Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04887


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Full Text
Anno de 1843.
Sabbado II
Tudo apura Jf [imik.W di Btmoi ; da hoih prudencia Moderaban, t enripia : con-
miemoi como urincipiainoi e aeremoa apontadoa cum admira'' entre as Nacoee maia
cultaf, ( Proclamacau da Aaaembla Geral do BnilL )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Parahiba e Rio grande do Norte aegunaV eextat feiraa
Bonito e Garanhune a 11) e 4.
Cabo Serinnaem, Rio Fonnoeo Porto CaWo MeceiA Alago no 1. ,
Boa-Tiaia e Florea a 28. Santo Anta quinta feiraa. Olinda lodo* oa diaa.
DAS DA SEMANA.
6 Sog. Ai o*iga de Christo And. do J. de D. da 2. t.
7 Tere. a. Romualdo b. Aud. do .1. de 1). da 1 .
S Ouarl. a. Joo da Matl> Fundador Aud. doj. de D. da 3. T.
O Sext. F.ecnlasliea V. Aud do J. de D. da 1. T.
11 Sab. a. Luaro B. Re. Aud. do J de D.da 3. ?.
i> Una. da iO|iiuacesm.i a. Eulalia V. M.
11
de Feverero Anno XIX. N. S.
O Pierio pubiica-M todoi oa riiaa qua n.~i<> (oreaa Santifieadoa: o prego da aaaignatwa be
de trea mil rea por qiartel pa'oe adintadoa. Oa annuncioa doa aaaignantei eao inaeridoe
gralia, e oa doa que o nao (oreaa i raiio de 80 rea por linda. Aa reclamacea derem sel din.
gidaaa eata Tfp., ra daa ('.rutea N. 34.ou a nraca da Independencia loja de lirroi N. 6a 8
enda.
CiMios.No da 10 Caaabio aobre Lanriree 27 1|4 a 'j7 i Nora. Ooao-Moeda da 0,400 V.
Feria 350 reia por franco,
a a Liaboa 1UU por-J 00 de premio.
a N.
a a de 4,000
I'luTi -Patacei
a PetoiColumnarea
a ditoa Mexicano!
Moeda d* cobre't a 3 por 100 da dea cont.
lilem de letraa da boaa firmal 1 f ao mea.
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVERERO;
La Nora 14, i 5 boraa 50 re. da tird. I
Quart. creec. 7, a 2 horaaa 13 m. da tard. | Q
compra
45,30
15.I0J
8,500
4,o(0
1,801)
1,800
5.50)
15,300
8.7J
1,820
1,82 J
1,820
uart. mi*g. 21 i 8 boraa 27 aa. da m ,
Preamar de /ioje
1. a 2 horas 0 aa. da nanhla. | a 2 hora e 31 m. da tarda.
Ooverno da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 6 DO CORRE.VTE.
O.ltcioAoinsp^torda thosouraria da fa-
zenda, significando em resposta ao seu officio
de 3 deste mez quo deve mandar fazer ao pra-
tico Antonio Banto o pagamsnto requisitado
pido Exm. Presidente do Cear em officio de 5
de Janeiro ultimo do que Ihe remjtte copia, e
levar esta despesa conta dos suppriimmlos ,
que na forma das ordens imperiacs, se fize-
rem a aquella provincia no correte anno fi-
na nceiro.
Dito Ao mesmo remetiendo, em cum-
primento do aviso da secretaria da guerra de
20 de dezombro ultimo tres relacoes impre-
sas : sendo aprimeira dos ollleiaes, qualili a-
R
dos para o quadro do exorcito ; a segunda dos
que passo para a terceira classe ; e a torceira
dos que forao reformados: ordenando que in-ln-
de fazer as competentes declaracas nos assen-
tosdaquelies que pertencem a esta provincia ;
e determinando que reenvi Presidencia as
referidas relacoes.
Dito Ao mesmo, remetiendo quatro contas
dos objectos, que pelo arsenal de guerra to-
rio fornecidos as provincias das Alagoas, Pa-
rahiba Rio Grande do Norte e Cear ; sig-
nificando que, attenta a declaraciio que faz
em seu oIHo do 3 do corente ;deve man-
dar indemnisar o referido arsenal somente da
importancia dos objectos, que forao enviados
para as 3 ultimas provincias e levar esta des-
pesa a conta dos suprimentos, que em virtude
das ordens imperiaes se llies lize.em no corren-
te anno financeiro : o provenindo-o de que
nesta data expede ordem ao director do arsenal
de guerra para fazer dar descarga ao respectivo
almoxarife das 120 armas enviadas para a
provincia das Alagoas, visto terem ellas sido
fornecidas para oservico daquella provincia, e
haver a Presidencia dado parte disto ao govemo
imperial, que ficou inteirado segundo foi
communicadoem aviso da secretaria da guerra
de 16 de setombro do anno p. p.Ofilciou-se
respeito ao director interino do arsenal de
guerra.
Dito Ao chefe de legiao de Iguarac deter-
minando que expeca suas ordens, para que o
majorda mesma legiao Jos Egidio Ferreira,
vogal nomeado para o conselho que vai res-
ponder o 1. commandante da 6.a companhia do
corpo de polica Miguel Alfonso Ferreira se
preste a este servico quando for avisado pelo
presidente do mesmo conselho, o commandante
ieral do referido corpo. Igual ordom s'expedio
ao chele interino da 1.a legiao (leste municipio
acerca dos majores Antonio Carlos de Pinho Bor-
ges,, oJoao Vallentim Villela e dos capites
Antonio Al ves Barbosa Justino Pereira de
Faria eElaudino BenicioMaclicdo que tam-
ben) forao nomcados vogaes para o referido con-
selho : o intelligenciou-se o commandante ge-
ral do corpo de polica da expedidlo d'estas or-
dens remettendo-se-lhc diversos documentos,
para servirem de base ao mencionado conse-
lho e que provao, que o dito |. commandante
nao accelerou, quanto devia a sua marcha
para o termo do Bio lormoso para onde ha\ ia
sido mandado munido dos necessarios meios
para obstar o assassinio projectado contra o
proprietario do Engenho = Ginipapo, Antonio
Francisco do Bego Barros.
SIMPLES RESPOSTA.
A cusa em seu n. 2'i o D.-novo ao Artilheiro
de duas mentiras impudentissimas : a primei-
ra por haver dito que o Exm. Snr. Jiaro ,
ijuando em 1837 tomn posse da Presidencia
desta Provincia achou as obras publicas num
estado a pul luco ; a segunda quando alirmou
que S. Exa. mandou elerar as obras publi-
cas os jornaes dos serenles 800 reis e ao
metmo lempo prohibir a admisiQo de escraros
quer como sement*, quer como offviaex meca-
nicos:* i ios vamos rcstabelecer estas duas as-
Berces o mais succintamento que nos for
possive!.
QuantO primeira sem sustenta-la ahsolu-
-"iicnlo Ijos iiiC
o Artilheiro, se:n insistir sobre a qualifieacao
de op tibien de que este se servio sustenta-
mos com todo o publico, com todos aquelles
que tem olhos para ver e ouvidos para ouvr ,
que o Sur. Barao da Boa-Vista foi o prmcjro
que marchou com passo firme e seguro na car-
rcira dos tnbalhos uteis, e dos molhorameri-
tos industriaos, e que esta feliz- iufluencia tem
durada o tempo necessario para estar hoje ar-
raigado no paiz e para que seja impossivel
ontra administracao qualquer que soja a sua cor
poltica abandonara tarefa tao hrilhantemcn-
te comecada se ella niloquizer perder ocon-
ceito e arrostar com o descontentamento
publico.
Mettemos por corto cm linha de conta as im-
mensas difilmldades porque passarao as admi-
nistracSes que procedcr5o a do nobre BarSo ;
bem nos recordamos das perturbarles publicas,
da falta quasi absoluta de dinheiro naquclla
poca e por isso nao as acensaremos como de
u m crme por nao haverem cuidado nos melho-
ramentos materiaes quando mais urgente ne-
cessidade reclamava a sua atteneao a de im-
pedir o desmoronamento do estado. Tamliem
nao ignoramos os valiosos serviros feitos ao paiz
pela Ilustrada administrado do Baro de Su-
assuna ; foi elle que primeiro pela notavel le
provincial de 10 de Junho de 1835 e pelo re-
gulamento que o seguio deo urna organi-
scSo tal qual administraeo das obras pu-
blicas e introduzio alguns elementos de ordem
onde a desordem mais absoluta reinava; porm
nao he menos certo que foi a administracao ac-
lual quem deo a forma precisa ao que estavfl
apenas esbocado quem abri o caminho, que
estava somente traendo.
Para provar este facto bastar-nos-liia appel-
lar para a voz publica que alto e bom som se
pronuncia este respeito ; mas como a memo-
ria dos fados he urna faculdade que pode fa-
lliar, nos apresentaremos as provas as maiscla-
ras e positivas baseadas em documentos au-
theuticos por cuja conservadlo o D.-novo se
felicitou bem extemporneamente. Talvez del-
lesainda resulte indirectamente alguma confu-
sao para os seus cori|)heos, e para certa gente,
que elle tem querido ineptamente erigir em
pedestal ; como porm he um serio trabalho
d'estadistica, que pertendemos fazer, tnhSo
paciencia aquelles que por elle possfio ser
stigmatizados queso do D.-novo se podeni
queixar. (^ranlo magestosa serio de obras
. nMn....?;^ --- <* c\t\m _..:-.. _.v,^*---------------
iiai t/CCUyuu um lOO i -lijos iiuiiivo u|iii'.ii;utu
D D.-novo, convimos que he ella arranjada so-
bre documentos positivos e he a reprodcelo
quasc exacta do titulo das diversas columnas
das contas das obras publicas no ultimo trimes-
tre de 1837; observaremos com tudo ao D.-no
vo que elle podia ter feito apparecer esta lista
muito mais esmagadora anda decompondo
em suas diversas partes as obras que ella men-
ciona : deste modo na estrada do Pao do A-
Iho por exemplo devia elle ter posto de um
lado os atterros, e do outro dous ou trez arcos
de tijollo que teriao causado tao bom elcito
como a pequea ponte dos carvallios, cujas des-
pezar todas do ultimo trimestre de 1837, con-
sistirao na compra de 8 ps de coqueiros ou
como a ponte do [.ucea para a qual se haviao
comprado materiaes pela enorme somria de 40S
reis. Outro sim devia em vez de ter fallado em
globo do quartel do corpo de policio mencio-
nar separadamente sala por sala, alim de poder
mais exactamente compara-lo com essa famosa
cadeia [para os presos da Magdalena que tra-
hrilhavo un estrada do Pao d'Iho} cujos tra-
balhos forao alugar a toja de um sobrado onde
se recolbiao os presos. A verdade lie que essa
lista tao pomposa so reduz a bem ponen cousa ,
logo que de perto se analise c se procure
nella mais alguma cousa que n3o seja urna
serie de nomes insignificantes; mas em sua in-
trepidez o IkrnoTO dii bem pouca atteneao a si-
npllianfcsbagatellas: oque elle quer dar ao sen
onblico sao palavroes e nada mais ; nutrimento
resistivel; como pretendemos dentro em pouco
tempo apresentar-Ihe um quadro completo ,
onde elle e seus amigos se podero instruir, nao
insistiremos mais agora sobre isto e passare-
nios segunda aecusacao do intrpido jornal.
