Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04930


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Full Text
Armo de 1843.
Quarfa Fera 5
IV.o .jo,. tytnfr U Veamos d. ,, prnHpnc d .
4 ltmu cobo ynnci.uamos e seremos ammlados c,,m .4 "'""^ao; *Vtg7 C0B
et.LI r ponanos cum sdnnrs. ao entre as Nacues m.-
___________!-< '"'Bcyj da Asamblea Gara) do BaAllL.)
PARTIDAS DOS (ORRE10S TERRESTRES
Gniannr., Par.lnbi e Rio grande do Norte aeguoda ,ei., f...,.
H.m.v > c Garanhtin* a 1ll e >4
Cm. ^rinhea, Rio Foraioso Porlo CaWo Macelo Alaeoas no 1 11
*,-.: FhHW 3.28. Santo An.uo, quinta f,ir... Olil todo, o da.
L)Ia> Da sKUAVA.
tg. Ric-rdo R. Aud. do J de D. da 2. .
lerc. i. Iiodaro Are. 'ud. do J. de D. de 1, t
Qnari c. Wenie r'erreira Aud do J de D: da 3. ,
Juioi. a. Marcellino M. Aud do J. de U da 2. t.
. mi. Aa 7 dores de N Sra. Aud. do J. de 1). da 1 t
Sab. a. Amaneo B Bel. Aud. do J. de I), da 3.
21
3
4
5
6
7
S
de Abril
Armo XIX- NI T.
O Diario publica ae lodnaua Jiii que no [oren Santificados. o preco da assignatora b
de ires rail rea por quarlrl paros adiantadn*. Os anntincios dna enantes ao inseridos)
gratis, e oa dos que o n.io forero rat:io de 80 res por liaba. As rerlamacoes devem *i diri-
gidas a esta Typ., ra da Ontra N 34.nu t>ra.-a I Independencia loja de litroi N. 6a 8.
coibiiis Wo da 4 re Alml
Cambio sobra Londres 27 a '.-7 l| d. p. 11. Ocao-Moeda da 6.S00 V.
k Pars SSO ma por iranio na a N.
a Lisboa luU por lUU de premio
Moeda de cobre 2 por IKI de descont.
dem de letras de boas firmas i por g
a de l.UOU
FkATa-Patcedea
a Fetos Colomnarcs
a ditos Meaicanoa
compra
15,l)tW
16.MM
8,61)0
4>0l
I.MIO
1,600
rnda_
1S.70J
15 500
8.7J0
1.H20
1.S20
1.S20
FHAafcSiJA.LUANOMEZ DE BRIL.
La Clieis 14, s 9'm. da tard I La novs 25), 1 lora e 59m. da tard.
Quirt.m.ng. >1, as 10Doras 5 m. da m. | Juan, creso. a 7, as j noraa e 4(i m. da tard.
Preamar de /ore
da man'nla. I I a !l hora* o 42 m da larda.
I.
t!' hora
I*
PARTE OFFICIAL.
CommaiKio chis ,trmas.
KXPEDIKNTR DR 21 DO PASSAOO.
Officio Ao Exm. Presidente devolvondo-
Ihe as pecas officias involvidas no seu otlcio
de 21 de feveiro relativas a avaria que soffre-
ro as pecas de fardamento e Tasen las perten-
centes a agencia d ) batalhao de artflheria em
junhode I8'rt por ter cali ido ao mar, no ac-
to de sor embarcado, o oaixoque ascontinhas
cohrindo taes pecas as informaeSes marcadas
com as letras A, II, G, e D, e o parecer do con-
seibo que havia nomea lo para conhecer do ver-
datieiro responsavel por taes avarias, aOm de
que S. Exo. levasse tudo ao conhecimento do
governo imperial, ou resolvesse como achas-
se acertado.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento do s; rgonto quartel-mcstredo ba-
talhaode aitilheria, Antonio Cae tono 'lavares
queaS. M. supplicava demicao, portersem
nota concluido o sen enfajamento.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informandoou-
tro requerimento do segundo sargento Mamoel
Camillo de Amorim ," do mesmo butaihao pe-
dindo demicao por igual motivo.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento de Francisco .Marcos do Amoral ,
soldado que foidoextincto reirimento pedindo
a S. M. I. reforma, emattencaoa sua velhice,
ncapacidade para haver os meiosde subsisten-
cia e ler servido bem por espaeo de 20 annos,
fasondo a campanha da Cisplatina de 1817, a
1820.
. Dito Ao mesmo Exm. Sr., remettendo-
Ihe informados os requerimentos do primeiro
sargento Antonio dos Santos Pessoa o soldado
Cosme Jos (]abral ambos do batallifio desta-
cado que pediaoser do mesmo excluidos, em
listadas poderosas rasoes que apresentavao.
Dito Ao inspector da thesouraria envian-
do-lhe os prets, e relaces de mostr do me
de fevereiro, pertencenles afortalesa de Itama-
rac j excluido o reformado que (asia par-
te do destacamento por ter o Evm. S. Presi-
dente julgado procedente a duvida do comissa-
rio fiscal.
Dito Ao mesmo disendo-lhe que o des-
tacamento de Agoo Preta fora dissolvido no dia
23 de Janeiro e remettendo-llie os papis de
contabilidade-relativos aos 22diasde venciinen-
tos, para serem pajos sendo a importancia en-
tregue ao Dr. Manoel Teixeira Peixoto.
Dito Ao coronel Trajano Cesar Burlamar-
que, fasendo Ihe constar, que o Exm. Sr. Pre-
sidente por portara de 17 do corrente o dis-
pensara da instructoria jera! de guardas nacio-
naes desta capital, como fra publicado em or-
dem do dia.
Igual communicaco se fez ao major gradua-
do Luiz Alves Mascarenhas, que tambem foi dis-
pensad^) de instructor do 4. ha: a lilao do muni-
cipio.
Dito Ao desernbargador chefe de polica ,
participando -Ihe quese evadir na manhaa de
19 do corrente, o calceta Antonio Pereira da
Motta que se achava a servico na foitalesa do
Brum indo com elle o soldado que o guar-
dava.
DitoAojlz municipal da primeira varado
crime desta cidade, communicando-lbe'em res-
posta ao seu officio de hontem que mandara
recolher a prisiio o soldado Jos Flix da Silva
Lobato pronunciado pelo crime de estrupo.
Dito Ao delegado do segundo districto do
termo desta cidade, disendo-lhe, que ussenta-
ra praca o recluta Francisco Alves que acotn-
panhar^ o seu offieiode hontem.
PortaraAo commai.danle da companhia
de artfices mandando de oidi-m imperial, ex-
pedida em aviso de 20 de fevereiro ultimo, dar
baixa ao soldado Caetano Moreira por ter sido
julgado pela junta desaude incapaz do servico,
na sesso de 30 de Janeiro ultimo.
DEN DO DIA 22.
Officio Ao Exm. Presidente informando
o requerimento de I). Joana BaptisM Aciole de
Oliveira, que tendo de seguir para a companhia
de seu marido o major Manoel Joaquim d'Oli-
Dito Ao mesmo Exm. Sr., remttendo-lhe
a relacao dos ofTJciaes reformados empreados
no bata|hao de infantera de G. destacado ,
pedida em officio de hontem.
Dito Ao inspector da thesouraria remet-
tendo-lhe os prets, e relaces de mostra do mez
le fevereiro, pertencefites ao destacamento de
raibu, com exclusaodosdous reformados, con-
forme determinara a presidencia, 'ulgOndo pro-
cedente a duvida docommissaro fiscal.
Dito Ao major commandanle d'artilheria ,
paa que informasse sobre a pretencao d'aluns
soldados estranneiros do batalhao de fuzileiros
da corte, que ou'r'ora pertencrao a compa-
nhia d'operarios desta provincia.
dem do da 2:).
Officio AoExm. Presidente, informando o
reouerm-ntode Clara Mara da Conceicao* que
pedia demissao parasen filho Francisco Es tola-
no da Silva, pela raao de teroutro Olhocom
praca na primeira linlia.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. disendo-lhe,
que listo Ihe pareca que o commandanle do
briie escuna f.rnpnlrfina fose indemnisado da
qnantta de l^ifii reis. importancia dos alimen-
tos que fornecera a dous desertores, quecon-
dusira a seu bordo da Parahiba para esta
provincia.
li'fo Ao coronel director interino do arse-
nal de guerra para (pie mandasse incluir na
rcquisiciio de azeite, que mcnsalmenle se faz
para as,guardas da uarnic|o, o arolte noces^a- eclir com suia para o respetivo
rio para osdouslamp.oes do vestbulo do pala- ,Minr(Iil Mdona, M;1MO|l| ]|W, mi)(,ir(1
co do ttoverno que allumiao as sentinellas ali
postadas.
Dito Ao commandanle do batalhao desta-
cado mandando de ordem da Presidencia ad-
dir ao batalhao para por elle perceber seus
vencioieotos 0sargento da suarda nacional de
Olinija Francisco Xavier de Couto emolanlo
sa aehasse emprestado como amanuense do br-
Tadoiro Ant'.nio Rorges Leal. actualmente en-
de \Q$ reis destinada para a compra de cavalga-
dur i e relliin.
Dito Ao mesmo E\m. Sr. para quehou-
vesse de mandar receber a bord de um dis va-
pores que est a seniiir para o norte, o soldado
tlelinha Francisco Rodrigues da Sllveira Junior,
que fOra da corte mandado servir na provincia
do Cear viudo na escuna f'n'mriro i/r Abril,
e bem assim ao pal do mesmo sida lo que a-
rabaya do ser demittidodo servico doexercito na
provincia de S. Paulo.
DitoAo commandanle peral do corpo de
polica acensando o recebimento da quantia de
19850 reis resto da de 35$BtO que havia
recebdo para as despesas ilo tratamento dos
cayados das pracas de cavallaria destacadas no
Rio Formoso.
Dito Ao commandante da companhia de
cavallaria, mandando recolher a caixa de eco-
noma das forra.ens a quantia referida no of-
ficio precedente.
Dito Ao major commandanle interino do
batalhao de nrtilheria mandando disfazer al-
gnmas inexaclidoes. que se encontraviio nos as-
sentos do soldado FrancTs "o Estola no da Silva.
Dito Ao delegado do segundo dislrit lo do
termo do Recite, disendo-lhe que estando em
custodia, tara provar sempees, o recrula
Francisco Antonio, pedir no lerceirodia para
assentar praca que Ihe foi averbada.
