Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04903


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Full Text
Auno de 1843.
Sexta Fera 3
Tinto agora depende.le a Btmoi ; da no, B'j:mi>9 eono principiemni e ieremoi aponlarfoa Cum admiraran entre ai Maci,ee anata
ruli"___________( proclamaco da Aiumblta Garal'do BaaiiL.)
PARTIDAS DOS LORREIOS TERRESTRES.
Goiannt, Parahiba e Riogrinde do Norte aeganda < inus feiraa.
d'O o Garanhun a 40 e 24
Can<, .. Srinbae, Ri Fornoao Porto Calvo Macelo, i Alagoai no 4. 11
Bt>a-:e Florea a 3 e Samo Aman, quinta feiraa. Olinda todo oa diai
DIASUA .Mi ARA.
57 Se. i. Leandro Are. And. do J. de D. da 2. T.
i.S i-re. Hom.'io Ab. And. do J de I), da 1 T
1 Quari Cine a Adriiio VI. Aod. do J de D. da 3. t.
2 9 .Ini a. implicio P. Aud do J. de U da 2. Y.
3 Sen a. Hemelro M Aud. do J. de I), da 1 T.
4 Val, b Cisimiro Re Kel. Aud do J. de D. di 3. r.
5 Dom 4 di qitaresma a. Theofrlo l(.
de Marco
Auno XIX. N. 50.
, O Diario publica-a ludo oa dia> qira nAo lora Santificado o preeo da aaaignatnra b
y- de ira mil rea por quarlr 1 .ajo adiaaiadoa. O annuncio doi ajairoantea aao inaerido
' gratis, e o d<. que o nao forero rixo de 80 rei pr linha. A reclamacea derem er din
gida a aita Typ.j roa daa('.> N '4 no a tiraba 4a Independencia lojade lirroa N. 6a
venda.
Ctios.No da I de Mareo.
Cambio aobra I.ondre 28 d p.r 100 Ofao-Moeda da 8,400 V.
p..r
Paria 350 raa pul ranco,
Lieboa iOU por 1UU de premio. !
df 4,000
N.
PaaTi-Patacoe
Pe ios Ciilumnaiaa
dito Mrii.-anoa
compra
15 IIJ
14 SJJ
8.400
l,7Bi>
1.7BJ
l,7f)J
Moeda de cobre 1 por 100 de de cont. | *
Idea de letra de boa firmas lj I; '] ao mei.
PHAaESUA lUaNOMKZ DEMARCO.
La Clicia n If, (s 3 hora a i) m. da m I Lu nova I ai 1 M>ra< e 43 m. d
Quiri.aing. i i, a S hora a l'i n. da lard Juan, orno, a i,', a* 7 nuraae SI a. da m.
Preamar 'le Iwje
1." a 6 hora a 5i a, di manh.la. | l. a 1 l>ra IS m da tarda.
15.20J
15 000
8fiU0
17 0
1,7.0
i,78w
inanh.'i
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Acia di .7o nremratnr>ada Aisembla Legis-
latim Provincial de Pernambuco em 27 de
fecereiro de 1813.
Presidencia doSr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chmala, adiara-se presentes os
Srs. Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcanti re
AlViquen/ie I)r. Francisco Xavier Pereira de
Brito Tenante Jos Pedro da Silva, Dr. Felip-
pi Lopes Neto Jnior, Dr. Maneel Mandes da
Ojnhi \zevedo, Dr. Custolio Manoel da Silva
tuimares, e Maior Antonio Jos de Oliveira.
O Sr. vice-presi dente fe? ver, que, constan-
do estarem na cidade varios Srs. deputados eu
numero suTl dente pira se poder cfTeituar a ses-
sao da abertura io dia t.de marco proxi no fu-
turo, pareida-lhe que se poda logo offidarao
Exm. presidente da provincia para designara
ho>a em que dever comparecer, a fim de
fazer a leitura da ua falla ; e assiin s .'decidi;
bem como, que fo.isem convidados os Srs. sup-
plentes, que tomarao assento na sesgad passa-
da visto se acharem fra da provincia varios
Srs. deputados. R, para constar, se lavrou a
presente acta. Pedro Francisco de Paula Ca-
valcanti de Albuquerque vice-presidente Jos
FelUne de Souza 1. secretario Antonio Jos
de Oliveira 2. secretario.
Acta da sesso da abertura da assemhla legis-
latira provincial de I ernambuco no dia 1."
demarco de 183.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada, achara-sc presentes 24 Srs.
deputados. Prestou juramento c tomou as-
sento oSr Dr. Francisco JoaoCarnciro da Cu-
nta. Sr. 1." secretario leo um ollicio do se-
cretario da provincia participando que S. Ex.
comparecera ao meio dia para fazer o relatorio
do estado da provincia. Sciente.
OSr. presidente dirigio-seeom os Srs. depu-
tados Igreja Matriz de S. Fr. Pedro Consalvcs,
e ahi ouvirao a Missa votiva do Espiito Santo :
lindo o acto religioso regressarao saladas ses-
socs. Pouco depois Ibi annunciada a chegada
do Exm. residente da provincia o qual sendo
introduzido por urna commissao, composta dos
Srs. Lopes (i,iin,i Barros Cavalcante e Pereira
deCarvalho, tomou assento efeza leitura do
seu relatorio ; finda a qual, retirou-se com as
inesmas formalidades com que Ibi introduzido.
Passando-se a fazer a eleifad da Mesa sahi-
rao eleitos para presidente o Sr. Pedro Caval-
canti com 16 votos para vico-presidente o Sr.
Paula Laeerda com 14 votos, para secretarios
osSr. CarneirodaCunha com 13 votos e uli-
veira com 12, e para supplentes dos mesinos
os Srs. Domingues, e Bernardo Rebellocom 10
votos cada um. Empossadaa nova Meza oSr.
presidente deo para ordem do dia nomcaca das
commissoes e levantou a sessa pelas duas
horas. Pedro Francisco de Paula Caralcanti
de Albuquerque. presidente. Francisco Jodo
Carneiro da Cunha 1. secretario. Antonio
Jos de Oliveira. 2." secretario.
Rendimento total d'Alfandega em Fecerei-
ro de 18*3.
Rendimento total... 72:409,177
Bestituicao........ 202,923
Divenas outras mer-
carforias : a saber
15 p. c. a dinheiro. 12.191.000
top.c. em assignados. 29:333,565 t:82l628
oia1- 5 p. c........
Arma7ena!{em addi-
cional tle 3 '.' p. c.
leexnortacao 2 p. c.
''Apedientedel '/P.C
Gneros Nac. '/t p. c.
Premios dos assigna-
dos p. c.......
Vrmazenagem de */
P. c............
Multas..........
Emolumentos de cer-
tidoes..........
25,000
11:098,812
1,0')0
5:192.9SI
50.9S9
892,803
Tf.SH
1:860,123
R." 72:206,28
^enda Gernl...... 57:513,612
Dita applicada..... 14:682,012
R.'72:206,25
O esornao d'Alfanilega,
Jaromo Geraldo Ufara Lumichi de Mello.
INTERIOR
ASSEMBLA GEBAL
CMARA DOS SUS. nF.Pl'TADOS.
Sesso de 25 de Janeiro.
Lido o expediente o Sr. Nones Machado ob-
tem a palavra pela ordem e depois de um lon-
go discurso em que narra o assassinato prati-
cado ltimamente na provincia de Pernambuco,
pede a urgencia para que se discuta o seguinte
requerimento que remete A mesa.
Rcqueiro que se pecio ao governo as se-
guintes inlormafoes :
I. Belaciio de todos os assassinatos pratica-
dos na provincia de Pernambuco desde maio do
anno passado ate hoje.
2." Si se prenderao os asassinos ; si sefor-
maraoos respectivos processos e si foraojulga-
dos Nunes Machado.
A urgencia 6 apoiada e depois de longo de-
bate 6 posta a votseregeitada.
C >ntinua a discussao do parecer da commis-
sao de poderes sobre as eleicoes da Cachoeira ,
provincia da Babia e nao havendo niais qiiem
peca a palavra, da-se a materia por discutida.
Nada k mais fun ^sto e dcsmoralisador para
im pn"7 do que um poder fraco. labittiao-se
is laccis posso on partilha dssse poder, e
piando cbralas ahumas forcas, procura
xercer sobre ellas a-co desarmal-as ou de-
nrimil-as, encontra aberta a formal resistencia.
Entre nos aieda optler nao oi organisi lo
lvidamente e de molo que ofaroca su Tlcion-
"s garantas ordem publica e bem entend la
liberdad*P. Hurlamos da mil patria urna Ics-
'nco qu* nao estava em harmona com as inst-
'uici'S renresontativas: era mister crear t'ido ,
p nessa tarefa fomos guia los pelas i leas de um
optimismo exagerado, e pela inaxperieneia.
Aconselhados por una denepejio dolorosa,
era preciso abandonar a marcha que uhamos
soguld), e que moito contribuir para anar-
bisar o oaiz e chamar sobr pile as com moco s.
as desordens e a imiuni la le que ha mas de
4,6801 d(.. annos t flaiellao. Era urgente rever as nns-
sas leis resilla mentares, emendal-as segundo
osconselhos da experiencia e armar o poder
com os mcios in lisoensaveis pava emancipar-sn
da tutclla das facetes e das desencontradas exi-
eencias das inflo ncias das loralidades. Era
preciso adoptar urna poltica larga que fa-
rendo calar as VOieS mesquinhas de influencias
lomese de interesses oarticnlaros, di'sse lujar
a que somente podessi ser onvida a da razao
nacional, nica everdadeira indicadora do pen-
samentoe necessidades publicas.
A leis do concelho de estado eda reforma do
cortijo do nrocesso forao filhas dessa poltica ,
que em parte comecrao a realsar.
A le do concelho de estado tinha por fim au-
gmentar a fmea moral das decises do throno
imperial acoVrtal-o tambem com a sua res-
ponsalidade illustral-o com os seus concelhos
edisrusses, assegurar maior acert as deci-
s5os ministeriaes, stabelecer u tidade de sys-
tema e de certas vistas administrativas conser-
var materias tralices contrabalancar assirn
os inconvenientes que resultan da instabilidade
dos ministerios no svstcma representativo.
