Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04916


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Full Text
Armo de 1843.
Sabbado 18
do Marco
Anuo XIX. N. GS.
tao por depende .le nos mrimoi ; da no l I ttn como principamos e seremos encintados Con idarario entre as Nar.oei mtis Agj <
"a__________________(Trocanla.; ..o ,1, As.emMe'a Geral do BnAill )
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
G.iiamc, Paraliiba e Rio grande do Norte atgundt; a sextas feiras.
Bt>fK'0 e Garanliuns i IU '24
C*aHi | Sirinhaem, RiuFoMWtO Porto Calvo Maceio, i Alabas no 1. 11 Jl
Bo-v:sie Florea a 13 e 28. Santo Anl.io, quintas feiras. Olinda todos o diaa
DAS Da semana.
43 Se-, s. RodrigiM. And. do J. de I). da 2. r.
( i itre. s. Malhildcs Kainha Aud.do J. He 1). de 1. y.
13 Queil.t. llenriiiue llei. Aud. doJ. de D. da 3. t.
Ifi Ouiaii Cyriacn M. Aud. do J. de 1) da t, r.
17 Seit. s. Getlrudes. Aud. do J. de I), da 1 r.
!S .Sal. Oabriel Arcanjo. Kel. Aud. do J. de U. da 3.
4'J Don. 3 da qiiaiesma s JoieEipOfO de N. 3.
._. ^Miaiwi,arrT m a~a~a~a~~a~ aaWaaaaaaaaiwi'
O Ditrio pubKea-o iodo*o dial qrMna fonta Sintifleae'ot: o preoo da iiaigaanr ha
de iret aail reit por quirlel pigoi iUanladoa. O aanuncioi dos ttaignantei to interidta
/; alalia, a-oi dnaqaeo anforeai araiode NO reis |.<.r inlu. As reclanacfiaa datan aai din*
;.lias a esta '] tp., ra daaCrutea N 14,oa prea di Independaaeia luja de livroi N 6e 0
i omiiisINo dia 17 de Marro. compra renda.
Cambio sobre Londrea 28 2S l|V:.l. p. H. Ooio-Moadl da 6,400 V. Ufl09 lo.2U'J
Paria 360 res por fraaav. a a N. la.SJJ 45,0110
Liab,a 100 por 100 da premio. de 4,000 8,300 o UU
PtUTA-Palaeoei 1,740 1.7(i0
PttOl l..)!uninarei 1,T 10 l,7l)0
ditos Meiicaaofl 1,74J 1,/tiO
Moeda de cobre ? por 100 da deaeonlO.
dem de lelraade tioaa liruias I | por ;;.
PHASEb DA LA NOMEZ DE \I.\I<< :o.
I.ua Chea lt", lis 3 horas e 3J m. da m. I lu non i I al 3 I mas e 43 ni. da tnanlij,
Qairl.aliaJ. i fl, ii8bora.se 44 oa. da lard. I 0.uan. ora ,,, 7 auras e 2'J tu. da ni.
Preamar ile fwje
l. a li lioras a 54 m. Ja atabla, | i." a 7 luirs e IS m. di larde.
mmmGB,
Governo da Provincia.
BXPEDIENTE O*. \ DO CORENTE.
OITlcio Ao segando commandante geral do
eorpo do policio, ordenando, que se racolha
esta capital para virtomarconta do commando
do mesmo corpo, visto achar-se na A. L. I, o
respectivo coromandante geral : e recommen-
dando, (fue trasca as ordenancasde orvallara
que anda existom naquolia comarca do Rio For-
111 oso.
Dito Ao inspector da (hesourariada fasen-
da ordenando, que mande, que no semestre
correte regulo o mesm > proco que no semes-
tre linio para asetapes, e Ibrragens da tro-
pa de primeira linha a vista das observares .
que faz o commandante das armas a cena das
avaliaces, a que se proco leo naqnella tliosou-
raria cojos documentos reenva.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
determinando ein cumprimento de-orlein im-
perial, que mando dar baixa ao cter Esperan-
za le Bebiribe.OiTIciou-se respeito ao res-
pectivo commandaote.
Dito Ao inspector da thesouraria da fnsen-
da, ordenando em cumprimento do aviso da se-
cretaria da guerra de -2H dojanero deste anuo ,
queremetta com a possivel brevidade oontado-
ria geral da guerra na corte urna relacad" do
proco das etapes, o forragens, panas no presen-
te semestre aos oflieiaes e pracas de pret exis-
tentes tiesta provincia na forma determinada
no artigo s. da le de24 de novombro de 1830:
cienlifleando-o de que a mesma relacSo dove
ser acompanhada dos esclarecimontos sobre as
informales, porque taes procos so regular&o :
epreven!ndo-o, de que no principio de cada se-
mestre devora fazer igual reniossa dita conta-
doria para regularidade, eexamedas respecti-
vas routas.
Dito Ao commandaote das armas, dclcr-
niinando que laca porem exectioao o aviso da
secretaria da guerra de 8de fevereiro ultimo,
pelo qual S. M. I. ordenou que se desse por
extinctos nesta provincia todos os postos de of-
lieiaes de coinmissao, por ser opposta a disci-
plina do oxercito a existencia de toes oflieiaes.
quando tom cessado as urgentes necessfdades ,
quo flzer&o adoptar osla medida : e intclligen-
ciando-o, de que os .individuos, que exercem
taes postos devem continuara servir nos pos-
tos ou praeas que tinliao antes do soroin
assim em pregados.Ordonou-se ao inpoctor da
tliesouraria da foseada que (Isesse cessar o
pagamento dos sidos dos ditos oflieiaes.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
declarando em resposta ao seuolHcio do liontem
3 que o fornocimonto de racOes as mulheres.
efilhos dos sentenciados, queseguem para Fer-
nando, devese feito por cont do ministerio da
justica.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da ordenando que mande pagar ao primeiro
tenante de artelharla Francisco Camello l'essoa
tiesta provincia todos os vencimentos, que
competen! aos oflieiaes de primeira classe do esta-
do maior do oxercito nos quaes se comprehen-
dc a ftratificacao addicional alem da de 308000
rois para as despesas de expediente ; porquan-
to o artigo 28 est d.: acord com o artigo 20
do decreto n. 263 de 10 de Janeiro do correte
anno, c i.ao conten restritcao olguma ; pelo
(pie nao procede a duvida docoinmissaiio fiscal
do ministerio da fiucrra que S. S.1 In.uve ao
conliecimento da presidencia em ollicio de 23 de
fevereiro pretrito.
Ditos Ao commandaote das armas, deter-
minando em cumprimento deordem Imperial,
que mande dar baixa ao cabo de esquadra do 3.
batalhSode artilbaria a p los Antonio Cor-
rea e aos soldados do inosino hatalhao Jacob
Francisco de Medeiros, e Antonio Joaquim Frailas; porhaverwn Andado otempo deseos
engajamentos.
hito Aoeliefeda Ic.iao de Santo Antao ,
disendo em resposta ao son ollicio, em que par-
ticipa tr de vlr tomar assento na assembia le-
gislativa provincial, que deve entregar o com-
minlsterio da guerra sobre os vencimentos, quo
nesta provincia doixarfto os oflieiaes de com-
missio do batalhio provisorio que avista do
lisposto no decreto n. 263 de 10 de Janeiro do
correte anno dove 9. S. suspaqder as prosta-
f6es, quefizcrSoas suas familias os referidos
oflieiaes.
Dito Ao commandanto das armas, decla-
rando que, n5oobstante oqueS. 8.aponde-
ra nadpodeem presenta das ordena impo-
riaes annuir A nenhuma das proposic5us, pie
fiz em seo ollicio de 2 do corrate, respailo
dos -2 cirurgies Uonteiro e Galvilo ; porquanto,
n3odevendo o hospital rc^imental tor maisde
mu facultativo, nao pode ter lugar a existencia
dos doiis eonlrnelados, se nfio liando um oncar-
rogadodo hospital, o o outro das visitas dos
corpos. com as gratifleaedes marcadas mis res-
pectivas instriieoofs ; que no caso rio n;"io
quererem os dous mencionados cirurgies con-
formar-secom o disposto as referidas instrnc-
coos, deveS. S.* fazer novos convites, a flm
de contractarcom outrosfacultativos, que ael-
las se sujeitem : oque deve faser constar aos
cirurgiSes eontractados, (piedesde odia da pu-
Mii-acao do decreto nesta provincia os seos ven-
cimentos pido exorcicio. que tivorom serao os
marcados as instruc(5es, embora nao queiro
dios continuar nesta conformidade. Commu-
nicou-se ao inspector da thesouraria da l'asonda.
DitoAo inspector ta thesouraria da l'ason-
da ordenando que oxpoea suas ordons p,i-
ra quedo 1." de ontuhro do anno passado om
diante se clevea 'iS reis mensaesa consixnacSo,
que nesta provinciadeixAra sua familia o ca-
pitn Felippe Marques dos Santos que serve
de secretario do6. batalhSo de cacadores do
Rio Grande do Sul. e assim o reqnerra.
Dito Ao mesmo remetiendo por duplca-
la as toldas dos empregados do hospital regi-
mei tal do batalhSo de aitllharia tanto do mez
de desembro do anno passado, cmodo |anei-
ro do crlenlo as (pas vioiao oxposlas as
duvdas do commissario fiscal do ministerio da
uorra acompanhadas dos otlicios de 8. 8.1
de l(> o 28 de fevereiro ultimo a fin de que as
mande pagar sem embargo das ditas duvidas,
porquanto o cirurRiilo GalvSo foi nao so con-
tractado para batalho provisorio como pa-
ra allomar com o facultativo Monteiro assim no
hospital como as visitas dos corpos, nui.ri-
me ha vendo nesta provincia alem do corpo des-
tacado da nanla nacional que est ligado o
ditocirurgifio Monteiro, o deposito t\c recru-
tas, o a companhia de cavallaria ligcirn : o
significando, quedo mesmo oflicioda Presi-
dencia de 7 de fevereiro deprehendia-se mni cla-
ramente que os facultativos tinhao diroito pa-
ra sorem pagos das gratifleaedes, que rontrac-
larao ate o flm de Janeiro quando sujeita-
r8o-se novas convoncoos : o que as folhas (le
dezembro nao aeompanharad o dito ollicio de 7
de fevereiro, porestarcm entSo na thesouraria.
donde viero depoiscom oRcio separado de S.
