Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04889


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Full Text
Anno de 1843.
Ter$a Feira 14
1 uilo S"" dependa .la no meamos ; da nossa prudencia mnderariio, rnti^u : Con-
aj memos como principiaran. e aeremos .pon.dos cum .dmir.co entre as Placees nuil
ull.., ( Proclamado da AsaemM'e Geral do BanlL.)
PARTIDAS DOS CRREIOS TERRESTRES,
guianna, Parahiba e Rio grande do Norie aegunda aexias ferta.
Bonito eGar.nhun. a 11) e 24
Cabo Se"""5*"1! R'oEormoao Purlu Cairo Maceio Al aguas no 1. 11 11
o., fi'm e Florea 28. Santo AatSa, quintas feiraa. Olinda lodos o* diaa.
B UIASUA SEMANA.
13 Sg. Gregorio 2. P Aud. do J. de D. da 2. r.
14 Tere. Vabnlim M. Aud. do J. de "i>. da 1. T.
k Ouarl Faustino e J:ivila Mm. Aud. doJ. de da 3. T,
] Quii- Po',lr0 M- AU<1- dJ- Je D- lU l- T"
17 Sext. SiWino B. Aud. do J. de D. da 1 r.
S Sab. Theotonio Prior. Re. Aud. do J. ,1,- D. da 3. r.
1!> Dom. da sex>esimu Conrado F.
de Fevereiro Anno XIX. N Sfi
O Diario publica-* todo, os di.sqaenSo fore Santificado.: o preco da aasignamr. b
de t,e. mil re. por qua.tel pago. adi..t.dos. O, ...m., do. ....gn.nle. .ao .MtrMo
,,..,. o. d. que o .Jo (oren, r.to de 80 ra. por inba. A. recl.m.co.. d.rem .e, d.r.
gid.. a ... Tjp-, ra. da. Cruie. N. 34.oo pnei da Independe*:., loj. de l.rro. N. 6.
Calalo. No di. 13 de l'evereiro. eom'* ltod*-
C.mbio .obre Londre. 27 1[4 SI i Non. Ooho-.Moed. d. 8,400 V.
P.ri. 350 res por fr.nco.
Liab. 100 por 100 de premio
N.
de 4,000
PiATi-Paocoei
a Peto. Coltrmn.r.
dito. Mexicano
compra
15.3D
15.10J
8,500
1,800
1,800
1,800
Moed. d. cobre ? 3 por 100 de de. cont,
dem del.lr.sd. bo. firmas 1 j % ao mti.
PHASES A LA NO HEZ DE FEVEREIRO:
La Nora i 11, 5 Horas 50 m. d. tud. I ...... ,
Qu.n. crtc.i 7, 2 bor.s e 13 m. da t.rl. | Qu.rl. mmg. i II 1. 8 hora, f 27
Preamar de hoje
da manha. I t. a 4 har. 54 m. da tarda.
15,50)
15,300)
8,70J>
1,82(1
1,82 J
1,820
da m.
a 4 hor
30
PARTE
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 8 Df) COMIENTE.
I^Oflicio Ao director interino do arsenal do
ue ra declarando em resposta ao BOU ofUcid
de 6 deste mez que nao offerecedo o licitante
arremataco do fornecimento d'agoa para os
coraos de linha fortalesas, hospital regimen-
tal etc. vantagem alguma, nem ao menos o reba-
te de cinco resperbalde deve o referido for-
necimento continuar a ser feito como at ago-
ra, menos-aohospital regimental, que pode Ir
comprando diariamente agoa precisa em rela-
,c5o ao numero de seus doentes e no fim de
-ada mes fozer a rcquisiejiopara ser paso de si-
inilhante despesa conforme S. S. propoe.
Communicou-se ao cominandantedas armas.
Dito Ao cominandantc das armas, di/.en-
do que para resolver-se definitivamente res-
peit'o do pagamento da gratificacao que pe le
o cirurgio Manoel Jos Peixoto Guimares pe-
lo trabalho, queteve, de tractardos doentes da
segunda companhiado batalhao de infantaria
daguarda nacional, destacada em Goianna ,
cumpre que S. S.a mande satisfazer as din i-
das apresentadas pelo commissario fiscal do
ministerio da guerra no parecer que junto lhe
remette, acompanhado de todos os papis re-
lativos ao mesmo objecto.
Portara Aocommandante do vapor Paque-
te do Sul, ordenando que largue hoje (8)
tarde para os partos do seu destino.
Dita Ao mesmo determinando que re-
ceba seu bordo e transporte para a corte as
pracas que lhe forem remettidas pelo com-
mandante das armas.
Offlcio Do secretario da provincia ao rom-
mandante do brijue escuna Leopoldina, com-
municaudo ter S. Ex. o Sr. Presidente da pro-
vincia expedido ordem para que a fortaleza
do Brum eorrespondesse salva, que dco o dito
brigue escuna quando chegou ao porto dcsta
cidade; c remettendo-lhe copia do olfieio do
commandantedas armas emquese declara o
motivo de nao ter a fortaleSa correspondido lo-
go salva.
INTERIOR.
ASSEMBLA GERAL
CMARA DOS SRS. DEPUTA DOS.
Continiiarao dasessdo de 11 dejan*.ro.
O orador he interrompido pela chegadado Sr.
ministro da justica, que aprsenla acamara o
rotatorio da sua reparCicfio e retira-se : > ora-
dor contina :
O Sr. Reboticas:Procurarei resumir o mais
possivel minha exposico.
Sr. presidente, odinheiro considerado um
instrumento para facilitar o progTOSSO da agri-
cultura do commercioe da industria, quanilo
alugadp por uin interesse pelo menos corres-
pondente ao rcndimentodcqualqiicr desses tra-
balhos; masqnandq estealaguelexeessivo.em
\ezdeser um instrumento de industria e de
ruina, como ja demonstre!com os factos que
rercri, dados principalmente em minha provin-
cia em consequencia da lei de >i de outubro
de 1832. Ora isto reconhccido como ja
pondereiate as nacoes mais civilisadas em
que aliase da que os cabelaes em circulagao
multas vezes eicedem as necessidades, nao so
dos individuos que os querom, para dalu tira-
remmeiosdc subsistencia, mas para partici
parem tainbemda maior vantagem que se (la
uestes paizes de entrar, como, paraassimai-
zer, em circulaco a propriedade territorial .
passando dos que alugao dinheiro aos muga-
dos ; de modo que, porexcmplo, na UOlian-
da o interesse do dinheiro desceu ate um e meio
porcento e esse pal. 6 unidos ma.s industri-
ososda Europa. Na Inglaterra, de 12 desceu
atSporcento; e. apesar deque em 1818,
se pretendesse tirar a taxa e urna coinmlssSo
composta de varoes bastantemente illustrados
ir. materia, se esmrcasse por desvanecer ea
taxa, a sabedoria do parlamento br.tann.co nao
esteve por isso e a lei taxativa subsiste.
Na Franca tambem o interesse do dinheiro
-leseen a 5 por rento; c prelendendo-se em 183o
ou36, na cmara dos representantes modi-
BcaroeuflHtemetabelecido, abl mesmo os re-
presentantes da naci franceza, verdadeiramen-
conscios da conveniencia ua ii aiouciwHvy
pela legislacao de 1807 rejeitarao a proposla
para sua extinecao.
Por consequencia nos temos em favor da
instituico da taxa os principios mais lumino-
sos o exemplo das nacoes mais civilisadas e
adolorosa evperiencia do nosso proprio paiz,
Demaisamais ha urna vantagem de interesse
geral, que consistir no augmento do proco das
aplleos da divida publica. Kmquanto for per-
mittidoo juro convencional sein taxa estable-
cida nao haver milita conveniencia e por
consequencia tanta concurrencia de compra-
dores de apolices da divida publica ; por con-
secuencia, estas desceo sempre; mas, loso
que seta estabelecido o quantum do juro con-
vencional no seu mximo como proponlio ,
com o uro legal, nao haver da parte dos ca-
pitalistas interesse nenhum em se arriscaremos
eventualidades inherentes a convencoes parti-
culares do necessitados e disipadores, e, Ol
comprarfio apolices ou prestarse de boa fpor
um preco correspondente o dinheiro neeessario
a quem se quiser estabelecer utilmente. Empre-
ado o dinheiro dos capitalistas em apolices da
divida publica estas crescerao de crdito e o
dficit annual, emquanto o houvor nao ser
I fio gravoso aos contribuintes.
Nestas vistas pois submefte aojuizo e deli-
heracao da cmara o seguinto projecto qu lr. ( U. )
Depois deste projecto tenho ainda outro a of-
fercer.
Sr. presidente todo o Brasil sabe e creio
que est convencido, que nao ha ainda provei-
foalgum entre nos da cofonisacSo de individuos
de origen) europea ; osquetem pretendido rea-
lisar este detidiratum tcm colindo um efieito
bastantemente doloroso ; por consequencia ,
devemos procurar um meio que nao so seja a
transiccao do trabalho por bracos escravos ao
trabalho por bracos livres europeos, como tam-
bem o melhoramento dolorosq situaco em
que nos achamosem consequencia da abo!lc3o
de captivos sem se darem as providencias con-
venientes. Creio que o remedio disto est em
admittirem-se os Africanos como colonos a ser-
vico dadas todas as cautellas nao s para que
a agricultura nBoseja tesada, como val sendo a
respeitoda introduecao dos captivos de contra-
bando, cujo lucro nao pode corresponder ao
preco porque sao comprados, como para que o
Brasil nao continu a soffreros excessos que j
se tem dado coma importacao de Africanos.
Para que nos fiquemos habilitados para a ad-
missiiodos Africanos como colonos, basta que
seja revogado o artigo 7. da lei de 13 de setem-
bro de 1830. Isto <> tioconforme aos nossos in-
tflftMOM <" s inerihiifnc nnn r;r>? regC!!! CO!T!0
mesmo conforme ao direito internacional. As
nacoes basileira e inglesa compete segundo as
instrucedesde 1807 o direito de dar carta de
alforria aos Africanos apresados em illicito tra-
fico eemprega-Ios nos respectivos paizes como
colonos : isto o que pratica a nacSo britanni-
ca a respeito daSerra Leoa e oque nos milito
mellior podemos empregar no nosso paiz. Bas-
ta permittir-se que se v aos portos da frica
trocar as noSMS mercadorias pelos Africanos
que alise captlvSo eque sao mercadeados, e
conceder-lhes carta de alforria antes quedesem-
barquem e sejao empregados no nosso servico.
