Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04927


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Full Text
Auno de 1843.
Sabbado I
"Tmmm m
lu-;0 agora dependo .1. no. .mo. d. no,., pra.lenci. unerai-ao, ,
..cusma. como pnno,...,,,, .eremo. .pontado. cum admirado ire .< JUcfa, ai,
"'*'" ,_____________ ( Proclam.yao da A..e.,hl. Geral do Bmg.)
PARTIDAS DOS CORKEIOS TERRESTRES
Goiannt, Parahiba e Rio grande do Norte eegunda acatas feirli '
Uuni'O e Garanhuns ll) e '24
Cano b:rinhaen., R. Formero Porto Cito Macelo Alago., no 1 11 }i
8o.-,i.:e Flore. 3 e 2. S.ti. Antae, quint., fei,, Olinda lodga o* dia. '
DIaS.UMWAAA.
27 S*ff. Roberto B. *ud. do J de I). da 2. t.
jH Acre. Alejandre M. Aud. do J. de da 4. t.
Jl) 0>arl a. Uertholdo C Aud. do J. de d. 3. r.
0 Ojio'.. J'iio Cl maco. Aud. do J. de D. da 2. t.
3l Seal. B.lbina V. M. And do J. de D. da 1 t.
i Sb. i. Macario Re. Aod. do J de D. da 3. t,
2 loiii. Francisco de Paula Fundador.
de Abril
Anno XX. IV. 14.
O Di.no pubhca-ee tono. o. di.J que n3o forana S.nlific.doa: o preco da aMignatura l
de tre. mil rei. por qu.rtel pago, adiantado.. O. annuncio. do. aaa.gnantes aao inaeridu.
grana, e o. do. que o nao orem A raaio de 80 reia por linda. Aa recl.macoe. derem iMlr diri-
gida, a ea Tjji., ra di. Ou. N M.nu a praca -I. Indr^ndeocie loja de lirroa Ja S.
canatos.u da 31 de Marco
Cambio aobre I.ondre. 28 a 2Sl,Jd. p. iV. Ouo-Mu.da de 6,400 V.
k Paria350 res por franco.
a Liaba 100 porlUOd.premio.
Moeda de cobra 2 por 100 de deaconto.
dem de letra, da boaa firmas 1 ^ p'jr
a N.
i a de 4,000
PaaTa-Pitace
a I'eo. Calumn.re.
k dito. Mni mil
compra venda.
15, OJO 15,200
14,S1)J 45,000
8,300 8,500
1,740 1,760
1,740 ,7
1,740 1,760
PHASESUALUANMEZDE iBRIL.
La Cbeia i 14, yuart.ming. 24, 10hura, e 5 da m. | ^uart. creac. a 7, noraa e 46 m. da tard.
Preamar de hoje
1. aC hora* a 6 m. da manhaa. | 2. a 6 horas e 30 m. da tarda.
mmi&M

Afi..
Governo da Provincia.
EXPKD.KNTE DE 27 DO CORRENTE.
OITlcio .\o chefe da legiao de Igtiarass,
accusapjo rocebido o seu ofTieiode2l do presen-
te acerca do clarn do esquadriio da mesma le-
giao; o significando em resposta, que tendosi-
tio pela reduciio dos cornetas e trombetas dos
corpos ca guarda nacional supprimida a praca
de trombeta do mencionado esquadriio deve
consideral-a como comprohendida no numero
das que foro mandadas despedir porofilcio da
Presidencia de 13 deste mez.
Dito Ao reverendo regente do hospital de
N. S. do Paraso, eS. Joo de lieos, exig.i-
do em cumprimento de ordem imperial urna co-
pia authentica dos estatutos do mesmo hospital.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
dizendo em resposta ao seu ofllcio de 23 do cor-
rente que tara seguir para a corte o encaneci-
do do cter Esperanza de Bebiribe, eos respec-
tivos piloto eoscrivao, logo que para ali hou-
ver transporte.
PortaraAo commandantedo brigue escuna
Olinda, ordenando em cumprimento de ordem
imperial quo:passe guia de desembarque aos
grumetes da escuna Lebre Francisco da Silva Ne-
vos e Francisco Alves Cavalcanti, julgadosin-
capases do servico pela inspeccao de saude.
OiTicio Do secretario da provincia ao da as-
sembla enviando 36 excmplares do relatorio
do engenheiro em chere apresentado neste an-
no aoExm. Sr. Presidente, a flrn de seren
distribuidos pelos membros da referida assem-
bla.
DitoDo mesmo ao promotor publico da co-
marca de Flores, communicando queoExm.
Sr. Presidente da provincia manda declarar-lhe
em resposta ao seu oficio de 13 do corrente,
em quepergunta, se pode exercer o lugar de
curador geral dos orlaos sem nomeacao especial
de 14 de abril de 1836, que oemprego de cu-
rador nao tem sido at o presente considerado
Jncompativel com o de promotor, e que esta
mesilla declaraco j Ihe foi feita ; porem que
da compatibilidade destes oflicios nao se segu ,
que S. me. sem nomeacao especial do juiz res-
pectivo ou do governo, possa accumular as
uneces de curador dos orlaos s de promotor
publico regulando-se este emprego pela lei
de3de desembro de 1841 e nao pela provin-
cial de 14 de abril de 1836 qus nesta parte
foi revogada.
Dito Do mesmo ao inspector da thesourn-
ria da fazenda scientificando-o dehaver S. M.
o imperador determinado que se sobr'estives-
se na execco do decreto de 5 de outubro do
anno passado que exonerava do lugar de ins-
pector do arsenal de marinha ao capitao de mar
o guerra Manoel de Siqueira Campello., Parli-
cipou-se ao mesmo inspector do arsenal de ma-
rinha.
dem do da 28.
Offlcio Ao juiz municipal supplente da se-
gunda vara desta cidade, declarando em respos-
ta ao seu oficio desta data {-2S) que ao juiz
municipal substituto dojuiz do civel da segn-
da vara compete, como S. me. entende, o pro-
cesso que se deve fazer a respeito do escravo ,
que deve ser considerado bem d'evento, na for-
ma da lei de 3 de dezembrode 18il e decreto
do 9 de maio de 1842, e nao S. me, que ser-
vede juiz municipal substituto e quem, tai-
vez por equivoco na substituicao (oi rometti-
do o dito escravo pelo dzembargador chefe de
polica interino.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
scientificando-o de haver sido declarado Pre-
sidencia pela secretaria de estado dos negocios
da marinha que por ali tinha-se sollicitado do
F\m. Sr. ministro da fasenda a expedicrSo das
convenientes ordens, para que em Cada mu dos
mezes, que a conlar do mez prximo (indo.
decorrerem ateo fim do actual anuo linanceiro ,
se abone para as despesas da reparticao da mari-
nha desta provincia mais a quantia de (0:000$
reis alem da que ja se acha designada c que
leve ser dedusida da consignacao mandada a-
"iiitaw a iiispeico dousCnal ;c i::.:: .;; Ma-
ranfiao; ordenando em observancia do n.esmo
aviso que fa.a suspender todas as ulnas do ar-
senal sob sua inspeccao qi.enao loiein de ab-
soluta necessidade; e exigindo urna circums-
tanciada inroiinacaoa cerca aquellas da uitas
obras que estiverem nessas ciicuinstancias.
Dito Ao desembarga lor chefe de polica in-
terino, communicando, que S. M. o Impera-
dor em solucao da duvida da Presidencia a cer-
ca da demissao dos supplentes de delegados,
subdelegados, ejuizes municipacs houve por
bem mandar declarar por aviso da reparticao da
Justca de 25 defeveriro passado que os sup-
plentes de delegados, subdelegados podem ser
demittidos, como as autoridades, quem subs-
tituem.
Ditos Ao inspectorda thesouraria da fasen-
da caocommandante das armas, intelligen-
ciaodo-os de terS. M. o Imperador mandada
significar pela secretaria da guerra em solocSo
das (huidas apresentadas respeito dos sol-
dos que devein perceber os officiaes reforma-
dos em scrvlco no corpo destacado da guarda
nacional onde exercem postos superiores s
patenles de sua reforma que comquanto nao
estejo os referidos olTiciaes comprehendidosex-
pressamenle na disposico do decreto n. 9!) do
1. dedezenibode 1841 que nega vencimento
de maior sold aos officiaes de exercito quan-
do empregados em qualquer commissao ou
exercico superior as stias patentes deve com
tudo entender-se que Ibes he applicavel a so-
bredita disposico, tanto mais porassim se com-
prehender do sentido das instruccoes de 10 de
Janeiro ultimo approvadas pelo decreto nume-
ro 263; e que somente Ihcs competem as outras
vantagens, deque trata a tabella do 1. de de-
sembro de 1841.
Dito Ao commandante das armas deter-
minando em cumprimento de ordem imperial ,
que mande dar baixa do servico ao soldado do
batalhao de artilharia a pe Carlos Antonio
Barbosa.
Dito Ao agente da companhia das barcas
de vapor dizendo que expeca suas ordens ao
commandante do vapor S. Saltador, para que
no caso de estar vago alguna dos lugares desti-
nados para passageiros do governo*, receba a
seu bordo, e condusa a provincia do Cear ,
onde vae servir o alferes de primeira linhaEls-
baoMara da Silva Bilhencourt.
Ditos Do mesmo ao commandante das ar-
mas e ao inspectorda thesouraria da fasenda,
scientlicando-os de haver-se mandado satisfa-
zer pela pagadoria das tropas da corte ao len-
te reformado Jos Mariano de AlbuquerqueCa-
valcantl a quantia de 2:9o7$6(i3 us, impor-
tancia dosseus sidos, vencidos do f. dojanei-
rodel827em diante, e passar-lhe titulo da
divida anterior a aquella data, para ser inscrip-
ta no thesouro publico nacional.
Dito Do mesmo Francisco Ignacio de A-
thalde, participando que S. M. o Imperador
houve por bem fazer-lhe merc da serventa vi-
talicia do offlcio deescrivao do juizo municipal
da segunda vara desta cidade ; e intelligenciao-
do-o de que deve solicitar o respectivo titulo pe-
la secretaria de estado dos negocios da justica.
de alongar os meus discursos ehoe son Tor-
eado anda a cirnumscrdver mals os meus racio-
cinios por um incommodo que soffro na gar-
ganta : por sso serei 'multo breve.
