Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04893


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Full Text
Armo de 1843.
Sabbado 18
ludo S' depende de nii meamos ; de nonti prudencia aoilerartio, nigi ; con-
t'iueniot C0o principiamos e aeremos apontailos cum admira- o enlie t> Nacoea mus
oulli(# ( Proclamaco da Assenihl.-a Geral do BaitlL )
PARTIDAS DOS (ORREIOS TERRESTRES.
Guianna Paraliiba e Rio grande do Norle segunda arrias Uir.s
Bnio eGaranhun, 10 e 4
C bo Sriiiben>, R'oEormoao Porto Cairo Mareio e Alagoss no 4. ll "
q >i'.i. Florea a 23. Sanio Ant.io quintal fi irai Olinda todoa o diat.
B" 1)1 AS DA hEl AU.
13 Seg. Gregorio ?. P. Aud. do J. de D. ila i. T.
il Tere. V len-im M Aud. do I. de D. da 1 T.
15 Ouart Faustino e J:"ia Mu Aod. doJ. de D. da 3. t.
id Ouint. P" ro *. Au* 3 Je U ^ 2-
1? Seat, a Silvino H Aud do J. de I), da 1 t.
4S Sib i. Theitcmio P'ior. Kel. Aud. do J. de D. da 3. t.
19 Don. da aexajjMaa a. Cunrado F.
de Feverero Armo XIX. lff> 40
CiMaios.W da 17 de Fetersiio.
Cambio obre Londres 57 1,4 a 5,7 i Non.. OBBo-Moed. da 6,40
Parisino reiapof franco.
Lisboa 1UU por 1UU de premio
N.
a de 4,000
PaiTi-Paucoea
a PeosColomn.rea
ditoa Mexicanos
compra renda.
15,300 15.50*
15,I0J 15,300
8,500 8,70.)
1,800 1,820
1,800 1,824
1,800 1,820
Moeda de cobre 1 3 por 100 de dea cont,
dem de letras de boas urinas 1 i 0 m. 1
PHAfcES DA lUA NO MB2 DE KEVl-KKlRO
Lna Cheis 14, 4 5 boras e 50 m. da tarJ. I
Qnrt. creao. 7, < 2 oor.se U sa. da t.r I. J Quiri. mtng. i 21 fia 8 horas t 27 ns. da m.
I'reamar de lioje
7 horas i na. da manbia. | I," a borase G da Urda.
Hl-JillLMia
-!
. ,> v ..> < J, H
"Governp cli Provincia.
EXPEDIENTE DD DI V 13 01 COIHENTE.
Olflcio Ao commandante das armas or-
denandi) em cumprmsnto do aviso da secreta-
retaria da atierra de i I do Janeiro ultimo, que
mande dar biixa do servico do exercito por
haver completado o tempo, porque seengajara
aocabo de esquadra do 3. bataihao de arti-
lharia a pe Francisco Pinheiro.
Dito--Ao inspector do arsenal de marinha ,
significando que designo o dia (i deste mez s
5 horas da tarde para acaida ao mar do brigue
escuna Olinda.
Dito Ao inspector da thesourariada tosen-
da ordenando que nao obstante achar-se
consumida a somma, decretada para as despo-
sas da reparticoda marinha no presente anuo
finaneciro nesta provincia, mande safisfazer o
pedido que llie remette do Inspector do ar-
senal de marinha da quantia de 5378710 Mis,
pira pagamento da divida conhecida at o lim
de Janeiro ultimo dos gneros fornecidos por
diversas pessoas para a construyo do brigue
escuna Olinda: e prevenindo-o, de que vai dar
parte disto ao Eun. Sr. ministro da marinha.
Communcou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dito Ao commandante das armas acen-
sando recibido o seu ol-.io de 10 do corrente,
ein que d parte de se nao ter elTectuado o em-
barque das dezpracas quedeviao seguir para
a corte no vapor Paquete doSul, por terem el-
las ohega lo tarde, e ja quando o navio larga-
va, e informa, por ouviro sargento encane-
gado de embarcaros ditos soldados, que o prin-
cipal motivo tiesta falta era nao poder mais o
dito paquete rccebel-as, por nao ter para isso
commodos : e significando ein resposta que
esta falta deve ser punida sem attencao a descul-
pa, com que o mencionado sargento procura
desviar a responsabilidade em que est pelo
vagar, com que sem duvida se houve neste ser-
vico ; porquanto, se no paquete faltassem com-
modos nao ter-se-hia mandado fazer o dito
embarque.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
nutorsando-o em attencao ao que expende cm
seu officiO de II do corrente mandar repregar
o cobrada quilna, e bojo do cter Esperanto
llios e panno.Communicou-se ao comman-
dante do referido cter.
Dito \o commandante das armas, remet-
iendo copia do decreto n. 262 de 10 de Janeiro
ultimo pelo qual os batalhes provisorios de
Santa Catharina, e desta provincia ticj por-
cendo ao quadro do exercito tomando aquelle
o n. 3.e este o i. de fuziieiros.
DitosDo secretario da provincia ao com-
mandante das armas participando haver sido
declarado ao Exm. Sr. Presidente da provincia
por aviso da secretaria da guerra de II de Janei-
ro lindo que se mandou proceder nos yenei-
mentos dosolliciaes, alcanzados com a caucado
bataihao provisorio desta mesma provincia ao
descont das quantias, deque sao devedores a
referida caixa ; oque se ordenou que o alie-
res Francisco do Reg Barros Falcao, respon-
desse pelo alcance, em que se acha como a-
genteencarregadodo rancho do mesmo bata-
ihao : e que por aviso de 13 do dito mez houve
porbemS. M. o Imperador pcrmittir, que o
tenente do estado maior de segunda classe Josl
Ignacio de Medeiros Reg Monteiro, venha re-
sidir nesta provincia.
ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPl'TADOS.
Continuado iateaio de 13 *J"*Vg
OSr. Poxolo suido do mais prorundo sentimento do d ,
eo.no doputodo e como cidadao BOU forado a
entrar nesta discussao. em quetei*0|taW de
preterir algunas consideracoes de mi -( po^
r.^M.rote^oaonHsn.otcmpoque.-ste^lMcr,
(ueeu reputo sagrado nao Ora rara --..-
limites da[decenciae da urban.dade, n m I. It
ao que devo a esta angosta cmara e ao podei
MTLV.<1* .fiA ministerialVfalladothrono, e e so -.este sen-
?ido que eu pretendo oceupar-me dola; por
'anto, em minhasopinies nao comprehenlo
le forma alguma o monarcha hrasileiro e de-
daro que nem mentalmente me referirei sua
augusta pessba, qneeu julgo constitucional e
impocoavel.
Senhores deoois de H meses de interrupcao
lo poder legislativo periodo quasi todo assig-
nado pela tremenda luta dos partidos, era de
"snerar que na abertura das cmaras, fosse o
throno mais explcito para com os delegados do
novo, usandodessa linguagem de franqueza e
de confiancaque Ihe deve merecer a representa-
cao nacional ; mas bem a mea pesar tenho
de confesar que toda a nossa espectacao foi com-
pletamente burlada.
Acontecimentosde arando monta que alte-
rarao a marcha ordinaria do govemo ,, tiverSo
lugar durante esse periodo de crois vicissitu-
des e, sem embargo, ignoramos a sua ori-
gom, que o govemo tove a ponco franqnesa de
occu'tar-nn-la. Achamo-nosaqui reunidos, em
sessflo ordinaria, no dia i. do corrente, em
virtude da dissolncao da cmara que devia ins-
tallar-se no dia 3 de maio poximo passado ;
acontecimentoseguido de violenta reaccao, que
ensaguontou o paiz que altern a ordem pn-
blica, que collocou o governoem urna posico
exceprjonal ; o todava nao se dignou o go-
vemo fallar deste succe^so, nem mencionar as
causas que o motivaran. Seria acaso a dissoln-
cao da cmara de 42 um desses actos ordinarios
do poder que nao valora a pena mencionar-e ?
Diz a falla do throno que subsisten, inalie-
radas as relacoes de amisade entre o imperio
e as potencias ostrangeiras. Aqui senho-
res nao so houve pouoa franqueza, como hou-
ve ainda mais o quer queseja queou nao ou-
so qnalificar. Subsistem inalteradas as nossas
relacoes de amisade rom as potencias ostran-
goiras, quando dentro desso periodo dos H
mosesda nossa interrupcao em fovereiro do an-
uo passado dons ofllciaes indeses com 40 sol-
dados e tros pessoas do artilharia cntrarao na
aldea de Pirar ra do Grao-Para expel i rao vio-
lentamente nossa guarnicao e um misionario
hrasileiro, oceuparaoonosso territorio a mao
armada, contra todos os prmeipios do dneito
das gentes ? Subsisten! inalteradas nossas rola-
rnos quando o presidente da Repblica do U-
rugay reeonhece o caudilho rebelde do Rio
Grande, admitte-o naparcialidado dos outros
c.hefos visnhos. tributando-lhe as honras de
um chore independente ; quando pelo nao in-
terrompido auxilio e protoccao daquolio presi-
dente este chore tem lutado com vantagom
contra todas as Torcas do imperio c prolongado
por setc annos a guerra civil, a mais funesta c
___,,___ .i- i-j..- ~- ....irriit 1 iilsisteiii i-
cn-inuuipiu uc iuuiij e"1"" """
nalteradas essas relavos, quando todos os es-
piritos se vm dominados de justos receos pe-
las revelacoos que nos Torito tortas por um no-
bre deputado por Pernambuco a respeito dos ne-
gocios das Repblicas do Uruguay, Buenos-Ay-
res, etc.? Subsistem inalteradas as nossas re-
lacoes externas quando o governo por um ac-
to de fraquesa inqualificavel,acaba de adiar o ter-
mo do tratado do iodo novombrodet827, o isto
quando, por urna loi, por um actoemanado do
poder legislativo e sanecionado pela coroa ,
foi reconhecido e explcitamente declarado que
aquelle tratado terminava no dia 10 do novem-
bro do anno p. p. tanto que ficou o gover-
no autorsado para alterar a pauta dos tjireltos
de consumo ao que deu lugar a derlaracao de
um ministro da cora queassim illudioa esta
augusta cmara? Seria acaso de tao pouca inag-
nitudo este oselarecimento que o throno nao o
^ulgasse digno de manifestal-o ao corpo legis-
lativo a este poder cuja expressa determina-
cao o governo acaba de violar ?
