Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04899


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Full Text
Armo de 1843. Segunda Fe ira *7
n""'^1" iiiiiiirrnmw
Tu'lo agora depende .le 6 meamos; di noaaa prnifencia moderarSn, t energa : ooq-
iM'JetBM como priacipiamoa e seremos apontadoa cum admirado entre as Naces mais
ulna. ( Proclamaoao da Asaembla Geral do BaiilL.)
8
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES. *
Goiannc, Parahiba Riogrande doNor! segunda- s.nas {tiras
Bocl'O c Garaoluine 10 e '4
Cano S rinhaem, Ri Formuau Porto Cairo Maiein e Alagoaa no 1. 11 ,
Bi.'J Vi e Florea a 3 214. Sanio Anljn, quintas (eirae. Olinda lodoa oa diaa.
das a remana.
27 Jej;. i. Leandro Are. Aud. do J. de I), da 2. .
;S leM. i Rom.'io Ab. Aud. do J. de t. da i .
\ QuaTI Cinsa a. Atlriuo M. Aud. do J de l) da 3. .
t Utthal i. Simp'icio P. Aud. do J. de U. da ?. f.
3 Stxt. a. Hemelro M Aud. do J. de t. da 1 T.
4 .Sal, a Casimiro Rei Re. Aud dn J. de 1). da 3. y.
5 DoU', 1 di quireama a Theolilo B.
de Fevereiro Anno XIX. N. 4ff
O lliawo publica ae todoa oa diaa qu* n.'io (otra Santificados: o preeo da aaaignatnra be-
de irea mil re.a por quarlel p.Sos adiant.doa. Oa annuncioa doa assignsnles sao inserido,
gratis, e os dos que o nJo (oren i raxo de 80 rea por l.nha. At reclamacoe. derem, saiiOm-
g.das a esta Typ., ra da. Cr-reaN M.nn a orjr. d. Independenc.a loja de li.ro. .tuB.
cambios.No da :b de fevereiro.
Cambio sobra Londrea 28 d pe* ll"J i Ouio-Mo.d. da 6,400 V.
Paria 351) rea por franco. i N.
a Lisboa 1UU por 100 de premio. da 4,000
PiiTa-Pataces
Moada da cobra ? por 100 da des como fetos Columnsras
dem de letras de boas armas 1 J i g ao mes. a ditoa Menean,,.
PHAsES A LA au MEZ DE EEVliUEI!0:
La Cheii i 14, ."i hjraa e 50 m. da lird I
Qturi. creso, 7, s 2 horaae 13 n. da t.rl.|Quirt. minB. i M.sS horas a 27
compra venda*
15,2JU 15.40>
1 > nli 15 200
8,400 8.600
1,780 l,M>i
1,780 i,M)>
1,7*0 l.S'jU
da ni.
hora, a >>t m. da manhSa
Preamar dt Ao/ef
| :. a 3 hor.a e 18 m. da tarda.

SBi
*4TE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPKOIEXTE DO DA 18 DO COIUENTE.
Olnio Ao cnecenheiro em chefe das obras
publicas, autorsandn-o comprar a eal e lij-
lo prenso? para a obra suspensa do Caxan.r'i ,
afluido se dar principio aquella obra ; visto ,
segando informa o inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, nBotorem appareoldo lici-
tantes ao fomemninto desses materiaes.Com-
munieou-sc ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, e ao inspector flseal das obras
publicas.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
declarando em resppsta ao seuo'uMo de 17 do
presento mez, que pd9 miniar dosmanchar o
baileo que se fez A bordo do patacho Pirap i-
ma e recolher ao arsenal (e guerra a madeira
qno no mesmo baileo loiempregada, e os pa-
res de machos, pertencenles ao referido arsenal
de guerra, e que naqueltese achio.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, ordenando que vista do pret,
quelhe remetter o commandante geral do cor-
po de polica mande adiantar um mez de sol-
do as pracas do respectivo destacamento, esta-
cionado na comarcado Bfejo.Coinmnnicoa-
*e ao commandante }ieral do corpode polica.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
autorisanrlo-o faser passar para bordo do bri-
ue escuna Olinia toda a guarnicao o oji-
tos da escuna Lebre ; alim de llcar esto navio
mais aliviado nem estado de virar de quere-
na qnando isto se mande praticar.
Dito Do secretario da provincia cma-
ra municipal de Cimbres declarando de ordem
de S. Ek. em resposta ao sea officio de 11 de
Janeiro pretrito que os livros darpiella muni-
eipalidade sao sujeitos ao sello, estabelecido pe-
lo alvar de 17 de junlio de 189!), cuja taxa tem
sido elevada pelas leis de 8 de outnbrode 1833 ,
de 31 de outubro do 1833 e decreto de 13 de
novembro :le 1811 sendo de 120 reis a que
se deve pagar por cada folha de papel de 11)1-
landa como explica o inspector da thesoura-
ria na ioforrnaclo que por copiase llie envo.
dem do da "20.
OlllcioAo chefe interino do batalhao da
iiar la nacional do 'o do Ado concedenco-
Ihe mais trez meses de licenca afim de tratar
de sua saude.
Dito Ao chefe de polica interino intelli-
penciando-o deachar-se nomeado Francisco Por-
ta para exorcer nesta provincia as ftinccoes de
cnsul ai intertn da Suissa durante a ausen-
cia lio respectivo cousui Tiieooru Ciiavunt-s.
Communiou-se ao inspector da alfandega ,
o aodo arsenal de marinha ; o o!llciou-se res-
peito ao mencionado Porta.
Portara Supprimin lo em virludedos ar-
tgosle I3dalei provincialn.94de7de mio
do anno passado a ca leira vaga de latiin de
Garanhuns, a de primaras letras de meninas
da villa do Brejo tambem vaga ea de pri-
meiras letras de meninos da freguesia de Aguas
Bellas ; removendoo professor destli para a ca-
deira vaga da villa do Cabo c a cadeira de pri-
meiras letras d'Asumpcao, comarca da Boa-
vista, para a fr.iguesia do E\. llemetteo-se
copia dosta portara ao Exm. o Km. director do
lyco : e participou-se lrespectivas cmaras ,
c ao inspector da thesouraria das rendas pro-
vinciaes.
III.mo Ex.mo Senhor. Em virtude do olicio
de V. Ex.' do 17 de desembro ultimo relativo
noticia que correr nesta cidade de que Fran-
cisco d'raujo Vasconcellos do termo de Nasa-
reth depois de espancado por Manoel Bernardo
Vieirade Mello desapareceu sem que as autho-
ridades policiaes houvesscni tomado conheri-
mento do caso nem procedido como Ihe cum-
pria ordenei ao respectivo delegado me infor-
inasse sobre a existencia do facto esnas circuns-
tanias o do procedimento das mesinas autho-
ridades a respeito; e resullou que informasseo
mesmo em 7de Janeiro Ando que o caso tora
muito diverso e intciramente desOgurado n'esto
capital; como ser presente a V.'1 Ex.* na co-
pia inclusa de sen offlcio, que acompanha esta
re ebido dorante a minha ausencia em Rio oFr-
moso. Dos guarde a V.a Ex.*. Secretaria do
polica22de Fevereiro de 1843.til.0 Ex.0
r. Jaiau da Uuu-visiu pi'CSIOCiO uo| pfVi> 1.1.
O Dez. Domingos Nunes Ramos Ferreira chefe
interino da polica.
III.,no Senhor Satisfasen lo a exigencia feita
por V. S. em scuo'licio de 20 de desembro pas-
sado passoa informar sucinta e Relmante a
cerca do casooccorrido o que fez objectoessi> i-
cial do olllcio de V. S., facto esse em que so in-
volvemos nomos de .Manoel Bernardimo Vieira
le Mello e de Francisco Gomes de Araujo Vas-
concellos ; figuran lo-se aquello segundo essa
vos publica enunciada num jornal dessa capi-
tal como atroz oflensor e este como rrrsera-
vel olT.indido. Passou-se da maneira segunt".
Pelo inspector do quarterao Jos Vieira de Mello
lo engenho Pe Iregulho foi preso Francisco Bor-
ges ornaleiro de Francisco Gomes d'raujo Vas-
concellos cm occasiao que esse jomaloiro ou-
sada o alToitamento tirara de um carral de
Manoel BernafdihO Vieirade Mello dous caval-
los, que ali existiio apmhados as plantas do
referido Bernardino conduslndo-se o tal joma-
loiro sem nem'ama atencSo e ar amoacador,
que o referido inspector sendo presente deo or-
dem a prisaodo jornaler; procurando poupar
assim algum desaguisado maior, prisao aquella,
quosenao pode eflectaar sen algumas panca-
das, e j as immediaces da casado amo do
ornaleiro pela resistencia, que elle punha, fol-
me remettida o preso pelo inspector de quartei-
rao com parte de ser elle apto para servir no ex-
ercito de primeira linha : porom rocebendo eu
una carta do majorJoaquim Josd'AlbiHpicrquc
Maranho sendo o portador Francisco Gomes de
Araujo Vasconcellos, que me apresenlaro em
favor do recruta algumas exonsoes que o punhSo
fora da lei, posto que fosse s ilteiro o man le
soltar tornando ello em paz pura a casa de sen
amo dito Francisco Gomjs e passados pau is
diasveioa minha casa o m;smo Vasconcellos
agradecer-me aquello presumido favor. He esta
a verdade do facto occorrido do que fui sabedor,
e passo a informar a V. S., sem que do mesmo
facto ede suas circunstancias se possa segura-
mente notar motivo algum, que indusa sus-
pelta decrirainalidade. Assim tenho satisfoito
a V. S. para que melhormonte posssa exclarecer
a presidencia con a fiel exposicSo do caso ver-
tente, o desmentida essa voz publica. Interes-
sando-me eu para com V. S. a flm de qued
publicidade pelo jornal offlcial dessa capital a
presento informacao ; visto que tambem foi
por essa maneira publicado ool'.io de Exm.
