Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04932


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Full Text
Ango de I84f?>
Fexta, Fera 7
Tut agora devnela e o tamo* ; di non pratlencia sudar a (UCismjs oobmi vriaci| NecS-ea m.i-
'"'" ( Proclamado di Aasemhla Geral do Biuiu, ,
PANUDAS DOS (ORRBI08 TERRESTRES.
Gtiiannt Para'.iba e Biu grande do Norte teganda a amas |riIII
Am'1) = Garanhun a'lU e 24
Carie b rinhuem, Ki Kormoao Pono Calvo Marein a Alagoaa no 1.
Bvc-y a *e Florea a 3 e 2li Santo Ant.io, quimas feraa. '"
1)1 AS I)i\ >KUAMA.
3 'g. >. R-c-rdo R. Aod. do J de 1). da 2. .
4 l.rc. a. ImiiUmi Are. od do J. de U. de i t.
g QUe' a. Vrente Kerreira. Aud do J de D da 3. t.
6 Ouij a Mercellino .VI. Aud do J. de l) da i. 1
7 iei' Aa 7 doree de N Sra Aud. do J de I), da 1 t.
8 '.!) 1. Ain'uc o B. Hel Aud. do J. de i), da 3. .
9 Ik u de llamm 9 Dme rio ll.
linda lodoa oa dina.
efe Abril
Anno XIX. N. 19.
O Iliano puolicaaeiudoeuadiaaquan.io lowa lanitficadoa. opra^o da aeaigaanare h
de trea aoil rea por quarlel pato, adian-a.loe. Oa annuncioa do. aaa?nanlea ai inaerldo
grana e oa d-a que o n.i.i (oreai rat.,o de 80 rea poi linSa. Va reclamaeoea devein *l
gidaa a ala Ijp., ra daa C'naoa N Y
CaMBIo* Ne4M Cambio aobre l.ondrea 17 a S7 l| i. o- *V. Otao-.Uoada da 8,400 V.
Paria JuU rea uor Iraucu H,

a Paria 1)1) rea por trauco
a Lieliiia luu por 1U de preauo.'
a a da 4,000
PTi-i'alacdee
a Per.oa Ciilumnaraa
ditoa Mraicauua
compra
io.idU
la OJ
O.aOO
1,-Ot)
i.hUO
l.oOO
Tanda.
ia.7J
Ib 5.1 d
8.7J0
i 80
1,8*0
t,H0
Moeda da cobre 1 por 100 de devonto.
dem de leu aa da boaa rruaa I p'ir
PHAaMiA. uANOMEZ DE HlUL.
La Clieia 14, i') m. da lard I La ora a 29, 1 ora e 59m. da lard.
0/j.n. uiuig. a -1, i 10 Joraa a j m. da m. | JaMft, ureac. a 7, ja i uoraa a 4J m. da tard.
Preamar de lioie
4."al horas a 54 a. da m.nhi. | .. a 11 lioraa a 1S m. da larda.

<*
PARTE OFFICIU.
fov.rno (la Provincia
EXPEDIKXTF. IH 30 1)0 PVSSVIIO.
OlTlcio Ao inspector da th 'Sourura da fa-
seirla, resnlvendo em attenc5o ao que represen-
ten acerca da leucen-ia d > ere lito dada a es-
ta provincia para de versas despesas do ministe-
rio da guerra que mande continuar as des-
pesas precisas coin a torca de linda e guarda
nacional destacada, conforme o ornamento, que
apresen tou e demonstren no documenln n. 3.
qiiearompanhou O seu" oilicio de 27 (leste me/
(marco), r.sim como as d'agd i e lu/.es pac
destacamentos quarteis e Tortale'sas oil
(jiianlo o .veriio imperial nao der as providen-
cias quejulgar convenientes vista da re-
presentacao que S. S.* diz, vaedirigir-lho.
Dito Ao cominandnnte superior da G. N.
dsto municipio significando, em resposta ao scu
olliiiode 21 do presente me/, (marro) que ten-
do-lhe sido declarado 22 de evereiro ultimo,
qual o numero de cornetas que em virtude da
reduelo aipro\ada pelo imperial aviso de 10
de Janeiro deSte anuo fleava pertencendo ca-
da un dos corpos da dita guarda nacional do I
dejuiho p. p. em diante, claro he, quedevem
ser despedidos 'is queexcederem ao referido n. ;
ordenando, que mandeorganisar os pretsdos
\encimentos (lestes at odia em que cessa ftu
de continuar noservico e os remeta secre-
taria da Presidencia afim de que se possa soli
citar do guxerno imperial a necessaria uutorisa-
(io para o respectivo pagaiei.to, visto que
neidiu.i.a cti:isL'iiac;ui se acha para elie decre-
tada.
Portara Subdividindo, m consequencia
de representacao do chele de polica interino a
freguesia de llom-Jardi em duas subdelegatu-
ras divididas pela estrada publica desde o en-
genlio 'asmusunya al oEmbu eiio.Partici-
pou-seao chele de polica Interino, remetten-
do-se-lhea nomea^aodo 1. subdelegado, por
elle proposto pura o segundo districto da mesina
freguesia.
dem do da 31.
Cilicio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda dcvolvcudo o ofllcio do coinmandantc
das armas, einformacoes do coinniissaiio lis-
cal do ministerio da guerra sobie a nova f de
offici > requerida pelo (Mejor Antonio Affonso
A iauna alim de que proceda respeito dsta
preteucao como lembra o inei.cionado com-
missario llscal at que ngoverno imperial solva a duvida e retrete o procedimento que
de futuro deve haver em laescasos.
Dito Ao inspector interino da thesouraiia
du rendas provinciaes ordenando em conse-
quencia de requisi(,ao da a^scmbla legislativa
desta provincia, qje informe seos prop:ota-
rios dos lugares.de inspector do assucar a
qtiem interinamente substituid Manuel Lopes
Vianna queamesuia assetnolu requer una
gratilicaco por esse sefvico que preslou rece-
Lero os seus ordenados as pocas em que
teve lugar aquella substituto.
Dito-*- Aomesmo remetiendo as eondices
para a factura de una carnada de areia paraco-
brirosempediainetitosdo7 8., e9. leos da
estradaae Santo Antao, alim de que por ellas
mande proceder-a arrematado da (lila obra.
Cimmunicou-seaoengeiiheiroem chele das o-
bras publicas.
Dito |)D secretario da provincia aoprunei-
ro da assembla legislativa provincial, fc'ec-
sando a remessa de um oilicio da cmara muni-
cipal de Santo Antao, emque pede autorisacao
para pagar ao procurador, e administrador do
patrimonio de N. S do Rosario da respe.-Uva
villa a quanlia de 222,S^o res Importancia de
foros de ler.eno, pericltente ao dito patrimo-
nio, e em que desde 182. se cimo edificado*
diversos predios daquella munidpali-lade.
Communicou-se a mencionada cmara muni-
cipal.
Dito Ao inspector interino da thesouraria
das reas provinicacs, determinando, que
ordene ao respectivo ll.esoureiro receba do ci-
dado Manoel 1-e.reira Ramos thesoure.ro do
producto da subscrico voluntaria aberta para
i cons
(iiianti;
rucean lie ua asa Ofl
arlfiasque peio mesmo Ihe forem apresenta-
das no lim de cada me. ; q"<- ddiclunc as.
n e existen nos cofres daquella thesouraria ,
avenientes dos beneficios theatraes que a
'vor da di^a contrucccao ofTcreceoo empresario
'Yancisco de Fetas Gambla,
1DF.M 00 DIV 1. D'l CnMENTR
Oflicin D'i secretario da provincia ao I. da
issembla legislativa provincial acensando a
emftssa de um req-ieiunento dos hesitantes do
lislricto rfe S. lie ato comarca de (iariuliuns.
m que pedem acreacao de dina nova regnesja
a dita novoacao, quet nlia por limites oscon-
'idos na demarcacao que acomnanha o inep-
iona lo requeriineilo e por matris a capclla
lo Sr. Ilom Jess Pna dos pobres.
DiloDo ni"smo ao coronel Francisco los
Martina, djsendp que o Bxm. Sr. Presidente
(Ira inteirailo do que S. S. expe no o!Ti-io de
:10 do me/, ultimo en que d parte de ter en-
tregado a direccao do arsenal de gierra ao res-
oeiHJvo director o tenente-coroncl Jo Maria
Ildefonso Ja-ome da Vcisa Pess a, e la/, irn a-
'ireviado relaforio do estado em que deivou a-
piella repartlcao ; c manda louval-o pelo zelo,
e inb'lligencia com que desempenlioii os seus
deveres durante o tempo que teve a seu cargo
a referida direceio.
POLICA de I a 4 de abril.
Da parte dada pelo comman lan'e geral inte-
rino do corpo policial em o a l. do corrente
consta, que continuavao disposirSn do desein-
bargador chele de pollcia os presos Francisco
I Jomes Jardim, e Joao Jos da Silva ; e do de-
legado do termo d'esfa cidade o alleres das ex-
melas niilirias Joo Francisco de Souza Peixe, e
o esiravo Rento ; assim como, me foi sollo, por
liaver sido absolvido pido conselho, a que res-
ponden o 3.coinmandanle da '. compa. lua
do referido corpo, Manoel Pedro de Sonza : da
do dia 2 que foi preso por ordem do snli dele-
gado de Santo Antonio, e por se suppor fgido,
oc eoulo de menor idade Manoel do Nascimcn-
to; que anda s*conservava preso disposirao do
chele d(! polica interino, edo delegado desla (i-
dade os que eslavo no da an'ecedcnle ; e que
da comarca do Rio Formoso tinha v'ndo um de-
sertor do exercilo para serenlregue ao comman-
tlanledas crinas: da do da 3, que por ordem
lo subdelegado de Santo Antonio forao presos o
esciavo Caelano, e Angelina Ignacia, por esla
lem ebrios, e por haver a ultima proferido pa-
lavras offensvas amoral publica; oque anda
estavao detento, e a di-sposi'co das niesiiias au-
toridades os presos Peixe e Rento ; eda o dia
i-. que, continuando no mesmo estado bstes in-
dividuos lorao capturados, ordem do desem-
bargador chele de poliiia interino o paisano Ma-
noel da Cruz, e a do subdelegado do Sanio An-
tonio o paisano Manoel Eloy da Cruz por ler
furlado una alavanca do thealro novo, e tt pes-
i Francisco, por querer espancar um cidadao ;
leudo a 1.a das mencionadas auloridades dado
o conveniei tedes'ino ao preso Joao Jos da Sil-
va aos recrulas \ntonio Sillines, e Manoel Fe-
lppe, e eos desertores de marinha Antonio Jo-
s e Antonio Jos da Silva; c a 2.a aos preso
Caelano, e Anglica Ignacia. ______
favor dis qnes o co-isul g"aHe Portnial nn-
i'ielle. n'>rlo se dritu aocoirn Hilante eu etl -
r.- da marinha de G -iova, e ao caoit > d > por-
to, que Ihe m ni l'irao aor iii'ttarq .a'ito n> res-
ne-tvos mes tres prasclassem, embarcan lo Ires
amarras, cinco ancoras, e cabos, as Uncbas
las escunas, e as do mns arsonal conjune-
tamQnlecom os raarinheiros ue'le, para coa.l-
uvar as tres pqulniczes Portuguesas.
f Da folha coinmercal de Lisboa. )
PERNIWBUCO.
