Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04923


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Full Text
Armo de 1843.
Terca Fera 28
l'u'io agora ileuenile ir na aeinoi ; di noaaa prudencia nurlc racio, urga : Con-
Iir-...ti:js comu ,>rinr.>.iainoa e aeremos aponlarlua Cum idniraco cnlre as Nacoaa nata
eulltt, ( Proclamaco da Assembla Geral do Bla'ill.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Guiarme, Parahiba e Rio grande do Norte aegunda' aellas feirai.
loin" > c Garanbans a 10 e 24.
CalK/? Sarinnem, Rio Formoao Porto Cairo MaceiA e Alagoaa no 1. 11 a 21
Bua-vilUe Flores a >3 e 28. Sanio Ant, quinta* feiraa. Olinila todof oa das.
DAS DA SEMANA.
27 Scg. a. Huberto R. Aud. do J de O. da 2. r.
2S lerc. a). Alexandre M. Aud. do J. de D. da 1. t.
29 >a'ri. a. Hertholdo C Aud. do J. de D. da 3. r.
3(1 Ouini a. ,1o ni Cl mo. Aud. do J. de D. da 1. r.
31 Stit. a. Ralbina V. M Aud do J. de D. da 1 t.
1 San. i. Macario Re. Aud. dn J de 1). da 3. y.
2 liooi, a. Francisco de Paula Fundador.
i m'
de Margo
Anno XIX. N. 70.
O Diario publica-aa lodoa os das que nao foro as >aniiCcailoa: o proco da aasijnatura b*
de trea mil reia por quartel pagos adiantadoe. Oa annunoios iloa aasignanles aao inserido*
grana, e os dos que o nao forera rar.io de SU res por linha. As reclamaoes deem aei diri*
gulas a asta Tjp., ra daaCrntea N 34.no a B*a da Independencia lojade lirroa N. 6a 8
canatos.No dia 2? de Marco.
Cambio sobre Londres 28 a 2S 1, id. p. IV. Ol'uo-Moeda de 6,400 V.
Paria 35U res por franco.
Lieba 100 por 100 de premio.
a N.
da 4,000
PftiTl-I'atacoea
a 1'eios Co!umnaraa
* ditos Meatcanoa
compra
15.0J0
14.S0J
8,300
1,740
1,740
1,740
venda'
45,30)
15,000
8,500
1,760
1,7W
1.76H
Moeda de cobre 2 por 100 da deaconto.
dem da latraa de boaa firaaaa 1 i por
PHASE&UA. L.UANOMEZ DEMARCO.
I.ua Cama i 16, a 3 horas a 39 m. da m. I La ora 1., ka 3 horas, e 43 m. da manhj,
(Juan, in.ii,-. 22, aaS boraaa 14m. da tard. | Vari, creac. a V, a 7 uoraa J'J.at. da o.
Prtamar de hoje
i. a 2 boras a 5i aa. da manhia. | Z. a 3 boras a 1S m. da larda.
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 18 DO CORRERTE.
OITlcio Ao commandante das armas, re-
metiendo a relaco dos ofllciaes reformados e
de primeira linha que lorao dispensados do
emprcgo de instructores eral, e parciaes dos
difTerentes corpos da guarda nacional da provin-
cia ; para que ex peca as convenientes ordens ,
a (Im de que ellos cessem de exercitar o mencio-
nado emprego. Comtnunicou-se ao cominan-
daiite geral interino do corpo de polica a des-
pensa do ajudantedo mesmo Joao Bernardino
de Vasconcellos e dos segundos commandan-
tes de companhias Joao Pacheco Alves e Tilo-
mas Pereira Pinto do cargo de instructores da
guarda nacional deste municipio : e a cada um
doschefes da guarda nacional a despensa dos
respectivos instructores.
Dito Do secretario da provin-ia ao primei-
ro da Assembla legislativa provincial remet-
tendoem satisfacao requisicao da mesma as-
scmbla um offlcio do inspector interino da
thesourarja das rendas provinciaes acompa-
nhado da relacao dos contractos das ditas ren-
das de que trata a mencionada requisicao.
Dito Do mesmo aodito, transmittindo um
offlcio da cmara municipal desta cidade, em
que pedo approvaco da resolucao, quetomou,
de aar ao respectivo advogado de partido a
quantia de 2008 res alem do ordenado que
Iho era decretado.
Dito Do mesmo ao dito enviando o re-
querimento dos parochianos da freguesia deN.
S. da Conceieo de Nazareth ao norte da Sor-
ra dos Mascarenhas, no qual sollicito a crea-
Cijo de urna nova freguesia que occupi; todo o
territorio em que elles residem e urna pe-
quena porco da freguesia de I tamb tendo
por matriz a igreja de N. S. do Rosario da ra
Nova na povoacSo de Cruang ; e bem assim
o parecor e informacoes que a respeito de-
rao o Exm. Prelado Diocesano, e os reverendos
vigarios das mencionadas freguesias de Naza-
reth ,"!t) Itamb.
Dito Do mesmo ao dito remetiendo o of-
flcio do Exm. Prelado Diocesano em queda o
seu parecer acerca da suppressao da freguesia
dos Barrenos.
dem do da 20.
OfflcioAo inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes, remetiendo, approva-
das as condices com quedevem ser arremat-
tadas as obras dos dous leos do empedramen-
to das aras do tuqui, na estrada de Santo
Anulo a fim de que as ponha em arremataco.
Communicou-se ao Engenheiro em chefo das
obras publicas.
Dito Ao commandante das armas deter-
minando em cumprimento de ordem imperial,
que mande dar baixa do servico a Caetano Mo-
reira soldado da companhia de artfices, e que
pula junta de saude foi julgado incapaz do ser-
vico.
Dito Ao director interino do lyceo parti-
cipando em resposta ao seu oflicio de 17 do cor-
rente que mandou passar provisao x nica
oppositora a subslituico das cadeiras de meni-
nas desta cidade que comparece-) em o res-
pectivo concurso, e foi approvada : e que em
presenca dos motivos, que allegou em o men-
cionado odlcio confirma-se com a sua delibe-
rado cerca da suspeico.
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra, exigindouma circumstanciada informa-
Cao acerca do estado dacaixa da companhia de
aprendises menores do mesmo arsenal.
Dito Do secretario da provincia ao com-
mandante das armas scienlilicando-o de ha-
ver sido approvada por S. M. <> Imperador a
resolucao, que tomou o Exm. Sr. Presidente,
de mandar desembarcar, e addir ao deposito
os soldados viudos do Cear Jos Vicente e
LauriannoJos Correa.
operarios que trabalharao na construccjio do
brigue escuna Olinda.
dem do da 22.
OHicio Ao commandante das armas en-
viando no proprio original o offlcio do corn-
inissario fiscal do ministerio da guerra sobra
a maneira. porque em virtudedas ordens supe-
riores se devem processar; e pagar os venci-
mentos dos ofllciaes reformados empregados na
guardo nacional.
Dito Ao contador da thesouraria retnct-
tendo por copia diversas ordens do trihnnal do
Uiesouro publico nacional do anno passado, pa-
ra sua intelligencia.
dem do da 23.
Officio Ao Exm. Presidente, a cerca da
aratificacao do secretario do commandante das
anuas.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., sobre os ven-
eimentos do tenente-coronel do batalho de G.
N. destacado.
Dito Ao inspector geral do thesouro publi-
co nacional, coma precatoria dirigida ao juiz
dos feitos da lazenda da corte para ser citado
Antonio de Castro Vianna.
Dito Ao commandante das armas dovol-
vendo os papis dos voneimentos do destaca-
mento de Iguarass que acompanharao o seu
odlcio de 21 do passado, visto nao se acliarem
exactos.
Dito Aos agentes do Brasil em Londres ,
com trez letras no valor de I. st. 7,200 a fin
deque sedignassem lancar esta importancia, lo-
go que receida em conta do thesouro publico
nacional.
vincia de S. Paulo, e Moni omo-Mor da casa
Imperial.
Affirmi-se que lora demittido o presidente
do Piauhy o Sr. llanto da Parnahyba e no-
meado para o substituir o Sr. Dr. Alexandre
loaquim de Siqueira.
EXTERIOR.
Temos folhas de Montevideo "at 10 do cor-
rente, diz o J. do Cuinmercio.
O general Rivera queestivera na capital por
alguna das, sabio de novo para o campo no da
4 do crrante. O ministerio foi mudado, entran-
do para as pastas .de cstrangeiros e interior I).
Santiago Vasquez e para a guerra D. Melchior
Pacheco yObes. Ficou na fazenda o Sr. Muoz.
O general Paz e; lava na mefhor irltelligencia
com o general Rivera, e tinha sido nomeado ge-
neral das armas da capital e seu departamento.
Assegura-se quea forca queeoinmandava suhia
a (,000 homens. Rivera diz-se que tem ,000
cavallciros,e que com elles seachava na Manga.
Oribe avancou finalmente, c o grqsso do seu
exercito ficava em Canelones.
O brigue Osear, da esquadrilha de Rrown ,
naulragou na ponta das Yeguas no dia 2 do
corrente.
O commodorc inglcz, com os vasos que o a-
companhrao, chegou a Montevideo no dia 5
do corrente.
No seguinte numero daremos algumas noti-
cias de Montevideo.
No domingod'entrudo pegou fogo as mattas
do Corcovado e s 2 ilias depois he que foi
exlincto com grande Irabalho.
No dia 2 do corrente succedeo a mesma dea-
graca no morro de Santa Therosa que pOde
ser atalhada depois de miiilas l'adigas dos art-
fices que peni ..'rao nessa I Ida um cantarada.
L-SO no Jornal do Commercio :
Consta-nos que o Sr. Carneiro Leao presidir
a urna grande reunifio de deputados que teve
lugar na noile do dia 2 do corrente na secretaria
da Justica.
