Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04925


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Full Text
/Anno de 1848*
Quinta Fera SO
de Mar^o
Anno XIX. N. 7*

Tu'lo agora depende .le nos aramos ; da noaii proilrncia moderaSo, snargia : con-
imuamas como principiamos e sereno* spontados cm admira, ao enlre as Nacoes mais
culta*. _________f Proclsinaco di Assembla Geni do Bla'ilL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiannc, Parahiba Riogrande do Norte segunda- tenas feiras.
Honi' > c Saranhunt a 4U e 24
Cano j:rintaem, Ri.. Formoso Porto Cairo Maooio A lago as no 1.
Bua-i*e Florea a 3 e 28. Sanio Ant;i, quinta* feiras.
IAS DA 1EMANA.
27 tg. Roberto B. Aud. do i de D. da 2. .
}H 'Itre. s. Alexandre M. Aud. do J. de D. da i. y.
?'J (bar s. I'erlholdo C Aud doj. de I) da 3. t.
O Vui&i a. Joao Cl maci. Aud do J. de D da 2. T.
i seis, s. Balbina V. M. Aud do J. de da 1 t.
1 Sai), a. Macario Re. Aud. dn J de D. da 3. r,
2 ItOBi a. Francisco de Paula Fundador,
O Diario pubiira-ta todos ui dias qoa ii.'m forem Santificados : o praco da assignatnra b*>
de tres mil reis por quarlrl pa;os adiantadoe. Os annuaotos din assigaaaasa sSo inserid,,
gratis, e osdosqueo n.'in fiirem raio de SO reis porlinlia. As reclamacoes deTem sel din.
gtdas a esta lyp., ra desfrute* If, 34.on a prae* di Independencia lojade lirrot N. 6a 8
a Pars 3SU reis por trsnco.
Lisboa 1U por 1U de premio.
r % mu ios.No dia 2'J de M.ir o
Cambio sobre Londres 18 28 1| :d. p. 11'. OoBo-Moeda da 0,(00 Y.
k a N.
a da 4,000
FaTa-Patacora
Petos Columnares
K dililS Mrlii'liuiS
compra
45.UJU
1.SJJ
8,300
i,740
1,740
1,741)
rend;
15.200
15,000
8,500
1,760
i,?0
.7I
PHASEsua lDAK'JMEZ DESTARRO.
La Clieii i 16, Ss 3 borss a 3U m.da m. I Lila aun al., ks 3 roras e 43 m. da manda,
'ain. ming. 22, i* 8 boris lia. di tar 1. | Juin. cresc. a '.', it 7 miras e J, da in.
Preamar de hoje
. da mana ti. I t. a 4 doras 54 m. da larda.
PARTE OFFICIAL
Governo da Provincia.
EXPEMEXTE DE 21 DO COMENTO.
OfTlc.o A cmara municipal do Cabo rc-
mettcndo-lho para seo conhecimento, o oxc-
cuciio copia do parecer da commissao de ren-
das municipaos, ornamentos, e examos de cori-
tas approvado pela assembla legislativa pro-
vincial edarlo sobre a represontaco da mella
cmara de 27 de abril do anno prximo passa-
do.Cornmunicou-se ao primeiro secretario da
assembla legislativa provincial.
liitoAo director interino do arsenal de gum-
a autorisando-o a comprar, caso a respecti-
va despesa anda chegue na consignacao marca-
da para aquelle arsenal oitoeaixas de velas de
espermucete 400 vassouras e 100 esteiras de
Angola de que diz precisar para sopprir as
diferentes requisicoes dcste o do prximo fu-
turo mez.
DitosAs cmaras municipaos deSerinhem,
e Rio Formoso ordenando em conseqiiencia de
requisicao da assembla legislativa provincial .
que com toda urgencia remettao a secretaria da
Presidencia para serem transmitidas a dita
co a quantia de 800S rois por conta da con-
signaefio para as obras da matriz daquella fre-
ruesia ; eprevenindo-o deque o mesmo pa-
rodio prestar contas da mencionada quantia no
devido tempo.
Dito Do secretario da provincia ao prime-
ro da assembla legislativa provincial, accosan-
do a remessa de m officio da cmara munici-
pal do Rio. Formoso acompanhado do balanco
ilo anno passado, edoorcamento do crrente.
Gommando das Armas.
EXPBDIRNTR DE 11 DO COUREXTE.
Officio Ao tencntst-gcncral commandanto
das armas da corto remettondo-lhc a guia do
cadete Francisco Rafael de Mello Rogo, que ob-
tivera licenca para frequentar a escolla militar,
e, segua no vapor Pararme.
Dito Ao mesmoEun. Sr., fasendo-lhe re-
messa da guia do soldado voluntario Francisco
de Soasa Cime, que tamben illa estadar na es-
colla militar, o segua no vapor Haraense.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. rommunicnn-
do-lhe, que no vapor Pararme, segua com es-
calla pela corte para o Rio (rande do Sol, o
reverendo Antonio de Parla \eves capelln do
quarto batalho de fuzileiros, com o que fiel
EXTERIOR,
assembla as contas da sna recelta e despesa ; i MttaleltaTX^
visto OSO o terem assim e.to at o presen e, co-, dfl8ta pri)vincia em offlc{0 d(! 2% dc M ,.
ino Ihescumpria. I'articipou-so ao primeiro i tmo J
secretario da assembla legislativa provincial.
lanciadas informacoosacerca desua administra-
cao municipal : -2. da mesma cmara sobre os
limites do sen municipio com o de Olinda ; 3.
da cmara municipal de Garanhuns, instando
pela approvacao das respectivas posturas : 4.
da cmara municipal do Pao do Alho pedindo
acreacao dc urn ajudante do respectivo portei-
ro :5. da Cmara municipal dc Olinda envi-
ando copia do foral da doacao que fhe foi fei-
ta por Duarte Coelho e a inormacao dada so-
bre a posse, que tem sobre o pantano daquella
'idade : 6. da cmara municipal da Boa-vista ,
pedindo providencias, que remoyao os embara-
zos em que se v para nornear urn procurador,
tro da guerra ou a quem o Exm. Presidente
lhe indicasse.
Dita AoalferesBelfort, para entregar ao
commandantedo contingente de tropas do Cea-
r as cincoenta pracas, quecondusira do.Ma-
ranhao, com destino acorte; por liso que ti-
nha de voltar desta, para a sua provincia.
Tfeesoura da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 2 DO CORENTE
Officio Ao Exm. Presidente, rogando-lhe
se dignasse nomi'ar pessoa para servir interina-
pornaohaver quem queira acceftar esseempre- monte o lugar de procurador fiscal da fazenda ,
go, somente pela paga dos 6 por' da le: c". li-
nalmente do engenlio ro em chefedas obras pu-
blicas sobre os embarceos, que soll're a nave-
gacao em canoas pelo rio Capibaribe e a ne-
cessidadode milhora-la.
Dito Do mesmo ao dito, remettL'ndo urna
represontaco dos moradores de l'amandar, em
que pedem a creaeo deumacadeira deprime!-
ras le'tras e o officio da cmara municipal do
Rio Formoso, em que informando sobre esta
pretenco prope a remoeao da cadeira de
Barreiros para a dita povoaeao de Tamandar.
dem i o da 22.
Officio Ao cdinmandante das armas, orde-
nando que mande addir ao batalliao de Inten-
tarla de guardas nacionaes destacado o sargen-
to do primeiro batalhao da guarda nacional de
Olinda Francisco Xavier de Couto a llm deque
por ali lhe sejao tirados os respectivos vonci-
mentos emquanto cstiver servindo dc Ama-
nuense ao encarregada dainspecefio da guarda
nacional doIJmoeiro, o brigadeiro Antonio Sur-
ges Leal.Participou-se ao mencionado briga-
deiro.
DitoAo inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes determinando que a
vista das condices, quejhe remette, ponlia em
arremataeao as obras, da reediflcaco do urna
parte da estrada da Boa-vista para a cidade de
Olinda o do tapamentodo arrombo feito pe-
las ebeias no atierro mandado faier pelo ge-
neral Luiz do llego nocaminho da Conceifo-
zioha, no lugar da camba do S. Joao.Par-
ticipou-se ao engenheiro em ebefe das obras pu-
blicas.
idkm no da 23.
Officio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda declarando em resposta ao seu officio
de 22 do presente, que o majordo estado maioi
Gustavo Adolfo Fernandas Pinbeiro da Cunfaa
recolhe-sel corte em consequenca do aviso do
ministerio da guerra de L6de Janeiro deste an
no, pelo qual foi dispensado da commissao,
em que eslava emprogado nesta provincia.
DitoAo inspector interinoda thesouraria
das rendas provinciaes ordenando, que man-
de adianlar ao reverendo vigario de Lomen- ioiiicios se pediao.
durante o impedimento do advogado Antonio
Joaquim de.Mello, que tomou assonto na assem-
bla provincial.
Hito Ao mesmo Exm. Sr. participando a
comprado 600 saccas de familia para serem
remettidas ailhade Fernando de oronha.
DitoAodrector secretario do estabelecimen-
todo Monte Pi dos servidores do estado, dando
os esclarccimontos, que podio a cerca do reque-
rimento djJoaquim Jos de Miranda Jnior,
que pretende matricular-se no dito cstabeleci-
mento.
Dito Ao director do arsenal de guerra ro-
aando mandasse para bordo do patacho Pirapa-
ma osartigos que tivesscm deixado de ser re-
medidos para a ilha de Fernando de Xoronha ,
no caso deexistirem no mesmo arsenal.
dem do da 3.
Officio Ao inspectorda thesouraria da fa-
zenda da provincia das Alasoas remetiendo a
certidao passada peloescrivao da chancellara ,
para mandar arrecadar dos devedores nella de-
clarados as quantias que cstao devendo prove-
nientes da disima.
dem do da i.
