Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04936


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Full Text
Armo de 1843.
Quarta Fe ira 12
I .' n Rur dt|icailt le nos aaeamua, da noto prudencia atidtrai-.iu. nerRia con
liDu:nius como prinoipianina e seremos apuntarlos cum admiracao enire as Macota anaii
clni. ( Proclamando da Aiaembla Geral do BaUUL. j
PARTIDAS DOS CQRBEIOS TERRESTRES.
Goiannt, Paraniba a Rio grande do Noria aeganda a aellas fairaa
Booi'O e Garantan i
Cano 3:rinhe ,
Bua-*i'l'e Florea a 3e 2. Sanio Ani.iH, quintas feirai.
DAS .\ EUAiXA.
40 og. e Eieqoiel Profeta.
41 lera, e Leao Pap Doolordt groja.
i (Juan de lrOTa a Vctor M
43 'Juini de endoenqas a. l(ennene;iIclo M.
i 1 eu da ''aix.to as I'ibnr io e Valeriano Mm.
44 Sal) d Alela a s BailUaa e AnaaLCia Mm.
j6 Hou de Pasos, a Engracia.
10 e 24
Kio Formoao Porto Cairo Macein ,
a Alagoaa to 1 =,11
Ohnde todos oa diaa.
de Abril
Anno XTX. N. 83.
O Diario publica s lodosos das cine nJo forera Salificarlo: o preoo da aaaign atora B
de tres mil res por quartel pagua adiantadoa. 0 annuncios dos issijnanles aao inserido
graiia, e oa dotque o aao'orea rat.io 4a 80 ni* por liaba. As rerlauiacde9 derem aei diri
gidaa a tita lyp., ra daiCnituN S4.oaa prere Indeoendeocia loja de lirroa N. Ce 8-
Ttnda;
Cubios V' da
Cambio aobre l.ondrea 57 1| "a 27.
Pan ,'i:i i res por (renco.
a Lieba l por 1U0 de premio.
41 de Abril compra
Ouao-Moeda da 8,100 V. 45 8J0 1 OOll
a N. 15 6JJ 1&C0O
n a de 4,000 ,800 i) oOd
PsaTA-Patacoes 1,M)U l.hJO
a Penis l.!umnarea l,M)J 1,820
a diloa Mnu.no. 1 ,MI|) 1,820
Moeda de cobre 2 por cento.
dem deletreada boaa nrui.s I por )
PHA&EsuAlOANuMKZDE BRIL
Loa Cheia 14, da 9 m. da lard I La nova \ ;9, a 1 lora e 5'Jm. da tard.
Quirt. ming. i i, a 10 borai a m. da m. | uVaart. creso, .i 7, u i boraa a 4t) m. da tard.
Preamar de lioje
1 a ? hora tula, da manh n. | a 3 hora e IS m de lerda.
>^J z i Jj y. 3

!
EXTERIOR.
AMERICA SEPTENTRIONAL.
Sabj-so pnr via extraordinaria, que acaba de
-robentar no Mxico uina nova revolucao militar.
O congiesso foi dissolvido por Santa Auna ; mas
aquelle resisti a ordem que Ihotinha sido in-
timada de separar se e respondeu s intiina-
coos do ministroda guerra, que so cedera Tor-
ca das bayonetas.
A iriesma correspondencia annuncia que o
Comodoro Americano T. A. C-lesby Jones apo-
derou-se da cidade de Monteroy na California.
Esta oceupacao era motivad i pelo boato queacag
bava de espalhar-so de que havia rompido a
guerra entre os Estados Unidos, e o Mxico.
Entretanto parece, que o Comodoro restituio a
cidade s autoridades Mexicanas qtiando vio ,
que aquello boato era destituido de fundamento
Eis aqui um acto bem notavel, e que prova
melhor do que lodos os raciocinios o vicio da
poltica cominercial adoptada ltimamente pe-
los Estados-Unidos.
Resulta dosdocumentosqueacabao de ser pu-
blicados ein Washington que durante o ulti-
mo trimestre do anno do 18V2 as impurtacos
nos portos da Uniao diminuirao na razao de
fop. % comparativamente ao auno anterior.
Pelo paque'c 'oulh-America viexo noti-
cias recentes dos Estados-Unidos. A questao re-
lativa a apprebenso do posse do territorio d'O-
regon toma vulto todos os dias. Parece certo,
que o congresso adoptara a proposla feita para
p estitbelecimerito de diversas obras de fortifica
cao na embocadura do rio Colombia.
O ministro da guerra, M Spencer sahe do
gabinete em consequencia de desgostos domes-
ticos. Sbese que o seu filho loi ha pouco oxe-
cutado a bordo d'um navio americano como
cabeca d'uma conspirado contra o capito. A
sua retirada seria segundo parece o _sign.il
d'uma recomposico completa do ministerio.Di-
zemqueM. Sltvenson antigo embaixador dos
Estados Unidos cm Londres tomara a pasta
dos negocios cstrangeiros, o juiz Ushur a la la
zonda M. Cushing a da marinha M. Porter
da Pensylvania a da guerra.
Oassassinato polilico parece destinado a fa-
zer a viagem roda do mundo. Este Frenes pa-
rece ter passadoda Franca Inglaterra onde
depois de ter ameaeado muitas vezes os das' da
rainha dirigio-se intencionalmente ao primei-
ro ministro na pessoa de M. Drummond. Eis
que agora, surge na America. HenriqucCIay ,
um dos homens mais Ilustres da Uniao, candi-
dato dos Whigs A presidencia para as futuras e-
leices, acaba de sofrer por sua vez um tiro de
pistola quasi queima roupa. Felizmente, a
bala apenas o arranhou.
Henrique Clay sahia do supremo tribunal de
justiea que. tinlia ido visitar com o seu amigo,
odoutor Presten. O assassino aprosentou-se a-
diunte delle, e dizendo-lhe : a saude de Henri-
que Clay disparou-lho a arma. Prco logo foi
condu-.ido pnrante os magistrados, o depois pa-
ra a priso. O seu rime Dreyfous. Pareeo ter
dado signaes de alienauo mental.
O Correio dos Etlados (fuidos, faz a respei-
to da traslailacao dos restos mortaes de Bolirar
as reflexoes seguites. A coincidencia histrica.
3ue existe entre a exhumacaode Napoleao e a
e Bolvar o Napoleao rfh America do Sul,' da
um certo interesse de curi.osidadc a esta retado.
Washington quando morrou pedio ser enter-
rado na sua ermida lo monte Vernon. "Napoleao,
quando morreo em Santa Hellena. pedio que os
seus restos mortaes repousassem um (lia as
margen* do Sena iVaquelta Franca, que tanto
amava! Bolvar ao expifar diss;:. Transpor-
ta! as minhas cinzas para Caraca oidade on.ir
eu nasci. Estes trez votos dos trez homenf
mulores do seulo esto li>.,e cumprWos pelo-;
destinos, quedero razo a este triplico amor
do iln nntal. (I* Presse.)
ASSEMBLEA geral
CMARA DOS SRS. DEPCTADOS.
Sesso de 17 de fevereiro.
Pirado das forras navaes.
Contina a diCUMo adtliada dos artigos ad-
ditjvos i proposta do(zovcrno.
TomSo parle na discnssiio os Srs. Nabuco de
A mujo e Linio e Silva.
appoiado o seguirife artigo additivo :
(igoverno fica nitorisado pira n formar o
rpiadro do pessoal da armada restringindo o nu-
mero de officiaes ao que for indispensavel para o
servieo activo. Sala das sesses da cmara do<
depntados 17 de fcveroiro.de 1843. Cansan-
silo do Shn'mb.
F..llao tambem sobre a materia os Srs. Ferrei-
ra de Aguiar, Wandcrlcy Nuncs Machado e
Bocha
O Sr. T>. Manoel de Assis Mascarenhas tem a
palavra pela ordem e declara que suppoe que
a cmara esta asss esclarecida sobre oohjerto
que tem precedido a sua att ncao, e crendo que
se tem j proferido os discursos que determina o
regiment da casa, pude o encorramonto da dis-
cussao.
O Sr. Cansanso (peta ordem) pede licenca A
camanl para retirar o seu artigo additivo, e Ihe
concedida.
Pe-se n votos o cncerramento da discusso ,
ce approvado.
Segue-se por sua ordem a votaciio de todos os
rticos additivos e sao regeitados com grande
mnioria.
Julga-se concluida a segunda discusso da
proposta, e approvada para passar terceira.
Sessiode 18 de Fnereiro.
L-se o segunte oflicio do Sr. ministio da
justiea :
lllm. c Exm. Sr. Em confoimidade do
art. 179 35 daconstituito do imperio te-
nho a hon a de remetter a V. Ex., afim de que
sejao presentes A cmaro dos Srs. deputados as
inclusas copias dos decretos de ns. 1fi8 e 169 ,
de 17 de maio 183 e 198 de 18 de junho
o 17 de julho prximo pastado pelos quaes lo-
rao suspensas as garantias as provincias de S.
Paulo Minas Geraes e Rio de Janeiro no
decurso do anno prximo pausado.
Outrosim tambem remello a relaco dos
individuos presosein virtnde da mesma suspen-
sAo de garantias nestas duas ultimas provincias,
e dos que foriiopostos fura do imperio.
As causas que derao logar acstasmedi-
liulhou acsle respeto nomeou urna CQnuiin-
ao de negociantes para organisarem um projec-
entou A nssembla geral legislativa no principio
da presente sessao como tamben, cm um dos
discursos que proferio na cmara dos Srs. de-
PU! meu antecessor tenho de ncrescenlar : revisto por outra .orn.mssao de negociantes ;
1 Que a oapeorto de garanta- as pro- veio a amara ; a cmara tem constantement,
vincias'deS. Paul a Minas fundou-se no pe- ha qua.ro ou cnco annos nomeado comnus-
quelles que nutriao esperancas do fazer appa-
recce tambem aquello movimento nesta capital.
