Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04898


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Full Text
Auno de 1843.
Sab bailo
'
TttrfO agora depende -i. no, me.,r.. ; d. mu p.ndenci. mode,.c5, ene,R. con-
IHKttM eomo princ,,.mn. e rea... ipoM.do. Cu. ad-iraeao en.re ai N6ei m.,.
"'""____________^^ ProcIamafSo di Aisembl'a Geni do Bbaul.)
de Feverero
Auno XIX. N. 45.
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES
GaieDM, Pirihibi e Rio grande do Norte egunda> e lexiis feiri
oi.:.' > < Giranhuna a lll 'i
Can.. : 3 rinl.Aem, Rio Formlo Porto Calvo Miceio e A'aeoaa so i H
Buevisu i Flore. 28. Samo An.,o quima* feir.s. Olide lodo o diae.'
DI AS DA REMANA.
IV, eg. a. Eleulerio.B. M. Aud. do J. de da 2. T.
ir) i;rc. s. Miximunn t. Aud, do J. de l). d i T. '
2 Quari! i, Margarina de Cortona l" Aud doj. deD. di 3. t.
j.' IJaiatl, ejam e. Litera Monge. Aud. do J. de D. di 2. t.
ji eit. + i. Muliii Ap.
j5 Sal), t. Cczirio irmao. Re. Aud. do J. de D. da 3.
j6 Douii rjninqiiageainia s Torqunto Are.
O Diirio publiri -ae lodoi o din que n.'io forera Santificado! : o prefo di anijnatura ho
de Ire mil rea por quartrt natfoa idianlidoi. Os inrtnni:ius dos aiiignantei i.~to inaeridoe
gratis, e o di.a que o n.io forero ruo de SO reii por linea. Al reclamacoea devem aei diri-
gidn e eali Typ., rui ilas Cnate N 84Afl nrace di Independencia loj de lirros N. 6e 8.
Tend.
IS.4LW
15,300
8,600
1,M|J
1,80.1
1,8011
coletos.No da V3 He Feverivro.
nbio lobre I.ondre 8 '
100
Pane350 reiepor franco.
Liabi 100 por 10U de premio.
compra
15,200
45.00J
S,40
1,780
1,7*0
1,780
Ocho-Moedi de 8,400 V.
la a N.
a de 4,000
I PniTa-I'itacSea
Moeda de cobre 2 por 100 de dei cont I Peoi ('olumnarri
dem deleirnde bnai iirrm 1 j i 'j o mei. I ditos .Menanos
PHASES DA lUa ko MRZ DE EfEVEREIRO.
La Cbeil -i f'. i > horas e 50 m. di lard, I
tjuiri. creic. 7, i 2 boraie IJ n. da lard. | (uirt. ming. 21 i 8 born e 27
Preamar de ho\e
il horis e 18 m. di manilla. | 2. I horne 42 m. di larde.
**" tenMea** i mr m. m da ni.
1 ft Wffi 1
PORTUGAL.
Tiremos mois jornaes Portugueses, o Nacio-
nal de Lisboa o Diario to Gorerno e o Pe-
ridico dos Pobres no Porto cujas datas ebegioa
10 de Janeiro p. p.
O Ministerio tirilla apresentado Cmara dos
Deputados um relatorio dando conta dasprovi-.
delicias extraordinarias que durante o intervallo
das sessoes legislativas adoptara para occorrer
ios empenta c obrigacSes do Estado e como
taes providencias erao excessivas das suas attri-
buicQes, concille pedindo um bil de indemni-
dade.
N'a sossao de 11 de Janeiro a presen tou-so na
mesma cmara o projecto de resposta ao discur-
so favoravel a poltica do governo da corda pul-
parte da respectiva commissao ; assini como um
parecer appro.ando as medidas extraordinarias
que o go?erno tomara na ausencia das cortes ,
e concedendo-lbe o bil de indemnidade por es-
ta ve/ BOtnente por part; da commissao espe-
cial nomeada para esse lim.
Tinba tomado assento na Cmara dos depu-
tados o Sr. Silvestre Pinbeiro que o ministe-
rio fizera tlcger na ultima eleicio da Extrema-
dura ; e parece que a opposicSo se congratula -
va com o tacto de ter-se aqueHe Sr. sentado na
esquerda, soppondo-o disposto a apoiar os seos
principios polititicos : o que todava ainda nao
se dava por bem averiguado.
Hava em Lisboa folhas de Londres recebidas
pelo Paquete at '$1 de Dezembro e de Pnriz at
) ; das quaes daremos um resumo no prxi-
mo numero. As noticias mais interessantes da
Hespanha erio do 1. at 7 de Janeiro cujo
extracto oseguintc :
H ESP A N HA.
Tjnha-sc verificado a entrada do regente na
capital de volta de Barcelona em o din e pelo
modo designado. As aullioridades e o corpo
diplomtico Ibriio pouco depois comprimente-
lo pela sua vinda.
A maior parte dos peridicos madrileos lia
iao publicado urna declaracao em que protes-
tavao contra qualquer tractado que o governo
faca com a Inglaterra que nao seja ral litado
pelas cortes o conforme constituicao.
Por decreto datado do (lia 3 de Janeiro baria
sido dissolvida a Cmara dos deputados, e man-
dada renovar a terca parte do Senado, na con-
lormidade do artigo 19 da constituicao, deven-
do reunir-se as novas cortes no dia 3 do prxi-
mo abril.
I ina inilisposicao que dra algum cuidado,
havia alterado a saude do regente ; porm as
progresivas melboras que experimentara ti-
tthfio trazido o seu prompto restabelecimento.
Havia j presidido a dous consclhos de ministros
que durarao militas horas c em que segundo
insina o Patriota se tratarlo assumptos de
grande importancia.
l'inlia-se espalbado a noticia de que o in-
l'inte D. Francisco fora intimado para sabir
"imieiliiitamciitcdc Saragoca ; o mesmo jornal
porm allirma que ella nao era verdadeira.
Nao liuvia as provincias occorrencia alguma
Dotavel.
to, a referencia que flserSo a algunas das mi-
nhaspalavrasos nobres deputados que tein to-
mado parte nesta discussSo, me constrangeriSo
a dar algumas explicacoes.
Senliorcs Km una das sissdes precodentcs
eu expuz ou antes Indlquei algumas duvidas
que nutria em meu espirito a respeito das
rrossas rea.'des exteriores; manlfestel mesmo
alguns recelos; mas peco a cmara quese recor-
d de que neni essasduvidas, nem esses recelos
eu osiui derivar de ciroumstancias oceultas, de
oceurrencias desconheoidas: eu as derive! ni-
camente de factos multo averiguados quose hiflo
passandodebaixo das vistas ib-todo o mundo.
Eudisse, por exemplo que considera va a si-
tuacSo do imperio, quanto a poltica adopta-
da ao sul do Brasil em um estado todo excep-
cional. Eu disse senhores ou antes lembrei,
que as ostipuiacoes da convenci preliminar
de paz pareciao doalgum modo ir do encontr ao
estado que aeabei de caracterisar.
Sr. presidente eonhecido que o general O-
ribe servio quatroou cinco anuos debaixo das
bandeiras argentinas ; nao o menos que elle
militara debaixo das ordens do general Rosas
as guerras intestinas daconfederaco, e tam-
bom reconhecido de todos (pie o exercito com
aueelle pretende derribar o sen antagonista o
general Rivera argentino. tambem sabido
que esse exercito ameaia invadir a repblica 0-
ren tal e talvez una liarte dessa lona pise j
boje o solo oriental. Disse eu que a convenci
de 1828 tinba estabelecido que so era licito As
ihias alias partes eontraclantes intervir nos ne-
gocios da Repblica do Uruguay antes de ja-
rada a constituicao do estado, e cinco anuos de-
pois dellajurada : ora, u constituicao do Esta-
do Oriental (o jurada ha cinco annos, e por
issoaflirmei que se tirilla verificado a hypothese
de nem o governo imperial nem o argentino so
poderem ingerir nos negocios da Repblica O-
riental. um laclo quese deduzdo tratadoedo
direito ioter-nacional. E se isto assim per-
guntarei eu, sera muito conveniente, ser mul-
to poltico, ser muito ventajoso ao imperio,
que seestabeleca em Montevideo um ncleo,
um foco de influencia argentina ? Ser conve-
niente ser poltico que boje se realse o pro-
jeclo do presidente Ribdavia, que tinba porliin
encorporar a provincia CiSplatina Repblica
Argentina ? Ser conveniente que a navegacBo
do Rio da Prata e sens confluentes flque intei-
ramente vedada ao imperio em contraveneno do
artigo addicional da convenci que j citei ?
Eis-aqui duvidas, eis-aqul questfies que me-
recem a maior consideracio o o mais desvelado
examc.
srmen.-ieijenuuiMii Cftarirta^
**'."-*-.,*^ .'..vribCKRMfCntep
esetem denunciado com autoridades orientaos. I se trata : acbo que a cmara pode pedir essas
Estes factos complican singularmente a ques- informales som comprometimiento algum,
lo ; porque, se deiim lado nos vemos obrfga-j isto pelo querespeita ao artigo i." do reque-
rios a impedir que a Repblica Argentina nao rmenlo, v. lano inais o julgo conveniente
sulToque inteiramenle a naci laldade do gover- ipianlo neslas quesldes relativas ao territorio l
nooriental, deoutro lado temos aquellos moti-j preciso que o corpo legislativo esteja intairado
vos de quuixa desta ultima repblica. Mas, des- do que se passa, preciso que anaci inteira
te estado complicado o confuso, que utilidade. o saiba porque s depois da analyse feita
se tom tirado ? Reflicta-se que se por um mo- pelos representantes do povo e de urna man-
ment pode parecet vantajoso que o governo festacio positiva da parte da naci em geral
imperial tolero que as Torcas argentinas entrem que o governo se acha assaz lorie para poder
em Montevideo ; se pode parecer conveniente entrar em quaesquer negociacoes.