Bar8o presidente dosta provincia com o feixo de
17 de desembro sobre o facto em questo. Rei-
tero a V. S. os meus votos do cordial estima e
de respoito. Dos guarde a V. S. dolegaturada
commarca de Nasareth 7 de Janeiro de 1813.
III.,no Sr. desembargador Domingos Nunes Ra-
mos Ferreira. diznissimo chefe de polica inte-
rino Jos Maria de Barros BarretoDelegado.
Tribunal da Hclaco.
SESSAO m 25 DE PEVEKEIRO DE 1813.
Na causa de revis'a civil da relacao do Ro
de Janeiro, recrrante Gabriel Fernandos de Cas-
tro recorrida D. Mari i Joaquina de Axevedo
Barroso oscrivao lan leira ; se julgou a favor
do recrrante.
Na appqiacao civol desta cidado appellante
Jos Rodrigues deOliveira Luna appellada D.
lina-ia Mara Xavier, oscrivSoFerreira; se jul-
gou pela eonfirmacSo da sent inca appellada.
EXTER30R.
Commissariado Fiscal.
III.moSr. S. Ex.'oSr. presidente da provincia
manda remetter a V..S. para sua intelligeneia ,
eem satisfacno duvida apresontada pelo com-
missario Fiscal do ministerio da guerra a inclusa
copia do imperial aviso de 30 de desmbro do an-
no prximo passado expodido pela secretaria de
estado dos negocios da guerra, lieos guarde a
V. S. secretaria da provincia do Pernambuco om
3 do Fevereiro do 1813 elll.""0 Sr. Joo Concal-
ves da Silva inspector da thesouraria da fa-on-
da Casimiro de Sena Madureira Remotta-so
por copia aoSr. commissario Fiscal do ministe-
rio da guerra para sua intelligeneia. Thesoura-
ria da fasenda de Pernambuco 7 de Fevoiro de
1813Silva.
Illm.0 c Exm.0 Sr. Rcspondendo ao ofllcio ,
queV. Ex. me dirigi sob n. 237com datado
5do correilte relativamente duvida proposta
pelo commissario fiscal do ministerio da guerra
aessa provincia sobre o voncimenlodas etapes ,
que su de.'in alionar s pracas d.> pret refrma-
las, qunndo pelos decretos das suas reformas
se nodes'guem quaes ellas sejao ; devo decla-
rar a V. Ex., que s sobreditas pracas se de-
vem alionar as etapes pelo valor coi que se aclia-
v0 estimadas no semestre correspondente da-
la do decreto que as lefbrmou. Dos guarde
V. Ex. Palacio do Rio Janeiro em 30 de de-
zembrode 1842.Jos Clemento PereiraSur.
Barfioda toa-Vista.Est conforme, offlcial
maior Antonio Jos de Olivelra. Conforme.
id impedimento do offloial-maior Ignacio dos
Santos da FoncecaConforme, Joo rcente
Barbosa ajudante do commissario fiscal.
NOTICIAS DO PAQUETE.
O cominercio do Reino-Unido tomava uina
animaoio progressiva.
Coatinuavao en diffirentes pontos as reu-
nidesdos associados contra as leis dos cercis ,
o tos partidarios da chamada arla da pooo ,
cuja primeira base o sulTragio universal
entretanto nem uns nem Otttros ganliavam va:i-
tagem alguma contra a resistencia que Ibes op-
poe a opiniao mais esclarecida e geral dopaiz.
Os jomaos tle Londres transcrevom o co-
incnto largamente o extenso discurso do presi-
dente dos Esta los-lJnitlos na abertura do con-
gresso que leve lugar no principio de-dezem-
bro. Entre as militas oliservacdes que fazem
acerca del le notfio a oontradiccao que parece
haverentre asexpressdes deexultacao pela pros-
peridade das provincias da Uniio e excellencia
do sea syste.na governativo o a exposicao que
faz ilo estado po^co favoravel em que se ucham
assuis linaneas o de alguns inconvenientes,
queemiiaraco e complico a suaadministraeao.
Segundo as ultimas noticias, os negocios do
Oriente comecavo a tomar um melhor aspecto;
a porla tinlia resolv lo nomear um chefe chris-
lo para os maronitas o um chefe druso para
osdrusos, com o (pie havia bem fundadas es-
perancas da paoiicaco da Syria. O principo
Alexandre da Servia ostava roconheciuo pelas
grandes potencias. Tinho-se por tanto desva-
necido os dous mais graves motivos de deci-
dencia ecollisSo entre asmesmas potencias o o
imperio oltomano.
Lontinunva ainda no Egypto a calamitosa
mortamlade dos animaos, duzentose tantos mil
bois liavio perecido. O bachft achava-se
em grande apuro, e fazia todos os esforcos pa-
ra occorrer s necessidades da agricultura e
prevenir a Tome, que pule ser una conseqtion-
cia de to desgracada situaclo.
' > rei dos francezos tinha creado por urna or-
(I Miinca umconselho privado para ser ouvido
nos negocios graves, composto de individuos
que tenhao oxorcitlo as funecoes de secretarios
destado. Esta medida.com poucas oxcepcoes,
tinha sido approva.la pelos orgaos da impren-
sa peridica dosdilTerentes partidos ; posto que
alguns censuren) ser olla tomada por una onle-
nanca em vez de urna lei como sustentao que
deveria ser; at mesmo porque o assumpto tem
de sor discutido na cmara dos doputados na
votaeio dos meios para pagar aos empregados
desta nova instituao.
FRANCA.
0 Montieur publica um importante decreto ,
a que precede urna exposicao do presidente do
conselbo para o restahelecimento do conselho
privado ou d'estado. O Journal des Debuts lou-
sa osla medida c sem duvida alguma nao pode
desconbeccr-se o valor das rasos que om seu
apoio a presen tou o marochal Soult.
Senhor : O explendor do ti) ron o de V.
M., e a eslabilidade das nossas instituicoes bao
mister que os borneas que tem feito servicos
eminentes ao rei, aopaiz permaDoelo ligados,
tanto pela sua pOsicSO como pelo seu dever 0
\. M. oque as ocensioes que julguc conve-
rtiontes possa cbama-los para unto de si, e i
proveiliir-se das sua. luzes. E oslo o olijer i
que tniliis os estados bem administrados se
tem esforcado em conseguir pola formacSo de
um conselho privado ; qual sem tomar parte
i ____ '----------ir
I lgUIIIU HU UIJIIIIlllMKM .1" UU3 UtgUVIU [JUUIIl.ll>,
issiii>ii iiaaai...... .*w^sasn)aasassssnsssaaaaammamaamaaml
nem na aceo e responsahilidade do governo do
rei rena ao redor da corda, quando Ihocon-
vicr tdiania-los, os nomos Ilstrese os talentos
estabelecidos. Nada to til e justo por ou-
tra parte ao interesse eadignidade do estado ,
como assegurar aos homons que tem servido
bem o seu paiz nos scus mais importantes ne-
gocios, uma poscio correspondente aogroquo
temoecupado, oque podem ser chamados a
oceupar pelo rei. < > esquecer os servicos foitos
est mal a una grande naco o a um governo
Ilustrado, os quaes se honro a si mesmo, hon-
rando com imparoiaiidade o mrito o a adheso
dos seas servidores.
A cruel prnva imposta n'ontro tempo ao
roi o a Franca tem chamado sobre estas graves
consideraeoes a sollicitiide dos ministros do Y.
M. A medida que tenho a honra de propr a V.
M. parece no sentir (lestes urna consequencia
natural, e util da lei da regencia. Se \ M. se
dignar approva-la, Ihe pedir! I authorisaco pa-
ra apresentar s cmaras no decurso desta sesso
os meios linanceiros necessarios para assegurar
asna execuco. I'ariz '23 deDezembro de 812.
O presidente do conselho de ministros o
ministro da guerra marechal duque do Dal-
macia.
Decreto do fei.
Lu/. Felippe rei dos franeczes. A todos os
que o presente virem fazemos saber. Em vis-
ta da exposicao do nosso presidente do conse-
lho e ministro da guerra mandamos e or-
denamos o seguinte:
Artigo l. Os que liverem prestado servicos
eminentes ao estado nos altos empregos pbli-
cos civis ou militares podero recebar denos
a Borneadlo de consol heiros d'estado.
Art. 2. Nao poder ser nomeado consclhei-
ro d'Estado, o que nao livor sido ministro d'es-
tado chaneellor de Franca, presidente da c-
mara dos pares, presidente da cmara dos de-
pilados marechal de Franca almirante ,
embaixador, gro-clianceller da legiao de hon-
ra primeiro presidente do supremo tribunal ,
procurador regio do supremo tribunal, primei-
ro presidente do tribunal de contas, procurador
geral da lazenda vico-prosidento do conselho
d'estado, governador dos invlidos, comman-
dante em chefe de um oxercito commandante
superior da guarda nacional do Sena primeiro
presidente da relacao de Pars procurador re-
gio na relacao de Pariz.
Art. 3." < )uando ulgarmos conveniente reu-
nir 'unto de nos o conselbo pri?sdo se formar:
1. Dos prncipes da nossa familia, declarados
maiores: ."Dosministrosd'estado emexercicio:
3." Dos ministros d'estado que ten liamos cha-
mado por urna coiivoeaco especial.
Art. \. O nosso presidente do conselho de
ministros: e nosso guarda sellos fieao encarre-
gados da oxecucao (leste decreto. Dado em Pa-
riz no palacio das Tullierias aos 23 dedo
zembro de 1812. Luiz Felippe. O presi-
dente do conselho, e ministro da guerra, du-
que de Dalmaca, [Jornaes de Lisboa.)
