Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04917


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Full Text

Armo de 1&43. Seg-unda Fera 20
a
ESBCS
Tutlo acora depende de na taeamoa; de noaaa prudencia auxleracao, uetea : coa-
t.muamjs como principiaaaoa e arenme apontarloa c.m adwiraeo entre aa Necoee Baii
,________( Proclamado da AaaeaiMa Geral do BeaiIL.;
PARTIDAS DOS CORHEIS TERRESTRES.
Guiania, Parahiba e 'Bio grande do Nor:e eeguadas testal Caira*.
Boni'o c Garanhuna i III e 24.
Cabo Serinbaem, Rio Formoao Porlo Carro Macein e Aiagoae no 1. 11 Jl
Boa-Til e Florea a 13 e 28. Santo Anta, qointaa feiraa. Olinda todoa oa diaa
DIASDA **1ANA.
20 ijc. Martinbo Damienae Are. Aud. do J. de D. da 2 ,
21 itre. liento Ab. uil. do J. de D. de 1. r.
22 Qi.arl. a. Euiigdeo B Aud. doJ. de D. da 3. r.
23 Viiiat. i. Flix M. Aad. do J. de ]). da 2. r.
24 Seit. a. A (apilo M Aad. do J. de I), da 1. r.
25 Seb. a. Annuaciagm de Noaaa Senbora.
120 iioio, 4 da quareaina s. Ludgero B,
de Margo
Anno XIX. N. 6*J
O Diario publica a* lodoa na iliaa que alo forera Santi6oadoa : o preco da eaaignatora b
de trea ai I rea por quarirl pajoa adiaotadoa. Oa annuocioa doa aaaifnantea ao iaaeridi.*
pralia, e oa doique o n.infnrein rar.io de SOreia porlinha. Aa reclaraaciea derere aet dirr
gidaa a esta Tro., ra daa Ontoa N S4.nn prara da Independencia lojade lirroaN. 6a 8.
reada *
ciMiovNodia 13 de Marco. compra
Caaabio aobre Londrea 2ft a 2Sl|!d. p. 10. Ooio-Moeda da 8,400 V. 15,0JU
Paria 350 reia por rancu. N. 14.80J
c Liaba 100 porlOOdepreaaio. | da 4,000 8,300
PeATi-Fatacoee 4,7*0
Moada da cobra 2 por 100 de deaconto. a Pnoa Coinmnare 1,740
ldeaa deletreada boaa firma a 1 por ditoa Mexicanoa 1,74'J
15,209
15,000
8,5(0
1.760
1,700
1,700
PHASESUA LANOMliZ DEMARCO.
La Cheia lf, aa 3 boraa a 3'J m.da m. I I.nn ora 1., aa 3 'ora e 43 m. da manh.
(Juan, minj. 4 '2, aa 3 boraa a Lia. da Urd. j iuari. craac. a '.', 4a 7 boraa a l'J. d' a.
Preamar de hoje
1.a a 8 boraa a 30 a. da atanna. \ i.' a 8 boraa a 54 da larda.
PAUTE OFFIC1AL,
Govcrno da Provincia.
EXPEDIENTE DE G DO COMIENTE.
OfflcioA commissao encarregada de indi-
car o local e mais condiccoes do cern torio pu-
blico acensando recopcao do relatorio orca-
mento e plantando mesmo cemiterio quea-
companharo o sen oflcio do 23 do passado ;
louvando-a pelo zelo e actividade com quede-
sempenhou csses trabalhbs ; e agradeeendo-lhe
cm nome da provincia esto relevante servico.
Remetteo-sc o referido relatorio fc. cantara mu-
nicipal desta cidade para conjunciamcntc'coin
a administraco do patrimonio dos hospitaos ,
e estabelecimontos de caridade proceder a in-
cumbencia que Ihe prescreve a lei n. 91 de 7
demaiode 1841.
Dito Ao commandante das armas intelli-
genciando-o de ter sido exonerado por decreto
de 13 do mez prximo passado docommandodo
segundo batalhao de artilharia a pe o tenentc-
corooel Solidonio Jos Antonio Pe re ira do Lago,
por haver sido nomeado commandante do pri-
meiro batalhao da mesma arma.
DitoAo agente da companhia das barcas
de vapor disendo, que expeca suas ordens ao
commandante do vapor Bahiana para que a-
manhaa (7) apresente-se na thesouraria da la-
senda pelas 11 horas do dia a fin de roceber
do respectivo inspector, para condusir ao Para
a entregar na thesouraria daquella provincia ,
a quaiitia de7:000$ reis. Gommunicou-sc ao
inspector da thesouraria da asenda.
Dito Ao inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaos ordenando que a vis-
ta do prct, que Ihe apresentar o commandante
geral do corpo de polica mande abonar ao
descmenlo policial de Garanhuns 3 meses de
soldadiantado.Communicoii-se ao comman-
daiite interino do corpo de polica.
Dito Ao inspector da thesouraria da asen-
da declarando em solueoda duvida espos-
ta pelo commissario fiscal do ministerio da
guerra a cerca dos vencimentos do tsente-co-
ronel commandante do corpo destacado da guar-
da nacional., que sendo o dito commandan-
te do corpo destacado tenente-coroneldo segun-
do batalhao da guarda nacional do municipio
de Olinda compctcm-lhe os vencimentos cor-
respondentes a este posto que servia efioctiva-
mente na guarda nacional conformo o decre-
to n. 99 do l.de outubro de 1841 periodo
E aos mais o/fteiaes etc. sem embargo de
ter patente de reformado na primeira linha.
DitoAo mesmo, ordenando cm consequen-
la de requisicaodo delegado do termo do Bro-
jo quemando pagar Manoel Bizcrra Caval-
canti dcAlbuquerque a quantia de2390O res,
que, segundo as contas que Ihe remelle, des-
pondeo o subdelegado de Cimbres com o recru-
tamento do anno prximo passado.Participou-
se ao delegado do Brejo.
Dito Ao inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes, determinando que man-
de pagar Maiioel Bizorra Cavalcanli do Albu-
querque a conta que Ihe enva na importan-
cia de 78g780 reis, do que despendeo o dele-
gado do termo do Brejo no ultimo trimestre do
anno p. p. com a sustenco dos presos pobres
dejustica e aluguel da casa para quartol do
destacamento e cadeia.Participou-se ao re-
ferido delegado.
Dito Aojuiz municipal da terceira vara no-
nieando-o para presidir o andamento das rodas
da 1. parte da 1. lotera a favor das obras da
igreja matriz de S. Pedro Mrtir deOlnda, que
deve ter principio no dia 8 do correte no con-
sistorio da irmandade da Conccico dos milita-
res.Participou-so ao escrivao da dita loleria.
Dito Ao commandante das armas, deter-
minando em cumprimento do ordem imperial ,
que mande dar baixa aos menores Jos de Sou-
sa Duarte Manoel Alejandrino Goncahos ,
Paulo Jos dos Santos e Torcpiato Ilenrique
las do mesmo liceo e comer a hora do costu-
me, anda que S. Ex. nSo comparece.
Dito Do mesmo ao inspector da thesoura-
ria da fasenda parlcipando-lhe a nomeac;V> de
Jos Roberto Padilha para exercer o lugar de
escrivao do almoxarfado da ilha do Fernando
por tempo de um anno.
Dito Do mesmo ao 1. secretario da Assem-
bla legislativa provincial, significando que S.
Ev. o Sr. Presidente da provincia manda de-
clarar-lhe, para o faser constar mesma as-
sembla e em respsfa ao scu olTlcio de 4 do
correte, quejulga m'cessarla e vantajosa is
obras publicas desta provincia a renovai.ao dos
contractos, feitos com os ongenheiros L. F.. Vau-
thier, e Boulitreau dcbaixo das mesinas con-
dicoes no caso de nao quererem elles suielar-
seoutras menos onerosas provincia visto lia-
ver falta deengenheiros nacionaes que possao
empregar-se e serem incontestaveis os bons
servicosdos mencionados estrangeiros os co-
nhecimentosprofessionaes a actividade ein- (onso Vianna.
zil existe nos respectivos armazens com decla-
racSoda que existe escolida e refugada.
DitoAo contador da thesouraria, a res-
peio da licenca do jut/.dedireito docrime da co-
marca de S. Antao, o bacharel Jos Telles de
Menescs.
I OEM do da 7.
Offlcio AoExm. Presidente informando o
requerimento de Bernardino de Sena da Silva
(uimaraes em que pretendeo ser admittido a
concurso para um dos lugares de prmeiro es-
criturario da contadoria da thesouraria.
DitoAo mesmo Exm. Sr., Informando so-
bre o ofBciodo delegedodo municipio de Gara-
nhuns, que acompanhou o pret da guarda na-
cional do mesmo municipio, que esteve em
servico.
I OEM DO DIA 8.
OfilcioAo commandante das armas da pro-
vincia sobre a de ofilcio do inajorconinian-
dante da fortalesa de Tamandar, Antonio Af-
teiresa do 1.
segundo.
e a perfeicSo dos trabalhos do
Dito Ao inspector da thesouraria do Cear ,
participando que em cumprimento do ofilcio do
Exm. Presidente da provincia de G do corrente,
tinha mandado debitar aquella provincia na
conta do supprimento determinado pela ordem
Commanc!o das Armas.
Quartel do commando das arman de Pernambu- do Ihesouro publico nacional de 9 de setembro
co 17 de marco de 18-3. ultimo pela quaniia de 12:686^530 reis dos
diversos objectos constantes da conta que a-
companhou
Dito Ao do Rio Grande do Norte
que no verso dos recibos de que trata k.a.)/<<*no roie.
reo
ORDEM DO DIA.
Determina o lllm. Sr. commandante das ar-
mas
o artigo 3. da ordem addirional de 8 deste mez,
deve-se acrescentar a lem da freguezia ra e
n. da casa capital de Pernamhuco.
Jos da Mira Guimares ,
Ajudante de ordens.
dem de
Thesouria da Fazenda.
EXPEDIENTE DE 3 DO PASSADO.
OfilcioAo Exm. Presidente informando sobre
0 pagamento do Practico Antonio Bento pela com-
Ilito Ao da Parahyba, idem de 6:468g800
reis.
dem do da 9.