entrar em allianca com o seneral Rosas, pode Oprimeiro artigo deste requerimento refere-
por outro lado muito bem succederque, bat- senios a um ponto de poltica externa como
do o general Frocto pelo sen antagonista, te- tambem a questio de' territorio; nio cansareis
nhao os restos do sen oxercitode passar para o cmara em referir linio o que ha a respeito des-
Rio Grande eengrossar as Oleiras dos rebeldes, te ultimo assumpto; direi, porm, que os l-
Esta bypotbese que talvez nio esteja longe de mlttes do imperio ao sul nao seachio anda es-
so verificar, porque as armas argentinas mar- tabelecidos ; direi que os tratados de 1750 do
chio victoriosas e triunrphantes sobre Monte vi- itii e mesmo ode 1777 tivorio urna excu-
do deve inspirar grandes receios ao governo cao equvoca ; entretanto, da letra destos difle-
imperlal. Mas o que que observo ? quemcs- rentesactos, de alguma maueira se deduz quo
mo na exposicio do estado do paz quo o gover- todos elles estio subordinados a questes ea
no cosluma lazerao corpo legislativo em os re- sucessos ulteriores de grande monta e de alta
la torios dos ministros nem urna s palavra se transcendencia. Dah resulta que tendo-se ate-
diz dessa situacio toda extraordinaria, toda a- adoaguerra entre o governo de Hespanhaeo
normal, toda perigosa toda capaz de inspi- portoguez em 1801, e tendo as forcas portugue-
i'ar gravissimos receios apoiidos O que eu z>* invadido Montevideo pelo tratado de Bada-
disse pois nquella circumstancia, eaquo nao .i>z, riio lorio as cousas postas no antigo esta-
quero dar maior desenvolvimento por ora, por do ante bellum. Esse tratado nada disse acer-
que espero teroccasfio de levar esta materia ao (-a dos limites do Brasil o as antigs colonias
ultimo grao deevidencia deve convencer a ca- hespanholas puisque S regulou direilos enro-
mara de que os mciis receios eroesao funda- peos sobre pracas situadas entre Portugual e a
dos em motivos legtimos; e sobretodo mepa- Hespanha ; masa respeito das possesoes amo-
rece baver lallado com sulliciente claresa para ''canas nada eslipulou. Resulta que temos (li-
me nao assentar nio digo a imputacio, mas reito a esses territorios nios por conveocoes
ao monos o reparo feito por um nobre membro por tratados expresaos, como tambem por
da casa quando parecendo nio comprehender um direito deposse resultante da conquista,
as inferencias naturaes das minhas palavrase Ora se ha nesses espacos considerados como
o abance das minhas observaedes, enxergou terrenos neutros grandes propiedades brasilai-
nellas inaniTestas tendencias para mediacao in- ras, senelles se comprebende umaporcioim-
cetada pela Franca e a Inglaterra na occasiio mensa de nosso territorio, como podemos ver
mesmo em que os loaros d victoria lio ador- os caudilbos de Montevideo, deaccordocom os
nar a fronte do general Rosas que elle appelldou rebeldes, tomarem posse desses territorios ?
grande Americano. Nio contestarei este titulo E#ta mais urna circunstancia que vom compli-
conferido ao presidente da Confederacio Argn- (iU' os negocios; porque feote que os habi-
lina ; e o habito em quo estou de tratar com o tantos do Uruguay tem tomado nesses sitios ter-
raspeito devido todos os governos estrangeiros, renos nossos.
e professar a maior consideracio pelos sens che- Portento
fes me impoe a obrigacio por ora de
se esta parte do requerimento teni
ASSEMBLEA GERAL
CAMAHA DOS SUS. DEPUTADOS.
sMStfo de \'.> de Janeiro.
Contina a discusso do requerimento do Sr.
Miranda, pedindo ao governo ; 1. toda a cor-
respondencia com os nossos ministros residen-
lesem Montevideo e Buenos-Avies ; t. a cor-
respondenciacom o presidente do Para sobre a
CCU paci do terreno de Demerara; :j. as repre-
Bentagdes sobre olfensas feitas por subditos bri-
tannicos ; i. nfOrmacQos sobre a questio do
Oyapock
OSr. Maciel. Monteiro .-Senhores! Quan-
1,11 a importancia da materia couda no reipie-
nini'iito que se discute nao me presnevrsse o
Senhores eu nao quero dizer com estas rc-
iiexoesquc se toaba chegado justamente aocaso
de se declarar a guerra ; eu comprobando bem
a situacio do imperio ; entendo mesmo que em
um ou outro caso pode o governo imperial dis-
simular o conbecimento publico de laes emer-
gencias ; mas o que repito queo governo im-
perial nao pode de maneira alguma encarar com
indilferenca esses successos, sem absolutamente
tirar utilidade alguma em remuneraco do sua
calculada tolerancia ; nao quero que o governo
imperial faca hostilidades ao argentino, nao por
corto ; mas quero que os factos que so succedem
nao passem desapercibidos sem que 0 gover-
no imperial prevejasuas tendencias, forme suas
combinaedes, inipriina-llies a direccioe acaute-
le o imperio, colliendo favoraveis resultados.
Eu conheco tambem que, pelo que loca as
retacos entre o imperio e a repblica Oriental,
as cousas naoseacho em una siluaco muito
prospera. Allirma-so que Eructo Rivera lizera
um tratado de allianca com os rebeldes do Rio
Grande do Sul; sabido que esse governo em
mais de urna circumstancia tem postado auxi-
lio aos rebeldes, tem sabido da neutralidade
absoluto*em que convtnha manter-se (apoiados .
Senhores desde O momento em que o governo
imperial lez as primeiras hostilidades contra os
rebeldes do Rio Grande do Sal (odas as rela-
ces existentes entre a Repblica Oriental eo
Rio Grande devo tercessado inicuamente: o
governo imperial nao pedia bloquear o territo-
rio rehollado; mas nao era isso preciso para que
ii e-lado visinho se ahstivesse de todas as rola-
, pois que de OUtra maueira atacara os
principios mais InconteStaveis do direito das
gentes; mas sabido que a rebelda do Rio Gran-
de negoca com a Repblica Oriental, eque em
mais de moa occasiio os emissarios dos rebel-
1 '"cr y, Djipoutu os uiidaiiu-oios to uto i dea ieiii jjussuo a capital ua Itepubca iieniui
.os m ... poe a onr.gacao por ora de nao pro- relac0 com o ten torio do Bras I, nao vejo d-
curar caracterisar nem o general Rosas, nem o vida a|g,....., em seapprovaro ,,ril 5,
general Fracto Rivera. ,,,,,,, ;l esclarecer,al camarasobreum po5!
Sem embargo direi que, se por vejitura al- to 'I'"; reputo essencial ; BCCrescendo ainda o
goma nagiO eslrangeira ou mesmo o governo que (lsse ha pouco que no relatorio do Exm.
imperial fosse chamado a intervir nesta ques- ministro dos negocios estrangeiros nem urna s
tao, eu nao vera em tal circumtancia locon- P*l*vra apparece a respeito dessa importante
veniente algum ; ao monos nao loria de exer- 'l"csto. Don, portante, o meu voto ao arL
cor una misso vergonhosa. Senhores, a ca- *" (' reqiieriinonto que se discute.
mar multo Ilustrada para nao ver quanto. O 2. art. diz (t). Sr. presidente! Eu nao
convoni oin muilos casos oll'orocor ou dar, quan- posso approvar esse artigo do requerimento :
do so pede una mediacao honrosa ; acamara comprehendo bem que a cmara tem todo o in-
multo Ilustrada, para desconhecer quo a me- teresse e mesmo o dovdr de exigir iniormacoes do
diaco una das garantas da paz, segundo os governo no quo toca s reanles do mesmo gp-
principios reconhocidos do direito das gentes ; verno com outro ; se o nobre deputado sollci-
8 cmara muito illustrada para ignorar os ef- tasse nl'orinai des do governo cena da OCCUDa-
l'eilos, digo mesmo os milagros ipio ella lomo- cao ingle/a na nossa (oyana eu lhedaria'o
perado a favor da paz geral do mundo. livor- meu assentimento se por ventura nao tivesse
dade que os autores que tom oseriplo sobre a visto no relatorio indicado que o posto estabele-
materia distinguen differentes especies de me- cido pelas tercas britnicas j se acba evacuado
diaco; vordadeque a mediacao amgavel ouao menos expedidas asrdeos para tal offoi-
dilTerentedainediacrio armada que seimpde e to. Quo vanlagom porm ha em pedir-so actu-
sc nao reclama; mas nio vejo inconveniente que alente urna correspondencia quehoje perdeu
urna mitra naco para evitar scenas de barba- todo o intoresso pela evacuaclo do ponto ? Quo
lidado e funestos derramamentos r sanguc, razio temos nos toda especial para pedir antes
oflereca e em pregue sua mediacao. Niosequei- essa correspondencia do queoutras havidas a
ra porem das minhas palavras deduzir que se respeito de outros pontos que como este seachio
pretende necossariamonte obrar no mesmo son- nteiramento resol\ idos e terminados '.' Que ra-
tido em que obraro essas nacoes que olTerece- zoha, por exemplo, para senos pedir cor-
rao a sua mediacao aos governos oriental o ar- respondencia rolaliva oceupacio do Oyapock?
gentino. Liso que ou tinba a diser a respeito L'ue du\ ida ha para so nao pedir tambem a cor-
das referencias que fe as minhas palavras um respondencia havida com o governo de Mat-
nobre deputado pela Bahia, meu particular a- to-Grosso pela oecupacio de Cbiquitoa? Sao
migo, o cujas opinies me inerocom a maior Cousas da mesma uatu.oza o do mesmo interes-
consideracio.
Entrando na materia do roqueriinento pedi-
r! licenca para fezer algumas ponderacoes.
