de Gardien mas logo
as primeiras paginas da sua dedicatoria as m5is
de familia nos faz sentir que nao qnizesse por
demaziada modestia dar o cunho do seu estilo
moeda corrente da sciencia sem educacao ,
diz Serpa a moral nao he fructfera as leis
sao freios impotentes para as paixoes desenvol-
tas, os costumes desaparecem, e um povo que
a nao tem nao olferece mais do que urna hor-
dade selvagens sem virtudes discordes entre
si mesmos e inimigos de vizinhos.
As notas que o traductor faz ao texto Francoz
mostrao que se nao quiz passar por autor ori-
ginal nunca perdeo oecasiao em que podesse
ser til ao leitor. Ora ensina a fazer vinho a-
romatico com a flor de cajueiro com o belhe
cheiroso e outras plantas indgenas dizendo
com razao que devem ser preferidas s plantas
exticas aconsclhadas as pharmacopeias por-
que sendo recentes conten mais principios aro-
mticos ; ora vai de encontr com o seu autor,
advertindo que a applicaco de agua fra no
embigo das criancas pode no Brazil occasionar
o ttano e que he preferivel usar de cosimen-
to momo de barbatimo. Com a natural can-
dura do seu genio aconselha sparteiras da Pro-
vincia que anda estao no habito dc.applicar
tabaco no embigo das criancas que se abstenho
d'esse uso e cita-lhes um caso de envenena-
mento que presenciara, devido.a essa applicaco.
Que mais e melhor podia o traductor dizer
do quo o proprio Gardien sobre os inconveni-
entes do costume de embalar as criancas os
perniciosos efleitos dos espartilhos e os das ca-
mas communs em idades muito diferentcs o
abuso das faixas com queapertao as criancas ao
nascer e quazi todos os mais artgos. Com
esta tradHceao Serpa fez um servico incontesta-
vel Provincia, e prouvera a Dos que ella fos-
se mais lida pelas mais de familia, as quaes pe-
la maior parte nem d'ella tem noticia, em
quanto com repetidos annunciosse Ihes inculca
agora um escripto sobro o mesmo assumpto ,
que em verdade nada excedo o do nosso Pr-
nambuco.
Serpa desenhava muito bem e era tao labo-
rioso que em 1834 remetteo ociedadede
Mcdecina do Bio de Janeiro dous volumes de
desenhos de anatoma humana fetos pelo seu
punho. O relatoro da commisso incumbida
de examinar a volumosa collcccao nao d lu-
gar menor duvida acerca da perfeico dos de-
senhos.
Tambem remetteo mesma Sociedade urna
listadosvegetaes queservem para a n.edecina
domestica (Jos habitantes d'esta Provincia. He
para sentir que este trabalho inteiramente ori-
ginal nao ficasse mais completo. Com admi-
racao se nota o silencio do autor acerca da ga-
mcleira e outras plantas medecinaes de que
se usa na Provincia. Mais til seria tambem
esta lista de plantas classificadas pelos seus eflei-
tos therapeuticos se os nomes scicntilicos vi-
essem n'ella juntamente com as designarnos
vulgares. Mas nem por isso este escripto que
nao oceupa duas paginas deixa de ser no meu
conceito a obra de maior mrito do nosso colle-
ga tanto pela sua originalidade como pela
grande utilidade que resultar ao Brazil do co-
nhecimento das plantas medicinaos usadas pelos
habitantes das diversas Provincias, quando suas
virtudes therapeuticas submcltidas a examo s-
vero de juizes competentes forem mondadas
dos erros de observaco dos prejuizos o das
exageracoes do vulgo. E na verdade com vir-
tudes iguaes s das plantas exticas tero direi-
to a preferencia nao s por causa do menor
custo mas tambem porque sendo fcil telas
sempre frescas, mais seguros serao seus efleitos.
Assim na opinio do nosso collega o pao car-
doso pode substituir-se a raz d'altheia, a gom-
ma de angico ou de cajueiro supre as vezes da
goinma Arabia ; todas as indcacoes de vesica-
cao na pe I le podem ser preenchidas com lei te de
pinhiio com pimenta malagueta, ou castanha
de caj o pao tocag he usado como adstrin-
gentc o beijoim do Brazil pode substituir as
ruinas aromticas exticas e sude cateris.
Serpa mostrou aptido para trabalbos intel-
lectuaes de muito diversa natureza. Publicou
na Bevista Medica Fulmnense um artigo inte-
ressante sobre a Topographia d'esta Cidade do
Becife. A posico da Cidade os perniciosos
efleitos dos pantanos, e lagoas das vsinhancas,
as inuteis tentativas que por vezes fez o autor
para induzir as autoridades a seccar o panano
mais nocivo as molestias andemicas da Pro-
vincia e os remedios indgenos vulgarmente
usados estao resumidamente descriptos com a
exactido e a simplcidade encantadora de io- .
dos os escriptos de Serpa.
Foi prvido em 1835 por concurso na cadera
de Botnica e na directora do jardim de 0-
lnda. Se mais cedo tivesse achado em traba
Ihos puramente scentficos meios seguros de
j


, que o dispcnsassom de vizitar en- f meio Ja corrupeao gera! o exemplo, das virtudes
lores serviros tena feto sciencia ,' antigs.
gubsistenca
fermos, ma
e mais rome grangearia a esta Provincia. Pos-
to que Joente e j idoso rcconbecendo a nc-
cessidade de organisar um compendio para seus
alumnos satisfc a este dovcr do magisterio no
mesmo anno em que foi nomeado professor.