O quoentendeo governo por inalteradas re-
lacoes do amisade? Sen porque os eanhoesquo
1estruir,lo S. Joo de Ulla e S. JoSo d Acre
lio viorao ainda desmantelar as nossas forlnle-
;as e as nossas cidados ? ser porque siihmot-
(iiosa todas as exigencias, promptos a assjg-
nar a aossa ignominia, cedemos asameacis sen.
necessidade de que empreguem a ronja seni
lorque consentimos em urna especio do Moqueio
permanente eem que nos facSo a polica do
jossos portos ea abarda das nossas costas?
v. estcfrcfo, Rentaorea, declaro rrancamente
me essas relacoes Inalterada, equivalen! a ig-
.ominia do urna conquista sem ao menos a honra
la resistencia. <__^
diz mais a fuu u huio .uc usa par.e
.( da provincia do Rio Grande do Sul goza ha
- mais de um anno dos beneficios da paz.
\inda nesto periodo loi pour franco o governo
lirigindo-se ao corpo legislativo enestas pnu-
as palavras occulton tim pnsamonto que so re-
leva polo tempo a quera retere. O que entende
o gotero peta par, de que gosa a provincia ha
mais de um anno ? Se esta paz se entende pola
retrala dos rebeldes e abandono dos diatrictos
que HQteSQCCUpavao a miem dos ros que sena-
rSoacampanhado resto da provincia, cntao
esta vantagom foi devida cortamente ao general
Jqio Paulo dos Santos Brrelo que a pereorr
ron toda e desdo aquella poca ha dous an-
nos gosa a provincia dessa paz : mas sede-
vomoscntende-la pela criminosa ina.ao dochefe
quesuccedeii ao general Rarroto oda inercia
rnprehensiveldn nossoexercito polo abandono
de todos os meios de continuar na persogoirao
dos rebeldes, entao senhores, l'orca confes-
sarquoessa pazo muito semillante s nossas
ndaeoes inalteradas com as potencias cstian-
aelras.
O (pie porom revela niio s pouca franquosa
da parte do governo, como a nonhuma conlian-
ca qtie Ihe moroco a ropresentaoao nacional
o seguinte periodo do sen discurso :O oslado
da Tasenda publi.a altamente roquor vossa at-
tencao o o complemento da reforma de algu-
mas disposieoes importantes da nossa legisla-
ra do urgente nocessdade. Tenho que nesta
sessfu. vos oceuparais desvflladamente daases
graves assumptos; bem como da instruccBo pu-
blica edos meios de promover a Introdcelo de
bracos livres, utois ao paiz.
Nesta rocommondacao comprehende o gover-
no tudotpiantoiulga mais assencial para a le-
gislaciodo paiz, eo que nAo menciona (levo
considorar-secomo do importancia secundarla ;
sera istocrivel, senhores? Comprehende o ac-
tual gabinete sua posicao melindrosa quando
ala ao poder legislativo quando oeeulta una
das primoiras nocessilades do paiz urna loi
sobro oleieoos ? O poder moderad >r dissolvou a
.amarado 42, eo governo em 4 de maio d,u
as insfriiecoos polas quaes se devia proceder a
novas oleieoos, violando um artigo expressoda
loi fundamental. \ao era pois o primeiro dovor
do throno expor as circumslancias que obnga-
ro ao governo a semilhanlo vinlacao, pedin lo
rom urgencia que nos occiipassomos na con-
rormidadodo artigo 97 da constituirn, de lima
loi rognlamontar sobre o modo ortico das eloi-
rf.es, artigo que oxrluo o poder exeentivo dt>
semelhante incumbencia, ou quando monos .
querevalidasaemos asertadas InstruccSes de I de
maio, assim como foraorevalidadas asilo 2Jde
marro do 182-i pela lei do 29 dejulho de 1828 ?
rtprwiie ros eernnralos sobre que motivou o ga-
binete o seu relatorio coroa pedindoa disso-
luco da cmara de 42 o dos que forao paten-
tes nestas sesses preparatorias cerca de al-
gumas oleieoos de varias provincias do imperio .
ser urna loi regula montar sobre osle objeto do
importancia tao secundaria paroste mesmo aa-
i.inofe que nem ao menos mereeesse urna sim-
ples insinuacao ? Merecemos acaso a menor
confianca quando o governo recusa o nosso a-
poioe concurrencia oeeultando-nos as verda-
deiras neessidpdes do paiz em crina to melin-
drosa para si e para o Imperador ? O por ven-
tura o actual gabinete nue sem o nosso apoio o
adheso poder governaropaiz como governou
durante o periodo de nossa interrupcao?
Est
engaado e muito engaado. Todava, al-
guma eousa ainda de mais nao quero diser in-
sidioso.ainda quando Tossea verdade.de mais...
no sel Como me exprima seencontra as se-
auintes palavras o complemento da reforma
do algumas disposiedos importantes da nossa
logislaco 6 do urgente necossidade. Este in-
gobamonto do iiipo*((0n importantes, so nao
o t3o significado como parece revela pelo mo-
nos ideas arto'ramento ospalhadas e i apona-
las em um peridico semi-ofllrial A queso re-
rerom estas disposices importantes? Sera so-
bN a partocrimnal ou civil ? Pois ainda nao
basta a reforma do codiao de instrutrao crimi-
nal ? Nolbiest le rcelamada pelo actual ga-
'.neto como salvadora, como nica que devi
,rabar com a Impunidade tranquillsar o pal
. ,-hamar a ordem todas a WccoeST Sera mi -
ter nova reforma, como j se propala 7
querer* lstodiera reorganlaaco est ap
omecada ? Porque pois nao foi o governo mais
Tranco e mais explcito para com o poder legis-
uisanjiasaaa"
Senhores confosso de todo o meu corgeao que
a tolla do tbrono mudou todas asminhas ideas,
trantornou toda aordemdosmeuspensamentos,
e veioeollocar-mana dura nocessidade de expli-
car-inecom franquosa cerca dos mous princi-
pios polticos, l'ossao ellos agradar maioria
desta cmara e a minha missao estar preen-
chida e quando nao agrade tere obedecido
minha consciencia. Escuso tocar em outros to-.
picos do discurso, porque me referirei a siles
na analvse que passo a fazer do voto de gracas.
A nobrecommisso rofoechoda ralla do throno;
mas com quanto quizesso imitar a celebre ore-
Ihade Dionisio, nao produsio o mesmo som
com lodas as suas vibracoes. Comeca o tereelro
periodo da talla do throno Pela proRinda magna
que Ihecausou a rebtdliao de Sorocaba e Barba-
cena ; porm se osla magoa loi to profunda,
quecalou nocoracSo do monarcha, tpianto nao
devia sent-la ainda maior, ainda mais pungente
o povo do Brazil e de que somos legtimos re-
preseritantes ? Foiosangoe deste povo derra-
mado duas provincias desoladas muitas fa-
milias arruinadas para sompre por essa ordem
de eonliscaeo e cruel < brbaro arremedo do liv.
5.das orilonacoos; quasi todas as provincias
do norte poatas Bfll dura oontribnicfio desanguo
porum recrutamento geral o violento; e nos que
representamos este povo nao participaremos ao
menos da profunda magoa do throno? A nobro
comu.isso que so fe. o echo do seu discurso
s neste periodo evitou do produzi-lo para osten-
tar e Tallar do erime sem o petar de suas conse-
quencias ? Porque pois a nobre commissao nem
ao monos acompanhou o throno na cxploso
desso sentimento de d.'.r, tao justo e tao patrio-
tico, que nenhum Brasileiro ser licitoduvida-
lo? Como poder a cmara approvareste perio-
do do vol do gravas.sem mostrar-se indigna da
conianfa do povo, que ainda veste carregado
luto por tantos desastres ? Confio portante, Srs.,
que nao approvareis um documento que depo
contra a nossa moralidade econtra os sentimen-
tos mais doces e mais nobresdocorafo humano.
Todava, srs. podo ter desculpa esta omissao,
que mais devenios altribuir a involuntario des-
cuido do que a rallas do coracao.
Sr. presidente eu tenho de insistir para que
soja eliminada ao vol de gracas a palavrare-
bollio ; o porque, tocandoligeiramente nes-
te objecto em urna das sessoes passadas tiveo
infortunio do nao sor bem comprehendido em
meu ponsamonto por alguns dos meus nobres
collegas, que me (i/.erao a honra do combater,
tenho nocessidade do me tornar mais explcito ;
mas Sr. presidente porque pode acontecer
que alguem deduza de minhas expresses iliacocs
sinistras, e desconflabea do que sympathisci
com os aconteeimentos revolucionarios de Mi-
sas cS. Paulo u deve d.ir 2 esta augusta c-
mara, e mesmo ao paiz alguns esclarecimen-
tos. Sr. presidente, eu nao acredito muito nes-
sos prograinmas polticose protestafes de fe,
que estilo, como todas as cousas humanas, su-
itas s vioissitudes do tempo ; todava eu devo
explicar-me. Sr. presidente, sympalhisei muito
com o acto da maioridade do nosso augnsto mo-
narcha lamentei, todava que, para se obter
este grande acto nacional, losse preciso ferir-se
a constituicaodo.imperio tambem sympathi-
sei com os principios dos authoresdesse acto,
porque os ooaaMertva verdadeiros monarchis-
()s suffeagios dos meus concidadaos me col-
locro na cmara dissolvida e effectuada a
dissolucao pudo prever, apesar de minha cur-
tidade que haveria urna explosao revolucio-
naria em Minase S. Paulo; entao vi que degene-
ravio os principios que eu prolessava, e nao
qulz seguir essa desgeneraclo, retirei-me para
a minha provincia receloso de que a revolu-
eo chegasse a tocar ao norte do Brazil, o que se-
ria urna calamidade. Nao son urna potestadeem
minha provincia ; mas tenho amigos e parentes,
e todos me procuran para ouvir-me a respeito da
dissolucao da cmara, e me apresentavo os ar-
.umentos que entao vogavao de que a disso-
uco tinha sido previa que nao podia ser feita
por nullidade de eleicoes ect. Quando Sr. pre-
sidente, eu tvesse de fater algumas reflexes
a respeito do acto nao o faria certamente em
11 m 1 triso de tanto pertgo para a paz publica ; eu
portante respond que o monarcha tinha exer-
'i.loom dire'ito que Ihe conferia a constituicao;
pie havia appeUade para a naci e que esta,
proounciando-se porvia das eleivoes, confir-
naria 011 nao o acto do monarcha ; vista disto;


I
i
bem se v que n5o sympathiso com a rebelliao e
revolucoes. Sim Sr. presidente, eu as desteto,
porque entendo que n'um governo constitucio-
nal representativo, onde ha a imprensa a tri-
buna e outros mu i tos recursos, nao se faz mis-
tero uso das armas o uso da resistencia, salvo
o caso de haver quem rasgue a nossa carta cons
tmicional, ou quem tente contra a independen
ca e integridade do imperio.
