Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04914


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Full Text
Armo de 1843.
Quinta Fera 16
lurio ago.a depende 3.,.. ,e.*o. d. .., prudencia ,ndl
, n^o, co-uo Pnneipi.o. m0. aponuJ. .'S,
' '_____________ ( Proo)a,.cao d, A .emplea Geni do Bl'i'iU. j
PARTIDAS DOS COBREIOS TEHRESTRES
G.iiiniit, PWbt e R'ogr.nde do Norte .egun<].., Ml, te '
fluni'O eGaranhuna a 40 e 24 .
Cjk, S.-rinhaeo, Rio Forao.o Porto Cairo M.ceio Altro.i no 4 14 J
Bo,.,ir.*lore..t3,W. S.n.n Ante, ,.., fei,.,'. VZ." do. o. di, "
OAS DA SEMANA.
43 Oes. t. RocIriiM. Aad. do J de D. da 2. t.
44 'Acre. MathiHea Rinh. Aud. do J. de D. da 4. t.
45 0>arl. Henrique Rei. Aud. do J. de D. dt 3. '.
4f Quiju, *. Cyri.co M. Aud. do J. de D. da 2. t.
47 Snt. 8. Gertrudei. Aad. do J. de D. da 1 t.
4S Sab. b. Uabriel Arcanjo. Bel. Aad. do J. de D. da 3 t"
i'J Roa, 3 da quaresina a. Joie Eapo ao de N. S.
de* Ufarlo
Anuo XIX. N* eiJ
O Diario publica-ae lodoa oa diaa qn nSo forem Santificadoa: o preoo da aeaigaatua k*
de traa milnis porquartel pagoa aduntadna. Oa annuncios doa ataigaantea aao nutrido"
gratia,* oadoaqaeo nao foiem i rato de 80 rea por liona. Aa reclaaaacei derera aer diri-
gida, a ata Tjrp., roa dai Croiea N. 34.oa a praea da Imlrprndencia toja de litroi N. Sa S<
CaM.ioi.Nodi
Cambio aobra Lonilreitft, JS 11':<1. p. 11.
Liibi 4UU por!00 de premio.
Moada de cobre ? por 400 de deaoonto;
Ideal de letraa de boaa firntaa 4 i por 8.
PHASEb UA LA NO MEZ DE M ARQO.
l.ua Cbeia i id, s3 boraa e 39 a. da n. I La ooial., 1 3 boraa e 43 m. da manhS.
a. da tard. | ioart.
4 de -Marco. ooaapra eada.
Ooio-Woeda de 6,400 V. 45,UJ0 is.too
a N. 14.80J 15,00
de 4,000 8,300 8,00
PlATA-Patacdea 1,740 1,760
Peoa Colana arel 1,740 1,760
ditoa Mexicano. 1,74 1.76.U
Qu irt. ing. i ti, a 8 aoraa 1 i
oreic. 0, i. 7 hora.* 29 m. a u.
Preamar de hoie
1. a 5 hora. 48 da mania. I 2. a 5 hora, e 42 a. da tarde.

EXTERIOR.
INGLATERRA.
O Jornal dos Debates publica um immenso
artigo contra os actos de vandalismo pelos quaes
os ingle acabao de assignalar a sua retirada
doAffghanistan. Elle se indigna dessas bar-
baridades comm.:tiidas a sangue fri e sem fim ;
por.m o quc de estranbar 6 que elle se es-
pante d'isso como se ellas nao. entrassem nos
processos habituaes da poltica in Je/a. S el-
le hoje nao sabe que a Inglaterra guardou toda
a sua piedade e philantropia para os negros,
ujo protectorado Ihe vale o direito de visita
o dominjo dos mares.
O Jornal dos Debates nao duvida ( diz elle),
que esses ignobeis e atrozes excessos desper-
lem na Inglaterra a ndignarao de todos os cora-
ces generosos. O Jornal dos Debatos por
erto imperturbavel na sua confianca. fo
pouco duvidava elle ha trez semanas que os ex-
cessos dirigidos pola Inglaterra contra Barcelo-
na irritasen) todos os coraCes generosos da
Inglaterra. Ah Aflglianistan, China e
Barcelona que protesto nao levantao estes tres
nomes para o.co n'este momento contra a phi-
lantropia da Inglaterra I
Londres, 6 de Janeiro. Resulta do quadro
Ja renda que acaba de ser publicado que o
dficit para o anno de 922,060 lib. esterl.
comparado ao anno que find^u a 5 de Janeiro
de 1842. O dficit sobre o trimestre de
040,062 lib. esterl. sobre as alfandegas sizas ,
sollo e taxas que (ormao os quatro ramos prin-
cipis do nosso systema de rendas publicas. O
dficit elevase A somma enorme de2,425,55i
lib. esterl. ; sobre o producto das trras da co-
rda ha um dficit de 29,000 lib. esterl. A
taxa da renda produ/io para o anno 571,050
lib. esterl. Asreceitas do correio montaro
de 455,000 a 605.000 lib. esterl. Augmento,
150,000. Se ao dficit sobre o producto dos
quatro ramos principaes da renda se ajuntar
o dficit sobre as trras da corta, acba-se urna
somma total de 2,454,551; o augmento sobre
a taxa da renda de trra o correio e as di
versas taxas de 1,202,729. Dficit, 1,251,727.
Augmento 157,283. Diminuioao 171,312.
Dficit total 922.620. A nao ser o resultado
produsido pela taxa da ronda e que so elleva a
K71 ARfi t~-: r{^ r, j~n:> ,i i r.v> Eisaqui resultados que cortamente sao diffioeis
de verificar. ( La Presse. )
INTERIOR
CAMABA DOS SRS. DEPUTADOS.
Discurso do Sr. Dcpulado Nabuco na sesso
de 11 aefeveretro. ^
O Sr. Nabuco:Sr. presidente, eu voto pe-
lo requerimento que se discute conforme a re-
gra que me impuz de votar por todos os reque-
rimentos que-os nobres deputados fizessem pe-
dindo iiformaces cerca da administraco do
nobre barao da Boa-Vista : voto lamben] por
todas as emendas que tem sido apresentadas ,
porque su com ellas o requerimento poder tra-
seruutilidade queantolho e que consiste em
babilitar-nos com os necessarios dados para de-
cretrmos medidas legislativa? que faco ces^ar
esse estado violento e excepcional em que se a-
cha o interior das provincias do Brasil.
Nao ve o no requerimento o resultado que os
nobres deputados espero : qualquer que soja o
numero de assassinios que a informacao official
referir, que desar vem dabi ao uobre barao ?
que culpa se Ihe pude attribuir ? como fundar-
se nislo a necessidade da demissao ?
Um nobre deputado por Minas a quem sem-
pre ouco com s'umma attenco, porque fago al-
to conceito de seu talento fallou nesta discus-
sao por um modo que caracterisarei de equivo-
co mus u inai elle sempro reconheccu que o
mal que BflHgo a minha provincia nao exclusi-
vo della e nem eu poda esperar que o nobre
deputado (izesse A provincia de Pernambuco a
injuria de suppor ocontrario ; elle reconhen
nor desta mesma provincia do Rio de Janeiro
serimessereproduzem espantosamente; mas
nestas provincias nao se acha o baro da Boa-
Vista (Apoiados.) Se o mal que afltigo a mi-
nha provincia nao exclusivo della, se este mal
commum a quasi todas as provincias do m-
petu) como sem nosexpormos ao ridiculo
indicamos o barao da Boa-Vista como a causa
pestes males ?
Os nobres deputados, cujos talentos eu tan-
to invejo, fizerao urna descobi rta que pola
sua importancia tao feliz como seria a do
motu continuo: ellos descobriraoo remedio des-
ses males que tem merecHo o profundo estudo
de habis estadistas e causado serias apprehen-
soes a respeito do futuro do paiz ; e que reme-
dio tao fcil Senhores, se eu estivesse conven-
cido de que a causa dos malos da minha provin-
cia e do imperio era a conservco do barao da
Boa-Vista, nao hesitara em reunir os meus es-
torcos aos dos nobres deputados, para ajuda-
los na empresa que tomaro sobre si de provo-
car a demissao do nobre baraS ; mas senho-
res, vos sois muito rirnimspootos para attribuir
ao nobre barao um phenomeno que 6 sentido em
todo o imperio (apoiados).
Permita a cmara que eu 16a urna parte do
relatorio do nobre ex-ministro da justica a
qual vem muito a proposito : Supposlo no
meu antecedente relatorio j tivesso a honra de
expor as principaes causas desse estado violen-
to o excepcional em que seachao inultos laga-
res do interior de algumas das nossas provincias,
etc. Para estes e outres casos semelhantcs safi
indispensaveis medidas extraordinarias por-
que nao basta a accao" ordinaria das leis para
destruir um estado tao tyrannico etao violento,
e que 6 inteiramente excepcional. Ora o no-
bre ex-ministro da justica cuja perspicacia nos
todos admiramos habilitado pela sua posicao,
amestradopor urna Ionga experiencia adminis-
trativa tambern reconhere que o mal nao 6 ex-
clusivo da provincia de Pernambuco que na5
basta a accao ordinaria das leis para faze-lo ces-
sar ; que sao de mister medidas legislativas ex-
cepcionaes ; mas os nobres deputados conten-
ta-secom a demissafi do nobre barao que
a causa de tudo : demitti o barao e o estado
da provincia se tornar lisongeiro : mas eu di-
r.!, demitti o bara sem remover as causas
desses males, eelles continuaras ese ha5 de
agravar pela circumstancia da demissao [apoi-
ados)
OSr. Nunes Machado:Talvez na5 com tan-
to escndalo.
O Sr. Nabuco: O assassinio de Antonio
Francisco nao 6 um argumento para a necessi-
dade da demissao do nobre bara da Boa-Vista,
um fundamento que corrobora as reflexes a-
justadas do nobre ex-ministro da justica um
motivo que nos deve excitar para o cstudarmos
o remedio que o paiz altamente reclama.
O Sr. Urbano:Ser urna dictadura ?
OSr. Nabuco:Nao me attrevo a indicar o
remedio que ser talvez difllcil de achar-so, mas
as causas desses mal.-s que aflligem a minha
provincia e as outras provincias do imperio vem
aos olhos de todos : um nobre deputado pela
minha provincia ja as enumerm eeu as repe-
tirei e addicionarei algumas outras; estas cou-
sas sao: immoralidade que herdamos dos nos-
sos maiores, equea revoluca acorocww ; o
arrefecimento do amor da religla que desme-
dro u com a introducade certas doutrinas per-
niciosas assoalhadas pelo espirito revolucio-
nario como um caminho para seu triumpho ;
quem contestar que muito menos o temor das
penas de que o freio poderoso da religiao que
impoe spaixoes pode impedir a torrente dos
crimes.?/'i4po'ado.; A intolerancia poltica que
asiste e acompanhaas cleicocs e anda dura
apos ellas era odios entranhados produz
vingancaa horriveis, etcm quebrado at as re-
lacoes mais sagradas, e nem isto causa estranhe-
sa; ainda novis no systema representativo, nao
avezados a essas lulaseleitoraes, na-> vemos sem
grande dissabor o triumpho'dos nossos adver-
sarios ; outra causa a mpunidade e della
tem provindo os efTeitos deploraveis que vou re-
rerir : 1. a ndflerenca com que a populacao
assiste impassivel perpetracao de crimes os
mais atrases ninguem gqer i'orrcr o risco de
perseguir o criminoso que ha de ficar inclume
e impune: bem disseum deputado pela minha
provincia que a escandalosa absolvcaO do as-
sassinio perpetrado na ruado Crespo, na maTor
niihlfeMarje e pcra.ntc a \uc .< !iaia exp-
petracaS do assassinio da ra da Cadoia do bair-
ro do Recife; 2., a pona da forca moral da po-
lica; que respeito pode o criminoso ter a policia,
sabendo que hade flcar impune? Que forca mo-
ral pode ter a polica quando todos os seus ac-
tos eeslorcossao minificados polos tribunaes ?
mas a polica sem forca moral nao pode impor
pelo seu nomce polo seu prestigio mas s pe-
la sua presenca : derrama,! portanto a forca po-
licial pelo nosso territorio ta5 vasto tao" dos-
povoado quedessa forca? que moios, que
recursos lem a nossa policia ? [Apoiados.) 3.,
um dos efTeitos de impunidaden disejodevin-
ganej ; assini como os nobres deputados pro-
clamad aqu da tribuna que a sociedade nao
lem o direito do desarmar o cidada quando el-
la o nao protege e nem tem forca para o ga-
rantir, assim p nsa umita gente que. quando
a forca social nao vem em soccorro do cidadao,
quando os tribunaes, em vez de punirem o cri-
me insultad ador do offendido cada um tem
o direito de recorrer ao seu proprio braco e vin-
gar as suasoffensas ; um raciocinio ilho de
outro ; eu oscondemno, porque nao possi-
vel a existencia da sociedade civil se elles yo-
ga rem.
OSr. Urbano:Nao apoiado urna cousa
delTender-se e outra aggridir, matar.
O Sr. Nabuco:Va impunidade resulta ain-
da um quarto elTeito e 6a repugnancia de ju-
rar ; ha poucos homens que estejao resolvidos
a fasora abnegaca da vida, e que tenhad um
fanatismo tao grande pelo seu dever, que va8
ser testemunhas sabendo que bao de ser vic-
timas.
sar a immoralidade ; demitta-se e cessar a
impunidade, cessar tudo.
> Sr. JV. Machado : Falle no facto espe-
cial.
O Sr. Nabuco : E' este mesmo o facto ; ap-
p dio para o testomunho da casa. Senhoros ,
se nos (|uercmos desarmar cssas influencias, in-
habilita-las de prejudicar a sociedade fortale-
Camos o poder, reformemos a leirislacao na parte
que incompativel com o estado do paiz ; mas
nao tomemos a autoridade responsavel pela im-
potencia das leis, pela nossa dosorganisacao
(apoiados).'
Os Srs. Urbano e Nunes Machado dao as par-
tes que nao ouvimos.
OSr. Nabuco : Um nobre deputado disso
que o Barao da Boa vista desnaturalisou a leda
reforma porque sempre fbi da intoncan dos
legisladores arredar dos empregos da policia as
i (afluencias lcaos co nobre Barao s nomeou
para esses empre.^os as influencias locaes.
O Sr. Nunes Machado : Lea as instrucceS
do governo.
O sr. Nabuco: Se tal foi a intoncao dos le-
gisladores de I8il nao isto oque resulta do
espirito e da letra da lei da reforma ; basta con-
siderar quo os empregos de delegados e subde-
legado sao gratuitos : ninguem cortamente
deixar os seus lares e domicilio e os seus
mcios de subsistencia para ir servir esses em-
pregos dos quaes nao vem vantagem senao
perigos c dilliculdades. Portanto estamos re-
duzidos a um de dous arbitrios ou noinear a
cssas influencias ou a nomear individuos sem
considoracao os quaes ou serSo instrumen-
tos dosas influencias ou serao o ludibrio c es-
carneo dcllas.
Os srs. Nuncf Machado : Procuren) se as in-
fluencias benficas que as ba.
Um nobre deputado disse quoessa repugnan-
cia resulta da falta do confianca na autoridade
que preside a mesma provincia, querendo incul-
car j so sabe que essa repugnancia data da
administracad do nobre bara ; eu asseguro ao
nobre deputado que essa repugnancia 'ante-
rior, equantas veses o zelo que caractoi isa ao
juiz de direito da primeira vara docrime do Re-
cife nadlicou Iludido por essa repugnancia, da
qual eu fui testemunha tantas vezos, porque
entad tinha a liorna de serviro cargo do promo-
tor publico da comarca do Recife ?
Mas disseum nobre deputado : ha um reme-
dio ; porque se nao prenilem os reos antes da
culpa formada ? Ento as testemunhas tero li-
berdade para depr. ,
Este remedio que s applieavcl aos cri-
mes inafiancaveis nao tem a elTicacia que o
nobre deputado antolha : segundo a nossa, _
forma de processo o reo preso deve assistir '
inquiricao das testemunlas, eas testemunhas
ainda licao mais embaracadas. mais coactas pela
i>:t)st!iii,(i du io; sccastem repugnancia de ju-
rar na ausencia do reo ainda maior tem na sua
presenca ; e essescriminosos dos quaes as tes-
temunhas se receio nao sao solados tem
parentos e amigos que so poem em campo, pe-
dcm. aineacao e intimidao. Nao serve,portanto
remedio que ainda poior ; quanto a mim,
um deleito da nossa legislacao a presenca do' aparto s nomeaedes do Ro Formoso, dirIhe
reo quando se trata da inquin'cao para a forma-i hei quo ellas forao feitas muito antes do assas-
Cao da culpa. Em as nossascircunstancias eu de-1 sinio do PedroUcha que foi de quando da-
sejaria antes a legislacao francca.que manda pro- taro essas vingancas
^A.f^^l!^Tl!!f^3J^^Sm OSr. presidente (para o Sr. N. JacAa-
do): -- Rogoao Sr. deputado quo so contenta
O Sr. Nabuco : Quaes sao essas influen-
cias benficas no sentido do nobre deputado ?
aquellas que por ventura merocem a sua sympa-
thia ? Mas, senhores, que colliso em que
nos vemos! L'm nobre deputado pela Babia
aecusou a administracc de sua provincia porque
nomeou para os empregos do policia a indivi-
duos quo s tinho urna taberna com alguns
frascos de agurdente individuos sem cousi-
deracao alguina o o nobre deputado aecusa
ao nobre barao porque cbamou para os empre-
gos do policia as influencias locaes....
O r. N. Machado : Procurasse as bene-
O Sr. Nabuco : Ahi vem outra vez o no-
bre deputado com assuas influencias benficas ,
c quucs o5u ussas benficas ?
O Sr. N. Machado : As que nao tem
vingancas a ejercer.
OSr. Nabuco : Ecomo pode o presidente
advinhar o sentimento que cada um oceulta no
peito ? Se o nobre deputado alludo com o seu
que no interior da provincia da Baha no inte- ca a indifferenca com que a populacao vio a per-1 zem as causas a urna s: demitta-so o Barao, ces-
sislencia do reo. Umalonga experiencia mocon-
venceu de queem o nosso paiz.ao menos na maior
parte doli as testemunlas nao tem a necessa-
ria coragem para diser na presenca do reo: vos
commettestes este crime. Observeiquo mui-
tas vezes, quando apparecia essa coragem, ella
era filha da animosidade ou de outras motivos
que tomavao o depoimento defeituoso.
Alm dessas causas que enumerei, e s quaes
attribuoa reprodueco dos crimes ha urna ou-
tra bem deploravel; sao certas influencias lo-
caes dominadas de bros facticios eanti-sociaes ,
eat corto ponto do espirito da antiga cavalla-
ria essas influencias que tem por timbre pro-
teger a certo numero de individuos que as cercao
esao instrnmontosdos .seus caprichoso vingan-
cas. Estas influencias sempro oxlsiro mas
adquiriao forca com a fraque/.a do poder,
fraquezaque resultou dessas leis que a revo-
luca nos legou.
O Sr. Urbano: E ainda mais forca com a
execucoda lei da reforma.
OSr. Nabuco : Eu tratareida execucao d
lei da reforma na minna provincia, evilachego.
J vemos que nao una s a causa desse phe-
nomeno que deploramos e do qual se rsente
mo o Brazii mas os iiuufoa JcpuMuua reou-
na ordem (|ue nao interrompa o orador.
Sr. Nabuco : Dirci ainda quo o nobre
baro da Boa-vista procurou quanto Ihe foi pos-
sivel arredar dos primeiros empregos de policia
a essas influencias locaes. Quem foi nomeado
delegado de Nazareth ? o |uiz municipal.
OSr. N. Machado : -- Foi demittido.
OSr. Nabuco : Pedio demissao depois de
ter entrado em exercicio ; foi nomeado que
o que me serve : quem o delegado de Goy-
ana? o juiz municipal : quem o delegado
do Rio Formoso ? o juiz municipal : quem 6
o delegado do Bonito ? o juiz municipal;
quem o delegado do Recife? um bacbarel ,
C sem influencia : quem o delegado de Flo-
res? Nao cortamente o Sr. Nogueira que
o considera a grande influencia desse lugar:
quem c o delegado de Garanbuns ? Nem o Sr.
coronel Lourenco Hezerra nem os seus filaos
foro chamados para esses empregos e nin-
giiom contesta que sao elles as verdadeiras in-
fluencias de Garanbuns. Quem o delegado
(eS. Auiao ? um uvogado que nao exerce
influencia: por consequencia o presidente

*.








Jui


.

procurou quanto Ihe fo possivel prevenir essa
accusaro que o nobre dcputado Ihe dirige.
O Sr. N. Machado: E os subdelegados.
O .>r. Nabuco : E a quem havia o presi-
dente de nomear para essosempregos? seno a
essas influencias, deveria chamar a individuos
sem considerafo ?
Senhores, eu manifestarci cmara urna
conviccao fundada na experiencia : a minha
provincia perdeu muito.com a lei da reforma
na parte policial; a lei de IV do abril Coi mais
vantajosa___
O Sr. Urbano : Era a mesma cousa.
OSr. Nabuco : .. pelo menos a estatis
tica criminal vem em apoio da minha opinio:
eu direi ao nobre deputado que nao a mes-
ma cousa : os prefeitos eriio nomeados e de-
niittidos pelo presidente discricionariamentc ,
tinhao um ordenado vantajoso e por conse-
quencia interesse em. servirem bem para serem
conservados : e porque tinhao ordenado po
dioser individuos do lora da comarca em que
servio cstranhos aos interesses locaes a sua
autoridade, porque era sdelles enocumu-
lativa a outros empreados os quaes alias Ihe
ero todos subordinados era mais susceptivel
da responsabilidade. Como fallei em influen-
cias da minha provincia dovo dizerque assim
como ali em alguns lugares reino influencias
*' perniciosas, ha outras influencias que sao ai-
liadas da orden) publica c se interessn pelo hem
do paiz ; estas iufluencias devem ser'aprovcita-
das e muito se perdera se ellas fossein mini-
ficadas.
O Sr. IV. Machdoa': Logo existem.
O Sr. Nabuco : Existem eu nao con-
testo mas nao sei se estas sao as taes benfi-
cas as quaes o nobre deputado allude ; se sao
estas, direi que urna grande parte dellas foi
chamada para os empregos de polica. Um
nobre deputado pela minha provincia nos disse
que o presidente era a causa desses assassinios:
porque que importa que o jury absolva aos
criminosos? E dodever do governo prnde-
los : nessa occasiao eu Ihe dei um aparte per-
guntando-lhe so ao governo competia prender
os criminosos ? O nobre deputado me retor-
quio que o presidente tinha o dircito de pro-
ceder contra os seus agentes que ero empre-
ados de sua confianza quando por ventura
nao prendessem os criminosos indiciados em
crimes inafiancaveis ; ora, se o presidente
tem neste caso o direito de proceder contra os
seus agentes, tern o direito de avaliar e apre-
ciar os indicios que requerem a priso do ci-
dadao porque s assim elle pode conhecer se
os seus agentes foro omissos mas se o presi-
dente tem este direito que nlis s compete
autoridade que tem o direito de prender, o pre-
sidente exerce urna influencia directa sobre a
liberdade do cidadao : o presidente pode im-
punemente invadir o poder judiciario. Senho-
res o presidente nao pode obrigar os seus a-
gentes a prenderem os cidados indiciados ,
nem a lei osobriga a prenderem os indiciados,
concede smente urna permissao que nao 6 urna
obrigaco.
Nesta casa se tem emittido urna e muitas ve-
zes a idea de que o Barao da Boa-vista nao po-
do governar mais a provincia de Pernamhuco ,
porque tem contra siuma opposicao: realmen-
te causa estianheza que isto se diga neste re-
cinto e sob a forma de governo que nos re-
ge (Apoiados.)
O Sr. Urbano : Dito assim.
O Sr. Nabuco : Pois o presidente nao
pode governar porque tem opposiefio ? Pois a
opposicao nao e da essencia do systema repre-
sentativo? A opposicao tende a destruir ou
a censurar para guiar para esclarecer? ( 4-
poiados.) Se o presidente de Pernamhuco nao
pode continuar porque tem opposicao ento
ser consequencia que essa provincia ha de fi-
car acephala porque ella nao Piauhy e to-
dos os presidentes que para ahi frcm ho de
achar opposicao {apoiados). Senhores, quan-
do em a minha provincia a imprensa estove por
algum lempo silenciosa clamava-se na as-
sembla provincial o Barao da Boa-vista so-
pitou a liberdade da imprensa ; falla a impren-
sa apparece a opposicao; brada-se : o Ba-
rao da Boa-vista nao pode governar a provincia
porque tem urna opposicao contra si [apoia-
dos). Releva observar que nunca o Barao da
Boa-vista fez guerra imprensa: os editores
do Diario de Pernamhuco que era a folha que
mais corria nao davSo publicidade aos artigos
da opposicao com isto elles nao atacavo a li-
berdade de imprensa exercio o seu direito
de propriedade eseguindo urna poltica, pen-
savo e muito bem que nao devino prestar-se a
propagacao dos principios de urna outra polti-
ca ; assim como sob a forma de governo que
no rege a opposicao pode ter o seu jornal a
sua typographia para aggredir para censurar
ao governo 6 seni duvida que o governo tem
tambem o direito do ter o seu jornal, a sua tv-
pographia n*ra dftfftn eus principios, para justiicar-se.
Senhores nao basta que baja urna opposi-
cao para que a autoridade fique inhabilitada do
governar; do mister avaliar a justiea dos seus
principios, a existencia dos fados que se apre-
scntfio o se essa opposicao urna minora,
posso asse^urar sem perigo de errar que a
opposicao de Pernamhuco se reduz a um pe-
queo crculo, qucoB;iro da Boa-vista go-
za da opinio da maioria de Pernamhuco [apoi-
ados). Essa opposicao que ali existe qualifi-
ca-se pelos seus desmandos; e um fado vou rc-
feir que convencer a cmara da injustica com
que aecusado o Barao da Boa-vista.
(Contina.)
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acta da 10.a sessdoordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pernambuco em 14 de
margo de 1843.
Presidencia do Sr. Pedro Gavalcanti.
Feita a chamada acharo-se presentes 28
Srs. deputados faltando com participado o
Sr. Lopes (ama, e sem ella os Srs. Pereira de
Brito, e Mello. O Sr.' presidente declarou a-
berta a sessao : foi hda e approvada a acta da
antecedente.
EXPEDIRME.
Um ofllcio do secietario da provincia remet-
iendo o balance da receita e desposa provincial do
I. semestre do annoflnancciro corren te,e as infor-
maces apresentadas pelo inspector da thesoura-
ria das rendas provinciacs : commisso de
orcamento. Um requerimento do cidadao Joa-
quim \Ianoel Garneiro da Cunha,arr:mattante do
disimo do gado vacum e cavallar das froguesias
de Flores, Tacarat, etc. p lindo, que se faca
eTediva a resolucao desta assembla concedendo-
Ihe a prorogaco de 2 annos para realisar o pa-
gamento das letras provenientes do contracto :
mesma commissao.
0IIDEM DO DA.
Entrou em discussao a preferencia sobre os
dous projectos da fixaco da forca policial e
decidio-se que fosse preferido o da commis-
sao ; entrou em primeira discussao, e foi re-
eitado. Entrou em discussao o outro projecto
do Sr. .Manuel Cavalcanti c foi approvado.
Entrou em 1.a discussao o projecto numero 14
de 1841 e foi rejeitado. Entrou tambem em
!. discussao o projecto n. 21 de 1842 e flcou
addiado por ter dado a hora. O Sr. presidente
deo para ordem do dia a mesma de hoje e 1.*
discussao dos projectos n. 1 e 2dcste anno e le-
vantou a sessao.
Francisco de Paula Cavalcanti Lacerda vice-
presidente Antonio Jos de Oliveira 1. secre-
tario interino. Bernardo Rebello da Silva Pe-
reira2. secretario interino.
Pareeer de Commissao.
A commissao especialmente nomeada para
dar seo parecer sobre a indicacao do nobre de-
putado o Sr. Dr. Neto na qual pertende, que
esta assemb'a aproveitando-se do prximo e
feliz ensejo dos desposorios de S. M. o Impera-
dor, implore ao mesmu Augusto Senhor urna
amnystiageral a favor dos individuos compro-
mettidos na levolta de Mias e S. Paulo me-
ditou com escrupulosa circunspecco o objedo
da mesma indicaca > e com quanto aprecie bas-
tante os sentimentos de perleita miseracao, que
animao o seu autor para com esses cidados ,
que culpada, ou inculpadamente se vcem in-
volvidos as ruinas, que soem vomitaras sem-
pre fataes perturbares polticas ; com quanto
a commissao, no meio dos stus mclhorese mais
bem intencionados desejos, entenda, que, para
se acalmara efervescencia e desconcert dos
nimos depois das terriveis dissenses civis ,
porque passarao aquellas duas importantes pro-
vincias seja de grai.dissimo auxilio o acto
magnnimo de urna amnystiageral, porque so-
mente elle ser talvez capas de as actuaos
circunstancias mudar o odio em amor o te-
mor em seguranca e a perturbaco em concor-
dia : todava muito sent commisso nao po-
der abracara mencionada indicacao.
Primeiramente porque nao est convencida do
direito que tenha esta assembla de lser re-
presentacocs que estejo fra da rbita mar-
cada pelo artigo 11 9 do acto addicional ,
mormente acerca de um objedo, que apresenta
urna cor de alta poltica emque parece se nao
devem engerir corpos administrativos de mis-
sao limitada como as assemblas provinciacs.
Em segundo lugar porque nao ser prudente,
que esta assembla arrisque supplica alias de
grande momento, antes de se acharem extre-
madas e circumstanciadamente apreciadas pe-
lo poder competente, as imputaces que de
taes comocoes infelizmente resultarao : sendo
ainda de ponderar que por nao haverem os
compromettidos at agora inderessado ao thro-
no imperial peticao alguma no sentido da indi-
cacao no ser extraordinario se elles con-
sideraren! como oflensivos do seu melindre e
ufana os esforcos de benevolencia desta as-
sembla, em solicitar o esquecimento sempiter-
no das passadas comocoes, a que se refere a
indicacao. Em terceiro lugar finalmente e so-j
bre tudo porque a commissao mu afincada-!
mente opina que esta assembla deve deixarj
SC ar,.auia graca emane mu nvre e esponta-1
ocamentedesua origem, sem duvida a mais i
pura a mais perene ea mais benfica ; es-
perando que o Augusto Monarcha Brasileiro a
quem por todos os ttulos compete sondar pre-
cisamente o estado poltico do imperio e suas
mais urgentes necessidades, obre neste caso
to vital segundo sua natural clemencia ,
e impulso generoso do seu paternal coracao a
fim deque to grande rasgo de magnanimidade
seja sem a menor msela de influencia extra-
nha exclusivamente attribuido ao seu sobera-
no autor. E he por tanto de parecer que so nao
suppliquea amnystia indicada.Dr. Jos Ben-
to da Cunha Figueredo.Dr. Mondes, com res-
tribes quanto a primeira rasao somonteBer-
nardo Rabello da Silva Pereira.
Resumo dos debates da sessSo de 13.
Depois da approvaco da Acta da Sessao an-
tecedente e de se mencionar o expediento e
varios pareceres de Commissoes, que forao ap-
provados o Sr. Jos Rento leo o parecer da
Commissao especial sobre a indicacao da am-
nista para os comprometidos as revoltas de S.
Paulo e Minas Geraes: ficou addiado. O Sr.
Dr. Neto requoreo a impresso do parecer:
foi o reqneriment sem debate approvado. Lo-
se um projecto offerecido pelo Sr. Dr. Faria ,
de estatutos para as Aulas Theologicas do Se-
minario de Olnda. O Sr. Dr. Jos Bento fez
um requerimento para que o projecto fosse
Com. de Const. e poderes para dar o seo pare-
cer acerca da competencia da Assembla em le-
gislar sobre o formal scientifico do Seminario.
Por occasiao desse requerimento suscitou-se
urna discussao entre o seo A. e os Srs. Drs.
Faria Neto e Mendes: o prirneiro sustenta-
va o requerimento, e declarou ter duvida que
coubesse lias attribuices da Assembla legis-
lar sobre o formal scientifico do mesmo Semi-
nario : o segundo sustentou a competencia e
invocou precedentes : votou contra o requeri-
mento : o terceiro foi do mesmo voto: o quar-
to vota pelo dito requerimento; acha-o de mili-
ta conveniencia e justiea. Foi approvado. Fi-
cou addiado por ter pedido a palavra o Sr. Dr.
Neto, um parecer da Comm. de negocios das
Cmaras julgando deverem entrar em discus-
sao as posturas da Cmara de Garanhuns. Pas-
sando-sea ordem do dia entrou em primeira
discussao o projecto sobre a forca policial, com
o voto em separado. O Sr. Dr. Neto mandou
um requerimento para que o projecto fosse a
Comm. de Const. para dar o seo parecer acer-
ca da competencia da Assembla para pagar di-
ta forca. O Srs. Drs. Carneiro da Cunha, e Jo-
s Bento fallo contra ; o Sr. Dr. Mendes fa-
vor. O A. do requerimentosustenta-o. OSr.
Jos Pedro contra. O Sr. Barao de Suassuna
falla contra, e toma parto na discussao, finda a
qual regeitado o requerimento ficando pre-
judicada urna emenda do Sr. Dr. Jos Bonto.
Algumas rases se apresentarao contra o pro-
jecto, que publicamos na vessao do dia seguin-
te, porque nesse dia, de novo forao produsidas.
dem da sessao do dia 14.
Lilla e approvada a Acta da Sessao anteceden-
te e aecusado o expediente e tendo-se de
passar a ordem do dia, o Sr. Dr. S. Liao pela
ordem diz que segundo o regiment c pa-
recer da Commissao de negocios das Cmaras .
sobre as posturas da de Garanhuns nao pode
entrar em discussao n'aquella Sessao por nao
ter sido dado para ordem do dia. O Sr. Presi-
dente declarou que avista disto nao seria atten-
dido o mesmo projecto na ordem dos trabalhos
d'aquelle dia. Entrou em discussao a prefe-
rencia entre 2 projectos sobre a fixaco da for-
ca policial ; um da Commissao e outro em
separado. O Sr. Dr. Manoel Cavalcanti pare -
ce que deo a prefereucia ao segundo, deque
era A. : fallou to baixo que apenas isto po-
demos concluir. O Sr. Dr. Mendes, sppondo,
que ja estava em discusSo o projecto da Com-
missao e o outro, como emenda, diz que
vota contra aquelle e contra esta por labora-
re m em urna base falsa. Demonstra que
Assembla Provincial s compete fixar num-
ricamente a forca policial segundo o Acto ad-
dicional e respectiva interpretaco. Diz que
a desposa com o corpo de Polica nao pode ser
pelos cofres Provinciaes ; mas sim pelos cofres
geraes. D inteligencia ao Art. 11. 2 do
mesmo Acto addicional, pela qual mostra, que
a polica de que ahi se falla a judiciaria e nao
a administrativa : dahi parte para sustentar o
que dsse. Acrescenta que a Assembla Pro-
vincial tira o direito de legislar sobre certos oh-
jectos da disposico afirmativa da lei ; e assim
que a fixaco deque falla esta se nao refere
mais do que ao numero das pracas. Vota por-
tanto contra. O Sr. presidente lembra ao o-
radr, que elle fallou um pouco fora da ordem,
pois o que est em discussao a questo de
preferencia a qual posta a votaco se declarou
pelo projecto da Commissao. A favor delle fal-
lou o Sr. Jos Pedro o qual demonstra que
na fixaco concedida as Assemblas Provinciaes,
pelo acto addicional est concedida a farnMn/lo
do pagamento ao corpo de policio, que sem sa-
bir dos cofres Provinciaes, alias se dedusiria da
lei um absurdo. O Sr. Dr. Mendes falla de
novo : e muito folga em ter o Sr. Jos Pedro
concordado nos principios por elle estabcleci-
dos admirando-so, que negou as consequen-
cias quando nocessariarnente se dedu/em del
les. O Sr. Laurentino falla contra o preceden-
t orador. Entende que o corpo do polica
quesooecupa em prevenir os crimes nao per-
tence se nao polica administrativa, eque
como tal objecto Provincial, e deve ser pa pelos cofres Provinciaes. O Sr. Dr. Mendes,
declara que pede a palavra para fallar pouco :
responde ao Sr. Laurentino dizendo que a
polica judiciaria tem por fim a satisfaco da lei
penal : que um caracterisco desta sem duvi-
da a prevencao dos crimes e por conseguinte
o corpo policial, que croado para os preve-
nir pertence polica judiciaria. O Sr. Jos
Pedro insiste em sua opinio. O Sr. Dr. Men-
des falla de novo no sentido em que j havia o-
rado. OSr. Dr. Jos Bento declara que pe-
de a palavra para observar urna simples .consi-
deradlo e que a discussao tem sido ocioza,
visto que tem versado toda em saber-se quem
deve pagar o corpo de polica ; entretanto quo
desse ponto na occasiao se nao devia tratar, e
s da fixaco da forca policial. O Sr. Barao do
Suassuna falla contra o projecto. Mostra
que a questo deve ser encarada pelo lado da
lespeza que com o numero de pracas do cor-
po de polica se'tem de fusor.' Entende, que
com o projecto em discussao se excedo das at-
tribuices que pertencem Assembla pas-
sando dos limites que Ihe foro marcados pe-
la Constituicao e pelas los inoslra que na
legislacao patria est marcada urna quota para
pagamento do corpo de polica a qual se exce-
de passar o projecto.
Nota que pela mesma legislacfo as As-
semblas Provinciaes sao authorizadas aug-
mentar despezas creando receita mas que a
le Pernambuco augmenta aquellas e nao cria
estas. OSr. Dr. Neto, entende, queads-
:usso tem sido fra da ordem ; que ocioza ,
oorque agora s so devo tratar da fixaco da
forca policial devendo a casa eservar para a
liscusso da lei do orcamento a questo do pa-
gamento. Fallando acerca do que disse um no-
bre orador na Sessao passada que a Assembla
Provincial necessita de um tutor elle diz quo
ilguma cousa de offensivo ha neste dizer, e
que essa oflensa nao feita minora quo
elle pertence, mas maioria que pertence o
empre pertenceo o dito orador, a qual lera de
irrepender-se por ser lev; da borda do despe-
nhadero e ento aquelles, que fossem arras-
tados terio de arrependr-se. 0 Sr. Dr Men-
des declara que pedio a palavra para respon-
der a ultima parte do discurso do Sr. Dr. Neto.
Mostra que em malcra poltica ainda se pode-
r considerar maioria em relac > aos lados da
asa a que o Sr. Dr. Neto se refere ; mas nao
n'aquella que interessa igualmente todos os
'ados. Diz que csse Sr. supe que os depu-
ados podem ser arrastados por insinuaces do
tlguem ; ao que respondendo diz que se ello
ulga que na Assembla ha deputados capazes
le ser levados por essas insinuaces ento a-
Irmava elle orador que nenhum era mais ca-
oaz do que elle (Dr. Neto) porque nao jul-
?ava nenhum deputado inferior ao mesmo
'rom vehemencia) : masque fazendo-l he a jus-
tiea de crer que este nao se deixava arrastrar,,
tinha o direito de esperar que o Sr. Dr. Ne-
to fizesse o mesmo juizo dos seos collegas. O
Sr. Barao d,o Suassuna fallando acerca da
tutora que precisa a Assembla Provincial,
segundo elle disse na Sessao passada, mostra que
a mesma Assembla tem por tutora a Assembla
Geral.que vella para que aquella se nao exceda
de suas attribuices tendo o poder de revo-
gar as suas leis de tomar-Ihe contas &c. ; e
que de fado a assembla provincial necessita
dessa tutora. Sobre a maioria na votaco ser
levada por elle declara que sempre tem vota-
do contra em todas as despezas entretanto que
contra o seu voto ollas (em passi do Conclue
votando no sentido dito. Osr. Dr. Neto se
defendedo que disse o Sr. Dr. Mendes; ex-
plica o que quiz dizer n'aquillp que tanto o
apostemou, levando-o faser-Ihe urna increpa-
dlo to forte.
OSr. Dr. Mendes Agora est attenuando
com outras palavras. O Sr. Dr. Neto diz que
na casa lodos o ouviro e o entendern e por
isso nada dir mais este respeito deixando ao
Sr. Dr. Mendes o avaliar da oflensa que Ihe
fez. O Sr. Jos Pedro falla de novo e diz
que o pagamento do corpo de polica segun-
do o projecto em discussao est na quota que
se aponta como marcada para esso pagamento,
do qual ainda fiea resto. OSr. Lobo Jnior
vota contra projeclo por que tem de votar
pelo nutro quem preferio o em discussao:
justifica o seu voto. Finda a disi usso foi re-
geitado o projecto. Sem debate foi approvada
n se^aade da "referencia c da ~cs~.a forP?
foi regeitado o projecto n. 14 de 1841 crian-
do em Goianna um liceo filial do Becife con-
I


-"
mm
fendo diversas cadeiras : era a primeira discus-
o. Dojs senhores deputados votarao apenas
(avordo mesmo projeeto. Entrando cm dis-
cusso o projecto n. 21 du 1812 ficou addia-
tlo por ter pedido a palavra um Sr. deputado ,
dando a hora. Lcvantou se a sessao, marcan-
doo Sr. presidente a o.dem do da seguinto.
Correspondencia.
Senhore Redactores. \ muito tempoque
lendo o seu estimavel Diario lembro-me ter
lido urna resposta da illustrissima cmara mu-
nicipal desta cidade inde-recada ao Exm. Barao
Presidente relativa a um requerimento que os
moradores das ras do collegio Cadeia, e do
Crespo fizerao subir a presenea de S. Ex. res-
peito o immundo entulho e despeijos ptri-
dos que faz-sc ao norte da arco de Santo Anto-
nio e vi que a illustrissima cmara dizia hir
tomar em consideradlo e providenciar a tal
resdeito; porcm wrs. Redactores estas provi-
dencias ainda nao viero aluz ( salvo se a c-
mara enlende que as medidas correspondentes
ao que a S. Ex. requererao os asignatarios de
aquello requerimento e as restrictas abriga-
res em que axa-se a cmara de velar na salu-
bridade publica^ he consintir que continu
o abuzo de taos dispejos, entulhos naquelle lu-
gar ) por isso que o entulho cresse os des-
pejos ptridos fazem-sc din e noite a ponto
detornar-se insupurtavel o (edito que de tao
pestilente lugaT continuamente exala ; porem
Srs>, Redactores por que nao d a cmara pro-
videncia a similhante mal he bem claro o mo-
tivo que he nao morar al^um dos senhores
camaristas em urna das indiciadas mas, ese
por ventura algum mora nao he d'aquclles fi-
gur5es que se assim fo^se, que energa ,
providencias que postura tao bem executada ,
e por que ? por morar ali o Sr. F. e cicrano
que sao memhros da illustrissima cmara : em
im Srs. Redactoros para dezapariccr aquella
mal, nada mais he preciso se nao por-se na
pratica effeetiva urna antiga e salutar postu-
ra que existir deve no arquivo da cmara, po-
rem esta postura s tem elTeito deannosaan-
nos, c isto he mister que seja la em urna bem
clara noite de lindo luar em a qual por acaso
esteja o fiscal passiando no caes eemuma
dcstas lembre-se de mandar recolhor a cadeia
os estupidos'pretdi osera vos que encontrados se-
jam fazendo taos despejos e disto resulte os
termos de axada para deixar, ja se sabe os ( \$)
lindo isto torna se caduca a dita postura e
depois vai esta continuar estar ca seu premiti-
vo almidono, at que de novo recucite urna
outra noite precedido de um dia que ainda des-
tinado nao foi pela providencia : finalmente
Srs. Redactores he muito abozar da eomodida-
de esaude publica desta cidade do Red fe ,
cujos abitantes nlem de assaz subearreg- dos de
tributos tem de mais a sofrerer a privncao do
huni .o rocreio que a sabia e patritica admi-
nistraco do Exm Bariio da Roa vista Ibes pre-
parou na caes do collegio : por tanto Srs.
Redactores roo-lhe do publicar em sua apre-
ciare! folln estas mal transadas lindas a ver se
a illustrissima cmara d comprimento a un
de scus rigorosos deveres que he cuidar na
saudc e commodidado publica alom de dar
cumprimento ao que determinon o Exm. Pre-
sidente e (indo rogando a S. Ex. de tomar
em consideracao o profundo letargo cm que
jaz nos arcanos da cmara o requerimento que
foi aprosentado a S. Et. pelos moradores das
tres ras ditas. Sou Srs. Re lactores de Yms.
muito respeitador e assignante
Um dos que assignou o requerimento.
xarifado urna porcao de cobrj velho, tirado
do forro de di versas embarca :oes da armada; a
pessoas a quem possa convir a compra do referi-
do cobre, sao convidadas pelo mesmo Sr. ins
pector a comparecer no mencionado dia c hora.
Secretaria da inspoeco do arsenal de marinha
de Pernambuco lido marco de 18i3.
Alexandre Rodrigues dos 4njos
Secretario.
O inspector do ll.quartcirao da fregue-
zia da Boa-vista faz publico que se ada em
seu poder um cavallo com cangalha que foi
encontrado vagando na noite do dia 10 no
pateo da Santa Cruz; quem for seu dono, diri-
ja-seao mesmo inspector.
-*- Pela delegatura desta cidade se laz publi-
co que no dia 12 do corrente pelas i horas da
tarde, foi aprehendido um cavallo com huns
objectos; a quem pertencer Ihe ser entregue
dando os signaes certos.
O briguo escuna Carolina, recebe a mala
para o Maranhao, hoje (16) s 11 horas do dia.
Avisos martimos.
Alisos diversos.
Para Cork sahe mpreterivelmento, o mu i
novo e veleiro brigue inglez Ci/nthia no qual
tem excelentes coinmodos para passageiros;
quem pretender dirija-se ao capitao, na ruado
Trapiche novo n. 15.
Para o Havre, o brigue Irancez Armori-
que pretend sahir desto porto no dia 12 do
abril; quem nelle quizor carregar, ou hir de !
pasi-agem dirija-so aos consignatarios Bolli &
O ARTILIIEIRO N. 26.
I^^Anio hontem e est venda.
D-sc dinheiro a premio, em grandes
o pequeas porcoes sobre pinhores de ouro
ou prata ; pausando o muro da Penha no se-
gundo sobrado, segundo andar.
SOCIEDADE NATALENSE.
O
S bilhetes para a recita do dia 18, achil-
se na loja de Antonio Jos do Souza de-
fronte do beco da Congregaoao, os senhores so-
cios que quiserem subscrever, queirao hir recc-
be-los ate o dia 17 ao meio di na certe/a de
que no ofasendo at esta hora, sero distribui-
dos pelos senhores socios que os quizorom.
Ainda sealuga o armazem da ra do A-
morim junto ao ferreiro Caetano, e tambem se
cede toda a propriedade ; quem precisar dirija-
se ao largo da Ribeira de Santo Antonio so-
brado n. 13 onde adiar a chave do dito ar-
mazem.
= Lourenco Jos de Alireida, subdito por-
tuguez retira-sc para Portugual, a tratar de
sua saude.
O diaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico que a venda da ra Imperial no
principio do atierro dos affogados n. 139, Ihe
pertence desde II de feverero de 18i3 que a
ve por compra aoSr. Francisco daSilva Pam-
plona ; no dia 12 do corrente me/eunno (iz
Chavanncs, ra da Cruz n. 40. "'
... r ,. ... entrega da mesma venda por balanco ao meu
Ate ao um desto corrente niez salina para
o Porto o brigue portu^uez Ventura Feliz ,
:apitao Antonio Francisco dos Santos, o qual
COMMERCIO.
Alfandega.
1:4818090
Bendimentododia 15.......
DescarregSo hoje 16.
Barca James Stwart bacalho.
Barca VJanchester bacalho.
Escuna S. Mary -r- taboado.
Brigue Triumphante pedra, e o resto.
Brigue Astra sal, c pedra.
Brigue Leopoldo carvao.
Movimento do Porto.
Navio entrado no dia 15.
Baha ; lidias, barca ingleza Sorcal, de 245
toneladas, capitao GeorgeCorbm equipa-
gem 15 carga lastro ; ajames Crabtree &
Companhia.________________
Deca rceles.
anda recebe alguma carga e passageiros; os prc-
tendentes queirao drigr-se ra da Cruz n.
5 em casa de Joaquim Jos d'Amorim.
=Para Lisboa segu viagem no dia 30 do cor-
rente o brigue portuguez Triumfunte, capitao
Silvero Manocl to Reis ; quem quizer carre-
jar ou hir de passarem dirija-se a Mendos &
Oliveira ou ao referido capitao.
= Para o Ass a sumaca Estrella do Cabo ,
sabe im|)reterivelmente no da 2i do corrento ;
quem na mesma qu'ser carresjar ou ir de pas-
sagem dirija-se Manocl Joaquim Pedro da
Costa na ra da Cadeia n. 46.
I.oiloes.
Leilao de urna porcao de bnrriznhos, de
carne de vaca salgada, de muito boa qualidade,
e propria para familias; no caos da alfandega
defronte do armazem dos Srs. Dias& Fcrreira ,
sexta feira 17 do corrente.
O leilao do Sr. L. A. Dubourcq, de es-
eravos, predios, mobilia, e os mais especficos
vinhos de madeira secca buccllas, e malvasia,
nao tem podido continuar-se, por causa da ebu-
va mas sen finalsado permittindo-o o lem-
po sbado 18 do corrente s 10 horas da ma-
nila em ponto na casa do sua residencia, ra
do Vigario.
Leilao que faz Jos Mara PalmeTra de
porcao de chocolate ordinario, por centa e risco
ile quem pertencer no dia quinta feira 16 do
corrente no armazem "de Das Fcrreira s 11
horas na manha.
= Latham & Hibbcrt, farao leilao de urna
porcao de linha branca de novello avariada ,
porconta e risco de quem pertencer; quinta
feira 16 do corrente as 10 horas em ponto,
no seu armazem ra do Trapiche n 32.
= O Corretor Oliveira fara leilao quinta
feira 16 do corrente, as 10 horas da manha
em ponto no primeiro andar da casa n. 18 ,
ra das Cruzcs, bairro de S. Antonio de
magnifica e bem acabada mobilia de Jacaranda ,
mogno, &c. a maor parte feita de encomen-
da pelos mais habis artistas desta praca e ou-
tra vinda do Porto cons;stindo em meza re-
donda para meio de sala com linda pedra
marmore cadeiras e canaps sof bancas
dejogo, meza de jantar aparador, coinmo-
dos guarda-roupa obras de prata ouro, e
do podras preciosas cristaes, apparelhos de
louca para meza dito para cha e inumera-
veis artigos muito uteise necessarios para qual-
quercasa, os quaes deixo de enumerar-se
pelo inconveniente de fazer mais extenco este
annuncio.
Quinta feira 15 do corrente mez, ter lu-
gar a continuadlo do leilao judicial dos bens
movis do fnlesddo Joao Henrique Siergt, na
porta do Sr. Dr. jui/docivel da 2." vara, con-
Ironte o oitao da igreja do Livramento ; os pre-
tenden tes ahi compnreca.
-^ James Cralitrec leilao por interveneo do Corretor Oliveira ,
de grani.e e variado sortimento do fazendas in-
__ D'ordcm do Sr. inspector do arsenal de glezas, de la linbo e algodo limpas, a
marinha se faz nulilico. que no ilia 22 do cor-1 avadadas : Surta feir.n 17 do corrente as 10
rente pelas 11 horas da manbS, se vender em horas < a manha cm ponto no seu armazem
basta publica, na porta do armazem do almo- {na ra da Cruz.
caixeiro Joaquim Barboza de Soaza, c para que
nao baja ignorancia alguma, fiz este annuncio ,
que ser publicado pela imprensa ; outro sim ,
faro saber que pessoa alguma, faca negocio al-
gam, com o seu caixeiro, sem que o abaixo as-
signado seja sabedor, nem tambem se obriga por
qdalquer divida, que para o futuro possa appa-
recer, sem que seja sabedor.Jos Barboza
de Souza.
C>uem precisar de una preta boceteira ,
para vender na ra, dirija-se ra da Praia n.
32 quo se dir quem a tem para allugar.
O abaixo assignado vendo o annuncio in-
serido no Diario de Pernambuco de 13 do cor-
rente novamenlc declara ao Sr. Joo Fcrreira
dos Santos, que nada Ihe deve, o que falta ver-
dade mas nao admira cm dizer, que existo do-
cumento no cartorio do escrivo Magalbes: de-
clara mais o abaixo assignado que se ha esse
sonhado documento que diz, apresente-o como
j Ihe liz ver pelos Diarios de 11 e 1 i do cor-
rente ; em quanto quantia que me deve o Sr.
Joo Fcrreira nenbum disconto tenho a (a/er
por saldo de conta nenljuma porque nada de-
voao dito Sr. como j fica dito ; e em quanto
ao fallar o Sr. Joo Ferreira, as duas pessoas das
casas dos Srs. Me. Calmont & C", e N. O. Bie-
her & C.1 be verdade que me apresentrao con-
tas correntes mas foro do meu debito contra-
hido naquellas casas. L. J de Souza.
A Sr." Izabel Maria da Conceicao, em-
palbadeira que morou tem pos na ra do Sr.
Bom Jezus das Crioulas queira annunciar sua
inorada pois se Ihe desoja fallar a negocio de
seu interesse.
Manoel Ignacio Garca Ferreira, retira-
se para a Babia, levando em sua companhia sua
mulbcr.
Joaquim Percira Arantes avi/a a seus
freguezes que acaba dereceber um completosur-
timento de calcado sendo de bizerro lustro ,
e marroqum para homem, c de todas as mais
qualidades, tanto para senhora, como para en-
ancas ; adverte-se que se vende em conta, a di-
nheiro ; na praca da Independencia n. 28.
__ Precsa-se de um rapaz, que tenha prati-
ca" de loja de calcado e de um piqueno, que
queira ir ser caixeiro d"uma loja de fazendisem
Nazarcth ; os prctendentes dirijo-so ra dos
Quarteis n. 20.
__ A commifsao administrativa da sociedade
Terpsicore, convido pela segunda vez aos senho-
res socios a comparecern! cm o dia 17 do cor-
rente s 6 horas da larde a fin de proceder-se
a elleicSo da nova commissao, visto nao ter ti-
do lugar cm o dia 13 por falta de numero de
socios.
__ Procisa-se de alguns mossos que saibo
bem de masseira o que vao entregar pao a al-
guns freguezes : na travessa da Madre de Dos
padaria de Manocl Ignacio da Silva Teixeira.
Na ra do Vigario casa de J. O. Elster ,
acha-se urna carta para ser entregue ao Sr. Re-
fac Felis Garcia. Na mesma casa ha para ven-
der chales de setim bordados do tres pontas e
de muito bom gosto bem corno vestidos do se-
mu, e soiasuc imiinn;, !< i...... -i *">" piuu-
dcs e dous carrinhos novos, tudo por preyo
razoaveis
se ;i cidade Nova casa do Antonfo Jos Gomes
do Correio que adiar com quem traetar.
= Sebastio Augusto de Figueredo, subdito
portuguez rotira-se para Portugal.
Precisa-se de um feitor que trabalhe, o
entmda do horta, e arvoredo; na Magda-
lena estrada nova primeiro sitio com portao
de ferro.
Precisa-se alugar um sobrado de um an-
dar,- ou um primeiro andar, que tenha com-
modos sufficienles nao se olha a preco sendo
as mas do (hieimado, Crespo, Cruzcs, Rozado
larga Quarteis Nova Cadeia ; quem tiver
annuncie.
Offerece-se para caixeiro, um mosso por-
tuguez de dado de 18 annos para loja de fa-
zendas, miudc/as, ra, ou armazem ; quem o
pretender annuncie.
Na ra Nova loja n. 58 ha urna car-
roca c cavallo que se offerece a quem quizer
pagar para conduziro que for possivel a saber;
areia cal, barro lenlia sal barricas sac-*
eos &c.
O prolessor substituto das cadeiras de pr-
meiras letras desta cidade tendo hontem sido
chamado para substituir ao professor de Foia do
Portas, convida aos paos, a mandarem scus fi
I los ; a casa ainda a mesma em que so dava
aula.
Precisa-se de 600^000 reis, a um e meio
por cento, com hypolheca em urna casa n'esta
praca em chaos proprios, livres e desembara-
cados; quem quiser dar annuncie, ou fale com
Victorino Francisco dos Santos, na ra do Ran-
go I n. 5i.
O Sr. Joo Claudino que morou no
Cear queira fazer o favor de annunciar sua
inorada ou dirija-se ao beco da Lingoeta no
Rccifo venda de Joaquim Jos Rabello quo
se Ihe desoja fallar.
A medicina popular americana que ha
tantos anuos est em uzo as Indias Occiden-
(aes e Orientaos, Costa d'Africa, && &c. tem
provado como urna medicina inestimavel sendo
preparada de prepsito para clima quente, e
composta do ingrdieotes que nem requerem
dieta nem resguardo, o pode ser administrado
scrianyas asmis tennis.
As vantagens desle celebre remedio em curas
de molestias de ligado, gotta, dores de rabera ,
inflaniaeoes em geral retcncoesdourina, pe-
dra na bexiga erysipela ataques nervosos,
lombrigas, Xic. &c. tem causado grande extrac-
co em todas as provincias, como nico e ver-
dadeiro purifcador do saogue.
A medicina popular americana composta do
dous principios dilTerentcs, um purgativo o
desobstruente romovendo os humores viciados
das diflerenles partes do corno e assim purifi-
cando osangue; o outro tnico dando forca
o vigor aos orgos da digeslao e por tanto impe-
dindo a cuniulaco dos humores nos intestinos,
&c. una combinacao como esta nao pode ser
seno proveitosa na maior parte das molestias ,
e sendo vegetal esta combinacao pode ser admi-
nistrada a crcatura mais delicada sem reccio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vende-so somonte em casa do nico a-
gente JooKeller, ra da Croa do Recifc n.
18, o para maior eommodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa do
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
Silva & C., e atierro da Boa-vista, na deSal-
les & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas \egetacs do Dr. Rrandreth.
Tomao-se dois cavallos para se engorda-
rem ; a pessoa que os quiser dar procure na
ra do Hospicio a casa n. 36 para tratar do a-
juste.
= Aluga-se o primeiro andar da casa de dois
dilos por cima da segunda venda em fora de
Portas, lado direito ; a tratar na mesma venda.
OSr. quequer fallar com Domingos da
Silva Campos, faca o favor de annunciar a sua
morada.
Aluga-se um armazem prximo alfan-
dega ;\os protendentcs dirijo-se ra da Ca-
deia velh.i n. 50.
= A pessoa por quem mandn Geraldo
Guilhermo ( da Provincia do Rio Grande do
Norte ) entregar nesta praca urna porcao de di-
nheiro de gados que Ihe vendeo queira o fa-
zer \ isto j ter decorrido demasiado tempo e
terem de si r conipridas ordens dadas sobre o
mesmo dinheiro oquetemordem de receber
tal sornma mora na ra da Cruz n. 51.
Deseja-se fallar com Antonio do Carmo
Lima a negocio de grande urgencia, que Ihe
diz respeito, por isso queira annunciar por esta
falda onde sua residencia, a im de ser pos-
iivcl procurar-se.
Aluga-se um hom preto para c servico
(|iiei o pretender dirija-se praca da
objecto.
__ Precisa-se de
de casa
visto a superior qualidade do cada Independencia n 3.
Achou-se umchapoem bom estado, e urna
hencala : rtuem for seu dono dirija-se ra m-
treita do Rosario, venda n. 9 que dando os
signaes certos Ihe ser entregue.



I
i
-i..
i '


urna ama forra de meia
idnde e de borw costumes oque entenda de
cozinha e engomado; a pessoa que quizer dirija-


= Precisa-se alugar um sobrado de um so
andar, ou urna casa terrea que tenha com-
Diodos para urna grande familia as ras se-
guintes : das Cruzes estreitado Bozario Di-
rpita o pateos do Carmo e Livramento e
atierro da Boa-vista : a tractar com Clemente
J^orcira de Mello na ra do Queimado loja
n. 18.
= A 4 mezes pouco mais ou menos appare-
ceo no Giqui indo com uns mattutos um
carneiro e como at o presente nao tenha
apparecido dono faz-se o presente annuncio ,
para quem se julgar com direito a elle diri-
girse ao mesmo lugar na venda de Joao'Antonio
dos Santos que dando os signaos Ihe ser en-
tregue.
= Em virtude do aviso enserido no Diario
de 9 do corrente tem o abaixo assignado a
declarar ao Sr. Joao Ferreira dos Santos, que
penhuma conta tem a concluir com elle por
3ue nada Ihe deve e do contrario aprsente
ocumentos; tem mais o abaixo assignado a
declarar ae Sr. Joao Ferreira que Ihe mande
Sagar a quantia que ihe deve; importe defazen-
as, que de sua loja Ihe confiou as quaes at
boje nao tem pago nao obstante ter-lhe sido
pedidas por algurhas vezes. Luiz Joze de Souza.
= Aluga-se urna casa no fim da ra do Co-
to vello que fca junto do portito da olaria do
Sr. Correia pelo preco de 128 rs. por Diez ,
com commodos para urna familia capaz tem
juintal e cacimba boa cozinha e fogao com
orno, ecom sotao, toda pintada de novo,
muita fresca : na ra do Cabug loja junto
do Sr. Bandeira.
= Aluga-se urna boa casa em Olinda na
ra de S. Joao por 6000 rs. mensaes com
duas salas adiante e urna atraz 4 quartos,
loja para estribara, grande quintal para capim,
tambem se vende : a tratar na mesma Olinda ,
sitio delronte do Lupe.
= Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenho e mais pessoas que estao em
rellacao com a agricultura que tem nos seus
ormazens, para vcndcrem grande sortimen-
to tanto de moendas como de taxas batidas
e fundidas assim como tambem espcro de In-
glaterra porcao de maquinas de vapor e mo-
endas fcando d'esta maneira com um com-
pleto sortimento para servir aos seus freguezes ,
o melhor e mais barato : na ra da Mudre de
Dos, n. 5.
= Antonio Ferreira Mendes subdito por-
tuguez retira-se para o Rio de Janeiro.
= Madame W'alter Nc Desire de Guerial;
jetira-se para Franca.
= Jos da Costa Fonceca brasileiro adop-
tivo retira-se para fora do Imperio.
= Manoel Ignacio Garca Ferreira retira-
se para a Bahia levando em sua companhia
sua mulher.
Precisa-se de urna negra que nao seja ve-
Iha e que saiba engomar ensaboar ecosi-
nhor; quem a tiver pode falar no Camboa do
Carmo, junto ao tanque que se dir qnem
quer.
= Ensina-se meninas a ler escrever e
contar grammatica portugueza fazer lavarin-
tos, bordar de todas as qualidades bordar l
de linho de marca ouro e prata e de ma-
tizes fazer flores rom toda perfeicao, vestir
unjos como vero os pais das mesmas que qui-
zerem Ilustrar suaslilhas e tambem aceita-se
pencionistas : a pessoa que quizer dirija-se ao
Mundo Novo casa n. 54 ; e na mesmo com-
pra-se penas de ema para espanadores &c.
Precisa-se saber se nesta praca existe o
Sr. Bernardo Jos Vieira Coutinho natural
da villa de Vanna em Portugal o sendo que
exista queira annunciar por esta folha para ser
procurado a negocio de sou interesse.
Precisa-se de 3:500S 4-.000S rs. hy-
pothecando-se um grande sitio perto desta pra-
ca ; quem quem quizer annuncie.
A pessoa que precisar de urna ama com
todas as habilidades para zelo de urna casa; di-
rija-se ao becodo Lobato n. 19.
Lchmann & C. fazem sciente que nao
mudaro o seu escriptono e que existe sem-
pre na rqa da Cruz do Rccife, n. 17 no 1.
andar.
Quem precisar de um rapaz portuguez
de idade de 16 a 8 annos para caixeiro de loja
de fazenda ou de escripia para o que sabe bem
destesdous empregos ou mesmo para outro
qualquer emprego e d fiadora sua conducta ;
annuncie por esta folha para ser procurodo.
Aluga-se urna preta para vender frutas ;
quem a tiver annuncie.
O Sr. Antonio de Siabra official de car-
pina dirija-se a ra da Senzalla Velba do Rc-
cife n. 46 para receber urna carta vinda da
corte.
No botequim Unio junio o quartei ha
sorvete de mangaba e taj de superior qtiuli-
dade ; no mesmo se precisa alugar tres mo-
leques.
Piwn-s lo 300 rs n tremi sobro
hypotbeca em urna excellenle casa terrea sita
no bairro da Boa-vista, a qual acha-se desem-
barassada : a quem convicr annuncie.
O tbesoureiro da lotera concedida favor
da matriz de S. Pedro Mrtir de Olinda annun-
cia oo respeitabel publico que tendo havido
grande extraco de bilhetes desde o dia 9 do
corrente retilica o que tem promettido a cerca
do seu andamento que ser infulivelmente no
dia 22 do prezente fquem ou nao bilhetes.
Se antes d'este dia ven ler-se o resto, corrers
antes as rodas. Os bilhetes s esto venda
nos lugares seguintes = ra da Cadeia em casa
do Sr. Vieira cambista ruado Collegio eui
casa do sr Menezes ra do Crespo loja do sr.
Braga praca da Indepen Jencia loja do sr.
Figueiroa ra do Cabug botica do sr. Mo-
reira.
= Manoel Buarque de Macedo, aviza seus
credores que achando se divorciado por sen-
tenca do juizo Ecclcsiastico passada em julgado,
vai do primeiro do Maio em diante proceder
inventario dos hers do seu casal no termo
de Porto Calvo Provincia das Alagoas ; pelo
que se dignem de comparecer por si, ou seus
procuradores, fim de que justificados seus cr-
ditos, posso na partilba ser separados bens para
seu pagamento,cj d'agora protesta contra a-
quelles que se nao appresentarem com suas
dividas justificadas a Ihes nao pagar se nao a
metade dolas seja qual for a sua origem, po-
dendo somente ditos credores haver de quem
licou de posse da outra meiacao, a outra meta-
de de seus crdito.
- Adverte-sc ao Sr. caixeiro das taboas ,
que mande entregar a carta que tirou do cor-
reio, do contrario passar pelo desgosto de
ver o seu nome puplicado por esta folha acom
panhado das ra/.oes, que o impellirao para se
apoderar da carta que Ihe nao pertence.
= Joaquim Luiz Simes Lirio retira-se
para o Maranho.
O Sr. Claudio Meinello marcineiro ou
piannista, queira annunciar a sua morada ,
que se Ihe deseja fallar.
= Aluga-se a casa n. 6 de 3 andares e so-
tao no atterro da Boa-vista toda forrada de
papel no maior asseio possivcl, duas ditas no-
vas na ra da Aurora duas na Soledade urna
loja na ra do Sebo um sitio na frente da
Igreja dos Afflictos todo murado, ecom mui-
to boa casa para urna numerosa familia ; urna
casa de sobrado arranjada de novo ; urna dita
terrea com bom sitio murado e pomar de la-
rangeiras ambas a margem do rio na frente
do sitio de Francisco Antonio de Oliveira, com
qjcmsc tracla dos procos, ou com o seu caixei-
ro Manoel Joaquim da Silva.
Em consequencia do annuncio do Diario
de 10 do corrente Marco, roga-se ao Sr. do
engenho Queimadas queira ter a bondade de
indagar se o escravo que existe em seu poder
tem ossignaes seguintes: baixo um pouco
ebeio do corpo, cara redonda olhos peque-
nos ps chatos sem barba de Angola mas
muito ladino de nome Francisco (por alcu-
nho Chico rico ) por ter sido de Francisco Joa-
quim de tal, (por alcunho Chico rico ) mo-
rador nos A ffogados, sendo este o escravo ; ro-
ga-se ao mesmo Sr. do engenho manda-lo le-
var ou no engenho Pitimb do Cabo ou no
Recife no Forte doMattos, em casa de Gui-
Iherme dos Santos Sozes pagando-se as despe-
zasque houvcr feito egratificando-sc aos por-
tadores ; adverte-se que este escravo fugio em
13de Outubro do anno p. p e foi logo an-
nunciado.
dito areia preta 1080 chocolate do novo au-
thor a 1000 rs. a libra do frreo dito de
baunilha a 640 ditodesaude a 400 rs. cha
isson de primeira surte a 2560 a libra pilulas
de familia a 3200 o frasco de 50 com o seu
competente folheto os vordadeirosps de Ma-
noel Lopes a 1440 o frasco superiores bichas
ltimamente chegadas a 320 at 1000 rs. ca-
da urna ; assim como outras umitas miudezas
por preco commodo : na praca da Indepen-
dencia loja n. 39.
^ Vendem-se as seguintes obras de ouro
chegadas ltimamente do Porto: alfinetes de
cornelinas encastoadas em ouro para peito ,
voltas de cornelinas para pescoco com os
seus competentes brincos ditas encastoadas em
ouro
finos
dito oflicial de alaiate", um dito muito fiel por
350:000 reis ; trez escravos proprios para sitio;
na ra do Agoas verdes n. 46.
Yende-sc os pertences e mais utencilios
o bemfeitorias com farinhas ou sem ellas '
da padaria da ra da Gloria do lado do sul a
dinheiro ou com abono ; (cuja padaria o for-
no pertence a casa, )bem afregue/.ada e o alu-
guel em conta : a fallar na travessa da Madre
de Dos, na padaria de Manoel Ignacio da Sil-
va Teixeira.
Vende-se urna negra crioula com algu-
mas habilidades, para fora da trra : na ra
Nova n. 20.
Vnde-se urna barcada com todo o ne-
cessario prompta a fazer viagem anda em
obra de muito gosto cordoes de ouro ; muito bom estado ; adverlc-se quo vende-se
anclos e botes para abertura livros por preco commodo por ser para liquidacao do
de ouro e prata ,
mem e senhora
incias de linho fino para ho- contas : na ra do Encantamento do Recie
lisas e bordadas, tudo por venda n. 11.
preco commodo : na ra da Cadeia do Recife ,
joja de ferragens n. 56.
Vende-se urna casa de sobrado de um an-
dar e sotao no Atterro da Boa-vista n. 17 .
Vendem-se 300saccos vazios de linha- com 110 palmos de fundo e 23 de largura ,
ge, proprios para qualquer genero; um ap- com parto de quintal murado e parte por mu-
parelho de louca de porcelana para cha ; um rar, at a baixa mar do Rio Copibaribe : na ra
palanquim em muito bom uso tudo por pre- do Fogo n. 27.
co commodo : na ra do Amorim no Recife, = Vende-se urna morada de casa terrea nos
armazem n. 32. ATogados, em chaos proprios, sita na ra de
Vendem-se 5 barricas com 24 arrobas e S. Miguel: na ra de Orlas ,*h. 82.
24 libras do cobre velho em folha; um caixao Vende-se urna corrente de ouro fino feita
com 3 arrobas e 20 libras de pregos de bronze; no Porto um trancelim para homem com pas-
3folhascom 19 libras de cobre, mais 17 fo- sadores, colheresde prata desoupa e de cha,
Ihas com duas arrobas o 23 libras : na ra No- um palhiteiro ecampainha de dila urna ca-
va, lojas ns. 2 e 4 de Julio Colombier &Com- xa com realejo que toca dando-se corda um
panhia ; assim como tambem se vendem dous relogio decaixa de ouro bom regulador, um
cvalos de estribara com todos os andares dito pequeo de caixa de prata pares de brin-
= Vende-se urna preta de nacao, de 18 eos da moda : as 5 Ponas, n. 45.
Compras.
= Compra-se urna corrente de ouro de lei :
.ia ra do Rangel, n. 54.
= Compra-se urna cabra bixo que tenha
bastante leite ; quem a tiver annuncie por esta
folha.
Comprase urna casa, que valha 3 a 4
con'osde reis, e que seja livreedesembrassada,
e em chaos proprios : na ra do Collegio, n.
6, botica de Cypriano Luiz da Paz.
Compra-se urna mulatinha de 12 a 13
annos sendo sem vicios nao se olha a preco :
na na de Agoas verdes, n. 46.
Vendas
No deposito da fabrica de fazer colxetes ,
de Lehmann & Companhia, na ra da Cruz, n.
17 no primeiro andar existe um bom sorti
monto de colxetes, eso vende os numerosa
vontade dos compradores
"^ Vendem-se chapeos do Chile finos a
6000 rs. luvas compridas de pellica branca ,' a
720 e curtas a 640 para senhora (tas de [ cozinha e lava ,
sinteiro de menin'is que tambem serve para Icios, e nem ac
annos, bonita figura faz todo o servico de
urna casa engomma liso cozinha bem, mui-
to esperta e ptima para mucamba: na ra
do Cabug loja do miudezas defronte da Ma-
triz ou na ra do Aragao h. 5.
= Vende-se na ra do Queimado loja n.
14 um cavallo grande de bonita figura com
todos os andares e gordo ; urna meia commo-
da um sof pequenode Jacaranda; dous espe-
Ihos grandes, dous pares de mangas de vidro
lavadras, 2 pares de cnsticaes de prata urna
salva pequea para copo de agoa 12 colheres
para soupa 12 ditas para cha urna para as-
sncar, tudo de prata o novo.
= Vende-se um cavallo russo bom esqui-
pador e passeiro bastante grande e carnudo,
sem achaques nos 4 Cantos venda n. 1.
= Varios Contos Histricos Religiosos para
instrueco de familias chrislas. Sao pequeos
folhetosmui bem impressos na cidade do Por-
to desde20 rs. at 200 de que todo o chefe
de familia se deve prover : vendem-se na lo-
ja delivros de Antonio Jos Pcreira Das, ra
do Collegio n. 20 canto do largo de Palacio.
= As Dcadas de Barros, continuadas por
DiogodoCouto ntida edico de Lisboa em
24 volumes ; vendem-se na loja de livros de
Cardozo Ayres, na ra da Cadeia.
= Vendem-se chapeos de palha c do chile,
bem sortidos: em casa de L. G. Ferreira &
Companhia.
= Vendemrse vinho de madeira legitimo em
pipas meias pipas e barris cha hisson e pe-
rola em caixas e latas e chumbo de munico
do melhor sortimento : em casa de L. G. Fer-
reira & Companhia.
== Vende-se assucar refinado em pae as
160 reis a libra, primeira sorte e em h a
120 rs. segunda sorte, e a 80 reisterceira, mel
a 80 reis a garrafa o assucar he puro de potas-
sa e cal : no deposito de assucar refinado oa
p do arco de S. Antonio.
= Vendem-se dous piannos de superior gos-
to chegados recentcmente dos quaes um he
de forma horisontal e outro perpendicular ,
ambos de vozes muito boas por procos com-
modos vista a qualidade: na ra da Cruz, n. 55.
= Vende-se poixe secco de superior quali
dade prximamente pescado nos mares da liba
de Fernando : na ra da Praia armazem n.
17 e Fora de Portas, junto a venda do Sr.
Diogo.
= Vende-se batilha branca muito en-
corpada propria para cobertas de escravos : na
ra do Queimado loja n. 2 esquina do beco
do Peixe frito.
Vende-se um sobrado de dous andares ,
sito na ra da ^enzalla nova do bairro do Re-
cife, n. 16: na ra do Queimado n. 41,
loja da esquina.
Vende-se um banheiro de folha com o
competente selindro por preco barato : na
ra do Crespo n. 23.
Vende-se urna escrava moca engomma,
urna dita da costa sem vi-
jaques de 20
Vende-se effectivamente superior salitre
refinado em barris e a retalho por preco
mais barato do que em outra qualquer parte: na
ra das Laranjeiras, sobrado n. 5 de Claudio
Dubeux.
Vende-se azeite de carrapato em todas
as medidas, caadas e a retalho, por preco de
seis patacas : na ra Direita na loja defronte
do beco de S. Pedro, casa de Bernardino de
Sena n. 5.
Vende-se pentes de tartaruga da moda ,
abertos o lizos e de penna abertos assim
como se concerla toda obra de tartaruga, e com-
pra-se porcao de tartaruga : na loja do tarla-
rugueiro no sobrado da esquena que volta pa-
ra a ra das Trinxeiras no pateo do Carmo.
Vende-se urna faca aparelbada de prata ,
urna porcao de dita em obra s velhas para des-
manchar pipas vasias quartolas, e barricas,
um apparelho para cha de porcelana dourada ,
mangas de vidro, urna bandeja e um hahu
novo : as 5 Ponas n. 45
= Vende-se urna preta de nacao bonita
figura de 18 annos., sem vicio algum mui-
to esperta boa arranjadeira de urna casa sa-
be cozinhar, engommar, e faz todo servico:
na ra do Cabug, loja de' miudezas, junto
do Sr. Bandeira ou na ra do Aragao casa
n. 5.
Vendem-se tezourasde Guimares, para
alfaiate barbeiro : na ra Direita veuda da
esquina de S. Pedro, n. 16.
Vende-se salea parrilha muito boa : na
armazem do Braguez ao p do arco da Con-
ceicao.
Vende-se um quartao bom por proco
commodo : na ra das Cruzes n. 40.
Escravos fgidos.
annus : urna
suspensorios." a 160 a vara ditas de gnrea pelo dita boa quitandeira por 300:000 reis; mais
mesmo preco caixinhas douradas com agulhas urna dita por 150:000 reis ; urna dila engom-
finas a 3-20 cada urna ramos de flores france-jma, cozinha por 380:000 res ; urna dita por
zas a 240 fita de veludo para cabello a 100 a 280:000 reis ; um bonito escravo de 18 annos .
vara ra; roo hamburguez a 17O a garra-j ofciai de toda obra de pedreiro ; um bonito
fa dito princeza da Babia a 1000 rs. a libra i mulato bom copciro pagem c bolieiro ; um
= Desappareceo no dia 15 de Fcvereiro,
urna negra (julga-se estar induzida por algum
negro ou em algum sitio ou pelo arrebal-
des de Ponte de Ucha ou de Monteiro e
Appipucos,) com os signaes seguintes : de no-
me Luiza nacao Mexicongo um tanto em-
barazada no fallar, levou vestido de chita ja
velho e panno da costa tambem velho com
urna cicatriz no queixo da parte esquerda pes-
coco bastante giosso, e boa altura; recora-
menda-se a todas as pessoas empregadas na po-
lica e capitaes de campo que quem a pegar
pode levar na ra da Gloria n. 84 qne ser
generosamente recompensado.
= Fugio no dia 11 pelas 5 horas da tarde
urna moleta de nacao Angola, de nome Florn-
da a qual tem os signaes seguintes : cor bem
preta baixa beicos grandes pernas arquia-
das, tendo tambe as costas marcas da trra
della, que paiete bordado, pcitos pequeos,
levou vestido de chita roxode quado j velbo ,
camisa de algoda tambem velba e por isso
se pede a todas as authoridades policiaes e mes-
mo capitaes de campo a sua aprehenso e
| mesmo se recomenda ao Sr. Commnmiente do
Begistro a nodeixem sa'iirpara fora ; quem
a pegar leve na ra da Praia em casa de Joa-
quim Pereira de Mendonca
pensado do seu trabalho.
que ser recom-
Reofe: na Typ. de M. F. de Fabu.=1843


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