Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04938


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Full Text
Armo de 1843.
Pabbado 15
Turto agora d.pead. -i. .o. j d. no... prudencia on.v
*7 e* ",nc,r,,,"", '" pon.adoa com admira, ao entre a. uta ....
'"* .____________Hroclaiii.cjn da AssemMea Geral do Bla'ilL.j
PARTIDAS DOS ("oRHElOS TERRESTRES.
GoiantlB Paralnba a Rio grande do Noria segunda ascua fer.i
Booi'O O ar.ahun* fO t 4
Crio ? 3 rinhaem, R Formo.o Porto C.Ito MacaiA ,
Bu-* s: e Flore 3 e 21 Sanio Ant.m, quii. feraa.
DUSA aEIAWA.
40 eg. $ Eiequiel Profeta.
41 leic. 1 Le.1.1 |',p Doulorila igrcja.
i Quai> de treTi a Vioior M
43 Ouini de endoenqas a. Hermenegildo M.
i i 6tn da "iiiiim libar io e Valan.no Mm.
45 .Sa|> d'Allelu a s Raiilissa e Anaal.c.a Mi,
3(5 lou de I'.sco.. i Engracia.
a Alagoas an 4. 14
Olinda lodoa os dias.
de Abril
Anno XTX. N. 85.
O Diario publica-es todoaoe diaa que nao forem Santificados u preco da .asignatura I.
de trea mil reta por quarlel pafoe adianiadna. O annunruu Hoa asaignantes ao inseridi.*
grana e oa dos que o nao forem k rat.io de SO reia por linli. Aa reclamacea deten sel <1~
gidaa a asa l'jrp., ra da.C-mr. N X4.no ra<-e H. Ini'rnrnilencia lojade litros N. fia 8
senda.
C.MBluS..>. di. I 1 :r Abril
Cambio sobra Londres ?7 l| J7. OtJko-Mueita da 6,MM) V.
i Paria J5(J res por franco.
a Lisboa 1(JU por lU de premio
N.
da 4,000
Pmri-P.iaiea
Pema Columnaree
ditos Mein-anos
compra
la NOO
lo liUJ
cVHOO
l.vUtt
l.MJ
4,000
16 000
laHO
J i.00
t.8J
I.SJO
1,820
Moeda da cobre 2 por ccnto
dem de lalraa da bas turnas 1 f por -
PHAaEbuAi-DAKOMF.Z DE RRIL.
Loa Clieia i 14, i, 9 a. da tard I l.ua ora :9, 1 i ora e 59m. da tard.
yu.ri. m.ng. i 1, aa looras a a da m. | u.n. craao. a 7, u j aoraa a 4 m. da tard.
m Prearnar dt hoje
1. a 5 horas a H as. da manilla. | t. j horas a 4? da larda.
mAmmv
PARTE OFFICIAl.
Comnifiiirlr) das Armas.
EXPROIRNTK DO Io DO COI RENTE.
OfTlcio Ao Exm. Presidente, propondo pa-
Ta dimiciio a duas pravas de linha que torio
jukarias incapases do servico em inspcccao da
junta de saude de 30 de marco ultimo.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. dando conta
do resultado da inspecpao que procc lera na (1.
N. do municipio d.> Repite em virtud* de sin
ordem com nunicada e.iiOlTlcio de 13 de Janei-
ro do anno lindo. '
Dito Aolllm. commandantedas armas no-
meado para a provincia do Para mandando-
Iheaprcsentar o sildado Jos Carlos Botelho ,
que sedestinava a servir na dita provincia, e
bem assim o ex-soldadoThom Joaquim que
regrcssara da Corte com destino ao lugar desua
naturalidade.
Dito Ao desembargador cbcfo de polica ,
eommu'iieundo-lheem rosposta ao seu ofllcio
desta data, que manda assentar paca ao re-
ruta Flix Fran isco e pt em liberdade o de
nomejos llibeiro, avista das provasdeizemp-
cao queapresentou em seu favor.
Dito Ao commandante do batalhao de ar-
tiliierfa ordenando-lhe a remossa da f d'of-
licio do cabo de esquadra invalido Juvenal Gual-
berto que hia ser proposto para reforma.
Portara Ao commandante do b.itilnao de
arlilheria mandando excluir com na de pas-
sagem para aguarnicodo Para o'soldado Jo-
s Carlos Botelho, conforme determinou a Pre-
sidencia em oflicio datado de hontem.
dem no da 3.
Oflicio Ao Exm. Presidente informando
o requerimento do caoo de esquadra refo.mado
Nicacio Antonio Nuncs no qnal pedia permi-
So para residir na provincia das Alagoas on-
de tinha familia, e perceber por ali osseus voi.-
cimentos passanao-se-lhe a competente guia.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. dando a infr-
macao que pedir em seu despacho de 20 do
passado mez, acerca de nove soldados estran-
geirosdo prlmelro batalhao de fuzilelrosda cor-
te, outr'oia da compan.iia de operarios desta
provincia, acercada ratilicacao deOOS res
que Ibes competa pelo engajamento na forma
aa le.
Dito *- Ao subdelegado da frerucsia de Podras
deFo^o, remettendo-lhe a conta queacoinpa-
nharaoseu ofllcio de -2 de Janeiro para que
bonvesse de satijfaser as exigencias do commis-
sario fiscal do ministerio da uerra.
Portara Ao commandante do bata'hao de
artilheria mandando dar baixa ao soldado
Francisco Bordes acceitando com prava em
seu lugar o paisano Ignacio Gomes que servi-
r pelo tempo que falta aodito Borgessem di-
reito a gratificacio aiguma.
DEM do da 4.
Ofllcio Ao Exm. Presidente, informando o
requerimentodo tenentedeprimeira linha refor-
mado, Manoel (-avalcanti de Albuquorque, que
a S. M. o Impcradorsupplicavao pagamentode
vencimentos atrasados, que deixarade receber.
Iiito Ao mesmo Exin. Sr. pedndo-lhe
dispensa da inspeccao da guarda nacional do
im ii ii i. i po do Cabo deque lora encarregado ,
em consequencia de rases que expender.
Dito Aojuiz municipal da teveeira vara Vi-
cente Ferreira Gomes disendo-lhe que (icava
scente dse achar olllciando na primeira vara
do chine, e por consegu n te do ejercicio inte-
rino de auditor de guerra.
i OEM no da 6.
OITicio Ao Exm. Presidente, pedindo-lhc
esclarec mritos acerca do procedimento que se
devaterc&m o guarda Manoel Jos Kibeiro ,
qui; tundo do sua ordem sido excluido do bala*
Iho do infantaria de guardas nacionaes desta-
cado, eslava responsavel por algu mas pecas de
fardamento recebidas por elle e extraviadas.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., para no caso
de ser p issivel troctr-sc o bombo da msica
do batalhao destacado, por outro que exista
no arsenal de guerra.
|iii,) \0 commandante da fortaleza de Gai
b remi'ttendo-lliea quantia de lt}>-.O, qtn
havia p.igo aos aous relor nados empregadoa n<
duslacainenlo e que tata dscontada do ultiim
pret, ,i un da que com ella fi/.jsse o pagainciili
das prav;-: is g""'d" n*c?osa!, ffue em vstu
de dodi.cuuto carao porsatisfascr.
Dito Ao commandante da fortalesa de Itn-
marac para que reformasse a folha dos seus
vencimentos que devio ser cobrados no sen-
tido do artigo segunao da ordem do dia 8 do
mez passado.
EXTERIOR
l/).M)RE 3 Dti FKV&REIR,
Discurso do lord Chancller na abertura do
parlamento.
Mylonls e senhores :
Somos encarreg.ulos por S. !V. de vos in-
formar. (|ue.S. M. recebe de todos os solieran js
o eslailos segurancas de urna disposicao amiga-
rol para com este paZ e do mn sincero dese|o
de cooperar com S. M. para a manutencaoda
paz gpral.
Pelo tractado, quo ', M concluio com o<
Eitailos-Unidos da America epelo ajuste de-
(inito daqiicllas mutuas dilTerencas, cupi pro-
longacao linha posto em risco n consenacao da
paz conia S. ,M. que as relacoes amigavei-.
entre os dous paizes se teem conlirmado.
Os cflicves esforcos que, pela lilieralidadc
lio parlamento \ M. se achou habilitada n
emprear para a termina "fio das hustiliilades
com a China forao eminentemente bem suc-
cedidos.
A ntclligencia, coragem a disriplina das
forcas tanto navaes como de trra, emprega-
das uestes servicos, foram sobre maneira cons-
picuas e levarem a roneluxao de una paz nos
leriQQS propostns por S. M.
S. .VI. folga com a esperanca de que pelo
livre accesso que vai abrir-se nos principaes
mercados daquidle populoso e extenso imperio .
ganhar grande animacao o movimeno com-
mercial do seu povo.
Logo que as ratificacoes do tractado se tro-
carcm ser-vos-hao presentes.
De aecrdo com OS PUa alliados conseguio
S. II, paraospovos christaos da >yria o esla-
belecimento de mu systeina de administracao ,
|ue ellos tinhao direito a esperar das proinessas
S. M. receia que isto possa attribuir-se a
reduccSo do consumo de dilTerentes artigos. em
consequencia do abatimento da industria ma-
mifactora do paiz, o qual por algum tempo lem
subsistido, equeS. M. milito tem sentido.
Consid Tandocom ludo o presente estado
las rendas, S. M. est confiada que vos tereis
r>m vista que filie tem sido materialmente nflec-
tado pela extensiva reducao de imposlos re-
lativos aos direitos, n qual receben a vossa sanc-
ao durante a ultima sessao do parlamento ;
bem como o pequeo progresso que al Agora
se tem feito na percep ao dos tributos, que fo-
rao hincados com o lim de supprir a deficiencia
proveniente destas causas
S. M. confia que o futuro producto das
rendas ser sulTicicnte para fa/.cr face a todas as
urgencias doserv;co piibli'o.
