Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04894


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Full Text
Afino de 1843.
Segunda Feira 0
Tocio agora depemle Je nos me'.moa ; da nossa prutlrncia raoftcriolK nargia : Con-
jinueinAs como prineipUmoa e serrino* aponlados com admirarSo Rre Nacoes mtis
cu lia.
, e seremos aponlados com
( Proolamacao di Assemhle Geral do Bbaul.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Goianna P7hiba e RioRrande do Norte aegunda- t irxn.s feias
bonito eGarenhuns > 40 e "i
Cabo Sariaoaem, Ri Fonrrajo Pono Calvo Miceio e Alague no 1. H
B(i-'u e Flore a 28. Sanio Anio quimas (i iras Olind toaos oa diaa.
DAS da semana.
0 SR. Wenif-rio B M. And. do J. dn D. di 2. t.
Jl Tere, f Maximunn H. Aud. do .1. de D. da 1 T.
2." Quarl.ss. Margarid de Cirlona V Aud. doJ. de D. da 3. t.
j3 Quii, jejum s. Lzaro Munge, Aud,_ do J. de D. da 2. t.
?4 Sexi. MathM Ap.
!i Sab. a. Cetario irmo Re. Aud. do J. de D. da 3. T,
fi llum. da qiiinqiia;esiip.a s Tor>|iiato Are,
ai i-------------..... ........ I

delfFoverero
Anno XTX. N. 4U
O Diario publica- lodo, . > deires mil reis por quand p,e,s ad.an-.ado. Os annunciu, doa essignanle Jo inserido
V ralis, e os dos uue 0 nao (orea i lazAo de HO rei. por liaba. A. reulamacoe derera, aei' diri-
gid e a esta Ttb., ra daa Guze N 34.on >". da Independencia loja de llWMB. Oe 5.
caueos.No da Is He Fetereiro.
Ooau-Moeda da ,*00 V.
(I K N.
, Cambio sobre I-ondrea S8 d por 100
,, n Pars 350 res por franco.
LUboa 100 por 100 de premio
de 4,000
PiuTA-Paiacorj
PetoaColuranare
iios Mexicano
compra
15,300
15,'OJ
S.500
l.KdO
.SOO
1,800
Moeds do cobre ? a 3 por 100 de dea cont.
dem de letraj de boaa lirmas 1 i j ao m.
FRASES DA LA NO *EZ DE FEVEUEIRO;
La Clieit 14, i 5 boraa e SO m. da urd. I
Quari. croac. 7, s 2 horas e 13 m. ds tar 1.1 Quart. ming. M,iS boraa 17
venda.
16.50J
15.300
8,700
1,820
4,820
1,820
, dar
Ohor
18
d, manla.
Preamar de lioje
t.
i 9 boras o 1? ra da tarde.
____!__m.1.1.. K*P
swesejavat
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DI V l DO COKREXTE,
OfficioAo commandante das armas, exi-
-gindo .. para sercm transmitidas secretaria de
estado dos negocios da guerra as guias do ba-
talhao provisorio desta provincia hoje i. de
fuzileiros.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
viso de 23 de Janeiro hUiio de tersido nomca-
do por decreto de 20 do iiLo mea ministro e se-
cretario de estado dos negocios da fa/.enda o
Exm. Sr. Joaquim Francisco Viana.
DitoAo commrmdante superior da guarda
nacial de Goianna significando em solucao da
duvida que proooz em officio de 8 do corren-
te que o offieiaj, quecoinmanda o batalhao
o competente para fazer a qualificaciio e exer-
cer todas as d'jmaisfuno$58s Inherentes ao com-
mando excepto a de faser propostas para offl-
ciaes, por ser esta attribuicao privativa dos tc-
nentes-covoneis na forma do artigo l. das
instruccoesde 14 desetembro de 1838.
Dito. Ao commandante das armas orde-
naru'.o em cumprimento dos imperiaesavisos de
14 e 2S de Janeiro lindo que mande dar baixa'
a.o soldado da companhia de cavallaria Antonio
Lourenco da Silva, e ao do segando batalhSo
de artilharia Flix da Silva : ao primeiro por
ter sido indevidamentc recrutado visto sor
casado c de regular conducta ; e ao segundo
por 'er concluido o lempo do seu engajamento.
fVito Ao chele interino da primeira leg&o
d?. guarda nacional deste municipio delenni-
r.ando que mando dispensar do servicodo 3.
batalhSo o segundo sargento do mesmo Joaquim
Clemente de Lemps Duarte, cm quanto estivor
oceupandoo lugar de apuntador do arsenal de
marinha.Coinmunicou-scao inspector do re-
ferido arsenal.
Dito Aoinspectordo arsenal de marinha ,
disendo ero resposta ao sen offlcio, em que in-
formou acerca da rcquisico que fez o com-
mandante dobrigue escuna Leopoldina, de mn
guardiao para o dito navio que pode nomear
liara este lugar o marinheiro de classe superior,
Francisco Jos da Silva proposto pelo mesmo
<,f>m' nandante.Participou-se ao commandanlc
do brigue escuna Leopoldina.
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra significando que merecerao a appro-
vacSoda Presidencia as propostas que fez de
Antonio Jos de Oliveira Miranda para Pedago-
go e de Anua Joaquina de Mello Miranda para
enfermeira, dos aprendises menores daquelle ar-
senal : eornenando, que determino ao propos-
to solliciteo seu titulo pela secretaria da provin-
ia e passe a nomeacao da enfermeira.
DitoAo inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, determinando que mande
por em pr?,ca na conformidadedascondiccdis,
que Ihe remotte as obras do 11. lanco da es-
trada de Santo Antao ; e que declare nos an-
dancios que fizer que as plantas descrlp-
cao e orcamentodas ditas obras serlo fran-
queados aos licitantes pelo engonheiro em che-
le.Cominunicou-se ao engenheiro em chefe
das obras publicas.
Dito Ao commandante das armas recom-
mendando que scientiique o padre Antonio
de Faria Nevos da sua nomeacao para capello
do quarto batalhao de fuzileiros ; e previna-o ,
de que se dever apromptar 6 seguir para a
orle na primeira occasiaoopportuna afim de
apresentar-se ao respectivo commandante das
armas, e entrar em exercicio.
Portara Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando, que faga apromptar o brigue
escofia Leopoldina afim de seguir para a Pa-
rahiba logo que aqui chegue o presidente no-
mcado para aquella provincia que dever ser
transportado i bordodo dito brigue escuna.
Epedirao-se as convenientes ordens respeito
ao commandante do brigue escuna Lcopoldun.
DitaDi'sonerandodo rfigarde primeirosup-
plcntedosub-delegado da freguesiada Se de o-
lindaao cidadSo Felippe Manoel de Christo Le-
al, por sor incompativel o exercicio do dito lu-
arcom ode 6. supplente, quehedo delega-
do daquelle termo. Remetteo-se copia desta
portarla ao chefe de policia interino.
OlDcio Do secretario da provincia ao ins-
pector da thM/nrafia das rendas provinciaes.
aecusando reeepcSo dobalancoda reoelta e des-
pesa provincial de 18U 1812 que remetteo
para ser apresentado a assembla legislativa
provincial.
Dico Do mesmo ao commandante das ar-
mas participando, que o Exm. Sr. Presiden-
te fica scienteda rasiio porque sono arremat-
tou o fornecimento d'agoa para os corpos e
fortalesas e da providencia, que S. S.a tomou
a cercado mesmo fornecimento.
Commando das Aralai.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente, remettendo-
Iheem duplcate O mappa da forca de linlia ex-
istente na provincia no me-, de Janeiro ultimo.
DitoAo mesmo Exm. Sr. .dando a causa por-
que dekarao de embarcar no vapor Paquete do
S.//as lo pregas qu se uestinavo a corte.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informando o
rcrpierimento do soldado da companhia de art-
fices Domingos Rarbosa da Silva, que a S. M.
1. supplicava demicao por ter acabado o seu
engajamento.
Dito Ao cnsul de S. M. F. signiican-
do-lhe, que em consequencia da redamaran que
lizera em seuolllcio desta data acerca da sol-
tura doportuguez Garlos Barbosa, passava a
solicitar do Exm. Sr. ministro di guerra, a de-
missaodo dito Barbosa que tendo j piara
assente nao podia ter baixa sem expressa or-
dem do mesmo Exm. Sr.
Dito Ao inspector da thesouraria dando-
Ihe os esclarecmentos que por seu Intermedio
pedir o commissario fiscal sobre a dissoluco
do destacamento do Cabo afim de poder elTec-
tuaro pagamento reclamado em offlcio de 9.
Dito Ao major da terecira classe J. C. de
S. Cosseiro, remettendo-lhe aportara de no-
meacao com os papis que servem de funda-
mento aoconselho de guerra a que vai respon-
der o primeiro tenente Manoel Ferreir de Al-
meda afim de que fizesse convocar o consellio,
e dar andamento a seus trabalhos.
Dito Ao commandante geral do corpo de
policia dizendo-lhe que poda requisitar ao
commandantedacompanhia de cavallaria as
pracasque tendo acoinpanhado o primeiro com-
mandante Miguel Alfonso Ferreira, para Itio
Formoso, deviao ser ouvidas como testemunhas,
noconselho, a quo o.referido Alfonso Ferreira
hia responder.
Dito Aocapitao commandante da compa-
nhia de cavallaria, intclligenciando-odoconlcu-
dono officio cima.
Portara \omeandoo conselho de guerra ,
do primeiro tenente .Manoel Ferreira de Almei-
da pela culpa de nao ter dado na corte exac-
to cumprimento s ordens que Ihe forao ;>assa-
daspor seu commandante e faltado acatamen-
to a este.
DEM DO DA 11.
Officio Ao inspector da thesouraria, res-
ponderlo o sen officio do 8 deste mez e pro-
duzindo asrasdesem quese fundava para exi-
gir nova f de officio do major commandante da
fortalesa de Tamandar em sentido contrario
aos embaracos quejulgava encontrar o commis-
sario fiscal do ministerio da guerra para nao
passar dita f de officio.
Dito__Ao tenente-coronel commandante do
batalhao de infantaria de guardas nacionaes
destacado, para que fizesse juntar, aconta da
despesa feita com a bgagem da segunda com-
panhia de Goianna para esta capital, os reci-
bos dos donos dos cavados e da barcassa que,
conduzio dita bagagem.
[)t0 Ao major commarulante interino do
segundo batalhao de artilheria a p ordenan-
dos-Re que porconta da caiva de economas ,
fizesse limpar os tres pocos queexistom dentro
do quartel do Hospicio, c que reqUisitasse aleui
de nina bomba o tijoloe cal necessaria para
qualqucr concert que necessitassem os ditos po-
cos, com espicialidade um delles, que oon-
tendoboaagoa, depoisdelimpo podia abaste-
cer o quartel. e suprimia-se a despesa nao pe-
quena, pie neste genero mensalmente se faz.
(arcillar Aos i inimandantes de corpo> c
companhias de cavallaria e artfices para ti
rarttm mensalmente do arsenal de guerra por
una cautetla a importancia aproximada do
fornecimento deagoa cortos que dita cautella
deveria serresgatada nol.*.de cada mez com a
:,.,...;-:": !' SC2 -I"" .i"-!""'",," !2 '.'.'w:
consumido no niez anterior, excluindo do for-
necimento as pracas (pie estivessem de guarda
o^e servicofora dos respectivos quarteis.
Dita Aos commandantes das fortalesas do
Bruin o Buraco acerca do mesmo objeeto.
Tribunal da Slelacao.
SESS.vd DE ISdkfeveueiko de 1813.
A appellaco dyel da cidade da Fortalesa, ap-
pellaoteioaquim Lopes de AJmeida esua mu-
Iherappelladosos Indios da povoaclo de Arro-
chelas escrlvSo Bandeira se mandn descer
aojuizodocivel desta cidade para se proceder
na avaliacao.
Naappellapao civel desta cidade appoHan-
tesosherdeiros do coronel A.ntonioMarques da
CostaSoares, appellados francisco Goncalves
da Rocha e sua mulher escrivo Posthumo se
mandn ouvir o doutor curador geral.
\a re\ isla civel entre partes,nvorrenle O P. Joa-
quim Jos de Amoriin 0 recorrido Joilo Gomes
Jardim; sejulgoa 8 favor do reconvnlo.
O aggravo da peti?o do juizo da segunda va-
ra docivel desta cidade, aggravante Antonio Jo-
s daGosta e aggravado Francisco Jos Barbo-
sa nao foi prvido.
..............SMTEBiaJ?.
ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SUS. DBBOTADOS.
Continamelo da,$eesSo de 13 de andr.
K lida eapoiada a emenda do Sr. Peixolo
de Brito.
O Sr. ./. ./. da Rocha : Snr. presidente,
ao ler esta manhaa o supplemenlo i 0 Jornal do
Cmmercio resolv formular algunas emendas
ao voto de grecas que ora se discute ; sao ellas
a exnresso do mais puro minUterialisrao; sim,
Sr. presidente, porque na actualidade quan-
doo > longeainda seamontoSoes negras nuvens
que despedr8o o raio que ncendiou a ponte do
l'aralivluina oque alagarao de sangue brazi-
iero os campos da Venda Grande, de Silveras ,
de Santa Luzia snto que compro religiosa-
mente os votos com que me lionrarao os oledo-
res mineiros dando o mais franco o mais leal
e decidido opoio ao gabinete que urna faccio
hostilisa.
Bsperava porm anda novelo na cmara,
nao ter de fallar senao para justificar as minhas
emendas sem ser obrgado a entrar em discus-
sao quando anda nao tenho perfeitamente
calculado todo o peso, toda a influencia da pa-
lavra solta neste sagrado recinto. Entretan-
to o nobre deputado de Pernambuco que aca-
ba de sentar-se alludindo s palavras de um
peridico que teve a bondade de considerar co-
mo ?em-ofical, mostrou tantos receios da po-
ltica de reorgaosacSo que anda comeca ,
quando elle j a suppunha concluida pela le da
reforma policial e judiciaria, que forca me ver
se consigo dissipar esses sustos.
Sr. presidente para qualqucr lado que
considere a sociedado brazileira em quaesquer
relacoes que examine eu a vejo entre ruinas ,
desogarnisada.
Esta desorganisacao nao data de hontem, Sr.
presidente : existimos ha 300 annos, formamos
laclo ndependente ha 21 annos e realmente
nunca fomos perfeitamente organisados ; como
colonia o nao fomos ; porque Portugal nossa
metrpoli, nao nos podia dar o que nao tinha,
urna boa organisacao social ; c depois que nos
tornamos independentes, envoltos cm lerrivel
successo de revoltas de movimentos anarchi-
COS anda nao piulemos tratar disso. E quer o
nobre deputado que to lamcntavcl estado des-
apnareca que a sociedade se organise com al-
gumas medidas policiacs e judiciarias? Nao ;
nossa vida inteira talvez nao baste paro dissipar
esse daos para (azer nascet a ordem, que nSo
temos n6s a omnipotencia do Crea or. A obra
11 organisaefiosocial nao a completaremos tal-
,:/ em toda a nos-a vida; tralialliemos pois ;
adanta-la trabnlhemos para legar a nossos l-
Ihos a nossos netos nina patria qual nao nos

U!V
lii licita tu ivii/-
lll'/l ,111
sada rica e respeitada Ponamos nos, nos
nossos ltimos dias, ver a aurora de tanta pros-
peridade.