Das copias juntas, sob ns. do 1 a f> se
mostrao as razes por que o governo julgoii
'onveniento fazer remover da pnovincia de S,
Paulo para a do Espirito Santo os Srs. senado-
res Dioso Antonio Fcij e Nicolao Pereira de
("ampos Vergueiro ambos complicados na ro-
bellilro daqueHa provincia e como taes depois
'ironunciatlos. Ao que compre accresceiflar
pie contra esses "-rs. senadores nao se expodio
ordem algnma de prisfio limitando-se portan-
to aquella medida a alasta-los daquelles luga-
res onde poda ser perigosa a sua presenca.
u Dos guardo a V. Ex Paco, em 16 de
fevereiro de 8'i-3. Honorio llermeto Carnei-
ro Lefio Sr. viseando de Baependy.
Remelle-se A commissSo de eonstituiciio.
O Sr. II de Bezende manda a mesa o mo-
tiva a segunte indicacKo :
Indico que a commissao de eonstituiciio ,
ihamando a si o decreto pelo qual o governo
regulou as ultimas elecoes o fomando-o
por base aprsente urna le sobre clon oes.
2. Olio, chamando a si essas instruccoes
ou regulamen'.o qne organisou o coneelho de
estallo, proponha acamara o que julg; r eon-
veniente no caso de arhar alguma disposieao
tpie exceda s attrhuicoes do governo.Re-
zenile. n
O Sr. Bebouc s tambem oflerece una indica-
rao para se organisar um projecto de tai regu-
lamenlar para os proressos dos senadorese mein-
bros da familia imperial.
O Sr. Bocha aprsente um projecto de Iei
sobre a iftstroocio no Bo de Janeiro.
E' lda a segunte indcacao do Sr. Vascon-
eellos:
Indico que as Ilustres rommisses de as-
ambleas provincaes e eonstituiciio tendo em
vista o rotatorio do ministro do imperio in-
rernonhan com urgencia o seu parecer sobro as
duas qnestOes seguintes.
<( A dissolncao da cmara dos deputados im-
porta a das asambleas provinciaes ? Pode dis-
solver-80 -malquer das ditas assembleas quando
o pedir o bem publico ?
OSr. Ilarreto Pedroio: Sr. presidente ,
a cmara conbece que o paiz tem necessidade de
varias medidas legislativas ; a cmara conbece
que urna das neeessiilades desta ordem e 110-
cessidade muito imperiosa. a reforma da legis-
Incfio commercial.a necossidadede um cdigo
leiommcrcio. Esta necessidade, Sr presidente.
as extraord narias forao expostas por meu an-
tecessor nao simiente no relatorio que apre- reconl.ec.da pelo pa.z pelas cmaras pelo
orpo do commercio o fanto tem sdoreco-
nbecido que o ministerio ha mutos annos tra-
rigo imminente em que se achou o estado pe-
tas rebelies que se declararlo nestas duas pro-
vincias.
2. Que a suspenso de garantas ne inmediato contado o rolaces em que ella es-
lava com as provincias rebelladas 0 nos indi-
nos niie appareciao de qi.e aquellas rebellines
erao dirigidas e animadas por urna sociedad.-
rujo centro existia nesta corto como se mos-
trado processo junto impresso.
a 5. Que os individuos presos o osqueforo
pos'os f'-ra do imperio erao mui notaveis e in
filenles no circulo dos que levantarao a voz d;
rehellio as provincias de S. Paulo e Minas.
Alguns foro depois pronunciados como
se mostra do processo cima mencionado.
,< \. Oue a medida da deportaco fnndou-
,|,. df al.miar do paiz por algum tempo ho-
mens em quern a rehellio depos.tava grande^
esperances nesta corte e que erao indicados
do pertencerem no rluli director do n.ov.mento
revolucionario. Esta medida leve por lim pro-
.oes para inlcrporem o seu parecer a BHpeito
desle trabalho. O senado tem reconhecido a
necessidade deste cdigo ; agora mesmo no-
meou urna commissao para este (im. Dcsgra-
i)ue u siisnensaoueg.ir.iimos udu w.- .,....,..------------- ,
te o provincia do Rio de Janesro lundon-se n cadamente porrn r. presidente, este neg-
eeprovmud ________ andamento o resultado tem
co nao tem tido andamento o resultado tem
sido que o commercio tem soflrido graves dam-
nosprovenientes da falla deste cdigo ou de le-
gistacSo a este respeto. Nao ponderarei A ca-
sa os malas'que o paiz tem soflrido por falta
desta legislacSo ; mas n3o posso deixar de tra-
/er A consideracao da cmara o que se passa na
praca do Rio do Janeiro actualmente.
Sr. presidente, o commercio acha-se boje
em um estado que deve merecer toda a attenco
do rorpo legislativo e especialmente destaca
mar. A quebra de uina casa ingleza que aca-
ba de ter lugar e que tem alTectado muitas
outras casas.tem posto a praca do Rio do Janei-
ro em emharacos terriveis. E nao s o com-
nercio que soilre a lavoura iamiiem soiTre.
Fui esta mnnh A casa de um negociante ven-
ledor de caf onde achoi urna grande quanlida-
,le de saetas de cafe : este negociante me asse-
Il-TIMUII"'""" ------ ^rt rt(),)A nomilA olAm /la t/v*>
duzir ulua forte impresso morai u uesonemai 1 guruu quu uv ,-.., r-.-,----------------1
grande somma na praca e nao ter certeza quo
esta somma Iho viesse s unios, nao queria ar-
riscar mais ttndos nao s 1 seus como de la-
vradoresque Ihe tinhflo confiado os seus gne-
ros. Qu essejioas-consequoncias dosta para-
lysaclo to commercio sobre o thesouro publi-
co a cmara melhor sabe. Desta paralysacf
innogavel que deve nascer uma diminuicio do
rendas publicas e em que circunstancias tem
o thesouro desoffrer urna iliiiiinuicao em suas
rendas ? Quando temos de tratar de um defici
de mais de 15,000 cotilos quando se diz quo
noorcamento tpie temos de discutir um dficit
horroroso apparece !
Em uina des sessdes passadas alguns nobres
deputados llavfio esperancas milito lisongeiras a
respeito do futuro ; pintrao-nos a banca-rota
corno multo distante de nos. Eu Sr. presi-
dente creioque nao teremos banca-rota se o
corpo legislativo [ienetrar-se como se llevo
penetrar, limito seriamente das circumstancias
do thesouro, selizerum exame muito sisudo
shre as despe/as que devem ser votadas. Nao
sei se a cmara ipierer lomar esta larcfa: 6
larefa penosa trela de coiiipioinetimentos ,
poique temos de cortar miiilas ijespezas e islo
sem duvida nao nos (rara nuiitos amigos.
Eu nao receto a banca-rola fe lomannosesta
e outras medidas, se, a proporcSo quetratar-
rnos de diminuir a despeza procurando os
lucios de melborar a receita; mas se nao proce-
dermos assim, se nao lancarmos mao do meios
conducentes a este lim, estou persuadido quo
o paiz tem da sola r graves males pelo lado
das suas Pioneas. Se ni s queremos continuar
a fazer actos de justiea remunerando eomd-
nheiro os servicos prestados nacSo ; setenios
de praticar actos de juslifa desta nature/a 6
preciso que por outro lado tratemos deenchero
thesouro tratemos do ter meios que nos habi-
litlo a praticar esses actos de justiea.
Por estas considrateos estou intimamente
convencido que e nossa obngacto c obriga
cao rigorosa tratarmos de melborar a receita ;
o porque estou convencido t|iie para melborar
a receita devenios olhar para a lavoura e para
o commercio com olhos milito alientos ap-
plicando com lodo o cuidado reme lio aos males
t|iie estes Jous ramos sollrem que eu eriten-
tlo Sr. presidente que esta sessao nao devo
ser encerrada sem que algum melhoramoiilo so
aprsenla respeito do commercio ( apoiadoi ).
A cmara far um grande servieo ao paiz se an-
tes de encerrar a sua sessao adoptar a guma me- .
dida que proteja o commercio queolivrede
banca-rotas fraudulentas, pelo menos, cid bo-
ta nao po>samos adoptar o cdigo do commer-
cio todo nleiro. Ha nesle cdigo disposicoes
mais necesarias que outras; ose nao poder-
mos volar o cdigo lodo ao menos votemos
alguma parte que garanta ;. boa fe do negociante
honrado. yernos aqui bancarolas que nao tem
havido em outras pra as;tem apparecido quel ras
semq' o negociante aprsenle urna escripturacao,
sem que justifique o destino queden aos ilinhei-
ros que receben ; nao se forino processos o
se alguns sao processados sao absolvidos ou
immcdiatamente sollos. Prtde-se tolerar em
tal estado de cousas? No devenios olhar para
objectos desta nalureza ?
Foi por estas consideracoes que eu pedia pa-
ladra para mandar A mesa urna indicaeo que
tem por lim pedir A nobre commissao encar-
rilada do cdigo do commercio, aprsente com
urgencia osen parecer. Ouando a nobre com-
missao cntenda que nao pode apresentar com
brevidade a sua opiniSo a respeito do todo o c-
digo digaao menos o que pensa a respeito da
parte relativa a fallimentos.
Eu peco permissao de lemhrar nobre com-
missAo que este projecto confeccionado segunr
do o cdigo commercial porluguez, em muitas
partes, e segundo o cdigo hespanhol ; e por
consequencia a douirina cuntida nee j iem a
experiencia destas duas naces e natural quo
de outras Denu is, vamos experimen'ar o c-
digo; se na sua execucao appareceiem alguns
Aafailna n.li>rt<> l|


nnili'r:w
7



tudo quanto elle traz ha de ser scmprc melhor
doqueoestado em que nos achamos. Esloa
persuadido que a nobre commissao ha de cor-
responder a confianca da cmara a confianza
do paiz, confian -a da cama que nos recom-
mondou objecto? bita natureza. Estou per-
suadido que a nobre commissao tora isto muito
em lembranca.
