Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04888


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Full Text

mm
Armo de 184.9. Segunda Feira 13
Tado iKor. depende de nos Besmos; d. no, prudencia oder.cSo, MMj* : coa-
U miemos Como prinouiamos e seremos apomados cum admirado enlce N.coe. m.
'""** Pr0cl.rn.9a0 da AssemMa Ger.l do Briil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gol.nn., P.r.hib. e Riogrande do or le segunda* sextas fairaa.
Bonito e Cr.iihuns 10 e 24.
Cbo Serinlem, Rio Formoso Porlo Ciro M.cei e AI.ro. no 1. 11 Jl
Boa-TisU e Flore. 28. S.nlo Antae quii. feiras Olind lodos os dias
DAS DA SEMANA.
43 Sef. s. Gregorio 2. P. Aud. do J. de D. d. 2. r.
li Tere. s. Valenlim M. Aud. do J. de D. d 1. T-
15 Qu.rl. s. F.uslino e Jovit. Mu Aud. do J. de D. da 3. y.
J6 Qoiot. Porfiro M. Aud. do J. de D. ila 2. r.
17 Sexl. Silrino H. Aud do J. de D. d. 1 .
1S Sab. s. Thcoionio Prior. Kel. Aud. do J. de D. da 3. t.
10 Dom. da sexagsima s. Conrado F.
de Fevereiro Anno XFX. N. 85.
O Diario publiea-M todo. o. di.a qu* n3o orem Santifieaidoi: o praco da aasign atora b e
oe tres mil reis purqaartel pagos adiaotadoa. Os annunoios dos asiignantes sao inserido
grana, e os do. que o nao forero rato de 80 reis por linb.. As rerlam.coes derem ser din.
gidas a csla Typ., ra das Cruiea N. 34,on a pr.ca da Independencia loja de litros N. 6a t^
cambios.No da M de Ferereiro:
C.mbio sobre Londres 27 1 (i a -il \ Nom. Ooao-Moeda da 6,400 V.
Par. 350 reis por, franco.
* Lisboa 100 por 100 de premio.
N.
de 4,000
PsUTA-Fatc6ei
Petos Column'area
k ditos Mexicano
Mnada de cobra 2 a 3 por 100 de des cont.
dem de Litas de bou firmas 1 i g ao met.
PHASES DA LA 1VO MEZ DE FEVEliEIRO:
La Nora 14, 4 5 boras 50 m. da tard. I
Quarl. creso, 7, ti 2 horas e 13 m. da tard. | Quart. ming. i Jl, t 8 horas J7
Prcamar de hoje
da manli.u. | 2. a 4 horas 6 m. da tarda;
compra Yenda
15,300 15,500
15,100 15,300
8,500 8.70U
1,800 1,820
1,800 1.8S0
1,800 1,820
da m.
1. a 3 horas e 42

ERRATAS DA ODE DO DIARIO DE 11.
Na Estrophe 1 4 V'olidos- lea-sc- Plidas -
E na penltima Estrophe -julgarao lanse
-julgara -
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 7 DO COMIENTE.
OlTicio Ao inspector da tliesouraria da fa-
zenda remetiendo duas folhas dos empreados
do hospital rogimental, relativas ao mez de do-
zerabro lindo afim de que mande satisfaser a
sua importancia ; o advertindo-o de quo os
vcncimentos dos ciruries Manoel Bcrnardino
Monteiro e Joao Themotheo da Rocha Galvao ,
devem ser pagos na forma do anterior contrato
ate odia era que celebrarn o novo. Com-
inunicou-se ao commandantc das armas.
Dito Ao eiifcenheiro ern chefndas obras pu-
blicas significando que a Presidencia ainda
nao pode approvar o contracto da cessao da ca-
sa doCaxaof feito por S. me. com o proprio-
tario Patricio Jos de Souza sem quo estecon-
venha cm maiores dilaces para o respectivo
pagamento.
DitoAo director interino do arsenal de guer-
ra, approvando o contracto por elle feito com
o mestre de pedreiro Joaquim .lose Pereira para
a conclusao da obra da sala da directora d'a-
quclle arsenal sob as condiccoes pelo mesmo
mostr declaradas, e pelo proco de 550$000 rs.;
e authorisando-o a empregar na Telenda obra
o material ali existente.
Dito Ao Exm. e Rm. director do lyco ,
disendo que remeta secretaria at odia 15
do frrente o relatorio do estado do mesmo ly-
co e das aulas publicas da provincia com
indicaran das reformas, e melhoramentos, que
julgar convenientes afim de ser presente as-
sembla legislativa provincial na sua prxima
sessao.Olliciou-se administraco dos esta-
belecimentos de caridade a dos bens dos or-
laos ; ao inspector da thesourgria das rendas
provinciaes, e ao doutor Jos Eustaquio Go-
mes, exigindo-se da primeirao relatorio do es-
tado dos ditos estabelecimelitos; da segunda o
do estado do collegio dos orfaos e do respec-
tivo patrimonio; doterceiroodo estado daquolla
Ihesomaria emaisreparticoes fiscaesda fasen-
da provincial; e do quarto o resultado dacom-
misso, para que fra nomeado o a qual na
confonnidade do artigo terceiro da lei provin-
cial n. i)l se incumbi de indicar, e desenvol-
ver o local. plano e planta do cemiterio puu-
scos respectivos corpos, os cabos Ludgero Mar-
colino da Rossurreicao e Francisco Joao Ho-
norato Serra Grando assim como os guardas
l.aurentino Jos da Silva Pedro da Silva Ra-
mos Antonio Francisco Bento Abade o
Manoel Antonio de Assumpoao todos por to-
ivnisido jalgadoi incapases pela junta de saudc,
em sesso de 30 do me/, passado.
dem do da ;{.
OlTicioAo Exm. Presidente envianrio-
Ihe a relacao nominal dosindividuos reoruJados,
e voluntarios que assentarao praca no mez de
Janeiro ultimo.
DitoAo mesmo Exm. Sr. remettendo-
Ihe informado o requerimento do soldado vo-
luntario Manoel de Siqueira Campello Jnior ,
que pedia licenca para estudar na escolla militar
da corte.
DitoAo mesmo Exm. Sr. propondo pa-
ra demicao ao Governo de S. M. o I. o sol-
dado da companhia de artfices Caetano Moroi-
ra por ter sido considerado incapaz do servieo
em junta de saude de 30 de Janeiro prximo
(indo.
Cao do 2. tenente reformado Jos de Barros
l'inieiilel.
DitoAo2. commamlanfi! gcral do corpo
de polica, participando-lhe em resposta ao
seo ollicio de 2 que o Exm. Sr. Presidente ,
liavia expedido orden ao delegado do Rio For-
inosopara forncer diariamente ao quarlel do
destacamento de cavallaria urna luz o dous
canecos de agoa.
DitoAo capitn Meira Lima para que
Pona roceber do coinmandante do deposito a
importancia da etape pertenec!le ao soldado
I eitosa que se achu doente na cidade de Goi-
anna.
DitoAo coinmandante do deposito para
entregar a importancia cima dando de tudo
parte.
DitoAo coinmandante do forte Pao atona-
relio devolvendo-llie os recibos dos seos vcnci-
mentos por develen ser cobrados em folha ,
conforme asordenseslabelecidas.
dem no da 7.
DitoAo Exm. Presidente, dando-lhepar-
te de ter mandado desembarcar os soldados
Anua Luisa Corroa de Mello e seos filhos,
appeWado Custodio Moreira da Silva escrivao
l'erreira ; se julgou pela reforma da sen tenca
appellada.
Naappt'llaeitocivel destacidade, apfjnfkni-
tes os administradores do patrimonio dos or-
laos appellado o padre Francisco Rodrigues
Machado escrivao Randeira ; se julgou pela
reformada sentn en.
Na appellacao criine da villa de Queixara-
niohim ppellantc pedio do Oueiroz Lima ,
e appellado Antonio da Costa Braga scm&o
Randeira ; julgarao procedente o recurso.
INTERIOR.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o casadosdo contingente do Cear com destino
requerimento do corneta do2. batalhao de arti- j a corte Jos Vicente e Lauriano Jos Cor-
eo mandado edificar pela citada lei, e liem
assim as condiccoes, eo detalhe da obra ; com
recommendacao de para esse Jim entender-se
com os de inais membros da referida commis-
sao.
l)ito Ao commandantc geral do corpo de
polica communicaiido ter desonerado Ma-
noel Antonio Martins Pereira do posto de ter-
eeiro coinmandante da terceira companhia do
mencionado corpo ; o determinando que ex-
peca as convenientes ordens similhanterespei-
lo Participou-se esta demissao ao inspector
da thesouraria das rondas provinciaes.
Com mando das Armas-.
EXPEDIENTE DO DA 1. DO COURENTE.
OlTicioAo Exm. Presidente fasendo-lhe
is requesicao de alguns movis que crao ne-
cossanos para mobilhar a salla destinada para
os concelhos de guerra cujos movis podiao
sor tirados dos que haviao pertencido a secre-
taria. : '
DitoAo Exm. Presidente da provincia das
Alagda8 enviando-lhc a guia do soldado rc-
lormado Francisco Jos Joaquim, que obtive-
ra faculdadopara residir em outra provincia.
DitoAo inspector da thesouraria envian-
ando-lhe os papis de contabilidade do destaca-
mento do termo de Santo Antao relativos ao
llll/ de Janeiro c communicaudo-lhe que
0 mesmo destacamento fra a 28 do referido
mez dessorvido.
PortaraMandando de ordena do Governo
JS. M. o. dar baixa ao soldado Joaquim
'"^ Barretto do 2. batalhao de artimaa a
Pe .por ter final isado oseo en^ajamento.
