Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04921


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Full Text
Armo de 1843.
Sexta Fera 24
Cu ifnUIBJ como prinoiui.nuu e aereroo apontado. cum admirarlo entre as NacCe m.i.
. 'ihit. ( Proclaoacao da As.emhla Geral do BhIiil )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianac, Patahiba Rio grande do Norte aegundas lextat foiraa.
Bi,i'o o Garanhana a 10 e 24.
Cano Sorinhaeaa, Rio Formoio Porto CWo, Maeeio, e Alago lol. 11
Bua-Tii:* Florai a '3 e 28. Santo Anuin, quinta* (eiraa. linda todoa o diaa.
DUS DA REMANA.
20 Seg. f. Martinko umiense Are. Aud. do J. de D. da 2. t.
21 icrc. Cento Ab. *ud.doJ. de D. de 1. .
11 QuaVl t. Etui?dco B Aud. do J. de D. da 3. .
23 Otiiot. Felx M. Aud. do J. de D. da 2. r.
24 Set. Agnpilo M Aud. do J. de I), da 1 t.
25 Sab. a. Annunciagfio de Nos. Senlidra.
J(> Doui, 4 da quaresma a Ludgero 11.
de Marco
Anna XTX. N, 6&'
O Ili.ri. publica, todo, o. di., qu. .So (ore- S.nnfic.do, : o r '"'^"a.
L eran. o. do. que o ni. (oreo, r.r.io de M re,, por l.nht. A. T1*^ u !. N 6t 8
gl....... I>P ru. d..Cm.e.N .n.oo. rr.-^a le.Wndenc.a lo], de lmo. N. 6. .
\'f\ c.mbios.No di. 2.- de Harpa
Cambio >obre Landre. 28. 2S 1 \\ d. p. 1U.
P.ru35U reupor tranco.
Li.bo. 100 por 100 de premio.
Ooo-Moedada 8,400 V.
N.
de 4,000
PATi-Patacoe.
, Peto. Uolueanarea
k dito. Mexicano.
compra
15.UJ0
1,S0J
8,300
1,740
1,740
1,740
r.d.
15.20>
45,000
8,500
1,760
l,7(iO
l,70tl
Mned. de cobre 2 por 100 de deaconto.
Idea de letra, de bo. firmii i por
PHASEbUA.LUAKOMEZ DEMARCO.
Lu. Chei. i 16, ., 3 hora. 19 -.da m. I Lu. or. a 1 ka 3 ^" ***
yu.rt.mm. 22, a, 8 hor.. .1 i d. tafd. | Ou.rt. cr.*.. 7 hora, e :... m.
Preamar de hoje
1. 11 hor.a 42 m. d. m.nba. | Z." a 1 2 boras e 6 da lartU.
PARTE OFFICIAL
*^3l w,- v ** ^ ^ **** ***'
Governo da Provincia.
' EXPEDIENTE DE 13 DO CORRENTK.
Offcio Aojuiz Kolator da unta de justica,
transmittindo o processo fcito ao soldado do
corpo policial da provincia da Parahyba Feli-
eiano Jos Rodrigues a fin de que tenha ode-
vido andamento.
pito ao inspector interino da thesonraria
das rendas provinciaes, ordenando, que a vis-
ta da respicliva conta competentemente lega-
lisada, man le pagar no major Antonio da Silva
(iusmao procurador do delegado do termo de
Flores a importancia 4a desposa, por este toi-
ta com a sustentacao dos presos pobres de jus-
tica daquello termo no quartel de outuhro h de-
zotnbro do anno prximo passado.Comrriuni-
cou-se ao delegado do termo de Flores.
Dito Aojuiz relator da junta de justica ,
ntelligenciando-o de (er destinado o dia 17 do
orreritc para, pelas 11 horas da manilla, rea-
nir-sea mesma junta no palacio da Presidencia.
Igual participacio se et aos dous vogaes to-
bados e ao commundante das armas para o
fazer constar aos vogaes militares.
j)to Ao major Gustavo Adolfo Fernandes
Pinheiro da Cimba ordenando que faca en-
trega ao engenheiro cm chefe L. L. Vauthicr
documentos que em seu poder tiver sobre
terrenos de marinha; emquanto nao for nomea-
da pessoa que se encarregue da commisssao por
S. me. deixada.Determinou-so ao engenheiro
Boulitreau, que fornecesse por alguns dias a
planta desta cidade ao referido engenheiro ern
cheto ; ao qual participou-se a expediccao des-
tas ordens.
DitoAo inspector interino da tbesouraria
das rendas provinciaes ordenand, que a vis-
ta dorequerimento, e documento quelhere-
mette, mande pagar Pedro Riguairo a qujn-
tia de 1:400$ reis em conformidade do con-
tracto com olio celebrado para os melhora-
mentos do fabrico do assucar.
Dito Do secretario da provincia aos mem-
bros da administraco do patrimonio dos or-
laos participando que em consequencia da
sua informaco de 25 do passado forao hoje (13)
mandados admittir no respectivo collegio os or-
fos Manoel Francisco Machado Manoel Mar-
tlns Pires, Sabino, filho do finado Manoel Go-
mes da Rocha, Francisco filho do fallecido
Joaquim Jacinto Roque, e Pedro Manoel da
Trindade fllho do finado Alexandre Rodrigues
da Costa : de conformidade com a informaco
de 9 do correnteo orlao Benjamim, fllho do fal-
lecido Antonio dos Anjos ; o por estar as mes-
mas circunstancias deste o orlao de Jos Joa-
quim Cavalcanti. Offlciou-sea respeito ao di-
rector do collegio dos Orlaos.
DEM DO DIA 15.
Omcio Ao juiz de direito uterino da pri-
meira vara reenviando o auto de exame, pro-
cedido no Africano livre Joaquim cujos ser-
vicos forao arremattados por Francisco Xavier
Cavalcanti Lins afim de que depoisdc ouvir
o arremattante acerca dassivicias, deque se
uchao vestigios no dito Africano destoca a ar-
rcmatacao e ponha de novo em praca os seos
servicos se elle nao est no caso de reger-se ,
e promover por si mesmoos mcios de sua sub-
ditoAo inspector interino da thesouraria
dos rendas provinciaes, remetiendo approvadas
ascondiccoes para o alcatroamento da madeira
da ponto da Boa-vista, para que sob ellas, e a-
vista do respectivo orcamento, ponha owi arrt-
mattaco o dito alcatroamento.-Commun.<.ou-
k ao engenheiro em chefe das fras publicas
Dito \o director interino dolycfio, exigin-
do urna informaco dicumatanciadj a ceit. do
approveitamento dos alumnos tanto do -
molveo, como das dilTerentes aulas publ.cas
da provincia que se nao examinarao
Dito-Ao diredor interino do collegio dos
orlos ordenando que com a brcv.dade pos-
sivel remeta a Presidencia urna eircumstane a-
daintonn coacenado estado daquello esta-
bele cimento, do adiantamento dos respectivos
educandot ali existentes equeisahirilo; -
sim como do destino, que estes tivtrao.
S7ilo-Aodin,,,r:^
^r;^;ara";rganisa^eslah1..,.i.....oto
dos aprendise menores pela manera, d.sposta
no rcgulamento n. 113 de 3 de toverciro do an-
no prximo passado ; o intelligenciando-o de
que opportunamentc serao dadas as providen-
cias necessarias acerca do edificio cuja entr,'-
gn requisita, condese achao presentemente es-
tabolecidas as salas das audiencias dos diftoren-
tes juizes e do tribunal do jury.
j)ito Ao cominandante das armas, devol-
vendo os prets que acompanharao o seu off-
cio de ID do corrate paa seren reformados,
visto como bem observa o commissario Qscal
do ministerio da guerra nao poder ter lugar o
emprego das duas pracas reformadas no servi-
co dos destacamentos da fbrtaleso de Uamarac.
eforte de Caib nem o pagamento de veiui-
mentos, excedentes a etapa, establecida no
tempo em que forao reformadas; e significan-
do que se S. S.a julga conveniente a utilida-
de do servico e da fasenda emprear as pra-
vas reformadas nos destacamentos das forlale-
sas,
dente a vir tomar assento na cadeira da presi-
dencia.
Sahe eleito presidente o actual, o sr. Caval-
canti de Lcenla com 70 votos, havendoobtido
u'm voto o Sr. llviri pies de Re/ende.
Para vice-presidente eleito o Sr. Henriques
de Rezond'e com 55 voto.
Para te* secretario sabe eleito o 8r. visconde de
liaependv com olivlo., 2.Sr. Ferreira P li-
na com 47 votos 3. O Sr. Miranda com 16 vo-
tos o para i. o Sr. Nabnco de Araujo ; para
l.supplente o Sr. Silva Ferraz com -2'6 votos, 8
para 2. o Sr. Urbano com 13 votos.
Contina o Sr. Reboticas com o seu discurso ,
e (lea a discussao adiada pola hora.
dem (7c 3.
i,(i-Se oseguinteoiciodoSr. ministaodos ne-
gocios estrangeiros.
III."10 eEx.""1 Sr.Accuso arecopcao do a-
viso quedeordem da cmara d.>s,Srs. dcpula-
Monuaoas mis ut;.titi< .iiiiuiium uin ioiune- na uu -^---------- .... i ..
rem no caso de lazer este servico acompanlia-
da da declaracao das rzSas de conveniencia ,
a fim de obter-se para isso permissa do gover-
no imperial.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da remetiendo copiado aviso da secretaria da
guerra de 9 de fevereiro ; c.ommunicando ter
sollicitando a remesa de todos os papis, que fo-
rem relativos questao do abamento do tratado
do commercio entre o Brasil c a Gram-Brelnha,
c que possao ministrar eselarecimentos a este
respeito desdo as primeiras providencias do
governo para se dar por terminado o dito trata-
do at a orden que mandou continuar as al-
iierra de 9 fle levoreiro ; iHiiiiiiiuiut-anm u ,' em consequencia da autorisacao por elle con- fandegasa arrecadacao dos d.re.tos n ello con
ferida arbitrado para cada um do aprendi-
ste menores do arsenal de guerra no segundo
semestre do corrente anno financeiro o venci-
mento diario de 3G0 reis: o determinando que
vencionados.