A lei da reformado coligo do pronesso tinha
por fim habilitar o poder para resistir aos parti-
dos sempre descontentes, para cumprir um
dos seus primeiros deveres a mamilencao da
ordem pubilca ea proteceo segnranca indivi-
dual tirando-o da dependem-ia de infl icncias
loraes e dando-lhe accSo eTicaz sobre as au-
toridades subalternas das quaes mister que
se sil va para orumprimentodaquelle dever.
Por oicasiao da execuciio dessas leis tiverao
lugar os desgranados acontecimentos que vou
referir.
Concluidos os respectivos regulamentos, pro-
cedeo-se na exeiiriio dessas leis, fazendo-se as
nomeaces e expedindo-se as ordens necessarias.
A assemhla lesi-.'aliva da provincia de 3, Pau-
Segiie-se a votacao do parecer e voto em se-
parado do Sr. QueiHW e venec-se segundo o lo da qual seesperava maior opposicao, vista
voto em separado, que erao nullas as eleicoes das promessas ameacas e carai ler de pessoas
72:206,25'
Cha 50 p.c. a dinheiro
50 p. c. em as-
26,460
signados......... 4:746.180 4:772,60
adi-
Polvora 50 p.c.
nheiro..........
50 p. c. giii as-
signados........
Vinhos e lquidos
csjirtuosos : a sa-
ber WP/sp. c. a di-
nheiro..........
48 '/ p. c. em as-
signados........
236,2i9
360,281
865,358
5:22,370
596,530
6:108,228
primarias das freguesias da Cachoeira S. Este-
vao de Jacuipe e Madre de Dos e igualmente
a votacao do collegioda Cachoeira.
Continua a discussao adiada ao projecto da
resposta falla do throno com as emendas a-
poiadas.
O Sr. Barre'o Pedroso, como membro da
commissao que appresentou o projecto, em
longo d:scurso sustenta o projecto de resposta e
pronuncia-si, contra as emendas.
O Sr. Jusliniano Jos da Rocha falla sobro a
materia e defende a doutrina das suas emen-
das fazendo varias observacef- ao que disse-
ra o nobre relator da commissao hoje ministro
da marinha om outra sessao.
O Sr. presidente levanta a sessao.
REt.ATORIO
Da repartirlo dos negocios da justica apprcscn-
tado a Assemhla Geral Legislativa na I." Ma
tas da 5 legislatura pelo respectivo minis-
tro e secretario de estado Paulino Jos Soa-
res de Coliza.
Augustos e dignissimos senhores representan-
tes da na cao.
' Tcndo de expJr-vos, cm desempenbo do de-
ver que a lei me imp'e, os melanclicos acn-
tccimenlo que depois de encerrada a ultima
sessao legislativa perturbriio gravissimamen-
t a paz publica e liio comprometiendo a exis-
tencia das nossas msfituiees nao intencao
minha narrul-os minuciosamente, nem tao pou-
co desdar urna por urna todas as causas que os
produzirao. Seria essa tarefa, sobre mui longa,
mui superior as mnhas (oreas.
nella influentes, linha votado entao aquella ce-
lebre mensagem cujo fim nao era outro senao
exigir, por urna lingoagem inslita a violacao
da constitui'cao do estado a qual nao consente
que a execuco das leis sea suspensa senao por
deliberncao e accordo dostrez ramos do poder
legislativo.
A lingoagem amcacadora ephrenetica dessa
mesagem, a afouteza com que exiga de um dos
supremos poderes do estado que destruisse actos
nos quaes acabava de concordar tao solemne-
mente com urna immcnsa maioria das cmaras
legislativas, e que a vontade nacional, legti-
mamente representada se curvasse diante do
capricho de representantes de interesses mera-
mente provinciaes, exorbitando das suas aUil-
buices e ostentando-se c >rn oesmareada filau-
cia e sem mandato orgos da naciio brasileira .
indicava sufficientemente que a execuciio da le
da reforma do cdigo do processo havia de ser.
quanto fosse possivel, embaracada.
Prometiendo abertaniente fazer opposicao .
execuco dessa le, coloreavao com ludo seus
adversarios taes promessas, dzendo que essa
opposicao seria feita na rbita das leis.
Nos municipios da capital, Jundiahy Mogj
das Cruzes Santa Isabel, S. Rouue, Santos p
outros, loro empossadas as novas autoridades,
sem a menor opposicao t: at com .'eral satis-
rac;"io dos seus habitantes. Em outros porn,
lesanvolveo-se urna resistencia sistemtica, e-
videntemente filha de anterior concert edis-
farcada anda com as apparencias da obediencia
A pretexto ora de falta de ctunp.iret imputo tli
venadores, ora de sufliciente numero de jxem-
ninrne dj le o ostras ves?? de duvidss "iie
oassavao a submetter rlecislo do governo de
provincia, retardrao quanto Ihes foi possivel as-
amaras de Veas, Lorma, Pindamonhangaba.
Taubat Cunha It Sorocaba Porto Fe-
lizeCapivary, a posse dos novas empreados.
Para d; urna ve cortar essas d'Bmldades,
orlcio'i o p'esi lente aosjul es de direito que
fossem as villas dar posse e f.izer entrar os no-
m dos no exerci; io da suas nincc?; sendo
suspensa a cmara da Atbala que f-a a mais
omlssa em cirnprir.as ordens da presidencia.
Parece que enloos conspiradores reconhe-
cendoque o governo estava resolvido a crm.re-
gar tolos os m -ios a o sen alcance paracump-ir
osen dever fa-en lo etooutar a le e exaspa-
ralos pala noticia da dissolucao da cmara dos
deputados, assentrao que era lampo de arro-
iar a mascara com que al entao se haviao co-
berto.
E com afeito assirn o fizerao e convertrao
a promettida opposic.".o constitucional feita na
rbita das leis em una rebelliao aberta e des-
vastadora cujas desastrosas consequencias mal
se podein calcular se nao houvera sido com e-
ncruia e preste/a suffocada.
Entenderlo que a melhor maneira de demons-
trar os suppostos inconvenientes das leis de que
se haviao constituido adversarios e de Ilus-
trar sobre ellas a ra ao nacional, consista em
lancar mandas armas; que a melhor maneira
de convencer que essas leisabriao a porta vio-
lencias e arbitrariedades consista em chamar so-
bre o paiz todas aquellas que coslumao acom-
panhar a guerra civil.
Guando o respectivo juiz do direito chegou a
Sorocaba para lazer entrar em exercicio as no-
vas autoridades creadas pela lei de 3 de dezem-
bro, ja as colisas eos nimos dos agitadores es-
tavaodispostos para o rompimento. No dia 16
de maio a noite chegou aquella lugar o co-
ronel Rap lael Tobas de Aguiar e no seguinte
de manhii, reunida acamara municipal o va-
rios cidados entre os quaes secontava grande
numero de clorigos e alguns vigarios, foi o
mesmo coronel proclamado tumultuariamente
presidente da provincia, e tendo tomado posse,
Iratou logodedemittir e suspender aquellos em-
pregados que nao sympathisavao com o mov-
mento revolucionario : e de dar providencias
para que podesse ir por diante abrindo coinmu-
nicares com varios cidadaos do norte da pro-
vincia que convidava a que rompessein c or-
denando a varias cmaras que inmediatamente
annunciassein por e litaes queficava suspensa a
le de 3 de deembro de 1841 com os respectivos
regulamentos, e de nenhum effeito as nomea-
ces taitas em virlude da inesnia lei.
O rompimento pomas horas depois da che-
gada do coronel Tobias a Sorocaba e poucos
diasdepcs de sabida a noticia da dissolucao da
cmara que era esperada ; auniformidadeda
lingoagem edos meios adoptados pela rebelli-
ao nos diversos e tao distantes pontos onde re-
bentou e.n S. Paulo e Minas, indica sufllcien-
temente que o plano da conspiracao fra com
milita antecedencia e vastidSo preparado, an-
da mesmo anteriormente a fados que,erao ap-
presentados como motivos do movimento mas
que i a realidade nao passavo d<-pretextos.
As apprehensdcs que o governo nutria de que
algum movimento se manifestasse na provincia
de S. Paulo nao podiao ser senao vagas nao
descansavao em lacios positivos, e erao dedu-
cidas da lingoagem violenta e amcacadora dos
audilhos da revolta, c do conhecimento do seu
carcter orgulhoso. A legislaco que a lei de 3
de dezembro acabava de alterar confiara urna
auloridade inmensa e quasi exclusiva aos
uizes de paz ; e esses bem como as cmaras
municipaes, nos lugares onde iinfluiao os che-
es da revolta haviao sido eleitos sua vonta-
le. Erao pm tanto os fautores da rebelliao, ou
seus cmplices ; conspirasa com os meios do
poder, ecslavao fra da sua icca ellieaz.
Seja dito de passagem nao de admirar que
!a calumniadafisse urna lei ( a de 3 de de/em-
>io que ia arrancar as fan<;es armas tao pode-
rosas e os meios de tratar como de igual para
:ual com os poderes supremos do estado.
lina grande parte dos ofciaesda guarda na-
ional emitios em pregados de nomeacaS dogo-
erno haviad sido escolhidos debaixoda adrni-
listraca do ex-preside te Tobias, que t.nha
montado a provincia a seu geito.
Assirn a maior pane dessas autoridades ero
is maiores inimlgos do governo e os maioies
onspiiadores. Em lugar de participaras Occur-
3S2CSS UC iia\aCttVttj O jJiuAiiiiu cscciiu n


.
<*
tempestado, oecultavao-nas com cautella, in-
timidavao os qu p.idia fa'.er al.,'uma reve'a-
^ao e preparava na.- sombras do mysterio as
molas que deviao pjr cin jogo urna das mais
vastas e tem veis rebellioos que tem desangrado
o paiz.
As villas de Itapetininga, It Faxina, Pirto
Feliz Capivary e Constituicao adheriro logo
ao movirnento, e de varios pontos comecrao a
concorrer Torcas para suslenta-lo emprean-
do-so todos os ineios possiveis para generalisa-
lo na provincia. Pouco; diasantes que a rebel-
liao se declarasse formalmente cm Sofocaba ja
o presidente da provincia tmha coinmunicado
aogoyerno que a opposicao lenta va romper ali,
e pedido forcas sendo seu primeiro cuidado
fortificar a capital, onde tinha aquartelada urna
guarnicao de tre/entos homens e conservar li-
vre a estrada de Santos para que podessem a-
vancar as forcas que espera va ao Hiode Janeiro.
Esta coinmunicado chegou a esta capital,
ondecausou grande sensacao no dia 17 de
maio prximo passado e no seguinte s 8
horas da manh, embarcou para Santos ern bar-
cas de vapora primeira expedicao, commanda-
da pelo Barode Caxias, nomeadocominandan-
teem chefe das forcas em operaces na provincia
dcS. Paulo e com posta do batalho n. 12 de
cacadores eom mais de 703 paacas de batalho n.
2. dearlilhariacom armamento de cacadores, le-
vando olTiciaes, armamento e municoes de guer-
ra; e finalmente, do batalho de fusileiros que
parti por trra, sendo esta cxpedfcao depois
seguida deconsideraveis reforcos. Ogoverno im
perial esgotou todos os ineios que tinha sua
disposicao n'esta corte para sufTocarrapidamen
te e antes que lavrasse mais, aquella rebel-
lio. Estas forcas forao coadjuvadas por consi-
deraveis reunios da guarda nacinal e cidados
armados, particularmente de Jacarehy de Mo-
gyinerim e Mogy das Cruzas.
No entretanto a rebelliao desenvolvia-secom
um carcter mais ferozeassustador no norte da
provincia cujas villas a pomoepouco se io
declarando. Em Tabaut reunirn em armas os
fautores da desordem parte da populacao, que,
desenfreada e disparando tiros as p utas das
novas autoridades commetteu toda a casta de
excessos. Km l'indamonhangaba foi o juiz de
diroito que para ahi seguir afim de dar posse
s novas autoridades Indignamente insultado,
ecorreu perigo de ser assassinado por parte da
populacao que apparecra reunida e armada.
as villas de Lorna e de Silveiras negou-se a
cmara municipal a dar posse s novas autori-
dades as quaes todava, sendo empossadas
pelo juiz de diroito, entraro ern exercicio, nao
obstante ameacas de serem assassinadas. Tendo
porm o vigario o juiz de paz e presidente da
cmara municipal disposto ascousase feito avi-
sar gante rompem do nuiteos vivas a Haphael
Tobas de Aguiar com mmtos repiques de si-
nos e logo* do ar ; fogem as novas autoridades,
que se achavao inermes, e dirigem-se os agita-
dores depois de haverom proclmalo o intruso
presidente em Lorna para Sdveiras. Ahi, ten-
do cercado a casa do subdelegado nao conten-
tes com urna descarga de mais de sessenta tiros
que sobre elle dispararan, rctalhro o seu ca-
dver com multas fucadas.
Para a villa de Qucluz nao podrao voltar r.l
novas autoridades que haviao conseguido tomar
posse por so havcreni ahi reunido perto de
quindenios rebeldes dispostos a assassina-las
se apparecossem. Constando ao delegado da
villa do Cunha (pie para as partes de Silveiras e
Lorna seconvidava gente para vir assassina-lo
e as outras autoridades da menina villa reuni
forca para fazor lace aos revoltosos que se ani-
mro a apparecer, mas nao a bater-se.
A villa de Guaratinguet para a qualse ha-
viao refugiado muitas autoridades e particula-
res dos lugares vizinhos manteve-se armada e
fortificada, symbolo da honra eda fidelidade,
no meio de tantas povoacoes fanatisadas.
Es>es municipio! ^amoacavam os lmitro-
phes da provincia do Hio de Janeiro eslorcan-
do-se os imitadores para nelles soprar o espirito
revolucionario.
Nao era possivel ao general BarSo de Caxias ,
nem ao presidente da provincia de S. Paulo, que
to oceupados und ivao em apagar o incendio
que lavrava no sul da mesma provincia, acudir
a estes pontos do norte della que acabo do
mencionar os quaes deinorao mais prximos
dado Bio de Janeiro, com a qual tem mais fa-
cis epromptas as communlcacdes que estavao
inlerrompidas com a cidade de S. Paulo. fJe-
mais nao era ainda possivel quolle general e
presidente dispensar parte das forcas que haviao
feito marchar sobre Sorocaba.
Foi portanto indispensavel ao goverr.o favo
novos sacrificios para enviar alguma forca at
mesmo de permanentes e de imperiaes mari-
nheiros para os municipios do norte da pro-
vincia do S. Paulo ficando somentc nesta capi-
tal parte do corpo de permanentes a guarda
nacional ealgumas pracasde iinha que acabavao
de chegar do norte.
Nestas melanclicas circunstancias e no dia
15 dejunluxhogou a esta corte a noticia do rom-
pimento do Barbacena.
A rebelliao no sul da provincia de S. Paulo
esteva ainda em toda a sua forca, porque ape-
na til. ha soli ido o r>ve da Venda Grande, que
fura parcial, e nio decidir a sua sorte. No
norte da provincia la v rara ella com grande furia,
disposto de quantos tinha preparados, e ape-
nas contava com alguns (fue do prevencao tinha
mandado vir por mar de outras provincias e
que, apesarde ordens mui terminantes e reite-
radas, podiio ser demorados por ventos con-
trarios ou por outras oceurrencias que se nao
podein prever.
O torpor que aquella noticia causou nesta ca-
pital foi extraordinario e augmentou conside-
ravelmente nos dias soguintes. Para isso muito
concoma a audacia etriumphal alegra com que
varios directores agentes ecmplices da rebel-
liao ye a presenta vao nesta corte, reunindo-se
sem o menor rebuco amcacando invei.tandoe
espalhando as noticias as mais aterradoras, que
circulavao logo e erao logo acreJitadas, por-
que onosso espirito acolhe com grande facili-
dade aquellas ideas que vo de conformidade
como sentimento que na occasiao nos domina.
O rompimento de Barbacena, segujdo logo
depois pela Pomba e outros municipios que cer-
cotodaa provincia do Rio de Janeiro at onde
Hmfta coma de S. Pauio, acabava de revelar, com
a maior evidencia, que o plano da rebelliao era
ainda mais vasto e combinado do que at entao
se presuma. Acreditava-se ( e o tempodemuns-
trou o quao fundados erao esses recelos) que
iguaes moviinentos teriao de apparecer em al-
gumas prov incias do norte, e especialmente as
do Cear o Pernambuco. Os correspondentes
do rebeldes nesta curte assim o asseveravo em
seus discursos c correspondencias que enviavao
por proprios para os pontos rebellados de S.
Paulo e Minas.
O primeiro cuidado dos rebeldes de Minas foi
cortar toda a communicacao com a corte e pro-
vincia do hiode Janeiro, para com mais segu-
ranca Iludir intimidara populacao dos ser-
toes econseguira-no, rebellandoos muni-
cipios da Pomba Barbacena Presidio Ayu-
ruoca e Baependy, e incendiando a magnifica
ponte do Parahybuna, e destruindo outras de
menor importancia, escapando a da Sapucaia,
por haver sido guarnecida a ten.po por urna for-
ca de guardas nacionaes. Privado de communica-
ces ficou assim o governo na mais completa
' bscuridade acerca do que se passava no centro
da provincia de Minas Geraes sobre a sorte
do suu presidente e da sua capitel, c das pro-
vincias de Goyaz e Mato-Grosso.
Em tao amargos e melanclicos dias o go-
verno imperial nunca desanimou; confiou sem-
pre no bom senso nacional e no amor que a or-
dem constituicao e a monarchia tem a gran-
de maioria do povo brazileiro. Ese nao fura o
auxilio que recebeu da grande maioria da naeao,
como em toapertadas circumstancias teria elle
podido, com (ao minguadosrecursos, cercado
de um sem numero de diliculdades, resistir a
revoluc ao e su (Toca-la em tao breve tempo ?
Tinha o governo que lutar nao smente com
a rebelliao que se desenvolva rpidamente em
duas das mais importantes provincias, seno
com o desanimo e terror que ella causou, e com
a audacia dos seus directores e agentes na capi-
tal do imperio. Todos os dias se espalhavo boa-
tos aterradores de que nella se preparava (do que
havia denuncias e indicios) um movirnento que
eslava prestes a apparecer.
Una tentativa ainda que depois suflbrada ,
exagerada pelas facooes, repercutira com gran-
de estrondo as provincias, e faria crcr que o
espirito revolucionario tinha invadido tudo al a
capital do imperio. Era portanto indispensavel
evitar a todo o custoqueasua lealdade fosse eni-
baciada pelo bafo impuro da rebelliao. A expe-
riencia tem mostrado que os movimentosdas ca-
pitaes, as commocoes polticas, exercem urna
influencia extraordinaria sobre o resto do paiz.
No dia 17dejunho apparcceu impressa as
esquinas das mas desta capital una proclamacao
incendiaria, concitando revolta, e procuran-
ilo arteira e prfidamente irritar as rivalidades
le nascimento a hem da causa da rebelliao. Esse
("acto, que em outras pocas poderia ser consi-
derado do menos importancia, teve entao mui-
la, porque erconlrou os espiritos j'i muito agi-
tados estando mui audazes uns muito ater-
rados outros pelas ms noticias que al entao ti-
nbao chegado.
amcacando os municipios vizinhos das provin-
cias do Bio de Janeiro e Minas. O governo acha-1
fu-s entao cxiiaunuoe recursos por haver jal
O governo enlcndeu que era indispensavel ti-
rar quanto antes o espirito publico do torpr em
que eslava eomprimindo a audacia dos cons-
piradores e reanimando acor, gem dos amigos da
ordem da lei e do throno constitucional por
meio de medidas enrgicas.
S. M. o Imperador dirigi urna proclama-
cao aos Brazileiros manifestando a firme inten-
cTo em que eslava de fazer executar as leis ema-
nadas da representacao nacional, de manler I-
lesas as prerogativas da sua corOa c convidan-
do os Iludidos a que depuzessem as armas.
Por decreto de 18 do dito moz de junho forao
suspensas nesle municipio da corte e provincia
do Rio de Janeiro os 6". 7o, 8o, 9o, e 10
doart. 17') da constituicao. Igual medida j
havia sido adoptada para as provincias de S.Pau-
lo e Minas.
For'o chamados ao servico activo todos os
guardas nacionaes da reserva todos os que se
achavao com I cencas "todos osefnuiugoJus p-
blicos que, na conformidade da lei, estavao dis-
pensados do servico, exceptuados sement os do
arsenal de guerra.
Foi vedado o transito nos municipios de Bar-
bacena Pomba, Presidio, Parahyba do Sul
e Va lenca sem passaporle.
No dia 19 e seguintes forao presos, sem cul-
pa formada quinze individuos dos quaes al-
guns depois forao postos (ora do imperio. Ou-
tros epoucos (cinco) nao sendo encontrados,
escondra-se, apparecendo depois que termi-
nou o prazo da suspenso das garantas.
Alguns desses individuos ero homens de
pouca importancia social, porm audazes, acti-
vos e decididos no partido que haviao adopta
do. A energa porm e sobretudo a audacia,
suppre tudo as revolueoes.
Estas medidas desorientrao os conspirado-
res e restabelecraoa conianca nogoverno a qual
ja comecava a vacillar com repetidas accusaoes
de fraqueza porque em taes occasioes mu tos
siio aquelles para os quaes nenhuma providencia
assaz enrgica c forte pirque as aquilato
na proporcao do medo de que esto dominados,
embora passado o perigo sejao muitas vezes
os primeiros a censura-las.
Posto que o governo nao tivesse entao disso
provas materiaes suficientes, tinha todava a
conviceao moral de que nesta corte seconspira-
va, que della tinhao sahido armamento e emis-
sarios para varios pontos e de que nella exis-
tia embora ja desfalcado do alguns membros
importantes, o club director da revolucao.
Esta conviceao moral foi depois amplamentt
justificada pelos processos que se formrao em
Aras nesta corte e na provincia de S. Paulo ,
e pelo descobrimento da sociedade secreta deno-
minada dos Patriarchas invisiveis.
A rebelliao na provincia de Minas Geraes,
depois dse haver declarado nos municipios que
circundao a provincia do Rio de Janeiro, co-
mecou a lavrar por outros pontos. Em quator-
ze municipios dominrao os rebeldes a saber :
Barbacena, Pomba. S. Joaod'EI-Bei, S.Jo-
s Larras Oliveira, Santa Barbara, Queluz.
Bomfim Ayuruoca, Baependy, Sabara, Cae-
th e Crvelo. Em vinte oito porm nao foi re-
conhecidoo presidente intruso e sao: Presi-
dio S. Joao Nepomuceno ltabira, Marian-
na Piranga Ouro Preto Camp,nha, Tre
Ponas, Pitangui, Patrocinio, Formigas, Ja-
nuaria S. Bomo, Minas Novas Rio Pardo,
TJberaba Aracha, Tamandu, Formigas, Pi-
umhy, Pouso Alegre, Caldas, Jacuhy, Jagua-
ry .cerro Diamantina e Conceicao.
Barbacena, Pomba, Sania Barbara, Bomfim,
Lavras e Ayuruoca rcbcllrao-se por si mesmos;
o com quanlo muitos districtosdessestermos fos-
sem favorayeis causa da legalidade-, foi mis-
(er o auxilio de forcas de fora para retomar a-
quellas povoacoes. E hem que os municipios di
S. Joaod'EI-Rei, S.Jos, Oueluz, Baependv
e Sabara tivessem muitos dislrictos nos quae
predominava o espirito de rebelliao conserv-
rao-se comtudo, ao principio, essas villas fie;;
ao governo imperial, e fomente depois suecum-
birao a ataques ou amcac; s cumprindo obser-
var que f"aliara apenas estove quinze dias dtbai-
xo da dominacao dos rebeldes, e foi rcslauradi
a primeira vez por forcas desse mesmo munici-
pio com pequeo auxilio de Ouro Preto. A villi
de Oliveira apezar de contar grande maioria di
amigos da lei e da ordem suecumbio repenti-
namente diante de urna pequea faeeao bai-
lando porem depois um diminuto auxilio de Ta-
mandu para que fosse retomada. Crvelo b;
restaurado pelas forcas do proprio municipio
com algum auxilio do Serr. ( aeth suecumhk
depois de gloriosa resistencia ao ataque dos re-
beldes de Santa Bar ara e foi restaurado dozi
dias depois pelas forcas do proprio municipio.
Nos do Presidio Pitangui, Aradla c Diaman-
tina apresentrao-se violentas commoiocs qtu
forao porem contidas enrgicamente pelas (orea.1
dos mesmos municipios. Baependy enlregou-
se por urna eapitulacao vergonhosa, e foi depon
retomada por lonas do mesmo municipio d<
da Campanha e outros pontos. Tamandu, ata-
cado pelos rebeldes, repellio-os corajosa e victo-
riosamente. Na noite de 20 para 21 de julho ap-
pareceu em Paracat urna sediefio que ohrigon
algumas autoridades a deixar os seus emprepof
ea relirar-se da villa. Nos municipios de Ma-
riana, ltabira e outros formrao-se alguns gru-
pos que depois de prcm cm roaccao as auto-
ridades e de commetterem varios excessos, se fo-
rao reunir s forcas rebeldes em outros pontos.
Finalmente, em quasi todos os municipios se
inanifestou urna agitarlo mais ou menos violen-
la, que obrigou as autoridades aempregar maior
vigilancia, e armar os guardas nacionaes e
outros cidados.
(Conlinuar-se-ha.)
Correspondencia.
Srs. Redactores. Como se trata de escla-
recer o publico sobre o facto nim itmi Ingnr ao
ujuMi e revoltante eommumVado inserto no seu
Diario n. 40, faci occorrido na secretaria do
I.yceo d'esta Cidade, em o dia 3 de Fevereiro
docorrenle anno eu (|ue fui testemuiiha pre-
sencial do mosmo mo posso deixar de ncoin-
moda-los nao s por amor da verdade ^1
nao tambem |wrquc perlencendo honrosa
corporacao dos professores d'aquelle estaheleci-
mento, entendo que devo fazer quanto em mim
couber para arredar do vu res|.etabi|,ssini0
chefe a odiosidade que adrede se Ihe quiz hin-
car e que como muito hem disse um meu L
lustre collega na sua correspondencia publicada
no Diario n. 45, enxovalha toda a corporal3o-
contarei pois o caso como o caso foi, e o pu-
blico imparcial ajuizar se era elle digno de tan-
ta sanha e acrimonia.
Estavao alguns Srs. professores na secretaria
do Lyceo e entre elles se hem me lembra
o Sr. Padre mestre Fr. Carlos de S. Jos, e
Sr. Padre I). Francisco, quandoenlrou S.'f.x.
B moSr. Director com a caheca inttiraniente
descoberia e depois de saudar a todos com a
sua costumada urbanidade afTabilidade e cor-
lezania sentou-se. Tirou da algbeira a sua
coifa e pedio licenca para se cobrir com ella
por estar suado : n'essa occasiao c lalvez poro-
Ihar para o Sr. Padre D. Francisi o, e \-lo co-
herto com o seu solideo veio-lhc a pello (aliar
desta insignia ecclesiastica em conversacao e
gracejando disse que nao usava d'ella se l'em
que Ihe competisse em bom direto por ser Ris-
po : mas, que se fosse simples clrigo, nunca
a traria por temor de se exprr irrisao publi-
ca &c. n'este cmenos foi S. Ex."R.m nter-
rompido por outros professores que chogav.o ,
e forao todos para a meza do (onsclho a.'m d
dar-sc principio sessao ; a respeito porem do
que nella se passou, refio-me correfpcnden-
cia do Diario n. 45.
Ora a visla d'isto o que ha ahi de injurioso
ao Sr. Padre D. Francisco para que o cu a-
migo communicante do Diario n. 40, prelcn-
dendo desafTronta-lo tralasse de cobrir de ig-
nomiosos apodos, baldees o saica?mos a um
V'arao (ao respeilavel elo digno ror ludes os
ttulos da estima dos PcrnaniLucanos sensaios
qual o Ex."10 e B.mo .r. D. Thomaz de No-
ron ha Bspo ResignalariodeOlinda, ccliefe
d'uma corporacao litleraria que a lodos trata
com as maiores attenooos ? Enlretanto que S.
Ex. nao se dirigia no Sr. Padre D. Francisco,
antes fallara hypotht ticamente, pondo ocaso
em s proprio, e dizendo se eu fuste simples cl-
rigo 'c. mas, se o Sr. Padre D. l^rcncifonao
eia esse clrigo simples no se podiao cnlcn-
der com elle as suas palavras ; e querido mermo
se quizesso appl.car-lh'as por ser o nico erek-
siastico que all se aihava col.cilo conT s< lidor
sobre que versava o dito de S. Ex.* R."1, an-
da assim nao passava d'uma indirecta admcesla-
iao ou advertencia', para a qud sejulgava
S. Ex.'aulhon'Hido, j pela sua aunada ida-
de j pela sua superioridade n'aquelle lugar,
quic por excesso de zlo e caridade para que
oSr. P'idreD. Francisi o nao se expomse ao
risco de infringir as bis do paiz onde hospe-
de, ncoriendo na pena do artigo 201 do nosso
cdigo criminal, se acaso usosse d'im distiiic-
tivo ou condecora! ao que nao livisse cerno
suppunha\ Ex. Tanto assim que oSr.
Padre D. Francisco ouvindo as palavras do
Ex.mo Sr. Director nada Ihe tornou lalvez por
mostrar que ellas nao se deviao entender com
elle ; alias tratara lego de justfi..ar-se para
com os seus collegas, tuja loa opiniao nao
desuppCrquc desprezasse e mostrar a o Lom
direto que tinha para usar do s..lido.
Se po s urna leve adnioestaio proferida cm
conversai ao quasi familiar, no recinto d'uma
secretaria perr.nte3ou 4 pessoas porum
superior, e dictada nicamente pela raridede
chrisla sem anio de injuriar, n olivo I as-
ante para que um Anciao Venen ndo um
Prncipe da Igrtja, dolado de v iludes e ionl;e-
cinentos nao vulgares, soja alrozncnle vili-
pendiado em publico n'um paiz onde ja foi
Prelado Diocesano, onde preslou nleventes
snicos cono (al, ondeonserva ainda a anti-
pa veneracao devida a tao rxiclientes pridita-
dos a 18o eminente jeran hia, que (rali mon-
to que respeito que obediencia que dooi-
lidade poderemos esperar dos riossos discpulos ,
quando assim desactanos o nosso iliefe?
Todava psfotl inlimnenie lonvinuVo de
que oSr. professor de Ceopraphia desappro-
var os excessos do seu amigo communcimle
que o comprometleo querendo defent!-lo ,
com to estranlio e inmoral desnggravo ; e que
se S. S. Ihe minislrou os documentos que au-
(horisarao o seu faeanhoso con m un irado foi
sem duvida por ter occasiao de ostentar ao pu-
blico os seus ttulos o prerogativas !
Espera portante) ila imparcialiilrde e rvrtidlo
que caracteriso os Srs. Redarlrrrs do Diario
re Pernatnhuro que como esi ri| toros pblicos
sao interessados na manifestarlo da verdade c
na reclificacao da opiniao publica que sed'g-
ss;Sc u dar ao prlo esta singla exposiiode
Ovlro professor do Liceo.



WF^
5
MJSCELLANE1L
res causas da nossa decadencia acontece nos
a tolinter muitissiinas vozcs de apren lor ou
do tornar a aprender o que nunca ou mal nos
ensinaro.
17-J Franca Enfraquecida pelo trata-
do do Utrecht, cm 1713, a Franca inda
tal e ooioma
!1;gncral
jEXP\MSA0 l>\ ISGI.VrEI'l.V SOBaK O GI.1B ).
A'vista di inTati ivol actividada da na?io
Indica o que a: a Franca ? O seu governo fo-
ge a cala pissi recua recua continuamante conserva a suprcmazia como potencia continen-
/dJhia.l osolhaj e deixa a Inglaterra -cm
alversariosoro atar sua vontadj e:n taJosos
antosd globo o lio; (Toast reTj imnnsa
porm.sio da qual hoje e q-.ier continuar a
ser por multo lempo a primaira potencia do
mundo. Porem o aia p ir outra parte para
lastimar, a coaJusta seguida palos adversa-
rios do governo : as suas declam a:-oes scm
mira parece nao ter outra tarefa mais do que
entreler em a nacao sen timen tos de ignobil
ciume ede un odio impotente contra os nossos
eternos rivaes ni lis activos mais perseve-
rantes mais providentes do que nos mais
capazes de crear, de seguir de acabar gran-
des designios. Sim che.gamos ao ponto de
que o Inglez se ha tornado em Franca objec o
de medo para o governo o de inveja nara a
na \io : medo e inveja eis o que nos resta das
nossas grandezas passad.as 1
Pela nossa parte temos sempre ropellido
esses o liosos sentiin'jntos osforcando-nos por
inspirara nossos c.oncidadaos urna generosa e-
mulacao. Se a'.guma vez te,nos combatido os
projectos da Inglaterra foi sempre menos pa-
ra desapprovu r o seu objeclo do que para indi-
car o que es'ses projectos continhao de mo e
de lyrann.ico precisamente pelo mol vo de
sercm e-\ses projectos executadossem o concur-
so *; na auzencia lorcosa ou voluntaria das
outros nacoes.
Repelimos de bom grado que vemos com
pvazer e militas vezes com admiraco, a Ingla-
terra cumprir a mis ao que ella mesma se mpoz,
de unir por lacos mais estreitos as diversas par-
tes do globo e do espalliar e entreter ger-
inens de civilisacao no seio do paizes at agora
perdidos as trevas da barbaria ou da selvager'a.
Nao dissimulamos que as suas tentativas sin
muitissiinas vezes manchadas de fraude, de
violencia e de egosmo ; bem sabemos que
lias nao sao nicamente dirigidas por urna pu-
ra idea pliilanthropica ou religiosa ; quem o
duvida ? Masa >ua obra 'fecunda em felizes
resultados ; Ion ge de embarace la o dever de
toda a naco dotada de vida e de futuro e de se
associar a ella. Alcm de que esta assoeia-an
acceleraria a oxocu 'fio d'essa obra tirar-lhe-
hia os caracteres de violencia e de interesse
pessoalque a opposiciio ou o odio dos outros
povos Ihe imprimem quasi a forra.
Porm ergueo-se e cresco tambem todos
os dias o verdadeiio inimigo da Inglaterra.
Impotente para segui-la pelos mares, elle se
fortifica pacientemente no continente. Ainda
novo elle nao tcmadquirido todas as suas forras:
antes de um seculo ter-se-ho desenvolvido
n'elle e nao ter a velha Albion perdida en-
tao parte das suas pela guerra intestina queso
prepara na sua illia, lase insuffi liento de um
edificio Lao grande ? A Russia nao perde um
instantepara ga n liar torre io no exterior, pa-
ra instruir-se enriquecer-so, e civilisar-se
no interior ; ella se aproxima constantemen-
te da Europa occidental, e ja carrega com um
pe^o bem grave cm todos os negocio;; o que
ella tem feito nada 6 em co npara'-iio do que
pretende fazer ; o seu governo marcha resolu-
tamente roalisaco da sua tarefa ambiciosa o
note-se bem que ello a cha un ln fiel um
poderoso apoio no sentimonto nacional servo
ae;coadoe intelligento do poltica imperial.
A'vista d'cstes doiis patriotismos ardent's ,
porguntamos ainda outra vez, o que faz a Fran-
ca ? .... A Franca nada a'.. Nao ancuze s-
mente os seus ministros e jornalistas 1 Quem
que cria o; ministros quem que sustenta o>
jornaes? Nao o paiz ? Se tem maos minis-
tros, mos ornaos nao culpa do paiz? Poiz
queixe-se de si mesmo ; trate de adquirir o
conhecimentc da nova sUua fio em queso acha
collocado ; indague qual deve ser o seu patrio-
tismo propiio se 6 um patriotismo mesquinho
e pessoal qual o dos Inglezes ou o dos Russos ,
ou antes se nao deve consistir n'uma tarefa mais
sublimo a de formar o laco de todas as nacoes
entre si!
Porm fastamos-nos milito do assumpto
especial que tinhamos em vista ao comecar
N'um dos nossos ltimos nmeros demos um
esbozo rpido das conquistas feitas pela Ingla
trra, e pela Russia, e das perdas soffridas
pela Franca. Releva zravar bom este assumo-
to no espirito do publico e para isso nao pode-
mas fazer mais do que repetir com individua-
caas malangas omrridasdesde 1740, ebo-
je concluidas scuindo sempre a carta de M.
A n lriveau Goujon. E' urna Mcao de geogra-
ph;a quedamo;, ou antes que transmittim*;
eesta felo nao intil nem para o publico
fr.incezem gorai nem jw'5 m |mih -mar;
porqnantoem consequenciada fraquezada ins-
triicnao em Franca, que nao una das meno-
Ao sul da Europa ella pereo
o as passagens dos Alpes; misan
norte conserva a linha de firtalcas construidas
por Vauban. Ella recupera Minorca em 17 V.'J,
eadquirepelo tratado de 17 i-S urna influen-
cia exclusiva sobre Gonova Mo lena Par-
ma Plaisanco, Giastalla, a qual Ihe tinha
sido tirada pelo tratado de Utrecht.
Na America aquello tratado foz-lhc perder
a Terra Nova cedida aos Inglezes ; mas ella
possue quasi todas as Antilhas e a Cayenna. Es-
tendem-soe fortificao-se as colonias da Acadia,
do Canad e da Luisiania.
Na frica portencem-lhe o Senegal Gorea
e as ilhas de Franca Bourbon e Rodrigo ; ella
colonisa Madagascar.
O circuito da pennsula Indiana pertcncc-lhe
quasi por inteiro com urna grande influencia
no interior.
Russia Ainda 6 quasi nulla. Pedro Gran-
de conquistou Suecia a Finlandia a Carelia
ea Inglia ; n'esta lundou ello a sua nova capi-
tal de S. Petersburgo ; porm perdeo em 17II
Azof e as outras conquistas feilas aos Turcos
em i693. A Russia foi obrigada a renunciar
ella de novo na paz de Belgrade em 1739.
As suas pessesses asiticas u septentrionacs
sao antes nominaos do que reaes: ellas at nao
sao completamente conhecidas. No oriente (i-
caro as exploradles encerradas no mar de 0-
cktsk 6 as Kurillos descoliertas em 1720.
Bahring oprimeiro que passou alom da pona
meridional do Kamtchatka naufragou e mor-
re / em 17il na ilha que tem o seu nome. Ao
S'orte Muravel chegou apenas at o rio do Pet-
chora om 173i cao (abo Jaimal em 1733;
o golfo do Oby si foi alcancado em 173S pelas
expedicoes de Malygin e de Keiratoff; e Owzin
0 Korchetew pararan no Jenissei em 1739.
Nada podia fazer prever urna supremazia a-
siatica nem tao pouco Europea.
Inglaterra As suas posices sao pouco nu-
merosas mas bem tomadas. Ella possue ha
nuito tempo Jersey c Guernesey as costas da
Franea. A paz de Utrecht do-lhe Gibrallar
no Me literraneo e a Terra Nova na America ,
lefronte da bahia de S. Lourenco o.cupada
aela Franca. Saliendo ja que quem scnbor
lomar, domina as forcas encerradas as tor-
ras ella lancou colon;as sobre toda a costa de
leste qnc guarnece as possesses francezas do
Canad c da Luisiania. Ella possue as ilhas
1 Alca as, a Jamaica, as ilhas Virgens e a Barba-
la as Antilhas e comcea assim a bloquear
o golfo central da America. Nada tem ella
na frica ; e na Asia so oceupa o forte Willi
am junto de Calcuta e Bmbay.
18-0 Qnantas mudancas succeder.o no
espaco de um seculo. Rebentou na Franca
urna revoluc&o tnrrivel : depois de espantosas
perturbacoes civis depois de urna elevacao
maravilhosa a Franca tornou a cahir enfra-
[uecida o desmoronada e todas as potencias
septentrionacs augmontarao a suacusta e em
prejuizodas potencias do Meiodia.
Franca Ella uanhou a reunio definitiva
da Corsega ( 1763) Avignon e Mulhouse
'1790).e comecou a conquistado Argel (1830).
lilla perdeo : ao Norte urna linha inte:ra de
fo^alezas Sarrelouis Landau Philippe-
ville Courtray Fournay ; a Leste algumas
pequeas possesses para a Suissae Italia. As
mas fronteiras forao cortadas nosPyreneos Ao
Sul, Minorca e toda a influencia sobre a
Italia septentrional Na Asia todas as colo-
nias da India salvo Chandcrnaoior, Pondi-
i bery e alguns outros pontos scm importancia ,
perdidos as possesses Inglezas. Na Afr.ca ,
Madagascar a ilha de Franca Rodrigo e as
Seychelles. Na America a Acadia o Cana-
d o cabo Bretn as margens do rio S.
I.ourenco a maior parte das Antilhas e nao
Ihe resta com a Cayenna mais do que a Guade-
lupe e a Martinica separadas urna da outra e
cerceadas pelos Inglezes. Ella nada possue na
Pecania ; ha pouco foi abandonada aos In-
glezes urna pequea colonia de Francezes, si-
tuada ni No va Zelandia.
Russia Esta nada tem perdido desde 1710.
Ella conquistou da Sucia a Finlandia (Abo ) ,
a Esthonia ( Re\cl ) a Livonia ( Riga ) c urna
parte da I.aponia ; da AHemanha a Cour-
landia (Mitn) ,a Samofficta ; da Polonia, a
Lithuania fWilna) Volhynia (Lucko'' urna
parte da Gallicia a Polonia propr amento dita
Varsovia) c o protectorado de Cracovia ; da | veira.
Turqua urna parte da Pequea Tartaria al 10 barricas drogas 1 caixa ditas 3 fardo
Oimea a Bessarabia o littoral do mar No- ditas a Joaquina da Conceifo Bravo 6 carias
uro o protectorado da Servia da Moldavia a\ chapelinbo; a pastora a Antonio Joa|uim de
do noroeste do continente septentrionar", desde
39 graos do latitude at porto de 70.
Inglaterra Ella perdeo m America oque
Firma actualmente os Estados-Unidos; mas
uanhou na Europa Malta as ilhas Inicas e a
illia de Heligolando defronto do Elba o do
Weser; o na Asia Aden que domina a en-
trada do mar N ormelho ; Ceylo a grande
peninsula da India ou soja de posse directa ,
ou de vassalagem completa. Ella se estende
a leste do Ganges ; tem usurpa.o considera\el
parte do imperio dos Rirmans ; o oceupa Malac-
ica, Singap.ir Pulo-Pinang, e a ilha de
; Chusan ; na China.
Ella ganhou na frica Bathurst Scrra-
l.ca numerosos estabelecimentas na costa de
Gui as ilhas de Fernando Po a Aseen-
sao e S. Helena a immensa colonia do cabo
da Boa-Eperanca a ilha de Franca ( Mauri-
cia ), Rodrigo as Seychelles e as Amiran-
tes.
Na America o Canad e todo o continente
septentrional at o monte de S. Elias ao oes-
te ; as Lucaias quasi todas as Antilhas a
Trindade urna parte da Guyana as Bermu-
iles, Bal isa no golfo de Honduras, as Mal-
vinas e Fakland.
NaOccania a maior parte da Australia, a
Tasmania ( Van-Dicmon ) a Nova-Zelandia ,
Norfolk. Sem contar como diz o redactor da
carta em questao cm todas as partes do mun-
do muitas pretencoes que demandaran mui
longa cnumeracao ; e um protectorado cheio de
futuro para ella sobre muitos pontos importan-
tes especialmente sobre as ilhas Sandwich ,
as ilhas da Polynesia Zanzibar, Maskat ,
&c. &c.
Para completar esto quadro geral facamos
notar que a AHemanha, tao dividida at en-
tao consolidou-se pela sua separacao definitiva
em dous Estados principaes o que um d'es-
tes Estados a Austria tem-sc engrandecido
custa da Italia eda Turquia ao passo que
a Prussia arrasta no seu movimento lodosos
pequeos Estados visi ribos.
Lancando-se oso los sobre o quadro prece-
dente o que se poder dizer? Que a fortuna
tem favorecido os que sao habis activos per-
severantes c pievidentes. Nao de justica que
pelo contrario aquellos que s tem leviandade e
improvidencia tenhao decahido da sua posicao?
E' asimesma que a Franca deve imputaros
seus revezes. Masque Ihe cabe fa'.er d'ora cm
diante? Beconquistar o que perdeo? Nao. O
espirito de conquista nao assenta mais aos seus
costumes nem s suas ideas nem lao pouco
aos seus int'.-resses. Ose interesse este :
conter as invases da Inglaterra e da Bussia
poralliancas conlrahidas com as outras poten-
cias n'um fim commum de seguranca para
prevenir a lucia d'estesdous colossos a Ingla-
terra e a Bussia.
O seu dever est em harmonia com o seu in-
leresse, pois que consiste em predisp'ir a asso-
ciacao do todos os povos; mas este o dever
este o interesse de que a Franca ainda nao est
bom penetrada e cujo conhecimento s pode
restituir-llie os sentimontos de patriotismo que
ella pardeo e que s pode achar premondo a
si mesma um fim verdaderamente d:gno della.
(Phalange)
COMMERCIO.
Alfandcga.
7:3208223
Rendimento do dia 2.........
Desearregio hoje 3.
Brigue Emprehendedor pedra.
Barca Espirito Sanio pedra e outros
gneros.
Barca frilliant carvao.
Brigue inglez Emma carvo.
IMPORTAgO.
O briuc americano Messanger, capitao
Charles F. Alien vindo de Boston consig-
nado a Henry l'oster & C. entrado cm 2 do
cor ente monifestou :
300 tonnolladas de gllo 8 caixas para de-
posiso de gllo 1 balanca Bomana. a Henry
Foster & C.
O brigue Sueco Aslrea capitao C. Olsan ,
vindo de Lisboa consignado a N. O. Bieber &
C. entrado cm 2 do corrente, manifetou :
10 pipas de aceite do oveira 20 barricas
dito a Thomaz de Aquino Fonceca.
3 caixas vidros em diversas obras, 1 dita pen-
nas de lapis a Ordem.
2 caixas meias de algodo a Mendes & Oli-
2 frades de pedra a Antonio de Souza & Cora-
pan hia.
220 moyos de sal a N. O Bieber Si C.
Alovi men lo do Porlo.
Navios sahidos no dia 1."
Rio de Janeiro ; patacho brazeiro Pelicano ,
capitao Joo Montciro d'Almeida carga di-
versos gneros.
Babia ; brigue inglez Louisa capitao J. i.
Nownian com a carga que trouce.
Navios entrados no dia 1.
Halifax ; 40 dias, brigue inglez Louisa de
131 ton Jadas, capitao J. J. Newmnn, equi-
pagem 11 carga bacalho : a Me. Galmont
& C.
Boston ; 30 dias, brigue americano Metsen-
ger de 213 toneladas capitao Charles F.
Alien equipagem 12, carga gelo : a Henry
Forster & C*
Lisboa ; 33 dias, brigue sueco Aslrea, de 260
toneladas, capitao J. lss..n equipagem
11, carga fa endas : ordem.
Navios entrados no dia 2.
Bio de Janeiro; 28 dias barca americana Sar-
dius, de 307 toneladas, capitao Joseph Lon-
dsey equipagem 17, carga lustro : a Henry
Forster iV C *'_____________________
Edtaos.
Vicente Thomaz Pires deFigueiredo ("amar-
go, commendador da ordem de Christo, inspec-
tor d'allandega &c. Fa/. saber que no dia 4
do corrente me/, se bao de arrematar em basta
publica na porta d'allandega, ao meio dia um
barril de plvora contendo 2o libras, no valor
de 430 a libra apprehendido pelo guarda An-
tonio Francisco Naviera bordo da canoa Dena-
zaria que o levava sem despacho ; cinco cha-
peos do chille no valor de2oS00 reis, appre-
liendidos tambem sem despacho pelo guarda Joo
da Cruz Fernandos Sousa sendo a arremata-
cao sugeita a direitos e expediente. Alfandcga
2 de marco de 1813. Vicente Thomai Pire$
de Figneiredo Camargo.
Hcclaracocs.
Pela administracao da meza do Consula-
do se faz saber que no dia 6 do corrento me/, se
bao de arrematai porta da mesma adminis-
tracao 4 caxas de assucar 3 de lira neo o 1 de
mascavado aprehendidas pelos respectivos em-
pregados do Trapixe da Coinpanhia por inexac-
tidao das taras ; sendo a arremataco livre de
despe/as ao arrematante. Meza do Consulado
de Pernambuco 2 de Marco de 18W. Mi-
guel Arcanjo Monteiro de Andrade.
= O administrador da meza da recebedoria
de rendas internas geracs tem marcado o prc-
'.entc mez para arrecadaco da laxa de 1,000
reis, por eseravos (leste bairro de S. Antonio,
principiando pelas ras abaixo declaradas, con-
tinuando a annunciar as ras que se forem se-
^uindo, e nessu mesma occasio reecbcras
certidoes das matriculas de que trata o art. 8
do regulamento de 11 de Abril de 18V2. Re-
cebedoria 1.de Marco de 18W. Francisco
Xavier Cava'cantide Albuijueique.
Ba de S. Francisco, detraz do Theatro ,
Cadeia Collegio, Crespo Cruzes hecosda
Pol, c do peixe Frito, ra dos Ouarteis, Mun-
do Novo Florentina caes do Machado Ro-
da Palacio velho S. Amaro, B. Jczusdas
Crelas Calabouco ilelraz da Matriz patio
da mesma Hospital do Paraizo por detraz do
niesmo.
Lca.
-- OCorretor Oliveira far leilo de urna
porco dos mui afamados carneiros do Cabo da
B.la-Espcranoa, chegados intimamente pelo
brigue Guiare; hoje 3 de Marco ao mu'o dia
em ponto no arma cm da caza antiga de Me.
Caluiont & Coinpanhia, ra da Cadeia.
Avisos diversos.
ila \ alacnia ; na Asia ama ji.hu: u.i v.irrnssia;
e da Persia a Georgia Liflis e Erivan ;
na America as ilhas Aloutiennes a parte
Souza Kineirv
5 sacadas de cantara a Jos Mr.rJa Pereira
Ramos.
O PAISANO.
Sabio o n. 3 e est a venda.
J^:)rvolis, das 10 a I hora da tarde e das
OslO da noite; no botcquim junto ao
Theatro
= Morand, Angelo Mario Luiza
Francez retira-sc para Franca.
__ Bento Jos Ribeirode Souza,
portnguez retira-sc para Europa.
__ Antonio da Costa Ferreira, faa scicnte a
quem convier que Luiz Fortunato \ icira de
Lima deixou de ser seu caixeiro desde odia 28
do proviino mez lindo.
Aluga-se por proco commodo um bom
;u in<7.c:" de rus 2 rus st uu iuu uOnEO-
rim n. 29 : trata-se na rna do Nogueira n.
13 ou na do Codorniz n, 10.
subdito
subdito


I
E
= Pcrdeo-seno dia 25 do passado da ra
Velha at a Soledade um brinco de ouro
com doisdam<:i!es ; qnm o achou pode en-
tregar ai ra Jj Conceica da lija vista n.
16, que sari bem recompensado.
= Compra-se urna negra maca que saiba
engommar e coser : noarmuem da ra da
Alfandega velha n. \i, ou em Fora de Por-
tas n. 133 primeiro andar.
= Manoel Duarte de Faria brasileiro, re-
tira-se para fora da provincia.
Aluga-se una casa na ra do Cotovello ,
com iquartos duassalas, cozinha fora, quin-
tal e cacimba ; quem pretenderdirija-so a ra
do M un do no jo, n. 5V, na mesma toma se
roupa para se lavar de varrella com muita
promptidao e toda responsabelidade.
f= Luiz Jo^edeSouza subdito Portuguez
retira-se para fora da provincia, e por este
motivo roga a qualquer seu credor de Ibe aprc-
sentar o sea debito para ser pago isto no pra-
so de oito dias; pelo mesmo motivo roga a seus
devedares que Ihe vcnho satisfacer o que Ibe
estao djvendo pelo que ficara sumamente
grato.
Quem tiver para alagar um andar de ca-
sa que seja bastante grande com commodos
para urna grande familia cuja casa deve estar
i jimpa e sita em algumas das ras Nova Ca-
bugi Qieimadoe Collegio ; adverte-se qui-
nao se repara prora do aluguel dirija-se a ra
Nova n. 33.
O Sr Amaro JozeFerroira e a Senho-
raManaManoela, que-ro dirigir-se ao Pateo
da ItibeiradeS. Antonio sobrado n. U pa-
ra negocio do seu interesse.
A Sonhora Mara do Livramento queira
vir no praso do 8 dias raptar os penhores que
tem em po icr de urna pessoa enconsequen-
cia de 703 rs. qtt0 tomou a juros e como os
nao tem satisfeito, avisa-se que nao apparecen-
o serio vendidos ditos penhores, para sa-
tisfacao da ann uncan te.
Antonio Ferreira da Costa Braga faz
se.ente ao publico que ninguem faca negocio
com urna letra da quantia de 119,000 que se
acha dnsenraimnhada acceita por Manoel An-
tonio R.bciro, passada a 4 de Fevereiro a
oO lias e a dita letra nao hia assignada pelo
annunciante de cuja ja o nicsmo Snr. est
preven (lo para a nao pagar.
No da 2| da Fevereiro findo desappareceo
oo largo do Carino um cavallo castanho es-
curo baixo, egrosso, notemsignal bron-
co algum tem o olbo csqucrdo remeloso le-
vou cangalha ecubresto; quemo pegar leve-o
ao pateo do Carino venda n. 1, que ser re-
compensado.
OSr. Joze Luiz Innocencio Poges d-
rija-sc a ra Nova armazem n. 67 a nego-
cio de seu interesse.
Aluga-se umsoto na ra da Praia por
cima do armazem n. 70 : a .tratar no mesmo.
francisco Jos da Silva Regadas, subdi-
to Portuguez, retira-sc para fora da provin-
cia. r
--No bolequim da Estrola haver todos
os das das \ horas em d ante sorvtes de fruta
= Da-se 603,000 rs. a juros de dous por
cento sobro penhores de ouro ou sobre hv-
pothe.ade umi casa livn.-e dosembarassad :
no atierro dos Amigados, d 'fronte do viveiro
doMuni<, armazem de sal n. 77.
Quem precisar de carracas para condu-
zir pipas barricas de arinha entulho ou
outros quaes qtior volumes, dirija-se a ra de
Agoas venios n. 22.
Bernardo de Souza proprietario do hia-
to Flor la Laranjeira vendo o annuncio do
fr. Custodio Joze Alvos, no Diario n. 47 de
28 de Feyere:ro declara que o dito Sr. nada
tem no dito hiale o se se considera credor do
correspondente naquelle tempo Joaquim Do-
mingos de Son-a por debito que este Ihe devia,
pode cobrar delle Sou '.a pelos meios judiciaes '
e pelos bens do mesmo seu devedor e nao pe-
los do annunciante.
Alugi-se o segundo andar da casa n. 4
na ra do Cordniz no forte do Matto : a
tratar no mesmo.
= Pedro Nunes da Fonceca rctira-se des-
ta Provincia.
= Aluga-se um grande armazem com por-
ta de corheira e bastante arejado ptimo para
qunlquer especuladlo por ser tamhem moito
periodo porto de desembarque ; quem o pre-
tender dirija-se ao tanque d'agoa do Clao na
Boa-vista ra velha n. 2
Aluga-se um moleque para vender azei-
te do que a tem alguma pratica na ra da
Piaia n. 33 primeiro andar.
Precisa-se alugar um sobrado que seja
commodo para nina familia de seis pessoas e
que soja em alguma das ras principaos desta
cidade tendo cacimba o quintal e nao exee-
dendo o seu aluguel a 14000 rs. pormez : as
ra venderem na ra c sendo bons vendores pa-
ga-se bem.
= Aluga-se um sobrado de um andar e so-
to na ra Nova n. 42 : a tratar na loja do
mesma sobrado,
cravo de 25 annos; um dito propropara sitio
por 250J reis : na ra de Agoas vordos n. 46.
p == Vende-se um escravo moco de naco, co-
zinha bem o ordinario som molestia o sem
__ Ahira s nma u i VIC," a'uni boa figura; urna escrava de na-
J^rtir^ P VF d C5 co'in,ia. cosechio lava roupa tanto de
>aue portas dentro : na praca da Indennn- -.-ji.____V .... '
casa de portas dentro: na praca da Indepen-
dencia loja n. 3.
I'recisa-se de 500,000 rs. a juros, com
hypotheca em umi proprieJade nesta praca ,
livroedesembarazada; quem tiver annuncie.'
Qio ii quizer ton ir letras sobre Lisboa i
ao cambio corrente, dirija-se a ra do Traoi-
cho n. 32. p
Da-se 230,000 rs. a premio de 2 por
cento ao mez sobre penhores de ouro ou pra-
ta : na ra das Cruzes, n. 40.
Na ra de Agoas verdes n. 90 lava-sc
e engomma-se roupa por preco commodo.
= Achao-se |ustos e contratados a vender
o sitio do Mondego, os herdeiros do fallecido
Padre Manoel Alvesde Aguiar, Leopoldo Caio
de Mello Guararema, como administrador de
sua mulher D. Luiza Umbelina de Aguiar, o
los da Silva Guimaraes, como administrador
de sua mulher D. Mara Antonia Cisneiro Agui-
ar ejoiio do Allcmo Cisneiro ; quem se
ulgar com direito ao dito sitio seja por penha-
ra, hypotheca direito de heranca ou outro
ualquer titulo annuncie por esta folha den-
tro de 6 dias, isto para livrar do questoes ju-
liciaes pata o fucturo : assim como os Srs. ere-
dores do dito sitio, queirao ter a bondade de
se dirigirem a ra da Madre de Dos, a ca-
sa do abaixo assignado, para tratarem de seu
embolco, isto at odia 3 de Marco. Manoel
Pere ira Caldas.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado na
ra do Bangel defronte a Botica.
= Aluga-se 7 serventes para qualquer ser-
vico excepto carregamento na ra ; quem
pretender, dirjase a Solidade ra de Joao
Fernandes Vieira n. 4i.
= Custodio Joze Pinto Guimaraes subdi-
to Portuguez retira-se para sua patria, le-
vando em sua companhia o seu irmao de menor
idade Joze Antonio Pinto Guimaraes.
= Da proprieJade da Conceicao de Medico,
no .langa d.;sapparecero dous novilhos um
castanho e outro preto ambos com casta de
tourina com os marcas seguintes : P na anca
esquerda tres OOO formando um ngulo na
anca direita e um triangulo no queixo; e urna
vacacastanha laranja com asmareas cima me-
nos o P : quem dos ditos animaes souber d-
nja-se a propriedado cima mencionada ou
no sitio das Rowas ao major Joaquim Elias
de Moura ou na ra de S. Goncalo a Maneoe
Mas de Moura que gratificar com generosi-
dade.
= 1. D. Wolfhopp subdito Brmense, re-
t ra-so para fora do Imperio.
Compras.
Compra-se a colccao d.> Muzeo Univer-
sal Pitoresco do auno de 1840 a 1841 cnta-
vi '' "a 1>ra?a da Indel)en(,ec'a loja ns.
Compra-se um ree e urna banda para
sargenta, em bom uso ; quem tiver annuncie.
Vendas
Vende-se instruccoes que estao em pra-
tica nos corpos de cavallaria do Imperio man
dadas ensinarpelo \ isconde de Barbacena Tna
praca da Independencia, loja lo livros ns. 6e8
Cadeiras americanas com assento de pa-
hinha camas de vento com armacao com-
modas de ang.co ditas de amarello marque-
sas do con.lur camas de vento de amarello
muito bem fetas a 4500, ditas de pinho a 3500
assim como outros muitos trastes ; pinho da
Suecia com 3 polegadas de grossura dito
serrado dito americano com differentes largu-
ras o comprimentos travs de pinho e bar-
rotes com diITerentes grossuras e comprimen-
tos ludo se vende mais em conta que outra
qualquer parte: na ra da Florentina em
casa de J Beranger n. 14.
= Vendem-se 4i vaccas paridas muito bo-
nitas, e ptimas deleito, 50 ditas tamhem boni-
tas e boas, prenhas; novilhas, e garrotes, bons
para crear: no engenho Penanduba da freguo-
sia da Muribeca.
\ ende-se urna escrava recolhida de bo-
nita figura de muito boa conducta cose en-
gomma c cozinha com perfeicao ; urna mula-
ta de 15 annos, mocamba recolhida sem o
menor
ponas
ii.
11.
No principio da ra Direita n. 2 pri-
vicio cose muito bem ; urna escrava
com urna cria por 520S reis ; urna dita la eos-
varrella como de sabo e engomma, e nao
tem vicio algum ao comprador se dir o moti-
vo porque se vendom.
-= Vende-se urna preta de Angola de 18 a 20
annos com principios de servicodo casa; na Pra-
ca da Independencia n. 39.
= Continua-se a vender bichas ultima-
mente chegadas de Hamburgo tanto em centos
como em porches pequeas, por preco commo-
do assim como rap rolo hamburguez em
garrafas a ?000 cada urna, c outras muitas miu-
dezas por preco commodo, na Praca da Inde-
pendencia n. 39.
Vende-se um moleque de 16 a 17 annos,
bonita figura alto robusto proprio pa-
ra todo oservico, sem achaques, e nem vi-
cios, aoconprador se dir qaal o motivo por-
que se vende : na ra do Arago n. U.
"" Vende-se urna negra de naco Angola ,
de 35 annos, boa figura, ptima cozinheira ,
lava de sabio e boa compradeira do arranjo de
urna casa ; um negro do na-ao Angola de 25
annos ptimo para todo o servico ; urna ne-
gnnha crioula de 9 a 10 annos: na ra estrei-
ta do Rozario n. 22 primeiro andar.
Vende-se urna duzia de cadeiras de pa-
Ihinha de madeira de p'.od'olheo ; umsof; e
duas bancas de jogo de angico : na ra da Pe-
nha n. 21.
-- Vende-se um forte pianno : na ra do
Codorniz n. 2.
--Vende-so urna alva para padre, muito rica,
bordada de susto em panno de esguio ,
^ndo o bico mais de palmo de largura com
llores da mesma imitacao do bordado da alva :
as Cinco Pontas n. 114.
Vende-se por preco muito commodo e
mesmo troca-se por predios nesta praca um
sitio na estrada do Arraial com boa casa de
pedra*ecal, bastantes fruteiras, boas trras
para plantar e cacimba com muito boa a"oa
cujo sitio fica confronte ao do fallecido Burgos
e adverte-se que a pessoa que o pretender nao
i e.xara de fa/er negocio, a vista da barateza
do preco, ou condicoes favoraveis da permuta
a tratar na ra larga Jo Rozario primeiro an-
dar do sobrado n. 3.
Vende-se urna olegante escrava de 20
annos, engommadeira co.inheira o cose
urna mulata moca de boa figura costureira
e engommadeira ; dous moleques de 13 a H
annos proprios para pagens ; dous prctos de
O annos, de boa conducta; duas pretas de
'""''i n^6" Uma PT 280S reis e 0"f-a
por loO:000 res; uma mulatinha de 12 an-
nos ; um molequinho por 200:000 reis : na
ra do Fogo ao p do Rozario n. 8.
i 7" ,ycn.(le~se farinl,a de mandioca de San-
ta La harina em saccas de dous alqueires e
me.o do R,o de boa qualidade e por preco
commodo pilulas da familia chegadas do Por-
to pelo ultimo navio : na ra da Cadeia do Re
ife, n."12, e 14.
Vende-se um cavallo ordinario : na ra
Nova n. 57.
Vende-se na loja de Carioca Y Selle, ra
doQue.mado, n. 25, bons chapeos brancos
sem pelo a 2:880, ditos pretos rancezes e
de castor, ditos brancos de superior qualidade c
ntrennos por commod.j preco.
Vende-se um escravo trabalhador de cam-
po .tanto de foucecomo de inchada : no be-
co da Pol n. 10.
Vende-se um escravo de 25 annos bom
ofncial de toda obra de pclreiro ; trez ditos mo-
cos bons para todo trabalho; trez pretas mocas
nos boa para fa/er companhia a urna menina
que ande na escolla e aprender juntamente :
na ra de Agoas verdes n. 44.
\ ende-se 11 cadeiras, etrez banqui-
nnas de Jacaranda por preco commodo : na
ra de Agoas verdes n. 28.
= Vende-se a Medicina Popular America-
na que tem feito tantos milagres na Cidade da
lo de Janeiro em curas de Indigestes Tizi-
"as febres intermitentes remitentes &c
hemorrhoides, molestias urinarias, toda quali-
dade de chogas incommodos de senhoras &c.
ote. em fim todas as molestias produ/.idas pe-
w impureza de sangue. Vende-se em todas as
provincias do Brasil, e nesta Cidade na ra da
t.ruz n 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joao Keller para commodidade dos
compradores, as tojas dos Sr.' Guerra Silva
&_ t ompanhia ra Nova Chaves Sales
^ = Yende-se interessantes traslados para me-
ninos aprenderem a escrever com perfeicao ni
loja de livros da praca da Independencia, n
6. e 8.
Escravos fgidos.
- Fngio urna negra que andjva vendando
na ra, com taboleirode frutas, de nome E!
qu-elma de nacao Rebollo de 20 annos
alta cor fulla estatura regular com al,.,'
mas mircas as pernas de feridisquo tem ti
do entes maito alvos coj esta rmrca A VP
na espadna direita, levou vestido de chita
amareis com urnas folinhas encarnadas pann
da costa a zul quasi novo ; quem a pegar leve l
ra de S. loin Jess das crioulas venda n
19 qu8 sci gratificado.
= ^b''X assi.08do ^z publico que tendo
no da 29 de i'ezembro desembarcado do bordo
do Hiate Olind.i um escravo que Ihe foi re-
metido d > Araea.ty p ira aqui ser vendido ; urna
hora depois de est^r em casa sahindo este a
rja nao voltou miis : depois entao deste acon-
tecimento foi que um outro escravo contou ao
abaixo assignado quii o fugido Ihe dicera que
haveria 4 annos elto tinha sido furtado a seu
possuidor morador para i J bandas de Ignarassu
e Sr. do varios engonhw eque vendido ein
Pedras de Fogo paia o Sea^io ali pertencera a
diversos Srs e que se um da elle viesse a Per-
nambuco fugiria para o podei de seu primeiro
r.: nao saliendo poiso aba*o a*, 'ignado, se se-
r verdadeira esta historia nem jtambem ani-
nando-se a duvidar d'ella leva aoj, ubi ico este
acto, eroga a qualquer Sr de cngB.'iho que
o ache nelle comprehendido de se ih r a co-
ohecer por esta folha visto que o abaixo ss gna-
lo nao pretende questionar o sen legitimo do-
minio e sim verifica-lo e documenta-lo a
fim de que a parte que se acha em tal preju-
i-ada reclame de quem ltimamente vendeu-
Ihe o dito escravo A pezar de al o prezente ,
iinguem anda se ter declarado embora tenha
11 por vezes sabido a luz este annuncio com
Judo o abaixo asrgnado continua a da-loao r.re-
lo, persuadido que a nda nao forao bastan-
tes estas vezes, para que elle chegasse ao conhe-
cimonto de quem se doseja. Manoel Dias.
". >. os signaes do escravo siio o seguintes:
negro, nao muito retinto, dado do 17 a 18
innos, bonito de figura corpo esp:gado na-
"ao Mexicongo tendo os denles da frente cor-
tados chamava-se presentemente Francisco,
Mugi com carrrsa de panno branco chapeo
pequeas e com duas calcas uma de algodo
e outra de nscadinho azul e branco por cima
d aquella.
= Da Cidade de Goianna, fugio um es-
cravade nome Antonio, cara redonda, dentes li-
mados urna costura na testa de um talho
queteve, um signal no peito esquerdo al-
tura regular, boa grossrua ps apalhetados ,
dedos redondos e curtos he muito ladino, e
supoe-seter levado passaporte falco, fflr de
idade 20 a 22 anuos ; a pessoa que delle sou-
l>er queira o apprehnnder e leva-lo a dita Cida-
de a Bernardo Jos Fernandes de Si, ou na roa
da Cade.ado Recife toja n. 20, que ser
recompensado.
= Fugio a 27 de Fevereiro pelas 2 horas
na tarde uma preta com os signaos seguinlcs :
de nome Antonia he wfi
...... i..
do
corpo
i ^ -^-.- -. ni i*--!,
ai'liaques, de 28 annos boa ama de casa ; una
(iita de 20 annos: um moleque de 10 annos ;
ummulat.nho de 13 annos, sem vicios; um
dito bom criado e bolieiro ; um dito de 20 an-
,e,o ato. ai^o-, negras ,m^^a. |m"^%XZ ^
^V. R. as mesmas casas rcima vendem-se
tambem piluias vegetaes do Doutor Brandrette.
> ende-se uma venda na praca da Boa-
visfa na esquina do beco do Veras com pou-
cos iundos: a tratar na mesma.
estatura baixa, cor alguma cousa fula orelhas
por Turar como signal mais evidente ; levou
no corpo vestido de chfta preta, e uma boceta
cor de roza; quema pegar dirija-se a toja da
ra da Cadeia n. 40 quesera generosa-
mente recompensado.
No din 19 de Fevereiro fugio uma negra
de nome Sophia, com panno preto fino, veti-
do branco, e cora/es encarnados, e argollas
de podra ella baixa bem preta pernas
arquiadas, e dous dedos de cada p juntos;
quem achar dirija-se a ra do Rozario da Boa-
vista sobrado de um andar n. 32 que
sera gratificado.
No dia primeiro do corrente fugio ou
lurtarao ( pois consta quepassnra nos Alli-
lt0?.C01m uma n'ull'rde timao ) um moleque
de idade .le 18 annos de nome Miguel, bem
preto com uma ferid-infia ja fechada na lonte
junto a orelha direta falla muito depressa e
gagueando levou calcas de risoado camisa
branca e chapeo de palha tem uma corta na
cabeca de carregar peso ; quem o pegar leve a
na do ollegio n. 6 botica de Cvprianno
Luizda Paz, que gratificar com generosidade.
Fugio urna preta de nome Mara de
naco Benguela altura regular corpo sec-
co bem preta levou vestido snia de lila pre-
ta e panno preto cuja pret- consta andar pe-
la Boa-vista e re. eir de Santo Antonio ;
quem a pegar leve na ra do Hospicio casa
n. 14.
Recjfk: na Tvp. Es jw j\ 2S Faia.^=84-'*


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