Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04913


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Full Text
w
Armo de 1843.
Quarta Fe ira 15
Tu'lO agora dependa-fe na ikoi ; di noaae prudencia mcder<;a.. energa : Con-
n'lSIBOa como principiaran! e aeremoa iponlados Com idmya'r ao'tntrt as atoca aaaia
collMa ( Proclamaco da Assembla Geral do Bm.)
1PARTIIIAS DOS (KHEKJS TEHRESTKES.
Goinnnc Parahiba e Kio grande do Norte aegunda a senas feuaa.
Boni'O C Garanhuna a 40 t ti
Can*.,. S:rinhaem, Ri.. Formoao PortoCaiTO Maceio, e Alagoae no 1. 11 Jl
Bi'.'-v's.te Florea a 13 e 28. Sanio AnUe, quintas feiraa. Olinda lodoa oa diaa.
DAS DA ftfcWANA.
31 >'e{j. /. Bodrisi M. Aod. do J de ti. da 2. r.
1 i lirc. Mathililes Rainha Aud. do J. de D. da i. r.
15 djliaJl. *. Henrique Re. Aud. do J. de D. da 3. t,
i Ouim. a. Cyriaco M. Aud. do J. de D da 2. t.
17 Stit. a. Gertrudes. Aud do J. de D. da 1 t.
4S ''"''. 'jabriel Arcanjo. Re. Aud do J. de D. da 3. T.
11) floir. 3 da quaresina a. Jote Eapo ao de N. S.
de Margo
Anno XIX- N. 60.
O Diario publica-ae lodoa oa diaa que nio forem Santificadoa: o preoo da esaignatura K
de trea mil rea porquartrl papoa adiantadna. Os enomeioa doa aeaignanlea lio inserido,
(ralia.e os doa que o njufoiem raxo de 81) res por linhs. \s reclamaivica devem aei din,
gidaa a cala Typ., ra dasOotesN "\i.nn ura<-a da InHenaiMJannia loja de liaroi N. 6a 8;
CimiiisNo da 14 de Mar.;o
Cabio aobre Londree J8 a ZtH|td. p. 10. Ooao-Moeda de 8.0OV.
Paria J5U res por tranco.
Liaba 1UU pur100 de premio.
N.
o de 4,UU
PlATi-Patacoea
PetoaC<>lomnarea
ditoa Mriicaaoa
compra Tend
15,UjU 1S.20J
14.8JJ 15,000
8,300 8,500
1,740 1,760
1,740 1,760
1,740 1,760
Moada de cobre ? por 100 de descont.
Jdem de lelraa da boae firmas 1 i por .
PHA&ESUA L.ANOMEZ DEMAKCX).
La Chela i lf, as 3 boraa a 3U m. da m. I La mira l., ka 3 I oras e 43 m. da manila,
Qj.n. mi, i 22, aa 8 loras a 14 m. da tard. | 0.uan. creso. A i!, a 7 c-raa e 21) a. da m.
i.
Preamar d: hoje
i 4 horas a .' 0 aa. da manira. | i.m a 4 horas a 54 ai. da Urda.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acia da nona sessilo ordinaria da Assembla Le-
gislativa Provincial de Pcrnambuco em 13 de
marco de 18-3.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada acharo-se presents 20
Srs. depulados faltando com participaco o
Sr. Lopes Gama. O Sr. presidente- decarou a-
berla a sessao ; oi lida e approvada a acta da
antecedente.
EXPEblF.NTE.
Um requer ment do reverendo froi Jernimo
deS. Pedio de Alcntara, min. provincial des-
ta provincia pedin io a faculdado de poder ad-
mittir prolssao de sua ordem mais .10 novi-
cos neste triennio : a commissao de nego-
cios ecclesiasticos. Um ollcio da cmara muni-
cipal de [gnarass pe lindo a criaefiodo nina ea-
deira de primeiras letras para meninas naqticl-
11 villa : -- commissao de instruccao publica.
Outro requerimento do secretario da cmara de
Iguarass pt lindo que o sou ordenado soja
estovado a 4003 reis : commissao de coritas
inunicipaes. Outro do reverendo padre .los
Goncalo, prole sor jubilado da cadeira de filo-
sofa do lyco desta cidade pedindo, que se re*
du-a urna resolucao o parecer da commissao
de instruccao publica considerando o supplieari-
te com di rei'.o ao ordenado annual de 601)300.)
res que venca antes da reforma do referido ly-
co : mesma commissao. Outro do secre-
tario da cmara de (iaranhuns pe lindo aug-
mento de ordenado:a commissao de con-
tas municipaes. Foi lido juhado objecto de
doliberaeao e a imprimir o parecer da com-
missao de instruccao publica acompanhatlo de
una resolucao declarando que o reverendo
Laurentino Antonio Moreira de Garvalho pro-
fessor.ubi ado do lyco tem direito ao hono-
rario de que trata a lei provincial n. 98 desde o
da em que foi dispenso de reger a sua cadeira.
Foi lido e ficou uddlado o parecer da com mis-
sao especial sobre a indieaco a cerra da amnys-
tia para os individuos comprometlidos as re-
voltas de Minas e S Paulo. Foi lido 0 approvu-
doo seguinte requerimento do Sr. Neto : re-
queiro a Impressad do parecer da commissao
especial a cerca da am lystia Foi lido e ppr -
vado o parecer da commissao do legislac3o in-
dererindo a pretencao do pr.fessor de primeiras
letras de Fra de Portas a cerca de urna gratifl-
cacao annual por contar mais de \i anooa de
servigo nao interrompidos. Foi lido e approva-
doo parecer da commissao de negocios das c-
maras devolvendo .'1 commissao de contas e or-
namentos 2 oflieios da cmara de Garantaos ,
um declarando que o lugar de porteiro se a-
cha vago porque ninguem o quer servir pelo
diminuto ordenado de 2o$ res e outro n cerca
da arrecadaeo do dizimo de mitineas. Ficou ad-
diado por ter pedido a palavra o Sr. Neto outro
parecer da mesma commissao jugando estarem
no caso de entrar em discussao 2 posturas da
cmara de Garanhuns. Um ollcio do Sr. depu-
tado Domingos de Sousa Leao participando nao
poder comparecer na prsenle sessao por se a-
chardoente e em uso de remedios : inteirada.
Outro do secretario da provincia participando
terS. Ex. o Sr. Presiente expedido as noces-
ro que o projecto relativo a forja policial teja
submettido comnn'ssoo de constituicao para
interpor ctm urgencia o seu parecer a respeito
da competencia desta assembla para pasar a
dita forca : foi apoiado, ecnfrou em dlscussSo.
0 Sr. Figucredo mandnu a sesuinto emenda:
se passar o requeriinenlo supprima-sc a pala-
vaurgencia, que nelle vem : foi appoia-
1o e entrn em discussao. Tomou assento o
">r. Uch^a Cavalcanti. Encerrada a discussao ,
foi rejeitado o requerimcn'.o ficando prejudicada
1 emenda. O Sr. presidente deo para ordem do
dia a mesma de hoje, ea discussao sobre a pre-
ferencia dos 2 projeclos da forra policial, o le-
vantan a sessao as 2 horas.
Pedro Francisrode Paula Caralcanti de Al-
buquerque presidente.Francisco Joo Carnei-
ro da Cunha \. secretario. Antonio Jos de
Oliveira 2. secretario.
sarias ordens ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes a cerca das nomeacoes dos
empregados desta casa : scientc. Outro do
mesma secretario remetiendo copias dos avisos
imperiaesde I7de desembro doannop. p.e 16
de Janeiro do corrente expedidos pola secre-
taria de estado dos negocios da fasenda sobre a
suspencao dos %. I., -2, 5., 16., e 22 do
artigo 36 da lei provincial n. 9-i :a commissao
de orcamer.to provincial. Foi lido 1 projecto do
Sr. Faria de estatutos para as aulas de iheo-
logia do seminario do Olinda.
(> Sr. Figuercdo mandou a mesa o seguinte
requer ment :requeiro que o projecto seja
com os estatutos que a approvacao desta as-
sembla ofereceo o prelado diocesano remet-
tido a commissao de constituicao 8 poderes pa-
ra dar seu parecer se cabe ui nao a ea I 1 as-
sembla ieiislar sobre o formal scjcntinco ao se-
minarlo episcopal. Foi lido, apoiado e ontrou
em discussao finda a qual foi approvado.
ORDEM DO DIA.
Rnfranilnmn i discussao o pro'ecto da tor-
ca policial com o vol em separado o Sr. Ne-
to mandou o seguintc requerimento : requei-
Projectos a que se refire a acta publicada no n.
antecedente.
N. 3. A commissao de estatisfica, divisan civil
oecclesiastca, lendo e meditando maduramente
acerca dos dous requerimento^ dos habitantes da
nova fregnesfa da Alagoa de bafxo em Mx.d ;
um pe lindo a esta assembla a continuacao da
iiniao da dita freguesia ao termo e comarca do
Garanhuns e outro pedindo a sepnraco da
mesma freguesia do termo e comarca de Gara-
nhuns e a unio ao termo de Cimbros he de
parecer, que esta assembla delira favoravel-
menteo segundo isfo o em que se pede a
unio da dita fresruesia ao termo de Cimbres, e
se indeflra eonseguintrnente o primeiro e
isto pelas scguinlcs razos que paiccerao in-
oncussas a commissao : 1.a, porque distando
a fregoesia de que aqui se trata apenas 2 a
25 lognas de Cimbres, quoa mnior longitde,
e 50 da villa de Garanl.uns, he evidente quam
penosa he a rommunicacao dos habitantes des-
sa freguesia coro os de Garanhuns, o a diffe-
renja que ha relativamente a Cimbres o que
va de encontr ao artigo 3 do nosso cdigo do
processo criminal o qual recommenda que a
livisao dos termos e comarcas seja proporciona-
da, quantofor possivel, A concentraco, disper-
sao o neoessidnde dos habitantes respectivos;
or;i, distando do Garanhuns a dita freguesia
cincoenta legOBS c de Cimbres vinte e quatro a
vi te e cinco, \-se iminediatam mte que da u-
niaodella a Cimbres resulta mais concentracn,
e commodidade aos seus habitantes, de que
continuando a pertoncer a Garanhuns; 2", por
que tendo a dita freguesia perlenci lo por 70
annos, ao termo de C'robres e tendo lodosos
seus habitantes, por tfiograndeespaco de lem-
po, vivido satisfoitos, tanto assim que nun-
ca representarlo contra a antiga nifio e ten-
do agora pido contrario os principaes habi-
tantes da antiga ieguesia podido a sua desmem-
bracSo de Garanhuns e oniSo de Cimbres, he
palpavel, que ellos gozavio de mais vantagom,
quando unidos a Cimbres do que presente-
mente; 3.a, porque constando actualmente o
termo e comarca de Garanhuns de B fregoslas ,
e estas das maiores da provincia ; quando to-
das asoutras comarcas e fregus i as corita) ape-
nas i, 3, e 2, a exceeo do Kecife eltio Formo-
so he evidente que na freguesia do Gara-
nhuns nao seda a disperso recominendada pe-
lo supracitado cdigo no artigo 3 comparativa-
mente com asoutras comarcas e freguesias ; 4.a,
que he como um corrollarioda terceira, porque
as autoridades de Garanhuns hiio de ficar mais
oneradasde trabilhos do que as das outras
comarcas, porque em regra onde ha maior
territorio ha tambem maior numero de habi-
tantes onde ha maior numero de habitantes ,
ha mais pendencias e questoes, e onde mais
pendencias, e questoes tem as autoridades mais
o quefazor ese as outras comarcas e fregue-
sias que sao mais pequeas as autoridades es-
tao sempreoecupadas segue-se que em Ga-
ranhuns nao podem (das vencer o que 6 de mis-
ter faserem ; o desta manelra nao se terh em
vista a neressidade dos seus habitantes o que
ral de encontr ao do artigo 3. do cdigo do
processo criminal, que a recommenda oque
nao foi reformado o se arles da reforma do
ortigo ero estasrasSesponderosas, multo mais
lepoisdella a vista da nova forma o naturesa
da provincia.
A commissao nao defaou de attentar seria-
mente para o requerimento dos que impugnao a
11 nio da mencionada freguesia a Cimbrw n
meditando acerca das rasoes em que so fun-
di os signatarios delle para roborar a sua pre-
tencao, que sa:l. o ser a pretencao dos que
querem auniao a Cimbres insidiosa e filha de
clculos gigantescos; 2. o distar a freguesia,
em questao menos de Paja de Floros, do
que de Cimbres, nao pode deixar de mais so
pronunciar contra esta ulti na pretencao, por
Neroni as suaz rasos, sobro Iraqusimas, com-
niiins e conseguintemente contraproducentem,
porque se ha insidia e clculos gigantescos na
uniiio da dita freguesia a Cimbres como dti-
les havendo alias tantas, e sao robustas ra-
soosa seu pro, e sendo ellos os ltimos, que
npresentarao o requerimento a esta assembla ,
com milita maior rasaopodem estes dizer, re-
torquindo o argumento que por nao haver ra-
saoalguma da parte dos seus contrarios, e por
terem estes se apresentado coma defesa para
assimodicr, antes da accusacSo deixao en-
trever com mais rasao insidia e clculos gigan-
lescos sendo claro, que a defesa (leve de est:.r
drigucs Carneiro da Costa,rse julgou a favor da
recorrida.
No revista civel, recorrentes o Dr. Jos Cae-
tano de Monezcs e Mano;! Maria Bergaro ,
o recorrido Manoel Francisco Lcssa se julgou
a favor daquelles.
Negou-se provimento ao aggravo do petic5o
los administradores do patrimonio dos orlaos
lesta cidade do Juizo dos Orfaos da mesma em
1
1
que
"JE-
ja do que de Cimbres
to liquido
foi aggravada D. Maria Candida Pina.
acsi:mwivv provincial
No lugar competente publicamos urna corres-
pondencia do Sr. Jos Pedro da Silva, que re-
clama contra urna parte do resumo da discus-
posposta a aecusacao, cmquanto a outra rasao sAo da'assembla 110 dia 8, que demos a luz em
edistar a freguesia em questao menos de Pa- M BnmWO 56. Con. esla publicaran satis-
fazemos ao \. da mesma correspondencia o
.assim cumprimos a palavra, que empentamos
, do q.ie de Cimbres nao |(1:""r;}*/'lamacu.-s, que se lizerem contra
lo distar menos de Cim- !a '"OxacUdflo que por ventura appareca nos
do que de Garanhuns. e se os habitan- 5a"0,J TI.....? nossosl,1e'toros t':>os offere-
culo dos lictales da assemlilea provincial. Nao
podemos porem dispensar-nos do fazer algumas
reflexes anda que mui breves., sobro a cor-
respondencia dita o sobro a que foi publicada
nesta folha em o numero57, assignada peloSr.
Dr. Felippo Lopes Neto.
Pretende o Sr. Jos Pedro, que no resumo
da sessao (lila houvo inexactldo em seu desabo-
no : relata o (acto, pelo qual trocou algumas
palavras com o Sr. Pedro Alexandfino de Bar-
ros Cavalaiili e concloe assegurando a boa
harmona, em que esta cora. este. Cabe aqui,
avista da correspondencia perguntar, onde
esl a inexactidao, (lequescquoixa onossocor-
respondonte ? O falto que elle expe, (oi ex-
actamente no substancial o que nos referimos;
a dilferenca pie poder existir ser apenas em
mais ')U menos ptjjhvras porque elle oconta, o
que em conclusao do a mesmo resultado, e
em omittiro mesmo (correspondente som du-
vida por esipiecimonto a cir"cumstancia de nio
ter o presidente da assdmbl admitlido urna in-
lerpellacao que pareca querer faser ao Sr. Pe-
distar menos de Paja
distre st(V a assercao
bres
les da nova freguesia nao pedirao a uniao a Pa-
ja porque suas antigs relaces seu eom-
mercio, sua commiinicacao, etc. sao com Cim-
bres, he 'daro. que he mu fraca esta rasao e
tanto mais ascimquanto corto que nao convi-
da liga-la Paja atienta a exIencjSo do seu
territorio ; e por isso a commissao offerece
con ideracio desta assembla a seguintc reso-
lucao:
Artigo nico. A nova freguesia d'Alagoa de
balso, em Moxot flea d'ora avante porten-
endo inloramente ao tormo e municipio de
Cimbres. FicSo derogadas as disposii.esem con-
trario. Sala das coiiiinisses 10 de marco de'
1813.Joao Antonio de Sonsa Beltrao Araujo
Pereira.Bernardo Beoelloda Silva Pereira.
lio
Ibo
1110 se 10 no resumo falla-
N. I. A commissao de forca policial tendo
na devida consideracao a necesidade da pro-
vincia, que faz o objecto dos seus trabalhos,
combinando-a com todas as outras c os meios
para as satisfa/.er, e levando em calculo os re-
cursosgeraes que podem servir pora acodir as '.'.'"v'i'":!','m'r
exigncias da polica, assentou por maioria 0**"""
de s s men.bros no sogliinle projecto de lei que l s,? "d" nu;mto disseroos no resumo da
tem a honra deoITerecer a consideracao desta as- ;,,scuf '"' WM" PeJ noss *** po/TW-
,. poiulente com a excepi ao nica da reflexao do
semidea.
A
narobuco
Art. 1. O corpo de polica da provincia em o
anno Onanoeiro de 1843 a 1814 ser composto
dequatrocentaaourna pracas, com a organi-
sacao actual.
Art. 2. Fica revogado o art. 2. da lei n. 96,
e
assembla legislativa da provincia de Per- presidente(da asvombla como podemos ser
j n. lachados de pomo exactos ? !e o corresponden-
te nao nega que o que ahi contamos, foi o
que se passou como nos arge ? Nao tem ra-
san. Se referissimos o quetf'e nao tivesso passa-
do bem : inuita rasao de qucixalhe assistiria;
mas o contrario patente. Portanto se desa-
oan.imeirapartcdoartigo 3. da lei n. 78 e bono pode trasor o que relatamos acerca do
nLm todos os artigos desta lei, que nao fo- mosmo correspondente e o dito Sr. Podro Alc-
r,SoaIterados pela presente. ^unmt de nos cerlameate nao pode nascer.
O abaixo assigna lo memoro da commissao
de forca policial, nao podando concordar com
seas Ilustres companheirosda commissao as-
sentao seguate votoom separado.
A assembla legislativa provincial de Pcrnam-
buco decreta:
Art. 1. A forca policial de toda a provincia
para o anno lnanceiro de 183 a 18H constar
de quatrocentas pracas de infantaria.
Art. 2. O Presideate da provincia distribui-
r eo anisar a refer .la forca como entender
mais conveniente a economa e disciplina do
corpo com tanto que a sua despesa nao exce-
da 102:000< reis.
Art. 3. Fica revogado o ai ligo 2. da lei n.
96 e a primeira parte do artigo 3. da lei n. 78,
oem vigor todos os artigos desta lei que r.fio
foro alterados pela presente.
Art. \. Ficao revogadas as disposices em
contrario. Paco da assembla legislativa pro-
vincial 10 de marco de 1813. Manoel Francis-
co de .'aula Cavalcanti.
Tribunal da Sldacao.
SESSAO DE H DEMARCO DE 183.
Na revista civei recrranle o cummumlador
Bernardo Jos Borges.e recorrida D. Luiza Ilo-
cionar-inos: oque se passar as sessoes, quan-
do por nosforouvido e entrar em nossa fraca
comprehenso ser referido mas o que se
passai em particular ou nao estiver no caso
apontado nao.
Chamamos a attenco dos nossos leitores;
pedimos que se confronto o resumo dito com a
; correspondencia seguinte; assim se conhecer a
verdadedo (pie levamos dito; naoqueremes por
! modo aigum que se nos atlrib ia ma f. At aqui
o nosso trabalho da assembla gosa a opinio
domuiexa to apesar de nao tormos tachigra-
fos : continuaremos com a mesma sinceridade.
Fallando agorada correspondencia doSr. Dr.
Neto nao podemos deixar dediser, quea nossa
consciencia ainda nao est de todo tranquilla ,
com o que ah se diz; parece-nos, que o queno-
r sumo da sessao de8dfssemos foi o que sepas-
E iu. Ouvimos alguns Srs. deputados que at-
' ni iosos aos debates, foro presentes i sessao
iesse dia: ellos nos asscguraro que ffem ha-
vidoa maior exadido nos rc-umos queapre-
sentamos epor tal forma, nosso deque agora
so trata. Nao tendo rasao, para suppormos
que o Sr. doutor Noto queira retirar as suas ex-
press6es, diseodo que nao referimos a seu
'o o que se passou. 011 n>rrlr_wf rmr
nos pa ecer, pie um engao involuntario ha da
parle do mesmo Sr. quando diz que nos en-


ganamos. No callor de urna discussiSo, muitas
vezes escapao couzas, que nao ero do nossas
intensos :u?amos de expresses que, san-
guefrio, nao empregariamos, e aventuramos
proposicoes absurdas de q recordamos ao depois : E'mui provavel, que
o Sr. doutor Noto nao estoja bem presente ao
que disse (sobre isto nenhum juizo fazem >s) na
maneira poiqie so exprimi niquelle dia em
que a discusso foi um pouco calorosa. Pode-
mos estar em erro, mas comn3sco errao entao
todos os Srs. deputados A quem temos ouvido
talresp ito. Seja porem o que Mr ; esperamos,
que nos faraoa justica de accreditar em a nossa
sinceridade.
Correspondencias.
Srs. Redactores.
Tendo havido n'assembli provincial entre
mim, eoSr. Pedro Alexandrno de Barros Ca-
valcanti urna desinteligencia que deo motivo
-a trocarmo; algumas palavras, e apparecenJo no
resumo da discusso, que publicou o seu Diario
o facto alterado e com algum is inexactides
m meo desabono do mej dever desfazer o
engao publicando o que se pa-sou.
Por occasiao de sustentar eu, um requerimen-
to que tinha feito o Sr. Barros dirigjo-mo al-
/- guns apartes, que me parecrao extrinsicos
quostao e por isso llie disse, que elles nao ti
nho rellacao com as minhas asserces. O Sr.
Barros respondeo-me que muila rellacao ti-
nho. Tornei-lbc que sem duvida elle nao me
tinha entendido o que talvez fosse de nao me
ter explicado bem. Deo-me em resposta o Sr.
Barros talvez. Pois entao, disse-lhe eu, vul-
tarei a traz.e explicarei o que quero dizer. Res-
pondeo-me o Sr. Barros nao preciso.' Lo-
go, disse-lhe eu, nao est a falta em mim. Ahi
terminamos, por nos ter chamado a ordem o Sr.
presidente d'ussembla.
Pedimlo depois a palavra o Sr. Barros, prin-
cipiou por di/.er-me que houvesse eu de trata-lo
com mais urbanidude e maneiras mais civis ,
porque podia mui bem succeder que em outra
occasiao nao es^ivesse elle para conderender.
vista desta advertencia emqueoSr. Barros ir-
rogava-ine uina iniuria eamoacava-me, pedi
a palavra e respondi-lhe, que nada tinha eu di-
to (|ue o olT,:ndesse o que se podia ver das mi-
nhas palavras (que repet) Mas tendo-me dito
o Sr. Barros, que a olensa e tva em nutras ex-
pressoes convideio-c*pira me dizer quaes erao
ellas c nada respondendo-me, disse-lhe entao.
quepordignidudeda casa.e minha.e poratten-
co boa intelligencia em que nos achava-mos,
maneiras attenciosas com que elle me tinha
sempre feito o favor tratar-me Ihe affirmava ,
que nenhuma intencio tinha de offende lo; mas
se nao obstante as explica e*, e satisfaco que
Ihe dava quizesse elle presistir na sua opinio ,
eu Ihe deilarava que nao me curvara s suas
anjearas.
No dia seguinte o Sr. Barros que e dotado
de milita docilidade e prudencia nao levo du-
vida de dirigir-se a mim e declarar-me que o
seu procedimento do da anterior foi devido a
perceber as minhas palavras urna oTonsa a si ,
e convencendo-lhe eu nesta occasiao do contra-
rio uranios a linal em boa armona.
Quoiro Srs. Redactores dar publicidado a es-
tas linhas, que muitaobrgaro aoseu venera-
dor e criado
Intf P- irn Qff*n
rem servir-se das observares que vou submetter
ao prello.
Todas est.is relaxos expenli a um dos mim-
bro* dacommissao, pessoa illustrala debas-
tanto vi^or lgico para comprohenier minhas
ideas, assim comoflzconhecer aalguns outros
depulalos a importancia do opsculo. E' pnis
de imaginar, que as pessoas que compre o cir-
culo legislativo da nossa pitria haao de arbi-
trar n8n menos que 3:000000 rs. por esta lu-
cubrado.
Separa um compendio de grammatioa portu-
gneza a commisso da assemblea provincial lem-
brou-se de marcar 5.0)0S*>M) rs. nao pois ex-
orbitante para um trabalho de ontro Ronero a
mianlia que acabe! de indicar. Na1a menos dif-
ficil, actualmente, do queorganisar urna aram-
matica do idioma vernculo, sejo quaes forem
as condices que queiro aprestar. As gram-
maticas da lingua portuguesa soinnumeraveis,
e ha sobre esta materia excellentes couzas que
se pelem para organisar um compendio: de mais
a mais esseconnen lio dalo A luz para servir
as esrolas primarias nao deve sor mais do que
urna abreviatura de todas as robras, pnr is mosmo urna sinopse pnr assim me exonmir.
Nem outra cousa convinha a um livro ofTerocido
instruoco de alumnos que se arho na sua
primeira infancia. E' portanto um trabalho do
resumo, epor isso mosmo sem expanco em
sua rbita grammatioai, Nao porem assmi a
memoria sobre a cultura do algodo. Nenhu-
mj cousa temos desto genero em que se trato
a materia do um modo to claro to positi-
vo e tar extenso. Nao s pelo que concer-
nonte (radunciio como tambem pola ampl-
dio das observares o do discurso preliminar.
Este trabalho do outro genero.
Tendo expendido mui resumidamente ostra-
bal'ios que se encerrar) nesse opsculo julgn-u e
comdreto a esperar la assemblea provincial ,
que a sua recompensa seja igual magnitude do
objecto de que me encarroguei. No momento
em que o Exm. Sr. Bariio da Boa-vista araba
de levar ao soio da as-cmblca provincial o esta-
do da languidez, e definhamento da nossa
agricultura, o que se observa na sua falla da
abertura das sessoes desto anno parece, que
o de alguma maneira trazer um estado vital i>o
nosso commorco presentando Ihe mothodi-
ramente meios effira-'es e infaliveis de susten-
tar melliorar, e ad:antarum dos ramos mais
interessantos qual o da cultura do algodao ,
alem do outros que comprehendi no meu Dis-
curso.
De passagem lomhro o dito de Horacio : O
enfeiidimento e a pobreza as mais das vozes mo-
rao juntos. Son de Vms. Senhores Redacto-
res a migo eohrigado Jo/lo de Rorros Falcdo
de lbuqaerque Waranho.
Vanedade.
O CARAPUCEIRO.
PREJIZOS n'ANTIGIDADE E d'aCTORIDADE.
i
Senhores Redactores Enderecei A assemblea
provincial um requerimonto no qual Ihe ofTe-
ci a traduccao da memoria sobre a cultuiado al-
godao esperando da sabedoria e patriotismo
de urna tal corporacao que houvesse de coroar o
meu trabalho destinando-mc urna recompensa
pecuniaria e impriuiindn tambem essa memo-
ria custa do cofre provincial: mas quando
assim obroi, mortificado pelo estado da nossa
agricultura tao dbil, c quasi n'uma peiTcita in-
fancia ntrenos foi tambem com o intuito que o
subsidio conferido pela nossa asssmbla seria
digno della e digno do escabroso trabalho a
queme dediquei. Nao 6 una traduccao des-
carnada qu eu presentasse a assemblea : sim
urna traduccao, mas realmente difllcil por
isso que ella se acha semeada de termos de
historia natural termos teihnicos de botnica ,
que preciso eutende-los, rctifica-los, accom-
modamlo-os ao nosso pensamento em agricul-
tura. Alem deste trabalho material, em quanto
a traduccao eu Ihe rcuni illustracocs conveni-
entes ao nosso estado aercola extrahidas de
autorjs excellentes unindo tudo isto, rofle-
xes filosolicas, e accommodadas ao estado do
nosso paiz respectivamente cultura do algo-
do. Occorrc ainda que juntei ao principio
deste trabalho bem como urna introdueco um
discurso assasextenso, no qual desenvolvi
que havia de conveniente ao systema rural do
nosso paiz fasendo appareceras doutrinas re-
cc!hida*4ff? semelbante ma'cria. Obsorvacos
me purecem exactas a analise dos nossos cam-
pos a divisao das nossas culturas. o methodo
a pratica tudo se acha ahi cousiznado eos
nossos agricultores teio um grande soccorro
Musse inesuio di&cuisu c por ventura quise-j Bramanes,
O pezo dos seculos faz-nos curvar a fronte ,
ea ferrugem dantiguidade nos infunde supors-
n'cioso respeto. Em verdade no faltao ho-
mens, que em vez de calcular a somma dos
bens o males que prdo qualquer medida ,
qualquer estabelecimento produzir vao per-
der-se as trovas dos passados tempos para a-
charalgum povo que os admita ou regeite.
r>s Padres Egypcios no acto de sagrarem os spiis
Res faziao-os jurar, que nunca adonlariao
iisoaljum estrangeiro. As mais celebres uni-
versidades especialmente a de Parir no 14 se-
cuto levarto a sua veneracao por Aristteles
tal ponto d'extravagancia que os alumnos
foriio obrgados A jurar de defender todas as
opinioes deste filosofo as d'Averroes e de
outros seus antigos commentadores. Os navios
da China sao pessimamente construidos; e
posto que osChinezes nao posso recusar a sua
admiraciio nos da Europa tadavia dizem que
a (abrica d'aquelles he o antigo uso da China :
e se alguem insiste, demonstrando os incon-
venientes elles respondem quo assim est
estabelecdo no imperio e ho quanto bas-
ta. Essa supersticiosa oonfianca as prati-
cas dos antigos foicauside no observatorio de
Pekinnaose fazer uco dos telescopios para f>
objectos que escapao \ vista e do pndulo
para a medida do tempo. Na mesma Inglater-
ra e no seculo 17 o grande Harvcry, que tor-
nou-se Ilustre pela dcscoherta da circulaeao do
sangue, foi considerado temerario por se ha-
ver apartado dos dogmas d'anliga escola, e co-
mo medico perdeo boa parte de clientclla.
So oxaminarmosom si mosmo o argumento
tirado da aucloridade dos nossos maiores ; a-
charemos que sendo como he estranho
ideia propona niio subministra criterio algum
para distinguir Ritual boas ou mas qualida-
des. Em seaundo lusar esto argumento presta
o seu patrocinio As instituicoes mais saudaveis.
igualmente que s mais perniciosas, ass'm s
melhores como s piores leis : nom em outra
base se firmiio os systemas tao discordes dos
de Fo e de Mahomet.
se a experiencia he m5i da sabedoria"; se a
experiencia cresce em rasao da i lade ; claro he,
que o seculo actual deve ser mais sabio gue os
antecedentes ; por quo experiencia dos outros
une a propria, se nelhante um rio que
ongrossa proporcao, que des e: ho igualmen-
te claro que os nossos maiores, como se-ex-
prime o Sr. Jeremas Bcntham ero os mocos,
e nos he que somos osvelhos; por quo entre
individuos contemporneos colocados na mesma
situarlo, o mais avancado em i lade po-sue cor-
tamente maior fundo d'experiencia : mas entre
duas goracoes a cousa he mui diversa : a que
precede nao pode ser rica de tanta experiencia ,
quanto a que se Ihe segu, hem como o ro he
menos rico de agoas na sua origem que na
sua foz. Dar por tanto As gerarSas anterioras
o nome de velho tempo he o mosmo que chamar
velho a um menino que anda na escola.
Essa tilo gahada sabodoria dos antigos tempos
nilo he pois a sabedoria dos cabellos brancos se
nao a sabedoria da infancia, pelo quo entendo,
que pretender quo nos conduzamos pelas o-
piniesd'ontro seculo he o mesmo quo inti-
mar A aquelle, que para ir d'aqui para a Bahia,
por ex. preforisse embarcar em urna misera-
vel canoa que era muto usual entre os nosso
maiores o fazor a viagem em urna bella fraga-
ta. Advirta-se porm que recomendando o
exame das opinioes nao pretendo com isto ti-
rar aauctoridado aos fados, que os nossos mai-
ores nos transmittiro como resultados da sua
experiencia. Elles foriio o que nos somos; el-
le sofreno males e procurariio dar-lhes re-
medio ; a sua pratica forma urna parto da nossa
oxne iencia ; e o quo elles roconhecero por
ttom om todo o genero constituea nossa heran-
ea : finalmente para melhor me explicar di-
rei quo nos podemos por ex. regeitar ac
suas opinioes cohro o modo, por que o mercurio
cura o virus venreo ; mas niio que elledeix
do nroduzir osso beneficio. Nos jA niio eremos
na Phisica de Aristteles ; com tudo conserva-
mos os faotos, que Aristteles recolheo e as
varas idadesoonfirmriio.
Do nimio rospoito As opinioes da antiguida-
de parece filho natural o odio contra toda r
qualquer innovaciio. Com o primeiro prejni-
7o se dir : queremos mantor tudo quanto fo
esfabelocido pelos nossos antigos, com o segun-
do : nos recusamos fa^or o ru*j os nossos maio-
res niio fizero. Tal projui/o tao absurdo he .
que doliese segu por necessaria consequencia.
ouo se dovo condomnar tudo quanto se tem fei-
to desd'o principio do mundo ate hoje ; porque
tudo o que actualmente he antigo, algum di?
j foi novo ; e por outra parte inderessa-se
condomnar os progrossos do espirito humano
em todas as arles e scioncias. Em defesa des-
te projuizo diz-so, que se a novidade propost.i
fosse til jA teria sido adoptada por nosso?
maiores os quaes nao sabino menos, que nos.
A esto sofisma responde a Historia, mostrndo-
nos d'um lado muitas novidades utilissimas .
nne forao ignoradas do nossos maiores dizon-
do-nos do ontro, que algumas novidades ach-
ro oppos'cao nos inferosses privados. Sirve
d'exemplo primoira proposieiio a illuminacc
ilas mas introdnzida somonte no presente secu-
lo em a mor parto das Cidados europeas c
me ainda boje falta em alsumas. Sirva d'exem-
plo o uso do sepultar os cadveres antes em co-
meteros pblicos do oue nasTgrejas, use
indecoroso, e preindic'al quo nos doixro
nossos avs. Sirva d'exemplo A segunda pro-
posieiio a oscravido dos senos da gleba con-
servada e defendida por tantos seculos pelr
nsurnacao pela forra polo interesse pelr
ambicio e vaid; de dos feudatarios. Sirvo
d'exemplo finalmente o inlamissimo trafico de
carne humana cuja abolicao ainda hoje en-
rontra niio peonnos embaracos no interesse de
muitos particulares.
O vocabulo innovacao he o argumento d'a-
quelles que querem salvar e consonar al-
"iim interesse clandestino. Como faltao-lno*
forras pora defender as suas tbosos com boa'
r.-soes rocorrom ao tal vocabulo : porque 8-
bem ouo A ello sao, bem que indevotamente
associadas deias de ruinas e d'annrquia : o
raIliio A imaff'nac'o visto no sorem escurado*
do u7o. Eu confesso que sao cortamente
rondcmnaeis as innovarnos, miando estas pro-
duzom corta dosordom nos hbitos e damne
''' qualriuer classe sem serem seguidas da com-
nensacio correspondente. Mas toda a vez quo
n sim utilidado he evidente querer oppor-se
s innovarlos ho nuerer preferir os raminhos
estroitos, hunrdos, for'os, e fraeosos do nossos
maiores As estradas dircitas, enchutas, e planas
dos tempos achine*.
Ora em vor<'n na'al qpo difToronra ro vai do Pornambiiro
do hoio no Pernnmburo do KO on PO nnnos !
esta pnrte E a quem dovomos tantos o Un
rnns:doraveis prooressos so nao s boas inno-
varles? Se nao forao estas ainda hoje tea-
mos essns vnrnndns sabidas e fechadas nne
privados das to commodas e (>rmosas vidra-
'cas, anda sustontariamos os nossos cavados com
capim apanhado a muito custo pelos matos, o
n3o como hoje com o de planta, cr,. &c. Quem
era nossos tempos que possuia sege ? O Ge-
neral tinha urna capoeira com esse nome : o
Ouviilor tinha a sua e o Bispo urna especia do
charola. Nossas avs nao andavao por casa ,
se n5o em pernas, c de saia branca muito cur-
ta e muitas vozes com urna cousa chamada ca-
beefo ( que era a carniza s da cintura para^i-
ma ) de cassa. E ainda ouso cortos veihos
fallar-nos do trajar honesto do seu lempo? As
casas ontiSo construa i-so baixas e to escuras,
que mais parccio tumbas do que habitat o
de vivos : as ras fazio-se nao s cstreitas se
nao tortas principalmente as chamadas ras
liretas que parece assim forao denomina-
das por antifrase. Pinturas us portas e ja-
nellas isso era urna raridade s adoptada por
algum ricasso do primeira ordem quando ti-
nha de cazar a ilha com o seu cacheiro. Ain-
da me lembro ( era eu bem menino ) que
meu av que Dos tenha cstranhou muito a
um do seus filhos o haver comprado cadeiras de
lalhinha (queentocomecavoa introdu/ir-se)
l'zendo quetaes assontos s erao proprosde
ooralvlhos de lberlinos e pedreiros livres.
\s cadeiras desse tempo ero de sola toda obeia
le debuchos com uns pregos dourados muito
irarjdes com um alteroso encost de sorle
que una cadeira dessas era o carreto d'um pre-
'o pasante ; e ossas bizarmas passavo de llhos
a netos. Quando nossos avs sahio para algu-
na festanoa o sua grande galla era alm da
abelleira de enorme bolea, ospadim, <&c. rem
or essas ras debaixo d'um monstruoso chapeo
le sol com feitio de umbella quasid'altura d'um
lendezeiro e carregado por um pagem for-
zoso. Algunsdesseschapolorios anda ha pou-
"os annos apparecio nos batuques dos pretos
m diasda Sr.'do Bozario cobrindo o figu-
ro chamado re dos Congos Finalmente se
nao fossem as innovacoes acertadas gozaramos
los innmeros beneficios do Vapor uuer as
-naquinas quer na navogaco ? E loriamos
oor A o golo quo nos regala com to bellos
orvotes e carapinhadas ?
Para prova da inercia do espirito humano
'asta o habito d'alguns de tomar mi poroxclu-
s:va norma dos seus juiVos a autoridade de ou-
'rom. Racon compara\a-os fl aquellos caxallei
ros romanos que nao ero admiltidos no se-
nado, so nao sob rondi< o de nada opinarcm por
ponder a urna objeceo nao sabem alegar, se nao.
o magister dixit dos Pythagoricos. O pior he ,,
que As vezes pretondem (apar-nos a bocea com
nomos rospeitaveis sem que hajo examinado
>ors mesmos o seu valor, semelhantes corto
fidalgo antigo,que quatorzeve/es desembainhou
a espada para sustentar que Aristteles era o
maior filosofo do mundo oque morrendo em
um desses miseraveis duellos declarou antes de
'spirar. que nunca lira o tal Aristteles! Con-
cern pois recordar o uso do A'eopago, o qual s
:ulgava de noite e s escuras a im de se nao
ittender As pessoas, que fallavo, se nao nica-
mente As cousas, que se dizio.
Rem porto dest projuizo est o d'aquelles ,.
que na eseolha das opinioes toman por norma
nao as rasos om que se ellas fundo ; porem
im o numero das pessoas, queassegmm, so-
'ro o quo dizia o bo Foninel|p o numero
'o> que admittem um systema estabelecdo ne-
nhum grAo augmenta A sua probabiliilade, em
uinnto Ihe tira alguma oousu o numero dos que
lelle duvidiio. Quantos Facultalos poruhi ha,
que nonca lerao, que nunca exan inaro o svs-
tena d3 Broussais, e todava A torfo. e A direito
la'silico por irrita(es e flegmasas todas as
molestias ; c sem attencao ao clima, s idades ,
aos hbitos, aos temperarm ntos, e As idocin-
rasias a todo o mundo applicio bichas,isangras,
o o tractamenlo anteflogislico. Feliz o hoinem,
que sabe pensar por si mesmo, e quo ronchan-
do e abracando por urna parle o que de l-oirt,
o til nos legrao os antigos, por outra adopta
rom prudencia e reserva as novidades justas,
c prove tosas.
mo .
De mais I tanto afeiavo as nossas ras j ainda seriamos I todos os mritos ?
sfpologia do gato.
Confesso, Srs., que a causa dos gafos he mais
ustosa de defender ; porque geralmente tem-se
m opinio do seu carcter c suas unhas ho-
Ihes grangeado innuineraves antagonistas, eini-
migos : mas tambem he mister (azer-lhes justi-
ca ; por quanto se os gatos sao mnos, nos nom
or isso somos mnifo bons. Acrufao-os do ego-
smo : o somos nos os (pie Ihe fazemos esses re-
proches? Diz-so, que sao manhosos, o monuen-
eus ; mas quem sabe, se os nossos nvnos exem-
plos foriio, os que assim os doutrinriio? I i-
songeiiifi por ip'ere'se : s'"m ; pore! quantos
lisongoiros conbeeos (lesnloressados? Fntrc-
lanto amaos, o provcaos a ndulaeto. E porque
lancar ronta do rrnios aos gatos aquillo rnes-
(iiie na sociedade reputaes pelo inaior de
I I
I %


2 S?!!?nLT1 dC S6US br-fn,T-' ,e ** I "erim'f 2dffos dito'e linha de barca, 18 pcs-
ce|oi Nao vos reconlire. esses m.adrfc infantiz, I sas arrob(!rl, a Mondes & Obvoira.
5
essas ensacadas corcovas, que ellos fazen, essa
ca la oiHeafite com q.io sabem festejar-nos ',
eo'jtroiajraJinho;, por nuio do; quaes tanto'
procunlo interessur-nos em sua conservad i ;
pois motivos mtis pileros.- militoem seu fa-
vor. Srs. se d struis os gatos, qiiem co.T.ert
os ratinho> ? Nao h.i de ser seguramente o auc-
tor do projecto que vos fo! appresentaJo. D-
rao, que nao faltao ratoeiras. Ratoeiras, Srs. jui-
zes I E quem ha ah, que, nao conheca o pou-
co, ou naJa, que ellas valem. Ratoeiras! He
um laco que v.,s armo : niio cahiaes nelle.
J de muito, quo o ratinhos amestrados zornhao
dellas. Esperareis ver pois quanto antes a gente
tota-miwio roer impunemente todos os livros
das vossas bibliotecas ? A inda bem ;e e||es s0
se atrovessem a esses poemas sed icos, essas po-
esas nauseosas com que algur(S\empos nos
matioa paciencia : mas os malditos nao tom
gasto certo ; e roerio de tao bo\n gra,|0 a Vol-
cmco olmpico.
Para Domingo 19 do corrente. Grande, o
Aluga-sc urna casa cm Olinda as se-
guintes ras Varadouro ~.Bento, Ribeira ,
55 pipas 23 barris vinho tinto, 20 dito; a- extraordinario espectculo gimnstico, e cques- i Cantos, principio de Mathias Ferreira; quem
\tn A'.>i;,.,,;.-., a f:t- __ l___o.- .i. -*_ n_____l .4:_____________: .. .r._:: ...____., .i >.,!.._
taire como a Pradon. Que rV,go cu ? As n()S_ im Rl?inar(1s
sas mesmas postillas, os nosso,s discursos foren-
ses tao estirados e tao bell< M M preciosos pe-
ridicos, 'at as propr.as n- JV(.||as nao Ibes esca-
pars Donde conclu. r cstabelecer entre nos o vandalismo.
Anda dou de han' 0 i quc feoefe os oIhos fi
conservado dos n.ti (lhos mas roncct, Srs. ,
que inimigos mil y e,es m;lis ,,,rrV(.s vos amo_
arto As ratazanr lS ? a qU(Mn os gatos ain(|a n_
tiimdo, as rata- anaS) jujxog| eslSo a espreita.
Ellas s aguan ^0 n mon,enlo, em que pronun-
ciis a senter /(,a fat,it (|,. 0 meu adversario so-
licita, para entraren, cm campanha, evirem es-
tabelecer- sp e)n vossas habitares, que vos, Srs.,
ultiman- jCnle seres forca,|os /, a|)andonar. E an-
da P' ,eis hesitar um s momento? Catilina est
as V(\ssas portas, e vos deberaes? Accaso des-
cor\hcceis quam damninhas sejao as ratazanas?
I' /nones por ventura, que ellas se introdircm ,
' fazem crueis estragos em todas as repartieres ,
em todas as estaces publicas em todos os lu-
gares em fim ? Nao sabis que onde quer que
ha ratazanas, tudo se estraga, tildo se a aperdi-
ga, e nada chega ? Que ser de todos nos se
olanse virem inleiramentesenhoras de si, e do-
nas do bolo ? Se os ratinhos militas vezes riem-
sc de ratoeiras o que seriio as ratazanas tao sa-
gazes, e moquencas? Que ser de nossem gito
algum no meio de tanta ratazana ? Perdoai, se-
nhores a minha vehemencia : dilTcil cousa he
conservar sangue fri qnando se falla de rata-
zanas. ( Trad. Un emente de Mr. Colnet. \
zeito d'oliveira ao Capit/.o.
1 i pedras le cantaria, a Manoe! Joaquim Pe-
dro da Costa.
t Barril chouricas, i dito vinho, a Joaquim
Marques da Costa.
10 pipas, 40 barris vinho tinto e branco, 10
pipas vinagre, a Joao Manocl Esteves d'O-
livcira.
60 pipas. 50 barris vinho tinto c branco, 10
ditos azeite d'oliveira, 10 barris e 6 caitas ton-
cinho 30 barris chouricas a Alexandre Jos
Al ves.
8 barris toucinho I dito linguicas a Ma-
noel do Nascimento Pereira.
16 caitas toucinho 8 barris paios 8 ditos
chouricas a Jos Antonio Bastos.
1 caixa sera em vellas a Jos Antunes de
Oliveira
10 barris azeitc d'oliveira a Manoel Joa-
tre a beneficio de Joo Bernab.
I." Par.:
Exercicios sobre a corda forte ; aonde Joao
Bernab ter a honra de aprezentar pela 1.* vez,
o grande pulo da hatalha saltando por cima
de 6 homens com armas encruzadas os quaes
torio fogo na aceito do pulo ; terminar esta
parte com um gracioso passo a dous Chincz ,
sobre duas cordas dancado pelo beneficiado, e
o joven Francisco.
2.* Parte.
Exercicios equestres aonde todos os indivi-
duos da Cnrnpanhia aprezontarao a fiordos
seus trabalhos. Aprezenfar-se-h pela 1.* vez
a tiver annuncie ou lirija-se a ra da Ordem
tercera de S. Francisco 11. 20.
Qualqiicr senhor de engenho ou mes-
tre de loja que precisar de um ofticia! de fer-
rciro de obras pretas a meril; annuncie.
O aboixo assignado avisa a quem convicr,
que nao receba em transacio ou qualquerou-
tro negocio unas letras suas passadas e endo-
1 -adas Manoel Jos Goncalves Braga pois que
tendo esgotado com esse senhor, todos os meios
razoaveis de embolsar ventajosamente elle s
pola desmarrada a-ibicao de amontuar juros ,
jamis tem querido pagir-se como generosa-
mente Mu' tem facultado o abaixo assignudo ,
a scena histrica de TIo'elo. ou o Moiro de Ve- ofi-recendo-lhc bens ; que muito Ibe agrado,
A eloquencia despropositada. A necdota.
Em tempo do general Caetano Pinto certo
commandante d'uma fortaleza tinha presiimpcao
de fallar sempre com frases inslitas, e extraor-
dinarias ao que elle chamava ser eloquente
Succedeo falecer um dos soldados da guarnicao
'O sargento, seu cantarada, cscreveo a parte para
palacio : mas lendo-a 10 tal commandante. este
recusou assignalla ; porque dizia mui rasteira-
mi'nte, que o soldado F. tinha morrido. Porei
falleceo, ou pereceo (respondeo o sargento. 1
Nada (replicou oCceronco] tudo isso he vul-
gar. Escreva la Faco sciente a V. Ex.", que
esta noite bateo com a p do rabo o soldado fu-
Ja no &c.
2") barris toucinho a Antonio Jos de Bar-
ros Veiga.
2 voluntes drogas, a F. de P. Pires Ramos.
21 ditos ditas a Saisset cVCompanhia.
1 caixa meas, a Joao Pinto de Lentos.
2 bahus 1 comiera 1 caixa ignora-se 2
2arrardes azeitc 2 hacas de rame 1 canas-
tro cebollas 1 embriilbo esleirs 1 dito so-
mentes, a Me. Calmont & Companhia.
17 voluntes drogas a Browe & Companhia.
4 ditos ignora-so, a Jos Marques da Costa
Soares.
3 barris carnes a Ordem.
1 embrulho ignora-se, a Francisco Zacaras
1 caixotinho ignora-se a Vicente Jos de
Brito.
1 caixa dice 1 fardo com capachos, 1 bar-
r carnes 2 ditos vinho 1 dito hortalice 1
fardo pequeo ignora-se 1 vidro peixes, nao
d'z a quem.
A barca ingleza Jams Stwart, capifojohn
Saird vindo de Saint .lohns consignado a
'ames Crabtree & Companhia entrado em H
do corren te, manifestou o segunte 2(500 bar-
ricas com 2600 qq." de bacalho aos consig-
natarios.
A barca ingiera Minrhester capitao John
Srnith vindo de caint Johns consignada a
I etham & H'hcrt entrado em 13 do con ente,
manfeston 19'ii- barr'as com 19oi qq.* de
bacalho: aos consignatarios.
EclilaL
Alfandoga.
fescarreg&o Aoje 15.
Brigue Clyde bacalho e taboado.
I rigue Skelteftem o resto da carga.
Escuna S. Mar y taboado.
Brigue Triumphante varios gneros.
Brigue Leopoldo -f carvao.
Brigue Astra sal, e drogas.
t_______________________-r y
lloviinonto do Porto.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo,
inspector d'alfandega
Faz saber, que no dia 16 do crrante ao
meio da se bao de arrematar em hasta publica
na porta d'alfandega \ caixas com 28 pedras
marmore para mezas no valor de 70.000 rea ,
:mpugnadas pelo amanuense Gabriel A (Tonco
Bigueira no despacho por factura n. 3596 de
fos Saponte sendo a arrematarao sugeita
lireitos c expediente. A'fandega 1 \ de Marco
neza ; esta scena ser principiada por urna ma-
nobra de cinco ravalleiros que he Mtelo, e seo
squito ; d'ahi seguir a pantomima do mesmo
tanto a p como a cavallo aprezentando a
ocelo do Mtelo suicida por nao se poder vingar
da sua infiel consorte.
3." Parte.
Seguir-se-h varios outros exercicios aon-
de se aprezentar osdons Ercu'es combatien-
tes executando posieOes acadmicas tiradas
sobre as estatuas Romanos.
4 Parte.
Terminar o divertimento urna espectaculosa
pantomima histrica intitulada I). ()uixote (li-
la mancha, cacando em companhia da sua con-
sorte eSancho Pamba.
A pantomima he composta das seguinles
sectas.
A princeza, consorte do TY Ouixote furtada
nelos salteadores Sancho Pancha feito la-
driio as Attnqne pidos salteadores a tropa de 0.
Ouixote Presa dos salteadores em resgate da
Princeza.
Principiar as horas do costume.
O resto dos bilhefes de camarotes o platea ,
vendem-se na casa do annunciante 011 na Io-
ta de miudezas n. 39 nraca da Independencia ,
no mesmo Anfi-theatro.
!e18W.
V. T. P. de F. Camargo.
Dcclaracors
A commissao de polica da assembla le-
gislativa provincial de Pernambuco authori
zada a contr^ctf com os nro"rie!arior. dt ,,?ic
araphias d'esta cidade, a puhlicaciio dos traba-
lhos da mesma assembla, por meio de tachi-
tafos; convida pelo presente ao* ditos propri-
etaros a comparecerern na secretaria da assem
bla com as suas propostas em carta fechada.
ss5 D'ordem do senhor inspector do arsenal
de marmita se faz publico que no dia 20 de
crrante mez pelas 11 horas d'amanb so
contrariara com quem por menos iser os forne-
cimentos de carne verde fejo toucinho, ar-
roz e bacalho nara o arsenal e navios d ar-
mada por o tempo de 3 mezes (indos no ulti-
mo de Jnnho prximo. As pessoas quem
convier contractar o fornecimento de todos es-
tes ohjectos, 011 de cada um de per si, sao con-
vidadas a apresentar as suas propostas n'csta se-
cretan- ate o dia e hora referido declarando
n'ellas o menor preco.
Secretar a da inspercio <|o arsenal de mari-
nha de Pernambuco em 10 de Marco de 18i3.
Alexandre Rodrigues dos 4njos,
Secretario.
O administrador da masa de recehedoria
de rendas genes internas avisa a tados os mo-
radores do bairro de c. Antonio, que tem mar-
Aviso> martimos.
= Para o Ass a sumaca Estrella do Caho ,
sabe impreterivelmente no (lia 21 do corrente :
quem na mesma qu er carrejar ou ir de pas-
agem dirijo-se Manoel Joaquim Pedro da
Cota na ra da Cadcia 11. 46.
=Pora T isboa segu vingem no da 30docor-
rente o brigue porfuffnez Triumfwte, capililo
^iberio Manoel do Beis ; nuem qu/cr carre-
jar ou hirde passacem dir-ia-se a Mendes fe
Olivoira 011 ao referdo capito.
Para o Rio de Janeiro sahirA com toda
a hrevdade a barca nacional Isabel, capitn
Jos Gomes de Amorim ; niio recebe maiscar-
?a alsruma e smente escravos a frete e pas-
asrerns para o que trata-so com o consigna-
aro Joaquim Baptista Moreira no seu es-
crpWrio na ra de Apollo ou com o capitao
a bordo.
Leos.
Navios sahidos no dia i \.
Parahiba ; hiate brazileiro Pureza de Mara ,
capitao Manoel Jos Mar)a carga diversas
gneros.
Navio entrado no dia 14.
Ass; lidias, patacho brazileiro Mara Lui-
sa capitao Ignacio Marques, equipagem 6,
carga peixe ; a A. J- de Souza Kibeiro.
IMPOaTACAO.
O brigue portugue: Triunfantq/mmo&i\-
verio Manoel do Beis entrado no corrente mez,
consignado a Mendes & Oliveira manifestou o
SOguinte : 5 caixas rape %% pipas 20 barris
vinho tinto e branco 10caixas toucinho 10
barris paios, 10 ditos chouricas a Thomaz d'A-
quino Fonceca. ,t
85 pipas 25 barris iquartola, i aneo- mismos 4 eporissol'az esse annuncio para in- I dividas justificadas a Ihes nao pagar se nao a e qualqiicrcitarao ser icua cm propiiu pes-
reta de vinho Tinto o branco 20 barris azeite te I i gene a de todos. Becebedoria U de mi r- metade'dellas peja qual for a sua origem, po- soa ou a quem elles nomearem por seus novos
d'oliveira, 10 pipas vinagre, 20 barris chou- ,0 de I8V3. deudo somente ditos credores haver de quem procuradores.
-- ... Ignacio Jos Leite Guimaraes, subdito
I elo que az Jos Maria Palmeira de
norcao de chocolate ordinario, por centa e risco
de quem pertencer, 110 dia quinta feira 16 do
. _..._,. m* -.....^,,.,, .1.. Tvnp ir,...-..^. .*, 11
uiiii,i. n.....,,./. ... .i. i/tu.. V...VI.U ah II
horas na manha.
Hoje quarta feira 15 do corrente as ho-
ras do costume ser continuado o le'lo do sr.
L. A. Dubiircq da restante mobilba da sua
casa, dos seus escravos predios, cdosmais
delciosos vinhos engarrafados- buceltas.madei-
ra secca e malvasia.
Avisos diversos.
= Antonio Ferreira Mendes subdito por-
tuguez retira-se para o Bio de Janeiro.
= Madame Walter Ne DcsiredeGuerial ;
jclira-se para Franca.
Precisa-so de um rapaz chegjdo ltima-
mente do Porto que tortita 13 a 14annos, para
caixeiro de urna venda, dando alguns mezes pa-
ra aprender ; quem estiver nestas circumstancias
dirija-se ao beco do Peixe Frito venda n. 5.
= Manoel Puarque de Maccdo, aviza seus
credores, que adiando c divorciado por sen-
ntas que quer primeirainente encher seus cl-
culos co ti juros que por 6 con los de reis ab-
sorte propiedades de maior valor, que 25
contosde reis: outros arbitrios lito forao faci-
litados ; mas nada Ihe serve se nao contar juros.
Perianto o abaixo assignado prompto a cumprir
franca e lealinente todos os seus tractos como
sempre o fez e faz renunciando todos os
meios que lite serio facis eitipregar para bui-
lar osvistas ambicio/as do tao imprudente, o
indiscreto credor protesta todava dieputar a
qualquer esses discomedidos juros por lodos os
meios que as leis Ihe concedent e a razo a-
conselha contra uzurarios destas especie.
( aetano Francisco de Barros Wanderley
Pendo o abaixo assignado visto nos Dia-
rios de 11 c H do corrente mez o annuncio
1I0 sr. Luiz Jos de Souza em que diz nada
deve c que aprsente docunr.'iito e que man-
de pagar umacontade azendas que o abaixo
assignado comprou em sua loja ao que tem o
abaixo assignado a declarar que em quanto ao
documento dirija-se aocarlorio do esciiv.o Ma-
galhes que l o ver e que essa pequea
quantia de fazendas haja de discontar em o
saldo a meu lavor da conta corrente que Ihe
loi entregue pelos sen horas Flix Augusto S-
cola da casa do senhor Mcalmont e o similo-
res Jaco feorio da casa do senhor N. OU. Bu-
her & C. Joao Ferreira dos antos.
O thesoureiroda lotera concedida favor
da matriz de S. Pedro .Mrtir de Olinda annun-
eia 00 respeitabel publico que tendo hav ido
grande extraco de bilhetes desde o dia 9 do
corrento retilica o que tem prometlido a cerca
do seu andamento que ser infalivclmente no
dia 2 do pre/ente (quem ou nao bilhetes.
So antes deste dia venler-se o resto, correrao
antes as rodas. Os bilhetes s cstao venda
nos lugares seguintcs = ra da Cadea em tasa
do Sr. Vieira cambista ra do (lollegio eur
casa do sr Menezes ra do Crespo loja do sr.
Braga [traca da Indepen lencia .loja do sr.
Figueiroa ra do Cabug botica do sr. Mo-
reira.
O abaixo assignado tendo comprado urna
venda a Joaquim dos *antos Azevedo Jnior ,
na ra das Cruzes n. 41, foi com a condiciodo
dezoncrar o dito Azevedo Jnnior do que es-
tivesse devendo a praca e como o annuncian-
te nao tivesse maior crdito por ser anda prin-
cipiante foi afiancada sua firma por Sebaslio
Jos Gomes Pena para poder tomar conta da
dita venda porem como o annunciante na
decurso de um mez nao tendo feito negocio
algum convidou no dia segunda feila 13 do cor-
rente mez a todos os credores para tomarem
conta da dita venda pancada um ser embolca-
do das quantiasdeclaradas no dito annuncio,
a fim do annunciante (car com seu crdito em
p na ordem commeri ial porem nenhum dos
credores quiz com| arecer dizendo alguns que
uao tinho nada com o annunciante e sim com
o dito Sebastiao Jos Gomes Pena que era
quem tinha a (i aneado sua lirma e por isso o
annunciante de novamente torna a convidar os
ditos credores e o 11 esmo Sebastiao Jos Gomes
Pena para no da de hoje 15 do corrente das
nove lloras por diante virem tomar conta da
dita venda por um balance a que se hade proce-
der perante pessoas que entendi, e nao que-
rendo comparecer o annunciante pretende uzar
dos direilos que a le Ibe faculta em taes cazos ,
a fim de nao se augmentar mais despozas e alu-
gueis e tudo mais tendente taes qegocios.
Victorino Josi Coma de S.
Jos Marques da Costa Soares.tendo na qua-
idade de um dos administradores liquidatarios
lenca do uroEcelesiastico pareada em julgado,.
vai do primeiro de Maio em diante proceder da casa deseu (nado pai aceitado urna procu-
nver-tario dos bens do seu casal no termo ra 5o dos senhores Joaquim Jos de Amorim ,
de Porto Calvo Provincia dnsAlagoas; pelo Jos Joao de An onin para tratar de seus
cailo o prezenle mez para a arrecadacao da laxa I que se dignem de comparecer por si, ou seus egocos perante a admmistracao e fora1 del-
delftrf porescravo, e nesta mesma occesiao procuradores, fim deque justificados seus ere- l einjuizo, visto que cessou a qua idadede
receberao as certidies das marlrirulas de que : ditos, possfto na partilha ser separados bens pan administrador da red nda casa, taz publico ha-
trata o regulamento de 11 de abril de 1812, e seu pagamento, e d'agora protesta contra a- verse den.etlido de todos os poderes pelos mes-
findo o me/ se proceder a excrutivo concra os! quelles que se nao arpresentarem com su; : mossenhrres conferidos devendo por isso toda
ricas, 20 ditos toucinho, 1 dito ovos, 1 sacco Francisco Xavier Caralcante de Albuqutrque. 1 ficou de posse da outra meiaco, a outra meta-' -- Ignacio Jos
ataces, 3 Tardos iiuo a!*ua, G ililus t .. edesc creiiu. r*r.sgU5Z *u-i
-
m
- F J ImnariA
su paiu ivta uv i-f-


I
i
EmygdioJos Pereira Guerra, necessi-
ta fallar com o Sr. Custodio Goncalves e co-
mo ignora a sua residencia, roga-lhe o obsequio
do dirigir-se a ra da Cadeia doflecife, n. 38.
Aluga-se uina canoa de carregar agoa :
na ra do Caldcrciro n. 56.
Procisa-sede uin fcitor que trabalhe,
entenda do horta arvoredos o vaccas : na
estrada nova primeiro sitio com portao de
ferro.
Roga-se ao Sr. Pedro Chaves morador
no Rio do Peixe e de presente em Pernam-
buco denao se retirar para aquelle lugar,
sem fallar na praca da Boa-vista, n. 32.
Pergunta-se ao Snr. Thesourciro da lo-
tera do Bozario da Boa-vista se esta autho-
risado a pagar os premios da primeira parte da
terceira lotera.
Aabaixo assignada lendo o Diario n.
54, observando a parte queda do Tribunal
daRelacao, sobreoaggravo de peticao con-
tra Gaspar de Menezes Vasconcellos de Drou-
mond do Juizo da segunda vara do Civel dcs-
ta cidade que foi prvido mandando-se re-
formar o despacho de que aggravou sobre a
injustica que soflrcu do Juizo da segunda va-
ra, declara que se entende com a dita e nao
com Catharina Francisca de Queiroz como se
l no dito i ario. =z Calharina Francisca do
Espirito Sanio.
= A pessoa a quem for offerecido um pa-
pagaio muito allador que foi furlad de uin
corredor da casa do Exm. Senador Manoel de
Carvalho na ra do Collegio n. 18 diri-
ja-se a mesma casa, no segundo andar que
ser recompensado.
Aluga-se urna casa terrea na ra Bella ,
queja foi ruada Florentina : a tratar no so-
brado novo prximo a mar.
Um mo:o Pcrnambucano soltciro e
do boa conducta propoe-se a ensinar as pri-
meiras letras com perfeicao em qualquer lu-
gar lora dcsta placa ou a ser caixeiro de al-
gurn engenho ; quem de scu prestimo so qui-
zcr utilisar nnnuncic.
No dia 23 de Fevereiro dcsapparoceo
urna canoa aberta com banco no meio e
urna chapa de ferro na proa do porto dos Mar-
tirios ; quem della souber di rija-sea ra do
Caldereiro n. 56 que ser recompensado.
A pessoa que annunciou precisar de
500,000 rs. a premio com seguranca em urna
casa livre c desombarassada sita no bairro de
S. Antonio, d'|riju-se a Prava da Boa-vista n. 18.
Boga-so a qualquer em poder de quem
possa parar uns autos de inventario dos bens da
fallec la Mara do Nascimcnto Texeira, em que
desputao os herderos della com Manoel R-
bero da Cunha Oliveira queira ter a honda-
dadede annunciar, que se gratificar genero-
samente.
Collegio S. Antonio.
Segunda feira 20 do correle abrem-se
os cursos de Geometra, Rhetorica, Philoso-
fia e Historia : bem como os das lingoas
Grega, Italiana e Hespanbola. Todas as
pessoas que quizerem matricular-se devem
faze-lo ateo icferido dia. = Bernardina Frei-
r de Figueiredo slbreu e Castro Director.
Boga-se ao Sr. do engenho das Queima-
daso favor de examinar se o preto que se acha
em seu poder tem os sgnaos seguintes : de no-
mo Gabriel, falta-lhe 1 ou 2 dentes na frente
de cima cor preta estatura proporcionada ,
tem a marca A. em um dosoeitos de bario do
hombro esquerdoa marcado umafaca, queoutro
Ibe tinha .lado na sua trra algum tanto bu-
cal bem parecido desappareceo no dia pri-
meiro de Marco de 18i0 pcrlcncc a Ponciano
Lourenco da Silva, com padaria na ruaDircita,
n. 34 sendo que estes signaos scji certos ,
roga Ihe o favor de o remelter que se Ihe fi
cara muito agradecido pagando-se todas as
despesas e os portadores scrao gratificados.
Alugao se duas lojas urna no pateo do
Terco e outra na ra Direita, por proco com
modo : na ra do Livramento n. 30.
= Roga-se ao Sr Domingos Joze Barboza
o obsequio de se dirigir a ra da Cruz n. 48 ,
a negocio de scu interesse.
= Adolfo Regord retira-se para a Europa.
- Precisa se de um Portuguez que en
tenda de agricultura para feitorde um enge
nho na comarca do Goianinba Provincia do
Rio Grande do Norte ; a quem convier diri
ja-so a ra do Sol, no segundo andar do so-
brado em que mora o escrivao de protestos.
= Precisa-se de 100,000 rs. a juros, dan-
do so por seguranca una morada de casa sita
na rua da Casa Forte e decembarassada a
qual tem duas salas 2 quartos, grande quin-
tal e rende mcnsalmenle 4000 rs.; e tambem
se vende : na rua do CalJcreiro n. 76.
ge em bom uso a novena da S. Cruz, em
manusrripto ou impressa os passos do Se-
nhor, que servem para via-sacra : annuncie.
Compra-se um negro de nacao de 20
a 30annos quecozinheo ordinario: na rua
da Cruz, n. 51.
Compra-se urna porcao do espanadores de
pennas grandes e pequeos : na rua da Cruz
do Recife 38.
Compra-se para lora da provincia ef-
fectivamente, mulatinhas crioulas, e mais
escravos de 13 a 23 annos, pagao-se bem sen-
do bonitos : na rua do Livramento n. 3.
=- Compra se gengibre amarello secco :
na praca da Independencia n. 21.
Compro-se escravos com oficios de
pedreiro carpina, e ferreiro : na rua da
Cruz, n. 6V, em casado LouroncoJoe das
Noves.
Vendas
Compras.
Compra se a vos do Pastor vesitas ao
Sar.ssiT)' Sacramento. urna cana de asper-
V Vendem-se na rua Nova n. 57 as se-
guintes obras em Francoz todas juntas por
40,000 ris : obras completas de Volt; ir, 75
v. ; Historia do General Lafayette 1 v. ;
obras completas de Rollin 18 v. ; A Pobre-
za das Nacoes 1 v. ; historia do levante da
guerra e da rcvolucao da Hespanha 4 v. ; his-
toria das castas por Delauro, 2 v. ; do espi-
rito das leis por Montesquieu 3 v. ; estudos
ou d scursos histricos sobre a queda do Impe-
rio Romano 4 v. ; Bourrienne e seus erros
voluntarios e involuntarios 2 v. ; memorias
dojoseph Fecho Duque d'Otrante 2 v. ;
obras diversas de Montesquieu 1 v. ; Diccio-
nario Feudal, 1 v. ; esclarecimentos histri-
cos sobre as negociacoes relativas a Portugal 1
v. ; a Hespanha no XIX seculo por Juliao 1
v. ; consideracao sobre os destinos humanos 1
v Museo Biogrfico e histrico dos protestan-
tes celebres, 1 v. ; historia completa da Grecia,
3 v. ; Diccionario geogrfico de Vosgien, 1
v. ; a Solidao por Jordo.
= Galo largo de ouro de dous canutos,
dito estreito para devisa de alfores urna peca
ile nobre/a de seda preta, urna dita de sarja
dita cordiio/.inlio de quatro quinas para de
hrmn do casaca ; um par de adragonas ricas
para tenente: na praca da Independencia,
foja de Antonio Folippe da Silva n. 21.
= Vende-se um ecravode nacao, de 2\
annos ptimo para todo o servico ; una es
crava de 20 annos cose cozinha refina as
sucar faz varias qualidades de doces; e dous
mulatinhos mui lindos ptimos para qual-
quer officio : na rua Dreita. n. 43
- ^ ende se caixas com folha de fiandres.
em porcoes grandes ou pequeas, por proco
commodo : em casa de Me. Calmont & Com-
panbia no largo do Corpo Santo n. 11.
- Vende-se um moleque de 14 annos,
cozinha o ordinario : na ruada Cruz, n. 51.
= Vendem-se duas vaccas, sendo urna pari-
da e da 3 garrafas de leite e outra est paa
parir vendem-se por nao ter onde as ter; na
rua Nova n. 32.
- Vende-se um escravo com officio de
serrador : na rua Imperial, n. 7, ou no quar-
tel de polica a fallar com o official de estado
= ^ende-se urna venda com muito poucos
fundos^ muito propria para qualquer principar;
um preto perito padeiro e fornero ; urna preta
robusta, propria para todo o servico que pasa
180 rs. por dia e tambem cozinha o ordina
rio; um faqueirocom 6 facas, 6 garfos, o 6
colheres com 400 e tantas oitavas, de muito
boa prata a 200 rs. a oitava ; um bonito so-
f e 12 cadeiras de Jacaranda com muito pe-
queo uso por 110,000 rs. ; um grande e
bonito mas nao moderno oratorio de Jacaranda,
com algumas imagens, por cem mil rs. ; urna
commoda de amarello por 30 000 rs. una
cania de angico para casal, p,ir 30,000 rs. ; na
rua do Amorim n. 11 segundo andar.
Vende-se taxas de ferro batido e coado ,
em bom sortimento por prego barato esac
casdelarnha do Rio do Janeiro superior : na
rua do Vigario n. 3.
Vende-se travs de madeira superior de
35 a 50 palmos e grossura de 7 a 12 polega-
das : na rua do V gario n. 3.
Vende-se urna venda com poucos fundos ,
sem alcaide : tra atar com Domingos Pereira
de Mendanha.
^ endo-se sera amarella a 320 rs. a libra,
caf em grao a 160 res cevada nova a 80 reis
a libra : no pateo do Carnio esquina da rua
de Ortas lado direito n. 2.
^ende-se bichas de superior qualidade ,
chegadas prox'mamente excedente gomma de
araruta presuntos do Porto amendoas mo-
lares, e ptimos quoijos londrinos : no Atier-
ro da Boa-vista venda n. 44 junto a traves-
ea l\r\ lUnrtlr. -
~m K.*J IflaiTinS.
**w- Vende-se urna Biblia commentada pelo
Padre Antonio Pereira em 7 volumes : na rua
da Guia n. 2.
V enreso urna armarSn \" *t>r\A
__ .------------y |#v. | j'v. J*-, m IIIUILI
preco commodo : na rua do Livramento, n. 30.
Vende-se um escravo crioulo de 20 an-
nos bom canooiro : no Atierro da Boa-vista ,
n. 44.
= Continua-se a vender agoa de tingir ca-
bellos o suissas: na rua do Queimado loja
n. 31 e no pateo do do Collegio n. 6 da-
se o methodo de applicar.
= Vende-se um escravo crioulo de 20 an-
nos bonita figura sem vicios e s se vendo
por precisao ; assim como tambem se vende 10
arrobas de sera amarella : na rua das Cruzes,
n. 40.
a Vendem-se 11 caxilhos de diversos taa-
nnos e todos envidracados, por preco com-
modo : no Atierro da Boa-vista n. 24.
Vendem-se duas grades de pinho proprias
para loja escriptorio ou outra qualquer ar-
macSo tendo urna 11 palmos e meio de com-
primento e outra 8 palmos com porta e do-
brad cas; tudo por proco commodo : no beco
do Veras, casa n. 9.
Marques & Veiga vendem em sua casa
ruado Amorim, n. 50. oseguinte: batatas
a 1:000 reis a arroba albos em maunc s fu-
mo em folha de primeira c segunda qualidade ,
azeitona a 1:200 res a ancorela charutos bons
contados a 6V0 res o cento e a caixinba a
W 1:000, e 1:200 reis de 200 ditos, fe-
jao branco e mulatnho o fardos em barricas
a 4:000
Vende-se um cavallo russo pombo bas-
tante gordo e do bonita figura com todos os
andares por preco commodo : na Solidade de-
fronte da Igreja casa n. 6.
= Vende-se nina negra de bonita figura ,
propria para todo o servico de urna casa, sabe
engommar com muita perfeicao, cose chao ,
e cozinha o ordinario de urna casa ; urna negri-
nha de 12 annos, sabe fazer lavarinto, cose
toda qualidade de costura : na rua do Crespo,
loja de Antn o da Cunha Soarcs Guimares.
Vende-se urna rica rede vinda do Mara-
lo propria para tipoia. Lava-se, eengom-
ma-so roupa por preco commodo : as 5 Pon-
tas casa n. 117.
Na refinacaoda ruadasLaranjeiras, con-
tinua-se a vender vellos e argalias de gomma
elstica, e marmelada de Lisboa e caf
moido e em grao.
= Vende-se !25 palmos de terreno, por
detraz das 5 Pontas 3 alicorees na rua do Pa-
lacete e 143 palmos de alagados por detraz
da mesma rua : na rua de S. Francisco no se-
gundo anejar do sobrado n. 14, delronte do
theatro.
= Vende-se um negro de 1\ annos, boni-
ta figura muito robusto proprio para todo o
servifo; um mulato de 25 annos, bem pare-
cido e muito sadio proprio para pagem : na
rua da Cadeia do Becife loja de Joao da Cu-
nha Magalhaes. *
= Vende-se muito bom rap de Lisboa : na
rua da Cadeia do Becife loja de Joao da Cu-
nha Magalhaes.
Vende-se urna excedente casa terrea situ-
ada na rua do Nngucira n. 1 e um sobrado
de um andar no beco do Padre n. 8 : a tra-
tar na rua da Sen/alia velha n. 116.
Vende-se sorvetes de frutas, todas as
noites : no sobrado do pateo de S. Cruz, 160 rs.
Vende-so um moleque de 13 a H annos,
pescador de redinha ; urna negra de nacao de
3o annos boa figura perita cozinheira o
faz pao de l e doce, e lava de sabao ; um negro
de nado Angola, de 23 annos, ptimo para
todo o servico : na rua estreita do Rozario n.
32 primeiro andar.
Vende-se urna commoda nova bem fei-
ta do uso o de amarello por preco commo-
do : na rua de Agoas verdes n. 38.
Vendem-se duas moradas de casas de um
sobrado e um terreno annexo, na rua da Guia ,
lado do norte, no bairro do Recife : na rua lar-
ga do Bo.ario n. 35 loja de miudezas.
*. endem-se bicos pretos de seda largse es-
treitos ditos brancos botesde massa du-
raque amarellos e de velludo a 500 reis ,
abotoaduras, tezouras de costura e de unhas
muito finas, casticaes de casquinha a 1:200
reis o par pennas de asso a 360 reis a duzia ,
bandejas finas e ordinarias, um sortimento de
filas de diversas qualidades, luvas de seda de
senhora a 400 reis o par meias de seda pre-
tas e brancas para senhora a 1:800 reis pentes
de tartaruga a 1:300 reis o par : na primeira
loja de miudezas da rua do Cabug n. 3.
Vende-se azeitc doce muito superior a
3:840 a caada e a garrafa 500 reis : no At-
ierro da Boa-vista venda n. 84; e na mes-
ma vende-se urna rede bordada de renda pin-
tada vinda deencomenda do Maranhao obra
muito rica por preco comn odo.
^ ende-se potassa da Bussia de primeira
sore cm barris de 4 arrobas: em casa de
Hermano Mehrtens rua da Cruz n. 47.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
e commodo para familia e n.uito bom lugar,
dos armazens u sai muio j
afreguezada para o mato, e tambem urna casa
faltando repar.imentos e um alicerce com urna
meia agoa que rende V.003 ; tudo por preco
commodo vende-se por ha ver preciso : no
Atterro dos Aflogados de fronto do viveiro do
Muniz venda n. 75 : a fallar com Francisco
de Barros Reg.
= Vende-se alvaiade tinta amarella em
poz de superior qualidade e outra--. tintas : em
casa de L. G. Ferreira & Companhia.
Vende se cha hisson dito perola dito
em folha muito superior em porces ou a
retalho queijos pate grasse muito frescos ,
queijos verdes da Suissa cevadinha franceza
(I.; differentos qualidades ervilhas seccas em
grao, ditas em conservas muitas e dilerentes
qualidades de frutas da Europa, como sejao
maces ameixas peras cerejas amendo-
as doces e amargas passas muito finas pro -
prias para podins, doce de frutas da Europa ,
em calda de differentos qualidades, mostardas
franeczas muito novas, sardinhasem molho di-
tas em conserva de azeite, ditas em manteiga ,
tabaco de Hambugo para fumar rap de Ham-
burgo em meia e garrafas charutos d'Havana
superior, dito da Babia, vinho Bordeaux em
meias pipas e em caixas de urna duzia de diffe-
rentes qualidades, dito de Madeira secca em
barris e em duzias muiros e diflerentes quali-
dades do licores finos, absintbe, cognac vinho
desuternes, dito de Champagne das marcas
mais conhecidas velas de espermacete cm cai-
xas de 25 libras azeite em caixas e gigos de
urna duzia ; e outros muitos roneros tudo che-
gado ltimamente da Europa vende se em
casa de Fernando de Lucca : na rua da Ca-
deia do Recife n. 16 primeiro andar,
Escravos fngirlos.
- Fugio no dia 13 do correte um mole-
que de nomo Elias, de nacao de 13 annos,
lula da cor, estatura baixa bem reforcado
do corpo rosto largo muito esperto c riso-
n lio levou vestido camisa de algodo ; e calca
do mesmo j usada por isso s pede a todas
autboridades policiaese mesmo ao Sr! Comman-
lante do Registro de nao deixar sabir para fo
ra, e aos 'rs. capitaesde campo a sua aprehen-
sao que ser recompensad / com 20:000 reis :
na rua Nova botica do Pinto.
- Fugio no dia 30 de Janeiro um mula-
to acabocolado, de nome ( osme baixo o
reforcado do corpo representa ter 12 a 14 an-
uos de idade levou vestido camisa de riscado
j desbotada e calca da mesma fazenda e
qnando fall;. vita o rosto para o lado ; roga-se
a quem o pegar de trazer em casa de Me. Cal-
mont & Companhia : no largo do Corpo Santo
n. 11 que ser generosamente recompensado
- De bordo da Uarca de Vapor Parahense,.
fugio um moco, escravo do Antonio Muniz Al-
ves Branco do Rio de Janeiro de nome Tris-
tao e de nacao baixo, reforcado, e barba-
do ; qualquer pessoa que o apprebender pode
dirigir-se a rua d'Apollo na Agencia da Com-
panhia dos Vapores que ser recompensado.
- Boga-so a qualquer aulboridade policial
ou pessoa particular de pegarem urna negra
que fugio no dia 13 de Marco as 5 horas da
marilia de nome Mara naco Congo, de
idado pouco mais ou menos 30 e tantos an-
nos secca do corpo, altura regular tem dous
dentes na frente de menos um lohinh na
costas da rnao esquerda cujo nao he muito ve-
/ivel dous dedos na mo cncolbidos, um lo-
binho em um tornozello de um pe levou ca-
misa de algodao-zinho o vestido de chita bron-
co com flores de cor, panno da costa trancado j
disbotado julga-sc querer embarcar para o
Aracaty por ter estado le ter parentes ou
entao ter hido para as parles do Poco ou Mon-
teiro, aondo costumava lavar roupa ; qual-
quer pessoa que a pegar leve-a na ruado Livra-
mento n. 10, a Jos de Se.wouza, que he
seu Sr. quesera gratificado.
Oabaixo assignado faz publico, quena
imite dia 10 para amanhecer no dia 11 do cor-
rente fugio o seu escravo preto crioulo de
noine Jos Alexandre representa ter idade de
34 a 35 annos cujos signaes caractersticos sao
os seguintes: cor fula, estatura mediana es-
padaudo, pernas finas, os dedos grandes de ani-
llos os ps apartados dos outros mnimos a ma-
neia de urna furquilba, nariz xato cara larga,
barbado porein nao barba muito espessa, com
algumas marcas de espinbas por toda cara um
tanto gago tem na frente um ou dous dentes
tirados da parte de cima he farcoia e tocador
de gaita, e xaroniella fuma muito caximbo ,
levou com sigo todo a roupa, que tinha rom
alguma abundancia tanto do trabalho de campo
como de sair fora ; a pessoa que o prender di-
rija-se a Iba de Itamarac em casa do abaixo
assignado de quem ser generosamente re-
compensado do seu trabalho.
Aleixo Aires Bandeira.
ttECiFs: na Typ. de M. F. de Fama. =1843


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