EXTERIOR
CRN ',VA.
Por noticias de Genova de 21 de Janeiro ul-
tiim consta que no da 7 daquelle mez princi-
tira ali um vento forte, que no dia I2setrans-
lormra em tempestade, tal como naohavia me-
moria, 8 multo superior de 1821; continuoi
assim aleo dia 17, quandoentaoo mar se acal
non um pouco pela bonanca dos ventos, oqut
lacilitou no ddo dia 21 a sabida datpielle porl.
a miitos navios, que por semelhanle motivo si
chaiao ali etidnf. Poreffeito daquelle tempo-
piral, sraieniero de cmban-aeSes s.ffre
iiaves damnos, e o mesmo acontecen s mura
llias maritimas e nove mollia, lendo-sc um na-
vio Fiance/- frito em pedamos contra um rochcd<
contiguo ao arsenal relisinente escapaifio a
tres escunas porliuoesas lpadarle, Joven Li
lelle se fi/eao de yelja no citado dia 21." deven
lo-se allribuiren. grande paite aquella inespe
rada fortuna aosesforcos, actividade. e vigilan
ia dos mestres, que com as sua respectivas c
quipagcnssecomporliTaocomo inl'atigaveisma
ritiiiios, ecomotaes merecern os louvores d
lOl n o-Mitac un mar daquelle porto. Nelle s
rranquearao, com a maiprgenerosidadec proinp
rido, para todas as embarciices, os armase!
le salvacao daquella cidade, eos do arsenal re;
da marinha; nada" faltou as ditas escunas, cu.
ASSEMRf.F.A PROVINCIAL.
Pareceres de. foitimmo a publicada nn n." antecedente.
A rommissin de legislac.ao, quem foi ende-
hesada a pelicao da profess.Va de prlmoiras le-
Irasda povoacao do AITogado, Florinda ('an-
uda da ConceicSo em que pele que se Ihe
'liando pagar o seu onorario do dia l!l de ma'O
do anno passa lo (lia em que foi prvida na
refer la cadera, he de parecer, que s Ihdefllra
a peticionaria ; e isto pidas seg.iintes ra-iV-s.
Primeiramente porque, sendo asupplicante
provida ni cinlcira de primeir.is letras da Iregue-
sa do AITogado, em vrluie do artigo 13 da le
doorfamento n. !) de 7 do malo du auno pas-
sado, nao poda veriicar-se o pa.'anenlo do
;eu onorario se nao do tlia 1. dejuiho em di-
ante da em oue teve execucao a referida lei ,
visto que sendo o provimento da peticionaria
para o AITogado a renneaoda ca lera de Ma-
ranguape para esta povoacao, s 'e\e lugar no
dia l.de.iulbo. Em segundo lugar finalmen-
te porque a Momea concedida pelo Kxm. Pre-
si lente da provincia fui S001 vene ment de ono-
rario. Sala da (ouiinisso's de abril de 181.1.
Affonso Ferreira Silva GuimaresLopes
Neto.
A commissao de leglacao a quem foi pre-
sente o re pieriiueiilo de Joao Aliastacio de Mid-
i, nrrcmattntedo disimo das mluncas do uiu-
nicipio deS. Antao em que pede que esta as
emnla, por um acto legislativo, conceda ao
arreinallaiitt'S o procedinienlo execnlivu contra
os seus collectados que nao quserein satisfa-
cer as mposicnes que rest idamente se achao
obrigados he le parecer vista da lei inter-
prerativa ao actoa.dicional constililuica > p>-
liiica doimiierio que esta assemlila in.lillira
a preteucao do suppiicante. Anda que seja da
compelencia da assembla provincial (lxar a des-
pesa municipal cercar os impostas, para ella
neicssarios essa altribuicao com tuno nao
he compreh-nsiva da l'aculaade de marcar a mes-
na assembla os ineo- pelos quaes parante (i
poder judiclarlo (leve ser co.npdliJo ocollec-
nit> a satisfaser,, para como arrematante .
is imposices a que restrictamente he obriga o
Sea raculdade do crear mi suprimir empregie
novi viaes, que, pelo $ 7 artigo H do acto
a Idicional foi conc id/da s asseanlas provin-
ciaes s se refere ao numero dos meamos em
ireuos sem que alterca sua naturesa eattri
biicoes quando forem cstabelecidns por lei
reraes relativas obietas- sobre os quaes nao
lo lem legislaras referjaWPassi-inblas tiara i
iifllcicntementeesta demoi.strado, que nao po
leudo esta assembla alterara naluresa dosem
iregos.udicarios cdar-lhes attribui.o-s nfi(
Mide ipso facto, determinar a quali.la le d
irocesso, qu" em taes casirs deve seguir; po
sso pie deterinin nido-s as regras epreceitos .
icios quaes tlevem-se dirigir as autoridades ju-
eiarias, a I tera -se d.. mesma maneia, ana
iresa dos meamos empregos etc. para o qu
tmente -e ai ha aulorisauo o poder h'gisl di\
eral. Sala das comis-es 3 de abril de 18' :i
vffonsoFerrei a Silva Guiniaraes-- Lopes Neto
A commlsiiode leglSfacSo, examinando con
scrupulosa a'lencao a preteucao da caman
minicipal da cidade lo Olinda o os docuin nto
>ti que ella bascada pedindo esta assem
>la a interpretarn do S 18 capitulo 2. da le
O orcamento municipal n. HHdc lOdemai'
o anno prximo passudo, he de parecer, se
undo as rasoes produsidas pela muncipalda
ue os documentox.em queseTunda, sua pretaq
a.que,osta assembla Ihe delira fa^oraveJmentc
Ixandoa Inlelligencia do rele doS, pjra que
a wa execucao, nao M-s^a absurdo. A cauri
i municipal deOlintla, desde immemoria
mpo, tinha dirci 0 de arret adar o i aposto da
.llancas de pes.tr a.ssucar nos trapleitos de-t
.idade : e tanto isto he exacto que em virtudt
da provisao regia de 2 de agosto de 1728 die-
xou a cmara de faser essa arrecadaco pas-
sando essa faculdade para a provedoria da fa-
senda oque presupoc datar de poca muito
mais reinofa o direlto que tinha a mecma c-
mara de faser seundhante arrecadneao.' Por pro-
visao reala prirem de ->8 de abril de 1730 tor-
nou a cmara de Olinda c trama possedo-seu
tlireito firmando n.ais essa posso a provlso-
dn eonelho ultramarino de I! dejuiho de 1731,
tliie mudo expressamente ileterminou que <
imposto ds balancas conlinnasse a ser pael-
la arrecadado, como pane de sua renda muni-
ipal : daqui pois se conclue a posse imme-
niorial 'a referida miiiiii ipaldade, e consequen-
temnnte odlreito de faser semelhanle arreca-
dac o at o (Ha I. da julho.de 1811, da em
que teve execucao a le do orcamento provincial
de 6 deinaio do mesmo auno, que aboli lal
imt,os(,ao naohavendo alguma outra lei pro-
vincial que anteriormente Ihe a tlvesse tirado,
sendo pelo contrario todas as leit provinciacs
respeilo recoiihec(;doias desse direto, direito
.pie nao p da ser conlravertidoatodia daexe-
cm-ao da lei citada de 5 de maio de 1811. Pelo
$ 18, capitulo 2 da lei n. IOS de 10 de maio do
anno nassado temos eontribilinjes deixado de
satisfaser a ImposioSo ateo dial, dejuiho de
1811 dando urna inlelligencia ao referido $
que tras comsiffo, como rorollarlo neces^ario, o
absurdo de e-tender a re.'en" la lei a sua disposi-
caoao pretrito, destratado dimitas adquiridos
fundados em nina possejmmenioravcl e ni au-
lorisaces legiiimas o que nao equivale isso
outra cousa maisdoquea ter a predita lei el-
l'eilo relroai tivo, principio esse condeninado
polo $ % do artUo l"-)da consliluicfio poltica
do Imperio. Para que pois cessea inlelligen-
cia que seha dado ao ^ 18 da referida lei, a
qual na opiniaida conmissao, he absurda, o(-
ferecc a mesma commteo a eonsideracao desta
assembla a seguinto resoluvao.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resol ve:
Artigo nico. A cmara municipal da cidade
le nda t.....direito a arrecadaco do imposto
las balancas de pesar assucar nos trapiches da
idade do Recife at o dia I. dejuiho de I8il ,
li ando assim intoiprelado o S I* capitulo 2. da
ei-provincial n. 108 de 10 de maio de 1812.
Piejo revoga las todas as leis e d:sposcoes
ni contrario. Sala das coinmi*sd>s i do abril
|a i s:.All'i.nso FerreiraSilva Guimares
Lopes Neto vencido.
Resumo dos debates da sessa do dia 5
de abril.
No dia \ concliiio-sc a 2.a discussao da lei do
ircamento : nao damos a discussao que por
ei'iir i se suscilasse, porque nao estivcuios pre-
sentes sessao dessedia.
A de 5 comparecern 32 Srs deputados. Foi
innrovada a acta da sessao antecedente. Lerao-
m varios pareceres de commissao que tiverao
i resultado, que na referida acta se v. Entrou
n 3.a discussao o projecto de lei do orcamento.
>'orao enviad ts meza Vv emendas; vide a acta.
Depois de seren ollrecidas o Sr. I)r. Br-
t) requereo ailiaiiiertto da discussao e que se
n indasse imprimir essas emendas, visto que en-
tendia, (|ue era necessario lempo para pensar-
n-rea tlellas.
O Sr. Lourenco Bizerra combate a emenda
lo Sr. Dr. Domingues, pela ipial sedara l'es
lueira o lugar do Bu que que peilence a
ranltuns.e moslra os prejuizose damnos, que
ir o aos povos dcste lugar, a passar a mesma
menta.
O Sr. Lopes Cama declara, que esta disposto
i volar contra toda'e qualquordivisaode fregue-
sa em quanto nao houver a cstalistica ; de-
nonstra a necessidatl.' desta ; vota contra a e-
nenda do Sr. I)r Be trao.
