Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04920


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Full Text
-m
Armo de 184.*?.
Quinta Fera 23
l'u'lo agora depenrle .! nns arimin ; da nosia prudencia morleraf3o, rtareia : coi-
Ijnuamus como principiamos e remos apuntarlos com admiraco enlre as Naces mais
culltt, ( Fruclamacio da Assembla Gersl do B&'xlL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Colinas, Paralliba Rio grande do Norte egundas Milu fairaa.
Boni'r) C Garanhuns a 10 24-
Cabo Serinhaem, Rio Formoao Porto Cairo Maceio Alagoai no 1. 11 a 21
Bua>vi'i:*e Florea a '3 e 28. Santo Antao, quintas fciras. Olinda todos o diaa.
DAS DA hEUANA.
20 tcg. g. Martinbo Dnmiense Are. Aud. do J. de D. da 2. r.
21 itro. a. Henlo Ab. Aud. do J. de U. de 1. r.
22 Qiiarl.a. Emigdeo B Aud. doJ. del), da 3. r.
23 Quitl. Flix M. Aud. do J. de D. da 2. t.
24 Swt, a. Agapilo M. Aud. do J. de U. da 1 r.
25 Sab. t. -i- Annunciagao de Nosaa V'nhora,
$8 Dou.. 4 da quaresma a. Ludgero ti.
de Marco
Anno XIX. N. 67.
O Diario publica-a*lodos 01 diaa qua nao (ora Santificados: o praoo da aaaign atara b
de trea mil res por qoarlel pa;oa adiantadoa. Os annunoios doa saignanles sao inserido
gratia, e os dos que o nSo forem raio de 80 rea porlinha. Ai reclamacSes derem ser diri"
gidaa a asta Trp., roa dae Ornes N 34.on a praoa da Independencia loja de lirros N. 6a 8-
cimbios.Nodia 22 da Marco.
Cambio aohre laindrai 28 a 28 I ? il. p. 11'.
Paria 350 res por tranco.
Liaba 100 por 100 da premio.
Ooo-Moadada,400V.
N.
da 4,000
PaUTA-PatacSes
l'iios Columnarai
a duos Mexicanoa
compra
15,000
14.80J
8,300
1,740
1,740
1,74J
rend;
15.501
45,000
8.500
1,760
1,71.0
4,7Gt>
Moeda da cobra 2 por 100 de descont;
dem de letras da boas firmas 4 $ por .
PHASES UA UDA NO MEZ DE MAfigO.
Loa Cheia 16, la 3 boras a 3i a. da m. I La ora al, as 3 loras e 43 m. da manli.
tvl.t ::. .ii.ii;. .i i?, i8 horas a lia. da tard. | t^uart. creso, a i 7 horas a 2'J, m. da m.
/'reamar de lioje
1. alO horas 54 aa. da manhaa. | l. 11 bora e 18 m. da larda.
BHKS
PARTE OFFICIU,
Govemo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 8 DO COMIENTE.
Ofllcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda ordenando que a vista dos documen-
tos que Ihe remette mande satisfaser Joa-
quina Luis de Mello Carioca o que se Ihe de ver
do aluguel da casa que servio de aquarlela-
mento ao destacamento de primeira linlia que
esteve estacionado na povoacao dos Allegados
no anno p. p.
Dito Ao mesmo, aecusando recebido o seu
offlcio de 6 do corrente acompanhado da de-
monstrado da despesa feita pelo arsenal dema-
rinha em que participa achar-so esgolada a
siimiiia consignada pelo thesouro para as des-
pesas daquella reparticao no corrente anno li-
naneeiro o atoja excedida ; e ordenando, que
mande supprir a referida reparticao dos quan-
tias que precisar para pagamento de suas dcs-
pesas, visto nao serpossivcl parar com as obras
do mencionado arsenal, nem deixar de pagar-
se aos trabalhadores e em pregados e de l-
ser-so os precisos supprimentos aos navios de
armada aqu estacionados.
DitoAocommmandantc do brigue escuna
Leopoldina ordenando por constar, que S.
me. ha assentado praca contra o disposto no
imperial aviso da secretaria da marinha de 31
de Janeiro do anno p. p. alguns individuos ,
remettidos para bordo do brigue escuna do seu
commando sem tereri passado por inspeccSo
da junta de saude e outros exames por onde
se conheca se estao no caso de servirem na
marinha, que d'ora em diante nao assente pra-
ca aos que Ihe forem enviados, sem que rece-
ba ordem para isso conservando-os apenas
bordo como em deposito. Participou-se ao
inspector do arsenal de marinha.
DitoAo inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes, devolvendo as propos-
tas dos licitantes das 1.a e 2.' partes do 6. lau-
co da estrada de Santo Anlao, que acompanha-
rao o seu offlcio de 6 do corrente ; e significan-
do. que approva o contracto respectivo con-
lorme as condiccoes apresentadas pelo enge-
nheiroem chefe das obras publicas.
Dito !)o secretario da provincia cmara
municipal do Olinda exigindo ern nome do
Exm. Sr. Presidente da provincia e em con-
sequencia de requisicao da Assembla legislati-
va provincial que informe, soja contractou a
eonstrucco de urna ponte na passagom em San-
ta Auna conforme determinou o artigo 22 da
lei u. 108 delOdo maio de 1842 e no caso
contrario, qual o andamento quedeo, a es-'
ti disposicao de utilidade publica.
DEM DO DA 9.
Offlcio Ao engenheiro em chefe das obras
publicas significando em resposta ao seu ofll-
cio desladata (9) que pode proceder com as
formalidades do estilo ao recebimento das obras
do terceiro lauco da estrada do Pao do Albo, ar-
rematadas por Carlos Ribeiro Pessoa ; que par-
ticipa estarem concluidas, e no caso de seren
acceitas.Communicou-se ao inspector da.the-
souraria das rendas provinciaes, eao inspector
fiscal das obras publicas.
Dito Ao major commandante interino do
batalhoda guarda nacional de Bezcrros, aecu-
sando recepcao do seu oflicio de 4 do corrente ,
acompanhado da proposta que fez, para o
batalhao do seu interino commando das mu-
dancas, que procedeo nos dislrictos das com-
panhias, e do pedido de bandeira armamen-
to o outros utensis para o mestno batalhao: c
declarando que nao podo ser approvada a
proposta porseresta, segundo as inslrucges
de 14 do setembro de 1838 art. 1. da privati-
va competencia do tenente-coronel, chefe do
batalhao a quem pode S. me. sub-ministrar
as informacoes convenientes tanto a este res-
peito como acerca da alteraca das compa-
tibles para que este informe a cmara munici-
pal o que lor conveniente na forma do artigo
32 da lei de 18 de agosto de 1831 : eque nao
possivelsatisfaseragoraoqueS. me. pede para
o referido batalhad oque **-se-ha assim que
as circumstancias O porinittirem.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, ordenando que mande satis-
faser as duas conlas que lhe remelle M im-
portancia de 7B$9?v vis > S 'Jaeces CGipiu-
dos para o expediente do lyceo desta cidade.
Participou-se ao respectivo director.
DEM 1)0 DA 10.
OflicioAo inspeclor da thesouraria das ren-
das provinciaes, ordenando que no caso de
estar conforme a conta que Ihe remette, man-
de salisnizer a quantia dc32g240 reis, despen-
dida pela delegatura do termo do Cabo com o
sustento dos presos pobres de justiga desde 23
de abril ate 31 de desembro do anno prximo
passado. Communicou-se ao delegado do
Cabo.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da ticte/minando qiie no caso de estarem le-
galisadas as duas contas aue Ihe enva da
despesa feita pela delegatura do termo do Cabo
com o sustento e conduccao de recrutas, man-
de satisfazer a sua importancia que ho do reis
31J7C0.ParticipOu-se ao delegado do Cabo.
Dito Ao Exm. e Rm. Rispo Diocesano,
pedindo em consequencia de exigencia da as-
sembla legislativa provincial, asseguintes in-
formacoes : 1.a so no recolhimento dcN. S. da
Conceicao de Olinda ou do N. S. da (loria
desta cidade ha com modos para se estabelecer
provisoriamente o collegio das orlaas, mandan-
do instituir nesta provincia por decreto de fi de
desembro de 1830, e anda nao estabelecido por
falta do casa ; e 2.a se nocasodeaffirmativa S.
Ex. annue ser o dito collegio fundado em al-
gum dns mencionados estabelecimentos, sem
prejuizo dos estatutos respectivos : e signiflcan-
do-lhe, que muito estimar a Presidencia, que
a instituicao do reerido collegio em qualqner
dos citados recolhimentos niereca a approvacao
deS. Ex.
Rito Ao commandante das armas deter-
minando que faca embarcar na escuna l'ri-
meiro de Abril, que amanha (11) segu para
as provincias do Maranha e Para o alfores de
primeira linha Feliciano Antonio Nu'ncs Relfort,
que veio da referida provincia do Maranha ,
condusindo 50 pracas que siguem para o SU I
no vapor Preteme.Expedio-se a conveniente
ordem para ser conduzido mencionada provin-
cia o dito alferes.
DitoAo commandante do brigue escuna
Leopoldina declarando em additamento s or-
dens que Ihe fora expedidas 8 do corrente
a cerca do deposito de recrutas destinados para
a marinha que Ihs deve abonar, emquanto
depositados os vencimentos correspondentes a
praca de primeirosgrumetes fasendo a escrip-
turacao de similhantcs vencimentos separada do
livro do soccorros a flmde serem indemnisa-
dos pelo arsenal do marinha.Ofllcioti-se res-
peitoao commandante do brigue escuna Olinda,
e ao inspector do arsenal de marinha.
Dito Ao inspector da thesouraria da Casen-
da, determinando, que nao obstante o pare-
cerdo procurador fiscal, ea sua duvida com-
municadaem oflicio desta data (10), mande sob
responsabilidado da Presidencia fomecera quan-
tia, requisitada pelo inspeclor do arsenal de
marinha para as despesas do mesmo arsenal e
navios de guerra surtos no porto; equecom-
munique a execucao desla ordem para se Caser
a netessaria participacao ao governo imperial.
Dito Ao commandante das armas que
mande assentar praca no segundo batalhao de
arlilharia a pao paisano Francisco de Sousa
Cirne que se offerecera para servir na primei-
ra linha : assim como passar-lhe a competente
guia visto ter de seguir para o Rio de Janeiro
no vapor que se acha no porto, a fim de ir
estudar na academia militar, para oque pedio,
eobtevelicenca.
Dito Ao mesmo intelligenciando-o de ha-
ver concedido licenca ao primeiro cadete Fran-
cisco Rafael de Mello Reg para estudar na es-
ina militar da corte ; e de ir expedir as neces-
sarias ordens para o seu embarque e transpor-
te.OfIiciou-.se ao agento da companhia das
barcas de vapor, para faser receber c transpor-
tar a corte no vapor Paraense o mencionado ca-
dete.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da ordenando que mande adiantar 3 meses
dos respectivos vencimentos ao reverendo Anto-
nio de Faria Noves, capellaodo 4." batalhao de
luzileiros c que tem de seguir pora a corte no
vapor Paraense.Expedira-se as precisas or-
dens para o embarque do referido capellao.
Dito Do secretario da provincia ao primei-
ro da assembla legislativa provincial, remet-
iendo para seren piesentes mesma assembla,
copias dos imperiaes avisos de 17 de doembro
uO uiiuu prOjuC puSjCaO c *u ucjmivno ulti-
mo, expedidas pela s rretaria de estado dos ne-
gocios da fasenda sobre a suspensa^ dos & 1.,
>., 12., 15., 1G., e 22. do artigo 36 da lei pro-
vincial n. 94.
r)to Do mesmo ao commandante das ar-
mas scienliflcando-odeter cessado acommis-
sa de que se acha va encarregado o primeiro
tonente de terceira classe Hemeterio Jos Velloso
da Silveira.
Dito Do mesmo ao engenheiro em chefe das
obras publicas, disendo que o Exm. Sr. Pre-
siento da provincia tica inteirado de se ter con-
cluido a obra do tapamento do arrombo deS.
Theresa.
Dito Do mesmo ao inspector interino da
thesouraria das rendas provincias intelligencian-
do-o de ter a assembla legislativa provincial
nomeado para o lugar de porteiro da mesma as-
sembla vago poro liaver abandonado o seu
servenOario Domingos Marques Vieira Jos
Paulino da Silva, para njudantedo porteiro do
continuo Francisco \avler da Silva Mendonca ;
o para continuo Al-xandre Ribeiro de Miran-
da Fontoura. Communicou-se ao primeiro
secretario da asssembla legislativa provincial,
i DEM no da 11.
Oflicio Ao agente da companhia das bar-
cas de vapor, significando, que pode faser so-
! guir para o sul a barca de vapor Paraense, che-
1 gada dos portos do norte, logo que tenha com-
I pletado as 48 horas de estada no porto.
DitoAo mesmo, disendo, queiradar suas
' ordens. a flm de que seja recebido a bordo do
vapor Paraense o soldado de arlilharia Fran-
cisco de Sousa Carnes, que segu para o Rio de
Janeiro com licenca da Presidencia.
ser pagos em vista dos csclarccimontos que so
pedira.
Dito Ao delegado supplente do termo do S.
Antao, disendo que os recrutas Felippo de San-
tiago, Florencio (ornes da Silva e.Manocl Jo-
s do Nascimento Detrito em custodia por tc-
rein allegado isempces.
Commando das Armas.
EXPEDIBTTE DE 8 DO CORRENTE.
Oflicio Ao Exm. Presidento remettendo-
Iho os prets dos vencimentos dos cornetas da
guarda nacional do municipio do Pao do Albo ,
que Ihe fora5 enviados pelo major commandan-
te do batalhao daquello municipio, a flm de
que lhes desse conveniente direccao.
Dito A o. sesmo Exm. Sr., procurando sa-
ber a naturesa da commissao em que est em-
pregado o primeiro tenentc da quinta classe He-
meterio Jos Velloso da Silveira.
Dito Ao inspector da thesouraria, commu-
nicando-lhe em resposta aos seus oflicios de 22
defevereiro e4 do corrento que em ordem
do da de hoje flcavao dadas as provindencias
apontadas nos mesmos oflicios, com respeito
aos recibos dos odiemos nao arrigimeatados.
DitoAo mesmo, remettendo-lhe os pa-
pis decontabilidade do destacamento do termo
do Pao do Albo relativos ao mez do Janeiro .
emquanto que us de Cevei'uiro seria opportuna-
mente enviados com a declaracao da dissolu-
ca do dito destacamento.
Dito A o tenente-coronel commandante do j
destacamento da ilha do Fernando, disendo-1
Ihe que pelo capitn Joaquim de Pontes Mari-
nho se lho remettia para pagamento do desta-
camento at o ultimo de fovereiro deste anno,
a quantia de 3:1468680 reis sendo 2:6743480
reis, portencente as pracas de arlilharia; reis
148S800 as de artfices ; reis 2823600 as do de-
posito ; reis 40^800 a de ca vallara devendo o
pagamento ser elToctuado pela forma que indi-
cavSo as relaces quo se Ihe tansmittia.
Dito Ao mesmo participando-Ihc que
o capito Pontos Marinho levava mais a quan-
tia de 430^770 reis, importancia dos voncimen-
los das pracas que ora destacarao para a ilha ,
a contar de 11 ao ultimo do corrente mez, hin-
do pagas at 10 do mesmo.
Dit) Ao major commandante do batalhao
de guardas naeionaesdo Pao do Alho eommu-
nicando-lho em resposta ao seu oflicio do 1. de
Janeiro hoje recebido quenaS Ihecompotin-
do promover o pagamento dos cornetas da guar-
da nacional tomara o acord de enviar os
prets dos cornetas do seu batalhao, ao Exm.