Isto de evidente vantagem para o Brasil nao
s para a sua agricultura como para a extra-
co dos seus productos.
Com elTeito da falta da continuar,So do tra-
fico que, a pretexto de illicito, tolhido de
nina maneira contraria a raso s leis e ao di-
reito internacional resulta que as fabricas de
alambiques, cujos productos tinhao valiosos-
consumidores nos Africanos, estao em inteira
decadencia ; a lavra do tabaco cujos consu-
midores erao pela maior parte Africanos vai-
seacabando ; os rendimentos resultantes do ou-
tro producto esfo quasi annullados e mesmo
as alfandegas do Brasil estao perdendo esses di-
reitosqueos Africanos, como consumidores,
tinhao de pagar-lhes, pagando-os agora aos
Europeos, que directamente lhes levao para l
estas mercadorias.
Com o fim pois de ver se podemos conseguir
remediar todos ou parte destes males, offere-
no a coosiderayao da cmara o seguinto pro-
jecto U .
ltimamente, senhores. tenho de ofTerecer
duas prdposicoes que tendem a rooralisara nos-
sa polilica: amadellas para a derrogacSo do
artigo constitucional que eieruiiiia que quando
um deputado fr nomeado ministro deixa vago
o seu lugar, e que se proceda a nova eleico
para verse eou nao reeleito. A outra sobre a
dependencia da lista trplice para que se nomeie
um senador quando vague o seu lugar por mor-
te ou por causa decisiva.
Eli pretendo que a reforma do artigo consti-
tucional, aqueem primejro lagar me redro,
liiilia por fim ouo ministro deixar vago in-
teiramente e perder o lugar pelo fado de ser
ministro, ou continuar o seu lugar, sendo cu-
mulativamente ministro e deputado. Ora isto
lem primeramente ama grande vantagem e
vem a ser que o circulo dos ministros fica mili-
to mais ampio ; muilos deputados nao aceitao
o idiamamento ao gabinete imperial, porque se
nao queremexpar s vicissil'ides de urna reo-
li-icao ; por outro lado, os que aceilo sao n-
fallvelmonte reeleitos, ou porque a naco tem
romprehendido bem que quem val ser ministro
nao 6 hostil liberdade nao vai dar um pas-
so desairoso noconceito de seus concidados ,
ou porque aquellos que passaf) a ministros tem
de seren todos, ou por bem ou por mal reelei-
tos. Mas do em prego deste meio para se dar a
reeeicaS resultad mudos inconvenientes; um
cidadao que passa a ser ministro contralle
logo militas dependencias, das quaes nao" se po-
de salvar sem ser a casta das funeces do minis-
terio ; o que e urna torito de grande immorali-
dade; porque aquelles que concorrem com o
seu voto indutem outros a que o dm para a
reeleifao no deputado ministro e ipierem exi-
gir o pagamento e o pagamento nao senao
militas veses em detrimento da causa publica.
Est conforme ao costumeque os ministros
sejo reeleitos; convemqueosejSo que o po-
der moderador tooha 0 circulo mais extenso de
esculla de vares dignos da sua confianca para
fazer parto do poder executivo ; para que pois
dar tanto incommodo ao povo? tima eleico
boje no Brasil 0 um campo de batallia ; empre-
go-se lodosos ni.'ios de maldade, de coactjo,
como o reorutamento, e outros.
Nao se enlenda que o delegado que chama-
do ao ministerio despresa a causa publica ; pe-
los fados que elle deve ser julgado e nao
pela simples aceitaco de urna pasta ; por con-
seguinte entendo que tem todo o lugar o meu
primeiro projecto.
Agora pelo que respeita ao senado cu pre-
tendo que os senadores sejo escolhidOS como o
sao na Franca depois de julho de 18:10, isto es-
tabelecido por urna lei regulamentar, creio que
de 1834. Omonarcha escolher d'entre os va-
ros das principaes categoras aquelles que a-
chardignos da senatoria: eis o que urna lei re-
gulamentar indicara. Assim, dado o caso, que
cu cspeOque se lease quw us empregados
pblicos de primeira ordem nao sejao clegiyeis
pbr aquellos que sao dependentes do exercicio
das su as funecoes tenhao esta grande espe-
ranca de merecerem a confianca do monarcha e
mi (Mii por enes chamados cmara conserva-
dora.
Esta prerogativa do monarcha de grande
vantagem e anniquilar as intrigas dependen-
cas etc. intrigas que trasem as vezes em re-
sultado que, vindoeni urna lista trplice cida-
dos de mrito o monarcha a seu pesar d'en-
tre elles tira um que nao sejao mais digno de
tomar assento no centro dos conservadores do
imperio. Tambem acbo que de absoluta con-
veniencia que se revoguc o artigo que diz que
o imperador escolher de urna lista trplice ;
entendo ser multo mellior que ello escolha da
maneira que hei apuntado.
Vao mesa e sao lidos pelo Sr. 1. secretario
osscguinles projectose propositos:
A assembla geral legislativa decreta :
Art. 1." O mximo do interesse, premio
ou juro das convencoes commerciaes nao exce-
der de oito porcento.
Art. 2. O mximo do interesse, premio ou
urodas convencaos civis nao exceder de seis
porcento. ... t
Art. 3. As convencoes anda nao solutas,
que torio feitas em consequencia da lei de 2i
de outubro de 1832 eslo sujeitas as acedes
daord. liv. i tit. 13 e das de mais leis sobre a
moralidade dos contractos tynallagmaticos.
Art. 4. Ficaosem effeito asdisposiejSfiseni
contrario.
Paco da cmara dos deputados 7 de Ja-
neiro de*.843. Antonio Vertir Reboucas.
A assembla geral legislativa decreta:
Art. i." rica \,.iOoduu art 7.da lei de
Iftdesetembro de 8830, e extensivos todos o
naturaes da costa d'frica o disposto na lei de ll
de outubro de 1837.
( Art. 2. Nenhum Africano ser recebido a
bordo deq ualipier navio que o lenba de transpor-
tar ao Brasil como colono, sem primeiro ser-lho
conferida carta de alforriaad instar do determi-
nado no art. 7. das instrucoesde 28 de jullu
de 1817.
Art. 3. O governo dar os regiilamcntos ne-
cessarios ao cum primen to desta lei, tanto sobro
a inviolabilidad)1 da inaniiteuco da liberdade
dos colonos na eonformidade do art. anteceden-
te, e o modo da sua importacSo em vista do al-
var de 14 de outubro de 1813, como sobre a
equidade das convencoes, de maneira que as
obrigaedes respectivas nao sejo excessivamente
onerosas, tomando por base os gastos da a equi-
siefiocomo interesse martimo do capital des-
pendido.
Art. i. Ficao sem effeito as disposises em
contrario.
Paco da cmara dos deputados, 7 de Janeiro
de 1813. Antonio Pe eir Reboticas.
Na eonformidade dos aritigos 171 e seguin-
lesda constituidlo do imperio, proponho que
se lhe reforme o artigo 29 na parte em que diz
q(. o deputado nomeado ministro ou conse-
Ihoiro de estado deixa vago o seu lugar na cma-
ra ese procede a novaeleielo.
Paco da cmara dos deputados, 7 de Janeiro
de 1813. Antonio Pereira Reboucas.
Na eonformidade dos artigosl 71 eseguin-
da aonstituico do imperio proponho que so
lhe reforme o artigo 101 j 1 na referoucia rtigo
43 que Acara inuilisado.
Osdous priineiros projedos sao julgados pela
cmara objecto de delberaco.
Quanto s duas ultimas proposices, o sr.
presidente declara que, conforme os artigos
171 el75da constituico tem de ser apoia-
das pela terca parte dos srs. deputados, e 1-
das por tres vezes com os respectivos inter-
vallos.
As proposices sao apoiadas por mais do terca
parle dos srs. depulados presentes. E o sr. pre-
sidente declara que ficao sobre a mesa para te-
rcio segunda e terceira leitura.
Entra em discusso o parecer sobre as elei-
edes de Sergipc contra o qual falla o sr. Pinto
de Mendonca e pro osr. Goncalves Martins e6
approvado.
Faz-se a leitura do voto do gracas.
OSr. Wanderley : sr. preridente depois
da discusso havida hontem na casa pedindo
informaedes ao governo sobre certos pontos e
especialmente sobre relacoes exteriores, creio
que acamara nenluimaduvidatereinapoiarou
approva um reqiieriiiiento fle auiamenlo quo
pretendo propor ao projecto de resposta falla
do throno ; nao s por esta razo, como tam-
bem porque tenho de estender o meu requeri-
menlo ate que lodos os srs. ministros apresen-
tem os relatorios(lesnasrepartices. Parece-mo
que a resposta falla do throno deve formular
o pensameato poltico desta cmara apresen-
tar a marcha dos negocios, conterum juizo cri-
tico se me permittida a expresso sobre os
actos da administraco. Mas como poderemos
nos dar um voto seguro econsciencioso sem quo
teiiliamos presentes os diversos relatnos e as
informaedes que pedimos hontem aosr. ministro
dos cstrangeiros ? Eu poderia formar um juizo
qualquer sobre os actos da admimistracao ; mas
as informacoes que podesse obter sendo suf-
icientes para urna discusso na impronca nio
o seriao certamente para esta casa que deve
proceder com toda a circumspco e madureza
proprias dos representantes da naco que tem
deveres espinhosos a cumprir ospecialmento
na tmadra actual.
