Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04922


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Full Text
Auno de 1843.
Segunda Fera 27
ludo agora dependa de nos notamos ; da Meta pmdencia moderado, a energa : coa
(musmus cobo principiamos e seremos apuntados com admirado entre aa Naioea m.i
1 "!'" ( Proclamac.'io di Aueoiblr'a Geral do Bu ah..;
PARTIDAS DOS CORUEIOS TERRESTRES.
Guiarme, Paraliiba e RiogTande do Norte segunda a amas feiraa.
unito e Garaahuns a 10 e 14.
Cabo Sirinhaem, Rio Formo Pono Cairo MseeiA e Alagoae no H
Boa-insta, e Florea a 3 e 28. Sinlo Antat, qainla* feirea. Oiinda lodos oa diaa
DAS UA hEWANA.
37 eg. a. Roberto B. Aud. do J. de D, da 2. t.
J8 Tere, s. Alejandre M, Aud. do J. de T). de 1. y.
21) Unan. a. Hertholdo C Aud. do J. del), da 3 r.
3U Ouioi. 'I"-" Cl insc.i. Aud. do J. de D. da 2. r.
i Seal, a. Balbina V. M. Aud do J. de l). da i >.
1 Sal), a. Macario Re. Aud. do J. de I). da 3. r.
2 liom, a. Francisco de l'aala Fundador.
de Marco
Anno XIX. N. 69
O Diario nubtic m todos oa das uua 11A0 U>nm Santificados o t-iayo
di.nt.no. Os ounaie dos .i;nanle a.io insen.lo-
la asaigaalura h'*
ra V uaa* si ..... B IS
fj- de tres rail rea por quartelvacos adientano. Os annuncio, dos sainantes .10 in.en.to
h alia, e oa dos que o nao forera i r.iao de SO reia por linbi. Aa re.-laacoea deven.1_diru
Ridaaaeataljp., ra daa Crnre. N M.on V- '' Independencia loja de luroi i> Oa O .
c.m.ius. No di. 24 de M.r.o compra nd.
^C..bio.obr...ondr..28.2,Vd.p.n-. O.^ed. de 6 400 V. ' Pana 350 rea por tranco. .. .< 1. a. '"** '" .
Y Li.bo.40U por 100 de premio. de 4,00lf ,300 UN
PlAT.-Pale.-oei *.' ''
Moeda de cobre 2 por 100 de dearonto. Pe.o.Oolumnaree J,7l i,7MJ
dem de letr.. de bo.a firm.. 1 1 por 2 I dilo.Meiic.no. !,/ ,'"
HHASESUAtOAKOMEZ DEMARCO.
Loa Cliei. 16, yum.mins. 22, a. S lora, a 11 a. da urd. | i^uart. creic. a U, 7 hora, e 2 m. da m.
P reamar de lio je
1. a 2 bor.s a C aa. da manbia. | a 2 boraa e 31 m. da larde.
CJ
V&Qi
%*
P%*TE QFFICIAL
lioverno da Provincia.
EXPEDIENTE DE 16 DO CORREXTI!.
Oflluio AoExm. e Rui. Rispo Diocesano,
(lizt'iido, sirva-se de dar o seu parecer a cerca
da supprcssao da freguesia de Barreiros cons-
te do projecto que Ihe remelle e de declarar,
so ha parodio collado na mesma freguesia.
Dito Ao engenheiro cm chefe das obras pu-
blicas, intelligunciando-o de ter a assembla le-
gislativa provincial requisitado a reine.ssa de to-
dos os ornamentos das diversas oblas, e estra-
das que ainda nao forad arreinattadas espe-
cialmente o do calcamento das arias na estrada
de Santo Antao e o das obras fazer as estra-
das do norte e sul : e ordenando que com to-
da a urgencia transmita secretarla da provin-
cia os mencionados orcamoatos.
Portara Mandando passar patente de ma-
jor da legiao da guarda nacional de Flores
Francisco Miguel de Siqueira.Communicou-se
ao commandante superior da referida guarda na-
cional.
Oticio Do secretario da provincia ao ins-
pector do arsenal de marinlia dizendo que o
Exm. Sr. Presidente manda significar-lhc en.
resposta ao seu oTlcio de 9 do crrante que j
forao expedidas as conveniente ordens cerca
do pagamento dos jornaes dos operarios daquel-
la arsenal ; o que deve despedir os que aban-
donaro o servico pela falta do dito pagamento.
dem do da 17.
Offlcio Ao delegado supplente do termo de
Santo Antao significando em resposta ao seu
officio de 14 do corrento que deve autorisar o
fornocedor dos presos pobres de justica daquella
comarca a mandar receber successivamente na
thesouraria das rondas provinciaes a somma de
um me adiantado para a suslentacao dos ditos
presos regulando a mesma somma pela des-
pesa que tivor feito no mez anterior da qual
apresentaraconta legalisada na referida thesou-
raria.OlUcinu-se respeito ao inspector inte-
rino da thesouraria das rendas provinciaes.
Dito Ao juiz de dircito interino do Rio
Formoso aecusando recepcaS do seu ollicio de
4 do crrante em que expoe aduvida de per-
tencerem ou nao ao escriva dojurydaquel-
le termo as execucooscriminaes ediz que cn-
tende ser esta duvida proveniente da nomeacao
do dito escriva na qual se naoconfereo titu-
lo de escriva das execucoes ; e significando em
resposta : que similhante duvida nao pode pro-
vir da nomeacao por quanto o regulamento
n. 122 no artigo 18 autorisou os presidentes a-
penas nomearem provisoriamente os escr-
vaes do jury e conforme os termos desse arti-
go foi dada a nomeacao que S. me. refere :
que na5 bavendo naquelle termo escriva de
execucoes cujo oflicio nao Ikon extinelo a
vista do artigo referido nao ha duvida, que
ao escriva do jury competem todos os proces-
aos, em que hajad execucoes criminaes, em
virtudc doartigo 108 da lei de 3de dc/einbro de
1841 : e que a Taita de eserivaO do jury de Se-
rinhaem pode ser supprida pelo escriva do ju-
ry daquelle termo do Rio Formoso i que foi
o outro reunido emquanto nao houver quom
possa servir este officio.
Dito Ao inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes exigindo em conse-
quencia do requisicao da assembla legislativa
provincial, urna relaco dos arrematantes dos
contractos das rendas provinciaes, que sea-
chao atrasados nos respectivos pagamentos com
declaracao da origem das dividas e das po-
cas em que se vencerao as com ptente pres-
tares ; assim como dos admi:sTradores das
niesinas rendas antes de seren contrariadas.
Dito Ao cltefe de polica interino exigin-
do em cumprimerito do imperial aviso de 10 de
fevereiro nltimo ama segunda vi| da informa-
cao que deoa cerca dos vencimentos dos ama-
nuenses de sua repartica e do orcamento das
despesas da mesma ; e finalmente urna infor-
macafl respeito dos vencimentos dos carcerei-
ros dascadeias dcsta provincia.
Dito Aocommandante das armas aecu-
sando recebido o sen ollicio de 16 do crrante,
e;n que expe novas la/oes pelas quaes en-
tende, que as pracas de pret refoi madas. que
empregou no servico do destacamento do forte
dealb, efortalesa de lamandar, se deve
abonara etape aleni do sold que Ibes com-
pete pela sua reforma ; c significando em res-
posta, que passa levar este negocio ao conhe-
cimento do governo imperial: e que emquanto
por este nao fordecidida a duvida do cominissn-
rio fiscal do ministerio da irucrra nao pede
mandar pagar a etape das referidas praras.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da acensando recepca do seu olicio de hoja
171 em que participa ter somonte assignada
para os instructores da guarda nacional desta
orovin ia a quantia de 2:lf,0^ reis, soKundo a
tabella que pela Presidencia Ihe foi enviada
com officio do 1. de fevereiro passado ; que a
despesa j Celta com os existentes somma rs.
2:728$ a qual unida com a que tem de fazer-
se no semestre crrante orea 5:888$ reis, e
que o dito officio mandava que a tabella regu-
lasse os vencimentos dos cornetas e trompetas:
e significando em resposta que nesta data tem
dispensado todos os instructores parciaes da
guarda nacional da provincia, eo instructor Re-
tal deste, por nao haverem nutros instructores
geraes visto ter sido dimittido o de Flores a
13 de Janeiro, como se Ihe participou ; que
pelo referido officio do 1. de fevereiro foi-lhe
declarado que se devia regular pela menciona-
da tabllanos vencimentos tanto dos cmelas,
e trombetas como dos instructores ; que nein
de outra sorte poda regular-se a thesouraria ,
depois de estar pela dita tabella designada a
despesa com este ramo do servico vista da
ordem do tribunal do thesouro de !) de setem-
bmdel8V2 : e que caso tenha-se pago do i
de fevereiro em diante algum instructor, pa-
ra quem nao houvesse crdito marcado na ta-
bella faca S. S." recolher qualquer quantia ,
indrvidamente assim recebada.
OSr. Keboncas roquer, que o projecto seja
remettido a urna commissSo ospocia!.
Consultada a cmara, decide que o projecto se-
ja enviado a una commisso especial.
Contina a discussAo do projecto de voto de
grac&seom as emendas appoadas. Varios ora-
dores ce.lcni a palavra e encercerra-se a discus-
so. O projecloda commissSoapprovado tal e
qual e nao se approva nenhiinia das emendas.
OSr. presidente declara que o projecto vol-
ta mesma commisso para o redigir.
ASSEMBLA GERAL
CMARA nos SRS. OEPITAUOS.
Sesudo em 4 de ferereiro.
O Sr. Magalhaes Castro tem a palavra pela
ordem, eremette meza a seguintc proposta,
depois de havel-a motivado.
Na conformidade do artigo 174 da constitui-
ciio do imperio proponho a reforma dos ar-
tigos constitucionars. que se seguem: arligos
92, 84,69$, cornos scus respectivos J$ o ar-
tigo9G, menos os paragraphos I., 2 3, e 4,
do artigo 92 os paragraphos 2. e 3. do artigo
94 e os paragraphos 2. e 3. do artigo 9.i.
Paco da cmara dsdeputados 4 de feve-
reiro de 1843. Joze Antonio Magalhaes Cas-
tro.
Esta propostn apoiada na primeira leitura ,
e flea sobra a meza para ter segunda.