Diz-se que nessa reuniao se tratrao dilferan-
tes negocios interiores, que roclamSo providen-
cias legislativas ; mas que (Izrao principal ob-
jecto de discusso o tratado com a Qram-Breta-
nha. A'excepcao de un deputado. osonfrosnia-
nifeslraoa opiniao deque qiialquer tratado que
seboiivesse de l'azerdevia conteressencialmente
estipulacoes para a admissad dos principies
productos da agricultura do imperio ao consu-
mo da Inglaterra pagando direitos deferenciaes
que nao excedessem de (0a12 porcentodos que
pngSo os gneros semelbantes produzidos pelas
colonias britannicas.
Todos nianifestiao inleira conllanca no mi-
nisterio principalmente no que toca direcco
das rclaces exteriores.
vsaoem seguro vira a esta cidade providen-
ciar assumptos de maior urgencia e servico pu-
blico ; mas qiieaqui nao far.'i tardanca ; antes
se tornar com toda abrevidade a fim de ap-
proveitar o pomo lempo azado para operaces,
que ainda resta.
Desde agora felicitamos aos nossos patricios
pelobom suocesso desta manobra e fazemos
votos pura que a Providencia continu a aben-
coar e proteger os esforcos e capacidade do no-
bre general.
Anatysta.)
O J. d Commercio de 1 i do corrente diz o-
seguinte
O vapoi Pernambueana, entredo do Rio Gran-
de, nata adianta sobre operaedes militares. O
Sr. barao de Casias linha chegado ao exercito,
onde foi recbalo com milito enthusiasmo.
INTERIOR
Thesouria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 21 DO PASSADO.
OfficioAo Exm. Presidente, com a demons-
trado tas qua('as decretadas para as despe-
sas do ministerio da marinba por esta provin-
cia no corrente anno flnanceiro.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., sobro as quan-
tias, que determinou se entregase 80 inspec-
tor do arsen! de sarDb" para njHmntri <]<>
RIO DE JANEIRO.
No anniversario natalicio de S. A. I. a
Scrinissima Senhora D. Januaria forao agracia-
dos os cidadaos que sedistinguirao em debel-
lar os rebeldes de Minas Genes: o principal des-
pacho he o do Sr. Manoel Antonio Pacheco, que
teve o titulo de Barao do Sabara.
Havio tomado assento na Cmara como
Deputadosos Ex.m* Ministrosda Fazenda o Sfu-
rinha.
Sahio no dia -i do corrente para aples a es-
quadra imperial que vai buscar a futura im-
peratriz do Brazil.
Diz-se que o Sr. Ellis ter a sua audiencia de
despedida no dia II e seguir para Inglater-
ra no dia 14 do corrente a bordo da nao ingle-
za Malabar.
O Sr. genera! Andrea, presidente da provin-
cia de Minas ao.aCb, parti no dia 9 doconeiile
para Ouru Preto.
Falleceo a 6 do crente o Mrquez de S.
Joao da Palm?. Senador do Imperio pola iiro.
S. PEDRO r.O SL
Porto Alegre 20 de Janeiro.
Somos informados que S. Ex. o Sr. general
em chele i fronte da di visito que satura de S.
Goncalo havia passado oCamacuan nodia ti
do corrente, trasendo cerca de 7,000 cavallos
ordos sem que at a occasiao da passairem ,
Ihe bouvesse apparecido grupo algum rebelde.
A esta hora andar j mui perto do Jacuby, on-
de esperamos que passar a salvo. A rapidez o
bom recato com que foi executada esla mano-
bra ao ponto de nao ser presentida do inimi-
''o, aprogoio mais claramente do que o podem
fazer nossas palavras a pareca e habilidade do
nobre general eo valor ededicacSo com que el-
le proprio nao repidou sabir a frente de iimn
peipiena diviso ; sao abonos mui explcitos de
que | temos general que se nao arreceia de afn
e fadigas ; antes os alTronla gallardamente pa-
ra guiar os nossos bravos aos combtese glo-
ria e mostrando nisso mesmo o fervor corn
que busca desempenhar sua difflcil e gloriosa
inissao.
Este feliz e bem dirigido ensato veio revelar-
nos primeiro que o general hbil sabe tirar
recursos donde elles pacecem exhauridos; por
modo que, quando ninguem cuidava podermos
ter copia de cavalhada apparece repentina-
mente urna boa porcao della c nao l em re-
motas e decantadas invernadas, mas sim no ex-
ercito e j prestes a entrar em servico. Em se-
gundo lugar, exultamos milito de coroeS-i ob-
servando pelo fado que S. Ex. nao se fixa em
bagatellas, e a primeira vez que Ihecoubemos-
trar-sc nao quiz, como outros posporo servi-
co publico pela consideraco de nao ser proprio
do carcter do general em chefe guiar elle mes-
mo urna divisao escrpulo ou fatudade com
que outros cnpero multas veses sua cobarda
ou Insofflciencia* Agora sim acreditamos re-
almente que nenhuma difliculdade ou tropeco
ha de estorvar a pacificacao da provincia por-
que ao homem de genio ede bons desejos nada
pode reter nem desviar.
Aqui (abe iiiencionarmos tambem a esponta-
neidade e presteza com que o nosso veterano bri-
gadeiro Rento Manoel acompanhou neste trajee-
to a S. Ex., ajudando-o com o crescido cabe-
dal desua experiencia e pratica da guerra que a-
qui se taz. Folgamos queja si* comecem a vei
e a proveitaros servicos que este experimenta
do capilo pode prestar e dos quaes mais lar-
gamente lallanios em um dos nossos nmeros ;
e neste aproveilar o prestimo em quem o tem :
esl o nobre general em chefe dando inequivo-
cas ::;:-!ras de sua capacidade c empenho no a-
cabar piesto esta luta dedesgracas.
li.ji.riMii-nos inte S. Ex.. depois de por a di-
PF.fa^AJ\.SUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Ada dais.* sessdo ordinaria da Assrmbla Le-
gUlativa Provincial dt Pernambucoem 23 do
marro de 1813.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
Feita a chamada acharfio-se presentes 23
Srs. deputados, faltando os Srs. Lopes (ama,
Pereira de Rrilo. Paulo Lacenla, Machado Rios,
Custodio(iiiinaies, Pereira de Carvalho, Pa-
ria, Dantas, e Sonsa Leo. O Sr. presidente de-
clarou abeila a sessao ; loi lida e approvada a
acta da antecedente.
ORDEM DO DIA.
Foi approvado o parecer addiado da commis-
sao de fasenda c orcamento sobre o requeri-
menlo dcJoaquim Manoel Carneiro da Cunha ,
arremattanle do disimodo gado vaccuin e ca-
vallar dos municipios de Garanbuos, Flores,
Taoarat, e Boa-vista : ficou addlada por em-
pate na VOtacSoO parecerdacommisso de com-
mercio agricultura e arles sobre o requeri-
menlodo hacha re Barros FaioAo.
Entrando em discusso a icdaeco da lei, quo
marca o subsidio ra a legislatura de 1844 a 1845, o Sr. Neto
mandou a mesa a seguinte emenda substitutiva:
A assembla legislativa provincial de Pernam-
bueo rerolve:
Arl. 1." Os deputados da assembla legislati-
va provincial para a\indoura legislatura vence-
r diariamente (luanle o lempo das sessoes or-
dinarias extraordinarias, edasprorogacoeso
subsidio de (itf 100.
Art. 2. A indemnisac&o para as despesas do
ida c volta dos deputados que morarem fora
do lugar de sua reunio, ser de 8JJreis diarios,
sendo os dias contados a raso de seis legoas
cada um.
Art. 3. Fico derogadas todas asdisposices
em contrario: foi appoiada e entrou em dis-
cusso linda a qual foi recitada o approva-
da a redaeco.
Continuou a discusso do artigo 5. do projec-
to de lei do orcamento com a emenda do Sr.
Reltrao. Encerrada a discusso foi rejeitada a
emenda, e approvado o artigo Os artigos 6, 7,
e 81'oro approvados. Ao 9. viero mesa as
seguintes emendas :do Sr. Neto supprima-se
0 artigo !):do Sr. Jos Pedro aecrescente-se
depois da palavra algodo sendo incompa-
theis os lugares de inspectores e agentes das
provincias das Alagoas e Parahyba :forao ap-
poiadas centrarn em discusso, a qual fi-
cou addiada por ter dado ahora. O Sr. presi-
dente deo para ordem do dia a mesma de boje,
e 3.a discusso do projeclo de lei que fixa a
forca policial e levanlou a sessao.
Francisco de Puna Cavalcanli de Alliuquerque
iMcerd'a \ ice-presidente Francisco Jodo Car-
neiro da Cunha l. secretarioAntonio Jote do
Oliveira 2." secretario.
Resumo dos debales da sessaB do dia 24 de
marco.
Approvada a seta e mencionado o exped-
ente( leo-se, e pprovou-se um parecer de com-
missao c entrou em discusso um outro so-
bre a pretenco do liaxarel Jos de Barros Fal-
eao, adiado por ter pedido a palavra o Sr. Lobo
Jnior o qual disse que nao sahia da razio
porque a comin. de agricultura e arts. quer
ouvir a de orcomento. Pede que a mesma:
coma explique o que quer o que pretende.
O Sr. Di. Mendos. Apartar de sionwocio.


