Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04935


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Armo de 1843.
Ter$a Fera 11
furto agn depende nos atsoios ; d. no... prudencia 0der.c3o, .n.ip. : con-
tinuemos codo principiamos e seremos apontado. cum admir.eo entre a. N.coes m.i,
t*mn* ___________( Proclamado da Assembla Geral do BlAxlL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
, Parahiba e Rio grande do Norte aeganda^ a senas fei/ss.
Goiannn
Bor.i'o c Garanhant a 40 e 24
Cabo S;rinhem, Rio Formoio Porto Cairo Maceio ,
Boa-rica Florea a <3 e 28. Santo Antas, quinta feiraa
DAS DA &E..IAN A.
10 Seg. Etequiel Profeta.
41 tere. Lefio Papa Doutor da igreja.
42 Quari de trerss a. Viclor M.
4J 'uinl de endoengas a, Hermenegildo M.
44 Sen da f'aix.io ss TiburWo e Valeriano Mm.
45 Sab. d'Allelu as. ftaziiissa e Anasttcia Mm,
46 Don de Pascoi. a Engracia.
e Alagoas no 4. 8 44
Olinda todoi o diga.
de. Abril
Anno XIX. N. 8?.
O Diario publica-te todos os da* qnenSo foreni Santificados: o preco da asaignatnra lo
de tn if aail reispor quartel pagos tdiantados. Oa annuncios dos assignantes i3o inseridos
gran i, a os dos que o n.io forera raio de 80 reis porlinha. As reclamacoes derem ser diri-
gidas a asta Tjrp., ra dst Cmiaa N 34.no a prar-a d. Independencia luja de lirros N. 6e 8.
< Milu-.Kodi
Camb io obra Londres 57 11 27.
i i Paria 35U res por franco.
c Lisboa 4UU por 100 de premio.
Mneda da cobre 2 por Cinto.
Ideas dflletraa de bas firmas 1 J por-.
PHASESDALANOMEZDEMUIL.
Loa Chela f4, 6a 9 m.da tard. I Lm or. t'J, a 4 lora e 59m. da tard.
yuart.ming. 24, as 40 horas e 5 m. da m. | ijuart. cresc. 7, a 8 horas 46 sa. da tard.
Preamar de lioje ,
a 2 hora. 6 .. da m.nhSa. | 2. J horas e 31 m. da tard..
40 de Abril compra renda.
Oco-Moeda da 6,400 V. 45,800 46 000
N. 45,(>0J 45,800
de 4,000 8.800 y.oOo
PaTa-Palares 4,M)0 1,820
a Peros Columnar.s 4,800 4.S2U
a ditos Mexicanos 4,800 i,820
\.
PARTE OFFICIAL
Co minan do das Armas.
EXPEDIENTE DE 31 DO PASSADO.
OfflcioAo chufe interino da primeira legio,
participandn-lhe, que nao podendo o comman-
dante superioi tomar ocommando da devisan ,
que devia acompanhar em procissio o Senhor
dos Passos, tinha nomeado para este comman-
do o coronel Trajano Cesar Rurlamaque e ao
major J. P. de A. e Aguiar, para commandar
a segunda brigada.
Dito Ao commandante interino do corpo de
polica communicando-lhe quo o major A-
guiar, tomara o commando da, da qual fasia paite o dito corpo.
Dito Aoommandante do forte deGaib ,
respondendo o scu offlcio, que tratava da quan-
tia que tinha pago aos reformados e que Vra
dr-scontada na importancia de I6S240 e di-
sendo-lhe que este negocio havia sido levado ao
conhecimento dogoverno da provincia, certo
que quando nao podesse ser indemnisada pela
thesouraria o seria por conta delle commau-
te das armas.
EXTERIOR.
Ihodo duque de Ramilln deve desposar na
primavera a princesa Mara Amelia babel Caro-
lina filha tereefra e mais moca da GrS-Duque-
sa Stophania, filha adoptiva de Vapulean ; suas
irmas as pinresas lu/a o Josephina. desposa-
ran a primeira o principe Gustavo de Wasa ,
filho do inreli/. Gustavo Adolfo re da Sueca ,
e a segunda o principo hereditario de Hohen-
zollern-Siamarlngen.
O casamento do Imperador do Brasil com
5. A. R. a Princesa I). Theresa da Sicilia no
Rio de Janeiro deve de ser revestido de una ra-
ra magnificencia a juhar-se pelos adornos e
pelos diversos objectos de luxo encommendados
em Londres. S. A. R. que irma do re de a-
ples do principe de Capua do principe de
Syracusa da Gra-Duquesa D. Maria do Tosca-
na ea filha mais mocado fallecido rol de a-
ples procedida do seu segundo matrimonio
com D. Maria Theresa, archiduquesa d'Austria,
filha do archiduque Carlos ; nasceu em 18:22, e
6 mais velha do que o Imperador.
)Journal des Debis.)
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Resumo dos debates da sessao do da G
NOTICIAS DIVERSAS.
Lfi-se nos Annaes do Instituto d'A frica os se-
guales fados sobre o trafico dos escravos:
D. Angelo Ximenes um dos mais astutos
negociantes de escravos estabelecido na costa
occidental da frica, em Galinhas, foi obriga-
do a abandonar o sen commercioem consequen-
ciadas medidas enrgicas tomadas pelo governo
Britnico contra os negreiros. Elle deve de ter
dado a vela para a America, e deo o mesmo
conselho a outros negreiros. Segundo conta o ca-
pitSo II. W. Hill, outros fornecedores de es-
cravos for3o igualmente obrigados a renunciar
ao seu honesto trafico.
D. Theodoro Canot, asente de negros ce-
lebre pela sua inmensa clientela atterrado pe-
la destruicao dasfeitoriasdcGallnhas olTero-
ceu-se voluntariamente a faser entrega de um
considcravel numero de escravos ao lente Sea- ino Sr. Lopes Gama
de abril.
Approvada a acta da sessao antededente, IC-
riio-sc pareceres de commissoes e um projecto
asslgnado por varios Srs. denotados.
Leo-se igualmente urna indicarlo assignada
por 25 aim de se representar assembla peral
sobre a restituicfto a provincia de Pernambuco
da commarca do Rio de S. Francisco. Suseitou-
sc urna questao de ordem a respeito da commis-
sao, a que devia ser enviada essa indicado.
Os Srs. Drs. Neto e Bcltrao entendiao que
a commissao de Estatistica.
O Sr. I)r. Jos Bento que a urna commis-
sao especial.
OSr. Lopes Gama, que de constituicfio e
poderes. Vcnceo-se, que fosse a esta commis-
sao, sendoapprovadoo re(|uerimento do mes-
gram commandante do Termagant. Tendo sido
aceita esta offerta sem hesitaco, I). Theodoro
Canot abandonou a sua feitoria de Nevv-Cestos
que fol logo entregue s chammas.
Eis-aqnl o tratado de rommcrcio c amisade
negociado entre o rei Fama Toro e o tenente
Seagram para o flm de alistar os chefes de a-
fricanos as bandeirasda justlca e da humani-
dade.
Os abaixo assignados ajustaran e assentarao
entre si o seguinte :
1. De hoje avante flca totalmente abolido o
commercio dos escravos. O rei e o principe obrl-
gao-se a punir todo aquelle que estando sujeito
sua autoridade comprar ou vender ajudar a
comprar oua vender um so espravo afim de
embarca-lo ou fase-lo sahirdo seu territorio.
2. Todos os navios britanmeos poderao com-
merciar livrt mente e sein restriccao cornos na- Niiojulga co
Na sessao antecedente, tendo sido approva-
das e regeitadas quasi todas as emendas olfe-
recidasao projecto de lei do orcamento, queem
ultima discussao oceupava a assemhla houve
empate na volaeo da emenda do Sr. I)r. Rcllio,
tpie dava a Simbres o termo de Moxot que
pertencia a GaranTiuns; e na do Sr. Dr. G i ti ra-
na que remova o collegio dos orillos do con-
vento de Santa Thereza de Olinda, para o de S.
Francisco da mesmacidade, e collocava n'aquel-
Ic o collegio dasorfs.
Na sessao do da 6, de que agora tratamos.
entra rao em discussao as emendas empatadas.
O Sr. Dr. Neto combate a ultima emenda. Nao
acha proprio que o collegio dos orfaos seja re-
movido para o convento de S. Francisco por
haverem ah alguns frades : acha tamben) que
a assembla nao pode inerjr?sc nesse convento.
O Sr. Dr. Jos B >nto sustenta a sua opinio ,
e combata as razSas contraras.
O Sr. Dr. Mondes falla do novo; corrobora o
que disse.
O author da entonela falln oulra vez, mas
(ao bailo que o nao podemos ouvir.
O Sr. Dr. Beltrfm sustenta a sua emenda, que
foi impugnada pelos Srs. Dr. Mondes, e Lopes
Cama:
Finda a discussao foi regeltada a emenda do
Sr. Dr. Cltirana e approvada n do Sr. Dr. Bfil-
Iro. Foi approvodo em 3.a discussao o projecto
de lei doorcamento.
Entrn em 2.a discussao o projecto n. 3 deste
anno, que annnoxa Moxot de Garanhuns a
Simbres.
O Sr. Dr. Manoel Cavalcanti requeradiamen-
lo porS dias
OSr. Laureiilinoentende que nao deve en-
trar em discussao 0 dito projecto, tendo sido ap-
provada a emend;v doSr. Dr. Beltrao. que con-
ten) o mesmo, que1 o projecto ; e assim llavera
conlradiccao.
O Sr presidente, dizque essi projecto estan-
do na ordem do da, devia ser submetido ,'i de-
liberacao da assembli'a : que nisto nao ha con-
lradiccao, a qual soi.nente se pode dar na vo-
tacao.
Orequerimento de diamento Ibi regeitado;
approvado o mesmo projecto om 2." discussao.
Foi sem debate approvado em 1.a discussao o
pro'ecto de lei do orcamento das cmaras mu-
nicipaes.
O Sr. Dr. Bellro requer urgencia do projecto
n. 3 para odia 8.
O Sr. Laurentmo mandn u ma emenda para
que em bigardo da 8 se dissesse para a L*
sessao.