Presidente, para lhes dar destino.
Dilo-Ao delegado supplente da freguesia de Pe-
dras de Fogo, disendo-Ihe, que flcavao dadas as
providencias,para que fosse pago da quantia de
68,S'fO0 que por imprestimolhe tomou em no-
veinbro do anfio lindo o tenente Cesar de Mello,
para suprimento do destacamento a seu mand".
Dito Ao delegado supplente do termo do
Pao do Alho disendo-lbe que remetiera a
thesouraria para serem pagos os papis de con-
tabilidade do destacamento pertencentes ao mes
Thesouria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE l(i DO PASSADO.
OITicio Ao Ex.mo Presidente relativo ao
pagamento dos vencimentos do cirurgiao Joao
Tliemotoo d.\ lloclla (alvao.
Dito Ao procurador liscal da thesouraria ,
com a conta do que ost devendo, o casal do fal-
lecido l.uiz Jos de Araujo para proceder na
conformidadeda le.
Dito Ao contador da thesouraria parte-
cipando, ter o deputado supplente por esta pro-
vincia quinta legislatura Venancio Henriquo
de lesendc recebido pelo tliesouro a ajuda do
custo de hida.
Dito Ao inspector da alfandega desta cida-
de remetiendo cinco exemplares da alteraca
das avaliacoes dos globos e cpulas, pertencen-
tes 8.a parte da pauta das alfandegas parase
por em observancia.
Dito Ao mesmo, participando ter sido in-
deferido o requerimentodo correio, o continuo
da alfandega, em quo pedirao augmento do
ordenado.
Dito Ao mesmo sobre o examc classi-
ficaco e escripturacao das despezas ci'aquella
reparticao.
Dito Ao mesmo, remetiendo duas collec-
edes completas das luis, decretos e decisocs do
governo dos anuos de 1839 e 1840.
Dito Ao commissario fiscal do ministerio
da guerra em resposta ao seu olcio em quo
podio providencias para concluir-se o procuso
da classilicacao da conta do me/, do dezombro
ultimo.
DEM DO 1)1 A 17.
Oflicio Ao Ex.mu Presidento, informando
o requerimento de Manoel Francisco de Mou-
ra em que pedio por aforamento os terrenos
alagados, (pie oxistom no lugar de Fora de Por-
tas em frente aos terrenos de Jos da Cunta
Teixcira e outros.
Dito Ao mesmo Ex.rao Sr. sobre os sol-
dos que so devem As pracas do corpo da armada,
0 s dos novios ora existentes, e das despesas quo
em Janeiro ultimo se (zorito com o pessoal o
material da enfermara da marinha.
Dito Ao commandante das armas da pro-
vincia, dizendo quo as guias dos ofliciaes du ba-
talhao provisorio desta provincia hoje quarto
de fuzileiros do exercito, que requisitou em seu
oflicio j l'oro remeltid ;s ao ministerio da guer-
ra pelo commissario fiscal respectivo.
Dito Ao procurador liscal da thesouraria ,
dando os esclarecimentos, que exigi Acerca do
diversos devedores da fazenda.
dem do da 18.
OflicioAo Exm. Presidente, com os pa-
pis relativos a avaria que snfTcra as pecas de
fardamento do terceiro batalhao de artilhoria ,
quandoembarcou para a corte em abril do an-
no p. p.
DitoAo administrador da reecbedoria de
rendas internas remettendo as certides pas-
sadas pelo escrivao da disima da chancellara ,
a fim de proceder a sua cobranca.
dem do da 20.
Offlcio Ao Exm. Presidente, aecusando a
recepcao dos exemplares do decretos e das de-
cisoes do governo, quo forao remettidos em.
ofllcio de 1( do passado.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. a respeito das
cinco luses que exlstiao na oseada e corredo-
res do collegio.
DitoAo contador da thesouraria, remet-
tendo por copia para sua intclligencia diver-
sas ordens do tribunal do thesouro publico na-
cional.
Dito Ao procurador fiscal da fasenda sa-
tisfasendo com a informacad do administrador
da tecebedoria de rendas geraes internas, a exi-
gencia que fez a cerca do debito de Manoel Al-
ves (i tierra.
liifrt _* 0 nHrmjrjjefrnrtrir rt rno^a do imntn.
.
|


9
lado sobre o recurso de Luiz Antonio Annes
acomr-, que acompanhou oseu ollicio de 24
de dezembro ultimo da apprehensao de urna
caixa de assucar.
PERNAMBUCO.
:
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da \6."scss(loordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 21 de
marco de 18i3.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada acharao-se presentes 26
Srs. deputados faltando com participado o
Sr. Lopes Gama, e sein ella os Srs. Mello, Ma-
noel Cavalcanti Machado Itios, e Dantas. O
Sr. Presidente detlarou aherta a sesso ; foi li-
da e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIKXTR.
Um requerimento de AntonioNunes de Mel-
lo procurador d i Cmara Municipal da Cida-
de de linda pedindo approvaoao da gratifica-
cao annual de 200,000 reis que Ihe fora con-
cedida := Com. de Negocios das Cmaras.
Foi lido o licou adiado por ler pedido a pa-
lavra o Sr. Lobo o seguinte parecer: = A Com.
de Commercio Agricultura &c. he de pa-
recer, que seja consultada a Com. de Orcamen-
to sobre a protenco do Baofaarel Formado Bar-
ros Palcfio reserva ndo-se a emittir o seu juizo
depois de ouvida a referida Com. Fala das Com-
mssocs da Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco 1 de Mano de 1843. = Costa =
Carneiro da Cunta.
ORDEM DO DA.
Entrou em 1. discussao e foi approvado o
projecto de Lei do Ornamento Provincial. Con-
tinuou a discussao do parecer da Com. especial
sobre a indicacao do Sr. Neto para se pedir am-
nvstia a S. M. o Imperador para os compro
mettidos as ultimas desordens de S. Paulo, e
Minas : encerrada a discussao foi approvado
o parecer para que se nao pedisse a referida arn-
nystia. Continuando a 2.a discussao do pro-
jecto de Lei da lixaeao da Forca Policial, o Sr.
Lid pedio licenca para retirar a sua emenda, e
foiMe comedida.
Encerrada a discussao foi approvado o ar-
tigo primeiro.
Ao Artigo segundo vierto mesa as seguintes
emendas, e re luerimentos, que depois de a-
poia|los, cntrarao em discussao: =doSr. Bar-
ros Cavalcanti : as a organisacao do referido
corpo ser a que actualmente existe : sss do Sr.
Pereira de Carvalho, supprima-se o Artigo se-
gundo, e em seu lugar suhstitua-sc o seguinte:
o corpo de polica conservar a actual org ini-
saco (cando o Governo autorisado para ele-
va l-o 000 pracas quando o julgue necessa-
rio : salva a redaeco : = do Sr. Neto requeiro
o adiamanto da discussao do projecto da forca
Policial por 3 dias se antes nao comparecer o
seu respectivo autor : = do Sr. Pereira de Bri-
to quesepecao informacoesa Presidencia; 1."
se existem soldados do corpo de Polica servindo
de Amanuense, e Portciro na Secretaria do
chefe de Polica segundo se a msica do cor-
po he composta de soldados do mesmo : == do
Sr. Beltrao Suprimao-sc as palav.as com
tanto que at o fim : do Sr. Neto : -- Ao
artigo 2. acrescente-so deduzido da presta-
cao feita pelos cofres geraes para supprimento
do dficit : -- Dada a hora ficou adiada a dis-
cussao O Sr. Lobo requeren a urgencia da 2a
discussao do projecto de lei do orcamento pro-
vincial e o Sr. Beltrao do projecto n. 3 (leste an-
uo com preferencia a outro qualquer. Depois
deapoiados estesrequerimentos foi approvado
o 1. eregeitado o 2.
OSr. Presidente deo para ordem do dia a
mesma de hoje em 2a discussao da lei do or-
camento 2a do projecto n. i de 1840 e 1*
do n. 8 deste anno e levantou a sessao.
Pedro Francisco de Paula Caralcanli de Al-
huquerque presidente Francisco Joo Carnei-
ro da Cunha l. secretarioAntonio JosdeOli-
veira2." secretario.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
A FRAGATA CONSTITUigO.
A fragata nacional Constituico que segu
para aples dentro de poucos dias tern sido
visitada por grande numero de pessoas, que de-
sejo ver e admirar o asseio e depurado gosto
com que orao aderezados os aposentos destina-
dos futura imperatriz do Brazil. Daremos
una resumida descrip-ao desses aposentos, pa-
ra que os nossos leitores das provincias passao
formar alguma idea daquillo que nao podro
ver.
Sobre a tolda da fragata e junto popa ha
um camarim dividido em um salao e dous
quartos. Estes quartos sao destinados ao che-
fe da expedi mandanle da fragata o 5 r. Maia. O salao, que
o lugar onde >. M. a Imperatriz poder vir
tomar ar est pintado de branco com filetes de
ouro, ornado do sanefascr do rosa, e tem
dous sofs de marroquim e cadeiras de gonca-
lo. A mesa de Jacaranda que oceupa o cen-
tro do salao est muito bem acabada.
Descendo-se ao conv6s por urna elegante es-
cada de xadrez entra-se em urna vasta ante-
cmara muito clara hcui arejada e alegre ,
tapetada de oleado leito na fabrica imperial
de S. Christovo. Aos lados desta antecma-
ra achao-secollocadososcamarins dos Exms. ern-
baix.alor mordomo-mr veador medico e
capello guarnecidos todos tanto interna
como externamente, do mais bello vinbatico da
Baha. Oscamarins dos grandes officiaesda
casa imperial e damas sao ornados com leitos de
Jacaranda e commodas do mesmo e com cor-
tinados e sanefas de chita abrilhanlada fran-
ceza.
Esta antecmara separada da bteria por
urna cortina de damasco azul claro e o mas
tro da gata acha-se mascarado por mu elegan-
tes rotulas de vinbatico que formao umavastis-
sima copa.
Desta antecmara passa-se a sala do jantar ,
onde as anteparas sao todas de pao setim o de
mogno no maior grao de luzirnento. O centro
oceupado por urna grande mesa de irirb ro-
sa e um rico bufete da mesma madera com ele-
gantes guarda-loucas. As cadeiras sao de Ja-
caranda estufadas de marroquim cor decin-
za. Dous grandes espclhos ronteiros reprodu-
zem as juzos que recebem de diversas partes e
dao maior realce a este salao. E' aqui que se
arma o altar porttil onde se celebra a missa. Es-
te altar inereceu-nos um minucioso exame. O
crucifixo os casticaes e o calix todos de pra-
ta sao de primoroso trabalho feito pelo Sr.
Manoel Theodoio Xavier. O missal lo guar-
necido pelo Sr. Marn com fechos de prata
dourada de um trabalho minucioso. O orna-
mentos e paramentos sao todos de Ihama lina
de ouro e amarellos, que segundo os privi-
legios da casa servem em todas as epochas : 6
obrado Sr. Ignacio Joaquim dos Santos. O
rosto do altar sabio das officinas do Sr. Lger.
As sacras leitas mo pelo Sr. Boulanger ,
sao dignas de particular atloncao.
A bombordo ha dous camarotes, um para S.
M. a Imperatriz e outro para a Sra. marqueza
camareira-mr a a estbordo outros dous ca-
marotes um para a dama e outro para a aca-
fata.
Passando-se cmara da Imperatriz aug-
menta a elegancia e riqueza dos adornos. E'
vasta e alegre ; as anteparas sao de mogno e
limoeiro com portas de venesianas de made-
ra setim divididas por columnas de mogno
da ordem inica com capiteis dourados. O
tecto branco com filetes de ouro. Tres gran-
des espelhos em ricas molduras douradas aug-
mentao o reproduzem acamara. A caixa do
leme de Jacaranda e tem no centro um es-
cudo com as armas do Brazil o da casa de Bour-
bon coroadascoma coroa brazileira em ma-
dera de setim encrustada e revelada de ouro.
Os emblemas das armas do Brazil e de aples,
como espheras, estrellas, flores de lyrio ect.,
espalhadas nesla peca do-lhe a elegancia de
um movel rico collocado ali exressamente para
ornamento do salao. Sobre esta peca de bom
gosto est o retrato de S. VI. o Imperador ,
que 6 um dos mais scmelhantes que temos vis-
to ; obra do Sr. Baradier. Os ladosso
guarnecidos por dous sofs e fronteiro fita
outro de madeira setim com festoes de jcaras
d cujas flores fazem o effeito do camafeu :
este rico e fino trabalho do Sr. Marcos Ferrcz.
No centro deste salao notamos urna mesa de
Jacaranda marchetada com quarenta e quatro
qualidades de madeiras do Brazil, que faz sum-
ma honra ao artista que a atabou. E' um mo-
vel digno do servico a que foi destinado. Dez
tamboretes cm forma de A' guarnecidos de
velludo verde com franjas de rctroz branco, or-
no esta cmara. Todos os mais movis sao
estufados como estes e todos tem as letras P. T.
iniciaos de SS. MM. II. A parte superior da
cmara guarnecida por urna sanefa de cabaia
branca e verde, com bambolinse franjas de
retroz dessas duas cores. O tapete fino e ha
diferentes sobretapetes de velludo carmesim.
Esta cmara tem capacidade para mais de 2i
pessoas.
A estibordo ha um gabinete de trabalho ,
que servir tambera de casado banho e de bi-
blioteca. Tem um rico sola amarello um
bastidor urna mu rica mesa de costura dexa-
ro cora utensis de marfim lavrado urna caixa
de jogo e urna caixa de pintura.
No gabinete correspondente a bombordo, ha
um toucador que tem por principal ornamen-
to urna almofada de allinetes sustentada por
urna serte, imagem de Parthenope alm de que"desacredito essa capacidade exclusiva
varios objectos de prata dourada. Este gabi- d(' I110 elle se faz Senhor' Se nao tem ver-
neto de toilette
I los e outros
ni i.ilii' a ,lile,,,,,,, uus Muiiiics
hnfArin ~;,tM,. a i i i "''dad uto assim lie, maseu lie dnei que o
121 5" P C : fP2 Tra i S,'",,or' rlja" representou tristissimo pape"
e marcadas com as armas combinadas de SS. j n'essa accusacffn une fe-, no Prm. -:'...
MM. II. tem excitado a admiracao de
quantas pessoas as tem visto p la delicadeza do
trabalho. Esta peca, onde nada esqueceu do
til e agradavel, no seu todo a obra mais per-
feita que pode imaginar-se: obra do Sr. Mar-
tin. A caixa foi feita pelo Sr. Lger e a es-
culptura peloSr. Ferrez.
Do gabinete de toilette passa-se ao quarto de
dormir da Imperatriz que se possivel so-
bresali a todos os demais aposentos em gosto e
magnificencia.
O loito no qual os Srs. Lger e Ferrez em-
pregrao todo o seu tolento de Jacaranda e
setim tem o feitio a que se d o nome de bo-
teau ou canoa c descansa sobre quatro cisnes
de Jacaranda na posieo dormente. Dojsfes-
tGes de papoilas do Jacaranda sobrepostas ao
setim ornao-lhe a frente e um dragao de
ouro sustenta o cortinado, que de fina etrans
prente musselina branca ornado de franjas
de ouro. Urna coberta de seda branca chama-
lotada com transelins e canutes de ouro e
dous travesseiros de apparato cobrom o leito.