2
O Sr. Carneiro da Cunha diz, que a comm. ,
que pedo quejseouca a outra nao quer apartar de
si o negocio : quo a pretendi do sjpradito ba-
xarel versa sobre dinheiro, isto este se of-
lrece para traduzir urna obra por tanto : que
em consequcncia disto a mesma comm. quer
saber so se pode dar a quantia que se pede
pela tradueao para cnto entrar no mereci-
inento da obra porque nao havendo a com-
misso de agricultura dir, que nao pode accei-
tar o oerecimento por essa falta : que aquello ,
que vae a urna loja comprar qualqucr couza ,
deve primeramente saber so tem dinheiro para
a compra assim a comm. deve saber se pode
satisfazer a condiceao do ofTerecimento antes
que o aceito ou regeite. O Sr. Lobo Jnior
impugna estas razes que sao sustentadas pe-
lo Sr. Dr. Carneiro da Cu.i ha. O Parecer fi-
cou adiado por haver empate na votaco. Leo-
se um projecto de rodaeo sobre o subsidio dos
deputados provinciaes. O Sr. Dr. Neto im-
pugnou-os dizendo que nao achava conforme a
redaccao, porque segundo ella pareca que a
le, a que o projocto se refero est ern vigor ,
quando est rovogada j, por isto seria melhor ,
que se dissesse quo cssa lei fcava para aquel-
lo elTeito cm vigor. Tambem nao acbo rnui-
to conforme a redace.ao porque nao tem a
conclusao de todos os projectos emitida as
exprcsses Fico revogaJos todas as leis, &c.,
de que uziiojtodas as nacesci vi usadas Dezeja
ouvir a comm. O Sr. Dr. Jos Bento mem-
bro da comm. de redaccao mostra que esta
nonbum deleito tem que excusado o dizer-
se que a lei que o projecto se refere fica
em vigor quando isto mosmo o que delle se
deprohende. Diz que a comm. nao podia a-
creseentar o art concebido nos termos Fi-
ciio rvogadas &c. que no projecto que
passou em discussao nao vinhu : quo este nao
de absoluta necessidade &c. O Sr. Dr.
Neto insiste sobre o primeiro ponto ; e tambem
sobre o segundo dizendo que esse artigo, con-
clusao dos projoclds de mera formalidade
um art, puramente deredacao pelo que nun-
ca entra em discussao. Pede que o Sr. presi-
dente d'assemblea informe se costuma fozer en-
trar em discussao um tal artigo : o mesmo Sr
presidente informa que na segunda costume ,
salvo quando o art. rvoga tal e qual art. ou
loi particularmente. O Sr. Dr. Mondes com-
bate as rases do Sr. Dr. Neto : prova que a
le que se refere o projecto em discussao est
em vigor. Mostra, que a comm. nao podia
elle acresecntar o art. de que se falla nao
tendo hido no projecto approvado. Que este
art. tambem nao de absoluta necessidade ,
porque determinando a lei urna cousa con-
sequoncia que ludo quanto so (he oppozer
( falla do pretrito ) fica revogado. Vota por
tanto pelo projecto em discussao.
OSr. Dr. Neto mandou um artigo substi-
tuitivo que o justifica insistindo em sua o
pinio U Sr. Dr. Mendes o combato. O
Sr. presidente da assemblea adverte que a dis-
cussao diz somente-versar sobre nao estar o
projecto conforme com o vencido na forma
do regiment. O Sr. Dr. Jos Denlo mostra
que segundo o mesmo regiment, no lugar
apontado pelo Sr. presidente a comm. nao
podia acrescentar o artigo de conclusao. Mos-
tra que o projecto em discussao est conlorme
com o vencido na casa. Approvcita a occasio
para pedir dispensa da comm. de redaco ,
visto que nao pode cabalmente desempenhar as
Mas obrigaces e responder sempre ques-
tocs to insinuantes O Sr. Dr. Mendes Res-
ponda em duas ou tres patavras.
Finda a discussao foi o projecto approvado,
regeitado o artigo substituitivo Continuou a
diseussao do projecto de lei do orcamento adia-
da na sessao passada, tendo a palavra o Sr.
Dr. Beltrao o qual a cerca do artigo 5. diz
que se fosse para mostrar a justica do artigo ,
que olTereceo n5o oceuparia a assemblea pois
que indubitavel ( a justica ) ; entretanto pe-
dio a palavra para responder as indirectas e in-
sinuaces do Sr. Lobo Jnior. Diz que niSo
sabia, que este fosse o A. da reduco do or-
denado dos substitutos do liceo at o momen-
to de fallar o mesmo sr. que foi quem ocon-
venceo disso. Jiistifica-se do ressentimento de
que fallou o Sr. Lobo na sessao passada di-
zendo que nao foi por vinganca, que olTereceo
o artigo substituitivo em discussao com o do
projecto Mostra que se elle assim procedes-
se por tal motivo somente faria a reduco no
ordenado do Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial ( do Sr. Lobo Jnior ) e nunca no
dosoutros empregados dessa reparticao : que
elle carador foi levado por espirito dceconomia.
Tratando da comparaco fcita pelo referido Sr,
inspector com a qual mostrou que o ordena-
do dito nao devia soTrer reduco diz que este
nao e*t na mesma cathegoria do inspector da
thesouraria geral, Pensa que nao muito
lgica a concluzo que se tirou na comparacao
dita, debaver maior trabalho e responsabilida-
e 'nmnarativamente :
"*- -.J--.JV \*t Ul IU l'|W|...----
cial que na geral, por ter n'aquella um nu-
mero mu diminuto de empregapos; porque
quanto maior o numero dos empregados de
urna repartidlo tanto maior be a responsahili-
dade do chufe e mais elevada a sua cathe-
goria e assim quo nao pode ser o ordenado
do inspector da thesouraria provincial, como
pretende igual ao do inspector da thesouraria
geral, que tem muito maior trabalho e respon-
sabilidade correspondendo-se muito mais vc-
zos que aquelle com o thesouro publico na-
cional e at com as naces estrangeiras. Diz
que o mesmo inpector da thesouraria geral gira
em um circulo muito maior: que o producto
do respectivo cofre he muito maior que o do
cofre da thesouraria provincial ; e por conse-
guinte nesta ha responsabilidade menor : que
a escripturacao dcsta nao tao trabalhoza como
n'aquella &c. &c. Conclue que ouvio um
Sr. deputado dizer que boje nao ha mais em
que impor assim que sent a necessidade de
azer reduco no ordenado dos empregados. O
Sr. Lobo Jnior diz que as razes apresentadas
nao concluem quo sao fracas sendo que elle
esperava do quem as apresentou outros fun-
damentos que fossem solidos para susten-
tar a sua opiniao. Insiste em mostrar, que o seo
ordenado e dos empregados de sua reparti-
eo nao deve sor redhzido: mostra que elle
est na mesma cathegoria que o inspector
geral, nao Ihe sendo em nada inferior, pelo
que nao deve ter um ordenado menor : in-
siste no grande trabalho da mesma repartidlo ;
e respondendo um aparte do Sr. Dr. Neto ,
diz que elle igualmente com o inspector geral
tem o tratamentode5n/tona. Conclue dizendo,
que espera que a assemblea regeite o art. su-
bstituitivo, approvando o do projecto. OSr.
Jos Pedro sustenta ainda que pelas razes do
Sr. Lobo Jnior deve o art. substituitivo ser
approvado '. produz os argumentos com queja
urna vez isto sustentou ( video resumo da ses-
sao de 23 ) corroborando com outros a sua o-
piniao. Mostra que o inspector da thesonraria
provincial i.ao est na mesma cathegoria que
o da geral ; e que se pelo nome de Inspector,
entSo est na mesma cathegoria o inspector da
reparticao da inspeeo do algodao. ( o Sr.
Dr. Neto .. e um inspector de quarteiro ) e
nm inspector de quarteiro Conclue votando
contra o art. do projecto. O Sr. Tiburtino
niio aeha honrozo que a assemblea tendo con-
cedido aos empregados da referida thesouraria
provincial o ordenado de que gozo Ibes tire
agorasem urna necessidade urgenteVota por
tanto pelo projecto O Sr. Dr. Beltrao sus-
tenta ainda o seo art. combate o quo disse o
Sr. Lobo JniorEste art. foi regeitado, sendo
approvado o do projecto.
Os artigos 6 7 o 8 foro apprpvados sem
debate Art. 9. O Sr. Dr. Neto mandou u-
ma emenda suppressiva e o Sr. Jos Pedro
outra mas additiva ao artigo. O A. da pri-
meira emenda a justifica fundando se em que
nenhuma vantagem o commercio tira da
Reparticao da inspeeo do algodao. Diz que
a principio entendeo que o commercio tirara
vantagem dessa reparticao, por isto prestou-lhe
o seu voto mas agora que conheceo o contra-
rio o relira. Mostra que os negociantes dns-
confioda cxactiilao dos trabalhos da reparti-
cao, mandando particularmente espetar as sac-
casde algodao, que querem comprar: que
alguns abusos tem apparecido ; como seja o de
carimbar urna dessas saccas com o signal da Pa-
rahiba sendo ella de Pernambuco o que pro-
var com documentos : que nessa reparticao ha
um agente de algodao da Parabiba que he
inspector do desta Provincia lugares incompa-
tiveis que podem trazer quebras nos interes-
ses dessa. Prova a incompatibilidade desses
lugares; e lembra oue o Snr. Administrador
da Moza do Consulado a quem se nao pode
negar honra probidade e inteligencia se
oppoz a nomeaco d'aquelle Inspector sob o
fundamento de incompatibilidade o que to-
dava nao foi approvado. Diz que essa repar-
ticao nao prestando utilidade deve de ser supri-
mida evitando se assim mullos abusos, e urna
despesa desnecessaria, e assaz gravoza. O Sr.
Dr. Carneiro da Cunba vota contra a emenda
suppressiva. Diz que as razes, que motiva-
ra a creaca da reparticao dita ainda subsis-
ten! e por isto deve ser conservada. Que
os deTeitos apontados sao filhos antes do sis-
tema da fiscal i-arao do que da desnecessi-
dade desta oque ser motivo para se ado-
ptar melhor sistema. .cobre a disconfansa
do commercio diz que elle sabe que mui-
tos negociantes compra o algodao espetado
pela reparticao sem o menor escrpulo. Res-
ponde ao mais", que disse o Sr. Dr. Neto. Es-
te insiste sobre a nenhuma vantagem da referi-
da reparica. Nota que o Sr. Dr. Carneiro da
Cunha nao pode contestar a desconfianca do
commercio deque fallou elle orador ; e que o
mais que pode afirmar he que aquelles neg
ciantcs com quem fallou nao tenha disconfian-
ca c que ua prova contra o que
disse. Lembra que s se falla na casa cm eco-
namisar o que elle tem ouvido com gosto ; e
assim que a despeza que se faz com a inspeca
do algodao deve de ser reduzida pelo que ello
tem dito. Adverte que elle nao disso quo o
Agente da Parahiba aqui e inspector do algo-
dao desta provincia tenha cometido abusos,
porque para isto nao se acha authorisado; mos-
trou sim alguns abusos da reparticao dizendo
que se nao devia por o dito Agente na conti-
gencia de saber de algum juizo desfavoravel a
sua honra : Diz que fique isto advertido, para
quedepoisse nao v dizer a esse agente, ou a
sous amigse prenles, que elleoaccusou deabu-
sos, pois que com o que teria de levar urna des-
compostura formal, se nao viesse mais alguma
cousa; porque todossabemdoestado da provincia.