E' lida a seguinte indicacao do nobre depu-
tado que remet da a commissao especial do
cdigo de commercio:
Roqueiro que a commissao cncarregada do
exame do projecto do cdigo commorcial d
com urgencia cerca delle o seu parecer, e que,
qnan loentenda a masma commissao que Ihe
preciso para esse fim miior espaco de lem-
po que o d a cerca das provincias que ncllo
se achao adoptadas para prevena c punir que-
bras fraudulentas.
Entra em discussao o seguinte art. 1. da
proposta do governo, que lixa as forcas de
trra :
Art. 1. As fereas de Ierra para o anno li-
nanceiro de 18i3a 181--constarn :
1. Dos officiaes de linha de que se
compoeo quadro do exercito e oscorpoj fixos
ecoropanhias fixas lora da linha.
2. Do doce mil pracas de pret de linha
em circumstancias ordinarias e de dezaceis
mil em circumstancias extraordafias.
3. Do mil cento trinta e seis pravas de
pret f >ra da linha.
$ i. Dsete companhias de pedestres.
Falla contra o artigo o Sr. Souza Franco e
fica a discustao adiada pela hora
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acta daffl.'sessa'oordinaria da Assembla le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 8 de
abril de 1813.
Presidencia do Sr. Paula Lcenla.
Feita a chamada acharao-se presentes 28
Srs. deputados, faltando os Srs. Pedro Caval-
canti l'choaCavalcanti e Rarao de Suassuna.
O Sr. vke-presidente declarou aborta a sessao;
fol lida e approvada a acta da antecedente.
EXPKtUKXTE.
Um requerimento de Florencio Jos Carneiro
Montoiro, supplicando novamente o deferimen-
to de outro : a commissao de justica civil e cri-
minal. O Sr. vice-presidente nomeou para
membroda dita commissao em lugar do Sr. Vi-
eira de Mello o senhor Custodio Guimaraos. Foi
appoiado en Imprimir o seguate parecer da
commissao de posturas :a commissao de pos-
turas c negocios das cmaras municipaes exa-
minoucom attencaoas posturas da cmara do
Limoeiro e he de parecer que entre em discus-
sao com as emendas que ella offerece. Paco da
assembla provincial de Pernambuco 8 de abril
de 1843.Sonsa LefioOliveira.
Art. 2. Em lugar das paljvrasequivaler ao
pre.uisodiga-sefavorecer a indemnisaciio do
prejuizoo mais como no artigo: supprima-
se o artigo i :ait. substituivo ao artigo 6.
Ninguem poder as feiras desta villa comprar
ou vender gneros senao pelas medidas do con-
tracto : os Rscaes imporao a multa de quatro
mil reisa quem o contrario fizer.
Art. 7. Depoisda palavaneste municipio
diga-separa vender ao povoo mais como no
artigo :artigo 9. depoisda palavraexactidao
accressente-sedo peso.
Ficou addiado o seguinte da commissao de
constituicao e poderes:a commissao de consti-
tuirn epoderes maduramente pensando sobre
a indicacao assignada por quasi todos os Ilus-
tres membros desta assembla, tendente a di-
rigir-se urna suplica ao poder legislativo geral,
pedindo a restituieo da comarca do Rio S.
Francisco, boje interinamente incorporada
provincia da Rabia ; entende que esta assem-
bla obrando oe conlormidade com a indicacao
nao Tas mais do que nobremente pugnar pelos
aritigos loros da sua provincia que muito con-
ven) manter e guardar : porquanto aquella im-
portante comarca sempre pertenceo a comrnu-
nhao Per.iambucana de cu jo governo recebia
as ordens tanto civis como ecclesiasticas at 7 de
julhode 1821 poca em que pelo motivo me-
ramente poltico-de preservar aquella porcao
da valerosa provincia de Pernambuco do conta-
gio da revojuco denominada carvalhista foi
incorporada intirinamenle provincia de .Minas,
eao depois da Raha sem que os respectivos
comrcaos tivessem impetrado urna tal desinem-
braco de que cortamente nao necessitavao ,
e que nao merecalo, pois que nenhum acto de
inlidelidadeao goverr.o imperial haviao com-
mettido para deverem ser punidos com urna ino-
ar como bem atiesta o majestoso rio do S.
Francisco antigoe natural limite dos bispados
e das provincias da Baha c Pernambuco. He
por tanto a commissao de parecer que so ende-
rece a peticao indicada e que por essa mesma
occasiao se em ploro tambem deciso sobre o ter-
ritorio da freguesia da Taquara actualmente
desputado pela provincia da Parahiba. Pagoda
assembla provincial de Pernambuco 8 do abril
de 18-3.FigueiredoCarneiro da Cunha.
ORDKM DO DA.
Entrando em discussao o parecer addiado da
commissao de polica, vierao a mesa os seguin-
te s requerimentos, quj foro appoiados cen-
trarlo em discussao : do senhor Neto : re-
queiro o addiamento da discussao do parecer da
commissao de polica por tres dias se antes
nao loremsubmettidas considerabas desta as-
sembla as propostas dos cidados Roma o
Figuera :do senhor Figueiredo: requeiro,
que volte o parecer em discussao respectiva
commissao para que i.isira no seu parecer as
condicoes olTorecidas porum eoutro emprehen-
dedor, declarando quaes as que prefere.
Encerrada a discussao, foi rejeitadoo requei-
ro do senhor Lopes Neto e approvado o do se-
nhor Figueiredo.
Passou em terceira discussao o projecto n. 3
leste anno:froao approvadas em terceira dis-
cussao as posturas da cmara do Goianna com
o se.'uinte artigo do senhor (itiranni para ser
'ollocado ondeconvier:fica prohibida a cria-
cao de porcos soltos as ras da cidaic e povoa-
coes do seu termo sob pena de sercm nppre-
hendidos pelos fiscaes e vendidos em leilao a
beneficio dos presos pobres :foi approvado em
primeira discussao o projecto n. 15 deste anno.
Entrando em primeira discussao o projecto n.
13 deste anno o Sr. Neto mandou a mesa o re-
querimento seguin'.e:requeiro que o provec-
to n. 13dcsteanno volte a commissao de ins-
truccao publica para sobre a materia dar o seu
parecer :foi appoiado e depois do discutido
rejeitado.
Continuoua discussao aqual ficou addiada
por terdado a hora, e pedir a palavra o S. Lo-
bo. O Sr. vico-presidente deo para ordem do
lia continuacao da de hoje segunda discussao
los projectosn. 12, e lodesteani.o e dos es-
dos orfas; e levantou a
tatulosdocollegio
sessao.
Francisco de Paula Cavalcantide Albuquer-
que Lacerda, vice-presidente Francisco Jodo
Carneiro da Cunha, i." secretarioAntonio
Jos de Oliveira, 2. secretario.
Pareceres de commissflo.
A commissao de constituicao c poderes atten-
dendo o rer|ucrimento que com o projecto de
estatutos do seminario episcop,I deOlinda fo-
ra-lhe submettido parada o seu parecer acerca
de competir ou nao a r-sta assembla legislar so-
bre o formal e scentifico daquelle estabeleci-
mento he de npinifto que sendo o mesmo se-
minario o recinto destinado a educaciio dos
fiis que se dedicao ao ministerio sagrado ,
parece indubitavel que o rgimen econmico.
e scentifico daquelle pi estabelecimento deve
exclusivamente competir ao prelado diocesano,
como mantenedor, e primeiro vingador da des-
ciplina ccclesiastica pela qualelle obrigado
a regulara educacaodos seos seminaristas, con-
forme mui gravemente Ihe incumbe o sagrado
conselho tridentino sessao 23 cap. 18 de ref. ;
obrigacao nunca desputada mas antes confir-
mada pelo soberano temporal na carta regia de
26 de marco de 1796. Outro sim : como o se-
minario he inquestionavelmentcannexo cathe-
dral segundo est expresso na legislacao cita-
da c no direito cannico deve por isso con-
servar como a cathedral a naturesa de esta-
belecimento geral sobre quem nao podo esta
assembla legislar. Equandofossc reputado es-
tabelecimento provincial ainda assim seria do
numero daquelles, quem nao pode esta as-
sembla dar ou tirar attribuicoes, art. 2. da
intepretr. do art. add.
Por tanto he a commissao de parecer que o
projecto offerecido nao deve entrar em discus-
sao tornando-se desta sorte excusadoqualquer
juizo a respeito do seu mrito intirnsico. Paco
da assembla provincial de Pernambuco 5 de
abril de 18i3.I)r. FigueiredoJJr. Mendes
Carneiro da Cunha.
A commissao de polica autorisada para con-
trallar com os proprletar os de typografias des-
ta cidadeo apanhamento dos trabalhos desta ca-
sa por tachigrafos e a impressfo dos mesmos
depois de havercom toda a circumspeccao pro-
cedido as delgencias necessarias, e examinan-
do com todo o cuidado as propostas que Iho to-
rno feitas por os cidadiios Manoel Figuera de
Paria c Luiz Ignacio Ribeiro Roma deu pre-
ferencia a proposta do primeiro corno mais van-
tajosa e em consequencia passou a contractar
com elle o apanhamento pelo systema tachigra-
fo dos trabalhos desta assembla e a impres-
condcoes do primeiro precisadas por maneira
tao clara que excluirio no contracto que se
houvesse de formar toda a duvida que podes-
se alterar a naturesa do mesmo. Accrece ainda
a vantagem d offerecimento foito pelo preferi-
do de principiar j o ja a publicar os debates da
assembla, mediante a rctribuico pecuniaria
que no fim da sessao forjulgada de justica. Em
vista por tanto das rasSes expostas he a com-
missao de parecer se sanecione o contacto por el-
la formado. Sala das commissoesda assembla
legislativa provincial 6 de abril de 1812.P.