As minhas observacoes, Sr. presidente, so
referem nicamenteao exercito brasileiro. Eu
entendo senhores que depois que o magnni-
mo fundador do imperio o primeiro general
brasileiro, desappareceu de entre nos princi-
piou a decadencia do exercito brasileiro nem
era possivel que elle se cons-rvasse semelhan-
pa de Um rochado no molo das ondas, sem se
resentir dos grandes abalos que solTrero todas
asclasses da sociedade toda aorganisacao so-
cial. A poltica que tudo invade que tudo
perverte lancou ipao do exercito como instru-
mento poderoso para seus lins eo condenou
depois a um inleiroanniquilamento, ou porque
nao precisasse mais deste instrumento ou por
que reeeiasse que elle fosse usado por outros
contra ella. E innegavel que por alguns annos
seconservou o exercito brasileiro-em perfeila
inaecSo ; consorvou-se assim pon|iie as don-
trinas daquella pocha que nao estfio longo, que
nos tenhao escapado da memoria erao que o
paiz podia conservar-so sem exercit >, que a eons-
titufcao amonarchia ea lilierdade podiadis-
pensar este arando sustentculo. Em eonseqiien-
cia deste estado militares muito respeitaveis e
com importantes servicos procurarlo outros
meiospara os ajudar a viver, pois que o exer-
cito esteva em um estado que nenhuma esperan-
oa apresontava para o fu tur \ Assim se conser-
vario aloque a verdade appareceu como costu-
ma e reconheceu-se que havia necessidade de
exercito, edeoorganisar c a reboliiodoKio
Grande velo confirmar esta necessidade. nao
era muito ai il reunir os membros espalhados e
recompor este grande corpo de estado.
Vamos ver oque se fez. O primeiro passo que
na minhaopinio se devia ter dado era aapre-
scnlacaoda ordenanca militar, ordenanza rc-
commendada pela constituicao do imperio, mas
permitta se-me dixer que as recommendacoes
da constituicao do impeli sao aquellas que nao
tem sido executadas ; Isto se verifica nao s a
respeito desta ordenanca comprehende tam-
bem outras Iota regulamentares que a constituf-
eomandoufaser, como, por exemplo a lei
daselcicoes a lei sobre o tempoe mancira de
remover os juizes de dlreito etc.
Urna orlcnanca millar devia ser o primeiro
passo dado para organisarde novo o exercito ;
a lei do recrutamento seria o segundo. Mas an-
reerutamento devo re-
; creario-se commissoes
tes de tratar da lei do
ferir-meao que se fes
especiaes em dUerent<\s provincias para indicar
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPl'TADOS.
Sm<1o de 6 de fevereiru.
Lido o expediente, e urna peticao do Sr. Ra-
miro, que he por elle motivada sobre Missiona-
rios e remettida commissao de negocios ec-
elesiasticos sao lidos o approvadosdous reque-
rimentos da commissao de orcamento ; e de-
pois de breve discussao sobre a impressao de
documentos relativos provincia do Rio Gran-
de do Norte, entra em discussao um projecto
do senado abolindo unta lei provincial de
Sergipe : tomo paite na discussao muitos Srs.
deputados, que Rea addiada pelo hora.
Enlia tambem em discussao a proposta do
governo que flxa asforcas de mar para o an-
uo linanceiro futuro. Versa o debate sobro o 1.
artigo. As fincas navaes em tempo ordinario
constaras de 2800 pracas de todas as classea; e
dos navios de guerra que o governo julgar
conveniente armar. Em tempo extraordinario
feste numero de pracas podei ser elevado
"4000. Tomao parte nesta discussao os Srs.
Resende Cafnelro da Ganha, ininistro da m&-
..-..l... n.:.- i., liill. < Vunnc Xl'i*l''!'A n\
IIIIIKI, i'CI\UlVliullw| -'.................., .,
tirado o ministre he dada a mesma ordem pa-
ra o dia seguinte.
os officiaes que se achav3o em circumsiaocias
de prestar servidos activos de paz c de guerra ,
e quaes aquelles queestavao em circunstancias
de obterem a reorma. Ora se o exame das
commissoes fosse rigoroso, estou que se po-
derfSo ter aproveltado muitos officiaes; porque
officiaes havi9o queja tinho certos ioteresses
as provincias e niio vendo esperanca futura,
desejavao conservar o seu sold e pretextariio
qualquer motivo de molestia para alcancar a re-
forma. Ora, estas reformas serillo muito con-
venientes .' A lei que determinou que se estabe-
lecessem oslas commissoes parece que Favore-
cen estas relarm'as porque mandou conservar
o sold qualquer que fosse o tempo de servico ,
(piando se devia ter determinado que as refor-
mas fossem dadas segundo a lei, porque deste
modofirariao no servico muitos officiaes habis
que estilo reformados.
Por tanto, o primeiro passo dado para a orga-
nisacio do exercito ooncprreu muito para des-
viar delle a melhoroficialldado que esteva ha-
bituada ao servico o disciplina. Isto trouxe
comsigoa necessidade da nova olicialidade; nao
Fallo na despesa que duplicou pagando-se
sold aos reformados e aos novos. Eu entendo
que, sesetivesse estabelecido urna lei de re-
erutamento da mancira porque se deve estele*
cer poder-se-hia sem duvida tirar do mesmo
exercito officiaes. Mas anda nao se cuidou em
urna lei de recrutamento por conseripcilo co-
mo entendo que se deve e-labelecer no paiz,
eonhocendo alias a sua ililliculdade porque a
cis de ob-
sa legislavo que 6 a falta de sua intuir fiel
exccuc.lo.
Em lugar de o recrutam Mito recahir sobre to-
dososcidadosemcircumstanciasdecenreooraer
para esse tributo de san.'iie ao contrario lioio
nao serecruta individuo, cujo pal tem algnma
oousa, e o recrutamento recabe sempre sobre o
iniseravil.
Em oulro tempo um pai que tinlia 3 ou 3
Sinos sabia que havia de dar um para a praca .
e logo que era chegada a dedeo vinha offereeor;
mas hoje nao acontece assim. Para confirmar o
que digo basta recorrer ao niapp i dos recrutas,
e ver-se-ha que os voluntarios sao mu pone >s.
Ora eito assim o recrutamento. sabido que
os recrutas nao podem sabir muito bous, e ho-
je pela maior parte, sao analphahotos o 6
de somelhan te gente que pode sabir boa olicia-
lidade? Eis, na minhaopinio um dos gran-
des defeitos da organisacSo do nosso exercito ;
entretanto que as reformas tem servido para
desviar do exercilo a mellior da olicialidade.
Em Pernambuco existe. por exemplo, liento
Jos Lemenha, que conhecido em todo o Bra-
sil por seu valore pericia militar, atlesfado por
muitos feitos d'armas, e chamo por testemu-
nhas os campos da Cispiatina... No corpo do
polica exslem officiaes muito bous que at re-
cbenlo fermenlos bem como o major Manoel
Bezerra do Vale, o tenente-coronel Pedro Ale-
xandrno de llanos e oulros minios ; mas tu-
do isto acontecen sejadito em abono da ver-
dade porque houve ililliculdade em indemni-
sar estes hoiuens que se queixavilo de prote-
redes. Creio que lora mellior chamar estes of-
liciaes a urna commissao encarregada de tratar
dessas Indemnisaeoes, e estou que se cada um
delles tivesse um posto de accesso, ficariao con-
tentes e o estallo lucraria muito com a sua uc-
quisicilo.
Agora farei algumas reflexdes a respeito da
disciplina do exercito. Creio que se pode asso-
verar sem modo de errar que o nosso exercito
nao tem a necessaria disciplina; porque nao
posso suppor que exista disciplina em um ex-
ercito onde ollinaes sendo nomoad is para u-
ma coinmissao, eslabelecem condicoes, peden
postos o por fim quando n.lo se achao satis-
feilos dilo parte do doente. Semelhante con-
ducta sempre fii motivo para o officlal respon-
der um conselho de guerra, eeunao vejo quo
isto se faca. Demais nao ha urna ordenanca
militar e nao se excrutao mesmas as leis quo
existen) porque na verdade algumas ha co-
mo o regulainento do conde de Lippe queja
devera ter sido reformado accomodando-se s
circumstrncias do paiz----
Entendo que hoje existe um grande element
destruidor da disciplina militar que envolye-
rem-seos soldados en eleicoes tendo o direito.
de votar; digo que destruidor da disciplina ;
porque ou o soldado vota na lista que Ihe d o
seu oflicial, c eu Ih'a daria porque dos ma-
les o menor, que 6 o de obedecer ao seu che-
fe antes do que obedecer a outros que o podem
persuadir que deixo de votar no seu proprio
chefe por acinte.
O Sr. Urbano:O mellior nao dar a lista.
O Sr. P. de Brito:O mellior 6 quo o solda-
dado nao vote para que se nao perca de todo a
disciplina militar.
Senhores eu considero o soldado como o ira-
do que morro para o mundo nao tem familia
e nao tem poltica tem s obdicncia, ,e muita
obdiencia.
Portante entendo que, emquanto o soldado
nao votar a disciplina nao se pode convervar
como deve. Pode dizer-se que ha disciplina no
exercito, quando en una guerra que dura
7 annos no Rio Grande do Sul tem sido substi-
tuidos diversos generaessem queum s panas-
ge por conselho de guerra ? Porquo sao elles
substituidos? Se nao por erros que commet-
tessem eDtio porque a poltica est envolvi-
da no exercito e o exercito ondoso envolve a
poltica nao pode ser botn. Se nao por isso ,
porque ngoverno quando entra entende quo
.ove demittir o
Discurso eme nasessdo / i\ de fevereiro reci-
touor. Pcixoto e friio.
