Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04891


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Full Text
Anno de 1843.
Quinta Feira 16
Todo a;ora depende de a awimoi; di noiii prudencia saoderacSo, energa con-
iouemoi como principiamos e aeremos apontadus com admiraoo entre as Naciee mais
mitas. ( Proclamaco da Assembl'a Geral do Bii.HL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Geienna, Parabibe R,' 6r*_n.de do Norte aegandav aellas foirae.
Bunio Garanbua
40 e 24.
C.bo SerinbSem, RioFormoso Porto Cal Maceio e Alagoai no 4. II
Boa-TH Florea a 28. Santo Ant.o quinta* feiras. Olinda todof o* da*.
DAS DA .SEMANA.
13 Seg. Gregorio 2. P. Aod. do J. de D.
da 3.
lo *jc5 v-?,w -- **.*.
4i Tere. V.leniim M Aud. do J. de D. da 1 T.
45 Quert. H. Faustino e JotUi Mu Aod. doj. de D.
48 Qninl. Po-firo M. Aud. do J. de U. da 2. T.
47 Seat. SMvM B. And do J. de D. da 4 t.
4S Sab. Theolonio Prior. Re. Aud. do J. de D da 3. Y.
4 de Fevereiro Anno XIX. N 8&
O Diario publica-M todoa oa diaa que nao forera Santificado!: o preo da aeeignatwa ne
de irea mil reia por quartel pagos adiantadoa. Os annuncioa doa signantes ao inserido,
gratis, e os dos que o naofnrem a raio de SOreis por linha. As reclamacoes dere aei din.
gulas a esta Tjp., ra daaCrutes N. 34.on a praca da Independencia loja de lirroi N. 6a 8
yenda.
Cambios.No dia 45 de Fetereiro:
Cambio aobra Londraa 27 4[4 a ul \ Nom. Ooio-Moeda da 0,400 V.
Paris35U res por franco. c N.
a Lisboa 400 poHOO de premio.
da 4,000
PliTa-Patacdea
a Peoa Coluanarai
< ditos Mexicanos
compra
45,300
45.I0J
8,500
1,800
1,800
1,800
Moeda de cobra 2 a 3 por 400 de dea cont.
Idea de latraa da boaa firmas 4 J ; >, mei.
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO;
I.na Cliria i 14, 5 boras a 50 a. da tard. I
Quarl. creso, i 7, a 2 horas e 13 a. da iarJ.| Quirt. ming. 21 a 8 horaa a 27
Preamar de hoje
i. da manha. | i. a 6 boras e 30 a. da tarda.
15.MJ
45,300
8,700
1,820
1,820
1,820
da u>
a 6 boras
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DO CBRENTE.
OITlcioAo inspector da thesouraria da fa-
zenda disendo que por nao parecer Pre-
sidencia estarde acord com as ordens do tri-
bunal do thesouro de 19 de Janeiro de 1838 e
29 defeveiro de I8t0 a inteligencia que S. .*
prctendendo, quesejao excluidos do concurso
dos individuos nao empreados na thesoura-
ria os lugares de maiorvencimento que de 3."
escripturario e que nelles SO resille a antigui-
dade, e merecituento dos que J sao era prega-
dos e por dever esta duvida ser resolvida pelo
mesmo tribunal convert, que S. S." suspen-
da o concurso, e proposta dos lugares vagos nns
diversas repartieres da tliesouraria, emquanto
sepropoe esta questaoao Ex.mo ministro da fa-
senda presidente do mencionado tribunal.
Dito Ao mesmo significando, que nao
obstante a duvida do commissario fiscal do mi-
nisterio da guerra, deve mandar satsfazer a im-
portancia do pret do destacamento da guarda
nacional, que csteve em servico no termo de
Garanhuns, porquanto, se a lei de 18 de agos-
to de 1831 falla somente do sold, quando a
guarda nacional destaca para fra do respectivo
municipio he por ter sido omina a respei-
to dos destacamentos dentro do municipio,
para os quaes foi o governo autorisado pe-
la lei de virite cinco de outubro de 1832, e aos
guardas nacionaes que destaciio por mais de
trez dias dentro do municipio, competom os
mesmos vencimentos da tropa de linha.
Dito Ao Exm. e Utn. Bispo Diocesano, re-
metiendo um requerimento dos parochianosda
1'reguesiadaConceicao da villa do Nazareth ao
norte da serra Masearenhas em que pedem a
creacaode urna nova freguesia com parte da-
quclla, euma pequea porcaoda de Itainbc a
11 m de que naja de dar urna intormacao cir-
cumstanciada acerca desta pretencao e envial-
a Presidencia com a possivel brevidnde pa-
ra poder ser levada a assemblea legislativa pro-
vincial na sua prxima futura sessao.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras pu-
blicas approvando o novo prqjecto que or-1
ganisou c remetteo com oflicio de 7 do cor-
rente para as obras do 11." lanco da estrada
deSanto Anlao ; e ordenando queorganise as
<:ondicoes para a arrematacao das ditas obras.
Dito A'cmara municipal de (aranhuns ,
declarando em resposta ao seuollcio do 13 de
Janeiro ultimo, que para coadjuvar os Oseaos
duquella cmara no exercicio de suas funcces
pode nomear os Ajudantesdo Porteiro que fo-
rem neeessarios como permitte o art. 82 da lei
do l.de outubro de 1828, e declara o Imperial
aviso de 29 de marco de 1830 ; e que esta no-
meaeSo pode recair nos escrivaes dos juizes de
pai, que forem de sua confianca.
Portara Ao commandante geral do corpo
de polica ordenando, que dentre os inferiores
proponha o mais apto para preencher a vaga,
quena de3.commandante decompanhia.
Uita Ao director interino do arsenal de
guerra, determinando, que entregue 5 Fran-
cisco Antonio de Lima um clarim para o esqua-
drode cavallaria da guarda nacional do Pao
do alho, e que receba do mesmo Lima outro
'rjual instrumento arruinado.Communicou-se
ao commandante do referido esquadro.
Oflicio Do secretario da provincia ao com-
mandante geral do corpo de polica, significan-
do em resposta ao seu oflicio de 8 do corrente,
em que pedeastcstemunlias, que tem adepo-
rem nos conseibos, que vao responder o 1.
commandante Miguel AlfonsoFerreira e o 3.
Manuel Pciro de Sonsa que ao commandante
das armas deverequisitaralgumas daspraoas de
Cavallaria de linha, que aeompanliariio o refe-
ri,l" 1." commandante paraoliiotormoso e ao
delegado do Cabo as pessoas que proseiicirao
Memora, que all te ve o mesmo l.u comman-
dante ; e dirigir-seao delegado do Rio formoso,
afim do remoller testemu tilias, que vissemo ae-
10 acontecido no engenho Ginipapo., podendo
''!|i"nar o commandante do destacamento da mos-
m comraarcaofflciou-so* respeito do com-
andante das armas, ao delegaddo do Cabo ea
do Kio-I'ormoso.
INTERIOR.
Caussas dadissolucaodo gabinete rfc23demarro,
segundo o Sr. Paulino.
Ojiobrc deputado ex-ministrodajustica na
sessao de 23 do corrente,expoz na cmara dos de-
purados OS motivos que derao causa a dissolu-
Co do seu ministerio ; e a cmara o ouvio com
religioso silencio; nos pedimos a attencaodos
leitores para este cloquete discurso :
Sr. presidente Ru pretenda pedir a pa-
lavra somonte para*pronunciar-me contra o a-
diamento. As reflexoes porem que acaba de
lazer um nobre deputado por Pernambuco o
Sr. Maoiel Monteiro exigein que en o acom-
panhe sobre outro assumpto grave e importan-
te que elle acaba de chamar para a dise.ussAo.
Nos pai/.esque vivem debaixodo rgimen re-
presentativo os ministerios nao se retio do
poder somonte nos casos em que tenhao perdido a
confianca da..coroa ou do paiz representado pelas
amaras. AIem dessas causas ha outras. A
nossa historia parlamentar nos offerece d'ellas
varios exemplos. Hecordo-me agora dos se-
guintes. Riiimaiode 1837. (piando apenas t-
nhacomecadoadiscussao da resposta falla do
throno retirou-se o ministerio que enfilo ser-
via. Entretanto as cmaras legislativas nao Ihe
tinhaoainda, por actos ou votacao inflligido
alguma censura e condemnadoa sua poltica. O
ministerio de 19de sMcmbro retirou-se quando
eslava com toda a sua forca rodeado de todo
o prestigio e com grande maioria as cmara-;
' apoiados ). Outro ministerio nao me record
da data da sua nomeacao, mas faifa parte dal-
le como ministro dajustica, um dos mais bri-
Ihantes oradores da deputacao da Pabia re-
tirou-se tamboril sem quehouvesse soffrido der-
rota alguma nos debales parlamentares...
O Sr. Gal rilo :Mas foi ameacado.
O Sr. Paulino:Fu creio que fi do rigoroso
dever de todo o hnmem que oceupa a elevada
posicio de ministro da coroa manifestar-Ule
com lealdade e franquesa o seu pensamento,
(piando enfeuda que da conservaciio do minis-
terio deque faz parte nao pode porvir ao paiz ,
quaesquerquesejao as causas o bem que elle
tem direilode esperar dos homens que dirigem
os negocios do estado.
As causas que originarao a crise ministerial
que produziu a dissoluciio do gabinete, da qual
acabamos de ser testemunhas, nao sao de mili-
to recente data. Existiiioentre alguns membros
do dito gabinete desconfan cas reciprocas re-
lativas a pontos de lealdade de uns para com ou-
tros. D'ahi nascia urna desinlelligencia sensi-
vele funesta, da qual devia necessariamente
resentir-seo servico publico o que devia in-
fluir sobre o estado da cmara e do paiz; e nun-
ca as suas circunstancias requererao mais u-
niiio mais harmona e mais fortaleza nos con-
celhos da coroa !