S o D.-novo he capaz de cahir tao tolamen-
te na ratoeira dessa aecusacao ; mas ha de sa-
far-se dola nao o duvidamos ; vira de longo
algum maganao dar-lhe soccorro mimosean-
do-nos com alguns sofismas dos mais retorci-
dos. O D.-novo pertende que o Artilheiro
mente e nos I he alfirmamos que o mentiroso
he elle. Como ejle gosta de documentos nos
Ib os daremos. Abaixose transcrevem seto pecas
ollleiaes, quecomprovao da maneira a mais
clara o facto que o D.-novo contesta : a de n.
1 de 27 de Julho' 1839 o as nutras quatro de
6 7 e 16 d'Agosto do mesmo anno mostriio
como se verilicou a ideia de substituir o traba-
Mo d'escravos pelo de homens livres as obras
publicas, e a resistencia que foi preciso desen-
volver na'execiKao desta medida salutar para
vencer a que Ihe faziiio os anligos hbitos. O
odicio n. t de 2i de Novembro de 18-iO, mos-
Ira que foi 18 mezes depois que o Exm. Minis-
tro da Warinha lancou a este respeito np fim de
um officio urna ligeira insinuacio a que se
podo responder da maneira a mais satisfactoria ,
como mostra o officio n. 7.
Estar o D.-novo convencido? v que raen-
to vergonzosamente ? Duvidamos. Pode al-
guem ver fechando os olhos ou ouvir tapan-
do os ouvidos ? ^ erdade he que nao he por
elle que fallamos ; que tal honra nos nao me-
rece : sen mal he incuravel e nem nos passa
pela ideia tentar o seu curativo : fallamos
N. 4. Em resposta ao seu officio de 2 do cor-
I. Boyer, cao inspector do arsenal de marinha.
rente participando haver dado cumprimento
ordem desta Presidencia de 27 de julho ultimo ,
que manda convidar para os trabalhos dessa re-
partidlo pessoas livres em bisar dos serventes e
officiaes escravos que delta devao ser despe-
didos, devo signilicar-lhe, que alim de ha\er
mais prompta concurrencia pode augmentaros
jornaes das pessoas livres, que quizerem tra-
balhardeserventes um quarto mais doqu(! ven-
ciao os escravos, e deve por conseguinte decla-
rar qual a importancia dos jornaes que Ibes
esto marcados, nos annuncios que fizer publi-
car pelos peridicos desta capital e finalmente
que pode conservar os dous siirradores captivos
atquesejiio substituidos por livres, dando-so
tainbem a eslesiim quarto mais do que vencern
aquelles.Dos guarde a V. S. P, de Pernarn-
buco7de agosto de 1839.Francisco do Reg
Barros.Sr. director interino do arsenal do
guerra.
N. 5. vista do officio de 13 do correlato,
em queVmc. participa, que apesar dos annun-
cios e accressmos de jornal nelles olferecido ,
nao he possivel apiiarecerein pessoas livres para
os trabalhosdo officio de mirador, e bem as-
sim para serventes: ordeno-lhe que torne a
fazer novos annuncios olferecendo um terco so-
bre o jornal, que ltimamente se pagava ; o
que conserve entretando os surradores educo
serventes captivos que anda existern, at quo
appareeao pessoas livres.Dos guarde a V'mc.
P. de Pernainbucoem 16 de agosto de 1839.
Francisco do Reno Barros. Sr. Joao Arsenio
barbosa, director interino do arsenal de guerra.
N. (5. Illm. eExm. Sr.Em resposta ao of-
ficio de V. Ex. sob n." 7o datado de 3 do cr-
lenle mei, acerca da gratificado aos officiaes
de capinleiro e calafate, durante a construc-
essa parte de publico honrada 6 tranquilla, que cao da nova embarcad"1 no arsenal de marinha
se de:xa algumas ve/es e.ar por palaMes e dessa provincia ; tenho de significar a V. Ex.,
engaar por una impudente mentira. A (ao que a roferidagratillcaoSo s poder ser appro-
continua e fastidiosa repeticao, tio nsuppor- vada, se recahir em pessoas livres; devendo V.
tavel secatura te... cl.egado essa foll.a quo Ex. mh.rn.ar a esta secretaria deostado se nn-
, ", .' (nielleestaleciinentoexistern operarios escravos,
breve a abandonaremos a si n.esma e talvez ( n| nteHgencjade qll(! simi|hantes operarios j
queentao morra ella de raiva concentrada; he forao excluidos do arsenal de marinha da corte,
o que Ihe pode acontecer de mais feliz. j)eS gUarfle a y. Ex. P. do Rio de Janeiro cm
N. 1 OSr. inspector geral das obras pul.li- S?n0^b~dlM?-^"^l"fW!S^de
cas mandar despedir a todos os officiaes e ser- ventos captivos,/queestiverem empregados nasSr.. rrai.ns-dn Bego tkrros.
lill'erentes obras, que sea.hoa seu cargo; N. 7. Illm. e Exm. Sr-Satisfazendo ao a-
devendoao.....smo tempo convidar por annun- viso, que V. Ex. me expedio com data de24do
cios as lolhas publicas aos officiaes e serventes novembro prximo passadoem resposta ao mcu
livres (iiie ..uiserem servir as ditas obras. E officio de 3 do mesmo mez sobn. 75accrca da
I...../me assim o tiver reito dar parte a esta gratilicaco aos officiaes de carpinteiroeCalafate,
Presidencia. P. de Pernambuco em 27 de Julho durante a constriircao da nova embarcacao no
(it 1839Bego !arsenal dfl marinha desta r
N. B. Expedio-se na mesma data cdo mes- informara V. Ex., que a
motheor aoengenhelro Augusto A'ersting, eN *> rewhir somente
no mesmo sentido com as convenientes mudan- P"'* ffi""'''' virtiuie de
cas ao inspector do arsenal de marinha ao .xislc nem scadm.ttem....
director do arsenal de guerra, ao eugenhe.ro dr00^?2,^mtriS^r^8gir2S
.. 'a V. Ex. cldade do Bccilede]Pernarnbuco25 do
IcMTeiro de 1841.Illm. eExm. Sr. Antonio
Francisco de Paula e Hollanda Cavalcantede Al-
buquerque. Francisco do Bego Barros.
O) r res pondeocia.
Srs. Redactores. Para que todos saibo
que a busca que mandei dar em casa do al-
laiate Joo Paulo amigo e socio do Abyssi-
nio foi requerida e que a ella precederao as
formalidades do art. 121 do regulamento de
31 dejanciro do anno (indo hajo Vms. de pu-
blicar as pecas, que acon.panhao esta. D el-
las ver o publico, nao s que a preta Izaheles
l arsenal de marinha desta pro\ incia; cumpre-me
que a sohredita gratilicaco
em pessoas livres;
virluUe de ordens anteriores nao
existe, nem scadmittemais naquelle estabele-
. 2. Illm. Sr. comoV. S." informa em seu
offcio(le3docorrento, que mu poucas pes-
soas livres se tem querido sujeitar a trabalhar
deserventes nesse arsenal e que as obras do
mesmoM achio quasi parausadas por esta cau-
sa ; convenho em que sejo admittidos alguns
dos serventes escravos, que forao despedidos,
sob a condico de scrcm substituidos por pes-
soas li\res a proporcao que estas forem appare-
cendo conforme V. S.a propoe no citado of-
(icio aoqual respondo.Dos guarde, a V. S.a
P. de Pernambuco C de agosto de 1830. Fran-
cisco do Rogo Barros.Sr. inspector do arsenal
de marinha.
N. 3. Illm. Sr. Emadditamento ordem des-
promptaconcurrencia, pode
larios das pessoas livres que quizerem traba-
lhar de serventes um quarto mais do que ven-
ciflo os escravos e deve por conseguinte decla-
rar qual a importancia dos jornaes que lhes
mi eravcl urna mentira sem sal oAbyssi-
niodiser, que eu mandei introdusir aquella
pela em casa do alfaiate seo amigo para vin-
ir-mcdelle. Oh! quanto nao he o Abyssi-
esto marcados nos annuncios que fizer pu- (0 fecunj0 c.n descobertas deste genero
bem xoxo Pela nos-a parte, como contamos
}e3a}OS termos com que < emittio j CSSSsgah brevemente com factor de nm nn?o r-
blicar lelos peridicos desta capital. Dos
guarde a V. 5,' i!. de Pe........'"> em 7 de a-
gosto de 1830Francisco do Bego Barros.
Sr inspector geral das obras publicas Firmi-
no Herculano de Moraes Ancora.
No mesmo sentido se officiou ao engenhelro
l.eo-se as respostas do alfaiate, e da
>reta, conbinem-se com o juramento da teste-
inunl.a e ento saber-se-ha se houve ou
nao furto da mesma preta.
Por este facto e por mu tos outros, que


a!!
homens de bem acerca da conducta do Abyssi-
nio e dos motivos da guerra atraicoada que
elle me tem feito. Sou Srs. Redactores &c.