OSr. Dr. Carneiro da Cunha vota contra a
urgenc la, por acba-le desnecessaria.
Nao havendo, quem fallasse mais, procedeo-
se votacSo sendo approvado o requerimento
e tamben) a emenda.
Levantou-sc a sessao tendo dado a hora.
turaes do paiz.
3. O rei e o principe obrigao-so a quo se es-
tabeleca urna feicoria Inglesa.
4. As questoes que possao suscitar-se entre
os naturaes e as possoas collocadassob a protec
cSo da Inglaterra scro levadas perante os go-
vernos respectivos para sorem por elles julga-
das segundo a lei.
Em fdoque assignamos e sellamos o pre-
sente tratado na cidade de lanama aos 21
de fevereiro de 1841. .
(Assignados) O re, Fana Toro.O princi-
cc Gray.H. F. Seagram, tenente-comman-
dante.Geo D. Nobbs secretario.
nao pode ingeriros
[nenenle, que se
e astabeleca no lu-
L-se no Moming-Herald de 27 de Janeiro o
seguinte.
O casamento de S. A. R. a Princesa Au-
gusta de Cambridge com o (.rao-Duque, here-
ditario de Mecklembourg-Strelitz deve ter lagar
no mez de marco em Londres. O (lao-D.i-
que, sobrinhoda defunta Rainha de Hanovre .
esperado prximamente da Allemanha. r?o
prximo mezter luar o casamento de S. A.
B. o principe de Honovre com a princesa Mara
de Saxe-AItenbourg. O re de Hanovre nao vira
esto de seD filho .
>-L.uS t n Mrtfi Jno-- J- ---
U il^ilULI it> uuuuld ti'' i '"
l il_.li! l( I .U \*^-l*-*U uu ^jm...w..v ^-- B
coinose tinha dito. O marquezde Douglas, fi-1 tar da despeza ereceita.
gar, em que est o collegio dito, o de orfas, at-
ienta a sua situaco, estando distante da ci-
dade y.
O author da emenda a sustenta ; dizque nao
ha perigo.em se collocar no convento de S. Fran-
cisco o collegio dos orfaos: mostra que o lugar
em que est o dito collegio, o proprio para o
das orlas, onde pode estar com abrigo o bello
sexo.
O Sr. Dr. Jos Bento sustenta a emenda; cn-
tende, que u assembla pode tomar o convenio
para o collegio dosoifos, segundo o acto ad-
dicional. Convem na conveniencia do collegio
das orlas no lugar em (peseacha o dos orlaos :
e nao v rar.ao para sejulgar conveniente, que
ah esteja este e nao aquelle.
o Sr. Lopes Gama distingue o formal do ma-
terial: diz que a respeito d'aipielle pode a as-
sembla legislar mas a respeito deste duvda ,
porque acha que nao ha proprio provincial no
estado actual da fcgfslalaco, visto que anda
nAo ha urna lei, que defina o proprio provin-
cial e o proprio nacional.
O Sr. Dr. Mendes vota contra a emenda ; e
fundamenta: mostra, que a occazio nao op-
portuna para discussao da materia da emen-
i.i nnrnne n? !i do orcamento so se deve tra-
SOCIEOADE DE MEDICINA.
Relatorio dos trabalhos da Soc'edade de. ^/edi-
cina de Pernambuco no anno de \S\2 para
18 W segundo as disposctles dos pargrafos
1." e 2." do artigo '.V\ io estatutos, pelo se-
cretario prpetuo, Dr. Jos Joaquim de Mo-
ran Sarment.
Pouco depois do nossp precedente aniversa-
rio principiro as chovas extraordinarias, que
noscausrao no invern passado qualro clieias,
e a maior nundavao, que se tem visto lia mais
de cincoento nnnos. VossM relacoes quotanas
com os infelizes as molestias que observaveis
mais particularmente na classe pobre, que de or-
dinario habita em casas terreas quasi em con-
tacto permanente com aguas eslagnadas, e lamas
infecas. moverao-vos a representar a urgente
necessidade de limpeza as ras no Rxm. Pre-
sidente da provincia em quem achao esclare-
cido appoio c prompta applicaeio todas as
insinuaedes applicaveis ao bem deseos admi-
nistrados e a rujo zelo patritico devemos a
consideracao, com que sempre tem honrado esta
sociedade. A exposicao feita pela commissio in-
cumbida d'esse trabalho produzio o possivel re-
sultado. Em poneos dias achrao salutar decli-
vio as aguas rstagnadas da maior parte das ras,
e me parece quo esta circunstancia nao contri-
buio pouco para terem aparecido este anno na
passagem da estado das chavas para a do calor,
menos labres graves do que observei nos nnnos
nrecedentes. V pois como estou persuadido ,
a vossa representacao teve por consequencia sal-
var algumas victimas das garras da morle nc-
gavel se torna a sua utilidade.
Nos instructivos dbales de vossas discussoes
oraes acerca das molestias mais frequentes nes-
ta provincia reconliecestes que as phlegmarias
da parte superior e inferior do tubo intestinal sao
as molestias, que com maior numero encontris,
riieoricamente e antes de consultar a experi-
"nci:! eests Incadadete podia asseverar, minan-
sim devia ser, porquanto de um lado assym-
!) ilhias da pelle.com a muscosa do tubo intesti-
nal ou para melhor ilizer a continuidade da
!elle externa com a pello interna, cojos elTeitos
trrida, onde a palle est em permanente exci-
tai -ao conservar o tubo intestinal milito prosi-
mo da irrrtaofio e de OUtro lado os hbitos cu-
linarios do novo fortiilco a predimosicSo cau-
sada pelo ardor do clima pois be geral o abuso
queso la/ das comidas silgadas, ilas bebidas al-
roolicas e dos exrilantes, taes como pimenta ,
caf, o ch. Silito, que por agora se nao possao
imprimir vossas discussoes oraes. Com a leitura
destas em particular a todos licariao patentes os
males cansados pelas comidas e bebidas nimia-
mente existentes a sem duvida os hbitos ha-
vilo de ceder i convin oes.
As felires graves,que apparecerao no vero do
anno passado chamrio naturalmente a atteneao
da sociedade sobre a importantissiina (|iieslaodos
typhos. Desde a desculierta da America nao cons-
ta que nesta provincia se ten ha observado um
s caso de typho oriental, nem daquelle que em
militas latitudes se enconlra freipienlemente nos
hospitaes as cadoias, e as grandes reunioes
de horneas; t8o pouco houve aqui om s exem-
plo de Cebra amarella a que chamBo com todas
as apparencias de razo typho americano, e "o
cholera-morbos, mesmo espordico he to raro
que nem os mais idosos dos membros desta so-
i ieilade se recordao ter visto aqui um s caso
lien) caracterisado. Sem duvida esta feliz izen-
c5o he devida pela maior parte regularidade e
permanencia dos ventos, que batem a cidado
oesempedidamente de todos os lados, e purifl
cao o ar das emanaces infectas que suicida
incuria deixa amontoar em todos os cantos da
cidade. Nesta trra abencoada a natureza /o
em todo prodiga para o homem, mas sendo-Fhe
vedada ueste n.undo a \erdadeira feiecidade ,
parece que Ihe deopaisdos violentas sem freio
nem repressao eflica/ com que o tornasse mais
infeliz do quo o habitante das trras pestferas ,
ou esteris.
Se de vossas luminosas discussoes resulta, que
nem um dos typhos propriamente ditos foi visto
em Pernambuco at boje he inco'ntestavel que
nao he rara aqui a felne typhoide designaeflo
\erdadeiramente genrica metapliorica, e pro-
visoria, que se vulgarisou para Substituir aquel-
las que os ntigos davl s febres graves. Na
enfermara dos ar ti feces aliemSes, o Dr Classeh,
cuja perda nunca lamentaremos assaz, achou em
varios cadveres de enfermos, que apresentrao
os symptonias dessa lebre as alteragoes repu-
tadas caractersticas, e at perfuracoes intesti-
naes. En presumo que todos nos, temos in-
felizmenle encontrado casos destes. Cumpre to-
dava declarar altamente, que muito pelo con-
trario do que cu esperava, quando aqui cheguei,
e sem duvida contra as deduccoes theoricas e
quintos tem exercido amedecina as zonas tem-
peradas as febres graves sao aqui incompara-
velmente mais raras c mais benignas do que
na l'.uropa. Este fado, que tenho por incontes-
tavel, cada vez me inclina mais a reconheccr a
palhogenia da fidire tvphoidc independentb das
causas geraes das molestias puramente iuflama-
torias do tubo intestinal. O Sr. Dr. Fcrreira es-
creveu a sua opiniao icerca da existencia da fe-
bre typhoide na Provincia c as deduccoes do
seu trabalho sao em tudo conformes sdecizoes
da sociedade.
O habito doapresentar a sociedade os casos
raros, que adiamos na praticn vai tomando
algum incremento. O Sr. Dr. Lodon mostrou-
nos bina enorme bypertrophia de glndula inam-
moria de una mulher. O Sr. Jos Pinto apre
sentou-nosum tumor abdominal considera\el, a
respeito de cuja natureza discreprao os parece-
res e havendo u/ianimidade. em que nenhu-
ma operacao se devia tentar. Eu tronce a socie-
dade dous dos meus operados de tenolomia, um
curado do aleijo congenito, que o fazia andar
sobre os torno/elos, por ellelto da retraccao dos
msculos solhares o qual em poucos dias nio
s iciiti rom os ps direitos rtxan aeljeu-se ha-
bilitado para dar can eiras extraordinarias ; ou-
tro aleijado da maodireita, que se achava em
flexilo invencivel em consequencia da retraccSo
dos iiiusculos flexores da mao funesto e muito
Iseobservao em todos os climas, deve na zonalevitaveleleito de um abscesso profundo, mal


I
curado n'um engcnho. As primeiras seccoes.
que opera, nao ousando dividir todos os fle-
xores de urna so vez dao csperancas bem fun-
dadas de cura completa para este alcijao. es-
peremos que a publicidade dada a estes tactos
authenticados porvsvenca os antigose infun-
dados receos do ttano por causa daseceaodos
tendoes e desvaneca as repugnancias que achei
as ramillas a estas operacoes, as quaes em ver-
dade sao da maior simplici.lade, e quando exe-
cutadas segundo as actuaes regras sem o me-
nor risco.
