Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04890


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Full Text
A
Armo de 1843.
Qnarta Feira 15
Todo agora desenlie .le na mrjmoj ; da nmii prudencia aaoderaiao, iniieia : ion-
jinuemos como principian)* e leremoa apontadoa cora adrairaco entre as Nace mu
cultas, ( Proclamacao da Assemhlea Geral do BaailL.)
PARTIDAS DOS CORRE1US TERRESTRES.
Coianna, Parahiba e Rio grande do Norie aegunda- icxias feiraa.
Boaito e Garanhona a 11) e 24.
Cabo SerinhSem, Rio Formoao Porto Cairo Maceii e Alaguaa no i. 11
Bua-fiaU Florea a 28. Sanio Anlo quinta feiraa Olinda todos oa diaa.
DI AS DA .SEMANA.
13 Seg. a. Gregorio ?. P And. do J. de I). da 2. r.
44 Tere. Vileniim M. Aud. do J. de I), da 1 T.
45 Quart.
46 Quint.
I icnj. ------- -------- r .
45 Quart. a. Faustino e Jsvita Mu Aud. doJ. de D. da 3. t.
46 Quint. a. Porfiro M. Aud. do J. de D. da .
17 Sext. a Silrino B. Aud _
1S Sab. Tbenlonio Prior. Re. Aud. do J. de 1). da 3. r
49 Dob. da sexagsima a
do J. de I), da 1
do
Conrado F.
de Fevereiro Anno XIX. N 37
O Diario publica-ae lod,,j o dias qu nSo for* Santificados : preeo da aaiignatnra lu-
de trea mil res por quariel pafroe adianiadoa. Oa annuncioa doa assienantee aio atridua
gralia, e os dos que o njo forero 4 raiao de 80 reis por linba. Aa reelamaooea deremieir diri-
gidaa a asta Tjp., ra das Cruiea N. 34.no a orara da Independencia loja de litros N. 6* O .
compra tenda.
15,300 15.50J
15,100 15,300
cambios.Modia di de Feereiro.
Cambio sobre Londres S7 l|4 a 7 i Nob. OoEo-Moeda da 8,400 V.
k Paria 350 reia por franco.
Liaba 100 por 100 de preaio.
N.
i
de 4,000
Plali-Patacoea
PeioaColuanaraa
ditos Mexicanoa
8,500
1,800
1,800
1,800
8.7J
1,820
l.MJ
1,820
' ; -\
Moeda de cobre 3 por 100 de des cont.
dem de letraa da boas firmas 1 i MI,
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO;
Loa f.lieia i M, 5 boras a 50 m. da tara. I
Quart. creso, 7, a 2 boraae 13 b. da tr I. [ Quart. aing. i 21 6s 8 boraa 27 n. da m
Preamar fie hoje
da manhia. I Z. a o horas e 42 aa. da larda).
1.
5 boras
18
as
Tribunal da Rcla$ao.
SF.SSA T)K 14 DE FEVEREIRO PE 18 W.
Os embargos do I). Marianna Thoroza de Je-
zus Siqueira com Antonio Percira na cansa
de appellacao civel, escrivfio Rogo forao des-
presados.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPCTADOS.
Concluso da sessdo de II de Janeiro de 1813.
O Sr. Carneiro de Campos pronuncia-se con-
tra o adiainento. O nobre orador falla com voz
tobaixa, que mal o podemos ouvir, e formar
urna idea exacta da sua argumentaco.
O Sr. Maciel Monleiro:Sr. presidente, o
nobre deputado que acaba de sentar-se falln
com tal superioridade de raza. com tal forca
de argumentaco que quasi que me iinpOz o
deverde nao tomar mais tempo a cmara ; e
nemmesmoeu devera attenuarou apagar a iin-
presso, alias mu profunda e benfica, que
produzio o seu discurso no espirito de todos.
Sein embargo eu tenho tal arreda ment a
tudoquanto tende a alterar e inverter os estylos
da casa que nem pude deixar de pedir a pala-
vra, e nem posso deixar de expender as razos
do meu voto de rejoico para o adiainento que
se pede.
Sr. presidente, ja se tom feito ver casa que
da adopeo de tal requerimento resulta a i n frac-
cao dos estylos della ; e me parece que tal argu-
mento nao foi nem attendido nem refutado pe-
los nobres oradores que sustenido o adiamento
cm questao. Gomo quer que soja, estou beni
persuadido de que no parlamento inglez nao
seria approvado semelhante requerimento ; poi-
que como ja disse elle estabelece urna regia
nova que ataca a pratica e os precedentes rece-
bidos, pratica e precedentes que sao o objecto
da maior attenco e da religiosa vencracao na-
quelle parlamento [apoiados].
Sr. presidente nao sei se alguns dos nobres
deputados que tem orado tom dado falla do
thronoa verdadeira naturesa que Ihe cabe. O
meu nobre amigo deputado pela provincia de
S. Paulo alguma cousa disse a este respeito :
elle mostroueTectivamente que a falla do th ro-
o no a historia circunstanciada da adnii-
nistracao do paiz ; nao se trata de fazer relato-
rio algum assembla; trata-sesiin de expor ao
corpo legislativo, de um modo resumido esuc-
cinto, o estado do paiz. Isto posto, haver por
ventura alguom que duvidedo facto averiguado
< constante do que o imni'riose acha pacificado ,
depois alias de haver passado por tim grande
abalo revolucionario, por urna tremenda com-
inocao ? Nao por certo : eis-ahi pois um facto
averiguado e que o voto de gracas deve con-
templar e mencionar. Quanto s medidas e s
providencias empregadas para akancar-se tal
resultado, isso objecto do um exame ulterior.
Considerando a questao neste ponto de vista,
maravilhei-mequando ouvi um nobre membro
da commisso acquiescer ao requerimento. Pa-
reoia-me que se alguom ostava no caso de pro-
nunciar-secontra semelhante proposicao era
o nobre deputado que com toda a claresa o
mesmo eloquencia expozos principiosein que
assenta otrabalho da Ilustre commisso.
Disse o nobre deputado que o parecer com-
prehende dous principios distinotos: o primei-
ro era o voto sobre a poltica interna do paiz,
sem nada terde commum com os factos mera-
mente administrativos ; o outro principio era ,
seniioum voto de censura ao menos a mani-
festacao de um receio no que toca a marcha das
nossas relatos exteriores. Se isto he assim se
o parecer da commisso so apoia nostes dous
pensamentos, como 6 que o nobre deputado
pode exigir informacocs para se exprimir tao
categricamente a respeito de taos urgencias?
Eu entendo que o nobre deputado, acquicscen-
do a esse requerimento parece carecer do es-
clarecimentos para a organisaeo do sen traba-
Iho o que se nao compadece com a exposicao
da sua opiniao terminante. Viuda mais Sur.
presidente, se o nobre deptftadfl nutrisse du-
vfdas a respeito de certoa objecto, de cujo oo-
ahechnentoelle tinlia absoluta necessidade, ate
parece que ter i a obrado em refra exlgindo Ui-
fonnacoes antes de concordar no parecer. Por
,., ..c rn/es aoresentadas ne-
,o nobre membro da commisso para approvar
o requerimento nao sao procedentes o fundadas.
Disse o nobre deputado por S. Paulo que ap-
provou o reipierimento que se por ventura o
overno se achasse presente poderla dar s en-
maras informaedes oque nao nos venamos na
necessidade de approvar a doutrina do requeri-
mento honfein votado cerca da lei provincial
de Pernambuco. Mas, senhoros o que tem
lio .'o d commum SSa medida, que eu alias
condemno istooa suspensao de urna lei pro-
vincial, com a falla dothrono ? Entendo quee
objecto de urna ordem inteiramente difTerente.
Sr. presidente o mesmo nobre deputado in-
siste em que a palavra rebelao, que se acha
exarada no voto de gracas, mal cabida e
que so depois que o poder judiciario hottver
proferido sen julio poda a cmara adopta-la.
Sr. presidente, direi duas palavras a respei-
to (leste ponfo, sobre o qual entendo que exis-
te um equivoco da parto do nobre deputado.
Parece ao nobre deputado que a cmara nao po-
de usar dessa palavra sem fazer urna invasao no
poder judiciario !....
Mas eu acho que, a cmara mili compe-
tente para classificar o facto criminoso de que
so trata : ohserve-se que, se por ventura o po-
der judiciario capitula o crime unicamenfe
para o efleitodeapiicar-lhe as penas correspon-
dentes oque, quando o corpo e legislativo,
ouacamara capitula, para d'ahi dedu/ir con-
sequencias puramente polticas o nunca para
que de tal capttulacirj resultem effeitos pura-
mente penaos. As missios dos dous poderes sao
essencialmenfe dfTerentes o a cada um cabe
exereera sua na esphora em que funeciona o
trabalha. Esta doutrina nao senhoros., mi-
nha ; no theoria por mim creada ; olla e-
mana o se dosentranha deoonstituioSo do esta-
do. Porquanto quando a mesma constituicao
atfribuio a assembla eral o mosmo ao go-
vorno o diroito de suspender as garantas do
cidadao brasiloiro evidentemente Ibes den (ao
bem o diroito de saber se se tratava de urna in-
vasao deinimisosou urna robelliao ; pois que
sao estos osjIous casos principaes em que tal
suspensao pode ter lunar ; e antes de emprear
a medida forca classificar o facto.
O nobre deputado a quem respondo nesta oe-
oasiSo disse que se devia adiar a presente dis-
cussao para que o Rovcmo formulo o estabole-
ca o seu projiramma c para qna 0 overno ex-
ponha sua poltica. Eu dou grande peso a osla
exigencia do nobre deputado, posto que a ex-
periencia das cousas me faca inclinar antes pa-
ra averigUftCBO dos factos do que para o com-
plexo de taesou taes principios polticos.