OSr. Reboucas tem a palavra pela ordem e
depois de fazer varias observacaes sobre o se-
guinte projecto remette-oA meza:
A assembla geral legislativa decreta:
a Art. 1." Aos senadores durante sua existen-
cia, e aos deputados cm quanto os seus poderes
nao forem elTectivamente conferidos a ontros,
se guardarro litteralmente os artigos 2(i, 27 e
e 28 da consttuicSO1 em toda a occaziao e em
quasquer circunstancias.
Art. 2. Nao podero ser votados para de-
putados pelos eleitores dos logares com preten-
didos em suas jurisdiecSes e dependencias.
$ Osbispos eos vigarios.
$2. Os presidentes das provincias e os
commandantes das armas.
$3. Os desembargadores com'excrcicio.
S4. schefes de polica.
i? 5. Os juizes de direito.
$ fi. Os juizes municipaes de orlaos de-
legados subdelegados, promotores, e juizes do
paz.
$ 7. Os intendentes de mnrinha, os inspec-
tores das thesourariase das alfandegas, os pro-
curadores Oseaos, os collectojes, e os arremat-
taules de rendas publicas.
Art. 3. A prohibicao, de que trata o artigo
antecedente perdura respectivamenie at seis
meses depois que tenha cessado ou lindo o ex-
ercicio do em prego ou dependencia.
Ar. 4. Ficfio derogadas todas as disposi-
?oes em contrario.
Pagoda cmara dos deputados 4 de feve-
reiro de 1813. Antonio Pcreira Reboucas.
Julca-so objecto de deliberacao.
OSr. Justiniano Josfrda Rocha (fel otdem
declara que 0 projecto que se acaba de ler deve
ir commisso de consttuicSO pois Ihe parece
nun elle tracla rln direitos noliticos do cMladSo.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Arla da 18.' amito ordinaria da Ammbla Le-
gislativa Provincial de l'crnambucocm 23 de
marco de 1843.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamarla aeharao-se presentes 2fi
Srs. deputados. fallando os Sis. Lopes Cama,
Machado Hios, Manuel Cavalcanti, Sonsa Lefio,
Faria, c Dantas. OSr. presidente declarou a-
berta a sessao ; foi lida e approvada a acta da
antecedente.
EXPr.OIKNTE.
Um requerimento deVasco'Marinho FaleSo .
professor do primeiras letras de Tejucupapo ,
pedindo ser jubilado:S commisso de instruc-
ca publica Outro do prefeito do Hospicio de
N. S. da Penha pedfndo que na lei do (.re-
menlo se consigne urna quantia para o concert
da coberta da igreja do mesmo Hospicio ou-
tra para a construccao de una igreja no lugar
do Riacho da Malta soba invocacao do N. Sr."
da Lettra e outta para o sustento de 4 Missio-
narios (pie estao a chegar : cominissao do
orcamento provincial. Filtrando em discussaoo
parecer addiado da commiss;o de contas muni-
cipaes sobre o requerimento do secretario da
cmara de Caraehuns tornou a flear addiado
por 3 dias pedido do Sr. Domingues. Foi ap-
provado outro parecer da mesma commisso a-
cerca do requerimento de Joao Anastacio de
Mello Entrando cm discussao o parecer addia-
do da commissaS de ostatistica sobre o requeri-
mento do vigario da Ireguesia daTaquara. o Sr.
etomandou mesa o seguinte requerimento :
requeiro que se 0UC8 a Presidencia da pro-
vincia acerca do parecer da commisso, sus-
pensa entretanto a respectiva discussao:foi ap-
poiado approvado.
OI1DEM no DA.
Continuando a discussao do artigo 3. do pro-
jeito de lei da (xagao da torca policial com a e-
mendadoSr. Neto, o$r. Jor Pedro mandou
mesa a seguinte:flcfioem vigor os artigos da
lei n. 78, que nao forao alterados pela presente,
com excepefio da .a parle do 3.salva a redac-
cafl : foi appoiada ecntrou em discussao,
linda a qual, forao rejeitadas tanto as emendas
como o artigo o passou o projecto em segunda
discussao.
Entrn em 2." discussao o projecto de lei do
orcamento provincial. O artigo 1. (icouadddia-
do ; o 2. foi approvado depois de lejeitado o
seguinte requerimento do Sr. Jos Pedro :re-
queiro oaddiamento do projecto de lei do orca-
mento at que venhao a esta assembla os ba-
lances da recelta edespesa provinciaes do anno
financeiro lindo, e do 1. semestre doexcrcicio
correle bem como as rellexdes da thesoura-
ria acerca de varias providencias a bem da ar-
leea.'lacao, e fiscalisacao das randas provinciaes:
entrando em discussao o artigo 3., o Sr. Neto
requereo que ficasse adiado por 8 dias. Foi
rejeitado este requerimento e appryvado o ar-
tigo. Ao 4. o Sr. Pereira de Brito mandou a se-
guinte emenda : suppriina-se 0 artigo 4. :
foi appoiado eentrou em discussao. Foi tam-
bein appoiada', e entren em discussao a seguin-
te do Sr. Neto:se nao passar a emenda sup-
pressiva do Sr. deputado Pereira de Brito ac-
crescenle-sesendo pagos os respectivos emprin-
gados da quantia consignada pela assembla ge-
ral para supprimenlo do dficit provincial:Fo-
rao rejeitadas as emendas e approvado o arti-
go. Ao5. oSr. Beltrao mandou a seguinte e-
menda :edm a thesouraria das rendas provin-
ciaes sendo 1:3608000rtlS para impressoes.
B expediente redusido o ordenado do inspe.
tor a 1:8008 rois. o do contador A l:200grei
o do tbesourairo i .200S primeiros escripturarios soojooo reis cada
mD 13:660^000 reis : ui appoiada, e en-
trou em discussa a qual Qcou addiaila, por
l,.r .i-i,!,; :i hura. OSr tiresiilenl.j ~ ", 5;
dem do dia a mesma de boje e levantou a
sessao.
Pedro Francisco de Paula Catalcanti de Al-
buquirque presidente Frunciste Joan Carnei-
ro da Cunha i." secretarioAntonio JoscdeOU-
veira 2." secretario.
Pareceres df Commisso a que se refere a acta
publicada no ." antecedente.
Parece commisso de rendas municipaes,
orcamontos o oxames do comas, que n3o podo
ser delirido o requerimento de l.uiz .los da Sil-
va Burgos, secretario da cainaia municipal de
(aranhuns, em que pede augmento de oidena-
do de o$ reis para 200grels, igual ao quo
vence o do B mito; I. per que a cmara deCa-
ranhuns nao propo/o augmento do ordenado
do siipplicanteJ 2. poi-que sao mui pequeas
a$ rondas da cmara deGaranhuns. e nao he
por tanto possivel o augmento, que o supplican-
ti pretende. Sala das comniisses 21 de marco
de 1843.Cavalcanti Lobo JniorSilva.
A commisso de rendas municipaes orca-
mentos e oxames de contas, a quem foi presen-
te o incluso requerimento de .loan Anastacio do
Mello actual ai remallante do disimo de niiun-
cas do municipio de Sanio Anlao em que pedo
una medida legislativa, pela qual os arremat-
lanlesdos impostes das cmaras municipaes 11-
(piem gozando das prer igativas ipie as loiso re-
gulamentos concedem aos collectores das rendas
publicas, o do procedimento executivo contra
OS Seus colleclados : enlemle que 0 mesmo ro-
(pierimenlo deve de ser remet ido conimissafi do
legi>lacao,para esta dar o seo parecer respeito.
A coinmissao de rendas municipaes, orta-
menlos e exames de cotilas, a quem foi sub-
metlida a inclusa representaofio da cmara mu
nieipal (la cidadedi.-Oiinda, em que pede urna
nova inlerprelacao restrictiva ao $. 18 da le
provincial n. IOS de 10 de marco de 1842 ; en-
tende, que a mesma representacfio deve de ser
remedida commisso de legslacad para dar o
seu parecer.
A commisso de rendas municipaes orca-
mentose evames de contas a quem loi presente,
pelo parecer approvado em 13 do corren te, as
duas inclusas representa! oes da cmara munici-
pal da villa de Caranliiins remeltidas sob ollicio
da Presidencia de 12 de abril do auno p. p. pe-
dindo na primeira represcntacio providencias
sobre o porteiro por nao ha ver quem queiia ser-
vir pelo diminuto ordenado de 2}> reis ; e na
segunda, que a arreinalacfio do di-imo de mi-
tineas seja por 3 anuos como os domis disi-
moB pois que as continuas seccas fazem com
que nadbajad licitantes para o mesmo imposto
por um anno somonte : devolve as inesmas re-
presentaedes a fin de seren remettidas para o
archivo, pois que ellas (^stao deiridas passando
o projecto do orcamento que a commisso of-
foreceo para o anno municipal de 1843 l844.
Sala dascommissoi's 22 de marco de 1843.
Cavalcanti Lobo JniorSilva.
A commisso de eslatistica divisa civil e
ei i lesiastii a, depois de rellectido exame sobro o
requerimento que a esta assembla dirigi o
reverendo Jos Felis Pereira pedindo o paga-
mento de sua congrua, eguisainento, he de pa-
recer, que o peticionario enderece o seu dito re-
querimento assembla geral a quem compe-
te extremar e decidir (infinitivamente a que
provincia deve flear pertencendo o territorio de
sua parochia porque apesar de ser elle consi-
derado como de Pernambuco he todava go-
vernado pelas autoi hiedes da Parahiba donde
se recebein tollas as ordens tendentes ao servico
publico, e foi por isso que esta assembla em
sua sabedoria decretou na lei do orcamento vi-
gente que .se nao continuasse a pagar a con-
fina do peticionario, nao sendo justo, que per-
cebendO a Parahiba todas as vantagens daquelle
territorio, seja esta provincia ubriguda apa-
gar a sua congrua. Sala das commissCes cm 22
de marco de 1843. Bernardo Rebollo da Silva
Pereira Paula LacerdaAraujo Pereira.
EXPEDIENTE da ASSEMIILEA.
Dia 24 rfe marcoN. 26.
Um. Sr. A assembla legislativa provincial
tendo de defirir o requerimento incluso do reve-
rendo Jos Felis Pereira, vigario da Ireguesia da
l'aquara resol veo que se ouvisse o E.vm. Pre-
sidenteda provincia a respeito de sua pretenca5:
sirva-se pois V. S.a levar ao conhecimento do
inesnio Iaih. Sr. a dita resolucao.Ao secreta-
rio da Presidencia.


Besumo dos debates da sessa do dia 23 de
marfo.
Na scsso de 23 depois de approvada a ac-
ta da antecedente, e mencionado o expediente,
o Sr. 1. secretario leo um parecer de urna com-
missao a cerca da petico do secretario da c-
mara municipal dfc Garanhuns. O Sr. Dr. Do-
mingues mandou mesa um reqnerimentode
adiamcnto por 3 dias : sein debate foi appro-
vado. Leo o mesmo Sr. secretario outro pare-
cer sobre a pretendi de Joo Anastacio de Mel-
lo que foi approvado. Mas outro a cerca da
congrua do Reverendo Jos Felis Pe re ira a-
diado cin outra sessao por ter pedido a palavra
o Sr. Dr. Meto o qual nesta fez o requeri-
mento que se l na acta. O Sr. Mello acha
de summa necessidadeo requerimento, porque
o referido Padre vigario da Taquara, esteve
sempre na posse de perceber a congrua por es-
ta provincia. Nao sabe com que fundamento
na lei do orcamentoviginte( cuja discussao nao
esteve presente ) se tirou a mesma congrua.
Mostra que a freguesia da Taquara na Para-
Liba pertenceo sempre a Pemambnco quan-
to a direccao ccclesiastica. Pensa que ine-
Ihor insistir na posse que esta provincia este
respeito tem gosado ou conservar as cou-
sas no estado, em que estao Vota pelo reque-
rimento Sr. Dr. Padilha vota contra.
Diz que as autoridades civisd'aquella fregue-
sa sao nomeadas pela Parahiba que Pernam-
bucodahi nada arrecada nenbuma vantagem
percebe : por isto nenhuma obrigacao deve ter
de pagar a congrua ao vigario dito. Quc,as-
sim este se dirija a assemblea geral : ella que
decida que provincia pertence aquelle terri-
torio para por esta ser paga a referida con-
grua. O Sr. Dr. Neto. E ento de que come
o Padre? O Sr. Dr. Padilha. De suas mis-
sas : faca baptisados, laca cazamentos. -- > ota
pelo parecer. O Sr. Dr. Bel tro 6 do mes-
mo voto. Diz que quando a commissao rodi-
gio o seo parecer que est em discussao teve
em vistas as attribuiccs das assembloas provin-
ciaes: assim que nao sendo estas competentes
para decidirem sobre os leinitcs de territorio .
nao podia a mesma commissao consentir, que se
pagasse a congrua do vigario da Taquara es-
lando duvidoso o direito de Pernambuco sobre
esta parte de territorio ; c neste caso mandou-
se que o mesmo vigario se dirija-ge assem-
blea geral. O Sr. Dr. Neto sustenta o seo re-
querimento. Nao ve razao sufficiente para ser
regeitado. Diz pie se a commissao enten-
de que o territorio fallado pertence Pernarn-
Luco devia dar o seo parecer, para que se pa-
gue ao vigario. Que tem as mos um officio
do presidente da Parahiba de 1834-, do qual
se v que ha duvida respeito do territorio da
Taquara : entretanto que estando Pernambuco
na posse de mais de 60 annos, nao deve ceder
della pois seria isto offender os seos inters
ses. Que esta provincia al o anno passado
sustentou o seo direito tal respeito reconhe-
tendo pertencer-lhe aquelle territorio, su-
primindo na Taquara urna cadeira de 1" letras
Pergunta que mal pode vir de passaro seo
requerimento. Diz que ou a resposta do pre-
sidente que 'competente para informar com
seguranca de conformidade com o parecer,
ou nao: se elle orador votar por este, e
assim dar um voto seguro ; e se nao 6 des-
faz-se o engao em que estiver a commissao.
Vota por tanto pelo seo requerimento. O Sr.
Dr. Jos Bento diz, que a questao se reduz
toda a questao de limites de provincia a pro-
vincia e neste caso a assemblea geral quem
deve decidir ; e cntao s depois da deciso da
assemblea geral se poder pagar a congrua ao
vigario da Taquara. Diz que Pernambu o,
por esta forma nao cede da posse em que tem
estado nao reconhece o direito da Parahiba
'aquelle territorio mas quer que se tire a
duvida que seda : Que dizendo-se ao peti-
cionario que se dirija a assemblea geral, se
faz com que esta saia do lethargo em que tem
estado sobre esta duvida. Vota contra o reque-
rimento. O Sr. Mello insiste em suaopiniiio.
OSr. Dr. Mendos vota pelo requerimento:
entende que elle nao est em opposicao com o
parecer, e s faz adia-lo. Pensa que a Ta-
quara pertente a Parahiba que o vigario dahi
s pode excrcer attrihueoes civis ( como elloi-
ces ) com nstrueces e ordens das autoridades
daquella provincia : entretanto como pode es-
tar decidido o contrario por acontecimentos
relativos divizSo das provincias, elle vota pe-
o requerimento O Sr. Beltro insiste no que
disse, combate as razescontrarias. OSr. Dr.
Brito acha a questao muito importante por
isto necessita de todos os esclarecimentos : vo-
ta pelo rcqueriinenlo o qual finda a discussao
foi approvado ficando assim adiado o parecer
da commissao.
Continua a discussao sobre o projecto que
fixa a forca policial adiada a sessao passada.
Art. 3. O Sr. Jos Pedro manda urna emen-
da quejustificou. OSr. Lobo Jnior en-
c.~.uS que s emenda ccr.tcru o mesmo que o
art. do projecto. O Sr. Jos Pedro mostra
a differenca que ha daquella este O Sr.
Dr. Neto justificou a sua emenda, que havia
offerecido na sessao de 22. O Sr. Barros Ca-
valcanti obtem a palavra : principiando fallar,
o Sr. presidente da asamblea Icmhra-lhc que
o art* 2. do projecto sobre quo elle hia fal-
lando nao eslava em discussao. O Sr. Bar-
rosiCavalcanti diz que quer explicar-so. O Sr.
presidente concorda que explique alguma pa-
lavra mal entendida. O >r. Barros Cavalcanti
He urna palavra mal entendida do Sr. Dr. Neto
o qual em aporte diz que explique as palcvras
delle orador e nao as suas. O Sr. Barros C-
vale; nti principia fallando sobre um decr., don-
do conclue, que ello tenente coronel, no
que toca por ter disto duvidado o Sr. Dr. Ne-
to : OSr. dresidentediz que este decr. nao
est em discussao O Sr. Dr. Neto Quer
dar-me um quinao O Sr. Barros continua :
entende que aquelle decr. nao est revogado :
deo a entender, que elle fallava do jury &c.
O Sr. presidente lembra que o Sr. Barros Ca-
valcanti-1 est ora da ordem. O mesmo Sr.
continua no sentido em que fallava. O Sr. Dr.
Neto Pcsso palavra para explicar-meO
Sr. presidente diz que algumas vezes lemhrou
ao Sr. Barros Cavalcanti, que elle eslava fora da
ordem, masque nada obtevo, por isto ver-
se-ha na necessidade de lancar mao dos meios ,
que ao seo alcance poz o regiment ; e que nao
pode negar a palavra o Sr. Dr. Neto o qual
diz que o Sr. Barros Cavalcanti nao pode dei-
xar de dizer o recado que trouxe de caza ( o
Sr. Dr. Brito: estudado)a pezar de nodi-
zer respeito a materia em discussao e que el-
le quizmostrar a sua hahilitaco em jurispru-
de.icia. Explica o que disso e que nao foi
bem entendido ; diz que o Sr. Barros Caval-
canti Ihe perdoc qne est atrazado na materia,
quandosupc, que o decr. que se referi ,
falla do jury respeito do qual temos um
cod. Toca no que disse o mesmo Sr. Barros ,
em se considerar tenente coronel : diz que
seos olhos nao he. O Sr. Barros Cavalcanti :
Oh se o son! O Sr. Dr. Neto : Nao ;
o Sr. Pedro Alejandrino pessoa de respeito ,
&c. mas nao tenente coronel. Mostra que
elle orador nao disso que o citado decr. eslava
revogado. O Sr. Jos Pedro falla de novo. As
emendes e o art. nao foriio approvados. O pro-
jecto passou em 2" discussao.
Entrou em 2* discussao o projecto de lei do
orea ment.
Oart. 1. ficou adiado Art. 2. OSr. Jos
Pedro mostra que para a discussao deste projecto
de gran le necessidade o balanco da receita e
dispeza provincial ; e que nao havendo este nao
se pode dar um voto seguro. O Sr. Lobo J-
nior informa que os trabalhos da thesoura-
ria que dizem respeito esse balanco foriio
em tempo apresentados, o mandados para a
Typografia e que presume que |a estejao
impressos sendo que nao pode afirmar isto ,
porque nao dirige a Typografia Foi approva-
do o artigo em discussao.
Art. 3. O Sr. Dr. Neto requer adiamento
por 8 dias. Pensa que na quantia consignada
abi se comprehende .urna quota para engaja-
mento de tachigrafos. Pede que o Sr. t. se-
cretario informe dos trabalhos da comm. en-
carregada dosse engajamento : o mesmo Sr.
secretario d as informaces pedidas. Em con-
sequencia destas o Sr. Dr. Neto diz quesera
bom esperar que appareccssem os concorren-
tes que I he consta haverern ; e por isto pede
adiamento. O requerimento foi regeitado o
approvado o artigo.
Art. 4. O Sr. Dr. Brito manda urna emenda
suppressiva. Diz que a assemblea querecono-
misar o queja deo principio no corpo de po-
lica onde nunca isto se pode conseguir : as-
sim que nao deve ser approvado oart. Que
o secretaria da presidencia urna rcparlicao ge-
ral e por conseguinte nao deve ser paga pelos
cofres provinciaes. Que doze contos queso
gasta com essa reparticao nao pingo de cera,
masbarando; que urna despeza superflua ,
que se deve economizar. Finalmente que por
espirito de economa, e por ser amigo do Sr.
2. secretario empregado da secretaria propoz
a sua emenda visto que Ihe consta que os em-
pregados da mesma secretaria so queixo sem-
pre da thesouraria provincial cujos cofres es-
tao quaze tisicos (cando por tal modo mais
servidos nos pagamentos dos seos ordenados. O
Sr. Dr. Neto manda urna emenda additiva. O
Sr. Lobo Jnior diz que nao entra na ques-
tao se os ernpregados da secretaria sao ou nao
provinciaes; vota polo art. que justifica e
contra as emendas. OSr. Dr. Neto diz que
a primeira questao que a comm. que offe-
receo o projecto devia endagar, era se aquel-
los ernpregados sao ou nao provinciaes para no
primeirocaso poder cntao assignar urna quota
para os seos pagamentos. Que o facto do es-
tar consignada no projecto urna quota para este
fim demonstra, que a comm. osconsiderou
empregades provinciaes. Justifica a emenda
do Sr. Dr. Brito, e a que offereceo. Respon-
de ao Sr. Lobo Jnior que disse quo cou-
zas s ni i I lian tes, quaesas que se dcscutio se
nao devia fazor urna opposicao to directa : diz
que nao faz opposicao nern pessoas nom
couzas nada : provoca sim a discussao diz
0 que entende &c. As emendas foro regei-
tas ; approvado o artigo.
Art. 5.0 Sr. Dr. Beltro mandou um art. subsli-
tuitivo. OSr.Lobo Jnior vota contra, mostra ,
que o ordenado dos ernpregados da thesouraria
provincial nao devem ser redusidos: que nes-
sa reparticao ha muito trabalho epoucos ern-
pregados. Compara o n. dos da thesouraria
geral onde existem segundo diz, 35 e na
provincial 14; e conclue que em relaco
nesta os ernpregados trabalhao mais. Dahi ti-
ra motivo para nao se fazer em seos ordenados
e reduco do artigo. Diz que muito sent que
este fosse offerecido pelo Sr. Dr. Beltro, su-
bstituto do liceo d'esta cidade o qual parece
mostrar algum ressentimento por ter a comm.
redusido o ordenado dos substitutos do mesma
liceo. ( O Sr. Dr. Brito ; est em seo direito ).
Confia da assemblea que soja approvodo o ar-
tigo do projecto regeitado o substitutivo. O
Sr. Jos Pedro nao entende que o ordenado,
quo percebemos empregadosda thesouraria pro-
vincial sejo excessivos ; mas acha que pelas
I razos do Sr. inspector ( Lobo Jnior ) aquelle
\ ordenado deve de ser redusido. Diz que o
, mesmo Sr. Lobo Jnior pensa que o difi-
ictsse pode cobrir com a reduco de dospe-
zas ; que este votou pela do corpo de polica :
por isto deve ser reduzido o seo ordenado c
dos mais ernpregados de sua repartico. Acres-
centa que pelas razes do dito Sr. Lobo Ju-
n;or conclue que o ordenado que este perce-
ho e os mais ernpregados ditos nao est em
proporco com o que porcebem outros, quo
tem maior trabalho. Mostrou que em rela-
co na thesouraria provincial maior nume-
ro de ernpregados, que na geral; e sendo o or-
denado, que percebe um empregado na raso do
seo trabalho dever fazer-se reduco no dos
ernpregados da thesouraria provincial. Prova ,
que na geral a responsabilidade maior que
n'aquella ; e por tanto que nao procede a com-
paraco feita pelo Sr. Lobo Jnior. Diz que
este Sr. deve solTrer tambem alguma cotiza, pe-
los seos principios de economa ; que a justea
bem entendida deve principiar por casa, &c.
Vota por tanto pelo artigo offerecido pelo Sr.
Rcltro. A discussao ficou adiada pela hora ,
tendo a palavra o author do requerimento. Le-
va ntou-so a sessao._____________________
"numnnn PRimwror
UMA HISTORIA DO SR. NUNES MA-
CHADO.
Na sessao de 10 de Fevereiro da Cmara tem-
poraria o Sr. Nunes Machado querendo pro-
var a seu modo, urna das suas to offensivas,
quanto injustas imputacoos ao Exm. Presiden-
te desta provincia, referi urna historia que pa-
rece dizor nos respeito to desviada da verda-
de e com algumas propositos to insultantes,
que nao podemos dcixa-la passar inclume a-
pezar da hipotheoa que o nobre Deputado fez
de sua honra como fiadora de suas palavras. A-
base, como e quanto quizer o Sr. Nunes Ma-
chado da irresponsabilidad outorgada so-
pines somentedo Deputado ; mas nao aven-
ture assim a sua honra referindo factos que po-
dem ser desmentidos ou que nao podem ser
provados da sua parte seno por essa maneira. A
honra do homem quem quer que elle seja, he
nada, quando elle quer que ella sirva para jus-
tificar a offensa da alheia; he um choque, que
o homem prudente nao expe o seu crdito, pe-
lo que tem de perigoso e pela certeza de sahir
dolle sempre prejudicado. Tenha pois pacien-
cia o Sr. N. M. queainda que nao temosa
honra de poder lutar com elle na mesma arena,
em que nos offendeo temos todavia campo
mais vasto, onde nao Ihe conheceinos vantagem
alguma no uso das armas leaes e permittidas.
Sabemos que o Sr. N. M. be muito accessivet
a assomos de colera que movido por elles com-
1 mette muitas cousas, que em seu estado nor-
! mal sao arrenegadas; mas quando essas cousas
prejudico a terceiro o mal est fcito e todas
I as doclarares possiveis da parte do offensor sao
inedicazes para desfazel-o.
A historia, que nos referimos he a de um
| impresso com que os Srs N. Machado o Ur-
! bao muito prejudicados se julgaro, e que am-
bos assentaro de imputar ao Sr. BarSo da Boa-
vista ceda qual com mais futeis supposicoes.
Toremos occasio do fallar de passagem as do
Sr. Urbano trataremos primeiro e essencial-
mente das do Sr. N. Machado. Eis-aqui os
tpicos do discurso deste Sr. Deputado sobre os
quaesjulgamos dever fazer algumas observacios.
Depois de haver dito que podera descobrir
o trama nilh.OTt!S *r>nr> n !mnre**o : lido j-
, te horrorisado elle c avisados os seus ami-
gos ; contina : Dirijo-me ao proprietario
da tipografa e digo-lho lea isto : 0
homern quer negar e diz nao foi na mi-
nha tipografa eu Ihe moslro a doclaraco
no final do impresso quo mostra a tipografia,
e cnto elle confuso, nSo podendo negar mais
limita-se a dizer-me que era de ludo igno-
rante : avista do que pedi-lhe que se ser-
visse imprimir no seu jornal a nossa rospos-
ta........ A isto responde o impressor : __.
nao o posso fazer sem ir primeiro palacio:
a. creioqueoSr. Figucirda nao someo papel:
dissc-lhe eu com ar nfto muito bom v,
e diga a fulano que isto nao sao termos ; di-
ga-lhe que o trahidor vende-se ambas as
partes. ... e que o livro da sabedoria diz que
a maldade nao se oceulta tanto que nao possa
ser doscoberta V para palacio e eu o es-
( pero aqui. ... O impressor sabe e vulta de-,
pois de algumas horas dizendo : Sr. fula-
no eu nao posso publicar sua defesa. Eu
j estava de melhor humor;........Euj
estava de sangue fri c disso-lhe nao pu-
blica ? Bem e arrebatei-lhe o papel das
mos dizendo-lhe, &c. &c.
Contaremos nos agora o facto tal qual succe~
deo, e corno nao temos honra de Deputado pa-
ra oiToreccr em garanta do que dissermos, con-'
vidamos os nossos lei'ores a examinar de que
lado estar a verosimilhanca, c a tomar em con-
sideraco a honra do proprietario desta tipo-
grafa que he no caso um terceiro quasi de-
sintoressado.
O Sr. N. M. ( quo ento nao era Deputado )
entrou na loja de livros do referido proprietario,
gritando e assenando como um energmeno
Sr. Figucirda vmc. est (rbido, est (rbido!
trahido por quem ? pergunta-lhe espantado
o homem pensando que estava sobre urna mi-
na ou que Ihe. tinho posto fogo olcina :
Veja este papel Visto o papel, volla-lh'o
dizendo : -eu ignoro udo sfo. Esto o
trahindo no ha aqui trahico Sr. Dr. a
direccao da minha tipografia est entregue a
pessoa de minha confianca e urna vez que ella
tonha exigido as formalidades legaes desse pa-
pel esti tudo em regra. Vendo ento o Sr.
\. M. que a sua tirada de trahico nf pro-
duzia o que elle havia talvez imaginado fez o
pedido, que elle refere e que so Ihe respon-
deo: que eramos nos quem decidiamos isso. En-
to o Sr. N. M. veio procurar-nos ao escripto-
rio e nHo nos achando aqui voltou loja ;
e se Ihe disse que haviamos de oslar em palacio.
OSr. N. M.respondeo que alli nao ia:ento o
-r. Figuoira pelo seu genio obsequiador pe-
dio-lhe o papel, dizendo-lhe que iria elle mes-
mo fallar-nos, e que S. S. ali o esperasse. Com
offeito o nosso amigo alli nos foi fallar e refe-
r ndo-nos o caso em poucas palavras; nos Ihe res-
pondemos sem tocar no papel do Sr. N. M., que-
nao (\y\ff iamos publica-lo em nosso jornal; nao
s porque nao era nelle que esse Sr. havia sido,
se o fdra ofTendido ; como porque sendo elle
um dos que havio dado parahens provincia
pela apparico do Diario-noro sendo um dos
seus proclamados colaboradores, entendamos
que para elle he que S. S. devia recorrer. Es-
ta resposta foi dada ao Sr. N. M. c o tempo
que ello esperou por ella nao passou do neces-
sario para caminhar 800 a 600 passos (que tan-
tos sero da loja de livros da praca da Indepen-
dencia ao palacio da Presidencia ) de ida o ou-
tros tantos de volla, e haver a curta intelligen-
cla que levamos dita; meia hora quando muito.
Atequi ho o facto despido de toda a observa-
cao ; agora aalisaremos o negocio pelas pala-
vras do discurso do Sr. Reputado N. M.