Sem estas informacoes previas, sr. presidente,
serao talve/. ou mu pesadas ou mui brandas
as palavras do projecto que se referem s nossas
relacoes exteriores, mui pesados se o mistro
mostrar pelas suas informacoes que tem desem-
prmhado os deveres de hbil administrador ;
mui brandas se nos convencor-nos que ello
tem sacrificado a honra einteressesda naco ,
iionra e interesses que nos cumpre manter Ile-
sos nao s contra as tentativas das faccocs, co-
mo diz o piujecto das resposta mas tambem
confia as pretences estrangeiras. Ora, estas
rellexr.es todo o mundo sabe que fallo m hy-
pothese, por consequencia ninguem far appli-
cacSo a esta ou aquella oessoa ) estas refle-
s6es, quefacode passagem sobre a repartico


2
dos negocios estrangeiros poder-se-hao appli-
car aos outros ramos da administracao. Eu ja
tenho lido raeu poucachinho o rotatorio da fazen-
da, e porabi j possso formar umjuizo, ainda
que nao soja mu versado ein negocios de lazen-
da do estado desta repartico. Tambera hoje
foi que o sr. ministro da justica apresentou o
seu relatorio ; preciso que nos o leamos ve-
jamos qual o motivo em que se fundou para to-
mar certas medidas, qual o motivo que teve
para suspender as garantas no Rio de Janeiro ,
qual o motivo que teve para deportar, etc. etc.
Ora bem vm os srs. que para isto preciso
que nos estejamos habilitados com as competen-
tes informaces, alias o nosso voto nada signi-
ficar ser um voto por assim dizer ambi-
guo. Eu, pormaisque 16a, nao entendoo que
quer dizer a resposta a Calla do tbrono. ns
enxergo um voto de cencuras ao governo ou-
tros um elogio. ..
O Sr. Rodrigues Torres di urna aparte que
nao ouviinos.
O Sr. Presidente: Eu lembro aos srs. de-
putadosque no Ihes permittidopelo regiment
interromper ao orador salvo quando se quer
pedir execucao do mesmo regiment.
O Sr. Wanderley Nao importa sr. pre-
sidente eatlie o aparte foi muitobom.
OSr. Presidente: Noduvido que soja mui-
to bom para o sr. deputado ; mas o que de ve he
executar o regiment, e estou revolvido afa-
z-lo.
OSr. Wandeley Pois bem. Mas o aparte do
honrado relator da commissao tem demonstrado
tudo quanto aqui teuho ayancado : ora se a
resposta a fallado throno deve conterestes tpi-
cos queeu tenho em geral indicado parece-me
que esta resposta nao resposta ; ella apenas
contm umespera em Dos (risadas) ,
um auxilio do Todo Poderos, etc., estase ou-
tras palavras, que hoje nao tem significacao ne-
nhuma poltica. Nao quero dizer com isto que
eu e outros nao esparamos bem em Dos; mas
preciso que fagamos da nossa parto alguns es-
lorcos.
A este respeito poderia applicar aqui a fbula
docarreiro estando com o carro inteiramente
na lama sgritava por Jpiter: veio o Dcosdis-
se-lhe arreda esta pedra depois essa, em-
purra o oarro : e la se foi o carro. E' preciso
portanto alguin esforco da nossa parte : arre-
demos as podras, desentupamos o caminho para
que o carro possa andar, allias, esperando s
em Dos nao sei onde iremos parar.
I'jiilim, nao sei como liei de votar sobre res-
posta semelhantc ; necessito de informaces, e
do inlormaees mui miudas e exactas para
que possa dar um voto. Votando contra nao
voto bem. Eu votando a favor nao voto Iioid.
Eu quero urna resposta muito franca princi-
palmente na pocha em que estamos. O paiz es-
pera muito da cmara, 6 preciso que ella se pro-
nuncie oii (pie di- um apoto franco ao governo ,
ou nao lli'o d; nao votemos com ambiguidade.
Por consequencia roqueiro o adiamento da
discussao, at que os ministros tenhiio apresen-
tado os seus relatnos, e at que venho as in-
formaces pedidas hontem nesta cmara.
O requeriinento apoiado. Entra em dis-
cussao.
O Sr. Rodrigues Torres : Sr. presidente ,
eu nao me levanto para combater ou apoiar o
adiamento mas para dar ao nobre deputado
urna explicaeao pois que pareceu fazer urna
especie de censura a commissao da resposta
falla do throno.
O nobre deputado entende que a resposta
falla do throno nao exprime cousa alguma, nao
exprimo um pensamento poltico nem apoia a
poltica do ministerio nem tamben) a reprova.
Ora, assim eu o confesso ingenuamente ,
mas parece-me que o nobre deputado mosmo
desculpa a commissao que alias pareceu que-
rer censurar. O nobre deputado entende que
no pode dar oseu voto deapprovacao ou repro-
vacao poltica do ministerio, por nao estar ha-
bilitado com as informaces necessariaspara po-
der emittir um juizo imparcial ; como poderia
querer elle exigir da commissao um semelhantc
juizo?
A commissao nao teve a menor informaeao :
no uso entre nos admittido como se prati-
ca em outras nacoes serem os ministros con-
vidados pelas respectivas commissoes a darem
verbalmente todas as informaces de que ellas
tem necessidade e mesmo, em alguns casos ,
a communicar pecas que nao se apresentao a c-
mara ; a commissao pois nao tendo presente
fado algum nao tendo conhecimento do que
corre pela reparticSo dos negocios estrangeiros,
nao sabendo as razes que teve o ministerio pa-
ra tomar certas medidas nao podia emittir um
voto de censura ou de approvaco da poltica do
ministerio. Parece-me portanto que o mesmo
nobre deputado, com as reflexes que fez, des-
culpou a commissao mostrou que ella esteva
impossibilitada de fazer aquillo que elle julga
dever fazer-sc isto, redigir urna resposta
falla do throno que tivesse um peiisaiiiento po-
ltico muito manifest.
Eu julgo que, quando urna commissao no-'
meada por esta augusta cmara para responder!
fulla do '"nn nao se Ihe np-n=?n;>n;)0 ;!_
cumento algum de que ella necessite para emit-j
tir umjuizo sobre a poltica do ministerio, essa
commissao deve entender que a cmara se con-
tenta com urna resposta com aquella urbanidade
que indispensavel que baja entre os differentes
poderes polticos; isto ao que nos temos qua-
si sempre limitado, isto, a emittirjuizos que
nao possao de maneira alguma comprometter
principios reconhecidos por todos os partidos ,
mas que nao poden) ter applicaeao a poltica do
ministerio (piando nao ha base para ajuizardes-^
sa poltica.
Eu torno a dizer ao nobre deputado: A com-
missao nao quiz censurar ao ministerio nem quiz
approvar todos os seus actos, porque nao tinha
as habilitares necessarias nem para urna, nem
para oulra cousa. Eu previ logo Sr. presi-
dente, que a resposta nao havia de agradar nem
quelles que desejao censurar o ministerio, nem
tamben) quelles que desejao canonisar todos os
seus actos. Os meus Ilustres collegas da com-
missao e eu previmos bem isto mas estavamos
impossibilitados de apreosantar trabalho que
podesse satisfazer quer a um, quer a outro lado
da cmara. ...
O Sr. presidente : A discussao versa ni-
camente sobre o adiamento ; a elle portanto,
se deve cingir o Sr. deputado.
O Sr. Rodrigues Torres :Se a cmara en-
tende que necessario emittir umjuizo sobre a
poltica do ministerio, que deve desde j appro-
var ou censurar esta poltica, ento devemos es-
perar por documentos necessarios para formar
um juizo imparcial. Mas, se a cmara quer-se
contentar, como at aqui se tem quasi sempre
contentado com fazer Um discurso de palavras
nicamente sem pensamento poltico entao
nao necessario esperar por mais nada, (lomo
tenha sido a pratica da cmara quasi sempre esta
de que fallo, e eu julgue que teremos muitas
ocoasies para approvarmos ou censurarmos a
poltica do ministerio assento que nos pode-
mos contentar com o que sabemos com- o que
publico e que podemos portanto votar sobre
a resposta (alia do throno.
O Sr. Peixoto de trito : Sr. presidente ,
conformo-me inicuamente com o requerimen-
to de adiamento, porque talvez nos vejamos em
embaraeos em pronunciar-nos a respeito da fal-
la do throno. Nao posso deixar de admirar-ine
de que a proposicao sobre o adiamento nao par-
tissodo um dos membros da Ilustre commissao
encarregada de redigir o voto de gracas tanto
mais depois da confisso que acaba de fazer seu
Ilustro relator porque pens Sr. presidente,
que a commissao nao eslava privada de demorar
os seus trabalhos por mais alguns das at que
vessem os rotatorios dos ministros, e nos ins-
trussem sulicientemente sobre os negocios do
paiz.
A commissao por meio de requerimentos po-
dia pedir ao poder executivo as informaces de
que necessitasse para se orientar melhormente
no seu trabalho. Portanto parece-me que a
commissao muito voluntariamente se quiz collo-
car em posicoes um pouco falsas; porque, acaba
de confessar o Ilustro relator du commissao que
bom previo que a respesta nao agradarla nem
quelles que tivessem de censurar o governo ,
nem aquellos que tivessem de canonisar todos os
seus actos. Mas entao, qual o fim da commis-
sao?^^ resultado apresenta em seus trabalhos?
Permitta-me a Ilustre commissao que Ihe di-
ga nao pensou bem quando apressou tanto o
Su parecer, porque arriscou proposices, ar-
riscou juizos que nao sei se poderia arriscar an-
tes das informaces que julga agora necessarias,
parecendo-me at tornar-se echo da falla do
throno quando, por exemplo usou da mes-
ma palavra rebelliao, referindo-se aos movi-
mentos de S. Paulo e Minas. Isto fez a commis-
sao, e quando? antes do poder executivo cum-
prir com o dever que tem de remetter cmara
as razos que o levro para a susponso de ga-
rantas, para a deportacao, para todas essas me-
didas autorisadas mesmo pela constituidlo, mas
em certos e determinados casos. Tinha dados
a commissao para formar logo o seu juizo ? Se
fosse assim approvado o parecer da commissao ,
nao importara isto um bil do indemnidade da-
do ao governo antes de escrupulosas indagaces
que deve haver a respeito de objectos t5o impor-
tantes para o paiz ?....
O Sr. D. Manoel: Nao precisa desse
bil.
O Sr. Peixoto de Rrt'to : Precisa, e pre-
cisa muito ; Dos nos livre que a cmara dos
deputados nao entre nesse exame porque en-
tao n3o cumpro sua missao honrosa ; Dos nos
livre ai de nos ai do Biazil se nocum-
prirmos com este o maior dever da representa-
eo nacional (apoiados ). Portanto, Sr. pre-
sidente estou muito de accordo com o adia-
mento. Perdoe-me a Ilustre commissao so
as iiiinhas palavras a oflTcndcm ; nao esta a
minha ntencao: sao proprias do meu eora( ao
estas palavras proprio de mim fallar com
este vigor.
a cmara obrar com prudencia votando pelo
adiamento do Ilustre deputado pela Baha. A
discussao da resposta falla do throno foi sem-
pre considerada em todos os paizes em que ha
systema representativo como discussao muito
importante o campo em que a cmara cn-
tende-se com o governo em que se discutem
os principios com os quaes a administracao tem
superintendido o paiz : o governo apresenta a
sua poltica que approvada pela cmara ou
no e ento tem lugar o que succede sempre
em outros paizes constitucionaes. Acho por-
tanto indispensavel que adiemos a presente dis-
cussao que pecamos todos aquellos esclare-
cimentos que frem convenientes afim de que
a cmara possa elevar-se altura em que se de-
ve collocar.
E ayancara mais Sr. presidente se no
fra talvez contra os estyles da casa eu reque-
reria que se conviesse alguns dos Srs. ministros
para assistirem A presente discussao ; pedira ,
por exemplo que se convidasse o Sr. ministro
dos negocios estrangoiros a respeito das re-
laces, afm de nos dar algumas explica-
res exteriores; convidara tambem ao Sr.
ministrada fazenda para assistir a esta discus-
sao porque inquestionavel quedous pontos
existem muito vtaos para o paiz : trata-so de
saber se tem havido a devda economa a de-
vida fiscalisacao das rendas publicas e igual-
mente a falla do throno nos dizque o Brazil es-
t em paz com as nacoes estrangeiras ; cumpro
examinar se esta paz honrosa. Parece-me
[tambem doduzir-se da resposta filia do thro-
no alguma encoberta censura administracao a
respeito da expiracao do tratado: portanto
conveniente a presenca dos respectivos ministros
nesta casa. usei que nao est isto nos estylos
da cmara mas sei que j em pocha anterior
um Ilustre deputado pela Babia apresentou um
projocto para que os ministros da coroa tives-
sem assento na cmara ainda que nao fos-
sem deputados. Se este projecto alias tao
justo t3o consentaneo com o systema que nos
rege tivesse passado seguramente no esta-
ramos agora em urna singular posico nao
teriamos comecado a discusso da resposta
falla do throno sem que exista na casa um s
ministro da cora. Eu desculpo esta ausencia;
todos os Srs. ministros sao senadores excepeo
de um o Sr. ministro da justica....
O Sr. Wanderley: E tambem o da guerra.
O Sr. Pacheco : Todos os Srs. ministros
sao como disse senadores, excepoao do
Sr. ministro da justica c muito possivel que
este sonlior j por molestia j por trabalhos
de sua repartico possa deixar de comparecer
nesta casa em occasio tao solemne em occa-
siao em que a sua presenca ou a de qualquer
Sr. ministro tao indispensavel. Eu por-
tanto nao s apoio o adiamento como ofore-
eeroi urna emenda para que passando o adia-
mento quando tenha de se dar para ordem
do dia a discussao da resposta falla do throno ,
se convide aos Srs. ministros dos negocios es-
trangeiros e da fazenda para assistirem que-
rendo a esta discussao.
Ora, ndubitiivel que a presenca do Sr.
ministro dos estrangeiros muito interessanto
nesta casa assim como tambem a do Sr. mi-
nistro da fazenda. Nos ainda hontem ouvimos
a alguns representantes por Pernambuco cla-
maren) contra o ministerio da fazenda por ter
mandado suspender leis provinciaes : o nao
tao proprio tao asado que agora na discussao
da resposta falla do throno nos entremos
nesta questo para nao succeder que um ou-
tro Sr. ministro da cora nos venlia dizer que
continua a usar destedireito porque no houve
urna votaco da casa ? E pois conveniente adi-
amos esta discussao para que a cmara tenha
occasio de pronunciar-se.
Demais, senhores, para provar a necessida-
de do adiamento no se carece mais que invocar
um lacto farto que ser suficiente para con-
vencer ao Ilustre rolator da commisso da ne-
cessidade do adiamento. Eu cuido que a casa
se convencer que se em outras occasios a ros-
posta falla do throno no tem sido sen3o me-
ra formalidade nesta occasiao no o ne-
cessario que discutamos e discutamos muito
aceuradamente a poltica seguida pelo mi-
nisterio. O facto este o ministerio dissol-
veu a cmara dos deputados, o ministerio,
portanto appellou para a naco e assim ,
como possivel considerar-se a resposta falla
do throno mera formalidade ? Entendo que so
a cora appellou para o paiz necessario que
nos agora entremos nesta discusso muito ac-
cu racamento.
Demais senhores o resultado de votico
hontem mostra a necessidade do adiamento.
i Um Ilustro represontante pelo Bio de Janeiro
demostrou evdentoniente(e acamara pareeoniie
jse convenceu a necessidade de virem algumas
! informadlos a respeito da expiracao do tratado ,
I questo que vital o mais vital presente-
mente para o Brazil. Como portanto que
M nevemos de discutir rallado throno sem
; que nos venbo ossos papis officiaes ? A cma-
ra mostrar-se-hia contradictoria se tendo
hontem julgado necessarios alguns documentos
cerca desteobjecto boje discutisse a respos-
ta falla do tbrono talvez votando sem ter
diante de seus olhos csses documentos. E' por-
tanto muito justo o adiamenlo e parece-mo
que elle no poder ser mui longo. Alguns
relatorios j se tem apresentado e natural
que os msnistros da cora se apressem con
a dcciso da cmara a trazerom os seus rea-
torios.
Notemos ainda que nos somos os guardas
as sontinollas da constituido. Eo que diz a
constituido a respeito da suspenso de garan-
tas ? Diz Nos casos de rebelliao ou in-
\asiio de nimigos pedindo a segura nca do es-
tado que sejo dispensadas por tempo determi-
nado algumas das formalidades que garantem
a liberdade individual, poder-se-ha fazer por
acto especial do poder legislativo. Nao se a-
chando porem a este tempo reunida a as em
blea e correndo a patria perigo inminente ,
poder o governo exercer esta mesma providen-
cia como medida provisoria e indispensavel,
suspendendo-a inmediatamente que cesse a
necessidade urgente que a motivou : devendo
em um e outro caso remetter a assemblea, logo
que reunida fr, urna relaco motivada das
prises e outras medidas de prevencao tomadas,
&.:. Ora pergunto j o ministerio da jus-
tica apresentou cmara urna relacao motiva-
da das pris rs e outras medidas de prevencao
tomadas? No. Ens nao teremos que d-
zir alguma cousa a respeito deste acto do mi-
nisterio ? Nao teremos de approva-lo ou do
sensura-lo ? No teremos einlim de emittir a
nossa opinio ? De certo. E' mais urna razo
pola qual devemos adiar esta discussao, porque
natural que nosvenho essas informaces.
Voto portanto Sr. presidente a favor do
adiamento, eoflerecerei um requerimento pa-
ra que seconvidem os Srs ministros du fazen-
da e estrangeiros para se apresentarem nesta
casa querendo : um convite que Ihes.faco ,
convite que Ihes no desairoso, antes pelo
contrario Ihes oflerece occasiao de poderem e -
nunciar-se nesta casa de poderem sabir vic-
toriosos de quaesquer censuras que por ventura
posso apparecor.
Este requerimento tendo contra si os esty-
los dacasa no tendo ainda succedido que al-
guns Srs. ministros tenhao sido convidados pa-
ra assistirem discusso da resposta falla do
throno talvez nao meroca o assenso da cmara,
masemfim cumpro com a minha obrigacao;
julgo indispensavel que discutamos muito ac-
euradamente a resposta falla do throno : a-
poio inteiramente a opinio do Ilustre repre-
sentante pela Babia ; necessario que a cma-
ra suba altura que Ihe convem misterquo
o governo formule a urna poltica que nao sa-
bemos qual porque forcoso confessar quo
ainda ignoro at hoje qual apoltica do go-
verno ; persuado-me que no tem nenhuma ,
ao menos tenho estado nesta crenea mas de-
sejo convencer-me do contrario ; parece-mo
que vivemos em um estado excepcional nao
temos systema representativo no ha sujeiio
s condiroes deste systema : em una palavra
cu ignoro ainda qual a poltica do governo o
portanto desojo servir aos Srs. ministros. Na-
turalmente apresentando-se elles nesta casa >
talvez saiao algum tanto da excellente posifo
em que por ventura se acho ; mas facao este
socrificio a causa publica apresentem-se pe-
rante a representacao nacional formulen) a
sua poltica, seja ella approvada ou censurada ,
conserve-se ou retire-se o ministerio conforme
fr mais conveniente a causa publica mas
mister acabar com este governo que se acha un
pouco fra do systema que nos rege.
E' lido e apoiado o seguinte requerimento
do Sr, Pacheco :
Tambem se convide aos Srs. ministros da
fazenda e dos negocios estrangoiros para assis-
tirem presente discusso.
O Sr. B. Pedroso : Sr. presidente te-
nho de votar pelo requerimento do nobre de-
putado pela Babia c entendo que devo dar a
razo deste meu voto.
Procurarei tambem responder a algumas
censuras que a meu ver lora de tempo fe-
rie fcitas commissao encarregada de redigir o
projecto de resposta fallado throno.