Entende o nobre deputado que a obradareor-
ganisaefio est com luida: pergun!e-o elle a pro-
vincia de Pernambuco onde os assassinios
se reprodu/em assombrosamente Anda na
poueo ouvimos tantas queixas contra violencias,
contra fraudes praticadas as elccSes e a obra
da reorgaoisacao social est concluida !
OlhemoS, Sr. Presidente para o estado
da instrueco publica de todos os graos ; como a
adiamos ? Desorganisada sem centro sem
nexo. Uma assembla provincial una mui
resneitavel assembla. escolhe para livro de le
tura as escolas publicas as palavras de um
rente sim as palavras de um crente o
evangelbo da anarchia. 0 menino desde quo
nasce at que honiem feito toma posse dos
seus destinos bebe licoesde insobordinac5o ,
de desacato aos seus superios reiterados exem-
plos, cm nossas academias, o provo e o no-
bre deputado pensa que com algumas medidas
policiacs tem-se organisado uma sociedade tao
arruinada !
a ordem judiciaria temos igual confuso ,
l os crimes licao impunes, e os que mais clama
contra a impunidade sSo osprimeirosa prote-
gerem os criminosos quando merecem sua
amisade ; porque senhores ha em nossa pa-
tria uma potencia que tudo vence at as mais
firmes resolmoes o empenho o empenho ,
que i'squece todas as consideracoes de interesso
geral quando apparece alguina consideracao
de mteresse particular. E a obra da reorgani-
srco Speial est com luida !
A imprenssa senhores cm que estado se
acba ?____Filho da imprensa eu nao devia
indicar os deleites lidia : mas-----sempre o di-
rei ha um curioso senhores, que tem entre
nos o cathalogo dos nones mais respetavis do
paiz a que mais aflrontosa das qualificacSes
tem sido dada por qualqucr dos peridicos quo
em nosso paiz tem existido: bem |ioucos nomes,
bem poneos faltan a esse cathalogo do calum-
nias, e____e nao adiis que a impreusa carece
ser organsada!
Que digo? a obra da reorganisaco talvez nao-
lenia coim-cado nem mesmo as ntelligcn-
cias. Nao vemos nos perleita confuso de ideas
acercadas mais simplices nocoes de moralida-
(|,., ao menos nos crimes politices? Nao vemos
nos agora serem proclamados dignos Brazilei-
ros, nebros, generosos, esses queacabo
de derramar o sangue brasileiro de devastar-
monumentos uteis, do profanar templos da di-
vindade crime que a guerra mais cncarnicada
repelle !
Di/em que oppuzeiao resistencia a leis anti-
constitucionaes : que profundos publicistas quo
sao esses que comparando essas leis com a
conslitui.ao poltica do imperio decidiro a
mais alta questo de metaphysica poltica e
dero sua deciso contraria a que Ihe haviao da-
do os representantes do paiz ambas as cama-
ras o monarcha depois da mais ampia dis-
cusso Qucm sao esses que decidiro da in-
donsttucionalidade das leis? miseros que fo-
rao Iludidos, arrastados com os mais absurdos
embustes. A uns, dizao, tomem armas con-
tra o governo, porque os quer vender como es-
cravos a outros coniavao que o governo a-
traicoando o monarcha mandara vil ao Brazil
o infante D. Miguel que o casamento delle
com uma augusta princesa brazileira esteva de-
cretado que depois uma conspiracao minis-
terial devia apparecer que D. Miguel subira
an throno levando comsigo o lusitanismo e o
obsolutismo que para logo torcas erguer-se-
30 por toda a parte. Com esses embustes ize-
o fermentar as massas precipita rao-as nos
can.pos de S Lu ia e dizcm agora resisti-
mos a duas leis nconstitucionaes e esses
tamben), porellcs Iludidos, suas victimas,
tambem resistiio ? E em um paiz em que is-
to se diz, em que ha quem nisto acredite, quem
o proclame com todas as apparencias da since-
,;,!. iie < ;!a vuuicvu i obra da i-curgainsa-
cao social est concluida ? Somos exagerados


quando afirmamos que ella anda mal comeca
nas inteligencias ?
Nao se assuste porm o nobre dcputado, nao
crea que a obra da reorganisaeo social ir
encontrando tantos obstculos, como encontrn
a primcira medida om virtude dell adoptado :
essas resistencias do genio da desordem i rao d-
minuindo ao passo que a obra fr-se adiantan-
do, at que seu desenvolvimento espalbe sua
benfica influencia por todo o imperio.
> oltemos ao voto de gracas Sr, presidente,
as circunstancias em que no* adiamos enten-
do que a cmara deve ser muito explcita c o
voto de gracas ou o nao ou tem sido aecu-
sado de o nao ser e os nossos primeiros traba-
Utos tem feto nascer esperancas que cumpre
sejao desmentidas. Nada invento Sr. presi-
dente leia-se um desses discursos [apontando
para o Jornal do Commercio), e \6r-se-ba que
parece que ha quem espere que esta augusta c-
mara leve a seus ps os ministros da cora para
serem por elles punidos do crime de terem sal-
vado o paiz Catilina julgando a Cicero! que
audacia [apotados.
Cumpre que esta cmara seja muito explcita,
e o voto de gracas nao me parece tal : para o
mostrar nao meservirei das ideas emittidas a-
qui na casa por um nobre dcputado da Bahia so-
bre adiversidade da opinio dos membros da
cornmissao que o elaborou e dos quaesum
considera o conteudo um voto de censura, ou-
tro um voto de elogio outro nem censura nem
elogio : basta para mim que esse voto de gra-
cas d" lugar a esssas duvidas para que julgue
que carece ser emendado.
Os que o considero voto de censura, achil-
se na condicional com que a cmara lemlfra a
dignidade nacional quando falla de nossas
relaces de paz com as potencias cstrangeiras,
cdizcntsc acamara falla da dignidade nacio-
nal 6 porque o govemo a nao respeitou.A-
cho-a igualmente na indicaco da economa
como meio de equilibrar a receita com a des-
peza; pois dizeni se a cmara falla em eco-
noma porque o governo a nao tem obser-
vado. Achao-a cmim na reserva da cornmissao
ao fallar das medidas do governo na bita com
a faccao. A esses tres pontos se referem as mi-
nhas emendas.
Senhorcs, eu nao censuro aos nobres mi-
nistros de estrangeiros que se bao succedido no
poder condo-mc delles que, subindo a
esse calvario tem tantas vezes de tragar o ca-
Iix da amargura sem poder desvia-lo.' O que
hao de ellos fazer frente de urna nacao fraca ,
representando os seus interesses contra naces
/ortos bem orgasisadas e por isso mesmo exi-
gentes ? Aceita as eventualidades de urna guer-
i
n, asdesgraoas de injustas represalias? sim ,
e isso nobre generoso : esse estoicismo ;
podemos nos to-lo para nos J podemos acen-
derafogucira de Sagunto,elaticarmo-iios nella;
mas nossos lilhos nossos netos tero patria ?
podemos nos ter herocidade que anniquillem o
seu futuro? Nao precrvel ir vivendo como
podemos de molborando o nosso estado in-
terno a doixarmos urna patria que nossos lilhos,
nossos netos aditcm e opulentem.
A franqueza dos ministerios de estrangeiros
nao de boje : desde que existimos como na-
cao independente anda antes desde os tem-
pos de colonia quando fa/.iamos parte da mo-
narebia portugueza exceptuem-se o genio do
marquez de Ponibal que temos sempre a con-
tinuada tradicao da mesma poltica. Nem isso
culpa de ninguem culpa de nossa desor-
gansacao. Nem 6 isso s dos governos : an-
da me lembra o da em que um almirante es-
trangeiro entrou no porto desta cidade com
morres acosos ; a cmara estava reunida, Srs.,
acamara, com todo o prestigio da popularidade
de seus membros e o governo cedeu e a c-
mara o nao aecusou e nao condemnou : e
para repellir tamanbo insulto o governo nao
achou incitamento em urna cmara potriotica ,
acquiesceu !... Pagina negra e dolorosa deque
nunca nos dcvereinos esquece!...
Entretanto nao pretendo de certo que va-
mos adiante da ignominia ; Brasileiros tanto
como quem quer que seja sangra-nos o cora-
cao ao verinos essas desgracas : mas, Sr., ha um
meio de evita-las; nao tenhamos relaces se -
nao mui circunspectas com o estrangeiro fuja-
inosde indiscretos tratados que nos cnleiao ;
nesse sentido esta escripia a minha primeira e-
menda eila:
O systoma de franquesa adoptado pelo go-
verno imperial de certo o mais apropria-
do para manter as relaces de amizade que feliz-
mente existe entre o Brasil e as potencias estran-
gueiras.
Se porom poucos interesses polticos
temos em commum com essas potencias que pos-
sao trazer encontr de direitos temos com el-
las importantes relaco mercantis : e a esse
rfisppifn lastima a enmara que u;na dessas po-
tencias nao quizesse acceder litteral intelligen-
qtiederaO governo do imperio cstipulaefio
relativa ao prazo em que divia findar o tratado
que a ella nosligava, essa triste espercncia deve
tornar-nos em extremo cautelosos o prudentes
quando formos solicitados para aceitar novos tra-
tados de commercio, consultando os interes-
ses da lavoura c da industria nunca esquceen-
do as licoos do passado o governo imperial sa-
tisfar os votos do paz e da cmara dos Srs. de-
putados.
Chegamos minha segunda emenda, Sr. pre-
sidente c no mcu entender a mais impor-
tante. Para julgar do procedimentodo minis-
terio na triste poca a que ella se refere e
preciso recordarmo-nos nos que estamos no
Riode Janeiro dos sentmen'os da populacao
nesses dias. A faecoquenos havia desaliado para
ojuizo de Dos tomava as armas com urna simul-
taneidade de accao que bem manifestava pla-
no de ha muito tempo combinado. Sinistros
boatos circulavao ; dizia-se ha clubs nel-
les se tem decretado o asassinato, oexterminio,
e o pavor ia-se diffudindo. Nessas circunstan-
cias chega-nos a noticiada sublevacao de Bar-
bacena Os adversarios da ordem de cousas ex-
istentes os indicados clubistas exultao ; nao sei
comosenolembrraoderecebercssasinistrano-
ticiacom fuguetes eluminarias Nos tenhamos
vistoemjunho de 1840, que valiaoseusrespeitos
a representaco nacional, aindaouviamosasvaias
desuasgalerias; linhamos visto em outubro do
mesmo anno o que valiao seus cacetes: urna pro-
clamaco indigitando victimas, chamando o
povo s armas, foi aqui affixada O gover-
no salvou-nos de ver os seus punhaes! Sim ,
sinto a necessidade de preclama-lo : O go-
verno salvou ao paiz ( Apoiados geraes.
Honra ao governo. ( Muitos apoiados ).
(Continua.)
O Slt. BARAO WA BOA-VISTA.
Aranha da boa flor faz m peconha;
O estomago damnado em mal converte
Qualquer.quc nellebom licor se ponha.
Por grave molestia de sbito atacados nao
temos podido responder ao communicado que
nos foi dirigido no Rrasil n. 347 a respei-
to do Sr. Barao da Boa-vista em resposta ao
nosso artigoa administracao das- provincias ,
do n. 2 desta folha. Moje porm que j nos
adiamos com forca vamos entrar na questao.
Sem que vinculo algum nos prendesse ao Sr.
Barao mas so levados por espirito de justica ,
em referimento a informacoes de pessoas res-
peitavois do maior criterio traeamos algumas
palavras de louvor administracao do presi-
dente de Pernambuco pelos melhoramentos ma-
teriaes com que se achava a provincia ; julgan-
do por prudencia dever tecer-lhe elogios s-
mente nesta parte por nos faltar o conheci-
inentode todos os factos da administracao em
geral e sua miuda analyse para a qual nao
estamos habilitados. Acostumados a proceder
sempre com lealdade esperavamos combate no
ponto em que nos tinbamos collocado po-
rm o Ilustre commanicante do Brasil, ini
migo jurado de S. Ex. transpondo o que por
lealdade nos devia espraia-se pelo campo de
divagaces, aecusando a administracao moral
da provincia ; e aproveita-se de mais esta oc-
casio para suscitar a desconfianoa do ministerio
a respeito da conducta poltica daquelle presi-
dente falsificando a origem de cortos factos ,
e repisando argumentos j muitas vezes apre-
se ntadosalegajes de condemnada muUria ve-
Iha filhas da fogosa impertinencia do muito
Ilustro autor do communicado. Bem poda-
mos limitar-nos sustentacao do que haviamos
emitido porm por considcraeao a S. S. ,
vamos responder a mais alguns pontos 'do arti-
go que nos dirigi e que procuraremos ana-
sysar. Dissemos nos que o Sr. Barao da Boa-
tista era um presidente excepcional por isso
que nao limitando ( como outros ) suas vistas
a fazer-se elegor dcputado empregava seus
cuidados na construccao de obras e outros
melboramenlos,&c, municantc devia negar ; eis no que lhe cumpria
contradictar-nos para poder bem denominar
de graciosa a qualilicacao, que izemos de
S. Ex. Porem nao podendo negar por ser
a todos manifesta a existencia desses melhora-
mentos dessas obras ; que hao de fallar alem
e mais alto que as altas vozes do Sr. communi-
cante. S. S. nao podendo fazer mais pre-
tende por todos os meios diminuir o brilho de
feitos tao louvaveis appellidando-os de pata-
cuosos,&c., &c. Ora, S. S. que faz alarde
de nutrir rancorosa inimizade contra o Sr. Ba-
rao permittir que lhe recusemos seu teste-
munho porque a julgar polos excessos de
sua raiva nao podemos, pelo menos deixar
de lhe attribuir subida exageracao muito pro-
pria da disposicao biliosa em que se acha. E
por tanto, abstiahindo a parte maligna do com-
municado resta-nos urna plena confissan des-
S68 melhoramentos que apontmos ; e por con-
neralidade quo ( nao por falta de conviccao )
permitliaum artigo tendente a fim mui diver-
so da apologa de S. Ex. Acompanfcmos a-
inda nesta parte o autor do.communicado que
suppomos ser alguma de nossas mais notaveis
capacidades da engenharia pelo om dogm-
tico com que se expressa em materia technica.
Diz elle : verdaae que existem essas e.muitas
( note-se bem ) outras obras mandadas fazer
por S. Ex. porem sem perfeico e seguranga,
sem goslo e economa : mas, d.das mesmo por
exactas, como enculpar ao presidente dessas
faltas ?
Aexecucao das obras sempre commettida
aos engenheiros sem outra garanta mais que
o conceito de que elles goza; e s a elles oer-
tence a responsabilidado de suas oonstruccoes :
o Sr. Sr. Barao oceupado da difllcultosa ge-
rencia dos negocios da sua provincia nem po-
da incessantemente presenciar o andamento de
todas as obras nem devia mandar cousa algu-
ma sobre a parte administrativa porque, alem
de exigir isso a boa ordem da administracao,
seria chocar o orgulho dos professionaes na ma-
teria que entao ficavao tendo um excellente
pretexto para o mo resultado de seus trabalhos.
