Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04934


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Afino de 1843. Segunda Feira 10
lu'ifj gol depende .le eoe biiiuoi de ooaee prudencia norierai.u e energa
'.luiua cobo principiemos e seremos aponledos Cum edraire 10 ei.irr lXet >
Ltt. I Hr.,.1.,.,...... J. fe____Ll,'. *___I J_ II-____
IB'.
I ul.il.
Con-
es mam
j---------------- "iiiui a .iii l u i > -> i i > i
Hroclaaiacjo de Asscuihlra (ieral do BsUilL. ;
IPARTIIiAS DOS (ORHEIOS TERRESTRES.
Guian Parelnbe e Rio grande do None eegurida eena tente
bor'i) o Garanhnne a 10 e 44
Cene i brinhaeee, Ri i1 ormoeo Porto Caito Macei, e Alegte no 1, ', H a 21
Bi ->'< e Floree e 3 e 2t>. Sanio Aino, quimas feree. Olinda lodue ue dial.
DAS DA aEUAiA.
40 StR. i teqniel Profete.
II i>.rc. Le.in INpa Doutorda igreja,
1: t}uf le revs Vicior Ni
13 'Jio, de eniloen ,S a. Hermenegildo M.
ll ti' da ''Mliia se 1 ibur 0 c \ nWmu Mu.
lo -eii d'Allrlu e s aiihss.i e AnasUc- Mm,
16 lici. de Pesco,. i Engracia.
de Abril
Anno XTX. N. 81.
O Dierio publica e ludus os diee qu. n.lo forera -reniificedoe o i.reCo de aeaigaanriIB
de ires mil res por qusrtet pairos adiantarl.. O annunoios dot aseignantee sao inserido^
grsue e o d..e que o ojo forera rauo de H Mil por Imhe. K reclamaeoee deem eei din
gulaa a MU Ijp., roa du Cines N M.-m ire--e ln Wrodencia lojade Troi N. Oe 8^
camosSo un >S ne Abril
Cambio obre Londre. 57 I, a 17. Ollno-Aloede da 6,400 V.
a Pane JU reie por Irenco.
a a Li.be lu por 100 de premio
n a N.
a a de 4,000
PaaT-Petacee
a Peroe Oulumuar.
a iliin >I-ii. aiue
compra renda.
15,S># lf> OJJ
15 6JJ l&S'K)
6 800 lv00
1,MJ0 i -JO
i.MJO 1830
1,600 .8<0
Moada de cobre 2 por coito.
dem deleireede boas turnas i por )
l'HAateuAl.DANMKZDE Idtlb.
Loa Cheie 14, e S de tird I La or. a I'J, 1 ora e 59m. de terd.
Quan. aiog. a .1, aa 10 oorae j m da m. | vari, erase.* 7, a* ) Oorae a 4ti a. da tard.
P reamar de huje
1. a 1 liura* a leja*, da menliua. | i. a 1 oorae a 42 m. da urda.
----- av i ...^Haaamsmassatssaaam,


***T or
>
Comman el is Armas.
EXPEDIENTE DR 28 00 PASSADO.
Oftlcio A Exm. Presidente communican-
do-llii a fu na oo calceta Flix Pas Brrelo coin
o seu competente guarda, em occasiaoque con-
dusia o taboleiro dos remedios do hospital pa-
ra a Dotica e pedindo-lhe suas ordena para
ser outro calceta mandado para o inesino hos-
pital.
Dito Ao desembargador chefe de polica,
ascndo-lhe igual participado.
Dito A' 'ominan laido da barca de vapor
Guapiass para que enlregasse ao portador ,
ais pr.i(;as invalidas que a seu bordo troucerada
capital do Imperio,
Dito -- Aoengenheiro om chcfo discndo-lhe,
quefleava apa-sentado para ter odevido desti-
no o clcela Luiz Consaga.
II KM 10 ni a 29.
Difiri Ao Exm. Presidente, o comman-
dante das armas do Ceara remettendu-lhe a
guia du soldado de linha Francisco Rodrigues
da Sil.eir Jnior, que oblitera passagem para
servir naquella guarnilo hindo em sua com-
panhia o pal do inesmo soldado que perten-
ceodo ao exercito artbava de ser demittido i.a
provincia de S Paulo.
Dito Ao cnsul de S. M. F. nesta provin-
cia parlicipando-lhe que em virlude de sua
reclam.icao que l'Jra lvala ao conhecminto d
governo imperial tinha sido demittido o Por-
tugus Carlos Antonio Rarbosa.
Dito Aocommandante interino do corpn
de policia scienlilicando-o das etlspoaicSes da-
das na onleui dotlia delioje para a parada, que
cm processao de\ia acoinpunliar o Seuhor dos
PasS"S do convento do Carino, para a igreja
matriz da fre^uesia do Rccife.
Dt0 Ao delegado supplentc do termo de
Santo Anto aecusaudo o recebimento de dous
recrutas que remetteo.
Dito Ao inajor commandante interino do
batalhaodearlilliaria para mandar abrir as-
sonto de pracaaos reci utas Manuel deCInisto,
e Ch istovo Dutra l'ercira.
Portara Ao commaiidanto interino do ba-
talhao de artilhena a p mandando de ordem
imperial dar baixa ao soldado Carlos Antonio
Humosa pr ser subdito portugue* e liaver
sido iuipropriamente reirulado.
Dita \o inesmo, mandando excluir o sol-
dado addido Franjisco Rodrigues da Silveira J-
nior o passar-lhe guia ; por isso que o mes-
jno suldauotinhu de seguir para o Coara.
DEM O DA 30.
Offlcio Ao Exm. Presidente, informando
o requerimenlo do reverendo .Manoel Thomaz
da Silva, que supplicava a S. M. I a noinea-
cao de capellao para o batalhao segundo de ar-
tilheria a p.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., sobre aindem-
nisavao da quantia de l(JS ruis que so descon-
tou aos reformados destaca los em Caib nao
ojstante tereui ellos estado em servico dodesta-
ca ment.
Dito-Aochere interino da primeira Icgio.accr-
ca du falta das guardas d'aliandega.consulado, e
arsenal e prv1iiindo-o, que o batalhao dear-
tilheria tnha ho.,e de aeompaiihar o Senlior dos
Pussos pa a o Carino e nao o primeiro bata-
lhao da guarda nacional como eslava deter-
minado.
Dito A i inspector da thesouraria procu-
rando saber, se havia coinmuiiicaca > de refor-
ma a respeito do invalido Jos do Carino do <)-
liveira, edeoutros, que com elle torio pro-
postos para reforma ; por itfu que Ihcconstava
que o dito invalido recebiu os vencinientoscomo
tal, uleui dos que Ihe competa como addido ao
batalhao do artilheria de ordem do governo
imperial.
Dito Ao mesmo, transmittindolhe os pa-
pis de con aiilale do d.-stacame ito deoa-
vallaria da cornaca da Roa-Vista, pertem-entes
aos meses desete.nbro.outuljro.novcmhro.e d.--
sembro do anuo passado, para se.esn pagos no
caso de estareio coBlnrme.
Dito-Ao cominanoaite da fortalesa do Rrum,
COmmuukando-itJe que devia ser considera lo
como naviode guerra o brigue Chpala com-
Drado pelo r.i>inoilir Moits por corita do go-
verno "do< Estados-Unidos d'America, para
servir de transporte.
Dito Ao pommandanfedo artilheria, man
lando-lhe apresentnr o calceta Flix Das Bn -
reto para ser empregado no servico do hospi-
tal rcgimental.
EXTERIOR.
Tivemos jomaos Frnvrezes que alcanfao d
13 di- Janeiro a 1 \ de Fevorciro n. p.; e entra a
noticias mais recentes as que n'elles encnnlra
tramos do maior inleresse sao as seguinle :
l'ar-s 7 du Pertreiro.
O Almirante Dunerr deixou o minisleri'
da marinlia. Oesladoda sua ande o irigou o
a pedir ao re i a pcrmssaodi> renunciai o posto,
que S. M. Ihe li.ivia confiado. O re aceitn-
Ihe boje a dem:ssao e nomeoii-lhe por snc-
ronsor o Sr Almirante Rous in o qnal pres-
tou juramento esta tarde as mos do rei.
Segundo as nfor'ivx'des recehidas no minis-
terio da marinha sobre o numero reciproco do
iru/eiros h.iv:a cm 1S-2, 31 mandatoc
frnncezes cm pofler do governo ingle/, o G:'
mndalos ingle/es cm poder do governo france/.
Mas parece quemuilos (lestes mandatos nao
estavao elTeclivaincnfe em1 regados ou porque
Sb l vesem extraviado ou porque-os navios a
'ineiti tinhao sido originariamente entregues ,
n*tem revocados o nao fossem inaii eniore-
galos na renressao do lrali o sen qi c- tives-
si'in estituido os seus mandatos. Por e;so meio
se explica omito implesmente a d'versidade en-
tre o numero* ind'cndi s nos frilninii's de Pr:s
o Londins. Km Pars tinh.i-se fallado do
numero dos mndalos emdidos o nao recolhi-
los ; em Londres, do numero dos cruzeiro--
eTi'clivamente em oxerrinio. Todo o engao
a esle respeito ,1 est dissipado e cm resultado
a igualdadedo numero dos rni'P'ros ser real-
enit8V3 corno nnnuncinu M. Guizot; a Ingla-
tc ra recelieri 49, a Fianca i8 o todos o
mandatos alm d'este numero seriio reenviados
o annulados do pi rte a parle. ( Meuagtr. )
IXOLATERRA.
T.-se no Ti tus do I. de feverero :
Conla-sc que na poca da viagem de S. M.
a Rainha Victoria F.scocia S'rRohort Pee!
aiompa hava S. M n'uma dasseges da corte .
e que M. Drtimuiond sen secretario en chele,
oceupava a seg particular lo honrado liaro-
nete. Esta circunstancia fez com que mu:t k
pessoas tomassem M. Diummond |ior Sir R.