Confessamos que este Sr. he de urna habili-
dade rara para afear tudo quanto pode beliscar
os seus interessos; porm a mesma fortuna nao
tem na escolba dos termos, deque seserve. Dei-
xandode parte o trama,o pilhar as mus e outros;
assim como certas faltas que se podem sem duvi-
dar pordoar ainda ao mais distincto orador na
correnteza de um discurso ; s perguntaremos
ao Sr. Dr. onde estava a trahico na imprcsso
desse papel ? Estava elle impresso sem as clau-
sulas necessarias ? Podamos nos esconde-le-
lo dono da casa ? Tinha este algum compro-
mettimento com elle alguma obrigacao espe-
cial para nao imprimir cousas, que o podessem
projudicar? A obrigacao maior quo Ihe elfe
devia e que nos sabamos era ter o Sr. Dr.
concorrido com todas as suas Torcas para o esta-
belecimento de um jornal de opposicao a este ,
o para isto somonte. Sopor isto houve trahico
da nossa parte, comprometiendo urna ami/ndo
to sincera tinha o Sr. N. M. razo : como
porm nao podemos crer"em tal despropsito ,
assentamos que [o Sr. N. M. o que quera era
atarantar o homem e ver se por surpreza ob-
tinba delle alguma explicnco que Ihe (izcs-'C a
bem ; vio porm as suas espetanoas iHodida* .
o isto he mais um motivo de raiva. E se nao
he assim como se pode explicar ,' dirigir-H-o
Sr. N. M. quehe jurista, quando se julgavaof-
f-_.i:J- '..J:__^l~ -.. n nnA no-------! '' "T^
i- li'ituu. Iinilnin "i"', wu ^. ^^. .|.t.i tjliv
um impresso ao seo impressor? Era ellejuiz em



sua propria causa? Era o mpressorseu subalter-
no, seu caixejro, ou ainda mcsmo seu amigo? Se
o imprcsso continha criminalidade denunci-
assc-o ; sea niio tinha mas fera-o emsous
.interesses tivesse paciencia ; os scus correli-
gionarios tem fcrido nao os interesses, nao as
portcncoes de Deputado mas a honra de mal-
ta gente, que a deviao julgar ao abrigo da mal-
dada e ainda nonhum Coi tomar satisfacoes no
impressor dassimpathias do nobro Reputad).
O nobre Deputado horrorisou-se ao ler esse im-
prcsso; tal vez se nao horrorisasse se lhe mostras-
sem o artigo que fez a sua base : e os que tem
litio os discursos de S. S. ; os que se tem visto
nellos abocanhados impunemente e sem ne-
cessidade por urna vinganca cobarde e feroz nao
se terSo horrorizado ? e a quem se vao esses
queixar de trahicao ?
Desejavamos poder acreditar que o Sr. N. M.
por esquecimento nao referir a parte da sua
historia, ein quo trata de pilado, como ella na
verdado se passou ; mas nao be tao robusta a
nossa fe. O que o Sr. N. M. quiz inculcar com
a ida do proprietario deste Diario 6 palacio e
com as palavras volta depois de algumas ho-
ras he que se hia pedir licenca ao Rxm. Pre-
sidente para receber o seu papel. Mas niiov
o nobre Deputado 'quo nao era preciso con-
sultar a un homein quon'n/ta tramtdo aquello
impresso para a admissao ou regekao de um es-
cripto de S. S.? Se o Rxm. Barao da Boa-vis-
ta era tao inimigo do Sr. N. M. que duvida
podia haver acerca da sua vontade para com ob-
icclos, que diziiio respeito ao candidato'por ell
perseguido e desacreditado ? Nao he porm para
admirar que ao Sr. N.- M. escapassom estas cou-
sas quando a seu nobre Collega a quem ello
concedo mala tie mais prudencia, mais Coreo
do raciocinio nosseus discursos, o Sr. Urbano,
querendo provar, que o impre.sso em questao nao
podia ter sido publicado.sem oonsontimento ,
sem licenca sem conivencia do Exm. Barita .
disse: o Administrador da tipografa deste im-
presso he empregado na Secretaria da Presiden-
cia est sempre com o Presidente be o ami-
go do Presidente passeia no carro com o Pre-
sidente logo, &c. Se com estas rasos o Sr.
Urbano, e com aquellas o Sr. N. M. quizessein
provar, que sem consentimento do Exm. Ba-
Tao nao teriamos publicado um papel contra al-
gum seu amigo todos o acreditarlo, pois quo
nisso haveria ao menos verosimilbanoa ; mas
-quando o papel era contra inimigos declarados ,
quem os nobres Deputados dizom que elle L-
dacrua guerra era precisa tal licenca? Faz-
nos d lima tal miseria e a isto he que se cha-
miio provas nao materiaes.
Entendem esses dous '-rs., que ninguem po-
de ir a palacio, ou ter relatos com o Exm. Ba-
riio da Boa-vista sem levar ao pescoeo o ferro
indicadordacscravidao; ou que o Sr. Barao
nao soffre ao p de si quem nao soja seu humi-
lissimo servo seu adulador? Conhcccrao os
nobres Deputados muito mal o Barao da Boa-
vista, quando o frequentavao quando lao tan-
tas vezes a sua casa : einprcgarao por ventura as
adulaces e baixezas, que nos querem imputar,
quando procuravo a proteccao do Sr. Barao
as suas candidaturas para Deputados? quando
rogavao que fossem apresonlados e recommen-
dados a certas pessoas influentes ? E se quem
tendo tao grandes pretences nao adulou nao
se curvou.para que o farao aquellos, cujas pro-
toncos sao tao moderadas tao limitada! ?
Nossas opinioes fiquem cortos os nobres De-
putados, nao tem sido torcidas por altencao al-
uma para com o Sr. Barao du Boa-vista ; nao
vao de accordo hoje com as delles; ta.nbem nao
queremos modelar as nossas por ellas.
Nao nos repeli o proprietario da tipografa
o insolente recado que o Sr. N. M. diss no re-
cinto da Cmara dosSrs. Deputados haver-nos
por elle mandado se he quo a palavra fu-
lano comnosco se entende: nao no-lo-repct.o,
nem se lembra de o ter ouvido a S. \ a quem
responderemos que nos nunca tomos candi-
datos de deputado para commettermo, certa
trahi.oes a que alguns desses senbor, com um risinho be.n amarollo,- estrategia o-
leitoraes, o ainda mais nunca cabalamos nota
provincia para a eleido de quem quer que los-
i; Nos nunca fize-nos barretadas proteso,
de'an.izade e loaldade a quemn ^n,T s~
cassemos por homem perverso nos Jwmm-
sistimos a clubs de partidos, que os *
nunciar ao inimigo desse partido ;
mos oom pao de dous b.ccos em par ulenenhum
aquepertencessemos, com quonto nu ua tc-
haZ figurado em uenhum. no me.odo qual
"os fossemos laucar voluntariamente para ga-
nos kmvn abandonamos brus-
ommettido dostas faltas nao nos cabo o ,,-.
:0n nem a circunstancias ue que o
r,owo#itoto, oem ^.^.^ [1(irlan_!
Segando aonobro Deputado que o.pilque I
aopr^iro original quo acbar do retrato que
'"'sTo Sr. N. M. essc no l.vro da sabedor!.
; com mais attencao e como quem procura ali-
' monto para si e nSo conselhos para os outros ,
nem nos nos venarnos ohrigadosa responder-lhe,
! nem elle seria arrastado pela sua colera a in-
sultar-nos.
Ainda dim ohservaccs antes de concluir-
mos este artigo. Peca muito emhora desculpa
oSr. Nunes Machado (taquillo que faz pelo seu
genio arrebatado que algum Indulgente o po-
derla absolver ; mas que ahsolvioao so pode dar
aquello, que tendo commettido urna asneira ,
urna grosseria, e urna insolencia, se jacta mui-
to tempo depois de o haver feito e nao ter
dissopezar algum? Quanto a nos este nao
pode achar indulgencia. O Sr. N. M. disse na
Cmara quatrienal, que fallando ao proprietario
dosta olha lhe dissera com aman muitobom, 4(o.
explicar-nos-hn o nobre Deputado o que quer
dizer n seu ar nao muito bom ? Nao sabemos o
que podo esta fraze significar na linguagom
parlamentar ; mas ca entre a vulgacho parece-
nos que equivale quasi que lhe vnu n< ren-
tas ou nutra semelhanto. E com ofleito es-
taria.) Sr. Dr. tentado naquella oecasio a J0-
?ar os murros e quando repetio a escolhida
fraze na Cmara ainda se cstaria lembrando
do quase nao quase em que estere ? Disse
mais o nobre Deputado quo arrebatara o papel
las mUos Ac. &c. : isto quando ja eslava de
iielhor humoi quando ja eslava de sangue
fri Nfto ousaremos desmentir o nobre Depu-
tado ello que o disse he por que o fez; mas
or que o lez o Senhor Nones Machado ?
E se lhe agradocessem a bolla acco do mo-
do, porque muita gente repolle ignaos, seria
isso airoso ao Magistrado ? E he droso he de-
cente he honesto he de homem sizudo, que
se proclama defensor dos diroitos dos seus con-
idadaos, &c. &c. dic repetir em presenca da
Nado intoira do quem he representante que
eoinmettco urna insolencia ? Sr Dr. Nunes
Machado concluiremos este desabafo recom-
mendando-lhe, que volte ao livro da sabedoria,
pie o lela com mais atiendo e que faca por
aproveilar-se do que ler.
21 fardos e 3 caixas fazendas d'algodo, 7 eai-
xas ditas de algodao e seda 1 caixa com calca-
do, :$0 gigos e 70 meios ditos com louca, 9 cor-
rentes de ferro: a ordem.
PUACA I>0 1UXIFK 21 IW MARCO.
Revista mercantil.
CambiosTem havido tranzaccoes regulares
a 28 d. p. 18000.
Vl-odo As entradas nao tem sido considcra-
veis, c ha probabilidade de os procos
baixarem. om consoquencia das noti-
cias deslasoravois do Liverpool. As
vendas rogulrao de V.800 a i,)00
rois por @.
Assucar Vendoo-se a 1,000 res sobre o fer-
ro e as entradas forao regulares.
Couros Sao pouco procurados a 140 res, e
tom aparemos do baixar.
Bacalho Ha em ser porto de 3,000 barricas,
das quaes o melhor foi woWh
9,i)00 rois,e o mais ordinario aN.OOO
rois: ohegou um carregamento de
2500 barricas palo briguo Itosalte o
qual inda nao se vendeo.