PoriariaAo commandante do batalhao des-
tacado mandando de ordem da Presidencia ,
com guifl para o respetivo corpo, o
por ser
o nico arrimo de sua avallarla Francisca de
Je/us.
carrerado da inspeccioda iiarda nacional.
Dito Aocoirmandanle interino do batalhao
de arlilheria enviando-lhe para ser archivado
o processo verbal dos reos, soldados Caetano de
^ousa Monteiro VirissimoJos da Silva
I.ourenco e Jos Fernandos do Amorim
Tilinte emenda dos Sis. Neto e Lopes Gama :
COm as diarias- de I religiosos capuchinhos ,
alndfl quandono II spcioda Penha exista maior
ou menor numero 1:0363 reis:appoiada e en-
trn em disciissao ; bem como o seguinte re-
quinte requerimento do Sr. Pereira de Carva-
Iho :requeiro o adiamentn do artigo 26 at
que a coiiiinissao que foi remeltido o reque-
rimento dos religiosos capuchinbM d osen pa-
re.er Encerrada a discussao foi rojeitado o
requerimento de adiamento, e approvada a e-
mendasubstltuitiva do artigo. O 27 foi appro-
vado. 0 281oi approvado sendo rejeitada a
seguinte emenda do Sr. Jos Pedro : suppr-
ma-seoart. 2S. Dada a hora oSr. viie-presidento
deo para ordem do dia a continuacSo dadeho-
je e primeira discussio do p rojee lo n. 9deste
armo e levantou a sesso.
Pclro Francisco dr Paula Caralcnnti de Al-
buqturque, presidenteFrancisco Jado Carnei-
ro da Cutlha, I "secretarioAntonio Jos de O-
lirira, 2." secretario.
Acia da 26." sessito ordinaria da Assembla -
gislalira Provincial de Pernambuco em 3 de
abril de 18i3.
Presidencia do Sr. Pedro OvalcanM. .
Feila a chamada acharSo-se presentes 30>
Srs. depurados, faltando os Sis. Machado Ros,
e Mello. O Sr. presidente dedarou a berta a cs-
so : foi lida o a approvada a acta da antece-
dente.
EXPEDIRNTR.
Um requerimento do medico
do grande hospital de candado
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acia da 2o.* sessiln ordinaria da Assembla f.e-
nislaliva Provincial de Pernambuco em o 1 de
abril de 18*3.
Presidencia do Sr. Paula Lacerda.
Feita a chamada acharSo-se presentes 25
los Sfs. deputados, fallando os Srs. Pedro Cval-
as- canti, Ba o de Suassuna, Machado Ros, Pe-
sim cmodo cadete Pedrodp Assis Campos Cos- reir de llrito, Manoel Cavalcanti, Daas, Fa-
dem, cujas sentencas livero nublicidade as ra, 0 Mendes. O Sr. fice-presidente decarou
ordens do dia 20, e 21 do corrente. aborta a sesso ; foi lida e approvada a acta da
Dito Ao mesmo autorisaodo-0 a vender antecedente,
a escrava que cu junho de 18f-1 se comprara | expediente.
por conta do hospi'al regimenla' para a lava-! l'"> requerimento do padre Joo Francisco dos
aem da roupa visto que as rasdes de conven!- i Santos Feitosa professor jubilado da cadeira
enca naquella poca apreseotadas hava de- de latim do bairro da Boa-vista, pe lindo me-
saparecido, devendo na venda ter em vista lo- hromento de ordenado: coininisso de ins-
da a van'agem para o hospital communican-trueco publica, (Mitro de Florinda Gandida da
edo cirurgiio
pedindo aug-
mento de ordenado : commisso de ordena-
dos. Outro de Joaquim Jos Louroiro, marido
da exposta Joanoa Mara, pedindo, que seibo
mande pagar a quantia de 200 pertence como dote do sua inullier: commis-
so de peticoes.
lin do secretario da provincia acompanhado
de outro da cmara de Santo Anlo, em que pe-
de autorisacao para pagar ao procurador e ad-
ministrador do patrimonio de N. S. do Bosario
daquella villa a quantia de 222.S320 res im-
portancia1 de loros de terrenos pert,.ncentes ao di-
to patrimonio e em quese acho edificados
diversos predios daquella municipalidode desde
o anuo de IS2': commisso de negocios das
cmaras. Outro remetiendo um requerimento
do alinai o re-ul'ado.
DitoAodesembarsador chefe de polica,
amisando o recebimento do soldado Bento Mo-
reira quese havia evadido com o calceta Anto-
nio Pereira da Motta a quem guardava.
iiiem no da 27.
vs::r, em servico na provincia do Cear, nelia
o pagamento da prestacao de 70g res, que dei-
xara seu marido, para occorrer s despezas da
viagem passando-se pela thesouraria a compe-
tente guie, com declaraco desessar a dita pres-
c-v Officio Ao Exm. Presidente devolvendo-
Ihc o processo da demarcacao do solo perten-
ecido a fortalcsa de Tamandar e signiicando-
Ihe que a demarcacao era milito necessaria ,
para se poder obstar a edificacao, e plantaeo
dentro dos lmites marcados pelo artigo 22 da
le de 12 de fevereiro de 1812 ; porem, que nao
fra precedida de ordem sua como asev rava
o juiz municipal do Rio Formoso em ofllcio de
2 do corrente ; por quanto de sua ordem de 30
le agosto do anno passado dirigida aocomman-
lanteda fortalcsa e que por copia eslava uni-
da ao processo sevia. que de conformida le
com as determinacosde S. Ex. lommunicadas
em officio de 29 do dito mez se Ihe ordenara ,
lueentendendo-secom a autoridadede polica
lo lugar, obstassea plantacao, e edificacao em
terreno pertcncentc a fortalesa.
Dito ---Ao mesmo Exm. Sr. remcttendo-lhe
competentemente informado o requerimento do
Cabo de esquadra do deposito Maximfano Perei-
ra Baracho que ao Soberano pedia demissao .
allegando ter j servido no oven ito e dad* um
homem cm seu lugar effl 1898, sendo portal
notivo impropriamente recrutado na provincia
las Alagoas em novembro de 1839, senindn
lesde aquello aun!1 |."' agora sem nota e feito
a campanha do Maranhio.
Dito Ao inclino Bxm. Sr. transmetlindo-
Ihe informado o requerimento docapitao Mai oe'
Fernandos da Cruz, que pelo seu exerefeio di
i ajudan te de ordens,
Conceico, prossora de primeiras letras da
freguesia dos A (Togados pedindo deciso para
urna duvida posta na thesouraria das rendas pro-
vinciaes no pagamento do seu ordenado :
commisso de legislaco.
OltllE.VI DO DIA.
Continua a segunda discussao da lei do orca-
mento provincial. Os artigos 18, 19, o 20 foro
| approvados. Ao 21 veio a mesa a seguinte omen-
i da do Sr. Pinto de Almeida:flcaiido a respec-
j tiva administraco autorisada a pagar o que se
esti ver devendo Ooet-thesoureiro Anonio Jos
Pires salva aredaccSo :foi appoiada e en-
trou em discussao; bem como a seguinte do Sr.
Lopes Gama : emenda do Sr. Pinto de Al-
meida onde diza pagaracrescente-se por
paridlas 0 conforme as forcas do patrimonio :
o oais como na e.iinda. Encerrada a discus-
I sao foi approvado artigo com a emendado
Sr. Pinto de Almeida c rejeitada a do Sr. Lo-
pes Cama. Ao 22 mandn o Sr. Figueiredo a
emenda seguinte:supprimo-se as patarras
somonte no auno desta lei :appoiada c ontrn
em discussao linda a qual lo approvada com
o artigo. O artino 23 foi approvado; o 21 foi
approvado com a seguinte emenda do Sr. Giti-
rana:eleve-se aconsignac8o marcada ao re-
eoihimento da Conceico de Olioda 300$ reis.
Ao artigo 2.' viero a mesa as segiiintes emen-
das que foro appoiadas, e entraro cm dis-
cussao :doSr. Pereira deCarvalho :depois
las palavraspresos pobres accrescentc-se
tendo paga em semestres atentados a metadedo
luanlitativn marrado para as comarcas de lora
la capital: salva a redacto:do Sr. Lealem
lugar de 6:000$ diga-si8:000$ reis. Encorra-
la a discussao foi approvado o artigo com a e-
nendadoSr. Pereira de Carvalho, e rejeitada
P'-uia u iuuu oa 4uaiiuai u o ar. Leai.
do habitantes do districto de S. Bento, comar-
ca de Garantidos em que pedem a criaco do
urna nova freguesia que tenha por matriz a
i-apella do senhor Bom Jezus Paedos Pobres:
comniisso de estatistica c divisao civil e cc-
clesiastica. Foro lidos e approvados os tres
pareceres seguintes da commisso de ordena-
dos o.
ORDDM DO DIA.
Conlinuou a segunda uiscussao da lei do or-
camento provincial. Ao a, ligo 29 viero a mesa
as seguintes emendas, quoiorio appoiadas, e
entraro em dis usso : do sr. Jos Pedro
com todas as obras publicas incluindo os 2t
contos de res com o tbeatro, e o pagamento da
divida respectiva tenJo a preferencia os con-
ferios e a factura das estradas incluindo a
de i linda pelaTacaruna, e despendendo-se com
os engenheiros estrangeiros soinente a qnantia
de 7 contos: 200:000$ salva a redaccao: do
senhor Pereira de Carvalnoparausadas as de-
mais estradas, e pondo-so em andamento so-
mente as de S. Anto. o Pao do Albo gastndo-
se com as outras somonte o que for pieciso pa-
ra reparos do que se t-ni l'eito2i9:l55g6S0__
do senhor Uchuaadditiva a do senhor Pereira
de Carvalho c com o atiero da estrada do
Rio Formoso peio lado do norte a quantia que
for necessaria :dos senbores Pereira de Brito
Faria Carvalho, Costa, Lopes Neto e Lopes
(amaem lugar das paa\ rasreservando-so a
commisso at pedio diga-seficandoa Pre-
sidencia autorisada a mandar concertar o hos-
picio de N. S. da penha do KociTe c comecar
a*edificacao de Urna groja ho tusar denomina-
do-Riacho da Malla sob a invocacSo de N.
