Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04892


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Full Text
Anno de 1843.
Sexta Feira 17
Todo aRora depende Je nns mra.no. ; de no*,, prudencia 0der.c3o, e energi. : con-
tinuemos como pnncipi.moe e seremos aponl.do. com sdmira.o entre as NacSes mais
ulu, __________________(FrociiBucao di Aasembl'. Gerel do Blata.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianns, Parahiba e Rio grande do Norte aegunda- a sextas feirai.
Bonito e Garanhuns 1U e "!4
Cabo Serinhaem, RioFormoso Porto Cairo Mtceio, e Alsross no 1. U e Jl
Bos-visUe Flores a 28. sanio Anti quinta* feiraa. Olinda lodos os diaa.
MAS DA SEMANA.
43 Seg. Gregorio 2. P. Aud. do J. de D. da 2. t.
14 Tere. s. V-lemim M Aud. do J. de D. da 1 T.
45 Quart.**. Faustino e -Invita Mu Aud. doj. de D. da 3. v,
46 Quii, s. Po'firo M. Aud. do J. de da 2. T.
17 Sett. s Silvino R. Aod do J. de D. da 1 T. '
15 Sab. s. Thciilonio Prior. Hel. Aud. do J. de D. da 3. v.
-II) DflB, da sexagsima s. Conrado i .
de Fevereiro Anno XIX. N. 3&
O Diario publica, todos os das qtM n.io foreaa Santificados : o preoo da aasRMtura be-
de Ires mil reis por quarlel pagos adiantados. Os annnneios dos aaaignantea sao inseridos
gratis, e os dos que o nao forem raio-de SU res porlinha. As reclamacoes deven sel diri-
gidas a esta l'yp., roa da. Crote*N 34.on a prara da Independencia luja de Hrroi N. 6. 8.
Cambios.No dia 16 de Ferereiro. compra renda.
Cambio sobre Londres 27 1.4 u? i Nom. Otao-Morda de ,400 V. 45,3J0 15,500
Paria35U re. por franco. N. 15.I0J 15,300
Lisboa lUO por 1U0 de premio.
a N.
a a de 4,000
I'BATA-Patacoes
IViosCnlumnares
a ditos Mexicanoa.
8,500
1,800
1,800
1,800
8,700
1,830
1,820
1,820
Moeda de cobre iS por 400 de des cont.
dem de letra de boas brasas \ i i j o met.'
PHASES DA LA NU MEZ DE FEVEREIRO;
Loa Clieia 14, 4 5 boras a 50 a. da lard.l
Quari. creso, 7, aa 2 horas e Id a. da lar.l. | Quart. ming. 21 na 8 boraa 27 aa. da
Preamar de Aoje
i.* a Choras 54 sa. da manhaa. | 2. a 7 horas e 18 s. da tarda.

T
Governo da Provincia".
EXPEDIENTE DO PA 10 1)0 CORRESTB,
Oicio Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda remetiendo a relaclo dos solrlos, que
al o fim de Janeiro ultimo se devem s Dragas
docorpo d'armada esdos navios, ora exis-
tentes neste porto assim como das despesas ,
que em dito mez se fizerao oom o possoaJ, e ma-
terial da enfermara de marinha para que,
niio obstante aehar-se consumida asomma. de-
cretada para taes despesas no correte anno (i-
nanceiro, mande satisfazer a stia importancia,
que he de S:4M$744reis ; e intelligeneiando-o \
de que tem dado parte ao Exm. Sr. ministro da
marinha e solicitado as convenientes provi-
dencias. Communicou-se ao inspector do ar-
senal de marinha.
Dito Ao mesmo transmittindo o pedido ,
que fez o inspector do arsenal de marinha da
quantia de 7628160 reis, para pagamento dos
operarios que trahalharao na construeco do
brigue escuna OUtida na feria de 1G 31 de Ja-
neiro ultimo iflm de que f apesar de estar ab-
sorvida a quota, destinada para as obras do mes-
mo arsena1. no corrente anno financeiro, mande
satisfaze?- a mencionada quantia : eprevenindo-
o "v.nistro da marinha.Participou-se ao inspec-
tor do arsenal de marinha.
Dito Aojuiz municipal da primeira vara,
nomeando-o para presidir o andamento das ro-
das da segunda parte de 12.a lotera favor das
obras do theatro publico que deve ter lugar s
9 horas da manhaa do dia 14 do corrente no
consistorio da igreja da Conceicao dos mili-
tares.
Dito Ao chefe da legiao do Limoeiro, ac-
cusandoreccpcaodoseu oficio de 29de Janeiro
lindo, em que partecipa os inconvenientes, oe-
casionados pelos com mandantes dos corpos da
inesina legiao que tem encontrado na pontual
cxccuciodas ordens, que Ihe hao sido expedi-
das sobre os guardas que devem fornecer os
mesmos corpos para o servico do batalhao des-
tacado ; e significando em resposta que as
leis tem S. S.'osmeiosde chamar os referidos
commandantes ao cumprimento de seus deveres;
assim como o modo desatisfazer as requisices
do numero de guardas para o dito servico, com-
pletando-ocom os que designa em quinta clas-
se a lei de 18 de agosto de 1831 quando por
outra forma nao tenha sido possivel preencher
o numero pedido.
Dito Do secretario da provincia ao com-
inandante das armas participando ter-se man-
dado satisfazer a quantia de 158000 reis, des-
pendida com os concertos que se fiserao na
canoa pertencente a fortalesa de ftamaroc.
Dito Do mesmo ao commandante ge ral do
eorpode polica communicando, que oExm.
Sr. Presidente nomcou para o posto de terceiro
commandante da terecira companhia do mesmo
corpo vago pela demissao dada Manoel An-
tonio Marlins Pereira ao respectivo sargento
ajudante Jos Clemente dos Santos Siqueira ,
proposto por S. me. : e Ihe ordena que faca
entrar o nomeado em exercicio, logo que apr-
sente o respectivo titulo. Participou-se esla
nomeacao ao inspector da thesoururia das ren-
das provinciaes. ^
DitoDo mesmo ao commandante das ar-
mas remetiendo um oicio do inspector da
thesouraria dafasenda sobre a duvida do com-
missario fiscal do ministerio da guerra acerca do
pagamento da quantia despendida com os ob-
jectos, vindosda cidade de Goianna perten-
centes a segunda companhia do balalho desta-
cado aim de que naja de satisfazer a exigen-
cia feita pelo mencionado commissario fiscal.
gente de tropa do Cear fasendo-lhe remessa
das 10 pracas de que tracta o ofTlcio cima as
quacs com as competentes guias deviao de ser
entregues ao Exm. ministro da guerra ou a
quom o Exm. Sr. Presidente Ihe determinasse.
dem do da 9.
OicioAoExm. Presidente, entregando-
le competentemente informado, o requerimen-
to do coronel graduado Trajano Cesar Burlamar-
que queaS. M. o Imperador, pedia a graca
de ser passado, da terceira para a primeira clas-
sedos oliciaesdo excrcito ein attenco a a-
ehar-seainda moco e robusto e ter prestado
relevantes servicos militares.
DitoAo mesmo Exm. Sr. onviando-Ihe
a conta da despesa feita com o concert da ca-
noa da fortalesa de Itainarac aim de ser pa-
ga pela thesouraria.
Dito Ao inspector da thesouraria, para
mandar entregar a Domingos ferreira Jorge,
thesoureiro da innandade da Conceicao dos mi-
litares a quantia de 32$000 reis-, importan-
cia das sepulturas de cinco pracas que fallece-
o no mez de desembro prximo passado e
torio pela dita innandade sepultadas.
Dito Ao inspector da thesouraria remet-
tendo-lheparaserem pagos os papis de con-
tabilidade do destacamento do Cabo perten-
centes ao mez de Janeiro ultimo, e communiean-
do-lhe que o referido destacamento fra dissol-
vido no dia 1. do corrente.
Dito Ao mesmo fasendo-lhe igual remes-
sa dos papis de contabilidade do destacamento
da cidade de Goianna.
INTEaiOft,
I
Commando das Armas.
expediente no da 8 do corrente.
Oicio Ao Exm. Presidente, acercadas
patentes de segundo-tenente, primeiro dito c
capitio, do actual commandante do forte de
G-aib que ainda Ihe nao Ionio entregues ,
leudo solTrido pela thesouraria os descontos por
lei marcados.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. partieipando-
Iheque nestadata fofio mandadas para bordo
do vapor Paquetedo Sul, s 10 pracas que de
sua ordem se destinatSo a corto do imperio.
Dito Ao tcnente-commandante do contin-
ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPUTA DOS.
Sessodc 13 de Janeiro.
Lido o expediente, entra em discussao e he
appprovadooseguinte requerimento :
Requeiro que sepecao informacoes ao go-
verno qual o castigo que sofTreo um ofilcial de
polica que hindo fazer urna diligencia na casa
do cidadao Jos Ignacio de Albuquerque Mara-
ohao no Rio Grande do Norte, que nesse ac-
to nao impedio que o mesmo fosse assassinado.
Cmaro dn Citnha.
Toinao assento como supplentes os Sxs. Veiga
Pessoa e Nunes Machado.
O Sr. Albuquerque requer, que seja admit-
tido a tomar assento pela provincia de Sergipe ,
em logar do Sr. Sebastio Gaspar de' Almeida
Boto, o1.suppIente da mesma provincia, o
monsenhor Silveira. Requer a urgencia e no-
ta que este negocio se acna no mesmn caso rio
outros sbreos quaes a cmara non tem vota-
ra deliberando que seadmittissem a tomar as-
sento alguns Srs. deputados supptcntos ; ob-
serva emfim que o monscnhorSilveira o pri-
meiro supplente da provincia de Sergipe e de-
ve a exemplo do que se dicidio a respeito de
outros deputados supplentes, Yir tomar as-
sento.
A urgencia apoiada e depois de discutida
approvada e a indicacao romettida a commis-
so de poderes.
