Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04895


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Full Text
Armo de 1843.
Ter$a Feira 21
ludo roi depende de nos meamos ; da mu prudencia, modera\'5o, energa : con-
tinuemos cobo principiamos e seremos aponlados coro admira<'io entre as Nac-es mais
cali. ( Proclamaoio da Asaemhla Geral do BlAxlL. )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiann, Paraliiba Biojrrande do Norte segunda- t sextas feins
lionito Garanhuns i l e 24.
Cabo Serinhaem, RioFormoso Porto CaWo Miceio, eAlagoas no 4. 11 e 31
Boa-riaM Flores 28. Santo Anta quinta feiras. Olinda todos os dias.
DAS DA SEMANA.
20 SeR. F.leuterio B. M. And. do J. do U. da 2. t.
jl Tere, s Maxiraiano t. Aud. do .1. de D. da d. T.
2 Quart. Viargandi de C irlona V Aud doJ, de D. da 3. t.
3 Qoint. jejim s. Lutro Monge, Aud. do J. de D. da 2. t.
,1 Sext. Matliias Ap.
.,5 Sab. s. Cetario irmo. Re. Aud, do J. de 1). da 3. y,
oli Dom, da quinquajesima s Torqualo Are.
de Fcvereiro Auno XIX. N. 42.
"Til III ...... WIWIHMWIUII """ '""**
O Diario publiee-ee todos os dias que tilo forem SantiSesd. : O prefo da isi.Ruilurabe
de irea mil reia porquarlel p*roa adiantado.. O, annuncios d.is ass.-nanle. sao inserido,
n.lil, e o dol que o nao forera rarao de 80 rea poi linha. As reclam.c&es deven, mir din.
gidas a esta lyp., ra das Ornes N -"ft.nn praca da Independencia loia de Inrroa N. O O.
Cambios.\o da M de Fcver :ro. compra enda.
Cambio sobre Londres 18 i por 100 I Ooao-Moeda d. 6,400 V.
a Pars 3U rtisp.)r tan--.o. "
Lisboa 1U1) por 100 de premio. | de 4,000
Moeda de cobre 1 a 3 por 100 de des cotilo. I ?> Oolumnarea
dilos Mexicanos
compra
15,300
15.10J
8,500
1,800
1,800
1,800
dem de letras de boas tirmas 1 J 3 ao sMt.
PHASBS DA LA NO HEZ DE EEVEEIRO;
Lia Ghei 14, a 5 horas e 50 m. da trd. I
Qusn. rese, 7, as 2 horas e 11 m.da tari, i (JUait. mm;. M il S horas s 27
Preamar de hoje
1. a 10 horas e G m. da manha. | l. a 10 horas e 30 m da
15.50J
15.30!)
8.7J
1.S2J
1,82 1
1,820
de m
tarde.

fil
INTEBIOR
ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SRS. KIM'TA DOS.
CnehtsOo da sessfio de 13 de Janeiro.
Aqu est a emenda que exprime este pensa-
niento (li).
Nao poda o coracao paternal de V. M. 1.
dcixar de profundamente magoar-se ao ver que
o genio da rebelliao eontinuava a ensangeptar
o imperio, a disimar a sua to mingoada po-
pulado, a empecer o desenvolvimenio de sua
industria o a confundir todas as ideas de mo-
ralidade fasendo assim rocuar a evilisaeao e
a prosperidadeda patria : se, porem o ido
<> a dedicacao da guarda nacional, do exercito,
da marinha de toda a populacao, emflm mi-
tigaro de algum modo a alfliccaodeV. M. I. ;
se V. M, I. se compra/ ein proclama-lo a c-
mara dos deputados ein nomo do paiz, nao
pode tambem deixar de agradecer a V. M. I. a
patriotioca energa com que soubeo seu governo,
sulbcando de prompto a guerra civil, minorar
seus estragos limitaro tbeatro de suas devas-
taedes. Nao permita a Divina Providencia que
to crueis fatalidades se roproduzo ; se po-
rem.....cont V. M. I. com a lealdade dos
Brazilciros.
lia aqu duas ideas, Sr. presidente, que ca-
recem de xplicacSo. Eu designo o inoviniento
de Sorocaba e de Harbacena como rebejliao ; o
nobre deputado que primeiro lallou contestn
essa qualin*cac8o.
O Sr. H. de tirito :Eu nao___
O Sr. J. J. da Rocha:Se o nao fez o nobre do-
putado,outros o tcm feito e o farad. Sr. presiden*
te, se o que houve em maio e junbode 18i2 nao
l'oi urna rebelliao, ento nunca boiive nem ha
de haver rebcllies no Brasil, nem em qual-
quer parto do mundo (apoiados ). Hpuve iim
plano geral abrangendo quasi todo o imperio,
rebentando em diversos pontos que tinhao de
certo muito mais de20,000habitantes. Ser isto
urna sedicao de vintc homens? Nos os vimos
nomearem presidentes destiturcm autorida-
des quererem coagir pelas armas o monarclia
a nao sor coacto quererem coagi-lo a demittir
seus ministros cuja livre escolha 6 prerogali-
va constitucional da coroa queiercni que an-
nullasse leisfeitas pelos poderes legtimos por
clles sanecionadas : nao isto pretender privar
o monarcha de suas attribuices ? Nao isso
rebelliao ?
vordade.que aopasso que privavao o mo-
narcha dessas attribuices davao-lhe oulra
terrivel, de puro absolutismo a de suspender
e revogar Icis pois o absolutismo nao repug-
na a esses senliores com tanto que exercido
por ellos c em proveito delles.
Sr. presidente, o monarcha manifestou-nos
os seu sentimentos para com a guarda nacional,
o exercito a marinha, toda a populacao bra-
silera. Nos nao Ihe podemos responder sent
agradecendo nunca encarecendo os seus elo-
gios porque o exercito a marinha a guar-
da nacional toda a populacao enifim nos a re-
presentamos somos nos. O que nos podemos
faser, o que a justica nos impoem e o agrade-
cimento ao patriotismo do governo.
Emim digo que o patriotismo do governo
ircuinscreveuo theatroda lula. Senhores, o
movimento combinado nao devia parar ern al-
iins municipios de Minas e deS. Paulo : o Rio
do Janeiro estava ameacado e o Rio de Ja-
neiro foi todo leal ; as provincias do norte
o estavo a Parahyba, o Cear l'ernambuco,
e o movimento revolucionario nao as invadi:
gracas energa do governo, a rapidez com
que os vapores transmittiao as noticias do sul ,
ea lealdade dos brasileros dessas provincias.
Emadiamento a este periodo, Sr. presiden-
te, acorescentoO seguinte :
< Entretanto a obra da paciieacao do m-
perio nao est concluida ; cumpre que a le pe-
nl cesso de ser letra niorta ; cumpre que O go-
verno imperial nao descanse BU) caga conlianca;
euinpreque as paixoes polticas eos partidos
sejiq tradusidos ao movimento regular do systo-
ma representativo.
<< Triste legado de erros passados a rebe!-
HSodO Rio grande ahi est para mostrar quSo
funestas podem ser nalutacom as faccOes a
Icrsiversaco e a fraquesa. Tanto sangue .
amos iiiiihr.es hao sido devorados! I entre-
Inr... .1
ca que nutre V. M. I. de
breve esten-
prbvfhcia os
que j gosa urna parte
ia^aSiiaxaawaw que em
li-r-se-ho a toda essa mairailada
beneficios da paz de
della.
Sr. presidente, este periodo involve nina idea
capital: cumpre que cesse o reinado da impii-
nidade. At hoje, urna amnista o patroirfo,
o compadresco tcm feito que a le penal lenba
sido letra mora no Rrasil. J houve quem aqu
proclamasse que nos guerras civis os processos
iu-o as batalhas assentencas as Vitorias. Es-
sa mxima passa como verdade na opinao do
povoquea vi confirmada por continuos e\e;u-
plos. Depois daderisaodas balalhas, nada res-
ta : o sangue derramado a torra o bebe ; as
cinzas dos incendios, o vento as dispersa; tu?
doseesquece/apoaqosj: nao fleasemprc san-
grando a chaa;a da immoralidade Compre que
esse estado de cousas cesse emim 'apoiados).
Nem me aecusem de barbaridade ; felisnien-
te o cdigo nao impe pena de morle a cri-
nies polticos ; e-----daqui a algum lempo.
[ruandoo paiztiver esquecido dos
ltimos at-
que 0 paiz
'ciliados amnistio-oso inonarclia ,
os ter amnistiado !
Sr. presidente, cumpre que as paixoes se su-
jeitem ao jugo salular do rgimen representa-
tivo. Nessesystema todas as conviccoes sin-
ceras podem triumphar: para que pois sao lo
soffregos dn poder! Seconfio em suas convic-
pta linhaoa imprensa e a tribuna para pro-
paga-las e o paiz as acivilara ; se, por al-
guno acto de despotismo nao houvesse im-
prensa e fossem arrodados da tribuna, espe-
rassem : a opiniao publica em defesa delles se
pronunciara > eums que conseguis>e sentar
se no parlamento faria apoiadona opiniao pu-
blica desapparecer em breve a o^prossao, Pa-
ra que tanta sofTrcguidao Imitassem-nos : os
representantes do partido da reorganisaco so-
cial ainda lia muito pouco tenipo que dominao
pela opiniao nacional muito tempo eslivero
lora do poder ; esperarao nao se revoltarao ,
iiniliaro na opiniao nacional. Para que pois
nao esperarao ena tralarad de provar aopovo
que gosa vap de mais lberdade, de maisprotec-
cad com os juisos miinicipaes, cornos jurados ,
cornos juisesdoorphcs com os promotores
do cdigo ? Se tivessem conseguido convenc-lo,'
teriad sua causa ganha; para que pois esse san-
gue fapoido .
Resta-me justificar a ultima emenda. Sr. pre-
sidente, sempretenho visto que a economa sor-
ve de cavado de batalhade todas as opposicdes;
foi acensado de disperdcio o ministerio do 19
de setembro ; todos o tcm sido. Ora essa tad
preoonisada economa ser muito possivnl ou
menos muito efllcaz ? Persuado-me que nao ;
que nao aproveitando aqui um vintem ali
mcia pataca quehavemos de cobrir o inmen-
so dficit de nossas financas, ao menos-emquan-
to as discordias civis exigcm sacrificios de mi-
Ihdes e milhdcs___a menos que nao tomemos
o expediente mui fcil, lembrado pelo mou col-
lega que lio o fallou de. reduzirmos todas as
desposas publicas em proporcao do dficit.