O espantoso numero de hydroncmias que se
observa nesta Provincia, onde o vulgo as desig-
na pelo nome de frialdade, desaiou a vossa so-
Iicitude pelo bem coinnium o com todo o di-
re.to entrou esta molestia cm vossas discussoes
ordinarias A extrema bumid.de lo clima o
a taita de bygiena publica ou privada sao as
causas a que attribuis a grande frecuencia desea
alteraco do sangue que tantas victimas leva
sepultura. A unilormidade da alimentado, e
o uso excessivo dos larinaceos particularmen-
te as classes pobrjs e na escravatura sao in-
contestavclmente causas principaes do crescido
numero de bydronemicos c til seria que os
grandes propietarios se persuadissem da reali-
adade da influencia d'estas causas. Agora que
os bracos nos hao de faltar cada ve/, mais, o
augmento de despe/as para variar a alimenta-
cao da escravatura pagara avultados juros ,
para nao duer usura, e os interesses dos senho-
Jes hcariao de rnaos dadas com os preccilos da
ftygiena e com os deveres geraes da humani-
dade. I anto ist, he verdade que nos habi-
tantes hvres raras vezes aparece um hvdronemi-
co fora das condicoes hygienicas, cm que vivem
os escravos. As preparaces frreas nao trium-
phao tao geralmente como na Europa des-
ta molestia c os praticos antigos da Provincia
conbrmao em parte o que o vulgo assevera com
a sua exageradlo ordinaria acerca dos cffeitos
da gameleira. Verdade he que desde muito
tempo graves autores rocommendiio os purgan-
tes contra as hydronemias, ecito curas ines-
peradas. A aceo da gamelcira he geralmente
purgativa e se os bons cffeitos desta planta se
manifestassem tao somente quando ella produz
copiosas dejeccoes alvinas suas virtudes thera-
peuticas serio como as de outras substancias ja
ba muito lempo usadas na cura das hvdrone
mine Ufoo .> v.. i.!___ i ..
=
mas Mas o Sr. Teixeira observador digno
de toda a nossa consideradlo, declarou-nos que
por vezos presenciara curas de hvdronemia vidas gamelcira sem produccao "de evacuadles
alvinas. Ora no meo parecer a importancia do
cenhecimento exacto dos clcitos da gamelcira
deriva, scicntilicamente fallando, d'esta cir-
cunstancia. Da-sc caso que na composicao
deste remedio popular exislao principios dis-
tinctos com propiedades conducentes ao mes-
jno fim curativo, posto que differentes?
O estudo das virtudes therapeuticas desta ar-
vore indgena parecco-vos com razao digno de
ser estimulado
e na ig.orancia em que nosa-
chamos cerca da natureza deseos principiosef
ficazes das doses em que devem ser adminis-
trados, de seus efleit >s primitivos e secundarios,
louvavel foi o amor da sciencia que vos impcl-
lio a propor um premio a quem esclarecer estas
importantes questoes.
Ascommissoes cujos trabalhos nao exigiao
aturadas fadigas, nem conhecimentos especiaes,
forao promptas no desempenho das obrigaces
que Ihes imposestes, mas aquellas (|ue princia-
vo colligir fados, c meditar as deduccoes que
esses fados comportassem continuro n'este
anno a mostrar-se remissas. As reLcoes de
ciusa a effoito que parecem existir entre as erv-
sipelase a eliphantiasis, os meios preventivos
d'esta molestia, oexamc doseffeitos therapeu-
ticos da gamelcira a analyse chmica dasa-
guas usadas na cidade sao estudos que ainda
vos nao forao apresentados pelas respectivas
cornmisses. A soluco dos problemas scienti-
ficos, que requerem trabalho e observaco per-
tinaz, raas vezes tem sido dada conectivamen-
te. He grande o sacrificio do tempo muitas ve-
zes roubade s necessidades domesticas; a zona
trrida nao he propricia ao amor do trabalho ;
cada membro espera pelas observacoes dos col-
legas para assignar descansadamente e tanto
se espera quenada se faz. Ha boje um anno a
estas horas vosdizia que nassciendas cem lu-
do o ente commissao pouco se move pela espe-
ranza da gloria ou pelo receio do vituperio ,
c vos manilestava o desejo que para o futuro in
de minhas pessoaes observacoes aqu e em ou-
tras trras me persuade que as molestias or-
gnicas do utofo e particularmente os caperos
d este orgao sao mais frequentes n'esta cidade
do que em muitas outras partes; nem esta maior
frequencia he para admirar so considerarmos
as muitas causas que por diversos modos con-
correm para tao lamentavel resultado. Urna
dellas, a mais evitavel de todas he essa infa-
me iminoralidado com que tantos maridos ar-
ruinad a saude de suas infelizes consortes, con-
taminando-as com venreo illudindo-as sobre
a natureza da molestia privando-as com ver-
gonha de censuras de soccorros mothodicamente
administrados por este motivo ou por culpabi-
lsima incuria o germen de mortaes alteradles
orgnicas. Quaes devem ser os elidios desses ca-
zamentosprematuros que nenhuma lei prohibe?
Que excitacao, c permanente estado congestivo
niiodcvcproduzirnos orgaosda geracaoesse br-
baro co-tume em que est a maior parte das
mulhcres da Provincia de se lavar em agua tao
pente queso o habito as pode fazersupportar
tao elevado grao de temperatura Que obser-
vador vulgar, um tanto familiarisado comas
ni ais simples noces da hygiena nao v as conse-
quencias da vida clausurada', a que invetera-
dos prejuizoscondemnao a maior parte das mu-
lleres eos inevitaveis resultados do habito em
que muitas estao de passar a sua vida a coser
assentadas em esteiras urna posicao em que
o col do tero supporta o impulso do dia-
phragma e o peso dos intestinos ? Admira-
vel seria na verdade que semelhantcs costumes
auxiliados pelo ardor permanente do clima e
pelas qualidades nimiamente excitantes dos ali-
mentos nao arrastassem sepultura grande nu-
mero de victimas. Kstas e outras considera-
dles forao expendidas em vossas luminosas dis-
cussoes ; mas parecendo-vos de utilidade geral
para a Provincia que todas ellas fossem ampli-
adas e houvesse no idioma nacional sobre as
causas e o tralamento das molestias orgnicas do
tero um escripto adoptado s necessidades l-
caos com judiciosa eleicao proposestes este as-
sumpto para a memoria que ha de ser premia-
da em 1844.
A Cmara Municipal por vezes consultou a
vossa pericia em materias da sua competencia
administrativa. Promptas se rnostrrao sempre
as commisses que nomeastes para satisfazer aos
pedidos da Cmara e as conclusoes dos rela-
tnos que approvastes com razao vos pare-
cerao conformes aos dicta mes da sciencia. Os
fins a que nos propozemos, impoem-nos a o-
brigaco de franquear a mais activa coad|uvacao
s autoridades incumbidas de vigiar sobre a sau-
de publica co desempenho d'essa obrigacao
nao deveafrouxar por nao serem applicadasem
todo o seu rigor as deduccoes theoricas. Na
verdade se em Franca e na Inglaterra nun-
ca as disposicoes legacs da polica medica pode-
ro ser completamente executadas e sem me
expor a futuros desmentidos affirmo que nunca
oserao, que obstculos que diculdades pa-
ra essa execu'-ao nao deverf o encontrar aqu as
autoridades puramente administrativas quan-
do nos prop ios tribunaes o castigo de crimes
horrorosos he tao raro que por inslito mais pa-
rece vingnnca particular do que justica publica.
Principiou neste anno a publicacao de parte
de vossos trabalhos em um peridico exclusiva-
mente medico. A utilidade -desta publicacao
seria maior se havendo tachygraphos na cidade
podessemsahir luz as discussoes oraes da So-
ciedade, porque dellas colheria proveitosos con-
selhosquem lepara se instruir. O mrito de
fundadores que vos toca nao he pequeo ;
o aperfeicoamento he em ludo obra do tempo .
0 hace vircontinuando o socego e ordem pu-
blica com o augmento da popularlo e com os
progressos da civilisacao. as sociedades sci-
entificas a publicacao dos trabalhos he a maior
garanta de utilidade e duracao e pode-se di-
zerque pelo numero de peridicos nicamente
consagrados is scicncas e s artes se conhece o
grao, de civilisacao a que chegou um estado.
Desde a descoberta da America o primeiro jor-
nal scicntifico publicado na Provincia he o
vosso ; seos principios aulonsao propicio agou-
ro ao futuro que Ihe prepara o vosso amor
sciencia e sem duvida com a sua existencia fi-
car esta cidade menos desconhecida do que at
boje nos archivos do saber humano. O Sr. Dr.
l-odon continuando o publicar as suas observa-
cocs meteorolgicas muito contribuir para tor-
nar as vossas publicaeoes cada vez mais interes-
r.**.
presentei em urna das ultimas sessoos, e queja I verdade pesado seria maior parte d nos un..
mandastes imprimir. Com experiencias tenta- tar ao sacrificio do tempo que he o nosso na-
das pela primeira voz no continente Americano ?!: m,.;ir;imin n,i;.:
prove que dando o termo medio de quarenta e
ciimlccG ,. .a i j i i------ """ '"""aroes cana vez mais nteres-
ZmU-Lr r dS lral,alh0S !'aS sa"1^. entonelas relacoes que existem entre
T' T P'* aproveitaneis a saude dos haliitantes e as influencias meteoro-
tlun'Tn.' LT VSSaS '''SC,!TeS aS bem Pda ^cessidade que lem destas observa-
S7 raSo/?!,3 f, eUt,daA C,rCUm8Pec.- ?cs os W 'lc ed.Uk, sobre as questoes da
2S- nn > f collectijo* A experiencia phylca ,eral do lobo. Tao persuadido estou
? I n rZ !T 3 n"nha pr0V,Sa' e JUSt,~ *,a utilil,ade A" a scenca ha de tirar das ob-
iipi o rru'O roen""* t ,
i.M.".. j j serv,^'es meteorolgicas fcitas nos pontos onde
r Jf 1 I ,f,rataTt0 da d-vsIen,Cria'|nUncasetorn/irSo regularmente e coma neces-
d eso flagello mortfero da zona trrida e a! saria exadidao que eu mesmo emprehendi
molestias orgnicas do tero furmrao o objedo j desde Agosto do anno passado at Janeiro deste
de vossas ultimas conlercncias. A c?m"ar,":5'''---------
-i.........---------------- i------.....
qualro analyses do ar perto de quatro deci.mas
milionesimas partes do acido carbnico e ten-
do elle as proporces de azote e oxigenio que
por toda a parte Ihe tem sido adiadas forcoso
era concluir que o ar cm Pernambuco, quando
tomado sem impurezas accidentaos e transito-
rias tem a mesma composicao que os mais
exactos observadores Ihe doscobriro em todos
os pontos do globo onde tem sido analysado.