O Sr. Miranda motiva o seguinte requerimen-
to eo olerece consideraco da cmara :
Requeiro que se peca com urgencia ao go-
verno imperial, pela reparticao competente, os
seguintes esclarecimenlos :
1, Toda a correspondencia que nests l-
timos lempos ha tido o mesmo governo com os
nossos ministros residentes em Monte Video e
Buenos Ayres, em referencia nossa posicao
poltica com essas repblicas.
2. Toda a correspondencia que ha tido com
o presidente da provincia do Para nos annos de
1841 e 1842 relativamente a omipacaq do nosso
territorio da parte de Demerara pelo arisiona-
rio T. Jowd c mais inglezes.
3. Copias de todas as representaijes feitas
ao governo imperial sobre olTensas qu se digno
Feitas por subditos britannicos quer manifes-
tadosem requerimentos de partes quer em of-
Hcios de autoridades devendo-se dcclaiar o re-
sultado ou estado de cada urna sendo pos-
sivel.
*. Se cstSo norneados pela Franca os a-
gentes quedevem tratar com os nossos acera
"da queslao sobre as nossas trras que se exen-
icm do RioUrugay ao Oyapock, o estado em
que parao semelliuntes negocios.
Paco da cmara dos deputados aos 13 de Ja-
neiro de 1813.J. A. de Miranda.
Entra em discussao.
O Sr. RamiroRecela dar a sua approva-
c5o ao requerimento na extencao em que est
concebido, edesejara que se Ihe ajunlasse
ao menos alguma condicional.
O Sr. Hmriqtm de R :' ie: Eu concordo
inteiramentecom oque disse onobre deputado
(|ue acaba desentar-se, ajuntarei mais os mo-
tivos que tenho para votar contra esto requeri-
mento. O nobre autor do reipierimento nao ti-
nha motivos para fazer censuras ao governo ;
mas teria documentos para quando quizesse ir
procurar materia para essas cancuras.
O Sr. Miranda:-Sao disse tanto.
O .Sr. Benriquesde Rezende'.-^-lsto em bons
termos quer dizer que a cmara se prepare para
urna guerra, que peca potrenos emunicoes.
OSr. Miranda:Effto isso.
OSr. Hmriquede Rexende:0quequerdizer
mandar vir toda a correspondencia oicial rela-
tiva s naedes do norte e do sul do imperio,
nao fixando um ponto de vista, nao para for-
mular urna censura ao governo mas para ex-
istir no archivo como material que se podo ir
buscar quando se quiser faser qualquer censu-
ra ? Tal vez, Sr. presidente que no decurso
da sessao eu tenha de faser algnmas censuras ao
governo ; mas hoi de fazel-as com os materiacs
que tenho, ou com aquellos que o tempo me
for ministrando ; mas ir procurar sem saber o
que, ir procurar no escuro o que se achar a
ino para amontoar, e depois peerar e ver se
ha materia para censura por mais que se
diga, urna manifestacao publica de que a c-
mara tenciona abrir campanba com o governo.
O Sr. Miranda:Niio isso.
O Si: llcnriques de fezende:Eu respeito
muito ao nobre deputado; respeito muito os
seus sentimentos ; aqui so encaro o resultado
ou effeitos que este requerimento por sua nalu-
za aprsenla. verdade porem que na mao do
governo est nao mandar tudo, mandar s a-
quillo que convenientemente poder mandar, e
pede mesmo nao mandar nada ; o que poder
dizer?
Por ora sao objectos de negociacao porque
ltimamente os nossos negocios ao sul sao mui-
to complicados, posto que, sejulgar pelos fac-
tos pblicos parece-me que o governo tem
marchado nelles com alguma prudencia.
Demais, ha ainda outro inconveniente d,
servico publico. O nobre deputado pede todos os
materiaes para ter urna base com que a todo o
tempo, possa formular o que Ihe parecer conve-
niente ; mas tJDtao o requerimento ou pecca por
defeito ou por excesso. Pecca pordefeito, por-
rtnfl rli'vjri i>edir esses usc'srscimes'-'s 2 todos os
ministerios, porque nao a um s que so deve
dirigir ; se ha motivo para censurar os actos de
toda a administracao cumulativamente ou como
solidaria, entao pequeo porque tem que
pedir a todas as secretarias ; na da guerra por
exemplo muito achariaque fazer a esse respeito.
Mas, paraisto, era preciso que todas as secre-
tarias parassem com os trabalhos do expediente
para se oceuparem todos os einpregados em co-
piar as correspondencias que se pedem. Seo
nobre deputado quizesse que a cmara nomeasse
urna deputacao do seus einpregados para ir ao
archivo dos negocios estrangeiros copiar os do-
cumentos que precisassem a exemplo do que
se pratica em Lisboa onde se paga a despeza
que se faz em ir copiar torre do Tombo todos
os docnmontos relativos ao Brasil podiao os
SfS. deputados ir a esse archivo e o governo
Ibes ministrara os materiaes. Acho pois que
sem vantagem nenhuma, iramos distrahir de
seus trabalhos todos os einpregados da secreta-
ria ; digo sem vantagem porque o nobre de-
putado declarou que nao tem nada que propr
acamara que era para quando tivesse de pro-
pr ir procurar material para isto.
Com quanto pois respeito muito os motivos
que o nobre deputado teve para fazer esse reque-
rimento entendoque elle s tem agora resul-
tado de poder ser encarado como o prepara-
tivo para urna campanba com o governo. Con-
1 odo com tudo quanto disse o nobre deputad.
pela Babia; e de mais a mais, pelos motivos
que alleguci nao posso votar pelo requer me :-
in. votarla por elle se o nobre deputado 0.. -
sesse francamente que era para tal e tal objecto
que tem de propr cantara ; mas do modo por
que se ai ha concebido, ou muito diminuto
ou e.xcessivo.
O Sr. Reboticas : Sr. presidente o reque-
rimento do nobre deputado nimiamente, inno-
cente e pode ser de muita vantagem para o
paiz. Os obstculos que o honrado membroque
se Ihe oppoetemofllerecido sao todos puramen-
te materiaes, e devem estar subordinados s ne-
cessidades do paiz, quando estas se posso ve-
rificar. Demais, o governo o juiz competen-
te disso porque nos requeramos certos docu-
mentos ; nao se segu que o governo seja consT
trangido ada-Ios infalllvelmentef apoiados), e
muito mais documentos que respeltao a relaces
diplomticas. -O governo pdu responder que
taes e taes documentos nao devem ser c"om mu ni-
eados senao com reserva ; e entao a cmara ,
urna vez reconhecida a necossidade de examna-
los pod-lo-ha fazer em scsso secreta ; deste
modo tudo Acar remediado. O mesmo governo
, fallo docorpo moral a respeito de Montevideo
e Buenos Ayres prestou-se na sessao de 1837
com a maior amplitude e franquesa possivel a
queaeamaraexaminasseosmeioi de regular o
sen procer! i ment a respeito. das duas repbli-
cas de que fallamos.
Sis. eu nao s acho innocente seno van-
tajoso o requerimento principalmente depois
que um honrado memoro da casa dotado de
transcedente reputaco em poltica, e princi-
palmonteem diplomacia, nos levantou aqui-um
veo que nos deixou entrever um futuro ominoso,
se nao empregarmos os mcios conducentes a que
se arripie carreira.
O Sr. Maciel Monteiro : Peco a palavra.
O orador conclue o seu discurso votando pelo
requerimento que sustentado pelo seu au-
tor : A discussao fica adiada pela hora e pas-
sa-se ordem do dia cuja primeira parte a
discussao do parecer sobro as eleices do Mar-
nio que fica ainda adiada pela hora. He admit-
tidooSr. ministro da fazenda quel o seu re-
la lorio e retira-se.
Contina na segunda parteda ordem do dia
a discussao do adiamento da resposta talla do
th roo.
O Sr. Paula Candido: Trata-se Sr. presi-
dente do adiamento da discussao do voto de
gracas tendo-se para esse fim produzido ar-
gumentos que me tem parecido na verdade va-
liosos naosos que so-tem apresentado era
favor, como os que tem sido apresentado -a vessos
ao adiamento.
Sr. presidente os argumentos que aqui se tem
manifestado pelo adiamento sao argumentos
tirados da utilidade da conveniencia que ha
da apresentaciio dos relatorios dos Srs. minis-
tros, para que. instruidos nos do estado do paiz,
das' necessidades e dos remedios que ellas re-
clamao possamos votar aos Srs. ministros al-
guiuS censura ou elogio. Tambem se tem in-
vocado os precedentes. Eu nao entrarla nesta
discussao se acaso nao' lobrigasse de alguma sor-
te que .s, Srs. propensos ao adiamento inclinao-
se ao lado da opposico, e que aquelies senho-
resque rejeitoo adiamento parece-me que se
conservao na estacada ministerial. Ora, Sr. pre-
sidente eu nao sou por ora nem opposicionis-
ta nem tao'pouco estou tao ministerial como
l disem os Francezes quand mime,ministerial a-
pesarde tudo:Deosine livre de estar em qualquer
desses lados inexoravelmente enllocado; estou
assaz escaldado ( risadas ) : tomarei urna po-
sicao nao digo do justo meio mas urna po-
sicao, que todos os senhores tambem hao de to-
mar que aquella que me ditar aininha cons-
cia os meus deveres___
Um Sr. Imputado :Pensamos todos assim-
O Sr. Paula Candido: O nobre deputado
nada me diz de novo ; justamente o queeu
disse. Vamos, Sr. presidente aos argumen-
tos de utilidade, da necessidadede termos o
relatorios para por elles podermos -formular
nosso juizo a respeito do ministerio. Mal iriao-
j Mema representativo no Brasil se acaso para
a valannos a conducta dos ministros, para p-
dennos assignalar-lhes loiwores ou censuras,
ivessemos necessidade de ler os relatorios : mal
iria o systema representativo porqueno as
palavrasdos Srs. ministros exclusivamente em
quese devclundarojui/oda cmara. O gover-
no representativo governo de urna ndole mu-
nicipal. Eu me explico: do conhecimento das
dilTcrentes municipalidades conhecimento que
trazido cmara pelos representantes de cada
urna das municipalidades, que se pode ajuizar
qual' a necessidade em geral da naco, quaes os
caniiiihos por onde ella dvc sssn&srj; sua pres^


-.........-- ----------- a
peridade quaes aquelles onde olla pode pre-Imos a procurar nos relatnos dos Srs. ministros
<. pi .ar-se .. o corpo de delicio, estou persuadido que nao se a
Um Sr deputado :- Naocomprobando. achara. Mas dizem ao menos os nossos pre- m
OSr. Pau'a Candido : Nao tenho o in-
comparavel prater de ser comprehendido pelo
nobre deputado En acabo de dizer que mal
iria o governo reprosentantvo entre nos se aoa-
00 asperesemos os relatnos dos Srs. ministros
c nao informa o as de municipalidades dadas pe-
Jos diferentes deputados para podermos ajuizar
das n scessjdudes da naeo.