A augusta cmara tem visto que goslo pouco 'se recente do mal do que se recente toda a nos-
tor ; mas leinbra-nio agora que a relonna do
cdigo tem ''-'' conveniencia de se poderem ob-
ler fcilmente a estalistirae o cadaslre para es-
s conscripeo. Mas nao se f /. isto etemosu-
h,i lei de recruamento ; m iiiuitos auOs quu
eneral einbora lenha desein-
xmhado bem as'suas funcedes ; e porque as-
.un procede o governo com notavel prejuiso
fof>Aafl
^ 9
l'v .,-, II I,.
i/i. en fim
redusido a affeicdes e espirito de partido. Des-
de que principiou a guerra do Rio Grande, nao
consta que um so soldado fosse fu/ilado e
crivel que emtao longo espaco de lempo nen-
iiuu, iuau CKi"cllM) ii inicua biupiui
Creio que as senlencas, para seietn executadas,


p
dependem de confirmaco do governo, o cu
cntendo que deviao depender s da confirmaco
do genera! em chele ; portanto nao posso que-
rcr que haja diciplina no cxercito.
Nao posso me accomodar tambem com a clas-
silicacao de offlciaes da 1, 2', 3* e 4 classe ;
cu sou da opiniao do nobre ministro que s
na duas classes dos soldados em activo sorvico
e paz e de guerra e dos invlidos que devem
estar nos hospitaes ou reformados. Nao sei o
que 3a classe sem direito a accesso. 2a classe
de aggrcgados e todas essas classiicsces com
as quaes nao me posso accommodar.
Estou determinado a votar pela forra pedida,
mas observo, que ella nao est muito conforme
com as necessidades do paiz e com aactualidade,
porque a proposta pede 12 mil pracas de prot
para o estado ordinario, c 16 mil para o estado
extraordinario. Onde temos a base dcste pedi-
do? Pnrneiramente vejo, que actualmente exis-
ten no Rio Grande doSul 11 mil e tantas pra-
cas quedudusidas de 16 mil, queco pedido
para o estado extraordidario vom a restar ape-
nas 5 mi!, que 6 menos da metade da forca pe-
dida para o estado ordinario o ainda mesmo
dedusmdo-se os 3 mil e tantos guardas nacio-
naes anda assim fica muito menor a lona pe-
dida para o estado ordinario portanto nao me
parece bem bascado o pedido. Senbores, oque
vejo eu oque nspagamosactualmentosidos mi-
litares a 2-.172 homens e pouco me importa
que elles sejao da linba, on fra da linha, que
sejao guardas nacionaes ou nao sao militares
a quem o estado paga e que csto em servico.
lortanto, nao roe parece muito conforme as
necessidades do paiz a forca pedida, e julgo a-
doptavel a emenda da commissao que se acha
sobre a mesa e pela qual nao duvidarci votar.
Tambem nao me posso dispensar de fazer al-
gumas reflexoes a respeito da forca existente no
Rio Grande do Sul. Vejo no mappa do ex-mi-
nistro que se tern remettido para o Rio Gran-
de de 18 a t8i2, B.453 pracas. Ora, actu-
almente existem naquella provincia 7,8-i pra-
cas de linba, c diminuindo urna parcolla da ou-
tra vero a ficar 2,391 pracas de linba donde
concilio, que a guerra do Rio Grande do Sul at
1811 estove em perfelto abandono. Mas eu sei,
que quando o Ilustre deputado o Sr. general
Andrea deixou aquello cxercito elle tinha oito
mil c tantas pracas, e dedusindo-se dellas os
guard s nacionaes que dou para isto tres mil ,
seria a tiopa de linba de cinco mil seguramente ,
c nem possivel que existissemenos; portanto,
avista dos dados, que nos da o ex-minislro da
guerra mis temos tido a perda considerave! e
sem duvida muito lamentavel domis dedousmil
lira/ileiros, desdo 18-1 at 18-2.
O Sr. Coelho: Pode sor por escusas de
6ervico, deserooes, etc. : a consequencia nao
rigorosa.
O Sr. P. de Brilo : Ja que toco no Rio
Grande do Sul, nao posso deixar de reparar quo
o relatorio do ex-ministro e muito estril nesta
parte,porque depoisde sete annosda duraiao da
guerra depois da successo de tantos generaes,
depois de tantos movimontos e passeios milita-
res, que tem havido, podia a cmara ser infor-
mada mais circunstanciadamente.
Eu quizera, que o relatorio nos apresentasse
o estadopoliticodosrebcldeseda sua forca, quaes
os recursos que tem e do rendimento de que lan-
eo mao, e que relaeoes existem entre os rebel-
des c entre os governos das potencias limitropbes.
Eu quizera mesmo que nos dissesse quaes os
mcios de acabar com essa guerra tao desastrosa ,
a maneira do recrutamonto dos rebeldes e seus
recursos, etc. porque me consta que ellos d is-
pee todos os annos de mais de dous mil con tos
provenientes do suas collectorias e do imposto
de dous mil ris sobro o gado e cavados, tirando
este imposto at do proprio gado consumido pelo
nosso cxercito, que monta tal vez a 140,000 ca-
becas annuaes.
Crcio que ellos tirao grande lucro dos contra-
bandos ; parece que tirao dez por cento das car-
rocas de contrabando, desse contrabando, que
tem concorrido para as grandes fortunas collos-
saes, e que j houve quem dissesse, que elle se
devia conservar, sendo minba opiniao que, para
reconhecor-se essa inutilidade, basta observar-
se que os rebeldes sao os que mais o desojo.
Consta-me que os rebeldes tem 5,000 homens ,
que seguramente nao tem diminuido porque n
recrutamonto ali forrado : elles obrigao a to-
dos os mancebos de mais de 1 iannos a servirem?
obrigao aos cscravos, obrigao aos nossos que
sao por elles aprisionados ; e quando acontece ,
que o sejao segunda vez os fazem passar pelas
armas.
Antes de concluir, eu devo urna pequea res-
posta ao Ilustre deputado pola provincia das A-
lagas, que hontom lallou e me pareceu dar
entender qucaparalvsacaoda campan ha cachar-
se o nosso cxercito mais de um anno em inaeco
se devia ao passsivo militar dado pelo Sr. gene-
ral Santos Brrelo. Eu estou persuadido, pelo
COntrnrin, de que esto Sr. tmnora! j substituida
poroutro sem conveniencia do servico publico.
Talvoz que se o Sr. general Santos Barrete ti-
vesse sido conservado, elle tivesse conseguido
vantagens, que nonhum consoguio porque o
seu (Mano ora conforme e apropriadopara acabar
com jquella guerra. Elle quiz oceupar a frontei-
ra e sacudir os rebeldes ou para a campanba ,
e ahi destroca-los, ou faze-los procurar o terri-
torio dos estados limitrophes ; oceupou posioes
muito importantes, bem como Missoes, Cruz
Alta etc. oceupou urna grande parte da pro-
vincia de quo estavao de posso os rebeldes,
quando ali ebegou ; o om todo o seu passeio mi-
litar tirou se npre vantagens contra o inimigo; a
elle se devo a communicaco do Missoes para S.
Paulo o a posse de quasi toda a Serra. O Sr.
Joao Paulo tinha cscolhido para sou quartel de
invern o Rincao de S. Vicente, como o mais
proprio para rebeber ali as cavalhadas que deviao
vir do Uruguay, como o mais proprio para con-
servar os importantos pontos deMissfles, Cruz
Alta etc.
O Sr. Andrea : Apoiado.
OSr. P. da Brito : Quando a isto se a-
chava disposto o general Barreto inmedia-
tamente succedido, e sou succossor mandou que
entregasseocommando ao Sr. general Sera ,
a quem determinou que fosse fazer quartoisde
invern no Jaeuhy.
O general Sjra que verdadeiro militar,
apezar de sua obediencia nao pode deixar de
attender a reclamacao dos oficiaes; o indo o
tenonte coronel Francisco Pedro em possoa a-
prosontar ao novo general os inconvenientes de
semelhante aquartolamento no Jaeuhy o ge-
neral apenas consentio que o exercito fosse para
a Restinga sendo necessario para la chegar,
fazer novase (breadas marchas o cansar ainda
mais a cavalhada j muito cansada c o que
aconteceu? O exercito na Restinga ia mor-
rendodosode. Foi necessario mudar de posi-
cSo e tomou o exercito para quaiteiso lugar
do Vacacahynerim cahi solTreu urna inun-
dacao tao grande que OS soldados sedispers-
rao para os montes o outros se salvaran em
canoas.
Isto explica a derrota e inacao do exercito ,
mas nao culpado dissooSr. Joao Paulo, a
quem estou persuadido que os ospiritos preve-
nidos Iho fazem a devida justiea.
Senhores, o 15io Grande nos pesa mais do
que nos sentimos ; com elle so despende o ter-
co dos rendimontos do paiz ; aquella guerra
merece-nos una attendio muito seria Eu nao
sei so o Brazil tem emprogado todos os esforcos
de que capaz para acabar com aquella guerra.
Ella injuriosa ao paiz o prejudicial para o fu-
turo porque d um exemplo terrivol para as
nutras provincias que se quizorcm conflagrar.
Eu cstaboleceroi um dilemma ; ou a guerra do
sul deve acabar; oua continuar, recelo mui-
to e muito essa banca-rola de que todos os dias
se falla. Creio que esta guerra concorrer mui-
to para a banca-rota ; mas se a guerra desap-
parocor, a banca-rota nao apparecer, porque
outras providencias se podem tomar para evita-
la ; mas do pouco valom economas quando o
dinlieiro vai em tao grande quantidado para es-
ta guerra.
I a roi breves reflexocs sobre aguarda nacio-
nal. E innegavel que esta parte auxiliar do
exercito est muito cansada ; principalmente
as provincias ha urna especie de abuso em met-
ter sempre essa gente no servico do que resul-
tan mullos incoveniontos, alm do que esta
gente nao tem a disciplina necessaria. A or-
ganisacao da guarda nacional foi sempre defei-
tuosa. J se emendou parcialmente um de-
fcitoi muito grande, que era a nomcaoo dos
oficiaes poreleicao, mas esta medida nao foi
geral. Em Pcrnambuco oITcreci um projecto
assembla provincial para quo se formasse a le
orgnica da guarda nacional-, mas veio logo a
duvida se o objecto era geral ou provincial, o
licou esse trabalho parado ; entretanto, enten-
do que a guarda nacional nao pode fazer o ser-
vico como est. Domis ha no servico que
ella faz muito pouca fiscalisacao o no mappa
cntrao multas vezes pracas que nao esto em
servico.