0 Sr. Dr. Padilha falla a favor da emenda ,
"nilamlo-se na raio de interesse e commodi-
1 itle tos povos.
O Sr. Dr. Beltrao justiTica a sua emenda e
omlrate as razoes do Sr. Lopes Gama, o qual
is sustenta.
O Sr. I aurentmo lie do voto do Sr. Dr. Bel-
ran e responde ao Sr. Lope Gama.
O Sr. Jos Pedro vola contra n emenda, qu
ilereceo o Sr. Leal, para que se supprimisseo
,NS 20 do art. 3V do projecto ; argumenta com o






-


acto adJicional contra a incompetencia daassem-
bla.comjue talvex osen aullar sequeirasoc-
ebfror: com'iate tambero um i outra emenda.
O Sr. I)r. Jos liento, entra ein du.idaa
respedo d.i competencia da asssrm dea para im-
pirsobre o ohpicto do citado 20 avista do
mesmo acto addicional, (|ue analisa. Km conse-
quencia de estar nessa duvida, einclinar-se a
crer na incompetencia, elle inandou uma emen-
da, declarando, quoosss imposiclo seria co-
brada at que a asseinbla geral &c. ; vide a
citada acta.
O Sr. Leal diz que eom o relajorio do Exm,
Sr. Presidente, ecomooffijo desle ao Exm.
iirnistro di fa'.enda satisfaz ao Sr. Jo>6 Pedro.
Lodito reta torio, na p irte correspondente, qua-
"sn no lim ; e o citado olido alguna cousa lon-
go ; e sentn-se o Sr. depnta lo.
. O Sr. Jo> Pedro insiste em sua opiniao ,
responde aiSr. br.Josb Bento e ao Sr. Leal.
OSr. Mello combate a emenda, que suppri-
me o,art. 8 do projecto, tirando o ordena lo do
solicitador da fa/enda. Pensa, que meUior con-
servar esse ordenado: nao v rasao para uemen-
da, contra a qual vota por ,.ao piovada. 'Finda a
discussao procedeo-se vota.;o cujo resul-
tado a acta mos'ra.
A sessio levantou-se as 3 horas da tarde.
vidSim &yrfseus espa,ha<,os e di" d, n3ter a mesma confannas p* qw
vidido, em tao distantes luaares nn nom nc ik,.-,, ...k. ____...
v MISIONARIOS 'APIMMIOS.
Illm elEtin. Sr. Pelo olTI-io, qun V. Etc.
se dignou expodir-mo oin dt i de 18 de Outu-
bro do anno proxim miento lindo foi V. Kxc.
servido ordenar-me que nomeasse un meu
coinmissionario que seguisse para a povoaco
de Pandas .de Miran a, suas omidia:oes, e ou-
tros lugares onde se fi-esse mais sentir a necossi-
dadfl de Sor pregada a Divina Palavra cuino
meio nico de chamar os povos que as habitu ,
a seguir os saudaveis preceitos da Religiao San-
ta, e de os reilu ir a observancia da obediencia,
que deven ao Governo, tirando-as assiin da
rusticidade e ignorancia, ein que vvom sub-
inergidos. E considera ndoeu ata ordem co-
mo tendente urna commssao importante ein
lugares, que teill sido o *u>to de urna Provin-
cia inteira, e talvei de to lo o Imperio por exis-
tir nlli um povo numeroso que.dosde a deno-j
minada guerra dos Calanos conservou-sesc-'
parado de quaesquer retacos c dependencia do
Governo, tomoi sobre meus debis hombros o
pozo do desempenho de uma commissao apo-
sar do ni o estado de -ande em que entilo me
acllava leado nicamente do desojo de con-
- correr com o meu frico contgente para que V.
Exc. rol lia os Inicios resultantes dos tantos c
profiados cuidados, e dosvollados trabadlos, i|ue
heroicamente lia empreado para conservar a
paz, e tranquillidado publica da Provincia, que
tao digna, como sabiamente administra; e ten-
do-o assim executado julgo agora do meu de-
__ ver dar \ Exc. conta de ludo quanlo occor-
reu na missao, que tive a dita de la/cr tanto
nos mencionados lugares, como em outros.per-
tencentes Provincia das Alagoas.
No dia 1 Silo referido mes de Outubro salii
deste Hospicio e seguindo a estrada do centro
passeipela Villa de S. Antao Grvala e nu-
tras pequeas povarOes, colloc dasem bellas,
0 agr.id.neis sita oes sobre planices ou pon-
tos elevados desorle que, jlllguoi no meu fraco
modo de pensar, que sea industria agrenla ti
Vssc liem como o cominercio augmentado, e
a civil.sacan fosse com zelo discriminada em
brevissiino tenipo essas povoacoes se transfor-
maran em boas Villas e Cidades para o que
miuto concorra a conlinna&o at coitos pontos
do centro d i factura de estradas publicas meio
este cettamentc proficuo civilisaeo dos povos,
que se nao vvessem tao ispalnados como esto,
formaran oulras pequeas povoacoes, e aug-
mentaran as ja existentes
Os potos que fui ei contrando pidos cami-
naos ai lici-os com as mil llores disposieOes para
recohrem a neeessaria inslrucao o assaz incli-
nados Religiao ; o quanlo mais incultos fui |
adiando tanto mais d posto* eucnntrei a rece-
ber e>eguir as sagradas Doulrinas K\angel-1
cas; mas por falta como lio dilo de civili-
sa ao sem a qual i cultura lie mesquinh e o
commereio acnhado v se um poso extrema-
mente miser.ivd, qliando se houvcsse industria,
a fertilidade das ierras poderilo oiTeroccr todas'
as coniinodidades da vida.
Estes povos por sso niesmo que silo carec- !
das deainslrucao apresenliio uma certa apli-
dao para cxercitareni todo o genero de abusos J
\icios e avancar ruje considero taes faltas ociosiona-
das alm da ignoran, ia, por dias unicas causas:
a primeira acba-se cstabelicida sobre a pri\.ciin
quasi absoluta do preciso coriliecimenlo dasl
iutrinas doChristianismo por'fulla do qual'
viven entregues s suas proprias .\oes. eal
urna uil.i sem i sidvatira ; sem que um m.lse-
iii. Ih ante possa ser removidn p. los Paro, los,!
porque c- (es limitan ordinariamente o ejercicio
do seu ministerio .s povoacoes, eiliqueresi-j
tt, v lugares maispioxiinos, entretanto que)
vididos em tao distantes lugares qne nem os
Parochos podem, por si, applicar-llies o pasto
espiritual, nem tao pouco por meio dos Ca-
pellaes, e Coadjutores que oao he possivel
instituir onde nao ha Capellas para residen-
cias destes, e cuja edilicaco lio dilicilissima pe-
la falta de meios e soccorros pecuniarios.
Asegunda causa tem o seUassento nos indi-
viduos poderosos, que tem aquellas gentes a si
sujcitas, e dellasso servem para cegos instru-
mentos de fosfreos, evinganeas, sem roccio
de que haja quom as possa reprimir, porque em
consecuencia dasua opulencia contao como cer-
ta com a proteccao abusiva da autoridade, (pian-
do esta Ibes he aleicoada e ..uando fraca des-
prasao os u poder.
Tendo at aquhfuito V. Exc. urna ligeira
exposicao do estado em que encontrei os povos,
entre os quaes andei e do |uiso que delfos fa-
co ; resta-me a i ma cvpir o mais que occorreo
durante a miiilia Missao.
Continuando a mihha marcha depoisde4
das de viagem cheguei felizmente a panelas, e
lenho a fortuna de asseverar que numerosissi-
ma-- pessoas de amitos os sexos uns i cavallo .
e outros p sahirao ao meu encontr e hem
naosei exprimir a geral alegria ternura e
satisfago completa com que fui receido. Es-
tive poralgum tempo em caza do capitao An-
tonio l.oiirenco Torres Galindo hoinem de
rectas intencoes, c de excell-ntes qualidade-
inoraes. Tve communieacio eom o R.m Vi-
nario do Altinho o Padre Agostinho de Godoyse
\ asconcellos pinhorou-ine as suas boas ma-
neiras, e o considero inui digna pessoa agra-
davel aos seus comparochianos e quasi o ni-
co capaz de d rigir o systema poltico n'aiiiiclla
povoaco na do Altinho, e suas circunvisinhan-
cas mais de oito mil pessoas d<; anillos os sexos
concorrerao na primeira missao. vindo muitasde
lugares distantes de 5 at 10 leguas ouvirem a
Palavra Divina, \ocursodel2 dias da S. Missao,
nao bou ve a mais pequea desordem, e mesma
desintelligencia entre um povo obediente, man-
co, idolatra da Sagrada Ordem dos Capuxinhos,
e prompto observar ludo quanlo se Ihe orde-
nava. Alguns poucos dias mais demorei-me
em concluir o servico que eslava pelo meu mi-
nisterio obrigado empregando-me na admi-
, nistracaodos Sacramentos da penitencia, e pra
ticas tendentes a arreigar nos coracoes, farvidas
deyoedes, o amor paz o ordem ; distri-
bu c m a melles povos reliquias, e breves,que
eom inexplicavel satisfacao receln'ao como um
penhor de reforma da seus costumes, e conse-
gu de alguns individuos, que tinhao em seu
poder escravos alheios, a entrega destes a seus
legtimos donos.
De Panelas.lirig uma carta ao intitulado Vi-
cente de Paula chefe dos chamados calanos,
signilcando-lhe o desejo que tinha de seguir ao
interior da malta, e achar-me entre os seus ha-
bitantes e tive o prazerde receber unu. repos-
ta decente e satisl'atoria na qual sobro maoei-
ra empenhou-se em asseverar-me o gosto e
satisfavdo que tinha em receher-me e hs-
(ledar-me : a vista do que (iguei logo enten-
dendo, que ludo quanlo de mao se ha espalha-
do contra este pobre homcm e que realmen-
te me le/ temer o procurar ter ingresso na sua
habitadlo niio passava de mal arranjndas novel-
las lilhasda infernal composicao de homens e-
minentemente inligantes, e malvolos a quen.
sem duvida convem para seus-lins menos hones-
tos e criminosos, conservar os taes denomi-
nados calanos entregues n desconfianca. e seo
sisma pernicioso o que fcilmente tem conse-
guido pela ignorancia total em que ellos vivem.
Km um Domingo que se seguio il0 do rece-
bimento da reposta de que cima falle! ap-
pareceo-me em Panelfos nao sem admirarlo dos
seus halnlanles logo pela manha o referido
\ cente arompnnha o de porto de iOO pesoas
fim de conduzir me a seu arraial. Ru h..via
ja disposlo fra da Capolla da povoacioum aliar
Ihe erao oxtranhas, e me seguio.