Em resposta tenho a honra de significar a
V Ex para que baja de o fazer prczcnle mos-
ina cmara que embora o governo imperial
ment d ario de 3GO res: eoeternunanuo que m.i iau.u. ., ,-.,.,.
Use o abono do mencionado vencimento.Olli-
coii-se respeito ao director interino do arse-
nal de guerra.
Dito Ao commandante das armas, deter-
minando que d'ora em diante logo que os
recrujas Ihe torein apresentados os toca exa-
minar pela junta de saude, a fim de serem im-
mediatamente despididos os que forem julga-
dos incapa/.es, e se poder toser um juizo segu-
ro da moralidadedas suas alegaces de isemp-
at que os dois governos concordassem na ntel-
ligencia senuina do respectivo artigo 28. com
ludo nao reconliecem como verdadeira a que
pretende dar-llie o governo de S. M. Britaiimca,
e pendendo porlanto negociaces sobre a materia,
pdeacazo prejudicaro bom resultado que dal-
las se (leve esperar a propalacao dos documen-
tos que Ibes sao relativos nao pareeendo por
Isto ao governo imperial opporluna a ocaziao
tiara satislazer requizicao referida. Oeus guar-
___ *. _...?-^. .1., ', }
n;iando"e^as_forem, baseadas em moles- de a V. x. Paco; 30 de Janeiro de 18.3.
,ias.-A mesma orden evpedio-se ao inspector Fica ^"J^^ do Sr. Patroni,
Dito Do secretario da provincia ao primei-
roda assembla legislativa provincial, remet-
iendo o requerimento de Francisco Antonio Ca-
valcanti Cosseiro, c Jos Cavalcanti de Albu-
queique amanuenses da thesouraria das ren-
das provinciaes em que pedem que os seus
ordenados sejao igualados aos dos amanuen-
ses da thesouraria da fasenda.
Dito Do mosmo ao dito enviando um r-
nelo da cmara municipal do Rio Formoso a-
companhado de una representacao dos habitan-
tes da povoacao deTamandar em que pedem
a roversao para a antiga de Una a que perten-
ciao, e da qual foro desligados para serem en-
cocorados nova freguesia daquella villa.
Dito Do mesmo ao dito accosando a re-
messa de um officio da cmara municipal de O-
linda em que informa que por causa do ri-
goroso invern naodeo principio aos seus tra-
balhos a commissao nomeada para proceder ao
orcamento da obra da ponte, de que trata o ar-
tigo 22 da lei n. 108 de 10 de maio do nno
(indo, por ter de examinar o local, afim de com
eguranca fazer o mesmo orcamento : e que a-
gora ter lugar este processo.
Dito Do mesmo ao dito remetiendo um
offlclo da cmara municipal do Rio Formoso ,
em que pede a transferencia da cadeira de pri-
meiras letras da povoacao de S. Jos da Coroa
Grade para a do Abreo em razao de ter esta
augment.-do a sua populacao no entretanto
que a daquella lem diminuido.
para seren distribuidos gratuitamente
pelos Sis. deputadose pelos entregados da sua
secretaria, acomaaobando esta ollera urna carta,
queseo Ilustre, autor pede seje transcripta no
jornal da caza. Fica sobre a meza liara ser
examinado esleobjecto.
CotiiiAa a discussao do projecto de voto do
gratas com as emendas apoiadas.
Tomao parle na discussao os Srs Wanderley
e Nebias e fica adiada pela ordem.
.......... ._: .....
PERNMBUCO.
pela approvacao das respectivas posturas: 4. da
i amara do Pao do Albo pedindo a criacao de
um ajudante do respetivo porteiro: 5. da c-
mara de Oliuda remetiendo por copia o toral
dadoaijao quelhe foi feita por Duarle Coelho,
e a inlormacao dada sobre a posse que tem no>
pantano de Olinda : fi. da cmara da Boa-vis-
ta pedindo providencias, que remova os cm-
baraeos, en que se ella v para nomear uin
procurador por nao haver queu queira acceitar
dito emprego nicamente con a paga de 6 por
da lei: e 7. finalinenle do engenheiro em Che-
to das obras publicas sobre os embaracos, que-
soffre a navegacao em canoas pelo rio Capiba-
ribe e a necessidade de mellioral-a : forafli
renieltidos.'iscommisses, a quem pertence o
conhecimento dos objectos de qiieelles tratao.
Outro officio comiiuinicando ter-se feito cons-
tar A cmara do Cabo haver sido independa a
sua pretensao do absolvimenlo da multa que
llie tora imposta : inteirada.
Forao lidose approvados os 2 pareceres se-
guimos (*) ...
Ficao addiados os trez segumtns [ )
O Sr. Uchoa Cavalcanti, mandou a mesa o
requerimento seguinte : requeiro que acom-
missSo de eslatistiea d com OTfcenctao Seu pa-
recer sobre a divisaoda freguesia de Nazareth :
loi appoiado e entrn em discussao : o Sr.
Neto mandou a seguinte emenda elimine'-sc a
palavra urgencia:foi appoia la c entrou em
discussao linda a qual (oi approvadoo reque-
riinenlo e rejeitada a emenda
OtTDEM DO DIA.
Continuando a discussao do artigo 2. da le
da lixacao da forc/a policial, 0 Sr. Neto mandou
a mesa o requerimento seguinte :requeiro o
addiamente da discussao do projecto de lei so-
bre a torca policial por 3 dias, se antes nao
comparecer o Sr. deputado Barros Cavalcanti:
loi apoiado, e ciilrou em discussao finda a
qual forao rejeitados os requerimentos dos Srs.
l'ercira de Bntoe Neto assim como as emen-
das dos Srs. Pereira deCarvalho o Barros Ca-
valcanti approvadoo artigo, ficando preju-
dicadas as demais emendas. Ao art. 3. o Sr.
Neto mandou a seguinte emenda :'supprima-
se o artigo 3. foi appoiada c entroum dis-
cussao a qual licou adiada por na5 haver ca-
sa. OSr. vice-presidente deo para ordem do dia
a mesma de boje e primeira discussao do pro-
jecto n. 7 desle anno e levautou a sessao an-
tes das duas horas. ,-
Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerque presidente Francisco Joo Carnei-
ro da Cunha 1. secretorioAntonio JosdeOli-
veira." secretorio.
Intror.
ASSEMBLA GERAL
SestOaem 1. de fevereiro.
Contina a discussao do voto de gracas com
as emendas apoiadas.
O Sr Reboucas tem a palavra para responder,
c n'uui' longo discurso faz dilTerentes observa-
coesem sustentacao da sua opunao sobre a ma-
teria, que se discute
Nao contina com o dis-
attO por set advertido pelo Br. presidente que
chegadaa hora de se pussar a oulra parte da
itnli'm fin (lili.
Procede-se a elelfio da mesa.
O Sr. presidente convida ao Sr. vicc-presi-
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acia da 17.1 sessdo ordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 21 de
marco de 1843. '
Presidencia do Sr. Paula Lacerda.
Feita a chamada acharao-se presontcs 22
Srs depulados faltando com participado os
Srs" Lopes Gama Mello, Pedro Cavalcanti ,
Manoel Cavalcanti, Pereira de Brilo Machado
Bios Barros Cavalcanti, Dantas, c Parlas. O
Sr vice-presidente declarou aborta a scssSo; foi
ida e approvada a acta da antecedente. Tomou
assento o Sr. Mosquita e Silva.
K\1>KI)1KNTK.
Um oflicio do secretario da provincia acompa-
nhando una representayao dos moradores da
povoacao de Tamandar pedindo a creaco de
una cadeira de primeiras lettias; e um officio da
temara municipal do Rio Formoso, not|ual, in-
rormando sobreest pretencao.propoea remocao
da cadeira de Barreiros para a dita povoacao.a
commissao de instruccao publica. Outro officio
do mesmo secretario participando ter a Presi-
dencia exigida com rgencia, segundo a reso-
luco desta assembla, das cmaras municipacs
ilo Rio Formoso eSerinliaein as contas da sua
receita edespesa e le-as multado em 100^000
reis rada nina por (alta da remessa das refer
das contas; bem como a da villa do Cabo pi
j,,.',.,| falta:inteirada.Outro officio cobrini'.i
varios : I. da cmara municipal desta cidade ,
dando circumslanciadas mformafteS a cerca (a
sua adniiniBtracjSo municipal : 2. da mesma sa-
mara sobre os limites dii BOU municipio e do de
Olinda : 3. da cmara de (aranbuns instando
EXPEDIENTE DA ASSEMBLA
Dia 20 de mateo N. 23.
Illm. Sr. Tendo sido approvado pela as-
sembla legislativa provincial o parecer da com-
missao de rendas inunicipaes orcamentos, o
exames de contas por copia incluso dado so-
bre a representaca i da cmara municipal da
villa do Cabo tambem por copia : manda tudo
remetter a V. S.1 para toser presente ao Exm.
Sr. Presidente da provincia, a fim de dar as no-
cessarias ordens a respeito. Ao secretario da
Presidencia.
N. 24.
Illm. Sr.A assembla legislativa provincial
tendo appi ovado o parecer da commissao de
rendas municipaes, orcamentos e exames do
contas resolveo que seexigisse com urgencia
por intermedio do Exm. Presidente da provin-
cia das cmaras municipaes das villas do Rio
Formoso c Serinhaem as contas de sua receita
c despesa que at hoje ainda nao torio presentes
como Ibes cumpria; e que o mesmo Exm. Presi-
dente em conformidade do artigo 30 da lei pro-
vincial n. 79 baja de multar as ditas cmaras
como julgar conveniente : o que communico a
V. S.' para toser presente a S. Ex. o Sr. Presi-
dente.Ao secretario da Presidencia.
A commissao qw por parte do Corpo de Com-
merria! apresntou ao Erm. Sr. BarSo da
Boa-Vista as chaves da casa que o mesmo
Corpo Commereial offerecera a S. Ex. di-
rinin ao mrsmo F-rm. Sr. o seguinte
niSU RSO.