S. M. manda-nos inlormnr-vos que achou
a mais viva satisfaco na Icaldade e alTectuosa
adheso de que recebou tantas provas na sua vi-
sit. Escocia.
S. M. lamenta que no decurso do anno
passado se pertnrhasse seriamente a paz em al-
Tiins dos districtos maniifactores e das e proprie ade dos seus subditos perigassein
pelas reunioes tumultuosas cactos de aherta
violencia.
As leis ordinarias promptamentn reforca-
do ullo e da hoa f (leste pas.
As dilTerencas que desde algum tempo
existem entre o governo turco e o persa, produ-
zirao recentemente actos de hoslilidade; popera,
lendo ambos os Estados acceitado a mediacao
ila Gr-Bretanha c da Russia espera S, .M.
com conlianca que suas mutuas relacoes se re--
tabeleao prompla e amigavelmentt.
S. .M. tem concluido com o Imperador da
Mussia um tractado de commercio e nnvega-
cao que vos ser presente. S. M. olha este
tractado com grande satisfaco como funda-
mento de progressivas relacoes entre os seus
subditos e os do imperador.
S. M. tem a satisfaco de vosannunciar
que as nossas recentes operaces militares no
AfTghanistan tiveran um xito completo.
(( S. M. tem igualmente a maiorsatisfaco
em recordar a extrema habilidade com que estas
operaces forilo dirigidas e a constancia e va-
lor que manifestarao as forcas tanto de naluraes
como europeos.
A superioridade das armas do S. M. foi
asignalada por victorias decisivas nos lugares
de anteriores desastres e a liberdade completa
dos subditos de >, M. que estavo em capti-
\eiro. eporquem S. M. tinha o mais profundo
interesse, (oi efleituada.
.Manda-nos S. M. que vos informemos de qm
nao julgou conveniente continuar a oceupafo ,
por urna lona militar, do paiz alm da mar-
gem oriental do Indo.
Senhores da cmara doscommuns :
S. M. orJenou que se vos apresentassem
os orcamentos para o anno correte.
Tein-se finito as sommas destinadas >
lespezas das (oreas militares e navaes a reduc-
ao c mpalivel as actuaos circumstancias ,
om as eiigendas ilo servico em todo o extenso
mperio de S. M.
Mvlords e senhores:
S. M. sent que a receita lenha ronsidera-
i'lniunle diminuido ein Ig'jns dos r.'!UC Si
rendas publica.
las, foro sufTrien'es para a efleetiva repre das (b-sordens. 9. M. descanca conliadamene na
sua eflicacia e no zeloso auxilio de seus leaes
subdito para a manutepco da tranquildade.
Somos encarregados por S. M. do parlici-
pnr-vns que as medidas relativas ao aperfeieoa-
men'o da legislaco e s varias questes de
poltica interna, se rao submettidas vossa con-
sideracn. <
a S. M. repousa com seguranca sobre os vos-
sos 'elosos esforcos em promover publica pros-
oeridade, e fervorosamente implora que o favor
ila Divina Providencia dirija e Ilustre vossos
conselhos e os torne condnc ntes felicidade,
e contentamento do seu povo.
HESPANHA.
Madrid 7 de fercreiro.
O regente do reino aos hespanhoes.
Na complicada e ardua posico a que o con-
flicto das panules i os artificios da intriga e
o proprio carcter dos aconlecimentos hao tr.i-
/.ido as nossas cousas publicas a voz do regente
do reino dirigida aos seus conCidados fal-
lando-llies com a ngenuidade |ue costuma ,
dos grandes nieresses que agora alTectao o Es-
tado, Ulves sirva a dispr convenientemente os
nimos para que reunidos todos os que amaren)
Jewr.is o bem do seu paiz se cncaminhem a
um s lim e se penetrem de um so pensamen-
to ; porque a forca que resulta desta generosa
conformidade de vistas c de esperancas noshons
8 irresislivel, hespanhoes; com ella se desvane-
cein asdnvidas, se aplaino as diluVuldades ,
se afugentao os perigos : com ella espero eu
que conjuremos a cerrada nuvem decontrarie-
ilades com que a malevolencia nos ameaca e
que ao impulso de vossa vontade unnime e re-
soluta se dissipe proinptamentc como o fumo.
nossos inimigos reprodu/em, econtinuo o seo
plano niachiavelico e cruel dedividir-nos de
'aligar nos para que nao possanios dar attcnro
aos nossos negocios e para que tenhamos em
odio eel tedio, primeiro os homens, e depois
as cousas. Daqui o desenfreamento da impren-
sa a difamaco pessoal a corrupcao levada a
lodas as partes a divislo inlrodii'ida ntreos
vencedores de setembro, to accordea nos gran-
des objeclos politicos tao estranha e bstimo-
amente hostis em pontos secundarios de admi-
nislracao e de ordem. Daqui tambem esses
dous acontecimentos esrandolosos e graves que
perturbarlo paz da moMn-la nestes dous
ltimos annos e em que os inimigos das nos-
sas instiliiices tem apurado osen odio emos-
trado claramente sua incessanle perversidade.
Foi nm o ill<">'.:;.; ,!> OtubrO em 'y lo-
vando seus aleivosos intentos al ao regio alca-
car, e preparando suas minas destruidoras de
baxo dos cimentos do llirono julgarao fazer
voarcom elle de urna vez nossas iniis doces es-
perancas c submergir-nos de um golpe na
mais espantosa anarqua. O mundo vio qual foi
o xito de tao ahoiiiinavel disignio que leve o
sen termo i.a ruina e opprobrio dos seus exo-
cutores como cuuipria a um projecto tao sa-
crilego e temerario.
Nato escarmentados anda, permanecern era-
sen proposite porm variaran de plano sem di-
rigir opiiiihal como da primeira vez directa-
mente ao corai o (raclaro de envolver-nos
em outra guerra civil, esperando queso prolon-
gasse lauto como a que se lerminou nos campos
de Vergara e escnlhendo a rica e populosa
Barcelona para centro B ponto de apoio en
sua prfida aggrossJo all estabelecero o seo
arsenal de intrigas e arda ; alli acudirn como
auxiliares seus os vagabundos da Europa, esco-
ria de todas as naees que sempalria, sem
domicilie sem vinculo algum social, sao sem-
[>re vis instrumentos da man trnidnra que os pa
a A elles e a seus crueis instigadores se deve
o eminente pergo a que estove exposto aquello
emporio da nossa industria, e os males que leve
de sofficr por sua insensata temerid.nle. Era
deror do governo reprimir vigorosamente urna
rehellio declarada e castiga-la cmn severida-
ile para exemplo no futuro. Forcas I he sobra-
van para issn ; a ocrasio era toda sua a re-
sistencia impossivel; porm quaes loro as con-
lemplacoes com ipie procedo na repressa. rom
que modera-o se applicra o castigo a lles-
fianha e a Europa o sabem e contra a ooto-
riedade dos factos nao possivel que prevale-
can as vas declamacoes as grnsseiras impostu-
ras : essas armas fiquetn omluru aos fautores .
aoscumplices da sedico; que se desforren! com
ellas das esperancas que perderao.
Porm se nesles acontecimentos triumpliou a
causa nacional do perigo e se sobrepoz glori-
osamente a elle, nem por issn o seu inlluxn mo-
ral no espirito publico deixa de ser lo electi-
vo como evidente. Prndu/irn novos inleres-
ses novas paixs dilliculdades novas. O as-
pecto dos nossos negocios boje inteiranienlo
diverso e aprsenla limito dillrente carcter .
em relacao ao (|ue tinho i uando se reunirao
em marco de IS'il as cortes dissolvidas. De
conveniencia publica ou antes de necessidade
era convocar urna nova represe,ilacao em que
se inansfcstasse bem qual fosso a vontade na-
cional a respeitn das necessidades e dos reme-
dios que a nova situadlo das cousas exiga dos
poderes do Estado. Animado deste espirito,
s com este lim usei nesta occasiao da lacuIda-
de que me d a constituicn o de accOrdo com
o conselho de ministros dissolvi o congresso dos
deputados e foro convocadas novas corles.
Grandes sao por cerlo e ao mesmo tempo no-
bres e gloriosas as tarefas que \ao occupa-las ;
immensos os servicos que podem fazer a sua pa-
tria os novos legisladores se desempenharem os
destinos a que neste momento critico e vital sao
chamados. Svstema tributario organisacoda
forca publica e do poder judicial, cdigos ,
crdito publico, onarnentos confecionadoscom
Tendes visto com que vigor, com que afinco a mais severa economa, nivelaco aproximada
ile receita e despea recursos para preencher
o dficit no cumprimcnlo das nbrigaces mu-
nicipalidades deputaees, governos politicos t
imprensa, milicia nacional, inslrucco publica;
a tanto forceso altender com as boas leis org-
nicas que estes objeclos reelamo, e que a cons
tiluic&o necessita para consolidar-so e prodo
/ir suas naluraes consequencias : objectos da
mais alia importancia, todos delicados, e todos
(lihicis, se que pode haver algumn cousa dif-
ficil a urna vontade firme c constante a inge-
nuidade, boa f, a um Ilustrado, e bem di-
rigido patriotismo.
E no> essario pois que ao chegar-vos urna
eieitoral consideris bem qual o nome que des
depositar nella e se o cidadao que o tem ca-
pa/ de (Icsempenhar (o graves obrigacoes.e de-
liTiilcr liu'.'if"-: ;r:i,.r...c...- \r, ,iri.||l|w|n ,,
nem de nenhum modo me cumprj indicar-ros







.y


^
SKI
rr
o classe a opinio, o parli Jo a que haveis de
recorrer para acertar. NSo, hespanhoes; todos os
partidos, todas as opinioes, toJas as idisque
se comorehen larem nos limites da constituicao
po lem ser uteis ao servico ilo Estado; ein tolas
seeneontrao passois de sabor, dosorvieos, e de
virtu les que merecew essa honra, eemquom
podis depositar devidamnnto a vossa confianza.