Cheguei felizmente nasohredita malta lu-
gar que divide esta Provincia das Alagoas pelo
rio de Jacuipe, e que denominei Riacho do
malto soh a invoccacao de N'ossa Sr da letra
Achei ahi um povo numeroso porNn pobre ,
einiseravel na esteiicao da palavra c que ape-
nas apparece com o corpo mal coherto. O seu
clima he saudavel eo terreno fertilissimo, e
capaz de produzir algodao cana milho e
outros legumcs, asim como todas as frutas com
abundancia contendo as suas estencissimas
porttil para todo o povo poder ouvir Missa .
depois desla i -(delirada presenc'oi o jubilo rom
que den o mesmo \ cente vivas h Reli-iao
hnla ao Imperador, y. LV. mim .
e ao M.1" Vigario do Altinho, vivas que repe-
tidamente Ionio correspondidos por lodos os
circunstantes com o maior onlhusiasmo. Estes
vivas forao anda producidos no seguiste da ,
em que desassombrado e sem rereio me pro-
puz seguir para a malta Dous dias de viagoni
gastei, alm de um, que levei missionando nas
pequ nas povoacoes de S. Benedicto e Barra
da Jangada seguindo por caminhos tenn'veis ,
o horrorosos pela espessura das interminnveis
natas preciosas madeiras, que nunca lerao fim,
entre as quaes se faz notavel a conhecida pelo
nomo de Angico j pela sua beleza.c du-
racao em ohras manufacturadas ja pela sua
virtude medicinal bem experimentada.
Neste lugar demorei-me pela primeira vez ,
20 dias pregando confossando haptisando, e
crismando um crescido nnmero de meninos; ca-
ze a infinitos que viviao na mais escandalosa
manceba, e medante o Divino auxilio con-
segu extirpar os muitos a husos que entre a-
|uelles povos haviao sendo um dos mais re-
pugnantes, a troca-mutuo que os cazados faziao
le suas mulhercs em prova do mais subido grao
le deshonra, a que denominavao despique
fazendo que cada um Julios restitui*se a que
conservava em seu poder ao seu legitimo man-
i c finalmente ohrigando-os seguir uma
vida verdaderamente Christa e observar as
mximas saudaveis que lig.io os homens em
lociedade e que os tornao ohedientes as Icis,
ao Imperador, aos seus Delegados, e a todas
as autoridades legalmente constituidas. Mui-
to me custnu a fazel-os convencer de que o Im-
perador quera e amava a constituieao por-
pic a observancia desla lei cencerrera para o
bem estar, e felicdade do Monarcha, e da Na-
ci o que a Sua Pessoa Augusta era nas Pro-
vincias representada pelos Kxms. Presidentes
como Delegados de sua livro escolha e nome-
aelo ; o para conseguroste fim foi-me necessa-
rio alm da forca de razes convincentes dar-
Ihes mihha palavra deque o Governo os dei-
xaria viver tranquillamente e nao dara ou-
vidos aos tramas, ardis, e traicoes dos seus ini-
migos por isso que o mesm i Governo tao h-
bilmente por V. Exc. exorcido sement pro
ciirava mantera paz, e socego goial da Provin-
cia e tornar felaes os seus habitantes.
Com effeito convencidos disto protestarlo
inteira obediencia ao governo e Vicente de
Paula dedarou publicamente por si e por
aquellos povos que hia dirigir a S. M. o
Imperador, e a V. Ex. as suas supplicas sobre
o perdi do passado rogando proteccao, o
communicacao do modo porque devemeumprir
as ordens do governo geral e provi.ncial.
Agora passarei a dar a V. Ex. uma idea e-
\acta da pessoa carcter e costumes de Vi-
cente de Paula ou antes ( pelo seo verdadeiro
nomo) de Vicente Ta vares da Silva Coutinho ,
orno fez publico o Diario de l'ernamhuco de
10 de Janeiro desle anno onde elle apresen-
lou a protestado de seos sentimentos pacficos
de acord com que o tenho exposlo a cerca da
lia obediencia e lidelidade ao suberano, e as
leis.
Este homcm he semibranco e muito agra-
davel pelas suas mane;ras afaveis o anda que
nao instruido he todava de grande habilida-
de assaz esperto, o capaz de emprehender
qualquer empresa de um carcter firme, e
constante em seguir a sua opiniao, e aquillo
de que se convence e com quanto soja milito
disconfiado talvez pelas umitas sitadas etrai-
oes que Ihe bao urdido os seos desafectos, com
ludo a mim se entregou sem reserva e dndo-
me provas decisivas de eonfianea e amizade ,
desabafot seo corarlo comigo, expoz-me seos
tristes soffrimontos o protestou urna cega obe-
diencia aos ineus conselhos editamos, eum
respeito summo. Adniirei, e iquei como sur-
nrehendido vista da constante obediencia e
que com franqueza evanglica Ibes diriga; na-
da al se fizia sem o meo consenso, e a in-
nba prezenca obstou n verificarlo de uma revol-
ta em Jacuipe entre os inJios e mais povos
chamados calanos, o as tropas mandadas das
Alagas pelo delegado de Porto Calvo a lim
de fuzer um recrutamento. Em urna palavra
a obediencia e eonfianea, que aquella gente
me pateteou me az esperar um socego geral e
permanente em toda a provincia se o governo
sustentar a marcha prudente, e enrgica que
tem seguido e preslar os meios e soccorros
necessarios para que nunca cesse aos povos do
interior a pregarlo da Divina Palavra; po&
que pela minha parte naodespresci meios, nem
poupei trabalhos e sacrificios para estabelecer
com solidas bases quanto de bom he deseja-
vel apryl do bem publico, e tive coma graca de
Dos a satisfac'ao de plantar bons principios ,
dirigindo os nimos para o bem da ordem a
semelhanca das plantas agrestes que para se
tornarem boas careccm de continuado amanln
e cultuia a lim de que se nao faci novamen-
te embrutecidas. Para isto dei aili os traeos de
le urna igreja maior com habilacao para uin
apellan a qual pela continuarlo dos lempos
vira a ser matriz de uma excellente freguezia ,
visto a mposstbilidade que ha de ser aquello
lugar sujeito outra parochia porque a que
nais perto Ihe ica nao dista menos de doze, ou
nais legoas; com o emprego destes meios,
imito fcilmente e em breve lempo pode ser
lili formada urna povoaco mediocre tanto mais
panto a fertilidade de seo terreno convida a
nuilas pessoas de fora irem all babitar ha-
endo j| em algumas este desejo segundo me
omniunicarao.
Concluidos estes trabalhos sahi do Riacho do
Matto e segu para Capueiras, onde missonei
ia presenta de mais de seto mil pessoas pelas
|uaes fui rerehdo com geral satislaciio, assis-
lindome nesta missao o padre Joaquim deSant'
Vnna, um ptimo cuprllao muito cuidadoso
los officios de seo minir lorio o pelo subdele-
gado e juiz de paz Jos Pinto homem nao
nstruido mas de grande babiiidade boas
maneiras, pacifico, e capaz de bem dirigir,
e conservar aquella povoaco em perfdta paz.
Depois de me ter demorado em dita povoa-
co por tres dias voltei ao Riacho do Mallo ,
mde passei os dias de fesla com Vicente 'I c-
vares h instancia desle e para all me acom-
anhou o mencionado Jos Pinto e mais ou-
'rasi pessoas ; all contnuei nieos segundos tra-
" os para estabelecer entre os ditos Pinto ,
lidelidade que aquellos povos tributo ao
mesmo Vicente como seu chefe e minha ad-
mirarlo tomou-se maior quando ronberi que
somonte a affeifao, e sympathia produzilo cssa
lidelidade, porque sendo \ cente 'lavares to
pobre, emiseravel, corno qual(|uer de seus
'ornpanhoiros nrnhuma paga, ou salario Ibes
d o que nanolwtantc he tal o grao de amiza-
de que Ihe Hedilo que estao sempre ds-
postos i.o seu servico e elle lem com isto urna
bastante forca sempre prompta ao ijue fr pre-
ciso, ao mesmo pass que muito o respetlo ,
e temem ponto que pozar de serem nimia-
mente rsticos e ignorantes nao se alrevcm
i | ----- ~.....v lanii w i ijinn iiuir iiiiw i; iiut'M'lll
millas onde os ra.os do Sol nao penelro a- a rommeltrr um s assassinato, sondo ludo islo
"da ao ponto do meio da o pela aspereza das uma prova do qe sori.ilbantr gente he apta para
, e profundas emitas, querer com muita promptidlo civilisada urna voz,
I *' ~| ........." |MVHI||U uno Vil II|JW*U U II 1(1 MV.,
r'"'......'viandante horrendos que soja levada com geito e pelos poderosos
............- ............- -|>.<- .' precipicios ; mas todos osles incomn.odos fo- meios da Religiao
rao suavsimo, pe'a alegria o contonlamento : Tenho 0 desvanec ment de affirmar que
que niostrava o mencionado \ rente ; o o povo fcilmente ganjiei tal innueneja sobre aquellos
(|uo o tem norchefe n wl, ,,i:----- ~aar,. .____ n
. i.................-, qaeem ,...,, ,,Uo oiivirao com decimoa rcsignacao ,
mim depositavao ao mesmo passo que pare- e no maior silencio as mais fortes exprobaces
) Vicente uma amizade reciproca c dura-
loura e einnonhei ambos a que velassom
om zelo para que em seos districtos nao dessem
asilo a individuos criminosos, assassinos, e
malvados, e de maos dadas com o sub-delega-
lo de Panelas Barrinho perseguisem een-
'regassem ao rigor da justica os mesmos crimi-
nosos para soffrerern a merecida pena que a
minha segunda visita 6 \ cente Tavares, eme
nprovetei driles para dar-lhc um corno regula-
monto que a elle easua gente sen isso de.
:uia na pratica das arcos civis e religiosas ,.
e por fim dirig a todos e em grande ajunla-
inciito a minha ultima pratica na qual os ex-
"rlei a que permanecesseui tranquillos e o-
''edientesao governo, e as leis, que cuidassem
dos seos trabalhos ruraos, edomestioos ,e que eu
continu. ria a ser oseo advogado e prolector,
iiromettondo-lhes, que a pe/ardo meu incomino-
do e falta de saude brevemente os tornara a
ir visitar ; lindo slo fiz a minha despedida, que
me foi bem dilicil e nimiamente sensivel pela
-andado, que Ibes causa va a minha retirada, ten-
do antes conseguido a reslituieiio de dilleron-
tos escravos a seos donos sendo estas le.tas, ou
na minha presenca ou em virtude de cartas
mirihas: entretanto ao seguir a minha viagem
de novo e uma voz fizerao-me urna prmes-
sa jurada de que os preceitos ,' que Ibes impuz
serilo liolinei tecumpridos e que por toda a
sua vida nao me dariao o mais leve disgosto.