Eis pois a minha emenda :
A cmara reconhecoque o estado da fasen-
da publica requer a mais acurada attenrad, do-
loroso porem Ihe sentir que para tad hunenta-
vel estado nao baja remedio ellcaz seno nc-
miamente demorado. ncutindo as massas
oamordotrabalho moralisando-as, tornando
impossiveis esses movimentos revolucionarios
emqueos ambiciosos as precipitSo; 6 no tri-
uinpho o na consolidaco da ordem que a c-
mara ve o remedio heroico applicavcl as finan-
cas do estado.
Trabadlo, moralidade e ordem e sero
aproveitados os inexhauriveis niananciaes de o-
pulencia com que dotou a naturesa o abencoa-
ild torrao ila America. Isso porem nio obra
de um da nem de um anno ; na actualidade
pois acamar! procurar na possivel economa ,
e no melhoramento do systema de impostes a-
cbar os recursos que de momento sao indispen-
saveis.
O mais como no projecto da commissao.),
Muito teria quediser, Sr. presidente, an-
tes de concluir ; porem ej tarde, reservo-me
paraoutra vez.
A discussofica adiada pela hora.
uuicuc isuii^ciio ULuiuuiaa esquan- i
Sessaode 14 de Janeiro.
LA-se o expediente: remette-sea com. de jus-
tica a representacaddas recolliidas da (loriade
rcrnaiinmLu C-s o eura em tiiscussao um
parecer de commissa5 sobro aadmissad do sup-
plentes que he rejoitado.
Continua adiseussao de votos de gracas.
O Sr. Rodrigues Torres:Sr. presidente, a
inexacta interpretaoafi que se deu a olgumas
frases pormiin proferidas em una das sessdes
passadas ea cirumstancia de poder esta in.'i
interpretacad concorrer do alguma sorte para
desvairar a discussaddo projecto da resposta
fallado tlirono obrigou-me a pedir a palavra
mais cedo do que desejava. DepOlS quo o Rz va-
rias emendas forao oir-re-idas por ahruns Ilus-
tres deputados ao trabadlo da commissao ; fi
fosea poitanto que depois de meter'espilcado,
lance una rpida vista do olhos sobre estas e-
mendas que as compare cim o projecto redi-
mido pela commissaO de que tenho a honra de
ser membro ; e emilta.O mcuJulzQ sobre a pre-
ferencia ou nao preferencia que devom ellas tor.
E prifneiramente, Sr. presidente, cumprc-
me observar que eu naodisse nesta casa que o
pr.'ecto offerecido pela commissao de quo son
membronaC temum pansament poltico fal-
lando de nina maneira absoluta; o que asse-
\erei, equeainda hojo sustento, que o pro-
jecto da commissao nao tom um ponsamen!o
poltico relativamente aos actos mas importan-
tes da admiiislraco tomados conectivamen-
te; islo que a commissao naS se deu ao tra-
badlo de examinar todos os actos do gabinete
para propor a cmara um voto de approvacad
ou reprovacad delles. E sonad o fez Sr. pre-
sidente, nao foi porque como taO injustamen-
te se Atase Beata casa tomesse ella malquistar-
se com algimsdos partidos em que se pOSSa de-
vidfra canaca : nado fez porque nao se jul-
gou encorregada de apresentat om trabalho se-
inelliante ; nado fez ainda, porque, quando
fosse disto encarroada faltavad-lhe os docu-
mentos, as informaces ndspensaveis para sa-
tislazer una ardua trela.
Todosos inembros da commissao tein Dos
lomado, a independencia de carcter necesa-
rio para einittire.m nesta casa as suas opinidos
com loria a franquesa com toda a lberdade.
Talvez soja eu aquello de que ni com mais rasad
se possasuppor que estou coacto em conseipieu-
oia das intimas relaedes quemo ligad a um dos
mombros do actual gabinete mas ou espero
ainda (pie o Ilustre deputado (|ue me fez a ii-
nstica que acabe! de referir um dia se convena
de que quando inesmo infelizmente para mim,
venha a cessar a identidado de ideas polticas
que existe ep&e mim e esse membro do gabi-
nete; as relaedes de amisado nao serad sufllci-
entes para fazer desquitar-me de minhas opi-
nidos desconhecer os meus deveres como re-
presentante da neead.
Se porem verdade Sr. presidente, que a
coiiimissad nad apresentou um voto que con-
deinnasseou approvasse todos os actos mais
importantes do ministerio nad 6 tambem me-
nos verdade queconsiderou algum dessos actos,
que naquelles pontos em que juigou que o mi-
nisterio tinhafeilo snicos incontestaveis, pro-
poz que so Ihe votassem elogios ; naquelles po-
rem onde parecen que o zelo do ministerio tinha
um tanto intibiado a commissao, para servir-
me da expressao de um dos meus honrados col-
legas, lez algum reparo. Assim, por exemplo,
tratando das relaedes exteriores propomos que
se diga :Acamara se compraz de saber que
subsiste inalteradas as relavos de amisado
entre o Brasil e as ralacoes cstrangeiras, e que
OODfla na Divina Providencia que nao soja inter-
rumpida a paz externa de que gosamos ; e espe-
ra que por meio de urna poltica vigilante o es-
clarecida se consiga este resultado sem quebra
da honra o dignidade nacional. Ora a ex-
pressao desta ultima clausula inculca qu acom-
misso teve, nao direi urna duvida, mas ao mo-
nos um tal ou qual receio do que as negociaedes
com as naedes cstrangeiras nao tinhao sido di-
rigidas com todo o esmero, com todo o desvedo
quO necessario aos interesses do pair.
Eu nao digo, Sr. presidente, nem a commis-
sao o pensou, queeste receio seja desde j urna
increpacao ou urna censura ; mas tornar-se-iia
tal se pelas inforr.iacdes que obtivermos poste-
riormente oonheceruios que com offeito nSi
houve esse zelo esse dcvello esclarecido nadi-
o aeoesentruo Brasil e as naedes
estrengeiras.
Mas dir-sc-ha : que rasio teve a comnn -
sao para fazer esto reparo? Sr. presidente, to*
dos nos sabemos como o nobre ministro dos ne-
; nao digo bom manifeslou ) deelarou positiva-
mente eaQrao Bretanha terminava emnovembrodo
anno passado : edeclarou de una maneira tao
cathegorica quo provocou urna disposicq legis-
lativa fundada nessa hypothese : entretanto qual
o resultado (pie ainda boje observamos? Os
Inglezos coution&o a tirar das disposiedes desso
(ratrado as vantagens commerciaes que elle Ibes
assegurava. Este facto portante o sulUcieoto
para l'a/er as er o receio de que fallei ; porque
om verdade aojo querennos suppdr que bou va-
se esta falta de zelo, mas queso lizessem os es-
fon os ndspensaveis para conseguir-so que o
tratado cessasse quando devera, foreoso con-
fessar quo o gabineteinglez to sordo s vozes
da razaoe da justica.....
OSr. C. da C.unha : apolado.
O Sr. />'. Torres. que doscnnlioca um direito
to inquesliona'.el (ueoSr. ministro da fazenda
nao teve escrpulo ein empenharo decoro edig-
nidade do corpo legislativo na sua favaraval do-
ciso ; muitosopoiados)\
Pelo que diz respeitoao estado interno do paiz,
a commissao Sis., taiiibi-m emittioum ponsa-
iiiciito poltico, ella deplora esses acontecimen-
tos... a rebelliao (apoiados de Minase S. Paulo:
vota elogios ao ministerio pela promptidio com
que acudi a essas duas provincias ; e inculca
a hecessidade que tem os dillerentes poderes po-
lticos do estado do faser esforcos perseverantes
alim de que se tornem iinpossivois novos movi-
inenlos reolneionarios aim de que aeabcm do
una vez as tentativas das (acedesque tantos ma-
les nos tem causado. E aqui Sr. presidente,
cabo observar a cmara que nao s eu mas tam-
bem os meus Ilustres collegas desojamos muito
dar una approvaco a lodos os actos a todas
as medidas que o governo loinou para conseguir
a paciieacao daquellas duas provincias; mas
dolas hade tanta importancia, de tanto alcance
poltico quo os inembros da commissao julg-
rfio depois de madura consideraco que po-
dorio pasear por precipitados, por pouco zelo-
so.s de garantas dos diroilos dos Brazileiros ,
so. sem mais profundoexame ssm torouvido
os niinislos sem havoiem estes justificado a
Decessidade do alguma dessas medidas propo-
/es.ein cmara a aprovaco dolas (apoiados ).
Sr. presidente, pela minha parle desojo que
a cmara rep'rove pela maneira a mais manifes-
ta a mais clara a mais enrgica que Ihe fdr
possivel esses movimentos revolucionarlos (mili-
tuse repelidos apoiados ) ; mas eu desejra tam-
bem que nos mostrassomos muito severos mante-
nedores dos direitos, das garantas sociaes (nu-
merosos apoiados). Digo que o desojo para que
possamos mostrar-nos imparciaes para que-
possamos obter a veneraco erespeitodo publi-
co veneraco e respeilo de que preciso que
gozemos nao pomos masporbem do paiz ( apoi-
ados ). Dosojo-o ainda porque, se queremos
que sejao combatidos, que sejao punidos os re-
beldes os quo atlonto contra a constituicao eas
leis 6 preciso tambem que mostremos o mais
religioso respoito por esses sagrados objectos
que nos sao confiados (numerosos apoiados).
Quanto aos negocios dafasenda. a commis-
sao tambem emiti um pensamento significativo.
Com quanto a ida de economa que a commis-
sao apresentou como um recurso edcaz fosse ,
em urna das ultimas sessdes, escarnecida por
um ilustre deputado meu particular amigo ,
todava a commissao ainda cntende Sr. presi-
dente, que noque di/ respeito ao estado finan-
ceiro do paiz,a idea do economa deve ser o nosso
delenda est Carthago ( apoiados ) .