Para miin sao rcspeitaveis todas e pira o Jim
de que agora se tracta igualmente nccessariase
convenientes. O que importa que oseleitos ,
quaesquer que sejo asopinies e cor consti-
tucional a que pertencao sejao homaro de cla-
ra razio de bom consellio su (Ti 'enlmente
instruidos as necessidades e recursos do paiz ,
de virtude c probidade rouonhecida alaeos h
intriga, impenetraveis corrupto, inaccessi-
veis ao medo. Nao sou eu oertament quem
exige taescon linios ; e a p tria; 6 a virtude ;
a necossidade das cousas, listes borneas sao os
que hao de mostrar ao mundo que os hcspa-
nhoessahem governar-so a si rnesmos ; ellos os
que blo de provar que urna naci de qu ator/.c
milhes de habitantes, livrementc constituida ,
e eom urna forca publica bein organizada se sen-
t com direito a ter una vontadc e est resol-
vida a t-la.
Quanto a mim que elevado pela confianca
benevolencia nacional ailm posto tao alto ,
revestido de urna autorida le tao extensa nao
posso estar animarlo das vistas, e paixcs que
tein lano cabimento nos debates parlamenta-
res, dou-vos estes eonselhos com a mais perfei-
taimpareialidade com a mais pura boa 16 E
que possoeu desojar ? O meu destino comecou
a escrever-se nos campos de Versara e a Pro-
videncia o acabou ae determinar com os suc-
cessos de setembro na Catalunha e com o pos-
to a queme elevarlo as cortesem Madrid. He n
seique a ini.iha respmsabilidade immensa ;
porein tenho aberta e bem traca Ja a senda ni
propria naturesa do meu caigo, nos successos
da fortuna na lealdade dos meas urincipios ,
Da moJeracao dos meus disejos. Can vesos o
tenho dito e jurado, e nutras cem o repatireie
jurarei conservar consolidar a liberdad po-
ltica c civil na nossa patria, man ter illeso o
throno constitucional de Isabel II o depor a
seus ps a autorzale que etreo em seu nome
no mesmo ponto em que o ordena a le fun la-
mental: taes soosmju* deveres, (alaros, pre-
cisos determinados, nao nevssito de expli-
carlo nem de interpretacoes, o menos para
mim do que para ningueiD : estai ceitosdeque
os cumprirei.
A ctti firme proposito da minba parte cor-
responde a accintosa contr idiccao que experi-
mento. Eu liomem do povo soldado de for-
tuna favorecido pela -orle das armas com fc-
lizes resultados, menos devidos minba capa-
cidade e talentos do que ao valor das tropas que
commandava ; assegurador da constituido ;
encarregado pela \ontade nacional de reger o
Estado durante a menoridadeda nossa Rainha,
e defender o seu throno, e nossas instituices
polticas ; como era possivel que os cncarniea-
tlos inimigos destes sagrados objectos nao li/es-
sem alvo daquelle que haveis posto dianle de
vos como escudo ? Tramas conspirarles a-
meacas, doestos injurias, improperios ca-
lumnias tudo empregam para desauthorisar-
rac com oseo e com a Europa para desvi-
ar-me do meu nobre proposito e se fosse
possivel para intimidar-nie. Enganam-se
muito: algumas vesos (em chegado minba
noticia esse vil e indigno alarido, mas como
chegavaaos ineos ouvidos no campo da batalha o
sibillo das balas disparadas pelos inimigos da
Rainha que nao me impediam de ir denoda-
damente encontrados, e fazer tremolar trium-
phante a bandeira nacional no meio de seus des-
trocados batalhes.
Nao se equivoquem elles : onde quer que
salte urna faisca de discordia civil, onde quer
que se urda a menor trama contra os direitos
de Isabel 11 ou contra a constituicao que ju-
ramos : onde quer que se forme alguma cons-
piradlo contra a honra e a independencia hespa-
nhola.ahiioarei eu,forte com a opinio nacional,
apoiado na generosa milicia cidadl seguido
pelo exercito modelo de lealdade e de patrio-
tismo como o de valor. Ahi voarei repi-
ti, e destruirei e castiga ei severamente o pla-
no que conecham esses traidores hespanhoes ,
indignos de tal nome. Assim foram escar-
mentados em outubro diante do real palacio ;
assim na Navarra ; assim ltimamente na ex-
traviada Barcelona. E esta fortuna que o co
tem at agora concedido as armas nacionaes sob
a ininha direcdo espero cu que Ih'as conser-
ve e me conserve a mim para confuso e rui-
na dessa incancavel preversidade que ha tan-
to tempo se regosqa com os nossos males e se
tem proposto a escravisar-nos e destruir-nos.
E esta seguranca hespanhoes, nao provm
de urna va confianca na minba forca no meu
acert na minha fortuna. Nao : que sou eu
so sera vos ? Mas pela forca dos aconteci-
inentos que nao tem estado na mo de ninguem
dirigir cerr? ronter chwivo 5 t.r jx-vreser:
,. tante daquella opinio c vontade popular que
ha trinta annos se levantou a defender a sua
honra e a sua independencia contra a aggres-
s"10 espantosa do Napoleo e a despeito do a-
banJ >no do seus principes, o do desalent ,
e tristes auspicios dos polticos pVle mais do
|Ui; aq lelle coIIoso; daquella vontade que quiz
ter liberdido poltica e civil para que a Hespa-
nhi se nao cxpozjsse outra vez a' tao ignomi-
nioso ultraje; que recon^uistou no annode
1323 a liberd de que por un excesso da lealda-
de havia perdido : que despojada della por urna
invasiio estranha auxiliada de nossas discordias
a tornotl a proelamir em nome de Izabel 11 :
que adefen leu heroicamente contra os esforeos
de D. Carlos, e de seus partidarios; quo a
sustentou em setemVu contra as intrigas c tra-
en .s interiores, quo a fez triumphar nestes l-
timos acontceimentos. Nesta vontade est a
minha Torc ; a ininha confianza ; e se os le-
gisladores que des nomear vierem penetrados
dos mes nos sentimentos a grande obra ja
tao a liantada ser coroada. Assim quando
chegara poca que prescreve a constituido em
que a nossa Rainha Izabel sentada no throno
de seus maioros toma as redeas do governo vos
Ihe entregareis um reino tranquillo inteira-
mente; respailado fra defendido porvosso
valor regado com o vosso sangue constitui-
do e ordenado por vossa sahedoria e nada ha-
v r 1 deixado que fazer pelo vosso patriotismo c
lealdade. Duque da Vtctoiia, regente.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA OOS SRS. DEPUTAOOS.
Sessdode-2i de fevereiro.
Continua a disoussO sobre as forras de trra;
tomlo parte na discusso os Srs. Rezendc, Car-
neiro da Cunhi, Vasco icel los e Peixotodo
Tirito ( vidto Di%ri>de Perntmbitco 74 ) e
ca a m wmi odia la pe 1 hora.
Smi&i de 21 de Fevereiro.
Continua a di cussao aliada em que to-
mlo parte os Snrs. Angelo Custodio Souza
Franco, Birbota Lina e Silva, o Rios e
que fiea anda a liada pela hora.
SesiBo d- 2 5 de Fevereiro.
O o'ijecto das discussoes das sesses anterio-
aes he o mesmo dest 1 sesso em que fallao os
Srs. Riheiro C>>li>o, e Ferraz; ficand) esta
ainda adiada pela hora.
Sestil)de 2o de Fevereiro.
A principal discusso destn sessao heaadmis-
siio de supplentes pelas provincias de Maranhao,
Pernambuco eSergipe.
SeuHo do 1. de margo.
He remettido commissao de marinha e guer-
ra o requerimenlo de Raimundo Nonato de
Araujo capilao de artilheria de Pernambuco ,
em que se queixa de haver sido reformado capi-
tao graduado.
LC-se o parecer da commissao de constituicao,
sobr o exame a que procedeu dosdecrctos do go-
verno suspendendo algumas das formalidadesqtie
garantem a libi-rdade individual as provincia-
de Minas, S. Paulo e Rio, com todos os papis
que os acompanhava e que em virtude do 3o
(lo artigo 179 da constituicao viero remetlidos
a esta augusta cmara.
O Sr. Silva Ferraz (pela ordem) observa que
um parecer d'esta ordem nao deve entrar emdis-
cusslo sem que primeramente seja impresso com
todos os documentos annexos pois que alga
que a discusso d'esta materia deve ser muito pau-
sada e por isso requer a impressao do parecer e
de todos os documentos.
O Sr. presidente consulta a cmara se acao
se deve imprimir o parecer com os documentos,
e decide affirmativamente.
L-se o seguinte parecer :
A commissao de snude publica examinou o
projecto de resolucao ofTerecido pelo Sr. depu-
lado Coelho pelo qual se concede urna lotera,
annual por espaco de tres annos, extrahida nes-
ta corte na forma das outras para auxilio da
fundacao de um hospital de caldas na provincia
de Santa Cathnrina e conhecendo o proveito e
vanlagcnsque prndu/em os banhos thermaes em
muitos casos de enfermidades julga ronviren-
saiar-se o emprego dos existentes n'aquella pro-
vincia, debati de urna drecelo regular c me-
thodica, e por isso de parecer que se adopte a
referida resolucao. Paco da cmara dos Srs. de-
putados, em 25 de fevereiro de 1843. uiz
Cario. Paes de Andrade. Paula Candido.
Julga-se objecto de deliberarlo e vai a impri-
mir o projecto de resolucao do Sr. Coelho.
Contina a discusso adiada do 1. artigo da
proposta <;o governo sobre a fixarlo das forcasde
trra com a emenda da commissao.