OlTlcio Ao Exm. Presidente sobre o paga-
mento que pedio o commandante do batalhao
de guardas nacionaes destacado pela conduccao
de Goianna para esta cidade de varios artigos,
pertencentes ao mesmo batalhao.
dem no ni a 10.
Ofilcio AoExm. Presidente, a respeito da
nova avaliacfio dasetapese forragens para atro-
missao extraordinaria de levar o Cter- Bebcribe P< <' primeira India no corrente semestre.
deJericoquaraCamossim. I Dito Ao mosmo Exm. Sr. informando n
D,lo_ Ao mesmo Evm. Sr. informando sobre requerimento de Francisco Manoel da Cunta
o novo plano para a extraecao da lotera conce- Medoiros wbre a^apatasia da alfandega.
dida a beneficio das obras da matriz da Boa
Vista.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. idem o ofiicio do
director do arsenal de guerra que acompanhou as
contas do que lem dspendido no corrento
anno financeiro, com os diversos artigos. que
por ordem da presidencia so tem remettido
para as provincias das Alagoas, Parahiba Bio
grande do Norte e Ceara.
DitoAo commandante das armas da pro-
vincia sobre os vencimentos do lente Jos
Bernardo Fernandos Gama.
Dito Ao mesmo, relativo aos papis de
con! ,i I ii 1 id.ule do destacamento do termo do Cabo.
Dito Aa :iTniitiiii !
Dito- Do secretario da provincia ao com-
mandante da ilha de Fernando, acensando a
r>Mn?ssa de u;na lata com santos ole^s para uso
dos habitantes daquella ilha.
Dito Do mesmo ao director interiao do ly-
co communicando-lhe, que o Exm. Sr. Pre-
sidente determina, que o concurso para a subs-
Tri bu nal da II el a cao.
SESSA DE 18 OE MARCO DE 1813.
A annelhiciio civel do iui/o dos feitos da fa-
i. vista da informaciodo commissario fis- 'lenda de-ta cidade appellante N cente Ferrei-
cal do ministerio da guerra, houvesse dedar os ra Gomes, appcllado a fazenda nacional, es-
esclar'cimentos que este pede para podersa- crivao l'erreira ; se mandou descer ao juizo
tisfascr ao despacho do Exm. Presidente da pro- ad quo para se proceder a avaliacao conforme o
vincia exar8dono requerimento do 2. tenento decreto do 9 do abril.
Jos de Barros Pimentel. | ]'0i concedida ordem de habeas corpus ao
dem do da 4. ,'."' prezo Domingos Jos de Albuquerque as
Dito Ao inspector da alfandega participan- ca(|eas da ParahiDa a requerimento de Es-
do que nesta data havia pedido ao Exm. Pros.- Carneiro da Cunha.
dente da prov nc a a expedicaa de suas ordens, M5T"U ,, ..
para que Ihe fosse remettido um exemplar das N" appellacao c.vel desta cidade appellan-
leis de 1839 a 1842, que remiisitou em seu of- tes Joaquim da lonccca Soares (
eoutros, appelladas Izidia eJ
ficio de 23 do passado.
IDEM DO DIA 6.
de Figuircdo
oanna escri-
vao Posthumo ; se mandou ouvir o curador
DitoAo Exm. Presidente, informando sobre os geral.
objectos, que o Exm. Presidente do Cenr.'i no of- i Na appellacao civel da comarca de Macei ,
ficio que acompanhou, aecusava ter recebido j appellantes Manoel JoaquimPereira e outros,
por tercm sido fornecidos e remettidos pelo (.,pp(.||;|a Maria Joaquina do Nascimento es-
arsenal deducir conforme as ordens da P"- {crtVao Pusthumo ; se mandou ouvir aocur
sidencia.
curador
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informando sobre
a pretencao do cirurgiao Manoel Jos Peixoto
(uimaraes relativa agratificafo pelo Irabalho
de tractor os doentes da 2.' companhia de guar-
da nacional destacada na cidade do (ioianna.
Dito Aos Agenles do Brazil em Londres, com
urna letra del. st. 519,5, 10 a 90 dias vista, a di-
nheiros por mil rs. sacada por Me Calumnie \ C.
sobre Me. Calmont Brox cSc. C. daquella cidade ,
geral.
da Silva que se acbao com praca no deposito, apara se dignarem lancar esta importancia lo-
i-- J
CUOIK13 UC IMIlUCtla wio'
meninas nesta cidade seja feito em urna das sal-
go que recebada, em conta do tribunal do thc-
soiiro publico nacional.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acia da 13.a sessdo ordinaria da Assembla Le-
(/alaliva Provincial de J'ernambuco em; 17 de
marco de 1843.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanii.
Feita a chamada a Srs. deputados faltando com participacao .
Dito A Inspector da adminislrcio das ren- Sr, LopcsGama, c sem ella o Sr. Dantas. ')
das provinciaes da Parahiba participando que
foi acceita, e seria paga no dia de scu vencimen-
toa letra ds 600S000 rs.,'de que tractou o seu
ofiicio de 31 de Janeiro prximo lindo.
Biuao administrado! a miuwi liu cwiUk
lado para informar, que quantidade do Pao Biu-
Sr. presidente declarou aberta a sesso : f.i
lida e approvada a acta da antecedente.
KXI'KlilKNTK.
Um requerimento da caara municipal da ci-
tiiln nrn'i
i i:. i
"Aun irf*,"vt\*T.r n
._ ....vijnmu,!!"
ao ^ 18 da lei provincial de 10 de niaio de 1842:
a commissaode orcamento das cmaras. Ou-
tro do professor de 1." letras da freguesia do-
Poco da Panella pedindo a quantia de 1508000
reis para o aluguel de casas : conunissao do
instruccao publica. Foi lido e julgado objecto
de deliberacao e imprimir o seguinte projoc-
to da commissao de negocios ecclesiasticos: a
commissao dos negocios ecclesiasticos exami-
nando o requerimento que a esta assembla
dirigiroos Roligiosos Franciscanos por inter-
medio de seu ministro provincial o inuito re-
verendo padre mostr frei Jernimo de S. Podro
de Alcntara pedindo a faeuldade de adinitti-
rem mais Onovicos, e tomando na devida con-
Bideracao asrasOes em dito requerimento ex-
pendidas, be de parecer que deve ser deferida
favoravelmcnte, firmando a commissao seu pa-
recer nos motivos que passa a expender.
1. Por que ha vendo fallecido 46 membros da-
quella corporacao, esta falta tao sensivel que
a nao ser reparada ser iniievitavcl em poucu
tempo sua decadencia ou total anniquilacao.
2. Por estar convencida das grandes vanta-
gens que resultao a religiaochristiia da conser-
vaeSo e augmento das associacoos religiosas
nao so pelo milito que concorrem para dar
maior lustre e explendor a celebraoio dos sa-
gadros misterios da mesma religiao, como pela
inegavel i'orporacao com que ajudao aos paro-
chos na administraco dos sacramentos.
3. Por que tendo aquellos religiosos a seu car-
go cinco missOesde Indios e sendo a catheque-
se dcstes um dos maiores deveres de seu alto
ministerio he inegavel que jamis podero pre-
enoher taes funecoes, (piando Ihe faltem os ne-
cessarios funecionarios.
4. analmente por se persuadir a mesma
commissao que ser crueldade luicharem-se as
portas do claustro a qualquer individuo quo
por ventura aspire a elle, guiado por urna verda-
doira o sincera vocacao onde possa brilhar
na carreira das virtudes, o vida penitente, fun-
dada por tanto a commissao as rasos expen-
didas subinotto a approvaciio da assembla a
seguinte rcsolnoao:
A assembla legislativa provincial de Pernam-
huco resolve.
Art. nico. Fica concedida a rcligiao Iran-
ciscana desta provincia a faeuldade de adtnittir
a profissao de sua ordem 30 novicos alom dos
que Ibes tem sido concedidos at a data da pre-
sente resolucao.
Ficao revogadas todas as disposices em con-
trari). Saladas commissoos em 16 de marco
de 1843. Laurontino Antonio Pereira doCar-
vallio.Mello.Faria.
Ol DEM DO DA.
Coiiinuou a piiiiit-iiu imuiko do projecto
n. 3 deste anno. O Sr. ("arnciro da Cunha man-
dou o seguinte requerimento :requeiro que
seja addiado o piojecto em discussao, emquanto
chogao os osclarcvimentos, que requeiro so
peco ao Exm. Presidente cerca da distancia
relativa entro a freguesia da Lagoa do baixo a
as villas de Cimbres, Garanhuns, e Brejo da
Madre de Dos, e bem assim a comprehenso
aproximada do terreno daquella freguesia sal-
va a redaccao :apolado, eentrou em discus-
sao linda a qual foi rejeitado o requerimen-
to eapprovado o projecto em primeira discus-
sao. Entrou em segunda o pro.ecto de fixaco
da foroa policial. O Sr. Leal mandou a seguin-
te emenda :depois da palavra infantaria
accrcsccnte-so comaorganisacao actual: a-
poiada eentrou em discussao. Dada a hora
licou a materia addiada. O Sr. presidente deo
para ordem do dia a mesma de hoje e mais o
parecer da commissao sobro a indicacao para a
amnyslia o levantou a sessiio.
Redro Francisco de Paula Caralcanli de Al~
kuqwfW presidente Francisco Jodo Carnei-
ro da Cunha 1. secretarioAntonio JosdeOli-
veira2. secretario.
EXPEDENTE DA ASSEMBLA
Dia i6 de morfoN. 20.
lllm.Sr.A assembla legislativa provincial
resolveo a requerimento da commissao de fa-
senda e ornamento que se olBciasse ao E*m.
Sr. Presidente da provincia a fim de mandar
com urgencia os orcamentos das diversas obras
o estradas que anda nao forao arremattadas ,
especialmente o orcamento das aras na estrada
de Santo Antao ebem assim das obras & fazer
as ertrad-.'.s doneric c cu!, do que trsa cor
camento apresentado ; o que communico a V,


2
S.1 para levar aoconhecimento do mesmo Exm.