Ihariaa pe Jos Francisco de Paula que a
S. M. I. supplicava demicao por ter conclui-
do o seo engajamento.
DitoAo Sr. Brigadeiro Antonio Rorges
Leal mandando -Ihe apresentar um soldado
cavallo que o tinha de acompanhar na ins-
pecco da G. N. que hia proceder fora da cilia-
do de Onda.
PortaraMandando excluir com guia para
os seos respectivos corpos o cabo Joaquim
Francisco de Paula e guarda Joao Flix Dias
de CoatO por serem de nenhuina utildade
no batalhao de 1. de G. N. destacado cm
consequencia de molestia que padccio.
dem do da i.
OlTicioAo Exm. Presidente para que
houvesse de dar suas ordens ao delegado do ter-
mo do Rio Formoso para ser fornecido o
destacamento de cavallaria, com urna luz diaria,
e dous canecos de agoa.
DitoAo mesmo Exm. Sr. dando-lhe a
informacao que pedir em despacho de 25 de
Janeiro, sobre a pentenco da viuva Eugenia
Mara dosPrascres.
DitoAo mesmo Exm. Sr. remettendo-
Ihe para que fosse presente a junta de ustiVa,
o processo verbal feito ao 1." cadete Pedro de
Assis Campos Cosdcm do 2. batalhao de ar-
ti I ha ria a p.
DitoAo major commandantc interino do
3. batalhao de artilharia a p dizcndo-lhe
em solucaoao seo ollicio de 27 de Janeiro que
devia proceder a nova elleico para o concelho
administrativo do batalhao no corrente anuo;*
nao s porque o anteriormente nomiado ainda
nao havia tomado posse como porque tendo
sido reorganisado o batalhao nelle orao ad-
mitidos novos ofiiciacs e excluidos outros.
dem do da 6.
reia pelo motivo dehaver una das mulheres
dado a luz una enanca a bordo do vapor Pa-
quete do Sul onde nao tinha os necessarios com
modos e estar prxima a ter o seo successo a
outra.
DitoAosub delegado do bairro do Recife ,
dlsendo-lhe que Antonio Machado Pereira
^ anua que Iheremettera com seo officio des-
ta data era soldado do contingento do Cetra,
que se evadir de bordo do vapor Paquete do
Sul para onde hia ser enviado.
PortaraNomenndo o concelho de drec-
cao que sobre justilicacilo dada porante o au-
ditor de guerra devia julgar o reconhecimento
de 1. ctidote na pessoa do soldado Manoel de Si-
queira Campello do 2. batalhao de artilharia
a p.
DitaMandando reconhecer 1. cadele ao
soldado do 2. batalhao do artilharia a p Ma-
nuel de Siqueira Campello nlgailo como tal
em concelho de direccao a que nesfa se pro-
ceder na forma do alvar de IG di; marco
de 1757.
DirMandando passar do deposito para
o 3. batalhao de artilharia a p os soldados
BernardinO de Souza Joao Bap'ista l'ran-
celino Bernardo do Reis Pedro Mathas ,
Proliro Jos dos Santos o furriel Theodoro de
Paula I.eite.
DitaAo commandantc do 2. batalhao de
artilharia a p autorisando-o a receher com
passagem as pracas designadas na precedente
portara.
DitoAo Exm. Presidente communi-
cando-lhe que a fortalesa do brum corres-
ponder a salva dada pela escuna Leopoldina ,
e signilicando-lhe que a salva nao fra em
tempo devido correspondida pelas rasoes apr-
sentelas pelo commandantc da fortalesa em o
officio que em proprio original Ihe transmita.
DitoAo mesmo Exm. Sr. instando
pela expedicao de suas ordens a thesouraria a
respeito do pagamento das folhas do hospital
regimental relativas aos meses dezembro e Ja-
neiro por j se tercm dissolvido as duvidas do
commissario fiscal ascinelhantc respeito.
DitoAo Exm. coinmandante das armas da
corte remettendo-lhe a guia do 1. cadete do
2. batalhao de artilharia a p Manoel deSiquei-
ra Campello que obtivera aculdade para es-
tudar na escolla militar, para onde seguia nes-
l:\ occasao,
DitoAo inspector da thesouraria dando-
lhe o eselarecimento me nedira o rnmmi!
Tribunal da Relacao.
SESSA DE 11 DE FEVEBEIRO DE 1843.
Os embargos do ppellantc Pedro Rodrigues
da Silva ,' e do appellado Antonio I.uiz de Vi-
veiros na causa de appellacao civel da cidade
foriio dis-
cumprir o
das Alagoas, escrivao Ferreira
presados ambos mandando-se
accordao embargado. -
Na appellacao civel desta cidade ppellantc
Joo Ferreira dos Santos appellados Crabtree
Heyvorth & C.a escrivao Bandeira ; se julgou
pela confirmacao da sentenca recorrida.
Na appellacao civel desf;i cidade, appollanfe
os testamenteiros de Domingos Rodrigues do
Paco, appellada a fazenda publica esernm
Posthumo ; se mandou que fosso ouvido o cu-
rador geral.
Na appellacao civel desla cidade oppellanfe
o procurador fiscal da fazonda nacional appel-
lada Thereza de Jess Mara escrivio Ban-
deira ; se nao tomou conhecimento do recurso
por ser intorposto fora rio termo legai.
NaappellacSo civel desta cidade impelante
Joaquim de Souza Pinto appelludos N. O
Biebcr & C Escrivao Jacomo ; so julgou
RIO DI'JANEIRO.
Os Jomaes que tivemos da corte pelo ulti-
mo navio chegao soineiile a li do passado :
eisaqui o que nelles encontramos de notavel,
nao fallando nos debates das Cmaras de quo
daremos alguns extractos.
OSr. Venceslao dOliveira Bello foi no-
meado Presdeme do Espirito Santo.
Os batalhdes provisorios de Santa Catari-
na e Pernambuco, forjo encorporados ao qua-
dro do exercito por decreto de 10 do passado.
Constava ( diz o Jornal do Conimercio )
queoSr. Joaquim Jos I.uiz eslava nomeado
Presidente de S. Paulo c o Sr. Jos Thomaz
Henriquesde Minas.
Havia sido retardada a saluda dos navios
que deviao ir reforcar a divisao naval do Rio
da Piala em consequencia de una desgraca
acontecida a bortjo do Imperial Pedro na
experiencia de una espoleta de nova invencao,
que fez disparar a peca que se julgava descarre-
gada e maln um marinheiro.
Foi nomeado o coronel Cipriano Jos
d'Alineida para commandanto das armas do
Para.
As noticias do Rio da Prata sao
-- Rosas a 25 de dezembro nao havia ainda
respondido intimar/So dos Ministros inglcz e
francez : Oribe conservava-se em Entrc-Rios:
nao havia um s soldado argentino no Estado
Oriental. Rivera organisava os restos do scu
exercito em Quinteros sobre o Rio-negro. Paz
tinha o scu quartel general em Molino perto
da capital.
No Chile nada tinha occorrido de impor-
tante ; diz o .. do Com. pelas noticias do
Lima at 5 e do A alparaiso at 25 de novem-
bro. No Per houve una batalha junto a
Pisco entre os generaos aspirantes presiden-
cia. Aenceu La I'uenle e por isso contava-so
como corto quo seria elle nomeado presidente ,
o que conservara o poslo cniquanlo oulrocau-
dilho mais feliz o nao bafesse no campo. Na-
qindia repblica nao se sobe ao poder senao por
meio das armas As mudancas s5o precedidas
somprc de urna batalha o seguidas por urna con-
tribuieao foroada : sao estes os nicos princi-
pios fixos que se conhecem naquelle malfada^
do paiz digno porcerto de melhor sortc.
RELATORIO DA FAZENDA.
ORCAMENTO DE 18-31814.
S. Ex. o Sr. ministro da fazenda a presen toa
cmara dos doputados no dia 9 do corrente,
o relatorio da sua reparticao.
A dospeza para o auno linanceiro de 1843
18it ahi oreada em Rs. 23,120:866,000
Eareceitaem..... 16,500:000,000
" Resultando um dficit de. 6,620:866,000
Este dficit pode ser rcduzido momentnea-
mente a 2,fi'iO contos continuando a appli-
car-se a despesa gnal toda a receita especial,
que calculada em 2,460 contos e nao se vo-
lando fundos para a aniortizacao da divida ex-
terna c interna. O Sr. ministro da fazenda re-
prova, porem, e annos se anca inio, o que s tem servido para
exaiv.liar o nial. S. Ex. osla convencido de quo
a renda actuai so por efieito de fiscalisaeo,
de augmento de nossa produccao e de reduc-



2


coes nao pode chegar por ora para fazer
face as precisoes do estado eque, conseguin-
tementc de absoluta nccessidade augmentar
razoavclmente a nossa receita para nao con-
tinuarmos a viver de emprestimos e de antici
paces.
O Sr. ministro nao indica os meios de veri-
ficar este augmento porque a creac5o de no-
vos impostos 6 da iniciativa da cmara. Lembra
porem a conveniencia de impor mais duz por
cento de direitos nos gneros de importaran ,
logo que cesse o tratado com a Inglaterra ; a
alicnaco dos proprios nacionaes que forem dcs-
neeessarios ; a avremataco da divida activa que
tiver mais de dez annos de data e o imposto
do sello em todos os contractos de emprestimo
de dinheiro, letras de cambio, ohrigaedes com-
merciaes, etc. etc.