Alguns dos (Ilustres membros que fellrSo
sobre o requerimento porecerio impugna-lo, e
outros Mu' recusarao exprossamento o son voto, to contra esta parlo do requerimento.
disemln que necesariamente havaria inconve-l O nobreautordo requerimento pode no art
nienie em publicar correspondencias que <.\i}\<'i:i :(." copiado todas as representacoes feitas no gol
ser secretas. Senhores, mais de uina voz tenho verno imperial sobre olfensas que se digio feitas
Visto nesta cmara sobre ohjeclos mu delirai;,., ])orsubditos brilannicos. Sr. presidente tambem
se. Se essa correspondencia nao tom por fim
so nao conhecer-sea babilidadcom queopresi-
dente do Par se houve nesse negocio thubilida-
do que eu son o primeiro a proclamar] para
iue pois pedir laes documentos ? Voto portan-
pediroin-so nformace> ao governo emaisdc
urna vettenho visto o governo acceder a essas
rogativas da cmara sem inconveniente ; nesse
caso considero cu o objecto de quo actualmente
presidente, tambem
nao posso dar o meu assentimento aeste parte do
requerimento. Primeirameote o que que
se pretendo com sotniu>ir,t<.c aiim,i<
1 retende se por ventura nicamente fezer uouhc-


cer cssas offensas ? De que servir o conheci-
mento dessas ofTensas ? Servir por ventura para
estimular o brio nacional dos mcmbros da c-
mara ? Servir para fortificar para enrobuste-
cer esse sentimento, que por assim dizer vai
lavrando contra uma nacao alliada?.. E para
que servem taes resultados, que reputo desne-
cessarios ? Dernais o requerimento incxequi-
vcl. Seo nobre deputado quera copia de to-
das as correspondencias a respeito de ofTonsas
feitas pelos subditos britannicos o governo ser
obrigado a compulsar os archivos da polica
para saber se um tagle olTendeu um Brazileiro;
mas nao 6 s na capital do imperio que elle se
deve dar a esse trabalho em todo o imperto.
Mas, se o nobre deputado nao tem em vistas as
ofTensas particulares, mas sim as que se dizein
oppressoes praticadas pelas autoridades inglezas
na nossa costa em consequencia do trafico pe-
direi humildemente cmara que seja muito
circumspectae mui sabia na votacao desta parte
do requerimeato ; por quanto, bem sabido
que todas as vezes que um navio negreiro conse-
gue entrar em alguma enscada da nossa costa
para ah desoarregar seu carregamento llgale
deshumano inmediatamente as autoridades
conniventes com o critne formulo queixas, e
represento contra as autoridades inglezas do
cruzeiro que persegue, e d caca ao navio negreiro
figurando ofTensas que se nao realisaro, afini
de interessar o governo e a populaco que ne-
* nhuma parte tem em taescrimes eem taes frau-
des e de arredar de si aodiosidade do contra-
bando ( apoiados ). Este estratagema vergo-
nhoso tem sido einpregado mais de urna vez pe-
las autoridades conniventes nodilicto; e asse-
guro cmara que taes imformacoes tem chega-
do ao meu conhecimento por pessoas mui fide-
dignas e cujos nomes, se eu quizesse proferir
nesta occazio, poriao os factos no grao da inaior
credibilidade.
Note-se atada que os termos do requerimento
sao ainda inadmissiveis; pois que basta que se
diga que existio taes ofTensas Ora a cmara
nao deve ser arrastada pelo carro desses trafi-
cantes desses homens que violo os tratados,
qucviolaoaslcis do paiz e assim o pretendem
expr a perigosos, a innmeros conflictos e em-
barazos sirvindo-lhes de echo a sua grita apai-
xonada e interesseira.
Dernais para que se possa dar justica em se-
melhante requisica seria preciso prem im-
mediamente aqui o contrapeso desse requeri-
mento. Porque se nao pedem tambem informa-
coesao governo sobre ofTensas sofTridas pelos
subditos britannicos ? Nao os vemos nos tam-
bem algumas vees ofTendidos ? Nao vimos urna
soldadesca infrene em Pernambuco saqueando
cazas em que os interesses britannicos se acha-
vao gravemente compromettidos ? Nao temos
nos visto navios britannicos, dando costa em
nossas praias serem depredados e saqueados ?
Porque razo se nao pede nota dessas ofTensas ,
desses prejuisos ?
Senhores a cmara dos Srs. deputados nao
pode approvar semelhante requerimento ; ella
desceria da sua propria dignidadee da eminencia
da sua posico. Eu confio muito na sua sabe-
doria para acreditar que semelhante requerimen-
to seja approvado nesta parte.
4. artigo do requerimento eu o considero
prejudicado ; porque, avistadas informaces
que o Sr. ministro dos negocios estrangeiros
deu no seu relatorio, entendo que nao pode
inais ter lugar semelhante requisica.
Resumindo tudo quanto tenho dito declaro
que voto pelo 1." artigo do requerimento e con-
tra todos os mais.
Julga-se descutido o requerimento e sendo
posto votacao 6 approvado o artigo i. para
que se peca ao governo toda correspondencia
que nestes ltimos tempos ha tido com minis-
tros rezidentes em Montevideo em referencia
posicao poltica do imperio com essas repbli-
cas.
Os mais artigos sao rejeitados.
Contina a discussao doproecto de resposta
falla do throno com as emendas apoiadas.
Tomo parte na discussao os Srs. Julio de
Miranda c Urbano, o primeirod'estes Srs., elo-
giando a conducta do actual gabinete e votando
pelo projecto da commisso ; e o segundo fa/en-
do censuras a actos do actual ministerio ede-
monstrando a necessidade de haver na cmara
uma opposao legitima e constitucional nao
urna opposi?ao como a passada : mostra que s
assim esta cmara tomar a atitude que lhe
compete, e que a nacao com isso muito ganhar:
falla em fim mui largamente sobre aseleicesde
Pernambuco censurando factos que ali sepra-
ticarao a tal respeio.
A discussao ica adiada pela hora.
Correspondencia.
Srs. Redactores.Persuadido, que os im-
properios vomitados sobie o chele de uma cor-
poraco de algurn modo a emporcalho toda,
dirijo-lhes esta correspondencia acerca docom-
municado do Diario n. 40. O Ilustre autor
dessa pessa pouco certo do facto que vitupera,
e apaixonado por seu amigo, fallou de uma ma-
neira revoltante contra um Venerando Aneiio ,
Principe da Igreja. conhecido por todos os Li-
teratos desta Capital, por um Bispo de erudi-
cao nao vulgar!
O dicno Sr. Professor de Geographia do T.v-
co fui chamado pelo E-:. Directo. assim
como todos os mais Professores para o conse-
Iho preparatorio da abertura do anno lectivo na
forma dos Estatutos. Achava-se S. Ex.* R.mt
na secretaria do Lyco e mais um Professor ,
quando chegou aquclle Sr. para a sesso. S.
Ex." em conversacao deixou escapar o sal At-
tico que lhe he natural e pareceo gracejar
sobre o uso do solideo naquelle Professor. Che-
guei eu depois, e os mais Professores. Entrou
a sesso e S. Ex.* durante ella muitas vezes
se dirigi urbanamente ao Sr. Professor de Ge-
ographia sobre os objectos em deliberadlo e
ouvio com muito prazer as suas opinioes sem
queem toda a sesso ressumbrasse a menor in-
ri isposico entre S. Ex.* e aquelle Professor.
Ora supponha-se, que S. Ex.* em qualidade
de chufo daquella corporaco cstranhava a um
de seos membros o uso de urna insignia, que
elle por engao julgava nao compctir-lhe na
supposico de que o Lyco nem era o convento
da Sorra nema Congregaoo do Index nem
a salla do Throno nem o conselho do partido
realista, e que nem em flu o solideo era vincu-
lo espiritual ; por ventura este erro de S. Ex.*
poderia merecer os horrorosos epithetos de co-
varde indecente imprudente invejoso, in-
solente mordaz., vil infame, indigno, in-
migo do mrito alheio, ousado, velho das con-
chas e das contas rancoroso inimigo sem
mrito sem nome E tudo isto ainda re-
matado pelo ridiculo e apocrypho commento
dos capatos Concluo portanto que o Ilus-
tre author do Communicado eslava ceg da
paixao !
Dzem-me que S. Ex.* R.m* pedir demis-
sao ao Exm. Sr. Presidente do emprego de Di -
rector. Maso Exm. Director deve lembrar-se ,
que a Presidencia oscolhcndo-o para esse em-
prego, nao participa o moJo de pensar daqud-
le Communicado e nem que o nobre Profes-
sor de Geographia he seu anthor ; pois consta ,
que o diisaprovra. Um Professor do Li/co.
Varedade.
O CARAPCEIRO.
O systema das compensares.
Nada ha perfeito neste mundo nada per-
manente, nada absoluto ; e tal he a nossa con-
dicSe, que os bens vem-nos sempre aceompa-
nhados de males e nao ha mal, que nao traga
apoz si algurn bem. Creio que nenhum ho-
mem sensato dcixar de conhecer as vantagens
da polidez e civilisacao sobre a vida nmada .
e selvagem ; e a nao se querer sustentar um ab-
surdo, como fez J. J. Rousseau, ninguem tro-
car oscommodos, e regalos d*uma cidade in-
dustriosa commerciante e culta pelas priva-
coes e rustiquezas d'um Laponio d'um Sa-
mojeda ou d'um Caraiba.
He inegavel, que a civilisacao torna-nos a-
faveis echeios de certa urbanidade que nos
adquire a benevolencia de nossos concidados :
mas ao contrario dos cor pos que quanto mais
solidos mais susceptiveis de polimento nos nao
nos fazemos urbanos e corte/.es, se nao cus-
ta da solidez de nosso coiacao isto he ; que
quanto mais polidos somos, rrenos lhanos, me-
nos sinceros nos tornamos. Nada ha (dizia Pla-
tao) mais agradavel, que a verdade quer dita
por outrem quer proferida por nos mesmos:
masem um povodado ao luxo, e industria in-
defenida estabclccem-se taes regrasde decoro, e
taes mximas da moda que a verdade ou se es-
conde de todo ou para apparecer ha mister
recorrer a innumeraveis artificios.
Entre todos os elogios, que tenho lido em fa-
vor deCato, nenhum me parece fazer-lhe mais
honra do que o que delle diz Plutarco por oc-
casio d'um advogado que orava perante um
dos Pretores. Este advogado nao produzia se
nao uma testemunha, quando a lei exiga duas:
e como insistisse na integridade da mesma, res-
pondeo-lhe o Pretor. Onde a lei exige duas.
eu nao me limitarei a uma s, ainda quando tal
testemunha fosse o proprio Cato. Semelhan-
te discurso na bocea d'um juiz sendo ainda
vivo Catao mostra-nos melhor que mil cx-
emplos a alta reputaoao de honra e boa fe ,
a que chegra esse homen entre os seus conci-
dados.