Fronteiro a este acha-se um guarda-|oias de se-
tim e Jacaranda collocado na cavidade ou del-
gados que neste lugar aprsenla o costado da
fragata o qual quadrando o camarim Ihe
d extrao diara belleza e commodidade. As
cores virginaes branca e azul orao aqui
empregadas com muito gosto as sanefas e cor-
tinas. O pavimento tapecado de velludo car-
mesim ; o tecto branco
Os objectos de sirgueiro sao da execucSo do
Sr. Palhares.
A' cabeceira do leito e ao lado existe um pe-
queo oratorio e no centro urna pndula de
repetico de tal sorte collocados quo a Ira -
peratriz ao deitar-se e ao levantar-se pode di-
rigir suas oraces a Dos, e s escuras saber
que horas sao.
Nao vimos a baixella de prata que vai a bor-
do destinada ao servico da Imperatriz ; mas
assegurao-nos que rica o de bom gosto. Nao
sabemos tao pouco quem presidio a estes tra-
balhose enfeites, mas nao podemos deixar de
confessar que essa pessoa quera quer que seja,
deu provas do gosto o mais depurado.
Faltaramos ao nosso dever se dcixassemos
de pagar nosso fraco trbulo de elogios w quem
presidio a estes trabalbos e enfeites: confossao
todos que essa pessoa, que nao nomeareraos pa-
ra nao offender a sua modestia deu mais de
urna vez provas do gosto o mais depurado.
Tendo dado urna succinta discrpeo dos a-
posentos da Imperatriz talvez nao fosse fra
de proposito di .er alguma cousa da fragada co-
mo vaso de guerra ; mas a tanto nao nos aven-
turamos nos, que nao somos da profissao e
receiamos evocar a susceptibilidade de muito
gente que talvez por entender da materia
mais do que nos achou a fragata no seu pa-
pa re lio asseio interno guarnicao artima-
a disciplina etc., ect., um modelo de
perfeicao. Nao podernos porm, rematar
este artigo scmdizcrque os oliciaes recebrao
os visitantes com a maior afabilidade e com ma-
neiras muito urbanas.
Coi municados.
J tardava um elogi o aoSenhor Deputa-
do Lbano assim como se demoravfio os in-
sultos aos honrados Representantes d'esta he-
roica Provincia, que animados de senlim..n-
iosnobres, e possuidos de ideias eminente-
mente superiores as d'aquelle DeputaJo tem
patenteado na Cmara respectiva a perfidia de
suas aecusaces contra o Exm. Bano da
Boa-Vista, mas em fim tudo appareceo. O
Communicante do Diario novo de 11 do cr-
lenle que se assigna em duplcala V., es-
tirando a tarefa a todos os respeitos ignobil ,
pensou sem duvida terdado bum passo de gi-
gante, quando tracou os encomios, queso
conten no seo Communicado, equenaver-
dade nfto devem ser acceitos pelo Sur. Urba-
no se ainda Ihe resta consciencia para poder
avaliar a moralidade de suas acc/ies e co-
nbecor o desapreciamento em que sao tidas
suas despeilosas arguices. Amistado poresse
Ilusorio pensamento, que so exprime a mais
completa abenegacfio de todos os principios
de decencia publica o referido Communi-
cante principia a elogiar o seu hroe por ha-
ver manifestado em pleno Parlamento os des-
varios, oserros, os caprichos, e as arbitra-
riedades do Exm. BarHo, e acrescenta, que
elle referva factos authenticos, e entre ou-
tros o assassinato de Antonio Francisco do Bo-
go e o acontecimento que tivera lugarcom
o Mestre do Brigue Aurora Ora perguntarei
a esse panegerista do Snr. Urbano, se elle
nao tem peijo de hir procurar materia para e-
Offiar o seu querido ifaquelles actos de sua
vida publica, que mais aviltHo sua pessoa,
II IMIM I.. ....... ,.l!i -________________'1__1_ i
Cmara quatiienal. Com effeito quem ha a-
hi, que leudo os jornaes da Corte noconhe-
ca o mo acolliimento, que tiverao na Re-
presentacio Nacional as palavras do Snr. Ur-
bano, quando elledespeitoso bradava contra
esse Cidadiio prestante que tao valiosos ser-
vicos tem feilo ao Brasil nteiro?! Quem nao
perceber o deslenlo, com que elle portou-se
quando vio o seo requerimento combatido
por elevadas capacidades e despresado en-
trar na poeira das nullidades? So o Commu-
nicante do Diario novo, parece tudo isto igno-
rar, mas perguntai'-lhe-hei o que responden
oseovalente athleta aos Senhores Nabuco,
Maciel Monleiro, Aguiar e outros, quando
patentearao odesairozo rancor que acompa-
nhava sua impertinente accusaclo, e prova-
rlo a improcedencia e falsidade d'ella ? O
que disse quando o convencerlo de. haver al-
terado as circunstancias do factoacconteci-
do como Mestre do Brigue Aurora ? Deslruio
acaso as rasoens, que exhibirfio os defenso-
res do nohre BaiTioa prol do interesse que
elle tomou pela salvacfio do SenhordoKn-
genho Ginipapo?! Disfez a cada de racio-
cinios produsidos para mostrar, queocrime
commettido contra a pessoa do Mestre do Bri-
gue Aurora fora militar e nao civil?!
Provou que a Proviso de 20 de Outubro do
1831, emque fundou-se o Delegado d'estaci-
dade nio era legislacfo vigente, e observa-
vel, eque o Exm. BariTo tinha obrigacjlo de
demorar com detrimento do servico publico a
saludado Comandante daEscunal." de Abril
para a Capital do Imperio em quanto os Tri-
bunaesCivisaveriguava'o ofacto, que Ihe era
imputado?! Demonstrou, que sem aassis-
tencia d'esse Comandante nao se Ihe podia
formar a culpa caso para isso fossem compe-
tentes as Justicas ordinarias? Nada d'isto
fez, logosfo mmerecidos, eintempestivos
os aplausos, que Ihe d o Communicante do
Diario novo, o qual, se nao he balordo, de-
ve convencer-se da insignificancia de suas li-
sonjearias.
Seo Snr. Urbano, interessado, como mos-
tea ser em faser aecusa^oens a esse homem
magnnimo a quem nao pode igualar, ti-
vesse ao menos a generosidade de no princi-
piod'ellas, declarar, que he rancoroso ini-
migodo acensado, alguem haveria de boa f,
que Ihe desse hum elogio pela franquesado
sua declarbalo, e nada mais, porem elle
sempre falla omettindo esta circunstancia
essencial, elle aecusa sem lialdade nao do-
cumenta a sua accusa^To, e o que se poder
diser de semelhante aecusador? Parece-nos,
que sem injustica o poderiamos appelidardo
detractor, a quema inveja tern transviado
das boas regras da equidade.
Em verdade quem se nio espantar vendo
o desabrimento, a Ilimitada vehemencia, a
falta de delicadeza com que o Senhor .'rbano
aecusa a administrado do Exm. Bar3o? Quem
se nao admirar vendo o mesmo Senhorrefe-
rir factos tirar d elles corollarios, e preten-
der tudo provar com as correspondencias im-
pressas no Diario novo ? Se se trata de as-
sassinatos boje tao frequentes no Brasil intei-
ro, eis o Senhor Urbano aecusando oseu no-
ble e generoso adversario. SehumEmpre-
gado Publico sendo enearregado de importan-
te com missao por desleixo, ou negligencia
deixa de satislazer a espectativa de quem
nelle se confiara nova acensadlo he feita ao
Ilustre BarSo peloDeputado aecusador. Se
finalmente a populosa Cidade doBecifepos-
sue urna Allandega um Palacio e um Caes,
de que a lautos annos careca, ainda urna ac-
eusacfio troveja contra o preclaro autor de
tilo necessarias editicac^es. Tanto aecusar
n9o indica por corto urna convierto sincera!
Ga I.
te ornado por tres bellos esne- 8n* ''(' cantar o hymno do triumfo, quando
movis elegantes; mas o que niais seo Predilecto acaba de ser completamente
nfao dos visitantes o esplendido !%?; S^m uv,t,a me re*P*te> <*w
^/il HU II
i iuiciii quem pe guuiasse ao se-
nhor Urbano, por que motivo elle nfo aecu-
sa corlo Magistrado que sendo por elle bem
condecido estivera em una das Comarcas do
Norte d'esta Provincia, aonde desgraciada-
mente naocurnprira com seos deveres, can-
tes obrara expressarneiitecontra elles, dei-
xando imperl'eitos muitos actos que tem de
ser origem pe rendidas demandas, que res-
pondera esse Sendor? Sem duvida dira ,
que o Exm. Barflo tao bem de responsavel por
aquelles actos e llie faria tremendissima aecu-
sac&o, por que em im o Sendor Urbano pa-
rece estar persuadido, que S. Ex.* deve car-
regar com a responsahilidade dos abusos que
practicar o Poder judicial. E he a um ho-
mem que assim pensa, a humDeputado que
aecusa sem prova o mais distincto Agente do
Poder executivo, queexbc como documen-
to authentico urna correspondencia impres-
sa no Diario novo, que declama rencorosa-
mente na Representado Nacional, eque se
mostra Inspirado pelavingancaa mais activa,
que o Com mu ni can te d'aquelle Diario tecee-
logios tao solemnes? Ah que se o Senhor
Urbano merece encomios, tao bem encom-
eos se deve tributar aos detractoresdo mrito
aos mojosos, e a todos aquelles, que vi-
ven] em progados no tremedal de paixes
mesquinlias.
E o que diremos nos do Snr. Nunes Macha-
do que lio o segundo hroe dos elogios?!
Sobre osle Sur. julgamos, que pouco deve-
nios dizer, porque he perder o nosso lempo.
Seo Sur. Urbano fez tristissimo papel em suas
aecusaces, o Senhor Nunes representOUO
mesmo milhes de vesos para pior. O Sur.
Urbano com quanto nao appresentassc fore<
laciocinadora e divagasse pelo rido cam-
yv das supposi^oes, e possibilidades fallo


ao menos na lngoagem do sen costume, em-1 ueuencia nfo foi dado em lugar de dinhoiro.i
hora depois recuasse diante dos dignissimos qa.iju se lhe pedia. Nio ha duvida que ste
deffensores do i Ilustre aecusado; o Sor. Nu-
nes porem nada mais fez de significativo a-
II'. V*"M .. ..-. ... *- .-}--. >..rf y
]cm dos apartes (jiie deo, do que declarar,
qufl havia procedido a muitos Coiicelhosde
guerra sem que previamente tivesse forma-
do oi Concelhos de Investgacfo. Que pti-
ma rasao para sustentar huma accusacao!
Felismente porem o Senhor Nunes nao gQsa
linda d'essa inmensa roputaco literaria ,
que reveste as opinioens individuaos de huma
jorca imperativa e que estabelece huma es-
pacie de crenga em seo favor e por isso po-
demos afoitamente dizer, (pie nem a sua pra-
ctica, alias absurda a muitos respeitos po-
da ser observada por un homem de bem
formada inteligencia comoheonobre Bar.lo,
nem a falta de observancia d'ella heargumen-
to valioso para provar a existencia d'essa ima-
ginaria proteccao, que diz elle e o S mhor
Lrbano ter sido faita aoaggressor de Mestre
do Brigue Aurora.
Concluindo este artigo diremos o Com-
municajte do Diario novo que se he com a-
plausos d'este genero que elle procura no-
tabelisar os seos hroes se h por este mero,
uue elle pretende grangear-lhos a simpathia
Provincial, e com ella a reeleic,io futura,
por certo nenhum resultado obtera, por que
a populacho conscenciosa nfo deixa de estar
espreitando a conducta d'esses Senderes
para com aquelle de quem outr'ora tantos
ollicios de amisade recbenlo; assim tfio bein
nada conseguir com as insinuares, que
faz acerca do Senhor Nbuco porquanto es-
te distincto Brasileiro ser sempre recom-
mendavel entre o Povo Pernambucano, que
sabe apreciar oseo mrito talentos e vir-
tudes. Basta por ora, brevementevottare-
mos o assumpto, se assim o exigir o Com-
muDicante do Diario novo.
B.
lado he honorfico e graciiVso poi nutro he
elle huma recompensa devida ao mrito be
o frueto de estudos, fadigas, e vigilias. Que-
rer negar o amigo do offendido que se-
ja verdico o Alvar de que fallamos, preten-
der sustentar que este documento he fhcto
de nossa invenefio, ou fabricado por alguem ,
para conseguir finsoceultos, ou alcancar coli-
sas i mmerecidas!J Pode ser que a tanto che- rn
gue o arrojo ; mas declaramos que islo nem ; pois uue Monarpha se acha
nos be familiar, nem que o Sur. D. Francis- ine o awt!arla1'"' dada depois
co costuma ornar-se com as pennas do pavita,
oque tal vez nao possa dizer muita genio.
O terceiro titulo he o de membro da Sagra-
da Congregado do Index se acha assignado
pelo punho do Cardeal Mario Mattei, Ministro
poder-se-ha, di/.omos, nlgar que esseho-
nii-ii <>nraioso uue asstsda as victimas do lla-
II.I.IUSC IIH- ucuia. ira.;iiuuuuMWW lili ,11 COI ajo' >1 ...., ha liiinl in.li-
uio he gracioso, por que emana da vontadee (ello, que acoutou a Europa, tic. iuiiuindi
Real; mas para b'tel-o nao be menos preciso i viduo'ordinario? Por estes ttulost se V que
trablho, talento &c., e, por isto, se por hum o Sur. D. Francisco, i '?.
III. \l. '!'......J "------------ ,
em Portugal exercra actos decrueioaue, "
vinganci como se te assoalhado; poret-
lesa mais dura incredulidadc se convence de
que a vida do Senhor Dora Francisco lie
brilhante de virtudes e de gloria. Aca-
so silo arrancados da singeloza do infeliz
,.\ Monarcha os ttulos que citamos, co-
m, diz o amigo dooffenddo? Asdataspro-
v,,, mubeni que nenhum foi alcanzado de-
deslronisado ,
pois que o S.mhor
..))in Miguel reside em Roma, ella prova
queoSor. D. Francisco fi trme em suaso-
piniOeS i (lue nao he do numero daduelles
que se tem querido bandear ao partido con-
trario, fQ dada en lugar de humattest
no
, voiu oiio "-Jur. 1). Francisco se achava do as dalas fallan, quando os Re
em exercicio. e aindahoje, caqui mesmo lahiestfie? Nobeisto infamar o
nao foi despido desteencargoj por quanto elle
he vitalicio. .Nenhum titulo semelhante nos
consta q'anda tivesse tidoPortguezalgum.e
sto he huma prova irrefragavel do mrito,
talento c virtudes do Sur. D. Francisco; pois
qna
igulamntos
crdito, a
heia; nao he islo mentir despejadamen-
te ? Poder-se-ha dizer que o titulo de Mostr
I o arrancado, em vez de dinhero, quando
temos o Cap. 9." da Part. 3.a das Constitui-
e-s dos CnegOS Regulares approvadas pelo
i.iiciiu h viriiiui'i iio.-iiii. i, rrancisco; pois coas nos uuiiokus no*uinicoap|"a yw
que nio tera sido nomeado para fazor parlo Papa Pi <>.", em que se ve tudo quanto se
ile huma CongregaQflO, que tem deexami- exige no concurso do lugar de Mostr do Or-
nar todas asobras que se publico no miin- dem ? Acaso o titulo de Membro da Sagrada
do catholco, se nq rosse revestido das quati-
dades indispensaveis a bum Censor. Nao crt*-
Soltem-se os raios da ira desfeichem em
eblasfmias-as lingoas, contra o noiso amigo,
diga o quequizera malvola inveja: nao nos
aterramos com insultos nem nos callamos;
por que insultos nao sao argumentos ete-
rnos sobeja razo de nosso lado, alem do di-
reito em que nos estribamos, e que ainda
que queira, nio pode destruir o amigo do of-
fmdido.
