Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04919


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Full Text
Armo de 1843.
Cuarta Fera 22
ludo agora depende de na meemo*; da nnin prudencia mmlrnriii, inercia : con
1 nusnoi como principiamoa e eercmoe aponladoa cum admiraio entre a* Na<.("es maii
lillie. ( Proclamado da Aasembl'a Geral do BkaiIL. )
PARTIDAS DOS COhREIOS TERRESTRES.
Giinac, Parahiba Rio grande do Norie aegunda* < eexias !>.
1'..i.:. ) c Garanhuna )0 e 24
Cano, b-mnhaera, Rio Formoao Porto Cairo MaceiA a Alagoae no 1. 11 21
Bua-v'a das da iKwana.
3J *g. a. Martinho Domifnse Are. Aud. do J. de D. da 2. t.
21 Icrc. *. I'ento Ab. -*ud. do J. de 1>. da i. .
2 '. Qutfl a. Einigdeo B Aud. do J de I). da 3. t.
23 '.'uin; a. Feli* M. Aud do J. de D da 2. t.
2* itH. a. Agapito M Aud do J. de I), da 1 t.
J5 Sal), t. 4- Annunciac/to de NoMa Seuhora,
J[ liou 4 da qiuresuia a l.adguro 11.
de Hf arijo
Anno XIX. N. 66.
O Diario i......u a ar u.doe oa diaa Mua n.Jo oraia Sanlifieadoa : o preco da aaaign atura b*
de tres mil rail por fontal pifo* adiantadoa. Oa annuncins .loe asaignantee ..10 ineendu"
grana, e oad.equeo Bioforem ;i raio de SO rria por liaba. A re.-lamacoea dereaJ"'.01""
gi.lae a eale Typ., ra daaP.i.e.N M.on i'ra-a .la Independencia loja de h.rot N. Da
compra renda;
IIMI.I,.
I.>,. da ; 1 de Marco,
V- Cambio .obre I.ondre. 2S 2M,: d. p. IV. Uo.o-Moed. da 6.400 V. 15,0.* 15.20)
f IVi.3SUrr..,.o, tranco. I *.* . . Liaba 10U pur lUdepreatio. I da 4,000
' PatTA-PaMefiM
l'eoa I nUimn.r.i
dito? Mrxioanoa
S,300
1,740
1,710
1,740
8.510
1.760
i,7(10
1.7I)
^;^
Moeda da cobre 2 por 100 de dearonio.
Ideo de latraa de boaa firmal I | por I.
PHASESUA LANOMEZ DEMARCO.
La Clieia lf, i 3 boraa a ii m.da m. I L0 nova i 1, al 3 I oral I 13 m. da manh;
Qilafi. !*{/. ii, .la S lora alia. d. tard. | v|uan. craec. u l>, aa / uoraa a 20 m. da m.
Preamar de Itvje
\. a 10 horas a 0 a. da menh.ia. | H hora*e o0 m da larda.
Tribuna, da Itelacao.
SESS.VO DE 21 DE MARCO DE 18 W.
Na appt'llaco Cvel ta Guiado das .Magnas,
appnllanti's a viiiva e herderos do Joaquina Po-
dro Rebullo Ouintella, appollado Jos Fernan-
dos Lima, oscrivlo Jacomo; so mandou vista ao
Dr. Curador Goral los orlaos.
Na appellaclo cive] da ('.idade da Parahiba ,
impelante Claudio Miguel Lajanchicre, appel-
lada a prcta Julianna, oscrivlo Bandcir ; so
mandou vista ao Dr. Curador Goral.
Na ftppelTacffo civel da i .'idade de Macei,
nppellante Januario .loso do Mosquita ampol-
lado Jacinto Jos de Sou/.a eserivao Reg
Rangel; se julgou pela reforma da sentenca ap-
pellada.
CMARA DOS SRS. DEPl'TADOS.
O Sr Aguiar:Sr. presidente, depois das
declaracOes que tenho ovldo a alguns nobres
deputados que me precederfio convencl-me de
que nao fui en o nico itnprossionado pela reti-
rada do gabinete de 23 do marco que presidio
aos nota veis acontecimentos que tiverlo lunar
no decurso do anno de 1812 ; conhoci que nao
ora eu s que pensava que osse gabinete sol-
frendo atgumas modiflcacSes, ainda podia pres-
tar valiosos serviros ao paiz, e mesmo que ain-
da convinha a sua continuacao. Digo isto sen
aennliamento porque a minlia opiniSo ja nao
pode ser averbada de especial. Urna vez porem
que a minha expectacSo foi (Iludida urna vez
que j me nao 6 possivel obtev desse gabinete
explicaces que mesorviriao do molhor Armar a
opiniaoquedelle fiz fi;e melhor aquilatar os
seus actos cstou res'ulvido a guardar silencio e
renunciara uincx;,mo, protestando todava que
aos meus olhos t o digno de todos os encomios ,
e credo'r da rvatidSo geral o grandioso serv ico
foito por <;.sse gabinete no restabelecimento di
ordem publica tao seriamente alterada.
Como estou corto senborcs, de que nio
smente professando principios de opposiciio
que se sirva aopaiz; como ou por (ionio ti-
morato ou por torca da experiencia lilha de
tactos que se tem passado sob minhas vistas ,
tenho justos rece i os do que as conslantos cen-
suras alentem esse espirito de dosordeni ainda
mal extincto que tantos trapeos tem posto ao
desenvolvimento do nosso imperio nascente ,
nao screi OU cortamente quem busque stigmati-
sar a adminislracao transacta pelas medidas que
a necessidade a forcou a empregar e deixarei
essa tarera aquellos de meus nobres collogas que
ou forein inais resolutos ou mais severos do que
eu.
Estepcnsamento de benevolencia, dictado
pelos meus principioseupprovado pola minha
coiiscioncia especialmente em consideradlo s
circumslancias e beni da nacao teria de sof-
frer uina notavel modificacao soeu boovessede
entrar no minucioso exame da gerencia das nos-
sas relacoos externas c particularmente na
questao de intellgencia do tratado entre o Bra-
sil c a Grao-Bretanha, porque entendoque nos-
ta parte a adminislracao que expirou ou pun-
co bom fe ou nao fez tanto quanto devia ;
mas. renunciando a pretencao de hostilisar um
poder que ja nao existe contento-me con do-
clarar que, na gerencia desse ramo dos pbli-
cos negocios, desconheco os ttulos com que
esse gabinete possa reclamar a minha approva-
co c fazerjus minha benevolencia. Ouvi a*
rasos produsidas pelo nobre ex-ministro da
justica a este respeito ; porem sou obligado a
diser que me nao contenanlo.
Felizmente senbores depois que Ii o no-
bre ministro da justica actual, depois que, po-
la xposicfio do sou programma governativo na
cmara vitalicia.vi que os desejos do gabinete ex-
istente cifrao-seem extirpar.ou ao menos em ali-
girar OS males que aflligem o oslado segundo
os verdadei ros principios de rigorosa eenergl-
ca justica ; depois que, nesta casa ouvi a t\r-
claracflo leita pelo nobre ministro da maiinha
relativamente firme resoluijao em quo esta o
lovernode nao celebrar tratados nemeoma In-
glaterra nom com outra qualquer nacSo d
mundo, tratados, digo, que nao asentoin em
bases de notoria vantagem para o Brasil e que
nao respeitem o direito Incontestavel, que a
coQstituicaO do estado cuuciiu { au|jusiu
cmara sobre a decretacaS dos impostos; ou
sinto-me mais descansado e vre d is temoro.
quo produzem sempre os pensamdntds nao co-
nbecidos de novas idministracSes, e na au-
sencia de fados censuravois julgo dever con
o meii voto ajudar ogverno no nobre ompe-
nho de salvar o paiz segnindo dost.i manoira
o svstema do franquesa que tanto preso e que o
mesmogoverno protosteu querer adoptar.
Feita esta declaracao, j so vfl que de mi-
nhas inlencoes votar pela adopcaodo I. arti o
lo projectoque se acba em dlscussAo, eat nao
duvidaria dar o duplo ou o triplo da forca po-
dida o mosino envidaros nllinms recursos do
estado so se me podesse assevorar que esse
augmento da forca publica, que esse sacrificio
da parte da nacao conseguirn" plrum tormo
a essa calamitosa suena que. a tantos annos de-
vasta a intoressante provincia do Rio Grande do
Sul que tem feito tantos milhares de victimas,
tantos milhares do orphose viuvas que tem
consumido toda a substancia do estado : so se
podesSC finalmente extirpar osse cancro roe-
dor que se nutre de carne humana o de dinbei-
ro a miados.)
Sr. presidente nao passarei adianto, sem que
faca urna observacaSque jolo razoavel equo
tem todo lugar na presento discussao. Km toda
a assooiacao bom organisada. nao lia elasse que
nao gose <\c cortos beneficios a par dos inconve-
nientes que obrgada a sofTrer e daquf vero a
paciencia o resignacad* com que todo o ciiladao
so curva ao ju^o das leis e supporta todos os la-
dos desagradaveis que tem a sociodado civil. Eu
vejo senbores, queoempregado de fasenda ,
firmado naleide tdeoutubro de i srtt loso
que profazos seus vinte anuos de servicos, tem
direito a pedir ama aposentadoriae.fr dosfruc-
tar no descanso os resultados de seus trabadlos:
eu vejo que o magistrado, embora naShaja lei
que regule aposentadorias nesta elasse quan-
do obesa o peso da Idade e o cansaco de urna
vida sempre appllcadfl ohtem da equidade do
ioverno o esta cmara de ordinario approva
a sua retirada do snico : eu ve.'o que os oll-
eiaes militares, o mesmo os soldados do exer-
cto obtem reformas e escusas ; vejo que urna
lei garante aos soldados de torra que se prestao
ao servioo voluntariamente as suas baixas no
fim de quatro annos e aos recrutas no (im de
seis annos: vejo finalmente que a estes mea-
mos soldados at a lei permiti OU darem un-
iros individuos por si, ou reci Iherem una cer-
ta quantia aos cofies pblicos em compensabas
re sua retirada ; maso mesmo se observa a res-
ucito da marinhagem ? Tem as mesmas garan-
tas aquellos que so confinan no estreito mbi-
to de um navio ? Nao cortamente. Lojto para
rom estes ha urna perfeita injustica relativa, in-
[usticaque esta cmara deve buscar reparar,
porque em verdade os servicos prestados pores-
ses homens nao sao de menor quilate to que os
prestados polos soldados de tena ; porque o
tributo de sangue que aquellos pagad ao e-lado
nao menos precioso do que o pago por estos
e se fossemos-a rmar urna comparacoO quem
sabe donde (icaria a victoria ?!