Dizem que isto tambem acontece no Rio
Grande do Sul, em ponto muito subido. Crcio
pois que se se podesse retirar a guarda nacio-
nal se ganharia muito polo lado da economa
e mesmo do servico.
Sao as observaces que tenbo a fazer para
fundamentar o incu voto.
Em consequencia de s comparecerem osSrs.
ditos, o Sr. presidente declarou nao haver
sessao.
30 de
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
No da de hontom (31 de marco), nao com-
pareceo numero sulicienlo para haver casa.
Tcndo dado mein da o S
Resumo dos debates da sessao do dia
margo.
Depois de approvadaa acta da sessao antece-
dente, e mencionado o expediente, lera )-seduus
pareceres da commissao de ordenados ;erca do
professor de latim da Boa-vista ; um d >s ditos
pareceres foi approvado e o outro adi ido por
ler pedido a palavrao Sr. Laurontino. Ou'.ro pa-
recer da mesmacommissao sobre osmarcidores
da inspeceo do algodo ; ficou adiado p >r ter
pedido a palavra um Sr. deputado. Outro da di-
ta commissao, a respeito de um Vianna ; foi ap-
provado sem debate. Outro da commissao do
instruccao publica acerca da jubilaran de Vasco
Marinho Falco ; foi julgado materia de delibe-
raeao, e a imprimir. O Sr. Lobo Jnior, mem-
oro da commissodecontas das cmaras, leo um
projecto de ornamento das cmaras municipaes;
foi tambem julgado materia de deliberaco ea
imprimir. Continuou a discussao do projecto de
lei do orcamento.
Art. 11: foi approvado sem debate.
Art. 12 : foro mesa duas emendas, urna do
Sr. Oliveira e outra do Sr. Jos Podro : a 1.*
com o art. foi approvada a 2.* regeitada, sem
debate.
Art. 13 : veio mesa urna emenda suppres-
siva'de parte; eumart. substituitivo do Sr. Jos
Pedro. Serri debate foi approvado o art. do pro-
jecto e o substituitivo, regeitada a emenda.
Na occaslo da votaran suscilou-se urna pequea
questo em que se indagou se o art. do Sr. Jo-
s Pedro mereca o nome de substituitivo, ou se
era urna simples emenda: o seu authoropinava,
que o art. tira substituitivo assim como o Sr.
Laurontino ; os Srs. Barao de Suassuna, e Car-
neiro da Cunha sustentarn o contrario. OSr.
presidente decidi que era simples emenda ao
art. do projecto. Em consequencia desta deciso
procedeo-se votaeo da maneira porque j re-
ferimos. Depois della, o Sr. Jos Podro (pela or-
dem), dizque se venceo, o quo elle nao quoria,
porque sendo o seu art. substituitivo de todo o
projecto, segundo a votaco, passou aquelle, e
parte desto que o mesmo nao abracava. O Sr.
presidente : ordem. O Sr. l)r. Mendos (pe'a or-
dem) diz que o que disse o Sr. Jos Pedro foi
urna censura assembla, sondo que por isso
estava fora da ordem : que o mesmo Sr. nenhum
direito tom de censurar as decises da casa, mas
as devorespeilar. OSr. Jos Pedro (pela ordem)
dizque nao acceita a reprehenco ; que nao re-
conhece, que o Sr. Dr. Mondes tenha o direito de
passa-la que nao censurava a assembla, mas
lez urna simples reflexao acerca do vencido.
O Sr. Dr. Mondes (pela ordem) entende, que
elle e todos os Srs. doputados tem o direito do
reclamar pela execuco do regiment, o qual pro-
hibe censuras s (licitos da assembla cqe
tanto importava o que dizia o Sr. Jos Pedro.
Esto d uns apartes : oSr, presidente : ordem.
Aliiterminou a questo.
Art. 14 : o Sr. Oliveira mandou urna emenda.
O Sr. Beltro vota por ella. Diz que nao pos-
sivel j obter um numero de almonas, igual ao
do art. porque a aula de obstreticia he fre-
quentada por mulheros, a queiti o acanhamen-
to to natural; que por isto nao se pode attri-
buiro pequeo numero de alumnas, que tem
apparecido inutilidade d'aula bu incapa-
cidade do respectivo professor. O Sr. Laurentino
da mesma opiniao. Diz que essa aula reclama-
da pela humanidade, pjrquo por via dos partos
a morte faz urn sequestro lamentavel, visto que
as pessoas que se dedico entre nos proflsso
de parteiras nao sao entendidas quanto devem
de ser e as que dellas preciso por acanha-
menlo doixo de chamar um medico ou ci-
rurgiao. Que por isso urna s victima que se sal-
ve pela cooperago de urna alumna da aula
dita vantagem ; e assim injusta a parte do
artigo, que marca o n. de 6 aluinnas.
O artigo foi approvado com a emenda.
Art. 15. Foi a mesa um artigo substituitivo,
urna emenda do Sr. Gitirana : outra do Sr. Jo-
s Pedro. Sem debate foi o artigo do projecto
approvado, o a emendada do Sr. Gitirana re-
geitado o mais.
Art. 16. Foi a mesa um artigo} substituitivo,
o mais" urna emenda. OSr. Barros Cavalcanti
entende que o artigo do projecto nao devo en-
trar em discussao, mas ficar addiado para quan-
do a commissao do redaccao tiver de ofTerecero
respectivo projecto incluir nelleo quantitativo
necessario. Fundamenta a sua opiniao disondo,
que no projecto sobre fixacao do corpo de po-
havia a rubrica de 102:000$ para paga-
liiia
ti > < i i i<
ment deste entretanto entrando em discussao
foi rejeitada essa rubrica. Que se admitir a
mesma rubrica em novas discussoes tem de
ver-se que ella passar por 5 discussoes ( 3 ,
quando se tratou do corpo de polica e duas
da lei do orcamento, de que na occasio so tra-
tava ), o que nao conforme com regiment
da casa. Mostraque a dita commissao de redac-
cao pode incluir no projecto de lei da fixacao do
corpo de polica o necessario quantitativo, ser-
vindo-sc das scgulntcs bases. Deve attender a
canti so refere anna e assim expirando el-
la nao fica disposicao alguina a cerca do quan-
titativo dito;.; que sono tcndo ainda tomado non-
hum acord tal respeito, necessario tomar-
se a gora soja elle qual for. O sr. doutor Car-
neiro da Cunha da opiniao do sr. Jos Pedro,
entende,que a loi fallada annua;e.tambem,que
na discussad do projecto da fixacao da forca po-
licial se na5 tratou de quantitativo algum e
s da organisaca do corpo de polica, vota pe-
ta pelo artigo do projecto. O Sr. Jos Pedro d
explicacao um pensamonto seu.
Finda a discussao foi approvado o artigo subs-
tituitivo prejudicado o dito projecto, e re-
geitada a emenda, o artigo 17. O Sr. Dr. Faria
mandou a emenda que so v na acta. O Sr.
Dr. Jos Rento prova que a Catedral de Olinda
um esta bolee i me uto geral o que nao poden-
do as Assemblas Provinciaes pagar empre-
ados geraes, segundo o Acto addicional
consequencia que no projecto de lei do orca-
mento se nao deve consignar quota para a mes-
ma Cathedral. Mandou o mesmo Sr. urna e-
menda suppressiva. O Sr. Dr. Faria diz, que
com e(Jeito entende que a Cathedral um es-
tahelecimento geral mas nao t.'.'in a certeza
necessaria para poder votar contra a consigna-
cao lo urna quota para a mesma Catln-.'lral e
neste cazo vota contra a emenda do Sr. Df. Jo-
s Benta : c que assim procedendo vai de acor-
do com o que na caza se tem seguido que
votar-se por despezas, que entro em duvida
se devem ser pelos cofres geraes 4.ou provinci-
aes. Tambem entende que deve votar neste
sentido porque v que passar a emenda
do Sr. Dr. Jos Rento os empregodos da Ca-
thedral viro soflrer porque quando repre-
sentaren) Assembla Geral j estar discutido
o projecto do lei do orcamento. Justifica a e-
menda que ofToreceo, analizando-a por partes;
e nesta occazio mostrou que o Cura da Cathe-
dral dita ( do que trata a" sua emenda ) tem as
mesmas obrigacoes exerce as mesmas func-
coes, quo um Parodio j procedendo estas do
mesmo poder, e conclueque a congrua respec-
tiva deve ser igual doumParocho. O >vr>
Dr. Mendos, vota contra a emenda do Sr. Dr.
Faria. Entende que o Cura nao est na mes-
ma cathegoria que um Parodio; quoaquelle-
no tem as mesmas honras civis que este ; o
tanto que a Lcgislaco antiga nao conceda a
aquelle mas sim este, o habito de Christo.
Que por ter um Cura as mesmas funecos, que
um Paracho nao se segu que seja da mes-
ma cathegoria ; porque servindo-se de um
exemplo o Juiz que chamado para interi-
namente exercer attrihuicdcs na Relaco nao
Desembargador ; nao est na mesma cathe-
goria, que este. O Sr. Dr. .Jos Bento diz ,,
que concordando o Sr. Dr. Faria que a Ca-
thedral de Olinda estabelecimento geral, de-
ve votar pola emenda que oflereceo. Vota en-
tretanto pela emenda do mesmo Sr. Dr. ; por
entender, que o Cura exerce as mesmas fuo
coes, tem as mesmas altribuicoes, que um Pa-
rodio achando-se na mesma cathegoria; pele
que julga que deve ter a congrua, que este per-
cober, mandou meza outra emenda. O Sr.
