Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04896


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Full Text
Anno de 1843.
Quarta Feira 22
Tailo igort drpeml le nos Minoi ; d nom prudencia, moderaf 3o, n.gia : con
iiouemoi como principiamos e seremos apontados cont admirando entre as Nacdes mai
, ala. ( Proclamicao da Assembla Gra> do BlatlL. )
PARTIDAS DOS CRREIS TERRESTRES.
Goianna Parahiba e Rio grande do Norte segundas e sextas feiras.
Bonito e Garanhnna a 10 24.
Cabo Serinhem, Rio Formoso Porto Cairo Maceio Alagoas no 4. 11 ,
oa-Tsia Flores a 28. Santo Anta quintas feiras. Olinda todos os dia.
r DAS DA SEMANA.
50 SR. Kleoterio B. M. Aml. do 3. de D. d 2. y.
Jl Tere. Maximiano B. Aud. do J. de D. da 1. .
/ Quart. 3 Qoint. jejum s. Lataro Monga. Aud. do J. de D. da 2. Y.
2 Sext. f. Mithias Ap.
i$ Sab. a. Cetario irmao Re. Aud. do J. de D. da 3. Y.
6 Dom. da quinqusesima s Torqualo Are.
de Fevereiro Anno XIX. X 43,
O Diario publiea-ae todos os dias que S fore Santificados: o preoo da assig atora, >
de tres il re,, por qn.rtel p.*o. adi.nt.do.. O. .nuncio, do. ....gn.nte. sao ">'"
,,..,., e o. do. que o nao (ore. ra.ao d. 80 rei, por l.nhs. A. recl..96e. dere. Mr d.n.
ida. a esta Typ., ru. ds. Cru.e. N 34.on prac. da Independenca loj. de l.rro. N. 8. .
camiosNo di. "mtn 'end'-
Cambio obre Londre. 28 d por 100
Pari. 350 reij por franco,
Lisboa iW porlOO de premio.
1 de Ferereiro. compra
Ooao-Moeda de ,400 V. 15,300
, N. 15,0J
, de 4,000 8,500
Plita-Patacoe. M0
Petos Columnare. 1,S00
k ditos Mexicano. 1,800
Moeda de cobre 2 a 3 por 100 de des cont.
Mera de letrss de boas firmas 1 4 5 ao mes.
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO:
La Chat. 14, 5 kor.. e 50 m. da t.rd. I
Qu.rt. or.se. 7, 4. 2 horas e I3m.da tarJ. | Qusrt. ming. 21,8bora.e 27
Preamar de Iwje
1. a 10 hora, e 54 a. da manhaa. | 2. a 11 horss e 18 m. da tarda.
15.50J
15,300
8,700
1,820
1,820
1,820
da m.
W <( V r X (
I
I
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 13 DO CORRENTE.
OIHcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda ordenando, que mande indemnisar o
arsenal de marinha da quantia de 1:043$220 rs.,
que despendeo por conta do ministerio da guer-
ra com a barca de vapor Paquete do mi, vinda
a este porto dos do norte cm commissao do go-
verno imperial. Communicou-se ao inspector
do arsenal de marinha.
DitoAo administrador do correio prcral des-
ta cidade remetiendo copia do aviso da secre-
taria do imperio do 27 de .Janeiro ultimo pelo
qual se determina que sejo to somonte pro-
vidas dos carimbos, de que trata o aviso da mes-
ma reparticao de 26 de Janeiro de 1841, as ad-
ministrados e agencias que forem de gratule
expediente. ~
Pito Aocommandanto das armas envi-
ando copia do aviso da secretaria da guerra de
10 de Janeiro lindo no qual se determina que
as folhas dasinformacoes semestres sejao feitas
conforme os modelos que igualmente Ihe en-
va.
Dito Ao inspector da thesouraria da fosea-
da determinando em cumprimento de ordem
imperial quedo primeiro do corrente mez ein
diante faca cessaro pagamento da prestacao de
'igOOOreismensaes que nesta provincia lia-
til deixado sua familia o capito do primeiro
corpo provisorio de linha da provincia de Minas
Joo Marinho Cavalcanti'de Albuquerque.
Parlicipou-se aocommandanto das armas.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
communicandoter S. M. o Imperador determi-
nado, que sejao remettidos para a corte na pri-
meira occasio opportuna o primeiro marinhei-
ro Joao Lu/.dos Santos, eo primeiro grumete
Manoel de Carvalho, ambos da escuna Primei-
ro de Abril que em uina das salvas do da 23
de julho p. p. flearao mutilados, caso queiro
aproveitar-se do beneficio da lei n. 192 de 30
de agoSto de 1841 e que no caso contrario se
lhes passe guia de desembarque : e exigindo,
que inlormc se aquellos individuos querem ,
ou nao gosar do beneficio da citada lei.
Ditos Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando que mande indemnisar o
arsenal de marinha da quantia do 4223183 reis,
que despendeo com diversos objectos que fo-
ro remettidos para o Cear na vapor Piraeme
para fornocimento do brigue -escuna Legal ida-
de ali estacionado ; e da de 3g84o reis im-
portancia dos mantimentos fornecidos dous
imperiaes marinheiros, vindos da Parahiba com
destino a corte : eque leve esias desposas as
contasdos supprimentos que se tem de fazer
a aquellas provincias. Communicou-se ao ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito Aomesmo, determinando, que man-
de satisfaser ao arsenal de marinha a quantia de
4:09781.0o reis proveniente da comprado ma-
teriaes para os navios armados, nao ohstanto
achar-se consumida a rjuota decretada para o
mestno arsenal no corrente anno flnanceiro.
Participou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dito Aoengcnheiro em chefedas obras pu-
blicas nomeando-o em conformidado do ar-
tigo 2." da lei provincial n. 107 de 9 de maio
de 1842, que autorisou a Presidencia a cons-
truir nesta capital urna pris5o penitenciaria, e
uina casa de correceo membro da commissao
cncarregada de indicar a localidade mais con-
veniente e o systema, que se dever seguir, e
de organisar os planos plantas reglamen-
os, oorcamentos, pondo em harmona a ie-
gislacao vigente com a naturesa daquelles esta-
belecimentos: e disendo-lhe que espera ac-
ceite esta nomcacao e se rena aos dentis
mernbros que sao os doutores Jos Joaquim
doMoraes Sarment. Zacaras de Goes e Vas-
concelos. Manoel Medes da Cunha Azovedo ,
eocidadao Manoel Coelho Cintra, para dar
principio aos seus trabalhos.
De igual theor (niutatismutandis) aos demais
mernbros da commissao.
Dito Aocommandanto das armas, intelli-
?enci&ndo-a de que cm cumprimento do im-
perial aviso de 16 dejaneiro ultimo, expedido
pela secretaria de estado dos negocios da guer-
ra lica o major graduado Gustavo Adolfo I < r-
nandes Pinheiroda Cunha dispensado da .com-
missao em que se acha empregado nesta pro-
vincia visto ter passado para a segunda classo
do estado maiordo exercito o por isto deixa-
do de pertencer ao corpo de engenheiros.Re-
metteo-se copia do citado aviso ao inspector da
thesouraria da fasenda.
DitoAo mesmo transmittindo copia do
modelo do mappa que dever remetter a se-
cretaria da provincia declarando o numero de
pracas quetiverao baixa do servieo desdo o i.
de" margo de 1841 at 19 do Janeiro do corrente
anno: e prevenindo-o, deque em conformi-
dado do disposto no aviso da secretaria da guer-
ra de 19 dejaneiro (indo continuar com tal
remessa de (i em 6 mozos.
Dito Ao mesmo ordenando que em ob-
servancia do aviso da secretaria da guerra de > 'i
dejaneiro p. p. mande dar baixa do servieo as
pracas constantes da relacao que por copia Ihe
remette.
Dito Aocommandanto geral do corpo de
polica determinando que mando demittir do
servieo do mesmo corpo Antonio Lopes-Perei-
ra do Carvalho visto julga-lo incapaz de con-
tinuar servir segundo informa.
" Dito Do secretario da provincia ao Inspec-
tor da thesouraria da fasenda coinmunicando
tei sido indefirido o requerimento do correio e
do continuo da alfandega desta provincia em
que podio augmento de ordenado por depen-
der tal augmento de medida legislativa como
declara o aviso da secretaria da fasenda de 28
dejaneiro ultimo.
Dito Do mesmo aojuiz municipal da pri-
meiravara, disendo queS. Ex. o Sr. Presiden-
te ficainteirado de ter sido transferido o anda-
mento das rodas da lotera do theatro que de-
veria ter lugar hontem ;i4 para odia 21 do
presente, em consequencia do crescido numero
de bilhotes que restava a vender-sc.
Dito Do mesmo ao presidente da sociedade
de medicina desta cidade, participando que S. M.
o Imperador a quem foi presente a copia dos
estatutos que regem aquella sociedade e que
Ihe foro enviados com officio do Exm. Sr. Pre-
sidente da provincia de 27 de marco de 1811,
houveporbem declarar, que para serem pos-
tos em pratica os referidos estatutos nao he
neccssnria a sua approvaco.
Ditos Do mesmo ao commandante das ar-
mas, o ao inspector da thesouraria da fasenda ,
remetiendo copia do aviso da secretaria da guer-
ra de 14 de Janeiro prximo (indo em que de-
clara-se que o magistrado substituto do audi-
tor de guerra tem direito a ser pago do venci-
mento correspondente ao tempo que houver
servido.
DitoDo mesmo ao presidente interino da
relacao participando que segundo consta do
vsod''' secretaria da 'ustica de 29 de outubre
do anno prximo passado foro concedidos ao
dosembargadorda mesma relacao, Rodrigo An-
tonio Monteiro de Barros tres mezes de licen-
cii cornos respectivos vencimentos aflu de a-
promptar-se e seguir para aqui.
Commando das Armas.