OSr. Dr. Mendes=Istoheda liberdadedaIm-
prensa -=OSr. Dr. Neto dizque, nao he da
liherdade da imprensa ; sabe de quo he. Acres-
centa que entre os deputados, que nao sao
bem comprehendidos elle he o mais mal en-
tendido. OSr. Dr. Uchda Cavalcanti --:Hepor
que falla mais vezes. O Senbor DoutorNeto.
Nao, por outros motivos =0 Senhor Doutor
Mendes bs Eu sempre o entendo e ato com
prevenco O Senhor Doutor Neto. Desta
prevenco que cu tenho medo O Senhor
Doutor Mendes = Sei logo o que quer dizer
assim que principia fallar = O Sr. Dr. Neto ,
voltando aos abuzos da referida reparticao, in-
siste ainda em que os nao atribuio ao Agento da
Parahiba O Sr. Dr. Mendes = E quem disse
tal ? O Sr. Dr. Neto diz que se quiz concluir
de suas palavras O Sr. Dr. Mendes = Foi
em hipothese = O Sr. Dr. Neto declara que
protesta contra estas bipotheses ; requer ao Sr.
Dr. Mendes que mande escrever o seu protes-
to O Sr. Dr. Mendes = E eu contraprotcs-
to. =OSr. Dr. Neto diz que tem a infelici
dade de fallar no fim da hora pelo que ter-
minara n'aquella occasiao votando pela emenda,
qucoereceo; edeelarandoquecahindo ella, co-
mo estcerto pelo que lhe tem feito o olcio
de eorpo presente ; votara pela do Sr. Jos Pe-
dro. Dando a hora, levantou-se a Sessao, ten
do a palavra o Sr. Jos Pedro.
meio efTicaz de mantera tranquildado publica
era a demissao dos oficiaes da O. N.
Parece que o intrpido nao entenJe o que l
nem mesmo aquillu, que est ao alcance da in-
tolligencia a mais lemitada. Forte miseria O
governo provincial diz, que a demissao dos offi-
ciaes da G. N. ser um meio do firmara tran-
quillidade, quando elles a altercm. Prope esta
medida de demissao dos oficiaes no caso de per-
turbaren) elles a tranquildado publica, como
um dos muitos meios que para firma-la;
est visto, que o governo nao despreza o do pro-
cesso, e outros, que tanto quer prevenir ;
como para punir deudos similhantcs.
Se o intrpido ignora completamente as re-
gras da analise ; so nao sabe decompor um pe-
riodo, nem mesmo urna proposico; se total-
mente inhbil para estas cousas; se falla verda-
de somente, o ost em seu direito quando di/., que
nao entende, porque anda tomando tempo ao
publico ? Nao seria melhor que fosse estudar as
materias de seu emprego, para nao repetir ap-
postillas feitas pelo mestre, nos poucos dias,
em que deixade dar parte falsa de doente ; pa-
ra que o publico tirasse mais proveito do dinhei-
ro, que to mal com elle gasta ? ou ento losse
para as accusaccs vagas as historias do obras
de marcinciro de trastes $c. porque isto
mais fcil; e na verdade estava o intrpido em
sua provincia quando censurou o governo, por
nao mandar agora em 1843 que esto 12 en-
gajados e dous apenas com o oflcio de marci-
neiro fazer os trastes da casa da Kelacao, por
que pelos quechegraoem 1839, os feilios rao
de graca. Ento os engajados sao escravos, que
servem sem paga ? Tambem quer o intrpido
regularo emprego dos engajados. Sabe por ven-
tura se estos dous marcinciros nao trabalho pa-
ra o estado cm obras de seu offieio ? Nao sane ;
mas vai fallando a esmo porque nao se enver-
gonha de ser apanhado em falsidades, em inco-
herencias, e contradices alem de conhecer-se
sempre de seus communicados quanto anda elle
coixo, e baldo de instrueco vulgar, edoconhe-
cimento dai cousas, cm que se mette a fallar..
Seo (lm oceulto do Wintrpido indispor os
olliciaes da G. N. enganou-se grosseiramonle
porque nesse relatorio, e em todos os que se lhe
lem seguido, S. Ex.1 nao se esqueceu de tribu-
lar os devidos louvores G. Y em geral, c em
especial aos corpos, que sempre lzcrao bons ser-
vicos ao estado. Sou S,<:
diario m PEB\mrco.
Os vapores Guapiass c S, Salvador chega-
dos hoje!27)dosportos do Sultroucero-nosjor
naes do Rio at 14 demarco, e da Baha at
23. Nos luaares respectivos achar nossos loi-
tores o que encontramos de mais notavel nos
roesmos jornaes. O Guapiass vae estacionar
noMaranhao.
Nenhumas noticias ha da corle a respeito de
Pernambuco.
llil U1UUUI
Correspondencias.
Srs. Redactores.
O nosso pigmeo intrpido do Diario-n. rs-
cou largo, e cortou estreto. Prometteo-nos a-
nalisar periodo por periodo a falla que S. Ex.*
fez este anno na abertura da assemblea provin-
cial; chamou-a rica fest entendido,1 por iro-
na e avan'cou que tinba muito a dizer.
De to largas promessas o que resultou? Dous
communicados muito Chochos, ambos pelo mes-
mo author, com diflerentc firma posto que
sempre annima a respeito de tres periodos.
J Vm.0" cabalmente os redusiro ao p que
hade cobrir todas as produeces da imprensa da
praia. espera de mais analise eis que vemos
o intrpido bater bandeiras ao relatorio de 18i3,
e retrogradar para o Je 1840 confiando, que
os vencidos muitas vezes em retirada azem a
sua colheita. Mas coitado A sorte deste com-
municado tao desgracada como a dos outros,
porque o seu author o mesmo pequen i no W.
intrpido que se mette a decidir de questes,
que nao entende.
Crisma de these a proposico que vem no
dito relatorio de pertencer ao governo provincial
a demissao dos empregados pblicos, e depois
de confessar que o termo empregados p-
blicos admitteem geral duas intelligencias, e
de reconhecer que no caso sugeito urna dolas
seria errada e absurda e a outra obvia e na-
tural ainda .pe em dilema se o Ex.m Pre-
sidente quiz toma-la na accepcao absurda, e nao
na obvia o exacta. Ora quem assim ignora ou
atrpela as regras dahemeneutica e da critica de-
ve abandonar o servico de escrever pj ra o prelo,
e o titulo, que quer usurpar deescriptor publico.
Todos sabem e s o TV intrpido ignora, que
os empregados pblicos, cuja demissao compe-
te ao governo provincial, sao os provinciaes e
destes mesmos aquelles, que por alguma lei es-
pecial nao ostiio isentos desta regra geral -ejus
est tollere cujus est condere pois em re-
gra ao governo provincial cabe a nomeaco dos
j empregados provinciaes e por consequcncia, o
sua demissao.
Segundo desproposito do intrpido est em
I suppor, que a Presidencia juigou que o nico
o ne
e atrozmente
Srs. Redactores.
Depois que o Diario-novo appareceo entro
nos, a nossasociedade que j bem desmora-
lisada se achava, mais se tem coriompido, e nao
sabemos ate onde ebegar esta corrupeao, se
com tempo se lhe nao poser um dique. Se a li-
herdade da imprensa um meio de cultivar e
moralisar o povo nada tambem mais contra-
rio civilisaeao do que o abuso dessa liberda-
de. Depois de haver procurado por lodas as ma-
neiras roubar ao Governo Provincial a lorca mo-
ral cobrindo o Ex.mo Baro de improperios ,
e manchando-o com calumnias exhausta e
caneada de revolver, c esmerilhar a vida d'aquel-
le cidadao prestante que mais se abrilhantou
com to fastidiosa analise, aquella folha infame,
e parcial lanea-se esfaimada sobre a vida priva-
da dos individuos e prestando-so dest'arlc a
toda a laia de calumniadores, derrama, e alar-
ma por toda a provincia pondo em desconfi-
anca e receio de seren victimas da maledicen-
cia os homens mais probos, os homens cuja vi-
da s por si um objecto de respeito. Entre-
outros foi o reverendo Sr. Antonio Maria Cha-
ves de Mello, cujos servicos sao dignamente a-
nrociadns n<>lo Pernambucanos de senso
lhe confio seus filhos negra
calumniado na parte mais melindrosa e vital
de seu crdito calumnia tanto mais despresi-
vel, quanto de seu contexto ressumbra que
olla o resultado da paixo mais vil, da inveja ,
deste vicio cujas armas ordinarias na frase
de um eloquento Allemo, sao a calumnia, que
como os mais vis assassinos s fere de embus-
cada ou na obscuridade, e cujas feridas, mui-
tas vezes mais perigosas nao podem feixar-se ,
e suppuro at a morte. Outro cidadao igual-
mente apprcciavel, de virtudes por mim mui
de perto conhecidas, que sem ambico, s bus-
ca alargar a esphera de seus conhecimentos e
diundi-los pela mocidade confiada a seus dis-
vellos por pais zellosos da boa educacao de seus
filhos, o Sr. Antonio Pedro de Figueiredo, aca-
ba de ser victima da maledicencia de um indi-
viduo que julgando faser dcsta guisa sobresa-
hir o mrito do Sr. Dr. Beltrao ousa involve-
lo cm urna intriga de que incapaz o Sr. Fi-
gueiredo.