Assim senbores, eu milito desojara que es-
ta augusta cmara tomasse urna medida a este
respeito fa/.endo justica a urna olasse tao Into-
ressante e que cerlamonle nao a das mais
lolisesda sociedario em tempo competente a-
presontaroi urna emenda ueste sentido, a lim de
que as balase as molestias nao sejao as nicas
que marquen) o temoo que devom servir a bor-
do dos navios de guerra os marinlieiros brasi-
leiros.
Nom se argumente, Sr. presiente, com a
falta que pdazer um homem amostrado nos
trabalbos do mar, o com a difflculdade de sua
substituidas porque um semelhanto argumen-
to viriaentaS a provarque se na3 deve dar bai-
xa aos marinheiros em lempo nenbnm ; e em
tal caso eupoderia applicaresta mesma raso
..os soldados do exorcito porque nao so fasem
veteranos o soldados aguerridos em um ou dous
mozos : assim, se ambos esto as mesmas cir-
cti instancias, se o caso o mesmo, salve-aea
injustica ; o cu rogo ao nobre ministro da ma-
nilla queseacba presento, que por tantas
vesos tem tido asen cargo essa repartilo que
'anto zelo tem sempre mostrado pida elasse que
Ihe esta subordinada, queira aceitar essa emen-
ta a meus olhos toda firmada em justica.
Sr. presidente, bem que eu tivesse ardente
lesejo de nao deivar em siiencio a- uiinlias i leas
a rospoito do voto de grecas ; bem que en me
quizosse aprovcui a atido <1->m: piogtani-
ma pira enunciar as minhas oonviccScs Sobre
a politica geral do Brasil o laucar um rapi lo
o'liar sobro a minha provincia, a lim de con-
testar ou rectificar aVmns fados que aqui forilo
pnviu/.idos por dous nobres collegas o amhros
meus, coni todo circumstonclas particulares me
rletorminarioa pedir patavrajaum pouco tar-
de : mas romo os estilos da casa e a pratica se-
guida pidos nobres oradores que me precederlo
mo tem f'ilo sentir que. na discussao do 1. ac-
uito da lei da lxaco de torcas, pormittido
livagarum pouco, eu quero tambem me preva-
lecer desta permisso e responder os meus no-
bres collegas por Pemambuco com cujas opi-
nidosa rrspoitoda administraco da provincia
que representamos. nao posso concordar.
Comecarel as minhas reilexoos por assBgurar
ao nobre deputodo que so assenta do nutro lado.
e que Ajilen antes debontom, que estou bom
longo de rcpelir o appello do govorno, e Im-
prensa deque 0 nobre do potado tem usad.-,
o muito menos amo o silencio em quostes de
semelhanto naturesa...
O Sr.Urbano:Eu nlo disse isto.
OS. Agniar Ea nao me reflro ao nobre
deputado : fallo com o mou collosa supplento
por Pernambubo que aflirmon nao querermos
admltr nom recurso ao govorno, nom OOTa-
meda imprensa a respeitodosta questlo, equo
s queramos silencio. Preciso oque se saiba
que nao svmpathiso com as tonebras ; o quem
rejeita a publicidade na i vota como constan-
temente o tenho leito, pelos requerimentos que
os nobres deputados otTerercm A consideraclo
da casa ; e mesmo pens que em resultado essas
infrmameos podidas o essas diseussos terao a
final de esclarecer os Atetse mostrarem com
evidencia do que lado est a ra/ao : nos nao vi-
vemos em paiz nom estamos sob una forma
de govorno que admita 0 misterio ( apoiodos !.
Declarare!tambem que nao sao motivos nica-
mente de gratidao que me tem movido a tomar
parte nessas diseussos o a faser a dofesa do no-
bre presidente de Pernambuco : faca-se-me Jus-
tica porque en tambem tenho conviccoes.
Um Sr. rleputario : Nao sahirao de nos in-
sinuacoos nenh.imas.
0 Sr. Agttir Sr. presidente, os nobres de-
putados a quem me redro verdade que nao
tem dado como autor inmediato dos malos e
ultimas castastrophes succedidos em Pemam-
buco ao presidentedaquella provincia; porem ,
nlo admittindo que nom a fraquesa das leis ,
nom a desmoral sacio publica nom a impuni-
dadecom que oserimnosos contao nojurv 86-
lo causas ofllclentes desses males e smente
para poder Ir livreuionte procurar novas victi-
mas.
O Sr. Urbano : E a quem veni isto ?
O Sr. Agwar : Vem para lazer sentir ao
nobre deputado que nao da falte do prisio quo
nasce nicamente a Impunidade. Nao estar o-
nobre deputado lembrado de um assasslnio qne
se porpotrou em urna otaria na pesboa do mu
menor.' O autor desse dilido foi preso o eondem-
nado pelo jury da capital portn o de urna co-
marca do centroo obsolveu ; 0 individuo que
tambem as nas da (idade maln a um mu-
sito foi absolvido mesmo polo jury da capital ,
niguem lira qnc i.em ou ve pravas equo o au-
tor do crime nao fosse preso. Portante, J6 Se
se ve que semelhantes absolvieses animando
ocrime, inculindo temor s testemunhas quo
depnem e inutllisaodo as diligencias da polica ,
produzom necessariamente a impunidade, por-
que ninguemse quer expor a adquirir in/migos
moraos smente para daraojun o praser do
absolver.
Um los meus nobres collosas ainda tro uxeem
apoiotle sua assorcoo assassinato commoltido
na possoa do infeliz Gonsaga na ruada Ca-
tira to Recito e attribuo toda a culpa da im-
punidade desse attentedo negligencia do doutor
francisco Dominguesda Silva de quem sou
amigo, o que, a osse lempo servia o lugar
de prefeito da comarca pola simples raso do
nao tor aquello mandado premier e proeessar
aos indigitadoscomo mandantes docrime ; mas
o nobre deputado procedera de maneira tliFTe-
rente (la (pie procodou aquello prel'cito ? Mon-
daria prender a alguem sem culpa formada,fra
dos casos declarados n. lei ?
OSr. A". Ma hado: Esse criino admiti
a prisio sem culpa formada.
O Sr. Aghear : >ita admiti quando
lia denuncia ou qiioixaem regra em que sede-
clarea pessoa indicada uo erime ; porem a nao
se darem estas circunstancias nao soi quo soja
admissivel a prisio. Portante exigir um seme-
Ihanteacto, e querer que a autoridade ultra-
passe as raas (lesnas attrihuicSes o eu pens
que o nobre deputado nao faria outro tanto.
OSr. N. Machado : Ku o maudava.
') Sr. Aginar : Estou que nao mandara
e que seguramente so inclinara para a porto
legal. Ksse prefeito disse. verdade em um
olicio ao presidente da provincia que havia
tido revel.icoos particulares a respeito da pessoa
>u pessoas que mandarlo commetler esse de-
lO causas eu ciernes m;s>:s Mi.iii-1 ., .-............._-,- ,
O de'elto das autoridades bem claro que os helo ; mas essas revela, oes nao forao assignadas
attribuem ndltectamente administraco do
nobre baro da Boa Vista ponpie sondo el 11 a
primoira autoridade da provincia delle que
de\e partir esse doleixo essa inercia, c dosta
maneira vem elle a sera causa mediata de taes
malos.
Ku estara prompto a concordar nessa illacao
para que podessom tor o carador do denuncia .
o por issocontentou-se com remetter o corpo
de delicio justica que, alinal na delicien-
ca depravas julgou improcedente o processo
que instaurou entretanto que muitas pessoas
assistiro falal execucio.
Pens, portento, e vista das razos que te-
ZSWiSi^SS S punC! "Lo preduldo, que a impunidade que em Per-
dadS-se5L cilStancia cu coufessaria que nambuco se observa nao nasce como d.zom os
a impunidade provinha do doleixo das autori-| nobres deputados da negligencia e doleixo das
puni.iade pro\........... -......
dados; mas, presenciando que, de ordinario, I autoridades, entretanto que mais provaveie
os esforoosda poliole sao inutilisados por urna ql((. essa negligencia o osse doleixo nascao do a-
escandalosa remisslo do crime quando este
tonnle serjulgado me dar. I cenca os nobres
deputados para osnoacompanharem seupen-
samento. Por ventura a impunidade somonte
consiste na Taita da prisodos delinquentes ?
O Sr. Urbano : Pois nao.
O Sr. Aginar '. NBo soi como o nobre (l-
enlo que lo escandalosas o repetidas absolvi-
< oes do aos criminosos.
Sr. presidente agora buscarei pravar queo
presidente de Pornandiuco tondo autorisado o
juiz de direito da comarca do l.imoeiro para ,
em caso extremo juramentar um supplente do
I lio cumpria fazer; e
putado', que conheeeu lento Pornambuco como juiz de paz, fez o que I lie cumpria
eu av'anca semelhanto proposiclo Ainda para isto ser necossano que eu reb
hontcm o nobro deputado que se assenta mi-
nha diroila com toda a clrese com toda a
(orea de raciocinio o imparcialidad!^ que Ihe sao
proprias demonstrooa maior parte das causas
que eoneorroin para a impunidade dos crimos ,
retorindo alguns fbetos qne nao sonVem replica.
Eu pens queos nobres deputados estarn bem
lembrados do que se passu a re-pito do indi-
viduo que assassinou o caielro do capitlo Ma-
nuel Joaquim Gomos, ao peda ponte do llecife.
Nao teria sido preso ocriminoso ?
/')/' Sr. deputado : Foi .
OSr. Ayutar Foi, e foi procesado; ju
rando todas as testemunhas do vista, eojur
de capital o condemnou se bem me lembro
rels perpetuas : e acha-se cumprindo apena '
Nlo norque mo poderosa oceulta fez com
oe protestando-se por novo julgamcntopara a ^ Limoeiro que me .sena
cuiimi... d.. Golaoa, fesscaUota &uhido pao, psscsWatls s&ulisd
ira as cir-
cuinstancias que denlo lugar a esse procedi-
menlo. ...