Officio Ao Exm. Presidente, rogando so
dignasse decidir a duvida posta pelo coinmissa-
rio fiscal do ministerio da guerra no recibo do
sold, que o coronel Joaquim Jos Luiz de Sou-
sa deixou nesta provnola B sua familia, por
lhe constar, que o mesmo coronel se achava no
exorclcio do lugar de Presidente da provincia de
S. Paulo, o ueste caso nao poda aicuii'ular o
respectivo ordenado com o sold da patente ,
embora oceupasse tainbcui o emprego de- corn-
mandante das armas.
Dito Ao coininandantc das armas, com os
tlous officios que acompanharao, do commis-
sarlo fiscal do ministerio da guerra relativos ; o
i. a forma porque em conformidade dos arti-
gos 17 e 59 do decret > n. t>.\ de 10 de Janeiro
;l::;;. se devem tirar os vcocimentos dos m-
sicos dos corpos e passar recibos dos olllciaes;
eo 2. as particpacoes, que se deviSo fazer por
rallecimentodequalquerofOcial, a lim dedigr
nar-sedar as providencias que nos mesmos
REPBLICA ORENTAL.
Wewaqe.m ih pmlrr ereeutiro ho'iradi /fs-
semhla Geral na sua Quinta Legislatura,
183.
Sis. senadores o deputads.
Augusto e mais solemne que nunca a vossa
reuniao constitucional nos momentos actuaos.
Occupado o solo da patria por um inimigo fe-
roz que ameaca a sua independencia que de-
vasta seus campos o proclama como uuico di-
reita de guerra a assolacaoe o exterminio; con-
erlida a capital da repblica em um vastocam-
po militar, econtrahidos os bracos o aintcl-
ligencia de todos a defender as liberdades naci-
onaes as vidas e a honra das familias pare-
ce que* m nada fora permittitlo pensar senao
em medidas de guerra e de defensa.
I comtudo vos outros eleilos da nacSo, Ta-
ris um parentheses a OOCUpoSb lao santa e o
executvo rouba algnns momentos a suas graves
attencoes de guerra para prestar um alto tributo
de respeilo ao preceito constitucional que
manda reunir-vos animalmente ueste recinto.
Que prova senhores mais evidente do nosso
aiatamenfo constituicao do estado ; que tes-
teinunlio mais solemne de que esse cdigo que
nos honra e nos protege nao na pnrtria ori-
ental um embuste com que se acoberta a ty-
rannia letras sem vida e som elTeitos, mas
siin urn dogma que assegura as liberdades na-
cionaes una realidade que pde limites ao po-
der, no meio mesmo do estrondo das armase
de circunstancias extremas ?
Esperamos, senhores, que oexcmploque
damos nstaliando oestes momentos as cama-
ras legislativas, dar forca e consolacio aos ()-
rientaes que amao o lustre de sua patria ser
lev llmente apreciado pelos estranhos que nos
observSo como um eloquente contraste com
B desbocada tvrannia do inimigo que a taca a
repblica e roborar as sympathias dos que
dcsej'So a nossa prosperidade e a apoo com sua
inlluencia o poder.
Nao carece di/er o execntivo porque de-
masiadamente notorio que nem o lempo que
cunt deadministracSo, nem ascircumstancias
em que foi organisado nem o objecto quasi
exclusivo com que tomou a direcejo dos nego-
cios lhe permittiro enlregar-se ao exame do-
lido 0 proXO que fu necessario pare (lar-VOS
conta do occorndo desde a vossa ultima reu-
niao, e informar-vos do actual estado de to-
dos os ramos da administracao. Nao podis
esperar senao um rapidissimo bosqueijo em lu-
gar de um quadro perfeilo e se resallad nelle
alguns rasgos mais acabados isto devido
necessidade de tratar com mais vagar o objecto
que domina ludo.
felacijes exteriores.
Conserva a repblica as suas relaeoes do a-
mizade com os estados do novo e antigo conti-
nente, com a nica excepcao que vos notoria.
O nosso ministro em Londres tinha concluido
naquella capital um tratado de amizade com-
mercio e navegaeao com S. M. a rainlia da
Grao Bretanha ao mesmo lempo que o minis-
tro ingle/, nesta capital havia celebrado aquello
que vos foi comiriunicado na vossa ultima reu-
niao. Foi osle ractilcado aqu, ecncarregou-
se a troca das ractilicaces em Londres ao nosso
ministro. .Mas o governo acaba dc receber
commiinicacoes do plenipotenciario de S. M.
Britannica em Buenos-Ayrcs, annunciando-
Ibe que S. M. prefere o tratado celebrado em
Londres, por mais conforme aos ltimamente
concluidos com outros estados, governo pres-
to ti-se aos desejos manifestados pi^lo plenipo-
tenciario britannico com tanto mais prazer
quanto corto que as pequeas dillcreneas que
ha entre a tratadoPde Londres e dc Montevideo
silo tu Lis em favor da repblica, como veris d,
simples leitura de ambos os documentos.
Fui tambem ractilcado pido Sr. presidente
da repblica o tratado com S. M. a rainbade
llespanha que vos loi coiiiuiunicado na vossa
anterior reuniao o encarregou-se a trocada
ractificacocs ao nosso ministro em Londres. O
governo anda nao tem noticia da conclusao
(leste negocio.
As enormidades do tyranno de Buenos-Av-
res, sem nenbum respeito ao que se acata mes
ino entre povos nao civilisados cbamro se-
riamente a atteneSo Je duas potencias euroi)as
ile primeira prdem cojos numirosos subditos
'rata se conside-
ii.i
o vasto commorcio no ixio
rao como ludo o mais compromeltitlos sob
aquelle rgimen irresponsavel e anli-social. A
Inglaterra e a Franca offerecero a sua modia-
co para terminar a luta entre a repblica o o
tv ramio de Buenos-Ayres. Admittio-a o go-
verno por deferencia aos desejos de potencias
cuja ami/ade estima mas aquelle repellio-a
com altivez o desdem Os ministros de ambas
as potencias em Buenos-Ayres annupciarSo en-
tilo peremptriamente aquelle tyranno, no mez
do dezembro ultimo a resolucao em queestao
os seus govemos de por termo a esta luta o
exigirlo delle a sua inmediata cessassao. A
correspondencia que oexecutivo pora em vossas
mos, vos instruir de todos os pormenores des-
te importante negocio sobre cujo progresso o
desfecho nada pode anda di/er-vos senao que
confia na lealdade e nos actos daquellesgover-
dos. Oda Repblica manifestou o seu reco-
nbecimento por estas domonstracoes desympa-
thia o de interesse e nao perder occasiao do
estreitar os vnculos "que ligo a Repblica a
cssas nacoes amigas de nossa nascente pros-
peridade.
O imperio do Brazil, por cuja integri''adc o
pacificacao completo faz o governo sinceros vo-
tos porque como que vnisso un penbor do
sua propria seguranca conserva anda a posi-
(:8o de espectador indiferente luta em que nos
adiamos, posico de que deve esperar-se o tire-
mos principios de civilisaco e de ordam do seu
governo tao oppostos aos do inimigo que nos
combate o interesse que deve ler em nossa pa-
clicacp e independencia como nos temos na
pacificacao do imperio e sobretudo as suas o
tirigacoes solemnes anda em vigor. Espera o
governo este resultado e no entretanto o nosso
ni i n i tro no Rio de Janeiro cultiva com estrei-
teza e decoro as rela oes de ambos os paizes.
Interior.
Nenbum pormenor pode communicar-voso
executvo cerca dos ramos confiados a esta ro
partiese ni s ha de auRUrMT'r-vos que mes-
mo no meio das circumstancias em que sea-
chou a repblica no ntervallo de vossas sesses
nenhuina tpiebra sollreu a educacao scientifica ,
moral c religiosa, ao mesmo tempo que a pros-
peridade e a liqueza nacional man hro em
invejavel progresso. Multiplicrao-se ao infi-
nito os edificios 6 emprazas particulares ; urna
tiestas tracou una nova cidade com o nome de
N ictoria na inargem do Pantanoso e o go-
verno celebrou contractos vantajosos para a
construccSo doalgumas obras do immensa uti-
lidade.
Triste entretanto annuncar-vos que o cur-
so tiesta prodigiosa prosperidade que attrahia
sobre a nossa patria as vistas do mundo civilisa-
do, foi sbitamente detido succedendo o re
ceio conlianca e a naccfio aclivdade, desde
que O exercito devastador do tyranno dc Bue-
nos-Avies oceupou o territorio do estado. O
anatbema ta patria e de ludas as nacoes inte-
ressadas nos progressos da civilisaco cahir so-
bre o brbaro causador de calamidade tao las-
timosa ([iianto intil.
Merece especial mencao a repartic5o da poli
cii. Recebeu urna mudanca no'pessoal e ro-
borando a sua acefio na proporcao da gravidade
do momento, deseinponba boje servicos da mais
dta importancia presta a mais elicaz coope-
racSo defensa da prava e um dos mais fir-
mes apoios da autoridade nacional.
Fazenda.
Ao fallar da fazenda publica nao pode o exe-
cutivo manifestar-vos senSo necessidades. Vos
paipais. senhores os fa< (os nue n.K nnrcSn
vedes a crise industrial e mercantil que trouxe





I
2


sua patria esse rcbcWe que intro luzio em sou (tempo mas sobretodo a docisao a constan-
seio as hordas eslrangciras: a sna presonca foi cia e bro doscorpos urbanos que completa a
bastante de per si para deter de um golpe o nossa guarnicao. Nelles, sen llores encon-
moviinento docommcrcio : os capitaos metal-
licos desapparecriio da circulacao c a penuria
que experimental) os negociantes ruis abasta-
dos naturalmente commum ao thesouro na-
cional. Nao se deve dissimular esta situaeao ,
alias tao notoria. O executivo vo-la aprsen-
la com verdade para que as honradas cmaras
avaliem por ella os embaraces que cerco o jo-
trareis capitalistas o proprietarios, negociantes
abastados homens de letras c dcsciencia, ar-
tistas o jornaleiros, animados todos do mesmo
espirito de abnegaeao, triotismo que nenhumas palavras pdem pintar;
ali os vemos, abandonadas suas oceupaeoes e
commndidadcs, soffrer com visivel.sercnidade
as ladigasc privaees do servico e rivalisar em
Yerno o a necessidade de remove-los a todo oi disciplina e em arrojo com os seus camaradas
custo ppr quaesquer moios, sem outra conside-
co que nao seja a Je salvar a existencia da
patria.