Mas se o nobre deputado quer ter presento o
crovorno nfim de que elloesfaboleca o sen nro-
zramma o manifest a sua poltica perguta-
rei eu : nao oxistem na casa dous membros do
ministerio? Para que pois seria chamado o Sr.
ministro da fazenda ? Por ventura quer-se an-
tes um proflramma financeiro do que um pro-
sramma poltico ? E nao vordade que o nobre
ministro da justica toca mais de porto as cir-
cumstaneas polticas do paiz e est sulBcen-
femenfe habilitado para estabelecer.aquello pro-
gramma ?
Sr. presidente, nao continuarei a abusar da
bondade da cmara, mostrando que o rorpieri-
mentodeve ser rejeitado, porem faroi nica-
mente urna oonsideraco equo, devendo o
governo pela constituicao fazer communica-
cao "i cmara das razoes que teve para suspen-
der as garantas opportunidade haver mu
prxima para ventilar tudo quanto os nobres
deputados querem.
Eutambem estou vido de informaoes ; de-
sojo que ogoverno se explique com franque-
za a respeito de aL'iins actos seus: por exem-
plo as rolacoes exteriores do paiz nao me pa-
rece que eslejaoom cireumstancias milito favo-
raveis milito felizes (apoiados ); me parece
que o emharaco 6 serio ede grande monta (a-
poiados '.
Kiinosei, por exemplo, Sr. presidente,
qual soja a sitnaro das nossas rolaccs com cor-
tos aovemos. vordade que na fallado throno
se affianca que as relaccs de amisade entre o
irovorno imperial o os de mais gabinetes subsis-
tem inalteradas ; mascumpre relectir, senho-
ros que a paz o a guerra sai triados extremos
as rolacoes reciprocas dos govornos; o entre estes
dous estados existem umaecrUgreduafSQe cer-
tas situacesintermediarias, algumas dasquaes
eo nyisinhomais OU monos de um ou outro os-
lado. Apprehendo senhores que nos appro-
ximamos do una guerra ; o ignoro seo paic nao
esf em guerra porque nao se quer a guerra ,
ou porque nao lia diroito para querer a guerra.
Conceitno a sltuaeSo das nossas rolacoes rom
osul da America siinimimenfe grave; observo
que temos nina convenelo com o governo ar-
gentino na qual se estipulou que as duas
altas partescontractantes so podip inlervrnos
negocios da Repblica Oriental para o fin de
assegurar e sustentar sua nacionalidad!! antes "Luiz Rodrigues
de jurada a constituicao daquollc estado ocin-
CO annos depois ; mas vejo que o general Ori-
be auxiliado por Coreas argentinas ou antes
apoiado somonte aellas disputa o mando do
son rival, o presidente da repblica e a esta
hora talvez j tenha passado o Ilrugay ; nao sei
que razoes ha para esta tolerancia ou para o
svstcma do neutralidad!' do governo imperial.
J3o be eliogado o costil foederis, ou ao menos
nao ser chegada a occasia de obrar de alguma
maneira ?...
Tenho ainda oufras llovidas, senhoros ; mas
reservo 0 exame de todos estes pontos, o ainda
outrosdo olarissima importancia, para occa-
sia opportuna ; e da ignorancia em que ou
me acho nunca deduzirei motivos para de-
morar esta iliscusso o alterar os eslvlosila casa,
estylos que devem ser nao interrompidamente
observados, afin de que o parlamento brasi-
loiro nSoolTcreca a physiononiia da mobilidado
edapreripitaco que tanto Ihe tira a COflanca
cmosnii) agravidade.
Voto contra o adiainento sejo quaos forem
os seus termos.
.V disoiissao fica adiada pela hora. Levanta-
se a sessao s 2 horas o meia.
Srssao de 12 de Janeiro.
Depois da leitura de parto do expediente fl-
86 iir'ncaodo nina ropresentacao dos morado-
res da villa do-Sil veiras pfOVinda deS. Pau-
lo, em que pedern remedio a seus males, e
prejuizos motivados polos saques e sequestros
ordenados por offlciaes militares que tivcio
commando naquella villa.
O Sr. 1. Secretario declara que vai com-
misso de pensos o ordenados.
A requerimento do Sr. Soma Martins, o Sr.
1. secretario passa a 1er a ropresentacao que
a seguinte:
Augustos e dignissimos srs. representantes
da naeio.
Ante vos se apresento os abaixo assignados,
moradores da villa dos Silvciras, provincia de
S. Paulo implorando remedio a seus males e
prejuizos motivados polos saques c sequestros
ordenados pelos oficiacs militares que, por
desgraca tivoro commando nesta villa.
Os actos arbitrarios o as atrocidades pra-
l cadas primoiramente pelo coronel Manoel An-
lonio da Silva o depois polo major Lopo Jos
de Vlbuquenpie Maranhao, bem como a iminn-
ralidadodos soldados por elles coinniandados ,
sao fao revoltantes, que at seria o incrivois se
nao oxistissem irrofragaveis provas : este povo
por milito tompo se resentir de seus elTeifos o
com difTiculdade voltar ao estado do Boresc-
mento em que se acbava. Os supplieantcs nao
fa/em aenumeraco dos crimes (lestes oflic.iaos e
do alguns outros porque espero que ogover-
no de S. M. o Imperador os nao deixar impu-
nes : tratan nicamente de mostrar osexeessos
commettidos nos saques o roubos afim de que
obtenhao do vos o melhoramentode sua sorte.
Em 12dejulhodo anno prximo passado
enlrou nesta villa o j dito coronel Manoel An-
tonio da Silva, e eonecdcu aossous soldados um
saque sem prazo ( muito embora se diga que
elle foi por duas horas \); e neste se commet-
terao oxcessos to atrozes que nem a mesma
matriz foi respeitada, suas portas (Orto arrom-
badas e assim ficrao por muitos dias: aco-
Iherinhado calix oniosinoos corporaes do al-
tar foro roubados : que impiodade Oslivros
da irmandado do SS. foro rascados e o di-
nheiro de seu cofre consta qne existe cm poder
do mesmo coronel.
Em 13 do mesmo moz entrn o batalhao de
u/iloiros e lho foi concedido um novo saque !
Neste se Aum estragos indiziveis: derrrbao pa-
redes e forros, quebrio-Sfl portas o viilracas das
anellas, arrancao-se soalhos fazem-se esca-
vacof> era todas as asas, c at as sagrada
imagens do Salvador o seus santos foro que-
bradas com horroroso escndalo A' vista do
tantos estragose atrocidades ignora-seo moti-
vo porque nao lancarSo.fogo s casas, rodu-
lino a cinzas esta nova c iorcsccnte povoacao:
aamsisa anaiaiB iiiFiaaaaBnai TmaaMBaaaaaaraaaaaaaMaaTaaal
Nao pro ainda aqu os horrores; elles
continuarlo com mais prejuizo aos supplicantes,
e com nao menos oxcessos. O mesmo coronel
mandn approhendor as fazondas do negociante
francisco Flix de Castro as quaes se achavo
enfardadas no sitio de D. Auna Buena de Siquei-
ra o todas foro rapar lillas polos soldados. Por
occasia tic so oondmir estas fasendas foi saquea-
ilo o sitio da mesma sr.1, ao de lioa-ventura
toinando-se animaos e tudo
quanto acbro edoixando-os nicamente com
a roupaque islava no corpo !
Ao depois disto por ordem do major Lopo ,
fi saqueada afasendade Anacilo Kerreira Pin-
to e todas as jolas da familia, ouro e prata o
fasendas de negocio foi um rico espolio para a
soldadesca. O mesmo aconteceu a outros mui-
tos e tudo por ordem do dito major! Todas
estas joias, fasendas e trastes erao vendidos,
quando muito pelo vigsimo do seu valor, do
que su resultou beneficio s moretri/es e a allu-
viaode malleitoros que para aqui vierto fazer
fortuna negociando com os soldados.
Era tal o desojo de tudo destruir, que os
Objeotos que nao podio ser vendidos erao ras-
gados ou quebrados; os mantimentos que so
nao podio couduzir dos sitios saqueados se ati-
ravofra, expondo-se-nos dost'arte a um mais
terrivel llagedlo fome ; e at as casas so
lancava fogo comoflsera na fasenda de Fran-
cisco 1,1'siura Ranher! Nem urna horda de sel-
vagonscommelteria tantos oxcessos c horrores!
Augustos e dignissimos senhores represen-
tantes da naco. Os clamores da humanidad
achrQ odio em vossos coracoes bemfazcjos :
nossas esperances estao depositadas cm vos,
que sois os guardas da constituicao jurada c o
susfontaculo de nssos diroitos : dignai-vos ,
portento ; attender s nossas supplicas conce-
ilondo-nosa indomnisaco dos prejuizos que
sofreinos sol o mais horrivcl despotismo. Pre-
ven i o triste futuro que nos aguarda, pois es-
tamos expostos a nao poder satisfazer a nossos
credores, e mesmo a ser onerosos sociedade.
Junto s assignaluras se declara a somma
dos prejuizos, o se dignar-vos autorisar o go-
verno a fazer esta indomnisaco os supplican-
tes os legalisaro pelos tramites competentes ,
R. I.
Prejuizos.
l:729,WO
I7:9o0,000
1:*40,0
1:207,800
1:532,820
polo que esperto
907,940
599,-UO
1:346,940
599,560
1:497,200
1:006,480
363,200
Sr. presi-
Manool Flix de Oliveira. .
Francisco Flix d Castro. ...
Francisco Flix do Oliveira.. .
Jos Antonio da Costa (iiiimaraes
Candido de Oliveira Castro.....
Antonio Paulino do Monto Car-
mcllo....................
Manoel Jos Ferreira.........
Polvearpo Teixcira de Almeida
. Quciroz..................
Fernando Theodoro da Silva....
Boaventura Luis Rodrigues.....
Joo Jos da Costa Guimares. .
Francisco Lesaira Ranher......
OSr. Coclho { pela ordem ) :
dente cu relo que ossa ropresentacao nao esta,
no caso de ser remettida commisso de pen-
sos o ordenados. Pelo que se leu vejo quo
ella nao mais que urna queixa contra factos
ile bastante graviilade a serem verdadeiros ;
mas desde i observo que essa representaco
que macula homens conhecidos como bons ser-
vidores do estado ( apoiados ) apresentada
na cmara dos Srs. deputados sem vir instruida
com um s documento c por isso nao deve ser
por nos tomada em consideraco sem que se
obtenhao as devidas informacoes. Entendo
pois que o destino quo devemos dar-Ihe re-
metl-la ao governo para que tome conheci
monto desses factos ou para que d a esta c-
mara oselarecimentos, vista dos quaes ella
possa tomar a decisao quo Ihe parecer acer-
tada.