Dos laboriosos mappas que vos offereci resul-
ta que o barmetro n3o he lo insensivel as
tempestades na zona trrida cor?o asseverao
graves autores, pois que a maior van'acao irre-
gular que apresentou na serie das obsv-rvacoes
foi no da 13 de Agosto, e nesse dia a vio.'encia
do vento era tal que pareca principio defuracao.
Pela comparaco dos ter mos medios daaltura do
barmetro js diversas horas do diascvqueasva'-
riacoesdiurnas,posto so ohservem aqnis horas,
em que por toda a parte tem sido adiadas, nao tem
aquella amplidao que em iguaes latitudes Ihes
descobrirao Humholat Roussingault, Freycinet
e outros e nunca aqui chegrao a dous mi-
lmetros no periodo da manh. listas e outra'
elaces que dos mappas tirar quem tiveras
mais simples nocoes das scicncias experimen-
taes sao dados scientficos de bastante im-
portancia.
S um concorrente respondeo ao convite que
fizestes ao publico para o premio (leste anno. O
assumpto nao requera conhecimentos mdicos
que sejo estranhos a qualquer homem regular-
mente educado e versando elle sobre os meios
de remover as causas de insalubridade deste
Municipio quem negar a sua importancia ?
Um s concorrente em assumpto todo Pernam-
buco eesse nico concorrente um estrangei-
ro Louvoresscjao dados ao competidor so-
litario porque mostrando confianca na vossa
justica provou que nao Ihe erao indiflerentes
os males da trra que o empregou no seu ser-
vico ; deu exemplo e abri caminho aos fu-
turos concorrentts: licito me seja todava la-
mentar altamente essa indifirenca esse torpor
para os escriptos uteis, quando diariamente
presenciamos tanta fadiga, tanto ardor trio
nociva actividade para escriptos maldizentesou
di Afamantes.
O relatorio que ouvstes da commisso
encarregada de apresentar o seu parecer cerca
do mrito da memoria que nos foi dirigida ,
dispensa-mo de entrar no exame da produccao
do nosso candidato e da justica com que Ihe
outorgastes o segundo premio. Se n'este an-
no quando o assumpto do premio nao exiga
dos competidores conhecimentos especiaes em
medecina s apareceo um concorrente que
(levemos nos esperar as questoes que j estao
propostas para os annos seguntes. Posto seja
de regra em todas as sociedades scientificas que
seus membros nao possao concorrer pera o?
premios e com rasao por que viriao a ser jui-
zcs e partes ao mesmo tempo as circunstan-
cias particulares desta trra vos bao de obrigar a
modificar os estatutos neste e em outros artigos,
por que em fim vver he a lei suprema de todo o
corpo organisado e nao ha principio por bem
fundado e justo que seja que nao deva ceder s
condicoes indispensaveis da sua existencia.
Finalmente completastes neste anno vossas
temazejas disposicoes em favor dos i ndgentes.
Mostrou-vos a experiencia que nobastava dar-
Ins o vosso tempo e o fructo de vossas atura-
das vigilias que por falta de medicamentos se
tornava muitas vezas estril a vossa esmola.
Considerastes que em todo o mundo civilisado
tem remedios gratuitamente o infeliz o nao
havendo entre nos o recurso das freguezias da
Inglaterra nem os soccorros que a pobreza
encontra as casas de rfenificencia de Franca ,
lamentastes que a exiguidade dos rditos dos
hospitaes obrigue a sua administradlo a dizer
a uns que soffro resignados o desenvolvimento
de suas molestias at o acaso das vagas no hos-
pital e a perguntar a outros que nao tem
com que se curar nem casa para habilitar .
onde tenhao nascido d. que trra erao pa-
ra Ihes abrir ou Ihes lechar as portas do azylo
da miseria. Os pobres e os desvalidos sao com-
patriotas de todas as almas bem formadas, e
vos consoladores natos dos soffrmentos huma-
nos quizestes mitigar a dureza deste estado op-
probrioso dando com promptidao e sem dis-
tmecoes todos os soccorros da medecina e da
pbarmacia a quantos infelizes os reclamo.
Verdade he que se vos cabe algum louvor
pela resoluco que tornastes a gloria da uti-
lidade qued'ella provemtoca quasi por inteiro
assemblea provincial pois sem a prova de es-
pontanea confianca que vos deo sem o gene-
ro so subsidio que vos outorgou nao poderieis fa-
zer essa despeza e ao mesmo tempo publicar
vossos trabalhos e propor varios premios. As
mcnsalidades. que nos obrigao os estatutos
trimonio maior tributo pecuniario!
Ahi tendes senhores em resumo os prin-
cipaes feitos da sociedade no anno onn
linda boje. Neste dia prefixo pela sabedoriada
lei social para em publico fazermos a enumera-
cao de nossos trabalhos em hora tao solemne
interroguemos todos a consciencia e diga
uns se cumprirac- parle ao menos do que devino
respondao outros se fizerao tudo quanto podio'
Justo e decoroso seria que na propria corntnu-
nidade a indiferenca de uns e as tendencias
soladoras de outros nao prestassem auxilio
paixScs ignobeis que fura do nosso gremio ap-
plaudirao a vossa desistencia do tao louvavel
intento. Sem essa indiferenca, sem essas ten-
dencias mais avultado soria boje o nosso in-
ventario annual. Mesmo assim da exposicao
succinta queouvis concluir todo o homem
instruido e justo que vossos trabalhos nem sao
poucos, nem destituidos de importancia e
cincoenta e tantos infelizes que soccorrestes
,-ibensoaro a instituidlo da sociedade de medi-
ci'oa de Pernambuco. A unio dirigida pela
inteligencia he o nico meio de forca nolavel-
men/e productora para todas as emprezas hu-
manas e he por isso mesmo que o numero das
associac.,es ('e sabios artistas ou literatos he
um dos indicios mais exactos do grao de civili-
sacao a qu.e chegou um povo. Kmbora pois,
aqudles f q ue nemhuma cousa til produzem '
lamentem op^uco que nos fazemos embora
gente incapaz de' menor sorvico gratuito, e do
minimo sacrificio pecuniario ao bem comnium,
vos nao ache mcrec. 'dores de coadjuvadio, em-
bora a penuria do ti.',ezouro provincial reduza
a metade o subsidio dt' 9," podestes dispor pa-
ra os fins da sociedade embora ludo so rena
para afrouxar o vosso zelo considerai no bem
que resulla aos enfermos da s conferencias mag-
nas em que periodicamen te ns reunimos e
onde aprendemos todos ; atlei. 1d"ei ao alivio que
dais a muitos desgracados ; re. ^c* que vossas
publiccoes sao o ponto mais eleva do na medida
da civilisacao desta cidade e po upd aos sa-
bios estrangeiros a triste noticia qu e o estado
da nossa civilisacao ainda naocompot'a a exis-
tencia da nica sociedade scientifica en tfe nos
instituida at hoje. O Exm. Presidente C os
representantes da provincia tem-vos dado reme-
tidas provas de benvola consideracao mas o
appoio lisongeiro das principaes autoridades s,'
pode ser merecido e duravel com o progressivo-
augmento do numero e da importancia de nos-
sos trabalhos; nem para Ihe moslraimos a nossa
gratidao podemos recorrer a meio comparavel
aos esforcos que fizemos para augmentar a uti-
lidade desta instiluicSo. Avivemos pois as pos-
siveis sympathias reunamos todas as tortas ,
nao haja membro sem contingente de trababo ,
seja grande para o anno a lista dos productores ,
e tornemo-nos todos cada vez mais dignos da
consideracSo de que goza geralmente esta so-
ciedade.
PROGRAMMA DOS PREMIOS
Paja os annos de 1844 11845.
A sociedade adoptou os seguintes assumptos
para as memorias que bao de ser premiadas em
abril de 1844 e 184?i
Para o anno de 1844.
Determinar quaes neste paiz podem seras
causas da grande frequencia dos caeros e ul-
ceracoes cancerosas do tero ; os meios hygie-
nicos que devem ser postos em execuco para
obstar propagacao ou pare f. zcr de todo de-
sappareccr esse mal; o tralamento especial coa-
tra essa infermidade.
O autor da memoria preferida pela socieda-
de ser premiado com urna medalha de ouro
no lrma dos estatutos. e do valor de cem mil
res e receber duzentos mil reis em dinbeiro.
O autor da memoria que for ulgado se-
gundo em mrito ser paemiado com urna
medalha de prata do valor de vintc e cinco mil
reis e leceber oitenla mil reis em dinbeiro.
Aas memorias serao entregues ao secretario
da sociedade antes do fim de Janeiro de 1844 .
vindo annexo s mesmas o nome do autor em
carta lacrada.
Para o anno de 1845.
Fazer a analyse chmica do sueco da gcmelei-
ra e mostrar quaes os principios activos e os
therapeuticos conlidos nessa substancia. De-
terminar por urna serie d observacoes exactas a
accaoe modo d'operar desse medicamento s-
breos hydromenicos ; as diversas preparaces ,
que delle se podem fazer, e o melhor meio de
o administrar.
Os premios para a primeira e segunda me-
moria sao como os das memorias para 1841 e
adatada entrega ser antes do fim de Janeiro
de 1845.
