Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04911


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Full Text
Afino de 1843. Segunda Feira 13
------------.--IBWBgHHIIBIMIIIB
ru.!o agora depende .1. -o. i d. pHli,BeU Bii ,, cob.
',:;'!t3, C0B0 "i.n.o, .pom-a,,. ,m ,,.,Jfrllf., Nirfe .
'*""___________ ( Procl.m.yj,, rt, Ai>en.bl" Geni do BAiil.)
p .tARTK,AS V(iS 'EI()S TERRESTRES.
Go.anrw, Parah,. a jruJ, do Nona .egnd. ,,,, fai,M
Booi'O O .jaranlnin i i l 4
Cabo 3 rinhaem, Rio Fcm... Por.,, Cito M.co Alago. no 1. 11 ,
Bua-v>aU a Florea a 13 a 2. S.n-o *,;,, q0.n..,fei,... Ol.mla todo. ,.. di..
lAS DA MKHAftA.
1S ff- Rodrii M. Aod. do J de D. d. 2. *
1 \ le re. Matbililes Rainha Auil do J. de t. da 1. T.
15 (nail. a. Henriijue Hei. Aod doJ. de D. da 3. T.
Ifi Ouiot. a. Cyriaco M. Aud. do J. de D da 2. T.
17 Sei'. Cerirudcs. Aud do J. de I), da 1 y.
S Si*, a Labriel Arcanjo Hel. Aud do J. de D. di 3. t.
11) Dom, 3 da quaresma s Joie Espo so de N. t.
do Marco
Anuo XIX. N. 58.
O Otara* publica lorio, u d>a. qoa n5o fnrea "^Mineado o prreo di aaaignatara b
de ir. mil rei.poi qua.irl pico, adianiailit.. O annunciiii do. a.signanles sao insendi.'
in e o. d... quf o aka fureaa rar.au de 80 rei. V' Imha. Aa reclaiaace. derem sel din"
gida a ata 'lip., ra daaCmtc. N S4.no praoa I Independencia loja de lirroi N. 6a 8-
venda;
15,201
15 000
8 500
1.760
1,760
1,760
cuno.No da ii oe MarfO
Cambio aobr* I.ondra. 28 21 1| '.. Ooao-Moeda da fl.iO V.
Pana 350 re por (raneo. N.
LiaboalOO puilOOuepreaiio. I da 4,000
PlaTi-Pataooea
Moeda da cobra 2 por 100 da de.conto. PeioaCoiumnarea
Ideal delalra.de bu. I'irnm I ; |i-n .' a dito. Mencanua
PHASESI-1A.LANOMEZ DEMAI.O).
Laa Chei. lf, f.i 3 hora, a 3' m. da m. 1 Lu MTI l is 3 l ora. e 43 m. da m.nh.,
Qmrt. iuiu^. i il, iis S tiora. alia, da lard. | ,'ciari. oraac. a '..', s 7 horas e lS aa. da ai.
f reamar re lio je
1. a 3 horas a 5 i aa. da uana. | Z. a C horas a IS m. da larda.
iHMMaBBBBBBMaBBBaBlaBaMaMaiaBaaaaaaBaaaaMaaatiiBBBaaaaaatia.* aanmai iiiismiaMimi
crnnpra
15,0J0
14,8i)J
8,300
1,740
1,740
1,741
I4III
PARTE OFFICIAL.
EXPEDIENTE DE 2 DO COBRESCTE.
Officio Ao director interino do arsenal de
guerra, onlonnnOo, que faca embarcar no
hiato flor de Laranjeira os objectos constante*
da relaco que aeompanhou o seu officio de
25 do pagado requisitados pelo Exin. Presi-
dente d< j Cear ; e que remeta a primeira vio
dos respectivos conheoimentos, para ser envia-
da ao dito Exm. Presidente.
DitoAocommandanto peral do corpo de
pol icia, declarando que as pracas do dito corpo
df ;vcmentregar aos subdelegados e mais auto-
ridades policiaes encarregadas do formar cul-
pa aos delinquentes edemanter o socego de
seus termos ou districtos todas as pessoas,
que forem prosas quando for mais fcil a ra-
messa is ditas autoridades e sempre que el-
las saliendo da priso, exigirem a entrega dos
ditos presos.
Dito Aojis municipal do termo de Olinda,
determinando que va exercer interinamente a
segunda vara docrime desta comarca, emquan-
tooseu proprijtario o doutor Marmol Mandes
;is-
pic pondera a necessidade de mais urna cadeira
le 1." loltras para meninos na respectiva cida-
le, e de um advngado, que deferida as suas
causas.
Dito Do dito ao mesmo, enviando, para
SOTen. presentes a dita assembla e aogftos i
sua approvaco, oz 3 regulamentos, dados para
a reparti'cao das obras publicas, contabilidad.-
las mesinas, e conservadores das estradas.
dem do da 3.
OlTlcio \0 inspector da thesouraria da fa-
'enda, intelligenciando-odehaverS. M. o Im-
perador declararlo em solucao duvida, porS.
^.a apresentada que nos vencimentos do che-
fe de polica desta provincia.einquanto cstiverli-
cenciado.senaodevecomprelienderagratincarrio
leste lugar que he s devida pelo exercicio ,
e por isso compete quem o substituir.
Dito Ao mesmo ordenando que mando
adiantar 9 meses dos respectivos vencimentos
aos ociaes queforao ltimamente nomeados
para dostocarem para a ilha de Fernando, e que
vfio declarados na relacSo, que Ihe remetto.
Communicou-seaocommandanto das armas.
Do Ao director interino do liedesta ci-
dade reeommendando, que expeca suas or-
dens para que em satisfaeaodo que requisita
o director interino do curso jurdico de Olinda .
da Cunta Azevedo eslivor na assembla le_.
lativa, de que he membro.OfTlciou-se ao dou- roP:,rL'o alternadamente naquella academia
tor Rigueira Costa para substituir o mencionado
magistrado na vara dos foitosda fasenda que
elle inlerinamente oceupava.
Portara Nomeando o reverendo professor
dephilosophiadolicCo Fr. Carlos de S. Jos,
director interino do mesmo liceo.Conimuni-
cou-se ao nomeado e ao inpector da thesou-
I
rana das rendas provinciaes.
Dita O presidente da provincia, antori-
sado pelo artigo 1() da lei provincial n. 9 de
7 de mato de lfifcj, eslabelece o seguinte.
Q lando alguin dos profeosores do liceo amimu-
larocarg dodirector etToctivo recebera alem
dos venc:lir,,.ritos correspondentes cadeira. que
OoCU'( or.i0iiado tabelecimento. A nusina gratificacao percebe-
r o professor que interinnment; substituir o
director na ra falta ou impedimento salvo
ocaso de duplcala do mesmo ordenado, con-
signado na le do orcamento Fica o din; tor
do liceo autorisado a encarregara rege i c i a de
qualqunrca leira na falta ou fmpedment i
do profesor respectivo, a aquellos dos substi-
tutos ou prolessores que elle julgar mais ha-
bilitado para desempenliar este trabalho ; po-
dendo o professor que assim for empregado ,
accumular aos seus vencimentos tima gratiQua-
cao igual i metade do ordenado do professor,
cuja cadeira for oceupar, se nao der-su a il-
plicata cima referida. l\emetteo-se copia
desta portara ao director interino do liceo e
ao inspector da thesouraria das rendas provin-
ciaes.
Ofllcio Ao director interino do Lyco, rc-
commeridando que expeca suas ordens para
que o respectivo substituto v substituir o pro-
fessor do ensno-mutuo do collegio dos orfos.
que segundo participa o director do mesmo col-
legio atba-se doente. Participou-so ao di-
rector do collegio dos orlaos.
Portara Ao .inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que mande encalharno lu-
gar que julgar conveniente, a escuna de guer-
ra Ubre visto nao ser possivel conservar-sj no
estado em que existe como decidi a mes-
tranca daquelle arsenal na vittoria a que na
mesina escuna procedeo.Communicou-sc ao
commandante da escuna Lebre ; e nomeou-
se-o para commandar interinamente o brigue
escuna Olinda.
Dita Ao mesmo, determinando, queman-
de para bordo do patacho Pirapama os sentn-
ciados, queacompanha.iosda.s respectivas guia-
Ihe forem remettidos pelo ju/. municipal da 1.a
vara, e que seguem para a ilha de Fernando ,
levando com sigo suas mu Hieres e fillios.Par-
licipou-se ao juiz municipal da 1." vara.
Dita -r.Concedendo Francisco de Asssis de
Alcntara Barros a demisso que o mesmo pe-
dir do posto de2. commandante da o." com-
pauhiado corpo de polica Communicou-sc
ao respectivo commandante gcral e ao inspec-
tor da tliesouraiia das rendas provinciaes.
Officio Do secretario da provincia ao 1."
d'assembla legislativa provincial, remetiendo.
para seren presentes .....sma assembla. dous
viuios da cmara municipal ci Goiauua um
dehoje'3) at odia 15 do corrente o professor
de geometra eunidos adjuntos do mesmo li-
ceo, afind'a'i examinarem Bfguns ostudantes
da referida disciplina.l'artcpnu-se ao direc-
tos interino do curso jurdico de Olinda.
Dito Ao juiz municipal do termo de Igua-
rass signifleando,, que deve vir substituir o
juiz de diretto da segunda vara d" crimo desta
comarca quesoacha oncopado na assembla
legislativa provincial; por isso que estilo na
substluirao deoutras varas do crime e eivel
os ;uizes munioipaes desta cidade e impodido
o juiz municipal do termo de Olinda.
Ditos Ao chele de polica interino e ao
presidente interino da relacao commiinicandn,
queS. M. o Imperador em solucao da duvida,
que se ha suscitado, de poderem os cidarlaos Mo-
meados subdelegados, ou substituios dest s ,
ser tambem nomeados supplentes do juiz mii-
nicipil, e do delega lo houvopr bem man-
dar .declarar por aviso da secretaria dajiistica lo
i. de fevereiro ultimo, que nenhuma Incompa-
tibilidade ha em taes nomeacoes ; porquanto ,
sendo os juizes munioipaes, emvirtude dodis-
p vlo na lei de 3 de desembrode IS'il os subs-
titutos designados para os juizes dedireto, ne-
iihum inconveniente ha, antes analoga, o n que
os subdelegados ou seus substitutos, possao
ser chamados substituir o juiz municipal. nn
delegado ; devendo comtudo em tal casodeixar
a substituicao do cargo de subdelegado ao inme-
diato eexercer somonte a jursdiciio superior
de delegado ou juiz municipal ; por se dar
incompatilidade nicamente na accumulacao
dos excreto* dos refer Jos cargos : flcandoassim
revogado o disposto no aviso de 8 de jullio do
anno p. p. expedido ao Presidente do Ceara.
Portara Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que faca desembarcar de bor-
do da escuna de guerra, chegada hoje [Si da corte
do imperio, e entregar a disposiciio do comman-
dante das armas, 4 soldados, li recrutas, que
d'alli vieraopara servirem nos corpos do linha
d'esta provincia ; ebem assim um soldado, que
se destina provincia do Cear, e 26 pracas de-
mttidas do servico do exercito- ofliciou-so a res-
peito aocommandanto das armas.
Dita Ao commandante do brigue-escuna
Olinda, dotorminando em comprimento d'ordem
imperial, que passeguiade desembarque aos
|.M grumetes da escuna Lebre, Cypriano Jos e
Mariano Comes juLados incapazes de servico
pola inspecc de saiide. Mandou-se pelos
oiesmos motivos passar guia de desembarque ao
2." marinheirodae^-una i." de Abril, Jalin.
Dita Ao commandante interino do brigue-
escuna Olinda, ordenando em cumprimento do
imperial aviso de 10 do fevereiro ultimo, que
mande passar guia de desembarque ao menor
(ieraldo Pella dos Res, que se achava embar-
cado na escuna Lebre.
Ditas Multando, em virtudc do art. 30 da
lei provincial a.* lrdo 4 de malo de 1839, cada
imadas cmaras municipasde Serinhiem, Ca-
bo e Kio-ormoso, na quantia de 1O0S00O rs.,
paga prorata pelos respectivos vereadores se-
eretarios e procuradores, por nao haverem
upreseniado as contas de receita c despesa do |
anno flndo, e o enmonto do anno futuro.-Com-
municou-ses mencionadas cmaras.
Dita A' cmara municipal do Cabo orde-
nando que d posse na respectiva cadeira de
I." lettras ao professor d'Agoas-bellas que fui
para all removido por ter sido supprimida a
sua cadeira de oonformidade com a lei provin-
cial n."9ide 7 de malo do anno passado.
DitaNomeando provisoriamente o doutor
Antonio JoscCoelho para exercer as funeces de
director interino do Curso Juridiodo Olinda ,
em quantoestver na assembla legislativa pro-
vincial de que membro o reverendo Miguel
do Sacramento Lopes Cama que oceupava a-
quelle lugar Communicou-se ai nomeado e
ao inspector da thesouraria da fazenda.
Officio D> secretario da provincia ao i.da
assembla legislativa provincial remetiendo
para serem presentes mesma assembla c su-
geitas sua approvaco as instriieoes do 2 dj
unhodo anno passado que forao organisadas
para regularidadedo servico do corpo de polica.
Dito Do dito ao mesmo, enviando, a fim de
que ha.';a de apresentar referida assembla co-
pias das portarlas de I, o 3 de fevereiro, e 2do
corrente, que contornas resoluees, que o Ex."lu
Sr. Presidente da provincia tomn acercado Ly-
co d'esta cidade.
Dito Do dito ao mesmo remetiendo um
officio da cmara municipal do Cabo em que
pede ser absolvida da multa que Ihofoi impos-
ta ; o anno passado p ir nao tor apresentado
as suas contas,
rhesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTK. DO DI A 1. DO PASSADO.
O.TIoto AoEx."10 Presidente informando o
requortmeoto de Domingos dos Passos Miranda,
no qual pedio o pagamento d.s bandeiras c ga-
Ihardotes que fornecoo ao arsenal de guerra
para o telgrafo da torre do collegio.
Dito Ao inspector da th souraria da fazen-
da do Ceara sobre o pagamento do ordenado do
Ex.""'Presidente daquella provincia.
Dito Ao do Para remetiendo pelo com-
mandante da barca de vapor Puracn de4:0003030rs.em notas, por contado sup-
prlmento do crrante ejercicio, determina lo pela
ordem do tribunal do tnesoaro publico nacional
de !) desetembro.
Dito Aodo Cear remetiendo igual quan-
tia, idem.
Dito Ao contador da thesouraria, partici-
pando a licenca concedida ao bacharol Nunes
Machado juiz de direitoda 1.a vara do crime ,
para tratar do suas molestas, com venoimeoto
do respetivo ordenado, que Iho ser uago pelo
thesouro publico.__________
INTERIOR.
CMARA DOS SKS. DEPTADOS.
.^essdo de M) de Janeiro.