O Sr. Carneiro da Cunha { pela ordem)
Eu tambero julgo que a direceo que o Sr.
1. secretario deu a essa ropresentacao nao 6 a
conveniente ; creio que devemos remette-la ao
governo para que elle informe circunstanciada-
mente para que nos digo se isto verdadeiro,
como tenho ouvido dizer a muitas pessoas ; af-
firma-se que aiguns oiiciaes commetterao mui-


3
!
tos abusos c que essa villa ficou inteiramente
destruida Ora a ser assim preciso que
esse 1. official reja responsabilisado ; um olli-
cial legalista que vai combater os rebeldes nao
dcvia causar o menor damno as proprieda-
des dos habitantes ; o seu dever como militar ,
comocidado, erarespeita-las.
Voto para que a representar/o soja remetti-
da ao Governo.
Continua a discussao sobre a direceoque
deve ter esta apresentacao e na qual tomao
parte alguns Srs. Deputados.
Consultada a cmara sobre as differentes di-
recees apontadas na discussao decidiu-se que
arepresentacaoscjareincttida commissao de
fazendu unida de justica criminal.
Tomao assento liguas Srs. Deputados por
Minas.
Entra em discussao o parecer sobre as eleicoes
do.Maranhao. O Sr. J. A. de Miranda falla
largamente sobre o parecer : he a discussao ad-
diada pela hora.
He lido o parecer da commissao do poderes
sobre a admisso dos supplentes aprovado
depois de longa discussao. Tomo assento
alguns srs. deputados, e contina a discussao
doaddiamento da discussao do voto de gracas.
OSr. Souza Martin : Sr. preiidente, eu
entendo que o adiamento at a apresentacao dos
relatnos nao cousa sobre que a cmara possa
ter duvida em votar, porque parece-me que por
lei at o dia 15 do corrente mez todos os minis-
tros devein ter apresentado os seus relatorios.
Tem-se dito que isto irde encontr aos estylos
da casa ; mas eu creio sr. presidente que se
os estylos da casa nao sao em favor do adiamen-
to contrarios por cerlos nao Ihesao, por-
que recordo-me ( Uve ainda hoje occasia de
examinar as actas da cmara) que nunca a c-
mara votou sobre a resposta a falla do throno
antes do dia 15 ; temos algumas vezes principi-
ado a discussao no dia 12 algumas ve/.es no
dia 13, outras nos das 14 el3, por issoen-
tendo que os precedentes da nossa casa longe
de seren contrarios ao adiamento, vo de ac-
cordocomaopinfao daquelles que o proporse-
rad. Mas as circunstancias em que nos aha-
tnos tendo de votar por artigos do voto de gra-
bas ; nos quaes directamente a cmara se com-
prometlea approvara direc^ao que tem tido os
nossos negocios exteriores era justo que a-
quellas pessoas que nao contractrad o seu voto
para a conducta desse ministerio, quizessem ter
alguns documentos pelos quaes conhecessem que
essa conducta mereca a approvacao da cmara.
Ouvi na discussao diser nos no voto de
yracas nao precisamos emittir urna opinio a
este respeito; approvamosemgeraluma poltica
que Mr boa, queforconveniento. Mas se eu
me nao engao, o periodo do voto d gracas
que (rata das relaeoes exteriores directamente
envolve a approvavao da cmara a respeito da
conducta desta reparlica, porque diz quea cma-
ra espera quoo governo, por meiode urna poli-
tica vigilante, baja de attenderaosinteressesda
nacao.sem queda dasua dignidado, honra, etc.
Ora se a cmara tem urna esperanca nisto,
e preciso que esta esperanca seja fundada em
alguma cousa preciso que os precedentes
oeste ministerio dm motivo a cmara de espe-
rar que o iiii'smo ministerio seja vigilante, baja,
sem quebra dosinteressesdanaca, de attender
a esses interesses. Por consequencia, se nos
votamos este periodo, approvamos toda a
conducta do ministerio dos negocios estrangei-
ros e eu creio que a maior parte dos srs. depu-
tados que tenho ouvido fallar nao estad muito
contentes a esse respeito. E pois, se estes srs.
nao estad contentes com a conducta deste minis-
terio ao menos, pelos factos que se tem publi-
cado nada iia maisjusio do que elles, que que-
rem flearcom suasconsciencias tranquillas quan-
do votarem este periodo tenhao em que fun-
damenten! o seu voto. Nesta parte portanto creio
que o adiamento proposlo merece a nossa ap-
provacao,
Aoutra parte do adiamento para que se
convidem os srs. ministros de estrangeiros e
da fasenda. Isto me parece muito mais sim-
ples e natural porque nao outra cousa mais
que urna simples formula da cmara ; a cmara
nao obriga aos srs ministros a virem cmara
se nao quiserem convida-os. Ora este con-
vite parece-me nao so a cousa a mais razoa-
vel mas mesmo a mais urbana a mais poli-
da. Tratando-se de urna materia tao grave co-
mo o voto de gracas eu creio que haver
muitossrs. deputados que queiro censurara
conducta do ministerio principalmente des-
tas duas repartieses ; e se isto exacto pare-
ce-me que nada ha mais urbano, nada mais
polido nada mais civil do que mandar preve-
nir a esses srs. que venhao preparados para jus-
tificar a sua conducta perante a cmara. Creio
que a cmara reputa isto urna cousa tao conve-
niente que em gera! tenbo ouvido diser a
muitos srs. deputados quando censurao a ou-
tros que nao se achSo na casa que pouca
generosidade. E se assim se entende a respei-
to de um membro da representadlo nacional ,
julgo que nao muito generoso censurar os srs.
ministos quando se nao acho na casa. Por-
tanto esta segunda parte do adiamento tam-
bem deve ser approvada.
era intil,
DiiS-
m; que vil SCgSSdfi parte
desnecessaria, superflua porque havia na casa
dous snrs. ministros que podiao responder
pelos seus collegas ; porque segundo disse o
sr. deputado que produsio esta rasao o mi-
nisterio solidario. Sr. presidente, verdade
que no governo constitucional os ministros dc*-
vem ser solidarios ; mas a solidariedade nao se
estende a todos os actos que podem ser censu-
rados : a solidariedade dos membros de um mi-
nisterio deve versar smente a respeito de cer-
tas medidas mais importantes, as quaes nao se
podem faser privativamente por cada um dos
ministros, mas que devem ser tomadas depois
que elles tiverem conferenciado entre sic depois
de se combinaren^
Se acaso os nobres deputados que fizerem
censuras aos ministros fallarem a respeito de
factos particulares, se exigirem informaces dos
ministros que tem assento nesta casa, estaro elles
no caso de dar estas informaces? Parece-meque
nao; parece-meque nao se acharan habilitados.
Eu creio, Sr. presidente, que os Srs. ministros
queseacho presenten nao querercarregar com
acruz da responsabilidade dos factos praticados
em outras reparticoes ; a responsabilidade dos
factos deve pezar sobre os ministros que os pra-
ticro. Supponho pois que esta razao produ-
cida contra o adiamento nao deve prevalecer.
Entendo que os ministros podem ser muito
bem convidados pela cmara; se acaso nao qui-
zerem vir nao poder os nobres deputados
ser laxados de pouco generosos porque cntao
tem em seu favor o convite da cmara.
Ouvi tambem produzir outra argumentacao
contra o adiamento. Disse-se que o que se quer
pedir informaces ao governo pedir os re-
latorios ; mas estes nao sao bastantes para nos
ulgarmos da conducta dos ministros, nem do
que fizero pelas provincias de S. Paulo e Mi-
nas ; para isso seria mister entrar no examede
todas as reparticoes de todos os documentos;
seria necessario o parecer da commissao de con-
tas e decretar a sua aecusacao se acaso os mi-
nistros fossem responsaveis. Mas senhores ,
este um meio de illudir a questo (apoiados);
nos nao queremos aqui documentos tantos
documentos quantos sejao necessarios para fun-
damentar urna aecusacao, mas sim tantos quan-
tos sejao necessarios para fundamentar o nosso
juizo na discussao do voto de gracas. Ora, se-
nhores se nos quizessemos exigir os documen-
tos pelos quaes podessemos provar ou averiguar
a conducta dos ministros em cada urna das re-
partieses ; se quizessemos esperar pelo parecer
da commissao de contas isto era illudir com-
pletamente a nossa esperanca, porque nunca as
commisses de contas dario parecer a respeito
de cada um dos ministerios, como tem sido re-
conhecido mesmo pelos Srs. ministros que
nao possivel a commissao de contas ir exami-
nar as dilTerentes reparticoes publicas todos os
documentos que justifiquem as despezas feitas
nessas reparticoes a moral id ade dessas despe-
zas ; se sao ou nao ordenadas legalmente, etc.:
isto creio que tem sido doutrina corrente para
alguns senhores que sao membros do ministerio.
Logo para que esperar o parecer da com-
missao de contas para averiguar a conducta dos
ministros? Nos nao queremos tanto : o re-
querimento propoz que se adiasse a discussao a-
t que viessem os documentos j solicitados da
reparticSo dos negocios estrangeiros e o rcla-
torio do Sr. ministro competente e de outros
que faltao para vista do exame dos docu-
mentos fundamentar o nosso voto na discus-
sao da reposta falla do throno. Este desejo
parece-me justo.
OSr. deputado pela provincia de Pernam-
iuco produ/io tambem um argumento contra
o requerimento. Disse o nohre deputado que
o nosso estado de paz nao tao seguro como se
pensa; que muito delicado, muito melindro-
so, e que talvez estejamos com urna guerra in-
minente ; que o rol da America se conflagra ;
donde pareca inferir o nohre deputado fque o
Brazil devia. ou era chamado ou obrigado a to-
mar parte nessa conflagracao.