Francisco Carlos RrandSo.
Diz Gaspar da Silva Proes, morador nesta c-
dade quetendodesapparecido de sua casa no
dia 20 do mez passado una sua escrava de no-
me Izabel, chega agora a sua noticia que ella
fra furtada e se acha em casa de Joo Paulo
Barbosa morador nas SPontas cuja amasia
Maria Francisca a conserva occulta, sendo ali
vista por Maria Francisca da Conceico, queis-
to mesmo jurar perante V. S.a Nestes termos
requer a V. S." o supplicante, que lhe mande
passar o mandado de busca para serapprehen-
dida a dita sua escrava com as formalidades da
lei sendo o dito Joo Paulo e sua amasia con-
dusidosdebaixodevara, poiaque o supplican-
te protesta proceder contra eI0s na forma da lei.
Pede etc.
Depoisdo juramento da testemunha quea-
presenta, ser deferido. Recife 7 de fevereiro de
1813.Brandao.
Testemunha 1.Maria Francisca da Concei-
co branca, solteira natural desta provincia ,
moradora nesta cidade de idade de desanove
ajinos, que vive de suas costuras testemunha
jurada nos Santos Evangelhos, que prometteo
diser a verdade, e do costume disse nada e
sendo-lhe perguntado pelo conteudo na peticao
doqueixoso, que toda lhe foi lidaDisse que
sabe, por ver em razao de ter estado alguns dias
em casa de Joao Paulo Barbosa morador nas 5
pontas de cuja casa ella testemunha sanio a
dosedias, que a escrava Izabel que ella tes-
temunha oonhece, e sabe que he escrava de
Gaspar da Silva Froes estavaja muitosdias
occulta em dita casa de Joao Paulo, o qual, e
sua amasia Maria Francisca, e aindahoje tem,
segundo consta a ella testemunha, a dita escra-
va Isabel, trancada dizendo que a queria vender,
e com circito ella testemunha presenciou el-
la dita Maria Francisca ajustara venda da mes-
illa escrava com um fulano Carneiro, de Pedras
de Fogo que ficou de vir em poneos dias reali-
sar a compra ; mas ella testemunha sabe que el-
le ainda nao veio buscara preta.c queainda ella
est occulta em casado mesmo Joao Paulo; dis-
se mais a testemunha que vendo ella, um tal
procedimentode Joao Paulo Barbosa e Ma-
ria Francisca em terem em sua casa occulta
querendo vender, urna escrava que nao era sua,
Ihes disse para que procediao de tal maneira, e
se nao tinho medo da justica elles lhe res-
ponderao que tinho meios de vender dita es-
crava sem ninguem saber, e que seno empor-
tavao com cousa alguma ; emais n5o disse e
assignaro com ojuiz. Francisco Ignacio de At-
tahyde, escrivo a escrevi. Brandao, Maria
Francisca da Conceico, (aspar da Silva Froes.
lntorlocutoria.Avistado depoimento da
testemunha, passe o mandado de busca reque-
rido com as formalidades da lei. Recife 8 de fe-
vereiro de 18i3.Brandao.
Auto das perguntas feilas a preta Izabel, es-
crava.
Aos nove de Fevereiro de mil oito centos e
quarenta e treis sendo nesta cidade do reciTe
de Pernambuco, em publica audiencia que aos
Jeitos e parles dava o doutor Francisco Carlos
Brandao, delegado ejuiz municipal suplente
da segunda vara e sendo ah presente a preta
Izabel escrava que disse ser de (aspar da Silva
Froes ditojuiz lhe fez as seguintes perguntas.
Foi-lheperguntado qual o seu verdadeiro no-
me e de quem era escrava. Respondeo cha-
mar-so Izabel, e ser escrava de Gaspar da Silva
Froes. Sendo-lhe mais perguntando desde
que dia se achava ausente da casa do dito seu
sr., e em que casa se havia ocultado. Bespon-
CO qUC SC u3Citr tasa uu uno mmi
snr. no dia seguinte ao da festa de Santo A-
maro, e que no dia sub seguinte a este fura para
casa de Joao Paulo Barbosa aonde se conser-
vara athe ontem que l foi achada pela poli-
ca. Foi-lhe mais perguntado com que (im all
se conservava e que destino pertendiao dar-
llieos donos da casa. Bespondeo que all es-
tivera por todoesse tempo e que frequentemente
pedir a dona da casa Francisca de tal para que
a fosse levar apadrinhada a seu snr., mas que
ella recusara-se a isto perguntara-lhe se ella
queria hir para o Certo ao que ella respon-
dente nao anuir disendo quetinha scus lilhos,
e depois ella respondentc ouvira a mesma dona
da casa estar tratando de a vender a hum Fuo
de tal Carneiro morador em Pedras de Fogo, o
qualficarade voltardentro dequinzedias para
dar a resposta de sim ou nao, e athe apr-
sente no*lhe consta que tenha voltado. Sen-
do-lhe mais perguntado se o Joao Paulo Bar-
bosa assistira a esse negocio. Bespondeo que
nao, e que se achava frequentemente na salla. E
dando assim o Juiz as perguntas por findasman-
dou faser este termo que assignou e por a preta
nao saber escrever por ella assigna Joao Paulo
Xavier di' Salios. eu Francisco Ignacio de Atha-
hyde escrivo o escreviBrandao Joo Paulo
Xavier de Salles.
Declaro em tempo que a preta Izabel de-
clarara quena occasio em que fura aprehen-
dida athe sabir da escada dclle delegado
Maria Farancisca de Jesuz a sedusira para
que nada descobrisM; e negasse tudu,
dando-lhe athe Ivscoes para este^fim ,
assim comoque ella dita preta fra para aquella
casa sem que ninguem para ella a mandasse ,
e me s alli fra pedir a referida Maria Fran-
cisca para que a apadrinhasse comoj a cima
disse. Eu Francisco Ignacio de Athahyde esci-
vo o declarei.
Auto das perguntas feilas a Mari" Francisca.
Aos nove dias do mez de fevereiro de 1843
nesta cidade do recifeem publica audiencia que
aos feitos e partes dava o doutor Francisco Carlos
Brandao delegado ejuiz municipal em exerci-
cio da segunda vara desta dita cidade e sendo
ah presento Maria Francisca dito jiuz lhe fez
as seguintes perguntas, Foi-lhe perguntado
qual o seu verdadeiro nomo. Bespon-
deo chamar-se Maria Francisca de Jess.
Sendo-lhe mais perguntado a quanto tempo con-
serva va em seu poder cm casa de Joao Paulo
Barbosa a escrava Isabel de Gaspar da Silva
Froes. Respondeo que nao se lembrava do
tempo em que ella andava fgida porque nao
sabia, mas que ella a procurara a tres dias para
ella respondentc a hir levar apadrinhada, viudo
antes disto efectivamente em casa della mesma
respondentc eque depois do diaem que a pro-
curou para a apadrinhar como j disse entrou
a dormir na casa della respondentc, eque de
diasahianarua sabendoj cnto ella respon-
dentequea dita preta estava fgida. Foi-lhe
mais perguntado se conhecc a fuo de tal Car-
neiro, morador, em Pedras de Fogo, eque
tempo faz pouco mais ou menos que elle estivera
em sua casa. Bespondeo que conhece eque
tem com elle amisade mas que se nao lembra
cm que tempo elle estivera cm sua casa. Foi-
lhe mais perguntado senao havia contractado
com oditoCarneiro vender-lhea preta Izabel.
Respondeo que nao. Declarou mais que Fuao
de tal Carneiro estivera em sua casa pouco
mais ou menos a mez e meio, apesar deque se
nao lembra do tempo, e que a preta Izabel procu-
rava a ella respondente em rasao da a mi-
sade que tinha com sua familia tanto
que outras pretas parceiras 'da mesma, 1&
hio frequentemente. Declarou mais ella res-
pondente que so quem podia diser isto contra
ella era Maria Francisca que em sua casa ti-
nha estado. E nada mais tendo o juu a pergun-
tar mandou faser este termo que assignou, e
por a respondente nao saber escrever por ella as-
signa Marcolino Manoel da Silva. Francisco Ig-
nacio de Athahyde, esrivo o escrevi, Brandao.
Marcolino Manoel da Silva.
Auto de perguntas feilas a Joo Paulo Bar-
hoza.Aos nove dias do mez de fevereiro de
18V3, nesta cidade do Bccife de Pernambuco,
em publica audiencia, que aos feitos e partes
dava o doutor Francisco Carlos Brandao,
delegado, ejuiz municipal emcxcrcicio da se-
gunda vara desta mesma cidade e sendo ahi
presente Joo Paulo Barbosa ditojuiz llie fez
as seguintes perguntas. Foi-lhe perguntado
qual o seu verdadeiro nome Bespondeo cha-
mar-se Joo Paulo Barbosa Sendo-lhe mais
perguntado se com efTcito tirara do poder de
Gaspar da Silva Froes e conservava em sua casa,
aonde foi achada pela polica a preta Isabel, es-
crava do dito FroesBespondeu que essa pre-
ta frequentava a sua casa um mez pouco mais
ou menos; mas que elle respondente nao sa-
bia se ella l dorma, nem to pouco se andava
forado poder do seu senhor.Foi-lhe mais per-
guntado se conheciaa fuo de tal Carneiro, mo-
rador em Pedras de Fogo, e se olle arranjava-se
em sua casa quando a esta cidade vinhaRes-
ponden que simFoi-lhe mais perguntado se
sabia que essa mulher que elle tem em sua
casa de nome Maria Francisca, contractara ven-
der a sobredita preta Izabel, ao mencionado
Carneiro Bespondeu que naoFoi-lhe mais
perguntado, se na verdade a supradita preta
Isabel pedir a elle respondente, ou a Maria
Francisca para a apadrinhar, elevar'a seu se-
nhorBespondeu que a dita Maria Francisca ,
dissera a elle respondente que a referida pre-
ta lhe havia feito esfp noHifio cuatro ou o
sinco dias. E nada mais tendo o juiz a pergun-
tar mandn fazer este termo que com elle as-
signou. Francisco Ignacio de Athayde, escri-
vo escrevi.BrandaoJoao PauloBarbosa.
Varedade.