S. da Lettra. Encerrada a discussao, fui appro-
. ido o artigo com a emenda dos senhore Perc-i-
. a de Brito o outros. Osartigos30, 31, e 32 fo-
ro approvados. O 33 ficiu aduiado. Dada a
hora o senhor presidente deo para ordtau do
dia continuaco da do boje, e levantou a sessflo.
Pairo Francisco de Paula Cavalcanti de A-

i

Os pareceres a que so refere esta acta se-
nuuiugu x mu a un.su u st-i raopuoiicauosfao n.v NL-guinie.


I
buquerque, presidenteFrancisco Jotio Carnri-
nt da f.unha, 1. secretarioAntonio Jos de
Olivcira, 2. secretario.
Resumo dos debales da sessao do dia 3
de abril.
Comparecerao sessao. 30 Srs. deputados.
Foi approvada a arta da sessao antecedente c
mencionado o expedioule. Foro approvados3
pareceres dacomiiu'ssode ordenados que na
acta se leem. Continuou a discussao do projecto
de lei do orea ment.
Art. 29. u Sr. LoboJunior di/, que nao ten-
do vindo ainda as informacoes pedidas para po-
der a coinmissao apresentar o desenvolviinento
de todas as obras publicas se dove adoptar os j
precedentes da assemblea ein casos taes ; isto
deve ser approvado o artigo apesar de faltar
o desenvolviinento dito, que ser feito logo,
que houvciern as ditas informacf)es.
O Sr. Jos Pedro mandou a mesa urn artigo
substituitivo o Sr. Laurentino urna emenda
substituitivade parte; ossenho.es (ama, Neto,
Hrito, Paria, e Laurentino mandarSo uma e-
menda ao artigo (videa acta .
O Sr. Lobo Junior entende que a partedo ar-
tigo substituitivo que Talla a cerca do tlieatro,
, nao tem lugar, porque 6 materia ja discutida,
vencida e approvada. Nao concorda com a ulti-
ma emenda porque est no mesmo caso vis-
to queja se consignou una quota, que foi ap-
provada no projecto em discussao para os re-
paros das igrejas. Foi a mesa oulra emenda.
O Sr. Dr. Neto justifica a emenda que as-
' signou : diz que nio ada inuito cabivel na lei
as palavras que no projecto se v reservan-
do-se a coinmissao a apresentar o seu desenvol-
viinento quando ti ver as informacoes que pedio
Puf Isto as substituto pelas primeiras pala-
vras da dita emenda. Mostra o estado ruinoso
era queseacbao hospicio da Penha ; a necessf-
dade de se acodir j com algum concert. Res-
ponde ao Sr. Lobo Junior quanndo disse, que
j tinlia passado a rubrica em que se tratava de
oncertosde igrejas, di/endo que a rubrica,
que passou foi sobre matrizes ( art. 19 ) c que
o dito hospicio no he matriz como obvio.
Justifica a ultima parte da emenda demons-
trando a necessidaue de ser approvado. Com-
bate o artigo do Sr. Jos Pedro. Pe sa que
contra o regiment a parte que diz respeito a
Juota para o theatro que foi hontcm approva-
a; e achaque ello s teria lugar na terceira
discussao do projecto. Oppoe-se a preferencia ,
de que falla o art i o por que entende que a
assemblea a nao deve estabelecer, mas deve dei-
xa-laao presidente da provincia. Oppe se igual-
mente a ultima partedo art. substituitivo,por q"
entende que a passar, o contracto ce obrado
com os engonheivos Vauthier, e Baulitreau
se nao podera renovar, com oque a provincia
perde inuito. orador diz, que approveita a
occasio para tributar esses engenheiros o seo
^-^xecoiinecimcnto pelos relevantes serviros que
elles tem prestado Pernamburo. Mostra .
que de rnuita vantagem sao os ditos engenhei-
ros os quaes se se ritirarem da provincia,
pela nao lenovacSo do contracto celebrado! para
o seo paiz escarnecers de ignorancia della ,
por se nao ter sabido approveitar da utilidade
que elles prestan. Analiza as obras fritas pelos
referidos engenheiros a queni nao excedio
em tal acto, segundo diz, os empregados alias
bous que tivemos as obras publicas. Apr-
senla oulras razos contra o art substituitivo
6 contra a emenda do Sr. Laurentino.
liste Sr depulado justifica a emenda, que
assignou com os outrosseos collegas: falla no
estado de ruina em que est o hospicio da Pe-
aba ; concluc a necessidade de ser conserlado.
Combate o argumento do Sr. Lobo Jnior de
ji ter sido approvada a rubrica em que se tra-
ta dos concerlos mostrando que ella se refere
s matrizes. Subscreve as razoes do Sr. Dr.
Neto, com que sustentou a ultima parte da
referida emenda, lundamcntou a outra que
olTerece e que eslava em discussao; mostrou
a necessi.lado de se concluir primriro es estra-
das qne ahi se mencionlo para ao depois
cuidar-se das outras. Diz que a experiencia
tem mostrado que nao se tira proveito em se
tr ibalhar em todas as estradas. OlTerece casa
aLiunias con-iJerarorsma:s. O Sr. Jos Pedro
sustenta o artigo que ollereceo. Diz, que no
artigo achou necessario incluir a quota marca-
da para o.theatro e da a raso. .Mostra que a
a sindica compete o direito de regular a prefe-
rencia das obras publicas. Diz que toda e qual
qner despeza, que pode prejudirar a outra mais
necessaria deve ser pesqui ada pela assemblea.
para que se nao d preferencia as Jespezas me-
nos necessarias Assim ; como respeito
da obras publicas, as estradas devoto ser ore
feridas por concorrerem para a riqueza publica,
e he possivel que apezar disto nao sejao pre-
feridas os outras obras deve a assemblea re-
gular eestabelecer a dita preferencia. Fal-
lando a rerra dos engenheiros e respondendo
ao Sr. Dr. Neto; elle diz que nao quer fa/er
acomparacSo da copacidade dos engenheiros
;;u:;< Km dos que l.:: hsvido na pr.v.ir.
cia : entende. que esta questao nao devia ser
trasida para aquelle lugar. Mostra que no ha
razio para se preferiros engenheirosostra ngei-
ros aos nacionaes ; e que se para tal preferen-
cia se I he aprsenla as obras foitas pclosactuaes,
como otbeatro&c.rpara responder elle apresenta
asqueorao feitas pelos outros engenheiros
nacionaes. Refere que na provincia houverao
omito bous'engenheiros que naocro estran-
geiros ; no numero dellcs apona o Sr. coronel
Firmino Herculalo de Moraes Ancora que foi
seo irfcstre o qual rene muita theoria a
pratica, e he creddr das attences dos Pernam-
bucanos. Diz que no Rio de Janeiro ha en-
genheiros nacionaes muito habilitados sem
que por isso haja mister preferir os estrangei-
ros Entende, que a provincia nao preciza C
engenheiros, porque nao ha dinheiro para
emprehender obras: que ella nao pode susten-
tar o aparato dos mesmos engenheiros : que ha
um dficit, que necessario occorrer. Nao
diz que esses engenheiros estrangeiros nao
tenho conhecimentos mas achr. que os fados
nao provo. Pensa que os engenheiros que
sao dispedidos das obras publicas, nao encar-
necers da provincia por se nao ter delles ap-
proveilado mas voltando para o seo paiz es-
carnecerlo da nossa ignorancia em nos dei-
xarmos lograr por elles. Conclue votando pelo
art. substituitivo.
O Sr. Dr. Neto. Declara, que nao estabe-
lecco como os Srs. Laurentinos e Jos Pedro
entendero a preferencia dos engenheiros es-
trangeiros aos nacionaes mas nao v estes ,
queestejao inteiramente habilitados. Nao a-
cha razfto para se despresarem os actuaos enge-
nheiros que estudarao a topografia da pro-
vincia as nossasprecizdes &c. Respondendo
ao escarneo de que tratou Sr. Jos Pedro .
diz o orador, que perdoaria tudo quanto elle
referisse contra os actuaos engenheiros menos
isso : que elles tem o direito um hom coneci-
to como qualquer homem : que ninguem a-
oresentj uma provarioacao delles, &c. : que
sao mui activos, czellozos pelo que a pro-
vincia ganha em os possuir. Nota ainda con-
! tra o artigo do Sr. J >s Pedro. Este Sr. de-
putado declara que nao disse que os enge-
i nheiros actuaes fossem capazos do prevaricaeo;
i explica o que disse a cerca do escarneo que re-
ferio aquelle*, que nos tem Iludido e en-
gaado. Mostra que as obras feitas pelos re-
feridos engenheiros actuaes nao sao como se
j proclamo; porque o tlieatro, que como mui-
I to regular se apresenta j tem em baixo o ar-
co da frente ; tem defeito na platea &c. : que
a obra de Olinda nao prehenchc o fim para que
\ foi eita e que a planta da ciclado qualquer
ongenheiro tirara, e que se os engonheiros que
Pernamhnco teve nunca a tiraro foi por falta
dos recursos que estes tem. Cabe aqui no-
tar, queoSr. Dr. Neto, quando arrasou as
i obras feitas pidos engenheiros actuaes falln
dessn planta da cidado ; mostrou a dificnldado
| a tirar e disse que desde o anno de 1821 que
, sr fazio tentativas por outrosengenheiros a esse
respeito sempre sem proveito : entretanto que
a que tiraro os actuaos, segundo o voto das
pessoasentendidas na materia est mui hom
frita. Finda a disrusao ; procedeo-se a votaeiio
I do artigo substituitivo do Senhor Jos Podro ,
i por partes a seo requerimento : loi regeitado
! era todas ellas. O art. do projecto foi aprova-
do e a emenda assignada pelos 5 Srs. depu-
jtulos, regeiladas as outras emendas. Os ar-
igos 30, 31, o 32 foro sem debate npprova
(los. O art. 33 fieou adiado por depender da
1 disnisso dos soguintes Entrou em discussao
o art. 3- com os seos 29 %%. Os Srs. Dr.
BeltrSo e Liurentino pedem que entre em
\ discussao cda um ; o en'endem que a pa-
\ lavra artigo i de que falla o regiment ) o
qual deve ser de per si approvado no sentido
lato ahrange a palavra pargrafo argumen
tao com o fim do regiment quando determi-
nou a volpcjio de artigo por artigo que pro-
cede para o caso. O Sr. presidente declara que a
discussao o approvaefio na conformidade do
regiment de que exerutor, ser sobre o ar-
tigo o seos : da a raso.
A discussao ficou adiada em consequencia
da hora. Levantou-se a sessao.
escrivo Ferreira se mandou ouvir o curador
do um e de outro menor.