No nosso communicado, sendo nossa in-
lenclo somente tornar publico hum proceili-
mento extraordinario, e que olfendia a digni-
dade do SenhorD. Francisco, para com islo
mostrar aquellos que onao conbecem, quem
era esse homem, que a inveja de seus compa-
triotas, e o amor proprio tem trahalhado por
desacreditar, e dezejando corrigir o offensor,
apresentarfios, quatro argumentos fundados
en documentos, e pelos quaes claramente se
va que o Sur. 1). Francisco podia trazer so-
lideo pretext de que se servio seu aggres-
s ir para insultal-o ; mas huma nuvem de a-
duladores se formou, e hum delles se pre-
senta sob o nome de amigo dn offendido ,
e, sustentando que havia direito obrigaefo
mesmo de reprehender, e sem que houvesse
destruido nossas razes ou o valor dos do-
cumentos, parece duvidar de nossa boa fe; c
cobrindo o nosso amigo de insultos, e in-
ventando contos, ou calumniando, nos for-
ra a defender-mos os diretos que quer calcar
aosps, ea importunar-mos ao Publico com
lisousses, que lhe sao fastidiozas.
N'inguem pense que sejamos capazes de
citar documentos uue nfo tenbamos visto e
examinado, nem artigos de Regulamentos de
OrdensReligosas.seellesnfio existissem; por
quanto alem de repugnar ao nosso carcter ,
sabemos que em casos taes melhor e mais
prudente he calar do que encetar huma dis-
cussao, que tornar-se-hia manca por falta
deprovas, e chamara sobre nos o_imlam;n-
te epithoto de mentiroso como vai agora su-
ceder ao *- amigo do offendido.
Os ttulos que citamos, e mais alguns, que
temos e que nos forao confiados pelo Sur.
D. Francisco nao sao copias, e sim verdadei-
ros authographos, assignados, datauos, e
reconhecidos, eimpossvel he, examinaiiuo-
os, sustentar, ou dizer, que sao falso*; e
por sto, de boa vntade perdoamos ao a-
migo do offendido que parece duvidar de
nossa boa fe, deixando para que o Publico
lhe faca a devida justica.
O primeiro titulo o de Mestre da Ordem ,
----------......r--------------,--....... >"""< .m......
mos que seja possivel negara Veracidade do
ttulo de q' tratamos, attentasas formalidades
(]iie nelle ,c eneontrao, e o amigo do offendi-
do, se duvida, pode mu fcilmente, o
por va do nosso Fncarregado de Negocios em
Roma, obter as precisas informacos, e as-
segurar-se de sua autenticidade; masantes
de fazel-o he preciso que nfio negu ; por
ipianto para contostar-se a veracidade de hum
facto lie necessario que se prove a sua falsi-
dade e como nao o fez nao o possa l'azer,
pemrecejemos, sertaxadode mentiroso at
que aprsenle os noeessarios documentos que
eontrariem o nosso dito, e provem que so-
mos impostores.
O quarto titulo o de Prior daSerra, be
passado por D. JoSo da AssumpQo Carneiro,
do Concelho deS. M. F., I). Prior Coral, e
I). Francisco de Jezus Mara Jozo, Vico-Secre-
tario; est datado de -de Abril de 1STT. Es-
te titulo nfo he honorario; he sim Obtido por
eleicflo o deve 0 amigo do offmdido no-
tar pela data, em que foi passado, qti" o Sur.
1). Francisco j se acliava em Roma. Para
que huma tal eleC,8o recabsse em favor do
Sur. P. Francisco, emigrado Realista ora
preciso que, alem dos conhecimentos, tives-
se reconhecidas virtudes; por quanto esta
claro qii" se fsse de hum talento ordina-
rio
Congregado do Index, concedido esnonta-
neamente pelo Papa Gregorio 1<> foi dado, poi-
que o Senhor I). Miguel nlo poda dardinbei-
iii' Nfio v que o S. Padre sotinba que re-
ede huma vida commum, nao tera si-
do embrado, e em Portugal haveriao mem-
bros de sua Ordem que estarifio em mulle-
res circunstancias ; mas diramos que o Sur.
I). Francisco foi nomeado sein queosoubos-
se com antecedencia sem que houvesse po-
dido e depois que toda a Ordem por meio
do seu Ceral, teve certeza de que o Sr. D.Fran-
cisco era sempre o mesmo homem isto he ,
homem de huma vida exemplar e virtuosa.
Os conhecimentos, ecostumes do Snr. D.
Francisco se achilo lora de duvida, e demons-
trados por diversos documentos authenticos ,
dos quaes vamos apresentar alguns, para que
o rubiieo COnhqca a razo que tainos de duf-
fenderesse homem tio meritoso.
O primeiro documento he passado em Ro-
ma em Feverero de 1839, e vem assignado
pelo Aubade de S. Pedro ad-vincula I). An-
tonio do Valle. O segundo he passado em
Julho de 18-2 e se acha assignado pelo mes-
mo \bbado, e reconhecido pela Legado Bra-
sileiraem Roma. O terceiro he passado por
D. Fortunato de S. Boaventura Arceluspo d'E-
vora, em 9 de Junbo de I8i0, stobe, an-
uos depois da emigracao do Sur. 1). Francis-
co. O quarto be passado pelo Ceral da Ordem
I). Joze da Assumpcao Carneiro, em Elvas
aos -2\ tic Maio de 1834. Estes trez ltimos
documentos silo tro honrosos, e tao convin-
centes, que nao podemos nos dispensar de
os transcrever no lim d'este artigo para que
alguns duvidosos ou intrigantes que por
aquitemespalhadocalumniasealeivesem de-
sabono do nosso infeliz amigo, fiqueni con-
fundidos, e sejo conhecidos daspessoas son-
satas e honradas com quem procurao vi-
ver. .
Fm Roma o Snr. D. Francisco foi profes-
sor e entre nossas mfos temos hum attesta-
do passado em Julho de 1842 pelo Prefeito dos
Estudos da Congregado dosConegos Regu-
lares de S Salvador l.atcranonso, I). Joao
Steroz/i, o reconhecido pelo Secretario da
LegaeSo Rrasileira. Querer-se-ha t3o bem
e bao cap. ..' uara.L .-;..,. contestar esto documento, negar-se-ha que
da ordem,, e por eoueqWM^he humMUUdo ^^ exercer M func0e8 deprofessor
inherente a pessoa qu < al i ,. I J h ^^ (. oml, (.xisl,in emi-
nde quer que csteja pod.. usai aeiw nentescapacidades?
|.- ., vista todos estes documentos po-
der-se lia dizer que o Snr. D. Francisco mo
he bum homem de reconhecido ment evir-
hutq p rtiiftsua vida nao he exemplar; Po-
der-se-ha "julgar que esse ministro de Deus.
oupensaro mrito litterario. o asaltas quali-
dades o virtudes do Sur. 1>. Francisco, e is-
to, j quando o Snr. I. Miguel e>tava com
pouca influencia na Corto Romana polo acto
doreoonbecmento da Sonhora 1). Mara-2.a?
E se he hum titulo dado em lugar de dinhero
como nao obtiverSo iguaes outros Portugue-
zes emigrados?
Os ttulos do Snr. D. Francisco sao tao va-
liosos aqu, como em qualquer parte; por
queninguem perdeseusttulos, ehonrasque
Ib.-sao inherentes, por se adiar aqu ou a-
col. Os ttulos que sfo alcancados por fa-
digas ou actos virtuosos sao sempre valiosos
o rospeitados em toda a parte, e alguns ha
que nem as sentoucas podem fazer perder
nem mesmo o poder do Monarcha absoluto
pode arrancar.
Os ttulos de virtude, ionio, s8o, ese-
rao respeitados, onde quer que se moslrem ,
e do numero d'estes sSo os dous ltimos, que
abaixo transcrevemos, e que forao passados
por homens respeitaveis, sondo hum por i.
loflo da Assumpcao Carneiro, eoutro por l>.
Fortunato de S. boaventura, Arceluspo d F-
vora. E como pois diz o amigo dn offendi-
,0 que esses ttulos de nada valem que
aqu nada sao, 6 nada signilicao !!! O ser
virtuoso he shonroso, quando aquelle, que
sim atacado como impostor o> que he>
differente, beni direrente.
Por que nlo susteiitou o amigo do offen-
,,1,1 que o Sur. 1). Francisco nao podia tra-
zer solideo o nao demoiistrouque a outro,
excepta ao Sur. I. Joao, Rispo Diocesano ,
competa reprehendel-o pelo uso de huma In-
signia que lhe nao competa? Por que u-
godaquesto, eveiocom calumnias, com
mentiras, ou estudadas, ou que lhe passa-
ro ? k raz;"io esta toda em que era impus-
sivel fazel-o, < Sustentar mentiras em frente
de prvasautheil ticas.
N3o ha enigma na vindado Sr.D. Francisco
ao Brasil, elle voio voluntariamente, como se
vem hum dos documentos', que citamos, o
sem dizer mal do Paiz, d onde sabia, dexan-
dosaudades, epara odo podevoltarquando
quizar. O Sor. I. Francisco n3o TFME que
se publique'esse pretendido enigma; mas
exige desde a provea exuberantes f otilo au-
thenticas, com as que elle offerece, a fim do
que a calumnia appnoca o soja punida.
Km quanto aos ttulos de seu aggressr,
que nfio queremos declarar quem seja, e suas>
qualidades, nada diremos, nfo porque n;1o
tenbamos o queofferecerj mas porcouside-
rac.os particulares aos RR. desta l'olha. Em
quanto porem a impostura, fatuidade, e in-
solencia, diremos, que se ha quem nao te-
lilla impostura o fatuidade he o Sur. D. Fran-
cisco e insolencia elle nao tem nem del-
ta nos precisamos nesta occasifio, em que te-
mos carradas de rasao, e provas capazes do
demonstrar a eegos, a homens de mu fe, a a-
duladores &e. &c. que o SenhorD. Francisco
he hum homem de grande mrito litterario,
do-raudos virtudes, e que pode tiaser soli-
deo sem que o possa fazor tirar, quem quer
que soja.
Nada diremos sobre o termo -descarado-,
por que o Publico decidir quem sem pejo se
aprsenla calumniando, para poder susten-
tar absurdos, e qual denos tein hum proce-
dimento cobarde o infame.
Basta": a nossa raaior gloria esta na rea-
posta do amii/o do offendido o o nosso
Iriiimpho he lodo lilho da verdade e das
provas e se maior lirlho tem todo he de-
vido a sublime defeza.
&c. &e.
Ji'/.us, bu. nena""" "" '"-------', .
revestido do competente sello, que tem a se-
guinte inscripcao, e que aqu copiamos s-
gillumCongreqations S. Crucu Gmmft. ~ *f-
te titulonao be honorario, e s.m conced lo
depois de aportados oxa.no> em divo, sas ma-
terias como se vi nos Artigos i; *??
eOdoCap. :, dal^:..9Masrosmu -
"tmido.itu.ohehu,nAlva,,da,ado ;U-
uueNovembrodeW31, ealem ^WJ-
turaReal, se acha sellado,.^/^.strado
vivara lio o ua ""-"v"" .."
impelidata^ev que foi conced.oem
n^iiVid^pd it- quesacrificava sua vida por entre perigos da
oh,., vivenoPaiz, onde pratioou virtudes;'
\ virtude nao he a mesma em toda a parle e
o Ululo do homem de bem de nada vale on-
de quer que se aprsente aquelle que o tem:1
Os actos de herosmo de virtude, que boje
lomos na Historia, nio sao to sublimes aos
nossos olhos como aos dos outros Povos, e
nao sao fm honrosos hoje, como o-dr'ora?
Forte miseria!!!
O Snr. 1). Francisco foi nomeado para a
Cadcira de Historia e Geographia, e como
ii...,i',k.'' a'ireseuto-se no Licio; m9sa pes-
soa de que fallamos no nosso communicado,
tem por ventura ingerencia, ou inspeefio so-
bre os vestuarios de qualquer Professor, so-
bre o Solideo do Sacerdote, ou o chapeo e
casaca do secular? Cremos que nao. O mes-
mo Director apenas podia reprehender o Pro-
fessor, que tivesse eommettido faltas no exer-
cicio de. seu professorado; mas o Senhor I).
Francisco anda nao tendo eommettido faltas,
por que ainda nao havia exercido as funecoes
de Professor nao podia ser reprehendido pelo
Director. Mas seo seuaggressor tinlia direi-
to de impedir queusasse de huma insignia ,
que lhe nio competa, porque onfiorepre-
bendeo positivamente, e se nio tinha esse
direito para que se expz a insultar, quem
nunca O havia offendido? Supponhamos mes-
mo que a pessoa de quem fallamos he o
Director do Liceo este nada tem com os ves-
tuarios dos Professoros, nem com as insigni-
as dos secerdotes ; por quanto se be secular
o Professor, apenas tem que responder pelas
fallas commettidas durante as funecoes de
Professor, o se be Sacerdote, so tem que res-
ponder por suas faltas que nio dizem ros-
peito ao Professorado, ao Rispo Diocesano;
por quanto, tedUO O Sur. D. Thonia/. resigna-
do a mitra, despio-se de todas as aitribuicOes
e authoridade que Ibe erao appensas. Como
pois, ainda mesmo que fosse o Director o of-
fensor, tiidia elle authoridade, obrigaclo
de reprehender? Reprehender sem authori
dado he atacar; o por isto. so o mesmo Di-
rector reprehender hum ProfessAr, por qjie
traz huma casaca encarnada o so o lizor, a-
lom disto,COmhumtomde authoridade. o ii
termos improprios, ou ni.'sino com sai alli-
co, passara porgrosseiro, atacar, oseex-
DOr a imi>ii ai^um N ipuoia '"'. :;.. wi
rosita OSnr. D. Francisco nao foi repre-
hendido por quem quer que o offendo j foi
Como se tenhao apartado da questaooa
authores dos artigos em resposta, aqu apo-
sentamos os pontos quedevemos discutir.
Se O Sur. D. Francisco pode usar de Solideo f
Sonao podendo usar, compele a outro qual-
quer excepto ao Bispo Diocesano, repre-
hendel-o por islo, ainda que soja o Director
do Liceo hum Rispo que tenha resignado a
mitra ? Se quem reprehende; indirecta ou
directamente, sem motivo, sem authorida-
de e nao usando dos meiosdecentes, no
insulta?
Sao os trez pontos sobre que versa a nossa
polmica.
DOCUMENTO N. 1.
Nos D. Antonio Valle Romano Abbade de S.
Pedro ad-vincula dos Conegos Regrantes
de S. Salvador de Latrilo.
A todos, que aprsente virem, fazemos sa-
ber, e altestamos que o Reverendissimo D.
Francisco do Goracfio de Mana Cardozo, Co-
nego Regente de S. Cruz de Coimbra em Por-
tugal Professor de Historia Ecclesiastica ,
fregador de Sua Magestade Fidelissima, o
qual se acha a oito anuos residindo nesta nos-
sa Congregado por cauza das commocoeris.
polticas havidas naquelle reino, tem dado
taes prosas de religiao, piedade, edoutnna^
e por tal nianeirase portado, que tem mere-
cido grande louvor, e augmentado a opi-
niio, que todos delle tnhfio; por que en-
carregado pornsde dirigir os nossos novicos
as letras e sciencias por muitos procurado
para os encaniiiibar com seos consclhos e di-
rigir-lbcs as almas, assiduo no confissionano
nao s nesta caza, como em alguns mosteiros
3 hospicios, consolador dos enfermos, prin-
cipal mente morfeticos iucumbuio da inspe-
cAo dos orffios mu bem conceituado dos
Einineutissimos Caldeaos, e ate do Reveren-
dissimo Padre Gregorio 16 que o admittio
entre os consultores da Sagrada Congregacao
do Index por tudo isto muito tem concorn-
do para a utelidade e ornato da nossa Con-
KregacBo. Por tanto a este varao completo ,
na sua despedida de Roma lhe demonstramos
a nossa gralidao e de toda a nossa familia com
este testemunho de honra, e manifestacto
da commum saudade. Em fe do que lhe man-
damos passar a presente, sellada com o sel-
lo do nosso cargo, e por nos asignada.