Peel. Ora M. Nauglilen desejava ardenle-
ncnlevCr o ministro e todos Ihe mistnviio
M. Drummond. Desde entao M. Faughten
leudo voltadon Londres vio militas ve/es M.
"rummond sahirdo palacio de Whit-Hall-Gar-
dens e esta circunstancia pMe na idea de que M. Drummond era Sir R. Peel.
O successo trgico que costn i\ vida a M.
Drummond determindn o governo a augmen-
tar o numero dos contables que luzeni o servVo
de vigilancia junto los ministros. Eslasollici-
lude e digna de elogios, o nos agradecemo-la
ao governo.
As testemunhas lo adenlado co-nmedidn
contrae pessoa de M. Drummond forao inqui-
ridas esta manha na grande cmara das inqin'-
rices. O grande jury proferio a veridielo re
acensado contra M. S'.iughten por homicidio
voluntario na pessoa de M Drummond.
Abri-se O Parlamento Inglez na quinta fei-
ra ( 2 de fevereiro ) as 2 horas por commis-
sao. Os commissarios erafioarcehispo de Can-
terliury o Lord Chanceller o Lord Wharn-
clilto, o Duque de Ruccleiich e o Comiede
Shiftesliuiy. O motivo de nao ir S. M. pos-
fulmente c attribiiido a incominoilo proveni-
pntedn sen esta.lo de grvido/. que sesuppoe
eossar em fins de marco ou principios de a-
r|. ( Journal -les Debuts. )
As duas cmaras do Parlamento Inglez, se-
segundo o seu costume quasi constante discu-
t rao e votrao na niesina sessao a resposla ao
liscurso da roroa. Tinavia a diseussiio fui es-
e anno mais animado do que costume. e o-
mgoeios da America e ila India forao o prin
ipal ohjeeto d'irna controversia calorosa.
S;r R. PoelostahciC ou a disCm fio q'cxisteen-
're o direilo de busca, e de visita, di/endo que o
irimeiro s pode ser exercido em virtude de
onvoneoes reciprocas e envolvo urna averi-
'iia'ilo sobre o lim da viagem e a nalure/a das
arrogaeoos ; o que o segundo O que a Ingla-
erra pretende oxercer priori e consiste om
orificara nacionnlidado dos navios. As expli-
a'oos do Sir R Pool sao nm desmentido (or
nal dado -i niensagom do Presidente dos lsta-
los Unidos. Daqui resulta bem claramente que
i Inglaterra resea a si e mantem intofjralmen-
'e o direitO de verificar os papis dos navios que
irvorao o pavilhao dos Estados Unidos.
Na Sessao da Cmara dos Lords de G de
rovoreiro a una interpoila o qual pergiinlou se o governo tinha inlomao
la mantor a pauta actual dos nssueares cstrangoi-
ro, respondn Sir R. Peel que nao dara oxpli-
i.vaoalguma nem sobre este objeelo, nem sobre
qunlquer questio que tiyesse relacao com a>
cautas.
Lord Palmcrslon pergunton so no estado
actu,".l das negoei.-ieoos rom o Brasil poda-so
esperar a rooelusao d'um novo tratado do cem-
meriio, e qnal era o estado das negociaces com
o llanovre a respeito dos direitos do estadio?
Sr Poliert responden:
A Cmara sabe que que ha entre o governo
de S. M. eo do Rrefil gravisdiverKcnciasares-
ne;ln da diiraco do tratado de eoinmerco con-
cluido ha alguns annos. O Coverno BraiiIer-
ro pretenda que o tratado devosso oxpirarcm
'S'i2: nssustotitavamos que pelo contrario He
lev a oslonder-se al 28 le Novenibro t\o 18,1.
finalmente o governo Rrazileiro consent'u em
admit r a nossa interpretacao e o tratado du-
ran at Novembro de 18H.
Em quanto conclusao do novo tratado, ha
negociaces encoladas a esse respeito c talvez
as disposieoes do novo tratado comecem a 1er
vigor antes da expiraeao doant'go. Todava, nao
ponan anda lormaliaar opinifte algumaa respe-
'o lo resultado provavol d'essas negocia: oes.
)uanlo quest o relativa aos direitos do esta-
do o p/M orno de I lanovre nao accedoo propoT
sicao da Inglaterra ; dah resulta, que nada se
'ez anda, nem po-sivol r-sponder d una ma-
neira salisfator a a esta parle da interpeladlo.
(Jjurnal des /Ir-buls.
I
ASSEMBLA CERAL
CMARA nos sas. iikpi'Ta nos.
Siesso de i 1 de [eierciro.
Contina a diseussiio adiada do requerimen-
lo do Sf. Nunes Machado sobre OSassassinati
perpetrados na provincia de Pernainbuio com
as emendas do Srs. Rcsende Lrbanoc Maciel
Monloiro.
U >r. Nabuco de Araujo falla sobre ama-
toria ( ^ ule Diario de l'ernamburu n. 61 c
G2 de Ki e 17 de Marco) e licu a diseussiio a
diada pola hora.
Julga-sc objeelo de dclihcraco e vac a im-
primir o segnnte pnijeeto :
A assembla geral legislaliva rosolve :
Art. 1. -O governo (ca autorisadoa apo-
sentar os magistrados por espaco de seis mezes
la data da presente resolucao OOIQ o ordenado
que Ihescompetir segundo os annos de servi-
itue tverem prestado, e conforme o exigir o
liem do estado e a boa administraran da justica.
Art. 2. l'icao revogadas as leis em con-
trario.
Pavo da cmara, &c. /. M. Carneiro
du Cunha.
Contina a discusso do 2. artigo da propos-
ta do governo, tendo sido pprovadn o l.com
i emenda da rominaslo na sessao anterior.
Tomao parle na discussAo os Srs. ( oolho ,
ioares de Andrea, iienriquesde Hescode, mi-
nistro da marinha e Sousa L raneo. .
Julga-se discutida amatoria, e o artigo 6
posto a votos tal o qual est e nao se approva ; 6
poreni approvado com a emenda.
Entra em discusso :
' Art. 3." O c rpo de imponaos marinbeiros
son elevado logo jilo soja possivel ao numero
le dotocompanbascom cento e seis praias ca-
da nina.
I '.illao sobre este artigo os Srs. Sousa Franco,
Coolho e mnistio da marinha.
apoiada una emenda do Sr. Sousa Franco
que diz supiimo-se as putaifas logo que
soja possivel.
Discutido a materie o artigo approvado tal
0 qnal e lira pre|iidicada u emenda.
Entra cm diseussiio :
Art I. Aiiil das companhias menciona-
das no artigo antecedente, haver mira de
aprendi/es inarinhos que poder ser elevada
al o numero de du/entos menores da id.idedo
del al ile/esi'te anuos, que ficar adida ao cor-
po to inperiaos n arinheiros.
Depois le alguin dolate, olTererida uma
"monda pelo Sr. Luiz Carlos da Fonceca ,
que liz :
A companhin p'i existente de aprendizes
marinheiros poder ser elevada etc., o mus
como no artigo.
Indo-so volar verfioa-se nao bnvercasa. o o
Sr. presidente declara adiada a discusso.
dem do dia 13.
O Sr. Pebouias (em a palavra pela ordem o
faz varias observa: oes motivando a urgencia que
tcm de propor para que se discuta o segundo ro-
que rmenlo que l :
lioipieiro que se pecBo informaedes ao go-
verno sobre as nogoeiacoos que pendio com o
ministerio de -. M. Rrilannica, e no taso que
se teiiha concluido nlgum novo tratado o co-
nhecimento d"elle mies le ratificado em con-
lormidade do 8." du irt. 102 du coiistituicao
do imperio.
apo ada a urgencia c entra cm discusso ,
em pie tnmo parle os Srs. ileiiriipies de Pe-
sonde Carneiro da Cunha I uz Carlos, Ro-
cha Waiidorlv Ramiro Maciel Monloiro,
Paula ( andido Calvan, Coiisalvcs Martins ,
( arnoiro de ( ampos e Rebou>as.
Discutida u urgencia posta a votos e re-
getada.
() t. presidente declara que o requerimen-
lo do illustre deputado o vr. Reboucas lita so-
bre a mesa para entrar cm discusso quundo
Ihe couber a vez.
O Sir. Barrlo Pcdroso tcm a palavra pela
ordem, e declara que a pedir para lera hon-
ra le inlorniar amara que a deputco in-
i mullida por ella le apresonlar a S. M. o Im-
perador o voto de grueus se dirigir no da l
do frrenle pe s cinco horas ltanle ao paro
da idade escudo ah reiebida com as for-
iiialiiladesdo estilo fia intioduziila piesen-
cj de S. M. Imperial, onde elle deputado
como orad'T du deputaco lera o voto degrucas
d'csta cmara.
S. M. I. lignou-se responder:Po-
dis asseverar cmara dos .srs. lepulados ,
que com o mais vivo praserreceb a sua de-
putaco. >'
Contina a discusso da fixacao das Torcas
nevaos adiada do i artigo da proposla do go-
verno com a emenda do r. Luiz (arlos.
Nao havondo quem peja a palavra sobre o ar-
tigo d-sc por disi ululo e posto a votos ,
c salva a emenda aprovado : a emenda po-
rm resoltada.
Entra em disiusso :
Arl. 5.Croar-so-ha na provincia de Matto
Crnsso urna coinpunhia de arldneiros marinhei -
ros, para o servico e IrpoLn u das barcas ca-
nboeiras Helia empregadas. com a mesma
torca e |iradiu>eio das do batalhao al creado.
E apoiada a segunto emenda da oininissao:
No principio lo artigo em vez dcart-
Iheiros iiiarinhe.ros iinperiaes marinheiros.
No fin I do artigo em voz de com a mes-
illa forre egraduaeflo, etc.suhstiiuu-se o
seguiulo : com a mesma torca e a mesma


<
-'- -J-
organisacao que as proras de preth que tem as
com>anliias do o >rp<> do imporioos marinhciros
d'esta cMe. Soares de Andrea Lima e
Silva. Coellto.