Carne secca Entrrao no decurso da semana
2200 arrobas o o depozto monta a
12,000 y, o consumo 6 diminuto, o
as vendas em grosso tem regulado de
a,8OOa3,000 n'is a g.
l'arinha de trigo O deporito anda por SOO
barricas em primoira mo e as ven-
das de 18.000 a 19.000 rois.
Ferro da Suecia Yemieo-se de 8,000 a 9,000
rois o quintal.
Existem no porto W embareacoos, tendo a es-
cuna americana Mary passado para a man
nha brazilelra com o nomo de S. Jos.
Ifovimento do Porto.
COIMWIERCIO.
Alfandega.
Rcndimento do dia 2V........ i:88afo86
Descarrego hoje 27.
Barca James Stwart bacalho.
Barca Ist fazendas.
Brigue Serern fazendas ferragens, lou-
ca, sabao e amostras.
Navio entrado no dia 2V.
Terra Nova; 35 das, brigue ingle Rosa'ie,
228 toneladas capitao John Alsop oqui-
pagem 13 carga bacalho : a Me Calmont
Declarado.
No dia 31 do correntc as 11 horas do
dia so hade arrematar no quartal do Hospicio,
do 2." hatalhao de artilberia, urna boa cscrava,
lavadeira prota ainda moca pertcncenle a
caixa do hospital do mcsmo hatalhao.
Avisos martimos
1MPORTAOO.
O brigue inglez .Serern, capito W. Ja-
mes vindo de Liverpool entrado em 2* do
crrante consignado a Johnston Pater & C. ;
manifostou o seguinto : ,.
3 fardos e 2 caixas com fazendas de hnno. 8
fardos o U caixas ditas d'algodo 4 caixas di-
tos de linbo e algodao 7 ditas ditas de la e al-
godao c 1,020 caixas com saoo : aos consig-
natarios. ,
2") fardos o 1 caixa fazendas d algodao, lar-
dos e 2 caixas ditas de l : a Russell Mellon &
Companhia. ,. ..
8 caixas com fazendas d algodao, 1 ditj di-
tas de seda e alsodao : a Lasscrre & C.
19 fardos o 36 caixas fazendas d algodao 7
fardos ditas d'algodo ell, 5 fardos e 5 un
ditas de linho, 2 barricas com tintas: a.Jones
Patton & C* ., ,
3 Tardos e 23 caixas fazendas d algooao 4
caixas ditas de lii, 19 barricas com ferragens: a
Johnston & C
30 fardos com fazendas d algodao. a K.
Smilh. i< i i- 4->
12 fardos e 30 caixas fazendas d algodao. 19
fardos ditas de linho, 12 fardos ditas de la 3
ditos ditas do la e algodao 2 barricas com fer-
ragens : a James Cabtree & C.
li'fnnolladas de ferro em barras : a S. r>ar-
r0) caixas com fazendas d'algodo: a R. Roy-
16 larris com manteiga: a J. P. de Lemos
* 27 lrdos e 16 caixas com fazendas d\dgodao,
1 caixa o 1 barrica com ferragens: a bco hen-
931 fardse 15 cakas fazendas d'algodo : a
L. G. Ferreira &C*
lOOharris com mante.ga : a N. O. Bielu-r
t C *
130 barricas com serveja : a Latham A Hib-
T\ mhn# ferragens : a B Coll
22 fardos e 1 caixa fazendas d algodao : a
Deano Youle& ('..'
16 fardos o 2 caixas fazendas d algodao: a Ho-
zas Braga & C.a -#-m^r
. 1 embrulho com me.as: a H Zimmer.
Para o Ceara segu viagem o Hiato Vin-
gador; quem quiser carregar ou ir da passa-
em dirija-se a Manoel Joaquim Pedro da
Costa na ra da Cadeia n 46.
Lcilcs.
= L. A. Dubourcq, nao tendo podido fina-
lizar por causa das continuadas chuvas 0 Ici-
lao da restante mobilia do sua casa de escra-
vos, vinhos engarrafados, cdos seus bom co-
nhecidos predios, janteriormonte annunciados;
c como nao lhe soja conveniente prolongara
sua demora nesta praea dovendo seguir quan-
to antes para a Franca declara que 1 erca lei-
ra 28 do crrante s 10 horas da manha sera
positivamente concluida (permittindo-o o tem-
po) por interveneao do Corretor Obvcira, a
venda publica dos mondados bens na casa da
sua residencia ra do Vigano ; e por isso
conta-se com a concorrcncia de pretenden los,
cortos de que muito aproveitarao na baixa dos
procos, pelos quaes so pretende realizar tudo.
__ O Corrector Oliveira far leilo Cuar-
ta feira 29 do crrante as 10 horas da manha .
na ra da Cruz (segundo andar da casa de Len-
mann & C. ) da mobilia do cstabelecimento
da Cidade e pertences de escriptori de Gas-
koll Johnson & C., consist mo em tudo quan-
to he necessario para oarranjo e adorno de
qualqucrcasa, nao so enumerando a qualbda-
de, cquantulado anillada de trastes para evi-
tar prolixidade ; assevera-sc porom que tudo
ser vendido sem limites, por ser para liquida-
do o que muito deve animar a concorrcncia
de compradores ao barato especialmente quan-
do a tal circunstancia se rene a bondade co-
mo n'este caso.
|Sr. Candido em particular, quo tal annuncio
! foi injusto, e mal concebido, porque o Sr. Tbe-
odorio j. tinha con .luido aquella negocio de
que tracto o annuncio, comigo, em cuta m5o
eslava a letra do Sr. Can lido.a quem nada mais
.leve o Sr. Theodorio. Joo Nepomuceno do
Vusconcellos Viejas.
= Oflereco-so um siliode lavrador, em um
engaan distan!.- dosta cidade 8 leguas, com
boa casa de momia son/alas, casa do larinha,
&C o com cana para mais de 300 paos, c com
a .mal arranjar fcilmente a compra com es-
pera o lavrador que entrar antes do mez do
maio ; quem lhe convior dirija-so quanto an-
; tes ra .1.. Moudego n. 1 V7, que achara com
1 quem tratar.
Quem animacin querer trocar um ba-
hu de 7 palmos novo, por um par de mal-
las diiija-so a pra.a da Independencia n. 17.
Bernardo Fernandas Vianna, comprou
por ordem do Sr. .los Pinto Coelha (do Ico,)
', um bilhote da primoira parto da primoira lote-
ria a favor da Igreja da Matriz de S. Pedro Mr-
tir, da Cidade do Olin.la de n. 3854.
s= Manoel dos Santos rolira-se para Por-
i toguaf. .
Aluga-so urna casa torra no Mondogo ,
com excedentes commodos para grande fatnilia:
na praca da Boa-viata o. "20.
Quem precisar de urna ama de leite : pro-
cure em I ora do Fortas rua do Pilar n. 1.
-=The Proprlelors ol the Pornambuco Britisb
Librarv ara roquoslod to send in Lists for tho
soleclion ol now Books by tlio 10"' of next
mooth. = T. W. Nath Secretary.
Rospondondo ao annunoi incorto em
o Diario de Pernambuco, de sexta feira tinto e
qualro do crrante em queso pretende saber
do abarco assignadoo dia mez e anno em que
fez abstoncao da lioranca do SCO falocido sogro
o coronel M. da Costa Soares ; e bem as-
sim o destino que doo a quantia de mais do
qualro contos de rois. que em si tinha porten-
centea massa deixada por aquello coronel ; o
mosmo abaixo asslgnado declara por este, que
o corioso atitlior do dito annuncio querendo
saber de urna o oulra cousa pode chogar ao
cartorio doescriv8o de orlaos Pereira de Car-
valho c ah achar todos os exclarecimentoa*
respeito J"*1' J""1' '^ morim-
- Quem qnizor engomado tanto lizo como
de pregas, toalbas crespas 6 costuras chaos ,
tudo por proco commodo e com porfeicao : di-
rija-se a rua da Solidado indo pela Trempo ,
lado osquordo casa n. 58.
Lotera do /heatro.
= As rodas desla lotera, andao impreteri-
vclmente no dia 10 iU< abril prximo futuro o
o rosto dos bilbelos acbio-se venda nos luga-
res do costme.
Lotera a favor da impressfo das memoricas
histricas da Provincia.
Sao transferidas as rodas dosta lotera pa-
ra odia 16 do maio prximo futuro imprete-
rivolmento, em consoquencia do transtorno cau-
sado pela mudanca o morosidade do andamen-
to das rodas da loteria de S. Pedro Martyr do
Olin.la. Os bilbetes continuao a estar venda ,
naslojasjannunciadas, onde esta patente o
vantaioso plano que so tom publicado.
Na rua Diroita n. 100, da-se 1508000
reis a premio de 1 e meio por cento ao mez, so-
bro pinhores. .
Na tarde de 24 do crrante, fugio da rua
Nova, para o lado da casa dos expostos, um con-
clli ; quem o tivor pegado e quizer leva-lo a
rua Novan. 14, recebed de gratificado, o que
elle bavia distado.
Lourenco Jos de Almcida, rogaatodos
os seus oradores, que aprosontem suas contas no
praso de tros das, para sorom pagos
Aluga-so um moleque que sabe vender
azeite de carrapalo ; na rua da Praia 1." andar
do sobrado n. 33.
Fugio na tarde de 23 do crrante do
primoiro andar do sobrado da rua larga do Re-
zarlo n. 30 um papagaio muito fallador vo-
ando para o lado da rua das Trmchciras ou La-
rangeiras; roga-se a quem o achar queira res-
tilui-lo no dito sobrado que ser recompen-
sado.
_ ^|j,a_Sc urna olana na Boa-Vista por
traz do rocolbimento da Gloria : fallom ao Dr.
t iiuy.i
. r,n.wls .a ir. a MarJr* C*
O *Uw....... -, r r
Avisos diversos.
O ART1LHEIRO N. 30.
J^aiiio boje e acha-se venda.
__ O abaixo assignado vendo no Diario de
24 do correte um annuncio, do Sr. Candido
Jos de Salles om descrdito do Sr. Theodorio
jort Pereira lavar* declara ao publico, e ao
Pereira, no seu escriptori ruado Rangel.
_ Precisa-so do dois officiaes, para fazerem
charutos ; na rua eslroita do Rozario u. 38.