EXPEDIENTE DO DA 13 DO CORREXTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente, participndo-
le que nao se pode efTectuar a arremattaco
do fornecimentod'agoaaos corpos e fortalesas
doBrum e Buraco por nao terem os licitantes
querido annuiras condenes que lhes foro pro-
postas polo director interino do arsenal de guer-
ra em vantagem da fasenda e que tal forno-
cimento continuara a ser feito como at agora ;
com a differenca porem, que a importancia pa-
ra a compra d'agoa seria cobrada do arsenal
de guerra por meio de urna cautella que no
primeiro de cada mez devia ser resgatada pela
requisicod'agoa quejustamente* se tiver con-
summidono mez anterior em relacao ao nu-
mero de pracas escluindo-se diariamente des-
te numero, aquellas, que estiverem deguardae
de servieo fora dos repectivos quarteis.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento doox-soldadodecavallaria Isma-
el Jos da Costa que tendo dado demicao por
doente pedia regressar a sua provincia ( Rio
(rando do Sul) visto nao ter nesta meio de
subsistencia e proteceo.
i,;to Ao corone! director interino do arse-
nal do guerra communicando-lheo conteudo
ila ordem que expedir aos corpos e ortalesas
do Rrum e Buraco, para continuar o fornecimen-
to d'agoa visto n5o ser possivel obte-lo por meio
do arremataco, conforme participara em scu
otioio de 11 do corrente.
Dito Ao choto interino do quinto batalho
da guarda nacional dosto municipio marcan-
do-lhe o da para a revista de inspoeco.
DitoAo major Manoel Biserra do Valle,
remetlendo-lhc a quantia do 1588680 de venci-
mentos de pracas docavallaria que ali estivero
destacadas at o fin de Janeiro o das quatro
que continuavo rio destacamento, at 10 do
andante mez, sendo 35$800 do mcias forragens
para os quatro cavallos em todo o mez de eve-
reiro.
Dito Ao delegado do segando districto do
termo do Rocifo, eommunieando-lhe que o
rocruta Manoel Soarosde Gois, fora posto em
custodia, por allegar ser lilho nico de viuva,
o ter a seu cargo sua mi e duasirms.
Dito Ao delegado do tormo do Cabo di-
sendo-lhe, que mandara assontar praca aosro-
rrutas Manoel Luiz o Manoel Pedro.
DitoAo commandante interino do batalho
de artilheria autorisando-oa mandar calare
pintar o hospital regimental, assim como por
vidracas em duas janellas sondo tal dispesa
feita por conta da caixado mesmo hospital.
Dito Ao commandante do batalho de in-
fantaria de guardas nacionaes destacado,_ remot-
tendo-lhe novamente os papis que desio res-
peito a enfermada de Goianna afim de que
houvesse de mandar que o capito Meira Li-
ma informasse satisfasendo as exigencias do
commissario fiscal do ministerio da guerra.
PortaraAo commandante interino da com-
panhia de artfices, mandando oxclurcoin guia
de passagem para o batalho do artilharia a
12pracas, cujosnomesconstavade urna rela-
cao queso Ihe transmittio.
Dita Ao commandante interino do bata-
lho do artilharia autorisando-o a recebar as
12 pracas mencionadas na portara cima.
I)ta Ao commandante interino do segundo
batalho do artilharia mandando excluir com
guia do passagem para a eompanhia de artfi-
ces as 7 pracas constantes da relacao que se
Ihe onviou.
Dita Aocommandanto interinoda eompanhia
de artfices, autorisando-o a roceber as 7 pracas
de que tracta a procedente portara.
Tribunal da KcJaco,
SESSVO DK 21 DE FKVEUE1RO DE 18Vi.
Os einlurgos de Jos Joaquim de Mesquita e
sua inulher, contra Francisco Antonio de Sou-
sa oscrivo Bandeira ; reformou-se o acor-
do embargado.
A appellaco civol de Basilio Alvos de Miran-
da VarejBo contra D. Hita Maria do Carmo
o Mendonca, e outros, escrivo Rangel; jul-
gou-se nullo o processo.
A appellaco civel de Jos Maria da Costa
Carvalho .contraManoel da Cunha Guimaros
Ferreira escrivo Posthumo; conlirmou-se
a sentenca do juizo inferior.
Os embargos de Domingos Jos Pinto Braga,
contra l.uiz de Sousa dos Santos escrivo
Bandeira despresou-sc os embargos.
A appellaco civel de Vicente Jos de Car-
valho, c sua mulher, contra Joo Borgos da
Costa ; oscrivo Ferreira ; confirmou se a sen-
tonca do uizo inferior.
A appellaco civel de Jos Joaquim da Costa,
contra Joo Kollor escrivo Jacomo ; conlir-
mou-sc a sentenca do juizo inferior.
A appellaco civel de Vicente Jos de Carva-
lho contra Jos Borgcs da Costa escrivo
Ferreira ; conlirmou-se a sentenca do juizo in-
ferior. .
A appellaco crime *da cmara municipal
desta cidade contra Manoel Pacheco de Kezen-
de escrivo Bangel ; confirmou-sc a sen-
tenca. ,
A appellaco crime de Francisco Pinto do
Aginar com ajustica escrivo Bangel; ne-
garo proviment.
Aappellaco civel do Jos Thomaz de Azeve-
do, contra D. Thcrcza Maria de Jess escri-
vo Bangel; se mandou descer ao juizo do ci-
vel da 1.* vara desta cidade para se proceder na
valiacSo.
A appellaco civel do Dio Grande do Norte ,
appellante a fazenda nacional, appellado Do-
mingos Henriques de Olivcirae outros es-
crivo Jacomo : nao tomaro conhecimento da
appellaco.
EXTERIOR.
PORTK1AL.
f.OKTES (IKitAES.
SetS real da abertura,
em 2 do Janeiro do 1843.
Depoisdo meio dia so reuniro na sala da
cmara electiva os pares o doputados, toman-
do os lugares marcados no art. 19. da carta.
Occupada acadeira da presidencia pelo D.
da Pahnolla presidente da cmara dos pares,
S. Ex. nomeou a grande deputaco para rece-
ber SS. MM. porta do palacio das cortes : era
oompostados paros, 1). da Terceira, MM. de
deFronteira deLoul, CC. de Lavradio, da
pontede Santa Maa de Rio Maior, de Villa
Real, V. de Porto Cdvo do Bandeira, B. de
Gamboa e Liz Silva Carvalho P. J. Machado ,
Trigueiros ; e dos dep. Gorjo Anncs de Car-
valho B. deCampanh, Pereira de Barros,
J. da Costa Carvalho Amaral, Mousinho de
Albuquerque, Fonscca Magalhos, Avila, Fer-
reri, B. de Fomosde Algodres, J. de A. Bran-
do o Sousa.
Vm quarto dopois da urna da tarde, entrou
S. M. a Rainha acompanhada por El-Rei o
precedida da corte, officiaes mores do reino ,
e da deputaco das cortes geraes. guardado o
ceremonial determinado no respectivo program-
ma Suas Magestados tomro assento as ca-
doiras do tlirono ; e, tendo a rainha permitti-
do que se sentassem os mombros das duas c-
maras leu o discurso.
Terminada a leitura, SS. MM. se lcvantro,
c sahroda sala com o mesmo cortejo que ha-
via tido lugar na entrada.
Voltando a deputaco a sala e sendo urna
hora e meia retirro-se os mernbros do cor-
po legislativo.
DISCURSO DE SUA MAGESTAUE A RAINHA NA.
ABERTURA DA SESSO ORDINARIA DE 1843.
Diynos Pares do Reino e Senhores Deputados
da Nago I'ortugueza.
il sempre para miin objecto da maior satisfa-
co o ver reunidos neste respeitavel lugar os re-
presentantes da Naci.
Eu me congratulo com vosco por este acto
to solemne, e confio que, animados dos mais
decididos desejos de cm pregar toda a vossa sol
licitude no honroso empenho de consolidar o
systema representativo adoptareis para este
lim todos os meios e providencias que a vossa
sabedoria vos suggerir.
Com a chegada a esta Corte dos Ministros da
Austria c da Prussia e com a que prxima-
mente tevo lugar, do representante de Sua Ma-
gestade Imperial o Imperador da Russia fi-
cro completamente restabelecidas asrelacoes
diplomticas dcste Paiz com as grandes poten-
cias do Norte e tenho a satisfaco de poder
communicar-vos que contino a receber de to-
das as Naces amigas e alliadas as mais termi-
nantes provasde amizade, e harmunia ; o meu
governo com desvelo procura manter estas re-
laces polticas e dar o maior desenvolvimento
s commerciaes, por meio de tratados de com-
mercio e de navegaco de que incessanlemcn-
te se oceupa.
Confio que nao tardar occasiao opportuna
do vos ser patente o resultado das ncgociacOes
entre o meu governo e o de Sua Santidade ; e
de maneira que sem quebra das perogativas da
Cora sejao attendidas as necessidades da igreja
Lusitana.
O orcamento para o futuro anno econmico
vos ser apresentado e devo chamar com es-
pecialidadea vossa attencao sobre a urgente ne-
cessidade de equilibrar a receita com a despea
do Estado.
Os meus ministros vos daro conta das medi-
das que julgro urgente adoptar na ausencia
do corpo legislativo, e vos apresentar as pro-
postas que sobre os dillerentes ramos do servieo
publico sao aconselbadas pela experiencia.
Est aberta a Scssao Ordinaria do anno de
1843,


INTERIOR.
ASSEMRLA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
sessdo de 14 de Janeiro.