Exm. Sr. Em commissao do corpo do
commercio d'esta cidade nos vimos depor as
Os pareceres a que se refere esta acta se-
rao publicados no n. seguinte.


*
mos de V. Ex. as chaves da casa que elfe
mandou construir oforecendo-a a V. Ex., que
dignou-se de acceital-a ; Iraco simbolo om
verdade do rcconhociment devido a V. Ex.
pelos beneficios que tem prestado ao Brazil in-
tciro especialmente a provincia de que dig-
na filbo o corporaco a quo pertencemos.
O Imperio proclama V. Ex. uiu dos scus
benemritos e o corpo do commercio d esta
capital com elle identificado e unisono rende a
V. Ex. a mais pura homenagem. Sustentada
aordem publica sulocada a anarchia, encadea-
das as faccoes por V. Ex. dentro da provincia ,
e fora d'ella com o seu concurso o commer-
cio tinha ja ento grande beneficio, realizada
0 primeira condico, para o seu feliz dsenvol-
vimento ; mas V. Ex. empregando ainda todo
o zelo pela prosperidade da provincia e pelo
progresso de sua industria dando-lhe todos
os incentivos, e os adiantamentos materiaes que
a favorecem despertando, e creando a polica,
e o gosto, fez tudo o que se podia desejar do ad-
ministrador. Publico em prol da riqueza so-
cial.
Ocommercio de Pernambuco apreciando de
vidamente to relevantes servicos, e agrade-
cido a V. Ex. resolvo demonstrar por um
signa! patente a consideracao c rcconhcci-
mento que tributa a V. Ex. e nos encar-
regoude realizal-o.
Digne-se pois V. Ex. de acceitar esto p-
nhor da gratidao do commercio de Pernambu-
co n5o tomando-o por medida mas apenas
por demonstracao dos seus sentimentos para
com o Benemrito da provincia. Pernambuco
16 de marco 1813. Francisco Antonio de O-
liveira Angello Francisco Carneiro Ma-
noel Goncalves da Silva Jos Pater, por
fiieber, Henry H. Hetctz, L. A. Du-
boureq.
S. Ex. respondeu:
Recebo, Srs. este assignalado tcstemunho
de estima e de gencrosidade do commercio des-
ta provincia, para legar com elle a meos des-
cendentes a gratidao que devo a to iestinc-
ta corporaco na certeza de que foro cm
desempenho dos meos deveres de cidado e
do delegado de um governo que todo se es-
mera em promover a felicidade do Brazil, os li-
mitados servicos, que por excesso de bondade
engrandecis.
Resumo dos debates das sesses dos dias
18, 20 e 21 de margo.
No resumo que aos nossos leitores ofereco-
mos no Diario n. 05 dissemos, quo nao da-
vamos as rases produsidas na questao da indi-
cacao da amnista, cuja discussao teve principio
na scsso de 18, e fim na de 21, porque tcncio-
navamos dalas, depois que bouvesse um resulta-
do finalj Agora pois que da indicaco mais se
nao tracta vamos produsir alguns (los funda-
mentos com que foi impugnada por uns ,
e sustentada por outros. No dia 18 depois de
approvada a acta de mencionar-se o expedi-
ente e de se 1er alguns pareceres de diversas
commisses, o Sr. presidente declarou quo en-
treva em discussao a referida indicaco ; mas o
Sr. BarrosCavalcanli, pela ordem dizque na
sessiio antecedente elle licara com a palavra so-
bre a fixaco da forra polLial cujo projecto ti-
nha ficado adiado pelo que pedia houvesse de
dar lugar a esse projecto logo. O Sr. presidente
declarou que a elle competa marcar a ordem
dos trabalhos; e a qualqucr deputado o reque -
rer a urgencia : assim que o Sr. Barros Caval-
canti podia requerer para dito projecto; este Sr.
noquiz requerer. OSr. Dr. Neto entretanto o
faz : o requerirnento foi sem debate regeitado.
Entrou em discussao por tanto a indicaco.
No dia 20, depois de approvada a acta da an-
tecedente sessao mencionado o expediente e
lidos um parecer de urna das commisses, e um
requerirnento para a commisso de instruccao
publica apresentar um projecto sobre a orga-
nisacao do liceo, tractou-se da questao da am-
nista, cedendo o Sr. Dr. Mendes a palavra com
que havia ficado na outra scsso, e fallou pri-
meiro neste da o Sr. Dr. Jes Bento.
Quem primeiramecnte obteve a palavra (no
da 18) sobre o parecer da commisso especial,
foi o Sr. Laurcntino, que o impugnou. Anali-
sando as rases do mesmo parecer, elle diz acer-
ca da 1., que nao conhece a relacao, que tem
oart. 11 9 do acto addicional citado pela
commisso com o objecto da indicaco para
se dizer que a assemblea incompetente para su-
plicar do Augusto Monarcha a amnista a fa-
vor dos comprometidos as rcvoltas de S. Paulo
e Minas Genos, sendo que elle orador intende,
que a assemblea mui competente, porque as-
sim como a qualquer individuo garantido o
direito de peticao, assim as assemblas gozo des-
se direito. Acerca da 2.'
raso entende que
ella nao pode proceder, porque ncnbum mal po-
de vir assemblea se fizer a supplica dita : c que
nao para supr que os comnrometides, ain
da quando se achem em boas circunstancias, se
dem por offendidos com um tal passo da assem-
blea quando esta se mostra compassiva para
clles. Acerca da ultima raso diz, que tambem
a nao acba procedente porque mui possivel,
queo imperador se esqueca de conceder essa am-
nista ; eal que hajo ministros inexhoraveis,
que a nao quuiro conceder ( Lembramo-nos,
que foi isto. o quo disse o Sr. Laurentino, salvo
o engao.) Vota por tanto contra o parecer.
O Sr. Dr. Neto (dia 18) falla por muito lem-
po sobre a materia ; podomos apenas tomar o
que se segu. Disse, que nao podia comprehen-
der a commisso quando ella reconhece a ne-
cessidade de urna amnista para os comprometi-
dos as rovoltas de S. Paulo e Minas Geraes, mas
d o seu parecer, para que se nao faca ao impe-
rador urna supplica neste sentido: porque reco-
nhecida essa necessidade a consequencia a-
bra?ar a indicaco. Mostra de quanta vantagem
urna supplica no sentido da indicaco, argu-
menta com o mesmo parecer da commisso. De-
monstra quo nobre seria a aeco de supplicar
a amnisti.i, aeco que Pernambuco por sua hon-
ra devia abracar, devia pur em pratica ; que es-
ta Provincia, que por mais de unta vez tem con-
corrido para sustentaco dothrono imperial, tem
debcllado a anarqua &c. cabendo-lhe afim
muita gloria, nao deve desprezara de supplicar
o esquecimento dos erros desses homens desvai-
rados, dos comprometidos ras revoltas ditas.
Analisando o parecer da commisso em quan-
to 'i primeira raso, elle nao conhece a sua Tor-
ca : nao v no art. 11 9 do acto addicional a
rbita, que a mesma commisso enxergou. Mos-
tra que este artigo nao tachativo ; de modo ,
que se deva concluir, que a asssembla provin-
cial so possa representar a respeito Taquillo, de
que ahi se falla. Mostra, que contra a opiniio
da commisso esto os precedentes da assemblea,
a qual tem reconhecido desde 1835 esse direito
de fazer taes representacoes. Demonstra que
cada cidado pode usar do direito de peticao, que
Ihe concede a constituicao do imperio; e por is-
to nao pode admitir que a assemblea; que os ci-
dados escolhidos para representar a provincia
porco tal direito sendo que ignora os crimes,
que estes commetro para perderem um direito
de tamanha importancia. Leo algumas represen-
tacoes feitas pela assemblea provincial, sobre
objectos que nao esto declarados no artigo ci-
tado entro as quaes urna a respeito de amnis-
ta. Refere que se pedio ja por homens, que
nao cstavao no caso dosOttonis.Fcijs, Tobias,
&c. &c. quepugnaro pelo amor da constitui-
cao erao os verdadeiros deffensores da liberda-
de, e que tinho feifo urna aeco gloriosa. Mos-
tra, que o acto addicional no arf. citado pelo
parecer da commisso nada mais fez do que re-
solver urna duvida,determinando, deque mais
devio urnas assemblas provinciaes se servir
para fazer as outras entrar em seus deveres, res-
petando os seus dreitos ; nao sendo por tanto
essadisposicAo tachaliva como j disse. Lem-
bra que tanto isto verdade, que a assemblea
da Baha pedio amnista a favor de Sabino e
outras assemblas a favor de outros nao tendo
a assemblea geral ainda negado um tal direito.
Admira-se e estranha o orador que a com-
misso chame assemblea provincial, corpo ad-
ministrativo de misso lemitada com o que a
mesma commisso rcbaixou a assemblea. Mos-
tra quoum corpo legislativo, qual a assem-
blea provincial, nao administrativo : que em
tal calhegoria s esto as cmaras municipaes.os
presidentes de provincias, e o thesouro, se-
gundo o tit. 7. da constituicao do imperio. Por
tanto diz que a I. raso da commisso nao tem
forra.
Acerca da 2. rasao elle diz, que nao sabe a
que veio a apreciaco das imputacSes que dos
acontecmentos de MinascS. Paulo resultaro,
porque se nao trata de um perdo mas sim. e
nicamente de urna amnista: diz que se fora
um perdo que se pedisse ento era necessario
esperar que o poder judicial apreciasse o facto ,
porque o perdo concedido pelo Monarcha s tem
lugar depois da condemnaco; sendo que no ca-
so de amnista se nao precisa de tal opreciaco.