OSr. presilente : Lembro ao Sr. depata-
do que deve dirigir o seu discurso ao presidente
da cmara ou cmara em gcral; isto rgi-
men tal.
O Sr. Paula Candido : V. Ex. perdoe-
e; eu apenas voltei-me para o Sr. deputado,
massempre dirigme a \ Ex.
Se acaso sao necessarios os relatorios dos Srs.
ministros para avaliannos com que escrupulosa
attencao proceden) ellos no dcsempenho 'los seus
deveres, com ) a moral publica 6 acatada, co-
mo urna especie da horror se decLra contra a-
quelles que nao tem tido em todos os pontos
uiiij conducta irreorehensivcl como solra-
tados porexcmplo, aquellas que se apicsen-
to nao sai por que maravilha credores do
estado de centenares de contos de reis ; se sao
necessarios relatorios ios Srs. ministros para co-
nhaccnnos com ) ene na o paiz semelhantes Tac-
tos ?e silo necessarios relatorios dos Srs. mi-
nistros para sabermos que diraocSo tem toma-
do a nacao, como elocuentemente disse ha pou-
n um nobre deputado pela Babia se os cida-
dos em vez de tildaron) das necessidades ma-
teriaes do paiz, disputan poltica pelas ras, etc.,
se o mrito em todos os lugares premiado o
mrito que de ordinario 6 silencioso e modesto,
nao anda batendo as portas para procurar re-
compensa; sesSo necessarios ainda os relatorios
dos senhores ministros para sabermos como se
levanta ulano o pavilbao brazilciro ; se acaso te-
mos necessidade dos relatorios dos Srs. ministros
para vermos a ternura, por e\e nplo de lord
Patmerston e de seus ornees na vspero da c\-
piracao do tratado ternura que faz que se dia;a
que se devein admitlir os assucares e cafs
lira s[)eiros nos mareados inglezes; se os relato-
rios sao necessarios para avaliar-se o argumento
com que se nos preparo tratados, que, na lin-
gujgem das pessoas que querem brindar-nos
con elfos, devein levar o Brazil a um paraso a
um novo Edn ; se emm sao necessarios rela-
torios dos Srs. ministros para sabermos seanossa
despez anda onro lio com a receita entilo de
duas una : ou en toemos ja hvmnos de louvor
em accao de grecas aos Srs. ministros, ou entao
votemo-llies censuras, porque elles nao podein
dizer em seus rotatorios cousa muito di (Tere n te
do que nos pouco mais ou menos jaconhecemos.
Sr. presidente iu nao sei porque razio o
parlamento brazileiro tem entendido que asua
principal missiio 6 defender ou aecusar minis-
tros. ..
Eu jurei ainda bontem defender a religio
catholica apostlica romana, que a religio de
nossos pais; defender o tlirno imperial e cons-
titucional com adynastia do Sr. D. Pedro II. ;
jurei defender integridade do imperio e pro-
mover quanto em mim conbesse a felicidade da
nacao ; mas nao jurei aecuzar ou defender os
Srs. ministros. Ora, se acaso necessaria essa
defesa ou essa aecusaeo para a prosperidade da
nacio, bem ; mas este ser um dos meios, e nao
exclusivamente o meio; entretanto quer-se que
:>. cmara dos deputados nao soja uaUa vimmi
mais que um jun de aecusacao ou cousa que
o valha ; nao vem para ahi; entendo qu o cor-
po legislativo pode nmitas vezes estar em discor-
dancia com o ministerio, e entao acontece
que o ministerio ou se relira ou entao
consulta a quem compete decidir a questao ,
que a nacao. Logo nao acho conveniencia al-
u ma em se esperar por semelhantes relatorios ,
ara que possamos dirigir ao throno o voto de
ranas.
Os precedentes que se tem invocado sao pre-
cedentes estrangeiros. Nao sei que paridade te-
nhao os precedentes dessas duas nacoes admi-
nistradas no svstema representativo: ha por ven-
tura nessas nacoes relatorios de ministros?
Nao ha...
OSr. Ramiro : Apoiado, sao feitos ao rei.
O Sr. Paula Candido : Ora, se acaso pa-
ra os Srs. ministros assistirem discussao en-
tao basta urna emenda que ahi se acha a qual
convida aos Srs. ministros que nao sao deputa-
dos para isso. Portanto se para elles assisti-
rem, para elles se defenderem nessa cadeira on-
de a posicao nao ser sempro das mais excelen-
tes, convidem-se os Srs. ministros.
Vamos aos precedentes nacionaes ; isso que
entao inutilidade; permitta-me V. Ex. a ex-
presso romntica inutilidade palpitante.
Nao temos neccssjdade alguma desses relatorios,
porque 03 senhores que livorem de presentar
arf?umentos contra o ministerio pod-lo-ho; os
nue tivercm de defenderlo, tambeni o farad sen
cedentes assitn o conlirmao.
Lemhra-me que em 1838 em que urna op-
posico vigorosa se levantou, naquellas circuns-
tancias climatricas do paiz onde necessaria-
mente mil occasies se apresentavao de criticar
o governo; nesses tempos climatricos, digo eu,
o que aconteceu quando a opposico quera
aecusar o ministerio? Nao va, nao formulava
argumentos tirados dos relatorios ; notara, por
exemplo que o Sr. ministro da guerra dizia
que existio aindaalgunssoldadosqueperseguiao
alguns refugiados, alguns rebeldes do Para ;
entretanto o Sr. ministro do imperio haria dito:
o Para est pacificado. Apenas se diziao es-
tas e outras cousas semelhantes, em tempos em
que os motivos de aecusacao erao muito fortes.
Portante, os defensores do ministerio nao de-
vem votar pelo adiamento porque nos relato-
rios niio acharad cousa alguma para defender ,
nem mudar o estado da questao ; os senhores
que quizerem fazer algumas censuras ao mi-
nisterio estes fuello os Srs. ministros o que
quizerem redijO os seus relatorios como mc-
Ihor poderem sernpre ho de encontrar algu-
ma cousa para censurar. Assim deixemo-nos
desta diplomacia parlamentar; poissao necessa-
rios relatorios dos Srs. ministros para entoarmos
hvmnos de louvor ou fazermos censuras ? Nilo
sSo necessarios sao verdadeira diplomacia. Eu
sei muito bem que osSrs. ministros nao s5o san-
tos, elles ho de ter algum peecadinho [risa-
da$) mas dmido que l apparecao no relatorio
csses peccados.
Sr. presidente tenho ainda algum escrpu-
lo na minha consciencia de que nao va o
coHocar-m.', uns na opposico, oulros no lado
ministerial....
Um Sr. diputado dirige ao orador, em voz
baixa algumas palavras que nao ouvimos.
O Sr. P. Candido: Acabo de dizer ao no-
bre deputado.... ou ao Sr. presidente que eslou
assaz escaldado de tomar essa posicao terminan -
te ; mas devo declarar que nao estou nem em
um nem em mitro caso ; quero Colgar um pou-
co na minha consciencia; quero dar o nieu vo-
to aos Srs. ministros em certas occasies ; nun-
ca recusa-!o-hci quando as circumstancias do
paiz o exig'rem quando vir que e necessario o
mea fraco conngente para a prosperidade da
nacao; nesses casos, podem os Srs. ministros
contar comigo ; nunca retirei-me em momen-
tos de perigo poique acho desairoso abando-
nar o posto quaesquer que sejo as circums-
tancias ; mas tan.bem ho de me conceder os
Srs. ministros que em algumas cousas eu nao
v com elles ; se acaso esta posicao nao Ihes a-
grada, paciencia; agrada muito minha cons-
ciencia, e estou certo que agradar tambem aos
ineus constituintes; elles tem l o direito de
mereclegerom se quizerem oude me man-
daren cuidar das minhas receitas se Ihes a-
prouver porque estou persuadido que deixar-
se-ha librrima a vontade dos eleitores
Comtodo Sr. presidente nao resiste ao
deseio de declarar las circumstancias queme
fario eminentemente ministerial, aconteces-
se o que acontecesse ; 1., se se apreserrtasse
um Sr. ministro e dissosse : necessario .
para economa da nacao para dar um exem-
plo de dedicacao causa publica e de patriotis-
mo, que a cmara dos Srs. deputados nao ven-
ca Subsidio. Oh se vem un tal ministerio
entao cont comigo porque vai despertar o
mais nobre sentimento do coraro dos Brazilei-
ros fazer com que elles sirva o a sua patria u-
nicamente por amor deservi-la um tal minis-
terio oh mcu Dos nao daris ao Brazil? !