(Concluso. )
A nica diflerenca que enxergo entre o periodo
da commissao e a emenda do nobre deputado ,
pcla^rovincia de Minas consiste emagradecer-se
tambem ao governo a energa com que se houve
por occasio do moviinento revolucionario de
MinaseS. Paulo eem nao exprimir como faz a
commissao, um sentimentode gratido ao ex-
ercito marinha guarda nacional, pela
ras3o que elle deu isto porque o exercito,
a marinha e a guarda nacional sao urna parte
componente da nacao. Quanto palavra ener-
ga jexpuzaraso porque a commissao nao
empregou expressao algurna que indicasse ap-
provar, desde j c sem mais inlbrmacoes e
exame todos os actos praticados pelo governo
relativos aos ltimos movimentos revolucina-
nos.
Pelo que toca outra dilTerenca que existe en-
tre otrabalho da commissao e a emenda que es-
tou examinando, nao me parece valiosa a rasao
que se allegou para nao approvar-se a idea do
projecto, por quanto se nao devemos dar agrade-
cimentos ao exercito, a marinha guarda na-
cional por serem parte componente da nacao,
nao deveramos pela mesma rasao da-los ao
governo ( apoiados). De mais Srs., se o no-
bre deputado quise consultar os actos do parla-
mento inglez ver que mutas ve/es tcm elle
votado agradecimentos aos seus generaes ao
exercito, marinha, porque o parlamento re-
conheceque nao ha meiomas poderoso de ani-
mar, de dar brio de estimular as virtudes mi-
litaresdessa classe da sociedad,
Ese pois nacestao Ilustradas que a tantos res-
peitos nos podem dar exemplos de pratica do
systema representativo, uso de semelhantes
meios para recompensar os servidos daqucllcs
que derramao o sanguecmdclesa da patria, por-
que os rejeitaremos nos?
Eu portanto Sr. presidente nao enxergo
motivo algum para se rejeitar o periodo da com-
missao que teve a honra de ser escolhida para
redigir a resposta a falla dothrono, e adoptar-se
o do Ilustre deputado de Minas.
Quanto terceira emenda que dizrcspeito aos
negocios do Rio Grande doSul parece-mc que
sao enxergo nclla outro flm seno fazer urna cen-
nura a todas s administracoes passadas pela
fraquesa com que se houverao na directo da
guerra daquella provincia.
Ora se tal o flm da emenda entendo que
com muita precipitado vamos faser grave injus-
ti^a seno a todas ao menos a mullas des-
sas administracoes; por quanto se urna ou ou-
tra pode ser taxada de ter sido menos celosa ,
menos enrgica na direccao dos negocios do Rio
mais annos poder-se-ho remediar os males,
que resulto do estado da fazenda publica.
isto exacto ? nao por certo. Se lancarmos mo
do elTicaz recurso da economa se melhorar-
mos o systema de impostos se dermos alent
nossa agricultura procurando ao menos, mer-
cados para os seus productos, tenhoqueem
urna poca pouco remota conseguiremos c-
quilibrar a rece i ta com as despezas do estado,
o queja um grandissimo melhoramento no
estado linanceiro do paiz.
O que ha porm, de mais notave!, o ul-
timo periodo da emenda de que estou tratando.
Elle indica como recurso para as necessidades
actuaes a possivcl economa e o melhoramento
do systema de impostos. E como por ora ,
nao podemos obter este melhoramento por
causa dos embaracos que anda existem sc-
gue-se que a possivel economa o nico recur-
so que o nobre deputado por Minas olTerece ao
governo. Assim pois, a idea de economia que
foi tao escarnecida polo meu Ilustre amigo
agora segundo elle mesmo suficiente para
suprir o dficit de quatro mil e tantos contos
que nos pedio ante-hontem o Sr. ministro da
fazenda afora o que necessario para amor-
I sarao da divida interna e externa.
Se a cmara entende que sao exactas seme-
lhantes opinioes deve votar pelas emendas do
nobre deputado de Minas : eu porm que
ulgo serem urnas inexactas outras exageradas
e muito exageradas, hei de votar contra ellas.
Sr. presidente estou latigido o sem duvi-
da tenho fatigado ainda mais a cmara ( no a-
poiados). Nao posso continuar. Se outra vez
tomar a palavra farei mais algumas observa-
res que desejava apresentar nesta occasio.
Antes de sentar-me, porm, nao posso dei-
xar de dizerao Ilustre autor das emendas, que
ser mais conveniente mandar elle mesa urna
emenda substitutiva do projecto da commissao;
pois que se se approvarem as que acabei de a-
nalysar e conservarem-se os antros periodos
Jo projecto de resposta falla dothrono, fi-
cara o voto de gracas urna mal cosida manta de
retalhos furta-cres o que sem duvida afeiar
muito o trabalho do digno deputado por Minas.
Voto contra todas as emendas.
O Sr. presidenta d a ordem do dia, e levan-
ta a sessao.
Emenda ao 3 :
<< Se a cmara ouvio com prazer que as nossas
relacSes exteriores subsisten, inalteradas, ella
conta que confiando o governo de vossa mages-
tade no patriotismo da nacao desenvolva urna
conducto que desassustando o paiz concor-
ra livfc a sua acc^o. S. a R. Barros Pt-
mentel.
apoiada a emenda e entra em discussao.
O Sr. Pacheco pronuncia-se pelo projecto da
commissao e censura a conducta do actual mi-
nisterio em objectos concernentes a administra-
cSo da provincia de S. Paulo.
A discussao fica adiada pela hora. ___^
Grande muitas outras houve que empregarao
todos os esforcos para a pacificarlo daquella
provincia e talvezquc boa partes dos recursos
que hojetem o governo no Rio Grande soja resul-
tado dos esforcos feitos por csses gabinetes a
quem se quer censurar injustamente. Nao posso
portanto volar pela terceira emenda do nobre de-
putado de Minas.
A quarta emenda Sr. presidente me parece
ainda menos admissivel. Othrononos reeo-
menda que consideremos o estado da fasenda
publica ; a commissao propoe que se responda
que a cainara oceupar-se-ha com todo o disvel-
lo deste importanteobjecto c que est persua-
dida de que havendo a mais severa economa as
despesas do estado, melhorando-se o systema
dos impostos, quandoestiverem removidos os
embaracos que nos estorvo de faze-Io e que
resulto do estado das nossas retacos estrnn-
geiras, e conseguindo-se abrir novos e mais fa-
cis mercados para os productos do solo brasi-
leiro con que se augmentar a riquesa publi-
ca melhoraremos muito, o estado flnanceiro
do paize conseguiremos restabelecer o equilibrio
entre areceitae adespesa. O nobre deputado
porem propoe que se diga o seguinte : (l)
A cmara leconhece que o estado da fa-
renda publica requer a mais acurada attencao :
doloroso porm lhe sentir que para tao
lamentavel estado nao haja remedio elioaz se-
nao nimiamente demorado. incurindo as
suas massas o amor dotrabalho, moralisando-as,
tornando impossiveis csses movimentos revolu-
cionarios em que os ambiciosos as precipito,
no trrumpho e na consolidaran da ordem que
a cmara v o remedio heroico applicavel s fi-
nangas do estado : trahalho moralidadee or-
dem! e serao aproveitados os inexhauriveis ma-
nanciaes de opulencia com que dotou a natu-
reza esteabencoado torro da America etc.
llavera sem duvida neste periodo bonita lo-
cuco ideas exactas mas por ventura ver-
dade que s quando tivern.os conseguido incu-
tir na populaco todo o amor ao trahalho ,
quando a tivermos moralisado quando tiver-
mos segundo a expressao mesma do Ilustre de-
putado reorganisado o paiz so ento digo,
que poderemos melhorar o seu estado linancei-
ro? Conforme a opiniao do Ilustre orador,
a mjcm me relro, nao na nossa idade na
de nossos ilhos talvc na de nossos netos ,
que o paiz se ha de adiar reorganisado. i-ogo,
approvando-se essa emenda responderemos
recomendaco do throno que s danni n com ou seguinte
Sessao de Id de Janeiro.
O Sr. Urbano ( pela ordem ) motiva e leo
seguinte requerimento :
Requeiro que se pecao ao governo nfor-
maces sobre o allantado praticado no porto de
Pernambuco no dia 3 de dezeinbro doanno
passado, abordo da escuna Primeiro de Abril,
na pessoa de Antonio Machado de Faria, mos-
tr c dono do brigue nacional Aurora, que ha-
via entrado no mesmo porto para fazer aguada,
o qual loi violentamente conduzido para bordo
da escuna e ah posto em tratos e lancado no
purao com grilhes aos ps ; com declaraco
das providencias dadas pelo presidente da pro-
vincia para a puniro de tao horroroso attenta-
do ; assim como das rases porque fez seguir
immediatamente para a corte o commandantc
da escuna quando se achava denunciado em
uiso por esse fado. Paco da cmara dos de-
putados 10 de Janeiro de 18-3.
Fica sobre a jnesa para entrar na ordem dos
trabalhos.
LC-se e entra em discussao o seguinle pa-
recer.
As commissocs de fazenda c justica crimi-
nal, para darem o seu parecer acerca do reque-
rimento de alguns moradores da villa dos Sil-
veiras da provincia de S. Paulo, em que se
queixo dos commandantes militares que oceu-
parao aquella villa, e podem indemnisaco dos
estragos que ellos asseverao tersofrido, reque-
rcm que se pecao informaces ao governo asc-
melhante respeilo.
Depois de algum debate em que tomao parte
os Srs. Henriquesdc Resende SousaMartins,
Sousa Franco, c Alvos de Azevedo fica a dis-
cussao adiada paia se passar a primeira parte da
ordem do dia.
Contina a discussao adiada do parecer da
commissao de poderes sobre as eleicoes doMa-
ranhao.
O Sr. Carneiro da Cunha falla largamente
sobre a materia e increpa o presidente do Mara-
nhao pelas irregularidades que houverao as
eleicoes daquella provincia. Fica a discussao
adiada.
Contina a discussao do projecto de resposta
falla do throno.
O Sr. Peixoto de Brilo responde algumas
observar/oes produzidis na casa em contrario
opiniao emittida pelo Ilustre deputado.