Que a amnista se concede quando o impera-
dor intende, que necessario lancar um veo de
esquecimento sobre certos factos em caso urgen-
te quando assim aconselhem a humanidade e
bem do estado, sem a referida apreciaco do po-
der judicial o que o imperador assim inten-
deo quando amnistou os rebeldesdo Rio Grande
por occaziao de sua maioridade sem ter havido
um processo contra clles. Nao convem que
os comprometidos as revoltas ditas se posso
offender com a supplica de sua amnista como
entende a Commisso porque nao concebe ,
que se possa dar oflensa naquillo porque sepro-
cura diminuir e aliviar os males, que soflrem
aquclles que se achn ungidos ao carro do
vencedor. Tambem nao convem, que por nao
terem os ditos comprometidos inderecado ao
Imperador urna supplica no sentido da indica-
co ,^ nao deva a Assemblea supprcar. Diz
queue facto ellos ainda nao suppliearo a am-
nista tal vez por terem consciencia dos seus
actos, e entenderem que se nao devem curvar
diante de seus persguidores Aqu o orador
mostra, que houvecrime nos ditos compro-
metidos; acha-os incursos no art. 111 do c-
digo criminal, e nunca no art. 110, como tai-
vez se queira : analiza o art. do mesmo cdigo,
e conclue mostrando queo crime pelas re-
voltas falladas nao he justficavel, o quando o
fossrt nao perdia o carcter de crime. Fallan-
do acerca do parecer da commisso diz que
a terceira e ultima razo dclla tambem nao con-
clue. Concorda, que com effeito a origem a
que se refere dita commisso he sem duvida a
mais pura e amis benfica ; mas pensa, que
por isto a Assemblea nao deve doixar de impe-
trar urna graca to importante e gloriosa. Diz
que os ministros mesmos parecem interessados
na amnista ; as folhas do Rio de Janeiro dis-
cuten) a materia, e de todos os ngulos do
Imperio surgem votos neste sentido : assim que
seria para admirar que Pernambuco nao pro-
cedesse da mesma forma mostrando ao Au-
gusto Monarcha e informando-0 dos in-
teresses da Provincia do -Brazil inteiro nessa
amnjsta segundo os quaes ella he outorgada.
Conclue votando contra o parecer. O Snr. Dr.
Joze Bento sustenta o parecer. Declara que
principio, quando se apresentou a ideia de
urna amnista elle se dispoz para prestar o seu
voto; entretanto que ao depois meditando so-
bre a importancia do objecto conheceo que
o seu espirito estava em erro e que devia vo-
tar contra. Entrando na analze das razoes
do parecer, sustenta a primeira dizendo que
pelo acto addicional as Assemblas Provinciaes
nao podem tratar de objectos geraes, e por con-
seguinte que a de Pernambuco he incompeten-
te para fazer representacoes sobre taes objectos ,
e por tal forma para a de amnista. Que pelo
art. 11 9 do mesmo acto addicional est
marcado o caso em que pode a Assemblea re-
presentar caso a que se nao assemelha, como
he incontcstavel, o de amnistia : que ahi se
marca um limite a esse direito alem do qual
nao he dado passar. Diz que no art. citado nao
se tira urna duvida como pretende o Snr. Dr.
Neto porque o entende tachativo. Mostra ,
que nao se pode dar comparaco entre os cida-
dos quando exercem um direito de peticao ,
e a Assemblea Provincial para dahi se con-
cluir que esta gose de um semelhante direito,
porque se pode conceder um direito a um cida-
do que se denegu a um corpo, como as
cmaras municipaes que nao podem represen-
tar por serem corpos administrativos apesar
de se comporemde cidados. Diz que do di-
reito de peticao goza o cidado, quando os
seus interesseseslo offendidos. caso em que
nunca esto as Assemblas respeito da am-
nystia, que muito ftil o argumento dedu-
zidodesse direito de peticao. Senhor Doutor
Neto isso lisonja. O Senhor Doutor Jos
Bento, mostra que do artigo 12 do acto addi-
cional se v que os Assemblas Provinciaes sao
de jurisdco lemitada: que ellas se nao podem
ingerir em questoes d'alta poltica. Sustenta
que as mesmas Assemblas sao corpos adminis-
trativos, porque impe tributos, determino so-
bre estabelecimentos pblicos, &c.,e que nao ha
absurdo maior do que dizer-se que s obro
adminislralivamente as Cmaras Municipaes ,
os Presidentes e o Thozouro porque segun-
do os principios geraes da materia sujoita as
Ass. Provincias sao considerados como corpos
ndmnistrativos o que elle prova com a au-
tbordade de escriptores de grande nota. O Sr.
Dr. Neto se mostrar dou a cabeca cortar.
Sr. Dr. Jos Bento pois ento est sem ella.
Mostra depois disto, que o Imperador exercendo
o poder executivo quando d regulamentos ,
instruccoes &c. obra administrativamente ,
apezar de nao estarem essas attribuices no tit.
7. da Const. diz que ainda sendo como quero
Sr. Dr. Neto segnndo a referida Const.; sem-
pre ero as Assemblas corpos administrativos.
pelo acto acto addicional: l alguns escriptores
para justificar o parecer da Comm. nesta parte.
Acha que a segunda raso do parecer tem igual
forca. Diz que todos os escriptores dizem, que
a amnystia necessaria quando aquelles que
se tem de amnystiar cstavo mais cm errro, do
quo em culpa, e quando por ella nao fiquem
prejudicadosos interessesdo Estado: assim que
nao sendo a Assemblea Provincial competente
para julgar se houve erro, ou cnlpa deve es-
perar que as imputacoes que rezultaro das
comocSes de Minas e S. Paulo sejo devida-
mente apreciadas. Sabe, que at boje ainda
se nao asscntou se os comprometidos sao ou nao
criminozos, o que se tem debatirlo na Assem-
blea Geral ; por conseguinte ainda nao houve
essa apreciaco que julga necessaria c se tor-
na imprudencia neste caio fazer urna supplica
de amnystia. Nota entretanto, que a aprecia-
co de que elle falla nao a do poder judicial.
Diz que quem pedo deve saber o que pede, e
quanto pede: assim quo a Assombla nao pode,
supplicar a amnystia pois nao pode saber o
que pede por la I la da apreciaco dita. Acerca
da oflensa de que falla o parecer, diz que
muitas vezes o vencido rocuza, quo se pessa co-
mizcrao o compaixo : que os comprome-
tidos as revoltas referidas podem di/er A As-
semblea nao sejaes intrometida, nao sejaes |-
zongeira. Admira-se que o >r. Dr. Neto diga,
que esses homens deffendero a Constituicao o
quo as lois das reformas e do consulbo do es-
tado sao invas.Vas dos di re tos dos cidados, e
os chame criminozos ; pois que se elle orador
se julgasse competente para avahar dos motivos,
que os empenharo n'aquellas revoltas nao
poderia deixar de considerar o seo crime como
ustificavel sendo aquellas revoltas pela disso-
luco da Cmara temporaria como se diz o
considerada a ordem como Ilegal : argumenta
com o cdigo criminrl. Acha portanto que es-
tando os comprometidos ditos neste cazo es-
timarlo mais provar, que nenhuma pena de-
vem soffrer, lavar-se da nodoa que os podera.
ter mcsclado do que urna amnystia que nao
produz um simelhante effeito e por isto muito
bem diz o parecer que os referidos compro-
metidos considerars como offensivos do seo
melindro c ufana os esforcos de benevolencia
da Assemblea em sollicitar a amnystia. Fi-
nalmente sustenta a ultima raso do parecer:
diz quo se deve esperar, que o Imperador o
bre n'um cazo to vital segundo sua natural
clemencia e impulso generozo do seo pater-
nal coracSo afim de que to grande rasgo do
magnanimidadeseja exclusivamente attribuido
ao seo soberano author h quem por todos os
ttulos compete sondar precisamente o estado
poltico do Imperio e suas mais urgentes ne-
cessidades. Diz que ou o poder moderador
est disposto conceder amnystia ou nao: so
est escusada a supplica da Assemblea ; e
assim melhor deixar o Imperador obrar libre-
mente : e se nao est nao urna tal supplica,
quem Ihe ha de inspirar o desojo de amnystiar
aos comprometidos de nada servindo assim a
supplica da Assemblea. Julga que os funda-
mentos do parecer sao solidos; e vota portanto
por elle. Aqui findou-se a Sessao do dia 18 ,
Picando com a palavra o Sr. Dr. Mendes.
No dia 20, o Sr. Dr. Mendes cede a palavra,
que obtem o Sr. Dr. Jos Bento para explicar ,
e tornar mais claro aquillo que j havia dito :
alguma cousa do que nesta occasio produzio
referimos e comprehendemos, no que narramos.
Depois o Sr. Dr. Mendes obtem a palavra o
sustenta o parecer da Comm. de que foi mem-
bro Comecou dizendo que entre as diver-
sas formas dos governos polticos a monarqua
pura Ihe pareca preferivel; porque alm de ou-
tras vantagens ella repelle a resistencia nao
s porque se nao acba consagrada as suas leis,
como porque nao urna consequencia dos prin-
cipios que a regem ; o que se nao dava nos
governos representativos : e entrando no exa-
me das bazos da nossa Constituicao poltica e
da legislaco penal feita de conformidado com
ella mostrou que os revoltozos de Minas Ge-
tcs e S. Paulo nem ero rebeldes e nem
sediciozos ; pois que se davo em seo favor to-
dos os requisitos do 2. do art. 14 do cod. pe-
nal, atienta a maneira escandaloza ; porque os
poderes Supremos do Estado tem violado o ins-
trumento da allianca nacional. Mostrou em
resposta ao Sr. Dr. Neto, que o silencio da na-
co Acerca dos acontecmentos de Minas eS.