O factoda dissolucaodo gabinete as actuaos
circumstancias tao grave, delle podem as pal-
toes e OS partidos tirar corrollarios tiio funes-
tos, que eu entendo depoisde provocado pe-
lo meu nobre amigo deputado por Pernambuco,
que me precedeu nao dever nem poder subtra-
hir-mo a urna breveexposicao d'csse fado.
Nosabbado 14 do corrente, dous ministros
pedirao a sua demisso a S. M. um por mo-
lestia. Nessa occasiaotive tambem a honra de
expor coroa queeu entenda nao dever conti-
nuar a fazer parte do ministerio. Ponderei que
as circumstancias do paiz ero mui graves e re-
clamavao acertados o promptos remedios pa-
ra a seguranza do futuro ; que milito mal iria
o paiz se a sessao legislativa apresentasse a
mesma esterilidade de outras precedentes (apoi-
ados }; quando o mesmo paiz reclama atten-
Clo e remedios em quasi todos os seus pontos
apoiado que niiose podia perder tempo ;
que nao basfava que o governo tivesse maioria
as cmaras ; que era preciso que essa maioria
fosse forte que tivesse urna vontade decisiva e
firme, e uma direccao proveitosa ; (pie era in-
dispeiisavcl que ao mesmo tempo que esta c-
mara exercesse segundo as condicocs do go-
irerno representativo, urna accSo indirecta, mas
Iflcaz sobre os negocios pblicos o governo
pudesse tor tambem sobre ella aquella saudave
influencia quefndispensavel para quehaja ac-
cordo e as cousas possfio marchar apoiado .
Accrescentei que toda a torca do ministerio es-
!..... ,.....n,i.ii, |)ui> iiiniava cinco senadores
e apenas um deputado que era eu ; que, po-
dendo considerar-se o conselho de estado como
auxiliar do ministerio em miiilas questoes im-
portantes tinha este tambem quasi toda a sua
loica no senado tendo apenas nesfa cmara
Iris membros dos quaes um esta ausente.
Nesto estado de cousas, poderla o governo
excercer sobre a cmara dos Srs. Deputados a-
'liiella influencia que deve (er sempre e mais
que nunca agora as melanclicas eireums-
fancias em que se acha o paiz a miados I, e
'piando as ultimas rebellines a os abalos que el-
las eausarao deinonsfrao altamente a necessi-
daile deproversem peda de lempo a que nao
apparecio oulras futuras apoiados I? Para
quoo ministerio tivesse a forca necessaria para
conseguir esse fim seria indispensavel que esti-
vesse todo multo unido ^ apoiados. I Sua Magos- ment que eu rej
tade, porem nao conceden as demissoes pe-
didas.
Entretanto espalhou-se logo que o Sr. e\-
ministro dos negocios estrangefros tinha pedido
a sua demisso. Essa noticia que ha dias cir-
culava entre pessoas mui gradas, foi mesmo
anniinciada no jornal no qual se publiao as
pecas officiaes, sem ser desmentida. Islo a-
pressou a crise ministerial ; a existencia do mi-
nisterio tornou-se, na opiniSo do publico, va-
cillante e duvidosa ; caliimos em um estado
provisorio que sempre funesto e do qual as
amaras deveriao necessariamente resentir-se
eahfndo era um funesto estado de oscflIacSo e
incertesa. Era preciso sabir delle. Esse estado
de fraquesa logo se revela, e o publico por
nina especie de instincto logo o descobre.
Na terca feira da semana passada ronnimo-nos
'i era casa de um de nossos colegas. A crise j es-
lava multo adiantada e assenlamos que era
Impossvel que as cousas permanecessem nesse
estado, e que era indispensavel que quanto afi-
les e com milita instancia solicifassemos da co-
roa um remedio, e com efTeito obtivemos as
nossas demissoes.
Eu entenda eentendo ainda.Sr.presidente, pela
minba liarte, que anda quando tivesse sido cha-
mado, nao poderla sem ferr um deverde honra e
de lealdade, entrar nacomposicaodo novo gabi-
nete. Supponhamos que seretirava o nobre ex-
ministro dos negocios estrangeros (pie havia
pedido a sua demisso ; a cantara sabe que
nesle recinto foram feilas graves censuras a al-
gUDSde seus actos; liavia eu vr aqu como
ministro renegar actos pratirados porum meu
ollega. e pelos quaes son tambem responsavel?
Haviadeixar sem resposta censuras que consi-
dero menos justas? E para mim iim deverde
lealdade ede honra defender aquellos actos, e
opportunamente o cumprirei.
Algiunasnbservacesse fizerao sobreominis"
ferio que acaba de organisar-se. Eu peco aca-
mara que se record das difllculdades que en-
contrario sempre e ainda encontrad entre nos,
as oiga ni sacos ministeriacs e de que nao te-
mos abundancia de homens que possao oceupar
o amargo, penoso edifficil cargo de ministro
de estado. Querem-se 6 ministros todos conhe-
eidos por precedentes todos com prestigio ,
todos oradores todos com relacoes influen-
cia as cmaras todos versados as materias
das suas roparticoes c com conhecimentos poli-
ticos, todosunanimesem pensamento !
Peco a cmara que se record de que ainda nos
paizes mais antigos do que nos na carreira do
svslema representativo e de urna mais avan-
cada civillsacSo, isso difllcil. Formao-se
os ministerios com dousou tres homens cujos
precedentes, opinoese talentosimprimem so-
bre todo o gabinete os signaos de forca e de uma
cor poltica, e preenchem-se militas vezes os
outros logares com os homens que tem os mea-
mos.principios sim mas que sao mais propia-
mente especialidades as suas repartimos. Nao
exijamos. Srs. aqoillo que nao podemos ter.
Nao (' possivel substituir os ministerios que vao
eahfndo com outros compostos somente de ho-
mens que tenhao todos os predicados que cima
mencione!. Amoldemo-nos s nossas circuns-
tancias nao exijamos urna perfeicao que ainda
nao podemos ter resignemo-nos nossa sorte ,
apoiemos alguetn ajudemos alguem a salvar
o paiz nemerosos apoiados. )
Os nomos de dous dos actuaos ministros so-
!>reludo, porcerto que nao sao pouco signili-
ctivos quanto sua cor poltica. Pouos ho-
mens podereis achar entre mis quena carrein
poltica e principalmente na tribuna tenho
pelos seus tlenlos, pela sua energa 8 pelas suas
doutrinas de ordem, leito mais sorvicos ao paiz
apoiado '. Outros dous nomes que parecerSo
pouco significativos ao meu nobre amigo depu-
tado por Pernambuco esto escriptosem um do-
cumento queappareceu emuma das nossas ul-
timas crisis (alio do adiamanto da cmara ),
eque urna prova dedecisSo de coragom ede
amor monarebia apoiado).
Pelo que me toca, eu approvelto esta occasio
para declarar-me francamente ministerial. Hei
de preslarao gabinete que acabado organisar-
se, o meu fracoapoio, leal, franco o desin-
teressado.
Acosluinado como estou a achar-me quasi
sempre em liarnionia com as ideas do meu nobre
amigo deputado pela provincia de Pernambuco,
sinto nao poder concordar com elle sobre o adm-
ito. Nao me parece, que por
haver sido mudado o ministerio, sedeva alte-
rar essencialmenle a resposta falla do throno,
reenviando-a para esse lim conunissao.
Senhores, os acontecimentos que tiverao lo-
gar no pais durante o intorvallo das sesses le-
gislativas Ionio mui graves torio importantis-
simos, nao s em si mas pela larga influen-
cia que exercerao sobre o paiz, e que as suas
conseipiencias ainda bao de vir a produzir. Es-
sas duas rebcllioes de S. Paulo e Minas torio dous
loros que derramaran grande desmoralisacao na-
quellasduas provincias, eque viene augmen-
tar ainda mais a que proveio das outras rcbel-
lidosquo tem flagellado o imperio ( apoiados).
Poderemos abandonaros tpicos da resposta que
se referem a males tilo graves e tao profundos,
que nao deixaodeo ser ipialqucrquc seja o ini-
nisterio .' Na presenca de tactos tao importantes
Dio ha de a cmara pronunciar o seu juizo [apoi-
ados \ 1 O silencio da representacao nacional
sobre actos que afleotarlo lio profundamente u
paz publica nao ir acorocaras faecos ? !.. .
numerosos apoiado),
fnvocarci um precedente da casa. No anno
de 1837 em 16 de malo, retirou-seo ministe-
rio, quando se discuta a resposta falla do
throno. Nao foi porem esta adiarle, nao vol-
lou commissao cotinuou a ser discutida ea-
penas llie fiserao algumas emendas na parto em
queso refera especialmente ao pessoal domi-
nislerio que se liavia retirado.
Nao lia inconveniente em que procedamos do
mesmo modo. E' mais provavel, porm que
acamara se pronuncie sobre os factos importan-
tes que tiverao logar; que no estado em que es-
loos negocios pblicos ella faca sentir que
detesta as rebellies ( muilos apoiados ) que
nada poupar para extinguir as causas que as
tem produzido i apoiados) e para assegurar
ellicazmente a paz publica ; ou entSo que diga
ao paiz : Est ludo perdido !.. [ malos a-
poiados.
N. Ii. Este discurso ouvidocom religioso si-
lencio interrompido somente por varios signaes
de adhesao prodiiziona cunara profunda sen-
sacio. Muitos deputados se dirigiraoao ora-
dor paracumprimental-o. [Sentinella.)
ASSEMBLEA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessao de 12 de Janeiro.
( Conclusao. )
O Sr. Eusebio: Sr presidente eu nao
tomarei milito lempo cmara : tenho de fazer
uma breve rcilexao a que me ohriga o nobre de-
putado que acaba desentar-se quando, refe-
rindo-se ao meu nobre collega deputado porS.
Paulo deu um sentido s suas palavras omito
dilferentedaquelle que o nobre deputado teve
em vista. O nobre deputado nao disse que es
fa cmara tinha sido eleita debaixo da influen-
cia do ministerio ; seguramente nao faria uma
injuria tao grave casa.
O Sr. Wanda ley : Debaixo da influencia
da poltica do ministerio.