Sr.Ao secretario da Presidencia.
N. 21.
Illm. Sr. A assembla legislativa provincial
para poder resolver a cerca da suppresso da
freguesiade Barreiros constante do projecto in-
cluso, resol veo que se solicite do Exm. Bis-
po Diocesano o seu parecer respailo e se
pergunte se nella ha vigario collado : sirva-se
poisV. S." levar ao conhecimento do Exm. Sr.
Presidente da provincia para dar as necessarias
ordons.Ao secretario da Presidencia.
Dia 16N. 22.
Illm. Sr.A assembla legislativa provincial
tendo approvado o requerimento de uin de seus
ineinbros para que se o'liciasse ao Exm. Pre-
sidente da provincia peJindo urna relaco dos
arremattantes dos contractos das rendas provin-
eiaes que se aeho atrasados nos respectivos
pagamentos com individuaca da origem das
dividas, e das pocas em que se vencern as
competentes prestacocs ; assim cmodos admi-
nistvadires das mesmas rendas antes de serem
contracladas resolveo que se participasse a
V. S.'para levar ao conhecimento do mesmo
Exm. Sr.Ao secretario da Presidencia.
diario m raiwiiiii cu.
O Pigmeo W. em dous communicaJos do
Diurio-n. n. 113 e 116 de dezembro doanno
passado procurou prevenir o juizo da assembla
provincial a cerca da reforma das obras publi-
cas desta provincia e seus novos regulamen-
tos. Era muito cedo para tratar da materia ,
mas agora que est aberto o tribunal competen
te que tem de conhecer do mrito eda utili-
dade desla reforma, faremos algumas observa-
coesaoquedisseo \V. nesse tempo.e as rejielicoes
com que sabio no -n. de 18 do corrente. xMostra
lie em 1. lugar ignorancia ou esqueci-
mento do que dispoem o art. 29 da le n. 9., que
autborisou a creaco d'esta repartico e tor-
nou a sua organisacao e regulamentos depen-
dente* da approvacao da assembla provincial ,
e que o regulamento de 10 de agosto de 1835
dado pela presidencia nunca foi approvado e
que era por consequencia livre ao executivo
provincial emenda: e reformar a sua obra em
quanto nao tivesse forca de lei. Quem estivcs-
se disto certo nao aventurara que pela regei-
caodo projecto de reforma das reparticos or
ganisadas por leis e nao por simples regula-
mentos do governo estova prejudicada are-
forma da administracao das obras publicas.
Em segundo lugar queiria o W. que a as-
sembla provincial em vez de fazer leis se oc-
cupasse do processo de responsabilidade de em-
pregados de urna ordcm to inferior como os
das obras publicas exigindo que suas preva
ricacoes lossem denunciadas ao corpo legislati-
vo e nunca reformada a repartieao. Nao
preciso fazer sentir ao fwblico a estravagancia
de semelhante exigencia. Onde so vio o po
der legislativo oceupado com processos de res-
ponsabilidade com dernisses de empregados
ordinarios.e o executivo e o judiciario encar-
regados apenas de fornecer-lhe informaces ?
Dernisses incumbidas corpos collectivos I !
Faz grande bulha o W. com a falta de im-
pressodas contasdas obras daalfandega e the-
atro dando todo o mrito a impressao que
de suas contas fazia por deliberaco da assem-
bla a repartieao das obras pnblicas. A alfan-
dega nao obra que esteja debaixo das deci-
les da assembla provincial; cssa impressao,
que fazia a repartieao extincta, era um escar-
neo ao publico la nunca forao satisfeitos os desejos de quem
decretou essa medida para entrar no caos no
laberintho das despezas que ali se fazio, pois
aponas dizia-se no trimestre passado des-
pendeo-se tanto com materiaespara tal obra, &c.
Nunca se soube por mcio della como entra-
vao nem como sahio os dinbeiros quem
vendia caro ou barato ; quem estava on nao
pago de seo trabalho. Era urna despeza intil
com a typogralia.
Diz mais o W. que ouve urna farca na en-
tradi e sahida de Mr. Wauthicr e o Sr. co-
ronel Jos de Barros. Ora nao se exigindo ,
nem sendo conveniente exigir, queso engenhei
ros nacionaes no gozo de direitos polticos diri-
gissem a repartieao das obras publicas, nao avia
necessidade de farca para estar interinamente o
Sr. Wautbier a testa de urna repartieao da
qual veio a ser chefe effectivo d"ahi a poucos
inezes. Nao percebeo o W. que esta resposta
era obvia ?
No acto da demisso do Sr. Firmino passou
a direccao de todas as obras publicas ao Sr.
Vauthier comoengenheiro e para supprir-se
a falta de um inspector nomeou-se logo depois
o Sr. Jos de Barros para substituir o Sr. Fir-
mino no que fosse realmente inspeeco a qual
por defeito do regulamento de 10 de agosto de
1835 andava confundida com' a direccao das
mesmas obras. Nao foi para encaixar o Sr.
Wautbier nem para demittiro Sr. Firmino,
que se refuniiuu o ugu ame rito di repartieao ,,
massim para tirar a con fusilo que avia para
introduzir a regularidade noservico e a fisca-
lisacao as despezas.
O anligo regulamento de 10 de agosto de
1835 que o W. tanto engrandece, reunia na
pessoa do administrador fiscal as funecoes in-
compativois de mandar fazer as despezas, e
fiscalisal-as e de determinar os pagamentos.
Reunia da mesma sortc na pessoa do inspector
geral as funecoes incompativeis de administrar
as obras c ser elle o mesmo que inspecionava,
e fiscal isa va a sua administracao. Pelos novos
regulamentos sao os engenheiros os directores
das obras mas nao os fiscaes dellas : sao elics
os que attesto aos fornecedores os objectos ,
que vendoro : estes attestados vo ao enge-
nheiro em chefe que um do* inspectores das
obras dos outros engenheiros para dar um attes-
tado este attestado vai ao inspector fiscal, que
nao sendo director de obra alguma nao tendo
faculdade de fazer compras, nem de decretar
pagamentos, he um fiscal muito imparjial, tan-
to do andamento c direccao das obras, como
das contas, e despezas, que allegan os direc-
tores c fornecedores ter feito ; este da-lhes
um titulo pelo qual vo as partes thosoura-
ria provincial, que sem duvida urna reparti-
eao muito competente para fazer Ihes os pa-
gamentos depois de confrontarem o titulo com
os documentos, em que elle, e as depezas alle-
gadas se bazeo. Poder aver quem decrete
um modo de fiscalisar ainda mais exacto sem
o inconveniente de atropello para as partes o
mesmo W. tilvez desenvolva para o futuro a
capacidade deoperal-o; masdeve confessar, que
a fiscalisacao estabellecidada pelos novos regu-
lamentos muito melhor do que a de 10 de
agosto de 1835 em que a thesouraria s sabia
dos pedidos, que Ihe aziao por que o admia
nistrador fiscal fazia os ajustes, as despezas dc-
cretava os pagamentos e fiscalisava os docu-
mentos que elle mesmo exigia, esantificava.
Estes pedidos erao sempre de contos de rcis;
e nao de 900^ rs. Occulta o W. qUe os 900
rcis adiantados sem os documenros legalisados
sao para os jornaleiros, e compras muidas ,
que se nao fa dissemos inferior aos pedidos de contos
de reis, que o almoxarife da extincta repartieao
fazia a thesouraria e sempre este mesmo al-
moxarife adiantou dinheiro para se pagarem os
trabalbadores, e despezas miudas, que sen di-
nheiro adintado se nao fazem, para no fim da
semana ou do mezlegalisarem-se. O novo regu-
lamento deo esta authorisaco para prevenir
que sem ella continuassem taes adiantamentos,
que na pratica se reconheciao indispensaveis ,
e sempre forao fritos arbitrariamente na
repartieao extincta.
Censura o W. que os engenheiros facao as
ferias, que erao feitas pelo almoxarife. Em
que era um almoxarife mais qualificado de lim-
po de maos do que um engenheiro ? O admi-
nistrador Fiscal faia as compras que queria ,
mandava-as pagar e era elle mesmo o fiscal
pelo antigo regulamento. Pelo novo as com-
pras silo attestadas pelos engenheiros, corro-
borados seus attestados pelo engenheiro em
chefe fiscalisados todos os documentos pelo
inspector fiscal c a final examinados esses do-
cumentos na thesouraria provincial, a reparti-
eao mais qualificada para tal fiscalisacao cahi
pagos. Onde iiielhor fiscalisacao?
Aventurou o W. que a thesouraria provincial
se abaixa a dar tudo que os eogenheiros pedi-
rem, sem por duvidas as suas contas,e documen-
tos para nao cahir no odio de quem tudo pode.
Se o W. fosse chefe, ou empregado da thesou-
raria cairia em tal baixeza pois s grita por
interesses individuaes e mesquinhos mas isto
nao accontece com os empregados actuaes.
Na administracao extincta se fazio os or-
camentos das obras ( e que ornamentos ) e
ahi mesmose procedia a arrematadlo dellas. Hojo
taes contractos se fazem perante a thezouraria.
Acha o W. que anthorisa-se o arbitrio nao se
marcando o n. dos empregados nem os seos
ordenados sendo esta a nica excellencia que
se attreveo a apontar no regulamento antigo.
Nao se peja de faltar verdade quem s adul-
terando-a pode fazer opposico a um governo
que est cima dos tiros da maledicencia, da in-
ve|a e do despeito de meia duzia de pescado-
res famintos. O art. 1. do regulamento de
10 de agosto de 1835 depois de enumerar va-
rios empregados de que a repartico seria com-
posta concluia e mais empregados que fo-
rtn ntctssarios. O art. 2. do regulamento
actual estabelece a mesma disposicao com a
nica diferenca de nomear somente os empre-
gados principaes, para nao enumerar alguns
inferiores, e sempre concluir corn a disposicao
geral indispensnvel a fim de regularem se
os empregados pela necessidade do servico.
Que nos dir o W. a isto ? Subir-Ihe- a cor
vermelha ao rosto ? Duvidamos.