Laurentino do mesmo voto. O Sr. Dr. Fa-
ria sustenta o que disse : analiza as obrigacoes
do Cura e as confronta com asdoParocho;
acha que este s tem de mais o ser vitalicio ,
quando o lugar daquelle temporario; mas en-
tonte que a duradio do lugar nao influe nao
Ihc tira a cathegorja. Vota portanto pela e-
menda que ofToreceo. O Sr. Dr. Padilha ,.
vota pelo artigo do projecto apezar de reco-
nhecer que a Cathedral um estabelecimen-
to geral : assim procede por principio de equi-
dade visto que os empregados na mesma Ca-
thedral nao passando o artigo muito terS,
quesoflTrer. O Sr. Dr. Mendes insiste em nao
considerar o Cura na cathegoria em que se
acha um Parocho ; apresenta razos, o exem-
plos. Finda a discussao a emenda suppressiva
nao passou: a outra do Sr.Dr. Jos Bento foi ap-
provada ; a emenda do Sr. Dr. Faria foi vota-
da por partes requerimento do Sr. Jos Pe-
dro : a 1.* parte nao foi approvada mas a se-
gunda foi.
Tendo dado a hora, levantou-se a Sessao.
Varicclade.
aia, ..... P
dou fazer a chamada do estillo e acharao-se I (luota "'arcada na lei seguinte para o referido
somonte presentes os Srs. deputados l.ouren- n"1"'-' de pracas que ento tinha o corpo
coRizcrra.Rarros Cavalcanti, Leao, Oliveira, ? P0,ld" '> ao que actualmente Ihed o projec-
Carneiro da Cunha Jos Bento, Pad.lba, Lo- .'> q?f paSSOU desle ml ,azera redut'-
I... !.. -i-' ... i. '- iwiraw iiuuieio uuuiu (' menor, e
........... ..miii.no, bitiranoa, Paula Mes- 0 resuUado assi(iliar no projccto de redaccao.
quila, e I aula Lcenla [que oceupava a cadena ( OSr. Jos Pedro naodesta opiniao por-
da presidencia j qUo entende que a lei que o sr. Barros Caval-
0 CARAPUCEIBTO.
Ha grande differenca do Amor de si ao egosmo.
Toda a diligencia dos filosofantes do seculo
passado consisti em abater e aullar o homem ,
abalendo o aullando a origcm.dos seus sen-
limentos. Tal he o espirito que respiro as
mximas do famoso La Rochefoucauld. Ora
se esto apostlo do materialismo intitulasse a
sua obra = Satyra do seculo 18 = nao hatera
maior motivo de censura, se bem que sempre
ora muito de reparar que em toda ella nao
app.ircvvSSi iiini su vez o nomc *.c m^oos. mas
elle deo-lho o nome do Senlencas e Mximas
inoraos ; e retratando individuos corrompi-
dos da corto de Luiz 14 quiz insinuar,



m/p
que assiro era toda a especie humana. IVaqu
flalvecio e os mais discpulos dessu escola
muito do pensado puocurara sempre confun-
dir o amor de si como egoismo.. He incalcu-
Javel o damno que a som'edade causad os mios
principios. O livrioho das Mximas de La Ro
ebefoucauld corre improsso, por todas as maos,
ejatraduzidoem vulgar. O seu estilo cerra-
do, sentencioso, e picante he em verdado mui
agradavel, e dBst'arto muito melhor so vai es-
palhando o veneno de urna Moral corrompida
e detestavel.
Releva pois que remontemos origem das
paixdes humanas a fim de decidir, se a nos-
sa natureza he boa, ou m isto he; se o amor
de si deve ser confundido com o egoismo c se
ohomemheum ente despresivel ou divino.
Ka5 ha duvida qije o amor do si existe em to-
dos os homens ; mas ello divide-so em dous
scntimentos diversos que he mister distinguir,
e discriminar attentamente: um dirige-nos
para as causas fizicas o outro para as"cousas
moraes : he o facho duplo da nossa dupla na-
tureza. Nos damos ao primeiro sentimento o
nome de interesse fizico; porque he o motor
de todasas accoes que nao tem outro fim se
nao os gozos materiaes ; interesse engaador,
que mutas vezes nos persuade que o mal po-
de produzir o !)em. Os regalos, a intempe-
ranca as velhacarias a rclaxaeao o que
recreia os sentidos, o que finalmente salva o
corpo acusta da virtude, tacs silo os objectos
desta paixao. Sealgumavez inspira boas ac-
edes he porque espera receber mais do que
d e na verdade quem se mostra hemfazejo ,
generoso magnnimo para adquirir concide-
raco ou riquezas nao faz mais do que cal-
cular especular, e cambiar; mas como po-
deria tal commercio constituir a virtude, se
elle so pide fazer um homem de bem quando
nisso ha alguma cousa que ganbar?
Mas ha um interesse de ordem superior, que
longe de offender a pureza de nossos accoes,
torna-as dignas das vistas de Dos e he ao que
damos o nome de interesse moral; porque,
despresando todos os bens materiaes, nflo se
atem se nao aos d'alma ao qual nunca de-
vemos alias conciderar por inimigo do corpo ;
poissheinimigo dos ex'essos. Ser virtuoso
portanto he obrar em conformidade do nosso
verdadeiro interesse ; he amar-nos sim ; mas
com um amor cujos effeitos se derramern com
benevolencia em torno de nos; porque he de
advertir que todas as accoes que sao do
nosso interesse nwral sao ao mesmo tempo do
interesse do genero humano ao passo que to-
das as accoes que dizem respeito ao nosso in-
teresse fizico, concentrao-se em um egoismo
fatal aos demais homens e a nos mesmos.
Morrer como Socratas he obrar segundo o in-
teresse moral viver como Anyto he obrar se-
gundo o interesse fizico : aquella exalla-nos ,
este abate-nos ; um nao passaalem das cousas
terrenas o outro vai procurar a sua recom-
pensa no ceo e entretanto he exacto o dizer-
se, que cada urna refere tudo a si, com esta
diflerenca porm que o centro do interesse
fsico he o eu material e o centro do interesse
moral he a humanidade inteira.
Nao sao os effeitos destes dous interesses me-
nos oppostos que as suas paixoes. O inte-
resse fizico he puramente sensual: o que a el-
le se entrega sacrifica tudo a si, e sous sacrifi-
cios o deixao em urna voluptuosidade insacia-
vel, e descontente. Nao podendo dcscapti-
var-se de seus vicios, assim caminha ao triste
paradeiroda morte a quem em balde so qui-
zera appresentar frias e deslembradas cinzas.
Pelo contrario o interesse moral he puramente
intollectual: elle tudo sacrifica aosoutros, e
dos seus maiores sacrificios he que Ihe provm
os seus mais doces prazeres. Quando S. Vi-
cente de Paula pareca esquecer-se de si mesmo
prodigalisando seus bens e seus das aos infc-
1 zes; quando levava a abnegacao a ponto de to-
mar as cadeias d'um forcado para o salvar da
desesperac5o recebia um contentamento su-
perior ao que dava ; e neste sentido he verda-
do o dizer-se que elle curava da sua folicida-
de pensando na de outrem : elle sim hia apoz
do se interesse ; mas um interesse virtuozo ,
que entra em os sentimentos que nos levao
para o eco.
O amor de sintiois divide-se em dous interes-
ses : de um procede a nossa fraqueza de ou-
tro a nossa forca ; um he um calculo falso de
nosso espirito o outro he urna sublime ins-
piracSo d'alma ; e assim como damos ao pri-
meiro o nome do egoismo daremos ao segun-
do o nome de sabedoria. O amor de si toma-
do neste ultimo sentido torna-se urn sentimcn-
to que a consciencia esclarece e que pro-
duzio por ex. um Tiberio, um Cromwel ;
o interesse moral fez apparecer no mundo So-
peces de interesse, ou, para menor dizer,
he porque instalarao o interesse l'uieo como
o nico movel das rtssas accoes, quaudo as
mais das vz nao he se nao o manantial fe-
cundo dos nossos vicios.
Desse fatal egoismo he consequencia imme-
diata a terrivel Mxima 27,'i que diz =s O que
se chama liberalidade he quasi sembr, urna
vaidadededar; vaidade, que prorim n a cousa,
de que fazemos dam. = Taqui fcil lioconclu-
ir que sendo a accao de quem d propria de
um egoista sero de um ingrato os sentimen-
tos d*aquelle quo recebe. Mas o que pensa-
ra qualquer de um infeliz cuja miseria fosse
soccorrida por um alma generosa c queagra-
decesse ao seu bemfeitor dizendo-lhc A tua
liberalidade nao ho so nao vaidade a qual
mais prezas do quo o mesmo que me das ?
Nenhuma gratidao tedevo; pois mais te serv
em receber a tua dadiva, do que tu em m'a con-
federes. E nao he tal doutrina muito pro-
pria para eliminar doscoraedes a piedade ali-
as tao menosprezada das pessoas felizes ao mes
mo passo que he o balsamo saudavel dos des-
granados ?
>m digao oque quizerem os filosofantes,
este sentimcnto he um dos lacos da sociedade ,
porque une o forte ao fraco o primeiro ao ul-
timo por um movimenlo natural que he pa-
ra logo accompanhndo da beneficencia embo-
la pretendi aquellos enchergar na piedade urna
sagaz previdencia das desgranas, em qne po-
demos cahir. Mas acenso temos nsalguin rc-
ceio do nos tornarmos enancas "? Entre tanto be
es'aaidado, que excitaos mais vivos sentimentos
do compaixlo. Apiedamos-nos grandemente
da mulber que desengaada do todos os re-
eursosd'arlctem determinar osseusdias; porque
nao pode dar a luz o querido fructo de suas en-
(ranhas ; e por ventura pode haver em nos ho-
mens o presentimento de estarmos sujeitos .
iiiesma catstrofe? O aspecto de um bomem ,
que sofre comove-nos; mas nos corremos
para o menino cujos gritos nos peden) socor-
ro. Povos barbaros confemplarao com est-
pida indifferenca o incendio d'um palacio ou
a ruina d'um imperio; mas nunca veraocom
olhos enchutos a oraosinhos por exemplo ,
que chorosos accompanho o corpo de sua mui
sepultura. Em quanto pois houverem ho-
mens existir a piedade sobre a torra ; porque
em quanto houverem homens, bao de haver in-
feizcs. D'aqui se v quanto he falsa e de-
testavel a seguinte Mxima 276 do citado auc-
tor A compaixo he um condoimenlo de
nossos proprios males postos na pessoa de ou-
trem um hbil descortino das adversidades ,
quenospodem sobrevir : accodimos aosoutros
para empenhalos a accodir-nos em iguacs oc-
urrencias e os beneficios que cntao Ibes
lazemos, sao fallando sem rebuco, um snico,
que por anticipadlo a nos mesmos vendemos.