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPL'TADOS.
w tetsio de 21 de Janeiro.
L-so a partlcipacSodo Exm.Sr. Carneiro Le-
o de estai nomeado miiiistro.
Ld-se o entia em discusso o seguinte reque-
i monto:
gue se pergunte ao governo : 1., quanto
tem de anda de custo os deputados de cada
urna das provincias do imperio : 2. si um de-
putado residente na provincia do Rio de Janei-
ro por exemplo sendo nomeado por uma das
provincias mais distantos, percebe ajuda de
insto dessa provincia distante porque foi no-
meado. Fonsoca.
Dopois de algum debate em que o Ilustro
autor do requerimento mostra a nocessidadeque
lem os membros d'esta (amara de dar o exemplo
da mais rigorosa economa 6 posto a votos e
approvado.
Entra em discusso o requerimento do Sr. I'r-
mmu. i r "o A/'(t<; tu ue -4 UU MU IVIlic.j


2
Tomao parte na discussao os Srs. Honriques
de Ke/onde e Nunes Machado e fica adiada.
Contina a discussao do parecer, sobre as e-
leices da Ciehoeira sendo rejeitado o adia-
mento requerido pelo Sr. Simoes da Silva.
FaJIao sobre o parecer os Srs. Reboucas e
Wanderley e a discussao fica adiada.
LC-se o offkio do Exm. Sr. Macicl coininu-
nicando estar nomeado ininistro de estado.
Contina a discussao do projecto do voto de
gracascom as emendasapoiulas.
O Sr. Barreto Pedroso lamenta que o minis-
terio se baja retirado sem que se tivessc jultifi-
cado perante esta cmara das censuras que se
lhetem dirigido ; sem quesesaiba qualsera
poltica do novo gabinete.
Nota que se nao sabe ainda quem sao os no-
vos ministros excepco de dois ; e por isso pe-
de o adiamento da discussao por tres dias.
apoiado o adiamento.
Segue-se a discussao do adiamento, toman-
do parte n'ella o Sr. Rocha que se pro-
nuncia contra o adiamento, ben como oSr.
}). Manoel que dirige elogios conducta do mi-
nisterio transacto e declara-se a favor do novo
gabinete.
O Si. Cansanso declara-se a favor do adia-
mento e a elle passar deseja que o voto de
gracas com tjdas as emendas v commissao
para novamenle o redigir a fim de que quan-
do o ministerio estivor novamentcorganisado, se
convide para assistira discussao.
O Sr. Paula Candido pronuncia-se contra o
adiamento ; ea favor do adiamento o Sr. Car-
neiro da Cunha.
L-se urn ollicio do Exm. Sr. Rodrigues Tor-
res communicando ter sido nomeado ministro
de estado.
apoiado o seguinte requerimento :
Requeiro que a passar o adiamanto, seja
o proj.cto deresposta fallado throno rcmetii-
do com todas as emendas commissao respecti-
va para o redigir de njvo eque sejo convida-
dos os novos ministros para assistirem a discus-
sao. Sala das scssojs da cmara dos deputados,
21 dejanirode 1813Cansasdo de Sinimb.
l'a'lao mais sobre a materia do adiamento os
Srs. Barros Pimentol, Pacheco Wanderley e
Nunes .Machado, e fica a discussao adiada pela
hua.
DIARIO DE PEiMilBIJCO.
MAIS CMA CALUMA DO D-NOVO.
Nenhum homem de boa f e senso commum
pode boje hesi'.ar no conceito que merecem os
jornaes chamados opposicionistas desta provin-
cia : tantas tem sido as falsidailes manifestas ,
que ellos tem querido incutir aos seus leitores
como verdades tantas vezes tem sido conven-
cidos de calumniadores, to inlrene lie a raiva
o insolencia com que procurao tisnar a repu-
taran do egregio administrador de Pemambuco,
tao Puteis e ridiculas sao a mor parte de suas ac-
cusa< oes que he preciso toda a cegueira que
acompanha o espirito de partido, ou a mais
crassa estupidez para poder dar crdito a jornaes
to cobertos de infamias. Estas consideraces
nos tem levado resolm/ao de nos pouparmos
quanto he possivel a insana e fastidiosa tarefa
de responder as acinlosas calumnias dos inimi-
gosda actual administraco; mas como a ca-
ndado nosohriga a procurar sempre a conver-
sao dos Iludidos urna vez por outra procura-
mos vencer a nossa repugnancia e abrir os
olbos esses que por sua desgraca ainda se
conservao na duvida do que sao os jornaes, que
em Pernambuco servem de echo a urna duzia
de malcontentcs. O D-novo de 2K do corre-
te, sob a rubricacommunicadotraz urna des-
sas calumnias revoltantes em que elle he tao
frtil e ahi mesmo mostra quanta m vontade
tem elle ao Exm. Barao Presidente impu-
tando-lhe um facto, que.quando existisse, dc-
via recahir mais sobre o chele da reparticao
que se refere do que sobre o Exm. Presiden-
te. Diz o calumniador depois de um aran-
zel de cousas fra de proposito que tendo-se
publicado no Diario de Pernambuco que se
diz official, por ditas ou trez vezes um annun-
cio determinado sem duvida pelo Exm. Presi-
dente publicando que se'pagava aos omproga-
dos provinciaes o ultimo trmetro no dia 18 do
correntc virao-se estes escandalosamente lo-
grados declarando-lhes o respectivo fhosourei-
ro que o dinheiro existente para isso tivera
sido lerado por ordem do Exm. Presidente ,
por um agente do engenheiro em chefe. Ora ,
todos sabem que esse annuncio he assigna-
do pelo thesouroiro por ordem do respectivo
inspector e que este sabendo das prestaees
que tem de fazer com preferencia quando de-
termina a publicaco de tacs annuncios deve ter
prevenido as causas pan que ellos naosc tornem
llusorios : logo o primeiro culpado que no
caso haveria era o Sr. inspector. Mas nao
hecsseSr. que o D-novo quer oTendcr e
a historia do guardio nao se tira da cabccadcsta
gente : oor umdeterminado sem duvidapre-
cedido da ftil assercaoDiarioqucte diz ofici-
alfica o Exm. Presidente responsavel por
quantos desacertos posso commetter os emprc-
? a vez que
tenhao esses desacertos relacao com um annun-
cio do Diario de Pernambuco. Assim he
que he tirar consequencia. Para que porem
nos havemos nos de afanar cm responder a mais
esta calumnia do D-novo ; quando a corres-
pondencia que adiante inserimos hasta para
dosmenti-los? Leio-a os nossos leitores, e
disenganem-sc os Iludidos.
Correspondencias.
Srs. Redactores. No Diario-novo de sba-
do 25 do corrente apparcceu um communicado
assignado porW menos exacto: al I i se
clama con.ra a falta do cumprimento do an-
nuncio feito no Diario de Pernambuco de 18
do corrente onde se annuncia o pagamento
dos empregados provinciaes que percebem emu-
lementos ; e diz o communicado ( como se co-
in de sua intrega ) que houve falta de cumpri-
mento da parte da reparticao ; mas tal falta ,
como induz a crer o communicado nao hou-
ve ; porque recebeo-se para esses pagamentos
8:280$029 reis d'esta quantia o Sr. inspec-
tor mandou apartar 2:0008000 reis para as o-
bras publicas e licarao 6:280g029 reis que
dividirao-se com esses empregados convidados
pelo annuncio. Ora nao se tendo dado para
as obras publicas mais do que 1:0858300 reis ,
restou ainda dos dois contos mandados apartar
pelo Sr. inspector a quantia de 9148700 reis ,
que se destribuio tambem por esses emprega-
dos : logo fica evidente que o communicado
he menos exacto. Se nao fora Srs. Redacto-
res o respeito que tributo ao publico peranto
quem deve todo o empregado aprezentar-se com
o maior respeito e arredar qualquer sensura
que Ihe possa recahir por demasiado silencio ,
eu por certo nao o encommodaria para me fa-
zer o favor de dar no seu Diario publicidade a
esta que coiitcm o que realmente occorreo no
que muito obrigara ao seu attento venerador
Joo Manoel Mendes da Cunha Azecedo.
I'ARAHMA DO NOUTE.
Senhores RR. Como se ten ha pelo D-novo
qu-ridoinculcar queoSr. Dr. Chaves fora deso-
nerado da presidencia da Parahiba pelo actual
Ministerio, rogo-lhes o obsequio de publicar
o seguinte documento, que servir de desmen-
tir ainda urna vez, esses inimigos da ordem,
que ora so fingem amigos do Gabinete actual ,
que eu espero mereca em breve de semelhante
gente a mesma inimizade votada ao seu ante-
cessor. Sou &c. &.
O Parahibano.
llm. e Exm. Sr. Tendo Sua Magestade o
Imperador em deferimento sua representa-
cao de 28 de Outubro do anno passado, conce-
dido a V. Ex. a demissao qut-pedir do car-
go de presidente dessa provincia e nomeado
j successor : assim o manda communicar a V.
Ex. bem como louva-lo pela maneira porque
administrou a mesma provincia em circunstan-
cias tao dificeis.Deos Guarde a V. Ex. Paco
em 19 de Janeiro de 18W. -- Candido Jos de
Araujo Vianna.Sr. Presidente da provincia
da ParahibaRegiste-se. Palacio do Gover-
no da Parahiba 18 de Fevereiro de 1843. Ma-
runhao Jnior. Conforme Jos Lucas de
Souza Rangel.
Public.ico a pedido.
AO HX.mo EEX.mo SU. BARO DA BOA-VISTA
PRESIDENTE DE PEKNAMBCCO.
CANCO.
De Patricios nao canto a atrocidade ,
Com que a Patria assollando
Em nome, sem pudor,da Liberdade,
Hroes se vao chamando !