Drizando oeste estado de paz aquello povo,
encaminbei-me a Jacuipe onde missionei dez
das no povo a niosn>a amizade Siitisfaoao ,
qi e achei nos outros lugares, e rom a*mema
maneira e facilidade roroncili ndo os ini-
niizados o os mal cazados e obrigando os
amancebados ou a cazar ou a deixar a na
vida, fiz finalmente com queefoituasse pacifi-
camente a posse do novo coinmandante dos in-
dios entre os quaes havia uma seria c grave
de ontebgcncia que amiassava vingancas, e
morios por nao qiiorrrcm reconbecor o novo
corrimandante ; mas ludo foi concluido em paz,
r harmona desapareceu a intriga tcmando-se
todos amigos. Msto muito me coadjuvou o
digno capell.o o Frei Joaquim Xavier Por-
tella pessoa rnui exacta no cumprimen% de
seos devores e zeloso pela Religiao e paz dos
povos.
De Jacuipe passei Vna o nosfa frocuezia
missionei em lies lugares: I saber em Una
propriamcntc na povoaco de Abrcu e em


Santo An Ir endrino do coronel de legiao deescndala scriao luminosos e
Francisco da Narro; Reg;n, Ex >ermentei -ran virtu '
d- satisf.icao m conhecero Revcren.lo 'Vicario
Joiqn'm la Amved>, sacerdote instruido, as-
mes.
Eis Exm. Sr. ludo quanlo francamente me
occorre p.lr na presensa rcspeitavcl de V. Ex.
sis pru lente e de claros conhucimcntos, quer sobren minha primeira missfio nesta poticn
ein Wterrai roligioias, qu.ir em poltica. Gran- restando-mi^ dec arar Y Ex. que nao repu-
jo ro qnamoro Je p.-ssias, que concuRrerao i tandouu os meos juizos como infalliveis, hu-
-i misso3S e eu o estimo em mais de nove jeito as mirillas observacoos a emenda d'aquel-
pessoas. A povoacao de Abreu he consi- les, que mais do que eu oslo habililoos para
estas
m
di-ravel pola sua estenio ,. e com murcio que a-
brangca da freguezia e de tola a comarca ,
e esta situada ein urna posico vantajosa e
excellonte; pona lio qu.' tenlia carencia de urna
que mais do que eu esuto iiihiiut.ios pa
conhccer, e jutgAr dos ohjectes em qu toquei,
e llie rogo que se deve rele\ar afumas exprs-
soes menos apropiiadas de que possa ter usado.
attendendo a que aprendir ainda da lingoa do
paiz, he impossivel c\primr-me com a mesma
farilidade com que a pode fa/er aquello que
della tem urna completa scicncia.
Dos Guarde a cstimavel pessa doV. Ex.
por delatados c felices annos como nos he
misler. Hospicio de \ossa Senhora da Penha
2G do novemhro de i8'i-3.
lllm. e Exm. Sr. Barao da Boa-vista ,
Aliento Vonerador e Servo
1 r. Placido da Mysina ,
Prefecto da Penba.
COMMERCIO.
Rendimentododia 6........... 3:977S190
RrigueProgresscarvao, cerveja e fa-
zendas.
Hrigue Cora fazendas, ferragens, barris
com chumbo e cerveja.
Hrigue Conceigo de Mara fazendas sec-
cas.
Barca /*/ barras de ferro, saceos com dito,
e fcixes de dilo.
Brigue Jumes Walte carvao.
Rrigue sfmazcn farinha de trigo.
Barca .\ararre bolaxinha c farinha.
Hrigue -r Slvart fazenuas, chumbo, co-
bre ferragens gigos sabao, e
barricas com agoardentc.
groja decente e digna da in.sma povoacao ,
adnsejanio cooperar para o estabelecimento da
dita igreja com a inteligencia do Reverendis-
simo Vigario e gosto d'aquelle digno capelln
PadreJoao, fiz urna elleicao de thezoureiro, pro-
curadores e um administrador, quesollnci-
tassem csmolasdo po\o para que ella se edifi-
que promcttendo-llies que voltaria all outra
vez para dar impulso a esta obra tao necessana Dignissimo Presidente desla provincia.
e conveniente e assim o pretendo fazer se cm-
previstas circunstancias me nao pri.aretn.
He n'aquella comarca sub-delegado o refe-
rido coronel Barros homem de bem de rec-
tas intencoes verdadeiro christao indepen-
dente pela sua fortuna e nico que mais
inluc entre os poxosda inesma comarca,e deal-
gunsoutros pontos, pelassuasmaneiras pacificas,
he capa/, de accoinmolar qualqual desordem ,
porisso que pelas suas qualidades he conlie-
cido o re-peilado por aqnelles povos como
pai, porque em verdade elle os traa de um'* .
modo benvolo sem distinco de pessoas.
A'vistapois da influencia que este, osjui-
zes, e outros cidadaos lein sobre os povos, pen-
s e creio que pens bem que mais provei-
tosa so faz a influencia de um homem dotado
do espirito religioso e revcslido de apreciaseis
caracteres, do que o emprego de forca militar
pira conservar o socego ; pois qno as proprias
tropas domiciliar as daquelles lugares dirigidas
pelos seus chotes sob o auspicio de taes influ-
eacias me pTecem milito suficientes para con-
teros revoltosos quanlo appnrecao; porisso
que, ordinariamente os dividuos dos destaca-
mentos regulares pela oeeiosidade ecoslumes
un tanto irregulares, causao muilns vezeso de-
sassocegodos povos, quein por esta razio a
sua presenca assusla e os loma sobre descon-
fiados emestadude repeliraquelles a queni sup
pde seos adversarios.
Penalmente concluirei esta m;nha ji muito
estensa exposieao assegurando V. Ex. que
em result. do dos meos Irahalhos, e fadigason-
tivo em todos ds lugares que missionei o com-
plemento dos meus fins porque arrancando os
abusos praticados entre aquelles povos. os per-
suad a observancia dos san lavis preceilos d.i
religiao a pralica das virtudes ehristaiis .
observancia das leis e das autoridades,, epoi
rneio da Palavra Divina, dissipei odios fiz a-
m'gos a irreconciliaveis inimigos, puz horror
aosas-iassinos caei amancebados, fiz cesvar "
escndalo dos adulterios e ltimamente plan-
tei com as cruzes que em tantos lugares lo-
vantoi, a paz, a harmona, ea contricao, ade-
(|uirindo com ludo isto decidida aleicio, amor .
erespeilo, tanto que considero se darn por
s itisieitisdmosaquelles povos se conseguirpodes-
sem que eu estivesse semire entre ellos
Devo tambem n"o di'ixar em silencio c de-
clarar por causa de hrevidade, com pouea*
palavras V. Ex. que resultados satisfatorios,
v quaes aos que ellii pelos lugares em que an-
doi ohtive na oblasteo> Gfl'nna e povoacoos
de N. Senhora do O', Timbonba lapa, e
S. Francisco da Vnrzea o vicc-prefeito desle
hospicio Frei C.aetano da Mysina como lam
bem o Frei Sebastian nos lugares da freguezia
do Tij ctipapo encontrando e-tes dous meo-
coinmiscionarios a mesma nmisaile esatisfa-
co nos p-nos e o melhor acolhimenlo e
coadjuvacao nos respectivos sacerdotes, e au-
toridades dos dilos lugares. Resta-me somen-
te expor a V. Ex. de que me fez sciente com
particular modo o nomeado vice-prefeilo o
qual alem de lanos extraordinarios trabalhos ,
capitio Antonio Gomes Pereira carga d-!quarta csexta condicao, e do excesso da des-
versos gneros peza que houver defa'tr a administradlo em
Rio (.e Janeiro ; escuna ingle/a (ieneral Grant, vi, lude di disposto por esta ultima condicao ,
capitao J. Rowlings em lastro. sobre a soimna rentante para se completar o sal-
.------------ do da nrremat.icao (juando passarein as obras
l'](l li'KVH '' s,'r idminislradas.
______L______________________________ Para a execuco do disposto pelo presento
OIIt;~Sr. insp-ctor da thesouraria das f"1'0 o arromante se sujeitara ,Jiramente
rendas provinciaes, em emprimen.., do ofli,i ^'leciM^s pros,sonas do engenl.e.ro en, chele ,
do Exm. Sr. Presidente da Provincia desla da- ,s Jfi"'t,vs Jo P** ''' wvincia, sein
recorrer em caso nenliun, aos tribunaes or-
dinarios.
Repartido das Obras Publicas 29 de Marco
de 18:{.
Oengenheiro em ibefe, L. L. Wauthier.
Vicente Tbomai Pires de Figueiredo Camar-
go, inspeclor d'alfandega &c. &c. Faz sa-
la manda fazer publico quo perante a mesma
ihe ouraria se arrematara nos das 8 9 o. 10
de Maio prximo vindouro a quein [<>r menos
'izer a illuminacao do Gaes do Collegio, e a de
\ lampioes que guarnecen! os lados do Pala-
cio do Governo, por lempo de '.) annos a con-
tar do 1." do Julho do correle auno, a 30 de
Junhodel8V6, devendo norin a illuininacSo ,
los lampioes do Palacio do Governo ler princi- ",r' 'I'10 d,a ** "^^ so,''u '' V"8-
lar em praia puolica a porta d allendega ao
meio da 22 ifuzias de mantas de seda, no va-
io ilo lia em quo for approvada a arreinataco
pelo l*3xm. Sr. Presidente da Provincia.
As pessoas queso propo'crem a esla arrema-
tacfto lompareeSn na sala dassessoes da predita
thesouraria nos dias cima mencionados na for-
ma da le.
pirde IGSOOOrs. adju ia 181 corles do ves-
tidos, no valor de So(K) cada um, lOOdilosno
valor de 8O08OfJ0 res cada um impugnados
pelo amanuense Domingos da "il\a Guiniaraes,
yocretaria da thesonraria das rendas provin-1 'm ^Pac,,, J..3*" kit0. ',or A"to"io f1"*
ile Miranda Oliveira sendo o arrematante su-
quesustentou na primeira missio de Goiana
IMPORTACAO.
O brigue ing'ez Slirarl capitao John Fis-
!ier vindo de Liverpool, consignado a Deane
Voule &('., entrado no trrenle 11)61: mani-
leslou o seguinte.