A provincia do Rio de Janeiro sempre pre-
sidida por habis administradores possuindo
engenheiros de reconhecido mrito acaso,
apezar das maiores cautelas nao tem sido vic-
tima de muitos erros notaveis ern diversas obras,
anda nas da maior importancia ? Na corte ha
mesmo no centro das luzes do imperio aos
olhos do governo, nao vimos a pouco a
conclusao monstruosa do chafariz da carioca ,
sem gosto sem economa alguma importan-
do a somma enorme ( dizem-nos ) de oitocen-
tose tantos mil crusados ? por ventura haver
alguem de boa f que por isso crimine o gover-
no ? Talvez o Sr. Barao por falta daquelle a-
purado gosto que o autor do commenicado in-
culca peccasse na escolha dos planos ; porem
nesta caso nao sendo acreditavel que de pro-
posito quizesse errar, S. Ex. era digno de toda
a desculpa. Finalmente quando fossem exac-
tos todos os de eitosque onosso adversario apon-
ta nas obras mandadas levantar pelo Sr. Barao ,
ainda assim nao podem deixar de ser elogia-
das a vontade ,'e boas intentos de S. Ex.
cujo nomo por isso realcar sempre entr
os dos bons pernambucanos ruins fins de
bons intentos.
.......Roma solTria, em quantocastigava;
Ditosos fins de mus commettimentos
Diz Ferreira.
Passando a aecusar a administracao econ-
mica do Sr. Barao apresentao Ilustre com-
municante delapidaces to grosseiras que nos ,
attribuindo-as sua excessiva credulidade,
dolas inteiramenteduvidamos, principalmente
porque S. S. se enuncia na hypothesese nos
nao falha a memoria $c. $c.Entre mui-
tas consas conta-nos o Ilustre communican-
te que um cunhado do Sr. Barao arrematara
urna obra cuja importancia total fra man-
dada pagar sem que ella estiresse no caso nem
da primeira condiedo ; e que para maior es-
cndalo foiencampada e mandada concluir
por administracao : nvencoes taes podem ser
acreditadas no sertao de Pernambuco ; porem
nao no Rio de Janeiro entre a populacao pen-
sante a quem infelizmente, triste expe-
riencia tem ensinado com quanta finura e deli-
cadeza podem osdinheiros pblicos serescoados
por canaes e modos taes que nem vestigios dei-
xem. Se S. Ex. quizesse commetter delapi-
daces procedera antes manhosamente nao
acceitando por seu cmplice um cunhado cuja
circunstancia de per si bastava para despertar a
incansavel vigilancia da malignidade: em
quajito nao se apresentarem provas de allega-
Ces taes perdoe o illustre adversario nos
recusamos o seu depoimento que sem duvida
pecca por demasiada prova. (^uanto mora-
lidade e soguranca individual S. S. debuxa ,
ainda nesta parte com asmis hediondas co-
res o quadro da administracao do nobre Barao ,
dando a provincia de Pernambuco em urna ge-
ral conflagracao de assassinatos, praticados
por familias poderosas que armadas em cam-
po urnas contra as outras se fazem guerra
de exterminio : e quem ser o responsavel por
todos esses chronicos males necessarios do ge-
ral o profunda corrupcao que tem minado a
nossa sociedade c que talvez acabe por derru-
bal-a completamente ? ser o Sr. Barao ? O
autor do communicado assim o aflirma Oh
parcialidade'. Que nao osse S. S. inimigo
raivoso do nobre Barao para enxorgar o que to-
dos vm lancando suas vistas sobre os factos
de todas as provincias O digno presidente do
Cear apezar de sua hahilidade e incontesta-
yel energa por ventura tem podido evitar os
innmeros assassinatos os horrores mais in-
qualiicaveis, que tem tido iugar naquclla
"irovincia ? Se fossem bandos permanonles do
ii ----------- -i----- r.~...., ju iwwiiii iiciiiuii inri iiiuiii'ni
sequencia fica provada a razo com que cer- assassinos, ou quadrilbas de ladrees d
tos da fidolidade de nossos amigos, elogiamos
o presidente de Pernambuco na conciso e ge-
eal-
guia sorle seria culpado nao o presidente ,
mas o chefe d nAl.
.vi J |1*^ j
1.111 ouu
-.l -
l.--J'IU 1 ll
tem certa independencia e deliberaco pro-
pria para a priso de criminosos que cssen-
cialmcntc seu primeiro dever: porem como
prevenir a accao momentnea de poderosos fa-
zendeiros que, armando-se com seus paren-
tes feitores aggregados, escravos &c. vao
exercer sbitamente sua vinganca contra seus
inimigos de ordinario visinhos ? Comoeficc-
tuar-se a priso delles quando as autoridades
locaes por verein todos os diasquebrar-sea
forca das leis na relaxaco do jury, ( 1 ) evitao-
se a execucao de seus deveres conhecendo
inutilidade delles e temendo tornarem-se ob-
jecto do odio c da vinganca desses potentados
de quem uns tristes empregados com mes-
quinhos ordenados muitas vezes estranhos
aos povos de sua jurisdieco nao podem or-
dinariamete esquivar-se dependencia e
outras se dcixa dominar com vistas de firmar
O seu podero eleitoral no lito de serem recom-
pt/nsados pelos favores feitos aos candidatos s
candaras legislativas em suas cleicoes nessa
hera maldita que embarazando tudo desde o
tronco mata o grelo mais vi coso e o mais sa-
boroso /ructo da nossa arvore social ? O Ilus-
tre comn.mnicante que deputado, propo-
nha leis r que circunscrevao o circulo dos am-
biciosos q'ue punao a despejada audacia ,
que inutiliserL' a influencia das autoridade nas
eleicoes.e ver $ $ desapparecerem esses hor-
rores que nos refere da sua provincia, e
dosquaesde mam eir alguma pode ser incul-
pado o nobre Barao da Boa-vista.
As eleices para debutados geraes derao tam-
bem campo ao illustre >communicante para vo-
ciferar contra o presidente da sua provincia.
Ora depois de fazermos observar que S. S. ,
um dos muitos pertensores a partilha do po-
mo da discordia brasileira, ferido em seus de-
sojos, nao pode, como parte ofendida merecer
inteira f, passaremosa reproducir aqu as cir-
cunstancias da penltima eleicc1 para inelhor
argumentarmos em abono de S. k?'* O paiz
inteiro vio adversarios que na tr> buna em
1841, tinhao desencadeado as mais assanha-
das ras contra o Sr. barao serem /eeleitos
com grande numero de votos isto no mes-
mo anno sob a presidencia daquelle a qt'em
elles tanto tinho vituperado ; facto pelo qu'd
appcllidamos de niio generosos esses indi-
viduos que, tambem adversarios do ministe-
rio de 23 de Julho desses homens que ap-
provariao e talvez insinuassem os maiores-
excessos para serem elles excluidos s deve
rao a sua reeleicao nobreza e lealdade do ani-
mo do nobre barao. E pois devemos fcilmen-
te admittir naquellc que quando com mais
azo podia vingar-se de seus inimigos deu to
evidentes provas de generosidde, esses vis com-
mettimentos que tao infundamente se lhe im-
puto ? Por ventura urna parto tao suspeita ,
como o autor do communicado merecer quo
bem se reputem as suas aecusacoes ? Porm
quando mesmo ellas fossem verdadeiras quan-
do com effeito o presidente da provincia tivesse
commettido alguns excessos (que Ih'bs nao lou-
variamos) elles deviao sem duvida alguma
ser muito desculpados porque, em vista do
procedimento do illustre communicante e seus
comparsas que mesmo aqui solados lo-
ra do centro de seu partido nao cessavo de
provocar o Sr. barao protestando at (ouvi-
mos geralmente) que rio arrancal-o da ca-
deira presidencial, etc. etc., fra mister mui-
ta indifTerenca muita prudencia cuma ab-
negacao (difficil no coraco dos homens) de to-
do o amor proprio para nao ser arrastrado h
natural e necessaria rcaccao dos actos contra el-
le praticados cuja responsabilidade moral
muito melhor cabe aquellos que determina-
ro essareaccao. Demais, apezar da melhor
vontade contra o Sr. barao as arguicos do
illustre autor do communicado sao nesta parte
de muito pouca importancia.
Concluo finalmente S. S. asseverando que, pa-
ra obter a administracao da provincia de
Pernambaco o Sr. Barao assignra ao go-
verno o compromisso de fazer urna cleicao in-
teiramente sua ; e que todava os candida-
tos do ministerio forao perseguidos e o pre-
sidente da cmara de 1841 atraicoado no
sae reeleito. Prescidindo porque outra nossa
satarefa agora de repellirmos as insinuaces in-
decorosas de aviltamento attribuido aos cida-
daos que formao o gabinete em parte das
proposites cima referidas passaremos ou-
tra parte que somente diz respeito ao Sr. Ba-
rao. A mais importante das arguicos fcitas
aquelle noltie presidente sem duvida a que
respeita nao reeleicao do Sr. Henriques de
Rezcndc ; entretanto sobre este ponto cuja
importancia nao podia escapar agudeza do au-
tor do communicado tanta a falta de convic-
eao) S. S. apenas diz ahumas mui ligeiras
palavras, que por ventora seriflo omittidasw
o desejo de cortejar o ministerio na pessoa do
Sr. Rezcndc no /izesse no nosso adversario o
( 1 ) Fallem as absolvt'coes de Jos Pedro e
muo, agora em Minas.


r

N.'M^
:^v i* V*
SUPLEMENTO Segunda fcira 20 de fevereiro.
18V5.
w
DOCUMENTOS
X que se refere a correspondencia inserta
no Diario de hoje.
N.l.
Felippe Banicio Civalcante de Albuquerque
escrivao da primeira varadocrimc.por S. M. o.
qje DltH guarde, &c.Cjrlicoqii:! da rol de cul-
pado* coi^j oassntose^uinte, Joaquim Mon-
teiro da Cirvalho pronunciado a prisao e livra-
3iito porter roubado a matriz de Maranguape,
assim com > Pedro .Vntonio de Carvalho por ser
conivente norn-jun rou!>o, e Jaques Lomhard,
por havercoinprado o> vaso i sagrad >s e os haver
o:ultido e por isso oro pronunciados a pri-
sco e livram^nto em o prim:iro desetembro de
18-0 i,r dautor juiz de direito interino Fran-
cisco Jlo Camairo da Cunha. Certifico mais
que no jury eoutubrodo mosmo anno forao
soltos PedroAntoniodeCaivalho.e laques Lom-
bard, e. o roJjiqiiin .Monteiro teve sentones
degales,recorreo dase .toma foi mircadoojun
da comirea deNasarnth para onde remet o
pro^essoo qual nao voltou p'r esta rasa-) nao
certifico a conloo feita pelo Carvalho exigida
na peticao. Nula irais lontem em ditoassento
anquil ma reporto. Pastada nesta cidade dn
Recifc aos O de fevereiro de 18 Y) anno do nas-
cimrafb de nosso Sr. Jess Christo. Emfe
de ver lade Felippe Benicio Cacalcanti de
Albuquerque.
N." 2.
Em virtu le da portara supra tenho a certifi-
car, que revendo o pro;:esso de Estanislao da
Costa Ferreira n'elles anhei a peticao de quei-
xa, resposta d > doutor promotor publico e
pronuncia a qual he do theor e maneira se
quinte Perante V. S., Illm. Sr. Delegado do
1." termo do Recifc queixa-se Rita Mara de
Jems parda, catada, moradora em Tamanda-
r contra Estanislao Ferreira da Costa, brnn-
cosolteiro e morador tninhein em dito lugar,
e bu o motivo de sua queixa o seguinte = vindo
a q'ieixos i a esta Cidade, por ohegar a sua no-
ticia 'cf-se ca-ailoseo legitimo marido Themo-
tio Ferrara Campos deixou em sua casa em
Tamandar o querellado e a lia da mesma
queixosa, a padido le quein esta o admeltio em
sua casa, quando elle em companhia dola
veio de Macen para esso lugar. = Tendo ii
queixosa em principio do mei passado voltado
aquelle lugar achou o bah cm que tinha
seo Miro, aborto, esem cousa algunia, e per-
guutando a sua tia quein a tinha roubado, res-
pondeo esta que ignorava pois que achara-
se ile cama. Suspeitando a queixosa ser o que-
rellado o authordo roubo por algumascircuns-
tancias que oeeorrerao, procurou-o pois que
diese tinha ausentado de casa deixando a tia
das pessas Curiadas elle havendo negado ao
principio confessou por ultimo ser o autbor ;
disendo porem que tinha tirado para acudir
urna preciso que tinha empenhado as pessas ,
mas que logo asdesempenharia para restituir.
E porque elle soubesse que a queixosa se tinha
dirigido a autoridade pocial do lugar, fugio pa-
ra esta Cidade; e vindo ella cm segu ment d el-
le o fez prender na praia do Collegio, ao de-
spmliarpar, o sendo condusido 8 presen-a de
\ S. pel inspector de quarteirao Joio Tho-
maz, ah confessou todo o expendido. E como
este fado soja criminoso e estoja comprehen-
dido no artigo 279 do cdigo criminal, combi-
nado com os pargrafos 8 10 o 13 do artigo
16 do mesmo coligo; quer a queixosa que \ .
S. Ihe mande tomar a sua queixa e proceder
nos mais termos jurando a mesma queixosa
tudo quanto a legad.. Rea bem como por es'.o
mesmo Tacto j seacha o querellado preso por
ordo.. de V. S. a requisicto d ella. Declara
serem as pessas mohadas : 1 cruciliciode ouro,
1 cruz, 2 botos de abertura, e 3 aneis con. po-
dras, 1 anelao 1 e-orrentisinha de relogio ,
1 botao de eollarinho tudo de ouro i varas
de ra nbraia da India que a queixosa comprou
a 18281 reis a vara I par de sapa tos novos, de
marroquim verde, e 5S r,!S em ll",!,(,|ro- -As7
sim pede a V. S. se a servido deferir o roceberj
merco. = A rogo da queixosa Joaquim Jos
da Foncoca Jnior teste.nunbas o inspector
de quartairto Joio Thomaz. Manoel \icente,
Joao Guedcs Vicente de Barros. A vista dos
autos estando privado que o processado lurta-
ra a queixosa os objectos mencionados na quei-
xa, Pasendo violencia na conformidado do ar-
tigo 270 do cdigo criminal, ao baln cm que
olios so achvao, o que se nao pode s.ippor Ios-
so deixado a..er:o de justica que soja Jtilga-
do in-urso no =.rtgo >!'.) do mosmo cdigo.
RecifeH desetembro del8V2. O promotor
publico Magalhaes Taques. Jolgo proceden-
te a queixa a folbas 2 e obrigado a pristo e
livraineato Estanislao da Costa Ferreira, por
estar iuuae no artigo m lo cdigo cniuumi,
pelo roubo das pessas de ouro mencionadas na
peticao de queixa e pjrtenccntes a queixosa ,
visto resultir dos depoimentos das testemunbas
combinadas com as respostas do pronunciado,
prova suficiente q le esclarece e convence ler
elle praticado o delicio mencionado. O escri-
viio lance o seo no ne no rol dos culpados re-
commende-o na prisao, em que se acha, e re-
meta o proce>so ao escrivao do jury paia seguir
opportunamente nos seos devidos termos, pa-
g ndo o mesmo pronunciado as custas pro-ra-
ta com o cofre da municipalidade visto ser
p-ssoa miseravel Recife 16 de setembro de
18-2 Francisco Carlos Brandao E mais
se nao continha, *fe &c. Subscrevi o assignei
1 em fe de verdade. Jos yf/fonso Quedes Al-
"anforado.