O mais rpido examc convence o leitor que
os seus elementos de Botnica nao s3o mais do
que urna traducco resumida d.i obra do Pro-
fesar Richard. Mas quetn escrevco at boje
tratado de botnica mais claro o mais agrada-
ve I do que o Professor Richard ? De que sor-
ve com estojis pretencos de originalidade tor-
nar mais difficeis os elementos das sciencias ?
Os livros estrangeros vem a sabir aqui muito
caros, asua ntclgencia he mais difficil e nao
pode ser geral; Serpa fez pois um servico ao
publico, e particularmente aos Acadmicos es-
tudiosos de Oli.tda. Assim bouvesso em todos
os ramos das sciencias de ohservacSo meios fa-
cis de estudo na Provincia. A comtemplat o
das obras da natureza elleva inapercebidamente
ao reconhecimento do creador e to morali-
6ador he esse estudo que he rarissimo aparecer
um criminoso entre os homens applicados as
sciencias de observaco. Uirivando d'esses co-
nhecimantos o augmento dos productos que a-
limento e vestem o bomem Serpa lamenta-
va com razo o incitamento exclusivo dado com
os empregos pblicos ao estudo do direito, por-
qu* absorvendo este estudo todas as capacidades
cultivadas da Provincia ningucm se d asci-
endas applicaveis as necessidades materiaes do
bomem e em quanto assim continuarmos tar-
de florecer a verdadeira civilisacao.
Constituida esta Sociedade, Serpa foi por u-
nanime eloicao nomeado membro correspon-
dente c todos nos sentimos que a sua residen-
cia em Olinda nos privasse da sua coadjuvacao
em nossos trabadlos ordinarios. Tomou parte
todava com o seu zlo costumado nasdiscus-
soes sobre as bobas, e deixou a sua opinio em
urna memoria onde segundo seu louvavel eos-
turne menciona os remedios indgenas contra
esta molestia.
Eslava principiando um compendio de Agri-
cultura appropriado ao clima da Provincia, em
cujo manuscripto mostra espirito observador, c
nao vulgar lieo quando urna assistis sympfo-
matica de alteraco orgnica do ligado Ihe ter
minou a vida a 17 de Julbo do anno passado.
To amante se mostrou do estudo em todas
as idades e circunstancia da vida qae experi-
mentando a necessidade do conhecimento do
Grego n'aquelles que se consagro ,'is sciencias
naturaes aprendeo esta lingua sem mestre e
n'huma idade cm que a inaior parlados ho-
mens perderncm vczdeadquirirconhecimentos.
Posto fossenimiamente limitada a instrueco
medica que sedara no hospital de S. Jos de
Lisboa, Serpa observador estudioso fecundou
os germens que all havia recebido. A sua or-
tica mostrava que Ihe naoeroestranhasas ideas
da escola chamada physiologica c que fazia
uteis applicaces da doutrina contra estimulan-
te. Inimigo de extremos, discpulo da philoso-
phia electica pela ndole natural do seu genio ,
das flores da sciencia colina o mcl, o deixava
para serem sazonados pela experiencia os suecos
que Ihe parecio insuficientemente elaborados.
Com pessoal experiencia aflirmo, que era ami-
go de Serpa quem urna vez o frequentava. Al-
legre sem licencas, observador penetrante mas
inoflensivo, erudilo mas divertido, a suacom-
panhia a todos deleitava e instrua. Tamaita
era a sua bondade que nunca em faeccias fa-
miliares Ihe escapou urna' graca com que pu-
desse offender-se algum auzente. To pura era
a sua alma que em tempos de geral, e lamen-
tavel corrupcao, icou totalmente liinpa das ma-
culas da astucia da traico, da perfidia, edos
baixos c vis artificios da intriga. Embora cssas
excedentes qualidadescontribuissem para o cs-
quecimcnlo em que vjveo no seu retiro de Olin-
da embora em tao prestante cidado nao a-
cbassem seus coetneos mrito para cargos pu- |
blicos embora acbasse seus dias na solido e
na pobreza quem negar que Serpa foi at
boje o I'ci na ii i lu can o, que mais se osmerou na
cultura das sciencias naturaes ? A indiTcrenca ,
a injiistiea para com os homens uteis nao impe
dir o nome de Serpa de radiar glorioso na pos-
teridade. Quando tantos bomens que na im-
pctTcico de nossas organisaces sociacs astuci-
osa ou nocivamente usurpfio funesta cclebri-
dade e adquirem fama que nenhuma intcnco
honrada justifica, quando esses homens tiverem
descido sepultura nenhum vestigio deixaro
na memoria dos vindouros mas ao pedo se-
pulcro de Serpa diro todos com justica, aqui
jaz um cidado que manifestu o seu amor
patria, nao com palavras vas militas vezes des-
simuladoras do mais ahjccto egosmo mas ex-
pondo-se a perigos reaes trabalhando al na
cada em escriptos uteis, prestando constante-
, m_____ i^ /<-
iii'.-utu Os yuuic 9S SGCCOiu ium Jiroussao .
publicando varias obras necessarias, c dando no
Serpa perito e consciencioso facultativo
prestante cidado bomem de bem em nome
desta sociedade, onde o teu lugar tarde sera dig-
namente oceupado dirijo a teus Manes vene-
randos nosso ultimo adeos. Dessa habitaco do
justo onde repouzas em paz contempla e ac-
ccita nossas saudozas recordacoes, ultimo con-
solo dos que te sobrevivero nesta torra de amar-
guras ederradeiro nexo que nos unir em
quanto a mao avara do lempo nao exigir de nos
o tributo que todos devenios natureza.