Parece que a forca deste argumento 6 que ,
a vista desse perigo em que nos achamos de-
viamos unir-nos todos para dar forca ao gover-
no e mesmo ao ministro dos negocios estnm-
geiros a todos os ministros. Parece-me que
este raciocinio feito pelo nohre deputado prova
o contrario do que elle teve em vista.
O Sr. M. Monteiro : Eu nao disse tal
cousa.
O Sr. Souza Martins : Estou ento en-
gaado ; porm lembro-me de que ouvi o no-
hre deputado dizer que o estado de paz nao
mais do que apparente que pode a cada mo-
mento verificar-se o facto da derrota de Rivera :
e disse mais o nobre deputado que as tropas ar-
gentinas tinhao passado o Uruguay e que
nos por um artigo da eonvencao com a rep-
blica de Buenos-Ayres, eramos obrigado a in-
tervir nos negocios (Ja provincia Cisplatina, pa-
minente. Creio que foi isto o que disse o no-
bre deputado.
O Sr. Maciel Monteiro : Isto assim.
O Sr. Souza Martins : Mas quando o
nohre deputado produzio este argumento en-
tendo que foi com este fim : que o nosso estado
de paz to precario que (levemos unir todas
as nossas torcas aos ministros....
O Sr. Maciel Monteiro : Nao disse aos
ministros.
OSr. Souza Martins: a illaco que
tiro do seu argumento produzido contra o adia-
mento.
OSr. Maciel Monteiro: Est engaado.
OSr. Carneiro da Cunh* : Eu tambem
entend assim.
O Sr. Souza Martins : Mas a nica il-
laco que pude tirar. Ora se isto exacto,
urna razao dernais para solicitarmos osesclare-
cimentos pedidos ; porque, senhores enga-
nar-nos illud.r-nos, dizer-se no discurso da
corda que contina o estado de paz com as na-
coes estrangeiras e que se espera que elle nao
seja alterado (apoiados). Se acaso o nosso es-
tado nao este Se estamos em um estado pr-
ximo guerra venhao esses documentos para
que o possamos verificar. Creio que exacto es-
te facto-que nohre deputado por Pernambuco
asseverou pois que elle pessoa to habilitada
nos negocios de relaeoes exteriores que nao
havia deformar levemente um juizo, se nao
tivesse dados para isso.
O nohre deputado tem relaeoes com os mi-
nistros da corda e pode por consequencia as-
severar na casa factos com conheci ment de cau-
sa. Portanto estou convencido que o argumen-
to produzido pelo nohre deputado de Pernam-
buco justifica o adiamento. DeVemos indagar
quanto possivel a verdade ; porque eu tam-
bem concordo com a opinio do nobre deputa-
do de que o estado do paiz precario que nao
o que se nos assegura. esta mais urna ra-
zao para se exigir esses documentos ; porque ,
se verdade que nos estamos na vespera do
rompimento de urna guerra creio que o dis-
curso do throno nao nos devia engaar.
O nobre deputado de Pernambuco a quem
me refiro citou tambem os estylos das nacoes
estrangeiras em opposicao ao adiamento. Eu
niio sou versado em estylos de nacoes estrangei-
ras como o nohre deputado ; porm o que sei
que na Inglaterra os ministros tem assento na
cmara dos communs oque tambem aconte-
ce na Franca e podem tomar parte as dis-
cussoes quando o entendem conveniente. Isto
o que sei a respeito de estylos de nacoes es-
trangeiras. Creio que antes a favor do con-
vite e nao contra elle o exemplo trazido pelo
nohre deputado dos estylos das nacoes estran-
geiras. Parece-me que ninguem mais habi-
litado que o nohre deputado para asseverar isto,
pois viajou para essas nacoes.
Sr. presidente, eu nao tomei notas das dis-
russes anteriores : respond smente as objec-
eoes feitas ao adiamento que me i/erao mais
sensacao e que me restro na memoria; as de-
rnais creio que erao cousas de muito pequea
entidade ; e por isso entendo que a cmara nao
tem razao nenhuma ponderosa para votar con-
tra o adiamento. Voto pelo adiamento.
OSr. Wanderley : Sr. presidente como
autor do adiamento devo dizer ainda duas pa-
lavras em sustentaco delle. Eu ser>a de cer-
to laxado dp imnruHenfe, seno de nimiamen-
te ousado sequizesse reproduz^ em favor do
requerimento que tve a honra de submetter
consideraco desta augusta cmara as razoes
que to bellamente foro produ/idas pelo hon-
rado deputado pelo Cear que me precedeu.
Limitar-me-he pois a fazer algumas novas
observacoes a respeito de varios argumentos
que foro apresentados em contrariedade a ou-
tros que havio sustentado o requerimento em
discussao.
Senhores um dos primeiros argumentos i-
lem daquelles que rebateu o nobre deputado
pela provincia do Cear trazidos contra o a-
diamento foi que os esclarecimentos pedidos ,
e quaesquer outros que de novo podessem ser
requeridos ero inuteis, porque esta cmara
de maneira alguma de varia de approvar o pro-
cedimento do ministerio actual por isso que
ella havia sido eleita debaixo das inspiracoes da
sua poltica. Em apoio desta asserco trou-
xe o nohre deputado pela provincia de S. Pau-
lo a quem tenho a honra de referir-me, o
facto de naoterem sido reeleilos os membros
da passada opposicao e pareceu-me querer
dohi dediwir a consequencia de que as infor-
maces cro superfinas urna vez que nao po-
da ter por efieito um voto de censura ao gabi-
nete. Apenas tal proposico foi arriscada nes-
ta casa, immediatamente tive tenco e medispuz
a pedirpalavra para, ao menos de minha parte
compromisso tenho senao sd a minha cons-
ciencia ; e por ella me hei de guiar na decso
dos negocios que nos forem affectos sem
me importar saber se a cmara implcitamente
approva a marcha actual dos negocios.Por
ora notem bem os senhores nao se trata de
ulgare comparar a poltica passada com a pre-
sente ; eu mesmo nao sei se apoia-la-hei ou
nao ; trata-se de obter informaces que nos
habilitem a estabelecer este julgamento ; esta
comparaco e ver se o ministerio tem sido
fiel s condiedes de sua existencia. Portanto
quererem os honrados deputados que eu vote ia
ej o voto de gracas darem como averigua-
do aquillo que ainda depende de prova. Nao
queirao os honrados membros por esta forma
estabelecer urna semelhanca, um ponto de con-
tacto entre a opposicao que por ventura agora
se possa a/cr aos actos do gabinete com a op-
posicao desregrada que ha pouco levantou o gri-
to de rebelliao ou sedcao as provincias de Mi-
nas e S. Paulo (apoiados ). Eu da minha
parte declaro que sempre reprovei, reprovo e
reprovarei taes meios de opposicao, quando a
constituicao e as les nos oflerecem outrossem
ser o recurso s vas de acto ; nao: nunca nos
concordaremos com urna opposicao semelhante
aquella que appareceu e acabou no campo da
batalha (muitos apoiados ) Conseguinte-
mente senhores esta especie de solidarieda-
de que se quer estabelecer entri a poltica tran-
sacta do gabinete e sua opposicao entre a po-
ltica .ctual e a opposicao que possa acaso appa-
recer nao nao pode ser bem cabida.
Senhores os honrados membros a quem
tenho a honra de combater nao podendo
desconvir da conveniencia de se formular um
pensamento poltico no voto de gracas quize-
roenxergar no projecto da commissao quanto
era suliciente que esta cmara expozesesse o
por conseguinte a desnecesidade das infor-
maces para maior desenvolvimento desse pen-
samento. Mas eu peco cmara que se re-
cord, que quando apresentei o meu a-
diamento, fundando-o alm de outras
razes, na ambigudade, na falta de cOr
poltica do projecto de resposta ao discurso
da corda o honrado relator da commissao res-
pondeu a esta minha censura concordando em
que na verdade a resposta nao tinha edr polti-
ca alguma nenhum elogio nenhuma censu-
ra e nem a podia ter balda como cstava a
commissao de informaces.
OSr. Rortrigues Torres diz algumas palavras
qne nao ouvimos.
O Sr. Wanderley : Se o nohre deputado
duvida eu aqui tenho o Jornal e posso lr suas
palavras. 0 2. membro da commiso de-
putado pelo Rio de Janeiro explicando o seu
pensamento discordou inteiramente do seu
collega e allirmou que a resposta falla do thro-
no continha dous tpicos mui significativos que
revelavao noum elogio, mas urna censura
(apoiados) ; um era aquelle que se referia s
relaeoes; outro ao estado de financas eseu
melhoramcnto. Veio depois o 3. membro da
commissao deputado por S. Paulo e disse
que a resposta naocontem censura alguma mas
um elogio ao governo Ora se todos os hon-
rados membros da commissao estao assim di-
vergentes ; se cada um nao sabe o que o ou-
tro quiz, como aflirmar se que o voto de gracas
CQutem um per.sanicr.ic poltico quaiquer ou
ao menos quanto baste na actualidade ? Como
poderemos votar urna resposta sem significaciU)
alguma? A qual dos membros da commissao
devo acreditar para dirigir meu voto ? Quanto
a mim acredito mais no honrado relator que
melhor que ninguem s<.bc o sentido cm que
redigio a resposta ; e a redigiota bem que
agradou a todos os seus collegas posto que
divergentes frisadas).
Sr. presidente tem-se querido admittir e
sustentar que na resposta falla do throno ,
nao sedeve admittir censura alguma. Mas os
honrados membros, deputados por S. Paulo e
Pernambuco que foro ohrigados a sustentar
esta opinio, viro-se depois tao atrapalhados
no seu desenvolvimento com distineces en-
tre pensamento poltico da cmara c censura
&c. que me nao fizero mudar de proposito.