Cavalcanti1. secretario, Carneiro da Cunha
Oliveira 2. secretario.
pinada desnnturalisacao. E como tenba ha .sao dos mesmos ; e vem agora em desempenho
muito, cessado a rasao instantnea daquella
medida interina talvez desnecessariamente to-
mada ; parece que esta provincia na occasiao
em que icm dado as mais decediclas provas de
ordem de patriotismo, o decedido afierro no
systfiTia monarchico representativo, deve, e tem jta do cidadao Manoel Figuera de Far
inquestionavel direito de pedir a assembla ge- o cidadao Luiz Ignacio Ribeiro Roma,.
ral a recuperado da possede urna das suas mala motivos de preferencia o pedir o primeiro a
antigs comarcas, aqual por tristissimo re- quantia de 3:000$ de reis, emquanto que o se-
vez da lortuna, se ada engrossando o* recur- gundoexhria 3:Xnn r?i< ._..i;1 mnn>* existir
iosfloanceiros deumaoutrapiovincia, dequem este adiantami.nto de dinheiros,'que era dis-
m verdade parece que a naturesa quia aegro-1 pensado por aquelle o finalmente serem as
do seu dever offerecer o dita contiacto a appro-
vaciiodesta assembla esperando recebel-a.
Nao se pode julgar a commissao dispensada
de sujeitar a consideraciio da assembla as ra-
*>oes (pie a moverao a dar preferencia a propos-
sobre
lo rao
Resumo dos debates da sessao do da 8
de abril.
Sendo approvada a Acta da sessao anteceden-
te, leo-se o parecer da commissao do polica -
coren das propostas feitas pelos cidadiios Roma ,
e Figueiroa respeito de tachigraphos.
O Sr. Dr. Neto insta contra o parecer, que
abracou a proposta do ultimo cidadao mencio
nado. Admira-se o orador que esse cidadao
se comprometa a apresentar tachigraphos para
apanharem as discuss5esda Assembla, o pu
hlicaros trabalhos, pelo proco de 3:0008 res ,
quando em outra occa/iiiodisse, que essa quan-
tia uo poda absolutamente chegar para as des -
pezas que elle devia fazer encarregando-se
dessa empreza.
Teme, que de novo aconteca o que urna
vez appireceo : contractar o cidadao Figueiroa;
sugeitar-se a condicoes.e multas.eporfim nao
apparecerem os tachigrafos. e haver absolvicao
destas. Julga que o dito cidadao apresentando
a proposta pelos 3:0808 reis procura arredar o
seo antagonista, o outro que offerecco sua pro-
posta. Diz, que, tendo aquello um preceden-
te contra si qual o apontado nao deve a As-
sembla contratar com elle a puhlicaco dos
seos trnbnlhos por tachigrafos; mas sim com o
cidadao Roma posto que exija 3:5008 reis.
Que esta quantia nao leva ao lundo o barco ,
nttenta a necessidade dos tachigmfos; sto ,
nao traz mal i Provincia em seo dficit. Vota
portanto contra o parecer.
) Sr. Dr. Carneiro da Cunha justifica o pa-
recer. Mostra que a commissao de polica pro-
cedeo com todo o escrpulo, c justica : que
tendo a dita commissao receido a proposta do
cidadao Roma a conservou feixada al que o
cidadao Figueiroa npresentasse a sua afim de
que um se nao podesso nproveitar do que son
besse da proposta do outro : quo a mesma com-
missao nttendeo para dar o seo parecer neste
negocio, duas circumstancias : primeira a e-
'onomia : segunda a seguranca do contracto.
Diz que a primeira circunstancia, que deo fun-
damento no parecer toda a luz patente, visto
me o cidadao Roma pede 3:500$ reis, e o c-
dad"o Figueiroa somente 3:000$ reis, alm de
oTerecer este outras condicoes mais favoraveis,
como respeito do tempo do pagamento, &c.:
que a segunda circunstancia na verdade se veri-
fica a respeito de ambos os cidados : mas ha-
vendo a vantagem apontada na proposta do ul-
timo a commissao deo-lhe o seo voto. Res-
nondendo ao Sr. Dr. Neto diz que o prece-
dente por elle invocado contra esse cidadao (Fi-
gueiroa) carece de fundamento a vista da de-
cizo da Assembla quando o absolveo da
multa, porque no pode admettir que esta
proceda sem justica. Lembra, que osservicos
prestados n Assembla pelo dito cidadao, mais
urna raz9o do parecer visto que elle grutuita-
mente sua folha dos trnbnlhos da mesma Assembla :
que isto d.'veria ser attendido para Ihe dar a
preferencia cm identidade de circunstancias e
tor conseguinte niio sedando essa identida-
de como fica demonstrado deveria haver ,
por maioria de razio urna tal preferencia.
O Sr. Dr. Neto responde ao orador prece-
dente; e insisle nos argumentos, queoflerecco
coniderac3o da caza.
O Sr. Dr. Padilha vo'a pelo parecer cm dis-
cussao ; subscreve as razes que o snstenta-
ro ; eacrescenfa que o cidadao Figueiroa
oITcrece maior garanta (a qual nao deve ser ol-
vidada pela Assembla ) que o cidadao Roma ,
visto que aquelle tem hens da fortuna e este ,
apezan'e honrado os nao tem : que o pri-
meiro tem-se prestado gratuitamente a puhlica-
co dos trabalhos da Assembla, o que.deve ser
attendido por ella. Ajunta a estas razoes, que
o secundo cidadao est hoje pronunciado.
O Sr. Pr. Neto pronunciado nao.
O Sr. Dr. Padilha dissero-me que sim ',
que o Sr. Roma esta pronunciado.
O Sr. Dr. Neto e o homem pronunciado nao
pode contractar; no pode fazer testamento, <&c?
O Sr Dr. Padilha sim, pode: mas tora me-
lhor que aquelle cidadiio nao estivesse pronun-
ciado. Vota portanto pelo parecer da comm.
O Sr. Dr. Carneiro da Cunha insiste as ra-
Ses, com que snstentou o mesmo parecer-:
responde a nn n rnniinnAro e acrescenta .
que a preferencia de que elle fallou pela pu-
blicacao gratuita dos trabalhos da Assembla ,
ost garantida na le do orcamento do anno pas-
sado em o artigo 3.
O Sr. Mello declara, que se v embaraado,
sem poder votar. Diz que a commissao cm seo
parecer da o contracto sobre tachigrafos por ce-
lebrado mas qual elle ? Porgunta quaes
s5o as condicoes tao claras do cidadao Figuei-
roa de que trata o parecer ? Onde as pro-
postas feitas pelos dous concurrentes? Diz quo
por tudo isto nem pode approvar e ncm re-
geitar o parecer. Acha muito restricta tambem
a expressao apanhamento de que este-se serve ,
a qual pode dar lugar ao depois em nada, em
escapatorias ; que se deve cstender mais a o-
hrigacao do que contractar o qual se devo o-
brigar a publicar os discursos dos deputados,&c.
OSr. Dr. Neto requereo adiamento por 3
dias se antes nao orem apresentadas as pro-
postas que se tinho sumido.
O Sr. Dr. Jos Rento diz, que leo as propos-
tas dos mencionados cidados e tem lembran-
ca que a do Figueiroa era mais favoravel : que
tendo sido ellas oflerecidas c recebidas pela
commissao do polica a qual cm presenca del-
las deo o seo parecer est feito o contracto :
que por tudo isto nao acha razao no que isse o
>r. Mello o menos no adiamento, que se pe-
do porque a questao se deve reduzir pedir-
se as propostas oflerecidas pelos concurrentes.
Fi porque se diz que estas se sumirao acha mais
conveniente o requerimento que vai fazer (\ ido
a Acta).
O Sr. Dr. Neto acha que o Sr. 1 secretario.
se vexou com o sumisso das referidas propos-
tas sem ra/ao porque isso muito trevial,
e nao pode por modo nenhum ser imputado a
commissao. Combato o requerimento do seo
collega.
O Sr. Jos Pedro justifica a commissao &
respeito do sumisso dito, e entende que se
pode remediar a falta, que ellas fazem, pedin-
do-se aos concurrentes novas propostas, que po-
dem ser apresentadas na caza at no da seguin-
te. Finda a discussao o requerimento do adi-
amento foi regeitado sendo approvado o do
Sr. Dr.'Jos Rento. Entrou em discussao o
projecto n. 3 deste anno, cuja urgencia foi ven-
cida na sessao antecedente.
Foi sem debate approvado em 3.* discussao.
As posturas municipaes de Goianna fica rao
tambem approvadas em 3.a discussao sem de-
bato tendo-se oflerecido um artigo para se
collocar onde convier que igualmente foi ap-
provado.
Entrou em 1.* discussao o projecto n. 15
deste anno que sem debato foi approvado.
Declara-so em discussao (primeira) o projec-
to n. 13 deste mesmo anno.
O Sr. Dr.Neto entende que nao deve sersub-
metido a decizao da Assembla porque sendo
assignado por dous membros somente da com-
missao o parecer um delles vencido pelo
que julga que nao ha parecer segundo o Re-
giment.
O sr. Dr. Carneiro da Cunha de opiniao
contraria. Diz que sendo consultada a Assembla,
pelo Sr. Presidente segundo o regiment,
ella julgou materia de deliberacao o projecto em
discussao.
Justifica o procedimenSo do Sr. Presidente
ca deliberacao da caza que julga deconlor-
midi.de com o mesmo regiment.
O Sr. Dr. Pad Iba pensa que na occazio j
nao tem mais lugar as reflexes do Sr. Dr. Ne-
io as quaes s podiao ter cabimento antes
que se julgasse materia do deliberacao o pro-
jecto.
O Sr. Dr. Jos Bento mostra que o dito pro-
jecto deve entrar em discussao porque segun-
do o art. 162 do regiment, s netessario
que se assigne a maioria da commissao pou-
co importando que algum dos membros seja
vencido.
O Sr. Laurentido do opiniao difierente ;
pensa que nao deve entrar em discussao o re-
ferido projecto.
O r. Dr. Neto sustenta a sua opiniao : en-
tende que o artigo 162 do reg. nao apadrinha
a opiniao contraria, e que o artigo 163 tira to-
da a duvida confirmando o que elle disse.
OSr. Dr. Carneiro da Canda falla de novo
sobre a materia : analisa os arligos citados e
conclue, que nenhum delles favorece a opiniSo,
que quer que o projecto nao entre em discussao.
Finda esta foi regeitado o requerimento quo
linha mando o dito Sr. Dr. Neto ( vide a Acta.)