Temos inda outro motivo que me faria mui-
to ministerial, e vem a ser um ministerio que
desde logo comecasse por nivelar a receita com
a despeza. Eu quizera que comecasse este mi-
nisterio o nive'amento da receita com a despe-
za desde o da de hoje. Perguntar-se-ha tal-
Mas como que se ha de nivelar a receita com
a despeza, quandoadespezaanda por20 e tantos
mil contos, ea receita, oreada muito elasticamen
te, d seus 14 a lo contos, e ah j ficaoSa (i mil
contos de dficit, e dahi vem emissao de apo-
o meu fracoapoio. Por agora, senhores confessn
inteiramente tenho muito temor em dar um
voto de confianca quando receio muito que se
esteja fazendo um tratado cujas bases nao nos sao
favoraveis; porque a pendencia nao pode enten
ices, emissao de notas a perdico do nosso der-se de outra maneira a pendencia pode
ka*Ji* .___!.!!__ fk /'____. IV. ?_*_ -1 IT.^ .,,1' ,_ *.l.L.1..Xwi ,..,.:. ..... I .,..!...1 ir
crdito publico ? Como obviar isto? Vote a
cmara irnme Jiamente urna le pela qu; I se pa-
gue se facao todas as despezas dos respectivos
ministerios na razao de 15 a 2f), isto dos
*/ Mas dir-se-h a nacao nao pode pres-
cindir de certas despezas. Poisi bem a na-
cao nao pode prescindir de existr e nos com
semelhante accumulacao de dficit nao podernos
ir maisionge; nao venhamos aqui com prin-
cipios de sciencia ; que sciencia tem o orna-
mento? E necessaria alguma sciencia trans-
cendente ? Vejo aqui a cada passo alguns Srs.
deputados com principios transcendentes de sci-
encia ; mas tudo sereduza sommar, diminuir,
multiplicar e repartir. Eu Sr. presidente ,
a primeira vez que olhci para o orcamento e
que ouvi aqui a um nobre deputado que costu-
ma derramar suas brilhantes luzes sobre esse
objecto fiquei entalado e disse c comigo
nunca poderei entender semelhante embroglio;
mas ao depois com a minha somma, multi-
plicado e drvisio com algum trabalho pude
entender todo o orcamento. Por consequen-
cia Sr. presidente se houver, para cumprir
esta segunda parte do meu discurso se houver
um ministerio que adopte estes dous principios,
eu sou esscncialmente ministerial; quando nao..
Um Sr. deputado : Quando nao nao.
O Sr. Paula Candido : Nao digo isto, nao
sou desses...... quando nao votarei em cer-
tas questoes e nao votarei em outras, porque
entendo que o deputado nao deve recusar o sen
voto ao ministerio ainda mesmo que nao seja
da sua opinio senao quando evidentemente
conliecer que da continuaco desse ministerio
resulta a perda da nacSo ; ueste caso entend")
que o deputado deve negar pao e agua ao mi-
nisterio. Felizmente nao estamos nessas cir-
cumstancias. Vote contra o adiamento.
O Sr. Cansamao: Sr. presidente eu
de certo nao ternaria a palavra para fallar sobre
o adiamento se nao fosse excitado por algu-
mas razoes apresentadas hontem na casa contra
o adiamento; nao pude resistir ao desojo de
dizer algumas palavras tanto mais quanto es-
tou resolvidoa votar por elle.
Votando pelo adiamento senhores eu vote
por um adiamento que j passou na casa. Nos
discutimos, ha poneos dias urna questao que
se fundava essencialmente sobre o objecto que
Act'* li,wi .*!> I'. i. 11 i'. ^ !_r_______..-__
est boje em discussao. Pedirao-se informaces
sobre as nossas relaedes estrangeiras e o pen-
samento de todos aquelles que votrao nessa
questao foi inconte^tavelmente poder pronun-
ciar o seu voto na discussao da resposta fal-
la do throno. Eupois, senhores, que votei
por isso eu quejulguei que essas informacoes
erao indispensaveispara poder firmar o meu vo-
to em consciencia devo sustentar este adia-
mento.
Sr. presidente a razo principal que allegou
nesta casa contra o adiamento o meu nobre
collega deputado pela Babia foi que os nobre?
ministros da coroa que tem assento nesta casa
haviao declarado qu i o objecto sohre o qual se
pediao estas informacoes era objecto pendente ,
era questao nao terminada questao que tinha
futuro, e por consequeucia a sua revelaeo
importava talvez prejuizo pira os interesses da
nacao. Esta declaracao fe'ta pelos dous nobres
ministros teve a forca necessaria para mover
um dos meus Ilustres collegas a abandonar o
adiamento; edigo, pelo contrario, que foi de-
pois desta declaracao que se excitou em mim o
maior desojo de entrar no exame ('esta questao .
nao porque queira forcar o ministerio a revelar
ao publico a revelar cmara dos Srs. depu-
tados questao, que sendo de natureza tao
grave pode pela sua revelaco trazer perigo
aos interesses nacionaes ms porque conheco
vez como ? Eu peco licenca ao Sr. ministro da que esta questo, a de maior interesse que se a-
iiiJi'i ora im-ml.* n. ,> -*.-!!_. ._. A- t>_ *L. ..*
o relatorios; porque, Sr. presidente se fr-
justica para invadir assim as attribuiees do Sr.
ministro da fzenda dando-lhe um conselho,
isto apresentamlo um meio de nivelar des-
gita no paiz, pode produzir ainda efiTeitos terri-
rcis senos, senhores, sea cmara dos depu-
tados n3o levar sobre ella toda a sua attencao.
aej.1 a receita com adespeza. E verdade que | Eu ficaria satisfeito senhores, se os nobre
a cmara dos Srs. deputados nao vota o orca-
mento, rota sernpre um dficit, porque, quan-
do se trata de fixar as despezas nao ha depu-
tado nenhum que nao queira tantos contos para
tal provincia, tantos contos para fortaleza, pa-
ra tal arrayal para tal matriz [apoiartos) ; to-
dos nos somos muito patrilas para exirgirmos
ministros tivesscm dito: a questao est
terminada; o governo imperial por circums-
tancias que nao duvidar expflr, julgou acer-
tado julgou prudente ceder s exigencias do
gabinete britannico Eu estara tranquil-
lo, confesso ingenuamente; mas logo que
soube que a questao nao estava terminada, a-
dinheiro para certas despezas. "Nem porm a inda estava pendente temi urna illaco es-
occasiao de fixar a receita o assim que se offere- (a pendencia esta continuacao nao pode vir a
ce qualquer cousa que p o dar algum rendi-1 ser senao fatal aos interesses do paiz. Eis aqui
ment ao estado {apoiado), mmediamente se j a razao senhores porque desejei e porque
clama : isto e opprimir a nacao que est | desejo anda que as pecas que se referem ao ab-
sobrecarrega
que as pecas que
da de direitos. E note V. Ex. j jecto em qncstao ate aquelle ponto smente em
que sao aquelles meamos que acabarlo He pro- que o negociq teve urna deciso difinitiva
por despezas {a potados). Senhores, isto tem jao trazidas ao nosso conheci ment ;
tanta forca otje mesmo o Sr. ministro da vendo eu a maneira porque o governo se tinha'
guerra, em 1841 votou com a opposico [a- portado nesta questao grave poda logo desde
potados'....
se-
lorque,
o principio dn q;;c3iJc pr
indicar entabolacoes pora um tratado. Vamos
ver a influencia que esta continuacao pode tra-
zer ao paiz; vamos ver a posicao vantajosu em
que se collocou o governo inglez a respeito do
Brazil.
( Depois de algumas reflexoes que nao pode-
mos apanhar pela rapidez com que falla o nobre
orador : )
Eis-aqui, senhores, a razao por que esta
declaracao longe de produzir em mim o eflei-
to que produzio em muitos dos meus nobres
collegas, produzio o elTeito contrario, ^e oa
nobres ministros da coroa me podessem dizer
que nao se coneccionava tratado algum coma
Inglaterra eu nao me importava com isto ; se
alguma censura tive-se de dirigir a algum dos
nobresministros da coroa eu esperara poroc-
casiao mais opportuna. Mas quando receio
que esta pendencia se traduza por urna nova
exigencia por novo tratado que se vai fazer
o meu espirito fica assombrado.
Outro argumento foi que tratar-se de seme-
lhante objecto na resposta falla dolhronoera
incompetente ,' era inopportuno. Disse-se
que em outros governos representativos eostu-
mava-se votar sernpre a resposta falla do thro-
no sem o menor exame. Senhores, nao sou
daquelles que gostem de trazer paridades de
um governo para outro ; preciso que nos
conhecamos a differenca que ha entre um go-
verno mal constituido de um paiz que nao tem
bastante civilisacao e esses governos antigos,
onde os negocios se tratao com toda a liberda-
le onde cada memhro do parlamento quasi
toreado a saber dos interesses mais graves do
paiz. Neste ponto discord das ideas do nobre
deputado; nao me julgo com os conheci-
inentos que tenho, habilitado para tratar de
questoes de tamanho interesse ; nao sei romo
que smente pelas censuras pelo conheci-
mento que tenho do que se passa em um lugar
muito circunscripto, possa dar um voto
sobre a poltica geral do governo. E' por isso
que desejo que essas pecas venhao ao conheci-
mento da cmara.
Disse-se mais: acommissao cortou toda
a questao ; ella declarou que a sua resposta nao
tinha significaco alguma. Isto deixou-me a-
inda em maior einbaraco, porque vejo que
neste mesmo projecto csto estampadas palavras
que envolvem ou um elogio ou urna censu-
ra se bern que nao possamos determinar a
qualidade della__
O Sr. Rodrigues Torres: Eu explicare.
O Sr. Cansanao : Espero que o no'.iro
deputado explicar ; mas, nao tendo ouvido
anda essas explicaccs, nao posso formar o
meu juizo.
Mas disse-se: Vos, se queris responder
falla do throno tocando em todos os tpicos,
por que razao nao queris instituir exame sobre
as nossas rendas ? por que razao nao lidiis so-
bre a guerra do sul ? porque nao (aliis na re-
belliao de S. Paulo o Minas? Senhores,
todas estas questoes se bem que sejo pontos
de alta poltica eu as julgo subordinadas a
um interesse mais vital que o principio que
regula as nossas relac5es exterioies; porque,
da guerra do sul nos j estamos acostumados
a soffrer os seus martyrios as suas consequen-
cias ; nao nova existe ha seto annos ; te-
mos tempo para entrar no exame do estado em
que ella se acha e se o governo tem os meos
necessarios para leva-la ao fim. Quanto e-
eonomia nao vejo que dependa de um acto
especial da cmara o cortar essas despezas cu-
jo dficit monstruoso se nos apresentou aqui.