OSr. Barros l'imentel faz um longo discur-
so em que trata do estado do paiz, e sobre a po-
ltica adoptada peio ministerio actual censu-
rando alguns de seus actos ; faz opposicfio s
emendas aprcsenladas pelo Sr. Rocha e con-
clue votando pelo projecto da commissao com a
niARlO m PERNAMBUCO.
Havendo nos recebido no principio deste moz
blhas de Lisboa at a data de 2 do p. p. acaba-
mos agora de receber o Peridico dos Pobres do
Porto que alcanca a 7 de Janeiro, e por con-
seguintes adianto 5 dias em data : mas a res-
peito de noticias polticas da capital nao acres-
renta mais do que a abertura da sessao ordina-
ria das cortes portuguezas naquelle mesmo dia
2 de Janeiro p. p. de cuja acta transcrevemos o
resumo em lugar competente assim como a
falla do throno que o que encontramos de
mais importante no referido peridico.________
Varicclade.
irwls
.u\> _.....^ IV.u
O CARAPUCEIRO.
NAO HA NINGUEM QUE ALOUMA VEZ NAO CANTE
DE GALLO.
Um louco que sahira do hospital dado por
sao antes de recolher-se sua casa foi agra-
decer em caminho a um amigo que muito se
enteressra pelo seu curativo e lhe fizera re-
petidas visitas. O homem muito de proposito
extendeo a conversaco e tocou em dilTerentes
pontos para observar se o seu amigo em tudo
discorria com acert : e em verdade nohou-n
tao assisado que o abracou dando-lhe mil
parabens. Accompanhou-o at a porta com
muitas cortezias ; mas o su jeito chegando ao
meio da escada voltou-se para o dono da casa,
o disselhe= J me a embora sem o melhor.
Aposto que Vm. ainda me nao ouvio cantar
de gallo ? E batendo com os bracos as per-
nas laia de azas, soltou um estirado ccrcou,
e foi outra vez agarrado para o hospital.
Todo o mundo est pouco mais ou menos
no caso desse louco : todos nos chegada a
nossa vneta cantamos de gallo e isto nao s
os ignorantes se nao ainda mesmo os maiores
sabios e os mais presumpeosos doctores : pelo
que entendo que o livro do faceto Erasmo ,
intitulado Elogio da loucura n5o he tanto
urna satvra quanto urna dolorosa verdade ,
tirada da experiencia de todos os seculos e
paizes. Metta pois cada um a mo em sua cons-
ciencia e diga francamente se em todo o de-
curso de sua vida nao houve algum momento ,
om que nisto ou n'aquillo cantasse de gallo.
Se nos remontar-mos aos primeiros tempos
da nossa existencia, confessaremos, que o nosso
primeiro estado foi o da loucura ; porque em
verdade o que somos nos em meninos, se nao
uns rematados doudinbos que nos destru i ria-
mos por nos mesmos, se nao fossem os vigilan-
tes cuidados de nossos paes? Com os annos
lentamente nos chega o uso da rasao : j pen-
samos j distinguimos o hem do mal e an-
da cantamos de gallo. Nossos brincos nossas
extravagancias nossos caprichos sao sobejos
argumentos da nossa inconcideraeao c falta de
iuizo. Os annos da puberdade sao a epocha
das paixes e conseguintemente o tempo, em
que de ordinario mais vezes cantamos de gallo.
Somos homens feitos nossas forcas tem ad-
quirido toda a sua oxtencao nossas faculdades
intellectuaes, e moraes hao chegado ao seu
completo desenvolvimento ; e todava ainda em
toes, e toes pontos, em toes,etaescircunstancias
nao deixamos de louquear. Com a velhice vea-
nos a experiencia dos homens, e das cousas ,
j vemos o mundo com outros olhos ; mas as-
sim mesmo quantos velhos h hi que canto
de gallo que he urna lastima A idade de-
crepita torna-nos ao primitivo estado de crian-
cas e as impertinencias, e patetices, que en-
to praticamos, bem mostro a fraqueza do
nosso juizo. Alm disto urna paixao forte, um
desgosto urna febre basto para tirar-nos o s-
zo, c levar-nos a dzer, e obrar cousas proprias
de loucos.
Nao ha sabedoria que nos escude sempre
contra este, ou' aquello accesso de loucura.
Quem mais cordato, quem mais prudente ,
quem mais virtuoso que Scrates ? Entro
tonto pouco antes de tragara peconba a que
fora tao brbaramente condemnado, doudejou
sofrivelmente pedindo ao seu amigo, que por
elle snerifieasse um gallo a Esculapio. Pyto-
goras oflorecondo aos deoses urna hecatombe
( sacrificio de cern bois) por havur acertado com
a demonstraco do quadrado da bypothenuza ,
(w ueiii que aiguma duvida tenio de que liou-
vesse nunca filosofo que possuisse tanto ga-
do ) Archimedes que sahe do hanho n e
vergonha corre pelas ras extasiado da deseo-
berta, que fizera. Diogenes, que podendo go-
zar dos innocentes com modos eprazeresda
vida anda coberto de trapos e alberga n'um
tonel, o celebre Timn que convida todo o
mundo a immortolisar-se enforcando-sede par-
ceria ou patuscada com elle Athenagoras
que em vez de andar a cavado viajava escan-
chado em urna vacca Epicuro que forniava
o universo de tomos, e estes tomos como col-
xetes machos e femeas engrazando-se uns
nos outros, e formando trras mares ao-
res, pedras, animaes,&c. &c, o outro filosofo
cujo nome nao me occorre agora, passeando por
toda a paite e ao mesmo tempo negando
a existencia do movimento Zenon susten-
tando, que o verdadeiro sabio devia ser to im-
passivel, como urna pedra, Democrito, e He-
raclito um chorando e o outro rindo de tu-
do Temistoc.es querendo convencer com pau-
ladas ao justo Aristides, o inflexivel Catao em-
prestando sua propria mulher aos jovens de Ro-
ma ; porque elle j nao podia ter filhos ; o fa-
moso Scevola que queirna a propria mo para
sustentar urna mentira ; o grande Alexandre
que se er filho de Jpiter; os valentoes Ulisses',
Diomedes Ajax, Patroclo e outros muitos
namorados pondo nos ltimos apuros a famosa
Troia por causa da clebre Helena mulher do
pascasio Menelau e que j fora raptada pelo
gamenho Paris ; todos estes doctores e fi"u-
res, e infinitos outros que por brevidade o-
mitto nao cantro sofrivelmente de gallo ?
A historia at nos transmittio a noticia de po-
vos e nacoes inteiras que em varios pontos
cantavao de gallo. Os Egypcios, por cxemplo ,
adoravo alhos ceblas, tpmates couves, e
quanto hortalica tinho pelo que delles dizia o
gracioso Juvenal O' sanctas gentes quibres
hcec nasmntur in hortes numina! Boa gente
cujos deoses nascem-lhes as hortas! E que par-
tos de loucura nao foro as Mitologas da sabia
Grecia e da Ilustrada Roma Finalmente
vista de tantas loucuras que por toda a parle
se reproduzio, afirmou o grande Marco 'Julio
Cicero que nao haveria disproposito imagina -
vel, que ja nao tivesse sido proferido por al-
gum filosofo : e na verdade a historia desses se-
nhores he um resumo do que se passa as casas
dos Orates.
O evangelho foi certamente um grande reme-
dio aos desvarios humanos; mas nao obstante
isso entre os mesmos sabios, e filsofos Chris-
tos muitos cantro de Gallo. Feibnitz com as
suas monadas sustentava que eslava bebendo o
mundo quando tomava o seu caf Descartes
com os seus vrtices reduzio o universo a um
hospital de doudos, o eloquente Bu (Ton formou
a materia do que lhe pareceo fazendo andaros
astros e tudo s embigadas, quebranto as ven-
tas huns nos outros &c. &c. at que na re-
publica das letras appareceo o mximo dos Ora-
tos o famigerado J. J. Rousseau, que gritan-
do contra a civilisacao dos povos sustentava ,
que nao havia'folicidadc como a do homem ,
quemettendo-se pelas brenhas fosse comparti-
Ihar a vida errante, e puramente animal dos ur-
sos e dos tigres: mas com o devido respeito
soja qual for a estima em que se tenhao os es-
criptos do filosofo de Genebra, c da minha
parte declaro em alto e bom som, que apezar
dos mais pomposos cabos da vida elvagem; eu
prefiro morar em urna boa casa e comer um
lombinho de vitella assado ao forno de mistura
com urna fatiola de prezunlo de fiambre e al-
gumas batatas inglezas a viver no cco d'uma
arvore e a comer tanajuras guaribas e sa-
g i ns moqueados: sao gostos.
As muiheres pelo seu sexo nao levarao a bem,
que dellas diga o pobre Carapuceiro, que tam-
bem canto de gallo. Neste caso mudemos de
gallo para gallinha e filaremos de acord, isto
he ; que os homens canto de gallo e as mu-
iheres de gallinha. A primeira destas, deque
nos fazem menco os factos do mundo, foi a
meu ver a rainha Sab queabalou dos seus
estados accompanhada do maior fausto e pas-
sou-se Palestina sopara que del la se namoras-
se o valentissimo Salomao, que foi o maior de-
voto que teve o bello sexo. Tambem entendo,
quecantoudegallinhaafamosaDido,quandosui-
cidou-se por causa da precipitada fugado piet'ofo
Eneas; porque so olla tivosse bom juizo nosomata-
ria por isso: com o despreso tinha-se vingado da
prfido Dardanio ; e se cesteiro que faz um
cesto faz um cento assim como nu valcrao as
frias cinzas do seu defuncto Sicheo para namo-
rar-se d'aquelle ; namorasse-se de oulro, e nao
passaria pela asneira de malar-se que ncm be
vinganca nem remedio de cousa aiguma.