O mesmo Sr. deputado vota contra o projec-
to. Dizque na lei de '10de junho de 1837 se
marca os casos em que pode ter lugar a jubi-
laca de um professor, a qual pertence ao
Presidente da provincia, como executor da
lei, e nad a assembla : mostra que tal tem
sido a pratica. Entende. que o peticionario nao
esta no caso da disponi^a da citada lei, pelo
que tmendo nao ser attendido pelo memo Pre-
sidente e contando com a bondade da assem-
bla ella se dirige.
Dizque elle nao satisfezas condicoes necessa-
rm> ii.m |iici\iiu qu -unirle molestia ad-
quirida to ele/1 icio de sua cadeira pela qual
nao possa nesta continuar; nao provou, quo


m
= *
SJntorSS 'dlcuff'ldtdaTi)aPPo' r
isto vota contra *
OSr. Or.
nao ha artigo
jubilar os profes
bJa tem procedido o aindahapouco jubiluJ Iretasoflbnsivas honra to-sen prximo?
o senhor Laurentino.
Mostra quo as condiccs proscriptas na lei de
10 de junho esta<5 satisfei'.as pelo peticionario
nos documentos que apresentou : que vcr-
dadeporem, quelite falla pira completar os
lOannos um dous meses ; mas que a com-
raissao contou Io.o com 0 lempo da discussao
do projecto e o era que ser o projocto sanc-
ionado ; son lo que nesso lempo estara com-
pletos o que Taita.
OSr. Dr. Neto sustenta o que disse ; produz
algurnas outras rases; vota contra o parecer.
Finda a discussao foi approvado o projecto.
Levantou-se a sessatendu dada a hora.
Variedade.
O CARAPUCERO.
Educacao das meninas.
Se as mulliercs s'.o nossas miiis, se a nature-
7a asdistinou para esposas e liis companhei-
ras do homem se ellas sao as nossas primeiros
mestras ; que importancia, que cuidado que
dJsvello nao merece a educacao das meninas! O
virtuoso e sabio Tencin cscre\eo a este res-
ieito um opsculo onde se cncontro excel-
entes mximas, e ptimos preceitos. Tanto
bem sao dignas do consultar-se a lal proposito
as obras das Sr." Campan e Genlis.
Mas etn o nosso Brazil temos infelizmente um
terrivel embaraco para a boa educacao dos me-
ninos que vem a ser; o contacto c familia-
ridade dos escravos. Km verdado apenas abri-
mos os odios, vento-nos torneados dessa gente.
a quem a ignorancia faz grosseira e a cscravi-
do viciosa. Escravas sao muilas vezes que
nosamamento que nos penso. que nos ser-
vem de aiasem os nossos primeiros annos. K
3ue lices sobretudo que exemplos nos po-
em ellas dar ? D'ahi he que vem pela unir
parte os barbarismos, e solecismos da nossa
lingoagem; porque vivendo nos sempre com es-
cravos e fallando estes urna gerigonra luso-a-
fricana insensivelmente a abracamos, endie-
nto-nos de mil erros de elocuco, e de pronun-
cia erros de que nos nao desapegamos se
nao custa do improbo trabalbo.
A cada pnsso antolho-se s nossas meninas
funestos exemplos de lubrici lado e fraseara ,
que secncontro nos mesmos escravos,os quaes,
como quer que nao sai bao apreciar o peijo, e a
honra, nem delles Ihes resulte maior grao d'es-
tima cntrego-sc cega, e brutralmente era-
pula devassido c a toda a laia de irnmo-
ralidade. Ah! quanto he fatal, e triste, que urna
menina esteja vendo no seio da propria familia
scravas terem filhos sem sercm casadas Nos
meninos a curiosidade he congenita : ellos para
tudoreparao tudo pergunto de ludo que-
rem saber. Logo que vigilancia nao (leve lia-
ver em arredar delles tuJo quanto Ihes possa
servir d'exemplo e de litao de maos costumes!
Que escrpulo nao s as acedes, se nao as
palavras! Que disvello em subtrahi-los asmas
amisades, e companhias perigosas !
A menina nao conhece outra norma de suas
accoes se nao sua mai. Nella tem fitos os
olbos, e em tudo procura arremeda-la. D'a-
qui fcil he concluir que estudo devem fazer
as miiis que cuidado devem empregar em se
nao desmandar, em nada dizer ou obrar pe-
ante suas lidias-, que as possa enderecar para os
vicios, e sobre-tudo que Ihes possa marcara
preciosa joia da innocencia. Mas desgracada-
mente h milis la o desajuizadas, o imprudentes,
que tudo dizcm o lazein perante seus filhos
aindj crianeas. Em visitas na roda de sins
amigas &c, &c. nao attcnto que tem os fi-
Ihinhos presentes e despregando a taramella
desentoao-se contra o crdito d'oulras mulhe-
res e papagucio em assumplos tao osean la-
losos, quo nunca deverao oceupar a oonvorsa-
c3o do possoas sisudas e bem educadas: c o
mais he que muitas vezes chego agabara
extranhos a espertoza dos seus meninos, a quem
nada escapa e que sabem de tudo !
O que so pode esperar d'uma menina cu|a
malicia procura-se que desponte prematura-
mente c cuja mai he a mesma que Ihe enci-
na a ser desbocada e maldizente ? Que mu-
Iher, que mai de familia vira a ser urna meni-
na a quem sua propria mai procura instruir
desd'os tenros annos na chronica escandalosa do
seu bairro da sua Parochia da sua Cidade ,
da sua Provincia? Urna menina que peto
que ouve a sua mai sabe quaes sao as mocas ,
que se namoro. e com que individuos quaes
as que sao honradas e quaes nao <&e. &c. ?
Quegravidade que romodimento poder i vir
que 5o nnw. da borra do
exaltar a imaginara ) mormente no verdor dos
annos, o fazer, que ganhc a alma o fogo da con-
i upisecncia.
Alem disto devo a menina applicar-se muito
a coser c a bordar; e acertado me parece ,
Um dos pontos mais essencias da educacao
mormente das meninas he a escrupulosa cs-
colha que devo haver as pessoas que miis
freauento a casa e nella tomo familiariilade.
Fallando em toda generalidade entondo ser! que sua mi desde logo a va doutrinando prati-
mui occacionada a grandes males a admissao, e cntenle na economia no arranjo, e bom go-
froquencias de cortas bruxas, e de mulheres de vernoda casa. Nosoi, se por que na viagem
UJ} (l.Uftise introduzem no gremio das fa- da vida j vouno bordo de trra embirrocom
a calacaria o dissipacfto em que observo ,
vo-se criando militas das nossas meninas que
parece s nasccro para bailes, partidas, thea-
tios e festancas. A menina que se habita
a essa vida ociosa e folgazona a menina que
s cuida em modas e em ataviar-se e espi-
nicar-sc para ir es!a noite soriodade lal ,
(r
oulro mundo o mil patranhas de quebrantos,
odiados o eiticarias. A menina insens'ivel-
mente habitase a conversar com tal gente e
ao dopois quando j mulher nao estranhar ,
que urna dessas Ihe levo o recado e o escripti-
nho de amores de qualquer magano tudo
acompanhado de mil embustes, esiigcsloos.
I'ora da companhia de seus irmosinhos, nao
'onvem que a menina viva conjunctamenle
orn ontro qualquer menino anda que soja
sen primo. As primeiras inclinarnos sao mui
nnderosas, e funestsimos males tem resultado
de afTeifes, que se plantario, por assim di-
'or om coraroesinhos tercos na aurora da
existencia : o quantos esposo* vemos fundidos
no pego de desgracas e alTIcroes; porque o
seu consorcio pode-se dizer, que data do bur-
eo C'impro lor grande cuidado as compa-
nhias que se tifio aos meninos vedando prin-
cipalmente romo se fogo da peste que ellos
communiquem com oulros meninos quo j
estcjio avesados a mos hbitos o conseguin-
temente corrompidos. E que escrpulo nao
leve haver na escolha de meslres para urna me-
nina A educaran dos collegios lem suas van-
tagens ; mas tambem offerere alguns inconve-
nientes. A que he educada om um eollcgio
adquire ordinariamente melhores maneiras e
om maior facilidade se adianla em seus cstu-
dos por causa ila emularo: mas por outra par-
te entendo quo nao ronvem por om rollegio
nina menina ainda mui verdinha ; porque an-
tes de tudo releva a meu ver que ella receba
de seus pais os primeiros ensinos alm de que
corlo pens cortas caricias alias mui precisas
s crianeas, s os pode e sabe dar urna mai.
Urna das paixes que muito ronvem repri-
mir mormente na menina he a vaiddde : mas
por desgraca nossa he pelo contrario a paixo ,
quo como do proposito so Ihe procura incutir
des dos primeiros alvores de sua inlelligencia ;
o muilas vezes parece que urna atmosfera do
vuidades a torneia a lodosos momentos. Para
qualquer lado que se volte a menina nao ouve
de sua mi de suas Has, das amas, das co-
madres, das conhocidas das escravas da casa,
se no louvaminhas e galios raras ve/os d'esta,
ou d'aquella boa aeco o sempre de dotes cor-
ooraes de airosidade, de gracas o bellezas.
E quanto nao se Ihe acorocoar a vaidade se
os exemplos partirem desua propria mi Ga-
las afeites modas tao prezados dcsla como
0 nao sero d'aquella ? So a mi he latua ga-
monha e loureira oque he d'esperar que
venha a ser a filha ?