COMMERUO.
Alfandega
Rendimento do dia 15..........~ 2:8498310
Descarrego hoje 19.
Brigue ConeciQo de Mara diflerentes
gneros.
Brigue S. Domingosvinho, vi.iagre, a-
zeite, toucinho, e carnes.
Brigue Droma cannos de ferro.
Patacho sfperade Palke vinho, alpista,
azeitc, e papel.
Brigue Terpsicore bacalho.
Barca Navarre arinha o bolaxinba.
Brigue Rival bacalho.
Brigue Margarida vinho farinba, pas-
sas, e azeitc.
pente dojuiz municipal da 2.a vara do mesmo' queno cavalinbo responder a novas ovaras per-
termo &c. Facosaber, que pelo Dr. Franciscojguntas, e pular entre doas arcos; o palhaco
Rodrigues Sette juiz do direito interino da 2a como pela ultima vez promete aos seus benigno*
varado crime me foi feita a partioipacao de ha- protectores entretel-os com suas novas o joco-
ver neste termo convocado para o dia 4 de maio zas ideas.
do mez prximo vindouro pelas 9 horas da ma-1 Terminar todo o divertimento a graciosa
nha a segunda sesso ordinaria dos jurados des-pantomima intitulada Madama Ratafia, o
te anno para a qual sairo sortiados os qua- monsieur Florjodo, no correio de Londres para
renta e oito Srs. que se scguein
Antonio do Souza liis.
Cambios
Algodao
PUAQA DO RECIFE o DE ABRIL DE 1843.
Revista mercantil.
Houvrao transaccoes a 27 d. por
18000.
- Vendero-se mu i poucas saccas a
48800 rs. por ....
Assucar Conserva o preco de 18 rs. o bran-
co e900 rs. o mascavado, sobre o
ferro.
Bacalhau Chegarao dous carregamentos; um
vendeu-se a 88800 reis e o outro
inda est em ser.
Cerveja dem a 3$600 a duzia.
Massas dem a 5S500 a g}.
Passas dem a 48000 rs. a caixa.
Vinho Chegarao dous carregamentos do Me-
diterrneo com> diversos gneros, e vi-
nhos, vendendo-se este de 868000
a 878300 rs. a pipa.
As transaccoes da semana foriio mili lemitadas
por causa dos dias empedidos.
Existcm no porto os seguim'is navios:
Americano..................... j
Austracos...................... 4
Brazileiros.
Belga.........................
Dinamarquez..................
l'rancezes......................
Hambiirguez...................
Hespanhol......................
Inglezes........................
Prussiano......................
Portuguezes....................
Sardo .........................
17
1
1
o
1
1
13
1
8
1
48
AI ovimenlo do Porto.
Navios sahidos no dia 13.
Fundiou no lameiro para acabar de carregaro
brigue austraco Atro.
Stockolm ; brigue sueco Astra, capilo J 01-
son carga assucar.
Trieste ; brigue hamburguez Emma, capitao
Jorgensow carga assucar.
Liverpool; barca ingleza Wanderer capitao
W. Hardy carga algodao, e assucar.
Porto ; brigue portuguez Ventura Feliz ca-
pitao Antonio Francisco dos Santos, carga
assucar o &c.
Navio entrado no dia 13.
Cear ; 23 dias brigue escuna de guerra bra-
zileiro Fidelidade commandante o capitao
tenente Antonio Francisco Pereira.
Salada no dia 14.
Rio de Janeiro ; brigue americano Amazon ,
capilo W.m Wedge carga lastro.
Entrado no mesmo dia.
Terra Nova ; 37 dias, brigue inglez Terpsi-
chore de 198 toneladas capitao P. Colle-
ton equipagem 11, carga bacalho; a Me.
CalmontiiC.'1
Dito no dia 17.
Macei ; 3 dias, hiato nacional Esperanca do
Maranho, de 29 toneladas, capitao Manoel
Jos Soares equipagem 0 carga madeira.
Passageiro Sabino Eduardo da Costa Bra-
zileiro.
Caldas Brando.
da Silva Gusmo.
Egidio da Silva.
Jos da Costa.
Marti ns Uibeiro
Luiz Goncalves Ferreira.
Brigadeiro Antonio Rodrigues d'Almeida.
Bento Jos Alves.
Candido Thomaz Pereira Dutra.
Custodio l.uiz dos Reis.
Delfino Goncalves Pereira Lima.
Domingos Jos Marlins \ ieira.
b'rancisco de Assis Mondes Guimaraes.
de Paula Paz Barreto.
Jos Pereira Braga.
deCorvalbo Paes d"Andrade.
Luiz Haciel Viana.
Jos Francisco Pereira da Silva.
Francisco Ribeiro.
"*" Pereira Viana.
Antonio da Silva Jnior.
Baptista Ribeiro de Faria.
CordeirodeCarvalho Leite.
Egidio Ferreira.
Dias da Silva.
Ignacio Ferreira e Silva.
Dr. Jos Raimundo da Costa Menezes.
Joo Miguel da Costa.
Cancio Pereira Freir.
Nepomuceno Ferreira de Mello.
Joaquim Jos da Costa Leito.
l'rancisoc Bastos.
Candido Gomes.
Luiz Jos Goncalves da Luz.