Patricios sao porm degenerados ,
Da sedenta ambico esporcadps.
Hroe he s aquello que arrostasse
O imininente perigo ,
T que a Patria das garras libertasse
De lum tao impo inimigo !
Pois que pena nao ha tao afilictiva ,
Como de hum filho vera Mae cativa!
La no Sul hum Barao outro no Norte
Esta Gloria merecem ;
Seos Nomes em quem jus nao tem a Morte
J no Orbe fiorecem !
Nos louros do primeiro osangue corre ;
O segundo triunfa, e ninguem morre
Sim oh liego a Revolta suffocada
Por Gloria deve ter-se ;
Poupa a vida innocente e a culpada ,
Que pode arrepender-se ;
E a Me-Patria servindo no futuro ,
Vira talvez a ser seu forte muro.
Para vencer no campo Mavortino
Tudo isto he requerido;
A fortuna o valor pericia, e tino :
E o f,ouro he dividido.
Mas desfa/er Diablico cardume
Somenle csb?r* e ao Niimp
De teos Claro A vos este Elogio
Nao quer o nobre esmo ;
J salvo ests do somnolcnto Rio ;
Tua Gloria s tu mesmo :
Teu encomio far s a Virtudc ;
Pois muitas vezes a Nobreza illude.
Teu caroavel coraco se presta
Ao Grande e ao Pequeo :
Alegra da Pobreza a face mesta
O teu aspeito ameno.
E qual Tito, suppes perdido o dia ,
So beneficio algum nao o enchia !
Com Sabia compaixo o odio pagas
De ingratos Adversarios!
Se ao Bem commum offendem suas pragas,
Os vos temerarios
En tao lhes cortas com prudencia rara ,
Que ainda o mesmo bruto amaciara !
E pode haver quem tal Varao nao amo ?
f Talvez se me dissesse )
Infeliz delle se na quadra infame
Contrarios nao tivese
Quando o Vicio ergue o eolio imperioso ,
Quem inimiaios tem he virtuoso.
Por huma Sabia Le i de Jove Santo
A virtude na Terra
Dever derramar amargo pranto ,
SolTrer do Vicio a guerra !
He deste modo que Ella sem desdouro
Pode ganhar somonte eterno Louro !
De insonte consciencia o doce gozo
He do Justo a partilha :
Dest'arte seu espirito ditoso
J neste mundo brilha ,
Perseverando qual valente athlcta
At que toque a tempornea meta.
Mas da Verdade sulTocar o grito
Esse Monstro nao pode ;
Da Calumnia em vao squito maldito
As vboras sacode :
Para espalhar de Reg a gloria vasta
Com cem tubas a Fama apenas basta.
Ao ferro de Saturno desabrido
Nada Senhor, re"sisto ;
Nem marmore, e nem ouro derretido
Eternamente existe :
S as Musas que o Tempo nio carcome ,
Alm dos Evos levars teu Nome.
Da Patria que de dar-te o bereo exulta ,
Ser inlinda a gloria.
A tua Estatua j no Templo avulta
Da longinqua Memoria !
Nao lhe podis manchar a magestade ;
Urrai monstros hedelle a eternidade !
He delle. .. Mas Cancao quo idea insana
Te arroja sobre o pego
DosLouvores de hum Reg ? ..
S louva Eneas Tuba Mantuana.
FIM.
Defesa do capitdo Joo Baptista da Silca
Manguinho.
O capitao Joao Baptista da Silva Manguinho,
tendo respondido um conselho de disciplina ,
por ordem do Exm. Sr. Presidente, trans-
mitida ao Sr. coronel chefe da legiao de Olin-
da por oflicio de 13 de Janeiro transcripto
no Diario de Pernambucoite 23 do mesmo mez,
o florece ao rcspeitavel publico a defeza que
appresentou perante o dito conselho e a sen-
tenca que obteve afim de que.se desvaneca
qualquer juiso desfavoravel que acerca de sua
conducta posso fazer pessoas que de perto o
nao conheco.
Mu gloriosa he senhores esta aecusacao ;
he ella um meio que tem o aecusado de pa-
tentear sua conducta innocente, c quica me-
ritoria o nico meio de alivial-o do enorme
pozo, que lhe opprime a alma, vendo que
imputa-se-lhe um facto criminoso e summa-
mente reprehensivel para o qual nem leve-
mente concorrra havendo pelo contrario
envidado todas as suas forcas para que outro
resultado apparecesse.
Felizmente depois de ser muito conhecido
do corpo que pertence e de todo este mu-
nicipio tem a ventura de ser apreciado como
fiel executor de seus deveres. O oflicio que
serve de corpo de delicto he urna prova que
confirma a verdade que enuncio; mas n este
momento o aecusado renuncia todo favor por
que s quer invocara justica que o abona.
Por officio do Exm. Sr. Presidente e do Sr.
coronel chele de legiao foi o meu cliente en-
carregado de dar a guarnicao da praca no dia
l.dedezembro. Recebeu esse olicio no dia
29 de novembro s seis horas da tarde. Hum
dia apenas tinha sua disposico para expedi-
co de suas ordens c notificaco dos guardas.
Nao perdeu um momento n'estaempre/a; man-
dou mediatamente chamar sua casa o sar-
gento ajudante e os das companhias e deu-
Ihes as mais enrgicas e terminantes ordens, e
depois de pcrccrrcr eui pca>oa desde nu aie
Para tibe com a maior presteza para conseguir
o numero de soldados necessario para o fim dito
apenas pode reunir 29 soldados, alem dos ol]..
ciaes, porque nao lhe foi possivel encontrar
os guardas em suas casas em consequencia
de ser dia de trabalho e elles trabalharem f-
ra acrescendo nao quererem dizersuas fami-
lias os lugares certos em que ellos se acha-
vo ; algumas familias dizio apenas que seus
maridos irmaos e parentes estavo n apes-
caria do dormida. N'estas diligencias o aecu-
sado foi acompanhado pelo Sr. ajudante do ba-
talhao, Joaquim Ribeiro Pontos. D'esta ma-
neira senhores nao foi possivel preparar a
gente necessaria para a guarnico apesar dos
exforcos, c sacrificios do aecusado. Quem
desconhecer o mo estado de disciplina e re-
gularidade da guarda nacional d'esta cidade,
e que apenas haviao decorrido vinte e tres dias,
que tinha tomado o commando do batalh3o ,
lhe imputar sem duvida essa grande falta ,
porque julgar as cou/as como devem ser sem
attencao ao estado real d'ellas.
Hum batalho composto de guardas dos
quaes uns sao pescadores outros artistas o
todos oceupados em seus trabalhos braces ,
para obterem o pao diario sem disciplina al-
guma militar desde sua organisacao at hoje,
de maneira que conheco seriamente suas o-
brigacoes e de mais atemorisados com a ideia
de embarcarem e por isso fugitivos apenas so
falla em servico como aconteceu quando por
ordem superior forao tiradas algumas pracas pa-
ra o batalho de guardas nacionaes destacado ,
e bem assim na organisacao do destacamento
d'esta cidade que devendo ter urna forca do
duzentos homens nunca foi possivel elevar-se
mais de 160 explica mais que muito o cla-
ramente a razao d'esta grande falta, que aos
olhos do Exm. Sr. Presidente mereceu respon-
sabilisar o aecusado obrigando-o responder
este Ilustre conselho de disciplina.
Educado no comeeo de sua vida na carreira
militar~, e rigorosa disciplina do conde de Lip-
pe aprenden o aecusado desde ento obede-
cer e apreciar respeitosamente as ordens de
seus superiores, hoje que a experiencia o
desenvolvimento de sua rasao a sua posicao
social lhe cnsino apreciar a sua honra alem da
vida impossivel lhe era cahir em falta que
o nivellasse ao empregado relaxado e despre-
sivel que elle de coracao detesta. Por tudo
isto senhores, elle fez toda diligencia que
he possivel ao homcm armado de toda vonta-
de disposico e respeito s ordens superio-
res para que podesse continuar merecer o
conceito que por ventura sempre grangeou
de seus superiores desde a primeira classe da
sociedade at a ultima.
Infelizmente em cazos tacs nao valem exfor-
cos e impotente contra a forca maior o ae-
cusado vio baldados seus exforcos e. sacrifi-
cios, e agora com dr, quese-lhe imputa fal-
tas que em rigorosa analizo pertencem tan-
tas e differentes pessoas que por isso nenhu-
ma parte lhe caberia.
O aecusado, senho;es, desejou sempre o aug-
mento e explendor do batalho que per-
tence ; por isso tomou o commando apesar
de nao ser isso obrigado ver se lhe seria
possivel reivendicar o nome que outr'ora ,
com justica dava este corpo o Exm. gover-
no da provincia que em suas fallas de abertu-
ra d'assemhlea enmnrehendin-o no numero
das tropas de sua inteira confianca. Fez o quo
pode e consta dos livros de registros do bata-
lho onde se v as mais terminantes ordens
expedidas aos seus subalternos para o auxilia-
rom reorganizar o batalho ao que deu
principio sob os melhorcs auspicios que o
indusirao crer que com algum tempo seus
exforcos obtiverao o resultado que tanto as-
pirava. Mas achava-se em um estado to de-
cadente esse batalho exhaurido do espirito
militar que n'outro tempo tanto o distinguir,
que no decurso de 23 dias tantos comman-
dava o aecusado, nao estava ainda as circuns-
tancias de prestar a guamil o. Para vos con-
vencer do que digo, basta appiesentar-vosa
relacao das pracas, que comparecero em urna
parada que teve lugar no dia 18 de dezem-
bro para a qual foro todos avizados com mili-
ta anteceden' ia e houverao as maiores reco-
mendantes da parte do acensado. D'ella veris,
que somente compareccrao noventa e urna
pessoa entrando o acensado officiaes &c.,
e que houverao companhias que s appresen-
taro chas pessoas que forao o capitao e o
tenente nada mais!