O Sr. Paula Candido: Apoiado Demos
o exemplo renunciando o subsidio.
O Sr. Torres : Disse esse Ilustre deputado
que todos os ministerios tem sido prdigos.
mais umaraso para insistirmos na necessida-
de de rigorosa economa. Alm de que se a
cmara nos izer a honra de aprovar o periodo
que d respeito aos negocios da fasenda nao
fusuma reconiiiiendacao ao governo, toma
imbem o empenho de nao decretar despesa que
nao seja productiva ou absolutamente neessaria
para o snico publico. Se verdade, como se
disse, que todos os ministerios no Brasil ten si-
do prdigos, ou menos econmicos do quo cum-
pre ser, (iesgraoadamente tambem verdade
quo muitas veses as cmaras legislativas Ihe tem
dado exemplos dessa prodigalidade ( muitos
apoiado!
Disse-se que a idea de economa C irrisoria
ocios aa iazendanasessao passaa manitcstou i .Mas para convencer ao Ilustre deputado a quem


me redro de que ella nao he to irrosoria como
a primeira vista Ihc pareceu basta ponderar-
Ihe que o mesmo nobrc ministro dos negocios
da fazenda que alias nao pode deixarde ser con-
siderado como uin dos horneas que temos mais
traquejados na theoria e pratica dos negocios da
fazenda, he o proprio que apresenta est idea
como um recurso inanceiro da mais alta impor-
tancia. Eu lerei, Sr. presidente, as proprias
palavras do Sr. ministro no relatorio ha poneos
dias apresentado nesta casa: Entreesses meios
( os de suprir a deficiencia da renda permitti
que vos diga (levis contemplarcomo efflcazo
nao crear por em qnanto despeza alguma nova
que nao se;a productiva de renda 011 justificada
pela mais urgente necessidade publica,
A' vista pois desta opiniao do nobre minis-
tro nao so considerar ta irrisoria a idea que
foi enunciada pela commissaode que tenlio a
honra de faser parte. Verdade he que nobre o
ministro da tsenla dum conselhos cmaras,
mas creioque pide elle tirar desse conselho tria-
ba sofllciente para a administracao de que fa
parte.
Eu nao me estenderei mais sobre este tpico ,
porque pretendo vollar a elle quando examinar
a emenda do mea nobre amigo.
Depois do ter dado estas breves cxplioaces
que mostrad" que nao ha a contradigas (pie en-
xergaraS no comprtamelo dos membros da
commissao alguns dos Ilustres deputados a
qaem tenho a honra de dirigir-me ; depois de
ter mostrado que nao he o projecto de resposta
tao falto de pensamedtos polticos como se tem
dito devo tratar de examinar as emendas a que
alludi quando pricipiei o mau discurso.
Entre esss emendas lia urna que tem por (irn
substituir a palavrarebelliSopor outra que
menos expressiva menos caracterstica seja.
Ora esta questo foi tambem suscitada no
seio da commissao ; duvidamos a principio se
empregariamos ou nao a palavrarebellio
de que se servio o discurso do throno; e as-
sentmos por fim que devoramos conserva-la
pelas seguintes razoes: primeramente por
que tendo o governo pela constituicao o direito
de classificar estecrime, e tendo-o classificado
j em virtude dos fados que oc.-orrro e das
informadlos que obteve nao antieipavamos
qualquer juizo que houvessemos de emittir pos-
teriormente se se verilicasse que os fados nao
tinho occorrido do modo porque so nos asse-
gurava ou que nao so tinha realisado a hypo-
these de que partiramos. (ionsorvmo-la a-
inda porque cada um dos membros da commis-
sao est convencido que com offeito houve urna
rebellio; porque a commissao julgou que a
cmara estara igualmente convencida disso ,
porque a nos tambem nos competo classificar
taes crimes pois que temos o direito de sus-
pender garantas.
Conservamos anda a palavrarebellio
porque entendemos que se depois de ter o
discurso do throno u vessemos nos supprimdo ou substituido por ou-
tra que menos expressiva fosse poder-se-hia
cuidar que duvidamos que tivesse havido com
efle.tfl este crime que duvidavamos da legali-
dade de todas as medidas que o governo havia
tomado para su Roca-la ; e nisso enxorgamos
nao s um acorocoamento as faeees ( mu i I os
apoiados ) que ainda na minba opiniao ao
menos, nao esto desanimadas (apoiados),,
mas tambem queramos fazer esmoreccr aquel-
los que sustentro custa de seusangue, cus-
ta de seus bens, a ordem, a constituicao as
leis e a liberdade ( apoiados ). Eu digoliber-
dadee entendo que sem constituicao,sem leis,
sem ordem nao pjde jhaver liberdade. Forao
estas as razoes que nos obrigrao a conservar
ou a servir-nos da mesma expresso de que se
servio o throno.
Outra emenda existe sobre a mesa de um
Ilustre deputado por Pernambuco qual nao
dou muita importancia ; todava nao posso dei-
xar desapercebida urna expressao que me doeu
dentro d'alma. O nobre deputado entende que
o perodo da commissao que diz respeito aos
movimentos ou rebellio de Minas e S. Paulo
i- um trecho da mais profunda immoralidade !
(lomo senhoros ? Somos iminoraos porque
dizemos que em Minas e S. Paulo se com-
metteo um crime ? Somos immoraes porque
dizemos, que aquellesque o perpetrrao sao ini-
migos da ordem social ? somos immoraes por
que declaramos que sao precisos esforcos per-
severantes dos diflerentes poderes polticos do
estado para evitar novas tentativas revoluciona-
rias ? Se assim risq jemos essas palavras,
Sr. presidente ; digamos en'o : Os que pra-
ticro os que dero impulso a erses movi-
mentos izcro um acto de generoso patriotismo,
como j alguom asseverou na outra cmara (vi-
ros lignaes de desiprovaeo ) ; digamos que a-
quellesque concorrro para esses movimentos
sao benemritos da patria f apoiados ) ; diga-
mos que-os poderes polticos do estado devem
empenhar todos os seus esforcos para votar a-
gradecimentos a esses homens benemritos.
( Nao apoiado ). Ser inmoral o periodo da
comini'^' por Mrt que nio acnmnoJ.lS f q
uo enuncia as mesmas palavras do throno na
parte que exprime a profunda magoa quesen-
tio S. M. I. com esses acontecimentos? Pois
nos que somos os representantes do povo que
soffremos com o povo que fomos com o povo
victimas desses acontecimentos somos immo-
raes porque nao nos queixamos da dor que sin-
timos dos males que solTremos? Por ventura
do mesmo periodo da commissao nao resulta
esto sentimento ? Estranho senhores es-
tranho abuso da significaoo das palavras / es-
tranba confusao do justo e do injusto do mo-
ral o do inmoral ( apoiad>s )!
O Ilustre deputado a que tenho neste mo-
mento a honra de dirigir-me depois de haver
tratado de questes polticas julgou que de-
vora tambem descer s questes grammaticaes ;
enxergoif elle defeito na redaccao de alguns
trechos da resposta falla do throno por ha-
vermosempregado duas palavras que aecusou
de gallicismo. Sr. presidente nao muito
dilTi;:il que em urna redaccao destas que de or-
dinario se fazcom rapidez que tem de ser ain-
da remettda mesma commissao para do novo
redigi-la escapo urna ou outra palavra que
nopossa ser julgada legitima portugueza. Eu
mesmo havia reflectido no emprego que fi-
zemos da palavrnsecundare torta mandado
mesa urna emenda que a substituisse por ou-
tra : se nao tivesse o projecto de voltar com-
missao : confessoqueo verbosecundar na
opino dos puristas um gallicismo mas nao
to gallicismo quealgum philologo nao Ihe te-
nha dado j os foros de portuguez. Quanto
ao verbodevotarse o nobre deputado quizer
dar-se ao trabalho de ler com alguma atten-
cao Fvlinto Elisio e outros escriptoros que sao
jui/.es competentes na materia ah encontrar
essa palavra a cada passo ; e para que nao pa-
roca que cito de falso lombrar-lhe-hei a so-
iiinte passagem da tradueco dos Martyrcs por
IVancisco Manoel
Jiepousa em Phigalea, to famosa
Pelos seus devotados Orestarios
e paroco-me que isto basta para vngar o verbo
devotarda injuriaquese Ihe quiz fazer quando
se disso nesta casa que puro gallicismo.
Entondeu-se tambem que havia um defeito
na redaccao do ultimo periodo do projecto ,
(piando dizguardando o deposito de que a
constituicao nos encarregou. O nobre deputa-
do julga que se deve dizer naco em lugar de
constituicaoporque nao 6 a constituicao
que nos encarregou deste depositle que falla
a commissao ; e eu entendo que nao assim :
nao a nado que quando nos casos ordina-
rios nomca os seus representantes Ihes confere
poderes, nao sao os eleitores que designo as
funecoes que tom de exercer os deputados a
constituicao que as tem designado a le
fundamental do estado que em um dos seus
artigos dizque somos os guardas da consti-
tuicao odas leis. Parece-me portanto, que
a observadlo do Ilustre deputado nao pode fa-
zer peso no espirito da cmara.
Passarei agora Sr. presidente a conside-
rar as emendas ofTerecidas por um Ilustre de-
putado por Minas que achou o projecto da
commissao sem cor politica, sem pensamento ,
som fim determinado; procurarei mostrar que
se assim as emendas nao satisfazem o sen
proposito, isto nao torno a resposta mais ex-
pressiva nao Ihe do cor polit ca nao aug-
mentao ao projecto idea alguma que se possa
considerar como um pensamento politico.