Luiz Francisco de Barros Reg.
Manoel Cavalcanti d'Albuquerque.
Lopes Maciel.
Dr. Pedro Ignacio da Cunha.
Porfiro da Cunha Moreira.
Pedro Alfonso 1 erroira.
Pedro Ignacio Baptista.
Plcito do Rosario de Azevedo.
Scbastio Paes Brrelo.
\ cente Thomaz Pires doFiguercdo Camargo.
Di. \ cente Pereira do Bego.
N ilal de Mello e Albuquerque.
Os quaes bao de servir durante a referida ses-
sao para o que sao pulo presente edtal con-
vidados devendo comparecer assim como todos
os interessados no dia e hora designados, sob
as penas da lei se faltarem. E para que ebegue
noticiada lodos raandei lavrar o presente, que
ser publicado pela imprensa, e aflixado nos lu-
gares mais pblicos desle termo. Recife 12 de
abril de 1843. Eu Jos Alfonso Guedes Alcan-
forado escrivao o escrevi.
Francisco Carlos Brando.
Paris.
Principiar di horas do costume.
Avisos martimos.
Sae para o Porto com toda a brevidade a
muito ligoira barca Espirito danto ; quem nn
inesma quizer carregar ou ir de passagem parao
q' teni excedentes com modos: dirija-se a ra do
Bozario estreita n. 13.
= Para a Granja com escala por Acarac ,
segu viagem com toda brevidade o patacho
Fumlaco por ter prompto o seu carregamen-
to recebendo nicamente passageiros e algu-
ma carga miada; quem pretender dirija-se a
fallar com Manoel Goncalves da Silva na ra
da Cadeia do Becife ou com o Capitao a
bordo do mesmo patacho.
Para Lisboa subir com toda a brevidade
por ter parte da carga prompta o muito velei-
ro e bem acreditado liriguc Portuguez Con-
ccico de Maria forrado e cavilbado de co-
bre deque be Capilo Manoel da Costa Ne-
ves; quem quizer carregar ou ir de passa-
gem para o que tem excellentes o aceados com-
modos dirija-se ao sen consignatario Francis-
co Severiano Babello ou ao Capitao na praca
do Cominercio.
Para o Maranho sehir uestes poucos
dias o patacho nacional Maria Luiza mestro
Ignacio Marques por ter inaior parte do sua
carga paompta ; quem nello quizer carregar,
ou ir de passagem entenda-so com seu pro-
pretarioAntn 10 Joaquim de Souza Ribeiro ,
oucom o dito mestre.
Para Liverpool a sabir com brovidade a
barca ingleza Broad Pal; de primoira classe,
tem lugar para 500 saccas de algodfto : em casa
deRussollMellorsA C.
Avisos diversos.
Dcchtracocs.
O ARTILHEIBO N..37,
k^Aino boje e acha-se venda.
Aluga-se a metade de urna casa na ra
dos Assoguinbos 11. 10, sendo pessoa capaz ,
e que nao tenha meninos : dirija-se a mesma
casa.
O abaixo assignado aviza ao Sr. Manoel
Duarte, que morou ao p da ponte da passagen
da Magdalena, laca o favor de declarar a sua
morada quando nao dirija-se ao beco da Lin-
gocta sobrado n." 10 a bem de seus negocios.
Ei
Pela adminislracao da meza do consulado
se faz saber, que no dia 20 do crrante mez, se
hao de arrematar aporta da mesma adminis-
traran seis saccas d'algodao aprehendidas por
falsificaco ; sendo a arrematacao livre de des-
pezas ao arrematante. Meza do consulado de
Pernambuo 15 de abril de 1843. Miguel
Are han jo Monteiro de Andrade.
Companhia ie Bebiribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
vidados para realisarem 4 p. c. sobre o valor de
suas acedos e assim completarem a primeira
prestacao. A vista dos competentes recibos se-
rao entregues as Apolices no escriptorio da
Companhir na ra >'ova n. 7 devendo fica-
rem os mesmos Srs. Accionistas na inteligen-
cia de que nao podem tranferir suas accoes an-
tes de seren averbadasnos livros da Companhia.
M consequencia da muita extracro, que
tefe o Artilheiro n.36 em que vem as
celebres cartas do Sr Padre Muuiz rcimpre-
miorse o dilo n. e acha-se venda 110 lugar do>
costume.
ss Quem quizer alugar um sobrado de um
andar com sotao e um grande armazem por
baixo do mesmo na ra da Moeda n.23, pro-
cure na ra da Madre de Dos n. 24 que ae-
char com quem tratar,das 7 s 8 horas da ma-
nila e de tarde das 3 s o horas.
Qualquer mulher que estoja as circuns-
tancias de criar, ou dar leite a um menino com.
20 dias de nascido seja forra, ou captiva podo
Edita!.
CIRCO OLMPICO.
Para Domingo 23 do corrente.
Por pedido de varias pessoas, que nao pod-
ro assistir ao espectculo de domingo passado
em consequencia da festa o director anima-se
a dar mais um divertimento prehenchido dos
mais escolbidos exercicios, tanto equestres como
gimnsticos, a saber :
Entre outras diflerentes, e delliceis danras
sobre a corda forte Joo Bernab repetir pela
segunda vez oadmiravel equilibrio da meza e
cadena bebendo ecometido.
Novos volteios aerios apresentados pelo jo-
ven Francisco os aplaudidos trabalbos sobre
um cavalo em pello apresentados por Joo Ber-
\j isi. 1 uiiiise..' *ju!u uranoao
ir ra da Gloria 11. 14, que achara com quem
tratar.