A vista disto senhores ainda repito nao
era possivel a o aecusado apezar de seus ex-
forcos e fadigas tendo somente um dia
sua disposico guarnecer cidade comenlo
o tantos homens.
O oflicio do sr. coronel chefe de legiao, que
serve de corpo de delicto todos os documentos,
que fazem parte da aecusacao e os que agora
vos offerqyb e bem assim os depoiincnlos do
touas as teHemunhas dizem pelo aecusado o res-


5
to sellando a verdade do que allego com mili-
to maior forca por que sao provas ncontes-
taveis e assim entendo que o accusado devc
abandonar-se vossa descripco o contentar-
se com pedir-vos jusngA.
Em sossfio secreta do consclho de disciplina ,
depoisde feita a accusaco e aposentada a
defeza do Reo o presidente do consellio pro-
ponse o Reo tinba incorrido na culpa que
lhe era argida e so devera solTrerapena
pelos vogaos foi respondido vista da defeza
appresentada pulo Reo c documentos offercci-
Jns negativamente e que por sso o ahsol-
vifio e assim se lavrou esta sentenca que as-
signarao o presidente c vogaes. Eu Domingos
Soriano Cordeiro Simes, ajudante do secreta-
rio o escrevi.Joao Paulo Ferreira presiden-
te do conselho.Francisco Luiz Vires ca-
pito e I. vogal.Raimundo da Suva Maia,
capitao e 2. vogal-Manoel Jos Lopes Rraga ,
capitao e 3. vogalAncelmo Jos Ferreira ,
tenente e vogal.
COMWSERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 23......... 3:5138182
Descarrego hoje'27.
Rarca Eliza Johmton cobre chumbo,
manteiga c ferro.
Rrigue Cinlhia bacal bao.
Rrigue nglez Emita carvao.
Barca Espirito Santo diversos gneros.
Barca Brilliant carvao.
Brigue Emprchcndedor o resto.
Rrigue inglez Princesa Hoyal baca-
Ib o.
Brigue ingle/. frazilian bacalbo.
LISBOA o DE JANEIRO.
Cambios.
Dinb.ro Letras.
Amsterdam................. \\ 43 '.
Hamburgo 48 7/8............ 49 48 A
Londres.. j 5J i'i' *' '''' 71
(o *,'.... b4 90d. v. 54 53
Genova.................... 522 52
Pariz.............;....... 525 526
Val ir de metaes e paptis de crdito.
Objectos. Comp. Venda.
Pecas do 7,500......... 7,780 a 7,820
Oncas hospanholas....... 14,350 13,480
Soberanos.............. 4,450 4,450
Ouro cerceado.......... 1,930 1,950
em barra.......... 25 26
Patacas hospanholas...... ,920 ,930
bra/.ileiras........903
mexicanas....... ,900
Prata em barra..........28 a 28 '/
,950
,911
PKAfA DO UKCIFE 23 DE FBVEREIBO.
Revista mercantil.
Cambio Pela barca ingleza Columhus ou-
vero tranzacedes regulares a 28 d.
AlgodaoAs entradas foro regulares, e as
vendas de 4,900 a 5,000 a arroba.
Assucar Tcm sido menos procurado e as
vendas leitas nao excedero de 1,000
p. arroba sobre o ferro.
Couros Venderao-se a 145 reis por libra.
Alcatrao dem de 48 a 10,000 reis o barril.
Bacalbo Cbcgou um carregmento de 260
liarncas o qual vendeo se a 9,300;
o depozito 6 de7500 a 8000 barricas,
e as vendas a reralbo de 9,000 a
9,700.
Carne secca Sem alteraco.
Garrafes empalbadosVenderao-se a 750.
Manteiga franceza dem a 400 a libra.
Oleo de linhaca Ha falta e vendeo-se a
2,000 reis o gaiao.
Existem no porto 58 embarcacocs.
I
AVISO AOS NAVEGANTES.
O ministro dos negocios estrangeiros annun-
cia aos navegantes queestando terminada a cons-
truccao do farol de Heyst, o seu fogo ser ac-
ceso desde o 1. de Janeiro de 1843 em diante
todos os dias ao por do sol.
O fogo ter urna cr vermelha e ser fixo .
compondo-se de tres lampees ; seu alcance se-
r de duas legoas e meia martimas de 20 ao
grf>.
O farol est situado sobre as dunas ao norte
da aldea de Heyst por 51"2022" latituile
norte, e53'e 50" longitudeoriental de
Paria.
A elevaco do edificio 6 de 7m 75 9;
o reverbero est a i 4m 65 cima do prea-
"i:ir do equinocio. O sector formado pela luz se
estender de O NO para o norte at E. '/N.
E. P''la aguUta nao corrigida da vettacSo.
A datar do 1." de Janeiro de 1843, o fogo dos i
pescadores estabcLculo em Rlankenbergh por i
:il"_18 55"' latilnde norte, e O'VT40"
acceso todas as noites. (Diario do Gov.)
Ilovimento do Porto.
Navios sahidos no dia 24.
Rio de Janeiro ; patacho brazilciro Carolina ,
capito Jos Percira Dutra carga diversos
gneros.
Navios entrados no dia 1\.
Santa Hellena; 14 dias, brigue inglez Guia-
re do 183 toneladas capitao David Ste-
veson equipagem 10 carga vinho, cabos,
peixe salgado, e charutos de manilha : a Me.
Calmont & C.
Acarac ; 20 dias patacho bra/ileiro S. Jos
Vencedor de 90 toneladas, capitao Manoel
Jos Ribeiro equipagem 11 carga couros
salgados, e algodao: a Manoel de Sousa
Couto.
Sahidos no dia 25.
Canal ; brigue Hamburguez Telegraph cap
tao H. J. Ahlers, carga assucar.
Roston ; brigue americano Sterling, capitao
.Tonastham Trining carga couros.
Bahia ; brigue-escuna de guerra brazileiro Co-
liope, commandante o capito tenente Fclip-
pe Jos Ferreira.
Macelo; barca austraca Peraslina, capito
Marcos v irowich carga lastro.
Trieste ; brigue austraco Ivo, capito Francis-
co .1. Mcriack carga assucar.
Edita!.
OIll.mo Sr. inspector da Thesouraria das rendas
provinciaes manda faser publico ; que em cum-
prmentD do officio do Ex.1"0 presidente da
provincia desta data, serao arrematadas a quein.
por menos fiser nos dias 3, 4, c 6 de mareo
prximo vindouro as obras da primeira e se-
gunda parte do6. lanco da estrada do Pao d'A-
Iho; esta oreada em 16:8768068 rs. e aq-jella
em 12:8308400, as quaes serao exectadas con-
forme as condieoes transcriptas neste Diario, e
segundo os perfiz e plantas respectivas que se
achSo patentes a quem os quiser consultar em o
gabinete do engenheiro em ebefe das obras pu-
blicas. Os licitantes habilitados na forma da
lei devem comparecer nesta thesouraria nos
dias indicados.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco25 dejaneiro de 1843.
O secretario Luiz da Costa Portocarreiro.
leclaracoes.
Relaco das revistas de todo o districto da rela-
co de I'einambuco que se aclio do supre-
mo tribunal de justica sem andamento por
nao ter sido promovido com o respectivo pro-
paro.
Cireis.
1836 Janeiro.
Mara daConceico Anuda, Bonifacio Cabral de
Mello, babel Maria da Conceico e Luisa Ma-
ra da Conceico.
junho.
Cosme Damao da Silva e Jacintho Soares Bo-
telho.
jullio.
Serafim de Sousa Oliveira e mulber, com Valen-
tim Dias das Dores e outros.
setembro.
Antonio Rebello Silva Pereira ea fasenda pu-
blica.
r.cvembro.
Jos Vat Salgado e Roque Antunes Correa.
1837 junbo.
Angelo Custodio da Silva Fragoso e Jos dos San-
tos Silva.
1838 marco.
Thomaz Ferreira Soares, Jos Rodrigues Lima,
JoSo Evangelista Costa Silva o a fasenda na-
cional.
1839fevereiro.
Francisco Pedro Bandeira de Mello o a fasenda
nacional.
abril.
Jos Francisco Barros, Alborto Coetano dos San-
tos, Jos Carneiro da Cunha Albuquerque e
Caetano PereiraGoncalves Cunha.
agosto.
Jos Francisco de Sousa Peixe e Maria da Annu-
ciacao Carneiro.
1840 Janeiro.
Caefano Pereira Goncalves da Cunha, Jos Joa-
quim Dias dos Praseres, o fiscal da fasenda
nacional, e Mariana Porothea Joaquina.
fevereiro.
Maria Iznbel da Graga Evangelista e Francisco
Antonio de Sousa.
abril.
Jos FranciscoMonteiro e Lourenco Antonio de
Albuquerque.
maio.
Antonio Pereira de Castro e Henrique Ferreira
Rebello.
18*1. Janeiro.
Francisco de Paulo Rodrigues ampelloe outros,
com Jos VieiraBrasil, SOS mulber e outros,
o padre Manoel do Rosario Lavares e Maria
Joaquina D. Ignacia Mariu Xavier a Jos
Rodrigues do Oliveira Lima.
fpverero.
Antonio Percira da Cruz Barreto, Francisco Joa-
quim Pedro da Costa, a fasenda nacional e
Joaquim Lopes da Silva.
abril.
Antonio Gomes Pessoa e Bernardo Antonio de
Miranda.
maio.
Joaquim Ferreira da Costa e Manoel Bizerra de
Albuquerque.
junho.
Jos da Silva'Nevese Jos Bernardo Fernandes
Gama.
julho.