Sr. presidente tem sido estvlo ntrenos que
a resposta falla do throno no se oceupe de
esmerilhar o comportamento do ministerio ,
mas que tenha por fim aprosentar a poltica que
a cmara adopta que tem de seguir. Ewa
tem sido a marcha e at por una razo. Sr.
presidente porque so fados so apresenta-
rem por onde o ministerio dew sor julgado co-
mo violador da constituido c das leis 0"";'
commissao da casa competo o ulgamcnto dos-
sos fados, a apresentnoao da accosacSo compe-
tente : a commissao da resposta falla do tbro-
no tem por lim ojnando muito apresentar s
idasgeraesda poltica que a cmara tem lene0
do adoptar para o paiz. Nao entro na questao


e convm adoptar ontra pratca julgo qUe
tanto a pratioa seguida randada em razo,
que omjiio nebro deputa !o autor doraquc-
rimento confesin, que nao er&posstvel por ora I
fazer-sc outra cousa, ou fa'.er-se um juo
claro o justo do comporlamento do minis-
terio.
So o nobre deputado nao pJo fazer o seu
jui/o claro e justo do eomportamotfto do mi-
nisterio quando Ihc fatto infrm icoes como
qaeria elle que a co:n iis;> o (ee ? Entre-
tanto Sr. prndente divo tfizerqua a coiri-
ii)8o prefentoa doinp-j.ua nn.it>; mii dis-
tiftOtoJ, oqncreio de gran;h ni)nta para o
paiz. ( Aptaienfi um pnsamanfo relativo aos
negocios internos ; esto poasamant consiste
no voto que a cmara faz para se manter a paz
e a ordem, e 6 um exemplo no projectoda
commissao. Apresentou outro pensamcnto re-
lativo aos negocios externos; e qual este pen-
samento ? Que a cmara desoja manter a
paz com tolo o mundocomtanto que esta
pai nioseja co.ti qu-bra da dignidade nacional,
ne:n da cOTAa num cona quebra dos interesses
do paiz. Nao so diga por tanto que o projecto
da resposta falla do throrio destituido de
pansamento; tem dous panamentos fecundos
em corollarios que se podem tirar ; a commis-
sao indica os meios que dealguma maneira se
devem seguir offerece mesmo ao poder cxe-
cutivoa sua cooperacao parase manter a paz e
aordem com decoro e dignidade em relacao
s nacoes estrangeiras. Estes dous pensamen-
tos Sr. presidente na minha opiniao e
creio que na de toda a cmara sao os pen-
samentos de todos os Brasileiros ; nao ha um
oque nao queira a paz interna nao ha um
so que deseje ver a dignidade nacional sacrifi-
cada aos interesses estr..ngoiros. Declaro a
cmara que antes quererci vera ruina domen
paiz do que v-lo sujeito as potencias estrangei-
ras : se nao podemos ser naeio deixemos de o
ser : masem quanto tivermos esse titulo con-
servemos a dignidade que elle exige [apoiados.
Por consequencia a commissao temi apr -
sentado ideas desta natureza nao espera so
da Providencia Divina auxilio para os males que
soffremos.
Mas disse o nohre deputado: Esperav.'.
que este requerimento fosse apresentado pelos
nobres membros da commissao ou ao menos
que a commissao tivesse dirigido requerimentos
pedindo esclarecimentos. Creio que jase
disse ao nobre deputado que nao est isto nos
estylos da cmara, nao mesmo a commissao
da resposta falla do throno aquella a que com-
peteeinitlir um juizo sobre a criminalidade ou
nao criminalidade dos ministros da coroa ; se
bouver provas de que um ministro violou a
constituico ou as leis do paiz nao bastante
fgjue a cmara emitta um voto de censura; o ne-
gocio de mais entidado o resultado 6 outro.
Por consequencia a commissao nao desojando
de alguna modo dirigir elogios ao ministerio .
porque nao tinha bastantes provas de que o mi-
nisterio mereca estes elogios ; nao querendo
dirigir-lhe censuras porque nao tinha bastantes
provas para isso apenas tocou de leve em al-
gara objecto em alguma disposico por onde
mostra que nao est inteiramentc satisfeita com
o comportamenlo do ministerio e com espe-
cialidade a respeilo do ministerio dos negocios
cstrangeiros e a respeito da economa que de-
ve presidir ras despezas publicas......
Mas, Sr. presidente isto entrar j na
discusso do voto de gracas; e eu nao devo por-
tanto alongar-me nesta materia reservo- me
para outra occasio.
O mesmo nobre deputado fez urna censura ,
e acre censura commissao por servir-se da
palavra rebellio. Eu peco ao nobre depu-
rado que permitta-me nao Ibe responder agora,
a commissao apresen tara as razos que teve pa-
ra servir-se desta exprcsso ; mas nao se discu-
te o projecto da reposta falla do tbrono, e por
isso anda peco aos nobres deputados que cor-
ten) por esta discusso, para nao nos vermos na
necessidade de invertermos a ordem dos debates.
Disse eu que votava pelo adiamento, e cum-
pre motivar o meu voto. Com quanto esteja
persuadido que se deve na resposta falla do
tbrono presentar ideas geraes sobre a poltica
do ministerio, com tudo eu entendo que na
sesslo presento alguma cousa de mais particu-
lar se devodzer; ou ao menos que a cmara
deve orientar-se a respeito do que devedizer n/i
resposta falla do throno ; o foi este o funda-
mento porque tive a honra do dirigir um re-
querimonto cmara exigindo cortos documen-
tos cortas informarnos.
Sr. presidente o paiz na minha opiniao es-
ta boje em circumstancias mu to melindrosas ;
o dficit que temos e que todos <>s annos vai em
augmento segundo apresentou o Sr. minis-
tro da fazonda devo attarraf a todos os amigos
110 paiz ; estnu persuadid" (|ue nao ha outro
ineio proficuo seno odas tarefas o* lfdegas.
O Sr. Sonsa Martins: E o das economas.
OSr. Brrelo Pedroso : Sim. Para che-
5
garmos a este resultado Sr. presidente para
evitarmosuma indispensavel banca-rota, ab-
solutamcntc necessario que as noisas relacora
exteriores tomona outro andamento outra fa-
ce! Ora se este 6 boje, na minha opiniao. o
objecto mais importante de que a cana ira se de-
ve oceupar como podemos nos emittir nina o-
piniao sem os esclarocimonto; precisos-; por-
tante com quanto julgasse, eomi metnbr da
commissao, que nao devia pvlir essos eicta-
rocimentos para fazer um objecto de censura ou
de louvor ao ministerio ; coua > simples dipu-
tado devo apoiar um requerimento ueste senti-
do : como memhro da commissao cinjo-nie
praxe ao; ostylos da cmara como deputado
de minha provincia quero Ilustrar a minha ra-
zio pora saber o que se deve fazer c 6 por isso
que voto pelo adiamento.
E (ido e apoiado nin requerimento do Sr. ft-
heiro, para que, sepassar o adiamento, oses-
elarocimentos e documentos que vierem sejo
rentfsttdos commissao da resposta fallado
throno aim ile apresentar o resultado do exa-
me desses momios documentos, eolTereeer ou-
tro projecto u o mesmo, como julgar ((in-
veniente.
Os Srs. ministros nao estao na casa. Pois I
proponha-se que a questao fique adiada at quo
ellos eheguom : noise adiamento concordo de j
liom grado, poique rc.-onheoo (pie no momen-
to actual mais que nunca preciso quo a cma-
ra dos Srs. deputado.; estoja completamente in-
formada de tolas as medidas que o governo em-
pregou... ,
O Sr. fiarroto: Apoiado !
O Sr. I). M miel: Apoiadssimo ( risa-
ritts'__de todas as medidas quo o governo em-
iregouno-espaco doquesi l& meses de nter-
rupcao de cmaras. Assim respondo eu ao quo
mi! parece ter dito um nohre deputado, meu a-
migo pela provincia de Pernamhuco, que dou
a entender quo eu nao quera que a cmara en-
trasse no exame das medidas tomadas polo go-
verno__
O Sr. Pei.rolo de frilo : Nao me lembra
que dissesso isto.
O Sr. I). Mamad : Talvez meenganasse.
Eudcscjo, Sr. presidente, como representan-
te da nacao liearseionto de todos os aconteci-
mentos que occorroro no meu paiz quer em
relacao ao interior quer em relacSo ao exte-
rior ; desojo tamben) que o governo nos infor-
e da Parahihao Sr. tenente-coronel Ricardo Jo ""
si) Gomes Jardim.
l'allecou a lo do Janeiro o Sr. D. Nuno do
Loco senador polas Alagoas.
Foi nomeado desemhargador da relacao
de Pornainbuco o Sr. Dr. Manoel VieiraTos-
ta juiz dos foitos da fazenda da Baha.
Fo nomeado conselhoro de estado o sena-
dor Candido Jos d'Araujo Vianna ex-minis-
tro do imperio.
O Sr. l'ranciseo Gomes de Campos' foi
nomeado dezombaigador da ndacao do Rio do
I Janeiro por decreto do '1\ do correte mez.
A capital do Imperio continua a sofrer
insultos da l'ebro perniciosa que tern feito su-
cumbir nuiitos individuos. Dizem-nos quo
tem apparocido alguna casos de tvphus.
COMMERCKh

1 UV|U HIUOTHI DBS U KUninW (IU>IIIIUI~
OSr. I). Mano-l: Sr. presidente como me mu crcuinstancadamonto das medidas que
tenho do dar meu voto negativo ao requerimen- empregou tanto para suffocar o espirito de re-
to mandado mesa por um nobre deputado pe- belliao que se manifostou no paiz como mes-
pe
ra-
la Baha julgo conveniente expender as
zdes que tenho para assim proceder. Primoi-
ramenfe, Sr. presidente, este requerimento
vai de encontr aos ostylos da casa e este ar-
gumento nao me parece fraco para cOmbat-fo ;
om segundo lugar, esse adiamento nctual-
menlo superfluo, desnecossario. Nao ser pre-
ciso demonstrar que o adiamento vai de encon-
tr aos ostylos da casa todos o sabem ; mas 6
necossaiio que eu prove que com effoito este a-
damento < superfino, desiracessario.