Palito sobre a materia os Srs. ministro da
guerra, a Angelo Custodio. O Sr D. M a noel de
Assis Mascarenhas requer oencerramento da dis-
cusso cao se tenhlo pronunciado os discursos
que manda o regiment.
Consulta- ce s cmara c di se per er!C",?'J a
discusso.
O 1. artigo com o l. da proposta sao ap-
provados, o 2. 6 regeitado e approvada a emen-
da da commissao.
O paragrapho i.da prooosta tambom re-
geitado e approvada a emonda da com niss.'io ,
bem coma a emenda additiva ao artigo pro-
posto.
Entra om discusso o seguinte :
Artigo 2. Para se completar as orcas fia-
das no artigo l. continaari e;n vigor as dis-
poMces da carta de lei do 2) do agosto de 1857,
menos a pirtecm queamesm>lci exime o rocru-
tado do servico mediante a quantia do i03$ rs.
Os novos alistados sendo voluntarios serviro G
annos, c 8 sen lo recrutados.
Falla sobre a materia o Sr. Pacheco.
O Sr presidente declara adiada a discusso
para se passar eleicao da mesa.
Acadeira da presidencia oecupada pelo vice-
presidente o *. Honriquesde Resende.
Sabe eleilo presidente o Sr. Cavalcanti de La-
cerda com 52 votos, tendo-se contado 58 ce-
dulas.
Vice-presidente o Sr. Henriques de Resende
com i2 votos tendo-se contado o mesmo nu-
mero de cdulas.
Vem meza sessenta cdulas e sahem elei-
tos l ."secretario oSr. visconde de laependy com
41 votos 2. o Sr. Ferreira Penna com 36, 3.
o Sr. Nabuco de Araujo com 31, e4.oSr. Mia
randa com 31 tendo assim decidido a sorte
respeitodestes ltimos Srs. Para 1.supplente
o Sr. Urbano com 30 votos e para 2. o Sr.
Silva Ferraz com 18.
Sessao de 2 de margo.
L-se julga-se objecto de deliberado o vai
a imprimir o seguinte projecto de resolucao, da
commissao dos negocios ecclesiasticos :
a A assembla eral legislativa resolve :
Art. 1. O governo (lea autorisado a fazer
as despezas necessarias para mandar virda Italia
missionariosCapuchinhos que distribuir pe-
las provincias onde as missoes poderem ser de
maior proveito tendo o seu centro nesta corte.
Art. 2. Fica igualmente autorisado para
fazer corrrerseis loterias, segundo o plano da>
concedidas a Santa casa da Misericordia destu
corte cujo producto ser applicado :
l. A acquisico ou edificarlo de predios
que sirvi de hospicios aos ditos missionarios ,
quando nlo haja edificios pblicos, ou conven
tos que possao ter essa appiicacao.
2." As despezas que posslo ser necessari-
as nesses predios ou grojas e capellas respectivas.
3." A qualquer despeza extraoidinarin
que seja indispensavel fazer com as sobrulitas
missoes.
Art. 3 Ficao revogadas quaesquer dispo-
sicoes legislativas em contrario.
Paco da ramara dos deputados, 1. de mar-
ro de 1843. Pinto de Mendonga. Cusa
Hartos. *
Concordo na resollido romtanto que se
nao edifique no morro do Castello, porque serin
inquestionavcl contradirclo que, liavendo pas-
sado nesta ramara e pendentlo no senado um;
resolucao para odesnioronamenlo deste morro,
se autorisem agora novas edilicacOes sobre elle.
Henriques de He: ende.
Contina a discusso da resolucao vinda do
senado re\ogando a lei de 9 de marro de 1841
da assembla de Sergipe que concede a pensao
de 400S rs. a viuva c filhos do capillo Jos Al-
varo Pereira.
O Sr. Carneiro da Cunha : Vol pela re-
solucao que revoga essa lei de Sergipe porque
compele s ao poder executivo dar pcnses. No
actouddicional nCo ha artigo algum que confie
esse poder s assemhlas provinciaes. Dcmais, se
nao se revogar esta pensao nrts havemos de vei
que as assemhlas provinciaes hlo de dar pen-
ses conforme forem os partidos que nellas do-
minaren).
Sr. presidente alguns males da minha pro-
vincia resultan de urna pensao semelhante. Um
partido ali quiz beneficiar a um individuo que
tinha exercido o lugar de inspector da mesa da
inspecelo do algodlo e assucar ; tendo elle exer-
cido este lugar quiz-se-lhe dar urna penslo do
ordenado por inteiro, 6008 rs. Este negocio
foi commissao de fazenda da assembla ; mos-
trou-se que nlo havia lei alguma em que isto se
apoiasse; e, para se contentar o homem, propoz-
sequesedsse metade do ordenado; o outro
partido, porm. volou que sedsse o ordenado
todo Esse individuo tomou entlo um partido
decisivo, o que at entlo nao tinha feito ; foi
presidente, fez a eleiclo com tropa, gastando do
thesouro 9 para 10 ionios, como oficiou o ex-
minislro da guerra. Eisaqui por onde princi-
piou talvez a virulencia de um partido queche-
gou ao ponto de premeditar o assassinato de um
presidente.
Senhores, eu nlo sei quaes sao os beneficios
que tem resultado ao Brazil das cssembleas
provinciaes : talvez que algumas tenhlo feito
algum bem mas de quasi todas tem vindo
uiis malos futuro melhorcm e talvez mesmo nao tenhao
j'a feito alguns bens por nao serem bem discri-
minadas as suas attribuicoes das da assembla
geral. Mas, senhores, o cofre geral hoje car-
regacom um supprimento s provincias por-
que as assembleas provinciaes em vez do eco-
nomisarem tem derrotado despo'.as extraordi-
narias ; e o que sueceJer se ellas ficarem com
esta altribuiclo de dar pensoes a quem Ihes pa-
recer? Se o governo tem sido prodigo em dar
pensoes por servicos nlo relevantes se a cma-
ra misino tem approvado a maior parte dessas.
Densoes, o que nlo ha de acontecer as pro-
vincias ? Na Rabia a assembla provincial apo-
sentou o secretario d governo moco robusto r
com o seu ordenado por inteiro. As a posen ta-
lorias pesio hoje muito sobre o Brazil: as re-
formas que se tem feito sao contra o thesouro ;
tem -se reformado tem se aposentado homens
linda capazos do todo o servico para se ad -
nittiremoutrosque nlo tem idoneidade que
nao tem os melhores ttulos para exercerem os
lugares.
Eu nao argumentarei com abusos ; n5o s
om o receio do abuso que podem cOmmetter as
issembleas provinciaes que eu voto pela resolu-
to ; mas porque nlo vejo lei em que ellas so
funden)....
O Sr. Wanderley : E em que lei se fu-
a a assembla geral ?
O Sr. Carneiro da Cunha : Na consti-
tuirlo do estado. O nobre deputado que tem
evantado a sua voz para que se cumpro todos
os artigos da constituido como quer agora
lar s assemhlas provinciaes urna autoridad
|ue o ecto addicional nlo Ihesdeu ?
Senhores eu disse na minha provincia o
qti o repito nlo vi talvez urna s lei feita na
ninha provincia pela assembla que nlo losso
Iba de partido que tivesse em vista o bem da
provincia que nlo se resentisse do espirito de
partido que nlo se resentisse da biso hice dos
eaasladores que ainda nao comprehenderao
bem o estado do paiz.
Senhores a necessidade que a mestra da
ndustria ; um paiz despovoado romo o Brazil
io pode ter rertos melhoramenlos: romo que-
emos j estradas de ferro daqui para Minas e S.
^aulo ? Nlo votei por isso mas passou na ca-
ara e l est o senado dlscutindo. ^ otou-
;e dinheiro para sociedades industriaos que j
|uerem pedir novos subsidios ; vierlo esses ho-
nens; mas acbao elles meios de poder subsis-
ir onde esto? Cuido que nao. NYs va-
nos assim gastando o dinheiro ; o que as as-
emblas provinciaes tamdem querem; quercm
recompensar os seus amigos : aquelles que do-
ninarem as assemhlas, esses que hao de ser
os aposentados os pensionistas.
Eu me limito a eslas considerai oes. ^ oto
tela revogado da lei de Sergipe ; queio que
e observe a constituido.
( Continuar-se-ha. )
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Expediente do dia 5 de abril N. 29.
lllm. Sr.A assembla legislativa provincial
endo de deferir o requerimenlo incluso de Joa-
luimJosCouceiro, no qual se queixa da ad-
ministrado dos estabelecinicntos de caridade
alhe haver pago o dote da exposta Joimna
tlaria com quem caou osupplicante, resol-
\eu que por intermedio da Presidencia fosf
mvida a dita administrarlo : oque communi-
0 a V. S.1 para levar aoconhecimentprto Exm.
m\ Presidente da provincia, afim de dar as
tecessarias ordens a respeito.Ao secreta) 10 da
l'residcnua.
Dia i iH.80.
Illm. Sr.A assembla legislativa provincial
para poder deferiros requerimentos inclusos do
varios proprietarios de padarias e outros es-
tabeleeimcnlos situados dentro desta cidade
representando contra a postura que os obriza
a passarein as ditas padarias c estabelecimentos
para certos lugares no praso de dous meses re-
solveu xjue se exijjisse informado da cmara
municipal desta cidnde por intermedio da Pre-
sidencia da provincia declarando na mesma
is rases que teve para determinar. que con-
tinuassern a permanecer dentro da cidade algu-
mas das referidas padarias ; e que ficasse sus-
penso qualquer procedimento contra os peticio-
narios atea decislo final desta assembla: re-
soluclo queV. S.a sh dignar levar ao conheci-
rnenlodeS. Ex. oSr. Presidente da provincia
afim de dars suas ordens a respeito.Ao se-
cretario da Presidencia.