Anda exigido mais de miiil ; perguntarao
se as instruccos dadas pelo governo para as no-
vas eJeicoes nao ero excntricas de suas attri-
buicoes ; e eu respond que cro flhas da ne-
cessidade, porque nia era possvol que, de-
pois da dissoludo da cmara por cama da nul-
lidado daseleicoos, se procedesse a novas e-
leicdes, regulan lo-se pelas usnas instruccoes
que tinhao regulado as primeiras, e dado lugar
tantosescndalos; quem assim procede tem
demonstrado a firme intondo de fazer o sacrifi-
cio de suas opiniSes para que se nao compro-
metiese a paz publica.
Euacho, senhores, que a commissao d um
jqjo anticip ido a respeito dista questao admit-
tindq a palavra rebolli4o quos'ao que
nao considero da ordem das outras. O direito
de suspender as garantas individuaos dos ci-
dades brazileiros conferido peloart. 179
33; elle compete ao poder legislativo. Porn,
se no lempo em que a patria correr perigo im-
* mnente nao estiver reunida a assembla po-
dara o poder executivo exercer esta mesma pro-
j videncia dando o governo conta da sua con-
ducta assembla logo que esta seachar reu-
nida. Portante antes que a camira entre
oeste exame com toda a circumipoccSo e piu-
deucia antes que tenha diante dos olhos as lis-
tas dos presos e dos deportados, antes de ins-
tituir exame a respeto de tolas as circunstan-
cias que devem concorrer para a qualieado
docrime, nao deve adiantar o seu jui/.o dan-
do ao governo um bil de indemnidade e nem
o governo o deve querer; entendo mosmo que
o deve rejeitar. Senhores, se o governo tero
eonscienew doseu*actos, deve estimar a dis-
cusv'io publica de todos elles ; por |ue cada ac
toque se discutir ser para elle um grande tri-
umpho [apoiatlos), e porque u:n ou mitro de-
putad > exige esta discUSSSo, nao soja logo qtia-
lificado de opposicionista. Osdeputados tem ne-
cessida.de de serem esclarecidos, para prestarem
seu apoto e confitura ao governo. E tambem
por m ;io destas discusses que a representado
nacional ganhar a opinio publica ; e feliz
entao do governo que obtiver a conanca ties-
ta representa ao.
Permitta-mc V. Ex. que me apr veite da
opportunidadc para dosabafar um resentimento
que nao pude exprimir em urna das sessoes pas-
sadas. Pazendo e ito eu um requer nento pa-
ra se pedirem ao governo esclnrecimentos a res-
peito de uma ordem ominada da secretaria da
fa'cnda, q ic minJara suspender uma lei pro-
vincial do Pernambuco contestou-me o Sr.
ministro da justiea por um mojo a que nao es-
tou acostumido. Eu n3o esperara na verdade
que o nobre ministro me tralasse com tanta as-
pereza ; pois, tendo m >lvos para odiar ao no-
bre ministro o tenho procurado e boje en-
tretem )s muito boas relacfies dcamizade; nao
esperava digo que o no.iro ministro em um
momento se es.juecesse de tudo e me Iratasse
com tanta aspereza como me tratou o isto
quaado eu cumpria um dever meu ; porque o
que dira a provincia de Pernambuco tendo na
corte um delegado seu que nao reclamasse con-
tri semelbante medida ? nao possivcl exigir
silencio d. urna pessoa que tem deveres muito
importantes a cumprir, o tanto mais sendo es-
ta exigencia do nobre ministro que tambem
tem deveres a cumprir o que sabe desempe-
nha-los o respeitar. Eu resinto-me pois da
maneira com que se exprimi S. Ex. que
nao se lembrou nessj momento de que fallava a
um representante da naci.
-f-____ '-.. Mili....._________
Com mullicado.
Todos lraoalguns artigos. que se publii -
rao a respeito do ";r. D. Francisco do Corado
de Mara, mas aquelles, que o nao conhecem
particularmente anda nao poderao formar um
juizo sobre o mrito d'esse distincto o Ilustre
prosador ; porque, uns o tem elogiado, e outros
criticado. Agoraappareeeum invejoso.e irasciwd
iaimigo; mas esse, ou por nao ter oquedizer,
ou por nao onsar tisnar o mrito do Sr. D. Fran-
cisco hoje bem conhecido o apreciado, Iho a-
tira insultos que o silencio do disprezo vigo-
rosamente puni.
vista pois le tudo quanto tem occorrido,
migamos de nosso dever dizer alguma cousa, pa-
ra que o publico imparcial forme um juiso de-
cisivo c saiba quem esse homem tao estima-
do e venerado nao s por seus amigos o ini-
mi^os polticos como por aquelles que fra de
sua patria o encontrro e com elle tivorao re-
medes ; julgamos de nosso dever de amigo con-
fundir os mizeravr:; SVCjCbd que, nao jmj-
dondo com elle competir procurao desconcei-
tua-loeat anniquillar sua alt.i reputado.
O Sr. D. Francisco, logo que no primeiro
dia so apresentou para tomar conta da cadeira
de historia o goographia do lyceu, para que fo-
ra escolhido pelo distincto Presidente Barao da
Boa-vista foi atacado o seu covarde inimigo
indirectamente llie chamou impostor e
isto porque o Sr. D. Francisco trazia um soli-
deo de que usa. Mas que rasa o tinha esse seu
inimigo para levar o desatino a tao elevado pon-
to ; que motivos de queixa havia dado, que o
impelirao a ultrapassar os limites da docencia
o urbanid-.de e fizerao que tocasse a meta da
imprudencia? Apenas resentimentos ou an-
tes inveja ; por quanto a modestia boas ma-
neirase virtudes do Sr. D. Francisco sao bem
conbecidas. Seria acaso fundado no direito ,
pieseu irascivel e gratuito inimigo Ihe dirigi
insolentes ataques; poder ou nao usar de so-
lideo o Sr. D. Francisco? Parece que esse
nordaz inimigo nao ignora os titulos honrosos
e de gloria do Sr. I). Francisco; parece que
sabe perfeitamente queporquatro d'esses titu-
.os pode .'le usar de uma insignia deque se
serve sem pretencao sem vangloria e com toda
a modestia christ.
ete o Ilustre amigo para poder usar do sol
leo : 1." o Sr. D. Francisco mestre de sagra-
la theologia na sua ordem titulo que equivale
10 doutoramento e como tal conhecido om
Troito cannico, e que, sendo pessial o adqui-
rid o pelas proprias fadigas nao o perde ain-
li mesmo pela secularizado. A ordem dos co-
ogos regulares nao foiextincta em Portugal ,
como poderia pensar alguem ; foi sim extinota
urna congregacSo d'essa ordem pela forea ni-
camente do poder secular que nao pode
lissolver os vnculos espirituaes, que I gao seus
nembros, nem priva-los dos privilegios espe-
liaes, que Ibes foriio concedidos pelo poder es-
piritual. A ordem dos conegos regulares 6 com-
osta de diversas congregadas como a de S.
Iilfo de *\ Vi tor do Santa Genoveva em
'"ranea a Hcnana e Latoranense em Italia ,
i de S. Cruz en Portugal, a Vianenseem Alo-
nanha &c. &". Ora o Sr. D. Francisco tem
sua carta patente de mestre de sua congregado,
e esta congregara o alem de muitos outros
irivilejios, concede aos meslres o uso do
lolido como se ve na parte 1.a cap. t"> G
*n que se 18: Priores, Visitatores Ex-go-
verales, Mtittri tujunlibtt teintimvtlartit,
Vieari, Antiani, Magistri Novitiorum S. Cru-
cis et Mafra? Procuratores Generales, Predi-
atores Emeriti, ot alii, quibus a capitulo Ge-
icrali conoessum fuerit. uti poterunt piliolo
nigrii, que-1 vulgiliter appellatur solideo.
Avistado, que acabamos de expender, ser
lortanto precizo negar que o Sr. D. Fran-
cisco soja mostr de sua ordem, para negar que
)ossa usar de solideo ou provar que o Sr D.
Pedro I. destru'ndo as ordens religiosas om
"ortugal podia esbulbar seus membros dos t-
tulos e privilegios legtimamente adquir los,
reconhecidos em direito sem sercm ouvidos,
nrocessa los o nitrados. E pois bem vil infa-
ne e indigno de homem de bem e muito mais
le um ecclesiastico, de um religioso insultar
outro porque se serve de seus privilegios ad-
quiridos com fadigas litterarias.
2." O Sr. D. Francisco prgador regio o
no alvar de nomeaciio lemos estas linhas. que
aqui transcrevemos com o qual gosar das
honras, privilegios e prerogati\as, que Ihccom-
oetem o conforme a carta regia de 8 de novom-
brodel802. Segundo esta carta regia os pro-
bador s regios regulares, alem de terem entra-
la na sala do throno o seg da casa quando
hiao pregar tinhao as honras e privilegios do
ex-geraes das ordons, a que pertenciao, e tam-
iem por este lado pode o Sr. D. Francisco usar
le solideo como se v do cap. que pouco ci-
tamos ;^ mas quando mesmo se o quizesse con-
sderareomo secularainda assim podia o Sr. D.
Francisco usar do solideo ; por quanto o con-
cede a citada carta regia, alem de colar e moias
roxas do que usiio em Portugal os ditos pro-
badores regios. E querer esse gratuito inimi-
co do mrito alheio privar tambem o Sr. D.