E por que forma qui/erao os honrados de-
putados provar que nao convinha censurar o
gabinete na resposta falla do throno ? l.re-
correndo aos estylos das nacoes estrangeiras que
vivem soh o systema constitucional ; 2." com os
precedentes desta casa. Eu creio, Sr. presi-
dente qne nunca entre as nacoes civilisadas
se estaheleceu o precedente que os nobres de-
putados invoco em abono de suas opinioes ,
e que ha ao contrario exemplos de voto
de gracas contendo censura aos ministerios.
Quanto aos no-sos estylos sendo cu deputado
ra a manutencao da sua independencia; e que as recommendaces de partido algum que nao
adoatofui eleiln oh ss nnniM>iW dessn poltica 2
protestar contra ella ; eu pois altamente deca- novo que pela primeira vez tem a honra ae
ro que nao dpvo a honra de sentar-me aqui ser um dos escolhidos da ncar, nao posso ar-
gumentar nesse ponto com o nobre deputado ,
forr a nnrhnc mnifo ante-
me
citn mi. r/l
por consequencia o Brazil era chamad...
mar urna parte nessa guerra que eslava im-que se allude e por consequencia nenhum j riores, em 1830 se bem me record do que


1i, sahio desta mcstrn casa um voto de gracas
que
continha censura ao ministerio.
Alguns Srs. Deputados: Ecm 1837
tambem.
OSr. Wanderleg : Muito bem; vem
mais este exemplo em apoio da minha opiniiio.
Lembro-mo igualmente que quasi todos os an-
nos, por occasiao da discuisq do voto de gra-
tis tem senpre apparecido emendas ou pa-
r elogiar-sa ou pira ccnsurar-se o minis-
terio.
Se assim tem succedido segue-se que a
t-onsura nao contraria aos precedentes ; alias,
d -putados lio versados no? estylos parlamenta-
res nao ousariao propor tses emendas. Este
argumento do? honrados mimbro? parece antes
calculado para espantar a no? oufros deputados
novo?, ignorante? do? usoj e estylos desta casa,
do que tirado de sua* convicces.
Por estas poucas rofbxdes que timbo feito ,
v-seque, por qualquer lado que encaremos
asrazes que os nobres deputados deduzem con-
tra o adiamanto ellas nao podem ser produ-
ce n tes: nada seperdecm demorar por poneos
diase4a disnissio demora que nao pode ex-
ceder a i dias porque os ministro?, tanto em
cinririmento de sea dever como pela aossa
decisio se apressaro em vir apresontar os re-
latnos de suas competente? repartieses.
Lembro-me agorado outro argumento no
qual pareoeu fazer muita (brea o bonrado depu-
tado por S. Paulo. Disse elle que o meu re-
querimento a nada menos tenda do que aes-
tabule-erum exame sobre todos o? actos da ad-
ministracao em seusdifforentes ramos ; e que
isto seria longo e qua?i irrealisavel. Prde
o honrado deputado : tirn urna consequencia
muito lata do meu requsrimento; deu-lhe um
alcance que elle em verdad;: nao tem nem eu
lhe quiz dar. Eu nao exijo que se va exami-
nar se o ministro da fazenda gastou nial esta
ou aquella quantia fez este ou aquello pe-
queo dsperdicio. Sei que se fosse a esperar
para dar o meu votoque antes se examinas-
se o esta lo do thesouro que se tomasse cont
aquella reparticao esperara ate o da de jui-
20 ( risadas ) ; porque me consta que s o;
livrosque se tem de examinar dao trabalho para
loogOS annos. O que desojamos o que que-
remos ronhecer polos relatorios, das me -
didas mais geraes dos actos mais sonsiveis,
daquelles que mais directamente affectao nosso
systoma e prosperuhde como, porexemplo,
as medidas sobre suspensio d garantas a
marcha de nossas relaedes exteriores, &c. &c,
e entao eso entao poderemos dar um voto se-
guro, prestando ou tirando nossa confianoa ao
governo. Este cmara deve tomar a posioiio
elevada que lhe compete deve fazer-se sentir,
mostrar que existe e nao ir......ir. como
que a reboque.
Entretanto Sr. presidente, nao tenho
outro interesse em que passe o adiamento so-
nao aquelle que um deputado deve tomar pelo
bom andamento dos negocios pblicos: quando
o propuz foi porque o entend til, sem que
partissede comhinacao alguma : as poucas re-
laooes que tenho o isolamento mesmo em
que vivo nao me permittem seguir senao mi-
nhas nicas inspiracoes. Continuo a votar
pelo adiamento : a cmara o approvar se
quizer.
1MU1L1A3 IJIVCItSA.".
Causas da dissoluco do Ministerio de 23 de
marco segundo o Sr. Honorio.
O actual ministro da justica e interino dos
negocios estrangeiros expoz ao senado na ses-
sad de 23 do corrente os .motivos da dissoluco
do ministerio, e os principios que se propoc
seguir na administracao publica. Chicarnos o
chele do novo gabinete :
Chamado pela confianca da coroa a orga-
nisar um novo gabinete julgo dever da minha
nova posirao dar cxplicacScs ao corpo legislati-
vo sobre os motivos da dissoluco do ministe-
rio a quem eu e meus collegas succedemos.
A coroa entendeu que o gabinete passado es-
tova dividido e malogradas as tentativas de o
harmonisar, de o fazer convergir em opinides,
e de restabelccer entre os dignos memhros d'es-
se gabinete a mutua confianoa que devera en-
tre elles existir julgou que convinha a sua
dissoluco.
A coroa recusou-se a idea de recompor o mi-
nisterio idea que eu mesmo propuz movido
j pelas diffiouldades que se me ouereceram
organisaclo de um gabinete forteincnte consti-
tuido como as necessidades da situacao me
parecido exigir ja pela oonsideracao de nao
ter havido em nenhuma das cmaras manifesta-
cio que denotasse a falta da maioria em algu-
ma dolas.
Minha dedicacSo cd mcus collcgas ao
snico do paiz, nos fez aceitar a honrosa (ar-
la de dirigir seos negocios: nos nao nos Iludi-
mos; nos comprehendemos todas as difjjculda-
desdasitnacSn A. nteTideda do imperio a-
ucudu no Rio Grande ; um dficit horroroso
verificado quando parocem esgotados todos
os recursos ; recentes com mocdss polticas em
duas grandes provincias que, abalando a or-
dem causarao males que ainda nlo esto re-
parados ; empenhos costosos contrahidos; c
por ultimo as complicamos da politica externa ;
tudo, Srs. foi por nos considerado e eom-
tudo nos aceitamos o poder esporanooso? de
merecer a vossa confianza digo a confianoa do
corpo legislativo. Sem ella impossivel e que
possamos desempenbar a tarefa de que nos in-
cumbimos; assim, no momento em que ella nos
falte nos resignaremos osso pudor assim como
o farcinos promptamente ao menor signal da pe-
da ou mesmo do enfraquecimento d'aquella
que a elle nos cbamoii.
Dalas, Srs., estas breves explicaedes sobre
os motivos da dissoluco do gabinete passado ,
e indicado que comprehendemos e aceitamos
as condicoes do systema representativo que
felizmente nos rege resta-me dizer alguma
cousa que vos oriente na marcha que a admi-
nistracao pretende seguir.
Nossas opinides sio conhecidas no paiz ; as-
sim nada direi a respeito. Assoguro-vos que
estamos concordes e unidos, e queremos ser
solidarios, porque esperamos conservar o mes-
mo acord em tod.'.s as solucde? a dar as (pies-
toes pendentes embora alguem quizesse en-
xergtr divergencia no nosso juizo acerca do pas-
sado acerca de factos consumados.
Nosso principal intento e continuar vigoro-
samente na paeifioaeao da provincia do Rio
Grande do Sul diligenciando acabar a desas-
trosa guerra e rebelliao que a dilaceram ; man-
ler severa economa, em todos os ramos da ad-
ministracao niin promovendo nem fazendo
dospozas que nao sejam neoessarias ou gran-
demente utes, ou a que nao estojamos oliri-
gados por empenhos anteriores; solver as quos-
loos externas sem comprometter a dignidado na-
cional as prorogativas do corpo legislativo e
os interesses do paiz.
Eis Srs. nossas vistas geraes se ellas
sao conformes as vossas dai-no? francamente
vossa confianca, prestai-nos vosso concurso,
se o nao sao fa/.ei ao paiz o servico de negal-
o prompta e decisivamente para quo se or-
ganise novo gabinete que forte pela vossa
confianca possa corresponder do monareha,
vencer os principaes eiubaracos da situaoao e
fazer o bem possivel.
Terminou na cmara dos deputados em a
sesso de 25 do corrente o enfadonho debato
das eleiedes da Cachoeira vencendo-se quo sao
millas as primeiras desta freguesia e das de
Santo Eslevad de Jaquipe, e Madre de I)eus e
a votacao do Collego da Coclioeira.
No mesmo da no senado cncerrou-so a
discussaS do voto de gracas, e passou por )
contra 13 votos o projooto da commissao, 11-
cando projudicado o do Sr. Alves Branco.
O senado rejeitou na mesma sessad tros reso-
liicdes que permittiad a Santa Casa da Miseri-
cordia de Valenca da provincia do Rio de Ja-
neiro; s Religiosas da Lapa e Ordem 3.a
de S. Domingos, na Babia o possuirem bens
de raiz.
O attenfadoeommettido em Pernambuco,
pelo eommandante da escuna de guerra Pri-
meiro de Abril contra o mestre do brigue Auro-
ra e por ultimo o atroz assassinato de Antonio
Francisco do Reg Barros tem dado vasto as-
sumpto a acerbas, mas, em quanto a nos, in-
fundadas senao injustas aecusaces, na cma-
ra dos deputados, contra o Sr. Barad da Boa
Vista.
Hontem encerrou-se esta desagradavel dis-
cussad sendo rejeitado o requerimento do Sr.
Urbano, eapprovadaa emendado Sr. Maciel
Montciro para que se pecad ao governo informa-
rnos cerca do acontecimento oecorrido em Per-
nambuco a bordo da escuna Primeiro de Abril,
de que era eommandante o primeiro tenente L-
zaro de Lima, contra o mestre do brigue Auro-
raOttn emenda do Sr. Nunes Machado foi
tambem rejeilada.
COMMERCIO.