11 toneladas de ferro em barras; a Silva Bar-
roca 8C*
3 ditas de folhas e 19 quintaos de varas de fer-
ro, 2(i barricas com ferragens, 9 caixas com co-
'ire, 1'i folhas e 21 barra de chumbo em barras.
\ caixas flandres em barras 9 fardos fazendas
l'algodao 3 caixas ditas dla, 7 amarrados
om ferro ; Ordein.
12 barricas com poz prelos, 2 fardos com dro-
gas ; a aisset .t ('.'
1900 caixas com sabao, H fardos fazendas
l'algodao ; a .Me. Gilmont & C.
8 Carlos fazendas (l'algodao, 21 barricas com
ferragens, 10 folhas de chin,dio, 1 barril con
vinho, 2 caixas com agurdente ; a kcnwortln
* Comp."
2einbrulhos com livros impressos ; a 1). Bo-
nkdub.
15 gigos e35 mcioscom loira 77 barricas
com ferragens. 10 caixas c 3 fardos fazendas de
algodao, 2 fardos ditas de linho 9 caixas con,
chapeos; a Jobnston Paier&C.1
10 fardos fazendas d'algodao: a W. E.
Smith.
40 fardos e 16 caixas com fazendas d'algodao,
13 fardos ditas de linho 3 ditos ditas de la ,
:|ditos d'algodao'inho 1 caixa com papel e
lio ; ajames ( rabtrec & C.1
I caixa diversos objectos; a W. May.
17 fardos fazendas d'algodao, 5 caixas meias
de dilo. e de linho ; a Bussell Mellors & C."
12 caixas fazendas d'algodao ; a B. J.asscrre
i'iaesde Pernambuco 1. de Abril de 1843.
O Secretario.
L. da C. Porlocurreito.
O III.m Sr. inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes em ciunprimcnto dn oflicio do I
i'.xm. Presidente da Provincia de 31 de Maro'
ultimo manda fazer publico,quo perante a mes-'
ma thesouraria se con Ira rara nodia 10 de Maio ]
prximo vindouro a factura de una amada
le anda para cobrir os empedr montos do 7. ,
S., e 9. hincos da estrada de S. AntSo orea- ;
da na quantia de 9438913 reis.
A descripcao o orcamenlo desfa obra, pode-
ro ser examinados na repartidlo das obras pu-
blicas pelos licitantes, os quaes depois de com-
[lelentemente habilitados deverao apresentar
om antecedencia nesta Ihesouraria as suas
impostas em carta feixada para seren aberlas em
presenca de todos no din aprasado.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco 1. de Abril de 1843.
O Secretario,
Luis da Cosa Porto-Carrero.
ESTRADA I1K S. ANTAO.
CondifOei pura a arremalagSo das ditas obras.
geito a diic'los e expediente. Alfandega 5 de
abril de 1843. Yuvnte J. P. de F. Ca-
margo.
(l)r. Kfltonioda Silva Veres jui; muni-
cipal da term ta cidade de < ilitida co-
marca do Heri'fe de Pcriiaud-uco por S. M.
I. e (. que lieos Guard \c
Faco saber aos habitantes do tormo desta ci-
dade que no dia 2i de abril deste corrento
anuo, as nove horas preci/as da manila (em
de se abrir a sessao jurdica para a qual lorao
soiliados os scnbores jurados seguales: Joao
Barrete de Menezes. Jos Rodaigucs dos San-
ios Jos Fernandos Jorge Joao Severino do
llego Barros, lenle Joao Ignacio Bibeiro
Boma Joaqtiiin '( orrea da Silva (enento
Antonio Joaquiui Rehollo Pessoa Paulo Jos
deCliveira, lenle Herculano Pi PeJro,
Joaquini Jos Feneira da Penha, Dionisio Go-
mes do liego Manuel 'orreia GonesdeAI-
ineida Jos da >ilv Braga I ourenco Jus-
tiniano Rodligues de Luna Manoel Rodrigues
da Silva Miguel Arranjo Ferreira Manoel
Antonio Alves de Brito Joaqom Pereira Ho-
mem Thoinaz da Canoa i inia Cantuaria ,
Manoel Antonio dos Passos e Silva advogado
1.' Os Irahalhos. e obra, dependen Ui desla j Jos Vcllez de Cuitara, Jos I oonarde de A-
irrematacao se rao feitos pela forma, debaixo I \elloz lente Joao do Reg Barros bacha-
das condii'es e do modo indicado na dcscrip-1 re Jos Joao de ( anallio Francisco Ferreira
ao aiinexa ao or. amento assignado a 9 de
Mano de I8W pelo engenbeiro em chele das
obras publicas, e ap pro vados a 31 domosmo
pelo Exm. Presidenlo, iinporlando o dito or-
camenlo em rs. 9V3S9V3. Sendo incluidos
nesta quantia 10 p. c. ein beneficio do arre-
matante.
2.a 0arrematante ar oslas obras e traba-
lhos debaixo da ilireccfio o instrucioes do en
genbeiro en, elude das obras publicas que : s
vigiar por si ou por intermedio de um agento
desla rc| articao aqucm elle enea,regar, suli-
metlendo-se lanibeii, sinudanias que oen-
genheiro 0111 befe ou seu delegado proscre-
lerom as obras, havendo indemnisacifo, ou a-
bate proporcional quai.do augnieiileni ou
iliininuao as despezas o cadas pon ausa das ditas
mudamas, e sol, pena de nao seren pagas as
obras feitasde modo contrario descripcao e
instru(<,ocs do engenbeiro em chele ou seu
delegado.
3 O arrematante nao poder empregar a
areia necessaria as obras antes de ser acreita pe-
lo engenlieiro em chele ou seu delegado.
4.* <) anenialanle comecara as obriiS o mais
tardar no pra/o de quinze dias depois da par-
t'pacao que Ibc for feila pelo engenbeiro en,
elude da approvacao d'e.ste contrario pido Go-
verno. sob pena de pagar a mulla de 1008 ru'S
odefiarsein efieito o presente contracto.
5." As obras constantes da presente arrema-
tado detero ser acabadas no pravo de 3 me-
& 'omp."
1 fardo dilas de la ; a Jones Patn & C*
3 harria ogoardenle, 20 ditos serveja, 7 ditos zos COrilafos da sobremeocionada partecipaco.
linsoas e carnes salgadas, 1 caixa c2cmbru-l q. pelando o arrematante a pri bem her a
i missao de l.oiana |hoS(.(l|n S(.i(||tSt |,iirrilsal. 1 dito musanla ; precedente condicao, as obras passarao sobre a
j.ilgou de aeonselhar a aquoHir>jMriWda >Ol- f d|o ^^ gg lir(..unts, 27queijos, 3 |l,,.,.!.fl0 ,, ,.;xm. ].r0Sld,n1e da Provincia a ser
dade deGoiuna de ter urna vida comm.in. c |Man(as ,,,. toiu;inho> ]02 gigos hlalas, l cai-
propria das corporales e commun.dades n- ^ ., U(,s. a J()hn i-is|u,r.
guiares; com efleito ooad|uvndo o missiona- g ^.^ (.o|M ,(,n(.()S (h, Mrftt 1 (|ta ,)ot(-JCS e
rio pelos Dignissimos Rms. Padre \ .gano: Padre pba ;} ^^ fazcndas j-a|g,|a0 a K. Boy- 100c00n reis.
Antonio Jos Barros Padre J.W- Paulmol adre ^ & (. ? [f ^^ obras ac.|lia(iilSt se_
Jus Joaquim de Andan, e Padre Biccardojos, fi ^^ p Q caMS fazen,|n9 d'ilgodo, 1 dito
Machado, alcan.ou quo dessem principio a e 4(.axas'ttas de la ; a B osas Braga & Ca
esta vida reaulnr; mas pido que me relata o G(;aixas com buhas; a Latham & Hibbert.
de Mello, francisco .Xavier ( rnciro I ins ,
l'raicisco Marlinz Rap.zo JoSo Manoel Men-
dos da Cunha Azevedo major Florencio Jos
( arneiro Moi teiro-, I ourem o ntonio de Al-
baquerque e MeMo, Viten le Jos de (una-
lbo Joaquim Francisco de Albuquerque, Jos
Ignacio Xavier, Jos Antonio de Miranda ,
Joaquim de Albuquerque Fernandos Gama,
Pioliro Jos Fsteves, Francisco Jos de Paula,
major Manoel Alves Monteiro Jos Dantas
( orreia de (os Antonio Jos dos Sanios ,
Antonio I uiz de Cont J()> Mara Toixeira
de Albuquerqner .Joao AntonioMoreira, Ma-
noel Joaquim dos Santos, major Antonio Tris-
tao de Nerpa brandau, Manoel Antonio Pe-
reira Bamos cirurgiao Manoel Bernardino
Monteiro, capitao francisco Duarle Coelho.
Pelo qual convido aos inesmos senhores jura-
dos cima mencionados c mais pessoas en
teressi.das hajao de comparecer em dilo (lia
sob pena da le e servirn durante esta sessao.
E para que chegiie a noticia de todos mandei
possar o prezenlo que ser lido e afixado no
lugar do costume. Da lo e paseado sol meo
signal e sello desle jui/o ou valba sem sello
excau/a, nesta cidade do OlinJa aos 31 de
marco de 18i3 eu Joaquim Jos (iriaco, o
estrivi. Antonio da Mira I\eve$
execuladas em administraciio cusa doarrema
tente, alen, disto o arrematante pagara paraos
cof.es das rondas provinciaes urna multa de
raoell.s recchidaa por um termo lavrado na
competente reparticao pelo engenhjiro ein che-
fe e o inspector fiscal.
8." A imponencia da arrematadlo ser paga
om duas prestai des iguaes ; a primeira pagavef
Faco saber, que o praso de sois u ezo sa
contar do l.de oiiluhro de 1842 para ocon-
curso suhsliluiran das cadeiras de filosofa, e
geometra do mllegio das artes, (( a espacado
para o ultimo dia de maio prximo futuro. E
para que (begne noticia de lodos mandei ali-
\ar o presento nos lugares do costume e pu-
blicar pela imprensa. Secretaria d academia ju-
rdica de Olinda l.de abril de 1843.
Di. Antonio Jote Coelho, director interino.