OSr. Urbano: Nao pude ser justifi-
cado.
O Sr. Aguiar : Talvez eu consiga. Se-
nbores todos senern que quando se trata de
pleitear urna elei.o os partidos uslo de to
dos osmeios que esto a seu alcance....
/ m Sr. deputado : Honestos e desho-
nestos.
Sr. Jguiar : Eu nao direi deshones-
tos porque ellos sao prohibidos, c mesmo nao
pretendo ollend.ir a alguem com asminliaspa-
lavras. Entretanto conlucendo um dos lados
que disputavo a eleco primerie na freguezia
do l.imoeiro que Ihe ,seria impossivel o trium-
a liiciyO Cunwil.


w
= a
to o poder fcilmente conseguir por liaver apo-
nas.o juiz de p:iz omexercicio, qUeenfrava no
numero dos descontentes sem existirem sup-
plentes juramentados. Para obviar inconveni-
entes desta natureza ja anteriormente a pre-
sidencia havia ordenado por urna circular a to-
das as cmaras da provincia que juramentas-
sem quatro supplentcs dos juizes de paz; po-
rem a cmara do Limoeiro nao se tendo de pro-
posito reunido para nao aplanar essa dilicul-
dade deixiro porconsequencia os suplentes
de ser juramentados e ebegndo o dia da elei-
e5o compariceu o juiz de paz, edepoisde
fe i to o sortcio dos individuos que devio cleger
a mesa, retirou-se, o dcclarou que nao as-
istia tnais a eleicao. Mas o presidente da pro-
vincia saliendo anteriormente que a cmara
se nao tinlia reunido em tempo e que toda
esta omissao viria produzir o desfecho de se nao
podej fazer a eleicao levado da gravidade do
caso e do remedio prompto que este reclamava ,
authorisou o juiz dedircito para no caso de
se realisar a hvpothese figurada nao se poden-
do reunir a cmara, n.'m estando pr sent o
seu presidente ou mesmo o seu mmedialo
juramentar o supplente inais votado que podes-
so comparecer, afimde que se nao interrom-
posseum acto detanto momento, Portanto da-
qui se ve que semelhanta medida foi tomada em
um caso extremo, afun de que se executasse
um projecto de lei medida que foi approvada
pelo governo
O Sr. Nunes Machado : Mas quando a
ordem foi expedida nao havia essas razoes.
O Sr. Aguiar : O caso que o fado pos-
terior justilicou a medida tomada e assim de-
sapparece a culpa da presidencia.
O Sr. Nabuco : Apoiado. O fado jus-
tificou.
O Sr. Aguiar: Entretanto eu noto que o
oobre deputado nao falln at boje da eleicao
que fez naquellc collcgio em 1S0 em que
tanta irrcgulalidade houvc em que sendo
setenta o tantos os votantes apparecro ape-
nas no collegio trinta ou qnarenta, votando por
procuracao os que faltro. Talvez fosse por
que' o nobredeputado obleve ali setenta votos...
O Sr. Urbano : Eu nao me importo com
a eleicao desse tempo : isso insinuaco e o
nobre deputado desta vez teve setenta e tantos.
O Sr. Aguiar: Perdoe me nao ti ve
tantos ; e o que disse nao insinuacao; af-
firmo cordialmente que as minhas palavras nao
contin veneno algum ; apenas quiz (azer um
reparo porque tambem lembra-me de que ,
existindo desde 18-0 a fazer-se a obra que ho-
jeservo de palacio em Pernambuco e tendo os
nobros dcpulados sempre tido assento nestu ca-
sa smente agora foi que se lembrrao de
censurar por isso o nobre Ha rao da Boa-vista ;
porque o nao fizero antes ?...
O Sr. Urbano : Porque nao quiz.
O Sr. Aguiar: Logo agora occorrem novos
motivos,ese o nobre deputado pensaquo censu-
rando hojeo presidente de Pernambuco por essa
obracumpro um devor, entao me ha de conce-
der que at o presente o deixou em esqueci-
niento.
Sr. presidente ainda direi duas palavras
sobre urna aecusacao que um meu nobre colle-
ga fez pesar sobre o nobre Barao da Boa-vista ,
quando disse que este havia faltado a honra ,
probidadee politica adberindo aos principios
do gabinete de 23 de julho e tornan lo-se infiel
aos do de 19 de setembro. Ora eis nina pro-
posico bem difTicil de provar-se.
OSr. V. Machado : Ora, est mais que
provada.
O Sr. Aguiar : Em 18i0 quando nes-
tu corte tiverao lugar os acontecimentos pelos
quaes S. M. o Imperador foi declarado maior,
era o nobre Barao da Boa-vista presidente de
Pernambuco, e todos seulem quanto impoli-
tico seria que esse funcionario publico mos-
trando-se despeitoso e mesmo revelando avor-
sao a um acto ja consummado o abracado pela
naco inleira pedisse urna demisso que se
olharia comoacintosa___
OSr. M. Monttiro: Apoiado.
O r\ guiar : -- Mas logo quo elle o pflde
fazer opportunamente o fez e a demisso
so Ihe foi accordada depois de reiteradas ins-
tancias...
O Sr. M. Moneiro: Apojado. E' mui-
to verdade.
OSr. Agniar : Seguindo poiseste proce-
der mostrou toda deferencia e respeito que
Jhe cumpria ter para com um objecto to sagra-
do e desligou-se da obrigacao em que eslava
de sustentar principios oppostos aos seus sen-
do todava condecorado por esse mesmo go-
verno que tanto conhecia a sua opposico ( o-
poiados). Fez portanto o Raro da Boa-
vista o que laria todo o bomcm sensato e melin-
droso e isto prova exuberantemente que nao
houve transicaode principios, o nem abando-
no dos do gob.inete de 19 de setembro ; e se
de outra niancira elle tivesse procedido talvez
que os seus inimigos se tivessem anroypitado
desto moio para o indispflrem aos olhos do mo-
narcha.
Passado esso periodo voio o nobre Barao
para esta corte e ninguem dir quo elle no
seguio a senda q jo d'antes havia trilhado e
menos que assignassecompromisso com o gover-
no para poder voltar a Pornambuco...
O Sr. Urbano : -- Eu no falloi em compro-
misso.
O Sr. IV. Machado: Eu tambem n5o
fallei; sao asfolhas publicas que dizem.
O Sr. Aguiar : Excepto se esse com-
promiso tcito que sempre se deve suppor exis-
existir entre o governo e todos os seus delegados
[apoiados).
Sr. presidente o nobre deputado que fallou
em outra sessao para fazer sentir a pouca im-
portancia que tinha o presidento de Pernambu-
co nostratou de deferir as honras da lica
havida na assemblea daquella provincia aonobre
deputado que se acha a seu lado mas ainda
disse que se ellos houvessem torcido o corpo ,
a indicado que alli appareceu teriasido appro-
vada. Eu nao neg que o nobre deputado fos-
so um dos mais robustos campeadores, nao
neg que, com suacostumada habilidade con-
corresse para otriumpho do nossas ideas ; mas
preciso notar que o seu voto era um voto ne-
cessario....
O Sr. N. Machado : Necessario n5o.
O Sr. Aguiar : Necessario.
OSr. Urbano: Filbode minhasconvie-
nes.
O Sr. M. Monteito : Necessario.
OSr. Aguiar : Digo necessario, porque
o nobre deputado nao podia volar de outra ma-
neira ; pois neslacasaj havia concorrido para
as reformas e lei do concelho de estado ( apoi-
ados ).
O Sr. Urbano: E muitas vezes nao se vo-
ta contra o que se pensa ?
O Sr. Aguiar : E' verdade que assim suc-
cede algumas vazes; porm eu estou bem con-
vencido de que o nobre deputado nunca proce-
dera desta maneira nem quereria cobrir-se
de opprobrio com to vergonhosa contradico...
O Sr. Urbano : E o que se segu dahi?
O Sr. Aguiar : Seguo-se que eu Ihe es-
tou faicndo justica.
Sr. presidente nao findarei meu discurso
sem fazer ainda algumas observaees a respelo
de urna aecusacao bem grave que um de meus
collegas fez ao nobre Barao da Boa-vista, quan-
do disse que este o tinha recommendado a um
fri assassrfnf o...
O Sr. IV. Machado : -- Eu nao disse assim :
disse que era cecommendar-nos a uma'fin-
ganca.
OSr. Aguiar [ dirigindo-se para o Sr. Ur-
bano ) : O nobre deputado vio quando eu to-
mei este apontamento.
OSr. Urbano: Eu nao vi eScrcver, c logo
disse que nao era assim.
O Sr. Aguiar : Bem: seja recommen-
dar a urna fria vinganca que equivale a mes-
ma cousa.
O Sr. M. Moteiro : E' urna proposicao
bem foi te e ninguem querer que a avancem
a seu respeito.
OSr. N. Machado: Nao foi assim.
Sr. presidente: Eu nao posso admit-
tir dilogos e rogo ao nobre deputado que se
cinga a materia que est em distfussao.
O Sr. Aguiar : Se me dao apartes me
necessario responder. Eu protesto a V. Ex.
votar pelo artigo que se discute e se V. Ex.
permitto aos outros oradores divagarem justo
6 que tambem me permita dizer mais alguma
cousa.
Kssa proposicao 6 muito seria para se avan-
far com tanta facilidade e todo aquelle que a
quizer proferir deve estar muito bem munido
de provas em que airme....
OSr. N. Machado : Eu j disse que tinha
provas.
OSr. Aguiar : --Primeramente seria pre-
ciso convencer que o Barao da Boa-victa foi o
autor desse papel....
O Sr. D. Manoel: Apoiado.
O Sr. Aquiar : E depois seria tambem
necessario provar que o mesmo Baro o mandou
espalhar pela provincia porque smente a
entrevista do nobre deputado com o cidado
FiguerOa de Faria n5o o pode autorisar para
tanto.
O Sr. N. Machado : O) !