Jolion Donnclyc Domingos Goncalves da Cruz.
outubro.
Antonio Joaquim Ramos e mulber, om os tes-
tamenteirosde Domingos Rodrigues doPacof?
Joaquim Alves da Costa com a viuva e her-
deirosde Antonio Rento Vianna.
dezembro.
Antonia Maria do Espirito-Santo, com Jos Car-
dins de Oliveira e Maria Cardins de Oliveira,
Alexandre Jos Remellas com Jos Antonio
Dornellas e outro.
1812 Janeiro.
Jos Joaquim Bizerra Cavalcanti e Estevao Ca-
valcanti de Albuquerque.
maio.
A fasenda nacional e Paulino Jos Guimaracs.
junho.
O administrador do patrimonio dos orffios da
cidade do Recife e o padre Vicente Pereira.
julho.
Caetano de Sousa VarejSo e outros com Fran-
cisco Ferreira Castro e outros.
setembro.
Jos Francisco Rollein, Manoel Ribeiro da Silva
com Manoel Corroa de Afelio Jnior.
outubro.
Joao Vieira da Cunha e mulber, com Jos Pe-
dro Veloso da Silveira.
frinirs.
1837 setembro.
Manoel Jos Pereira Jnior, e Alexandre Ferrei-
ra dos Santos Cunha com a Justica [Ccar.
1838 maio.
A justica com Jos Correa da Silva Tilara o ou-
tros (Aiagoas).
1830 maio.
A justica eo jui de paz da freguesia da Victoria,
Jos Augusto Pereira Mattos.
IS'O marco.
Antonio Feij de Mello e acamara municipal
deS. Anto.
agosto.
Joaquim Francisco Carneiro Monteiro e Joiio
Baptsta Mondes (Ico^.
novembro.
Francisco Jos de Mello e Joao Raptista Soares.
Adverte-sc as pessoas que se dirigirem por
carta ao secretario com o preparo que este he
nicamente de5g600 reis cada revista, quemis
iieiihiinia despesa ha ali a fazer-se e que de-
vero declarar qual das parles (az o pagamento
para se declarar nos autos e poder afi nal ser con-
tado que decahfr. Rio 17de dezembro de 1842.
No impedimento do secretario Joo Gaspar
d-i Silva Lisboa.
= Pela secretaria de polica desta provincia
se faz publico para conhecimento de quem
inleressar, que na cadeia da cidade de Macci,
provincia das Alagoas, existe em custodia um
prcto de nome Jos e de naco Cassage o
qual confessa ser escravo de Francisco Pereira ,
morador nesta cidade do Recife, o ter sido fur-
tadocom outro seu parceiro de nome Manoel
que anda nao foi descoherto : assim como que
na cadeia da cidade do Penedo da mesma pro-
vincia existe igualmente em custodia um cre-
oulo de nome I.iborio que declara ser escra-
vo de JoSo Baptiste, morador no bairro da Boa-
vista desta cidade.
Avisos martimos
= A linda ebem construida barca nacional
Isabel forrada e pregada de cobre, de superior
marcha de que capito Jos Gomes de A mo-
r in segu em muito breves dias para o Rio de
Janeiro, por ter pormpta a maior parte do seo
carregmento quem quiser carregar ou hr de
passagem para o que tcm excellentescommodos,
dirija-so ao seu consignatario Joaquim Raptista
Moreira na ra d'Apollo ou ao capito a
bordo.
Avisos diversos.
Lotera a favor das memorias histricas
de Pernambuco.
Tendo a lotera de S. Pedro martyr de O in-
da marcado o dia 8 de margo prximo futuro
para effectuar o andamento de suas rodas he
por esta razo transferida para o dia 28 do refe-
rido mez a extraccao da lotera a favor das me-
morias histricas andando as suas rodas ina-
livelmente nesse dia vista a grande venda, que
se tem feito dos respectivos bilhetes sem duvi-
da pelas vantagens reaes, que offerece o plano,
que abaixo vai transcripto.
Plano.
5000 bilhetes a..... 13,000 63,000:0(0
Beneficio de 12 por
cento a favor das me-
morias........... 7,800:000
Imposto de 8 por cento
psra cthesoure..... 5,200;0GO
7,400 verbas de sello u

80 reis........... 592,000 13,592:000
Liquido 51,408:000
1 premio de..... 12,000:000
1 dito do....... 6,000:000
1 dito de....... 3,000:000
1 dito de....... 2,000:000
2 ditos de...... 1,000:600 2,000:000
.'ditos de...... 400:000 2,000:000
10 ditesde...... 200:000 2.000:000
20 ditos de...... 100:000 2,000:000
40 ditos de...... 80:000 2,000:000
120 ditos de...... 20:000 2,400:000
1083 ditos de...... 14:000 15,162:000
2 ditos Le ultimo
brancos, a .. 423:000 846:000
1286 premios.............Bs. 51,408:000
3714 brancos. -------__-
5000 total.
A pessoa que annunciou percizar de um
a dous escravos alugados para o servico de
campo dirija-se loja de livros da quina da
i na do Collegio defronte de palacio que se
dir quem os tem.
A Irmandade do Sr. Ilom Jezus dos Passos
do Recife tendo d'acompanliar no 1. do futu-
ro mez de marco, a solemne procisso de cinta,
roga aos irmos, se dignem comparecer no dia
indicado al is ') horas da tarde alim de se a-
presentar mais numerosa e decente a referida
irmandade.
I'reci/a-se de urna pessoa para hir pro-
vincia de Macei buscar um escravo ; quem se
quizer encarregar de o hir buscar pagando-se
conforme o ajuste, comparece na ra Nova loja
de Antonio lavares da Costa Braga.
Aviza-se aos Sis. que tem letras vencidas,
que assignro em 4 de julho de 1842 quan-
do o Sr. Guilherme Soares Rotelho tirou os
fundos (pie tinha na sociedade do armazem, em
que he socio Seraiin Joaquim Vinbas de Ma-
ronval, que hajo de as pagar o quanlo antes,
quando nao se e\eailaro judicialmente, assim
como tambem declaro, que nada devo at boje.
Serafim Joaquim Vinho de Maronval
Ha no Rio de Janeiro pessoa hbil, c de
muita influencia que se propde a tratar alli do
qualqucr dependencia essencialmente revis-
tas do supremo tribunal; quem se quizer ser-
vir do seu prestimo falle na ra da Cruz n. 16,
aonde saber das condieoes.
A abaixo assignada faz sciente ao respei-
tavel publico que tendo apparecido inconve-
nientes duvidas em algumas letras ou lianeas as-
signadas por seu marido Antonio Pereira Tira-
no supoesora sua firma muito fcil de ser
mohada por nao haver igualdade e o dito
seu marido assignar quasi de cruz e para seu
completo vigor de boje a vante as letras, fian-
cas ir.. que bouverem de appareccr serao com
duas firmas, sua c de seu marido e para quo
nao se chamem 80 engao ou qualqner incon-
veniente que possa apparecer em contrario, faco
publico por esta follia. Hita Maria da Santa
Cruz.
Do largo do Carmo, fugio um cavallo cas-
tanho, piqueno. e grosso, com cangalha o
cabresto, n3o tem signal brancoalgum tem o
olbo et>qurdo remelozo ; quem o adiar va no
mesmo largo venda n. 1 que ser recompen-
sado.
Pede-se ao Sr. Joao Jos Rodrigues Lof-
fer, que so considera credor de Raimundo Jos
d'Almeida Couceiro sem documentos como
confessa por exigencia d'ellcs, chame a juizo
competente paia verificar esta divida e logo
que isso faca promptamente ser satisfeito.
= Quem tiver para arrendar urna olaria quo
seja boa em bom porto e lugar annuncie.
Lotera de S. Pedro Mrtir de Olinda.
Em consequencia da mudanea Ido dia do
andamento das rodas da lotera do theatro o
thesoureiro, faz certo que esta lotera corre im-
preterivelmentc no da 8 de Marco prximo fa-
cturo por ja se ter vendido grande numero de
bilhetes. O resto dos bilhetes se achao a venda
nos lugares seguinles: Recife, porto das ca-
noas na taverna do Sr. Jo/e Pereira ; na ra
da Cadeia na loja do Sr. A ieira cambista e
do Sr. capitao Joze Gomes Leal ; em S. Anto-
nio ra do Collegio loja do .**r. Menezes ;
ruado Crespo na loja do Sr. Rraga n. 13 ,
o na loja do Sr. Manoel Ferreira Ramos, na
esquina que vira para a ra do CJueimado ; ra
do Queimado loja de ferragens do Sr. Joa-
quim Claudio Monteiro ; as 5 pontas pada-
riado Sr. Carlos Leocadio ^ ireira n. 63;
ra do Calinga botica do Sr. Moreira ; na
praca da Independencia loja de livros do Sr.
Figueirda ; Roa-vista, botica do Sr. Jos Ma-
ria Freir Gameiro ; em Olinda nos 4 cantos ,
loja do Sr. Domingos Joze Alves da Silva o
,.;.,u.!u i. Ju/.e Manocl dos Santos; e na
ra de S. Bento casa o. 1$,


. = Por urna casa ncsta Cidade permuta-se
um sitio porto da Matriz da Yarzea torras
proprias casa grande com muitas fruteiras,
baixa para plantar capim perto do banho do
Capibaribe c com outras vantagens que ve-
ra a pcssoa que o pretender : na ra do de A-
goas verdes n. 36.
= Um pequeo chegado agora do Porto ,
se oTerece para caixeiro de fazendas miudezas,
ou ferragens, uinda dando algum tempo de
graca ; que:n o pretender annuncie.
= Precisa-se de una tnulher forra cdes-
empedida para fazer as compras diarias de urna
casa de pouca familia : na ra da Conceicao da
Boa-vista loja de lanoeiro por baixo do so-
brado.