Dcpjis de algura debate julga-se discutida a
materia do artigo e posto a votos tule qual se
acha nao se approva posto a votos coni a e-
menda approvado.
Entra em discussao.
Art. 6 O governo para completar as Cor-
eas ora decretadas, tica autorisado para njustar
manija a premio naciooaes 011 estrangoiros ,
e para recrutar na forma das leis em vigor.
K apoiadd urna emenJa do r. Ferreira de
Aguiar que di/ :
Aoart. b\ arrscente se sendo os ma-
rinhciros recrutados obrigados a servir por es-
pato ile oito annos e os voluntarios por seis e
o mais como no artigo.
Depois de alguin debate fica a discussao adi-
ada pela hora.
dem do din 1 \.
Lfi-se um offinio do Sr. ministro do imperio ,
communicando que n'aquello d -ta ( 11 do cor-
rente ) se expedir aviso ao presidente da pro-
vincia da Babia para que se elimine o ficticio
collegin do l'ilo Arcado de cento e trinta vo-
tantes, e se apure o venladeiro de trinta e dois.
Ficou a cunara inteirada.
Do inesmo ministro em que participa que
se remetiera ao presidente da provincia de Per-
nambuco a copia do officio d'esta cmara com
a representacao do francisco AntonioPacs Bar
reto, peilindo as informacoes que possaoser-
vir para osclarociinlito da cmara dos *rs. de
potados sobre o objecto de que se trata.
Contina a discussao adiada do requerimon-
to do Sr. Manes Machado solicitando do go-
verno urna relacilo do* assnssinatos commetti-
dos na provincia do Pornambuco com as-
menlas apoiadas dos Srs. Ilenriques de Besen-
de Urbano o Maeiel .Monleiro.
O Sr. Honriques de Besende ( pela ordem )
pede licenca cmara para retirar as suas emen-
das e esta Ibe concedida
Depois do Sr. Carneiro da Ctinha fallar so-
lire a m itorio fien a discussao ainda adiada.
Continu i a discussao adiada do pirccer da
commissao dejustica civil sobre a pretencao de
los M iria Pinto Peixoto com a seguinte e-
inen la apoiada do Sr. Carneiro da Cimba :
One volte o parecer s duas cominissoes rc-
upulas de justica cimil e coinmerco para quo
exi amando t>I s os doinim mtos o representa-
col's d.i companhia novamente apresen ados,
d um parecer d.linilivo.
ri nao part n'osta discussao de adiamento
os Srs. Bebn as, Luiz Carlos, Maeiel Mon-
teuo Brrelo Podroso e Bocha o dando-so
por discutida a materia, o re.juerimento do
Sr Carneiro da Cunha 6 posto a votos eap-
p ruado.
Elllra em discussao o parecer da commissao
de poderes acerca da ndmsso de dois deputa-
dos SUpplentes, um pela provincia do Muranhao
e nutra pida de Pernamhuco.
<) Sr. Alhu luerque propoe o adiamento da
discussao e apoiado.
O Sr. Coeiho pronuncia-so contra o adia-
mento e a discussao fica adiada.
Contina a discussao adiada do artigo G.'da
proposta do governo da lixaoo das forcas na-
vaes com a emend i apoiada do Sr. Aguiar.
O Sr. Aguiar pede licenca acunara para re-
tirar a sua emenda e sendo-lbe concedida of
feroce a srguinte que apoiada :
Ao artigo (i., aeresoonlc-se sendo os
marinhciros recrutados de ora avante obrigado
a servir por espaco de 10 anuos, lindos os quaes
tein direito s suas osVusas podendo (piando
qneiro continuar no servico tom as van-
tagens concedidas aos engajaJos S. R.
j guiar.
Depois de algum debate o Ilustre autor d'es-
ta emenda retira-a com liceo a da cmara.
Julga-se discutida a materia do artigo G.e
posto a votos npprovado. '
Entra em discussao :
Art. 7 Fica tambem autorisado o gover-
no para alrn do sold dar: s pracas do corpa de
art.Hiena de marinha que concluindo osen
tempo de servico qnizerem n'nllecontinuar, urna
gratificado igual ao sold de primeira praoa ,
em quanto fortn pracas de preth e a recrutar
na forma das leis, a< pracas precisas para com-
pletar a Corea do referido corpo.
E approvadn sem debate.
Entra em discuss'o :
Art. 8 i offlciaes de fazenda c nutica ,
que nao tem graduadles bem como os offici-
aes marinbeiros, nao comprehendidos no de- !
crotn. 2G0do i.-dede/cmhrode 18VI, con-'
tinunro aperceber, quando embarcidns cini
navios armados o meio sold que Ibes marca
a le de lo de oiilul.ro de 1836. Os cirurgiocs
ecipelles da armada vencer o tambem a gTJ-
tili a ao de \t)$ reis mensaes quando cinhar-
CVts u euectit amento empregados nos hos-|
pitaes. J
Depois de alguma discussao sobre este artigo
verifica-se nao haver j numero sufflciente de
Srs. deputaos para formar casa o Sr. presi-
dente declara a discussao adiada.
dem do dia 15.
Contina a discussao do art. 8." da fixacao
das forcas navaes adiada na sesso anterior.
Nao havendo qiieni peca a palavra o artigo
posto a votos eapprovado.
(( Art. 9. A gratifiacao addicional dos ci-
rurgiocs e rapelles de artilheria de marinha
ser tambem de -OS rs. mensaes. Os m.-sinos
criirgioes, assim como os da armada, sao com-
prehendidos as disposiedes em vigor do altara
de IGde deembro do 1790 ; o as viuvas fi-
Ihas ou maes dos cirurgiocs militares icao oom-
prohendidas as disposicoes da lei deGdeno-
vembro de 1827.
Emenda da commissao.
No artigo 9. suprima-so d'esde as pda-
vras Os mesmos eirurgies, etc. ateo fim.
A oomm'sso propoe esta suprosso porque
a disposieao que secontem na ultima parte do
artizo 0. foi redigida na lei anterior de ixaco
de Coreas navaes de modo que so tornou urna
formal interpretado da lei sem necessidado de
ser repetida as leis subseqtientes.
Depois de breves reflexdes, o artigo 9. ap-
seu parecer as informacoes, que possa dar, ao
corpo legislativo para resolver como Cor de jus-
tica.Soares de Andrea.Limae Silva. Coe-
iho
Os Srs. Carneiro da Cunha e Cansansao
pronunciiio-se contra os artigos additivos.
O Sr. Ramiro sustenta a doutrina do seu ar-
tigo additivo.
Tomao tambem parte na discussao os Srs
ministros da marinha e Coeiho, e fica adiada
pela hora.
PERMAWBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acta da'29.* sesso ordinaria da Assembla le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 6 de
abril de '813.
Presidencia rio Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada aeharao-se presentes 31
Srs. rleputados faltando o Sr. Lobo. O Sr.
presidente declaro aberta a sesso; foi lida e
approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Um reqtierimento de Joao Jos de Fisrneircdo,
arrematante da taxa das Barreiras da Passazem
da Magdalena pedindo um abate no pasamen-
to do precoda arrematado, correspondente aos
O Sr. Beltro mandn a mesa o seguinte re-
querimento :requeiro a urgencia do projocto
n. 3 para ser discutido em terceira discussao no
da 8 do abril:foi auprovado com a seguinte
emenda do Sr. Pereira de Carvalho;em lugar
do dia 8 diga-sena primeira sessao. Passou
em primeira discussao o projocto n. 12 deste
anno.
O Sr. vice-presidente deo para ordem do dia
a continuaco da de hoje e primeira discussao
do projecto n. lo deste anuo e levantou a
sessao.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquer-
que Lacerda, vice-pr^sidente Francisco Joo
Ca-neiro da Cunha, i." secretario Antonio
Jos de Oliveira, 2." secretario.
Tribunal da Itclacao.
SESSAO DE 8 DE ABRIL DE 183.
Oaggravo de peticao do juizo da primeira va-
ra do civel desta cidade aggravanto Francisco
Bibeiro de Brito e aggravados a viuva e her-
deirosde Luiz Ferreira Campos ; foi prvido.
Nao foi prvido o aggravo de poticao do julzo
la segunda vara agravantes Lenoir Puget (
G.*, e aggravado Jos Tbomaz de Campos (Jua-
resma.
provado na sua pr meira parte bem como a e- "*" ^J^^SS'Sft
menda da commissao ficando prejudicada a
segunda parte do artigo da proposta.
Art. 10. O overno fica autorisado para a-
bonar aos marinbeiros que se inniililisarem no
servico d'armndo os respectivos vencimentos ,
empreando convenicntementeaquelles que a-
inda poderem prestar algum servico.
E apoiada a seguinte emenda :
S'ibstitua-se o art. 10 pelo seguinte :
Os marinbeiros em geral que se inhabilita-
ren para o servico serao conservados nos ar-
enaes e mais estabelecimentos de marinha em
que algom servico possao fazer. Os inteira-
menle inutilisados serao recolhidos to asilo de
invlidos, uns e oulros com os seus vencimen-
tos at que urna lei permanente regule este
negocio.
Discutida a materia o artigo da propnsta c
regeitadoe approvada a emenda do Sr. Soares
de Andrea.
O Sr Peixoto de Brito oferece um artigo ad-
ditivo "tie apoiado.
O Sr. onsa Franco oferece tambem outro
artigo additivo que igualmente apoiado.
Amhosos rticos verso sobre o qnadro dos
offi.iaes da armada. apoiado outro do Sr.
Banvro.
Di-nois de algum debate fica a discussao adia-
da pela hora.
Sessao em 16 de Frrereiro.
Faz-se meniode urna representacao da c-
mara municipal do Bananal provincia de \
Paulo em que p -de a esta augusta crinara que
so occupe em discutir e approvar romo ulgar
conveniente nado o projecto do digno de-
putado o Sr Antonio Pereira Reboucas, re-
vogando o artigo 7. da lei de 13 de setembro
de 1830 Fica sobre a meza.
Tem terceira leittira a prnposiciio do Sr.