O oreamento de 18421843
calculou a despera em. 20,924:813,000
E o de 18431844em. 23,120:866,000
Crdito de 13 de novembro 1841
Emprego das ren-
das especiaes. Rs. 2,400,000*
Emissaode apolices 1,278,293 *
Emissao de notas. 9,607*
Bilhetesdo thesouro 1,752,529*
Cofre dos orlaos 50,000*
-Rs. 5.490,379*
Ha pois um excesso de despe-
za em 1843 1844. 2,196:023,000
Esse excesso que se acha assim repartido:
Imperio....... 588:245,000
Justica....... 465,934,000
Guerra....... 585,383,000
Fazenda....... 356,534,000
Marinba...... 135,188.000
Estrangeiros..... 64.739,000
Credores contemplados no arti-
go 4o da lei dei'ide novembro
de mi.
EmissaodeapoliccsRs. 1,480,063*
Em dinheiro 959*
Em litigio ou nao
reclamado 56,448*
-------------------Rs. 1,537,470*
Crdito especial para pagamen-
mento das reclamaces bra-
zileiras e portuguezas.
Emissao de apolicesRs.859,210*
Em dinheiro ... 5,410*
Em litigio ou nao
reclamado 132:363*
Em reserva para 2o
dividendo 3,017Rs. 1,000,000*
Sendo em apolices
notas .
2,196:023,000
provem na sua quasi totalidade de disposicoes
de leis que tem sido executadas.
O dficit de 18431844 comodisse-
mos de 6,620:866,000. O de 18421843,
segundo a lei de 30 de novembro de 1841 que
a que est em vigor de 5,925:800,000.
Este ultimo delicit, descontando-se o empre-
go das rendas applicadas 2,544:856,000 a
importancia dos juros e amortizaco da parte
dos crditos concedidos em 18 de setembro de
1840 e 13 de novembro de 1841 que nao
foi reallisada por venda de apolices e a impor-
tancia da amortisacao da divida externa e inter-
na ficaria reduzido a 454,576,000. Ha, po-
rm a accrcssentar-lhe : Io a importancia dos
juros ainda nao votada, para o imprestimo
que deve preenche-lo e para as apolices j
emittidas em pagamento dos credores contem-
plados na resoluco de 13 de novembro e dos
reclamantes brazileiros e portuguezes ; 2. ade-
ficiencia na receita oreada o a dierenca de
cambio 30 a 26 f% pence por que se fizero as
rcraessas para o pagamento dos juros da divida
terna; 3., as despezas nao previstas no mes-
mo orcameuto e deeretadas por outras leis; 4o,
os atrazados dos exercicios lindos. Estes aug-
mentos elevaro o delicit de 18421843 a
3uanAa de 6,000 contos o qual, reunido ao
e'.icit oreado para 184:$1844, da a avultada
sommade)12,700,0008 cima da receita ordina-
ria e extraordinaria do paiz, ateo fimdo exerci-
cio futuro.
Ora como diz o Snr. Ministro nao pos-
sivel esperar que a mera fiscalisacao da renda ,
o augmento de nossa produeco e de nosso con-
sumo posso elevar a receita de modo tal que
venha a fazer face despeza do paiz. Ser pois
impostos. O Sr. ministro lembra entre ou-
tros arbitrios o augmento de 10 por cento nos
direitos de importacao depois de acabar o tra-
tado com a Inglaterra. Gomo ja dissemos
militas vezes nao eremos que se possa elevar a
renda por meio de augmentos dos direitos de
importacao ; mas, dado o caso de nos enga-
amos dado o caso de produzir 4,000 contos,
comojulgao Snr. ministro, o augmento con-
templado nao se poder elle verificar antes de
18451846 porque at novembro de 1844
temos por infallivelacontinuacao do tratado com
a-Inglaterra ; e emquanto durar tal tratado ,
nao podemos pensar em augmentar os direitos
de importacao. Fra isso como diz o Snr.
ministro conceder Inglatejra um privilegio
odiosissimo e arruinar o commercio de todas as
mais nacoes, sem que dahi nos resultasse o
menor proveito. E pois parece-nos de absolu-
ta necessidade lancar mao quanto antes de al-
gum outro meio que traga um augmento imme-
diato renda publica.
Os crditos concedidos ao governo pelas reso-
lucoes de 18 e 25 de setembro de 1840 e 13 de
novembro de 1841 na importancia total de rs.
14,187:512,000 foro realisados no mercado
desta capital por meio de emissao de apolices,
emissao de notas emprego das rendas com ap-
plicaco e emissao de bilhetes do thesouro ( dos
quaes existem ainda em circulaco 1,762:1368)
da maneira seguinte :
Crdito de 18 de Setembro de 1840
para os dficits de 4041 e
anteriores.
Emissao de poces .... Rs. 3,217,270*
Emissao em notas..... 2,94^,393*
Total .
.....Rs.
notas......
rendas applicadas
bilhetesdo thesouro.
cofre dos orfos
dinheiro.....
sommas a pagar
14,187,512*
6,834,786*
2,952,000*
2,400,0008
1,752,529*
50,000*
6,369*
191,828*
Rs. 14,187,512*
Divida publica interna.
A emissao total de apolices
em 13dedezembro 1842 era:
6 por cento.......Rs. 39,715,800*
1,105,400*
119,600j
5 por cento
4 por cento


Deduzindo a amortizaco c
resgate.......
Em circulaco.....
Rs. 40,940,800*
3,833,200*
Rs. 37,107,600*
Inscripta.
Esta divida que tem de ser convertida em
apolices era em junho de 1841 de reis
1,019:858,000. Os juros e amortisacao de to-
da esta divida sao calculados em rs. 3,163:2628.
Nao escripia.
Provem 1. das notas que circulao como
moeda emittidas pelo governo em substituirn
das do extincto banco das cdulas do primei-
ro resgate da moeda de cobre comecado em
1834 e da metade da mesma moeda recolhida
pelo segundo resgate principiado em 183(i?*2.,
do passivo do thesouro anterior ao anno de
1827. Nao se pode apresentar ainda com exac-
tidao a importancia desta divida por nao estar
concluida a conta do primeiro resgate da moeda
do cobre.
Divida activa.
A importancia desta divida cuja origem re-
monta ao anno de 1706 orea por 7,000 con-
tos dos quaes sero cobraveis 3,000.
Divida externa.
Fundada.
Provem dos emprestimos brazileiros contrahi-
dosem Londres em 1824 1828 e 1838, edo
emprestimo portuguez a cargo do Brazil pela
convenci de 1825: monta a libra 5,580,400
em apolices de 5 por cento de juro. Os juros ,
amortisacao e commisses desta divida sao cal-
culadas para o anno de 18431844 em reis
3,132:400,000 vindo assim a montar em reis
6,295,662,000 os juros e amortisacao da nossa
divida externa e interna : mais de urna terca
parte da renda annual de todo o imperio.
Tendo o Sr. ministro da fazenda declarado
no parlamento que nao lancaria mo do ruino-
so recurso de una emisao de notas seno na ul-
tima necessidade e tendo emitfido de julho a
outubro de 1842 a quantia de 2,952 contos,
parece-nos de justica transcrever aqui as rasoes
dadas por S. Ex. para justificar essa medida'
extrema.
A emissao de notas meio permittido pelo
5. do artigo 6 da resoluco n. 231 de 13 de
iiuvembrode 1841, comecou a ter lugar no dia
11 de julho do anno passado. Foi na ultima
extremidade ou quando por nenhum outro re-
curso pode satisfazer as urgencias do thesouro
que o governo lancou mo daquelle meio. As"1
apprehensoes de que a rebellio de Sorocaba ,
rcproduzida em Barbacena lavrasse por algu-
mas provincias mais edurasse longo tempo,
perturbariio todas as transacoes do commercio
desta capital produziro urna crise que anida
foi aggravada embora por curto espaco com
a catastrophe da cidade de Hamburgo. O rendi-
mento mensa I daalfandega desta corte baixoude
tiWnWU contos mais ou menosje o descont na
Rs. 6,159:663*
mas. Ainda assim tentou o governo haver os
fundos precisos pelo modo que menos prejudi-
cial Ihe parecia ; mas, representando a direc-
eao do banco commercial em officio de cinco
do referido mez de julho que nao se achava
habilitada para continuar com o descont que
ha 3 mezes fazia de bilhetes e letras do thesou-
ro ; e declarando os corretores que represento
mor parte dos capitalistas desta praca, no dia
6 do mesmo mez que nao se podio compro-
metter pela quantia dos supprimentos de que o
thesouro carecia durante o mez forca foi ce-
der a tao imperiosa necessidade.
Concluiremos este pequeo resumo do rela-
torio do Sr. ministro da fazenda, que um dos
mais completos que tem sido apresentado re-
presentacao nacional, dizendo que s com as
rebellioes de Panellas Bahia e Rio Grande do
Sul, tem-se despendido e perdido a enorme
somma de 61 mi limes. Se a esta despesa j
verificada, se aj untar a que se fez com as re-
bellioes do Para e Maranho ainda em liqui-
dbalo, e com as de Sorocaba e Barbacena, bem
como a que ainda se farcom a do Rio Grande,
teremos urna somma que exceder a 80 mi-
Ihoes [J. do Com.)
ASSEMBLEA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPTADOS.
Sessao de 10 de Janeiro.
Lido o expediente o Sr. Garcia d'Almeida
d conta do encargo dadeputaco que foracum-
primentar a S. M. I. no dia 9. OSr. Pei-
xoto de Brilo requer que se exijo do governo as
rasoes que teve para mandar suspender a exe-
cucao da lei prov. de Pernambuco n. 94 de 7 de
maio do anno p. A materia do requerimento
he sustentada pelo seu autor e pelos Srs. Na-
buco e Rezende que manda meza a seguinte
emenda Peca-se ao governo a integra do avi-
so queobjecto do requerimento com todas
as informacoes a respeito.O Sr. ministro da
justica defende o acto do governo sustentando
o direito que tinha. Postos votacao o re-
querimento e a emenda he esta approvada e
regeitado aquelle.