Muitase todas preferentes tcm sido asurgen-
eias pecunarias ; muitas por conseguinte as o-
brigacoes que o governo contrahio com cs-
pecialidade para a compra de materiaes destina-
dos a completar as fprtificacdes armamento ,
^nunieoes e manutencao doexercito. Altos e-
logios merece e reconhecimento da patria a cs-
pontaneidadee franqueza com que os possui-
dores desses artigos as facilitarlo a governo ;
esealgumaexcepcSo apresentou difliciildados,
venceu-as a accao do governo encontrando os
artigos necessarios la onde se recusavo.
O executivo Srs. senadores e representan-
tes Vos recommenda inui especialmente toda a
medida relativa a recursos pecuniarios ; mas
annuncia-vos tamben) que enllocado na ne-
cessidade de defender a independencia nacional
c de exterminar o inimigo que oceupa o solo
da patria nao recQnhecer obstculo algom
para haveros meios do preeneber tao sagrados
fins dentro da esphera do sen poder c da auto-
risacao que recebeu da honrada assombla.
(guando tiver salvado a nacao ; quando as hos-
tal do estrangeiro derrotadas testemunhem os
esforcos da autoridudc ento vira o executivo
dar-vos a devida e detalhada conta dos recursos
que soube procurar-so dos meios de que lan-
cou iniio para aleanca-los e do emprego que Ibes
deu evos pedir as medidas necesarias para
cubrir as obrigac6ese,ue tenlia contrabido.
Guerra.
A guerra senhores tudo o que diz respei-
to guerra o que agora oceupa por inteiro
a attencao do executivo ; o que deve occtipar
quasi exclusivamente a vossa ; o s |>or devida
homenagem as lormas constitucionaes que
vos .senhores, e o poder executivo se podem
demorar em assumptos distinctosda guerra.
Aqu senhores vos traear o governo um
qtiadroliel da situaeao da repblica: a franque-
za c a verdade dirigem suas palavras.
Menos'eliz do.que quando assistio vossa
anterior reunido nfio pode annunciar-vos, co-
mo cntao urna esplendida victoria; pelo con-
trario tem que recordar-vos um desastre que
todos corfheceis desastre de immensa gravida-
deque piV/. em perigo momentneo a indepen-
dencia nacional mas no qual nao pereceu a
honra do pavilhao oriental.
Confiado o inimigo no sen triumpbo ; jul
gando anniquilados os elementos de resistencia
e prostrado o alto espirito nacional; e dando
f hs apaixonadas informaces de alguns poneos
traidores, invadi logo o territorio do estado e
avancou sem adiar obstculo sua lente at
poucas jornadas da capital marchando sem-
pre por um deserto onde nao encontrn nem
'habitantes, nem cavados, nom recurso algum;
tinho fgido espavoridas as populacoesem pre-
sen ca desoldados que sao verdugos e bavifio
sido retirados todos os elementos de guerra pela
habilidad e influencia do homem a quem tan-
tas vezes deveu a repblica a sua salvacao.
Esse homem extraordinario esse varo for-
te cujo genio se eleva com novo vigor no meio
dos revezes o digno presidente do estado ti-
nlia reunido com indizivcl actividad*! e tino os
bravos Orientaes (eis ao juramento que pres
triio sua patria ; e o inimigo que marcha -
va ufano vio-so logo em frente de um exerci-
to que nao esperara encontrar e que deteve a
sua marcha jactanciosa o tempo necessario para
que se preparassea capital a urna defensa ef-
licaz.
Seguro contra um ataque o inimigo em-
prehendeu-se a fortificacao da capital impro-
visou-se um exercito composto de rorpos ur-
banos o de batalhoes do linha formados dos es-
cravos queemancipou urna digna e elevada re-
solucao da honrada assemblea geral. Este exer-
cito senhores conta boje mais de seis mil
com bate ntes, que no momento mesmo em que
vos falla o exe utivo eobiem com ardene en-
tusiasmo as linhasde nossa defensa e tem en-
friado e em distancia o phantastico poder do
invasor. O chefe do estado coniou o son com-
isando a um militar cuja pericia rivalisa cm o
scu valor e constancia e (jue consagrado de
coraeao e com f defensa desta patria '*im
feito esforcos que honro o seu genio e Ibe
grangeo a estima econiancade todos'
Nao acha termos o governo para elogiar de-
vidamente u organisacao e disciplina que tom
ajeancado os baiui de iiuha cm tao breve
veteranos. Desea ncai senhores, descancai
tranquillos, executivo vo-lo diz que. com
soldados taes como os quo guarnecem a capi-
tal nao sor i profanado o vosso augusto recinto
pelas hordas estrangeiras nem mam hado com
o sangue dos inermes nico que os verdugos
sabem derramar.
Se da capital volvis os olhos para a campa-
nba acha-la-heis senhores, completamen-
te segura por esse mesmo campeo que coope-
rou para adefesa da praca, pelo digno presi-
dente Rivera. Depois de trazer com des-
treza o invasor at este departamento e quan-
do esto Iludido procurava anniquila-loem inui
d simia
mo fonte de desunido o symptoma fatal toda a
iiinovaeao no estado e naroba das colisas. 0
eaminho em que estamos senhores noscon-
duzira urna victoria completa n segura ; nao
nos desviemos delle c nao tardar o dia em
que o executivo ven ha entre vivas e estrepito
de alegria annunciar-vos a salvacao da patria ,
o triumpho augusto da sua independencia.
Montevideo, 2* de l'evereirodc I8W JOA-
QUIM SOFRE. Santiago Vzquez.'Melcli ir
Pacheco y Obes.Francisca J Muoz.
[J. do Commercio.)
Ei;.
* "' ni i ii i tai --
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acia da 21." sessSo ordinaria da Assemblea Le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 23 de
marco de !S13.
Presidencia do Sr. Paulo Lacerda.
Feita a chamada acharo-se presentes 26
Srs. deputados Tallando os Srs. Pedro Caval-
canti, Alvaro, Mandes, Poreira de Brito, Ma-
chado Ros, e Lopes (lama, O Sr. presidente
declarou aborta a sessao f> lida e approvada
a acta da antecedente com a seguinte dectaracao
do Sr. Barodo Suassuna :declaro, que vo-
hatalha burlou-o completamente : w ^u fl i,||1(>m|a ()ir,.rccda p3i0 Sr. Qliveira
com habis manobras, pondo se a sna reta- ao artjg0 2i do projecto de loica policial, que
guarda collocando-o assim entre as suas forras e autorisa a Presidencia a onanisar a forca sem
as da traca o dominando por inteiro todo o |jnilacio da despesa ; e contra todo o projecto
paiz de,forma que esse invasor que julg'ira em 3.a discussao.
nao achar obstculo nlgum, v-se boje sem mi-
tro territorio alm daquelle que oceupao suas
columnas.
EXPKDIF.NTR.
Um requerimento do Manuel Lopes Vianna ,
pedindo urna gralificacaoem consequencia de
stohabiloperaco.pftz tambem em segu^ ter servido 18 meses sem ordenado nem srati-
J____,._?, ---iffaraoao ^'"cao os lugares de inspector do assncar e
dogodSo : commissao de ordenado. Outro
de Joaquim Ignacio de Carvalho Mendonca, pro-
ranea as numerosas familias que se abr.
oxercito da repblica fugindo da ferocidade
dos invasores c as immensas cavalhadas com
que conta o exercito elemento primario da
guerra que ha de fazer.
Com satisfacao e confianca vos annuncia o
governo quo fts orJens inmediatas do Sr. pre-
sidente general em chefe do exercito se acliao
boje seis mil soldados de cavallaria completa-
mente oigan isa dos e disponiveis sem incluir
ueste numero as divisoes que guardan as cava-
lhadas o as familias, nem as (breas considera-
reis que com distinetos ohjectos existem em
outros pontos do territorio eipie, chegado o
caso em que S. Ex. julgue opportuno reuni-
las, apresontara um pessonl de oito mil cavaj-
leiros loica mais que sufllciente para assegu-
rar o triumpho se a mao da providencia nao
quebrantaras destras dos nossos valen tes.
Taes sao honrada assemblea os elementos
que a repblica oncerra para anniquilar esse
poder epbemero que assusta porqu nao tem si-
llo contemplado de perto : ellos inspirio por si
s confianca plena na victoria mas muito mais
quando os vemos dirigidos pelo guerroiro feliz a
quem boje, como em nutras pochas coniou
a patria a sua salvacao. Esse guerreiro se-
nhores que depois de ter regido com firme-
za rectidao e decoro o governo da repblica ,
descera dentro de quatro dias do seu posto ele-
vado porque assim o manda a constituidlo,
da qual primairo defensor ; esse guerreiro ,
que dar pela segunda ve/, um exemplode mo-
deracioede respeito s leis, que os seus ini-
migOS nao imiao porque s aspiro a conser-
var um poder usurpado ; o general Bfera se-
nhores ao deixar de ser presidente do estado .
conservar o gran de gonoral em chefe do exer-
cito nacional por isso que o desempenbai
tem porque ninguem possuecomo elle a con-
fianca do soldado a esperanra do cidaddo, por
que ninguam nos o lie rece mais segura garanta
da victoria.
A sua cooperaco os seus servicos os do
chefe das Coreas da capital o OS elementos de de-
fensa queo executivo acaba de manifestar-vos.