S.'de 16 daqoelle mez.Communicou-sc ao
commandante das armas.
Portara Nomeando o bacharel Clemente
.lose Ferreira da Costa para servir o lugar de
procurador fiscal da thesouraria da fasenda ,
em quanto estiverna assembia provincial o ac-
tual. Participou-se ao inspector da thesou-
raria.
Cilicios Do secretario da provincia ao com-
mandante das armas, e ao inspector da thesou-
raria da fasenda, participando, que por decre-
to de 7 de sefemlirodo anno p. p. boIlveS. M.
o Imperador por bem promover ao posto de ma-
ior graduado de intentara contando nntigui-
dadedelSde ulho de 1 Si I ao eapilao da
mesma arma .lose da Silva (uimaraes Jnior.
Oque a Inglaterra exige o o que ellaofle-
roco parece at muito ventajoso para a mari-
nha brasiloira.
As proposiedes silo oslas :
Primeiro a prorogacao por dous anuos do
tratado decommercio que uno o Brasil, a\
Gran-Bretanha ;
2." O diroito de tor cruzeiros estacionados
em ecrlos pontos do Brasil, sol preloxto de im-
pedir o trafico dos negros me liante oque o
plenipotenciario inglez olTercce urna grandedi-
mintiieao do direitos de entrada ao assucar bra-
sileiro nos portos do Reino-I nido.
Esperamos que os estadistas do Ro antes de
annuirem a esta proposico seductora medita-
rn nidia iluas vezes; diremos om poucas Itnhas
ipial a sua inlent ao o quaes os seus olleitos
provaveis.
A primeira proposico que consisto em pro-
rogar a convenco cominercial quo eslava a ex-
pirar era naturalmente do prevr-se. Esta
convencSo foi concluida n'uma pocha em que
o Brasil tendo permanecido sol a influencia da
Gran-Bretanha durante as guerras do imperio ,
nada poda recu/ar potencia protectora da sua
o prppe generosamenti: se bem quo esta mer-
a lona perniciosa soja fabricada por maos es-
cravas ; far-se-ba calar as dcclamaroes da so-
ciedade antislavery que ama os negros apai-
xonadamente mas que todava prefero a (dios
os algodoes da metropolo. Osjornaes de Lon-
dres revelarao-nos com candna todas estas con-
tlicOes machiavelicas.
I m cruzeiro lirjtannico as cosas e bahas
da America do Sul nao pois, a inou ver, mais
do que o contrabando em permanencia o o
desmmbrame-uto do Brasil em perspectiva ;
a ruina d mu estado quo dove de ser o futu-
ro rival do Indosto para aproduceflo dos g-
neros trapicaos.
Quanto Tranca. olla nao experimenta pa-
ra com o Brasil seno urna sympathia viva o
sincera : ella nao reclama d ello sonao \anta-
gens mutuas e divididas; ella anplaudir sem-
pre a sua gloria o prosperidude do seu com-
mercio 0 da sua marinha.
O principal rneio de favorecer entre nos as
prod uceos do Brasil c de estroitar as nossas re-
lajos com esto imperio ser debatido prxima-
mente peanlo as cmaras; ahro-se os nossos
independencia; mas comprchende-so que este portos aos assucares eslrangoiros em concur-
io tcnente-coronel
an-
nauuu ua iegiau
tigo. ,
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da significando em resposta ao seo offlcio de
25 do mez prximo passado, & que acompa-
PAB1Z G DE JANEIRO DE 1843.
As negociaces do envido Britannico no Rio
de Janeiro abalarSo na Europa os espritos, pro-
videntes, que nao se prooecupao s da questSo
pecuniaria das ponas, o dos lucros ; masque
comprehendom quantos embaracos v. pergos
p6de oceultar para o futuro nina convencSo
commercial inofJensiva na apparencia. Taes
ao as proposit'cs artificiosas da Gran-Bretanha
no Brasil : nada mais simples, nada mais pro-
\ litoso na forma; porin nada mais perigoso na
Jiliou a lepreseniavao do toimiussario uscui uo i cswiu ia.
imperio destinado a fazer um papel to ludio
no equilibrio do mundo, tenha pressadesub-
trahir-sc a uma especio <\<< vassaBagem com-
mercial prejudicial aoseu interosse. Por outro
lado nada lia de honroso para a Inglaterra em
reclamar a continuacao d'um ttatu no tao fa-
voravel sua industria martima.
E na segundo parlo das proposicoes da Gran-
Bretanha, que somos constrangdos a \6r um
pensamento oceulto e pouco leal que ella onco-
ino sol uma apparencia de philantropia nigro-
phila boje claramente visivel por todos os ga-
binetes Europeos.
Com elToito, ninguem ignora os ultrajes gra-
tuitos o multiplicados quesoffre a marinha bra-
siloira em todos os pontos da costa d frica ,
essas perseguices organisadas em Sorra Leda
por um Ir bu tul mixto que viola todos os tra-
tados cssesarrestos arbitrarios denaviosque
fazem um trauco legal esses forros deposita-
dos a laudo durante a noite para fa/er acredi-
tar no trafico de escravos ; tudo isso nao pode
ser mais do que o resultado ti um sjstema pre-
meditado (endent a arrancar aos Portuguezes
do Novo .Mundo concessoos mais teniivois.
V. mesmo na cosa do Brasil que a Inglaterra
quer cstabeleccr os seus cruzeiros o assuas n-
quisices ; o a America do Sul toda que ella
quer abarcar e restringir debaixo dos
ila sua marinha. O cruzeiro ser ao mesmo
lempo um poderoso instrumento de contraban-
do o um moio de favorecer por baixa de mSo
as rcvoluces que tenderom a desmembrar o im-
perio do Brasil, a rctalba-loem trez ou qua-
tro estados rivaes, Ira. os c divididos,
.l a poltica Ingleza criou em .Montevideo ,
em 1826, uma repblica bastarda, e impoten-
te eterna rival de Runos Ayres o co I loca-
da como ella na bacia do Prala. Ora, quem
nao sabe que as diversas provincias do Brasil es-
(So entre si animadas d'um secreto, e implaca-
vel ciiinio; que a actual revolta ta provincia do
Rio Grande fomentada talvcz por agentes eu-
ropeos nao est apasiguadu que a Rabia se
lembrara sempre de tor sido capital al 17(i7. A
ultima insiirreii ao d'esta (dado em 1839 dei-
xou nos coracoes um odio secreto que s re-
quer occasio de brotar. Julgor-se-ha que os
cruzeiros Inglezes fiquem neutros o leaesem
presenca das eventualidades possiveis? lten-
te a Europa seriamente para isso o lembre-se
o Brasil do famoso navio de Porto Bello, don-
de salliro todas as calamidades das colonias
hespanholas.
Pio fallamos no Para sobre o qual nao deve
rencia com o das nossas colonias o podare
mos equilibrar as offertas urgentes deM. Kllis
no Rio de Janeiro, mas otempo insta, e o pon-
to capital seria oflerecer immediatamenteao nos-
o duraveis.
/. so futuro alnado vantagens certas
PE?mr;3UQQ.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acta da 12.* stsso ordinaria da Assembia Lr-
gislativa Provincial de Pernambucoem IG de
marco de ls:.
Presidencia doSr. Paula Lacerda.
Feila a ghamada acharSo-so presentes 24
Srs. depulados faltando com partidpaefio o
Sr. Lopes Gama e sem ella os Sis. Harao do
Suassuna Mello Podro Cavalcanti, Manoel
Cavalcanli Lobo Jnior, o Ucha Cavalcanti.
o Sr. presidente decarou aborta a sessSo: foi
lula eapprovada a acta da antecedente.
EXPEDIENTE.
I ni ollicio do secretario da provincia acom-
panbando outro da cmara municipal do Rio
Formoso pedindo a transferencia da cadoii'a do
primeiras letras da povoaeo de S. Jos da Co-
roa Grande para a do Abrco, em rasflo de ler
esta pelo >o; comincrcio augmentado sua popu-
lacao : coinmissao de nstruccao publica,
tropecos Outro do mesmo secretario remetiendo o re-
querimento do Francisco Antonio Cavalcanti
sseiro o.los Cavalcanti do Albuquerque a-
manuenses da thesouraria das rendas provin-
ciaes pedindo (pie o seu ordenado soja iguala-
do aos quo porcehoin os amanuenses da thesou-
raria da f. sonda : commissSo de legislocBo.
Outro Analmente remettendo uma representa-
cao da cmara municipal do Rio l'ounoso co-
l)i indo um requerimento dos habitantes da po-
voacao r iainaiai. pedindo a sua reversao
para a anliga freguesia do l na a que perten-
ciao : commissSo de estatfstica. I ni reque-
rimento dos empregados das obras publicas pe-
dindo augmento deordenado : coinmissao
to ordenados. Oiilroda iiinandade do .\. S. do
Amparada cidade de Olinda pedindo duas lo-
lerias de (i contos de reis cada uma : com-
iniss3o de peticoes. Outro do bacharel JoSo do
llanos l'aleao de Albuquerque Maranhao pe-
dindo a deciso do seu requerimento dirigido
a esta assembia: commissSo, a quem so
ai lia aflicto o dito requerimento. Foi lido ,
julgado objecto do deliberacSo o seguate pro-
jecto : assembia legislativa provincial do
Pernambuco decreta :
Art. 1. Tica elevada a cathegoria de cidade a
lilla de Sanio Anlao.