Sahidos no mesmo dia. ... i
Genova ; brigue sardo Silmtio capitao Joao
Baptista carga assucar.
Angola; brtgue nacionalPernambucana, cap j
tio Francisco Jos Concia carga assucar e
epuros: passageiro Ladislao Constantino Al-
ves do Nascimonto brasileiro.
Stokcholmo ; brigue sueco Laditquel capitao
Charabba carga assucar e couros.
"EdialT
Alfandega.
Rendimento do dia U......... 2:3078369
DescarregSo hoje 15.
Patacho Justina fazendas manteiga e
unto.
Brigue Chantclur bacalho.
Brigue Gleubim frat carvad.
Barca Izabel barricas varias.
Movimeiito do Porto.
Pola administracao da Meza do Consula-
do se faz sabor que no dia 17 do corrente mez
so ha de arrematar porta da mesma adminis-
tracao urna caxa dassucar branco apprehendida
polos respectivos empregados do trapiche da
Companbia por inexaotidao da tara ; sendo a
arrematacao livre de dospesas ao arrematante.
Meza do Consulado de Pernambuco 13deFe-
vereiro de 18W. Miguel ./rcanjo Monteiro
dAndrade.
Heclaracoes.
G\ apoT S. Sebastio recebe as mallas
para o Norte hoje (15] as 3 horas da tardo.
Pela Siib-dologatura de Polica da Ir
gueriadoS. Antonio, SO faz publico quena
cadeia desta Cidade se acba recolhida urna prota
que diz ( hamar-se babel e ser escrava do Sr.
ten. Felippe; assim como foi approhendido un
cavallo com cangalha abandonado na ra da
Praia desta freguexia : o quo se faz publico pa-
ra oonhecimento de quem possa nte'rssar. Sub-
delegatura de Polica da freguexia deS. Anto-
nio \\ de Fevereiro de 18V3.
O lancador dos predios urbanos do bair-
ro do Recife faz publico, que nos dias 10 e
17 do corrente tora bisar a collecta pelos ho-
cos do (ampollo Montciro, Largo, ruada
Senzalla nova Guia travossa da Sen/alia .
becodas Miudinhas o ra de Apollo.Frun-
ciseode Paula e Silva.
Por ordem do Senhor inspector da tho-
souraria da fazenda se faz publico que o
concurso para os lugares deterceirosescriptura-
riosda mesma thesouraria marcado para odia
18 do corrente fica transferido para outro dia ,
quo com anticipaoao seranniinciado Secre-
taria da thesouraria da fasenda de Pernambuco
H do fevereiro de 18-3.No impedimento
do official maior Ignacio dos Santos da Fonceca.
= O Dinamarquez Joban Andreas Bartbo-
lomeus Ilolst ou Joban Andreas Reinbold
Holst, que em De/embro de 1820 parti da
sua patria como marinheiro abordo do navio
Lucrecia, e em 1830 estove em Arica pelo
presento citado para se apresontarnesta legacao,
por causa de urna heranca que lhe pertence ; e
roga-se a todas as pessoas que do mesmo pode-
rom dar noticias de o'tazer. Legacao Real de
Dinamarca no Rio de Janeiro em 10 de Janeiro
de 18i3. Joao Carlos Pedro Prgtz.
CIRCO OLVMPICO.
Variado Espectculo
Para quinta feira 16 do corrente.
1.* parte.
Differentes dancas sobre a corda.
2.a parte.
Saltos gymnasticos pulos mortaes, novos
dobros de corda elegantes pvramides, jogos
i.:______ o.. <
3.* parte.
Excrcicios equestres, entre outras novida-
des a cavallo a galope com sella, e sem ella ; se
executara |>ela primeira vez a heroica scena do
Cossaco Russo em guerra alem desta a gracio-
sa scena dos dous palbaoos intitulada omorto.e
vivo; asi posiedes acadmicas, e as atleticas'sobre
2 oavallos em pello.
Terminar o espectculo com um gracioso
pantomimo intitulado os
Tres amantes {Iludidos.
Principiar s 7 '/ horas da noite.
Proco dos bilhetes de camarote....... 8:000
Ditos de varanda.................. 1:500
Ditos de platea................... 1:000
Vondem-se no Amphi-theatro ra da Flo-
rentina ; e na loja de miudezas n. .39 da praca
da Independencia.
N. B. O sol)rdito espectculo foi annuncia-
do para boje quarta feira ; porem em conse-
quencia de trabalhar o thcatro publico foi
transferido para amanbaa quinta feira 10 do
corrente.
ra 17 do corrente, s 10 horas da manha no>
primeiro andar da sua casa ra da Cadeia n."
3i de um completo sortimento do mobilia no-
va toda de Jacaranda, chegada prximamente do
Porto pelo navio Ventura Feliz consistindo
em cadeiras do varios fe i I ios, canaps, sofs ,
camas grandes e pequeas commodas, touca-
dores bancas de jogo marquezas, secreta-
rias guarda-roupas, e estantes para livros, &c.
Lonoir Puget& Companhia faro leilao,
por mtervenefio do corretor Oliveira e conta
risco de quem portoncer de grande e esplen-
dido sortimento de fazendas Francezas e da
Suissa dla, seda, e algodao e de superi-
ores oleados sapatos para hoinem, e para sr.\
botins para homcn borzeguins para senbora
ditos decouro do lustro &c. : C)uinta-fera
10 do corrente s 10 horas da manha em pon-
to no seu armazom da ra da Cruz.
Os credores de A. Faton successor do
relojoero Dubois, na ra Nova cottnulo o
leilSo por intervencSo do corrector Oliveira, dos
relogios de ouro e prata para algibeira, ditos
de parede trancelins, caixas para tabaco al-
finetes de peito aunis, brincos, pulceiras ,
adereces para senboras, e inlinidade de galan-
teras de ouro prata e de podras preciosas ,
assim como da armacSo da loja, &o. ; quarta
feira lo do corrente s 10 horas da manha em
ponto.
B.
visos diversos.
Avisos martimos.
Navio entrado no dia 13.
Rio Grande do Sul ; 38 dias; brigue brasileiro
Paquete de Pernambuco de 189 toneladas,
capitao Marmol Jos d Azevedo Santos e-
quipagem 10 carga carne secca : ao pro-|
prietario Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Nario entrado no dia 14.
Terra Nova; 30dias; brigue inglez Chamte-
,1ni- Ao OH" (nnolnilns rnnitSo Ttavl C'jr
je equipagem 12 carga bacalho.
: Para o Rite Janeiro com muita brevi-
dade por ter seu carregamento prompto o bri-
gue nacional Senhorada toa Viagem forrado
do cobre; para passageiros, eescravos a frote
trata-sc com Domingos Alves da ("unba ra
estreita do Rozario n. 13.
Leilocs.
O corrector Oliveira far leilao sexta fei-1
Lotera do Theatro.
Nao tondo sido possivel effectuar-sc o anda-
mento das rodas da lotera no dia 14 do cor-
rente como se annunciou em consequencia
de ter ficado um croscido numero do bilhetes
por vender na importancia de 7:500,000 rs. ,
fica por esta razSo transferido o andamento das
mencionadas rodas para o dia 21 do presento
mez, lqiieni ou nao bilhetes por vender.
Cjuein annunciou querer comprar um bal-
cao com 13 palmos de comprimento pode pro-
curar na ra da Senzalla nova n. 6, quo
achara um muito bem feito e novo.
= Manocl Joaquina Bodrigues de Souza ,
morador na ra do ueimado faz sciente a
todas as pessoas quetivorem pinhores em seu
poder vencidos osvenhao tirar, no prazo
de 8 dias, e nao o fazendo serlo vendidos para
seu pagamento i e dos juros.
= AntonioJoaquim das Santos Andrade;
retira-se para fora da provincia.
Aluga-se urna ama forra vinda a pouce
do mallo, com muito bom leite para criar ;
quem a pertender, dirija-so ao atterrodos Aflb-
gados casa n. 80.
Quem precisar de urna mulher para ama
de casa de homem solteiro, ou viuvo de por-
tas a dentro ; dirija-se a ra Nova loja n. 58 ,
das 8 as 9 horas da manha.
lioga-se ao Senhor doutor juiz dos or-
laos que a bem das partes e orlaos tome em con-
sideracao a arrematacao pelos alugueis da casa
de fra de Portas n. 71, que anda em praca ,
pois consta andar encapotada que sondo o sea
aluguer {\% rs. um herdeiro interessado no
capote pedio a sua avaliacao por7S rs. para as-
sim rir-se dos mais interessados.
No botoquim da Cova da Onca conti-
nua-se a vender almocos e janlares para fora,
com toda a nerfeieo o humosa no mesmo
precisa-se de um moleque para servico do mes-
mo.
= OSr. que no Diario de 11 do corrento
annunciou querer vender urna negrinha de 12
anuos com principio de costura ; dirija-se a
ra da Linguete n. 8, segundo andar: na mes-
ma casa precisa 80 de urna negra que saiba co
zer solTrivolmente eengommar, sem vicios ,
nem achaques.
= \V. Hadield c familia retira-se desta
provincia.
Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por bataneo : na ra da 5
ponas n. 23.
= Da-so para morar gratuitamente um sitio
com boa casa de vivenda e arvoredo de fruto ,
perto desta cidade ; somonte com a condicao
de o conservar e nao destruir e consertar as
cercas e a casa quando preciso for : quem o
pretender dirija-se a ra de Hortas n. 140.
= Joao Francisco Pereira Brasileiro, re-
tira-se para a Villa do Ass levando em sua
companhiasua mulher, 6 filhos menores, e
um escravo do gentio de Angola de nome
Manoel.
:= Precisa-se fallar a negocio de seu inte-
resse com a Senbora D. Senborinha de tal, vin-
da a poueo da Parahiba do Norte para o que
far o favor de annunciar a sua morada.
x= Alttga-se o primeiro andar do sobrado
em Fora de Portas por cima da segunda ven-
da : a fallar na mesma.
Preciza-se fallar com o Sr. Antonio de
Souza Rangel para negocio de seu interesse ,
no hoco do Pcixe irrito, hoje travessa do Quci-
mado n. 9.