Dezeja-se fallar Sr.* Clara Maria da
Conccicao; baja de atinunciar sua morada para
ser procurada.
Perdeo-se.urna letra de sote centos dan-
tos mil reis, saccada em Podras de Fogo por
Joo da Costa Vilar, e aceita por Francisco Ro-
drigues de Moura ; quem a tiver achado que
rondo-a restituir dirija-se ra da Cada Nova
n. 22, porque o aeccitante ja se acba prevenid
para a nao pagar se nao ao seu legitimo dono.
Cjuem tiver e quizer alugar urna escrava,
para vender acite de carrapato; dirija-se a ra.
de S. Jos,n. 2'f.
Aluga-se urna casa terrea na ra da San-
ta Cruz, no bairro da Boa-vista, para urna pe-
quena familia ; quem a quizer dirija-se ao mes-
mo bairro na ra da Conccicao n. 43 que a-
char com quem tratar.
Fugio do segundo andar da casa amarel-
la na esquina da ra do CJueimado um pa-
pagaio muito faliador o qual tem urna aza
um pouco mais decida que outra he grande,
e tem una argola de ferro em um dosps;
presume-se que esl em alguma casa da visi-
nbanca e peile-se a pessoa oue o (iver o favor


}','.







nabo linalisando com a corrida da anca,
ocie-1 Kepetir-se-na aengracada scena da avdeideo restituir pelo que se Ibe frar nbngado
gado do l.u dtstncto do termo do Recife, u sup-1 idade de % annos, curregando o neto ; o pe- e mesmo se dar o valor dalle.'


= 4
=Quinta feira20 do corrente haver 1 lindo I ser seu procurador Joo Joaquim de Figueiredo,
livertimento na casa da Sociedado Natalense passando a Manoel da Silva Tavares.
O Padre Joao Tavares de Mello.
Precisa-se de um moco, que tenha de 12
a 1 i annos e tenha alguma pratica de venda,
dando fiador a sua conducta dirija-se a Soli-
de baixo da direccad de Rafael Lucci consis-
tindo eincantonas da ocas, e una pantomi-
ma histrica intitulada Os 'Jres Principes de
Salermo, composta por Joao Waiiimeyl ter-
minando por um novo Hyinno Gratulatorio,
dedicado aos habitantes da Provincia de Per-
nambuco = cpntado por M." Carmela Adclai-
de Lucci: composicaO de Rafael Lucci.
Os bilhetes vendem-se na ra do Crespo, lo-
ja n. 8 ; na ra do Queimado, loja de loma n.
32 ; e no botequim junto da casa pelos pro-
cos scguintcs: gallaras 1300, e platea 1000 rs.
N. B. A segunda e terceira gallaras sen-
do reservadas propriamente para as familias ,
nenhum hornera aperar de munido do com-
petente bilhete poden nellas ter entrada, sal-
vo se se appresentar junto com a sua familia; e
o mesmo ter lugar para com qualqucr senhora,
que se appresentar individualmente. As en-
ancas menores de nove annos, pagariio 1000
res.
Se porem chuver continuadamente das G ho-
ras em van te nao llavera (livertimento, trans-
erindo-seodia annunciado por outro annun-
cio.
A medicina popular americana que ha
jautos annos estemuzo as Indias Occiden-
taes e Orientaos, Costa d'frica, &c. &c tem
provado como urna medicina inestimavel sendo
preparada de prepsito para clima quente, e
composta de ingridientes que ncm requerem
dieta nem resguardo, c pode ser administrado
scriancas asmis tenras.
As vantagens deste celebre remediocm curas
de molestias de ligado, gotta, dores de cabeca ,
inflamadles em geral rolenefiesd'ourina, pe-
dra na bexiga erysipela ataques nervosos,
lombrigas, tic. &c. tem causado grande extrac-
cao cm todas as provincias como nico c ver-
da leiro purilicador do sangue.
A medicina popular americana composta de
dous principios difieren tes, um 6 purgativo e
desobstruente removendo os humores viciados
das diflerentes partes do corpo e assim purifi-
cando o sangue; o outro tnico dando forca
e vigor aos org&os da digestao e por tanto irnpe-
dindo a cumuladlo dos humores nos intestinos,
&c. urna combinadlo como esta nio pode ser
senao proveitosa na maior parte das molestias ,
e sendo vegetal esta combinacao pode ser admi-
nistrada a creatura raais delicada sem receio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aijiii vende-se somonte em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa di
Joao Cardozo A\ res. na ra Nova na de Guerra
Silva & C.a, e atierro da Boa-vista, na de Sal-
Jos & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vogetaesdo r. Brandreth.
Perdeo-se no dia 13 do corrente um em-
hrullio de papel com o nomo de Jo/.e Januario
Soares Ferreira e dentro 222,000 rs. cm s-
dalas sendo urna do 100,000 rs. branca, duas
de B0,000 rs. e as mais miudas, desde a ra
lo Vigario Madre de Dos Queimado, Ca-
bug o Livramento at o palio da S. Cruz ;
quemo achouquerendorestituir levo a prca
da independencia loja de ivros ns. 0 o 8, que
recebera 50,000 rs. do gratificacao.
Precisa-se de urna ama do loite : em ca-
a de Santos Nevos, na ra do Crespo ou em
Fora de Portas n. 115.
