Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04912


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Full Text
Atino de 184.*?.
Terca Fe ira 14
Tildo agora depende .! na asesinos : da mxii prudencia moder.t'io, entren con-
H nunrJS codo principiamos eremos .pontado. cum admirar,iu cnire as Nace. mais
blltl. ( l'roclamacao da Assembla Ger.l do BkAilL.j
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gaennc, P.r.liiba e Rio grande doNorse egund- acilai feraa
Aooi'o e Saranhun 10 e 24
Caoo S rinhaem, Rio Formoso Porto Cairo MaceiA e Alibis no 1. 8 11 a Jl
Ba-;e Flore. 13 e 2. Sania Anio, quinlai feir. Olinda lodo o dia
DAS DA >tWAftA.
tfeg, RdriM. Aud. do J .le da 2. t.
Icrc. *. Mattaildes llainlia Auil. do J. de 1). da 1. t.
45 Qijarl.f. Henriiiue Rei. Aud. doJ. de U. da 3. .
i liuiaii Cyriaco M. Aud. do J. de 1) da 2. y.
47 it. i. Gertrudes. Aud do J. de II. da 1 T.
4<{ Sal, k tj.briel Arc.njo Kel. Aud d<> J. de D. da 3. T.
i'J Don., 3 d quaresma a Joie Esposo de N. O.
de Marga
Atino XIX. N. 59.
O lliano puMica-s. iodo, os d... que nio fore-Santificados: o preco da ass.R-atura h
tj> de tres mil re,, por qu,tel p.jos .d.anl.do.. O, .nuncios do. ..signantes sao inserido
v .,.. o. d... que o n.,o Lea. i r.sio d. SO rei. po, linha. A, rrcla.acoe, desem se. d,
ida. a ... Typ., ".a d.alm.esN 34.QQ pr.ca .1. Intendencia 1J. de l.rro. N. 6. 8-
ciMjiiu.iodia 1 le Marco
Caaabio.obre Londres 28 2S 1| '..
P'f h Pars 360 reis por (raneo.
(S Liaboa 10 pur IDO de premio
compra
l.OJ
IVSJJ
8,300
1,740
1,740
1,740
renda,
15,20)
15,000
o.SUU
1,700
1,71)0
1,700
Ooao-.Vlotda da 8,400 V.
a N.
de 4, 1 I
PlaTa-l'al.coe.
Moed. de oobre 2 por 1U0 de descont. P" Oilumnere.
dem deletrea de boa. firm.s 1 1 por 5 dito.Meaic.no.
HUAHUA. cCAKOMLZ DEMAKCO.
La. Chei. IP, 3 bor.s Sil m.da m. I Lu or. i 1., as S loras e 43 m. da m.nha.
Qu.rt.m.n?. U, S hora. 14 da lard. | sjuart. rete, a J, s 7 or.. e 29 m. da m.
F'reamar de ho\t
. da m.nhia. | a 4bor.se 0 m. d. tarde.
Smm
INTERIOR.
CMARA DOS SUS. DEPUTA DOS.
desso de 31 de Janeiro.
Concluso.
OSr. M. Monleiro:Scnhorcs, a constitu-
cSo do estado j so achata promulgada; pela
constituico o direito de tributar portonce ni-
camente ao poder legislativo: anda mais a ini-
ciativa neste diroito 6 exclusiva da cmara. Mas
o que fez o ministro de entilo ? Usurpou esta
attribuiciio ao poder legislativo (anotados); da-
gepague 15 por corito(piando nao lliocum-
pria dizer. Acamara sabe a serio inlinita do
anales eprejuizos que tem resultado disto lia-
vendo ainda mais uin notavol absurdo, repug-
nante mil vezes com as regras que presldeni ao
lancamcnlo dos impostos as formas represen-
tativas. A assembla gjralnao tributa nlnguem
sem necessidado ; tributa a populacao do Bra-
sil porque 6 absolutamente indispensavel pa-
ra a mantenga da ordem publica; dahi vem que.
a lei do orcamento lei annua porque com as
contribuicoes devom estar na rasao directa das
necessidades do pal! o essas necessidades po-
dem variar de anno a anno ; nao quiz de ma-
neira al.Mima a constituicao do estado vjxar os
contribuinles e entao sabiamente prescreveu
assembla geral a obrigacao de fixar todos os
annosa receita e despesa do estado. No syste-
ma ern que vivemos nao permittido tributar a
niiiguem alcm do que necessario ; os trbu-
to.s devem ser segundo as necessidades do mo-
mento : era pois absurdo estabelecer urna im-
posicao por ospaco de 15 ou 17 annos, de ma-
neira que nos achassemos algemdos a ponto de
nao poder modificar as nossas tarifas convenien-
temente, e segundo as necessidades do momen-
to. Se o governodeentase tivesse limitado a
prestaras garantas necessarias ao commercio
em geral ; se se tivesse limitado a um ou outro
pequeo privilegio dadoem troco doesforco fei-
to pela Inglaterra em favor da independencia do
Brasil, nenluim motivo havia boje de queixa
contra e-se tratado ; mas o governo ultrapassou
suas attribuicoes, e al prendeu os bracos le-
gi:latura brasileira para nao poder ern caso al-
gum alterar suas tarifas. Ainda outro erro se
conten no acto a que me reliro : no estado ac-
tual das cousas nao possivel tributar com a
inesma taxa todas as inercadorias ; os objectos
de lacil contrabando, os objectos do uso mais
geial da vida sao em regra pouco tributadosem
todos os paizes, e os objectos de luxo o sao mais.
Examinando-secom elleito alguinas tarifas, ve-
so que a quota dos impostos de 10, 12, 20,
40 por cento e mais ainda : por consequeneia ,
LU UIRUIU i iiiuuiai uiiii"ii.-"-v"'v ijuaa a.
iercadorias em 15 por cento. Como portan-
te diser que todos os ministros do Brasil tem
seguido a inesma senda que sao digno de i-
gnal compaixao que sempro obrarao coagidos
pela lorca ? Ainda mais, senliores : ou lembra-
reiaonobre deputadoessa coi.vencao prelimi-
nar de paz do 1828 c perguntarei se os inte-
rosses do paiz iorao devidamen'e consultados
nessa convenco. Eu creio que nao e anula
talvez para o luturo nos tenbamos de lamentar
as consequoncias funestissimas dessa paz intem-
pestiva. En ja disseacamara ea cmara se
recorda que nos fizemos inmensos sacrificios
para niantcr unida ao Brasil a provincia de
Montevideo ; mas entretanto quando a qiies-
tao estivesse decidida a nosso favor apparece
um tratado de pa/.roitosem nenhuma pnvidon-
cia feito com a maior precipita<;ao do mundo.
Sr. presidente eis-aqui o que tinl.a de dizer
a respeito das relacOes exteriores pelo que toca
ao ponto que consultoi no discurso do throno ;
fallarei agorada ordem interior do paiz.
Senliores, tem-s querido sustentar a idea
deque a palavr -rebelliao- loi urna palavra
mal empregada pelo governo; que a cmara nao
deve de. naneira alguma seguir o governo r.est,
mi classillcagoquo fez dosmmrs. Eu nao clare,
artigos do cdigo, nao citare, os principos de
direito para mostrar que houve rebelliao mas
o que me parece inqueslionavol que a palavra
-rebelliao-tal qual queremos empregar aqu
e empa."ou o go^erno'nao t.m os MM|ue
os DG*r?s deputedos ewergao, nao tem effeitos
de maneiraar|gumajudic.aes. Entodo q*.ton-
to o governo corno a cmara pode dar o non,
de rebelliao tendo era consi.leracao nicamente
o facto poltico, as suas inferencias ou conse-
queuuus perKuiii"^"
^ .iiu:li';l tivi'ssC
g\j u ^
de promulgar alloma medida legislativa a res-
peito dessa desordem seria indilTerento para a
extopsaodessa medida para asna naturasa
queocrime fossesodicao ou rebi'lliao ? Nao do
certo ; se oerime fosse urna sedicao a medi-
da poltica podia ser mui circunscripta po-
da ter naturasa mu simples ; mas se rebel-
liao isto se el'a aleeta grande massa de
individuos se o facto pode sor capitulado nes-
sa especie do cdigo peruntarei eu : a me-
dida que a assembla hovesse de promulgar
a respeib) dessa I uta nao seria de naturesa mili-
to mais importante, nao teria efleito milito
mais ampio? Seguramente que sim. Portanto .
j'i so v que quando a cmara ou o grtverno li-
vor de usar da palavrarebelliao, nao a usa,
como os tribu naos US9o quando tom ih' app-
car a pena aos criminosos ; usa da palavra para
tirar dola urna illacaS propbetica para conho-
cer o estado da socledade ; portanto se v
daqui que a missao do governo urna a mis-
sao do poder judieiario outra. emais, me
parece que som fazor grande esforco se po-
de francamente admittir que houve relielliaS ;
porque segundo consta do rolatorio do Sr. cx-
ministroda juslica so na provincia do Minas
nao sel se 14 ou 15 municipios eslavao suble-
vados ; em S. Paulo, nao sJ quantos; por
consequeneia parece que e muit) evidente a vas-
tidao do plano dessa conspiracao para aquellos
que nenhuma duvida tem em que osse plano ti-
nl.a raizesem todos os pontos do territorio: pa-
ra esses, supponho cu, que bein cabida a pa-
lavrarebelliao.
Mas, Sr. presidente, o nobre ex-minisfo
da justica, com tom de convicca5 profunda qu
nos todos lhe admiramos nos disse que o es-
tado do paiz nao era bom que novas agitacoes
ameacavao o pai'; elle nos disse assim como
o Sr. ministro da guerra que a rebelliao esto-
va sufiocada, mas nao aniquilada ; ser isto
verdade? poderemos nos partir des'.e dado ,
deste presupposto para Tsennos ao throno al-
guma manirestacao expressa a este respeito ?