O Sr. Barreto Pedroso requer que se peca ao
governo a sua correspondencia com o de S. M.
Britannica e proposta e approvada a urgencia,
entra em discusso o requerimento. Falla
contra elle condicionalmente o Sr. Rodrigues
Torres e pro o Sr. Carneiro da Cunha. O
Sr. Rezende quer se faca no requerimento
urna alteracao. O Sr. ministro da justica de-
clara que vota contra o requerimento, por estar
o negocio complicado com outros e haverem
negociacoes pendentes. Fallao a favor do re-
querimento os Srs. Urbano B. Pedroso e
Reboucas. O Sr. ministro da guerra declara
que toma parte na discusso por se haver posto
em duvida a declaraco do Sr. ministro da jus-
tica e em poucas palavras declara-se contra o
requerimento. Falla tambem contra o reque-
rimento o Sr. D. Monoel, em consequencia da
declaraco do ministro da justica.O Sr. Sou-
za Martins apoia o requerimento, e lhe respon-
den) os Srs. ministro da guerra e da justica.
O Sr. B. Pedroso respondendo aos Srs. deputa-
dos que tem fallado contra o requerimento ex-
pende novas rasoes para a sua approvaco que
o sustentadas pelos Srs. Franco, Aguiar,e Pa-
scheco. O Sr. Eusebio pronuncia-se contra o
-i equerimento Pede-se a votacao e he re-
geitado o requerimento do Sr. B. Pedroso e
approvada por grande maioria o seguinte re-
querimento do Sr. Carneiro de Campos.
Rcquciro que se pecao pela respectiva se-
cretaria de estado os documentos relativos ne-
gociadlo de que trata o requerimento do Sr.
Barreto Pedroso at data inclusive da nota
que foi publicada pela imprensa dirigida pelo
Sr. ministro dos negocios estrangeiros ao minis-
tro britannico sobre a deciso primaria cerca
da intelligencia do tratado de commercio com
aquella nacao.
SessBo do dia 11 de Janeiro.
Lido o expediente pedio a palavra :
O Sr. Reboucas: Sr. presidente, em 1831,
prevalecendo-me da iniciativa que me compe-
ta como deputado offereci um projecto nesta
casa estabelecendo a taxaou mximo do juro
commercial e legal, abrogando-se o al vara de
15 de Janeiro de 1757 que admittindo s-
menteojuro de 5 por cento em certoscasse
at certo ponto a respeito do risco maritimo ,
impunha muitas penas aos transgressores dos
seus preceitos. Noestabeleciment do mximo
de um e outro uro, de que lallei, tive em vista
nao s as combinar-oes do bom senso como as
doutrinas escripias de Childe e Stevard,e oexem-
plo.fundadonapratica das nacoes mais civilisadas
da Eurona rnmmerciantc como a Hollando ,
a Inglaterra e a Franca. Mas pondo se este
projecto em discusso appareccro algunsdos
honrados membros da casa impugnando-o pelo
que respeitava ao mximo dos dous juros admit-
exlensao possi-
got, Bcntham e Say, de maneira que o pro-
jeejo passou deixando-sc sem limite de nature/a
alguma o juro convencional, admittindo-se
que o legal ficasse taxado em 6 por cento.
Deste projecto convertido em acto legislati-
vo nao s resultro os males que se deviad
prover da discusso, e smpre sao a saneco
natural dos excessos e violaco das maiores ver-
dades de doutrina ; sim nao s restro es-
ses males mas ainda outros maiores. E as-
sim deveria acontecer, porquanto vinha a a-
char-se na sociedade um acto legislativo ga-
rantindo convences de sua naturezu alheia a
toda a moralidade que se pode dar n'uma so-
ciedade civil.
Ora todas as nacoes tem considerado con-
veniente deixar a maior liberdade possivel aos
contractos; mas essas mesmas nacoes tem esta-
belecido urna garanta a todos os contractantes
de maneira que quando o contracto nao con-
forme aos principios de direito natural appli-
cado s conveniencias sociaes nao pode sub-
sistir. E ainda mesmo admittindo-se nesta
discusso que o contracto federaticio estava
tambem sujeito leso desde a simples enor-
me e enormissima negou-se que na pratica a
isso mesmo estivesse sujeito.
Ora, se a respeito dos outros contractos ha
esse grande inconveniente se todas as leis o
tem reconhecido com quanto maior razao no
contracto federaticio para nao deixar a desco-
berto de toda a proteceo da sociedade nao s
aquellcs que alugaodinheiro por necessidade,
mas muito principalmenteaquelles queoalugo
por vicio? Ha duasclasses de individuos que
todas as leis tem procurado garantir ; aquelles
que tomo de aluguel dinheiro por necessidade
para que n5o sejo victimas da oppresso dos a-
lugadores e os que tomo para drssipa-lo, pa-
ra que nao tenho a faculdade de oobter a to-
do o preco marchando com isso sua total
ruina. Mas isto oque se deu tendo essa lei
tido de mais a mais o inconveniente de passar
em 1832, tempo em que o estado de cada urna
das provicias do imperio tinha privado da circu-
laco os metaesintroduzindo a desconfianca por
toda a parte.
Eu nao me acho habilitado paraexpr aca-
mara em toda a extensao os males que tem resul-
tado a todo o Brasil dessa lei que nao poderei
deixar de chamar immensa, quando procura re-
parar seus males ou evitar a continuacao delles;
masposso affirmar que, a respeito da minha pro-
vincia elles nao poderio ser maiores do que
tem sido. Porexcmplo, ha um individuo que
se quer cstabelcccr afazendando-se ; tem para
isso um cabedal equivalente a dez contos de rs.,
mas para se afazendar precisa tomar outros dez,
e esses outros dez nao sao tomados por um pre-
co que corresponda ao quantum do rendirnento
do capital sujeito de sorte que o rendirnento
da industria do^stabelecimento agronmico ou
commercial nao pode fazer face ao aluguel do
capital e ao cusi do trabalho do emprehendedor
ou proprietario ; pelo centrarlo s sendo ordi-
nariamente o aluguel do dinheiro a 12 por cen-
to e mais, nao sendo commumente possivel que
cstabelecimento algum ou seja commercial,
ou seja fabril ou seja agronmico produz.
mais de seis por cento qual o resultado ? E
tornarem-se os alugadores.do dinheiro onerados
de premios que nao podem solver da aecu-
mulaco delles ou do anatocismo dahi a im-
pontualidade asaecesjudiciaes onde a jus-
tica chega a ser efficaz ao credor e por fim a
insolubilidade ou a ruina total dos que pro-
curavo, tomando o dinheiro por aluguel, cons-
tituir-se em estado de subsistir, e viver honra-
damente na sociedade civil.
Na minha provincia por exemplo virao-se
lavradores que tinho de vinte a vinte e quatro
escravos e mais estabelecimentos de lavoura
de cannas de assucar os quaes tomando di-
nbeiros a premio de 2 at 4 por cento mensa-
mente perdro seus estabelecimentos pela
difliculdade de occorrerem ao pagamento destes
premios escandalosos: os alugadores do dinhei-
ro poderosos a justica efficaz para elles ; posta
a aeco em juizo as justicas admittindo-as so-
bre convences evidentemente lesivas e enor-
missimamente escandalosas ; as execuces com
embargos de terceiro, ejlisputa de preferencia,
com inteira execuco de bens : eis os campos
que pareciao brincar com a nature/a reduzido
osterilidade Familias nteiras desgracadas,
sem meios do subsistencia por ler tido o di-
nheiro a premio nao um instrumento de m-
. J_ -u:.,r, ankwa PlIUirCS-
tnios iieiic e levarao a inaioi
praca elevou-se de 8 a 12para as melhores fir- vel as doutrinas da escola de Qucsnay, de Tur-
duslria mas da ambicao cobica de empas-
tadores assim nocivos causa publica.
Oque acontecia c o que acontece a respeito
da agricultura d-se a respeito daquellcs que
sao possuidores de predios. Mos clculos m-
duzcm o individuo a fazer um predio na pe-
ranca de grandes lucros; a despeza do prefl.o
era computada em 20-contos ; mas por fu "
cha-se que s se pode fazer por 30 ; u scu ren-
dimento depois de concluida a obra nao poae
ser maior de :i por cento at e assim ..-
nao commum aos predios de grande vulu ,
i
i


m


mas odinheiro que se tinha para concluir este]
predio 6 tomada a 1 por cento mensalmenle, ou |
al '/e 2 Por trato convencional; passa-se urna
letra apparece mcsmo um condescendente ou
fingido amigo que o abona ; vence-se a letra ,
nao se pode pagar c ahi fica vencendo p juro
de 2 ou 4 por cento Qual o rendimonto
de predio urbano.que possa dar para isto ? qual
o resultado ? 15 que o proprictario fica em
pouc tempo sem o predio ou este redu/.ido a
nada para seudono! Daqui dous terriveis
males para a sociedade ; ficao familias arruina-
das e ninguem cuida mais de se cstabelc,;cr na
agricultura ninguem qucr fa/er predios os
artistas'fico sem terem em que se oceupem os
artistas accumuliio-se em parte intilmente
as capitaes as cidades e as villas mais po -
populosas : acode ludo cnlo aos empregos p-
blicos que geralmente sao poucos para con-
tentar os innumeraveis pretendentes; e tanto
ainda mais para sentir em urna sociedade nova
como a nossa.