Joze Moreira Jnior, menor, e subdi-
to Portugucz, retira-se para o lo Grande do
Norte.
Ouem achou no dia 7 a 8 deste mez QDS
oculos de armaeao de ac dentro em suacaixo,
querendo restituir dirija-se a ra da Madre de
Dos, n. 32.
Precisa-sede urna casa na ras de S.
liento \ cantos, da Misericordia c S. Joao:
jia travossa deS. Pedro n. 10.
0 abaixo assignado vendo o engao em
o annuncio inserido no Diario n. 85 de 15 do
corrente faz ver que em lugar de seus credo-
res deve-se entender seus devedores. Ma-
noel Ferreira Precisa-se de urna ama, que tenha mui-
to bom leite para acabar de criar um menino,
que nao tenha lilhos : na ra do Cabug, loja
do miudezas junto ado Sr. Bnndeira.
G. F. Fox, subdito Ingle/ retira-se
pora Inglaterra,
Quem annuneiou no Diario de 15 do
crrante querer comprar um preto moco, para
o servico de campo dirija-se a ra Bella so-
brado n. 1 \.
Fugio um papagaio do quintal da casa
d ra do Livramento n. 30, para as parte-.
da ra do Rangel cm o dia H do corrente ,
levando a corrente qo pe ; quem o livor acha-
jo leve-Dedita casa quesera gratificado.
() abaixo ;i capeito da iiia de
Fernando do Noronha laz sciente no respei-
. ^ | ,.,,,: | ...... .i n diantc deixa '
dado venda nova n. 20.
=s O Sr. Luiz Cozar Pinto de Farias, quei-
ra dirigir-so a ra da Cruz venda n. 46 que
se lbe desoja follar a negocio de seu interesse.
No dia IV do corrente fugio do sobrado
da ra estroita do Bozario n. 27 um papa-
gaio muito fallador, levando um pedaco de
corrente no p quem o tiver achado ou del-
letiver noticia dirija-se ao mesmo sobrado,
que ser recompensado.
OSr. Francisco MathiasPereira da Cos-
ta baja por obsequio de annunciar a sua re-
sidencia que se lbe desoja fallar a negocio de
seu interasse.
Quem annuneiou querer comprar a obra
Principies ofPolitical Economy by Macculloch
( segundo edioao) dirija-se a praca da Indepen-
dencia loja de livros ns. 6 o 8.
= Alua-se a casa de 2 andares na praca da
Boa-vista n. 6 com commodos sulicientes
para qualqucr familia, acha-se consertada e
accada : a tractar na ra do Hospicio n. 1 4,
ou na botica da mesma casa.
Perdoo-sc na noite do dia 13 do corren-
te, um roquete de fil de linho; quem o achou
querendo restituir, dirija-se a loja de Luiz de
Franca da Cruz Ferreira na ra do Livra-
mento.
z=. Precisa-se de urna pessoa para se encar-
regar de cobrar dividas nesta praca, e seus su-
burbios que do fiador idneo : na ra do
Queimado n. 29 casa do Novaos & Basto.
ss Aluga-se urna propriodade na ra da
Moeda n. 9 com dbus andares, e dous so-
tos bstanle grandes com vista para o mar,
que discobro o lorte do Mattos todo, e por pre-
eo muito commodo; quem o pretende) dirija-se
a ra da Cadeia loja de Joao Mara Seve &
Filho.
= Antonio Dias de Araujo, pela quarta
vez roga a pessoa em cujo poder existo um cr-
dito passado por seu punho no anno de 1820 a
AnnaConstancia de Oliveira, moradora que
era nesta praca, de dirigirse ou mandar a V il-
la de Bananeiras na Provincia da Parahiba ,
para tractar de seu emboleo.
= O Boverendo Bacharel formado Antonio
de Andrado de Luna passou a sua residencia
e escriptorio de advogacia para o sobrado de 2
andares da ra estroita do Bozario n. 27.
= Matheos Gaspar Leonesi retira-se para
fora da provincia.
= Bernardino Maia da Silva, retira-se paro
fora da provincia.
=s Perdeo-se no dia 7 do corrente a noite no
convento da Ponba urna carteira com 3 se-
dulasde20,000cada urna, urna dita de com
mil rs. papel verde duas ditas de 200,000
rs. cada una popel branco urna dita de
50,000 rs. cor de roza um bilhete dos caval-
linhos, una medida de chapeo de menino,
duas reanles de cncomendas urna maior o
tractado a fallar com Gabriel Antonio, cm
ra casa no pateo do Carmo.
= Joze Rodrigues dos Santos Tavares re-
tira-se para fora da provincia a tractar de seus
negncios levando em sua companhia Antonio
Joze Soares Jnior.
A commissao administrativa da Socieda-
de Apolnea convida pela segunda vez aos
Srs. Socios da mesma para compareocrem no
dia 19 do corrente pelas 6 horas da tarde ,
afim de elcger -se thesourciro para a mesma so-
ciedade visto a escusa que pede o actual e
caso nao compareoao proceder-se-ha a elei-
c3o com os que presente se acharem na con-
formidade dos estatutos.
O abaixo assignado faz saber aos Srs. seus
assignantcs do jornal Panonima ; assim como
aos Srs. que quizerem renovar as suas assigna-
turas que os mezes de Janeiro e Fevereirodo
corrente anno se acha no seu escriptorio.
Francisco Severianno Rabello.