Paulo, de nenhum modo indicava a sua appro-
vaco aos actos anti-constitucionaes do Gover-
no nem a sua reprovaco ; e que ainda con-
cedendo o rezultado que elle (o Sr. Dr. Neto)
tirava do silencio da naco aquelle nao podia
influir sobre a apreciaco da conducta dos ha-
bitantes de S. Paulo e Minas ; porque a cri-
minalidade da aeco nasce com ella e nao po-
dia ficar dependente de circunstancias que Iho
succedem. Depois da descrpeo que fez o
orador, dos golpes com que tem sido ferida a
Const. do Estado mostrou com a legislaco
criminal do Paiz a legislaco Romana e a
authoridade de escriptores que primo entre
os deffensores da monarqua que se tinha da-
do o cazo de resistencia legal ; mas que na ac-
tualidade talvez conviesse antes ceder desse di-
reito do que sustenlal-o por vias do facto ,
visto que prudencia muitas vezes desistir de
um bem para as nao arriscar-mos a um mal
maior ; mas que a cesso do direito nao cm-
portava a sua destituico e em consequencia,
que a razo de nao terem satisfeito as regras da
prudencia ( questao em que elle orador se nao
metia ) os nao podia classificar em o numero
dos criminozos; e que por estes motivos tambem
nao via raso para se pedir urna amnystia, o
que se devera esperar da nctural clemencia de
S. M. I. Disse mais o Sr. Dr. Mendes, que
as suas observacoes ero as consequencias, que
elle tirava dos principios que regem o sistema
representativo do Brazil, c a legislaco penal
do Paiz ; mas que nao tendo ellas o cunho da
infalibilidade esperava elle que os tribunaes
encarrpfsxos de decidir sobre o csrDC'T das
revoltas ditas proferissem as suas decizes; por-
que ento com os bracos cruzados teria de reco-
nbecer ( salvando sempre a sua consciencia ) ni


"

twb*"<
ii"
seos offiitos legaes. Dcpois mostrou, que con- menta, que offereceo O Sr. Dr. Pedro
sentir no term> administrativo empregadi
ir) pirecer da com nissii especial cm lugar de
iegiilatioo ; p irquo o abninitlrativo no senti-
do lato co nprohim le tolos os poderes do Es-
ta lo visto que a ministrar he dirigir os ne-
gocios pinicos, do malo imis conveniente o
q-ir* se refero a acco dj to los os poderes po-
li ticos.
Qie assignara com reUricco, quinto a pri-
meira.parto do parecer dito ; por pie nao va
rao snffi:ionte porque os coipos collcctivos
(naa n privado do direito da supplica conce-
dido pala Constituirlo aos individuos nos ca-
zos cm que aquella tein lugar.
Outras muitas razos produ/.io o orador para
sustontar o parocer lallado : nao nos foi possi-
yol tomar todas.
Seguio-se o Sr. Dr. Neto que sustcntau as
razos, com que havia impugnado o dito pa-
recer : offereceo caza oxemplos para corrobo-
rar o que dizia e concluio votando eontra o
rnosmo parecer.
A sesso desto dia (20) lovantou-so 1 quarto
depois das 2 horas da tarde Picando com a pa-
lavra os Srs. Doctores Mondes o Carneiro da
Cunha.
Na sesso do 21 dcpois de approvada a acta
da antecedente e de mencionar-so o expedi-
ente entrouein 1* discussao o projecto de Ici
do orcamento que scm debate foi approva-
do ; depois o paricer sobre amnisti. Cedendo
a palavra os Srs. Drs. Mendos e Carneiro da
Cunha com que ficaro na sesso passada, pro-
cedeo-se a volaco do mesmo parecer, que foi
approvado nao tendo lugar por tanto a sup-
plica de amnista segundo a i nd cacao do Sr.
Dr. Neto. Pelo parecer dito votarlo os Srs.
Barao de Suassuna Mendes Alvaro Pau-
la Lacerda Jos Bente Padilha Louron-
co Bizcrra Tiburtino Oliveira Carneiro
da Cunha Lobo Jnior, Domingucs, Custo-
dio Leo Beltrao Getirana Contra o
paricer e por conseguinte a favor da amnista,
os Srs. Leal Barros Covalcadti, Neto l.au-
rentino Brito Jos Pedro Farie Costa ,
Antonio Aflonso.
Continuou a discussao sobre o projecto da fi-
xacao da forca policial ( vido a acta de 17 ). O
Sr. Leal pede licenca para retirar a emenda ,
quo havia mandado ao art. 1. : foi-lhe con-
cedida. O artigo foi approvado tendo cedi-
do a palavra o Sr. Barros Cavalcanti. Artigo 2.
Os Srs. Barros Cavalcanti e Laurentino
mando emendas. O Sr. Dr. Noto requer a-
diamonto por 3 dias se antes naochegaro
A. do projecto. O Sr. Dr. Brito manda urna
emenda additiva e a justifica dizendo que a
isto se pouparia se o Sr. commandanto geral do
corpo de polica Ihe desse algumas informaces
acerca do objecto de sua emenda ; mas que
sto nao pode conseguir por que elle desisti
da palavra e nao lho pode azer interpellaciio,
por quanto o mesmo Sr. commandante com ra-
zao Ihe dera que na casa elle est como de-
putado e nao com esse posto. O Sr. Lamen-
tino justifica a sua emenda. Diz que eslava es-
merando que ella fosse impilguada para cn-
lo sustenta-la mas notando o silencio com
que foi recebida augura mal do rezultado e
assim quer e passa a dar as razes que a
sustentao. Mostra que as circunstancias de Per-
namhuco no tompo em que se concedeo ao pre-
sidente um voto do cenfianca para ellovar a for-
ra policial, no caso de necessidade, cro iguacs
as octuacs e que por conseguinte esse voto de-
ve de continuar. Diz que ningucm est rnais
habelidado para conhecer das circunstancias,
enecossidades da provincia, do que o seu ad-
ministrador ; o por tanto se Ihe deve dar o voto
referido. Acrescenta que a maior das m-
justicas e a maior das ingratides o dizor-so ,
que nao havia preciso de elevar a forca ao nu-
mero actual pois quo todos sabem que hou-
ve denuncia de urna revolucao na provincia ,
apontando-se os lugares da explosao pelo que
teve o Exm. Presidente necessidade de mandar
destacamentos para fora im de obstar que
arrebentasso a mesma revoluco. O Sr. Dr.
Neto Nos dias das clleces.--0 Sr. Lauren-
tino. Nao foi nos dias das elleiccs : eu sinto
nao ter remeniscencia para responper ao Sr.
deputado. Continuando fallar diz que nao
vra/.ao sufficientc para se man.ctar o Exm.
presidente em um caso urgente negando-se-
ibo o direito do ellovar a forca policial um
corpo que rnais se presta Conclue dizendo ,
quo naosepropoz canon.sar o Lxm. Barao
da Boa-vista ; mas defiende o governo qual
quer que seja o homem que o represente.~
O Sr Barros Cavalcanti defende a sua emenda.
Diz que nao so acha authorizado para dar as ex-
plicares de que fnliou o Sr. Brito : que nao
quer ter a mesma sorte, que o Sr. inspector
da thozouraria provincial, que nao fo. juga-
do competente para dar certas explicac5es. Jal-
la cm ser eiie teneiiie OGvi c ;..#. q,
Exm Presidente tem o direito delirar do curpo
de polica officiacs as snas ordens, \ota pela e-
Cavalcanti deixa a cadeira da presidencia, pa-
lomar parto na discussao. Encara a quusto
pelo lado linancoiro : entondo qua necossario
economizar, o principiar a c. momia pelo corpo
do policia por q io nao necessario um nume-
ro maior de pracas do que o do projecto. De-
monstra quo nao o s ocoip) dito quem dave
auxiliar a soguranc-i publica mas tambem a
G. N. ti;:. da qual om casa urente DO lora o
presidente da provincia sorvir-sc. ProJu'. ou-
tras muitas razes que nao ouvimos bem po-
lo que aqui as nao aprosentamos. Conclu! o
orador vota do pelo projecto. O Sr. Lauren-
tino falla do nevo sobre a materia diz que da
G. N. ha muita dificuldade em so servir o
que a experiencia tom mostrado. Responde aos
argumentosqueseproduziro favordo projecto.
Sr. Dr. Noto vota pelo projecto : julga que
nao se ha mister do rnais forca do quo a marca-
da alii pois que na provincia ha um hatalhn
de guardas nacionaes destacado. Diz que o
governo nao fica maniatado no caso do neces-
sidade : que alterada a ordem publica quom
quer que for obrigado sustenta-la que o
faca,Picando a assemblea tranquilla comcomdar
o n. depiacas do projecto. Nao sabe donde nas-
cero os recoios sobre a alleraco da tranquiliza-
do publica porque nem ha elleiccs que fa-
cao temer, nem rusgar &c. Desoja quo o Sr.
Laurentino diga em que se fnnda para ter os
receios ditos de quo fallou. Para justificar
o seo voto diz que muitos officiacs do corpo
estodistrahidos do servico : quo muitos sol-
dados estao oceupados em unir banda de musi-
ca,com que divertom aoSr. commandante geral,
o aos seos collegas ; que algumas pracas sao
empregados na secretaria da policia e cm ou-
tra repartico ( cujo nome nao temos presente),
sem que prestem o menor servico no corpo.
Diz que luxo e luxo aziatico haver n'esse
corpo commandante geral sendo com a lis
peza quo com esto se laz a com que elle rnais
embirra. O Sr. Dr. Carneiro da Cunha vo-
ta pelo projecto. Diz, que ninguem mclhor
que o Exm. Presidente pode conhecer a conve-
niencia de urna organisaeo. Diz que tem de
responder ao Sr. Dr. Neto quando aveuturou
insinuaces deshonrosas ao mesmo Exm. Sr. ;
mas que o faz com algum acanhamento nao
porvergonfia da causa mas por se costumar
traduzir as expresses d'aquello que defiende
o governo como bajulaco &e. Diz, que se
nao pode attribuir as elleiccs ao emprego
ila forca porque nem ellas na nossa provincia
foro impostas c nem o popem ser. Que
elle orador no nisto suspeito, por que nao
Toi coroado ncllas : oque assim fallando nao
quiz fascr sarvicos alguem e nem ao governo
geral ( o Sr. Dr. Neto : E um governo que
morreo! O Sr. Carneiro da Cunha : ellas
que pode resuscitar -- O Sr. Dr. Neto
Dos nos livre! ) ; assim como entende que o
Sr. Dr. Neto nenhum servico quiz faser
aquelle apezar de elogia-lo e de ser gover-
nista O Sr. Tiburtino vota pelo proje-to ,
porque inegavcl que a G. N. no caso de
urgencia podo ser approvcitada, como por
muitas vezes o tem sido j. Confessa que
alguma deficuldade tem havido na G. N. des-
tacada respeito do servico ; mas ainda as-
sim diz que esta tem dado alguns contingen-
tes e mclbormcnte podera hit dando O Sr.