Oque digo a respeito da agricultura e das
propriedades em predios extensivo navega-
cao de cabotagem ; os que a ella so deviao ap-
plicar vm-se obrigados a hincar as vistas para
outros empregos. Do que tenho dito resulta
que tal o estado excepcional da minba pro-
vincia ( o qual creio que partilbado em maior
ou menor grao por qualquer outra do Brasil),
que cstabelecendo-se ali urna caixa de poupa-
dos ou econmica os proprios negociantes da
praca em vez de empregarem seus cabeda.es
em obj >ctos de suas proissoes vao metter di-
nheiro na caixa econmica provalmentc para
obterem premios maiores de 10 por cento; ja
nao achao interesse algum em empregar seus
cabedaes em cspeculaces c estabelecimentos d(
(|uali|uer nalureza quer para a industria a-
gricola quer para a fabril.
(Continuar-se-ha.)
DIARIO W PERMUTO,
O communicante qui pro quo do D. n. de 11
do correte censura a Presidencia da Provincia
por uin facto que elle ao principio cbama bas-
tante serio pelas suas consequencias enolim
diz que nao era de tanta importancia, para
que nos arreceassemos de leval-o ao conhecimen-
to do publico. Prescindamos desta incoherencia,
e mostremos que os communicantes do D. n. ap-
provoitao cascas d'alho para satisfazerem a sua
voracidade em morderem urna adrninistracao ,
que os confunde.
Determinando a Lei de 29 de novembro de
18il no artigo quarto que nos impedimen-
tos ou faltas o juiz dos feitos da fazenda ser
substituido da mesma forma que os juizes do
civel entendeo o Exm. Presidente que na
falta de juizes do civel devia o juiz dos feitos ser
substituido por algum dos juizes municipaes ,
que sao hoje pela lei da reforma os substitutos
legaes dos juizes do civel, embora no (im do
.artigo a lei dispozesse que s na falta absoluta
de juizes de direito servissem os municipaes,
por quanto esta ultima clausula devia-se julgar
revogada attendendo-se a que a lei do juizo
privativo dos feitos seguio a legislacao anterior
reforma, quando os juizes de direito do crime
erao substitutos dos do civel, visto ser corren-
tona jurisprudencia, que alteradoqualquer prin-
cipio da legislacao dum estado estao altera-
das todas as suas consequencias.
Tinha S Ex.4 de resolver-se entre a lei dos
feitos da fazenda e a da reforma que Ihe ul-
terior : entre o regulamento do juizo privativo
dos feitos expedido a 12 de Janeiro de 42 c o
regulamentoexpeddo paraexecucaodalei da re-
forma, que a Itera va em geral a legislacao, com
data de 31 do dito mez e anno ; e para que as
causas da fazenda nao tivessern a menor parali-
sacao resolveo-se pelo que dispunha a lei da
reforma chamando um dos juizes municipaes.
Sollicito porem o Exm. Bariio por conhecer
a opinio mais segura, e mais geralmente adop-
tada nesta duvida consultou nos dousdias im-
mediatos mais alguns empregados professionaes,
e intelligentes, e os melhores advogados dos
que tem causas, e posto que houvessem difleren-
tes pareceres, assentou de seguir a letra da lei
dos feitos na ultima parte do artigo citado, pela
qual haviao mais votos em attcnco ao artigo 5.
do regulamento de 12 de Janeiro expedido de-
pois da lei da reforma, que manda\a chamar um
juiz de direito ainda que anterior fosse aode n.
120, que declarava os juizes municipaes ni-
cos substitutos dos do civel.
Quando S. Ex.1 tomou esta rcsoluciio ainda
nao tinha o Diario publicado o expediente do
dia em que se verilicou a ausencia do juiz dos
feitos, e como ao publico s ronvinhfl saber qual
o juiz, que Bcaria por substituto desncn>->.i-
rio pareceo-nos oceuparmos as paginas de'nos-
sa foiha com materia intil. <) mesmo qui pro
quo n-ronlicc me uo havia interesse em oc-
cullar f ou publicar este tacto se nao para a
opposicao, que nao tem de que oceupar-se com
vantagem do publico.
Onde est a precipitaco se o communican-
te confessa que era urgente dar substituto ? on-
de a ignorancia se as leis tem antinomia om
consequencia da reforma ?
Aos juizes mais esclarecidos ; aos advogados
maisacreditadosfazendo-seaperguntade -quem
era o substituto do juiz dos feitos desta provin-
cia na falta dos do civel da cidade ouvio-se a
resposta que um dos juizes municipas.
O Exm. Presidente nunca fez alarde de ju-
risconsulto ; mas todos que desta scicncia tein
nocoes exactas, hao do concordar que por seus
principios se resolvem as duvidas das leis; e nao
podem consentir que para entender legislacao
baste saber 1er como o communicante perten-
de. Scire lege; hoc non est verba tenere, sed vim
ac potestatem.
De terem-se persuadido os que podem ler, e
escrever urna gazeta que a scicncia das leis 6
comezinha a todos, provem grande parte de nos-
sos males.
Sobre a accumulacao das varas, que est e\-
ercendo o Sr. Dr. juiz de direito do crime e pre-
ciso declarar ao cominunicante que S. Ex."
nao determinou-a positivamente e limita-se
a deixar a do crime sem substituto, por ter du-
vida a este respeito em presenta do silencio das
leis, e dos regulamentos (silencio que nao su-
prem as rases do D. n.) devendo esperar pela
decisao do governo imperial, visto nao haver
urgencia para rcsolvel-a provisoriamente sal-
vo se o communicante tem pressa na mudanca
do juiz municipal de Iguarass para esta cidade.
Explique o communicante quaes silo essas
negociacoes pendentes de que falla arteiramente
depois deconfessar que nao attribue a cousa
alguma essa mudanca de substituto : explique,
ou salve acontradiccao em que cabio, alTir
mando que S. Ex.* teve pressa de daremprego
aos juizes municipaes da 2.a vara desta cidade ,
e do termo de Iguarass para adquirir prosli-
tos, tendo pouco antes dito que mister era fazer
substituir o juiz dos feitos para que as causas
nao tivessern a menor paralisaco.
COMMERCJO.
Alfandega.
Rendimento do dia 11......... 4:432$597
Descarrcgo hoje 13.
Brigue brazileiro Fiel fazendas, e fumo.
Patacho dito laroim charutos, e outros
objectos.
Brigue hamburguez Polidora cabos e
farellos.
Barca Globe -*- cha.
Patacho americano Justina fazendas, fa-
rinha c manteiga.
Brigue Jane bacalho.
PRACA DO RECIFE 11 DE FEVEREIRO DE 1843.
Revista mercantil.
Cambio Tem havido transaeces avultadas a
27 7* d. p. 1,000 e ainda ha saca-
dores.
Algodo Foro pequeas as entradas, e ven-
deo-se de o,200 a 5,300 a arroba.
Assucar As entradas tem sido regulares e
tem-se vendido a 1,050 p. arroba so-
we u ferio sendo busunto procu-
rado.
Couros Tem havido vendas de 142 a 145 rs.
a libra.
Bacalho Chegou umearregamento de 2230
barricas, do qual G00 vao para Ma-
cei; o resto tem-se vendido de
10,700 o regular, a 9,700 o' de es-
camas.
Cerveja Yendeo-se a 4,400 a duzia.
Farinha de trigo O deposito anda por 4,500
barricas incluindo 400 chegadas
hoje de Baltimorc c continuao as
vendas de 10,000 a 18,000 rs. a bar-
rica.
Carne secca Nao chegr5o carregamentos es-
ta semana : o depozito : de 20,000
arrobas e a melhor tem-se vendido
a 3,200 reis a arroba.
Existem no porto GG emharcacoes.
lio* iiiicnlo do Porto.
Navio sahido no dia 10.
Canal por Macei ; galera ingle/a Iris capi-
tao R. Bertram carga assucar.
Navias entrados no dia 10.
Bio de Janeiro; 25 dias, brigue brazileiro
FUI, de 201 toneladas, capitao Mimocl Mar-
ciano Ferreira cquipagem 12 carga di-
versos gneros : a Firmino Jos Felis da
Boza.
Rio de Janeiro ; 28 dias barca brazileira Iza-
bel de 181 toneladas capitao Pedro No-
lasco Vicira cquipagem 12, carga diversos
gneros: a Joaquim Baptiita Moieira.
Navios sahidos no dia 11.
Genpva ; brigue sardo Maria, capitao Domin-
gos Bossamo carga assucar.
Rio do Janeiro; brigue hamburguez Jimii ,
capitao Jonssow com a carga que trouce.
Vacio entra o no mesmo dia.
Baltimorc; 42 dias patacho americano Jus-
tina de 1V7 toneladas, capitao FilippMie-
pheard equipagein 7 carga varios gene-
ros : al.. G. Ferreira &C."
Edita es.
= O Illm. Sr. inspector da thesouraria das
rendas Provinciaes, manda faser publico que
em cumprimento do oflkio do Exm. Presidente
da Provincia de 13 do corrente vo novamen-
te praca para ser arrematadas a quem por
monos liser as obras da estrada do Ttecife pura
Ohnda pelo val da Tacaruna e dos reparos do
atterro dos Affogados e ponte do mesmo nome:
esta oreada na quantia de 12:5988 reis e a-
quella na de 3J:9!)iS8S0 reis, conforme ascon-
dices transcriptas neste Diario n. 15 e se-
gundo os respectivos ornamentos peris e
plantas que se, achao patentes a quem as qui-
zer consultar em o Gabinete do Engenheiro em
chefe das obras publicas.
Os licitantes devidamente habilitados de fia-
dores idneos devero comparecer nesta the-
souraria nos dias 17 18 e 22 do corrente.
Secretaria da thesouraria das rendas Pro\ in-
ciaes de Pemambuco 1G de Janeiro de 1843.
O Secretario Luis da Costa Portocarrciro.