O Sr. Eusebia: Bem ; mas entao dirci eu
ao nobre deputado se so lembra do que deu lu-
gar a que o meu collega trouxesse isto deve
appcar a essas palavras o sentido em que ellas
levem ser tomadas. Um Sr. deputado, para
mostrar que a cmara nao podia appruvaro vo-
to de gnnas sem ouviros relatnos todos, e sem
examinar os esclarecimentofl podidos reparti-
rn dos negocios estrongeiros disse:Isto
A tanto mais necessario nnrnue t tendo sido
dissolvida una cmara de deputados verifi-
cou-se um appello da coroa para o povo para


este decidir entre apoltica do ministerio ca
poltica da cmara dissolvida ; c portanto, ten-
do nos de decidir e julgar esta questao deve-
nios primeiramente conhecer bem qual a poli-
tica do ministerio.
A este argumento Coi que o nobre deputado
por S. Paulo respondeu dizendo que essa ques-
tao ja foi decidida porque se a dissolueo
das enmaras dos depurados importa sempreum
appello da corda para a nacao isto urna
consulta para a nacao declarar se aprova a
poltica do ministerio ou a da cmara que
selheoppe, incontestavel que a nacoj
iulgou, e que nao somos nos que havemos de
julgar aqu o que ja est decidido ; porque, se
a maioria dos deputados que compunhao a c-
mara dissolvida nao foi reeleita se os nobres
deputados que Ib rao eloitos exprimem todos fi-
les urna poltica dilTerente dos que representa-
vao a cmara dissolvida ( apoiaios ) segue-se
que a nacao pro ferio seu julgamento que el-
la condemnou u poltica da cmara dissolvida ,
arredando da urna a grande maioria dos depu-
tados que a compunhao.
Accrescentou o nobre deputado por S. Pau-
lo : Vendo que seriao vencidos na eleico ,
lanerao mi das armas recorrrao a rebel-
lio, mas ainda nesse novo combate a nacao
mostrou que os repellia inteiramente que ella
quera condemnar de urna vez para sempre sua
poltica [apoiados).
Estme muito e mesmo apoci a declaracao
do nobre deputado quando disse que qualquer
que fosse a opposieo que ao ministerio appa-
xecesse nesta casa nao teria por tim dar alent
a essa faeco que vencida na tribuna venci-
da as urnas cleitoraes foi tambem derrotada
no campo de Santa Luzia [muitos apoiadus).
A respeito do requerimento para o convite
aos Srs. ministros dos negocios estrangeiros e
fazenda para assistirem discussao o meu no-
bre collega polo Cear prevendo que a pre-
scita de dous ministros na casa responda de
antemo a todos os argumentos que podessem
trazer para provar a necessidade do convite, de-
clarou que a s'didariedade ministerial s tinha
lugar a respeito das questdes importantes a
respeito daquellas que se tralao no gabinete, e
nao a respeito das de segunda ordem. Entre-
tanto note o nobre deputado, por isso mes-
mo que eu voto contra esse requerimento. A
cmara por occasiao do voto de gracas tem
de julgar a poltica do ministerio pelo seu com-
portamento as grandes questes e nao por
questes de detalhe administrativo ; ora se o
nobre deputado reconhece que naquellas o mi-
nisterio solidario deve concluir que ha-
vendo na casa dous ministros que podem res-
ponder pelos actos mais importantes, desne-
cessario convidar os outros porque por agora
a cmara nao tem que oceupar-se senao de po-
ltica em grande, isto das grandes questes,
das que sdecidem em concclhos de mnistios
ou concelho de estado.
O Sr. Smza Franco : Sr. presidente a
questao do ad amento tomn depois de come -
cada, um carcter mais serio do que pareca ter;
percorreu um campo muito vasto. Quando a pri-
ineira vez eu tive noticia da apresentacao do re-
querimento de adiamento, pareceu-me que elle
nao seria mui sustentavel,e como quehcs;te em
Ihe prestar meu apoio; mas, encetada a discussao,
encetada a discussao e tendo fallado os mem-
brosda commissao deresposta falla do thro-
no, veio-me inteira convieco de que o reque-
rimento era sustentavel de que era preciso o
idiainent i para se obterem esclarecimentos.
Ouvi nobres membros da commissao decla-
raren! confessar ingenuamente disse um ,
que a resposta falla do throno era vazia de
sentido nao tinha um s pensamento poltico,
nao apoiava nem reprovava a poltica do ga-
binete. Ouvi outro e que mais se esforcou
por defcnd-la declarar igualmente que ella
nao podia agradar nem a um nem a outros;
e isto se repeli ainda porque em nada se re-
ferio ao pretrito porque os membros da com-
missao nao tinho informaces algumas sobre
que basearseu juizo. Ora se to abalisados
cdados, que versados as nossas cousas po-
lticas e tendo residido sempre na corte po-
diao estar inteirados de tudo quanto nclla se
passa podro-se suppr sem as informa-
ces precisas para redigir urna resposta falla
do throno que contivesse algum pensamento
politico, alguma approvacao ou censura do
passado, algum temor ou esperanca sobre o fu-
turo como prescinJir de obtermos informa-
cues nos a maioria. da cmara que menos
esclarecida deve ainda estar que os nobres mem-
bros da commissao e que nao pode em cons-
ciencia dar ainda um voto seguro sobre to im-
portante materia ?
Convenci-me pois desde logo que me cum-
pria votar para que obtivessemos esses esclareci-
mentos que nos faito e contribuir para que
se habilitasse a cmara a emittir segura um vo-
iu que deve ser mui cxpress\o depois dos acon-
tec mentos porque havemos panado. nao
s um dever que Ihe cabe porm urna neces-
sidade afim de se collocar na alta posico que
Ihe compete e de desfazer at os ltimos tru-
cos dessa opinio que injustamente della se tem
querido formar suppondo-a desnorteada ,
sem fim e quem sabe mesmo se sem conviecse
polticas.
A dous se podem reduzir os argumentos com
que se tem combatido na casa o adiamento :
contra os estylos da casa desnecessaro to-
talmente nutil; mas intil por diversas razes,
segundo os diversos oradores adversos ; porque
as informacos podem ser dadas pelos Srs. mi-
nistros da cora que existem na casa ; porque
a resposta nao contem nada sobre o passado e
s me rite aprsenla a poltica do futuro ; porque
as informaces para serem sulcientes mister era
at entrar em exame de contas; e isto seria in-
terminavel, impedira o gabinete de distinguir
desde logo o pensamento da cmara para se re-
tirar hostil, ou faria pesar por mais tempo so-
bre o paiz um gabinete impopular.
Antes de combater estes pontos permitta-
se-me declarar que nao voto pelo adiamento
com o fim de ter occasiao de censura mas de
ser informado ; e falta de esclarecimentos
que suppe a hypothese exclue a idea deinten-
cao positiva de louvar ou censurar. O que de-
sejamos,e muito desejoeu, ser instruido do que
sefa/.do que se fez, ecomoeporque se fez ; o
que desejo que venhio ao vasto campo da
pnblicidade os actos mais importantes do gabi-
nete durante a interrupcao das sesses legisla-
tivas afim d>j que sejo julgados. Queremos
que os expliquem os Srs. ministros da cora, e
que nos tirem a nos e ao paiz todo das incerte-
zas em que estamos que esclareco as provin-
cias e desfaco at os vestigios de increpaces
que por ellas giro.
Supponho nao precisar declarar que secta-
rio da poltica que acaba de triumphar dos a-
taques das faeces nao poder seno ap-
plaudir-me de que os seus direitos expli -
quem seus actos de um modo satisfactorio pa-
ra o paiz. Mas expliquem-nos, arranquem-nos
a approvacao os applausos (orea de
razes e eu dar-me-hei por muito satisfeito
se fr levado a dar ao gabinete inteira coopera-
cao a approvar um voto de gracas em que te-
ja expressa a approvacao de seus actos, bem
que ainda nesse caso em que o homem o
cidadao seja amistado a concorrer para os ap-
plausos e approvacao da politica em geral do
gabinete o deputado procurara conservar o
direito e cumprir o dever de censurar de se
oppr aos actos que jul _'ue damnosos ao paiz.
Entrando na questao eu pens senhores,
como o nobre deputado por Pernambuco que
os estvlos constitucionaes devem ser mui res-
peitados. Sao os estylos que, at certo ponto,
supprem as lacunas das constituices; e paiz
ha onde a constituirlo est mais nos costumes ,
nos estylos, do que em cdigo escripto. Mas
temos nos por ventura to novicos no sys-
tema representativo estylos formados esty-
los que se prestando as diversas hypotheses
que todos os annos se modifico posso ser
seguidos risca e sem algum desvio ?
E quando tivessemos estylos e para os casos
ordinarios todos nao seria por ventora licito
nos desviarmos delles em hypothese to itio-
mentosa ? Nunca creio cu depois de urna
dissolueo da cmara electiva e duiommo-
ces to violentas como as que abalarn o paiz ,
se deu entre nos o caso da discussao do voto de
gracas ; nunca se deu mesmo a hypothese de
to mesquinhas informaces sobre o estado do
paiz que proprin commissao de resposta
falla do throno alias to dignamente compos-
ta faltassem as precisas para a formular com
um pensamento politico sequer rom alguma
cor alguma importancia. Logo o argumento
dos estylos nao tem lugar algum j porque os
nao temos j porque a originalidade da hy-
pothese exigira fazer- Ihes excepces.
Mas vamos ao outro argumento: nao sao pre-
cisas as informaces e porque ? porque as pre-
cisas podem mui bem ser dadas pelos dus mi-
nistros da cora que solidarios respondera
por si e por seus collegas. Nao se negou a ne-
cessidade das informaces, ellas sao necessarias;
pois bem sejo-no o mais completas que
possivel. Parece-me duro sujeitar os senhores
ministros da cora a darem elles sos, dous ,
tantos esclarecmeutos quantos sao precisos para
desfazer esta ignorancia dos nossos negocios, to
completa, quechegou at nossos primeiios es-
tadistas: creio que informaces ha que s por
escripto se podem ter, que s nos documentos
se pode ale anear, e nunca nos estrados e as
explicaces oraes e sirvo de exemplo essas
informaces sobre as relaces exteriores que a
maioria da cmara tanto parece almajar. Se
sao pois precisas informeres venho as mais
completas possiveis dm-nos as oraes for-
necao-nos os documentos, e dous ou tres lias
maisde demora nao seja nm mnvn A* rni
Ha mesmo at dureza me parece em negar
informaces a quem as pede e querer me-
dir por sua alta capacidado a curta intelligen-
cia de outros que torno necessarias mais va-
riadas informaces.