Ait. _'. Fico derogadas todas ailoisemcon-
rario. Paco da assembia legislativa provincial
lePernanbuco ISde marco de 1843. Tiburti-
no Pinto de Umeida, Antonio Baptista Geti-
rana Jos Fcdippede Sonsa .eao i.aurenti-
no Antonio Pereira de Carvalho. Foi tambem
ulgado bjecto de deliberacSo e disjiensado
da impres So o seguate projectoda commissSo
le instruccao publica : a commissSo de ins-
ii t ndersuC ros iuuiumo ingie^ea vu Uuvvo pbwa vudoem vista o parecer appro.
o Rrasil dcixar de ter os olhos litos. Sem du-
vida a Grop-Brctanha prometiera pOrtesmof
vexaces da sua marinha sobre a costa de dui
n, com tanto que ella ossa exercer o sua phi
ropia as mesmas costas da America. Ella
mais; admittira o assucar Brasluire com
i.... i


w
9

vado por esta assembla a cerca do lente jubila-
do de filosofa racional e moral do lyco o re-
verendo Jos Goncalo e ern vista do requeri-
mento do nobre deputado Antonio Jos dj Oli-
veira pedindoseja o mesmo parecer acompa-
nhado de um projecto de resolucao, tein a
honra de oTo ecer aconcideraco desta assein-
bla a seguinte resolucao : assembla pro-
vincial de Pernambuco resol ve:
Art. nico. O professor jubilado de filosofa
racional e moral do lycfio o padre Jos Goncalo ,
tem direito ao ordenado annual de 600$ res,
acontar do dia da jubilacao em diante. Ficao
revogadasas leis e disposices em contrario.
Paco da assombla legislativa provincial de Per-
nambuco 16 de marco de 1813. Figueiredo ,
Farias. Foi lido, julgado objecto de delibera-
do, e impremir o projecto seguinte do Sr.
Carneiro daCunha : a assembla legislativa
provincial resolve:
Art. 1. A jurisdicao dos juizes do civel (lea
limitada as grandes povoayoes onde os mesmos
tiverem residencia e revogado assim o artigo
5. da lei provincial n. 13 do ti de abril d3 1836.
Art. 2. Fica incorporada ao municipio da ci-
dadodo Recifo a roguesia do Poco da Panella.
e toda a parto da freguesia da Boa-vista, que
actualmente pertence ao municipio de Olinda.
Ar. 3. Ficao revoga las todas as leis e dis-
posices em contrario. Paco da assembla pro-
vincial de Pernambuco 11 do marco de 1813.
Francisco Joao Carneiro da Cunha.
ORDEM DO DIA.
Entrando em 1.* discussao o projecto n. 13
de 1811, ficou addiado por 3 das a requeri-
mento do Sr. Pereira de Brito se antes nao
omparecesso o seu autor. Entrou em I.' dis-
cussao, e foi rejeitado o projecto n. 17 de 1812.
Entrou em 3.* discussao as posturas municipaes
de Goianna o Sr. Beltrao pedio a palavra pela
t)rdem, e mandou a mesa o seguinte requeri-
mento : raqueta) a urgencia do projecto n. 3
deste anno com preferencia a outro qualquer :
apoiada e vencida a urgencia, entrou em dis-
cussao o requerimento, conjuntamente com o
seguinte do Sr. Carneiro da Cunha : requeiro
o addiamentoda discussao do projecto n. 3 por
tres dias :o Sr. Figueredo mandou o seguin-
te :requeiro o addiamento do projecto em dis-
cussao emquanto se pede ao governo provincial
informaces e dispersao da populacao da co-
marca de Garauhuns, e termo de Cimbres, co-
marca do Brejo:appoiado e entrou em discus-
sao ; finda a qual foi approvado o de urgencia,
e rejeitado os outros. Entrou por tanto em pri-
meira discussao o projecto n. 3 deste anno c
por nao haver casa o Sr. presidente deo para
ordem dodiacontinuacao da de hoje segunda
discussao do projecto n. 22 de 1810, segunda
dita do da fixacao da torca policial primeira
do prometo n. 19 de 181D dita do n. 23 do
mesmo anno e levantou a sesso depois do
duas horas.
Redro Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerque presidente Francisco Jodo Carnei-
ro da Cunha 1. secretarioAntonio JosdeOli-
veira2." secretario.
R;sumo dos debates da sesso de 10.
Depois da approvacao'da acta da sesso ante-
cedente, de mencionar se o expediente, e de
ler-sc alguns projectos que foro a imprimir,
passou-se a ordem do dia. Eentrout em dis
cusso o projecto n. 1:1 de 1841 e o requeri
ment do Sr. Dr. Brito adiado da sesso di-
ta : sem debate foi o requerimento aprovado.
Entrou depois em 1.* discussao o projecto n.
17 do anno passado : sem dehate loi regeitado.
Depois entrou em 3.* discussao as posturas mu-
nicipaes de Goianna. O Sr. Dr. Beltrao re-
quer a urgencia do projecto n. 3 deste anno ,
com preferencia outro qualquer. O Sr. Dr
Jos Bento cutende que se nao deve atrepel-
lar a ordem dos trabnlbos: vota contra a ur-
gencia. O autor do requerimenio de urgencia ,
entende que mais conveniente tratar logo do
projecto dito do que das posturas : vota por
tanto pelo requerimento-- O Sr. Dr. Padilha ,
nao entende qnc as posturas de Goianna sejao
de maior monta que o projecto : invoca os
precedentes da casa ; e diz que segundo ellos
as posturas sempre sao tratadas em ultimo lugar
na ordem do dia. Vota pelo requerimento. O
Sr. Dr. Carneiro da Cunha ; mostra que para
discutir-se o projecto segundo elle merece ,
de mister he consultar urna carta topogrfica ;
mas que como esta nao ha so se pode votar
neste objecto segundo informaces particula-
res : e por que este meio mui falivel pensa
que nao deve haver precipitacao. Nota que o
projecto tem andiido com muita rapidez quan-
do as posturas de Goianna tem sido tao demora-
das. Vota portanto contra a urgencia. O Sr.
Dr. Beltrao diz que o Sr. Dr. Carneiro da
Cunha est mal informado a cerca da rapidez
do projecto que se referi e mostra que
esta se nao d. Combate a ideia de se cousul-
tar a carta topogrfica: diz que a assembla
tem em taes materias votado sempre firmada
;..r..
llliv
vota pela urgencia ; mostra que a cmara de
Goianna ter assuas posturas descutidas logo ,
que se tratar do projecto n. 3 : que ainda ha-
veniln nisio ni "ii iii.-i demora. nnlinm nroti-
zo soffre a mesma cmara, muito principal-
mente quando o Etm. presidente pode mandar
executar provisoriamente essas posturas. Mos-
tra que a discussao de que se t -:n de oceupar
a assembla, sobre essas posturas, de mui-
to interesse poisquea ultima, aquollaem
que se Ihe deve dar a parfeico ; *e neste caso
nao deve haver precipitacao-- Responde a ideia
da carta topogrfica ; diz que segundo infor-
mlo esta nao vira estes 20 annos. O Sr. Dr.
Mondes Deixe prssar o corneta -- O Sr. Dr.
Neto continuando acha muito necessaria a
urgencia, o justificada pola ordem dos traba!los
marcados pelo Sr. presidente da assembla na
ordem do dia -- O Sr. Dr. Carneiroda Cunha ,
roquer adiamento por 3 dias. Sustenta este re-
querimento combate o de urgencia ese ad-
mira da preca de se doscutir o projecto. O Sr.
Dr. Beltrao, mostra que no tem havido pre-
cipitacao como se diz ; que a comm. so oc-
cupou com o projecto por 3 dias, sendo que
este tempo era muito sufficientc para o olTereccr
O Sr. Dr. Jos Bento mostra que na or-
dem do dia se nao marca a preferencia ; que
supor o contrario ter urna idea falsa ; que
essa ordem do dia deve considerar-se por as-
sim dizer englobadamente : quo o projecto n.
3 nao deve ser (referido na discussao as postu-
ros municipaes de Goianna a vista da neces-
sidade que destas ha. Conclu! que quer
tempo para pensar sobre o projecto dito Vota
contra a urgencia,
Tendo o mesmo Sr. Dr. pedido a palavra
depois para mandar um requerimento e ha-
vendo demora na sua apresentacao o Sr. Dr.
Brito pedio quo se votasse : lembrarao-lhe
queoSr. Dr. Jos Bento tinha a palavra, ao
que elle diz que na casa nao havia costu-
me do se recitar discursos entretanto que Ihe
pareca que o Sr Dr. eslava escrevendo um
discurso para recitar.O Sr. Dr. Jos Bento
requer adiamento at que venhSo informaces
do governo ( vide a acta ) : justifica o requeri-
mento. O Sr. Dr. Carneiro da Cunha falla
favor deste; mostra a vantagem dessas infor-
maces, na falta de estatistica.
O Sr. Lourenco Bizerra mostra que o in-
teresse particular e nao o dos povos, deo lu-
gar a reprezentaco que o projecto apadri-
nhou. Diz que se rezerva para a discussao do
projecto onde aposentar as razes que tem
para votar contra elle, e demonstrar" o que
tem dito. Vota pelo aliamento. Finda a dis-
cussao o requerimento de urgencia foi ap-
provado ficando prejudicados todos os mais.
Entrou em discussao o projecto. O Sr. Lou-
renco Bizerra ; falla sobe o interesse particu-
lar de que tractou : nao v conveniencia no
projecto ; antes pr.'juizo e mal para os povos,
que segundo o mesmo projecto terd de pro-
curar os recursos judiciaes nao com a facili -
dade d'antes, ou como agora mas muitas
leguas distantes O Sr. Dr. Mendos E' pa-
ra fazer exercicio. O Sr. Lourenco Bizerra l
um roquerimento ; ento o Sr. Dr. Beltrao ,
pelaorlern, diz quo o regiment prohibe a
leitura de discursos ; e que o Sr. Bizerra est
lendo um requerimento que anda pelo mes-
mo. O Sr. Dr. Mendes. Oh Nao O Sr.
Dr. Beltrao. O que discurso ? O Sr. Dr.
Mendes E' outra cousa ~ O Sr. presidente
declara que o Sr. Bizerra est na ordem que
pode continua.! ler o requerimento O Sr.
Lourenco Bizerra contina confrontando o
numero das assignaturas dos que pedem o que
Ihesd o Projecto ( depois de haver informa-
do assembla da distancia dos lugares ) com
o numero dos que pretenden) o contrario e
acha que este maior. Conclue mostrando ,
que alguma suspeita de falsidade apparece n'a-
quellas assignaturas ,. das quaes se v que urna
s pessoa assignou por 10 e 12 inculcados pe-
ticionarios \ ota contra o projecto. O Sr.
Dr. Carneiro da Cunha do mesmo voto: mos-
tra que o referido projeclo nao est firmado
em bazos conhecidas. Diz que por islo deseja-
va as informaces, que a assembla denegou.