= Quem tiver para alugarumaescrava para
todo o sorvico que nao exceda o seu aluguel
de 10,000 is. mensaes annuncie,
=: Aluga-se urna ama para casa de homem
solteiro ou de pouca familia : na ra do Col-
Jegio n. 16 primeiro andar.
se De/eja-se adiar um ou dous moleques
para se ensinar o oli^io di." cosinheiro e pas-
teleiro ; quem os quizer mandar ensinar di-
rija-se a ra das Trincbeiras n. 14; to bem
se aluga um somente por mezes semmprooa -
meter-se a ensinar o dito officio.
= Aluga-se um sobrado de um andar com
sotao na ra Nova n. 42 : a tratar na loja
do mesmo sobrado ou detraz da Matriz da Boa-
vista n. 3.
= No lugar da Cruz d*Almas ha urna pes-
soa que propoe-se a ensinar meninos a ler ,
escrever contar perfeitamcntc, a lingoa nacio-
nal, e tambem da alguns conhecimcntos de mu-
zica ; algiuna pessoa do mesmo lugar que qui-
zer-se utilisar de seu prestimo dirijase ao Sr.
Francisco Carlos Teixeira na Cruz d'Almas
que dir quem he.
= Aluga-se o segundo dos 3 andares do so-
brado n. 88 defronte do beco do Serigado n i
ruaDireita, tem sala e gabinete na frente, e
commodossufficientes para familia, por 2M)
mil re. por anno e nunca menos deste tempo ,
com fanca idnea e tambem aluga-se todos
os 3 andares a urna so pessoa pelos procos que
actualmente pago os inquilinos pelo mesmo
tempo, econdicao; quem pretender falle com
o negociante Anton;o Joa'|uim de Mello, de-
fronte da sacristia do Livramento.
= Jos de Mello Costa com armazom na
ra da Praia faz publico que por haverou-
tro de igual nomo se assignar de hoje em dian-
to Jos (le Mello Costa Oliveira.
= O IWharel formado Joo Antonio de
Souza Bell rao Araujo Pereira professor
adjunto de rhetorica e potica do Uceo ,
avisa a quem convier que se propoe a ensinar
em sua casa duranto'o anno lectivo da academia,
rhetorica geografia, e geometria ; quem de
seu prestimo se quizer utilisar dirijase a ra
de S. Francisco n. lo segundo andar das
6 as 8 horas da manh ou do meio dia as 4
da tardo.
= O negro Joo escravo do Sr. Joao Ma-
noel Pontual, do engonbo Aurora, que no
Diario de 8 do corrente mez n. 31 se annun-
ciou liaver fgido e igualmente os si.-naos foi
pegado no engenho serraria o tondo sido entre-
gue nosta pra'-a no dia segunda foira 20 do cor-
rente desaparecoo na manhaa 22, por ver ebegar um portador do matto es-
coteiro que veio a esta praca despachar uns
papis a Sua Ex. lim. julga-so nao sor outro
o motivo porque fugisse por desconfiar que o
portador o vinha buscar, adverte-so que o ne-
gro levou vestido camisa de brim fino \elho com
alguns rasgues, calca de panno preto tambem
velha e chapeo do palha levou maisoutra cal-
ca de panno preto, camisa e urna ceroula do al-
godaosmho bastante suja ; roga-se a quem o
pegar que o tr;.ga a ruada Cadeia-velha n. 50
que ser recompensado.
= Alug..-se 4 negros para sorvico muito li-
geiro de fabrica da-se-lhes de comer e casa ,
c ajusto-se por mezes : annuncie.
Precisa-se de um trabalhador de massei-
ra : na ra Direita, padaria n. 34.
Francisco Antonio Bibeirode Brito faz
publico que Feliciano Joze Bibeiro Ihe hvpo-
thecoua parte que tem no engenho Bom Jar-
dim da freguezia deSerinhaem comarca do
Rio Foimozo.
= Boga-so a quem for ofTerecida una ja-
queta de panno fino verde que loi furtada na
praia dos Martirios, no dia 22 do corrente,
queira mandar por obsequio na mesma ra ,
venda n. 27.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 4 ,
na ra do Codorniz : a tratar na mesma.
Precisa-se de 600,000 rs. a premio de
um c meio com hypothcia em urna casa ter-
rea ; quem quizer dar annuncie.
= A pessoa que tingia roupa na ra de S.
Rita nova mudou-se para a ra Direita 59 .
onde continua a tingir com promptidao e as-
scio, de qualquer cor principalmente para
preto e roga-se as pessuas que tem roupa ja I
prompta em seu poder as mande buscar com
brevidade,
Antonio Lourenco do Espirito Santo,
roga a pessoa que por engao ou por ter o
mesmo nome Ihe tem tirado por duas vezes
cartas no correio vindas da Babia queira fa-
zer o favor de as entregar no Trapiche novo,
n. 16 que ser gratificado de seu trabalho.
Mauoel Gomes de Azevedo faz publico
para bem de sua reputacao e crdito que
tendo Joaquim Antonio da Silveira feito um
annuncio neste Diario no dia 22 do corrente,
declarando ser o annunciante seu caixeiro ( e
nao socio que era ) o mesmo annunciante tem
a responder ao dito que elle nunca foi seu
caixeiro e sim socio como mostrar pelo seu
recibo, e mais contas para com a praca e em
juizo se mostrar a verdade pois o Sr. Silveira
fez o dito annuncio para nao pagar o restante
de duas contas que a dita venda ficou sugeita
a pagar.
Roga-se segunda vez ao Snr. Fiscal do
bairrode S. Antonio o obsequio de lancar
assuas vistas para o quintal da casa da ra do
Quoimado n. 50 e fazer comprir o 2 do
titulo 3." das Posturas da Cmara Municipal ,
nao so pelo mo cheiro que recond s do ;ne>rno
quintal, como pelo grande montao de morico-
oas que se criao no mesmo e encommodo da
visinhanca. =Os Encommodados.
Compras.
Compra-se um cavallo de cor alazn, qu?
seja bom novo, de bonita figura e que tenha
todos os andares, ou seja bom andador ba xo t
meio e nao tenha achaques embora esteja
magro e seja por proco commodo ; quem ti-
ver annuncie.
Compra-se effectivamentc para fora da
provincia mulatinhas negrinhas moleques
e negros com ollicio sendo de bonitas figuras,
pagao-sc bem: na ra da Cadoia de S. Antonio
sobrado de um andar de varanda de pao ,
n. 20.
Compra-se urna pardinha de 14 a 15 an-
nos, propria para mucamba : na ra Augusta,
n. 60 na mesma vendom-se duas canoas, urna
deconduzir agoa, que pega em 4S s. de agoa,
a 20 rs. o caneco e a outra aborta que pe-
ga em 500 tijolosde alvenaria.
Compra-separa fora da provincia effe-
ctivamente mulatinhas crioulas e mais es-
cravos de 13 a 20 annos pagao-so bem sen-
do de bonitas figuras: na ra do Livramento ,
n. 13.
Compra-se efectivamente maracuj de
garapa e garrafas vasias em grandes e pe-
quenas porcoes, a 40 rs. : na ra das Trin-
cheiras n. 22.
Compra-se urna negra de 12 a 15 annos,
que nao tenha vicios nem molestias com ha-
bilidades de vender na ra e tambem para o
snico de casa : na ra da Conceicao da Boa
vista n. 18.
Compra-se mulatas, negras c moleques
de 10 a 20annoi tendo boas figuras pagao-se
bem : na ra Nova loja do ferragens n. 14.
Compra-se uina corrento de bom ouro,
sem feitio : na ra da Cadeia do Becife, n. 1 3
Vendas
= Vende-so urna secretaria do amarellousa-
da porem composta de novo com urna li-
vrariaemeima urna poltrona de amarello ,
nova e feita a moderna e marqueas de con-
dur e angico modernas e mui bom feitas a
2^,000: na ra e:treita doBozario, armazem
n. 32.
Vende-se um cavallo castanho foveiro ,
bom esquipador : na ra da Gloria n. 91.
Vendo-sc ou troca-se um bom moleque
sem vicios, e sadio, por urna escrava mossa som
vicios ou molestia, que saiba cozinhar, e en-
gomar, que se afiance o mesmo da dita, e vis-
ta dos pretendentes se dir o motivo; na ra
Nova sobrado n. 14 por sima do dentista ; das
8 s 9 horas da manha e d; s 2 as 3 da tarde ;
assim como tambem se aluga um cazal de pretos
para sorvico de sitio por mez sendo perto
desta cidade.
= Vcnde-se um negro crioulo bom offici-
al de carpina ; urna negra mulher do mesmo,
rose lava engomma cozinha refina as-
sucar faz doce tambem crioula ; um filho
dos mesmos de 10 annos proprio para qual-
quer officio ; outro dito moleque de 4 annos ;
tambem urna negra mora de nacao Angola ,
lava engomma cose, cozinha e faz todo
arranjo de urna rasa ; urna filha da mesma de
2 annos crioula advertc-sc que se vende
por precisiio e nao por defoito : na ra da
Cadoia volha n. 59 loja de ferragens, da
viuva de Anacleto Antonio de Moraes & Com-
panhia a tratar com Jos Dias da Silva.
Yende-se um escravo peca de urna fi-
gura pouco vulgar e moro : na rn Inr< An
Bozario n. 39, primeiro andar.
Ermitage.