Nao cacarejou monos de galinha a formo-
sa Sapho nne por causa de arrufas, ouciu-
ines do sou Phaon arreniessa-so do promon-
torio de J.eucade e faz-se em pedatos. Fora
muito mais acertado om minha iraca opiniao,
ou que o deixasse por huma vez ou no caso
de o querer conservar que The pespegasso


5
hum hom par de suppapos para seu ensino.
flSo falto inulheres que se tenho dado ad-
iniravelmente com esta receita c vice-versa.
Que galinha cacarejadora nao seria a tagarella
Xantipa que trazia em continuo tormento o
paciente Scrates Que endiabrada galinha
nao foi a furibunda Anna Bolona de Inglaterra!
Quanto nao cacarejou a celebre Heloisa pelo
famoso gallo Abeilard !
Mas deixando de mao exemplos de fora re-
eolbamo-nos ao nosso proprio paiz e nelle
encontraremos muitos e militas cantando de
gallo .' e ile gallinha. O joven Chiquinho
be filosolo desabusado nao er em cousa al-
guma da Uoligiao; porrn canta de gallo ; por
quo nao adtnittindo nem a existencia de Dos,
acredita, como o Orates Pythagoras, na trns-
migracio das almas, e tem grande medo do
diabo O Doutor Pitada he hum moco muito
sisudo circunspecto c" morigerado ; mas
canta de gallo ; ( coitadinho ) por que tr-
jando como o av de D. Egas Muniz c tendo
bigodes e barbas de Conturio traz colote de
barbatanas, ou espartilho como qualquer
Sinhasinha. Vedes hum vclho coberto de
cans com o passo vogaroso e incerto e o
corpocomo queja curvado para a sepultura:
imaginaes que ali estilo o juizo a prudencia
em toda a sua plenitude c o desengao das
vaidades e devancios do mundo : mas nao
he assim ; porque este Nstor tambem canta
de gallo : tem prezumpres de gamenbo c
querazer conquistas de amor.
Tendes visto D. Genoveva matronaca de
mais de dez lustros ; com o carao mais engi-
Ihado que hum genipapo maduro e de car-
nes mais flexiveis que huma esponja ? Vos a
supondes huma senhora de grande siso, eolia
nessa conta se tem : vos credos que inteira-
mentedcslcmbrada *do mundo so se oceupa do
oxomplilicar pela sua honestidade e de dar
bons concelbos. Assim parece : mas D. Ge-
noveva tem pancada na molla : canta de galli-
nha ; por quo ainda nutre prezumpeoes de
bella e garbosa e pretende quo haja ho-
racm tao desalmado quo ainda a damoje e
requebr.
D. Mariquinhas he huma joven de bastante
juizo : he grave he modesta o chcia de can-
dura : mas em havendo sujeito que Ihe d
gabos de formosa e engraoada eila cantando
de galinha revolvendo os olbos efazendo
donguices, como qualquer estouvadinha. D.
Carlotinha be moca muito judiciosa reporta-
da e honesta ; porm assim mesmo cacaroja
de gallinha sofrivclmente ; por que quer sor
tida em loro de sabia pelo que nao duvida
altercar com os maioresDoctores sobre qualquer
assumpto e diz, quese fora homem gaslaria
tudo para se formar em todas as d'fpculdarfr?.
D. Anninha he excellente mi do familia ,
mui solicita naeducaco dos lilbos nao menos,
que no governo e economia do sua casa : po-
rom quanto ao capitulo ciumes cacaroja de ga-
linha miade gato, ladra de cao grunlio
do poroo e at berra do cabra e traz o in-
nocente marido em hum continuo martyrio.
Conheci huma senhora de muito bom sen
so; e pefisando que nao tinha balda vim a
saber, que nao dcixava de cncarejar ; por-
quanto nutria presumpeo do que ninguem
era capaz de nadar como olla : edeoutra, que
passava por bastante judiciosa ouvi contar ,
vanffloriavn-se detor hum vvrdsr mui bonito!
Muitas vezes vemos urna mulher muito aucto-
ritativa c circunspecta de poucas e medi-
das paLvras debruadas de apothogmas, e sen-
tencas sempre do olhos baixos, &c. &c. : o
esta mulher he louca debaixo de todo seu se-
rio. E por ventura nao cacarejo de galinha
todas aquellas que forca se querem fazer
magras aportando desapiedadamentc a cintura,
o as entranhas em grave prejuizo da sua saude ?
Nao cacarejo de gallinha qnantas desprezao
prelendentes cheios de excellcntos qualidades
para se namorarem de jagodes, ou bug'nicos ?
Nao cantar de galinha choca ti mulher quo
sendo duas vezes viuva e bastante rica pas
sa a torceiras nupcias com hum Esganarello ,
quedesbarata-lhc toda a sua fazenda ?
Sejo alias quaos forem os talentos, podo-se
alirmar que canta d i gallo todo o sujeito, quo
desalia ou aceita duollos todo aquello que
arrisca a sua fortuna ao jogo : todo aquello ,
que monta em cavallo furioso : tem o volho ,
que casa com rapariguinha : o que podendo
viajar em carro anda em canoa, econtra a ma-
lo : o que se priva dos cominodos e regalos
da vida e enthe^oura para famlicos herdei-
ros: o que na desgr ac conta do adiar ami-
bos : o quosendo pobre sustenta demandas con-
tra o rico : o que conlia na exaclido de tosta-
monteiros: o quo espora por sapalos do dofune-
tos: o que guarda para o Domingo o que poda
fazer no gabbado : o que se arruina em dar
jantares : o que d crdito a quantas promes-
sas Ihe lazcm &c. cc. Concloi're este artigo,
queja vai hum pouco estirado, com osseguin-
ies versos do celebre lioilcau
D'ou vient, cher Le Vayer, que l'homme le moins
sage
Croil toujours seul avoir la Sagesse en partage,
El qu'iln'cst poinl de feu, sons,
Ne loge.son voisin aux pe i tes nwisons?
Donde procede caro !.o Vayer quo o ho-
mem menos sabio er sempre que s'ielle
foi aquinboado com a sabodoria e quo nao
ha louco, que nao agazalhe o son visinho na
casa dos orates ?
ANCDOTA.
Estranhando hum sujeito prudente a coila
moca o dispor-se para cazar achando-se tao
doente que nonhum medico sabia dizer o
que ella padeca; respondeo, que por isso
mesmo cazava a lim de ver se o sancto matri-
monio tinha a virtude de Ihe descobrir a mo-
lestia.
COMMERCO.
Alfandcga.
Rendimento do dia 21......... 4:854g"00
DesearregSo hoje 22.
Brjgue inglez P. Jlbert bacalho.
Rrigue hamburguez Principe Roza ba-
calho.
Briguc ingloz Rrazilian bacalho.
rigue Chantelur bacalho.
Briguc ingloz Emma carvao.
Barca frilliant carvao.
Barca Eliza Johnston fazondas.
narca Espirito Santo diversos gneros.
Movimeiilo do Porto.
Navios entrados no dia 20.
Bahia ; 10 dias briguc escuna do guerra Ca-
liope eommandante Felipe Jos Ferreira ,
equipagom 88. Passagoiro um invalido ,
Braziloiro.
Sahidos no dia 20.
Rio de Janeiro pola Rabia ; paquete ingloz
Pcnquim eommandante Walter Lcshi.
Navios entrados no dia 21.
Liverpool; 'ludias, barca ingleza Elisa Johns-
ton de 216 toneladas, capito Poter Petrie,
equipagom 13, carga fazendas: aJohslon
Pater&C.4
Porto; 3 i dias, barca portugueza Espirito
Santo de 400 toneladas capito Antonio
Gonoalves da Silva, equipagem19, carga
gneros do paiz : a Francisco Alves da Cu-
nha.
Edita!.
O Illm. Sr. Inspector da thezouraria das
rendas provinciaes manda lazer publico que em
cumprimentodo officio do Exm. Presidente da
provincia do li do corrento sero arrematadas,
a quem por menos fizer nos dias 0,8,10
de abril prximo vindouro as obras do 11."
lanco da estrada de Santo Anto oreadas na
quantia de 21:7408325 reis devendo ser exe-
cutadas conforme as condieocs abaixo trans-
criptas eas plantas descripeos, o orcamen-
to respectivos, que sero franqueados aos lici-
lantos polo engenheiro em chele das obras pu-
blicas na reparticao competente. Os licitantes
habilitados na forma da lui deveVo comparecer
nosta thezouraria nos dias indicados. Secre-
taria da thezouraria das rendas provinciaes de
Pornambuco 10 de feveroiro 18W. O Secre-
tario L. da C. Portocarrciro.
ESTRADA DE SANTO ANTAO.
11. LANCO.
Condices para a arremataco das obras do
dito lanco.
1. Os trabalhose obras dote lanco d'estra-
da serao feitos pela forma debaixo das con-
dices e do modo indicado na descripcao an-
nexa ao ornamento, e as plantas geraes e
particulares, peris longitudinaes, e trans-
versaes assignados a 7 de feveroiro de 1843 ,
peloengenheiro emchefe das obras publicas,
e aprovados a 9 do mesmo mez pelo Exm. Sr.
Presidente importando o dito orcamento
em Rs. 21:7408325 sendo incluidos nesta
quantia dozc por cento em beneficio do arrema-
tante.
2.a O arrematante far estas obras e tra-
balhos debaixo da direceo e instruccoes do
ongenheiro em chefe das obras publicas, que
as vigiar por si, ou por intermedio de um a-
gente dosta reparticao a quem elle a encarre-
gar submettendo-se tambem as modancas que
o engonheiro otn chefe ou seu delegado pres-
ereverem na forma das obras havendo in-
demnisaco ou abato proporcional, quando
augmenten ou diminuao as despezas oreadas,
por causa" das ditas mudancas esob pona do
sorem demolidas as obras feilas do modo con-
IranO doscrip' o o instruccoes do engenheiro
em chofo ou son delegado.
obras materiaos nenhyns antes de serem elles
ac.eitos pelo engenheiro em chefe ou seu de-
legado sob peua de serem as obras demolidas :
os materiaos sero visitados pelo engenheiro em
chele, ou seu delegado no prazo de urna se-
mana depois da partieipaco leita pelo arrema-
tante da chegada dos ditos materiaes ; eos
rceitados serao immediatamente transportados
para fora da estrada.