Assim que nao conhecendo a vantagem dcs-
ses projectos em discussao est disposto lha
nao prestar o seu voto. Entretanto convida aos
membros da comm. para que apresentem as ra-
zoes do projecto, as suas hazes, ea sua necessi-
dade. O Sr. Lourenco Bizerra insiste sobre a
falsidade, que sededuz das assignaturas, se-
gundo j mostrou : por isto manda um reque-
rimento para que se nomei e urna comm. espe-
cial para daro seo parecer sobre a legalidade dos
dousrequerimentos, de que elle fallou j. O
Sr. Dr. Brito E* urna moratoria. O re-
querimento do Sr. Lourenco Bizerra foi a mesa,
vide a acta. O sr. Dr. Mondes, falla contra o
projecto : entende que elle da classe d*a-
quelles, que se podem chamar gigantescos.
se beneficio por que contra o projecto clamao
muitas possoas dos lugares em que toca o
mesmo projecto. Espera que os membjos da
comm. esclarecao as duvidas que se tem sus-
citado. Sr. Dr. Carneiro da Cunha, faz
um requerimento para se podir informaces ao
governo ( segundo nps parece: veja-se a acta).
OSr. Dr. Jos Banto diz que o parecer da com-
misso j'i Ihe suspeito por que os seus mem-
bros esto mudos o quedos, apezar de presen-
eiarem a discussao em que se combate o pro-
jecto: que naquella occasio elles tinbao oppor-
tunidade do deffendel-o visto que nao tem
certeza que nao caia o projecto : que pedin-
do alguns Srs deputados esclarecimentos sobre
amatoria, e nao os dando os Srs. membros
da comm. mostrao que nao ha muita jus-
ticia no seu parecer. Finda a discussao depois
das 2 horas da tarde e tendo-se de votar re
conheceo-se nao haver casa: levantou-sc a
sesso.
ERRATAS.
No artigo =Resumo dos debates da sesso do
dia 14 = publicados no Diario n. 01 na
falla do Sr. Dr. Jos Bento, se deve ler para
offerecerem nSo simples Sfe. : e nao como por
engao sabio para observar urna simples ftc.
No rezumo dos debates da sesso de 15 pu-
blicado no Diario de honlem, leia-se--a
necessidade dos beneficiados : e nao a mus-
sidade das benificiadas : e n'outro lugar lea-
se alguns destes ; e nao algumas des-
tas Mais adianto no mesmo artigo em
lugar de nao ha principio em que se possa
descobrir a consciencia do projeclo Icia-se;
nSo ha principio em que se possa descobrir a
couveniencia do projecto 6c.
Correspondencia.
Srs. Redactores. = Pasma ver a maneira ,
com que se detrahe e calumnia a qualquer
pcssa por meio do prelo sem preceder a me-
nor endagacao ou o perfeito conhecimento de
causa.
Em o D.-n. de 14 do corrente appareceu um
contradictorio Communicado assignado pelo
Mal uto interessado em que se queixa do mau
tractamento que no Collcgio Santa Cruz d
o Director a seus alumnos ; finalisando a sua
moxinifada por um conclho ao mesmo Di-
rector quo melhor fra para si o tomasse.
Em consequencia pois, movido por amor da
justica e da verdade ; sou obrigado a decla-
rar como pac d'um alumno existente naquel-
le Collegio que falcissimo todo o contexto
do tal Communicado ; pois sendo o Collegio
franco a todos os paes o correspondentes de
seus alumnos tenho assistido por muitas ve-
zes a toilos os seus actos, e muito me tem ma-
ravilhado o methodo ali seguido a respeito de
instruceflo disciplina e bom tractamento.
A intriga e a calumnia sempre inseparavois
dos coraces mal formados nunca acharo a-
poio as pessas cordatas e que amao a ver-
dade em cujo caso se acha.
Em 15 de Marco de 1843.
O seu muito venerador.
S.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
O que he hoje entre nos a Religiao.
Em frente de todos osconhecimentos huma-
nos sempre andou a Religiao entre todas as na-
ces da trra. Ella foi sem duvida para nossos
pais o primeiro estudo da infancia e a oceu-
pacao de todos os estados : a Religiao appresen-
tava-se em todas as circunstancias da vida : ella
se debuchava por assim dizer, as leis, nos h-
bitos e nos costumes de maneira que para a
conhecer bastava nao ser estranho aos mais sim-
pliccs usos consagrados pelo mesmo mundo ,
como deveres indispensaveis. Em nossos dias ,
pelo contrario, a Religiao desterrada nos templos
acha-sebanidade toda a ordem da vida humana.
Sim cntreumpovochristopode-senascer.viver,
e morrer, sem a minima relacao com Dos, de
sortc, que o que se quizer instruir em sua sane-
la lei ha mister resistir ao espirito desle seculo
to incrdulo, como frivolo, e contradizor a sua
indifferenca para com a verdade.
Ainda nao hetudo; essa indifferenca j se
nao limita aos principios da hoje extende-se
Religiao toda, e nem mais respeita essas mes-
mas verdades primitivas que constituirlo em
todos os seculos a crenca do genero humano.
Essas grandes verdades que os sabios pagaos ,
julgavo dignas das med Incoes de toda a sua v-
Mostre que com elle mnitos intpresses sao feri-, da que todos os seculos reverenciro como
rticulares. i Sr. Dr. Neto dos: que so he razo do projeto a representa i base da moral e gara ntias de todos os deveres ,
cao dos que o pedem nao pode enlo passar: j nao sao aos olhos do mundo, e principalmen-
por que ha outra representaco em sentido con- te para as jiessoas do bom tom feniio questoes
trario nssignada por maior numero de pessoa. ociosas nao menos que impenctraveis para
i UXtKJ V i -uiuii SUItUU
VJlittO"'
povos dar lugar urna tal medida nao v es-j cao rasoavel e til limita-se arle de adquirir
riquezas, e embellezara vida por meio da mu-
ptilicidade dos prazeres. Nao fallemos j da mul-
tidio cegaarrastrada do turbilhaodos gozos, e
da moda ; consideremos aquelles mesmos, cuja
rasao, e sabedoria sao justamente estimadas.
Perguntai-lhes o que penso estes de Dos da
Providencia, c da vida futura. Ctaantos nao os-
tao ainda na ignorancia e na duvida e tor-
nados em ludibrio d'uma incerteza, que elles
nem fazem diligencia por esclarecer Urna sa-
bedoria material prende o homem trra, ensi-
na-lhe a julgar de tudo pelos sentidos, a referir
tudo s proprias paixes. Ella encadeia no p,
o sublime vo do pensamento sem pormittir k
mesma virtude o buscar mais altosua consolacao
e seu arrimo. Que importa, quo o engenho por
felizes fadigas, de dia em dia acrescente as ma-
ravilhas das artes ; que sabios laboriosos e in-
latigaveis engrossem o nobre dominio das scien-
cias se apartamos de nossos olhos ludo, que he
celeste e Divino ? Nao contestaremos o seu sa-
ber ; mas nao podemos deixar de lastimar o seu
erro.
Esses grandes filsofos tem-se remontado at
aos ceos para interrogar o curso dos astros, o es-
quecem-se de Dos cuja gloria cuja grandeza
os mesmos cos contao, e publicao. Elles tudo
conhecem desta magnifica obra, menos o Obrei-
ro Omnipotente cujo nome terrivel os povos
mais barbaros tem sabido ler escriplo em traeos
de luz na abobada do firmamento. Elles tem cor-
rido a trra descido aos abysmos. afrontado os
escolhos e tempestades do ocano para extor-
quir alguns segredos natureza, e a sua propria
natureza he para elles um problema que Ihes
nao importa soltar. Elles tem desenvolvido as
maravilhasdo corpo humano, e ainda nao sou-
hero chegarao principio immortal, que o ani-
ma e nem atinrao com o fim deste todo ma-
ravilhoso. Cegos, e infelizes assim chego
morte, depois de haver aprendido ludo, excepto
o que deverao saber, depois de haver conhecido
tudo, excepto como deverao viver ; e cahem na
mao do Dos vivo, sem se haverem dignado in-
formar-so nem da lei, que elle nos impoe, nem;
dos meios de achar graca em sua presenca.
Daqui que se tern difundido por todos os es-
tados essa indifferenca, que constitue o carcter
do nosso seculo, indiflerenca, que passando r-
pidamente do esquecimentodoEvangelho ao es-
quecimento Oe Dos, to esquecimento de Dos
ao dos deveres, por ultimo abandona o futuro ao
accaso a moral io interesse, a vida inteira aos
orazeres, indifferenca tanto mais funesta, quan-
to tira a sua origem, nao da ignorancia, senao
d'um accintoso desprezo da verdade. as classes
elevadas esta indifferenca talvez ainda seja subs-
tituida por exterioridades agradaveis por certo
respeito aos deveres e defferencia para com a
virtude : mas as ultimas classes da sociedado
nhi he, que a indifferenca apagando as almas
as primeiras nocOcs da moral abandona-as inde-
fezas a todos os furores das paixes. D'estarte
nao s se multiplicao os crimes, senao cala-se o
remorso desapparece a vergonha e a consci-
encia apaga-sc do mesmo modo que o senti-
mento da Religiao. Almas assim aviltadas levo
com serenidado o peso da ignominia e do op
probrio e infelizes cobertos de crimes assustao
a sociedade por urna tianquillidade mais aterra-
dora, que os proprios crimes.
Em verdade, que virtudes que boa moral ,
que observancia das leis podem dar-se cm um
fiaiz onde na nfima classe domina simples-
mente a supersticao na classe media a indifle-
renca e na superior o Atheismo, quandd nao
theorico, ao menos pratico ? E todos considro
bem os funestos effeitos do Atheismo? Se una
cousa deve-se estimar fdiz o eloquente Chateau-
briand) na rasao da sua maior ou menor uti-
lidade, mui despresivel deve de ser o Atheismo >
porque para ninguem presta. Percorramos a vi-
da humana ; comecemos pelos pobres, e infeli-
zes que sao os que compc o maior numero
sobre a trra. O' innumeravel familia dos mise-
raveis, ser a vos, que he til o Atheismo? Res-
pondei-me. Que ? Nao ouco urna s voz! Pelo
contrario s ouco cnticos d'esperanca, e de sus-
piros, que se elevao a Dos. Estes creem : pau-
semos aos felizes.
Parcce-me que o homem feliz nenhum in-
teresse tem em ser alheo ; porque sempre Iho
he doce o pensar que os seus dias prolongar-
se-ho alm da vida ; pois com que desespera-
co nao dcixaria elle este mundo, se cresse, que
para sempre se separava da felicidade? Em vao,
sobre sua caheca se accumulario todos os bens.
do seculo : que estes nao servirio senao para
Ihe tornar mais horrivel o nada. O rico tambem
pode estar certo que a Religiao Ihe augmenta
os prazeres, misturando-lhcs urna ternura inef-
favel: seu coraco nao se lar duro nem ser
saciado pelo rozo inevitavel esclito das longas
prosperidades. Sim, que a Religiao previne a
sequidao d'alma e isto he o que queria dizer
esse oleo sancto com que o Christianismo con-
sagra a Realeza a juventude, e a morte para os
impedir de ser esteris.
O guerroiro parte para o combate. Ser alheo


este filho da gloria ? Convir em acabar quem ] cas da vida agora s existe como cTausu-
busca urna vida sem fim ? Asss notaveis foroirado, nos templos; bom poneos o amo, o qua-
por raa Religioiidade os maiores capites d'anti- s nenhum o teme ? Do qun servirn as molho-
res leis penaes, a mis vigilante policio as
por
guidade. Epaminonlas libertador da sua patria
era tido pelo imis religioso dos homens. X'mo-
phnnte 8J38 guerreiro filosofo era um modelo de
piedade. Alejandre o\em)!o eterno dos con-
quistadores, dizia-se ilho de Jpiter. Entre os
Romanos os antigos cnsules da repblica, Cin-
cinnato, Fabio, Papirio-Cursor, Paulo Emilio,
e Scipiao nao p-inhao a sua esperanca, seno na
divindade do Capitolio. Pompeo marchara aos
c>mbates invocanda a assistencia divina. Cesar
qncria Jescender d*uma rapa celeste. Catao, sen
rival, estava conveneido da immortali laded al-
ma. Bruto sea assassino cria as potencias
sobra-natur.ies, e Augusto, seu successor, nao
reinou seno em nomo dos Deoses.
Entre as naces modernas seria incrdulo esse
altivo Sicambro, vencedor de Roma, c das Ga-
llas que cahindo aos pos d'um sacerdote lanca-
va os fundamentos do imperio Francez? Era in-
crdulo S. Luiz, arbitro dos Reis e reveren-
ciado at dos inieis? E scriao bomens faltos de
f6 Duguosclin, cujo fretro tomava cidades, Baj-
ar cavalleirosem pavor o velho condesta-
vel de Mintmorcncy que re/.ava as suas con-
tas no moio dos campos de batalha ? Seria um
nao acabar, se pretenderse citar oxemplos da f,
e piedide dos antigos tempos. No nosso mesmo
Brasil o que erao a este respeito os no sos res-
peilavcis maiores? Oh tempos clzes, em que
ningiiem se envergonbava de ser chrsto ? Os
bomens maisdistinctos, os cidados mais ele-
vados na jerarquia social todos como que por-
fa procoravao dar mostras da sua e piedade.
A Religio accompanbava os homens desde o
berco eatdepois do tmulo ella conservava
relacoes de fratemidade, e caridade entre vivos,
e mortos por meio das preces, e suflragios.
Quem hia aos campos de batalha quem em-
prehendia urna viagem quem tomava estado ,
quem entabolava um negocio importante sem
por-se primeiramentc bem com Dos, e limpar
a consciencia?
Nesses felizes tempos o Ente Supremo o
Creador, e arbitro de todas as cousas nunca era
esquecido ainda nos passos ordinarios da vida.
Nos maiores jantares concluida a meza to-
dos so crguio e de mos postas davo gracas
ao Senhor por aquello beneficio. Fosse qual
fosse oadjuncto eo passatempo em se ou-
vindo tocar s Ave Maras ningucm dexava
Se qualqucr ospirrava era logo saudado com
o Dominus tecum. as sobrescriptas das car-
tas nunca faltava a formula Guarde Dos
muitos annos ; osealgiim promettia fazer
ato, ouaquillo, nunca deixava de acrescen-
tar o = Se Dos quizar se Dos for servid > ,
se Dos me der vida e saudo. = Dos final-
mente andava semprc na bocea de nossos pas :
e porque ? Porque cnto bavia fe e amor :
que um dos signaes de quem ama he sem duvi-
da o fallar de continuo no objecto do seu amor.
Hoja porm quam trocados esto os nossos
usos, e costamos Parece, que Dos est ho-
je fra da moda, c do born tom. Hoje, A ex-
cepe.no d'algum velho ediota ou d'alguma ve-
Iba crendeira quem hi ah. que ainda no in-
terior de sua casa d grapas a Dos depois de
comer? Quem se nao envergonhara hoje de
largar o Voltarete o Ecarte ou as quadri-
Ihas para rozar sTrindadcs ? Quem a nao
ser algum miseravcl carolla largar oespe-
clito, e filosfico Vira para saudar a outrem com
o gothico, e obeatado Dominus tecum"1. Quem
tSo pouco versado as civilidades do dia e as
urbanidades francezas que ainda ponha as
sobrescriptas do suas cartas o rancoso Guar-
de Dos muitos annos deixando os tro con-
vinhaveis e desahusados, &c. \c. ? Quem
finalmente he neste seculo das luzes to oblite-
terado pelas trovas que ainda se concidere em
tudo e por tudo dependente da Providencia ?
O Dos do presente seculo parece ser o E-
qoismo. Os homens de hoje nao reconhecem
outra realidade seno a dos regalos e pra-
zeres materiaes ; por isso todos tem dexado de
ser theologos para ser ecconomistas. Indus-
trialismo para a vida e materialismo para a
morte sao os dous cixos em que giro pela
mor parte os homens do correte seculo. A
Religio he apenas ( permitta-se-me a expres-
sSo ) um espantalho, que consentem se ap-
presente ao povo para o embar, o conter. Mas
accaso ter Religio esse mesmo povo? Eu en-
tendo que nao. Em toda a parte do mundo,
e em todos os tempos os excmplos sempre des-
ce dos maiores para os mais pequeos : c ob-
servando estesa indifferenca ou menos preco,
em que aquelbs tem a Dos o que he que
Ihes icar de Religio ? nicamente o culto,
a pompa exterior c nada mais,
Que moral pode ser a d'um povo ondeo
temor, e o amor de Dos nao esto identifica-
dos com as convin os de todos ? Que costa-
--ICSSCIUU II U UIH | "
Sffovmenlo do Porto.
mais enrgicas Auctoridadesom um paiz on-
de muitos que se aprcgoo instruidos, sao a-
theos, os ricos, e poderosos in lilforentistas ,
e o resto do povo supersticioso e que da Reli-
gio s er nos Dogmas, que nao llie cs'.orvo
a satisfacao de suas paixoes brutaes ? Os fruc-
tos sao o que estamos vendo, c quotidianamen-
te lastimando. O m?smo homem que vai a
festas de greja que traz ao pescoco contal,
ebemtinhos, &c. &c., zona ha, c ri-sc da exis-
tencia do inferno V mesma mulher que
exerce todos os actos do mais fervoroso bgotis-
mi), em se tractando de cumprir o preceito di-
vino do perdo das injurias, e de fazer bem aos
que nos fizero mal descrc o Evangolho que
se nao accomoda com a sua paixo e prompta
est a lanpar mo de todos os furores da vngan-
pa. Furta ib'sapieiladamente o commerciante,
enriquece reduzindo mendicidade a viuva e
orao : masnlista-se as confrarias e irman-
dades nao perde Missa nem Sermo d
boasesmolas para festas de greja, e assim tem-
se por quito de tudo para com a Divindade: fi-
nalmente a causa principal dos nossos males es-
t a meu ver, na falta do amor, e temor fi-
lial "do Ente Supremo est em summa em se
haver enfraquecido o quasi enniqudado eutre
nos o elemento Religioso, que outr'ora se iden-
lificnva com todos os nossos actos. sss Pietite ad-
versos reos sublata ( dizia o grande Oradur
Romano) fideseliam, el sorietas humani qe-
neris
tollitur. = Anniquilar a piedade para com os
deoses be anniquilar tambem a boa fe a soci-
edade do genero humano e a mais exccllente
das virtudes a justipa.
abril; quem nolle quizer carregar, ou hir de*
pas>agem dirija-se aos consignatarios Bull &
Cliavatiiies ra da Cruz n. 40.
= Para o Porto segu viagam com a maior
' brevidade possivel por ter parte de seu carro-
Natios entrados no dia 16.
N'cw Port porMillord; 39dias, escuna in -
gleza Era, de 1*,:, toneladas, capitao W. m a r1 harca Portugucza
Hingston, 1"W^ carga car^^ ^^ Anto||0 Guimar5e9
da Silva ; quem na mesma quizer carregar ,
dra ; a Me Calmont & C.a; segu para o Rio
de Janeiro.
NcwCastlc, por Plymouth ; 90 das, trazen-
do do ultimo porto 56 brgue inglcz fose-
anna de 28 i- toneladas, capitao Alexandre
Kirth equipagem 12 carga carvo de po-
dra ; a Joo Pinto de Lomos & Filho.
Parahiba ; 2 dias, briguc escunj de guerra bra-
zileiro Leopoldina commandante o capitao
tenente Custodio d'Hohlaim.
Navios sahidos no dia 16.
Fundiou no lameiro pira acabar de carregar a
harca austraca Piquete de Trieste.
Maranhao ; patacho brazileiro Carolina, capi-
tao Francisco Bernardo de Mattos carga di-
versos gneros.
Terra Nova ; harca ingleza Norval, capitao
Thomaz Krk carga lastro.
Navio entra:ln no dia 17.
Mar Pacifico tendo sabido de New London ,
20 mezes galera americano Cahdonia ,
de \\j toneladas, capitao Franklim Hancox,
equipagem 29, carga azeite de peixe : ao ca-
pitao.
ou ir do passagem para o que tem expelientes
commodos diri,a-se a ra estreta do Ro-
zarlo, n. 13
I jC i loes.
Oeclaracoes
Os descendimetos da Sexta feira da Paixllo.
He para lastimar que estejo proscriptas es-
tas farpas por toda a Europa catholica e ainda
so conservero em o nosso Pernambuco! O Des-
cendimentoda cruz na sexta feira Santa um
resto dos burlescos autos sacramentaes, que ti-
vero grande voga em os seculos de barbarida-
de. Ento em os theatros pblicos piinho-se
em scena os mais augustos e respeitaveisMv; -
teriosda Relihio. Em urna dessas ridiculas
comedias apparecia .1. C. de cazaca, e cabeleira,
e o diabo com chapeo de dous chifres disputan-
do sobre as verdades da Redemppo : jogo
ambos as murradas, e acabao dansando o mi-
nuete Essas farsas terminavo militas vezes
cantando nm dos Actores um estirado e mu
garganteadolte. comedia est : e em certas
larejas havia a festa chamada dos asnos e ao
terminar a Missa o Dicono em vez de entoar
o lte Missa est voltando-se para o povo ,
ornejava como burro. Que tal a devoco ?
O chamado Dcscendimentonohc outra cou-
sa mais do que urna trajecomedia ao divino ,
em a rjual pratieo-sc cousas verdaderamente
ridiculas c indecorosas. Huns marmanjos
palliapamente vestidos intitulados profetas ar-
mados de martelos e encarapitados na Cruz
para despregnrem a Tmagem do Senhor voz
do furibundo Prcgador que ora manda des-
prender o titulo ora o braco direto ora o
esqnerdo e tudo stoeom grandes marteladas ,
e lagrimas de tarracha das mulheres rhoronas ,
um outro palhaco chamado o renturio a
quem se pede lcenpa para o talDescendimento,
um gaiato vestido de S. Joo Evangelista ou-
tro de Magdalena e tres carochas intituladas
as tres Marias heks e mais a mulher da vero-
nica tudo isto compe um agregado de bur-
lesco indigno de apparacerem nm templo, e
de appresentor-se entre gente civilisada e
Christ.
Acresce que taes iefos esfo prohibidos ,
segundo me consta por Rulas Pontificias e por
muitas Pastoraes dos Srs. Rispos. Nao sao es-
tas farsas essas bobices os meios decorosos,
e proficuos de afervorar a piedade dos fiis. Oupo
dizer que''. Ex. Rm.' o Sr. Bispo Dioce-
sano prohibi ltimamente os Desrendimentos.
Se assim he Dos Ihe de vida e saude : o-
brou com muito acert. As beatas c carp-
deiai naturalmente hao de murmurar, e la-
mentar essa falta : mas todo o Christo sensa-
to estimara muito queso acabe entre nos essa
palhacaria.
No dia 22 do corrente he a arrematac0
et una excellentissima rirtus, justitia, do cobre velho, no arsenal de marinha.
Terpa feira 21 do corrente porta da resi-
dencia do Sr doutorJuiz interino de direto edos
feitosdafazonda no pateo do Hospital, pelas
i horas da tarde se ha de arrematar, perante
o mesmo sr. juiz, os predios abaixo doclarados,
penhorados porexecupes da fazenda nacional ,
aos dovodoressecutares.
O administrador da capaila do Pilar a casa
n. 53 em foras de Portas, avaliada de renda an-
nual por 2'i-S<10 Francisco Jos da Silveira.da a
rasa n. 1 da ra de S. Jos avaliada de renda an-
nual por !)rS000 Jos Francisco Rranco a casa da
ruada Guian. 59 de venda animal por 500000
Theresa de Jess Randeira; as rasas da ra da
Senzallanova n. 17 beco das Miudinhas n. 8 a
1.* por 120$ rs. de renda annual e a 2.* por
9Gf> rs. tambem de renda.
Thereza Maria de Molsavim casa n. 2iem fora
de Portas, por Ififs rs. de venda annual irman-
dade de N. S. do Ampaao casa n. 10 no beco
das Miudinhas por IROS rs. de renda Clara Jo-
sefa Ribelro casa n. 2(5 na ra do Amorlm avalia-
da de renda annual fi0$ rs.
A cmara de Olindacasa n. 1 na ra do Vi-
cario por 370^000 rs. de renda annual. Antonio
dos Santos Santia.-o casa n. 6 na ra da San-
zalla nova por 108$ rs. de renda. Antonio Macha-
do Oas casa n. 178 na ra da lapa por 120frs.
de renda annual. Francisco Pedio Rrando casa
n. .12 na ra da Cadeia por600^rs. de renda
annual.
Irmandade do Sr. Rom Jess dos Passos casa
n. 17 amado Cordonis por 8*Srs. de renda
annual.
Maria da F Pereira Rastos casa n. 58 na ra
da Cadeira por 500$rs. de renda. Joo Francisco
de Albiiquerqiie casa n. 114 na ra do Amorim
por 320 ja n. Vi na ra da Cadoiapor 3'0-Ts. de ren-
da; Joaquim de Santa Anua casa n. 6 no Ninxo
do I.ivramentopor 36#rs. de renda.
Franciacodas Chagas casa n. 21 na ra da
Praia ; por 96'rs. de renda.
Irmandade de S. Luzia casas n. 43, e H em
fora de Portas por8?rs. de renda annual.
Os mezarios da irmandade da Sr.4 do Bom
Parto leja n. 8 em fora de Portas por 8Wrs.
Irmandade de S. Renedicto erecta no con-
vento de S. Francisco casas nmeros 42 na ra
da Crus \\\ fora de Portas al.' por 380^rs..
e 96: rs. a 2." ambas de renda annual.
Irmandade da Sr.* do Rom Parto casas n-
meros 115 e 184 em fora de Portas a 1. ava-
liada em 36^rs. e a 2. por 8V000#rs. de renda
annual.
O leilo do Sr. L. A. Dubourcq, de es-
cravos, predios, mobilia, e os mais especficos
vinhos de madeira secca bucellas, e malvasa,
nao tem podido continuar-so, por causa da chu-
va mas sen fnalisado permitlindo-o o lem-
po sbado 18 do corrente s 10 horas da ma-
nila em ponto na casa de sua residencia, ra
do
Vigario.
COMMERCIO.
Alfnndega.
Rendimento do dia 17........ 4:592g849
DescarregSo hoje 18.
E,cuna S. Mary taimado.
Hrijjue Leopoldo carvo c ferro.
Harra Manchcstcr bacalho.
tr'ora etrava em todos os actos e circunstan-j Brgue stra sal.
Avisos martimos,
O patacho brasileiro S. Jos Vencedor,
capitao Manoel Jos Ribeiro se;.:ue imprete-
rivclmente para o porto do Aracaty at 25 do
corrente com a carga que poder receber at o
dia 24 dia em que dever conferir, visto ter-
se fretado com responsabilidade. Quem nclle
quiser carregar ou ir de passagem ; dirija-se
ao mesmo capitao ou ao mesmo retador Do-
mingos Jos Pereira Pacheco, ra da Cruz n.
20terceiro andar.
Para o Porto segu viagem com brevida-
de por ter parte de seu carregamento prompto
a lgeira barca portugucza Espirito .vonro, ca-
pitao Antonio Gonralves da Silva ; quem n.: diri|a-se a prapa da Independencia loja n. 3.
mesma quizer carregar ou r de passagem, parr. Frecisa-se de um pequeo portaguez ,
O leilo annunciado da esplendida mobi-
lia e outros artigos, no 1. andar da casa da
ra das Cruzes n. 18 bairro de S. Antonio ,
lica transferido or causa da chava para Se-
gunda-feira 20 do corrente s 10 horas da ma-
nila em ponto se o lempo assim o permittir.
Avisos diversos.
Fugio da casa n. 12-, da ra deHortas
Ires mezes, um gato mourisco em grao, com
o pcito, mos. e ps brancos he provavel, quo
exista em alguma das casas visinhas, do lado dos
Martyrios; quem o tiver, e o quizer restituir
seu dono, que mora na mesma ra, sobrado n.
52 quina do beco de Sania Thereza ; alm do
Ihe ficar agradecido pagar-lhe- 2,000 res do
ahuparas.
Na ra Direila n. 2, primeiro andar ,
precisa-sc alugar moloques, e negras, para ven-
derem na ra e sendo bons vendedores, paga-
se mais do que em outra qualquer parte.
O soldado do corpo de polica que an-
nunciou ter prendido um escravode nome Fran-
cisco so for da Costa, haixo, olhos vermelhos,
tullios no rosto com defeilo na unha polegar ,
de urna das mos c um signal delalho na ca-
bera podedirigir-se ra estreila doRozario
n. 43 no 3. andar, ou na prapa da Indepen-
dencia loja n. 3.
Retrato por Daguerreotijpo em sua ptrfcico
lirados em todas s especies de tempo.
Kvans, artista de Daguerreotypo ltima-
mente chegado da corte do Rio de Janeiro tem
a honra de informar ao respcitavel publico desta
cdade que leni estabelecido seu gabinete na
ra Nova n. 14, primeiro andar. Oannun
ciante esta convencido que satisfar comple-
tamente as pessoas que se dignarcm honra lo, e
convida aos amadores das artes e todos os que
desrjarcmter um retracta nao so perfeito,mas
delicado, e lindo que algutnas pinturas ,
ou de Mezzo tinta mais fina de visitarem seu
gabinete.
O tmpo preciso para se tirar u mro-
trato nao passa d'um minuto sombra. O
preco de cada retrato 10:060. llr. Evans
avisa ao* seus amigos c ao publico que nfio po-
llera ddmorar-se aqu mais do que algumas se-
manas em consoquencia de haver recehido re-
centes avj'sos que o poem na nocessidade do
voltar ao Reopelo meiado de abril.
A vista do cdital do Sr. inspector da the-
zouraria das rendas provinciacs pnblicado no
Diario de Pernuml/uco do 5 do correnta no
qual annuncia a venda dos alicerces principia-
dos para a casa da barreira da ponte dos Carva-
Ihos o abaixo assignado faz publico que os
mencionados alicerces foro edificados em seu
terreno sem seu consentimento e sm pelo po-
der da forca'e para que em tempo nenhum na-
ja quem se quera chamar a ignorancia por
isso faz o prezente annuncio, e quem quizer
ver os competentes ttulos pode dirigir-se ao
Recife ra da Cruz n. 23, ou acamara de
Olinda onde achara o termo de oflbramenlo
(cito pela mesma aoalferes Jos Barboza de Li-
mo aos 9dc marco de 1768, onde se v bem a
demarcaco do relerido terreno assim como
to bemachai na mesma cmara no livro 3.
de ofToramentos e trespassos a folhas 88, o tres-
passo que me le/, a viuva do referido Jos de
Lima v. seu filho o Rm. Joo Gomes em o 1.
de abril de 1812 o que tudo ja se fez pelo
Diario de Peruambuco em lOdo corrente. En-
genho Meguahipe de Baixo em 15 de marco de
1343. Jost Antonio Gomes Jnior.
O hotcquim da cova da Onca, conti-
nua a ter sorvete de hoje em vanle.
- Aluga-se um bom preto e urna preta pa-
ra servipo interno de casa : quem pretender
o que tem excellentes commodos, dirija-se
na estreta __ Para o Havre, o briguc (rancez Armori-
que, prcienuj sabir desie poiio no da 12 deicapiua u ruada ^ioricr n.
para padaria : no principio do atierro dos Aflb-
gados n. 43.
Prccisa-se de urna ama de leite forra ou



= Lourenco Jos de Almeida, subdito por-
tuguoz, retira-se para Portugual, a tratar de
sua saude.
= Sebastiao Augusto de Figuercdo, subdito
portugucz retira-se para Portugal.
Tomo-se dois cavallos para se engorda
J
- Manoel Elias de Moura avisa ao respei-
tavel publico c principalmente as pessoas com
quem tem negocios, e transacoes que An-
tonio Soares de Oliveira nesta dacta dcixou
i de ser seu caixeiro e por consequencia a elle
rem ; a pessoa que osquiser dar, procure na
ra do Hospicio a casa n. 30 para tratar do a-
juste.
= Aluga-se o primeiro andar da casa de dois
ditos, por cima da segunda venda, cm fora de
Portas, lado dircito ; a tratar na mesma venda.
> A medicina popular americana que lia
tantos annos esta em uzo as Indias Occiden-
taesc Oriontaes Costa d'frica, &c. &c. tem
provado como urna medicina inestimavcl sendo
preparada de prepsito para clima quente, e
composta de ingridientes que nem requerem
dieta nem resguardo, o pode ser administrado
as criancas as mais tenras.
As vantagens deste celebre remedio em curas
do molestias de ligado, gotta, dores de cabera ,
nflamacoes em goral, retencoesd'ourina, po-
dra na bexiga crysipela ataques nervosos ,
lombrigas, &e. &c., tem causado grande extrac-
to em todas as provincias como nico e ver-
dadeiro purilicador do sanguc.
A medicina papular americana composta de
dous principios differentes um purgativo e
desobstruente removendo os humores viciados
das diferentes partes do corpo e assim purifi-
cando o sangue ; o outro e tnico dando forca
o vigor aos orgos da digestao e por tanto impe-
dindo a cumulaco dos humores nos intestinos,
&c. urna combinacao como esta nao pode ser
sono proveitosa na maior parte das molestias ,
e sendo vegetal esta combinacao pode ser admi-
nistrada a creatura mais delicada sem receio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vende-se somente em casa do nico a-
gente Joiio Keller, ra da Cruz do Recifo n.
18, epara maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C.% e atterro da Boa-vista, nadeSal-
Jes & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendom-se as
pilulas vegetaes do Dr. Brandreth.
POZ ANTI-EPILEPTICOS
Preparados segundo Mr. Le Cont Duplessix
Paricau.
= De todas as molestias que afligem a ospe-
cie humana a mais rebelde he sem contra-
dicao a Epilepsia ( vulgarmente conhecida por
gota coral. ) Esta enfermidade em todos os
tempos, ha sido a escollio da medicina, que an-
da Ihe nao pondo adiar o menor unitivo. Faz
pois grande servico a humanidad aquello, que
Ihe oirerece para combator molestia tao cruel ,
um remedio, que conlaja cm seu abono n-
meros resultados felizes nao s na Europa ,
como aqui mesmo em Pernambuco.
Este medicamento extraordinario acaba de
chegar de novo da Franca pelo navio Armo-
rique, e o seu nico deposito he na ra larga
do llozario botica de Bartholomeo & Ramos.
= Robert Fliming subdito Inglez reti-
ra-se para fora da Provincia.
= Adolfo Regord retira-se para a Europa.
As rodas da Lotera de S. Pedro Mrtir ,
nndao em o dia 22 do corrente ou antes si
assim o permittir a extraccao dos bilhetes que
se achao a venda nos lugares declarados no Dia-
rio de hontem.
= Jos Joao de Amorim e sua mulher,
tendo feito pelo cartorio de Orlaos desta cicla-
do abstencao absoluta do qualquer heranca ,
que Ihe possa provir de seu fallecido sogro e
pai o coronel Antonio Marques da Costa Soa-
res desde ja previnem aos credores da heran-
ca do dito coronel que os annunciantcs nada
mais tem com a dita heranca e que os mesmos
credores se devem dirigir para cobrar suas divi-
das contra aquellos herdeiros que acceitaro
a dita heranca B para evitar qualquer pleito ,
ou citacuo contra os supplcantes fazem o pre-
sente annuncio.
= Quem achou uns oculos de armadlo de
tartaruga preta dirija-so ( querendo restituir)
a ruaDireita n. 59 que ser recompensado
com o valor delles.
= Kabert Fleming subdito inglez, retira-
se para fora do Imperio.
Na ra do Mundo novo n. 54 conti-
nua-se a receber meninas para ensinar-se sob as
condiccocs declaradas no numero antecedente.
Joao Muniz de Souza segunda vez
adverte aos donos de penhores, que tem em seu
poder quo nao tirando-os nestes 8 dias se-
rao vendidos para seu embolco.
= Pcde-se a quem por engao levou da re-
particao das rendas internas geracs no dia 15 do
corrente um chapeo de sol, (quando foi sel-
lar varios papis, ) deixando outro em seu lugar,
baja de restituir na mesma repartirs aqueile,
recebendo o que deixou.
Francisco Luiz Goncalvcs roga a todos
os seus credores, queirao reunir-se no dia 17 do |
corrente peles 9 J*>ras da manli,seu segocic.
se naodeveontrogar, e pagardinbeiro, perten-
cente ao annunciante.
Da-so dnheiro sobre penhores de rclo-
gios novos, e modernos: na ra das Cruzos
n. 35.
Ha para alujar 1 escravo de todo o ser-
vico : na ra do Hospicio n. 28.
Precisa-so de 633,030 rs. a um o meio
por cento com hypotheca em urna casa lvre
nesta praca em chao* proprios: falle-so com
\ ictorino Francisco dos Santos ra do Ran-
gel, n. 54.
Precisa-se saber quem sao os herdeiros
do finado Manoel Sebastiao de Mendonca Uns,
para negocio do seu interesse: queirao an-
nunciar.
= Aluga-se a casa n. 6 de"3 andares e so-
tso no Atterro da Roa-vista toda forrada
de papel no maior assoio possivol ; duas ditas
novas na ra da Aurora ; duas na ra da Sole-
dade ; urna loja na ra do sebo ; um sitio na
frente da Igreja dos Afllictos todo murado e
com muito boa casa para urna numerosa fami-
lia ; urna casa de sobrado arranjada de novo ;
c urna dita terrea com bom sitio murado, e
pomar de laranjas ambas a margem do rio,
na frente do sitio de Francisco Antonio de Oli-
veira com quem se tracta dos precos ou com
o seu caixeiro Manoel Joaquim da Silva
O Sr. Antonio Lima Gomes dos Santos,
queira dirigirse a ra Nova botica n. 57.
Quem precisar de dassaportes ou outro
qualquer despacho dirija-se a ra do Vigario,
venda n. 14.
= Precisa-se de um menino de 10 a 12
annos, para caixeiro de urna loginha de miu-
dezas, e que tonha pratica dando-so prefe-
rencia a um portuguez: na praca da Boa-vista,
botica n. 20.
A abaixo assignada declara ao publico
que tendo cessado a administracao, que a seu
lilho Jos Maria Freir Gamciro havia con-
cedido dos negocios de sua casa como o mes-
mo fez publico pelo o Diario de 9 de Fevereiro
passado todas as transacoes que se offerece-
rem dehoje em diante, seao com ella tracta-
das o nao com outra qualquer pessoa. =a-
ria Candida Ferreira da Cunha.
= Aluga-so urna casa no Mondego com
commodos para urna grande familia ; os pre-
tendentes dirijoso a praca da Roa-vista ,
n. 20.
Precisa-se de um feitor que trahalhe ,
entenda de arvoredos, orla e vaccas: na Magda-
lena estrada nova primeiro sitio com por-
tao de ferro.
= Precisa-se de urna ama de leite : na ra
Augusta sobrado n. 1, segundo andar.
Aluga-se um sobrado de dous andares
na praca da Boa-vista n. 6: a fallar com Igna-
cio Jozc do Coito botica da mesma casa ou
com Prexcdes da Fonseca Coutinho.
Compras.
Compra-se cffectivamente para fora da
Provincia mulatas negrinhas moleques e
negros de officios, de 12 a 20 annos sendo do
bonitas (guras : na ra da Cadeia de S, An-
tonio sobrado de um andar de varanda de
pao n. 20.
Compra-se armacSes de cama de vento
de qualquer qualidade: no armazem n. 63 ,
ra da Cruz.
Vendas
Vende-se por commodo preyo um fo-
gao inglez em meio uso com trez boracos :
na ra da Senzala velha n. 76.
Vende-se um mulato de 15 annos pro-
prio para pagem saliendo todo o servico de
urna casa : na ra da Cadeia velha, loja n. 29.
Vendem-se duas pas de (Titrar: na ra da
Praia, n. 15.
Sf- Vende-se um carro de duas rodas com
lanternas e arreios em bom estado e com-
modo proco ; e urna cadeira de arruar : na
ruado Hospicio, n. 14, primoira depois do
quartel
= Vende-se urna opa dos Passos de gor-
gurao, nova: na ra do Encantamento, ar-
mazem por baixo do Reverendo Vigario do
Recife.
= ^ende-seuma preta cozinha engom-
uia cosechao lava roupa de varrella o sa-
bao : defronte do Palacio novo primeiro sitio
ao norte do collegio de S. Antonio.
= ^ende-se um escravo Congo, serrador:
no Atterro dos Affogados, sobrado n. 7 ou
no quartel da Polica a fallar com o official de
estado.
Vendem-se tezouras de Guimaraes, gran-
!<: na von.lr. r._ 15 iua Direiiu,
Vende-se por preo commodo, um si-
tio pequeo no principio da Capunga nova ,
terreno proprio com urna casa nova de taipa ,
e janellas de vidraea tendo differentes arvore-
dos de fruto e grande cacimba com excellente
agoa de beber : a fallar no mesmo n. 55.
^ Vendem-se fitas de seda para suspenso-
rios lavradas para vestidos, thosouras dou-
radas e lisas a 160 e 290 ris garrafinhas de
agoasde chero 240 pomada ranceza 120
e2i0, luvas pretas de seda para se.ihora de
pellica branca para homem, transelins de bur-
racha pretos c de cores com passador dourado ,
botues de metal para calcas a 100 rs. a duzia ,
caixinhas de agulhas francezas a 400 rs. ditas
de linhasde marcar a 320 retroz de todas as
cores a 120 milo para flores sabonetes a
60 rs. papel de peso a 2800 e 3000 almaco
a 2500 agoa de colonia em frascos grandes,
fitas para coz a 300 rs. a peca e outras remi-
tas miudezas baratas: na ra do Livramento,
casa com a frente amarella n. 10.
Vende-se urna meza de Jacaranda de meio
desala duas ditas de amarello um sof de
cabello, urna cama de cazal madeira de an-
gico com seuscolxcs, um tocador de jacaran
d um lavatorio seis cadeiras americanas
douradas um candiciro de meio de salla fei-
to a moderna, e mais utencilios de urna casa, tu-
do em bom estado: no principio da Capunga no-
va sitio n. 55.
Vendem-se saccas grandes de farinha de
mandioca de boa qualidade a 3:200 res, no
armazem defronte da escadinha do caes da VI-
fandega, e na ra da Moeda casa n. 7 e
saccas com milho pelo mesmo preco : no arma-
zom de Antonio Annes Jacomc Pires.
Vende-se urna alva de esguiao rica bor-
dada de susto com bico de mais de palmo :
as 5 Pon tas n. 144.
/ Vendem-se um caixao um oles, duas
aboletas, o varias ferramentas de ourives, urna
corrente do ferro : na ra do Aragao n. 35.
Vende-se urna escrava de nacao de 18
annos engommadera ; urna dita do 20 annos,
crioula cozinheira doceira e rendeira ;
urna dita de nacao de 22 annos tambern la-
vadeira e engommadera ; um escavo de na-
cao de 25 annos ; um dito de 14 annos ; e urna
toalha : na ra de S. Rita n. 27.
= Vende-se um cavallo alazo landrino ,
carregador baixo, novo por preco commodo :
na ra do Hospicio casa n. 36 das 3 as 6 da
tarde.
Vendem-se cobre velho, e novo em folha ,
e pregos de bronze, em barris o em caixas e 2
cavallos de estribara : na loja do Colombiez ,
n. 2 e 4 ra Nova.
Vende-se 1 sobrado do 2 andares, na
ra da Senzalla nova : na loja n. 41 ra do
Queimado.
- Vende-se 1 barcaca prompta : na venda
n. 11 ra do Encantamento.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modasde angico ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem fetas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Succia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina eiu
casa de .1 Reranger n. 14.
Na loja da ra Nova n. 35 verwlem-se
por barato preco : finas casemir. selasticas, sar-
jas largase estreitas, lencos pretos, luvas de
seda compridas e curtas, com dedos e sem
elles chales o lencos de seda pannos finos e
de cores, pannos para mezas e pian nos de al-
gos caixaes, batel forro ripaes e torni-
nhos caixes com chapeos do bafita caixas
com archotes feijao branco amarello o
fradinho painco, cevada pipas com vinagre,
retroz sortido de primeira c segunda sorte, cha-
peos de sol, sal pedras de afiar, lencos de
soda, fio massas para chapeos e outros
mais gneros.
- Vende-se urna preta engommadeira sa-
dia e moca; eummolequede 11 annos: no
pateo da S. Cruz, casa de Joao Sebastiao Pereti.
Vendem-se barricas vasias por preco com-
modo, para despejar o armazem que oceupao, 9
a 10 mil ps de taboado de pinho americano por
menos de 50 res o p, sendo todo e em peque-
as porcoes a 50 reis : no armazem por detraz
do tdeatro n. 18.
Sal do Ass
Luiza
a tractar
, a bordo do Patacho Maria
com Antonio Joaquim do
Souza Ribeiro, ra daCadeia do Recife, n. 24.
Vendem-se um escravo de 20 annos ,boa
figura com principio de pedreiro ; 2 ditos
bons para todo o trabalho duas pretas mocas
com habilidades ; urna dita de meia idade por
250$ rs. ; urna dita cozinheira lavadeira ,
e compradeira ; e urna mulatinha boa : na ra
de Agoas verdes n. 44.
Vende-se urna cama de angico bastan-
te grande, com os seus enxergcs e colxao tudo
em muito bom uso por ter o dono de retirar-
se para fora: no pateo da Ribeira de S. Antonio,
n. 19.
Vende-se azeite doce de superior qualidade
a 3:840 a caada, e a garrafa a 500 reis, e por
preco commodo urna rede de muito bom goslo :
no Atterro da Roa-vista, n. 84.
>ende-se um jogo de gamao, com da-
mas e copos de marfim chegados ltimamen-
te de Loanda : na ra do Crespo n. 6.
Vende-se taboado de amarello costado,
costadinho assoalho e forro sedro e lou-
ro para forro e assoalho serrado na maqui-
na do Monteiro as casas do Sr. Cunha, de-
fronte da Ordem 3.* de S. Francisco e no mes-
mo armazem vende-se madeira de pinho de to-
dos os comprimentos, larguras e grossuras,
por muito barato preco.
Vendem-se um moleque de 18 annos, bo-
nita figura cozinha muito bem o ordina-
rio ; dous pretos do servico ordinario por 550$
reis ; um preto do 40 annos muito robusto ,
bom comprador e ganhador por 280 reis ; um
mulato moco allaiate ; e outro de reconhecida
conducta, 20 annos, bom copeiro e pagem,
e entende de boliar ; urna parda de 30 annos ,
cose engomma cozinha por 3808 rcis '> uma
escrava de 20 annos engomma cozinha
muito bem ; trez para o servico ; uma da costa
bonita figura, boa cozinheira1, e lavadeira
todos sem vicios e nem achaques ; e uma bar-
caca nova com todos os seus pertences, por com-
modo preco : na ra de Agoas verdes n. 46.
Escravos fgidos.
i -
4 t*
godao la e casemira sedas para vestidos ,
sapatos de lustro, marroquim, setim eduraque
para senhora e meninas cassas adamascadas e
pintadas flautas de buxo e de bano clari-
netes rabecas rabecoes, violes ordinarios ,
e muito finos trompas, cornetas, e muitos
ohjcctos.
Vende-se quatro vazos grandes de loucas
para flores uma capa nova de panno azul gol-
la de velludo e abandado proprio para montar
a cavallo e um bonet novo de couro de lustro
com galo : na Solidado n. 32.
Vende-se grande e variado sortimento
de trastes do melhor gosto e pelo mais barato
preco : na ra da Cruz armazem n. 63.
Vendem-se relogios patente de ouro e
prata e tambem horisontaes e de parede corn
despertador : na ra das Cruzes casa de relo-
joeiro francez n. 35.
^ ende-se um escravo de nacao peca, mo-
yo, de uma figura pouco vulgar: na ra da Sen-
zalla velha n. 144.
A endem-se por precos commodos, na
ra estreita do Rozario n. 13 os seguintes
gneros ltimamente chegados do Porto: azeite
doce em barris de dous almudes e quarto de pi-
pa barricas com enchadas barris com pre-
A inda est fgido Luiz Mocambique ,
16 annos alfaiate annunciado no numero
antecedente ; entregue-se na ra do Crespo ,
loja n. 21.
Tambem ainda est fgido Victoriano
crioulo 16 annos, annunciado no numero
precedente ; a entregar no engenho Paulista.
= A 15 do corrente ugio Caetana Congo,
velha, corn camisa de algodao saia de chila
azul nariz chato boca grande ps chatos,
estatura regular e levou taboleiro em que ven-
da falo ; quem a apprehender leve-a no Atter-
ro dos Affogados, sobrado n. 7, que se recom-
pensar.
= De bordo do Vapor Parahensc ugio
um escravo de Antonio Muniz Alves Branco ,
do Rio de Janeiro de nome Trstao de na-
co baixo reforcaJo e barbado ; qualquer
pessoa que o apprehender pode dirigir-se a ra
de Apollo na Agencia da Companhia dos Va-
pores que ser recompensada.
A 19 de Fevereiro fugio Joaquim escra-
vo do Tencnte Coronel Leal Commandante da
fortaleza do Brum o qual tem os signaes se-
guintes : baixo grosso do corpo com mar-
cas de bexigas no rosto ps largos, Congo,
40 annos vagarozo no andar passo miudo ,
sahio com camisa de estopa grossa calca de
riscado que j est branca e levou comsigo
uma bata verde ; o Sr. recompensar bem a
quem Ihe o apresentar.
= No dia 6 do corrente fugio de um sitio
na Piranga um escravo da costa de nome
Francisco de 40 annos com talhos de sua
nayao no rosto um tanto baixo e grosso
do corpo olhos vermelhos corn um dos de-
dos polegares defeiluoso e uma cicatriz na ca-
bera foi canoeiro em Macci e venda orta-
iice nesta Cidade ; quem o apprehender leve-o
a ra estreita do Rozario sobrado n. 43 no
terceiro andar, ou na praca da Independencia
loja n. 3 que ser generosamente gratificado.
Recipe: na Typ. de M. F. de Fabia.=1843,


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