O Sr. Aguiar: Sr. presidente, tocando
de passagem sobre a vinda dos oiciaes de Per-
nambuco para esla corte lirnitar-me-hei a di-
zer que se neste procedimento ha urh crime ,
dellodeve o nobre depulado tomar contas ao
governo central; porqu, tendo este conserva-
do presosjesses oficiaes em urna lortalcza .
putado ainda censurou o BarSo da Boa-vista por
ter excedido grandemente as consignaces mar-
cadas pelos diferentes ministerios ; mas eu di-
rei ao nobre deputado que taes consignaces
nunca sao feitas com tanta justeza e precisao,
que todas as despezas dos respectivosministerios,
e esta regra que poder ser observada em outra
qualquer provincia no pode ser em Pernam-
buco donde muitas vezes se obrigado a man
darsupprimentos extraordinarios e urgentes,
pedidos pelos outros presidentes donde cons-
tantemente est a sabir tropa donde ha bem
pouco tempo se mandou para o Cear e algu-
mas outras provincias do norte armas e dinhei-
ros, sendo requisiedes estas que nao admit-
tem demora nem dao tempo para se pedir au-
torisacao.
Sr. presidente embora eu quizesse dizer
mais alguma cousa, a hora j est ha muito
passada c o incommodo, que actualmente sof-
fro n3o me permitte ser mais extenso ; e por
isso rematarei o meu discurso votando pelo
artigo da lei que se discute.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da i5.* sessdoordinaria da Assemblea Le-
gislativa Provincial 4fi Pernambuco em 18 de
marco de 1843.
Presidencia do Sr. Podro Cavalcanti.
Feita a chamada acharo-se presentes 26
Srs. deputados faltando com participado o
Sr. Lopes Gama, e sem ella os Srs. Mello, Ma-
noel Cavalcanti Barao de Suassuna e Dan-
tas. O Sr. presidente declarou aborta a sessao;
foi lida e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Um oflcio do secretario da provincia acom-
panhado de outro da cmara municipal desta
cidade pedindo approvacao do augmento de or-
denado que dora ao seu advocado: com-
missao de nesocios das cmaras. Outro do
mesmo secretario remettendo a relaco que se
exigir dos devedoresdos contractos:A com-
missSo de fasenda e orcamentos. Foi lido e
approvado o sefruinte parecer da commisso de
legislacao:a commisso de legislado vio a pe-
tico do coronel de engenheiros Firmino Her-
culanodeMoraes Ancora em que p?de que
esta assemblea declare se a gratiflcac3o men-
sal dc60$000 re.is concedida pelo Exm. Presi-
dente, em 15 de Janeiro de 1839, compete-
Ihe do dia da promulgacjio da lei n. 53 de 18 de
abril de 1838, ouse somentedo diada concessSo
em dia nle:a commisso pois, vista do pedido,
examinando com milita attenco as rasos pro-
dusidas pelo peticionario, e os motivos que im-
pelliro a administraco provincial nao Ihe
mandar pagar a referida gratiflcaco se nao do
dia 15 de Janeiro de 1839 em diante, dia em
qoo teve lugar a sua concessao julga que o
coronel Ancora nao pede ser pago da gratilca-
c5o se nao da data do despacho que lh'a con-
eedeo. A lei provincial n. 53 de 18 de abril de
1838, queauctorisono overnoda provincia a
engajar ensenheiros nacionacs ou estrangeiros ,
nSo comprehendeo em sua disposico.nem expl-
cita nem inplicitamente, osoTlciaes do imperial
corpo de engonheiros, que estivessem emservico
da provincia, aos quaes o mesmo governo da pro-
vincia, na conformidade do7 art. 5 da lei de 3
de outubro de 1834 tem ampia faculdade de
commetter negocios provincias independente-
mentedeconcesses de gratiflcaces por terem
os sidos de suas patentes e mais vencimentos
etc. ;e, estando nesse caso o peticionario co-
mo empregado geral em servico da provincia ,
nenhuma raso ha para que esta assemblea
Ihe mande pagar a gratifieaeao arbitrada pelo
Exm. Pres'denteda provincia desde a data da
promulgacao da citada lei de 18 de abril de
1838, quando semelhante gratiflcaco foi con-
cedida posteriormente a publicuco da predita
lei. Se o governo da provincia entendendo ,
que, pela citada lei eslava autorisado con-
ceder urna gratiflcaco mcnsal ao coronel An-
cora como inspector geral das obras publicas,
e de fado, a concedeu essa concessao com
tudo nao deve produzir o seu elTeito se nao do
dia 15 de Janeiro de 1839 em diante e nunca
da publicaco da lei; por que entao semelhanle
concessao viria ter elTeito retroactivo, tanto
principalmente nao se adiando, comoj fez ver
a commisso comprehendido na disposico da
lei o peticionario para da forma pedida se
Ihe mandar pagar a gratiflcaco ; porem jaque
houve tal concessao a commisso, nao im-
pugnando-a declara com tudo, que o coro-
nel Ancora s a deve perceber do dia 15 de Ja-
neiro de 1839 em diante epocha em que por
um despacho do governo Ihe foi concedida a
gratiflcaco mensal de 6Dg reis He isso o que
a commisso entende, e sugeita a conaideracao
da assemblea. Salla das commisses 20 de
marco de 183.Aflbnso FerreiraLopes Neto
S. Guimares.
O Sr. Oliveira mandou a mesa o'seguinte re-
quprimento :requeiro que a commisso de
instrucca publica dando o seu parecer acer-
dindo a creacao do urna nova freguesia qUe
oceupe todo o territorio que elles residen!
urna pequea porco da freguesia de Itamb
tendo por matriz a igreja de N. Sra. do Rosario*
na ra nova : commisso de cstatistica. Ou-
tro oflicio do mesmo secretario enviando o pa-
recer do R.mo Ordinario acerca da suppresso da
freguesia do Barreiros : quem fez a requi-
sico.
ORDEM DO OA.
Continuou a discusso do parecer sobre a in-
dicaco para a amnystia e lirn addiada por
ter dado a hora. O Sr. presidente deo para or-
dem do dia a mesma de hoje e mais pareceres
addiados e 1. discusso da lei do orcamenlo,
e levantou a sessao pelas duas horas e un
quarto.
Redro Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerque presidente Francisco Joo Carnei-
ro da Cunha i. secretarioAntonio Jos de Oli-
veira-2. secretario.
Com iminkado.
Nulla tam modesta felicitas. quo; malignan-
tes denles vitare psssit
Valerio Mximo.
A conducta mais escoimada nao p ule evi-
tar que a morda o viperino dente da malig-
nidade.
Nol).-n. de Sabbado 18 do corren te l-se
urna diatribe pessimamente alinhavada conlra
o Sr. Dr. Manoel Jos da silva Neiva, Juiz Mu-
nicipal da Cidade de Goiana. Essa muxinifa-
da revela que seu auctor he urna dessas al-
'mas de lama que s sabe aquilatar o monto,
e o demerito conforme suas ignobeis paixes,
isto he que chama ao vicio mrito quando
elle favorece seus interesses, e a virtude do
mrito quando ella se oppoem as suas preten-
ces e lucros. Quem ha ahi, que desconbe-
ca a probidade e intoireza com queoSr.
Dr. Neiva estrciou a sua caneira publica! Nao
deo elle n esta Cidade do Recife em todos os
lugares de magistratura que exerceo pro-
vas nao equivocas de decidido amor pclajus-
tCa ? Nao tem elle em Goianna estradado pe-
la mesma senda ? O que portanto aculou a
raiva e furia desse gozo que nem uivar sa-
be ? Certamente o nao compartir o Sr. Dr.
Neiva seus vicios malvcrsaces eserinlenso
dos seus interesses. Como nao poude dcscobrir
eiva na sua conducta illibada procurou abo-
canhal-o de outro modo. Sentimos nao po-
der traduzir alguns trechos d'essa arenga para
respondermos cabalmente ao seu auctor.
O que tem o Sr. Dr. Neiva com a polica
de Goianna nao estando mais ella a seu car-
go? Se olla hoje nao fl to activa, como quan-
do elle foi Dclogado que culpa tem o Sr. Dr.
Neiva? Dever sendo hoje Juiz de Direito
interino intrometer-se nella ? Se recrulou
com energa eactividude, honra Ihe seja fei-
ta ; porque nao fez mais, que cumprir as or-
dens do Governo da Provincia ; nem oura de-
via ser a sua conducta sob pena de ser conside-
rado como empiegado indolente. Desafiamos
ao inimigo dossandeos, ou an'cs inimigode
si mesmo que indigite as videncias pratica-
das pelo Sr. Dr. Neiva corno Delegado, quaes
as pessoas que oro individamentc recruta-
das e as injuslieas, que tenha commeltido co-
mo magistrado. En to teremos occasio de de-
monstrar a todas as luzes a rectido e justica ,
que caracterisa ao Sr. Dr. Neiva, e o genio ds-
colo desse vil intrigante que alapardado pro-
cura ferir, a maneira do lobo a incauta ovelha.
De involta com o Sr. Dr. Neiva foro tam-
bem mordidos o Promotor e o Juiz Municipal
Supplente o que bem demonstra os sentimen-
tns, queanimo ao frentico correspondente.
Talvez que todosse tenho opposlo as suas pre-
tenees ; e por isso justo he que todos parti-
cipem de sua raiva e furor leonino. Massaiba
o correspondente que de seu calumnioso a-
ranzel, os sensatos concluiro que o Sr. Dr.
Neiva nao tem leito liga com osm< s, pois qucae
transigisse com elles por certo o correspondente
nao so daria ao trabalbp de arranjar essa gara-
Iiii Iba ou antes esse ptrido lamacal de ca-
lumnias. O inimigo dos Camelos.
Correspondencia.
approvou o procedimento do presidente de Per- ica nos P,anos e reglamentos do lyco desta ci-
nambuco e por isso j a responsabilidade da- dadf Puente um projecto de le. sobre a or-
quellcenodeste, e ainda muito menos deve gamsafa0 do mesmo lyreo : appo.ado e ap-
e a.noa .,.., lc..U3..c,c provado Foi l.do um oflicio do secretario da
olTenderaaquellepres.denteo facto de ter o provincia cobrindo um requerimento dos paro-
govemo promovido ou empregado aessesolh- diianos da freeuesia deN. Sra. da Conceicorln
ciaes. Finalmente f rubores, um iiuic de (I-iazaret ao norto da Serra de Mascarenhas pe-
Srs. Redactores. O Sr. Bedactor do peri-
dico Guarda Nacional, dignou-sc de oceupar
commrgo o seu n. 28, figurando-me como
favorito do Exm. Sr. Presidente da Provincia,
em um afloramento que fiz de marinha; por
is*o que nclle nao se encheo o fim da lei nao
foi ouvido o Sr. Procurador Fiscal Mello, nem
attendida u opinio do Sr. Firmino, quejut-
gava o terreno precizoao servico publico.