Arrondao-sodouscitios, um nos A Boga-
dos, em boa casa, muitas fructeiras, viveiros,
e boa agoa de beber, e muitas outras commooV
ladcs que se ver ; e o outro na estrada da
Piranga, com casa, viveiro, e arvoredos de fruc-
los por proco commodo: na rua estreita do
Rozario botica do Sr. Paranhos.
I)esoneaminhrao-se de Fora de Portas ,
2 travos, de 3o palmos de comprimento e 8
polegadas do grossura ; qm as livor achado ,
pode entrega-las na obra de Antonio Botelho
pinto .le Moquita, onde se lhe pagara o seu
[trabalho.


.,rt?0mDffS-JGarcS Parane faz Scientc I Manoel Jos Fernandas Barros escrivao
S? ?0rSltU,dV0/r- Jl Ant0n0 Ma4'ePaz' ^o Sub-Delegado da rlgu zdSi
Atel, como administrador. hadante nmnn. FP Pfir ni.... j. o-.;r. 8. *
4
*iel, como administrador, e bastante procu-
rador relativamente a sua loja de calcado sita
na ruadoQueimado, n. 22.
Roga-se ao Sr. Fiscal do Recife, que lan-
ce suas vistas sobre o intrasitaveleimmundoar-
co do Bom Jess das Portas, que com urna peque-
a chuva ica incapaz de servido publica; assim
orno tambem se Ihe pede urna corrida a bene-
ficio dos pobres Lazaros e quando izer a cor-
rida lansar vistas sobre os quintaes, que don-
tro tem a fotida lama por causa de ter animaes
sujeitos a taes corridas; assim como roga-se ao
Sr. Inspector do arsenal do marinha o man-
dar tapar urnas sepulturas feitas em oecasiao de
botar ao mar a escuna Olinda at boje ainda
a bertas
Os interessados da loja de chapeos, n.
46 da ra da Cadeia do Recie rogo ao Snr.
Cap. A. B. queira vir remir os seus penhores,
at o Jm do corrente mez, do contrario sero
vendidos, e o dito Sr. obrigado pelo excedente.
- Umasenhora debons costumes.se en-
carrega da criaca de meninos de peito im-
pedidos e desimpedidos, e tambem recebe
meninos desmamados para curar de sua educa-
cao ; ito que promette esmerar-se : na ra Di-
reita n. 50 segundo andar.
Precisa-se de 500,000 rs. a premio, dan-
do-se por seguranca urna casa nesta praoa;
quem os quizerdar annuncie.
Deseja-se fallar aos Snrs. Antonio Joa-
quim Rodriguos Jos Antonio Pereira Cle-
mente da Silva Lima, Antonio Francisco Vi-
nha e Joaquim Alves da Costa na ra da
Cruz do Recife n. 51.
= Manoel Ferreira Lima vai a Portugal
a tratar do seus interesses, deixando o seu ne-
gocio a seu Mano e socio Antonio Ferreira
Lima.
= Joaquim Jos dos Santos Roza retira-
se para o Porto a tratar de sua saude.
== Precisa-se para um engenho perto des-
ta praca do um feitor que tenha sufficiente
pratica; quem estiver nestas circunstancias, di-
rjanse a Boa-vista na ra do Mondego botica
de Joa Cancio Freir.
Loma-seuma, ou duas negrinhas para
se aperfeicoarem em costuras de modas dan-
do-se-lhes somente o sustento : na ra Nova
n. 10. '
= DomingosJosdeLima, retira-se para
Portugal a tratar de sua saude.
= Joze Antonio de Lima, retira-se para
Portugal. r
A pessoa queannunciou querer com-
prar doze cadeiras americanas urna meza de
meio de sala um par de mangas lisas e cas-
ticaes de vidro dirija-seao segundo andar da
tasa por cima do botequim junto ao theatro.
Deseja-se fallar ao 'Sr. Vicente Saraiva ,
que ja foi feitor do Sr. Sette para negocio de
seu interesso : na ra da Cadeia velba, na pri-
meira loja de fazendas ao p6 do arco do lado
direito.
A pessoa, queannunciou querer fallara
Francico Joaquim da Costa queira annun-
ciara sua morada ou dirigir-se ao sitio deno-
minado Agoa Fria de Bebiribe adianle da
Cruz de Almas.
== O abaixoassignado procurador bastan-
te de Bernardo de Souza proprietario do Hiate
b lor deLarangeiras a vista do segundo annun-
codoSr. Custodio Jos Alves apparecido nos
Diarios de 6 e 7 do corrente responde que o
seuconstituinte nao se considera devedor do
Sr Alves nem o mesmo he quanto ao que se
rererem aquelles annuncios, e se o dito Snr.
Alves tem documentos como diz apresente-os ,
e appareca com elles para se conhteer qual
direito que tem que annuncios nada provao.
Joao Gomes Martins.
Precisa-se alugar um escravo para o ser-
vico de casa inda sendo de idade : em Fora de
Portas ra do Pilar n. 122.
O Sr. Luiz Cezar Pinto de Faria queira
annunciar por esta folha aonde deve ser procu-
rado tiesta praca, ou dirija-se a ra de Santa
Rita, n. 85.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Fo-
go grande o de bom commodo : na casa do
Pintor, n. 10.
== Luiz Jos Marques vai a Portugal tra-
tar de sua saude, deixando por seu procurador
hastante em todos seus negocios o seu caixei-
ro Antonio Jos Vicira.
= Deseja-se fallar aoSr. Joaquim Goncal-
vesLima, a negocio de seu interesse: na ra
da Cadeia yelha loja por baixo da caja do
Corretor Oliveira.
Arrenda-se um terreno cercado a mor par-
te de cerca de limao, na estrada da Floresta em
Olinda junto a casa da plvora com bastan-
tes mangueiras, proprio paracapim. outro com
cazinba de taipa na estrada de S. Joao da mes-
ma Olinda chegando os fundos do dito sitio
a fonte do Cucumb e estrada do Lupe : a
fallar no mesmo sitio do Lupe.
Fre Pedro Goncalves do Recife. acba-se resi-
dindo no segundo andar do sobrado n. 112 na
ra da Senzalla velba.
= Protende-se alugar um sobrado de um
so andar com quintal, em ra bem fresca : na
rna do Crespo n. 4.
= Aluga-se um quarto, com vista somen-
te polo tolhado para homem solteiro n'-
um primeiro andar rnais podendo-se sabir
e entrar a toda hora por 4,000 reis: na ra
Nova n. 14.
= Vicente Ferreira da Costa faz publico,
que se acha extincta a sociedade que girava
sob a firma de Viuva Onolre & Companbia ; e
que ella foi substituida por nova sociedade de
Costa AOnofre feita por ello com Onofre Joze
da Costa e que se responabelisa pela liquida-
cao da primeira.
== Aluga-se o armazem da casa n. 13 da
ra da Cruz : a tratar na mesma.
= Alexandre Jos Gomes, subdito portu-
guez retira-se para Lisboa.
= Jos Bento deFreitas, retira-se para o
Rio Grande do Norte.
= Os Srs. Pantaleao de Siqueira Cavalcan-
te Leonardo de Siqueira Cavalcante Anto-
nio de Siqueira Cavalcante, Lourenco Bozer-
ra de Siqueira Cavalcante Izidro Camello Pes-
soa Cavalcante Antonio dos Santos Siquei-
ra Cavalcante Manoel Jos de .Siqueira ,
e Francisco Manoel de Siquoira, herdeiros
por si, ou por suas mulheres do finado Ca-
pitao-mor Antonio dos Santos Siqueira Ca-
valcante, queirao ter a bondade declarar assuas
residencias nesta praca ou a de seus procura-
dores pois deseja-se fallar-Ibes a respeito do
um negocio de seus interesses ou dirijao-se ao
patio da Ribeira de S. Antonio n. 19.
= Oa-seum cont de reis, apremio de
ume meio por ceoto ao mez, com hypotheca
emalguma casa terrea livre e desembara-
zada ou sobre penhores de ouro ou prata : na
ra do Livramento loja n. 25.
== Antonio Ferraz de Castro, retira-se para
o Rio Grande do Norte, levando o seu caixeiro
Luiz Ignacio Gonzaga.
= Vende-se um mulatinho de 17 annos :
na ra do Crespo, sobrado n. 23.
Vende-se leite liquido ao p da vacca.,
todos os das as 6 horas da manha : no atierro
da Boa-vista loja de Sales & Chaves n. 26.
Vende-se urna porco de taboado de se-
dro serrado em fono reforcado, e algumas ta-
boas mais grossas o qual se acha na serrara
de Joao Serrador: a tratar na travessa do Quei-
mado, n. 3, com Manoel Ferreira Lima.
Vendem-se tijolos inteiros, e quebrados :
na ra da Matriz, n. 68,
Vendem-se pentes de tartaruga da moda ,
abertos, e lizos, e de penna abortos ; assim
como se concerta toda obra de tartaruga, e com-
pra-se porco de tartaruga ; na loja de tarta-
rugueiro no sobrado da esquina que volta pa-
ra a ra das Trinxeiras, no patio do Carmo.
Vende-se para fora por ser escuzado,
um negro muito moco por 380S reis: na ra do
Agoas verdes n. 70.
= Vende-se farinha de mag a 58 a sac-
ca farinha da trra aij reis oalqueiro mi-
llio a 4:800 reis medida velha: na ra da Cruz
n. 36. '
Vendem-se bicos pretosdeseda largse
Compras.
Compro-se para fora da provincia mu-
latas, negras, e moloques de 10 a 20 an-
nos : na ra Nova loja de ferragens n. 16.
Compra-se um mulatinho de 15 a 17
annos e que sirva para pagem preferindo-se
comofficio de sapateiro: na ra das Cruzes n. 30.
Compra-se a peca dramtica os dous
Renegados, ainda sendo em meio uso na
ra Nova n. 35.
"~ CompraO-se os nmeros deste Diario pu-
blicados nosmezes dejulho e Agosto de 1839,
e o de 30 de dezembro do mesmo anno: nesta
Typografia.