Avisa-se ao Snr. M. J. S. P. haja de
ir tirar o seu par de argolas que deixou de pe-
nhorpelaquantia de cinco mil e duzentos c
quarenta res no praso de oito dias do con-
trario ser vendido para pagamento da dita
quantia.
Oprocurador da cmara municipal d'esta
cidade abaixo assignado em virtude da de-
liberacoda mesma cmara tomada cm sesso
de 29 de marco p. p. faz publico para co-
nhecimento dequem convier que a aflericao
dos pezos o medidas d'cste municipio ter co-
meco do dia 19 d*este mez em diante, e se con-
cluir no ultimo de junho p. futuro, devendo
arevisao ter lugar nos mezes de agosto e setem-
bro. Os interessados deverSo dirigir-se ao ex-
arremataate Joao Ilario de Barros morador na
ra do Arago casa n. 28, o qual se acha en-
carregado d'este expediente sob a administra-
dlo do abaixo assignado.
Antonio Joaquim de Mello Pacheco.
Sobastiiio Jos da Costa subdito
porluguez faz publico que deixou desercai-
xeiro dos Srs. Ferreira & Braga desde o dia 16
do corrente mez e que se retira para fora
desta provincia e julga nada dever a esla pra-
ca por isso quem tiver alguma conta com o
mesmo baje de apresenlar dentro em tres dias
na ra Nova loja n. 41.
= Aluga-se o 1." andar do sobrado de 3 di-
tos da ra do Bosario larga n. 30; quem o pre-
tender dirija-se mesma ra no 1. andar da
casa n. 26.
= Fdevin I". Adams cidadoodos Estados
Unidos retira-se pura fora do Imperio.
Vendem-se 3 salvas, 12 colheres do
soupa 12 ditas para cha duas ditas de tirar
soupa urna dita de tirar assucar tudo de pra-
ta; 3 aneles, urna corrente de relogio ; urna
medalha com urnaporcao de diamantes, tudo
por preco
commodo : na
outra menor ; quem achou querendo restituir
leve ao polio doCarmo n. 17, que ter 200
mil rs. de. gratificacao.
= Aluga-se urna casa terrea novamentc-
edifficadana ra da Solidodc com bastantes
commodDs para urna grande familia por isso
que tem seis grandes quartos, duas salas, cor-
redor ao lado um grande quintal murado e
outro cercado com urna cacimba de boa agoa
do beber ; quem a pretender dirija-se a ra
da Aurora, casa n. 58.
= A pessoa que Ihe faltar um caivao com
umo porcao do vidros dirija-se ao escriptorio
de Jo/e Francisco Bibeiro de Souza na ra
da Sen/ala nova n. 40 a faliar com Henri-
queMaria Pereira 8e Magalhaes, que dando
os signaos lhe ser entregue.
= Quem precisar de 200,000 rs. a juros,
sobre penhores de ouro ou prata ; assim como
outras maioresquantias, sobre hypotheca em
predios nesta praca dirija-se a ra das Cru-
zes loja n. 34.
A Administradlo do Patrimonio dos Or-
laos tendode mandar fazer um uniforme para
cada um dos meninos rccolhidos no Collegio ;
convida nos Snrs. mestres alfaiates, a que con-
vier incumbir-sede apromptar o dito unifor
me j a comparecerom em cosa do thesourciro
do estalielecimento o Coronel Joo Francis-
Compras.
Comprao-se eflectivamente para fora da
provincia mulatinhas, crioulas e mais escra-
vosdel3a 20 annos, pagao-se bem sendo
de bonitas figuras: na ra do Livramento, n. 3.
= Compra-so una cadeira de 2 bracos, com
correias, e que soja de bom gosto e em bom
estado ou mesmo nova : na ra da Cadeia do
Recife, n. 39, casa de Russell Mellors & Com-
panhia.
Compra-se urna corrente de ouro para
rologio sem feitio ; quem tiver annuncie.
Vendas
- Vende-se um preto possante por 200$
rs. por ter urna ferida no p e pode mui bem
trabalhar em negenho, ou outro qualquer ser-
vico tambem se fara troca por urna negrinha,
de 6 as 10 annos : na ra Nova loja n. 58 ,
do meio dia as duas horas da tarde.
- A endem-se o botequim, que tem buhar
atraz da Matriz, n. 7; c urna preta de 18 an-
nos, por 180,000 rs. ; 12cadeiras do palhi-
nha por 36,000 rs. ; una meza de jantar por
8000 is. ; urna Imagem com redoma por 5000
rs. ; e una banca de abrir por 10,000 rs. a tra-
tar no mesmo botequim.
Vendem-se urna porcao desoa comavaria,
propria para cobrir mallas ; e mil pellos de ca-
bra : a tractar com Antonio Joaquim de Souza
Bibeiro.
- Vende-se um carrinho de 2 rodas, muito
de ouro, e novo ,
ra Nova n. 55.
%= Vende-se um carro de duas rodas com
lanternas e arrcios em bom estado por preco
commodo : na ra do Hospicio n. 14.
= Vende-se urna cadeira da Baha de ar-
ruar, com pequeo uso : na ra do Hospicio,
casa n. 14. ....
Vendem-se Bichas de superior qualidade
e recentemente chegadas; no Atterro da Boa-
vista n. 44 junto a travessa do Martins.
se Vendem-se manteiga de porco ; e farel-
lo : no escriptorio de L. G. 'erreira & Com-
panhia.
s= Vendem-se 8 pipas de agoardente branca:
na ra do Livramento armazcm de molhados
'__' Vende-se urna porcao de sebo refinado:
na ra do Livramento n. 22.