Sinto ter de oceupar ainda a atteneo da c-
mara : desojara nao roiibar-lhe o tempo ; mas
parece-me que a discusso de alguma impor-
tancia (apoiados ). Senhores a commissao,
propz que se respondesse ao throno relati-
vamente s nossas relaoes exteriores do mo-
do seguinte (U) A cmara se compraz em
saber que subsistem inalteradas as relacocs de
amisade entre o imperio c as potencias estran-
geiras e que V. M. I. confia na divina Pro-
videncia que nao seja interrompida a paz exter-
na de que gozamos e espera que por meio
do urna politica vigilante e esclarecida se
consiga este resultado sem quebra da dignidade
e interessesda nacao.eo Ilustre deputado
quer que se diga O systema de franqueza a-
doptudo pelo governo imperial de corto o
mais apropriado para man ter as relaces de a-
mizade que felizmente existem entre o Brazil e
as potencias estrangeiras. Nao passarei a-
diantesem fazer algumas observaces sobre es-
ta parte do periodo do Ilustre deputado. A
franqueza pode ser urna qualidade muito boa ,
muito digna de aproco entre particulares; se-
lo-hia mesmo entre os governos se fossem todos
igualmente sinceros igualmente ingenuos ,
igualmente francos ; porm quando se trata
com naces que de ordinario recorren) a todas
as astucias, a todos os arteficios diplomticos ,
para poderem chegar a seus fins nao concedo
como a franqueza seja urna qualidade sufi-
ciente e qualidade tal que por si s constitua
um systema que deva dirigir o governo nas suas
rciin i;.> i ..ni (Miius (iovos. E ainda assim a
franqueza poderia talvez ser admittida como
urna qualidade necessaria porm por si s
nao seria suficiente ; porque nao basta queum
governo seja franco para bem dirigir os nego-
cios de seu paiz que di/.em respeito aos inte-
resses uxternos. E' preciso demais que o go-
verno seja muito vigilante muito zoloso, mul-
to esclarecido e conheca profundamento nao
s as necessidades e circunstancias da naco
( apoiados ) cujos destinos dirijo mas ainda
as circunstancias as necessidades os inte-
resses das naces com quem trata. Estas qua-
lidades podem constituir um bom diplomata ,
um bom ministro dos negocios estrangeiros
(apoiados); mas a franqueza s ? nao; e
muito menos se pode conceber que de per si
s seja ella um systema politico.
Contina o Ilustre deputado: Se porm,
poucos interesses polticos temos em commum
com essas potencias que posso tra/.er encon-
tr de direitos temos com ellas importantes
relaces mercantis..... Eu paroaqui. Como,
Sr. presidente, pois temos nos poucos inte-
resses polticos em commum com as naces es-
trangeiras? Nao temos de discutir interesses
polticos de alta monta no Rio da Prata ? Nao
temos um tratado de paz a fazer com Buenos-
Ayres ? Nao temos quostao de limites com a
Repblica Cisplatina e com a maior parte das
naces americanas que confinao comnosco pela
parte occidental? Nao tomos interesses politi-
cos e questes de limites a discutir com as na-
ces da Europa ? Havemos pois de dizer que as
relaces polticas com as naces estrangeiras
nao tem importancia para o Brazil ? Seria isso
desconhece-los, ou aconselhar ao ministerio que
durma acerca delles o somno da indolencia. A
cmara nao o ha de por certo fazor nem
posso comprehender como o nobre deputado
autor das emendas to Ilustrado to talen-
toso se animasse a manda-las mesa. ( O
nobre orador contina a lir.)
E a esse respeito lastima a cmara que li-
ma dessas potencias nao quizese acceder lit-
teral intellgencia que dora o governo do im-
perio estipuladlo relativa ao prazo em que
devia findar o tratado que ella nos ligava.
Esta parte do periodo redigida como est ,
indica claramente que a cmara quer que se
nonha termo s negociadles a cerca da intelli-
gencia dada ao artigo 28 que marca o prazo
em que (leve findar o tratado entre o Brazil o a
Inglaterra e que se resigna intelligcncia
dada pelo gabinete britannico : e como nao
pens assim como entendo que nao 6 proprio
da dignidade da cmara exprimir semolhantes
sentimentos ao throno nao posso*dar o mou
voto a esta parte da emenda, (yfpoiados.)
( O nobre orador contina a lr. ) Essa
triste experiencia leve tornar-nos em extremo
cautelosos e prudentes quando formossolicitados
para aceitar novos tratados do commercio con-
sultando os interesses da lavoura e da industria ,
nunca esquecendo as liges do passado o go-
verno imperial satisfar os votos do paiz e da
cmara dos Srs. deputados.
O que se contm nesta parte da emenda, diz-
se de um modo mais claro mais desenvolvido ,
em um dos periodos do projecto da comnrsso.
Parece-me pois que a primeira emenda do il-
lustro deputado pode estar muito melhor redi-
gida ter melhor boleio de pbrasc ; mas mais
cor politica para me servir das suas expresses ,
mais pensamentos politicos mais verdade ,
mais exactas doutrinas do que o periodo corres-
pondente da commissao.... oh isto certo que
nao.
Sr. presidente eu teria ainda algumas ob-
servacoes a fazer a este respeto porm sin-
to__prevejo que a cmara nao me prestar
a su a atteneo por muito tempo.
ylquns Srs. deputados: Nao apoiado :
continu.
O Sr. Torres : Passarei pois segunda
emenda do nobre deputado pela provincia de
Minas ( t ) :
Nao podia o coraco paternal de V. M. I. ,
doixarde profundamente magoar-scao ver que
o genio da rebellio continuava aensanguentar
o imperio a dizimar a sua to minguada po-
puladlo a empecer o desenvolvimento de sua
industria e a confundir todas as ideas de mo-
ralidade fazendo assim recuar a civilsaco
e a prosperidade da patria; se porm o zelo e
a dedicaco da guarda nacional, do exercito ,
da marnha de toda a populacao emfim mi-
tigrao de algiim modo a aHiedio d V. M. I. :
se V. M. I. se compraz em proclama-lo a c-
mara dos deputados em nome do paiz nao
pode tambem deixar de agradecer a V. M. I. a
patritica energa com que soubc o seu governo,
suffocando de prompto a guerra civil minorar
seus estragos limitar o theatro de suas de-
Yastac>s. Nao permita a Divina Providencia
que to crueis fatalidades se reproduzo; se por-
m...cont V. M. I. com a lealdade dos Bra-
zileiros.
A emenda portanto An nobre deputado
tem quanto a mim tres pensamentos : repro-
va os acontecimentos das provincias de Minas c
S. Paulo : 2. d agradecimentos ao governo
pela energia e pela promptdo que desenvol-
veu nessa occasio ; e em 3o lugar indica a
necessidade que ha ainda de perseveranca do
esforcos para evitar novas calamidades dessa es-
pecie. Mas, senhores, que tem isto de mais,
que idea politica se exprime que nao se con-
tonha no tpico correspondente do projecto do
resposta falla do throno ? Ah reprovamos da
maneira mais explcita osacontecimentosde Mi-
nase S.Paulo. Ah louvamos o ministerio,
pela promptidSo com que acudi a essas provin-
cias. Ahi exprimimos a necessidade de per-
severantes esforcos dos poderes politicos do es-
tado para evitar novas calamidades, para
por termo aos loucos projectos das faccoes, pa-
ra fazer que se resignem ellas ao salutar peso
das leis. (Contina.)
Coramuniculo.
Quando um argumentador pouco sincera
falta a forca da razao o da verdade outro recur-
so Ihe nao resta sino adulterar as ideas daquel-
le com quem argumenta mentir e calum-
niar. A incontestabilidade deste principio pro-
va-se com a resposta, que ao nosso communico-
do inserto em o numero 19 deste Diario dco o
intrpido com o seo artigo transcripto no D.
n. de 6 do andante mez de fevereiro. Analise-
mol-a.
Comcca o communicante dizendo que o al-
cunhmos de mal-creado por censurar to for-
te, c acremente o Exm. Presidente da provin-
cia ; que este he o nosse idolo ; e que a dofesa,
que ali fizemos a S. Ex. nao he filha da convic-
co e sim da mais baixa adulaco, que se tem
visto em Pernambuco. Enganou-se ou an-
tes mentio o intrpido. O epitheto que Ihe
damos e do qual o fez credor o seu burlesco
comportamento para com nosco nao foi por
certo pela acrimoniosa e insultante maneira ,
porque, esquecendo-se do rcspei'o. que se deve -
primeira auturidade da provincia, ainda mes-
mo quando se censro os seos actos, a tem vi-
perinamete criticado porcm por haver sal-
lando sobre todos os preceitos da decencia e
urhanidade com que perante o publico se de-
vem bater aquellos, que para elle escrevem ,
tractado-nos de aduladores baixos, c servs:
oque mui evidentemente se deduz do que es-
cripto se acha em o nosso referido communica-
do, c eremos firmemente foi percebido pelo col-
lega que nrrependendo-se sem duvida de se
ter tornado digno d'um tal qualificativo sem
com tudo ter a franqueza e a coragem precisas
para confessar o seo arrependimento c queren-
ilo ao mesmo tempo fazer recahir sobre nos o
odioso que s a si pertcnce, por ter sido quem
primeiramente nos insultou procurou torcer
<>s nossas palavras f o emprestar-nos intcnces ,
a fim de ver, si assim cohonestava o seo proce-
dimento e afeava o nosso : porem para gloria
nossa e vergonha sua tanto o nosso artigo ,
como o seo a que com elle respondemos, ex-
istem impressos, este em o D.-n. n. 11 do pre-
sente anno, c aquello, como dito ica, em o nu-
mero 19 deste jornal podem ainda ser litios ,
e consultados e os imparciaes os que despi-
dos de prevencao os examinarem, far-nos-hao a
merecida justica. Nao he certamente nosso do-
lo o Exm. Sr. Barao da Boa-rista pois nao i-
dolatramos aninguem nao sondo como nao
somos exagerados e visionarios em nossas opi-
nies; porem estimamol-o respeitamol-o e
admiramo-lo ; e isto porque muito tememos
concorrer para augmentar o numero d'ingratos,
o que succederia soesquocendo-nos dos bene-
ficios que ha S. Ex. feito a esta provincia, os
quaes tambem sobre nos reflectem visto que a
habitamos, reunissemos nossas vozs s da prat-
eira sucia para vilipendial-o ou deixassemos
do prestar o nosso contingente sua dcITcsa. Por
convieco e nao por adulaco nem movidos
por qualquer outro motivo que nao sejo os ,
que chamo a terreiro os sectarios da verda de ,
quando a vem atacada, defendemos ao Exm- Sr.