Santo Agostinho refere, como facto notorio,
que durante a sua rezidencia em Milao sendo
hum mancebo citado perante os tribunacs por
seu credor e por divida que seu pai j havia
pago, appareceo-lhe a alma deste, e ensinou-
Ihe o lugar onde se achava o recibo de que
precisava. S. Macario resuscitou hum defunc-
to para servir de testemunha em favor d'hum
homem a quem aecusavao de hum homicidio:
6 morto defendeo o supposto reo, e tornou pa-
ra o seu tmulo. O mesmo S. Macario inter-
rogou a hum crneo, que se achava no deserto,
e em prezenca de militas pessoas fez que dis-
sesse o que se passava no inferno.
A existencia de Vampiros he attestada por
toda a Europa ; e csses Vampiros ero mortos,
que de noite sahiao do cemiterio para andar
chupando os vivos. Toda a Hungria a Polo-
nia a Austria a Moravia a Lorena forao
chupadas por perto de dez annos. Em 1726 a-
brindo-se a sepultura d'hum velho Vampiro
chamado Arnold,quechupava toda a vizinhanca,
foi achado no esquife com os olhos arregalados,
a pelle fresca e vermelha e o ar galhofeiro. O
Governador do lugar, sujeito asss versado em
Vampirismo, fez cravar-lhe hum espeto no co-
raco ; mandou cortar-lhe a cabeca, queimar-
Ihe o corpo depois do que nao chupou mais a
ninguem. Este facto foi reconhecido, e attes-
tado por dous officiaes do tribunal de Belgrado,
que assistiro execuco e por mais outro of-
ficial das tropas do Imperador testemunha
ocular.
A Historia profana tambem nos appresenta
apparicoes de almas do outro mundo. Plutar-
tarco refere que pouco tempo antes da bata-
Iha dePhilippes, estando Bruto sozinho em
sua tenda oceupado em meditar nos negocios
da Repblica, vio antolhar-se-lhe de repente
hum spectro horrivel d'altura gigantesca e
ameacadora. Perguntou-lhe Bruto quem era,
e o que queria Eu sou o teu mao genio (res-
pondeo-lhe o fantasma) ; e espero-te nos cam-
pos dePhilippes Pois sim ( disse-lhe o in-
lexivel Romano) l nos veremos.
Equem nao ter lid o em as cartas de Plinio
o moco a aventura do filosofo Athenodoro ?
Havia em Athenas huma casa muito espacosa,
e de bons commodos, mas desacreditada e
deserta. Pela calada da noite ouvia-se tinir
ferros e cadeias que a principio parecio vir
de longe, e depois aproximar-se : mas logo se
va hum velho mui magro e abatido de lon-
ga barba cabellos arripiados com ferros nos
pos, e mos os quaes sacodia horrivelmente.
D'ahi provinho noites medonhas e sem som-
no para os que habitavo a casa : ao depois o
insomnio trazia a molestia e esta augmen-
tando o horror era seguida da morte : final-
mente a casa foi de todo cedida e abandona-
da ao fantasma.
Succedeo ir a Athenas o filosofo Athenodo-
ro : c como quer que lhe contassem o facto ,
no mesmo dia alugou a casa e para ella
se passou immediatamente. A noite ordenou ,
lhe pozessem a cama cm huma das salas de di-
ante lhe trouxessem os seus cadernos huma
penna luz, e que a sua gente se retirassepara
o fundo da casa. E como receasse, que tendo
livre a imaginado esta possuida d'hum te-
mor frivolo nao se figurasse fantasmas, ap-
plicou-se com todas as forcasa escrever. A'boc-
ca da noite reinou inalteravel silencio por todo
vio elle ferros que se arrastravo e cadeias
que se embatio. Nao ergueo os olhos nao
largou a penna c fez toda a deligencia por
nao attender ao que se passava. Cresce o es-
trondo vai-se aproximando parece que
est junto porta da sala e a final na mesma
sala. Athenodoro olha e d vista do espec-
tro tal qual Ih'o havio pintado o qual es-
lava em p chamando-o com o dedo. O fi-
losofo fez-lhe signal com a mao que esperas-
se hum pouco e continuou a escrever como
se nada houvesse. Continua o espectro a bu-
lla com as cadeias que lhe faz soar ao pe dos
otividos. Ento sem mais tardar levantou-se ,
pega da luz, eseguc-o: caminha o fantasma
com passo lento, como se o acabrunhasse o pe-
zo das cadeias. Chegando entrada da casa ,
desapparece repentinamente e deixa ali o fi-
losofo que apanha ervas e folhas e as co-
O CARAPCERa
ESPECTROS FANTASMAS E ALMAS O OUTRO
MUNDO.
Nao ha cousa mais geralmente acreditada pe-
lo povo, do que a existencia de almas, que vol-
to ilo outro mundo. A Escriptura Sagrada nos
diz, que apparccero espectros aos Egvpcios du-
rante as trovas com que Moyss ferio aquelle
paiz. Tambem diz, que hum mao anjo foi en-
viado ao exercito de Sennacherib e extermi-
nou-o todo em huma s noite : que Sal fez e-
vocar a sombra de Samuel pela Pythonisa de
Endor : que Moyses e Elias finalmente appa-1 loca no mesmo lugar para o poder reconhecer.
recero no monte Thabor. No sentir do cele-1 No outro dia vai ter com os Magistrados e
bre Pie de la Mirndole houve hum uobredia- suplica-lhes mandem cavar n'aquclle sitio ;
bo, que chegou a fazer ouro por adjuorio d'hu-' feito o que achao-sc ossos ainda prezos com
m alma do outro mundo que em sonhos lhe | cadeias, e nada de carnes; porque o tempo
ensinou este segredo. Esse sujeito ( diz elle ) I as consumir. Depois decuidadosamente reu-
vendo-se reduzido a miseria extrema sem pao'nidossepultaro-nos com publicidade ; e fel-
para si, e para seus filhos, deitou-se a dormir, tos ao morto os ltimos oflicios nao pertur-
Ento apparecendo-lhe em sonhos hum'alma j bou o repouso da casa.
bemaventurada, esta lhe ensinou o meio de fa- Platao, chamado o divino, afirma, que
zerouro, cat lhe indicoua qualidade d'agoa, | muitas vezes ao redor dos tu mulos appacccem
.deque devia servir-se para esta composico. as almas dos mortos que volteio debaixo da
.ogo que acordou seguio a receitn que o ave- fama de sonhos, e nunca se desprndelo inteira-
jao lhe prescrevera fez ouro, em pequea monto dos veosda materia. Pausaniasescreve, que
quanlidadesim ; mas quanto foi bastante nnm mantee a sua pobre familia.
relinchos dos cavallos e os gritos dos soldados,
que se acorocoavao para o combate. Seria hum
nao acabar se eu quizesse enumerar todos os
factos queseconto de fantasmas, d'almas do
outro mundo &c. Rara ser a velha em Por-
tugal que nao falle nas bruxas que chupo
meninos &c. &c. : e que de historias se nao
conto por toda a parte dessas apparicoes e de
casas e lugares mal assombrados !
Mas todas estas cousas sao visees ou impos-
turas que nao merecem crdito algum ex-
cepto as apparicoes deque nos fallo os livros
sagrados de cuja veracidade nenhum Cbristo
podeduvidar; porem sao casos extraordina-
rios sao estupendos milagros que Dos se
dignou operar em favor da Religiao l segundo
os seus altos e impenetraveis designios. F-
ra destas mui poucas excepcoes tudo he peta ,
he illuso ou velhacaria para o que basta
refiectir que commmente s apparccem al-
mas bolicosas e turbulentas em casas onde
ha mocas ou criadas muito guardadas r
opprimidas. Alem disto he mais fcil a hum
valcnto, a hum filosofo at a hum santo ter
medo da sua sombra do que a bum morto re-
suscitar. Pelo que a mor parte das maravilhas,
que espantro aos homens de espirito, nao e-
rSo, se nao destrissimas peloticas cujo segre-
do ainda se nao descobrira. Se os mortos vol-
to do outro mundo se as almas tomo posse
das casas para inquietar os vivos ; por que he ,
que csses fantasmas nunca se dirigcm a pessoas
resolutas e Ilustradas ?
Quantos quizerao verificar esses pretendidos
prodigios, sempre achrao que elles se redu-
zio a visoes chimericus a efieitos naturaes ,
ou erao o producto d'algumas farsas astuciosa-
mente combinadas para fazer rir custa de pes-
soas crdulas, e innocentes. As maiores per-
sonages tambem tiverao suas fraquezas ; e eisa-
h por que homens como Santo Agostinho ,
S. Jernimo Plinio Cicero Plutarco ,
Tcito, &c. referirao casos espantosos, cuja
causa alias mui simples Ihes pareca sobrena-
tural.
Da mesma natureza sao os prodigios referi-
dos acerca de S. Macario que resuscitou urna
caveira e obrigou-a a dar-lhe novas do outro
mundo. Assim tambem entre os pagaos Eru*
no sentir do proprio Platao appareceo dopois de
finado, econtou muitas cousas a respeito da
sorte dos bons e maos. O mencionado Plinio
tracta de Gabinio cuja cabeca fallou depois da
sua morte e annunciou a Sexto Pompeo, que
os dcoses infernaes estavao satisfeitos delle, &c
&c. Enario voltou a este mundo depois de ha-
ver passado muitosdias no inferno e referi
ao supracitado Plutarco tudo o que dizia res-
peito a Pluto Minos Eaco Rhadamanto,.
as Parcas e as Furias. E ha cousa mais admi-
ravel e estupenda, do que um tal Phlegon ,
citado por um poeta nos escriptos de Publio ?
Succedeo, que um lobo devorasse o tal Phlegon,
deixando-lhe apenas a cabeca ; e que fez esta
cabera ? Dominada de nobre enthusiasmo ar-
ticulou vinte versos que prediziao a ruina do
Imperio Romano. At Aristteles attesta, que
um Sacerdote de Jupitter tendo sido assassinado,
e o seu aggressor deshumano havendo-lhe se-
parado a cabera do corpo esta nomcou o cri-
minoso, que foi prezo, e condemnado por este
testemunho.