__ Vende-se lagedo de Lisboa : no escripto-
rio de Francisco Severianno Rabe|lo.
Vende-se potassa da Rusta, de pnmei-
ra sorte em barris de 4 arrobas : em casa de
Hermano Mehrtens na ra da Cruz n. 47.
= Vende-se superior vinho de champanhe
a 1600 a garrafa e 16000 rs. a duzia : na
ra da Cadeia do Recife, armazcm do Sr. Mar-
tins Costa defronte da botica do Sr. Vicente.
sa Vendem-se os muiosprocurados, e mui-
to em moda cortes de vestidos de l c'e muito
lindos padroes, por ter chegado prximamen-
te urna caixa: amado Cabug n. J 6, lo-
ja de Antonio Joze Pereira.
= Acha-se de novo a venda as' lojas dos
Srs. Bourgard na ra da Cadeia do Recife e
Henrique Jorge na praca da Independencia ,
o afamado chocolate de baunilha, e igualmen-
te o chocolate frreo e o de saude a -rande
estraccao que ora tem esta deliciosa substan-
cia, ojempenho com que he procurado, eo seu
mdico preco he urna prova de que o choco-
late Pcrnambucano cm nada he inferior ao que
nos vem da Europa ^ o fabricante espera que o
publico continu a favorecer urna industria
puramente brasileira.
= Vendem-se larinha de mandioca em bar-
ricas c saccas, vindadoBiode Janeiro; urna
barcaca com todos os seus perlcnces vinda das
Alagoas: na ra da Cadeia, loja n. 57 de Joao
Maria Seve & Filho.
= Vendem-se botos de oco prctos e bran-
cos que servem para sobrecasacas a 7200 a
grosa eemduzias, com pouca differenga no
preco : na praca da Independencia, loja n. 39.
= Vendem-se taxas de ferro coado e bati-
do e moendas para engenho em bom soti-
mento; e sellins elsticos: na ra da Madre de
Dos n. S casa de Johnston Pater & Comt-
panhia.
= Vende-se fumo em folha da Bahia : no
armazem do Braguez junto ao arco da Concei-
cao.
ss Vende-se urna casa meia agoa, bem cons-
truida sita na ra Imperial, com urna sala ,
3 quartos, por preco barato ; assim como um
terreno com 25 palmos de frente e com amia-
cao de um oito contiguo : no mesmo atterro
n. 167.
= Vendem-se 6 cadeiras de superior ma-
deira de mogno, um espelho grande 4 caixi-
Ihos todos envidracados preprios para miu-
dezas ; assim como um resto de miudezas: no
beco do Sarapatel n. 16, segundo andar.
= Vende-se um ptimo caxorro de casta,
proprio para sitio que seja longe da estrada
por ser muito bravo: na ra do Vigario n. 20.
= Vendem-se um cavallo russo com muito
bons andares; e urna quitarra de chave o mais
rico possivel chegada de Lisboa : na ra do
Vigario, armazem n. 23.
Escravos fgidos.
do : no Hospicio passando o quartcl n. .
Vende-se ou arrenda-so urna boa casa na
Piranga, torras do eugenho Giquia, e afora-sc
terreno com boa agoa para ter 16 a 20 vaccas:
a tractar com o proprietario do mesmo enge-
codeChaby, no atterro da Boa-vista, para i nho Manoel Cavalcanti de Albuquerque Mello,
fazerem os seus ajustes. = Vendem-se ladrilhos de marmore bran-
= Aluga-se urna casa no Mondego cmicos azues com os seus competentes cantos; e
commodos sumVicntos para urna grande familia; podras de superior marmore branco para tre-
quem a pretender dirija-se a praca da Boa-vis- (mes e mezas de meio de sala, chegadas ago-
ta botica n. 20. fra de Genova, por preco commodo: na ra
= Aliia-s"e iima boa casa terrea no cami-, Direila, n. 120, segundo andar, ou no ar-
nho da Solidado dividida com a casa em que' mazem de Antonio Annes na ra da Alfan-
resido o Snr. Vieira Cambista com bastantes j dega.
i^u. uita! dc\ : Vcad..... ?o!;radode Sacres n rui
= No dia 23 do p. p. fugio a oscrava Cae-
tana, de nacao olhos afumaoados estatura
leve e com orreios novos, por proco commo- regular a cara do lado direito indiada : e nel-
la urna sicatriz proveniente de dor de dente .
com vestido de chita amarolla de lislras, e pan-
no da costa. levando um taboleiro c tualha
com que andava vendendo ; quem a pegar leve
as 5 pontas, padaria de Joao Lopes de Lima,
que ser recompensado.
i niiiini".' i^
_____i
..:. -.! .!..!
jhiih KfUIIUV minina Ijunmn m
LOO palmos de fundo, com duas cacimbas de I na ra larga do Bozario edificado a moderna:
excflllentc cercado, o tudo smuito bem I na mesma ra, n. 26, primeiro andar.
Desappareceo no dia 14 do corrente as
6 horas da manha urna negra de naco Re-
bollo de 30 c tantos annos estatura ordi-
naria olgum tanto magra cara ocuda de
nomo Jacintha "icvou vestido de la groasa r
do tolda c panno da costa ; quem a pegar le-
ve a ra Nova botica do Snr. Domingos Tci-
xeira que ser recompensado.
Bkcife: naTyp. deM. F. de Fama.=1843


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