Baro da Boa-vista ; pois se nao fossemos ani-
mados desses sentimentos procuraramos ven-
der a nossa penna a S. Ex. como praticou o
mais parlador dos da opposico que nao sa-
bendo sustentar a dignidade de homem depois
de ter da maneira a mais vil e bajuladora im-
portunado a todos, que agora tacha de servido-
res do governo para deste conseguirem favo-
raveis disposidjes acerca d'uma sua pretendi ,
depois d'haver por mais d'uma vez recorrido a
meios, deque qualquer, a nao ser elle, se en-
vergonharia, quiz paduar com a redaccao (leste
peridico olerecendo-lhe os seos (scriplos a
prol da causa d'adminstracio a fim de que a
mesma d'ella obtivesse proteedio a seo respeito :
pacto, a que nao uniiuio, nem jamis annuira
a redaccao nem nenlmni dos que pertencen
ao lado governista ; porque nao s os que nolle
estn alistados nutrem dd;s de honra, e pun-
donor e nao ^"(Vrer SS!pS7c!bsrcS!~w com u-
ma alma to nicquinlu>, como porque a admi-
Dstraco faz justica a quem a merece, nao tran-


>
sgfll equando d algum cmprego, ou concor-
r8 f pira que ello soja da:lo lio por estar con-
vencida de quo vai premiar o mrito e nao
0^r nenlrima outra consi loracSo; mas os da po-
posieo que nos nao conhocem, que, contan-
do entre o* seos nimos to vis nomo o de que
vini v de tractor, julgo-nos igual aos da sua
pan Mlha que sao capados da sacrificar tudo aos
leni intoressns particulares, nao recoi > de p m -
-, de aduladores do governo, no entretanto que
nos nao o visitamos, nao o conversamos mesmo,
c si o deffmdemos, lie, como a dissemos, por
unten lerme-s, que de seo lado est a razo e
por a Uto nos forjar a gratido que llie dove-
mr> pelos multo? beneficios, quo ha prodgali-
ado a provincia, e;n que tivemos a dita de
nasccr.
A. nm*mi delniclo, que o contemporneo d
ao termo prrtido nos agrada ems sugiere ar
mis para victoriosamente combatel-o : di/, o
clica, que partid i h> a associaeo d'indivi-
dnos, que pensando d'um modo aecorde, se
oopfie aquellos, que pensiio d'uma mancira
contraria : ora multas pessoas seoppoe s ideas
propaladas pela opposiclo ; muitos cscriptores
defJO em esustentiio os actos da presento
administrat-o duas (pibas servem de orgo a
entes escrintore?; a presente administracao he a
(1 > Evn 8r. Biro da Boa-vista : I030 S. Ex
te*n partido e a definieao do intrpido he con-
tra-producentem.
Ocommunicante, frtil em falsifioaees, dis-
se que, quando aponamos a numerosa fami-
lia de S. Ex. para corroborarnos a ooinio, em
que estamos c estar todos que nao forem o
intrpido o os poneos, que esposo os seos
pegamentos de que S. Ex. tem um partido ,
eumpartido poderoso, alludimos aos Caval-
cantes a quem supnSe na opoosico e mais
prestigiosos, que S. Ex. : claudicou o_cpetaneo :
a familia Reg Barros be por si s bastante intlu-
cnte nao he fraccionaria o tem poder sufi di-
ente para repellir qualquor affronta, que algum
o mido se arroje a fazer a um dos seos memliros:
maitos dos CavalcantBs estSo ligados a S. Ex.
alem dos laeos do parentesco pelos l'amisade, e
d'uma auvsi le sincera e nao fingida e filha
das circunstancias como a que vos, que reco-
n'iecendo a fraqueza do vosso lado usando da
nubtilesa da raposa por vos faltar a ftrea ib
teto, querendo angariar-vossombra e fazer-
\os crer solidos e vigorosos, inculcis agora
tributar-Ibes, quando sempre, eem todas as
crisos polticas llies votastoisa mais cruenta guer-
ra e nao aoorovar'io de corto que s'injurie
anda de leve a S. Ex. : e se alguns existem na
oppoicSo se nsquecidos dos nobres sentimen-
tos, que deve cntreter um verdadoiro Cavalean-
tu consontem ou concorrem para que se do-
este um prente cujos feitos tanto esplendor ho
grangeado sua familia nao nossuem na rea-
lidade mais prestigio do que S. lx. pois, se
o possuissem sendo como diz o collega, op-
posionistas, conseguiran frustrar as prudentes,
esiSias medidas, con que S. Ex. obstou, que
entre nsaoparecessem sovomb-mad is, e serio
fielmente ejecutadas pelas inmunidades do
norte as ordens das invitibUidadts do su!.
Com a sua to conhecida estulticia julga o
contemporneo que o (acto de ter sido S. Ex.
eleitosempredeputado ecom materia devo-
tos nao prova que elle tenha partido, eem
soccorro do seo juizo allega que c.escio no
Bradl nao he parto da consciencia porcm re-
sultado de podidos, de planos &e. e que por
ser o Exm. Baro Presidente e nao por mere-
cer as simpathias dos seos comprovincianos oh-
teve a sua ultima eleicao. S a malicia, e a frau-
dulencia com que argumenta o communicantc
Ihe po lerio prestar tal lembranea : os suffragi-
os, com que S. Ex. tem sido encarregado pelos
seos dignos patricios de promover os seosinle-
resses na cmara temporaria ho sido ditados
pela consciencia e nao estorquidos com pro-
messas, e ameacas; pois S. Ex., que presa a
honra que nao pensa como os correligionarios
do collega, cujo coripheo a nada se poupou para
conseguir urna votaoo que attentos os meios,
que llia grangerao he-lhe vergonhosa, esum-
mamente vergonhosa, pejar-se-hia de deversua
eleicao a insinuadles, sugestes e influencias
do seo cargo : o que asseveramos sem o menor
escrpulo deserraos contestados desafilando a
qualquer eleitor ou potencia eleitoral, a apre-
sentar documentos, que testifiquen! o contrario
do que levamos dito: e se a auctoridade, de que
se acha S. Ex. revestido e nao as Mas bel las
qualidades, fosse a orgem da sua eleicao, elle
appareceria na cmara dos deputados no la to-
mar assento depois de ter manejado as redeas do
governo e nao antes e muito antes, como
he inquestionavel.
Com imanto em o artigo que de presente
sustentarnos, c que o intrpido tentn refutar
nao tivessemos tractado do rome do lixm.
Sr. Bario da Boa-vista, todava, comoocol-
|,.,> a _-_ ;~ da? xereicio ao seo ca-
nino genio" "os lancou a luva similhante res -
peito nos a levantamos e esperamos nao sa-
bir mal da contenda. Diz o com nunicante ,
que o nao ter S. Ex. experimentado opposi-
cao em seo primeiro governo por haver en-
contrado os Pernambucanos indifferentes po-
litioa em consequencia d'estarem caneados das
trahices, c perseguidlos dos pseudp-Kheraos ,
e as ridiculistimat circunstancias d'havor S. Ex.
mandado alguma tropa para o Sil e Babia ,
forao que Ihe produ/irao o renomo : nos po-
rem Ihe observamos que, querendo elle de-
tractar S. Ex. fez justamente a sua apologa ,
que, buscando persuadir ter sido mal adquiri-
do o seo renome mo grado seo, demonstrou
serem mui apreciaveis, e recommendaveis os
ttulos, que lh*o ganhrao; por quanto si o Sr.
Barao como confessa o communicantc ao
sontar-se pela vez primeira em a cadeira Presi-
dencial acbou os Pernambucanos no estado, em
que os pinta o collega isto he trahidos c
perseguidos pelos psendo-liberaes, cuja lin-
guagem bem se pareca com a do intrpido e
de todos osquttlem pela mesma cartilha ,
nao foi cortamente por-so haverein ellos tornado
indiferentes poltica que deix&ro de Ihe
faxer onposico porem por sentirem que o
nobre Barao tinba por norte promover a sua
felicidade ( dos Pernambucanos ) que envi-
dava os maiores esforcos para sanar os males ,
que Ibes haviao occasionado os improvisados
oais da patria e porconhecerem perfeitamen-
te amostrados pela experiencia que as ali-
cantinas d'estes s tinhSo por fim aplanar-Ibes o
caminho por onde deviso marchar para leva-
rom effeito assuas especulacos, e que, quan-
do so seconstituiao doilensores dos seus direitos,
representando os offendidos era para mais
salvo os podorem embar maneira do lobo ,
que finsre-se amigo da ovelha para com mais
facilidade, esem resistencia alguma de sua parte,
bober-lhe o sanme: o as circunstancias de man-
dar S. Ex. tropa Pernambiicana ajudar os seos
ir naos amantes da lei, eda ordem a anniqu-
laretn o dominio da guerra civil que se de-
senvolvco na Babia, eenfraquecerem a,que an-
da existe no Sul ninguem parecers rodicu-
lissimas sinio ou a um esoista consumado,
cujo principal e nico cuidado he procurar o
seo bem estar poueo s'importando com a bda,
ou m sorte do seos similhan'es ou um se-
dicioso, que bem longo d'alegrar-se ao ver seos
patricios lvres dos males, quo dassedicos pro-
von cobre-so de luto ao seo anniquilamonto ,
em consequencia de rcconbccor que elle mui-
to influe para queabro os olbos e dotes-
tem o erro aquelles, a que se tenha podido I-
ludir ou io intrpido finalmente que nao
obstante o esmero com que se alapar.la a-
qui se poz doscoberto e patenteou o quan-
to he pequen i na asualma: pois ou sent o
contrario do quedisse, e en tao nao merece o
menor conceito urna vez que assim suffoca os
gritos de sua consciencia s para detrahir ou-
trem : oud'estemodo fallando, exprimi os
seos verdadeiros pensamentos e entao he o
mais abjecto dos entes, e urna copia fiel do
quadro, que cima traeamos.