Compra-se urna corrente de ouro de lei
com 30 a 40 oitavas sendo ainda nova e bem
feita: paga-sc por mais alguma cousa : na ra
do Rangel n. S.
estreitos, ditos brancos, pentes de marrafa de
tartaruga a 1:300 reis luvas de seda a 4* rs.
o par ditas pretas para senhora a 1:800 reis,
ditas curtas para homem 1:000 reig tezouras
finas para costura e unhas abotoaduras de se-
tim velludo massa eamarellas a 500 reis,
agulhas francezas em caixinbas de 100 a 360
reis pentes de marfim linha de carretel a
360 reis a duzia papel almaco a 2:600 reis,
casticacs de casquinha a 1:200 reis o par flo-
res finas, man:i em caixas de 16 libras, e ou-,
tras muitas miudezas: na ra do Cabug na
primeira loja de miudezas n. 3.
Vende-se rap princeza do Lisboa che-
gado ltimamente em libras e oitavas tu-
do por preco commodo : no Recife ru da Ca-
deia loja n. 57 de Joao Mara Seve & Filho.
Vende-se chumbo de munico bem sor-
tido e por preco commodo : em casa de L. G.
Ferreira & Companbia.
= Vende-se urna venda no Atierro dos Affo
gados, com 300 e tantos mil rs. de fundo, a qual
vende diariamente 10:000 rois e tem commo-
dos para urna grande familia ; quem pretender
dirija-seao mesmo lugar, casan. 191.
V Vendem-se rap de Lisboa muito superi-
or ricos chales de seda grandes e pequeos ,
e de camhraia, lencos de seda de cores para se-
ihora ditos para gravata jarros de porcela-
Iheres novas para soupa e cha um paliteiro
e campainha um ponteiro argolinbas de ou-
ro para menina, diamantes para'cravacoes
urna gamella grande e funda para banho man
teiga muito nova a 600 reis a libra : as 5 p0nJ
tas venda n. 45.
Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modasdeangico, ditas de amarello \ marque-
zas de condur oamas de vento de amarello
muito bem feitas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes; pinho da
Suocia, com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras ecomprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta quo outra
qualquer parte: na ra da Florentina em
casa de J. Beranger, n. 14.
= Vendem-se duas canoas urna de mil ti-
jollos de alvenaria e outra de carreirj muito
bem feita e nova a troco de tijollos de alve-
naria ou outro qualquer material: na ra da
Praia casa do Vianna.
Vendem-se duas negras de nacao urna-
de 20 annos e outra de 30 ambas coiinhao
e fazem o servico ordinario de urna casa ,
dellas he muito boa lavadeira de varrella sein
vicios, e muito deligentes : na ra da Concei-
cao da Boa-vista n. 26.
V Vendem-se merinos enfestadosa 1:000
reisocovado, branco para hbitos dj tercei-
ros do Carmo a 3:000 reis sarjas pretas espa-
nholas a2:560 e 2:880 reis e ordinaria a
1:280 reis superior princeza e massedonia es-
ta a 560, e aquella a 800 reis o covado bicos
bordados a prata para enfeitar anjos pelo ba-
rato preco de 320 a 480 reis os mais largo* ,
casemira preta setins pretos e de todas as co-
res francezes a 640 e 800 reis e de macau
preto muito enco'rpado a 3:000 reis filos de
linho blancos e pretos bicos erendas, por
mdicos precos: na ra do Crespo loja n.
10, de Antonio da Cunha Soares Guimares.
Vende-se um engenho distante da praca
3 legoas, he um dos melhores de agoa e o mes-
mo de assucar, est prompto de bem feitorias e
utencilios tem boas matas suas plantas sao
certas e regulares, seu cercado he grande e bom,
e sua localidade he mui agradavel: quem qui-
zer annuncie.
= Vendem-se couros miudos, e caixoes
com vellas de sebo : no beco da Lingoeta, ven-
da de Joaquim Jos Rebello n. 3.
Ainda estao por vender o sitio da Capun~
.,.,( n -T------ r^----- ----- Aiiiua Mili
TJT Pr!r!fl0.r!S-:,ban:,eJas R t0das as ^'H* -ova n. 55 e os differentes movis ,
nunciados no precedente numero.
Vendas
\W BRAMANE VIAJANTE ou a sabe-
dona Popular de todas as nacoes, Ro-
mance interessant ssimo traduzido pelo Padre
Joao Barboza Cordeiro, e mpresso noMaranhao,
acha-scaqu, as lojas dos Srs. Figueiroa na
praca da Independencia e do Sr. Bandeira .
na ra do Cabug a 1:000 rs. cada exemplar.
>ende-se panno preto muito fino a 5:000
o covado los pretos de linho a 1:000 setim
preto macau a 2:000 veludo preto a 4:000 o
covado chitas francezas muito largas a 320
o covado e oulras muitas fazendas por preco
muito barato: na loja de Antonio Jos Machu-
elo na ra do Queimado n. 20.
= Vende-se para fora da trra, urna escrava
moca sabecosinhar ensaboar engommar,
e cose alguma cousa : na ra Nova n. 20.
= Vende-se o sitio denominado' Engenho-
ca sito no lugar dos Remedios junto a Igre-
ja com casa de vivenda tem um sobradinho
na Trente estribara tudo de pedra e cal, bas-
tantes coqueiros e mangueiras, baixa para
capim tem pasto para 16 vaccas um viveiro ,.
prompto e outro quasi prompto, barro para zario n 8
toda qual.dade de obra, telhas loucas quar-1 Vendem-se
dades facas e garfos de marfim e de osso ,
com trinchantes, bengallas muito superiores
de todas as qualidades, superior cha hisson ,
chapeos de palha franceza finos ditos ordina-
rios ditos do chile cartas francezas finas pa-
ra voltarete um grande sortimento de perfu-
maras capachos de todas as qualidades es-
tei ras pintadas proprias para senhora, palitei
ros de casquinha, ricos chapeos de sol francezes,
e inglezes selins francezes promptos, e para
apromptar, retroz sortido de primeira e segunda
sorle as libras e a retalho pentes de voltiar
cabello de massa, e tartaruga de marrafa meias
de seda e algodao para homem e senhora fran-
ja de todas as larguras e padres bicos ren-
das, e fitas de todas as qualidades e ainda um
resto de violes por todo o preco e outras mui-
tas miudezas mais em conta de que em outra
qualquer parle : na loja de Victorino do Castro
Moura ra dos Quarteis n. 24.
_ Vendem-se panno de linho em pecas de
18 varas : em casa de Hermano Mehrtens, ra
da Cruz n. 47.
= Vende-se urna vitela gorda boa para
assougue : na estrada nova da Magdalena si-
tio do engenho de Mara Rita do Nascimeirto.
Vende-se urna alva bordada de susto, de
sguiao, e bico de mais de palmo de largura,
com flores a imittacao do bordado : as 5 Pon-
tas n. 114.
- ^ ende-se um negro moco, bonita figu-
ra sem vicio por preco commodo: no At-
ierro da Boa-vista loja de Salles & Chaves ,
~~ vendem-se urna escrava bonita figura ,
-0 annos perfeita engommadeira costurei-
ra e cozinheira com urna cria muito bonita,
de 6 mezes e com muito bom leite duas ou-
tras mocas, cozinhao, lavo de sabao e var-
la ; dous moloques de 13 a 11 annos ; urna
negrinba de 13 a 14 annos ; c um preto de to-
do o servico : na ra do Fogo ao p do Ro-
O Muzeu Pittoresco Jornal in folio pu-
blicado em Lisboa. A colleco complecta com
32 gravuras de excellente execucao quasi to-
das da historia Portugueza, proprias para ador-
nrselas, em quadros. Vende-se por 12,000
rs. na loja de livros do Antonio Jos Pereira
Dias, ra do Collegio n. 20, canto do largo
de palacio.
= Vende-se um viado manco: na ra da
Gloria casa n. 77.
Escravos fgidos.
tinhas e munngues, este sitio tem a frente
com a estrada da Varzea e fundo com a cam-
boa prompto para embarque : na ra Nova a
tratar com Manoel Ferreira Lima.
um banco
ios pertencentes a officinade tanoeiro por pre-
co commodo: annuncie.
*^ ^ endem-se brincos de ouro com diaman-
- da ultima moda uma torrente de ouro
= As 8 horas da noitedo dia 21 de Marco
corrente fugio do Atierro da Boa-vista urna
preta de Angola de nome Mara que repre-
sentar ter 16 annos alta magra cor preta,
denles claros tem uma marca de queirnadura,
om cima do p direito tem trez talhos peque-
nos.no pescoco levou vestido de chita usado ,
cabecao de algodao ; quem a pegar a podera
levar no mesmo Atierro, em casa deD. Lau-
nana Candida Regueira que ser recom-
pensado.
- No dia 21 fugio um escravo crioulo de no-
me Benedito baixo do rorpo pouca barba ,
do 20annos, he bastante ladino, levou calca
de bnm branco camisa de algodao e chapeo;
quem o apprehender leve-o a ra do Amorim ,
n. 36 casa de Antonio Vaz de Oliveira, que
sera generosamente recompensado.
Fugio no dia 14 do corrente um mulati-
nho acabocolodo denornc Clemente, de 12
annos, cabello preto, e corrido, cor triguei-
ra bem reforcado levou camisa de algodo-
zinho calca de ganga azul e jaqueta de chi-
ta verde he de suppflr que esteja oceulto em
alguma casa para ser vendido pura fora o por
isso tenha mudado de roupa eslava appren-
dendo o officio de alfaiate em uma tenda na ra
do Rozar.o da Boa-vista ede l seauzentou ;
e outros objec- 5a?C t0daS 3S aut,,oridades policiacs desta
__ V'nHm so rnrui,. a j- i t. u,umd moa urna corrente de our
/-. "......- **" "mivw UU a.
t-atiiarina em saccas de dous alqueires e meio
do Rio de muito boa qualidade e.por preco
commodo pilulas da familia novas : na ra
Jda Cadeia do Recife, n.'12, e 14,
lionsontal um dito caixa de prata, ambos Ja-
bonetes e pequeos conentes de ouro com
sgneles da moda urna pouca de prata velha _
de bomtnn, 05 ci.a65 ,. gS f co- RIc^^aIvT^ M.T. de FARu.=1843,
Cidadecseus suburbios, e bem'assim aos Srs.
capitacs de campo e a todos os Srs. que ne-
gocio com escravos a quem for offerecido ,
o facao apprehender e levar a ra do AragSo na
Roa-vista, n. 8, queso gratificar o traba-
ho e se pagarao as mais despezas quo se fize-
rem com a apprehonsao.
I


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