Parece que de nos se vai ausentando essa
antigu simplicidade essa nobre e generosa
candura, essa franqueza natural, que tanto se
recommendavao entre as virtudes de nossos mai-
ores. O estilo da conversacao, por ex. he hoje
to i ochado de vaos cumprimentos, e tao sobre-
carregado por assim dizer de protestares de
servicos e de respeitos que se um homem ,
que viveo dousseculos, ressuscitasse, precisara
d'um diccionario para o ajudara entender sua
propria lingoa e saber o justo valor intrnseco
das frases da moda. Nessas eras quando se dza
fulano he um bom moco, sicrana he urna mora
excellente, queria-se entender do primeiro, que
era um mancebo acanhado modesto muito
religioso, obediente a seus pais, respeitador dos
mais velhos &c. &c' ; e da segunda que era
unid menina mui honesta, cheia de pudor, dos-
tra emeozer, e bordar, grandemente submissa
a seus pais piedosa, e dada a todas as praticas
religiosas. Entao eramos colonos, eramos gros-
seiros e faltos de cultura ; hoje porem, que
estamos incomparavelmente mais civilisados o
que he, que ordinariamente se entende por bom
moco e boa moca ? O primeiro he um joven de-
sembainhado que para tudo serve, em tudo se
mette, e tudo decide, he um fedelho, que trac-
ta a seus pais por tolos, e patetas ; que de chris-
tao apenas conserva o nome do qual talvez se
envergonhe ; que toma charutos discorre em
poltica melhor que Aristteles danca qua--
drilha caca das cousas mais serias choteia a
cavallo de melenas fluctuantes, e armado d'uma
maroma e no verdor dos annos tem suflciente
instrueco e sabedoria para governar o mun-
do. Asegunda he uma boneca franceza que
parece s veo ao mundo para sedusir e a-
gradar ; que nao sabo cozer nem bordar, ne-
nhuma prenda tem de n de familia; o que sa-
be somente he piano contradansa, ler novellas,
e conversar ou papagucar com os homens e
muitas vezes dar-lhes quinaus: que nao pe pos
na igreja se nao para se enterrar, que ignora
tanto da religiao quanto por ex. da lingoa
Hebraica &c. &c.
Quem duvida de que as grandes capitaes.de
mormente as cortes he que se acha o apuro a
polidez, da civilisacao e uibanidade? Entre
tanto que carcter abominavel nao he o d'um
cortezao ? J um dos nossos mais prezados clas-
sicos havia dicto
Homem d'um s parecer ,
D'uma lei, d'uma s f ,
D'antes quebrar que torcer;
Elle tudo pode ser ,
Homem de corte nao he.
A celebre madama de Pompadour na 1.* edi-
cao das suas cartas escrevendo marqueza de
Fontcnailles, assim se exprime Quando con-
cidero a baixeza a impertinencia o carcter
vil e rasteiro da mor parte dos cortezaos, po-
nho muita difTercnca entre os grandes homens ,
o os figuroes. Estes, a quem dispreso, enjoao-
me de morte ; aquclles, isto he, os grandes ho-
mens nao me enjoo sim ; porem sao tao ra-
ros quequasi os nao conheco. Lamento os
Principes, que vivem cercados desses monos
dourados to vis, e to malficos como os de
Angola. As cortes, que os macacos do vulgo o-
Iho com tanta inveja, nao Ihes deverao excitar,
senocompaixao. Outrodia oabbadede laTour
du Pin f.oi ver-nos a Versailles ; e perguntan-
do-se-lhe a rasao da sua viagem respondeo ,
que tendo de fazer uma discripeo do Paraso ,
tinha ido para d'ali formar alguma idea. Pobre
homem Se os excessos das paixes mais funes-
tas e mais vis se a inveja, o odio, a raiva, a
desesperacao os grandes furores e os gran-
des delictos d'ambico podessem subministrar
uma imagem do Paraizo podia o bom padre
vir sempre corte. Na sua 8.a carta mesma
marqueza j se havia exprimido desta maneira :
que na corte a conversacao das damas lhe cau-
sava emicranea pela sua vaidade filaucia, pe-
quenhez e falsidade : o fallando do rei acres-
renta estes sentimentos Diz-se que o rei do
Monomotapa tem quinhentos bu loes, que o ac-
companhao a todo o lugar para o fazer rir. Luiz
15 possue quinhentos monos que o cercode
continuo desde que se ergue do leito ; mas he
bem raro que o faco rir : de ordinario o rei
anda triste, como eu: e conclue com estas bem
notaveis palavras : que os deoses da trra nao
tem amigos s sim escravos, ou aduladores :
finalmente ja Lucano dizia Exeat aula qui
vult esse pius saia da corte quem quizer ser
justo.
Nao he possivel ser homem de bem e ao
mesmo tempo ter uma cousa as palavras e
outra no coraco. Reconheco que s vezes
'-onvm dissirnular; mas faltar verdade nun-
ca. Ter o riso nos labios e o odio no cora-
Cao fazer grandes promessas j com a firme
tenco de nao as cumprir beijar carinhoso a
mo que se desejra cortar trahir a propria
consciencia por agradar a outrem reprovar
hoje o que hontem seapprovra sem haver con-
viccao contraria querer s gozar com exclusao
de todo o mundo serao estes os dotes do ho-
mem do bom tom ; mas nao sao certamente
os do homem virtuoso. Concluirei este artigo
com uma carta que certo Embaixador de
Bantam que se achava em Londres escre-
vera a seu Principe.
Meu Amo As pessoas com quem a-
qui vivo tem as lingoas mais longe dos cora-
ces do que Londres fica de Bantam ; e bem
sabes que os habitantes d'uma dessas pracas
ignorao o que se faz na outra. Elles chamo
a ti e a teus subditos barbaros por que fal-
lamos como pensamos c trato-se a si mes-
mos por povo civilisado ; porque quasi sempre
dizem o contrario do que sentera. Elles do o
titulo de grossaria franqueza e de polidez
mentira.
Apenas desembarnuei neste paiz um n-
glez que me foi enviado da parte do Monar-
cba da Ilha para me receber, disse-me que
estar muito penalisado da tempeslade, que
sofreramos pouco antes da nossa chegada : af-
fligio-me o ver que elle se consternasse por
meu respeito; mas em menos d'um quartu
d'hora poz-se a rir e pareceo-me tao alegre ,
e zombeteiro como so insensivel fra minha
desgraca. Outro que veio com elle me fez
dizer pelo meu interprete que elle teria ex-
tremo prazer em prestar-me algurn servico e
me ofTerecia tudo que estivesse em seu poder.
A'vista deste ofierecimento roguei-lhe seen-~
carregasse de levar uma das minhas malas;
porm em vez de prestar-se a isso surrio-se ,
e ordenon a outrem que me carregasse o far-
do. Nos primeiros seto ou oito dias fui hos-
pedado por um sujeito que me disse consi-
derassoeu a sua casa como minha. Em con-
sequencia desta permisso logo no outro da
pretend deitar abaixo uma das paredes para
respirar mais livreme.ite e enfardelar alguns
dos movis para mimosear-te com elles : mas
esse insigne maroto apenas me vio oceupado
na obra mandou-m'a suspender, e significar ,
que nao queria tal disordem em sua casa.
Pouco depois certo homem por quem eu
pedir um favor do sujeito que aqui se cha-
ma Grande Thesoureiro ( que he o primeiro
oflicialda Cora ) disse-mc que me devia in-
finitas obrigaces das quaes eternamente se
lembraria. Admirado de to excessiva gratidao
nao pudo deixar de dizer Que servico pode
um homem fazer a outro que lhe pinhorc a
gratidao por toda a eternidade ? Mas seja o
que for nao lhe pedi em recompensa se nao,
que tivesse a bondade de emprestar-me a sua
filha mais velha por todo o tempo da minha re-
sidencia neste paiz : logo porem conhe.i, que
elle era to prfido como o restante de seus
compatriotas.
A primeiravez que me appresentei no mei
dos Cortezaos pouco faltou para que um das
grandes nobres me nao fizesse perder a pacien-
cia ; pois veio pedir-me mil perdes po.- eu
lhe haver pizado o pe por descuido. Elles cha-
mo a esta especie de mentir um cumprimento;
e quando querem ser civiz a respeito d'uma
pessoa distincta dizem-lhe falsidades, pelas
quaes tu Senhor, ordenaras, que um de teus
Ministros d'Estado recebesse com bastonadas
as plantas dos pos. Nao sei pois de que ma-
neira possa eutabolar negociacao alguma com
homens em cuja palavra nao se pode fazer fir-
meza. Quando \ou vizitar qualquer dos Mi-
nistros do Rei d'ordinario dizem-mc que
elle nao est ah, posto que algumas vezes nao
baja um momento que eu mesmo o tenba;
visto entrar em sua casa. Se os ouviras di-
ras que todos elles sao mdicos ; porque a
primeira pergunta que sempre me azem,
he o como passo de saude ; e isto dizem-me
repetidas vezes no mesmo dia. Ainda mais:
elles nao s se informo da minha saude se
nao que a desejo boa de uma maneira mais
solemne com um copo na mao quando me
acho meza com elles, posto que por outra
parte queirao obrigar-me a beber de seus lico-
res a ponto de fazer-me adoecer do que j
tenho tido experiencia. Muitas vezes em gran-
de ceremonial de banquete tambem bebem
tua saude ; mas eu antes a devo esperar da tua
boa compleicao do que da sinceridade de seus
votos. Possa o teu escravo escapar sao, e
salvo desta raca de hvpocritas e viver tanto ,
que ainda uma vez se possa prostar a teus ps
na Cidade Real de Bantam.
SATISFAQO A'S SENHOBAS.
Constando-me que algumas senhoras tor-
quezaro-me sofrivclmeute por haver eu trata-
do das engajadas e nao dos engajados sou a
dizer-lhes, que ainda nao prevalece a sua cen-
sura ; porque segundo o velho proloquio Por-
tuguez at o lavar dos cestos he vindima ; e de
certo nesse artigo em que discorri cerca das
engajadas, naodisse.que me comprometa a nun-
ca tractar separadamente dos engajados, se
bem que destes he tao crescido o numero que
fallar disso talvez se tenha por superfluidade.