N. 3.
Certifico que os requerimentos de queixa
le Antonio Machado de l'aria mostr o dono
lo brigue nacional Aurora dirigidos a S. Exc.
) Sr. Presidente d i Provincia, contra o segun-
lo rente da Armada Francisco Manoel da
Silva Guimaraos, o o Capitao Teen te Fer-
nando Lzaro de Lima commandante da os-
una Primeiro de Ahril nao existem nesta
secretaria por terem sido romettidos ao Capi-
tto Tenente Jesuino Lamego Costa para ser-
virem de ba/e ao conselho, que devia conhe-
-erdo fado da queixa ; e que a ordem expedi-
da para a formacao do dito conseibo be do tbeor
oguinto. = Tendo o mestre o dono do brigue
nacional Aurora Antonio Machado de Fria,
Bntrado n-ste porto por franqua dirigido a
agta Presidencia os dous reqnorimenlos inclu-
sos queixando-se no primeiro do segundo l-
ente Francisco Manoel da Silva Guimaraes ,
Ihe haver recrutado um marinheiro de sua tri-
nulacto tratando-ocon palavras desabridas,
i de o haver prendido a seu bordo, a mnha
ordem e de seu arbitrio soltado-o depois; o
io segundo do capitao lente Fernando Lza-
ro de Lma com nandante da escuna de guer-
ra Prinviro de Abril, a que lambem perten-
c aquello outro official o ter preso e carra-
lo de ferros a bordo da escuna de seu comman-
lo cumpre que Y. Sa vista dos referidos
requerimentos o partes dos mencionados
ifii.iaes mande proc'der a um conselho de in-
vestigacSo a fim de que averiguada a venia-
dado, possao sor punidos os delinquentes, ou
lesprcsada a queixa -e ella for falsa OU infim-
lada. Dos Guarde a V. S. Palacio de Per-
nambuco 5 de Dezembrode 18*2. = Bario da
Moa-vista. Sor. Jesuino Lamego Costa ,
commandante do Brigue Imperial Pedro. F
para constar aonde convier flz passar a presente
em virtude do despacito retro Secretaria da
Provincia de Pernambueo 9 de Fevereiro de
1843,Antonio Jos de Oltveira Ollicial
Maior.
N. i.
Termo de declaraeao dobaixo de juramento ,
que faz Mara Francisca da Conceieao.
Aos 8 das do mez de fevereiro do anno do
Nascimento de Nosso Senhor Jess Christo de
18 W, sendo nesta cidade do Becifede Pernam-
bueo, e casas da residencia do doutor Joao An-
tonio de Sou/a Boltraode Araujo l\>reira juiz
municipal supplente da segunda vara, do termo
dla ies-ma cidade onde ou escrivao do seu
cargo fui vindo e sendo ahi presente Mara
Francisca da Conceieao a lim do fazor a decla-
raeao de que faz menrao a peticao do doutor de-
legado de policia e juiz municipalI em exerci-
(o da segunda vara desta mesma cidade Fran-
cia'0 Carlos Brandao, dito juiz difiri o jura-
mento dos Santos Fvangelhos, a dita declaran-
te Mara Francisca da Conceieao, encarregnn-
do-lbe i|iie sub a santidade do mosmo dei laras-
s a verdad.- em tudo e por tudo; e receido por
ella o juramento assim o prometteo cumprir
declarando o seguinte:
(,)ue quanto ao primeiro artigo da peticao, de-
clarou que fora a cas.i do Sr. delegado Francisco
Carlos Brandao interceder por Estanislao da
Costa Ferreira que scachava cm casa do dilo
Si. delgalo, e que nenhuma violencia sofre-
ra para esta ida. Oue quanto ao regando arti-
go deidarou que lora decentemente tratada ,
que retirara-se inmediatamente, e que au
voltra mais l.
Que quanto ao tereeiro artigo declarava, que
nunca tivera. oommercio Ilcito com o mesmo
Si. delegado. Que quanto ao quarto declarava
que luiz Ignacio Biboiro Boma, e Antonio da
tssumpeio Cabral, a procurro datas ve/es, em
casa de Joao Paulo Barbn e que tendo-a a-
chado a primeira ves em casa do lito Joao Pau-
lo Barboza promettero-lhe de 20 < 40 mil
reis para que ella declarante aHirmasso ter tido
coin'u.er io Ilcito com o dito Sr. delegado e
liara que dissesse lainbeni que ostivera em casa
', i i ........ii. --~ ~-
UO llll-Mlll) Sr. UCIfgaUU ttU vjv x,..u liuv <*M
nuio por So qoeter levantar u;!so aostOcorpo, I
e nem a pessoa alguma. Que quanto ao quinto, {
declarava, que nunca dissera nada contra o Sr. j
delegado, nem a Mara Francisca de Jess, nem
a Joao Paulo Barboza o nem a Antonio d As- ;
sumpefioCahral e nem lao pomo a pessoa al-
u'iiina. E nada mais tendo a declarar mandou
lito juiz fazor este tormo que assignou com o|
doutor promotor, a declarante o doutor de-
logado e 88 tostiinunh. s presenciaos o doutor
Jos Raimundo dj Costa Menezes, o doutor Pe-
dro Bizerra Poreira de Araujo Beltrao, o dou-
torFrederico Augusto Pamplona, Joao Cle-
montePessoa de Mello. Podro Camello Pessoa,
Gaspar da Silva Froes, o Antonio Joaquim Pes-
soa de Vasconcellos e ou Francisco Ignacio do
Athahvde, escrivao oescrevi. Araujo Perei-
ra Mara Francisca da Concciciio O pro-
motor publico interino Joao Floripet f)ias fr-
reloGaspar da Silva FroesJos llaimun-
dn da Cosa Menezes Fmlerico AugwtO Pam-
plnn,, Antonio Joaquim Pe.-soa de Vascan-
,rllos Joio Clemente Pessoa e M.lloPe-
dro Camello Pessoa Pedro Bizerra l'enira
de Araujo Beltrao.
n. r;.
Tormo de declaraeao dobaixo de juramento.
Vos 3 de fevereiro de 1843 nesta cidade do
Becife em casa da residencia do doutor Francis-
co Rodrigues S'tte, juiz municipal da primei-
ra vara do tormo do Becife compareced Anto-
nio Luiz de Freitas a qoem o dito juiz delirio o
juramento dos Santos Fvangelhos encarrogan-
do-lhe que dobaixo do mesmo declarasse o que
sabia, sobre o (pie trata o reqiieriinento retro .
o receido por elle o juramento declaran que
ja em (lias dos ltimos mozos do anno passado,
estando elle declarante na casado doutor dele-
gado ahi comparecen o inspector Joto Torres,
levando um homoin prezo a requeriinenlo de li-
ma mullior de um preso que estove na cadeia
desta cidade por casar-so duas vezes, o qual hia
preso por ter roubado da dita muihor urna por-
cto de ouro o que o mesmo prero confessou ,
edepois disto appar-cou Mara Francisca da
Conceieao podindo polo pro o mas depois de
saber que o homcm tinha sido preso por ter rou-
bado esto orno entrou a lastimar-se por nao
ler nesta cidade quein aamparasso, podindo ao
doutor delegado que a soccorrosso o entto o
dito delegado pedio a elle declarante que se en-
carregasse (\o ver nina casa onde ella estivesse ,
o que entao ello declarante alUgOU um quarto
na casa do alfaiato Joo Paulo morador as
Cinco Ponas, paradla estar alo que arranjas-
so me'os de se reconduzir para sua casa, sendo
stofeito inmediatamente, o mais naodisso, o
assignou com 0 juiz o o promotor publico, que
seachuva presento, e ou Luiz Francisco Cor-
roa de Brito escrivao o escrevi Bodrigues
(He_ Joao Floripes Dias arreto Antonio
Luiz de Freitas.
a quem por monos der. Arsenal de Guerra 18
de Fevereiro de 183.Martins, Coronel
Director Interino.
__ Director Interino do Arsenal de Guer-
ra contracta a factura de 600 chapas de talabar-
tes para o 2. batalhao de Artilheria de 1. linha,
contendo no centro urna bomba o deVerad ser
fabricadas do latao e I chapa da grossura que
no acto do contracto so dezignar ; a bomba seri
feita por comprossao, o soldada na chapa :quem
convier contratar as chapas indicadas compa-
recer no dilo Arsenal das 10.is 11 horas do
dia 21 do crrante para fazor sua proposta
se aceitar quera por monos fizer. Arsenal do
Guerra 18 do Fevereiro do 18W. Martins.
O Paquete Ingle/ Penguin recebe as
mallas para a Haba o Rio de Janeiro no dia
20 do crrante ao moo da.
O Illm. >r. Inspector da thezouraria de
fazenda manda convidamos Sr.1 negociantes.que
quizerem sacar sobre Londres ate 2:000 libras
Sterlinas hajfto (\c comparecer na m.'sma the-
zouraria no dia 21 do correte. Scrotaria da
thezouraria da fazenda de Pernambueo 18 de
Fevereiro de 1*4:5. No impedimento do offl-
cial maior, Ignacio dos Santos da Fonceca
Aviso marilimo
= Segu viagom com toda a brevidade para
o Ass a sumaca brasiloira Bom Sucesso; quem
na mesma quizer carregar, ou hir de passagem,
dirijase a prara do Commercio a seu proprie-
tario Jos Manoel Fiuza, ou ao capitao da mes-
ma Joao Antonio da Silva.
Leudes.
Slita!.
Pela administracto da meza do Consula-
do se faz saber que no dia 23 do corrento mez
se hado arrematar aporta da mesma ad mi nis-
traeo urna caixa de assucar branco, appndien-
dida polos respectivos emprogados do irapixe
d'Allandoga Velha, porinexactidao da tara;sen-
do a arrematadlo livre dedespezas ao arrema-
tante. Me/a do Consulado de P< rnan.biico 18
dfl Fevereiro de 1843. Miguel Arcanjo
Monteiro de Andrade.
= Kalkmann & Bosemund farao leilai, por
intervencto do Correlor Oliveira do mais es-
plendido sortimento do fazendas Franceai ,
Suissas o Allomaos do seda, l ealgodao,
sondo algumas as mais proprias para a prxima
quaresma e de umitas miudezas bemeonhe-
cidas, o muito procuradas n'este mercado: ter-
ca o quarta-foira soguintes21 e 22 do cor-
ronte as U> horas da manha no seu armazem
na ra da Cruz.
= Os oledores de A. Faton successor do
relqjoeiro Dubois na ra Nova continuarao
o leilo por intenencao do corrector Oliveira ,
dos relogios d ouro e prata para algibeira, di-
tos do parede Irancelins, caixas para tabaco,
; llnetcs de poito annois, brincos, pul.eiras,
aderaros riquissimos para senhoras, e infini-
dade de galanteras d'ooro prata e de pedras
preciosas, assim cmoda armaco da loja, &c. ;
boje 20 do corren teas 10 horas da manh em
ponto.
Avisos diversos.
Iicclaracocs.
= O Dinamarquoz Johan Andreas Bartho-j
lmeos Holst ou Johan Ainroas Beinhold ;
Ilolst, que em De/eml ro de 1826 parti da j
sua patria como marinheiro a bordo do navio |
Lucrecia, e em 1830 estove em Arica polo
presente citado para se apresontarnesta legaco,
por causa de urna heranca que Ihe pertence; e
roga-SO a todas as pessoas que do mosmo pode-
rein dar notici;.s de o fazor. Legaco Real de
Dinamarca no Biode .lanero em 16 de Janeiro
j,, i Si3. Joao Carlos Pedro l'njtz.
Pela sub delegatura de policia dosAITo-
gados se faz publico achar-se prezo na cadeia
do Becife um proto mosso que diz chamar-se
Jacob o pertencer a um porluguoz que se-
guio Luropa cuidar de sua si.ude : oque se
faz notorio para lonhocimento de quem possa
intorossar. AITogados 1 i de fevereiro de 1843.
Antonio Leile de Pinho.
__ O Arsenal de Guerra precisa comprar
100 caadas de azoile de (arrpalo nie-
didanova; etrinta quarenta tonelladaadi
carvo de podra : quem tees objectos livor <
quizer vender comparara no mesmo Arsenal da*
() s 11 horas do dia 21 do concille, com o;
_____:../. nrnrn>-, en ntt'nrt 11:1 ri>m as COM II ir:w
= Jos Augusto de Serpa Saraiva Alvos Ma-
chado subdito de S. M. F. retira-se para
fora do Imperio
Precisa-so de um caixeiro para tomar con-
ta de nina venda por balanco cuja venda he
posta de novo e em muito bom local e nao
se pora duvida em dar-so algum interesse sendo
pes ca !:::!:!, e que dC fiador : r.a ra de Santa
Cruz venda n. 1.
Precisa-sc de quinhentos mil reis a pre-
mio com seguranca em urna casa no bairro de
Santo Antonio, por tempo de 10 mezes; quem
os quizer dar annuncie
-: Alugo-so muleques o negros para ven-
derem na ra o paga-so bem no principio
da ra Direita n. 2 primeiro andar.
Deseja-se saber se nesta praca ha quem
dO noticias de Antonio Joaquim de Carvalho ,
(portugus) por sejulgar ausente desta pro-
vrncia, ou Calecido; por iso roga-se a quem
der noticias, faser o favor de annunciar sua mo-
rada.
Na ra da Cruz n. 19 ha para alugar
um grande armasen) todo lageado, e um 3. an-
dar com sotao c mirante ; a fallar no 1. e se-
gundo andar da mesma casa.
Precsa-se de 6008 rs. a premio de 1 /
com hypoteca em urna casa terrea ; a quem
con vi vier annuncie.
= Na ra de S. Rento em OIndan.28,
continua-se a fazor janlares para lora, com to-
do oasscio, c promptidto, e preeo commo-
do ; assim como so faz doces de todas as qua-
lidades, pastis, fiambres, assados, epudins.
rrr Jos Soares d'Azevedo, lente da lingoa
franciza dolyro, tem aborto em sua casa,
ra do Collegio n. 14, primeiro andar, um
curso de lingoa (ranco7a,eoutro dephilosophia.
As pessoas que desejarem ostudar qualquer des-
ijis disciplinas podem dirigir-se aoannuncianle,
de manbl al as 8 boias, e das 3 da tarde em
iliaiilo a (inalouer hora.


= Aluga-se urna boa casa em Olinda ra
de S. Jlo, por 6000 rs. mensaes, otn duas sa-
las adianto, urna atraz 4 quartos, loja para
estribara grande quintal para capim com
cacimba; tambem se vende: no sitio defronte
da Igreja do 1.upe.
= Arrenda-se um sitio nos Afbgados no
patio da Igreja de N. S. da Paz com casa de
vivenda urna grande estribara tem bastan-
tes coqueiros, e mais arvorcdos de fruto ,
tem tambem viveiro no fundo ; quem o pre-
tender ,-dirija-se a ra Direita ja no fim ,
indo para as 5 puntas n. 137 no segundo
andar.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra do Amorim junto ao Caetano tam-
bem se prefere a quem precisar de toda proprie-
dade : na ra velha, n. 57.
Joze Antonio Gomes Jnior faz publi-
co que os escravos que Ibe fugiro em 22 do
passado ja se achao em scu poder e por isso
notamente agradece ao Sr. Malinas Gonsalves
de Aquino Guerra inspector de Bizarra, co-
marca do Limoeiro, as boas maneiras com
que se ptrtou para a entrega dos mesmos; igual-
mente Ibe roga o obsequio de Ibe mandar dizer
<|uom seja a pesaba nesta praca a quem se pos-
sa satisfazer nao s as desperas de comedorias,
como tambem outra qualquer que por acaso
4 fi/.csse com os meamos.
Menard carniceiro francez tem a honra
de prevenir aos seus fregueses, que mudou a
sua residencia para a ra do Aragao e que l
acharo nos domingos e dias santos, carne de
carneiro e porto e lingoicas a moda fran-
ceza.
= Antonio Joze de Souza retira-se para a
cidade do Porto.
Aluga-se um grande armazom todo la-
geado de podra de Lisboa na ra estreita do
Rozario por baixo do sobrado onde mora o
escrivao Bandeira n. 33 : a tratar na casa ao
p, que tem botica por baixo no terceiro
andar com Bazilio Gonoalvvs Ferreira.
Quem annunciou querer comprar um
cavallo bom e lorte para servir em urna
creoca dirija-so a ra do Fagundes n. 22 ,
das 6 as 8 boras da manhaa, e das duas as 4 da
tarde.
Precisa-so alugar urna escrava para com-
prar e fazer algum servio de casa ; quem tiver,
diri',a-se a serraran. 21 por delraz da ra de
S. Bita o na mesma serrara tem para vender
algunas portas novas fritas de costadinho e
bem largas ; c tambem duas canoas em bruto ,
do 55 palmos o outra de 4o ditos; e urna
cama de amarello que anda nao foi servida, por
proco com modo.
A pessoa que diz ter urna carta vinda da
cidade do Porto pelo brigue \ entura Feliz ,
para Bernardo Jo/e da Fonceca queira an-
nunciar a sua inorada.
Atraz do tlieatro armazom do caixeiro de
Joao Matheos precisa-se de homens forros
que queiriio serrar madeira de pinho.
Necessita-se de contractar com um ho-
mem que queira assontar praca por outro ;
a quem convicr este negocio, dirija-se ao prin-
cipio do attorro dos A Rogados, n. 9, casa terrea
contigua ao sobrado da viuva do Baptisla.
Precisa-se do um feitor para um enge-
nho porto do Bio Formo '.o : na ra .lo Col-
logo n. 6 botica de Gypriano l.uiz da Paz.
Precisa-so de urna ou duas parelhas de
serradores, pagando-se 1000 diarios a cada
parena; assim com idmbeui recebem-se pretos
para se ensinar o mosmo offlcio.
r O bilbotc n. 1381 a favor das obras do
tlieatro da segunda parte da 12.a lotera, per-
tence ao Sr. Beato Jos de Moura morador na
cidade do .lanuaria provincia do Ccar e fica
em poder de Joiio Jos de Carvalho Morjes.
Joao Vai do Oliveira mudou a sua re-
sidencia da ra Cadeia para a ra da Senzala
velha primeira casa da esquina n. 144.
Aluna-se um sobrado de um andar, e
soto : na ra Nova n. 42.
Para que o publico possa bem perceber o
annunco que o Sr. Joao de Alemao Cisnciro
mandou ensirir no Diario n. 39 o abaixo as-
signado declara que a letra de que all se faz
momao fora paga no dia do seu vencimento, e
que por ovihlacao hara o dito scnhor Alemao
Cisneiro so persuadido que ainda era credor ,
do que so de eganou a vista dos documentos
apresentados e do que elle nao pode duvidar ,
sendo que por isso declara agora quitado e pa-
ga. Jote Cord iro de Carvalho Leile.
Precisa-sede 800:000 rs. a premio so-
bre bypotheea em urna casa terrea ; quem qui-
zerdar aununcie
A pessoa encarroada de festejar S. Gon-
calo nos Remedios avisa aos que concorreriio
para a mesma resta, que em rrtude de so nao
ter recebido todas as assignaturas que fica
transferida para sexta feira 24 do crrante.
OITerece-so um rapaz Brasileiro, de ida-
de de 18 annos, para qualquer armazom; quem
precisar annuncie.
Adverte-se ao Sr. F. P. R. B. que quei-
ra quanto antes ir pagar o que deve n'um dos
botequins da ra larga do Rozario, quando
nao se usar dos meios legaes, pois para espera
he basta rilo tempo.
Precisa-se de um caixeiro para venda :
na ra Direita n. 36.
Precisa-se alugar urna ama de leite for-
ra ou captiva preferindo-se esta : na ra de
S. Uta Nova n. 91.
Antonio Joze de Mattos Guimares,
avisa ao publico que deixou de ser caixeiro do
Sr. Joze Joaquim Pinto Martins desde o dia
19 do corrente o mesmo Ihe agradece o bom
conceito e bom tratamento que Ihe deo du-
rante o tempo que esteve em sua casa.
== Qualquer pessoa que estiver em circuns-
tancias de assentar praca por outrem no corpo
de cavallaria desta Cidade dirija-so ao quar-
tol do mesmo no lugar do Palacio novo que
achara com quem tratar.
= O Coronel Francisco Jos Martins mu-
dou a sua residencia do Atierro da Boa-vista ,
para o Atierro dos A (Togados.
A vergonhoza apathia em que tanto
tempo se acha a obra do tlieatro deAppollo,
me Ib rea a servir-me da sua conseituada folha
para ver se por meio dola consigo despertar do
profundo lelhargo em que jaz a prestigioza
commissao administrativa, que pelo seu deslei-
xo parece querer concorrer para quesereali-
zem as prediecocs do certos profetas que a so-
ciedade conta em seu gremio. Testemunha
ocular da influencia que se desenvolveo na es-
tron'oza sessao de 12 de Outubro p. p. em
que foi empossada a actual commissao adminis-
trativa eheguci eu com a maioria da socie-
dade a consober a lizongeira esperance de ver
com brovidade vencidos todos os obstculos que
se opunhao concluzao da obra; mas desgra-
eadamente tudo foi illuzao o eis a razao em
que se funda o boato de que murto de propozi-
to a commissao se conserva em nacao, com
o fim de despotar os socios a ponto de os rezol-
vor a dissolucao da soeiedade, e poder desta
maneira certo accionista empossar-se da casa.
Mas eu que nao dou crdito a semelhantos boa-
tos vou em nome de grande numero de socios ,
descontentes como eu rogar commissao ad-
ministrativa so digne dar principio aos seus tra-
lulgo
anda nao ensetou ) e se
balhos ; f que
como eu presumo as militas occupaees do 11-
lustre primeiro secretario sao a causa principal
fiesta apathia tomo a liberdade de Ihe lembrar,
que visto nao poder desempenhar asobrigacoes
inherentes a seu cargo mui grande servieo pres-
tara snciedade demitindo-se.
Queirao 'rs. Redactores dar publicidade a
estas toscas linhas e so ellas nao tiverom o de-
sojado resultado novamente o incommodar.
Um socio descontente
= Precisa-se alugar urna casa para pouca
familia, sendo no bairro de S. Antonio, que
nao exceda de 8 a IOS rs. mensaes, preferin-
do-se um sobrado de um andar ; quem tiver
annuncie.
Compras.
Compra-se a colecao do Panorama, des-
de a sua origem al o ultimo de Dezembro de
1812 : na ra da Cadoia do Recifo n. 38.
Precisa-so comprar um, ou doiscachor-
rinhos destos chamados do reino da casta m.nis
pequea que ha : no Hotel Commercial ra da
Cruz do Becife no 1." andar.
Compra-se para fora da provincia offecti-
vamente mulalinhas crioulas, e mais es-
cravos de 13 a 20 annos pagao-so bem ,
sendo bonitos: na ra do Livramento n. 3.
Compra-se tartaruga, pentes velhos e
quebrados eoneerta-se toda a qualidadede o-
bra de tartaruga assim como eravao-se bri-
Ihantes diamantes, e toda a qualidade de po-
dras ; na ra de Horas loja de tartarugueiro
n. 82 defronte da fabrica de charutos.
Vendas
Vondo-so saceos com (arollos muito gran-
des a 48000 reis cada urna saeoa e ma;s pi-
(pionas a 3SOO0 reis ; no armazem de Fernando
Jos Biaguez ao p do arco da Conceicao, no
Becife Siccascom feijao mulatinho muito ba-
ratos no mesmo logar.
^ ende-se superior vinho engarrafado de
madeira seeco e malvara e de Bucellas de
1832; na ra do Vigario n. 21.
= Vende-se um bom cavallo rodado com
andares baixo e muito novo ; urna bala neo
com conchas e os competentes pozos para um
armazom ou outro estabelecimento : na ra
doCaldereiro atraz dos Martirios, n. 46.
Venderse taboas le juros, corrotagem ,
apollices &c. em trozo partes confendo por-
to de cem mil clculos, vinf'o prximamen-
te do Rio de Janeiro: nafua do > igario, n. 21.
Vendem-se borzeguins gaspiados para senho-
ra a 2300 o par, e outros muitos calcados, tudo
por preco commodo ; no atierro da Boa^-vista n.
2i-, e na praca da Independencia n. 33.
Vende-se urna cadeira de arruar nova ,
vinda prximamente da Baha ; na ra do \ i-
gario n. 21.
Vende-se urna negra crioula de 20 an-
nos pouco mais ou manos cozinha o ordina-
rio de urna casa engomma lizo, e ensalma mui-
to bem e lava de vairclla de bonita figura ,
sem vicio algum e muito Sudia : na ra das
Laranjeiras casa terrea n. 20.
= Vende-se duas escraVas mocas ; urna cri-
oula ; e outra de nacao Angola ambas sabem
lavar cozinhar e a crioula tambem engom-
ma ; um preto de nacao Angola : na ra do
Collegio casa n. 10 no terceiro andar.
Marques & Veiga vendem ao arco da
Conceicao batatas a 600 reis a arroba e na
ra do Amorim n. SO, fumo da primeira e
segunda qualidade em folha para charutos ,
e tambem caixasc meias caixinhascom charu-
tos finos, por preco commodo.
Vende-se conservas deervilhas esardi-
nhas chegadas prximamente de Franca por
preco commodo : na ra da Cadeia n. 2.
Vende-se um poldro muito passeiro e
bom para recolher para sella : na ra estrei-
ta do Rozario n. 38.
= Vende-se um escravo de nacao major
dos canoeiros com boa conducta ; urna escra-
va com bonita figura cose engomma e co-
zinha : na ra de Santa Rita n. 27.
= Vende-se urna morada <'e casa nos Affo-
gados sita na ra de S. Miguel com chaos
proprios : na ra Direita n. 82.
Vende-se ou permuta-se por um sitio pe-
queo perto da praca ou por outra casa urna
torrea com bastantes commodos, bem construi-
da o moderna : no principio do Atierro dos
Aflogados casa torrea n. 9 contigua ao
sobrado da viuva do Baptista.
^ ende-se farinha de mandioca, de Santa
Catharina em saccasdodousalqueires e meio
do Bio de muito boa qualidade e por pro-
co commodo pilulas da famil'a chegadas do
Porto pelo ultimo navio : na ra da Cadeia do
Becife, n9 12, e 14.
A ende-se urna colleco de oitoquadros
grandes com as molduras douradas e- lavradas ,
obra do gosto; um par de jarros de flores sendo
os jarrosdo marmore braneo ; e urna meza de
meiode salla de Jacaranda, por proco mdico: na
ra Diroila sobrado do lado do poente, n. 54,
primeiro andar.
^ ende-se um relogio de parede bom
regulador: na ra estreita do Rozario n. 17.
Vende-se quatro escravos mocos de na-
cao proprio para todo o snico ; urna mua-
la de boa figura perfeita costnreira de cortar
o fazer camisas com toda a porfeioo engom-
madeira, e cozinheira ; duas pretas por 500$ ;
um molequinbo de 6 annos por 200:000 ;' e
una mulatinha de 12 annos: na ra do Fogo ,
ao p do Rozario, n. 8.
Vende-se farinha do Bio de Janeiro em
saccas de dous alqueires e meio por preco
commodo : na ra do Vigario n. 3.
= Vende-se a Medicina Popular America-
na que tem feito tantos milagros na Cidade do
Bio de Janeiro em curas de Indigostoes Ti/i
cas febres intermitentes, remitentes &c.
hemorrhoidcs, molestias urinarias, toda quali-
dade de chairas incommrirlrfi /lo FOnhorSS C.
&, ern fim todas as molestias produzidas pe-
la impure/a de sangue. Vendo-se om todas as
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
Cruz., n. 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joao Keller para commodidade dos
compradores, as lojasdosSr." Guerra Silva
& Companhia ra Nova Chaves <* Sales ,
Atierro da Boa-vista e Cardozo Aires ra da
Cadeia do Recife.
^V. f. as mesmas casas rcima vendem-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Brandrctte.
= Vende-s um escravo muito robusto ,
bonita figura sem vicio, e nem achaque de
20 annos de nacao Cacange : na ra Direita .
n. 10.
= Vende-se urna venda em Fora de Portas,
defronte do l.eco do farol do lado esquerdo ,
n. 90, com os fundos a vontade do comprador,
porque se tiraoaquollesque noconvior a quem
comprar a metade a prazo com boas firmas :
a tractar na mesma com Joze de Lima Soares.
= Vende-se urna casa terrea sita no lugar
do Mondego com bastantes commodos a sa
ber : duas salas bastante grandes, qualro quar-
tos com corredor lavado cozinha fora com fo-
gao inglez quintal murade cacimba com
'Mllente agoa de beber, toda envidraenda ,
e foita a moderna : na praca da Boa-vista ,
botica n. -'0 ou na ra Nova casa de Ma-
nr>o| Poreira M a "a! ha es
= Vende-se una vacea de leite com cria a-
costumada no pasto ; na estrada nova da Capun-
ga segundo sitio depois da ponte de manha !
at as 8 horas, e a tardo das 'A erv. diento. i
A adminislracao da obra de theatro pu-
blico vende urna porcaodecaibrosde muito
boasqualidades assim como pecas de caibude
Cairo: a tractar com o administrador do mesmo
theatro.
= Vende-se urna crioula, muito boa co-
zinheira engomma lava de sabo e varrel-
la com perlicao de 25 annos cose e faz
renda : em Fora de Portas n 18 avista do
comprador se dir o motivo porque se vende.
ar Na ra da Cruz aru.azem de trastes n.
63 tem para vender superiores sofs de jaca-
randa e de oleo bancas de Jacaranda di-
tas de oleo cadeiras de Jacaranda, de oleo, ca-
mas mezas de janlar commodas relogios
para cima de nie/a, mezas de meiode salla do
Jacaranda e na mesma casa cima se recebe
qualquer encomenda de mobilha para se dar
prompta com muita brevidade e por menos do
que em outra qualquer parte prornelendo-
se tudo do melhor gosto possivel.
= Na ra do Queimado loja n. 3 con-
tinua-se a vender penles de tartaruga para mar-
rafas a 1300 rs. o par garrafas grandes de
superior agoa do colonia a 2000 rs. ; e meias
pretas superiores para senbora por preco com-
modo.
= Vende-se um preto de nacao, que da
duas patacas por dia : na esquina da ra do
Livramento por cima da loja do Sr. Bastos.
= Vende-se um cavallo rudado apatacado ,
muito bonito bastante gordo e grande, tem
todos os andares brandos, seo preco he 300,000
rs. : na ra de Apollo coxeira defronte do
tlieatro.
asa Vende-se farinha de mandioca de Santa
Catharina em saccas de dous alqueires e meio
do Bio de muito boa qualidade e por proco
muito comn odo : na ra da Cadeia doBecile
n. 12 e 14.
= Vende-se urna negra de nacao Angola ,
com principio de servieo de casa : na praca da
Independencia n. 39.
= Vende-se urna canoa usada propria pa-
ra carrogar arei. para atierros : no Porlo das
Canoas tanque de agoa.
= Vende-se urna preta da Costa henim ,
moca cozinha o ordinario de urna familia la-
va de sabao engomma alguna cousa c ven-
de na ra : no pateo de N. S. do Terco no
1. andar do sobrado n. 12, lado da sombra.
= Vende se urna venda com poneos fundos
e em muito bom lugar a dinheiro ou a praso :
na ra da Mangueira por delraz do assougue da.
Boa-vista n. 20.
= Vende-se oleados pintados para cobrir
mezas de salla de muito bonitos padroes che-
gados prximo de Franca : na ra Noui ao
peda venda do r. Lima n. 3 loja de selei-
ro de Jos Hamos da ( ruz.
=\ ende-se excellentes oculos, ricos barme-
tros termmetros, oitantes, agulbas para
navio, um microscopio, tudo chegado prxima-
mente de Londres ; como tambem concerta-se
(oda e qualquer obra pertem ente a ptica : na
ra da Alfandega velha na frente do Trapixe
novo n. 6 segundo andar. '
Vende-se urna lazarina franceza de espo-
leta para caca com seus perlences ; um can-
diciro com seu globo de vidro que serve para
qualquer casa do negocio, tudo ou de per si, pre-
co commodo : na ra Direita n. 5.
Kscravos futidos.
No dia 14 do corrente fugio um escravo
de nome Nuno, do nacao Mo< ambique que
representa ter 20 a 22 annos estatura regular,
seeco do corpo pernas linas e tem na testa
um signal de sua ierra a maneira de una ma-
cuta poiem muito apagada cujo escravo he
ofjicial de calafate le\ou vestido calta de alro-
dao entrancado de barguilha e camisa do
mesmo panno; quem o pegar, elevar a casa
de seu cr. na ra da Cadeia n. 2 ser re-
compensado.
= O mulato Joaquim fgido polas 11 ho-
ras do dia 14 do corrente annunciudo no dia
15 e 16 consta que das 3 para as 4 horas da
tarde do mesmo dia 14 passara para a B.ia-
vista ; j sem a trouxa da roupn que levou os
signaos do mesmo sao alem dos declarados ida-
do 28 a 30 annos pomas um tanto arquiadas ,
nariz afilado ventas arregassadas, modos,
maneiras e caminhar de inntuto ; mas passa
bem por forro, porque alem de sor claro, e
andar calcado tem elegante figura e impoe
bem por tal, oque senipre quiz affectur ainda
mesmo em casa com as pessoas que nao o co-
nheciao : pre/ume-so que nao se demorar
nesta praca por havrelle declarado, ter-se
encontrado aqui corn um conbecido do lugar de
sua naturalidade : o son Sr o Padre Joao de
Olneira (osla, residente no Convento do S.
Francisco do Recife alem de gratificar com os
50S reis promottidos a quem o pegar, dar una
esportula sollrivel.

l


oficio (U gotta serena. A nao reeleico dopre-
dente da cmara do 1841 6 um facto qne con-
siderado abstraa c livianamente pode serv n-
terpretado em desfavor do Sr. Barao ; porem
aquelles que recorrendo aos exemplos de to-
das as eleices sabem da necessidade que os
pretendentes tem apezar das melhores recom-
mendaces do gorerno de empregarem de per
si todos os esforcos para nao serem vencidos por
algum dos candidatos Curadores nao en-
contrrao, senao um phenomeno muitoe muito
ordinario na derrota do Sr. Henriques de Re-
zende que guerreado por um partido pode-
roso e incapaz, por sua muita circunspec-
cao e dignidade de auxiliar-se por outro qual-
quer mcio que nao seja o de suas muitas virtu-
des publicas c particulares teve em sen apoio
smente o Sr. Barao que talvez por demasia-
da confianca nao soubesse prevenir os fortes
manejos da intriga. Ainda lia pouco, tambem
da intriga aqui foi victima um Flumicnse do
muito mrito o Sr. Saturnino de Souza e 01:
veira apesar do cmponbo de sous numerosos
amigos: agora mesmo o Ex. Sr. Jos Antonio
da Silva Maia cidado que summamente
bem considerado e oceupando posico elevada ,
de certo foi assaz rocommondado pelo poder,
J est em Minas, excluido deun;a de-
putacao de vinte membros: e por ventura se-
r isso traicao do ministerio ? Nao certamen-
te que ninguem em boa fe o dir. Dizer-
fic que o nobre presidente de Pernam-
buco atraicora o Sr. Rezende urna aecu-
saco bastante grave que, para bem proceder
no tribunal da Ilustrada opinio publica de
provas tambem graves carecia ; porem to
vagas sao as que o autor do communicado apr-
senla que nao mereciam a pena de as refutar-
mosse entidades obedientes, certas intel-
Jigencias passivas, servindo de echo, e d'ins-
trumento s malignas intencocs de S. S. nao
pudessem com sous brados atordoar as cons-
ciencias Tracas e impressionar os caracteres pusi-
lnimes.
Do que cima levamos expendido nao ten-
do desapparecido o ponto sobro que fundamos
menos elogios, confessando antes o illuslrc ad-
versario (/lie muitas obras e com a rapidaz do
pensamento tem sido mandadas executar pelo
nobre Barao dove-se concluir que mui arr-
zoadamente appellidarnos de excepcional o pre-
sidente de Pernambuco niio s porque as ar-
guicoes que se Ihe fazem sao muito extranbas
parte administrativa em que quizemosestabe-
locer o parallelo entre a sua e as demais presi-
dencias em geral ; mas tambem porque essas ac-
cusacessoaprcsentadas sd por um suspeito ,
por um inimigo ora tal cegueira ou tal coragem,
que para criminar o Snr. Barao nao (fu-
tida laxar d'nutilidade e disperdicio o engaja-
inciito de um engenbeiro francez aseverando
existircm era Pernambuco babilissimos entre-
h. o
eiros; quando inda ha bem pouco se vio
que nao o Sr. Barao mas urna compa-
nhia particular para obter o plano de encana-
mente- de agoas, (trabalho nada extraordinario
ibi obrigada a sollicitar d'aqui dous ongonbeiros
(os Srs. Bellegarde e Conrado ) a quem se
fizero as maiores instancias, oferecimentos de
avultadas sommas para ali ficarom ou de pelo
menos irem por urna ou outra vez observar a
execueao da obra. Rejei tamos pois todas as al-
legacoes contra o Sr. Barao produzidas por
umseu inimigo principalmente porque, pec-
m. ouc ^ utrainus de o provar) por infiel em
urna das provas moraes do sous raciocinios accu-
satorios nao pode mais merecer f segundo
aconselbao os principios mais comesinlios de
direito, no que talvez o communicanfe soja let-
trado. At aqui o presidente de Pernambuco ;
agora duas palavras por nossaconta ao Mustie
adversario. S. S. faz a nosso respeito insina-
pees que qualificaremos de despejadas por-
que nem urna s prova pode fundar-lbe o juizo,
malignamente apresentado do que pretendemos
cortejar o Sr. Barao da Boa Vista; nos que
nunca cortejamos as mais altas personagens ,
"<>s que nunca importunamos ministro algum
de quantos ministerios tem havido desde que
nos acbamos no caso de obter as gracas do Go-
verno! Talvez algum deputado, que tenba abu-
sado da procuraco dos povos atropellando os
ministros e collegas pela adopeo do projectos
que prove losos podem sor-lhe antes que por
Hedidas favorecedoras da industria e felieidado
deseus constituintes, algum que S. S. en-
'"'ilraria face de son espolbo, talvez possa estar
ao alcance da malignidade do communicado ,
que nos, absolutamente nao.
( O Malcsherbes. )
- --------------' ... si ; ............_________ .. ....... _______:________
desigualdade, que reverte em detrimento meo, lavfifl do Tibre exclamara Voso manes dos pelo ofllcial de justica ou por quem tinha fn-
porque ello a semelhanca do assassioo, que radios o Catilinas de Roma republicana que] teresse nelle e urna vez que nao apparece,
mata de emboscada, guerrea amparado com o sem embargo do son eterno que dormisvol- hedecrer, que ou o mestredo brigue Aurora
escudo 00 annimo, entretanto que euapparoco toaos em torno do rio patrio onsinai-measer tri- com elle se eou ou o Abyssinio o poude
em campo a peito deseoberto, alem disto Sltejbuo, communicai-me esse calor, eanimacfio pilliar, e conserva-oem seu poder aflm de ter
tem agentes estipendiarios e sallariados para com que nos bellos lempos da vida exdlaveis as materia para calumniar-me com a mais execra-
executarem os seus quereres, tem ladros, e turbas insensatas, que en voltando a iiiiuba pa- vol violencia.
assassinos para da rom cumpriineiito aos seus | tria V0U imitar o vosso exemplonao se deixou Einquanloaoeonselhodeinvestgaco,quc cu
to fcilmente abater. Os fados existem, o' sustontei na ininba correspondencia de 7 de ja-
V'ivssinio be amigo do Podro Antoniode Car- neiro ter sido noineadoeni virtudcdaqucixa por
valbo pronunciado o preso polo roubode que fi/. oscripto do mostr do briguo.Aurora o que foi
inenco, como se v do documento n. l. ; he contestado peloAbyssinio, que nao pordeo
tambem arraigo de Estanislao da Costa Ferreira a occasifio para irrogar-ino olabeo de mentiro-
roubador confesso, como prova o documento n. so, appreseoto o documento n. 3 que plcna-
> be flnalmonte protector de Joo Paulo Bar- mente desmascara osse anda/ impostor, e mos-
decretos tenebrosos, tem finalmente a escoria da
sociedade para omprega-la, quando julgar con-
veniente, eou nada disto tenlio, nem quero
ter de meo lado, satisfasendo-me apenas com
a justica da minha causa, que me d coragem,
o com o raciocinio que me infunde valor para
oombate-lo e aniquila-lo. A populaciio po-
rem que bem v esta dilferenca que observa
afranquesa com que me tenho portado que
liosa e sua amasia apandados com o furto na
mo, como foi provado em o n. 34 deste jornal,
naoesquece a finnesa com que hei desaliado e huma voz que apesar das iniquidades, que
por dilTorentes vesos a osse cao goso que s
morde a traicao, saberavaliarqual denos pos-
suo arasao. Ojuizodella he o nico que ou ac-
ceitocomocompetenteelegitimo para decidir a
qnesto, porque com quanto esta versasse em
sua origcm sobro individualidades, j hojeHel-
ia tem grande parte o intoresse publico que
a todos toca o que pertenco a todos. Qucirao
pois attonder-me os homons de boa f os que
compoemasclasses industriosas do paiz os
que nao ostivorem prevenidos contra mim que
a verdadoeos sentimentos de honra me fazem
explicar pela seguinte forma.
Estreando a carta infame do que cima iz
meocao, simideos da baixa plebe procura
"om alineo desafiar contra mimas iras da op-
posicao o para este fin declara queouapeli-
lara os sous membros do assassasinios o la-
dros fondo dolles receido beneficios, quan-
posaosobro sua cabeca reproba e amaldicoa-
da elle continua a mofar dobom sonso da popu-
laciio justo he (po toda olla oconlioca para sa-
beravaliar a moralidade das imputacCes ea
causa'da guerra bodulna, o selvagera queetle
me tem feito.
Agora pergontar-lbe-hei, quaes forSo esses
soooorros que me prestarlo os homons da
op|)osicoanan o possoaf quando om O-
linda flz os mous estados? Prova vol monte ho
do sor os soecorros materiaes porem saiba o
Abyssinio queregra antiga heque ninguem
d o que naotom, nem mais do que tem e
se todos esses homons, 0u pelo monos a mxi-
ma parte dellescarecem do pSo diario, como be
possivol que o tivessem de abundancia para com
elle soecorrer-me ? i Se boje olios guerreSo o
governo porque os nao admitte as EstaofJes po-
blicas alim detirarem d'ali a sua subsistencia .
doemOlinda estudei. Oh! quanto nao he pa- '' como se podo cror que tamanha l'ossoa sua pros-
palvo, e estupido oAbyssinio! Nao v el- peridade, que en podesse gozar de huma parte
Ah que tanta nunca foi a miidia des-
toque esta mentira nao pode germinar ? Nao
sabe que os meus cscriptos correm por ah im-
pressos o que plenamente desmascarao sua re-
falsada impostura? !
Tenho fallado, he verdado na opposicao ;
mas rofiro-mo aessa que so faz a pessoa que
d'ella ? !
ventura!
Por c(rto que nao fui eu to despeado co-
mo se diz ter sido certo demagogo, que sondo
duas vezos plenamente reprovado o com toda
a justica na Academia d'Olinda, appresentara-so
governa o nao a que hefeita aos principios do na Italia com huma carta falsa de hacharel for-
.'overno. A ambas tenho combatido, o comba- inado (pie o habilitara para adquirir outra de
terei om quanto alent me restar, porque sou doutor em Leis que foraali procurar auguran-
Correspondencia.
Srs. Redactores.Eu vou responder boje a
insolenteuarla-, queohomcm las simpathias
da canalha que o aventureiroda ra do Roa-
lo, queoAbvssiniooniliin fez publicar con-
tramim no Diario safarode i do corwols mes.
Bctn
essencialmente frovornisla mas diviso nellas
umadilToronva mui sensivel ; a primeira lie
inteiramente rafada, ecompota de qnairo in-
dividuos rallados pela tome, e devorados polo
despoito de senao acharem no poder; nclla nao
ha ideas, que nao sejao desorganisadoras ,
principios nao oxistom que Ihesirvo de nor-
te e s o egosmo e ambicio servem de oh.ce-
lo dos sous pensamentos: a segunda porem pro-
cede dilTorontemente tom principios que sub-
moftea discusso, er que o paiz carece dola
para contrabalancar a aeco governativa e ar-
rebatada por illuscs desoja milhores te'mpos ,
em queassuasdoutrinas possao triumphar. A
esta porfoncom alguns homens de importancia
na sociedade, do sentimentos nobres, os quaes
abominao, repeliera eamaldicoao oAbys-
sinio, lembrados das furibundas eampanlias
dos annos passados ; o circulo daquclla po-
rem he formado polo mesmo Abyssinio, o
por esses miseraveis individuos, que reunidos
na praia da ribeira ululo torpemente contra o
rovorno e sous agentes. Me por tanto desta que
eu fallo, e bera que ainda nao tenha appellida-
do os seus membros de assassinos o ladros,
iuL'o-raeboje habilitado para diser que entre
ellos ha alguem a quem bem cabe esta ultima
donominacao o que nao outro so nao osse
mesmoAbyssinio. que com tanta torpesa,
e ousadia me tem calumniado. ComofTeitoque-
rer eHe negar que nSo participou do sacrile-
gio praticado na velha matriz de Ma rangua pe ? !
Oiioror dnvidar, que inculcou-se como pes-
soa competente para obter de certo juiz urna
sentenca injusta econseguindo sor acreditado
pela parte interessada dola houvora um con-
t de res, que com elle se ficara em sania paz,
ou que repartir com o seu amigo ? Oueror
omfim contestarque defendendo um individuo ,
que dera um tiro nesta cidado levara escanda-
losamente oitocentosmil reis pola promessa de
roubaros autos, ou de attacar a cadeia com
gente armada caso o seu cliente bssecondem-
nado, como elfectivamentc foi ? Oh que tudo
isto hade negar, apesardos documentos (pie exis-
tcm nos cartorios, oque plenamentedemonstrao
o seuopprobrio c ignominia, masperguntan-
tar-lho-lhoi o que significa essa amisadoi ntima,
essas relIacSes estreitas que elle conserva com
Pedro Antonio de Carvalho que polo roubo
'aquella matriz foi pronunciado, preso, ele-
vado ao tribunal dos jurados ?! O que quer di-
ser ossa deferencia e estima que elle tem mos-
trado por Estanislao da Costa Ferreira rouba-
dor confesso que se acha preso na cadeia desta
capital?! O (ue denota essa proteccao deseo-
berta cescandalosa quo elle tem feito a Joo
Paulo Barbosa, esuabarrega poucos diasapa-
nhados com huma oscrava furtada e por isso
aro mal da pollo, alias queimada polo sol do
quador, para adquirir huma cor differente
sim mas exquisita erepugnante, quesoinstruio
as esquinas do Paris nos principios profundos
da Canalhocracia, quo constitu' huma nova
forma de governo; ou nunca aspire! to olla
ventura nunca desejei hr ver a tona temperada
cobertodeR. B. e das maldicoes publicas, e fu-
gitivo por causa do insolencias que houvosse
practicado e por isso nem proeurei soecorros
d alguem, nem houveathe boje quem m'os of-
ferecesse. To grande ditta s oAyssiniopode
tor, porque hum sabio disse, que a fortuna s
tem caprichosa favor dos atrevidos!
Continuando na sua torpe carta o Abyssi-
nio lanca-so bera doprossa na favorita o rui-
dosa questfio do mestredo briguo Aurora :
imputa-me segunda vez tereu insinuado ao capi-
totenentt! Lima a factura do huma potico :at-
tribue-me a subtraco de hum, roqueimonto
do seu cliente afirma (pie eu faltoi a verdado
quando dissora as minhascorrespondencias^uo
oconsolho de investigacao quo elle insolente-
mente chama adhoc fora nomoado om virtu-
de de uma potico dirigida ao Exm. Presidente
da provincia o finalmente sustenta com dous
depoimentos queou asseverara ao mesmo son
cliente sor o crimo deque so elle queixava llu-
ramente civil. Antes porem de responder aca-
lla uma destas proposices perguntarei a osse
vil embusteiro so nao sonto corar-lhe a face
quandotracta de senielhantemateria? lie pro-
vavel, que responda pela negativa; massero-
pre dir-lhe-hoi que a fama publica aprega ter
elle vendido a causa do mestre do briguo A uro-
recolliidos a
priso ''
Ah que elle sabe mui
bem que as amisades que o individuo tem ,
muito explicio de sua conducta, e se taes sao
os sous amigos as pessoas de sua confianca os
predilectos de sua maior estima, possocom to-
da raiSo diser, que perfeitamente Ihe cabe a de-
oniinaco de depredador, e que os homens quo
tem dinheiro muito devem rocear de sua esbelta,e
alvinitente pessoa. Oh! quantonobradacon-
tra elle esse processo existente no cartorio do oxe-
ciices desta cidade, em que forao interrogados
os roubadoros dos dinlioiros pblicos ? Sim
tudo isto o conipioiiio.tio mas elle que avislan-
iconhoco, que na hita om que me achoem-
i"'liado comto infame sevandija lm grande j do do alto do capitolio os vapores queso Icvan-
ra, sondo a quantia de quatrocentos rail reis, o
indigno proco de to infame transaco. E po-
der oAbyssiniocontostar esta gravo impu-
taco quo a opinio publica Ihe faz ? Podor
duvidardo quo publicamente se diz a somolhan-
terespeito?! Duvide-oembora porque quem
nao tem coragem do sustentar o que diz tam-
bera a nao tem para aflirmaro que faz porem
satba que muita gente assevera que essa guerra,
queche tem promovido contra mim por nao ha-
ver tomadoconhocimento da queixa do seu di-
ento, que essas arguicesfeitas ao Exin. Presi-
dente da provincia nao tem outro im se nao en-
cobrirasua torpesa e indignidade. Oh! que
ptima estrategia he esta do Abyssinio !
Vender causa como por ahi se diz dizer ,
que o mostr do brigue Aurora nao mereca a
suasympathia por sor portuguez o depois at-
tribuir o ponimiento da mosma causa a protec-
cao por mim foita ao eapito-tenente Lima ,
que nunca conheci, ccom quem apenas nieen-
contrei u mas ves!! Tanta finura, tanta sa-
gacidad*'sao por corto admiraveis os podem
sor parto da turbulenta cabeca do nettodos Pe-
tions !
Respondondo agora as proposices doAbys-
sinio, de que cima iz menco direi, que
nem ocapito-tcnente Lima careca de ininlias
insinuaces para fazer uma potico pois que
muitos advogados ahi exlstem,inclusiveomesmo
Abyssinio, queapodiSo fazT nomore-
querimento (pie diz por mira subtrahido bera
uma peca to importante do processo, que o
seu desaparecimeoto podesse apoiara proteccao
inculcada; alem de que se cu despachei esse
requerimento, se entregueio-o ao seu respecti-
vo dono o so as citamos 'oroleitas lio claro tenho laclado do l';wiri nlohrnon /is" H?rc'^!aso
queso no cartorio poda elle ser entregue ou i Jos de L'reitas, Pcrlido Nao temcUelidoas
ta que allirmei uma verdado incuntostavel,
(piando disse (pie o mostr do briguo Aurora
tinha Sido victima da supina ignorancia, crassa
estupido', o m lo de quemo aeooseihou sen-
do inqiiostionavel, que forao mesmo Abyssi-
nio quem Ihe poniera a causa,o que 0 Exm. Pre-
sidonteda provincia nada mais l'esdo quo ser-lhe
propicio, ordenando acodadamente a formaco
daqucllc consolho, (pie elle pedir e requere-
ra com a maior instancia. Aqui cumpre-me fa-
zer a seguinte observaco. O conselho foi no-
meado lomou conhocimento do facto e he
corlo quo havia do pronunciar acerca dello uma
dociso qualquer, mas porque motivo o mestre
do brigue Aurora ou sou patrono nao interpoz
os recursos lgaos?! Porque rasao oAbys-
sinio, que tanto se tom esganicado sobreest
materia na inxurrada de correspondenciase car-
las contra mim publicadas, ainda nao dou hu-
ma s palavra sobre aquella deriso ? Porquo
circunistancia einliin stem feito rocahir sobro
S. Ev. o sobre mim suas iras cambaes seus
furores tempestuosos e brutees ?! Ah! que
algora motivo para isto existe, o nao he outro
senao tor elle vendido a causa como se dis
por essas ras o rocear quo nao soja deseo-
berta a traicao foita a seu cliente. Oh quanto
nao he honrado, ardido o sagaz o moco albino
da ra doltozario Risuin lenoatis amici ?
Discorrendo agora sobre a ultima de suas
proposices a que so referem os depoimentos
das testemunhas Manoel Joo de Amorim o
Podro N'unos da Fonceca, perguntarei aoA-
bvssinio aonde est a sua decantada pericia as
scicnciasjurdicas? Nao sabe olio, quo todo
acto judicial leitosoin citaco da parte interessa-
da he millo, enullissimoporsuaessencia o na-
turesa ? Pifio conhece que esses depoimentos,
uma ves que soToferio a fados mous, o quo
tinhao de servir de prova contra mim, devifio
ser tomados em minha presenca ou polo me-
nos depois de tersido eu competentemente ci-
tado para assistir a ellos ? Pensar acaso que a
assistoncia do promotor publico suprio a falta
de minha citaco ? 1 Oh 1 (pise assim pensa
engana-se redondamente, porquanto bem que
o artigo 91 do cod. doproc. crlm. mande citar
a parto ou o promotor para assistir a inqui-
riefid das testemunhas no caso ali especificado ,
lio toda-via ineontestave! quesnfio estando a
mesma liarle presente ou sendo a justica in-
teressada lora logara citaco do promotor o
que se acha explicado polo art. 90 do mesmo
cod. ; alem de quodar-so-liio as testemunhas
apuntadas as (ireumstancias mencionadas no
citado art. !)! I Soro ollas deavanoada idado,
OU oslar a retirar-se para lugares distantes?
Nada disto est provado e por isso torno a re-
petir (pie os taos depoimentos sao essencial-
mente millos e quo por conseguate nenhu-
raa prova podem lser a cerca da materia sobre
queversfio. Prescindindo porem da insanavel
nullidade om que laboran os depoimentos sobre-
di ttos perguntarei ainda ao Abyssinioo
que prova elles contra mim? He provavcl,
que me responda que servem de provade ha-
ver eudito ao seu diente sos o cris'do com-
mandante Lima nao hora militar porem civil,
mas a isto respondo que nao he este o ponto da
questao. O quo eumpre provar he que a minha
geateosa lora filhada influencia, c proteccao do
Exm. Presidente da provincia ; que eu subtra-
hira um requorimonto dos autos que fora a
palacio recebar ordens sobre a materia que
me queixava amargamente de nao poder obrar
segundo as minhas convieces e que insinua-
ra a factura de uma potico ao eapito-tenente
Lima, como elleAbyssinio atrevidamente
tem allirmado em seus eseriptos porem em
nada disto as testemunhas falli, e sdeclaraO
que eu dissera a primeira dolas que o crime
hora civil. Que ruido que apparato para pro-
varo que nada significa J nao fls vor ao
Abyssinio em uma das passadas corresponden-
cias, que he facultado ao julgador pensar, re-
Oectir, e meditar sobre os assumptos sobordi-
nados a sua deciso !! J nao demonstrei-lhe,
que elle pode mudar de opinio, o que seria
a maior desgraca da humanidade obriga-lo a
torsempro notos exactas, absolutas e inaltera-
veis sobre os dilTorentes casos que diariamente
occorrem !! Para que pois esses depoimentos,
qne nada expriinem que nada disem do que
ello eleivosamonte me tem attribuido'!! Oh!
que semprefoi costumedos embusteiros darem
por provado aquilloquc de prova carece ; en-
! .tanto concluindo este periodo direi, que
ciada toado en declarado s proditas testemu-
nhas, que o crime hora civil, havia oAbys-
sinio mentido miseravelmente, quando die-
se, quo esta dedaraca fora feita ao seu cli-
ente.
Na cootinuacio da bordalenga e insultuosa
(.uta pergunta-me o Abyssinio porque nao


minhas correspondencias ? Nao o tenho cha-1
mado para urna discusseo franca, e solemne a-
cerca d'esse facto, e de muitos outros quo me
sao por ello attribuidos?! Nao o esperei ras ca-
sas dos juises municipaes da 1.* e 3.a vara desta
cidaae ? Nao o desaflei cin alto, c bom som
para que fosse reccber o premio legal dos insul-
tos que me temfeito?! Para que mandou em
seu lugar Pedro Antonio do Carvalho em mitro
tempo preso e pronunciado pelo roubo da ma-
triz de |faranguape e un tal Paes Barrcto ,
que at hoje ainda nao foi achado pelos officiacs
dejustica ? Para qucsabendoquecu sollicitava
o jutaamentodesse processo importante na pre-
sente sessao dos jurados fez Voiu que se Interpo-
seste recurso no quinto dia depois da pronun-
cia para o juizo de direito da 2. vara ? Oh !
quem assim procede quem recua com tanta
infamia, nao he estrenuo como se inculca nao
tem documentos em seu poder nao tem pro-
vas que ocoadjuvem ; um cobarde, 6 um men-
tiroso um calumniador que resume em si
quar.ta perversidade pelo mundo existe.
Herculano Jos de Freitas foi por mim con-
demnado em um processo intentado por Cons-
tantino Jos Ka pozo e nada mais natural,
e concentaneo a quem vende causas como o
Abyssinio,de que suppor em qUalquer juiz
dobrez, ccorruptibilidade. Se eu o Uvera ab-
solvido sofrera hoje a mesma arguicao que me
faz o canalhocrata da ra do Kozario por
o liaver condemnado ; noentanto tenho organi-
sado cincoenta processos provavelmente, e s
oAbyssinio te ve a lembranca de calumniar-
me. Oh quanto nao he terrivel para o homem
que tem honra v-la exposta as dentadas de urna
sepenle traicoeira Continu porem o Abys-
sinio, mas lembre-se que os gigantes que
prefunderao escallar o Olympo forao esmagados
pelo peso de seu proprio atrevimento c que
o tribunal dos jurados aondeell mo grado seu,
tem de comparecer hade ser o jove aniquilador
de sua audacia sem limites.
Em um dos trechos da carta aleivosa diz o
o seu autor que o circulo a que elle perten-
ce rejeitara a minha coadjuvacao clandestina.
Miseravel Descobrio agora esse novo meio de
intrigar-Bife 1 Ah que elle muisedico e j
nao tem valia na presente epocha O governo,
e todos os seus amigos conhecem a minha leal-
dade e sabem mui bem se eu tenho ou nao
feito os maiores estoicos, e at sacrificios pes-
soaes para servi-lo quanto posso ; sabe tambem
queo circuloAbyssiniense sempre me foi a-
vsso sempre aggredio-me e hostilisou-me
sempre, e por isso seria mister considerar-me
no ultimo estado dedegradacSopara suppor-me
capaz de transigir com essa gente que o Abvs-
sinio capitanea. J nao direi que ella
a escoria da socieda.uo mas affirmarei que o
crime acha no ir.cio dalla proteccao e sendo eu
o porscguidofdos criminosos claro, que ne-
nhuma alliancapoderiacom ellaentabolar. Sim,
um principio ele repulsao reciproca sempre nos
separor, t e posso asseverar, que hade perpe-
tuamente separar-nos.
Concluindo a carta sinistra desenvolve o
Abyssiniotoda a sua ferocidade, e como que
animado pelas furias infernaos descarrega sobre
mim ornis esforcado golpe, que a calumnia
pode dar. Dis, que cu abusando do poder que
o governo coniara-me, mandara tirara torca da
casa em que se achava depositada para casar
com Estanislao da Costa Ferreira Maria Fran-
cisca da Conceicao cujos favores deslructara
por meio de promessas, eameacas, deixando-a
depois cutregue aos horrores da desgraca, e pros-
tituicio &c. &c. O' incrivel perversidade Ho-
mem infame, monstrosem parelha, assassino
da honra alheia nao sentiste a mao tremer, a
consciencia nao te bradou quando escreveste
esta calumnia a mais revoltaotede toda, com
que inetens mimozeado ? !! Nao receaste que
a mesma natureza assombrada de tua audacia
te-nao fulminasse com as suas iras ? !! Ah que
a tua consciencia j dorme a muitos annos e
que a semclhanca d'esses vermes que nutri-
dos na podridao corrompem os corpos a que
estao unidos tu s vives para oITcnder; entre-
tanto eu exporei o facto que serve de assumpto
a tua aleivosia, c a nacao inteira me far jus-
tica.
Na noite do dia 29 de agosto do anno (Indo ap-
pareceo em minha casa o inspector do quarteiro
Joo Thomaz Pereira, trasendo preso o refe-
rido Estanislao da Costa Ferreira porhaver rou-
bado urna porcao de ouro a Kitta Maria de
Jezus. Chegado a minha presenca interro-
guei-o sobre a arguicao que lhe fazio e elle
sem tergiversar confessou com franquesa ser
verdadeiro o crime que se lhe imputa va acres-
centando apenas, que o praticara por necessi-
dade ( veja-se o documento n. 2 ) A vista disto,
e por ter-mea parte oflendida verbalmente re-
querido que elle fosse recolhido a prisa at
o diaseguinte em que pretenda appresentar a
sua queixa ordenei ao dito inspector que o
condusisse a cada visto ser o seu crime de
naturesa inaflancavel. Nesta occasiao disse elle
que hera casado oque sendo contestado pelai
queixosa deu logar a que por pedido seu viesse !
asobredita Maria Francisca da Conceicao que
declarou ter sido por elle raptada e deflorada na >
novoacaodc Tamandar, pedindo-me ntrela-
grimas e soiucos que a favorecesse, visto quei
adousdias havia chegado nesta cidade e que,
a iiingucrn contiena. Levado da com paixao disse |
ao inspector Antonio Luiz de Freitas que com
nutras pencas presente estav, que recolhcn j
se aquella infeliz a alguma casa do seu co-;
hhocimento at que fosse procurada por seus
parentes, e elle annuindo a isto sahio imme-
diatamente com ella que nunca mais voltou a
minha casa. Biso facto hediondo que o A-
byssinio dis ter eu praticado eis a imputa-
cao pesada com que elle pretendeo esmagar a
minha honra. Os documentos nmeros i. e
5. provao irrefragavelmonte a verdade do que
deixo expendido. O primeiro contem a decla-
racojurada dessa desditosa mulher feita com
com toda a solemnidade em presenca de multas
pessoas conspicuas, e respeitaveis, que se acho
n'ella assignadas. D'ella ver o Brazil inteiro
at aondechega a perversidade doAbyssinio
e seus asseclas ; o segundo contem igualmente
a declaracao do referido inspector Antoviio Luis
de Freitas, que sendo feita em outro juiso coin-
cide em todas as circunstancias com o facto a-
contecido. E qual ser o homem que lendo esses
documentos, e comparando-os com a cxposi-
cSo feita peloAbyssinio se nao horrori-
zara quando ouvir pronunciar esse nome ,
queso exprime perfidia traico c iniquida-
de? Qual ser esse que ulgar llosa a sua
honra tendo por adversario um ente to in-
fame desleal e perverso?
Conliecendo que isto era o mximum de to-
das as calumnias e que a populacao o nao a-
credilaria esse bruto feroz teve a lembranca
de apoia-la em trez depoimentos e proceden-
do assim julgou que tinlia ferido mortalmente
a minha reputacao. Cumpre porem examinar
quaes sao essas pessoas cujo testemunho elle
tem invocado e qual he a natureza e essencia
dos referidos seos depoimentos. A primeira he
Maria Francisca de Jezus, mulher dissoluta,
que sendo amasia de Joo Paulo Barbosa com
elle viveem casa theuda e mantheuda ; ella
jura ter ouvido a infortunada Maria Francisca
da Conceicao, queixar se de mim por liaver go-
zado dos seos favores e depois t-la abando-
nado deixando-lhe apenas dez mil reis c fi-
nando com um bah seo. Este depoimento pe-
los seos termos tem toda a sua forca no que disse
a infeliz Conceicao a esssa testemunha mas
ella declara debaixo de juramento, que nada
dissera, que de mim se nao queixara, e que os
fados n'aquelle depoimento referidos nunca fo-
rao com ella praticados logo he falso o tal
depoimento he um perjurio manifest que
me nao pode prejudicar. A 2.a testemunha he
o Baxarel Antonio d*Assumpco Cabral; elle
ura que hindo de passeio com Luiz Ignacio
Boma, pela ra do Padre Floriano fora convi-
dado pelo mesmo Boma para hir a casa do al-
faiate Jofio Paulo e chegando l ouvira da re-
ferida Conceicao o mesmo que jura a primeira
testemunha. Este depoimento bem como o
precedente tira toda a sua forca da mesma fon-
te que o contraria c por isso he inteiramen-
te falso como aquello acrescendo de mais ,
que segundo a declaracao contida no documen-
to n. 4. foi esse Cabral o proprio que com
o seo amigo Boma foro sedusir a desgraeada
Maria Francisca da Conceicao prometiendo-
Ule de vinte a quarenta mil reis, para que meca-
lumniasse ao que ella apesar de sua miseria
teve a firmesa de resistir. Que tal he a gente
que forma o circulo do Abyssinio? Eu
esperava por certo ver o nome do Sr. Cabral
envolvido em negocios de outro genero mas
enganei-me. Nao supunha, que elle desse um
depoimento, em que s ressumbra a inveros-
milhanca ecuja flagrante falsidade est pie-
riamente demonstrada; porem n'esa epocha na-
da ha de maravilhoso tudo hecorriqueiro e
trivial.
A 3.a testemunha he o mesmo Joo Paulo
Barboza ; elle jura o mesmo que as anteceden-
tes acrescentando apenas, que fora a minha
casa acerca de um cavallo que apparecera sem
dono e que eu lhe dissera que me nao im-
portava com aquella mulher. Pelos mesmos
motivos e rases expendidas he este depoi-
mento falso como os de mais.
Agora perguntarei ao Abyssinio se he esta
a prova robusta com que elle pretende delaidar
o meo crdito? Dcsgracado! Para que nao
procurou outra gente, e inventou factos de ou-
tro genero ? Para que lancou mao de dous
ladres de escravos a saber o alfaiate Joo
Paulo e sua amasia ? Nao sabe que todo o
ladro de escravos e matador he meo inimigo
capital ? Mas coitado Elle merece urna
desculpa ; porque s essa gente he que elle tem
para execucao dos seos' decretos. Parece-me
porem que o ouco diser que o dito alfaiate e
sua amasia nao merecem o nome com que eu
os appelido e que a escrnva furtada que em
casa d'elles foi adiada l fora introdusida por
mandado meo para os poder arruinar. Oh !
(pie evasiva torpe nao he esta do here da ple-
be Ser possivel que elle nao tenha lido o
Diario de 2V de Janeiro ultimo e que n'elle
combinaces falharo todas! A tua perfidia es-
t descoberta e os teos manejos j ri3o vinga-
ro em Pernambuco Urrares inglorio na
praia da rbeira, e athe a canicalha fugir de ti!
Eu tenho athe aqui refutado a misera carta
do jurista Abyssinio tenho demonstrado
com toda a evidencia que s falsas, e calum-
niosas as arguices, que ella me faz tenho
appresentado documentos irrefragaveis que
patenteao as suas iniquidades tenho em im
provado que esses depoimentos que exibe em
seo abono sao falsidades e perjurios mames-
tos, resta-me diser a populacao, que leia, que
pense, e que reflicta; e aoAbyssinio, que
deixando esvaecer-se os vapores que lhe tol-
dSo o cerebro prepare a sua eloquencia de es-
talajadeiro para um dia confundir-me na casa
dos julgamentos.
Rogo-lhes Srs. Redactores que hajao de
publicar estas linhas do seo assignante Fran-
cisco Carlos Brando.
( VejUo-se o documentos no supplemenlo de
hoje. )
equpagem 12, carga lastro: a Johnstort
Pater &C.a
Gibraltar; 30dias, barca austraca Perastina,
de 337 toneladas capitao Marcos Sirowich ,
equipagem 12 carga lastro : a N. O. Bie-
ber & C.a
Philadelphia ; SOdias, hiate americano Wal-
dam Rice de 60 toneladas capitao Curts
Tawcett, equipagem 4, carga carvo de pe-
dra e cevada : ao capitao.
Ilha d'Assenco ; 7 dias barca inglcza Curry-
mori de 341 toneladas, capitao Ball, equi-
pagem 17 carga lastro : ao capitao.
Navios sahidos no dia 18.
Liverpool; barca ingleza Priscilla capitao J.
Taylor carga algodo e assucar.
Rio Grande do Sul; brigue brazileiro Formo-
zo, capitao Manoel Jos Cardozo da Silva.

ontrassecom o annuncio do Sr. Fres,
em que declarava ter desaparecido de sua casa
no dia 20 daquelle mez a sua cscrava I/abe! ,
tirada no dia 8 do corrente do poier das duas
('stemunlias lnsG piiu0, c sua iiiisir. ? Ir.
felizAbvssiiro os teos clculos, as tuas]
Declarado.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 18......... 3268333
DescarregSo hoje 20.
Brigue inglez frasilian bacalho.
'rigue inglez P. Mhert bacalho.
Brigue hamburguez Principe Roza ba-
calho.
Barca Rriltiant caryao.
Brigue Polidora carvo.
1MPOKTAC-A5.
0 brigue hamburguez Emma, vindo de
Hamburgo entrado no corrente mez, consig-
nado a J. O. Elster manifestou o seguinte :
1 cesto com conservas, 1 caixa vidros, 1 em-
brulho macaes ; a Kalkmann & Bosemund.
4 tinas bixas ; a N. O. Bicber & C.a
2 caixas couros de lustro ; a J. Keller.
1 pacote livros ; a E. Schramm.
1 caixa pelucia ; ordem.
19 caixas commestiveis 1 dita preparos pa-
ra chapeos, 1 dita um carro, 148 V* tonela-
das de carviio de pedra 1200 garrafes vazios ;
a J. O. Elster.
Fora do manifest.
3 garrafas cha 1 sacco ignora-se ; a J. O.
Elster.
1 caixa dito ; a E. Schramm.
1 embrulho gazetas ; a Dencker.
PRAfJA DO RECIFK 18 DE FEVEnF.IRO DE 1843.
Revista mercantil.
Cambio Depois da chegada do vapor dos
portos do Sul o cambio subi a 28,
pelo qual houvero tranzaces con-
sideraveis.
Algodao As entradas tem sido mais abun-
dantes eas vendas regularao a 58
reis por arroba.
Assucar As vendas no decurso da semana fo-
rao geralmente a 1:050, sobre o fer-
ro e algumas mais pequeas a
1:100 reis.
Couros o procurados a 145 reis por Ib.
Alcatro Sueco Vendi.o-se a 9:000 reis o
barril.
BacalhoChegaro sette embarencoes com
bacalho na semana (inda, das quaes
2 se venderao aqui por 9:400 urna
por 108, e outra por 10,400 e tres
seguirlo para os portos do sul ; o
deposito anda por 8:000 barricas.
Carne secca O deposito anda por 18:000 ar-
robas ; da melhor tem-so vendido a
3:200 reis por arroba.
Cerveja Vendeo-sc a 4:000 reis a duzia.
Farinha de Trigo Ghegou um carregamento
com 780 barricas que seguio para
o Bio de Janeiro o deposito anda
por 4:000 barricas e as vendas tem
regulado de 15:000 a 18:000 reis.
Farello \ endeo-se a 3:000 reis a barrica.
Manteiga dem a 440 reis a libra da Ingleza.
Ifovimento do Porto.
Navios entrados no dia 17.
Falmouth Canarias e Madeira ; 42 dias ,
paquete inglez Penguin, commandante Wal-
Leshi.
Liverpool; 45 dias barca ingleza friltiant,
de 177 toneladas capitao John Bodsham ,
equipagem 16 carga carvao de pedra : a Le
Bretn Schramm & C.a
Sahidos no mesmo dia.
brigue inglez Eliza Bell, capitao John
carga assucar.
Navios entrados no dia 18.
8dias, brigue inglez Chase, de 217
toneladas, capitao James Cook equipagem
10 carga lastro : ao capitao.
;> Je Janeiro; 38 dias, brigue ingiez Newham,
de 419 toneladas, capitao J. Armstrong
Canal
Bell
Bahia
SOCIEDADE DOS MELHOR AMENTOS IN-
DUSTRIAES DE PEBNAMBUCO.
O secretario da sociedade convida a compa-
recerem na sessao da commisso regedora que
deve ter lugar no dia terca fcira 21 do corrente,
os respectivos Membros, que sao os seguintes
Senhores :
Exm. Bardo'.da Boa-Vista.
Dr. Casimiro de Sena Madureira.
L. L. Wauthier.
Dr. Jos Rento da Cunha Figueiredo.
Manoel Coelho Cintra.
Dr. Benvenuto Augusto Magalhdes Taques.
JosSoares d'Azevedo.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Sarment..
Dez. Thomaz Antonio Maciel Monleiro.
Jodo Goncalves da Silva.
Jos Ramos de Oliveira.
Padre Miguel do Sacramento Lopes Gama,
Dr. Jos Bernardo Guedes Alcanforado.
Dr. Joo Ferreira da Silva.
Francisco Antonio d'Oliveira.
Avisos diversos.
= Aluga-se urna casa na ra da Mangueira
da Boa-vista n. 9 com commodos sullicien-
tes e pintada de novo : tracta-se do ajuste ao
p da mesma.
Lotera do Theatro.
Nao tendo sido possivel effectuar-se o anda-
mento das rodas da lotera no dia 14 do cor-
rente como se annunciou em consequenca
de ter ficado um crescido numero de bilhetes
por vender na importancia de 7:500,000 rs. ,
fica por esta razao transferido o andamento das
mencionadas rodas para o dia 21 do presente
mez fiquem ou nao bilhetes por vender.
O Sr. que est de posse da careira an-
nunciada no Diario n. 40 em que estava um
e meio bilhete da lotera do theatro, prxima
correr nao se persuada de que seu nome es-
t desconhecido ; sim acredite que o dono
d'ella j o nao tem procurado por atlender
delicadeza que consigo quer ter a testemu-
nha ; mas emfim convenca-se de que se a nO'
mandar restituir elle nao hisitar negar acon-
descendencia a quem por livrar sua conscien-
cia tao benignamente lhe foi revelar este fac-
to ; nern to pouco de aprescntal-o ao publico
desta Cidade, como indigno da casaca quo
traz as costas.
nnuncia-se ao publico, que na casa
n. 10 da ra do Bngel que foi do falle-
cido Francisco Ferreira dAnnunciaco e que
se acha penhorada pelos credores da viuva e fi-
Ihos do dito Annuciaco, existe o patrimonio da
Padre Jos Francisco de Moura ; como breve-
em juizo se mostrar. E para que ninguemse'
engae nesta airemataco se previne pelo pre-
sente.
= Aluga-se urna casa de dous andares ,
na praca da Boa-vista n. 6 a fallar coro
seu proprietaro Prxedes da Fonseca Couti-
nho ou com Ignacio Jos de Couto, que tem
a chave da mesma.
O Advogado Joo Baptista Soares adia-
se de novo estabelecdo nesta Cidade, onde ofe-
rece seu prestimo como advogado no seu escri-
ptorio.
Ofierece-se um moco portuguez de 15 a
16annos, paracaixeiro de qualquer estabele-
cimento ou de ra ou mesmo de pagara,
dos quaes tem alguma pratica ; sabe ler suflri-
vel para esta pra?a ou fora della ; quem
de seu prestimo piecisar dirijase a ruado
Bangel n. 45.
Yendas
Vende-se urna casa de sobrado de um an-
dar e sotao tom 36 palmos de largura com
quintal de 42 palmos de fundo cacimba ao
meio junto Francisco Antonio de Olveira :
na venda do dito sebrado que achar com
quem tratar.
BECIFE NA TYP. DE M F. DE F. =1843,
SEGE OSUPPLEMENTO.


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