Francisco do seus privilegios o honras, ou ou-
sar negar que soja elle prgador regio avista do
alvar, que por ora temos entro mos?
.'J. O Sr. D. Francisco consultor da sagra-
da congregado do Index a mais doula e res-
neifavel de liorna e a qual exige asss dfliceis
fadigas litterarias, o s isto era mui bastante
liara tornroste Ilustre pregadnrrocornmenda-
vol por quanto parece impossivel que. em um
paiz d tantas luzes e talentos, um pobre emi-
tuIo Portugus fosse escolhido para f.izer parte
d'essa congregado, sem que seus talentos e co-
nhecimentos ostiyessem demonstrados e sem
que seu nome fosse conhecido. Ora os con-
sultores da congregado lo Index goso em Ro-
ma dos privilegios de abbades mitrados ou de
reverendissimos das ordens, e como taes usiio do
solideo atoem presenca dos cardeaes e como
poisousou esse homem insultar quem o S. Pa-
dre quiz honrar o distinguir? O arrojo o im-
pelir a negar que o Sr. D. Francisco pertence
a essa Ilustre o douta congreg ico? lintre mao
temos o aviso authographo assignado pelo car-
deal Mario Mattei secretario (Testado. Dir
tambem que foiextincta a congregado do Index,
ou que o S. Padre nao podia nomea-lo ? Tai-
voz o diga ; por que cousas ainda mais espan-
tosas tem dito.
i O Sr. D. Francisco D. Prior da Serra ,
e para ye Ihe negar esta dignidade precizo ad-
tnittir uma das duas cousas ou que o Sr. D.
Podro I. tinha poder de extinguir urna ordem
religiosa e de legislar em materias espirituaes,
ou que o S. Padre nao pode mandar que ,
apezar da violencia e da prepotencia u^ada com
esses corpos respeitaveis continUem os vncu-
los espirituaes c os lacos que anteriormente
os ligavao determinando que continuem os
mesmos superiores e que sejao el utos outros
na falta destes at que ou as circunstancias
mudem ou a S. S mande o contrario.
Esse homem deve saber theologia e sem duvi-
da nao ignora o direito cannico e por conse-
quencia deve saber que o poder secular nao po-
dia dispensar os claustraos, ligados com votos,
Jos vnculos destes mesmos votos, esugeita-los
a outros superiores, principalmente sentando o
eonc. trid. os regulares da jurisdido dos bispos,
e nao podendo estes, sem expressa I cenca da
S. S, tomar debaixo de sua obediencia subdi-
tos alheios. Perguntaria-mos pois a esse homem,
queso diz Ilustrado, quem era, depoisda expul-
s"o dos religiosos de seus conventos o superior
de tantos subditos a quem devito recorrer em
suas necessidades espir'tuaes? Aos bispos, nao;
porque nao tem urisdicao sobro elles. A quem
pois ? A seus superiores que segundo diversas
constituicoos das ordens icavao sempre exis-
tindo ainda que as eleicoes ordinarias fossem
trionaes. Isto t.ntoassim que a S. S eos
bispos conscienciosos nao tem querido ordenar
os regulares seno com dimissorias dos respec-
tivos superiores, e em Roma foriio orde-
nados muitos titulo pauperitatis apezar de
nao existirem conventos, o isto porque a S S
naoquer reconhecer a chamada extindo feita
pelo poder secular. Logo bem claro que as
ordens existem de direito, equo em quanto aos
vnculos espirituaes sao de direito o leg-
timos superiores aquelles, ou que ja oxi. tiao ,
ou que poralgum modo legitimo foriio no-
meados. Saiba pois o velho das conchas e das
conta*, que o S. Padre passou um amplissimo
rescripto em 2i de agosto de 1.83G em favor dos
GC. RIl. de S- Cruz de ("oimbra com amplis-
simas facilidades em 12 artigos, cu jo authogra-
pho, assignado porMuns.Capaccini se retario da
cong. dos negocios ecclesasticosextraordinarios,
temos por agora entre nossas miios, e o Sr. D.
Francisco poder mostrar se preciso for, e
n'elle se l no art. 5 Ut f.i qui ex recensitis
Monasteriorum Priorihus ^ icariis, ("onsilia-
riis, et Cnllegis o vita decesserint, valeat ipse
alios, qui digni reperiantur nominare et eli-
gere adeo ut intoger usque sen tur numeru
vocalium ad capitulum genrale celebrandum o
et hdint Monasteriorum odiciales si hffiC forte
restituantur qui omnos jurisdictione et po-
testate competenti potiuntur veluti ordinario
juxta Congregationis leges fuissent electiEm
consequencia d'esta faculdade, tendo morrido o
D. Prior rlnwerraH Andr da Canrr>ip~\n fni e-
leito e nomeado oSr. D.Francisco por carta pa-
tentodo Prior Coral de 24 de Abril de 1837 ,
cojo authographo tambem entre nossas mf os
temos o em bom direito e em quanto a S.
S nao mandar o contrario o Sr. D. "Fran-
cisco D. Prior da Serra.
Pelos documentos que citamos claramen-
te se v que o Sr. D. Francisco pode usar de
solideo ; mas admitamos por um momento ,
que elle nao podia servir-se d'esta insignia ,
que era n:o ecclesiastico que nao tinha m-
rito algum litterario que era omim um im-
postor como seu inimigo quiz inculcar ; mas
nem o lugar era proprio para urna reprehendo;
por quanto o Sr. D. Francisco foi ao lyceu
tomar conta da cadeira de H'storiaeGeographia,
que pelo Exm. Presidente Ihe foi confiada, sem
que a tivesse pedido; nem direito reconhecemos
em seu adversario para que se opponha que
use elle de uma insignia, quimdo ella nao
tivesse jus; porque s ao Bispo diocesano
que compete tomar conhecimento d'esses abu-
sos e reprimi-los. Ora pois, que funda-
mento ento havia para que fosse insultado
um homem recommendavel por tantos ttulos ,
o logo no primeiro dia em que se apresentou
no Ivceu ? Nem um.Esta maneira de obrar
nao nova em seu rancoroso inimigo ; fados
semelhantes e que contem insultos mais di-
rectos existem e provfto perfeitamente a
falta de candado de decencia e de delicadeza
d'esse homem que tanto tem offendido nao
S outros como todos os Pernamlucanos .
tendo levado o odio h ponto delanear ao mar n I
sapatos, quando nos deixou, para comsigo noi
levar nem o nosso p! .'; ainda que, depoisda
desgracas, viesse humildemente pedir asilo e
proteccao, para hoje insultar um seu compatriota,
cujonome comoFregadorj elevou s nu-
vens \im emigrado, que nunca escandalisou os
Pernambucanos que o estin.o venero e
receberao com gosto persuadindo-o alguns que
nao deixasse Pernaubuco para ir ao Rio de
Janeiro para onde se diriga.
Alem d'estes titulos de gloria; por que sao ti-
tulos adquiridos por trabalhos e virtudes, ten
o Sr. D. Francisco outros que provo que
nao um homem ordinario. Elle conse-
Ihciro de estado no partido realista que
pertencia procurai or geial do sua or om jun-
to S. S e dos lientos de Portugal junto
m -siiia e de tudo isto olferece documentos
ajthographos incontestaveis. Esperamos pois
que o publico imparcial e sensato conheca quao
injusta c mesquinba a guerra que se faz ao
pobre e Ilustre emigrado que nos veio de-
mandar hospitalidade ; esperamos tambem que
o Sr. D. Francisco desprese os ardis de um ente
tao invejoso que sem mrito sem nome ,
procura destruir o 'ructo colindo depois de tan-
tos annos de trabadlo paciencia e perseve-
ranca e se julga authorisado para dar e tirar
reputaces. &c. S.c.
Varicdade.
O CAIUPUCEIHO.
( Continuado do attigo Premios e castigos
lemporaes. J
Hum livro ha intituladodas Virtudes e
premiosonde procurando-se estabelecer a
proporcao entre as virtudes e os premios n-
tende-se por virtudes as invencocs as artes
mechanicas as descohertas as sciencias os
progressos na navegaco, e as vantagens no
commercio. Estabelece o auctor duas legras :
al.? he, que a utilidade est na raso com-
posta da sua durado da sua densidade eda
sua extendo ( creio que por densidade quer
dizer o que em Portuguezchamamos gravidade ,
pozo grande/a de beneficio. ) A 2." regra he:
que o trabadlo est na raso inversa da imbe-
cilidadedc cada um ; oque traduzido un fraze
menos impostora significa a meu ver que o
trabadlo em fazer qualquer cousa ser tanto
maior quanto menor for no individuo a h-
bil, dado ou a incliuaco para fazela ; e tanto
maior ser o seu mrito. D'ahi conclue o auc-
tor : logo deve haver porporcao entre as virtu-
des e premios na raso composta da utilida-
de que trazein sociedude e dos sacrificios ,
que custo a seu auctor : isto he; que se deve
de piemiar ao su jeito que mais bem faz ao
publico e que para isso precisos Ihe sao maio-
res esforcos. Nao se tracta pois se nao de
acedes oxtemas tanto ussim que o auctor nao.
se oceupa se rto em tecer encomios Agri-
cultura ao Commercio Poltica e arte
da guerra.
Rem se v que todos os premios assim dis-
tribuidos nao servirio para formar um su ho-
mem de bem antes talvez podessem recahir so-
bre um artista um meriador um soldado ,
um niarujo de ndole deshonestsima. E que
desgracados nao serao os horneas, se as socie-
dades so premiassem o valor e o trabaIbo hu-
mano Quam triste, eprecaria scriaavir-
tude se esta s aguardasse as recompensas do
mundo! Entretantoejusto que nao procara
premios terrestres satisleito da propria cons-
ciencia nao s quando he premiado se nao
ainda quando perseguido por entre o frvido
tumulto das calumnias, recolhe-se sua soli-
taria habita'ao, dentro de si mesmo e tran-
quillo ousa altar a voz de seus pensamentos e
alectos ao Soberano Creador do seu ser, eani-
moso e humilde ao mesmo tempo exclama
<( Grande Dos a \ rinde he sem duvida digna
de ti : os homens raras vezes a premeio ou
porque nao podem ou porqne nao sabem ,
ou porque nao qnerem.