Acha excellencia o W. no regiment antigo
porque marcou nrdpnados a uns oitn nu Hp?
empregados. Marcou-os elle aos mais que se
aviSo de crear indefinidamente conforme o arti-
go 1 ? Nao. De que pois servo esta disposicao
incompleta e manca ? Para os empregados que
se tem creado marcou o Exm. Presidente os
vencimentos os quaes entrao na lei do orca-
mento c fico por isso dependentes da assem-
bla. Temos pois o mesmo resultado sem
encher o regulamento de medidas transitorias ,
e incompletas.
0 1. do art. 13. do antigo regulamento ,
que autborisou o almoxarife a pagar todas as
compras que se nao podessem fazer por arro-
matacSo, nao dava arbitrio nao exclua toda a
fiscalisacao ? Quem fazia estas compras sen-
do fiscaes o administrador e o inspector ge-
ral ? Nao adiamos no tal regulamento.
O periodo ultimo do artigo 21 do novo rc-
gulamento nao da aos respectivos chefos dos
dous ramos distinctos desta repartieo mais
arbitrio do queaquelle que conferia ao admi-
nistrador fiscal o artigo 4. 2. c 3. do regu-
lamento de 10 de Agosto de 1835.
Nao contestamos a sabedoria de quem fez o
antigo regulamento que o W. engrandece ,
e estamos certos de quanto seu nobre autor
despresa as vis lisonjas do W. mas partilha
do homem nao comprehender todas as cousas
em qualquer disposicao que cstabellece eso
conhecer as faltas de qualquer obra depois de
ensinado pela pratica. A pratica revelou os
lefcilos desse regulamento que o governo
provincial procura remediar com outro o qual
cortamente nao a de completar perfetamente a
obra mas fora de duvida que a melhora.
O Sr. Amaro Francisco de Moura nao foi
demittido. A sua paralisia o impossibilitou a
muito de servir o emprego de Fiscal que seu
filho substitua nao por confianca do Exm.
Bardo, mas por ser o primeiro empregado, que
estava logo ahaixo delle : e finalmente o regu-
lamento novo extingui este lugar que tinha
funecoes incompativeis. Pela mesma raso de
ter-se extinguido o emprego de 1. escripturario
deixou de ter exercicio osr. Antonio Francis-
co de Moura, assim como os fiis e outros
empregados da extincta repartieao que nao
erao desaffectos ao Sr. Baro da Boa-vista. A
demisso do Sr. Firmino ja tem sido discu-
tida ; nao foi para encaixar estrangeiros pois
na provincia nao officiaes engenheiros o Sr.
Firmino era o nico ; e quanto a seus conhe-
cimentos esua onra nada diremos em desa-
bono mas nao queira o W. com a exaggcra-
cao "desses predicados rebaixar os mais en-
genheiros, por que elle orcou algumas obras ,
e depois administrando-as gastou maisdoqua-
druplo do oreamento ; e se duvida disto leia
o relatorio da repartieao das obras publicas.
Nao era pois esse homem tao necessario aoen-
grandecimento da provincia e fiscalisacao
das despesas das obras publicas em quenen-
lium bem fazia com o regulamento extincto.
No communicado ultimo depois de exaltar o W.
o sen lioiii senso as produecesliterariasem que
se assigna por intrpido, mutila um artigo do
relatorio do Exm. Presidente para achacado de
inexacto quanto s datas Nisto tao peque-
nino o W. que nao merecia resposta. Todavia
o advertimos que o regulamento geral das obras
publicas leve execuco logo depois de publicado
em Maio e que o regulamento da contahili-
dade foi que teve principio como devia com o
novo anno finaneciro segundo expoz o Exm.
Presidente no seu relatorio que o W. muti-
lou por malicia. O mais que dice foi urna re-
peticao dos dous communicados de dezembro
passado.
E' miseravel a incoherencia do W : depois
de ter dito que o Sr. Baro tinha feito a
reforma desde a sua passada administracao e
estava a dal-a a luz no tempo em que se Ihe
concedeo a demisso affrma que S. Ex. teve
a franqueza de dizer humildemente assembla
que outrem o fizera ao mesmo tempo que
mais ahaixo na mesma pagina assevera o W.que
o Exm. Baro com este acto quiz impora lei a
assembla com toda a arrogancia do posso, que-
ro e triando. Combinem o posso quero ,
e mando com a humilde franqueza ,e vejo l
se o W. consequente. Quem fez o regula -
me.ito? Seria o engenheiro, queoW. depois
de dar-lhe a importancia do Fac lotam dice que
elle era como chefe da repartieao encarregado
de executar um regulamento de que nao en-
tenda nem urna palavra ? Appareca pois o no-
me de quem o fez. Censura merecemos nos
por nos oceupar-mos com -jns commucicados
io vasios de sentido to inconsequentes e
contradictorios, que s aos tolos podem em-
bar.
" Iloje ebegou do Ro de Janeiro o briguo
de guerra Nictheroy, que conduz o Ex.rao pre-
sidente do Cear e segu para o Norte.
Communicado.
Hontem fiS) chegou dos portos doNorte o va-
por S. SebasliBo, que nao traz novidade : no
Maranho a eleico da mesa da Santa Casa da
Misericordia osdcixou pazrenovouasdesavcncas
dos dous partidos que se disputarao as eleicoes.
Omesmo vapor condusio o Ex.mo brigadeiro,que
.I*,. -.. ,--U-- .; j../,..a rwl#.-,. -~!.....,.;,..
... ai u ii jm jmiiihhi uis ..... u,u servicos prestou naci hrazileira.
Ili.iii.lo, ventos anprj, onda li'vai-o "
Ah' 'i'iinlc. ii lomar, onn Iraici-o.
Um homem de grande mrito tem de deixar
o seu pai/. natal, c tenciona percorrer parte da
Europa, este homem o Ex.mo Sr. Vhomaz An-
tonio Maciel Monteiro do conselho deS. M.
I., commendador da Ordem de Christo, e mem-
bro do supremo tribunal dejustica na corte do
Ro de Janeiro. As virtudes religiosas e civis
(leste magistrado integro sao condecidas por to-
das as pessoas de bem. Possuindo urna grande
fortuna servindo os primeiros empregos, elle
nao tem provadoemseu coracao generoso a gran-
grena do orgulho. Grave em seu porte, mas af-
favel ao mesmo tempo, elle nao sabe deslizar-se
do cume da sua grandeza, nem pela importuni-
dade da soberba nem pela familiaridade inde-
cente. Conserva um justo equilibrio em seu por-
to e em todas as suas aeces. Benofico sem os-
tentaco folga de estender sua mo protectora
ao que precisa do seu auxilio sem que muitas
vezes se saiba que o beneficio teve nelle a sua o-
rgem. Brioso, noestuda a arte difficil dee-
quilibrar a Jegria com a tristeza e amigo da
verdade pouco promette recciando a censura
de Plutarco : o que promette muito, o nada o-
bra, semelhante ao cypreste que sobe muito,
e nada produz. Recto em suas decisoes ama-
do em seu paiz prudente e circunspecto um
dos ornamentos da Toga e um grande esmalto
nos tribunaes do Brasil. Quanto Ihe fiel asen-
tenca do Epaminondas: os empregos exalto ao
cidado mas o cidado tambem exalta os em-
pregos. No meio das commoces polticas, das
odiosidades que ellas acarreto dos crimes que
se engendran das vingancas que se pratico, o
das calumnias que se espalho, o Ex.moSr. Tho-
maz sfnlonio Maciel Monteiro tem passado I-
leso a p enxuto por todo este mar turbolento
sem fazer um s desgranado salvando ao mes-
mo tempo sua reputaco, nunca infamada, ea
dignidade do seu lugar ouricado de abrolhos em
semelhantes crises. A estima publica Ihe rende
este elogio. Nesta sua digresso elle procura ap-
proximar-se e abracara mais terna c preci-
osa poreo da sua alma. Um seu fllio existe em
Portugal e oEx.moSr. Maciel tem agora de
o rever. Os mares se abonancem, rio-sc as on-
das no seu transito feliz e o Co protector do
homem benfico o dirija ao lugar do seu des-
tino c o reconduza em poucos das ao seu paiz
natal, entregando-o de novo amizade, e ao
jubilo dos seus concidados.
Feito pelo bachartl formado Joo de Barros
Falco de Albuquerque Maranho.
Correspondencia.
Srs. Redactores. = Se por liberdade de im-
prensa dizia o grande Francklin se entende-
a liberdade de discutir as pr videncias publicas,
e asopiniocs polticas, baja toda, que se quei-
ra ; mas se por esta liberdade se entende a de
afrontar, calumniar, e defamar cu renun-
cio a porco que me compete; e de hoamen-
teconsentirei em troc;.r esta minha porco de
liberdade de dizer mal dos outros, pelo privi-
legio de nao ser injuriado por ninguem.
Mas, Srs. Redactores, quem por mais misan-
thropo que seja ou antes por mais que res-
peite o crdito albeio ; por mais zeloso que
seja do seu estar preservado de injuria na
poca prezente quando tudo se aventura sem
exame ? E qual ser o homem to fleugma-
tico que presando como deve o seu cr-
dito se possa conservar impassivel vendo o-se-
ria mas injustamente reduzido a um estado
problemtico ?
No Diario novo n. 59 de hontem 14 do cor-
rente tomando-se por assumpto um annuncio
meu inserto no mesmo Diario sou censurado
por um Sr. Olindense, que quer fazer seu exa-
me de lalim por nao ter eu, diz elle appa-
recido na Academia, este anno, para os exames
da mesma materia. Eu sinto notavelmcnte ,
que o Sr. Examinando nao podesso fazer o seu
exame em Fevereiro dando as viagens que
lamenta ; mas se indagasse as causas que para
isso concorrerao, nao achal-as-hia por certo em
mim. Saiba pois o respeitavel publico ( para
quem s escrevo ) que sendo officiado pelo Sr.
Director interino no principio de Fevereiro,
na forma do costume para comparecer nos
exames ali rr.eachei, e apresentando-me ao
Sr. Dr. Zacarias Ges de Vasconcellos ento
presidente dos exames, este dissc-mc,.que pao
havendo nomcaco do Sr. Director para alguem.
que commigo substituisse a falla de proprie-
lario e que nao estando auc orisado para fazer
estas nomcacoes, cu me podia retirar. Ali f"'
outras vezes, at que o mesmo Sr Dr. Zacarias
commigo concordou que, como aquellas mi-
n'uas viagens em nada aproveitaviioao pubiico ,
por cuja utilidude a lei ali me chamava, eu me


4P*
mm
3
poda retirar at que houvesse pessoa Hornea-
da que commigoexaminasse ; o que effectu-
ando-se no principio de Marco correntc ali com-
parec a seis e com tal assduidade me tenlio
prestado que tendo havido desde entao oito
dias uteis, tem havido (tinta e dous exornes
n'essa disciplina; o que, nao s por julgar des-
nc.;ossaro como por nao enfadar mais o pu-
blico nao documento. Quem quiser saber ,
ouduvidar do que levo dito endaguc dos Srs.
Drs. Zacaria e Collio ; pessa ao Sr. Secreta-
rio o livro de laneamento, fiscalise-o e con-
tesle-mo que erit mihi magnus Apollo. E
sinto nao s que o Sr. Examinando nao fosse
mn dos Examinados como que quiscsse trocar
o prazer de censurar-me polo desr que so-
bre si acarretou, aventurando sem oxame sim-
ihante assercSo e chamando-me para Olinda a
assistir o seo exame a quatorze quando cu c
eslou des Je 6 do corren te.
Ali se me acusa tamhcm de pretender eu mo-
nopolisar com a cadeira de latim com o qui-
se prctendcprovocar contra mim a indignaiao
publica. Eu dcveria antes mandar, contudo
mais, para a regiao do silencio essa segunda
increpaco ; porem coma dando algum pe/o a
primeira e julgando me nao ser muito airoso
calar, lancei mao da pena pora justificar ao pu-
blico o meu comportamento direi scmpre al-
guna colisa sobre a segunda ao menos para
ver se sou desta vez entendido pois nao posso
suppr no Sr. Examinando tanta m f, ou de-
ejo obstinado de accusar-me.
Confesso Srs. Redactores, que quando redigi
-aquello annuncio tive presen'.imentos de que se
me nao quiscsse avenenar o seu sentido, e por
jsso nao querendo redigi-lo do novo ; a dospe-
to do olTonder a brta lgica com asuperabundaii-
cia ; por zelo todava acrescontoi : = Nfio se
refere ao latim cm que be de sua obrigacao
examinar = Infelismente porm isso nao bas-
tou para que fosso entendido. Aqu trans-
crevo o annuncio para os que o nao tivorem
mo = O Bacharel formado Pedro lizorra Pe-
reira de Araujo Beltrao prolessor substituto do
grammatica latina do collegio das Artes do
Latim Geographia c Geometra : prometi
que, alm de esforcar-se no anuo lectivo para
que os seus discpulos se adiantcm o mais pos-
sivel ellos (tendo applicaiao e sondo dados por
promptos no lim do anno ) nao sofreriio pre-
lerico ou demora para fa/cr seus examos na A-
cademia pori|ue falta de examinador o an-
nunciantc prestar-se-ha para que nao sofrao os
seus discpulos. Nao se refere ao latim, em que
be de sua obrigacao examinar. Quem do sou
prestimo feo. Ora daqui se ve claramente ,
<|ue quando prometto falta do examinador ,
prestar-me para que os mcus discpulos nao
sufrao preterioao ou demora, refiro-mc somon-
te aos exames do Geographia e Geometra ;
porque seria o maior dos absurdos, se eu pro-
metise prestar-me aos exames de latim; e por
falta de examinador. Como poderia cu pro-
ineltcr urna cousa a que tenho obrigacao ? e
por falta de examinador que sou cu mosmo ?
Sou eu por ventura dous um dosquaos fal-
te o outro preste-se para suprr a falta ? Pre-
ciso he que para tal conceber-se se me suppo-
nha nm toupeira. Nom quiz com a palavra --
pretericao arrogar a mim o titulo de despen-
sero das gracas na mesa dos exames, profe-
rido estes, preterindo aquelies quando isto
he propriodade exclusiva do Sr. Presidente dos
ovamos, que ali se dirige pelas datas dos reque-
rmentos, ou pelas razos, que cm seu favor ale-
gao os examinandos e os manda chamar; mas
fo ali empregada de passagem para significar
a privacao que algumas vozos ali sofrem os es-
tudantes, por falta de quem se quera prostar ,
para substituir a momentnea auzencia de al-
guna dos examinadores ; licando os estudantes
privados de fazer n'aquelle dia os seus exames,
esperando para o outro dia demorados e en-
cornudados : e isto he o que se deprobendo las
palavras = porque a (alta de examinador o an-
nunciante&c.
Para que pos contra a boa hermenutica se
hade encarar as palavras isoladamente o pelo la-
do odioso? Finalmente redusireitudoaosegtiinto
dilema: ou se me censura o haver eu promottido
ensinar e examinar em latim ou em Geogra
pliia e Geometra, No primeiro cazo alm de
se nao deprebender isso do annuncio, como de-
monstrei ; seria absurdo a promessa de pres-
tar-mo urna cousa que me nao he permisi-
va masobrigatora. No 2. nao se pode dar
o monopolio por nao ser eu examinador, se-
nao per aceidens e por consoquencia me fal-
tar o prcvilegio do dispor exclusivamente de
mercaduras que pertoncem a outros. Ncm
me persuado que me queirao condemnar o
laclo do ensinar particuiarmciire ------, ........
examinador porque entao respondona que
isso por c be pecado original, que affecta a to-
dos. Queirao pos Srs. Redactores inserir em
ma fnihg ,,?ia ..,..l!0nr, oatisfacSo que da ao
publico em abono do seu crdito c da verda-
de seu attoncioso venerador Pedro Bizerra
Pereira de Araujo Beltrao.
COMMERCEO.
Alfandrga.
Rendimcnto do dia 18........ 522S399
DescarregSo hojeW.
Barca Manchester bacalho.
Barca James Slicart bacalho.
Escuna S. Mar y taboado.
Brigue S. Joo Raptista barricas vazias.
Brigue Astra sal.
Brigue Leopoldo carvao.
Movimento do Porto.
Navios sahidos no dia 17.
Babia; brigue i nglez Poseanna capitao Ale-
xandro Kirth, com a mesma carga que
trouxe.
Fundiou no lameirao a barca austraca Ton-
sila.
O ARTII.HEIRO N. 28.
[^Aiuo boje c acba-se a venda.
- Precisa-se de um rapaz portuguez che-
gado de prximo, de 12 a 16 annos para
caixeiro de loja de fa/enda distante desta pra-
i-a I 5 legoas : na ra do Crespo loja de Joaquim
da Silw Castro.
O PAISANO N. 8.
s
Navios entrados no dia 18.
Rio de Janeiro; 30 das, brigue brazilciro S. rosWanderley dsponcar-mc o pouco apreco
Auio boje c est a venda.
__ Em comprimento do annuncio inserido
no Diario de Pernambco do Quarta-feira 13
do crrante mez de Mano firmado pelo Sr.
Caetano Francisco de Barros Wanderley bem
deslava responder ao mesmo Sr. conforme me-
reca urna tal correspondencia ; porm redoso
de por cm publico oxprossos que nao agra-
dassem ao dito Sr. Wanderley e a seo pono
mentor: s me lomitaroidzor-lhc quocm lem-
po competente Ihe mostrarei a niinba firmeza
do carcter honra e probidade, e ao mesmo
tempo Ihe fare ver que tal annuncio vale me-
nos que urna pitada de simonte.
Digne-sc o Sr. Caetano Francisco de Bar-
Joo Raptista de 209 toneladas capillo
Jos Gonealves Rocha, equpagem 14, carga
carne, e mais gneros; ao proprietario Anto-
nio Gonealves Pereira.
Para, Maranhiio, e Cea ; 10 dias, vapor bra-
zileiro 5. Sebastiao, de 240 toneladas, com-
mandante Jos Mara Falciio, equpagem 24 ;
a Joaquim Raptista Moreira. Passageros pa-
ra Pernambco, o Ex.mo brigadero Jos
Joaquim Coelho com um criado o tros escra-
vos o lente coronel reformado Benedicto
Gaspar Gnilinig, com sua (ilha Olimpia Es-
telita Guifiiiig e tres osrravos; dois escla-
vos a entregar. Passageros para o Sul Dr.
Antonio Gonealves Martins com tres esrravos,
Jos Mendos da Cruz Guimaraes com dois so-
brinhns menores equ;tro cscravos, Joaquim
Jos da Silva Jnior o 1. lente da A. N.
o I. Jos Me noel da Costa o escrvao da A.
N. Guilherme Jos do Souza Das com urna
ilha menor, urna tapuia, e um criado Jos
Manoel.
Inglaterra ; 37 das brigue bremense firam,
de 2V2 toneladas, capitao F. G. W'aosmistor,
equpagem 10, carga carvao. Vem receber
ordens.
Sahidos no mesmo dia.
Parahiba do Norte; hiato nacional Santa Cruz,
mestre Nicolao Francisco da Costa, carga
varios gneros.
Canal ; barca ingleza Eliza capitao Pedro Le
Mussurie carga assucar.
Liverpool; brigue nglez W.m Russell, capitao
Rohert Bruce carga algodSo.
Hamburgo; brigue inglez Guiare capitao
Daniel Sshonson.
Declaracoes.
O vapor nacional S. SebattiBo recebe
as malas para os portos do Sul boje ( 20 ) as 4
horas da tarde.
O brigue Triunfo Americano recebe a
mala para a ilha dos Assores o Lisboa no da 22
do frrente.
Avisos martimos
At ao firn dcste correte mez satura para
o Porto o brigue portuguez Ventura Feliz ,
capitao Antonio I"rancisco dos Santos o qual
ainda recebo alguma carga e passageros; os pre-
tendentes queirao dirgir-se ra da Cruz n.
4o em casa de Joaquim Jos d'Amorim.
=Para Lisboa segu viagem no dia 30docor-
rentc o brigue portuguez Triumfantc, capitao
Silvcrio Manoel do Res ; quem qu/er carre-
garou hirde passagem dirja-se a Mendos &
Olvera ou ao referido capitao. .
O brigue TentacBo, bem conhcido nes-
ta praca pela velocidade de suas viagens, parto
para o Rio do Janeiro em poucos das, recebe
somonte passageros para o que tem excelen-
tes com modos, e cscravos a fretc ; tracla-se
com Fermino J. F. da Roza na ra da Moe-
da n. 7.
= Para o Porto segu viagem com brevida-
de por ter parte de seu carregamento prompto
a ligeira barca portugueza Espirito Santo, ca-
pitao Antonio Gonealves da Silva ; quem na
mesma quizer carrogar ou r de passagem, para
o que tem excellentos commodos, dirija-so
ra ostreita do Rozario n. 13.
Avisos diversos.
__ As rodas da Lotera do S. Podro Mrtir .
andan em 0 dia 22 do correte ou antes si
assm o perinltira extracoao dos blliotes que
se achao a venda nos lugares declarados no Dia-
rio de bontem.
que en faco de seo annuncio: continuando eu
todava fora d'este particular a respeitar a sua
pessoa, e tnhutar-lhe os meos respoitos; bem
como a continuar a nimba firmeza para o com-
plemento do trato, que lie viva voz contratamos
em das do mez passado em orcasao que sita
senhoria se dignou [antar em minha companhia
u'esta sua caza. Pormtta-mo dizer-lho mais
tima palavrnha : eu aclto-me em minha plena
libordade livro e dosembaraeado para vender a
minha fazenda a quem bem me parecer c tao
indiscreto oseo annuncio em tentar querer
privar-me d'esta minha plena libordade como
sera indiscreto se eu annunciasse que ninguein
lzesso negocio com vossa senhoria em casos
idnticos e que pessoa alguma lite comprasse
o seo assucar fte. &:. Xic. Porque sera eu
tentar contra o dreito da propriodade do Cida-
dSo tao recommendada semelbantc garanta
pela Constituido do Imperio.
Sirva a V. S. de governo e a seo leviano
mentor que o credor s obrigad- a receber
de seo devedor dinhoro do contado e qual-
quer outra transaciio como receber bens de raz,
movis ououtroqualquorbemdependontede um
acto expontanoo, o voluntario, do mesmo cre-
dor ; pondo de parto unta adjudicacao judicial.
Ora pois, eu estou interamente persuadido ,
que tal annuncio nao obra de vossa senhoria
e por isso rogo-lhe da minha parte o favor de
dizor ao seo mentor que elle muito tolo, c es-
tupido c nao soi que mais. Tenba vossa se-
nhoria paciencia ja que doo cabo ao martello.
Recite 15 do Marco de 18W.
Mawl Jos Gonealves Braga.
Posto conheca, que he perante osTrbu-
naesdopaz, que devo discutir a questo sus-
citada pelos Srs. Jorge Kenworthy & Compa-
nhia acerca das fazendas do Sr. W. Easton ,
nSo posso deixar sem resposta o annuncio pu-
blicado pelos ditos Srs. no supplomento do seu
Diario n. 58 de Segunda-fera 13 do cor-
rento.
Das cartas inclusas por copia vera o pnblico
que os Srs. Jorge Kenworthy & Companhia ,
como procuradores de varios correspondentes da
caza de Gaskell Jolmson Companhia do que
sou cocio recebero de mim as fazendas por-
tencentes aos seus consttuntes de Inglaterra .
e que exisliiio em ser nos nossos armazens; e
se ellos se considerarao habilitados pelas res-
pectivas procuraces para reclama-las como
fi/ero e eu eslava obrigado a satisfazer a sua
reclamaeao ; nao me podem censurar por ha-
ver attenddo ao Sr. Roberto Jamieson entre-
gnndo-Ihc as fazendas que pertencio ao Sr.
W. Easton de quem era bastante procurador.
O argumento deduzdo do faeto da administra-
cao de modo algum melhora a condcao dos
annuncantes por serem olios encarregados
dola por mim a quem em virtude disto Ihes
nao compete pedir conlas da minha quostao ,
c cm consoquencia de responderem apenas pelo
que Ihe for entregue e niic pelo que deixou
de ser cm razo de pertencer as pessoasestranhas
a nossa caza de que o constitumos adminis-
trador.
Pelo que wspeita a carta do Sr. Easton, da-
tada em 23 de Outubro prximo passado ci-
tado polos Srs. Jorge Kenworthy & Compa-
nhia cumpre dizor que se achao em perfoito
engao. Nao eremos que o Sr. Easton diri-
gi/se para esta Provincia carta alguma n'essa
data ; e menos ainda pensamos p:irticipasse, it
quem quer que fosse haver recebido por con-
ta do suas fazendas urna letra de 1000 ; qu-
l'oi depositada para soguranca de suas tranza'o;s
com a cava de Gaskell Johnson & Companhia ,
e da qual nao Ibe he licito dispor antes de li-
quidadas todas as suas emitas com ella.
Quanto porm a ia'ua o meo compareci-
mento noJuizo de Paz he para sentir que os
vrs. Jorge Kenworthy Companhia a citem
perante o publico dando a entonder que foi
calculada para evitar os meios consiliatorios
por ellos emprogados : pois esses sonboros sem
duvida estarlo lembrados que na realidado
comparec e com elles me encontrei n"aud-
encia do Sr. Cavalcanti; e se nao assignei o
competente tormo foi por chegar um tanto lar-
de e na occaiio em que o eslava larra ndo
o escrvao do Juizo de Paz. Finalmente ca-
be-mc assogurar aos Srs. Jorge Kenworthy &
Liompaobia.quese o Sr. Roberto Jamiesoncon-
voncinou com o Sr. Gibson Socio doSr. Jorge
Konwortby de recolber ao nosso armazcm as
fazendas no prazo do 24 horas fo atlerrado pe-
la noticia, a olio dada polo digno Cnsul do S.
M. B. doqueoSr. Konwortby tnha oidem
de rocolbo-ln prisao at que o fizesse ; ma9
vendo que o Sr. Jorge Kenworthy em meia
hora depois veio insistir, para que fossem reco-
lltidas incontinente, contra a convencao que fez
sen socio c saliendo, que as lois do paiz nao
autorisao somilbanto procedimento arbitrario ,
julgou-se deshonorado da sua promessa, c trao-
tou como devia, do sustentar com a necessara
energa os incontstaveis direitos de seu consti-
tuinte. Sou sou venerador c criado
Joseph iidgway.
< !opias.
Srs. Gaskell Johnson & C." Pernambco
11 do Janeiro do 1S43. Srs. dozejamos sa-
bor quando as fazendas portenconles as pessoas,
que nos tem mandado procunieo bastante, po-
dont sor entregues. Seu venerador, Joige Ken-
worthy i ('.*
Srs. Gaskell Johnson & C Pernambco
17 do Janeiro do IS3. Srs. o portador tem
lempo agora, de principiar a contar as fazen-
das que temos do receber de \ m.ce* pertcn-
centes i s pessoas, de quem nos temos procura-
enes bastantes. Seu venerador, Jorge Kenteor-
Ihy V 6'.'
Aluga-sc por procorommodoum armazem
de ra a ra na ra do Aniorm n. 29 sujei-
tando-soo proprietario aosconcertos necessa-
ros : no ra do Nogueira n. 13 ou a do Co-
dorniz n. 10, ondoostao as chaves.
Offorece-se para qual quer occuparSo ,
excepto venda um mosso portuguez de 19 an-
nos que da fiador a sua conducta : quem pre-
cizar annuncio.
Preci/a-se de um fetor, que trabalhe ,
entonda de vacas, arvoredos, 0 horta; na Magda-
lena estrada Nova primeito sitio com porlo
de ferro.
Quom adiar um urub rei, anda pre-
to, muito manso, levando-o ao atierro da
Boa-vista sobrado n. 37 ser bem recom-
pensado. .
V_ .\ traduefao do excellente Opsculo inti-
tulado O Bramane viajante ou la Sabedoria
Popular de todas (O NafOe$ prodcelo do
grande literato Fernando Diniz que foi core-
ada pelo Instituto e que por isso dispensa qual
quer outro elogio acha-se a venda na loja de
livros do Sr. Figueira na praca da Indepen-
dencia e na doSr. Bandoira na ra do Cabu-
g a 1/000 res cada exomplar.
__ Quem precisar de um menino de 13 an-
nos para caixeiro de una loja de fazendas, ou
miudezas annuncie por esta folha.
Na aula de priineiras letras na ra da
Conceciio da Roa-Vista n. 8 vendo-so excel-
lente tinta preta para escrever, a rasao de 400
res a garrafa levando o portador o casco e
nao o levando a 400 res.
__ Atoga-se urna casa terrea comsotSo e
((uintal murado, tendo urna cacimba com mul-
to boa agua de beber na ra da Soledade ;
quem a pretender dirija-se a ra da Aurora
n. 58.
= Precisa-sc de urna ama de leite : na roa
Augusta sobrado n. 1, segundo andar.
= Pede-se a quom por engao levou da re-
partieau das rendas internas geraos no dia 15 do
corrente um chapeo de sol (quando foi sel-
lar varios papis ) deixando outro em seu lugar,
baja de restituir na mesma reparticao aquelle,
recebendo o que deixou.
Na ra Direita, paitaran. 129 conti-
nua-sc a vender pao de folha, de superior qua-
lidade tanto.....larnbas, como em trahalbo ;
o o pao do costme, biseoto doce, dito de agua,
fatas doces, tudo de superiores farinhas, e bem
trabalhado.
== Na ra do Cabug n. 16, existem duas
cartas para o Sr. Joaquim Jos Baptista e ou-
tra paraoSr. Joaquim Rafael de Mello Jnior.
=s Lina pessoa, que vio o annuncio do.
Manoel Buarque de Macedo em que ayisava
estar devorciado, e procedendo a inventario dos
bens do sou casal, c convidava os credores a ap-
parecerem por si ou seus procuradores com as
sitas dividas justificadas para entrama na par-
tilba dos bens que se vio separar, para paga-
monto roga ao mosmo Sr. o favor de declarar
em que lugar se pode procurar nesta praca, para
5c iuc arcaCiiir ii scu cCvw.

V


4
rgir-se a bordo da primeira barca de vigia da
Alfandoga ondo foi apanhada pela tripuladlo,
indo pola agoa abaixo.
diias casas, urna assobrada
- Alugao-se
- Urna pessoa pobre perdeu urna carteira
com 260, ou -230,000, pouco mais ou me-
menos, o difTerentcs papis, entre os quaes
duas letras aeccitas por Francisco Cavalcanti,
e Antonio Veigas, da ra de Hortas at ao iar- i na ra da Alegra, e com commodos para gran-
go de Palacio ; esta perda (leve causar grandes de familia ; e otra na ra de S. Goncalo : a
males ao annunciante e por isso quem a tiver
achado queira por hondade e accao religiosa ,
entrega-la na loja doSr. Rgord na ra No-
va que ser generosamente gratificado.
= Defronte do Trapiche novo, n. 6_, se-
gundo andar conserta-so oculos agulhas
para navios e tudo quanto pertence a ptica.
Acham-se a venda ricos barmetros, oculos, os
melbores deste mercado e um microscopio ,
um oitante e um orgao, que toca 50 marchas.
Gervasio Portazio Simes faz publico,
que mudou sua residencia para a ra estreila do
Rosario n. 10, e continua a encadernar, c
aparar papel com 'revidade.
=s Distante desta praca seis legoas ( na fre-
guesia de S. Lourenco) ha um engenho levan-
tado a pouco, com 13 safras para dislrutar, Ier-
ras de plantadles novas e virgens e de mui-
to boa producao tanto para canas como pa-
ra outras lavouras ; cujo arrendamen'o se tras-
passa : os pretondentes dirijao-se a ra da
Senzala velha padaria n. 90.
Precisa-sc fallar com o Sr. Joze Eleute-
rio de Carvalho ( morador na cidade de Olinda)
a negocio de seu interesse na praca da Inde-
pendencia n. 28.
Troca-se com tolo empenho urna Ima-
gemdoSnr. Crucificado, para so ter em o
throno de urna Igreja ; a pessoa que a tiver
e aquizer troca-la, annuncie sua morada.
Precisa-se de um feitor para engenho
perto do Rio Formozo : na ra do Collegio ,
u. 6, botica de Cypriano Luiz da Paz.
A pessoa, que onnunciou querer fallar a
D. Leonarda filha (fe Manoel Francisco de
Mello, mulherde Antonio das Mercez diri-
jase a ra do Collegio n. 6, botica de Cy-
priano Luiz da Paz.
= Em Olinda, ra de Mathias Ferrcira ,
casa da esquina precisa-se de um bom e hbil
olioial de sapateiro, cujo trabalhose pagar bem.
= Urna pessoa, queabonasuaconducta.se
offerecc para receber dividas, fazor concilia-
res do que tem pratica; quem se quizer uti-
lisar annuncie.
Precisa-se de urna pessoa, que saiba cozi-
nhar, e fazer o mais servico de urna casa: no At-
torroda Boa vista loja n. 11.
= Precisa-se alugar urna casat errea em boa
ra no bairro de S. Antonio, cujo aluguel nao
exceda de 10g reis ; quem tiver annuncie.
Quem precisar de urna caada de born
Jeite diariumente de 6 horas at 6 e meia
damanh, por 1:4M) reis, annuncie.
Ainda esta por so alugar o sotao na ra
doNogueira annunciado no Diario n. SI.
= O Sr. Domingos Alves Barboza queira
declarar por esta folha sua morada para ser pro-
curado a negocio de seu interesse.
Dinheiro u premio de 2 por cento ao mez
sobre pinhores de prata ou ouro: no largo
das 5 Pontas n. 130.
A vista do aununcio do Sr. Luiz Jos de
Souza no Diario n. 01 nao admira que
o Sr. Souza se queira esquivar do pagamento
de 9V2S539, que deve ao baixo assignado, pois
que quem abuza da boa f de seu amigo tem
capacidade para mais, deve Icmbrar-seoSr. Sou-
za, que oabaixo assignado acceitouumal etra de
6:0008 reis, e em virtude do Sr. L. J. de Souza
ser socio no genero de que previnha a dita letra,
e na boa f Ih lez entregue para igualmente ac-
ceitar e entregar ao sacador, o que fez prompta-
mente assignando somonte sea /ome; mas como
acontecesse caber-lhe emprejuizo aquantia que
deve : 942:539 como da conta que Ihe foi
entregue: o Sr. Souza responde com toda afran-
queza nao ser socio e sim endocanlc da letra :
dove lembrar-se mais que o negoccio foi publico
e que se pode provar com pessoas de boa f ,
pelo que novamento se Ihe roga haja de nao se
retirar sem pagar ao baixoassignadocomo he de
seu rigorozo dever. Joo Ferreira dos
Santos.
= E. Schaeffer retira-se desta Provincia.
= E. Sehaeffcr ausentando-se por algum
tempo desta provincia deixa como seu bastan-
te procurador e encarregado da direccao dos
seus negocios o inr. Manoel do Nascimento
Pereira.
= Joze Agostinho Pereira de Menezes,
retira-se por algumas semanas para ora da
provincia.
Sodedade Euterpina.
= O Director convida aos Srs. Membros da
commisso administradora a reunirem-se bo-
je pelas 5 horas da tarde para sesso.
Aluga-sc o armazem da casa n. 13 da
i ua da Cruz : a tratar na mesma casa.
Precisa-se alugar urna loja para negocio,
as ras : Nova Cc.bug, Cadeia ou qual-
quer outra principal ; quem tiver annuncie.
Ouem 'he faltar urna retraes psde di
tratar com Marcelino Joze Lopes.
Pede-se aoSr. Flix Joze da Cmara Pi-
mentel queira por este Diario annunciar a sua
morada nesta praca pois que se Ihe deseja fal-
lar a negocio, que Ihe diz respeito.
= Sebastiao Augusto de Figueredo, subdito
portuguez retira-so para Portugal.
POZ ANTI-EPILEPTICOS
Preparados segundo Mr. Le Cont Duplessix
Paricau.
= De todas as molestias que afligen) a espe-
cie humana a mais rebelde he sem contra-
dicho a Epilepsia ( vulgarmente conhecida por
gota coral. ) Esta enfermidade em todos os
lempos, ha sido a esclito da medicina, que ain-
da Ihe nao poude achar o menor Unitivo. Faz
pois grande servico a humanidade aquelle, que
Ihe oTerece para combater molestia to cruel ,
um remedio, que conta ja em seu abono n-
meros resultados felizes nao s na Europa ,
como aqu mesmo em Pcrnambuco.
Esto medicamento extraordinario acaba de
chegar de novo da Franca pelo navio Armo-
rique, e o seu nico deposito he na ra larga
do Rozario botica de Bartbolomeo & Ramos.
O senhor Joao Jos Pereira, mestre mar-
cineiro queira declarar onde he a sua tenda ;
pois dezeja se-lhe fallar, a negocio de seu in-
teresse.
= Jos Joo de Amorim e sua mulher,
tondo eito pelo cartorio de Orlaos desta cida-
de abstencao absoluta de qualquer heranca ,
que Ihe possa provir de seu fallecido sogro e
pai o coronel Antonio Marques da Costa Soa-
res desde ja previnem aos credores da heran-
ca do dito coronel que os annunciantes nada
mais tem com a dita heranca e que os mesmos
credores se devem dirigir para cobrar suas divi-
das contra aquclles herdeiros que acceitarao
a dita heranca e para evitar qualquer pleito ,
ou citacao contra os supplicantes fazem o pre-
sente annuncio.
= Quem achou uns oculos de armaeo de
tartaruga prcta dirija-se ( querendo restituir)
a ruaDireita n. 59 que sera recompensado
com o valor delles.
Precisa-sc de 600,000 rs. a um o meio
por cento com hypotheca em urna casa livre
nesta praca em chaos proprios : falle-se com
Victorino Francisco dos Santos ra doRan-
gel, n. 54.
a Precisa-se de um menino de 10 a 12
annos para caixeiro de urna loginha de miu-
dezas, e que tenha pratica dando-se prefe-
rencia a um portuguez : na praca da Boa-vista,
botica n. 20. ^
A vista do edita) do Sr. inspector da the-
zouraria das rendas provinciaes pnblicado no
Diario de Pernambuco de 5 do corrente no
qual annuncia a venda dos alicerces principia-
dos para a casa da barreira da ponte dos Carva-
Ihos o abaixo assignado faz publico que os
mencionados alicerces foro edificados em seu
terreno sem seu consentimento e sim pelo po-
der da forca o para que em tempo nenhum ba-
ja quem se queira chamar a ignorancia por
isso faz o prezente annuncio, e quem quizer
ver os competentes ttulos pode dirigirse ao
Recife ra da Cruz n. 23 ou a cmara de
Olinda onde achara o termo do offoramento
leito pela mesma aoalferes Jos Barboza deLi-
mo aos 9 de marco de 1768 onde se v bem a
demarcacao do referido terreno assim como
tao bem achara na mesma cmara no livro 3.
de offoramentos e trespassos a folhas 88, o tres-
passo que me fez a viuva do referido Jos de
Lima e seu filho o Rm. Joao Gomes em o 1.
de abril de 1812. o que tudo ja se fez pelo
Diario de Peruambuco em lOdo corrente. En-
genho Meguahipe de Baixo em 15 de marco de
1843. Jos Antonio Gomes Jnior.
= RobertFIiming subdito Inglez, reti-
ra-se para fora da Provincia.
Compras.
Comprao-sc para fora da provincia mu-
latas negras e muleques de 10 a 20 annos ; na
ra Nova loja de ferragens n. 16.
Vendas
x-*
^ = Vende-se farinha do mandioca, de Santa
Catharina em saccasde dous alqueires e meio
do Rio de muito boa qualidade e por preco
commodo ; pilulas de familia chegadas do
Porto, pelo ultimo navio na na da Cadeia do
Recic, n. 12el4.
= Vende-se urna opa dos Passos de gor-
guriio, nova : na ra do encantamento ar-
mazem por baixo do Reverendo Vigario do
Vende-se um moleque de nacao de 13
annos : na ra Nova botica do Sr. Pinto.
= Vende-se, ou troca-se por alguma casa
nesta praca ou aluga-se um sitio na povoacao
dos Affogados, com duas moradas de casas ,
na ra de S. Miguel, tendo urna duas alcovas
na sala da frente sotao oito quartos cozi-
nha fora e a outra duas alcovas um quarto ,
duas cacimbas com excellente agoa de beber,
tanque c bomba para banho dous viveiros ,
boa baixa para capim lugar para levantar ola-
ra bom barro nao s para lijlos como para
louca bastantes ps de coqueiros, larangeiras,
jaqueiras cajueiros e outras arvores de fru-
tos com sabida para a estrada da Piranga : na
ra da Cadeia do Recife n. 59.
= Vende-se um pequeo sitio na estrada
da Piranga com duas casas estribara vi-
ve i ro e outras muitas bemfeitorias por pro-
co commodo: na ra da Cadeia do Recife n. 59.
= Vende-se assucar refinado em carosso,
e caf tanto moido como em grao : na reinacao
da ra das Cruzes n. 37.
Vendcm-se oleo delinhaca em botjoes a
2300 o galao e a libra a 320 azeite doce a
3840 a caada e a 500 rs. a garrafa milho
alpista a 500 rs. o quarteirao painco a 280 ,
farinha do Maranhao a 100 rs. a libra e ou-
tros muitos gneros por preco commodo : no
pateo do Terco n. 7.
= Vende-se urna casa terrea de pedra e cal,
chaos proprios e grande quintal sita no be-
co do Quiabo na povoacao dos Affogados n.
68 : na ra da Senzalla velha n. 90.
V. Vcndem-sc sapatos inglezes de palla ,
de homem e duas solas, e com entrada bai-
xa botins e meios botins borzeguins gaspia-
dos e meio gaspiados ditos napolitanos ,
sapatos de lustro, e de marroquim ; calcado
de bezerro e borzeguins gaspiados para me-
ninos sapatos para meninas de 2 a 12 annos,
ditos de marroqnimpreto e de cores para senho-
ra borzeguins, e sapatos de lustro, duraque,
esetim, outros muitos calcados : na praca da
Independencia n. 38.
= Vendem-sesementesde nabos, rbanos,
rabanetes couve tronxuda dita lombarda ,
repolho espinafre sebolinho salea, alface,
senoiras mostarda e coentro todas muito
novas : no atierro da Boa-vista venda por
haixo do sobrado n. 78.
Vendem-se azeite doce superior em gi-
gos de 12 garrafas esponjas, lencos de seda
da cores e pretos para peseoco objectos de
ouro e brilhantes : em casa de E. Schaeffer ,
na ra da Cadeia do Recife n. 21 primeiro
andar.
Vende-se um engenho de 3goa, moente
e corrente com mais de legoa quadrada to-
do demarcado a 3 legoas desta Cidade na
freguezia de JahoatSo : na loja que foi do Sr.
Joao Leite Pitta Orligueira no Atterro da
Boa-vista.
=s Vende-se um crioulo de 20 annos bo-
nita figura sem vicios e 20 arrobas de cera
amarella : na ra das Cruzes n. 40.
Vende-se urna mulata de 22 annos bo-
nita figura sem vicio, sadia com todas as
habilidades necessarias: na ra Direita loja
de ourives n. 104.
Vende-se arroz pilado branco de muito
boa qualidade, em saccas, por preco commodo:
na ra da Praia armazem n. 70.
Vende-se um sobrado de um andar e so-
tao no Atterro da Boa-vista n. 17 com
110 palmos de fundo, e 23 de largura com
parte de quintal murado, e parte por murar at
a baixa mar do ro Capibaribe com porto de
embarque : na ra do Fogo n. 27.
Vende se urna mulata moca com boas
habilidades ou troca-se por urna negra de ra,
ao comprador se dir o motivo : na ra do Sa-
bo n. 10.
Vendem-se um relogio horisontal de caixa
de ouro, bom regulador, com corrente e
sgnete moderno um dito pequeo, sabone-
te caixa de prata urna porcao de prata para
desmanchar, diamantes para cravadores, um
paliteiro com campainha de prata urna mar-
queza e um berco decondur um appare-
Iho dourado de porcelana para cha, urna bande-
|a, um bahu novo, um taxo grande, urna gamel-
la grande : as 5 Pontas n. 45.
Vendem-se noprincipiodoatterrodos Affo-
gados casa n. 11, urna armacaode venda com
dousgrandascaxilios envidraeados.balancas, pe
zos e medidas de pao e flandres e varios ou-
tros pertences de urna venda urna porcao de
louca do reino e da trra urna porcao de cor-
as e outros muitos objectos c aluga-se a
casa que octupa a dita venda a qual tem
commodos para admittir qualquer familia tu-
do por preco commodo e com algum praso ,
a pessoa que pretender dirija se a ra do Livra-
mento. botica de Francisco Antonio das Chagas.
= ^ ende-se urna prela cozinheira en-
gommadeira costureira e lavadeira : defron-
te do Palacio nove primeirc sitie ao ue do
jcollegiode S. Antonio.
=Vendem-se urna casa terrea por detraz das
5 Pontas, 125 palmos de terreno na mesma
ra, outra casa terea, e 3alicerces na ra doPa
lcete : na ra da Cadeia no segundo andar
do sobrado n. 14, defronte do theatro.
Vende-se urna negra lavadeira para
aqui, ou para fora da trra : na ra do Livra-
mento casa com a frente pintada de amare!
lo n. 10.
s= Vende-se um escaler novo com 29 pal-
mos de comprido e 6 e meio de boca por
preco commodo : na ra de S. Jos n. 82.
Vende-se urna molecota de 15 annos de
nacao Angola bonita figura lavadeira,
o com principio de engommadeira : na ra do
Aragao n. 14.
Vendem-se saccas com arroz vermelho
superior por commodo preco : na ra do Col-
legio venda n. 12.
Vendem-se urna porcao de miollo para
charutos ja tirado, e por tirar, muito grande
bom fumo e preco commodo na loja de ce-
ra na travessa do Rozario n. 3.
i= Vende-se urna prela de nacao de 16 an-
nos bonita figura sem vicio algum sabe
fazer todo servico interno de urna casa com-
prar ensalmar cozinhar e engommar : na
ra do Aragao n. 5 ou na ra do Cabug ,
loja de miudezas junto do Sr. Bandeira.
Vendem se diversas fazeudas ingle-
zas de algodao, la e seda por precos muito
em conta e em porces conforme o ajusto : na
ra da Cruz n. 13.
Continua-se a vender ptimos licores a
160 res a garrafa, em poico de 50 para cima ,
genebra embotijada a 200 rs., e a caada a 800
reis aniz a 700 reis a caada agoardente do
reino a 1 reis a caada e rolhas finas a lg reis
o milheiro : na ra Bella da Florentina n. 38.
Vende-se urna Biblia (commentada pe-
lo Padre Anionio Pereira em 7 volumes : na
ra da Guia n. 3.
= Vende-se um escravo Congo, serrador:
no Atterro dos Affogados sobrado n. 7 ou
no quartcl da Polica a fallar com o ollicial da
estado.
- Vende-se um carro de duas rodas, com,
lanternas e arreios em bom estado e com-
modo preco ; e urna cadeira de arruar : na
ruado Hospicio, n. 14, primeira depois do
quartel
= Vendem-se por precos commodos, na
ra estreta do Rozario, n. 13, os seguintes
gneros ltimamente chegados do Porto: a/eite
doce em barris de dous almudes e quarto de pi-
pa barricas com enchadas barris com pre-
gos caixaes batel forro rpaes e torni-
nhos, caixes com chapeos de bata caixas
com archotes feijao branco amarello e
fradinho painco, cevada pipas com vinagre,
retroz sorlido de primeira e segunda sorte, cha-
peos de sol sal pedras de aliar, lencos de
seda, fio massas para chapeos, e outros
mais gneros.
Escravos fgidos.
- Fugio no da 14 do corrente um mula-
tinbo acabocolado de nome Clemente-,- de 12
annos pouco mais ou menos tem o cabello pre-
to c corrido cor trigueira e he bem pare-
cido levou camisa de algodaozinho e calca
de ganga azul, he de suppur que esteja occul-
to em alguma casa para ser vendido para fora ,
e por isso tenha mudado de roupa aprenda
oficio de alfaiate em urna tenda na ra do Ro-
zario da Boa-vista e de la se auzentou ; ro-
ga-se a todas as authordados policiaes desta Ci-
dade e seus suburbios e bem assim aos Srs.
capitaes de campo e a todos os Srs. que nego-
ciao com escravos, a quem for offerecido, o
facaoapprehender, elevar a ra do Arag3o na
Boj-vista n. 8 que so gratificar o trabalho,
e se pagaro as mais despezas que se fizerem com
a apprehenso.
No dia quarta feira 15 de Marco do cor-
rente anno fugio um moleque de nome Vi-
cente crioulo, grosso do corpo cara larga ,
nariz chato e grande tem no lado esquerdo
da cabecaum cicatriz, levou camisa e calcas de
sacco de linhagem j muito sujas e chapeo.de
palha costuma carregar carne secca na
praia do Collegio tem 16 annos, e anda
ganhando no Recife, e nestebairro onde tem sido
visto; qualquer pessoa que o apprehender leve-o
aos 4 Cantos da Boa-vista n. 88 casa do
Domingos Goncalves da Cruz.
== Quarta feira de Cinza fugio Benedicta ,
Cabinda estatura regular cor preta secca
do corpo, pernas finas muito conhecida por
Benedita Cabinda criada em Fora de Portas .
veniKa frutas bolinhos e doce desappare-
neo levando um tabotro e teouxa de roupa
sua com vestido branco e do chita e um
panno da costa uzado ; quem a descobrir levar
ao Forte do Vlattos, prensa de Sebastiao
Jos da Silva Braga.
Rbcifr: na Typ. de M. F. de Faria.=1843
I


Full Text
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