Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04929


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Full Text
Auno de 184?*.
Ter^a Fera 4
U'.O agora dt^nile .le na aeinm ; da nonas prodeneia Bixleratao, a anargia : coi.
I r.'..rcus como principiamos e aeremos aponanos con admira, ao'entre a NaCoes uaii
"ll, ( Proclamado da Aasemblea Geral do BliilL.;
PARTIDAS DOS (.ORREIOS TERRESTRES.
Gniannc, Pinino a Rio grande doNorie segunda aeiiat feras
Bo.i'O c Garanhoni a 4|) e 24
CHHj b.-rinhaes, Rio Formlo Porto Calo MaceiA a Alagoas no 1. 41 a 14
Bu-'- e Florea a 3 e 2S. Sinlo Anlue, quintas feirai. Olinda todo ol dial "
UlAS l)A .>>!AlNA.
3 Stg. i. Bicrdo B. Aud. do J de I), da 2. .
4 lerc. a. Iiodaro Are. dd. do J. de U. da 4. t.
5 (bar i. Vicente Ferreira Aud. doj. deD. da 3. t.
6 Ouiai a. Marcellino M. Aud do J. de 1) da 2. w.
7 mi. A 7 dores de N Sra. Aud. do J. de U. da 4 t.
8 Sao. i. Am'i.c o U Kel. Aud. do J. de 1). da 3. ,
de Abril
AnnoXrX. JM&
ctMtin.sNodi 3 de Aliril
Cambio obre Londres 27 J? 1, d. p. 11'. Ouao-Moeda d 0,400 V.
a Lisboa 40U por lU de premio.
N.
a a da 4,000
PlaTa-Palacde
a Petos Columneres
ditos Mexicanos
compra
15,5iM>
46.JOJ
0.500
l.Mlii
i,W0
4,8ttO
eada.
13.-0/
*5 :.0 J
8,71
4.810
1.S2J
4,820
Moada da cobra 2 por 400 de descont.
dem de letras de boas 6rma 4 ( por
FHAaES uA. LA NO MEZ DE \ DRIL.
Loa Cheis 14, i 9 ai. da tard I Lu ora 20, i1 kOM e 59m. da tard.
Qu.ri. ni i n 4 .1, ita 40 horas a $ m. d ni. I un. cresc. i ", n < hora a 46 m. da tard,
Preamar de ho\t
4 a S horai a g1 m. da manla. | 2. 8 horas e 5 i m. da larda.
m
PARTE OFFICIAL.
ommaii(io das Armas.
EXPEDIENTE DE 13 DO PASSADO.
OfTicio Ao Exm. Presidente procurando
saber, se a commissaoem que esteve emprea-
doo primeiro tenente da terctira classe llcmc-
terio Jos Velosoda Silveira era civil ou mili-
tar para poder-se-lhe aboi.ar os competentes
\unoimentos.
Dito Ao mesino Exm. Sr., remettendo-
Ihe competentemente lega Usada para ser satis-
ft-ita aconta dos medicamentos fomecidos em
outubro, e novembro do anno p. p. as bra-
cas infermas da segunda companhia do batalhao
de infantaria de guardas nacionaes cin servico
na cidadede (oianna.
Dito Aomesmo Exm. Sr. mandando-lhe
apresentar para dar o destino que julgasso con-
veniente, o recruta Marcos Jos Ricardo, re-
mettido pelo delegado do Cabo, visto ser de mo
coffiporlamento, e pouco apto para o servico do
exercito.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. remettendo-
Ihc competentemente informado o requerimento
do major Francisco Jos de Meneses Ainorim ,
que a S. M. I. snpplicava ser a sua reforma
contada da data da resolucao que o considerou
em major e nao de 18 de outubro de 1829 ,
cm que ro reformado no posto de tenente, ten-
do a seu favor o toi estado sempre empregado,
iio espaco que decorreo de urna a outra reorma.
Dito Ao delegado do Cabo, disendo-lhe cm
resposta ao seu olllcio de 9 do corrente, que nao
sendo apto para o servico do exercito o recruta
Marcos Jos Ricardo o havia enviado ao Exm.
Sr. Presidente para Ihe dar destino a vista da
nota que o acompanhou.
Dito Ao chele de polica aecusando rece-
bido com o seu olllcio desta data nove recru-
tas vindos do termo de Garauhuns, aos quaes
mandara assentar praca.
Dito Ao commandante do batalhao de ar-
tilheria devolvendo-lhe o requerimento doci-
rurgiSo Galvao para que houvesse elle do
juntar documento om que mostra ser cidadao
brasileiro, folha cocida, e a carta compe-
tente.
DitoAo commandante da companhia de
artfices rcmettendo-lhe os conselhos de dici-
plina Teilos aos desertores Zeferino Nunes Bai bo-
ga e Joao Manoel de Figuciredo, para que os
archivarse.
Portara Nomeando um conselho para to-
mar conhecimento do verdadeiro responsavel
pelas avarias que solTrerao varias pecas de far-
damento e .sendas pertencentes a agencia do
batalhao terceiro de artilheria a p (ho,,e segun-
do) provinientes de ter cahido ao mar emju-
nhode 18VI no acto de embarcar o caixao em
que taes fasendas se achavao acondicionadas.
11IKM DO DA 15.
OiTieio Ao Exm. Presidente
informando
do Mar -
de, ou nao veracdade das partes que contra el-
le enviara.
dem do da 17.

Officio Ao Exm. Presidente informando
o requerimento que ao Soberano encaminhavd ,
o ex-soldado do extinelo regiment de artilheria
Manot'l Joao do Espirito Santo, que achando-
seem idudequasi octaginaria e sem recursos,
snpplicava a graca de ser reformado, em remu-
neracao de 20annos de bons servicos, que pres-
tara na 1 linha.
Dito Ao delegado supplente do termo do
Bonito acensando o rerehhnento de 10 recru-
tas, dos quaes ?eis assentarao praca 2 devol-
va por terein sido julgatlos incapases do servi-
co e 2 Oraran em custodia sendo um para
provar izempres que allegou, e outro para ser
observada a sua molestia (gota coral'. Com mu-
ir va que sendo II os remitas mencionados na
re ac o um se evadir emeaminho, segundo
dissera o commandante da escolta cuja guia
remeta, porque os venennentos a que tem di-
reio deyiSo ser pagos pela collectoria do ter-
mo a vista do disposto no artigo 13 das ins-
trueces de 6 de abril de 1811.
dem no da 18.
OlTicioAo Exm. Presidente, remettondo-
Ihe o mappa que pedir, do n. de pracas que
cada batalhao de guardas nacionaes do muni-
cipio tem contribuido para a lormacaodo ba-
talhao de infantaria de guardas nacionaes des-
tacado com cspecifnacao das que tem sido
excluidas ; das que presentemente existem, das
que devia dar, c das que faltavio para o
completo n. marcado com o,.ja remessa (ca-
va cumprido o seu officio de honlem.
DitoAo mesmo Exm. Sr., commnnican-
do-lhe que os soldados Goncalo Jos Leoncio
vindos da l'arahyba como desertores perten-
ciao a guai iticao desta provincia ; pelo que se
Ibes deo conveniente destino cumpriedo de-
clarar que o tal Leoncio nao desertor da cor-
te como diz o Exm. Presidente da Parahyba e
nem se chama Jos Leoncio Pereira ; mas sim
Jos Leoncio Cavalcanti como consta dos seus
assentos e de sua propriaconfissao.
Dito Ao inspetor da thesouraria parti-
cipando-lhe, que fora recolhido ao hospital rc-
giicental para ser tratado, no dia 17, o solda-
do reformado Antonio Rodrigues de Almeida ,
cojos vencimentos emquanto se os ti ver curando,
sorao tfradospelocorpo de artilheria.
Dito Ao commandante do forte de Gaib ,
mandando excluir dos prets do mezde feverei-
ro os dous reformados que fasiao parte do
destacamento; por assiio o ordenar o Ex m, Sr.
Presidente sobre duvidas apresenladas pelo co-
missario fiscal do ministerio da guerra deven-
do por tanto, emquanto naoillucidasseeste ne-
gocio o governo imperial, serein taes reforma-
dos desligados do servico.
No mesmo sentido se ofllciou ao commandan-
te da fortalesa de Itamaraca a cerca do refor-
mado LuizGonzaga.
Dito Ao commandante interino da fortale-
sa do Brum estrahando-lhe com severidade ,
o notcrleito eflectiva a ordem que Ihe diri^i-
o reauerimento do alferesda provincia do .viara- i ra o desembargador chee de polica para o
nhSo Feliciano Antonio Nunes Relfort, que embarque do preso Joaqun. Ignacio da Costa
' Orelha.
pedia dous meses de sold adiantados para po-
der voltar a sua dita provincia, devendo-se da
importancia respectiva deduzir-se a quinta par-
te que sofra de discontos, como se va a
guia que juntava. .
Dito- Ao desembargador chele de polica,
sobre uns desertores, cuja relaco se Ihe trans-
mittio.
dem do DIA 10.
Olllcio Ao Exm. Presidente a cerca do pa-
gamento dos vencimentos dos reformados des- as comarcas.
tacados na fortalesa de Itamaraca e forte de
Gaib Tasendo algumas observares sobre as
duvidas apresentadas pelocommissano fiscal do
ministerio da guerra com as quaes S. bxc. se
havia conformado at deciso do goveruo im-
perial. .
Dito Ao inspector da thesouraria remet-
tendo-lhe a conta legalisada dos cavallos que se
comparao para a companhia de cavallaru de
linha, comaquantia de 2:9 tuS res;, que fo.
dada em cinco prstacoes com c...,a remessa
flcava p chencnioaa sua exgOOCla tc.iu tffl or-
licio de 13 do (oriente. .
Dito Ao major commandante do batalhao
de arlilhena mandando proceder a contolllo
de investigacao para se conhecer da veracida-
IDF.M DO DIA 20.
OfficioAo major do batalhao d; infantaria
de guardas nacionaes destacado, communican-
do-lhe quetinha nomeadoos alfeies Joaquim
de Jezus Pinto, Felippn Antonio Teiveira de Al-
buquerque, Caetat.o Jos Mendes e Manoel
Candido Henriques da Silva para vogaes do
conselho de guerra que presida em substitui-
ciioa outros tantos vogaes, que destacarao para
Pilo Ao commandante do batalhao de in-
fantaria d.t guardas nacionaes destacado, man-
dando conservar preso no quartel o guarda Sil-
verio Marinho a d-posicao do juiz criminal ,
por estar pronunciado no artigo 201 do cdigo
penal, devendo responder no juizque sua requi-
sicao flcava satisleita ; mas que a devia ter en-
caininhadopor iiieu intermedio na formadas
ulteriores ordens.
plo Ao commandante do bat;ilhao de ar-
lilheria disend^-lno que ficava sciente de ha-
ver-s<^ cuiicluldon concert, pintura calamen-
to do hospital rogimentffl dispt>ndendo-se res
S^i i() por conta das sobras do mesmo con-
forme se ordenara em 13 de fcvireiro ultimo.
ASSEMBLA GERAL
CAMAUA DOS SUS. DIMH'TADOS.
Aetsdo de 8 de ferereiro.
Contina a discussao ailiad.i do requerimen-
to do Sr. Nunes Machado com a emenda do
Sr. Henriques de Re/ende.
Sao apoiadas asseguintes emendas:
emenda de Sr. Rezonde, acrescente-se
e tambem o relatorio do chefe de policia o de-
zeinhargador Azevedo. Urbano:
Se passar o requerimento em discussao ,
requeiro que tambem se necao ao governo in-
formaces acerca dos assassimitos praticados na
mesma provincia tic Pernambuco em epoehas
anteriores e us deuiais provincias do imperio.
Sala das sessoes em 7 de fevereiro de 18 W. -
Maciel l/ovtleiro.
()Sr. Peiruln de frilo : vr. presidente,
com constrangimento que tomo parte na dis-
cussao do requer menta que se achu sobre a me-
sa; son amigo dos contendores de um lado, sou
amigo dos contendores do outro lado ; mas
necessario desempenhar O cjrgo de deputado ,
necesssario cumprir o sagrado dever quete-
nho de tomar parte as questoes ainda as me-
nos importantes quedi/.em respeito .'i provin-
cia de Pernambuco a essa provincia a quena
tanto devo eamo.
Mas, antes de entrar na discussao, seja-me
permettido por V. Ex. e pela cmara que faca
um pequeo reparo do que tenlio observado
quando se trata dos negocios de Pernambuco :
lonho observado ta parte de alguns nobrestle-
putados urna especie de enfado quando entra-
mos nessas questoes Mas permiltao-me que
Ibes diga que nao tem milita razao ; porque a
colleccao dos interesses das dierentes provin-
cias que forma o interesse geral do Rrazil ,
e se nos pronunciamos indiflerentes pelos ne-
gocios particulares das diTerenfes provincias ,
teromos de apresentar um perfeito indilTeren-
tismo respeito los negocios do Rrazil.
Entrare, em materia.
Sr. presidente, ha milito tempo que cons-
tantemente me aflujo com os attentads horro-
rosos que se tem succedido com muita rapidez
na provincia de Pernambuco; ha muilo que te-
nbo as mais tristes apprehensoes por aquella
provincia. Lamento os successos presentes ,
reconlo-me'com ddr dos pasados'e prevejo ma-
les futuros Sim Senhor presidente o
presente est prenlie de novos horrores fu-
turos ; lamento e continuarei a lamentar os
males que aflligem a provincia de Pernam-
buco males que nao lem s urna cansa que
tem urna inlinidade Helias, e para os quaes o
remedio nao um s como alguem pensa e
propoe o sim milito difficeis de se descobri-
rem e muito mais difficeis de seapplicarem.
OSr. Rocha Peco a palavra.
(i Sr. IV Machado : Peco a palavra.
OSr Pcixoto de Rrilo : Escuso referir
a cas.i o horroioso attentado perpetrado na pes-
soa do infeliz Antonio Francisco do Reg Bar-
ros ; os nieus nobres collegas ja aqui o tem re-
latado nrompanhando assuasexposicoes coma
leitura das respectivas pecas ofTiciaes. Escuso
portanto ter mais urna oceasiao de apresentar
parante a representacao nacional a pallidez de
inou rosto.
>m Sr. presiilente eu fagina desta casa
se nao me acompanhasso urna consolacao, con-
solacaobem triste que os attentads commet-
tidos em Pernambuco nao sao privativos dn-
quella provincia ; olios apparecem em qnasi to-
das as provincias do imperio 'npoiado*\ At-
intalos horrorosos se tem commellido na Ra-
hia o cm ontr.is provincias ; mas infelizmente
SUCCOdo que s os de Pernamlmco que tem oc-
cnnailo as discussfles da enmara A fo.tnna
militas vezes muda de semblante e tlescarrega o
golpe sohro asna mimona ... e quosuv
ce le em Pernambuco Pernambuco oulr'orn
turbulento ; mas nns crises mais arriscadas
do imperio Pernamlmco dando o exemplo de
prudencia de amor a ordem e de obediencia ;
Pernambuco enviando soldados para as de-
mais provincias do imperio alim de conter os
rebeldes ; Pernambuco soceorrendo com seus
dinbeiros a outras provincias ; Pernambuco
cheiode patriotismo e de illustraeao tomando
o primeiro lugnr logo depois da capital do im-
perio, era preciso parar e que apparecesse a ad-
versid.de, e ella principia a dispontar eeu
concebo as mais tristes apprehensoes sobre a
sorte de Pernambuco !... porque Sr.'pre-
sidente nao a primeira vez ( 8 os factos do
Rra/.il di/em mais alto (loqueen ) que desa-
venas particulares e que nada tem a princi-
pio om a poltica se coinerlem em partidos
polticos, e daqui que naseein meosreceios, re-
cejos que sao bom fundados; porque na maior
parte das comarcas do interior daquella csto
lavrando com muita lona as intrigas parti-
culares
Mas senhores todas estas niinhas propo-
sicoosereio que merecem a alteneao da c niara
e do governo ; por sso se a cmara est dis-
posta a prestar-me atteiuao, eu me darci ao
trabalho de apresentar mui resumidamente, pa-
ra nao abusar da sua conianca as causas que,
no meu entender tem concorrido para esss ai-
tentados.
Senhores o estado moral de qualquer pa:z
resente-se necessariamente do seu estado poli-
tico e quando este aprsenla oxcmplos de m-
moialidadeecorrupco, quando este lama ma
do proprio assassinato para se desfazer de seus
inimigos, nao para admirar que um po\o que
ainda nao apremleu a obrar o bem por amor da
virtude e a fugirdo vicio pelo horror ao cri-
ino siga taes e\em|.los.
Sirva isto de explica- ao geral s causas quo
tem levado o paizao estado em que presente-
mente se acha : se Ibes accrescentarutos a de-
sorganisaco dos tribunaes e autoridades judi-
ciarias, e a constante mobilidadedosemprega-
dos pblicos, a indiscreta transinulaco das
instituiees de pai/es provectos no syslema re-
presentativo com seus hbitos ccostun.es para
umpaiznovo, nascente onde apenas se po-
llino ir Cascudo os primeiros er.saios para depois
introduzirem-se taes instituiees; a immorali-
daile e a corrupefo de que se achfi > inoculadas
todas asclassesdasociedadc, desde as mais su-
periores at as ultimas : o grande instrumento
de imnioralidatle aseleicoes [ap.tiados) que
dcixo sempre odiosidades e vingancas [apoia-
das) nao sero causas geraes que explicao os
males que pesao sobre nos? Particularicemos
porin provincia de Pernambuco.
Senhores, a provincia de Pernambuco urna
provincia suigeneris ; dividida em comarcas ,
termos e districtos, como as outras cada um
(lestes lugares contm em si influencias lcaos
que nao possivel destruircm-se. Influencias
uonbeco eu na provincia de Pernambuco que ,
tendo as suas mos a autoridade publica sa-
bern usar della, conciliando-a com o prestigio,
com o respeito que Ihe tributo os povos da-
quelles lugares de tal maneira que mais a-
gradavel para os mesmos povos que a autorida-
de assim estoja depositada em suas maos; mas
outros lagares ha em que essas influencias, ser-
vindo-se da autoridade para por em pratica seus
caprichos e vontades conmicltem toda a qua-
litlade de horrores e olhando para os habi-
tantes como para eseravos s se servein delles
para instrumentos de suas perver>idades.
Ainda nao isto s>' o que existe as comar-
cas ha outros partidos que disputo esse man-
do essa influencia. Eis o estado em que com
muito poucas excepeGes se acha a provincia de
Pernambuco. Ora o presidente da provin-
cia tem de proceder nomosf&o dos emprc
zar! >s des-as comarcas: se a sua escolha reca-
de obre um lado o outro lado se resenteese
a na'contra seus adversarios; se re ahem porin
- Iire um e outro padece o servico publico ;
orque ambos armados da autoridade se
ispitao; eduqui nascem os perniciosos con-
lietos de juri-diccao E romo remedinr isto,
senhores ? Mandando autoridades de outros
.ug.-res para ali? Se assim so fizer, ha de suc
V










/




! Isto tem acnteci-
mas 6 un mal que
redor ou queso liguem a um dos partidos e
entao osse partido tem irais un instrumento ,
ou nilo se liga a nenhum o cnto pouco dura
a KUtoridade ; o quando .salie nrolumo urna
fortuna. Existe portanto urna dilliculdade nao
fcil de Hornear -se que e inherente s co-
marcas do centro da provincia de Pernambuco.
Alm disto o espirito de proteccao cm favor
dos criminosos tem-se desenvolvido naquella
provincia a um ponto extraordinario: eu ja ou-
vicom estes ouvidos dar-se os parabons a um
protector, por ler o seu valido sido absolvido
no tribunal dos jurados! E que valido se-
pboros? Um faoionoroso
do al na propria capital ;
tambem nao cabo na aleada do administrador
de urna prbvincia remover, porque causado
por autoridades que no esto debaixo do seu
immediato poder como sao os membros do
tribunal dos jurados. Essa proteccao tem dado
lugar a que facinorosos da maior importancia
nao to:u adiado urna s testemunha que depo-
nha contra olles.
asiim que se explica a ra/iio porque o fac-
to ninis horroroso commellido ao meio dia
as ras mais publicas nao ai ha urna s teste-
ruunha que o prove E assim que se explica
ararn porque quasi todas as autoridades ju-
diciarias existemem urna perleita coaeco! (fu-
tras militas causas poderia eu apresentar ainda ,
mas creio que basto estas principalmente pa
ra os senhores que tem estado em Pernambuco',
e que tem presenciado os lacios horrorosos que
ali tem tido lugar. Quem nao sane que em
virtud* desea itpunidade que os faoinnrosos se
tem ratificado de que podein progredir nessa
senda horrorosa ?
Ora Sr. dresidente se em hoa fe nao se
podein contradictor mibas asserooes, como
altribuir esses tttentados ao nobre Barao da
Boa-vista? Nao, Sr. presidente, o nobre Ba-
rao da Boa-vista nao tem dado proteccao direc
ti ou indirecta a semelhanles actos nao con-
sinto que peranle a representadlo nacional o
presenten! como tal ( apados ) o as-
sim hei de fazer sembr ; contem tainbem os
ineus amigos com minha defeza quando forem
calumniados, se dola preciso, fraca como ,
pe menos minhas vo/es nao sao suspeitas.
Sr. presidente o actual presidente de Per-
namhuco tem muita actividade nessas occasiocs;
a sua actividade sobres ibe em todos esses Tactos;
nesse memo ha pouco acontecido deu disso urna
prova.
O Ir. .V. Machado : Foi tarda.
OSr. Pe'xoto de tirito:Nao medareiao fra-
balho de contar todo o facto porque traz cir-
cunstancias que jamis me arrscarei a dar co-
mo cortas ncm pelo que se diz em cartas par-
ticulares, nem pelo que se le em pocas ofi-
ciaes ; porque nao a primeira vez que em pe-
cas officiaes se diz muita causa que assim nao
. A inda ha pouco se disso cm urna partici-
paco official que tirilla sido morto um tal Ale-
xandre Valcntim : entretanto sabido que elle
foi condu'.ido para a capital pelo chefe de po-
lica passadosdousdias. Portanto direi o que
me consta.
Foi assassinado na comarca do Ro Formoso
o infeliz honrado e bom pai de familia Pedro
Ucha Cavalcanti, o immcdiatamenlo todas as
vo/es da provincia ( vo'cs que poderio muito
bom ser inimigas ) le.ant'iro-se contra esse in-
feliz cidad.io ha pouco assassinado. Elle exis-
ta entao na capital da provincia mas enten-
da que ali mesmo nao eslava seguro ; tal era o
receio que oacompanhava e se resolveu a ir
procurar abriga em outra provincia, dizem que
foi para o Cear. ra quando as primeiras
impressoes anda se nao tinbao desvanecido ,
que ellas existio ainda com a mesma forca e
no mesmo pe quem acreditara que em tal
estado de cousas Antonio Francisco navio ter a
indiscripcao de sabir do Cear e vr para o Ge-
nipapo? Nao poda baver maior indiscrico !
Mas veio chegou ao engenho no dia 2 de Ja-
neiro e no dia G fez o presidente man bar um
oflicial de polica da sua confia oca com um des
tacamenlo bein montado ordenando-lho que
so fosse postar junto casa de Antonio Fran-
cisco para evitar que se perptrame algum atton-
tado contra a sua pessoa ; e noto-so (ue ali j
bavia um outro destacamento. Foi este oflici-
al mas nao marchou com a rpidos que o ca-
so exiga e que he foi recommendada pelo pre-
sidente di provincia ; o se a demora des e offi-
cial nao fosse tao grande ello tinha (bogado
muito a lempo porque me consta que ello pu-
lula os ps na porteira do engenho quando a
victima caliia !
t Sr. N. Machado : Foi urna actividade
tarda.
O Sr. P. de Briln : Consta-me mais ,
mr. ~ I. '- "-
mais mesmo podo fazer daqui por diante ? Sup-
ponhamos quo apparocem as mesmas dificul-
daJcs que apparoceriio por occasio do ossassina-
lo do infeliz Pedro Ucha que se ba de fazor?
Nao foi o chefe de polica aos lugares acompa-
nhado de tropa ? nao procurou todos os meios
para conhecer do lado ? E o que succedeu ?
Nao appareceu umas testemunha Creio que
nenhum juiz pide obrigar um homem a dzer
aqnllo que nao quer.
Mas pormittao-me ainda os Ilustres deputa-
dos que eu, dando como causa dos aconteci-
uienlos que boje apparecem os acontecimentos
anteriores, Ibes faca ainda certas perguntas so-
bre estes factos que illustro a questo. Seria
o Bao da Boa-vista quem concorreu para as
escandalosas absolvicoos do msico ? Tamhcm
concorreu elle para a absolvico do barbeiro ?
Por ventura seria' o Barao da Boa-vista quem
concorreu para aquella celebre absolvico do
um reo de polica que loi absolvido em certa
cmara no meio do applausos trinos ?
'O Sr. [fabuco : E de fugeles do ar.
O Sr. P. de Brito : Nao melbor expli-
car os factos pela minnra por quo os vou expli-
car com um acontecmonto ? Um homem en-
carregado por dinheiro de ssassinar a um ou-
tro en'.endeu que o meio mais fcil era co-
brir-se das vestes militaros foi sentar praca no
corpo da polica porque aquelle a quem ti-
nha do ass;;ssinar eslava prevenido o em urna
bella manha mas triste por cansa do acontc-
cimento, deu um tiro em um pobre Portuguez.
O clamor publico pr>rseguio esse individuo e
um caixeiro inglez foi o que mais o acompa-
nhou sondocaua de sua captura; e condem-
nado mas appella para Goyanna e foi absol-
v lo.
E sigo um caso hem triste e que a muita ente
nagoou ; um nosso collega o Dr. Saboia ;
cndoudeceu por esse acontocimenlo c morrn
dexando mulhcr e um fillio. O matador veio
lepois para o Hecife procurou vingar-se do
seus perseguidores e o caixeiro inglez, se
nao muda do torra era infalvelmente vctima
Nao pois o indifferentismodo presidente de
Pernambuco como dizem os nobres deputa-
dos que tem dado cansa a esses acontecimen-
tos; mas sim a certeza que, os facinorosos tem de
icarem impunes. E se nao assim como so
explica esse assassinato commellido na ra da
(ladea? sassassinossacir'va sede que tinhao
de sangue retirro se a vista de todos sem
que houvosse um arito, porque nao se podo
exigir do cidadiio o sacrificio de sua propria vi-
da para segurar um criminoso que sabe que ha
de sor absolvido. J houve um tempo em que
se commotteu um assassinato ero Pernambuco ,
as ras da capital e nao houve um s juiz
i|ue qiiizosse fazero processo todos se deriio
desuspeitos; occorriao cireninstancias taes que
a isso os obrigavao ; cu me refiro a um assas-
sinato commellido poruin prcto captivo...
Portanto Sr. presidente nao entendo
tambem que a demissio do presidente de Per-
nambuco soja o nico remedio para esses malos.
Pode a demisso convir por outros motivos por
outrascirciimstancias ; nao entro nesta ques-
tao mas julgar que retirado o presidente ces-
sar esses males que os tribunaes se tornaro
justiceiros que a provincia fiear pacificada ,
&C, 4c., noque nao convenho ; hojo qual-
quor que para l v talvez tenba de encontrar
Jilliculdades em ponto mais subido ( apniados).
i Sr Urbano : Soria bom experimentar.
O V. de tirito : Dos quoira que eu me
engae, mas pudo ser que com estes ouvidos
anda ouca lamentar-so muito a sabida do Ba-
rao da Boa-vista ( apoiados).
Senhores nao basta s que um presidente
soja muito activo preciso que as demais au-
toridades o chefe de polica os empregados
subalternos tambem osejao; 6 preciso harmo-
na entre as difieren tes autoridades pois que
s ella que pode fazer desapparecer o estado
horroroso em que ha tempos se acha aquella
provincia. Eu nao quero nem vou para ahi,
que um presidente esteja sempre em guerra vi
va com a populaciio nao ; sempre que a au-
toi idade pode remover o mal sem ser por meio
de reaccoes melbor ; mas nooonvm que
as transan-oes cheguem ao poni da autoridade
se humilhar.
O Sr. Urbano : E' o que se az muito
por l.
(J Sr P. de Rrito : Sr. presidente j
quepedi a pelavra sobre este ponto permita-
me V. Ex. que cu aproveito a orcasio p. ra i
cumprir dous deveres para mim muito sagrados;
o primoiro o de amigo o2. o de prente. Na
sossao em que principiou a discusso dcste re-
querimento um Ilustre deputado pela Para-
iiyba ianoou urna insinunco, nao direi a-j
tro/ mas muito injusta ao Exm. Barao de
putado que tendo-se commettido um assassi-
nato na pessoa de Jos Tavares o individuo
que era apregoado pela opiniao publica como'
instrumento ou como mondante desse assas-
sinato tinha sido poneos dias depois premiado em duvida a bonra desse desembargados
dosse homem que nao pode nqui defender-,
se nao o traga discusso ; sempre que pode-
abi vem o desembargador Peixoto! Creio que
o Ilustre deputado at j chegou nina vez a por
que dpui uosO diuiiiociineiiio
j tem havido varias (li'iiiissoo-; de emprogado
desses lugares; consta-me que o )J. comman- Suas'iina.
dante da polica chamado capital para ros-I (j Sr. Cmaro da Cunta: Peco a pa?
innder ao conc*'ll>n Ap mjurrn M1*8 *nho- j Ia?f2.
es guc mais podia fazer o presidente e que O Sr. P. de Brito : Disse o Ilustre de-
com um posto da guarda nacional pelo presi-
dente qno entSo era o Sr. BarSo de Suassuna ,
c nue elle immediatamente se retirara de sua
amizade. Permitta-me o nobre deputado que
Ihe noto essa sua facilidade. Se era com efei-
to amigo do Sr. Barao de Suassuna tinha o
direito de o interpollor o esse respeito, pergun-
tar-lhe asrazes porque assim obrou e faz-lo
mesmo desviar de um caminho que o Sr. depu-
tado achava tortuoso. Creio que assim mostra-
va-se mais amigo do Sr. Barao de Suassuna.
Maso nobre deputado n3o contente em dizer
que quem commetteu o assassinato foi aquelle
individuo ainda lancou esta insinuacao ao Sr.
Barao de Suassuna!
Em Pernambuco senhores, eu nao me
daria ao trabalho de-fazer reflexoes sobre esta
insinuacao ella seria um atmo lanzado ao ar*
porque o Sr. Rarao de Suasuna 6 bem conhe -
cidn em Pernambuco o Sr. Barao de Suasu-
na um padrao de honra daquella provincia ,
mns nqui pode scrquesemelhante insinuacao fi-
zos^e algum peso. Sns. eu ente- do que a se
veridade que reoonheco no Ilustre deputado es-
t -, como todas as cousas humanas sujeita a
denegacSo degenera sempre que" apresenta-
da sem asinformaces sem os dados preci
sos que a ustifiquem. Quantas vezes nao a
opiniao publica urna opinio errada Quantas
vpzos ossas accusaccs nao sao senao aecusacoes
de inimigos, de calumniadores? O,Ilustro
deputado nao tem j exercido cargos pblicos?
Creio que j foi capitn mor ( risadas) e
nunca se disse que melteu um homem no tron-
co injustamente ?
O Sr. C. da Cuiiha : Nunca.
O ?r. P. de Rrito : Nunca foi senhor de
engenho nunca haveria algum ouvidor que ,
nara ganhar os 808 rs de urna devassa. Ihe a-
tribnisse o surra e assassinato de algum escravo?
O Sr. Vunes Machado : Nunca ; isto 6
urna allusiio prfida ?
OSr. P. de Brito : Quem que est l-
vre dessas cousas ?
O Sr. Nunes Machado: -- Isto que pr-
fido.
O Sr. P. de Brito : Eu acho que o
nao
O Sr. Nunes Machado: E mais que pr-
fido.
O Sr. P. de Brito : Perdnc-me se nao
tenho fallado como o nobre deputado desejava ,
ten ha paciencia....
O Sr. C. da Cunha : Isto 6 lima repre-
salia.
O Sr. Nunes Machado : O nobre deputa-
do nao foi testemunha desse facto ouvio-o de
alguem.
(J Sr. P. de Brito : Sei deste facto como
do primeiro.
Mas como diza Sr. presidente o Sr. Ba-
rao de Suassuna em Pernambuco um padro
de honra.
O Sr. Nunes Machado : Quem nega
isso ?
O Sr. P. de Brito : F.ra incapaz de pro-
teger um homem do qual tivesse a persuacao
que era um assassino.
Tenho cumprido com o dever do amigo....
OSr. C. da Cunha : micus Plato....
O Sr. P. de Brito : -.... agora resta-me
cumprir o de prente.
Fallou o nobre deputado sobre odesember-
gador Peixoto cilou o nome delle posto que
nao sal o no Jornal ; se foi reeominendacao do
nobre deputado, muito agn deco. Disse o no-
bre deputado que o desembargador Peixoto ti-
nha concorrido para a absolvico dosassassinos
de Pedro Chaves Oa, senhores, possivel
que um desembargador so atrevesse faltando
ao respeito e consideracao devidos aos seuscolle-
gos a pedir-Ibes queabsolvess-m um malvado?
desembargador Peixoto faria isto ? E por
ventura seus collegas commetterio semelhante
indignidade? O quesera certo que % processo
nao era sulTiciente que o ciime nao estaria
bem provado. Quer o meu Ilustre collega con
verter os tribunaes judiciarios em tribunaes de
vinganca tribunaes que nao podem sentenciar
senao vista do allegado e provado. O
nobre deputado tem seus motivos de quei-
xa mas motivos polticos, senhores que
sao os mais terrveis de todos quantos e-
xistem entre os homens. Esquecem-se to-
dos os escndalos todas as offensas mas
oflensas polticas sao terrveis ; fico plantadas
para sempre nao se desvanecem O nobre
deputado ter offensas polticas quando esse de-
sembargador foi presidente da Parahyba.
O S. C. da Cunha : E quando foi ouvi-
dor tambem. Nesse tempo ainda mais.
OSr. P. d Brilo : Tenho observado
quu nao ba una sossao ao menos em que o
nobre deputado nao respeitando a ausencia
OSr. C. da Cunha : Tambera nao dou
muito por ella.
O Sr. presidente : Ordem.
O Sr. P. de /.rito : E' muito Sr. depu-
tado !... Creio que o publico faz outro concei-
to desse cidadiio.
O que teobo dito Sr. presidente, nao
serve para que se conclua qne pretendo repro-
var o requerimento em discusso. E' a segun-
da vez que declaro a casa que dou uno voto cer-
to para quaesquer requerimentos dos meus
nobres collegas a nao conterem ellos algum
absurdo. Nesta conformidade voto pelo reque-
rimento o votarei tambem pelas emendas addi-
cenacs ou oddilivas.
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. presidente nomeia para a deputaco
que tem de apresentar o voto de graeas a S. M.
o Imperador os Srs. : Brrelo Pedroso ,
Carnero de Campos Ferreira Franca Go-
mes de Carvalho Julio de Miranda Galvo ,
Pereira de Vasconcellos Siquera e Silva, D.
Jos de Assis Mascarenhas Barros Pimentel,
Ros, Antunes Correa Mendes dos Santos ,
Paos de Andrade Cansanso do Sinimb, Mi-
randa Ribeiro Nunes Machado Neves Al-
-*j"buquerquc, Vcigo Pessoa, Mlva Vanna,.Pes-
soa de Mello, A. J. Monteiro do Barros, c Pau-
la Candido.
Contina a discusso do parecer dacommsso
le juslica civil sobre a pretenco do Jos Maria;
Pinto Peixoto, acerco da navegacao por vapor.
Fallo sobre a materia os Sis. Justniano Jo-
s da Rocha e Brrelo Pedroso e a discussa
fica adiada : He introduzido o Exm. .vr. minis-
ro da niarnha.
Contina a discusso adiada do 1. artigo da
proposta do governo sobre a fixaco das forjas
navaes.
Tomo parte na discusso os Srs. Carneiro
la Cnnha Sousa Franco ministro da mari-
nha e Naburo de Araujo, e a discusso fica a-
diada pela hora.
Pela secretaria de estado dos negocios da fa-
zenda baxou ao inspector gcral da caixa da a-
morlizaco o aviso do tbeor seguinte :
AVISO.
Illm. c Exm. Sr. Em consequencia da ap-
parifo de notas de 58 rs. falsas da segunda es-
tampa como se verficou pelo exanic a que se
procedeu na caixa da amortizaco em urna das
ditas notas remettida da Ihesouraria da provincia
la Rabia e consto da informaco por V. Ex-
dada em 27 de Janeiro cumpre que se abra a
substituido das ditas notas rcgulando-se pelo
que se dispoz na ordem de 11 de marco de 1840
o posteriores relativas substituifo de notos.
Dos guarde a V. Ex. Paco, cm 3 de marco de
1843. Joaquim Francisco Vianna. Sr.
conselhciro de estado inspector geral da caixa
i.a amortizaco.
E cm execucao do mencionado aviso se far
publico que se vai proceder assignatura de no-
vas notas do valor de 58 res da terceira estampa*
para substituir a mesma classe da 2.a estampa
ora em circulado e em havendo suficicnte
porejio promptaseannunciarquando devecom-
mecarasua substitu'co com a discripeo da
nova terceira estampa o que ser o mais breve
possivel. Casa da caixa da amortizaco, 8 de
marco de 1843. O inspector geral da caixa da
amortizaco Francisco Cordeiro da Silva
Torres.
Resultado do exame mencionado na portara su-
pra a que se procedeu pelos procuradores da
caixa da amortizaco, na nota de 5$ rs. falsa
da segunda estampa, que se remetleu da pro-
vincia da Babia.
O papel com mais espessura falta de trans-
parencia e um azulado sem realce, de superfi-
cie lisa e macia contendo por isso em seu fa-
irico urna grande parte de algodo.
A estampa em geral de moile cor todos os
seus ornatos emaisaccessoriosconfundidos, pou-
co visiveis e alguns fura do seu verdadeiro local,
e outros, bem como a tarjeta onde esto os dous
genios das artos liberaos, alm de nao tercm de-
senlio nem correrejio em contornos nao desta-
co dos mais objectos que formo o todo do em-
blema assim como ser maior e a sua base a-
c-abarem sentido recto, quando o verdadeiro
padr o em figura oval.
A facha onde est i escripto o rclatorio da o-
la, cujo fundo a repetico do valor da mesma,
mol se entende a palavra Serie em nada
semelhante s verdadeiras. pois que, sendo es-
cripta em grifo de redondo cu jos caracteres
sao desligados, c islo em todas as classes dos di-
versos abecedarios typographicos, como leitura ,
interduo, breviario, etc., etc na presente no-
la acha-se a paiavra toda ligada por meio de suas
aspiraces.


Os caracteres da numeracao sao de um tvpo> clue, que nao he augmento que elle propoz
Humano e muo gosto, e menos cspacejados : em; que vai onerar o cofre, e augmentar o dficit \
quanto supjiosta firma ella se approxima emenda com o art. finda a discussao, foi ap-
verda leira de Jos Bernardino Teixeiro As-: Pavada.
signados, Paulo dos antos Ftrreira Aowo -
Jouquim de Azevedo Lobo Pecanha.

PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Resumo dos delates da smao do da .
de abril.
Foi approvada a acta da antecedente sessao ;
e aecusado o expediente. Seguio-se a discussao
do projecto de lei do orcamento.
Os artigos 18, 19, e 20 forao approvados sen.
debate.
Ao artigo 21, o Sr. Laurentino mandou urna
emenda additiva. O Sr. Lopes Goma vota pela
emenda mas quizera, que se declarasse qu o
pagamento de que ahi se trata fosse leito em
prestacoes ou parcellas tornando-se por este
modo menos penoso. Justifica a sua opiniao :
diz que a se nao fazer a declaraeao de prestacoes,
o credor querer ser pago do debito por inteiro,
para o que o aulhorisa a referida emenda, se-
gundo elle a entende tnhoz por nao ser juris-
ta. Espera, que algum falle a este respeito e
<|ue Ihe mostr o contrario para cnlo votar a
favor da emenda em discussao, porque pode tal-
ler acerca da palavra pagar algum altar;
e entao, em se Ihe fallando em altar, lita
aliado.
O Sr. Dr. Neto pensa que os escrpulos do
orador que o procedeu nao podem prevalecer:
que a se apadrinhar a opiniao emitida por este ,
a asscmbla vem a determinar, que o pagamen-
to nao posa ser feito senao em prestaedes e si
constituo no direilo de determinar esse meio de
pagamento que a ella nao pertence. Mostra .
que nao seria justo, que se determinasse o pa-
gamento por tal forma quando o credor tem
sido tao generoso para com os scus devedores,
sendo que ja os poda ter demandado judicial-
mente e boje estar em boleado de (oda a som-
ma se tivesse abracado o seu conselbo. Apr-
senla outras rasoes p ra votar pela emenda.
OSr. Lopes Gama oflereceu urna emenda. Diz
que nao tendo o credor emprestado por inteiro
a quantia, de que falla a emenda do Sr. 1 au-
rentino, nao injustica pagar sc-lhe por pres-
tacoes. Que se pelajuslica, pode o credor haver
todo o debito, para liv, e entao o recebor
com juros, cusas, &c. Justifica a sua emenda.
O Sr. Laurentino nao se conforma com a.s
-ideas do Sr. Lopes Gama, cerca da materia em
discussao. Diz queda emenda que mandou se
nao conclue, que os devedores nao possao pagar
ern parcellas a sua divida. Mostra que o arromo
credor nao ignora que por va de um procedi-
mento judicial possa haver toda a sua divida ,
mas por demasiada bondade nao tem querido
laucar mao de semelbante meio. OlTorece algu-
mas consi'deraces casa e vota contra a ulti-
ma emenda.
O Sr. Dr. Neto, insiste no que disse; analisa
ssa emenda e vota contra ella. Finda a dis-
cussao. o art. do projecto oi approvado, e a e-
menda do Sr. Laurentino ; regeitada a do Sr.
Lopes Gama cuja volaeao foi por partes, a re-
querimento do Sr Dr. Neto.
Art. 22. O Sr. Dr. Neto entende escusada a
parte do artigo em que se falla em um auno ,
porque a lei do orcamento provincial annua ;
e assim aquella parte, como perlencendo ao todo
da lei se nao pode estender a mais tempo de
duracao do que aquelle que ella tiver e por
conseguidle urna repetioao escusada. Foi a
meza urna emenda suppressiva da parte referida.
O art. e essa emeuda foro approvados.
art 23 foi sem debate approvado.
Ao arf. 24-, o Sr. Dr. Gitiranna mandou
urna emenda.
O Sr. Dr. Neto pede informaeoes se as
recolbidas de Olinda pedirlo q augmento da
quota que eslava consignada ; e sendo infor-
mado que nao vota contra a emenda porque
o silencio das recolhidas prova que ellas estilo
contentes com a referida quota. Diz que ha um
dficit, que n5o permiti generosidade alguma,
e por isso se nao deve fazer augmento nessa des-
peza. Nao sabe das razes em que se funda o
author da emenda espera que elle os apr-
sente ; quedosenvolva o seu pensamento.
O author da emenda ustifica-a : diz que o
recolhimentode Olinda est decadente ; nao tem
patrimonio, apenas urnas quatro cazinhas mal-
ta arruinadas; por isso ha necessidade dse
augmentara quota marcada ; sendo que foi por
esa raslo de necessidade, c nao por generosi-
dade, que oflereceu a emenda em di cusso.
OSr. Dr. Neto. comb. te essas rasos ; mos-
Art. 25. O Sr. topes (lama di*, que um acto
caridoso sustentar os presos pobres, mas tem
tilgumas duvidas e escrpulos, em votar peto
art.; porque nao tem certeza seclUjs devem ser
pagos pel cofre gcral, ou se pelo provincial.
Diz que depois da interpretado do acto addi-
cional, e principalmente depois da lei das re.lor-
mas, qucr-lhe parecer, que sao geraes, po que
elles sao ou presos da polica ou da justica ;
sendo que justica, e polica sao geraes. Assim,
que os presos devem ser pagos por quem mais
rico for, e conseguintemente pelo cofre gcral.
<>Sr. Laurentino mandou uriio emendo ao art.
OSr. Leal declara que n3o entra na questo,
se sao, ou nao geraes os presos ; vota contra o
art., e tem de mandar urna emenda. Aclia pe-
quea a quantia marcada para o sustento dos
preses. Diz que sendo commandante da fortaleza
do Brum observou ,
despezas que de prompto deve acodir : que de* 160 toneladas eapitao George Uunceu
no ha dinheiro nos cofres que ha um dficit; equipagim 8, carga carvao de pedra : a Me.
t assim como soba de votar pela quota do art.? Calmont & C.*
Que clama-so contra o dficit; mas se nao quer New Haven ; 50 (lias brigue inglez Victoria,
* I
ncodil-o com a reduciio de despezas secundarias,
cuja classe, pertence a que se faz com o Thea-
tro como fita dito mas sim com a desgraca do
empregado publico redusindo-se o seo orde-
nado : queum Theatro nao 6 absolutamente
noeessario porque a moralidade que elle pro
move pode-se obler por outros mios, como
por cxemplo pela inslruccao, outras razos com que combate o artigo.
0*r. Dr. Carneiro da Cunha, vota pelo art.
Diz que o Theatro se nao construc custa da
Provincia ; que a sua construcoao ja est mui-
to adiantada o por isso nao conveniente que
se deixe de concorrer para concluso dessa obra:
que os recursos que ella lem sao mesquinbos;
pelo que devem ser ajmiados. Entende que
, que 5:0008000 reis que ; 0 Theatro um ohjeeto de utilidade que tica
do consonados para es- peftencendo Provincia : que sendo un.aom-
ses presos, nao chegraO; e por isso menos
ebegar a quantia marcada noart.
O Sr. Laurentiiio justifica a sua emenda e
declara volar pela aueo Sr. Leal diz tem do of-
lerecer : a quol foi meza. O art. foi approva-
do com a emenda do Sr. Laurentino regeitada
a do Sr. Leal.
Art. 26. Foi enviado meza um art. substi-
tutivo, assignarto pelosSrs. dama, e.N'elo.
OSr. Dr. Padilha vota contra : dizque o Sr.
Dr. Noto falla Contra a generosidade na consigna-
rlo de despezas, mas quer fazer a de sua emen-
da. Reeonhece a utilidade dos capuehinhos, a
favor de quem o auno passado muilo se pronun-
ciou mas nao v razao para a emenda.
O Sr. Laurentino requer adiamento da dis-
cussao.
presa particular deve sor animada, pois que olio
desoja, que todas asempresas de tal ordein sc-
j3o sempre favorecidas.
OSr. Dr. Noto, v-seembancado : deseja,
que passeoart. mas nao sabe donde sal ir o
dinheiro. Conhoce a necessidade que ha de
aeod'r-se as obras do Theatro, que est adi-
antada, o tao nocossaria, porem lembra-se do
dficit. Di/, que so soubesse, que na 3.1 dis-
cussao do projecto que oc( upnva o allencao da
Assemhla, haveria alguma economia, elle vo-
tara pelo art dostinando-a para a obra do
Theatro: nesta osperanca vota polo art. O Sr.
Jos Pedro sustenta a sua emenda. Combato
as razos contrarias. Diz que urna ve/ qu o
Theatro est acabar-so como so diz so nao
de 10o toneladas eapitao Slenry Mreet, e
quipagem >, carga carvao de podra : a Me.
Calmont&C.
Liverpool; 53 dias brigue inglez Cora, do
210 toneladas, eapitao John Millert equi-
l>. gom 13, carga plvora, o fazendas: a Dio-
go Cockshott* (..'
Natio sal ido no dia 2.
Para; vapor do guerra braziloiro Guapiassit ,
commandante o eapitao lente Jos Maiia,
Nogueira.
Navios entrados no da 3.
Lisboa ; 27 dias brigue portuguez Conceico
de Mara de 200 toneladas eapitao Ma
noel da Costa Nevos equipagem 14 carga
vinbo, o mais gneros: a Francisco Seve-
rianno Kabello.
ObsercfOet.
Fundiou no lainoinio. para acabar de carregar ,
o brigue inglez Ande* eapitao Daniel lro-
cklcbank.
frutal.
O Sr. Dr. Neto diz, que j esperara, que a
emenda fosse impugmda, por isso o Sr. Dr. (deve volar polo art ; porque SMn necessidade da
Padilha oachou prevenido para a dolTesa. Que quota nhrmaicada pode o mesmo Theatro
nao ha pandado do caso a que o mesmo Sr. se eoncluir-se ; porque anda so nf.oosgotaro os
recursos que elle lem ; os quaes mostra. A-
(-orea da eoadjuvaoo das omprozas particulares,
feitos provincia, pelos capuchinhos. Admira- I "V M o Sr. Carnero da ( un ha .
se, que oSr. Dr. Padilha so pronuncie confia a
sua emenda, tendo votado a favor da nao reduc-
referio quando falln em generosidade, par
este; porque n'aquelle, senao tratava, como
no presente, de remunerar sorvicos relevantes
cao da despeza do corpo de polica ondedevia
fazer economa. Diz, que nao com a dospoza .
que se fizer com os ditos capuchinhos, que o
barco hir ao fundo, islo que o dficit eres-
cora. Que elle orador est mesmo nos principios
da assemblea porque esta ooneedendo a quan-
tia de.....para os referidos capuchinhos, quan-
do erao8, a deve augmentar, quando se espera
por mais 4, que anda assim nao satisfazom a
necessidade da provincia. Que nao justo, que
se chame aquellos capuchinhos, que se os oceu-
pe noite c dia, para doixalos moriera forno Que
a quantia por elle proposta para remunerar
os importantes servicos, que provincia elles tem
prestado. Falla as misses, que estes tem fei-
diz que ella s dovosor foita (piando hou ver ex-
cedente da receila: quando as necessidades ur-
gentes csto satisfeitas. Offoroce caza ak'ii-
mas eonsdera oes, e vota contra o art. OSr.
Dr. Jos len lo vota polo art. Combate as ra-
zos produzidas contra. A emenda do Sr. Jos
Pedro fbi rugeitada^ approvado o artigo.
Tendo dado 0 hora levantou-se a Sessao.
COWMERCIO.
Alfandc^a.
O lllin. Sr. Inspector da Thesouraria das
rendas provinciaos manda fazer publico que ein
cumprimenta do oflicio doExm. presidente da
provincia do I \ do crranle sero arrematadas, a
quem por monos lizor nos dias 0,8,10,
de abril prximo vindouro as obras do 11. lau-
co da estrada do Santo Anlo oreadas na quan-
tia de 21:7i0S32.'i res devendo ser oxeen ta-
itas conformo as condicos j publicadas non."
i3 dosto Diario do 22 de Fevereiro passado. o as
plantas, discripeos e (remenlo respectivos,
que sero franqueados aos licitantes pido enge-
nheiro em cholo das obras publicas na reparticao
competente. Os licitantes habilitados na forma
da lei devoro comparecer nosla thesouraria nos
dias indicados. ." ocretaria da thesouraria das
rendas provinciaos do l'ernamliuco 29 de marco
de 1843. O secretario, Luiz da Custa Porto
( urreiro.
Ilcclaracoos
Rendimento do dia 3........... 5:093$I2i
Desrarrcfjo hoie 4.
t; ena ooneiliaco, que o prcleito da Penha Barca htgigos de louca, fazendas, man-
Hez do chele dos Cabanos, Vicente de Paula, com teiga, forragons, e taxas do forro,
asarmasdalegalidade. que d'antes nunca po- Hrigue Sltcart gigos com louca fazen-
das sabio, o forragens.
dro vence-los completamente. Mostra, que as
missoes, os ditos capuchinhos fa/om despezas ,
que devem de serattendidas. Conclue, que ou
se acabe com a associaeo dellos ou se remu-
nere os seus servicos; mas que nao sondo ad-
missivel a sua dissolufao, prevlete a obrigacuo
dse Ihes gratificar. Vota pela emenda.
OSr. Lopes Gama diz que boje mo entrao
mais em duvida os grandes servicos da Associ-
aeo dos Misionarios Apostlicos Capuchinhos:
que elle foi um dos queso pronunciarao favor
da dita Associaeo e hoje tem salisfaeao de
ver cornados os seos esforoos e realizadas as
suas esperancas. Falla dos muitos servicos ,
que elles tem prestado, e conclue que se Ibes
leve pagar o seo servico. Heferc os servicos
prestados pelo Profeito da Penha quem at-
trihue effeitos mais saudaveis do que aquellos
que entre os calanos fizerao as armas. Para
provar a importancia desse servico o orador mos-
tra que por va do mesmo Prefcilo cossarao as
vexaedos, edesgracas dos calanos; falla no que
estes so f re rao menos talvez do quesoflrer-se-
!iia no lempo de barbaridado. Diz que no
lempo do grande, o honradsimo General Luis
Rrignc Progrcss carvao.
Rarca IVararrc. fazendas
laxinha o Carelios.
Rrigue Sercrn fazendas ,
ca, eorveja, sabo, o
Rrigue'-S. IManoel Augusto
zias.
farinha bo-
ferragens, lou-
manteiga.
barricas va-
Pela stib delegatura da froguezia da S ,
so faz publico que na mosma se acha um me-
nino pardo, do dado do 8 annos pouco mais, ou
menos de nonio Francisco, filho de Jos Cae-
lano o do Mara de lal moradores na villa do
Nazareth, o qual voio da mesma villa para o Re-
cife com urna carga e ficando ali perdido oi
entregue na dita sub-delegatura por Manoel
Claudino que o havia encontrado na reguezia
da Boa-vista.
o Rogo, tempo dosaudoza memoria,se elamava
contra certas factos; mais o oador nao acha se-
melhanCfWrom os que st; praticaro entro os ca-
lanos ( Parece-nos, que foi isto o que disse).
Falla ainda acerca da emenda que ofleroceo ;
e contra o roquerimento de adiamento. O Sr.
Laurentino diz, que argumentar contra a con-
servado dos Capuchinhos, he argumentar con-
tra a evidencia pois os seos sorvicos sao bem
condecidos. Justifica oseo roquerimento; mos-
trando que convem o adiamento que podio ,
para niolbormente se tractar da materia da e-
menda. Finda a discussao o requerimiento nao
foi approvado : o art. substitutivo foi approva-
do ficando projudieado o do projecto.
O art. 27 sem debate nassou.
Art. 28. OSr. Jos Pedro mandou urna e-
menda suppressiva, que justifica Demonslrou,
ira que o rocolhimento nao tem tanianha neces-
sidade, que se nao deve onerar mais o cofre com
despezas dessa naturoza comi as quaes nunca fl Xfsemm (,,,u, (om;ir S(,() a
so acud.r ao dficit da prov.nt.a. Vota a.nda
contra a eincnrln. M
O Sr. Dr. Gitirona a sustenta. Eloaa os en-! namhuro deve ter um I hoatro s essa no-
IMPOItT.VCO.
A barca dos Eslados-I'nidos d'America do
Norte \ararre capilao Ilenry Col, vinda de
Phladolfia consignada a L. G. Forroira VC.",
deo entrada por franqua em 3 do corrente e
manifestou o snguinte
2:000 barricas coro farinha de trigo, 804 bar-
rflinhoscom bolaxinhas loo ditos com banhn
de pnreo 10 barricas com carne gateada 90
ditas com farollos 22 fardos c 30 caixas com
fasendas : nos consignatarios.
O brigue ingle* James Wattr eapitao deo
Duncan vindo de Leilh consignado a Me.
Cnlmont V O entrado em 3 do corrente, ma-
nifestou o socuinfo
150 barricas com f>00 dnzias de garrafas de
cerveia: a JamrsPatn C* 212 toneladas de
carvao de podra ; aos consignatarios.
O brigue Ins'oz Progress capilao James Ar-
cher vindo de Dundee consignado a James
Patn V C.", deo entrada em 3 do corrente e
manifestou o seguinte
21 barricas rom garrafas de serveja, e 274
toneladas de carvao de pedra : aos consgna-
nos.
O brizne Inglez Margare! Parker eapitao
William Reddy vindo de Saint Johns, consig-
nado a Jamos Crabtrce ( C., deo entrada em
3 do corrento, e manilestou o seguinte
1450 barricas grandes e pequeas com baca
Iho : aos consignatarios.
ANF-TIIEATRONA RA DA FLORENTINA
PELA PENLTIMA VEZ.
Grande e extraordinario espectculo gim-
nstico, e equestre, para quinta leira 6 de abril.
Pricipiar odevertimento novase (lifferentes
passagens sobre a corda forte, entre outrasa
MACACA AFFKICANA mostrar as suas habili-
dadessoguiro os trabadlo seequestrescoin sel-
la e sem ella, aonde entre outros executar-se-
ba pola primeira voz a secnadas cinco transfor-
macoosA admiravel corrida de JULIO e CE-
SAR sobre tres cavados em pelo apresentada
por BernabO cavailo ROM<> apresentara a
scena do easlronoino MADAME REHNARO'
distiiigiiir-se-ha pola primeiia vez, apiesentan-
do Vatios pasaos e altitudes a cavailo a galope
terminar o divorlmonto urna inui graciosa
mgica pantomima com cvoluces tanto a p
como a cavailo intitulada o IGANTE D'ARA-
BIA ou a princesa ALCESTA nos infernos.
Lcilao.
O corrector Olivoira fr leilao, porcon-
ta e risco de quem pertenec de grande, e va-
riado sortimento do fazendas inglezas, franee
zas, u suissas d i linho, la e algodao, as mais
proprias deste mercado por terom siJo escc
Iludas para urna das principies lujas desta pra-
ca; tena feira e quarta 4e5 do corrente, s 10
horas da nianha om ponto no 1. andar Ja ca-
sa n. 41 da ra das Cruzcs, no bairro do Santo
Antonio.
Avisos diversos.
Sfovimmlo do Porto.
J\'ario saludo no dia 1.
Ha va n a : polaca Cattopa, c pilo Romo Mat-
tos: com a carga que troucc de Monte Vi-
deo
Safios entrados dia 2.
carrejados dos! negocios do recolhimento ; c con-1 cessidade segundaria tendo outras muitas Leilh ; 50 dias, brigue inglez James Watts ,
O PAISANO N. 12.
J^Amo hoje e est venda.
A pessoa que annunciou querer vender
nmengenho, que moe com agoa prompto
rom todos os seos pertenec, e distante desta
prafa tros legoas dirijase a ra da ( adeia do
Revife loia do fallecido Antonio Aunes Jacome.
que Ihe dir quem o pretende.
Hoje vai em prava, por sera ultima, urna
casa torrea cita na ra de ora de Portas mui-
lo bem construida ; os licitantes comnarecao no
atierro da Boa-vista na porta do Sr, Dt. Set-
te juiz da 1/ vara do civel.


I

~ ... jijiiijn i i.....mi' icjjga^gSS555S5
Sabbad.) 13 do corrente llavera um lindo
divertimcnto na casa da Socledado Natalense ,
de baixodadireccadc Rafael Luoci, consis-
t nilo em cantorias llancas e urna pantomi
ira histrica intitulada Os Irex l'rmcipes de
.Salerno, composta por Joa Wanimeyl ter-
minando por um novo Hymno Gratulatorio,
dedicado aos habitantes da Provincia de Por-
nambuco = cantado por M.1'" Carmela Adclai-
de .ucci: composiraflde Rafael Lucci.
Os bilhetes vendem-se na na do Crespo, lo-
ja n. 8 ; na ra do Qucimado, lojade louca n.
32; e no botequim junto da casa pelos pre-
sos seguintes: gallaras 1300, c platea 1000 rs.
\. B. A segunda o terceira gallaras sen-
do reservadas propriamente para as familias ,
nenhum homem a pesar de munido do com-
petente bilhete poder nellas ler entrada, sal-
vo se se appresentar junto com a sua familia ; e
o mesmo ter lugar para com qualquer senhora,
que se appresentar individualmente. As en-
ancas menores de novo annos, pagaro 1000
rea. "*
I'. S. Se chuver continuadamente das 6
Loras cm vante, nao haver divertimento,
transferindo-sco dia, annunciado pelo Diario.
Prccisa-sc de um homem capaz para to-
mar tonta de urna casa de negocio no matto :
na ra larga do Ro/.ario n. 30.
Concertao-se chapeos de sol com perfei-
cao seguranca e promptidao por preco com-
modo : na ra da Ordem terceira de S. Fran-
cisco om urna das lojas por baixo do hospital
da mesma ordem ; na mesma tem para vender
grande porco de varas de haleias para chapeos
. de sol, e ilhozes p:ira botoe> de colletes.
Roga-se ao Sr. A. T. S. q'ie queira
ir ou mandar tirar os penhores de ouro que
ja se fez scientc por outro annt:ncio isto no
praso de oito dias do contrario scro vendidos
para se tirar o principal.
Preciso-se de dous pequeos portu-
Inuzes de 12 a ti annos, para venderem pao
em companhia de pretos: na ra Nova arma-
zein n. 67.
Precisa-se de urna ama de leite : na pra-
ca da Indi-pendencia loja n. 21.
Qoem tiver um cavallo que nao esteja
milito gordo com bons andaros, e novo que
quein trocar por um gordo annuncie.
A pessoa que no dia 1\ de Dezembro
p. p. pelas" horas da noite mandou cm no-
me de um Capito de Policia querendo fin-
gir a letra do mesmo um bilhete em urna das
lojasda ra dos Ouarleis buscar um selim
proinpto queira ter a bondade de mandar pa-
gar na mesma loja seu valor, que sao 16000 ,
quando nao se publicar seu nome pois ja se
sabe oauthor de tao louvavel procedimento.
Pela terceira vez se faz publico por esta
folha que no dia 18 do p. p. foi apprehcn-
dida pela tripulaco da primeira barca do vi-
ga urna retranca de pinho que ia por agoa
a baxo ; quem for seu dono appareca na re-
ferida barca que dando os signaes Ihe ser
entregue pagando o trabalho.
Na ra Imperial casa n. 3 i ensina-sc
meninas com todo cuidado a ler, escrever, con-
tar coser bordar fa/.er lavarinto e mar-
car de difTercntes formas ; e tambem se engom-
rna com perfeco c preco commodo.
Precisa-se alugar um escravo para leve
servico : na ra de Agoas verdes n. 06.
Aluga-se um sitio na estrada do Rozari-
nlio, casa com bons commodos pasto para
gado e bastantes arvoredos de fruto: na ra
da Conceicao da lioa-vista casa de Rufino
Gomes da Fonceca.
ociedade A polinoa.
= A commissso administrativa avisa aos
Srs. Socios que no dia 13 do corrente ha par-
tida e os que quizerem bilhetes para convi-
dados podero comparecer na sesso da Com-
misso odia 4 do corrente pelas 6 horas da
tarde ; e para esse mesmo lia a con.missao
administrativa convida aos Snrs. Socios para
comparcccrem alirn de proceder-se a nomea-
cao de novo thesoureiro visto ter pedido es-
cusa o actual.
Aluga-se urna casa terrea com boa sala ,
duas alcovas e duascamarinhas sala, e co-
zinh fora em S. Amaro ao p da casa de
Francisco Augusto da Costa Guimaraes ; a
tratar na casa do mesmo.
-- Maria Joaquina do Sacramento Dias,
viuva de Joaquim Copes Machado Dias como
credorada casa do finado Antonio Machado
Dias, previne ao respeitavol publico que nao
contrete negocio algum com os herdeiros do
dito Antonio Machado Dias, contra os quaes ja
tem a annunciante urna oxecucao apparelhada
para entrar em rateio a respeito dos bens por
elle deixados ; pois que ja se achao penhora-
(iospclu 'if. J"3o aliara aove.
__Quem pracisar de um menino de Han-
nos hbil e de muito boa conducta para
caixeirode ra ou loja de fazendas dirijase
i iim ASS&2, n fi8
Piecisa-se falllar ao Snr. Francisco da
Rocha Wanderley senilor de engenho na
Villa do RioFormoso e que ora se acha nesta
cidade e como se ignora a sua residencia ,
queira amiuncia-la.
^= Tendo-se perdido em caminlio daqui pa-
ra Itaperema do mio. urna letra do 4:342.500
sacada porLuiz Candido Carneiro daCunha e
acceita por Ignacio Xavier Carneiro da Cunha,
cedida pelo o Sr. Joiio Joze Ribeiro dos San
tos ao abaixo assignado doclara-se a qualquer
pessoa a quem for offerecida a dita letra a nao
negocie pois ja esto scientes as pessaos nclla
interessadas. = Jofio Frederico Abreu Reg.
= Ku auaixo assignado faco sciente que
tendo comprado gneros na Alfandega em no-
me do Sr. Antonio Jos Nunes Guimaraes pa-
ra a venda de Fora de Portas n. 90 odeixo de
fazer desde 31 do p?.ssado em diante, e Ihe
fico agradecido ao dito Guimaies pelo bom
conceito que de mim tem feito, e declaro ,
que nada devo a pessoa alguma nem dividas
contrahidasem meu nome e nem do dito Sr.
cima. Jn< de Lim Soiret
Antonio Jos Nunes Guimaraes resido
no Mnteiro logo adiante da Casa Forte ,
o que faz sciente ao logista da ra do Crespo ,
n. 21.
=s Manoel Ferreira Lima, faz sciente aores-
peitavjl publico, e principalmente aos Srs.
pie Ihe tem fallado respeito compra do sitio
lenominado Engcnhoca sito no lugar dos Re-
medios pertencente Sr.* D. Catharina An-
tunes de Vascencellos, que dito sitio se Ihe acha
liypothecado, pela quantia de 1:6288000, cuja
i\ polheca se ha de vencer a 16 de dozemhro do
torrente e faz o presente annuncio para livrar
le questes para o futuro.
-= Precisa-so de um rapaz de 13 annos ,
para urna venda : na praca da Independencia
a. 21.
A medicina popular americana que ha
tantos annos estemuzo as Indias Occiden-
taes e Orientaes Costa d'frica, &c. &c. tem
provado como urna medicina inestimavel sendo
preparada de proposito para clima quente, e
composta de ingridientes que nem requerem
dieta nem resguardo, e pode ser administrado
jscriancas as mais ten ras.
As vantagens deste celebre remedio em curas
le molestias de ligado, gotta, dores de cabeca ,
nflamaces em gcral retcncoesd ourina, pe-
dra na hexiga erysipela ataques nervosos,
lombrigas, &c. &c., tem causado grande exlrac-
cao em todas as provincias como nico e ver-
dadeiro purificador do sangue.
A medicina popular americana composta de
dous principios difierentes, um 6 purgativo e
desobstruente removendo os humores viciados
das difierentes partes do corpo e assim purifi-
cando o sangue; o outro tnico dando forca
e vigor aos orgos da di gesta o e por tanto impe-
dindo a cumulaco dos humores nos intestinos,
c. urna combinaco como esta nao pode ser
senao proveitosa na maior parte das molestias ,
e sendo vegetal esta combinaco pode ser admi-
nistrada a creatura mais delicada sem receio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vende-se somonte em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n.
18, epara maior commodidade dos. compra-
dores, na ra da Cadcia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C.*, e atterro da Boa-vista, nadcSal-
les & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vegetaes do Dr. Brandreth.
Jos Maria do Amaral Cardozo deixou
de sercaixeiro de ra dos Srs. Novaos* Bas-
to, desde o l.de Abril em vante, testemunhan-
do-lhe os mais sinceros agr ecimentos pelo
bom tratamento que semprc recebeu durante o
lempo que esteve em sua caza.
Precisa-se de urna ama secca, para urna
caza de pouca familia que ozinhe, engomme
e ensaboe ; na ra de S. Thereza venda n. 23.
Ofierece-se um portuguez para creado ,
pagem.ou outra qualquer oceupacao nesta pra-
ca ou mesmo fra della e tambem entendi-
do holieiro ; quem o pertender dirija-se as 3
Pontas tonda de sapateiro n. 29.
A mulher de mcia idade que se ofierece
para ama sem ordenado ; dirija-se ra do No-
gueira n. 13, ou annuncie.
Sr. Bernardo de Sena Lins, procure na
ruadoFogo, n. 21 urna carta, que por en-
- Compra-so cera de cama
quem tiver annuncie.
a retalho:
Vendas
gano foi tirada do correio.
Compras.
r= Compra-so urna cadeirinha de bracos ,
nova ou com pouco uso e de modello de
bom gosto : na ra do ('abug loja de miu-
dezasjuntodo Sr. Bandeira.
Cornpro-se algumas oitavas de ouro :
as 3 pontas n. 11 \.
- Compra-se um eicravo que seja bom
forneiro e entenda bem de todo o servico de
nadara, oop-e^ja moco na nmea da S. Cruz
n. 6 ou annuncie.
Vendem-se olicio da Paixio oraco do
Monte-serrate oraco prodigiosa Palavras
Santissimascontra raose tempestades, oraco
e hymno a S. Barbara oraco de S. Emygdio
Contra os tremores da trra oraco do S. Si-
mo advogado contra raios e trovos ora-
co e responso do S. Antonio oraco de S.
Jernimo, oraco do S. Anastacio, oraco deS.
Francisco'de Borgia, dita de S. Amaro, novenae
olisioda Senhora doCrrmo odicio deS. Rita
do Cassia oraco utilissima composta por S.
Agostinho e novena de S. Anna : na praca da
Independencia loja de livros n. 6 e 8.
Vondom-so meiasde l pretas para Pa-
dre machinas de introdu/.ir ilhozes e caixas
ile tartaruga feitas no Aracaty : na ra da Ca-
dcia do Recife n. 11.
Vende-se por preciso urna nogra de
naco de 20 annos: na ra do Mondego ,
n. 107.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
na ra de Fora de Portas: a tratar com Do-
mingos Barreiro na mesma ra n. 70.
\A Na esquina do Livramento loja da viu-
va do Burgos, ainda tem algumas ferragens e
miudezas, que se vendem pelo mais harato
preco, afim de as concluir ; escovas para ca-
vallo a 363, fio de sapateiro a 360 a libra ,
quartas de linha de cores a 2W), quarteiroes
ile pennas a 100 rs. e o milheiro a 3200 li-
nha de carretel a 300, ditos encarnados a 400,
almofacas a 60 rs. estojos de navalhas a 900 ,
ditas superiores a 1600 sapa tos para meninos
a 300 o par duzias de thesouras a 1920 e
cada urna a 170, ditas ordinarias a 50 is. do-
bradcas dircitas a 720 a duzia brides esta-
nhadas a 200 rs. .caivetes entrefinos a 2200
a duzia e cada um a 200 rs. aldrahas para
postigos ou rotulas a 50 rs. argolas de latao
com parafuzos a 60 rs. botes de duraque a
960agrosa sendo da marca pequea, e da
maior a 1200 pentesde alisara 1120 a duzia,
ecadauma 100 rs. transclim de burracha
bem trabalhada a 200 rs. fitas de seda e de
garcaa 40. 80.120, 130, 200, 2W), e 320 reis
a vara sabonete a 40 rs. leques chinezes a
2000 rs. podras de amolar caivetes a 140 ,
leques de ac abortos a 100 rs. botes de oco
a 360 a grossa tinta preta azul e encar-
nada para escrever a 960 o duzia tinta para
marcar roupa a 240 a garrafa colheros para
pedreiros massos de creoes, bacias de rame,
duzias de serrotes e pregos.
- Vende-se um moleque de 19 annos,
sapateiro, e cozinba : na ra Direita n. 8.
- Vende-se azeite de carrapato a cinco pa-
tacas de urna caada para cima : na ra da
Senzala velha n 32.
- Vende-se urna negra parida de sele dias ,
com bastante leite vende-se por ter morrido
a cria : na ra da Penha n. 1, primeiro an-
dar.
- Vendem-se arroz pilado de boa qualida-
dea 12500 ; e azeite de carrapato a 1920 : na
ra Direita venda n. 14 na esquina da traves-
sa de S. Pedro que vira para o Livramento.
- Vende-se um negro ganhador de ra,
paga um sello e veste-se a sua custa bom
cozinheiro caiador robusto esadio na ra
cstreita do Rozar o sobrado n. 12.
= Vende-se urna mulata com habilidades ,
de 20 annos : no alterro da Boa-vista ra
I ormosa em casa de Emigdo de Souza.
Vende-se por preciso urna escrava de
naco, de 13 annos, para todo e qualquer
servico: na Camhoa do Carmo, n. 13.
Vendem-se papel de peso a 2600 o 2800
a resma almaco a 3000 e meia holanda a
2500 caixinhasde tirar fogo a 40 rs. col-
xete a 800 rs. a duzia c a caixa a 80 rs. su-
periores lam etas meias de algodo para se-
nhora a 400 rs. linhas de carro a 360 a du-
zia meias de laia para homem a 800 rs. o
par-, banha franceza a 160 rs. pomada de
cheiro muito fina transclim de burracha, cai-
xinhasde agulhas fraqcezas a 360, ahntuadu-
ras de massa a 600 rs. luvas.de seda branca e
preta para senhora ditas de algodo para ho-
mem a 320 e muitos outras miudezas a con-
tento dos compradores : na piacinba do Livra-
mento n. 53.
Vendem-se 12 cadeiras de palhinha por
30,000, una manga com imagem por 5000,
e urna meza de jantar por 8000: na ra dos
Quarteis defronte do calabouce velho sobra
do de dous andares.
Vendem-se urna preta lavadeira e co-
zinheira ; c um pianno forte com excedentes
vozes: na ma da Conceicao da Boa-vista n. -'6.
= Vende-se ou troca-se urna negra de
30 annos muito deligente para todo o servi-
co por um npjrrn mi molequede 12 a 15 an-
nos : na ra Nova loja de trastes n. 67.
Vendem-se urna crioula de 22 annos ,
e la-
fcnnos,
engommadeira costureira, coznheira,
vadeira ; urna dita de Angola de 35 i
lavadeira e quilandeir ; e um negro de na-
coo de 25 annos : na ra cstreita do Roza-
rio n. 22 primeiro andar.
. Vende se para fora da provincia urna
escrava moca cozinheira engommadeira ,
costureira e lavadeira : na ra Jo Queimado,
n. 26. '
- Vende-se superior sarja hespanhola com
vara de largura pelo barato preco de 2,720 o
covado; assim como m selim com todos os seus
pertences, por 30,000: na la Nova, loja n. 29
- Vendem-se farinha de mandioca de S.
Catharina em saccas de dous alqueires e
meio do Rio de Janeiro e pilulas da familia ,
chegadas do Porto pelo ultimo navio : na ra
da Cadeia do Recife ns. 12 e 14.
- Vende-se um bicudo muito cantador e
manco : na madas Crzes loja de barbeiro
n. 39.
= Rita Maria da Conceicao vende para
pagamento de seus credores o sitio do Re-
medio n. 2 com casa de vivenda, sen-
zalla para feitor e pretos, estribara para 6 ca-
vallos, curral para gados ludo de pedra e cal,,
cacimba com boa goa olaria com barro ao p,
grande baixa para capim bastante terreno pa-
ra plantacoes, e arvoredos de diversas qualida-
des, por prec commodo : na ra do Trapixe
novo n. 16 no terceiro andar.
= Vendem-se por mdico preco ricos
barmetros termmetros um microscopio ,
e bons oculos de alcanco : defronte do Trapixo
novo, n. 6 segundo andar.
Vende-se por preco commodo taboado de
pinho americano de superior qualidade : na ra
de Apollo fabrica de Mesquista & Dutra.
= Na ra N-Wa loja de ferragens n. 25 ,
deTeixeira Andrade acha-se a venda un>
completo sortimento de ferro de todas as quali-
dades e por preco mais commodo do que em
outra qualquer parle.
= Vende-se por necessidade, um preto com
olicio de serrador: no Aterro dos AlTogados ,
sohrado n. 7.
= Vende-se um sobrado de um andar e so-
to todo travejado no Atterro da Boa-vista ,
n. 17 com 110 palmos de fundo e 23 de
largura quintal murado em parte e outra
por murar, com fundo t a baixa mar do Capi-
baribe em qualquor mar : na ra do Fogo,
n. 27.
Vendem-se charutos da Havana Ham-
burgo e da Baha, e rap de Lisboa em li-
bras e a retalho : na ra do Cabug loja do
Bandeira,
Escravos fgidos.
No dia 28 do p. p. fugio o pardo Vicen-
te de 30 annos alto e magro sapateiro ,
veodo Aracaty em companhia do Sr. Dom n-
gosJos Pcreira Pacheco, e na occasio do
embarque ugio ; quem o pegar leve a ra da
Cadeia do Recife, em casa de Joao Joze de
Carvalho Moraes que gratificar.
= Fugio no dia priineirodo corrente o mo-
lequ ; Ignacio de 12 annos ps e maos com-
pridos rosto descarnado cabello ralo no
dedo immediato ao polegar da mo direita urna
costura bem visivel, por ter ficado a carne le-
vantada Icvou vestido camisa de algodozinho
nova, e calcas de brim trancado fino ja velho,
suspensorios de fita larga de cor; este moleque
no dia 30 do mez passado tinha sido entregue ao
senhor vindo de outra fgida, tendo sido pe-
gado em Nazareth e levava destino de r para
o Limoeiro ; quem o pegar leve a ra Nova ,
loja franceza n. 21 que ser gratificado.
= Fugio no dia 30 do p. p a negra Ur-
cula de naco de 30 annos, estatura alta,
cor bem preta ps grandes tem em 4 dedos
da mo direita urna costura de um tnlhu le-
vou vestido de chita cAr de roza ja velho, saia de
lila preta e panno da costa ; quem a pegar
leve-a a primeira loja de fa/endas do arco da
Conceiio quesera gratificado.
Desappareceb da casa doSr. Antonio Joa-
quim de Mello na ponte da agdalena es-
tando trabalhando alugado ao dito Sr. Bene-
dicto de 30 annos estatura regular secco
do corpo, ps pequeos e apaibetados de
naco Congo, tem o andar vagaroso que
mostra andar doente o a falla ainda atraves-
sada que parece novo ; quemo pegar leve a
seu Sr. Joao Dias Barhoza Macudum na ra
deS. Rita Nova, ou na repartico, que re-
ceber 50,000 de gratilicaco.
ERRATAS.
No Resumo dos debates da sesso do dia 30
Mnr/>n en Al'VO \f;r nn rosCavalcanji =.lei vigente, =e nao le se-
guinte.
Recifk: naTtp. deM. F. db Fama. =1843


Full Text
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