PARECER TE COMMISSAO.
A Commissao de Policia em cumprimento do
que Ihe foi ordenado vem apresentar a concide-
rado d'esta Assembla as condi oes que em
proposta tinhaosidooflerecidas pelos proprieta-
rios das Tipografas Imparcial e do Diario
de Pernambuco. Em extremo gente a ro))-
misslo que o Tarto do sunimisso das propos-
tas Ihe nlo permitta agora transcrever romo de-
sejava a integra das niesmas. mas acredita que
rom o resumo c, que *H nnlinho tem snii*_
feito o seu dever. Se bem se recorda a com-
I


fiisso propunha 0 propri-taro da Imparcia
apinhar os dbales da Assembla por meio de
tachigrafos e publica-los mediante o subsidio
recebendo alm disto 1:000,000 rs. adiantados
no principio da primoira sessao sendo o subsi-
dio papo no im de cada um mez nao podando
ser retardado de felfeo de pretexto nenluim
Quanto as condicoes apresentadas pelo propie-
tario da Typografia do Diario erao que elle se
ohrigava percebendoa co nperss'ao de .1-000$
recebidos metade no principioe e o resto no liiii
de uma sessao annual durando o contrato de
i annos, b engajar os tachigrafos necesa-
rios para,apandar os discursos dos Srs. 'epu-
tados, e publicar nao s estes, corno lodos os
objectos relativos aos trabalhos da Assembla ,
tendo principio esta publicacao no dia inmedia-
to ao da sess5o e sendo concluido no dia se-
guinte excluidos os dorningose dias snelos. No
caso de prorogafjo de sessao annnnl receberia
a quota correspondente a cada sessao ordinaria
do subsidio estipulado o mesmo se entenden
doqu.ndo fosse a sessao extraordinariamente
convocada e nos casos de adiamento de sessao
antes de reunida a Assembla receberia porcada
ummez de adiamento a quntia de 100,000
rs. sendo-lhe entregue a metade do subsidio
marcado se o adiamento pasar do im de De-
zembrodoannoem que a sessao deveria ter lu-
gar e arontecendo se eflertuar depois de reu-
nida a Assembla teria direito a recebero subsi-
dio nertencentc aoanno commecado como se
este eslivesse concluido. Tambero compro-
meta se a publicar as correccoes dos discursos
dos Srs. Deputados, caso a Assembla isto ad-
mittisse com tanto que Ihe fossem entregues
uma hora depois da sua recepcao ; e quanto a'
relificacoos as admita urna vez apresentadas no
dia inmediato ao da publicacao dos discursos.
Sugeitava-se a seguintes multas pela publica-
cao incompleta de uma sessao diaria 100,000
rs. pela completa 200.000 rs. e pela da sessao
annual 6000,000 rs, sendo porem relevado des
tas multas caso proviesse a falta de molestia .
fuga, ou mot te do tachigrafos ja contactado*
nao devendo estes seiem nunca menos de dou
Devia O contracto nflerecido principiar do auno
prximo futuro de 1811 tendo elle depois des-
te prazo e no caso de se publicaren! os debate
da assembla a preferencia em qualquer con-
t acto de iguacs condicoes: alem disto deve a as-
sembla mandar fa'cr no recinto os arraroo
necesarios para os tachigrafos poderem toma'
os discursos e lazerem os demais trabalhos. Ou-
trosim se obrigava a emprear desde ja u m ta-
chigrafo que tinha contratado a apanhar os de-
bites do resto da actual sessao e a publcalos,
e nlio podendo ser esta publicacao completa ww
se Ihe d ir um valor conveniente ficaria a retr-
buico d'csses trabalhos a arbitrio da assembla.
n
A vista da fiel e suceinta exposico que faz
comnisso das condiccoe- contidas as propos-
tas q'ie Ihe forao apresentadas suppocm-se dis
pmsad i de entrar ero desenvolvimento de pre-
ferencia que deu e de novo presta a propost
offerecida pelo proprietario da Typografia d(
Diario de Pernamburo por que ja o disse n<
seu pacerer o que n'esta prtese refere.
Accredita a coinroissao que a clareza, e pre-
cizao das condicccs que ficao annunciadas ln
bastante para se concluir com certa seguranc.
o contracto para que foi a mesma a thorizada ,
e por isso he de parecer que esta assembla o
mande formar debaixo das mesmas.
Salla dis commissoes. Recife 10 de abri
de 181-3. P. I Lacerda. (arneiro do
Cunha 1. secretario. Oliveira 2. secre-
tario.
PACTOS DIVERSOS.
Quinta fe ira da semana pausada.....um assas-
sinoii cavallo mitou a J. da S. C. ... Ifiz-se
que esse desgfacado tinha muitos inimigos, e
devia al (jumas diadas de que ningucm j unis
sejulg pigj pelm vias ominaras ffc. ( Dia-
rio de Pern. do 1. d Agosto de 1812 ).
Ora como dediizir d'aqui que nos aprgo.i-
mos que hioffe.nas que s se pigat como
assassinalo ? Na lgica do D-novo que
he ski generis., pode ser. Temos dilo e dize-
inos ainda que em nossa trra a minia das
vingancas particulares he uma d is mais podero-
sas causas dos repetidos assassinatos que nos co-
brero de opprobrio e nesse cdigo quasi todas
as offensas lem pena de morte ; c por esse sis-
tema por essa m nia ninguero seda port-
t'sfdto de certas dividas pelas vias ordinarias.
Dize-lo, porconhecer o mil nao he pro-
claroa-lo : inuitas ve/es temos combatido esse
fatal prejuiso, e nao receiamos que em nossa
conducta se nos aponte exemplo que nos pon ha
na 11 ii ba dos que se vingao por suas mos ; pois
que nao queremos estabelecer uma regra sero
excepe o nem temos a pretenco de fazermos
esta so por nos. No caso vertcnte o que pre-
tendamos era indigitar s diligencias da polica
mais um caminho, por onde'sc podesse desco-
lirif o criminoso ; pois nao pensamos que o
Governo e suas autoridades tenho ou devao ter
quondam deadvinhar. Citaremos umexem-
ilo somente para provar quanto prevalece em
lodos os nimos o desojo de vinganca paixao
|uc o D-novo parece nao querer conceder ao
homem talvez por que a reserva s para si ;
quanto entre nos ella se estende As menores
offensas, e quasi semprc revestida de revocan-
te atrocidado ; e he o proprio D-novo qiieni
nos hade fornecer este exemplo que est ain-
la fresco. Quando o editor dessa folha em re-
orno de um par de insolencias ditas quero
irocurava nos trbunaes e as leis a vinganca
le uma injuria por elle irrogada ouvio a ex-
iressao injuriosa sem duvida mas nao da
11 tima gravidade se na~n estivessemns aqui
lara-lhe qualro bofetadas o que fez ? Recor
eo s vias ordinarias s vias legaes ? ero se
'embrou de que tal cousa existia, que disso
e Icinbra s o D-novo e semprc rom grande
spanto quando a jost'ca Ihe bate porta.
ezo que o homem mais diablicamente vinga-
ivo poderia fazer : proclamou s massas con-
itou a popula'o uma vinganca figurando
i sua offensa pessoal e particular como um in-
lulto eito naco. E seria toda essa bulha pa-
ra que o povo de Pernamhuco fosse dar um a
racoao eslrangeijo indigitado ao seu furor?
) D-novo nao s) pr.jga a desmoralisacfio nao
isimpati'a coro as vingancas pessoaes nao
quer vingar-se das mais pequeas offensas
>r. ministro, qurc so bonrou em lor dado ao'RrigueMargarda vinbo farinha, pas
'.ear um tao Imn com mudante de armase sas o massas.
presidenta. O Exm. Sr. Coelho lm de outras Rrigue Coneeico de Mara difforentes
pialidades apreciaveis lem prudencia c tacto gneros.
overnativo ; elle he digno por tinto de |ue o Rrigue l'rogress carvao.
,'overno imperial continu a emprega-lo ero Patacho Jpe.radj Palket vinho, alpista,
taes missVs.
O comm rodante da barca nada deve rociar ;
porque coro quanto nao leve a seu bordo o gran-
de Ce'.ar, leva tolnvia aquella a qunm o mes-
azeite, e papel.
Rrigue Jarnos Walte carvao.
Hrigue 5. Domingos vnho, vinagre, e a--
zeite.
Rrigue liromt fazendas servoja, cobre,
tintas e catinos de ferro.
no Mirle respeitando a coragein e fortuna nao
se atieveo ero tantos o to arriscados perigos
cortar-lho o lio da vida. Neptuno toque as a- Rrigue Rival baealhio.
goascom o seu trllente a lim da que apla-| Rrigue Cora barras de ferro,
sejo fendidas com facilidade pelas ro-
adas
ilas e assim se vencendo em pouco tempo to
longo espaco o nosso bemfetor receba em bre-
ve os abracsecarnhos de sua Ilustre familia.
Humadeos saudoso e cheio de gratidifo ainda
inviamos ao Exm. Sr. Goelho ; elle parti ,
roas nos ficamos com elle retratado em nossa
memoria : e nao canearemos de rendor-lhe a-
i|uelles incommios de que, pelo seu sab.o go-
verno e ptimas qualida les se tornou mere-
cedor.
SONETO.
Ronco canhiSo despert o pensamento ,
caudades mil nos tocio de repente ,
Coelho embarca e patria nossa sent
O momento fatal cruel nioroenlo !
bOprem as salsas aguas brando vento ,
Neptuno as toque mesmo com o tridente;
A fin de que correndo mansamente ,
Ligcira barca o leve a salvamento.
Foi-sn Coelho sim muito perdemos,
Teve tacto, governou prestantemente.
Agora que nos resta ? lamentemos.
Elle nos abracou mui ternaroente.
Hum triste adeos nos tristes recebemos
E das pruias voltamos mudamente.