"
^,P,3l,nn n),.i.n. :...',__, -. > uu.: iius uuriKao os eswiutos
''"i -...........'"" ">re esta materia que vo, a- | Dastao apenas para as despezas das sessoes, cem
DMMf) DE mjUINGO,
Se os homens intclligcntas ou os que tives-
II !.. M I IJ(M ,. ,,n

sem os nicos leitores do D-n. nao tomaramos
I



o trabalhod faser obsorvacSes a o communicado'
parque todos csscs sab&rlad avahar o mrito!
dos filhos de Portugal, e conheceriSn queao'
governopelo systema constitucional nao porten-i
ce impedir que qualquor abra una casadeedu-l
cacao ; mas o D-n. 'em eral li.lo por pessoas
destituidas do conhoeiinentodos verdadeiros in-
tercsses do paiz e das leis do Brasil.
Os Portuguezes sao na vordade os ostrangei-
ros que mais procurSo o Brasil, e os que i-
dentiflc3o com elle seos interesses por aliangas
de familias e acquisicoes do propriedado ter-
ritorial ; clles pois sao os que mais nos convem
oa falta que sentimos de populado.
O estado do Reino de Portugal assegura pes-
soa a mais aprehensiva esujeita Apaicos ter-
rores que Jamis os Portugueses podem aspi-
rar a recolonisaco. Esta cantiga dos conspira-
dores de miio do anno passado e deoutros as-
eclas dos hvisiveis que o W repote nao pode
soar aos ouvidos dos Pernambucanos, que sao
em eral amigos da paz ni ambicionan a
propriedade alheia que sempre detestarao os
actos vis da septembrisada. Nao merece mais
repulacao segundo o nosso modo de pensar a
primcira parto desse ominoso communicado.
Quanto a segunda para diser que nao ha lei,
pela qual seja permittido ao Presidente da pro-
vincia impedir que qualquer cidadao ou es-
trangeiro estabclcca casa de educacao nesta ci-
dadc, ou em qualquer outro ponto da provincia.
Anda que o collegio S.M Cruz nao fosse co-
mo tem sido at hojc um dos mais acredita-
dos estabelecirnentos de educacao desta cidade,
era vedado pelas leis e em presenca do artigo
179 da constituido ao Exm. Presidente mnda-
lo feichar ou impedir a su a abertura.
O W. havia de saber disto, porque inculca^
se entendedor em direito ; mas como ello julga,
que tudo eat sujeito aoseu systhema de impu-
tar a S. Ex. ludo, que elle acha mo, ao mo-
do da historia do guardiao, dice que S. Ex. era
causa dos incommodos do Redactor do D-n., poi
que nao impedio que o Sr. Chaves e Mello quan-
do aqui chegou da Europa estabellecesso o col-
legio S.u Cruz ; porque ento nao teria de snf-
Jrer oscu director injurias escripias no D-n,
Procure o W. de outro modo engaar os in-
cautos. A instruccao e conhecimentos dos es-
trangeiros nomeados professores por S. Ex. es-
to patentes : ataquo o mrito nao ataque o
nascimento dos individuos porque este nao
distingue os homens para os cmpregos.
No dia 5 docorrente pouco depois das 6 ho-
ras da tarde na estrada da Casa-forte e no lugar
de Pamamcirim de dentro de um matto que fica
a margeio da estrada disparado um tiro sobre
Joaquim Pereira Homcm que se diriga a ca-
vallo desta cidade para os Apipucos: a baila
penetrou por um lado da testa da victima o
parece ter ofendido as membranas dos ollios e
apontou na nutra face sem contado romper a
peHe. O choque precipitou o infeliz por ter
ra ; mas nao o matou e ainda hoje ( 10 ) vi-
ve e ha esperanua de escapar a morte nao
obstante a gravidade da ferida. Poucos das
antes deste acontecimento o Sr Homem havia
denunciado ao Sr. Dezembargador chele de Po-
lica de que sousenteados ecunhado dos mes-
mos com quein estava desavindo o quero as-
sassinar, e este indicio unido outros levou a
polica a fazer prender os referidos enteados ,
de quem o Sr. Homem continua a queixar-
se. Continua-se na investigacao do facto e
p.ermitta Deus que a verdade seja descoberta.
CRgo jurdico.
Matricula do anno lectivo de 1843.
Naturali-
dades.
i- o g o g o o o o o o Total.
^^ m to ea a a
Pernambuco. 10 6 9 10 10 45
Baha. 8 5 2 6 21
Ro de Jan. r 3 1 ' A
Rio G. do N. 2 1 i 4
Cear 2 5 1 2 10
Piauhy 1 1 2 1 5
Alagoas 1 1 2 4
Parahiba 1 3 4 4 12
Maranho 2 3 2 1 X
Para 1 4 4 9
Portugal --------- 1 1
HhadeS.
Miguel Total 1 1
28 17 27 31 21 124
Corres \(uu\ enca.
Srs Redactares.
Collegio S. Cruz 7 de abril de 4843.
Rogo-Ibes o obsequio d'inserir em seu jornal
os documentos inclusos os quaes provam exu-
berantemente que o Sr. L. I. R. Roma editor
do Diario novo cmpenhou-se esforzadamente
em alterar, quanto se passou em c*sa do Sr.
Dr. F- R Sett. Sou de.Vms. atiento vene-
rador e criado obrigado
s/ntonio Maria Chaves e Mello.
Illm. Sr. Dr. Jos Bernardo Galvao Alcanfo-I
rado. Collegio S. Cruz 4 de abril de 1843.
LOlillUUU lia |iwi-u"

rogar-Ihe o obsequio de duer-mo cooi o desin-
teresse que assaz o caracterisa so exacta a
narrado, que osr. L. I. R. Roma faz no D-n. |
acerca do que se passou em casa d > Sr. D >ntor
Francisco Rodrigues Sotte, O;sejo-lheas maio-;
res proseen la les e sou de V. S.a o m lis at-
tenlo venerador e obediente criado obrtatdn
Antonio Mara Chines e M.lln.
Illm. Sr. Antonio Maria Cliaves o Mello,
S. C. 5 de abril de 1843.
Satisfasendo o que de mim exig,;, vou referir o
quesepa*sou na casa do senhor do'.itor Sette '
por occasiao da formifiio do culpa do sonhor
Luis Ignacio Ribeio Roma. Estando presentes,
as partes as teslomunhas, ou como advogado
deV. S., que era o queixoso, e o sonhor dou-
tor Filisardo como advogado do Sr. Romi e
tendo-se fallado acerca do processo coiitinuou
V. S. conversar com o senhor Roma, (cando
eu e o senhor doutor Filisardo mui prximose
sentados e versando a conversado acerca do
responsavel apresentado em juiso V. S." disse
que nao quera e nem era de seus principios
lancarmao deoutros meios, que nao fossein
os da lei apesar de queoutrem, em iguaescir-
cumstancias lancaria mfiodo bacamarto, nis-
to atalhou-o o senhor Roma disendo que pri-
moiramente havia de sofTrer o baca marte voc
dirigindo-se a V. S.*) que ho um frado apostata,
e estrangeiro aventureiro, aoquo S. S.a irnme-!
diatamentelhe retorquio que se n5o fosse o j
respeito ao jufz c ao lugar, Ihe daria quatnv
bofetadas; neste intermedio o senhor doutor
Filisardo levantou-se, e mettendose de p. rmeio
entre vossa senhdrta e o senhor Roma, e pro-
curando acalmar os nimos, e perguntando-lhe
o senhor Roma se um estrangeiro Ihe havia !
dar bofetadas vossa senhor ja Ihe respon- i
deo que se elle oinsultasse em outra qual-
quer parte Ih'as daria; entao o senhor Brito que
eslava escrevendo em uns autos disse que se dei-
xassem destas desavengas e aproximando-se o
senhor doutor Sette que eslava para a varan-
la equecreio nada ter ouvido pela distancia
em que estava e por tercm aquellas palavras
sido proferidas em voz bnixa poz termo ao ne-
gocio havendo o senhor Roma pedido que
mandasse callar V. S." Nisto terminou esla
deploravel scena tratando-so logo de inquirir
as testemunhas etc. ; Eis o que realmente se
passou e nada mais, e disto estou eu certo
nao s porque tudo prnsencici eouvi, como
tambem porque naquella mesma occasiao con-
versei neste sentido com o senhor doutor Fili-
sardo que me n5o contestou. Sou de V. S.a
attento venerador e obrigado criado. Jos Ber-
nardo Galvilo Alcanforado.
Illm. Sr. Jos Autonio Vieira de Souza.
Collegio S. Cruz 5 do abril de 18*3.
Rogo-lhe o obsequio de diser ao p desta
do Sr. Dr Sette publicada no Diario novo.
Desculpc-me importunal-o pois sou seu
attento venerador c criado amigo.
Antonio Maria Chaves e Mello.
///. Sr. Antotio Maria Chaves e Mello.
Forcozp he satisfazer ao empenho de V. S.
por ver que a narraeao do facto de que infeliz-
mente eu fui testemuuha em casa do Sr. Dr.
Sette corre muto alterada : be pois pelo a-
mor verdade que faco o sacrificio de respon-
der-lhe por que estamos no lempo em que
nos enfadamos com tudo rquillo que nos nao
aproveita : emhora venha sobre mim ulgurn
compremitimento cu passo a relorir o caso tal
qual o presencie!. Ten lo sido citado para de-
por perantc o Sr. Dr. Selle cerca d'um abuzo
de libcrdaded'imprcnsa contra V. S. ah appa-
receriio os Srs. D s. Alcanforado e Filisardo,
os Srs. Rufino Gomes da Fonceca e Roma ,
assim como V. S. Ali em occasio que o Sr.