Aluga-se urna canoa aberla., que carre-
ga 600 tijolos : na rya do Caldereiro, n. 56.
Aluga-se o armazem e o primeiro andar
4
quer genero segundo a ordem de seu dono, des-
pachar nos tribunaes e o mais que Ihe man-
darem fazer por saber 1er, ascrever contar ,
lACnKMj j -~.-j.-~-_ r.-------., uui-iii uuer por sauer icr, ascrever, cunear,
,!.? druadoV.gano,n. 31, cujo ar- e por ter pleno conhecimento dos negocios des-
arma/emtcm grandes propon-oes para socar as-, ta cidade ; quem o precisar, dirija-se a ra
sucar.ou outro qualquer cstabclec.mento ; ? de Agoas verdes n. 36.
No da 11 do corrente pelas 2 horas da
ro qi
quem o pretender dirija-so ao abaixo assigna-
do, na estrada de Joao de Barros, ou na ra da
Gloria, n. 62-
Joo Nepomoceno Ferreira de Mello.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado ,
junto ao ferreiro Caetano, na ra do Amorim,
tambem se prefere toda propriedade : a tratar
na ra velba n. 57.
Manocl Francisco Coelho professor de
grammatica latina do collegio S. Cruz se pro-
poe a ensinar a Jingoa latina a tarde em sua
cjsa ; quem se quizer utilisar dirija-se a ra
do Mondego n. 50.
Francisco Antonio Coelho partecipa ao
respeitavel publico e principalmente aos seus
freguezes, que mudou a sua residencia para a
ra do (Collegio n. 9.
Da-se 100,000 reis a premio a dous
por cento ao mez sobre pinhores de ouro, por
bastante tempo e discontando logo o juro :
na ra do Cabuga loja de miudezas defronte da
Matriz.
Precisa-se fallar ao Sr. Joao Fernandos
Rodrigues Paranhos, da freguezia de S. Chris-
tovao lugar do sobrado para negocio que se
tem de tratar com o mesmo Sr. ; por isso quei-
ra dirigir-se a ra da Cadeia nova n. 19.
Furtaro do oiciul que montou guarda
no da 12 do corrente em palacio novo um
Jelogio horisontal de prata faltando-lhe a
molla de saltar com corrente de ouro que
tem de peso nove oitavas de ouro o tem no
sinete as letras seguintes F. H. ; a quem for
oferecido dito relogio far o favor de o ap-
prohender o leva-lo no Atierro da Boa-vista a
.Manoel Francisco Lagoa, que gratificar ge-
nerosamente.
== O abaixo assignado roga terceira vez ao
Sr. Francisco Antonio da Santa Cruz queira
no praso de oito das se dirigir a ra das 5
pontas n. 32 a negocio que Ihe interessa c
o nao fazendo no dito praso, se publicar o mo-
tivo porque se manda chamar. Jos da Silva
Moreira.
= Urna pessoa que escreve sofrivel, se ofle-
rece para por em limpo alguma escripta; quem
precisar anuuncie.
= O portuguez que se oflerecc para cobran-
cas tendo-se engajado com algumas pessoas ,
anda se pode contratar com mais algumas;
quem precisar annuncie.
*f Precisa-se de urna preta para vender
azeite : na travessa do Livramento n. 20.
Antonio de Castro Delgado ensina gram-
matica latina de manh e mathematicas puras
a tardo, em sua casa, na ra da Viracao
n. 31. '
Pratende-se alugar urna casa terrea nos
lugares seguintes : ra de S. Thereza Hor-
tas, e Pateo do Carino, que seu aluguel seja
de 10 a 12,000 rs. : na ra do Caldereiro,
n. 12.
Quem precisar de um caixeiro para loja
de fazendas, miudezas ou de ra o qual
d fiador a sua conducta, dirija-se a ra do Cal-
doreiro n. 56.
A pessoa que annunciou por esta folha
3ueror contratar a venda de dous mil couros,
rija-se a ra das Cruzes n. 5.
,. = O Sr. A. F. S. B. qoia dentro de 8
tfias mandar pagar a quantia de 77,098 rs. de
aluguel de casa sob pena de se declarar por
extenco o seu nome acompanbado de algumas
reflexoos que Ihe serao hem desairosas.
O Sr. M. R. dos P. morador na Boa-vis-
ta quoira ir ou mandar pagar urna continha ,
que nao ignora na venda da esquina da ra
dosQuarteis, e quando o nao faca ver o seu
nome por extenco.
Joaquim Lopes de Almeida avisa ao
Sr. Francisco Lopes dos Santos que queira ir
realisar no praso de oito dias o negocio que
nao ignora.
Aluga-se a loja do sobrado em Fora de
Portas, n. 63 com 6 quartos duas salas
muito claras e frescas, cozinha fora, com quin-
tal e cacimba con sahida para o mar grande,
e frente para a ra principal, pintada e acaba-
da prximamente por preco bastante comino-
do : a fallar com o seu propietario Joaquim
Lopes de Almeida caixeiro de Joao Matheus.
Pede-se ao Sr. J. M. da C. S. queira
ir pagar o que deve na venda da ra da Senzala
velha n. 46 pois quem espera 3 annos nSo po-
de esperar mais, do contrario se publicar o seu
nome por extenco e isto no praso de 3 dias :
na mesma venda vende-se arroz superior ao
de vapor em saccas ou por medida por
preco com modo.
= Um homern de idade que da fiador a sua
conducta, se oflerece pora caixeiro de qual-
quer casa para armazem embarcar arreca-
daj o que se desembarcar; cobrar, vender qual-
tarde no forte do Mattos,' chamou-se um
preto para carregar 5 couros espichados para
trazer na ra do Collegio em quanto se paga-
rao os ditos couros ao matuto o preto desap-
pareceo com os couros ; o preto he marcado das
bechigas e com talhos na cara ; a quem for
olerecidos far o favor de apprehende-los,
e dar parte na ra do Collegio n. 16.
Precisa-se alugar urna preta para o ser-
vico do urna sen hora ; quem livor annuncie.
Na travessa da ra que fica no fundo da
Penha casa n. 41, quasi confronte a aboba-
da engomma-se roupa com asseio e prom-
ptido.
Quem precisar de alugar carrocas para
conduzir trastes entulho pipas ou outros
quaesquer volamos, dirija-so a ra de Agoas
verdes, n. 22, ou na ruadas Trincheiras n. 14.
A pessoa que annunciou no Diario de
11 do corrente, querer contratar dous mil cou-
ros a preco de 4;000 rs. a arroba recebendo
adiantado algum dinheiro que precisar sendo
queira com outra condicao e dando garanta ,
para que conservando-se os ditos at findar a
entrega dos ditos dous mil couros, o preco actu-
al de 4,320 rs. a arroba e baixando descontar
no preco igual quanto a dilferenca que fizorem ;
sendo queira annuncie.
Oflerece-se um rapaz Brasileiro de 18
annos para caixeiro de cobrancas ou qual-
quer ontro estabelecimento ; quem precisar,
dirija-se a ra do Livramento loja de sapatos
n. 25 das nove as 10 boras.
O abaixo assignado desde o dia 14 do
corrente deixou de ser caixeiro do Sr. Claudio
Dubeux ede hoje em diante nao tem mais
engerencia nos seus negocios o muito cordeal-
mente Ihe agradece o bom conceito e tratamen-
to que sempre recebeo em todo o tompo do
mesmo Sr. Francisco Moreira Dias.
ba, agulhas francezas em caixinhas, fita de
cs a 320 a peca I uvas de algodao muito finas,
a 320, pentes de tartaruga para marrafas, sus-
pensorios de borraxa a 320 caixas de colxetes
a 80 reis papel de pozo muito bom a 2800 e
3:000 a resma dito almasso muito bom a
3:400 cartas portuguezas e francezas ma-
cassarde oleo agoa de colonia muito superi-
or, botoesde madreperola, meias, e luvasdeseda
preta moias de algodao para boinem muito
finas e pretas para senhora, e mais muitas
miudezas baratas: na ra do Livramento n. 10.
V Pecas de bom riscado americano com 8
covados por 1280, chitas finas com assento
oscuro e branco a 1.40, e 160 reis o covado ,
e para cobertas a 200 reis, cassa pintada ordi-
naria a 120 reis, e fina a 200 reis o covado ,
cortes de vestidos da mesma a 2:000, de supe-
nor chita patente a 2:400 e 3:000 lencos
Compras.
Continua-se a comprar mulatinhas ne-
grinhas, moloques de '12 a 20 annos, para
fora da provincia sendo de bonitas figuras pa-
gao-se bem : na ruada Cadeia de S. Antonio,
sobrado de um andar de varanda de pao, n. 20.
Compra-se urna campoteira e um bule
de prata : na ra de Hortas n. 70.
Compra-se urna escrava que saiba cozi-
nhar e engommar, e que nao seja viciosa :
na ra Direita n. 1.
= Compra-se um balco do comprimento
de 15 palmos e urna halanca grande com pesos
at 9 arrobas : annuncie.
Vendas
^ ende-se methodo geral para viola fran-
ceza com principios de msica escalas ar-
pejos e preludios para todos ostons que en-
sinao a acompanbaro canto : seguido de diver-
sas arias valsas marchas contradanzas e
cavatinas. Mais um estudo particular para fazer
quanto ho possivel os sons harmnicos ; extra-
hido de diversos methodos os mais acreditados :
pa praca da Independencia oia de Jivros nme-
ros 6 e 8.
Pos de parreira muscatel bons de hin-
car e ja dao fructo ditos de estaca para mu-
dar e uvas muscatel : na ra do Caldereiro
n. 56.
Vende-se muito boas bichas de Hani-
burgo a preco muito em conta : na ra es-
treita do Rozario esquina das Larangeiras.
ss Vende-se um moleque de 22 annos, boa
figura muito gil bom canoeiro e ptimo
para pagem : na ra estreita do Bozario, n.
32, primeiro andar defronte da botica.