Mas os cegos discpulos do utilitarismo ainda
sustentao a sua doutrina di/endo que ainda
quando o homem probo no obteui recompensa,
sempre alcanca gloria ; porque se a priuieira
deriva do Principe asegunda be liberalisada
pelo pfJVo. Tertuliano chamava animaos da
gloria aos filsofos pagaos : mas longe de mm
o pretender excluir o estimulo que a solida ,
o justa gloria pode dar para o bem, e conse-
guintemento para o herosmo e isto tanto
mais, quanto o Divino Mostr nos manda que
curemos do adquirir bom nome. Mas ha cou-
sa menos segura do que a gloria ? De ordi-
nario esta s segu a quem a foge de maneira
que a experiencia faz ver constantemente que
os louros presto se fano e niurcliao as ca-
beeas d'aquolles, que dalles se corlo com as
proprias maos. Equantas <* es a gloria nu
vm tarde e f, ra de lempo Releva ser labio
para esperar a gl< ria que vem lentamente e
caminba tao de vagar que s choga depois
mo n linmi'in Im anKHn iIckIp mnnnn

Sao muitos bons sem duvida os premios, -


"BHF
castigos humanos, c sem elles nao poderia subo
fiistir a sociedade civil : porcm muito melhor
efioito proiluzcm os premios c castigos Divi-
nos que sao infalliveis e eternos. As leis
humanas muitas vezes escapao certas circuns-
tancias a malicia zomlia outras muitas da
maior vigilancia das Autoridades nao poucos
u',esdeixo-se dobrar a cmponhos em favor
dosmaiores malvados, &c. &c. : naoassimos
premios e castigos divinos. Establecidos ,
a sancionados pela Rcligio ellos vo ter inme-
diatamente consoiencia alies a tranquilino ,
0u inquieto ; por que as leis e as Auotori-
dades poJem-se Iludir ; mas a consciencia nao :
lia heo almtre, que devora de continuo as en-
t'raiihas de Pronetheo : ella enluta inteiramen-
te osprzeres do criminos, ella perturba o somno
da mao, ella finalmente nao sabe transigir com
os maiores Potentados da Ierra. En anda
rom irehendo e concedo a -xistencia dsste ,
oii d'aquulle individuo que nao reconheca ,
se nao a Rcligio natural : mis uin povo, urna
nacaosem u-na Religiao positiva, e revelada
parece-ros impossivel. Elimnelo do coradlo
da m >r parte do< homens a croma d'uma vida
futura e d'um Dos que premeia ecasti-
ga substituo-lhe as m'Ihores leis humanas ,
as Autoridades maisvigilantos os tribuna?
niais justiceiros ; e vejao o que se torna o mun-
do. A Franca ja o ezpewmentou ena oshor-
riveis dias da sua revoluco. ChegOU a tal pon-
to o desvario dos filosofantes que at decreta-
rlo a abolicao da crenca do Ente Supremo E
qual foi o resultado ? To grande foi a en-
diente de crimes e perversidades que o pro-
prio Robespierre do alto di tribuna reelamou .
se tomasse a estabelecer o Dogma Salvador da
existencia de Dos.
Scem o nosso Pernambuco logo que ap
pareceo a desorden) dos chamados calanos .
em vez de expedicoes militares tivesse havido o
prudente acord de mandar para esses centro'
fions Missionarios, ter-se-hi8o poupado tanto
cabedal, tantas vidas, e nao teriSo havido os os-
endolos e horrore-, que entao se p rali can. o.
H un pobre Capuchinho com a Cruz na m.io ,
pregando urna Religio toda de paz, e de amor,
feria quebrado as iras d esses homens rsticos ,
ignorantes, e montezinhos. E pode-se ne-
gar oquanto aproveitou a hida do Exm. Dio-
cesano aqualles lugares? O Padre Prefeito
do Hospicio da Penha l anda em Missao por
essas brenhas e sao concideraveis os servi
eos, que tero fe'to chamando vida pacifi-
ca e industriosa a essa gente rustica safara,
errante, e pregando-Ibes a sancta Moral de
Evangelho. Rom haja a nossa Assembla Pro-
vincial que te\e o bom acert de rcstabelecei
essa Communidade to til e que tantos be-
neficios vai la-endoa Pernambuco.
Em verdade que poder nao tcm a Rcligio !
Klla ( diz o eloquente Lamennais) eleva o ho-
niein a urna pcrfeieo que o poe tanto a cima
dos.Vnjos, quanto os triunfos da virtude sin
superiores a urna innocencia pacifica, es-m
combates. OChrisio sustentado pela grara
divina, nao ha propenso viciosa, que nao
possa vencer. A I' abre-me o co esclarece
a miaba ignorancia lixa asminhas incertezas ,
dissipa as espessas nuvens que corcavo a mi-
nha rasao e a cuche d'uma torrente de luz.
Apo'. della marcha a esperanca enlevo eterno
da vida, e amavel comiianheira do amor. < 'rer,
esperar auuu, eis luua a neilgl'O uo no-
niein Dos, \enhuin sacrificio he costoso a
quem est seguro do sen valor ; todos os deve-
les torno-sedoces a aquello, que ama. A-
mai e fazei o que quizordes ( dizia um dos
Padreada Igrcja. Oh lei de amor lei su-
blime lei adoravel o que nao ohstens tu dos
verdadeiros Cbrislfios! Estes a ezemplo de
seu.Mestre, passo pilo mundo fa/cmlo bem.
Iluinacaridade inmensa, como o mesmo Dos,
que Iba inspira anima todas as suas acces,
enebe todas as suas ideias, fecunda todos os
seussentimentos. Elles menos vivem paras1,
que para os outros. Nos os vemos voar nem soc-
corrode todas as misi rias humanas, e derra-
mar como o Samarilano o oleo e o blsa-
mos sobre aschagas de seus irmos.
Nada canea nada enfastia ao Christao :
quanto mais infeliz fordes, mais caros vos Ti-
ris o seusolhos. Seus thezouros sao o patri-
monio da indigencia, seu tempo seus dis-
tilos sua compaixo suas lagrimas per-
tencem a todos, que sofrem Se sois pobre ,
enfermo, valetudinario, recorrei ao verda-
Se
, e como riso da esperanen nos labios de sal, e de outras circunstancias seccas nem rios objeclos
vos mostrar o Libertador con.mum. molbadas sem sua lieenca do mesmo referido que se IIefe .
e cabe na mesma multa como
i r '
responder a varias perguntas
Bom pai bom filho bom esposo subdito
obediente, e fiel, qual be a virtude que se
nao encontr no verdadeVo Christao ? En-
tretanto longo devangloriar-sc de sua propria
evccllencia ele geme incossantemento pela
sua indignidade elleseconcidera por nm ser-
vo intil nao aguarda recompensa se nao da
gratuita misericordia do Ente infinitamente
bom que Iba tom promettido. Vive desape-
gado dos bens terrestres nao aspirando se
nao a celeste Patria para onde o proceden o
Salvador. Honras prazeres, riquezas nada
nudano o enfeitica ; elle nao ama elle nao
leseja se nao a tribulaco eascruzes. As
lacrimas sao a sua alegria ; as humiliaedes sua
gloria; ossofrimentos o seu leito de repouso.
>e o ferlrdes na face direita ; elle vos appresen-
ar tambem a esquerda. Se Ihe tirardes o ves-
ti lo, elle vos entregar at a capa. A inda que
i persgaos que o prendaos que Ihe tiris a
vida em horriveis torturas elle orar por vos
10 Dos que perdoa, e suas doces palavras se-
ro semprc palavras de boneo.
6 Huma iocosa scena intitulada o palhaco
actual ; pena '
alma no inferno.
iri K N8o noderao trazer ammai cromar i uo |w.
JVistor Calrum, e ovelhum. vacum, e por- 7. O Ulano Follare em guerra contra os
, nP nem r 'ir, m nem bodum tudo sol-; Russos deffendendo-se com arma branca o
;.senhoXseusnari,es pelo dao causa- logo vivo esta scena tero merend a at.encao
fellSES. e plantajes albeias pe- puhlica en. todas as partes aonde fo, apresen-
r *,e 7 S2 "ZStTgE- O S, Berna* nao doixara de fazer o pos-
a causa qe pf
ditas cabras solas
na pela emprof.
esses brutos, como nos presenciamos todos os,
sivel para a mesma serci
JZa nenhuma poder trazer. lid. alin, de agradara,, respe.tavel publ co
,s uecorrera nVmesmane- Remeter o pectacab) con, a repetida sce-
Zade do lugar nao adtmter na jocoa da^carruagem de Landm para Par.
,........I n,-,,encia.os todos os, l'nnapuno a, \ hora,e mea.)
dias os prejUW,S que fazem que faz vontade
da gente os matar, se nao fosse (.hnstao :
\rt fi Saibo todos, que o mesmo men-
cionado Fiscal ha de sabir aferindo ospezos a
todos e Vilo cuidando em medidas do novo pa-
.' qQe nao se consente maiseu/Aa de oito .
.'),. nove uue he um furto que se faz
Precosdos bitbetes de camarote...... 88000
de Veranda...... lgOOO
de Platea. .
nrao
nem de nove qni
pobreza com tantas velhacarias.
E todo aqnelle ou aquella
lia que nao ob-
Sc tai heo verdadeiro Christao quem dei- | servar o caralel da mencionada lei em vigor f-
lupalada pela mpeMva Cambra
nens seria urna Repblica de anjos ? One
rorca podem ter os premios e castigos tempo-
-aes em comoaraco das penas e recompensas
la Rcligio Chrisl ? Esta falla sempre ao eo-
'aco do homem em todos os momentos da vi-
la e o segu como urna vigilante senlinella
'iri os seus passos mais escondidos, ao mesmo
tempo, que toda a perspicacia, eactividade dos
nxecutores das |(s humanas nao socapazesdi1
nrender a mao do malvado, que meditando ton-
gamente em seu criine procura as trovas c o
alendo para o perpetrar e nao tem por fesle-
niinhas de seu delicto se nao Peos a quem i
na1 a escapa e os seus proprios olhos alucna-
los da paixo, e desvairado pela ncredulidade.
Feliz o povo em que predominar o senti-
miento Religioso : bemaventiirado o paiz, on-
le os homens niitrirem em seu enracao a doce
speranea e o salutar temor da vida futura e
'terna. Com taes elementos que orca, que
loder que cfficacia naoadquirem asleisciviz.
ionio nao scrao raros os crimes onde as cons-
iencias conciderao cima de tildo um Dos,
pie sendo immutavel ao mesmo tempo que jus-
'o sabe premiar, e castigar! Deste elemen-
'o he que mais preciza o nosso Brasil. Al-
ruma instrucriio, que hft, jaz reconcentrada as
:randes Cidades de nosso litloral. Por e^ses
>ertes reina a mais lastimosa iirnorancia. Por
ih nao existe verdadeira Rcligio ; porm sim
a mais estupida e grosseira superstico. Por
ihi h homem to embrutecido que nao vive ,
?e nao de fazer mortes e nao as faz sen) previ-
amente encommendar-se a Dos rezando o
eu Rozarlo oiivindo Missa &c. &c. In-
f istirei pois em clamar que os povos do nos-
o centro do que mais carecem he da palavra de
D'os. Dm vez de tanto .uiz siqierfluo de
'antos agentes d'uma Polica que nesses luga-
res ordinariamente nao passa de nominal, me-
Ihor fora em meu fraco entender mandar-Ibes
'ions Missionarios isto he sacerdotes illus-
'rados, e desolida pedade. Um Fregador des-
fes he infinitamente mais proveitoso do que
destacamentos c quantas Aucloridades Ibes
iv sso enviar. Os Jesutas no Paraguay fize-
ro u barhius uiuii Ri'puimvH iie iiomoiis la-
boriosos e de costu mes patriarcaes. Com
bons costumes todo o paiz vai bem, e sem Pe-
ligio nao he possivel que hajo bons costu-
mes. He mu to bom instruir o povo; mas mui-
cousas devem andar de parceria.
COPIA FIEI. I)'l'M KDITAI. DE OFRTO FISCAL CU-
JO NOMF. E DESTRICTO SE \A OECLARAO
P0>< OECORO, E CAR1DADE.
O patriara Cidado J. F. C. Fiscal actual ,
e certo do Destricto da Povoaco de.....Com-
marca de. .. em virtude e mandado da Lei
Provincial do Sr. Pedro D. Pedro 2. na sua
Maioridadc Que Dos Guarde &c. &c. Fa-
co saber a quem ipiizer, e quem nao qnizer que
me importa, que no d'a 1." do mezde Feverero
pertendo.se Dos me dervida, e saiule. e minha
Sr." estiver parida sabir em triunfo de cor-
reico ne^ta sobredita j referida e seus sahu-
(/an; e veio l o gostoso. Artigo 1. \enhum
malvado poder vender polrera nesta feirapelo
damno causado aos mesmos suplicantes pena
correr na mesma pena to so.nentes por an-
dar..) soltos sem pastor, o atentando as al-
mas com as suas paixoes, que fa/eni a gente
do se ver arrasado. E para que chegue a no-
ticia de todos e nao venbo logo dizendo =
Santo Antonio me engan'ui mandei l vrar o
ore/ente Edital Decretado &c. &c.
COMMERCIO.
.. 18000
A venda dos mesmos aha-se nos lugares j
a anunciados,
N. B. Adverte-se ao respeitavel publico que
toma-se assignaturas para i espectculos pela
quantia de 24$ rs. pagos adiantados. ______
Avisos martimos
rtlfandega.
Rendimento do dia 17......... 3:87<>8~33
[)rsrarrrao hnjr 18.
Rrigue hambiirauez Prinripe Roza ba-
callao.
Rriro Polidora carvo.
Rriue ing'ez Emma carro, bitas, fazen-
das, e miude/as.
O leilo das mercadorias aprehendidas a bor-
do do brimie sardo Comtavlino lica transfe-
r'do para boje 18 no mesmo lugar annun-
c'ndo.
___
IIovimonlo do Porto.
Para o Ro de Janeiro segu xiagem den-
tro em poucos dias o brigue Fiel de superior
marcha e commodos para passageiros, de que
he capitn Manuel M.rciano Ferreira ; para
carga, e escravos a Creta trata-se com o capi-
to ou com Firmino J. F. da Roza na ra
da Hoeda n. 7.
A linda e veleira sumaca Carolina de
que he capitn Manuel Rodrigues Pintete da
Cunba subir para o Rio de Janeiro Domingo
19 do correpte nao recebe carga alguma e
soinente escravos a frete e passageiros ; para
o que trata -se com o seu consignatario Joaquim
Riptista Moreira no seu escriptorio na ra de
Apollo ou com o capito a bordo.
Leots.
IVario entrado no dia 17.
Rabia; 12 dias, hiato brazileiro Flor das T.a-
rangriras de o't toneladas capito Joa-
quim Pereira da Mola equipagem 12, car-
a diversos gneros: a Remani de Souza.
Tena Nova; W dias brigue inglez Heni, de
1S0 toneladas, capito Archibald Steel, equi-
pagem 12 carga bacalho: a James Crabtree
& C."
NewCastle, por C.ibraltar ; 70 das trasen-
do do ultimo porto 20, brigue ingle/. Eu-
rope de 2*2 toneladas capito fohn Rn-
die equipanem 12, carga carvo de podra:
ajames firabtree Se C_________
Deca raedes.
Pela subdelegalura de polica dosAffo-
gados se faz publico achar-se pre/o na cadeia
rio ecie um preto mosso que diz chamar-66
Jacob e pertencer a um porfuguez que se-
guio Europa cuidar de sua anude : o que se
faz notorio para conhermento de quem po^sa
interes-sar. A (Tocados H de fevereiro de 1813.
Antonio J.ritr de Pinito.
__ O thesoureiro das rendas provinciaes pa-
ga nos dias 18 e 20 do corrente mez o quartel
vencido de outubro a dezembro do auno prxi-
mo passado aos empreados que pcrcebein e-
moliinientos. Thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de fevereiro de 1813. JoSo fia-
noel Mendes da Cunha Azeredo thesoureiro.
O corrector Oliveira far leilo por con-
ta de quem pertencer, de cerca de 110 bar-
ricas de serveja branca e preto, sendo aquel-
la a verdadeira do afamado fabricante Burln ,
e esta a mais excellente denominada Fondn
Porter; e de urna porcSo degigos de garrafas
va/.as, ltimamente importadas : sbado 18 do
corrente s 11 horas da manh em ponto ; no
armazem de .los Rodrigues Pereira perto do
arco da Comen fio.
Os credores de A. Faton successor do
relojoeiro Dubois na ra Nova continuarao
o leilo por intervenco do corrector Oliveira ,
dosrelogos d'ouro e prata para algibeira, di-
tos de parede trancelins caixas para tabaco,
llinetesde peto aunis, brincos, pulceras,
aderecos riqussimos para senhoras, e inlini-
dade de galanteras d'ouro prata e de pedras
preciosas, assim cmoda armaco da loja, &c. ;
segunda (eir 20 do corrente s 10 horas da ma-
lilla] em ponto.
Avisos diversos.
AMPHl-THEATRO.
Grande e extraordinario espectculo para do-
mingo 19 do corrente devidido da mancira
soguinte
Parte.
O ART1I.HE1R0 N. 22.
J^Aino boje e est venda.
__ A pessoa queanti-hontem a noute trou
'a!"ibei de urna casaca "" carteira com al-
gum dii.heiro e um uieio bilhetc da l.oteria
do Theatro prxima a correr e diversos pa-
pis de commercio cuja aeco foi observada
por outrem que Ihe ficou a par, sirva-se de res-
(tuil-a nesta Typographia, deitando carta fei-
i hada na caixa dos annuncios ; pois ao contra-
rio alem de se snguirem os direitos da lei, to-
ra ainda o despraer de ver publicado o seu no-
me por esta mesma Tvpographia.
__I'urturo de nina gaveta de urna banca ,
em casa do brigadeiro Jos Joaquim Coelho .
na ra Nova ; um par de argollas de Carolinas,
encarnadas encastuadas em ouro urna me-
dalha com diamante dous aneis e urna cruz pe-
quena tio bem de ouro emais um maraca e
julga-se que quem fez este furto foi um cabo-
colmho de 16 annos ou algum dos escravos ,
c por isso se roga a quem for qualquer destas
deiro Christao ; que elle vos soccorrer. ->e o
nos,,, corceo vive sangrento por urna dessas i o diacho e quem me avisa meu amigo be.
feridassecretes que procuraes esconder dura
]'
vez mostrando suas habilidades sobre a mes-
di- multa de328 reis, e 30 dias de prizo, queho i na corda.
2". Parte.
1. Grande volteio acadmico, ou a mancira
cavallo em 24 di Itrenles modos ,
Fntre varios e difieren tes exer.icios sobre pessas oflerecid s ou que ja a tenha comprado ,
a corda forte I Sr. Rernah execular pela !. ofavor de restituir que se pagara o que t.ver
vez os equililn'ios ,1a cadeira. custado poiss,' .leseja saber quem furtou, pa-
A Macaca Alricana so apresentar pela 1. ra se dar providencias
Artigo 2." fazer ro'-ar as suas estradas e re-
*** n aPT'n-olo'S"anicular, novos volteos
i. Pessoa nenhuma poder abrir ven-; P|n" LMk preseniara uuvos tuiruus
nao
teinaes; que a sua bocea nioconhece o Arl.
__ Appareceo roubada urna venda na ra de
Abollo de sabbado para domingo do dia 11
para 12 do corrente a qual foi aberta com eha-
e fa'ca ," levanto uma.carteira onde estova um
poucodedinheiro ealguns recibos, papis e
balanco pertencentes a mesma; roga-se a qual-
publicn quer pessoa que possa dar algum esclarecimen-
to sobreest objecto que apnareca na mesma
morado ra fabrica de Mosquita & Dutra que se guar-
dar lodo e M'gredo.
Precisa-se de um feitor para um sitio
perto da prac : a fallar com Arcenio Fortuna-
S

I

iMHM.h Sn.nli..A chati comvosco ; elle se conloar fraco co- i na nem de agoardento nem de vinho nem' 5. O pequeo cavall.nho alem de pular va-1 to da Sulva na allandega.


m*m*i*m 'wiwnina
O portuguez que tem annunciado que-
rer-se engajar com mais algumas pessoas, para
cobrar dividas polo matto sendo que d fia-
dor, queso responsabelise pelas dividas que (
cobrar, dirija-se a ra de S. Rita Nova n. 91. j
nhaa at as 5 da tarde, que se Ihe deseja fallar.
Precisa-se de urna ama, para todo o ser-
vino de urna casa de pouca familia : na praca
da Independencia n. 3.
Uuem precisar de urna mulher, para
AI guia preta Africana ( que soja forra, botar sentido a algum sitio, annuncie.
e de meia idade ) que souber tractardos arran-
jos de urna casa sendo queira prestar seus ser-
vicos a urna pequea familia pelo sustento, e
vestuario dando-se-lhe alguma vaga para
Iractar de algum negocio seu : annuncie.
Pede-se aos Srs. Domingos Bento da
Moeda&C.*, que tendo o escravo por ellos
annunciado os signaes abaixo declarados o
mandem entregar em Pernambuco ao annnn-
ciante ou em Maceia Luiz Joze de Brito ,
que se Ihe pagar toda a despe/a. No dia 12
de Abril de 18U, fugio Caetano, Benguella, de
24 annos, alto, rostoeomprido beicos cabidos ,
um.ignal no olho direito que Ihe faz descer
* palpebra, ou capella ; desconfia-se que foi
lurtado ; por nao se ter noticia delle o ser
muito bucal, eque foi seduzido para a parte
do norte ; he serrador levou vestido talcas de
brim pardo velba camisa de chilla azul ,
e chapeo de castor branco vclho ; quem o en-
tregar a seu Sr. Antonio Diasda Silva Cardial,
na ra do Rangcl n 18 segundo andar ou
em Macci ao Sr. Lili/. Joze de Brito ser
gratificado com lOgOtM) ris.
- O 2 n. dos Annaes da Medicina Per-
nambucana peridico publicado pela Socie-
dade de Medicina ; sahio a luz contendo ma-
terias de grande importancia para a sciencia.
Subscreve-se para este jornal na livraria do arco
de N. S. da Conceioao da ponte do Recife ,
preco 800 reis cada numero.
O Sr. que mandou tingir de preto urna
porcao de meias de seda na ra de santa Rita,
das quaesj foi buscar parte dolas queira hir
buscar o resto que muito estao promptas c
levar o seu importe pnis que nao convem a
quem as tinglo estar esperando para quando
tiver ventado de as hir buscar e so no praso de
trez dias nao apparecer ser publicado o seu no-
ine e as meias vendidas para seu pagamento.
= Manoel Joaquim Rodrigues de Souza ,
morador na ra do Queimado faz sciente a
todas as pessoas que tivercm pinhores em seu
poder ja vencidos os vonho tirar no prazo
de 8 dias e nao o fa/endo serao vendidos para
seu pagamento e dos juros.
= O primeiro secretario da Sociedade Ami-
sado nos Une laz certo a todos os Srs. Socios
que Domingo 1!) do corren te ha sessao ex-
traordinaria da mesooa sociedade em asscmbla
geral, pelas 4 horas da tarde na ja sabida
casa da ra da Praia n 43 terceiro andar.
= J. Hope retira-se para fora da Provin-
cia.
= O Sr. M. A. da C. P., tenha a bonda-
de de ir pagar 3 mezes de casas em que rnorou
na ra do Cotovello no praso de 8 dias, do
contrario se publicar o seu nome por externo,
6 sofrer as penas da lei.
= Hvpolite Dga subdito Francez mti-
ra-se para a Europa.
= Ainda se precisa alugar dois moloques :
na ra dos Quarteis n. 12.
Lotera do Theatro.
Nao tendo sido possivel cflectuar-sc o anda-
mento das rodas da lotera no dia \\ do cor-
rente como so annunciou em consequoncia
do ter icado um crescido numero de bilbetes
por vender na importancia de 7:503,000 rs. ,
ica por esta razo iransferido o andamento das
mencionadas rodas para o dia 21 do presente
mez fiquem ou nao bilbetes por vender.
Paga-se bem. ou faz-so algum outro ne-
gocio vantajozo a quem queira receber para
tractar em sua casa urna escrava que julga-
se ter hvdropezia ; a quem Ihe convior este ne-
gocio dirija-se a Boa-vista na ra da Con-
ceico n. 8.
Quem precisar de um foilor para algum
sitio engenbo ou mosmo para alguma obra ,
quedetudo tem ortica, dirija-so a Fora de
Portas n. 4.
*. Quem precisar do chapeos do Chille, de
homem lavados e imprensados ou mosmo
de senhora do paihiiihu ingleza e tamhcm
se fazem do uso moderno ou mosmo de setim
de todas as qualidades ; as-im como se fazem e
bordao-se bonts, fardas de ouro para militar ,
coeiros de matiscs e toucas de todas as quali-
djdes para baptisados tambem lavao-se mei-
as de seda e veos prelos e se tinge de todas
as cores tudo por preco commodo : na tra-
vessa do Caldereiro.
= Jos Augusto de Serpa Saraiva Alvos Ma-
chado subdito de S. M. F. retira-se para
fora do Imperio.
i Quem precisar de urna mulher parda para
qualquer casa de familia para todo o servieo, = Compra-se urna cafeteira,
dirija-se a ra Direita defronte da padaria do de prata : na ra de Hortas. n. 70.
Sr. Caetano n. 15. Continua-se a comprar mulatinhas ne-
O Sr. Francisco da Costa que he cs!s.-Jgrinhas, moloques, o negros com oflicios,
fate queira fa/.er o obsequio de dirigir-se a para fora da provincia, de 12 a 20 annos, sen-
rua das Cruces, n. S-6 das 9 horas da ma- do bonitas figuras pago-se bem: na ra a
Aluga-se ou vende-se urna casa na en-
cruzilhadade Belem com armadlo e perten-
ces para venda : na Soledade, venda n. 2, con-
fronte ao beco do Pombal.
Nodia 9 docorrente Fevereiro appare-
ceo no sitio da -cnfiora D. Marcelina na Ta-
marineira um cavallo ; quem se julgar ser
dono, dando os signaes, Ihe ser entregue ,
pagando as despezas.
Roga-se encarecidamente ao Sr. Fiscal
doBairrode S. Antonio o obsequio de lan-
car as suas vistas para o quintal da casa n. 50 ,
da pracinha do Livramento nao s pelo
mo cheiro que recende do dito quintal, como
pelo grande inonto de moricocas que se criao
no mesmo e encommoda a visinhanca. Os
Encommtdados.
As abaixo assignadas filhas do finado Joao
Henrique Siegert, fazem por este publico a
todos os credores de seu finado pai que ellas
tem disistido da herancado seu finado pai, pelo
juiso da segunda vara do civcl, escrivo Santos.
/ heodoria Mariana Si gert, Eliza Mariana
Siegert, Jo-e/.hina Mariana Siegert.
A commissao administrativa da sociedade
Apollinea avisa aos Srs. Socios, que far ses-
sao econmica no dia 21 do corrente as 5 ho-
ras da (arde para dar bilhetes de convites
( menos aos Srs. Socios atrasados cm suas men-
salidade conforme se publicou ) para o grande
hale no dia 4 de Marco prximo. A mesma
commissao convida a todos os Srs. Socios para
se reunircm no dia immediato 22 do corrente,
as mesmas horas afim de em sessao peral, se
eleger a nova comnrssao administrativa, a
quem competir substitui-Ia de conformidade
com os estatutos.
Aluga-se urna casa na ra da Mangueira
da Boa-vista n. 9 com com modos sufficien-
tes e pintada de novo : tracta-se do ajuste ao
p da mesma.
Um pequeo ebegado ltimamente na
barca Tentadora se ofTerece para loja de fa-
zendas miudezasou (erragens ainda dando
algum lempo de graca ; quem precisar annun-
cie.
Manoel de Jess Prafitas com estabe-
lecimento de loja de fazendas as 5 pontas ,
achando-se informo e conhecer por tal modo
grande impossibilidade de continuar o seu ne-
gocio faz publico por meio deste a todos
que com elle tiverao transagoes commerciaes ,
a pesar de se considerar nada dever a alguem ,
que em caso contrario, quem se julgar seu crc-
dor queira no prazo de oito dias apresentar suas
contas afim de ser embolcado ; o mesmo mui-
to agradece a todosos Srs. que com taita fran-
queza e boa fe Ibes conliaro suas fazendas o
que protesta-Ibes eterna gratidao; o mesmo
faz publico a todos os seus devedores que dei-
xou de sor seu caixeiro desde o dia 16 do cor-
rente inez Antonio Joaquim da Silva.
Os dous moios bilbetes de nmeros 634 ,
o OH a favor das obras do theatro da segun-
da parte da 12. loteria pertoncem ao Sr. Joze
Flix da Cmara Pimentel do engenbo Gaipu,
e fico em poder de F. da Silva Lisboa.
O Sr. que por querer despejar a sua ola-
ria annunciou a venda tijollus para pa-
rede dobrada procure na praca da Boavista ,
n. 22 onde achara quem os quer comprar.
'cgunda feira 20 do corrente as 4 horas
da tarde na praca do Dr. Juiz de orlaos, se
hade arrematar 2escra\os para pagamento do
testamenteiio de .ourenco Jos de Carvalho ;
os quaes estao avaliados acommodadamente por
screm pela torcoira voz avaliados.
SOCIEDADE NATALEN>E.
O primeiro Secretario, avisa aos Srs. bo-
cios que boje (18) pelas 7 horas da noute ha
sessao requerida pela com.: nomeada a sessao
passada.
No assougue Inglez na ra da Senzalla
velba n. 36, tem hoje Sabbado, e amanha Do-
mingo carne r'e boi carneiro porco e lin-
guicas do todas as qualidades.
No botequim da cova da Onca faz saber
o respeitavel publico que nos Domingos edias
Santos as pessoas que quizerem armocar mao
de vacca ; dirija-se ao mesmo botequim, e mais,
petiscos bem arranjados caf e mais couzas que
quizerem pelo dia adianto o dono da dita casa
far por agradar todos os freguezes que nessa
casa forem e tudo ser por proco commodo.