= Urna porcao de serveja de boa qualidade
( como se poder mostrar ) a 320 rs. a garrafa,
licores superfinos a maneira de Bordeaux e
da Martinique em duzia a 12, e 18,000 e em
garrafa a 1280 e 1920, champes muito de-
licados de varias qnalidades lirno, tamarindo,
e de maracuj a 6i0 vellas de carnauba mili-
to a Ivas a 10,000 a arroba, e de sebo pelo
mesmomodelloaOiOO charutos de superior
qualidade assucar refinado a maneira da Eu-
ropa por um processo muito simples, sem
emprego de potassa carvo animal ou san-
guedo boi de 100, 120, 160 rs. em arroba
se da um abate proporcionado espiritos de
cheiro de cravo canda agoa da imperatriz ,
dita de colonia em duplicada rcctificacao pol-
pa de tamarin lo conservada ao natural, e outros
varios objectos que se poderao ver no deposito
da ra dasTrincheiras n. 22 : adverte-se que
tendo-se por e^onomisar maiores despezas,
transferido para urna casa particular algumas
vezes suceder estar fechada das 9 ao meio da ,
mus sempre estar aberta no restante do dia.
Lajcdo de Lis joa chegado no brigue
Portuguez Emprehendor : no escriptorio de
Francisco Severiano Babello.
Yende-se urna mulata de boa figura, per-
feita costureira e engommadeira ; urna escra-
va de 20 annos cose engomma e cozinha
muito bem ; urna dita da costa cozinha e
lava bem ; duas ditas por 5508 reis ; urna dita
por 200S reis ; urna dita por 1508 reis; urna
dita com urna cria sem vicios por 530:000 rs. ;
dous moloques de 15 annos ; um lindo mula-
tinho de 13 annos ; um dito bom criado ecn-
tende de boliar carro bonita figura sem vi-
cio ; dous ditos bons para pagens ; um bom
escravo : na ra de Agoas verdes n. 46.
= Vende-se um carro de ducs rodas, com
lanternas e arreios em muito bom estado as-
simeomo urna cadeira de arruar da Babia ; til-
do por commodo prero : na ra do Hospicio ,
casa n. 14 a primeia passando o Quartel.
Vende-se um negro de nacao Angola ,
de2- annos bonita figura proprio para to-
do o sorvico de ra ; um moleque de 8 annos ,
muito lindo; urna negrinha de 9 a 10 annos ,
propria para escolla : na ra estreita do Boza-
rio n. 22 primeiro andar.
Vende-se a posse de 210 palmos de ter-
reno junto a Igreja de Santo Amaro com os
fundos de 200 palmos no qual se podem edi-
ficar 6 ou 7 moradas de casas independentes de
atierro por ser trra firme ; adverte-se que
se vende por junto ou a retalho e por commo-
do prero; urna escrava de boa figura, robusta ,
muito fiel nunca fugio, nao bebe cachara en-
gomma com perfeicao o que tudo se afianra
de baixo de palavra : na ra estreita do Roza-
rio n. 10 terceiro andar.
Yende-se a venda na ra Direita n. 36,
rom poucos fundos e sem alcaide o aluguel
he barato tem algum commodo para familia ,
por seu dono se retirar para o matto : a tratar
na mesma.
Yende-se urna rasa terrea com frente de
pedra o cal na esquina que vai para o Boza-
rio n. 8; quem quizer dirija-se a ra das
Flores : a fallar com Joo Jos da Rocha que
he seu dono.
Vende-se trez pedras de filtrar agoa ,
duas canoas cada urna com 38 palmos de com-
prido, proprias para abrir, folhas de serra fran-
rezas proprias para serraria, sondo de muito boa
qualidade: na ra da Praia serraria de Car-
dial, n. 15, e 17.
Vende-se taxas de ferro coado e batido ,
om bom sortimento e prero commodo : na
ra do Vigario n. 3.
Yende-se farinha do Rio em saccas de
dous alqueires e meio, por preco barato : na
ra do Vigario n. 3.
Vende se travs de qualidades superio-
res, de romprimonto de 35 a 50 palmos e gros-
sura de 7 a 11 polegadas : na ra do Vigario,
n. 3.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
e commodos separados para moradiade una fa-
milia : no Manguinho n. 37, a fallar na mesma.
Vende-se um cavallo foveiro excellente
esquipador outro dito russo pedrez e tam-
bem esquipa correga baixo e meio, excellen-
temente e ptimo para selim ou carro ; na
ra da Calcada de Manoel Coro n. 2.
= Vcnde-se barris grandes e pequeos de
camode vacca salgada, ditos pequeos de po-
tassa branca americana barricas com farinha
de milho e gangas amarellas: em casa do
Matheus Austin & Companhia ra do Trapi-
xe novo n. 18.
Marques & Veiga vendem na ra do
Amorim n. 50 batatas muito novas a 800 re-
is a arroba egigos a 1:000 fumo em folha
de primeira e segunda qualidade charutos
multo bons a 640 o cont contados, e em caixi-
nhas e alhos em mauncas.
estado e por um preco bastante rosoavel: tra-
ta-so na ra de Ortas n. 140.
\ ende-se brincos de diamantes : na lo-
ja de fazendas do Jos Esteves \ ianna esqui-
nado beco da Congregacao n. 41.
= Vende-se um banheiro de madeira todo
pintado o por preco commodo : na ra de Or-
tas n 140.
= Vende-se urna morada de casa terrea nos
Affogados com chaos proprios, sita na ruado
S. Miguel: na ra de Ortas n. 82.
Vende-se urna barcaca com pouco uso ,
carrega20 caixas : a tratar na ra Nova, n. 42,
declaro que se vende a dinheiro ou a troco de
gneros.
Vcnde-se um cavallo gordo e bem feito,
alazocaxito carroga baixo at meio de rodea
solta : na ra das Cruzes n. 30.
Vcnde-se na ra da Cadeia do Becife n.
45 sac ;as de farinha de mandioca de boa qua-
lidade de Santa Catharina a razaode4$ca-
da urna sacca para liquidar-se.
= Para pagamento vende-se por menos de
seu valor permuta-se arrenda-se, e faz-so
todo negocio um sitio bastante grande na
estrada da Casa Forte para o Monteiro perto do
banho casa antiga bastante baixa cocheira.
estribarla casa para escravos porto cacim-
ba de muito boa agoa tudo novo baixa para
planta de capim terreno para outras lavouras,
bastantes ps de caf, 150 coqueirosvelhos e no-
vos prximos a darem, laranjeirasdova riasq uali-
dades grande quantidade e qualid-ides de Truc-
leiras, como tudo ver quem o pretender quo
poder entender-se a este respeito com o Padre
Mestre Lopes Gama.
= Vende-se salitre refinado muito alvo ; na
botica daruu da Cadeia do Recife n. 3, a 180
reis a libra.
Escravos fngidos.
. v~c-
1 1 <_l
lllllil lliucilua uuiisuniui <-un
Mateus crioulo quo representa ter 14
annos, bonita figura choio do corpo bei-
cos grossos, rosto redondo e testa grande ;
quem o achar leve-o na botica da ra do Livra-
mento n 30 que ser recompensado.
Fugio no dia 22 do corrente ou urtarao
um moleque de nome Matheus de 14 annos ,
beiros grossos bonita figura, olhos vivos e
bem pretos, tem os dedos um tanto desconfor-
mes por ter tido nelles bixos ; roga-se portan-
toa todas as pessoas e authoridades queoco-
nhecimento deste tiverem dirija-se a ra Nova ,
n. 35 que ser bem recompensado.
No dia 25 do corrente fugio um escravo
crioulo de nome Rufino de 20 annos pouco
mais ou menos nao tem ainda ponta de bar-
ba estatura baixa crtr muito fula que mais
parece cabra que negro com una marca de
um cravo curado poucos dias na sola de um
dos ps e no outro p tem urna marca ;mtiga
junto dos dedos tambem de cravo he natural
do Rio Grande do Norte de onde veio em prin-
cipio do mez p. p. e foi aqui vendido por Jo-
aquim de Moraes Navarro Sr. que hera do di-
to escravo ; quem o pegar leve-o ao atterro da
Roa-vista n. 16 que tem de gratificaco
50S reis.
No dia 9 do corrente Fevereiro pela ma-
nha fugio de bordo do Patacho Nacional Pelica-
no um escravo de nome Felisberto nacao
Cacange do 20 annos pouco mais ou monos ,
estatura baixa, foi vestido de camisa de algodao-
zinho calca do riscado azul e chapeo de pa-
lha de tranca de bico cujo preto tem trez sig-
naes em cada fonte e j pertonceo a Angelo
Francisco Carneiro ; quem do mesmo dircon-
ta ser gratificado em casa de Gaudjno Agi.sti-
nho de Barros na pracinha do Corpo Santo ,
n. 66.
Fugio no dia 24 do corrente mez o escra-
vo por nome Moyzes crioulo representa ter
20 annos com os signaos seguintes : baixo .
groco cara larga naris xato os ps ape-
llidados bem falante camisa de madapoln
ja volha calca de brim trancado to bem velha,
chapeo de palinha franceza com bastante uzo ,
independentes destos trajos anda pre\enido
rom urna trocha de roupa om um lenco de se-
da ja velho j foi vislo sem chapeo na mata do
Moreno ; quem o pegar levo-o a Santo a en-
tregar a Paulo Borges Alves no largo da foira n.
1 ou nesta praca na ra do Crespo n. 23 a
Manoel Jos de Sousa que ser generosa-
mente recompensado.
No dia 14de Fevereiro fugio um escravo
de nome Nuno de nagao Mocambique que
ropre-enla ter 20 a 22 annos, estatura regular,
secco do corpo per as linas o tem na testa
um signal de sua torra a maneira de una mar li-
ta porem muito apagada rujo escravo he
doffi. ial do calaatc levou vestido caira de algo
ao entrancado de barguilha o camisa do-
mesmo panno ; quem o pegar e levar a casa de
seu Sr. na ra da Cadeia n. 2 ser recom-
pensado.
eos seusom peten tes pertences, em muito bomj Recipe: na Typ. de M. F. de Fabia.=1*j-


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