Nao obstante porm agora diremos alguma
cousa dos engajados nao as milicias de Marte ,
se nao no grandissimo exercito de Cupido.
He concideravel sem duvida o numero dos
engajados as fileiras de Amor ; mas talvez se-
ja maior o numero desses maganos borboletas,
que esvoacando d'aqui para ali e beijando ora
uma ora outra flor em nenhuma pouso a
nenhuma se prendem e por isso nunca clie-
go a engajar-se. A esta classe pertencem cer-
tos celibatarios systematicos, grandes socarres,
que habituados vida girvaga e fraseara ,
nunca sabem nutrir uma inclinacao e todos
os seus aflectos s3o momentneos como o de
cortos brutos. Persuado-me que a moca de
bons sentimentos s desojar conhecer as boas
prendas desses passaros bisnaus.para fogirdellcs,
como a timida pombinha voa espavorida, e foge
do gato mnnijenro p astuto que lhe arma
siladas. Verdade he que um destes muitas
vezes depois de fazer retraco das mais guapas



bellezas, depois de se mostrar superior
mais fortes sugcstoes da formosura, e como que
zoinbar do poder das granas, veiri a enfeili-
car-se do pior namora-se por ex. d'uma
Mara borralheira, e engaja-se porca e mise-
ravelmente por todos os dias de sua vida: e
entao de arrogantes ., e soberbos que erao ,
tornao-se humildes serviz c mal surraba-
dores, que o mais vil cscravo. Assim o famo-
so valento Hercules grande damejador, de-
pois de requestar a tantas veio a fa/.er-se
cscravo de Omphale Rainlia da Lydir,. Ao
passo que esta Princeza ( diz engraeaaVm;?nle o
o faceto Luciano ) coberta com a pel'.e do leao
de Nema sustentava a massa Hercules em
trajes de miillier e mettido n'um.a saia de pur-
pura trabalhava ao pe de sua sr.nhora cm obras
de la e sofra que Omphale algumas vezes
( para seu ensino j Ihedesse bofotocsinhos com
os scus proprios calsoes !
Quando virdes pois um sajeito frequentar
constantemente urna casa onde ha moc;s ,
nao constando que vai rj parajogo ou a-
juste le contas, nao far;afa nenhum juizo te-
merario se com osvossos botes ojulgardes
engajado.
Quando virdes ce/W,prar cavallo sujeito que
sempre andou a f ou era canoa, e dirigir-
se todos os dias acert lugar, por onde passa
trez c quatr 0 vezcs f podis alirmar que
est engajai'.o. Quando virdes um homem ,
que era co-j^ivenle epatusco nao frequentar ,
se nao pc.r accidens e por pouco lempo essas
festanojS> se n50 az doente ou nao se con-
verteo fazendo suaconissao gera!, podis sup-
por com todo o fundamento que est enga-
j. Quando virdes um homem que todos os
dias enverniza-se lustra-se enfeita-se e que
ainda que chova a potes ha de infallivelmen-
.te passear por certa ra crede firmemente ,
queest engajado e se attentardes para todas
as varandas e jancllas com facilidad de-
parareis com o seu engajamento.
Sujeito que nos bailes e partidas nao
quer dansar seno com certa menina ou
anda cntabolando o negocio ou j est enga-
jado. Sujoito que na maior publicidadc nao
tira os olhos de certa joven o que poe-se de-
fronte della como um fervoroso devoto arrou-
bado em xtasis do oracao mental est en-
gajado prezo e captivo excepto se pertcn-
cc classe de cortos namorados tolos que jul-
gio que assim se fazem credores d'affeioao.
Homem que nunca fez versos em dias de sua
vida e de repente d em poeta e vive fanta-
ziando Lyras e Iletrados, pode-se piamente
crer que es'. engajado. Sujeito que ou-
vindo cantar., solta profundos ais faz-so ver-
mclho e quer chorar examine-se bem que
inda engajado c tcm au/ente o caro objecto
do seu engajamento. Sujeito que sem maior
motivo declama calorosamente contra a ingra-
tido c genio inconstante das mulheres he
engajado e est de arrufos com a sua ninfa.
Sujeito que sem ser mathematico anda abs-
tracto pensativo e cabisbaixo, soltando
suspiros ao vento ou est em grande quebra-
dera ou a sua Clor dispedio-o do engaja-
mento.
Homem ha ( dovo dizer a verdade ) que an-
da ligado a dous trez e mais engajamentos ;
i' estes para porto se mudao dos herblelas,
Brigao com esta fazem carinos a aquella :
ora acodem aqu, ora ali e vivem n'uma en-
redada do inferno. Destes com rasao se quei-
xao todas as mulheres; e com cffeito a nin-
guemama de veras quem tcm coraco d'esta-
lagem.
Edita es.
P.da oministracao da mesa do consulado
so faz saber que no dia 1." de marco futuro se
hao.de arrematar porta da mesina admiras-
trcSo quatro caixas de assucar branco appre-
hendidas pelos respectivo; empregados dos tra-
piches do Ange.o ePillouriuho por inexactidSo
das taras ; sendo a arremata fu livro de dispa-
ras ao arrematante. Mesa do consulado de
Per na m buco 23 de fevereiro de 18-3.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andntd.
Pela administracao da mesa do Consola
do se faz saber que no dia l. de marco futuro
se hao de arematar porta da mesma adminis-
tracao cinco barricas com quinhentas e oi'enta
botijas de genebra feita no paiz, aprehendidas
s;m despacho em acto de embarque pelo guar-
da do ponto da Conceicao ; sendo a arremata-
cao livre de dispezas ao arrematante. Mesa
do consulado de Pernamhuco 23 de fevereiro de
1813.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade.
Hecfaraofto.
SOCIEDAD!-: DOSMKLHORAMKNTOS l\-
DU>TRJ.\ES DK PKRNAMBUCO.
A sessao ordinaria doConselho d'Alminis-
traco que lora designada para o dia ?5 do cor-
rente ficou a requerimento d'alguns srs. So-
cios transferida para o dia 2 de Marco prox. fut.
Avisos martimos
Para o Rio de Janeiro segu imprcorivol-
mento o patacho nacional Pelicano em 28 do
frrente mez recebo nicamente passageiros ,
e escravos a free; a ajustar com dandi no Agos-
tinhode Barros, na pracinha do Corpo Santo n.
6(5 ou com ocapito Joo Monteiro d'Almoida
a bordo.
Para o Rio de Janeiro sague imprete-
rivelmente o patacho Flor de Maroim em o fim
do corrente mez de fevereiro, recebe nicamen-
te passageiros, e escmvos a frete ; a ajustar com
Gaudino Agostinho de Barros na pracinha do
Corpo Santo n. 6(5, ou com ocapito Papalina.
Para Genova, nostas primeiras aguas o
brigue sardo 7iefi.ro recebe ainda alguma car-
ga ; os pretendentes dirijo-se ra do Trapi-
che n. fi no segundo andar.
Para Lisboa impretorivolmentc no dia
2 de Marco prximo, saldr o Brigue portu-
guez Tarujo Primeiro capito Manoel de
Oliveira FanecOJ ainda pode roeeber alguma
carga a frete bem como passageiros, para o
que offerece os melhoros commodos o tratamen-
to ; a quem convier dirija-so aos seuseonsigna-
taeias Mondes & Oliveir, ruado Vigario n. 12,
ou ao referido capitao.
procurado he um garante de sua boa qualida-
do e delicioso sabor ( superior sem compara-
ran ao chocolate de Lisboa. )
Permuta-so urna casa de sobrado do dois
andares nova por um sitio que soja porto da
praca : quem convier dirija-se ao ao Atorro
da Boa-vista casa do sobrado n. 80.
Na ra da Madre de Dos n."7, existo
urna carta vinda do Bonito para Antonio Du-
arte Pereira.
De/eja-se saber se nosta praca ha pessoa
authorisada para pagar alguma letra vencida ,
do Sr. coronel Menozes.
Raimundo Jos de Almeida Couceiro, c-
o mdico preco e o emprenho com que tem sido s Topes Coutlnho, diga que nao quer annnncios
feitos por esto Diario relativo ao escravode 18a.*
que procura Sr.,roga se-lheobsequiodcreverso
odito escravo tem urna costura napernadireitaa
cima do tornozelo da parte de fora e sendo as-
sim se dar os mais signaes o se pagar toda a
desposa na ra das Trinxeiras sobrado n. 42
primeiro andar.
Proeisa-se alugar um primeiro ou segun-
do andar de urna casa em alguma das princi-
paos ras do Recife para servir de escriptorio
io Consulado inglez ; quem tiver annuncie.
Quem annunciou querer arrendar urna
olaria achara urna com todas as commodida-
des procurando para isto : na botica n. 8G ,
te satisfoitas.
Retractos por D tguerreotypo em sua perfeieo.
=3. Evans, artista no Daguerreotypo ltima-
mente chegado da corte do Rio de Janeiro,
tem a honra de informar ao respeltavel publico
destB cidado que tem estabelecido seu gabi-
nete na ra Nova n. \\ primeiro andar. O
annancante est convencido, que satisfar
completamentoas pessoasque sedignarem hon-
ra-lo o convida aos ama lores das artos e todos
os que desojaren, ter um retracto nao sn perfoi-
to mas mais delicado c lindo que algunias
pinturas, ou de Mozzo tinta mais fino, de visita-
ren seu gabinete.
= Da propriodade da Concnodo Medico,
no Jang, desappareeoio dous novilhos, um
castanho, c o outro preto ,eom casta tourina, e
com as marca seguintes: P na anca esquerda, e
3 s na esquerda, um triangulo noquoixo, una
vacca castanha laranja com as marcase cima,
monos P quem dos ditos animaos souber aon-
de existen) dirija-se a propriodade a cima ou
no sitio das Rozeiras ao Major Joaquim Elias
de Moura ou na ra de S. Cmalo a Ma-
noel Elias de Moura que gratificar com ge-
norosidade.
= A!uga-sc o segundo dos 3 andaros do so-
brado n. 88 defronto do beco do Sorigado n
Avisos diversos.