Dr. Fili/ardo V. S. eeu eslavamos para um
lado a conversar, ouvi voses mais altas entre < s
Srs. Alcanforado e Roma, e reparei que este
Sr. se enfadara com os argumentos, e voltan-
do-sc para nos disse : dessa liberdaded'impren-
sa s na Russia mas felizmente estamos em
Pernambuco! A oste tempo ficava V. S.
em frente do Sr. Roma e como a questao fo?se
sobre a impunidade V. S. disse que longe de
si o tancar mao de meios que nao fossem os da
lei, mas que por causada fraque/a d ellas,he que
tiiuitos se desafrontavao pelos meios illcgaes do
bacamarto, oufaca; ao que o Sr. Roma ime-
diatamente responden ( talves por nao ter en-
tendido bem as suas palavras ) que o baca marte
descarregaria elle primeiro cm V. S. que era
um apostata um frade um estrangeiro
&c, &c. aoque V. S. retorquio em tom mais
baixo que podia tomar testemunhas por este
novo insulto d'apostata eque se nao fosse pe-
lo respeito devido ao lugar em que se acha va Ihe
daria quatro bofetada*. No mesmo momento
o Sr. Dr. Felisardo procurou acommodar o Sr.
Roma e eu metiendo o braca em V. S. o fiz
arredar um pouco. O er. Brito estava escre-
vendo djs*e ent5o que reparassem o lugar cm
que estavo, que se deixassem disso e voltan-
do-seoSr. Dr. Sette ( que estava at ali dis-
irahdo na anella ) disse tambem que n3o ad-
mittia semilhantes disputas e foi quando\.
S. querendo explicar as suas palavras o Sr
Roma pedio que o mandasse callar o que logo
se efectuou nrinciniando jepois o tal nroces-
so. Eis-aqui o facto tal qual o tenho na memo-
ria o pens nao estar alterado em cousa al-
guma e ulgo quo os Srs. que isto tcstemu-
nharao mo far'io Justina. So V. \ puder dis-
pensar a puhlicacao desta minha resposta mui-
to obrigado Ihe Picara o seu attento venerador
e criado Jos Antonio Vieira de Souza.
Illm. Sr. Rofino Gomes da Fonceca.
Collegio S. Cruz 5 de Abril de 1843.
Certo de de quo V. S. nao capaz de fallar
ver lade rogo-lhe o obzequio de dizer-me, se
a narraeao que o -r. Roma faz no seo Diario ,
do quo se passou entre mim e elle em caza do
Sr. Dr. Sette exacta. Prezo-me sordo V. S.
Attento venerador e obediente creado obrigado
Antonio Varia Xares e Mello.
Illm. Sr. Antonio Maria \aves e Mello.
S. Caza 6 de Abril de 1843.
Tenho a responder a V. S. quo a narraeao
feita pelo D.-n. do faeto passado com VS. eo
Sr. Roma em caza do Sr. Dr. Sette nao a acho
exacta, sim alterada pelo que prezenciei que
sendo eu o primeiro que se aprezentou naquelle
unto o que o lz por chamado do mesmo e
logo commigo o Sr. Dr. Alcanforado, oque
peguntando me por V. S. respondi-lhe que
nao sabia c o Sr. Dr. fez ir um portador cha-
mar a V. s., c ajuntando-se todos que infla So
na materia do proresso, travarfio-so fortes con-
versaees entre o Sr. Roma, e oSr. Dr. Alcan-
forado e nestas tomando parte o Sr. Dr F-
lizardo, e segundo os argumentos que todos erao
sobre a materia que se hia (radar prezenciei
V. S. continuar a convercar com o Sr. Roma
em boa harmona que nao dava mostra de in-
dignado contra este Sr, o os deixando assim
passei-me avaranda a conversar com outra pes-
soa e quando ve|o aproximar-se a nos o Sr.
Vinira fazendo quese achava vexado o |i arre-
pendido de vir ali : pergunlando Ihe eu se era
pela demora a que responder o dito Sr. que
nao, sim pelo que acabava de presenciar do Sr.
Roma para com V. S. no seguimento da con-
versa o Sr. Roma dissera nao oslar na Russia ,
e V. S. retroquio-lhe que por sso pessoas fai-
fas do civilidade recorriao aos meios fortes a que
o ^enhor Roma dissera que em fim o Se-
nhor era um apostata ao que V. S. respon-
der que se nao respeifasse ao lugar em que se
achava, e que se elle Ihe dissera em outra parte
a resposta era 4 bofetadas o que afirmo que
tudo ssopassou se em vozes taesqueachandome
i varanda nao percenti e nem ouvi palavras
que indicassem questo, aproximei me aos ditos
Srs. para ver se ainda pre/enciava alguma cou-
za nada ouvi s sim dar-se principio ao pro-
cesso e pergunlando ao Sr. aonde se achava o
Sr. Dr. Sette na occasiao da tal conversa o que
me respondeo o dito Sr. que o Sr. Dr. Sede
achava-se a varanda he o que me cumprc af-
firmar sobre o que prezenciei e asseverar que
sou de V. S. atiento venerador e creado Ro-
fino Gomes da Fonceca.
COMMEBCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 10.......... 6:0608768
DescarregSo hoje 11.
firigue Cora fazendas.
Brigue Droma plvora.
Rrigue Severn ferro.
Brigue Conceicao de Maria diversos g-
neros.
Brigue James Walte carvo.
BrigueStwart o resto.
Brigue Progress carvao.
Brigue Margeret Parker bacalho.
impoutaco.
O brigue inglez Drasno, capitao James Part-
terson vindode Londres, consignado a Me.
Calmont & C. entrado em 10 do corrente ,
manifestou o seguinte :
6 cai\as e l barrica tom cobre e pregos dito ;
a Silva Barraca & C.
200 barris com serveja; a N. O. Bicber
&C.
3 caitas com 3pianos fortes, 4 ditas com fa-
zendas 2 ditas com canda ; aos consignata-
rios.
50 barris serveija ; a S. Corbett.
50 ditos dita ; a W. E. Smith.
:} i aixas folhelos; ao Governo.
400 barrilinhos tintas, 400 ditos plvora ;
a Fox Brothers.
307 canudos de ferro ( sertlduvida ) e urna
porta dito ; a Companhia de Beberibe
200 barris com plvora; a Jones Patton
&C.
11 caixas cobro e pregos dito; aL. G.
Ferreira&C.
O brigue pnrtuguez S. Domingos copilao
Manoel Gonealves Vianna vndo de T.sboa ,
consignado a Thornaz d'Aquino Fonceca en-
trado em 10 do corrente manifestou o se-
euinte:
50 pipas vinlio tinto 10 ditaso 50 barris di-
to branco 10 pipas vinagre 10 caixas touci-
nho 20 barris com patos e chouricos 102
moiosdesal ; ao consignatario,
1 caixa livros ; a Manoel Joaquim Ramos o
Silva.
12 pipas vinagre, 7 caixas doce o licores ; ao
Capito.
O brigue Belga A dele capitao F. L. Mus-
sene viudo da liba do Maio consignado a N.
O. Bieber&C. entrado cm 10 docorrente,
manifestou seguinto :
110 moiosde sal; aos consignatarios.
llovrncnto do Porto.
Navios entrados no dia 9.
Pari Maranho, o Cear; 16 das, vapor
brazileiro Bahiano, de 200 toneladas, com-
inan lante Manoel dos Santos Ornellas, cqui-
pageia l'J a Joaquim Baptista Moreira.
Rio de Janeico; 21 das, brigue brazileiro
Alhan), de 158 toneladas capitao Jos F.
Pereira equipagem 11, carga carne secca :
a Amorim A Irmaos.
Lisboa ; 33 das, brigue portuguez S. Domin-
gos de 200 toneladas, capitao Manoel Gon-
ealves Vianna, equipagem 13, carga sal,
vi nho, o mais gneros; a Thornaz de Aqui-
no Fonceca.
Monte \ ideo : 20 dias, brigue hespanhol Cro-
nomelu de 123 toneladas, capitao Jacintho
Hombravello equipagem 12, carga carne
secca ; a Manoel Joaquim llamos e Silva.
Londres; 39 dias brigue inglez Dromo de
177 toneladas capitao I. Palterson, equi-
pagem 11, carga fazendas, e plvora ; a Me.
Calmont & C*
Cdiz ; 31 (lias, brigue inglez Eleonord, de
223 toneladas capitao libarles Mackeurok,
equipagem 10, carga sal : a Deane Youle
&. Companhia.
liba do Maio ; 23 dias, brigue belga Adeli,
de 223 toneladas, capitao l.uiz Mcusseke ,
equipagem 12, carga sal ; a N. O. Biebec
& Companhia.
Edita!.
Em consequencia da ordem do Exm. Sr.
Prcsidcnto da Provincia de 4 docorrente, se
faz publico que nao pode por ora ter logar a
arrematado da factura da carnada de area, que
dove cobrir os empedramentos dos 7., 8., e
9.' leos da estrada de Santo Antao annun-
ciada pelo edilal desta Ihesouraria do l.do
corrente em quanto nao forem reparados os
estragos produsidos na dita estrada pela cheia do
rioJaboatio no dia 30 de marco ultimo.
Secretaria da thesouraria das rendas proviu-
ciaes de Pernambuco 8 de Abril de 1843.
O Secretario,
lus da Costa Porto-Carrtiro.
Ileclaraces.
O thczourciro da thczouraria das rendas
provinciaes paga os ordenados dos empregados
abaixo designados hoje I I do correle : aos
da secretaria da Assemhla Provincial dita da
Prczidencia ditos do Lyco e do Seminario,
e no dia 12 aos professores de latim e primei-
ras letras desta Cidade da de Olinda e seos
suburbios; empregados da Cathcdral, Vigarios,
e Coadjuctores dos termos de Olinda, e Recife,
estabelecimentos de Caridade e empregados
desta thezouraria. Thezourara provincial de
Pernambuco 10 de AbrJ de 1843.Joao Ma-
noel Mendes da Cunha e Azevedo. Tbeourciro.
O arsenal de marinha contina a rece
ber para os seus trobalhos as pessoas livres, que
queirao servir como serventes ; o que d'ordem
(o Illm. Sr. inspector se faz publico. Secretaria
da inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco 8 de abril de 1843. O secretario, Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos.
O vapor brazileiro Rahiano, recebe a-
malas para os portos do sul, hoje (11) as 3 ho-
ras da tardo devendo as cartas serem hincadas
na respectiva caixa geral at as 2 horas.
Consulado Brilannico.