IIum ( crense.
( PedrUI. )
LISBOA 25 de feverciro.
Cambios.
Din T Letras.
Hamburgo i8 V*............. 48 48 /
f 53 Vt..........d. v. 53 53
Lonares|53l;s....... 90d y ^ g3 1/g
Genova....................522 524
Paws524.................. 522 526
Valor de metaes e papis de crdito.
Objectos. Compra. Venda.
Pecas de 7 $500......... 78820 a 7S830
Oncas hcspanholas....... HS50 li$550
VARI' DA
no
E
CARAPL'CEIRO.
A patria no he o solo.
Para as sociedades civilisadas o amor da pa-
tria compe-se da religio das leis, da lingoa,
dos costumes das recordares, e das esperan
cas. O selvagein que nao condece taes bene-
ficios, leva corosigo os ossos de seus pas, quan-
do foge da trra natal, e o seu instincto he roe-
nos brbaro, do que o sofisma revolucinario
/ patria he oslo. E.-te materialismo at no
amor da palria principio digno da poca de
.
cismo que o proclamou deve repugnar
principalmente aos povos livros.QuandoosAthe-
uelhelacao ; como que procura a mi am- niensos figiHo da sua cidade nao crio o fien-
HltKIII HK PHHWHIHOI.
O D.-novo replicando a respeito do seu arti-
go ltimamente publicado sol o titulo .-ls
sassin*tos entre outras cousas a que julg.i-
mos desnecessar o dar resposla concluindo ,
na forma do seu costume e de accordo com as
suas n ten cues queao Governo e suas autori-
dades se devem attribuir as desgracas da pro-
vincia termina o periodo que nos refe-
rimos deste modo : Mas pensar assim he
no entender do Diario velho, concorrer para
a desmoralisaco ; entretanto que nao con-
corre para a dermoralisacao quero diz, queni
apregoa pela imprenta, que ha offensas que
s se pngSo com o assassinato Nos
vamos mostrar aosnossos leitoresem que se fun-
da o D.-novo para nos lazer tao grave imputa-
?3o ; pois que nao nos resta duvida que ella
nos he dirigida nao obstante a sua indetermi-
nado por que j em seus principios, c quan -
do a sua poscio dubia em tudo o mais s o nao
era em lazer a guerra ao nosso Diario sem-
pre mal e porcamente nos mimoscou o D.-
novo com essa calumnia. Nos copiamos aqui
o arligo de nosso jornal a que o D.-novo sem
tjuvida se refere ;
da de todas para as injurias mais insignifican-
es e por elle excitadas ; como que procura
xercer essas vingancas sem o menor risco, nem
ncommodo nem dispendio da sua par'e ; co-
no que quer que seja o boro povo Pernambu-
ano quero he ande por ahi a desafrontaras
lirias! Ora se o D-novo que tanto quer in-
ulcar-se afilelo com os assassinatos, porta-se
lesfa guiza quando o negocio Ihe anda por
asa o que espera dos outros? E se p isto que nao pegarao as bixas da vindicta po-
ular esse eslrangciro que diz o D-novo ter
nsu'ta lo a N-ic'io nfl pesoa do seu editor for
issassinado por um individuo monta.'ooua p ,
o Diario velho dis -er esse desgracado li-
dia urna desdas dividas de que ninguero seda
>or pago pelas vias ordinarias ; poder-se-
ca d'ahi com luir que nos queremos applau-
limos e excitamos os assa-sinatos? Mas o D-
iovo sabe que a respeito do inleliz de quero
fallamos no nossocitado n. nao se Iratava de
nalavras ; negou-se o tacto ; mas se elle exis-
isse o resultado nao seria para espantar entre
nos onde nao se apregoao vingancas roas
pedem-se, eexigem-se como cousa honrosa ;
e pedem-se c exigem-se por quero grita contra
is autoridades pelas vingancas alheias. Se o
D-novo moralisa o povo com os seus escritos ,
honrar-nos-hemos de Ihe andarmo pelo revez,
e s "mpre que nao cstivermos de accordo as-
sentaremos que vamos no bom caminho.
Publicacao a pedido.
O Exm. Sr. Brigadeiro Jos Joaquim Coe
Iho embarcou hontem pelas 8 horas da manda
para o Recife ; saudosos deixou a seus amigos,
e pindorados de gratido aos bons Cearences. O
governo do Exm. Sr. Coeldo ns o repetimos,
quer como commandanle de armas, quer como
presidente, assaz o honra; porque como governo
militar fez observar < disciplina sero oprimir, a-
preciou sua classe com prudencia, mnstrou pe-
ricia em fin iraciou com estima e distinco o
merecimento : como presidente da provincia
promoveo quanto em si coube para a prosperi-
daue d'eiia ; gracas por tanto sejao dadas ao
lercoro isto a patria posto que esta jazesse em
poder ilos bardaros.
Nao se pode negar a superioridade dos anti
gosemseu amor da patria. A falsidade e pe-
quenez do polvtdeisino fa/iao da patria a sua pri-
ineira divindade de sorlc que at os lacos da
natureza ario fracoa sobra semeldantes almas.
Deinostdenes esquecia-se da perda de sua lilha ,
e coroava-sede llores saliendo da morte de Fi-
lippe e o fundador da liderdade de Roma li-
nda sido o asst-ssino de seus proprios lildos.
O amor da patria de mais vivo e capaz dos
naioressacrificios em as uace de coslumesan-
tigos, de crencas religiosas podres, solitarias,
e habituadas s privado -s. Esse herosmo doa-
morda palria lem em todos os lempos arrostra-
do ou destruido asmis soberbas potencias;
mas parece diminuir em os povos modernos cal-
culistas, ricos, coinmerciantes, ou navegado-
res ; finalmente onde quer que doroinao interes-
ses inateriaes, a patria nao he se nao um es-
criptorio, eos deoses penates o dinheiro. E quem
duvida que ha um patriotismo falso que se-
gundo os diversos estados he posto em voga j
pelo servilismo ej pelas lacces? Turgot ao
enthuziasmo de certos escriptores, e polticos
do seu tempo dava o nome de patriotismo de an-
te-cainara, eodoutor Johnson dizia, que o pa-
triotismo be o ultimo recurso duro velharo e
umsentimento comroodo, que aos olhosdcsses
pretendidos patriotas os dispensa de moral de
honra de virtudes domesticas &c. &c.
O verdadeiro patriotismo consiste no cumpri-
menlo dos proprios deveres ; pelo que amar a
patria nao be outra cousa mais, do que desejar,
que se cumprao as leis e se desenvolvo pacifi-
camente todos os recursos do paiz. (v)uem pro-
moe desordens, quero insufla as sedices, e
revollas he um inimigo publico da sua patria.
COMWERCio
Navio entrado no dia 11.
Terra Nova ; 32 das, drigu;f inglez Rival, de
150 toneladas, capitn Richard M. Nemil.
equipagem 10, carga bacalkto ; a Me. Cal-
i, mi ,\ C.*
Dito no dia 12.
Franca ; 36 (lias patacho dinamarqu.'z Ape-
rarte de H> toielilas, capitao Gota J.
Ilomroet, equipagem 8 carga vindo.
Parahyba ; 2 dias biabe nacional Santa Cruz,
de \\ toneladas capilo Nicolao l'rancisco
da Cosa equipagem 6 carga lenha.
Sabidos no mesmo dia.
Rahia ; hia e nacional I' speranca, capitao An-
tonio Alexandre Goncalves carga varios g-
neros.
Edlal.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
roargo, comniendador da ordem de Christo, e
inspector d'allandega Ac. Se. Faz saber, que
a 15 do corrente se hade arrematar em praca
publica a porta da niesina ao ineio dia 58
cadeiras de assento de paldinda no valor de
106330 reis impugnadas pelo ajudantedo
Stereometro Joo Tneoduro da Cruz no des-
paedo por factura de llenry Forster & C.oinpa-
ndia, sendo o arrematante sugeito ao pagamen-
to dos direitos. Alfandega 12 de Adril 1843.
V. T. P. de F Camargo.
Deca racdfs.
Alfandega.
Rendimento do dia 12.......... 6:234$8-21
DescarregSo hoje 15.
Barca Zilia lazendas, ou manteiga.
-- Er.istem no Corcoio as cartas seguras
adaixo ; uma para Domingos Anlunes Villaca,
e outra para Antonio da Silva S( Companhia.
Companhia de Hebiribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
vidados para realisarem i p. c. sodre o valor de
suas aecues e assim completarem a primeira
prestaco. A vista dos competentes recibos se-
rao entregues as Apolices no escriptorio da
(.'ompandir na ra Nova n. 7 devondo fica-
rero os roesinos Srs. Accionistas na inte igen-
cia de que nao podem transferir suas acedes an-
tes de seren averbadas nos livros da Companhia.
CIRCO OLMPICO.
Pela ultima vez.
Grande, e extraordinario espectculo gimns-
tico e equestre para domingo 16 do corrente.
Entre muitos outros exercicios execntar-se-
ha a Pirmide Indiana sobre a corda forte.
Um gracioso passo a dous, executado por Ber-
nab e sua consorte sobre dous cavados.
A pedido de muitas pessoas, a presentar-se-ha
a engracuda scena da velha, carreando o neto.
A adroiravcl execucio do correio de Pars, a-
presentado pela primeira vez por Joao Bernab
sobre cinco cavallos em pello.
A venda dos bilhetes acha-se nos lugares jA
annunciados.
Qwm pretender comprar a madeira do Circo,
diiija-se a casa de Joo Bernab.
Avisos martimos

}
I

Soberanos............. 4S W0 48WO Ouro cerceado.......... Ig940 1$950
Patacas bespa/ibolas..... 925 930 mexicanas....... 900 910 ... -^ Mov ment do Porto.