Sr. presidente de que so trata na resposta
falla do throno ? Ser dos actos peculiares de
cada um dos ministerios ou ser do ministerio
om geral ? A resposta 6 fcil : os nobres de-
putados que me precedOro a derao mu categ-
rica ; trata-se simplesmento da poltica geral do
paiz; 6 isto nao sa pralica desta casa mas
tambem a que se observa as discusses que
nos temos todos os dias nos jornaes nos dis-
cursos anlogos aoque agora entra em discus-
so : ora porgunto eu Sr. presidente os
ministros da corta que por ora sao dous ( o
nobre deputado por S. Paulo diz que ha um s
nesta casa mas eu direi que ha dous, porque
oSr. ministro da guerra comparece aqu como
deputado), mas porgunto : os dous Srs. mi-
nistros que tem assonto nesta cmara ostaro ou
nao habilitados para responder a cada um dos
Srs. deputados sobre os pontos do alta poltica...
O Sr. Cansanslto : Mas nao se acho pr-
senles.
OSr. D. Manoel: Eu l ire. Parecc-nie
ineontcstavel que os Srs. ministros da corda ,
cada um de per si o todos por um sao solida-
rios e, por consequencia todos habilitados
para responder sobre os pontos da alta poltica
do paiz.
Um Sr. Deputado: Sabe se sao solidarios.
O Sr. Presidente : Ordem !
OSr. D. Manot'l: Sr. presidente, cupe-
coa Y. Ex. que so digno chamar-me ordem
r ------------- ------j.--------r .-------, BVVVW
mo para manter sem quebr a dignidade da na-
cao em relacao s naceos estrangeiras. Por con
sequencia desojo ardentomonto que oslas in-
formacoes sejo pedidas, sejo ministradas polo
governo; mas como o governo tem nesta cma-
ra dous Srs. ministros, nao iiocessita que ve-
nlia casa nenhum Sr. ministro do estado mais,
nem que se adi n discusso da resposta falla
do tbrono.
Sr. presidente, quanto aos negocios que sao
da privativa attribiiicode cada um dos Srs. mi-
nistros eu creio qtte nao se dando a solidarie-
dado havendo occasio opportuna que 6a
discusso do oreamonto relativo s difToronles
roparticfios ento os Sr. deputados ou em
qualquer outra occasio podero exigir todos
os esclarecimentos que julgarem nocessarios pa-
ra proforirem o seu voto com aceito em con-
lormidade dos interesses do paiz.
Eu Sr. presidente seguirei o exemplo do
meu nobre amigo, deputado polo Bio de Ja-
neiro ; nao entrei agora na questao que j -o
suscitan na casa sobre a palavra rebellio ou 80-
dicao ; om tempo opportuno entraremos em li-
ca e ento discutiremos esse negocio impor-
ta nlissimo ; por ora limito-me a fallar sobro o
adiamento; e como tenho dado as razos quo
me pareero ponderosas para votar contra esse
adiamento, nada mais acoreseontarei decla-
rando simplesmento (pie nao s voto contra o
adiamento da discusso da resposta, mas que
tambem nao acho nocessario queso ehainem os
Srs. minlistros de cstrangeiros e da fazonda pa-
ra virom casa responder s intorpollacoes dos
Srs. deputados, pida razao do que nao (> isto
cstylo e at porque um novo procedente :
o para que oslabelocer procedentes sem una
roeonheeida utilidade? Eu a dizer a ven'a-
de nao enxorgo um motivo plausivol em tal
medida nao enxorgo o que vem fazer isto na
A Kan (lega.
Bendimento do dia 13.......'.. 5:075S22G
Descarrego hoje 11.
Brigne hamburgus Polidora pixe o
alcatrao.
Barca Izahel barricas vazias.
Gleubim fral carva.
Hriguc
llovmento do Porto.
, ^ ,( ._
discusso. (guando ontrarmos na discusso im-
portante da resposta falla do tbrono nos
< u u '. i,\. i|iu; so (ii^iii; iMiiiiiiiii me i oruem pviwuiMj uu K^poxu a rana oo iiitoik iitra
(piando dirigh* apartes, assim como chamo os [emiltiremos o nosso juizo sobro o ministerio;
Sr llcntll uIm^' n.\n ..... n(nMAn.nnpitin ..^.. I n All llnc/lik i \ 1... I i.-,. nu.i lt.ii ,1.. Ami'H 1,. c, 1'.,
Srs. deputados que me interromperem por
urna razo nao tanto porque sao contrarios ao
regiment como porque estou aqui tremendo
de medo {risadas).
O Sr. Ferraz : Nao parece.
O Sr. D. Manoel: Eu que sinto ; nao
posso deixar de perder o fio de minhas ideas ,
se por ventura sou interrompido pelos nobres
deputados.
O Sr. Presidente : O Sr. deputado bom
vio que lembrei aos Srs. deputados que nao Mies
ora permittido intorromper o orador que esti-
vesse fallando seno para reclamar a exocucao
do regiment. Paroeo-mo que nao devo repe-
tir esta obscrvaeo a cada momento todava ,
so continuaron os apartes eu me vero' obri-
gado a ropeti-la.
O Sr. I). Manoel: Agradoco a V. Ex. es-
ta recommendaco espero que olla aproveitea
mime aos meus nobres collegas que me estao
intorrompendo.
Mas, Sr. presidente, sendo o ministerio so-
lidario devem todos os ministros estar com-
pletamente intoirados nos pontos de alta polti-
ca e estando dous na cmara podero ellcs
dar todas as inftrmacos que os Srs. deputados
qui/orom cerca dessa alta poltica para, se-
gundo essas informaces darem o seu voto ao
governo ou negaron na resposta falla do
throno. Sondo i-to inqueslionavel pareee-
mo evidente que o adiamento superfino pois
quo, sendo de todo fundado sobre a falta do
esclarecimentos, de informaces, e existir
do na casa dous Srs. ministros que podem dar
cssag informacScs, elsro que o adiamento
superfluo, desnecossario.
Mas disse um nobre deputado pelas Alagos :
o eu desde j declaro que hei de emitti-lo a fa
vordo ministerio ....
O Sr. JFanderhy : Nao ora preciso.
O Sr. I). Manoel: Nao soi so era preci-
so. Sr. presidente, continuo a nterromper-
me [risadas). .
O Sr. Presidente: E eu conlinuarei a
chamar os Sr. deputados ordem.
O Sr. D. Manoel: Eu nao me queixo
por ser isto contrario ao regiment mais por-
que recelo porder-me ; k por isso que peco aos
nobres deputados que sejo indulgentes para
com um seu collega novo, que agora princi-
pia a sua carroira parlamentar e que repifo,
est tremendo. E nem era possivel que dei-
xasse de tremer fallando na presenca respeita-
vel dos escomidos da naoo.
Voto contra o adiamento e voto contra o
requerimento do nobre deputado por S. Paulo.
[Continaar-se-ha.)
Natos entrados no dia 11.
Monte Video; 12 das, galera inglesa Lame,
de 577 toneladas, capitn Francisco Davis,
eqiiipagoni 2\, carga varios gneros : ao Ca-
pito.
Navios sahidos no dia 11.
Londres ; galera inglesa Lame, Capitao Fran-
cisco Davis, com a carga que trouce de Mon-
te Video.
Liverpool pela Parahiba; barca ingleza Thomas
Mol/ors capito Jamos Palostborpe carga
lastro dassucar.
Araeaty ; sumaca brazileira Felicidade capi-
to Jos Rodrigues Pinbeiro, carga diver-
sos gneros.
Fundiou no lamoiro para acabar de carregar
o brigue austraco Ida.
Navios entrados no dia 13.
Torra Nova ; 36 dias brigue inglez Chante-
cher de 228 toneladas capito David Je-
org equipagem 12 carga bacalhao: a
Charles lioope.
Dita ; :VS dias barca ingleza Norral, de 2V5
toneladas capitao Thoniaz Kirk equipa-
gem 1S carga bacalhao : a Ordem.
Hio do Janeiro, Baha, e Macei ; 15 dias,
vaporbrazileiro5. Sebastiao, de 2i0 tone-
ladas, capito Jos Maria Falco equipa-
geni 2- : a Joaquim Baptista Morera: pas-
sageiros Augusto I.uiz da Motta Joa da
Costa Lima e Castro, Jos da Costa Lima e
Castro os tenantes Jos Ignacio Medeiros
Reg Monteiro e Joaquim Bbeiro Couti-
iibo, Jos Vioira Borgos, JosThomaz Cor-
roa Jos (andido Vasconcellos Luiz An-
tonio Monteiro Manoel Cezar Bizerra, Ro-
sendb Cezar do (oes, Luiz Jos Joaquim Ro-
drigues Lopes, Jos Joaquim Pereira Burgos
Jnior Jos Pinto Campos brasileiros; Joa-
quim Baptista Morera Jnior, Joaquim Jos
Gil Antonio da Silva Alboinsportuguezesj
Jos Evans americano, SurSehwast alemao,
IMBIfl DE PgmiBPCO.
As noticias mais inleressantos que nos trou-
ce o vapor S. Sthastio que chogou hoie (18)
a este porto e que colhemos dos jornaes at
28 do passado sao as seguintes :
O ministerio de 2.'{ de marco pedio sua dc-
msso : S. M. 1. Iiouve por bom nonioar os
seguintes ministrosjustica c estrangeiros o
sonbor senador Honorio Ilermoto (iarneiro
Leo imperio o Sr. Jos Antonio da Silva
Maia fasenda o Sr. Joaquim Francisco Vi-
anna guerra o Sr. Salvador JosA Meciel m::-
rinha o Sr. Joaquim Jos Rodrigues Torres
Esto Horneados presidentes do Coar, o
Sr. brigaderro Jos Maria da Silva Bitancourt,
C1BC0 OLVMPICO.
Variado Espectculo
Para (piarla feira 15 do corrente.
1.a parte.
Differenfos dances de corda.
2.' parte.
Saltos gymnasticos pulos mortaes novos
dobros de corda (degantes pyramides jogos
chinezes, &c. &c.
3.a parte.
Exercicios equestres entre outras novida-
dos a cavallo a galope com sella, e sem ella ; se
executar pela primeira voz a heroica scena do
Cossaco fusso om guerra alem desta a gracio-
sa scena dos dous palhacos intitulada o morto, e
vivo ; e a deflieultosa corrida do Grego sobre
trez cavados em pello.
'terminar o espectculo com um gracioso
pantomimo intitulado os
Tres amantes Iludidas.
Principiar s 7 '/ horas da noite.