Apezar do todos os sofismas dessa filosofa
eminentemente egoista todo o genero hu-
mano reconhece que a piedade he urnsenti -
ment natural que seendercssa a moderar em
cada um a activdade do amor de si. Ella nao
reflecte obra ; por suas inspiraedes o bem he
(cito antes de se saber que o he, ealgumas ve-
zes at contra o nosso propro interesse. He
urna le da natureza que prova a nossa mise-
ria ; porque ella nao podia ser dada, se nao a
entes destinados desgraca ; mas tambem por
outra parte he um sentimcnto generoso, que
prova a nossa excellencia, porque inspira accoes
virtuosas anda aos mesmos, que creem ser ni-
camente guiados pelo egoismo. Melhor fora
pois negar as escancaras a existencia de tal senti-
mcnto ; porque dar motivos inlercssados a um
sentimento que precede a toda a reflexo he
negar o sentimento ; e negallo he negar a ac-
cao que se Ihe*segu o que he absurdo. Se
se quizer dizer nicamente que enfraquecida
a primeira emoejio d-se urna reflexao sobre
nos mesmos he cousa possvel ; mas este acto
reflexo interessado, que pode combater a pie-
dade nao deve ser confundido com esta ; por-
que a piedade he pura he natural he subli-
me he o cunho da humanidade. Por ella os
entes mais depravados ainda exercem virtudes
involuntarias o ella nos foi dada sem duvida
a fim de que os mesmos maos nao podessem pas-
sar sobre a trra sem ler sentido que sao
homens !
Eu nao conhero livrinho mais pernicioso ,
do que as tao gabadas Mximas de La Rochefau-
could : he um cdigo de egoismo he permit-
ta-sc-mc a expressHo, um Vade mtcitm de
materialismo disfarcado. Ah se ensina inex-
perta mocidade que a inodoracao a clemen-
cia a Justina a amisade o reconhecimen-
o a liberalidade a piedade sao cousas, que
nao existem, se nfionaapparencia, e nao se pra-
tfca, se nao por vaidade por medo ou por
egoismo : que o vicio nada tem do odioso e
ce vi! no ho-! a rtndii nada de loiivavel pois ambos sao
Rec'hefoucauld d'Helvecio e efletos do um poder que nio est nos Raos
mais sectarios da escola materialista, he por- do bomem o mudar qual he a influencia do
ueelles de pensado conlundiro eslus duas es- | temperamento ou obru (Jos uossus uruvs.
M


que se ha bellos sacrificios, e altas virtudes ,
nao s chega a estas cousas se nao por meio*
do vicio ; finalmente que todas as nossas accoes
sao filhas do interesse : e chega a proferir eu
a Mxima 238 que he do nosso interesse o
sermos maos ; por isso quo ha menos perigo em
fazer mal do que em fazer muito bem! He
incalculavel o damno, que tacs escriptos cau-
sao sociedades ; porque nao ha duvida que
quem em ultima analyse governa o mundo mo-
ral sao o? principios; e se estes sao maos nao
do le:n os hoiinns que os abracao deixar de
ser corrompidos.
No;sa filosofa sensualista, nesses principios
detostaveis disseminados larga mao entre nos
em innmero; livros, e romaneos corruptores
he, que eu vou buscar a causa primordial da
nossa corrupcao dos nossos males. Endeosa-
do o egoismo, redusido tudo a meros gozos ma-
teriaes cada um so se oceupa do si e conso-
guintcmentedesapparece o amor do prximo ,
o amor da patria o herosmo o brio oape-
'o ao desempenho dos proprios deveres e to-
das as virtudes. E o que vem a ser a socieda-
de ? Nada mais do que urna congrcgacfio de
dosfructadores, e desfrurtados de vclhacos,
e tolos de egostas em summa quo nao co-
nheccm outras lea que nao sejao o seu com-
modo os seus regalos, os seus prazeres as
suas paixoos. Podo ser que a curteza da mi-
nha vista me illuda por nao alcancara mais:
todava concordando que ha outras muitas
causas concomitantes dos nossos males, eu pro-
sigo em sustentar que a primordial he a erra-
da filosofa sensualista que se tem inoculado
em a nossa populacSo. D'aqui concluo, quam
necessario soja promover urna saudavel revolu-
cao as ideias incutindo nos nimos da vin-
doura geracffn os benficos principios do urna
filosofa espiritual e esscncialmento religiosa ,
sem o que improficuas serao as leis civiz e a-
inda as melhores instituiedes. Dominado dos
bons desojos de ser til aos meus roncidadaos ,
eem materia a mcu ver de tanta monta, ou
de vez em quando iroi combatendo ajudado
das sabias reflexdes de Mr. Aim Martin ,
das precitadas Mximas as que me parecerem
mais errneas e perigosas.
Copia fiel de versos de corto Poeta cujo no-
nV fica entro as 8, e as O horas fcitos a urna
de suas muitas namoradas.
A letra da bella Aninha
He letra mui bem pintada,
Escrove como escrevia certa
Menina adorada.
Certa menina adorada
Tinha milita habilidade,
Agora tambem Naninha
Tem a mosma tenra idade.
Tem a mecma tenra dado
Esta ninfa peregrina ,
Oh que lalho tao galante ,
Oh que estrella matutina !
Oh que estrella matutina
Ho com cffoifo a tal doidade !
A letrinha ali gravada
Excede a maior bondado.
Excedo a maior bondado,
E de Venus ser parece ,
()ucm dira que na torra.
Tanta perfcicio houvcsse !
Tanta porfeicao houvesso
Em Naninha escrplora ,
Que das meninas d'escripta
HcRainha nossa senhora.
He Rainha nossa senhora ,
O Ceo Ihe d boa sorto ,
Seguindo sempre a virtude
Fiel socio alm da morte.
Estou contente vejo Aninha ,
Acho sor muito dengosa :
Tem mil graras nao me engaa
Tem de mais o sor formosa.
A dous noivos Jos e Mara no dia dos seus
desposorios dorigio os seguintes versos.
Mara ouvio a Jos ,
Jos ouvio a Mara ,
Praza o Ceo que nunca finde
A memoria (leste dia.
2
O Ceo nunca perturbe
Esta dore un3o ,
I.ouva do noite e dia
Esles doce corado.
3
Esles doce coracao
Fi"!.1? ajora mtcmecido,
Eso nelle lenha dominio
O menino dos Cupido.
4
O menino dos Cupido
Os amarre muito bem ,
E Maria enrr. Jos
Felu pura acuque : umcii.
Receita que urna senhora dosa mo disse-ser
iufallivel para curar sesdes, experimentada mui-
tas vozes coi um de seus netos a qual receita
prometti publicar, a fim de que todos se pos-
sao aproveitar deste novo especifico, licando as-
sim proscripto o uso do despendioso quinino, e
de outras muitas beberagens e agoas chocas,
que vem da botica por pro,o exorbitante.
Em trez niigalbinbas do papel escreve-secm
um =: Cbristo as eo = : no outro = Christo
morreo = e no ultimo Cbristo resusctou=
Penduro-se todos tro/ bem dohradinhos ao
pescoco do doento. Em prinepiando os fros,
tira-se o papelzinho em que est escripia
Christo nasceo e mistuiando-se com urna co-
Iher d'agoa morna, eaasucar d-se-lhe a be-
ber. Se nao passa logo a sesSu para a outra
vez, d-se-lhe da misma forma o Cbristo mor-
reo e finalmente o Cbristo resuscitou. As-
severou-me a boa mulber que applicando es-
te snelo remedio a innunieravcis pessoas ,
nunca um s doento passou alm do Christo
morreo ; porque lodos savaio, ao mais tardar,
com este papelzinho: e tanta era j a f em sua
familia a respeito deste prodigioso remedio ,
que o sea neto em se vendo aine.nudo das taes
sesdes, gritava logo: minha av d-mej Chris-
to nasceo Nao remedio mais fcil.
CQfifltWERC.O.
Alandega.
Hcndimento do dia 31........ i: 1778008
escarrego hoje 1.
Barca Ist gigos de loma, fazendas, man-
teiga ceneja e lerragens.
Brigue Rece fazendas, lrrugons, lou-
ca, sabo, e ceneja.
llovimciilo do Porto.
Nucios safados no ata 30.
Lisboa ; brigue poitugue/. 1 riumphante, capi-
tao Silvorio Manoel dos Reis carga assu-
car.
Rio de Janeiro ; brigue brazileiro Indiano ca--
pito Antonio Alvos Marta, carga diversos
gneros.
Rio do Janeiro ; barca brazileira Izabel capi-.
tao Pedro Nolasco Vieira ; carga uiversos g-
neros.
Sahidos no dia 31.
Philadelpha; barca americana Glohe, capitao
Nicholas Esling com a carga quetrouce do
Rio de Janeiro.
Edita es.
Pela administrado da meza do consula-
do se faz saber que no dia 3 de abril futuro,
se ha do arrematar porta da mesma adminis-
traeao una caixa de assucar brunco, apre-
hendida polos respectivos empregados do trapi-
che do Pelloirinho por inexactidao da tara;
sendo a arrematadlo hvre dedespezas ao arrema-
tante. Mesa do consulado de Pernambuco 29 de
marco do 1843.
Miguel Archanjo Monteiro d'Andraie.
O III."'0 Sr. inspector da tlioseuraria das
rendas provineiaes manda (azor publico que
em cumplimento do otlicio do Exm. Sr. Presi-
dente da provincia de o do corrente peranle a
mesmu thesouraria sol) as condiedes j publica-
das nesta tulla n. 67 de 23 do corrente, se con-
tratar no dia 39d'abril prximo vindouro, dous
leos deimpedramentodas areias do Giqui na
estrada de Santo Antao: o t. oreado na quan-
tia de 9;931g464 reis, o o 2. na de9:341386*
reis.