Manoel lligenio da Silva 1." escritu-
rario servindo de inspector d'alfandega desta
cidade &c. Faz saber que no dia 13 do cor-
rente se hao de arrematar em basta publica
ao meio dia na porta d alfandega dous qua-
dros no valor de 20SOO0 reis impugnados pelo
guarda Francisco Antonio da Silva Cavalcanti,
no despacho por factura de l.e Bretn Schramm
& ('.., sendo o arrematante sugeito a direitos'
e expediente. Pemambuco 11 de fevereiro do
18i3. Manoel Ifigenio da Silva.
Avisos martimos.
A linda c veleira sumaca Carolina de
que 6 capitao Manoel Rodrigues Pimenta da
Cunha sabir para o Rio de Janeiro at o dia
18 do corrente impreterivelmente ; nao recebe
carga alguma o somente escravos a fretc e
passageiros: para o que trata-sc com o seo con-
signatario Joaquim Baptista Moreira no seu
escriptorio ra de Apollo, ou com o capitao
a boa o._____________
Avisos diversos.
S
O ARTILHEIRO N. 20.
Amo hoje, c est venda.
SOCIEDADE NATALENSE.
O primeiro secretario avisa aos Srs. Socios ,
que hoje (13) pelas 7 horas da noite ha sessao.
A pessoa que tiver escravos para se occu-
par no servico do campo e os qui/.er alugar :
aununcic a sua morada.
Srs. Redactores Fendo o seo Diario de 8
do correute mez nelle encontrei o meo nome
transcripto no annuncio feito pelo Sr. Manoel
PciciaTcMiia, um quu se queixava de ter eu
mandado pinhorar c avahar iluas inoradas de
casas, que forao do finado Vigario Gabriel Bi-
zerra Bitancurt, sitas na ra do atterro da Boa-
vista dizendoscrem suas desdo 1833, poras
haver comprado a Francisco d'Abreu Bizerra,
e sua mulher por seo bastante procurador por
escriptura publica as nottas do Tabelliao Ma-
galhaes j falecido mas na verdade s um tal
annuncio me obrigaria a dar ao prelo a presen-
te resposta de defesa do meo crdito e poder
mostrar que tal venda nao he legal no caso de
existir, o que passo a esclarecer. Tendo cu si-
do testamenteiro dactivo do finado Vigario Bi-
tancurt instituio este em seo testamento a
Francisco d'Abreu Bizerra herdeiro dos rema-
necen tes de sua fazenda ; e procedendo-se a
inventario se verilicou screm os remanecen-
tes a quantia de 2V8$511 reis, quantia esta su-
geita ao pagamento do sello nacional para
cujo pagamento se Ihe lancou as duas casas, que
diz ser o annunciantc suas, no valor de 3:100$
reis, com a obrigaco de me faser a reposie ao
de 2:8518'*89 reis ; reposicao esta que atbe o
presente se me nao fez niio podendo conside-
rar a mencionada venda legal porque do do-
cumento junto nao s scpro\a o expendido ,
como tambem que a partilha pela qual se
lansaro as casas ao dito Bizerra foi julgada
por sentcnca em 30 de Janeiro de 18 W, quan-
do diz o Sr. Texeira as ter comprado em 1833,
tempo este que ainda se achavao os hens por
partilhar accrescendo mais que sendo as casas
dadas com o onus de me repor como demons-
trado (lea estao ellas suieitas a Hila itpnncir-Sn;
e sem que a mesma seja paga nao podendo
sohredito Bizerra faser venda delas, tendo athe
nomcado-as judicialmente para eu por meio
de seo producto ser indeuisado. Mais urna pro-
va que me faz crer da illegalidadc da venda de
que falla o Sr. Texeira.
Rogo-lhcs Srs. Redactores bajao de dar pu-
blicidade a estas toscas linhas em um cantinho
de sua folha,e juntamente o documento que Ihe
remetto, provando o expendido o que muito o-
brigar a este seo servo o criado Joaquim Se-
verianno das Mercis.
Francisco Joaquim Pereira de Carvalho f-
dalgo cavalbeiro da casa Imperial cavalheiro
da ordem de Christo e escrivo de orfaos des-
ta Cidade de Santo Antonio do Recife e seo
termo, Provincia de Pemambuco por S. M. I.
'Constitucional o Sr. I). Pedro II., que Dos
guardo, &c. Certifico que vendo o authoamen-
to do traslado do inventario dos hens que fica-
r5o por falescimento do Revendo Vigario Ga-
briel Bizerra Bitancurt delles semostrasero
herdeiro instituido do remanecentc da fazenda
Francisco de Abroo Bizerra irmo d'aquelle
falescido e na partilha a que se procedeo a
char-sc o aquicimento do theor seguinte. Tem
oherdeiro instituido Francisco de Abren Bizerra,
de heranca sugeita ao sello nacional 218$511
reis. Da-se-lhe em pagamento urna mora-
da de casas terreas, sitas no atterro da Boa-vista
n. 4i avahada a folhas 10 e G verco em
1:5008 reis, outra dita terrea pegada a mesma
cima n. 45 avahada a folhas 10 e G verco ,
em 1:6008 reis, 3:1008 reis. Inteirado, c re-
pocm 2:851$W9 res ao testamenteiro Joa-
quim Severianno das Merces. Nao se continha
mais em dito aquicimento da referida partilha,
que da desposicio da mesma, se mostra ser o re-
manecerite da fazenda da quantia de 248S511
reis cuja partilha foi feita no 1. de Junhodo
1839 e julgada por sentenca em 30 de Janei-
ro de 18W). <) referido consta dos autos a quo
me reporto e dos quaes fiz passar a presente quo
vai na verdade sem cousa que duvida faca con-
lerida e concertada na forma do estillo e por
mim subscripta c assignada nesta dita Cidade
de Santo Antonio do Recife oseo termo Pro-
vincia de Pemambuco aos 9 dias do mez de Fe-
vereiro do anno do nascimento de Nosso Senhor
Jezus Christo de 1843 vigessimo segundo da
Independencia e do Imperio do Brasil. Fiz es-
crever e assignei Francisco Joaquim Perei-
ra de Carvalho.
= Precisa-sede 1008 reis a juros ^e 2 por
cento ao mez dando-se urna casa para se des-
contar nos alugueis, a qual rende 6 reis men-
caes ; a quem este negocio convier annuncio
por esta folha.
O abaixo assignado faz sciente, que o seo
caixeiro Jos Manoel Arantes, ( de menor ida-
de ) se evadi de sua casa pelas 10 horas da
noite do dia 9 do corrente depois de haver
sido reprehendido pelo annunciante por ter
vindo aquellas horas da ra e bastante ebrio ,
como tem de costume e porisso que faz-se o
presente avizo, para quo pessoa alguma Ihe pa-
gue contas que tenhao com o annunciante ,
por nao ser mais seu caixeiro Joaquim G. V.
Guimares.
A pessoa que annunciou pelo Diario n.
34, fasendo ver ao Sr. Antonio Theodoro Ser-
pa que mande tirar os seos penhores no prazo
de 15 dias baja de annunciar a sua morada ,
para se fallar a este respeito visto que o dito
Serpa ?c!>2 se fora desta Cidade.
Offerece-se um moco portuguez de ida-
de de 18 para 19 annos o qual sabe ler e es-
crever para caixeiro de venda ou qualquer ar-
rumacao preferindo-se para fra da praca; quem
pertender falle a casa junto ao do Sr. Silvestre
n. 35.
= O Sr. R. J. A. C, queira hirpagara
quantia que ota ignora na venda de Joao Jo-
s Rodrigues Lfflcr ; na ra da Cruz n. 36 e
nao o fasendo seu nome sera publicado por
extenso.
= M. S. Manson cirurgio dentista in-
gle/. tem a honra de participar ao respeitavcl
publico, que tem chegado de sua viagera do in-
terior e est prompto emprestar seus senri-
cos a quem precisar, em sua casa n. 14 na ra
Nova 1. andar. Pregos para inserir dentes no
vos 108 n''"' |,,H';I um Para chumbar de ouro 5$
reis chumbar de composicao ou prata 3$ reis,
abrir 1$ reis para tirar 2$ reis para limpar
os dentes .'S reis c para urna dentadura com-
pleta 3008 reis c faz mais todas as operaces
pertencentes ao seo officio.
Avisa-se ao Sr. Domingos Bcnt da Mo-
eda & Companhia em Macei que n mez do
Novembro de 1841, fugio do engenho Taba-
tinga de Ipojuca seduzido por um ladro o es-
clavo Jos Cacangc tem no rosto urna costura
dena\alha, de 20 a 25 annos, robusto, esta-
tura ordinaria, e ladino. Se o que avisa no Di-
aria nmeros 33 e 34 se tiver estes signaes ,
queira remete-!o ao abaixo assignado na ra do
Oueimado n. 10 que gratificar e pagara
inft.Ti a* depe:as Jo
i Pessoa,


A possoa era Pcrnambucoa quem faltar um
escravo de nome Jos cacange e que foi fur-
tadoe apreendido ao ladiao queira fazer pu-
blico por esta folh e dando os signaes cor-
tos o podrro procural-o em Macei de Do-
mingos uento da Muda & C. que I he di rao a-
onde existe.
'=02. n. dos Annafis da Medicina Per-
nambucana peridico publicado pela Socie-
dade de Medicina ; saino luz contendo ma-
terias de grande importancia para a scicncia.
Subscreve-se para este jornal na livraria do arco
de N. S. da Conceicao da ponte do Recife ,
preco 800 res cada numero.
Olercce-se para o servico interno de
urna casa de homem solteiro urna parda \iu-
va capaz e eloza : defronte do Carmo so-
brado de un andar n. 3.