Na appellacao crimeda comarca de Iguaras-
s appellante a justica e appellado o reo
preso JooRibeiro Pessoa .escrivo Ferreira ,
Ibijulgada poja confirmacao da sentenca dos
jurados.
Na appellacao civel desta eidade appellante
a Santa Casa da Misericordia de Lisboa ap-
pellado o juizo dos feitos ,Jda.fascnda escrivo
Bandeira foi julgada pela confirmacao da sen-
tenca.
A*petico do preso Alexandre Francisco de
Selchas Machado da eidade da Parahiba repre-
sentando que seu^letenlor o tenente-coronel
Joo Sabino Monleiro nao cumprira a ordem
de habeas corpus deste tribunal, foi deferida ,
que se pjssasse ordem de priso contra o mes-
mo e que o juiz municipal do termo Asease
cumprir dita ordem.
Tribunal da U el a cao.
CHE!A DO JAUOATO.
Illm. e Exm. Sr. = Tenho a honra de levar
a conhecimento de V. Exc., que nos dias 30 e
31 do me/, prximo passado a estrada nova de
Santo Antao e a estrada do Snl mas mor-
mente a pritueira sorerao estragos conside-
raveis por cauza d urna chcia extraordinaria do
rio Jaboatao sendo cortado pelas aguas n"uma
pequea extensao, o atierro deste lado da pon-
te dosCarvalhos na estrada do Sul e sendo
quasi completamente arruinadas as obras de tr-
ra e de empedramento do MI lanco da estrada
do Santo Antao ; assim como uma porcao do
IX lanco.
Como sabe V. Exc. pela direceo dada a
estrada de Santo Anio nos dous citados l-
eos e no X1U ella costoia em quase toda
esta \tensao de mais de 1:300 bracas .o rio
Jaboatao e atlavessa ao entrar na povoacao de
Santo Amaro sobre uma ponte de madeira ,
o rio Una affluente do precedente. O MI lan-
co mormente de 414 bracas de comprimenlo ,'
que principia com pouca dilerenca na taodiffi-
cil eantigamentc tao famosa passagem das pe-
dras do Caranguejo nao poda sem se procu-
rar para a estrada uma direceo completamente
diferente provavelmente mais eomprida e
por terrenos inicuamente desconheeidos eco-
bertos de matos assentar-se d'outra forma do
que na boira mesma do rio no flanco de outei-
ros exclusivamente ingremes e dfficultosos ;
lamhem em consequencia desta posicao pe-
rigosa que o est mais ainda pela circunstan-
ciado ser abeira opposta muito elevada e de nao
se poder espraiar o rio o que determina uma
eorrcnle/a mais violenta das aguas, foi este lan-
co o que mais solTr^o. N urna extensao de 70
bracas pouco mais ou menos partindo do prin-
cipio poneos Ionio os estragos por sor a es-
trada mais alta, e ser apenas nlcancada polas a-
guas; mas d'ah at 50 bracas mais adiante ,
dofronte das pedras do Caranguejo mais da
metade da estrada tem sido completamente le-
vada pelas aguas com o seu empedramento do
qual subsisten! apenas vestigios. Do ultimo
[ionio designado para dianto n'uma extensao
de 60 bracas, o empedramento tem-se conser-
vado quasi por inteiro abatendo somente n'u-
ma parte a heira da estrada com a paredede tor-
roes que a sustentava. No arco que vem de-
pois, e na estrada em seguimenlo at mais 60
bracas os estragos limitarao-se ao empedra-
mento e a pequeas porcoes dos taludes, mas
as 100 bracas que partem leste ponto 6 li-
mitao-so ao arco do Marco da Costa a estra-
da tem dessapparoeido quasi completamente, e
poneos vestigios della subsisten!; no dito arco
as boiras tem sido profundamente cavadas fican-
do o meo com o empedramento em riba, e d'a-
hi al ao fim do lanco as ruinas sao insignifican-
tes vista das que acabo de mencionar a pe-
zar de ter sido levado todo o pedrcgulho do em-
pedramento, e limpado a forma onde eslava as-
sentado; mas nada delle pordeo-se por se tera-
montoado n'urfla curva da estrada onde as a-
guas oeonduzirao.
Passando ao MI! lanco, os estragos delle sao
quasi millos. A primoira parle de 80 bracas
tem sido muito superada pela cheia mas fican-
do neste ponto o rio muito mais longinquo e
podondo espraiar-se a correnteza pouco ofibito
produzio e somente ahateo-se insensivelmen-
te uma parte da boira da estrada com o compe-
tente talude ; no mais do lanco at 30 Iracas
do rio Una onde elle acaba he muito supe-
rior ao nivel da cheia e nada soflreo pola ac-
cao della sendo somente ras 30 bracas que a-
salvo a ponta do muro do IX lanco emque a-
cabodefallar.etambemuma porcao poucoesten-
sa d'umsiinilhante.muro ea pona d'ump d'a-
resteno Vll.lancoqueabatero.o quedeixei de
mencionar precedentemente ; sao somente en-
tao as obras de trra e o empredamento que
seffrerao e poucasserio asdespezas para res-
tablecer ns'couzas no seu estado primitivo, se ,
avista do que aconteceo nao fosse necessario
procurar-se um.' seguranca inaior e at n'u-
ma eslenso de 160 bracas mudar a posicao da
estiada assim como terei a honra do oexpor
com mais vagar a V. Ex. quando estiverem le-
los os competentes miudos oxames.
As ruinas precedidas nao sao todas as que te-
mos de lastimar. A ponte de madeira do rio
Una que j mencionei, foi muito superada
pelas aguas, e perdeo se guarda-mao (can-
do o mais de travejamento por cauza da glande
solidez da conslruccao de mais na heira di-
rcila do dito rio as aguas rompendo por urna
parte mais baixa na estrada alem da ponte, ar-
rombarao atrazdo muro dencosto que perdeo
um dos seus ps d'areste e foi quasi solapado,
(cando assim alguns momentos inlerrompidoo
transito publico, que foi logo restablecido
pelos cuidados de alguns proprietarios dos ar-
redres e mormente dos senhores de enge-
SESSA OF. 3 DE A BU II. I>E 1843.
, Os embargos de Francisco Jos Rodrigues ,
I contra Virissimo Gomes Coimbra na appellacao
civel desta cidado escrivo Ferreira Voro re- '***> }* *" levado o empedramento e e -
'(eb.dos. e reformado oaccordo embargado | tragado o talude e a be.ra da estrada do lado
e a sentenca de que se appellou. j do rio.
Foro julgados provados os artigos de habili- NoX lanco as ruinas lorao maiores sem ser
tacao da viuva de Pedro Cavalcantide Albuquer- tamhem mui gravis, e limitaro-se a uma
nho Bulhoes, o engenho Vellio. Alem disto,
a ponte de madeira que no engenho do Soccor-
ro d passagem sobre Jaboatao a estrada ac-
tual da Escada perdeo todo o seu estivamo e
o muro dencosto da heira direita do rio.
Tendo examinado no sahbado e domingo
prximos passados o estado das couzas que aca-
bo de relatar a V. Ex. passei immediata'men-
te as ordens para se cuidar no transito publico ,
na cstensao dos 3 leos allagados e mor-
mente no Vil.; e hoje mesmo ha de se fazer al-
gum servico nos lugares de mais urgencia. Em
quanto aos reparos da ponte do Santo Amaro
Jaboatao, vou passar a orcal-os, e propora
V Ex. o meiodeexecucao mass rpido e eco-
nmico; eem quanto ao mais, com a maior
brevidade apresentarei a A. Ex. os projectos
para o concert das partes arruinadas mencio-
nando as mudancas que me suggerirem oestu-
do da questao.
A cheia do Jaboatao que produzio os offeitos
destruido es que releri, e muilos outros mais,
as propriedades particulares foi verdadera-
mente extraordinaria, e muito superior a todas
aquellas cuja lemhranca conservou-se no paiz.
que bem o prova he que levou estragou ,
ou completamente destruio, em quasi todos os
engenhos, e as povoaces que heirao o dito
rio, construrcoes muito anligasque t agora
tinlio ressitido s passadas endientes. as
\sinhanras mormente da povoacao de Santo
Amaro, onde est o rio muito encanado, e
rom beiras tao altas que pode em poucos pon-
tos espraiar subi a uma altura alem de todas
as previsos e clculos queeu avaho mediana-
mente n'uma extensao de 2 a 3 mil bracas em
mais de 35 a 40 palmos cima do nivel drs a-
guas noverao. Alem disto a violencia da cheia
Coi repentina e evidentemente produzida por
ontras cauzas do que as chuvas que temos sof-
(rido e que apezar de corisideraveis nao forao
bastantes para produzir tao extraord.nanos ef-
foitos.
A cheia principiou cm Santo Amaro as 9 ho-
ras da noite no dia 29 do mez prximo passado,
e alcancou rpidamente, com a coadjuvacao
do rio Una ^s 5 da manh no dia 30 a sua
maior altura, que conservou at s8 horas; d'a-
hi em van te pouco ahaixou at ao meio dia ;
mas a esta hora principiou a vazar com tal_ rapi-
dez, qye s 5 horas da tarde as campias estavao
todas descohertas, e as 7 horas o rio autra vez
no seu lveo.
Esta ponca duracao e ao mesmo tempo, a
violencia inaudita da chcia, induzem a pensar,
que nella muito influiro os arromhamentos dos
acudes d'alguns engenhos sobre o rio mesmo, ou
seus afluentes; esci j, que com efleito arrom-
bario sobre o rio Una, os dous acudes do en-
genho Camasasr com grande perigo para o
engenho esobre o Jaboatao o acude do enge-
nho Morena. Os engenhos \ ellio do Soccor-
ro e de Santa Anua, os nicos que visitei sof-
frerao grandes estragos. No primeiro os pica
deiros do engenho a estribara, a casa da fari-
nha e uma casa de feitor forao destruidos no
segundo a distila* ao, e a casa das calderas foro
postas abaixo sendo levadas as taxas a mais de
50 bracas do engenho no terceiro os estragos
nao forao menores e na povoacao de Santo A-
maro alm de muitas casas destruidas ha de
se lamentar a morte d'uma familia de 4 pessoas.
A proseado pelo lempo nao estendo mais esta in-
que choa por Si, ecomo tutora de seus filhos ponta de muro de sustento que caho n'uma ex- lormacao por algumas reflexoes, que me sug-
mrnor.s, da causa dAappellacao civel do Rio tensao de 3 bracas por falta de alicerces suf- gerem os factos referidos o que passore breve
Formosn em que sao %rtcs. o reverendo nrinr j ficcntegt e a] c's|ragos nos taludes e na be- a azer com mais vagar. Dos guarde a \ .Ex.1
do convento do Carino do Rocife, e a viuva e
herdeiros do capitSo Alvaro BarballioUchoa Ca-
valcanll escrivio Ferreira.
Na appellacao civel da comarca da Parahiba ,
,ij;;;.!!.:::!: 0 icuur Paialino Coneia de V:\i\?. ,
e appellado o menor Delfino Corroa de Paiva .
ra da estrada do lado do rio.
Em resumo e polo que precede V. Exc.
polo ver que apezar de serem as rui-
rH nccr.tecu'as cuiwui>eis as c!:rc: de a-
venaria e de pedras seccas ficarao inclumes,
Repartco das obras publicas 3de abril de 1843.
Illm. e Exm. Sr. Raroda Boa-vista presi-
dente da provincia. O engenheiro em chefe ,
T
T
fwr...4i:.-
'r une,,'/.
I


nuRio m m\mm\.
Alem do que est expendido no ol.:io a ci-
ma transcripto acerca da cheia recentcmentu
dos rio* da Provincia diremos que no lio Pi-
rapama houve uina cheia consideravel que
Jevou comido os restos da ponte do engenho
velho do Cabo ; e consta-no> tambem, que foi
.1 rrastada a ponto do engenho do Guerra, so-
bre o rio Gruja affluonte do Pirapama, tor-
naro-se mui diffijultozas as comraunicacdes
om o sul por ter sido tambem levado pelo
Pirapama o dique da represa do engenho da
lllia salvo se houver um vao fcil no Pira-
pama defronte do engenho velho, como he
provavel. A cheia do Capibaribe loi muito
menor do que a do anuo passado : com
ludo a agoa chegou, na Magdalena at
aos pontos mais baixns do caminho alem
da ponte; n5o nos consta, que baja ella
produzida males alguns; provavel que o rpi-
do creseimento das aguas, e altura que toma-
rao ten ha sillo causado em grande parte, pe
lo afilente Tapicur que passa em S. An-
tao e vem desaguar no Capibaribe na altu-
ra de S. Lourenco : consta-nos que este rio so-
freo uina cheia consideravel e que he de las-
timara perda de algumns victimas nos arredo
res de S. Anlao. Nada nos consta dos ros do
norte da Provincia, e do sul alem do Pirapama.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
Dialogo entre o Vgario, e o seu Rarbeiro.
Barbeiro. Como Ihe hia contando Sr. lo-
verendo Vigario: anda que eu nao seja doctor,
gosto de ler ouco a uns e a outros, e c de
minha cabeca vou formando meus juizos e ti-
rando minhas consequencias : por isso digo ,
que a Constituicao be urna cousa e o queso
pratica entre nos he outra muito difiranle.
Vigario. Vem boje Vm. muito declamador.
Que h de novo ? Alguma arbit.aridade al-
gum despotismo ?
Barbeiro. J nisso nao 'allo-j porque lio o
pao nosso de cada dia. Para qualqucr parte,
que me volte nao vejo se nao Auctoiidades :
e com honrosas excor,(;(-)CS (|Uas todas em so
apaixonando fazorr, tanto caso das leis, como
nos fazemos do Alcorao de Mafoma. Olbe :
de apparatos .t de imposturas, e palavreadoses-
tamos bem hervidos : mas de realidades parece,
quo samo/i de ma| a p,or.
Ff'e.ir. Homom no soja m lingoa. Dei-
xe ii o mundo com.) va i, que vai bem. Vm.
n'jnca nu vio di ter ou nunca leo, queostc ge-
culo nm que vivemos, he o secuto das luzes ?
Barb. Se essas he, que sao as luzes do secu-
to leve-as a fortuna; que ou c antes me que-
na com as trevas. "-r. Reverendo \ gario a
qui para nos, o que eu entondo c com as mi-
nhas navalhas lio que este seculo he a dad.
d'ouro d.>sespertalhoos ; e por isso molbor fon
chamado o seculo das embacadellas.
Vigar. E onde he que Vm. v essas em-
bacadollas ?
Rarb. Ora mou Reverendo Vigario V.
R.ma ou est a mangar comigo ou quer pu-
char-me pela lingoa. Pois ainda me pergunta
onde he, que vejo essas embacadellas? J
que me quor ouvir tenha paciencia ; que eu
corn a devida venia irei dizondo o que observo,
e o que sinto.
Vigar. Vamos a isso : folgarci de o ouvir;
porque boje cstou de pachorra.
Barb. Pois bem : antes de tudo queira V.
R.m,di/.er-me : nao diz a Constituicao e nao
assevora todo o mundo que os- Reputados ,
sendo legalmcnle eleitos sao Representantes da
Nado T
Vigar. Cortamente que sim : mas que quer
inferir d'ahi ?
Barb Espere, Sr. Reverendo nSo me to-
me o recado no topo da oseada. Ignorar V.
R.ra, como sao fetal pela maior parte essas olet-
eos ? Poder sustentar que quantos se ele-
gem sao feitos a contento dos povos ? Serio os
mclhores os mais instruidos os mais experi-
mentados os mais dignos? A exceptud um.
ou d'outro ', cujo mrito he ta notavel, quo
triunfa de todos os obsuoulos os mais sahem
eleitos por intrigas, por caballas, e polos meios
mais vergonhosos. Entre tanto imp.nge-se ao-
povos gato por lebre e diz-se aos pobres pexo-
tes Ahi eslao os vossos Representantes que
vslivremonteescolhestes! Pode haver maior
embacadolla? Desdos Ellcitores que va. ar-
mada a logrado ; e o resultado de tudo be .ca-
rem no tinteiro os cidadao mais conspicuos o
mais capazes e tirarem a argolmba os mais as-
tutos os mais intrigantes, o os menos dignos.
Deputado l.i por ow mondo, que ru nao o
queroria nem para aprendiz do meu ollicio.
Vigar. Todas essas cousas sao da essencia
do Regimem Representativo.
Ttrh rom sua licenca Sr. Vigario,
nao cstou pelos auctos. Pois se essas intrigas,
evolhacarias sao da essencia do Rogimem rt>
presentativo como he que lia leis que pu
nem as caballas ejeitoraes ? Se taos infamia
fossem da natureza desse syslema eu dira
(pie o Rgimen Representativo era o Govem
do inferno.
V'gar. Sr. Mestrc nao se melta nessas
funduras e advirta que nos negocios poli
ticos conseguido o lim como diz Machiavol
esto justificados e ahsolvidos os meios.
Rarb. Caspite Roa doulrina he ossa
Eu apo/.arde ignorante pelo que tenlio ..
do econsultando a minha mesma rasao enton-
do que toda a poltica que nao est do ac-
cordo com a moral nao he verdadeira poltica
jjlJMIWJIfeW
"?*9
Vigar. Pasmo de ver como Vm. discorre, que Descarrego hoie 5.
pareec um Dr. Olbe tome o mou conselbo ; Briguc Protjress carvao.
la-gue o estojo, o as navalhas, e malricule-se no garca tfawrre farinha bolaxinha o
urso jurdico. farellos.
farb. Nao diga V. R ma por mangado; po- Brgue (ora fazendas, queijos e pre-
pie nao falta por ah quera tenha largado a so- sontos.
volla e o tira-p para ser liacharel formado, e Briguc Jutnea Wallc cervoja, e carvao.
- quem honteni eraabominavelrabeca,ou'trom- Brigue Shcart f|zenias, sabo, gigos
a boje est constituido Sr Ur. e tao sabio, | com louca e barris com carne,
pie parece cousa de m'dagre. Briguc >rer/i fazendas.
Vinar. Sr. mostr, Vm. est um rallador Barca -ht larinba de trigo e ferragens.
1 esperta vcl. Por muito monos, do que isso tem- Urigue Margeret Parker baca I bao.
1-
i-uiuii i.iiiii (i iiioiiii uno lie vunitiuena |imiui;u wjjv laaav o *|ioi. bvijiisi-v-..-..... .
hevelhacaria he o vicio em fim ataviado com -e Iba eu sustentar que tambem os Srs. paro-
-- --_.! I_-_____ .1. _-. J_ .L-- .l Juan. .*... Alaitnd I ,i i i 1. 11 \< '*
as candidas vestes da virtude.
Vigar. Bravo Sr. Mcstre Marcal! Vm
boje at est eloquente.
Rarb. Eu nao entondo de fhetoricas
'!>. t lili" < 1 1 1 *i*s ri,v* *-- *^.. .----------T-------------------
ligo singelamente o que sinto. Diga-mo pPa- ontregando-se nicamente aosofficiospastoraos:
die Vigario
, c Sr. mou eohe crivel. qneo 0.
lcita e decorosamente sejaeitos Deputa- 10
dos todos os Presidentes das Provincias ? umi-
tas vozos um destes apenas tem tomado oosse
ha poneos mozos nunca foi a semelhante Miz.
nao tem ali prenlos, he intoiramonte falplade
rolacoos, al pode ser um ignoranto: o sabe
logo Deputado e dos mais votados! Pode ha-
ver maior embacadolla ao povo apezar de
estarmos no seculo das luzes ?
Vigar. Mestre Marcal deixe ir o mundo,
como vai nao se melta a taralhao E de mais
bem pode ser que todos essos presidentes so-
io tao bons e capa/es que os povos os ole-
ao como por nstincto.
Rurb. Mas o corlo he que essos mesmos
bons e capazos em deixando de ser Presi-
dentes nessas Provincias para ellos inteiramento
extranjas nunca mais sao rooloitos.
Vigar. Isso talvez provenha dos povos mu-
darom do opiniao.
farb. D'onde prevm sabo-o V. Rm." a-
inda molbor do que eu. Qupr ouvir mais
embacadellas ? vai. A Constituicao no ar-
tigo 133 tit. 6. ( qoetracta do Poder .Indiciar
diz quo os Jui/es de Direito serao perpetuos:
0 no art. 137 determina que por soborno .
paita peculato o concussao havor contra
sses Jui/os aecao popular do oueixoso, ou mes
mo deaualquet do povo. Parece do espirito
la Constituicao, que taos Jui/os nao sejao Do-
iiltados ; pois os fez perpetuos : mas o que
uccede ? A Representaco Nacional est cheia
lesscs Jtii/os que pertencem simultneamen-
te a dous Poderos ; ao Legislativo e ao Ju-
licial : e alm disto nos ntervallos dassestoes.
piando oxorcom a sua vara faro o que mui-
to qiiizercm ; poripio tem a son favor o art.
8do tit. ida mesma constituicao em vir-
tude do qual nilo pod-m sor julgados do suac
iialvorsaoes, so nao pela Cmara dos Srs. De-
butados. Em verdade meu Reveron lo Viga-
rio um Juiz de Direito que he ao mosmo
empo Deputado he urna potostade furibun-
da o para os povos he urna verdadeira oniba-
adolla. Qual ser o Jui que ouse pronnn-
i a r a um juiz de Direito quo be tambem De-
putado ? E caso baja csso Juiz Ferrahrai o
jue se deve esperar a respeito d'um reo quo
tem de sor ulgado por seus colegas ? De mais
um Magistrado que quer dar-se vida politi-
za, forzosamente entra a descuidar-so das func-
esdosou emprego que apenas concidera .
como 11 m beneficio simples, e raramente ter
1 precisa independencia ; porque em se trac-
lando do votos para Deputado torna-se um
lervn bumiPssimo dos Elleitores.
Vigar. Nao diga isto, Sr. mestre : osnosso^
iuizes sao toilos muito capares, c muito.hon-
rados ; e nao creio que faltem aos seus deve-
ros por causa do votos para deputados.
Rarb. Nao duvido, que alguns sejao muito
dignos magistrados: masselo-o todos? E alm
disto nao se quor sabor se taes, ou taes juizes
sao bons; oque eu digo he, que a aecumul; cao
le uiz de direito e deputado offorecc mil in-
1 (invonentes, he contraria ao espirito da cons-
tituicao e pode produsir males ncaleulavcis.
Ah meu padre vigario tomramos nos ter do
anjos para accompanharem as nossas almas ho-
Vigar. Tudo isso he possivel: mas nao deve-
nios su ppor tao mal do nosso prximo.
Rarb. E cu entendo que sim. ('orno mo-
.)ons a toilos os homens, em quanto nao tenho ,
pravas em contrario : mas como legislador dovo |
imaginar semprc o pior e cortar, quanto mo
for possivel por todos os meios e modos do ^
ui uuwni'i, |ii luuiuwu.v,--------- -- |ww ----------------
ipie posso abusar. A paixo polo alto em prego seu Carlos Magno o nao falle em poltica.
de representante da nado he tan'o, ou mais
forte quo a paixo do |ogo : e por via de regia
o homem que entra nessa especie do gagau das
elleices, he capaz para conseguir o suspirar
do intento de cometter desd'as maioros bai-
xezas at os crimes mais uliozcs.
ic enviado muita gente para o reino do Co.
Rarb. Mas como cu nao individualiso nao
vejo rasao do queixa. V. o que mo, dir V. R.
chos nao devom sor eleitos deputados ?
Vigar. Essa he boa! E porque nao devem
sor os parochos deputados ?
Rarb. Porque so devem curar desuas ovolhas,
ecomo observar o tao restricto preceito da re-
sidencia um pastor que abandona o rtbanbo ,
lexa-o entregue a outrem d'emprestimo, e vai
itirar-sc aos maros tempestuosos da poltica ?
\o mosmo caso a meu ver eslao os Srs. Ris-
pos Diocesanos.
Vigar. Pelo que Ihe estou ouvindo Vm. s
pcrm'tte que sejao de,miados os bnrbeiros.
Barb. isso nao parece lgica d'um padre vigario. Pois
saiba mais que tambem entondo que os pre-
sidentes das provincias, o inspectores das the-
sourarias nao devio ser elloitos deputados por
causada summa dependencia, em que licaodos
elleitores : e esto foi quanto a miin um dos
motivos porque a constituido vedou que os
presidentes de provincia secretario e com-
maedante das armas podessem ser elloitos conso-
Iheiros de provincia, disposdo, que passou ilesa
para o acto a .dicional.
Vigar. Bem digo eu que Vm quer excluir
todo o mundo de sor icpresante da nado.
farb. Pordoo-me, Sr. vigario ; isso nao lio
liscorrer lgicamente. Fira dos bispos, presi-
entes, jui/es de direito, parochos, o inspectores
ainda ha muita fente para seoscolher. Do mais
os juizes nao icao excluidos; porque no caso do
nomoados, devem, quanto a mim ter a opciio.
Vigar. Mestre Marcal, Vm. esta um polti-
co muito reformado : e a naclto nao est pelos
seus alvitros.
/ arb. Pobre nado! cada um faz dola o que
!be parece, e lovanta-lhc mil falsos tostemunhos.
\ nado quer isto (dizem os d'um partido). A
nado quer aquillo (gritaoosdooutro). A naejo
nao lugo nem muge : O que a nado quer he
ter que comer, que vestir, &c e que nao a
opprimfio principalmente com impostos. Masnes-
to ponto he que eu vejo a maior das embaca-
dellas. n .
Vigar. Ainda temos mais cousas? ^'ual he
essa embacadolla mxima ?
farb. Eu Ihe faco ver com toda a clareza.
Nao diz a constituido todos? Certamante que sim. Logo o imposto ,
poroxomplo, deve po/ar igualmente sobre to-
los quantos cstivorcm no caso de poder contri-
bubir.
Vigar. Nao ha duvida. Com mais moia du-
'ia de propositos destas podo Vm. arrotar, que
he um Joo Baptisla Say em ecconomia po-
lilica.
Barb. Obrigado pela cassoada. \ amos ao nos-
so caso. Ninguem dosconhece que o imposto
mais arduo he o do servico militar ao queso
chaina goralmonte imposto de sangue. E com
efleito se a vida he um dos nossos maioros bons ,
expolla pela patria he um dos mais custosos sa-
crificios. Mas entre nos o recrulamento s re-
cahe sobre os pobres sobre a gente miseravel.
e desvalida.
Vigar. E ontio que queria o Sr. mestre ? A
gente boa he, quo hade assentar praca ?
farb. E porque nao? Se he honroso o cargo,
caba a todos, c se be pesado, sejfa todos aqui-
nhoado. lloje na Europa em paizes mesmos ,
onde nao existe governo representativo ha a
chamada Cooscripcao em virtude da qual todo
o mosso soja do quo < lasso ou jerarqua for.
oles de desiinar-so a qualquor estado, ou pro-
rada moricquantas sentencas injustas, quantos |sso serve por tantos annos na milicia. Jsto
despachos''arbitrarios se tem dado por condes- '
cendoncia e trrinsacoos com elleitores!
que he igualdade, a isto he, que eu chamo
povo livre ; e nao o que so passa entre nos, 011-
Jo tudo sao embacadellas.
Vigar. Sr. mostr, \ me. sabe que mais?
Mude de lingoagem ou cale-so, que he me-
ralista como simples cidadao eu devo suppor ||,r. Deixe-se do querer serpalmatonadomun-
bons a todos os homens, em quanto nao tenho (|0 porque por mais que Vm falle, grite, c
porque por mais que Vm falle, grite, c
rro as nossas colisas bao de ir na misma.
[ra,tc das siias navalhas, agrade aos froguezes ;
deixe ir o mundo, como vai. I.imile-se ao
iloviticiito do Porto.
Nato* entrados no dia 2.
New lla\en ; 30 das, brigue ingle/. Victoria,
de 165 toneladas, capitio Sienry Mreet, c-
quipagein ) carga carvao de podra : a Me.
Calmotit&C.1
Mario sahido no dia 3.
rtamburgo; brigue ingles Jndes. capito
Daniel Brocklek ; curga assucar.
DiO no dia i.
Lisboa ; brigue portuguez Emprohendcdor ,
capita Ignacio Jos d'Araujo, carga gene-
ros do paiz ; passageros, o Exm. conselhei-
roTbomaz Antonio Maeiel Monteiro le-
vando om sua companhia Joo Domingiies da
Silva Porto e um croado do nome Sebas-
l'igueiredo, Brazileiros.
tio Augusto de
ircclaracdcs.
1
O
Alfamlrga.
l>n,|;,tionfn Art (lia 1 .
O Illm. Sr. Inspector da Thesouraria da
rendas provinciaes manda faxer publico que ero
cumpriincnto do oflicio do Exm. presidente da
provincia de I do coi rento serao arrematadas, a
quem por menos lizer nos dias 0,8,10,
de abril prximo vindouro as obras do ll. len-
co da estrada de Santo Anlao orealfs na quan-
tia de 21:7-iOS32S reis, devondo serexecuta-
das conforme as condicoes j publicadas no n.
'!'{ desto Diario de 2 de Fovoroiro passado. e as
plantas, diseripedos e orcanionto respectivos,
que scro franqueados aos licitante! polo onge
nbeiro em chele das obras publicas na repartico
competente. Os licitantes habilitados na forma
da lei deverSo comparecer nesta thesouraria nos
dias indicados, ."ecretaria da thesouraria das
rendas provinciaes do Pernambuco 29 de marco
de 1843.O secretario, Luis da Costa Porto
Carreiro.
Cemilrrio publico.
As commissoes reunidas da cmara munici-
pal o administra'o dos estabelocimentos de
candado, aulorisadas pela loi de 7 demaiode
I8U conlracto oeniprolimo de38 contosde
rs para a edificado do cemiterio publico desta
cidade, dando-so de garanta as rendas do mes-
nin i'stabclecimcnto t final roembolco do capi-
tal o juros, o o ser considerada a divida pro-
vincial para amortizaco da qual a assemblea
decretar annualmente um quantitativo se-
gundo o disposto no art. 12 da citada lei. Os
protendonles dirijo-se as morad as dos abaixo
assignados para obter.-m os.llovidos esclareci-
inentos e contrataiem no todo ou em partes a
referida quantia. O desenlio, planos, orca-
monlo, descripcSo da obra achao-so patentes
na ra do ( abug n. 10 t o dia 10 do corrente.
Rccie2deabril do 1843. =\ ereadores da cma-
ra municipal, Francisi o Antoniod'Oliveira, Ma-
nool (.'oelho inlra. = Mombros da direcdo
dos estabelocimentos de caridade, Jos Joaquim
Pereira PatricioJos Borgesde Frait as.
= O administrador da moza da recehedoria
de rendas goraes internas declara a todos os de-
sodores da laxa dolS reis por oscravo.destehair-
ro de Santo Antonio que ainda espera ate o
dia 13 doste mez pelo referidopagamento.eque
no dia lli remeter para juizoa fin de proce-
der a oxoculivo contra as quo doixarem de pa-
gar. Recehedoria l.'de abril do 1843.Fran-
ciso Xaritr Cm-alcanti de Jlhuquerque.
__A sociedade de medicina celebrar asessSo
solemne do anniversario de sua instalado no dia
9 do abril corrente s 11 horas da manhS na
salla do cortejo no palacio do collegio.
Programma'.
1. Discurso da abertura p^lo presidente.
2. Noticia necrolgica de Joaquim Jernimo
Serpa.
3. lielatorio da commisso sobre a memoria.
i." Entrega do segundo premio.
5. Elogio histrico do Dr. Classen.
0. Rea torio dos ta' alhosdo anno.
O Juiz Municipal Suplente da primeira
vara do termo desta Cidade que se acba no
ejercicio da mesma vara d audiencia as se-
gundas c quintas foiras as 11 horas da manb; o
despacha a qualquor hora do dia na casa de sua
residencia, na ra Nova, n. 5, primairo andar.
ComiHinhia de febiribe.
z= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
1 > M7S183 vidados para realisarem 4 n c. sobre o valor de


**r*
suas accGes e assim completarein a primeira
prestado. A vista dos competentes recibos se-
rao entregues as Anplices no escriptorio da
I onipanhir na rua Nova n. 7 devendo fica-
rem os mesmos Srs. Accionistas na inte igen-
cia de que nao podem transferir suasaccocs an-
tes de serem a verbadas nos I i v rus da Companhia.
Avisos martimos.
== Para o Porto segu vagem, com a maior
brevidade possivel a muito veleira barca por-
tugueza Espirito Sanio ; quem na mesma qui-
tar earregar ou ln'r de passagem, pura o quo tem
excollentes commodos, dirija-se aseu eonsigna-
t irio Francisco Alves da Cunba, rua estreita do
Rosario n. 13, ou ao eapitao a bordo da mes-
ma, ou na praea do Commercio.
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 33.
k^AHio hoje e acba-se venda.
Aluga-se o primeiro andar da casa da rua
d'Apollo n. 27 pertence.ite a Joao Antunes
Guimaraes, com expelientes commodos para
urna familia ; no escriptorio da na da Cruz
_ Vi
D. .>).
= A ababo assignada pede a um Sr. re-
verendo padre que queira ter a bondade de
vir pa^ar a sua letra de OgOUO reis que se
acha vencida desde 19 do corrente mez de mar-
co e nao o fazendo, u/.arei dos termos da lei ,
e para que nao c llegue a tanto, fasso este avi-
so. Margarida Rusa e Silva.
== Quem annunciou no Diario de sabbado
n. 74 precisar le urna grande casa terrea ou
sobrade em Olinda .querendo um sobrado na
rua do Amparo com bons commodos para gran-
de familia pode dirigir-so na rua do Amparo, a
fallar com Antonio Joaqm'm Rabello Pessoa ou
no Recile travessa da Lingueta n. 3.
Xa serrara ao pe da ponte da Boa-vista ,
precisa-se de 4 serradores, poistem bastante
madeira para serrar.
Tirao-se lolhas corridas c passaportes ,
tanto para dentro do Impe io como rara To-
ra, com promplidao, e preco coinmodo ; na
rua do Rangel. n. 43.
Aluga-se um sitio cm S. Amaro com
casa de podra ecal com 4 quartos duas sa-
las e cozinha bastantes arvoredos de fruto ,
boa agpa de beber, baixa para capim porto
na estrada : na entrada da estrada de S. Ama-
ro a tratar ft>mJoo Baptista Claudio Tresse ,
: O Sr. Antonio Lina Gomes dos Santos ,
(|ueira dirigir-sc a rua Nova botica n. 37.
Aluga-se um sobrado de um andar e so-
tilo com grande armasem na rua da Moeda,
n. 23 : na rua da Madre de Dos. n. "H, se-
gundo andar das 7 as 8 horas da manha e
das 3 asa horas da tarde.
Precisa-sede umapretaou moleque pa-
Provineia sita na rua Imperial do Atterro dos
Affogados em um predio arrendado ao falle-
cido Antonio Rebebo da Silva Pcreira he de
sua propriedade por compras aos seus primei-
ros possuidores Srs. Manoel Joaquim Ramos &
Silva e Joao da Costa Lima Jnior.
Um offcial de chapeleiro so offerece a
trabalhar a qualquer pessoa por proco mais
commodo, que outro qualquer : ua rua do
Rangel n. 34.
A pessoa que precisar de uma casa ter-
rea com commodos sita na rua Direita para
negocio dirija-se ao Mondego sitio n. 78.
Maria Joaquina de S. Thom professora
substitua das cadeiras do primeiras letras de
meninas desta cidade ensina particular a ler,
escrever, contar, arithmet.ica, e diversas qua-
lidades de costuras, e tambem recebe em sua
caca algumas meninas e meninos de pessoas,
que morao fora da cidade ou que nella mo-
rando as queirao confiar a sua educaeao ;
quem pretender dirija-se a rua Direita n.
i primeiro andar.
Lotera do Theatro.
= As rodas desta loteria, andao impreteri-
velmcntc no dia 10 do corrente Abril c o
resto dos hilbetes acho-sc venda nos luga-
res do costume.
Sociedade A polinea.
: A commisssao administrativa avisa aos
favor de levar no patio da'ribeira, n. 19. An-
da est poralugar o armazem da rua do Amo-
rim e tambem se ceder a quem precisar os
dous andares logo que se desocuparem.
= Bento Correia de Mello subdito Por-
tuguez retira-so para a Parahiba.
= Jos Ferreira da'Costa subdito Portu-
guez retira-se para a Parahiba.
Compras.
= Compra-se uma cadeirinha de bracos ,
nova ou com pouco uso e de modello de
bom gosto : na rua do Cabug loja de miu-
dezasjuntodoSr. Bandeira.
\ Comprao-se Cicero e Dracio em latim,
e uma arte de Lomon em rancez : na rua lar-
ga do Rozario n. 50.
= Compra-se uma escrava com cria : na
rua Direita n. 2 primeiro andar.
Compra-se um preto de 18 annos que
sirva para padaria : na rua Direita padaria
confronte ao Terco p. 129.
Vendas
= Vende-se uma venda com poucos fundos,
..........-......- tudo em bom estado; na rua de Apollo defron-
Srs. Socios que no dia 13 do corrente ha par te da fabrica dos >rs. Mcsquita & Dutra.
ra vender na rua ; quem o quizer alugar di-
rija se a rua Nova n. 37.
Qnem precisar de um homem solteiro
para feitor, ou para vender pao na rua e
trabalhar em padaria ou outra qualqner oc-
cupacao ; annuncie.
D;i praa por traz da ribeira do bairro de
S. Antonio furtaro una corrente de ferro ,
nova com 70 a 8!) palmos de comprido com
uma argola na onta e um ganxo em outra
ponta segurando 32 pranchoos de lonro com
as marcas Al e MP dos quaes faltao 12;
da-se 20,003 rs. a quem apprehender o dito
roubo e 30,000 rs. sendo pegada a pessoa ,
que roubou na run da Praia serrraria n.' 15
e 1" de A. Das da SiKa Cordial.
A quem furofferecido um relogio dou-
rado, e grande de algibeira com corrente
e duas chaves tambem douradas pode tomar
e annuuciar, que foi furtado no dia 2 do cor-
rente quesera generosamente recompnsalo.
tila, cosque quizerem bilheles para convi-
dados poderao comparecer na sesso da Com-
nissao no dia 4 do corrente pelas 6 horas da
tarde ; e para esse mesmo dia a con.missao
administrativa convida aos Snrs. Socios para
comparecerem alim de proceder-se a nomea-
ao de novo thesoureiro visto ter pedido es-
cusa o actual.
= Tendo-se perdido em caminho daqui pa-
ra Itaperema do meio. uma letra de 4:342.500
sacada porLuiz Candido Carneiro da Cunba e
aeccita por Ignacio Xavier Carneiro da Cunba,
e cedida pelo o Sr. Joo Joze Ribeiro dos San
tos ao abaixo assignado declara-se a qualquer
pessoa a quem for offerecida a dita letra a nao
negocie pois ja eslo scientes as pessaos nella
interessadas. Joo Frederico Abreu Reg.
Precisa-se de uma ama de leito : na pra-
ea da Independencia loja n. 21.
- Aluga-se um sitio na estrada do Rozari-
nho, casa com bons commodos, pasto para
gado, e bastantes arvoredos de fruto: na rua
da Conceicao da lioa-vista casa de Rufino
Gomes da Fonceca.
= Os administradores do cazal do fallecido
Joaquim Antonio Ferreira de Vasconcellos,
convid'io oscredores do mesmo casal para se
reunirem as 11 horas do da 10 do corrente ,
no escriptorio da Administracao afim de se
Ibes patentearem asconlas c tomarem as me-
didas, que julgarem convenientes para liqui-
dadlo do que falta para pagamento do saldo.
Srs. Redactores satislazendo a pergunta,
que se dignarao fazer-me no Diario n. 75, res-
pondereirei que nao me he possivel agora ap-
presentar-me como ja fizantes da minha ulti-
ma viagem ao respeitavel publico de Pernam-
buco, que tanto me tem protegido, o que
talvez aconteca na minha volta a esta cidade ,
se aindase dignar ella attender me.
Digne-sc pois Srs. Redactores inserir estas
uas linhas, com o que muito obsequiarao a
seti atteneioso venerador = Jos dos Ri-is.
Precisa se alugar uma casa terrea pelo
aluauel de 12 a 14000 rs. mensaes as ras
leguiotes : Hortas Agoas verdes Direita ,
Rangel e patio do Hospital; quem tiver an-
nuncie.
CJuem precisar de um homem capaz para
padaria dirija-se ao botequim da rua das
Cruzes
- O Cirurgiao Oliveira mudou-se da rua
ila Penha para a rua da Praia de S. Rita so-
brado novo n. 5.
-- Precisa-se de um pequeo de 10 a 14
annos para ir ser caixeiro na cidade de Goian-
Samuel Hancock Filipe enginheiro in- na em urna boa casa-tic negocio : na rua estrei-
ruci.L.nl,, ., 'I'.::.'. ____...... I l.. .1. I_____ nn
glez, residente em Tigipi na reguezia dos
Affogados, off-Ti-ce os seus servicos aos senbo-
resde ongenho desta provincia, co npromet-
tendo-se a collocar toda sortc de marinismo
por preco commodo e com promptidae para
moer osengenhos, e s.-rraria tanto por meio
de vapor como por bestas, ou com agoa.
A pessoa, que se [considera proprictario
de uma casa terrea no bairro de S. Antonio si-
ta na rua por tr^z da Igreja de S. Joze n. 20,
queira ter a bondade de annunciar a sua resi-
dencia, que se IhejJeseja fallara respeito .li
dita casj.
fferece-se um portuguez para creado ,
pagem.ououtrn qualquer occupaco nesta pra-
ea ou mesmo lora della e tambem entende
de iiidit-iro ; quem o pertender, dirija-so as 5
Pontas tenda de sapateiro n. 29.
O Coronel Francisco Jos Martina faz
constar que a fabrica de lazer sabao pri-
ta do Rozario n. 38.
= Se propoe a ser administrador de enge-
nbo um pessoa, que tem 16 annos de pratica
desta agricultura : e conhecimentos necessarios
para esta fabrica e dequalquer obra, queso
offerecer ; quem o pretender annuncie.
O bilbete n. 468 da primeira parte da
13.a loteria a favor das obras do Theatro per-
lence ao Sr. Joze Flix da Cmara Pimentel do
engenho Gaipi e fica em pjder de F. da
Silva Lisboa.
Aluga-se uma casa de 3 andares na rua
da Cadeia do Recife n. \~ esquina que
volta para a Madre de Dos : a tractar na mes-
ma rua n. 49 ; assim como tambem vende-sej
Vende-so uma casa no bairro de S. An-
tonio : na rua do Rozario da Boa vista so-
brado n. 52.
Vende-se um par de brincos de ouro
com diamantes feitosa moderna: na rua No-
va n. 55.
Vende-so um cavallo castanho, carrega-
dor e muito esquipador: na padaria de Joao
Lopes de Lima.
= ^ende-se para fora da provincia uma
mulata, muito boa co/.inheira, engommadei-
ra e lavadeira com urn filho de 8 annos ;
quem pretender annuncie.
= Vende-so uma fechadura de broca de
segredo para porta de qualquer estabeleci-
rnento: na rua da Cadeia n. 1 venda de
Francisco Joze Alves Pitomba.
Na rua do Passeio, n. 5 fabrica de
chapeos de sol, achao se a venda chapeos de
sol bordados para homem e senhora do me-
Ihor gosto cqualidade novamente chegados de
Pariz ; e mais um sortimento de sedas e pan-
nos de todas as qualidades para cobrir os mes-
mos ; tambem se consertao .om muita perlei-
cao todo e quaesquer chapeos de sol; evendem-
sc ricas cobertores de cama, c cabos para cha-
peos do sol feitos com muita perfeicao ; assim
comocomprao se armacoes velhas de chapeos
de sol.
= Vende-se um braco de batanea grande
para armazem de assucar refinacao ou pada-
ria; na rua da Cadeia do Recife venda n. 1.
de Francisco Joze Alves.
^ endem-se duas canoas de conduzir agoa
em muito bom uso : na rua da palma n. 27.
Vende-se farinha de mandioca de boa
qualidade : no armazem de Francisco Das Fer-
reira & Companhia no caes da allandega pelo
mdico preco de 3200 ; e na rua da Moeda n.
7; assim como man em caixas de 16 libras.
Vendem-se arroz de superior qualidade a
12,i000oalquere c azeite do carrapato a
1920: na rua Direita, n. 14, venda da es-
quinados. Pedro, que volta para o Livra-
mento.
Vendem-se urna cama de angico com
colxoes ein bom estado por 50,000 rs. 4 pra-
tos travessos duas seladeiras de boa louca por
preco commodo ; um porta-azeite e uma co
lecaode 14quadros; na rua Augusta n. 32.
Vendem-se dous pretos de 20 annos uma
= Vendem-se presuntos inglezes queijo
londrinhos batatas, e mustarda tudo mui-
to novo, echegado ltimamente de Inglaterra:
na ruada Allandega velha n. 44.
Vendm se uma canoa de conduzir agoa
em bom estado ; e um escravo de nac8o: na
rua da Praia, serrana do C/ardial, n."15el7.
Wndem-se travs de qualidades superio-
res de 3 5 a 50 palmos ^e comprimento e
grossurade' 7 a 12 polegadns ; e taxas de fer-
ro batido e coado, em bom sortimento, por
preco commodo : na rua do Vigario, n. 3.
= Na fabt ica de fazer sabao na rua Imperi-
al do Atterro di >s Affogados vene-se sabSo es-
curo amarello esomentede arroba para ci-
ma. 110 rs. a h bra sem caixa, e a 120 rs.
comcaixa afiano. mdo-se ser o melhor a dese-
jar superior ao sa. *>ao estrangeiro tanto na
consistencia como "" economa do cousumo.
Na mesma fabrica coi. ipra-se todaporc8o de se-
bo e quaesquer man "igi'S, e gdrduras em es-
tado detriorado cujos k creeos all se ajustarao
a vista das amostras.
Vcr>dem-se uma p\ ortada de pedra vinda
do Rio Formozo uma so 'eir uln "! e
duas portadas do muito boa A^ualidadc: na prai
de S. Rita Nova junto ao tam iu do Sr. \ ian-
na a tratar com Joaquim Anto >o de S. Tiago
Lessa ; na rua deS. Rita n i^l.
si Na rua Nova loja de fer. rgens n. 25 ,
de Teixeira & Andrade acha-st' a venda um
completo sortimento de ferro de tot 'as as quali-
dades e por preco mais commodo do que em
outra qualquer parte.
=: Vende-se uma mulata com haL'idades,
de 20 annos: no atterro da Roa-\is'ta, rua
Formosa em casa de Emigdo de Souza.
= Vendem-se uma preta lavadeira e co-
zinheira ; e um pianno forte com excei lentes
vozes: na rua da Conceicao da Roa-vista n. 26.
= Vende-se ou troca-se uma negra de
30 annos muito deligcnte para todo o sen i-
co por um negro ou moleque de 12 a 15 an-
nos : na rua Nova loja de trastes n. 67.
= "t ende-se um sobrado de um andar e so~
tao todo travejado no Atterro da Boa-vista
n. 17 com 110 palmos de fundo e 23 de-
largura, quintal murado em parte, e outra.
por murar com fundo t a baixa mardoCapi-
baribe em qualquer mar : na rua do Fogo,
n. 27.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modas de angico, ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinhoa 3500
assim como outros muitos trastes ; pinio da
Succia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na rua da Florentina em
casa de J Beranger n. 14.
Vendem-se uma pouca de prata de boa
qualidade, 5 oilavasdeouro de lei, pares de
brincos da moda com diamantes, relogio de
caixa de ouro, horisonlal, com corrente ou
sem ella as 5 pontas, n. 45 ; tambem eom-
nra-se obras de ouro o prata pelo scu justo va-
lor e sem feitio.
\ ende-se uma estante de viohatico, mui-
to elegante : na rua do Vigario n. 22.

Escravos fgidos.
negra cozinheira e engommadeira ; duas di-
tas lavadeiras e quitandeiras ; umamoleca de
13 annos, ptima para mucamba; euma mu-
latinha de 12 annos : na rua do Fogo ao p do
Rozario n. 8.
*s= \ endem-se sarja de superior qualidade a
2000 e 2500 rs. o rovndo da larga e da es
Ireita a 1200 e 1600, lencos pretos muito
grandes c bons pannos pretos e de cores de
Iodos os precose qualidades, merinos pretos e
de cores, selins e veludos para colleteT, meias
pretas de seda curtas e compridas e chapeos
francezes da u'lima moda : na rua do Queima-
do loja n. 25 de Carioca & Sette.
Vendem-se cera amarella a 320 a libra ,
caf em grao a 160 e cevada nova a 80 rs :
no patio do Carmo na esquina da rua de Hor-
tas n 2.
- Vendem-se folhas de (landres em cai-
cas ea retalbo por proco commodo : na rua
da Cadeia do Recife n. 39 casa de Russcll
p;nno de linbo.superior vindo d Ilha de S. j Mcilors & Compan
'8ue^ = Vende-se uma escrava de d;.de de 20 an-
Perdeo-sc desde o patio da ribeira at a nos, recolhida he ptima mumbanda coze
rua Nova urna carteira pequea e o que
se tem mais empenho be em duas chavesinhas,
ouiim e nica qiha pTfH0 r.CS2 Cidutu quetishs dcn'uu; quemativer achado lara o
chii aozinha o diario, refina assucar e faz do-
ces ; um molatinho muito lindo com idadode
'"> anuos ; na rua de Santa Rita n. 27.
= Fugio no dia primeiro do corrente o mo-
Icqu.: Ignacio de 12 annos, pese moscm-
pralos rosto descarnado cabelb ralo no
dedo immediato ao polegar da m3o direita i ma
costura bem visivel, por ter ficado a carne le-
vantada levou vestido camisa de algodSozinho
nova, e caifas de brim trancado lino ja velho,
suspensorios de fita larga de cor ; este moleque
no dia 30 do mez passado tinha sido cntrogue.ao
senhor vindo de outra fgida tendo sido pe-
gado em Nazarelh e levava destino de ir para
o Limoeiro ; quem o pegar leve a rua Nova ,
loja franceza n. 21 que sera gratificado.
= Fugio no dia 30 do p. p a negra Ur-
cula denaeo, de 30 annos, estatura alta,
cor bem preta ps grandes tem em 4 dedos
da mao direita urna costura de um tolhu le-
vou vestido de chita cor de roza ja velho, saia de
lila preta e panno da costa ; quem a pegar
leve-a a primeira loja de fazendas do arco da
Conceiijto que ser ;. ratificado.
_= Fugio no dia-3 do corrente, o crioulo
Fidelios, de 40 annos, alto, cor bastante
negra, rosto cheio olbos a fu macados a r se-
no he canoeiro e costuma viajar para o
Poco da Panella onde tem muitos conheci-
mentoa e anda qunsi sempre vestido con, duas
camisas, e duas oleas ; quem o pegar leve no
atierro da Roa-vista aosahir da ponte no se-
gundo andar do primeiro sobrado a esquerda ,
que ser gratificado.
Recipe; na Typ. de M. F. deFaru.=1843
I


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