Outro sim, que no dia 23 do mesmo mez d'a-
bril, c sob as condiedes publicadas no mesmo
n. do Diario se rontractara o alcatroamento
da madeira da ponte da Roa-vista oreado na
quantia de 1;t8!i$4-l3 reis.
A discripcfio e ornamentos destas obras pode-
rao ser consultados na roparticao das obras pu-
blicas pelos licitantes, os quaes devero, depois
de competentemente habilitados, a presentar com
antecedencia nesta thesouraria as suas propos-
tas em carta feixada para seren abortas em pre-
senta de todos nos diasaprasados, pelas II ho-
ras do dia.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
eiaes de Pernambuco 28 de marco de 1843.
O secretario,
Luix da Costa Porto-Carreiro.
DrclaracHo.
Companhia de Tlebiribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presento con-
vidados nnra roassre!! 'i p. o. sobre o valor ds
suas acedes e assim completaren) a primeira
prestadlo. A vista dos competentes recibos sa-
rao entregues as Apolices *no escriptorio da
Coinpanhir na ra Nova n. 7 devendo fica
rem os mesmos Srs. Accionistas na inteligen-
cia de que nao podem transferir suas acedes an-
tes ue sl-lui uM'iuuda nos mos daCompauuia,


I
4
CIRCO olmpico.
Grande e extraordinario espectculo gim-
nstico eequestre, para domingo 2 de abril,
dividido da nianeira seguinte :
1.a Parle.
Varias e novas damas sobre a corda forte ,
tanto com inaromba, comosem ella, onde par-
ticularmente Joan Bernab i apresentar novos ,
e. deliceis equilibrios sobre una cadeira.
2.a Parle.
Exercicios cque>tres, volidos aerios pullos
grotescos e outras habilidades da maior diTi-
culdade apresentados por toda a companhia a
cavallo onde Joao Bernab apresentar a sem-
preaplaulida scena do recruta comotambem
a transformacao de madame Ango sobre dous
cavallos.
3." Parle.
Pela primeira vez a cavana Trtara onde se
mostrar o camelo e da maneira, que os Tr-
taros viajo com elles na Arabia dezerta, a ze-
bra da Judia conheci a por animal indoinavel,
correr a roda do circo na guia, onde se obser-
va osseus mo\ mritos, ea galantera de sua cor.
4.a Parle.
Terminar o especlaculo um gracioso panto-
mimo intitulado
O rrlho inganado ,
apresentado por toda a companhia.
Os bilhelesacho-sc venda na prnca da In-
dependencia n. 39 e no Amphi-theatro.
Principiar s horas do costume.
Aviso ; martimos.
=3 Para o Porto segu viagem, com a maior
brevidade possivel a inuito veleira barca por-
tugue/a Espirito Sanio ; quem na mesma qui-
zer carregar ou birde passagem, para o (|ue tem
cxcellcntes comuiodos, dirijase a seu consigna-
tario Prancisco Aires da Cunha, ra cstreita do
Rosario n. 13 ou ao capitSo a bordo da mes-
ma, ou na praca do Commercio.
Avisos diversos.
S
O ARTIMIEMO N. 32.
Amo hoje e acha-se venda.
No dia 28 do correntc entregou-se a
um preto ganhador um caixo com um par de
mangas de vidro e diferentes retalhos de brim,
e como o dito preto se desencaminhou roga-
se a quem for offerecldo mandar entregar na
ra larga do Ro/.ario n. 40.
Oferece-se carga para o porto do Para ;
quem quizer levar dirija se a ra da Sen/alia
nova em casa de Fox Stwdart para tratar o
frete
Precisa-se de dous trabalhadores para ma-
coira brancos ou pretos; quem pretender di-
rija-so ra Direita n 129.
Aluga-se um sobrado de um andar ou
urna casa terrea com quintal e que seja bem
fresca : quem tiverdirija-se a ra do Crespo
loja n. 2.
A pessoa que annunciou querer com-
prar 200 ou 300 pares de mcios botins de Lis
boa, querendo 100 pares pode so dirigir ao
atierro da Boa-vista n. 24.
= Aluga-se o primeiro andar da casa de 2
ditos, por cima da segunda venda, em Fora de
Portas; a tractar na mesma venda.
Alfrga se em Olinda, em >a seguintes ras:
Varadouro S. Benlo Ribeira q na tro Can-
tos principio da Mathias Ferreira o Ampa-
ro; urna casa terrea ou sobrado que seja bas-
tante grande : quem a tiver annuncie.
-Quem precisar de um rapaz que se pro-
poem a esrrcver em qualquer lugar que for o
qual lem bonito talho de letra e tambem se
encarrega de copiar qualquer escripturai ao ;
annuncie.
Precisa-sc arrendar um sitio perto da
praca sendo na Passagem Maguinho ou pon-
te (le Uch'ia ; quem o tiver annuncie para ser
procurado.
A pessoa que quer comprar o dicciona-
rio Magnumlexicon, e urna seleta em bom uso,
tudoachara na ra las I lores casan. 3o das
7 horas as 9 da manha c das 2 as 4 horas da
tarde.
- O Sr. que levou as amostras de fitas e se-
tins para o sitio no dia 2G far o favor de as
mandar entre ar no atierro da Boa-vista loja
francesa n. II.
O Sr. i ni/ I x'zar Pinto de Faria quei-
ra declarar onde (leve sor procurado nesta pra-
fa, ou dinja-se a ra de anta Rita n. 85.
Aluga-sc a melade de um armasem na
ra da Prnia n. 39 ; a fallar no inesmo.
O Sr. Rodrigo da Costa Carvalho, baja
deannunciar sua inorada para se Ihe entregar
urna carta vinda da Babia,OU procure-a no mos-
toiro de S. Bento, fem Olinda.
s\ i....i~
\/ tuuiiuuu
Sr. ui de lezus
be queira dirigir-se ra dasCruzes n. 41 ,
segundo andar.
- Antonio Silveira retira-se para o Rio
de Janeiro.
OSr. Joaquim'JosdePinbo, quetem-
pos teve venda nos Affogados, queira annunciar
a sua inorada ou dirigir-se ra de Santa Ri-
ta Nova n. 8o.
Aluga-se para o servico de urna casa ,
urna preta milito esperta e que lava engoma
c cozinha ; no Forte do Matto, ra do Codor-
niz n. 3.
Joo Dubois, com assougue na ra da Ca-
deia previne aos Srs. a quem tem promettido
sebo de rim de carneiro capado, que o devem
mandar buscar domingo 2 de abril.
Quem precisar de um rapaz brazileiro, de
20a22annos, para caixeiro de ra, de casa
ingleza ou de outra qualquer casa de negocio,
o qual d fiador sua conducta ; annuncie.
= A pessoa que annunciou querr com-
prar a obra de theologia moral, pelo Kxm. his-
po Monte e outra pessoa um dicionario Mag-
num Lexicn, e selecta, dirijao-se ra de
Agoas Verdes n. 42.
O abaixo assignado necessita fallar com
o Sr. Custodio Gonralves, a negocio de seu in-
leresse c como ignora a sua residencia roga-
Ihe o obzoquio de dirigir-se ra da Cadeia do
Recife. casa n.38.
Precisa-se fallar com a Sr.aD. Cecilia Fcr-
reira da Silva a negocio de seu interesso.
= O Sr. que annunciou no Diario de 27 do
rorrente, um engonho para vender, distante
desta praca 3 leguas queira dirigir-se ra
Nova n. 4i segundo andar.
= Antonio Gonralves LageS subdito por-
tugez rc(ira-sc para a Cidade do Porto dei-
xando por sen bastante procurador, a Joaquim
da Silva Mourao.
Preciza se de um caixeiro que se propo-
nha a vender fazendas pelas nas e se ojjerece
bom ordenado ; na ra d'Agoas verdes sobra-
do n 06.
Preciza-se de 4008 reis a juros por alguns
mezes pagando-se o juro mensalmente, dan-
do-se 3 firmas capazes ; quem quizer dar an-
nuncie.
Quem precizar de roupa lavada e en-
gommada; dirija-sc a ra do Hospicio caza n. 1.
Offerece-se um portuguez para creado de
qualquer caza que tenha carrinhos, pois disto
tem alguma pratica ; quem o pertender diri-
ja-sc a ra do Cotuvelo n. 49 ou annuncie
para ser procurado.
A caza que est na Solidado para alugar,
com seu componte citio he n. 42 e nao 44
como tem sabido por engao neste mesmo
Diario.
Offerece-se um rapaz brazileiro de muito
boa conducta, para caixeiro de cobrancas; quem
precizar annuncie.
Furtaro da botica da Sr.a Viuva Cunha ,
um chapeo de sol novo de eflr preta bordado
na beira ; quem d'elle souber baja de o resti-
tuir a Domingos Pires Ferreira atraz da Matriz
da Boa-vista caza n. 12.
Preciza-se saber se nesta praca existem os
Srs. Joo Luii Goncalves Vianna e Antonio
Luiz Gonralves Vianna naturacs da Villa de
Vianna em Portugal.
= Antonio Jos de Mallos Guimares, sub-
dito Portuguez, retira se para fora da provincia.
= Joao A Ivs da Silva; retira-se para o Por-
to atratar de sua saude.
=Os credores de A. Fatton sao convida-
dos para receberem os dividendos, na ra da
Cruz casa do consulado frnncez, sbado 1." de
abril, das 10 horas da manha, s2 da arde.
= O abaixo assignado previne ao respeita-
vel publico que se nao deve fazer negocio al-
gum rom bens ou eseravospertencentes ao casal
do finado Anlonio Machado Dias por se acha-
rem embargados pelo mesmo abaixo assignado.
Joao Mara Seve.
- Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno e externo de duas pessoas : na ra Bella
n. 19.
= Aluga-se o primeiro andar da casa da
rua doQueimado n. 14: na loja da mes-
ma casa.
= Aluga-se por anno urna grande casa ter-
rea com solo e quartos fora para escravos,
propria para numoroza familia com espacoso
quintal todo cercado de limilo militas laran-
geiras outras fruteiras e mais plantas ; 6 per-
to da praca por ser na Solidade n. 44 : na
ra do V gario, armazem n. 73.