Bruto estava certamente alienado quando
julgou ver c seu proprio fantss:ns ; porque he
claro que preocupado do perigo, que o ame-
acava, entregou-se sua imaginacao, que sen-
do como era, mui viva ardente e melanc-
lica figurou-lhe objectos que nao existio ,
se nao no seu cerebro irritado ; tanto assim quo
querendo contar a sua historia a Cassio este
rio-se e zombou delle. Todos sabem que
Plinio moco era tao crdulo como seu tio ; e
tao miseravel a este respeito, que chega a con-
tar seriamente, que havia em sua casa um du-
ende que todas as noites ia fazer a barba a
um de seus escravos !
Essa doutrina d'almas vindas do outro mun-
do ofende igualmente a razao que a boa Phi-
sica. (lomo he qne urna alma, um puro es-
pirito um ente livre e desprendido da ma-
teria se faz ver ouvir e tocar ? Como he ,
que faz bullas e mil tropelas, como se fora
ahi qualquer rapaz traveco ? Morreo, por ex. f
vosso pai sem confisso ; e todas as noites di-
zeis que vos vem pedir missas : mas he certo,
que o vosso finado est no co ou no inferno ,
ou no purgatorio. Se est no co feliz delle,
c nao carece de sufTragios ; se est no inferno ,
estessSo-lhe inuteis; porque tWnulla redemplio,
e se est no purgatorio quem lhe d licenca
para vir ao mundo puchar-vos pelo p, c wief
isde menino? Dos (dizeisvs). Nao
in no< donnc (jj .'^!!!.'* flfl Mnro-
tbona anda ali se ouviao todas as noites os j pai, se o quer dispensar do purgatorio
traquinadas uu meuiiiu : vcvs y
ha meio mais seguro de sustentar os maiores aD-
surdos ; porque em verdade Dos1 pode tudo
porem que provas convincentes me appresentaes
de que Dos operasse liuns poneos de prodigios
to pasmosos em;favor de vosso pai ? E de mais
d.'ir a salvaco a VOSSO
nao

se o Oinnnotsnts
IIWT
-t~ -


mm
fia mster operar o menor milagro ; o seu sim-
ules querer bastara para salvar mil mundos,
sem o ridiculo recurso de mandar-lhe a alma
outra vez a este mundo para fazer gaionas, vi-
sagens, e peloticas.
Em geral cumprc que estejamos sempre
sobre-aviso a respeito dos nossns ollios, dos
jl0iso* ouvidos, e principalmente da nossa ima-
inacao. Hum acesso de febrc hum ataque
de ervos, hum geiro transporte ao cerebro
bastao para levar a desorden ao nosso sensorio ,
jconseguintemsnte as nossas ideias. Quem
nao sabe que poder tcm cm nos a imaginacao?
^aovemos a cada passo espiritos fracos me-
lanclicos atenuados da febre do trabalho,
ou da excessiva dieta debuchar mil pinturas ex-
travagantes ver em torno de si e at as
nuvens espectros, animaos e innmeros obje-
ctos do seu odio ou de seu amor ? Quasi to-
dos nos somos como D. Quixote, que transfor-
mava moinhos de vento em gigantes carneiros
em hroes e a sua Dulcinea del Toboso em
Princeza admiravel. Tal he a forca d'huma
imaginacao desregrada que se tem visto ho-
raens persuadirm-se que o seu corpo he fei-
to de vidro ou de barro. Huma mulher me -
Jancolica encasquetou-se que se havia torna-
do galinha choca e conseguintemente viva
rodeada de ovos e dizendo que os estava en-
cubando. O grande Pascal cria ver sempre ao
pe de si um precipicio prestes a abysmalo e
Malebranche nao ousava assuar-sc ; porque es-
tava persuadido que tinha um prezunto pen-
durado na ponta do nariz. Que boa mecha !
Antes de se conhecer como boje a arte de
variar os sons da voz, os ventriloquos erao tidos
geralmente por possessos do demonio exorcis-
uiados e todos tremiao em sua presenta e
alguns aproveitavao-se do temor, que inspira-
vao para nriquicer custa dos crdulos e me-
drosos. Adriano Turnebe conta que no seu
tetnpo apparecco em Pariz hum desses charla-
taes, que ganhou muito dinheiro. Eranasci-
do nos Paizes baixos; o chamava-se Pedro o
Jrabancon. Namorou-se de huma linda rapa-
riga mui rica e orf de pai: e como a mai
nao lh'aquizesso dar emeazamento teve o su-
jeito o ardil de introduzir-se de noite na casa ,
e por tal modo fingi a voz do defuncto marido ,
e tilo expressamente ordenou a viuva cedesse a
filhaao Bralnincon que em poucos dias effei-
tuou-se o casamento.
No tempo do famozo Erasmo vendo certo Cu-
ra, que o fervor dos seus parochiannos esfriava,
por conseguinte diminuiao-se-lhc os rditos ,
spalhou alta noite pelo cemiterio obra de 50
caranguejos, as costas dos quaes tinha prega-
do rslinhos acezos. A vista destas luzes erran-
tes toda a aldeia aterrorisada correo ao bom pas-
tor : e este Ihes disse, queaquillo erao as al-
mas do purgatorio que vinhao pedir Missas.
Choverao-lhe as csmolas para esse fim : mas
por infelicidade acharao no outro dia um dos
caranguejos que o Cura se descuidara de apa-
nhar e entao se conheceoo artificio com grave
prejuizo do mesmo Cura. Assim pouco mais
ou menos sao quasi todos os contos e historias
de espectros, fantasmas e almas do outro mundo.
Publicado pedida.
AO ILL.mo E EX.-0 SR. PRESIDENTE RA-
RO DA BOA-VISTA.
&
Se em tempo frreo prodigo de vicios
Que a Natureza depravada assustao ,
Ao scio desee dos mortaes afllictos
Mi ido Genio;
He um indulto que o supremo Nume
So raras vezes compassivo ou torga
Aos mizerandos do terreno globo
ncolas tristes.
Assim baixaste Portentoso Reg ,
Ao solo ardido d'afanada Patria ,
Qual o roci dos ethereos climas
Placido cahe.
Ao teo aspecto rirao-se as flores;
Resurge o meu Capibaribe ameno ,
E pelas margens visitando as Xaides ,
I.impido corre,
povo alegre pelo campo exulta ,
Saudando ao longe de Saturno a Era ;
Da Sancta Cruz abendicoa o Augusto
Prvido Throno.
Ja I he dizia o coracao presago ,
Que as portas hio-se fechar de Jano ,
E que da paz em seu regaco estava
Clico Anjo.
De um tal Presente Pcrnambuco digno ,
Ja liba a um lustro o ineffavcl gozo ,
Qufl extasiado llie parece um curto ,
Rpido da.
Qual Dos, OU Alma Universal de Zenon ,
Toda a provincia e todo o Imperio quasi,
Vienta ampara que a prol delle Jove
Cauiicus iiiaua.
Varao Prestante sabese, que o Orco
Tilas virtudes candidas detesta ,
E que almeja mergulhar no Lethes
nclito Nome.
Sabe-se mais que coracao Estoico
S os embates da calumnia soffre
Teos inimigos necessitao dola?
Mrito gozas.
Que fez Grecia um Aristides justo
Para soffrer o ostracismo infame ?
Vinganoa fcil to somonte adoptan
nimos baixos.
mulos impos Marco-Aurelio teve ;
Teve rivaes o bondadoso Augusto :
Mas tu oh Rogo, antagonistas contas ,
Miseros entes.
He bem verdade que em extremo custa
Ver-e na Patria enxovalhado o Filho.
Coriolano reproba eanalha
Rbido volve.
Virtudes barbaras que ainda exaltao
Republicanos da vetusta Roma,
Polidos forao jporum Celeste
Cdigo Sancto.
Christaes virtudes o ten peito animio ,
Oh Reg, oh Filho da inelhor das Patrias !
Os teus desgostos j Ihe tem valido
Lgubre pranto.
He ella sim que te eiidereoa agora
Estas palavras pela voz de um Vate
Que da lisonja renegara sempre
dolo torpe.
Proscgue Filho, no fiel transumpto
Dos teos Maiores, que me tem honrado;
Em vio alia seu canino dente
Livida inveja.
Nunca Coi nesta transitoria vida
A nobre < luria, que os Hroes julgarao :
Hoje por ti Posteridade justa
Sofrega espera.
J descortino no Porvir nubloso
Teo Nome egregio marchetando a Tarja
< Da tua Estirpe la daGloria no ureo
Lucido Templo.
FIM.
COMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 10......... 2:9488043
Descarrego hoje 11.
Barca Globe -- esparmacote, e potassa.
Brigue Amelia podras.
Brigue Polidora azendas papel, ca-
bos e drogas.
Brigue Gleubim Brat carvao.
leelaraces.
Rclaco dos nomes das pcswas cujos ttulos
de residencia se achilo ha muito j pas-
sados na secretaria de polica e tem sido
por vezes publicados.
Joaquim Antonio de Campos, Joo Antonio
Hall Felisberto Claudino Poreira de Abreo ,
Bernardino Jos Pereira Manoel Vieira,
Joao Ferreira Joo Joaquim Luiz Martins ,
Daniel P. Austin Jos Alexandrc da Silva,
Antonio Jos Mondes Manoel Luiz Madurei-
ra Manoel Antonio do S. Payo Rento Fer-
nandos Jos Alves, Joaquim Poreira de O-
liveira Manoel de Bencvides da Costa Jos
Mara Borges Jos Jacinto Raposo. Joao
Gatis Joao Mara da Cunha Francisco Pe-
reira Manoel Jos Vieira Manoel Jos de
Campos Domingos Jos Vieira da Costa, Jos
Ignacio da Rocha Jos Antonio Gomes Gui-
maies JosLourenco Goncalves, Joao Jos
de Miranda Alexandrc Saint Martin, An-
tonio Flix Gerardo Paulo Jos Gomes Fir-
mo Goncalves Manoel Gancalves, Luiz Fer-
reira dos ^antos Jos de Oliveira Joaquim
ThomazPoreira Manoel da Costa, HansFre-
derico de Husum, Joao Soares Botclho, Joa-
quim Gonsalvos Maia Manoel Ferreira dos
Santos John Donnelly Peter Donnelly ,
Manoel Gomes da Cruz, Jos de Oliveira ,
Augusto Ferreira Pinto Antonio de Souza ,
Joaquim Jos Correia Manoel do Oliveira
Jnior, Manoel de Abreo Antonio Joaquim
de Abreo Cardoso Francisco Xavier da Cu-
nha Antonio Jos Ennes Thomaz Pureelle,
Francisco dos Santos Mendonca Jos Fran-
cisco da Siva Manoel .lose Rodrigues deA-p
drade Manoel Alvos Pinto Jos Caetano u-
Cosla Francisco Soares Cordoiro Luiz Ige
nano Gonzaga Joao Antuncs Guimaraes ,
Joao Antonio Machado.
