Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04915


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Armo de 1843.
Sexta Fera 17
Turfo .gor. depende de no, eo.; d no,.. prodenci. 0der.c4o, .nerei. : con-
rfnwmi como princ.o.amo. MIW,01 .pomado. com admirarn en.re H NecOe. .i.
'""" ( P'ocl.m.Vao d. Anembi.
Ger.l do BftlxlL.)
de Marco
Anno XIX. N. fr>.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. "
Coisnna, P.r.hib. e Rio grande doNor'.e Kgandas e aellas f.;..
Horii-o c Garanhuns l e 24. '"""
Cabe S-rinhem, R.. Formoio Porlo Cairo Macei e AI.Roe. no 1 II a 21
Boa-v..: e Flore, a 13 e 28. S.nlo Anie, quii., fer. linde lodo. o. din. '
DIASDAMEUANA.
13 Seg. .<. RodrigiM. And. do J de D. da .
44 lerc. a. Mathildcs Rairh. Aud.do J. de D. da i, y.
45 QWl. a. Henrique Hei. Aud. do J. de D. da 3. .
K Vola*, e. Cjriaco M. Aud. do J. de I). da 2. T.
47 Se'. Gerirude.. Aud. do J. de D. da 1 t.
48 Sal>. a, Gabriel Arcanjo. Re. Aud. do J. de D. d. 3. T."
4tf Don.. 3 d. quaresma a. Jote Esposo de N. S.
O Diario publie.-ae lodo. n. dia.qne nSo forem Santificado. : o preco da eiegnatnre b*
de Ir. mil rei. por quarlrl pagos achantados. Os annuncio. dos asalariantes sio inserido
gralii, e o. do. que o n.io forem iit.'ki de SO rei. po) liniu. As reulamacoes derein ser diri*
gulas a esta'lyp., ra da. Crine. N 34.no orara da Independencia luja de liyros N. 6a 8
reeda.
casillos.No da I (i de Marro.
Cambio obre Londree 28 a 2S l|d. p. 11'. Oco-Moeda de 8,400 V.
a Par. 3R rris por franco. ic N.
Liaboa lll porlOOdepremio.
Moada de cobre 2 por 100 de deacontOs
dem de leiraj de boa. ric.s t J por .
o de 4,000
PtUTi.- i'alacrs
l'r.-m lluuirurH
k Jilos Mrxir.no.
compra
15.0J0
44,S0J
8,300
1,740.
1,740
1,71)
15.20J
15,000
8,500
1,760
1,700
PHASEA LOA NO MEZ DEMARCO.
Lna Cheia ff, (s 3 boras e i) m. d. m. I -ua nova 4 is 3 l oree o 43 ra. da manhu,
(uiri.iniu;. i u S aoras 11. d. UrJ. | i^uarl. cresc. a "J, i. 7 hora.* JU da m.
Preamar de /oje
a G hora, e ti na. da manilla. | l. t 6 horas e 30 m. de lerde.
INTERIOR.
CAMABA DOS SRS. DF.PCTADOS.
Discurso do Sr. Deputado Nabuco na sesso
de i i de fevereiro,
Conclusao.
O Sr. Nunes Machado:Vamos elle.
0 Sr. Nabuco:Eu li ha poucos dias um ar-
tigo do Diario Novo que Ib* opposicao, em o
qual se attribue ao nobre Barao a caresta de
certoj gneros [risadas}. Cabe propsito con-
tarum caso que vem as folhas contrarias o
qual 6 certamentc milito applicavel essa oppo-
sicao que faz ao Barao da Roa-Vista responsa-
vel por ludo : esse caso o de um frado que ,
inimigo encornicado do guardiao Ihe attribuia
tudo quanto no mundo succodia : a manteL-a fi-
cava cara dava o frade um ai e exclamava lo-
go : quem tem culpa o guardiao ; um movi-
mento poltico a estarad do anno tudo Anal-
mente o dito frade attribuia ao guardiao ( ri-
sadas).,
O Sr. Nunes Machado:Um guardiao mo e
um flagello.
O Sr Nabuco: o mesmo caso : note a c-
mara que os progressos que tem feito a provin-
cia os seus melhoramentos materiaes quo tem
sido rpidos, o seu comincrcio sua industria ,
nenhum destes bens se attribue ao nobre Barao;
ao qual su tocao os assassinios as violencias
e lodos esses males do que os nobres deputados
tem aecusadocom tanta acrimonia.
Nao possodeixar passarsem reparo urna pro-
posito que ha poucos dias profiri um dos no-
bres deputados pela minha provincia : o nobre
deputado quere.ido provnr a generosidade de
seu comportamento a qual alias nao contesto,
disseque.nomeado o nobre Baraosegunda vez pa-
ra presidenteda provincia,echegando a ella, logo
principioua verificar-se tudo quanto elle tinha
predito ; urna representaco no sentido da de S.
Paulo appareccu eu quisera perguntar ao no-
bre deputado de que lado da asseniblu provin-
cial parti essa representado.
O Sr. Nnnes Machado: Nao sei. "
O Sr. Nabuco: Foi do lado do partido ao
qual os nobres deputados pertenceni na provin-
cia de Pemambuco.
O Sr. N. Machado:-Nao.
OSr Nabuco:Pois quem apresentou essa
representaco ou a indicaco para que ella se li-
zesse nao foi Sr. Neto, que urna das figuras
inais preeminentes do partido dos nobres depu-
tados? O partido dos nobres deputados com
xeepeo delles, adherio a essa representaco ,
votou por ella ; votou o Sr. Antonio Joaquim
de Mello quo so dizchefe desse partido.
O Sr. Nunca Machado: A votacao foi no-
. ininal.
O Sr. Nabuco:Melhor, a verificaco 6 mais
fcil. Bastavada nossu parto urna conducta
negativa bastava que cruzassemos os bracos
para que essa representaco passasse ; a gloria
dessa discusso cabe toda ao Sr. Dr. Urbano
assim se exprimi o nobre deputado. Em ver-
dade, Sr. presidente, isto somonte se res-
ponde com aquello proverbiopresumpco e
agoa benta cadi: um toma quanta quer. Seo
partido ao qual os nobres deputados pertenec
na provincia adherio a representaco, se ellos
so que se oppuserao ( e honra lhes soja feita ,
foro fiis aos seus principios ) ; se olles ero
dous mas se a representaco nao passa por
cinco votos obvio que mesmo quando os no-
bres deputados trahissem a sua poltica e vo-
tassem pela representaco, ella no passava por
tros votos abatidos os dous dos nobres depu-
tados : os nobres deputados no presta rao mais
que os seus votos e alias indiquem os Domes
dos deputados que votaro por sua influencia
contra a representaco : esse facto pois contra
producente e elle desmentio solemnemente as
previsoes doscommunicados do Brasil, e lem-
bra-me de ter lido nessa folha din pequeo arti-
go eiu que o redactor caracterisava de Cassan-
dras os profetas que assoalhavao previsoes tris-
tes ou sinistras a rspeito da segunda adminis-
tracao do nobre Barao e isto por causa desse
facto cuja gloria o nobre deputado se arroga. Se
as gftrias da discawfo coaberio somente ao Sr.
Urbano nesie sentido qu eHe primou sobre os
outros oradoresnada digo porque quanto a
mim, conheco a superioridade que destingue a
nobre deputado; mas quo outros oradoras boa-
ve que nessa discussaose t'inpenhavo. una vci-
dude;o nobre vicc-prcsidemedcsia cmara lauou
e bem ; eu tambem fallei duas horas ; outros
muitos houve que tomarao parte nesses debatos,
e por issso direi quo as glorias nao oouberlo
somente ao nobre deputado. Se este facto urna
das glorias do nobre Barita se os nobres depu-
tados Ihe recusao todas, como lhe concedirio
estas ?
Direi algumas palavras sobre o movimentodo
E\ : um nobre deputado assegurou que a glo-
ria da derrota do Ex s compete as provincias
doOarae da Parahyba que do Pemambuco
se nao mandarlo forcas : j nesta casa se disse
quede Pemambuco so remettero soccorros, e
marchoii tropa de linha.
OSr. Urbano:Chegou tarde.
OSr. fabuco?: J antes tinho mirchado
forcas de guardas nacionaos do Paja e Boa-
Visla.
OSr. Urbano:-Nao sei disto.
0 Sr. Nabuco: Estes doenmentos' mos-
trando-os^ provo a minha assercao; sao mui-
tos ," no quero cansar a cmara com a sua le-
tara : euos dcixo sobre a mesa o nobre depu-
tado. que os consulte. Se pois de Pemambuco
no marchou tropa do linha marcharan guar-
das nacionaes ; se a pristo dos sediciosos foi
at effectuada pelo capito Simpliciocorn a guar-
da nacional, que commandava, como se diz com
tanta segundado, que de Pemambuco nao mar-
chamo forcas ? Mas esses sediciosos depois de
presos fugiro. Qut'Hnde? Que culpa vem d-
til ao nobre Barao ? Esses presos ionio entre-
gues ao coronel Nogueira que abusando do
sen posto osdeixou fugir: ora compre ob-
servar, que antes dessa priso, tendo o presi-
dente informacoes, deque esse coronel svmpa-
tliisava com os movimenlos do Ex o demit-
tio ; mas como quer que a deuiissao lardasse
em raso da longitude desse lugar, o Sr. Nt>-
gueira que anda eslava no exercicio do seu
posto, ibusou delli, e sol.lou os presos. Trouxe
este laclo da dcmissopara provar, que o presi-
dente foi muito providente, que nao pode impe-
dir essa fuga; que He est a abrigo do qualquer
suspeita, que dessa fuga podesse vir.
O Sr. N. Machado:A demissao foi depois
das eleices.
O Sr. Nabuco:Foi antes.
O Sr. 2V. Machado:Quando os presos fugi-
ro o Sr. Barbosa nao era delegado.
OSr. Nabuco:O Sr. Barbosa nunca foi de-
legado; era chela da legl8o da guarda nacional.
<->s nobres deputados anda disserao que des-
ses presos ? Pois o presidente ha de ter om-
nisciencia ? ha de advinbar onde esto homisi-
ados esses fgidos em o nosso pala', senhnres,
tao vasto, to deserto ? Dosses oficios, que eu
j depuz na mesa consta, que o presidente tem
expedido as necessarias ordens para a priso
desses individuos que anda nao foro aina-
dos. Sen boros, vos sabis a fcil idade, que ha
entre nos de prestar asylo A qualquer criminoso,
e quanto mais aos criminosos polticos!