O mencionado Redactor com as provas de
direito que apontou, desfez elle mesmo o seu
primeiro poni. Em verdade ninguem nega-
r que o estalieleciniento de guindastes nao
coopere para o augmento das rendas publicas: e
se p*e terreno aforado r.2o r.cfirc habitac"-. SG
menos aproveita por outro lado ao bem publico.


Tamben se engaa o Redactor sobro
audiencia lo Procurador Fiscal ; a q
leve existir no archivo respectivo. O S. Mel-
lo acbava-so entao empedido, o por isso loi ou-
vido o emprogado interino, que lazi as suas
vezes. Quanto ao parecer contrario do Sr
Firmmo; era melbor nao fallar niso. Aquel-
lo Sr. depois de demorar om seo poderorequer-
mento por largo tempo esperando.... nao sei o
que,sahio-se final com urna negativa genrica
Nao loi portanto o aoramento frito com asco-
res que Ihc emprostou o mencionado Redactor
e he por esta razo que peco aos Srs. Redactoi '
apubbcaco desta, com oque, c. &c.
Herculano Alves da Silva.
Variedade.
es
I
O CARAPUCEIRO.
Os nossos abusos no Culto Religioso.
Se foramos puras inteligencias, se tanto po-
der nao exercessem sohre nos a imaginaco e
os sentidos ; a Eloquencia a Poesia a Mu-
sica as Bellas Artes cm summa para nada ser-
viriao e reduzidos a anjos adoraramos a Dos
rnente em espirito e conseguintemente nao
baveriamos mister do Culto externo: mas por
maisque nos queirantos remontar alm da tr-
ra por mais apuradas que sejao as nossns
abstraeces nunca podemos deixnr de ser car-
naes, edesormos impressionados de tal arte
pelos objectos externos que osles niio eoncor-
iao grandemente paia as disposicocs do nosso
spirito. O Protestantismo pretendendo es-
piritualizar a Religiao tirando-lhe todo o hri-
1ho toda a pompa toda a magnificencia ex-
teriores entibiou a crenca e reduzindo ludo
raso, reduzio-a a Religiao de calculo, e nao
do corceo. Nos mesmos listados Unidos (diz
o Sr. Gustavo do Reaumont) o Catholccismo a-
trahe, a si partidistas nao spelo zelo de seus
Ministros se nao pela mosma natureza da sua
doutrina. Ello oonvm ao mesmo ternpo assim
aos espiritos superiores que vao repousar suas duvidas no seio d'auctoridadc como as
inte'.'iigencias communs incapazos de eseolhci
cencas e que nunca tero principios, se Ibes
"nao derem urna Religiao j feita. S por esta
raso o Cntholecismo parece o meihor Culto
para o matar numero. As Igrejas Calholicas
differentes das Congregacoes Protestantes, que
formao como sociedades e'colhdas, e cujos
membros sao em geral da mesma ordem e je-
rarqua social recebem indistinctamento pes-
soas de todas as classes e condicoos. Em sen
seio o pobre he igual ao rico o escravo ao se-
nhor o negro ao hranco ; he a Religiao das
massas.
Em o simples edificio que serve de temido
aos Protestantes, o homem acha-se inmedia-
tamente cm relaeao com Dos;' elle falla-lhe
sem lingoagem consagrada escm rito solem-
ne. O Ministro, sua palavra sen vestuario
nada sao ; pois que elle nao te carcter su-
perior ao que o rodeia. O templo nao contom,
80 nao intelligeneias iguaes dirigindo-se
Intelligencia Suprema. O Catholioo porm
prostra-se e humilha-sc : elle adora a Peos
por entre nuvens o mystcrios. O Protestante
ora de frente erguida e com os olhos levanta-
dos para o Ceo olha de face para Dos. Culto
orgulhoso ; porque accaso he o homem tao for-
te que se meca de ti"o porto com a Divindade?
E tao grande que suporte a aproximado de
tanta grandeza ?* E ser possivel adorar o que
se comprehendo ?
He inegavcl que o Culto externo da "Reli-
giao concorre mais que milito para consolidar
a F infundir a piedade e conseguintemen-
te excitar as virtudes e manfer os hons eos-
turnes Mas releva que esse Culto soja ma -
gestoso grave sancto tal om summa qual o
prescreve a Igreja por meta da Sagrada Con-
gregaoo dos Ritos. Em o Artigo prox. passa-
do j/i disse alguma cousa a respeito da tragi-
comedia e palhacaria dos chamados Pescon-
dimentos na Sexta fcira da Paixo. OsAuctos
Sacramentaes, essas farcas oComedinsao Di-
vino, que tanta voga tivero antigamente, hom
se podio desculpar entao; porque de certo mo-
do estavao de accordo com a ignorancia o
grossaria desses seculos, em que havia certa-
mente mais piedado, e mais simpleza. Entao
tudo se referia Religiao e este mes/no abu-
so provava o quanlo a mesma Religiao se iden-
tificava com os sentimentos, e costumes dos
fiis.
As Procissocs de Cin/a desses tompos erfo
urna especie de pantomimo ambulante, Nellas
appareciao urna hisarma chamada o purgatorio,
o outra chamada o inferno ambos com almi-
nhas e chamas de pao. A passos pausados
marchava um macbacaz vestido de Mouro in-
titulado o Tvranno armado de um alfanrje e
levando, cmo pela trolla, aoorrontados uns
poneos de Fradinhos chamados os Mnrtvres
<; nfi>. Hia a intitulada arvore da pe-
nitencia de cujos ramos seceos pendiao livri-
a falta de' nhos velnos, vronicasy rzanos, o licntinhos.
pal ouye o | Uirt sujeit mui magro vestido de esqueleto era
a mortc que levava a competente foice, e era
quom capitancava toda a restante pathnearia.
Alm disto cntravao figuras symholiras, como
o Desprczo do mundo a Castidad perpe-
tua &c. &c.
No principio, e na era que Mas essa* coli-
sas se reproduziao cm publico quer-me pare-
cer que causavao grande impresso no animo
do povo. Todos tremiao vista da nexdravol
Morte do Purgatorio o muito mais do in-
ferno : mas os homens fro tendo outras idei.s,
a rtpetico dessas farcas produzio pouco, e
pouco a indifforonca at que vierao a cahir no
temivcl paradeiro do ridiculo. Naminhanie-
ninicej nao alranoei nem o Purgatorio nem
o Inferno : mas a Morte sim essa era infalli-
vel as ProcissOcs dcCinza : Ja nesse tempo
era olla objocto de escarneo e urna especie de
boho ; porque de ordinario ia estirando as ca-
ndas, olhando para as varandas, c com a foi-
ce fazendo gatimanhoss mocas, jurando a oslas,
amoacando aquellas em tanto que os tiirbu-
lentos moloques Iho atiravo porfa com crn-
eos de pitomhas. E quantas vozos nao servio o
papel de Morte para namoricos justos e apa-
lavr/idos !
Alm destes malcarados ao dous moni nos ves-
tidos com pellos deovelha chamados Ahel, e
Caim o este levava na mo una queixada de
hoi, ou de burro; e mais dous vestidos de Adiio
o Eva. Os primeiros estavao ensatados de ma-
neira que d'espaco em espado o Abelzinho cala
por torra om consequencia da lambada, que Iho
pespegava o Caim ; e muitas vezes suecedeo ser
a cousa tito ao vivo que o paciente vinha a ca-
hir, e a chorar do veras. Na capital de certa pro-
vincia nossa, vi "m urna dessas procissocs andar
pelo mcio dola a arvore da scioncia do hom e
do mal ao p da qual estavao Adiio, Eva, ea
fatal serponte, e ludo isto guardado por um sol-
dado de grandes bigodos, vestido de anjo, que
mais pareca o diaho do que oulra cousa.
E ser justo ser decoroso, que ainda lio je
appareoo taos hobcos om actos tao serios, como
rlcvem de ser as procissocs? Vi a do cinza do cor-
renfo anno ; e om verdade achei-a mui rica ,
mui regular e mui docente. S me dosgostou
o ver ainda os quatro huloezinhos ridiculamente
vestidos, figurando de Adiio e Eva, Caim, e
Abel. Ora os Srs. Torceiros da respcitavcl Ordem
de S. Francisco assim como tem tido o bom a-
cordo de eliminar da sua procissao toda a anti-
!a palhacaria de morte, de tyranno, &c. para
que ainda conservae esse resto to burlesco c
ridculo, como tudo o mais, que acertadamen-
te se aboli ? Deixom emhora ralhar certa gen
te cuja devoeao toda consiste cm biocos, e
monarias. Os actos religiosos sao cousas muito
crias sao cousas sanctas e como taes devem
de sor fractadasScrncta snele sunl traetanda.
No mesmo caso esta a tragi-comedia intitula-
rla o Descendimento da Sexta Fera da Paixo.
Os Evangolhos apenas nos reforom, que morto
T. C. no ignominioso patiluilo da Cruz, um dos
discpulos Jos de Arimata pedir a Plalos o
corpo do sen divino mostr para o dar a sepultu-
ra o que Iho foi concedido, mandando aquello
nr guardas ao sepulcro a fim do que os dis-
cpulos tirando d'ali ;ls escondidas o cadver,
nao espalhassem, que havia Jess Christo resus-
citado, como prometiera. Nada mais nos cons-
ta a esse respeito : logo toda essa trapalhada de
profetas armados de martcllos e oseadas, tre-
pando e descendo pola cruz : ora tirando o ti-
tulo, ora o cravo do braco direto do sonhor, ora
o do esqnordo &c. cVo. ; e tudo islo exocutado
como manohra voz do probador, que se esga -
nica o enronquece com oxclamaees, evo., he
parlo da imaninacao desregrada he urna farsa
burlesca indigna de apparocer entre Christiios.