AMPHI-THEATRO
Na ra da Florentina.
Grande, e extraordinario espectculo para do-
minso 12 do corrente
dividido da inane ira
seguinte
1." Parto. Danc.a de corda forte.
1. Principiar esta parte Manoel Pereira pe-
la primeira vez.
o n im>it< i>~ii.m/.< oxente*"!1. dTerent-S "
s sobre a mesma entretendo o I escravo de nome Jos cacange, e que foi fbr-
respeitavol publico com suas jocosidades. tado e apreendido ao ladrao queira fazer pu-
3 Joo Bernab aprosentar um trabalho sem j blico por esta folhi e dando os signaes cor-
maromba, executando os mais difficeis exerci-J los o poder procural-o om Macci de Do-
rios que neste genero faxer-se pode sobre a di- mingos ucnto da Muda & C. que lhe diro a-
onde existo.
= OSr. Antonio de tal que tove loja do
4ivros de sociodade com o Sr. Froos na ra do
Collegio ; queira annunciar a sua residencia ,
que se lhe desoja fallar.
as Aluga- se o tercoiro andar do sobrado da
ra do Queimado n. 32 a tratar em baixo.
=: Quem quizer dar um ou dous moleques
para aprenderem o oficio de pasteloiro e cozi-
nheiro ; dirija-so a ruadas Trinxoiras n. 14.
= Joaquim Felippe da Costa; rotira-se para
fora da provincia.
LOTERA DO THEATRO.
^^_ Lotoria do thcatro transiere o andamen-
to de suas rodas para o dia 14 do corrente
me* iinpreter\oliiionte om consequencia de
ter a lotera do Guadelu|ie mudado as suas roo
dasdo dia 2Wopassado mez para o dia 31 d-
niesmo. Os bilhetos acho-se a venda no bairro
do Recife na lojade cambiodo Sr. Vieira, e na do
Sr. Cardo/o A y res Jnior o no bairro de San-
ta Antonio naslojas dos srs. Jos de Menezes ,
ra do Collegio ; Su Leito ra do Oueimado,
e viuva do Burgos na pracinha doLivramento
Plano com que se propc a irmandade do
SS. Sacramento da Boa-\ isla a fazer correr
a 4.* parte do medio restante da 1. lotera con-
cedida pela assombla provincial em favor das
ta corda.
\. Finalisar esta parte o aplaudido tnumpho
Indiano.
2.* Parto.
Difforontcs e novos oxercicios atloticos apre-
/enlados por Achillos.
3." Parle. Exercicios equrstres.
1. Diogo Clak, alera doseuvolteio ario,
aprosentar pela primeira voz um difficultoso
exercicio levantando loncos do chao atravossa-
do sobre o cavallo a galope.
2. Bernab, entre outros exercicios novos
sobre o cavallo em pelo aprosentar pela pri-
meira vez o jogo dospauzinhos chinezes ter-
minando com a sempre aplaudida corrida da
anca.
3. O cavallo Romeo aprosentar pola primei-
ra voz a scona do GASTRNOMO ceando na
meza assentado junto ao Palhaco.
4. O joven Palhaco divertir orespcitavel pu-
blico com suas jocosidades a cavallo apresen-
lando varias, o novas difliculdades ; terminan-
do com o salto mortal do cavallo.
5. A graciosa scona das cinco transformaces
exocutadas pela primeira vez por Bernab a
sabor 1." figura monsieur Pantaln 2.a
mostr sapatoiro 3.a a nova moda 4.* ma-
dama Patafia 5.* Zoliro.
6. O pequeo eavalinho pillar pola primei-
ra vez huns arcos forrados de papel.
7. Pela primeira vez os dous Hercules
ou a luta dos dois gladiadores, aprosentada por
Bernab, o seu discpulo Francisco, sobro dois
cavallos em pollo ; este exercicio tem merecido
os maiores aplauzos em todas as partes aonde
se tem apresontado.
Terminar o espectculo urna das mais gra-
ciosas scenas mmicas que nesta arte apresentar
se pode intulada
Os romeiros de S. Cloud.
Principiar s 7 horas o moia da noite.
Preco dos bilhetes de camarotes...... 88000
Ditos de platea................... 18J00
Ditos de varanda................. 18500
A venda dos mesmos acha-se nos lugares ja
an mi ociados e na loja de miudezas na pruca
da Independencia n. 39.
Avisos martimos.
__A fiem eonhecida barca americana Globe,
capito N. Esling sahir no dia 13 do cor-
rente mez para o Rio de Janeiro ; quem na
mesma quizer ir do passagem dirija-se aos seus
consignatarios L. G. Ferreira & C.
Leiloes.
\^-1 .eonir Pugct & C. far leilao por con-
ta c risco de quem portoncer e por interven-
cao do corretor Oliveira 'terca leira 14 do
corrente as 10 horas da manh no seu ar-
mazem da ra da Cruz de anillado sortimon-
to do fasondas francezas da Suissa &c. das
quaes so dcscrovem algumas; a sabor : setins
muito ricos pretos e do cores para vestidos di-
tos para collctos tafctaz sarjas, sedas o ve-
lados para collees loncos do cambraia de li-
nl.> o i\o algndao linas de seda bicos finos e
entrelios brins brancos o do coros os mais
superiores que tem viudo a este mercado gr-
valas do setim fitas do todas as qualidados ,
cassas adamascadas e bordadas ; lencos de fil
o de cassa bordados challes de blondo vesti-
dos de cassa, chapeos para homem, chitas
francezas c muitos outros artigos de miude-
zas ferragens &c.
= Os crodores de A. Faton sucossor do
rclojoeiro Dubois, na ra Nova faro leilao
por interveneao do corrector Oliveira no da
13 do corrente de todos os relogios de ouro ,
e prata para algibeiw ; ditos de parede tran-
celins caixas para tabaco a'finetes do peito ,
anneis brincos pulceiras, aderooos para
senhora einfinidade de galanteras do ouro,
prata c do podras preciozas proprias at para
io/as de ourives ; assim como se vender a ar-
maco &c.
Avisos diversos.
= Oflereco-sc um rapaz brazileiro paracai-
xeiro de escripia ou cobrancas, o qual he
zonto de guarda nacional : quem delle preci-
sar dirija-so a ra larga do Rozario n. 26, 1.
andar.
Precisa-so de ofllciaes de charuteiros que
saibiio trabalhar com perfeico: na ra das Cin-
oo Pontas n. 23.
Um portuguez que iiancu sua conducta,
se otVerece para reoeber dinheiros em alguma da nos Aflogados.
casa penebendo os porcontos que se coven- idade, e prefero-s
cionar; quem procis r annuncie.
4 nacena um Pnrrmmliiijn nij
.. j--------------------- n
obras daquella matriz.
3125 bilhetos a.....
Beneficio do 12 p. /-
Imposto de 8 p. /.
2000 bilhetos
intoiros.... 2,000
1125 meios di-
tos........ 2,230
3125 sello de
80 res..... 4,250
8,000 25:000,000
3:000,000
2:000,000
340,000 5:340,000
19:660,000
1 premio................ 6:000,000
1 dito.................. 3:000,000
1 dito................. 1:500,000
2 ditos........ 500,000
4 ditos........ 200,000
6 ditos........ 100,000
8 ditos........ 50,000
757 ditos........ 8,000
2 ditos 1 "e ultimo
branco...... 152,000
782
2343 brancos.
1:000,000
800,000
600,000
400,000
6:056,000
304,000
19:660,000
, fnlfo
3125
N.B. Os bilhetes da presento lotera de quo
cima se transcreve o plano brevemente serao
expostos venda como se annunciar.
\ O 2. n. dos Annaes da Medicina Per-
nambucana peridico publicado pela Socie-
dade de Medicina ; sabio luz contendo ma-
terias do grande importancia para a sciencia.
Subscrevc-se para este jornal na livraria do arco
de N. S." daConceicao da ponte do Recife ,
proco 800 res cada numero.
Ha nesta praca quem queira contractar
por tempo marcado com qualquer negociante
a venda ue dois ni couros sulguuus a preco tixo
de 48000 res a arroba recebendo todos os
mozos a porcao, que houver em deposito na sal-
gadeira com a COndicSO de adiantar algum di-
nheiro quando houver precizo para costeio do
mesmo estabolocimonto, e de qualquer peque-
a quantiu que procize dar garanta ; quem
pretender fazer este negocio annuncie por esto
Diario para sor procurado.
Na noite de quinta foira perdeu-se da
ponto da Boa^ ista at a ra da Florentina ,
urna carteira contendo dentro 4 sedulas de 5S
rois e 2 de 28 res urna folha de papel meia
escripia urna licenca dada pelo Sr. Pinho Bor-
ges para Jos Cameiro da Cunha divertir-so
em cacada e varios assentos a pessoa que a
adiar quorendo-a restituir mesmo s a cartei-
ra dirija-se ao Coolho, ultima casa, a fallar com
seu dono Jos Carneiro da Cunha que genero-
zamento gratificar.
: Bernardo Jos da Cmara previne que
ningucm recoba em transacao tres letras as-
signadas por elle e sacadas por Francisco Joze
Rodrigues duas vencidas o anno passado e
una que se hade vencer em dias do corrente
mez per quanto o annunciante como cessio-
nario de D. Anna Maria Muniz he actualmente
r redor do mesmo Rodrigues de quantia igual
ao valor das sobreditas letras, equedeveser
encontrada no pagamento d'ellas.
caixeiro para urna ven-
que tenha 12 a 14annos de
o desses chgados ulimaroen-
Precisaso OO UBI
te do Porto ou da llha ; quem estiver nessas
(in'iinclonni.c niriiic/*
na Ttirifa
H1
---


I
Procisa-sc alugar urna casa terrea que
naoexeda de 8$ re. no bairro de Santo An-
tonio : arinuncic.