Son chegado as eleices da minha provincia ,
que os nobres deputados caraeterisarao de vio-
lentas : vmosnos factos. Na provincia havia
800 hoinens de tropa como constado inappa
do nobre cx-ministro da guerra ; mas osla era
a forca existente na provincia em o i." de de-
zembro como o mesmo inappa diz ; bem po-
de ser, que no tempo das eleices houvesse mais
ou menos tropa ; portante desse inappa se nao
pode ajudar o nobre deputado: mas seja assim
'omoelle diz ; havia 800 homens mas nao es-
lavao todos no Becife ; havia destacamentos no
Bio Fonnoso e Serinhaem eem Paja, eos no-
bres deputados auloriso isto, que eu digo
quando asseguro, que o presidente derramou
a tropa pela provincia para faser as eleices ;
supponhamos, que esses destacamentos todos ti-
nhao cem pracas ; o mnimo que pode ser ;
abi (lefio sotecentas, cestas divididas pelos tres
bairros.
O Sr. N. Machado : Esse pouco
O Sr. Nabuco:Essa tropa em um numero tao
diminuto attendendo-seao numero dos votan-
tes dessas freguezias o ao numero das listas rc-
cebidas nao decedio daeileicao; ndependen-
tementedella o resultado da oieicao de S. An-
tonio Boa vista e Becife seria o mosino com
muito pequea differenca.
O Sr. .V. Machado : Nao apoiado. .
OSr. Nobuco Fu fui membro da mesa de
S. Antonio, onde havia o maior numero de
tropa ; posso assegurar, que os votos dos solda-
dos nao decidirn ta eleicao eo m: smo foi as
nutras freguoslas appello para os Srs. depu-
em Pemambuco, com umita facllfdodu esta mi-
nha proposi'ciio seria prorada cabalmente.
Havia forcas derramadas por toda a provincia;
loso foro violentas as eleices : esta proposi-
cao dos nobres deputados carece de prova : no
havia forca em tola a provincia mas Somonte
em Olinda : Podras de Fogo Limoeiro, Bio
Formoso o Paja, porque nesses lugaresenten-
dia a administracao e eslava no seu direito .
queerSQ de mis ter essa guarnisdos. Ora j ?
a cmara que a forca s evisfi'i em poucos pon-
tos e no em toda a provincia ; e essa forca que
torca era ? De guarda nacional pois que de
linha s havia m dous desses pontos referidos',
l'aja eKio Formoso.
Quando mesmo houve-so forcas em toda a
provincia, isto nao bastara para caracterisarde
violentases eleices ; erado mistar provar, que
essas forcas elTet'tivaiiiente intervierto as elei-
ces ; masque dessas proras? OS nobres de-
putodos nao sao capazos de exhihi-las ; pelo
contrario, ouvi senhores, a completadefesa
do Barao da Boa vista a rspeito da intervencao
de tropas as eleices: vede como elle foi pro-
vidente:
Portara III.'"0 Sr. Convindo prevenir
qualquer inconveniente, (pie possa i ni pecera or-
dem e regularidade das eleices, que se (em de
ter, nao sei de que maneira querem que lhes
falle.
O Sr. Nabuco : Senliores, todos estes in-
convoniontes sao inevitgveis resulto do di-
reito que tem os soldados de votarem ; quanto
a mira a constituicao se deve reformar para
que ellos percto tSw direito, que pode ser pre-
judicial a liberdade do paiz ; mas em quantu
ellos votarem (lie remedio lia ? Muitos in-
convcnienles de\cni de apparecer. Senliores,
o soldado ha de deixar de votar com o seu offi-.
cial lia de levar urna lista contraria ? em quo
estado estara a disciplina se assim fra ? Seja
como fr a tropa nao decidi da eleico do Pcr-
nambuco.
Os nobres deputadostamhom asseguraraoquo
no Limoeiro o delegado se aprasenlou com for-
a armada na matriz e coinmelteo violencias:
que das proras ? Sao unsofllcios dojuiz do
paz e cliofe de legio suspeitos ponjue foro
vencidos as eleices para as quaes muito so
empenhavo; provas dostas, se merecessem ero
dilnlidade haveriao sempre contra as eleices
as mais puras.
J mu nobre deputado em urna das sesses
proceder para eleitorese deputados geraes de- P^'das defendeu victoriosamente ao presi-
termino a V. S. noconsinla, que se faffio reu- lente da provincia a rspeito das portaras quo
nioes da guarda nacional do seu commando nos
dias das referidas eleices, ainda mesmo que
sejo para os exercicios ou revista do costume.
fieos guarde a V. a S. Palacio de Pemam-
buco, 18 de jullio d" 1S2. Burilo da Boa cisla.
Sr. Francisco Jacintho Peieira. commandanle
superior da guarda nacional do municipio do
Becife.
[gasesa todos Vcbefesda guarda nacional
da provincia na raesma data.
V populaco eslava assoinbrada, porque pou-
cos dias antes das eleices o presidente tinlia de-
portado esses officiaes, com osquaes os nobres de-
putados j muito oceuprao a attencao da c-
mara: os nobres deputados esto lembrajos das
dalas, em que essa chamada deportaco e as e-
leicoes liverao lugar : a reniessa dos ofllciaes
foi dous mezes antes das eleices. e como in-
fluio sobre ella ? que importancia linlio esses
oflieiaes.que a sua retirada causasseuniaimprcs-
sao tSo profunda por mais de dous mezes ?
( lia diflerentea apartes do Sr. Nunes Macha-
do c Urbano. )
05f, Presidente: Ordem.
O Sr. Nabuco : A qualilicacao dos solda-
dos foi acensada de milla porque foro con-
siderados como domiciliarios nos seus quarteis,
quando alias muitos delles os de polica, des-
tacados e artfices, nfo tem rancho. Senliores,
o saludo que o domicilio do seldado 6 seu quar-
tel, e o domicilio, que jurdicamente se chama
necessario, para distinguir do domicilio volun-
tario que o do cidadao: a maior parte dos sol-
dados do polica habitu no quartel lodosos
artfices tambera ahi moro, e semelhantemen-
te os destacados dos quaes quasi todos so das
comarcas de fra : foi pois muito regular essa
qualificaco.
Foro os soldados arregimentados e assim
ontrro as matrizes : foro como devino ir?
no convinha a ordem publica, e principalmente
em os dias de eleico em que os espiritos esto
agitados que se derramasse pela cidade a solda-
desca sem chefes; a disciplina a ordem pu-
blica condemnario a imprudencia de deixar
solta, sujeita a embriaguez e a sedico e ao em-
thusiasino essa (ropa ; as eleices de 8i() ,
em que se den essa licenea a um corpo de pro-
vincia, houvoro pipas de vinho ao torno, como
l se diz c nao seria de receiar urna soldadcs-
f.o !
tados da ininia provincia e se nos a-;uassemos j o diuiugu i|C ^.;
ca ebria c influida porseduc
Por este motivo e para verilicar-sc a iden-
tidade dos soldados qualilicados elles foro a-
companliados de officiaes mas nao entregavo
as listar aos officiaes, eu era membro da mesa .
cera eu que reccliia essas listas na freguezia d
S. Antonio, fazia-se a chamada, vinha o sol-
dado e me entregara a sua cdula.
O Sr. Urbano d um aparte que nao ou-
vinios.
O Sr. Presidente: En no posso admettir
' br.^. uipuuus quciciTi CT.trC
\ou ter:
Nesta data tenlio ordenado pela portara
K inclusa, ao vareador mais votado da cmara
dessa villa, que possa mais promptamento
ttiin parecer, (pie juramente o immediatoem
votos parasupprir qualquei falta ou impedi-
diento, (jue possa ter o juta de paz ou seu sup-
l pente na otcasio dos trabalhos eletoraes
dessa freguesia e para que a dita ordem te-
(i nha osen dcMilo comprimeiito Vm., quan-
do tal hypothese s verefique a apresentar
ao sobredito vereador mais votado e velara
em sua puntual execuo. Se todava no so
adiar vereador alguin no lugar, fica Vm. des-
de jcommissionado para nesse apuro jura-
mentar o sohredito immediato em votos.
O presidente da provincia determina ao ve-
te reador mais votado da cantarada villa do Li-
te moeiro, que cora mais celeridade possa com-
parecer no acto de se verificar a faltado qual-
querjui/: de pazou supplente, na mesa par-
te chial, juramente com o secretrrio da mesma
<( cmara o inmediato em votos, que poder mais
proniplainente comparecer.
A jtisliiracao de presidente est as inesnias
portaras (pie eu li: corra de plano, que se pre-
tendan inutillsar as eleices da provincia dei-
xando de comparecer o juiz de paz e supplente
no da respectivo, oidenou entao o presidento
de a;;tc;nao e para provenir essa estrategia, quo
as cmaras inunicipaes juramentassem os sup;
plentes am de(|ue estivessem habilitados para*
comparecer, no caso do impedimento do juiz
de paz e supplente. Sabendo o presidente, quo
essa portara circular era Iludida, deu as pro-
videncias que das duas portaras constan: que
devia o piesidcnle faser? deixar que triumphasse
e estrategia de inutillisar as eleices?
OSr. Urbano : Donde consta, que quises-
sem inutilisar as eleices ?
O sr. Nabuco : Era publico, e o facto pro-
vou : foi de misler essa medida. Bastava que
houvesse una presumpco para quo o presiden-
te assim procedesse.
OSr. Urbano: Eu apresento documentos.
O Sr. Nabuco : O nobre deputado s apre-
sentou documentos a rspeito da edicacao do
palacio c delles opportunamente tratarci.
Osr. Urbano : E tambem sobre eleices.
O sr. Nubuco : Sobre eleices ? esses quo
est,ou analisando. O presidente obrou em re-
gra antes se preterisseessa formula, o formula
que no essencial porque vale o mesmo o
juramento peanle a cmaro ou perante juiz do
direiio, do que dcixasse o povo de votar. Srs.,
os votos dos ciihidos nao devem ficar Iludidos
pelo caprii lio de um juiz de paz de um verea-
dor entSo s haveriao clleices quando elles
jusesscm : preciso que no vigguem essas es-
trategias que podem ser fataes ao sjstema repre-
sentativo ( apoiado).