Faz-se saber s authoridades, e ao publico
desta cidade que o escriptorio deste consula-
do mudou-se da ra do Trapiche Novo para a
ra da Cruz n 40.
O Arsenal de Guerra compra de 3o a 40
toneladas de carvao de pedra ; as pessoas que o
tiverem comparecao com a competente amos-
tra na sala de sua directora as 10 para 11 ho-
ras do dia 11 docorrente.
Avisos martimos
Frela-se para qualquer porto da Europa
o superior Brigue Inglez James Watt, capito
Duncan de primeira classe ede lote de 161
toneladas; tracta-se com Me. Calmont & Com-
panhia.
I

i FftiVPI




Para Londres o muito velleiro Brigue
Inglez Jamos Gibson capitao Stu.irt, de pri-
meira classo ( Ai at Hoyds ) sahira com toda
brevidade tendo a maior parte do seu carre-
Silva & C., e atterro da Boa-vista, na (JeSal-
les & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vc'getaes do Dr. Brandreth.
.. i,, i 11 i i. i p .,,,.,,,...
tompanii, na praca do Corpo Santo 11.
Leloes.
= Robert Jamieson far leilao por inter-
vengo do Corretor Oliveira, de um completo
sortimentode fazendas inglczasdo melhorgos-
to recentemonte chegadas ; quarta feira 12
do corrente as 10 horas da manha cm ponto
no seu armazem do ra da Cruz, n. 13.
*a7 10 horas da manha na 'ra Nova loja de relo-
joeiro Faltn do espolio do finado Porret ,con-
sistindo principalmente era um variado sorti-
mento le joias de ouro prata, &c. de hons re-
logios patentes nglezfls.sclindros, o repeticSo
de ouro e prata pndulas para cima de meza ,
nina porolo do logios de algiboira, diversos tras-
tes caixasde msica &c. diversas obras da
historia natural as obras de Lord Begron, me-
thodos desenlio e instrumentos para relojoei-
ro e muitos outros objectos, advertindo-se
que lado se ha de vender pelo maior proco of-
forecido e como seja em favor de urna orfo
menor espera-se concorrencia de compadores.
------...,... ,., uu ^ u..v pimas vegetaes ao ui. nmnuicui.
gamento prompto para frote ou passageiros ; previne-seao publico que ninguem fa-
tracla-se com os consignatarios Me. Calmont & ca negocio com urna letra da quantia de cem
mil rs. vencida em 20 e tantos de Fevereiro ,
a qualja cst'i paga pelo acceitante e na mes-
ma occasiao foi perdida na ra sendo sacada
por Joze Antonio Marques e acceita por Joao
Pinto dos Santos, e endocoda por Henrique
Jorge e como a dita letra de nada vale faz-
se o presente annuncio.
' = Previne-se ao publico que a escrava
Jacintha do Sr. Amaro Fernandes Gama esta
hypothecada a L. A. Bacudaca pola quan-
tia de 228S582 rs. importe de alugueis do si-
tio, que este afiancara a Nuno Mara de Soixas.
= Precisa-se de um homem solteiro para
feitor de um sitio junto desta cidade que en-
tenda de plantacao : a fallar no armazem de
Dias Ferreira junto a alandega que se dir
onde deve procurar
== Desencaminhou-se a dias < um barril
de vinbo de Lisboa com a marca J.a\ que
por engao os pretos cntregarao na" Boa-vista
em casa onde nao deviao entregar, e como os
ditos pretos n3o estejao cerfos na dita casa por
isso rogase a quemo recebeo mande avisar
aos agonfos da capatasia externa de alandega ,
para e mandar buscar, e entaegar ao seu pro-
prio dono.
= O abaixo assignado faz publico que
tem admetido para seu socio em todas as suas
transaeoes a seu irmao Joao Ferreira Hamos,
ficando de hoje em diante a sua casa girando
sob a firma de Joaqu m Ferreira Bamo & ir-
mao. = Joaquim Ferreira Bamos.
= Precisa-se de urna escrava, que saiba bem
engommar e co7nba; a fallar na ra da Cruz
n. 43 ou com JosBrandao da Rocha.
= M. S. Mawson cirurgiao dentista resi-
dente na ra Nova n. 14, primeiro andar,
informa ao respeitavel publico, que tem do re-
tirar-se brevemente para as provincias do sul
e que portanto quem se quizer ulilisar de seu
prestimo dirija-se a referida casa das 9 ho-
ras da manha at as 5 da tarde.
OSr. H. F. J. queira ir restituir a quem
nao ignora a quantia de 28,200 que sua se-
nhora re ebeo ardilosamente, e do contrario
ten o disgosto de ver o seu nomu publicado por
cstenco.
= Joze Maria de Souza Portuguez re-
tira-se para a provincia das Alagoas.
== Diogo Claky Jnglez, retira-se para a
provincia das Alagoas.
= O arrematante de 20 por cento sobre o
consumo de agoardentesde produciio brasileira.
avisa aos Srs. que ainda nao pagarao dito con-
sumo venho faze-lo nos dias 11. 12,13, 14,
casa terrea sita em Fora de Portas da parte da
mar grande com frente para o larol n. 10 ,
pertencento a Joaquim Luiz official de calafa-
te pois o mesm j a vendeo ao abaixo assignado
no dia 5 do corrento e avista de testemunhas,
e recebeo signal de 30,000 rs. sobre a dita casa
to boa qualidade : na ra Nova loja de fer-
ragens, n. 25.
== Na loja nova de calcado de Domingos
Garca Paramio na ra do Queimado, n 9)
vendem-se agoa de colonia superior em garra-
fas brancas a 1800 a garrafa ditas com osu-
ivre e desembarassada pela quantia de 700,000 ( blime aroma de ambre a 2240, dita almiscara-
Avisos diversos.
-.Quem achou urna cambada de cheves d"
gaveta que se perdeu no dia 10 do corrente pe-
Jas 2 lloras da tarde no sabir da ponte da Boa-
vista atrayecando a ra da Aurora para o aterro
da Boa-nsta : quem as tiver adiado equiser
entregar queira dirigir se na loja de Jos Ig-
nacio da Ai impcao no atterro da Boa-vista n.
23, quesera gratificado.
Quem quizer comprar urna escrava para
fora da trra, com condicao de nao ser vendida
na trra dirija-se ra da Penha sobrado
n. 21.
Quem tiver para allugar urna casa terrea,
ou sobradinho de um andar as ras seguintes :
ra do Rosario larga ou cstreita do Cabu ;
porem que seu aluguel nao exceda de 12g reis',
quem tiver annuncie.
=Quinta feira20 do corrente havera 1 lindo
divertimento na casa da Sociedado Natalense ,
do baixo da direccao de Rafael Lucci consis-
tindoem cantonas dancas e urna pantomi
ma histrica intitulada s I res Principes de
Salermo, composta por Joao Wanimeyl ter-
minando por um novo ^r Hymno Gratulatorio,
dedicado aos habitantes da Provincia de Per-
nambuco cantado por M.c" Carmela Adelai-
de Lucci: composicao de Rafael Lucci.
Os bilhetes vendem-se na ra do Crespo, lo-
ja n. 8 ; na ra do Queimado, loja de louca n.
32 ; e no botequim junto da casa pelos pre-
cos seguintes: gallaras 1500, c platea 1000 rs.
N. B. A segunda e terceira gallaras sen-
do reservadas propriamente para as familias,
nenhurn homem apesar de munido do com-
petente bilheto poder nellas ler entrada, sal-
vo se se appresentar junto com a sua familia; e
o mesmo ter lugar para com qualquer senhora,
quose appresentar individualmente. As en-
ancas menores de nove annos, pagarao 1000
ris.
A, medicina popular americana que ha
tantos annos est em uzo as Indias Occiden-
taeseOrientaes, Costa d'frica, &c. &c. tem
provado como urna medicina inestimavcl sendo
preparada de prepsito para clima quente, e
composta de ingridientes que ncm requerem
dieta nem resguardo, c pode ser administrado
scriancas asmis tenras.
As vantagens deste celebre remedio em curas
de molestias de ligado, gotta, dores de cabera ,
inflamacoes em geral, retencesdourina, po-
dra na bexiga erysipela ataques nervosos ,
lombrigas, &c. &c. tem causado grande cxlrac-
cao em todas as provincias como nico e ver-
dadeiro purilicador do sangue.
A medicina popular americana composta de
dous principios dilTerentes um 6 purgativo e
desobstruente removendo os humores vicia.'>s
das diflerenles partes do corpo c assim purifi-
cando o sangue ; o outro 6 tnico dando forca
C'vigor aos orgaos da digestao e por tanto impe-
dindo a cumulacao dos humores nos intestinos,
&c. urna combinacao como esta nao pode ser
senlo proveitosa na maior parte das molestias ,
e sendo vegetal esta combinacao pode ser admi-
nistrada a creatura mais delicada sem receio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vemle-se somonte em casa do nico a-
gente Joao Keller,. ra da Cruz do Recife n.
18, epara maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Jco Cwmo Ayres, na ra I>ova na de Guerra
rs. = Jos Pereira.
Aluga-se um sobrado de um andar com
muitos commodos grande quintal e cacimba ,
e tambem um grande armazem de recolher ,
com grande caes de pedra e porto de embarque:
a fallar na ra da Praia armazem n. 70.
Precisa-se do um Brasileiro ou Portuguez
solteiro e sem familia para certo emprego no
Seminario Episcopal de Olinda ; quem estiver
nestas circunstancias, dirija-se ao mesmo
Seminario, a tractar do seu ajusto com o referi-
do Reverendo Reitor.
- Quem precisar de urna mulher capaz pa-
ra ama de urna casa de homem solteiro de por-
tas dentro annuncie.
Precisa-se de urna ama para o servico
interno de urna casa de pouca familia : na ra
do Amorim no Recife n. 39
Lotera de N. S. de Guadelupe.
- Tendo-se annunciado o andamento das
rodas desta Lotera para o dia 26 do andante
mez nao pode ter lugar a vista do annuncio
da Lotera do Theatro mudando para o dia 25
do corrente por esta razao tem a Irmandade
da referida Senhora transferido o andamento
das rodas da dita Lotera para o dia 15 de
Maio prximo futuro ; os bilhetes acb5o-se a
venda nos luga^s ja annunciados.