Cadeia de S. Antonio, sobrado de um andar Veede-se urna banda nova paraoficial
de varanda de pao, n. 20. um talim um fiel urna guitarra com muito
Compra-se papel para embrulho ( sendo boas vozes 1 marco de urna libra duas barr'..
Diarios grandes ) a 2560 a arroba e a 80 rs. a cas que foro de graixa urna gaiola envemiza-
libra: na travessa da Madre de Dos, na pa- da feita em Alemanha toda corrida de sinos eni
daria de Manoel Ignacio da Silva Teixeira. | roda, propria para algum passaro de estimaco
Compra-sea pratica judiciaria de Van- um balcao ; tudo por preco commodo : na ru
guerve : ra do Livramento, venda n. 5.
Vendas.
= Na ra do Queimado loja n. 3 con-
tinua-se a vender pontos de tartaruga para mar-
rafas, a 1300 rs. o par garrafas grandes de
do Livramento loja de couros n. 11.
= Vende-se um escravo muito robusto
bonita figura sem vicio, e nem achaque do*
20 annos de naco Cacange : na ra Direita
n. 10. '
Vende-se urna venda em Fora de Portas
do lado esquerdo \
defronte do beco do farol
modo.
= Vende-se um preto de naco, que d
duas patacas por dia: na esquina da ra do
Livramento por cima da loja do Sr. Bastos.
^ Vende-se uns coraz.es azues encastoados
com requififes, para braco de senhora pares
de brincos de ouro com diamantes a moderna ,
um anel com diamantes grandes, urna faca ap-
parelhada de prata porcao de prata embarra,
umcoraciode ouro com diamante, 3 voltas
de cordao 3 ditas de colar um anelao um
pardo botos para punho um anel com ame-
tista para Padre, argolinhas lisas para meni-
nas : as 5 pontas n. 45, onde tem lampio.
Vende-se urna ovelha grande de 5 quar-
tos de idade de 3 annos, com um filho
de 18 dias propria para tirar criacao e
boa em bolea v-se e tracta-se no assougue
francez defronte da cadeia ; assim como boa
carne de boi, e carneiro, superior muito em
conta.
= Na ra da Cruz armazem de trastes n.
63, tem para vender superiores sofs de jaca-
randa e de oleo bancas de Jacaranda di-
tas de oleo cadeiras de Jacaranda, de oleo, ca-
mas mezas de jantar commodas relogios
para cima de meza, mezas de meio de salla de
Jacaranda e na mesma casa cima se recebe
qualquer encomenda de mobilha para se dar
prompta com muita brevidade e por menos do
que em outra qualquer parte, prometendo-
se tudo do melhor gosto possivel.
Vende-se urna carroea em bom estado ,
por preco commodo : na Solidado n. 46.
= Vende-se umacrioula, muito boa co-
zinheira engomma lavadesabao, e varrol-
la com perfeicao de 25 annos, cose e faz
superior agoa de colonia a 2000 rs. ; e meias j n. 90, com os fundos a vontade do comprador*
pretas superiores para senhora por preco com- porque se tiroaquelles que naoconvier a quem
comprar a metade a prazo com boas firmas :
a tractar na mesma com Joze de Lima Soares.
= A ende-se um cavallo em boas carnes
manco manteudo e forte para qualquer
viagem passeiro, a esquipar de passo : na
ra do Mundo Novo n. 54 e tambem se tro-
ca por efleitos de venda.
=Vcndcm-se duas canoas de conduzir agua
novas de amarello e bem construidas ou tro-
co-se por alguns prelos vollando de parte a
parte o que for de raso; na praca da Indepen-
dencia n. 39.
=s Na ra do Crespo, loja nova de Antonio
Joze dos Santos Braga vende-se rap de Lis-
boa muito bom a 2800.
Escntvos fgidos.
= Fugio a 14 docorrente Joaquim mula-
to alto secco bem barbado com urna ci-
catriz no polegar de urna das maos sapaleiro
sabe ler e eserever alguma cousa falla manca ',
e ostenta de forro, natural da Serra do Mar-
tins no Rio Grande do Norte onde foi escravo
de Jos Antonio Saraiva que o vended em
Santa Rita do Bio Preto da Babia ; e levando
urna trouxa com bastante roupa de seu uso, en-
tre a qual urna jaqueta de panno azul outra
de chila cor de roza e outra branca ; da-se
50:000 reis de gratificaco a quem o levjar a
seu Sr. hora hospede no Convento de S. Fran-
cisco do Recife ou a ra da Roda n. 17 y
segundo andar.
No dia 9 de Janeiro auzentou-se da cara
do abaixo assignado um seu escravo cabra de
nome Reginaldo, de 23 annos pouco mais ou
menos com os signaes seguintes : baixo cor-
renda : cm Fora de Portas n 18 avista do I P proporcionado olhos na flor do rosto ca-
comprador se dir o motivo porque se vende. ',,'" chegado ao casco com os dentes da fren-
A ende-se urna preta de nacao muito
Compras.
bule
moca e bonita figura sem vicios, e nem mo-
lestias avista do comprador se dir o motivo
porque a mesma he vendida e o que sabe fa-
zer : no fim da ra Augusta sobrado da es-
quina n. 94 das 9 horas da manha em diante.
= Vende-se urna casa terrea sita no lugar
do Mondego com bastantes commodos a sa
ber : duas salas bastante grandes, quatro quar-
tos com corredor lavado cozinha fora com fo-
gao inglez quintal murado cacimba com
excellente agoa de beber, toda envidracada ,
feita a moderna : na praca da Boa-vista ,
botica n. 90 ou na ra Nova casa de Ma-
noel Pcreira Magalhaes.
Vende-se sal de Lisboa muito alvo al-
queireda medida nova a 720 reis, azeitc doce
engarrafado francez muito fino a 480 rs a garra-
fa vinho muscatel a 400 reis a garrafa dito
do Porto a 300 reis toucinbo de Lisboa a
320 reis a libra: na ra de Ortas, n. 7.
Vende-se urna canoa aborta propria pa-
ra carregar familia muito arranjada e nova ;
a fallar a Antonio Joao da Ressurreico e Silva,
em Fora de Portas.
Vende-se urna preta de nacao Angola ,
de 18 annos muito sadia sem vicio algum ,
sabe engommar bem cozinhar coser chao,
e comprar na ra tudo com perfeicao : na ra
lo Cabug loja de miudezas defronte da
.Matriz de S. Antonio.
Vende-se um braco de balanca e pesos ,
que servo para assucar ou couros e caixas com
lainancos chegados ltimamente do Porto e
tambem feitos aqui : na travessa da Madre de
Dos, n. 5.
Continua-se a vender saccas de boa fa-
rinba chegada ltimamente de Santa Catba-
rina pelo preco de 4:800 a sacca e em por-
Cjies de cinco para cima a 4:600 : no pateo do
Carmo esquina da ra de Ortas lado direi-
to n. 2.
^ ende-se por precisao urna preta de
nacao, ou troca-so por urna negrinha sem
vicio enem achaques ; a tratar na Solidado ,
casa defronte da Igreja, n. 8.
A adminis;racao da obra de theatro pu-
blico vende urna porcao de caibros de muito
boas qualidades assim como pecas de caibo de
1 .1 Z ~\ *\ i!".___. "a .-^i*a. jh fifi Ihl B^ inlllli\ I J^ BA .1 A BAA _-_____
* .airo: a tractar cum o administrador do mesmo
theatro.
Na botica da ra da Cadeia do Recife ,
n. 7
millfrt Iwiri
vende-se tinta preta de eserever ingleza
Una a '10O rnic n a:ri-"'~
te sem que sejo limados nariz redondo a
cor um tanto alaranjada sem barba e nem
signal disso o pescoco de um lado e outro to-
do cheio de costuras de grandulas j fechadas,
e na ponta do queixo de um lado com urna
grandula bastante indiada este escravo foi pro-
curar ao Sr. Francisco Joaquim Pereira de ( ar-
vdho para o comprar, esteve alguns dias queat
que ooito Mr. desse a resposla se o comprava ou
nao em fim nao o comprou, agora teve noticia
por pessoa muito certa; que com o dito escravo
encontrou cima do Curato do Bom Jardim,
no lugar do Imbuzeiro, no dia f exta feira 10 d
Fevereiro do corrente anuo, indo acompanhado
comomulatoFrancisco, escravoda Sr. D. Can-
dla mana doSr. Bruno Antonio de erpaBran-
dao, ambos escravos sao carniceiros avisando a
quem os encontrou que hia com urna carta para
1 fazonda no Sertao, nao seise hirao pela estrada
ue Paja de I- lores ou por a estrada onde faz
entrada cima do Imbuzeiro; por isso roga-se a
todas asauthoridadis polioiacs desta Provincia,
para onde qualquer delles se apresontem os
facao prender e remete-los para a cadeia desta
(.idade, c se algum capitao de matto os ap-
prehender levem na ra Direita, sobra-
do de um andar, n. 42 que ser generosa-
mente gratificado.Jernimo Ce:arde Mello.
Antonio naco Cacange fgido em 20
de Fevereiro de 1836 com os signaes seguin-
tes : estatura baixa bem preto dentes aher-
tos olhos alumacados cara alguma cousa
compnda c escamada, cabeca pequea pu-
chada para traz ambos os ps e as unhas de al-
gum dos dedos dos mesmos ps imperfeitas ,
tem em um dos lados ao p ou em cima das cos-
tellas cicatrizes j antigs que trouxe de sua tr-
ra com mais de 19 annos de idade j que-
rendo ter algum principio de barba orelhas
bem pequeas, tem pela cara segundo me pare-
ce algumas marcas de bexigas bem ladino,
sempre carr. ncudo escravo de Thomaz Jos
de Sena, morador no bairro da Boa-vista ao p
da Ponto \ elha, e hojo morador na solidado,ca-
sa n. 32, note-so que boje devia tor o dito negro
26 annos pouco mais ou menos ; roga-se aoSr.
Domingos Bento da Moeda & Companhia em
Macei seo que avisa no Diario n. 33 e 34 ,
tiver os signaos expendidos por este aviso far
obsequio remeter para esta ( idade de Pernam-
buco, quesera satisfeito todas as dospozas, e se
Ihe ficar obrigado.
I HtUrE NA TVP. DE M F. DE F. =18 Vi
I
I


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