\esia nossa Congregado de S. Pedro ad-
Vincula em Roma aos 21 de Junho de 1842.
,. Anionio Abbade. D. Pedro de Bfalo da
Valle, Vgario eCancellario.
N. 2.
Fre Fortunato deS. Boaventura, MongeCis-
terciense, e Arcebispo Metropolitano d'E-
voia c.
Atiesto sem a menor sombra deadulacao,
,, a~ r^.-x.. ....^ ~~. r. D^vcrc^disi o P. M.
li Francisco do Corceo de Mara Cardozo e
Castro, Professor de Theologia na sua Con-


gregario de Conegos Regrantes de S.Agosti-
nho, e Fregador Regio &c.
1." que me nio consta que elle commet-
tesse etn Portugal crimealgum poltico, mul-
tratasse, perseguisse ou denunciasse pessoa
alguma em particular, por diversidade de
sentimentos, edeopinies.
2. que bem certo estou de que elle defen-
ti'inas, relativamente S. S, ou a materias
dogmticas e moraes, mormente na Cadeira
da verdade, que por isso mereceu n'aquelle
Reino huma geral acceitacao.
3." que seu proced ment moral foi sem-
pre mui regular e illibado ponto de ser-
vir de exemplo a todos queoconhecem, e
tratrJo, quer fosse dentro, quer forado
Claustro.
4. que sahindo de Portugal em direcgSo
Roma tem sustentado esta boa opiniao, se
por ventura nn a tem augmentado pela sua ap-
plicado indefessa ao Santo Ministerio espe-
cialmente no Tribunal de Penitennia e por
ter exposto corajosamente a sua vida para assis-
lir as victimas do flagello do colera morbus, que
assolou esta cidade em 1838.
E por tudo isto ser exactamente verdadei-
ro, passei a presente por mim escripia e as-
signada aos 9 de Junho de 1810 na minha re-
sidencia de S. Andr delle Valle. Fr. For-
tunato Arcebispo d'Evora.
4
N. 3.
D. JoSo d'Assumpc3o Carneiro, do Conselho
deS. MagestadeFidelissima, Rei de Portu-
gal e Algarves, Chanceller da niversidade
de Coimbra e Vice Reitor do Mosteiro de
Santa Cruz, Prior de Nanhum Territorio
Izempto e Prelado Geral dos Conegos Re-
grantes de S. Agostnho da Congregado da
Santa Cruz no Reino de Portugal &c. &.&c.
A todos quantos as presentes letras virem,
fazemos saber e attestamos queoReveren-
dissimo D. Francisco do Corceo de Maria Car-
dozo e Castro, nascido de Paes Ilustres na Ci-
dade do Porto aos 30 deJaneiro de 1799 feu-
do recebido o habito da nossa Ordem aos 29
de Junho de 1818, e por approvacao geral da
nossa Sociedade professado aos 4 de Julho de
1819, tHo fiel, cuidadoza e pamente pre-
encheo os deveres, que lhe impunha a nossa
Regra que nunca os seus superiores tiverilo
occasiao de o reprehender anda levemente,
nem os outros Conegos de o advertirem ; e
que alcm disto portava-se com tanta madure-
za apezar de sua pouca ulade, queoacharfio
digno de se lhe incumbir com seguranca por
duas vezes a direccao dos Novicos ( na auzen-
cia do Mestre), a prefeitura do Tabulario em
o nosso Collegio e outros encargos de no
pequea monta. Em cujo desempenho ha-
vendo-se elle com circunspecto e zelo, me-
receoque o escolhessem companheiro do V-
zitador, lugar, queja diz respeto ao regi-
mede toda a Congregado, e oqual elle de-
sempenhou em tempos arriscados e crticos
com singularjuizo, prudencia, esatisfago,
a contenta da Congregado e do Magistrado
Real. Pelo que, terminado o triennio, foi
eleito nao so Secretario do Captulo Geral
(empregode grande importancia ), como pe-
lo mesmo Capitulo, Chronologo da Congre-
gado, Vice Reitor, e Regente dos Estudos
em o nosso Collegio de Sapiencia tornndo-
se de dia em dia credor de maior estima e con-
siderado de toda a Congregado.
Attestamos igualmente que este nosso-fi-
lho e Conego cima louvado completouo
Curso de Philozoia eTheologiacom singular
e louvavel applicaco talento e instruyo,
segundo o iuizo de todos os seus Mestres; e
disto colheo de certo o milhor fructo, isto
he, a honra do Magisterio, que lhe foi confia-
do tendo precedido o costumado e rigorozo
exame : aodepois com igual esforco e traba-
Jhoconseguio a Cadeira de Historia Ecclesi-
astica na qual o honrarSo distinctos teste-
munhos provenientes de pblicos actos litte-
rarios na niversidade de Coimbra, e em a
nossa mesma Congregado, onde entaoens-
nava Theologia Moral.
Fazemos tao bem constar que o sobredito
Concho mostrou incansavel desvello em ou-
vir as confissOes dos liis, mesmo das Reli-
giozas, dispondo-as cada vez mais para a
vwtude; alem disto que pelos seos estudos
e fadigas tanto progredio no Oratorio Sagra-
do que nao s promoveo mui utilmente a
salvarlo das almas, como cnseguio para s
esua Ordem singulares applausos, com os
quaes era honrado as cidades principaes do
Reino, especialmente em Coimbra ePorto,
e ate no Paco de S. M. Fidelissima de quem
mereceo ser nomeado Pregador e Censor Re-
gio. .\este exercicio, onde mais se esforcao
os conhecimentos dos Oradores, por occasiao
de prazer ou lucto publico recitou difllceis e
excellentes sermes, que se achao impres-
sos por voto e dezejo de todos que o ouvinlo ;
uevendo principalmente realcar os seus devi-
dos louvores, que em todos discursos que re-
:itou, ou imprimi, sempre defendeo e sus-
tenlou com vigor e eloquencia a verdade da
doutnna orthodoxa os associados direitos
do poder Ecclcsiastioo, e Real, em nenhuma
cnze se envergonhando do Evangelho.
Na verdade tem elle tao gravado em seo
coracao o poder da Religiao, tem dado tao
)rrefragavea provas de ardente amor da vir-1
tud mesmo em sua vida quotidiana, e que
tanto em seo trato familiar, como nos circu-
ios e frequencia dos homens tem a sua virtu-
de altamente sobresahido.
O que sendo constante a Nos e a todos,
que tem conhecidoeste varao Religizo, sem
nos ser pedido, tendo somente a Dos ea
verdade diante dos olhos, subscrevemos a
este testemunho, para que munido elle j de
nossa faculdade e bencao possa por muito
tempo e em qaalquer parte gozar destejmesmo
testemunho, o qual vai Sellado com o Sello
do nosso Cargo. Dado na Cidade de Elvas aos
21 de de Maiode 1834. D. Joao d'Assumpcao
CarneiroI). Prior Geral, Chanceller eVi-
ce Reitor D. Francisco de Jezus Maria Joz,
Secretario da Congregarlo.
N." 4.
O Director dos Estudos da Congregado dos
Conegos Regrantes de S. Solvador de La-
trao.
Os hymnos sonorosos retumbantes ,
Que a humanidade te consagra eofTerece.
Rohr! escuta meus versos que no olvido
Querem deixar impertigados genios .
Ufanos de calcar a Humanidade.
Com fumacasde orgulho, ede despreso ;
Genios de falsa luz frios, immovis ,
Como a pedra de estupida existencia ,
Que vive, ecresco sem calor, sem vida ,
Estranha ao sentimenio, ao bem estranha.
Entes que assim pesaesa humanidade
Na indolencia vos deixo e largo a penna.
Attesto e certifico que o Reverendissmo D.
Francisco do Corceo de Maria Conego Re-
grante de Santa Cruz de Coimbra, eProfes-
sor da Sagrada Theologia, em quanto nesta
Cong;-ega<;ao residi em consequencia das
commocoes polticas do reino de Portugal,
do nos e todos exemplares provas de sua
instruccaoehabilidade; pois com tanta sci-
enciae diligencia ensnou aosnossosConegos
a Theologia Moral, e aos novicos aEthica,
Fizica, e Francez que os seos trabalhos e
disvellos obtiveraoreconhecid fructo da par-
te dos discpulos, e louvores de todos os su-
periores da caza. Por tanto a este varao digno
da geral estima pelo seo talento, e aindamis
pela erudito que possue as materias sagra-
das, recoinmandavel pela manera com que
instruio a nossa mocdade o gratificamos
de muto bom grado com este honorfico tes-
temnnho. Em f do que se passou a prezente,
Sellada com o Sello da nossa Congregarlo ,
e por nos assgnada. Congregaclo de S. Pe-
dro ad-Vincula em Roma, 21 de Junho de
1842. D. JoloSterozzi, LeitordaS. Theo-
ga e Director dos Estudos.
CoiTtspfjideiicias.
Senhores Redactores Parece-me que urna
nuvem tempestuosa se vai erguendo sobre a
nossa cabeca, quando vejo que a assembla pro-
vincial entre^ou a urna commissao o requeri-
mento que eu fis no qual olareco a tradueco
| da memoria sobre a cultura do algodo. Sim
j foi o negocio a urna commissao, e mal chegou
i ali foi logo enviada a outra se apaas chegada
a esta segunda for mandada terceira e d'ali
para a quartateremosdo ver a minha pobre pe-
ticao de Herodes para Pilatos, epor flm de con-
tas quem sabe se a mandar d'ali faser alguma
visita ao seio do Abro. Paroce-me que dar
um grande traquejo a uin requerimento que ima-
ginei tao simples. Em quanto omeu negocio
vai por ali de repelao em repelao rei eu tam-
bem seguindo-o c de longo at ver em que
sumidouro o pretenden) lancar.
Nao podendo par ora saber do destino, que se
dar a aquella tradueco, offerego ao publico
os instantes do meu reconhecimento para com
M. Rohr nos versos seguintos quesubmetto ao
prelo. Sou com toda a estima e consideradlo.
Da V."c amigo, e obrigado. Jodo de Barros
Falcdo de Albuquerque Maraado.
Reconhecimento a Memoria de Mr. Rohr.
Manes sagrados que exists no Olympo,
Que ao Sabio, que ao Filosofo que ao Grande
Dste gloria e renome e lama, e tudo !
.Manes sagrado que adejando lidos
Servs de ornato Estancia soberana ,
De gloria Humanidade e gloria s Lettras !
Da terrea Estancia, quo afflices perturbo.
Que a dr e a magoa em ttricos cardumes
Cumulo de pavor, da andas da sustos ,
Dec desta morada entregue ao pranto
Um vate oppresso temo vos sada.
Manes ditosos! O! quanto o terreo globo
Vos deveo de favor de alTans e lidos !
Eis o niveo algodo nos verdes campos
Por vos se alteia se melhora o pula.
Eis se amacia a rude natureza
Pelo vosso cuidado e auxilio vosso.
Eis mais um fio ao rustico colono ,
Que o liga ao cidado, e o laz proficuo.
No confuso rumor no fervedouro
Das Cidades mais ampias, eoppulcntas,
Vens em soccoro seu e bem das artes.
Arbusto prestadio em flor, e fructo ,
Nao trazes aos mortaes gratos aromas ,
Gomos celestes, que o padar adulao .
Mais rico mais feliz mais lisongeiro ,
Que o risonho tapiz das brandaes floros,
Prestas ao homem cobertura amparo.
Nos campos as Cidades, sobre os thronos ,
Na solidao nos rsticos tugurios,
Nos vistosos saldes as ureas quadras ,
A branda felpa tu tens dado aos povos ,
Serves de abrigo, decommercio, ed'ouro.
Mas que importa ? que importa essa riqueza,
Se o dedo da cultura providente
Nao te der lustre brilhantismo e graca ?
Se o Grande Rohr rom pendo altos segredos
Do saber filosfico nao fosse
Melhorar tua espede e da-la aos homens ?
Oh Sabio, oh Magnnimo Filosofo !
Oh Mortal Semideos Oh Dos dos campos !
Receto sns ve: no: -.cus ucccii ,
Srs. Redactores. Vi duas correspondencias
publicadas por Vms., urna do 7, e outra de 21
de Janeiro (leste anno, a primeira assgnada por
um sertanejo e a segunda por um Natalense.
Ambas sao rechiadas das maiores falsidades, e
calumnias contra o Exm. Sr. D. Manoel de As-
sis Mascarenhas mu digno Presidente desta
Provincia. Srs. Redactores, com quanto eu
j osteja costumado a ler as folhas publicas
muitas falsidades todava nao pude ver sem
colera o despejo, com que esses meos patricios,
como que a porfa so esmero em inventar e
inverter factos. para denegrir a glorioza, ebem-
fazeja administracao do Exm. Sr. D. Manoel
de Assis Mascarenhas que tantos sarvicos tem
prestado esta Provincia. Eu quzera Srs.
Redactores que a imprensa nao desse publi-
cdade, senao a factos verdaderos, e que todos
se proposessem a provar o que mandao publicar;
ento eu desafiarla a qualquer adversario do
Exm. Sr. D. Manoel a publicar seos feitos, e
estou bem certo que me regeitario a luva; mas
infelizmente a Jmprensa he hoje mais o orgao
de falsidades do que de verdades e he mi-
nia do tempo inundar cada um publicar, como
feitos do seo inimigo, tudo quanto a sua negra
imaginacao pode fingir de torpe e indigno so-
bre a torra sem lhe importar ir contra a ver-
dade e sem olTerecer urna s prova. He por
esta raso que nao me proponho aanalis.ir.e
refutar tudo quanto dizem contra o Exm. Sr.