.MagaIhfies Castro, reformando alguns artigo'
da constituido.
Julga-sc objecto de deliberacao e vae a im-
primir.
Contina a discussao adiada dos seguinte?
ortigosa Iditivos apniados na sesso anterior :
Para se collorar onde convier. O govern'
fica autorisado para admittir e resolver as quei-
xascreclamacdesdos ofliciaes que Codo enlloca-
dos na 3a e 4a classes em virtude do decreto
de 20 de julho de 18-2 e a passal-os para i
~2*, ou Ia no caso de es'arem as circunstancia?
do l. artigo 1. da lei do 1. de novembro
de I8il. Esta autorizado tem lugar durante
um anno que correr da data da presente lei.
Peixoto de lirito.
Fica em vigor por mais seis mezes a
autorisado concedida ao governo pela lei do 1.
de setembro de 18V1 para que possa desde j
reducir o numero dos oCficiacs que devem com-
por os quadros darmada e conheecr e deci-
dir as reclamadles dos oliciaes darmada que
foro considerados na 3a e 4* classes.- Nabuco
de Amulo.
Contina em vigor por tempo de seis
mezes a antorisaco concedida ao governo
pela lei do 1. de novembro de 1841. Ra-
miro.
O Sr. Peixoto do Rrito expende varias ra-
zo.sem sustentado do seu artigo additivo.
O *r. Silva Ferraz pronuncia-se contra os
artigos additivos e pede ao Sr. ministro que
lainc urna vista de olhos para o estado da sua
provincia a Rahia.
E anotada n seguinte cmon.'a da commissao :
O governo fica autorisado dentro do praso
de seis mezes, a contar da data d'esta lei, a
receber as re lamacoes dosofficiaes da armada
quese julgarem prejydicados em seus direitos
por occasio da orijanisaco do respectivo qua-
dro remetiendo todas estas reclumacoes com o
i de orcamento. Outro de Manoel Ferreira de Al-
meida. arremattante do disim do gado vaceum
ecavallar do municipio do Bonito pedindo um
anno de prorosiacopara realisar os seus pasa-
mentos :a mesma commissao. Outro dos ha-
bitantes das frestuesias de Fasenda Grande e Ta-
carat pedindo que seja elevada a cathego-
ria de villa a dita freguesia de Fasenda Grande
com a d nominad0 de Villa da Floresta :
commissao deest- tistica. Outro de Jos Pereira
Teixeirae Manoel Canciro Leal pedindo urna
providencia que suspenda a execuco da pos-
tura da enmara municipal desta cidade, que
mande transferir para certos lugares as padarias
e outras quaesquer fabricas : comn.isso de
nosturas. Outro de Marcelino Martyr da Cruz,
casado com a exposta Maria da Paz, pedindo.
providencias afim de receber a quantia de reis
2 'OS como dote de sua mulher: commis-
sao de petices. Outro de Francisco Pereira Al-
rarve, actual carcereiro da cadeia de Olinda
pedindo, augmento de ordenado : commis-
sao de ordenados.
Foi (ido eflcou addiado porter pedido a
oalavra o Sr. Neto o seguinte parecer da com-
missao de polica (*)
Foi julgado objecto de deliberacao e a im-
nrimiro eguinte projecto.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolte.
Artigo 1. O Presidente da provincia fica auto-
risado para mandar imprimir a obra intitulada.
Instiluiccs Cannico patrias pa a uso do clero
Pernamhnra.no csiripta pelo bacharel Francis-
co Soares Mariz.
Art. 2. Impressa n obra ser offerecido um
"xemplara cada bibliotl.eca e estabelecimentos li-
'( rarios do imperio eo restante dos exempla-
>es postos venda arrecadado o seu producto
orno renda provincial.
Art. 3. Fido revogadas todas as 'eis em con-
'rario. Sala das commissoes da assembla legis-
ativa provincial de Pewiambuco 6 de abril de
1843.LaurenflnoPereira de BritoFaria
MelloA opes Neto.
Foi lida a segui.iie indicado. Havendo intei-
ramente cesspdo o motivo poltico pelo qual a
comarca do Rio de S. Francisco, Cora desliga-
da dsta provincia para serinter'namente incor-
norada a da Rahia ; indicamos que esta assem-
bla dirija tima representacao a assembla ge-
ral le islaliva do imperio, pedindo em nomeda
provincia a restituido daquella sua importan-
te ai t'ga e bem extremada comarca. Sala das
ommissoes 6 de abril de 1813.Manoel Caval-
cantiBernardo RehelloLourcncn Bizerra
IVh'a Caval antiPinto de AlmeidaCarneiro
la CunhaOliveiraPe eir de RritoMello
Lopes NetoFigueiredoLopes GamaCavaI-
eantiMesnuita Lacerda Barros Cavalcanti
LealGitiranaDominguesCustodio Gui-
mrresSousa Leo Araujo PereiraBogo
Dantas.
O Sr. Lopes Gama mandou a mesa o seguin-
te reqtierimento :requeiro que seja remetti-
da a indicado commissao de constituido e
poderes :npprovado.
Ficou addiado o seguinte parecer da commis-
sao de constituido e poderes por ter pedido a
palavra o Sr. Faria (*)
ORDKM DO DIA.
Entraro novamente em discussao as duas e-
mendas empatadas na sesso passada dos Srs.
(tirana e Beltro.
Encerrada a discussao, foi approvada a do
Sr. Bel tifio e rceitada a do Sr. G tirana e
passou em terceira discussao o projecto de lei do
orcamento provincial. Entrando em segunda
discussao o prejecto n. 3 deste anno, o Sr. Ma-
noel Cavalcanti mandou a msa o requerimento
seguinte: requeiro o addiamento do projocto
om discussao por 8 lias e entretanto pec8o-se
com urgencia osclarocimentos a respeito ao
Exm. Presidente da provincia : appoiado e
entrn em discussao. Anda a qual foi rejeita-
do o requerimento e approvado o pro'ecto.
nniiit ni; i'Kimwii'ci),
O vapor Haitiano chegado hoje (d) dos por-
tos do norte nao trouce novidades : elle dei-
xou as provincias do Para, Maranhao, e-Cear
em tranquillidadc. No Maranho as eleicoes pro-
vinciacs havio-se feito regularmente ; os ca-
lanos loro nellas completamente derrotados
(diz urna carta), o Exm. Presidente contina a
permanecer no centro dos partidos, c a destriluir
a todos imparcial justica ; marcha desempecado
e sem opposicao. O Exm. brigadeiro Bitancourt
chegou ao Cear em 31 do passado e tomou
posse a 2 do corren le.
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Nao obstante ser meu proposito deliberado es-
preitar somonte do meu gabinete o mm ment,
que leva o meu paiz lamentando em silencio
a debiliilaile de meus esforcos para o collocar na
posico, que entre as sociedades cultas de\e elle
oceupar, iiioriiiente sendo ininha intima cim-
vicfSO, que i civ ilis.T fio ell'e.'to llCCCSsario, 6
nao arbitrario da combinado e concurso de cer-
tas causas, que nom sempre possivel remover,
ou actuar; nao pude todava nesta apathia, pa-
ra assim di/er, pbilosophica, ver a sanguc fri,
lodos os dias que desdobrava as pagina- do I) -
nyro, una ferida na reputa'o de um individuo,
a principiar da primeira aulhoridade da provin-
cia at o homem n ais partii ular. Ora ora o Exm,
Haro objecto (lestes tin s venenosos, attribuin-
do-se-lhe factos calumniosos, sendo apre en-
tallo como responsavel por suct ssst s, sobre (|ue
no exerce elle influencia alguma, quando ou-
tras causas Ibes assigno pessOas, que nao \i\em
para um partido, homens, que nao vegelo mais
penso, homens, que com as vistas ti xas no mun-
do, no universo inteiro. despreso concentrar-
se na vida de um individuo. Ora era o Sr. Dr.
Neiva nao legalmentc aecusado, c denunciado
por suas malversacoes, mais ridicul risado, lu-
dibriado, offei.didoom sua honra, em seu ine-
reciinenlo lilter.'rio. Ora era o director do ool-
legio Sancta Cruz aecusado vagamente peranto
0 publico de um Cacto calumnioso que podia
i enegrir a sua reputado, mas que se acoberta-
va sob formulas duvidosas de seu informal o &c.
Scc. Ora era o Sr. Figueiredo insultado de um
modo pouco decoroso, altribuindo se-lhe coo-
perado para o descrdito doSr. Dr. Beltro, &c.
&c. Assentei comigo, que o Di rio-noro, que
me havia inspirado confianca logo que nasceo ;
que me pareceu a oceupar-se de urna turefa
nobre islo de censurar os actos do governo,
que mcreeessem censura e isso debai.xo sempre
(lo acatamento devido s authoridades, e em ter-
mos decentes, nicos, que soem sabir da penna
dos homens Ilustrados e de educado, sondo
respeitada a reputado dos individuos e nao se
aceitando senao communicados, c correspon-
dencias assignadas por pessoas conhecidas, e que
contivessem Tactos e nunca insinuates indi
nclas, se h. via tornado nina folha perigosa ,
immoral, e grandemente intrigante e sahem
bem os editores do Diario-novo sabe todo o
homem-, que ponsa que terriveis eleitos nao
accarreta a intriga que sustos, que desoonfi-
anca nao espalha em torno de si um seinelhanta
procedimento.
Qual ser o homem do mrito mais sublima-
do, do carcter mais decidido, que se julgueinat-
tingivel pelas armas da calumnia, c da intriga!
Um celebre escriptor pondera que o bem ,
tOUurein so diz e quasi sempre verda-
Os pareceres a que se refere esta acta se- jdeiro ; o mal muitas vezes falso, ou pelo me-
rao publicados no n. seguinte.
! r.os exagerado. No catante o mal se cspa.'ha coa


ncrivel rapidez co bcm s filtra a travezdos
obstculos da inveja cila maldado.