X itenle Thoinaz tires de I igueiredo (.amar-
go commendador da Oidom deChristo ins-
pector (Fallandega &c. &p. Faz saber,
q:;e no da 8 do rorrete, se hade arrematar em
i ra a publica, porta d'allandega, ao meio dia
! 21 veos prelos de linho bordados, (JO chales de
balv 180 lencos de dito, Investidos de dito,
missionario, sobre o estado de pobreza d'aquel-
la religiosa eorporHco, eu passo por debai-
lbt%toTunue^ qU.....'oesti>eracabadaan,o.aded,obra 1 ditos de, mi:raia no vaio, do ,:20K00O
to"ut| "adianla'ne'nto della a mesma provincia, Nmb sahdo no d,a segunda quando se lavrar o termo de reccbi- re.s impugnad pelo 1. escriplurario Jenui-
< umowianiamni) Liverpool pe: Parabiba ; barca ingle/a Poyal mente. / no Jos I avaros oo despacho por facan de R
e or es.anvn al, boas al. V q o ,mp carneo L oy p ^ Oarrematante prestar fiama id mea pe- Usserre S C., rendo o arrematante SUgeilo ao
alt.ss.mo pela lran^,ll,d7irt5m,lrn nmT ca la importancia da quarla parte do valor orelo pagamente dos direi.os, e expediente Albm.lZ
inipeno como J "^ "^^^"i Sahidos no V G. das obras, a qua! Reara rcsponwi pela multa.' ga 5 de ahr.l He 1843. Yuenle Ikonm P.
vez de ser 1 consebucuciade pobre podras Rio de Janeiro ; brigue brazileiro Tentacao em que o arrematante meorrer om v.rlude da | de 1. Camargo.
f<
I"
i

*




Companhia de Reliribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
vidados para realis rem 4 p. c. sobre o valor de
mus acedes, eassiin completaren! a primein;
presta'lo. A vista dos competentes recibos'se-
rio ontreguas as Apolices no cscriptorio da
Compjnhir na ra Nova n. 7 devendo lica-
rent oj imwm >s Srs. Accionistas na inte igen-
cia de que nao pndom transferir suas accoes an-
tes de suremaverha.las noi livrosda Companhia.
= O administrador da meza da re.cbcdoria
de rendas guraes internas declara a todos os do-
tadores da tffxa de IS respor escravo, destebair-
ro de Santo Antonio que ainda espera ate o
dia lo deste mez pelo referido pagamento, oque
no dia I (i remeter para juizoa lim de proce-
der a exeeuiivo contra os que doxarem de pa-
gar. Itccebedbra 1."de abril de 1843.Fran-
eiso Xarier Ca alranli de illiuqueique.
- OHiate Esperance de que he Mestre
Antonio Aletandre Gm-alvos, recebe a mala
para a Baha boje (7) as a horas da larde.
g?!*?Sg**aBiasga r s=BM
4
Aviso iniriliui os.
= No dia 13 do corrente sahir imprcteri-
velmciite para o Porto o litigue Portuguez Ven-
turaFeliz; quemo do mesmo qui'.er carregar
en ir de passugem dirija-se a ra da Cruz,
n. 43 casa de Joaquim Joze de Amorim.
LcrlO.
O Corretor Oliveira far leilio sox a
feira 7 d > corrente as 10 horas da man ha* no
armazeln que loi do Sr. Stewatt, ra da Cruz,
da mais esplendida mobilia nova e oulra usa-
da consistindo cm magnficos leitos para ca-
sados lindos guardas vestidos, secretarias mo-
dero s, tremas, toucadores riquissmos. es-
tanles para li\ros, cadeiras sof'is, urna me-
za de pintar para 36 pessoas, aparadore nina
bu na de ferro grande taca e numerosos oh
jeelos inclusive dous escravos e muilas obras
de prata de le de bons feitios, principalmente
o do um excellente talioleiro', pesando cerca de
36 libras, mu proprio at para rometier para
a Europa como atis lucrativo retorno do
que od letras ao actual haixo cambio.
Avisos diversos.
= Bcnto Correia de Mello subdito Por-
tuguez relira-so para a Parahiha.
= los Ferreira da Costa subdito Portu-
guez retira-se para a Paradina.
= Os administradores do cazal do fallecido
Joaqun Voto lio Ferreira de Vascohcellos,
convid Jo os ere iores do mesmo casal para se
reunircm as 11 horas do da 10 do corrente .
no escriptorio da Administrarao afim de se
Ibes putentearem asconlas c tomarem as me-
didas, que julgarem convenientes para liqui-
dadlo, do que falta para pagamento do saldo.
= Antonio Joaquim Nafta natural da
Babia, retira-so desla provincia a tractar de
seus negocios.,.
-4 Aluga-se urna rasa de um andar que
tenha cmodos para una familia, ein ra prin-
cipal no bairro de S. Antonio ; quem tiver di-
rijd-se a ra da Se zal velha n. 116.
= Lava-so, e engomma-se com toda a
perfeicao ; na ra larga do Rozara n. 40 ,
segundo ambir e por preco coinmodo pre-
ferindo -se roupa de homem tambem se ajus-
ta por me/.
Precisa se de urna ama para arranjo de
urna pequea familia : na ra Helia n. 19.
= Precisa-se de una ama de leilo : na pra-
ca da Iml.|ii*ndencia loja n. 21.
I irao-se lolhas corridas e passaportes ,
tanto para dentro do Impe O, como ara fo-
ra com promp'idao, e preco coinmodo ; na
ra do Itngel. n. 43.
O Thesouroiro da Matriz de S. Pedro
Mrtir de Olinda faz publico que continua o
pagamento do; hilhetes premiados nos dius 8
e 2 e depo'sdos lias Santos de Pascoa as
tercas esaxt.is na ra do Ouartel esquina do
becoda Pol primeiro audar das 10 a urna
hora da (arde
= C. T. A-tlev subdito Britnico reti-
ra-se para Inglaterra.
Arrenda-se o sobrado do F.xm. Snr. Ma-
noel de Carvalho no corredor do.Bispo com
terreno ou sc:n elle ; quem o pretender diri-
ja se ao mesmo.
= Joaquim Antonio Teixeira do Carvalho,
subdito Portugaez retirante para fora do im-
perio
nesta praca do >r. I.uiz Francisco de i arras
Arrenda-se um sitio na estrada de Bebi-
ribe junio ao riacho de Agoa Tria, com loa
man lrilinria a oanlas de can Un ; no rn.
Augusta n. 14.
Aluga-se urna casa terrea na ra do No-
gueira n. 21 com grjnde solio quintal, e
eommodos suficientes para ditas familias :
fallar na obra do thcalro publico, com Joa-
quim Teixeira Peixoto.
= Um offici.il de chapeleiro se oiTerece a
trabalhar em qualquer tenda por preco mais
coinmodo, que outro qualquer e join proin-
ptidio ; na ra do Bangcl, n. 34.
- O aliaixo assignado declara queda da-
ta de hojeem diantc, deixou de ser caixeiro
do Sr. Joao Cando Pereira Freir e ao mes-
mo teipo agradece o bom tractamenlo que do
dito Sor. recebeu. Joaquim Joze Rodrigues.
Precisa-se de urna ama de leite e do
nina negrirtba para fosee o servico de urna casa
dupouca familia : na ra do Passeio fabrica
de chapeos de sol, n. 5.
Perdeo-se urna letra ja paga da quantia
de cem mil rs. vencida em 20 e tantos do mez
de Fevereiro, sacada por Joze Antonio Marques
e acceita por Joio Pinto dos Santos e endo-
nada por ilcnrique Jorge ; roga-so a pessoa ,
que a acbou queira (azor o favor de leva-la a
praca da Independencia loja n. 39.
sa Previne-so ao publico que ninguem fa-
a negocio com urna letra da quantia de cem
mil rs. vencida em 20 e tantos de Fevereiro ,
i qtial ja est'i paga pelo* acceitante c na mes-
illa occasiao foi p-rdda na ra, sendo sacada
iior Joze Antonio Marques e acceita por 'Joo
Pinto dos Santos, e endocoda por llenrique
Jorge e como a dita letra de nada vale faz-
se, o presente annuncio.
= Domingos Joze de Cima mestre alfaiate
avisa aos seus freguezes, que vai a Portugal
tractar de sua saude e sua casa continua a
trabalhar como at aqu tom feito fazendo
-aias vezes at a sua volta Francisco Pinto da
Costa Lima.
Precisa-se de urna ama para o servico di
urna casa de pouca familia: na ra ireita ,
n. 58 primeiro andar.
= Francisco Pinto da Costa Cima avisa ao
publico que at o dia 31 de Marco se assigna-
va Francisco Pinto da Cosa Bemviver e que
do dia primeiro de A .ril em diantc, he que
primipiou assignar-se Francisco Pinto da Cos-
ta Lima
Se os actuaes com-senhores do sitio que
loi do fallecido Joze Antonio da Silva Pinto,
quizerem arrendar ou (azor qualquer ou-
Aluga-so um raoleque, que sabe vender
azeite de carrapato : na ra da Praia n. 33,
primeiro andar.
Precisa-se de um homem para urna esti-
lars : na ra do V gario armazem de cabos
n. 5.
Precisa-sede dous rapazes portuguezes
de 14 a 16annos; na ra da Seazala velha,
venda n, 126.
= Aluga-se o sobrado de dous andares na
ra do Calderero, n. 12, com as lojas com
quintal e cacimba com boa agoa. parreiral de
uvas brancas, que pode fazer 100,000 as duas
podas, e mais um p de limas de embigo tam-
bem se aluga sem as lojas: na ra da Gloria ,
sobrado n. 7 junto a fabrica de Gervazio.
Compras.
= Compra-se urna escrava com cria : na
ra Di.reita n. 2 primeiro andar.
Compra-sea historia de Carlos Magno ;
quem tiver annuncie.
as Compra-se um carrinho para enanca,
novo ou usado : na ra Nova n. 7.
. Compra-so urna cadeirinha de bracos, no-
va ou com pouco uso e de modollo de bom
gosto ; na ru i da Cadeia velha p. 39.
Comprao-se tartaruga pentes velhos e
quebrados, cconserta-se toda obra de tarta-
ruga ; na ra de Hortas, n. 82
- Compra-se um escravo quo seja bom
forneiro e ontenda bem de todo o servico de
padaria que seja moco : na praca da S. Cruz
n. 6 ou annuncie.
Vendas
^ Vendem se compendios das Eras da Pro-
vincia do Para e Ensaio corografco sobre a
mesma Provincia por 5000 rs, cada urna : na
praca da Independencia loja de livros n. 6 e 8.
- Vende-seum negrocanoeiro com asna
competente canoa, que pega 88 rs. d'agoa :
na botica defrontc do oitao do Livramento n. 4.
= Na olaria do fundi junto a fabrica de
Gervazio vendem-se cal preta e branca de
caiar lijlos de ladrilho alvenara batida ,
tapamento.e telha ludo da melhor qual'dade.