Se o redactor do Diario-novo caminba ovan-
te nesta carreira que ser da sociedade Per-
nambucana! Se ao menos s se imprimissem no
seu diario correspondencias em que o cidadao
sendo ferido do frente, procurasso pelos meios
legaes a punieo do delicto de seu desacredita-
dor merecera alguma desculpa aquelle redac-
tor ; mas dar valhacoulo a individuos, que nao
tem opinio publica que perder, e prestar-se
s formulas duvidnsas e (raimadas, que com-
prometiendo a reputaco do cidadao probo, sal
vo o calumniador da responsabilidadp rrn.inal.
terrivel cousa I cousa abominavel! Venha


'"**- .a v>ivMf
I
os em nosso auxilio o Diario de Pernambvco,
para deffender o crdito do cidado calumniado.
Descancc o Sr. Figueiredo em sua consciencia ,
que as palavras do seu calumniador nao podem
fazer mssa em sua bem fundada reputacao ; to-
dos sabem que no cnsinando elle o latim. pou-
co se importa com as vantagens, que a tal res-
peito proporcione o Sr. Dr. Reltrao ; sabem to-
dos que elle bastante sobranceiro a estes pe-
queos interesses porque sua ambicao se ma-
ge por cousa to insignificante ; supporte com
resignado o pe/.o dessas intrigas miseraveis, con-
tinu o fervor que leva em seus estudos, e to-
me o conselbo de Yoltaire :
La glorie d'un rival s'obstine a t'outrager :
C est en le surpassant que tu dois t'en venger.
O deffensor do mrito calumniado.
MISCELCANEA.
Modo de preparar o cha como se pratica no
Jardim Botnico da Laga.
Primeira preparacaodoch.
Toma-so urna porcao de folhas em quantida-
dc de 3 Ib. pouco mais ou menos principian-
do pelas folhas colindas antes do almoco ese
lancao na caldcira do forno a qual deve estar
quento no gru do calor em que se aquetilo
osfornos de familia de mandioca e um ho-
rnero < ou ii'ulher estando sentado sobre a be-
ra do forno me< hesuccessivamente com ambas as
maos, as folhas dentro da caldeira at ao ponto,
em quo ellas tendo suado bastante se tornao
murchas o quo se conseguc no espaco de 25
minutos pone mais ou menos sendo a prova
de estar completa esta operacao de murchar
folha c ella ceder fcilmente a torcedura, sem
se romper, o que se experimenta em 3 ou 4 fo-
lbas das da caldeira, c ento se tifio inmedia-
tamente com urna cesta sem deixar folha adu-
nia na caldeira servindo-se para isso tambem
de urna vassourinba.
O modo de inecher as folhas na caldeira nesta
1.a operacao da escaldadura, levantando ion
ambas as maos a porcao de folbas, que de cada
vez se pode apanhar principalmente das que es-
tao no fundo da caldeira levantal-as um pou-
co ao ai esacudindo-as successivamente ha-
vendo o cuidado de que nao cabio lora das tal
deiras : de cada vez que se levanta ao ar a por-
co de folhas, que se aprehende com as maos ,
ve-sc sahir deltas um quantidade de fumara ,
que tanto mais espessa quanto a folha existe ,
mais abundante de humidade, c que vai dimi-
nu ndo a proporoao que a folha so aproxima
ao estado de marcescencia ou da escaldadura
conveniente.
Este modo de mecher as folbas 6 o que mais
convem para promover a evaporacao da agua
existente as mesmas, quer esta agua seja pro-
pria da vegetaco e que se contem no tecido
dellas quer seja a humidade accidental devi-
da aoorvalho ou a chuva. Depois desta o-
peraco de escaldar as folhas, segue-se o seu
enrolamento que se faz da maneira seguintc
Tiradas as folhas da caldeira immediata-
mente se lancao sobre o esteirao em 2ou 3 mon-
tinhos e logo so torna a lancar na caldeira
outra igual porco de folhas que devem pas-
sar pela primeira preparaoao de murehar; e nes-
te lempo em quanto esta segunda porcao de fo-
lhas, escalda na caldeira, 2 ou 3 homens tomo
cada um o seu montinho de folhas j escaldadas,
que se tinho lancado sobre o esteirao em cima
de urna meza, eaprehendendo dehaixo de am-
bas as maos ainda quentes as esfregao o as
smagao com geito contra o esteirao, e islo suc-
cessivamente por espaco de 10 minutos pouco
mais ou menos, at que toda olha tenha sof-
frido com igualdade um grau de torcedora tal ,
que todo o seu tecido se ache alterado mecni-
camente ento a folha assim preparada tem
extravasado os seus suecos a ponto de molhai
as maos dos operarios. Esta operacao de ma-
chucar a folha contra o esteirao, comparavol a
de quem amassa a pasta feita de farinha de ri-
go para fazer pao.
Concluida pois esta operacao de enrolar as fo-
lhas escaldadas como fica dito estas se esten-
dem em urna cesta raza afim de desoecupar o
esteirao onde se deve preparar ou enrolar a
2.* porcao de folhas, que neste tempo secscal-
dava na caldeira a qual recebe successivamen-
te 3.* 4.a 5.a porcoes d; folhas para escaldar,
al que toda a folha tenha passado pela escal-
dadura e depois immediatamente pelo enro-
lamento.
As primeiras folhas j escaldadas e machu-
cadas sobre o esteirao., e espalhadas em cestos ,
em quanto se vai praticando o mesmo com ou-
tras porcoes de folhas, chogo a esfrur de to-
do, tomao-se ento duas das primeiras porcoes,
e se lancao de urna vez na outra caldeira o ahi
se mechem sem interrumpeo,. da mesma ma-
m-ira, porque se mechio quando se escaldaro,
tendo-se todo o cuidado, em que as- folhas que
fieao no fundo da caldeira sejao sempro subs-
tituidas polas outra para que o mesmo grao
do calor se destrihua com igualdade entre todas, (
e para evitar que as loihas, uemuiandv-M; ui
fundo da caldeira n3o se queimen o que fa-
r perder toda a Tornada! Esta operacao con-
tina por espaco de urna hora pouco maisou
menos; o estado em que ella de\e parar
quando a folha se achaj enchuta; po:m nao
torrada ainda.
Tendo-so enchugalo por parodias na caldei-
ra toda a folha machucada, como fica dito, tor
na-se a lancar novamente na caldeira as folhas
primeiramente enchutas e quo estiieio a os-
friar em cestas e ento vao de nina vez duas listan o todo o cha, tanto o mais fino como
porcoes, isto o dobro das folhas queso lan- |o mais grosso limpode todas as folhas amarel-
oaro de cada vez na caldeira para ahi se onchu- I las, e descnroladas, c da poeira lanca-so em
quibandado a folha mais grossa ; e toda esta
mistura de folhas nao enroladas, tanto grandes,
mino pequeas inteiras c partidas, de cor mais
ou menos amarellda juntamente com a poei-
ra ludo separado polo quibando o que se
chama cha de familia e a nfima qualidade
de cha a qual nao tem de passar mais por o-
poracao alguina ; porque assim mesmo est
prompto e delle se pode fazer uso passados al-
RIO DE JANEIRO.
CAMBIOS NO DA 13 DR MAIICO.
Precos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres. .. 27 a 27
Paris.....350
Hamburgo. 000 aGS5
Metaes. Dobroes hespanh.. 30SW0
^ ii ns me/es.
rada urna caldeira urna poioao de cha limpo
quatro libras pouco mais ou monos de cada vez,
e se conserva na caldeira por espaco de hora e
mei j em calor moderado mochendo-se com-
passadamere por todo este tempo ; o esta a
primeira cosedura*pcla qual deve passar todo o
che limpo em porcoes de 4 libras pouco mais
periodo, pondo a mao direita sobre as folbas, i ou menos.
e por mcio de um movimento circular deslocar1 O modo porque so mecho o cha na caldeira
asqueesto no fundo da caldeira, o qual nesta e as segiiinles coseduras, pondo a mao
immediatamente orcupado pelas folhas que es- direita sobre as folhas c com um movimento
garem o continuando-se a mecher nao da
mesma maneira cima descripta; porque aehan-
do-se ellas j enchutas nao nocessitao de serem
levantadas ao ar antes pelo contrario nocessi-
tao de estarem em contacto com a caldeira pa-
ra receberm o grao de torrefacto conveniente.
O modo pois da mechodura que convm neste
tavo superiores e assim successivamente, por
este modo se consegue o grao de torrefacto
em roeio circulo, tirar do fundo da caldeira o
cha que ahi exista ajudando a inoesquor-
mais uniforme deque as folhas neste estado da esta mechodura, para que ocha que eslava
sao susceptiveis no que levar hora e nieia ,
havendo cuidado em diminuir o fogo da forna-
a a proporoao que a folha se acha mais sec-
em cima, v oceupnr o fundo da caldeira e
assim se faca a cosedura em toda a folha com
igualdade.
ea ou j torrada ; porque ento ha maior pe- Depois desta primeira cosedura (orna-se a
rigo de se queimarem nao se diminuindo o quibandr todo o cha, tanto o mais grosso co-
fogo o se pratica isto em toda a folha colinda mo o mais fino cada um separadamente, e
naquelledia.
Logo no primeiro grao de torrefacao princi-
pia a exalar o cheiro rgradavel do cha o qual
o mais intonso e agradavel, a proporoao que o
ro de torrefacao mais adiantado e por elle
sr pode avaliar o gri>o de torrefacao em que de-
ve terminar esta operacao que aquelle etn
que o cheiro herbceo mal se deixa porsentir ;
n folha assim preparada j cha, do que so po-
de fazer uso e posto que entao o seu sabor a-
inda soja muilo herbceo este mesmo sabor
menos defoituoso do que o do cha volho.
Segunda preparaco do fh.
A segunda preparaoao do cha principia pela
diviso ou separacao das diferentes qualidados
de folhas as quaes estando todas misturadas,
eonstituem o que se chama ch i em rama. Es-
ta soparaeo faz-se da maneira soguinlo.