Com estas considerarais julguei que tam-
bem podia dizer alguma cousa acerca deste m o
caminho, que vai trilhando o Diaria-novo ,
creando odios e dissensoes que tanto immora-
lisao o paiz, c enviei para o Diario de Pernum-
buco que nossa parte tem-secondusido com a
devi la reserva edignidudc urna pequea cor-
respondencia. Nelln foi meu filo, como est
dito reprovar a conducta do D ario-novo e
como linha de me firmar em factos, foi-me pre-
ciso' apresentar alguns exemplos, c para nao me
alongar muito fallei nicamente no Exm. Ba-
rio, no reverendo Antonio Mara Chaves de
Mello, e no ir. Antonio Pedro de Figueircdo ,
a oujos mcrecmentos rendi o devido culto Pa'
rece-me, que tolo o homem, que sabe de um
principio tirar urna consequencia ver.'i n*aquella
correspondencia urna unid.ide de pensamento ,
tolas as p;irtes della converjindo pira o mesmo
fin. No enlaitoo Diario-nono n. 1\, nao con-
cebendo ou talvez fingindo que nao concebe
o meu intuito, laz-ine urna censura na qual
querendo campar de rigoroso, diz que o nome
do Exm. Presidente veioali a martcllo, que de-
nominei virtude ao que nao ora, que tobrguci
urna ofiensa ao Sr. Figueircdo onde tal offen-
sa nao existia &c. &c. Mas tocar no ponto es
sencial da questo, sso nao; mostrar como a-
ceitando o Diario-noro toda a especie de cor-
respondencias, e de toda a laia de individuos nao
iminoralisa o paiz sso no; n3o cot\vem ao
Dtano-novo lerir tanto no coraciio da mate-
ria ; contentou-se cm tocar em algumas franjas,
e nada mais. Nao me relirarci todava da Mea, e
peco aos redactores do Di trio de Pernam'mc) ,
me vao dando um cantinbo em sua folha.
Diz o Diario-novo que na minba corres-
pondencia foi intro lusido a narlello o nome do
Exm. Presidente; j respond a esta insnuaiao,
e censura; accredite o Diario-novo,(\w\ o nome
do Exm. Presidente nao entra cm meus clculos
de interesse ; vivo eneantoada em um gabinete
comendo o pao regado por meos suores; mas
pira mim objecto de venera-So e digno de ser
imitado o celebre Rousseau copiando msica no
4.and.ir de urna casa na na Platriere e des-
confiando das dadivas dos grandes. Meu Fito n'a-
quella correspondencia esta declarado.
Diz anda o Dtari>>-noro que concorro par'
a desmoralisaco do paiz tecendo encomios ao
vicio, e degradando a vir'ude a'endo cabii
ainda sobre o digno director do collegio Snela
Cruz um chuveiro de insultos, e injurias. Alem
da falla de generosidade, que ha nesse proredi-
mento, pois sendo por todos conhecidas as desa-
vengas cpie existem boje entre o Diario-noro,
c o Sr. Chaves, devia essa Folhn guardar algu-
ma reserva, por quanto snas pa'avras nao podem
ser aeolhidas comocunbadasde imparcialidade .
mas como despoilosas e ilhas da raiva ; aven-
tura de mais a mais o Dinria-noro juizos des-
tituidos de base, e fundamento ; por tanlo per-
mit i-me, (pie com a hrovidade conpativol com
a folba Ibe prove, oque aventurei.
Com quanto oes< riptor do Emilio, tenha-
se altamente pronunciarlo contra oscollegios,
todava o sen uso ten sirio abracarlo por todas a*
na -oes cultas, e a despeito das razes do philo-
sopho urna tal institurfio vigora, e rami'ica-
se em proporciio do augmento da populacAo, e
d;i necessidade que se reeonhere de derramar as
luzes. N tinhamos no nosso Pernambuco e oSr. Cha-
ves foi u ii dos primeiros, que tomou a seu car-
go institor um, com os coinmoilos precisos ; se
a utilidude tiesta instiluicao reconhecida em
qualquor outro paiz ella se fa'muito sentir,
al debaixb do cara ler de necessid tde no nosso.
onde as luzes se achiro mui pouco diflundid.- s, e
onde os proprietarios de engenbos e fazendas
mui distantes da cidade carecem de quem ahi se
encarregue da educacao de sens filhos. Foi por
isso geralmente bem acolhida a lemhran a do
*t Chaves e com quanlo alguns outros se ap-
presentassem com iguaes pretendes nenbiim
conseguio os resultados que tem obtido o Sr
Chaves, o que denota claramente, que os in-
teressados que sao os paisde familias Ihe tem
dado sua approvacao e sso nao sorcederia, se
da pirte delle nAohouvesseum restricto eumpri-
inento das condices a que se havia abrigado.
O Si1. Chavos por tanlo nao um desses ca-
valheiros de industria queaporlao as nossas
praias, sem o menor mciecimento ; sim um
estrangeiro emigrado quididades que o tornao
respertavel meusolhos; mis um estrangeiro ,
que procura cstabelecer no paiz urna instiluicao
scientifica que procura ganhar o pao pidos
meios mais legitimo*, e honrosos, que busca
concorrer para a illustracAo do paiz que ami-
n oclmente o recebe ; um estrangeiro que
as quaes havia aqui falta de mestres. E nao 6
a vida deste bomem s por si digna de respeito ?
Que accoes indecorosas ten pratirado enl;e nos
o Sr. Chaves ? quaes sao os seus vicios? quaes
os seus crimes ? lodos o conhecem e sua
vida entre n de que o possuirnos quo podemos gradual-
mente narrar as suas acedos. Ainda h pono ,
quando um matulointeressado alcoua voz da ca-
lumnia, c da inveja, para arrancar-lhe a nohre
industria que procurou homens de prohi
dade reconhecida pessoasde consideradlo ele-
variio sua vo/.cm prol delle fazofldo que elle
obtivesse um triumpho completo com iuteira
confusAo de seu inimigo; e com vicios, com
urna vida recheada de crimes seo'itein (tostarte
a s^mpatbia de tantos homens de betn? Nao; o
Sr. (.haves nao oqnediz o Diario novo; sua
vida s por si digna de respeito,
Mas diz o Diario novo que o Sr. Chaves
sendo frade appresentou-se secular e hoja
approsenta-se padre. Oh! pira que desdobla
o Diariq novo as folhas de um livro que elle
nao pode ler? Ignora o Diario novo que ha
suceessos terriveis na vida do homem que lo-
(I ivia nao sao amostras de tuna alma mal forma-
da ? Querer o Diario novo arrancar do peilo
do Sr. Chaves talvez segredos, que elle cncer-
ra eque devenios respeitar? (fuerera o Dia-
rio novo chamar o Sr. Chaves para una arena ,
em que elle nao pode nem deve entrar ? O
i-erto que o Sr. Chaves nao abusou entre
nos do seu mysterio e logo que pode oblar
cerlo breve do S. Papa app'resentou-se-nos em
sua qualidade de sacerdote.
Diz ainda o Diario novo que o Sr. Chaves
carrega com a imputacao do tiro no Tribuci;
que calumnia quem nao sabo boje em Per-
nambuco queoSr. Chaves nunca levo parte
em seiiielhanle attentado ?
Recorre o Diario novo outra vez aos acoutes #
e xicotadas em um menino, refugiando-sr: ;,
sombra do matuto inleressadn. Forte teima
forte despreso das leis Ainda pouco 0 Sr.
Chaves pao querendo enlamear-se oestes des-
composturas [icio prelo lanca mio dos meios
legaes para "provar sua innocencia ; de cada
canto gritAo pas de familias attestando que
sao falsas smelhantes imputarles ; nada em
iuiso seprovou; o nao obstante anda o Dia-
rio novo repeteeslas palavras de escndalo ; se
'sto nao 6 desmorjlisar, nao sabemos o que
seje,
Di* finalmente o Diario novo (pie pouco
im eidadao respeilavel foi a meneado pelo Sr.
ihaves na audiencia do >r. Dr. Selle. Pcr-
loe-me o Diario novo, permiitu-nie que de-
lino um poucj de seu juizo e aulhoriladc
essa materia. Bem sabemos como as cousa-
eeiiveneriAo al no ton com que sao ditas:
pianto mais ras palavras. As leis naluraes or
ienao que niiiguem seja cornlemnadn seru sei
nivido. Se existi e la a mea a ahiest o
irtigo207 do cod. penal, e com lanas teste-
nunlias quantas se di/, haverem presenciado
ste f |ue a lei permiti ; mas gritar proclamar
l'ernambuoanos, um estrangeiro frade, podre.
recular lez aconleceo, &o Ste nao re-
(inhecer a niissao do escriplor publi o. Opal
de lamilia diz seus lilhos, e o evangid o o en
una : perda as injurias s moderado res-
oeila a reputadlo alheia obedece s |oi, res-
ucita is autoridades trc. Diario novo cu-
ja missao devora ser a mesma que a do boin
iiai de familia proclama grita concita .
lesacredita ataca com despreso as autor da-
lles, fl nio iiniiioialisa opino o Diario novo?
Ainda quando o Sr. Chaves fosse o Sania-
ritano eu o considerara meu prximo.
(Quantoao Sr. J'igueiredo a quem, o Dia-
rio novo diz que nenhuma oflensa nellfl se
dirigi, apello para o protesto que fez o mes-
mo Sr. Figueredo pelo mesmo Diario ; para o
protesto que lez o Sr. Beltrao de nao haver
participado da correspondencia em que se
(allava do Sr. Figueiredo, e para o pensar de
todos os hoincns de senso. S > o Diario novo
pensa que se nao oflende imputando a dl-
guem o concur>o para o descrdito de oulrem ;
nao de admirar esl em seus principios.
Julgo haver respondido ao Diario novo e
em concluso peco-lhe que seja ma s escrupu-
loso em acceitar correspondencias, ecommu-
nicados seja qual lor o interesse que se he
proporcione por que para o born ciiladao o
principal inleressedeve ser o bem de sua patria.