Ocommunicante nao podendo negar, que
o caes do collegio substituio a um monto de
lixo declara-o ; porem baldo de razes, com
que pulverise as que produzimos para provar,
i|uc aquella obra tornava digno de elogios ,
quem a promovoo sem demonstrar que nao
deve ser louvado quem converte em recreio um
manancial dinfecces e por isso perigoso e
digno das mais serias attencoes d'um gover-
nante que como o Exm. Sr. Barao muito
s'interessa pelo bem phisico e moral dos seos
governados tergiversa, comocostuma, figu-
ra o caes feito com desperdicios cheio de def-
feitos, que s existem na sua imaginacao e
que inventou para sustentar a sua primeira
proposicao e com a ufania d'um vencedor ,
pergunta-nos, si ainda temos o que dizer ? te-
mos de facto e he que nao basta dizer, que
o caes he todo dcIToituoso porem que preciso
se faz apontar esses deffeitos o convencer-nos
d'elles; que nao basta dizer, que houvcrao
desperdicios na sua construccao, mas que cum-
pre proval-os : pois si s o dito dos zoilos fosse
sulicicntc para fazel-os crer sem que se os
obrigasse exhibir provas de suas a.-sercOes as
melhores reputacoes as mais apreciaves ac-
edes os mais extraordinarios feitos estariao
carcomidos por quanto sao os que mais e-
mulos gerao, e estes muito s'empenbo em de-
saprecial-os.
Com o despejo que Ihe he tao familiar ,
insiste o coltega, que n'alandega nao se fez mais
do que una separaco entre o convento dos ma-
nigrepos, e a respectiva groja, 9 abertura d'al-
gumas salas maiores, ou mon^res a pinturadea-
marello : si o coetneo cscrevesse com o fim de
nao publicar BflU os seos primorosos escriptos ,
porem para envial-os outras provincias in-
dicava com imilhantes ditos malignidad
umita malignidade ; us escrevendo na capital
de Pernambuco para os habitantes da citfadc
do Recife, no s denuncia a sua malignidade,
como nos nduz crer, que se apraz de men-
tir; pois que quando todos veem, que o ex-1
terior d'alfandcga tem urna perspectiva inteira-
mente nova, que aquello edificio acha-so guar- !
nocido de svinelrieas janellas, o que d'antes
nao tinba ; que a sua frente remata em ele-,
gantes arcadas sobre quedescanea urna par-1
te do mesmo edificio, acabada de construir j
e que ofTereoe um espacoso patio onde se re-
colhom muitos objectos sem que fiquem ex-
postos aosol comosuccedia quando nin-
guem be desconhecido que all existem os ar- i
mazens de que tractamos em o nosso ultimo
eommunicado existencia que ora o con-
temporneo contestn necessario he, que se
lonha gosto em passar por mentiroso para que
se persista em negal-o. Nao approveita ao col-
leja a sua coarctada acerca dos torreos por
quanto quando nao ausmentassem como
augmentarlo os commodos d'alfandega so-
mente o grande Inilho que produzirao ao
respectivo edificio tornando-o mui engracado,
emagestoso, justifica a sua construccao e si
emum d'elles acha-se presentemente estabele-
cda a reparticn das obras publicas, para o
que se cortara) todos os meios de communica-
eao entre esta e a d'alfandega dando-se-lhe
at urna entrada independente he porque o
Exm. Sr. Barao, quo bem Ionio de sor desper-
dicador como o figura o intrpido e os de
sua chusma, procura quanto be possivel, pon-
par os dinhoiros pblicos vendo, que sem mili-
to detrimento a aifandega poda cede-lo a men-
cionada reparlioio, o quo para all passando-a.
cconomisava a nao pequea quantia quecuro-
pria (lospendor-se com o aluguel d'uma casa,
quo ofTerecesso as precisas commodidados, para
nella ixar-se a dita reparticao, transferio-a pa-
ra para o referido torreo.
A rospeito das estradas nao fez o contempo-
rneo mais, do que repetir o que j havia di-
to ; e nao tendo respondido ao argumento ,
de que nos servimos para provar que lio Ion
vavol a Presidencia por haver curado de sua
confltraccjfo sem embargo de ter sido a As-
semhla quem as autorisou claro he quo
concordou com nosco ueste ponto e que se nao
guardn silencio a cerca d'elle como aconlo-
eeo sobre outros muitos foi s com o intuito
de campar de parlador.
Trctando o communicante dos estrangeiros,
empregados na provincia nadou contento no
mire mngnum das mentiras, o calumnias: pois
mentio quando dase que o Sr. Jos Soares
de Vzevedo que actualmente rogo no I.yeeo a
cadeira do Erancoz e que por sua nio vulgar
litteratura muito honra aquello eslabelocimon-
to lio ostrangero |>or quanto so bem que
elle nio soja nnseido no Brazil com tudo he
Brazileiro adoptivo, por isso que nao s ao pro-
(Janiar-se a Independencia do Imperio dei-
xou-se ficar no Maranhao onde nessa poca
resida, msate assignou o auto, quesela-
vrou em a cmara da capital d'aquella provin-
cia e pelo qual os seos habitantes manifesl-
rao os seos fervorosos desojos pela rcalisacfio da
mesma Independencia e desde entao sempre
foi considerado Brazileiro tanto que no pas-
saporte que ao aqu chegar apresentou fir-
mado pelo ministro do Imperio, vinba declara-
do como tal: mentio assevorando, quo o Sr.
Mo'raes Sarment he empregado no mesmo Ly-
co porque este Sr. niio recebe ordenado ,
ou g'ratificacao alguma pelas liedes, queda em
sua casa a quem as queira ouvir: o que faz
por nao ser monopolista dos seos conhecimen-
tos e por almejar transmittil-os aos habita-
dores do pair. quecscolheo para sua morada,
reffeitando mesmo a provisao pela qual se o
nomeou Lente de phisica : e calnmniou-nos '
avancando quoadirm/imosseroSr. D. Fran-
cisco o nico estrangeiro empregado na pro-
vincia no cntrelanto que o que dUsemos e
ainda sustentamos foi, que elle era o nico ,
na lat. de 20, c 4 de Ion, o Jexider aqui che-
gado.
New-York 17 de dezembro de 1842. Extra-
hida do Morning-Herald de l'i de Janeiro do
corren te anuo.
llovimonto do Porto.
emprc
gado no Lvco.
Cfinimigo dos intrigantes.
COMMERCIO.
Aifandega.
Bendimento do dia 20......... 2:7448572
DescarregBo hoje 21.
Briguc inglcz Emma comestiveis e car-
vo.
Brigue Chantelur bacalho.
Barca Brilliant carvo.
Brigue inglez frazilian bacalho.
Briguc Polidora carvao.
Brigue hamburguez Principe Roza ba-
calho.
lirigue inglez P. Jlbert bacalho.
NOTICIA MARTIMA.
L"m navio inglez sabido de Pernambuco foi
vislo em estado de bir a pique o que suppe-
se haver-se reaiisao ucqsc&!e!S!!te pc^
briguc Solitario ao qual fallou a 9 do passado,
Navios saludos no dia 18.
Portos do sul ; vapor brazileiro S. Salvador,
commandante Simplicio Jos de Mattos.
Babia ; brigue hamburguez Emma I.owise, ca-
pitn Ilaesloope com a carga quo trouce.
Rio de Janeiro e Haba ; brigue ingle/. Europe,
capitn John Bridie. com a carga que trouce.
Babia; brigue inglez cine, capito Steel, car-
ga a mesma que trouce de Terra Nova.
Rotterdam; barca ingleza Rambler, capitao
Philipp Le Geyt carga assucar.
Navios entrados no dia 18.
Rio Grande do Sul; 48 das, brigue brazileiro
Veloz, de 155 toneladas, capito Jos Mara
da Coneeico equipagem 11 carga carne
secca : a Amor i m e Irmos.
Sabidos no dia 19.
Maranhao; barca inglexaCwrryntor, capitao
Ball com a carga que trouce.
Ilavana; brigue hespanhol Delirio capito
Feliz MarUtaoy com a carga que trouce.
Monte N ideo ; brigue brazileiro Salvador Fe-
liz capitao Antonio Sicardo, carga assucar.
Navios entrados no dia 19.
Monte \ ideo ; TI dias, brigue hespanhol De-
lirio de 104 toneladas capito Feliz Ma-
ristany equipagem 11, carga carne: ajoo
Pinto de Lomos & I'ilho.
Terra Nova ; VI dias, brigue inglez Cynthed ,
de 21(i toneladas capito John Humphrys,
nquipgem 12, carga bacalho: ajames
Cocksbott & C.
Aviso martimo.
=5 Segu viagem com toda a brevidade para
o Ass a sumaca brasileira Rom Sucesso; quem
na mesma quizer carregar, ou hir de passagem,
dirijase a praca do Commercio a sen proprie-
tario Jos Manoel Fiuza, ou ao capito da mes-
ma Joo Antonio da Silva.
Leilocs.
= Kalkmann & Bosemund faro leilo, por
ntervenefio do Corretor Olivera do mais es-
plendido sortimento de fa/endas l-'rancezas ,
Suissas o Allemes de seda, l ealgodo,
sondo algumas as mais proprias para a prxima
quaresma o de umitas miudezas bem conhe-
cidas, e muito procuradas n'este mercado: ter-
ca c quarta-feira soguintes 21 e 22 do cor-
rente s 10 horas da manila no seu armazem
na ra da Cruz.
Avisos diversos.
O ARTILHEIRO N. 23.
J^Amo hoje e est venda.
Lotera do Theatro.
As rodas desta lotera correm hoje 21 do
correte.
OITerecc-se urna ama para servico de urna
casa ; no beco do Padre n. 3.
= Um moco de muito boa conducta, que
escreve sofTrivelmente e conta se ofierece para
caixeiro de ra loja do fazendas ou trapiche,
e dar de si todo o conhecimento : na ra de
Apollo n. 15.
= A Santa casa da Miseiicordia da cidade de
Olinda aviza a todos os seos devedores que
queiro pagar o que devem at o ultimo de
marco, e nao o fazendo sero executados. Con-
sistorio da Santa Casa 20 de fevereiro de 1843.
Manoel Monteiro escrivo da Santa Casa.
Joaquim Lopes de Miranda caixeiro do
Sr. Joo Matheus declara que nlo elle o
que questiona com os Indios da povoacSode
Aroxelas n Cear cuja questo foi despa-
xada na relaco de sabbado.
__TJma mulher de bons costumes se offerece
para marcar coser tanto para homem como
lazer vestidos para senhora com toda perfei-
co limpe/a e preco commodo : na ra da
Penha obrado da esquina que vira para o beco
docarcereiro n. 11.
__Jos Joaquim Pinto Martins, faz sciesnteao
seus fregueses que Antonio Jos de Matos ,
no mais seu caxeiro desde odia 18 do cor-
rente.