AI fon (lega.
Bendimento do dia 23.........
= O negro Joo escravo do Sr. Joao Ma-
noel Pontual do engenho Aurora, que no
Diario de 8 do corrente mez n. 31 se annun-
ciou haver fgido o igualmente os signaos foi
pegado no engenho serrara e tendo sido entre-
gue nesta praca no dia segunda foira 20 do cor-
rente desaoareceo na manlia de quarta /eir
22, por ver chegar um portador do matto es-
coteiro que veio a esta praca despachar uns
papis a Sua Ex. Itm. julga-se nao ser outro
o motivo porque fugisse por desconfiar que o
portador o vinha buscar, advertc-so que o ne-
gro levou vestido camisa do hrim fino volho com
alguns rasgos, calca do panno preto tambem
v
c,
i:08083S2
Descarrego hoje 2-i.
Brigue inglez Emma carvao.
Barca lirilliant carvao.
Barca Espirito Santo fazendas feijao
e azeitonas.
Barca Elisa Johnston fazendas, sabao,
azeite, e ferro.
Rrigue inglez Principe Albert baca-
Iho.
Brigue hamburguezPrincipe Roza ba-
calho.
IHovimeiito do Porto.
Navios entrados no dia 22.
Lisboa ; 36 dias. brigue portuguez Emprehen-
dedor de 2W toneladas capitao Ignacio
Jos d'Araujo equipagem 12, earga vinho
e mais gneros: a Francisco Severianno Ra-
bel lo.
Navios sahidos no dia 23.
Ilha da Madoira ; patacho portugus festaura-
co capito Jos Francisco Caiado Jnior,
carga ussucar.
elha e chapeo de palha levou maisoutra cal-
a de panno preto, camisa c urna ceroula de al-
godosinho bastante suja ; roga-se a quem o
pegar que o triga a ra da Cadeia-velha n. 50
que ser recompensado.
= No lugar da Cruz d'Almas ha urna pes-
soa que propc-se a ensinar meninos a ler,
oscrever contar pereitamente, a lingoa nacio-
nal, e tambem d alguns conhocimentos de mu-
zica : alguma pessoa do mesmo lugar quequi-
zer-se utilisar de seu prestimo dirija-so ao Sr.
Francisco Carlos Teixeira na Cruz d'Almas
que dir quem he.
Quem precisar de um rapaz portuguez pa-
ra tomar conta do qualquer venda por balanco,
o qual d fiador sua conducta ; dirija-se de-
fronto do theatro, venda do Sr. Carvalho n. 16,
que se dir quem he.
__ O Sr. Raimundo Jos de Almeida Cou-
ceiro antes que se retire desta cidade, baja de
hir venda da ra da Cruz n. 36 satisfazer
o que nao ignora.
Industria Pernambucana.
__ O deposito de chocolate estabelecido na
ra Nova n. 15, mudou-sc para a ra da Ca-
doia Velha toja do Bourgard e na pracinha da
UniSo loja do Sr. Henrique Jorge aonde adia-
se de novo um bom surtimento desta subs-
tancia como chocolate especial de bauni-
Iha frreo e de suade ; aprompta extracao,
ra Diroita tem sala o gabinete na frente e
commodossufficientos para familia, por 2W)
mil rs. por anuo e nunca menos deste tempo ,
com fiama idnea e tambem aluga-se todos
OS \ ailaros a urna s pessoa pelos procos que
actualmente pago OS inquilisos pelo mesmo
tempo o condicSo; quem pretender fallo com
o negociante Antn;o Joaquim de Mello de-
fronte da sacrista do Livr.imento.
Jos de Mello Costa com armazem na
ra daPraia, faz publico, que por haver ou-
Iro de igual nomo so assignar de boje em dian-
te Jos do Mello Costa Oliveira.
= Achao-se justos e contratados a vender o
sitio do Mondego, os hordeiros do fallecido Pa-
dre Manoel Alvos de Aguiar, Leopoldo < aio de
Mello Guararema corno administrador de sua
mulber, D. I.ui/.a Umbelina de Aguiar, e Jos
da Silva Guimaros, como administrador de sua
mulber D. Maria Antonia Cisnoiro Aguiar,
e Joao do Allemo Cisneiro ; quem so julgar
com direito ao dito sitio soja por penhora, hy-
potheca direito de heranca ou outro qual-
quer titulo annuncie por esta folha dentro de
8 dias, ou dirija-se a ra da Madre de Dos a
fallar com Manoel Pereira Caldas.
No dia 18 do corrente neste hairro de S.
Antonio, perdeo-se urna justilicacao, contendo
dentro da mosma 2 papis de venda de urna es-
cravB de nomo Maria com urna cria de nome
Bartholomoo ; roga-se a quem tiver adiado le-
var na ra Direita n. 85, que ser bem recom-
pencado.
Pergunta-se aos Srs. que compoem acom-
missao de liquidacao da Sociedade Amizade nos
Une B. I. M. F. I. de B. e M. I. P. J. ,
quaosos motivos porque S. S.,s nao tcm elec-
tuado o dividendo visto j decorrerem 5 mezes ,
tempo mais que sufficicntc para tal liquida fio ,
o mesmo por S. S.os terem afirmado que os So-
cios haviao passar a festa com o que Ihe tocasse.
Com a resposta mais alguma cousa se dir
Isto pergunta o Socio Pacato.
Roga-se pela segunda vez ao Sr. Cipria-
no Bangel com rifinaeao na ra da Solidac'e
n. 38, que no mes de Janeiro veio a ra do
S. Bita Nova n. 91 com o escravo mostr de
assucar haja de hir a mesma casa cima para
se fixar o negocio do escravo pois jase tem
resposta do engenho para ondoso queria comprar
de manha athe 9 horas do dia das 2 da tardo
as i ou haja deannunciar que seja vendido
o dito escravo.
Segunda vez se advertc ao Sr. Jos R a- sent annuncio : em Fora de Portas vendan.
mosda Cruz, ou a quem quer que nesta Ci- 32. Domingos da Roza.
Capibafibe, e com outras vantagens que ve-
r a pessoa que o pretender : na ra do de A-
goas verdes, n. 36.
= Quem precis.ir de um rapaz com dado
de 17 annos para caixeiro de loja do fazendas,
ou miudezas o qual tem bastante pratica, dan-
do fiador a sua conducta dirija-se a ra do
Livramento, loja de couros n. 11.
Quem precisar de ulna ama para casa do
homem solicito ou de pouca familia para ser-
vir de porta a dentro dirija-se a ra Nova,
loja de miudezas, junto a Igreja da Concei-
cao.
A comiiiissao administradora da Socieda-
de Apollinea convida pela segunda vez a to-
dos os Srs. Socios a comparecerem para ein
sessao geral que ter lugar Sabbado 25 do
corrente s 5 horas da tarde se proceder ,
eleicfio da coiiimisso que dove substitui-la no
prximo seguinte anuo, em conformidade do
artigo 23 dos Estatutos.
Offeroce-se para ser ama de homem soltei-
ro una parda que sabe fazer todo arranjodo
urna casa o d fiador a sua conducta.
= Um pequeo chegado agora do Porto ,
se offerece para caivoiro do fazendas miudezas,
ou ferragens, ainda dando algum tempo do
graca ; quem o pretender annuncie.
= Preeisa-se de urna mulher forra e des-
ompodida para fa/er as compras diarias de urna
casa do pouca familia : na ra da Conceicao da
Boa-vista loja do tanooiro por baixo do so-
brado.
Avisa ao Sr. Francisco Pereira da Silva ,
que est a bordo da barca Tentadora que ve
nha tirar urna carta viuda do Porto que se
tirou por engao : na Camboa do Carmo ven-
da da esquina.
A pessoa que annunciou querer comprar
dous paros de brincos no diario de 22 do corren-
te mez annuncie sua morada.
Aluga-sc o 2. andar da casa n. 63 em
fra de Portas na ra principal, com duas al-
covas na frente e urna na sala de detraz um
quarto no meio e una dispenca cosinha fra
na qual tem urna hacia de cobre cm que se fa-
zem os despejos das agoassujas que sahem por
um cano para a mar como to bem tem urna
torncira pela qual se recebe as agoas da chuva
para gasto da casa as salas sao milito claras o
frescas e a do jantar he magnifica pela excel-
lente vista para o mar, v^-o ai entradas o
sabidas dos navios, e a cidade de Olinda.
tcm saida para o mar, quintal, e cacimba muito
boa; os pretendentes dirijao-se a mesma a falar
com Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do
Sr. Joao Matheus ; assim como tam bem se
aluga as lojas do mesmo com bastantes com-
modos.
Precisa-se de urna ama secca para cosi-
nhar, engomar c ensaboar ; quem annun-
ciou no atierro da Boa-vista urna preta para
alugar por 128 rs. querendo 108 pode
mandal-a a ra de Santa Thereza venda
n. 25.
= Dezeja-se achar um ou dous moleques
para se ensinar o officio de cosinheiro e pas-
teleiro ; quem os quizer mandar ensinar di-
rija-se a ra das Trinchciras n. 14; tfio bem
se aluga um somente por mezes semmprooo -
meter-se a ensinar o dito officio.
= Aluga-se um sobrado de um andar com
solSo na ra Nova n. 42 : a tratar na loja
do mesmo sobrado ou detraz da Matriz da Boa-
vista n. 3.
O abaixo assignado segunda vez avisa as
pessoas que tem pinhores em seo poder j venci-
dos os vao tirar no praso de 8 dias se nao strSo
endidos para pagamento do principal e juros ,
oparaquenoscchamema ignorancia, fazopre-
dadoo reprezente que mando receber e pa-
gar no respectivo Cartorio a sentenea do pro
cesso que pedio e que importa em 31 $214
reis, pois que do contrario sero promovidos os
meios executivos.
-Emhora o Sr. advogado de nazareth Amaro Jo-
Da-se 200S000 apremio de 2 por cento
ao mez sobre penhores de prata ououro, a fallar
na ra das ('rusos n.40.