Um nobre deputado de S. Paulo, adiando
que a resposta nada contem sobre o pretrito,
e sim sobre o futuro foi de opinio que ne-
nhumas informaces erao portanto necessarias.
E' mui variada a opinio sobre a importancia do
voto de gracas : unso querem sem significaco
alguma o nobre deputado o quer somente com
significaco futura. Nao posso nunca sujeitar-
me opinio que tenta nullificar urna peca to
importante como aquella em que o governo da
conta s cmaras e ao paiz do estado dos acon-
tecmentos mais notaveis occorridos desde a ul-
tima sesso legislativa e convida os represen-
tantes da nacao a se oceuparem de taes ou taes
ramos da administradlo publica e em que as
cmaras congratulando-se ou explicando seus
pezares sobre os acontecimentos felizes ou fataes
cooperaco franca duvidosa ou desassenti-
mento de vistas conforme as relaces de confian-
ca ou desconfianca em que se achem. Menos
constrangidamente assentiria eu a opinio do
nobre deputado por S. Paulo ; mas d-se al-
guma vez a posibilidade de bem julgar do fu-
turo sem ter as vistas fixas sobre o passado?
Pode prestar-se ou negar-se confianca a um
gabinete cujos precedentes se ignorem ?
Depois das graves commoces porque passou
o paiz; commoces que, pondo de parte as
causas e os fins, basta saber-se que seriao de
irremediavel daino para o paiz se nao suflbea-
das immediatamente ; eu nao posso adiar ra/o
para que a resposta fallado throno nao conte-
nha a expresso sincerado sentimento da c-
mara. Eu nao posso mesmo conceber como se
possa faser marchar avante ao paiz sem imprimir
vivamente nos nimos dos Brasilciros a impor-
tancia da crise porque passamos, dos servicos
prestados pelo governo da sua aptido paraos
continuar ou no caso contrario da aptido do
que o substitue. A crise de que nos vemos li-
vre foi medonha; mas est tambem muito mui-
to Ion ge de lisongeiro o estado do paiz e o ar-
ranjo das (mancas as relaces exteriores ea
completa reorganisaco no paiz exigem summa
habilidade da parte dos governantes e susten-
tada em solida confianca e popularidade,
Algumas outras proposites foro aventadas
na casa que j esto rebatidas e o receio da
continuaco de um ministerio por se demo-
rar com os exames a declaracao da cmara, dar-
se-hia mais fcilmente com a votaco de urna
resposta falla do throno sem cor nem pensa-
mento politico. Conclun votando pelo reque-
rimento do adiamento.
( O orador falla com tal rapidez que per-
demos alguns tpicos do seu discurso, e outros
vo s em extracto.)
A discussao fica adiada. Levanta-se a sesso.
^iarTodepernambdco.
Hoje quinta feira pelas 5 horas da tarde
cahir ao mar a escuna nacional Olinda, que
se acha no estaleiro de Fora-dc-portas.______
Variedade.
CARAPUCEIRO.
PREMIOS E CASTIGOS TEMPORAES.
Premios, e castigos temporaes basto para
desterrar os vicios e gerar virtudes em qual-
quer povo. Assim depois de Bayle em os seus
Pensamentos sobre o cometa o ensina e apre-
goa a escola filosofante dos nossos polticos mo-
dernos. O furibundo e abominavel auctor
do Christianismo descortinado estabelece no
seu prefacio que sao os Principes os que
com honras distineces e promessas forman
os virtuosos; por que as riquezas e gradua-
cos sociaes exercem nos nimos dos homens
aeco muito mais imperiosa do que as pom-
posas promessas da ReligiSo. Hum cortezo
s direitas ( continua o mesmo autor ) leme
maisao seu Bei do que ao seu Dos. Huma
olhadura do Principe he mais capaz de reformar
os costumes, do que todos os ser m oes dos Pa-
dres ; d'onde conclue que se os Governos
soubessem premiar e castigar a tempo nao
precisario para conter os povos em seus deve-
res do dogma da immortalidade d'alma da
vida futura dc. rc.
Longe de mim o pretender atenuar a forca ,
que tem qualquer ordem, que parte do thro-
no e o exemplo que nelle resplandece:
mas o grande Montesquieu nota, que a inda quan-
doodogma da vida futura fosse superfluoao povo,
ria mui necessario aos soberanos que nao re-
conhecem sobre a trra quem os castigue se
obro mal nem poder, que os premei se
procedem bem. Havia em Roma a Lei Julia ,
que punia os envenenadores : entre tanto ero,
que nenbum medo tinha das leis, preparara
veneno s Entunico.
Se|o os Magistrados attentos ao seu dever ,
cstejo sempre sobre aviso a respeito dos mal-
feitores, faco-se inflcxiveis na pnica o dos
crimes, que tanto bastar para dar cabo do
vicios. Eis o que sentem e publico todos os
dias os nossos filsofos matriculados na escola
do materialismo. Mas ainda concedido o prin-
cipio, que elles to rigorosamente estabelecem,
entendo que o presente seculo he mais que
inopportuno para preconizar edarvoga se-
veridade judicial ; pois que hoje at j parece
mania o quanto se escreve em favor da cle-
mencia para com os criminosos de maneira
que tanta he a docura de que se acha satu-
rada a alma da mor parte dos nossos polticos
que o menor castigo Ibes parece demasiado.
Innmeras culpas que outr'ora se reputavo
graves hoje tem-se por ligeiras eveniaes.
Sei, que se ensina em as escolas, depois
do respeitavel Mrquez Beccarn a fazer dis-
tineco entre delicio e peccado. Pcccado he
a aeco que ofende as relaces entre Dos,
e o homem : delicto he a que se oppe ao bem
publico : pelo que todo o delicto he peccado ;
mas nem todo o peccado he delicto. Todo o
delicto he peccado ; porque Dos nos ordena ,
que nao pratiquemos cousa alguma opposta ao
bem publico ; porem nem todo o peccado he
delicto ; porque algumas aeces contrarias s
relaces entre Dos e nos podem ser indife-
rentes ao bem publico. Desta distineco deduz
o mesmo Beccaria por corolario que o delic-
to ser maior, ou menor proporcao do maior,
ou menor damno feito sociedade : o para ex-
plicar-se com um exemplo traz o caso d'um jui-
zo temerario que ser peccado como juizo
injusto ; mas nao he um delicto. He mui
curtaa minha intelligcncia ; e por isso alguma
diffculdade encontr nesta distineco, no e-
xemplo do juizo temerario, c fcil me Tora es-
colhcr outro qualquer : e a minha raso he
esta. Todo o que vive em sociedade tem direi-
to a gozar da estima de outrem em quanto fun-
dadamente nao a desmerece : ora quem faz
um juizo temerario causa verdadeiro damno a
seu prximo, roubando-Ihe, quanto est da sua
parte um bem que mais se aprecia do que
a propria fazenda qual he a estima : logo
parece que tambem comette um delicto. Dir-
se-h a isto que tracta-se do caso do juizo
temerario nao se manifestar com palavras.
Mas ainda assim posto que a silencio sirva para
que os mais nao perco o bom conceito ,
que de mim fazem sempre he certo que eu
o tenho perdido sem dar motivo no animo do
julgador temerario o qual, se me suppe ,
v.g. Jadro, foge de mim, tracta-me com menos
preco e negar-me-ha com escndalo varios
oicios da vida civil.
Mas seja, como for, que honestidade pode-
ro produzir os castigos humanos ? Teremos
accaso por homem de bem a aquelle que se-
gundo se exprima o eloquente Cicero no liv.
l.0das leis nA/ timet nisi testera etjudicem ?
Que far tal homem s escondidas ? Quam an-
gusta innocentia est ad legem bonum esse ^ex-
clama Sneca.) Em verdade bem pequea par-
tcula de honestidade cabe a aquelle que se
contenta s de tanta, quanta he bastante como
dizia o faceto Molieri para nao morrer enfor-
cado ( poud ritre pas pendu) No infame ops-
culo intitulado Da vida feliz em o qual con-
cidera-se pela mesma cousa o ser casto ou vo-
luptuoso ser Tiberio ou Tito onde antep-
pe se as virtudes aos vicios smeiiie quando s-
quellas parecem mais uteis onde finalmente
se ensina que a sociedade he obrigada a punir
os faccinorosos do mesmo modo que se fai
mister matar os caes daados e as cobras ve-
nenosas em tal escripto assim se proclama ao
genero humano = Leitores attentai para o que
vos digo: a politica nao he tao commoda, como
a minha filosofa. Os algozes e patbulos es-
to sua disposicao : temei-os mais do que
aos deoses, e consciencia. =
E ser verdadeiramente bomem de bem a-
quelle que s se abstem dos delictos expe-stos
ao castigo sem fogir igualmente dos peccados .
Eu nao o entendo assim ; pois parece-me, que
pela estrada dos peccados vai-se aos delictos, de
sorteque com o andar dos tempos um vicioso
torna-se um delinquente. A forca de desejar
a fazenda alheia chega-se a roulala forca oe
odiar o inimigo chega-se a tirar-lhe a vida na
esperanca de subtrahir-se justica do mundo.