Toma-se urna porcao desle cha em rama em
quantidade de duas libras por cada vez e lan-
ca-se em urna peneira feita de taquara cujo
crivo dente passar urna bala que tenha de di-
metro a 0.a parte de urna polegada e por meio
le una conveniente agitaco que se faz com a
mesma peneira enfre as maos se ol.tem o cha
em rama, separado em duas porcoes que sao,
una que passa atravez lo crivo da peneira pela
atritacao desta sobre urna grande cesta rasa e
de tecido bem ccxrado e a outra que fica em
cima da peneira sendo cada urna deslas por-
coes a metade de todo o cha em rama pouco
maisou menos e contina-se por iguaos por-
cfws eda mesma maneira a separar-se lodo o
cha em rama ajuntando em urna cesta tudo
quanto fica em cima da peneira, em outra tudo
quanto passa atravez dola. As folhas, que
passo atravez da peneira sao todas as que se
achao reduzidas a pequeos fragmentos pela o-
ncraco do enrolamento c mechodura na cal-
lena e famhcm as folbas mais pequeas e
tonras, que ficaro bem enroladas. As que fi-
earcm em cima da peneira sao as folhas maio-
res, e juntamente as folhas. que por terem mais
idade do que a conveniente para se poderem
enrolar, nao se enrolarais.
Feita esta primeira separacao do cha em ra-
ma em duas porcoes, toma-se urna porcao do
cha grosso que ficou em cima da peneira e
se lanoa em urna cesta raza de tecido bem cer-
rado que so chama quibando em quantida-
de do 2 libras pouco mais ou menos, o prati-
cando a respeito delle o mesmo que se pratica
quando se quer separar a casca do arroz pilado ,
ou do caf quando se limpa depois de socado,
operacao que chamao quibandr o por mcio
do quibando so separa a folha que nao foi capaz
de enrolamento eos seus fragmentos que nao
passnro atravez da peneira por serem mais le-
ves ; e se continua a fazer esta operacao em to-
da a folha que ficou em cima da peneira.
Esta operacao se faz sobre- urna grande cesta
ra?a de tecido bem cerrado onde cai toda a
folha que nao foi enrolada e todos os peque-
nos fragmentos ou poeira. fieando to so-
monte sobro o quibando a folha enrolada e lim-
pa de todo o p.
Quibandada a folha mais grossa que nao
passou atravez da peneira passa-se a quiban-
dr do mesmo modo a folha mais fina que se
soparou da mais grossa pola peneira, e por meio
do quibando se separa desta folha mais fina nao
somonte toda a poeira que noila ha so nao
tambem em grande parte os rdgmentos meno-
res das folbas ama relias nao enroladas, que pas-
sarao atravez da peneira o sao recebi.las na
infama grande cesia, souro C qua. j3 se .:::.:a
por meio do quibando se soparao as folhas a-
marellas que ainda restavo por serem mais pe-
sadas do que as que formaro o cha de fami-
lia as quaos em virtud*; desta cosedura se tor-
narao mais leves e por isso mais facis do so
sopararcm do cha enrolado que o mais po-
zado e tambem so sopara alguma poeira. qui-
se tinba formado com a mechodura na caldeira.
(v)uibandados pois tanto o cha mais grosso,
como o mais fino separadamente sobre a mes-
ma cesta grande o do mesmo modo ; porque
se soparon o cha de familia rocolhe-se lodo o
chaqu se soparon pelo quibando, por estar
prompto e se guarda este o melhor ch i de
familia.
O cha verde limpo de cha de familia torna
caldeira a passar pela segunda cosedura a
qual do mesmo modo o pelo mesmo tempo
como na primeira.
Depois da segunda cosedura, toma-se a qui-
bandr tanto o cha mais grosso como o mais
fino polo mesmo modo que fica dito e as fo-
lhas amarollas que anda haviilo; assim como
a poeira novamente formada pola meclu dura ,
so ajunlao com o melhor cha do familia.
0 cha verde depois do tor passado polas duas
eozeduras, cada urna por espaco de hora e me-
em fogo moderado &e. como fica dito, sea-
cha promplo em estado de se frzer a separacao
das suas qualidados a qual se faz da maneira
segu uto.
Por meio de urna peneira de crivo mais fino
se peneira o cha verde fino em pequeas por-
coes tudo quanto passa a travez do crivo da
peneira ocha Uchin o tudo quanto fica em
cima da peneira o cha Hysson fino. Cada u-
ma dostas duas qualidados de cha fica em es-
tado de so "miniar.
Por meio de outra peneira do crivo mais
grosso se peneira o cha verde grosso o todo o
cha que passa a travez da peneira o cha Hys-
son ordinario e o que fica em cima da pe-
neira o cha Hysson grosso.
Cada urna destas outras duas qualidados de
cha neslc estado se guardo em vazilhas de fo-
lha de fiandres que sao as melhores para bem a-
condicionar todo ocha prompto sendo para
isso mui conveniente que estas vazilhas fiquem
bem cheias e bem fechadas.
O melhor modo de semear as semenles de cha
estratificando-as em trra substancial polveri-
sada sombra de urna palbooa que as defenda
tanto do vigor do sol como do mao effeito que
causa a chuva cabindo immcdialamente sobre o
viveiro das sementes que convem conservar sem-
pre fresco por meio de rega moderada. As
plantinhas em tendo um palmo de crescimento
enlam quedevem sor mudadas para os macicos
em que devem sor d;spostas guardando en-
tre si a distancia de 4 :i palmos.
As plantas assim dispostas em terreno subs-
tancial como o dos jardins e campos cultivados
em tendo 3 annos do dado esli em oslado de
ministrar folhas a eolheita. (Continua.)
A! fon (lega.
Rendimonto dodia 27........ G:tS4818l
De f carreo o hoie 28.
Brigue Rotalie hacalho.
I5rue----^evern fazendas, ferragens, lou-
ca, esa bao.
Barca hl fazendas.


>




da patria. 30S3S0
Pesos hemanhcs... 18960
da patria..... 18000
Pecas do (S00 v... 108800
de n... 1S000 a 158700
Moedas de 4S0OO. 88050
Piala.
08 a
Apolices de 0 por cont. .. 70
CAMBIOS.
fah21 de Marco efe 1843.
Londres...........28 d. p 18
Franca............3 jO rs. o franco
Lisboa............95 a 100 p. c
Rio do Janeiro......ao par
Provincia do Norle... idem.
Dobroes Hespanh es. 288500 em pagamento,
Mexicanos.. 288000
Pocas detiSVOO.....158500
Moedas de 4,000.. .. 8$o()0
Posos hespanlu'os. .. 00 p. o.
Prata cunliada.......90 p. c.
Slovimonto do Porlo.



Navios saltillos no dia 25.
liba de Santa llollona: barca ingleza Manchet-
ter capito John Siiiith carga lastro.
Ohserraces.
A barca auslriaea Perastina, que saino i 5 das
doste porto para a Parahiba chegou boje,
Sahidos no dia 96.
Maranhao, polo Coar ; brigue escuna brazi-
leiro Nilheroy eommandanteocapitao de
fragata Diogo Ignacio Lavaros.
Rotterdam; patacho Uamburguez Fortuna, ca-
pito M. Virag cargaossucar.
Navios entrados no din 26.
Rio de Janeiro ; 20 ilias brigue brazilciro 5.
Manoel do 234 toneladas capitao Manoel
Simos, equipagetn IS carga diversos g-
neros : a Bernardo Antonio de Miranda.
Navios entrados no da 27.
Rio de Janeiro Rabia, e Maceio ; 13 dias ,
vapor brazilciro 5. Saltador, de 2W tone-
ladas cqjnmandante Joo Honrique tten ;
a Joaquim Baptista Moroira.
Rio de Janeiro e Rabia; 13 dias, vapor do
guerra brazilciro Gtipiass comniandante
ocapilo lenlo Jos Mara Noguoira.
Rio Grande do Sul ; 49dias, patacho brazi-
lciro Felicidade de 134 toneladas, capitao
Candido Jos Guiarte equipagem 12, car-
gdnosos gneros; a Amorini & Irmaos.
Eil.ta.r
\. T. P. do F. Camargo, inspector da al-
fandoga ftc.
Faz saber que no dia 29 do corrente se
ha de arrematar em hasta publica no porta da
mesma ao meio dia, um faqueiro de prata com-
pleto em sua caiva 2 salas 1 paliteiro 5
duziasde colheres de sflpa 8 duzias para cha ,
tudo de prata no valor do 500.000 reis im-
pugnaeflo feita pelo guarda v cente Ferroira do
Faria no deSpa< bo por factura de Manoel Joa-
quim Ramos o Silva ; sondo a arrematado su-
goita ao pagamento dos diroitos e expediente.
Alfandega 27 de Mano de 1843.
V. T. P. de F. Camargo.
Ilcclaracors.
O brigue Indiano recebe a mala para o
Rio de Janeiro no dia 30 do corrente.
Pola sub delegatura da Boa-visto se fax
publico, que na tarde do dia 18 do corrente,
foi encontrado na cmbela da Estancia o cad-
ver de um pelo que represen lava ter 20 an-
nos alio, magro, e vestido com calca branca,
c carniza de riscado azul e que procedendo-se
a vistoria confaecco-se ter morrido affogodo.
No dia 31 do corrente as 11 horas do
dia se hade arrematar no quartcl do Hospicio,
do 2. halalho de artilhcria, urna boa escrava,
lavadeira preta ainda moca pertoncente k
caixa do hospital do mesmo batalho.
O vapor N. S. Salvador recebe as ma-
las para os portos do Norte amanb (29) ao
meio dia.
Cartas seguras existentes no Correio Geral.
Para osSrs. Feliciano Ignacio Maia, ffer-
ulano Alvos da Silva Joaquim Pereira da
Silva Guimares Joaquim Teixeira Peixoto de
Abreu, Fr. Jos de S. Luiz Roza, Manoel Fer-
nandos da Cruz.
CIRCO OLMPICO.