Jos Pedro vota contra o projecto: mostja quaes
as dispezas, que em lugar das que se fasem com
o corpo de policia se devia reduzr. Demons-
tra a necessidade de urna forca maior que o
,lo projecto para sustentar a ordem e tranquil-
lidade publica : que o corpo policial a isto tem
por fim. Produz argumentos para sustentar a
sua opiniao. O Sr. Laurentino responde as
increpaces que diz Ihe fez o Sr. Dr. Neto.
O Sr. Lobo Jnior requer urgencia da 2'dis-
cussao do projecto do lei do orcamento : sem
debate approvado. O Sr. Beltrao roquer ur-
gencia para o projecto n. 3 dcsteanno ( 2'dis-
cusso ) nao foi approvado. A discussao do
projecto sobre a forca policial ficou adiado pola
ora.
Sesso de 22.
Approvada a acta da sesso antecedente c
mencionado o expediente lee-se alguns pari-
ceres de comm. um dos quaes sendo posto em
discussao, oSr. Dr. Domingues notou que um
dos membros da respectiva comm. se assignara
vencido ( segundo ouvimos) : pelo que o Sr.
presidente declarou que ficava adiado o mesmo
parecer. Dcpois o Sr. Uchoa Cavalcanti re-
quereo que a comm. de estatistica d logo o seo
parecer sobre a diviziio da fregue/ia de Naza-
reth. OSr. Dr. Neto impugnou o requeri-
mento juk'ando-o offensivo do melindre da
comm. O A. do requerimonto declara, que
a nao quiz offender ; mas que vendo na pasta
muitos requerimentos, e outros trabalbos da
mesma comm. desejava que esta desse prefe-
mnnn ,.n nmiccto dito. O Sr. Dr. Neto man-
da orna emenda : ralla sobre a materia aorc-
querimento; o pede licenca para retirar a sua

Dr parece ter ciumes. consid.M'ando-o goNer-
nista. &c. OSr. Dr. Carneiro da Cunha fal-
la favor do projecto; responda ao Sr. Dr.
Neto insiste em elauii-lo rovenusta : diz
que nao tom ciumes disso. Que nao compro-
hendeoditoSr. Dr. quando clama contra o
.i.veriio dizendo que elle rasgou a constitu-
cao do imperio conculcou os diroitos dosci-
dadaos, o dcpois pede para que se o louve pela
pacificado de S. Paulo e Minas, o quo ompor-
ta a approvoco dos meios de que o governo
lamou mao aquellos pelos quaes segundo o
mesmo Sr. diz, foi rasgada a constituieao.
Acrescenta que o Sr. Dr. Neto approv quaps-
quer medidas de (pie lance mao o governo para
; cabar com urna revoluco O Sr. Dr. Neto
diz que elle nao ; que se nao prova tal e que
dzer isto ou enganar-se o orador ou faltar de
proposito a verdade O Sr. Dr. Carneiro da
Cunha diz que podia voltar estas expresses,
mas o nao faz por nao convr ao lugar que se
use dolas que nao parecem de pessa bem
educada. Mostra que o Sr. Dr. Neto muito
"overnista dizendo, que nao foi ello orador ,
qi.em aplaudi, e defendo o governo quo
punha precoas cahitas de cortos individuos ;
que nao foi elle quem deffondeo esse guwrno ,
que perneguia sem termos que punha o pu-
nbal ras pracas publicas. OSr. Dr Neto
E sabe que cu approvei isto ? O Sr. Dr.
Carneiro da Cunha. Sim sei OSr. Pre-
sidente Ordem O orador termina ah o
seo discurso O Sr. Dr. Neto diz que cm tom-
po opportuuoclle lera a devida resposta.
O requerimonto do Sr. Dr. Neto para adia-
manto at quo chegasse o A. do projecto foi
regeitado ; assim como o outro do mesmo Sr.
para se esperar que chegasse o Sr. Barros Ca-
valcanti. Tambem foi regeitado requcrunen-T
to do Sr. Dr. Brito e a emenda do Sr. Lau-
rentino e todas as rnais ememjas approvado
somonte o art. 2 do projecto Entrn om dis-
cussao o art. 3-0 Sr. nr. Neto mandou una
emenda suppressiv. Hindo-sc votar re-
conheceo-se nao harer casa : levantou-su a ses-
sao.
era nocessario fazer a
mesma recominendaco que se fizera ao Dele-
gado de S. AolSo, a todos ou quasi todos os ou-
tros
Delegados.
Em resposta aoofficio qucVm. me endere-
coucom data de 12 docorrente, expondo as
ddVMas qneenaootra no compnmento dos de-
veres de De egado dessa couiarca tenho do
sim.ilicar-llie. uue ao Chele de Policia interino
(
ti
sa
lesta provincia deve Vm. dirigir-so sobre toda
qualqucr oceurrencia quo por ventura pos-
Dos
15 de
... haver no exercicio de suas funeces.
Guarde a Vm. Palacio dePernamboco
Vliril do 1842. = Haro da Boa-usta. Sr.
Delegado do Termo de S. Antio Laurentino
Antonio Pereira de Carvalho.
CO!Vl!fiEPiCIO.
A lan doga.
Rendimento do dia 23........ 1:511^710
DescarregSo hoje 2V.
Rarca Brilhant carvo.
Barca Ist fazendas.
Movimento do Porto.
DIARIO ni PRYWBCO.
Na falta do documentos quo provassem as
suas aecusacos na maior partes falsas e as
de rnais vagas ou exageradas os Srs. Lrhano ,
e Nones Machado querendo fazer acreditar na
Cmara temporaria que o Exm. Presidente des-
ta provincia estabelecera a sua correspondencia
directa com os Delegados o rnais empregados de
Policia para fins oceultos, desgostando assim
o Cheto do Policia o Scnhor Dezembarga-
dnr Azcvcd ; aprcenlarao a circular da Pre-
sidencia dos fins do anno passado dizendo
que so dora aquella ordem depois das cleices ;
porque j enio nao era preciso conseivara cor-
respondencia directa que se estabelecera por
causa dessas mesmas cleices. Esses Srs. De-
putados sabem que o Exm. Presidente nao es-
colbeo com vistas eleitoracs os empregados de
Policia; sabem que muitos delles at Ihes nao
sao infensos e alguns se proclamo scus ami-
gos ; mas estas verdades licao cm silencio c
nisto Ihes damos nos raso; pois que a sua mis-
sao nao he esta : sabem que para influir as e-
leices, empregando como agentes dolas os a-
eentea da Policia nao era necessario manter com
ellcs directamente correspondencia olicial; mas
isto sabe todo o mundo e era na verdade es-
cusado que.elles o dicessem : o que podia fazer
algum effeito oro persuadir, que o Exm. Pre-
sidente procurara solar o Chefe de Policia e
desgosta-lo ; porque d'aqui se dedu/.iriao as
illaces que Ihes convinhao ; c neste caso pa-
receo-lhcs que a citada circular era um adia-
do inaprcciavcl. O Sr. Dezembargador A/eve-
do existe e como aquellos Srs. Deputados so
louvo nclle, o seu testemunho invocaremos: o
seu descosto do Exm. Presidente he tal que
alm da adhesao que semprc aqui Ihe mos-
trou ainda depois de estar na Babia lho cscro-
vco com expresses de affecto c amizade: se po-
dio a sua dcmisso foi pelo sentimento intimo ,
quesempremanifestou da pouca disposicao
para o boindesempenbo desse arduo emprego
I
Navios entrados no dia 21.
Santos; 20 dias, patacho brazilciro Especula-
dor de lo(i toneladas, capitn Jos Caeta-
no Vieira da Silva, cquipagem 9, carga fu-
mo, fcijo, c rnais gneros: ao capitao.
No dia 22 nao cnliro nem sahiro emhar-
caces.
Navio entrado no dia 23.
Liverpool ; 43 dias, briguo inglez Seven de
2S3 toneladas capit) W."1 James, oqui-
pagem 12 carga lazendas : a Johnston Pa-
lor &C
Sahidos no mesmo dia.
Buenos Avies; iiriguo brazileiro Jndependente,
capito Joaquim Antonio Maia carga di-
versos gneros.
Eclital.
Pela administraco da mesa do consulado
se faz saber a' hojc2. se ha de arrematar a porta
da mesma administraco urna caixa de assucar
aprehendida pelos respectivos embregados do
trapiche da compahnia por estar o assucar vici-
ado ; sendo a arremataco livre de desposas ao
arrematante. Meza do consulado dePernambuco
21 do marco de 1843.
AJiguelJrcanjo Monteiro de[Andrade.
DfclarucJo.
RelagSo dos nomes das pessoas cujos tituloi
de residencia se achao ha milito j pau-
sados na secretaria de pob'"" e tem sido
por vest publicados,
Joaquim Antonio de Campos, Jo5o Anto-
nio Hall, l'olisbertoC.laudino Pereira de Abroo,
Hcrnardino Jos Porcia Manoel Vicira ,
Joo Ferrcira Joo Joaquim Luiz Martins,
Daniel P. Austin Jos Alexandre da Silva,
Antonio Jos Mendes Manoel Luiz Madurei-
ra Manoel Antonio de S. Payo Bento Fer-
nandos JosAlves, Joaquim Pereira de Oli-
veira Manoel do Benevides da Costa, Jos
Jacinto Bapozo Joo Gatis, Joo Maria da
Cunha, Francisco Pereira, Manoel JosVi-
eira Manoel Jos de Campos Domingos Jo-
s Vieira da Costa, Jos Ignacio da Rocha,
Jos Antonio Gomes Guimarcs JosLouren-
CO Goncalves Joo Jos de Miranda Alexan-
dre Saint Martin Antonio Flix Gerardo ,
Paulo Jos Gomes, Firmo Goncalves, Mano-
el Goncalves Luiz Ferrcira dos Santos Jos
de Oliveira Joaquim Thomaz Pereira Ma-
noel da Costa Hans Frederico de Hussum ,
Joo Si-ares Botelho Joaquim Goncalves Maia,
Manoel Ferrcira dos Santos, John Donnclly ,
PeterDonnelly y Manoel Gomes da Cruz Jo-
s de Oliveira", Augusto Ferreira Pinto An-
tonio de Souza Joaquim Jos Correia Ma-
nuel de Oliveira Jnior, Manoel de Abreo An-
' mi Joaquim de Abreo Cardoso Francisco
vav icr da Cunha, Antonio Jos Ennes, Tho-
nelos seus hbitos de quielnro ,. bradura. Es- maz Purcelle Francisco dos Santos Mendon-
sadireceo de correspondencia nunca foi de- ca Jos Francisco da Silva Manoe Rodn-
terminada era sima consequenciadocostume. gucs de Andrade Manoel Alves Finto Jos
nuca lei d'osPrefe.tos hav.a produzido : os ti- Caetano da Costa I-rancisco Soares Cordeiro,
hilos le todos os empregados de Policia era.) re- [Luii Ignacio Gonzaga, Joao Antuncs Guima-
mettidps por va doCbeo de Policia ; e ah es- raes Joao Amonio Machado,
t o documento abaixo transcripto que pro-! -


CIRCO olmpico.