O Dcffensor do mrito calumniado.
inteiramentc e secar desl'arle a fonte tnica da
nosga riqueza. V. nao haveri um meio de con-
ciliar eslas < ousas? Nao porlercmos ler esses bra-
cos sem ser por meio do eaptiveiro? Bntentlo ,
me sim ; e disto acaba denos abrir exemplo o
lilanlropo govemo d:i Grain-Brelanha. Este ha
poucoongajou creo, queduzentos mil frica
nos para os trabalbosagricolasdassuascolonias:
e porque nao farcinos nos o mesmo ? e os in-
gleies tao amigos dos pretosda costa d'frica ,
tao empenhados por sua emancipado, engajlo-
ospara o sen servico, nos com muito maior ra-
s.io o devenios fa/er.
Parecia-nle pois muito conveniente que a
nossa asseinbla geral nutorisasse o governo a
: cngai&r as costas d'Africa de seis ceios a sele
centOS mil africanos para s rom distribuidos por
todo o Brasil e isto por tempo determinado ,
depois ilo qual esses africanos,sendo livres con-
tinrfuriao a servir por novos ajustes, OU nao. Quem
i carecesse dos laes engajados, na occasifio de os
rceeher pagar -Ihes-hiaa importancia do sua pas-
sagm, e por prestacoes o preco annual dos en
gajamentos. MaStambem entendo que seria
muito Oecussario limitar o numero d'eiiiajados ,
que podia caber a cada agricultor a fin de que
nao licassem hunscom iniiitos, oulroscoin poti-
cos, e outros sem nenbiini.
Em q lanto entre n is se nao eslabecer a divi-
sfrodo trabnlho seremos um povo mesquinho .
o pobre no meio de tantos elementos de riqueza.
InSiStO pois na necessid,ale e grand.' conveni-
encia de seren aforadas as Ierras que forem
-oliejas aos nossos agricultores, (^uem nao tem
Torcas, e meios para levara effeito todos os pro-
cesaos do assucar contente-se de plantar a cana ;
leve-a ao seu visinho, s empregado em a moer,
c d'ahi a oulro que s se occripe de o purgar ,
e aperfeicoar. Quer-nie parecer que dest arle
todos lucrariao a riqueza seria mais bem dis-
liibuida, e muito mais feli/es seriao OS habitan-
tes dos nossos malos. S (leste modo acabara o
systema feudal que ainda porali domina. F-
ri do senhor deiigenho e d'algum lavrador a-
baslado ludo o mais por esses malos he gente
miscravel, sem ubi corto, sem amor ao terreno,
onde nada possue, e sempre disposta a servir de
instrumento s paixfies desregradas dos podero-
sos do lugar.
Raro he boje o senhor d'engenbo, o lavrador
l'algodao, que nao estej5o horrorosamenle de-
I) lados para com os especuladores do Indico de
africanos; e de dia em da vai crescendo o mal ;
porque propor ao, que se augmenrao as diffi-
ciiidades da iii>portaco tnrnSo-ae os taes a/r-
canos mais cuslosos e mascaros, e onde i rao
mirar os nossos ogrirultocs? Que meios leao
le payar tao enormes dividas, sobrecarregada
nto stae dmi os? < utrora o mato era credors
la pra a : boje pelo contrario o mato est de-
vendo tanto prca que larde ou nunca po-
let/i pagar-lbo. Por mais enrgicas que scjiio
is medidas lomadas pelo governo Brilannico ,
tempre bao de escapar alguns navios rio trafico;
mas porque prero se nao vendern esses africa-
nos ? One hnros poder ellos dar, que possao
cobrir tantas dspezas, e tantos riscos ?
Parece-me pois, que lodos esses males sessa-
r'i, logo que se elTeitiie 0 engaja'iiento snpra-
nenconado. Por este modo ainda po ler os
nossos agricultores ir solvendo a sua enorme di-
vida. Nao ha quanto 8 inin meio termo :
ou continuar livre, e desembaracado, como
d'antes o trafico d'escravaiia (o que ja nao be
Jado esperar] ou recorrer ao engajemento, de
qiietenho fallado. Outros bracos que nao sejao
africanos, oigo que tarde ou nunca traha-
Ihar nos engenbos de assucar do Hras'l. Ese
ellos nao fossem lao asados para taes serviros, os
insezes engiija-los-hiao para as suas colonias ?
Finalmente h mistor attnlar muito para estas
cousas; pois estamos com o p sobre a borda de
um abvsmo.
Agurdente pipas 26i (,
girrafoes lJi '
Couros salgados.............. 8,621
Cl.ilres.................... 9,000
Cobre velbo................. 96 I ib.
Charutos................... 600
Caf....................... t0@.
! Uoces......................- 452 lib,
l'arinba de mandioca, abpieircs.. 21 '/
Melaco quartolus I, canadas 2,022
barns 01 i
Madeiras taboas.'e |)os. ...----- 61
Melles miudils................ 538
Pessas de roupa feila ......... 211
Sola e vaqueta............... 6,265
l'oucinbo.................. 23 (.
Cribas de noi................ U.00
Moeda.................Bs. 9:0728130
Gneros miudos e gasto....... 2:721S10i-
\ alor da exporta, ao.........785.O9B803*
I Valor dos direitos.......... 93:221 579
.' abirfio 2!) ombarcaedes, sendo 3 bra- ileiras,
{. portuguc/as, II inglezas, i franceza, V aus-
tracas 2 dinamarquesas, 2 sardas, 1 sueca ,
e I hamburguesa ; contando 8,316 toneladas,
e tripuladas por iCtl pessoas.
l'KAgA 1)0 RECIPE 8 DB ABH1L HE 1843.
Revista mercantil.
Cambio Tem havido Iransac G''s regulares a,
2TI. p lS(IOO,eumaa27'.
Algodo As entradas Corto pequeas c as
vendas lem regulado de 4S800 a
\8900 a ,.,.
Assucar As entradas forSo regulares, e tem-
se vendido o branco a 1}<000 res so-
bre o ferro, e o inascavado a 900 res,
sobre o dito.
Afeite doce Vcndeu-so de 1S900 a lS950rs.
o galSo.
Bacallao O deposito de 1200 barricas qua-
si todo de qualidade inferior, e tt'in-
se vendido a relalbo deS^OOO aOSOOO
reis.
Carvao de pe.lraVendeu-se de 7S500 a 8S000
reis a tonelada.
Farinha de trigo O deposito anda por 3500
barricas em primeira ruo, e as ven-
das do HiS a ISS reis a barrica.
ManteigaCbegarto 460 harria de Franca,
que se veiidrAo a <80 reis a libra A
ingleza tem se vendido de 4508*500
reis, segundo a qualidade,
al estrangeiro\ endeu-se a 800 reisoal-
((iieire.
Vinbo Cbegarto de Lisboa 250 pipas, que
ainda nao IbrAo vendidas.
Existem no porto A.'J cinbaicaccs.
-"i
COMMERCIO.
VABIEDADE DO CARAPUCEIRO.
necessidade de colonos para a nossa mori-
huniln aaricultura.
Fra mister, que eu deixasse de sur ebrista,-
sores Brasileirsde preferencia a outros quaes- I e de ser bomem para Dio re.onbecer a iniquio
quer, eque ncansavol no adiantau.ento e dade do trafico de carne humana, funesto _|ega-
nrto..^j.......... :^o.....i.Mos h cu fin.l.-i.l.i do ou,. nos Iransmiltirao os nossos minores 1
acaba de contrallar na Allemanha tm bomem mas por oulra parle observo que tirar da nos-
de mrito paraensinar varias materias, para ,8aagrcullu/a os bracos africanos he cxtinguilla
Rendimcnto do dia 8.......... 10:20S996
Desear rea do hoje 10.
Barca Ist ferro.
Briguc Cora louca, e cerveja.
Brigue < ongress carvao.
BrgOO J mes Walte. carvao.
Baa 'Lilia balatas.
Brigue erern ferro.
BrigueSlicart fa'enlas, ferragens e
sabio, sardinbas, e louca.
Brigue Conreico de Mara vinbo, e fa-
zendus.
Sfovmonlo do Porlo.
Nario entrado no dia 7.
Havre de Grace ; f8 dias, barca franceza Zt-
lia do 227 toneladas capilAo Boucher ,
eqtipagem 12, carga fazendas; a Bull &
nes.n Chava
Deca racAo.
Resumo da exportar da pmrinria de Per-
nambuco no met de marco d* 1813.
AlgodAo saccas 2,669 com 14,037 n 21 lib.
Assucar caivas 3,850 ,
feixos 369 i
bar."' P.599 com 317,724 10 lib.
saceos 10,H0^
cai.elat. 120;
O vapor brazileiro Rahiano, recebe as
malas ara os portos do sul, In.je (10) s 4 ho-
ras da tarde.
Consulado Pritannico.
Faz-se saber s lulboridades. e ao publico
desla oidade que o escriplorio dcsle consula-
do mudou-se da iua do '1 rapiche Novo para a.
ra da Cruz n" 40.
< ompunhia de Pehiribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
vidados para realisarein 4 p. c. sobre o valor de
suas acedes i easBm complclarem a primeira
prestacAo. A vista dos competentes recibos se-
ra o entregues as A plices no eserip torio da
( ompanhir na ra Nova n. 7 devendo fica-
rem os mesmos Srs. Accionistas na inteligen-
cia de (|uc nao podem transferir suas accoes an-
tes de seren averbadas nos livros da Companhia.
\ visos martimos.
= No dia 13 do correle sahira impreteri-
velmente para o Porlo o Brigue Poituguez Ven-
tura Feliz; quem o no mesmo qui/er carregar
uuirde passagem, dirija-se a ra da Cruz,
n. i.'i casa de Joaquim Jozo do Ainorim.
Para Bonis Aires o bem conhecido e ve-
lero patacho Nacional Especulador, torrado e
todo encav ilhado de cffbre pretende seguir at
~H) do corrente recebe ainda alguma carga a
frea e pasMgeroa para o que lem magnfi-
cos (omniodos ; (racla-se com o capitao a bor-
do no Forte do Mallo ou na ra da Cadeia do
Becife n. 21.