Julga-se ohjccto dedeliherafao e vac a im-
primir a resolueo da commisso de pensos
o ordenados que npprova a pensfio annual de
duzentose sessenta equatro mil rs. concedida
pelo decreto do governo de 13 de julho de 18VI
ao tenente de commisso de artilheria a p Po-
dro AlTonso Ferroira, da provincia de Pernam-
buco pelos servicos prestados pelejanuo con-
tra os rebeldes na provincia do Maranhao, on-
de recebemlo 10 (cridas Picara inhabilitado para
o servico correspondente ao sold da sobredi-
la patente.
Approvada a urgencia entra em discussao a
resolucao approvada, adoptada e remotti-
da commisso de redaccio.
I.-se c approva-sc um parecer da commisso
de assemblas provinciaes sobre as representa-
c.s das assemblas do S. Paulo e de Minas pe-
dindo providencias que modifiquen! ou revo-
guem a lei de 17 de novembro de 1831 que
prohibe a importaeo do Africanos no Brasil ;
sendo a commisso de parecer que devondo ser
em tempo discutida urna resolueo que existe na
casa sobre somelhante objeeto n'essa occasiiu
se devora tambem tomar em consideracao a ma-
teria das representacoes.
L-se e approva-se o parecer da commisso
especial que nao adopta a indicaco do Sr.
Aunes Machado propondo que a meza urna I
vez nonieada tenlia a duraio das domis com-
missoes da cmara.
Julga-se objeeto de deliberacao e vae a im-
primir o projocto em que se determina que sao
il spensados os clrigos de ordens sacras de exer-
cerem o cargo de juizes de facto.
Continua a discussao adiada do requerinicn-
to do Sr. Urbano.
O Nr. Xaliuco : Sr. presidente o mou
voto conhocido ; ja tiesta casa declarei que o
lenlio hypothecado a lodos e quaesquer requeri-
mentos que os nobres deputados da minlia pro-
vincia lizessem podindo infonnacoos a respeito
da adiiiinistiaco d i nobre laro da Boa-vista.
Kuseique estes roque rimen tos se liodere-
produzir a miudo o que lio de turnar muito
tempo casa; os nobres deputados nao querem
informacOos.. .
Sr. Ar. Machado : Queremos.
O Sr. Nabuco: .. querem occasiao pa-
la censurar acremente....
O Sr. N. Machado : E um aloive.
OSr. Nabuco:-... O nobre BaiodaBjc-v'sta
sobre os actos da sua administracao e reclamar a
sua demisso. Soja porm como for, como nos
que nos sentamos deste lado temos tambem o
direito de apr noitarmos as occasioes que os no-
bres deputados nos deparan para exprimir sen-
timontos contrarios nao nos importa que ca-
da dia appaie a umrcqucrimento de semelhaii-
te na I ureza. Domis assim como os nobres
deputados se julgo autorisados para interpretar
a opinio da provincia que representan em un
sentido desfavoravel adininislraeio do nobre
Bario autorisados para interpretar a opinio da pro-
vincia que tambem representamos em um sen-
tido muito lisongeiro administracao do nobre
BarSo ; assim como os nobres deputados tem
direito de reclamar a demissio do nobre Barao
da Boa-vista o de ameacarein o governo com as
consecuencias da sua conservaioo.. ..
O Sr N. Machado: Nos nao ameacamos.
(> Sr. Sabuco : .... nos tambem temos
o direito de reclamar a conservaco do nobre
Baro da Boa-vista ameacando o governo com
as conseipiencias da sua demisso. Sr. presi-
dento do exercicio deste direito que tomos,
nos (pie nos sentamos destelado, e os nobres
deputados que so assento daquelle todos nos
representantes da mesma provincia nao resul-
ta utilidade alguma ao paiz ; pelo contrario ,
rcsu'tSs gravesembHmvua uuiiiiiiisraoo ou
ao poder a quem compete o direito do nomear
os presidentes. Fora mais conveniente causa
pulilica mais nobre mais generoso, mais
consentanco com o nosso dever que exhihis
sernos as aecusaces ou fi/.essemos a dofesa, dei-
xando o governo obrar livremente. Nos nao
nosencarregariamos assim da responsabilidade
do um futuro que nao conhecemos.
OSr. /V. Machado : Onde est isso ?
(J Sr. Nabuco : Eu nao levantara a voz
para reclamar a conservaco do nobre Barao da
i!oa-vista se una voz contraria nao tivesse
apparecido do lado dos nobres deputados. Fal-
lando assim nao quero que se pense que o no-
bre Barao da Boa-vista tem um apego tal ad-
ministracao da provincia que sutoponha a sua
conservaco a quaesquer consideracScs polticas
que reclamarem a sua demisso.
O Sr. N. Ma-hado d um aparte que nlo
ouvimos.
O T. Sabuco : Como o nobre deputado
contesta, ou eipoiei um lado que o ha de con-
vencer. Quando subi ao poder o ministerio
de 23 do julho o nobre Baro da Boa-vista ,
nao obstante rec-bcr desse governo demonstra-
res da maior consideracao e confanca nao
obstante ter nease governo parentes muito pr-
ximos todava, entendrtelo elle al liado de
urna poltica diversa que nao poda talvez ge
ventarbem a provinciatuariodoniiia\3oprin-
cipios oppostos pedio mu tas vezes a sua de-
misso nstou por ella e conseguioa.
OSr. N. Machado : Depois dasoleices.
O Sr. Nabuco : Foi quando Ihe foi dada,
mas instou por ella muito antes.


<2
;
Sr. prosidentc, seo nobroBario da Roa-vis-
ta entendesse que nao mereca a confanca da
provincia e do ministerio elle tcria pedido a
sua deinissOo ; nao a pedio nao tem a con-
vicco que nao pode govcrnar a provincia; essa
convicco -lhe emprestada pelos nohres depu-
tados. Elle tem a convicco que podo gover-
na-la nao obstante a opposco do Sr. Luiz
Roma e do seu pequeo circulo. Eu aqui po-
doria por as maos na cabeca como piz o no-
bre deputado que fallou na sesso passada e
exclamar: Se o presidente de Pernambuco
para sua conservadlo dependesse do apoio e as-
sentimento do Sr. Luiz Roma e do seu circulo ,
essa provincia teria retrogradado teria volvi-
do poca calamitosa do interregno em a qual
os presidentes estavao merc de meia duzia
de individuos que se intitulav5o patriotas.
Sr. presidente qualquer que seja a gene-
ralidade da regra que me impuz a respeito da
hypotheca do meu voto todavia essa regra nao
comprehende seno a materia dos requerimen-
tos e nao a sua forma. Eu compartilho a opi-
niao do nobre deputado que se senta ao meu la-
do que nao convm que o requerimento seja
approvado se no fr substituida a palavra pai-
sanos que vem nelle. Essa palavra revela o de-
6ejo ile tornar odiosa a administracao de Per-
nambuco ; com essa palavra se quer inculcar
que o nobre Baro da Boa-vista sem que se
achassem suspensas as garantas preterindo as
formas legaes atientan lo contra a liberdade
individual, prendeu o deportou cidadaos hrazi-
reiros Mas nao foi isso; esses individuos ero
doussargentos do corpo da polica que o nobre
presidente julgou conveniente recrutar remet-
tendo-os para a corte.
O Sr. Urbano : JA estavao demittdos.
O Sr. Nabuo : Demittio-os paia os re-
crutar.
O Sr. N. Mahado : Nao podiao ser re-
cru lados temos aqui os documentos.
O Sr. Nabuco : Porque ?
O Sr. N. Machado : J tinho servido no
exercito.
(JSr. Vabuco : Agora direi cmara os
motivos que determinarlo o nobre Baro da
Boa-vista a remetter para a corte os individuos
de que fallao os nohres deputados. A cmara
sabe quo o espirito de rebellio que explosou em
as provincias de Minas e de S. Pauo nao esque-
ceu em seus clculos as provincias do norte ;
Pernambuco seri j lancado nos vrtices da anar-
chia se nao fossem as providencias enrgicas
do nobre Barao da Boa-vista (apoiados).
(JSr. Urbano : Quer que levante o veo
do mysterio ?
O Sr. /Vabuco: Levante-o, estou prompto.
Sr. presidente depois da dissoluco da c-
mara passada um oicial do baialho proviso-
rio pedio urna conferencia particular ao nobre
Barao da Boa-vista e denunciou-lhe a exis-
tencia de um club que tramava urna revolucilo
cujo plano era horroroso e principiava pelo
assassinato do nobre Barao da Boa-vista e das
autoridades e influencias que se podiao oppor ;
a esse club pertencio esses ofliciaes que foro
remettidos para a corte que estavao cncarre-
gados do aluciar o batalho provisorio, ede-
nunciou mais os dous sargentos que estavao en-
carregados de aluciar o corpo da polica. Esta
denuncia cotnprehendia muitos outros indivi-
duos, mas nao referirei seus nomes, porque
nao exige tanto a necessidade deste discurso.
(JSr. Urbano : Relira se p >dc.
O Sr. tVabuto : Nao vem ao caso....
O Sr. Urbano: Mas confessa que a denun-
cia envolva outras pessoas.
O Ar. Nabuco : Esta denuncia, Sr. pre-
sidente alm de todas as verosimilhancas ti-
nha pr si a presumpeo que se fundava no
comprometimiento do proprio denunciante: ella
podia por ventura ser desprezada ? nao inoorre-
ria o presidente em urna grave responsabilida-
de se nao fizesso caso dola? Quando ella mes-
mo fosse fundada smente em probabilidades ,
nao devia ler o carcter da certeza ( ao menos
para exigir a vigilancia da autoridade) em urna
crisc daquellas quando o espirito de rebellio
ameacava todo o impjro, quando o sul do im -
perio ardia na guerra civil? De certo que sim.
Mas o Baro da Boa-vista embaraendo pelas
ormas legaes que protegio os chefes conspira-
dores nao sendo amigo de perseguir, e que-
rendo usar das medidas necessarias e s neces-
sarias crendo e muito bem, que o plano da
conspraco morrena em flor se os conspirado-
res ficassem privados do seu nico recurso, que
ero esses ofliciaes cncarregados da terrivel mis-
sao de aluciar a tropa, nico recurso digo,
porquanto esses conspiradores nao linhio apoio
na popuiacio de Pernambuco que, eminen-
temente monarchista os repellia (apoiados).
Remctteu para esta corte esses ofliciaes. que
erao instrumentos muito eflicazes para allici.'Ya
tropa. Com essa medida tomada muito op-
portunamento e com outras pode salvar a pro-
vincia.
O Sr. urbano; Quaes foro as outras ?
O Sr. Nabuco : Se o nobro Barao ficasse
surdo se esse plano se avantajasse e fosse a ef-
feito se o Baro fosse victima, e com elle a
provincia de Pernambuco os nobres deputados
o aecusario como aqui se tem acensado a ou-
tros presidentes do inepto de inhbil e do
improvidencia ; mas como usou de urna medi-
da eflicaz que abafou a revoluco ( apoiados) ,
os nobres deputados aecusao-o nego a gloria
que Ihe pertenco.
Eu appello para os membros dsta rasa: qu-
zcra saber se algum que se .chasse collocado na
posicao do nobre Baro da Boa-vista deixaria
de tomar urna prcvencSo como esta (apoiados).
Perguntarei pois aos nohres deputados se o no-
bre Baro nao podia arredar da provincia ofli-
ciaes que alliciavo as tropas, que erao suspei-
tos. Se o nao fzesse, incorreria quanto a
mim em urna grave responsabilidade.... (a-
poi"dos).
O Sr. Urbano : Trato dos dous paisanos.
O Sr. Nabuco : Vou tratar dellos.
O Sr. Urbano : O que se quer saberse
houvo esses acontecimentos.
O Sr. Nabuco : O nobre deputado disse
que a pa'avra paisanos de quo usa no seu re-
querimento ora hypothetica ; qUe sempre que
se fazio requerimentos desta natureza erao
fundados em hypotheses ; masas censuras que
e tem feito ao nobre Paro da Roa-vista nao
sao hypotheticas E se o requerimento hy-
pothetico nao se deve usar de urna palavra que
exprime certeza.
O Sr. Urbano : A defesa quo est pare-
cendo hypothetica.
OSr. Nabuco : Disse o nobre deputado
que se estes dous individuos erao conniventes
em urna conspraco como entendeu o nobre
"arao da Boa-vista devia manda-Ios prender
e entrega-losaos trihunaes judiciarios. Sr pre-
sidente o crime nao estava caracteris ido com
requisitos do cdigo criminal; e ento por isso
o presidente devia lirar de bracos cruzados, es-
perando que a lehclfio apparecessn sem dar
urna s providencia apoiados) ? Se no ha-
via anda crime como serio os denunciados
snjeitos aos trihunaes judiciarios? Obiou pois
nomo cahia na sua aleada (apoiados) ; mandou
retirar da provincia esses ofliciaes suspeitos que
querio aluciar a tropa para urna rebellio (o-
poiados) ; estava no seu direito empregando
essas medidas de prevenco.
O Sr. D. Manoel: ~ Todos fario o mes-
mo, at o nobre deputado (apontando para
o sr. Nunes Machado).
O Sr. N. Machado : Faria o Sr. D. Ma-
noel, presidente do Rio Grande do Norte.
O sr. D. Manoel: Apoiado
Osr. Presidente : Orden! Srs. deputados.
Osr. Nabuco; O nobre deputado disse
que, avista de tantas forcas derramadas pela
provincia; 6 vista de tantos sustos, de tantos
receios alguma coUsa se esperava mas que o
desfecho de tudo foi a priso de quatro indivi-
duos Eu poderia para combater a propo-
sico do nobre deputado citar as circunstan-
cias quesederao na corte do Rio de Janeiro ,
esemelhantemente elle teria razo paraadmi-
rar-se de tanto estrepito tanto alarme e sus-
nenso de garantas, e por (im cinco individuos
deportados Mas porque o governo enten-
deu queso essa medida era bastante para impor
s faccSes s esta medida podo impedir a ex-
ploso ; aquillo que constitue um mrito da
autoridade serve do motivo de censura ? Pois
a autor'dade ha de fazer uso de medidas fortes
e excepcionaes quando ellas nao sao absoluta-
mente requeridas pelas circunstancias ? Ha
de perseguir (apoiados) ? ha de commetter ex-
cessos ?
O Sr. iV. Machado : O principio ver-
dadeiro.
O Sr. Nabuco : Assim como o governo ge-
ral com a deportaro destes cinco individuos po-
de domar as facees, assim o presidente de Per-
nambuco arredando esses individuos dos seus
corpos pode salvar a provincia de rebellio im-
minente.
O .Sr. N. Machado : Muito fracos ero
el les f
O Sr. Nabuco : Disse o nobre deputado
que o presidente estava cheio de medo domi-
nado por terrores pnicos.. .; mas, senhores,
quem est tomado de medo parece que obra mais
do que o necessario ; entretanto os nobres de-
putados aecuso o nobre baro da Boa-Vista de
nao ter tomado medidas mais fortes !!. .. nao
entendo!
Disse mais o nobre deputado que esses movi-
ment,sde tropa tinho um fim eleitoral; mas
eu combato esta proposico com um facto mes-
mo do nobre deputado ; elle chegou A provincia
8 j a nchou em alarme : mas o nobre deputado
foi o primeiro que deu a noticia da dissoluco.
O Sr. N. Machado : J se sabia.
O Sr. Nabuco :Nao se sabia ainda da dis-
Isolucao. O nnhro bsrio da Bo?-^'' 'sss
movimento de tropa com um fim eleitoral nao
sabendo ainda da dissoluco, e estando as eloi-
coes ainda tao longo ?
Sonhores.a cmara muito Ilustrada para sa-
ber qual a influencia que podiao exercer em um
eorpo de linha ofliciaes que commandavao as
suascompanhias; podiao fazer muito, podiao
aluciar a tropa ; a historia do nosso paiz tom a-
prosentado rtiuitos destes exemplos. A setembri-
sada nao foi promovida por altas personagens ;
foi obra de poucos ofliciaes e de sargentos ; mas
os soldados foro levados desordem : que du-
vida havi que os ofliciaes que commandavao as
companhias podessem alliciar tropas ?
O Sr. N. Machado : A setembrisada par-
ti de muito alto.
O Sr. Nabuco: Nao sei; as pessoas que
h'guravo ero muito baixas.
) Sr. N. Machado : Parti at daqui.
O Sr. Nabuco : Pergunou o nobre depu-
tado a razo por que o nobre baro da Boa-Vis-
ta nao procedeu contra as figuras proeminentes
da dosordom. Ja deia razo por queelle nao pro-
cedeu contra os chefes da conspiracao ; a razo
que o crime nao estava ainda verificado, segun-
do o cdigo criminal; elle se vio embaracado
pelas formas legaes.
" Sr. N. Machado :Muito boa defesa !
O Sr. Nabuco : O nobre deputado ainda
disse que o governopromoveu estes ofliciaes. Mas
eu ja pond.,re quo essas medidas foro de pre-
venco : estos ofliciaes estavao smente suspeitos,
o nao julgados ou considerados criminosos ;
portanto o governo obrou bem em os promover
se o accesso Ihes competa nao obstante terem
sido remettidos para a corte por aquelle motivo.
O Sr. N. Machado : E o emprego poste-
rior de homens snspeitos?
OSr. Nabuco: Sr.-presidente, eu assen-
to que o requerimento deve passar com a alto-
raco lembrada pelo nobredeputado que se senta
ao meu lado.
Contina o discusso do projecto do voto de
gracas da commisso com as emendas apoiadas,
e mais a do Sr. Boboucas apoiada na sesso
anterior:
Tomo parte na discusso os ^rs. Mendes dos
Santos Henriques de Bezendc e Paula Can-
dido e a discusso lica i.ddiada pela hora.
Sessaode 31 de Janeiro.
Contina a discusso do projeeto do voto de
gracas da commisso de resposta a falla do thro-
no com as emendas apoiadas.
O Sr. Justiniano Jos da Rocha com consenti-
mento da cmara retira a sua emenda subs itui-
tiva ao proecto; e offerece outra que apoiada.
O Sr. M. Monteiro: Sr. presidente esta
discusso tem progredido tanto, e a cmara deve
estar em um tal estado de saciedade, que cheio
de timidez e de receio que venho hoje expender
os fundamentos do meu voto : sem embargo ,
como ouvi proferir e sustentar na casa princi-
pios edoutrinas que reputo ou mais inexactas
ou perigosas, julftuei do meu dever nao votar
sobre a materia sem entrar no exame e no dc-
senvolvimcnto desses principios e dessas dou-
trinas.
Serei muito breve e talvez mesmo lacnico :
porque nao s nao devo aburar da attencoda
cmara seno tambem porque o meu estado
de saude nao permitte grande trabalho e appli-
caco.
Senhores depois dos ltimos successos de
que fomos testemunhas depois da murianca
que se elTectuou no gabinete esta discusso fi-
cou eollocada em un terreno 15o equivoco e to
desusado que em verdade diflicil segui-la e
dar-lhe o necessario desenvolvimento. O dis-
curso do throno foi redigido debaixo das inspi-
races de un ministerio que nao existe ; o voto
de gracas tem de ser dirigido ao ministeriooue
existe novamente. No primeiro caso tinha-
mos urna administracao quedurou quasi dous
annos, ou se formos atfender rapidez e sueces-
so de fados que dentro de tal periodo occor-
rro podernos dizer quedurou muitos annos,
porque a chas muito criticas muito perigosas porque
arhava-se rica de precedentes e de factos quede-
vio ser avallados pelo corpo legislativo, e delle
devio receber a expresso de um testemunho
qualquer. No segundo caso a administracao,
a que temos de nos dirigir hoje vive ha 2 ou .1
dias, sem factos sem obras, sem precedentes.
No estado actual de cousas o embaraco grande!
Como pois dever a cmara proceder nesta con-
junctura ? Dever por ventura dirigir ao throno
a manifestaco das suas opinies dos seus
pensamentos dos seus principios ? ou dever
antes reduzir esta discusso a um ponto de sim-
plicidade extrema atter-se simplesmente a u-
ma mera formalidade s regras emflm de pura
cortesa de um poder paraoutro ?
Senhores, alguns dos nobres ministros que
tomro parte nesta discusso tem sustentado a
doutrina que elles dizem constitucional de
dirigir-se a cmara ao throno manifestando-
Ihe os seus principios o seus pensamentos. Mas
permitta-me a cmara que cu divirja deses ilus-
tres membros em semelhanteopinio quero-
puto inteiramente contraria aos principios e s
usancas do governo representativo.
Senhores urna cmara que tivesse de dirigir-
mj ao governo para dizer-inc o seu programma
poltico para que o governo o seguisse, urna se-
-WUU
melhantecamara converteria o poder executivo
em urna commisso do poder legislativo (apoia-
dos) ; seria urna cmara que arrastaria para
assim diser, no seu carro as opinies, as vistas
todos os actos emflm do poder exocutivo que
alias independente. Demais eu entendo que
a cmara tem todo o direito, todas as propor-
ces mesmo para torem urna ou outra occasio
urna opinio flxa ; entendo quo ella deve ter
certos principios immuta veis pelos quaes se deve
seguir ; lijas tarnbem meparecoquea cmara
nao pode ter urna opmio invnriavel na maior
parte dos casos da poltica interior e exterior.
Me parece que a cmara nao pode ter pensamen-
tos to solidamemente assentados to exactos
sobre taes objectos : porque para isso s vezes
sao precisos dados mu importantes informa-
ces mu ampias conhecmentos mu praticos.
A cmara noque respeita poltica interior,
sabe( por exemplo ) que urna provincia do Bra-
'il so agita o se conflagra, que esta provin-
cia est sujela aos furores da guerra ci-
vil ; sabe que sao necessarias providencias
mas pode estabelecer de antemo qual o syste-
ma do administracoe de guerra que convm
adoptar ? Creio que nao.
Quanto poltica exlerna pode saber os tra-
tados que se fisero pode saber o que so acha
publicado ; mas pode claramente saber quaes
as pretencoes quaes os passos dados pelos di-
versos gabinetes, quai s suas vistas emlim e seus
projectos ? Pode ella entrar por oxemplo as
combinaces, que se tento, as negot-iaedes
que se enceto em vantagem ou projuizo de tai
ou tal ? Entendo que nao. Entendo pois que a
cmara nao pode dirigir-se ao governo para di-
zer esta a minha politicff este o meu sys-
tema.
Nao se pense que esta doutrina vai encontrar-
se com o principio muito conhecido e mui profes-
sadodequeas influencias da administracao de-
vem sabir do parlamento ; justamente porque
taes influencias emanadas do seu scio tem os
principios g, raes que ella professa ; porque
nellas se tem o parlamento at certo ponto lou-
vado que Ihe nao assenta a ex posicao de sua po-
ltica. Entendo porem que um ministerio par-
lamentare que quer merecer o apoio do corpo le-
gislativo deve ir perante elle palentear seus
principios e diser qual o seu systema de go-
verno qual a suu poltica : ento a misso da
cmara approvar ou rejeitaresse programma,
essa poltica. Pois nao se v quo urna verda-
deira confuso urna total subverso de ideas,
querer que a cmara diga ao governo qual a
sua poltica quando o governo que deve di-
zer qual a sua (apoiados) ?
Senhores, um nobre membro da casa que fal-
lou em urna das ultimas sessoos o a cujo ca-
rcter e conhecmentos alias eu tributo o maior
espeito, proferio e sustentou doutiinus dedu-
zidas da constitituico do estado que me pare-
cem summamente inexactas e mesmo perigosas
(apoiados). Keflro-me ao nobre deputado pela
Baha.
OSr. Reboucas: Peco a palavra para res-
ponder.
O Sr. Maciel Monteiro: Eu estimo que o
nobre deputado me responda, que esclareca es-
ses pontos como devem ser esclarecidos.
O nobro deputado envidando todas as suas
faculdades dando todo o desenvolvimento e
elasteiioaoseu espirito, sua raso alias mui-
to ampia pretenden mostrar que o acto du dis-
soluco era um a-:t nullo! Nao pense a cma-
ra que esta materia de pouca importancia ;
um pontoque sobre ser doutrinal pode tra-
zor para o futuro consequencias muito vastas
(apoiados) ; um ponto tanto mais importante
quanto esta prerogativa foi exercida pela cora ,
quero diser pelo poder moderador e preciso,
quando se trata das attribuicesdo poder mode-
rador que a cmara o cada um de seus mem-
bros sejo extraordinariamente circuinspectos
(apoiados).
A cmara estar lembrada que quando em urna
das sesscs passadas expend a doutrina a-
lis muito corrente que o ministerio devia sa-
bir do corpo legislativo o nobre membro me
disse logoo imperador que deve nomear ,
constituindo-se assim atalaia do poder modera-
dor ; entretanto o mesmo nobre deputado
que depois vem contestar ao poder modera-
dor urna faculdade quo Ihe d a constituico do
imperio. O nobre deputaao asseverou que esse
acto era urn acto nullo, que era lima usurpa-
co feita pela corfla. E em que so lrmou o no-
bre deputado? Disse elle que, sendo a dissolu-
co da cmara motivada pela irregularidadedas
eloices e competindo cmara especial e pri-
vativamente o diroito deverilicaros poderes dos
seus membros havia urna verdadeira violaco
da lei o da constituico em dissolve-la por urna
tal raso.
Sr. presidente antes de entrar em maior de-
senvolvimento, permitta-me V. Ex. que obser-
ve que nao reconheco alem dos poderes sobera-
nos marcados na constituico do estado nenhum
outro poder; nao reconheco sono quatro po-
deres soberanos, nom posso admitttir poder al-
gurn que fiscaliso os actos do poder moderador
(apoiados).
O Sr. Reboucas:Somos os guardas da cons-
tituico edas leis.
O Sr. Maciel Monteiro:A objeceo que o
nobre deputado me dirige no procedente; so-
mos guardas da constituico e das leis, nos
termos que a constituico prescrv ene n,nn
toca a actos de responsabilidade (apoiados) :
nao entendo que por a constituico nos dar Q
I


DIARIO DE PERNAMBUCO.
IVo 58.)
SUPPLEMENTO. -Segundafeira 13 demarco.
Edita es.
as D'ordem do senhor inspector do arsenal
de marinha se faz publico quo no dia 20 do
corrente mez pelas 11 horas'd'amanh se
contractar com quem por menos fiseros forne-
cimentos de carne verde fejo toucinho, ar-
roz o bacalho para o arsenal e navios d"ar-
mada por o tempo de 3 mezes findos no ulti-
mo de Jtinho prximo. As pessoas quem
convier contractar o fornccimento de todos es-
tes ohjcctos, ou de cada um de per si, sao con-
vidadas a aprcsentar as suas propostas n'esta se-
cretaria ate o dia e hora referido declarando
n'ellas o menor preco.
Secretaria da inspeccao do arsenal de Mari-
nha de Pernambuco em 10 de Marco de 18V3.
Alexandre Rodrigues dos dnjos,
Secretario.
Pela administrado da mesado Consulado
se faz saber que no dia 15 do corrente me/, se
ho de arrematar a porta da mesma adminis-
trado 2 caxas do assucar 1 branco c outra
mascavado, aprehendidas pelos respectivos em-
pregados do Tra)ixe da Cornpanbia por incxac-
tidJo das taras; sendo a arrematado livre de
despegas ao arrematante. Mesa do Consulado
de Pernambuco 10 de Marco de 18W. Mi-
guel s/rcanjo \fonleiro d' -/ndrade.
Aviso < martimos.
= Para Lisboa o muito veleiro e bem acrc-
-ditalo brigue Portuguez Emprehendedor for-
rado c encavilhado de cobre e de que he ca-
pitao Ignacio Jos de Araujo, pretende sabir em
23 do corrente ; quem nelle quizer carrcgar ou
ir de passagcm para o que tem cxcellentcs eom-
modos, dirijase aoscu consignatario Francis-
co Severiano Rabello ou com o capitao na
praca do Commercio aa bordo.
. = Para o Aracaty o patacho S. Jos Vence-
dor, sahira mpreterivelmente no dia 27 do cor-
rente com a carga que tiver a bordo; quem qui-
zer carregarou ir de passagcm dirija-se a.Ma-
aioel Joaquim Pedro da Costa na ra da Ca-
deia n. 46.
Para o Rio da Janeiro, segu viagem o
brigue S. Mara Boa Sorte Capitao Joze Joa-
quim DiasdosPrazeres, que achando-seprom-
pto c carregado pode receber alguns escra\os
a frete e passageiros, para o quelrata-se com o
Capitao a bordo ou na ra da Cadeia do Re-
'cife n. 40.
= Para Lisboa o brigue portuguez Unido,
pretende sahir em 26" do corrente ; quem qui-
zer carregar ou hircle passagcm para o que
tom bons commodos falle com o seu consigna-
tario Thomaz d'Aquino Fonseca ou com o
capitao Joaquim Mara da Silveira, na praca do
commercio.
Leiles.
James Crahtree & Companhia farao
leilo por intervengo do Corretor Oliveira ,
de granuee variado sortimcnto de fazendas in
glezas, dla, linbo e algodao limpas, e
avariadas ; quarta feira 15 do corrento as 10
horas i a manhSaem ponto, no seu armazem
na ra da Cruz.
= DcaneYoule&C. farao leilo por in-
tervengo do corrector Thomaz Dowsley de
110 harneas de cerveja branca, e preta, da me-
lhor qualidade chegada de Lonures a_ poneos
dias no brigue sueco Kelleftia amanha 14 do
corrente :s 11 horas da manha no seu arma-
zem na ra do Torres n. 4.
Avisos diversos.
Se ha nesta provincia quem concert or-
gio e queira encarregar-sc do concert de um,
dirija-se aoMosteiro do S. Rento de Ol.nda ,
ou nesta praca ao Padre Procurador no beco
da Lingoeta.
Obra dedicada s senhoras brasileas.
= Sahio aluza Guia Medica das Mais de
Familia, ou da infancia cons.derada na sua
hvgiene com suas doencas e os respectivos
tratamentos precedida de alguns conselhos so-
bre os cuidados o precau.oes que leclama o es-
4 i i. h.,:a.f cnffnila oo mn formulario
medical! aoprooriado I nalureza e objecto da
ot>ra e terminan por algumas considerares so-
bre a bomeopathia, comparada com a medicina
classica. neloDoutorJ. B. A. Imbert caval-
Jeiro da ordem de Christo.
Este volume in-8, grande de quatrocen-
tas e vinte quatro paginas impresso sobre bom
papel, acha-se no Rio de Janeiro om casa do
autor ra da Quitanda n. 61 e na de, Agos-
tinho de Freitas Guimaraes ra do Sabao ,
n. 26. preco 4:000.
Esta guia materna que o autor se tem es-
forcado para apresentar ao alcance da intell-
gencia das mis de familia Brasilciras e na
qual examinou tudo o que Ihes pode interessar,
e principalmente para as guiar com segurama ,
nao s relativamente a gravidez como sobre a
educaco hygienica e molestias de seus (ilhos,
he o fructo de doze annos de experiencia dioica
local e de urna constante e perseverante medita-
cao sobre o assr.mpto.
Destinada para servir de continuado ao Ma-
nual do Fazendeiro esta guia completa os tra-
balbos sobre a medicina domestica brasileira c
o benigno acolbimento que a primeira obra re-
cebeo do publico faz esperar para esta urna ac-
ceitaco nao monos favoravel o to lisongoira.
Do mesmo autor segunda edico do Manual
do Fa/endciro ou tratado domestico sobro as
enformidados dos negros, goncralisado As ne-
cessidados medicas de todas as classes dous vo-
luntes in-Oitavo grande proco 8:000.
A medicina popular americana que lia
tantos annos estemuzo as Indias Occiden-
taes e Oriontaes Costa d'frica, ko. &c. tom
provado como urna medicina inestimavel sendo
preparada de proposito para clima quonte, e
composta de ingridientos que nem roquorom
dieta nem resguardo, o pode ser administrado
scriancas asmis tenras.
As vantagens deste celebre remedio em curas
de moloslias de (gado, gotta, doros de cabera ,
inflamaooes em geral retcncesdourina, po-
dra na bexiga erysipela ataques nervosos,
lombrigas, &c. &c., tem causado grande exlrac-
cao em todas as provincias como nico e ver-
dadeiro purificador do sangue.
A medicina popular americana composta do
dous principios differentes, um 6 purgativo e
desohstruente removondo os humores viciados
das difieren tes partos do corpo e assim purifi-
cando o sangue ; o outro tnico dando forra
e vigor aos orgos da digesto o por tanto impe-
dindo a cumularn dos humores nos intestinos,
fcc. urna comhinacao como esta nao podo sor
seno proveitosa na maior parto das molestias,
e sendo vegetal esta comhinacao pode ser admi-
nistrada a creatura mais delicada sem roccio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vendo-sc somente em casa do nico a-
gitte JoaoKcller, ra da (tuz do Rccifo n.
18, "e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadoia do Recife, em casa do
Joao Cardozo Ayros, na ra Nova na de Guerra
Silva & C, e atterro da Boa-vista, na de Sal-
les & Chaves.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vegetaes do Dr. Brandreth.
= Francisco Ribeiro de Brito a tempos
fez sciento ao publico para que nao tratcm
negocio algum com Antonio Pereira Tiranno ,
relativamente as casas de que o mesmo Tiranno
se acha de posse na ra da Alegria e Gloria,
por isso que as mesmas casas por hora ainda se
acho hypothecadas at que se ultime todas
as questes do sobrado n. 36, da ra Nova e
para nao aparecerem duvidas, de novo faz scien-
te ao publico.
Ha para se alugar dous quartos muito
grandes do urna casa terrea no atterro dos
A (Togados por preco com modo prefere-se
a protas forras ou pessoas de boa conducta :
a tratar no mesmo lugar n. 173.
Deseja-se (aliar ao Sr. Antonio Jos Cor-
reia e tambem ontregar-se-Ihe urna carta
viuda da cidade do Porto : na ra Direita, ven-
da n. 16 esquina de S. Pedro.
= Dcsea-se fallar nesta praca com o Sr Joao
Ennes Vianna residente na Cidade da Parahi-
ba natural da Cidade de Braga.
= Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenho e mais pessoas que esto em
rellaco com a agricultura que tem nos seus
armazens, para venderem grande sorlimen-
lo tanto de moendas como de laxas batidas
e fundidas assim como tambem esperao de In-
glaterra porco de maquinas de vapor e mo-
endas ficando d'esta maneira com um com-
pleto sortimcnto para servir aos seus freguezes ,
) mclltor e mais barato : na ra da Madre de
Dos, n. 5. .
=Nodia27dop. p. urna preta lavadoiracon-
duzindo urna twuxa de roupa fina para o Mon -
teiro se desen*tnnhou a dita roupa por a
negra'se embriagar e foi para as bandas de S.
Amaro ; a possoa que della tiver noticia e a
queira restituir o poner ubi no armazem
de vidros ao lado da Cadeia ou na loja de se-
radaruadoCabug, quo sera recompensado. I do o despacho do Sr. Juiz, e nao se acharao
Precisa-se do urna escrava boa cozinheira, as fazendas. Que procedimentostao estranhos.
c engommadeira som vicios conhecidos : na
ra estroita do Rozario n. 31 torceiro an-
dar.
Precisa-se alugar urna casa terrea com
quintal e cacimba que o seu aluguel nao
exceda de 128000 rs. sendo no bairro do S.
Antonio as ras do Rangol Direita Hortas,
Agoas verdes Fogo e Larangeiras : na ra
do Livramento n. 10.
= Precisa-se do urna ama que tenha bom
leite, esoja captiva na camboa do Carino nu-
mero 13.
Estes proced montos do Sr. Ridguay derao mo-
tivos a que intentassemos contra elle naquelle
mesmo Juizoacco do notilicacao para em 24
horas apresentar as fazendas para serem depo-
sitadas co:n a pena da le e o Sr. Ridguay em
lugar de obedecer, pedio vista, que Ihe foi
concedida, sem suspomao do deposito, e en-
tretanto estando assim ligado a este dever an-
nunciou que so retiran para Inglaterra to-
das estas cousas o Sr. Rigduay doixou em silen-
cio na sua correspondencia e como o quo se
tem passado be o que fica com verdade narrado.
uro 10. i---------- t ,
=0 abaixo assignado, como procurador has- e nos autos ox.sto.n os documentos comproba-
. .<-. ..J_ :.... .I,.i.u ,,,-.1 ,,l.i rnrrnmnc nos Nre lti>il:i_
tante de Bernardo de Souza propietario do
hiate Flor de Larangeiras, vista do segundo
annuncio do Sr. Custodio Jos AI ves apparo-
cido nos Diarios deeTdo corrente mez de mar-
co respondo ,que o seu const'tuinte nao se con-
sidera devedor ao annunciante dito Alves, nem
o mesmo hiato quanto pelo que relere c>:i
aquellos annuncios; se o dito Sr. Alvos tem do-
cumentos, como diz, aprosonto-os, e apparect
com ellos para se conhecor qual odiroito, quo
tem, que annuncios nada provo. Como pro-
curador bastante Joo Gomes Martin.
O Snr. JoSo Antonio da Silva queira
fazer o favor do ir a loja de (orragens da rua do
Ouoimado, n. 30, que se lite desoja fallar a
negocio de seu interesse.
tivos dosta verdade ; rogamos aos Srs. Reda-
ctores para trancrevor na sua folha esta resposta
rfcra que o publico venha ao conhecimento de
que lado estarazao, a verdade e a justica ,
e protestamos nao responder mais a qualquer
outra cousa quo appareca e sim usar do di-
roito que nos assiste.=G. Kenworthy 6 Com-
panhia.
Urna mulher casada de bons costumes,
toma para dar de mamar o tratar de qualquer
erianca por tempo convencionado ; quem de
seu prestimo precisar, dirija-se a rua dasCru-
zos na loja do so irado n. 32, ou annuncie.
Precisa-so de um homom para urna pa-
daria e que estoja acostumado a vender pao
na rua como tambem de pretos, ou pessoas
O Inspector do dcimo quarteirao da (re- forras para venderem pao pagando-se-lue
gnozia da Muribeca faz publico que no seu
destricto apparecoo um escra\o bucal que diz
chamar-se Manoel ; quem for seu senhor pro-
cure na casa do annunciante, no lugar da ven-
da grande.
O Sub-Dologado daFreguczia do Poco
da Panella faz publico para conhecimento do
quem convier, que polo inspector do dcimo
quarteirao. loro apprehend idos dous cavallos
om mo de dous ladros que podorao evadir-
se : quem so julgar com direito aos mosmos ca-
vallos diriju-se ao mencionado Sub-Delega-
do que os mandar entregar.
5= Alugo-se negras e molequcs, para ven-
derem azci'c : na rua da Gloria n 84.
Precisa-se alugar una negra ou molo-
i|ue para o servico de una casa de pouea fa-
milia dando-so-lhe o sustento e IOS reis
inensaos: na rua da Lingoeta n. 127.
('orno Administradores que somos da ca-
sa falida do Gaskcll Johnson fe Companhia ,
nao podemos doixar de responder ao que por
parte do Snr. Joze Ridguay apparecoo cscripto
no Diario de 9 do corrente mez, para conhe-
cimento o desengao do mesmo Snr., do pu-
blico, c de quem mais convier. Fomos en-
treges da Adininistracao da casa sem opposi
caos alguma e isto mesmo foi annunciado ao
publico por nos no Diario de 5 de Dozcmbro de
1842 e confirmado pelos socios da casa fali-
da no Diario de 9 de Janeiro do corrente an-
no existia na casa e a ella consignada urna por-
cao de aaendas de William Eoston, e estando
nos na posse e exorcicio da Administrado e
oxislindo no armazem da casa aquellas fazen-
das ellas nao podiao nem devio sair della pa-
ra fora nem dellas dispor-se sem audiencia
e consentimiento nosso e mesmo porque in-
depentente desta razo, tinhamos mais em nos-
so favor, quo o dito William Eoston parteci-
pa em sua carta de 23 deOutubro p. p. que
tinha recebido 1396 por conta das ditas fa-
zendas em letras sacadas por Gaskell Johnson
& Companhia, aconteceo que movendo duvida
o Sr. Joze Ridguay sobre essas fazendas, fize-
mos-lhe ver o erro, e engao em que estava ,
erro e engao que convenceo ao Sr. Ro-
berto Jameson a cscrevernos urna carta con-
cordando em fazer deposito das fazendas e co-
mo tal cousa nao se verificase, nao querendo
nos obrar de authoridade propria chamamos ao
meio conciliatorio o Snr. Joze Ridguay c mais
socios para fazer deposito dellas, comparece-
rao os dous socios Gaskell Johnson e Robert
Iones approvando esta pertencao e reprovan-
Jo o procodimento do Sr. Ridguaj; porm este
nao apparecoo na conciliacao nao foi isto
bastante para que elle lizesse depositar as fazen-
das o que deo motivo a que nos requeresse-
mos eobtivesscnios mandado do Juiz do Ci-
vel da primeira vara para dito deposito c
intimado este mandado ao Sr. Ridguay, esto
asseverou ao Sr. Cnsul britnico que w
achava presento quo com palavra do honra .
prometa recolber as fa/endas ao armazem o:n
)\ horas o que aconteceo passadas poucas ho-
ras oSr. Ridguay disse ao Sr. Cnsul quo
nio entregava as fazendas por forma alguma .
que nu iiuvi i Ou.0 tO Onvu a que losso
dada busca na casa como determinava o inanda-
vendagem sendo captivas quo seus senhoresse
responsabelisem polas faltas: na Camboa do
Carino n. 12.
Industria Pernambucana.
Odepusito de chocolate estabelecido na
rua Nova, n. 15 mudou-se para a rua da Ca-
deia volha loja do Bourgard e praca da In-
dependencia loja de Henrique Jorge aonde
acha-je de novo um bom sortimento desta subs-
tancia como chocolate especial de baunilha ,
frreo e do saude o qual he superior sem
coniparacao ao chocolate de Lisboa.
= Manoel Ignacio Garcia Ferreira retira-
se para a Bahia levando em sua companhia
sua mulher.
= Ignacio Jos Leite Guimaraes subdito
Portuguez rotira-so para fora do Imperio.
Ouem annunciou querer comprar dous
caxorrinhos do reino todos felpudos e bron-
cos dirija-se a rua dos Martirios, na loja do
sobrado juntoa Igrcja.
A pessoa que quizer dar um ou dous ca-
vallos para engordar dirija-se a rua do Hos-
picio n. 36.
No betequim da rua larga do Rozario ,
continua a havor sorveles do todas asqualida-
des de frutas, desde as \ horas da tarde, athe as
10 da noite.
=: Da-se dinheiro apremio em grandes e
pequeas porces sobre penhores de ouro,
ou prata : passando o Muro du Pcnha, pas-
sando o primeiro no segundo sobrado no se-
gundo andar.
Alugo-se dous escravos, cozinheiros ,
sem vicios, ehabeis para outro qualquer ser-
vico e um delles lava e engomma : na rua
Nova n. 67.
Offercce-se um brasileiro para ensinar a
Icr escrever contar e principio de Gram-
matica portugueza em algum engenho, ou
fazonda promettendo todo zello e aclivida-
decom osseusdiscipulos : a tratar como mes-
mo na rua Nova botica do Sr. Pinto.
= Jos da Costa l'onceca brasileiro adop-
tivo retira-sc para fora do Imperio.
Joao Slewart, mudou a sua residencia
para para a rua do Trapicho novo n. 13 pri-
meiro andar.
O abaixo assignado avisa aos Srs. credo-
res da venda que comprou ao Sr. Joaquim dos
Santos A/evedo Jnior de que o abaixo assi-
gnado ficou de pagar a quantia dos fundos nel-
la existentes aos Sis. Domingos Pereira de Men-
danha 191:570, Joao lavares Cordeiro 131:200,
Mendes fe Amorini 113:040, Joo Alves de
Canalho Porto 51:600, Marques & \eiga
72:820, Joaquim Flix da Roza & C* 47:210 ,
Francisco Marlins de Lemos 32:500 Antonio
Teixeira Bacellar 30:240 Joaquim Pinheiro
acorn 82:400, Manoel Ferreira Lima 16,000,
)s mesmos Srs. cima hajo de comparecer no
dia 13 do corrente na mesma venda para d'el-
la toinarem conta para seu pagamento visto o
abaixo assignado nao poder continuar na mes-
ma casa pelas razesque far patentesperante os
mosmos Srs. credores. Victorino Jos Correxa
de .
Precisa-sa de um forneiro que entenda
ii.'iu u seu ocics : a paitara do Atierro,
dos Allogados, casa n. 120.
%-'


,2
Felisberto Antonio Torres, partecipa a
todos os seus Ireguezcs queso mudou do Re-
cife para a ra das Flores em casa do Snr.
Frontem aonde se acha prompto para excr-
cer o seu cargo de barbeiro tirar denles ,
sangrar aventar amollar tisouras e njva-
Ihas, e mesmo para ir a qualquer parte, que for
chamado e tambem chumba dentes corr prata.
Desappareceo urna colher de prata com
o peso de 14 oitavas, tem o cabo no sentro liso,
c pelas bandas urn filete ou meia cana com
alirrna de letras iniciaes C. JV1. C. e por
baixo da firma tem 7 riscos, sendo o do meio
ni.iis comprido, e vai deminuindu em tamanho
dos riscos para cada urn dos lados ; quem a ti-
ver e quizer restituir leve-a a luja ns. 38 e
,40, na pra-a da Independencia, que se I lie
dar o acbado ou tambem se comprar a peso
a mesma colher sern se querer saber quem a
furtou.
Precisa-sc de urna mulher branca, sol-
toira ou viuva, com tanto, que seja de meia
idade e rconhecida probidade, e sem familia
nao he para criada e sim para fazer compa-
nhia a urna sen hora cazada : na praca da In-
dependencia n. 40.
= Jos Soaresde A/ovedo lente de lingoa
Franceza do LycOo tem aborto em sua casa
ra do Collegio n. 1 \ primeiro andar, un cur-
so de lingoa Francesa e oulro de Philosophia.
As pessoas que desojaren! estudar urna ou outra
destas disciplinas, podem dirigir-se a casa do an-
nunciante de inanh at as8 horas, e de tarde
das.") em diante.
Entrega-se a quem for seu dono, um chi-
cote grande para carro queseachou; na ra
Nova loja de ferragens n. 20.
= A commissao administrativa da socieda-
de Terpsichore convida pela primcira ve/, a
todos os Sis. Socios a comparecerem em sessao
geral que ter lugar hoje segunda feira 13
do corrente as 6 horas da tarde para se proce-
der a clleicao da nova Commissao.
Aluga-se urna casa no atierro dos Afloga-
dos n. 187 tem duassalas, 6 quartos co-
zinha fora quintal murado : a tratar na ra
Direita n. 82 primeiro andar.
Precisa-se de um ofijial de charuteiro ,
pagando-se-lhe bem o seu servico : na rua da
Cal cada de Manoel Coco, n. 12; na mesma
casa vendem-se 300 archotes novos por proco
"^Ikis baraJto do (|ue no trapiche.
-- A pessoa por quem mandou Geraldo
Guilherme ( da Provincia do Hio Grande do
Norte ) entregar nesta praca urna porcao de d-
nheiro de gados que I lie vendeo queira o fa-
zer visto j ter decorrido demasiado tempo e
terem de ser compridas ordens dadas sobre o
mesmo dinheiro o (|uo tem ordem de receber
tal somma mora na rua da Cruz n. 5t.
A arrematacao das fazendas da loja de
Jofio Domingues de Souza, ten lugar hoje se-
gunda feira 13 do corrente, para as 1! horas do
dia no lujar j annunciado.
= Precisa-se alugar um sobrado de um so
andar, ou una casa terrea que tenha corn-
modos para urna grande familia as ras se-
grales : das Cruzes estrella do Rozario Di-
reita e pateos do Carino e Livramento e
atierro da Boa-vista : a tractar com Clemente
Pereira de Mello na rua do Queimado loja
n. 18.
O abaixo assignado previne ao Sr. the-
soureiro da lotera em favor da Matriz de S. Pe-
dro Mrtir de Ulinda que nao pague a outra
pessoa o premio que por ventura saia no hilho-
te de n. 3873 que Ihe foi furtado ou per-
dido. Alexandro Americo de Caldas Bran-
do.
Hoje 13 do corrente vai em praca publica
pela ultima vez na porta do Juiz de Orfos na
rua do Queimado defro te do Magalhaes Bas-
tos um sobrado de um ander esotao na rua
das Cruzes avahado pelo mdico preco de
3:000,000 reis, para quem quizer arrematar.
Precisa-se de um feitor que trabadle ,
e entenda de orta arvoredo vaccas : na Ma-
gdalena estrada nova primeiro sitio com por-
to de ferro.
Precisa-se de um menino portuguez ,
chegado prximamente que lenha 10 a 12
negros do ofcio de 12 a 20annos, sendo de
bonitas liguras pagao-se bem : na rua da Ca-
deia de \ Antonio emum sobrado de varan-
da de pao n. 20.
V Compro-se os dous compendios da His-
toria Sagrada sendo usados ; quem tiver an-
nuncie.
= Compra-se umacorrente de ouro de lei :
na rua do Bangel, n. 54.
C.unprao-se frascos de conservas vasios,
qualquer porcao brancos e pretos: na rua ve-
Iha n. 78.
= Compra-se urna corrento de ouro : narua
Direita n. 17.
Compra-se urna cabra bixo que tenha
bastante leite ; quem a tiver annuncio por esta
folha.
Vendas
annos, para caixeiro de loja do miudezas : na
rua do l.ivramento, n. 10.
Urna mulher de bons costumes se propoc
a tomar criancas corn ama para se criarem
com leite impedidas, o desimpedidas, e tam-
bem se recebem as que eslivercm ja desmama-
das para se acabarem de criar com todo o mimo
e amor : na rua Direita n. 50 segundo an-
dar.
Precisa-se de urna mulher de bons cos-
tumes que saiba cozinhar engommar, e en -
** Vende-se cha isson o mais superior
possivel, as librase a retallio rap princeza ,
chegado agora, c de superior qualidade bo-
nitos e bem feitossapatos de couro de lustro,
botinsou brozeguins gaspiados para senhora,
assim como outras qualidades de calcado ricos
pannos para meza de sala, encarnados com bor-
daduras pretas e outros de la e de algodao, de
diferentes tamaitos bons oculos ingle/es para
ver ao longe boas lansetase agulhas de cai-
xinhas douradas bons bules de metal e salvas
redondas, bandeginhas com espovitadeiras ,
casticaes para mangas lanternas com casticaes
de casquinhafina um par de serpentinas, de
bronze bonitas e ricas adragonas para olTiciaes
ile cavallaria da guarda nacional, bandas com
ricas borlas de ouro linhasde linho de cores,
retroz de seda da Italia linhas inglezas decai-
xinlia frutas de pedra de muitas qualidades ,
muito lindas para enfeites do bancas de meio de
sala, bicos de linho brancos e pretos de todas
as larguras, toalhasde rosto com franja to-
das alcuchoadas, meias de seda de dilerentes
padroes luvas para senhora fitas e -outras
muitas cousas; na praca da Independencia ,
n. 40.
= Vende-se urna preta de 35 a 40 annos
cozinlia sofrivelmente coso chao : na rua por
detraz da rua da Aurora, junto ao Collegio S.
Antonio casa de Francisco Xavier Alves Bas-
tos.
Vende-se um cscravo peca do nac3o ,
com uitij figura pouco vulgar e moco : na
rua larga do Hozario n. 39, primeiro andar.
Vende-se urna casa de trez andares eso-
tao em chaos proprios cora a frente para a
rua do Amorim e os fundo; para a rua da Mo-
eda e rende 600.000 reis; urna dita terrea
sita na rua da Praia com os fundos para a
mor com commodos para grande familia e
muito Iresca, cacimba e cozinha fora : na
rua do Queima lo loja de ferragens n. 10.
^endeln-se duas negras de nacao; urna
de 20 annos outra de 30 ambas cozinhao ,
e fazom o servico ordinario de urna casa o urna
dellas he muito boa lavadeira de varrella e
sem vicio algum e muito deligentes : na rua
da Conceico da Boa-vista, n. 26.
\ ende-sc um sobrado de um andar e so-
tao em chaos proprios na rua de Santa Ri-
ta n. 14 e urna porcao de barricas que fo-
ro de farinha : a tratar na rua do Ransel .
n. 81.
Vendem-sc trez pretas moras com boas
habilidades, urna mulatinha de 6 annos, boa
para quem tiver urna menina na escola para Ihe
fazer companhia e aprender tambem ; qua-
tro pretos mocos bons para todo o traba I ho .
tanto da praca como do campo : na rua de Ago-
as verdes n. 44.
\ ende-sc no primeiro sobrado no prin
cipioda rua da Gloria, n. 7, uvas brancas
muscatel, editas roxas das miudas, e na mes-
ma casa tem urna olaria denominada fundao ,
junto a fabrica do Gervasio, quevende cal bran-
ca decaiar da mais superior, como tambem
cal preta barro, tijolos etelbasda melbor
qualidade.
Vende-se vinho superior por com-
modo proco : na venda da esquina da rua dos
Qu;.rteis.
Vendem-se cinco pipas com agoardente;
quem precisar dirija-se a rua da Cruz no ar-
mazem de Manoel Figueira da Silva n. 34.
-- Vende se um cavallo castastanho bom
esquipador: na rua do Bangel n. 5, at as 9 ho-
ras do dia; na mesma casa duas casas no beco
do Quiabo da freguez a dos Affogados.
Vende-se urna vacca anda nova que da
treza quatro garrafas de leite : na casa terrea
contigua a venda do Alemao na Cruz das Al-
mas indo pela estrada da Ponte de Uchoa por
= Vende-se los pretos para senhora, de mui-
to bom gosto bordados de seda o muito fi-
nos proprios para este tornpo do quaresma :
na rua do \ igario n. 13.
-----Vendem-se duas moradas de casas terre-
as sitas na Boa-vista rua de S. Cruz de-
fronte da Bebeira : no Recife largo do Corpo
Santo n. 13.
Vende-so um escravo crioulo moco ,
bom trabalhador de carne, e mestre de redo do
saunas : na rua do S. Rila nova n. 71.
Vende-se um bonito escravo de 18 a 20
annos, official de pedreiro de toda obra ; um
dito de 16 annos cntende bem do cozinha ,
sem vicio e nem achaques ; dousescravos pa-
ra o servico de sitio por 550:000 reis ; urna pre-
ta da costa muito robusta por 250:000 reis ;
urna dita por 380:000 reis ; urna dita de boni-
ta figura mucamba recolhida cose, on-
gomma e cozinha com perfeicao ; urna parda
perleita ama de casa ; duas pretas por 4808 re-
is sao quitandeiras; um mulato offici&l de al-
faiate ; um dito bom copeiro e boliciro sem
defeito algum, muito fiel, de 22 annos: na rua
de Agoas verdes, n. 46.
Vende-se para fora da Provincia urna pre-
ta que sabe engommar cozinhar e lavar
de sallad : no Atierro da Boa-vista n. 40.
Vende-se caixas para deposito do gello ,
caixinhas com sorveles caixas com cidre : na
rua do Trapiche n. 8.
Vende-se um cavallo russo dos me-
Ihores andares possiveis ; assim como duas es-
cravas boas vendedeiras, e cozinheiras : narua
do Vigario no armazem n. 23.
= Vende-se um cavallo russo bom esqui-
pador e passeiro bastante grande e carnudo,
sem achaques nos 4 Cantos venda n. 1.
Vende-so salea parrilha chegada ultima-
mente muito superior : no armazem de Fer-
nando Jos Braguez ao p do arco da-Concei-
cao.
Vende-se urna toalha de lavarinto borda-
da nova : no Atterro da Boa-vista loja n. 48.
= \ endem-se duas escravas urna de 20 an-
nos cose cozinha faz doces de varias quali-
dades refina assucar, outra cose, lava he
quitandeira de 22 annos; um mulatinho de
1 i annos, ptimo para qualquer ofiicio : na
rua de Santa Bita n 27.
Vende-se urna canoa que pode carregar
duas pessoas, e dous rem^s a moda do Rio; urna
fexadura grande de porta de loja, com sua com-
petente chapa, e parafuzos; um modello de um
Brigue Barca ; um bahu de cinco palmos uza-
do; urna meza pequea de amarello e trez
cangalhas : na rua do Queimado loja n. 14.
Vende-se efectivamente superior salitre
refinado em barris e a retalho, por proco
mais barato do que em outra qualquer parte- na
rua das Laranjeiras, sobrado n. 5, de Claudio
Dubeux.
= Vende-se peixe secco de superior qunli -
dade prximamente pescado nos mares da liba
de Fernando : na rua da Praia armazem n.
17 e Fora de Portas, junto a venda do Sr.
Diogo.
Vende-se farinha de mandioca de al-
queire caculado medida velha por preco
commodo : na pracinha do Livramento loja
n. 52.
Vendem-se duas escravas mocas de 20
annos e muito boas figuras sabendo engom-
mar cozinhar e coser ; urna dita lavadeira
de varrella e sal.5o cozinha e muito boa qui-
tndola ; urna mulata de 24 annos com mui-
to prepsito perfeita costureira engomma-
deira cozinheira capaz de diiigir urna casa e
muito (arinho/a para criancas ; dous moloques
do 13 a 14 annos proprios para officio ou
pageos; urna negrinha muito bonita, e de muito
boa naco ; de 13 a 14 annos ; urna mula-
tinha de 12 annos ; e um proto muito pos-
santeemoco: narua do Fogo ao p do Ro-
= Vendem-se chapeos de palha e do chile
bem sorlidos ; cm casa de L. G. Ferreira &
Companhia.
= Vendcm-se alvaiade tinta amarella em
poz de superior qualidade e outras tintas : em
casa de L. G. Ferreira & Companhia.
= Vendem-se vinho de madeira legitimo em
pipas meias pipas o barris cha hisson e pe-
rola em caixas o latas e chumbo de municao
do melhorsortimento : em casa do L. G. Fer-
reira & Companhia.
= Vendo-so assucar refinado em paes a
160 reis a libra, prirnoira sorte c em pr a
120 rs. segunda sorte, c a 80 reisterceira, mej
a 80 reis a garrafa o assucar he puro de potas-
saecal: no deposito do assucar refinado ao
p do arco de S. Antonio.
= Vendem-se dous piannos de superior gos-
to chegados recentemenlc dos quaes um he
de forma horisontal e outro perpendicular
ambos de vozes muito boas por precos com-
modos vista a qualidade: na rua da Cruz, n. 55.
= Vende-se ou arrenda-so urna boa casa
de campo no lugar da Piranga corn terreno
arrendado ou aforado para ter 16 a 20 vaccas de
leite: a fallar com o Coronel Manoel Caval can-
to proprietario do mesmo, em Giqui.
= Vende-se urna negra parida a dous mezes
sem cria, porem com leite : na rua Nova, n. 33.
i Vende-se ou permuta-se por um sitio
pequeo perto desta praca ou por outra qual-
quer casa urna terrea com bastantes commo-
dos, bem construida e moderna ; os prelen-
dentesdirijo-se a referida casa n. 9 contigua
ao sobrado da viuva do Baptista no principio
do atterro dos Affogados.
Na rua da Florentina n. 16 vende-se
um ptimo escravo de boni'a figura, muito
possanie e proprio para enchada ou servico
de engenho de 22 annos vende-se por pre-
cisao de fechar outro negocio.
Escravos fuailos.
zano, n. 8.
saboar para se empregar em urna casa de pouca preco commodo.
familia : na rua Nova n. 55. \ ende-se'nzeitc doce de Lisboa a 3,8 W a
caada e a garrafa 500 reis milho alpista a
500 reis o quarteiro e painco a 280 reis ca-
valla secca a 100 reis a libra ; e todos mais ge-
Compras.
Compra-se eflectivamente para fora da [ eros por preco commodo : no Inrgn Hn 'fWn,
Prov'.p.c:a nuldlu ncgrinLus moieques, e vendan. 7.
= Vende-se a Escuna americana Marv de
l'?8 toneladas, recentemente chegada de Boston;
os prctendentes podem-se entender com os con-
signatarios Hcnry Forster & Companhia.
= Vendem-se tinas com salmn superior :
em casa de James Crabtreo & Companhia rua
da Cruz.
= \ende-se hatilha branca muito en-
corpada propria para cobertas do escravos : na
rua do Queimado loja n. 2 esquina do beco
do Peixe frito.
= Cadeiras americanas com assento do pa-
Ihinha camas de vento com armacao com-
modasde angico ditas de amarello marque-
zas de condur camas de vento de amarello
muito bem feilas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros mu i tos trastes; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrauo dito americano corn diflerentes largu-
ras e comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com differentes grossuras e comprimen-
tos ; tudo se vende mais em conta que outra
nililldllnr.
l I-----
casa de J. Beranger
No dia 11 de Novembro de 1842 desap-
pareceo da I llii do Nogueira um rnoleque do
nomo Gallo com os signaes seguintes : de 15
annos baixo um tanto cheio do corpo bem
preto olhos grandes nariz chato os den-
tes bastante alvos na mo esquerda tem urna
marca de um talho que deu no dedo polcgar
quasi junto do pubo bastante regrisla tem!
as nadigascinco cicatrizes sendo trez na es-
querda euuas na direita de um lado um
(|iUidro levou camisa de algodo o ceroulas
do mesmo bastante velha ; roga-se aos Srs. en-
carregados de polica e campanbas o obsequio
de pegar e levar a mesma liba, que scro re-
compensados.
Achando-se fgida havia 8dias urna
preta de Angola de nome Maria escrava do
Sr. Manoel Joaquim Carneiro Leal suceden,
que voltasse a casa do seu dito Sr. na noile
de 9 do corrente, c na madrugada seguinte fu-
gio conduzindo comsigo un filho preto de 2
mozos e meio de nome Germano suppc-se
terhido para Goianna ; quem a apprehenJer
com o filho, conduzindo-a ao sitio de seu re-
ferido Sr. defronte do Collegio Santa Cruz ,
ser recompensado do seu trabalbo.
= Desappareceo no dia lodo Fcvereiro,.
urna negra (julga-se estar induzida por algum
negro, ou em algum sitio ou pelo arrebal-
des de Ponte de Uchoa ou di; Monteiro o
Appipucos,) com os signaos seguintes : de no-
me l.uiza nacao Moxicongo um tanto em-
barazada no fallar le\ou vestido de chita j
velho e panno da costa tambero velho com
una cicatriz no qucixo da parte esquerda pes-
coco bastante giosso e boa altura ; recom-
parte : iid rua da Florentina, em
n. 14.
>
menda-se a todas as pessoas empregadas na po-
lica ccapitiies decampo que quem a#pegar
pode levar na rua da Gloria n. 84 qne ser
generosamente recompensado.
Na noite de 9 do corrente auzentou-sc do
paso do Zongu em Appipucos um negro xle
nome Joaquim de 35 annos de naco Gin-
ge tem o fallar meio apressado eatrapalha-
do cabellos com principio de brancos calvo
em cima da cabeca tem mar. as velhas de chi-
cote levou urna marimba que costuma tocar,
desconfia-se ter hido para o matto ; quem o le-
var ao seu Sr. no dito passo do Zongu ou del-
le souber noticia avise na Trempe n. 1 que
ser recompensado.
Fugio no dia 8 do corrente um cabra de
nome Lisbano de 20 annos ouco mais ou me-
nos grosso do corpo, estatura baixa corn
a mao esquerda meia loza, levou camisa de ba-
ta encarnada calca de brim e chapeo de pa-
lha e he bem pouco deseinbaracado no fallar ,
e ha noticia que lomou a estrada Hn Cidade de
Olinda ; roga-se ao capito do campo que o
pegar o leve ao sitio da dos Sr.* Alllictos que
ser bem recompensado.
Recife: naTyp. dbM. F. deFabia.=1843.


direito de velar na sua guarda e das leis des-! tuico pulo contraro, suppe Casos era
se Jireito resulte o de revogar asd diberacos de
outro poder ; e imnosaindao direit > de supo-
rintenasr era actos que ta privativaaientj do
poder molorador (aplalos).
Mis, se verja leira a doutrina, so cada
individuo, socada morabro da assoeiaco bra-
sileira tem direito ou a pii ou as ras da capi-
tal do contestar ao poier moderador o direito
de dissolver una cmara porguntarei, ha so-
ciedade possivelcom soinslhunte doutrina ? ha-
ver poderes soberanos, haver associaco bra-
slleiru urna vez ad'iiittido tal principio ? De-
irais diz a constituicao do estado que ncnhu-
ma leiser feita sem utilidade publica; mas, se
por ventura sahir do poder legislativo urna lei
que pareea nao ter esse carcter de utilidade ,
poder alguemdizer :essa lei nao constitu-
cional eu nao a cxecuto? Quom tem o direi-
to il examinar se a constituicao do estado fui
exei'utada; quera tem o direto de combinar es-
se actj do poder legislativo cora a constituicao?
Mas a con ederse o primeiro caso, ha de con-
ceder-so o segundo, e ento era licito a cada ci-
dado dizer: nao obedeco a semelhante lei,
porque injusta inconstitucional; era li-
cito tambera entao a qualquer individuo da as-
sociaco brasileira dizer : nao mo curvo a tal
sentenca do poder judiciario porque nao es-
t de acord com a kgislacao do paiz e in-
justa !
Poitanto a doutrina sustentada polo nobrc
dcputado considerada era these nicamente ,
urna doutrina nao s fa'sa, mas perigosissi-
ma; porque a cada cidado brasileiro d ella au-
toridade para conhecer do um acto dimanado
dos poderes competentes do estado e de nao o-
bedecer-lhe.
Mas vejamos se com efTeilo o poder modera-
dor dissolveu a cmara por causa das eleicoes
orno disse o nobro deputado.
Senhores o poder moderador podia dissol-
ver a cmara sem darraso algumu [apiados',
e nao a deu [apoiados). O nobre deputado que
emprestou ao poder moderador palavras que
elle nao proferto Elle nao disse que a dissolveu
porque as eleicoes ero irregulares ; onde vio o
nobredeputadoscimlhante doutrina? O pod^r
moderador disse unii ament o que devia cons-
titucionalmente dizer : usando da attribuicao
que me compete pelo artigo tal paragrapno tal
hei por bem etc.Ouvindo, j se sabe o con-
celho de estado e o de ministros. Nem diga o
nobre deputado que a exposico feita pelo mi-
nisterio exposicao que precedeu a este acto ,
na qual o ministerio capitula de irregulares se-
melhanles eleicoes nao diga que essa foi ue-
cessariamente a base ou o principio que regu-
lou ou decidi o poder moderador; nao, o mi-
nisterio podia diser : as eleicoes sao aullas,
irregulares sem serem essas rases mas ou-
tras que levro o poder moderador a dissolver
a cmara.
Portanto considerada a questao na hypothc-
se de que se trata attendendo-se letra do de-
creto que dissolveu acamara vemos que a ra-
so que o nobre deputado deu para semelhante
acto nao est no decreto.
Esta questao, senhores susceptivel de um
amplissimo desenvolvimento.
OSr. Rebotigas:Apoiado.
O Sr. M. Monteiro:Se eu me quizesse en-
carregar de fase a historia das consequencias
funestas que pode ter a admissode um tal prin-
cipio essa historia seria infinita ; ella confe-
ra urna verdade afllictiva c desosporadora e
vem a ser que sj dominar urna tal doutrina ,
nao podo haver constituicao nem associaciio
brasileira...
O nobre deputado, Sr. presidente, continu-
ouainda no seu systemade raciocinio; elle dis-
se que os deputados da cmara dissolvida dc-
viogosar da immunidade que tem os deputa-
dos que existem actualmente, isto 6, disse aue
o actodadissolucoda cmaraem maiodo 18i
nao importava a perda do privilegio que devio
ter os deputados daquella cmara at a insta-
laco dcsta!
O Sr Reboticas:Apoiado.
OSr. M. Moneiro:Masquaes foro os fun-
damentos em que o nobre deputado assentou
sua opiniao ? Dous fundamentos falsos: o 1.
da representaco nacional, e o 2. deduzido da
palavra substituir nao succeder !
Sr. presidente.o nobre deputado referi um ar-
tigo da constituicao que diz que o imperador e a
assembla geral sao os representantes da nacao;
o nobre deputado, desta simples doutrina, des-
ta simples definico deduzio necesariamente
que naohavia urna s hypothesecm que se po-
desse dar por interrompida ou como fracciona-
da a representaco nacional! Essa doutrina 6
gratuita, nao da constituicao a constituicao
nao diz isto em parte ajguma [apoiados) sup-
pe mesmo o contrario porque no artigo em
que marca o tempo em que cada sessuo de-
ve durar, suppe necessariamente a cesso des-
sa representaco nos intervallos das sesses.
Pergunto, p.fe-se considerar que existe real-
mente representaco nacional quai.do o corpo
legislativo nao seacha reunido? Se existe urna
representaco nacional quedorme, que_nio tem
sy.nplomas do vida que nao tem accao eli-
ma representaco muito semelhante ao nada
Poitanto a doutrina do nobre deputado isto e,
que nao pode considerar-sc um s caso ou hy-
potheseem que a representaco nacional estejo
fraccionada ou impossibilitada ou cesse nao
existe na constituicao do imperio existe s no
espirito do nobre deputado : a mesma consti-
que
a representaco nacional nao tern accSo nao
existe, til o caso dos intervallos das sesses.
Sr. prasi lente o nobre deputado recorren a
outro argum3nto. Eu j disse que no artigo da
constituicao que d ao poder mo Jurador o direi-
to de dissolver a caraira se dixfue convoca-
r outra que a venha substituir; e o nobre
deputado lisse que isso substituieo e nao
cesso ; disse que emrjuanto seno verificara
reunio a nova caraira nao subditos a outra.
Senhores a constituicao nao polia neste ar-
tigo usar de outra expressao nem de outras pa-
lavras : porquanto nao se podendo racio-
nalmente admittir o caso de se dissolver urna
cmara no quartoanno, e disendo a constitui-
cao que a legislatura deve durar % annos, evi-
dente que, sendo a cmara dissolvida no pri-
meiro anno da legislatura, a outra nao vem
succeder priraeira, vem sim substitui-la. vem
tomar-lhoo lugar durante os annos da legisla-
tura.
O Sr. Rebotigas.: Apoiado.
O $r, Maciel Monteiro : J disse essa
palavra substituir aqui necessaria mas tlella
nao se podo tirara inferencia que sotirou. Mas
ila palavra substituir nao se infere o que o no-
bre deputado quiz, isto he, que os deputados ,
sendo a cmara dissolvida, conservem os mes-
mos privilegios. Nao preciso grande esforco
de espirito para ver que d ssolvida a cmara os
seus memliros nao sao mais deputados (apoia-
dos) ; nao precisamos grande esforco para ver
que urna cousa nao podo ser o nao ser ao mes-
mo tempo, quo nao existindo a cmara nao
])')d >in existir os memhros deltas [apoiados,.
Aluda mais ; investigue o nobre deputado as
causas da concesso dessesdireitos desses pri-
vilegios ; cxam'ne os motivos porque o legisla-
dor constituinte revestio os membros da casa
a mesma pjlavra convocar o nao outra claro [usurpaces nao ero taes quaos se afiguravo ao>
"s que so deve entender que se devem esta- nobre deputado. >enhores, eu tenho receio
Indecoros mcsmis procossos isto6, deve ser^de emittir urna opiniao mas estou profunda-
i eleicao fita desde as prini-iras operarnos clei-
toraes. lista 6 a minha opiniao. Secuqui-
icssc corrobora-la com a de alguns publicistas
Ilustres podia-o azer com muita extenso ;
as nao devo estender muito os limites deste
liscu.-so porque me parece que os meus col-
legas sentem bem que dissolvida a cmara,
leve-se proceder a novas eleicoes desde o seu
comeco (apoiados).
O nobre deputado a quem me reiro suppoz
liaver urna verdadoira usurpadlo da parte do po-
def executivo na expedicSo das ultimas inslruc-
Ces que regulavo as eleicoes ; elle disse mes-
mo quo essas instrueces peccavo por envolvc-
rom effeitos de relroactividade. Senhores eu
creio que materia corren te entre nos que ha
leis de eleico e nao s as lia positivamente
emanadas lo poder legislativo senao tambera
do poder executivo com tal orfa quero dizer,
instrueces approvadas pelo poder legislativo.
Mas o quo sao instrueces de que se trata ? se-
ro urna lei verdaderamente ? A constituicao
assignou a natureza dessas instrueces que sao
expedidas para a boa exeeuco das leis. No
acto pois em questao nada descubro que tenlin
a Torca e a natureza de una lei pois quo ne-
nhum direito se lira ou d nem se elle aba-
tanca a regular ponto algum legislativo : em
taes instrueces nao se trata seno de dirig;r o
prncesso elcitoral nao se trata seno de deter-
minar o modo pratico por que as eleiees devem
ser (bitas....
Um Sr. deputado : Nao apoiado.
OSr. M. Monteiro:Sinto muito que o
nobre deputado me nao apoie; maisentendo
lossas inmunidades. Esses motivos sao obvios, que poseo progredir no meu discurso sem a
Podiao-se apresentar cm urna cmara membros' acquiescencia que alias desejana do nobre
muito corajosos o influentes que patenteassem deputado. Digo que as instrueces nao fazem
com energa e calor os actos de malversaco de
urna administraco ; o para que esta nao tivesse
os meios necessarios para arredar do seio do cor-
oo legislativo esses membros corajosos preciso
foi revestir os membros das cmaras desses privi-
legios e oscuda-los na sua immunidade. Mas
dissolvida a cmara d-se essa mesma razo ?
Podem esses membros influentes e corajosos vir
oatentear as malversaees da administraco ?
Nao por certo nao se pode dar a mesma ra-
'.o. Portanto a doutrina do nobre deputa-
do nao exacta ; nem entrarei mais no desen-
volvimcnto desta idea porque me parece que
a cmara sent melhor que ninguem que os
membros de urna cmara dissolvida nao sao mais
deputados.
O nobre deputado anda estabeleceu urna
doutrina para mim muito extraordinaria. El-
le disse que, depois da cmara dissolvida. a
cmara futura devia ser eloita peloseleitores an-
tigos porquo houve urna violaco da constitui-
cao em mandar-se proceder a eleicoes primari-
as Mas o que notavel senhores 6 que,
na mesma occasio em que o nobre memhro dis-
se que a dissoluco da cmara tinha por fim fa-
m um apello naco queira reduzir a disso-
luco da cmara a um brinco de enancas (apoi-
ados) Faz-se um appello para a naco con-
snlta-se a opiniao da naco ; mas aqui cstao
-s mesmos eleitores .. .. Essa doutrina
contraria ao principio em que se basen o poder
de dissolver e a necessidade da d: Senhores, d-se um cndilo entre o poder
executivo e urna cmara que 6 urna fraeco do
ooder legislativo : o poder moderador tem de
decidir o pleito ou dissolvendo a cmara ou
demittindooministerio; supponhamosque adop-
ta o primeiro arbitrio que dissolve acamara,
appellapara a naco ; se esta reciego a mesma
cmara 6 porque entendeu q teesta que ti-
nha razio ; se o nao fez. deu o triumpho ao
ministerio. Mas pde-se chegar a esto fim ,
i este resultado, urna vez que se admitta a exis-
tencia dos eleitores antigos ?
O Sr. Rebotigas d um aparto que nao ouvi-
mos.
O Snr. Maciel Monteiro : Peco a os no-
bres deputados que me destruo este raciocinio
que dodu.ido de um artigo da constitui-
cao.....
O Sr. MngalhOes e.Cantro: De quatro
em quatro annos eleicoes primarias.
O Sr. Maciel Monteiro : De quatro em
quatro aunos quando a cmara nao dissol-
vida apoiados) ; seno, o direito de dissol-
ver seria urna burla urna irriso f apoiados ).
Eu peco aos nobres deputados que me pare-
cen! to solidos na sua opiniao que me des-
truo este argumento tirado do artigo da cons-
tituicao que manda convocar a nova assembla
geral nodia3dn junho. Ncsseartigo diz-se que
a eoroa convocara a cmara no dia 3 de unho;
e no artigo queda o direito de dissol.er usa a
constituida da mesma palavraconvocar.
Mas, quando o executivo convoca a cmara pa-
ra o dia 3 de junho, nose procede desde as pri-
inciras liincccscieitoracs? Ortamenle. Ora,
empreando a lei fundamental no outro artigo
mente convencido dola. Eu supponho que u-
mi associa fio poltica qualquer col locada em
circunstancias extraordinarias, em circums-
tanciasdadas, nao pode marchar regularmente
com a legislado que serve para lempos ordina-
rios. Se examinarmos a Icgislaco dos povos
antigos dessas mesmas repblicas to ciosas ,
to chcias de cocegas pela sua liberdade, o
que vemos ns ? Vemos que dadas essas cir-
ciimstancias, seguia-se o principio da dictadu-
ra ; vemos mesmo que a constituicao do estado
entre nos admilte este principio, quando dir
quo no caso de rebellio no caso de invaso
do inimigos, poder o governo suspenders
garantas : e o que quer dizer isto seno urna
especie de dictadura ?...
O ir. Rebotigas : Oh dictadura !
O Sr. M. Monteiro : Isto dictadura.
Entendo que todas as ve/es que so suspndela
as formalidades ou as garantas est o gover-
no exercendo de Cacto urna dictadura legal ,
constitucional. Em fim nao acompanharei
to poucoao nobrc deputado nesta parte; mas
nao poderei deixar de Cazer una ultima obser-
vacSo cercados votos Coitos por elle para quo
a Opj'OSicao desla camaia siga inteiramente a
trillia quo seguio a opposco passada...
O r. Rebotigas : Nao disse tal.
Sr. M. Monteiro : Nao disse isto ? O
nobre deputado disse positivamente que a oppo-
sicSo passada era urna opposieo que tinha to-
mado muito a peito a deCesa dos interesses p-
blicos...
() T. Rebotigas: Apoiado.
O Sr. />/. Monteiro: .. que tinha sus-
tentado defendido doutrinas constitucionacs...
OSr. Rebotigas : Apoiado.
Osr. M. Monteiro:...que tinha feito es-
forcos para con ter sempre o poder as raias do
suas attribuices__
Osr. Reboticas : Apoiado.
O sr. M. Monteiro : que a opposieo ac-
tual nao so devia dedignarde imitar a opposi-
eo da cmara passada...
O .>r. Rebotigas : Apoiado.
O rs. M. Montro : Ento o que cu
disse ha pouco ( risadas) !
Senhores eu Caco votos contrarios ( apoi-
ados ) eu Caco votos para que a opposieo que
se houver de maniCcstar nesta cmara tenha li-
ma outra bandeira ( apoiados ), tenha outras
insignias ( apoiados ) traje outras cores ( a-
poiados); que nao seja urna opposieo que po-
nha diques a cada instante, e ponha estorvosao
poder que quer marchar regularmente ; que
nao seja a opposieo que stigmatisava os defen-
sores da ordem publica da monarchia ; que
nao seja a opposieo senhores, que nomeava
astros e estrellas os quo empunhavo Cerros fra-
tricidas contra seus concidados ( apoiados ) ;
que nao seja a opposieo que, se vendo em mi-
noria nao se contntala com as condices da
minora, quera todos os das alargar os seus
dominios por ineo do funestas invascs ; que
queria por urna singular e extraordinaria me
thamorphoso por urna inconcebiiel perversao
de principios, que a minora houvesse de im-
pora lei maioria ; que nao contente com
isto senhores com as derrotas do parlamen-
to procuiava trumpharem outro campo. ..
Eu riosejarci senhores que a opposieo nas-
cente desta cmara que se poder compor de
mocos to dignos, to esperancesos de talentos,
to brilhantes, siga inteiramente urna senda
mili diversa, e mesmo opposta ao que seguio a
opposieo de ento ( apoiados).
Sr. presidente considerando o discurso do
throno me parece haver nello tres pensamen-
tos capitaes primeiro o que diz respeito s
relaces exteriores do paiz ; segundo o que diz
respeito ordem poltica interior ; terceiro o
que se refere ao e-tado financia I do Brazil.
Sr. presidente a falla do throno pelo que
respeita ao primeiro pensamento, exprime-se
nestes termos: subsstem inalteradas as rela-
ces de amisade entre o imperio e os potencias
cstrangeiras e confio na Divina Providencia
que nao ser interrompida a paz externa de que
gozamos. 'enhores, se combino este pe-
riodo do discurso do throno com outros de an-
teriores discursos tamhem do throno vejo nes-
te urna modificacSo importante ; nao sei se o
meu espirito guiado pelo receio e impres-
sionado pela desconfianca exagera algum
tanto o pensamento que tenho ; mas me parece
liaver no periodo que li urna idea que se oc-
culta, masque, apezar de tudo transpa-
rece. As nossas relaces com as potencias es-
trangeirassubsistem inalteradas, maso gover-
no ( note-se bem ) nao diz que espera que el-
las coninuem no inesriio p ; diz pelo con-
que espera na Divina Providencia que
rna.de que gozamos nao se perturbe.
seno estabclcccr o methodo para a execucao
da lei.
Mas supponha-se mesmo o caso senhores.
de que em um ou outro ponto podesse o gover-
no ultrapasar as raias de suas attribuices nes-
se regulamento supponha-se mesmo queahi
existe doutrina que escape esphera cm que o
governo deve obrar; perguntareiexistia o cor-
no legislativo reunido ? nao era patentes as
fraudes commettidas as eleicoes? essas irregu-
laridades nao tinho excitado no paiz um cla-
mor extremo? Qual seria ento a utilidade que
resultara das eleicoes urna vez que prevaleces-
sem as mesmas instrueces que as regulavo ?
Havia pois Sr. presidente mesmo necessi-
dade de quo o governo expedisso actos neste
sentido ; e se por ventura em urna ou outra
hypothese (o que nao creio), o governo ultra-
passou os limites da sua jurisdieco deve isto
ser tolerado nao es'ando o corpo legislativo
reunido para occorrer a esse mal que era preci-
so acodir de prompto mal para que todo o
mundo clamava um remedio efficaz c eflectivo.
Maso nobre deputado condemnon estas ins-
trueces pelo seu elTeito de rctroactividade. Eu
seguramente reconhoco a superloridade de intel-
ligenria do meu nobre collega ; mas me parece
que a palavraretroactividado no caso de
que se traa, e milla nao tem valor algum.
Fcilmente podia eu mos'rarna nossa legislaro
ao nobre deputado infinitos actos legislativos
com essa rctroactividade que elle condemna ;
direi mesmo que em muitas occasies ella
indispensavcl. O governo, senhores em mili-
tas circumstancias tem sido autorisado para or-
ganisar regulamento para a arrecadaeo dos di-
nheiros pblicos tem sido autorisado a ex-
pedir regulamentos cerca das imposices
cerca da eobranca da divida fluctuante cerca
de cortos pontos da Icgislaco geral; e ento
quanlo, por exemplo estos tributos nao sao
nagos, quando esses regulamentos tem de al-
fectar interesses pretritos perguntarei eu
algum condemnou nunca a retroactividade de
taes medidas ? Q"ft quer dizer retroactividade
em materias fiscaes ? Que quei dizer retroacti-
vidade em regulamentos ? Se por ventura se
tratasse de conferir privativamente um direito ,
ou presrrever privativamente urna obrigaco ,
ento a observarlo teria todo o valor e o no-
bre deputado teria razo de se queixar ; mas ,
no cas de que se trata esta retroactividade nao
tem effeito nenhum damnoso. Desejaria que
o nobre deputado mostrasse as hypothesos em
que essa retmaccao no caso actual pode aC-
fecfar dircitos de alguem ; porque segundo a
minha lembranca nao existe tal materia.
O nobre deputado disse que o governo tinha
exercido a dictadura que deveria ser p*rdoa-
do deveria mesmo continuar no seu posto por
(ersido feliz no emprego dessa dictaduia.
Noacompenhoo nobre deputado nesta opi-
niao ; na supponho que a Celicidade possa ser-
vir de base a urna opiniao qualquer em poltica, trario qi
a respeito da existencia ou nao existencia de um ja pal exte
gabinete. Se o nobre deputado appellida dic- Ora ,^a fallaj-a verdade quando se fazem
tadura todas essas usurpadles que eiie unxetgu, i vetos a isiviuS rovunCiS crr. CSSC3 .sxs p-
responderei que cu acabei de mostrar quo essas i rece que se tem tcitamente confessado que 09


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meios ordinarios, equeesto as facilidades
humanas, nao bastopara vencer asdiAlculdadei
que ha e para remover quinto se oppe eonli-
nuacao da paz. So o estado dessas relaces o^
mosro '|u.< tem sido milito feliz; por que
ra/ao na > dra o governoespero que conti
nuo ap.iz de que gozamos ? da inesma i mei-
ra ? Mas senhores de que parte do que
lado podor vir esses receios? Ser das nossas
retacosc >in as potencias europeas? Creio que
nao ; persu.ido-nic que nao ha notavclmcnte
receio de que a paz de que a boa amizade
que temos com as nacoes da Europa so ha a
de perturbar. Ser por ventura no norte do
Brazil coi virtude das contestaees de territo-
rio qU3 existem com a l'ranea e Inglaterra ?
Persuado-rne que nao ; porque o' gabinete
francez ja cedeu da sua opiniao ja mandn e-
vacuar o posto do Oyapock. O governo ingle/,
tabem j mandou evacuar o posto que tinha es-
tabelecido na Guyanna que elle chamava in-
gleza deixando apenas que esse territorio
disputaJo ou litigioso licasse romo neutro at
que novas estipulares venbao definitivamente
lindar o imperio por este lado. Mas, senho-
res donde poden vir o receio ? Creio que ,
se ha motivo fundado para se receiar alguma
cousa todas as nossas sinistras apprehenscs
provm do estado de nossas relaces ao sul do
imperio, se anda a cmara atteodor que no
relatono do Sr. cx-ministro dos negocios es
trangeiros urna s palavra nao ha um s Tac-
to se nao enconlra a respeito de nossas relaces
aasul; quando, alias, nesta parte do im-
perio se passo se succedem fados e emer-
gencias da maior transcendencia necesaria-
mente se ha de concluir que com effeito o
estado dessas relaces grave mui serio.
Relicta-se ainda que tendo esta casa resol-
vi lo pedir informaedes ao governo a respeito
dessas relaces o governo entendeu conveni-
ente discreto nao ministrar esclareci-
mcnlos, necessariamente para evitar o perigo
ou triaos efTeitosda puhlicacao cm um assump-
to da maior gravidade e que se qtier occultar.
Senhores como acabo de ponderar tudo
obscuridade, tudo trovas ; nao ha um pharol
que possa guiar a cmara neste ponto ; mas se
possivel discorrer em face do direilo interna-
cional, cm face de successos alias mui pblicos,
mui notorios,deve-seconvirq'estoestado decou-
sas ao suido imperiosobremodo deveinquietar o
governo brazileiro. a cmara se recordarsem du-
v ida do tempoem que a provincia Cisplatma fez
parte do territorio brazileiro; a cmara se re-
cordara qtiedessa provincia vierao deputadosqut-
tomaro assenlo entre nos, vierao pro-ura-
dores do povo cumplimentar o Sr. Pedro I ,
depois da independencia do paz, e testemunlia"
ao governo de ento a adheso da provincia : a
(Minara se recordar igualmente da oeeiipaef oque
nos ahi lizemos; se recordar ainda muis dos
immenso- Ihesouros que ahi foro despendidos,
do sangue brazileiroqueahi correu para se man-
ter aquella provincia. Mas fez-se a paz : qual a
cpmpensacao que o governo imperial tirou des-
ses sacrilicios, de tantos dispendios de tanto
der-raiiiamento de sangue? Nenhuma utilidade
tirou seno a seguinte: ser Montevideo urna po -
tencia independento. nao f;zor parte da Confe-
deraco Argentina, e nao haver na margem sep-
tentrional do Rio da Prata um ponto de influ-
encia argentina. Mas, se verdade senho-
res queasforcas de Oribe se achao hoje no
territorio oriental. se 6 verdade que o cene
ral Fructuoso Rivera e seu governo podem-se
considerar como vencidos, perguntarei en de
acto a Repblica Oriental nao est fazendo parte
da Confederacao Argentina ? Creio que sim. K
ento nao se achao gravemente comprornettidos
os nossos negocios naquella parte? nao (levemos
curar disto? Parecc-me quesim. Mas -ue far
D. Fructo depois de batido por Oribe? passar' o
Uruguay? procurar um asyloem outra par'e?
Eu creio que nao ; creio que vira engrossar as
ileiras dos rebeldes do Pi Grande, e ento
este estado de cousas ser mais grave teremos
de lutar nao s com o exercito de Canavarro
e Bento Goncalves mas tambem com o exerci-
to manhoso e adextrado do general Fructo Ri-
vera. K isto nao trar urna modificaco mili-
to consideravel no estado da guerra do Rio
Grande ? E se isto verdade senhores, po-
deremos nos dizer com sinceridade ao throno
que nos linsongeamos tambem de que em bre-
ve a provincia do Rio Grande estar purgada ,
estar desassomhrada de rebeldes ? Nao seria
mais conveniente (nao a opinio quetenho,
nao sao sena juizos que faco) nao seria
mais conveniente que o governo imperial man-
tivesse a todo o custo essa nacionalidade quasi
extincta ? Nao seria mais conveniente que el-
le interpozesse a sua autoridade o seu nome ,
s sua influencia para que c: fim nao acabaste
a Repblica Oriental ?....
>cnhorcs, paroceu-sc inculcar em urna das
sesses passadas que a mediaca offerecida pidas
BnfcM!?!S3 es'rangeiras era degradan t iniurin-
Am .'rica no va i colheras palmas da victoria 6 que
se quer intt'iramente oppr-sc-lhe ? -Nao
sei quem esse grande Americano ; sei que
houve um gran le Americano chamado Washin-
gton ; sei que hojve um grandj Americano
chamado Bolvar; sei.que hilv m grande
Americano chamado Pedro I ; essas que tra-
balhro pela independen ia da America esses
quedero instituales livres e protectoras aos
paizes que omancipirao esses que sao ver-
dideiros Americanos. Quanto a outros que
Jestrootn nteiratnont ess; institu -os quan-
toaoutro? quepraticao scenas de horror, nao
sei se o no o.' de bons Americanos Ihes qua-
Ire bem. Rin todo o caso, direi que urna
mediaca em que a Repblica Oriental fi-
casse como dantos, era mediaca mui til,
mui honrosa para o Rrazil. Nem se suppo-
nha i|ii: a mediaca suppe sempre usurpa-
cao ou traz comsigo injuria ; nao : a cmara
muito Ilustrada, nao Ihe citan-i muitos
exemplos de mediaces ; apenas Ihe pedirei
licenca para citar algumas, mui poucas;
lembrarei que as disputas da Inglaterra com
os Estados-nicos a respeito do tratado de Gant,
loi h Russia quem mediou sem deshonra nen-
huma da Inglaterra nem da Unio-Americona.
No tratado de 1783 os Estados-Unidos recor-
rerlo mediaca da Hollanda. Direi ainda que
amilas nacionalidades e soberanas existem ho-
je na Europa em virtude nicamente da medi-
aca ; direi que a Blgica existe em virtude do
concurso da mediaca europea ; direi que a
Grecia existo em virtude della ; direi mesmo
que os estados americanos que hoje infelizmen-
te se debatem sedilacerao, tambem receb-
ro a influencia benfica da mediaca prestada
pela Inglaterra no tempodo Sr. Canning ; di-
rei ainda queja o Brazil experimentou os bene-
liciosda mediaco quando, depois da luta da
independencia, a vio firmada em virtude do tra-
tado concluido de haixoda mediaca da mesma
Grao Rretanha. Portanto nio se queiru in-
culcar que urna mediaca, quando trata de
promover e firmar a paz dar a independencia
a es'a ou aquella naco he mediaca injuriosa.
Sr. prcsidonle um nobre mernbro quediscor-
rco largamentea respeito desta questao em urna
las sesses anteriores disseque as nossas re-
lajos polticas ero nenhumas ; que nos abso-
lutamente nao tinhamos relaces polticas; que
(levemos ter apenas relaces commerciaes; este
doutrina o nobre memhro a consignou no pro
ecto que siijeilou consideraca da cmara en-
suhslituica do projecto da commissa. Eu nac
faliarei senhores, dos interesses poltico-
:pie existem oque hoje esta ligados poscac
particular do Brasil nem repetirei o que jn
nesta cmara fodito pelo nobre relator da com-
missa' cmdofesa do projecto que Ha apresen-
tou ; mas trurei nicamente um s facto o de
o Brazil nao se achar bem limitado em todos
os pontos, para mostrar que existem interesses
polticos de urna ordem supr'or. O nobre de-
butado \e bem quunto esses interesses poltico-
podem ser affectados; o nobre deputado \ ben-
que o-ses interesses polticos nao sao somonte
americanos que tambem tom retacad com in-
teresses europeos, que he preciso trata-Ios con-
venientemente afim de que nao fiquem in-
icuamente prejudicados, interamente desat-
tendidos.
Sr. presidente, eu nao me encarregare de
fajero prospecto do futuro poltico do Brazil :
esta questao he grave ; mas rahez alguma ima-
ginacao viva algum espirito atilado e agudo ,
possa descobrir algumas hypothoses de que te-
nho de surgir importantes interesses polticos
no imperio Medite cada um a respeito da
sortedo Brazil medito cada um a respeito da
sorte das repblicas visinhas, e veja se ques-
les do interesses polticos muito elevados nao
podem apparecerdeum momento para outro....
Isto basta para mostrar que nos nao devemos
nem podemos professara opiniao de que nao
temos interesses polticos a tratar que s te-
mos interesses commerciaes Demais nos
temos questos ainda pendentes que sup-
posto tenhao urna natureza simples, podem-
se considerar hoje como questes de interesse
poltico. A cmara sabe que pelos tratados
de 1815 ede 1817 o commercio de escravos
ficou abolido ao norte do Equador : a enmara
sabe tambem que prezas se fizero embarea-
ces foro detidas tomadas, e que submet-
tidas a commissa mixta da Serra Lea (tribu-
nal creado para taes julganientos ) foro jul-
gadas ms prezas : a cmara sabe que se vofa-
ro indemnisaces para esses prejuizos e que
al hoje essas indemnisaces nao tem sido sa-
tisfeitas as roclamaces julgadas e em cir-
cunstancias de serem pagas nao sao militas ,
cis aqu urna questao poltica de urna ordem
importante.
O nobre deputado a quem me eu r'1ro pn-
tou as circunstancias do Brazil como nimiamen-
te nfei7es ? c no seu desojo alias mu nobre,
dedofendero ex-rrt'rtistro dosnegrt:io geiros, disse que um ministro dos negocios
estrangeiros entre nos na la poda fazer e que
so condoa delles. porque quasi que os cons-
derava como atados a um poste para receber o
castigo dos seus oppressorcs.
Souliorcs, eu sei que a forca que a opu-
lencia que a illustraco das nacoes sao quali-
dades mui eminentes c de grande Utilidade;
Bacalho Entrro dous enrregamentos de
3o\0:>0 barricas os quaes se \ende-
ro por 9,(iO.) res o deposit amia
por ;J,000 barricas, e as vendas a re-
talhodo>,500a 10500.
Caf As ultimas vendas fizero-sc de 3,000 a
3,600 res a @.
Carne secca Existem 6,000 arrobas a Iwrdo
dos briguos Paquete de Pernum/tuco,
e Velos ambos do Rio Grande do
Sul, e durante a semana homerao
poucas vondas.
Chumbo cm lenco! Vendeo-se a 17,000 res
o quintal
mas nao sou do numero daquelles que pensao Farinha de trigo Nao houvero entradas, e o
que se achao inteiramento proscriptos d'en- depo/.ito acha-se redusido a 1,500
tre ellas o que se chama justica e direito. Eu
vejo em questes diplomticas entre nacoes mui
fortes, mui opulentas e nacoes mui Tracas ,
militas veses otriumphn ter cabido iraquesa
com a justi?a ; eu vejo que quando urna nac
ainda mesmo pequea sabe expor o seu direito,
sabe suslenta-lo com urna dignidade e perse-
verancia que nao tenho re aibos de colera ou
paixo ; eu vejo que a naco quflassim secom-
norta muitas veses alcanca a victoria nessas
lulas : para quem ficou o triumpho nesses lti-
mos tempos as contendas entre a Franca e a
Suissa '.' para quem ficou a vi loria as lutas ,
'la Inglaterra com aples ? para quem ficou a
victoria na luta da Blgica com a Hollanda, tao
cheia de colonias, naco taantiga ta rela-
cionada com as outras potencias do norte ? Ha
urna multida de casos, senhores, em que o sa-
bor bem expor o seu direito e sustenta-Io traz
zrande vantagem, grande utilidade para o paiz.
Mus o nobre deputado disse na sua tendencia de
tudo nivelar, foi com ocutello do jardineiro in-
discreto que corta e decepa ao mesmo rompo a
parsita e a planta o cardo e a flor. Elle ass -
verou que o comporta ment de todos os minis-
tros dos negocios estrangeiros foi sempre o mes-
mo. Sem querer deshonrar a memoria de al-
guem, sem querer mesmo fazer carga de actos
que reputo prejudiciaes e que entretanto hoje
ria tem remedio algum, perguntarei eu ao no-
bre debutadose pode deixar de ser altamente
censuravel o ministro que concluid o assignoo o
tratado de 1826 a respeito do trafico de escra-
vos; se por ventura elle consultou devidamen-
te os interesses do paiz ; se nao sabia j nesse
tempo que quando a Inglaterra teve em vista a-
boliro truflco as suas colonias discutio esta
medida porespacode 18 ou20annos : equo o
immortal Fox no fim de sua carreira dizia fe-
liz eu se no fim de *0 annos de parlamento pu-
ter conseguir abolico do trafico ; pergun-
tarei ainda se o ministro de enta nao Muta
que quando no congresso de Vienna se dirigi
lord W-"lInxtona Talleyrand disendoqne era
preciso abolir o trafico a resposta quo Ihe den
principe foi a seguinte : A Franca sympa-
liisa muito do coracao com os principios pro-
essados pela Inglaterra ; a Franca nao tem du-
.ida nenhuma a respeito do trafico no quo to-
a aos principios de hnmanidade; mas como a
stos principios se achao ligadas relaedes de al-
ta monta e graves questes industriaos ella a-
juarda outra circumstancia para poder resol-
ver-se.
Estos fados se. hores dex io estar presen-
es ao espirito do ministro que referondou esse
'ratado; elle devia ver que o Brasil era poten-
cia inteiramento nova que nao viva se nao de
sua agricultura e que tres annos dados de es-
barricas cm prmeira mo.
Dita de mandioca Tem-se vendido de 3,200
a 4,000 res a sacca, a rotalho.
Mantega 780 barris vindos do Havre polo
Armorique foiao vendidos de 460
a 480 res a libra.
Queijos flamengos Vendrao-se a 1,300 rs.
Existem no porto 56 emLarcaeoes.
llovmriilo do Porto.
Narios entrados no dia 10.
Acarac ; 17 das, patacho bra/ileiro Emula-
c&o de 122 toneladas, capito Antonio Go-
mes Pereira oquipagom 12 carga sola : a
Manoel Goncalves da Silva.
D'to ; 14 das, brigue brazileiro Emuluco,
de 1W) toneladas capito Antonio Ferroira
da Silva Santos, equipagem 1 i, c r'a sola :
a Finnino Jos Felis da Rosa.
Narios saludos no da II.
Parahba ; brigue escuna de guerra hrazcro
Leopoldina commandante o capito tenonte
Joo Custod'o (III anlaiii
MonteVdo; patacho porluguez Rom J de Mattozinhos, capito Joaquim da Sha
Mptta carga assucar, &c.
Para ; escuna brazileira de guerra Primeiro de
Abril, commandante o 1." tcnente Antonio
Jos Lal.
'*
Avisos diversos.
S
O PAISANO N. 6.
Amo hoje e est venda.
pa?o nicamente para a abolico do trafico
nao podiadeixarde produzir graves males ao
paiz. Perguntarei ainda sem que-er molestar
ninguem se o ministro que assignou em 1827
o tratado de commercio com a Inglaterra con-
sultou interamente os interesses do pai'.'.
OSr. P. Candido:Em iienhiim dos seus
artigos. (Contina).
Um r. paz de boa conducta se oferecc pa-
ra caixeirode qualquer casa i'e negocio inda
que soja para o mato e nao exige grande or-
lenado ; quem o pretender annuucie, ou di-
rija-so na ra du t aleada n. 8.
COMMERCIO.
Alfandcga.
Rendimento do dia 10....... 2:2208178
DescarregSo hojeXZ.
Brigue Armorique o resto.
Irrigue Skctteftem obras de ferro e
chumbo.
Brigue Leopoldo carvao.
Brigue -;- Schocnu Mary barricass abatidas c
fumo.
Brigue Astra sal.
Barca Espirito Santo taboas, e barricas
vazias, e podra.
Brigue Indiano fazendas.
PIUCA 1>0 KKCIFE 11 DE MARCO.
Revista mercantil.
Cambio .Houvero Iransacces regulares a
28 e 28 Vd p. lg.
Assucar As entradas foro regularos o o pre-
co tem sido constantemente a 1050
e he deploravel que o governo de S. M. Brita-f sobre o ferro.
n-a as nao toaba satisfeo, particularmente{AlgodSo As entradas foro pequeas, cas
om dous casos mu especiaos ; fallo do brigue vendas a 4,700 a i,900 a (ff*.
^r)rve!es do inicias a 200 reis e creme a.
320 res ; no botequiui junto ao theatro ,
das 5 horas da tarde s 10 da noite.
Lotera de S. Pedro Uarlyr
Nao tendo sido possi\el oflcctuar-so o anda-
mento das rodas da lotera da matriz do S. Pedro
Martyr do Olinda, no d:a 8 do torrente como
se ainunciou, em consequonc'a de ter ficado um
i-resi.ido numero de bilbotos por \endcr, na im-
portancia de 12:86 VgOOO reis lica por esta ra-
so transferido o and miento das mencionadas ro-
das para o da 22 do crrente mes?, fiquem ou
nao bilhetos por vender ou antes d'isso c se
vender?'' o r<>fnni<> ilo buhlos.
Roga-se o obsequio ao sr. do engenbo
Queimadas em comprimento do annuncio
quo fez no Diario de 10 do crrente marco,
que o escravo que annunciou ter em seu po-
der o cujo tendo os signaos soguintes: naco
Cjuieam, por nome Jacintho tem os dois
dentes da frente de sima com urna fal-
ta que parece ser podres e sem chegar as gen-
givas tem urna marca decaximbo em cada um
dos bracos pela parle de fora ao pdosan-
gradouro bonita figura sem barba, estatura
regular sem defeito algum no corpo quando
fala he bem desembarassado mostra ter de
idadel8a20annos, fugo em 23 deoutubro
do anno pnssado de casa de Diogo Rodrigues ,
de f>',ra de Portas ; pos roga-se ao dito sr. do
dito ongenlio remeta-o para o porto das Ca-
noas doRocife para o sr. Jos Pereira venda n.
7 que se pagar todas as dispezas que se hou-
ver fetn e se gratificara o portador.
Quem precisar de rupa lavada e engom-
mada com muito asseo, dirija-se a ra da
Guia 38.
Vendas
Vende-seuma dnz!a de cadeiras de Ja-
caranda de modcllo antigo, um violao de
muito boas voz's. tillo por proco com-
i. mi*
Activo e outro cuja indomnisacao, ja senten-
ciada deve o governo imperial proteger e
apoiar, cm rcsnoin c dirsitcs do? >il>Hiinc
a ; at se disse: = Pos quando o grande J brazileiros assm prejudicados. Portanto, Srs. ,
Couros Sao menos procurados, o nao ha com-
pradores por mais de 110 reis a libra.
*rrezpisdc Yondeo-w J- O rtAd n f\nn UC ,WU U V ,\J reis o quintal.
modo : na ra cstrea do Pozarlo.
Vendc-sj um es rivo para fora da pro-
vincia ou para o matto que da pordi 480:
na pracinha do Livramento por cima du leja
do Sr. Bastos
Recipe: n\ Typ. nv. M F. ni? Farm.=1843.
SEGU O SUPPLEMENTO.


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