Vende-se um mulato claro com bom
cabello de 18 annos proprio para pagem ,
tem officio de sapateiro : na ra do Queimado ,
esquina do beco da Congregacao, n. 48.
Vende-se um pequira alazao bem assi-
nalado bom passeiro galopiador e ardigo:
na coxeira da ra de Apollo.
Vende-se o Brigue Americano Justina
de lote de 147 tonelladas, forrado, e enoavi-
Ihado de cobre muito veleiro e prompto
para seguir a qualquer parte; quem pretender
dirija-se ao escriptorio de L. G. Ferreira & C.
= Vende-se urna preta de nacao moca ,
de bonita figura, cozinha o ordinario de urna
casa he boa vendedeira de qualquer cousa que
se Ihe entregue para vender visto quejoste
muito acostumada : na ra do Queimado ,
n. 14.
Vende-se abotoaduras de massa a 640 ,
linhas de carriteis a 360 a duzia escovas para
cabello, tezouras finas a 180 e 200 reis, di-
tas muitO finaS d0Urnri.1 :iIwiiw.I/m: narn Im-
,---------... 4 __. -
de metim a 100 reis, ede cassa a 160 reis, len-
cos de fil de linho com trez pontas a 800 reis ,
pecas de ganga amarella a 1440 algodo-zi-
nho de boa qualidade a 140, e 160 reis a va-
ra fustao fino do bom gosto para colletes a
560 o covado edesetim demaco a 1:600,
pannos de la de boa qualidade a 2:400 o cova-
do eazul para fardam-ntos a 1:600 caze-
miras lisas de listras a 1:600 e cazinetas a
6iO barragana azul para capotes tapetes de
diversos tamanhos e qualidades, e outras fa-
zendas por barato preco : na ra do Crespo ,
n. 10 lojade Antonio da Cunha Soares Gui-
mares'
== Vendo-se rap de Lisboa, de superior
qualidade, por ser chegado no ultimo navio
na ra da Cadeia velha n. 24 esquina do be-
co largo.
Vende-se dous anelessem feitio, cada
um com seu brilhante bastante grande: na venda
da esquina da ra estreita do Rozario que vira
para o Carmo.
= Vende-se urna morada de casa terrea com
chaos proprios, sita na ra de S. Miguel: na ra
de Ortas, n 22.
= Vende-se superior farinha de trigo das
bem conhecidas marcas sssf o ssf podras de
ladrilho ferro inglez, e saccas com farello
tudo por commodo preco: em casa de N. O.'
Bieber& Companhia rua-daCruz, n. 4.
Vende-se espirito de vinho de 36 graos
proprio para chapelleiios, e marcineiros, a pre
(o de 1410 a caada, e sendo em porcoes gran-
des se d mais em conta., latas com sardinhas,
ditas com ervilbas farinha do araruta sag
de primeira qualidade, vinho de Bordeaux ,
Champanhe, muscatel de Setubal Madeiraj
licores finos de franca, marrasquino de primeira
sorte.espermaceteem caixas, cas libras, cha His-
son desuporiorqualidade, e todos o mais g-
neros de venda por preco commodo : na ra
Nova n. 2.
Vende se dous hois mancos e grandes ,
muito bons para servico de carro: na ra do
Queimado n. 4.
= Vende-se duas negras mocas, bonitas fi-
guras urna engomma cozinha e he boa
lavadeira e outra faz renda ecose chao : na
ra da Cadeia do Rocife loja de Joao da Cu-
nha Magalhaes.
= Vende-se urna crioula vistoza de 32 an-
nos sem defeito algum com as seguintes ha-
bilidades ; porfeita costurcira e engommadei-
ra, cozinha faz pao o bolinhos bom co-
mo doces de todas as n.iodades aem de ou-
tros predicados de valor para urna casa de fami-
lia : na ra da Cadeia n. 40.
Vende-se urna venda na ra da Senzalla
velha defronte do beco do Campello n 1%
com os fundos de 500:000 rs. e havendo quem
queira so armaco eospertences tambem se
vende pelo dono ter outras vendas aonde bote os
seus offeitos.
^ ende-se urna apparelha de cavallos ,
acostumados a andar em carrinhos em boa
condirao e preco commodo : em casa de Tho-
maz Payne coxeira na ra das Flores.
, Vende-se urna casa destruida sita na praia
de S. Francisco existindo em p a frente e al-
gumas paredes mais e juntamente todos os ma-
teriaes acho-se era estado de prestarem para re-
edificacao : era Olinda ladeira do varadouro,
n. 25 das 3 horas at 6 da tarde.
Vende-se urna armacao propria para lo-
ja de miudezas, ou calcado muito bem feita ,
Vonde-se bichas violentas: na ra da
Cruzes loja de barbeiro de Goncalo Alves TnS
vares.
No armazem que foi do fallecido Anto
nio Joaquim Pereira no caes da Alfandega'
tem boa colla da Bahia chegada ltimamente '
e vende-se por preco commodo. '
, Vende-se um selim em bom uso : na ra
do Queimado loja de ferragens n. 30
Vende-se azeite doce de Lisboa de sune
nor qualidade, a 500 reis agarrafa: na L
dos Quarteis, n. 18.
Vende-se saccas com farinha a 3$ a sac
ca : no armazem de Francisco Dias Ferreira
Companhia, no caes da Alfcndega, defronte
dacscadinha, assim como saccas com bom mi
Iho por 4:000.
Vende-se um moleque de 10a 11 annos-
e urna cabra com 18 annos : na ra das,Laran-
jeiras sobrado de dous andares que tena co-
che ira.
Continua-se a vender agoa de tingir os
cabellosesuissas: no largo do Collegio, |,,ia
de chapeos n. 6 ; o methodo de applicar a'com-
panha a dita.
No armazem de Fernando Jos Braguez
ao p do arco da Conceico do Becife vnde-
se feijao mulatinho muito em conta saccas
grandes.
Vende-se a dinheiro ou a prazo qU0
convier com firmas a contento a loja na ra do
Queimado, n. 14 com as fazendas que tiver
estas compradas a pouco tempo, da-se seguran-
za no arrendamento ; a tratar na mesma ou
com o Sr. Joao Leite Pitta Ortigueira.
Vende-se urna balanca com cinco
pesos de duas arrobas, dous ditos de urna
e um dito de meia ealguns pezos miudosj
tizados, por preco commodo : na ra do \ ga-
rio n 21.
= Vende-se a Medicina Popular America-
na que tem feito tantos milagres na Cidade do
Bio de Janeiro em curas de Indigestes Tizi-
cas febres intermitentes remitentes, &c.
hemorrhoides, molestias urinarias, toda quali-
dade de chagas incommodos de sen horas fcc.
&c. em fim todas as molestias produzidas pe-
la impureza de sangue. Vende-se em todas as
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
Cruz n. 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joao Keller para commodidade dos
compradores, as lojasdosSr.' Guerra Silva
& Companhia ra Nova Chaves Sales ,
Atierro da Boa-vista e Cardozo Aires ra da
Cadeia do Becife.
N. f. as mesmas casas ticima vendem-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Brandrette.
= Vende-se quatro canoas: na ra do
Apollo n. 15, 2. andar.
- Ainda estao por vender na loja da ra
Direita n. 30 a redo pintada propria para ti-
poia por 8$ rs. o violo de ptimas vozes
por 6gi00 os Diarios de julho a Janeiro deste
anno por 2g240 os chales de metim pequeo,
imitando seda a lg ; assim como a mesma lojas
cujas particularidades se podem ver nos Diarios
31 c 33.
= Vende-se rap de Lisboa muito bom ,
a 30 res a oitava : na escadinha de miudezas
do Abreu na ra do Crespo.
Escravos fgidos.
e por preco commodo : na ra da Senzalla no-
va n. 6.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
com commodos para familia, no pateo do Car-
mo principio da ra de Ortas n. 1, a tratar na
mesma.
Continua-se a vender saccas com farinha,
chegada ulitimamente de Santa Catharina em
porcoes de cinco para cima a 48500, e a reta-
Iho a i:800 a sacca sera amarella a 320 res a
libra caf a 160 reis e cevada nova a 80 rs.
a libra : no pateo do Carmo esquina da ra
de Ortas, ladodireito n. 2.
Vende-se bolaxa a 2:000 : na nadara da
ra Diuiiu n. 34.
Em Maio de 1840 desappareceo um
molecao Joao Cacange e o tratavao em ca-
sa por Jos Cacange escravo do fallecido Joao
Bafael Cordeiro, que foi furtado quando elle
fallecido estava doente em casa de seu cunhado
na ra do Aragao, o Sr. Jos Candido Carvalho
de Medeiros, em quanto aos signaes do escravo
n3o nos lembramosmais, era de estatura regular,
sem barba ps grossos, um tanto apalheta-
dos e assim pedimos ao Sr. Domingos Bento
da Moeda & Companhia que vendo este an-
nuncio, e vendo os signaes cima ditos secom-
bin5o fazendo perguntas ao dito escravo far
o favor mandar trazer a esta praca ao sogro do
dito fallecido Francisco Bibeiro de Brito em
Pernambuco, que satisfar a quem o trouxer o
seutrabalho, e no caso que nao seja o dito escra-
vo participar a quem se devora entregar at
que apareca o dono.
Joaquim, mulato, alto, secco do corpo,
bem barbado, tem urna sicatriz no dedo pole-
gar de urna das maos, capateiro, sabe ler e
escrever alguma couza, falla manso, e ostenta
de forro; he natural da Sorra do Martins na
Provincia do Bio Grande do Norte, aonde foi
escravo de Joz Antonio Saraiva, que o vendeo
em S. Bita doBio Preto da Provincia da Babia;
fgido no dia 14 do corrente, levando huma
trouxa com bastante roupa de seu uzo, entre a
qual urna jaquta de peno azul, outra de chita
cor de mza, e outra branca : d-sc 50,000 rs\
de gratificarlo a quem o aprehender e o levar a
seusenhor ora hosqede ao Convento dcS. Fran-
cisco do Becife, ou a ra da Boda, N. 17 se-
gundo andar.
RECIFE NA TYP. DE M F. DF F. =18* 3


Full Text
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