Y, a remoco dos juizes de direito ? Por elles
pudo responder o presidente da provincia e-a
remoco de juizes de direitd sepde caracteri-
sarde violencia contra as eleices? Quem re-
moveu foi o'goYcrno imperial a quem compelo
/c(/ rlsroa^Q


a


OSr. Urbano:Tanto faz o presidente
como o governo imperial para mim a mes-
ma cousa esto indentificados.
O Sr. Nabuco : Mas as accusaoes sao so-
monte dirigidas contra o Baro da Boa-vista.
Senhores, ainda ha un motivo que carac-
tcrica de violentas as eleices de Pernambuco ,
e foi a guerra que o nobro Baro fez aos nobres
deputados as eleices ; mas, senhores, que
importa cmara o rosentimento dos nohrcs
deputados contra o Harao da Boa-vista e do Ba-
rao da Baa-vista contra os nobres deputados!
O Sr. N. Machado : Quem trouxe isto
para aqui ?
O Sr. Nabuco : Forao os nobres depu-
tados.
O Sr. N. Machado: Nao.
O Sr. Nabuco : Nao sei se os nobres de-
putados que tem razo, ou >e o lia rao da
Boa vista. Senhores, a nossa missao mais
nobre ; scjamos subranceiros a essas individua-
lidades occupemo-nos com as funcces au-
gustas que devenios cxcercer tratemos dos in-
teressesdo paiz ( a potados).
O Sr. Urbano: Foi o nobre deputado que
tocou nesta especie.
O r. Nabuco : Foi o nobre deputado no
sen discurso sobre o voto de gracas. Sr. pre-
sidente os nobres deputados aecusao de vio-
lentas as eleices de Pernambuco em o anno de
1184-2, mas abencoro as de 1840 que se
resentem de muitas nullidades: em S. An-
to correu o sangue houve mortes liouve o
o roubo de urnas.
O Sr. Urbano : Isto para a gloria do
Sr. Barao.
O Sr. Nabuco: O Barao nao responsa-
vel por esses Tactos nao interveio nessas elei-
, coes, o mismo nobre deputado assim o disse nes-
ta cmara no anno de 18il : em Corana as c-
Iciccs se fizero sem assistencia de parodio, que
retirando-se assim como o coadjutor, o povo foi
procurar um individuo sexagenario, eqtie folo-
brigado a tomar assento na mesa em ve/, do pa-
rodio. Di/ia-se entao : o (im da lei est preen-
chido, o parodio chamado para assistir as elei-
ces porque conhece os seus freguezes; mas
este velho conhece a todos; logo a mesina cou-
sa (risadas). No Rio Formoso as eleices nao
forao presididas pelo juiz de paz, o povo procla-
mou um juiz de paz, que foi quem assistio a es-
tas eleii-'s ; no Bonito roubou-se a urna ; em
S. Antonio nao houve propriamente eleices, os
cabalistas levro as algibeiras e os chapeos peja-
dosde cdulas, eas despejarlo na urna ; cons-
ta-meque, tondo-se quebrado um banco na i-
greja, causou isto algum motim; e distrahida a
ottencao dos membros da meza, e que entao una
personagem despejou um chapeo cheio de cdu-
las dentro da urna, e quando as despejava, gri-
tava todo o barulho la por fora, isto aqui
jnviolavel e sagrado (risadas) : todas essas
jiullidades provinho dasinstrueces de 182i ,
mas o que digo que esses fados no forao tra-
zidos ao conhecimento da casa : essas eleices
nao soffrerao a tacha de nullas e violentas, en-
tretanto que asdel8V2 forao aecusadas pelos
nobres deputados, sendo alias evidentemente re-
gulares.
O Sr. Urbano : Quem era o presidente da
provincicem 18V0? Nao era o Sr. Barao?
O Sr. Nabuco : Mas o nobre deputado foi
inesmo quem disse neste recinto que o pensa-
incnto que presidio a esus e'iuiyGus fui a liber-
dade que esse tinha sido o pensamento da ad-
ministracao de Pernambuco.
O Sr. Urbano : N'o disse isto.
O Sr. Nabuco : Se eu compulsasse os jor-
naes desse anno acharia o discurso em que o
nobre deputaJo disse que a administradlo nao
interveio as eleices, que este pensamento do-
minara nessas eleices.
O Sr. Urbano : Disse que reservara a mi-
nha opinio sobre certos collegios para occasiao
competente.
O Sr. Nabuco: Diria isto, mas disse tam-
bem o (|ue eu disse : tratarei agora particular-
mente do requerimento.
O Sr. Urbano : Pois agora que rai para
o requerimento?
O Sr. Presidente:Ordem : os nobres de-
putados faco o favor de nao continuar com os
apartes.
O .Sr. Nabuco : Sim vou agora para o
actodo requerimento; os nobres depulailos di-
vagirao eu os acompanhei, nao fiz senao isto.
Os nobres deputados aecusao o nobre Barao por
nao ter dado todas as providencias em ordem a
evitar o criine horroroso perpetrado no engciiho
Gcnipapo, entretanto todas as pecas officiaes nos
convencem de que elle fe/, o que estava ao scu
alcance.
O Sr. N. Machado : Nao apoiado.
0(r \ /.i..... l?n- :..ii ,l .... -., i
?. .'iHua^i/. um juiiu n umO passaao
foi brbaramente issassinado o Sr. Pedro Uchoa
Cavalcanti de Albuquerqae, tenente-coronel de
guardas nacionaes, delegado supplente do Rio
Formoso cidadao que. nnr ij virtudes, reu-
ua as sympathiiis dos moradores da sua comar-
ca e de todos que o conhecio chefe de urna
numerosa familia : este brbaro assassinato foi
logo attribuido a Antonio Francisco, que, como
se disse via no Sr. Pedro Ucha um embaraeo
para que elle infiuisse as eleices que se appro-
ximavo, era de receiar a vinganca da numerosa
familia do infeliz assassinado, e Antonio Fran-
cisco, temendo por sua existencia, retirou-se pa-
ra o Cear, e l se conservou at que nao sei
por que motivos, voltou para o seu engenho Ge-
nipapo; que imprudencia O presidento da pro-
vincia saliendo dasuachegada e prevendo as
vingancas que poderiao apparecer, no mesmo dia
em que teve a noticia deu as providencias que
cabiao as suas attribuices: dirigi ao com-
mandante do destacamento de Serinhaem o of-
ficio quo vou ler :
Do secretario da provincia ao terceiro com-
mandante do corpo de polica Manoel Pedro do
Souza, commandanle do destacamento de Seri-
nhaem prevenindo-o, de ordem do Ex.m0 pre-
sidente da provincia, para, com o destacamento
de seu commando, impedir que fosse invadido o
engenho Cenipapo pelos inimigos do seu pro-
pietario Antonio Francisco do Reg Barros ,
que a elle chegira no dia 2, com 20 homens ar-
mados, em consequencia do que constava pre-
tenderen! ataca-lo com intervencao do delegado
supplente, a que se pozesse em attitude de man-
ter a segu ranea publica obstando a qualquer
invasao que se pretendesse fazer no dito enge-
nho, e a que delle sahissem grupos armados para
excrcerem represalias, fazendo dissolver todo e
qualquer ajuntamento armado que apparecesse
as rizinhancas do referido engenho pro ou con-
tra. E que esta mesma determinadlo parlicipas-
seaocommandante do destacamento de polica
do Rio Formoso.
Nao foi s esta a nica providencia ; mandou
logo ocapilaoMiguel Affonso com vinte homens
de cavallaria, detcrminando-lhe que marchasse
com toda a celerdade afim de que chegasse no
mesmo dia; ordenou ao chefe de polica que
partan para Serinhaem ; nomcou para delega-
do do Rio Formoso ao tenente-coronel Domin-
gos Alfonso de Capone; emfim, que outras pro-
videncias daria o presidente para evitar esse cri-
me atroz? Nao officiou aocommandante do des-
tacamento pelo modo terminante que consta do
offiuio que li? Nao mandou um destacamento de
20 pracas de cavallaria ?
O Sr. Urbano:Infelizmente chegou tarde.
O Sr. Nabuco: E bom que o nobre depu-
tado confessa que por nfelicidade chegou tarde,
ou quer o nobre deputado tornar o presidente
responsavel pela tardanca do oflicial ? Se houve
culpa oi desse official.
O Sr. Urbano : Esse official merece todos
os elogios.
O Sr. Nabuco : Fosse ou n3o justo o mo-
tivo da tardanca o que certo que dalii nao
vem culpa ao nobre Barao, o official que se de-
morou em caminho
O Sr. Urbano : Eu mostrarei porque.
O Sr. Nabuco : Nao me encarrego de de-
fender o delegado supplente, ja um nobre de-
putado preencheu bem essa tarefa, e o Diario
Noro que 6 folha da f dos nobres deputados,
tambem defende a esse delegado. Nao sei por-
tanto que providencias alm dessas que referi po-
da o presidente dar!
O Sr. N. Machado : Leia o officio do of-
ficial.
O Sr. Nabuco : O que diz este officio ?
Compromette ao delegado supplente ; mas mes-
mo vista desse officio ainda faco bom conceito
desse delegado; commetteria alguma impruden-
cia, mas nao teveparticipadlo nessedelictoatroz;
a morte do .Sr. Antonio Francisco foi so devida
A nfelicidade da tardanca do official mas todas
as providencias que o presidente podia dar deu
opportunamcnte e logo que a noticia Ihe che-
gou de se adiar Antonio Francisco em seu en-
genho.