Ibe dao senhores completa soguranca do
triumpho: esta f que elle nao aparenta mas
(pie professa no eoraoSo fortalece-se tambem
pida consciencia de ter como onritneiro dos seus
deveres o do hitar at vencer porque niio pode
ndmiltir a possibilidade sequer de tratjsigir ou
ajustar urna paz emquanto o inimigo rtecupar
urna s pollegada (io territorio nacional ; niio .
honrada assemblea ; palavras de accommoda-
mentoedepaz nao podem conbinar-se coma
profanacSo do territorio com a presonca do
estrangeiro armado no solo onde nao (leve
imperar senao a vontade nacional. Tal o en-
I ment tal a resolucao irrevogavclmentc a-
doptada pelo governo o nao duvida'achar os
mesmos votos no seio da icpresentaco na-
cional.
Cumprft o executivo do modo que as cir-
rumstancias Ih o permittem seus deveres consti-
onaeS neste acto solemne : de vos espera .
senhores toda a casse de considho de co-
operacao de auxilio : a tarefa immensa ;
elle
u'.ar
fessor jubilado do liceo pedindo que so Un
mande abonar o ordenado de (iOOJ>00!) reis:
commissao de instrueco publica. Outro de
Joaquim Aurelio Vanderley arrematante do
imposto de 2S reis por pubeca de gado de consu-
mo do municipio do Rio Formoso pedindo um
abatimento no preco da arremataco:a com-
missao de fa/.enda o orcamento.
ORDEM no nl.\.
Foi lido, o flcou addiado por ter pedido a pa-
lavra o Sr. Beltrao o seguintc parecer:
A commissao de estatistica divisao civil e
ecclesiastica examinando com attencao o re-
querimento que alguns habitantes da fregue-
zia de Nossa Senhora da Concei^ao da villa de
Nazarelh do norte da Sorra Mascarenhas diri-
girao esta assemblea pedindo a creacao de
urna nova froguezia que se devora comporde
arte da de [tamb e da de Nazareth com as
confronta oes e limites nelle declarados he
de parecer que tal requerimento seja indefe-
rido por que entonele que as rasos a'leg
las sao muito frivolas c por consequencia nao
hastdo para que esta assemblea decrete a crea,
cao da froguezia pedida e isso est de accordo
com a infonnaeao do Exm. Ordinario que
uto convem na preteneo dos petecionanos.
-al'a (I tscommissoesem 27 de mareo de 18':?.
Bernarnarda Rebollo da Silva Poreira Pau-
la f acer la.
Entrando om discussao o parecer addiado da
commissao de contas de cmaras a cerca do
augmento de ordenado pedido pelo secretario da
cmara de Garanhuns o Sr. Oomingues man-
dn a mesa a seguinte emenda : que se defira
favoravelmente a pretencid do peticionario, re-
mettendo-se para este fim commissao de orca-
mento das cmaras para dar attencao a decisao:
salva a rodaccao:foi appoiada, entrou em
discussao finna a qual foi approvado o pare-
cer erejeitada emenda.
Continuando a discussao do arliuo 0. do pro-
jecto do le do orcamento provincial com as e-
mendas nveltidas oSr. Jos Pedro rclirou
sua emenda com o consonso da casa, e substi-
!uio-8 pela seguinte que depois de apoiada
entrou em discussao.
Depois da palavraalgodioclipra-sosendo
incompativeis os lugares do inspectores, e agen-
tes das provincias das Alagoase Parahyba; e
dfstifhuindo-seemparresiguaes enirelodos os
emjtregados o quantilalivo do imposto destina-
do para pagamento desles mesmos empreados,
(ne excede a quolados seus aclua's ordenados
salva a rodaccao. Encerrada a discussao, foi
reieifada a emenda additiva doSr. Jos Pedro.
O Sr. vico-presidente do para orrlem do dia
continuacao da de hoje e pareceres addiados ,
e levantou a sessao depois das duas horas.
Francisco de Paula Caralcantide Allniqurrquc
tacerdavfce-presjdente Francisco Joo Gar-
neiro daCunha 1." secretarioAntonio Jos de
Olheira 2." secretario.
to que nao alteriio o sentido do discurso. O pe-
riodo que diz respuito ao Sr. BarrosCacalcan-
ti se deve 1er assim.
O Sr. Barros Cavalcanti obtem a palavra
principiando a fallar diz que nao tendo podido
assistir a ssessao do dia antecedente quera na
aquella occasio responder una propozicao
emitida por um Sr. Deputado na dita sessao,
em que se discuta a forca policial: O Sr. Pre-
sidente da Assemblea l'cmhra-lhe que o art,
segundo do projecto da fixacao da forca dita ,
sobro que elle hia fallando nao estava em dis-
cussao. Sr. Barros Cavalcanti dir, que enten-
de., que estando em discussao o projecto re-
ferido podia dizer algumas palavras. a respei-
to do decreto regulamentar de 22 de Outubro
de 1831 e qnoria explicar-se.
OSr. Presidente concorda que explique
alguma palavra' mal entendida. O Sr. Barros
Cavalcanti = He urna explicaco urna pala-
vra mal entendida do Sr. Dr. Neto ; o qual em
aparte diz que explique as palavras delle ora-
dor e nao as suas.
OS:; Barros .Cuvlcent diz que expca as
suas mesmas palavras, quando chamou em seu
apoio o citado decreto a que o Sr. Dr. Nejo
responder quo estava derogado.
OSr. presidente, dizque esse decreto nao
esto em discussao.
OSr. Dr. Neto, quer dar-me um quinao
o Sr. Dr. Barros Cavalcanti. contina disendo,
que quera que o mesmo Sr. Dr. Neto Ihc di-
Vessequala lei quederogou o mesmo decreto ,
e mostrasse o artigo. Mostrou que nao ha tal
derngncSo tanto assim que as pracns do cor-
pode polica, que respondem a conselho sao
ligadas pelos artigos penaos do supradito de-
creto : que a pouco tempo o mesmo Sr. Doutor
Ncto, com'9 advogado deflendeo no Tribu-
nal do Jurv o soldado Macedo que foi senten-
ciado segundo o dito decreto e appellou da
sentenca para aquella Tribunal: c assim que o
dito Sr. Dr. ou ignorava a derogaco do decre-
to ou estava citando de falso. Toca tambem
no pdsto que tem de Tcnente Coronel, quo
Iho ortoga o fallado decreto econelue tratan-
do do projecto em discussao.
O mais se deve ler como se acha no artigo.
MRio m mmwm
ASSEMBLEA PROVINCIAL. .
No Diario n. (!) em o artigoresumo dos
debates da seuSo ddia :>:) dr murro. houve
algumasinexactidOesheni sensiveisno discurso
promette nao afrouxar fcquanto ho.ner (.()Sr Hilll()> (;|V,li(.anii ivda9 a compagina-
mas necess.ta ter livres os bracos (.-,( por isso aora 8 mendamos. Julgamos
o pensantenlo i accao : necesita que a mu- conveniente anresenlar o resultad dessas e-
dade ds que nasce boje a sua forca, nao se mendas em vez de apuntar ms os lugares .
debilite, que se tomo, so pssivel mais em que detirio er enllocadas. EsciisamoA-
compacta ; que se evite como perniciosa co-1 mendar as inexactidoes de menos entidado, vis-
(ne
Corrcspeitdeocas'.
Senhores {eductores.
Tendo-mo demorado algum tempo nesta ci-
liado e lendo quasi diariamente as folhas ,
que aqui se publicao annuncios deque em
casas de Joao Keler Joo Cardozo A y res ,
Guerra Silva e Salles e Chaves se acha a ven-
da a medecina popular emericaua (que tal vez
tilo 'tasse das pululas vigetaes baptisadas ) e
quer'endo levar alguns matutos meus amigos
esse remedio extraordinario que tantos pro-
digios trm feito as Indias-Occidonaes e Orien-
taes Costa4'frica ele. onde ninguem mais
morreo, depois que se comecou h usar tal
medicamento ,drigi-mo successivamente is ca-
sas desses individuos que cu suppunha ou-
tros tantos harma(euticos e longede encon-
trar boticas, por que assim se chaniaoas loges,
em que se venden) composicoes medicinaes ,
deparei com armazens loges de azendas e
(uenquilharias: entao na duvida si com ollei-
tou tal medecina popular seria algum remedio
prove toso ou alguma charlatanaria que para
c nos mandassem a fim do levarem em troco ,.
0 que ns temos de bom deixei de compral-a ,.
e chegando casa perguntei ao meo hospedo ,
(ue be letrado se podia vendar-so remedio al-
gum sem ser cm botica ao que elle me res-
ponden pela negativa accrescentando que a-
inda ras boticas era necessaria licenca da cama3
ra e fundou-so nasseguintes rasos que elle
dedusio das posturas municipaes.
'(Humadas cousas, que sem duvida mais
deve oceupar os cuidados das cmaras munici-
paes he a saude publica : por esse motivo no
primeiro membro do 1. tit. 2. das referidas
posturas se detefminou que ninguem abrisse
botica sem licenca da cmara ; oque na verda-
de niio pode tor outro motivo se nao embaracar,
que qualqucr impostor tenha a authoridade de
vender iinpurionicntc ao publico prepararnos
muitas ve/es malficas c soinente conceder ,
que vendan medicamento aquellas pessoas
quem a cam: ra devidamente anthorisar : donde
se segu que as casas desses senhores men-
cionados nos annuncios de que cima trata-
mos nao se podem vender remedios por nao
seren ellas boticas, e abortas com licenca da
cmara. Alem disto no 4. do supradito tit.
se dispoem (ue os boticarios que venderem
remedios corruptos etc. pagarn a multa de 8
2ri:(OO reis ou de i 12:000 reis segundo
os remedios forem de uso interno ou externo,
e sero estes hincados ao mar : mas. se as pes-
soas, que venderem os remad ios corruptos nao
forem boticarios se tal medicina popular se
achar corrupta ou for mesmo urna substancia
malfica, (neos vendedores pela falta de ('-
'tbecimentns nrol'ssioit.ii's ijv<'n>m rn. ..Kuln co-
mo um remedio til e por tal a venderem,



- .>.t n Ti )>
ny-nr- p*
que pena sorerao ? De certo que ncnhuma ; |Bfcgue Svxm fazendas, ferraren, lou-
por que as posturas s tratan dos^oticarios; po- I .a, saho, e ceneja.
- he pela rasao de (|ueos legisladores mu- 'Hiato Esperanza fumo charutos
s ontendorao queso os boticarios podiiio zondas.
rein
cipacs
vender.remedios; pois de ouira sorte mu i tos
males (icaria exposta a saude publica. Final-
mente de mais outros Jugares das posturas cla-
ramente ve-se que s as boticas se podem
vender remedios.
Convencido da*cvidencia das rasos do mea
hospede e vendo pessoassem os conhocimen-
tos profissionacs vondorem medicamentos nao
pude doixar de exclamar : como lie possivcl que
pelos ornaos alguns individuos declaren que
osto infringindo ;s posturas municipaes e a
cmara se mostr sorda o nao tome providen-
cias Como he possivcl que assim so abando-
ne e desprese de fado a saude publica Co-
mo he possivcl que os scaes dos tres bairros
ainda se nao lembrassem de cumprir oseu de-
ver !!!
Senhoros Redactores est;.s reflexoes me pa-
recer in algum peso, e por isso Ibes rogo o
favor de as publicar para v% se a cmara o
seus empregados desperlao do letargo em que
ja/em :. entretanto eu \ou caminhando para o
meil mato e espero nao mais encontrar as
iyjfias taesannuncios. O Matul.
Scnhorcs Redactores.
Sinto notavelmnnle que bouvesse, qnem me-
nos informado atlribuisse ( ainda que dura-
mente ) as Sr. .Figueircdo aquella miseravel
correspondencia no Diario novo D. ."i!) em
que o seu digno autor qual burro da Tabula ,
oeeultando-sc de baixo das ollias do annimo
faz soar contra mim a mais roca e insolente a
lem de fjlsa voz, como (i/, ver ao publico em
minha correspondencia inserta em sen Diario
de 20 do cerrante. Fique pois certo o Sr. F-
gueredo quo cu nunca disso me persuad, e
ainda q\ie OSo ten lio consciencia de liaver ollon-
didoao. mou prximo o a seus direitos, nao
pudendo suppJr que o vil interesse obrigasse"
tan'.oosou digno autor, bou todava imbuido
a erer que aquillo he parlo da mais reflnada
vinganca que a minba posicab de juiz na mesa
dos examos me tem grangeado. Hum dia tal
ve/vira em que o pulrlieoconheea quem se
dignou brindar-mu com tao sazonado fruclo ;
porque o segredo ho como o tbe/ouro o qual
est moio discolierto quandosesabe que est
escondido ; bem que eu potico ou nada me
interesse nessa invesligacao pois sempre fui .
e sou Dinlensa a cssas repressalias, o per-
sonalidades o como disso iscartes quan-
do me injurian intento elevar tao alto a minha
alma qne Ibo nao chegue a offensa.
Pedro lizerra Percira de Araujo BelrSo,
Publtcicao a pedido
Movimenlo dojPorto.
I.apfisfa d'Almeida escrivo dos feitos da fa-
zenda o subscrevi.
Jos Nicolao Regueira Costa.
Hocla i'acocs.
Consulado dos Estados-Unidos.
O Sr. Anthony Joice, querendo aparecer n'es-
Congulado reoober noticias modernas de
Navios entrados no dia 27.
Parahiba ; Odias, dito dito lunfa Cruz, ilus-
tro Nicolao Francisco da Cosa carga varios laUinioro.G. T. Snow, cnsul,
goneros ; a Joaquim d'Olivoira. Companhia de Hehiribc.
Navios saludos no dia 28. =S Os Srs. Accionistas sao pelo presento con-
Rahia ; brigue ingle/ RnHe, capitao John Al-
sop carga a mesma que trouce.
Lisboa*, pelas ilhasdos Acores; brigue brazi-
leiro Trinmpho Americano, capitao Alexan-
dre Jos Alvos carga assucar, o mais gene-
ros.
Dito ; brigue portuguez Amelia, cnpito Joan
Ignacio de Menezes carga assuca o mais
gneros.
Cork ; brigue inglez Cynthia capitao John
Humphrys carga aSJUCar.
Aracatv ; patacho bra/ileiro 5. Jos Vencedor ,
capitao Manoel Jos nibeiro carga diversos
gener )s.
Navio entrados no dia 28.
Baltimore ; 47 das brigue americano Ama-
zoh de 22:$ toneladas, capilao \V.,n S.
W'edgo eqnipagem i I carga l'arinlia de
trigo e mais gneros ; a L. G. Ferreira Companhia.
Cbrisl'ausand ; "Odias, brigue norueguense
Catharina de 18 V toneladas capilao II.
A. .lonas.on eqnipagem ti carga tahua-
do, harenques, e mais gneros; ao capital*.
S luaos.
Lendo no Diario de Pernambuco dcsta data
a correspondencia assignada por Vm. em ros-
osla aos intuitos que Ihe-dirgio o peridico
Guarda nacional, sent bastante ostranheza m
nao ter tdo a menor participando da dita res-
posta.
He perfeitamente licito a Vm. ao menos
quanto s suas ohrgacoes para comniigo o pe-
Jejar pela imprensa com quem quizer, nem eu
pretendo com prohibieres llegaos ultrapas-
sar a rbita das miabas attribuicocs; todava
parece-me que quando se trata de sssumptos,
que tem rclacao com o servico das obras publi-
cas c nos quaes cu tenho pessoalmente urna
ingerencia de exame seria de toda a conveni-
encia para a ordem do servico e regularidu-
deda jerarchia que as pessoas sol as minbas
ordens nada publicasseui sem previamente me
dar parte. Observar-lhe-hei mais, que \ ni.
nao pode sor rosponsavel poranle o publico, ou
peridicos quaesquer, por fados relativos sua
gesto como engenhero, porque taos fados s
por mim devem ser verificados e approvados e
que mais conviria empregar todo <> lempo, que
tao precioso nos ho na execuco das minbas
ordens o no desempcnbo do servico publico ,
do quedesperdica-lo em responder a pessoas ,
que por ociosas se oceupao sob a capa do a-
nonymo, com ataques gratuitos, o com insi-
nuacoes prfidas, leos guardo a Vm He ar-
ticao das obras publicas 2:5 de mano de 1843.
Sr. Augusto llenriquc Milet, engenhero en-
carregadoda estrada do Sul.< > engenhero em
chufe, L. L. Wauthier.
Tendo a thesouraria da fa/enda desta provin-
cia de remetler para Londres, duas mil libras
sterlinaS convida s pessoas, que qui/erem
dar letras por osla importancia, a comparecorem
na niesnia thesouraria no dia 31 do correle, s
i 1 horas da manha.
Secretaria da tiesouraria da fazenda de Pcr-
nambuco 29 de marco de 1843.
Joaquim Francisco Bastos,
OITicial inaior.
O III.""' Sr. inspector da thesouraria das
rendas provnciaes manda l'azer publico que em
cumprimento doofficio do Kxm. presidente da
provincia de 1 'i do coirenleserao arrematadas ,
a quem por menos li/er nos dias 0,8, 10 ,
de abril prximo vindouro as obras do li." lau-
co da estrada de Sanio Anlao oreadas na quan-
tia de 21:740323 reis, dovendo ser ejecuta-
das conforme as condicoes j publicadas no n.
3 desle Diario de 2 de Fevereiro passado. e a-
plantas, descrpees. e orea ment respectivos,
que sero franqueados aos licitantes polo enge-
nhero em chele das obras publicas na repartalo
competente. Os licitantes habilitados na forma
la jei devero comparecer tiesta llrsonraria nos
lias indicados, decretara da thesouraria das
rendas provnciaes de Pernambuco -) de mano
le 1843.O secretario, Luiz da Costa Porto-
Carreiro.
viilados para realisarem '(- p. c. solire o valor de
suas accoes e assim completaren! a primeira
orestaco. A vista dos competentes recibos se-
ro entregues as Apolices no escriptofio da
('ompanbir na ra Nova n. 7 devcnito ica-
reinostiiesmos Srs. Accionistas na inteligen-
cia de que nao podem transferir suas accoes ail-
los do serem nvrbadas nos livrosda Companhia.
Avisos martimos.
=: Para o Por'osegne viagem, com a maior
'irevii'aile possivcl a muitd \eli-ira barca por-
tuguesa Espirito Santo ; quem na mesina qui-
zor carrogat ou hir de passagem, para o que tem
excedentes comtnodos, dirijase a seu consigna-
I irio Proncsco Alves da Cimba ra eslreiUi do
Rosario n. 13 ou ao capitn a bordo da mea-
nia, ou na praca do Cominorcio.
O brigue TentacBo, parte impretervel-
mcnte para o Rio de Janeiro no dia2.de abril
prximo futuro, por ter o seu carrogamento
urompto tem oxrellentes commodos p ra pas-
ageiros e esrravos a IVelr ; os prcli-ndeiites
tractem com o propriclario Frmino Jos Polis
la Uoza-, na ra da .Moeda n. 7.
Leiloc.
O leilo de ferragens, e miudezas de J.
0. Elstor, fien por ora transferido.
Russell Mellors & C*, far8o leilSo por
in'crvcncao do corredor Oliveira d varias fa-
zondas ingle/as, e de bom sor ti ment d oiitras
limpas,
e a va r: ai
las; boje quinta fetra (30 do
Alfando^a.
& 7878306
Rendimento do dia 20........
pescarregdo koje 30.
mazan ferinha epnrmar
iiianii'iga unto de parco, fazemlas,
ferragens, cadeiras. e chapos.
lsi gigos de louca, fazendas, e man-
teioa.
n
iiarca
O Dr. Jos Nicolao Regueira Costa, juiz dos
Feitos da Fazenda interino data >voiin-
cia, $c.
I'aco saber nos qu esta virem que o Dr.
procurador fiscal interino da fa/enda, Clemen-
te Jos Ferrei/a da osla, me dergo a potcSo
do thor seguinte : O procurador fiscal interino
da fazenda publica nacional que tendo de in-
tentar lbello de reivindicaco do cngenbo Novo
le Goianna contra o provedor e mais me/arios
la Sania Gasa da Misericordia de Lislia.ecomo
os mesmos nao sejn residentes no pai/ nem
conste ter nesfa cidade procurador bastante, so-
cio conupuderes especiaes para receber a pri-
meira citaciio ; requer por lano a X. S. se sir-
va mandar passar caria de edictos na ron for-
mulado da le de 22 dedezembro de 17G1 isto
com todas as cerimonias do estillo. Recite 20
de marco de 1843- Q procurador leca! interino,
Ferreira da Cosa. Nada iraisSC continha em
dita petico, a qual sL>i;do-uie.aprcscnlada. nel-
Fa profen" o meii despacho do tbcor seguinba :
_ i>;,SS(.. Recife -ji Jo marcg de 1843. Re-
gueira (!osta. Nada mais w continha, em di
lo meu despacho por bem do qual se passou a
presente, pela qual, ordeno a todas as pesssoa ,
prenles, amigos, o con heridos, do provedor e
mais msariosd acta Casa da Mizericordia de
.la, que Ibes fa-o saber, em como pela
presente caria sao citados para o lbello civel Cruz", casa d i consulado franc. /, sbado l.udo
que a fa/enda publica nacional, Ibes irelende i abril das 10 horas da mania, s 2 da arde.
i
crrante] s 10 horas da manha, noseuarma-
/em ra da ('adeia. .
HToie 30 do'corrente pidas 10 horas do
dia ,"ler lugar 0 leilo do feijSo mulalinbo ,
ltimamente chegado de Santos, no patacho Es-
peculador, no caes da alfandega, defronte da
escadiha, oqual n3o pondo ter lugar hontem ,
em consequencia da ebuva.
Avisos diversos.
ARTILHEIRO N. 31.
^3AII, noJa' e aefca-Be venda.
Arrenda-soumsitio junto ao Riacho A-
goa-ffia do Bobribe com casa de vivenda ,
banheiro, plantas de capim eoutras vanta-
gens, que severfio: ao mesmo sitio, ou na
ra Augusta, casa n. I -
PAISANO N. 11.
Amo boje e est venda.
#
__ No dia 28 do cerrante entregou-se a
um pelo ganliador um caixo com um par de
mangas de viilro < difieren tes retalhosde brim,
e como o dito preto se desencaminhou roga-
se a quem for o florecido mandar entregar na
ra larga do Rozrio n. i0.
__ (j'erecc-sc carga para o porto do Para ;
quem qui/er levar dirija se a ra da Sen '.alia
nova, em casa de Fox Stwdart para, tratar o
fete.
-- Aluga-sc o nrimeiro andar da casa de 2
utos, pot cima da segunda venda, em Fora de
Portas ; a tractar na mesina venda.
__ Offorece-se um mosso portuguez de idade
de 18 a 20 anuos para < aixeiro de ra, ou ou-
tro qualquer estabclecimento ( menos venda c
padaria) di fiador sua conducta; quem pre-
cisar onnuncie,
Alug3o-se dous pretos, mossos esem vi-
cios cuzinbeiros, e pioprios para oulro servico
a que os qii.x rem applicar, por seren milito:
robustos, e do todo o trabalho ; na ra Nova
n. ()7.
__Procisa-se do dous trahylhadores para ma- j
caira, branco ou pretos; quem pretender di-
rija-so n;a Diroita n. 12!).
s^Os oradores de A. I "aitn sao convida-
dos liara rece! rem os dividendos na ra da
r, com o im de reivindicar o engenbQ No-
o de Goianna que est na posse da dita Santa
(asa e isto com o praso marcado na le de 22
."daiioe! dos Sanios retira-se para Por-
tugal.
__ lprdei le o beco do Azeite de Pei-
,1,. rl
;ii:l II liC I I II I
tula no o- \c at ao Bom .le/iis, e la'ni ai ao beco da Hom -
ar in lesta cidade. Dada e pa
. !, do!: sob meu
Kignal, e sello deste uizo ou valha sem sollo
ex cansa ao, 21 de marco de*18W. Franeisen aCj
na um par de brincos d na, c.om diaman-
tes; quemosachi ra entrega-Ios na isa
de.Saota Thereza n. 10, que ser recompcii-
-= Antonio Sveira retira-se para o Rio-
de Janeiro.
fia para alurar urna casa na ra da Es-
tancia com duas salias quatro quartos c'o-
zinha fofa, cacm.bacom agua de beber, e com
100 palmos de quintal, morado o com alguns
psde larangeirasdeembigo e pos do rom5 :
quem precisar aniiuncic.
< Hfcrecc-so um rapaz de 18 annos com
pratica do"negocio, para qualquer estabeleci-
in.'iilo, ou mi, exceptuando venda; quem pre-
cisar annuncic.
loga-s" a Senhora I). Francisa de Al-
buquorquo e Mello de Goianna, tonha a hon-
da .1 lede larar a su morada ou mandar na
ra Nova n*. 18.
O abftlxo assignado, seria ornis falto de
reconhecimento o sjratidao so nao procu-
rasse por algum meio patentefer os seus justq
agradecimentos aos Srs. que so dignarlo con-
correr com o que sous hcmlasejos coracoos ho
dictaro pira poderobter sen lilho o Toncu-
rado Clrigo Joo Ignacio da .Silva (uimaraes,
h j i FreiJoaflda ConceicaS do Mara ) o en-
gresso no Noviciado do Covento de N. S. do
.Monte do Carino, aonde entrou no dia 18 do
Marco de 1843*, o que s podoria ser effe-
ctuado como foi com a coo|icraca quo
alcancoude seus hemfelores, por nao Ihe ser
possivelcom o seu estado de negocio, 9 one-
rado do fidios poder com a crescida somma ,
que se l'a/ia mister ( odexo ao pensar de pes-
soas, quo de porto me doohecem o fazerem
j US tico ao meo dado de forluna, que a nao ser
o meo limitado crdito que sempre anhelo
por conservar, emque se redut os meos ha-
veres ) nesta colisad oque faria meu po-
bre lilho guiado por almas cinceras, c bom
l'asejas se dispoz a recorrer a almas caridosas ,
e Clnists aonde encontrn se nao 0 quanto
era preciso, ao menos urna parte, que faci-
litousuaentrada e assim somos grato*-e ta5
piedosas crea turas, que eternamente vivero
gravados seus nomos nos coraeocs dos agracia-
dos ; aqullo per vercomprido o fim a que se
dedico! e eu pelo gosto que tenho de ver por
sua propria vontade procurar o soneto azillo;
eN. S. do Monte do Carino enteressada, para
que sempre pos-a prehencher os seus austero
devores, o assim satisface a espectativa de ta3
pos coracoos, pda brevidade nSo foi possivel
o despedir-sc de todos os seus bemfeitores o di-
to meo (illio e pedio-me que eu lizesse e
agradecer e Ibes pedisse desculpa desta in-
voluntaria falta ; pelo que roga hajaodeodes-
culpar esperando qqe se Dos for servido no
annodelSi, no da 19 de Marco ( dia de
S. Jo/e ) deve professar, aonde espera todos
os seus bem(nitores para Ihe dar o a braco de
agradecimento e de earidade ; e eu suplico
desculpa a farer esta simples oxposicae, s (i-
iba do meo reconhecimento deixando do in-
numerar nomes, e iiuanli.'ts dos Ilustres bem-
feitores cortos do que KzrSo o bem sem van-
gloria o su para receber de quem tudo pre-
meia a devida recompensa o de quem espe-
ro Ihe menistre todo o bem pola esinola quo
lizero. = Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Offerece-se urna ama de Ivons costumes
para casa do pouca familia ou do homcm sol-
teiro : natravesso dos Ouartcis n. 2G
Precisa-so alugarumaeasa deum andar,
011 duas casas terreas sendo juntas, que te-
nhao bons quintaos e que sejao as ras se-
gointes: llortas Carino, Tnnxeiras, Ro-
zrio eslreilo candna do Carino o largo do
Livramento : quem us tiver annuncic.
Aparicou em Ierras do engenho Papic
um molcquo quo representa ter H ;i lOanoos,
oqual diz ser escravo do Sr. Patricio, com
venda o p da ponte da Boa-vista, oditoSr.
ou quem se julgar com direito ao mesmo escra-
vo venha dar os signaos na praca da Indepen-
dencia loja do livros n. 6 o 8 ou 37 e 38 que
conferindo se mandar vir pagando seu sr.
a despoza.
Retracto/.nr Daguerrcotgpo em sua perfeico
tinado em toas as especies d lempo.
--- Evans artista de Daguerreotypo lti-
mamente diegado da corto do Ro de Janeiro,
tem a honra de informar ao respeitavcl publico
desta cidade que tem estabelecido seu gab-
nete-na ra Nova n. 1 \ prmeiro andar. O
annunriante est convenciJo que satisfar
completamente as pessoas quo se dignarem
honra-lo e comida aos amadores das artes, e
te os os que desojaren ter um retracto nao s
P' I'eilo mas delicado e lindo que algu-
as pinturas ou de Mczzo tinta mais lina de
itarem seu gabinete.
() tempo piecso para se tirar um retracto
nao passa do um minuto asombra. O preco
le cada retracto he 10,000 rs. Mr. Evans avi-
sa aos seus amigos e ao publico que n8o
peder demorar-se aqu mais do que algumas
consequencia de baver recebido
recentes avisos, queope na necessidade de
voRiu uu iuo pe'iii miacio e brii.
m



=^4
Dcsappareceo He traz da casa de Anto-
uio Pinto no dia 26 lo corrcnte um pranchao
do custauo de am.irelio, de 40 palmos de com-
prido com a marca AP e julga-se ter sido
ao mcsmo se em qualidade de caixeiro est au-
thorisado para pagar algumas letras de seu
patrao.