O espectculo gimnstico, o cquestre an
nunciaclo para domingo passado 26 do corrente,
nfifi nMi> tor !ii";ir
i
Min l'ftncii/innn^ifi Ar* ?r-


SK
4
tempo o qual ca transferido para hoje, terca
feira 28 do mesmo, se nao ehuver.
Prevne-se tambcm que se mudou a posi-
cao do toldo do circo, em melhor forma para
que chuvendo nao possa totalmente ncom-
inodar os espectadores.
Avisos martimos.
At ao fino dcste corrente mez sahir para
o Porto o brigue portuguez Ventura Feliz ,
capitao Antonio Francisco dos Santos o qual
ainda recebe alguma carga e passageiros; os pre-
tendentes queiro dirigir-se ra da Cruz n.
45 om casa de Joaquim Jos d'Amorim.
Para Lisboa o briguo portuguez Uniao ,
ainda recebe alguma carga e passageiros; pre-
tende sabir impreterivclmente em 30 do cor-
rente : trata-se com o seu consignatario Tho-
maz d'Aqui.no Fonceca na ra Nova n. 41 ,
ou com o capitao Joaquim Mara da Silveira ,
na praca do Commercio.
Lelocs.
O leil lo do resto da mobilia escravos ,
vinhos e movis de L. A. Dubourq hade-so
concluir hoje (28) s 10 horas da manha (per-
mittindo-o o tempo) na sua casa da ra do
Vigario.
manha (29) he o leilo da mobilia de
Glasken Johnson & C., que sera vendida sem
limites ; na ra da Cruz 2." andar da casa de
Lebmann & C*
= J. O. Elster tendo de mudar o seu es-
tahelecimento, da ra do Yigario, para casa no-
va for leilao por intervenefio do corrector O-
Jiveira das muitas e excellentes ferragens de
todas as qualidades e miudezas, ora existen-
tes no seu armazem as quaes, por aquelle
motivo, vender a precos mdicos; quinta feira
30 do corrente as 10 horas da manha em ponto.
Alisos diversos.
= Jos Francisco de Faria subdito Portu-
guez ; retira-so para Portugal.
O Sr. que contratou a escrava no sobrado
da ra do Colegio queira decidir boje sea
quer ou nao, para se poder vender a outro.
Hoje 28 do corrente vae em praca do
Sr. Dr. Sette urna caza sita na ra de Fora
de Portas ; quem a pertender dirija-se ao at-
terro da Roa-vista as 3 horas e meia : tambem
*e compra um cordo de bom ouro e sem foi-
t/o ; quem o tiver annuncie.
Fabrica de Rap por Vapor.
Jernimo da Costa Guimares e Silva,
propietario da fabrica de rap por Vapor faz
publico que nao fez nem mandou enserir o a-
vizo de venda de rap "que foi inserto no Dia-
rio novo de hontem sob seu nome e que fal-
so que elle vende rap a pataca a libra como
ali se diz, e protesta usar do recurso da lei con-
tra o abuso commettido naquelle avizo.
= No dia 29 do corrente pelas 4 horas da
tarde, aporta do Sr. Dr. juiz docivelda 2*
vara confronte o oito do igreja do Livra-
mento tera lugar a arremataco de urna por-
ejo de cssencia e uns movis que esto na
Joja dos Srs. Adour & C. na ra Nova e as
pessoas que pretenderem poder abi ver e
oflectuara arremataco naquelle lugar indicado:
assim como ter tobem lugar a arremataco ,
de urna pequea estillaco que se acha collo-
nada ra propriedade do Sr. Joo Thoma/Jna
ra da Praia e urnas barricas de zimhro que
abi se acho, tudo pertenec)te ao fallecido Joao
Honriques Sicrgt.
Domingo 26 do corrente mez de den-
tro do porto da ordem 3' furtaro de um
palanquim de rebuco um panno inteiro,
todo bordado em roda, e com palmas pelo
meio : roga-se a quem elle for oflere-
cido o queiro tomar a quem o tirn e entre-
gar a seo dono ua ra do Queimado 6egundo
andar n. 8.
Da-sede 100 a 300,000 rs. a premio com
penhores de ouro e prata ; na ra do Livra-
inento venda n. 3.
Jos Bento de Freitas, aviza aos seus ere-
dores que Ibe apresentem suas contas no pra-
feo de 4 dias para serem embolcados.
A pessoa que annunciou querer trocar
um crucifxo para altar, dirija-se ra do
Arago sobrado n. 32.
A pessoa, que tiver uns autos de contra-
venco de posturas da cmara municipal desta
cidade com Mendes & Amorm queira man-
da-Ios entregar ao escrivo Alcanforado.
O Sr. Joaquim Marques morador na
ra de S. Pedro novo em Olinda querendo
ainda o cavallo, que vio no atierro da Boa-vista,
Pcecisa-se de 500,000 rs. a premio, dan-
do-se por seguranca urna casa nesta praca;
quem os quizer dar annuncie.
= Joaquim Jos dos Santos Roza retira-
se para o Porto a tratar de sua saude.
= Domingos Jos de Lima retira-so para
Portugal a tratar de sua saude.
= Joze Antonio de Lima, retira-se para
Portugal.
Deseja-se fallar ao Sr. Viconte Saraiva ,
que ja foi feitor do Sr, Sette para negocio de
seu interesse : na ra da Cadeia velha, na pri-
men-a luja de fazendas ao p do arco do lado
direito.
= Luiz Jos Marques vai a Portugal tra-
tar de sua saude, deixando por seu procurador
bastante em todos seus negocios o seu caixei-
ro Antonio Jos Vioira.
=a Desoja-se fallar aoSr. Joaquim Goncal-
ves Lima a negocio de seu interesse : na ra
da Cadeia velha loja por baixo da casa do
Corretor Oliveira.
= Jos Bento deFreita, retira-se para o
Rio Grande do Norte.
= Os Srs. Pantaleo de Siqueira Cavalcan-
te Leonardo de Siqueira Cavalcante Anto-
nio de Siqueira Cavalcante Lourenco Bezer-
ra de Siqueira Cavalcante Iz'dro Camello Pes-
soa Cavalcante, Antonio dos Santos Siquei
ra Cavalcante, Manoel Jos de .Siqueira,
e Francisco Manoel de Siqueira, herdeiros
por si, ou por suas mulheres, do finado Ca-
pitao-mor Antonio dos Santos Siqueira Ca-
valcante queiro ter a bondade declarar as suas
residencias nesta praca ou a de seus procura-
dores pois deseja-se fallar-Ibes a respeito de
um negocio de seus interesses ou dirijo-se ao
patio da Ribeira de S. Antonio n. 19.
= a-se um cont do reis, a premio de
um e meio por cento ao mez, com hypotheca
Srs. Socios; comparecao porqne tem de tratar-
se de um objecto de grande consideraca
Compras.
Compra-se urna corrente de ouro de lei
com 30 a 40 oitavas, sendo ainda nova e bem
feita: paga-se por mais alguma cousa : na ra
do Rangel n. 54.
Compra-se tartaruga em grande ou pe-
quena porco pentes velhos, e quebrados ,
assim como concerta-se qualquer obra de tarta-
ruga : na ra de Ortas loja de tartaruguiro ,
. 82.
- Compra-se um cordao de ouro fino sem
feitio : na ra de S. Rita n. 91.
- Compro-se algumas oitavas de ouro bom,
inda mesmo inferior na especie que for : as 5
Pontas, n. 114.
ComprSo-se para fora da Provincia effec-
tivamento molatinhas crioulas e mais es-
cravos de 13 a 20 anuos pagSo-sc bem sen-
do bonitos: na ra do Livramento, n. 3.
Vendas
em alguma casa terrea livre e desembara-
zada ou sobre penhores de ouro ou prata : na
ra do Livramento loja n. 25.
= Antonio Ferraz de Castro, retira-se para
o Rio Grande do Norte, levando o seu caixeiro
Luiz Ignacio Gonzaga.
=Tho Proprietors o tbe Pernambuco Rritish
Library are requested to send in Lists for thc
selection of ncw Books by the 10,b of next
month. = T. W. Nash, Sccretary.
Manoel dos Santos, retira-se para Por-
tugual.
= Olerece-se um sitio de lavrador, em um
engenho distante desta cidade 8 leguas com
boa casa de vivenda senzalas, casa de farinha,
&c. e com cana para mais de 300 paes,' e com
a qual arranjar fcilmente a compra com es-
pera o lavrador que entrar antes do mez de
maio ; quem Ihe convier dirija-se quanto an-
tes a ra do Mondego n. 147, que achara com
quem tratar.
= Arrendao-sedouscitios, um nos Affoga-
dos, com boa casa, muitas fructeiras, viveiros ,
e boa agoa de beber, e muitas outras commodi-
dades, que se vers ; e o outro na estrada da
Piranga, com casa, viveiro, earvoredosde fruc
tos por preco com modo: na ra estreita do
Rozario botica do Sr. Paranhos.
= Aluga-se urna olaria na Boa-Vista por
traz do recolhimento da Gloria : fallem ao Dr.
Pereira no seu escriptorio ra do Rangel.
O abaixo assignado declara aos Snrs. Ins-
pectores de quarteiro que mudou a sua
residencia da ra da-senzala velha n. 76 para
a ra deS. Rita n. 93 e previne ao Snr. des-
tribuidor do Diario que s l deve entregar a
folha que Ihe pertence.
Manoel Goncalves Ferreira Lima.
- O abaixo assignado tendo alugado um
armazem a Senhora D. Francisca Barreto na
ra estreita do Rozario, n. 18, adverte a mes-
ma Senhora e ao respeitavel publico que
nao responde pelo dito armazem desde 20 de
Fevereiro p. p. = Joze Jntonio Soares Roza.
Maria Joaquina de S. Thom professora
substitua das cadeiras de primeiras letras de
meninas desta Cidade ensina particularmen-
te a ler, escrever, contar, arithmetica, e diver-
sas qualidades de costuras e tambem recebe
em sua casa na ra Direita n. 64 algumas me-
ninas de pessoas que moro fora da cidade ou
que nella morando as queiro confiar a sua edu-
cacao.