Mas cumpre agora que cu prove cmara qual
a conducta do nobre Barao depois que o delicio
foi perpetrado. Saliendo que o crime, nao obs-
tante as suas providencias foi perpetrado, di-
rigi ao chefe de polica o officio que vou ler :
III.mo Sr. Accuso a recepcao do officio de
V. S. de 8 do corrente, em que participa o as-
sassinato de Antonio Francisco do Reg Barros,
senhor do engenho Cenipapo perpetrado pela
forca armada que ali deixou o delegado, de-
pois de ter desarmado o mesmo proprietario e Ihe
assegurado que nao sera offenddo; assim como
que este attenlado tivera lugar as 4 horas da tar-
de i|e 7, poucos momentos antes da chegada da
forca de cavallaria, que daqui parti na noile de
(i. I'oi muito sensivel presidencia este facto
horroroso, c ainda mais que a policia u nao e-
vitasse depois de se terem expedido a tempo as
ordens precisas para ser embaracada a ex-ecucao
prindo porlantoquc Y. S. informe a parte que
em tao revoltante delicio tivero os empregados
de policia e mui principalmenle se o primeiro
romm2r;Jr,ritc ugud Affcnso Ferreira :!;:i\uu
de enipregar a celeridade que Ihe foi recommen-
dada em sua marcha para evitar este crme e
se o terceiro commandante Manoel Pedro de
Souza nao recebeu a 6 do corrento a ordem des-
ta presidencia expedida pela secretaria para
com o destacamento do seu commando oppflr-
se invasao que os inimigos do dito Antonio
Francisco, auxiliados pelas autoridades policiaes,
projectavao fazer no engenho Gcnipapo, e par-
ticipar esta mesmadctcrminacaoao'jommandan-
te do destacamento da villa do RioFormozo. In -
clusa achara V. S a portara do demissao dada
ao primeiro supplente do delegado o bacharel Pe-
dro Gaudiano Ratcs para a fazer executar, c
chamar ao exercicio desteemprego o terceiro sup-
plente coronel Gaspar de Menezes Vaseoncellos
Drumond at que haja delegado em effectivi-
dade. E espera a presidencia que V. S. empre-
gue toda a energa e prudencia para restabelecer
o socego destes lugares e descobrir todos os au-
tores e cmplices deste escandaloso crime.
Nao s o Baro da Boa-Vista demettio ao de-
legado supplente desse emprego como tambem
de subdelegado de Agua Preta, como consta do
officio que vou ler.
Os Srs. Urbano e NuneMachado'.A bom
tempo.
OSr. Nabuco : Sim a bom tempo que
antes nao havia motivo plausivci: Ao che-
fe de policia interino, scicntGooudo-o de ter
demittido em consequencia da sua informa-
cao ao bacharel Pedro Gaudino do Rates e
Silva do lugar de subdelegado da freguezia de
Agua Preta ; e rccommemlandolhe que faca o
constar ao dito bacharel para que cense de exer-
ccr as funcces do dito lugar. O Barflio da
Boa-vista portanto como consta dessos efficios
que li nao stem dado todas as providencias
para conheccra razao por que suas ordens, ten-
dentes a evitar o assassinio n8o for3o cm-
prdas como tambem demittio ao delegado
supplente desse emprego e de subdelegado de
Agua Preta,e tambem ao subdelegado supplen-
te de Serinhaem Gaspar de Ucha Cavalcanti.
O Sr. N. Machado : A bom ternpo.
O Sr. Nabuco : Antes teria sido se por
ventura alguem se tivesse querido encarregar
desse emprego difficil ainda mesmo boje con-
tina a repugnancia de aceitar esse emprego e
apezar de tudo o presidente demittio o Sr. Gas-
par mesmo sem dar Ihe substituto; obser-
vem ainda os nobres deputados que o Sr. Gas-
par nao era o subelegado de Serinhaem mas o
5. snpplcnto.
Tratarei agora das providencias que o presi-
dente deu logo depois que apparecerao os pri-
meiros assassinios do Rio Formoso : quando
foi assassinado o infeliz Pedro Uchoa o pre-
sidente conheeendo o desespero de que se a-
pork'rou a familia desse infeliz digno por suas
virtudes do melhor sorte prevendo que urna
grande vinganca appareceria deu as provi len-
cias que estavSo ao seu alcance para evita-las :
mandou um destacamento para o Rio Formoso
e outro para Serinhaem os quaes ahi perma-
necerao sempre.
O Sr. Urbano : As ordens d subdele-
gado.
OSr. Nabuco : Posso assegurar ao nobre
deputado que esses destacamentos eslavao se
directamente subordinados ao delegado ; e com
inslruccocs para se nao prestarem a qualquer
determinacSo contraria a ordem publica e que
tpndesse a vinganca : quem era o delegado do
Itio Formoso ? lira o fr. Dr. Fernando Allon-
so de Mello juiz municipal.
O Sr. Urbano : Nao estava la.
O Sr. Nabuco : Mas o presidenac se-
gundo me consta, deu a providencia, que cabia
em o seu poder mandou que esse delegado se
rerolhesse a sua comarca para exercer as fun
ces da policia ; o presidente entao nao demit-
tio ao subdelegado de Serinhaem porque, co-
mo ja disse, nao achou urna pessoa que o suhs-
tituisse eentendeu que nao devia deixar a
freguezia sem urna autoridade policial. Fez
mais o presidente nao quiz nomear para o
commando do hatalho nenhum prente dos U-
choas pelo temor das vingancas nem tambem
a alguma das influencias riraes ; nomeou ao
Sr. Domingos Alfonso de Capobe pessoa que
merecia o conceito de imparcial. Determinou
ao chefe de policia que se transportasse ao lugar
do delicto para dar as providencias necessarias ,
e que propozesse alguma pessoa que servisse o
emprego de subdelegado o chefe de policia
nunca propoz e em resultado da sua commis-
sao remetteu um relatorio do qual extrahio o
nobre ex ministro da justica esta passagem im-
portante cuja ieitura a cmara ha de per-
mitir: .
Nada pudecolher diz elle de somelhan-
te inquiriciio mais do que a notoriedade do Tac-
to por ouvird7er nos termos mais genricos
e com urna negativa absoluta de quaesquer cir-
cumstaneias, e ainda mesmo referencias de
ouvido, ficando-mc por isso forcosamerite a con-
vieco de que trahifio a santidade do juramen-
to occuitamin e negando de iodo o modo a
verdade do que sabiao, Nem isso pode admirar
porque conheci estar ali em voga, e ser
mxima geralmentc seguida que ninguem po-
de ser obrigado a jurar a verdade com risco im-
minente da sua propria vida pela certeza com
que so conta da impunidade dos criminosos,
sempre absolvidos pelo tribunal dos jurados
quando se rene e maiormente quando sao
poderosos em cuja conta so devem ter alguns
senhores de engenho eos protegidos por es-
tes qnc a maior parte das vezes se vingao com
assassinatos as testemunhas que contra elles
depem se logo nao sahem da trra para mui-
to longe__Estes assassinatos geralmcnte fal-
lando sao mandados fazer por aquellos pode-
rosos ou perpetrados em seu mandado por
assassinos seus protegidos, para suas emprezas,
a que cham3o vulgarmente -guarda-costas ,
a quem em todo o caso presto todo o asylo,
apoio e a mais decidida proteccao para os con-
servar e com elles o prestigio e respeitq, em
que pretendem ser ditos
Portanto senhores, he innegavelque o pre-
sidente de Pernambuco nao esqueceu urna pro-
videncia que evitasse essa vinganca que appa-
receu contra todas as probabilidades, tanto mais
quanto Antonio Francisco se achava ausente.
Competi ltimamente ao Sr. Pedro Rates o
exeecicio de delegado como 3. supplente, e
nao sendo elle prente dos Uchas conhecido
como cidadao prudente o alheio a essas intrigas
do Rio Formoso no inspirava desconfianza.
Portan.o nenhuma providencia deixou o presi-
dente de dar.
Um nobre deputado por Miuas disse que no
Rio Formoso existia, um juiz de dircito cuja
demissao elle redamava, porque quando me-
nos, o decoro a exiga : n5o sei, Sr. presiden-
4e se nos nao transpomos o nosso dever se-
nao infringimos a nossa missao exigindo aqui
na cmara a demissao de presidentes e a rc-
moco de juizes de direito ; nos assim emba-
racamos o poder competente, e rompemos a
harmona que alias deve de haver entro os po-
deres polticos; porque exigida a remoco do
Sr. Alvaro ? Os juizes de direito nao tem hoje
funcces policiaes como pois pode obrar o Sr.
Alvaro no interesse de seus prrentes ? Ser co-
mo juiz de direito ? Mas o nobre deputado mes-
mo confessou que o Sr. Alvaro era prente em
segundo grao desses individuos comprometti-
dos e por consequencia suspeito conforme a
nossa legis'acao e prohibido de os favorecer :
j tem havido algum recurso para n Sr. Alva-
ro ? ja se Ihe tem requerido algum habeas car-
pas ? por parte dos taes pretendentes ? O Sr.
Alvaro est a abrigo desses respeitos nao s
porque prente c suspeito senao porque tem
muita probidade e nao capaz de approvar
excessos e exigencias llegaos: em fin lora mais.
generoso esperar que o Sr. Alvaro que de-
putado geral tomasse assento nesa casa para
se Ihe dirigirem essas censuras.
O mesmo nobre deputado ao qual me re-
firo nos impoz o preceito de nao revolver as
cinzas de Antonio Francisco ; mas elle revol-
ven as do infeliz Pedro Ucha e Ihe attribuio
fados que elle nunca praticou : cu peco ao no-
bre deputado provas desses fados improprios
do carcter dessa victima da sua virlude e da
indulgencia qnc adquira por suas qualdades.
Um nobre deputado pela mnba provincia .
em urna das sesses passadas disse : que eu
amcacaraao governo se demittisse ao Baro da
Boa-vista: o nobre deputado nao encontrar
isto nos meus discursos ; o que eu d+sse e re-
pito foi que assim como os nobres deputados
tinho o direito de interpretar a opinio da pro-
vincia que representode um modo desfavoravel
a administracao do nobre Baro ; nos lindamos
lambem o direito de interpretar a opinio da
provincia que representamos cm um sentido
muito lisougeiro essa administracao que as-
sim como os nobres deputados se julgavoau-
torisados para ameacar o governo com as con-
sequencias da conservaco do nobre Baro;
nos tambem podamos ameacar o governo com
as consequencias da demissao do nobre Baro :
mas accrcscentei que este direito que exercia-
mos era inconveniente ordem publica ; em-
haracava ao poder competente ; que s devia-
mos exibir as aecusaces c apresentar asdelc-
sas e deixar o governo obrar 1\ remente ; a-
penas usei da mesrna linguagem de que se scr-
virao os nobres deputados nao ameacei.
Um nobre deputado pela Parahjba c outro
por MinrsGeraes lancaro algumas insinuaces
desairosas ao nobre Baro de Suassuna e fal-
tara a um dever sagrado se nao levantasse a voz
em prol do meu amigo desse distinelo cida-
dao ? Senhores nos oslamos desacreditando o
systema representativo (apoiados)l Como c
que nos tornamos este recinto sagrado das leis
o campo da maledicencia e da calumnia,
tanto mais terrivcl quanto nos dirigimos aquel-
los que eslo ausentes, e que se nao podem de-
fender ? {spoiados.) Senhores, nao de-
venios abusar desles assCntos e da irresponsabi-
iidadoquea iei nos concedeu atim u*
cernios as nossas augustas func?es. Senhores,
I


a>osieao social do nobre BarSo de Snassuna missaodc fasoida eon
suas virtudas, repeliera essa insinuaeao essa '
calumnia atroz; oque 6 qne se quer provar
com esse facto da nomcarao do major do es-
quadro ? Esse fado nada explica. A voz que
indigitava a esse major como assassino era a
mesma que calumniosamente indigitava ao Ba-
rao de Suassuna como mandante ; o esse va-
rio Ilustre que forte de sua consciencia co-
nheciaa calumnia que o feria tirava dah'i ar-
gumentos para pensar que o outro accusado era
tambem victima do mosmo mal, eo nomeou
para esse cargo.
Sr. presidente um dos deputados da miaba
provincia em urna parte fallou de urna so-
ciedade serreta arbolecida em Pernambuco
pelo Barao da Boa-vista oqui estilo os estatu-
tos dessa sociedade que nao poltica nem se-
creta eu lerei cmara o dous primeiros ar-
tigosdesses estatuios:
Art. 1. A Sociedade dos Melhoramcntos
Industriaes tem por fim o desenvolvimento da
prospcridade material da provincia.
Art. 2. Os meios de acco da sociedade
sao :
1. Oestudo, discussao e propagacao das
ideas ou dos projectos tendentes aos lins da so-
eiedade.
2. A realisacao pratica daquellas ideas ou
projectos que Ihe parecerem dignos quer seja
pelo emprego directo do recursos pecuniarios d;i
sociedade, quer pela acciio indirecta de capi-
tacs albeios administrados pela sociedade ou
por companhias creadas sol) suas influencia.
Senhores, eis os estatutos dessa sociedad,
iqual perteneci todos os credos polticos da mi-
aba provincia ; eu ten lio a honra de ser socio
dclla e os mesmos nohres deputados que a ac-
cusacao forao propostos c approvados para so
cios se bem me lemhra.
Sr. presidente a hora est muito adianta-
da acho-mefatigado concluo votando pelo
requerimento o pelas emendas.
que se possa com urgencia ao Exm. Presidente
da provincia os orcametitos das div reas obras,
e estradas, que ainda nao Ibriio arremattadas
especialmente o calamento d.is aras na estra-
da de Santo A nio ebum assim das obras a
aser as estradas do norte o sul de que trata
o orcamento approsontado para dellesdaro (eu
parecer apoiado e approvado. Entrn em pri-
meira discussao o projocto n. -2 oeste anuo e
foirejeitado, Entiouem primeira discussao o
project >n. 13 de 18-1 e velo a mesa o seguin-
te requerimento do Sr. Pereira de Britu: ro-
queta o addiamento do projecto em discussao ,
o qual ficou addiado por nao haver casa, levan-
tando por isso o Sr. presidente a sessao, e dan-
do para ordem do dia primeira discussao dos
projectos nmeros 3, e 5 deste anno 3.a das
posturas deGoianna econtinuacao da de boje,
Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquer-
que Lcenla vice-presidente Francisco Jo,],,
Carneiro da Cunha l. secretarioAntonio Jos?
de Oliveira 2." secretario
(ende que se dcve remover os obstculos, que (ciados deviio perders despezas coro a ilu-
di lugar que se nao tire dolas o proveito de-! presso dos buhles &c Mostra que o [irojecto
sejado. Para isto enlendeo que devia apre-vae ferir um artigo da Constituico, como dis-
senta o projecto em discussao, favor d'aquel-l se, fazendo com que a lei toaba eflfeito retroa-
les beneficiados, que mais necessito, Mostra ctivo concilio, que nao lia principio em que
se possa doscobrf a coiisieneia do projecto. O
Sr. Di', Custodio mostra que elle nao quer a rc-
vogacfio ilas leis. que concederao loteras ,
Resumo dos dbales da sesso de 13.
Depois de approvada a Acta da Sesso an-
tecedente e accusado o expediente, veioa
mesa o requerimento que na mesma Ada se
10, acerca do ordenado do Padre Goncalo:
foi approvado. \ ci outro do Sr. Neto acerca
dos contractos de dizimos ao qual o Sr. I)r.
Brito mandou urna emenda addtiva que jus-
ificou. O requerimento e o emenda forBoap-
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acta da \\.*sessoordinaria da Assemlila Le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 15 di-
narco de 1843.
Presidencia do Sr. Paula Lacerda.
Feita a chamada acharao-se presents 20
Srs. deputados, faltando sem participaciio os
Srs. Pedro Cavalcanti, Domingue?, Machado
Ros, Carneiro da Ctinha Manoel Cavalcanti,
Barros Cavalcanti, Lopes Cama, Jos Bento ,
padre Faria, e Mello. O Sr. presidente decla-
ren aberra a sessao; foi bda e approvada a acta
da antecedente.
EXPEBIENTR.
Um requerimento do padre Jos Flix Perei-
ra lasendover. que nSo podendo receher a
sua congrua por ter sido supprimida em virtu-
de do artigo 18 da lei do orcamento do presen-
te anno linanceiro pede a esta asssembla,
que Ihe mande pagar os sc-us vencimenlos vis-
to pertencer a sua freguesia ao territorio desta
provincia e nao ao da Parahyba : commis-
sao deestatistica. O Sr. Oliveira requerco, que
a commissao de inslrurcao publica redusa a pro-
jecto o parecer que deo o anno passado e
lo i approvado considerando o reverendo Jos
Goncalo lente jubilado do lyco desta cidade ,
eom direito ao ordenado annual de 6008 reis ,
approvado. OSr. Netorequcreo que se pessa
aogoverno, digo ao Exm. Presidente da pro-
vincia a relocao dos arremattantes dos contrac-
tos provinciaes, queseacho atrasados nos res-
pectivos pagamentos com individuaca da ori-
gen) das dividas edas pocas, em que se ven-
cerao as competentes prestaces; approvado
conjuntamente com a seguinte emenda additiva
doSr. Pereira doBrito accrcscente-se ao re-
querimento do Sr. Neto, o dos administrado-
res dos mesmos disimos. Teve lugar a leitura do
projecto do orcamento provincial pelo Sr. Lo-
bo Jnior appoiado e julgado objecto de defi-
bcracao.
ORDEM DO DIA.
Entrou em discussao o projecto n. 21 addia-
do na sessao antecedente pela hora. O Sr. Neto
mandou mesa o seguinte requerimento:re-
queiro que se solicite o parecer do Exm. Or-
dinario cerca da suppresso da freguesia de
Barreiros, e se Ihe pergunte, se nella ha vigario
collado, addiada entretanto a discussao do pro-
jecto apoiado, e approvada
Entrou em primeira discussao o projecto n.
22, eveio mesa o seguinte requerimento do
Sr. Neto : requeiro o addiamento da discus-
sao do projecto n. 22 de 1812 at que a com-
missao de constituico d o seu parecer cerca
dos estatutos do Seminario de Olinda apoiado
e approvado. Entrou em primeira discussao o
projecto n. 25 do anno passado e vcio a mesa
o seguinte requerimento do Sr. Alvaro :re-
queiro, que tiqueo projecto addiado al (pa-
se ache prsenlo o seu autor, e como nao esti-
vesse conforme com o regiment da casa o seu
autor efoi iiiu-g pela mancira seguinte: nao
etcedendode um me/ este addiamento apoia-
do o approvado. Entrou em primeira discussio
o projecto n. I deste anno, e foi rejeitado. Velo
a DMMQm requerimento da commissio de fa-
provados. OSr. Lobo Jnior le o projecto de
lei do orcamento oflereoido pela respectiva
Como), de que elle membro: foi julgado ma-
teria de deliberaco e imprimir. Passan-
do-se a ordem do da entrou em discussao o
rojee to n. 21 do anno passado, que ficou adia-
mais, que ueste caso se acho o Theatro a
Igreja do l.ivramento a Matriz da Boa-vista ,
cujas obras estilo quos parausadas pelo emba-
race do 'andamento das loteras rsped ivas
massim qu se suqiendao por curto lempo: que
motivado pelas entras. Que oslas considera-1 por isto nenliuin prejui.o SO causa as rendas da
oes, e o haver lembrado o Exm. Presidente! I'azenda : que nao sabe que voio o di/er-so
oin seo relatono csteobjeilo o levanto a apre-
sontar o projecto dito que julga de milita ne-
essidade. OSr. !>r. Brito, vota contra: pri-
meiro porque nao sabe se a Assenibla Provin-
cial pode Suspender as suas leis sendo que
nao tem duvida que as pode revdgar : segun-
do porque nao aeha justiea na preferencia, que
se quer dar i urnas loteras sobre outras, que
sfio de grande mister como as concedidas para
a Igreja do Guadeliipe de Olinda e S. Pedro
Marlvr. Que a rasa o mais forte que deo o
A. do projecto foi ser leinbranca do E\m.
Presidenta O Sr. Dr. Custodio nao foi tal.
OSr. !)r. Brito continuando diz que o pro-
jecto em discussao inexequivol. Mostra, que
tendo a Assemlila pezado em sua sabedoria as
rasos para aconeesso de loteras, nao (leve a-
gora determinar a suspensao dolla8. Conclue,
que nao descobre conveniencia no projecto: vo-
la contra elle. O Sr. Dr. Neto declara que
nao dexa do inclinar-so pelo projecto em dis-
cussao ; mas que tem embaraeos, dos quaes es-
pera que o tirar oseo A. Mostra que tai-
vez nao fique muito airosa Assenibla asus-
pensiio das leis pelas quaes se coneederao al-
gumas loteras, depois de ter ella pozado as ra-
lo na sessio antecedente. O Sr. Dr. chda ses de conveniencia para as conceder. Diz
.avalcanli diz que nossa sessao pedio a palavra, qQQ 0s obstculos que agora se lembrao no
c
para poder conhecer a neeessidade da disposicSo
contida no projecto, e assim dar um voto se-
guro. Convida aos Srs. doputados quesoube-
iviii dessa neeessidade para declaral-a. O Sr.
Dr. Neto mandou o requerrmento que consta
da Acta
Kxm
enlcnde que na creacio de urna freguesia si
deve ouvir o Exm. Ordinario mas nao quan-
do se trata da supressao. Julga que essa fre-
guezia de que se oceupa o'requerimento tem
um Vigario Collado. Conclue, que o reque-
rimento nenhuma utilidade offereee. OSr. Dr.
Brito vola por este, e diz que segundo Ihe cons-
ta na fregue/.ia nao ha Vigario Collado : que
juo os onstacuios q
andamento dessas loteras nao cabem ser apon-
lados porque j o forao quando se discut
rao as ditas leis, e como nao legtimos, forao
lesprezados. Que a raso da neeessidade de
onlinuar a obra do Theatro, milita para nao
ota para se ouvir sobre o projecto dito, ao licarem suspensas as loteras, que eslao fra la
.Ordinario. OSr. Dr. Ce boa Cavalcanti excepcSo do projecto, como a da Igreja de Goa-
delupe de Olinda, que a niio ser logo acodilla
com obras, que se primipiarao, vira abaixo,
segundo consta de urna vsloria que nessa I-
greja se procodeo. Combate a preferencia en-
tre as mesmas Igrejas.. Se a memoria nos niio
falla o Sr. Dr. Noto disso que a rasilo do
projecto pareca ser a lembianca do Exm. Pre-
sidente da Provincia. O Sr. Dr. Custodio. J
to boa que nnguern para l quer hir. O disso, que niio foi por isto s. O Sr. Dr. Ne-
Sr. Dr. Noto declara a rasao do seo requeri-
mento : mostra que so d a mesma rasao para
se ouvir o Ordinario na creado do urna fre-
guesia que na supressao. Que o Sr. Dr U-
cboa Cavalcanti nao afirma que exista na fro-
guozia um \ igario: na duvida deseja informa-
coes ; e assim que nao desnecossaro o seo re-
querimento. Diz que se pedindo (jilas infor-
maeocs vai a casa do acord com os preceden-
tes estebelecidos em taescasos. I'nda a dis-
(iissilo foi approvado o requerimento
Entrou om primeira discussao o projecto n. 22
do anno passado. O Sr. Dr. Netorequcreo ada-
meato ate que a Comm. de nstrueao publica
d o seo parecer sobre os Estatutos das Aulas
Thoologicas do Seminario de Olinda : foi ap-
provado o requerimento. Entrou igual mente
em primeira discussao o projecto n. 2o do anno
passado. O Sr. Dr. Sousa Liao sent que o
A. do projeclo nao esteja na casa para dar as
rasos de conveniencia, e transferencia da Matriz
de Maranguape para a capolla de N. Sr.'do
O' de Pao Amarello ; entretanto como tem ra-
sos para votar contra o faz. O Sr. Dr. U-
cha Cavalcanti requer addiamento ate que
chegue o A. do projecto. O Sr. Dr. Neto en-
tende, que o requerimento nao est de confor-
midade com o regiment da casa que prohibe
addiamento indefinito o qual parece contero
mosmo requerimento. O Sr. Dr. Uchoa Ca-
valcanti ontende que nao ha addiamento, de
que falla o seo collega ; entretanto quer tirar
alguma duvida que por ventura appareca ,
com o requerimento que faz para o addia-
mento dito nao exceder de um mez : foi ap-
provado.
Entrou depois em discussao o projecto n. 1
deste anno concodondo loterias irmandade do
Rozario dos homens prelosde Olinda : sem de-
bate foi regeitado e so 3 votos teve favor
l.eo-se um requerimento da Commissao de or-
camento, para que se possa com urgencia o que
da Acta so v : foi sem debate approvado. En-
trou em discussao o projecto n. 2 deste anno ,
que suspende algumas loteras. OSr. Dr. Cus-
todio A. dosso projeclo diz quo quando o
oflereceo teve occasito de fazer algumas refle-
KSes acerca da neeessidade de sua approvacao ,
rezervando-se no mais para quando tivesse do
sor impugnado o que na occasiSo bia fasor.
Moslra que quando a Assemlila conceden lo-
terias tcvecm vistosa neeessidade das beneficia-
da-. : entretanto, como algumas destas solT/em
que o projocto inconstitucional o o lcito
ivtrocativo.
<) Sr. Dr. Neto diz, que o Sr. Dr. Custodio en-
ten leo que elle quz zoiiibetoar do seu projec-
to mas que nao ha ra'o para suppor tal por-
que nem elle e nem ossuus collegas costumao
combar daquellas materias: que so o projecto
f'isse digno le /.ombaria elle o nao combateria,
o da inesnia forma o Sr. Doutor Brito. Pede
que o A. do projecto dito declare em que
aohou a ofleaea pois est nrompto so esto*
liouve (lar-lhe todas as satisfacoes mostra,
que a razSode neeessidade om que se funda-
rn as leis cuja suspensao se pede prova con-
tra o projecto: conclue volando contra este.
OSr. Dr. Custodio quor explicar-se mas
principiando a laljar o Sr. Presidente da Assem-
bladiz queelle est respondendo aos argumen-
tos contrarios o que na oecasiao, avista do Re-
giment, noadmissivel: em consequenciadis-
se o Sr. Dr. Custodio nao conlinuou : O pro-
jecto foi regeitado.
Entrn em dicusso finalmente o projecto N.
13 de 18U elevando freguezia a capel la
curada do N. Senbora da Concoco de Bebiri-
be. O Sr. Dr. Brilo requer adiamanto por 3
das. Reconhoeendo-se nao haver casa e es-
tando dar a hora levantou-se a Sessao.
onda, e orcamento, queco segumie:Acom-; dainnos e projuizos com as outras loterias, en-
ERRATAS.
No artigo ssResumo dos debales da sesso do
dia H =: publicados no Diario do hontem ,
leia-se na falla do Sr. Jos Pedro = que deve
su hir dos cofres ironnciars $c. = e nao como
foi impresso ~ que sem sa/ur c. = Na falla
do Sr. Dr. Mondes, leia-se : = que negu a
consequencias Me, o nao -u que negou c. =
(^)uasi no fim loia-so = da qual ainaa fica
resto f$c. em lugar das palavras = do qual
ainda \c.
Correspondencias.
Srs. Redactores = Tendo confiado ao Snr.
Director do Collegio Santa Cruz a educacao do
Irez filhos meos o visitando por vtves aquello
Collegio coabeco que os alumnos sao ali bem
tractados e melhordo quecm muilos Collegios
da Europa principalmente naquelles em que
estivo; conhoco tambem que anda se conser-
va a mesma liinpeza que houve no principio ,
que oSr. Director trata a todos com muita de-
licadeza ecivilidade ; que be inteiramenle fal-
ca a informal ao que o malulo interessado diz ,
na sua correspondencia que vem no Diario No-
vo de H do correte Ihu derao relativamente
a aquello Collegio. Sendo eu o nico fiscal da
educacao dos meos filhos nao os conservara,
em um ostabelecimento aonde fssem mal trata-
dos o nao se Ibes desse aquel/a educacao ne-
i ossaria para algiini dia podorem ser uteis a si
n Patria e urna vez que pora iso dispendo
conforme as miabas posses, entao entregara a
oulros nios'rosquojulgassc mais aptos, e inelhor
os tralassa-sem
Queiro Srs. RR. cm abono da verdade pu-
blicar no seo Diario estas linhas com o que mui-
lo obrigar. o ao seu assignante Jos Libanio
de Soma.
fo entao se nao foi por islo s foi por isto
tambem. OSr. Dr. Custodio mas esta rasao
me nao deshonrosa. O Sr. Dr. Neto en Ion-
de quo nao, de corto. OSr. Dr. Custodio
para que pois se falla tanto nella O Sr. Dr.
Neto diz que pela primeira voz tocn nisto ,
sondo ipie o seo collega oSr. Dr. Brito fura
quoni antes havia fallado. OSr. Dr. Brito per
acoi 'ens. O Sr Dr. Neto concluio que tom
os embaraeos, quo apontou para votar pelo
projeclo, e espora entao pelas rasos do A.
O Sr. Dr. ICba Cavalcanti vota contra: diz
que tom votado sempre contra todas as loteras;
o quo sondo ollas boje inexoqiiiveis, como so
diz. nao podo approvar o projecto rom que
se pretende remover os embaraeos quo eneon -
tifio no seo andamento. O Sr. Dr. Custodio
onlondc que quisorao rodcularisar a sua lem-
branca: entretanto julga, que assim como elle
respoila a opniiio dos Srs. doputados, assim a
sua deve do sor rospeitada ; e nunca se (leve dar
um sgnal de monos prezo.
Insisto na neeessidade das medidas propostas
no projecto om discussao : diz quo se a Assem-
hla concodeo loterias attendondo a neeessidade
daquellcsa quem as deo porque nao remediar
o mal quo aos mais precisados tom appareci-
do. E so esse mal consiste na multiplicidade
das loterias como as nao suspender ? Res-
pondo aos argumentos contrarios: ontende que
as Assemblas Provinciaes podem suspender as
suas leis, o vota polo projecto. OSr. Dr. Bri-
lo diz, que desiobrio depois que o seorollega,
Dr. Custodio fallou que o projocto he in-
constitucional o que fere um Art. d;i Consti-
tuico do imperio. Inconstitucional porqne
com ello so vai ferir as rendas geraes. Mostra ,
que concedidas as loterias os respectivos por
ceios sao logo considerados rendas geraes e
com ellos se conta na receita goral ; assim como
tambem considerado o sello que com a pu-
blicarlo dos bilhetes se paga. Assim que se
ofende as rondas geraes ; e fica patente a in-
constitucionalidade do projecto.
Fallando contra a preferencia que este d al-
gumas loterias como as do Theatro elle di/ AllAnOCiTci .
que se podeara suspender oslas, o faria : nao ,. .. .
ontende que se devio conceder taos loterias Rudimento do d.a 1G.......
mais urna prestecSn memal do 2:000g000 rs. Desrarreaso hnjell.
Diz que nao sabe coaio se pode ir procurar o Escuna 5. Mary taboado.
haver na Tbesouraria o dinbeiro do sello ( ere- i Barca James Stwart bacalho.
ni.is que f" isto ) : que aascera dahi um con-, Briguc Asi rea sal.
Hilo de urisdic8o entre a I hesouraria Gcral e Brigue 'Leonoldn carvan.
a Provincial, Nao pode admitir que os bene-j .
Srs. Redactores. Vendo no Diario novo n.*
9 umeommunicado, em que son atrozmen-
te aggredido resolv a principio responder-lbo
pelo prelo ; porm ponderando depois quam
desigual seria a lucia, por ter de entrar em cam-
po com um mascando tomei finalmente a re-
solucao de chamar perante o competente tribu-
nal a um tal aggressor. O resultado era em
lempo patenteado ao respoitavel publico sensatos
Entretanto rogo-Ibes o obzequio Srs, Re-
dactores de publicaren! em seu jornal estas
poucas palavras que escreveu
O seu aHento venerador e criado
U director do collegio Santa Crux.
COMMERCIO.
3:9208272


Uovimento do Porto.
Navios saludos no dia 15.
Fundiou no lamciro para acabar de carregar,
o brigue dinaimrqucz Nordem.
Trieste ; barca austraca Sollicito Bocchus ,
capito Marco Raduhide ; carga assucar.
Avisos martimos.
Para o Havre, o brigue francez Armori-
que pretenda sabir deste porto no dia 12 de
abril; qucm nclle quizer carregar, ou hir de
passagem dirija-se aos consignatarios Bolli &
Chavannes ra da Cruz n. 40.
= Para o Porto segu viagam com a maior
brcvidade possivel, por ter parte de seu carre-
gamento prompto a ligeira barca Portugucza
Espirito Santo capito Antonio Guimaraes
da Silva ; quem na mesma quizer carregar ,
ou ir de passagem para o que tem expelientes
commodos dirija-se a ra estreita do Ro-
zario, n. 13.
Leiles.
O leilo annunciado da esplendida mobi-
lia eoutros artigos, no 1. andar da casa da
ra das Cruzas n. 18 bairro de S. Antonio ,
fica transferido por causa da chuva paraSe-
gunda-feira 20 do corrente s 10 horas da ma-
nh cm ponto se o tcmpo assim o pormittir.
Leilodeuma porcao de barrizinhos, de
carne de vaca salgada, de muito boa qu'ilidadc,
e propria para familias ; no caes da alfandega
defronte do armazern dos Srs. Das & Ferreira ,
sexta feira 17 do corrente.
Avisos diversos.
S
O PAISANO N. 7.
Amo hontem e est venda.
= Roga-se ao Sr. Domingos Joze Barboza
o obsequio de se dirigir a ra da Cruz n. 48 ,
a negocio de seu interesse.
= A pessoa a quem for offerecido um pa-
pagaio muito fallador que foi furtado de um
corredor da casa do Exm. Senador Manoel de
Carvalho na ra do Collegio n. 15 diri-
ja-se a mosma casa, no segundo andar que
6er recompensado.
= Precisa-se do 100,000 rs. a juros, dan-
do se por seguranca urna morada de casa sita
na ra da Casa Forte e desembrassada a
qual tem duas salas 2 quartos, grande quin-
tal e ronde mensalmenle 4000 rs.; o tambem
se vende : na ra do CalJereiro n. 76.
- Desaparicco do trapicho da lundigo da
ra da Aurora na manhaa de 15 do corrente ,
um batelaozinho forrado de cobre do fundo
chato supponhe-se ter hido com a mar
quem o levar a mesma fundico ser recom-
pensado.
-O senhor que annunciou ter uns brincos
para vender : dirija-se a ra da Flores
D. 11.
Aluga-se urna canoa que carregue 800 a
1:000 tijolos de alvenaria ; tiio bem se aluga
um sitio na estrada do Rozarinho com pasto pa-
ra vaccas baixas, e bastantes arvoredos de
frutos boa casa de sobrado e to bem ven-
de-se ou troca-se por urna casa pequea : na
ra da Conceico da Boa-vista n. 20.
- Jos Filiciano Pereira de Lira piecisa-se
saber aonde mora a Sra. D. Leonarda de tal,
filha do sr. Manoel Francisco de Mello e
6eu marido e o sr. Antonio de tal que a 5 ou
a 6 mezes viero de Bengalas para esta praca :
queirao mandar dizer na ra dosQuartcisn. 20.
Precisarse de um pequeo portuguez de
12al6annos, que queira ir ser caixeiro de
urna loja de fazenda em Nazareth do Norte :
na ra dos Quartcis n. 20.
D-se dinheiro a premio, em grandes ,
o pequeas porcoes, sobre pinhores de ouro ,
ou prata ; pausando o muro da Penha no se-
gundo sobrado segundo andar.
__Precisa-se de urna ama de leite : no tra-
vessa da ra da Florintina e agora ra Bella,
casa n. 4.
__ O sol lado do corpo de polica que an-
nunciou ter prendido um escravodc nomeFran-
cisco se for da Costa, baixo, olhos vermelhos,
tullios no rosto com defoito na unha polegar ,
do urna das mos e um signal delalho na ca-
neca pode dirigir-se ra estreita do Rozario
n. 43 no 3. andar, ou na praca da Indepen-
dencia loja n. 3.
Qualquer senhor de engenho ou mes-
tre de loja que precisar de um official de fer-
reiro do obras pretas a meril; annuncie.
Quem precisar de urna ama de leite, pro-
cure na ra dos 'anoe-ru Loco da Lngocta ,
no sobrado n. 6.
D'"-pja-se fallar a Sr.* Clara Maria da
Conceicao negocio de seu interesse queira
"SSUSvisr H M,fl moradia para ser procurada
= Joaquim Cavalcanti de Albuquerque, do
engenho Tametaupe de Flores, declara que
de hojo em diante so assignar Joaquim Ca-
valcanti de Albuquerque e Mello.
<= Robert Fliming subdito Inglez reti-
ra-se para fora da Provincia.
= Adolfo Record retira-se para a Europa.
POZ ANTI-EPILEPTICOS
Preparados segundo Mr. Le Cont Duplessix
Paricau.
= De todas as molestias que afligen) a espe-
cie humana a mais rebelde he sem contra-
dicho a Epilepsia ( vulgarmente conhecida por
gota coral. ) Esta enfermidade em todos os
lempos, ha sido a escolho da medicina, que an-
da Ihe nao ponde achar o menor unitivo. Faz
pois grande servico a humanidade aquello, que
Ihe offerece para combator molestia tao cruel ,
um remedio, que contaja cm seu abono inu
meros resultados felizes nao s na Europa ,
como aqui mesmo em Pernambuco.
Este medicamento extraordinario acaba de
chegar de novo da Franca pelo navio Armo-
rique, e o seu nico deposito he na ra larga
do Rozario botica de Bartholomeo & Ramos.
Ainda est por alugar a casa da ra de
S. Joo em Olinda annunciada no numero
antecedente.
As rodas da Loteria de *\ Pedro Mrtir ,
ando em o dia 22 do corrente ou antes si
assim o permittir a extraccao dos bilhetes que
se achao a venda nos lugares declarados no Dia-
rio de hontem.
Manoel Buarque de Macedo convida os
seus credores a justificaren) suas dividas no in-
ventario, a que vai proceder em seus bens ,
por se haver divorciado ; veja-se o numero an-
tecedente.
Na ra do Mundo "novo n. 5i conti-
nua-sea receber meninaspara ensinar-se sobas
cpndiccoes declaradas no numero antecedente.
A possoa que deseja fallar Claudio
Muinello marcineiro ou piannista, procure-o
na ra de S. Amaro n. 30.
Dinheiro a premio com pinhores de ouro
a dous por cento ,. de cem mil rs. para cima :
na ra do Cthug loja n. 5.
A Commisso Administrativa da socieda-
de Harmonico-Theatral avisa aos socios da
mesma que se dignarao concorrer para em-
prestimo voluntario que se contrahio com o
louvavel e til im de se concluir obra do
theatro de Apollo que hajao de realisar ns
prestacoes, com que assignarao para o mesmo
emprestimo; porque tendo-se de dar princi-
pio immediatamente as obras he necessario
fazer face as despe/as, que se teem dosde logo
a lazer pelo que roga a todos os menciona-
dos socios que se empenhao na conclusao da
obra, hajao de concorrer comas suas presta-
con, entregando-as ao actual thesoureiro o
Sr. Caetano Pereira Goncalves da Cunha na
ra da Cruz n. 43.
- Precisa-sede unta ama capaz de meia
idade, para servico interno de urna casa ho-
nesta de pouca familia dando-se-lhe o sus-
tento e alguma roupa ou mesmo pagando-se-
Ihe conforme o ajuste : na Camboa do Car-
ino n. 13.
Roga-se ao Sr. do engenho Queimadas ,
que, casooescravo que declarou ter em seu
poder tenha os signaes seguintes ; naco Re-
bollo de nome Jacintho de 20 a 22 annos,
bonita ligura pouca barba cor bastante pre-
ta urna marca no peito esquerdo a imitaco de
urna ancora e falla meia discantada remet-
ta-oaseuSr. Manoel Antero do Souva Reis ,
no Beciferua da Guia sobrado de 3 andares
n. 53 que ser generosamente gratificado.
= Offerece so um rapaz brasilero para es-
crever em qualquer casa de negocio gratis, s
para ter pratica de commercio dando fiador
a sua conducta ; quem quizer annuncie.
Da-se bom ordenado ou o terco dos
meros de urna venda a um caixeiro que seja
capaz de (ornar conta della por balanco ; quem
ostiver nestas circunstancias dirija-se a Olin-
da ra do Amparo venda n. 7.
= Jos Joo de Amorim e sua mulher ,
tendo eito pelo cartorio de Orlaos desta cida-
de abstenco absoluta de qualquer heranca ,
que Ihe possa provir pai o coronel Antonio Marques da Costa Soa-
res desde ja previnem aos credores da heran-
ca do dito coronel que os annunciantes nada
mais tem com a dila heranga e que os mesmos
credores se devem dirigir para cobrar suas divi-
das contra aquellos hordeiros que acceitaro
a dita heranca e para evitar qualquer pleito,
ou citacao contra os supplicantcs iazom o pre-
vor de vir em pessoa ao assougue defronte da
cadeia, para receber seu dinheiro e ver o
estado em que se acha a sua casa.
= Joo Vasques retira se para fora do
Imperio.
A p.'ssoa que tem annunciado para com-
prar urna cabra (bixo) que tenha bastante
leite dirija-se ra do Queimado loja n. 14.
A commisso administrativa da sociedade
Terpsicure, partecipa aos senhores socios, que
a reunio em o dia 18 e nao 17 como por en-
gao foi publicado.
= Kabert Fleming subdito inglez, retira-
se para fora do Imperio.
Compras.
=?: Compra se gengibre amarello secco
na praca da Independencia n. 21.
Vendas
em pe as
e em p a
sent annuncio.
= Vendo-se assucar refinado
160 reis a libra, primoira sorte ,
120 rs. segunda sorte, e a 80 reisterceira.'ml
a 80 reis a garrafa o assucar he puro de potas-
sa e cal : no deposito do assucar refinado oa
p do arco de S. Antonio.
= Vende-se um ecravode naco, de 2\
annos, ptimo para todo o servico ; urna es-
crava de 20 annos cose cozinha refina as
sucar, faz varias qualidades de doces; e dous
mulatinhos mui lindos, ptimos para qual-
quer offcio : na ra Direita, n. 43
= Galo largo de ouro do dous canutSes,
dito estreito para devisa de alferes urna peca
de nobreza de seda preta urna dita de sarja
dita cordozinho de quatro quinas para de-
brum do casaca ; um par de adragonas ricas
para tenente: na praca da Independencia ,
loja de Antonio Felippe da Silva n. 21.
Vende-seo Compendio de Rhethorica ,
pelo Padre Marinho, e um Tractado de Moral,
em uingrando volume encademardos, e com
pouco uso : na ra ae Agous verdes n. 42.
Na loja de Carioca & Sette na ra do
Queimado n. 25 vendem-se chapeos pre-
tos francezes da ultima moda.
Vende-se por preciso urna negra de
nacTio de 20 annos de bonita figura, e habi-
lidades: na ra Direita, n. 50, segundo andar.
- Vende-se urna casa no Portoda Madeira ,
em'Bebirihe, feita a trez annos, de laipa, encali
cada e coberta de telha, com duas alcovas ,
sala grande e trez janellas na frente porta e
janella no oito pintadas de verde com ba-
nho junto a casa : na ra da S. Cruz, n. 5i;
na mesma vende-so um relogio de parede ,
com caixa por prego commodo.
V- Vendcm-se facas finas, cabo de balanco,
candieiros raneczes, machinas de aportar ilho-
zes jogo de domin, gales e volantes to-
vas e meias de seda, luvas decarmuca ede al-
godo alamares para batinas linhasde todas
as cores em miadas fortes como retroz, meias
de meninas, oculos de varias qualidades, na-
valhas finas, tezouras finase douradas cae-
tas de dezenho agulhas de enfiar-se fitas de
garca ede setim abotuaduras linas de casaca ,
bicos pretos e braneos ( francezes,) papel pinta-
do tinta preta e encarnada livros em bran-
co ; Poez as ternas e amorozas c mais livros,
tudo por commodo preco : na praca da In-
dependencia, loja de miudezas e encadernacao,
n. 36. Tambem se recebem encadernages de
todas as formas e modellos ; e fazem-se pas-
tas de todas as maneiras e tamanhos para qual-
quer rapartico.
^ ende-se feijo branco em sacas e tam-
boretes com passas por preco commodo : no
caes da Alfandega armazern n. 5.
Vende-se no armazern de Antonio Annes
Jacome Pires gigos com batatas de quarenta
libras cada um pelo preco de mil rs. o gigo.
Vende-se um sobradinho no beco doTrem
em xos proprios livres e desembarazados, para
tratare ver os ttulos fala-se com Victorino
Francisco dos Santos, ruado Rangel, n. 5i ou
com o sr. Filoppe Lopes Neto, na ra Nova am
bos encarregados dcste negocio.
= Vende-se urna negra de bonita figura ,
propria para todo o servico de urna casa sabe
engommar com muita perfeigao, cose chao ,
e cozinha o ordinario de urna casa ; urna negri-
nha de 12 annos sabe fazer lavarinto, cose
toda qualidade de costura : na ra do Crespo,
loja de Antonio da Cunha Soares Guimaraes.
=- Vende-se urna venda com poucos fundos ,
sem alcaide : toa atar com Domingos Pereira
deMendanha.
= Vende-se um negro de 2i annos boni-
lla.
- Vende-se urna escrava moca de 20 annos,
muito boa ligura engommadeira cozinhei-
ra e costureira ; urna dita muito reforgada ,
e lavadeira ; dous moloques de idade de 13
a 14 annos sendo um cabrinba, proprios para
pagens ou olieio ; um preto de todo o servi-
co ; urna mulatinha de 12 annos: na ra do
Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vende-se cevada nova no armazern de
Dias Ferreira delronto do caes da Alfandega
por 1:400 reis a arroba e por menos em por-
coes; e papel de maquina branco no armazern
defronte da escadinha.
= Vende-se um banheiro de amarello e
12 covados de sarja preta portugueza, por preco
commodo : na ra do V gario armazern n. 18.
= Vende-se um cavallo.alazo landrino ,
carregador baixo novo preco commodo :
na ra do Hospicio casa n. 36 das 3 as 6 da
tarde.
Vende-sb um crioulo mogo talhador
de carne e mestre de rede de saunas
ra de S. Rila nova, n. 71.
Vende-se precioso vinho do Porto de 23
annos em caixotes de duas duzias de garrafas :
na praca do Commercio em casa de Domin-
gos Jos Vieira.
Vendem-se barricas para assucar, gran-
des e pequeas : na ra da Cadeia velha, n. 50.
Vende-se taboado de pinho americano de
superior qualidade por preco commodo: na
ra de Apollo -fabrica de Mesquita & Dutra,
Vendem-se 300 saceos de linhagem, 1 ap-.
parelho de cha de porcelana 1 palanquim : no
armazern n. 32 ra do An.orim.
Vendem-se cobre velho, e novo em folha ,
e pregos de bronze em barris e em caixas, 2
cavallos de estribara : na loja do Colombiez ,
n. 2 o 4, ra Nova,
Vonde-se 1 sobrado de 2 andares na
ra da Senzalla nova : na loja n. 41 ra do
Queimado.
- Vende-se 1 barcaga prompta: na venda
n. 11 ra do Encantamento.
Vende-se tezouras de Guimaraes gran-
des : na venda n. 16 ra Direita.
Vende-so chapeos do Chile luvas de pe-
lica branca curcas e compridas para senhora e
ou tros mu tos objectos que se podem ver com
os pregos no Diario antecedente : na loja n. 39,
praca da Independencia.
Acba-se na loja do Sr. Bandeira na ra
do Cabug a grande Aria dos Deposorios de
S. M. o Imperador, expresamente remetida pe-
lo Imprcssor do Rio de Janeiro. Anda qu a
msica desta interessante pega seja brilhante ,
com tudo nao diflicil; ella de um bom es-
tilo e de um effeito muito agradavel. O lin-
do desenlio alegrico do frontespicio foi aberto,
a buril por um joven artista brasileiro eal-
gumas pessoas, que o tem visto encantadas da
perfeicao da obra asseguro, que nao deve te-
mer a comparago de qualquer obra deste ge-
nero, que tem vindo da Europa. Na dita loja
vendem-se bordes de rabeca, e violeta propri-
os para estes dous instrumentos e um novo
livro da historia da Grecia em lingoa ingleza por
Goldsmitt por menor preco de que em qualquer
oulio parte.
= Continua-se a vender agoa de tingir ca-
bellos e suissas: na ra do Queimado loja
n. 31 e no pateo do do Collegio n. 6 da-
se o methodo de applicar.
= Quem achou uns oculos de armaco de [ta figura, muito robusto proprio para todo o
tartaruga preta dirija-se ( querendo restituir) servigo ; um mulato de 25 annos, bem pare-
a ra Direita n. 59 que ser recompensado cido e muito sadio proprio para pagem : na
com o valor dees. i ua da Cadeia do Recite ioja de Joao da Cu-
A pessoa, que offereceo358 rs. pelos 1 i- nha Magalhes.
vros annunciados na ra Nova > n. 57 em
frantez, pode manda-Ios buscar.
O Sr i R. C, Triase, (ueiM fazer o fa-
= ^ ende-se muito bom rap de Lisboa : na
ra da Cadeia do Rccife loja de Joao da Cu-
'..." Mguiacs,
Escravos fgidos.
= Fugio no da 15 do corrente pela manh,
um molequede nome Luiz nargo Moiamhi-
que de 16 a 18 annos, com principio de al-
faiate, bastante ladino, e com os signaes seguin-
tes : estatura regular corpo ebeio e bonita
figura ps e maos grandes piaedo das bexi-
gas e cor muito preta tem um signal de sua
trra na boca do estamago, e as orelhas furadas,
levou calca preta camisa branca, chapeo preto,
e urna trouxinha : roga se a qualquer pessoa
que o pegar leve-o na ra do Crespo loja do
fazendas n. 21, quesera recompensado.
Fugio de Bordo do Brigue Santa Maria ,
um escravo marinheiro de nome Joaquim, Ben-
guela barba serrada, feigoes, o estatura regu-
lar e bonita figura representa ter 24 annos ,
levou roupa de'hrim j com nodoas de alcatrio ;
quem o entregar a seu Sr. Jos Goncalves Casco,
na ra da Cadeia do Recife, n. 46, ser bem re-
compensado.
= Fugio no dia 8 do corrente do engenho
Paulista um mpleque de nome Victoriano,
crioulo, de 16 annos, beigos grossos, olhos
vermelhos tem os dedos minimo o o immedi-
ato dos ps roidos de bixos he bem fallanto ,
e rogrista baixo do corpo levou camisa ,
seroulas do madapolo e jaqueta de riscado
qucm o negar leveo ao dito engenho nno era
liberalmente recompensado. Este molcquc foi
visto at Olinda, donde desappareceo.
Uecifk: ka Typ. de M. t. de t abia.=1843.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EP3P5C09F_U78WK8 INGEST_TIME 2013-04-12T23:43:45Z PACKAGE AA00011611_04915
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES