Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04901


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Full Text
Armo de 1843.
Quarta Fe ira I
de Marco
T'lo ro Jt|fii.le Je nos mesmva da nossa prudencia modera, 5o. c anaigia : cun
icujaitM como principiamos e serenos aponlados con adniracao entre as ames mai
'tiln ( Proeleiiaeao da AatetnnMa Geio.1 do Bba'iil. )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coienru, Parahiba e Rio grande do Norte aegunda- a aellas feira
Boni'O e ."jaranhuns a ID e 'li
Can.- S rinhaem, Rio Formoao Porto CaWo Maieio ,
Boai:s'-*e Florea a '3 e 28. Sanio Anl.'io, quinlas feiras.
DAS DA hE'MAMA.
27 >=;. Leandro Aro. Aud. do J. de U. da 2. r.
H JttQ, 8 Kom.'io Al). Aud. do,I. de I), da i .
4 y.ari Cinsn Adri.'io M. Aud. do J de da 3. r.
I 0"jini. a. Simplicio P. Aud. do J. de I) da 2. t.
3 Seat a. Hcmetro M Aud. do J. de II. da d r,
4 Sal, a.' Casimiro Rri Re. And do J. de D. da 3. T,
5 fiord, 4 di rjnaresma a Tlicolilo 11.
p-.-x-.-
Anno XIX. N. 48.
amtmxm
preo da
O Diario puhlica-ae lodos oa diaa que n.~o forem Santificados : o preo da assignatnra he
de tres mil "is or quarlrl paros adiantado*. Os anniinrios dos assignantes sao inseridos
palia, e os doa que o ii.hi forero i raijo de 80 re of liaba. As reriamaooea desem sel din.
guias asa Typ., ra dafCmiaaN ''l.no presada todapendencia loja de lirrof N. 6e 8.
Cambios.No da -N de Ferereiro,
Moaobre I.ondre 28 d por (06 OoKo-.Moeda da 6,400 V.
Paria 350 reia por franco, a N.
. Lisboa IDO por 11)0 de premio. > a de 4,000
i PaiTt-PataeSaa
Moeda de cobre 2 por 100 do dea onto Peoa Columnarea
dem delelraade boas firmas i \ gao mea. a ditos Mexicanoi
PHASESUA LTJANOMEZ DI". MMICO.
La Cbeia |f, Is 3 horas e 33 m.da m I I.ua nova I. as j loras e 43 ni. da nianli.'i.
(Ufii. raiiis. ,i :'-', .is S luirs 14 ,a. ,1. mr,l J i'uari. creac. a ", as 7 boras e 2'J m. da m.
Preama i de hoje
1. a 5 boras e 1S m. da Mua, | i. a i horas e -M m. da tarde.
compra Teada."
15,2UU 15,400
i> 00 4S ?00
.S.lt 5 C.O
1.7S0 1.MI0
i,780 M0J
1,780 1.8U
FICIAl.
Governo da Provincia.
EXPKOIENTE DO PA 22 DO COR RENTE.
Oflicio Ao inspector da thesouraiia da fa-
senda ordenando que sol) responsabilidadc da
presidencia mande entregar ao inspector do ar-
senal de marinha as qantlas de 762R460 e
537S710reis, para pagamento dos operarios,
que trabalharao na eonsliiiecao do brigue escu-
na Olinda as ferias de lfi 31 de Janeiro ulli-
nio e do !. a 16 docorrente ; e prevenindo-o,
de que dever dar parte de liaver eumprido es-
ta orden), para se o participar ao Exin. Sr. mi-
nistro da marinha.
luto Ao inspector do arsi nal de marinha ,
determinando que d os esclarecimehtos, que
ein otlicio, que por copia se Ihe envia pede a
inspector da theiouraria da lasenda a liin de
que este possa representar ao Exm. Sr. minis-
tro da fjsenda a cerca das d<.spesas daquelle ar-
senal ; e exigindo uma segunda via do calculo
das referidas despesas.
Dito Ao inspector da thesouraria da lasen-
da ordenando que por corita do ministerio da
guerra mandeindomnisaro arsenal de marinha
da quantia de 30$ooo reis, que despendeo com
o carretode carvfio de pedra torneado barca
de vapor Paquete do Sul.Participou-se ao ins-
pectordo arsenal de marinha.
Dito Ao chele dalegifio de Sanio Antiio,
declarando em resposta ao sea oflicio de 20 do
oriente quo os cornetas dos corpos da guar-
da nacional nao esliio sujeitos ao recriilainento:
e que na conformidude do imperial aviso de lo
ele Janeiro lindo expedido pela secretaria de
estado dos negocios da justica, est autorisada
a thesouraria da fasenda pagar no presente
anno inanceiro um corneta por cada mu dos 3
batp.lhoesda legifio do seu commando: edeter-
Dl'inando que despeca o clarim do esquadrao ,
e dirija os prets dos 3 cornetas dos b italhoes ao
inspector da referida thesouraria para seren sa-
tisiitos.
Dito Ao inspector da thesouraria da lasen-
da ordenando que mande pagar os vencimen-
tos dos lecrutas da guarda nacional deste muni-
cipio do 1. dejuihodocorrente anno financefro
ein diante, saber, 4 para b primeiro batalhao,
f para o segundo 5 para o terceiro e 1 para
cada um dos i., !>.0e 6.balL'lhoes; assini co-
mo um clarim para o respectivo esquadrao.
(ioinmunicou-se ao commandante superior da
guarda nacional do Recite.
INTERIOR
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEI'IITAUOS.
Sessdo de 2\ de Janeiro.
Contina a disc.ussio adiada do requerimento
do Sr. Urbano acerca do lacto platicado na pro-
vincia de Pernambuco bordo da escuna Pri-
meiro de Abril.
0 Sr. Mciel Monleiro;Sr. presidente, nao
me levanto para impugnar a materia d> reque-
rimento mas nicamente para combater a for-
ma ou os termos que <> nobre deputado emprega
que reputo incongruentes e inadinissiveis.
Sr. piesidente eii reconheco da parte de ca-
da um dos meus nobles collegas O direilo v pe-
direm infotmaces para f uinarein um jui/ocer-
'" de qualquer objecto ou cerca de qualquer a-
contecimento, metifio para Ibe servirem de ba-
se a qualquer trabalho que queirao apresentar
ao enrpo legislativo ; mas entend) tambero que
esse iliiciio devo ser exercido com circumspec-
o cnao tao impamente comoo tem sido na
cmara, l na verdade, se cada um de nos fflr
;i pedir informaedes ao governo cerca de ocon-
teciinentos quechegarSo ao nosso conhecimento
'' qoemov&o a nossacurosidadej acunara nao
lera seguramente qutra cousa que faser senSo
discutirsriiic!liantes requerimentos. Reconheco
"direilo, mas me pare e que a discricao de
cada um denos prescreve que sejamos exceasi-
vamente sobrios no exercicio desse direito ; c
cta regra que adopto mais rigorosa ainda ,
0.liando se trata defactOS para cuja punirn ,i
legislacao do paizlem estabelecido meios ,
' qu ando ellos n8o sao de una naturesa
arTectem uma grande massa de interesses mas
JUanUo dissercn rtMineitn a um nn nutro indivi-
duo que pode adiar na Icgislacao do paiz meios
siiflicientes para sua reprac5o. Mas qual-
quer que seja o sen modo de pensara este res-
pelto no caso presente nao me levanto para
combater a malcra do requerimento mas pa-
ra observar Acamara que, na minha opiniito ,
os termos em que o nobre deputado se expri-
me nao esfiionocaso de merecern, a sua ap
proveci.
I'rinieiamento a cmara val pedir ao gover-
no que Ihe d coritas do sen procedimento a
respeito do um acto que est inleiramenle na
sua alfada ; quer que elle venha aqui dizer-nos
porque motivo moveu a Torca armada nesta ou
naquelle si ntilo porque envin um oficial
daqui para ali! Basta enunciara proposicSo
deste modo para se ver que semelhanle requeri-
mento nao pode ser admiltido assim redi-ido
Kstou certo que, se o nobre deputado qoe fe- o
lequerimento pensasse mais madiiranienle (pian-
do o apresentou. tc-lo-hia concebido em outros
termos. A cmara milito sabia e Ilustrada pa-
ra que, quandomesmo o nobre deputado In-
sista na sua opiniao exija que o governo nos
venha aqui faxer semelhante declaracao.
Os termos em que se ocha concebido o reque-
rimento vao nao so de encontr s regras que a
recia rasao ministra para este caso, como mis-
mo aos precedentes da casa. O nobre deputado
dft como averiguado um laclo que nao consta
olcialmente A cmara que setenlia verificado ;
e posto que eu tenha o maior respeo pelo tes-
lemunho rpie onobre deputado pode remecer A
'amara em qualquer objecto nao me aiho no
caso spela sua allirmativa de volar poriun
requerimento onde se estabelece como SUCCedid >
um laclo que a cmara nao sabe se succe leu.
Portento, qualquer que seja o crdito que rne-
recao as palavras do nobre deputado a cma-
ra nao pode em sua consciencia votar por um
requerimento assim consebido. Supponha-so ,
por um instante que o facto nao suceden co-
mo o nobre deputado disse ; supponha-se que
o nobre deputado foi movido a apresentar esto
requerimento por inlormaces inexactas ; sup-
ponha-se que o fado teve lugar, mas de urna
maneira inteiramente diversa ; pergunto eu ,
devea cmara, s com semelhanle fundamen-
to, ir diserao governo :guccedeu um atten-
(ado preciso que o governo d informarnos i
cena deste aentado que teve lugar de tal ou tal
man. ira ?Creioque nao ; eroio que isto nun-
ca fof precedente da casa eroio que a cmara
nunca quiz que so pedissem informacoes sobre
fados cuja noticia Ihe nao tivesse ehegado olll-
eialmente. Ainda ha pouco vimos que pelo
lacto de nao se '.erfeito communicacao ofDcial
cmara da nomercf.o de um ou outro ministro ,
!> enmara W gjjotgw Ao inAn r> nmmiHmi| 7
se assim foi como ha dea cmara sem mais
conhecimento de causa ir diserhouve um
para que o Sr. Rarao da, Boa-Vista fique Intei-
ramente naodirei lavado dessa mancha mas
justificado aos olhos daquelles que nao tem del-
le a opiniao que en lenlio e julgo que a cma-
ra erogara! tem (apoiadot), a presen t arel outro
requerimento pedindo informacoes ao governo
-obre o faci que se diz platicado a bordo de tal
na\ io por tal ofQcial. Nestes termos entendo que
a cmara nao pode recusar seu voto ao reque-
limento.
Sr. presidente a proposito desta questao .
dcdiisirao-se alguns corollarios desl'avoraveis
reputaciiodo meu amigo o Sr. Barao da Boa-
Vista presidente da provincia de Pernambuco;
parece que se quis dar entender que o nobre
Baro tinha litio parle ou ao menos que tinha
sido demasiado brando elalvez mesino conni-
vente no crimo !
O Sr. y. Machado:Connivente, nao.
L Os mesmos Ilie di Dos: entSo que tem
por ca .'
Aid. Por consequencia Sr. doutor, ja que
V.S." me facilita, dir-lhe-hci o que pretendo.
Pois, Sr, doutor, como Ihe eu a dizendo eu
quera que V.S.1 me dsse um conseibo,
I.. Eu estou prompo., vamos ao caso.
(I. I
OS
Sr. doutor com sua licenca ;
attentado contra um eidadao brasileiro ? Mas
se por ventura se provar que algumas ou (odas
as pToposicoes do requerimento niio sao exactas,
se por ventura se provar que esse individuo nao
foi hincado ein ferros ficara a cmara colloea-
da naquella posifao que a sua sabedoria exige?
Creio que nao.
OSr.M. Monleiro: Parece que se deu isso
a entender.
O Sr. S. Machado:Nao.
O Sr. M. Monleiro:Eu rofiro-me id artigo
queli; parece queessa idea resal,- da sua re-
daccio que o presidente apadrinbou ou prote-
gen o crime.
OSr. V. Machado:Apoiado.
0 Sr. M. Monleiro:Mas a prnteecao dada
ueste casoquasi urna conniven! ia.
Sr. presidente, eu creio que essas inferencias
liradas dolado o que sao milito desl'avoraveis
reputaoao do nobre llara da Boa-Vista, ja
forad milito bein discutidas pelo nobre deputa-
do por Pernambuco quo hontom falhu nesla
questaO. Disfese-seqneoBaraS da Boa-Vista ti-
rdia desnaturado o crimo isto que um cri-
mo civil iv.i'a por elle convertido em crime mili-
tar : mas parece-me quoasrasoes apresentadas
honlem contra osla proposicao, pelo meu nobre
COllega nao podem ser respondidas com mili-
ta facilldade. Provou elle que o crime era mili-
tar eque por tanto oconselho de investigacao
era limito legitimo para conheeer delle.
O S. N. Machado:Nao apoiado.
OSr. M. Monleiro:Mas o nobre collega
tamboni provou que a nossa jurisprudencia
era ainda multo duvidosa sobre a qualifiea-
ca dos crinies puramente militares ; e assim ,
perguntarel en soba duvida a respeito da qua-
liicacaodeste crime ha motivo algum para se
fazer urna impulacao tao grave ao nobre Barao
da Boa-Vista ?
O nobre orador, tendosido prevenido pelos
honrados inembros que fallaran hontern pou-
co tem a aereseentar, c concilio mandando
mesa a sua emenda.
introdusido no sa'a com as formalidades
do estro o Sr. Jos, Antonio deSequeira e Silva.
deputado pela provincia do Rio de Janeiro o
qual presta juramento e toma assento.
apoiada e entra em discussao conjuncta-
mentocom o requerimento do Sr. Urbano, a
seguinle emenda.
Requeiro que se pecad informacoes ao go-
verno cerca do aeontecimento oecorrido em
Pernambuco a bordo da escuna Primeiro de A-
bril. de que era commandante o primeiro-te-
contra o coinmandante
creio
ilervida. Percebe
isto
que
que esse individuo nao foi posto
a Trros ; nao ha urna s festoniunha que diga
isso. Eso porque um individuo losado em seus
interesses di/ que foi posto a ferros deve ser a-
creditado pela cmara".' Domis nao 0 indi-
viduo que se dirige a cmara ; elle nao apoia o
seu dito com documento algum; apenas, se-
gundo tonho noticia, fez inserir urna loriga dia-
tribecontra unja autoridadede Pernambuco em
uma tulla iia opposico ; note-se bem em li-
ma foiiia que faz opposioio ao presidente da pro-
\ incia. K isto nao seria bastante para que seme-
lhante documento te averbasse de suspeito? Ha
dea cmara dos deputados so porque urna fo-
Iba da opposieSo o diz, declarar que as auto-
ridades l'orao conniventes, hade querer que a
reputacao de um de seus membros seja posta
em duvida um s instante pida allegacode uma
parlo 1 Estara isto de acord com adignidade,
com a sabedoria da amara 1 Creio quenSo; e
por isso julgo ter demonstrado que a phrase a
redaccio desse requerimento nao pode ser ap-
proveda.
I'ara mostrar porem 0 desojo que tonho o que
c rlii'^m. io 'MiilH'Hnienln cnhal rlfaMiR .,,..;,.;,, .
fica adia-
Contina a discussao adiada do parecer da
coromssao de poderes sobre aseleicoesda Ca-
xoeiraeJacuipe, provincia da Babia.
OiSr. D. tlanoel n'um longo discurso susten-
ta o parecer da comrnissao, eoppoe-se ao voto
sepurado.
OSr. presidente decan a discussao adiada
pela hora.
OSr. Uansansa 'ida ordem) requer a ur-
{eocia para que continu a discussao (lo pare-
cer observando a necessidade que h de se de-
cidir esta materia : a urgencia he apoiada o sem
debateapprovada.
Continua por conseguinte a discussao' do pa-
recer em que tomad part- os Sis. MagalhSes
Castro, Quelroz-, CansasaS, Carneiro da Cu-
idia. Wanderley GoncalvesMartina e Simos
la Silva, e fica adiada pola hora.
Va rcela dos.
O letrado
11.1 Or ItAne J.'-"
e o aldea o.
Aid
como Ihe eu ia dizendo o meu caso. Eu ,
com liconca ile V. S." son casado com (odas as
formalidades que determina >< Sancta .Madre I-
greja Catholica Apostlica Romana, em que
e em que protesto morrer se Dos mu
\. S.'7
I.. Va continuando.
Alil. Por consequencia Sr. doutor como
Ihe eu iadizendo, son casado, o a minlia mu-
Iher chama-se a Thereza ti" Outeirinho. Ora
com licenca de V. S.*posso assegurar-lhe quo
sempremedei bem com a minba mulbcr, quo
era nina doliailoura no snico da casa aquillo
a (ralialliar, com licenca ile \ S.', era um moi-
nlio! Porem de uma barrigada que Dos Ihe ficou algum tanto desconcertada com licenca
de V. S." islo fallando naturezamente : c o
meu vizinhocirurgiao, o Antonio do Bepoinbo,
que tamliein i onceila OSSOS, com licenca de V.
S.a, lho receitou que viesseca para a cidade pa-
ra so por em termos lia liis. Percebe \. S.*'.'
L. At alii vou percebendo continu.
Aid. Por consequencia Sr. doutor como
Ihe eu ia dizendo, a minha niiillier, va se nao
quando veio ca para a ciliado para casa de um
compadre meu que aqui para nos, nao desla-
zendoem V. S.a, pessoaacabada. \. S.'quer
servir-so deste ? simonte.
L. .Nao lomo.
Aid. Queira perdoar. Como Ihe eu ia dizen-
do a familia do meu compadro, que mora alli
para a ra de Tras, lontadi a com as operas das
comedias e levrao l a minha inullier, perce-
be o Sr. doutor .' pois bem : como Ihe eu ia di-
zendo o (liahode minha mullier aprendeu por
l nao sei que tabo de doulrinas. .. Em lim,
Sr. doutor eu ca me entendo : a inulhcr avi-
nagrou-sc percebe agora ?
L. Nem por isso.
Aid. Eu son uma bosta com licenca do Sr.
doutor; nao estou avesado a fallar moda c da
cidade ; mas eu me explico com mais olaridade.
A minha mulher, osdiabos a levem perdeu a
caximonia .' e aqui para nos, faltn ao promet-
ido, e encheu-me oslas barbas de vergonha in-
.. i...-;..,.......i..
-"'U \*MiJ a <./
C .I....I...
L. E ento (|iie quer que Ihe eu faca a isso ?
Aid. Ora essa boa que hei de cu querer !
quero que o Sr. doutor, visto ter frequentado a
nobre eidade de < oinibra onde eu ja estive a-
quarlelado no lempo da guerra da Procincula ,
por signal que vi o jardiin Rritannico me di-
ga o que eu do\o lazor ueste caso ?
L. Meu lavratlor honrado isso em jurispru-
dencia chama-se criine de adulterio e as nos-
sas lois applii o-lhe o castigo.
Aid. Nejamos, com licenca do Sr. Doutor,
quo tal o a mocha.
I)r. Em todos os Cdigos desde o Penthateu-
co at o dia de boje o queliramento da f con-
jugal 6 severantemente castigado.
Aid. Rom Sr. Dr. goslo disso.
I)r. Os .ldeos a podrejavaoas Adulteras.
Aid. Isso, com licenca doSr. Dr. nao me
fa/ GOnta. Ouo diriao la na minha freguezia se
ou andasse s pedradas6 minha mulher! haviao
de diser que eu eslava doudo !
Dr. OsEgYDcios condemnavfio o adulterio a
levar mil acoutes, o a mulher criminosa cor-
tavSo-lhe o nariz.
Aid. Olime diz, Sr. Doutor, cortavao-
!he o nariz (ha essa gorda se essa lei
ngora se executasse e tivesse oelcito do retro-
BCtivo como diz o Sr. Abbade, olheque mui-
io nariz liavia de oslar em perigo Em qiianto
aos acoutes, com licenca doSr. Dr. parece-
me castigo de enancas e o tal mariola que me
desinquietou a mulher, ja 6 taludo! nada ,
nada para ah naovcueu.
Dr. As ici u iuos nidiiu\ao que os dous
i


m*

2
criminosos fossem coroados de la e vendidos.
Aid. Esse tal Minos quem quer que seja ,
nao era tolo de todo, com licenca de\. S.*
Isso de vender a mulher nao ino desagrada, Sr.
Dr. ao menos nao se porde ludo.
Dr. Os Athenienses impunhSo a pena de mor-
te aos dous criminosos.
Aid. Ande-me por ahi, Sr. r. ande-me
por ahi isso agora ja me clieira com que en-
tao mandavo-nos de presentes ao diabo ap-
provado, approvado!
Dr. Os Locrios arrancavao os olhos ao adul -
tero.
Aid. Tambem nao deixo de Ibes adiar razo.
Sr. r. quein nao v nao bice.
Dr. as leis de Roma erao mais favoravcis.
Sylla na lei Cornelia tmpunba morte ci\il, con-
iiscacao de bens e deportaco perpetua.
Aid. Isso de morte civil Ott incivil, Snr. Dr. ,
com perdaode V. S.u, ca para mim o mes-
mo ; morra ella seja la com a incivilidude que
quizerem Bem incivil foi ella em mepregar si-
milbante desfeita !
Dr. O lmperaporJustiniano. para obsequi-
ar a lmperatriz sua Espoza, minorou a pena ,
porm ordenou (|ue a mulher adultera fosse a-
coutada, eprflza por dous annos.
Aid. Ora com licenca desse tal Sr. Justmia-
no essa pena de Cabo de Esquadra I Dous
annos de priso somenle por um crime que faz
a cara vermelba? pois os acoutes Ora oulro
officio acoutes merecia Sua Heal Magestade
por determinar tal Iriolera !
L. Os antigos Saxonios queirravao a mulher
adultera e sobre as cinzas della erguio o Ca-
dafalso, e nella estrangulavo o culpado.
Aid. Para ahi, Sr. Doutor, para ah! Es-
sesSnrs. Saxonios, com licenca do Snr. Dou-
tor sao ca dos meus ligados! ah! que se a
mal criada da minha mulher fosse Saxonia, eu
Iho cantara a moliana a porca havia de ser
queimada e o sevandija feito em quartos !
L. Na antiga Inglaterra cortava-se a mulher
o nariz e as orelhas.
Aid. E a darem-lbe com o nariz c com as o-
relbas! Sr. Doutor, isso de nariz historia da
carochinha.
Dr. Ca em Portugal antigamente a mulher
adultera era queimada.
Aid. Isso uniendo cu ah que, se eu me
plhasse nesse tempo, eu Ihe prometi que as-
sim Dos me salvasso a minha alma como a mi-
nha mulher havia de ser assada ou eu nao me
havia de chamar Joao Porm com licenca do
Sr. Doutor e agora ca segundo as leis modernas
que e o que Ihe fazcm !
Dr. Granas as luzes do secuto cssas penas
estSo milito moderadas. Em Franca estao rc-
duzidas a alguns dias de priso e em Inglater-
ra a urna muleta. Porm o marido pillando a
mulher em flagrante pode mata-la o muis o
cumplice.
Aid. iMas preciso andar atrs do sofregan-
te E o que me faltava Porem Sr. Dou-
tor, o mea Abbadedisse-me que ca inda go-
vernava a ordenanio do Livro 5. se me nao
Ogao, c que nella vinha a pena de morle!
aca-mc pois V. S. a peticao para a querella
que quero metter maos obra.
Dr. E tem Vine testemunhrs de vista !
Aid. O meu procurador com licenca de V.
S., ja me disse que nao me desse isso cuidado
que elle as arranjava.
Dr. Pois bem aqu esta c rcquorimcnto ,
mas sempre o desengao ; olhe que inda que
se prove o delicio a mulher nao vai torea
o mais que Ihe raneada algum degredo.
Aid. N."o importa, em quanto para la est
Sr. Doutor, passea a gente com a sua cara des-
coberta. Quanto devo?
Dr. Attendendo a que Frcguez tres mil c
duzentos.
Aid. Tanto nao valle a minha mulher!
Sr. Doutor, fique a cousa em meio gamo os
tempos vo to bicudos !
Dr. Pois fique. Adeosinho, olhe nao caio .
(P. dos Pobres do Porto )
O CAIUPUCEIRO.
MNGDEM SE CONTENTA COM A SUA SORTE.
Mui assisado foi a meu ver o grande Scra-
tes quando pensamenteando sobre os dev-
nelos do espirito humano disse que se todas
as nossas calamidades fossem untas para serem
igualmente distribuidas por todos os individuo*
da nossa especie os que hoje se concidero
mais nfelizes 'preferira a porcao, queja ti-
vessem a aquella que ao depois Ibes cou-
besse em partilha. Horacio extendeo esta ma-
teria na Satyra 1.' do Livro 1. que principia
Quifit, Mcenos vt nemo quam sibi sor*
tem yeu ratio dederil, seu fors objecent, illa
contentas rival laudet dicersa t,equentes !
Donde vem 6 Mecenas que ningucm viva
contente do estado em que se acba quer por
sua escolha quer por accaso ; e gabe sempre
a relie i lado das mais prolisses? Aqu 0 poeta
fibwcfA insina que os wnfcg* ou desas-
tres debaixo dos quaes gmemos, tornao-sc-
c descarregarem-se
logo formro urna montanha mais alta
nos mais suportaveis do que o seriao os de
qualqucr outra pessoa no caso de que com el-
a podessemos effeituara troca.
Huma destas noites deitado em minha pobre
cama adormec iusensvelmenle rellectindo nes-
tas duas observaces ; e pouco tardou que
nao entrasse a sonbar. Pareceo-me ouvir a
Jpiter pronunciar hum decreto em virtude
do qual ordenava a todos os homens que fos-
sem desonerar-se de suas queixas, e cuidados ,
pondo-os todos como em umapilha, para o
que designou-lhes urna vasta campia no
meio da qual tratei logo de tomar assento. En-
tilo vi com extremo prazer todos os individuos
da minha especie marcharem promiscuamente ,
de seus fardos os quaes
que
o Chimbora/.o.
Ali eslava certa dama magra e trelega, que
nesta occasao apprescntava urna actividade ex-
traordinaria. Trazia em urna mao um espelho,
que servia para engrossar os objectos, e o seu
vestido esguio era coberto de muitos espectros ,
e figuras grutescas todas bordadas cqueap-
parecio aos olhos dos espectadores proporcao ,
que fliictuava a merc do vento. Ella tinha
alguma cousa de sclvagcm e de louco nos o-
Ihos e se chamava a imaginacao. Conduzia
lodo o mundo ao lugar marcado depois de os
haver ajudado obsequiosamente a arranjar cada
um o seu fardel e a por-lh'o as costas.
Convulsava-se-me o pcito ao ver os meus se-
melbantes gemer sob o pezo de suas cargas, e o
espantoso montao de suas calamidades.
Apezar disto muitos actores houve que as-
ss me divertirao nesta especie de romaria. Vi
um que levava com grande cuidado urna fatio-
ta debaixo dum velho capote bordado cao
arremessallo sobre os outros percebi que era
a pobreza. Outro lavado em suor depois de
muitos suspiros e quasi sem folego atirou por
trra oseuembrulho ; c descobri que era sua
mulher. A poucos passos dei vista d'um im-
menso grupo de namorados que trazio as
oslas galantes fardos, compostos de dardos,
le frecbas de escriptinhos amorosos e de
frascos chciosde ciumes, dearrufos e ais : e
posto que a todo o momento suspirassem e
parecesse que seus coracoes arrebentavo sob
o pe/o de suas calamidades nao tinhao ani-
mo de largar a carga quando se aproximavo
ao deposito; e depois d'alguns fracos csorcos
sacodio as caberas, c voltavao carregados ,
como tinhao vindo.
\ i muitos homens velhos com saceos as cos-
as dentro dos quaes nao se achavo, se nao
cabellos brancos gotas herisipellas e reu-
matismos. Apoz destes caminhava um gran-
de grupo de velhas cuja carga erao ; pellos
rugosas dentes quebrados e cariados e boa
porcao de hemorroidas. Vi sujeitos cuja sa-
colla nao constava se nao de calvas oulras
s de narizes disformes, outras de volumo-
sas pansas, outras de enoimcs carcundas. Ha-
vib muitas mocas que ao sacodir os seus
fardis deixaro-me pasmado ; porque nelles
nao encontrei se nao pernas huma tortas para
dentro outras para fra e todas to finas ,
que parecio pedacinhos de lenha miuda. Al-
gumas nao tinhao nos seus sacos se nao pe-
tos to volurnosos que a principio suppuz ser
aquillo um grande sortimento de bruacas. Vi-
nhao oulras muitas com canastras e dentro
destas soso viiio ps lo chatos e to cumpli-
dos que me parecerao como certos ps de can-
tiga. Os fardo de outras nao continhao se
nao boceas to grandes e tao rasgadas que
heguei a recuar com medo que alguma m'en-
golisse. Algumas trazio balainhos, e dentro
destes muitos pares de olhos disformemente ves-
gos.
Admirou-me muito na verdada o ver que
quasi todo o gigantesco montao nao se compu-
nha senao pela mor parte de defeitos corpo- grupo de mocas que d'antes o festejavo &c.
o que porm mais m'encheo de pasmo A de pernas finas levava-as grossas ; mas mal
se podia mover com as dores da herisipella. Hu-
ma que se appresentra com urna bocea enor-
me retirava-se com ella pequea ; mas ape-
nas se podia arrastrar com urna dnr citica : ou-
tra, que trocara a volumosa pansa por urna
para descartar-se de suas pai-j enchaqueca peridica ia ja mu i garbosa com
toes de seus prejuizos e fraquezas. Oh- o seu espartilho mas mal se podia erguer com
servei com particularidadc um amavel crapulo- vmitos e dores de cabeca. Pelo meio do
so, que eujulgava ter ido desembaracar-se immenso adjuncto das mulheres' girava d aqu
de seus vicios; mas depois de Ihe examinara para ali um Advogado de oculos fixos pergun-
Iroucha nao Ihe achei, se nao a sua memo- tando qual das senhoras querena trocar flatos,
ria que asss o encommodava. e aniquitos pelas suas constantes hemorrodias.
qual dava pleno poder a cada Um para trocar o
seu lardo e voltar para casa com outro que
se Ihe desse.
Poz-se a Imaginacao em movimento e com
incrivel actividade fez a partilha de todos os far-
dos apinhados uns sobre os outros. Mas ape-
zar do grande barulho que entao houve e
que apenas se pode descrever observe algu-
mas trocas singulares de que passo a fazer
mencao. Hum anciao veneravel por suas cans;
que se desfi/.cra da gota e precisava d'um her-
deiro, tomou em lugar dessa molestia um lillio
desobediente a quem o proprio pai arreme-
cara desgostoso sobre o montao das calamidades
humanas. Em menos d'um quarlo d'hora o
malvadete foi as ventas do bom velho e qua-
si Ihe quebra a cabeca. Ao aproximar-se o
pai que para ellcs se arrastrava com um ac-
cessodegota obomhomem rogou-Ihe tor-
nasse a tomar seu filho e Ihe restituisse o seu
mal ; mas foi-lhe impossivel desmanchar a tro-
ca. Hum condemnado prizao perpetua per-
mutou a sua cadeia pelo reumathismo ; mas
taes caretas e conlorcocs fazia que fcil era
ver nao licara satisfeito com o negocio : final-
mente effeituarao-se diversas trocas afss ex-
travagantes da molestia com a pobreza da
fome com a falta de apetite e dos cuidados
com a dor.
Innumeraveis mulheres oceupavao-se entre
si em negociar os proprios defeitos : urna da-
va um punhado de cabellos brancos por um tu-
mor maligno ; esta trocava duas arrobas de seu
proprio corpo por urna thisica pulmonar; a-
quella dava as suas pernas de viado e recebia
urna erisipella chronica ; aquell'outra troca-
va a sua cintura de barril por urna hydropezia
ascites ; outra trocava os seus olhos de porco
por urna ophlalmia; outra dava o seu nariz de
papagaio por um cancro outra offerecia a sua
cor de vella de sebo por urna carnada de sarnas;
outra braganhava meta duzia de seus dentes po-
dres por urna apoplexia ; outra permutava os
seus bracinhos delgados por urna dor de clica;
outra trocava a sua desmarcada bocea porum
es upor, aceitando de volta urna gastrites
chronica ; outra finalmente desfazia-se do seu
volumoso par de peitos por urnas intermitien-
tes malignas. Nenhuma houve que nao a-
chasse o defeito contrahido de novo muito mais
desagradavel, do que o primeiro. O mesmo
descobre a respeito de qualqucr outra miseria ,
que cada individuo adquiri em vez da que
dantos i.ossuia ; mas nao sci decidir se isto
provenlia de todos os males que nos succedem
serem d'alguma sorte proporcionados s nossas
forcas e estado se do costume fazer-no-los
menos intensos e mais suportaveis. Fcvan-
tou-se urna terrivel acougaria entre o immenso
grupo das mulheres ; por que urna houve tao
imprudente que disse fora melhor troca-
rem-se reciprocamente os genios, e defeitM
moraes que cada urna tinha guardado em ca-
sa. Huma mais turbulenta e que havia pou-
co trocara trint'annosde sua idade por accessos
de epilepcia disse Dos me livre de trocar
o meu genio cioso pelas bondades de nenhuma
Esta nem com volta braganhava a sua cu-
riosidade falladeira pelo silencio deixado d'a-
quella : urna afirmava estar'bem satisfeita com
a sua ndole irascivel e briguenta : outra sus-
tentava que fallara em quanto tvesse boc-
ea elingoa, que nem da deJuizo deixara
de facii nu campo de Josaphal e de mu iuu-
rar de quantas ahi se appresentassem feias e
mal promptas e que nao trocara o seu fallar
por nenhuma outia cousa &c. &c. : e quan-
to nao custou a accomodallas !
Causou-me compaixao um pobre figuro, que
tinha hido carregado d'uma corcova c retira-
va-se mui desempeado sim ; mais com urna
pedra na bexiga : c o que tal troca fizera quam
envergonhado estava Elle escondia-se d*um
lamidades humanas foi distruido entre os dous
sexos, que davio um tristsimo espectculo i
proporcao que passando para um lado e ou-
tro cambaleavfio sob o pezo de seus diversos
fardos. Toda a planicie resoou em uiurmu-
racoes, em suspiros e lamentos al que
Jpiter compadecido de todos, permitlio de
novo a cada um o largar o seu fardo e tomar
outra vez o que havia trazido. N5o houve
quem se nao alegrasse com a nova ordem ;
at foi mandado retirar o fantasma que os
arrastra a tao grosseira illusao : em seu lugar
appareceo urna Deosa de passo firme e grave,
arserio, porem alegre, e bondadoso. Ella
de vez em quando levantava os olhos para os
Ceos e fixava-os em Jpiter. Chamava-sea
Paciencia. Logo que esta se colocou ao p do
monle das calamidades notei com admimcao,
que o seu volume diminua a tal ponto, que
pareceo um terco menos grosso que d'antes.
Ao depois ella restiluio a cada um o seu pri-
meiro fardo c ensinou o modo porque deviao
proceder para diminuir-lhe o pezo ou ao
menos fazelo mais suportavel. Entao retir-
rao-se todos mui contentes de se nao ter efl'ei-
tuado a sua escolha relativamente aos males
desta vida e dse haver deixado tal dislrbui-
cao Providencia.
Alm das boas moralidades que se podem
tirar desta viso por ella tambem eu aprend a
nunca murmurar de meus males nem envejar
as felicidades de outrem; pois he impossivel jul-
gar rectamente dossofrimentos alheios. Acor-
dei pois cada vez mais firme em nunca desprezar
as queixas de meus semelhantes e ter sempre
para com elles sentimentos de humanidade ,
e compaixao.
A imprensa.
Convencido, como estou, que sem liberdade
de imprensa o rgimen representativo be urna
completa burla nao sou da classe desses car-
pidores que vivem mazelando-se dos abu>os
dessa liberdade. E qual he a instituicao, anda
que seja obra do mesmo Dos da qual os ho-
mens nao abusem? O que dicta a meu ver ,
a prudencia, o que o bom senso parece ensinar,
he, que mantenhamos a causa procurando to-
dos os meios lcitos de cortar pelos abusos.
Urna simples medida parece-me que dei
xando intacto um dos mais sagrados direitos do
cidado qual be a manifestaco pelo prelo de
seus pensamentos evitara por outra parle os
terriveis abusos, de que com rasao se affligem
todas as almas honestas e que tanto bao con-
corrido para corromper a nossa moralidao'e. Dos
nos Ivre de censura previa ; pois em minha hu-
milde opiniao be synonima do maior captiveiro
da imprensa. A medida que me occorre he
simplesmente obstar a arma traicoeira, prfida,
e infame do anonymo. Pelo que entendo. se
devera slatuir que todo o escripto que dis-
sesse respeito vida publica, ou privada de qual
quer individuo, fosse assignado pelo seu auctor;
c s se permitisse o anonymo em materias dida-
ticas em contestaces metaphisicas em tudo
finalmente que nao podesse offender s pes-
soas.
Nao vejo inconveniente algum na medida ,^
que lembro ; por que se tenho documentos e
provas para convencer de malversacao ou de
qualquer outra falta aoFunccionario publico, se
possuo uiaiiiienle armas poderosas com que
debellar o meu inimigo, porque hei de tomar a
mascara do anonvmo porque hei de atirar-lne
traicao, se com elle posso arcar victoriosa-
mente braco a braco pcito a peito ? Esta me-
dida tem a meu ver grande vanlagem ; porque
se hade apparecer estampado o nomc do aecusa-
dor nao vulgar descarnmento cabe que este
tenha para appresentar-se em publico como
um calumniador, c alcivoso. Pelo contrario o
recurso do anonymo be um escudo contra o nejo,
raes
foi observar que se nao lancava quasi nenhum
vicio nenhum defeito do coraco ou do es-
irito em o montao das calamidades humanas ;
e tanto mais me enlevou esta reflexao quan-
o havia imaginado que cada um aproveita-
ria esta occasao
Deoois que todos se descarrcarao de seus Nenhuma Ihe responda urna s palavra al
lardos o fantasmo que tao activo andava que urna velha mais sincera e desembaracad
apenas me vio simples espectador da scena a- chegando-se ao Doutor d.sso-lheJ ode proco
porque sai-
muito rara a que
penas me vio sunpl
proximou-se a mim, e apezar da minha n- rar outro rancho para a sua troca :
mietacSo anlolhou-me repentinamente o seu ha ( aqui para nos ) que
espelho Ah que nao se! de nojo como cont o nao padece mais ou menos de nomorrodias. A
quant,, me c.mTgor.haro os meus proprios al proposicao ergueo-seum sussurro semelhan-
defeitos Ouam fraco e mseravel sou ( ex- te aos roncos do mar em tempestade : descom-
clamei entao. ] De bom grado tratara as m- posturas, e pragas choverao sohre a polir^ ve-
rixuisu uu tiiiuiijiiiu <- "' <-'----------- -..
he urna capa de tal grossura, que ao travez deiia
nao se pode devisar a traicoeira rnao, que des-
ea rrega o golpe.
nbas ma/cllas inoraos pelos defeitos fizicos do Iba e pouco faltou para a matarem de de
proprio i\"-w> on do r,.nH.. Pone. Enlr.._ i-Jas e bofe'-'-'- Mn Uc
tanto Jpiter publicou segundo decreto nc
den-
Dest'arte finalmente todo o montao das ca-.
(^ue importa que a lei vigente exija em to-
dos os escriptos um responsavel, se o impres^
sor nao he obrgado a publica-lo pelo preio .
Nesta medida he que est, quanto a mim, ioa-
a hondade de semelbantc remedio. Em quaiuo
houver um testa de Ierro que he o responsa-
vel mas de nome encoberto, os abusos nao te-
rao termo ; porque logo que o que.xoso reqoe-
reraojuiz, e este uchar crminalidade no o
cripta, eoimpressor for demandado para tm
iuizo declarar o responsavel; depois de todas t.-
tas andancias e .lila, des o que apparece mul-
tas vezes assignado he um brejc.roto. he um re
de polica, que venden para esse lu. o sU -
me nomc por mea duzia de patacas, quem nenhum homo::: honesto quer entrar ii
contestaces. O que succede d ah. e u oue es-
tamos vendo todos os dias he ser un, ''
onchovalbado descomposlo msuHadoeirism
honra, e at na das pessoas q*'e'll1' ^ >
Mnfa ur ,i, trr tudo tn, e o que peor w,
wr alvo dos motejes do povo Bcando b.godea-


w
mmwuimmm
*rvxr..WfMJ
encapotado!
Ou eu me engao ou creio que nenhum
cidado honesto dnixar de approvar a medida ,
que lembro medida, que al concorrer para
o decoro e moralidade do prelo; por que
quem tcm de publicaroseu nomo no que sere-
te pro jura de neeassida.de s.;r mais modesto ,
ni lis civil mais reportad >, alom do grave receio
Je mostrar-se calumniador, &c. &..
Publicar apeclido.
Com a Iranscripco da escriptura de hy-
pothaea, que da propredade denominada S.
Jos da cona grande, fez nao originario possoi-
dor o Padre An; > lio do Carvalho Lial meo
falesoido pai Miguel Francisco Cabral, pare-
ce-mi olenamente satisfa/.cr a exigencia que
desse documento se me fez no annanoio inserto
em o Diario de 16 do corrate me/.; e mos-
trando elle com a maior evidencia ser Ilegitima
a posse das pessoas que actualmente prcten-
dem vender a mencionada propriedade; por
isso e de novo o abaixo ussignado anda insis-
te em previnir so respeitavel publico, para que
ninguemse illula em fazer sobre ella transa :9 i
alguma ; poiscomprando-a, tambem co ella
co npr&o rendida demanda. Antonio Janua-
rio Cabral. .
Escriptura de dehito obrigaco c bypotbeca,
quofazemD. Antonia Caetana le Carvalho,
e seu filbo o Padre Antonio de Carvalho Mal ,
a Miguel Francisco Cabral, destribuida a folhas
29 verso cm nome de Dos amen. Saibo
qantoseste publico instrumento de escriptura
de debito, onrigae&o, e hypotheca viran, que
ni) auno do Xascimcnto de Nosso Senbor Jezus
ChristO de 1702 annos, aos 10 das do me/ de
Agosto do lito anno nesta Villa de Santo An-
tonio do Recife de Pernambuco em meu-es-
criptorio apparecerlo partes presentes contr-
llenles outorgant.es o acceitantes a saber, de
urna como devedores c obrigados o Padre An-
tonio Carvalho Lia], por si o como procurador
bastante de sua mi D. Antonia Caetana de
Carvalho, como me constou da proeuraco qui1
apresentou que o seu theor he o segu nto : pro-
curacSo bastante que faz D. Antonia Caetana
de Carvalho para a Villa do Recife de Per-
nambuco. Saibo qantoseste publico instru-
mento de poder de proeuraco bastante, ou co-
mo (vii direito para sua maior validada e me-
Ihor nome c lugar haja o dizer se possa virem ,
que sendo no anno do Nascimento de Nosso
Senhor Jezus Christo de 1792 annos aos 10
das do mez de Agosto do dito anno, sendo n *-
te Ingar de Taluamunha termo Villa do Porto
Calvo, commaroa de Alagoas, capitana de Per-
nambuco onde cu Tabelliao fui vindo abi pe-
tante mim Bpparecao D. Antonia Caetana de
Carvalho que reconheco pela propria do que
faco moncSo e don e pela dita outorgante
foi dito em minha prosenea e das tostemunhas
ao diantn nomiadas e abaixo assignadas que
ella na melbor forma c via de direito fazia ,
ordenava e constitua por seus certos e em
tudo bastantes procuradores na Villa do Recife
de Pernambuco a seu filho o Reverendo Pa-
dre Antonio de Carvalho Lial mostrador que
ser do presente instrumento ao qual disse dava,
odia o traspacava todo o seu livre e compridfl
poder mandando especial e gcral quio bastan-
te poder de direito se requer para que elle di-
to seu procurador possa em nome della consti-
tuinto como se ella propria fosse e presente
estivesse, onde com o presente instrumento se
adiar e necessario lhe for possa procurar co-
brar c arrecadar, e as suas mos haver toda a
sua fazenda de qualquer genero e condicao que
seja, assim dinheiro ouro prata escravos,
gados vacuna, e cavalares encommendas, car-
regaefies verbas de testamentos condicilios,
appellar agravar vir com embargos, jurar em
sua alma qualquer licito juramento de calum-
nia, decisorio, e de supletorio, e outras quacs-
quer que por direito Ihedevaodar; citar, e de-
mandar levar a juizo a todos os seus devedores,
eoutros quaesquer que por direito Ihedevao
ser ajuisados ; propor aceoes, rases, artigos de
libellosolTerecel-os. dal-os, ass.gnal os e
nos das partes contrarias contrariar alegando,
mostrando, e deffendendo todo 0 seu direito u
justica assignar quaesquer termos que neces-
sario Ibes for em todas as suas causas e deman-
das erimes, c civeis, movidas e por mover as
em que for autora ou r nos auditorios e tn-
bunaes a que competir, e nelles possa ass.sl.r e
(invir despachos, sentencas as dadas a seu a-
vor, consentir liral-asdo processo, razer-lhe dar
sua .lev ida execu.ao das contrarias appellar ,
gravar, vir com embargos, tudo seguir, e re-
nunciar t maior abada do sapremo Senado ,
fizer protestos, reinales de bes, e nelles hin-
car para seu iwgamento com Itcenea dojulga-
dor, e posse tomar de tudo que seu for lhe
,,,,...,.. ^... ,l- ;;;;;;: nnhlicnS (' raSaS COIllO Oft-
pidas'ihes orcm tirar dinheiro de qualquer
cofres de ausentes orillo i 0 th as i ireifos p i-'
bucos, e particulares de u n o o itr> foro ; tirar
instrumentos deagravos o cuta, teste :nuoha-
veja e de inquirieses, averbarde suqu-tos os
que virem lhe sao e anda do qualquer ulga-
dor, passar escripturas du ven 11, o recohsr o i-
tras de compra deludo quinto for a ham da
seu direito e justica expeoialmante com o po-
der de passar e assignar umi flwrpttira de
hypotheca edebito a Migue! Francisco Gahnl,
tudo de que ella outorgante e seus lilh >s for I -
veilora ao mesmo o esta procuracio substahe-
leoer nos procuradores que bem lhe parecer, e
estes em outros li ando-Ibes sempre os mesmos
poderes em sua forca e vigor para dallos usar ,
onde e quer que com o presente instrumentse
aliar, e que sopara sua possoa resrvatela
n na cttaco e reconvenci : o que prometa de
tirar a paz o a salvo ao dito seu procurador e
substabelecdos haver por bem firme e valioso de
'luje para todo o sempre em testenunho de
verdade assim outorgou e me pedio e reque-
reu fosse feitoo presente instrumento nesta no-
ta que por me ser destribuido pelo Dr. De-
/embarcador e nuvidor sjoral e corregedor da
commarca Jos de Mondonca de Mal tos e Mo-
re ra a folhas a fiz em rasSo de meu nlTi.no ,
o i >r ella outorgada nao saber ler nem oscrever
issiscnou a rosto da mesma seu filho Joio Ribei-
ro Lial, sendo a tudo prsenlos por testomu-
nhas Manoel Carvalho Lesa e Antonio Ri-
heiro, que assignario depois de lhe ser lida por
mim, Manoel Peixoto Guimaraes. Tabelliao
tuca escrevi assigno, a roio de minha mi
!). Antonia Caetana de Carvalho Joo Rihei-
ro Lial Manoel Carvalho Lessa, Antonio R -
bero. Nio se contiaha outra cousa alguma em
lita proeuraco bastante que bem 0 fielmente
fiz copiar da propria que lica no meulivrode
notas actual em meu poder e cartorio, ao qual
me reporto o vai na verdade sem cousa que
lvida (ac subscripta e assignada por mim
Tabelliao em sobre dito (lia mez e anno do N'as-
cimento de Nosso Senhor Jezus Christo do 1702
nnnos e eu Manoel Peixoto Gumaraes Ta-
belliio o suhscrevi e assignei, estava osignal
luhlico, em testemunho de verdade, o Tabel-
liao Manoel Peixoto Guimaraes nao se conti-
nha mais em dita proeuraco bastante, que a
reconheco verdadeira, E de outra como cre-
dor Miiiuel Francisco Cabral ratea o devedor
" procurador, moradores nesta dita ^ illa pes-
soas que rcconhico pelas pronrias de que se
IractSo do que don f : e I040 pelo Reverendo
Padre Antonio de Carvalho Lial por si, e como
procurador bastante de sua mai I). Antonia
Caetana de Carvalho foi dito peranta mime
las tostemunhas ao diante nomiadas e assisna-
las que elle e sua constituinte i rao deve-
lo res e obrigados a elle crodor da quantia de
C33S200 rois procedidos de fazendas, que
elle qredor assistio ao engenho dellas devedores,
cuja quantia be com os uros da le que ter
principio em dous pasamentos. que principiSo
no mez de Abril do anno de 1793, o nrmero
pagamento, e o segundo e ultimo dah a um
anno, e para seguranca da referida quantia e
uros que se vencerem athe real embobo, lhe
bypoth cavo a meaco que tem sua constituin-
te as bemfeitorias do engenho passage ^ elha ,
cito na freguezia de Unna Termo da \ illa de
Serinliaeni com todos os seus assessoros de
Cobres, escravos, bois, e bastas, eda parte
del le devedor tambem hypotheca a parte que lhe
tocou por legitima no dito engenho de legiti-
ma paterna, v a parte de seu irmao Joo Ribei-
10 Lial, que a houve por compra, com os escra-
VOSSeguintes Andr, Antonio molato, Ren-
to Gracia Antonio angico, Lisbao, Simio,
Gotrudes, 011 tro Simio Ignacia Maria da
ConcoicSo Benedicto Jos novo l.ui/a, o
molato Bento ofical de ferreiro e a safra
destepresente anno de 02 que acaba no anno
do 1705, e assim mais hypotheca vio urna pro-
priedadfl chamada S. Jos da Corda Grande pe-
la quantia de seis centos e tantos mil res o
que melbor constara da execucao do dito An-
tonio Marques Vieira que este fazia a Joo
Ribeiro Lial filho e irmao delira devedores ,
cuja execw ao se acha com penhora feita escri -
vio neste juizo Manoel Antonio Velho Cabral
de Mello e a quantia do principal e distas da
dita execucao se obrigoii elle credor a pagar ao
lito Dr. Marques como divida sua propria e
mais hypotheca vio para este pagamento e para
o mais os escravos seguintes Antonio peque-
o esua mulber Felizarda Francisco novo,
Paulo, Antonio, Joo cujos bens se acho
penhorados na dita execucio dos quaes elle
credor he depositario de p de juizo ; com a
condicio porem que no caso que clles devedo-
res nao faci os pagamentos nos lempos de-
clarados nesta escriptura podera elle credor a-
juizalos, poresta hypotheca ecobra! judici-
almente a sua divida e juros alhe real embolco,
0 que elle devedor e sua constituinte se olsrigo
a nao venderein nem hypothecarem os refe-
ridos hpiw em nuanto de todo nao for ngf elle
credor do principal e juros, e se obrigavfio de
nao .le no virem em lempo algum em juizo, |
,1 fora delle c un reqUerimento que encontr a
validadadesta escriptura, [-ara o querenan-
iao tolas c quaesquer leis que a si'us favores :
allegar possio e as de Velianno que falli a
nvor das mulheres e s querom esta comprirem,
-;i irdrem como nolla se conten; pelo cre-
d>r foi dito em presenca das mesmas testemu-
rn aecoitava esta escriptura com todas as clan- |
mas < condiyos nella declaradas. Era r o
,: i.nunho do verdade assim outorgaro pedi-
r, > e aeeeitario e por me ser dostribuido fiz
> presente instrumento nesta nota que assigna-
rio sendo testemunhas presentes Andr da Cos-
ta Magalhies, cJosCardoso do Jezus, que
aisignario dapos du I do cutre todos. M noel
Alvares Varolla, Tabollo o escrevi, Padre
Antonio Carvalho Lial Miguel Francisco Ca-
bral Andr da Costa Magalhies, Jos Cardo-
so de Jezus.
C93OSHCI0.
AI fon doga.
900S80:
Rend ment do dia 27
Desearreglo hoje. 1.
Barca Eliza Johmton ferro.
: !>rigue Etnprehendedor o resto.
Barca Espirito Santocaixas caixoes ,
condeces, sestas pedras arcos e
saceos.
Brigue Gulmare vinho peixe e car-
neiros.
Barca Brilliant carvio.
Ifovimento do SBorto.
Narios entrados no din 27.
Rio de Janeiro ; 20 das brigue austraco
Fonreta de 390 toneladas, capito Uzavi-
ch equipageni 1 \ carga lastro.
Narios sal idos no dia 27.
Gofemburgo; brigue sueco Solidan* capito
P. Westernack carga assucar, e couros.
Cear ; barca ingle/a Rrazilian, capito Gohle,
carga assucar.
Le loes.
OCorretor Oliveira fura leilio sexta
feira 3 de Marco as 10 horas da manbi, no
primeiro andar da casa 11. 18 na ra zas, bairro de S. Antonio da excellente 1110-
bilia toda moderna e quasi nova de una pes-
soa capaz prxima a rctirar-se desta cidade ,
consistindoem urna meza redonda, para moio
de sala com lindo tampo de pe Ira marmore,
cadeiras e canaps solas e bancas de Jacaranda,
feitas de encomonda evindas do Porto, um
aparador riquissimo commodas lavatorios ,
ieitos meza de jantar marqueza toucado-
res bandejas linas relogio de cima de meza,
dito de ouro com correntes umitas colheres ,
e outras obras de prata colxa de damasco ,
aderecos de ouro com diamantes, alfinete de
peito cristaes de todas as (pialidades appare-
Hios para cha e meza lanternas mangas ,
frasqueiras espingardas para caca pistolas ,
e inuitos outros objeclos de grande apreco.
L. G. Ferreira & Companhia ferio lei-
lio por intervencio do Corretor Oliveira e por
conla e risco de quem pertenece de varias fa-
zendas inglezas avadadas ; quinta feira 2 de
Manoas 10 horas da manbi no seu aimazem
na ra da Cadeia.
O Corretor Oliveira (ara leilio de urna
porcao dos mu afamados carneiros do Cabo de
Boa Esperanca recentemente chegados pelo
brigue Guiare; Quinta feira 2 do torrente, a
nina hora depois do meio dia, 110 lorie do
Matto prenca do Sr. Mcndonca.
Avisos martimos
Para o Maranho segu viagem no dia
2 do corrente o hiate nacional Flor de 1.a-
rangeira, o qual ja no pode receher mais car-
ga c s recebe passageiros ; dirija-se a bordo
a fallar com o pioprietario e mestre Bernardo
de Souza.
= Freta-se para qualquer porto o brigue
nglez Chase capito D. Cook forrado e en-
cavilhado da cobre ; quem nelle quizer carregar
dirija-sc aos consignatarios Me. ( almont & C."
Para o Rio de Janeiro seguir dentro de
poneos dias, o brigue Brasileiro Fiel, com
excedentes commodos para passageiros anda
recebj alguma carga miuda e escravos a frete ;
os pretendenles dirijao-sea linnino Jozc F-
lix da Roza, amada .Moda, n. 7 ou ao
capitio Manoel Marciano Ferreira.
Avisos diversos.
V pessoaque tingia roupa na ra de S.
Rln nova uimlou-se para a ra Dirata 59 .
i onde continua atingir com promntidao c as-
goio (le qualquer cor principalmente par
preto e roga-se as pessoas que tem roupa ja
prompta em seu poder as mande buscar eom
brevidade,
= Um pequeo chegado agora do Porto,
se olTeroce para caixeiro de fazendas miudeza ,
ou ferragens, uinda dando algum tempo de
graca ; quem 0 pretender annuncie.
_ Ha no Rio de Janeiro pessoa hbil, e do
umita influencia que se propia a tratar all do
qualquer dependencia esencialmente revis-
tas do supremo tribunal; quem se quizer ser-
vir do seu prestmo falle na na da Cruz n. 10,
aonde sabera das condicoes.
- Aluga-se urna ama para can de homcm
solteiro ou 'k' pouca familia : na ra do Col-
legio n. 10 primeiro andar.
__ Quem precisar de urna nuilher croula ,
ja de dade para ama secca de urna casa, para
lavar engomar, e cozinhar dirija-se a ra
atraz da matriz sobrado de um andar do lado da
mesma matriz.
Alug-se i negros para servico muito li-
geirode fabrica da-se-lhes de comer e casa ,
e ajUStiO-se rfbr me/es : annumue.
= Roga-se a quem for ofTerecida urna ja-
nueta de panno fino verde, que foi furtada na
praia dos Martirios, no dia 22 do crrante,
queira mandar por obsequio na mesma ra ,
venda n. 27.
()uem tiver para arrendar una olaria que
seja boa em bom porto e lugar annuncie.
Aluga-se um sobrado de um andar com
solao na ra Nova, n. 42: a tratar na loja
do mesmo ^obrado 011 detraz da Matriz da Boa-
vista n. 3.
sss Precisa-se de urna nuilher forra edes-
empedida para la eras compras diarias de urna
casa de pouca familia : na ra da Conceico da
Roa-vista loja de tanoeiro por baxo do so-
brado.
Aluga-se quatro a seis escravos para o
servico de fabrica da-se o sustento e pago-
se por mez ; quem os tiver dirija-se no arma-
zem de assucar defronte do caes.
Lotera de S. Pedro Mrtir de Olinda.
__ Km consequencia da mudenca do dia do
andamento das rodas da loteria do theatro o
thesoureiro, fez oerto que esta loteria corre m-
preterivelmente no dia 8 de Marco prximo fu-
cturo por ja se ter vendido grande numero de
bilhetes. O resto dos bilhetes se achio a venda
nos lugares seguintes : Recife porto das ca-
noas na taverna do Sr. Jo/e Pereira ; na ra
da Cadeia, na loja do Sr. Vieira cambista e
do Sr. capito Jo/e Gomes Leal ; cm S. Anto-
nio ra doCollegio loja do Sr. Menezes ;
ra do Crespo na loja do Sr. Braga n. 13 ,
e na loja do Sr. Manoel Ferreira Ramos, na
esquina que vira para a ra do Oueiniaoo ; ra
do Queimado loja de ferragens do Sr. Joa-
qun! Claudio Monteiro ; nasS pontas pada-
riado Sr. Carlos Leocadio Vireira n. 63;
ra do Cabug botica do Sr. Moreira ; na
pracada Independencia, loja de lvros do Sr.
Figueira ; Roa-vista botica doSr. Jos Ma-
ria Freir Gameiro : em Olinda nos \ cantos ,
loja do Sr. Domingos Joxe Abes da >ilva, e
taverna do Sr. Jo/c Manoel dos Santos ; e na
ra de S. Bento casa 0. -.
= Achao-se justos e contratados a vender o
sitio do Mondego, os herdeiros do fallecido Pa-
dre Manoel Abes de Aguiar, Leopoldo Caio do
Mello Guararema como administrador de sua
mulber 1). I.uiza Luibelina de Aguiar, e Jos
da Silva Guimaraes, como administrador de sua
mulber i). Maria Antonia Cisneiro Aguiar,
e Joo de Allemo Cisneiro ; quem se julgar
com direito ao dito sitio seja por penhora, hy-
potheca direito de heranca ou outro qual-
quer titulo, annuncie por esta folha dentro de
0 dias isto para livrar de questoes judiciaes
paia o fucturo : assim como os Srs. credores do
dito sitio queirao ter a bondade de se dirig-
rem a ra da Madre de Dos a casa do abaixo
assignado para tratarem de seu embolco, isto
at O da 3 de Marco. Manoel Pereira Caldas.
Lotera do Theatro.
O thesoureiro paga os premios sabidos
na extraceio da segunda parte da 12.a lotera ,
nos dias 1, 2, e .\ de Marco em seu escriplo-
rio na rna da Cadeia velba das 10 horas da
manba a umada tarde, e do ultimo dia em
diante somente faz semathante pagamento as
quartas e sabbados como he costume.
__ Aluga-feum preto para servente ; quem
pretender, dirija-se a ra larga do Bozario ,
junio a botica do Sr. Baitboloineo & Bamos ,
Si muido andar.
Aluga-se 7 serventes para qualquer ser-
,ico, excepto carregamento na ra; quem
pretender, dirija-se a Solidado ra de Joo
Fernandos ^ ieira n. ii.
__Quem tiver para alionar um primeiro an-
dar de sobrado, ou mesmo casa terrea ; sendo
nos lugaics seguintes: ras do Rosario larga ou
estreita, doCabuga, do Crespo; quem a tiver
nao excedendo o seu allueuel d o'o at de
muris, annu*c|e para ser procurado.


^_ 'Wtmir-;-.
Procisa-sc de urna ama de leite forra ,
ou captiva : na ra do Cabug luja de miu-
de/as n. 4.
= Luiz Jo/e de Souza sul)dto Portuguez
retira-se para fora da provincia e por este
motivo roga a qualquer seu credor de Ihe apre-
sentar osen debito para ser pago isto no pra-
so de oito das; pelo mesmo motivo roga a seos
devedores que lie venliao satisfazer o que llio
esto devendo pelo que car sumamente
gra.o.
Aluga-se o 2.a andar da casa n. G3 em
Fora de Portas "na ra do Pilar, com duas
alcovas na frente, e urna na sala de detraz ,
um quailo no meio e urna dispensa cozinha
fora na qual tem urna hacia de cobre em que
se faz os despejos de agoas sujas que sahem
por um cano para a mar como tambcm tem
urna torneira pela qual se recebe as agoas de
cbuva para o gasto de casa as salas muita chi-
pas o frescas, eadelantar lie magnifica pela
exccllente vista para o mar, v-seasentradadas,
sabidas dos navios, e a cklade de Olinda tem
sabida para o mar quintal 0 cacimba milito
boa; os pretendenles dirijo-sc ao mesmo pa-
ra ver e a fallar a Joaqnini Lopes de Almeida,
caixoiro do Snr. Joao Mathous ; assim como
tambem aluga a loja do mesmo com bastantes
commodos.
= Manoel Duarle do Faria brasileiro, re-
tira-se para fora da provincia.
Joze Gom-alves de Faria tendo encon-
trado outio de igual nomo lica de boje avante
se assignando Joze Gonralves Nunes de Faria.
Quem annunciou querer comprar dous
pares de brincos um com diamantes, e ou-
trodeouro, dirija-se a Fora de Pdrtes na
ruado Pillar, n. 108.
Na ra Di re la n. 119, precisa-se de
um menino de idade de 11 a 12 annos para
criado com a maior brevidade possivel.
Arrenda-se o primeiro andar do sobrado
da ra do Livramento n. 23, com bastantes
commodos para urna grande familia : na ra do
Quimadn loja n. \l
Dionizio .Moreira da Silva Pinto, subdi-
to Poruguoz retira-se para a Baha
Aluga-se uma casa na ra do Cotovello ,
com 4 quartos duas salas, cozinha fora, quin-
tal e cacimba ; qucm pretenderdirija-se a ra
do Mundo novo n. 5-, na mesma tomase
roupa para se lavar de varrella com muita
promptidao e toda responsaholidade.
= Perdeo-se no dia 23 do passado da ra
Velba at a Soledade um brinco de ouro
com dous diamantes ; quein o achou pode en-
tregar na ra da Conceioo da Boa vista n.
1G que ser bem recompensado.
O ahaixo assignado roga ao Snr. Manoel
Gomes de Azevedo queira declarar onde mo-
ra e qual a naluralidade do Sr. Joaquim An-
tonio da Silveira, de que trata no seu annuncio
inserido no Diario de 27 do passado me/, de
Fevereiro relativo aos negocios de uma ven-
da no atierro dos Aflogados, afim de que se
nao entenda com quein tem igual nome e be
morador na ra da Guia do ha i rio do Recite ,
que nao tem negocios com o Snr. Azevedo e
nein a honra de conbece-lo. = Joaquim An-
tonio da Silveira.
Avisa-sea certo senbor, que comprou
um cavallo mellado na ra do Collegio pela
quantia de 130$ ts. com a condicao do ven-
dedor sustenta-lo at o dia 23 docorrente, tendo
dado 208 rs. de sijinal pela compra baja de
mandar o restante do dinbeiro al o dia 2 do
corrente, e|na falla se vender o mesmo, e
perder o seu signal.
= Custodio Jos Al ves faz sciente ao res-
peitavel publico ou a quein convier, que o
hiato I' lor de Larangcira presente a carga pa-
ra o Mar n bao Ihe he responsavel pelo valor
de uma porcao de carga que Ihe nao entregou
na viagem que fez a Camam em Marco do
anno passado que o proprietario, c correspon-
dente do musmo at hoje nao tem satsfeito
dita liquidacao, a que dito hiato est sugeito.
= Precisa-se de um caixeiro que tenha bas-
tante ortica de (averna nao se olha a orde-
nado: no oitao do Livramento n 29.
Precisa-se alugar algumas pessoas que se-
jao trabalhadores forros ou captivos : na ra
larga do Rozario venda n. 29.
Precisa-se comprar um oles do ourives ,
leazos de forja de dito, um taes, e maisalguns
utencilios do dito ollcio ; quom quizer vender
dirija-se a praca da Independencia, loja de
miude/as, n. 39.
Ven deis
Vende-sc na praca da Independencia ,
loja de livros n. 6, e8, a Arte (nova) da
Grammatica da Lin^oa Portugucza parauso
das escollas d'instrucio primaria composta
por Emilio Achules Monteverde. 1. vol. 400 rs.
Ha amitos resumos granimatieaes da nussa
formosa linguagem : masunsso deficientes,
outros nimiamente d (Tusos; muitos nao combi-
nao com os principios da Ideologia e alguns
forao redigidos segundo um methodo philoso-
phico em cuja exposoao demasiadamente
se diLtaro seus autores que deixao por isso
de ser proprios para discpulos novcos. O au-
tor da grammatica que temos vista, souhe evi-
tar estes inconvenientes, e compondo uma sy-
nopse dos rudimentos do idioma portuguez,
oficenlas escolas primarias o compendio mais
til manual e barato que existe.
^ ende-se presuntos inglezcs queijos
londrinos, conservas de todas as qualida les ,
frutas em conserva proprias para pastis, her-
rengs latas de salmao em conserva, ditas de
caca, soupas ervilhas caixinhas de cha im-
perial de duas libras cli preto superior em
umbralos de urna quarta de libra proprio
para casa de familia dito hisson e aljfar, vi-
ribo do Porto Sherry, Constancia, TeneWf,
Madeira Claret, Champanhe superior ge-
nebra em frasqueiras e garrafes agurdente
de Franca licores de todas as qualidades ,
maroscino serveja branca e preta em barris
earetalho, lingoas salgadas, carne salgada a
relalho e em meios barris escovas de cbelo
proprias para sala ditas para sapatos, ditas
tara curo pinceis para pintar saceos de ta-
pete proprios para conduzir falo ,' lijlos de
! i rapar facas caixinhas de Seidliti, dito em
vid ros passas miudas proprias para pastis,
tamboras de passas boas para podios, alcapa-
res c mais objectos ludo da melbor qual-
dade : no armazcm de Dowslcy Prytz & Com-
panhia ra do Trapiche n. 44.
= Vende-se uma casa de taipa com frente
de pedia e cal torras proprias na ra do Ca-
bral da parte do nascente em Olinda : a
tratar no sitio das Ortas abaixo dorecolhi-
mento da Conceico das Freirs.
Vende-se urna casa do tijolloecal na
Capunga em terreno proprio com quintal
sofrivel, boa cimba de agoa de beber, (em
dous portos de ferro promplos para a frente ,
com os vaos de caxilhospromptos, faltando os re-
part montos da mesma casa ; tambem se
vende urna commoda de condur em muitobom
estado: na ra Direita n. 119.
= 'N ende-se uma boa canoa aborta que pe-
ga 500 a 600 f olios de alvenaria : no arma-
zn) de capim na ra do Sol n. 25.
Vende-se uma prora de 20 annos, per-
feita engommadeira cozinheira ecose para
fora ; urna mulata moca muito reforcada ,
costureira de cortar o fazer tanto camisas romo
vestidos engommadeira e cozinheira a qual
se dar a contento : duas escravas de meia
Vende-so cal virgem de Lisboa ebegada
agora no limprehendedor, em barris grandes
e pequeos : no escriptorio do Francisco Seve-
riano Rabello.
Vende-se saccas com farelos chagados
agora do Lisboa no Emprehcndedor: no arma-
zem de Francisco Dias Ferreira no caes da
Alfandega.
Lagedo de Lisboa chegado agora no bri-
gue Emprehendedor: no escriptorio de Fran-
cisco Severiano Rabello.
Vende-se um negro de nacao sem vicio, de
bonita figura, de rannos, que ganha diaria-
mente GO; urna carraca em bom uso: na Sole-
dade n. 46.
Vende-se uma venda em Fora de Porlas,
sita na ra do Pilar n. 82 defronte do beco
do farol a qual tem poucos fundos : a tratar
na mesma.
= Vende-sc um braco de balanca portuguez
proprio para armazcm de assucar refinacao,
ou padaria c mais uma fechadura de segre-
do para porta obra de encomenda muito
bem feita viuda de Lisboa a qual serve
para seguranca de qualquer estabolecimento: na
ra Direita n. 35.
= ^ ende-se um palanquim em muito bom
uso : na ra do Amorim no Recifc armazcm
da casa n 32; um apparelho de cha ; louca
porcellana ; meio apparelho do louca para me-
za : no mesmo armazcm cima.
^ ende-se por prociso uma escrava do
20 annos con) muito boas habilidades que
avista do comprador se dir: na ra Direita ,
n. 50 segundo andar.
* Vende-se hicos prctos e brancos, meias
de seda pretase brancas pontos de tartaruga*
de marrafa abotoaduras de massa a 400 res ,
ditos de duraque a 360 reis, botoes amarellos
do ultimo goslo para colletes pontos de coco
com boiras douradas a 1:600, trancelim de
lorracha a 80 reis papel almasso e de pezo ,
oculos brancos azues e verdes de grao ; o ou-
Iras militas n.iudczas por proco commodo : na
ra do Cabug n. 4 loja de miudezas.
Vende-se hicos brancos e pretos fitas
de gana a 80 at 210 reis oculos de armao'o
finos a 1:280, tozouras finas para costura e
unhas pentesde tartaruga de marra Fa 1:300 .
sabonetas finos a 60 reis luvas de seda a 400
reis, meias de seda bordados a 28 papel al-
masso e de pe/o a 38 navalhas finas : na ra
do Cahug primeira loja n. 3.
Vende-se um palanquim em meio uso ,
por proco muito commodo : na ra das Cinco
Pon tas n 85.
idade por 5008 ; dous moloques muito boni-
tos proprios para officio ou pagens, de 13 a
1 i annos; dous pretos de muito bonitas figu-
Compras
= Compra-se uma negra moca que sai ha
engommar e coser : no armazem da ra da
Alfandega velba n. 44 ou em Fora de Por-
tas n. 133 primeiro andar.
Compra-se um transelim ou corrente
para relogio que seja fina o de bom ouro ;
quein tiver annuncio.
Compra-se efectivamente mulalinbas,
negrinhas moloques, o negros de offioo ,
para fora da provincia sendo de bonitas figu-
ras pag.lo-se bom : na ra da Cadeia de S. An-
tonio sobrado de um andar de varanda de pao,
20.
ras, de todo o servico ; um molequinho de 6
annos por 2008; urna molatinha proprio para
mocamba de alguma menina : na ruado Fogo,
ao p do Rozario, n. 8.
= Vende-se a Medicina Popular America-
na que tem feito tantos milagros na Cidade da
Rio de Janeiro em curas de Indigestoes Tizi-
cas febres intermitentes, remitentes, 4c.
hemorrhoides, molestias urinarias, toda quali-
dade de chagas incommodos de senhoras &c.
&c. em fim todas as molestias produzidas pe-
la impureza de snngue. Vende-se em todas as
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra do
Cruz n 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joao Keller para commodidade dos
compradores, as lojnsdos Sr. Guerra Silva
& Companhia ra Nova Chaves & Sales ,
Atierro da Boa-vista e Cardozo Aires ra da
Cadeia do Recite.
N. f. as mesmas casas cima vendem-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Brandrette.
= Vende-se intoressantes traslados para me-
ninos aprenderem a escrever com perfeicao : no
loja de livros da praca da Independencia n
6, c8.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ibinha camas de vento com armacao o sem
ella muito bem feitasa 48500, ditas de pinho
a 38500 commodos de ongieo c amarello.
= Vende-se um sof pequeo de Jacaranda,
uma meia commoda ; dous espelhos gran os;
dous pares 'de mangas de vidro lavradas de flo-
res : na ra do Queimado loja n. 14.
*w= ^ ende-se borzoguins gaspiados para ho-
mem dilos de ponta de 1 e 2 solas pretos e de
cores para dito ditos gaspiados para senbora
a -!:50o ditos do duraque a 28, ditos para
menino c menina botins francezes e de Lis-
boa para hom'em o menino meios botins de
Lisboa e francezes para bomom sapa toes in-
gleses para homcm sapatos de palla para dito ,
ditos do palla de eouro de lustro para bomem,
sapatos de courode lustro para bomom, ditos pa-
ra senhora e menina dilos de colxete de cou-
rode lustro e marroquim para menino, sapa-
tos de duraque pretos e de coros francezes de
Lisboa para senhora e menina sapatos de
cordavSo francezes muito novos para senhora o
menina, ditos ordinarios a GO, ditos pre-
tos com filas pora senhora a 800 reis ditos de
diversas fa/endas de cores para bomem senho-
ra e menina ditos para meninos a 360 reis ,
de marroquim chapeos francezes para bomem
muito finos e novos luvas de sedo pora senho-
ra bandejas de todos ostamanbos muito fina*,
e outros muito sortimenlos; tudo por preco
commodo : no Atierro da Boa-vista n. 24 e
na praca da Independencia n. 33.
= Para pagamento vende-se por menos de
seu valor permuta-se arrenda-se, e faz-se
todo negocio um sitio bastante grande na
estiada da Casa Forte para o Monteiro perto do
banho casa antigo bostonte baixa cocheira.
estribara, casa para escravos portoo cacim-
ba de muito boa agoa tudo novo baixa para
planta de capim terreno para outras lavouras,
bastantes ps de caf, 150 coqueirosvolhos e no-
vos prximos a darem, laranjeirasdeva riasq uali-
dades grande quantidade e qualidides de fruc-
teiras, como tudo ver quem o pretender que
poder entender-se a este respeito com o Padre
Mestre Lopes Gama.
= Vende-se dous negros bem mocos mui-
to sodios, proprio para todo o servico : na ra
d Cadeia do Recifc loja de Joao da Cunda
Magalbaes.
cabellos e suissas : no pateo do Collegio |0x
de chapeos n. 6 e na ra do Queimado lo-
ja de terragens n. 31 o methodo de ppfaar
acompanha a dita agoa.
Vende-se barricas com farinha do tnV0
para as fabricas de chapeos a 6:000 a barrica
ou por arroba por preco commodo : na ru
Direita padaria n. 22.
Vende-se uma negra de nacao com boa
figura sem vicios bastante robusta e mui-
to em cunta ao comprador se dir o motivo da
venda : no principio do Atierro dos Aflb-ados
casa n. 86.
= Vcnde-se uma morada de casa terrea nos
Afogados com chaos proprios sita na ra de
S. Miguel: na ra de Ortas n. 82.
= Vende-se um carro de durs rodas com
lanternas e arreios em muito bom estado as--
simeomo uma cadeira de arruar da Babia tu-
do por commodo preco : na ra do Hospicio
casa n. 14 a primeia passando o (Juartel.
r^= Vende-se um banheiro de madeira .todo
pintado e por preco commodo : na ra de Or-
las n 140.
= Vendc-se pcixe fresco secco e salga-
do a bordo dos navios da pescara defronte do ca-
es de Palacio ou em Fora de Portas ; os com-
pradores encontrar ali as commodidades pre-
cisas para hirem a bordo sem dispendio algum.
=^ ende-so urna moenda horisontal, com
eos seus ompetentes perlenccs, em muito bom
estado e por um preco bastante rosoavel: tra-
la-se na ra de Ortas n, 140.
ErmiIage.
= Uma porcao de serveja de boa qualidade
( como se poder mostrar a 320 rs. a garrafa
licores superfinos a mancira do Bordcaux
da Martinique em duzia a 12, e 18,000 e em
garrafa a 1280 e 1920, champes muito de-
licados de varias qnaldades limao, tamarindo,
e de maracuj a G-0 vellas de carnauba mui-
to a Ivas a 10,000a arroba, e de sebo polo
mesmo modello a 6400 charutos de superior
qualidade assucar refinado a manoira da Eu-
ropa por um processo muito simples, sem
empregode potassa carvao animal ou san-
gue de boi de 100,120, 160 rs. em arroba
se d um abate proporcionado espirites de
oheiro de erara canalla agoa da imperatrii,
dita de colonia em duplicada rectificacao pol-
pa de tamarindo conservada ao natural, e outros
varios objectos que se pdenlo ver no deposite
da ra das Trincheiras n. 22 : adverte-se que
tendo-se por economisar maiores despezas,
transferido para urna casa particular algumas
vezes suceder estar fechada das 9 ao meio dia ,
mus sempre estar aberta no restante do dia.
Escravos fgidos.
i)
Vende-se uma aira para padre, muito
marqnezas do condur, mezas de jantar, assim jrica, bordada de susto feita em panno deesgui-
como outros muitos trastes e pinho da Sueeiaichao tendo o bico mais de palmo de largura ,
com 3 polegadas de grossura.dito cerrado, tudo boui as flores da mesma imittacao do bordado da
oais em conta que em outra parte: na ra da Uva: as Cinco Pon tas n 11A
_ .oren.na ess casa c J. rauger, j Continua-se a vender asagoasde tingirJREcivu: na Tvp. iusM. F. de Faria. 1843.
Fugio no dia 24 do corrente uma es-
crava de Angola de nome Mal a de nacao
Gabao, do 20 annos pouco mais ou menos, bai-
xa do corpo ps pequeos cara redonda ,
com uma marca preta entre as sobrancelhas, um
buraco em uma das ore!has levou vestido de
chita branco e panno fino preto dcsconlia-se
que esteja l'u.lada ; quem a pegar leve na Boa-
vista ra do Mondego n. 107 que ser re-
compensado.
No dia 26 de Fevereiro fugio uma negra
de nome Luiza nacao Congo ] baixa cheia
do (orpo cor bem preta f>i vestida com ves-
tido de chita branco em corpo ; quem appren-
der leve-a a travessa dos Ouaiteis n. 26 que
ser bem reconqiensudo.
--- Da Cidade de Goianna fugio um escla-
vo de nome Antonio, cara redonda, denles
limados uma costura na testa de um talho que
leve um signal no peito esquerdo altura re-
gular boa grossura ps apalhetudos dedos
redondos e curtos he muito ladino e supoe-
se ter levado passapoi te falco ter do idade 20
a 22 annos; a pessoa que delle souber queira
0 apprchender e leva-lo a dita Cidade a Bernar-
do Jos Fernandesde S ou na ra da Cadeia
do Becife loja n. 20 que ser recompensado.
Fugio no dia 17 do passado uma negra
de nacao de nome Boza alta dentes abor-
tos e falla-lhe um no queixo de baixo tem
uma cicatriz na > direta procedida de uma
nascida levou vestido cor de roza e una saia
ja russa : quem a pegar leve na praca da Inde-
pendencia loja n. 21 de Antonio Felippe da
Silva.
= Fugio ontem 27 de Fevereiro pelas 2 bo-
ros da tarde uma preta com os signaos seguin-
tes : de nome Antonia he refonada do cor-
po, estatura baixa, cor alguma cousa fula, ore-
llias por furar como signal mais evidente ; le-
vou no corpo vestido de chita preta, e urna h-
cela cor de roza: (pierna pegar dirija-se a loja da
ra da Cadeia, D. 40 quesera goncrosamento
recompensado.


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