= Oflcrece-se urna crioula para ama de urna
casa de pouca familia com preferencia de ho-
mem solteiro : no largo de palacio venda de-
fronte do passeio.
No dia 24 do corrente perdeo-se do beco
largo at o arco da Conceico urna carta vin-
da do Rio de Janeiro com urna conta de ven-
da dentro assignada por Joao Baptista Morei-
ra sobre a qual roga-sc que se nao faca ne-
gocio algum ; quem achare quizer restitui-la
\W BRAMANE VIAJANTE ou a sabe-
doria Popular de todas as nacoes, Ro-
mance interessant ssimo traduzido pelo Padre
JoSo Barbo/a Cordeiro, e impresso no Maranhao,
acha-se aqui as lojas dos Srs. Figueiroa na
praca da Independencia e do Sr. Bandeira ,
na ra do Cabug a 1:000 rs. cada exemplar.'
= Vende-se urna vitela gorda boa para
assoogue : na estrada nova da Magdalena si-
pelo preco que efTereceo, pode bir, ou manda- dirija-se a ra da Praia n. 35 que ser re-
lo buscar pois que nao se Ih'o manda levar
como pedir por alia de portador.
Precisa-se de um homem capaz para ir
a Maceicom toda a brevidade ; na ra atraz
do Corpo Santo, n. 68,
' compensado.
O primeiro secretario da Sociedade Pbilo-
Thalia avisa a todos os Srs. Socios que hoje
^28) pelas G horas e meia da tarde, ha sessao
extraordinaria e o director espera quo todos os
tio do engenho de Maria Rita do Nascimento.
Vende-se chumbo de municao bem sor-
tido e por preco com modo : em casa de L. G.
Ferreira & Companhia.
Vende-se o resto de bilhetes do Circo O-
limpico que foi transferido para hoje 28 do
corrente.
= Vende-se urna venda no Atierro dos Ao-
gados, com 300 e tantos mil rs. de fundo, a qual
vende diariamente 10:000 reis o tem commo-
dos para urna grande familia ; quem pretender
dirija-se ao mesmo lugar, casan. 191.
= Vende-se farinha de mag a 58 a sac-
ca farinha da trra a ia reis oalqueiro mi-
Iho a 4:800 reis medida velha: na ra da Cruz
n. 36.
-- Vende-se um caxilio grande proprio para
fiteiro com vidros e por preco muito com-
modo : na ra dos Assoguinhos n. 8.
Vendem-se tijolos inteiros, e quebrados :
na ra da Matriz, n. 68.
Ainda cstao por vender o sitio da Capun-
ga nova n. 55 e os difierentes movis, an-
nunciados no precedente numero.
O Muzeu Pittoresco Jornal n folio pu-
blicado em Lisboa. A collecao complecta com
32 gravuras de excellente execuc5o quasi to-
das da historia Portugueza, proprias para ador-
narsalas, em quadros. Vende-se por 12,000
rs. na loja de livros de Antonio Jos Pereira
Dias, ra do Collegio n. 20, canto do largo
de palacio.
Vende-se muito boa sarja de seda preta
hespanhola com vara de largura a 2:880 reis:
na ra do Crespo loja n. 23 de Manoel Jo-
s de Souza & Companhia.
= Vendem-se dous alicerces no Atterro dos
Aflbgados com 25 palmos de frente cada um ,
e 90 de fundo e 60 para quintal, promptos e
atterrados : na. serrara de Joao Antonio Bap-
tista Muniz ra da Praia n. 23.
Vendem-se 28 pedras de marmore muito
fino bem preparadas para ladrinho, com 3
palmos e meio de comprimento, e dous de lar-
gura : na ra Nova n. 55 ou no patio da
Alfandega.
-.- Vendem-se saccas com arroz de casca, por
preco com modo : na ra das Cruzes n. 40.
Vendem-se assucar refinado e caf moi-
do : na Senzalla nova, e junto a Santa Cruz ,
refnacio n. 4 e na praca da Boa-vista loja
do sobrado de Pedro Ignacio Baptista.
V= Na loja de alfaiate do Atterro da Boa-vis-
ta, de baixo do sobrado n. 12, vendem-se caza-
oas de bom panno preto o de cores de 24 a 26a ,
sobre* de 26,000 a 28.000. de merino a 20,000,
de la para montana a 8,000 aquetas de pan-
fino de cores a 10,000 e 14,000 de duraque
a 7,000 de merino a 9,000, de bretanha fi-
na a 3,000 de brim trancado escuro a 3,000,
lizo ou setineta e metim a 2 560, calcas de pan-
no fino preto e azul a 8 000 e 12.000 de
merino forradas a 8.000 de duraque a 5,000,
de la a 5,000 de brim trancado de linho a
4,000 lizo a 3,000 de listra a 3,000 de
metim e setincta a 2,560 de riscado a 2,240 ,
colotes de velludo lanado a 8,000 dito lizo de
6,000 a 8,000 ditos de gurguro e setim a
5,000 de panno fino a 4,000 de l ou seda
a 3,000 de fustao a2S ou gazineta a 4,000, Rssss; Ttf. s
faz-se toda a obra por menos preco do que em
outra qualquer parte com fazenda propria ou
do reguez vendem-se cortes de colletes de
velludo lavrado e liso e panno fino brim do
varas qualidades la, e merino.
Na pracinha do Livramento, n. 53, conti-
nuSo-sea venders segu i n tes miudezas baratas-
abotoaduras de massa a 500 reis, banhafrancez
a 200 r,eis linhas de carretel a 360 reis, po-
mado france/a papel de pezo a 2,60o', e a
3,000 reis a resma dito meia holanda a 2,600
reis a resma agulhas frahcezas em caixinhasa
360 reis, meias de seda para homem a 900 reis
escovas para denles a 100 reis, ditas para cha-
peos luvas de seda pretas e brancas para se-
nhora.
= Vende-se urna negra cozinheira costu-
reira propria para todo servico de casa e mo-
ca : na ra do Crespo loja n. 2. A.
Vende-se urna sacretaria de amarello
uzada,,eem bom estado com gavetes, por
commodo preco : na ra estreita do Rozario
n. 32.
Vende-se azeite doce de superior quali-
dade e proco commodo em gigos de agar-
rafas : em casa de E. SchaelTer ra da Cadeia
doRecife n. 21.
Vende-se o sitio Engcnhoca nos Reme-
dios com casa um sobradinho estribara
coqueiros, mangueiras pasto para 16 vaccas
viveiro outro quasi prompto barro fino para
olaria e porto de embarque : trala-se com,
Manoel Ferreira Lima na ra Nova.
Na ra de S. Amaro bairro de S. An-
tonio sobrado n. 14 ha sorvete feitocom to-
do o asseio e limpeza das 6 horas da tarde as.
10 da uoite e outras qualidades de refrescos
e bons charutos.
Vendem-se charutos da melhor qualida-
de e por commodo preco : omcasadeE. Sc-
haefier na ra da Cadeia do Recife n. 21.
Vendem-se urna crioula de 22 annos,
bonita figura engommadeira costureira ,
cozinheira e lavadeira ; um moleque cri-
oulodel3a 14 annos, para aprender oli-
cio um negro de Angola do 25 annos para
todo o servico e urna negra de nac5o de 35 an-
nos, cozinha o ordinario, lava de sabao e p-
tima quitandeira : na ra estreita do Rozario,
n. 22 primeiro andar.
Vendem se oleo de linbaca em bolijSes a
2,300 reis o galao e a libra 320 reis, azeite
doce de Lisboa a 3,680 reis a caada e a ar-
rala 500 reis, farinha do Maranhao a 120 reis a
libra passas a 280 reis bolaxinha ingleza a
280 reis espermacete a 720 reis e todos mais
gneros por preco commmodo : no patio do
Terco venda n. 7.
Vende-se urna escrava ladina bem mo-
ca por preco commodo: as cinco Pontas,
casa n. 54.
Vende-se urna venda em um dos melho-
res lugares da Boa-vista com os fundos de
1:200,000 reis, adinheiro, ou com boas fir-
mas, ou se da sociedade a quem entenda deste
negocio entrando com algum fundo : a tra-
tar no Atterro da Boa-vista n. 72.
Vendem-se cha hisson a 2,240 reis li-
bra vellas de espermacete a 720 res touci-
nho de Saniosa 120 e 160 reis, caf do Rio
a 160 reis a libra, milho alpista a 400 reio
quarteiraS painco a $40 reis manteiga in-
gleza a 400 reis a libra dita franceza a 640 rs.
a libra cevada a 80 reis, vinho engarralado de
Lisboa a 320 reis a garrafa e todos os mais
gneros por barato preco : na venda* da esqui-
na da ra do AragaS n. 43 que vola para o
patio de S. Cruz.
Escravos fgidos.
Fugio da casa doSr. Antonio Joaquim
de Mel/o na ponte da Magdalena estando
alugado Benedicto escravo do annunciante,
de Angola de 30 a 35 annos, secco esta-
tura regular andar vagarozo e falla meia
atravessada ; quem o levar a Joo Dias Barbo-
za Macudm na ra de Santa Rita n. 57 ,
ou na repartico do correio ser generosamen-
te gratificado.
Fugio Andr moleque crioulo fula ,
baixo cara redonda grosso oflcial de er-
reiro coxo falla bem, muito conhecido no
Foi te do Mattos; o apprehendedor teve-o a ra
da Madre de Dos n. 26 que sera recom-
pensado, e se protesta contra quem o acoitar.
= No dia 24 do andante mez fugio da ca-
sa do abaixo assignado urna- sua escrava crioula
de nomo Majgarida a qual levou saia de
chita escura, porem ja desbotada e panno
da costa e tem os signaessoguintcs : represen-
ta 30anno baixa um tanto grossa docor-
4>o estomago alto peitos grandes com al-
guns pannos pelas costas, e/aba fanhos : quem
a pegar ter;\ a bondade de dirigir-se a praca da
Hoa-vista n 13 que recompensar o traba-
Iho. Franeisco Ignacio de Athayde.
Itt.
VB, X All A. =lO*^
I


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