Preco dos bilhetcs de camarote....... 8:000
Ditos de \aramia....... ......... 1:500
Ditos de platea................ 1:000
Vendem-se no Amphi-theatro ra da Flo-
ren lina ; e na loja de miudezas n. 39 da praca
da Independencia.
Avisos martimos.
A bom conhecida barca americana Globe,
capito N. Esling sahir no dia 13 do tor-
rente mes nara 0 5;,, (!e janeiro. quem M
mosma quiser ir de passagem dirija-se aos seus
consignatarios L. G. Ferrara & C.
Para o Rio ce Janeiro com muita brevi-


/
dude por ter seu carregumento prompto o bri-
gue nacional Senhora da Boa Viagem forrado
de cobre ; para passageiros, 8 escravos a frete
trata-se com Domingos Alves da Cunlia ra
cstreita do Rozario n. 13.
Leiloes.
Os credorcs de A. Faton successor do
relojoeiro Dubois na ra Nova continuao o
teilo por intervenciio do corrector Oliveira, dos
relogios de ouro c prata para algiboira, ditos
de parede trancelins caixas para tabaco al-
inetes de peito aunis brincos pulceiras ,
adereces para senhoras c infinidade de galan-
teras de ouro prata e de podras preciosas ,
assim como da armacao da loja, &c. ; quarta
feira 15 docorrente as 10 horas da manha em
ponto.
Avisos diversos.
= O Sr. que no Diario de 11 do crrente
annunciou querer vender urna negrinha de 12
anno>, com principio de costura ; dirija-se a
ra da Lingueta n. 8, segundo andar: na mes-
ina casa precisa-se de urna negra que saiba co-
zer soflrivelmente e engommar sem vicios,
em achaques.
A Sra. Portugueza que quer tomar con-
ta de urna casa para reger os servicos inrernos :
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 39.
Precisa-se deoflieiaes de alfaiate para fa-
serem cazacas: na ra Nova loja n. 19.
LOTERA DO THEATRO.
Hoja correm as rodas desta lotera.
Os blhetes ns. 044 e 634 da lotera a favor
das obras do theatro, quecorre boje, pertenccm
ao Sr. Jo/e Flix da Cmara Pimentel do en-
genho Gaips, e lica em poder de F. da Silva
Lisboa.
Os herdeiros de Mara Jos da Conceicao,
previnem ao rcspeitavel publico para que nin-
guem faca negocio algum seja de que naturc-
/.a for sobre um sitio, e 2 moradas de casas ter-
reas no lugar da Solidade; pois tudo est em-
bargado polo juizo dos orfaos desta Cidade.
Quem precisar de urna pouca de calica
para entulho pode a mandar conduzir da ra
das Agoas-verdes no fundo do sobrado n. 120
da ruaDircita.
= W. Hadfield e familia retira-se desta
provincia.
Roga-se ao Sr. Victorino Torres com
venda na esquina da ra dos CHiarteis haja
de declarar por esta folhase o annuncio inseri-
do no Diario de sabbado 11 do corrente com as
letras iniciaes M. G. C. se se entende com Ma-
noel Gomes da Cruz.
Aluga-seo 2. andar do sobrado da ra
dasTrincheiras n. 40 : no 1. andar do mes-
ino, No mesmo da-se urna porcao do entu-
Ibo de calica.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
margo, inspector d'alfandega, mudou a sua re-
sidencia da ra das Cruzes para a ra do Col-
legio do lado do mar, 3. andar das casas que
tem a frente para o mesmo Collegio.
Prociza-sc do urna ama para urna casa de
pouca familia : na ra Augusta n. 12.
Preciza-se de um caixeiro de idade 15 a
16 annos, para venda, e que entenda ; dirija-
se na praca da l.niao n. 21.
= R. Rernel subdito Francez, retira-se
para a Europa.
__ Um rapaz de 20 annos se offorece para
ensinar primeiras letras por preco commodo ,
lora desta praca ; quem o pretender annuncie.
__Perdeo-se no dia 12 do corrente um cha-
peo de sol de soda de menina, lavrado de cores,
com franja branca forrado de seda cor de ro-
sa secca o qual foi perdido da mao de um
preto que doixou o vento carregar aborto
no principio do atierro dos Affogados ; quem o
achar queira entregar na serrara de Joo Anto-
nio Baptista Muniz na ra da Praa que se-
r recompensado.
= Da-se para morar gratuitamente um sitio
com boa casa de vivenda e arvoredo de fruto ,
perto desta cidade ; somentc com a condicao
de o conservar e nao destruir e consertar as
cercas e a casa quando preciso for : quem o
pretender dirija-se a ra de Hortas, n. 140.
__ Precisa-so de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por balanco : na ra da 5
pontas n. 23.
_ Precisa-se de duas pretas ou moleques
para venderem azeite de carrapato de tarde ,
pagando-se a 360 por caada : na ra Direita,
venda n. 35.
__ Domingos Moreira Dias comprou por
conta do Sr. JuzeJoaquim Ramos Villar, do
Para o meio bilheto da segunda parte da 12.a
loteria do theatro publico desta cidade, n. 3440.
__ Bernardo Fernandos Vianna comprou
rtr -.>e:r. do Sr. Jos Pinto ('nelhn ( d Vil!
do Ico") un bilhete da segundo parte da 12.
oteria do theatro de n. 2903.
==4
Precisa-se fallar com a viuva do Sr. Jos
Rodrigues da Silva que foi comprador das
repartieres publicas e por isso roga-se de an-
nunciar u sua morada.
A pessoa que annunciou propor-se a co-
brancas de dividas, dirija-se a ra Direita n. 1.
Precisa-se de 3:000;000de rs. a premio
por tempo de 6 mozos, por juro rasoavel, em
atencao a garanta que se offerece de hvpotheca
em prodios: na roa Direita n. 1.
= Joo Francisco Pereira Rrasileiro re-
tira-se para a Villa do Ass levando em sua
companhiasua mulher, 6 filhos menores, e
um escravo do gentio de Angola de nome
Manoel.
= Pretende-se alugar urna casa terrea em
(ualquer dos bairros e que o seu aluguel seja
de 6 a 8000 rs. por mez dando-se 6 mezes
adiantados ou os que convierem : na ra do
Queimado, n. 14.
O Escrivao do Juizo Municipal da segun-
da vara morador na praca da Roa-vista, n.
13, precisa fallar aos Srs. Ignacio Francisco
da Silva Joao da Motta Rotelho, Antonio
Moreira da Costa Jnior Joaquim Miguel
Estoves e Antonio da Rocha Compasso.
A professora particular, que mora em
o segundo andar do sobrado n. 16, defronte do
theatro acha-se no exercicio do seu magiste-
rio.
Quem precisar de um sacerdote para ca-
pelo fora desta cidade annuncie.
OSr. Sub-Delegado dos Api pucos que
diz ter aparecido um escravo haja por favor
declarar se o escravo he preto, ou cabra.
Os bilhetes da segunda parte da 12. lote-
ra do theatro desta cidade que corre no dia
14 do corrente de nmeros 47, 405, e 441 ,
l>ertencem ao Sr. Francisco Joze Tavnres de Li-
ra morador no engenho Rueos Aires.
Os Srs. Doutor Luiz Pereira da Silva
Neves, Fernando Antonio Sarment Maia ,
Francisco de Assis Coutinho Manoel Joze dos
Santos Lisboa Antonio Guimares da Silva ,
queirao dirigir-se a ra Velha fabrica de ra-
p n. 78 a negocios de seus interesses.
Aluga-se a casa torrea anexa a do finado
Machado no atierro dos A (Togados com duas
salas 6 quartos e cozinha fora : a tratar na
ra Direita n. 82, primeiro andar.
Offerece-se para se emprogar fora da pra-
ca um rapaz cazado com pouca familia de
muito bons costumes para ensinar as primei-
ras letras em qualquer lugar; assim como Uto
bem para caixeiro de um outro estahcleci-
mento, pois tem proporcoes para desempenhar-
se ; os pretendentes dirijo-se a ra da Or-
dem Terceira de S. Francisco, n. 20.
Aluga-se urna casa para pequea fami-
lia no bairro de S. Antonio e que o seu alu-
guel nao exceda de 8 a 10;000 rs. e por grande
precisao se alugara urna meia agoa ou um
quarto que este seja dependente da casa ;
quem tiver annuncio ou dirija-se a ra da
Ordom Terceira de S. Francisco n. 20.
O Sr. Horculano Peroira Caldas quei-
ra dirigir-se a ra cstreita do Rozario, n. 13, a
negocio de seu intorosse.
__ Precisa-se do um moco portuguez de 12
a 14 annos queja entenda de negocio de ven-
da : na ra da Gloria, n. 93.
= JPrecisa-sc fallar a negocio de seu inte-
resse com a Senhora D. Senhorinha de tal, vin-
da a pouco da Parahiba do Norte para o que
far o favor de annunciar a sua morada.
= Para caixeiro de loja de fa/.endas, miu-
dezas para cscripta ou cobrancas se offe-
roco um rapaz de 15 a 16 annos o qual da fia-
dor a sua conducta, ou para esta praca ou fora
dola ; quem de seu prestimo se quizer utilisar,
dirija-searuaNova n. 5, primeiro andar.
O bilhete n. 2822 da segunda parte da
12. loteria do theatro pertence ao Snr. Ma-
or Francisco da Rocha Wanderley do Rio
Formoso.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
em Fora de Portas por cima da segunda ven-
da : a fallar na mesma.
Compras.
Compro-se escravos pedreiros que seja0
bons : na ra da Soledade n. 38.
Compra-se para fora da provincia mula-
tas negras e moleques, de 10 a 20 annos ,
sendo bonitos pago-se bem ; na ra Nova ,
loja de ferragens n. 16.
__Compra-se urna morada de casa terrea ,
que nao seja foreira no bairro de S. Antonio ,
dinheiro a vista ; assim como um pao para ti-
poia : na ra de S. Rita Nova n. 54.
= Compra-se um bal< o de comprimento
do 15 palmos e urna halanca grande com pesos *_
at 9 arrobas : annuncie.
Vendas
Vende-se fumo da Rahia em folha para
charutos : na ra daMoeda n. 7.
- Vende-so urna escrava do gentio de An-
gola tngdrrinla liso, cosc e cozinha oordina-
rio : na ra do Livramento botica rii 22.
Vende-se urna escrava moca de bonita
figura sem vicios o que se alianca por proco
commodo ao comprador se dir o motivo da
venda : na ra da Senzalu velha n 32.
"V Vende-se urna porcao de gravatas de. todas
as cores, e differentes tamanhos, um sortimCnto
de perfumarias muito finas caixas com tinta
para dar cor no rosto ditas para enfranque-
cer farinha para aveiar as maos pomada pa-
ra (ls beicos escovas de todas as qualidades pa-
ra chapeos cabeca dentes, e para barba ,
pentes de todas as qualidades, chapeos para se-
nhoras e meninas, de lindos gostos flores mui-
to finas capelas caixos, e guarnicoes para
vestidos ; tudo mais em conta do que em outra
parte : no atierro da Roa-vista, loja franceza
n. 11.
Vendc-sc urna pequea porcao de nava-
Ihas de barba, sendo entrefinas e sem estojos,
por preco commodo': na ra da Ordem Ter-
ceira de S. Francisco n. 20. .
Vende-se carne fresca da mais superior a
lOOrs. a libra isto toda a semana: defronte
da cadeia.
Vende-se farinha do Rk de Janeiro em
saccas de 2 alqueires e meio por preco com-
modo : na ra do V igario n. 3.
= Vende-se um moleque de 18 annos ,
m bonita figura bom carreiro, e ptimo
para pagem ; urna escrava cabra com boa con-
ducta cose engomma e cozinha o ordina-
rio de urna casa : na ra de Santa Rita n. 27.
Vende-se urna elegante escrava mucam-
ba, recolhida de 18 annos engomma cose,
e cozinha com toda a pereicao ; urna mulata
de boa conducta recolhida engomma com
muito asseio ; seis escravas para todo o servico ;
um bonito moleque engomma muito bem ; dous
mulatos proprios para pagem ; um lindo mula-
tinho de 13 annos ; um bom escravo para todo
o servico : na ra de Agoas verdes n. 46.
Vende-se urna casa terrea sita no Monde-
go com bastantes commodos a saber; duas
salas bastante grandes quatro quartos com cor-
redor lavado cozinha fora com fogo inglez ,
quintal murado cacimba com cxcellente agoa
Je beber toda envidracada e feita a moder-
na : na praca da Roa-vista botica n. 20 ou
na ra Nova casa de Manoel Pereira Magalhes.
Vende-se bichas pretas grandes c peque-
as de superior qualidade : no Atterro da Boa-
vista junto a travessa do Marlins n. 44.
Vende-se urna casa meia agoa no beco do
Pocinho : na ra de Santa Thereza venda da
esquina, n. 60.
Vende-se urna prota de nacao muito mo-
ca, sem vicios. e nem molestias a vista do
comprador se dir o que a mesma sabe fazer e
o motivo porque he vendida ; no fim da ra
Augusta sobrado da esquina n. 94 das 9
horas da manha em diante.
= Vende-se urna preta de nacao moca ,
de bonita figura, cozinha o ordinario do urna
casa he boa vendedeira de qualquer cousa que
se Ihe entregue para vender visto queja est
muilo acostumada : na ra do Queimado ,
n. 14.
^ Vendo-se chitas muito finas nao desbo-
tao a 200 220 240 e 260 reis o covado ;
ditas em cortos a 3S 3:200 3:360 o 3:600;
cassas pintadas francezas, muito finas a 880
reis a vara ; madapolao fino a 4:800 4:300 ,
4:100, e 3:800 ; setineta a 280 reis o cova-
do ; cazinetas finas para coletos a 1:120 o
covado; cazemira para calcas a 1:760 e ou-
Iras muitas fazondas baratas: na ra do Cabu-
g loja n. 10 defronte do ccrieiro.
Vende-se um escravo do gentio de Ango-
la com 18 annos de idade e muito sadio :
na ra das Trinxoiras n. 34.
\ ende-se selins elsticos todos esfofados
e superiores : na loja franceza de Affonco !*aint
Martin ra do Cabug n. 6.
Vende-se arroz de casca a 48 o alqueire
da medida velha : na ruaestreita do Rozario ,
n. 11.
Vende-se um cavallo rodado em boas car-
nes manco manteudo e forte para qual-
quer viagem passeiro, e carrega baixo : na
ra do Sol, sobrado da esquina da ra dos
(Ruarte is.
Vende-se um escravo ladino de Angola ,
de 18 annos, bontita figura, sem vicios: na
ra Direita sobrado n. 19.
^ ende-se um sobrado de dous andaros ,
com um armazem em chaos proprios sito
na ra cstreita do Rozario : a tratar na mes-
ma ra armazem de trastes de Jos Mou-
reirada Silva.
'tmde-se o Rrigue Americano Justina
de lote de 147 tonelladas, forrado, e encavi-
' Iludo de cobre muito velciro e prompto
para seguir a qualquer parte ; quem pretender
diriia-se ao escrintnrin i Vcndc-so nanteiga de porco e de vacca :
em casa de L. G. Ferreira & Companhia.
Marques & Veiga vendem ao arco da
Conceicao batatas muito boas a 600 reis a ar-
roba ena ra do Amorim n. 50, fumo
em folha de primeira c segunda qualidade, cha-
rutos de muitas qualidades e precos, entro
estes uns superiores cm caixinhas.
__Vende-se no armazem de Francisco Dias
Ferreira no largo da Alfandega barricas de
farinha chegada de fresco e nova a 118, >
tambem se continua a vender boa bolaxaa 3:200
a arroba : na ra larga do Rozario, n. 48.
__ Vende-se taxas de ferro coado e batido,
por preco commodo e travs de boas qualida-
des de 7, 8,9, e 10 pollegadas de grossura ,
e comprimento de 35 a 38 palmos: na ra
do V igario n. 3.
V = Vende-se a Medicina Popular A merica-
que tem feito tantos milagres na Cidade do
Rio de Janeiro em curas de Indigestes Tizi-
cas Pebres intermitentes remitentes dic.
hemorrhoidcs, molestias urinarias, toda quali-
dade de chagas incommodos de senhoras &c.
&c. em fim todas as molestias produzidas pe-
la impureza de sangue. Vende-se em todas as
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
Cruz n. 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joo Keller para commodidade dos
compradores, as lojasdosSr. Guerra Silva
& Companhia ra Nova Chaves Sales,
Atterro da Roa-vista e Cardozo Aires ra da
Cadeia do Recife.
N. B. as mesmas casas {cima vendem-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Rrandrctte.
= Vende-se oxcellentes terrenos para casas,
tanto na fente do sitio que foi do Paula Pin-
to que sao os milhores, que hora existem nos
Affogados, como no beco do Quiabo da urna
bella ra cujos terrenos achao-se aperfeicoa-
dos e promptos a odificarem-se ; a fallar no
mesmo sitio com o Major Manoel Joaquim da
Rogo Albuquerque.
= Na ra da Cadeia do Recife, n. 31 ven-
de-se cha hisson a sette patacas a libra.
== Vende-se rap de Lisboa muito bom r
a 30 reis a oitava : na escadinha de miudezas
do Abreu na ra do Crespo.
= Vende-se farinha lina de Mag a 4,500
reis a sacca ; na ra da Cruz n. 36.
Escravos fgidos.
= Fugio do engenho Conceicao fregu-
zia de Serinhaem um escravo de nome Ven-
ceslao alto, grosso pouca barba um olho
mais fechado que outro dentes alvos e aber-
tos, cabeca maos, e ps grandes, tem urna
pequea marca de ferida em urna perna; quem
o pegar leve-o ao referido engenho ou a Ma-
noel Goncalves da Silva na ra da Cadeia do.
Recife.
Fugio no dia 7 de Dezembro de 1842 ,
um escravo de nacao Henguela de nome Car-
dozo alto sem barba cheio do corpo ca-
ra bexigoza nariz grande r ps e maos gran-
des com urna nascida na frente o qual levou
vestido camisa de algodo da trra e calcas d#
algodao entrancado lenco encarnado na sintu-
ra e chapeo de rodia ; roga-se as authorida-
des policiaes ou qualquer pessoa que o fa-
cao prender e levar a Cruzde Almas sitio de
Angelo Francisco Carneiro ou a praca do Cor-
po Santo que sor recompensado com 508 rs.
Fugio a 10 do corrente seguindo pelo
Aflbgado a estrada de S. Anto, o preto Fran-
cisco meio bucal estatura ordinaria rosto
redondo, e risonho com calca de riscado
escuro camisa de chila e sem chapeo ; re-
componsar-sc-ha ao apprehendodor que o en-
tregar na ra do Cabug n. 16.
Fugio em Dezembro de 39 Joanna cn-
oula fula baixa cheia do corpo de 38 an-
nos rosto comprido faltas de dentes dos la-
dos nao leva a boca o braco direito mas faz
com elle tudo, falta de unha no dedo grande de
um p ha noticia que esteve no engenho S.
Jos da Palma ou de Ipojuca ; pago se as
despezas, e gratifica-se bem a quem a le\ar a ra
Direita n. 2.
No dia 10 do corrente desappareceo a es-
crava Constanca conhecida por coto costu-
ma vender pao del levou vestido cor de ro-
za saia preta e panno da costa de 18 an-
nos baixa fula da cor bem parecida regns-
ta e um tanto beicuda supe-se estar occul-
ta na Solidade o que havendo certeza se proce-
der com o rigor da lei ; quem apprehender
leve na ra Velha sobrado n. 49 que sera
bem recompensado.
Fusiono dia 11 docorrente um escravo
enm os signaes seguintes: cabra oscuro quasi
preto cabellos anclados do nome Benedicto,
estatura baixa com falta de muito dentes na
frente, tem o ded pollegar da urna da maos
cortado quasi poio meio, he filho do Sertao do
Cear, do limar denominado Barra do Bom Jar
dim;osapprohendoresjevem-o na pracinha do
I.ivrnmorio loin n. :'
RECIFE NATYP. DEM F. DF F. =18W


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