__Antonio Jos de Sousa com loja de lou-
ca na ra doQuemado n. 32 declara que o
annunco incerto no Diario n. 41 de 20 do cor-
rente nao se entende com elle.
Boga-se ao Sr. Antonio Pereira de Sou-
sa sargento de polica ; sirva-se dirigir-se a
ra do (Jueimado n. 6 concluir o que nao
gneis S O Sr niain \ ianna nueira dirigir-
se a mesma casa.


I
J^:;::
w mnaiT.ifl*'>*iM>
4
- Jos Augusto de Serpa Saraiva Alvos Ma-
chado subdito de S. M. F. retira-so para
lora do Imperio
=Alugao-se muleqiies e negros para ven-
dercm na ra e paga-se bem no principio
da ra Direita n. 2 primeiro andar.
= Aluga-se uma casa na ra da Mangueira
da Boa-vista n. 9 coni commodos suticien-
les e pintada de novo : tracta-se do ajuste ao
p da meseta.
Aluga-se urna casa de dous andares ,
na praca da Boa-vista n. 6 a fallar com
seu proprietario Prxedes da Fonseca Couti-
"bo ou com Ignacio Jos6 deCouto, que tem
a chave da mesma.
. = Antonio Joze do Souza retira-se para a
cidade do Porto.
== Qualquer pessoa que estiver em circuns-
tancias de assentar praca por outrem no corpo
decavallaria desta Cidade dirija-se aoquar-
teldo mesmo no lugar do Palacio novo que
achara com quem tratar.
= O Coronel Francisco Jos Martins mu-
dou a sua residencia do Atierro da Boa-vista ,
na ra da Gadoia
para o Atierro dos A (Togados.
fat
= Precisa-se alujar una
casa para pouca
imilia sendo no bairrode S. Antonio, que
nao exceda de 8 a IOS rs- mensaes preferin-
annuncie.
== Aluga-se urna boa casa em Olinda ra
de S. Joao, por 6000 rs. mensaes, om duas sa-
las adiante, umaatraz 4 quartos loja para
estribara grande quintal para capim com
cacimba ; tambem se vende : no sitio defronte
da Igreja do Lupe.
= Arrenda-se um sitio nos Affogados no
pateo da Igreja de N. S. da Paz com casa de
vievenda, urna grande estribara tem bastan-
tes coqueiros, e mais arvoredos de fruto ,
tem tambem viveiro no fundo; quem o pre-
tender dirija-se a ra Direita ja no lim ,
indo para as 5 pontas n. 137 no segundo
andar.
O abaixo assignado por si seus ilhos
assim maioros como menores e como bastante
procurador de outros faz publico pelo presen-
to que ninguem contrete negocio de hypothc-
ca venda ou outra qualquer e de qualquer
natureza que soja com Florencia Margarda
dos Prazeres, encabezada nos bens do casal do
finado Andr AI ves do Reg ninguem pois a
vista do exposto poder de boa f contiactar ne-
gocio de qualidadcalgumacom ahrcditasscnho-
ra sem se comprometer do perdimento do seu
valor, e sem acorrer no crime de urna transa-
'/ao dolosa em prejuizode tereciro. Francis-
co Das da Costa.
im de nao sahirem da obra
do Recifo n. 25.
Joao Vaz de Oliveira mudou a sua re-
sidencia da ra da Cadeia para a ra da Sen-
zala velha primeira casa da esquina n. 144.
Nodia,22 docorrente na portada casa
da residencia do Sr. Dr. JuizdoCivel da segun-
da vara se ho de arrematar por ser ultima
praca cem palmos de terreno no lugar da
Passagem da Magdalena com 500 palmos de
fundo por execucao do capitao Jos Alvos de
Castro, contra Joze Joaquim Bezerra Caval-
canti.
Precisa-se do urna ama secca se for ca-
ptiva melhor, para engommar cozinhar e
ensaboar : na ra de S. Thereza n. 25.
Joao Bernab partecipa ao respeitavel
publico, que o espectculo annunciado Domin-
go 19 do corrente no circo para quinta feira
23 (ica transferido para sabbado25 do mesmo,
enconsequencia de se estar apromptando um
extraordinario e iiiteiramente variado espect-
culo. Odetalbe do mesmo ser annunciado pe-
los cartazes e Diario.
Roga-se ao Sr. Cypriano Rangel, com
re! nacao na ra da Soledade n. 38 que
veio a ra de S. Rita Nova n. 91 com o es-
cravo mostr de assucar baja de ir a mesma
casa cima para so fixar o negocio do dito es-
cravo pois ja se tem, resposta do engenbo para
onde se quera comprar de manha at as 9 ho-
ras e das 2 as 4 da tarde.
Retractos por Daguerreotypo em sua perfeicao.
J. Evans, artista no Daguerreotypo ltima-
mente chegado da corte do Rio de Janeiro ,
tem a honra de informar ao respeitavel publico
desta cidade, que tem estabelocido seu gabi-
nete na ra Nova n. 14 primeiro andar. O
annunciante est convencido que satisfar
completamente as pessoasque sedignarem hon-
ra-lo e convida aos ama.Jores das artes e todos
os que desejarem ter um retracto nao si perfei-
to mais delicado c lindo que algumas pin-
turas ou de Mezzo tinta mais fino de visita-
rom seu gabinete.
Penleu-se no da 19 do corrente urna
carteira de algibeira contendo dentro della a
quantia de 16Sem sedulas o duas ordens urna
sacada contra o Sr. Novaos & Basto da quan-
(a de 50:000 o tanto reis c outra de !oo
Frederico Alvos Rogo da quantia de 123:300,
eduas letras urna da quantia do 127:055 a
outra de 27:350 meio bilheto da 2.4 parto do
12." n. 2G4 da lotera do theatro que corroa
21 do corrento o mais diversos recibos ; quem
esta aclioue querendo-a restituir, dirija-se a
ruada Cadeia velha n. 16 quesera genero-
guintes Novellas: Ladraopor amor; Joao sem
medo ; Confissao domarujo; Vicente ; Segre-
do da confissao ; Dous Marquezes; D. Martins
de Freitas ; Amor ofendido e vingado ; Re de
ouros ; os 50 annos ; Um segredo ; A heran-
ca de meo to ; Procurador do Rei; Joao ou o
poder de amor ; Joao Fernandos Andeiro ;
Noiva alem do tmulo ; Lucy ou o amor ma-
terno ; Pedro ouo criminoso por amor; Ga-
briella ; Getrudes; Dous amores, Dous er-
ros ; Artista e o Soldado ; Um cursario os
Tenebrozos misterios da torre de Londres; Gal-
lo e a Perola a Cacada dos amantes; Carlota de
Leymon; Urna s paixijo ; Quinta para vender;
Para n3o serem treze ; Amelia de Senneville; e
oulrasmuitasNovellas, todas de bom gosto :
na ra do Vigario n. 21.
= Vende-se urna escrava crioula com as ha-
bilidades seguintes cose com toda a perfeicao,
faz doce de todas as qualidades engomma per-
feitamente, faz renda assim como tudo o mais
que he dado ao arranjo de urna casa, ao com-
prador se dir a razao porque se vende : na ra
da Cruzes n. 18 terceiro andar.
Vende-so Potassa Russiana do pri-
meira sorte em barris de quatro arrobas : na
ra da Cruz n. 47.
Vende-se duas escravas mocas, engom-
mo cozinhao, lavo roupa bem de sabao ;
um preto de 20 annos, bom canoeiro ; dous
ditos bons para todo o trabalho ; um dito car-
niceiro : na ra de Agoas verdes n. 44.
i uu uu -huviu lu" ". JV/ i|ii< .1 1,1 gCUUIU-
Alugao-so duas casas sendo urna muito smente recompensado, pois que as letras de
grande o assobradada na ra da Alegra
o outra na ra de 5. Goncalo com 3 quartos
e quintal : annuncie.
Fugio no da 18 do corrente das 8 ho-
ras para as 9 da inunba um cachorro ingloz ,
muito grande todo preto do nomo Plucker,
foi visto as ras da Cadeia do Recie Crespo,
Livramento e Boa-vista ; quem o pegar levo a
casa de Ricardo Roy le & Companhia na ra
da Alfandega velha boje ra do Trapiche no-
vo n. 40 que receber 20f$ rs. de gratifica-
cao.
Joao da Cunha Magalhes, comprou por
ordem do Sr. Domingos Rodrigues de Andrade,
da Villa do c um bilhete da segunda parto
da 12.a da lotera do theatro, de n 218
Quem precisar do carrocas para conduzir
pipas entulhos ou outros quaesquer volu-
ntes dirija-se a ra de Agoas verdes n. 22.
Manoel Francisco do Moura mudou
sua residencia para a esquina do beco do Ma-
risco sobrado junto ao cnsul Francez pri-
meiro andar.
Quem precisar de urna ama para criar ,
sondo moca e muito cuidadosa para com en-
ancas e tendo bastante leite dirija -se a ra
Augusta n. 70.
= Precisa-se de urna pessoa idosa que
saiba cozinhar, dando-se-lhe de comer e
vestuario, prefere-se homem : na ra das
Cruzes, armazem de trastes n. 63.
Um rapaz portuguez que est desarran-
jadp e deseja empregar-se o qual sabe 1er ,
escrever, e contar sofrivelmente em ser cai-
xeiro tanto nesta praca como em algum en-
genbo ; o mesmo tambem se olTerece para en-
sinar alguns meninos em algum engenbo ,
tambem sabe a lingoa franceza ; quem precisar
annuncie.
Aluga-se urna loja propria para qualquer
estabelecimento com boa armacao no porto
das canoas do Recife n. 6; assim como se
vende urna carroca nova de carregar pipas : a
tratar com Manoel Antonio da Silva Molta.
Da-se 100 a 120S rs. a juros com fir-
mas a contento ou com pinhores de ouro ou
prata : na ra do Cabug loja de miudezas
n. 4.
Precisa-se alugar dous pretos para ser-
ventes de n<./lroiro dandosc-llw n usteste 2
nada vallo a quem achou se nao a sou proprio
dono.
Compras.
Compra-so um moleque de 20 annos :
na ra ('o Livramento botica n. 22.