Pcrcisa-se de alugar um preto ou dois
para sen no de campo quem tiver para alu-
gar annuncie para ser procurado.
dadao bra/ileiro retira-so para o Maranho na ra Diroita.
julga nosta praca nao dever nada a pessoa alg- Por una casa nesta Cidade permuta-se
ma poreui caso alguem sejulgue seocrodor, um sitio perlo da Matriz da \arzea trras
dirija-so com suas contas ra Velha n. 78, das proprias casa grande com umitas fruteiras,
6 s 9 horas da manha, que servio proinptamon-! ha i xa para plantar capim porto do banho do


=== Quem tivcr para alugarumaescrava para
todo o servico que nao exceda o seu aluguel
de 10,000 is. mensaes annuncie,
= Aluga-sc urna ama para casa de hornero
solteiro ou de pouca familia : na ra do Col-
legio n. 16 priinciro andar.
O Sr. Luiz de Moura Accioli queira
mandar receber no Forto do Mattos prenca
n. 3 urna caria.
Quem precisar de urna ama para casa de
hornero solteiro, ou de pouca familia, dirja-
se a ra de Agoas verdes n. 42.
Aluga-sc o armazem, c terceiro andar do
sobrado de 4 ditos na ra do Amoriin, deron-
te do ferreiro Caetano ; a tratar na ra do
\ gario n. 13.
Compras.
I
es Compra-sc urna negra moca que nao
tenha vicios nem molestias com habilidades
le engommar e coser bem e se for mais
prendada inelhor : na ra Direita, n. 120 se-
gundo andar.
> Compra-se um atlas de litografa com
todas as bandeiras de navios: na ra estreita
do Bozario, defronte da Igreja, loja d; alfaiate.
Compra-se sendo por prococoinmodo uro
buhar com todos os scus pertencos ou sem elles:
annuncie.
Compra-se urna pequea prenca para im-
primir o sello em fecho de cartas: annnuncic.
Compra-se urna negra de 12 a la annos,
bilidades de vender na ra o lamhein para o
servico de casa : na ra das Cruzes n. 18
Comprao-se caixoes que fossem de amos-
tras de venda : no atierro da Boa-vista, n. 72.
Vendas
\ ende-se peixe fresco secco e salga-
do a bordo dos navios da pescara defronte do
caes de Palacio ou em Fora de Portas; os
compradores encontraro ali as commodidades
precisas para hirero a bordo sem dispendio
algnm.
Vende-se 500 a 600 barricas vasias ,
promptas para assucar por preco commodo ,
por se precisar do armazcm que as inesmas oc-
cupa : no armazem atraz do theatro.
Excellente tijolos de abonara ja bem
corihecido pela Flia qualidade e tamanho ,
advertindo-se que as obras que tiverem pou-
cos serventes se manda por em torra : na ra
dos Quarteis padaria n. 18.
^ ende-se ou perinuta-sc urna csanos-
la piara o sitio denuminado Engenhoca no
Jugar do Remedio com um sobradinho sen-
zala estrihara de podra e cal arvoredos de
fruto, un botn viveiro, e terreno quasi prom-
pto para outro pasto para 10 vaccas Itaixa
para planta de capini mullo barro para toda
qualidade de obra do olaria tamhcm se vende
motado a dinheiro o motade a prazo : a tratar
no roesmo sitio ou na ra Nova, com Manool
Ferreira Lima.
Vende-se urna bride de prata de lei, coro
o pezo de 154 oitavas a 200 reis a oitava ou
para se fa/er outra qualquer ohra ; na ra do
Cabug loja do Bandeira.
\ ende-se leite puro as Ohorasemeia da
manha; na ra do Bosario larga na porta da boti-
ca do Sr. Bartholomeo.
Continua-se a vender o resto dos cama-
rotes e bilhetes do platea para a funcao do Sr.
Joao Bernab de hoje de noite sendo o preco
dos camarotes 68 e do platea o mesmo preco
antgo de 1:000 : na praca da Independencia ,
n. 39.
-----Vende-se barricas com farinha de trigo ,
muito boa para as fabricas de chapeos por
6$000 cada urna que faz o mesmo efeito que
as que custao 16, ou 178000, na ra Direita pa-
daria n. 42.
O proprictario do assouguo Francez no
hoco da Lingoeta, toro a honra do participar ao
rospcitavel publico que amanha 26 do corronte, o
depois todos os das haver toda a qualidade de
astois de doce c de carne tudo a moda
'ranceza e Ingleza como sejao rnoringucs ,
superios pastis de creroe de leite, biscoitos por
champagne, feitos cm caixa ; em fin) ludo o
que consta em urna pastelaria; assim como lin-
guicas, esalame, carne de boi de muito boa
qualidade dita de carneiro edeporeo ; to-
dos estos gneros se acharao promptos todos os
dias e tambero se fazem cncommendas com
promptidao tudo na mesma casa.
No assougue inglez na ra da Senzalla
velha n. 36 tero boje sabbado e a manha I
domingo carne de boi carneiro, porco, e!
lingoicas da moda ingleza c franceza banha dej
porco e toucnho da trra pelo proco mui-:
to em conta.
Urna paca bastante manca e grande,
um cazal de coelhos da India urna caixa gran-
de e outras menores de amarello o pinho ,
duas marquzas de palhinha urna grande n- !
teira ; e outra com parafuzos, bataneas para
balcao temos de pesos de meia arroba at
quarta temos de medidas do pao e de folha,
funiz do pao pipas quartolas e barris : as
5 pontas n. 45.
= \ ende-so um escravo peca de urna fi -
gura pouco vulgar e moco : na ra larga do
llozario n. 39, primeiro andar.
\ ende-se um cavallo mellado rapozo
grande c novo capaz para um carrinho pelo
preco de 538000 re. : na ra dos Pires ero
casa de Ignacio Ferreira Muniz.
= Vende-so effcctivamcntc todos os dias das
6 as 8 da manha leite fresco sem agoa da
melhor qualidade que he possivel a 60 res a
medida : na ra das Cinco Pontas n. 11 ; tam-
hcm se vende pelo mesmo preco a quem o qui-
zer tomar quente ao pe da vaca com oonus
de hir bebelo a 6 horas da manha em ponto ;
pode-so tambem afroguezar para de manha ,
e de tarde na mesma casa.
Continua-se a vender papel de peso a
2800 a resma linhas de carritel a 360 a duzia,
tesouras linas a 200 rs. caivetes muito finos
de urna at 4 folhas escovas para cabello di-
tas de barba, sabonetea 60 rs. abotuaduras
de massa a 640 suspensorios de burracha a
320 pontos de tartaruga para marrafas car-
tas portuguezas e francezas cohetes a 80 rs.
a caixa e duzias a 8i0 agoa de colonia ,
macass tesouras douradas brincos prolosa
160 rs. pennas de eserever a 640 o cento ,
sarjas prctas para vestidos, e muitas miudozas
baratas : na ra do Livramento n. 10.
Vendcm-se bons sevados grandes, e
muito gordos : em Fora de Portas atraz da
Igreja do Pillar, primeira casa indo para o
forte do Brum n. 28.
Vende-se uro cavallo gordo e de boni-
ta figura com todos os andares por proco
comm; do : na ra Nova armazem n. 67.
Vende-se um boro pianno inglez, usado
e proprio para aprender, por proco muito coro-
modo : na ra Nova armazem n. 67.
Vende-se travs de varios tamanhos ,
qualidades frexacs, inxamcis, maos traves-
sas cavernas hocardas o gios para canoas ,
caibros ripas cal brancae preta tijolos de
ladrilho tapaniento e alvenaria o telhas:
no porto das canoas do Becife aonde se vende
agoa do Monteiro a 20 rs. a caneca.
Farinha de mandioca de S. Cathari-
na e saccas de 2 alqueiros e roci do Bio de
boa qualidade e por proco commodo ; pilulas
da familia chogadas do Porto pelo ultimo na-
vio : na ra da Cadera do Becife ns. 12 e 14.
Vendo-sc limas de cheiro de muito boro
gosto proprias para presentes coro differon-
tes qualidades jarros coro pfcs do fructas, c
outros com flores cavallinhos arriados, atro-
nis caixos de limas de vapor pencas de
bananas c inais outras diversidades do frutas:
no paleo do Terco n. 26 em casa do Amo-
riro.
^ ende-se una venda na ra da Sen/alia
volha dolronle do beco n. 126 com 5008000
rois de fundos, o tambero se vende so a arma-
cao e pertencos, a dinheiro, ou a prazo por al-
guna mezes polo dono ter outras vendas aon-
de bote os cffotos.
Vendo-sc urna cadeira de arruar nova ,
viuda prximamente da Babia; por preco com-
modo na ra do V gario n. 21.
* Vende-se sarja preta estreita de boa qua-
lidade a 1:400 o covado merino prcto e de
cores a 900 reis o covado dito de duas largu-
ras a 2:400 boro panno fino prcto a 5:000 o
covado linas do soda pretas sem dedos a 320
rois o par, lencos de seda para senhora a 1:400,
lindissirnos cortes de chitas muito finas a 3:500,
ditas de bom padres a 160 rois o covado pe-
cas de bretanhade rollo com 10 varas a 2:000 ,
ditas de platilhas com 20 varas a 3:800 briro
escuro trancado muito enrorpadoe boa quali-
dade a 800 reis ditos do listras escuros a 720
reis n vara cobertores pintados e hrancos de
muito boa qualidade a 2:200 roadapoloes en-
foitados superiores a 440 res a jarda e outras
muitas fazendas por preco commodo : na loja
da ra do (hieimado esquina do Peixe Frito ,
n. 1.
Vendo-so muito superiores hichasdeHam-
burgo chegada* no ultimo navio aos centos,
o a retalho e tambem se alugo na ra estrei-
ta do Bozario venda da esquina das Laranjei-
ras e na esquina do beco do Bozario n. 11 ,
o arroz de casca a 4:000 o alqueire da medida
velha.
Vende-se urna escrava moca de nacao
Angola bonita figura lava de sabao co
zinha o ordinario de urna casa boa quitandei-
ra vende-se por circunstancias : na travessa
da Madre do Dos n. 3 primeiro andar.
Vendo-sc duas vacas, lilbas do pasto am-
bas prenhos do bois torinos e urna dellas qua-
si a parir : na ponte de Ucha no sitio defron-
te do caes.