II
I

Para Rueos Aires o dem co!?hec,',*n v leiro patacho Nacional Especulador, forrado e


m
*4

'odoencavilbado de cobre, pretende seguir at as Quem precisar de 200,000 rs. a juros ,
20 do correnle recebe ainda alguina carga a sobre perihores de ouro ou prata ; assim como
frote e passageiros para o que tein magnifi;osjoutras inaioresuuantias, sobre hypotheca em
commodos; tracta-se com o capitao a bordo no 'predios nesta praca dirija-se a ruadas Cru-
Forte do Mattos, ou na ra da Cadeia do He- zes loja n. 3 i-.
cife, loja de cambio do \ eir, n. 2V. = Aluga-se urna casa terrea novamentc
Para Liverpool com escalla pela Para- cdilTicadana ra da Solidado, com bastantes
biba o novo e bem construido brigue ingle/, commod para urna grande familia por isso
Cora capitao John MJIler, o de lote de 210
tonelladas; quem no mesmo quizar carregar
dirijase aos consignatarios Diogo Cockshott
& C. Ra do Trapixe novo n. 15.
Sae para o Porto com toda a brevidado a
muito ligeira barca Espirito Sanio ; quem na
iiicsina quizer carregar ou ir de passagem parao
q' tem cxcollentes commodos: dirija-se a ra do
Rozario estreita n. 13.
Para Lisboa sahir com toda a brevidade
por ter parte da carga prompta o muito vclei-
ro e bem acre litado Brigue Portuguez Con-
ceico de Maria forrado e cavilhado de co
bre de que he Capitao Manoel da Costa Ne-
ves; quem quizer carregar, ou ir de passa-
gem para o que tem excellentes e aceados com-
modos ,, dirija-seao seu consignatario Francis-
co Severiano Rabcllo ouao Capitao na praca
do Con.mercio.
= Para a Granja com escala por Acarac ,
segu viag^m com toda brevidade o patacho
Eumlacao por ter promnto o seu carregamen-
to recebando nicamente passageiros e algu-
ma carga miu la ; quem pretender dirija-se a
fallar com Manoel Goncalvcs da Silva na ra
da Cadeia do Rocife ou com o Capitao a
bordo do mesmo patacho.
Avisos diversos.
S
O ARTILHFIRO N. 36.
ado hoje e acha-se a venda.
Perdeo-se urna letra de sete centos e tan-
tos mil reis, saccada cm Pedias de Fogo por
Jo5o di Costa Vi lar, c aceita por Francisco Ro-
drigues de Moura ; quem a tiver achado que-
rendo a restituir dirija se ra da Cada Nova
n. 22, porque o acceitante ja se acha prevenido
para a nio pagar se nao ao seu legitimo dono,
Aluga-SP a casa e sitio Ja Cscala onde
mora o Exin. Bispo D. Thomaz.
Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por bataneo que de" fiador
a sua conducta nao sendo crianea podediri-
gir-se na venda da ra da Aurora.
Aluga-se um sobrado de um andar e so-
tao novo que c-t se finalisandj na ra
Augusta ; assim como na mesma se vende urna
porcaodecaibros : na ra do Rangcl venda
n 11, na esquina que volta para o Trcm.
Quem precisar de um rapaz Bra/.ileiro ,
que sabe ler escrever e contar e livre de
guarda nacional para caixeiro de qualquer
arrumacao nesla praca ou fura della an-
nuncie.
= O arrematante de 20 por cento sobre o
consumo de agoardentesde producao brasileira.
avisa aos Srs. que ainda nao pagarlo dito con-
sumo ven bao faze-lo nos das 11. 12,13,14,
15, e 16 do corren te as 5 pontas n. 11 ,
lindos os quaes se proceder na forma da lei ,
contra os que deixarem de pagar.
= Aluga-se urna boa casa terrea no cami-
nho da Solidadc dividida com a casa emque
reside o Snr. Vieir.i Cambista com Instantes
commodos para grande familia quintal de
100 palmos de fundo com duas cacimbas de
excedente agoa cercado c tu Jo smuito bem
tractadn a fallar com Gabriel Antonio em
ra casa no paleo do Carino.
= Precisa-se alugar urna casa terrea na
ra do Lobato hoje dos Copiares casa n. 5,
que o seu aluguel nao exceda de 13000 rs. ,
sendo as ras ; de Hortas Direita e patio
do ('armo ou traspassa-se as chaves por urna
na dita ra.
= Juliao Urceira Hespanhol, retira-se
para a provincia das Alagoas.
A Adminislracao do Patrimonio dos Or-
laos tendode mandar fazer um uniforme para
cada uro dos meninos recolhidos no Collegio ;
convida aos vnrs. mestres alfaiates, a quecon-
vier incumbir-sede apromptar o dito unifor
me, a comparecerem em casa do thesoureiro
do estai.elocimento o Coronel Joo Francis-
co de Chaby no atierro da Boa-vista, para
fazerem os seus ajustes.
= Aluga-se urna casa no Mondego com
commodos suIhVientes para urna grande familia;
quem a pretender dirija-se a praca da Boa-vis-
ta ,. botica n. 20.
= A pessoa que Ib*1 Miar um caixao com
urna porcao de vidros dirija se ao escriptorio
Je ,|o/e Francisco Ribeiro de Sou/a na ra
da Sen/ala nova n. 40 a fallar com Henri-
niie Mara Pcreira de Magalhes, que dando
's signaes lhe sera entregue.
o
que tem seis grandes quartos, duas salas, cor-
redor ao lado um grande quintal murado e
outro cercado com urna cacimba de boa agoa
de beber; quem a protender, dirija-se a ra'
da Aurora, casa n. 58.
=s Aluga-se o sobrado de 2 andares n. 1 nos
4 cantos da Boa-vista e casa terrea n. 3 :
fallar com M C. S. Carneiro Monteiro.
= Perdeo-sc no dia 7 do corrente a noite no
convento da Penha, urna cartoira com'3 se-
dulas de 20,000 cada urna urna dita de cem
mil rs. papel verde duas ditas de 200.000
rs. cada urna papel branco urna dita de
50,000 rs. cor de roza um bilhete dos caval-
linhos.uma medida de chapeo de menino,
duas relaoes de encomendas urna maior e
outra menor ; quem achou querendo rest-tuir
leve ao patio doCarmo n. 17 que ter 200
mil rs. de gratifu-aco.
= Antonio Dias de Araujo, pela quarta
vez roga a pessoa em cujo poder existe um cr-
dito passado por seu punho no anno de 1826 a
Auna Constancia de Oliveira moradora que
era nesta praca, de dirigir-se ou mandar a \ il-
la de Hananeiras, na Provincia da Parahiba ,
paralractar de seu embolco.
= O Bevcrendo Bacharel formado Antonio
de Andrade de Luna passou a sua residencia
e escriptori > de advogacia para o sobrado de 2
andares da ra estreita do Bozario n. 27.
= Matheos Gaspar Leonesi, retira-so para
fora da provincia.
= Bernardino Maia da Silva, retira-se para
fora da (provincia.
r_ Precisa-se de urna pessoa para se encar-
regar de cobrar dividas nesta praca, o seus su-
burbios que d fiador idneo : na ra do
Qucirnado n. 29 casa do Novai.s & Basto.
- O abaixo assignado faz scienle a seus ere-
dores que o seu caixeiro Jo/e Miguel de Mi-
randa nao pode milis receber quantia alguma
ilos inesmos seus credores da data desle em
van te. = Manoel Fert eir da Silra Ramos.
= Aluga-se urna propriedade rra ra da
Moeda n. 9 com dous andares e dous so-
tos bstanle grandes com vista para o mar,
que discobre o lorte do Mattos todo, e por pre-
co muito commodo; quem o pretende* dirija-se
a ra da Cadeia loja de Joo Mara Sevo &
Ribo.
Pede-se encarecidamente ao Snr. Joao
Pereira Guimares de apparecer na loja fran-
ceza de Didier Robcrt & Companhia n. 9.
- Aluga-se metade de urna casa na l'oa-
vista com commodos suficientes, a qualquer
senhora capaz; quem pretender annuncie.
Da-se 400,000 fs. a premio sobre urna
Urna senhora do bons eostumes se en -
cqrrega da criacao de meninos de paitos, im-
pedidos e desimpedidos, e tambera recebe
nieninos desmamados pi.ra curar de sua edu-
cacao noque promette esmerar-se: na ra
Direita n. 50 segundo andar.
A serrana ao p da ponto da Boa-vista ,
precisa de 4 a 6 serradores pois tem bas-
tante madeira para serrar.
Quem precisar de ura rapaz portuguez
para holieiro do que tem alguma pratica di-
rija-se a ra do Cotpvello n. 49.
Compras.
casa que esteja livre e desembarassada com
a condico de morar nella ; quem quizer an-
nuncie.
Precisa-se de um fornciro que seja pe-
rito em lodo o servico de padaria dar-se-lhe-
ha liom ordenado agradando: no pateo da
S. Cruz n. 6.
Aluga-se um sobrado de dous andares e
arniazem na ra do Amoriin : quem o pre-
tender dirija -sj ao paleo da Penha n. 19.
O abaixo assignado pede ao Sr. Jo/e An-
tonio Alvesda Silva lhe responda por esta fo-
llia seem algum lempo comprou obras birla-
das a um seu escravo pois assim se faz preciso
para desengao de algumas pessoas mal inten-
cionadas de cujo favor lhe ficar obrigado.
Custodio Mantel Gongahes,
Na pastelaria e coneitaria da ra das
Trincheiras n. 14, da-se dealmocarde gar-
io e jantar por preco commodo tambera da-
se de al mocar c jan tara casas particulares, co-
mo igualmente arranja-se na dita casa presunto
de ptimo gosto v bandejas de doce bem sor-
tidas do mulhor gosto e barato encarrega-se
de fazer jan lares desociedade para fora de sua
casa, para os dias da pascoa se encontrar na
dita casa o segrate e dah em vante seguir
pastel i nhos lorma de chouricos. e de doce ,
pastelees de creme de leite e de doce amen-
does mucurou biscoitos em caixas ditos de
forma, pudras de oplimo gosto meringues ,
biscoito ban hados pastel i nhos de creme de
leite amanteigado roscas bandadas gemas
de ovos confeitadas pastis de fiambre pas-
teldes de doce de creme, e pudins e tarabem
se fazem de encomendas tudo com o maior aceio
e goslo ; assim como se encontrar todas as
qualidadesde vinhos licores, e refrescos.
A pessoa que annunciou no Diario n.
8- querer dous con tos de reis a premio dan-
do por seguranca duas osas c 4 eseravos sen-
do a casa nesta praca e moslando-as livres e
desembarassadas dirija-se a ra da Cadeia
veiha n. 60 que se dir quem da.
Compra-so um escravo moco para o ser-
vico de campo : annuncie.
Compra-se um escravo que seja bom
forneiro e entenda bem do servico de pada-
ria que seja moco e nao tenha vicios : no pa-
teo da S. Cruz n. 6.
Vendas.
= Vendem-se arinha de mandioca em bar-
ricas c saccas, viuda do Rio de Janeiro ; urna
barcaca com todos os seus perlenees vinda das
Alagoas: na ra da Cadeia, loja n. 57 de Joo
MariaSeve & Filho.
= Vendem-se botoes de oco pretos e hran-
cos que servem para sobre-casacas a 7200 a
grosa e em duzias, com pouca diTerenca no
preco : na praca da Independencia, loja n. 39.
= Vendem-se taxas de ferro coado e bati-
do e moendas para engenho em bom sorti-
mento; e scllins clasti os : n ra da Madre de
Dos n. 5 casa de Johoston Pater & Com-
panhia.
= Vendem-se borzeguins gaspiados para
hornera a 7000 ditos de ponta de lustro de
duas solas prclos c de cores sapa tos de palla
para homem dito de couro de lustro e bo-
tins dito sapatos de couro de lastro para se-
nhora e meninas de litase de cohetes ditos di
iinarroquin l.orzeguins gaspiados para senho-
ra a 2240 ditos de duraque a 1760 sapatos
de duraque preto com fitas a 960 ditos de
cordavao a 640 ditos de meninos de diversas
qualidadesa 360 e mitras muitas qualidadi-s
de calcados por preco mais commodo do que
em outra qualquer parte : no atierro da Boa-
vista n. 24 e na praca da Independencia
n. 33.
= Vendem-se urna cama de angico com
colxes cm hora estado 4 pratos travessos, dua-
seladeiras de boa louca um porta-azoite e
urna colecao de 14 quadros : na ra Augusta
n. 32.
= Vende-se na ra do Bom Sucesso em
Olinda urna casa terrea de pedra e cal n. 13 :
na ra das Trincheiras n. 48.
Vendem-se um negro de 20 annos, co-
zinheiro ; e urna negra costureira engomraa-
deira e faz doces de todas as qualidades : na
ra de Agoas verdes n. 70.
Conlinua-sc a vender agoa de tingir ca-
lidos e suissas da-se o incthodode applicar a
dita agoa: no largo do Collegio loja de chapeos
n. 6, e na ra do Queimado n. 36.
Vendem-se una negrinha de 13 annos,
propria para mucamha ; urna preta moca, en-
gomnia e cozinha ; um molequede 13 annos,
proprio para pagem ou cilicio ; um bonito es-
cravo de 20 annos, de lodo o servico; urna
cadeirinha de bracos domada muito rica ,
e por preco commodo : na ra do Fogo ao pe
do Rozario n. 8.
- Vende-se um ptimo cavallo russo, bs-
tanle gordo e de muito bons andares : na ra
da Cadeia do bairro de S. Antonio n. 22.
Vendem-se urna negra de naeao de 25
annos, cozinha lava e he ptima quitan-
deira ; e um negro de Angola de 25 annos ,
ptimo ganhador de ra : na ra estreita do
Rozario n. 22, primeiro andar.
Vendem-se meias de seda de peso, pretas
e brancas para senhora e meninas de 6 a 12 an-
nos rap rolao hamhurguez chegado prxi-
mamente fcas de marfim e de oco para fe-
char cartas ligas de seda do Porto amendoas
confeitadas de diflerentes qualidades cordes
de seda preta com agulhetas e hellas para bor-
zeguins e botinsde meninos pentes d bi-
chos e de alisar de marfim botins de bezer-
ro e sapatos para meninos de 6 a 12 annos.
botins do duraque com ponta de couro de lustro
para meninas : na ra da Cadeia n. 17.
Vende-se um quadro mui lindo de con-
xas representando ura tmulo do grande Na-
poleao : na ra da Alegra n. 38 na mes-
ma precisa se alugar mcnsalmente um mo-
leijiie o" um preta que seja fiel -para ven-
der bol i nhos ; assim como se fazem de enco-
menda bolinhos francezes de muilas qualidades.
= \ ende-se fumo em folha da Baha : no
armazem do Braguez junto ao arco da Concei-
jcao.
__Yendcm-so 80 resmas,do papel almacct,
branco primei a sorle: junto ao quarlel,, n, 17.
.= Vende-se urna casameia agoa, bem cons-
truida sita na ra Imperial', cora urna sala ,
3 quartos, por prego barato ; assim como um,
terreno com 25 palmos de frento e com amia-
cao de um oitao contiguo : no mesmo atierro,
n. 167.
Vendem-so charutos da Babia e de Bam-
b rgo de muito boa qualidade e por preco
commodo em caixinhas de 250 em porcaos
e a retalho : na ra da Cruz, n. 48.
Vende-se um pian no perpendicular, do
mogno, e de muito boas vozes: na ra da
Cruz, n. 48.
Vendem-se frascos do boca larga e de ro-
Iha esmirilada de 4, 6, 8. 10, e 12 libras, pro-
prios para botica e para bichas, e garral'rabas
vazias para purgantes e vomitorios de Le Roy ;
na ra da Cruz n. 48.
Vende se urna casa terrea sita na ra de
S. Joze n, 7 : a tractar na ra do Collegio
n. 16.
Vende se urna secretaria em muito bom
uso com gavetoes para roupa estante envi-
dra ada para lvros, por preco commodo : na
ra de S. Francisco, na loja do sobrado n. 15.
Vende-se urna preta de naca, de 20
annos engommadeira cozinbeira e lava-
deira, vende-se por seu snr. relirar-se para
, fora da provincia: na travessa do Adique n. 20.
' v endera-se 3 canarios do reino., bons
cantadores urna meia commoda de omarcllo ,
um tocador grande com 3 gavetas 2 pares de
mangas de vidro lisas, tudo por commodo
preco : na ra estreila do Rozario n. 2, pri-
meiro andar; assim como urna pa.lata.
Vendem-se charutos muito bons, feitos
na trra pelo mdico preco de 750 o cenlo :
na ra do Fogo venda o. 1.
= Vendem-se 6 cadeias de superior ma-
Icira de mogno, um espelho grande 4 caixi-
Ihos, todos envidracados preprios para miu-
ili zar ; assim como um resto de miudezas : no
beco do Sarapatel, n, 16, segundo andar
Vende-se nssucar refinado bom a 90 rs.
a libra : no deposito da praca da Boa-vista na
jloja do sobrado de Pedro Ignacio Baplista.
= ^ ende-sc um ptimo caxorro de iasta4
proprio para sitio, que seja longe da estrada
por ser muito bravo: na ra do Vgario n. 20.
= Vendem-se um cavallo russo com muito
bons andares; e urna quitarra de chave o mais
rico possivel ebegada de Lisboa : na ra do
Vigario armazem n. 23.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modas de angico ditas de amarello marque-*
zasdecondur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 nplegadas de grossura lito,
serrado dito aii.ericano cora diflerentes largu-
ras ecomprimentos travs de pinho e bar-
rotes com diflerentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina em
casa de J Beranger, n. 14
Vende-se bichas pretas prximamente vin-
das de Lisboa, as quaes fa/.em muito bons sa n-
-rias c pegiio muito depressa e si o de varios
pregas: na ra das Cruzes em S. Antonio na
loja de barbeiro n. 39.
Vende se um bicudo de S. Goncalo, e
urna cutia ; na ra das Cruzes n. 34.
Vende-se efectivamente superior salitre
refinado em barris e a retalho pelo mdico
preco de 200 rs. a libra : na ra das Larangei-
ras sobrado n. 5 de Claudio Dubeux.
Firmino J. F. da Roza e A a noel da
Santos ne ra da Moeda n. 7, tecm a ven-
da exceente sal os prelendentes podem ver
amoslra no escriptorio, e no armazem de Fran-
cisco Dias Ferreira no caes da Alfandega.
Vendem-se bons remos de pao de oleo ,
para barcacas jangadas do alto, e paquetes ;
na ra de S. Rita nova|, n. 87.
Eseravos ftigirios.
As duas horas da tardo de 12 do corrente,
(endosabido a vender vellos um molequede
nome Bernarb somonte com ceroulas de al-
godao da trra de 12 a 14 annos crioulo ,
e tendo desapparecido desde entao roga-se a
qualquer pessoa que delle tiver noticia ou
encontra-lo, leve-o ao atterro dos A (Togados
sobrado, n. 7. quesera recompensado.
== No dia 23 do p. p. fugio a escrava Cae-
tana, de nacao olhos a fu macados estatura
regular a cara do lado direito indiada : e nel-
la urna sicatriz proveniente de dor de dente .
com vestido de chita amarella de listras, e pan-
no da costa levando ura iaboleiro e tuaiha
com queandava vendendo ; quem a pegar leve
as 5 pontas padaria de Joao Lopes de Lima,
que ser recompensado.
Recipe: naTtp. deM. F. de Fama. =184


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