Grande e extraordinario cxpectaculo gimns-
tico e equestre para domingo 25 do eorrente.
Principiar o divertimonto, com variase es-
colhidas passagens sobre a corda forte, entre ou-
tras o passo a dois sobre duas cordus apresentan-
do elegantes attitudes e dilTerentes passos do
graca.
Seguir-se-hao os exercicios equestres sobre o
cavallo a galope, tanto com sella como sem ella,
entre outras dilicois, e admiraveis scenas apre-
sentar-se- a mui sentimont.il, e heroica scena
de Olello ou o moiro de veneza alem desta
repetir-se- a tanto aplaudida, e engranada sce-
na do marinheiro atrevido.
O joven palhaco nao deixar de empregar os
maiores esforsos para tomar esto expectaculo
mais brilhante divertindoo respeitavel publi-
co com novas, e jocosas idas; e terminara o
divertimonto a espectaculosa e mui interessante
pantomima intitulada
D. Quixole de la mancha.
Esta ser executada cun combates de fogo
vivo e arma branca como foi apresentada do-
mingo passaao, 19 do corronte.
Principiar s 7 horas e tneia.
O resto dos camarotes, e bilhetes de platea a-
cho-se na loja de miudezas n. 39 da praca da
Independencia, e no mesmo Ampbi-theatro ,
ouem casa do annunciante.
Avisos martimos.
Para o Cear segu viagem o Hiate Vin-
gador ; quem quiser carregar ou ir de passa-
gem dirija-se a Manoel Joaquim Pedro da
Costa na ra da Cadeia n 46.
O brigue Tentaeao bem conhecido nes-
ta praca pelas rapidez de suas viagens forrado
e encavilhado de cobre partir dentro de
poucos dias para o Rio de Janeiro por ter o
seu carrenamcnto prompto recebe nicamen-
te passagei ros eescra vos a frete, para o que
tem excelentes commodos; os pretendentes
tractem com o proprietario Firmino J. F. da
Roza na ra da Moeda n. 7.
Tho Proprietors of the Pernambuco British
Lihrary are requested to sond in Lists for tbo
selection of new Books by the 10th of next
month. = T. W. Nash, Scretary.
Na estrada do engenho Tapera freguo-
zia de Jaboatao achou-se urna carteira com
urna porco de sedulas, e alguns papis de im-
portancia ; quem se julgarcom direito a ella ,
dirija-se aoditoengenho a fallar ao respectivo
proprietario.
Tendo o Sr. Jos Joao de Amorim feito
publico por este Diario e pelo novo que el-
le tem feito abstencao absoluta de qualquer he-
ranca que Ihe possa provir de seu fallecido so-
gro o Coronel A. M. da C. Soares ; roga-se
ao mesmo Sr. Amorim faca tambem publico o
dia mez eannoemque tal abstencao obso-
luta teve lugar ; afim de se conhecerse foi em
tempo; ouquandoj condcmnadoemalgunspro-
cessos, como herdeiroje bem assim exelareca ao
publico como poder casar cssa abstencao absolu-
ta com o ter em si o melhor de 40008 de reis
segundo consta do inventario.
= Da-se um cont do reis, a premio de
um e meio por cento ao mez com hypotheca
em alguma casa terrea livre e desembara-
cada ou sobre penhores de ouro ou prata : na
ra do Livramento loja n. 25.
= Os Srs. Pantale3o de Siqueira Cavalcan-
te Leonardo de Siqueira Cavalcante Anto-
nio de Siqueira Cavalcante Lourenco Bczcr-
ra de Siqueira Cavalcante Iz:dro Camello Pes-
soa Cavalcante Antonio dos Santos Siquei-
m
iqueira ,
herdeiros
do finado Ca-
Ca-
A visos diversos.
S
O PAISANO N. 9.
Amo hoje o ost venda.
O abaixo assignado faz publico, que des-
de o dia 23 do eorrente, deixou de ser seu cai-
xeiro de ra Manoel Antonio Vieira.
Joze Ramos da Cruz & Companhia.
Precisa-se de um feitor que trabalhe, e
entenda de horta para tomar conta de um pi-
queno sitio, na passagem da Magdalena, a trac-
tar na ra da Praia de Santa Rita sobrado
n. o i.
O abaixo assignado adverte aos Srs. ne-
gociantes ou qualquer outra pessoa nao rece-
bo em pagamento ncm facao tranzacao al-
guma com o Sr. Theodoro Jos Pereira 'Lava-
res com urna letra saccada pelo mesmo, e en-
donada por Joo Nepomuceno de Vasconcellos
Vigas ( de pedras de Fogo) visto o dito Lava-
res ser devedor de maior quantia ( doutra letra
por elle aceita ) a qual se acha em poder do
mencionado Vigas. Candido Jos de Salles.
= Jos Bento deFreitas, retira-se para o
Rio Grande do Norte.
== Antonio Ferraz de Castro, retira-se para
o Rio Grande do Norte, levando o seu caixeiro
Lu/. Ignacio Gonzaga.
Precisa-se de urna lavadeira quo seja
perita na sua profisso, e que de fiador sua
conducta no atterro da Boa-vista loja de cera
n. 21.
Precisa-se de duas pretras ou moleques
que sejo fiis, para venderem azeite, pagan-
do-se a competente vendagem : na ra do No-
geira n. 13.
Precisa-se d'uma ama de meia idade pa-
ra pequea familia ( 3 pesssoas ) pelo sustento
e vestuario: quem queizer annuucie.
= Na ra do Cabug n. 16, existem duas
cartas para o Sr. Joaquim Jos Baptista e ou-
tra para oSnr. Joaquim Rafael de Mello J-
nior.
Domingo de manha, defronte da cadeia
haver dois carnoiros muito gordos a 240 reis
a libra.
Quem annunciou ter para alugar um so-
tao dirija-se ra de Santa Thereza, travessa
doPocinho n. 6.
No botequim por de traz dos Onarteis ,
n. 16 ha sorvetes de fructas por menos dois
vintens do que em outros botequins; isto de
domingo em diante.
Aluga-se pelo preco de 10:000 rs. um
armazem na ra do Amorim junto ao ferreiro
Caetano : tratase no largo da Rebeira n. 19.
=* Em OJinda ra de Mathias Ferreira ,
casa da esquina precisa-se de um bom o babi.
oficial de sapa teiro, cujo trabalho> pagar bem I
ra Cavalcante Manoel Jos de
e Francisco Manoel de Siqueira,
por si, ou por suas mulhcres, do ..
pitao-mor Antonio dos Santos Siqueira
valcante queirao ter a bondade declarar as suas
residencias nesta praca ou a de seus procura-
dores pois deseja-se fallar-Ibes a respeilo de
um negocio de seus interesses ou dirijo-sc ao
patio da Ribeira deS. Antonio n. 19.
Cobrem-se e concertiio-se chapeos de
sol com toda a promptido e asser'o : na ra
da Cacimba n. 12.
- Precisa-sede urna ama para o servico in-
terno e externo de urna casa de pequea fami-
lia : na ra Bella n. 19.
Roga-se aoSr. Antonio Moreirada Cos-
ta Jnior residente no Arraial o obsequio
de ro praso de 8 dias contados da data deste vir
remir seus peahores na praca da Santa Cruz ,
n. 8 e adverte-so que seo n5o fizer, se ven-
derao para pagamento de capital, e juros venci-
dos ha mais de 8 mezes.
Achando-se prompta urna dascarrocas, que
a cmara Municipal designou para limpar os li-
do eorrente anno nelleencontrei um annun-
cio do Sr. Antonio Francisco de Quciroz J-
nior quo bastantemente desacredita ao Snr.
Manoel Gomes da Silva e como posso afir-
mar ao respeitavel publico que o Snr. Gomes
he incapaz de tudo quando inserra no mosmo
annuncio por isso rogo ao respoitavol publico
haja de suspender o sou juiso at que o Snr.
Manoel Gomes patentiando a verdade se defen-
da. = Theodoro Jos Pereira Tavares.
= Aluga-se o armazem da casa n. trinta e
seis na ra da Alfandega velha com frente pa-
ra a mesma ra e a de Torres; a tratar no mes-
mo sobrado.
= Na ra do Lobato, hoje dos Copia-
res casa n. 5 precisa se alugar um casa ter-
rea cujo aluguel nao exceda de 13,000
rs. e as ras seguintes: patio do CarmoHor-
tas e Direita.
== Aluga-se o armazem da casa n. 13 da
ra da Cruz : a tratar na mesma.
Vendem-se um palanquim com pouco uso
envidracado um appirelho de porcelana para
cha duas mangas do vidro lisas
no
arma-
= Ha para alugar urna preta, para servico
interno de casa a qual sabe engomar, ,avar> e
cozinhar; no pateo da Santa Cruz' venda
n. 70.
= Alexandre Jos Gomes, subdito portu-
guez retira-se para Lisboa.
= Vicente Ferreira da Costa faz publico,
que se acha extincta a sociedade que girava
sob a firma de Viuva Onolre & Companhia ; e
que ella foi substituida por nova sociedade de
Costa i Onofre feita por elle com Onofre Joze
da Costa e que se responabolisa pela liquida-
cao da primeira.
= Pretende-se alugar um sobrado de um
so andar com quintal, em ra bem fresca : na
rna do Crespo n. 4.
= Aluga-se um quarto, com vista somen-
te pelo telhado para homem solteiro n'-
um primeiro andar mais podendo-se sahir
e entrar a toda hora por 4,000 reis: na ra
Nova n. 14.
= Antonio de Souza Ferreira retira-se
para Portugal.
xos das ras deste bairro o fiscal do mesmo
convida a trez homens livres que queirao-se
oceupar deste servico coma diaria de 640 reis ,
nos dias de trabalho, acomparecerem no Forte
Matos, para tratar do ajuste o condicoes : na,
casa ou prenca do mesmo fiscal.
A medicina popular americana que ha
tantos annos est em uzo as Indias Occiden-
taese Orientaos, Costa d'Africa, &c. &c. tem
provado como urna medicina inestimavel sendo
proparada de prepsito para clima quente, e
composta de ingridentes que ncm requerem
dieta nem resguardo, o pode ser administrado
scriancas asmis tenras.
As vantagens deste celebre remedio em curas
de molestias de ligado, gotta, dores de cabeca ,
mlamacoes em geral retencoesd'ourina, po-
dra na bexiga erysipeia ataques nervosos,
lombrigas, &c. &c. tem causado grande extrac-
co em todas as provincias como nico e ver-
dadeiro purilicaclor do sangue.
A medicina popular americana composta de
dous principios dilTerentes, um purgativo e
desobstruente removendo os humores viciados
das difieren tes partes do corpo e assim purifi-
cando o sangue ; o outro tnico dando forca
e vigor aos orgos da digestao e por tanto impe-
dindo a cumulacao dos humores nos intestinos,
&c. urna combinacao como esta nao pode ser
senao proveitosa na maior parte das molestias ,
e sendo vegetal esta combinacao pode ser admi-
nistrada a creatura mais delicada sem receio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joao Keller, ra da Cruz do Becife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C., e atterro da Boa-vista, na deSal-
les & Chavos.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vegetaes do Dr. Brandreth.
= No dia 13 do eorrente appareceo em Ma-
ra Simplicia no rancho de Vicente Joze de
< arvalho um cavallo alazao com urna estre-
la branca na testa o p esquerdo calcado ;
quem for seu dono querr dirigir-se ao mes-
Compras.
Comprao-se urna duzla de cadeiras ame-
ricanas um par de mangas lisas, um de cas-
ticaes de vidro ou casquinha urna mesa de
meiode sala sendo tudo em conta anda que
seja usado; annuncie.
Vendas
Vende-se urna crioula de 24 annos, co-
zinheira e engornmadeira : na ra Direita
canto do beco do S-rigado segundo andar por
cima da venda do Roza.
Vende-se urna escrava de 35 annos sem
vicios, sabe cozinhar perfeitamente, menos
de massas, cose chao engomma bem e he
lavadeira ; afianca-se a conducta : na praca da
Independencia loja de livros, n. 6e 8 se dir.
Vende-se por preco commodo um se-
lim em bom uso com todos os seus pertences:
na ra Nova loja n. 29.
Vende-se um opitmo cavallo para carri-
nho do que tem uso e outro bom passeiro,
ambos por preco commodo : na ra do Trapi-
che n. 32 primeiro andar.
Vende-se o Panaroma desde o seu prin-
cipio at o fim de 1842 tendo 5 voiumes en-
cadenados : na travessa do Queimado n. 3.
= Vende-se para fora da trra, urna escrava
moca, sabecosinhar ensaboar engommar,
e cose alguma cousa : na ra Nova n 20.
>ende-se um par de caxilhos dejanella
de peito j com vidros e urna pouca de ce-
ra amarefla : na rua'Nova n. 20.
= Vende-se o sitio denominado Engenho-
ca sito no lugar dos Remedios junto a Igre-
ja com casa de vivenda tem um sobradinho
na frente estribara tudo de pedra e cal, bas-
tantes coqueiros e mangueiras baixa para
capim tem pasto para 16 vaccas um viveiro
prompto, c outro quasi prompto barro para
toda qualidade de obra, telhas loucas quar-
tmbas e muringues, este sitio tem a frente
com a estrada da Varzea e fundo com a cam-
boa prompto para embarque : na ra Nova a
tratar corn Manoel Ferreira Lima.
Vende-se um caxilio com alguns vidros,
proprio para fiteiro por preco commodo : na
ra dos Assoguinhos n. 8.
Vendem-se pentes de tartaruga da moda ,
abortos e lizos e de penna abertos ; assim
como se concerta toda obra de tartaruga, e com-
pra-se porcao de tartaruga : na lojadetarta-
rugueiro no sobrado da esquina que volta pa-
ra a ra das Trinxeiras no patio do Carino.
Vende-se para fora por ser esczado ,
um negro muito moco por 380JJ reis: na ra d
Agoas verdes n. 70.
zem da ra do Amorim n. 32.
- Vendem-se por commodo preco um par
de pulceiras de ouro de filagrana com dia-
mantes rozas e feitas no Porto com muito cos-
to um par de brincos tambem de filagrana
de superior modello e alguns anneis de ouro
com diamantes: na ra do Queimado |oja
de ourives de Manoel Pereira S.
= Vendem-se couros miudos e caixoes
com vellas de sebo : no beco da Lingoeta, ven-
da de Joaquim Jos Rebello n. 3.
- Vendem-se bichas de superior qualidade
chegadas recen temen te: no Atterro da Boa-
vista venda n. 44.
- Vendem-se duas caixas de prata douradas
para rap um alfinete de peito comseucor-
dao dous botes de ouro para abertura urna
estola rica bordada de ouro de le e um ro-
logio de sabonete horisontal, caixa lavrada
a moderna e muito bom regulador, tudo
chegado a pouco de Lisboa : na ra da Cadeia
do Recife esquina do beco Largo n. 26.
- Vende-se para fora da Provincia urna
mulata muito boa cozinheira lavadeira en-
gornmadeira com um filho de 8 annos: na
ra da Cruz n. 5.
Vende-se urna casa de sobrado de um
andar e sotao todo travejado no Atterro da
Boa-vista n. 17 com 110 palmos de fundo,
e 23 de largura em chaos proprios, com
grande quintal murado, e por murar, dun-
do t a baixa mar doaapibaribe: na ra do Foao
n. 27. 8
Ainda estao por vender o sitio da Capun-
ga nova n. 55 e os differentes movis an-
nunciados no precedente numero.
Vendem-se defronte da escadinha da Al-
fandega no armazem de Francisco Dias Fer-
reira cxcellente farinha de mandioca em sac-
cas grandes por 3,200 reis e saccas com mi-
Ihopelo mesmo preco, e mann em caixas de
10 libras a 640reis: na ra da Moeda, casan. 7.
Vende-se a casa sita na ra que fica por
detraz do quartel da polica n. 2 : na praca
da Boa-vista, venda ao lado da Matriz n. 2 ,
onde tambem se vende arroz do casca novo por
preco commodo.
O Muzeu Pittoresco Jornal in folio pu-
blicado em Lisboa. A collecfio complecta com
32 gravuras de cxcellente execucao quasi to-
das da historia Portugueza, proprias para ador-
nar salas, em quadros. Vende-se por 12,000
rs. na loja de livros de Antonio Jos Pereira
Dias, ra do Collegio n. 20, canto do largo
de palacio.
=Vendem-se o Cdigo commercial Portu-
guez e urna quilarra : na ra do Livramen-
to n. 11.
= Vende-se um viado man:;o: na ra da
Gloria casa n. 77.
= Vendem-se barris de carne salgada muito
boa, feita no Aracaty, propria para ranxos : no
beco da Lingoeta venda n. 3.
= Vendem-se paos para tipoia ; na ra da
Cruz i. 16.
= Na botica nova da ra es.treita do Roza-
rio, n. 41, continua-se a vender espirito de vi-
nho de 36 graos proprio para cbapeleiros ,
e marcineiros pelo mdico preco de 1:440 rs.
a caada.
= Vende-se urna casa assobradada no Atter-
ro dos Afibgados com fornos e mais preparos
para urna grande padaria e que pertenceo ao
finado Machado : na ra do Trapiche n. 8.
Escravos fgidos.
ZVuT' qUe S S'gnaeS ,he "* Cn" Acha-se a venda um Peqeno o de ca-
1 'An(ftn u marotei e bilhetes de platea do Circo Olim-
nrorinch f ""T nafUra' dt'Sta P'C0' Paraa noite domingo 26 do cor-
prov.nciu ^refra-se para o Aracaty. rente: na loia n. 39 da rf-
v.. v uiano novo uc ue Sarco i dencia e na ra dos Cjuartis, n. 22.
Fugio a 2 do eorrente Fernando alto ,
corpo regular cara comprida barbado ps
grandes e apalhetados maos grandes e cascu-
das falla arrogante calca e camisa branca
jaqueta de ganga azul, chapeo do Chile de co-
pa alta e beiras pequeas tem sido visto pe-
las vendas foi escravo do solitador Felippe
Lopes Neto ; qnem o levar a ra de Agoas Ver-
des n. 22 sobrado de dous andares ser
bem gratificado fazem-se os protestos costu-
mados contra o raptores.
As 8 horas da noite do dia 21 de Marco
eorrente fugio do Atterro da Boa-vista urna
preta de Angola de nome Maria que repre-
sentar ter 16annos alta magra cor preta,
denles claros tem urna marca de queimadura,
em cima do p direito tem trez lalhos peque-
nos no pescoco levou vestido de chila usado ,
cabecao de algodao ; quem a pegar a poder
levar no mesmo Atterro, emeasa de D. Lau-
riana Candida Regueira que ser recom-
pensado.

ERRATAS.
No Diario de honlem pag. 3.a col. 3.
bobas 16 e 17 lo-se d*este modo=e'a
carta do conselho foi dada depois que o Snr.
D. M'iauel rexid* Mr

Recife: na Typ. de M. F. de Fahia.=1843


Full Text
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