4 Para a direccSo das obras do podreiro
naua arromatacao comprebendidos devora o
arrematante empregar um mostr pedreiro
fondo a prociza idoneidade.
5.a Em todos os pontos onde a estrada nova
coincida como caminho actual, dovor o ar-
rematante durante todo o tompo das obras di-
rigir o servico de modo tal que haja Mmpre
um tranzito fcil soja na estrada nova soja
no caminho actual, n'uma largura de 20
palmos.
6.* O arrematante comecar as obras, o
mais tardar no praso do dous meses depois da
partieipaco que Ihe for foitadaapprovaco dos-
te contracto pelo governo sob-pena de pagara
multa de um cont do reis e de ficar sem eflei-
to o presente contracto.
7.1 As obrfs constantes da presente arroma-
tacao, devero ser acabadas no pra?o do dezoito
meses contados dodia da sobro mencionada par-
tieipaco.
8.a Faltando o arrematante aprcenrher a pro-
cedente condieco as obras passaro sobro
deciso do Presidente da provincia ser oxo-
outadas em administraco custa do arrematan-
te, c alem disto o arrematante pagar paraos
cofres das rendas provinciaes urna mulla do um
cont do reis.
9.a Quando estiverom as obras acabadas, se-
ro ellas provisoriamente rocebidas, por um
termo lavrado na competente reparticao polo en-
genheiro em chefe o o inspector fiscal, fican-
cando o arrematante responsavol pala invariabi-
lidade c_conscrvaco das obras durante o espa-
co de um anno depois da data do precedente
termo ; e sondo obrigado fazer a sua custa nos-
le praso todos os reparos que preoisarem alim
de serem definitivamente as obras entregues em
norfoito estado do conservadlo.
A entrega difinitiva das obras ser frita por
um secundo tormo da mesma forma que a
precedente.
10.a A importancia da arromatacao ser paga
em quatro prestaedos ; a primeira do trez dizi-
mos do valor da arromatacao, o pa^avol quando
ostiverom acabados os sol arcos ou amolado dos
atierros; a segunda iguala primeira quando
ostiverom foi tas ambas essas parte* da obra a
terceira cual as outras quandose lavrar o termo
do recebimonto provisorio de que traa o proce-
dente arfigo ; om fim a quarta o ultima d"um
disimosomontodo valor da arrematacao .quan-
do so lavrar o termo de recebimonto definitivo.
11.a O arrematante prestar flanea idnea
pola importancia da quarta parto do valor orea-
da das obras a qual ficar responcavol pela
multa cm que o arrematante incorrer ,
em virtude da sexta o oitava condieao e do
excosso da dospoza quo houver do fazer a admi-
nistrado em virtude do disposto por osla ulti -
ma eondico sobre a somma restante para se
completar o saldo da arromatacao, quando
passarem as obras serem administradas.
12.aPara a oxocuco do disposto polo presen-
te contracto o arrematante se sugoi ara in-
teiramonte as docisoes provisorias do engenhei-
ro em chefe e as definitivas do Presidente da
provincia, sem recorrer em caso nonhum
aos tribunaos ordinarios. Reparticao das obras
publicas 12 de Janeiro de 1813. O engenhei-
ro em chefe L. L. Vauthier.
Declarbalo.
Pela sub lelegatura da freguezia de S.
Pedro Martyr da eidade d'Olim'a. so faz publi-
co que na cadoia da mesma eidade se acha re-
colhida a prota Maria casange que andava
fgida c diz que seu senhor mora cm Igua-
rass.
Avisos martimos.
= I'rcta-sc para qualquer porto o brigue
ingloz (liase capito D. Cook forradoeen-
cavilhado de cobre ; quem nelle quizer carregar
dirija-so aos consignatarios Me. Calmont & O."
= Para o Cear o hiato nacional Flor de La-
rang--iras, pertnde sahir no dia 30 do corren-
to ; quem no mesmo quizer carregar, ou hir de
passagem para o que tem excellonlescommodos,
dirija-se a bordo confronte ao trapiche Novo
ou ao propietario Bernardo de Souza r..
Lingoeta venda do Rebollo. ______________
Lclao.
Os credorea 3e A. Faton, successor do rc-
lo|oeiro Dubois na ra Nova, continuarn por
j." u arrematante nao poder empregar as intervenoo do corrector Olivcira, quinta feira
i 23, e sbado 25 do corrento s 10 horas da ma
; nha em ponto, a venda em leilao publico, e por
1 todo o proco da armaco da loja e dos seus
effeitos consistindo em relogios d'ouro e prata
'] para algibeira ditos do parede, e de cima do
meza trancolins frontins, caixas para tabaco
de prata e douradas allinetes de peito, an-
neis brincos pulceiras aderecos riquissi-
mos para senhora caixas de msica e vare-
dado de galn lorias d'ouro prata e de pe-
dras preciosas &c.
Avisos diversos.
Quem livor para arrendar um sitio pr-
ximo da praca, sondo em boa estrada da-se 6
mozos adiantados : assim aluga-se urna casa
torrea na ra do Coluvollo com 4 quartos, 2
salas, cosinba lora quintal murado, c cacim-
ba so, por preco commdo os pretendes, dirijo-
se a ra do Mundo novo n. 54.
A Santa casa da Misericordia da eidade de
Olinda aviza a todos os seos devedores quo
queiro pagar o que devem at o ultimo do
marco, o nao o fa/endo sero executados. Con-
sistorio da Santa (lasa 20 do fevereiro de 1843.
Manoel Monteiro escrivo da Santa Casa.
= Antonio Jo/e de Souza retira-se para a
eidade do Porto.
Fina mulher parda e de boa conducta ,
se olereco para ama do homem solteiro, ou viu-
vo sem lilbos, por nao poder com muito tra-
balbo ; quem a perlendor dirija-se ra do Sr.
Rom Jess,das crioulas n. 3.
r= Raimundo Jos de Almeida Couceiro, c-
dado braziloiro relira-se para o Maranho ,
julga nosla (iraca nao dever nada a pessa algu-
ma porem caso alguem sojulgue seocredor ,
dirija-se com suas cuntas ra Velha n. 78, das
6 s 9 boras da manila, quo sero promptamen-
to salisfoitas.
Urna mullior propoo-sc a lavare engo-
mar roupa com muita perfeico c mdico
proco ; na ra do Cebo casa n. 38.
Ofi'ereoe-seun rapa/, do idade de 19 an-
nos para caixoiro de qualquer armazem; quem
precisar dirija-se ra do l.ivrainento loja do
sapatox n. 25, das 9 at as 11 horas da manh.
Traspassa-so o arrendamonto de um sitio,
distante da praca monos de meia legoa com
muitos arvoredos de fructo que do para pagar
o aluguel com boa agoa do beber, e com por-
porcoes para ter al duas vacas de leite e torra
para plantaco ; na ra do Hurtas n. 82.
Maria Jos da Conceico em resposta a
um celebre annuncio Av bunsintituladosherdei-
ros declara quo est provando emjuiso, com
documentos autnticos como seja certido do
baplismo, que os taes nao sao seus herdeiros.
= Precisa-so do una possoa para caixeiro ,
que entonda alguma coisa de cscripta ; na ra
do Pilar em Fora-dc-portas, pascando o arse-
nal de marmita n. 122.
=: Precisa-sc de um escravo para alugar ,
para o sorvico de urna casa e tambem se com-
prar agradando os seos snicos ; na ra do Pi-
laren! Fora-de-portas n. 122.
Joo Baptista de Maltes Gurjo mudou
a sua residencia para a ra Dircita n. 59.
O Sr. Francisco da Costa que he cala-
fate queira fazer o favor de hir a ra das Cruzes
n. 46 ou an nuncio a sua morada.
A possoa que no Diario de segunda feira ,
annunciou querer oito centos mil res a juros ,
sobro uina h'v pothoca om urna casa terrea que-
rondo a 2 por/o, dirija-se ra da Praia n.
32 que se dir quem os d.
Um professor publico de grammatica la-
tina que voluntariamente sedemitio de sua
cadeira d licoes da mesma lingoa duas ve-
zes no dia em sua casa na ra das 5 Pontas n.
11; pelo mdico proco de quatro mil reis men-
eaos asseverando a quem convier que applicara
todo o esmero om fazer aproveit,veis suas li-
coes aos que as ouvirem : o mesmo tambem en-
sina francez com toda a perfeico c pode ser
procurado a qualquer hora dos dias uteis.
Avisi-so ao Sr. F. J. S. que no praso de
3 dias haja de vir tirar ospenhores que empe-
nhoii pola quantia de 00S reis na ra estrei-
ta do Rozario n. 22 e nao os vindo tirar no
praso marcado, sero vendidos para meu embol-
so ficando o dito Sr. rcsponsavel pelo resto da
dita quantia.
Quem quiscr consertar a propriedade do
tres anclaros, na ru Nova, onde morou o dou-
tor Paula, para discontar-se a despesa do con-
cert nos alugueis da mesma casa passando-
c (odas as clarezas necessarias ; os pertendentes
lirijo-se loja da viuva do Burgos, que se dir
com quem devo tratar tal negocio.
Precisa-sc d'um menino portuguez para
caixeiro de dado de 10 annos pouco mais ou
monos, distante dcsta pracu 20 iegoas ; quem
pretender dirija-so ra do Queimado loja n. 4.
Ainda est por alugar a casa no attero do
Affogado contigoa do finado Machado, com
cominodos nara urna (rrande familia : a tratar
na na Dircita n. 82 primeiro andar.