Quem precisar de canoas de rea pa-
ra qualqucr mister diria-se a ra do Ran-
, gel n. 34.
'Ii Quem annunciou precisar de dinlieiro ,
quer com firmas quer coin hypotheca diri-
ja-so a ra da Praia arniazem de Manoel de
Souza Guimaraes."
Quern quer comprar urna negrinha de 7
annos dirija-se a ra do Caldereiro u. 12.
Precisa-se de urna ama de leite para criar
um menino ein urna casa estrangcira e sendo
da ilhas tora a preferencia quem se adiar nes-
tas circumstancias baja de dirigir-se atraz da
matriz da Boa-vista casa n. 28.
Na ra do Rangel sobrado n. 9 recebe
se alumnos para as primeiras letras e gram.
matica latina por proco mu rasoavel.
Precisa-se de alguns mossos.q' scqueiro
applicar ao trabalbo de padaria e se llie far
o ordenado conforme o seu dcsenvolvimento ,
quem quizer procuro das 6 horas da man ha at
as 11, na ra da Gloria na padaria do lado
do convento ou na travessa da Madre de Dos
na padaria de Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Gaspar da Silva Froes vendo um commu-
nicado no Diario novo com assignatura Ano
Delegado contra os ladros de escravos Joo
Paulo liar boza e sua amaziaMaria Francisca
de Jezus por furto da sua cscrava Izabel f-
gida desde 20 de Janeiro p. p. tem de res-
ponder a alguin b- b pois no julga ser outra
qualidade de gente quem tivesse esse atrevi-
mento ; que a escrava Izabel fgida no mez
passado foi annunciada polo Diario e ltima-
mente ollbrccia-se 100:000 rs. a quem a levasse
ao seu Sr. ,e que por muita amizade que tivesse
ao Sr. Delegado jamis se prestara a aeeoes
infames. Se o annunciantc be conhecido ,
nao h duvida alguma pois tem aqui tido al-
gurnas tranzaooes, he muito conhecido emCam-
pos onde teve negocio no Rio de Janeiro ,
sendo caixeiro e no Rio Grande do Sul d'on-
de he natural ; mas nestes lugares todos ja-
mis a nainia e o ferrete ladro nodoou a car-
reira commercial que segu ; o annunciante
he muito conhecido jamis faltou com seus
tratos nada deve a pessoa alguma e pode ap-
parecer em toda parte pois nao tem rabo de pa-
'ha. Se prestei alguma protecco pecuniaria
ao assassino quo menciona o seu communicado ,
he porque sou sensivel ao mal alheio quando
este se funda nos abeerces da honra e em desa-
tonta della mas nao de ladros. Em quan-
to as relarfles que h de amizade com essa la-
dra corno se explica o communicado tem a
fazer patente o annunciante que voltando el-
la da povoacio do Vermelhoaoengenho Gini-
papo corrida o cortada de espada nao por
furtos de escravos pois ainda nov^stava ini-
ciada nos altos misterios da su ca do B ,
massim de porcos galinhase&c. e procuran-
do entao n*essa occasiao ao finado Francisco de
Paula Nigraniontc para a apadrinhar a quem ao
depois tomou por compadre foi quando so fez
eonhecida e sao destas relacoes de amizade de
que falla o communicado?! O annunciante faz
sciente ao autor do communicado que tem ne-
gocios e nao pode dar capim a bestas por isso
nao Ihe dar resposta alguma as suas parvoices ,
fazendo tudo quanto quizer pois tudo Iheassen-
ta notando aqui aspalavras do Sr. Delegado,
que quem me tem foito a guerra sao assassinos ,
e agora ladros.
Arrenda-se um sitio na estrada de S. A-
maro para Belem com boa casa de vivenda ,
para grande familia com muito bons arvore-
dos de fruto trra para plantaco e pode ter
4 a 5 vaccas de leite ; quem o pretender, diri-
ja-se ao proprietario na mesma estrada pas-
cando a ponte da tacaruna o primeiro sitio a
direita ou na ra do Rangel n. 23.
Roga-se ao Sr. do engenho serraria, que
se o escravo de que trata o seu annuncio
no Diario de 9 do corrento tem os signaes ,
quescachao no annuncio inserto no Diario de
8 do corrente baja por favor manda-lo tra-
zer arua da Cadeia velha n. 50, que se pa-
garo todas as despezas que se ouverom feito
com o dito escravo e se Ihe ficar assas agra-
decido.
= B. Bernel subdito Francez retira-se
para a Europa.
A Senhora D. Maria Roma chegada a
poucos das da cidade da Babia pelo vapor a
esta cidade, queira annunciar a sua morada,
ou dirigir-se ao atterro da Boa-vista, loja de
harbeiro n. 41.
Ainda est disponivel o hbil caixeiro de
escripta annunciado no Diario n. 31.
Ainda est por alugar a loja com arma-
cao da travessa do Rozario n. 10 ; a tratar na
ra do Queimado loja de ferragens n. 30 :
vejase o Diario n. 31.
O Sr. P. M. T. da S. haja de vir, ou
mandar pagar quanto antes os 20:000 res ,
que pedio por unsdias em 4 de Maio doan-
no p. p. cuja quantia foi receber na meza do
Consulado do contrario se usar de outros
meios.
L'm profossor de Grammatica Latina ,
que deixou a sua cadeira eacha-se nesta pra-
ca propoe-so a dar lices particulares da mes-
ma lingoa ; a pessoa que se quizer aproveitar
do seu prostimo o deve procurar no beco do
Peixe Frito, onde j tem aula aborta ; adver-
te-se que d licoes duas vezes ao dia.
Roga-se ao Sr. do engenho Serrara ,
que tem um escravo em seu poder que nao diz
quem seja sou legitimo Sr. que se tiver os si-
gnaes segu i n tes de annunciar por esta folha ,
ou manda-lo entregar na Boa-vista sobrado
n. 35 na Ponte velha que se pagar todas as
dispezas baixo cheio do corpo cor bem
preta rosto largo queixo fino maca do ros-
to alta principio de barba quando fugio ,
bons dentes olhos pequeos ou regular ,
pernas curtas pos chatos e grandes, repre-
zenta tur de dado 34 a 25 annos poucas mar-
cas de chicote crioulo de nome Tbemoteo,
de Thomaz de Aquino Carvalho.
A commisso administradora da socieda-
de Apollinoa avisa pola terceira e ultima vez
aos senhores socios que ostao devendo joia
de entrada c monsalidados que so at o dia
15 do corrente fevereiro nao mandarem satis
azerao thesoureiro respectivo o que devem al
im de dezembro ultimo dcixaro de ser con-
siderados socios, e nao podero ter ingresso
no baile da abertura no dia 4 de marco soguin-
te. A commisso faz este aviso em cumpri-
mento do seu dever e em virtude do artigo
8. dos estatutos que he o segu i n te : O socio
que nao pagar a sua mensalidade joia do en-
trada e as quotas extraordinarias dentro de
oito das depois que o recibo Ihe for apresenta-
do pelo thosoureiro, e precedendo indcacao do
secretario ; entendei-se-ha que se tem vo-
luntariamente despedido.
Obaixo assignado caixoiro do sr. Jos
Ramos de Oliveira declara que vendo o annun-
cio no Diario n. 33 faz scienteao sr. autor
do dito annuncio que nao pedio sentenca algu-
ma de processo nem at o presente as tem tido
com pessoa alguma. Joze Ramos da Cruz.
O aua'xo assignado faz publico que tendo
dissolvido a sociedade entro Joaquim Antonio
daSilveira, e o mesmo abaixo assignado na
venda n. 35 sita no atterro dos Aflbgados c
visto j ter sabido um annuncio de venda para
montos. Thcsouraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereiro de 1842. Joa Manoel
Mendes da Cunha Azevedo thesoureiro.
= O Sr. Antonio Theodoro Serpa queira
mandar tirar o ouro que tem empenhado a 18
mezes, da data destea 15 dias, do contrario
se vender para pagamento.
AITogados como no beco do Quiabo J um
bella ra cujos terrenos acho-se aperfeicoa-
dos e promptos a edificarem-se ; a fallar n0
mesmo sitio com o Major Manoel Joaquim do
Reg Albuquerque.
Vende-se um violo com muito boas vo-
zes urna flauta urna iazarina muito boa uns
O Sr. Francisco Soaros que foi caixei- goldres de courode lustro proprio para viagoni
itn Vr Mesquita na fundicao da ra de e um corrame de courode lustro; tudo em mui-
to bom estado e por proco com modo
ro do Sr.
Apolo queira dirigir-se, ou mandar na ra
da Cadeia velha n. 13, para se tratar certo
negocio.
I A quem Ihe faltar um escravo de nome
Sebastiao de 16 annc pouco mais ou menos,
dirija-se a Api pucos em a casa doSuli-Delegado.
O Sr. Andr de Albuquerque Maranho
Arco-verde no caso de existir nesta praca ,
dirija-se a loja do Sr. Cunha na ra do Cres-
po, n. 10 ou alguem por seu procurador, pa-
ra negocio de seu interesse.
H O Bacharcl formado Pedro Bezerra Pe-
reira de Araujo Beltro professor substituto de
latim do collegio das artes do curso jurdico ,
tendo passado a sua residencia para esta cidade
do Recife propoe-sea dar licoes de latim ,
geografa e geometra ; quem de seu prosti-
mo se quiscr utilisar procure-o na ra de S.
eduas
mesma casa ; aquellas pessoas que se julgo ,
acredoros da dita casa hajo de comparecer
quanto antes a lim de realisarem suas contas.
Manoel Gomes de slzevedo.
Quem quiser contractar por mez roupa
lavada o engomada com toda a perfeieo di-
rija-se a ra larga do Rozario n. 40 segundo
andar que achara com quem tratar ; pre-
ferindo-se ropa de homcm trata-se as pessas
separadas quer para lavar quer para en-
gomar.