Alm disto que indecencias, que eacoadas so nao
ohsorvao nossos actos entre o S. J0.I0, e a Mag-
dalena e Marias behis) Em um desses doscen-
dimentos no mato gritava a arrobontar o prega-
dor aos taes profetas. 011 discpulos que j ti-
nhiio nos bracos a ima-jom para que mostras-
som ao povo as costas tao foridas, to ehagadas,
t0 pizadas do Senhor : e os sugeitos sem exe-
cutarem a ordem. Ento o piloto sagrado, /an-
dado do pouco caso, que faziao do seu comman-
bo grtou-lhos mais forte Grandecissimos
sobados, voltom para o povo as costas dessa ima-
|)pm ao que accodio um dollos, o om alto, e
com som disse As costas do Senhor esto to-
das rordas do cupim Desatou tudo a rir, como
era d'esperar.
Nao poucas vezes fem succeddo mormente
cm istrejasdo campo na orcasiiio de darom as
martolladas para o tal descendimento comeoa-
rom a sabir da ima nario be de papollao, por ser mais leve, ratiuhos,
e baratas, oque excita gargalhadas geraos. Por
via do roer quom sao os queso offorecom para
fazer osses papis de oonfnrio de Macdalena ,
do S. Joan evo. 0. ? Rnpazcs esturdios. quo
tomo isso por pasa-tcmpo o motivo para ca-
coada : e he o que se v, cm quasi todos esses
*
m 1 ......ini ijanaMij *-------------------/;"~^~~tt
ac os. OS. Joao dizondo chalacasr, e roque-1 que dizem estimaras Missas de madrugada por
bros Magdalcnrt, jogando pulbas com o centu- causa da sua falta de trajes decentes com que
riao, atirando chascosas tres Maras, c 1 brueba, pnssao sabir de lia nao pordem (estancas da
intitulada mulherda' \eronica.
Toda essa eutremezada devo, a mou ver, pros-
maor publicidade e muitas vezes sahem hem
ornadas, ccasquilhas. O vjrdadeiro motivo
rever-so, como indecorosa, ridicula, c indigna' desse apego as Missas de madrugada he a pre-
guica he por quo querem tractar a Heos sem
ceremonia : he por que querem ir a Igreja com
da nossa tao sera tao grave o tao magestosa
religiao. Mas d'ahi nao inlirao as senhoras bea-
tas que pretendo, se elimine a mui edificante
procissao do enterro do Senhor na sexta folia
santa. I.onge de mni tal ponsamento. A minba
humilde opiniiio he que o 'enhor crucificado
o mesmo commodo e no mesmo dcsalinho ,
com que vao ; o quintal ver se a galinha es-
t nos ovos ou tirar pimentas para o molho.
Finalmento hom carecamos nos da institu-
psteja encerrado : que no fim do sermao desea o cao d'uma polica para as Igrejas. So assim so
pao : que o pregador enlao mova todos os af-
fectos, exhorte, exclame, dtc. : concluido o quo,
torne a encerrar-ge o Senhor, o posto no tmu-
lo, sabia a procissao sem Magdalenas, nem pro-
fetas nem contundes, e toda essa palhacaria,
sejao o sanio cadver carregado por i sacerdotes,
ou diconos, o a imagem de Mara 'antissima
em sua soledade, accompanhando a seu divino
(Iho. Isto he serio, islo be grave, e lie quanto
a mim o que basta. Emhora tal procissao desa-
grade a certas brochas, a cortos pascasios: em-
hora digo, que desde que se enlondro, sem-
pre viro aqu o descendimento : emhora pro-
firfio com grandes lamentos que querem dar
cabo da religiao, como se esta para se sustentar,
o florecer, houvosse misforajudar-sc desemi-
Ihantes farsas, e verdadeiras bobices. Nos pri-
meaos tempos do christianismo nessas oras dito-
sas de tanto zelo de tanta piedade e de tao
solidas virtudes nunca entre os liis apparerro
essas representacoes thcalraes ao divino. Os au-
gustos mystorios do christianismo os passos da
paixao. o morte do Redomptordo inundo, pos-
tos em scena como comedias, ou tragedias ,
os descondimentos, &c. &c. dato dos seculos do
bar aridado em quo so fi/erao ridiculamente
famosos os intitulados auctos sacramenlaes. Kn-
tao nao havia mysterio, nao liavia fado momen-
toso da religiao que nao reduzissem a poemas
dramticos represen lados ao \ ivo as igrejas. Kn-
tao ora cousa mui ordinaria vor-se concluir esses
dramas com saraos, em os quaes danoa\o, por
exomplo S. Pedro com a Magdalena, o o pro-
prio Jesu Christo com este ou aquello aposlo-
lo Nao miiitos annos, quo om corta ciliado
nossa sabia em procissao.0 Menino Dos vestido
de capito mrcom caboloira, ospadim, e ben-
gala na miio. E dever continuar taessandices
om oseculo 19?
Destes, e d'outros muitos abusos tem os
Protestantes tirado argumentos para desacredi-
tar o culto Catholico dizendo que as nossas
Igrejas niio sao lugares do recolhimento o 0-
raeao porm sim de proanaeo o d'escan-
dalos : e o mais he que tem ellos nosta parte
milita raso de murmurar ; por que cm verda-
de assim succedo quasi todos os dias, mormente
em os actos que so fazem ou entrao pela
note. Em venndo tantos desacatos tonho ob-
servado nessas festividades, que se ou lora o
Eim. Diocesano nao consenta um s acto des-
ses das Ave Marias em diente assim como bom
poucas vezes o om bom poucos templos per-
miltira a oxposieao do Santissimo Sacramento.
Oue homem sisudo que Christo por me-
nos zeloso que soja pode ver sem ndiflna-
eiio nem urna novena om um Te Deum una
cohorlc de noralvilhos com ascontas coinplcta-
menlc voltadas para o Altar, namorando o
requebrando o madamsmo saltando, chufas,
dizendo chalacos, &c. c. ? E o Santissimo
Sacramento ex posto !
Quizcra quo esses nossos alindado. game-
nhos e namoradoros professionaos entrassem
alguma vez em a igreja dos Inglozcs e assis-
tissem a nuolquer dos seus actos Religiosos.
LA tambem se achao inglozas mocas, o lindsi-
mas : ali tambom vao muitos inglezos ovens ,
e fishionables: mas vao ver, que silencio ,
quo respeito quo attencao ,, que recolhimen-
to I Proceder isto de scrcm os mocos ingleses
todos uns toleires, e os nossos uns grandes sa-
bios e consumados filsofos ? Ser o vocabu-
lo, filosofo synonimo de peralta c mal criado?
Ou nao haver outro lugar proprio para namo-
rar so nao a casa de Dos, a Casa d oracao?
Sao os nossos tavens tao vidos de macaquear o
estrangeiro que apenas aporta por aqui qual
querbuginico estrangeiro vestido de palhaco ,
proourao logo imtalo o s nos templos nao se
lembrao do imitar a gravidade e respeito, com
quo o estrangeiro so porta!
Tambom reprovo muito as Missas do madru-
gada. En so fra o Exm. Prolado prohi-
ba-as absolutamente; por que sao occasi^nadas
a mil escndalos a indecencias e mil palfa-
manteria o respeito, e decoro que deven
reinar sempre na casa do henhor.
V
Alfandega.
Rendmentododia 21........ 8:86l8&H
Desearrego hoje 22.
Brigue Leopoldo carvo.
Baa Ihilhan carvSo.
Barca Ist fazendas.
Ifovmcnto do Porto.
Navios entrados no dia 20.
Babia ; 12 dias brigue escuna de guerra Ga-
rarape conimanilante o 1. tenente Jos c-
cundino GomeusorO.
Saludos no mesmo dia.
Portos do sul ; vapr hrazileiro S. Sebattio ,
commandanto Jos Mara l'alcao.
Navios sahiilos no da 21.
Maranhao ; brigue escuna hrazileiro Laura,
capitao Luz I erreira da Silva Santos, carga
diversos gneros.
Trieste ; barca austraca Paquete de Trtestt,
capitao Jos Francisco Garrafolo carga as-
sucar.
Navio entrado no dia 21.
Mar Pacifico, ton Jo sabido de Sag Habor 21
me/es galera americana Triad, de 336 to-
neladas capitao J. Casi equipagem 28 ,
carga azeile de peixc : ao capito.
Drclaracao.
m
Hoje 22 he a arremataco, annunciada em
oulros nmeros desta folha do cobre velhodo
arsenal de marinha.
THEATRO PUBLICO.
manha 23 de marco a beneficio de
Joao Wammeil
Haver o soguinte expectaculo : Depois do
urna das melhorcs overturas se representar a
peca nova denominada A guarentena, ou as me-
didas mitarias. No fim do 1. acto, a Sr.1 Ca-
rolina o beneficiado, ea Sr.* Gertrudes, dan-
ear um lindo J'ercetto. No fim da peca Mr.
Hernab, movido do espirito patritico quo tan-
to caracterisa os bons Italianos prestando va-
ledora mo ao beneficiado, vira com toda a sua
companhia e o joven palhaco executar varios
voltetas gimnsticos. Seguir-se-ho as festos da
rainha Compart, ou as cvolucoes dos Indios;
o se executar varios grupos pelos mesmos ge-
nitores. Depois se mostrar pela mesma compa-
nhia gimnstica um pantomimo, que tem por
titulo o matrimonio do inglezem Franca. E re-
matarlo divertimento com um Railavel. He es-
to o cxpecLculo que aprsenla o beneficiado pe-
la priineira, e ultima vez aos briosos habitantes
desta cidade, pois quo nao Ihc sendo favoravel
aquella estrella, que tao propicia tem sido a
outros artistas, se retira desta capital, sem com
ludo abandonar as hospitaleras plagas desto a-
meno clima mas va i em outra provincia, fazer
votos pela prosperidade de seus benignos protec-
tores do quem espera toda a coadjuvaio e
amparo.
Principiar s horat do costume.
Leiloes.
= L. A. Dubourcq far Icilo por inter-
ven! ao do corrector Oliveira da restante mo-
bilia da sua casa carteiras, c outros perten-
cos de escriptorio inclusive urna machina nova
de copiar cartas, eum soberbo relogio de parede,
dos seus vinhos primorosos, engarrafados, &c.
&c. ; o que tudo se vender sem reserva, quar-
ta feira 22 do coirente s 10 hora? da manh ,
em sua casa na ra do Vigario.
Hoje quarta feira 22 do rorrente pelas
rias Mas ai que essas Missas sito muito com-110 horas da manh, se far leilo no caes d'AI-
modas para a pobreza. Cada qual deve ir lndega do 40 barris de manteiga vinda do
Igreja ronorme o seu oslado o possos: so be Rio de Janeiro no brigue nacional Indiano.
Ifiroi
to miseravel quo nao tem absolutamente que
vestir est dispensado de preceito de ouvir
Missa o nao peeca delxando de ir Igreja. A
"ente miseravel de ordinario sabe do dia como
nodo a accodir s suas nroekns .* pobrera
alegada para as Mi- mero pretexto. Innumeraveis dessas mesmas ,
Alisos diversos.
LOTERA DE S. PEDRO MARTYR.
ijp as onze horas da manhaa
corre impreterivelmente as rodas


/
\
S. Pedro Martyr ; e o restante dos
bilhetes achao-se venda at a mes-
ma hora.
S
O ARTILHEIRO N. 29.
bio hoje o acha-se u venda.
queira
Precisa-so de uma ama de leite que se-
ja captiva ; na Gamboa do Carmo n. i i.
Quem precisar de urn caixeiro portugue/. do
18 annos, para venda; oqualdc boaconduta,
e sane da casa em que est por seu patro nao
precisar dos seus servicos: dirija-se as S Pontas
venda n. 1 e 7.
Joo Vasques subdito hespanhol, re-
tra-se para fora da provincia.
O thesoureiro da sociedade Theatral Phi-
lo-Talia tem comprado por cunta da mesma
sociedade meio bilhete n. 2693 na i.* parte
da 1.a lotera a favor das obras da Igreja de
S. Pedro Mrtir de Olinda.
Quem quiscr tomar letras sobre Lisboa
ao Cambio corrente ; dirija-se a ra do Trapi-
qae, n. 32.
= Antonio Mara Ressone natural desta
provincia retira-se para o Aracaty.
== Silvestre de Freitas Fernandes, portu-
guez retira-se para o Aracaty.
= Manoel Ferreira Lima vai a Portugal
dcixandu encarrcgado de seus negocios a seu
mano e socio Antonio Ferreira Lima.
= Uma pessoa, que abona sua conducta, se
olTerece para receber dividas, fazer concilia-
coes.
= OSr. Domingos Alves Rarboza
declarar por esta folha sua morada.
= E. Schaeffer retira-so desta Provincia,
por algum tempo e deixa como seu bastante
procurador, e encarregado da direcco dos
seus negocios o Snr. Manoel do Nascimento
Pereira.
= Joze Agostinho Pereira de Maeedo,
retira-se por algumas semanas da provincia.
O abaixo assignado vendo o annuncio no
Diario de Pernimbuco de20 do corrente do Sr.
Joo Ferreira dos Santos declara ao dito Sr.
que veja os Diarios do 11 14 e 16 do cor-
rento marco que nelles achara as minhas res-
postas aos seus avisos feitos pelo mesmo Dia-
rio; declara mais ao Sr. Joo Ferreira que
mando para o Diario quantos avisos quizer
contra o abaixo assignado por que nada mais
responde a setnelhante respeito.
Luiz Jos de Souza.
Precisa-se alugar uma prota escrava ,
que entenda de cozinha e soja de todo o ser-
vico dando-se-lhe o sustento e 10* rs. por
mez : na ra cstreita do Rozario n. 10, boti-
ca do Sr. Prannos, se dir quem pretende.
SOCIEDADE THEATRAL PHIL-THALA
No dia 2o do corrente vai a scena o Mou-
ro de Ormuz, sendo esta recita extraordi-
nario e tendo os Senhorcs socios, que
quizerem receber bilhetes de entrarem com 3*
rs. cada um ; a destribuicao he na casa da so-
ciedade nosdius 23e24 at as duas horas da
tarde; e ccder-sc-ao aos putrossocios os bilhetes
daquellcs que nos dous mencionados das nao
os forem receber.
Tendo o abaixo assignado, chamado por
duas vezes a seus. credores por aviso particu-
lar e nao havendo todos comparecido ; con-
vida-os a comperecerem no dia 22 do corrente,
pelas 3 horas da tarde para examinarem o esta-
do de seu negocio. = Domingos Ribeiro da
Cunha (Jliveira.
O abaixo assignado roga ao Sr. Thesou-
reiro da Lotera da Matriz de S. Pedro Mrtir
de Olinda que nao pague a outra pessoa o
premio que por ventura sabir no bilhete de
n. 3873 que Ihe /bifurcado ou perdeo-se ,
isto mesmo ja est annunciado no Diario de 13
do corrente mez, n 58. = Alexandre Ame-
ricp de Caldas hrando.
Precisa-se de um sacerdote para dizer
missa nos domingos ediassanctos na Matriz da
Roa-vista: na ra do Queimado na loja de
Joao da Silva Santos.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro
de uma loja fora da praca ; na ra do Queima-
do n. 6.
A pessoa que achou na Natalense,
na noite do dia 18 uma carteira sem dinheiro ,
roas com um receituario dentro ; entregue-a
no atierro da Boa-vista botica junto a ponte,
que se Ihcficar muito obrigado.
a com Onofre Joze da Costa e que se respon-
sabelisa pela liquidaco da primeira.
= Precisase para um engenho 10 legoas
distante desta praca de um feitor que tenha
bastante pratica desta oceupaco : as Rarrei-
ras bairro da Roa vista, casa de Joze Antonio
Alves da Silva.
Perdeo-se no dia 18 do corrente desde a
ra Nova at* a Lingocta uma cadoia de relo-
gio com uma chave de ac ; quem a acbar /ac
o favor de leva-la a casa de Fernando de Lucca ,
na ra da Cadeia quo ser recompensado.
OSr. Antonio Joaquim Rotclho natu-
ral da Ilha do S. Miguel, queira procurar no
atterro da Boa-vista n. 80, urnas cartas de
importancia.
Tomo-seuma ou duas negrinhas para
se aperfeicoarem em costuras de modas, dan-
do-se-lhes somente o sustento : na ra Nova ,
n. 10.
Uma parda forra se olTerece para ama de
uma casa de homem solteiro para cozinhar e
fazer todo o servico de casa de portas dentro,
menos engommar; na ra do Sr. Bom Jess das
crioulas, n. 26.
Aluga-se uma casa no Mondcgo com
bastantes commodos quintal murado cacim-
ba com excelleute agoa de beber: na praca
da Boa-vista n. 20.
Quem se olTerece para cobrar dividas, e
fazer conciliaces, equem abona 'a sua conduc-
ta dirija-se a ra da Cadeia do Recife loja
de Jos Gomes Leal.
Retracto por Daguerreotypo em sua perfeico
tirado em todas as especie de tempo.
= Evans, artista de Dagueneotypo lti-
mamente chegado da corte do Rio de Janeiro ,
tem a honra de informar ao respeitavel publico
desta cidade que tem estabelecido seu gabine-
te na ra Nova n. 14 primeiro andar. O
annunciante esta convencido que satisfar
completamente as pessoas, que se dignarem
honra-lo e convida aos amadores das artes e
todos os que desejarem ter um retracto nao s
pereito mas delicado e lindo que algu-
mas pinturas ou de Mezzo tinta mais fin, de
visitarem seu gabinete.
O tempo preciso para se tirar um retracto
nao passa de um minuto, a sombra. O preco
de cada retracto he 10,000 rs. Mr. Evans avi-
sa aos seus amigos e ao publico que nao
poder demorar-se aqui mais do que algumas
semanas em consequencia de haver recebido
recentes avisos que o pe na necessidade de
voltar ao Rio pelo miado de Abril.
Da-se a quem quizer tirar uma porco
deentulhode um quintal, que se rebaixou :
defronte do Quartel de polica n. 3.
= Antonio de Souza Ferreira retira-se
para Portugal.
= Aluga-se o armazem da casa n. trinta e
seis na ra da Alfandega velha com frente pa-
ra a mesma ra e a de Torres; a tratar no mes-
mo sobrado.
Precisa-se de uma ama para o servico in-
terno e externo de uma casa de pouca familia :
na ra Relia n. 19.
SOCIEDADE NATALENSE.
- O primeiro secretario convida a todos os
Srs. Socios para reuniao geral, hoje (22) pelas
7 horas da noite a din de se proceder a elei-
cao da nova commissodministrativa e outros
muitos objectos ; visto nao ter sido possivel ef-
feituar-se no dia 19 como determina o artigo
97 dos actuaes estatutos.
Compras.
- Comprao-se efectivamente escravos, ne-
grinhas moleques e negros de oflcios, de
12 a 20 annos, para fora da provincia: na ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de varanda
de pao n. 20.
Compra-se o Panorama desde 1839 at
1842 : na ra da Cadeia do Recife n. 3a
- Vendas
-^ Vendem-se Linhas rfanologicas por
Carvalbo, Doutrna das Accoes por Correia
Telles, DigestoPortuguez por dito, Manual
de TabeliSo Lobao segundas linhas, Dito
Processo executivo Dito Accoes Sumarias ,
Dito notas a Pascoal Repertorio das Ordena-
ces Constituirao do Rrazil analisada por Sil-
vestre Pirdieiro Ferreira Manual Pratico por
Gomes Pereira e Souza Processo criminal ,
Lobao Execuces por Sentenca Cardozo Cdi-
go Civil, Manual de Anpelaces e aggravos ,
a c INl08't,0-(l.uefi(-aPor detraz do sobrado Ferreira Borges tratado de a varias, dito Svntc-
do hilado Montero pegou-se um cavallo, qu; logia, dito Contrato de Sociedade, dito ccono-
o eslava destru.ndo ; quem for seu dono pro-,'ma politic, Bentham nenas e recompensas em
cure-o no mesmo s.t.o, que pagando o pre- Portuguez: na praca da Independencia loja
juiso, e dando os signaes lhe ser en- de livros n. 6 e8.
! Vende-se azeite de carrapato a 2.080 a ca-
faz publico, nada e a 260 a garrafa ; de coco a 2,880 a
caada c a 360 rs. a garrafa: na ra do Ran-
tregue.
Vicente Ferreira da Costa ,
que se acha cxUrtcta a sociedade que girava
sob a firma de Viuva Onolre & Comnani.; c
que ella fo substituida por nova sociedade e-
i _
, muu uu luirme.
Vendem-se cento e tantas meias barricas
para assucar na ra da Cadeia velha n. 50.
Para liquidaco de uma conta vende-se
por preco commodo um ptimo pianno inglez,
de autor famoso : na ra da Cruz n. 2 ar-
mazem de ferragens.
Vende-se um crioulo de bonita figura ,
de todo o servico : na ra do Crespo n. 12.
Vende-se por nao azer parclha um ca-
vallo rasso, j ensinado ) iraearro : na estriba-
ra ingleza detraz da ra Nova das 9 horas
da manha at as 3 da tarde.
Vende-se uma preta de 28 annos pouco
mais ou menos lavadeira costurera, boa
rendeira e de muito boa conducta : no Atter-
ro da Boa-vista n. 47 segundo andar.
V= Vendem-se pocas de madnpolo ordina-
rios a 3:600 res cortes de vestidos de chita
muito lindas e tintas seguras a 2:800 3:820,
e 3:600 res : na loja da viuva do Burgos.
= Vende-se uma casa assobradada no Atter-
ro dos Aflbgados com fornos e mais preparos
para uma grande padaria e que pertenceo ao
finado Machado : na ra do Trapiche n. 8.
^ Vendem-se abotoaduras de massa a 640
reis, linhas de carretel a 360 reis a duzia ,
colxetes a 80 reis a caixa meias pretas de seda
para homem a 1:000 reis ditas de algodo ,
lisas e abortas e delinho para senhora tran-
celim de borracha do todas as cores agoa de
colonia fitas lavradas sabonetcs de barba a
80 reis, papel de peso a 2:500 e a 2:800
reis dito meia hollanda a 2:500 reis caive-
tes finos, escovas para cabello edentesal20
reis e oufras muitas uiiudezas baratas : na pra-
cinha do Livramento n. 53.
=Vendem-se o Cdigo commercial Portu-
guez e uma quilarra : na ra do Livramen-
to n. 11.
Vende-se um escravo canoeiro, e uma
canoa : na Cidade de Olinda, ra da Boa-hora,
sobrado junto a Capella.
Vendem-se chapeos de sol de seda ingle-
ses : na loja de fazendas da ra da Cadeia ve-
lha do Recife, n. 50
Vendem-se uma escrava moca de 20 an-
nos perfeita engommadeira, e costureira; uma
dita lavadeira e quitandeira ; duas ditas de
todo o servico ; dous moleques de 13 a 14 an-
nos propriospara oflicio ou pagens; uma ne-
grinha de 13 annos muito bonita ; uma pre-
ta ama de leite com uma cria ; uma mulatinha
de 12 annos ; dous pretos mocos de todo o ser-
vico e de boas figuras: na ra do Fogo ,
ao p do Rozario n. 8.
Vende-se muito bom panno de algodo
da trra em grand.es e pequeas porces : na
ra do Crespo n. 23 loja de Manoel Jos
de Souza & Companhia.
Vendem-se saccas com boa farinha de
mandioca por 3:200 reis, no armazem de Fran-
cisco Dias Ferreira & Companhia defronte da
escadinha no caes da Alfandega milho em sac-
cas e mann em caixas de 16 libras : na ra
da Moeda n. 7.
= Na botica nova da ra estreita do Roza-
rio, n. 41, continua-se a vender espirito de v-
nho de 36 graos proprio para chapeleiros ,
e marcineiros pelo mdico preco de 1:440 rs.
a caada.
Vendem-se duas vaccas boas para as-
sougue : no sitio da Capella do Roznrinho.
Vende-se um escravo de naco Costa : na
ra da Florentina (hoje ra Relia ) n. 40.
Vende-se uma taverna na ra de Santa
Rita com poucos fundos, e commodos para
familia : na ra Dircita n. 74.
Vende-se por commodo preco uma ca-
noa de carreira aberta e corrida de assentos :
na pracinha do Livramento loja n. 51.
Vende-se uma venda bem afregugzada
tanto para o mato como para a trra, sita no
patio do Carmo, n. 13 : a tratar no mesmo
patio esquina da ra de Ortas lado dircito ,
n. 2
= Vende-se uma crioula de 35 annos co-
se lava eengomma com perfeicao e tambem
cozinha, e faz renda : em Forade Portas,
casa n. 18.
Vendem-se urna preta de meia idade por
250:000 reis cozinheira lavadeira e com-
pradeira ; dous ditos mocos com habilidades;
uma mulatinha de 6 annos ; um escravo de 20
annos, boa figura com principio de pedrei-
ro ; e dous ditos bons para todo o trabalho : na
ra de Agoas verdes n. 44
Vende-se um relogio de sabonete de pra-
ta horisontal muito bom regulador,,* cai-
xa lavrada a moderna por preco commodo:
na ra da Cadeia do Recife n. 26.
Vende-se ou troca-se por uma negri-
nha ou mulatinha, uma negra de meia idade,
cozinha e ensaboa : em Fora de Portas, n. 96.
Vende-se um mulato de 24 annos tra-
balhador de enchada por 200,000 reis: na
praca da Roa-vista n. 5.
Vende-se superior arroz pilado branco ,
em saccas a 11,000 reis : no armazem n. 70,
ra da i Tai a.
Junto ao Guindaste da Alfandega ha
uma punan de Jacaranda vndo da Rahia para
vender; a tratar com Gaudino Agostinho do
Barros pracinha do Corpo Santo n. 66.
Vendem-se saccas com farello de boa qua-
lidado e por preco commodo; na ra do Cruz
no Recife n. 10.
~- Vende-sea propriedade denominada cas-
sote, freguezia dos Ahogados com perto de
uma legoa de trra a qual devide com o enge-
nho Giqui engenho Ucha e passo de Gi-
qui ; atraz da Matriz da Boa-vista n. 12 ca-
sa de Domingos Pires Ferreira.
Vendem-se uma negra crioula de 22 an-
nos bonita figura engommadeira cozinhei-
ra e lavadeira ; um moleque crioulo de 13
annos para todo o servico ; urna negra de An-
gola de 25annos ; na ra estreita do Rozario ,
n. 22 primeiro andar.
=3 Yende-se um escaler novo com 29 pal-
mos de comprido e 6 e meio de boca por
preco commodo : na ra de S. Jos n. 52.
= Vende-se farinha de mandioca do Rio
de Janeiro : no Recife ra da Cadeia loja n.
57 de Joo Maria Seve & Filho.
= Vende-se palha de earnahuba: na loja de
fazendas na ra do Passeio publico n. 2.
Vendem-se azeite doce superior, em gi-
gosde 12 garrafas esponjas lencos de seda
da cores e pretos para pescoco objectos do
ouro e hrilbantes : em casa de E. Schaeffer ,
na ra da Cadeia do Recife n. 21 primeiro
andar.
=Vendem-se uma casa terrea por detraz da
5 Pontas, 125 palmos de terreno na mesma
ra, outra casa ter/ea, c3a!icerces na ra do Pa-
lacete : na ra da Cadeia no segundo andar
do sobrado n. 14, defronte do theatro.
= Vende-se um cavallo em boas carnes ,
carregador baixo por preco commodo : no At-
terro da Roa-vista sobrado de um andar con-
fronte a casa do Sr. Luiz Goncalves Ferreira.
= Vendem-se duas escravas uma de na-
cao de 22 annos com bonita figura, een-
gommadeira ; outra de 20 annos cozinheira,
costureira, e rendeira ; dous mulatinhos pti-
mos para offieio ou pagens ; um escravo de
naco de 30 annos por preco commodo : na
ra de Santa Rita n. 27.
= Ve.idem-se duas barcacas de poucos an-
nos muito boas madeiras uma de 13 caixas
a vontade outra de 11 de qualquer tamanho ,
edearrumacSo 12, com todos os preparos, e em
bom estado, alguns bois mancos, e vaccas cum
crias : na ra da Conceicao da Hoa-vista n.
16 dus 6 as 8 horas da manha e das 2 da
tarde em diante.
No pateo do Terco venda n. 7 conti-
nua-se a vender oleo de linhaca milho alpis-
ta farinha do Maranho c painco.
- Ainda se achao por vender o sitio dos A-
fogados, e o da Piranga annunciados no Di-
ario de hontem.
=Vendem-se farinha do mandioca, de Santa
Catharina em saccas de dous alqueires e meio
do Rio de muito boa qualidade e por preco
commodo ; pilulas de familia chegadas do
Porto, pelo ultimo navio : na ra da Cadeia do
Recife, ns. 12el4.
Escravos fgidos.
Manoel Cabund alto feio cara
compridu bebado falla mal e muito deva-
gar canoeiro costuma atterrar viveiros f
e tem tambem andado pelo m#tocom mscales r
dizem fora visto em Rio de Peixe. Antonio,
da Costa muito alto e magro olhos ver-
melhos e meios vesgos, embarcadico, talvez.
ande por isso embarcado ; quem os levar a ra
do Vigario n. 3 ter de cada um 100}{ reis
sendo pegados nesta Provincia, e em qualquer
outra do Imperio 120:000 reis.
- No dia 17 do corrente desappareceo da
ra dos Pescadores que fica posterior a de S.
Jos uma escrava de nome Maria com os
signaos seguintes : naco Congo estatura bai-
xa cara larga cor entre-preta tornozellos
dos pese joelhossahidos para fora bambeo as
vezes, apressada no andar, com uma cicatriz
de baixo de um braco, levou vestido de chita
amarclla com flores pretas sem camisa, e outro
branco com flores encarnadas e roxas a ma-
neira de saia panno da costa azul listrado do
branco, ainda novo e um taboleiro com toa-
Iha ; roga-se as authoridades ou quem della
souber encaminha-la a dita ra, em casa de
sua dona n. 27.
Fugio na noite do dia 20 do corrente do
sitio de J. O. Elster no Manguinho Papa trra ,
o cabra Jos filho do Aracaty alto cheio do
corpo, barba.lo levando vestido camisa c calca
azul, porem pode mudar de roupa por ter le-
vado uma trouxa com 3 camisas e duas calcas
brancas de [riscado ; quem o pegar leve-o a ra
da Cadeia veJha n. 29 loja de chapeos que
ser recompensado.
Recipr: ka Typ. de M. F. de Fama. =1843'
)
I


Full Text
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