Quanto s medidas empregadas pelo geverno
para abafar as rebellines de S. Paulo e Minas ,
nSo vejo que seja preciso entrar nesta materia
presentemente, porque questao passada que
nao est mais pendente que por fortuna do
paiz acabou-se e espero que nao tenhamos
receio que torne a apparecer.
Mas o estado de nossas relaeocs exteriores
nao est aprofundado ; e quando se diz quo
existem negociacoes pendentes quando se d
a entender que se est agenciando um tratado ,
julgo eu que ha nisto um interesse terminante ,
que nao pode deixar de penetrar o coracao de
todos os representantes da nacao. Foi este ob-
jecto senhores que chamou mais a minha
attencao ecomo tenho de dar um voto sobre
objecto to importante nao posso deixar de
votar pelo adiamento.
Disse o nobre deputado que me precedeu
que aquelles que tem mostrado empenho em
que passe o adiamento devem Ifesde j ser con-
siderados corno membros da opposico. Ora,
senhores se alguma cousa se pede nolar na
conducta daquelles que tem mo. trado empenho
em formarem a sua razo o seu pensamento

^oter imCCJ scgi-hei sobre um ponto to grave esse espirito de
I


exame 'esse espirito de analyso que 6 to na-!
tural a mocidade que vem tomar parte nos
irabalbos do parlamento ; c esse espirito de a-
nalvse nao 6 outra cousa seno interesse vivo
pela prospcridade do paiz. Entretanto j se
descobra espirito de opposicao jsenos quer
tornar odiosos..... porque a palavraopposi-
?0, comquantoseja nobre tem sido inver-
tida tem sido urna ...
05''. Piula Candido : O nobre dcpu-
tado nao mis faz justica; porque eu quando di-
o que alguem faz opposicao nao faco inju-
rio nenhuma. .
O Sr. Cansasao : Mas se o nobre depu-
tado entcnde por opposicao nao essa de S.
Paulo mas urna porciio de individuos que
quer fiscalisar todos os actos da administraiao ,
que quer votar com consciencia sobre objeotos
de tanto interesse para o pai/., declaro ao no-
bre deputado que aceito esta....
O Sr. Paula Candido : Para hi.
O Sr. Cansasao : Porque, senhores eu
conhcco que a opposicao indispensavel, soja
qual f ir o gabinete. Quando mesmo a opposi-
cSo nao tcnha de fazer censura 6 utilissimo ao
governo, porque serve de desperta-lo em al-
guns dos seus desvarios, porque serve de rom-
per essa vo espesso em (pie elle se envolvc.
Eu desejava mesmo que o governo em lugar
deestigmatisar essa nascenle opposicao, dos-
se-lhe pelo contrario mais vigor, nao se mos-
trasso tiio avesso a ella....
O Sr. P. Can lido : Apoiado.
O Sr. Canmsa : O nobre deputado nao
interrompc as minhas deas, porque o (pie digo
(pie, se opposicao o desenvolvimento] deesa
curiosidade ( sempre nesta bypothese que
fallo nao digo que exista opposicao ) se 6
opposicao esse desejo diaoeu que isto tongo
de ser fatal ao governo Ihe favora\el ; qae
o governo em lugar de odia-la deve anima-
la porque deve julga-la indispensavel. Se-
nhores eu faco justica cmara acredito
que nesta casa nao se sento mais aquellos que.
fa/.endo opposicao ao governo nao desejavio
sustentar os principios do nosso systema que-
mo destruir o systema de governo; nao vejo
felizmente na casa um s dos depulados pre-
sentes que nutra semelharite pensamento. So
pois formar-se urna opposicao com outros prin-
cipios porque se ha anathematisar desde o seu
comeco?....
OSr. P. Candido: Nao anathematisei.
O Sr. Cansasao : Nena admirava que. o
nobre deputado a anathemathisasse porque
confessa que tem sido sempre eminentemente
ministerial.
Ora Sr. presidente cabe-me agora....
O Sr. presidente : Dev<> lembrar ao nobre
deputado que chegada a hora do se aposen-
tar o Sr. ministro da marinha (pie vem trazer
o seu relatorio. Nao-intcrrompo ao Sr. depu-
tado ; lembro-lhe s isto e ou para resu-
mir o seu discurso ou para continua-lo de-
pois que o Sr. ministro se retirar.
OSr. Cansasao declara que so Ihe resta un
argumento a apresentar em resposta ao Sr. Pau-
la Candido e por isso j vai terminar o sen
discurso. Observa ao nobre deputado por Mi-
nas que Os relatorios nao sao to desnecessanos
como suppoe ; que os ministros devem ter nel-
les consignados os seus pensamentos ; que en-
tretanto se os ministros tiverem o seu peccadi-
nho ( segundo a phrase do nobre deputado ) ,
esse necessariamente far-se-ha con hecido pelo
relatorio.
Adiscussao fica adiada pola chegada do Sr.
ministro da marinha.
S. Ex. introduzidocom as formalidades do
estylo faz a leitura do seu relatorio e retira-
se com as mesmas formalidades.
Continua adiscussao adiada.
Nao havendo mais quem falle procede-se
i votaio. E' rejeilado o adiamento por gran-
de ma oria assim como a emenda do Sr. Pa-
checo. Julga-se prejudicada a emenda do Sr.
Ribeiro.
Entra em discusso a resposta falla do
throno;
Brigue inglez frazilian bacalho.
Brigue inglez Emma garrafas vazias.
DIARIO DE PERYWBTCO.
O Vapor S. Salvador chegado do Norte
hontem pelas 10 horas da noite deixou as pro-
vincias respectivas cm tranquillidade. O Exm.
Presidente do Maranhao o Sr. Dr. Figueifa
chegou aquella provincia no dia 20 do pas-
sado. Os Jornaes que recebemos nada contem
que possa interessar a esta provincia.
COMWIERCIO.
MARANHAO 23 DE JANEIRO. '
Arro em casca Ao presente tem chegado
bastante quantidade ao mercado o por falta
de fabricas que o soquem, os compradores
doste genero nao offerocem mais de 1:000 a
1:250 por alqueire conformo a qualidado e
rnndimentoestes sao 03 procoj por que so
tem vendido.
Assucar branco novo Y indo por Laura,
as vendas tem regulado de milhor qualidado
O corredor Olivoira far leilao por con- prchender e leva-lo no Atierro da Boa-vista *
ta- de quem pertencer, de corea de 110 bar- Manoel Francisco Lagoa que gratificar ge-
ricas de servoia branca e preta, sondo aquel- nerosamente.
la a verdadeira do afamado fabricante Bortn O baeharel Podro Bizorra Pereira de A-
e esta amis cxcellonte denominada l.on.lon raujo Bcltro passou-so da ra de S. Francis-
Porter- o do nina porco degigos de garrafas o, para a ra da Concordia casa de um andar
va/ias 'ltimamente importadas : sbado 18 I,, n. .'i. O mosmo bacbarol como substituto do
corrente s 11 horas da manh em ponto ; no latiin do collegio das Artes, o a falla de pro-
.ruiazem do Jos Rodrigues Pereira, porto do priotario avisa aos Srs. que se quiserem matri-
arc0 da. Concoicao. cular n aquel la aula d.r.jo-se a sua casa na ra
_ () corrector Oliveira far leilao sexta oi- | da Concordia: na mesina casa precisa-se de um
ra 17 do corrente, s 10 horas da manh no'criado, quesaiba sofrivelmente cosinhar, por
niuioiro andar da sua casa, ra da Cadeia n." poucos dias.
:\ 11 ('* ^-p** *
Rcndimento do dia 10......... 3:2568020
Descurrvgo hoje 17.
Hrigue inglez P. Jtbert --bacalho.
migue Chsr&? bacaiu.
llovimcnlo do Porto.
Navios sakidos no dia lo.
Rio de Janeiro ; barca americana Glohe capi-
to N. Ealing, carga fazendas echa; pas-
stgoiros Henrique Zinimer e sua senhora ,
Americanos.
Genova ; brigue sardo JJehc capito Morico
Giiissoppim carga assucar e couros.
Portos do Norte ; barca de vapor nacional S.
Sebn.-tiao, commandante Jos Maria Falcan;
passagoiros, l.uiz Jos Joaquina Lopes, Joa-
quina Jos Pereira de Burgos Jnior Bra-
zileiros ; Jos Pinto do Campos, Portuguoz.
^tockolmo ; brigue sueco ilenna, capito Joa-
quini Henrique Kmoll carga assucar.
Navio entrado no dia 18.
Philadelia; 58 dias, patacho americano .1-
ria de 14-0 toneladas, capito Guyg o-
quipagem 9, carga varios gneros.
Torra Nova ; 48 dias, brigue inglez Bratilim,
de 179 toneladas, capito irilian Toav ,
equipagem 10 carga bacalho.
Avisos diversos.
Edital.
\ cente Thomaz Pires de Figueirelo Camar-
ico inspector d'Alfandega, &c.
Faz saber que boje 17 do corrente me:, se
liodo arrematar em praca ao meio dia na por-
ta d'Alfandega 8 cortes de chita com 2W) cova-
dos avahados 2V0 reis, 3 ditos de la para ves-
tidos -8 reis 1 possa de pao de linho ato-
albado com 21 varas 550 reis 5 ditas de Ir-
anda com 100 varas 000 reis 310 carnizas
de riscado t$200 reis, 1 sextante completo
por 168000 reis, 12barmetros de diversos
authores a 208 reis, 11 termmetros dito
:IS reis 6ditos pira licores a 18 reis, .'>7 du
sias de vid ros para oculos 1S reis, 1 OCttlo de
alcance por 108 reis, 10 serrotes de diversas
bitollas 500 reis 8 duzias d.: formdes a
1:800 reis sette martellos por 1:000 reis, 223
pessas de louca, e 2 conos por 20:300 reis,
approhondidos pelos officiacs d'Alfandega. no
acto da vizita a bordo da Polaca Sarda Cons-
tantino ; sendo a arromataco livr. de direitos
aos arrematantes. Alfandega 10 de Fevereiro de
183. V. T. P. de F. Camargo.
Declaracocs.
O vapor N. S. Salvador recebe a mala pa-
ra os portos do SuIamanhS 18 1 hora da tarde.
Cartas seguras para os Srs. Amorim &
Irmos Antonio Jos da Silva Pereira Do-
mingos Antunes Villaca Martiniano Francis-
co A y ros.
= ODinamarquez Johan Andreas Bartho-
lomeus Holst ou Johan Andreas Reinhold
Holst, que em Dezemhro de 1826 parti da
sua patria como marinheiro a bordo do navio
Lucrecia, enm 1830esteve em Arica pelo
presente citado para se apresentar nosta legaco,
por causa de urna horanea que Ihe pertence ; e
roga-se a todas as pessoas que do mesmo podo-
reno dar noticias de o fazer. LegacSo Reside
Dinamarca no "Rio de Janeiro em 16 de Janeiro
de 18 i3. Joo Carlos Pedro Prytz.
Avisos martimos
ss Para o Rio ce Janeiro com muita brevi
dade por ter seu carregamento prompto p bri~
gue nacional Senhora da Boa Viagem forrad0
de cobre ; para passageiros, e escravos a frete
trata-sc com Domingos Al ves da Cunha ra
estreita do Kozario n. 13.
Lcilocs.
= Os credoros de A. Faton successor do
relojoeiro Dubois na ra Nova continuarao
o leilao por intervencao do corrector Oliveira ,
dos relogios d'ouro c prata para algibeira, di-
tos de parede trancelms caixas para tabaco,
idfinetesde pcito anneis, brincos, puleciras,
aderecos riquissimos para senhoras, e inlini-
dado do galanteras d'ouro prata e de podras
preciosas, assim como da armaco da loja, dtc. ;
segunda feira 20 do corrento s 10 horas da ma-
__Precisa-se de ana sobrado do um andar,
com soto em boa ra do bairro de S. Anto-
nio ; quem tiver para arrendar, dirijase a
ra Dircita n. 1.
Precisa-sede 100$ reis a juros de 2 por
eento ao mez, dando-se urna casa para se des-
contar nos alugueis, a qual ronde 0$ reis men-
eaos ; a quem esto negocio convier aiinuncie
por esta follia.
Precisa-so de um homeni quesaiba mar-
car bilhar no hotoquim atraz da matriz n. 7.
OSr. Manoel da Costa Gomes, queira
annunciar sua morada ou dirija-so atraz do
Corpo Santo n. 68 <|ue se Ihe desoja fallar a
negocio de seu inleresse.
Precisa-se alugar una negra ou inoleqiie
que soja fiel, pagando-se 10,000 reis por mez,
e o sustento; quem tiver dirija-so ra de Ber-
tas n. 82 defronto da fabrica de charutos.
A pessoa que anuuneiou em 15 do cor-
rente precisar de una escrava para alugar, para'
o sen ico de una senhora, dirija-so ra do
Mundo Novo n. 17.
Quem precisar de urna mulhor parda com
bons eostumes, para ama de casa de homem sol-
tero dirija-so ra Nova casa n. 69 das 8
s 9 horas da manh.
Aluga-se urna casi torrea, na ra do
Pires na Boi-vista, do lado da sombra ; a tra-
tar na ra Nova n. 3.
Manoel Folis Ramos, quartol mostr do
corpo de polica mndou a sua residencia da
ra Augusta para a ra de Hortas o. 130.
Claudio Dubeux declara que Francisco
Moroira Dias tomou a Picar de caixoiro em
sua casa.
__A pessoa que quer ser am do homoni sol-
teiro e sabe cozer o marcar annuncio que
adiar pessoa a son contento.
O Sr. Francisco Antonio Pontual que
se retirou dosta praca para seu engonho, queira
por favor annunciar por esta folha quem a
pessoa que ficou incumbida do pagar suas divi-
das nosta praca.
Precisa-se comprar um, ou dois cachor-
rinhos (lestes chamados do reino da casta mais
pequea que ha : no Hotel Commercial ra da
Cruz do Recifo no Candar.
Precisa-se de um rapa/, braziloiro ou por-
tuguoz de idade 12 a 1 \ annos para praticante
de Urna botica ; na ra estreita do Rozario bo-
tica que tem a fronte pintada de amarollo.
Precisa-se do um bom fomeiro: pro-
cure na travessa da Madre de Dos, na pada-
ria de Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
OlTorece-se um rapaz braziloiro, dade do
18 annos para caixoiro de cobranca ou tam-
ban para vender miiido/as, e fazendas o qual-
quer loja e d fiador sua conducta : a pes-
soa que precisar annuncie para ser procurado.
= Na ra de S. Rento em Olinda n.28 ,
continua-se a fazer jan tares para lora, com to-
do o asseio, e promptidSo, e proco commo-
do; assim como se faz doces de todas as qua-
lidados, pastis, fiambres, assados, epudins.
= Alug3-se o primeiro andar do sobrado
da ra do Amorim junto ao Cactano tam-
ben) se prefere a quem precisar de toda proprie-
dade : na ra velha, n. 57.
__O Sr. ^ cente Ferreira da Silva Coutinho,
ou quem suas vezes iscr, queira declarar onde
se deve procurar a pessoa com quem se possa
tratar respeito dos escravos que se acliao em
seo poder ou para que lugar se devem remet-
ter asearlas, que devem Ihe ser dirigidas re-
lativamente aos escravos, c outros particulares;
pelo que se Ihe ficar muito agradecido.
i.-
II1IU
VIH y\J...<*.
pai qi
tem disistido da horanea do seo finado pai, pelo
juizo da 2.a vara do civel, eserivao Santos.
Theodoria Mariana Suger Elisa Mariana
Suger, Jote Jim Mariana Suger.
A pessoa que pertonde contratar os dois
mil couros querendo que baja dilTorenca no
proco, no caso do subirom OU baixarcm ; an-
nuncie.
Baimundo Jos do Almeida Cosseiro ,
eidado brasileiro rotira-se para o Maranhao ,
julga nosta praca nao dever nada a pess>a algu-
ma ; porem caso alguoui so julguo seo crodor ,
dirja-se cono suas coritas a ra \ elha numero
78 das 6 as 9 horas da manh que sero
promptamente satisfeitos.
O Sr. I'. C. do S. quepassou um cr-
dito a um que mora na ra de Agoas verdes ,
pela deminuta qoantia de 188520 reis, em 17
do mez de < hituhro de 1S32, para Ihe pagar no
lint do dito mez ; queira ter hondada de nes-
tos 8 dias romir o seu crdito e nao o fasendo
ten ha paciencia que bom a posar da volitado
do crodor ser seo nomo publicado por esto
Diario.
Declara o abaixo assignado que a letra
que tinha om seo poder de Jos Cordero do
Carvalho Lcitc seacha paga segundo os do-
cumentos apresentados por isso fica o mesmo
Sr. desonerado da dita letra e gosando de
seo" crdito como dantos. Joo de AllemSo
Cgsneiro.
O Padre Antonio de Faria Nevos. com
quanto estoja persuadido que nada deve to-
ilavia como tenha brevimonte de seguir para
o liio de Janeiro roga aqualquer que se jul
gue crodor o procure no praso de 3 dias em
casa da sua residencia na ra estreita do Roza-
rio n. 17, segundo andar: outrosim, nao pu-
dendo sor indifferento a aquellos seus amigos ,
que alono da sincera estima muitissimas vezes
o obzoquiro al firma-1 lies que ser sempro
reconhocido cm qualquer parto onde se ache.
Precisa-se de 2008 reis por lempo de um
anno pagando-so o premio de 2porcentoao
mez e dando-se por seguranca em hypotheca
a parto do urna casa em Olinda no valor do
mais do i00 reis: a quem convier annuncie.
Perdeo-so no dia 12 do corrente um
chapn deso de menina de soda lavrada do
coros com franja branca forrado de cor de rosa
seca cujo foi desaparecido da mao de um pre-
to que deixou-o voar aborto no principio do
attorrodos Affogados ; quem o aehou queira
entregar na ra da Praia na serrara de Joao
Antonio Baptista Muniz (pie ser recompen-
sado.
= M. S. Manson cirurgiao dentista in-
glez tem a honra de participar ao respcitavel
publico, que tem chegado de sua viagem do in-
terior e est prompto em prestar seus servi-
cos a quem precisar, em sua casa n. 1 i na ra
Nova 1. andar, /'raspara inserir dontes no
vos 108 reis cada um, para chumbar de ouro 5$
reis chumbar do composicao ou prata 3g reis,
abrir 18 reis, para tirar 28 reis para limpar
os (lentes 58 reis e {tara urna dentadura com-
pleta :()()S reis e faz mais todas as operaces
pertencentes ao seo olTicio.
= A matricula da aula de obstetricia se
acha aberta desde o primeiro e ser inserrada
no ultimo do corrente mez: as licoes principia
rao no dia 15.
A pessoa que cm urna das lojas defronte
do caes novo, concertava quanto pertencia a
ptica corno oculos, &c. queira declarar pa-
ra onde fez sua nova mudanca se anda quer
ganbar dinheiro.
Ouom quiser contractar por mez roupa
lavada o engomada com toda a perfeicao di-
__ Traspassa-seacbave do um loja na ra rija-sea ra larga do Rozario n. 40 segundo
andar, que achara com quem tratar ; pre
l'orindo-so ropa de homem trata-se as pessas
separadas quer para lavar quer para en-
estreita do Rozario n. 19 : a tratar na mesma.
= l-'urtarao do olTicial que montou guan! i
no dia 12 do corrente om palacio novo, um
relogio horisontal de prata faltando-lhc i
molla do saltar com corrente de ouro que
tem de poso novo oitavas do ouro e tem no
sinete as letrasseguintes I'. II. ; a quem for
oTciu-cido dito tclugiu fuio favor do o ap-
= Aluga-se na estrada dos Afflictos, o sitio
de Francisco Antonio de Oliveira : a tratar com
o mesmo ou com seu caixeiro Manoel Joa-
wuiiii uu .una.


,, I
>
\i
Precisa-sc saber se existe Simio Podro
deS. Auna, ou algum de seus herdeiros: na
ra Direita n. 1.
= Manuel Joaquina Rodrigues de Suu/.a ,
moradur na ra do C)ueimado faz scicntc I
tudas as pessoas quetiverem pinhores em seu
puder ja vencidus os venhao tirar no prazo
de 8 dias e nao o fa/.endo serio vendidos para
seu pagamento e dos jurus.
= O priineiru secretario da Sociedade Ami-
sade nos Une faz certo a todos os Srs. Socios
que Domingo 19 do crrente, ha sesso ex-
traordinaria da mesma sociedade era assembla
geral, pelas i horas da tarde, na ja sabida
casa da ra da Praia n. 43 terceiro andar.
= Procisa-sc de um moco*, para tomar eon-
ta de urna venda, e que cntenda deste negocio:
na ra da Gloria n. 93.
= J. Hope retira-se para fura da Provin-
cia.
= O Sr. M. A. da C. P., tenha a bonda-
de de ir pagar 3 mezas de casas em que inorou
na ra do Cotovello no preso de 8 dias, do
contrariu se publicar u seu nome por extenco,
e sofrer as penas da lei.
= Hypolite Doga subdito Francez rjti-
ra-se para a Europa.
= Ainda se precisa alugar duis muleques :
naruadosQuarteis n. 12.
Lotera do Theatro.
Nao tendo sido possivel cfTcctuar-se o anda-
mento das rodas da lotera no dia 14 do cor-
rente como se annunciou em consequencia
de ter ficado um crescido numero de bilhetes
por vender na importancia de 7:500,000 rs.
fica por esta razo transferido o andamento das
mencionadas rodas para o dia 21 do prsenle
mez liquem ou nao bilhetes por vender.
: : Jos Soarosd'Azevedo, lente da lingoa
francuza do lyco tem abarte em sua casa .
ra du Collegio n. 1 \ primeiro andar um
curso de lingoa rance/a,eoutro dephilosophia.
As pessoas que dosejarom estudar qualquer des-
tas disciplinas podem dirigir-se aoannunciante,
de manha at as 8 botas e das 3 da tarde em
diantfj aqualquer bora.
= Aluga-se urna ba casa em Olinda ra
de S. Joao, por 0000 rs. mensaes, eom duas sa-
las adiante, umaatraz 4 quartos loja para
estribara grande quintal para capim com
cacimba; tambem se vende : no sitio defronte
da Igreja do Lupe.
Precisa-se de urna mulber que queira
vender lazendas na ra com urna preta dan-
do liador que responda por qualquer avaria do
que se Jbe entregar ; quem quizer annuncie.
Xas 5 puntas venda n. 43 onde tem
lampio precisa-se de um pequeo para cai-
xeiro, sefordos obegados de prximo, me-
lbor ser.
Antonio Ferreira da Silva faz scientea
quem convier que Manoel Jo/e Maciel dei-
xoudeser seu caixeiro desde u dia 13 do cr-
rente; e pelu tempo que estove em sua casa foi-
lhe pouco satisfactorio ; outro sim qualquer
pessoa queseacbar devedorao annunciante, que
au pafftfem sean ao mesmo annunciante.
= Aluga-se o sobrado de dous andares nos
Quatro Cantos da Boa-vista : a fallar com .Ma-
nuel Caelano Soares Carneiro Monteiro.
Os Srs. Francisco Percha Marlins, Tho-
maz Pompeo de Sousa Brasil e Trislo de
Alencar Araripe ou quem suas vezes lizerem ,
queirao procurar cartas vindas do Ccar na
ra da Cadeia velba du Recife n. 25.
= Arrend i-se um sitio nos Affogados no
pateo da Igreja de N. S. da Paz com casa de
vivenda urna grande estribada tem bastan-
tes coqueiros ,. e mais anoredos de frutu ,
tem tambem viveiro no fundo ; quem u pre-
tender dirijase a ra Direita ja no fim ,
indo para as 5 pontas n. 137 no segundu
andar.
= Precisa-se de um feitor para um sitio
perto da praca : a fallar com Arcenio Fortuna-
to da Silva na alfandega.
rtTTT ? >\~.T .- rvvRU>BWMfe<
Vendas.
Compras.
Compra-so um pianno ou cravo ou
mesmo um manicordio em bom uso nao sen-
do de grande proco : annuncie.
Compra-so urna porcao grande ou pe-
quena de taboas de forro ou do outra qual-
quer qualida le ainda mesmo em mo estado :
na ra da S. Cruz em a venda de Jo/e Fer-
nandos Lima.
* Compra-se a colleoao do Panorama, des-
de a sua origem at ao ultimo de Dezcmbro de
182 : na ra da Cadeia do Recife n. 38.
Compra-se um escravo padeiro, que
sendo bom oflicial nao so olba preco : na ra de
Agoas verdes n. 40.
Compra-se um Diccionario e Selecta
latina ; a tmetnroom o sacristn do Carino.
= Compra-se urna cafeteira, e um bule
de prata : na ra do Hortas, n. 70.
Compra-sc um bilbar com todos os per-
tences ou sem elles : annuncie.
\ Aeha-se a venda na loja de novo aberta
na ra Nova n. 3o pelo mais baixo preco que
se vende em outra qualquer parte os seguintes
objictos ltimamente chegadosda Europa : ri-
cos chales de seda ditos adamascados, lencos
da seda para vestidos, moias de seda branca
e pretas para Scnhoras e homens cambraias
muito linas, sarja hespanholla larga muito boa,
setun de maeu para coletes lencos de seda
para posoooo IOS brancos de linho, lindos pa-
pis pintados para forro eguarnico desalas,
rabcoas, violos, rabecoes, flautas de bucho
e de bano, clarinetas, cornetas de chaves ,
trompas, sortimento de cordas do tripa en-
cerados para cima de mesa, os melhores e mais
lindos que t hoje tem apparecido cortinas
estampadas para janellas ou verandas lanter-
nas de lina porcelona estas lanternas com luz
por dentro aprsenla urna mui bonita vista por
fra quadros riquissimos, os melhores que at
hoje tem apparecido em Pernambuco, o as se-
guintes pessas de vid ros requissimas de cores e
domadas, ganafas do christal verde encar-
nado, azul todas douradas bandejas de dito
douradas, campoteiras dito dita, copos para
agoa, vinho e champanha dito dito eoutras
inuitas, tudo de muito bom gosto e luxo.
Vende-sc 2 bois muito mancos para carro
que at convem para carregar carga; quem pre-
cisar annuncie.
Vende-SO 11 cadeiras, e 3 banquinhas de
Jacaranda por preco commodo ; na ra das
Agoas-verdcs n. 29.
Vendc-se saccas com farinha de Mag
muito em conta; no armazem do falescido mo-
leta defronle da escadinha.
= Vendo-se urna vacca de leite com cria a-
costumada ao pasto ; na estrada nova da Capun-
ga segundo sitio depois da ponte de manha
at as 8 horas, e a tarde das 9 em diante.
Vende-so um relogio borisontal com
cadeiasdeouro; urna meza de meio de sala;
urna redoma de vidro com imagem ; um cabiu'e
com cortinas ; um candieiro de meio de sala ;
o doze cadeiras de palhinha por 38000 rs. :
na ra da Ordem Terceira de S. Francisco
n. 20.
Vende-se um cavallo alazao capado ,
em muito boas carnes e muito manco : atraz
do Corno Santo n. 68.
Vendem-se 4 barris vastas de 5 em pi-
pa e 7 barricas que Ferio de graixa : na pra-
ca da Independencia n. 3.
Na ra das Larangeiras, n. 5 casa do
Claudio Dubeux se vende offectivamente sa-
litre refinado pelo mdico proco de 200 rs. a
libra
Vende-se una casa terrea na povoaeao
dos Affogados sita no beco do Quiabo de-
fronte da casa do Sr. Carneiro onde mora
Anglica Francisca de Azevedo : na ra das
Larangeiras casa n. 6 de Claudio Dubeux.
Vende-se urna moenda horizontal, com
denles de ferro c os seus respectivos perten-
ces estando em muito bom estado e por pre-
co bastante commodo : na ra de Hortas ,
n. 140.
= Na ra do Queimado loja n. 3 con-
tina-so a vender pentes do tartaruga para mar-
rafas a 1300 rs. o par garrafas grandes de
superior agoa de colonia a 2000 rs. ; e meios
pretas superiores para senhora por preco com-
modo.
V endem-se cstojos de superiores navalhas
para barba de elegante gosto e de cabo de
marfim sendo talvez as melhores que tem ap-
parecido por nao se fazor preciso levar ao re-
bollo por terem excediente corte: na praca
da Independencia n. 5.
V ende-se espirito de vinho de 36 graos ,
proprio para chapeleiros e marcineiros bem
como para boticas : na ra estreita do Rozario ,
n. 41 botica nova pelo mdico preco de
1410 rs. a caada.
\ endem-se dous lindos mulatinhos de 13
a 14 annos; um pardo de conducta afiansada,
de 20 annos, bom criado, pois sabe todo o
arranjo de urna casa um bonito moleque de
15 annos engomma e cozinha mui bem ;
dous escravos para todo o snico ; urna escra-
vacom una cria boa cozinheira ; duas ditas
para todo o snico ; um excellonle sitio amar-
gem do ( apibaribe no principio do estrada
da ponte de Ucha a prazo com boas firmas :
na ra de Agoas verdes, n. 46.
= Vende-se duas negras mocas bonitas fi-
guras urna engomma cozinha e he boa
lavadeira o outra faz renda ecose chao : na!
roa da Cadeia do Recife loja de Joao da Cu-
n ha Maga I hiles.
= \ ende-se superior farinha de trigo das
bem conhondas marcas sssf e ssf podrs de
ladrilbo ierro ingle/. ,e saccas com farcllo ,
tudo por commodo preco : em casa de N. O.
Bieber & Companbia ra du Cruz, n. 4.
:= Vende-sc quatro cunoas: na ra do
Annllnn 1ri. O nn 4- =
Vende-se um sobrado de um andar com
commodos sufficientes quintal, e poco por
preco commodo : afallarcom Antonio Joaquim
de Mello na ra do Livramento defrontj da
sacrista lado do poente.
= Vende-se um cavallo rudado apatacado ,
muito bonito bastante gordo e grande, tem
todos os andares brandes, seo preco he 300,000
rs. : na ra de Apollo coxeira defronte do
theatro.
Vende-se urna escrava moca, de boa figu-
ra engommadeira cozinheira e cose para
fora ; urna mulata moca muito roforcada per-
feita costureira engommadeira e muito boa
cozinheira ; urna escrava de 20 annos engom-
ma cozinha, ecose; duas pretas de lodo o
servico por 500:000 reis ; um molequinho de
6 annos por 200:000 reis ; dous escravos mo-
cos de 20 annos, muito reforcados, proprios
de todo o servico mesmo de armazem de assu-
car ; dous ditos bom para campo ; urna mula-
tinhade 12annos: na ra do Fugo aopdo
Rozario, n. 8.
= Vende-se farinha de mandioca de Santa
Catharina em saccas de dous alqueires e meio
do Rio de muito boa qualidade e por proco
muito commodo : na ra da Cadeia do Recife ,
n. 12 e 14.
Vende-se em Olinda na ra do Bom
Sucesso no sobrado nico os livros seguintes :
Tratado de Economa Poltica por Joao Bap-
tista Say ; Economa Poltica por Sismondi;
Economa Poltica ou o Governo conciderado
em suas relacoes com o commercio por Forrier ;
Curso Normal de Geometra, e Mecnica appli-
cada as Artes por Carlos Dupin ; Arithmetica
por Payrard ; Geograpbia por Bazilio o
Grammatica Ingle/a por Midosi, tudo por pro-
co muito commodo.
Vende-se urna negra porprecisao, de 20
annos pouco mais ou menos, de muito bonita
figura cose chao faz lavarinto com milita
perfeicio engomma liso cozinha bem o or-
dinario de urna casa, ensaboa, boa arranjadeira,
ocriadeira de menino ; tudo faz com mili-
ta perfeicio : na ra Direita no segundo an-
dar n. 50.
= Vende-se urna canoa usada propria pa-
ra carregar arcL para atterros : no Porto das
Canoas tanque de agoa.
= Vende-se urna preta da Costa benim ,
moca cozinha o ordinario de urna familia la-
va de sahao, engomma alguma cousa e ven-
de na ra : no pateo de N. S. do Terco no
primeiro andar do sobrado n. 12 lado da som-
bra.
Vende-se apparelhos do Rio para barre-
tina por preco commodo, assim como retroz
preto cramezim e galo entrefino espadas
pratiadas e sem ser pratiadas assim como
plumas de peona encarnada para guarda do pri-
meiro esquadro de eavallaria : na ra Nova ,
loja, de seleiro n. 3 de Jos Ramos da Cruz.
= Vende-se oleados pintados para cobrir
mezas de salla de muito bonitos padrees che-
gados prximo de Franca : na ra Nova ao
peda venda do Sr. Lima n. 3 loja de selei-
ro de Jos Ramos da Cruz.
Vende -se quatro escravas mocas, com
habilidades urna dellas he boa costureira e
faz lavarinto, e engommadeira; quatro esocra-
vos boas figuras bons para todo o trabalho ;
um moleque de 18 annos, carreiro o pesca-
dor : na ra de Agoas verdes n. 44.
\ ende-se um moleque crioulo de 22
annos, bom oflicial de sapateiro, o ptimo pa-
ra pagcni por saber ripar e onfrear bem um
cavallo sem achaques : no Atierro da Boa-
vista loja de seleiro.
Vende-se bogias de carnauba bem alvas
de 6 e 9 em libra, cartas e taboadas para meni-
no pautas grandese pequeas em papel de ho-
landa : na ruado Nogueira n. 13.
\ ende-se urna venda com poucos fundos,
c com commodos para familia : no pateo do
Carino, esquina da ra de Ortas n. 1 a
tratar na mesma.
Vende-se muito boas bichas de Hambur-
go chegadas no ultimo navio aos centos e a
retalbo muito em conta : na ra estreita do
liozario venda da esquina da ra das Laran-
jeiras e na esquina do beco do Rozario, n. 11.
V ende-se chapeos do feitio da moda ,
porem muito baratos, por se querer acabar
com a venda del les : procure na ra da Madre
de Dos, loja do Sr. Vellozo n. 16.
= \ ende-se excellente oculos, ricos barme-
tros termmetros, oitantes, agulhas para
navio, um microscopio, tudo chegado prxima-
mente de Londres ; como tambem concerta-se
toda c qualquer obra pertencente a ptica : na
ra da Alfandega velha na frente do Trapixc
novo n. 6 segundo andar.
V ende-se relogios patente de ouro e
prata tambem borisontal ditos de parede
com despertador ditos de meza tambem faz-
si' inca : na ra das Crazas casa de relojoei-
ro francez n. 35.
= YChuc-bc a "medicina Popular America-
na que tem feito tantos milagres na Cidade do
Rio de Janeiro em curas de Indigestoes f :
cas febres intermitentes, remitentes hemorrhoides, molestias urinarias, toda qualU.
dado de chagas incommodos de senhoras &<
zc. em fim todas as molestias produzidas np
la impureza de sangue. Vende-se em todas as
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
Cruz n. 18 casa do nico agente nesta pro_
vincia Joao Keller para commodidade dos
compradores, as lojasdosSr." Guerra Silva
& Companbia ra Nova Chaves & Sales
Atterro da Boa-vista e Cardozo Aires ra da
Cadeia do Becife.
N. B. as mesmas casas cima vendem-se
tambem pilulas vegetaesdo Doutor Brandrctte
= Vndese urna venda com poucos fundos
e em muito bom lugar a dinheiro ou a praso
na ra da Mangueira por detraz do assou^ue da
Boa-vista n. 20.
Vende-se o Tratado Elementar de Ari-
thmetica de Lacrois tradusido do Francez : na
Praca da Independencia loja de livros n. 6 e 8
= Caf moido superior em grandes e pe~
quenas" porgues e prego commodo : na ra do
Amorim n. 36, armazem de Antonio Vaz de
Oliveira ; assim como 3 rodas grandes de ferro
= Vendo-se um cvallo em boas carnes
mango o manteudo, e forte para qualquer
viagom passeiro, a esquipar de passo : na
ra do Mundo Novo n. o e tambem se tro-
ca por effoitos de venda.
= Vendem-se duas canoas de conduzir agua,
novas, de amarelloe bem construidas outro-
co-se por alguns pretos voltando de parte a
parte o que for de raso; na praca da Indepen-
dencia n. 39.
= Vende-se rap de Lisboa, de superior
qualidade, por ser chegado no ultimo navio :
na ra da Cadeia velba n. 24 esquina do be-
co largo.
= Vende-se um moleque de 22 annos, boa
figura muito gil bom canoeiro e ptimo
para pagem : na ra estreita do liozario n.
32, primeiro andar defronte da botica.
Escravos fnaidos.
= Desde odia 14docorrente est auzento
de casa o negro Joaquim de naci de 40.
annos bem conhecido por ter as pernas gros-
sas, e os ps muito incluidos, por isso que
anda muito devagar, na ra ganhando ediz
que por falta de dinheiro nao vai para casa ;
quemopegarelevalloaruadoSanta Rita no-
va, n. 57 ou na leparticao docorreio a Joao
Dias Barboza Macudum ser gratificado.
Desapparccoo no dia 15 do corren te urna
negra de nome Luiza que se julga ser feria-
da com os signaos seguintes : alta. e sec-
ca bastante grossa com urna cicatriz no
queixo da parte esquerda levou vestido de chi-
ta j vclho e um panno da costa tambem velho;
quem a pegar pode levar na ra da Gloria n.
48 que ser generosamente recompensado.
= No dia '22 do mez de Janeiro fugio um
preto de nome Antonio de naci Cacangc,
com idade de 30 annos pouco mais ou menos
tem os signaes seguintes: grosso do eorpo,,.
foicoes grossoiras sem barba e usa de higo-
de e he um tanto descorado, tem o andar
pezado, levou vestido camisa e caiga de brim
branco chapeo novo e urna trouxa ou caixa
contendo alguma roupa pratos, cassarola ,
duas colheres o um garfo de prata una das
colheres tem as letras gravadas H. I), e o talher
as letras J. T. R. corre noticia que o dito negro
foij preso na Villa do Limoeiro eescapolio
da maodocapitao decampo; roga- so aqual-
quer pessoa que o pegar levo-o a ra Nova em
casa de Didier Robert & Companbia que se-
r recompensado.
Fugio no dia 28 de Janeiro p. p. urna
negra crioula de 22 annos de nome Luiza ,
cor fula, grossa docorpo nariz chato tem os
dedos dos ps abortos e bem fallante levando
vestido de chila azul, e panno da costa j ve-
lho com matamos de panno branco ; quem
apprebender leve na ra da Cadeia primeiro
andar do sobrado n. 16 que ser bem recom-
pensado.
= Fugio a 14 do corrente Joaquim mula-
to alto secco bem barbado com urna ci-
catriz no polcgar de urna das maos, sapateiro ,
sabe ler e escrover alguma cousa falla manca ,
e ostenta de forro, natural da Serra do Mar-
tins no Bio Grande do Norte onde foi escravo
de Jos Antonio Saraiva que o vendeu em
Santa Rita do Rio Preto da Bahia ; e levando
urna trouxa com bastante roupa de seu uso, en-
tre a qual urna aqueta de panno azul outra
de chila cor de roza e outra branca ; da-so
50:000 reis de grafilicaco a quem o levar a
seu Sr. hora hospede no Convento de -. Fran-
cisco do Becife oua ra da Boda n. 17 ,
segundo andar.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1843


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