Vonde-se charutos superiores : em ca-
sa de J. O. Elsler na ruado Vgario n. 4. |
Vende-se um trancelim grosso com de*
diamantes no passador, e 200 palmos pouco
mais ou menos de terreno na estrada Velha da
Capunga com fundos de mais de 200 palmos ,
e tambem se afora, inda mesmo de 30 palmos
para cima por preco commodo : na ma da Ca-
deia do Becife loja de chapeos n. 42.
= Vende-so urna duzia de cadeiras de oleo
com assento de palhinha duas banquinhas de
angico um meio sof, duas mangas devidro
com casticacs dito tendo estes muito pouco
uso por preco commodo : na ra das Trinxei-
ras casa n. 32.
Vende-se urna carroca nova e fortissi-
ma fcitaem Liverpool; a qual se vende por
ser muito pozada e por isso propria para en-
genho : a tratar e v-la junto a Igreja de .Santa
Cruz ou com o carpina Euzezio Fernandos ,
ou na ra do Vigario n. 13.
Vende-se na ra Direita, botica de Fran-
cisco Jos do Sacramento o seguinte : garrafas
do labarrague chogadas de prximo do Pariz, os
verdadeiros poz parisiences, dito de Manoel
Lopes em frascos vindo do Bio de Janeiro .
pilulas da familia e bichas muito boas e ac-
ceitar as que nao pegar ; tudo por menos pre-
go que em outra qualquer parte.
Vende-se manleiga de porco muito boa a
400 reis a libra : no pateo do Carmo n. 1.
Vende-se a dinheiro ou a praso uro
sobrado de um andar o soto ao p do sobra-
do de Francisco Antonio de Oliveira no at-
ierro da Boa-vista o qual tem 36 palmos de
largo com quintal de 42 palmos de fundo ,
com sua cacimba dirijaose a venda do mes-
mo sobrado.
Vende-se estojos de navalhas de barba ,
tezouras para unhas e costura caivetes de
pennas, tudo da melhor qualidade facas o
garlos finos, e ordinarios, tijolos de liropar
facas e amarellos meias de algodao muito
linas de senhora ditas de hornero fitas de
velludo para cabera de senhora suspensorios
kle borracha superior agoa de colonia poma-
da fina para cabello pentes de marfim para ti-
rar piolhos ditos de baleia para alizar cartas
francezas e portuguezas finas o ordinarias e
outros rouitos objectos : na ra larga do Boza-
rio n. 35 loja de miudezas baratas.
= Vende-se urna escrava crioula com as ha-
bilidades seguintes cose com toda a perfeicao,
faz doce de todas as qualidades engorrona per-
feitamente, faz renda assim como tudo o mais
que he dado ao arranjo de urna casa, ao com-
prador se dir a razao porque se vende : na ra
da Cruzes n. 18 terceiro andar.
= Vende-so um sobradinho no beco do
Trem em chaos proprios, livres e desem-
barazados : os pretendentes fallero com o Sr.
Felippe Lopes Neto na ra Nova ou com
^ ictorino Francisco dos Santos na ra do
Bangcl n. 54.
, = ^ ende-se duas canoas de conduzir agoa ,
novas cujas estao alugadas e rendem 12 por
moz cada urna sao bem construidas e com
toda a seguranca a dinheiro, ou a trouco de
escravos, voltando do parte a parte o que for de
razao : na ra larga do Bozario, indo para os
Quarteis n. 22.
= Vende-se dous covados e meio de pan-
no preto muito fino proprio para casaca ,
agora pela quaresma : no Attcrro da Boa-vis-
ta, loja n. 48.
= Vende-se carne de vr.oa salgada, em lar-
ris grandes c pequeos, de superior qualidade,
barris pequeos com potassa branca americana,
o gangas amarellas; em casa de Matheus Austin
& C.a, ra do Trapiche novo n. 8.
= Vende-se um mubilia toda de Jacaranda,
moderna o feita nesta cidade pelo melhor
mestre sendo 18 cadeiras um sof duas
bancas de sala urna meza redonda de meio de
sala um sof pequeo urna roeia commoda ,
dousespclhos grandes dous pares de mangas
de vidro lavradas de flores : na ra do Queima-
do loja n. 14.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
lhinha camas de vento coro armacao osero
ella muito bem feitas a 48500, ditas de pinho
a 3S500 commodas de angico e amarello,
marquzas de condur, mezas de jantar, assim
como outros muitos trastes o pinho da Suecia
com 3 polegadas de grossura, dito cerrado, tudo
mais em conta que em outra parte: na ra da
Florentina em casa de J. Berangcr.
= Vende-se salitre refinado muito alvo ; na
botica da ra da Cadoia do Becife n. 3, a 180
reis a libra.
5= Vende-se um escravo de nacao bom
earreiro cujo da-se a contento ; um mulali-
nho de 12 annos muito lindo; um escravo
j vclho ptimo para sitio poisjtem pra-
tica por preco muito em conta : na ra Di-
reita n. 43.
= Vende-se a Medicina Popular America-
na que tem feito tantos milagros na Cidade da
Bio de Janeiro em curas de Indigestos Tizi-
cas fobros intermitentes remitentes fcr.
hcmorrhoides, molestias urinarias, todaquali-
I dade de chagas incommodos de senhoras &c.
<&c. em fin todas as molestias produzidas pe-
, la impureza de sangue. Vende-se em todas as
.Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
. Cruz n. 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joao Keller para commodidade dos
I compradores as lojasdosSr." Guerra Silva
, & Companhia ra Nova Chaves ^ Sales ,
' Atierro da Boa-vista e Cardozo Aires ra da
1 Cadeia do Becife.
N. B. as mesmas casas cima vendem-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Brandrettc.
= Vende-se interessantcs traslados para me-
ninos aprenderem a eserever com perfeicao : na.
loja de livros da praca da Independencia n.
6, c8.
Escravos fgidos.
= Nodia primeiro do corrrente fugio um
cabra de nome Manoel, coro os signaes se-
guintes : altura rogulaj quando falla gaguei-
ja os dous dedos dos ps ambos sao linos por
ter sido pizado da?, rodas de uro carro levou
vestido camisa do riscdo o calca de brim par-
do de listras c chapeo de massa branco ; quem
o pegar pode leva-lo na ra Nova n. 60 que
ser generosamente recompensado.
Nodia 14de Fevereiro fugio um escravo
de noroe Nuno de nacao Mocamhiquc que
representa ter 20 a 22 annos, statura regu-
lar, secco docorpo, pernas finos, c tero na
tesla uro signal de sua trra a manvira de urna
macuta porem muito apagada ; cujo asertivo he
oflicial de alfaiate levou vestido calca de al-
godao entramado de barguilha ecamisa do
mesmo panno ; quem o pegar e levar a casa de
seu Sr. na ra da Cadeia n. 2 ser recom-
pensado.
Em dias de Novembro de 1842 desap-
paroceo do engenho Pedrcira de Na/areth um
inoloque de noroe Miguel nacfio Angola de
16annos secco docorpo cara e olhos gran-
des abotoados figura bonita; quem o levar a
seu dono tem 50S reis de luvas e que der um
vordadeiro aviso onde est ser muito bem re-
compensado e dirija-so ao dito engenho em.
casa de Joao Fernandos Vieira de Mello.
Fugio de casa do Doutor Jos Libanio de
Souza na ra da Aurora n. 46 um seu
escravo de nomo Gaspar crioulo alto ma-
gro pouca barba sabe 1er com vicio na fal-
la caracoroprida tero una marca deferida
antiga ao lado do olho esquerdo com uro sig-
nal do golpe sobre o buco superior e de baixo
do nariz a unha grande do p direito enruga-
da e na junta do dedo indox da mo esquer-
da com urna marca de golpe he muito ladino ;
quem o apprehendor o poder levar a casa ci-
ma que ser gratificado.
Em odia 19 de Fevereiro fugio o preto es-
cravo do Tenonto Coronel da fortaleza do Brum,
de nome Joaquim o qual tem os signaes se-
guintes : he baixo grosso do corpo com
marcas do bexigas no rosto, os ps bastantes
largos nacao Congo representa ter 40 an-
nos he vagarozo no andar e tem passo miu-
do sabio coro camisa de estopa grossa cal-
ca de riscado que pola lavajom j est branca ,
c levou consigo urna bala verde ; quem soubcr
poder pegar e levar a seu Sr. que ser boro
recompensado.
Fugio no dia 30 de Janeiro um mula-
lato acabocolado de noroe Cosme levou vesti-
do camisa de riscado j desbotada e caira da
mesma fazenda c quando falla vira o rosto pa-
ra o lado ; quem o pegar leve a ra da Cadeia,.
em casa de Me. Calmont & Companhia ou na
ra do Collogio em casado Francisco, que
ssr generosamente recompensado.
Fugirao no dia 25 de Agosto do anno de
1842, os escravos seguintes : Luiz mulato boro
claro com oicio de alfaiate e sapateiro al-
tura regular, com grossura correspondente, com
idade pouco mais ou monos de 25 annos tem
urna orelha furada cora uro brinco falla agra-
davcle blandamente, bastante barba pelo qucixo
e buco cabellos afogueados sabe 1er e es-
erever toca reboca. Lucas negro crioulo ,
com officio de carpina bonita figura bastan-
te alto, e reforcado tero pouca barba e quan-
do a faz nao parece que a tem cara lustroza, c
bonita, com falta de dontes da parto superior,
e inferior tom urna orelha furada com seu
brinco bem feito de corpo tora 25 annos de
idade, e tero as nadigas surradas pelo seu an-
tigoSr que sendo o T. Periquito Vigario de
Paj, passouaoSr. Leonardo Bezerra de Si
qui'ira Cavalcantc ; o abaixo assignado roga
encarecidamente a todas as pessoas assim co-
mo as authoridades constituidas que prondao
estes escravos os quaes forao comprados ao Sr.
Joaquim Ignacio de Brito morador nesta pra-
ca por quanto quem os pegar venhaa Pefnam-
buco na ra de Agoas verdes. n. 70 que en-
tregando ao abaixo assignado seu legitimo Sr.
lera 100:000 de gratilicaco por cada um.
Francisco Jos Duarle.
BECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1843


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