Compra-so para fora da provincia efle-
ctivamente mulatinhas crioulas moleques
e negrosde ollicio de 12 a 20 annos pagao-
se bem sendo do bonitas figuras : na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
de varanda de pao n. 20.
Compra-so 6 varas de bico de diedro/,
para toalha de bretanha n nn t^nha mais de
palmo de largura: no atterro dos Afogados ,
n. 167.
Vendas
Vende-se urna escrava crioula de idade
pouco mais ou menos de 25 annos cose chao ,
lava engoma c cozinha o diario de urna ca-
sa ; quem a pretender dirija-se a ra de S.
Jos n. 25.
Vende-se um cordao de ouro fino de
lei: na ra do Rangel, n. 45
Vendcm-se e tojos de superiores navalhas
para barba de elegante gosto e de cabo de
marfim sendo talvez as melhores que tem ap-
parecido por nao se fazer preciso levar ao re-
bollo por terem excellente corte : na praca da
Independencia 5.
Vende-se urna mulatinha de 8 annos ,
por 250,000 rs.: na ra do Caldereiro n. 12;
assim como precisa-so alugar, urna casa as
ras seguintes: S. Thereza, Hortas, pateo
do Carmo e que o aluguel n5o exceda de 10 a
12,000 rs. mensaes.
Vendem-se queijos da Ilha de S. Miguel,
chegados ltimamente: na ra do Rozario, n. 1
Vendem-se os seguintes livros : Manu-
al do agricultor Brasileiro ; Memorias da cam-
panha de D. Pedro ; historia de Napoleao; dita
Natura!; dita do Brasil; Guiados Juizes de
Orlaos ; Revolucao Franceza ; Guia dos Col-
lectores e Collectados ; Regulamentos das
Alfandegas ; Talismo ; Noticia Descriptiva
dn provinciadn Rc Grande do Su!; c C3
Vende-se urna porcao de barricas vasias
que forao de bolaxa do reino e farinha meias
barricas e quartos das mesmas com os competen-
tes lampos urna grande porcao de caixSes va-
sios de todos os tamaitos tanto dos que trazem
queijos, como de outras qualidades : na ra
da Cadeia do Recife n. 25 assim como tam-
bem um bom palanquim.
Vende-se 800 pelles de cabra de boa qua-
lidade : na ra Nova venda de Manoel Fer-
reira Lima.
Vende-se um terreno no lugar do Poci-
nho, com 257 palmos de frente e 120 do
fundo cujo terreno he de esquina e est to-
do ntterrado por preco commodo : a tratar
na ra Nova com Manoel Ferreira Lima.
Vende-se um pianno forte uzado : no
Forte do Mattos ra do Cordniz n. 20.
Vende-se urna escrava recolhida, de mui-
to linda figura de 20 annos cose engom-
ma e cozinha com perfeicao ; urna dita com
urna cria com as mesmas habilidades ; urna
parda perfeita ama de casa ; quatro escravas
para todo o servico ; duas ditas boas quitandoi-
ras por 500:000; urna dita por 380:000 en-
gomma e cozinha; dous lindos mulatinhos
de 13 annos ; um dito bom pagem de boa
conducta ; um dito oflcial de alfaiate; dous
escravos sem vicios e nem achaques : na ra
de Agoas verdes n. 46.
"" Vcndc-se chapeos brancos sem pello ,
muito bons a 2:880 e alem destes outros mais
de todas as qualidades, por commodo proco :
na loja de Carioca & Settc, ra do Queimado
n. 25.
Vende-se um selim inglez sem arreios ,
e outro francez com arreios em bom uso e
muito commodo preco : na ra do Queimado ,
n. 25.
== Vende-se um sobradinho no beco do
Trem em chaos proprios, livres e desem-
barazados : os pretendentes fallem com o Sr.
I'clippe Lopes Neto na ra Nova ou com
Victorino Francisco dos Santos na ra do
Rangel n. 54.
Vende-se um bom cavallo novo de bo-
nitafigura, e gordo com todos os andares, mui-
to liberal: no armazem da ra Nova n. 67.
Vcnde-se duas ou trez caadas de leite li-
quido todos os dias, para algum botequim ,
obrigando a entregar a 6 horas : no armazem
da ra Nova n. 67.
= Vende-se, permuta-se ou arrenda-se um
sitio pequeo muito perto por ser logo ao sa-
bir da Solidade par a o Manguinho com
muitos arvoredos de fructos, em chaos propri-
os com grande e decente casa de sobrado ,
toda envidracada contendo quatorze quartos ,
um algrete na frente com dous portos de
ferro e no undo outro portao grande co-
cheira casa para pretos e cozinha poco de
agoa capaz de beber e tanque para banho :
na ra do Muro da Penha, sobrado n. 36 ,
das 6 as 8 horas da manb, e das 3 da tarde em
diante.
Vende-se um guarda roupa com urna livra-
ria cm cima, usado, em bom estado, por preco
commodo uma meza com 6 palmos com ps
torniados de amarello, nova propria para
escrever : na ra estreita do Ro/ario n. 32.
Vende-se um cavallo alazao tapuio bom
serve para qualqucrcasa de nogocio, de per si ou
tudo preco commodo : m ra Direita n. 8o <
na mesma aluga-se um preto que sirva para*
andar com taboleiro de fazendas para o matto
quem tiver dirija-se a mesma.
= Vende-se um braco de balanca portuuez
proprio para armazem de assucar refinacao
ou padaria : na ra Direita venda n. 35
Vende-se amendoas muito novas touci-
nho de Lisboa muito novo, dito de dantos, azei-
te doce a 540 a garrafa letria a 200 reis a li-
bra e outros muitos gneros por preco com-
modo : na venda da ra da Gloria n. 95 ; e
na mesma venda uma escrava moca que cose
engomma lava e he quitandeira ; assim
como aluga-se acasaem Fora de Portas, qae
tem nixo, de ptimos commodos.
= Vende-se uma venda em Fora de Portas,
defronte do beco do farol do lado esquerdo '
n. 90, com os fundos a vontado do comprador'
porque se tiraoaquellos que naocpnvier a quem
comprar a metade a prazo com boas firmas :
a tractar na mesma com Joze de Lima Soares.
= Vende-se uma casa terrea sita no lugar
do Mondego com bastantes commodos a sa-
ber : duas salas bastante grandes, quatro quar-
tos com corredor lavado cozinha fora com fo-
go inglez quintal murado cacimba com
excellente agoa de beber toda envidracada o
e feita a moderna : na praca da Boa-vista ,
botica n. '20 ou na ma Nova casa do Ra-
noel Pereira Magalhes.
= Vende-se um escravo de nacao major
dos canooiros com boa conducta ; uma escra-
va com bonita figura cose engomma e co-
zinha : na ra de Santa Rita n. 27.
= Vende-se uma morada de casa nos AITo-
gados, sita na ra de S. Miguel com chaos
proprios: na ra Direita n. 82.
= ^ Vende-se uma crioula muito boa co-
zinheira engomma, lava de sabao evarrel-
la com perfeicao de 25 annos, cose e faz
renda : em Fora de Portas n 18 avista do
comprador se dir o motivo porque se vende.
= Na ra da Cruz armazem de trastes n.
63 tem para vender superiores sofs de jaca-
randa e de oleo bancas de Jacaranda di-
tas de oleo cadeiras de Jacaranda, de oleo, ca-
mas mezas de jantar commodas, relogios
para cima de meza, mezas de meio de salla de
Jacaranda e na mesma casa cima se recebo
qualquer encomenda de mobilha para se dar
prompta com muita brevidado e por menos do
que em outra qualquer parto prometendo-
se ludo do melhor gosto possivel.
Vende-se um escravo muito robusto ,
bonita figura sem vicio, e nem achaque de
20 annos, do naco Cacange : na ra Direita '
n. 10.
= Vende-se um bom cavallo rodado com
andares baixo e muito novo ; uma balanca
com conchas e os competentes pezos para um
armazem ou outro estabelecimento : na ra
do Caldereiro atrazdos Martirios n. 46.
"* Continua-se a vender fazendas baratas na
esquina do Livramento, loja da viuva do Bur-
gos entre as quaes sao chitas escuras muito fi-
nas c de cores (ixas a 200 reis fustes a
320 reis o covado lencos de cassa a 160 reis ,
meios chales de lanzinha parasenboras a lg ,
ditos para meninas a 800 reis, suspensorios de
borracha a 220 reis finos a 320 reis, moias
compridas de cores para senhoras a 200 reis, di-
tas para menina a 160 reis t cbonenhes en-
feitadas com fitas a 800 reis cortes de culle-
tesde seda de cores a 1:760 pannos finos de
2:560 a 4:000 filas de seda para qualquer
enfeite de 4 dedos do largura a 40 reis a vara ,
setins de cores sarjas pretas de 1 e 2 larguras ,
loncos de seda pretos o de cures, merino preto.
muito fino, cambraias paninho ecassas.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao esem
ella muito bem feitas a 4S500, ditas de pinho
a 3$500 commodas de angico e amarello,
marquezas de condur, mozas de jantar, assim
como outros muitos trastes, e puiio da Suecia
com 3 pologadas de grossura,dito cerrado, tudo
mais em contaque em outra parte: na ra da
Florentina em casa de J. Beranger.
Escravos fgidos.
em casa de Ignacio Ferreira
carregador e muito novo em boas cnrnfs
na ra do Pires
Muniz pelo preco de 50:000 rs.
Vende-se uma lazarina franceza de espo-
leta para caca com seus pertences ; um can-
rancez com seu giobo devidro que
Fugiro no dia 18 do corrente os escravos
seguintes: Domingos, de nacao Angola, com
faltas de dentes pouca barba, buxeichas upa-
das meio baixo secco supoe-se ter levado
calcas brancas e collcte preto e chapeo de pa-
Iha. Mara de nacao Henguella com figura
vistoza he cazada com o dito prelo, bem pre-
ta de cor alta cheia do corpo tem falta
de alguns denles ; nao se sabe que roupa levou
no corpo por ter lev;a do urna trouxa com bas-
tante roupa ; quem os pegar leve-os a ra de
Agoas verdes n. 70 que receber 20g rs. de
gratifi cacao.
; d:iieiru
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =18*3.


Full Text
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