Precisa-se de duas pretas ou moloques

gueira n. 13 ou annuncie.
Precisa-se de um caixeiro de 12 al3annos
para venda : n< praca da unio n. 21.
= Joao Alves da Silva; rctira-se para o Por-
to atratar de sua saudc.
= Offerece-se urna crioula para ama de urna
casa de pouca familia uom preferencia de ho-
mem solteiro : no largo de palacio venda de-
fronte do passeio.
= Jos Francisco de Faria subdito Portu-
guez; rctira-se para Portugal.
= Na ra Nova em Olinda aluga-se a lo-
ja do sobrado, em que morou o Dr. Bertrand ,
muitoarejada comduas salas, e 4 quartos:
a tratar no mesmo sobrado.
Aluga-sc urna casa terrea na ra de pa-
lacio velbo defronte do theatro novo : na ra
da Cadeia loja n. 40.
= Arrendao-se dous citios um nos Affoga-
dos, com boa casa, muitas fructeiras, viveiros ,
e boa agoa de beber, e muitas outrasVommodi-
dades. que se verao ; e o outro na estrada da
Piranga, com casa, viveiro, e arvoredos de fruc
tos por preco commodo: na ra estreita do
Rozario botica do Sr. Paranhos.
Compras.
* Compra- se a traducao de Cornelio; nesta
Typogrnphia.
Compra-se urna carroca em bom estado;
e um cavallo para a rnesma com os seus per-
tences : no pateo da S. Cruz, n. 70.
> Compra -scum Diccionario novo latino:
na pra<;a da Boa-vista n. 7.
Vendas
levado por engao por um Sr. que andou bi-que sejao fiis, para venderem azeite pagando-
tolando madeira no referido dia neste mcsmo se a competente vendagem ; na ra do No-
lugar qualquer pessoa que o achar diri-
jase a casa do inesmo Pinto na ra da Praia,
quo ser recompensado.
O abaixo assignado responde ao Sr. Joao
Nepomuccno de \ asconccllos Viegas que na-
da foi injusto c mal consebido o seu annun
ciocontia o Sr. Tbeodoro Jozc Pereira lava-
res porque consultando a urna pessoa, que
dizia ser morador em Pedras de Fogo e esta
Jhe dando mal informacoes do Snr. Tbeodoro
( talvez por inimisade ) o abaixo assignado
por nao ter maior conbecimento do Snr. Theo-
d/>re fez o dito annuncio para melbor segu-
rar a sua divida, o que foi approvado antes
pelo Sr. A iegas ; e se houve injustica esta
recae sobre si visto ter concluido a cohranca da
letra que tinba em seu poder pertencente a
casa em que he socio o abaixo assignado na
tarde d dia da convencao ca sua partecipa-
cao com dacta de 21 Ihe ter sido entregue no
dia 26 as 10 horas da noite. .= Candido Joze
de bailes.
Aluga-se um sitio em S. Amaro com ca-
sa de pedra e eal bastantes arvoredos de frt-
elos boa agoa de beber e porlao na estrada :
em S. Amaro na estrada do mcsmo casa de
Joao Baptista Claudio Tresse.
O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico que tendo por escripia participado ao
Sr. Candido Jos de Salles ja se achar por
meio de outras transacoes feitascom o Sr. Tbeo-
doro no embolco da letra que linha em
seu poder as que orao citas na tarde do mes-
mo dia emque o Sr. Candido Ihe fez ver, que
hia fa/er o annuncio e vendo-o depois no
Diario passou a responder taixando de injusto ,
e mal consebido na suposirao de Ihe ter sido
entregue a sua carta; mas com grande pezar
sobe do portador que por nao te-lo fichado ern
casa deixou de Ih'entregar no inesmo dia, o que
veio a lazer no dia 26 a noite deixindo a em
poder do seu caixeiro, por cuja omissao Ihe
pede dcsculpa. = Joao Nepomuceno e Vascon-
cellos Viegas.
= O abaixo assignado previne ao respeita-
vel publico que se nao deve fa/er negocio al-
gum i om bens ou cscravos pertencentes ao casal
do finado Antonio Machado Dias por se acha-
rern embargados pelo mesmo abaixo assignado.
Jomo Varia Sei:e.
Defronte do Trapiche novo, n. 6 se-
gundo andar consertao-se por mdico preco
e com asseio agulhas para navios sestantes ,
oitantes oculos e tudo quanto pertenco a
ptica.
*=* Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno e externo de duas pessoas: na ra Bella
n. 19.
Pergunta-se ao Sr. Miinoel Antonio Vil-
laca se est authorisado pelo Sr. Jos Mauricio
deOliveira Maciel para aforar o arrendar o
terreno do Atierro dos Aflogados que tcm
fundos ate a cabanga e quo desde Agosto de
1831 Ihe deixou de pertcncer para que se
ha iba a quem se deve dirigir quem quer aforar
25 palmos no fundo do mesmo terreno.
= Aluga-se o primeiro andar da casa da
ra do Queimado n. 14 : na loja da rnes-
ma casa.
= Aluga-se por anno urna grande casa ter-
rea com soiao e quartos fora para cscravos,
propria para numeroza familia com espacoso
quintal todo cerrado de limo muitas laran-
geiras outras fruteirase mais plantas; e per-
to da praca por ser na Solidade n. 44 : na
ra do Vigario, armazem n. 'i.
Quem precisar de urna parda de boa con-
ducta para fozer o servico interno de urna casa ,
dirija-se as 5 pontas n. 23.
fferece-e um homern perito cozinheiro
para qualquer casa de nacional ou estrangeiro,
e mesmo para embarcar ou ir para o matto
usar do-mesmo officio onde quer que o precjsa-
rem : na ra Direita venda n. 29 ou an-
nuncie.
Precisa-se de urna ama de leite que
nao tenha lilhos : na praca da S. Cruz n. 4.
= Antonio Jos de Mallos Guimaraes, sub-
dito Portuguez, retira se para fora da proviucia.
No dia 18 do corrente appareceo na pri-
meira barca de yjgia urna retranca de pinho ,
que foi apanhada pela tripulaco da mesma ;
quem for seu dono dirija-sc a bordo da re-
ferida barca que dando os signaes Ihe ser
entregue pagando o trabalho.
Precisa-se de um feitor de campo para o
engenho Pererecas na comarca do Rio Formo-
zo e que alem de bem desempenhar esse lu
gar saiba ier : no mesmo engenho ou na ad-
ministracao docorreio a fallar com Francisco
Simes da Silva.
Avista da declaracao feita por esta folha
pelobr. Ignacio Auiuuiu Dorges pergunla-se
O Muzeu Pittoresco Jornal in folio pu-
blicado em Lisboa. A collecao complecta com
32 gravurasdeexcellente execucao quasi to-
das da historia Portugueza, proprias para ador-
nar salas, em quadros. Vende-se por 12,000
rs. na loja de livros de Antonio Jos Pereira
ias ra do Collegio n. 20, canto do largo
de palacio.
= Vendem-se dous alicerecs no Atierro dos
Affogados com 25 palmos de frente cada um ,
c 90 de fundo e 60 para quintal promptos c
atterrados : na serrara de Joao Antonio Bap-
tista Muniz ra da Praia n. 23.
= \endc-so urna negra cozinheira costu-
reira propria para todo servico de casa e mo-
ca : na ra do Crespo loja n. 2. A.
N = Na ra da Madre de Dos, n. 5, em casa
de Johnston Pater & Companhia vende-se
um completo sortimenlo de taxas e moendas ,
por mdico preco.
= Vende-se urna escrava crioula de 18 an
nos bonita figura e com principios de en-
gommar coser, e cozinhai : na ra do Ara-
gao n. 19.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ibinha camas de vento com armaoao com-
modasde angico ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assimeomo outros muitos trastes; pinho da
Suecia, com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras ecomprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina, em
casa de J Beranger n. 14.
= Na loja de alfaiate do Atierro da Boa-vis-
ta, de baixo do sobiado n. 12, vendem-se caza-
bas de bom panno preto e de cores de 24 a 26s ,
sobres de 26,000 a 28,000, de merino a 20,000,
de la para montara a 8,000 aquetas de pan-
fino de cores a 10,000 e 14,000 de duraque
a 7,000 de merino a 9,000, de bretanha li-
na a 3,000 de brim trancado escuro a 3,000
lzo ou setineta c metim a 2 560, cabs de pan-
no lino preto e azul a 8 000 e 12.000 de
merino forradas a 8,000 de duraque a 5,000,
dla a 5.000, de brim trancado de linbo a
4,000, lizo a 3,000 de lislra a 3,000 de
metim e setineta a 2,560 de riscado a 2,240 ,
coietcs de velludo lavrado a 8,000 dito lizo de
6,000 a 8,000 ditos de gurgurao c setim a
5,000 de panno fino a 4,000 de la" ou seda
a 3,000 de fusto a28 ou gazineta a 4,000,
faz-sc toda a obra por menos preco do que em
outra qualquer par e com fa/enda propria ou
do Irejiuez vendem-se enres de rolletes He
velludo lavrado e liso e panno fino Lrim de
varias qualidades la, e merino.
= Vende-se urna preta que sabe cozinhar ,
engommar lavar de varrella e sabao e cose
cuo -. ua ra ao Encantamento sobrado n. l.
Vende-se urna serrara circular, que of-
ferece grande vantagens a qual marcineiro
que tiver obras finas para fazer: na ra da Sen-
zala nova, n. 42.
Vendem-se duas casas terreas no beco do
Quiabo nos Affogados um cavallo castanho
desfeito e duas cabras (bixo) com bom leite ,
tudo por preco commodo : na ra do Rangel ,
n.3.
x- Na ra Nova n. 35 achao-se a venda
por commodo preco os seguintes artigos : lin-
das casemiras francezas elsticas superiores ,
largas e estreitas grandes lencos pretos de
setim c de sarja para gravata pannos finos
pretos e de cores ricos chales e lencos de se-
da lencos finos decambria para mos cha-
peos gaspiados da ultima moda carteiras de
nova invenc5o pira guardar charutos que ten-
do-os dentro podem-se abrir e mostrar que
nao os tem luvas de seda pretas e brancas,
curtas e compridas, com dedos c sem elles,
ricas e diversas pecas de vidros de cores para
meza ptimos encerados inglezes para sallas ,
e coberta de meza lindos pannos de casemiras,
la c algodao para coberta de mezas e pian nos ,
muito boas flautas de buxo c de bano violoes
finse ordinarios, rabecas, cornetas de chaves, c
lisas, trompas, clarinetas, papis pintados para
forrar sallas e outros muitos ohjectos.
*m Vende-se urna venda na ra de Agoas
verdes bem areguezada para a trra : na mes-
ma, esquina do beco de Jos Lourenco, a qual
foi de Francisco I.ins Goncalves.
= Vende-se urna opa de gurgurao roxa :
na ruado Encantamento n. 10.
-- Na travessa da .Vadre de Dos, (ra do
Azeite de Peixe ) vendo-seuma ballanca gran-
de completa com 10 arrobas de pezos novos ,
e vinho da Figueira superior a cinco patacas
a caada.
Vendem-se sementes novas de ortalices de
diversas qualidades, de Lisboa : na praca da
Boa-vista n 32.
Vende-se urna casa terrea nos Affogados
na ra de S. Miguel : na ra Direita n. 83.
- Vendem-se urna escrava de 20 annos,
bonita figura cose cozinha faz doce, re-
fina assucar lava desalmo e varrella eum
mulatinho de 10 annos ptimo para pagem ,
ou para qualquer officio : na ra Direita, n. 43.
Vendem-se relogios patentes, de ouro e
prata e tambem horisontaes e de parede com
despertador : na ra das Cruzes casa de relo-
joeiro Irancez n. 35.
= Vendem-se merinos decores a 1,800
o covado princeta preta e de cores a 800 reis,
duraque preto e de cores superior a 800 reis ,
cortes de vestidos de cassa pintadas a 2:880 ,
ristados trancados para calcas a 240 300 e 140
reis fustes de cores fixas a 480 reis metim
branco fino a 240 reis chitas de cores fixai as-
ientos escurosa 140 reis, e claro a 160 reis ,
lila preta muito fina a 340 reis lencos de chi-
ta a 140 e 160 reis panno da costa a 480 re-
is chila azul a 140 reis ordinaria a 120 re-
is pecas do bretanha de 10 varas a 2:000 ,
madrasto da India com 7 varas e meia a 1:500 ,
algodao dobrado americano, e outras mais fa-
zendas : na ra do Crespo loja n. 12 de
Antonio da Cunha Soares Guimaraes Jnior.
Vende-se urna carroca propria para ca-
xa por ser muito forte ou para pipas e
outros quaesquer pezos grandes : na ra de A-
pollo n. 32.
Vendem-se dous cavallos carregadores ,
e passeiros cuma besta com crias e bastan-
te leite : na ra Augusta n. 14.
= A bordo do Patacho Francolina prxi-
mamente chegadodeS. Catharina fundiado,
de fronte da escadinha da Alfandega vende-se
a melbor farinha de mandioca por preco com-
modo em saccas ou medida.
Vende-se boa farinha cm grandes sac-
cas pelo mdico preco de 3.200 no arma-
zem de Francisco Dias Ferreira & Companhia ,
no caes da Alfandega e na ra da Moeda n.
7, onde tambem se vende mann em caixas de
16 libras.
= Vendem-se galao de ouro fino de dous
canutes dito cstreito para Alferes e Capilao ,
branco para chapeos de pagem um par de
adragonas ricas para Alferes ou Tenente urna
peca de sarja preta e urna dita de nobreza de
superior qualida-le : na praca da Independen-
cia loja de Antonio Felippe da Silva.
^ endem-se cha hisson de primeira sorte
a 2,560 a libra rap, areia preta a 1,080,
dito princeza a 1,000, rolo hamburguez a
1,760 a garrafa luvas de pelica branca para
senhora a 720 reis o par ramos de flores fran-
ic/as a 240 reis, pontos de tartaruga de n ar-
rafa a 1,280 e a 800 reis o par ditos finos
a 480 reis, fitas para cinteiros de menino e de
pirra a 160 reis a vara dita de velludo preta a
100 reis a vara caixinbas com agulhas france-
zas a 320 reis os verdadeiros poz de Manocl
lopesal,440 o frasco as verdareiras pilulas
da familia a 3.200 o frasco de 50. com n
competente lolhoto superiores bichas ultima-i
mente ebegadas de Hamburgo por preco cqm-
modo : na praca da Independencia n. 39.
Vende-se um negro bom cozinheiro ,
caiador e hbil para outro qualquer servi-
co : na ra estreita doRozario n. 12.
= Vende-se um taboleiro dcgamocomas
competentes tabulas de marfim e sern ser in-
da servido : na ra do Vigario, armazem n. 23.
Vende seum raoleca com principio de
cozinheiro, babil para qualquer servico : na,
praca da Boa-vista n. 7.
Vendem-se arroz pilado de muito boa,
quabdade a 12,500 o alqueire, azeite de car-
rapato a 1,920 a caada e outros gneros ba-
ratos : na ra Direita n. 14, esquina da tra-
vessa de S. Pedro.
Vende-se um sitio na Boa-viagem na
estrada que Oca em (rente da Igreja com duas
casas de taipa bastantes ps de coqueiros e
mangiieas, e baixa para capim : na ra es-
treita do Rozario segundo andar do sobrado ,
n. 16.
Vendem-se bicos pretos de seda de diver-
sas larguras ditos brancos pares de luvas com
dedos, e sem elles, de seda e pelica a 400 rs. ,
mcias de seda para senhora a 1,800 ditas
para homern a 800 reis pentes de tartaruga
para marrafa a 1,300 o par tezouras para cos-
tura e unhas e para a laiate aboloaduras de
retroz setim velludo massa e amareilas
a 500 reis agulhas francezas em caixinbas a
320 reis casticaes decasquinha a 1,200 pa-
pel almaco a 2,400 dito de pezo a 2,800 ,
bande|as de diversos tamanhos borzeguins pa-
ra senhora a 2,000 estejos de navalhas finas ;
e urna negra de Angola : na ra do Cabug ,
primeira loja de miudezas n. 3.
V- Fox Stwdart tem presentemente um
grande sortimento de moendas de ferro para
animaes e agoa de todos os tamanhos, ma-
quinas de vapor com moendas de ferro e serra-
ras de varios precos com um completo sorti-
de taxas de ferro batido efundido, formas de
ferro para purgar assucar as quaes tem mos-
trado grandes vantagens sobre as de barro as.
pessoas que tem experimentado tanto pela su-
perior qualidade do assucar como pela econo-
ma e promptido com que se trabalha com el-
la. Os annunciantes igualmente encumbem-
se de mandar vir qualquer encommenda de mc-
chanismo como a maior brevidade possivel ,
e convidao aos srs. agricultores em geral e seus
freguezes em particular a apparecerem nos seus
armazens : na ra da Senzalla nova n. 42,
para tratarem de qualquer dos objectos aiim-
especificados.
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 20 de Fevereiro de 1835 ,
um escravo de nome Antonio, Mocambique ,
baixo grosso bexigozo olhos grandes, na-
riz chato denles limados, tendo um podre
na frente e mal feto de ps e mfs ; quem a
pegar leve-o ao Atierro dos AfTogados n. 75.
= Ainda est fgido o preto Benedicto de
Joao Dias Barboza Macudum ra de S. Hita,
n. 57 : annunciado no n. antecedente.
= A 26 do corrente fugio do Atierro da
Boa-vista n. 20 Antonio dos Santos Ga-
bao levoucalca brama camisa de chita en-
carnada e bonet estatura regular secco ,
nariz afilado j com cabellos brancos 40 an-
nos cazado c foi arrematado em Praca do
fallecido l.ourenco Jos de Carvalho pensa-se
ter hido para as bandas de S. Antao por ter
residido no engenho Ginipapo ; os apprehen-
dedores levem a dita casa que ser bem gra-
tificados.
No dia 25 de Marco fugio Manoel ,
Angola baixo bem encahellado pelo corpo,
bem fallante parece crioulo levou calcas
azues de algodao americano e camisa branca
do mesmo; os apprehendedores levem-o na ra
da Lingoeta n. 8 que sero recompensados.
= Fugio no dia 22 do corrente um mo-
leque crioulo de nome Ignacio de 12 a 14 an-
nos com os iignacs seguintes : ps e mos
compridos cabello rallo rosto descarnado ,
urna cicatriz no dedo inmediato ao polegar da
mao direita levou calca de ganga azul tranca-
da e camisa de algodaozinho liso nova ;
qualquer capitao de campo ou pessoa que
delle souber o peder prender, elevar a ra
Nova n. 21 que ser gratificado.
Fugio a 9 de Setembro do anno p. p. de
1842, um molatinho de nomo Jacob de 13
a 14 annos sem barba com urna pequea ci-
catriz na maca do rosto cor natural cabel-
lo bom e cachiado reforoado do corpo e
muito esperto quando falla engole algumas
palavras sahio com calca de algodaozinho o
supoe-se ter bido para as partes de l una on-
de foi criado ou para o Cabo engenho Ilha ,
onde foi vendido rara esta praca pelo Sr. Este-
Nao ; quem o apprehender bfve-o a ra do Fo-
go n. 8 que receber 50,000 de gratilicacao.
Recifk: naTyp. de M. F. de Fama. =1843


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