Nao sel ; mas devo declarar i cmara que cu,
tonho intei ament as convic(;5es do nobre \-
rnlnistro da justica; cu supponho que a rebel-
liao, senliores, nao esl6 anniquilada est suf-
foeada e niesmo ; segunde alguna dados al-
gumas inforniacoos, me parece que os autores
dessa vasta conspiracao' lancaC vistas para al-
gum lado do imperio.
Senliores, para mim evidente que ainda em
alguns pontos do Brasil se conspira; para
mim evidente que em alguma das provincias do
Norte se procura agitara moral dos povos, agitar
os espiritos.aflm dse passar deste estado de agi-
tacao inrala vas de facto talvez. Eu pedir! ao
governo do pai/que te..ha vistas mui atientas
para aquelie lado ; tjuu siga os acouleciiuentos
com exactidaO com vigilancia ; que polo
facto de ser malloarada a rebelliao ao Sul do im-
perio nao considere que o paiz se acha intoi-
ramente na ordem. Nao desejarei, senliores,
que este pensamento appareca no voto de gra-
gas ; porque, emfim a falla do throno nada
nos disse a este respeito se bem que no< rela-
tnos dosSrs. cx-n;inistros alguma cousa a tal
respeito apparece; mas o que quero que o o-
verno nao perca de vista inteiramente o fio dos-
te trama que nao descanse que vigi que
examine.
Sr. presidente a falla do thronooceupou-se
ainda com o estado financeiri do paiz : equaii-
oo assim elle chama a atteneuS do poder legislati-
vo para o nosso estado financeiro, por certo nao
mister outra pro va se nao a contida no rela-
torio do ministro da fasenda ; ahi se v quo a
receita ordinaria do estado de 15 para 16 mil
contos ; a sua despesa tal qual se acha or-
eada de vinte treza vinte quairo rnil contos.
Ora se nos reflectirmos quo seis mil con-
tos sao consumidos nicamente pela guerra ,
outros 6 em pagamento da divida interna o ex-
terna apenas nos restar 3 ou 4 mil contos pa-
ra laz.ermos face as mais despesas da nacao : o-
ra um estado tal senhores deve cxcar a at-
tencao docorpo legislativo e atterrar aos ami-
gos do pas. Se anida ROS addicionar-mos O que
pede o nobre ministro da fasenda na sua pro-
posta quo sao 4ou 6 mil contos veremos de
que alcance, de que amplidad saS os embaraces
financeiroscom que tem de bjftor o governo. A-
inda mais, senhores; emvrtude do ajuste de
contos feito com Portugal ha um accrescimo
de despesa talvez de 600 e tantas mil libras es-
terlinas oue ao cambio actual monta a 600
contos e isto tora ainda de vir complicar mais
o nosso estado financeiro.
Um nohredeputado pela provincia do Minas
v um nico remedio para taes males na cessa-
efio das perturbacoes polticas. Elle tem rasao,
senhores; se fra possivel oblaf-se a pacfica-
cao inteira do imperio podia se sem a menor
duvida quilibrar-SO a despoza e receita do esta-
do. Observe-se senliores quo nicamente
com o movimentos revolucionarios do Paridlas,
da Maliia o do Rio Grande, temos despendido a
onormissima somma do 2't para '2.'J mil contos :
nao estSo ainda liquidadas asdespezas feitas no
Vlaranhao no Para em S. Paulo eem Mi-
nas : estou bem certo que calculando-so as des-
bezas feitas com a seccSo dos rondinicntos pro-
vavelmcnte teremos um prejuizo do mis6 mil
(ontos ; de maneira que podemos determinar
que so com as revolucSos succeddas no imperio
d 18:5.'i par c tem so gasto 30 OU 10 mil con-
tos O nobre deputado por Minas tem razao ,
(piando er que a primeira medida financia! es-
t na cessacSo dssos movimentos polticos;
mas esta medida, senhores, nao est na nossa
volitado nao est no alcance de nossos dosejos,
preciso portanto lancar maode oulrosmeios.
Eu tambern assento senliores que a eco-
noma queso acha reconunendada ao gover-
no no voto de gracas, pode attenuar considora-
velniente este dficit. Senliores a adminis-
traeo do par/ nao se acha montada devidamen-
to : so nos percorrormos as dilTerentos estacos ,
os tribunaes, todas as partieses do estado, ve-
algiinia cousa que tenha por objecto destruir as
imputaedes que lhe tem sido leitos na casa ; e
por isso reclamo a indulgencia dos meus col-
legas. I ni nobre deputado pela miaba provin-
cia encetou o son discurso pintando com cores
mui negras o estado do paiz <( nos sahimos do
urna revoluciio ( exclameu elle ) o paiz est
ainda estremecido 0 deli. horroroso, o es-
pirito publico se acha agitado. Tudo isto re-
conheceu o meu nobre collega : mas quando cu
presuma senhores, que elle envidaste todas as
facilidades da sua in'.olgencia applicasse to-
do o seu espirito para examinar as causas des-
sos grandes males, alim de procurar-lhes re-
medio, observo! com singular sorpresa que nos
levava pela mao aos corredores tortuosos da
relaco de Peinambiico para einliin fazer-
nos parar no rancho de um aquartelamento do
tropa! NSoquizara eu que suas raculdadesse
amesqunbassem tanto nao qoizera que sua
inteligencia se circumscrevesse a considerar
nicamente um ponto umaquestSo localissi-
ina quando se lala dos gravo-o vastos into-
ressos do paiz.
O 5r. .V. Machad : O norte est per-
coso disse o nobre deputado.
O Sr. M. Monleiro : Mas emfim se-
nhores ha tendencias a que nao possivel
resistir ; s \e/.es nosso espirito bem nos quer
lever para um lado mas os impulsos do cora-
cao nos levao para outro : o nobre deputado era
seguramente capaz do tratar de todas essas gran-
des quo>toos ; eu lhe reconheco toda aptdSo
os I ri lili naos, moas i* juiihi< ..-> ", uv.rv..v., -.......... ,
romos que existe um numero de emproga.los para isto ; mas preoecupado com a [essoa do
1 .....' .. -.\-..m A..-n .1.. !>,.* 'i.? tai nun n con (.muida um
superior ao necessario; preciso porum ter-
mo a esta torrente : talvez que o governo co-
gitando bem ueste assumpto e munindo-se
(le informaedes necessarias possa fazor una
considoravel diminuico no numero dos empre-
Mdos e entao haver urna vordadoira econo-
inia para o estado.
Portante a palavra economa que se acha
consagrada no voto de gracas me parece bem
cabida nao porque se queira censurar ao go-
vemo mas alim de chamar sua altencfio para
as circumstancias criticas em quo nos adiamos.
Algucm porguntava a J. B. Sav qual era o
melhor systoma financeiro e elle respondeu a
economa : sigamos portanto o principio de J.
B. Sav; sojamos econmicos. Pode ser que,
o espirito de algucm que v a palavra econoinia
sabir no voto de gracas, entenda que ella se
dirige a censurar o governo por prodigalidades;
.,.s o governo tem seguramente a sua dofesa
no estado do paiz : um governo que luta com
as fuccoes, um governo que caolinita no inoio
de movimentos ansrcliicos 6 um governo que
nao pode ser nem econmico nem organisa-
tlor porque o systoma de econoinia est intei-
ramente sujeto a cortas condicos; preciso
' II .( la)V a ... f |..wv.-|.....~ |
Baioda Boa-vista que o sen duende, quo
elle v emsonbos quevom vigilia, que v
emfim em toda a parte entorilen que o Bario
da Boa-vista dovia de ser o objecto exclusivo ,
nico de nossas discusses !.....
(pS, Urbano : isto o que diz o nobro
deputado^; ou trato de outros objectos ; faca o
favor de lor o meu discurso.
O Sr. M. Monleiro : Eu tive o prazer
de o lor, o provaria so quizesse que o tcm-
po consagrado s grandes questesdo estado se-
. ia como por exomplo meia hora e o lem-
po consagrado queslao de l'ernanibucode duas
horas.
O Sr. Urbano : Falta-mc a grande capa-
Cl'dade do nohre deputado.
Osr. M. Monleiro: Eu estou referindo
um facto nicamente: mas ainda tinha urna
observacao que fazer, e permitta-mc o nobro
deputado que a faca. O governo central que-
roi!/er, o goveroo do lata, o go\erno impe-
rial acbou-se em circunstancias extraordina-
rias lutou com as rebellines com as facees ;
leve de empregar medidas excepcionaes medi-
das fortes ; algumns vozes se tem levantado in-
justamente con/ta elle; mas porque nao quiz
ramente sujeto a cortas condicoes; preciso \*q nohndeputad0 examinar taes factos? porque
antes de tudo que baja paz, baja tranquillida- j oo qupfe-averiguar ajuatica ou injuslica dessas
de; todas as vozes que do mister empregar dd 0provcito ou prduizodellas? porque
medidas extraordinarias todas as ve/es que
preciso mover torca nao possivel que deixe de
haver alguns disperdicios que algucm repula u-
ma prodigalidade; por consequeneia nesta
liarte a adniinistraeiio passada nao mereceu a
pocha de prodiga que algucm lhe tem querido
lancar ; quando se est collocado em tal pos-
to no meio dos ambararos c das dilTiculdades,
ordinariamente as regras todas nao podem ser
observadas nem o sao de acto; portanto, sem
que haja intenco de oflender a administrai o
passada sem que baja intenco de censura-la
por prodigalidade que nao reeonheoo enfeu-
do todava quea palavra economa bem cabida.
Sr. presidente eu son chegado ao ponto
de fazer algumas observaces a respeito de ou-
tras que forao expendidas na cmara cerca da
administraco do meu amigo o Sr. Barao da
chamar a dscusso nicamente para medidas
de nenhuma importancia tomadas pelo Barao da
Bou-vista ?
O Sr. Nuncs Machado : Porque conspi-
ra-se no Norte como diz o nobre deputado.
OSr. M. Monleiro: Porque mesmo fa-
zer opposicao ao Barao da Boa-vista e nao ac-
cusar o governo do paiz que o sustenta e que o
consena ?
O Sr. Urbano : Entao quera que fizos-
sc opposicao !
O sr. M Monleiro : Se eu encarasse na
adniinistraeiio de um presidente qualqucr esses
erros essas arbitrariedades nao era ao ad-
ministrador subalterno por certo a quem ma
dirigira esimao governo que o tolera.
Osr. :Vunes Machad):Responda oSr.
ailllllllisiraruu uu mru um.p" ^-- ...* .. ..' Z a j
Boa-vista. A cmara seguramente est sacia- Paulino Jos ,-oares de Souza ex-ministro da
da de discutir actos do Sr. Barao da Boa-vis
ta ; a cmara seguramente nao desojara \
apparecef urna quastao to local lio circum--
cripta, de um interesse tao especial, quauJo
se tratados grandes, dos vastos interesses de
paiz; maseu sou obrigado a fazer a de fes j do
Sr. Barao da Boa-vista ou ao menos a dizer
justica.
Osr. M. Monleiro : Nao condemno a sua
lealdade ; nao fallo agora seno do systoma se-
guido na discussSo pelo nobre deputado ; e se
por ventura se julga que nao tenho direito de
examinar laes questoes cnto calo-nic j.
Osr. JV. Machado : Tem todo.


2



OSr. M. Monteiro : Ento continuarei a
fazer observados sobre o systema seguido no
discurso do nobre deput ido : digo que naoa-
chei justo conscntaneo com suas faculdades ,
nao se dirigir francamente ao governo. (guan-
do o governo suspendeu garantas na corte ,
quando fez deportacdes quando ernpregou
medidas talo extraordinarias, nada dizcr ou
mui pouco o ir embaraear-se com quatro
officiaes que viero de Pernambuco para a-
qui !! !....
O sr. Urbano : L nSo estavao suspensas
as garantas.
O sr. M. Vonteiro : Mas o nobre deputa-
do, jurisconsulto tao ahalisado, nao v que nao
preciso suspenso de garantas para mandarqua-
tro officiaes de urna provincia para nutra?
Osr. iV. Machado : Nao 6 esta a questao.
O sr. M. Monteiro : Nao esta!
O Sr. N. Machado : A ra/o disto.
O Sr. Presidente : Ordem !
O sr. Ai. Mmteiro: A questao
de direito; pois acaba de dzer que se man lro
quatro officiaes sem suspenso de garantas e
nao mesera licito perguntar na minba humil-
de ignorancia se com effeito preciso sus-
pender garantas para remover quatro offi-
ciaes ?
OSr. !V. Machado: O nosso fim nao
questao de direito ; saber a razo porque se
fez isto.
OSr. M. Monleito: Perdoe-me o il-
lustro deputado ; o meu nobre collega a quem
me reiro ligurou urna violaro da le ; ja v a
cmara que a imputacao ter urna forca mui
grande se por ventura fr provado ; que sem
liaver suspenso de garantas nao se pode remo-
ver official algum do exercto ; por consequen-
cia estou attenuando a imputacao feita ao Sr.
Barao da ltoa-vi;ta ; e como nao o tou muito
certo nesse ponto la nossa legis avilo ; pergun-
to so para remover quatro offi iaes de urna
provincia para outra neces-sario suspender ga-
rantas. Parece-mo qie os jurisconsultos que
tenho ouvido dizem que nao; di/em que nao
ha piesidente que nao L-nha praticado actos se-
melhantes.
Mas mandro-se tambem dous paisanos.
senhores.j respond a cstaaccuscaoj disseque
esseshomens que verao segundo me consto ,
sao recrutados ; e ento pergunto para se
mandar recrutas de urna provincia para outra,
necessario suspenso de garantas?
Osr. .'V. Machado : Nao c esta a questao.
O sr. Urbano : Elles nao sentrao pra-
ca la.
O sr. M. Monteiro : Creio que nao.
O mesmo nobre deputado a quem me refiro,
querendo n urna das ultimas sessoes alte
nuar, emmagrecer o mais possivel, reduzir a
um esqueleto os servicos do sr. Baro da Boa-
vi *ta dissePos quaes sao os serviros do Sr.
Barao? Pegue-seno relatoriodo Sr. minis-
tro da guerra e ver-se-ha que da Babia verao
1,000 e tantos recrutas e de Pernambuco 900 c
tantos. Ento como quera o nobre deputado
que viessem esses 900 e tantos recrutas sem
suspenso de garantas ( risada* ) ?
O sr. Urbano : Ora pelo amor de Dos!
Osr. M. Monteiro : Eu concluo se-
nbores qua nao era preciso suspender garan-
tas para remover quatro officiaes que tinbao
contra si algumassuspeitas sendo talvez con-
vidados para entrarem movimentos revoluciona-
rios : enlendo que officiaes nestascircumstan-
cias, nao ha presidente algum ( a menos que
nao seja um zote ) que deixe de mandar sahT
da provincia digo mais que o presidente da
provincia era altamente responsavel se por
ventura fura omisso nesta parte.
Mas surge outra objeccao ; diz-se : Se ha-
via receio de perturbaeao se a provincia a-
meacava entrar em urna conflagraco como e
que se deixo os cabecas as personagens, pujn
so robrar contra meros instrumentos, ede
instrumentos que podiao ser substituidos van-
josamente por outros? Quereria o nobre de-
putado que se o Barao da Boa-vista lizesse is-
to?... Ah que celeuma se teria levantado
aqu!
O Sr. N. Machado: Ento nossympa-
thisamos com essas personagens ?
O sr. '/. Monteiro ;. Nao ; nunca dosco-
br nos nobresdeputados senao muito sentimen-
to de ordem e adbesao ao governo ; o que des-
cubro nicamente agora arrebatamento con-
tra o Sr. Barao da Boa-vista injustica para
com elle.
Nada.
--Temos dado provas de
mas o Diario nos tratava de
O y. Machado
O sr. Urbano
muito generosos;
conspiradores.
O sr. M. Monteiro : O Diario ? Eu nao
Icio o Diario.
O sr. y. Machado : Talvez o Sr. Barao
escrevesse nessesentido.
O sr. Presidente : Ordem !
Osr. M. Monteiro: Seuhorcs, at se
quer imputar ao Sr. Barao da Boa-vista um
fado desairoso injusto; nao me consta que
0 Sr. Barao da Boa-vista em pocha alguma ,
nem dissesse ncm escrevesse quo os nobres de-
putados Ibe erao suspeitos...
O sr. Urbano : Eu llie provarei se elle es-
creveu on nSo para o Diario.
O sr. M. Monteiro : Nao sei ; se nos Tor-
mos a dar ouvidos attentos....
Osr. y. Machado:Disse-me um minis-
tro.
O sr. M. Monteiro: Se tormos dar ou-
vidos attentos a tu lo quanto se diz teremos
de repetir cousas muito graves ; mas emfim....
O sr. presidente : Aos Srs. doputados te-
nho recommendado mais de urna vez que
nao devem interromper o orador que est
fallando.
O Sr. W. Mmteiro : Dizia eu que o Sr.
Barao da B >a-vista nao pode ter imputado al-
guma de nao ter prendido os que se diziaoca-
hecas, porque nao podia prend-los nem man-
da-Ios para o Rio de Janeiro nem, alm dis-
to eslava o crimo tao evidenciado tao pro-
vado que podesse instaurar um processo a tal
respeito. Senhores nos sabemos que infe-
lizmente o nosso paiztem si lo thcatro de in-
nmeras perturbadles ; sabemos mesmo que no
Rrazil ha urna ciencia chamada sciencia das
revoheocs (hilaridade): aquelles que se de-
dico a esta sciencia sabem conspirar revolu-
cionar com as maiores cautelas [hilaridade) :
ha um curso completo de revoluco e preci-
so confessar que hadoutores que merecem um
titulo acadmico ; e ento esses doutores hila-
ridade ) em revoluco esses graduados na sci-
encia revolucionaria sao tao simples talo ig-
norantes, que da sua marcha sediciosa vo dei-
xando ap ">s si vestigios por onde posso ser pi-
1 hados por onde posso ser processados? Creio
que nao. Portanto o Sr. Barao da Roa-vis-
ta nrocedeu com toda a nstica proceden como
toda aautori lado publica doria proceder.
Vas prende-see remotto--.se para o Rio de Ja-
neiro pt'ssoas t">o insignificantes? pune-se o
;nstrumento e respeita-se o braco que o move ?
Senhores nao ha nenhum de nos que nao sai-
ba que militas ve/es tem succedido ou quasi
sempre succede que quando um corno se in-
surcto urn simples sargento e um oficial su-
balterno que o dirige ; temos listo exemplos
mfinitos; e a cousa explica-se bem : sao elles
liioesto em contacto m is immediato coma
tropa, os que maisoccasides tem de in flocular
na tropa esse virus da insurreicao da rebelda,
"ortanto aperar de ajue esses homens pareciio
ouatro offir-iaes insignificantes podiao ser to-
dava de muita importancia no seu corpo.
Mas elles podiao ser substituidos dizem os
nobres depura los por outros. Onde est o
terror que inspira o exemplo ? Nao temos vis-
to abortirem mu tas revolucoes militas per-
turhaces porque se d um golpe ao princ-
nio ? ... Mas emfim, bavia ou nao bavia mo
'ivo de suspeita? havia ou nro havia motivos de
receio ?
O Sr. y. Machado ; Nao sei.
O Sr. M. Monteiro : O nobre deputado
nao sabe, posto que sea mnito instruido, mui-
to sabedor; mas eu sei sabendo menos; sei que
a provincia de Pernamhuco era tambem um ter-
reno escolhido para fazer germinar a sement
que se bavia lancado. Eu soube que os auto-
res da rebelda se achavao em correspondencia
corn aluns individuos de Pernambuco; en sou-
'" 'nmbem que, se recebnio ca tai) daqui iguaes
a militas das que o nobre ex-ministro da just:ca
falla no seu relatorio cartas onde nao ha facto.
or mais inexacto; embuste por mais reco-
nheciilo ; proposico por mais inverosmil ,
que se nao quizesse espalhar em Pernambuco
Havia portanto Sr. presidente, motivos fun-
dados de receio. Nem podia ser de outro modo:
a provincia de Pernambuco muito opulenta ,
muito grande por assim dizer o pharol
que dirige certas outras provincias do norte ;
nao era possivel que no momento em que se
conspirava na provincia doCear o mesmo na
Parahyba na provincia de Pernambuco nao se
fizesse outro tanto. Portanto, senhores ba-
via em Pernambuco razes para temer-se pela
ordem : o digno presidente soube triumphar
pela sua prudencia pelo seu atilamento pea
sua energa dessa crise ameacadora e b.-m
mereccu do paz tendo lido sufficiente previ-
no para acautelar to funestas desordens aim
de que nenhum tumulto apparecesse, nem urna
gota de sangue se derramasse.
Mas perguntou o nobre deputado onde
estavao as providencias do governo da provincia,
se havia esse receio ? O nobre deputado, per-
mitta-me que Ihe diga est cm contradieco ;
depois de fazer esta pergunta, mais abaixo diz:
a provincia toda eslava armada ; havia tro-
pa em todas as comarcas....
O Sr. Urbano : Onde nao havia recelo
algum.
O Sr. M. Monteiro: Permitla-me o no-
bre deputado que Ihe faca urna advertencia : a-
cho muito pouco modesto contestar ao governo
oemprego dessa medida sem ter os dados ne-
cessarios;^ nao ha um pouco de precipitacao
nisto ? pois o nobre deputado pode asseverar na
casa que so nos lugares onde nao havia receio
que eslava1 a tropa ? nao pode asseverar___
O SV. Urbano : Achava-se em muitos lu-
gares onde nao havia receio.
O Sr. M. Monteiro : Mas emfim o que
fez o Sr. Baro da Boa-vista ? .. Eu peco li-
cenca cmara peco-lhc mil pordoes por abu-
sar da sua attencao; mas ella comprehende que
necessario que faca a defesa do Sr. Baro da
Roa-vista.
Disse mais o nobre deputado: O presiden-
te ainda censuravel, porque nao ernpregou
medida alguma a respeito da revolta do Ex.
Aqni foi invocado o testemunho do digno juiz
de direito do Crafo do digno chefe de polica
da Parahyba. Ora, eu quizera saber se o no-
bre deputado est muito informado da serie de
providencias dadas para asseverar cmara que
nenhumas providencias se dero. ^emprc te-
nho reconhecido no nohre deputado muita pru-
dencia muito desenvolvimento de razo; mas
porque agora alirma cousas que no pdeaf-
firmar? porque eu digo acamara que nao se
dero providencias? Sim, dero-se provi-
dencias. ...
O Sr. Urbano : Desojo saber quaes forao
O Sr. M. Monteiro : Mandarao-se mu-
nieoes armamento e dinheiro para o Cear
(apoiados); expedirao-se ordens mui terminan-
tes as autor idades da comarca da Boa-vista (a-
poiados) ; dero-se ordens para a reuno da
guarda nacional [apoiados); marehou mesmo
forca de linha O que mais poderla fa/er o
presidente alm do que acabo do relatar? Man-
dn dinheiro munic5es e armamento para os
governos vizinhos entendeu-se com elles ;
manleve urna correspondencia onde todas as
circumstancias erao relatadas; obravo de com-
rnum accordo; deu ordens para a rennio i\n
guarda nacional ; deu instruccoes aos juizesde
lireito da comarca; que mais podia fazer o pre-
sidente em a distancia de 180 leguas f avoi-
ados ) ? K ^
OSr. Urbano : Maso juiz de direito nao
fez o processo aos sediciosos ; foro soltos.
O Sr. M. Monteiro : N5o se fez o pro-
cesso !
O Sr. Urbano : At hoje.
O Sr. M. Monteiro: N5o sp se est feito :
mas ainda quando nao estivesse leito o proces-
so nao seria motivo para se tirar dahi infe-
rencia desfavoravel ao Sr. Baraloda Boa-vista,
porque quem quizer lercom attencao o relato-
rio doSr. ex-ministro da justica que a fal-
lar a verdade nesta materia o meu alcoro.
ver que nao acontece isto sn no Ex em
militas partes. Sao taes asdisposicoes locaes .
tal a impunidale tal o comportamonto do
ury que na*o posivel sempre (azeremse os
processos (apoiados'*.
Osr. Urbano: Ao menos os agentes do
governo cumpro com seus deveres.
O sr. Ferraz: A autoridade deve fazer.
Osr. M. Monteiro : Nao contesto Uto :
mas quem faz o processo em todo o caso nao o
presidente. Mas vejo que nao apparecem quasi
nunca testemunhas para depr. ..
Osr. Urbano: Ento a comarca toda foi
rebelde ?
O sr. M. Monteiro : Mas que inferesse
tinba o presidente para nao processar esses ho-
mens ? Nem mesmo senhores se podo sns-
peitarda parte do presidente um comporfamen-
to mais brando, mais indulgente para com esees
homens: se esse Jos Lourenco e Castro se
esse Livio e outros encontrarlo apoio e proter-
vo nao foi seguramente da parte dos amigos
do presidente.
O Sr. y: Machado : Estilo em Jguass.
O sr. /. Monteiro : Nao sei; o qup sei
que o homem que se encarregou de os escoltar
e os soltou nao era homem da intimidade, nem
das relaces de amizade do Sr. Baro da Boa-
vista-----foi o Sr. Nogueira Paz.
O Sr. y. Machado: ^- Ouc prova isto ?
O sr. M. Monteiro : Prova qne se por
ventura nao bouve processo, se a respeito desses
homens nao se tomro medidas de mais vigor,
nao pode ser isso attribuido a indulgencia in-
discreta do presidente. O presdente nenhum
empenho tinha em deixar de processar esses
homens.
O nobre deputado, a quem me eu refiro, nesse
mesmo discurso que analyso afirmou que as
olek-ocs em Pernambuco tinho sido feilas
forca de armas que o voto da populaco se
nao tinha manifestado com espontaneidade ,
com librrdade. Eu dou grande crdito s pa-
lavras do nob deputado estou habituado a
isto ; mas nesta parte permitta-me que Ihe di-
ga que o seu testemunho luta e briga com o
esemunho universal por asim dizer [apoia-
dos). Eu peco o testemunho de todos os meus
collegas que das provincias do norte passro a
Pernambuco depois das eleicoes para que d-
gS" nesc cso se por ventura urna voi impar- I
cial se levantara para estigmatisar taes clecSe
como violentas. Nenhum seguramente o dir
(apoiados).
Mas senhores, o quo pode induzir a equi-
voco o facto allegado pelo nobre deputado da
existencia da forca ern dilTerentes pontos da
provincia. preciso que cu d una explica-^
cao casa. Esta forca que eslava destacada
era forca de municipaes permanentes....
O sr. Urbano: E da guarda nacional des-
tacada.
O sr. M. Monteiro Bem ; a guarda na-
cional queo povo : bem : urna Ici provincial
que estabelece regras para distribuico dessa
forca pelas different.'s comarcas; mas quando
mesmo essa le nao existisse nao era da ubri-
gaso estricta do presidente guardar os pontos
mais crticos e policia-los? Supponho que sim.
Mas da existencia da forca senhores no in-
terior das comarcas se pode deduzir o laclo da
ingerencia dessa forca no acto da eleico?.
\o por certo ; a on-a deve estar estacionada
em alguma parte e para que se adm:tta a sua
intorvencao illicita as eleicoes, preciso pro-
var o,facto e nao contentar-so com urna sim-
ules allegaco vazia de toda prova e sem vero-
smilhanca.
Permitta-me o nobre deputado que Ihe diga
que suppondo mesmo que em um ou outro
ionio nao ten ha havido eleicoes, nao prova
isto que a forca interviene nellas, esta urna
das cousas que succedem cm todo o imperio
oorm nao disto que se trata o que se trata
de demonstrar que a forca interveio naselei-
oes. Mais ainda outro fundamento dessa o-
niniilo seapresenta, evern a ser que toda a
tropa que havia na capital votou e votou do
que maneira ? votou arregimentada, divida-
mos um pouco este argumento. Creio que os
nobres depulados nao poder contestar tropa
o direito de votar___
O Sr. y. Machado: Mas o modo.
Osr. M. Monteiro:-... porque de di-
reito cstabelecido nem pode deixar do ser as-
sim. Ha urna portara do Sr. conselheiro An-
tonio Carlos, quando ministro do imperio
dizendo que nao se podia tirar semelhante di-
reito tropa ; portanto quanto ao direito nao
pode haver questao : vamos ao seu exercicio.
Trata-s de saber como votou a tropa vo-
tou arregimentada como vota sempre.
O Sr. y. Machado e Urbano : Nunca vo-
tou assim em Pernambuco nem na capital.
OSr. M. Monteiro : Se nunca vutou as-
sim, tem votado de peior maneira ; porque vo-
tava de farda, e depois dejaquela; e as vezes
votava, mettendo as urnas rnossos de listas. A
votaeo que houve foi a mais regular que pude
ser : porque nao se vota mais de urna vez d
outro modp havia militares que a maneira d
Proteo, se Iransformaoem outros m u i los indi-
viduos deappnroncia diversa; de modo que vi-
nho assim a votar urna, duas e tres vezes. Por
tanto o faelo de fer a tropa vol nao va-
lioso para servir de imputacao do Sr. barao da
Boa-A isla como tendo parle as eleicoes.
Mas disse ainda o meu digno collega : se a
provincia eslava em tal estado, se o *oto lixre dos.
eleitores se nao podia manifestar francamente ,
se a provincia esteva armada o presidente de-
via adiaras eleicoes. Ah senhores, se o pre-
sidente adiasse as eleicoes, que bello thema para
acrimoniosas censuras.
O Sr. y. Machado : Assim se responde a
ludo.
O Sr. M. Monleito : Ento dirio os no-
bres deputados : o presidente adiou as eleicoes
porque as combinacoes nao esta\o feitas, o pla-
no nao estava maduro era preciso tempo para
amadurecer, ainda nao se tinho feito os ajus-
tes necessarios, etc. Portanto, Sr. presidente,
os nobres deput; dos sero forrados a reconbecer
que o baro da Boa-vista foi muito circunspecto
em seu procedimento ; e, apezar de conhecer a
agitaco da pocha en tendo que o caso nao
era para adiar as eleicoes. Havia, em verdade ,
motivo de receio de suspeita de conivencia nos
planos conspiradores : mas a ordem e paz publi-
ca eslavo e haviao de ser mantidas; em quanto
o nobre baro da Boa-Vista tivesse em fu ma
o timo dos negocios da provincia nem ser
fcil perturbar a ordem pelaqual se declara o
espirito pul lico da provincia.
O Sr. y. Machado : Isto acontecer com
todo o presidente que para l f<"r.
O Sr. M. Monteiro : Nao sei: sao con-
viccoes. Podemos pronunciar-nos por um ou
outro; mas parece-me que um presidente tibio,
frouxo nao muito proprio para administrar
a provincia de Pernambuco.
O Sr. A. Machado : A provincia nao Ihe
merece este conceito.
OSr. M. Monteiro:O nobre deputado
parece que quer lancar sobre mim a imputacao
de rebanar a provincia de Pernambuco ? Fui eu
que disse que a provincia de Pernambuco eslava
reduzida a um perfeilo estado de cannibalismo ?
que nao havia seguranea ? Fui eu....
O Sr. If. Mtchado: Fui eu.


3
O Sr. M. Monleiro : Entao tal aparte
nao me assenta nao son cu que vinha aqui re-
Laixar n provincia dc Pernambuco.
O .Sr. Urbano: Nio c a provincia que as-
sassina sao alguns individuos.
O Sr. M. Monleiro : Portanto, senhores,
o espirito de ordem existe em Pernambuco e
pareco ser alimentado e mantido pelo actual
presidente.
O Sr. N. Machado : Veremos como.
O Sr. M. Monleiro : Mas, como em to-
das as provincias, ha em Pernambuco focos de
Dina influencia damnosa e prejudicial.
O Sr. N. Machado : Agora est melhor.
0 Sr. M. Montura : Eu estou sempre
correcto, porque nao sou exagerado porque
vejo que a razio cede ao nieio termo. O nobre
deputado ver i sempre nas minlias palavras o tes-
tiununho de que a minha conviccao que o es-
tallo de racionalismo se aoha sempre no meio
djs colisas nunca nos extremos. Nao aecnsei i?
ninguom. nao sou delator nao faeo senao de-
fender a administraba!) do bario da Boa-Vista ,
pir e-tar convencido profum amonte dequecs-
sas aecusaedes nao sao fundadas, e provm quasi
todas de falta de inform ic.des que nao podem ter.
O nobre deputado ainda fez cargo ao nobre
bario da Boa-Vista de exeosso de autoridade. de
concentracio de poder, e affirmou que a refor-
ma do cdigo fora mal execntada pelo nobre ba-
rio, porque as participacoes dos delegados e su*
delgalos croo dredan ente dirigidas a elle
riviscom os matadores, e nao se derramim al- mesmo nao vejo tal urgencia. Se Pr J0"1"
sua energia, ou oulro qualqucr que tonba opi-
niao diversa da minha estou, digo que nao
conseguira com facilidadeos resultados que an-
tolha tao facis, tio simples. As cousas sao mi-
tras dato de longo tempo ; como pois fazer
cargo dallas ao nobre bario da Boa-Vista?
Tratou-sedo ultimo assassinato praticado em
Pernambuco na pessoa de Antonio Francisco do
R-r.-os Barros. Acamara ainda estar b'm lem-
brada das cmxc- vivas com que o nobre depnta-
doexplicou este fado. Disseelle narrando as
ircunstancias do infeliz successo que o pre-
sidente tinha ficado mudo espectador de tal ri-
me sem que urna s providencia houvesse
dado! !
erros houve, desleal lora, e ate deslocado, ap-
plicar-lfl >expressdes que hoje seriad" forado ra-
sad c inappHcaveis. Acho portanto urna enxer-
tiu intil.
O nobre deputado pela minha provincia man-
dn tainbem urna eme ida relativa a relacoes
exteriores, naqual parece incluir ama censura
ao governo pelamaneira porque se houve nr
i Antonio 2 gesla5 Je taes negocios. Acho que tal emenda
anda estar bimlern- ^ na6 ^^^
Vototambem contra a emenda ao mesmo t-
pico olTerccida por un nobre deputado de Scr-
ilipe porque, alem de envolver a mesma don-
trina, nao posso concordar com a sua redaccao.
O nobre deputado por Minas rctirou as suas
. I i ,., M|.M a-j, emendas, que substituid por outra mais ; nao
E4am sera vdima, senhores, estova lora da .. .. .. j--.;h
~ tive lempo de as considerar : talvez me ueuuis-
se a favor deltas p
ib
OSr. N. Machado
dihinasceu, disse ainda o nobre deputado o tava com isso.
ilesgosto excessivo que teve o befe de polica.
Ora senhores, preciso attender ao que hi de exprime de um modo um tanto ambiguo. O pre-
inexacto nestas palavras O chefe de polica un.
affeicoado, um encomiasta do bario da Boa-Vis-
ta, nem tao pouco sabio elle desgosbso da pro-
vincia ; ah estio os nobres deputados da Babia
que podem attestar isso.
O Sr. Rebotica*: Parece.
O Sr. /. Monleiro : Mas o fado existe ,
5 preciso explica-lo. As participacoes ero diri-
gidas ao Sr. bario da Boa-Vista, e o prova esta
portara que se leu mandando que taes parti-
cipacoes dah em diante fossem dirigidas ao chele
de polica. Ora, todo o mundo que conhece o
carcter do Sr. bario da Boa-Vista nao polle-
ra por corto argumentar com tal documento, pa-
ra di/.or que elle quz augmentar sea poder : n
q'jeouscc!'deu que no eomeco da execuco di
lei da reforma do co ligo, se pozero os delega-
dos e subdelegados no costume deremetter a
participacoes directamente ao presidente da pro-
vincia. Nao era de estranbar que no principio da
execuco desta lei nao se Ihe desse execucio com
aquella regularidade que devia ter ; mas o no-
bre bario da Boa-Vista reflectindo nesta praticn
abusiva, nio provocada por elle, a mandn sus-
pender. Portanto, onde v o nobre deputado mo-
tivo de censura eu vejo motivo de elogio. Se ba-
ria abuso era da parte do< delegados e subdele-
gados e da parte das autoridades lcaos e nao do
presidente.
O Sr. N. Machado : Depoi- da sabida.
O .Vi*. M. Monleiro : I,go nio censu-
ravel o Sr. bario da Boa-Vista por este lado.
Pernambuco, como se referi ha pouco, e como
se tein referido militas vezes, theatro de atro-
cidades sangrentas. este um facto senhores.
bem deploravel que revela urna certa crucldade,
um desrespejto i lei da parte daquelles que o
praticao dignos sem duvida de rgida repro-
vacao. Mas o que temo bario da Boa-Vista com
taes factos ? Senhores nio se attende s cir-
cunstancias especiaes da provincia nio se at-
tende que foi fundada e povoada a povoaiio de
Pernambuco por homens considerasen rujas rai-
zesaihda oxistem na provincia tendo cada um
delles as mais vastas ramifieaedes, que formio
em alguns pontos alguns locos de influencia an-
t'gn.
No vfi o nobre deputado qnando se dio estas
razos, quando ha estes poderosos esta pre-
ponderancia da loealidade nao 6 possivel que
a accio da polica do governo se faca sentir com
aquella energia devida ? Nio s em Pernam-
buco, senhores, onde muitas ve/es a jnstica ex- ,., cm.v ,, .. H,...^ ------..
pira porta dos engenhos dos taes potentados; ron(a dc bom cidadlo e de ptimo empregado ,
isto acontece em outras provincias. Na Bahia sem esse apolo esemesses sympathias.
mesmo nao ha muito que se virio estas lulas d
'! -Mil Kl lilil IUI IllillH' UU familia produzindo resaltados o ensaogaonta- ^JZ^!^SZ3S
orovinoia tlnhamos ausentado delta pelo ter-
ror que concbera porque era apontado como
i autor do assassinato do tenente-coronel Pedro
IVhna. Voltou para a provincia no diaS, e
foi para o sen ensenho. O presidente o sou'ie
na capital da provinciano da fi, e nesse mesmo
lia fez seguir para o Rio Formoso um destaca-
mento e o chefe de polica, mas quando ali che-
riiioochef! de polica e o destacamento, aca-
bava a victima de ser sacrificada.
Era certo que se con-
OSr. M. Monleiro : O nobre deputado se
sidente contavacom a morte ? !
O Sr. N. Machado : Nio era o presidente.
OSr. M. Monleiro : 0 caso realmente
um pouco serio.
Osr. N. Machado : Milito seri>.
Osr. M. Monleiro : Seo destacamento se
nao demora no caminho, anda cherava a tem-
iio para evitar o assassinato; porque 6 cons-
tante, e resulta das communicaces olflciaes ,
que o destacamento chegou 5 ou 6 minutos
-lepois que so praticou o horrivel attentado.
Cumpre notar que o destacamento nao era com-
mandado por pessoa que tivesse relacdes com os
antagonistas de Antonio Francisco; pelo con-
trario era elle irmio do iuiz de direito do Rio
Formoso. Porconsequencia toda a pessoa que
"onsiderar este infausto successo dc sangue fri
ver nelleum acontecimento lamentavel sim ,
mas inevitavel epara nos convencermos disto
basta 1er o scruinte offlcio.
OSr. Urbano : E o destacamento de poli-
ca de 60 preces queestava ali o pie fez?
O Sr. M. Monleiro : O que fez nao sei.
Tambem se disse ou parecceu dizer-se que o d -
tesado e subdelegado do lugar ero pessoas de-
sairelas. .
O Sr Urbano: O chefe de polica 6 que
o diz.
O Sr. M. Monleiro : O que digo ^ que nao
"rio pessoas relacionadas em parentesco com os
-nntendoios do morto. Mas o nobre ex-mi-
nistro da jnstica no sen relatorio transcieve a
larticipacao do chee de polica que foi manda-
to comarca do Rio Formoso para prevenir o
assassinato. As id-ns do chefe de polica sio
estas que pedirei a cama-a I cenca para ler.
porque sio as minhas proprias f !' urna parle do
velatorio da reparlicdo da jualira I.
\ttenda-se mais aos tactos que so apresentio
liante dos olhos; investiguem-se as cnsaselo
mal talvez ainda se achem algumas causas na
legisla cao do paiz.
Senhores. os juizes municipaes do interior ,
emgeral. sao mocos, sem o necessario robusto
apoio sem aquclle grio dc elevada considera-
dlo que deve rodear aos empreados de urna
ordem tio superior e por isso a maior parte
das vesos nio tem a neepssaria forca para rea-
gir contra crimes que emanio de certa origem.
Si. presidente, tenho justificado o nobre Ba-
rao da Roa *ista dasimpataedes me Ihessio fei-
las ; muito provavel que as minhas exph'ia-
coes nao salisfacao completamente aov nobres
deputados natural que ellos lontinuem a
lera mesma opiniao que bio manifestado a res-
pelto do nobre Rarfio. Eu deploro cordialmente
que o Ilustre Rario da Roa vista nao tenha o
apoio e as sympa'hias dos nobres deputados,
mas tambem conheco que elle pode ser tido em
O Sr. A' Machado: Talvez em alguma occa-
dos. Em Pernambuco mesmo antes do nobre
bar5o da Boa-Vista presidir a provincia houve
assassnios terriveis; houve o exterminio jurado
de familias inteiras. Nesta casa se senta um no-
bre deputado que me e mu conjunclo, cuja so-
gra foi assassinada brbaramente cuja familia
quasi que fica exterminada. E entao governava ,
por ventura o nobre bario da Boa-Vista? Ouem vital. Em um discurso eloquente que profer.oo
i jmm.u4a rt/cfo .i>:i \ ques-
que
<> 9r.M. Monleiro:Sou chegado i occasiaodo
interporo meu parecer cerca dos dTerentes
projootos e emendas ao,projecto de voto de
gracas.
Sr. presidente, eu nao posso dar o meu vo-
to emenda do nobre deputado da Rahia, por-
que se refere com especialidad! a medida de urna
lei elcitoral como medida muito urgente e muito
Foi tido, apoiado, e approvado o sega inte
requerimentodoSr Neto : requeiro que a
commisso de polica passe quantoantes acon-
Iractar com atgum dos pnmrietarios de typo-
gralia desta cidadea publicaco dos trabalhos
da assembla por meio de tacbigraros, submet-
tendo o dito contracto api>rovavio da mesma
assembl'a. Foi ldo apoiado, e approvadoo
seguinte doSr. Comeiro da Cunha : requeiro
a urgencia paraserem dados para ordem dodia
os pirecerese projedos da commisso de fixa-
raotie for;a policial sem iirejuizo de impresso
dos mesmos : salva a redaccao.
Fntrou em segunda disenssio o artigo 1. do
projedon. 18 te 1842. o Sr. Leal, pedio o
a.ldiamentoda discussio por tres das ; foi ap-
poiado c entrn emismssao e*tc requcriinen-
to :_f tambem apoiado e entrou em discus-
sio o seguinte do Sr. Neto : tendo o Exm.
bispo respondido ao governo provincial, que
pelaestn-ilesa do tempo nio se poda resolver
a resuelto da utilidado da desmemliroco da fre-
guesia dosAITogados, e criaco da freguesla da
Varzea requeiro que seja o mesmo Exm. bis-
po nuvido mira vez a esse respeito e se Ihe
peca o sen parece! a cerca da remocao da se-
de da dita rreguesia para a Varzea. Encerrada
a discussio lorio rejeitados os requerimentos ,
reprovadoo artigo e por conseguinte rejeita-
tl o'projocto. Padaa boraoSr. presidente deo
para orden) do Ata a mesma de hoje, e primei-
ra discussio dos projedos da flxiifo da forca
policial, e levantouasessao. ....
>< bwauerque presidento.Francisco JoteCarnei-
ro da Cunha l. secretario. Antonio Jos d
Oliveira 2. secretario.
Javor lellas pela discussao.
Ha otftra emenda apresenta la ha poucos lias
pelo nobre deputado da Baha, enhores eu
nio posso concordar com a emenda do meu hon-
rado collega pela Rabia porque d lugar a urna
ambguidade que pi'deser mal interpretada ou
antes tende a estaheleeer um novo UIZO sobre
factos j julgados por todos em sentido contra-
rio. O nobre deputado se exprime assim em
um periodo (/?). Se se admitisse tal doutrina ,
evidente que se tira toda a imputaco c
quasi que se justifica a serie odiosa de actos at-
tentatoros da consttuico lo estado, eata-
cadores das prerogativas da corda (apoiados).
Para mim senhores o pensamento da revo-
lucio manifest eptente, 'altamente cri-
mmoso e abominavcl lapnia ios). Quando se | Rendimento do lia 1J.
rouba ao monarcha a prerogativa de nomear
presidentes quando se suspenden les promul- L do __ carvio_
gadas pela assembla geral quando se instau-
ra urna
CO^WSEBCJO.
Alfa n (lega.
lescarregilo hoie\\.
8:3178169
legslacao abrogada quando se quer
Asi rea azeite drogas, papel O
resto pedias, e sal.
orear a cora a dem.tt.r seos ministros qaan- fcw| Jamu Vfm;7 |)acaIya
dosenega obediencia ao Imperador, qosRdO | ftMBi Schoenu ]Ia
se promove o derraniamento de sangue Drazliei-
ro quando se praticao em fim taes attentados ,
nio serei eu nunca que levantare! a voz para
alfirmar que nenbnma intencio malvola e pro-
(undamente criminosa apparec em taes actos
apoiadjt) ; sim cu nunca o farei nem con-
sentire que o faci. Nem tao pouco preciso
ila confissSo dos autores do rebelliSo para fazer
um juizo cerca da natureza de taes desordens ,
mnito embora riles ligio feomocom tanta bon-
dadee sngeleza se afiancou na casa ha poucos
das] que nada se urda nem se ti-ntava contra
a u onarebia e contra as insttuiedes [apo'ado),
Demais, lSo-se algumas pecas que ahicir-
culio do vice-presidente da rebelda veja se o
que elle diz quando se exprime cerca do im-
perador que c s por aqnra que necessario
conservar, e entio respondi pelos sens pensa-
mientos e seus planos apoiadns^. Voto pois com
toda a forra da minha conviccSO contra tal
emenda. Tendo de votar pelo projecto da I-
lustre commisso, porque nenhiim outrome
parece preferivel eu deploro que elle nao vol-
vesse i commisso para conig-lo depos da
mudanca da administradlo ; talvez se se ti-
vesse adoptado o adiamento prnposto e reje-
tado a VOtacSo da cmara fosse mais uniforme
e satisfatoria. Sem embargo, estou decidido
a dar o meu assentimento ao projecto da Ilustre
commisso ; mas votarei tambem pela emenda
do meu honrado collega por Pernambuco que
tem por fim fazer que acamara aompanheo
tbrono na magoa que Ihe causo taes cornmo-
des taes desastres; querere porm que tam-
bem se manifest osentimento de horror que
inspiran estes mesmos sucessos fatacs.
Tenho assim explicado o meu vo'o.
Por ter dado a hora ficou adiada a discussio.
Escuna Schoenu Mary taimado.
Brigue Triumphanli varios gneros,
l-rigue Sketteflem varios gneros.
Barca Manchcsler bacalhao.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acia da oilava sesstlo ordinaria da Assembla
Legislativa Provincial dc Pernambuco em 10
de marco de 1813.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada acharo-se presentes 26
Srs. deputados faltando com participante o
Sr. Lopes (lama e sem ella os Srs. Mello e
Paula Lcenla. <> Sr. piesidente declarou aber-
ta a sesso foi lida e approvuda a acta da an-
tecedente.
KXl'EPlKNTi:.
Fm requeiimento do porteiro da cmara le
Garanhuns pedindo que o seu ordenado seja
lloviiiieiito do Porto.
___________________
Navios sahidos no /mil.
Ro de Janeiro por Maccid, e Baha; vapor bra-
zleiro Parahcnse comrnandante Joo Me^
litio Henriques.
Narios entrados no dia 12.
Terra Nova; 30 das, barca inglcza James Stw-
arl dc 214 toneladas, copitao Jobu Laird ,
equipagem 1 i, carga bacalhao; a James Cra-
btree &<:.*
Chili ; 70 das, brigue inglez B^arer Nym-
phe, capitfio Thoinaz Clak .equipagem 11,
carga pirra de cobre ; aocapito.
Acarac ; 20 das, sumaca bra/ilcira Estrella
do (.'abo de 90 toneladas, capitao J. Joa-
quim Alvos, equipagem 10, carga sola;
a .Manuel Joaquim Pedro da Costa.
Santa Cal harina ; 3o dios patacho bra/ileiro
Franeelina, de 2l I toneladas copitao Can-
dido Forjas de Lcenla equipagem 13, car-
ga farinlu de mandioca; a Gabriel Antonio.
Navio entrado no dia 13.
Rahia ; 10 lias barca ingle/a Hayal Archer ,
apitio David Scolt, oquipagem 13 carga
. lastro ; a Deane Vowle fe Componhia.
Edilal
^---------------------------------------------------------------
Pela administradlo da meza do consulado se
faz saber que no da 17 do corrate mez, se hao
de arrematar porta da mesma admnistracoo,
duascaixas dcassucar, aprehendidas pelos res-
pectivos empregados do trapiche da Alandcga
velha por falsificacaS do assucar ; sendo a ar-
rematacao' livrc dc despezas ac arrematante. Me-
za do consulado de Pernambuco 13 demarco
de 18V3. Miguel Archanjo Monleiro d^n-
ilrade.
Deca rabilo.
__Existem na administradlo do correio duas
cartas seguras, para Manoel da Fonceca e Sil-
va c Domingos Moreira Das.
Avisos martimos
= Para o Porto segu vagam com a maior
de seu carre-
tarca Portugucza
io Guimares
izer carregar,
tem excellentes
diri^a-se a ra estreita do Ro-


nve no en"enho lo >a gaui. as ih>mmt. mu.-, nas rasao innn >..... vun".- k*"J'......i"- _.!:..
aberente^ao asonado entr.rao em latas hor- consliluem verdadeirasneccssidadesdo paiz Eu .espaco ue qu fmmtmm f


Leles.
.4
= Latham & Hibbert, faro leilo de urna
porco de linha branca de novello variada ,
por conta e risco de quem pertenccr ; quinta
feira 16 do crrente as 10 horas ein ponto ,
oo seu armazem ra do Trapiche n 32.
= OCorretor Olivcira far leilo, quinta
feira 16 do corrente, as 10 horas da manh
cm ponto no primeiro andar da casa n. 18 ,
ra das Cruzes, bairro de S. Antonio de
magnifica e bem acabada mobilia do Jacaranda ,
mogno, da pelos mais habis artistas desta praca e ou-
tra vinda do Porto consistindo em meza re-
donda para meio de sala com linda pedra
marmoro cadeiras e canaps sof bancas
dejogo, mezadejantar aparador, commo-
das guarda-roupa obras do prata ouro, e
do pedras preciosas, cristaes, apparelhosde
Jouca para meza dito para cha o numera-
reis artigos muito uteis e necessarios para qual-
quercasa, os quaes doixo de enumerar-se
pelo inconveniente de fazer mais extenco este
annuncio.
James Crablree & Companhia, faro
leilo por intervenco do Corretor Olivcira .
glezas dolii, linho o algodo limpas e
avanacas ; Soxta feira 17 do corrente as 10
horas ia manhaem ponto, no seu armazem
na ra da Cruz.
O leilao da mobilia dos escravos, e pre-
dios do Sr. L. A. Dubourq, ser continuado por
intervenco do corrector Olivcira hojo terca
eira 11 do corrento s hor.is do costume
Quinta feira lo do corrente mez, ter lu-
gar a continuaco do leilao judicial dos bens
movis do faloscido Joao Henrique Siergt. na
porta do Sr. Dr. juiz docivel da 2. vara, con
fronte o oitao da igrejj do Livramento ; os pre-
tendontes ahi comparecao.
Avisos diversos.
Perdeu-se na casa da sociedade Philo-
Thaha na noile do dia 11 do corrente um al-
fineledepeito, com um diamante grande e
outros piquenos roda ; quem achou e qui-
zer entregar, pode-o fazer na ra do Queimado
Joja n. 25 que se recompensan.
= Antonio Ferreira Mendes subdito por-
tuguez retira-se para o llio do Janeiro.
= Aladame Walter Nc Uesire de Gucrial;
retira-se para Franca.
-- Precisa-so de um caixeiro para urna ven-
da atratar, na ra do Kangel n. 55.
= Deane Voule&C.', faro leilo por in-
tervenco do corrector Thomaz Dowsloy, de
110 barricas de coneja branca, e preta, da rne-
Jhor qualidade chegada de Londres pouco*
dios nobrigue sueco Kelkflia boje li do
corrente s 11 horas da manh no seu arma-
zem na ra do Torres n. 4.
Aluga-se urna boa casa torrea com Gquar-
tos, duas sallas, cozinha fora com grande solo
um,gran!leqmntalcom arvoredosde fruto sita
na cidade Nova em S. Amaros predendntes
entendao-se com Seu proprietario na ra nova
n. 4.
Aluga-se urna casa de quatro andares ,
comum grande armazem,. na ra da Cadeia
do Recifo n. 4, aonde mornra os negociantes
Me. Calmont & C.\ quem a pretender enten-
da-se com Antonio MartinsRibeiro, morador
no atierro da Boa-Vista.
Precisa-se de urna ama secca para cosi-
nhar engommare ensaboar; quem estiver nes-
tas circumstancias dirija-se a ra de Santa
lberesavendan. 25.
Da-so at a quantia do 700,000 rs. a ju-
ros, sobre penhores de ouro ou prata ; na
ra do Collegio botica n. 5 se dir quem faz
o negocio.
Os credores da casa do finado Filippe
Duarte Pereira queiro comparecer no dia
18 do corrente na ra da Praia, sobrado n. 43,
primeiro andar munidos dos respectivos cr-
ditos paraserem contemplados no inventario
a que se va i droceder amigavelmente entre os'
herdeiros do cazal.
= Procisa-se alugar um sobrado de um s
andar ou urna casa terrea que tenha com-
modos para urna grande familia as ras se-
guintes : das Cruzes cstreita do Rozario Di-
reita e pateos do Carmo e Livramento c
atterro da Boa-vista : a tractar com Clemente
Pereira de Mello na ra do Queimado loja
o. 18.
Roga-seao cr. A. T. L. queira por es-
ta folha declarar o dia e hora em que est em
sua casa na ra da Guia ou em sua
loja a negocio que o mesmo Sr. nao igno-
ro a Om de so evitar maior dispeza do porta-
dor, ese ultimar quanto antes este negocio,
visto que a pessoa que doseja-lhe fallar quer se
retirar eno podegastar muito dinheiro por
nao ter.
= Jos Soaresde Azovcdo, lente de lingoa
Franceza do Lyco tem aborto em sua casa
ra do Collegio n. 14 primeiro andar um cur-
so de lingoa Franceza e outro do Philosophia.
As pessoas que desejarem estudar urna ou outra
destas disciplinas, podem dirigir-se a casa do an-
nunciante de manh atasS horas, e de tarde
das 3em diante.
Ha para so alugar dous quartos muito
grandes de urna casa terrea no atterro dos
AflTogados por proco commodo prefere-se
a pretas forras, ou pessoas de boa conducta :
a tratar no mesmo lugar n. 173.
= Deseja-se fallar nesta pr.-ca com o Sr Joao
Ennes Vianna residente na Cidade da Parahi-
ba natural da Cidade de Braga.
= Francisco Ribeiro de Brito a tempos
fezscienteao publico, para que nao tratem
negocio algum com Antonio Pereira Tiranno ,
relativamente as casas de que o mesmo Tiranno
se acha de posse na ra da Alegria e Gloria,
por isso que as mosmas casas por hora ainda se
achao hypothecadas at que se ultime todas
as questes do sobrado n. 36, da ra Nova e
para nao aparecerem du vidas, de novo faz scien-
te ao publico.
Obra dedicada s senhnras brasileiras.
== Sabio luz a Guia Medica das Mis de
Familia ou da infancia considerada na sua
hygienc con suas doencas e os respectivos
tratamentos procedida de alguns conselhos so-
bre os cuidados o precaucoes que reclama o es-
tado de gravidez seguida do um formulario
medical, approriado natureza e objecto da
onra c terminaao por algtimas consideracoes so-
bre a homeopathia, comparada com a medicina
classica pelo Doutor J. B. A. Imbert, caval-
lero da ordem de Christo.
Este volume in-8 grande de qualrocen-
tas e vinte quatro paginas impresso sobre bom
papel, acha-se no Rio de Janeiro em casa do
autor ra da Quitanda n. 61 e na de Agos-
tinho de Freitas Guimares ra do Sabo ,
n. 26. preco 4:000.
Esta guia materna que o autor se tem es-
forcado para apresentar ao alcance da inteli-
gencia das mis de familia Brasileiras e na
qual examinou tudo o que Ihcs pode interessar ,
e principalmente para as guiar com sguram a ,
nao s relativamente a gravidez como sobre a
educaco hygionica e molestas de seus filhos ,
be o fructo de doze annos de experiencia clnica
local e de urna constante e perseverante medita-
cao sohre o assumpto.
Destinada para servir de continuaco ao Ma-
nual do Fazendeiro esta guia completa os tra-
balhos sobro a medicina domestica brasileira e
o benigno acolbimento que a primeira obra re-
nobeo do publico faz esperar para esta urna ac-
ceitaco nao menos favoravel e to lisongeira.
Do mesmo autor segunda edico do Manual
do Fa/cndeiro, ou tratado domestico sobre as
enfermidades dos negros generalisado s ne-
cessidades medicas de todas as classes dous vo-
lumes in-Oitavo crande proco 8:000.
= Jos da Costa F'onceca brasileiro adop-
tivo retira-se para fora do Imperio.
= Manoel Ignacio Garcia Ferreira retira-
se para a Bahia levando em sua companhia
sua mulhcr.
= Ignacio Jos I.eite Guimares subdito
Portuguez retira-se para forado Imperio.
A abaixo assignada declara que tendo
cessado aadministraco que a seu filhojo-
ze Mara Freir Gameiro havia concedido ,
dos negocios de sua casa como o mesmo fez
publico por este Diario a 9 de Fevere ro passa-
do, faz sciente qne todas as transaces que se
offerecerem de boje em diante scro tractadns
com a abaixo assignada e nao com outra qual
quer pessoa. = Maria Candida Ferreira da
Caoba.
= A 4 mezes pouco mais ou menos appare-
ceo no Giqui indo com uns mattutos um
carnciro e como at o presente nao tenha
apparecido dono faz-se o presente annuncio ,
para quem se julgar com direito a elle, diri-
girse ao mesmo lugar na venda de JoojAntonio
dos Santos que dando os signaes Ihe ser en-
tregue.
A pessoa que no Diario de 4 do cor-
rente annunciou querer comprar urna casa ,
dirija-se a ra Direita n. 100.
Quem precisar de 200S rs. a premio de
2 por cento com hypotheca ou penhores de
ouro dirija-se a ra da Cruz n. 34.
= Em virtude do aviso enserido no Diario
de 9 do corrente tem o abaixo assignado a
declarar ao Sr. Joo Ferreira dos Santos, que
nenhuma conta tem a concluir com elle por
quenada lhe deve e do contrario aprsente
documentos; tem mais o abaixo assignado a
declarar ae Sr. Joo F'erreira que lhe mande
pagar a quantia que lhe deve; importe de fazen-
das, que de sua Inja lhe conliou as quaes at
hojo nao tem pago nao obstante ter-lhe sido
pedidas por algumas vezes. Luiz Joze de Souza.
Dosencaminhou-se urna canoa de car-
reira de um s pao pintada Ap nrtn roir.
as letras n.i poupa juntas M. A. G. ; que m
acbar pude entrega-la na ra do Vigario n.
3 que se lhe gratificar o seu trabalho.
A vista do annuncio de venda do sitio do
Remedio, que tem engenboca, declara-sc, que
dito sitio tem urna contcstaco de limites pela
parte do poente com o erco confinante do
queja ouve de ser chamada a concilaco a pos-
suidora do dito sitio que por ultimo cometteo
urna acomodaco que nao foi realisada : por
isso quem quizer comprar dito sitio tenha os-
le annuncio em vistas.
= Aluga-se urna casa no fim da ra do Co-
tovello, que fica junto do porto da olaria do
Sr. Correia pelo preco de 128 rs. por mez ,
com commodos para urna familia capaz tem
quintal e cacimba boa cozinha e fogo com
Torno, ecom solo, toda pintada de novo,
e muita fresca : na ra do Cabug loja junt
do Sr. Bandeira.
= Roga-se ao Sr Domingos Joze Barboza
o obsequio de se dirigir a ra da Cruz n. 48,
a negocio de seu interesse.
Aluga-se um moleque para o servico in-
terno e externo de urna casa de familia, do
que ja tem pratica : na ra da Proia n. 33 ,
primeiro andar.
= Aluga-se urna boa casa em Olinda na
ra de S. Joo por 6000 rs. mnnsaes com
las salas adiante e urna atraz 4 quartos,
loja para estribara, grande quintal paracapim,
tambern se vende : a tratar na mesma Olinda ,
sitio deronte do Lupe.
Quem precisar de urna ama para todo o
servico de urna casa do portas dentro dirija-se
a ra Nova casa de marcinoiro junto a Igreja
da Conceico.
Maria Magdalena dos Anjos, moradora
na ra Direita na loja do sobrado n. 81, faz
sciente ao respeitavel publico que continua a
ensinar negrinhas a coser bordar, marcar ,
c azer lavarinto com todo o zelo e perfeico ;
quem de seu prestimo so quizer utifisar diri -
ja-se a mencionada casa.
Quem precisar de urna amado leite, par-
da sem menino e parida de poucos das ,
dirija-se a ra da Assumpcao, por detraz da
Penha n. 70
Boga-se ao Sr. Joo Bernab que te-
nha mais repugnancia na venda dos seus bilhe-
tes ; pois que nao excepta vender a pessaa al-
guma que quera comprar, o caso est emdar os
dez tustoes.pois que em dando pode entrar, so-
ja que pessoa for at pessoas sujeitas como
teve lugar na noite de 12 do corrente. que tive
por minha desgraca de me acontar ao p de
um crioulo: o qual era sugeito, poiseu oco-
nheco bem e nao foi este s pois que eu me
queixando disto disse-me urna pessoa que
to bem tinba visto um molato na platea o que
(o bem era sugeito ( e nao se declara o no-
medoSr. por nao ser precizo) e como este
procedimento nao soja muito decente antes
pelo contrario muito estranho ; por isso roga-
se ao mesmo Sr. todo o cuidado sobre isto pois
que nos temos visto trabalharom varias compa-
nhias e nunca apareceu similhantes couzas, o
publico tem censurado bstanle em tal proce-
dimento. espera-seque i;ao tornem aparecer to
tristes causas em urna companhia to brilhan-
te como he a do sr. Bernab.
Jos Ployon ourives francez faz sci-
ente a quem for dono de urna colher do prata ,
que elle aprchendeo a urn moleque que andava
vendendo ; quem se achar com direito a ella ,
dirija-so aoannunciante, que dando os sig-
naes lhe ser entregue.
Compras.
Comprao-so mulatas negras e mole-
ques, de lo a 20 annos: na ra Nova loja de
ferrangens n. 16.
^-Compra-se um Diccionario Portuguez de
Moraes: na ra Direita n. 16 na entrada do
beco de S. Pedro venda da esquina.
Compra-se um meia de engommar, um
tanto grande e que sirva tambern para jantar,
em bom uso : na ra da Matriz de S Antonio ,
u. 4 primeiro andar; assim como na mesma
casa ha urna preta de Angola ainda moca e
com cria, sabe azer todo o servico do urna casa
= Compra-se umacorrente do ouro de le :
na ra do Rangel, n. 54.
Compra-ye o Panorama desde 1839 at
18i2 ; na ra da Cadeia do Recife casa n. 38.
V- Compra-se o decionario Constancio ,
sendo em bom uzo e preco commodo ; na ra
Nova loja n. 58 ouannuncie.
~ Compra-se urna cabra bixo que tenha
bastante leite ; quem a tiver annuncie por esta
folha.
= Vendo-se urna preta de nacaS de 1?
annos, bonita figura faz todo o servico de
urna casa engomma liso cozinha bem, mui-
to esiierta o ptima para mucamba : na ra
do Cabuga loja de miudezas defronte da Ma-
triz ou na ra do Araga n. 5.
= Vende-so na ra do Queimado l0ja n
14, umcavallo grande do bonita figura, com
todos os andares e gordo ; urna meia comino-
da um sola pequenode Jacaranda; dous espe-
Ihos grandes dous pares de mangas de vidro
lavad ras 2 pares de casticaes de prata urna
salva pequea para copo de agoa 12 colheres
para soupa 12 ditas para cha urna para as^
sncar tudo de prata e novo.
Yendem-se por procos commodos, na
ra estreita doRo/ario, n. 13, os segui'ntes
gneros ltimamente chegados do porto : bar-
riscom azeite doce de 2 almudes e quarto do pU
pa barricas com enchadas, barris com preos
caixaes batel, forro, ripaes e torninhos
caixoes com chapeos grossos caixas com arxo-
tes, feijao branco amarello e fradinho ,
painco cevada pipas com vinagre retroz
sortido de primeira e segunda sorle chapeos
deso, sal, pedras deafiar, lencos de seda-
e outros mais gneros.
Vende-se azeite doce muito fino engarra-
fado, francez, a480 reis agrrala vinho do
Porto engarrafado a 300 reis a garrafe touci-
nho de Lisboa a 220 reis a libra dito de San-
tos muito bom a 140 reis a libra sal de Lisboa
muito alvo a 700 reis o alqueire da medida no-
va : na ra do Orlas n. 7 na mesma quem
annunciou querer SOOgrs. a juros, se dir quem
os pretende dar.
- Vende-se urna mulata de 23 annnos
cozinha o ordinario lava de saba e varrella, e*
tem principio de engommado : na ra do se-
bo lado do poente segnnda casa nova.
-----Na loja de louca fina de Antonio Dias
Souto atraz do Corpo Santo n, 68 vende-
se um r co apparelho de porcolana dpurada
para jantar completo e com pecas de mais
comosejao 4 pratos para podirn, jarro e hacia *
e duas fruteiras para meio de meza assim co-
mo vendem-se telhas de vidro a 800 reis.
Vende-se urna vaca com cria boa leitei-
ra.por falta de pasto he quo pretende vender; uo
Manguinho casa n. 55.
Vende-se urna casacanova.de panno, verde
da moda, muito enconta ; na ra do Burgos ,
paderia franceza n. 31.
--Vende-se urna escrava de naco de idade
de 15 a 16 annos bonita figura cosinha o
diario de urna casa lava de sabo tem prin-
cipios de engomar e boa quitandeira ao
comprador se dir o motivo por que se vende :
na ra do Arago n. 14.
= Vende-se um cavallo russo bom esqui-
pador e passeiro bastante grande e carnudo
som achaques nos 4 Cantos venda n. 1.
= Vendem-se duas escravas urna de 20 an-
nos cose cozinha faz doces de varias quali-
dades refina assucar, outra cose lava he
quitandeira de 22 annos ; um mulatiio do
14annos, ptimo para qualquer ofllcio : na
ra de Santa Rita n 27.
= Vende-se los pretos para senhora, de mui-
to bom gosto bordados de seda e muito fi-
nos proprios para este tempo de quaresma :
na ra do Vigario n. 13.
Vende-se um banco urna planea urna
raspia e urna pon o de arcos de ferro tudo
perlencente aoofiiciode tanoeiro, quem pre-
tender annuncie.
N= Varios Contos Histricos Religiosos para
mstrucco de familias christas. Sao pequeos
folhetos mui bem impressos na cidade do Por-
to desde 20 rs. at 200 de que todo o chefe
de familia se deve prover: vendem-se na lo-
ja de livros de Antonio Jos Pereira Dias. ra
do Collegio n. 20 canto do largo de Palacio.
">?= As Dcadas de Barros continuadas por
Diogodo Couto ntida edico de Lisboa em
2ivolumes; vendem-se na loja de livros de
Cardozo Ayres na ra da Cadeia.
= Vendem-se tinas com salmn superior :
om casa de James Crabtree & Companhia ra
da Cruz,
Escravos lgidos.
Vencas
^ ende-se urna escrava para todo o ser-
v'CO : na ra de S. Francisco na loja do so-
p?do & Sr. Joo Leite Pite Ortigueira.
= Fugio no dia 11 pelas 5 horas da tarde
urna moleta de naco Angola, de norne Florin-
da a qual tem os signaes segui'ntes : cor bem
preta baixa beicos grandes pernas arquia-
das, tendo tambe as costas marcas da trra
dola, que parece bordado pcitos pequeos ,
I<;vou vestido de chita roxode quadoj velho ,
camisa de algodao tambern velha e por isso
se pede a todas as authoridades policiaes e mes-
mo capites de campo a sua aprehenso e
mesmo se recomenda ao Sr. Commandante do
Kegistro a nao deixem sabir para fora ; quem
a pegar leve na ra da Praia em casa de Joa-
quim Pereira de Mendonca que ser recom-
pensado do seu trabalho.
J
Rkgifk: naTtp. deM. F. dbFabia.=1843,


Full Text
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