D. Manoel esse sertanejo, e Natalense do
que j fallci; poisao passo que fosso desmnsca-
rando algumas calumnias ir-se-io fingndo
ontras ( porque nisso he sempre frtil a ima-
ginacao dos maldizcntcs ) o teria-mos assim
urna polmica som fim. Limitar-me-ei por-
tanto a diser pouca cousa por ora o sobro tu-
do a convidar os authores das correspondencias ,
para que apresentem provas do que dizem, e
ento lhe responderei a todos os artgos. Di-
sem os taes quo a melhor gente do paiz oi ex-
cluida de votar, eser votada=; porm que das
provas ? Nao ha mais do que dizer para ser
logo acreditado ? No ; eu quero provas e
desde j os tenho por calumniadores pois es-
tou certo que tal cxcluso'no houve. Dizem
que na occasiao das eleicoes o Exm. Sr. D. Ma-
noel mandn, tropas para todos os pontos da
Provincia ; mas isso he mentira ou antes ca-
lumnia ; e sen8o provem que tropas assistirao
nosCollegios de 8, Anna de Matos, Apudi ,
Porto Alegre, Maioridade Principe Acari
*c. &c. Dizem mais que a mortedos Vrelas
foi por causa das eleicSes do Exm. Sr. D. Ma-
noel. Oh falta de peijo, oh descaramento
nunca visto Todos sabem que os Vare-
las se apresentarao no Assu a frente de ho-
mens armados, para transtornarem a cleico
de Vereadores, e Juizos de Paz, o que como a-
quclle lugar he cabeca de Comarca ali se a-
chavaO uiguiiias pracas de polica, com as quaes
tivero um fogo e nelle receber5o as feridas,
de que morrerao. E como se atreve esse Na-
talense maldizenle a diser que a sua morte foi
occasionada pela cleicSo do Exm. Sr. D. Ma-
noel, que foi muito depois? Eis-ahi at on-
de chega a confiansa dos que falo sem oflerecer
provas I A vista disto conheccr os leitores ,
que peso devem dar aos artigos de taes corres-
pondencias. Nao foi s o Exm. Sr. D. Ma-
noel o alvo do sertanejo : elle ataca tobem os
Deputados Provinciaes e tem o atrevimento
de diser que ha urna mea dusia delles cercados
de crimes; eu lhe peco, que se digne nomcal-os,
e apresentar os seos processos ou outras pro-
vas de seos crimes. Ataca igualmente o cida-
do Joo Carlos Vanderley e depois de o cu-
brir do improperios sem dar a rasao conclue
comparando;o ao Exm. Sr. D. Manoel, e lasti-
mando que S. M. o naoconheca;eu lhe respon-
do que a comparadlo nao deshonra o cidado
Vanderley ; pois que na prohidade amor de
sua Provincia ede seos patricios e outras
boas qualidades que fazem o seo carcter elle
merece ser comparado ao nunca asss louvado
Exm. Sr. D. Manoel.*- Respondo-lhe mais que
o cidado Vanderley j foi visto de S. Magcsta-
de em commissao bem lionroza e que por S.
Magcstade mesmo oi nomeado vice-Presidente
da Provincia. Quem S. Magestade nao teve
amda a felicidade de conhecer sao os eminen-
temente probos habitantes do Apudi desse
Municipio feliz e tal vez o uoico do Mundo ,
em cujo seio nao se acha anda mesmo com
urna luz acesa ( coirm A.? s -iuieju ; urn so
homem de costumes corruptos 11 11 0b trra |
(
bem aventurada quanto perdo o Augusto Mo-
narca em nao conhecer teos habitantes! j(as
em flm vira um dia tenhao esperancas, em
que se descubra essa morada da viriude o
d'ahi sero escolhidos os ministros Presidentes
de provincias, e at mesmosos Releguins. Di-
zem mais que S. Ex. so uni a um punhado do
assassinose malvados; e entrando em aoalise
s apresentSo um homem que dizem ter felto
algumas morios como se o procedfmento de um
s homem deva afetar todos. E de que ho-
mem fazom menco ? De um homem a quem
S. Ex. perseguio apenas conheceo que era mao.
Cumpre pois que provem qual o punhado de
malvados e assassinos a que se uni o Exm.
Sr. I). Manoel. Dizem mais..... porem
onde me leva a colera? Como me quero abismar
nesse mare magnum calumniarum ?! Provem
os autores das correspondencias o quo j apon-
tei que dou por certo tudo quanto disserem
contra o Exm. Sr. D. Manoel; e sempre quefa-
larem com provas e provas Incontestavois
Ihes darei crdito ; *e porm nao apresentarem
provas sejo convencidos de calumniadores mal-
ditentes, e inimigos da virtudc. Com efeito
Srs. Editores, que outro nome podern merecer
homens, que tao vilmente alacao por meo da
imprensa o mais moderado, prudente, cari-
doso, e bem fasejo Presidente que tem regido
os deslinos da provincia do Rio Grande do Nor-
te ? Para prova da sua alta moderaco basta di-
zer que algunsjmcos lhe dero as costas de pro-
posito dentro do sagrado Templo quando S. Ex.
acabando de ouvir missa se voltava para corte-
jar o povo. S. Ex. conhoceu, assim como todo
o povo, que aquella ado fora feita de proposito
para insultal-o. Nao foi isto s ; erigirao urna
forra junto ao palacio com um distico, em que
se lia morra o presidente, morra a G, N. quo
o acompanhou para o Ass=Quem, Srl. Edi-
tores, sem a pruJencia do Exm. Sr. D. Manoel
sofra semelhaate insulto tendo as suas mos
todos os meos de vinganca ? E nao seria isto
um insulto funesto a pessoa do Augusto Monarca
de quem delegado o Exm. Sr. D. Manoel ?
Sempre Srs. Editores, ouvi diser que pelos
Santos se beijo os altares; nao devia pois o
Exm. Sr. D. Manoel ser respeitado como dele-
gado de S. M. I.,anda mesmo quando elle por
si ( caso sempre negado ) nao merecesse rospei-
tos ? Suponho que sim. Mas d'onde partiro
esses insultos ? Dos maos nao, porque ero do
partido do Exm. Sr. D. Manoel; logo foi da
gente boa, como tal caraterisada pelo sertanejo,,
e Natalense.
Eu nao numero aqui outros muitos factos para
prova da moderaco e bondadedo coracodor
Exm. Sr. D. Manoel porque nao quero so
prolixo ; mas concluo affirmando que logo se
(izer preciso hedeapresentar provas documenta-
das pela maior parte da gente da provincia e
da melhor gente, que nunca deixar de lamen-
tar a auzencia do Exm. Sr. D. Manoel, quando
deixar de reger os destinos da nossa provincia.
Simeu estare sempre promptoa provar tudo o
quedgo, oqusera queos adversarios do Exm.
Sr. D. Manoel dissessem, e fisessem o mesmo.
Muito grato serci a Vms., rs. Editores, se sedi-
gnarem dar publicidado nos sousjornaes a estas
poucaslnhas do seu constanto leitor. = Oc-
ioso da honra do homem probo.
Srs. Redactores. Como o Guarda Nacio-
nal acoberta os seus insultos e calumnias sol
urna forma dubitativa privando-mo ssim da
desafronta legal, que cu poderia procurar pe-
rante ostribunaes do paiz, rogo-lhes o favor de
dar um lugar no seu estimavel jornal s seguin-
tcs linhas.
Tudo quanto o Guarda Nacional escreveo
contra mim no seu n. 28 bo completamente
falso desde a chamada estrada para Jurissaca a-
t aos 6 ou 8 trabalhadores, que se transformo
as ferias em 30 a 40.
O Guarda Nacional sabe que nao abro estra-
da em parte alguma, e que a multiplicaco dos
trabalhadores he um milagro, de quo s os seus
compadres sao capazes. Quanto ao furto da
mulatinha ignoro completamente o que oGuar-
da teve em vista; e acerca das palavras attri-
buidas ao Exm. Sr. Mrquez do Rccifo, posso
afirmar que nunca sahiro de sua bocea.
Sou com estima &c. &c.
Millet Engenhciro da estrada do Sul.
Srs. Redactores. Nao foi sem grande sur-
preza. que li no Diario novo de 14 do corrento
o atroz communicado contra o benemrito Di-
rector doCollcgio S. Cruz. He precizo ter perdi-
do todos os sentimentos de prohidade para assim
attacarum homem de bem, ao qual muitos pais
de familia tem confiado acducaco,e instrueco
deseus filhos, e um estabelecimento que desde o
seu principio tem gosado sem a menor quehra a
publica estima e ron fia neo. Tive nesle Col-
legio um filho ; viztei-o muilas vezes em ho-
ras c tempos encontrados ; jantei neste Col-
legio algumas vezes c observei sempre grande
abundancia, easseio as comidas, nosquartos,
t- ^ramie rcgulandade. Meo filho, queja no
est cm idade de ter niedo e que nao he tinii-.
I


mm
-^m
9
faf- tw i jj."! ii'
do entcrrogado muitas VOTOS sobro o tratamon-
todo Collegio sobre as mancirns do Director,
Jongede queixar-se Ihc faz os tnaioros elogios ,
desojara tornar ali a recolher-so. O que eu
(enho observado, o que conta meu lilho o que
confirma a voz publica, desmente altamente a
calumnia coin que so procura denegrir a bem
msreoida reputaco daquelle estahelocimento
milito diverso d'outros, qne comecarUo mal e
acabarao peior. Dignem-se, Srs. Redactores, de
nsorir na sua folia este publico testemunbo ;
que dou a venlade e coin que pertendo con-
fundir o supposto maluto interossado, que me-
Ibor so diiia calumniador abominavel hvpo-
erita refinado. Sou, como devo, dos Srs. Re-
dactores milito venerador e criado Joao V.
Parrozo.
COMMERCIO.
AI fan doga.
Bendimento do dia 22........ 549$208
DescarregSo hoje 23.
Barca James Stwart bacalho.
Barca Brithant earvao.
Barca Ist fa/.endas.
IMPORT.V'O.
A barca inglexa Irt capitio Jolm K. Grier,
vinda de Liverpool entrada em 20 do corren-
te mez consignada a l.albam & llebbert: ma-
nifestou o seguinte 2 toneladas e 10 qq. de fer-
ragem 1 dita e 112 libras de pozos de ferro ,
12 toneladas de barras de ferro; a Silva Barroco
& Companhia.
2 caixas fa/.endas de linbo 1 caixa fazendas
de algodao 3 fardos faiendas de la; a Maokay
& Companhia.
10 fardos fa/.endas de algodao 9 ditos dita
dito estampado 16 ditos ditas de linbo, 4 far-
dos e 2 caixotes de l 1 dito com cobertores,
1 dito ignora-se 1 caixa com culelarias, 4
barris gnora-sc 100 ditos com manteiga ; a
James Crohcree & Companhia.
30 barricas serveja.; a f.atbam & Hibbert.
15 caixas faiendas de algodao 6 fardos fa-
zendas de la 10 caixas chapeos de baoto, 1 di-
ta queijo 1 dita sabio e pares de meias.
5 caixas fazendas de l 7 fardos fa/.endas de
linho llil i tos c()0 caixas ditas de algodao ,
18 ditas dito estampado 2 fardos lio de vella ,
1 caixa objectos de escriptorio 00 chapas de
ferro para fugan 10 taxas dito 15 barricas
ferragens ; a Johnston Pater & Companhia.
2 fardos cobertores, 6 ditos fazendas de li-
nho 1 caixa sCdas ; a Rozas & Rraga.
1 caixa objectos de botica ; a Weitel Bravo
& Companhia.
6 fardos fa/.endas de algodao 3 caixas ditas
de linho 30 gigos c 5V meios ditos loar-a, 18
fardos fazendas de algodao estampado 10 bar-
ricas serveja, 2 toneladas de barras de ierro,
15 qq. de parafusos dito 20 feixes, 88 bar-
ras e 100 chapas de ferro ; a Ordem.
0 toneladas e 3 quartos de fallas de ferro; a
W. C. Cox.
68 fardos e 2 caixas fazendas de algodao
fardos H caixas ditos dita estampado 9 ditas
chales de l c seda, 1 lardo lencos de la eseda,
4 caixas dita de la 13 barricas ferragens .
barril manteiga ; a Jones Patn & Companhia.
9 voluntes ignora-se 40 fardos. 2 caixas
fazendas de algodao, 2 ditas ditas de iniu, u L.
Gomes Ferrera & Companhia.
2 barricas farinha de trigo ; a Flores.
6 fardos fazendas de linho 1 f'ito e 20 cai-
xas fazendas de algodao estampado; a \V. E.
Smith.
10 barris com manteiga a Ricbcr & C.
10 caixas coin sola preparada.
59 fardos 12 caixas fazendas de algodao; a
Deane Vouls & Companhia.
Editaos.
__ O III-10 Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes manda lazer publico que
m cumprimento do officio do Kx.'"uSr. Presi-
dente da provincia de 20 do correnle peranle
a mesma thesouraria se contratar sob as oon-
dicoes abaXO transcriptas, no dia 29 de abril
prximo vindouro, dous lanos de impedimen-
to das areias do Gequi na estrada de Santo Ao-
tao : o 1." oreado na quantia de 9:2318464, e
o 2. na de 9:3 U $864 reis.
Adiscrip.ao e orea montos destas obras pode-
rlo ser consultados na repartidlo das obras pu-
blicas pelos licitantes, os quaoe devero, depois
do competentemente Inhilitados, apresentai
com antecedencia nesta lliesouraiia as suas pro-
postas e:n carta feixada para seren abr hs em
prosonca de todos no dia aprasado.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de l'ernainbuco 21 demarco de 183.
O secretario,
Luiz da Cosa Porlo-Carreiro.
1. I.ANQO.
Condices da arremataran.
1.a Ostrabalhos e obra? do 1." lanco do im-
pedramento das areias do Gequi serao feitos
pela forma debaixo das condices e do modo
indicado na discripcSo e ao orcamento, assig-
naJos a 9 de Janeiro de 181-3 pelo engenheiro em
ch 'fe das obras publicas e approvados pelo pre-
identeda provincia a 13 do mesmo mv im-
portando o dito orcamento em 9:231 SVli'i.
2.a O arrematante far essas obras e traha-
Ihos debaixo da direccao e instruceocs ilo enge-
nheiro en chefe das obras publicas, que as vigi-
ar por si, ou por intermedio de un agente des-
sa repirtico a quem elle a encarregar, sub-
mettendo-se tambem s mudaneas que o engo-
nheiro em (befe, ou sen delegado prescreverem
na forma das obras, havendo indemnizacao, ou
abatu proporcional conforme essas mudencas
augmentem, ou diminuSo a despeza oreada, e
sujeitando-se a desmane bar e reformar o que (or
feito de contrario com as inslruocBes escripias,
do engenheiro em chele ou sen delegado.
3.a O arrematante nao poder/i empregar na
obra pedrognlho, que nao hoja sido previamente
examinado, e acceito pelo engenheiro em chefe,
ou sen delegado que devoran decidir a respei-
to no praso de de/ dias, depois da participado a
ellos frita de ser o material prompto.
4.a O arrematante comprar as obras o mata
tardar no praso de dous mozos, depois da parli-
cipacSo que Ihe for frita (laapprovaeodestoenn-
tracto, pelo invern, sob pena de panar a mul-
ta de um cont de reis, e de licar sem efleito o
nresente contracto.
5.a As obras constantes da presento arrema-
tadlo, devoran ser acabadas no oraso de quin/e
mozos, contados do dia da sohremcncionada
participadlo.
6.a Paitando o arrematante a preenrher a
presente condicSo, as obras passaro sobre de-
'iso do presidente da provincia a ser oxoruta-
daseni administraran casta do arrematante,
e lem disto o arrematante pagar'" para os cofres
las rendas provinciaes, urna multa de um con-
t de reis.
7.a Ouando esliverem as obras acabadas, se-
ro .lias provisoriamente recehidas por um ter-
mo lavrado na competente roparlieo pelo enge-
nheiro em chefe e o inspector fiscal (cando
o arrematante responsavel pela invariabilidade e
conservarn dos obras durante o esparo de um
atino depois da data do precedente termo, o sen-
do ohrigado a fa/er sua rusta neste praso, to-
los o reparos, que precisarem a fin de serem
definitivamente as obras entregues em perfeilo
estado de ronservaco.
A entrega definitiva das obras, ser (rita por
um secundo termo da mesma forma do que o
precedente.
8.a A importancia da arrematado ser pasa
em qnatro prestaeos; a primeira de troz deci-
mos do valor da arremataran e pagavel quan-
do estivo'em acabadas as obras de torra e reu-
nidos os maleriao- ; a sosunda igual primeira,
iiuando esliverem assentndas as podras de bor
da, e a primeira camarada ; o a terceira anal s
nutras quando so lavrar o termo de rorobimon-
tn provisorio de que trata o precedente artigo ;
e a ouarta o ultima de una derima parte so-
monte do valor da arrematarlo quando se la-
vrar o tormo de recobinionto definitivo.
9.a O arrematante prestar fianra idnea pela
importancia da quarta parte do valor oreado das
obras o qual tirar responsavel pela multa, em
que o arrematante inrorrer, em virtude da quar-
ta o sexta condiriio o do oxcesso da despeza ,
cine liouvor de fa/er a administradlo, em virlu-
de do disposto por esta ultima rondiro sobre
a soturna restante para se completar o sabio da
arrematarn quando passarem as obras a ser
adminisl radas.
10.a Para a execuro do disposto polo pre-
sente contracto o arrematante so sujeitar in-
toirarrionte s dorises provisorias do engenhei-
ro em chefe o as diffinitivas do presidente da
provincia sem recorrer em caso nenhum aos tri
bu naos ord narios.
Beparfirao das obras publicas 18 de janeirodo
1843. -- O engenheiro om chefe
/.. 1. Wauthicr
2." LANCO.
As condices sao us mrsmas do 1." lango.
Secretaria da thesouraria das rendas produ-
caos de Pernamburo 18 de marro de 18W.
O secretario Luiz da Costa Porlo-Cur-
reiro.
PONTE HA BOA-VISTA.
Condicnes pira oalcatroamentode todit as
madeiras da di la ponte.
1.a Este trabalho ser feito pida forma, de-
baifO das condones, o do modo indicado na drs-
iripeo annexa ao orcamento assignado em i de
marco de 18i3 pelo engenheiro em chele das o-
bras publicas, o approvadoem 7 do mesmo me/,
pelo Ex.,"*0 presidente, importando o dito orca-
mento em 1:189$ 143 reis, sondo incluida nesta
quantia una sexta parle em beneficio do arre-
matante.
2.a O arrematante far osles trahalbos debai-
xo da direccao o instruirnos do engenheiro em
chefe das obras publicas que as viu'iar por si,
ou por interine lio de um agente desta reparli-
co a quem elle o encarregar, submettendo-se
tambem 's mudencas, que forem prescriptas na
quantidudo das obras; havendo indemnizacao,
ou abate proporcional, quando augmenten!, ou
dcminuiio as despozas oreadas por causa das di-
tas mudaneas.
3.a O arrematante nao podera empregar al-
cairn que no esteja examinado e acceito po-
lo engenheiro em cholo OU pido delegado.
1.a O arrematantecomecar a pintar, no pra-
so de lezdias, depois da parlicipacao, que Ihe
(or feita pedo onu'onhe ro em chefe, da approvo-
-odeste contractonefogorerno sob penados
nagar a mulla de trinta mil reis por cada de/, dias
de demora o de fic.nr depois do trinta dias sem
effeito o presente contracto.
5.a As obras constantes da presente arrema-
tadlo, dovero sor acalladas n'iim praso do troz
m07.es, contados do dia da snb mencionada par-
ticipaeo incqrrendo o arrematante, senSo
prcencher esta condicSo, na mesma mulla do
trinta mil reis, porcada dia de demora em que
lalla o artigo precedente
6.a Quando estiverem acabadas as obras sern
ollas provisoriamente recehidas por um tormo
lavrado na competente repartir ao, polo enge-
nheiro em chefe e o inspector fiscal ficando
o arrematante responsavel pola ronservaco das
obras, durante o espaco de troz mozos, depois
da data do prsenlo tomn o sondo ohrigado a
fa/er sua cusa ueste praso todos os reparos,
que precisarem, a fim de serem dilinitivamente
as obras entregues em perfeito estado de con-
servadlo.
A entrega definitiva das obras ser feita por
um segundo termo da mesma forma do que a
precedente.
7.a A importancia da arrematarn ser paga
em tros prestarnos; a primeira de dous quin-
l.ies do valor da arremataro e pagavel quan-
do eslivor feita a motado do servia ; a segunda
igual a primeira quando se lavrar 0 termo de
rerebimonto provisorio ; em lim a terceira e
ultima de um quinto somonte do valor, da arre-
mataro quando so lavrar o termo de rerebi-
monto definitivo.
8. O arrematante prestar (anca idnea pe-
la importancia da .piarla parte do valor oreado
das obras, a qual ficar responsavel pelas multas
em que o arrematante inrorrer.
Para exeem o do disposto pido prsenle con-
trario o rrromatanlo so sugoilar mteiramonte
as discizfles provisorios do engenheiro em che-
fe, e as definivas do Exm. Presidente da pro-
vinaia sem recorrer em caso algum aos tribu-
naos ordinarios.
Reparlico das obras publicas 13 demarco
,|(, |,s:{. () engenheiro em chefe L. L.
Yauthter.
resse do 2." tenonto do artilheria Joao Carnei-
ro l.io.
I m dilo dilo ao ministro da guerra inte-
rr>-e do capito Antonio Francisco de Souza
Maga I baos.
Lin dito dito ao ministro da guerra inte
resse do majnr reformado Fernando da Costa.
I milito dito ao ministro da guerra, inte-
resse do major Francisco Jos de Menozes A-
niorini.
| ni dilo dito ao ministro da fazenda m-
teresso de Jos da Rocha Prannos.
O III.mo Sr. inspector da thesouraria das
rondas provinciaes manda fazer publico que
em cumprimento do officio do Ex.n, Sr. Presi-
dente da provincia de 15 do corante, peranle
a mesma thesouraria so contratar sob as con-
dicoos abaixo transcriptas no dia 25 de abril
prximo vindouro o alcatroamento da madeira
da ponte da lioa-visla oreado na quantia de
1.1898443 reis.
Os licitantes devidamente habilitados de fia-
dores idneos, de\eio coin anloi edencia apre-
sen I ai as suas propostas em carta feixada, i squaes
soro abertas em presenca de lodos no dia apra-
sado, polas 11 horas da nianh.
THEATRO PUBLICO.
Unjo 23 de marco a beneficio de
Joan Wanimtil
llavera o seguinte expoctacui : Depois do
nina das inelliores o\eituras se representar a
pora nova denominada .1 quarentena, ou as me-
didas Militaras. No lim 00 l. acto, a Sr.a Ca-
rolina o beneficiado, ea Sr." Gertrudes, dan-
raro um lindo Tercttto. No lim da peca Mr.
Bernab, movido do espirito patritico que tan-
to caraclerisa os bous Italianos prestando >a-
ledora mao ao beneficiado, vira com toda a sua
companhia, e o joven palhaco oxecutar varios
volteios gimnsticos. Soguir-se-ho as festas da
rainhaCompart, ou asevolu$es dos Indios;
c se executard varios grupos pelos mosmos se-
nhores. Depois so mostrara pola mesma compa-
nhia gimnstica um pantomimo, que lem por
titulo o matrimonia do mglezem Frnico. V. re-
matara o divertimentocom um Bailavd, leos-
lo o oxpecUculo que aprsenla o beneficiado pe-
la primeira. o ultima vez aos briosos habitantes
desla Cldade, pois que nao Ihe sendo fa\ora\el
aquella estrella que lo propicia tem sido a
outros arlist.s, so retira desta capital, sem com
ludo abandonar as hospitalciras plagas deste a-
menoclima masvai om outra provincia, fa/er
votos pela prosperidadr de BOUS benignos protec-
tores de quem espera toda a coadjuvacSo o
amparo.
Principiar s horas do costume.
Avisos martimos.
__Pela administrado da mesa do consulado
se faz saber que no dia 24 do correntc so ha de
arrematar a porta da mesma administrarn una
caixa de assuear branco aprehendida pelos res-
pectivos embregados do trapiche da companhia
por inexactidao da tata ; scn'lo a arremataro
li\ro de desposas ao arrematante. Me/a do con-
sulado do Pernaniburo 20 do marco de 1843
Miguel Jrcanjo Monteiro de Andrade.
Nocla racoes.
Para o Rio de Janeiro sai com brevidade
o brigue nacional Indiano capito Antonio
Alvos Maiilia, SO pode receber BSCravos a frele,
OU passagoirns, para o que tem inuito bons com-
modos; troota-se com oseu consignatario Ma-
noel Ignacio d'Olivoira na prara do Commercio,
ou com 0 dito capito.
= Para o Ass a sumaca Estrella do Cabo ,
sabe imprelcrivclinenle no dia 24- do corrente ;
quem na mesma qutser carregar ou ir de pas-
sag..... dirija-so Manoel Joaquim Pedro da
Costa na ruada Cadeia n. 46.
At ao lim deste corrente mez sahir para
0 Porlo 0 brigue portugus Ventura Feliz ,
capito Antonio francisco dos Santos, o qual
anda recebe alguiiia carga e passageiros; os pre-
teiuleiites quoiro dirigir-se ra da Cruz D.
46 em casa de Joaquim Jos d'Amorim.
brigue I entaro, bem conhecido nesta
praca pida velooidade de suas viagons pacto
para o Rio do Janeiro em poucos dias recebo
somonte esclavos a frote e passageiros para o
que tem os mais excedientes comniodos; os pre-
tendentes tractem com o propietario Firmino
J. I', da Rosa
Para Cork sabe mproterivelmente, o mui
uovoeveleiro brigue ingle/ Cgnlhia no qual
lem excedentes commodos para passageiros ;
quem pretender dirija-se 80 capito, na ra do
Trapiche novo n. 15.
Lcilao.
Officios de interossos particulares existen-
tes no correio geral de Pernambuco.
Um officio do presidente da provincia, ao mi-
nistro da guerra, interesse de Feliciana de Je-
zus Mafia.
lu dito dilo ao ministro da guerra, inte-
resse de Manoel Cavalcanti da Silveiro Bizerra.
I m dito dilo o ministro ('a marinha, in-
teresse de Manoel Ainbrozio da Conceicao Pa-
dilha.
I milito dito, ao ministro da guerra, inte-
resse do Torcato Alexndrino dos Simios.
I ni dito dito ao ministro da guerra inte-
resse de Antonio do A Ibuqucrquc Maraohao.
I m dilo dilo ao ministro da guerra inte-
O loilo annunciado para quarta fcira 22
do corrente de 40 barris de manteiga licou
transferido por causa d> chtivaj para boje quin-
ta fera 23 s 10 horas da inanha em ponto ,
no caes d alfandega.
A4 sos diversos.
= Na ra do Cabug n. 16, existem duas
cartas para o Sr. Joaquim Jos Raptista e ou-
Ira paraoSr. Joaquim Rafael de Mello Jnior.
= lia paraalugar urna prcta, paraoservico
interno de casa a qual sabe engomar, lavar, e
co/inbar; no pateo da Santa Cruz venda
n. 70.
Arrenda-se um sitio com 2 casas de pe-
draecal,cam bastantes arvoredos de frutos,
boas baxas pera capim de planta, pasto para
f a 10 vaccas aniuialmente com 5 \i\eiros do
eixe bem construidos bantanlcs psde co-
ineiros ; no inosnio tobcm se vendo boas voc-
eas de leitee algumas novilbas eum t uro quo
servo para as iiiosinas, lilhos do mesme pasto :
quem o pretender dirija-se abanto Amaro
na entrada da estrada do mesmo ; a tallar cum
sen propriotario Joao Raptista Claudio Troaw,
Iran c/,
Aloxandre Jos Gomes subdito portu-
guez retira-se nara Lisboa.


6
Prccsa-se alugar para rapaz solteiro,
urna sala no hairro de S. Antonio ou Recife:
annuncie.
= Aluga-se o armazem da casa n. 13 da
ra da Cruz : a tratar na mesma.
ADireccaoda companhia Jacaretinga ,
avisa ao* Srs. accionistas que cxistindo actu-
almente 32 ac< des em ser, sem ter sido possi-
vel vcnderem-se para com o seu producto po-
der concluir-so o assentamento da machina da
errara e outras pequeas despezas necessa-
rias para p-la em effectivo andamento, se
reuni em sesso geral convocada a 11 do
correntc c depois das necessarias deliberacoes,
resolveo que se annunciasse a venda de ditas
acces, e falhando este meio se hypotliecar o
terreno machina e mais efleitos da dita ser-
rara sita em Camaragibe pela quantia que
se faz precisa de Rs. 2:5008000. Convidao-
se portanto aos Srs. accionistas, ou aquelles
Senhores, que o queirao ser a comprarem
as restantes acces; ou a quem convier adian-
tar dita quantia soh a mencionada hypotheca ,
vencendo os juros regulares desta praca fican-
do-se na intelligencia que para mais segu-
ranca de quem adiantar o dinheiro, toda a ma-
deira serrada por dita machina 1 lie sera consi-
gnada para seu pagamento, at real embolco:
quem quizer annuncie.
Quem annunciou querer trocar um bah
novo, por um par de mullas de sola, dirja-
se a ra do Queimado n. 8 tercero andar.
Aluga5-sc negras o moleques as tardes ,
para venderem azeite de carrapato a pataca
por caada com meia garrafa de quebra : na
ra da Gloria n. 8i
Roga-se a Senhora D. T. M. J. o fa-
vor de mandar satisazer, o que deve de mezes
da aula de seu flho J. P. S. como ja por
vezes e com bastante intervallo de urna a ou-
tra se Ihe tem mandado pedir sendo a ultima
em principio do mez passado, e a que nenhuma
resposta nem satisfacaosedignou mandar.
Roga-se por favor a pessoa que recebeo
urna chapa de fugao com 4 buracos, e marca-
da com as letras J. P. M. que dous pretos
conduziao para o trapiche novo na segunda ou
terca feira 13 ou H do corrente queira par-
tecipar na venda de Victorino Ferreira Leito ,
no beco da Polo esquina da ra dos Quarteis,
que se gratifican, se o exigir.
Precisa-se do 300,000 rs. a premio com
seguranca em urna excellente casa desemba-
rassada no bairro da Boa-vista ; a quem Ihe
convierannuncie.
Quem precisar de urna ama para coser, en-
gommar e mais servico interno de urna casa ,
sendo de pouca familia homem solteiro ou
viuvo dirija-sea ra de S. Rita, n. 86.
Domingos Joze de Lima, mestre alfaiatc,
mudou-se para a ra larga do Rozario n. 40.
- Quem precisar do um caixeiro portuguez
de 18 annos de idade para venda do boa con-
ducta, e que quer sabir da casa em que esta por
nao ser preciso dirija-se as 5 ponas, vendas
ns. 1 e 7.
Jos de Modciros Tavares procurador
bastante do Jooquim do Reg Pereira de pre-
sente na liba de S. Miguel, declara para co-
nhecimento do corpo de commcrcio desta praca,
e de quem mais convier que bavendo quem
sejulgue credor doseu constituinte a presen-
te suas contas ou outro qualquer documento
legal, no praso de 8 dias para se conferirem ,
e se pagar todo e qualquer saldo que appa-
reea contra o dito Reg Pereira : outro sim ,
que excedendo o dito praso fica seu constituin-
te de contas justas nesta praca e que qualquer
quantia que so pretenda depois exigir do re-
ferido Pereira sera nulla e completamente
falca ; o que faz publico por esta folha para
que em tempo nenhum se chamem a igno-
rancir. O mesmo annuncianle declara que
a casa de negocio do seu constituinte passou
a ser propriedade do Sr. AntonioDomin.ues de
Almeida Possa desde odia 15 de Fevereiro
prximo passado da em que se dissolveo a
sociedade que este tinha celebrado com o seu
constituinte comotudo consla do bataneo ge-
ral, e papel passado de destrato da dita socie-
dade.
Mara Joaquina de S. Thom profes-
sora substitua das cadeiras de primeiras letras
de meninas desta praca faz scientc ao publi-
co que o lugar da sua residencia he na ra
Direita n. 04 primeiro andar e continua a
cnsinar particularmente primeiras letras.
Srs. Redactores Sendo encarregado de
um alumno que se acha no collegio S. Cruz ,
c que para esse lim seu pa me confiou ; nao I
posso deixar de dizer ao Sr. Matuto interessado,
que fez urna correspondencia no novo n. 59
de 14 do corrente : que oenganarao as inlor-
macoesque Ihe derao ; por quanto este deque
trato sei mui positivamente que nada Ihe]
tem faltado de sustento c nem t5o pouco tem
sido maltrado ; nao s por eu pessoalmenteali
hir como mesmo passando elle dias em mi-1
nha casa nunca queixa me fez e antes nelo j
contrarise mostra muito satisfeito pelas boas
maneiras com que ali he tratado. Queirao Srs.
RR. fazer meo favor inserir estas linhas do seu
criado e assignante. = Francisco da Silva
Lisboa.
Na padaria do patio da S. Cruz, n. 6,
preciso-sedeum trabalhador do masseira, que
soja bem entendido.
A pessoa que annunciou no Diario de
21 do corrente, querer trocar um bahu grande,
por um jogo de mallas, dirija-sea ra Nova,
loja n. 67.
Quem precisar de 100 a 400,000 rs. a
juros com penhores de ouro e prnta, dirija-
sa a ra do Livramenlo venda n. 3.
= Da-se um cont de reis a premio do um
e meio por cento ao mez, com hypotheca em
alguma casa terrea desembarassada ou com
penhores de ouro o prata; na ra do Livramen-
to loja n. 25.
O Sr. Joao Claudino que mora no Gea-
r queira fazer o favor deannunciar a sua mo-
rada ou dirigir-se ao beco da Lingoeta no
Recife venda n. 3 que se Ihe deseja fallar.
= Arrenda-se um sitio com casa grande de
pedrae cal com muitas fructeiras c coqueiros,
boa agoa de beber pasto para 8 a 10 vaccas ,
baixaparaplantaco 5 viveirosde peixe em
S. Amaro na entrada da estrada ;a fallar com
Joao Baptista Claudio Tresse Francez.
Precisa-se de um homem que entenda
perfeitamenle d refinar assucar, dando-se-
Ihe bom ordenado ; assimeomo tambem preci-
sa-se de um rapaz que entenda de escripia e
ja tenha pratica ; em Fora de Portas ra do
Pilar, n. 122.
= No dia 13 do corrente appareceo em Ma-
ra Simplicia no rancho de Vicente Joze de
Carvalho um cavallo alazo com urna estre-
la branca na testa o p esquerdo calcado ;
quem for seu dono queira dirigir-se ao mes-
mo lugar quo dando os signaes, Ihe ser en-
tregue.
= Vicente Ferreira da Costa, faz publico,
que se acha extncta a sociedade, que girava
sob a firma de Vuva Onolre & Companhia ; e
que ella foi substituida por nova sociedade de
Costa & Onofre feita por ello com Onofre Joze
da Costa e que se rosponabelisa pela liquida-
cao da primeira.
= Aluga-se o primeiro andar da casa n. 37,
da ra da Cadeia do Recife, preparado e pintado
de novo com o maior asseio bons comrno-
dos para casa commerdal e na melhor situa-
cao : no armazem de assucar n. 6 do beco do
Concalves.
:= Pretende-so alugar um sobrado de um
s andar com quintal, em ra bem fresca : na
rna do Crespo n. 4.
= Aluga se um quarto com vista somen-
te pelo tclhado para homem solteiro n'-
um primeiro andar rnais podendo-se sahir
e entrar a toda hora por 4,000 reis : na ra
Nova n. 14.
Precisa-se de um feitor que trabalhe ,
e entenda de arvoredos, orta o. vaccas : na
Magdanela estrada nova, primeiro sitio com
porto de ferro.
Aluga-se um solao grande com tres ca-
marinhas janellas grande cosinha bastante
fresco e em muito bom lugar o qual in-
dependenteda casa adverte se que s sealu-
gar a pessoa de reconhecida conducta; quem
o pretender annuncie por esta folha.
Quem quizer mandar ensinar a algum
moleque officio do sapateiro dirija-se a ra
do Livramenlo n 11.
= Na ra do Lobato boje dos Copia-
res casa n. 5 precisa se alugar um casa ter-
rea cujo aluguel nao exceda de 13.000
rs. e nasruas seguintcs: patio do Carmo Hor-
tas e Direita.
= Antonio Maria Bessone natural desta
provincia retira-se para o racaty.
Precisa-se de um sacerdote para dizer
missa nos domingos c dias sanctos na Matriz da
Boa-vista : na ra do Queimado na loja de
Joao da Silva Santos.
= Antonio de Souza Ferreira retira-se
para Portugal.
= Aluga-se o armazem da casa n. trinta e
seis na ra da Alfandega velha com frente pa-
ra a mesma ra e a de Torres ; a tratar no mes-
mo sobrado.
Vendas
O Muzeu Pittoresco Jornal in folio pu-
blicado em Lisboa. A collecao complecta com
32 gravuras de excellente cxccucSo quasi to-
das da historia Portugueza, proprias para ador-
nar salas, em quadros. Vende-se por 12,000
rs. na loja de livros de Antonio Jos Pereira
"ias, ra do Collegio n. 20, canto do largo
de palacio.
=Yendem-se o Cdigo commercial Portu-
guez e urna quitarra : na ra do Livramen-
to n. 11.
=: Vendn-so por prCCGCiiiiiiuu um siiiu
no principio da Capunga nova, com 150 pal-
mos de frente o 300 o tantos de fundo ter-
reno proprio com diforentes arvoredes de fru-
to laranjeiras mangueiras e cajueiros ca-
cimba com excellente agoa de beber o urna
casa nova de taipa com janellas de vidracas: a
fallar no mesmo n. 55.
= Vendem-se urna meza de meio de salla ,
de Jacaranda, duas ditas de amarello um so-
f de cabello, urna cama de casal com seus
colxoes de angico um tocador de Jacaranda,
um lavatorio seis cadeiras americanas doura-
das um candieiro do globo e mais utencili-
os de urna casa tudo em muito bom uso : no
principio da Capunga nova sitio n. 55.
Vendem-se urna duzia de cadeiras de Ja-
caranda por commodo preco : na ra estroita
do Rozario n. 37.
Vende-se urna casa em Fora de Portas ,
com duas sallas dous quartos sotao com duas
sallas alcova e quarto cozinha fora : a tra-
tar em Fora de Portas, n. 121.
= Vende-se o resto da farinha desssp, o
isp por muito commodo preco: a tratar no
escriptorio do N. O. Bieber <& Companhia ra
da Cruz n. 4.
Vendem-so galao de ouro fino de dous ca-
nutSes e estreito para divizas de Alferes e
Capitao branco e largo para chapeos de pa-
gem um par do dragonas ricas para Tenentc ,
eordozinho para debrum de casaca urna pega
de sarja de seda preta : na praca da Indepen-
dencia, loja de Antonio Felippe da Silva, n. 21.
Vende-se urna barretina aparelhada e
um par de palatias douradas para Guarda Naci-
onal de Cavallaria em meio uso por preco
commodo : na ra do Mundo novo n. 17.
N=r Vendem-se merinos de cores a 1:800 re-
is e princeza preta a 800 reis, excellentes
cortes de vestidos de cassa pintada a 2:880 reis,
bom riscado trancado para calcas a 240 e 300
reis, ocovado, mais ordinarios pelo barato
preco de 140 reis e sofrivel fustao de cores a
480 reis metim branco fino a 240 reis chi-
tas de coros fixas com assentos claros e oscuros a
140 o 160 reis e lencos do chita a 140 e 160
reis panno da costa o mais encorpado a 480
reis e dula azul da melhor a 140 reis e mais
ordinaria a 120 reis pecas de bretanha com 10
varas a 28 rs., madrastes da India com 7 varas e
meia a 1:500 reis algodo dobrado americano
proprio para escravos, por mdico preco, e ou-
tras fazendas : na ra do Crespo loja n. 12 ,
de Ahtonio daCunha Soares Guimaraes Jnior.
Vende-se um hanheiro do folha muito
forte pintado de novo com cilindro, por ba-
rato prei;o : na ra do Crespo n. 23.
Marques & Veiga vendem em sua casa
na ra doAmorim, n. 50, o seguinto : fu-
mo da Bahia de primeira e segunda sorte cha-
rutos ao cento a 600 reis ditos em caixinhas a
640 1,000 e 1,200 reis toucinho do Lis-
boa em barris de urna arroba e meia c de 4 ar-
roba feijo branco e mulatinho pacas ,
ancoretascom azeitonas, albos em mauncas e
batatas cm arrobas.
= No deposito de assucar pelo novo sys-
tema de Franca ao p do arco de S. Antonio ,
frente aocaes do passeio ha para vender por-
ces de assucar em p5es de primeira sorte a
160 reis a libra segunda sorte a 120 reis em
p e a terceira a 80 reis a libra em p tudo
muito bom mol do mesmo a 80 reis a garra-
fa ; adverte-se ao publico que por este methodo
de fabricacao se xtrai a potassa e cal que os as-
sucares contem e s fica o assucar puro.
Vende-so urna negrinha de nacfio Ben-
gucla do 17 a 18 annos: na ra de Santa
Te reza casa n. 26.
= Vende-se um viado manco; na ruada
Gloria casa n. 77.
= Vendem-se barris de carne salgada muito
boa, feita no Aracaty, propria para ranxos : no
beco da Lingoeta vendi n. 3.
Vendem-se azeite doce a 4,000 reis a ca-
ada de coco a 2,720 reis e a garrafa 360
reis de espermacete a 2:880 reis e a garrafa
360 reis de carrapato cm porcao e a retalho a
1,920 reis, caf do Rio e da trra em arro-
bas 4,800 reis e 160 reis a libra tapioca a 120
reis a libra sag a 320 reis passas novas ,
toucinho de Santos a 160 reis a libra letria ,
macarrao, talharim estrelinha pevide para
soupa milho alpista a 400 reis o quarteirao ,
painco a 2-10 reis espermacete a 680 reis a
libra cevada a 80 reis, caixas com 200 cha -
rutos a 1,280 reis caf de cevada a 200 reis ,
sal de Lisboa muito alvo a 1,600 reis e todos
mais gneros de venda; na ra Nova, venda
n. 65 ao p da Ponte.
Vende-se potassa da Russia de primeira
sorte em barris de 4 arrobas : em casa de Her-
mano Mehrtens ra da Cruz n. 47.
^ = Vendem-se paos para tipoia ; na ra da
Cruz n. 16.
Na ra da Cruz n. 43 loja de harbei-
ro de Joaquim Antonio Carneiro vendem-se
estojosde navalhas finas de patente das melhn-
ios que tem aparecido; tambem vendem-sc e
alugao-se bixas por preco commodo e o mes-,
mo se olTerece para sangrar, tirar dontes, ebotar
ventozas, com toda a perfeicao.
Vendem-se um par de brincos do ouro,
com diamantes, fcitos a moderna, umtrancelim,
e urna medalha tudo obras novas o por pre-
co commodo ; na ra Nova n. 55.
Vendem-se duas cadeiras de ra moder-
nas e um palanquim e mais 4 vazos de cra-
veiro tudo por preco commodo ; no arma-
zem da ra Nova n. 67.
- Vende-se um berco em bom uso, por pre-
commodo ; na ra das Flores, n. 17.
Vende-se a padaria da ra da Gloria ,
pertencente a Ignacio Jos Teixeira do lado
do recolhimento sendo com as farinhas exis-
tentes ou sem ellas com todos os pertences
para trabalhar e as bem feitorias que na mes-
ma se tem feito, sendo o forno do dono da ca-
sa e o aluguel moderado e bastante afregue-
zada quem lhc convier procuro a Manoel Ig-
nacio da Silva Teixeira na padaria da travessa
da Madre de Dos no Recife e para ver a rela-
cSo do que se vendo : na ra da Gloria na
mesma padaria, aonde encontrar a qual-
quer hora do dia.
Vende-se urna moleca de 14 a 15 annos,
lava engomma e cozinha o ordinario : na
ra do Aragao n. 14.
Vendem-se um calix dourado um mis-
sal encadernado de novo com sua estante, urna
podra dar e urna caixa com vasos para San-
tos leos tudo pelo diminuto preco do 50,000
reis; na ra larga do Rozario sobrado n. 30 ,.
primeiro andar.
Vende-se por preco muito commodo,.
urna obra de Direito Natural por Burlamaquc,
em muito bom uso ou troca-se a mesma por
um Diccionario Portuguez de Constancio, ain-
da que usado seja ; quem dola se qui/cr utili-
sar, por compra, ou troca dirija-se a ra do
Amparo em Olinda casa n. 20.
Vende-se um cavallo bom carregador de
baixo at meio ; em Olinda ra da biquinha de
S. Pedro n. 46.
Vendem-se 13 saccas de farinha de man-
dioca muito nova e boa a 5000 a sacc de
alqueire : na ra do Collegio n. 6 botica de
Cyprianno.
Vendem-se pennas de ac asmis supe-
riores que neste mercado tem apparecido com
suas competentes caetas; na ra Nova, loja
de ferragens n. 25.
Vendem-se saccas com farcllo de boa qua-
lidadc e por preco commodo; na ra do Cruz
no Recife n. 10.
= Vende-se palha de carnahuba: na loja de
fazendas na ra do Passeio publico n. 2.
== Vende-se um cavallo em boas carnes *
carregador baixo por preco commodo : no At-
ierro da Boa-vista sobrado de um andar con-
fronte a casa do Sr. Luiz Goncalves Ferreira.
Vende-se um caxilio com alguns vidros,
proprio para fitoiro por preco commodo : na
ra dos Assoguinhos n. 8.
= Na botica nova da ra estreita do Roza-
rio, n. 41, continua-se a vender espirito de vi-
nbo de 36 graos proprio para cbapeleiros ,
e marcineiros pelo mdico preco de 1:440 rs.
a caada.
"^ Vendem-sc abotoaduras de massa a 640
reis linhas de carretel a 360 reis a duzia ,
colxetes a 80 reis a caixa mcias pretas de seda
para homem a 1:000 reis ditas de algodo ,
lisas e abortas e de linho para senhora tran-
celim de borracha do todas as cores agoa do
colonia fitas lavradas sabnnetcs de barba a
80 reis papel de peso a 2:500 e a 2:800
reis dito meia hollanda a 2:500 reis caive-
tes finos, escovas para cabello cdentcsal20
reis e outras muitas miudezas baratas : na pra-
cinha do Livramenlo n. 53.
=s Vendem-se pocas de madapolo ordina-
rios a 3:600 reis cortes de vestidos de chita
muito lindas e tintas seguras a 2:800 3:820,
e 3:600 reis : na loja da viuva do Burgos.
= Vende-se urna casa assobradada no Atier-
ro dos A (Togados com fornos e mais preparos
para urna grande padaria e que pertenceo ao
finado Machado : na ra do Trapiche n. 8.
Escravos fgidos.
- No dia 21 fugio um escravo crioulo do no-
me Benedito baixo do corpo pouca barba ,
de 20annos, he bastante ladino, levou calca
do brim branco, camisa de algodo cchapeo;
quem o apprcbender leve-o a ra do Amorim ,
n. 36, casa de Antonio Var.de Oliveira.que
ser generosamente recompensado.
Na noite de 14 do correntc fugio do cn-
gcnbo Cabeca de Negro freguezia da Escada ,
o negro Jos carreiro alto reforcado com
urna ginnde ferida quasi s cm urna canda,
levou roupa de algodfio e um cobertor de cor
grosso ; o apprehendcflor leve-o ao dito enge-
nho ou na ra da Cadeia velha n. 50 se-
r recompensado.
Rbcifk: na Tvp. de M. F, de Faria.=1843


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