Paran Maranhfio segu viagem o patacho
Nacional Mara Luza : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dirija-se a seu por-






1
I
4
prietario Antonio Joaquim de Souza Ribeiro ,
na ra da Cadera do Recife.
Avisos diversos.
S
O PAISANO N. 13.
Amo hoje e est venda.
Lotera do ihtatro.
As rodas desta lotera dovxao de ter hoje
andamento como se ha annunciado ,. por existir
ainda por vender um creseido numero de bi-
Ibeles ; (cando por esta raso transferido o an-
damento das ditas rodas para odia 23 do corren-
te inez impreterivelmonte lii|uem ou nao bi-
letcs por vendar,
O-ieui t|ui'er comprar una ccrava para
fora da trra, coin coiidicSo da nao ser vendida
aterra, dirija-so a ra da Penha sobrado
n. 21.
A luga se urna grande casa rom grande
quintal com muitosarvoredos, c boa qualida-
de de laranjas e t-rra para plantar, e ines-
mo no centro d/sta cidade por ser na Sib'da-
d n, 42 ; quem a pretender dirija-te a ra
do Vigario no armazem n. 23.
= Precisa-se de um moco que tenlia prin-
cipios de pharmitGA : na ra estreita do Roza-
rio botica nova n. 41.
= Quem precisar de urna ama com bom lei-
to, sem lillij e parida de uouco tempo, di-
rija-se n Olinda ra do Balde n. 2 i.
= Precisa-se de um i a:n.i para casa de pnu-
ca famijia : na travessa de S. Joze n. 33 ,
priineiro andar.
=Francsco Vaes Pereira roga a pessoa de
igual nome que por vezas tem tirado cartas do
eorreio vin las de Portugal e Itio de Janeiro ,
de as mandar entregar na ra do Vigario ar-
mazn n. 18,ilo que se ficar.i milito agradecido.
O Sr. II. F. J. queira ir restituir a quem
nao ignora a quaitia de 28,200 que sua se-
nbora re elieo anulosamente, o do contrario
tora o disgusto de ver o seu nomc publicado por
estenio.
= Joiquim Antonio Teivcira de Carvalho,
subdito Portugaaz retira-se para fura do Im-
perio.
= Um offici i\ de chapeleiro se olTerece a
trabalhar ero quaiquer tanda por proco n.ais
comioodo, qui* outro qual |uer e .0111 prom-
ptidao ; na ra do Rangel, n. 3L
= Previne-se ao publico que ninguein fa-
ca negocio com urna letra da quantia de com
mil rs. vencida em 20e tantos de Fe\ereiro ,
a qual ja est i paga pelo acceitante e na mis-
ma occasiao fui perdida na ra, sendo sacada
por Jo/e Antonio .Marques e acceita por Joao
Pinto dos Santos, e endocoda por Henrique
Jorge e como a dita letra de nada vale faz-
se o presente annuncio.
Previne-se ao publico que a escrava
Jacintba do Sr. Amaro Fernandes Gama est
hvpotheeada a L. A. Barudaca pela quan
tia de 228S332 is. importe de alu^ueis do si-
tio, qun este alan 'ara a Nono Mara de Seixas.
= Precisa-se de um lioniem solteiro para
feitor de um sitio junto desta cidado que en-
tenda de p!antacao : a fallar no arma/em de
Dias Ferreira junto a allandega que se dir
ondodeu' procurar
= De-oncaininhou-sc a dias um barril
de vinho de Lisboa com a mana J. \ \ que
por engao os pretos enlregaro na Roa-vista
om disa onde nao deviao entregar, e como os
ditos pretos nao cstejo cortos na dita casa por
isso roga se a quemo recebeo mande avisar
aos agentes d.i capataza externa de allandoga ,
para -e mandar buscar e entaegarao seu pro-
firi doito.
e= O abaixo asignado laz publico que
tem admetido pura seu socio em todas as suas
transa oes asen irmaojoao Ferreira liamos,
licando de boje em diante a sua casa girando
soba lirma doJoaqn m Ferreira Mamo & |r-
mo. Joaqoiin Ferreira liamos.
ese Na ra do Cahug esquina daadas
Larangeiras no 1 andar enfoitao-se e ves-
tem se Aojos para proeisso com bom gosto ,
e mdico preco ; assim como na menina caza
ha nina negra de Angola para venderse anda
moca, sabe fazer O servico diario de urna caza
com urna cria.
c= Auga-sc o armazem da casa de 4 anda-
res da rud.i Monda defronte do ferreira Cae-
tao, muito proprio [ara eslabeleciinentocom-
mercial na ra do \ gario n. 13.
= C T. Astley subdito Britnico ret-
ra-se para Inglaterra.
= Henry J. Craig subdito Britnico, re-
tira-se para fora do Imperio.
~ Matheos Gaspar Leonesi, retira-so para
fora da provincia.
= Joze Mara de Souza, Portuguez, re-
tira-se para a provincia das Alagoas.
= DiogoClaky, Inglez, rctira-se para a
provincia das Alagos.
Precisa-se do arrumar-se um moco por-
tuguez de 17 annos excepto venda .ou pada-
ria que da fiador a sua conducta e tem bas-
tante ortica de fazendas o miudezas armazem
de estucar e couros ; quem pretender dir-
a-se a ra do Livramento n. 3.
Precisa-se de um trabalhador ,' que saiba
e queira trabalhar em servico de carraca e ou
tro quaiquer : na ra Nova loja n. 58 do
meio da as duas horas da larde.
Piecisa-sede um noinem para urna pa-
llara, que queira vender pao na ra, com 1
preto e calenda de masseira : atraz da Ma-
triz da Moa-vista n. 22.
Precisa-se de um homem que entenda
do servico de campo para feitor de um enge-
nho distante desta praca duas legoas: na ra
Nova jun'o a ponte n. 09.
Aluga-se um sitio em S. Amaro com
casa de podra e cal com 4 auartos duas sa-
las, cozinha, bastantes arvoredos do fruto,
boa agoa de beber, baixa para planta dcapim,
e portao na estrada ; quem pretender, dirja-
se a entrada da e Irada de S. Amaro, a fallar
com JofioRaptista Claudio Trcsse Francez.
Precisa-se de urna mulher, que saiba
bem ler, escrevere contar para ensinar pri-
moiras letras em um engenbo no Itio Form-
lo, naolendo filbos: na ra de S. Rita nova
n. 91.
Quem precisar de um capellao para dizer
mistas no da de festa e pelas oitavaS em al-
gum engenbo pouco distante desta cidade, di-
rija-se a ra de Apollo n 15. segundo andar
L. A. Dubourcq faz sciente que mu-
don seu escriptorio para a ra da Cadeia do
Recife n. .T7, priineiro andar.
A quem Iho faltar um avallo de carga ,
desde odia 7 do corrente queia dirigir seas
5 pnt.is n. 53 que dando os signaos Ihe
ser entregue pagando as despezas que se tem
leilo.
A commissao administrativa da socieda-
de Thcrpsi'coro avisa aos Srs. Socios, que tem
mareado o o'ia 22 do torrente para a sua primei-
ra partida e para approvacao dos candidatos,
odia 10.
Precisa-se a lugar um escravo para leve
servico: na ra de Agoas verdes, sobrado n. GG.
Roga-sc ao > r. R. Plei a pouc c llega-
do do Rio de Janeiro o favor de declarar sua
morad ia.
Aluga-se o sobrado de 2 andares nos 4
canto da Roa-vista, n. 1; e a casa terrea n. 3 :
a fallar com Manoel Caetano hoares Carneiro
Monleiro.
Km regosta ao annuncio inserto no dia
rio novo de 8 do corrente em que seu au-
tbor pedo a direceaoda sociodade Theatral Phi-
lo-Thalia a representacio do Drama Torre
de Nesle tem a dizor-sn que a mesma so-
ciodade somonte leva em scena os Dramas .
que Ihe apraz e nao os quesao da vontade do
>r. pedinte por isso que nao he theatro pu-
blico e sim particular, ese por ventura tem
desojo de o ver em scena, pessa-o ao empresario
do me o satisfar. ^ Um socio.
lioga-seaosSrs. Luiz Gonzala de Al-
nioida natural da Babia e Ralaol Arcanjo de
Olivera Lana do Rio Grande do Sul de
dirigireiii-so a ra da Cadeia do Recife, n. 45.
que so Ibes desoja follar, ou alguem quesou-
bor dar noticias dos inosmos.
cravosde 13 a 20 annos, pogo-se bem sen-
do bonitos : na ra do Livramento, n. 3.
V'endas
- Vinho de Bordeaux em quartolas de
meia pipa dito engarrafado em caixas de
una duzia de difTerentes qual dados, Ma-
dera secca engalas o em duzia, dito sou-
ternes, dito do Rheinei serveja branca e
pretade superior qualidade Champanho das
marcas conhecidas azeite fino em caixas e em
gigos, licores finos de varias qualidades,
absinthe fina cognac e vellos de espermace-
ti." em caixas de 25 libras rap rolao hambur-
guez tabaco para fumar charutos da Hava-
na, superiores, sa dinhas em molho, e em
conserva de azeite e manteiga hervilbas seccas
e em conserva doces do dilerontes qualidades
de frutas da Europa, frutas seccas de difTe-
rentes quilidades mostarda franceza quei-
jos londrinos muito frescos, ditos venles da
Suissa amendoas doces h isson, arenques
uiuito frescos em caixasde 5 duzias biscoitos
Irancezes para Champanbe > todos estes gene-
ros eoutros muitos chegados ltimamente da
Europa vendem-sc cm casa do Fernando de
Lacea ruada Cadeia velha n. 16, primei-
ro andar.
. ss Vendem-so 20 vaccas paridas, muito
boas de leite escolhidas, urnas crioulas, e
outras acostumadas ao pasto por proco com-
modo para liquideco; na ra Nova junto a
ponte n. 69.
= Vendem-se 100 Arithmeticas do lacroi,
e 100 reformas do cdigo do processo criminal:
na praca da Independencia n. 23.
= Vendem-see trez escravas mocas com
bonitas figuras duas engommao bem, e sao
eozinbeiras e lavadeiras o fazem docos do d-
vers. s qualidades, e urna cose chao e faz ren-
das e bicosde todas as qualidades e cozinha:
na Tua de S. Rita n. 27.
= Vendo-so farinha de mandioca a 2560 o
alqueire, e tambum farinha para porcos u 1280:
na ra da Moeda venda de Joaquim Duarte
de Azevedo.
ss \ ende-sc urna negra da costa muito boa
quintadeira engomma e co inha bem tem
muito leite por ter pando a 15 dias c Ihe ler
morrido a cria : na ra da Penha n. 1.
Ermilage.
= Esta fabrica tem a honra de participar
aos seus froguezes e ao publico que tem un
completo sortimento de charapes do maracuj'i,
limao caja, e manga que vemLm-se inais
barato, que em outra quaiquer parte; tssim
como as.sucar refinado a maneira da Europa do
3 qualidades 160 120 e 100 rs. o outios
A endem-se arroz pilado de muito boa \ muitos productos como licores finos velas de
qualidade a 12,500 o alqueire azeite de car- (carnaliiiba o de selm ouedao muito boa luz :
rpalo a 1920 e de coco a 400 rs. a garrafa :
na ra lu'reita, venda da equina da travessa
de S. Pedro que volta para o Livramento ,
n. 14,
. \ ende-se urna preta de 23 annos cozi-
nhoira lavadeira e engomma liso : na ra
da Solidade n. 38.
- \ endem-se duas moradas de casas do um
sobrado, e um terreno nos fundos das mesmrs,
na ra da Guia lado do norte no bairro do
Recife : na ra larga do Rozario loja de
miudez. s n. 35, dir quem as vende.
- Vende-se una negra de 16 annos, co-
zinha, lava, engomma liso e vende na ra.
prefere-se para fora da provincia o motivo
se dir ao comprador : na ra estreita do Ro-
zario n. 18, segundo andar.
Vende-se nina Biblia eommontada pelo
Padre Antonio Pereira em 7 voluntes: na
ra da Guia n. 2.
Vende-se urna escrava de nacao lava ,
engomma e cozinha : no Forte do Mattos,
ra do Codorniz n. 3.
\ endo-se o retrato de S. M. F. a Senho-
ra Di Mara Se unda Rainha de Portugal ti-
rado na sua Real presenca em Dezembro de
I82 em papel marfim em ponto grande ,
proprio para adornar as mais ricas salas: na ra
do Crespo loja n. 8.
Vende-se Lonas de algodao, muito pro-
ria para vallas de escunas ou para enserados:
em casada L G; Ferreira &C.ompanhia
Vende-se meia duzia de cadeiras de ja-
cararand'i em bom estado, e commedo preco:
na ra estreita do Rozario, n. 2, primeiro
andar.
- Vende-se urna moleca de liannos. com
algumas habilidades para fora da provincia:
na ra d.o Brum n. 79.
- Vende-se um negro de 27 annos cozi-
nheiro ecaiador : na ra e.-treita do Rozario
n. 12.
na ra d..s Trini boiras n. 22.
be \ endem-se oleo do linliaca cm botijas,
fugos diversas lerragens o ricos veos pretos
de fil : na ra do Vigario n. 13.
= Vende-se urna grande casa de pedra e cal
sendo de paredes dobradas sita na povnaco
dos A (Togados na esquina do beco do vinlem ,
com a fronte para a ra Diret ; assim como
urna meia agoa no fundo, no mencionado beco :
a ti acta r com o sei: proprietario > a noel do Al-
moida Lima no principio do atierro dos A fo-
gados sobrado n. 63.
= Vendem-se Chapeos do Cbile; em casa
de L. G. Ferreira i Companhia.
= Vendam^sp duas canoas, que condu-
zem 500 lijlos cada urna : na praca da Inde-
pendencia n. 39 ; tambem se aluga una ca-
noa de :ondu/iragoa.
ss Vende-se um mulatinhode 9 annos: na
ra da Cruz n. ii4, priineiro andar.
= Vendese um preto crioulo de 20 an-
nos para outro quaiquer servico : na ra do Cres-
po n. '2.
= Vendem-se um selim inglez em bom uso,
com todos os perlences: na ra do Cre>po ,
loja n. 2 A.
= ^ ende-so urna escrava de naci do
30 annos boa vendedeira de fazendas e miu-
dezas ; na ra do \ gario armazem n. 23.
Escravos fgidos.
= No dia 2 do corrente fugio a [reta Ma-
ra Congo alta magra, com o cabello bas-
tante grande e torcido dedos das maos curtos
e grossos e alguns dellos torios Lvou vesti-
do de chita cOr de ganga, com flores grandes
encarnadas, venda banha de maiiha e de
larde azeite de carrapato levando quando fu-
gio um flandres com urna caada de dito com
^ ende-se a historia de Carlos Magno, a 0 lunil e as medidas ; quem a pegar leve a Ira-
Compras.
= Compra soe urna casa errea ainda mes
mo precisa do de algiini conserto no bairro do
S Antonio ou Roa-vista preferindo-se ser cm
boa ra para negocio de venda : annuncio.
= Comprao-se do/.c colberes grandes de
prata c 12pequeas, som fcitio : annuncie.
= Compro-se escravos com oflcio de pe-
dreiro carpina c ferreira : na ra da Ciuz,
n. G- e n casa de Lourenco Joze das Nevos.
Compra-se um Diccionario latino em
bom uso ; na praca da Roa-vista n. 7.
= Precisa-se de nina escrava, que saiba cm I ( ompra-se um pilo de sicupira coma
engoiiimar o co'inha; a fallar na ra da Cruz sua competente mao novo ou cm bom uso :
n. 43 ou com Jos Brandan da Rocha. na fabrica de fazer sabao na ra Imperial,
-_: M. S- Mawson chirzSo dentista resi-jn, 116, oy annuncie.
dente na ra Nova n. \\, primeiro andar, Compra se um gral de ferro, do maior
informa ao respeitavel publico, que leni de re-' famanho possivel rom mao ou saoi ella: na
tirar se brevemente para as provincias do sul fabrica de fazer sabao ra Imperial, n. 116,
c "f: portan' quem so qui/er iii!inr de seu ou annuncie.
nrestmo dirijaaea feforida casa das 9 ho- i Comprao-se efectivamente para fora daj que talvez exisla nesta Cidade : na ra do Vi-
ras da manha at as 5 da tardo. Provincia umlatinhas, crioulas, e mais es-1 gario armazem n. 23. ,
servida, mas em bom estado : na ra estreita
do Rozario n 12.
No Recife ra da Cruz n. 23 es-
criptorio de Joze Antonio Gomes Jnior con-
tinua a vender-so saccas com um alqueiie de fa
rinda de mandioca muito fina c alva feta na
Muribeca e por preco commodo.
N Na pracinha do Livramento, n. 53,
continua-sc a vender as eguintes miudezas ba-
rata* como sejio papel de peso a 2600 a res-
ma e a 2800 dito meia holanda a 2500 ; e al-
maco a 2600 linha do carretel a 360 a duzia,
colxetes a 40 rs. e duzias a 800 rs. fsforos
a 2809 a grosa ca re a Iho a 40 rs. meias de
algodao mu finas para sen hora a 400 rs. o par.
ditas de laia para homem a 900 rs. o par, luvas
de soda branca e preta para sen hora a 600 rs. ,
pomada franceza superior, traiisclim de bur-
racha a 160. banha franceza a IG0, escovas
para chapeo e cabello macass muito fino a
2)0 sabonetesa 60 rs. e^muitasoutras miu-
dezas baratas a contento dos compradores.
Na [irimeira fabrica nova da ra dos Qur-
teis n. 21, vendem-se superiores sigarros de
primeira qualidade e deposito do superiores
charutos.
Vende-se urna moler de 14 annos: na
ra da Ordem 3.5 de S Francisco, na loja do
sobrado de Joo Leite Pita Ortigueira.
=-Vende-se um taboleiro de gamao com
suas competentes tabulas e copos do marfim ,
tudo kjto China mais rico e delicada
vessadeS. Pedro casa torrea n. 8 junto ao
sobrado em que mora o Padre Thom da Silva
Guimaraes, quesera gratificado.
s= A 3 dias, que desappareceo o.moleque
Benedicto crio lo, levou vestido somonte ca-
misa do algodaozhho brinco esto moleque-
andavavendendoginipapos, e limos em um ba-
l.iio e da I oa -vista nao sabio por ser so o
lugar que elle sabia ; e por isso tem-se to-
da a corteza de ter sido loriado ; a pessoa, quo
de noticiadelle ou o apprchcnder e leva a
tua do Hospicio em casa da Alai ocl I erroira
( haves; ou a casa de Marcelino Joze Lopes,
ser gratificado.
No da 15 de Dezembro de 1842 fugio
da Cidade do (cara um escravo com os si-
gnaes seguintes : estatura ordinaria cabera
iata, testa pequea, o com cantos feilos a
navalha olhos papudos beicos grossos sem
dentes na frente da parte de cima um carimbo
no peito esquerdo grossura do corpo regular,
pernas zambas quando anda incite a dirota
pela esquerda levou 3 camisas e 3 ceroulas em
urna trouxa de panno da costa bastante usado ;
quem o pegar leve a povoa< ao do Sour ter-
mo da Cidade do Cear, ou em Porucmbuco na
cidade do Recife em esa do Manoel Goncjlves
da Silva na ra da ( adeia ; adverte-se que
o Sr. do escravo he o Padre Hermenegildo Joze
da Silva 'lavares Coutinho capellao da menina
povoacSo que gratificar generosaii.enle.
Recipe: na Tvp. de M. F. eFaria.=1843
I


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ETKYET2EW_H4L64G INGEST_TIME 2013-04-13T00:19:01Z PACKAGE AA00011611_04934
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES