Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04904


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Full Text
Afino de 1843.
Sabbado
!''.'.'> agora depende de na atiaoi ; di nom prudencia BoderafSo, energa : cor -
HpUttfOl cono principiamoa e aeremoi apontadua com admiraro entre Nacoes oaia
, i^liat. ( Proclamaco da asamblea Geral do BlAUL.)
e Alagoaa ao 1. 11
Olinda lodoa 01 das.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianac, Parahiba o Rio grande do Norte segundas e aexlai feiraa.
jjyni-o e Garanhnne a 10 24
Caito Serinhaem, Ri Formoso Porto Cairo MaceiA ,
..a.tiltaa Florea 13 e 28. Santo Anta, quintas feirss.
Bu DIASDA .EVIANA.
57 'tg. Leandro Are. Aad. do J. de da 2. t.
j Itro. Romiio Ab. Aud. do J. de U. da 1 T.
1 Qua'ri Cinsa Adriao M. And. do J. de D. da 3. T.
2 Ouiot. a. Simplicio P. Aud. do J. de D. da 2. t.
3 Sai. t. Hemetro M Aud. do J. de D. da 1 T.
Sab. l- Casimiro Re. Re. Aud. do J. de D. da 3. t.
5 lio, 1. da quaresma a
Theolo t.
de Ufarlo
Anno XIX. N. SU
O Diario publica-a. todos oa jt-, qo. nao foraa Santificados : o preco da aaaigaatara .
de trea mil reis por quariel pa^.i adiantadoa. Os annuncios dos aaaignanlea sao inserido*
rana, oa dns que o nao sotar i g rato de SU reia por linha. As reclamaodea deten ser din.
lilis a ala 'lyp., ra daa Cro teaN. 34.oa a praca da Independencia lojade lirroa N. 6a 8-
Cambio sol re Londres 28
ca Mitos.No da I de Marvo.
'1 porl Ouao-Moedada 6,400 V.
t N.
Paria 35U res i -or franco.
Lisboa 100 po r 100 de premio.
compra
1S.0J0
14,8JJ
8,400
1.70
1,760
1,*J
Teada,
15.200
15,000
8.600
,7j0
1.7S0
1,780
a de 4,000
PaiTA-Patacea
Moeda de cobre 2 por 100 la dea cont. Petos Columnaras
Ideaa de letras de boas firma i 1| 1{ gao met. ,, diloa Mexicano!
PHA SESALDANOMEZDEMAIiCO.
Loa Cheia i 1f, ts 3 bori a a 39 m.da m. I La nova al. U 3 loras e 43 ni. da mantu
Quart.mng. 4 22, sSbor aaalim. da tard. | Ouarl. cresc. I', is 7 horas a 29 a. da m.
Preamar de lioje
l."a7 horas a 42 a. <" ,a manhia. | 2. a 8 borne 6 a. da taro.}
v>^
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 23 DO PASSADO.
OfTicio Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda signideanio om resposta ao seo olicio
de 20 co corrente f fevereiro ) que convem em
flear reduzida do 1. de marco em diante a urna
s luz, que ser collonada na entrada do pala-
cio d iCollegio as 3 luzes existentes na escaria
e corredores daquelle edificio e em serfeito
pelo arsenal de guerra o fornociinento da dita
|U!> Oliciou-so a respeito ao director interi-
no do arsenal de guerra.
Dito Ao inspector do arsenal de marinlia ,
dizendo que dedii'idas da porcao de cobre
velho que alli existe as cincoenta arrobas de
que precisa o arsenal de guerra c que manda-
r entregar ao respectivo director pode vender
o restante em hasta publica, segundo requisita.
Dito Ao mesiiio ,- ordenando que romera
aocommandan'e do brigue-escuna Cali pe urna
resma de papel de peso e os mais objectos,
constanti.s da requisicao que lhe remette ; c re-
commendando-Ilie que faca embarcar logo os
tanques de Ferro que ainda so achao naquelle
arsenal, a flm deque o dito navio possa rc-
gressarpara a Bahia. Gommunicou-seaorom-
mandante do brigue-escuna Caliope ; e orde-
nou-se-lhe que depois de ter recebido os men-
cionados tanques, regressasse para a Babia.
PERNAMBUCO"
I
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da primeira sessdo ordinaria da Assembla
Legislativa Provincial de Pernambuco em 2
de mar (o de 1813.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada acharao-se presentes 22
Srs. deputados, faltando com participacao o Sr.
Loure.ico Bizcrra e sem ella os Srs. Lopes Ga-
ma, e Pereira de Brito. O Sr. presidente deila-
rou aberta a sessao. Foi lida e npprovada a ac-
ta da antecedente. Tondo os Srs. Domingues e
Bernardo Rabollo obtido dez votos cada um pa-
ra supplentes dos secretarios a sorto decidi,
quefosse primeiro supplente o dito.Sr. Uabello.
EXPEDIENTE.
Forao lidos, e rcmettidos commisso de po-
lica os requerimentos de Manoel Ferreira Cha-
ves JosJoaquim d'Oliveira Baduem, Ale-
jandre Bibeiro de Miranda Fontoura Antonio
Alfonso da Costa Carvalho Francisco Xavier
da Silva Mondonga, e Jos Paulino da Silva, pe-
dind>os lugares deporteiro, ajudantedo mes-
mo e continuo da casa da assembla. Um of-
ficio do secretario da provincia remetiendo 36
exemplares do relatorio da provincia eoutros
tantos do orcamento da recolta e despesa pro-
vincial para o anno financeiro de 183 a 1814 :
foro destribuidos pelos Srs. deputados : outro
do mesmo secretario remetiendo os autgrafos
das leis sanecionadas o anuo passado : foi para
o Archivo: outro lemettendo a,lci que a pre-
sidencia nao sanecionou : A coinniissao de
constituicao e poderes : 3 oficios da adminis-
tracu dos estabelecimentos de caridade rcmet-
tento ascontas da suareceita e despesa de Janei-
ro setembro de 18i2 : para o Archivo : urn
oficio do secretario da assembla provincial do
Piauhy remettendo as leis de 1841 : outro do
secretario da a>sembla do Bio Grande do Nor-
te remettendo as leis de 1840 1841 : outro do
secretario da assembla de Sergipe remettendo
as leis de 1842 : outro do secretario da assem-
bla da Parahyba remettendo as leis de 1841 : e
outro do secretario da assembla de Santa Cata-
rina remettendo as leis de 1842: forao para o
Archivo.
OBDEM DO DA.
Passando-se proceder a cleico das com-
missoes, sahirao eleilos para a de constituicao
e poderes os Srs. Mendos da <:unha com 16 vo-
tos, Figueiredo com 14, e Carneiro da Cunta
comlS; para de fazenda c orcamento osSr?.
-obojunforcoai 26 Baro de Suassuna com
12, e Manoel Cavalcanti com 10 ; para de con-
tase despesas provine iaes os Srs. Pereira de Car-
mino com 15 Oliveira c Vieira de Mello com
12\olos cada nm : uara adecommercio nuri-
sacao e obras publicas os Srs. Costa com 22 vo-
tos Carneiro da Cunha com 13 e Manoel Ca-
valcante com 10 ; para a de redac5o de leis os
Srs. Lopes Gama com 15 Mondes da Cunha
com 12, o Figueiredo com 10; para a de ins-
trucciio publica e estabelecimentos proprios a
promovel-a os Srs. Lopes Gama com 13 Faria
com 11 e Figueiredo com 10 ; para a deesta-
tistica diviso civil e ecclesiastica os Srs. Bol-
traocom 14 Bernardo Rabjllo com 13 e Pau-
la Lacerda com 12; para a dejustica civil e
criminal os Srs. Domingues com 13, Bernardo
Rabollo e Vieira de Mello com 10 cada ara ; pa-
ra a de neimciosecclesiastioos os Srs. Faria com
16 Mello com lie Pereira de Carvalho com 9 ;
para a de exames das posturas representacoos
0 negocios das cmaras municipaesos Srs. Son-
ta Leo com 12 Oliveira e Izidro com ) cada
um ; para a de rendas municipaes, orcamentos
e exames de contasos Srs. Lobo Jnior com 12,
Barao de Suassuna e Domieguos com 11 cada
urn ; para a de saude publica os Srs. Pereira de
Brito com 14 Lial o Rizerra com 6 cada um ;
para a de petiedes os Srs. Souza Lefio com 12,
Uchoa Cavalcanti com 9 Izidro do Mosquita
(om 7 ; para a de legislaco os Srs. Affonso Fer-
reira cotll 14, CustodioGuimariies com 8e Ne-
to Jnior com 7 ; para a do ordenados os Srs.
Pereira de Brito e Machado Rios com 11 cada
um e Leal com 10 ; para a de forca policial
os Srs. Lial com 12, Manoel Cavalcanti e Jos
Pedro com 10 votos cada um. O Sr. presidente
deo para ordem do dia em primeiro lugar pro-
jectos Indicacdes e pareceres de commissoos ,
e em segundo lugar continuacio da segunda dis-
cussao das posturas da cmara do RioFoimoso,
e segunda discussao das posturas municipaes de
Goianna Roa-vista e levantou a sessao as 2
horas.
Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de A Ibu-
querque. presidente. Francisco Jotlo Car-
neiro da Cunha 1, secretario. Antonio Jos
de Oliveira. 2. secretario.
30rcs................ 10:732,098
Ditos de dita de 10 rs. 111,665
Depsitos que excede-
ro do anno.......... 44,462
Emolumentos de cer-
tidoes.................
13,800
----------------61:719,184
Rendimentos das provincias^
do Algodao
......... ,464
2:163,356
Dizimo
das Alagas..........
Dito doassucardito...
Dito do dito do Rio
Grande do Norte.... ,. 13,010
Ditodoalgodao daPa-
rtbyba........... 253,433
Dito do dito do Rio
Grande do Norte.... ,876
Provincial.
Dizimo doassucar.... 18:616,900
Ditodoalgodao....... 2:783,323
5,222
1,650
.
2:431,139
Tavas de 40 rs. porsac-
ca d'algodao..........
Ditas de 160 rs. por
ciiixao de assucar....
Ditas de40rs. por foi-
xos de dito...........
Ditas de20 rs. por bar-
ricas, esaccadito....
21:407,095
89,520
600,480
13,520
567,920 1:271,440
Rs. 80:328,858
EXPEDIENTE DA ASSEMBLA.
Dia 27 de fevereiro. N. 1 11.
Illm. Sr. A assembla legislativa provin-
cial convida a V. S. para vir tomar assento na
qualidade de supplente; devendo comparecer
no dia 1." de marco prximo fuluro pelas 9 ho-
ras da manha. I. S. Dr. Jos Rento da Cunha
Figucredo. .4. /. d'Oliveira i." secretario.
Iguaes foriio dirigidos ao E\m. Bariio do Suas-
suna aos Illms. Srs. Dr. Bernardo Rabello da
Silva Pereira Joo Raptista Poroira Lobo J-
nior Dr. Francisco Elias do Rogo Dantas Dr.
Antonio Raptista Gitirana, Dr. Joaquim Fran-
cisco de Faria, Tenente coronel Antonio Gomos
Leal LauLMiiitio Antonio Pereira de Carvaiho,
Dr. Joao Antonio de Souza Beltrao d'Araujo Pe-
reira c Joaquim Jos da Costa.
N. 12.
Illm. Sr. Existindo na cidade numero suf-
flciente do deputado para haver sessiio da aber-
tura no dia l. de marco prximo futuro; man-
da a assembla legislativa provincial assim o
participar e V. S. para o fazer sciento a S. Ev.
oSr. presidente da provincia, a fim de designar
a hora em que deve comparecer para fazer a lei-
lura desua falla. I. S. Dr. Casimiro do Sena
Maduroira. A. J. d'Oliveira 1.a secretario.
Dia i." de marco. N. 13.
Illm. Sr. Tendo a assembla legislativa
provincial procedido a eleicao da mesa que de-
ve dirigir seus trabalhos na sessao ordinaria
deste anno e suas prorogacoes ; assim como
as sessoes extraordinarias; sahirao eleitos
presidente o Sr. Dr. Pedro Francisco de Paula
Cavalcalti de Albuqucrque, vice-presidente o
Sr. commandante superior Francisco de Paula
Cavalcanti d'Albuquerque Lacerta 1. secreta-
rio o infra assignado, 2 o o Sr. Antonio Jos de
Oliveira e supplentes os Srs. Drs. Francisco
llominuucs da Silva, e Bernardo Babello da Sil-
va Pereira : oque communico a V. S. para le-
var ao conhecimento do Exm. Sr. presidente da
provincia. I. S. Dr. Casimiro de Sena Madu-
roira secretario da provincia. Francisco Joo
Carneiro da Cunha 1. secretario.
cultura artes estradas nave^acio
Rendimento total da mesa do consulado desa
cidade de Per%amhncn no me- de fevereiro
proxitno passao : a saber.
Direilos de 7 p. ,'o de
exportacao............ 50:788,183
Ditos de ".* ditos...... 28.376
colooi- i Ditos de aiicoragem de
Meza do consulado de Pcrdambuco l.de
marco de 1813. O administrador Miguel
Archanjo Monteiro d'Andrade.
Rendimento da meza da Recebe'loria de Rendas
internas giraes no m:x de Fevereiro /indo.
A saber:
Direitos novos c velhos.........
Ditos do Chancellara..........
Verbas da dita................
Dizima.....................
Impostos de letras.............
Matriculas do Curso Jurdico. ...
Emolumentos de certides......
Siza dos bens de raiz...........
Taxa do dito addicional........
2.* Decima do mao morta.......
fWima Urbana..............
Mea Siza de escravos..........
Sello de herancas e legados....
Taxa de 2,000 reis por escravo...
Impostos de iojas abortas.......
Ditos de Barcos do interior......
Taxa de 1,000 reis por escravo...
362,857
3t330
2,100
214,833
106,25 i
793,600
10,204
2:932,200
255,270
101,520
205.453
20,000
35,860
25,000
2:217,830
19,200
25,000
Sello do papel....."........... 424,910
de um ministerio fortomenteorganisado forte-
mente apoiado pelo corpo legislativo, e nao de-
seja que a cmara se mostr dubia por conside-
rados quaesquer. Ella devo manifestar con
muita energa osou pensamento para que as-
sim possamos ter um governo que, sustentado
pelas cmaras, possa promover a felicicidade
da naciio. Tenho portanto necessidade de ser
franco de exprcom toda a libertado os prin-
cipios do gabinete sobre quaesquer questes
pendentes. Mas o nobre deputado ha de rec.-
nhecer comigo que, p:-lo que loca a questao que
i 111 aventn > gabinete nao pode manifestar
tanto qnanto alias desojara a marcha que ha de
seguir as negociocoes que tenhaou possa enta-
bolarcom os governos estrangeirosfmui'fos apoia-
dos.)
Devo todava asseverar ao nobre deputado (e
tal ve/, com isto perca o seu apoio, talvez com
isto e gabinete deixe do contar com o voto do hon-
rado deputado o que muito sentirei, porque
um daquolles que conheco mais de perto e a
cujo carcter, a cuja lealdade, a cuja honradez
facu completa justica \ devo informarao nobre
deputado que o gabinete nao se recusa aentabo-
lar negooiacoes com qualquer naciio que seja
( numerosos apoiados) que o gabinete nao se
recusa a fazor tratados era que se concedi van-
tagens a urna ou outra naciio se em compen-
sacaodolas nos ilrom concedidas outras vanta-
gens reaes equivalentes ( muitos apoiados ), mas
quenesses tratados que o governo houver de fa-
zer ser muito prudente pesar muito os in-
teresses do paiz o te-los-ha muito em considera-
Co. E posso asseverar-!ho que nao seremos
nos os que assignaremos tratado em que enten-
drmos que essos interesses sao prejudicados.
Posso tambem asseverar ao illustne deputado
que, sehouvermos de fazer algum tratado, o
dircito que as cmaras temde legislar sobre os
impostos ser mantido om toda a sua plenitude
(numerosos c repetidos apoiados). Sao estas
as nicas explicares que posso dar ao nobre de-
putado.
7:755,421
Pertence ao rendimen-
to geral..........5:068,481
dem ao applicado ao
papel...........2:686,940
7:755,421
Recebedora 1." de Marco de 1843.
O escrivo,
Estanislao Pereira de Oliveira.
INTERIOR
RIO DE JANE RO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Na Sessao de 6 de Fevereiro o Ex.mo ministro
da'marinha oSr. Torres, interpellado pele sr.
deputado Carneiro da Cunha fez a seguinte de-
clara cao.
OSr Torres ( ministro da marinha ): Sr.
presidente, eu dosejo ser ornis franco que
possivel. Sinto a necessidade que tem o gover-
no de expor com toda a lealdade os seus princi-
pios alimde que a cmara possa dar-lhe ou
rotirar-lhe o son anoio O ministerio o n pai
tem necessidade disto; o paiz tem necessidade
SENADO.
Parecer de commissoes.
As commissoes reunidas de constituicao e
de logislaco s qnaes forao prsenlos os pro
cossos em que se achao pronunciados os Srs.
Diogo Antonio Fcij, Nicolao PereiradeCampos
Vergueiro, .los Martinano de Alencar e Jos
Rento Lcite Ferreira de Mello; osdous primei-
ro-; pelo crime de rebcllio c os dous segundos
pelo de conspiraco vem submetter ao senado-
o ,-csultado do seu primeiro accordo. Es-
crupulosas d coinmissous avuf a Tineud do
proceder em materia to grave nao se anima-
rn a anticipar seu parecer sobre o processo re-
lativo aos dous ltimos senadores pela liga-
cao ou relacao que poderia haver entre este e
os que se aguardavao da provincia de S. Paulo
qnanto aos dous prmeiros. Nao menos porm
possuidas ainda da gravidade da sua situaco
emquanto revestidas talvez de um carcter judi
ciario julgriio do sou primeiro dever firmar a
marcha e a dreccao deste importante assump-
to quer paraodosempenlio do seu dever ac-
tual quer para o seguimento posterior que
possa resultar de qualquer deliberaco do sena-
do. Na falta pois de regras praticas que regu-
lem esse andamento lorcoso foi s commissoes
recorrer aos principios geraes da legislaco ,
e consultar quaesquer precedentes anlogos que
as podessem guiar.
As commissoes cntendem que um dos meios
indspensaveis para esclarecimento e apreciacao
desse olijccso a publcacSo de todas as suas
circunstancias isto os factos e a razoes
qualificativas dolas; e o reconhecem assim
tanto mais quanto a gravidade dos crimes im-
putados e alta gerarchia dos aecusados inte-
lessfisobrornanera a todos. Isto posto nSo
para que o senado Picando ao alcance de
bem pesar toda a materia se guie immedata-
mente polas suaspropras convicccs como pa-
ra que os Srs. senadores ora aecusaOS tenao
lugar a concorrer para a manifestacao da verda-
de procurada assento as commissoes reuni-
das que antes de tudo se lhes franqueem os
rosnopfivos nrniveena <> imTih escripto ; pos que do suas contestaces, po


2
dcr mcllior resultar a luz e formar o senado I
um juizo tanto mais seguro quanto forem a-
propriadas e concluilentes as razos que clles
queirao subministrar ao seu criterio.
Este acto preliminar que as commissocs se
lembro de propr 6 nao s anlogo a mitras
disposicoes da nossa legslaco mas lamhcm
fundado em um precedente da casa que as
commissocs examnaro. Ponderao porem as
commissoes desde jaque nenliuma outra regra
havendo estatuida ulteriormente necessario
que o senado Ibes assignale alguma medida au-
xiliar afim de que ellas posso proseguir no
desempenho de suas funeces que nunca ellas
quizero menos arbitrarias do que neste aditivo
encargo.
Por todo o expendido sao as commissSes
reunidas de parecer :
1. Que se di aos aecusados vista dos seus
respectivos processos para allcgarem dos seus
direitos o que entenderem.
2. Que com as respostas ou razos offe-
recidas se imprimo os processos que anda
nao correm publicado*.
3. Que na cxccuco dessas medida se
observe a deliberaco tomada pelo senado em
julbo de 1829.
4. Emlim que no conliccimento destes c
de quaesquer outros processos de crimes in-
dividuaos deque conhece o senado se siga
a lei da responsabilidude dos ministros e consc-
lliciros de estado naquillo qne f'.r applicavel.
Paco do senado 3 de feveieiro de 1843.
Francisco de Paula Ahneida Mbuquerque.
Vasconrellos. Lopes Gazna. Visconde de S.
Leopoldo. Visconde de 01 inda.
As commissocs reunidas de constituiViio
e de legisluco examnrao o processo rometti-
do ex-o(Tcio do juiz municipal c delegado da
polica da villa de Pouzo Alegre comarca de
Sapucahyda pro\incia de Minas Geraes no
qual se trata de fados a respeito dos quaes se
ucha envolvido o nomo do nobre senador o Sr.
Jos Bcnto l.eitc l'erreira de Mello, evem a
ser :
Um processo sobre abuso da liberdade da
imprensa foi intentado e por elle pronuncia-
do o editor ou impressor do peridico mencio-
nado o Universal publicado naquella provin-
cia ; e como depois apresentasse aquello impres-
sor o authographo assignado por um Agosti-
nbo Vellozo da Silva passou a recabir sobre-
este a pronuncia de responsabilidade. No en-
tonto falleceu o rcsponsavcl e onto inlentou
o queixoso a accao crime de lirma falsa contra o
coneguJoo Dias de Quadros Aranha e o no-
bre senador cima mencionado, que- haviao
reconbecido a linna do supradilo fallecido re-
sultando ilahi ser pronunciado o mencionado
conego c remetter-se o processo a esta augus-
ta cmara por simples despacbo do juiz e
sem pronuncia alguma contra o nobre senador.
A" vista do exposto, as commissoes nao
hesito cm rejeilar semelhante aecusaco ; mas.
observando que este caso pode dar aberta a iguacs
outras somelbunlcs irregularidades nao po-
den) ellas ilispcnsar-se de submetterao senado
algumas cons.deraces. Primeiramente notan
as commissesa falta de pronuncia do juiz, pro-
nuncia que no seu entender 6 indispensavel pa-
ra desaeorocoar a malignidade obrigando o
juiz a responder por um juizo criminoso ou in-
jurioso ao aecusado.
Esse voto expresso ou pronuncia tanto
mais indispensavel quanto se conforma com o
que dispoe o arl. 28 da constituico.
Noto mais as commissoes a forma da re-
messa do processo de que se trata remessa ali-
as feita nao s directamente pelo cscrivao ,
mas anda sem oflicio ou communicaco alguma
do juiz. A este respeito procedoro as commis-
soes o quanto p le ser inconveniente a corres -
pondencia immediata do senado com os funeci-
onarios de qualquer elasse quer seja activa ,
quer passivamen'e alm deque, pelo contex-
to do art. 28 da constituifao ja cima apontado,
cumpre ao juiz dar conta cmara c nao man-
dar puramente remetter taes processos ; conclu-
em, portanto as commissoes, e sao de parecer :
1. Que o processo em questao seja desat-
tendido.
2. Que nenbum processo relativo a qual-
quer senador seja recebido pelo senado genio
pelo intermedio do ministro dajustica, como
pronuncia e conta do juiz competente.
3. Que nesta conformidade se olficie ao di-
to ministro para expedirs circulares conveni-
entes.
Paco do senado 3 de Fevereiro de 1843.
Francisco de Paula Almeida Albuquerque.
Vusconccllos. Visconde de Olinda.Lo-
pes Gama. Vicente de S. Leopoldo.
REI.AT0RI0
Da reparticSo dos negocios da justica.
(Connuado do n. antecedente
A noticia da derrota da rebelliao em Sorocaba
no dia 20de.junho trinta o tres dias depois que
abi fra proclamado o intruso presidente, nao
linha produzido em Minas o efTeito que era de es-
perar nao smmente porque, estando inter-
rompida as oommunicaci s, nao se podia ella
derramar como tambem porque os rebeldes
intcrccplavao as cartas e impressos levados por
proprios oceultavao as noticias e quando
transpiravao fa/io crer que erao embustes do
governo inventados para os aterrar.
Apenas constou a noticia do rompimento de
Rarbacena com a proclamacao do intruso presi-
dente cque o movimento ia lavrando pelos
municipios visinhos ameacando a provincia do
Rio de Janeiro reuniro-se consideraveis Tor-
cas de guardas nacionaes em sua quasi totali-
zado desarmados dos municipios de Rezende .
Valenca, Iguass, Mag, e Vassouras as raias
desta ultima provincia, e toma rao os pontos
convenientes para impedir o progresso revolucio-
nario. Para a villa da Parah'yba do Sul da
qual passou varias vezes a Valenca, Rio Preto,
Vassouras, Re endee Ara. seguioo presidente
da dita provincia a reunir forcas e com efTeito
conseguio pela sua grande actividadee feliz
coragem Juntar uina forca respeitavel ,a qual
seguio depois para Rarbacena dcbaixo do com-
mando do coronel Jos Thomaz Henriques. Con-
sideraveis remessas de armamento, aconpanha-
das de oflln'nes, forao logo feitas pelo governo
para aquelles pontos e para o Mar de Hespa-
nha Campanba e outros lugares, para os quaes
forao tambem as forcas de linha que iao chegan-
do a esta corte.
Algnm tempo tevede decorrer antes que ellas
podessem tomar a olTensiva e penetrar na pro-
vincia de Minaj; Geraes, porque era primeira-
mente preciso arma-lase dar-lhes alguma orga-
nisaco Em urna palavra era preciso crear re-
cursos edisp-los.
O movimento ascendente da rebell'ao foi o
mais rapi lo possivel, declinou porm a olhos
vistos com rapidez. A sorpresa ou o terror que
ella produsio foi grande, mas logo que se dis-
sipou essa primeiraimpresso, desenvolveu-se
um enthusiasmo extraordinario na populacao.
Muitos guardas nacionaes seapresentro volun-
tariamente para marchar. Mtodos os pontos
afluio rnantimontos gratuitamente oflerecidos
para o sustento das tropas. Militas subscrip-
cesse fizorfio queprodu/iro avultadassommas
afim de serem applicadas sdespesasda guerra
e cujossaldos enttro depois para o thesouro.
's exemplos de patriotismo o do dedicaco or-
dem o monarebia constitucional as tres pro-
vincias de S. Paulo, Minas e Rio de Janeiro fo-
rao brilhantes, forao immensos eesta ultima
leve a bem merecida gloria de nao ver manchado
o seu solo pela revolta.
Supposto a rebelliao tivessesdo repellidaou
batida parcialmenteemmuitos pontos pelos pro-
prios recursos dos municipios nao erao estes
bastantes; porque divididos para destechar o
golpe principal. Era preciso bater e dispersar
oconsideravel bando, avaliadocm mas de tre
mil homens, que linha reunido o presidente
intruso, e com o qual ameacava a cidadede Ou-
ro Preto que a coragem e heroica constancia
do presidente da provincia conservava fiel ao go-
verno imperial.
Foi o general Barao de Caxias nomeado com-
mandante em chefe das operaces na provincia
de Minas naqual penetrrao a tres columnas
que se haviao formado no Parahybuna no Rio
Preto, e na primeira commarca de S. Paulo ,
de forca de linha e de guardas nacionaes. Pela
commarca do Sapucahy havia entrado outra
commandada pelo lente coronel Bezerra.
Estas columnas acaba i fio os restos de vida, que
ainda podia ter a rebelliao armada nos lugares
por onde passavo.
Finalmenteo general Barao de Caxias, que ha-
via partido desta corte no dia 25 dejulho, des-
fechou o ultimo e o mais forte golpe na rebelliao
no arrayal deSanta Luzia no dia 20 de agosto,
dous mezes e rlez dias depois que rebent/ira em
Rarbacena. Os rebeldes que estavo em nu-
mero de tres mil e trezentos fugiroom deban-
dada deixando o campo coberto de morios o
trezentos prisioneiros ntreos quaes alguns
dos principaes caberas da revolta. Do lado das
forcas imperiaes chegrao a perto de cem os
morios ou feridos. Os rebeldes debandados co-
mecro entao a apresentar-se s forcas impe-
riaes.
Alm da tomada de Sorocaba na qual nao
se queimou urna s escorva nao forao muitos
osencontros nos quaes se nao tivesse de lamen-
tar o derramamento de sangue.
Para bem avaliar a rebelliao que lavrou as
provincias de S. Paulo e Minas, mis ter ter
conhecimento dos meios que forao embregados
para anatisare Iludir a populacao.
Abusando da boa f o credulidadede muitos,
fazia-se-lhes acreditar que as leis do concelho
de estado e da reforma do cdigo do processo
iao acabar com as liberdades publicas e que
era essa a tenco premeditada do governo. A
muitos homens ( do interior da provincia, de
core ignorantes) se dizia que iao ser reduzi-
dos ao cativeiro. Aquelles que linbo filhos
fazia-se crer que iao ser recrutados em virtude
da lei da reforma. Pregava-so ainda mesmo
o mulheres a homens simples aferrados re-
ligiao que aquella lei a ia acabar. Padres
bouve que se serviro do seu santo ministerio
para propagar e fazer crer taminhas indignida-
des A outros se referia e foi essa urna das
mais poderosas alavancas da rebell.ao que sua
magestade o imperador estava coacto e que
era preciso libertalo da coacao em que o tinho
o ministerio e seus adherontes. Nao falta rao
homens que, para reunir guardas nacionaes
e outros cjdados a prol da revolta Ihes asse-
gurassem que sua magestade. o imperador havia
nomeado Jos Feliciano Pinto Coelho presiden-
te da provincia de Minas e qje o concelheiro
Bernardo Jacintho da \ eiga recusava entregar-
Ihea presidencia preparando-se para resistir.
A inaior parte dos guardas nacionaes do in-
terior que sao homens que vivem do seu tra-
balbo diario e na mais completa ignorancia
cerca dos negocios polticos e da organisaco
dos cdigos acodio ao aviso de seus cabos e
juizes de paz aos quaes estavo costumados a
obedecer empenhando-se assim em urna lutn
de cujas circunstancias e lias nao podio ter co-
nhecimento. Fanatisados, Iludidos pela per-
versidade ahandonavao suas familias per-
diao as eolheitas com que se allimentavao para
ir derramar o seu sangue afim de que nao
losscm executadas leis que nao conhecio e
que muitos nem sequer tinho lido.
Para por exemplo referirei que muitos do?
guardas nacionaes que se apiesentrao no acto
da proclamacao da rebelliao em It na pro-
vincia de S. Paulo tinho sido smenle avi-
sados para o reconhecimento do chefe de legiao
nomeado pelo presidente legitimo o barao de
Mont'Alegre.
Muitos rebeldes se illudiao reciprocamente ,
pintando inteiramente baldo de recursos o go-
verno e inventando ou repetindo falsidadcs ,
ou para roborar a coragem vacillanle dos seus,
ou para que augmentado consideravelmento o
numero dos comprometidos (osse mais dilTi-
cil, ou quasi impossivel a victoria ou a pu-
nicao. Desta corte se mandava dizer para O'
pontos rebellados de Minas que varios munici-
pios da provincia do Rio de Janeiro ja se ha-
viao revoltado proclamando tambem o sei:
intruso presidente queja reunir tantos mil
homens; que o balalhao ce fuzileiros em ArOa
tinha desertado todo : que o ultimo soldado di
Permanentes desta corte tinha sabido delta ;
que urna forca desse corpo Tora derrotada com-
pletamente ; que o governo ja estava agonisan-
te e nao tinha forcas para conter urna cxplosac
nesta capital ; que o coronel Tobas havia en-
trado na cidade de S. Paulo ti testa de oito mi'
homens e que o legitimo presidente o barai
de Mont'Alegre tinha sido assassinado sen
do o seu corpo arrastado pelas ras. Esta no-
ticia mandada desta corte e espalbada em algum
pontos da provincia de Minas poucos dia?
antes do rompimento de Barbacena causn
grande terror que ressumb^a as ultimas
cartas que chegriio a esta corte antes que
fossem interrompidas com ella as communica-
cocs.
^_____________________(Contina.)
i\Wmnm\mt
A Escuna Primeiro de Abri que acaba de
chegar do Bio, e segu para o Para, nic
nos tronce jornaes ; mas fizerao o obsequio di
emprestar alguns nmeros do Jornal do Com. .
donde extrabimos o que nos pareceo mais im-
portante.
As noticias do Bio Grande chegavao a 24 de
Janeiro. O General havia reunido 7000 ca-
vallos, e marehava a fazer junecao com o grosso
do exercito que se achava acampado no Ja-
cuhy. Bento Manee! e Silva Tavarcs acompa-
nhaviio S. Ex.1
Na sessao de 3 de Fevereiro da Cmara dos
srs. Deputados encerrou-se a discussao do voto
de gracas, sendo aprovado tal qual o parecer da
commissao.
Alm disto damos em lugar competente os
pareceres de commissao sobre os Srs. Senadores
indiciados em diffeientcs crimes e a declara-
cao do Ex.mo Ministro da Marinha na ('amara
dos Srs. Depulados em consequencia de urna
interpcllaoao do Sr. Carneiro ra Cunha.
Dizia-se que estavo nomeados para acom-
panhar a futura Imperatriz do Brasil, na sua
viagem de aples para o Bio de Janeiro o
Gentil-Homem de S. M. I. o Sr. Jos Alexan-
dre Carneiro Lio sua esposa e sua cunhada
a Sr.* Marqueza de Maceio.
Vanodade.
cabapuceiro!
COIFAS DE SEDA PARA CERTAS MAIS DE
FAMILIA.
Aquellos d'entre os antigos que mais exac-
tos forao em pezar o engenho e temperamento
dos homens pelo exame das dilTerentes inclina-
ces que reino por todo o dei urso da vida ,
permittiro cerlos desejos e paixoes a cada
idade segundo as circunstancias o modo de vi-
ver e as posses de cada um. D'alii vem o se-
rem ellos tao facis cm perdoar osexcessos, a
que se pode chegar a todos os respeitos Ellos
tinho una terna indulgencia para com a levi-
andade dos meninos: suoDortavo com bondade
o srdor ovialidade e estouvamento dos mo-
cos ; moderavao com prudencia a ambico
impaciencia da idade viril e atribuio carido-
samentoaav reza dos velhos fulla de gosto
que estes tem por qualquer outra cousa. Tacs
condescendencias nao erao menos vantajosas
sociedade civil do que lisonjeiras aos particu-
lares ; pois que maniendo o decoro o a regu-
laridade em todo o decurso da vida sustenta-
voa dignidade da natureza humana.
He indubifevol que cada idade (cm prc-
penses, que Ihe sao proprias. O menino he
ordinariamente hocoso desinquieto o in-
constante : ndle predomina a imaginacao, lu-
do o impressiona tudo o contena e descon-
tenta em poucos minutos : mas em compensa-
co destes defeitos o menino he franco e nao
conhece ainda as artimanhas do vicio. A pu-
berdade he a epocha em que dosabrocho a
paixcs, heaquadra, em que os prazeres nos
aearecio com todas as suas sujestes. D'a-
qui o ar risonho, e prazenteiro dos mocos d'a-
qui o impeto com que se arrernesso a todos
os deleites e a facilidade com que se deixao
seduzirdas illusoes da fantazia : mas ordinari-
amente o moco he magnnimo geni roso, ecl'ieio
de brios : se ceg acomette ao seu inimigo tam-
bem com promptido Ihe perdoa e o abraca
se o vhumilhado e suplicante. O hornern
feito he j medilador e calculista. Se d'an-
teso embelle/ava o juoundo agora move-o
com preferencia o til a seus maiores disvel-
los sao adquirir honras angariar amisades o
segurar com estabilidade a sua fortuna : mas
nesta idade he que o homem se faz d'ordina-
rio mais cauteloso e conseguintementc mais
moquenco c refolhado. A largos passos nos
colhe a triste velhiee; e onto o homem, a quem
a natureza como que vai desamparando fahe
do imperio das illusoes reconcentrare cm si
mesmo, faz retraco de quanto anteriormente o
enleiticava semelhante ao nauta que lar^ou
a yida martima posto na montanha a eaval-
leirodomar, estendo os cansados olhos pelas
ondas c a cada momento recorda-se do furor
das tempestades, e das vezes que behendo a
morle em modos emlatoo em cachopos e pas-
-ou por todos os horrores do naufragio. Nes-
ta idade de ropouso o curso da vida issemollin-
se ao d'um regalo cujo declivio ao tra^ezde
mil rodeos aproxima o s vizinhancas da ?ua
origem e que livre de todos os obstculos, que
Iheembaracro a intil viagem, vencedor dos
rochedos que o quebrro ern sua passagem ,
depurado da espuma das torrentes, que Ihe ma-
rulhou as agoas repentinamente se aplaina ,
edesonrola, para anda urna vezantes de de--
sapparecer repetir em seu seio as prmeiras
sombras, que bordavao as margons. Quem
assim o v tranquillo e transparente rcllectir
em sua mmovel superficie as mosmas aores,
as mesmas ribaneeiras perguntaria naturalmen-
te d'onde este regato comeca, e onde vai aca-
bar so una palha um ramo, urna folha nao
fluctuassem em sua supi rucie para fazer reco-
nhecer o lugar para onde o seu pendor o ar-
rastra : amanha o rio que o aguarda poucos
passos distante, o levar eomsigo eparasem-
pre A decreptude he o invern da vida he
o preludio da morte he o ultimo periodo da
existencia sobre a Ierra.
Que poder n'o exerce sobre nos a mo ro-
busta do inexoravel Tempo Os annos vao en-
trando por nos a todo o correr, ate que a ve-
lhiee roduz-nos quasi fra.ueza da puericia.
A senhfira mais formosa o cheia d'encanlos,
as Helenas as Penelopes, as f ais com a idade
\o perdendo a belle/a ; as faces de papoila en-
rugo-so e emurehessem os denles de mar-
fim careo-se, o vo despovoando a bocea, que
j se frange e se desaira ; e os cabellos bran-
cos vem por o ferrete do desengao mais gra-
ciosa (aboca. Com a velhiee os olhos perdem
o brilho tornamo-nos pesados e todos os
nossos movimentos se lazem lerdos e\agoro-
sos : he a quadra em que a raso nos dicta ,
que abrindo mo das vaidades mundanas, cui-
demos em nos proparar para a inevitavel, e ter-
rivel etornidade.
Mas tal he a miseria da nossa natureza que
nao falto mais j quebradas e revclhuscas,
que tondo filbas jovens evicosas, querern l-
valas de vencida as gracas, o a(r<"cli vos do seu
sexo. D'aqui vemos cortas mais mui asseadas,
mu casquilhas mui pontiparadas ao mesmo
passo qne trazem a par de si suas filhas moci-
nhas o bellas maltrajadas, como se orai. me-
ras criadas de servir. As melhores sedas, as
joias os perendengues as modas sao para a
volba em tanto que a moca em quem sa-
sento os atavos o loucainhas traja pobre ,
c descuidadamente, como se nao estivesse a
merec r. Em verdade pessoas ha tao louea-
mente vaidosas que no rgelo dos annos ain-
da pretenden excitar a mor, ainda sao iourei-
ras, e gamenhas. Hum homem enlrr.do cm
annos pode sor bem acceilo e merecer aTei
coos se tem instruccao discreta jovalidadee

I* > > Wl I 'ML-

^ulLcr de orJir.sr:o


iiiiaiiiJnp"<'at->w-Miw
s
faifa de conhccimcnlos destituida intciramen-
te do toda e qualquer litlcratura em per-
dcndoo verniz da mocidade cin se Ihe mur-'|
chindo as gracas proprias da juventudu po.lc-
r inspirar respeilos; mas paulo amorosa croio,
que nao.
Entra tanto rali ha j de idado cononica, que
nao s(i se enfeita e cs,)inica trazando a (Iha
joven e vicosa mil ajareada se nao que pro-*
tenJe a na nircm e requobrcm co:n exclu-
sa deita a quem guarda c zeda con neos
siva c imprudente vigilancia. A' primeira
visita parece que tal capoeira toma um vivo
iiiteressa pela boa reputacao de sua (ilha o
conegiiintem;nte ch )fra-se agasta-se- com
quilqiisr magano, que suspaita, ouvfaa>r-
llii! cojeras ; mas rftt readade toda a zanga he
por|ue qjar ella sur a corteja la e pretendida,
e por smi chega a ter eiu as de sua propria !-
Iha. Oh miseria das miserias, oh ridi-
culo superlativo. E Inven lio au de tao ruim
imito, tao extravagante, c d'estoinagn tao
darmado que deixe de roquestar urna |oven
no vico di id ib con u na pdle fina, o delicada,
com graciosos contornos, e chata de encantos
para namorar-se duma oodhsira de pollo en-
rulada da cabellos hratlCOS e de carnes liio
frouxas como um bofe seco ?
D'aqui vem a tctica de alguns maga n oes ,
que e:n preton lendo esta ou aquella moca ,
joglo por tabella isto he ; para podaren) in-
troJ izir-se na casa comedio por fazer Coicas,
o requebrar as milis quando estas (em a des -
grac ida inania de que tractamos. J conde-
c urna destas bojarronas que tomou entre
dentes a um sujcito ; por que llie constou ,
gabava-lde a filda ds inda e encantadora.
'Coda a balda desta miilhcr consista em persua-
dir a todo o muido, que molestias o desgos-
tos, e no a idade a tinhao quebrado antes
de lempo: que ella andar na escola com fula-
na e sicrana bem moras, e vigorosas : que
ningucm acreditara nos seus poneos annos ,
masque tinhao para mostrar a quem quizesse
acertidao do seu Baptismo &c. &c. Inuti-
palavreado! Moco de quem o parece, eas
gracas da juventudc conliecem-se pelos senti-
dos polo que se v e nao por argumentos
de analoga ou porsylogismos de indueao.
Que funesto exemplo nao d a sua ilha urna
inullier (leste aez Como nao ser fatua lou-
Tera cstouvadinha e caprichosa una (ilha ,
cuja mai apezar de provecta, c ja maisque
madura, aindase espinica ainda scapavona,
ainda pretende achar adoradores e namora-
dos? Se una velha ainda nutre cocegas de ser
requestada apezar dos estragos que Ihe teni
causado a mao ferrenha do Tempo, o que forfl
urna joven cheia de vida e cm quem comelo
a desabrocharas flores da mocidade? cee; de modestia o de desprezo de vaidados
pode recehr urna fillia na aurora de seus en-
can os quo vO sua mai quebrada e murcha
dos annos tingindo as mexiriqueiras cans com
pomada preta, estofando os paitos, que j
sao um par de broacas formando ancas, &e.
&c. Finalmente se a mai idosa ainda parvoeja,
o que ge desperar da II lita moca vista do seu
mo exemplo ?
-e as mais sao as primeiras mostras de seus
filhos ainda mesmo rapa/es, o que serao a res-
peito de suas meninas com quem viven) som-
pre em contacto? Um passo niiodao aquellas ,
|ue naose|a visto eobservado por estas : esc
sssim he como s? nao pode negar, (ue me-
dida que reserva, quecautcllas nao (leve ter
urna mai a respeito de todas as suas acedes? Ah!
quantas mocas se lio corrompido ; porque a-
quellas que Ibes denlo o ser Ihes infundirlo
desd'os tenros annos sentimentos de vaidade ,
&c. &c. E o quesera se ellas auctorisao as pa-
lavras com seu proprio exemplo? Ordinaria-
mente nao se considera a forca que este exar-
ca sobre nos em nossos primeiros annos. Nos
somos emminentementc imitadores e mais na
quadra dos nossos primeiros annos: naturalmen-
te queremos fazer o que vemos lazer aos outros
quanto praticao nossos pais, nossos aios, nos-
sas amas so para nos lieoes que tarde, ou
nunca se nosdesaferro do animo, D'aqui bem
seconclue quam perigoso, quam funesto soja ,
que urna mai se desente parante sua ilha e
em seu porte em seus trajes em suas acedes
Ihe le licas de fatuidade, de garridice, &c.&c.
Nao se apostemen! c tinigo essas' mais de fa-
milia antes esguardem as verdades que aqu
Ihes appresento c reconheccr, que nao de-
vem mosirar-sc mal sofridas das niinhas pala-
vrus, antes reconheccr que aqu Ibes oflereco
exccllentes conselhos sob o titulo de coifas de
seda.
Ainda algumas palana sobre os festejos
de S Goncalo este atino.
Nunca se vio tamanha devoco por S. Gon-
calo. Nao homo logarejo onde se nao este-
jasse estrepitosamente esse Santo que di/.em
ser mui milagroso para arranjar calamentos. Se-
rio tacs festejos duns suplementos ao bumba.
meu boi, de quo douvo este anno grande esca-
cez (louvado seja Daos?) Nlosei, o que posso
armar de, que nao tendo memoria de que tan-
to fervor visse por esse glorioso Santo. Parece ,
que onde nao havia essa imigem, arvorro em
S. Goncalo a outro qualquer Santo, como n'al-
deia em queso davia um S. Sebastio que-
rendo-so (estejar S. Lourenco nao se lez mais,
do que mudar as sellas em grelhas.
Por ossas estradas cncootravao-so e cruza-
vo-se, os ranchos patusco-feslejadores do S.
Goncalo com maracas e zabumbas, cantando,
e dansando com um furor devoto admiravel. A-
|ui transe rovo algumas deesas cantilenas para
edificacio dos meus Ilustres leitores.
Quando >ao
Goncalo nascco ,
Trouce a bandeira.
Do Menino Dos.
Que poesia que pensamento feliz !
Quando Sao
Gonzalo n.isceo,
Corto -lhe o embigo
Sanbor Sara meo. Isto vai a melhor!
Em corto lugar levantou-se bandeira para a
novena de S. Goncalo, a qual bandeira foi car-
regada por huns poneos de patuscos; e como es-
tes nao souhessem cantilenas proprias, canta-
vao as seguintes coai to lo o fervor de urna pie
dade verdadeiraincnte chrisl.
Parta-se o coco ,
Venda um pedaco ,
Espremao o leite ,
Qu'eu quero o b.gaco.
Ao que responda o devoto povo.
Isto he bom mulata ,
Isto he bom qu'eu acho.
Ponche de caj
Nao me d abalo :
Porqu'esta bandeira
He de S. Goncalo.
Isto he bom mulata ,
Isto he bom qu'eu acho.
S. Goncalnho ,
S. Gonealao ,
Beba-sc o vinlio ,
E baja funeelo.
Quem nao se edificar com tao piedosa de-
vocTo E advirta-se quo para maior gloria de
Dos e louvor do seu Santo estas e outras
fervorosas cantilenas sao acompanhadas do mais
remeneado landum com embgadas, c oon-
torcoes taes, quo una Pestaea destas de S Gon-
calo tem lodos os visos da famosa Pirra dos an-
ligos.
Se estes e outros actos sao de ordinario os
mais abracados, e seguidos do nosso povo, (pie
idea se devo fazer da sua Religo ? Eu a disse,
e nao retiro a palavra que para muita gente
nina novena, urna fest idade mormente dos
nossos suburbios nao sao outra cousa mais,
do que um recrcio, um passa-tompo, o al um
pagode, de mancira que om faltando por ex. ,
bumba meu boi pro/opio, fandangos, congos,
&c. inventao Testas a este, ou aquello Santo, a
fim de haver ndjuncto bailo &C &c. D'aqui
vem o censurarem as festividades, em que ni", o
ha bandeira bem historiada o bem dancada ,
com grande concurso de madainismo. e fogo de
vista no ultimo dia. Do culto Religioso da 1-
greja para dentro milito pouca cousa: ou $6
quanto baste para titulo do festa ; do fra tudo :
nandeira estrondosa muito foguete do ar e
fogo do rodas. edafari/es, barbeiros, painel,
(iiioenlrem pola alfa noito, Analmente (unecao
d'estrondo o toda profana. Em falla de fogo
supro una cousa chamada machina c festa lia,
em que sesoltao t, eS destas machinas. Os
Santos cm todos estes casos nao sao outra cousa
mais do que pretextos para a paluscada.
lina, de 122 toneladas capitiio Francisco
Bernardo de Malos equipagem 1.1, carga
varios gneros: a Manoel Duarte Rodrigues.
Rio de Janeiro ; 1!) dias, escuna de guerra Pri-
iiiiiro d'Abril, commandjnle o 1." tenente
Antonio Jos Cial ; vai estacionar no Para.
marcha forrado do codre o pe'tende sabi*'
a I .'i d > corrento ; trata-se com o proprietario
Manoul Joaquim Pedro da Costa.
Avisos diversos.
Eleclaracocs.
C9!VS^EHCI0.
Affandega.
Rendmento do dia 3......... 14:706gi24
JJescarrego hoje 4.
Barca frilltant carvao.
Brigue Emprehendedor pedra.
Brigue Asli a sal.
Barca Espirito Santo difieren tes g-
neros.
!:rigue Sketleftem fazendas, chumbo ,
tinta e serveja.
Movimenlo do Porto.
Nasdomingasda presente quaresma, o Ex."10
o R.m"Senhor hispo diocesano pretende assis-
tir missa solemne que manda celebrar, e
explicar o cvangelho, na igreja matriz do San-
tissimo Sacramento do bairro de Santo Anto-
nio ; principiando a missa s 10 horas imprete-
rivebnento. Recite 2do marco de 1S-2. O pa-
dre Francisco Jo> Tacares da Gama secre-
tario de S. Exa R.""1
Ilojoprincipiao as lices da aula da lin-
goa nacional do Lyceo desta cidade.
O patacho Flor d> Uaroim recebe a
mala para o Rio de Janeiro boje (4) s 4 do-
ras da tarde.
Existe na administracao do corroio (loas
cartas seguras, para Clara Candida do Santa
Ro/.a e Anna Ermelinda Arruda Cordoiro,
fljcilocs.
Jamos Crabtree & C. fiarla WUto por in-
tervencao do corrector Oliveira de grande 8
variado sorlmonto de fazendas inglezasde la ,
lindo, o algodo : terca foira 7 do correte s
10 doras da manda no seu arinazem da ra
da Cruz.
OsCredores de A. I "aln, successor do
relojociro Dubois na ra Nova, fiarlo loilo
por qtervciicio do corretor Oliveira sabbado
\ do corrento s 10 horas da manh em ponto,
da armicao da loja o dos seus ('lcitos consis-
t ndu om relogios de onro, o prata para alg-
beira ditos deparede sendo um o mais so-
bordo regulador que talvez n'csta praca exista,
trancelins frontins caixas para tabaco al-
linetesde poito anneis brincos, pulceiras ,
adereces riquissimos para sen hora duaa exccl-
lentes burras de ferro batido ptova de fogo c da
melhor invencao o varias galantera- Icouro,
prata o do podras preciosas &c. ; advertindo-
so que como oslo ultimo loilo nao ser repe-
tido tudo quanto agora resta ser vendido por
qualquer proco.
= O Corretor Oliveira far lcilaodouma
porcode gigosde garrafas vasias 137 fardos
de peixe sooeo da meldor qualidada que n'esta
tiin sido importado .'>() barr/, de viudo tinto ,
o branco do Cabo da Boa Esporanca o de 2
caxas grandes contando \0 milheiros de cha-
rutos deManilha chegados prximamente pe-
lo brigue (ruinare: Segunda foira G do corren
te s 10 horas da manh no armazeni de Jos
Rodrigues Pereira & Companhia porto do ar-
co da Conceioao.
Navios sabidos no dia 2.
Rio de Janeiro; brigue brazilciro N. S. da Roa
Viagem, capitao Joaquim Martins Monteiro,
carga diversos gneros.
Navios entrados no dia 3. '
Londres ; 43 das brigue suco Sketleftem ,
de 17o toneladas, capitao Wiiiiam leattwo-1
od equipagem 10 carga fazendas ,\&c. :
a Me. Calm'ont & C,' )
Maranbo ; 19 dias, patacho brazilciro Caro-
CIRCO OLMPICO.
Grande e extraordinario espectculo para do-
mingo 5 do corren t'e, decidido da mane ira
sega inte :
1/ p(irte. Jogos chinezes, o equilibrios in
danosexecutados porRernab pela primeira
vez sobre o rame bambo.
2.* parle. Variados trabalbos a cavallo,
tanto com sella como som olla apresontados
por Francisco Dogo Chk, e Jlo Remall.
C) Alcides Achules reptir a applaudida o
arriscada passagem dos cavallos sobre o seu
corno.
3.' parte. O ATIABE E SEU FIEL CA-
\ Al.LO, urna das mais intorossantos e heroica
scona, aondo particularmente so ver o admira-
vcl onsiiio do cavallo Romeo apresentando o liol
cavallo Arabo cm batalha oxecutando o pan-
tomima junto ao seu dono. Esla scona ser a-
presenlnda por Arabos o Turcos batendo-sea
arma branca e fogo vivo terminando com a
marcha fnebre do valente rabe acompanbado
por seu fiel cavallo.
Principiar as 7 horas c moia da noito.
Procos dos bhetcs de camarotes GS000
Dos bilhotes de varanda 1 SoOO
Dos de platea 18000
A venda dos mesmos acha-sc cm casa do an-
nunciantc c no Aniphi-Tdcatro o na loja
de miudezas da praca da Independencia n. .'iO.
N. B. Partcipa-se ao respoitavel publico que
a companhia nao dar mais do quo4 espectcu-
los, aonde o director prometi empregar todos
os seus esforcos o juntamente a companhia para
que sejlo os mais brilhantes e variados que se
tem feito.
Avisos martimos
__Freta-se para qu Iquor porto da Europ;.
o brigue ingle* Cynthi capitao JohnHum-
phevs novo, o muito velieiro; a queffi ronvier,
dirija-so aos consignatorios Diogo Cocksdott&
Compandia na ra do Trapixo novo n. 15.
= Para o Cear o date Olinda de primeira
SOCIEDADE NATALENSE.
^_P Secretario avisa aos Srs. socios cm ge-
ral que lioje (4) pelas t e meia horas
, da tarde ha sesso.
SOCIEDADE AMIZADE NOS UNE.
:0 primeira secretario da SociedadeAmizado
nosno hr. corto a todos os Srs. Socios cm
geral, que Domingo docorrenfe, pelas 4
horas da tarde, ha sesso da mesma Sociedado
em Assembla geral, Rcando certosos -'rs. So-
cios que nesse dia se ultimarlo os trabalbos
com os Socios que seachareui prozcnles.
O mesmo primeiro secretario faz certo aos
Srs. membros da D.recelo que nosupradit
dia "i do curente lunera sesso do concelho ad-
ministrativo, antes d'entrar os trahalhos da
Assembla geral sendo a rouno naja sabida
caza da ra da Praia n. 43 3. andar.
= Antonio Monleiro Pereira, retira-se pa-
la lora do Imperio.
= Jos (ornes Morera faz-sc-lhc precizo
bir a Portugal a tratar de seos negocios e per-
tondo soltar com muita brovidade o deixa a
sua casa o lojas no mesmo giro no todo c i-
I cando authorisado por una procuradlo bstan-
le meu maqp Jlo Gomes Horeira, comopri-
' meiroprocurador e em segundo o Sr. Ange-
lo Francisco Carneiro.
Jos Antonio da Cunda vai a Portugal
tratar de sua saude deixando com todo o seu
negocio sen mano o intoressado Henrique Jo-
s da Cimba.
= Precisa-so alugar um sobradinbo de um
andar 'ou mesmo casa terrea que sirva para
pouca familia sendo no bairro de S. Antonio;
quem tiver anniincie.-'
= Josepb Kidgway; retira-se para Ingla-
terra.
O abaixo asjigna'rO vendo nosto Diario o
annuncio firmado pelo Sr. Manoel Pereira Cal-
das a respeito do sitio do Mondogo que foi
do fallecido Padre Manoel Alvos de Aguar, pa-
ra satisfazer a exigencia do mesmo annuncio,
declara que tem pinhora no dito sitio o casas ,
por dividas do dito Padre Aguar. -- Manoel
Pereira l'eixeira.
Retrato:: poi Dngucrreotgpo em sua perfeicao.
=J. Evans, Artista noDaguerreotypoultrma-
menie chegado da corte do Rio de Janeiro,tem a
honra de informar ao respoitavel publico desta
Cidade, que tem o tabelecido seu gabinete na
ra Nova n. 1 \ primeiro andar. O annun-
ciante est con\cocido que satisfar completa-
monto'as pessoas que se dignarem honral-o e
convida os amadores das Artos e todos os quo
desejarem ter um retrato nao s perfoto ,
mais delicado e lindo que algumas pinturas
oudeMczzo tinta mais fino do viztarem seu
gabinete.
Quem annuncou querer comprar dous
pares de brincos um de ouro outro de dia-
mantes anda querendo drija-se ao ourives
Manoel Pereira de S, na ra doQueimado ,
o o mesmo tem para vender um par do pulceiras
de ouro de Glagrl obra do Porto com um
diamante roza o outros ohjectos de ouro, quo
se vendem por proco ia/oavol.
Aviza-sc aos Srs. que tem letras vencidas,
que assignaro em 4 de julho de 1842 quan-
do o Sr. Guilberme loares Rotelho, tirou os
fundos que tinba na sociedadedo armazcm, em
que he socio Soralim Joaqqim Vribas de Ma-
ronval, que hajao de as pagar o quanto antes ,
quando nao so exocularao judicialmente, assim
como tambera declaro, que nada devo at hoje.
Sera/hn Joaquim Vitibas de Maronval.
Roga-sca qualquer possoa, que conhecer
um Italiano, que diz se chamar Luiz e ser
Viga rio omRoma, eque reside cm Goianna ,
o agora se acha nesla praca o favor de vir d'elle
dar noticia no atierro da Roa-vista n. 75 on-
de se recompensar bem ou annuniar por es-
ta folha, sabio com cali aazul de duraquo, sobre-
cazaca do merino c collete preto estando ar-
raigado na mesma casa.
Quem estivor as circunstancias de ser
ama de casa do pequea familia, (tros pessoas)
polo sustento e vestuario e sendo de meia da-
do ; annuncic.
O Sr. Luiz de Pinho Borges tenba a
bondade dedirigir-se ra de Hortasn.82 ,
a negocio de seu interesse.
= Perdoo-se na noite dodia 2 do correte
mez n'iim dos bancos defronte do Trem no
passeio publico, um livro em Allemao de enca-
donarco verde sendo o sexto tomo das
obras de Raupach com letreiro dourado as
costas do livro ; a pessoa que tiv r adiado ,
querendo restituir ser reeompencado noescrip-
torio Je Me. Calmont & Companhia na praca
do Commercio.


4
I
= Perdeo-senodia25 do passado da ra
Velha ataSoledade um brinco de ouro
com dous diamantes ; quom o achou pode en-
tregar na ra da Concoicao da Boa vista n.
16 que ser bem recompensado.
Aluga-se urna casa na ra do Cotovello ,
com 4 quartos duas salas cozinha fora, quin-
tal e cacimba; quem pretenderdirija-se a ra
do Mundo novo n. 5i, na mesma tomase
roupa para se lavar de varrella com omita
promptido e toda responsabelidade.
= Aluga-se um grande armazem com por-
ta de cocheira e bastante arejado ptimo para
qualquer especulacao por ser tambem muito
perto do porto de desembarque ; quem o pre-
tender dirija-se ao tanque d'agoa do Cato na
Boa-vista ra velha n. 2
== No principio da ra Dircitu n. 2 pri-
meiro andar alugao-se negras e moleques pa
ra venderem na ra e sendo bons vondores pa-
ga-se bem.
= Aluga-so um sobrado de um andar so-
tfio na ra Nova n. 42 : a tratar na loja do
inesmo sobrado.
= Custodio Joze Pinto Guimaraes subdi-
to Portuguez retira-se para sua patria le-
vando em sua companbia o seu irmao de menor
idade Joze Antonio Pinto Guimaraes.
= Da propriedade da Conceicao de Medico,
no Jang desapparecerao dous novilhos um
castanho c outro prcto ambos com casta de
tourina com os marcas seguintes : P na anca
esquorda tres OOO formando um ngulo na
anca direita e um triangulo no queixo; e urna
vaca castanha laranja com asrnarcas cima me-
nos o P : quem dos ditos animaos souber di-
rija-se a propriedade cima mencionada ou
no sitio das Ro/eiras ao major Joaquim Elias
de Moura ou na ra de S. Goncalo a Maneoe
Elias de Moura que gratificar com generosi-
dade.
sal D. Wolfhopp subdito Brmense, re-
tira-so para fora do Imperio.
= Morand, Angelo Maria Luiza subdito
Francez retira-so para Franca.
= Pedro Nunes da Fonceca retira-se des-
ta Provincia.
== Francisco Jos da Silva Pegadas subdi-
to Portuguoz, retira-se para fora da provin-
cia.
= Manoel Duarte do Faria brasileiro, re-
tira-se para fora da provincia.
Bento Jos Ribeiro de Souza, subdito
portuguez retira-se para Europa.
= Luiz Joze de Souza subdito Portuguez
retira-se para fora da provincia e por este
motivo roga a qualquer seu credor de Ihe apre-
sentar o seu debito para ser pago isto no pra-
8o de oito dias ; pelo mesmo motivo roga a seus
devedores que Ihe venhao satisfazer o que Ihe
estao devendo, pelo que Jicara sumamente
grato.
= Da-se 600,000 rs. a juros de doa por
cont, sobre penhores de ouro ou sobre hy-
potheca de urna casa livro e desembarassada :
no atierro dos ATogados defronte do viveiro
do Muniz armazem de sal n. 77.
Quem precisar do urna boa ama para ca-
sa de um homem solteiro ou mesmo casado
com pouca familia dirija-se a ra de S. Botn
Jess das crioulas, n. 11 por detraz da ra
da Roda.
Um homem casado de regular conducta,
se offerece para tomar sentido em qualquer si
i, por pequeo interesse ; os pretendentos
dirijo-se a ra do Hozario da Boa-vista n. 3.
Precisa-se alugar urna escrava para ven-
dea na ra, fazendo-se bom interesse e isto
so pela tarde ; quem tiver annuncie.
A pessoa que lem urna cart para Fredo-
rico Augusto Pamplona pode entrega-la na
ra da Cruz venda por baixo da hospedara
americana n. 51.
Um homem solteiro se offerece para en-
sinraler, escrever contar, e principios de
grammatica latina do que tem pratica em
algum engenho ou fazenda ; os pretendentes
dirijo-se a ra do Hangcl, n. 34.
Precsa-se de um feitor portuguez para
tomar conta de um sitio condicao de Iraha-
Ihar com incbada : no principio do atterro
dos ATogados, a fallar corn Silvestre Joaquim
do Nascimento.
= Herculano Jos de Freitas avisa a todas
as pessoasque'tem pinhoresem seu poder, a
vencidos a seu tenipo hajao de os vir tirar da
dac'a deste a oito dias se nao passar a vnde-
le s para seu embolco visto alguns nao che-
garem para o principal e juros enconsequen-
para
dade de ir a ra da Cadeia nova n. 19
receber urna carta vinda de Portugal.
O bilheto n. 3507 o o meio dito n.
338 ambos da Lotera de S. Podro Mrtir de
Olinda pertencem a Manoel da Silva Bom
Fim, no Aracaty,
Na fundicao de ferro da ra da Aurora ,
acha-se um bom sortiment de moendas de ca-
na e machinas de vapor para as mesmas, ou
outro fim tudo por procos commodos o fei-
to com a maior perfeico como tem provado
aquellas ja vendidas.
Precisa-so de um rapaz Portuguez que
tenha alguma pratica de venda : na ra estrel-
la do Hozario n. 6.
Joao Muniz de Souza roga a quem tem
penhores em sua loja de os ir tirar no prazo de
8 dias do contrario sero vendidos.
= Um moco solteiro de boa conducta se
offerece nesta praca para qualquer escriptura-
cao ou fora della para qualquer lugar : na
ra do Rangel, loja de sera n. 3.
= Precisa-se para um engenho distante
desta Cidade 9 legoas de um feitor que tenha
inteira pratica desta occu paci : na ra do
Mondego n. 47.
= Precisa-se de um sacerdote de bons cos-
tumes para capello de um engenho distante
desta praca 14 legoas, a quem se far bom par-
tido : na ruaestreita do Rozario n. 31, pri-
meiro andar.
Roga-sc ao Sr. Vicente Ferreira da Sil-
va Coutinho. que diz ter em sua casa varios
escravos fgidos faca o favor do averiguar so
entre estes acha-se um corn os signaes seguin-
tes : de nacao Gabao de 35 annos cheio do
corpo altura regular pernas e ps grossos ,
cor fula, olhos grandes e afumacados, testa
larga bonitas feicoes ar muito esperto f-
gido a 14 annos pouca mais ou menos, o quan-
do fugio tinha pouca barba e ainda nao era
baptisado porem intitulavao por Francisco e
se por acaso algum tiver estes signaes faca o
favor de mandar entregar na ra das Trinchei-
ras n. 42 a sua legitima senhora D. Inno-
cencia Mrtir Pessoa de Mello que ficar
muito agradecida e pagar toda a despeza que
for feita com o dito escravo.
_ Quem for dono de um porco do matto ,
din'ja-se a ra de Hortas, n. 62, que dando
os signaes Ihe ser entregue.
Compras.
Compra-se cffectivamenle para fora da
I provincia, mulatinhas negrinhas moleques
e negros de officio de 12 a 20 annos sendo
bonitos pagao-se bem : na ra da Cadeia de S.
Antonio sobrado de varanda de pao n. 20.
Compra-se mulatas, negras, e moleques
de 10 a 20 annos : na ra Nova loja do fer-
ragens n. 16.
Compra-so um terno de pesos at 9 arro-
bas ; quem tiver annuncie.
Compra-se urna forge de caixao : na ra
de Hortas n. 32.
Compra-se tartaruga pentes velhos que-
brados concerta-se todo obra de tartaruga : na
ra do Ortas, n. 82 defronte da fabrica de
charutos.
Vendas
Vende-se potassa da Russia de primeira
sorte em barris de 4 arrobas: em casa de
Hermano Mehrtens na ra da Cruz n. 47.
Vende-se dous mulatinhos muito lindos]
umde 14 annos, ptimo para pagem ou
qualquer officio e outro de 10 annos; e um
negrocanoeiro de boa conducta: na ra de S
Rita n. 27.
Vende-se potassa branca Russiana de
superior quslidade ; na ra dos Barbeiros, cs-
criptoriode Joao Pinto de Lomos & Filho.
Vende-se leite puro a 200 rs. a garrata,
das 6 horas da manh em diante : na ra Nova
ao p da ponte.
Na fazenda de Jaguaribe pertencente ao
Mosteiro de S. Rento de Olinda vende-se ex-
celente cal lina tanto virgem para o fabrico
deassucar como caldiada para obras.
^ ende-seuma cadeira de arruar chega-
da a pouco da Bahia e ainda nao servida de
bom gesto : na ra Velha n 26.
Vende-se urna preta do gento, d 22
annos lava de sabao e engomma liso : na
ra da Senzala velha n. 76, prefere-se para
engenho, ou fora da provincia.
.= \endem-seos livrossegujntes : escl
_, -------------i-v..- ---- ...luwm-icui, ii lusacgujiites ; ( ZV3 de
ca de alguns estarem a 5 para 6 annos ja ven- anecdoctas ; Atlas moderno para uso da nio-
cidos e para que se nao cbamem a ignorancia cidade historia de Gilbraso n. 3. c 4. ; filo-
faz o presente annuncio pois que at aqu nao sofia por amor ; ofBcio da semana sanct con-
ten usado de os vender nao obstante ja ter] forme o mss. 1, e briviario Romano ultima-
feito varios annuncios e este he o ultimo. f mente correcto por orden e mandado do Papa ;
Quem annunciou querer alugar escravos! Rimas de Manoel Maria com bellos sonetos;
robustos e trabalhadores dirija-se a ra No-
va armazom n. 67 que tem dous, sendo um
cozinheiio e de todo o servico.
O 5r. Jouquiui d S'a, queira ter a bon-
mil e urna noite os tomos 2. 3. e 6. ; noti-
bre os deveres dos espozos a noiva Brasileira ,
Diabo Amoroso Pedro Novell ; Honrado
Negociante tratado da orthograia Portugue-
sa epithome da grammatica filosfica tudo
por barato preco ; na ra da S. Cruz n. 56.
No armazem defronte da ordem terceira
deS. Francisco, vende-se costado, costadi-
nho, assoalho e forro de amarello e louro ,
asssoalho e forro, d sedro costadinho e forro.,
da bera conhecida serrara do Montero tudo
por muito commodo preco e igualmente ta-
beado de pinho da Suecia o melhor que tem
vindo a-este porto por nao tornos, largura
de 10 pollcgadas de comprimento de 6 a 30
palmos e de todas as grossuras, que se pro-
curar a preco de 2500 3200, 4800, 5500,
6, 7,10 ,15, e 20,000 rs. a duzia c confor-
me a porcio ainda se far algum abatimento.
Vende-se excdlente carne do vacca de
carneiro, porco e lingoicas de todas as quali-
dades: na ruada Senzala velha assougue in-
glez n. 36.
= Vende-se urna porcSo do sebo limpo e
cortido prompto para se fazer vellas: na ra
Bella da Florentina n. 21.
Vende-se a historia de Inglaterra por
Goldsmiths, e a obra de geometra por Lacroix;
quem pretender annuncie.
Vende-se um selim em bom uso e por
preco cornmodo : na ra Imperial sobra.io
n. 7.
Bicos e rendas da torra baratas e bem
sortidas, o bom gosto : na ra da Conceicao
da Boa-vista loja de funileiro defronte da Ca-
pella.
Marques & Veiga vendem em sua casa
na ra do Amorim n. 50 oseguinte: bata-
tas novas a 18 a arroba alhos em mauncas ,
charutos contados a 640 reis o cento ditos em
caixinhas muito bons fejao molatinho e bran-
co muito bom agoardente do reino de 30 gra-
os ancoretas com azeitona a 1:200 fumo
em folha de primeira e segunda qualidade e
no armazem do Sr. Guimaraes junto as escadi-
nhas da Alfandega barricas com farellos novos
a 4:000 reis.
Vende-se urna armacao de loja de fazen-
das comasdits ou sem ellas, propria para
estabelecimento de qualquer natureza e a ca-
sa ter commodo para urna pequea familia : a
tratar na ra Direita n. 85.
= \ ende-so urna casa terrea de tijollo e cal,
com sotao e mais trez ditas de taipa com um
grande quintal tondo neste alves de frutas ,
em Olinda no lugar da biquinha de S. Pedro :
no Atterro dos AIogados, no sobrado do Lima.
= Nende-se um sitio com casa de vivenda
de taipa, cacimba, earvoredos, juntamente
um terreno com 100 palmos do frente o 1000
de fundos ambos na estrada da Conceicao que
va i para Belem : a tratar na mesma estrada de-
fronte do Sr. Visconde de Goianna.
= Vende-se dous negros bem mocos mui-
to sadios, proprio para todo o servico : na ra
d., Cadeia do Recife loja de Joao da Cunha
Magalhcs.
Vende-se um escravo de nac5o cozinha
bem o ordinario do urna casa sem molestia e
nem vicio algum de boa figura, assim como
urna escrava de nacao cozinha e cose chao ,
ava roupa tanto de varrella como de sabao
engomma nao tem vicio.algum ao compra-
dor se dir o motivo porque se vendem : no
bairro de Santo Antonio casa n. 25 segun-
do andar.
= Vende-se gello todos os dias a bordo do
Brigue Americano Messenger ancorado de-
fronte das escadinhas da Alfandega os compra-
dores podem hir a bordo no bote do mesmo ,
sem dispeza alguma.
= Vende-se Pathologia por Sansn 2 volu-
mes ; Licesde Clnica por Dupuytrcn 4 vol. ;
Ensaios sobrea digesto por Jourdan 2 v. ; Me-
morias soljre as lombrigas vesiculares por Laen-
nec 14 v. ; Manual pratico de lithotricia por A.
P. Bancal 1 v.; Tractadosobre ascauzas asmis
Irequentes e as menos conhecidas do vomito por
M.ma V. Bouvin ; Tractado das molestias da
glndula prstata ; Tractado descriptivo sobre
os instrumentos dechirurgiaantigos e moder-
nos v. ; Soccorros a dar as pessoas avenena-
das porM. Orfila 1 v. ; Manual dos banhos do
mar por Alberto Assegond 1 v.; a Hysterotomia
t v. ; Diccionario de Medecina 15 v. ; Reper-
torios de clnica por Villards 3 v. ; Manual
complelo do doctorato em medecina 5 v. ; Trais
tado dePhysiologia 2 v. ; obras de C." Legala-
2 v. Clnica chirurgical de Laugicr 1 v. ;
Diccionario traumtico 1 v. ; Ensaios sobre a
natureza da febre 2 v. ; Tractado das molestias
do Coraco 2 v. ; Tratado d'anatomia por Clo-
quct2v. ; Tractado dephsica por Pelleter 2
v. ; Molestias do Coraco por Laennec 3 v. ;
Elementos de Pliysiologia uoi nicherand 3 v.; da
I'esta 2 v.; Exposico do Cerebro por Gal 6 v. ;
gastroenterita porLouis 2 v.; Diccionario de
chrurgia porCooper2 v. ; guia para o estudo
da clnica mnilir;il 1 v
hypocrates interpretado por elle mesmo 1. v.
Tractado da deligaco por Mayor 1 v. ; g|e^
mentos d'anatomia por Beclard 1 v. ; Tractado
das febres 1 v. : Diccionario dos termos de Me-
decina e chirurgia 1 v. ; da Cholera Morbus
1 v. ; Ensaio medico legal 1 v. ; Tractado de
Cystotomia 1 v. ; Doctrina medical por Hahne-
mann 1 v. ; Memorias sobre diversas doencas
por Louis 1 v. ; Phlosophia Medical 1 v.
Licdes de Clnica medial 1 v. ; Medecina lea
3 v. ; Manual de Anatoma 1 v. ; Molestias
nervosas por Georget 2 v. ; Clnica chirurgical
por Larrey 4 v. ; Phisiologia por Magendie2
v. ; Tractado de Meteorologa 1 v. ; Tratado
sobre a natureza e sitio da hysteria e da hvpo-
condria 1 v. ; Memoria sobre um? maneira" no-
va de praticar a operaco da Podra por Sansn 1
v.; Gazeta medical 4 v. ; todos estes Ivros de
Medecina vendem-se por 508 reis a ra No-
va n. 57.
= Vende-se urna venda na ra da Manguei-
ra n. 20 detraz do assougue da Boa-vista
com os fundos a vontaie do comprador a dinbei-
ro, ou a prazo : a tratar na mesma venda.
= Vende-se urna preta de Angola de 18 a 20
annos com principios do servico de casa; na Pra-
ca da Independencia n. 39.
== Vende-se 2000 alquoires de superior sal
do Lisboa chegado ltimamente : no escriptorio
de N. O. Bieber & C* ra da Cruz, n. 4.
= Vende-scum escravo de nacao ptimo
cozinheiro : na ra do Vigario a tratar com
LuizPistor casa n. 11.
Vende-se urna escrava sem vicios de 17
annos boa figura a qual sabe alguma cou-
sa de cozinhar ensaboar bem roupa, e por
ser geitosa est habilitada para aprender todas
as habilidades: na ra da Conceicao da Boa-
vista n. 16.
Vendo-se urna negra propria para todo o
servico de urna casa cozinha bem de 35 an-
nos ou troca-sc por um moleque que sirva pa-
ra oflicio : na ra Nova n. 50 ; na mesma
casa se vende um cavallo castanho muito gordo,,
bom carregador baixo at meio, e muito manco.
Vende-se o sobrado de dous andares da
ra da Senzalla nova n. 16 na loja da ra
do Queimado n. 45.
Vende-se urna morada de casa no bairro
de Santo Antonio em chaos proprios ; na ra
do Rozario da Boa-vista, n. 53, primeiro andar.
Vende-se dous cava I los em boas carnes ,
e com bons andares : na ra Augusta n. 33.
Vende-se urna negra de 12 annos, com
principio de servico de urna casa : na ra estrei-
ta do Rozario, botica de frente amarella.
= Vende-se um moleque com idade de 15
annos sem vicios e nem achaques proprio
para todo o servico e igualmente um negro de
26a 28 annos pouco mais ou menos; quem pie-
tender annuncie.
= Vende-se um escravo moco de nacao, co-
zinha bem o ordinario sem molestia e sem
vicio algum boa figura ; urna escrava de na-
cao cozinha cose cho lava roupa tanto de
varrella como de sabao e engomma e nao
tem vicio algum ao comprador se dir o moti-
vo porque se vendem.
= Vende-se urna venda na praca da Boa-
vista na esquina do beco do Veras com pou-
cos fundos : a tratar na mesma.
Escravos fgidos.
Srsfpmn nonnen ^.q-
Fugio no dia 2 do corrente urna negra de
nomelgnacia, que representa 14 annos pouco
niais ou menos levou vestido de riscado ama-
relio em quadrinhos com babado no talho o
pregas no peito j velho camisa de algodao e
ella tem urna marca de feridu as cadeiras que
diz ella que trouxe de sua trra, tem os ps
bastantes grandes cheio de bichos, as maces
do rosto altas panno velho da costa ; quem
a pegar leve-a a ra Augusta n. 58.
= Auzentou-se a 22 de Fevereiro Anto-
nio mulato de 28annos de idade pouco mais
ou menos, cazado com a escrava Maria do
abaixo assignado levando toda roupa que ti-
nha, calcas de brim de lista, e outra liza e
mais outrasde estopa jaqueta branca cha-
peo tambem branco tem pouca barba e ca-
be I loscrespo he baixo eseco, e no fallar he
amatutado por ser criado no mato dizem ter
do procurar senhor para o comprar por nao
gostar da praca tem pai cm Macaranduba ,
por nome AntonioJoze entre Nazarelh e Goi-
anna e Mai em Caruar escrava do Francisca
Joaquina de Mello e que seja provavel ir at
la porgostar de passeiar. Rogase a todas as
authoridades policiaesl desta Provincia por
onde elle se aprezente que o faco prender e
remete-lo para a cada desta (idade e se
algum Capito de campo o apreender Icvcm-
no a ra de S. Rita Nova n. 57 ou na repar-
ticao do Correio a Joao Dias Rarboza Macndm,
que sergenerozamente gratificado.
cia verdica dos acontecimentos que tiverao lu-
gar no serco do Porto nos annos de J832 a ., v.....^, ....,.,.. nWnm>na ,.,.,,... .
iS3o; amada noiva Brasileira; opuscolo so-1 Brachet 1 v.; Molestias especiaespor Gibert 1 v; | Regifk: a Typ. de M. F. M Faria. =1843


Full Text
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