Compras.
= Compra so urna casa errea ainda mes
mo precisando de algum conserto no bairro de
S Antonio ou Boa-vis(a preferndo-se ser em
boa ra para negocio de venda : annuncie.
= Comprao-se doze colheres grandes de
prata e 12 pequeas sem feitio : annuncie.
Compra-seum boi crioulo acostumado
a carroca : na ra da Solidade n. 38.
Vendas.
15, e 16 do corrente, as 5 pontas n. 11 ,
lindos os quaes se proceder na forma da lei ',
contra os que deixarem de pagar.
= Quem precisar de urna preta para o ser-
vico de casa e ra coznha lava e he boa
quitandeira e muito fiel dirija-se ao sitio
de Prexcdes, ou Braderodes na estrada de Joo
de Barros ao n ou defronte do Cirurgiao Ma-
noel Bcrnardino.
Urna pessoa devidamente habilitada se
propie a ensinar algebra arthmetica geo-
metra elementar e escrpturacao commercial,
bem como toda a contabilidade necessaria ao
commercio, advertindo, que ensinar-se-hao
(odas estas malcras, ou cada urna dellas em
particular tanto em casa da pessoa que se
ofTerece como na dos individuos que qui-
'/en?m aprende-las : na ra da Cadeia do Be-
'ife botica n. 3 se dir onde devem diri-
g r-se.
OSr. Sebastio dos Oculos Arco ver-
de Pernambuco queira drigir-se a ra da
Praia n 32 para receber urna cncommen-
da que Ihe manda seu filbo.
Precisa-se de algomas pretas ou mo-
equespara venderem azete as tardes, e tao
bem se aluga para todo o dia : no largo da ri-
beira n. 19.
Quem annunciou querer vender um ca-
xorrode boa qualidade, annuncie sua morada.
Quem annunciou querer trocar um ca-
vado gordo por outro que no esteja muito
gordo e que tenha bons andares e novo ,
dinja-se a ra da Gloria n. 62.
Perdeo-se urna caixa de tartaruga com
rap dentro desde a Matriz da Boa-vista at o
lugar dos Coelhos, no Domingo de Ramos 9
do corrente ; quem a achou querendo restituir ,
dinja-seao mesmo lugar dos Coelhos na ul-
tima casa defronte do Collegio do Espirito
Santo que se Ihe dar bom achado e se lbe
i'ara muito obrigado.
- O Tenente Coronel Ignacio Antonio de
narros Talcao comprou por conta do Reve-
rendo Concgo Joao R..d.igues de Araujo o
liilhote inteiro de n. 2S13 da primeira .parte
dafa-wer;-dojitr (uj)ico
Ninguem faca negocio algum sobre uma
-- Vende-se uma Biblia commentada pelo
Padre Antonio Pereira em 7 volumes: na
ra da Guia n. 2.
No Recife, ra da Cruz n. 23 es-
critorio de Joze Antonio Gomes Jnior con-
tinua a vender-se saccas com um alqueire de fa-
nnha de mandioca muito fina e alva feita na
Munbeca e por preco commodo.
=Vendc-sc um taboleiro de gamao com
suas competentes tabolas e copos do marfim ,
tudo eito na China o mais rico e delicado ,
que talvez exista nesta Cidade : na ra do Vi-
gario armazem n. 23.
= Vendem-se 20 vaccas paridas, muito
boas do lete escolhidas, urnas crioulas, e
outrasacostumadasao pasto, por preco com-
modo para liquidecao; na ra Nova junto a
ponte n. 69.
= Vendem-se 100 Arithmeticas do Lacroi,
e 100 reformas do cdigo do processo criminal:
na praca da Independencia n. 23.
= Vendem-see trez escravas mocas com
bonitas figuras duas engommao bem e sao
cozinheras e lavadeiras e fazem doces de d-
vers. s qualidades, e uma cose chao e faz ren-
das e bicos de todas as qualidades e cozinha
na ra de S. Rila n. 27.
= Vende-se farinha de mandioca a 2560 o
alqueire, e tambem farinha para porcosa 1280:
na ra da Moeda venda de Joaquim Duarte
de Azevedo.
Vende-se uma negra da costa muito boa
quintadeira engomma e cozinha bem tem
muito leite por ter parido a 15 dias e Ihe ter
morrido a cria : na ra da Penha n. 1.
Ermitage.
c=Esta fabrica tem a honra de participar
aos seus freguezes e ao publico que tem um
completo sortimento de cbaropes de maracuj/i,
bmo caja e manga que vendem-se mais
barato que cm outra qualquer parte ; assim
como assucar refinado a maneira da Europa de
3 qualidades 160, 120. e 100 rs. ,e outros
muitos productos como licores finos velas de
carnahuba e de sebo auediio muito boa luz :
na ra das Trinchejras n. 22.
= Vende-se uma grandecasa de pedra e cal
sendo de paredes dobradas sita na povoac3o'
dos AfTogados na esquina do beco do vintem .
com a frente para a ra Direit ; assim como
uma meia agoa no fundo, no mencionado beco :
a ti arfar com o ser: proprietario Vanoel de Ai-
meida Lima no principio do atterro dos AfTo-
gados sobrado n. 63.
= \ende-se uma escrava de naciio de
30 annos, boa vendedoira do fa'zendas e mu -
dezas ; na ra do Vigario armazem n. 23.
= Vendem-se seringas de estanho de mu-
__, ---------......''laiti-
da em garralinhas a 1000rs. ,,agoa da China
que tem a virtude de tirar nodoas e sebo das
golas ficando como novas sem doixar mancha
alguma a 1000 rs. o frasco e agoa mineral
que tem a singularidade de azer cahir as em-
pinges ou cabello do rosto ou de qualquer
parte do corpo em cinco minutos ( como se po-
der mostrar aos pretendentes ) sem oender
cousa alguma pela sua simples preparacao
podendo-se applicar as partes mais milindro-
zas do corpo sem o menor receio a 2000 o fras-
co ; assim como recebeu um grande sortimen-
te decalcado para homem e senhora.
== Vende-se um sobrado deum andar e so-^
tao todo travejado no atferro da Boa-vista n
17 com 110 palmos de fundos e 23 de largu-
ra quintal murado em partee outra por mu-
rar com fundo at a baixa mar do Capibaribc
e porto de embarque em qualquer mar : na*
ra do Fogo n. 27.
= Vende-se uma escrava de 16 annos, bo-
nita figura cose, engomma e cozinha : na ra
Direitaa n. 50.
\= Continua-se a vender voludopreto supe-
rior a 3000 rs. o covado : na praca da Inde-
pendencia n. 39.
Vende-se ou troca-se por uma casa terrea
um sobrado de um andar e sofio em chaos
proprios na ra de S. Rita n. 14: na Carn-
boa do Carmo n. 12. ; tambem vende-se
urna porcao de barricas vasias, que forao de
farinha.
\ Vendem-se bicos pretos de linho, los
ditos muito bons meias de seda pretas com-
pridas e curtas ditas de linho muito finas : na.
ra do Queimado loja de Carioca & Sette
n. 25.
Vende-se uma cama de angico com seus
colxoes e enxergSes, por 40,000 rs. vende-
se por ser muito grande : no patio da ribeira
de S. Antonio n. 9.
Vende-se muito boa sarja hcspanbola ,
pelo barato preco do 2500 o covado: na ra
Nova loja n. 29.
Vende-se uma venda rom poucos fundos ,
muito boa e com commodos para familia : ao
p da ponte do Manguinho n. 37.
- Vcnde-se la de barriguda de superior
qualidade: na ra do Mondego n. 52.
Vende-se um atlas de geografa por
preco commodo : na ra Direita botica de-
fronte.do Terco n. 131.
V endem-se dous bonitos escravos de to-
do o servico proprios para cadeirinha ou ar-
mazem de assucar sendo um bom trabaja-
dor de enchada ; duas pretas de boas figuras ,
engomm5o e co/inhSo ; uma dita lavadeira ;
uma linda negrinha de 13 annos com muito
i.ons principios do arranjo de uma casa, e pro-
pria para mucamba ; um muleque de 14 an-
nos para o/Iicio ou pagem ; e uma mulati-
nha de 12 annos: na ra do Fogo ao p do Bo-
zario n. 8.
Vende-se por necessidode, uma preta de
19 annos, lava, engomma, com perfeiego ,
coznha, e cose chao : na ra Direita casa
terrea n. 98.
Escravos fgidos.
Fugio o negro Ronifacio estatura alta ,
magro do corpo olbos um tanto aboluados ,
alejado da poma esquerda causado de uma
(haga que nella teve e por causa da mesma
pisa na ponta do p official de sapatiro e
talhador de carne dizem que ja foi visto na
^olidadee Basa Forte; quem o pegar leve a ra
larga do Rozario n. 50, que sera gratificado.
No dia 18 de Marco, desapi areceo da
casadoSnr. Antonio Joaquim de Mello, na
ponte da Magdalena estando alugado ao dito
Sr. ; Benedicto escravo do abaixo assignado,
estatura regular secco do corpo de naco
Congo de 30a 38 annos, faila alravessada ,
quemostra ser novo na trra, andar vagaroso
por ter estado doente levou camisa de riscado o
calcas de estopa ja velha deixando toda roupa
e dinheiro que tinha eufeasa do dito Sr. Mello,
que pelos indicios parece ser desencaminhado ;
quem o pegar leve a seu Sr. Joao Dias Barboza
Macudum na ra de S. Rita n. 57 ou na
reparticaodoCoireio, queVeceber 50,000do
gratificacao.
= No dia 21 de Marco p. p. fugio a negri-
nha crioula Germana de 15 annos, fcia de
rosto, levou vestido de chita azul sujo, e ca-
misa de algodaozinho ; quem a pegar leve a
ra da Praia armazem de Antonio Prieto ,
quesera recompensado.
Recipe: waTyp. peM. F. 5eF.'.rja.=1843


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWLYR9178_KXXUZ0 INGEST_TIME 2013-04-12T22:26:43Z PACKAGE AA00011611_04935
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES