Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04928


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Full Text
Armo de 1845.
Seffinda Fe ira 3
^r
IVIo agora deten.lt -U no. e.mo. d. no... p,,.enc,. motritv
* r.^mjs como puac,,,.... e aeremos aponiadoa coid .dB. ao'entrr .. N.cea m,
"''**____________________Pn.clair.acao da Aasemhla Gerel do B*it.;
PAHitl AS UOS <%HUE|l)S TfcltKb.STnES.
Goiana Pinino Kio grande doNorie ttgunda e icxxt fenaa
Hooi'4 Saranhuna a 10 e i4
Co*. S nalue, Hi.. i-ormoeo Pono (JaNo Ma.e.A Ai agua, no \
fu-va Horee a 3 23 SarMo Am.w, quii leu Ohnd lodos ,
UIXS I)A --KiiaaA..
J t. o. Ric-rdo H. Aud. do J de 1). da 2. t.
i 'itrc. *. Tiodaio Are ud. do J. de 1) di- I .
6 (t.ajri Vii-enie t'erreir* Aud do J del) di 3. r.
6 '/A. M>reellino \t. Aud do J. de U da :. t.
7 >oi As 7 dores de N Sra Aud. do J. de I), da 4 T.
8 Sal. Am'ciC o B rtet. And. do J. de U. da 3. ,
y tioi. de Kamoa a Dme rio t.
de Abril
Atino XIX. N. 75.
O Diario publica i.,.n u das .jue ri. foras. Sanlifioadoi: u |>recn da a*n;naiura b,
de irea mil re |.i.r i|uttcl pijoa adiatjladnl. Os annunt'io* da* aancnanlea a.io inaerido-
gralia, e oa d..s que o n.'io (oren ia,.o de 80 rea poi lian*. A reclamac.".ea deem i din
gulas a esia Iju., ra daa C'..r. N 'i4...n a praoa a In.lriirndeucia loja de liTroi N. 6e 8-
c.mios No da 1. ue Abril compra Yeoda"_
Cambio *obral-ondrea:7 27 i|d. p. 10. OCho-Mueda de 6.4U V. 15,5-W 45,71
i. I'ii jw rn.|,,i (raaoo I a W.
Lisboa 1UU purlUU de premio. a de.JUU
:' pRATa.-Pala.Ni.-s
k Patea Cutnaaaaiat
a diloa Mesianua
compra
15,5.w
i.-) SJ)
5,500
1,MM
1,MI
J,8I)
15 ..0 J
8.7C0
1 o?0
1,890
1.820
Moeda da cobre 2 por 100 de dearonlo. i
dem de leiraa de boaa firmas 1 { por
PHA&8S A lUA NO HEZ DE BftlL.
La Cheia I-i, (Sa 9 m.da tard I La BOTa i 21), t I lora e 5 (Jui.. m.ii,;. a lOboras 5 m. da m. | Vari, cese, a 7, as i uoraa a 4ti m. da tard.
Preamar de lw;e
l.a7 horas a 42 m. da' manhSa. | i. a S bora e 6 m. da larda.
aM
5PH
mm&Mmvm*
Tribunal da Kelacao.
SESSA DO 1. DE ABRIL HE 1843.
Na appellacao civel desta cidade, appellante
Francisco Tavares de Faria, appollado Joaquim
Perelra dos Santos Pinto escrivao Reg Ran-
gcl, se julgou pela confirmacao da seotenca ap-
pellada.
A appellacao civel desta cidade, appellantc
Florencia Margarida dos Prazeres, appellado
Francisco Jos Dias da Costa, escrivao Posthu-
mo, se mandou descer para a instancia inferior,
para se proceder na avaliacao do pedido.
Na revista civel, reccorrentes Joaquim Jos
Teixeira, e outros, e recorrido Antonio Dnarte,
escrivao Bandeira se julgou a favor do recor-
ren te.
Na appellacao civel da cimmarca de Goianna,
appellantes Antonio da Silva 'C", appellado
Dr. Francisco de Arruda Cmara, escrivao Fer-
reira, se julgou pela reforma da seotenca rec-
corrida.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Francisco da Silva Santiago, e appellado Fran-
cisco Caio de .emos, escrivao Bandeira, se jul-
gou pela confirmacao da seotenca.
Na appellacao civel desta cidade, appellante
Jyronimo Cezar Marinho Falcao, appellado Joao
Antonio Salgado, escrivao Posthumo, sejulgou
pela confirmacao dasentenca appellada.
Os embargos dos administradores da extincta
companhia contra os herdeiros de Joaquim de
Almeida Calanho, na causa da appellacao ci-
vel desta cidade, escrivao Reg Rangel f.rao
recebidos, o reformado o accordoembargado.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPUTA DOS.
essfio de 7 de fevereiro.
I.-se um ollicio do 8r. ministro do imperio,
que era resposta ao ollicio d'esla cmara de 2'i
do me/ passado transmitte a tabella demons-
tiativa das ajudas de custo que olficialmente
consta terem sido arbitradas as provincias pa-
ra viagens dos Srs. deputados a quinta legis-
latura havendo-se o governo regulado pelo
arbitramento feito para a quarta legislatura nos
pagamentos ordenados a respeito dealguns dos
ditos Srs. deputados por provincias que ainda
nao participarao secretaria d estado a scu car-
go o quantitativo marcado para a legislatura
que ora corre. Quanto segunda parle do
mencionado ollicio participa que o governo
eotende nao ser devida a qualquer dos seoborps
deputados que resida na provincia do Rio de
Janeiro a ajuda decusto.de oulraque o tenha
elegido. A' quem fez a requisico.
Entra em discussao o requerimento do Sr.
Nunes Machado pedindo ao governo as se-
guidles informai'cs:
1 Relacao de todos os assassinatos perpe-
trados na provincia de Pernambuco desde maio
do anuo passado at hoje.
2,' Si se prendero os assassinos si se
formarSo os respectivos processos e se forao jul-
gados &c.
E' apoiado o seguinte requerimento :
Que se peca ao governo tambem se nao
houver inconveniente o relatorio do chefe de
polica de Pernambuco. desembargador Ramos,
feito ao presidente da provincia acerca dos as-
sassinatos comettidos no engenho de Genipapo
nos ibbrinhosde Antonio Francisco, e quei-
nia dos canaviacs do engenho fezende.
OSr. almeida Albuquerque : Sr. presi-
dente o requerimento que se acha era discus-
sao poderia paar n/lo pelas razoes dadas pe-
lo nobra deputado seu autor mas porque nao
prejudicial ; porm se altender a sua utili-
dade direi que a cmara nao o deve adoptar ,
porque ella nao deve adoptar materias inuteis.
O requerimento tal como se acha redigido nao
preenche as vistas que talvez teve o seu autor ;
nao s em Pernambuco que se tem comnielti-
dilTercntes provincias do impjrio por conse-
guinte qualquer medida que se queira tomar
nara urna deve tomar se para todas; e neste
sentido ainda volara pelo requerimento.
Mas Sr. presidente o meu fim principal
pedindo a palavra foi Ruwr a defesa de DO) em-
bregado publico cuja reputadlo fo violentamen-
te atacada pelo nobra autor do requerimento,
(piando disse que este assassinalo fura perpetra-
do por urna autoridade policial O nohre de-
purado para provera sua proposlcao recorren as
pecas officiaes publicadas no Diario de Pernam-
buco ; mas eu mostrarci que essas pecas olljcia-
se nao provao a assenao do nohre deputado.
Diz o ollicio do chefe de polica [l)' Agora o
do eommanilante do destacamento ( l ).
Da Icitura por tanto destas duas pecas officia-
es que sao as nicas que tratao de semelhante
objecto, sevquencm o chefe de polica do
provincia nem o commanilanle do destaca-
mento que foi i comarca do Rio Formoso d-
/em ao governo que o subdelegado supplente
Candido de Oliveira fura quem perpetrara o at-
tentado. Mas o nohre de [intado,que lem por cos u-
mecensurar as autoridadesbnseando-sesemil-
laces, ainda sejulgou aulorisado por estas illa-
coes a fazer a aecusacao mais grave que se po-
ilia fazer contra um enipregado publico, conhe-
cido pela sua conducta Ilutada como homem
de bem contra um enipregado zeloso dos seus
deveres e obediente As les O nohre deputado
achou-sc aulorisado para tirar a illacao de que
este empregado tinha commelido um crime ,
SO porque o chefe de polica di/ no seu ollicio
que este ass&ssinato fra commcttidn por pes-
soas da escolta e que se tinha fiado na pro-
messa do subdelegado supplente !
Para fazer vaior o seu argumento o nohre
deputado apresentou esse infeliz assassinado co-
mo sendo talvez um destes homens milita vir-
tuosos milito pacficos como homem que vi-
va no seio da sua familia respailando as les e
a sociedade! O nohre deputado pretendeu mos-
trar que esse individuo tinha o direilo de con-
servar-se armado ; e que como o subdelega-
do supplente foi desarnta-lo conrorreu desta
modo para o assassinalo Sr. presidente en
costumo sempre respeitar ascin/as dos morios;
nunca as vou revolver; mas no caso prsenle,
vejo-me forrado a dizer olguma cousa a respei-
to daquelle infeliz aim de fazer a defesa desse
empregado publico a quem se prelente nodoar.
Sr. presidente esse infeliz era conhecido
em PeniRmbuco como__( nao quero aggravar
a sua sorte ) como m/io homem : era aecusado
de ter commettdo diversos crimes : era sobre-
manera turbulento. E' morto o tenente-co-
ronel Pedro L'cha e logo so espalhou que o
autor desse assassinato fra Antonio Francisco;
os prenles de Uchoa procurao vngar-se e
Antonio Francisco sahe da provincia para esca-
par a essas vingancas. Voltando pastados
tempe* para sua casa em lugar de procurar
o abrigo do governo e das leis apresenta-se
com forca armada como que se acastella no
SOU engenho I ... E o (pie deva fazer nessas
circumstancias Sr. presidente a autoridade
policial ? Deva o subdelegado supplente con-
sentir que ura homem coberto de crimes, indi
gitado como assassno se conservaste na sua
propriedade cercado de armas ? Essa autorida-
de nao o podia irender visto que no pro-
cesso que se installou a esse respeilo elle nao
ra pronunciado ; nessas circumstancias nao
era licito prende-lo ; mas era licito desrma-
lo tira-lodo estado de hoslilidade e prender
todos aquelles que Ihe serviao de guarda-costas.
Todos sabern que semelhantes individuos sao
ordinariamente homens criminosos; e um ho-
mem respeitador das leis das autoridades, nao
vai servir se de taes creaturas para o guarda-
ren). E tanto mais era necessario que fosse
desarmado quanto era natural que nesse es-
tado de hoslilidade em que se achava Anto-
nio Francisco lancasse mo desse meio dizan-
do que era para sua defesa para se vingar da-
queilescom quem tinha inimizades !
O que seria se em lugar de acontecer o que
aconieceu ti veste Antonio Francisco com esta
sequilo armado idoa casado seus adversarios eos
assassinasse?N3o se criminoriioeniSoai autori-
dades '.' >ao era portanto mclhor que el-
las procurassem dosaima-lo antes que se podcs-
x verificar semelhante hypolliese ? Certamenle;
mas. por nfelicidade Sr. presidente, quando
subdelegado supplente toma essa justa provi-
dencia providencia que cabio em suas atlri
Ituicoes succedeesse horrivel assassinato, as
sassinato que eu deploro tanto mais, que elle
foi verificado na occasiao em que a autoridade
policial tinha de c.xercer suas funccQes. Don
por issoalguma razSo aquelles que conceberSo
siisjieitas contra a reputacSo desse empregado ;
mas porque semelhante aconleciinento d lu-
uar a essas suspeitas.nao se deve dahi seguir que
se condemne esse empregado.
O nobre autor do requerimento, como ju-
risconsulto sabe quanta differenca ha entre o
crime e a suspeito delle : para que se diga que
um individuo criminoso preciso prova e
prova plena ; porem meras suspeitas nao cons-
lituem prova. Estou persuadido que o nobre
deputado como juiz nao pronunciar urna sen-
lenca s por suspeitas. Mas neste caso o nobre
deputado infligi urna pena inuilo grave contra
nm emprqgado publico por meras suspeitas.
Nao sao so as senlencas judiciaes que prejiidicao
os cidadaos ; temos a sanccSo moral e a sanecao
legal ; neste caso d-se a existencia da sanecao
moral : o nobre deputado como represen! ntc
daarlo, dzendo nesta casa, undando-se
s era suspeitas que um individuo coininetteu
um assassinalo, ferio gravemente a conducta
desse individuo, e nisso obrou com injiistica ,
pois estou certo que sendo o nobre deputado
empregado publico nao quereria ser aecusado
por semelhante modo.
Sr. presidente o subdelegado supplente do
Rio Formoso foi com una lona desarmar a-
quelle cidado ( j mostrei que tinha obrado
muiloem regia j e disse a Antonio Francisco
que a sua pessoa seria espeitada ; isto verda-
dero eassim se praticou. Desarmando esse
individuo e presos os guarda-rostas retirou-
te a autoridade ; e como nao precisava mais da
loica de guardas nocionacs ou de paisanos
que linhao idocoadjuvr a forca policial des-
pedio-os ; mas no caminbo esses homens por
insinnacao de alguent vollao ao engenho e
assassinim Antonio Francisco. '' delegado sup-
plente porm obrou cora toda a boa l : ha
felizmente nesta casa pessoas que conhecem
muito de perlo esse cidado que saltera mili-
to bem que a franqueza e lealdade sao qualida-
des distmrtas desse cidado ; que elle crj inca-
paz de commetter ura acto lao atroz lao re-
voltante como este. Qoantas vezes temos visto
destes casos e ainda mais flagrantes ? Por ven-
tura isto estreno ao nohre deputado ?
( O nohre orador cita alguus acontecimentos
da mesma natureza passados em diferentes pro-
vincias e contina : )
Sr. presidente se por ventura quizessemos
responsobilisar os commandantes das escoltas
por todos osados que essas escollas commettem,
teriamos sempre que estar fazendo uizos teme'
rarios ; em lugar de punir os criminosos, pu-
niramos pessoas innocentes. Nem sempre
possivel conseguir que os individuos que com-
poem urna escolla nao commettao excesso. De-
in.i is, Sr. jfresidrntr.sc esse empregado tivesse in -
teresseno assassinato de Antonio Francisco te-
ria recorrido a um meio atroz que j tem sido
empregado em casos semelhantes, isto pre-
textara urna resistencia o assassinaria a seu
salvo.
s Srs. Urbano e ft'unes Machado dirigem
ao orador alguns apartes que nao OU vimos.
O Sr. J. albuquerque : Sr. presidente,
o delegado-supplente afm das quolidods
que disse alut de ser cidado muito probo ,
de ser um lu inem de muita virtude nao tinha
interesse nenbiim nem jtodia ter no assas-
sinato desse individuo. Elle nao tinha relacoes
de parentesco com o infeliz Uchoa ; e assim ,
como Ihe havemossuppor interesse em seme-
Ihante crime?
Sr, presidente, hontemcBegou esta corte;
o Sr. C.arvalhode Mendonca e eu apenas (
SOttbe da sua chegada ui juocuru-io \ u- i
PaaaBaBsaaBjHBBjBjsajHssaaMM^asBaaaaaaaaaaaBBBSsssBBar
be o pie se di/.ia sobre este acontecimento ;
elle as-everou-rae que ( oiu eflito quando ap-
parecraoos primeiras participafSas, concebe-
rao-se suspei'as contra essa autoridade mas.
que depois que 0 caso foi mais bem indagado ,
todos se convencrfio que bouve muito boa f6
da sua parle.
( Depois de mais algunias rellexes que nao
ouvimos', contina o nobre orador : )
(luido pois Sr. presidente ter provado
que as aecusocoos feitas pelo nobre deputado
por Pernambuco contra esse empregado publi-
co sao inexactas esobremaneire injustas.
Mas Sr. presidente o nobre deputado a-
inda descobrio nesse aconteciraenlo lastimoso
motivos para censurar o aobro Bu le da Boa-
vista. Foi morto Antonio Francisco no seu
engenho e o presidente da provincia disse o
nobre deputado nao empregou os meios que
tinha sua disposic o para prevenir a perpe-
trara!) desse horroroso delicio porque conser-
vou nos empregOS do polica pessoas que ti-
nhao interes.se que linhao o sentimento do
vinganca sobre este individuo. E'isto oque
disse 0 nobre deputado.
Sr. presidente, ne'nl/um fundamento tam-
bera ha para censurar o presidente de Pernam-
liii<-<> por esle procodinicnlo. Antonio Fran-
cisco como j disse. nao se achava no scu
engenho ; eslava lora dalle : nenhuina das au-
toridades policiaes tinha rea: oes de parentesco
cora a familia de Uchoa ; e na comarca do Rio
Formoso exista una torca nao pequea de
guardas policiaes que para ali foi mandada pelo
presidente pira prevenir niesino este tacto. So
o presidente tivesse confiado a autoridade poli-
cial a pessoas da familia de Ucho bem ; mas
nao foi isto o que acontereu.
OSr. N. Machado di um aparte que nao ou-
vimos.
OSr. A. Albuquerque: Mas o nobre de-
putado nao pode negar que apenas ebegou
esse acontecimento ao conhocimento do presi-
dente da provincia elle den logo todas as pro-
videncias aliui do evitar alguma desordem ;
isto o que consta dos jomaos ; 0 mesmo Dturto
Novo essa l'olha ollicial para o nobre autor do
requerimento nao nega esta circunstancia.
Sr. presidente tambem se tem aqui dito
que a inaior parte dos i ssassinatos que tem ha-
vido na provincia de Pernambuco datao do lem-
po ou poUGO antes da adrainistraco do nobre
BarSn da Boa-vista. Sr. presidente tambem
nao posso concordar cora sentelhanle opiniao :
em Pernambuco lera liavido assassinatos agora
como outr'ora. Nao era possivel que em urna
provincia tao extensa como a de Pernambuco ,
que tem passado por tantas cri/es deixasse de
appaiccer esses acontecimentos que mais ou
menos apparecem era todas as partes do llrazil.
Equem ignora as causasdesses assinalos? Creio
que ningUem. Nos sabemos muito bem o esta-
do de continua agilaco .-ra que lem estado al-
guraas provincias doRraz.il ; isso junto com a
franqueza das leis com o nenhum caso que so
faz das autoridades rom a impunidade dos
crimes, cora a immoralidade publica, tem da-
do lugar a reproduzirein se de urna maneira es-
pantosa tao horrorosos crimes Verdade que
lia 1 ou 3 anuos a esta parte se tem annuncia-
do mais assassinatos na provincia de Pernambu-
co ; mas isso talvez devido a que infelizmen-
te elles lem recabido em pessoas de urna cate-
gora mais elevada do que aquella dos que an-
teriormente forao victimas.
( O nobre orador ainda faz algunias relexoes
mais sobre as causas que lem dado lugar a se-
ra.-Ranles crimes na provincia de Pernambuco,
Fin como sobre o que se tem dito acercado
e lado emquese acha a mesma provincia; mas
alia tao baixo que nao podemos ouvi-io. )
Sr. presitende concilio o nobre orador), nao
mosso t, inbein adiar razio aos nobres deputados
que por este lado tambem lezem censuras ao
nobre Baio da Roa-vista. Nao aproveitarei
esta occasiao para fazer a defesa do nobre Ba-
rao, porque nao gosto de repetir o que
j ai; lem Jilo. Aiguns StttauvMta eputaiios

)\



I
tem lomado cssa tarefa de responder a todas as
aecusagoes que se tem fcito ao nohre Barao ;
porta uto ocioso que cu trate deste objecto.
Concluir! votando contra o requerimento por
que ojulgo intil.
A discussao (iea adiada pela hora.
Procede-so oloico da commssSo especial
para rever o projecto do Sr. Reboticas a presen-
tado cm urna das scsses anteriores, e sahein c-
leitos por escrutinio os >rs. Maciel Monteiro
com 49 votos, Ramiro coin 32 e CansacSo
com 29.
Contina a discussao adiada da resolucao
vinda do senado que revoga a lei provincial de
Sergipe.
Julga-sc discutida a materia e a resolugao
approvada e adoptada.
Entra ern discussao a seguinte resolucao que
approvada adoptada sern dolate!
A assembla geral legislativa resolve :
Art. nico. Fi>,a revogada a lei de 26 de
Janeiro de 1841 da assembla legislativa da
provincia de Sergipe, que creou un jui/o pri-
vativo para as excuces da Santa Casa da .Mi-
sericordia d'aquella provincia e para 0 seu hos-
pital collegio e mais annexos, por nao caber
talcreaco as attribuicSes da mesma assembla
provincial.
Paco do senado Sus.
Entra cm discussao a seguinte resolucao :
A assembla geral legislativa resolve:
Art. nico. Fica revogada a lei de 9 de
margo de 18-1 da assembla provincial de
Sergipe d'EI-Rei que concede una penso de
quatrocentos mil reisaD. .Maria Florentina dos
Anjoscseus (ilhos, viuva e liilios do capitn
Jos A Ivs Pereira.
Paco do senado &c.
Fallao sobro a materia os Srs. Henriques de
Resendc e Albuquerque e a discussao fica
adiada.
He introduzido o Exm. ^r. ministro da ma-
rinha e continua a discussao do t. artigo da
proposla do governo sobre a fixacao das lonas
navaes.
O Sr. Paulino tem a palavra e comer o
seu discusso per declarar que ha de votar pela
proposla e por todas aquellas altcracoes ein
que o nohre ministro da marinha convier ; c
que esti disposto a dar ao governo toda aforen
de que elle precisa. O Ilustre orad r chama a
attencao do nohre ministro da marinha sobre estado das provincias de S. Paulo e de Minas
Geraes, cujas provincias suppOe cm estado limi-
to melindroso. N'iim longo discurso passa a
fa/er urna resenha du estado do paiz relativa-
mente aos crimes que se tem perpetrado em dif-
ferentes provini ias, du rehellio de S. Paulo e
Minas, dasdesgracas que produzirio essj ro-
belliao e da nocessidade em que se vio o go-
verno de que fez parte de laucar mao de medi-
das enrgicas. Faz umitas mitras ohservicdes
respondendo as diversas censuras que se dirigi-
rlo transacta administracBo e com particu-
laridade s que se li/.ero ao seu ex-col lega mi-
nistro dos negociosestrangeiros, relativamen-
te inteligencia do artigo do tratado com a
Gram-Bretanha : responde finalmente a cen-
sura que llie li/era um nbre deputado por S.
Paulo deque elle orador quando ministro da
justica se despachara a si, declarando que el-
le nao sollictra da corita o despacho dode-
semhargador ; que tendo referendado alguns
decretos nomcando para deseinhargadores ma-
gistrados mais modernos do que elle aconte-
cera um dia por inconveniente naoassstira um
conselho de ministros, c fura cno que os
seus cx-collcgaso propozero corda para o lu-
gar para que tivera a honra c ser despachado.
OSr. Pacheco toma parte na discussao que
(ica adiada pela hora.
professor de grammatica latina do bairro da
Boa-Vista em que ppdea esta assembla sea
elevado o seu ordenado mesma quantia que
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acta da 23.* sessoordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pernambucoem 30 de
marco de 8*3.
Presidencia do Sr. Paulo Lcenla.
Feita a chamada achar8o-se presentes 25
Srs. deputados, faltando os Srs. Pedro Caval-
canti, Pereira de Brito, l'cha Gavalcanti, Lo-
pes Gama, Manoel Gavalcanti, Neto, e Dantas.
OSr. vice-presidente declaren aborta a sessao ;
foi lida e approvada a acta da anteceden te.
EXPEOIKKTE.
Um requerimentode Thomaz Jos Carneiro
Monteiro pedindo odeferimentodc outro, que
dirigir esta assembla o anno passado:
commissao de Justica civil e criminal. Outro de
Jos Pedro Veloso da Silveira pedindo, que se
inclua.na le do orcamento aresolucSodesta as-
sembla que maiidou faser um abatimento no
prego do contracto de \0 reis por caada de be-
bidas espirituosas. de que he arremattante :
commissao de legislaran
Foi approvado o seguinte parecer dacommis-
vencoo proessorde latim do lycoo", fundamen-
tando a sua supplica em parecer repugnante tal
disparidade entre duascadeiras idnticas por
issoqueo supplicante vence 6008 reis a saber
ISOg reis de ordenado e 10-J de gratilcaco; o
odolyceo 1:2008 reis,
A commissao attendendo, que pela lei n. 94
art. 1-2 do auno passado o supplicante obteve
3008rs- deratiflcac5o para aliinelde casas e
naodevee\_.jr mala semelhante augmento por
jsso se deve indelTerir o seu requerimento. Sal-
la das commisses 27 de margo de 1843.Pcrei-
rade BritoLeal.
Ficou addiado o seguinte da mesma commis-
sao a cerca dcontra pretengao do dito professor:
A commissao de ordenados vio attenlamente o
requerimento do c.idadao Profiri daCunha Mo-
re ira Alvos em que pede a esta assembla ba-
ja de tomar nina deliberac&o para ser pago do
seu honorario do t-mpo 'que regeo interina-
mente a cadelra de latim do bairro da Boa-
Vista durante o impedimento do propie-
tario da mesma cadelra ; por isso que tem sido
indeTerido 0 seu requerimento pelo Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial. A crimmlssSo
vendo, que o dito Sr. inspector fundado na le-
gislaco provincial milito bem indefTerioo reque-
rimento do supplicante. he de parecer que nen-
humadelberacose deve tomar a rospjito. Sa-
la das commisses 27 de mareo de 18*3. Perei-
ra le BritoLeal
Ficou tambem addiado o seguinte da mesma
ommlsso sobre o requerimento dos guardas ,
p. marcadores da inspecciio do nlgod&o: tendo
novamente requerirlo a esta assembla os guar-
as e marcadores da inspecciio do algodao para
que seJSo elevados os seus ordenados a ioos rs.
como voncem os guardas do consulado e alfan-
rlega e Igualmente que sejio desonerados de
fasrem as despesas com tinta eferros para as
marcas. A commissao de ordenados attendendo
que anda existe dficit nos corres provinciaes
he de parecer que se indelfira a primeira par-
ledo requerimento e que quanto a segunda a il-
luslrecommissao de fasenda e orcamento tome
na devida ronsiderncao a deliberacao tomada
por esta assembla no anno p. p., faser inserir
na rubrica da inspecciio do assucar c algodao
a despesa com tinta o ferros. Sala das commis-
ses 27 de margo de 1813. Pereira de Brito
Leal.
Foi approvado o seguinte parecer sobre o re-
querimento de Manoel Lopes Vianna :A com-
missao de ordenados, vio o requerimento do c-
dado Manoel Lopes Vianna, em que pede se
Ihe mande pasar nina gratificago pelo tempo ,
que servio interinamente de inspector da inspec-
cao do assucar ; a commissao ulga, que para
dar o sen parecer se faz preciso que pelo in-
termedio da presidencia se saiba da thesoura-
ria provincial seos proprietariosdaquelles em-
pre.'os receber.io seus ordenados as pocas em
que o supplf 'ante exerceo interinamente o dito
wnprego. Sala das commisses 27 de margo de
1843.Pereira de BritoLeal.
Foi ulgado objecto de deliberago e a im-
premir o sesruinteparecer da commissao de ins-
truccSo publica :A commissao de instruego
publica attendendo o requerimento do n'dado
Vasco Marinho Falcan professor de primeiras
letras da povoago de Tejuciipapo em que pe-
de ser jubilado na mencionada cadelra. erora-
so de se achar impoSsibilitado de continuar no
seu magisterio he de parecer, que visto tero
peticionario dez nnos deservico niio interrom-
pido a par de boa conducta escolar como pro-
vao os documentos queapresentoii he de pa-
recer que o mencionado professor deveterde-
lerimento favoravel, em presenga do artigo 10
cap. 2o da lei provi icial n. 43 ,'npor tanto of-
ferece a considerado da assembla a seguinte
resol uga.).
Ar. nico. O professor de primeiras letras da
povoago de Tejucupapo Vasco Marinho Fal-
can fica ubilado com mettade do ordenado ,
que actualmente vence, revogadas as disposi-
rdes em contrario. Pago da assembla provin-
cial de Pernambuco 27 de margo de 1843.Fi-
gueiredoFaria, vencido.
leve iguai destino o projecto de lei do orga-
mento municipal.
Oliveiracom ojardim B itanico 400^ res:do
Sr. Gitirana redusa-sc a consignago marcada
neste artigo a 1:0003 reis :do Sr. Jos Podro
depois da palavra botnicodiga-sesup-
primindo-se o honorario do professor, e o quan-
titativo para o sustento do cao:foro appoia-
das e entraraoom discussaO, (inda a qual foi
approvado o artigo com a emenda do Sr. Giti-
rana e rejeitadas as outras. Ao artigo 16 vie-
raoas emendas seguintes : do Senhor Oli-
veira flcando o Presidente da provincia auto-
rizado a alterar os vencimentos dos ofliciaes ,
se assim ohjlgar necessario e a relusir a for-
ga quando for possivel: do Sr. Jos Pedro
em lugar de centoe dous contosdiga-secen-
to e vinte:forafi appoiadas e entrarao em
discussao linda a qual foi approvado o arti-
go com a emenda doSr. Jos Podro e rejeita-
daadoSr. Oliveira. Ao artigo 17 vierao as e-
mendas seanintes que forao appoiadas e en-
trarao em discussao ;doSr. Figueiredosup-
primar.se o artigo 17:do mesmo Sr.coma
cathedraldeOlinda, ern quanto a assembla ge-
ral nao marcar quola para a dita cathedral, vis-
to ser esta um estabelecimunto geralsalva a
redaccao :do Sr. Fariacom a cathedral de
Olinda sendo a esmola para afesta, e pro-
eessiio do Corpo de Peos entregue ao prioste da
mesma cathedral ; sendo a congrua do cura da
referida cathedral igual a dos outros parochos
da provincia : ausmente-se o quantitativo.
Encerrada a discussao foi rejeitada a emenda
de suppressao, approvada a outra do Sr. Fi
sueirelo assim como a segunda parte da do
Sr. Faria. Bada a hora o Sr. vice-presidente
den para ordum do dia a continuago da de hoje,
a pareceres adiados e levantou a sessao.
Franrisco rie Paula Caralcantide Albuquerque
Larerda, vice-presidente Francisco Joo Car-
neiro da Cunha, \. secretarioAntonio Jos de
Oliveira, 2. secretario.
Arta ra 24.a sessrlo ordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 31 de
marro de 1843.
Presidencia do Sr. Paulo Lacerda.
Felta a chamada, acharao-se presentes 11 Srs.
deputados, faltando os Srs. Pedro Gavalcanti,
Domingues, Mendos, Machado Bios Manoel
Gavalcanti. Alfonso Ferreira, Neto, Pereira de
Brito, Jos Pedro, Lopes Gama, Gustodio Coi-
maraes. Faria. Pereira du Garvalho, Beltrao,
Leal. Costa, Mello, Barao de Suassuna, Dan-
ta*, e Fcha Gavalcanti. O Sr. vice-prosidente
declarou que nao hevia casa.
Franrisco de Paula favalranti de Albuquer-
que Larerda, vice-presidente Francisco Joo
Carneiro da Cunha, 1.secretarioAntonio Jos
de Oliveira, 2. secretario.
oniiEM no DA.
Continua a segunda discussao do projecto de
lei do orcamento provincial. O artigo 11 foi ap-
provado. Ao 12 vierao mesa as seguintes e-
mendas que forao appoiadas e entrarao em
discussao :do Sr. Oliveira supprimao-se as
palav rassendo dev ido o honorario at frequen-
tem:do Sr. Jos Pedrodepois da palavra
instauradasupprima-se o resto : foi approva-
do o artigo com a emenda do Sr. Oliveira e
rejeitada a do Sr. Jos Pedro. O artigo 13 foi
approvado com a seguinte emendado Sr. Jos
Pedro :com os professores de primeiras letras
flcando instaurada a gralificagao por mais de 50
alumnos, supprimidsascadeiras deGuagir,
Pitimb e Agoas Bellas, e o de meninas doBre-
jo removida a de Barreiros para Tamandar ,
e a da AssumpcSo para o Lx :augmente-seo
quantitativo neste sentido. Foi rejeitada a se-
guinte do Sr. Oliveira :supprimao-se as pala-
vrasnSo podando o professor at mais d 2
anuos e sendo devido o honorario at o fim do Arma/enagcm addi-
EXPF.niENTB DA ASSEMM.EA.
Dia 30 de marcoN. 27.
lllm. Sr.TeadO a assembla legislativa pro-
vincial de deferir o retpierimento incluso do ci-
dadao Manoel Lopes Vianna,pedindo se Ihe man-
de dar urna gratificacao pelo tempo que servio o
lujrar de inspector interino do assucar resolveu ,
tpie por intermedio do Exm. Sr. Presidente da
provincia se sonbesse da thesouraria provincial
se os proprietarios daquelles empregos rocebrao
seus ordenados as pocas em que o peticiona-
rio servio : resolucao que V. S. se dignar le-
var ao conhecimento do mesmo Exm. Sr. aflm
de dar a necessarla ordetn respeito.Ao se-
cretario da Presidencia.
Dia Io de abrilX. 28.
Illm. Sr.Passo .smaos de V. S "a inclua
relacSo dos Srs. membrosda assembla legisla-
tiva provincial que (asistirlo a sessao ordina-
ria no mez de margo lindo, para V. S." fazer-la
presente ao Exm. Sr. Presidente da provincia ,
a fim dse dignar dar as suas ordens para ser
enviada a thesouraria respectiva,Ao secretario
da Presidencia.
fendimento total da Alfandega em Marco
de 18W.

dos V p- c.......
Armazenagem de '/*
P- c............
Multas......A. ...
Emolumentos de cer-
tidoes..........
1:668,508
128,837
243,000
6,540
R.* 119:630,234
Renda Geral......30:326,031
Dita applicada.....89:304,203
R.' 119:630,234
O escrivao d'Alfandega,
Jacomo Geraldo Mana Lumachi de Mello.
HUMO HE l'EilYtlIlirCll.
Bendimento total...
Bestituicao...,
120:516,729
886,495
Rs. 119:630,23i
Cha 50 p. c. em as-
signados........
Plvora 50 p. c. a di-
nheiro..........
50 p. c. em as-
signados.........
9:084,600
1:111,967
820,312 1:932,279
Vinhcs e lquidos
espirituosos : a sa-
ber i8 7*p. c. adi-
nheiro.......... 2:774,275
48 i/i p. c. em as-
signados........ 16:332,083 19:106,358
Diversas outras mer-
caduras : a saber
1S p. c. a dinhoiro. 14.302.288
15p.c. cmassignados. 47:922,081 62:224,369
Joi/i
:i II. C.
sSode ordenados sobre o requerimento do pro- artigo. O artigo Ufo! approvado com a sejruin- cionalde 3 p. c.
ressor da cadena de latm, do bairro da Boa-Vista: te emenda do Sr. Dliveira:- supprim8o-se as Expedintele I 'p.c,
r-lbl presente Acommisaio de ordenados o re- palavras-sendo devido at o fim do artigo. Ao Gneros Nac. 'A p. c
""c.....w" -r" -" -2 jU:i"d tonara -<><-, i 6 iciao a mesa as seguintes emeuaas du ir. | Premios dos assigna-
22,000
17:158,079
8:017,1H
OS ASSASSINATOS.
Na noitede 27 do Margo indo foi assassina-
do Antonio Bahello da Silva Pereda, no seu si-
tio do Giquia, com um tiro, na occasiao em
que ceava. Este homcm que por outras vezes
escapara as diligencias dos assassinos, especi-
almente ern urna noite em 1835 entre as ras
do Bangel e Penha desta cidade, vivia ltima-
mente rodeado de guarda-costas o em continuo
alerta ; porque dizia elle tinha inimigo feroz
e perseverante : tendo o tiro que Ihe rouhou a
vida sido dado dentro do sitio e desapare-
cido nessa mesma occasiao um ?eu cscravo fa-
vorito todo induz a crer que foi esse cscravo
ou o sicario comprado por esse inimigo, ou o
proprio vingador de alguma injuria, como tan-
tas vezes tem acontecido entre pessoas dema-
siadamente crdulas e facis que chegiio a
persuadir-se que podem contar com a amiza-
de de escravos a quem alias nao duvidaoof-
fender em momentos de furor. A polica pro-
cura descobrir o escravo indiciado ; mas todo o
mundo sabe quanto hediflicil aprehender essa
gente, que ainda quando nao tem outro mo-
tivo sonao o de fugir sugeigao sabe soflrer
as maiores privages e escapar atravez de mil
incommodos s maisassiduas pesquizas e dili-
gencias.
Outro assassinato socommetteo no lugar da
Lagoa-sccca comarca de Nazareth, na pessoa do
professor de 1." letras Jos Pedro Carneiro da
Cunha, nosprimeirosdiasdo mesmo mez de Mar-
co; o infeliz Professor recusara a entrada cm um
presepe que tinha em sua casa a um Sargento
da G. Nacional que o ameacou prometiendo
vingar-se e com cfTeito no outro dia foi assas-
sinado pelo brbaro '-argento, que seacba pre-
so c processado.
Nos fins de Fevereiro, e nos dias d'cntrudo,
na ra de S. Jos dous homens se travarfio de
nxa e um (leo urna facada no outro, este vol-
tou-lhe outra, que deixou logo morto o ag-
gressor, e o primero aggredido morreo no dia
seguinte.
Eis-aqui os assassinalos ltimamente acon-
tecidos, e do cujos perpetradores s um tem es-
capado as mos da justiga e este mesmo j in-
diciado ; mas o Diario novo sempre sabedor
de quantas desgragas por abi acontecem, sem-
pre solicito em imputa-las s autboridades la-
menta que nao tenhao sido descohertos ou pre-
so; os assassinos e ainda mais o estado de des-
moralisacao e barharia em que se acha Per-
nambuco que acabar por se tornar inha-
hitavel.
(^uem na verdade nao lamentar o furor das
vingancas entre nos, c a impunidade dos cri-
mes desde aquelle que oflende somonte o in-
teresse individual al ao que abala os funda-
menlos da sociedade? Temos por muitas ve-
zes mostrado donde provem este mal, donde
nasce essa impunidade ; mas o que faz o D.-
novo sempre que se apresento destas tristes oc-
casioes de reflectir com mais applicacao nos
nonos males? Imputa-os ao Governo, ao Pre-
sidente da Provincia as autboridades de sua
escolha para d'ahi concluir, que mudado o
Presidente cessarao as vingancas e se estas
nao cessarem ao menos cessar a impunidade.
Extraordinarios nao sao estes acontecimentos;
as causas que os produzem nao demandao toda
a sabedoria do D.-novo para serem indagadas o
combatidas; masamissao do./).-noto nSo he
nielborar a soeieda/Je nao he seno guerrear o
Presidente da Provincia, emhOfJ concorra pa-
ra o augmento dessa dosmoralisajo que elle
finge ter tanto em horror. Por esta vez levou
elle em gosto aecusar a polica que nao veos
embocados que por abi andao como aesprcita
da victima, que nao coarctou o folguedo do en-
trudo &c. *c. : aos seus olhos todos os nossos
males vem da Polica, ou do Governo; mas co-
mo procura o D.-novo excitar a vigilancia da
Polica a actividade do Govunio? Se a PdR-
eia v algma cousa grita elle contra o des-
potismo, imputa as suas diligencias vingan-
cas apadrinha pela imprensa os criminosos,
e os seos nnrtdnrna r>e dcTerc!Cin c l;co!ve!T!
nos tribunacs: tanta simpathia pelos reos de
I
I


S
polica e (anta tamuria contra a imprcvidij-
ci;i da Policia sao incomporlavcis O ccrlone
que ninguem quer ceder da sua vinganca, nin-
guem ficar a traz na ostenlaoo dola anda
mesmo quando a vindicta da lei'he infallivel ;
todos tem os seus protegidos todos querem
exorcer o validismo no seu tanto o deste mo-
do nos todos concorremos para ossa desmorali-
gaco ou commettendo os crmes ou exci-
ta ndo-os o apadrinhando os seus perpetra-
dores. Compenetre-se bom o D -novo deslas
verdades se he possivel ; o procure desarrai-
gar os invoterados prejuisos da sociedade a que
pertencemos, que algum servico poder prestar
ao paiz: do contra rio continuar a concorrer po-
derosamente para essa desmoralisacao de que
falla, nao scom osseus escriptos, como at
com as accoes dos seus agentes.
Correspondencia.
Srs. Redactores. Confesso-lhes que gosto
muito de saborear-me com a leitura dos poque-
ninos dramas, do enfado e miseria da imprensa
mparcial ; porque quasi sempre vem ucompa-
nliados dum vivo interesse, pela parte romn-
tica narrativa, fabulosa e mentirosa, que sao
0 precioso do Diario novo e ncm eu ousarei
contrariar ou desconhecer a sua misso.
O Diario novo qiiotidiunainente nos d r-
ticos que nunca serao perdidos para a curio-
gidade e que sempre bao de interessar. O
Ex.1"0 Presidente da Provincia e todas as pes-
soas de mrito e Ilustradas devem ir ao regislo
das infamissimas columnas do Diario nov, e
infeliz d'aquelle que para o futuro nao possa
allegar em seu abono os insultos d'esta folba ;
e nuanto mais virolentos orem maior renoine
1 be dar. O Diario novo n. 72 publica o fado
de dous assassinatos sendo uin em Larangei-
ras; e para cumprir o fado de mentir, disse
milito espantado que os assassnos (Tambos
havio escapado s roaos da j US tica, Que estas
desgracas sao motivadas pela conservacao do
Ex.moBaraoda Boa-Vista na Presidencia 6 o
que o Diario novo ja tem dito e se desta ve/.
o nao disse claramente foi porque honra e pro-
veito nao cabem n'um sacco perdem-se urnas
. para aproveitarein-se oulras : d'esta feita quiz
mostrar, que estas fatalidades aconteciao pe-
lo pouco respeito e acatamento que um Estran-
geiro teve ao muitoalto e muito poderoso Sr.
Roma a quem solemnemente protesta, que
llie daria i bofetadas senao fosse attender ao
lugar em que o Sr. Roma o insultou. Infe-
lizmente o assassinato do Professor de primeiras
letras Je Lagoa-Secca ( e nao de Larangeiras
como disse para ler o gosto de mentir ) teve
Jugar no dia 2 ou 3 de Marco, e o malvado as-
sassino ( Sargento da Guarda Nacional tai-
vez prente do cmara la Guarda de c ) nao
se evadi foi logo preso e mettido na Cadflj
de Nazareth onde se acha bem seguro. Isto
e que real c perfeitamente o que succedeo ,
e a rixa parti de o Professor nao querer que o
tal Sargento prente do nosso Guarda assis-
tisse a um Prosepe, que aquelle tinha em casa.
O que o Diario novo agora deve fazer ar-
razar ao I5x ",0 Presidente por ter sido preso o
assassino c tambein por Ihe formar um lerri-
vel processocom militas testemunhas de vista ;
e finalmente deve po-lo mais razo que o p da
trra por ter consentido que o Professor tivesse
Presepe em casa.
O Diario novo corrigio coffeooou a seu bel-
prazer o facto que refiro mas ten ha paciencia
que Ihe ratifique esta mentira ; e como 6 pro-
vavel que mentisse por fado e gosto, por isso
deseulpe a quem falla verdade e 6
Um que vio.
C0MWIERC10.
Alfandcga.
Rendimento do dia 1......... 2:G22S137
Descarregao hoje 3.
Barca__Navarre farinha e bolaxinhas.
Brigue Sevcm fazendas, louca, sabao, e
cerveja. .
Brigue Stwart fazendas sabao, c gigos
com louca.
Rrigue Margerct Parker bacalbo
Bngue S. AJanoe! Augusto vmho, fazen-
das f^lcatro, o barricas vazias.
FRAC A DO HKCIFE 1 DB ABRH. M 18V3.
Revista mercantil.
Cambios Passro-se sommas avultadas a 27
V d. p. 18 P algumas deminutas a 27.
Algodao As entradas lorao pequeas e as
vendas tem regulado de \%%W a
48900 reis a a. _
Assucar Vendeu se a 1S0OO rc.s sobro o ier-
ro B algumas caixas mascavado a
9S00O re.
Couros Sao olTerccidos de 133 a 1 tO res, a
libra.
Sola Vendeu-se de 1$500 a 18700 reis, a
meio.
Alvaiade Vendeu sea 38800 reis, a Q.
Racalho O deposito est redusido a 1,400
barricas porm acaba de dragar um
carregamento de 1,500 barricas, que
nao foi vendido ; as vendas regularan
do 88000 a 98000 reis a barrica.
Carne secca Chegrao duis oarregamonlos ,
um dos quaes segu para llavnna. sen-
do por isso odepositode 1(5,000 ft?, as
vendas tem sido frouxas, o os procos
de 282O a 28800 reis a @.
Farinha de trigoChegrao 3,800 barricas dos
Estados-Unidos, que esto em ser ;
as vendas tem regulado de 168000 a
188000 reis. a barrica.
Folha de Flandres Vendeu-se a 208000reis,
ac i xa.
Plvora Abundancia.
Potassa americana Vendeu-se a 210 reie, a
libra.
Volas de ospcrmaeete dem a 010 reis, a li-
bra.
Kxistepi no porto 43 embarcares.
fovimcnlo do Porto.
propriasdeste mercado por terem silo esto-
Ib idas para urna das principaes tojas dista pla-
ca; ierra feira c qunrta i-eS do cnente, s lo
luirs da manli em ponto no l.1'andar da ca-
sa n. il da ra das Cruzcs, no bairro de Santo
Antonio.
Avisos diversos.
Navios entrados no dia 31.
Babia; lOdias, galera sueca Andrea tic >''iJ
toneladas capitao P. Sodrbug, oqupage"1 -
a Le Bretn Schranyn & hvpothooado, pe a quant.a do 1:u28S0()O, cuja
j bvpotbeca se lia de vencer a 1(> de dozenibro 00
crrante e faz o prsenle annuncr para livrar
r= Precisa-so de um rapaz de 13 annos ,
para urna venda : na praca da Independencia
n. 21.
Precisa se de urna ama que seja en-
gommadeira ; na ra do Atierro da Boa-vista
n. 32.
Precisa-se de urna casa terrea que seja
boa ou sobrado de um s andar embota seja
pequeo ; quem tiver para lugar annuncie ,
ou dirija-so a ra da Praia armazem de Anto-
nio Caldas da Silva.
OITerece-se una mulber de meia idade ,
de muito bonscosliiuies, para ama de casa de
familia, sopara lliedarem de comer, e vestir,
c sem ordenado algum, por nao poder fa/er todo
O servico ; no pateo de S. Pedro n. 1(5.
= Manoel Forroira Lima, faz sciente aores-
netavd publico e principalmente aos Srs.
que Ibe tem fallado respeito compra do sitio
denominado Engenhoca sito no lugar los Re-
medios pertencentc Sr." D. Calharina An-
imes de Vaseonoollos, que dito sitio se Ibe acha
17, carga sal
Companhia.
Navios sahidos no dia 31.
New York ; barca sueca Calharina capifo
P. Saderbug, com 4 mosma carga que
tronce.
Navios entrados no dia 1."
Philadelpbia ; 37 da, barca americana Na-
varre de 2i2 toneladas, capitn llenry Co-
l equipagem 13 carga farinha de trigo ,
o mais gneros; al.. G. I'erreira & C*
Tena Nova ; 30 das brigue inglez Margerti \
de quostoos para o futuro.
No din .'5 do corrento se ha de arrematar
OBI basta publica, prante O O docivel da 2.*
vara o III.n' Sr. Dr. N cente I'erreira Gomes
nina escrava que foi penhorada a Jos da Costa
Alboquerque Mello, a requerimento de Manoel
Cimillo Pires & ('.', para pagamento dos mes-
mos; as possoas que quizerem lancar, bajBo de
comparecer no dia indicado s horas da tarde,
erra .viva, >>u uiii> m ip"'- "*" '>">> y- i, .
Parlen: de 1(5(5 tonoladas.eapito \\.' Hid- no o.tao da igreja !<> l..vramen(o
dv, equipagem 10, carga bacalbo; a Ja- Desappau-ceu ...na canoa de carrera a-
berta pintada deencarnailo por fra e venb
Monte Video ; 28 .lias, polaca hespanhola Cas- por dentro com urna taboa na ponpa por pin-
. '__. Ti t ..... i..p nnr tur uirln pitncnrt.ii a 111 "a-se ler ido
mes Crabtree & C.
siopa, de 123 toneladas, capitao Romon
Maltas equipagem 11, carga carne secca;
a E. Scbaelter.
Liverpool; il dias, brigue inglez 5/irarf ,
de 283 toneladas capitao John Fucber e-
quipagem 12, carga fazendas; a ebem
Yushber.
Dundec ; 38 dias, brigue inglez Progrel, de
23V toneladas, capitao Jacabus Anchor, e-
quipagom 9 carga carillo de pedia ; a John
Patn.
Dundec; 90 dias, brigue inglez James iValt,
de 100 toneladas, capitao Geo Ducans e-
quipagem?, carga carvao de pedra ; a Me.
Calmont & C.'
Sahidos no mesmo da.
Goianna ; hiato nacional Omceico do Pillar ,
capitao Joo da Costa Falcao carga varios
gneros. ,
l.aniinhas; brigue inglez Andes capitao Da-
niel Brocklcbank, acanogar.
Trieste ; barca ingiera Brillmnt, capitao John
Trodsham carga assucar.
Lisboa; brigue prtugpez Unido, capitao Jos
Maria da Sibeira carga assucar, e taboado.
Porto ; barca portugueza Tentadora capitao
Emigdio Josd'Oliveira, carga assucar, cou-
ros o alaodao. Pa<*ageiros, Rento Jos Ri-
beiro Junjor, Jos Antonio da Cunha, Joo
Luiz Ribeiro, Joaquim Jos de S. Rosa, IV
j'oaoBento da Rocha, Custodio los Pinto
Guimaies Antonio Jos de Sou/a Anto-
nio Monteiro Pereira portaguezes: JoSo
Alvos da Silva, brazileiro : Jos Gomes Mo-
reira Ignacio Jos Leite Guimares Lou-
ronco Jos d'Almeida Antonio Valcntun da
Silva Barroca portuguezes.
Dcclaracocs
Companhia de Pehiribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
vidados para realisarem 4 p. c. sobre o valor de
suas accoes, eassim completarem a pnmoira
prestaco. A vista dos competentes recibos se-
rao entregues as Apolices no escriptorio da
Companhir na ra Nova n. 7 devendo fica-
rem os meemos Srs. Accionistas na inteligen-
cia de que nao podem transferir suas accoes an-
tes de seremaverliadas nos livros da Companhia.
__ O brigUC Veo te Guarde, recebe a mala
para o Rio de Janeiro boje ( 3 de abril) ao
meio dia.
Lcilo.
__ O corrector Oliveira far leilao, por con-
ta c risco de quem pertenec de grando, c va-
riado sortmento de fazendas inglezas, franec-
1 i;..i..> I- n alcruln ns miic
\t*|
,ar por ter sido concertada julga-se ter ido
polo rio abaixo; quem a tiver adiado pode man-
da-la entregar no sitio da'passagem ao p da
ponto que so Ihe recompensar o seu traba-
Iho.
Pergunta-se ao Sr. Jos dos Res, se elle
faz teneao de dar-nos o gosto de vermos mi-
tra vez em scona a Sr." Emilia Aman 00 SU
segu para alguma das provincias do Imperio.
I'm apaixonado da Chiquita,
__ Boga-so ao Sr. Antonio Pereira de Souzo,
sargento de policia qoeira quanto antes vir
ra do Queilhadfl n. G a concluir o que nao
ignora.
__Furtrao na noilo de 31 do passado (sexta
fera de pasaos) na groja do Corpo Santo, da
caneca do urna senhora que assistia ao sermSo,
um ponte do tartaruga bordado d'ouro \orda-
deiro lavrado com 3 diamantes sendo um
grande no meio todos esmaltados d'arol; ro-
ra-je encarecidamente a qualqoer ourives ,^ 011
nutra pessoa a quem soja ollrecido ou d'elle
tiver noticia, que denuncie na 111a Nova loja n.
21, que se gratificar com generosidade, e guar-
dai-se-ba segredo.
-- Como a Sr." babel Maria da Concn ao ,
empalhadeira, e que ha tempos inorouna ra de
S. Bou. Jeziis das Criolitas, ou pessoa pela dita
Sr.", nao tenha querido nnnunciar a morada, de
novo so provino lita Sr.", que no praso de 8
dias, queira tirar os trastes, que tem como pe-
nbordo aluguel dos me/os da casa em que mo-
rou ; pois do contrario serao vendidos-qiara em-
bolso da dita quantia.
O abaixo assignado faz pela segunda voz ,
sciente ao publico o aos Srs. inspectores de
quartoiio, que inudou a sua residencia, da
ra da Senzalla velha n. 7(5, para a ra de San-
ta Rita Nova n. 93, ej fez sciente aos Srs. dis-
tribuidores do Diario, para que Ihe entreguen,
a sua folha como he de costme, na dita ca-
sa. Manoel Concalres Lima.
__ () abaixo assignado nao satisfeito com a
declmelo, que pessoal mente fez a ana angra ,
(que foi) a Sr." D. Francisca dos Santos Borges,
na prsenos de seu georo o Sr. Jos dos Santos
Nunes de Oliveira edo Sr. Jos Antonio dos
Santos o Silva, retobea oon-oor.oiosainontc, que
o exoesso n'lc mosma Sr." receben do abaixo
assignado aln, do que est demonstrado na _.
partilha perteneer mosma Sr., este excosso
ninguein mais a elle tem direilo senao a mos-
ma sua SOgra, o nao suas netas lzabol, r. Thoio-
za como porahi se tinha espalhado. JoUo
Yaz d'liveira.
__ Precisa-sede un.a pessoa que traballie
em charutos ou que queira apreiidw ; na ra
'Apollo n. "23 terceiro andar por cima do Sr.
Grillo. .
as O Sr. que annunciOU no Diario de 27 do
______t., um ,mi"imi1io naca vender. dt?.n'.0
desta praca 3 leguas queira dirigir-se ra
Nova n. '1 stgundo andar,
= Urna pessoa que faz profissSo d'ensinar
nrimeiras letras, e grammatica portugue/a, em
casas particulares oerece ao publico sen /ello
e cuidado a respeito : quem do seus prestimos
quzcr servir-sediiija-soa nadas Larangeiras
loja confronte o 11 1.
A pessoa que desoja saber se nesta pra-
ca existem Joo ui/ Gon abo Vianna e An-
tonio Luiz Goncalves Vianna, dirijase a ra
da Cada do bairro de Santo Antonio no pri-
meiro andar do sobrado n. -'.'>.
A pessoa que annunciou neste Diario
n. 74, do I." docorrente, querer ahigar um
sitio, sorvindo-lho na Magdalena dirija-se
ra ila (aileia vellia 11. (10.
Aluga-so o primeiro andar da casa da ra
d'Apollo n. 27 perteneeitle a Joo Antunes
Guimarea, com excellentes cominodos para
una familia ; no escriptorio da ra da Cruz
11. .'i.'i.
Na ra de Santa Rita casa n. 22 prC'
cisa-se de uma ama de leite.
Precisa-sed "um caixeiro queso propo-
nha a vender fa/endas pelas ras, pelo que so
Ihe dar bom ordenado; na ra d Agoas verdes
sobrado n. 63.
Precisa-se fallar com a 1-'r."I). Cecilia Fer-
roira da Silva a negocio de sen interesse.
O abaixo assignado tendo em consequen-
cia dosoii ruinoso estado desande, o por esta
rasSo obrigado a la er una viagem deixdudo
1I0 ser caixeiro do Sr. (abrid Antonio desde O
dia 1 do eorrente niez de abril, nao p ido doi-
xar de dar ao mesmo Sr. Gabriel Antonio um
testimunho publico da gralidao, e (orno agrade-
Cmento que Ibe consagra nao mi pela conli-
anca,que sompredepositou no abaixo assignado,
como polo bom (ratamente, eamizade com que
o desiingiiio durante o lempo que esteva cm.
sua casa; o mesmo a' aixo assignado aproveita
esta OCCasiSo para declarar s pessoas quecom
ello tiverem negocios, que devem dirigir-se ao
referido Sr. (abrid Antonio, o na ausencia des-
te ao Sr. Joaquim da Silva (lastro na ra do
Crespo n. \. Jos A/aria I'erreira da Cu-
nha.
O abaixo assignado Iendo no Diario do
29 do p. p. n. 71, um annuncio que An-
tonio da Silva Pimentel mandn all traiiscre-
\er que as portas de sua venda de niulhados
na ra Nova n. 71 foi.mi fechadas o pnho-
radas a instancia do penborante abaixo assi-
gnado poralugueisda dita loja, vencidos a
-anuos, 2 me/es o 20 e tantos dias, que o
penhorado nao tem pago ao ponhoranto como
v. o possuidor das casas <\i' sobrado o dita lo-
ja, com o pretexto do ler pago a 1). Marianna
Thereza de Jess: quando o ponhoranto logo,
que vertern ao son poder ditas casis de sobra-
rlo o loja o dolas tomn posso judicial sem
oposicSo de pessoa alguma; o at nessa occasiSo
oro o penhorado o a dita D. Marianna no-
lilicados para esta nao recelier alugueis, e pa-
ga-Ios ao penborante o o penhorado nao os
pagara dita Marianna devendo o penhorado
usar de outros meios para nto pagar agora es-es
alugueis. Em qllanto aleg r 0111 seu annuncio ,
que o penborante moveo ma demanda res-
noinle-se que se nao l'o-sem as demandas to
lstas, a 1). Marianna nao teria sentenca na
RellacaO contra si. = ''rancheo llibeiio de
frito.
Aluga-so a casa dcdos andares n. 21,
na ruado Padre l'lorianno : a tratar defronto
da inesina casa n. 38.
Precisa-se alugar um primeiro andar:
as ras do m amento Pcnha ou Rangel,
na ra do Livramento n. 10.
Sr. Livio Lopes Castollo Branco quei-
ra annunciar a sua morada para sor procura-
do a negocio que Ihe diz respeito.
__ () tbesoureiro da lotera concedida a fa-
vor das obras da Igreja .Matriz de S. Pedro Mr-
tir de Olinda faz pagamento dos premios nos
dias 3, i, e 5 do eorrente no consistorio da
Igreja aonde a niesnri lotera correo das 9 at
as duas horas da tarde.
Quem precisar de um rapaz portuguez
de 19 annos para caixeiro do eohranoa escri-
ptorio casa ingleza 011 para armazem de
molhados o mesmo para fora da cidade fazer
cohranras 00 para outro qualqoer em prego ,
dando fiador a sua conducta; annuncie.
Na Boa-vista beco do \ oras junto ao so-
brado do Travasso tem urna aula de primei-
ras letras, e a Senbora continua a receborme-
t para educar. pois tem todo o zoilo, c ca-
rinho ensina a ler ex rever, contar gram-
il: tica portugue/a arilhmotica coser, bor-
Jarde todas as quadadeS, fazer lovarinto, ca-
cundez, bordado de susto de soda, e de 16
do linho, marca dequatro mudellos com mal-
ta perfeicSo e adiantaroento ,das slumnas;
tambein ensina a doutrina christ e por pro-
co oommodo.
Antonio Silvcira retira-se para o Rio
lio J.-.nnirfi
-



J
I
4
= Quem precisar do urna senhora capaz pa-
ra criar algum menino ou menina impedida ,
ou desimpedida a qual tem bastante leite ,
e parida a poucos dias dirija-se a ra do Li-
gamento n. 11.
Urna pessoa devidamente habilitada, pro-
poe-se a cnsinar arithmetica algebra geo-
metra elementar, e oscripturaco commercial,
assim como toda a coritabelidade necessaria ao
commercio ; advertindo-se que ensinar-se-
hao todas estas materias, ou qualquer deltas
m separado, tanto em asa da pessoa, que
seoflerece como na dos individuos, que qui-
zerem aprenders: na ra da Cadeia do Re-
ife botica n. 3 se dir aonde devem diri-
gir-: e,
Quem tiver urna negra de mcia idade
para alugar pelas tardes, dirija-se a ra do Fo-
go n. 21.
Sr. Bernardo de Sena Lins, procure na
rua do Fogo, o. 21 urna carta, que por en-
gao Coi tirada do corrcio.
, O Vigario da Freguczia de S. Pedro Mr-
tir da cidadtt de Olinda avisa ao publico, que
tendo acabado de andar as rodas da primeira
parle da primeira lotera concedida a favor das
obras de sua Matriz no dia 28 de .Mano p. p.
e tendo ficado a sua dita Matriz com 431 bi
Ibetcs inteiros por nao se terem podido vender
todos, os quaes em lempo oportuno forao la-
crados e sellados pelo Juiz Municipal omoa-
do para presidir ao andamento das mesmas ro-
das e por elle entregues depois de assim lacra-
dos e sellados a guarda do thosoureiro da mes-
ma lotera pretendeabri-los judicialmente no
da 3 do correte Abril pelas 9 horas da ma-
nila no concistorio da [groja da Conceieao dos
militares em presenoa do incsmo Juiz Muni-
cipal.
A pessoa que no dia 20 do p. p. man-
dou procurar por un nio!cquc uin par de dobra-
dicas pe<|uenas, amarellas drija-se a ra do
Livramento.n. 2, queso Ibe deseja allar a
negocio de seu interesse.
Quem precisar de um rapaz brazileiro, de
20 a 22 annos para caixeiro de ra, de (asa
ingleza ou de outra qualquer casa de negocio,
o qual da fiador sua conducta ; annuncic.
D-se 170,$000reis apremio, dedous
porcenlo ao mez sobre penhores de ouro, ou
prata ; e vende-sc tamben) um moinho de moer
millio que trahallia por machina urna ba-
lanea grande e braco de romao, e alguns pesos;
a quem isto convier dirija-se venda ti. 0 no
lieco do Peixc Frito.
Aluga-se um sobrado de um andar ou
urna casa terrea cun quintal e que soja bem
fresca : quem tiver dirija-se a ra do Crespo
loja n. 2.
F O Sr. Rodrigo da Costa Garvalho, baja
deannunciar sua morada para se Ihe entregar
urna carta vinda da Babia,ou procure-a no mos-
teiro de S. liento, em Olinda.
O Sr. Joaquim .los de Pinho, que lem-
pos tevc venda nos Aflogados, queira annunciar
a sua morada ou dirigir se ra de Santa Hi-
ta Nova n. 83.
= Aluga-se o nrimeiro andar da casa de 2
ditos, por cima da segunda venda, cm Fora de
Portas ; a tractar na niesma venda.
= Fu ai,aixo assignado faco scientc que
tendo comprado gneros na Alfandega em no-
ine do Sr. Antonio Jos N'unes Guimaraes pa-
ra a venda de Fora de Portas n. 90 odeixo de
fazer desde 31 do pi>ssado em diante, e Ihe
(Ico agradecido ao dito Guimaiiies pelo bo/n
conceito que de mim tem feito e declaro ,
que nada devo a pessoa alguma nem dividas
contrabidas em meu nome e nem do dito Sr.
cima. Jote de Lima Soures
Antonio Jos Nuues Guimaraes reside
no Monteiro logo adianto da Casa Forte ,
o que faz sciente ao logista da ra do Crcsno
n. 21. '
Aluga-se urna grande casa sita na ra de
Mathias Ferreira feita a moderna com 4
sallas 6 quartos cozinha fora e com gran-
de quintal: na botica de Manoel Felippe da
Fonceca Gande sita na ra larga do Rozario
n. 42.
Precisa-se de urna rarroea para andar
com cavallo que tenha seos competentes arroj-
os : quem tiver para vender dirija-se a ra do
Hospicio, casan, l.para setiatar.
Apossoa, que annunciou ter urna carta no,
MosteirodeS. Beato em Olinda, viuda da Bahia
para Rodrigo da Gosta Carvalho tenha a hon-
dade de manda-la entregar no Recie ra I)-
reita n. 95.
provincia molatinhas crioulas, e mais es
cravos de 13 a 20 annos; na ra do Livramen-
to n. 3.
Na ra de S. Rita n. 91 comprao-se
i-scravos de 12 a 25 annos, e um cordo de ou-
ro sem feitio.
Yendas
Compras.
Compra5-se 30 travos para coborta de
casas postas no porto : na ra do Hospicio
.. o
- Compra-se urna salva de prata do Porto,
ou Lisboa que sirva para seis copos : na ra
doAmorim, n. 36, ouaBnuncie.
'onjpr-H'-41' ofToelivamonl.. pSr
f
IVU
J.
un
Vemde-se nma escrava de nacao de 21
nios bonita figura boa cosinheira, lava o
ngomma bem. cose refina assucar tem qm
libomolatinho bonito de 4 annos, sabe lidar
bem com enancas ; esahe gover.iar bem urna
asa por estar acostumada a so ; na ra larga
lo Rosario loja de irtiudesas n. 3.).
- Vende-se farinha de mandioca, vinda do
Rio de S. Francisco a tres mil res o alqueire ;
quem a pretender dirija-sca ruada Moeda, ven-
da de Joaquim Duarte de Azevedo.
V endem-seoavallinhasseccas vindasdo
Cabo da Boa Fsperanca, saccas com lejo bran-
i-o o tamborotoscom passas ludo muito bara-
to no armasem do caes da alfandega n. 5.
Vcndcm-se superiores presuntos de rar-
neiros ltimamente chegados de Santos no pata-
ho Especulador na ra da Cadeia do Recife
arniazem do Sr. Braguez.
A onde-se urna casa terrea na ra de S,
Bento n. 57 em Olinda construida com duas
^alas, quatro quartos salado janlar cosi-
nha indopondcnle da sala do jantar ; quem a
|uiser comprar dirija-sa a casa do distri-
buidor do i;iario em Olinda.
= V endem-se quatro almarios para loja e
um sellim com pouco uso e por proco com-
modo : na ra do Crespo n. 2 A.
Vende-so una morada de casa terrea, si-
ta em Olinda, ra do Amparo lado da sombra ,
com chaos proprios, quatro quartos duas sa-
las na fronte o bom quintal ; a tratar na ra do
Bom-fimn. 10, defronte da porta travessa da
i groja.
Vedem-se as listas da lotera de S. Pedro
M.irtyr nanraca da Independencia loja de li-
vros ns. t e 8.
Gompra-se em casa de Francisco Anto-
nio de Oliveira na ra da Aurora n. 20, 2
cabras bicho tendo abundancia de bom leite.
Vondorn se um papagaio muito fallador,
e de bonita figura, o um par de escamas doura-
das para barretina de qualquer oflicial, na ra
de Agoas-vordos n. 42.
Vendom-se merinos de cores muito finos
a 1,800 o covado princeza preta e de cores a
S00 duraque preto e azul o mais superior a
SOI) chitas de assentos oscuros e cor fixas n
0,000 a pessa.e ocovado a 100, lila preta mui-
to superior a 340 cortes de cassas pintadas a
2,880 o corte, ditos de chita cores fixas a 2,240.
pao da costa o mais encorpado a 480, riscados
trancados para caifas a 140 2i0 o 300, xila
azul a 110, e mais ordinaria a 120,pessasdebre-
tanha com 10 varas a 2,000,ditas largas com 7
varas e nioia a 1,500 algodaozinho liso a 100
o 180 motirn branco fino a 210 o covado, len-
cos (lo chita a 1 0 e 100, fustoes de cores pa-
ra Golletes a 280 e 480 o covado algodao do-
brado americano proprio para roupa do escla-
vos e our/ras mais fazendas ; na ra do Cres-
po loja n. 12.
Vendem-se cortes de la e seda bonito?
padroes e modernos; na ra do Crespo loja de
Santos Nevos.
Vendem-se um papagaio muito fallador,
o de bonita figura um par de escamas doura-
das para barretina de qualquer oflicial: na ra
de Agoas verdes, n. 42.
= V endom-se quatro almarios para loja e
umselimcom pouco uso.e por preco com-
modo na ra do Crespo loja n. 2 A.
Vende-se por preco commodo urna ar-
macao para loja do fazendas ou miudezas : na
ra do Queimado loja de Manoel Joaquim
Silveira n. 33.
= Na ra do Vigario casa de J. O. Elster.
ha para vender charutos de superior qualida-
de e commodo proco.
Vendem-se por seo dono retirar-se para
fora da praoa por commodo preco urna ca-
ma moderna deangico, sem uso algum um
banco urna planea c outros maisobjectos ,
fudo pertonconte a officina de tanoeiro : na ra
ou travessa do Pocinho n.
= V ende-se um ptimo preto que cozinha
o ordinario de urna casa e sabe tratar deca-
vallos, e "hbil para todo o servico, que he
muito intclligcnte: na prata da Boa-vista,
n. 7.
V endem-se urna escrava de 20 annos ,
boa mucamba engommadeira costureira o
cosinheira : 3ditas com boas habilidades ; urna
dita de mcia idade por 250,000 cozinheira e
lavadeira; tuna mulatinha de t annos: dona
pretos para todo o trabalho : na ra de Agoas
verdes n. 4i.
= Bita Mara da Conceieao vende para
pagamento de seus crodores o sitio do Be-
cada para feitor e pretos estribara para t ca-
vallos curral para gados ludo de podra e cal, u
cacimba oom boa agoa olaria com barro ao p, ra
V
uiWk
roa Di i
Ycndem-scum Atlas de Geographia o
iccionario Magnum Lexicn j usado : na
re i ti, botica n. 131.
grande baixa para capim bastante terreno pa- = V ende-se por preco commodo para fe-
ra plantacoes e arvoredos de diversas qualida- char con tas 180 meios de sola: na ruada
des por preco commodo : na ra do Trapixe Cruz armazem de louca, n. 48.
novo n. 16 no terceiro andar. = Vende-se por necessidade, um preto oom
Vende-se um cavallo muito pequeo e oflicio de serrador: no Aterro dos Allogados,
manco que serve para andar menino : na ra sobrado n. 7.
las Trlnxeiras, n, 36. I Vende-se urna negra de nacao Angola,
Vende-se um bom carro de quatro ro de a 18 a 20 annos : na ra Nova loja n. 16.
das, com algumas pecas de sobre-slente ar-' Vende-se urna rabeca boa por 16.000 :
reios para quatro cavallos chegado prxima- na ra da Gloria e-quina dos 4 Cantos veo-
mente de Franca obra bem feita e de bom da n. 95.
gosto : no princjpio da ra do Hospicio n. 21. Vende-se nm roquete crespo obra do
Vende-se arroz pilado branco em saccas Porto por 20,000; na ra da Gloria casa
de 5arrobas, a 10.000 : na ra da Praia
armazom n. 70.
Vendem-se Urna corrente de ouro bom
urna volta de trancelim grosso prprio pata lone
ta, urna moeda encastoada com diamante, um pa
da reli nacao n. 114.
Vende-se urna rotula quasi nova por6g:
na ra da Gloria da Boa-vista, casa tenea,
n. 116.
= Vende-se um sobrado de um andar e so-
iteiro ecampainha deprata, um relogohorison- i ta tQdo travejado no Atterro da Boa-vista ,
tal, caixa de ouro, bom regulador, outrodito'"- 17, com 110 palmos de fundo e 23 de
"rancezpequcnocaxa deprata,ambossabonetes,
o boas mollas duas correntinhas modernas pa-
ra relogio de ouro e pares de brincos de
diamantes da ultima moda um par de drago-
nas para Tenente : as 5 Pontas n. 45.
Vendem-so duas travs de 60 palmos de
largura quintal murado em parte o outra
por murar com fundo t a baixa mar do < .'api
baribe em qualquer maro : na ruado Fogo.
n. 27.
No deposito de assucar ao pe do arco de
S. Antonio vende-se assucar refinado pelo
omprimento e palmo em quadro sendo urna novo syslema dePariz, assucar em paesde pri-
de socupira e outra de boa qualidade urna
porcao de dita de 25 a 40 palmos e outra de
sedroem forro diversas grossuras : na traves-
sa do Queimado a fallar cOm Manoel Firmi-
no Ferreira.
= Vondem-se por mdico preco, ricos
barmetros termomgtros, um microscopio ,
e bons oculos de alcance : defronte do Trapixe
novo, n. 6 segundo andar.
Vendem-se quatro moleques de nacodo
16 a 18 annos um dito de 16 annos cozi-
nheiro um escravo olicial de pedreiro de 22
annos, quatro dittos para todo o servico urna
escrava cozinheira engommadeira e outra
mucimba seis ditas para todo o servico um
mulato de 20 annos ptimo criado : na na
de Agoas verdes n. 46.
Vendem-se sarja de seda hespanhola com
vararle largura a 2,880 o covado dita superi-
or mais estrcila a 2,000 pannos pretos muito
bons seda de cores e lencos grandes de fil
preto a 2,500 cada um : na ra do Crespo n.
23 loja de Manoel Jos de Souza & C."
V endem-se duas moradas de casas de pe-
dra c cal sitas na rua da Biquinha de S. Pedro
em Olinda com duas de barro no fundo das
mesmas com quintal grande arvoredos e ca-
cimba : no Atterro dos Allogados a tratar com
o Lima.
Vende-se um taboleiro de gamao com as
suas competentes tabolas de marfim ainda nao
usado feito na China e muito rico : na rua
do V gario armazem n. 23.
Vende-se por preco commodo taboado de
pinho americano de superior qualidade : na rua
de Apollo fabrica de Mesquista& Dulra.
Marques & Veiga vendem em sua casa
na rua do Amorim n. 50, por procos commo-
dos banha de porco muito alva fumo em
folha de primeira e segunda sorte charutos fi-
nos albos ern mauncas ancorlas com supe-
riores azeitonas a 1,800, toucinho de Lisboa om
barris de 4 arrobas e batatas.
Vendem-se farinha de mandioca de San-
ta Catharina em sachas de dous alqueires e
ineio do Bio e pilulas da familia chegadas
ltimamente pelo ultimo navio : na rua da Ca-
deia do Becifc n."12, e 14.
= Na rua Nova loja de ferragens n. 25 ,
do Ferreira cv Andrade acha-se a vend* um
completo sortimento de ferro de todas as qunli-
dados, e por preco mais commodo do que em
outra qualquer parte.
Vende-se um sollo de trras proprias ,
denominado Cumbe e mais conhocido por
Corrogo, silo no lugar de Bebiribe : na rua
das Cruzes segundo andar n. 41.
Vendem-se por preco commodo tinas
do salmao e amendoas sem casca : no arma-
zem da rua da Cadeia do Recite n. $5.
x Vendem-se sapa tos de marroquim preto
a 480 e a 1,600 de cores a 1,440 de lustro
a 1,760 de duraque de todas as coi es a 1,500,
de sotim branco a 1,500 de Lisboa para me-
nina a 1,000, de marroquim com fitas a 800
res de lustro a 1,440, borzeguins de mar-
roquim de cor para senhora a 2,000 com pon-
a do lustro a 3,200 gaspiados a 3,840 pa-
ra homcm a 4,000, de duraque preto com
ponta de lustro a 6,000 gaspiados a 7,000 ,
meios botina de lustro a 7,500 hotins franco-
zes a 7,000 c a 5,000 de lustro para menino
a 2,2i0 espartilhos para senhora a 2.000 ,
garrafas de agoa de colonia a 2,000, chupos
do Chile a 7,000, e a 5,500, peitos de cami-
sa a 640 cartas dojogar franeczas c portugue-
sas pontos de tartaruga sabonetes linos es-
sencia de roza o lavas de todos ns nijAlidnrlM
meira sorte a 160 rcis segunda sorte em p a
120 reis terceira sorte a 80 reis ; assim como
mel do mesmo assucar a 40 reis a garrafa is-
to da-se tambem barato por se querer vender
depressa.
Vendem-se duas escravas mocas cozi-
nheiras lavadeiras e quitandeiras dous es-
cravos mocos de elegantes figuras de todo o
servico; urna moieca de 13 annos propria
para mocamba urna mulatinba de 12 annos ,
orna preta cozinheira : na rua do Fogo ao p
do Rozario, n. 8.
Vende-se por precisao urna negra de 20
annos, de muito bonita figura com boas ha-
bilidades : na rua das Flores n. 27
Vende-se superior sarja hespanhola com
vara de largura pelo barato prego de 2,720 o
covado; assim como um solim com todos os seus
pertences, por 30,000: na iua Nova, loja n. 29
= Vende-se por proco commodo um escra-
vo de nacao de 30annos ptimo para todo o
servico e um mulatinho de 10 annos, cuja boa
conducta se affianca ; na rua Direita n. 43..
= \ endem-se duas esclavas, urna engoma-
deira cozinheira e lavadeira com 22 annos ,
e outra mais moca que cose, cozinha o diario
refina assucar e faz doces; na rua de Santa
Rila n. 27.
= Chitas finas escuras de bonitos padroes a
6000a peca, e o covado a 160 ditas linas
em cortes a 2400, ditas para coberta a 200 rs.
ditas superiores de tintas fixas a 220 e 240
pecas de bretanba de 4 palmos de largura a
1600, pannos finos de cores a 2400, casemi-
ras pretas e lisas a 2000 o covovado ricos cha-
les de lanzinha modernos a 1440 sarjas
pretas largas para vestido los de linho de va-
rios tamanhos por muito barato proco, calen*
dcstasoutras inuitos fazendas baratas, dndo-
se de tudo amostras aos compradores : na rua
do Crespo n. 15..
= V ende-se urna carraca para hoi ou ca-
vallo e at mesmo para urna junta de bois ,
por ter a mesma carraca urna lanca : na pra-
ca da Boa-vista loja do carroeiro francez no
sobrado do Sr. Brigadeiro Almeida.
EscravQs fgidos.
Fugo a 30 de marco ultimo, um escra-
vo Camundongo, de estatura ordinaria cor
preta olhos pequeos refeito do corpo o
pernas. ps apalbetadose de bonita figura, le-
vou camisa bordada na abertura Icalca de brim
de lista e chapeo preto o apprehendedor le-
ve-o na travessa da trompe para o Mondego, no
sitio que tem a casa com a Irente cor de chum-
bo que ser bom recompensado.
Fugioa9de Setembro do anno p. p. ,
um mulatinho de nome Jacob de 13 a 14 an-
nos sem ponta de barba cabello bom e ca-
chiado com marca pequea de ferida j sa na
maca do rosto tamaito de um botao refdka-
do do corpo, e muito esperto, quando falla
engole algumas palavras, supoe se ter bido pa-
ra as partes de nna aonde f$ criado ou
para o Galio engenho liba de onde foi vendi-
do parosla; quem o pegar leve-ona ruadoFo-
go ao pedo Bozario, n. 8, quesera gratificado
com 50,.
ERRATAS.
No Diario antecedente em o Artigo Retu-
mo dos dehnies da Sessao de 29 de Margo, se
(leve Icr no discurso do Sr. Jos Pedro = a
reducQo de urna despeza nao dte ser admilli-
da quando esta for necessaria como $c.=;
e nao como se aclia no mesmo Artigo.
liieuiu
2 com casa de vivenda sen-1 na praoa da Independencia, n.'13 e 15. I Recipe: na Typ. de M. F. DeFaria.=1843


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