Na ra de S Rita, n. 62, precisa-se
de urna ama de leite.
Aluga-se o primeiro andar da. casa da
ra do Apollo ti. 27 pertenronte a Joad An-
tones Guimaries, rom oxeollentes commodos
para urna familia : na ra da Cruz escriptorio ,
n. "i.').
Prorisa-sede um caixeiro que se pro-
O Sr. L. G. G. morador na ra de Agoas algodo dobrado americano, e outras, mais fa-
verdes digno-se ir pagar o quo deve na ra zendas : na ra do Crespo loja n. 12, do
Direita em urna loja de fazendas, o que nao Antonio da Ctinha SoaresGuimaraes Jnior,
ignora; do contrario serei no fim de 3 dias Vendem-se bogias de carnaubas de 6 ern
maisextenco. libra, bem alvas e duraveis: na ra do No-
A medicina popular americana que ha gueira n. 13.
tantos annos est em uzo as Indias Occiden- Vendem-se um quartao. e urna goa, por
taes e Orientaes, Costa d'Africa, &c. &c. tem preco commodo, no atierro da Roa-vista loja de
provado como urna medicina inestimavel sendo Salles & Chaves n. 26.
preparada de prepsito para, clima quente, e Vendem-se cortes de l e seda bonitos
composta de ingridientes que nem requerem padrees, e modernos; na ra do Crespo loja da
dieta nem resguardo, o pode ser administrado Santos Neves.
s enancas as mais tenras. | = Vonde-se por preco commodo um escra-
As vantagens deste celebre remedio em curas vodenac5o, de30annos, ptimo para todo o
de molestias de ligado, gotta, dores de cabeca servico e um mulatinho de 10 annos, cuja boa
inflamacSes em geral, retencoesd'ourina, pe- conducta se affianca ; na ra Direita n. 43,
dr na bexiga erysipela ataques nervosos,) == Vendem-se duas esclavas, urna engoma-
lombrigas, &c. &c., tem causado grande extrac- deira cozinheira e lavadejra com 22 annos,
cao em todas as provincias como nico e ver- [ e outra mais moca que cose, cozinha o diario,
dadeiro purificador do sangue. refina assucar e faz doces; na ra de Santa.
A medicina popular americana composta de Rila n. 27.
dous principios differentes, um purgativo e I Vende-se ovclhas ecarneiros; na ra
desobstruente removendo os humores viciados do Hespido n. 12.
das difieren tes partes do corpo e assim purifi-l Vende-se superior fumo em folha para
cando o sangue ; o outro tnico dando forca charutos; na ra da Moeda armazem n. 7
e vigor aos orgos da digesto e por tanto irnpe- Vende-se urna cadeira de arruar com al-
dindo a cumulaco dos humores nos intestinos, gum uzo tendo a sua competente caixa em
&c. urna comhinacao como esta nao pode ser que he guardada ; na ra Direita sobrado de
senao proveitosa na maior parte das molestias um andar n. 121.
e sendo vegetal esta comhinacao pode ser admi-j \ Vende-se muito boa sarja espanhola ,
nistrada a creatura mais delicada sem receio al- com vara de largura e pelo barato preco de
gum e com certeza de benficos resultados. 2,880 ; assim como um selim em bom uso ,
Aqui vende-se somentc em casa do nico a- com todos os seus pertences: na ra Nova lo-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Recife n. ja n. 29.
18, epara maior commodidade dos compra- S== Chitas finas escuras de bonitos padroes a
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C.a, e atterro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vegetacs do Dr. Brandreth.
Urna pessoa que faz profisso d'ensinar
primeiras letras, e grammatica portugueza, em
casas particulares, offerece ao publico seu zello
e cuidado a respeito : quem de seus prestimos
quizer servirse diiija-se ra das Larangeiras
loja confronte o n 1.
Deseja-se fallar com os Srs. Jos da Sil-
va Telis c Joaquim Francisco dos Santos ; na-j
ra da Moeda, armasem n. 7.
Offerece-se urna mulher de meia idade ,
de muito bons costumos, para ama de casa de
familia s para Ihe darcm de comer, e vestir,
e sem ordenado algum, por nao poder fazer todo
o servico.
Compras.
Compra-se um escravo que seja eficial de
marcinciro ou de carpina, com tanto que se-
ja perito no seu officio independente de ser
vicioso na ra Nova Botica do Pinto.
Compra-se um Diccionario de portuguez
para francez por Jos da Fonceca : na ra Im-
perial n. 167.
V'endas
da
Malta que pretende negociar o sollo do ierras
denominado Cumbe sito no lugar do Bol.iri- verdes, sobrade;;;. 63,
pinina a venuer fazendas pelas mas, pelo que
so Ibe dar bom ordenado : na ra de Agoas
^_>|ARIOCA $Sctte, vendem urna sua pro-
priedade na Cidade de Goianna ra Au-
gusta, n. 20 com 10 bracas de frento e 40 de
fundo bo casa de tijollo e cal nova e bem
eila com duas sallas na frente cozinha fora,
estribara para,4 cavallos grande forno para
pao, grande cacimba com boa agoa um gran-
de sitio todo cercado de estacas nativas com
muitos arvoredos c todas qualidades de fru-
tas alem de muito e bom lugar para se plan-
lar capim : a tratar com os mesmos na ruado
yueimado n. 23 ou em Goianna com Lu-
iz Luccas de Mello.
= Vende-se urna preta que sabe cozinhar ,
engommar lavar de varrella e sabao e cose
chao : na ra do Encantamento sobrado n. 10.
= Vende-se urna opa de gurguro roxa :
na ra do Encantamento n. 10.
= A bordo do Patacho Francolina prxi-
mamente chegadodeS. Catharina fundiado,
de fronte da escadinha da Alfandega vende-se
a melbor farinha de mandioca por preco com
modo em saccas ou medida.
= Vende-se um taboleiro de gam3o com as
competentes tabolas de marfim e sem ser in-
da servido : na ra do Vigario, armazem n. 23.
= Vendem-se merinos decores a 1,800
o covado princeza preta e de cores a 800 reis,
duraque prelo e de cores superior a 800 reis ,
cortes de vestidos de cassa pintadas a 2:880 ,
risiadostranrados para caifas a 240 300 e 140
reis fusfiH's de coros fixas a 480 reis, metim
branco fino a 2W) reis chitas de cores fixas as-
sontos escurosa 140 reis e claro a 160 reis ,
lila preta muito fina a 340 reis lencos de chi-
ta a 140 e 160 reis panno da costa a 480 re-;
is, o'niia azul a 110 reis ordinaria a 120 re-
is pecas do brolanha de 10 varas a 2:000 ,
rnadasto.da India com 7 vara*; o moia n l:o00 ,
6000a peca, e o covado a 160 ditas finas
em cortes a 2400, ditas para coberta a 200 rs.,
ditas superiores de tintas fixas a 220 e 240,
pecas de bretanha de 4 palmos de largura a
1600, pannos finos de cores a 2400, casemi-
ras pretas e lisas a 2000 o covovado ricos cha-
les de lanzinha modernos a 1440 sarjas
pretas largas para vestido los de linho de va-
rios tamanhos por muito barato preco, calem
destas outras muitos fazendas baratas, dndo-
se de tudo amostras aos compradores : na ra
do Crespo n. l.
= Salea parrilha em grandes e pequeas
porcoes, por preco muito commodo, por ter-
se de ultimar una conta de venda ; e vinho do
Porto de superior qualidade em barris de
quarto : na ra do Trapiche n. 26 casa de
Manoel Duarte Rodrigues.
= Vende-se um cavallo castanho andrino ,
novo manteud sem achaques, bom car-
regador baixo por preco commodo : na estra-
da de S. Amaro sitio do fallecido Francisco
Anlonio Ferreira.
= Vende-se urna carroca para hoi ou ca-
vallo e ate mesmo para urna junta de bois,
por ter a mesma carroca urna lanca : na pra-
ca da Boa-vista loja do carroeiro francez no
sobrado do Sr. Brigadeiro Almeida.
V Vendem-se chapeos de sol de seda preta,
lencos grandes e pequeos de seda preta para
gravata panno de linho um par de brincos
de brilhantes retroz, chales de seda toalhas
de linho chapeos de hafita tranca para de-
bruar roupa ancoretas de azeitonas, feijao
branco amarello e fradinho cevada -, ro-
ldas para garrafa fio de pnete enchadas ,
pregos caxaes ripaes, e batel, grandes e pe-
queos, nozes, 12 cadeiras d oleo, e de pao pre-
to, bancas, urna secretaria tocadores sofs de
oleo urna porco de louca vidrada rodas de
arcos para barricas urna banca de pedra de
louca para cozinha pipas meias ditas, quar-
tos e decimos de azeite doce pilulas da fa-
milia, fexaduras grandes para porta de armazem,
assafates grandes e pequeos tornos de conde-
cas bichas grandes c pequeas barricas com
farinha desss, e ss dita americana e meias
barricas: na ra eslreita do Rozario, u. 13.
Vende-se um moleque de 18 annos bo-
nita figura, cozinha o ordinario de urna de casa:
na ra do Crespo n. 13.
Escravos fgidos.
-- Fugio a 30 de maio ultimo um escra-
vo Camundogo de estatura ordinaria^ cor
preta olhos pequeos refeito do corpo o
pernas ps apalhetadose de bonita figura, le-
vou camisa bordada na bertura ,. calca de brim
de lista e chapeo preto o appfehoridodor le-
ve-o na travessa da trempe para o'Mondego, no
sitio que tem a casa com a rente cor de chum-
bo quesera bem recompensado.
= Fugio no dia 22 do corrente um mo-
leque crioulo de nome Ignacio de 12a pan-
nos com os iignaes seguinles : ps e mos
compridos, cabello rallo, rosto descarnado ,
uina cicatriz no dedo inmediato ao poiegr da
mao direita levou calca de ganga azul tranca-
da e camisa de algdioziohp liso nova ;
qualquer capitao de campo ou pessoa que
.C.C SCUutsr o petier i pieuup 0 loVt To
Nova n. 21 que ser gratificado.
Recifs; naTyf. deM. F. ieFau.==1843


Full Text
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