= Joaquim Felippe da Costa; rctira-se para
ora da provincia.
= O abaixo assignado como procurador ,
c administrador da casa de sua filha D. Anna
Joaquina Cavalcanti de Albuquerque Uxa ,
viuva do tenente coronel Pedro Cavalcanti de
Albuquerque Cxda pretende arrendar a pro
priodade das Candeias aquem convier comp-
rela na ra Direita das seis as nove horas da
manha, e das tres as seis da tarde; cujo ar-
rendainento ser por tres a seis annos e recu-
sado por todos os administradores.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
= B. Bernel subdito Franccz, retira-se
para a Europa.
= O Sr. Antonio Theodoro Serpa queira
mandar tirar o ouro que tem empenhado a 18
mezes da data deste a lo dias do contrario
se vender para pagamento.
Prccisa-se de urna ama de casa para co-
zinbar e cngoinmar ; a pessoa que quizer di-
rija-sea ra estreita do Rozario n. 37.
Desappurccco do sitio grande do Mnde-
go no dia 7 do corrente um cachorro per-
feitamente de fila todo preto ;. quem do mes-
mo souber e entregar no referido sitio ser
recompensado.
O Tenente Coronel Ignacio Antonio de
Barros Falcao comprou por conta do Reve-
rendo Concgo Joao Rodrigues de Araujo, o
bilhetc inteiro den. 153 da segunda parte da
la Lotera do theatro publico.
O abaixo assignado, dechra que Jos
Tavarcs Bastos nao he maisseucaixeiro de co-
branzas Jos Francisco de Azevedo Lisboa.
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Joaquim
Theotonio de Mello, ou com seu correspondente
n'csta praca : na loja de fazendas da viuva do
Burgos., na esquina do Livramento n. 1.
Da-sc 500 a 000;000 rs. a juros, sobre
bypotbeca livre e desembarassada e a dous por
cento : no principio do Atierro dos AITogados
armazcm de sal n. 83.
Indruslria Pernambucana.
O deposito de chocolate estabelecido na ra
Nova, n. 15 mudou-se para a ra da Cadeia
\elha loja do Bourgard e praca da Inde-
pendencia loja n. 39 onde se acha de novo
um bom sortimento desta substancia como
chocolate especial de canella frreo e de
saude ; a prompta extraceiio o mdico preco ,
e o empenho com que tem sido procurado he
um garante de sua hoa qualidade e delicioso
sabor superior sem comparacao ao chocolate
de Lisboa.
Meuron & Companhia proprietarios da fa-
brica de rap denominado areia preta, avisao
no respeitavel publico o particularmente aos
seus freguezes que do dia primeiro de Feve-
reiro desteanno de 18 V3, todos os botes c mcios
ditos do seu rap levaro o seu sinete de im-
pressao.
O abaixo assignado faz publico que tendo
desembarcado a 30 do passado de bordo do hia-
to Olinda um escravo que foi remettido do
Aracaty, para aqui vender-se aconteceo que o
deixando em casa d'ahi a pouco e pela ma-
nha do dia 30 do passado elle sahindo a ra
nao tornou mais ; depois foi que um outro par-
ceiro do dito escravo contouao abaixo assigna-
do, que elle I he contara quetinha sido fur-
tado aqui de seu Sr. e vendido em podras de
Fogo para o sertao ; que seu Sr. aqui era um
senhor de engenho para as bandas delguarassu',
que possuia varios engenhos ; e que se elle es-
cravo um dia se tornasse a ver aqui que se
largaria para o dominio de seu legitimo senhor.
Dando portanto o ahaixo assignado algum pezo
a historia a cima ; roga aquelle senhor de en-
genho com quem se osse ter dito escravo, a
bondade de sede nunciar por esta folha para
que o abaixo assignado, certificandose da ve-
racidade do facto possa legalmente docu-
mentado para salvo-conducto daquelles que
se achiio lezados com tal esaravo. O ahaixo
assignado espera em tal caso franqueza e sin-
r.eriflade de quem quer que Reja a pessoa que se
iulgar legitimo snr. do escravo, pbrisso que
nisto so aspira segurar o direito de seu consi-
gnante. Mainel Dias.
P. S. O signaes do escravo sao os seimintcs:
negro nao muito escuro do 17 annos, bonita
figura, corpo espigado, Mexicongo, dous den-
tes da frente cortados tem presentemente o
nome de Francisco ; fugio com,camisa de pan-
no branco chapeo de palha de carnauba de
copa baixa e abas pequeas com duas calcas
urna de algodao e outra vestida por cima des-,
ta, de riscadinho branco e azul.
Perdeo-sc urna caixa de prata com 14 oi-
tavas no porto das canoas da ra Nova no
dia 10 do corrontc pelas 7 horas da noite ; a
caixa tem a firma do dono : quem a achar di-
rija-se a ra do Rangol n. 5 que ser grati-
ficado : na mesma casa vendem-se duas casi-
nhas no beco do Quiabo nos AITogados por
preco cemmodo.
= Bernardo Jos da Cmara previne que
ninguem recoba em transacao tres letras as-
signadas por elle c sacadas por Francisco Joze
Rodrigues duas vencidas o anno passado e
urna que se hade vencer em dias do corrente
mez por quanto o annunciante como cessio-
nario de I). Anna Maria Muniz he actualmente
credor do mesmo Rodrigues de quantia quasi
igual ao valor das sobreditas letras e que
deve serencontrada no pagamento d'ellas.
Roga-se ao Sr. Domingos Bento da Moe-
da & Companhia em Macei sobre o seu
annunciode um escravo de nome Jos he fa-
vor de ver se be um com os signaes seguintes :
preto alto, secco do corpo fula cara re-
donda denles do queixo de cima acangulados,
c um quebrado ps apalhetados, falla descan-
sada se for de o mandar a seu senhor Jos
Fernandes Eiras na ra Bella que ja foi ra
da Florentina sobrado prximo a mar que
ser bem recompensado.
= Aluga-se na estrada dos Alictos, o sitio
de Francisco Antonio de Oliveira : a tratar com
o mesmo ou com seu caixeiro Manoel Joa-
quim da Silva.
Quem annunciou querer saber a mora-
diada portugueza que quer dirigir o servico
interno de urna casa dirijase atraz da Matriz
da Boa-vista n. 28.
= A matricula da aula de obstetricia se
acha aherta desde o primeiro e ser inserrada
no ultimo do corrente mez: as licoes principia
r no dia 15.
Se o negro que se diz em Macei, annun-
ciado por este Diario n. 33 tem os signaes se-
guintes : baixo do corpo muitopelludo com
urna cicatriz vertical de cutilada no cachaco j i
com calva he de Manoel Luiz da Veiga em S
Amaro da Boa-vista junto ao Recife.
Compras.
Compra-sc para ora da provincia eTe"
divamente, mulatinhas e mais escravos do
13 a 20 annos, pago-se bem sendo bonitos:
ua ra do Livramento, n. 3.
Compra-se urna negrinha, que tenha
12 a 15 annos que saiha coser com perfeicao;
ou toma-s urna da mesma idade para apren-
der a coser dando-se-lhc tao somente o sus-
tento: na ra Nova n. 10.
Yendas.
= Na ra da Cadeia do Recife, n. 31 ven-
de-sc cha bisson a sette- patacas a libra.
Vcnde-se cavalla secca do Cabo de Boa
Esperanca de superinr nuodade em per-
eces e a retalho vinho branco tambem do
Cabo superior em poredes e a retalho ,
cevadinha ingleza rnuito fresca e arenques
em barris pequeos : no armazem n. 44 ra
da Alfandega velha.
Vende-sc urna casa com bons commodos,
em chaos proprios na ra do Jogo da Bolla ;
assim como um grande terreno ao p das ditas
trras ; a pessoa que quiser dirija-se a ra de
S. liento, ao pdeS. Pedro vclho: tudo em
Olinda.
Yende-sc por precisao urna cscrava de 20
annos pouco mais ou menos, de muito bonita fi-
gura, cose chao, e fazlavarinto commuita perfei-
cao, engomma liso cozinha bem o ordinario de
urna casa, boaarranjadeiradecasa.e boacriadei-
ra de meninos cn-aboa boa vendedeira tu-
do faz com perfeicao : na ra Direita no se-
gundo andar n. 50.
=t Vende-se rap de Lisboa muito bom ,
a 30 reis a oitava : na cscadinha de miudezas
do Ahreu na ra do Crespo.
Ermilage.
Esta fabrica de Joaquim do Reg Barros Pes-
soa de assucar refinado por o processo mais
perfeito da Europa sem em prego de carvo
animal
de duraque de todas as cores a 1:440 de mar- \ commodo : em Fora de Portas, n. lli rtl|_
roquim com fitas para menina a 800 reis, de lar com o cap tao Antonio Simplicio de Barros,
lustro a 1:440, borzeguins gaspiados para ho- Vende-se quatro escravas mofas, boas
mema 7:500, de ponta a 6:000 e 4:000, mei- figuras, com boas habilidades, urna dellas ho
osbotins de lustro a 7:000, borzeguins para boa costureira e faz lavannto e he engom-
senhora de cores a 2:000 de ponta de lustro madeira ; um moleque de 10 annos, mu-
a 3:200, gaspiados a 3:840 do seda a 5:000, to esperto serve muito bem urna casa; um
chapeos de massa pretos a 6:400 do chile e dito peca de 18 annos, bomofficial desapa-
abalargaa 7:000 ,bones para menino a 1:000 , espartilhos a 2:000 lencos degravata de to- de! quatro pretos mocos, muito fortes para
das as cores a 4:500 garrafas de agoa de col- t000 rabalho : na ra de Agoas verdes, n. 44.
na a 2:000, chapeos de sol de barra a 8:000, de > ende-se urna bonita negrinha rccolhi-
cores a 9:000
pentes de tartaruga a 1:600 ,
cartas de jogar tezouras finas luvas de todas
as qualidades para homem, e senhora : na
praca da Independencia n. 13 e 15.