Em verdade eu quizera perguntar a essossenho-
res que s admittem premios e castigos tem-
poraes se conservariao por ex. um cnaoo
impo, e vicioso, e que s se abst.vesse de co-
metter crimes por medo da cadcia ou da cal-
ceta. Nao temeriao elles com rasao que tai
homem finalmente passassedos peccados aos de-
lictos ? Parece-mc que mais que muito rt
ceiariao que es snssinasse, &c. Donde se v quam impruOtn
tes seio certos libertinos que mwa rodea-
dos de seus senos, e fmulos desprezaoa oren
TJ.,1 .oven MH-retano m, ..- -. ..--
ker vira dzcr multas vezes a seu amo na oc
casio dos seus fautosos jantares que o mundo


wm
____________________
era nm montao do tomos; que nenhuma ou-
tra Divindade h se nao a naturcza ; que o
homem he urna machina sem outra liherdade
mais, do quo a da batanea ; e especialmente
tasma* inventados pelos Reis e pelos Padres
para amedrentar o povo quasi como os tavra-
dores pe sobre um pao um capote roto c um
chapeo velho para espantar e a afugentar das
sementeirasos passaros. O que fez o meu se-
cretario ? Com a cabeca cheia, e escaldada de
tao bellos axiomas ahrio os cofres de seu amo ,
e fogio-lhe com todo o dinheiro. Foi agarra-
do; mas apenas se vio pre/o, c perseguido, ac-
cometterao-no os remorsos da conscienca, e os
temores da mortc. Proveo-se porm de varios
livros de filosofa do bom tom a fim desta o con-
solar. O alivio que pode tirar de taes livros,
foi, que elle devia ter sids mais circunspecto ,
e conciderado melhor as relaces entre os delic-
tos e as penas: que no seu caso so lhe resta-
va um recurso de here que era sofrer a mor-
te como homem quedespreza o mundo ; e
finalmente que talvez fosseanniquilado. Este
borrivel laloez augmentou-lhe o temor, e o ho-
mem veio a morrer em angustias inefaveis.
Fora disto todos sabem que os castigos tor-
nao-se inefficazes ou inexequiveis, todas as
vezes que os delictos tcm como que granseado
urna grande complicidade. No tempo de Setti-
mio Severo diz Dion Cassio, haviao em os
pblicos registros escandalosos trez mil aecusa-
cesdadultcrio, que o imperador mandou, nao
proseguissem por causa do grande numero de
pessoas consideraveis, que era mister punir.
Aquelle que bem reflectir em a naturcza do
coracao humano convencer-se-ha que com o
andar do tempo dos vicios vem a passar-se aos
dejictos; porque he impossivel dar-se um per-
petuo contraste entre o homem interno e o
homem externo; he impossivel ser desordenado
dentro, e sempre morigerado por fra ; he im-
possivel se permita o consenso e o desejo do
mal (porque estes nao estao sugeitos lei civil);
e que tal consenso, e tal desejo nunca sejao exe-
cutados, e satisfeitos por obras.
Passando a fallar das recompensas primeira-
niente observo que pequeas e mesquinhas
sao as que o mundo pode dar, anda pelos ser-
vicos mais relevantes. Muitos servidores do Es-
tado podio piir em sua bocea a resposta quo
deo um soldado ao grande marechal de Saxonia.
Caminhava aquelle para ser enforcado por la-
dro : c como este o encontrasse perguntou-lhe
quanto havia roubado, e teve em resposta, que
seis libras de moeda franceza. Em verdado
(disse o marechal) bem miseravel foste em ar-
riscar a tua vida por seis libras: ao que replicn
o soldado friamente. Ah! meu general o
nao a arriscava eu todos os di as por sinco sol-
dos? O marechal perdoou-lhe. Mas os prin-
cipes dao pingues pensos, com o que fomentao,
e acorocoo as virtudes : he verdade que as-
sim o fazem alguns ; porem he quando podem ,
e tanto quanto podem ; porque nem sempre os
cofres estao cheios e todos os virtuosos desse
jaez querem dinheiro e mais dinheiro para se
conservaren em seu bom propozito : e que ren-
das chegariao para tantas e tao multiplicadas
dispezas ?
Mas a este argumento responders que se
nao tracta so de recompensas pecuniarias, se
iiu piiiicipuinieule das honorficas que sio
urna moeda de immenso valor. Nao neg, que
estas muito podem concorrer para fomentar as
virtudes civicas, quando taes premios recahirem
sobre o verdadeiro mrito : todavia suslento ,
que a mina das honras nao he inexhaurivel, co-
mo se suppe. Mal repartidas estas, adulterao-
se como as moedas e podem invilecer-se a
ponto de nao serem mais honras. Caligola fez
cnsul ao seu cavallo e antes delle o imperador
Claudio sepultou um corvo com illustrissimas
exequias. Um flautista preceda o lgubre e
magnifico leito sobre o quat jazia o passaro
defuncto. Accurvados escravos sotopuhhao os
hombros ao sumptuoso fretro ; e os grandes de
Roma o cercavo ou seguiao obsequiosos. O
que diriao os nossos maiores, (exclama Plutar-
co) se nesta Roma onde os primeiros Reis fo-
rao sepultados sem pompa alguma e nem se
celebrou com exequias a morte do destruidor
de Carthago e de Numancia, tivcssem de pre-
zenciar hoje os funeraes de um corvo ?
A historia nos refere que o re Jaques, pri-
meiro Stuart, partindo da Escocia a tomar pos-
se do throno de Inglaterra em as tres primei-
ras semanas de seu reinado creouduzentos etrin-
ta o tantos cavalleiros ; pelo que as portas de
S. Paulo de Londres afixrao um pasquim con-
cebido nestes termos. Sahio luz o methodo
necessario as memorias iracas para conservar os
nomes da nobreza nova. No lempo de Luiz
13 a ordem de S. Miguel em Franca chegou a
tal desprezo e ignominia que era chamada a
ordem das bestas. Em quanto Roma foi parca ,
c iiiiKjcru, uuini" 3Uor, c Gar.guc ..- uu ut>-
ramava para obter um lacho de gramas e al-
gumas folhas de hera ou de carvalho Logo
das Sapovez, carga assucar.
A barca ingleza Norial, seguio hontem para
porem que'se tornou immoderada, csumptu-! mato, capitao Bie carga assucar.
osa, esgotarao-se os cofres pblicos embanque-1 Trieste; brigue austraco Cupido, capitao fc-
tes em festins chorarao-se as prodigalidades'
de Silla esoarao funestamente as leis agrarias.
O mesmo Cesar deo duzentos mil sestecios ao
centuriao Sceva por ter com o seu escudo apa-
rado 330 frechas. Os grandes presentes (observa
judiciosamente MontesquieiO sao signaes de
corrupcao em um Estado. O maos tmperado-
em virtude do annuncio feito por este Diaria n-
35 do presente anno respeito a um preto por
nomeJos, cacange, se tem os signaes seguin-
tes : estatura regular, cor fixe, rosto redondo,
a
arcamcleza lyorva seguiu uuihcui pau = ..--------, -....._. .
,hio comamesma carga que trouce de pequeos signaes na testa, urna das orelhas fu-
Terra Nova.
CIRCO-OLIMPICO.
_ Cnntinuo-sc a vender os camarotes
res Romanos derao profuzamente, como fossem, bilbetes de platea da funecao do Sr. Jo3o Bcr-
,. +... w r ., ^.. ,...... i ___uu ifi i\n i-nrrontp na Draca da
Caligula Claudio ero Otton Vitollio .
Commodo Eliogabalo, e Caracalla : os bous
mui pouco isto he ; Augusto Vespasiano,
AntoninoPio, Marco Aurelio e Pertinax. O
segredo de premiar nao s com ecconomia do
thesouro se n3o com proveito do Estado con-
siste em fazer, que a opiniao se mantenha ; por
que desacreditada que esteja a opiniao de-
sacreditada fica tambem a honra.
Supponhamos, que os Principes sempreti-
nhao os cofres cheios para premiar com discri-
cao e acert : mas poderiao elles recompensar
tambem as virtudes privadas de seus subditos 1
Digo as virtudes privadas; porque sem estas
nao seda verdadeiro homem de bem. Bem
embarazado teria de ver-sc o tribunal a que
bouvesse de recorrer o que quizesse ser pago
das suas boas obras. Ali appareceria o marido,
alegando, que sempre calado sofria todos os di-
as as impertinencias os arrufos, as brigas ,
e gritarias de sua mulher. Esta diria, que
com animo resignado disfarcava as magoas ,
que quotidjanainentc lhe causava a vida linccn-
ciosa e estragada de seu marido. O criado
mal pago alegara que ainda assim abstinha-
se de furtar. A viuva faria ver que ,' apezar
de requestada de varios pretendentes nao se
descuidara da educacao de seus filhos, &c. &c.
Alm disto se houvessem de ser premiadas as
virtudes privadas e castigados os defeitos do
homem de bem a gratidao seria urna das pri-
meiras virtudes dignas de premio e a ingrati-
dao um dos vicios merecedor de castigo. Diz
Bayle, que os Medos tinhao leis contra os ingra-
tos : mas melhor do que Bayle e do que
os Medos pensao Cicero e !-encc. Como es-
tabelecer tribunaes contra os ingratos, (diz o
primeiro) se o bemfeitor que a elles recor-
rerse s por este facto perdera todo o mrito
do beneficio ; pois que os beneficios devem ser
lembrados de quem os recebe e esquecidos de
quem os faz ? O segundo diz : o frequentissi-
mo peccado da ingratidaoem nenhum lugar se
pune, c em toda a parte he odiado. Hedifli-
cilimo senao impossivel, pc/ar justamente
peccado tao incerto ; pelo que os homens con-
demnao-no a execraco universal, eopo no
rol d aquellas cousas que se remellen) para a
justiea Divina.
Se os Juizes tivesscm de recompensar boas
obras oh que turb multa de gente nao flui-
ria para esse foro gracioso extendendo as maos
armadas de listas de seus grandes mritos ? De
mais como se preservario taes Juizes das illu-
ses, e da hipocresa ? Como exercerio a
justiea destributiva sendo preciso muitas ve-
zes pezar o valor intrnseco das aeces virtuosas ,
valor que depende da dfficuldade interna em
executalas, e da intenco oceulta com que
se executao ? Todos os governantcs do mun-
do em todos os tem pos tem reservado para D-
os, a quem nada he oceulto o premiar (diz
bcr.cea; c f-uv wu t.. ~----------
sivel de certas aeces moraes. E quantos deli-
ctos mesmos nao escapao aos olhos da mais
enrgica Polica Que de crimes horrorosos
nao tem ficado impunes por falta de sufficientes
provas contra os reos De mais qual he o pa-
iz da trra onde o homem vicioso porm de
grandes cabedaes nao zombe muitas vezes das
Fes e de seus executores ? Que imperio so-
bre o espirito d'um faccinoroso podem ter os
castigos temporaes a que elle mesmo por mui-
tas vezes se tem evadido desta ou d'aquella
manera ? .
[Conttnuar-se-na.)
nabo para hoje 16 do corrente na praca da
Independencia loja n. 39. _____________
Declaracoes
desta
__ Autos existentes no correio geral
cidacle- ~ t^ i
Autos em que sao partes o Dr. Jos Lardoso
de Menezes e outro com Manoel Francisco
Lessa.
Ditos ditos, ao secretario da rellacao de Per-
nambuco que lhe remette o secretario da relia-
cao do Rio de Janeiro, em que sao partes An-
tonio Domingos Pinto, e Miguel Bernarno
Quinteiro. _______________
Avisos martimos.
rada ps e maos pequeos, e bem feitos, urna
marca branca na canella de urna das pernas, es-
ta pequea proveniente de urna canellada; caso
que os ditos signaes se verifiquen), queira ter
a bondade de avizar a Lima Jnior & Compa-
nha, nesta praca, pois o dito preto lhe per-
tence', eaasdespezas que fizer satisfar com
gcnerozidade.
= Bernardo Jos da Cmara previne que
ninguem receba em transacao tres letras as-
signadas por elle e sacadas por Francisco Jozo
Rodrigues, duas vencidas'o anno passado e
urna que se hade vencer em das do corrente
mez por quanto o annunciante como cessio-
nario de D. Anna Maria Muniz he actualmente
credor do mesmo Rodrigues de quantia quasi
igual ao valor das sobreditas letras e que
deve serencontrada no pagamento d'ellas.
= O abaixo assignado como procurador ,
e administrador da casa de sua filha D. Anna
Joaquina Cavalcanti de Albuquerque Uxa ,
viuva do tcnente coronel Pedro Cavalcanti de
Albuquerque Uxa pretende arrendar a pro-
priedade das Candeias a quem convier comp-
rela na ra Direita das seis as nove horas da
manha e das tres as seis da tarde; cujo ar-
= Pora Hamburgo com muita brevidade sa-
hira o muito velleiro e bem conhecido brigue
bamhurguez Polydora ; quem no mesmo qui- ,
zer carregar ou hir de passagem para o que rendamento sera por tres a seis annos e reali-
zer curreii > "* f""u i i-- i-- ->.... r~- ---- ---
tem excellentes rommoiloscTira-se aos seus con- sado por todos os administradores,
sienatarios N. O. Bieber & C.a ra da Cruz Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
RAMALHETE POTICO
gnatarios
n. 4.
Leilocs.
COMMERCIO.
Alfandega.
RendimentododialS......... 3:9498839
DescarregSo hoje 16.
Brigue Chanlelur bacalho.
Brigue brazileiro Fiel barricas vazias.
Barca Isabel barrelha.
Movncnlo do Porto.
r.
Navios so h idus no dia 14.
Genova ; brigue sardo Silencia capitao Jlo
Baptista Piaggio, carga assucar.
Stockolm ; brigue sueco Arr cap.tao P
Sodwquist, carga assucar.
Angola- brigue brazileiro Pernambucano ca-
pitao Francisco Jos Correia
r>s tro eros.
Sahido no dia la.
Leilao que lazem Lenoir Puget& C,
por intervenco do corrector Olivcira de um es-
plendido surtimoiuo de fazondas ftlem disso
um grande siirtimenlo de calcado parasenhora,
homem e menino, assim como ricas bandejas,
magnficos candieiros de sulla com globo, muito
bellas espingardas de cassa de um e dous can-
nos, oleados para mezas, quadros dourados pa-
ra retratos pennas de escrever e outras mui-
tas cousas que se venderao por todo o preco
por ser para saldo de contas. Hojo 16 do cor-
rente as 10 horas no seu armazem da ra da
Cruz.
O corrector Oliveira far leilao por eon-
ta de quem pertencer, de cerca de 110 bar-
ricas de serveja branca epreta, sendo aquel-
la a verdadeira do afamado fabricante Burton ,
e esta a mais excellente denominada London
Porter; e de urna poPdO de g:gos de garrafas
vazias, ltimamente importadas : sbado 18 do
corrente as 11 horas da manha em ponto ; no
armazem de Jos Rodrigues Pereira perto do
arco da Conceico.
__O corrector Oliveira far leilao sexta fci-
ra 17 do corrente, s 10 horas da manha no
primeiro andar da sua casa ra da Cadeia n.
34 de um completo sortimento de mobilia no-
va toda de Jacaranda, chegada prximamente do
Porto pelo navio Ventura Feliz consistndo
em cadeiras de varios feitios canaps, sofs ,
camas grandes e pequeas commodas, touca-
dores bancas de jogo marquezas secreta-
rias guarda-roupas, e estantes para livros, &c.
Avisos diversos.
s
O ARTILHE1RO N. 21.
Amo hoje e est venda.
Preciza-se de 1:000,000 de reis a juros
dando-se dous por cento ao mez por espaco
de 10 mezes com hipoteca em 10 escravos de-
zempedidos ; a quem este negocio lhe convier
dirija-se ra larga doRozario n. 30.
__ O Sr. do annuncio deste Diario de quar-
ta feira 15 do correute sobre as letras eneciaes
A. F. S. B. lhe ser devedor de 771,098 de alu-
gueldecasa; sirva-se por obsequio de decla-
rar se se entende com Antonio Francisco dos
Santos Braga postoque nada deve ao outro con-
senhor da propriedade nica em que paga o
aluguel e mora.
__ O Sr. que fez o annuncio em o Diarto
dePernambuco de 15 do corrente sobre as
letras iniciaes J. M. da C. S. lhe ser devedor de
objectos da sua venda da ra da Senzalla velha
n. 46, sirva-se por obzequio declarar se o mes-
mo annuncio se entende com Jos Marques da
Costa loares.
__ Hoje quinta feira 16 do corrente vai em
praca de renda de 3 annos, a casa terrea em
l'ora-de-portas n. 70 a qual foi do fallecido
Roberto Manoel Alves com grande quintal
murado e todo plantado dearvoredos, e a cas.
com bastantes mmmodos.e snto, ro7nha fnr .
e a avaliai So he de 7,000 reis por mez ; os pre-
tendentes compareci na praca do Sr. Dr. jui/.
carga diver- dos orfos defronte da matriz da Boa-vista, casa
frente amarella pelas 3 horas da tarde.
__ Roga-se ao Sr. Domingos Bento da Mo-
PARNASO ITALIANO
Pirra ser offerecido a S. M. I. o Senhor D.
Pedro Segundo, Imperador do Brazil,
A S. A. R.
A Serenissima Senhora
D. Thereza Christina Maria Princeza das
Duas Sicilias, naoccasio do ssu Fovs-?
tissimo Consorcio
Pelo autor
O DR. LUIZ VICENTE DE-SI MONI ,
E pelos subscriptores.
Rotterdam ; brigue norueguense Dezasete de eda & Companhia residente cm Macci, que
PROSPECTO DA OBRA.
Esta obra urna colleccao de muitas das me-
Ihores poesas e trechos dos melhores poetas ita-
lianos, tendo frente urna verso fiel em idio-
ma nacional com a mesma metrificacao e nu-
mero de versos do original. Ella ser prece-
dida de urna ou mais poesas originaos do tra-
ductor sobre o consorcio dos Augustos Noivos ,
e de urna prefacao relativa s duas linguas e ao
plano da verso ; e ser Ilustrada com notas
para facilitar aos leitores a plena intelligencia
das varias pecas.
O volume desta obra ser de 500 a 600 pa-
ginas in-12 em bom papel e boa impressio,
sal)ir luz na occasiao do dito consorcio.
Esta obra ser offerecida aos Augustos Noi-
vos cm nome do traductor e das pessoas que
concorrerem como assignantes para a sua publi-
caco e cujos nomes ir8o em urna lista no
fim do volume.
O preco da subscripcao de 5JJ rs. pagos a-
diantados. As pessoas que nao tiverem assig-
nado nao obter a obra por menos de 8:000 rs.
As pessoas que quizerem assignar para obte-
rem ohm em pape! d nnonnr qusdada
pagar 7:000 rs. advirtindo que estas o de-
ver lazer antes do fim de Janeiro.
A assignatura ficar aberta at completar-
se um numero sufficiente de assignaturas que
pojsa cobrir a despeza.
Os fins desta publicado sao os seguintes :
1. Festejar e applaudir com a liuguagem das
Musas o faustisssimo consorcio dos Augustos
Noivos.
2. Assignalar a poca desse feliz aconteci-
mento com um monumento litterario e honro-
so para as linguas nacionaes dos dous Augustos
Noivos.
3. Mostrar e provar com factos a grande
scmelhancas das duas linguas.
4. Desengaar pela prova dos factos as
pessoas que possao ter opiniao menos favoravel
a respeito da lingua que fallao os Brazileiros e
os Portuguezes.mostrandoque ella tem elemen-
tos e qualidadesque a habilitao a andar de par
com a de Dante Petrarca, Ariosto Tasso ,
Mctastasio e Alfieri.
5. Fazer mais conhecidas oeste paiz as bel-
lezas da lingua e poesa italiana.
6. Promover e facilitar reciprocamente entre
os Nacionaes e os Italianos o estudo e apret
das duas linguas.
Convida-se portanto a todas as pessoas a-
mantes da bella poesa e dos progressos littera-
rios a concorrerem para esta publicacSo.
Subscreve-sc nesta cdade na loja de livros
da praca da Independencia n. 6 e 8.
N. B. S. M. I. j se dignou permittir ao
autor o publicar sob os seus altos aupicios a
obra segundo o prospecto cima.


O Sr. Antonio Theodoro Serpa queira
ter a boijdadede dirigir-se a ra Dircita, n. 34.
= O primeiro secretario da Sociedade Ami-
sade nos Une faz certo a todos os Srs. Socios
que Domingo 19 do correte ha sessao ex-
traordinaria da mesma sociedade em assembla
geral, pelas i horas da tarde, na ja sabida
casa da ra da Praia n 43 terceiro andar.
Joo Manuel Pereira de Abreu mora-
dor e coni loja de fazendas na pracinha do Li-
vramento pretende vender a dita loja; quem
a quizer pode aparecer em qualquer dia e hora.
O Sr. Francisco Candido de Souza Bar-
boza queira por obsequio annunciar a sua
morada aura de se lbe entregar urna carta
vinda de Lisboa do Sr. seu pai.
Precisa-se de um forneiro : atraz da
Matriz da Boa-vista n. 22.
=: Precisa-se de um moco, para tomar con-
ta de urna venda, e que entenda deste negocio:
na ra da Gloria n. 93.
Qualquer Snr. solteiro ou viuvo que
precisar de urna ama que sabe coser en-
gommar marcar, bordar, e coser de alfaia-
te a n n uncic.
Do pateo do Carmo venda n. 1 fugio
umcavallo russo pedrez com cangalha com
um carossinho na mao dircita e outro no pi-
cador do p esquerdo be muito choteiro e
ardigo ; quem o pegar leve-o ao pateo do Car-
mo n. 1, que ser gratiGcado.
Precisa-se de um caixeiro para venda :
na ra Direita n. 36.
Na ra do Mundo novo casa n. 5i ha
urna senhora que ensina a lor, escrever, con-
tar a lingoa nacional, bordar linho bordar
de seda de marca bordar de ouro de ma-
thizes fazer flores com toda perfeico, vestir
anjos e tingir de todas as cores ; quem de seu
presumo se quizer til Misar procure.
Avisa-se aos Srs. escrivao e tbesoureiro
da lotera do theatro que se tiver de sabir pre-
miado o moio meio bilhete n. 3000, nao pa-
gue a quem o apresentar por se ter perdido,
ou furtado com urna carteira e os verdadei-
ros donos sao Joao Francisco Lins e Joaquim
Xavier da Maia os quaes estao assignados as
costas do dito bilhete.
= J. Hope retira-se para fora da Provin-
cia.
Traspassa-se a chaves de urna loja na
ra estreita do Bozario : a tratar na mesma ra
n. 17.
Continua-se a offerecer a quem quei-
ra comprar a parte da propriedade de S. Joze
da coroa grande ja annunciada por este Diario
com o mais que oflerece o dito annuncio; quan-
to ao que diz o Sr. Cabral no seu annuncio so-
bre querer mostrar ser senhor da dita proprie-
dade de S. Joze da coroa grande, quandoo dito
Sr. Cabral mostrar seus titulos legaes, poder
por em duvida o documento mais authentico
que ba o de urna adjudicaco em consequencia
de pinhora como acunteceo com o pai dos
actuaos propietarios.
Faz-se publico que o annuncio inse-
rido no Diario de sabbado 11 do corrente, com
as letras inniciaesM. G. C. nao se entende
com Manoel Gomes da Cruz.
Da-se 300;000 rs a premio de dous por
cento ao mez, sobre pinhores de ouro, por
tempo suflicient, havendo disconte logo no
juro: na ra das Cruzes, loja do sobrado n. 32.
Boga-se ao Sr. Sub-Delegado o favor
de ver se o preto Sebastiao
ni,iis ou menos de 16 annos
Diario de 11 do corrente o favor de ver se o
dito escravo tem urna costura na perna direita
da parte de fora a cima do tornozelo sendo
assim pode mandar entregar nesta praca na
ruadas Trincbeiras sobrado n. 42, que ahi
se dir as mais signaes e se recompensar com
toda gratido e se pagar toda a despeza.
Alugao-se duas casas urna assobrada-
da na ra da Alegria da Boa-vista com com-
modos para grande familia e a nutra na ra
de S. Goncalo. com 3 quartos : a tratar com
Marcelino Joze Lopes.
Precisa-se alugar um primeiro ou segun-
do andar de um sobrado com tanto que seja
as ras das Cruzes Collegio, ou Livramen-
to ; quem tiver dirija-se a iua do Sol, n. 7.
= O Sr. M. A. da C. P. tenha a bonda-
de de ir pagar 3 mezes de casas em que morou
na ra do Cotovello no praso de 8 dias, do
contrario se publicar o seu nome por extenco,
e sfrer as penas da Ici.
= Hypolite Dga subdito Francez reti-
rase para a Europa.
ap Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra do Amorim junto ao Caetano tam-
bem se prefere a quem precisar de toda proprie-
dade : na ra velha, n. 57.
Da-se 150:000 a juros de 2 por cento
ao mez por espasso de 3 mezes enm pinho-
res de ouro ou prata : na ra dos Quartcis ,
loja n. 24.
= Precisa-se alugar urna casa para pouca
familia sendo no bairro de S. Antonio que
, de idade pouco
, em que trata no
n5o exceda de 8 a 10$ rs. mensaes preferin-
do-so um sobrado de um andar ; quem tiver
annuncie.
= Precisa-se de um feitor para um sitio
perto da praca : a fallar com Arcenio Fortuna-
to da Silva, naalfandega.
= Um homem de idade que da fiador a sua
conducta, se oflerece pora caixeiro de qual-
quer casa para armazem embarcar arreca-
dar o que se desembarcar; cobrar, vender qual-
quer genero segundo a ordem de seu dono, des-
pachar nos tribunaes e o mais que lbe man-
darem fazer por saber 1er, ascrever contar ,
e por ter pleno conhecimento dos negocios des-
ta cidade ; quem o precisar dirija-se a ra
de Agoas verdes n. 36.
= O portuguez que se oflerece para cobran-
cas tendo-se engajado com algumas pessoas,
anula se pode contratar com mais algumas;
quem precisar annuncie.
= O Sr. A. F. S, B. queira dentro de 8
dias mandar pagar a quantia de 77,098 rs. de
aluguel de casa sob pena de se declarar por
extenco o seu nome acompanhado de algumas
rellexoes que lbe serao bem dcsairosas.
= O abaixo assignado roga terceira vez ao
Sr. Francisco Antonio da Santa Cruz queira
no praso de oito dias se dirigir a ra das 5
pon tas n. 32 a negocio que Ihe interessa e
o nao fazendo no dito praso, se publicar o mo-
tivo porque se manda-chamar. Jos da Silva
Moreira.
= Urna pessoa que escreve sofrivel, se ofle-
rece para por em limpo alguma escripta; quem
precisar anuuncie.
= Fnrtarao do official que montou guarda
no dia 12 do corrente em palacio novo, um
relogio horisontal de prata faltando-lhe a
molla de saltar com corrente de ouro, que
tem de peso nove oitavas de ouro e tem no
sinete as letras seguintes F. H. ; a quem for
oflerecido dito relogio far o favor de o ap-
prehender e leva-lo no Atierro da Boa-vista a
Manoel Francisco Lagoa que gratificar ge-
nerosamente.
= Da-se para morar gratuitamente um sitio
com boa casa de vivenda e arvoredo de fruto ,
porto desta cidade; somente com a condico
de o conservar e nao rfeUruir e consertar as
cercas e a casa quando preciso for : quem o
pretender dirija-se a ra de Hortas n.. 140.
= Joao Francisco Pereira Brasileiro re-
tira-se para a Villa do Ass levando em sua
companhiasua mulher, 6 flhos menores, e
um escravo do gentio de Angola, de nome
Manoel.
= Precisa-se fallar a negocio de seu inte-
resse com a Senhora D. Scnhorinha de tal, vin-
da a pouco da Parahiba do Norte para o que
far o favor de annunciar a sua morada.
Lotera do Theatro.
Nao tendo sido possivel eflectuar-se o anda-
mento das rodas da loteria no dia 14 do cor-
rente como se annunciou em consequencia
de ter ficado um creseido numero de bilhetes
por vender na importancia de 7:500,000 rs.
lira por esta razan transferido o andamento das
mencionadas rodas para o dia 21 do presente
mez (quem ou nao bilhetes por vender.
= O Sr. que no Diario de 11 do corrente
annunciou querer vender urna negrinha de 12
annos com principio de costura ; dirija-se a
ra da Lingueta n. 8, segundo andar: na mes-
ma casa precisa-se de urna negra que saiba co-
zer soflrivelmente o engommar em virios ,
nem achaques.
= W. Hadfield e familia retira5-se desta
provincia.
= Antonio Joaquim das Santos Andrade ;
retira-se para fora da provincia.
= Para caixeiro de loja de fazendas, miu-
dezas para escripta ou cobrancas se ofle-
rece um rapaz de 15 a 16 annos o qual da fia-
dor a sua conducta, ou para esta praca ou fora
della ; quem de seu prestimo se quizer utilisar,
dirija-se a ra Nova n. 5, primeiro andar.
= O Sr. B. J. A. C., queira hir pagar a
quantia que nao ignora na venda de Joao Jo-
s Bodrigues Lrtler ; na ra da Cruz n. 36 e
nao o fasendo seu nome ser publicado- por
extenso.
= Jos Soares d'Azevedo, lente da lingoa
francuza do lyceo, tem aberto em sua casa ,
ra do Collegio n. 14 primeiro andar % um
curso de lingoa ranceza.eoutro dephilosophia.
As pessoas que desejarem estudar qualquer des-
tas disciplinas podem dirigir-se ao annunciante,
de manh at as 8 horas e das 3 da tarde em
diante a qualquer hora.
O rapaz que no dia sabbado pela manh
11 do corrente (bi com outro a botica da ra
do Bozario estreita se offerecer para praticante,
e que se Ihe disse que ja nao precisava-se pode
dirigir-se a mesma botica que j se precisa.
= Ainda se precisa alugar dois moleques :
na ra dos Quartcis n. 12.
Precisa-se fallar com o Sr. coronel Fran-
cisco Casado Lima ou a quem suas vezes fizer
nesta praca : na ni larga d Rozario n. 33.
= Aluga-se o primeiro andir do sobrado
em Fora de Portas por cima da segunda ven-
da : a fallar na mesma.
Compras.
Compra-se um cavallo forte, manteu-
do no sendo velho e sirva para carroca :
na ra Nova loja n. 58. -
Compra-se maracujes de garapa em
grandes e pequeas porcoes ; assim como gar-
rafas vasias : na ra das Trincbeiras n. 22.
Tartaruga peutes velbos e quebrados ;
conserta-se toda obra de tartaruga ; assim co-
mo crava-se hrilhantes diamantes e todas af
mais qualidades de podras: na ra de Hortas
loja de tartarugeiro n. 82, defronte da fabri-
ca de charutos
Vendas.
Vende-se Cdigo do processo criminal de
primeira instancia para o Imperio do Brasil, e
disposico provisoria acerca da administraran
da justica civil com notas as quaes se mos-
trad os artigos que foro revogados, amplia-
dos ou alterados; seguido da lei de 3 de De-
zembro de 1841, que reforma o mesmo cdigo,
dos regulamcntos nmeros 121, 122 e 143 ,
e dos decretos nmeros 133 e 157, e da guia
para os inspectores de quarteiro : na praca da
Independencia, loja de livros ns. 6 e 8.
= Vende-se urna venda com poucos fundos
e em muito bom lugar a dinheiro ou a praso :
na ra da Mangueira por detraz do assougue da
Boa-vista n. 20.
Vende-se urna negrinha recolhida de
bonita figura de 16 annos ptima mucam-
ba para qualquer senhora e com varias ha-
bilidades sem vicios nem achaques o que se
afianca: na ra estreita do Bozario n. 22 ,
primeiro andar.
* Vende-se dous Diccionaaios e gram-
matica franceza e urna Aritbmetica em bom
uso : na ra da Cruz n. 14.
Vende-se duas arrobas e meia de doce
secco de caj ja emharricado, e proprio pa-
ra embarque : na ra da Sanzala velha arma-
zem n. 106.
Vende-se urna morada de casa nos Aflb-
gados na ra de S. Miguel com chaos pro-
prios : na ra de Hortas n. 82.
Vende-se por preco barato para fechar
contas um pianno novo horisontal, com
muito boas vozes : no largo do Corpo Santo ,
n. 17.
Vende-se duas pretas ainda mocas: na
ra por detraz de S. Joze n. 39.
Vende-se urna escrava que cozinha, en-
gomma e cose : na ra do Livramcnto, bo-
tica n. 22.
= Na fu do Crespo, loja nova de Antonio
Joze dos Santos Braga vende-se rap de Lis-
boa muito bom a 2800.
= Caf moido superior em grandes e pe-
quenas porcoes e preco commodo : na ra do
Amorim n. 36, armazem de Antonio Vaz de
Oliveira ; assim como 3 rodas grandes de ferro.
= Vende-se um moleque de 18 annos ,,
com bonita figura bom carreiro, e ptimo
para pagem ; urna escrava cabra com boa con-
ducta cose engomma e cozinha o ordina-
rio de urna casa : na ra de Santa Rita n. 27.
= Vende-se um cavallo em boas carnes ,
manpn mantondo, e forte para qualquer
viagem passeiro, a esquipar de passo : na
ra do Mundo Novo n. 54 e tambem se tro-
ca por efleitos de venda.
Vende-se urna preta de nacao Congo ,
muito sadia sem vicio algum de 18 annos ,
boa figura sabe fazer todo servico de casa ,
engomma bem cozinha e cose chao e com-
prar na ra ; tudo faz com perfeico : na ra
do Cabug loja de miudeza junto ao Sr. Ban-
deira.
t. Vende-se bicos largos, eestreitos, fitas
de garca papel almasso e de pezoa3:000a
resma botos amarellos para cazaca a 800 rs.
aabotoadura, ditos pretos de velludo a 400 rs. ,
ditos de osso grandes luvas de sedaa 400 reis ,
oculos de armaco de grao pentes dourados ,
tezouras muito finas para unhas e de costura ,
bandejas finas e ordinarias de differentes tama-
nhos, pennus de asso, sabonetes a 60 reis:
na ra do Cabug loja de miudezas n. 3.
Vende-se superior vinho engarrafado de
Madeira seco, Maivasia, e de Bucellas de 1832 ;
na ra do Vigario n. 21.
=Vendeni-se duas canoas de conduzir agua,
novas de amarello e bem construidas ou tro-
co-se por alguns pretos voltando de parte a
figura
verdadeiros pos de Manoel Lopes boticario qu-
mico do Rio de Janeiro, superiores bichas chc-
gadas ltimamente, muito grandes e por preco
commodo : na praca da Independencia, n. 39.
V Vende-se superiores pannos finos muito
encorpados para caifas e cazacas, merino pre-
to de duas larguras a 2:500 o covado cazemi-
ras de cores finas a 1:700 o covado superior
sarja de seda para vestidos a 1:760 dita lavra-
da para colletes a 1:200 setim lavrado a 28 o
covado peca de algodo-zinho a 2:560 di-
tas de bretanha de 10 varas a 2:000 lencos de
seda de gravata muito grandes e finos a 3:200
ditos abaixo a 2:500 ditos a 1:000 pecas de*
madapolo de gallo fino a 4:700 ditos mais.
inferiores a 3:600, superiores cortes de vesti-
dos de chita hamburguesa a 3:400 pecas de
chitas finas a 6:000 ditas superiores a 6:500
e 7:000 riscadinhos muito finos a 200 reis o
covado, brim entrefino pardo de linho puro a
800 reis avara, dito brancoa880 reis, su-
periores chales de fil de linho preto, e branco ,
pecas de cambraia lizas muito finas a 4:500, lu-
vas de seda sem dedos a 320 reis o par supe-
riores cobertores pintados francezes a 2:200 ,
cutim francez para calcas 340 reis duraque
preto fino a 880 reis o covado brim liso mui-
to superior a 4i0 a vara pecas de chila a
2:880 brim de listras pardo encorpado a 700
reis a vara ; e outras umitas fazendas por pre-
co commodo : na loja do Atierro da Boa-vista
n. 78 confronte a Matriz.
= Vende-se um moleque de 22 annos, boa
muito gil bom canoeiro e ptimo
para pagem : na ra estreita do Rozario n.
32, primeiro andar defronte da botica.
== Vende-se o Brigue Americano Justina
de lote de 147 tonelladas, forrado, e encavi-
Ihado de cobre muito veleiro e prompto
para seguir qualquer parte ; quem pretender
dirija-se ao escriptorio deL. G. Ferreira & C.*
= Vende-se rap de Lisboa, de superior
qualidade por ser chegado no ultimo navio :
na ra da Cadeia velba n. 24 esquina do be-
co largo.
= Vende-se urna morada de casa terrea com
chaos proprios, sita na ra de S. Miguel: na ra
de Ortas, n 22.
= Vende-se superior farinha de trigo das
bem conhecidas marcas sssf e ssf pedras de
ladrilho ferro inglez c saccas com farello ,,
tudo por commodo preco: em casa de N. O.
Bieher & Companhia ra da Cruz n. 4.
= Vende-se duas negras mocas bonitas fi-
guras urna engomma cozinha e he boa
lavadeira e outra faz renda c cose chao : na
ra da Cadeia do Recife loja de Joao da Cu-
nta Magalhes.
= Vende-se urna crioula vistoza de 22 an-
nos sem defeito algum com as seguintes ha-
bilidades ; perfeita costureira e engommadei-
ra cozinha faz pao e l.olinhos bem co-
mo doces de todas as qualidades alern deou-
tros predicados de valor para urna casa de fami-
lia : na ra da Cadeia n. 40.
Vende-se um braco de babanca grande-
com conchas a cabo de linho, propria para ar-
mazem d'assucar, refinaco, ou padaria ; quem
pretender dirija-se ra Direita venda n. 35 ,
que achara com quem tratar.
Vendem-se os seguintes livros : geome-
tra deEuclides, dita de leGcndre, dita de
BezQut, dita de Francisco Villela Barbosa, al-
gebra de Euler, trigonometra deLacroix, gram-
matica franceza de Lhorncnd dita Je Kmiiiuii-
re, tratado da influencia das leis nos costumes,
tudo em bom uzo e por preco commodo; na ra
larga do Rozario n. 27.
=: Vende-se urna negrinha de nacao, muito
linda, idade de 15 annos, cose, he ptima para
mumbanda ; um muleque de idade de 18 an-
nos ptimo para todo o servico ou para pa-
gem ; urna escrava com boa conducta, cose en-
goma, e cozinha : na ra Direita n. 43.
= Vende-se quatro canoas: na ra do
Apollo n. 15 2. andar.
Escravos fugidos.
= No dia 22 do mea de Janeiro fugio um
preto de nonfe Antonio de nacao Cacange ,
com idade de 30 annos pouco mais ou menos,
tem os signaes seguintes: grosso do corpo,
feices grosseiras sem barba e usa de higo-
de e he um tanto descorado, tem o andar
pozado levou vestido camisa e calva de brim
branco chapeo novo e urna trouxa ou caixa
contendo alguma roupa pratos, cassarola ,
duas eolheres e um garfo de prata urna das
colheres tem as letras gravadas H. D. e o talher
tau-se uor iiuuiis iirems vniinnuo ue parte a c !-..,. i x r, -.
parte oque fo? de rulo; na praca da Indepen- ?2 v T"\tt?"* 1 d T
Hnn^i n qo toij preso na Villa do Limoeiro e escapoho
da maodocapitao decampo; roga-se a qual-
dencia n. 39.
= Vende-se urna negra de nacao Angola ,
com principio de servico de casa : na prata da
Independencia n. 39.
~ Surtimento de toda a qualidade de miu-
dezas as verdadeiras pilulas de familia em fras-
Clic An KO

tS.UVI>l/
quer pessoa que o pegar leve-o a ra Nova era
casa de Didier Robert & Companhia que se-
r recompensado.
, ua i iii^v.11' tAiyix nr. uu iva. t. \)t r. =iodt


Full Text
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