Vende-seum terreno na ra da Praia,
dirijio-sear..a do Colegio n. |com 570 palmos do comprimento : na ra da
w saber qualheo correspondenie
Sen/ala nova n. 42.
= Vcndem-se lijlos de ladrilho telhas e
cal branca por proco rasoavel ; em Olinda no
varadouro venda n 18.
= \ende-sc urna escrava crioula, cozinhei-
ra e engomma sulTrivel: na ra do Queima-
do n 14 segundo andar.
= Vende-se urna venda com poucos fundos,
tudo em bom estado; na ra do Apollo defron-
te da fabrica dos rs. Mosquita & Putra.
= Vende-se para fora da provincia urna
mulata, milito boacozinheira, engommadei-
ra e lavadeira com um filho do 8 annos ;
quem pretender annuncie.
= Vendem-se presuntos nglezes queijo
londiinhos batatas, e musanla ludo mui-
to novo, echegado ltimamente de Inglaterra:
na ruada Allandega velha n. 44.
= Na labrica de fazer sabio na ra Imperi-
al do Atierro dos Affogados vende-se salmo es
curo, amarello esomenlcde arroba para ci-
ma, 110 rs. a libra sem caixa o a 120 rs.
comcaixa afiancando-se ser o melhor a dese-
jar superior ao sabio cstrangeiro tanto na
consistencia como na economa do cousumo.
Na mesma fabrica compra-se toda porcao do se-
bo o quaesquer mantoigas, e gorduras em es-
tado delriorado cujos precos all se ajustarao
a vista das amostras.
> endem-se sorvotes a 320 das 5 horas
da larde ato 10 da noite : no botcquim junio
ao tbeatre;.
= N endem-se Chapeos do Chile ; em casa
de L. G. Perreira & Companhia.
> endo-se um escravo do boa idade : na
ra Ve'ha n. 80.
Vendem-se duas cabras bixos rom bom
leite ; um cavallo para sella ou carga; e duas
casas de taipa no beco do Quiabo nos Afloga-
ilos: na ra do P. ngel, sobrado n. 5.
- Vendem-soum bonito moleque de nacao.
de 18 annos, bom co/inboiro ; 3 ditos para
lodo o servico ; um esi ravo oflicial de pedreiro.
Je 25 annos ; um dilo proprio para palanquim:
lous i azaes de escravos para o sprvico de cani-
no sendo um bom carreiro ; 3 escravas reco-
Ihidas com boas habilidades ; urna dita cozi-
nheira e engommadeira ; urna mucamba de
16 annos, e oulra de 20, engommadeira e
'oslureira, faz todas as qualidades de dores ;
e 4 ditas para todo o servico : na ra de Agoas
= Quem precisar de nina mulbor para ama terdes n. 46.
!e urna casa de pouca familia ou homem solt!-1 = Vendem-se duas canoas, que condu-
ro, pofb sabe engommar e rozinbarannpnrie 7em 500 lijlos cada urna : na praca da Inde-
n.n_P 1OO,Ol0r2. 2 juros sobre penhr; jpendeRcs n. 30 ; lamboiu e ulugu urna
res de ouro ou prata: na ra de S. Rita, n. 60. i noa deconduzir agoa.
16 so undo andar.
= Francisco Pinto da C^osta Cima mestre
alfaiate avisa a todos os seus Ireguezes que
mudou oseu estabelecimento para a ra larga
do Bozario n. 40.
Joaquim Flix da Poza comprou por
contado Sr. Fran -isco Solano da Fonceca de
Macei meio billiete da primeira parte da 13.a
lotera a favor das obras do Thcalro, n. 1401.
-r- Boga-se a pessoa que for dono do um
terreno no bairro de S. Antonio, na ra por
Irazda IgiejadeS. Joze que est sita a casa
n. 18, baja deannonciar at quando tem re-
cebido a renda do foro d > dito terreno e
quanto ha vencido at o presente e juntamen-
ledeclarar seu nomo, e residencia, pois se
I he desoja fallar.
=Qunta feira20 do' corrente havera 1 lindo
ilivertiniento na casa da Sociedad Nalalense ,
de baixoda dirercade Bafael Lucci consis-
tindo em cantonas dancas o urna panlomi
:na h:storica intitulada Os Irrs l'rincipes de
*alermn, composta por Jna Waninioyl, ter-
minando por vm novo =z Hymno Gratulatorio,
dedicado aos habitantes da Provincia de Per-
nambuco = cantado por M.HI Carmela Adelai-
ile I ucci: composica de Rafael f.ucci.
Os hilhetes vendem-se na ra do Crespo, lo-
ja n. 8 ; na ra do Queimado, loja de louca n
32 ; o no holequirn junto da casa pelos pro-
cos seguintes: gal'arias 1500, e platea 1000 rs
N. B. A segunda o lercoira gallaras sen-
do reservadas propriamento para as familias,
nenhiim homem apesor de munido do com-
petenle bilheto poder aellas lor entrada, sal-
ose se appresontar junto com a sua lanrlia ; e
o mesmo lera lugar para com qualquer senhora.
quo se appresentar individualmente. As en-
ancas menores de nove anuos, pagarao 1000
ris.
Se porem chover continuadamenlc das 6 ho-
ras em vairfe nao baver divertimento, (rans-
ferindo soodiaannunciadoporoutro annuncio
s Francisco Vaos Pereira roga a pessoa de
igual nomo ; que por vezes tem tirado cartas do
'orreo vindas de Portugal e Hio de Janeiro,
de as mandar entregar na ra do Vigario ar-
mazem n. 18.doquese ficara muiloagradecido.
Da-se 500,000 rs. a juros sobre penho-
res do ouro ou prata : na ra
botica o. 5.
Vende-se leite puro a t80rs. a garrafa :
na ra Nova ao p da ponte segunda casa,
n. 69.
Vcnde-sc Azeite do carrapato a 1600 de
meia caada para cima : na ra da Senzala ve-
lha n. 32 ; tambem alugo-se negras ou mo-
lequcs para venderem azeite pagando-se por
mais do que em outra parte.
Vende-se ou troca-se por urna casa ter-
rea um sobrado de um andar e soto eir
chos proprios, na ra de S. Rita n. 14: a
tractar na padaria da camho do Carino.
= Vende-se um escravo do 18 annos: na
ra do Crespo n 13.
se Vende-se para pagamento a praso com
boas firmas, ouselrocapor propriedade nes-
ta praca urna olaria com barro dentro para
toda obra no lugar do Montiro a margem
do rio Capibaribe : na ra Nova n. 58.
= ^ ende-se urna escrava, moca, co/inhei-
ra engommadeira, costurcira e 'lavadeira :
na ra do Ctaeimado n. 26.
= Vende-se um mulatiiihode 9annos: na
ra da Cruz n. 34, primeiro andar.
'- \ endem-se um relogio sahonete pe-
queo, caixa do prata urna manga de vidro
liso urna corrente de ouro com duas oitavas ,
una dila para menina, 6 colheres de soupa ,
(idilas fiara cha m par de oasticaes do vidro,
urna bandeja, um appandhode porcelana dou-
rada para cha ponteiros do prata para meni-
no duas banquinhas do Jacaranda com gavetas,
um realejo que toca dando-se corda uiq
iteiro c nina taboleta para ourives: as 5
puntas n. 45.
^ ende-se assucar refinado superior a
720 a arroba e a retalhoa 90 rs. a libra :
na refinacao dos 4 cantos da Boa-vista.
Vende-so una parte de uina casa terrea
nocaminhoda Estancia, com quinlal grande
o porto ealguns arvoredosde fruto ; e tam-
bem a parlo do um sobrado na ra larga do Bo-
zario n. 40 ou troca-so por una casa ter-
rea : na ra do Pudre Floriano n. 42
= Vendo-se um prelo crioulo de 20 an-
nos, tom principios de cozinheiro e proprio
para outro qualquer servico : na ra do Cres-
po n. !2.
Vende-se um eavallo caslanho andrino ,
carrogador baixo sellado o onfreado : na ra
da Alegra n. 1-, das 8 as 10 horas.
Vende-se um violao em muito bom es-
tado : na ra da Boda n. 24.
= Vendem-se um selm inglez em bom uso,
com todos os pertences : na ra do Crespo ,
loja n. 2 A.
Vendcm-se banba de porco muito alva a
440 a libra manteiga franc. za a 640 e ingle/a
a 480 azeitonasdo Porto a 200 rs. a garrafa ,
azeite doce de Lisboa a 500 rs. a garrafa e a ca-
ada a 3840 dito do caira pato a 1920 e a gar-
rafa a 240 caf do Rio de Janeiro a 160 ce-
vada nova a 80 rs. alpisla a 400 rs. o quarlei-
rao painco a 240 e todos os mais gneros
por preco coinmodo: na esquina da ra do
Arago quo volta para a S. Cruz, n. 43
Vendem-se 4 escravas mofas, com boas
figuras e habilidades engomniio cozinho,
o lavao ; duas dilas boas inucambas cosem ,
engommao c co/.indio ; urna dita de meia ida-
de por 250,000 rs. cozinha e lava ; urna mu-
latinhu de 6 annos ; um preto bom servente e
comprador de urna casa : na ra de Agoas ver-
des n. 44.
^ ondem-se licores finds de todas as qua-
lidades a 4000 rs. a duzia dilo do segunda
sortea 2400 vinho docbampanhe a 2000 rs.
a garrala dito de Bprdeaux a 800 rs. dito
muscatel frontignan a" 640 ,'champes do roza ,
flor de laranja maracuj ,' e oulras qualidades
a 800 rs. a garrafa de tudo aiha-se seinpr
grtale sortimenlo : no atierro da Boa-vista lo-
ja de Salles & Chaves n. 26.
N ende-se una armacao do loja na ra do
Livramento n. 19 boa para qualquer esta-
hclimonto : a Iractar na mesma.
Escravos lgidos.
do Colegio
= No da 2 do correnle fugio a f reta Ma-
ra Congo alta magra, rom o cabello bs-
tanle grande o torcido dedos das maos curtos
e grossos e alauns delles lortos bvou vesti-
do de chita cr de ganga, com flores grandes
encarnadas venda banlia de manhi e de
tarde azeite do carrapato levando quando fu-
gio um (landres com una caada de dito com
i (unil o as medidas ; quem a pegar leve a Ira-
vessadoS. Pedro casa lerrea n. 8 junto ao
sobrado em que mora o Padre Tbom da Silva
Guimaries, quesera gratificado.
No dia 4 do corrente (ugio o mobque
Benedicto, de 6 annos, levou remisa de l-
godio e um hulainho na cabeca ; quem o pe-
gar leve a ra do Hospicio n. 36 quo ser
recompensado.
Kecifr: naTtp. deM. F. deFaru.=1843


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