=Vendese ou arrenda-se a casa nova deno-
minada da Pitombeira no lugar do Calderei-
ro caminho do Monteiro com commodos
para grande familia cocheira estribara ,
quartos para escravos urna grande cacimba
com excellente agoa de beber da melhor que
existe naquclle lugar, com sitio quasi todo mu-
rado e arvoredos de varias qualidades, prin-
cipiando a botar ; a fallar na ra das Cruzcs,
no cartorio do Tabeliao Regis.
= Vende-se 100 garrafas vasiasa50 res
cada urna azeite de Lisboa a 3840 a caada ,
e 500 reis a garrafa vellas de espormacete a
720 reis a libra carne de toucinho a 60 reis a
libra azeitonas do Porto pretas a 200 reis a
garrafa batatas a 40 reis a libra letria a
200 reis a libra macarrao a 160 reis prc-
zuntos do Porto a 160 reis a libra, cha Hyson a
2:400 reis a libra e todos mais gneros muito
em conta : na venda da esquina da ra do Ara-
gao que volta para Santa Cruz n. 43.
= Vende-sc sera branca em gamellas, e a
retalho por preco commodo : na ra Direi-
ta n. 135.
= Vende-se trez escravas para fora da pra-
ca com difcrentes habilidades, que ao com-
prador se dir ; a tratar com Novaes & Bastos ,
na ra do Queimado n. 29.
= Vcnde-se na botica nova na ra, estreita
do Rozario n. 41 espirito de vinho de 36
graos pelo mdico preco de 1440 a caada.
= ^ ende-se um molatinho de 16 annos,
ollicial de sapateiro : na ra da Gloria n. 27,
das 6 as 8 horas da manha e de urna as 4 da
tarde.
= Vcnde-se cortes de vestidos de chitado
muito lindos padroes e tinta segurissima ,
a 2:880 ,3:200 3:500 o 3:800 : na esqui-
na do Livramento, loja da viuva do Burgos.
= Vende-se a verdadeira estamenha para
habito de terceiro de S. Francisco : na ra No-
va loja n. 46 do Coimbra.
= Vende-sc um sobrado de dous andares ,
com grande armazem na ra estreita do Ro-
zario : a fallar na mesma ra armazem de
trastes n. 31, com Jos Moreira da Silva.
= Vende-se urna cscrava crioula de 14 an-
nos, para fora da provincia : na ra da Guia
n. 58.
=3 Vende-se urna burra de ferro c alguns
lahusde madeira : na ra da Cruz do Recife ,
n. 40.
= Na ra da Senzala Velha n, 138 adia-
se a venda vinho de Bordeaux de superior qua-
lidade em coixas de duziu.
Vende se um escravo de 17 annos, muito
hbil para o servico de carros no que ja foi ap-
plicado ; e 2000 couros de cabras : na ra da
da, de 15 a 16 annos, ptima mucamba pa-
ra qualquer senhora e com varias habilida-
des be bem civilizada e de boa conducta
sem vicios e nem achaques ; urna negrinha de
9 a 10 annos propria para escoila : na ra es-
treita do Rozario n. 22 primeiro andar.
Vende-se sera para limas de cheiro de
cOrcsa 800 rs. a libra: na ra do Rangel, n. 52.
Vcnde-se duas negras crioulas urna de
20 annos pouco mais ou menos engomma ,
cose chao faz lavarinto e marca a segunda
tem 14 a 15 annos cose marca e tem prin-
cipio de fazer lavarinto ambas de bonitas figu-
ras e sao escravas
recolhidas e somente se
vendem para fora da trra obrigando-se por
condcOes quem as comprar a embarcar-
las : na ra do Crespo loja n. 9 de Do-
mingos Guimaraes.
Vende-se um cavallo rodado em boas car-
nes carregador baixo at meio : na ra da
Cadeia do Recife, n. 22.
Vende-se a venda da ra das Cruzcs n.
41 com os fundos de um 1:2008000 r.8: diri-
ja-se a mesma.
Vende-se saccasde farinha de mandioca,
muito fina : na ra do Cabug loja de An-
tonio Rodrigues da Cruz.
Escravos fgidos.
Anda anda fgido o moleque Domingos,
de Catharina Francisca do Espirito Santo an-
nunciado no n. 33 desta folha.
Furtarao no dia 24 de Dezembro de
1842 um moleque de nome Luiz naco Con-
go de 12 annos pouco mais ou menos, nao

M
tfl.
= Vende-se 125 palmos de terreno por de-
traz das 5 Pntas 3 alicesces na ra do Pala-
cete e 143 palmos de alagados por detraz da
mesma ra : na ra de S. Francisco no se-
gundo andar do sobrado n. 14 defronte do
theatr.
= Continua-se a vender agoa a 10 reis a ca-
neca ; no sitio que fica por traz do sobrado do
finado Monteiro com mais abundancia do que
em outra qualquer parte por haver canoas
para sso.
= Cadeiras americanas com assento de pa-
Ihinha camas de vento com armacao esem
ella muito bem feitas a 4g500, ditas de pinho
a 3g500 commodas de angico e amarello,
marquazas de condor, mezas de jantar, assim
comooutrosmuitos trastes e pinho da Succia
com 3 polegadas de grossura, dito cerrado, tudo
mais em conta que em outra parte: na ra da
Florentina em casa de J. Beranger.
Vcnde-se superior vinho engarrafado de
madeira, secco malvasia, ede Bucellas de 1832;
na ra doVigario n. 21.
Vende-se una cadeira de arruar nova, vinda
prximamente da Baha; na ra do Vigario 21.
\ ende-se um preto de 15 a 17 annos de
idade ; em fora de Portas n. 135.
=: Vende-se farinha fina de Mag a 4,500
potassa ou sangue licores muito fi-
nos de diversas qualidades annunciados xa-
ropes finos de maracuj tamarino limo&c., jreis asacca; na ra da Cruz n. 36.
e narros productos, tem mudado o deposito' Vende-se urna escrava de nacao,
que era na ra da Cadeia de S, Antonio para'
a ra das Trincheiras n. 22.
**-= \ ende-se sapatos de marroquim preto a
640 reis e nm-nc 1 (PO An ctm a 1 -MO
de 40
0 nnvnc ^ 1;G00 ,
annos boa lavadeira de sabao, c varrella, e boa
cozinheira ; um moleque crioulo de 15 an-
nos muito bonito sem vicios e com prin-
uciu iv uueiro ; rudo por preco i RECIFE NA TYP. DE M. F. DF F.
tem marca de ferro por vir pequeo da viuva
de Joaquim Antonio de Almcida com os sig-
naes seguintes : cabeca grande olhos radia-
dos por natureza barrigudo, bem feitode ps
e maos, o maior signal que elle tem he ter um
signal de carne pegado o dedo mnimo, em urna
das maos ; a pessoa que tiver noticias ou sou-
ber onde est annuncie ou leve em Olinda ra
de S. Bento, ao p de S. Pedro vclho, que ser
recompensado.
=s Desappareceo no dia 10 do corrente um
preto de nome Francisco estatura ordinaria ,
rosto redondo e rizonho um tanto Bucal r
levou vestido calca escura de riscado camisa
de cnila azul de linho, sem chapeo e consta
que passara os AITogados, seguindo a estrada
de S. Anto ; portanto roga-se a qualquer au-
thoridade policial e capitao de campo ou pes-
soa particular a sua aprehensao e leve-o a ra
do Cabug n. 16 que ser recompensado.
= Em o mez de Dezembro de 1839 fugio
urna escrava de nome Joanna crioula com
os signaes seguintes : baixa cor fula cheia
do corpo representa ter 35 a 40 annos ros-
to comprido faltao-Ihe alguns dentes dos la-
dos com o braco direito que nao pode dohrar
pnrn o levar a boca na fu/, lodo o survieo
com elle em um dos ps falta-lhe urna unha
no dedo grande ouve noticia a poueo tempo
que ella se achava no engenho de S. Jos daPal-
ma ou S. Jos de Ipojuca; roga-se asautho-
ridades policiaes e capites de campo e mais
pessoas particulares por quem possa ser encon-
trada dita preta hajao de apprehende-la e man-
da-la levar na principio da ra Direita n. 2 ,
que se pagaro todas as dispezas alem de urna
generosa gratificaco ao portador que a trouxer.
Fugirao no dia 25 de Agosto do p. p. an-
no os escravos seguintes: Luiz pardo bem
claro com urna orelha furada, com seu brin-
co altura regular com grossura correspon-
dente ter 25 annos de idade bastante bar-
ba pelo queixo e buco falla branda cabel-
los afoguiados sabe 1er tem olTicio de alfai-
ate e sapateiro. Lucas negro crioulo com
muito bonita figura bastante alto c reforca-
do com oflicio de carpina ter 24 annos do
idade caralustroza pouca barba e quando
a faz nao parece que a tem tem falta de den-
tes na frente, surrado pelo seu antigo Sr.,
estes escravos forao comprados nesta praca ao Sr.
Joaquim Ignacio de Brito portanto o abaixo
attgnado recomenda encarecidamente a captu-
ra dos referidos escravos a todas as aiilboiida-
desconstituidase capitaes de campo, ellos levaro
bastante roupa, o urna espingarda lazarino mu
vareta de ferro ; quem o* trouxer ter 100:000
porcada um, entregando ao abaixo assignado
seo legitimo Sr. na ra de Agoas verdes, n.
70. Francisco Jos Duarlc.
, [C'i"" uc
=1843


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