Roga-se ao sr. M. G. C. que foi cai-
xeiro vir ou mandar pagar a quantia que he
devedor na venda de Victorino Torres, sita
na quinada ra dosQuarteis ecaso nao ve-
ri lia satisfasor ver o seo nome por extenso pu-
blicado.
-George Kcnworthy & Companhia vendo no
Diario desta cidado do 10 do corrente mez de
fevereiro um annuncio que di/.-que a pessoa de
Pcrnamliiicn a ii.iom faltar um escravo de nome
Jos, caeanje eque foi furtado e aprehendi-
do ao ladro o (gesta publico por esta mos-
ma folha que dando os signaes cortos o pode-
ro procurar em Macei de Domingos Bento
da 3focda e Companhia que Ihe diro aon-
de existedeclaro para conhecimento dos
inesmos senhores ou de mais a quem convier ,
quo no dia 29 de abril de 18V2 fugio do seo
poder um escravo de nome Jos Angola de
idadede 35 a 40 anuos seco do corpo cor
fula, com falta de denles na fronte baixo ,
pernas alguma cousa tortas para dentro o di-
to escravo foi da provincia das Alagoas o
me parece ser o proprio de que trata o annun-
cio dos Srs. Moeda e Companhia, feito no Dia-
rio ja dito. Quem o pegar trago-o aos annun-
ciantes na ra da Cruz desta cidade do Recife n.
64 que ser recompensado com o pagamento
de cincoenta mil reis.
= O abaixo assignado como procurador ,
e administrador da casa de sua (Iha D. Anna
Joaquina Cavalcanti de Albuquerque Uxoa ,
viuva do tenente coronel Pedro Cavalcanti de
Albuquerque Uxoa pretende arrendar a pro-
priodade das Candeias a quem convier comp-
rela na ra Direita das seis as nove horas da
manh edas tres as seis da tarde; cujo ar-
rendamento ser por tres a seis annos e reali-
sado por todos os administradores.
francisco Xavier ^Covnlcani de Alhuqucrque.
O thesoureiro das rendas proviuciaes pa-
ga nos dias 11 e 13 do corrente mez o quar-
tel vencido de outubro a dezembro do anuo p. j
P
Francisco casa n. 15 segundo andar.
Deseja-se fallar ao Sr. Domingos Jos de
Lima a negocio de seu interesse : na ra de
S. Goncalo, n. 20.
O Sr. Francisco Pereira Guimaraes, quei-
ra dirigir-se a praca da Boa vista n. 32, para
negocio do seu interesse.
Precisa-se de urna ama secca capaz de
darconta doarranjo de urna casa para cozi-
nbar engommar e ensaboar : na ra de S.
Thereza venda n. 25.
Por parto do Sr. Vicente Tavares da Sil-
va Coutinlio se faz saber aos Srs. que tem escra-
vos fgidos que nao se cancem em fazer an-
nuncios as folhas a este respeito porque nem
aquello nem ninguem por elle nesta cidade ,
tomo nota desses annuncios, sendo o nico
meiode ohter as informaces desojadas dirigi-
rem-se por escripto ao mesmo Silva Coutnho,
ou pelo correio ou por intermedio de alguem
desta praca.
Compras.
Na ra Nova loja de ferragens n. 25
compra-so 12 duzias de caxas de papelo vasias
para obreias.
Compra-se 6 colheres o 6 garfos de prata
boa : na ra da Gloria n. 60 ; assim como
quem annunciou querer comprar um kagado
jaboty dirija-se a mesma casa.
Compra-se um cao de fila de boa qua-
lidade : na ra de S. Goncalo 20.
Mil barrilinhos proprios para doce em
pequeas ou grandes porcoes ; qualqucr por-
oso de limo, pitanga maracuj laranja ,
que sojo proprias estas frutas para doce : na
ra da Madre de Dos n. 7.
Compra-se tartaruga pentes vclhos e
quebrados ; concerta-se toda obra de tartaruga
:om promplido e proco commodo ; assim
como crava-so brilhantes, diamantes e toda
qualidade do podras ; faz-se toda obra perten-
cente a ourives tudo com perfeieo : a ra
de Ilortas n. 82 loja de tartarugueiro defron-
te da fabrica de charutos.

Vendas
Vende-se um bom sobrado de dous anda-
res com varandas de ferro todo reedificado de
novo ao gosto moderno bom quintal. e ex-
cellente cacimba cito na ra das Trincheiras ;
tratar na Boa-vis, ra da Conceicao n. 15. ,
ou32.
Em casa de J. O. Elster na ra do Vi-
gario charutos de superior qualidade avista
delles se dir o preco.
> Vende-se um cavallo rodado em boas
carnes passeiro e carregador muito manco ,
forte e manteudo ; na ra do Sol, sobrado
da esquina da ra dos Quarteis.
No assougue ingloz na ra da Senzala
velha, n. 36; tem boje sabbado e amanhaa
domingo, carne de hoi, vitella, carneiro e
porco e lingoicas de todas as qualidades.
= \ onde-se trez escravos para forada pra-
ca com difieren tes habilidades, que ao com-
prador so dir ; a tratar com Novaes & Bastos ,
na ra do Queimado n 29.
\ onde-se selins elsticos estofados todos
de couro de porco chegados da Inglaterra
prximamente; caixas de 250 charutos da
fabrica de Gros para os conhecedores prefe-
riveis aos da Havana: na loja franceza de Afibn-
oo Saint Martin ra do Cabug n. 6.
Vende-se urna escrava para fora da Pro-
vmcia, ou para engenho: na ruada Ordem
3." de S. Francisco, no ultimo sobrado, n. 10.
= Vendese exceeiiles terrenos para casas,
tanto na fente do sitio que foi do Paula Fin-
aos empregados que nao vonccm omolu- Ifo / qu; sio es 2i;!Loree, ^uc hori Caisic
formas de fazer tijolos de a I venara ; adverte-
se que o corrame he quasi novo e tudo por
muito commodo preco: na ra de Santa Rta
nova n. 91.
\ende-scuma venda no principio do At-
terro das Cinco Pontas n. 48 a dinheiro ou
a prazo com boas firmas.
Vende-se barricas com oito arrobas pou-
co mais ou menos de oca amarello de superi-
or qualidade : na ra do Vigario, n. 21.
= Vendo-se na botica nova na ra estreita
do Rozario n. 41 espirito de vinho do 36
graos pelo mdico preco de 1440 a caada.
= Vende-se urna negrinha de naco mui-
to linda de idade de 12 annos com princi-
pio de costura e engommado ; um escravo de
naco ptimo para todo o servico : na ra
Direita n. 43.
Vende-se um moleque que reprezenta
ter 14 a 16 annos de idade sem achaque : na
loja do Cunha, n arua do Crespo n. 10.
= Vende-se a Medecina Popular America-
na que tem feito tantos milagros na Cidade do
Rio de Janeiro em curas de IndigestSes Tizi-
cas febres intermitentes remitentes hemorrhodes, molestias urinarias, toda quali-
dade de chagas ncommodos de senhoras &c.
&c. em fim todas as molestias produzidas pe-
la impureza do sangue. Vende-se em todas as
Provincias do Brasil e nesta Cidade na ra da
Cruz n. 18 casa do nico agente nesta Pro-
vincia Joo Keller para commodidade dos
compradores, as lojasdosSr.' Guerra Silva
8c Companhia ra Nova Chaves & Sales,
Atterro da Boa-vista e Cardozo Aires ra da
Cadeia do Recife.
jV. B. as mesmas casas cima vende-se
tambem pilulas vegetaes do Doutor Brandrette.
es Vende-se um molatinho de 16 annos,
oflicial de sapateiro : na ra da Gloria n. 27,
das 6 as 8 horas da manha e de urna as 4 da
tarde.
= Vende-se cortes de vestidos de chita de
muito lindos padroes e tinta sogurissima ,
a 2:880 ,3:200 3:500 e 3:800 : na esqui-
na do Livramento, loja da viuva do Burgos.
Vende-se saccas com farinha do mandioca
de boa qualidade chegada ltimamente de
Santa Catharina sera amarella a 320 a libra ,
caf a 160 reis, cevada nova a 80 reis : no pa-
teo do Carmo esquina da ra de Ortas lado
direito, n. 2.
Na loja de Sales & Chaves no Atterro
da Boa-vista, n. 26, acha-se sempre gran-
de so rtimento de licores finos a 4:000 a du-
zia e outros de segunda qualidade a 2:400,
preco queconvem, muito proprios aos.'rs. que
compro para transportar para fora, e para as
vendas, e botequins ; as pessoas que quizerem
comprar se far provar as qualidades que quizer
para melhor verificar o que se diz.
^ ende-se um selim inglez em bom uzo,
e por preco commodo : na ra do Queimado
loja n. 25.
Vende-se arroz em casca do Bio de S.
Francisco; e urna canoa aberta, de mil tijol-
los por preco commodo : na ra das Cruzes
n. 30.
= Na ra da Cadeia do Recife, n. 31 ven-
de-se cha hisson a selle patacas a libra.
Escravos fugidos
No dia 6 do corrente fugio una negrinha
de nome Lodovina de 16annos, a qual le-
vou vestido de chita edr de ganga j desbotado ,
tendo a mesma osseguintes signaes: secca do
corpo, cara redonda, olhos regulares, beicos
grossos, nariz grosso meia fula nao tendo
ainda pcitos; a pessoa que a pegar leve-a a ru a
do Livramento em casa do Alferes do corpo de
polica Antonio de Albuquerque Maranhao,
que gratificar com generosidade o trabalbo de
quem a pegar.
= Fugio do engenho Conoeico frogue-
zia de Serinhaem um escravo de nome Ven-
ceslao alto, grosso, pouca barba um ollio
mais fechado que outro dentes alvos e abor-
tos cabeca m*as, e pos grandes tem una
pequea marca de forida em urna poma; quem
o pegar leve-o ao referido engenho ou a Ma-
noel Goncalves da Silva na ra da Cadeia do
Recife.
Joo Manoel Pereira de Abreu tem
dous escravos fgidos a saber : um moleque do
nome JoSo e una negra de nome Rita ; quem
os pegar ser gratificado.
ItJSC' JNA iP. DJ M. F. DFF. = 1843.


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