-m

fi=
= Um moco de muito boa conducta que
escreve soffrivelmenle e conta se oflrece para
caixeiro de ra loja de fazendas ou trapiche,
e dar de si todo o conbecimento : na ra de
Apollo n. 15.
= Precisa-se de uma pessoa idosa que
saiba cozinhar, dando-se-lhe de comer e
vestuario prefere-se hornera : na
Cruzes, armazem de trastes B. 63.
ra das
Retractos por Daguerreotypo em sua perfeigo.
=J. Evans, artista no Daguerreotypo ultima-
mente chegado da corte do Itio do Janeiro ,
tem a honra de informar ao respeitavel publico
desta cidade que tem estabelecido seu gabi-
nete na ra Nova n. 14 primeiro andar. O
annunciante esta convencido, que satisfar
completamenteas pessoasque sedignarem hon-
ra-lo e convida aos ama lores das artes e todos
os que desejarem ter um retracto nao s perfei-
to mas mais delicado c lindo que algumas
inturas, ou de Mczzo tinta mais fino, de visita
seu gabinete.
= Aluga-se uma casa de dous andares ,
na praca da Boa-vista n. 6 a fallar com
seu proprietario Prxedes da l'onseca Couti-
nho ou com Ignacio Jos de Couto, que tem
a chave da mesma.
Quem precisar de uma mulher branca ,
ja de assento para ama secca de uma casa para
lavar engommar e cozinhar sendo de ho-
rnera solteiro ou casado com pouca familia di-
rija-se a ra Direita n. 52.
Precisa-se de um rapaz portuguez de
14 annos para baixo para ser caixeiro no ma-
to : no atierro da Boa-vista n. 20.
Aluga-se o armazem e segundo andar da
casa da ra da Cruz n. 27 : a tractar no pri-
meiro andar da mesma casa.
No da primeiro de Janeiro do corrente,
furtarao da casa de Joao Baptista Correia, mes-
tre pintor ,' morador na ra da Concordia, n.
8 o seguate : um par de brincos pequeos
com 2 diamantes uma cruz chata com oitava
e meia 3 voltas de cordo com o oitavas,
um garfo com 20 oitavas tudo ouro de lei, e
como faca muita falta a um pai de familia, que
vive com o suor de seu rosto e da proteco de
seus compadres e amigos quando Ihe dao algum
trabalho para com isto sustentar uma grande
familia que o dito tem a seu cargo; qualquer
pessoa que lenlia comprado qualquer peca ,
querendo restituir ao seu dono se Ihe dar
o mesmo valor que por ella tenha dado, e se
alguem tiver empenhado e dicer ser recompen-
sado visto que quem furtou nao as pode pos-
suir
A pessoa que diz querer comprar o lijlo
annunciado, eque marxlou dirigir na praca
da Boa-vista queira annunciar de novo pois
na casa indicada nao ha quem pretenda dito
genero e por isso he provavel ter havido en-
gao no numero.
== Para se fazer entrega de uma olaria bo-
ta-se oo porto mais immediato de qualquer
obra tijolos de aKenarla a 18S rs. o milheiro,
sendo de marca propria para parede dobrada ,
pois dous tijolos ao correr com a competente
junta dao justamente um ao tico resultan-
do disto gastar-se menos cal e tempo do pe-
dreiro : os prctendentes annunciem.
- O Sr. Joao Jozc Borges Higino Car-
dosoda Fonceca, e Manoel Antonio Maia ,
queirao mandar receber urnas cartas, na ra
do Amorim no Recife n. 33 primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de dous andares, nos
4 cantos da Boa-vista *n. 1, e a. casa terrea n.
3 e tamber outro sobrado de dous andares ,
narua do Fagundes, em oqual podem morar
duas familia- separadas por ter cozinha em
ambos os andar* : a/allarcom Manoel Caetano
oaares Carneiro Monteiro.
Arremata-se os utencilios da padaria
da ra Direita, que oi do Sr. Andr Jo-
s Goncalves da Silva hoje (22) na casa do
Sr Juiz da segunda vara no atterro da Boa-
vista.
Deseja-se fallar ar> Sr. Manoel Adriano da
Costa morador nos Affogados: na praca da
Independencia, loja do livros n. 6 e 8, a fallar
com o caixeiro da mesma.
Um moco solteiro de bons costumes se
offerece para qualquer escripturacao fora des-
ta praca para qualquer lugar : na entrada da
ra do Bangel loja de sera n. 3.
Precisa-se de uma ama que tenha bom
e bastante leite : na Camboa do Carmo, n. 13.
Aluga-se um sobrado de um andar e so-
to na ra velha com commodos para uma
familia : a tratar nos Coelhos ra dos Pra-
zeres n. 10.
Precisa-se alugar uma ama de leite ,
forra, ou captiva dando-se bom tractamento,
prefere-se captiva: na ra de S. Rita nova ,
n. 91.
Da-se 200,000 rs. a juros sobre pinho-
res de ouro e tambem se d em pequeas
quantias : na ra Bella n. 37 primeiro an-
dar das 10 horas da uiauiaa a uma da tarde.
Quom se quizer afreguezar a lavar rou-1 fresco e nova por 118 rs. e bolaxa a 3200 a
pa de urna hospedara trasendo de 15 cm 15 [ arroba : na ra larga do Bozario n 48.
das dirija-sea ra dos Quarteis n. 12
Joao Manoel Pereira de Abreu faz pu-
blico que a loja da Pracinha do Livramento ,
ora se acha sem fazenda ; mas com uma per-
feita armacode muito boas madeiras ; quem a
pretender entenda-se com o mesmo ou con o
proprietario da casa que he Antonio da Silva
Gusmao.
= Pretende-se alugar uma casa terrea em
qualquer dos 3 bairros pagando-se 6 mezes
adiantados ou os que convierem sendo o
seu aluguel de 0 a 8000 rs. por mez ; na ra
doQueimado loja n. 14.
Precisa-se de um cont de reis a juros de
dous por cento ao mez pelo tempo que se con-
vencionar dando-se por seguranca um predio
nesta praca no valor de mais do dobro : nos
Coelhos, a fallar com Antonio Carneiro da
Cunha.
Joaquim Antonio da Silveira faz publi-
co que tendo uma venda no atterro dos Affoga-
dos tendo na dita Manoel Gomes de Azcvedo
naqualidade de caixeiro, percebendo metade
dos lucros que desse dita venda e nao uutho-
risou para fazer compra alguma a crdito com
pessoa alguma para a mesma venda.
Compras.
V Compra-se a obra de theologia moral, pe-
lo padre Monte ; quem tiver annuncie ; ou di-
rija-se loja n. 10 na ra do Livramento.
Compra-se Tito Livio e a Arte Poti-
ca embora sejao usados : a fallar na reparti-
cao do Correio com Joao Barboza Macudum.
= Compra-se uma negra moca, que nao
tenha vicios nem molestias, com habilidades
de engommar e coser bem e se for mais
prendada melhor : na ra Direita n. 20 se-
gundo andar.
= Dous pares de brincos de ouro um par
com diamantes, e outro sem elles, sendo de
bom ouro sendo sem feitio ou com meio di-
to ; quem tiver annuncie.
Compra-se vidros vasios que forao de
conservas, brancos e pretos: na ra volha n. 78.
Compra-se uma carteira pequea de uma
s face usada mas em bom estado ; na ra
da Cadcia velha loja n. 50.
Compra-se para fora da provincia mu-
latas negras e moleques de 10 a 12 aneos ,
tendo boas figuras pagao-se bem : na ra
Nova loja de ferragens n. 16.
Vendas
= Vcnde-se carne de vaca salgada, em bar-
ris grandes c pequeos, de superior, qualidade,
barris pequeos com potassa branca americana,
e gangas amarellas; em casa de Matheus Austin
& C.', ra do Trapiche novo n. 18.
Vende -se peixe secco de primeira qua-
lidade chegado agora superior ao bacalho,
e sendo muito mais em conta merece attencao
dosSnrs. deengenho e pessoas que possuem
muitosescravos na ruada Cadeia n. 4.
Vende-se uma escrava que engomma e
cozinha : na ra do Livramento, botica n. 22.
Vende-se barricas va/ias de bacalho ,
manteiga, e pipas : na na do Palacio do Sr
Bispo venda nova n. 20.
Vende-se um palanquim em bom estado,
por preco commodo todo forrado e pintado:
no pateo da S. Cruz, esquina dos Pires, n. 70.
Vende-se urnas argolas deorelhas, de fi-
lagra e de pedras encastuadas em ouro urna
corrente com relogio horisontal com caixa de
ouro urn dito de caixa de prata sabonete ,
um taxo de cobre com meia arroba uma mar-
queza grande de palbinha um pilao grande ,
2 bancos um apparelho de porcelana doura-
da para cha duas mezas de Jacaranda um
alfinete de peito de topasio com diamantes : as
5 pontas n. 45 onde tem lampio.
Na ra do Cabug loja de miudezas n.
4 vende-se osseguintes livios em muito bom
uso : obra de Virgilio 2000 rs. ; Salustio,
1280; Ouvidio, 1280; Cartas de Cicero,
960 ; Selecta lOOOrs. ; obia de filosofa em
latim por Genuense 2500 ; Cornelio 1000
rs. ; Henriada 1280.
Vende-se uma porcao de telhas e de
tijolos de ladrilho e de tapamento tudo da
melhor qualidade e por preco commodo : nos
Coelhos a fallar com Antonio Carneiro da Cu-
nha.
= Vende-se um mubilia toda de Jacaranda,
moderna e feita nesta cidade pelo melhor
mestre sendo 18 cadeiras um sof duas
bancas de sala uma meza redonda de meio de
sala um sof pequeo uma meia commoda ,
dous espelhos grandes dons pares de mangas
de vidro lavradas de flores : na ra do Quema-
do loja n. 14.