A natureza nao destinou a mulhor se nao
para as augustas funecocs de esposa e n ai :
logo a este fim se devo principalmente endere-
car a sua educacao. A menina tem de sor um
dia dona de casa ; e por tanto convm inun-
dir-lbe desde logo aquelles dotes aquellas
prendas, que tem do ser ao dopois o titulo de
sua maior gloria. Nao roprovo que a meni-
na tendo posses, aprenda a msica e a dan-
ca, toque o seu piano &c. : mas sejlio cou-
sas secundarias. De danca a meu ver s
tanta quanta basle para dar garbo, c corla ai-
rosidade ao corpo ; e nada mais, excepto so
destino a menina para ser balharina de thea-
tro. Outros sao os predicados que ella dte
adquirir com preferencia a tudo. Aprenda a
lor cscrever, e contar, um pouro de geogra-
phia o de historia estudo a doutrina rhris-
t faco-lhe lor alguns Iivros da .agrada os-
criptura como sojo ; o Gnesis, o de .lu-
did) o dos Machbaos o de Job o da Sa-
1 doria ; os Salmos, os Evangelhos, e a Eps-
tolas de S. Paulo. Para rocreio lea os contos
moraes do Marmontcl a Moral om aeco as
Reerca des do homem sensivcl e outras obras
desta natureza. Quanto a novellas astonho
(lito o quesinto. I m meo humilde entender,
e apadrinhado pelos mais respeilaveis moralistas
son do opinio que devem sor vedadas mo-
cidade por perigosas, quando nao decidida-
mente rnrruploras. A paixo amorosa a in-
miliasa titulo ile amas que sao ou que j
foro ou sob cor de vender hicos c rendas.
mulheres ordinariamente mal educadas, e do
pessimos co.vtumes, e queso correios de novi-
dades e vehculos d'enredos, e desavencas
entre as familias. Alem disto estas carochas sao
muitas vezes as que incutem no animo das me-
ninas pnicos terrorescom historias d'almas do amanha sociedide qual, na outra noite ao
thoatro na outra partida da Sra. D. Fu-
lana, &cn &c., torna se urna fatua, urna va-
dia, que lora grande prestimo para namori-
ros ophemeros ; mis dilTi idiosamente vira a sor
boa esposa o boa mi do familia. Os mes-
mos jovens Alindados e dimejadores quo a
enrhem de lonvorospor suas abilidades danra-
rinas c bailarinas; nao a qnorem para espo-
sa e quando trato de ligar-se om matrimo-
nio vo buscar a mora recatada o honesta ,
que Ihes consta tor os dotes precisos para consor-
te e boa dona de casa.
Noso me afronte jialgum praguonto, dizon-
do. que son avesso i eduraro moderna, o ran-
coroso inimigo das sociedades e dos bailes ,
&c. Polo contrario ou as tolero, e approvo, co-
mo distraernos honestas : mas entendo, que rio
devem ser a nccnpaclo constante d'uma menina,
nem lo requenlos que a distraalo de suas o-
hrigacos, o de outras muitas cousas importan-
tes. A menina, que toma apego a essas folgan-
cas loma-so estoiivadinh fatua vadia o
loureira o faz-se poca obligada de espectculos
pblicos. A falsa educacSo he que destroo em
nos as melhores d'sposicoes naluraes: olla he um
mal mil vezes mais funesto, que a falta de toda
a cultura : por isso mui jiidiciosamenle dizia o
sabio Itacon, que a educacao mal entendida (la-
va no homem o carcter do macaco. Pais de fa-
milia atienta! mui seriamente para quanlo vos
tenho ponderado, o nao vos descuidis d.) im-
portantissima-eduraco de vossas lidias c des-
rtilpai os mous erros, acolhendo benignos as mi-
nhas boas intences.
CGMMERCI9.
AlfniKlcga.
Rcndimento do dia 11.......... 3:G3SGi8
Descarregdo hoje 12.
Rrigue Adilc sal.
Ilriguo Margeret Parkervinhos e mas-
sas.
Rrigue James Wallecarvo.
Rrigue l'rogress carvo.
Rrigue Helena sal.
Rrigue Conceigao de Mara fazendas.
Rrigue Cora fazendas, e ferragens.
Rana Zilia fazendas.
Rrigue Slwart fumo, e sabo.
ba mai
se nao palavras destemperadas, ex-jclinafo dos dous sexos disponan mui preste I SO canas com viniio fcuuiu ,
IMPORTACAO.
A barca francoza ZtVt'a vinda do Havre de
Grace consignada a Bolli & Chavanncs en-
trada uo correntc mez manifeslou o seguinte:
1 bahu com casemiras, 2caixas com chapeos, 1
dita suspensorios i ditas raleado Iditacol-
xetos 1 dita luvas guarnirnos c oulros ohjce-
tas 1 dita carnciras 2 ditas papel do pezo ,
1 dita tecidos de seda ; a L. Bruguier.
1 caixa com fil de algodo, 2 ditas vidros e
obras de casquinha 3 ditas realojos e instru-
mentos de muzica, 1 di'a selins 2 ditas calca-
do e suspensorios ; a Didier Roberto & C."
2 caixas com papel do pezo 1 dita tecidos
de algodo, 2rdos lomos de dito, 1 dita sus-
pensorios e oordo dito 1 dita tecidos de seda
e algodo, 4 ditas com procelana e vidros. 1 di-
ta bolocs perfumaras e caixas para tabaco. 1
dita com suspensorios, poniese carteiras, 1 dita
calcado 1 dita pontos 1 (lila lencos de soda ,
1 lardo tecidos de la 1 bab alunles de lato,
1 caixa chapeos; a N I asserro & I. ( olombier.
1 caixa com loncos de jacon \ ditas cas-
sas 2dilas tecidos do algodo, 1 dita merino,
1 dila sedas 1 dita locidos de soda o algo-
do 2 ditas lencos de algodo : a I. Keller.
1 caixa com fitas do seda o algodo. 1 dita pe-
lucia dila dito, 1 dita tezouras, 150 barrise 50
moios ditos manteiga ; a N. O. Rieber & ("..*
1 raiza rom rassasbardadas, 5 ditas teedas
de algodo 2 ditas suspensorios 1 dita fitas ,
:{() gigos vinho champagne ; a Kalkmann &
Bosemntund.
OA
J\l |
0 (muco ,
ilasagoardentc, 1 dita amexas, 1 dita copos,
ou-
,4
i tas
2
barricas cadinhos, G bahus perfumaras 140
barris o 70 meios ditos manteiga ; aos consig-
natarios.
3 caixas com moias de algodo 2 fardos te-
cidos dito 2 caixas lencos dito 1 dita rendas
do fil dito 1 dita papel 3 ditas chapeos 1
dita ditos do sol \ ditas pellos 3 ditas calca-
do 1 dita instrumentos de muzica, 1 dita le-
ques perolas e outros objectos de onfeitos 1
dia sedas a I. noir Pugete & Companhia. ^
1 caixa com porcelana, 5 ditas livros, 1 di-
la passamanaria l dila livros, 11 ditas alea-
do 2 ditas pennas, t dita merino 3 ditas a-
goa de colonia, 2 ditas papel, 1 dita caixas pa-
ra (abaco, 1 dita perfumaras, 1 dita chapeos ,
2 ditas ditos de sol 1 dita phospboros, 1 dita
suspensorios 1 dita sedas, 1 dita obras de pa-
pelo, e chapees para meninos 1 dita objectos
para escriptorio ; Avrial Krros.
2 caixas phopboros 1 dita suspensorios 2
ditas chapeos e bonets de palha 2 ditas ben-
gailas 2 ditas chapeos 1 dita ^quincalha-
rias I dita enfoites I dita mangas do vidro ;
I dita obras de papelo 5 ditas calcados 2
ditas diversos objectos, I dita perfumaras 40
barris manteiga, 400 gigos liatatas; aOr-.
dem.
1 caixa (ecidos do la, 1 dila dito de algo-
do, 0 ditas papel 1 dita chapeos, 1 dita ditos
deso i-ditas calcado, 3 ditas objectos de mo-
da dita quincalharias 1 dita gravatas e ou-
lros objectos ; a J. P. Adour & C.
1 caixa prefumarias 3 ditas acido ntrico ,
I dita suspensorios 1 dita com 2 machinas
de fizer cohetes, i dita obras de papelo, 2
fitaschapeos 1 dita calcado 2 ditas rame-
de lato ; a Schinnu & C.
4 caixas com agoa de colonia 1 dita cha-
peos : 1 dita ditos do sol e bengallas "i ditas
calcados, 1 dita prefumarias, 1 dita suspen-
sorios, e outros objectos de enfeites, 1 dita
llores artificiaos, 1 dita sedas, lencos e tin-
tos ; a Sehmerlor.
2caixas louca 1 ditas especulum 2 ditas
objectos de botica 1 dita etiquetas, luvas,
e hcelas 8 barris blanc de mondn 1 far-
do lidien, 4caixas assucar candi ,.1 ditago m
ma-lca 1 fardo resina ; a R. I".de Souza.
1 ombrulbo improssos ; Vautliier.
I bab com improssos ; l.eon (enys.
SO barris e 50 meios ditos manteiga; Le
Brotan Schramm \ C*
2 caixas cassas bordadas, 1 dita chales dito ,
1 dita lencos de jacon ; S. Tobler.
1 barricaqueijo, 12 caixas absynthee kirsch;
L. A. Baudoux.
5 caixas com chapos ; V. Desenelos.
1 dita toa do metal, un.a baca pos pretos;
Navarro.
4 caixas com cassas Ad Schafheittin.
2 ditas com ditas o lencos; J. P. de Lomos
$ Dllto.
1 dila, 1 cruz do diamantes, 1 barthe, e sa-
patos ; A. Oliveira.
1 dita sjuardanapos, o vestuario ; A. F.
Carneiro.
1 dita com objectos do rolojoefro ; Garnier.
2 ditas cassas, sedas, e lampadas ; A. Mil-
locluin.
1 dita agoa de colonia, 5 ditas vidros e lam-
padas. 1 dita osllos de linho o algodo, 1 di-
ta sedas o outros objectos 1 dita fundas e di-
tos, 1 dita calcado, 1 dita chapeos de sol, joias
e oulros objectos, 3ditas chapeos, 1 dita cal-
cado e botos do metal; Cals Jnior.
i caixa diversos objectos para senhora ; A.
Carneiro.
1 dita objectos de uso ; M. C. S. Carneiro
Monteiro.
1 dita 2 canos de bomba c lacan ; Belenot.
llovimcnto do Porto.
Navios entrados no dia 10.
Genova ; 43 das, polaca sarda \lnrgarida ,
do 152 toneladas capito Ambroz.io Nacca-
ro cquipagom 11 carga vinbo, azeite do-
ce, e mais gneros ; a l.uiz Rruguiere &
Lisboa ; 32 das brigue portuguez ConceifOo
flor de l isboa de 3W toneladas, capito
\cente Anastacio Rodrigues, equipagem
18 carga vinho sal, e pedra ; ao capito.
Dito no dia 11.
Araoatv ; 22 dias, sumaca hrazileira Felici-
dade do 73 toneladas capito Jos Ro-
drigues Pinheiro, equipagem 11, carga sola,
e algodo ; a Antonio joaquim do Souza Ri-
beiro.
Sahidos no mesmo dia.
Portas do sul ; vapor brazileiro liahiana, com-
mandantc Manoel dos Sanies Ornellas.
Edita!.
OHI.010 Sr. inspector da thesouraria das reo-
Jas provir.'jiaes, ssssds fazer publico, qac en;
-



4
= Joze Mara de Souza Portuguez, re-
3 para a
cumplimento do olicio do Exm. Sr. Presidente
da provincia de 15 de marco, perantc a mes- tira-se para a provincia das Alagoas.
ni. thi'sournriu se contractar sob oscondicces j = Diogo Claky Ingle*, retira-
transcriptas no n. 67, desta folha no dia 25 provincia das Alagoas.
do corrente o aleatroamento da madeira da i = O arrematante de 20 por ccnto sobre o
ponle da Boa-vista, oreado na quantia de'consumo de agurdenles (te producto brasilera,
1:189$H3 res. | avisa aos Srs. que ainda.flio pagaro dito con-
Os licitantes devidamente liabelitados de fia- sumo venho fa/.c-lo nos dias 11, 12,13, H,
dores idneos deverao com antecedencia apre-
sentar as suaspropostasem carta feixada asquaes
serao abertas em presenca de todos no dia apra-
sado, pelas 11 horas dj nianha.
Secretaria da tliesouraria das rendasprovin-
ciaes de Pernambuco 11 de Abril de ISVS.
O Secretario,
Luis da Costa Porto-Carreiro,
Declaracoes.
O thezoureiro da thc/.ouraria provincial
paga hoje 12 do correte os ordenados venci-
dos t fevereiro p. p. aos empregados seguintes
profesores do primeiras letras dosta Cdade, da
de Olinda e seos suburbios; cmp. .gados da
Calhedral de Olinda, Vigarios, e Ccadjuctorcs
dos termos de Recife e Olinda estabelecimentos
de Garidade e empro^ndosdesta the/ouraria,
e contina o pagamento ale o mesmo me/, para
os empregados d.is classes annunciadas hontem ,
e que ainda nao recebero, que sao empregados
da socrclaria da'Assembla Provincial, o da
Prezidencia do I.yco e Seminario. The-
zouraria das rendas provineiaes 11 de Abril de
18i3..lodo l/anoel Mendes da Cuntale A-
zevedo. The.oureiro.
O arsenal de marinba continua a recc-
ber para os seus tr. bal los as pessoas livres, que
quoiro servir como serventes ; oqued'ordem
id lllm. Sr. inspector se faz publico. Secretaria
da inspeccao do arsenal do marinba de Pernam-
buco 8 de abril de 1843. O secretario, Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos.
CIRCO OLMPICO.
Pela ultima vez.
Grande, e extraordinario espectculo gimns-
tico c equestre para domingo 16 do corrente.
Entre muitos outros exercicios, executar-se-
ha a Pirmide Indiana sobre a corda forte.
Um gracioso passo a dous, executado por Ber-
nab e sua consorte sobre dous cavallos.
A pedido de militas pessoas, apresentar-se-ha
a engracuda scena da velha, carreg. ndoseu Neto.
A admiravel execuco do correio de l'aris, a-
presentado pela primeira vez por Joao Bernab ,
sobre cinco cavallos em pello.
A venda dos bilbetes acha-sc nos lugares j
annunciados.
Lclcs.
= Robert Jamicson fara leilao por inter-
vcncodo Corretor OJiveira de um completo
sortimentodo fa/endas inglesas do melhorgos-
to recentemente ebegadas; quarta feira 12
do crrente as 10 horas da manila em ponto
noseu arma/.em do ra da Cruz, n. 13.
Avisos diversos.
S
O ARTILHEIRO N. 35.
ahio boje, e acha-se venda.
A Adminislraciio do Patrimonio dos Or-
laos tendode mandar fazer um uniforme para
cada um dos meninos recolbidos no Collegio ;
convida aos nrs. mestres alfiiates, a queeon-
vier incumbir-sede apromptar o dito unifor
me a comparecerem em casa do tbesoureiro
do estai.elecimento o Coronel Joao Francis-
co de Cbaby, no atierro da Boa-vista, para
fazerem os seus ajustes.
Os administradores da casa fallida de
Gaskell Jobnson & Companhia previne ao
publico que nao lacio negocio algum neni
em leilao nein particularmente S' re as fa-
zendas, que Robert Jaminson receb de Joseph
Redgway que exstiao em dita casa fallida ,
visto que sobre ellas ha questiio em Jui/o para
serem depositadas judicialmente e at ja exis-
te prolerida decisao contia o mesmo Joseph
Redgway para o dito fim. = G. Kenorthy &
Companhia.
Aluga-se a metade urna casa na ra dos
Assoguinhos n. 10 ; sendo pessoa de capa.ida e
de e que nao tenha meninos dirijase a mes-
ina casa.
Quem quixer comprar urna escrava para
fora da trra, com condicao de nao ser vendida
na trra dirija-sc ra da Penha sobrado
n. 21.
OiiPm livor para allugar urna casa terrea,
ou sobradinho de um andar as ras seguintes :
ra do Rosario larga ou estreita do Cabug ;
porem que seu aluguel nao exceda de 12S reis,
pues: t;vcr annnncie.
15, e 16 do corrente, as 5 pontas n. 11,
lindos os quaes se proceder na forma da lei ,
contra os que deixarem de pagar.
= Quem precisar de una preta para o ser-
vico de cusae ra cozinha lava e he boa
quitandeira e muito fiel dirija-se ao sitio
de Prexcdes, ou Braderodes na estrada de Joo
de Barros ao pe ou defronte do Cirurgiao Ma-
noel Bernardino.
= Previne-se ao publico que ninguem fa-
ca negocio com urna letra da quantia de cem
mil rs. vencida em 20 e tantos de Fevereiro ,
a qual ja est paga pelo acceitante e na mes-
ma occasio foi perdida na ra sendo sacada
por Joze Antonio Marques e acceita por Joao
Pinto dos Santos, e endocoda por Henriquc
Jorge e como a dita letra do nada vale faz-
se o presente an nuncio.'
-_ Precisa-se de una pessoa para se encar-
regar de cobrar divida uesta praca o seus su-
burbios que d fiador idneo : na ra do
Chieimado n. 29 casa do Novis & Basto.
= Precisa-se do dous tontos de reis a pre-
mio com seguranca em duas casas e 4 es-
cravos : annuncie.
= A 3 dias, que desappareceo o moleque
Benedicto cric lo, levou vestido somente ca-
misa de algodozinho branco, este moleque
andavavendendoginipapos, e limos em um ba-
laio e da l'oa-vista nao sabio por ser s o
lugar que elle sabia ; e por isso tem-se to-
da a certeza de ler sido furiado ; a pessoa, que
dei noticiadelle ou o apprehender e levar a
ra do Hospicio em casa de Manoel Fcrreira
Chaves ; ou a casa de Marcelino Joze Lopes,
ser gratificado.
Quem quizer alugar um sobrado de um
andar esotao com um grande armazem si-
to na ra da Moeda n. 25 dirija-se a ra
da Madre de Dos, n. 2i, segundo andar,
das 7 as 8 horas da manh e das 3 as 5 da
tarde.
Quem precisar de 600,000 rs. a premio
sobre pinhores de ouroou prata dirija-se ao
botequim da ra das Cruzcs que se dir quem
os d.
Precisa-se de um homem que seja bom
amas'sador, e entenda de forro agradando os
seus servicos paga-se bem : na padaria do pa-
teo da S. Cruz n. 6.
= Precisa-se alugar urna casa terrea na
ra do Lobato, hoje dos Copiares casa n. 5,
que o seu aluguel nao exceda de 13000 rs. ,
sendo as ras ; de Hortas Direita e patio
do ("armo ou traspassa-se as chaves por urna
na dita na.
= Juliao Urceira Hespanhol, retira-se
para a provincia das Alagoas.
Aluga-Si o segundo andar da casa sita
na travesa da Madre de Dos n. 3 com ex-
cedentes commodos para familia : na praca da
Independencia n. 28.
Pede se ao Sr. Captao Pedro Ivo Vello-
zo da Silveira tenha a bondade de vir ou man-
dar liquidar o negocio que Ihc nao he estra-
nhe na ra das 5 pontas sobrado n. 23.
= Henry J. Craig subdito Britnico, rc-
tira-se para fora do Imperio.
rugi no dia 11 do corrente da ra da
Cadeia para a da Roda urna macaca ; quem a
liver pegado leve ao assougue defronle da ca-
deia que ser recompensado.
= Aluga-se urna boa casa terrea no cami-
nho da Solidado dividida com a casa emque
reside o Snr. Vieiru Cambista com bastantes
commodos para grande familia quintal de
500 palmos de fundo com duas cacimbas de
excedente agoa cercado e tudo muito bem
tractado a fallar com Gabriel Antonio em
sua casa no pateo do Carmo.
Oflerece-se um moco portuguez para
caixeiro de venda ou para l'eitor de engenho ,
ou de campo o qual sabe mui bem tanto de
caldeiras como de casa de farinha ou oulro
qualquer servico ; quem o pretender dirija-sc
a ra da Gloria n 93.
Mara Joaquina de S. Thom professora
substiluta das cadeiras de primeiras letras de
meninas desta praca cnsina particularmente
a ler, escrever contar arilhmetica e diver-
sas qualidadesde costuras; e tambem recebe
em sua casa algumas meninas c meninos de
pessoas, que moro fora da Cidade ou que
nella morando as queirao confiar a sua edu-
cado ; quem pretender utilisar de seu presti-
mo dirija-se a ra Direita n. 64 primeiro
andar.
Alug5o-sc
Sr. Joze Pereira no Diario de 11 do corrente,
n. 82 responde que a casa torrea em Fora de
Portasda parte da mar grande n. 10 : est
vendida ao abaixo assignado e ja receboo por
conla a quantia de 300,000 rs. como do i reci-
bo que Ihc passouoseu propietario Joaquim
Lins de S. Tiago esua mulher e nao se tetn
passado a escriptura por nose sabor quem ver-
daderamente sao os senhores do terreno para
se obter a licenca e na mao do abaixo assigna-
do estao os documentos pelos quaes os vendedo-
res mostrao sersenhores da dita casa. = Jacin-
tho Silvestre Vicente.
Compras.
= Compra se urna casa 'errea ainda mes
mo precisando de algum conserto no bairro de
S. Antonio ou Boa-vista preferindo-se serem
boa ra para negocio de venda : annuncie.
= Comprao-sc doze colheres grandes, de
prala e 12 pequeas sem feitio : annuncie.
Compra-se o livro Feliz Independen!> ,
em bom uso : na ra do Livramento n. 14.
Compra-se um carrinho para crianca ,
novo ou em bom uso: na ra Nova, loja n. 7.
Compra-se urna ovelha que tenha leite:
na ra da Matriz da Boa vista n. 26.
Vendas.
=Vendc-sc um taboleiro de gamito com
suas competentes (ablas e copos do marfim ,
tudo eito na China o mais rico e delicado ,
quelalvez exista nesta Cidade : na ra do Vi-
gario armazem n. 23.
= Yentlem-se 20 vaccas paridas, muito
boas de leite escolhidas, urnas crioulas, e
outrasacostumadas ao pasto, por preco com-
modo para liquidecao; na ra Nova junto a
ponte n. 69.
= ^ endem-se seringas de estanho de mui-
to boa qualidade : na ra Nova loja de fer-
ragens, n. 25.
= Na loja nova de calcado de Domingos
Garca Paramio na ra doQucimado, n. 2>,
vendem-se agoa de colonia superior em garra-
fas brancas a 1800 a garrafa ditas com o su-
blime aioma de ambre a 2240, dita almiscara-
da em garrafinhas a 1000 rs. agoa da China,
que tem a virtude de tirar nodoas e sebo das
golas ficando como novas sem deixar mancha
algumaa lOOOrs o frasco, e agoa mineral,
que temasingularidadede/azcr cahir as em-
pinges ou cabello do rosto, ou de qualquer
parte do corpo em cinco minutos ( como se po-
der mostrar aos pretendentes ) sem offender
cousa alguma pela sua simples preparacao ,
podendo-se applicar as partes mais rnilindro-
tM do corpo sem o menor receio a 2000 o fras-
co ; assim como recebeu um grande sortimen-
te decalcado para homem e senhora.
= Vende-se um sobrado de um andar e so-
l.io todo travejado no atierro da Boa-vista n.
17 com 110 palmos de fundos c 23 de largu-
ra quintal murado em parte eoutra por mu
rar com fundo al a baixa mar do Capibaribe ,
e porto de embarque em qualquer mar : na
ra do Fogo n. 27.
duas canoas nhertas, urna
carrega 1200 lijlos, ea outra 600: na ra
do Caldereiro n. 56.
- O sLaixo assignado vendo o
Ulivinv'' UL
= Vende-se urna escrava de 16 annos bo-
nita figura cose, engomma e cozinha : na ra
Direitaa n. 50.
= Continua-se a vender veludopreto supe-
rior a 3000 rs. o covado: na praca da Inde-
pendencia n. 39.
>s,= \ endem-se merinos de cores muito fi-
nos a 1800 o covado princezas prctas e de
cores a 800 rs. duraque preto e azul o mais
superior a 800 rs. chitas de asssento esenro e
cores fixas a 6000 rs. a peca, e o covado a 160,
"ila preta superior a 340 cortes de cassas pin-
tadas a 2880 ditos de chita de cores fixas a
2240, panno da costa o mais encorpado a 480,
riscados trancados para calcas a 140, 240, e
300 rs. ,. chila azula 140 e mais ordinaria a
120 pecas de brotan ha com 10 varas a 2000 ,
ditas mais largas com 7 varase meia a 1500 [
algodozinho lizo a '60 e 180 metim branco
lino a 240 rs. o covado lencos de chita a 140
e!60, fusloes de cores para colletes a 280 e
480 o covado algodao dobrado americano pro
prio para roupa de escravos eoutras mais fa-
zendas : na ra do Crespo loja n. 12.
Vende-se urna cadeirinha de ra com
sua comr-etente caixa de madeira: na ra da
Guia sobrado de um andar n. 46.
-Nende-se panno de al odao da trra ,
superior em grandes e pequeas porces : na
ra do Crespo, n. 23, loja de Manoel Joze
de Sousa Ai Companhia.
N ende-se sal de Lisboa a bordo do bri-
gue Portuguez Conceicao de Mara : no escri-
ptorio de Francisc s Sevenano Rabello.
A ende-se lajedo de Lisboa : no escrpto-
rio de Francisco -everiano Rabello.
"""^ Vendem-se os seguintes livros em fran-
mos por 19000 rs. ; Emile ou De L'Educa-
tion 4 tomos por 6000 rs. ; Julie, ou l.a
Nouvelle Heloise 4 tomos por 6000 rs. ; ua,a
espingarda de caca por 16000 rs. ludo em
bom uso e nao ha duvida dar-se por menos
na ra de Agoas verdes n. 92.
- Vendem-se duas moradas de casas de um
andar n. 38e40 cum terreno nos fundos
das niesmas, na ra da Guia lado do norte
no bairro do Recife ; na ra larga do Rozario'
loja de miudezas n. 35 se dir quem as vende
Vendem-se por precos commodos ricos
vospietose brancos, muito bem bordados
luvas de seda pretas e brancas compridas' o
curtas com dedos e sem elles meias de seda
brancas e pretas, chapeos pretos da ultima mo-
da gaspiados, e outros muitos objectos: na
ra Nova loja nova n. 35.
Vendem-se saccas com milho e farinha
da trra arroz de casca tudo de muito boa
qualidade o por preco commodo : na ra da
Praa, n. 39.
Vendem-se 3 Cscravas mucombas recolhi-
das de 18 a 22 annos com boas habilidades;
5 ditas para todo o servico; um bonilo mole-
que de naco de 18 annos bom eozinheiro;.
um mulato ptimo para pagem ; 3 molequo
de 16 a 18 annos; dous escravos motos; um
casal de escravos sendo o negro bomcarreiro;
urna negra por 150,000 rs ; urna barraca com
todos os pertences de carga de 10 caixas : na
ra de Agoas verdes n. 46.
= \ ende-se na ra do Bom Sucesso em
Olinda urna casa terrea de pedra e cal n. 13 :
na ra das Trincheiras n. 48.
\ Vendem-se por precos commodos na ra
estreita do Rozario n. 13 os seguintes g-
neros u!timamente chegados do Porto cha-
peos de sol de nobreza grandes e pequeos ,
neos de gorgurao e de gros de naples grandes
e pequeos para grvala tualhas de vara o
meia e duas varas para meza, retroz de pri-
uifira sorte de primeira e segunda qualidade,.
panno de linho chales de seda, cordaozi
nho para debruar facto liga de seda para o.
mesmo fim guardanapos tremoia de diver-
sas larguras fitas para ataduras barricas com
enchadas barris com pregos caixaes ripaes ,
torninhos forro pequeo batel grande e pe-
queo caixas com fio porrete e de sapatei-
ro ,. rodas de arcos, fechaduras de broca gran-
des e pequeos, navalhs para marujo pedras
para aliar urna louca para banca de cozinha ,
pipas meias quartolas, e oitavos de pipa com
azeite doce ancorlas com azeitonas barris
com tinta cm massa de diversas cores ancoras
vasias caixas com ardiles saccas com fei-
jo branco amarcllo e fradinho ditas com
painco, ecevada, rolhas de garrafa c bato-
quesdepipa, flor de sabugo malva, alecrim
e grama cadeiras, mezas, canaps, sofs, o
secretarias de pao preto e oleo louca vidrada,.
caixas com nozes, caixoes com chapeos de bac-
a caixas com diversas qualidades de pentes ,
irascos com conserva de superior qualidade ,
condecas seslos e balaios, garraas de vidro
branco e outros mais gneros.
Na refinaco da ra das Larangeiras con-
linua-se a vender algalias de gomma elstica ,
marmelada de Lisboa em latas e caixas e
omendoas confeitadas
Vende-se urna preta moca engomma ,
cozinha e lava : na ra da Solidade n. 38.
Nos armazensde Manoel Antonio de Je-
zus&Filho, portraz do Th^atro vendem-
se farinha de trigo de SSSF e SSF por preco
commodo ; e barricas vasias promptas para as-
suca r.
= Vende-se urna escrava de nacao Cacangc
de 22 annos com urna cria de um anno a
escrava lava engomma liso e cozinha : na
ra de S. Rila Nova n. 29 primeiro andar.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armadlo rom-
modas de angico ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura lito
serrado dito an.ericano com difTercntes largu-
ras ecomprimentos travs de pinho e bar-
rotes com difrentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de .1 Beranger n. 14.
Vende-se um taboleiro novo de vender
fazendas: na ra Direita n. 69.
Escravos fgidos.
= No dia 21 de Marco p. p. fugio a negri-
nha crioula Germana de 15 annos, feia do
rosto, levou vestido de chita azul sujo, e ca-
misa de algodao/liiliu ; quem a pegar leve a
ra da Praia armazem de Antonio Prieto ,
quesera recompensado.
UnginedeTousjLescuii.es, em l to-1 Rscjfe; na Typ. de M. F. deFaru.=1843
I


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