Ciontinua-sea vender no armazem de-
fronte da al fandega de Francisco Dias Fer-
reira barricas de farinha de trigo chegada de
Vende-se saccas com farinha de Mag .
muito em conta: no armazem do fallecido Bra-
guez defronte da escadinha.
Vende-se uma porcao de sebo ja pisado;
as 5 pontas n. 23.
Vende-se um preto bom oficial de car-
p nteiro ao comprador se dir o motivo da
venda : na ra da Cadeia velha n. 50.
Vende-se manteiga de porco muito boa a
400 reis a libra: no pateo do Carmo n. 1.
= Vende-se dous covados e meio de pao-
no preto, muito fino proprio para casaca .
agora pela quaresma : no Atterro da Boa-vis-
ta loja n. 48.
Vende-se um par de fivellas de ojiro pa-
ra sapatos pezando 21 oitavas e trez quartos, um
relogio inglez pezando a caixa 16 oitavas de ou-
ro um par de brincos todo cravado de bons
e grandes diamantes um dito moderno do me-
lhor gosto com quatro brilhantos um par de
pulceiras de ouro com os encaches de diaman-
tes um adereco e um par de brincos e um al-
finete um boto com um brilhante pezando
este um quilate um dito de dito mais pequ-
no um alfinete de bom gosto com um bri-
lhante, um dito com 21 ditos uma corrente
com chavinha para relogio um anel com um
brilhante um dito com um diamante um
paliteiro de prata de gosto moderno uma ri-
ca fita e avental e joia do grao 30 uma agu-
llia de marear uma caixinha com uma porcao
de ferros regua e &c. para dezenho : na ra das
Trinxeiras n. 18.
Vende-se um excellente banheiro de fo-
Iha em bom uso pintado de novo e com o
seu competente elindro, por commodo preco :
na ra do Crespo loja de Manoel Jos de Sou-
za & Companhia n. 23.
Vende-se uma negra moca bonita figu-
ra engomma bem, cose chao e cozinha o or-
dinario de uma casa sem vicio algum : na ra
da Cadeia casa de Antonio da Cunha Soares
Gui maraes.
Vende-se uma morada de casa terrea nos
Affogados, sita narua de S. Miguel, com chaos
proprios: na ra de Ortas n. 82.
Vende-se bichas de superior qualidade ,
e chegadas prximamente ptimos prezuntos
do Porto paios chouricas e-muito boa gom-
ma de araruta chegada recentemente do Rio de
Janeiro: no Atterro da Boa-vista venda n.
4i junto a travessa do Martins.
No armazem de Francisco Dias Ferreira
& Companhia no caes d'Alfandega defronte
da escadinha e na ra da Moeda n. 7 ven-
dc-se muito boa farinha de mandioca saccas
bastante grandes, pelo commodo preco de 3:500
a sacca.
Vende-se Galarias pitorescas da Historia
Porlugueza ou victorias conquistas l'ara-
nhas e factos memoraveis da historia de Portu-
gal e do Brasil obra destinada a instruccao da
mocidade Portugueza e Braziliense, ornada
com 34 estampas representando os aconteci-
mentos mais celbrese mais gloriozos da histo-
ria dos dous paizes acontecidos as quatro par-
tes do mundo ; pelo barato preco de 2:560 rs. :
na ra do Crespo n. 23 loja de Manoel Jo-
s de Souza & Companhia.
O Corretor Oliveira tem a venda o excel-
lente carro de quatro rodas, com arreios para
um e dous cavallos, pertencente ao Sr. Gaskell
Johnson : este carro alem deserquasi novo ,
he bastante leve suas molas sobremaneira els-
ticas e os cixos de patente e de nova invencao ,
por isso que se pode dizer o mais perfeito pos-
sivel; em summa he este carro acahadi. com to-
do o primor e superior a quantos a esta Cida-
de tem vindo ; os pretendentes devem aprovei-
tar a occasio que se Ihes offerece pela pr-
xima retirada d'aquelle Sr. para Inglaterra pa-
ra a compra de obra to reconhecidamente pre-
ferivel a qualquer outra porque em si rene
nao s belleza como utilidade pela grande du-
ra que promette ter em consequencia dos me-
Ihores materiaes empregados na sua construccao.
= ^ ende-sc duas canoas de conduzir agoa ,
novas cujas estao alugadas e rendem 12g por
mez cada uma sao bem construidas, e com
toda a seguranca adinheiro, ou a trouco de
escravos, volcando de parte a parte o que for de
razo : na ra larga do Rozario, indo para os
Quarteis n. 22.
Vende-se os verdadeiros poz de Manoel
Lopes vindos do Rio de Janeiro as verda-
deras pilulas da familia em frascos de 50 com
o competente folheto superiores bichas lti-
mamente chegadas grandes e por preco com-
modo : na praca da Independencia loja n. 39.
Vende-se relogios patente de ouro c
prata tambem horisontal ditos de parede
com dpspertador ditos de meza tambem faz-
se troca : na ra das Cruzes, casa de relojoei-
ro francez n. 35.
= Vende-se a .Medicina Popular America-
na que tem feitn tantos milagres na Cidade do
Rio de Janeiro em curas de Indigestos Tizi-
cas febres intermitentes remitentes <$c
hemorrhoides, molestias urinarias, toda qualil
dade de chagas incommodos de senhoras &J"
&c. em fim todas as molestias produzidas pe
la impureza de sangue. Vende-se em todas a
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
Cruz n. 18 casa do nico agente nesta pro.
vincia. Joao Keller para commodidade dos
compradores, as lojasdosSr.' Guerra Silva
& Companhia ra Nova Chaves] & Sales
Atterro da Boa-vista e Cardozo Aires, ra d
Cadeia do Recife.
N. B. as mesmas casas cima vendem-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Brandrette
= Vende-se uma escrava crioula com as ha-
bilidades seguintes cose com toda a perfeicao~
faz doce de todas as qualidades engomma perl
feitamente, faz renda assim como tudo o mais
que he dado ao arranjo de uma casa, ao com-
prador se dir a razao porque se vende : na ra
da Crazes n. 18 terceiro andar.
= Vende-se um braco de balanca portuguez
proprio para armazem de assucar refinaco
ou padaria : na ra Direita venda n. 35 '
= Vende-se uma morada de casa nos Affo-
gados sita na ra de S. Miguel / com chaos
proprios: na ra Direita n. 82.
= Vende-se um bom cavallo rodado com
andares baixo e muito novo ; uma balanca
com conchas e os competentes pezos para um
armazem ou outro estabelecimento : na ra
do Caldereiro atraz dos Martirios n. 46.
== Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao esem
ella muito bem feitas a 48500, ditas de pinho
a 38500 commodas de angico e amarello,
marquezasde condur, mezas de jantar, assim
como outrosmuitos trastes e pinho da Suecia
com 3polegadas de grossura.dito cerrado, tudo
mais em conta que em outra parte: na ra da
Florentina em casa de J. Beranger.
= Vende-se um sobradinho no beco do
Trem em chaos proprios, livres e desem-
barcados : os pretendentes fallem com o Sr.
Felippe Lopes Neto na ra Nova ou com
Victorino Francisco dos Santos na ra do
Bangel p. 54.
= Vende-se, permuta-se ou arrenda-.se um
sitio pequeo muito perto por ser logo ao sa-
bir da Solidado par a o Manguinho com
muitos arvoredos de fructos, em chaos propri-
os com grande e decente casa de sobrado f
toda envidracada contendp quatorze quartos ,
um algrete na frente com dous portos de
ferro e no fundo outro portao ..grande co-
cheira casa para pretos e cozinha, poco de
agoa capaz de beber e tanque para banho :
na ra do Muro da Penba, sobrado n. 36 ,
das 6 as 8 horas da manha, e das 3 da tarde em
diante.
Escravos fgidos.
Desappareceo no dia 18 do corrente, pe-
las 8 horas da noite o preto Francisco Mo-
cambique de 30 annos alguma cousa re-
forcado do corpo nao sabe se expressar bem ,
tem uma cicatriz no rosto do lado esquerdo, an-
da por fechar, procedido de um dente do quei-
xo de baixo he alguma cousa surdo ; levou
vestido camisa e calcas de algodo da trra ;
quem o pegar leve a ra de Apollo, fabrica de
caldereiro que ser recompensado.
No dia 15 do correle desappareceo uma
negra de nome Luiza, que se supe andar por
estes arrebaldes de Monteiro, e Ponte de UehOa,
com os signaes seguintes : alia secca e pes-
coco bastante giosso, com uma cicatriz no quei-
xo do lado esquerdo levou vestido de chita j
velho ; quem a pegar pode levar na ra da Glo-
ria n. 84 que ser generosamente recom-
pensado.
= No dia 14 de Janeiro do corrente fugto
de bordo do Brigue Formozo o escravo Anto-
nio marinheiro nacao Mocambique e de
pouco mais ou menos 30 annos, estlura re-
gular cheio do corpo, levou camisa e calca
azul e chapeo de palha tem marcas de nacao
bem veziveis as fontes c quando falla he bas-
tante atrapalhado consta ter sido visto pelos
Affogados e he de supor nao ande por longe
da Cidade por ser a primeira vez que vem a es-
ta ; quem o descobrir leve-o a Leopoldo Jos
da Costa Araujo no Forte do Mallos ou a bor-
do do Brigue Paquete de Pernambuco funda-
do ao p das escadinhas de Palacio que ser
bem gratificado.
Fugio no dia 14 do corrente o escravo
Joaquim de nacao de 35 a 40 annos alto ,
secco e com o signal melhor possivel para ser
conhecido, que he ter as pernas e pos bichados ,
que por isso ginga no andar tem sido visto na
Hoa-vista ; pede-se a quem o amarrar que o
levem a Joao Dias Barboza Macudum na re-
partico do correio ou na rua de Santa Bita
Nova n. 57 que ser gratificado.
RECIFE NA TYP.'DE M. F. DE F. =1843.


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